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Perispírito-1,5h
Tópicos do presente estudo:
01. Definição
02. Aspectos Gerais
03. Função
04. Características
05. Propriedades
06. Patogenia Perispiritual
07. Deformação Perispiritual por viciação Mental
08. No estado de emancipação da alma
09. Atuação nas Comunicações Mediúnicas
10. Anatomia e Fisiologia do perispírito
Definição
O vocábulo perispírito foi criado por Allan
Kardec, em 18 de abril de 1857, quando da
publicação da 1ª ed. de O Livro dos Espíritos,
Cap. IV, “Mundo espírita ou dos Espíritos”
(questão 42). Na 2ª ed., 18 de março de
1860, vê-lo-emos como um dos subtítulos do
Cap. I, “Dos Espíritos” (questões 93 a 95).
“93. O Espírito, propriamente dito, nenhuma
cobertura tem, ou, como pretendem alguns,
está sempre envolto numa substância qual-
quer?
'Envolve-o uma substância, vaporosa para os
teus olhos, mas ainda bastante grosseira
para nós; assaz vaporosa, entretanto, para
poder elevar-se na atmosfera e transportar-
se aonde queira.'”
Comentário de Kardec: "Envolvendo o gérmen
de um fruto, há o perisperma; do mesmo mo-
do, uma substância que, por comparação, se
pode chamar perispírito, serve de envoltório
ao Espírito propriamente dito."
Comentário de Kardec: "Envolvendo o gérmen
de um fruto, há o perisperma; do mesmo mo-
do, uma substância que, por comparação, se
pode chamar perispírito, serve de envoltório
ao Espírito propriamente dito."
Em O que é o Espiritismo (p. 154-155), lemos:
“10. Há, pois, no homem três elementos es-
senciais:
1.° A alma ou Espírito, princípio inteligente
em que residem o pensamento, a vontade e
o senso moral;
2.° O corpo, invólucro material que põe o Es-
pírito em relação com o mundo exterior;
3.° O perispírito, invólucro fluídico, leve, im-
ponderável, servindo de laço e de interme-
diário entre o Espírito e o corpo.
==>
14. A união da alma, do perispírito e do corpo
material constitui o homem; a alma e o peris-
pírito separados do corpo constituem o ser cha
mado Espírito.”
14. A união da alma, do perispírito e do corpo
material constitui o homem; a alma e o peris-
pírito separados do corpo constituem o ser cha
mado Espírito.”
Em O Livro dos Médiuns, Cap. XXXII – Voca-
bulário Espírita (p. 514), encontra-se a se-
guinte definição:
“Perispírito (Do grego – peri – em torno). –
Envoltório semimaterial do Espírito. Nos en-
carnados, serve de intermediário entre o Es-
pírito e a matéria; nos Espíritos errantes,
constitui o corpo fluídico do Espírito.”
Aspectos Gerais
Dr. Ary Lex (1916-2001), em vida, foi diretor
executivo do Hospital das Clínicas e professor
titular de Biologia Educacional e Biologia I da
Universidade Mackenzie, esclarece-nos que:
“Povos antigos já suspeitavam da existência
do Perispírito – os indianos designavam-no
como Liga Sharira; os egípcios, Ka; os he-
breus, Nephesh; os gregos, Ochema. […].”
(ARY LEX, Do Sistema nervoso à mediunidade, p. 44).
“Embora os estudos sobre o perispírito
tenham sido sistematizados só a partir de
Kardec, tem sido percebido desde épocas
imemoriais, recebendo as mais diversas
denominações no curso do tempo: mano-
maya-kosha (na Índia védica); baodhas (no
Zen-Avesta, dos persas); Kha ou Bai (entre
os sacerdotes egípcios); rouach (na Cabala);
kama-rupa (Budismo); eidolon, okhema,
ferouer (entre os gregos); Khi (na tradição
chinesa); corpo astral (entre os hermetistas,
alquimistas, esoteristas, teosofistas); […].”
(ZALMINO ZIMMERMANN, Perispírito).
“O perispírito não foi descoberto por Allan
Kardec […] apenas deu-lhe novo nome, e
omitiu maiores detalhes sobre sua anatomia
e fisiologia, limitando-se a defini-lo como cor
po constituído de substância vaporosa, reti-
rado do fluido universal, capaz de resistir aos
rigores da morte física.” (LUIZ G. PINHEIRO, O
perispírito e suas modelações, p. 129).
“Elaborado desde milhões de anos, nos labo-
ratórios da natureza, o perispírito herdou o
automatismo permanente que o mantém atu
ante, transmitindo ao Espírito as impressões
dos sentidos e comunicando ao corpo as von-
tades deste. Graças a este automatismo pe-
rispiritual, o homem não precisa programar-
se ou pensar para respirar, dormir, promover
os fenômenos digestivos, excretar, fazer cir-
cular o sangue e os hormônios e um sem nú-
mero de funções que lhe passam despercebi-
das.” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispírito e suas modela-
ções, p. 130).
“O perispírito é também indicador do estágio
evolutivo do Espírito. Tanto pela sua obser-
vação direta fora do corpo, luminosa ou opa-
ca, quanto pelas formas harmoniosas ou gro-
tescas que imprime ao corpo físico.
Sem o perispírito seria impossível manter os
traços fisionômicos por ocasião da renova-
ção celular, ou mesmo a forma humana, que
é delimitada por parâmetros peculiares à es-
pécie.” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispírito e suas modela-
ções, p. 131).
Função
Para o encarnado:
“[…] O Espírito precisa, pois, de matéria, pa-
ra atuar sobre a matéria. Tem por instrumen
to direto de sua ação o perispírito, como o
homem tem o corpo. Ora, o perispírito é ma-
téria, […] serve-lhe também de agente inter-
mediário o fluido universal, espécie de veícu-
lo sobre que ele atua, como nós atuamos so-
bre o ar, para obter determinados efeitos,
por meio da dilatação, da compressão, da
propulsão, ou das vibrações.” (KARDEC, O Livro
dos Médiuns, 2ª parte, Cap. I, item 58, p. 82-83).
“O fluido perispirítico constitui, pois, o traço
de união entre o Espírito e a matéria. Enquan
to aquele se acha unido ao corpo, serve-lhe
ele de veículo ao pensamento, para transmi-
tir o movimento às diversas partes do orga-
nismo, as quais atuam sob a impulsão da sua
vontade e para fazer que repercutam no Es-
pírito as sensações que os agentes exteriores
produzam. Servem-lhe de fios condutores os
nervos como, no telégrafo, ao fluido elétrico
serve de condutor o fio metálico.” (KARDEC, A
Gênese, cap. XI, item 17, p. 245).
“344. Em que momento a alma se une ao
corpo?
'A união começa na concepção, mas só é
completa por ocasião do nascimento. Desde
o instante da concepção, o Espírito designa-
do para habitar certo corpo a este se liga por
um laço fluídico, que cada vez mais se vai
apertando até ao instante em que a criança
vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta,
anuncia que ela se conta no número dos vi-
vos e dos servos de Deus.'” (KARDEC, O Livro dos
Espíritos, p. 225).
“Quando o Espírito tem de encarnar num corpo
humano em vias de formação, um laço fluídico,
que mais não é do que uma expansão do seu
perispírito, o liga ao gérmen que o atraí por
uma força irresistível, desde o momento da con-
cepção. À medida que o gérmen se desenvolve,
o laço se encurta. Sob a influência do princípio
vito-material do gérmen, o perispírito, que pos-
sui certas propriedades da matéria, se une, mo-
lécula a molécula, ao corpo em formação, donde
o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio
do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira,
nesse gérmen, como uma planta na terra. Quan
do o gérmen chega ao seu pleno desenvolvi-
mento, completa é a união; nasce então o ser
para a vida exterior.” (KARDEC, A Gênese, Cap. Item
18, p. 245).
"[...] É ainda o 'campo
modelador da forma',
pois, durante a gestação,
será o perispírito o res-
ponsável pela estrutura-
ção do embrião, através
de um campo magnético
criado por ele. […].”
(IDE-JF/FEB, Curso Básico de
Espiritismo, item 6.3 – O Perispí-
rito, 2009, p. 25).
Perispírito-1,5h
Vejamos estas informações do Dr. Pim Vam
Lommel, médico cardiologista holandês:
“[…] Ao longo de nossa vida morrem a cada se-
gundo 500.000 células e, a cada ano, são subs-
tituídas cerca de 50 mil milhões de células no
nosso corpo, resultado daqui um novo corpo a
cada ano. […] o nosso corpo muda continua-
mente, a cada dia, a cada minuto, a cada segun
do. Em cada ano, cerca de 98% das moléculas e
átomos do nosso corpo são substituídos. Cada
ser vivo encontra-se num equilíbrio instável en-
tre dois processos opostos de integração e de-
sintegração contínuos. Mas ninguém se aperce-
be desta constante mudança.”
Dito isso, ele coloca as seguintes questões:
“E de onde vem a continuidade do nosso corpo
em constante mudança? As células são apenas
os elementos constitutivos do nosso corpo, tal
como os tijolos de uma casa; mas quem é o ar-
quitecto? E quem coordena a construção desta
casa? Quando alguém morre ficam apenas os
restos mortais: somente matéria. Mas onde está
o director do corpo? Então, e a nossa consciên-
cia quando morremos? Somos um corpo, ou
'temos' um corpo?” (DOMINGOS; DIAS; LOUÇÃO,
2011, p. 203-204).
Mais adiante, Dr. Pim Vam Lommel continua
firme com seus questionamentos:
“Também podemos perguntar como é que
um corpo humano se pode originar de uma
única célula que é criada pela concepção.
Quando se dá a concepção e aparecem as
primeiras células, cada célula já sabe o que
vai ser: se vai ser parte de um olho, ou da
pele, ou de uma célula nervosa. […].” (DOMIN-
GOS; DIAS; LOUÇÃO, 2011, p. 236-237).
Somente no Espiritismo é que encontraremos
as respostas coerentes e lógicas para todos
estes questionamentos...
“A matéria grosseira, incessantemente reno-
vada pela circulação vital, não é a parte está
vel e permanente do homem. É o perispírito
que assegura a manutenção da estrutura hu-
mana e dos traços da fisionomia, e isso, em
todas as épocas da vida, do nascimento até a
morte. Faz, assim, o papel de um molde com
pressível e expansível, sobre o qual a maté-
ria terrestre incorpora-se.” (LÉON DENIS, Depois
da morte, Celd, p. 214).
“O perispírito torna-se, portanto, um molde
fluídico, elástico, que calca sua forma sobre a
matéria. Daí dimanam as condições fisiológi-
cas do renascimento. As qualidades ou defei-
tos do molde reaparecem no corpo físico,
que não é, na maioria dos casos, senão im-
perfeita e grosseira cópia do perispírito.”
(LÉON DENIS, Depois da Morte, p. 246).
Calcar: reproduzir ou tentar reproduzir fielmente (o que foi
feito por outrem ou as características de alguém ou algo);
copiar de. (HOUAISS).
Dimanar: Brotar; derivar; emanar. (AURÉLIO).
“Precisamos recorrer ao perispírito, pois ele é
que contém o desenho prévio, a lei onipo-
tente que servirá de regra inflexível ao novo
organismo, e que lhe assinará o lugar na es-
cala morfológica, segundo o grau de sua evo
lução no embrião que se executa essa ação
diretiva. […].” (GABRIEL DELANNE, A Evolução Aní-
mica, p. 39).
“Para ser mais exato, é preciso dizer que é o
próprio Espírito que modela o seu envoltório
e o apropria às suas novas necessidades;
aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o
organismo, à medida que experimenta a ne-
cessidade de manifestar novas faculdades;
numa palavra, talha-o de acordo com a sua
inteligência. Deus lhe fornece os materiais;
cabe-lhe a ele empregá-los. […].” (KARDEC, A
Gênese, Cap. XI - item 11, p. 242).
Perispírito-1,5h
Perispírito-1,5h
Para o desencarnado:
“[...] Esse invólucro semimaterial, que tem a
forma humana, constitui para o Espírito um
corpo fluídico, vaporoso, não deixa de ter al-
gumas das propriedades da matéria. O Espí-
rito não é, pois, um ponto, uma abstração: é
um ser limitado e circunscrito, ao qual só fal-
ta ser visível e palpável, para se assemelhar
aos seres humanos. […].” (KARDEC, O Livro dos
Médiuns, 1ª parte, Cap. I, item 3, p. 23).
Na Revista Espírita 1862, encontramos esse
depoimento:
“[…] posso vos dizer que sofro: é uma dor
geral em todos os membros, o que deve vos
surpreender uma vez que, na morte, o corpo
apodrece na terra; mas nós temos um outro
corpo espiritual que, ele, não morre, o que
faz com que soframos tanto quanto se tivés-
semos nosso corpo corporal. Sofro, mas espe
ro não sofrer sempre. Como é preciso satis-
fazer à justiça de Deus, é preciso com isso se
resignar nesta vida ou na outra. […].
Vosso antigo cura, A... T...”
(KARDEC, Revista Espírita 1862, p. 310).
Características
“O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíri-
tos, é um dos mais importantes produtos do
fluido cósmico; é uma condensação desse
fluido em torno de um foco de inteligência ou
alma. Já vimos que também o corpo carnal
tem seu princípio de origem nesse mesmo
fluido condensado e transformado em maté-
ria tangível. […] O corpo perispirítico e o cor-
po carnal têm pois origem no mesmo elemen
to primitivo; ambos são matéria, ainda que
em dois estados diferentes.” (KARDEC, A Gênese,
Cap. XIV, item 7, p. 317).
“Do meio onde se encontra é que o Espírito
extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltó-
rio ele o forma dos fluidos ambientes. Resul-
ta daí que os elementos constitutivos do pe-
rispírito naturalmente variam, conforme os
mundos. […] Emigrando da Terra, o Espírito
deixa aí o seu invólucro fluídico e toma outro
apropriado ao mundo onde vai habitar.”
(KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 8, p. 317-318).
“Os Espíritos superiores, […] podem vir aos
mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Ti-
ram, dos elementos constitutivos do mundo
onde entram, os materiais para a formação
do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao
meio em que se encontrem. Fazem como o
nobre que despe temporariamente suas ves-
tes, para envergar os trajes plebeus, sem dei
xar por isso de ser nobre.” (KARDEC, A Gênese,
Cap. XIV, item 9, p. 319).
“O perispírito não se acha encerrado nos limi-
tes do corpo, como numa caixa. Pela sua natu-
reza fluídica, ele é expansível, irradia para o
exterior e forma, em torno do corpo, uma es-
pécie de atmosfera que o pensamento e a for-
ça de vontade podem dilatar mais ou menos.
Daí se segue que pessoas há que, sem esta-
rem em contato corporal, podem achar-se em
contato pelos seus perispíritos e permutar a
seu mau grado impressões e, algumas vezes,
pensamentos, por meio da intuição.” (KARDEC,
Obras Póstumas, p. 50).
“Os Espíritos chamados a viver naquele meio
[mundos inferiores] tiram dele seus perispíritos;
porém, conforme seja mais ou menos depura-
do o Espírito, seu perispírito se formará das
partes mais puras ou das mais grosseiras do
fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. O
Espírito produz aí, sempre por comparação e
não por assimilação, o efeito de um reativo
químico que atrai a si as moléculas que a sua
natureza pode assimilar.
Resulta disso este fato capital: a constituição
íntima do perispírito não é idêntica em todos
os Espíritos encarnados ou desencarnados que
povoam a Terra ou o espaço que a circunda.”
(KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 10, p. 319-320).
“Também resulta que: o envoltório perispirí-
tico de um Espírito se modifica com o pro-
gresso moral que este realiza em cada encar
nação, embora ele encarne no mesmo meio;
que os Espíritos superiores, encarnando ex-
cepcionalmente, em missão, num mundo in-
ferior, têm perispírito menos grosseiro do
que o dos indígenas desse mundo.” (KARDEC, A
Gênese, Cap. XIV, item 10, p. 320).
“[…] O Espírito, encarnado, conserva, com as
qualidades que lhe são próprias, o seu peris-
pírito que, como se sabe, não fica circunscri-
to pelo corpo, mas irradia ao seu derredor e
o envolve como que de uma atmosfera
fluídica.” (Kardec, A Gênese, Cap. XIV, item 18, p. 326).
“O perispírito não se acha encerrado nos li-
mites do corpo, como numa caixa. Pela sua
natureza fluídica, ele é expansível, irradia
para o exterior e forma, em torno do corpo,
uma espécie de atmosfera que o pensamento
e a força de vontade podem dilatar mais ou
menos. Daí se segue que pessoas há que,
sem estarem em contato corporal, podem
achar-se em contato pelos seus perispíritos e
permutar a seu mau grado impressões e, al-
gumas vezes, pensamentos, por meio da in-
tuição.” (KARDEC, Obras Póstumas, p. 50).
Aura
Para a Parapsico-
logia trata-se do
“suposto campo
de energia que
irradia dos seres
vivos.”
(HOUAISS).
Propriedades
“O perispírito, por sua tessitura, organização,
flexibilidade e expansibilidade, fornece inúme
ras condições de ação ao Espírito, mesmo
quando encarnado, condições essas que po-
demos chamar de propriedades do perispíri-
to, sem, com isso, desconhecermos que o
propulsor de toda e qualquer ação é o Espíri-
to.” (JACOB MELO, O passe, p. 79-80).
Na obra Perispírito, o professor Zalmino
Zimmermann (1931-2015), foi presidente
da ABRAME - Associação Brasileira, classifi-
ca o perispírito em 17 propriedades:
Perispírito-1,5h
PLASTICIDADE: O perispírito, extensão da alma, é o eter-
no espelho da mente, moldando-se de acordo com seu co-
mando plasticizante. Contudo, tal possibilidade de alterar a
indumentária perispiritual é limitada ao padrão evolutivo,
intrínseco a cada alma. O Espírito só pode adequar-se pe-
rispiritualmente aos moldes que digam com suas vivências
pretéritas e atuais, ou seja, com a sua realidade íntima.
DENSIDADE: O perispírito, agente da alma, não deixa de
ser matéria, ainda que de natureza quintessenciada. Como
tal, apresenta uma certa densidade, que se relaciona com
o grau de evolução da alma. A densidade perispirítica varia
de indivíduo para indivíduo.
PONDERABILIDADE: Formação de matéria sutil, quintes-
senciada, o corpo espiritual, em si, não apresentaria um
peso possível de ser detectado por meio de qualquer instru
mentação até agora conhecida. Assim, sob o aspecto físico,
seria praticamente imponderável.
Não obstante, na dimensão espiritual, cada organização pe
rispirítica tem o seu peso específico, que varia de acordo
com a sua densidade, ditada sobretudo, como visto, pelo
estado de moralidade do Espírito.
LUMINOSIDADE: A intensidade da luz está na razão da
pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenu-
am-na e enfraquecem-na. A luz irradiada por um Espírito
será tanto mais viva, quanto maior o seu adiantamento.
PENETRABILIDADE: “Matéria nenhuma lhe opõe obstá-
culo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa os cor-
pos transparentes”, anota KARDEC. “Daí vem que não há
como impedir que os Espíritos entrem num recinto inteira-
mente fechado.” (“Obras Póstumas”). Observe-se, entre-
tanto, que, em níveis menos adiantados, os Espíritos, mui-
tas vezes, não conseguem atravessar os obstáculos mate-
riais simplesmente por ignorarem que podem fazê-lo.
VISIBILIDADE: O perispírito é completamente invisível
aos olhos físicos. Não o é para os Espíritos. Os menos adi-
antados percebem o corpo espiritual de seus pares, cap-
tando-lhe o aspecto geral. Já os Espíritos Superiores, po-
dem perscrutar a intimidade perispirítica de desencarnados
de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados,
observando-lhes as desarmonias e as necessidades.
TANGIBILIDADE:: O perispírito, com o suporte ectoplás-
mico, pode tornar-se materialmente tangível, no todo ou
em parte. Essa propriedade inerente ao perispírito surge
clara, obviamente, nos processos em que ocorre acentuada
concentração ectoplasmática (materialização parcial ou
completa de Espíritos).
SENSIBILIDADE GLOBAL: Se quando encarnado, o Espí-
rito recolhe impressões por meio de vias especializadas que
compõem os órgãos dos sentidos, sem o corpo físico, sua
capacidade de perceber amplia-se extraordinariamen-te:
livre das peias somáticas, a percepção do meio que o
envolve já não depende dos canais nervosos materiais,
acontecendo como um registro global do perispírito, ou
seja, uma percepção que o Espírito realiza com todo o seu
ser. Assim, vê, ouve, sente, enfim, com o corpo espiritual
inteiro (independentemente, inclusive, de posição ou dire-
ção), uma vez que as sedes dos sentidos não encontram
localização tão específica quanto se observa no estado de
encarnação, em que a percepção das sensações físicas,
ordinariamente, não se desvincula de suas bases anátomo-
fisiológicas.
SENSIBILIDADE MAGNÉTICA: O perispírito, campo de
força que é, a sustentar uma estrutura semimaterial, apre-
senta-se, como não poderia deixar de ser, particularmente
sensível à ação magnética. (Exemplo precioso é o processo
do passe: o Espírito, acumulando energia e estimulando a
sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste
– psíquicas e vitais – para a transmissão dos recursos de
cura).
EXPANSIBILIDADE: O perispírito, intrinsecamente indivi-
sível, pode, entretanto, conforme suas condições, expan-
dir-se, aumentando, inclusive, o campo de percepção. A
expansibilidade perispirítica, aliás, está na base dos princi-
pais processos mediúnicos;, também graças a essa propri-
edade, é que se torna possível o contato perispírito a peris-
pírito, que marca o fenômeno da incorporação.
BICORPOREIDADE: A bicorporeidade (termo criado por
KARDEC, que se relaciona ao fenômeno de desdobramen-
to), embora, de certa forma, expressão mais adiantada da
expansibilidade, define-se, particularmente, como notável
faculdade do perispírito, que possibilita, em condições espe
ciais, o seu desdobramento (“fazer-se em dois”).
UNICIDADE: A estrutura perispirítica, como reflexo da al-
ma, é única como esta. Não há perispíritos iguais, como a
rigor, inexistem almas idênticas.
PERENIDADE: O perispírito tem a marca da perenidade.
Não se pode imaginar a alma sem o perispírito, seu reflexo
e ponto de contato com a realidade que a envolve e que se
apura, se aprimora, com a própria evolução dessa. O corpo
espiritual é indestrutível como a própria alma.
MUTABILIDADE: O perispírito, no decorrer do processo
evolutivo, se não é suscetível de modificar-se no que se
refere à sua substância, o é com relação à sua estrutura e
forma. (Sabe-se que, por meio da ação plasticizante, pode
o Espírito mudar, por exemplo, seu aspecto, porém, tal fe-
nômeno envolve, apenas, modificação transitória e superfi-
cial, sustentada transitoriamente pela mente). Ensina KAR-
DEC que “o envoltório perispirítico de um Espírito se modi-
fica com o progresso moral que este realiza em cada en-
carnação”. (A Gênese – Cap. XIV ).
CAPACIDADE REFLETORA: O corpo espiritual, extensão
da alma que é, reflete contínua e instantaneamente os
estados mentais. O perispírito, nas palavras de ANDRÉ
LUIZ, é suscetível de refletir, “em virtude dos tecidos ra-
refeitos de que se constitui”, a “glória ou a viciação” da
mente. Todo pensamento encontra imediata ressonância
na delicada tessitura perispiritual.
ODOR: O perispírito, a refletir-se na aura, caracteriza-se,
também, por odor particular, facilmente perceptível pelos
Espíritos.
TEMPERATURA: Como, no desenvolvimento da atividade
mediúnica, certos médiuns registram, por exemplo, uma
espécie de gélido torpor, com a avizinhação de alguma al-
ma sofredora, ou, ao contrário, uma cálida sensação de
bem-estar, quando da aproximação de um Espírito Supe-
rior, é lícito cogitar-se da possibilidade de que o perispírito
também mostre uma espécie de temperatura própria, rela-
cionada, naturalmente, com o grau de evolução do Espíri-
to.
(ZALMINO ZIMMERNAN, Perispírito, cap. II, “Propriedades do perispíri-
to”, p. 27-57).
Patogenia Perispiritual
Patogenia:
 s.f. BIO PAT modo de origem ou de
evolu-ção de qualquer processo mórbido;
nosoge-nia, patogênese, patogenesia.
(HOUAISS).
 [De pato- + -genia.] S. f. Patol. 1. Estudo
dos mecanismos por que se desenvolvem as
moléstias; patogênese, patogenesia, nosoge-
nia. (AURÉLIO).
“Afirmamos ainda que neste corpo se encon-
tra a gênese patológica das mais variadas
enfermidades, que são drenadas para o físi-
co, graças ao favorecimento de uma sintonia
com os micro-organismos patogênicos, gera-
da por seu adensamento. […].” (LUIZ G. PINHEI-
RO, O perispírito e suas modelações, p. 131).
Patológico: que revela doença; mórbido, doentio.
(HOUAISS).
Patogênico: que provoca ou pode provocar, direta ou
indiretamente, uma doença. (HOUAISS).
“No presente estágio acadêmico terrestre, po
demos generalizar a medicina como carente
de enfermagem. Tomando como base para
seus conceitos patogenéticos o microbismo e
as pesquisas laboratoriais, o que, a bem da
verdade, fornecem subsídios para um diag-
nóstico, nele se fecham impondo-lhes a gê-
nese de todo o mal, quando a atitude correta
seria buscar a causa profunda, a que se es-
conde além da matéria transitória.
==>
A instalação da doença no corpo físico, deve-
se à vulnerabilidade perispiritual do indivíduo
como causa primária, o que possibilita a ins-
talação virótica ou bacteriológica como variá-
vel secundária. Como curar o homem, cujo
físico ressente-se do acúmulo de substâncias
tóxicas, que atingindo um limite insuportá-
vel, reage com a desarmonia, que é a doen-
ça, grito de alerta em última instância?
==>
Não são os vírus que determinam as doen-
ças. Existem pessoas portadoras de vírus de
doenças graves, que nunca se manifestam
em pústulas no corpo. Não são as bactérias.
Muitas pessoas ao contato com elas adqui-
rem imunidades, observando-se o efeito
oposto ao esperado, substituindo a virulência
pela resistência.
==>
O que faculta a instalação definitiva da doen-
ça é a queda do tônus vital no organismo ou
em um órgão em particular. E a gênese da
patogenia é quase sempre o perispírito, pelo
adensamento fluídico pernicioso a que se
condena o Espírito pelo seu desregramento.
Vírus e bactérias são fatores concorrentes; o
afastamento das leis divinas constituem os
fatores determinantes.
==>
A doença pois, não é um castigo de Deus,
que não chegaria a mesquinhez de anotar
crimes para depois puni-los com a desgraça.
Ventura ou sofrimento são criados por nós e
para nós, sendo outras variáveis filosóficas a
respeito do destino humano, meramente es-
peculativas e vazias de bom senso. Busque-
se pois a patogenia onde ela se encontra, ou
seja no perispírito, lá impressa pelos des-
mandos do Espírito.
==>
Difunda-se a profilaxia onde ela é mais efi-
ciente; no pensar e no agir de cada um. Ins-
tale-se a terapia, obedecendo a triplicidade
do homem, Espírito-perispírito-corpo físico,
para que o reinado dos paliativos não se per-
petue sobre a Terra.” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispí-
rito e suas modelações, p. 279-280).
Profilaxia: utilização de procedimentos e recursos para prevenir
e evitar doenças, como, p.ex., medidas de higiene, atividades
físicas, cuidado com a alimentação, vacinação etc. (HOUAISS).
Dr. Ary Lex explica-nos que o corpo físico sofre
a influência das emoções:
“Certas emoções produzem vasoconstrição, isto
é, diminuição do calibre dos vasos sanguíneos,
com menor afluxo de sangue à região do rosto,
ficando a pele pálida. Nas emoções de susto ou
medo geralmente ficamos pálidos. Outras emo-
ções levam a uma vasodilatação, com aumento
do afluxo de sangue à face e, consequentemen-
te, 'rubicundez' (Este termo significa fica rubi-
cundo, vermelho, corado). Os estados de agres-
sividade, de ódio, deixam-nos com o rosto con-
gesto. Estes casos simples já nos mostram, cla-
ramente, a influência da mente sobre o corpo.”
(ARY LEX, Do sistema nervoso à mediunidade, p. 21-23).
“[…] Esta [glândulas suprarrenais] secreta
um hormônio importante: é a adrenalina,
que é lançada no sangue durante as emo-
ções, provocando taquicardia (pulso rápido),
tremores, aumento da pressão arterial, au-
mento da secreção sudorípara.” (ARY LEX, Do
sistema nervoso à mediunidade, p. 34).
Deformação Perispiritual por
viciação Mental
O escritor Luiz Gonzaga Pinheiro trata desse te-
ma em O perispírito e suas modelações, apre-
sentando, em seus argumentos, o seguinte:
“Dedicadas ao exercício contínuo de tantas
ações desarmoniosas, afeitas a tantas inconve-
niências e inconsequências, comumente duran-
te longas décadas, essas entidades terminam
por viciar não apenas a própria mente, como
ainda as próprias essências, ou matérias sutis e
maleáveis do perispírito, o qual se deforma ante
os choques, por assim dizer magnéticos, das
vibrações emitidas para o lamentável feito, se
afetam ante o domínio mental de tantas caran-
tonhas e desfiguração da forma ideal perispirí-
tica imaginada pela criação. ==>
Mal-intencionadas e avessas ao Bem, tanto se
fazem de feias e desagradáveis, deformando vo
luntariamente o perispírito, no só intuito de infe
licitarem o próximo, mistificando-o até à obses-
são, através do pavor e da alucinação que infun
dem, que, depois, quando percebem a conveni-
ência de se deterem, porque prejudicam a si
próprias, já não conseguem forças para se refa-
zerem e voltarem ao Natural. (Devassando o
Invisível, Cap. V - Yvonne Pereira).” (LUIZ G.
PINHEIRO, O perispírito e suas modelações, p. 189).
Carantonha: 1. cara grande; caraça; 2. cara fechada; ca-
ra feia; carranca; 3. alteração intencional do rosto; esgar,
careta; 4. máscara grotesca ou extremamente feia
(HOUAISS).
Nas pesquisas realizadas por Luiz Gonzaga
Pinheiro, uma médium em desdobramento,
relata o seguinte:
“Estou vendo pequenos seres, como se fos-
sem anões, cada um deles portando diferen-
tes tipos de anomalias; umas engraçadas e
outras estranhas. Os instrutores me explicam
que todas as deformações a que assisto, fo-
ram provocadas por inúmeras brincadeiras
maldosas e leviandades que os mesmos são
hábeis em ministrar a quem lhes sintonize.
==>
Como vocês sabem, diz o instrutor, o perispí-
rito é extremamente sensível aos comandos
mentais. Esses irmãos, pela continuada imi-
tação de pobres aleijados, de quem zom-
bam; pelas caretas que fazem para assustar
ou divertirem-se; pela tendência em se faze-
rem notar pelo que apresentam de bizarro ou
grotesco, e pela irresponsabilidade genera-
lizada com que tratam a vida, terminaram
por viciar a mente, e por via de consequência
a fôrma perispiritual que lhes obedece a re-
gência.
==>
Essa forma atual que cada um apresenta, é a
mesma que foi plasmada para prejudicar a
seus irmãos e que agora, só através de longo
curso de educação mental e cirurgias repara-
doras conseguirão modificá-la.” (LUIZ G. PINHEI-
RO, O perispírito e suas modelações, p. 190).
André Luiz, acompanhando do instrutor Gúbio,
adentra uma região sombria, em missão de sal-
vamento aos espíritos sofredores. Vejamos co-
mo os ovoides são descritos:
“[…] reparei não longe de nós, como que liga-
das às personalidades sob nosso exame, certas
formas indecisas, obscuras. Semelhavam-se a
pequenas esferas ovoides, cada uma das quais
pouco maior que um crânio humano. Variavam
profundamente nas particularidades. Algumas
denunciavam movimentos próprios, ao jeito de
grandes amebas, respirando naquele clima espi-
ritual; outras, contudo, pareciam em repouso,
aparentemente inertes, ligadas ao halo vital das
personalidades em movimento.” (CHICO XAVIER,
Libertação, p. 84).
L. Palhano Jr., no Dicionário de Filosofia Espírita
(p. 229), dá a seguinte definição:
“OVOIDE: (semelhante ao ovo; forma de ovo)
Formação atípica do perispírito causada por um
forte monoideísmo de espíritos que se mantêm
em ideias fixas, alienando-se dos mais simples
cuidados de integridade pessoal. Há um defi-
nhamento do corpo espiritual, com miniaturiza-
ção. Esse fenômeno pode ocorrer também sob o
domínio hipnótico de entidades experientes, não
só por questões de ordem inferior, mas também
para determinadas operações, como nos prepa-
rativos reencarnatórios. Essas informações são
encontradas nas obras mediúnicas ditadas pelo
Espírito André Luís ao médium Chico Xavier.”
No estado de emancipação
da alma
“401. Durante o sono, a alma repousa como
o corpo?
'Não, o Espírito jamais está inativo. Durante
o sono, afrouxam-se os laços que o prendem
ao corpo e, não precisando este então da sua
pre-sença, ele se lança pelo espaço e entra
em rela-ção mais direta com os outros
Espíritos.'”
O Livro dos Médiuns, Cap. XXV, “Das evoca-
ções”, item 284, “Evocação das pessoas vivas”,
do qual transcrevemos estas questões:
“38ª Pode evocar-se o Espírito de uma pessoa
viva?
'Pode-se, visto que se pode evocar um Espírito
encarnado. O Espírito de um vivo também pode,
em seus momentos de liberdade, se apresentar
sem ser evocado; isto depende da simpatia que
tenha pelas pessoas com quem se comunica.'
39ª Em que estado se acha o corpo da pessoa
cujo Espírito é evocado?
'Dorme, ou cochila; é quando o Espírito está li-
vre.'”
Evocação de Espírito
de pessoa viva
“[…] Do mesmo modo que alguns médiuns vi-
dentes, os Espíritos reconhecem o Espírito de
uma pessoa viva, por um rastro luminoso,
que termina no corpo, fenômeno que absolu-
tamente não se dá quando este está morto,
porque, então, a separação é completa. […].”
(KARDEC, O Livro dos Médiuns, cap. VI, item 118).
Alguém sabe o que é uma EQM?
EQM - Experiência de quase morte
L 1: período no qual o aparelho EEG (eletroencefalograma)
registra a atividade cerebral; entre os pontos 0 e 1, nada é
registrado, pois o paciente está clinicamente morto, sem
qualquer registro cerebral; L 2: Entre os pontos 0 e 1, ati-
vidade da consciência, provada pelos relatos dos pacien-
tes; inclusive, com ocorrências reais de fatos acontecidos
neste período, em que, clinicamente, o paciente não tinha
atividade cerebral, conforme consta de L 1. O intervalo en-
tre os pontos 0 e 1, é o período em que se dá a EQM, no
qual o EEG tem linha plana, sem qualquer registro.
Atuação nas Comunicações
Mediúnicas
“O perispírito é o traço de união entre a vida
corpórea e a vida espiritual. É por seu inter-
médio que o Espírito encarnado se acha em
relação contínua com os desencarnados; é,
em suma, por seu intermédio, que se ope-
ram no homem fenômenos especiais, cuja
causa fundamental não se encontra na maté-
ria tangível e que, por essa razão, parecem
sobrenaturais.” (KARDEC, A Gênese, cap. XIV, item 22,
p. 329).
“O perispírito, para nós outros Espíritos erran
tes, é o agente por meio do qual nos comu-
nicamos convosco, quer indiretamente, pelo
vosso corpo ou pelo vosso perispírito, quer
diretamente, pela vossa alma; donde, infini-
tas modalidades de médiuns e de comunica-
ções.” (LAMENNAIS, O Livro dos Médiuns, cap. IV, item
51, p. 74).
“a) […] Em virtude de sua natureza etérea, o
Espírito propriamente dito não pode atuar so
bre a matéria grosseira, sem intermediário,
sem o elemento que o liga à matéria. Este
elemento, que constitui o que chamais peris-
pírito, vos faculta a chave de todos os fenô-
menos espíritas de ordem material. […]. (LM,
2a parte, cap. IV, item 74, resposta à pergun
ta IX).
b) O perispírito, como se vê, é o princípio de
todas as manifestações. O conhecimento de-
le foi a chave da explicação de uma imensi-
dade de fenômenos e permitiu que a ciência
espírita desse largo passo, […]. (LM, 2a par-
te, cap. VI, item 109).
c) […] das propriedades do perispírito após a
morte, aplica-se ao perispírito dos vivos. […].
(L.M. 2a parte, cap. VII, item 114).
d) Sendo o perispírito dos encarnados de na-
tureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele
os assimila com facilidade, […]. (A Gênese,
cap. XIV, item 18).
e) […] O Espírito não age de outro modo;
sua ação fluídica se transmite de perispírito a
perispírito, e deste ao corpo material. […].
(Revista Espírita, ano VIII - set. 1865, vol.
9).”
(RUBENS POLICASTRO MEIRA, A estrutura íntima do peris-
pírito, www.panoramaespírita.com.br).
Perispírito-1,5h
Perispírito-1,5h
Anatomia e Fisiologia do
perispírito
“[…] a anatomia do perispírito corresponde à
anatomia do corpo somático. Mesmo porque,
se aquele é matriz deste, este não pode ter
configurações anatômicas diferente daquele.”
(JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 47).
“O corpo perispiritual é portador de todas as
matrizes dos órgãos carnais, bem como par-
ticipante nas funções que o corpo físico ela-
bora. Estudar o corpo humano é estudar o
perispírito e vice-versa, lógico que não des-
vinculando tal estudo da atuação mental, co-
mo fator de harmonização ou desagregação
molecular dos mesmos.” (LUIZ G. PINHEIRO, O pe-
rispírito e suas modelações, p. 130-131).
“Perguntado a Emmanuel: '- Há órgãos no
corpo espiritual?' – respondeu ele:
'Dentro das leis substanciais que regem a vi-
da terrestre, extensiva às esferas espirituais
mais próximas do planeta, já o corpo físico,
executadas certas alterações impostas pela
prova ou tarefa a realizar, é uma exterioriza-
ção aproximada do corpo perispiritual, exte-
riorização essa que se subordina aos impera-
tivos da matéria mais grosseira, no mecanis-
mo de heranças celulares, as quais, por sua
vez, se enquadram nas indispensáveis prova-
ções ou testemunhos de cada indivíduo.'”
(JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 49-50).
“O perispírito não é vibratoriamente unitário,
porquanto a concentração da energia de que
ele é formado não é uniforme em toda a sua
tessitura (ou extensão).
Pode-se dizer, então, que ele possui duas es-
truturas, ou se subdivide em dois corpos: o
perispírito propriamente dito (parte mais eté-
rea, de menor concentração energética) e o
duplo etérico (parte mais densa, que termina
no corpo físico, confundindo-se com este).”
(JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao Infinito, p. 48-49).
“No corpo físico, o sistema nervoso central,
bem como o autônomo, representam expres-
sões do duplo etérico e se irradiam por todo
o corpo. Ou, como ensina André Luiz: 'todo o
campo nervoso da criatura constitui a repre-
sentação das potências perispiríticas, vagaro-
samente conquistadas pelo ser, através de
milênios e milênios... O cérebro é o órgão
sagrado da manifestação da mente.'” (JOSÉ
NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 49).
“Os nervos, assim como o córtex motor e os
lobos cerebrais, constituem elementos de li-
gação entre o perispírito e o corpo carnal,
não se podendo afirmar onde termina o cor-
po espiritual e começa o aparelho físico.
Sabe-se, no entanto, que os plexos nervosos
do corpo somático possuem, como corres-
pondentes na organização perispirítica, os
centros vitais, ou centros de força.” (JOSÉ NÁU-
FEL, Do ABC ao infinito, p. 50).
Perispírito-1,5h
Relação Centros
Vitais-Plexos
“É através desses centros de força, ou cha-
kras, que se estabelece a ligação com o pla-
no espiritual.
Conforme a atuação das entidades espiritu-
ais se faça neste ou naquele chakra, ocor-
rerá determinado mecanismo de mediuni-
dade.
Por exemplo, se o Espírito “toma” o centro
laríngeo – que atua sobre o plexo faríngeo –
gera uma manifestação psicofônica. Se faz a
ligação eletromagnética pelo chakra umeral,
atuando indiretamente no plexo braquial –
que inerva o braço, a mão e os dedos – a
comunicação far-se-á por psicografia mecâ-
nica.” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 52).
Perispírito-1,5h
Referências Bibliográficas:
DELANNE, G. A evolução anímica. Rio de Janeiro: FEB, 1989.
]DENIS, L. Depois da morte. Rio de Janeiro: FEB, 1987a.
DENIS, L. Depois da morte. Rio de Janeiro: CELD, 2011.
DENIS, L. No invisível. Rio de Janeiro: FEB, 1987b.
DOMINGOS, M.; DIAS, P. C; LOUÇÃO, P. Relatos verídicos.
Experiências de quase-morte. Lisboa, Portugal: Ésquilo, 2011.
IDE-JF, FEB. Curso Básico de Espiritismo. Juiz de Fora, 2009.
KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007e.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos – Primeira Edição de 1857. São
Paulo: IPECE, 2004.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2007a.
KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007b.
KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2001.
KARDEC, A. Obras Póstumas. Rio de Janeiro: FEB, 2006a
.
KARDEC, A. Revista Espírita 1862. Araras, SP: IDE, 1993g.
LEADBEATER, C. W. Os chakras. São Paulo: Pensamento, 1989.
LEX, A. Do sistema nervoso à mediunidade. São Paulo: FEESP,
2009.
MELO, J. O passe. Rio de Janeiro: FEB, 1992.
NÁUFEL, J. Do ABC ao infinito. Rio de Janeiro: FEB, 1999.
NETO SOBRINHO, P. S. Neurocirurgião muda de opinião após
vivenciar uma EQM in. revista Espiritismo & Ciência Especial, nº
63, São Paulo: Mythos Editora, jul/2013, p. 50-62.
PALHANO JR., L. Dicionário de Filosofia Espírita. Rio de Janeiro:
CELD, 2004.
PINHEIRO, L. G. O Perispírito e suas modelações. Capivari, SP:
EME, 2009.
XAVIER, F. C. Libertação. Rio de Janeiro: FEB, 1987.
ZIMMERMANN, Z. Perispírito. Campinas, SP: CEAK, 2000.
Na Internet:
Rubens Policastro Meira – A estrutura íntima do perispírito, disponível
em http://www.panoramaespirita.com.br/novo/artigos/97-
perispirito/6817-a-estrutura-intima-do-perispirito.html
Imagens:
Capa: http://sphotos-b.xx.fbcdn.net/hphotos-
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Germe no fruto:
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Espírito, perispírito e corpo:http://www.samaritanos.com.br/wp-
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Livro Perispírito: http://lelivros.site/wp-content/uploads/2015/08/Baixar-
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Evolução humana: http://3.bp.blogspot.com/-
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Cérebros maiores: Scientific Americam – Brasil, São Paulo: Duetto, nº 02, s/d, p.
84 e http://www.sciam.com.br/reportagens/img/1.quadro_cranios.jpg
Aura: http://www.voice-inc.co.jp/files/genre4/aura_cleaning_water_img021.jpg
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MOB2: http://4.bp.blogspot.com/-qsoiuPDykPY/T1k2rK-
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Propriedades perispírito: http://3.bp.blogspot.com/-
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Emancipação: http://www.viagemastral.com/site/wp-content/gallery/viagem-
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Evocação vivos:
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Mão levantada: https://t.pimg.jp/011/706/664/1/11706664.jpg
EQM: http://www.cangxinge.com/UpFile/2011-5/13/201151373539443.jpg
Centros de forças:
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Relação centro vitais e plexos:
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Perispírito e mediunidade:
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Perispírito-1,5h

  • 2. Tópicos do presente estudo: 01. Definição 02. Aspectos Gerais 03. Função 04. Características 05. Propriedades 06. Patogenia Perispiritual 07. Deformação Perispiritual por viciação Mental 08. No estado de emancipação da alma 09. Atuação nas Comunicações Mediúnicas 10. Anatomia e Fisiologia do perispírito
  • 4. O vocábulo perispírito foi criado por Allan Kardec, em 18 de abril de 1857, quando da publicação da 1ª ed. de O Livro dos Espíritos, Cap. IV, “Mundo espírita ou dos Espíritos” (questão 42). Na 2ª ed., 18 de março de 1860, vê-lo-emos como um dos subtítulos do Cap. I, “Dos Espíritos” (questões 93 a 95).
  • 5. “93. O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qual- quer? 'Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar- se aonde queira.'”
  • 6. Comentário de Kardec: "Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo mo- do, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito."
  • 7. Comentário de Kardec: "Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo mo- do, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito."
  • 8. Em O que é o Espiritismo (p. 154-155), lemos: “10. Há, pois, no homem três elementos es- senciais: 1.° A alma ou Espírito, princípio inteligente em que residem o pensamento, a vontade e o senso moral; 2.° O corpo, invólucro material que põe o Es- pírito em relação com o mundo exterior; 3.° O perispírito, invólucro fluídico, leve, im- ponderável, servindo de laço e de interme- diário entre o Espírito e o corpo. ==>
  • 9. 14. A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o peris- pírito separados do corpo constituem o ser cha mado Espírito.”
  • 10. 14. A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o peris- pírito separados do corpo constituem o ser cha mado Espírito.”
  • 11. Em O Livro dos Médiuns, Cap. XXXII – Voca- bulário Espírita (p. 514), encontra-se a se- guinte definição: “Perispírito (Do grego – peri – em torno). – Envoltório semimaterial do Espírito. Nos en- carnados, serve de intermediário entre o Es- pírito e a matéria; nos Espíritos errantes, constitui o corpo fluídico do Espírito.”
  • 13. Dr. Ary Lex (1916-2001), em vida, foi diretor executivo do Hospital das Clínicas e professor titular de Biologia Educacional e Biologia I da Universidade Mackenzie, esclarece-nos que: “Povos antigos já suspeitavam da existência do Perispírito – os indianos designavam-no como Liga Sharira; os egípcios, Ka; os he- breus, Nephesh; os gregos, Ochema. […].” (ARY LEX, Do Sistema nervoso à mediunidade, p. 44).
  • 14. “Embora os estudos sobre o perispírito tenham sido sistematizados só a partir de Kardec, tem sido percebido desde épocas imemoriais, recebendo as mais diversas denominações no curso do tempo: mano- maya-kosha (na Índia védica); baodhas (no Zen-Avesta, dos persas); Kha ou Bai (entre os sacerdotes egípcios); rouach (na Cabala); kama-rupa (Budismo); eidolon, okhema, ferouer (entre os gregos); Khi (na tradição chinesa); corpo astral (entre os hermetistas, alquimistas, esoteristas, teosofistas); […].” (ZALMINO ZIMMERMANN, Perispírito).
  • 15. “O perispírito não foi descoberto por Allan Kardec […] apenas deu-lhe novo nome, e omitiu maiores detalhes sobre sua anatomia e fisiologia, limitando-se a defini-lo como cor po constituído de substância vaporosa, reti- rado do fluido universal, capaz de resistir aos rigores da morte física.” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispírito e suas modelações, p. 129).
  • 16. “Elaborado desde milhões de anos, nos labo- ratórios da natureza, o perispírito herdou o automatismo permanente que o mantém atu ante, transmitindo ao Espírito as impressões dos sentidos e comunicando ao corpo as von- tades deste. Graças a este automatismo pe- rispiritual, o homem não precisa programar- se ou pensar para respirar, dormir, promover os fenômenos digestivos, excretar, fazer cir- cular o sangue e os hormônios e um sem nú- mero de funções que lhe passam despercebi- das.” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispírito e suas modela- ções, p. 130).
  • 17. “O perispírito é também indicador do estágio evolutivo do Espírito. Tanto pela sua obser- vação direta fora do corpo, luminosa ou opa- ca, quanto pelas formas harmoniosas ou gro- tescas que imprime ao corpo físico. Sem o perispírito seria impossível manter os traços fisionômicos por ocasião da renova- ção celular, ou mesmo a forma humana, que é delimitada por parâmetros peculiares à es- pécie.” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispírito e suas modela- ções, p. 131).
  • 19. Para o encarnado: “[…] O Espírito precisa, pois, de matéria, pa- ra atuar sobre a matéria. Tem por instrumen to direto de sua ação o perispírito, como o homem tem o corpo. Ora, o perispírito é ma- téria, […] serve-lhe também de agente inter- mediário o fluido universal, espécie de veícu- lo sobre que ele atua, como nós atuamos so- bre o ar, para obter determinados efeitos, por meio da dilatação, da compressão, da propulsão, ou das vibrações.” (KARDEC, O Livro dos Médiuns, 2ª parte, Cap. I, item 58, p. 82-83).
  • 20. “O fluido perispirítico constitui, pois, o traço de união entre o Espírito e a matéria. Enquan to aquele se acha unido ao corpo, serve-lhe ele de veículo ao pensamento, para transmi- tir o movimento às diversas partes do orga- nismo, as quais atuam sob a impulsão da sua vontade e para fazer que repercutam no Es- pírito as sensações que os agentes exteriores produzam. Servem-lhe de fios condutores os nervos como, no telégrafo, ao fluido elétrico serve de condutor o fio metálico.” (KARDEC, A Gênese, cap. XI, item 17, p. 245).
  • 21. “344. Em que momento a alma se une ao corpo? 'A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designa- do para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vi- vos e dos servos de Deus.'” (KARDEC, O Livro dos Espíritos, p. 225).
  • 22. “Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atraí por uma força irresistível, desde o momento da con- cepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que pos- sui certas propriedades da matéria, se une, mo- lécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quan do o gérmen chega ao seu pleno desenvolvi- mento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior.” (KARDEC, A Gênese, Cap. Item 18, p. 245).
  • 23. "[...] É ainda o 'campo modelador da forma', pois, durante a gestação, será o perispírito o res- ponsável pela estrutura- ção do embrião, através de um campo magnético criado por ele. […].” (IDE-JF/FEB, Curso Básico de Espiritismo, item 6.3 – O Perispí- rito, 2009, p. 25).
  • 25. Vejamos estas informações do Dr. Pim Vam Lommel, médico cardiologista holandês: “[…] Ao longo de nossa vida morrem a cada se- gundo 500.000 células e, a cada ano, são subs- tituídas cerca de 50 mil milhões de células no nosso corpo, resultado daqui um novo corpo a cada ano. […] o nosso corpo muda continua- mente, a cada dia, a cada minuto, a cada segun do. Em cada ano, cerca de 98% das moléculas e átomos do nosso corpo são substituídos. Cada ser vivo encontra-se num equilíbrio instável en- tre dois processos opostos de integração e de- sintegração contínuos. Mas ninguém se aperce- be desta constante mudança.” Dito isso, ele coloca as seguintes questões:
  • 26. “E de onde vem a continuidade do nosso corpo em constante mudança? As células são apenas os elementos constitutivos do nosso corpo, tal como os tijolos de uma casa; mas quem é o ar- quitecto? E quem coordena a construção desta casa? Quando alguém morre ficam apenas os restos mortais: somente matéria. Mas onde está o director do corpo? Então, e a nossa consciên- cia quando morremos? Somos um corpo, ou 'temos' um corpo?” (DOMINGOS; DIAS; LOUÇÃO, 2011, p. 203-204).
  • 27. Mais adiante, Dr. Pim Vam Lommel continua firme com seus questionamentos: “Também podemos perguntar como é que um corpo humano se pode originar de uma única célula que é criada pela concepção. Quando se dá a concepção e aparecem as primeiras células, cada célula já sabe o que vai ser: se vai ser parte de um olho, ou da pele, ou de uma célula nervosa. […].” (DOMIN- GOS; DIAS; LOUÇÃO, 2011, p. 236-237). Somente no Espiritismo é que encontraremos as respostas coerentes e lógicas para todos estes questionamentos...
  • 28. “A matéria grosseira, incessantemente reno- vada pela circulação vital, não é a parte está vel e permanente do homem. É o perispírito que assegura a manutenção da estrutura hu- mana e dos traços da fisionomia, e isso, em todas as épocas da vida, do nascimento até a morte. Faz, assim, o papel de um molde com pressível e expansível, sobre o qual a maté- ria terrestre incorpora-se.” (LÉON DENIS, Depois da morte, Celd, p. 214).
  • 29. “O perispírito torna-se, portanto, um molde fluídico, elástico, que calca sua forma sobre a matéria. Daí dimanam as condições fisiológi- cas do renascimento. As qualidades ou defei- tos do molde reaparecem no corpo físico, que não é, na maioria dos casos, senão im- perfeita e grosseira cópia do perispírito.” (LÉON DENIS, Depois da Morte, p. 246). Calcar: reproduzir ou tentar reproduzir fielmente (o que foi feito por outrem ou as características de alguém ou algo); copiar de. (HOUAISS). Dimanar: Brotar; derivar; emanar. (AURÉLIO).
  • 30. “Precisamos recorrer ao perispírito, pois ele é que contém o desenho prévio, a lei onipo- tente que servirá de regra inflexível ao novo organismo, e que lhe assinará o lugar na es- cala morfológica, segundo o grau de sua evo lução no embrião que se executa essa ação diretiva. […].” (GABRIEL DELANNE, A Evolução Aní- mica, p. 39).
  • 31. “Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a ne- cessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. […].” (KARDEC, A Gênese, Cap. XI - item 11, p. 242).
  • 34. Para o desencarnado: “[...] Esse invólucro semimaterial, que tem a forma humana, constitui para o Espírito um corpo fluídico, vaporoso, não deixa de ter al- gumas das propriedades da matéria. O Espí- rito não é, pois, um ponto, uma abstração: é um ser limitado e circunscrito, ao qual só fal- ta ser visível e palpável, para se assemelhar aos seres humanos. […].” (KARDEC, O Livro dos Médiuns, 1ª parte, Cap. I, item 3, p. 23).
  • 35. Na Revista Espírita 1862, encontramos esse depoimento: “[…] posso vos dizer que sofro: é uma dor geral em todos os membros, o que deve vos surpreender uma vez que, na morte, o corpo apodrece na terra; mas nós temos um outro corpo espiritual que, ele, não morre, o que faz com que soframos tanto quanto se tivés- semos nosso corpo corporal. Sofro, mas espe ro não sofrer sempre. Como é preciso satis- fazer à justiça de Deus, é preciso com isso se resignar nesta vida ou na outra. […]. Vosso antigo cura, A... T...” (KARDEC, Revista Espírita 1862, p. 310).
  • 37. “O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíri- tos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em maté- ria tangível. […] O corpo perispirítico e o cor- po carnal têm pois origem no mesmo elemen to primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 7, p. 317).
  • 38. “Do meio onde se encontra é que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltó- rio ele o forma dos fluidos ambientes. Resul- ta daí que os elementos constitutivos do pe- rispírito naturalmente variam, conforme os mundos. […] Emigrando da Terra, o Espírito deixa aí o seu invólucro fluídico e toma outro apropriado ao mundo onde vai habitar.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 8, p. 317-318).
  • 39. “Os Espíritos superiores, […] podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Ti- ram, dos elementos constitutivos do mundo onde entram, os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem. Fazem como o nobre que despe temporariamente suas ves- tes, para envergar os trajes plebeus, sem dei xar por isso de ser nobre.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 9, p. 319).
  • 40. “O perispírito não se acha encerrado nos limi- tes do corpo, como numa caixa. Pela sua natu- reza fluídica, ele é expansível, irradia para o exterior e forma, em torno do corpo, uma es- pécie de atmosfera que o pensamento e a for- ça de vontade podem dilatar mais ou menos. Daí se segue que pessoas há que, sem esta- rem em contato corporal, podem achar-se em contato pelos seus perispíritos e permutar a seu mau grado impressões e, algumas vezes, pensamentos, por meio da intuição.” (KARDEC, Obras Póstumas, p. 50).
  • 41. “Os Espíritos chamados a viver naquele meio [mundos inferiores] tiram dele seus perispíritos; porém, conforme seja mais ou menos depura- do o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. O Espírito produz aí, sempre por comparação e não por assimilação, o efeito de um reativo químico que atrai a si as moléculas que a sua natureza pode assimilar. Resulta disso este fato capital: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 10, p. 319-320).
  • 42. “Também resulta que: o envoltório perispirí- tico de um Espírito se modifica com o pro- gresso moral que este realiza em cada encar nação, embora ele encarne no mesmo meio; que os Espíritos superiores, encarnando ex- cepcionalmente, em missão, num mundo in- ferior, têm perispírito menos grosseiro do que o dos indígenas desse mundo.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 10, p. 320).
  • 43. “[…] O Espírito, encarnado, conserva, com as qualidades que lhe são próprias, o seu peris- pírito que, como se sabe, não fica circunscri- to pelo corpo, mas irradia ao seu derredor e o envolve como que de uma atmosfera fluídica.” (Kardec, A Gênese, Cap. XIV, item 18, p. 326).
  • 44. “O perispírito não se acha encerrado nos li- mites do corpo, como numa caixa. Pela sua natureza fluídica, ele é expansível, irradia para o exterior e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem dilatar mais ou menos. Daí se segue que pessoas há que, sem estarem em contato corporal, podem achar-se em contato pelos seus perispíritos e permutar a seu mau grado impressões e, al- gumas vezes, pensamentos, por meio da in- tuição.” (KARDEC, Obras Póstumas, p. 50).
  • 45. Aura Para a Parapsico- logia trata-se do “suposto campo de energia que irradia dos seres vivos.” (HOUAISS).
  • 47. “O perispírito, por sua tessitura, organização, flexibilidade e expansibilidade, fornece inúme ras condições de ação ao Espírito, mesmo quando encarnado, condições essas que po- demos chamar de propriedades do perispíri- to, sem, com isso, desconhecermos que o propulsor de toda e qualquer ação é o Espíri- to.” (JACOB MELO, O passe, p. 79-80).
  • 48. Na obra Perispírito, o professor Zalmino Zimmermann (1931-2015), foi presidente da ABRAME - Associação Brasileira, classifi- ca o perispírito em 17 propriedades:
  • 50. PLASTICIDADE: O perispírito, extensão da alma, é o eter- no espelho da mente, moldando-se de acordo com seu co- mando plasticizante. Contudo, tal possibilidade de alterar a indumentária perispiritual é limitada ao padrão evolutivo, intrínseco a cada alma. O Espírito só pode adequar-se pe- rispiritualmente aos moldes que digam com suas vivências pretéritas e atuais, ou seja, com a sua realidade íntima. DENSIDADE: O perispírito, agente da alma, não deixa de ser matéria, ainda que de natureza quintessenciada. Como tal, apresenta uma certa densidade, que se relaciona com o grau de evolução da alma. A densidade perispirítica varia de indivíduo para indivíduo.
  • 51. PONDERABILIDADE: Formação de matéria sutil, quintes- senciada, o corpo espiritual, em si, não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instru mentação até agora conhecida. Assim, sob o aspecto físico, seria praticamente imponderável. Não obstante, na dimensão espiritual, cada organização pe rispirítica tem o seu peso específico, que varia de acordo com a sua densidade, ditada sobretudo, como visto, pelo estado de moralidade do Espírito. LUMINOSIDADE: A intensidade da luz está na razão da pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenu- am-na e enfraquecem-na. A luz irradiada por um Espírito será tanto mais viva, quanto maior o seu adiantamento.
  • 52. PENETRABILIDADE: “Matéria nenhuma lhe opõe obstá- culo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa os cor- pos transparentes”, anota KARDEC. “Daí vem que não há como impedir que os Espíritos entrem num recinto inteira- mente fechado.” (“Obras Póstumas”). Observe-se, entre- tanto, que, em níveis menos adiantados, os Espíritos, mui- tas vezes, não conseguem atravessar os obstáculos mate- riais simplesmente por ignorarem que podem fazê-lo. VISIBILIDADE: O perispírito é completamente invisível aos olhos físicos. Não o é para os Espíritos. Os menos adi- antados percebem o corpo espiritual de seus pares, cap- tando-lhe o aspecto geral. Já os Espíritos Superiores, po- dem perscrutar a intimidade perispirítica de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias e as necessidades.
  • 53. TANGIBILIDADE:: O perispírito, com o suporte ectoplás- mico, pode tornar-se materialmente tangível, no todo ou em parte. Essa propriedade inerente ao perispírito surge clara, obviamente, nos processos em que ocorre acentuada concentração ectoplasmática (materialização parcial ou completa de Espíritos). SENSIBILIDADE GLOBAL: Se quando encarnado, o Espí- rito recolhe impressões por meio de vias especializadas que compõem os órgãos dos sentidos, sem o corpo físico, sua capacidade de perceber amplia-se extraordinariamen-te: livre das peias somáticas, a percepção do meio que o envolve já não depende dos canais nervosos materiais, acontecendo como um registro global do perispírito, ou seja, uma percepção que o Espírito realiza com todo o seu ser. Assim, vê, ouve, sente, enfim, com o corpo espiritual inteiro (independentemente, inclusive, de posição ou dire- ção), uma vez que as sedes dos sentidos não encontram localização tão específica quanto se observa no estado de encarnação, em que a percepção das sensações físicas, ordinariamente, não se desvincula de suas bases anátomo- fisiológicas.
  • 54. SENSIBILIDADE MAGNÉTICA: O perispírito, campo de força que é, a sustentar uma estrutura semimaterial, apre- senta-se, como não poderia deixar de ser, particularmente sensível à ação magnética. (Exemplo precioso é o processo do passe: o Espírito, acumulando energia e estimulando a sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste – psíquicas e vitais – para a transmissão dos recursos de cura). EXPANSIBILIDADE: O perispírito, intrinsecamente indivi- sível, pode, entretanto, conforme suas condições, expan- dir-se, aumentando, inclusive, o campo de percepção. A expansibilidade perispirítica, aliás, está na base dos princi- pais processos mediúnicos;, também graças a essa propri- edade, é que se torna possível o contato perispírito a peris- pírito, que marca o fenômeno da incorporação.
  • 55. BICORPOREIDADE: A bicorporeidade (termo criado por KARDEC, que se relaciona ao fenômeno de desdobramen- to), embora, de certa forma, expressão mais adiantada da expansibilidade, define-se, particularmente, como notável faculdade do perispírito, que possibilita, em condições espe ciais, o seu desdobramento (“fazer-se em dois”). UNICIDADE: A estrutura perispirítica, como reflexo da al- ma, é única como esta. Não há perispíritos iguais, como a rigor, inexistem almas idênticas. PERENIDADE: O perispírito tem a marca da perenidade. Não se pode imaginar a alma sem o perispírito, seu reflexo e ponto de contato com a realidade que a envolve e que se apura, se aprimora, com a própria evolução dessa. O corpo espiritual é indestrutível como a própria alma.
  • 56. MUTABILIDADE: O perispírito, no decorrer do processo evolutivo, se não é suscetível de modificar-se no que se refere à sua substância, o é com relação à sua estrutura e forma. (Sabe-se que, por meio da ação plasticizante, pode o Espírito mudar, por exemplo, seu aspecto, porém, tal fe- nômeno envolve, apenas, modificação transitória e superfi- cial, sustentada transitoriamente pela mente). Ensina KAR- DEC que “o envoltório perispirítico de um Espírito se modi- fica com o progresso moral que este realiza em cada en- carnação”. (A Gênese – Cap. XIV ). CAPACIDADE REFLETORA: O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete contínua e instantaneamente os estados mentais. O perispírito, nas palavras de ANDRÉ LUIZ, é suscetível de refletir, “em virtude dos tecidos ra- refeitos de que se constitui”, a “glória ou a viciação” da mente. Todo pensamento encontra imediata ressonância na delicada tessitura perispiritual.
  • 57. ODOR: O perispírito, a refletir-se na aura, caracteriza-se, também, por odor particular, facilmente perceptível pelos Espíritos. TEMPERATURA: Como, no desenvolvimento da atividade mediúnica, certos médiuns registram, por exemplo, uma espécie de gélido torpor, com a avizinhação de alguma al- ma sofredora, ou, ao contrário, uma cálida sensação de bem-estar, quando da aproximação de um Espírito Supe- rior, é lícito cogitar-se da possibilidade de que o perispírito também mostre uma espécie de temperatura própria, rela- cionada, naturalmente, com o grau de evolução do Espíri- to. (ZALMINO ZIMMERNAN, Perispírito, cap. II, “Propriedades do perispíri- to”, p. 27-57).
  • 59. Patogenia:  s.f. BIO PAT modo de origem ou de evolu-ção de qualquer processo mórbido; nosoge-nia, patogênese, patogenesia. (HOUAISS).  [De pato- + -genia.] S. f. Patol. 1. Estudo dos mecanismos por que se desenvolvem as moléstias; patogênese, patogenesia, nosoge- nia. (AURÉLIO).
  • 60. “Afirmamos ainda que neste corpo se encon- tra a gênese patológica das mais variadas enfermidades, que são drenadas para o físi- co, graças ao favorecimento de uma sintonia com os micro-organismos patogênicos, gera- da por seu adensamento. […].” (LUIZ G. PINHEI- RO, O perispírito e suas modelações, p. 131). Patológico: que revela doença; mórbido, doentio. (HOUAISS). Patogênico: que provoca ou pode provocar, direta ou indiretamente, uma doença. (HOUAISS).
  • 61. “No presente estágio acadêmico terrestre, po demos generalizar a medicina como carente de enfermagem. Tomando como base para seus conceitos patogenéticos o microbismo e as pesquisas laboratoriais, o que, a bem da verdade, fornecem subsídios para um diag- nóstico, nele se fecham impondo-lhes a gê- nese de todo o mal, quando a atitude correta seria buscar a causa profunda, a que se es- conde além da matéria transitória. ==>
  • 62. A instalação da doença no corpo físico, deve- se à vulnerabilidade perispiritual do indivíduo como causa primária, o que possibilita a ins- talação virótica ou bacteriológica como variá- vel secundária. Como curar o homem, cujo físico ressente-se do acúmulo de substâncias tóxicas, que atingindo um limite insuportá- vel, reage com a desarmonia, que é a doen- ça, grito de alerta em última instância? ==>
  • 63. Não são os vírus que determinam as doen- ças. Existem pessoas portadoras de vírus de doenças graves, que nunca se manifestam em pústulas no corpo. Não são as bactérias. Muitas pessoas ao contato com elas adqui- rem imunidades, observando-se o efeito oposto ao esperado, substituindo a virulência pela resistência. ==>
  • 64. O que faculta a instalação definitiva da doen- ça é a queda do tônus vital no organismo ou em um órgão em particular. E a gênese da patogenia é quase sempre o perispírito, pelo adensamento fluídico pernicioso a que se condena o Espírito pelo seu desregramento. Vírus e bactérias são fatores concorrentes; o afastamento das leis divinas constituem os fatores determinantes. ==>
  • 65. A doença pois, não é um castigo de Deus, que não chegaria a mesquinhez de anotar crimes para depois puni-los com a desgraça. Ventura ou sofrimento são criados por nós e para nós, sendo outras variáveis filosóficas a respeito do destino humano, meramente es- peculativas e vazias de bom senso. Busque- se pois a patogenia onde ela se encontra, ou seja no perispírito, lá impressa pelos des- mandos do Espírito. ==>
  • 66. Difunda-se a profilaxia onde ela é mais efi- ciente; no pensar e no agir de cada um. Ins- tale-se a terapia, obedecendo a triplicidade do homem, Espírito-perispírito-corpo físico, para que o reinado dos paliativos não se per- petue sobre a Terra.” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispí- rito e suas modelações, p. 279-280). Profilaxia: utilização de procedimentos e recursos para prevenir e evitar doenças, como, p.ex., medidas de higiene, atividades físicas, cuidado com a alimentação, vacinação etc. (HOUAISS).
  • 67. Dr. Ary Lex explica-nos que o corpo físico sofre a influência das emoções: “Certas emoções produzem vasoconstrição, isto é, diminuição do calibre dos vasos sanguíneos, com menor afluxo de sangue à região do rosto, ficando a pele pálida. Nas emoções de susto ou medo geralmente ficamos pálidos. Outras emo- ções levam a uma vasodilatação, com aumento do afluxo de sangue à face e, consequentemen- te, 'rubicundez' (Este termo significa fica rubi- cundo, vermelho, corado). Os estados de agres- sividade, de ódio, deixam-nos com o rosto con- gesto. Estes casos simples já nos mostram, cla- ramente, a influência da mente sobre o corpo.” (ARY LEX, Do sistema nervoso à mediunidade, p. 21-23).
  • 68. “[…] Esta [glândulas suprarrenais] secreta um hormônio importante: é a adrenalina, que é lançada no sangue durante as emo- ções, provocando taquicardia (pulso rápido), tremores, aumento da pressão arterial, au- mento da secreção sudorípara.” (ARY LEX, Do sistema nervoso à mediunidade, p. 34).
  • 70. O escritor Luiz Gonzaga Pinheiro trata desse te- ma em O perispírito e suas modelações, apre- sentando, em seus argumentos, o seguinte: “Dedicadas ao exercício contínuo de tantas ações desarmoniosas, afeitas a tantas inconve- niências e inconsequências, comumente duran- te longas décadas, essas entidades terminam por viciar não apenas a própria mente, como ainda as próprias essências, ou matérias sutis e maleáveis do perispírito, o qual se deforma ante os choques, por assim dizer magnéticos, das vibrações emitidas para o lamentável feito, se afetam ante o domínio mental de tantas caran- tonhas e desfiguração da forma ideal perispirí- tica imaginada pela criação. ==>
  • 71. Mal-intencionadas e avessas ao Bem, tanto se fazem de feias e desagradáveis, deformando vo luntariamente o perispírito, no só intuito de infe licitarem o próximo, mistificando-o até à obses- são, através do pavor e da alucinação que infun dem, que, depois, quando percebem a conveni- ência de se deterem, porque prejudicam a si próprias, já não conseguem forças para se refa- zerem e voltarem ao Natural. (Devassando o Invisível, Cap. V - Yvonne Pereira).” (LUIZ G. PINHEIRO, O perispírito e suas modelações, p. 189). Carantonha: 1. cara grande; caraça; 2. cara fechada; ca- ra feia; carranca; 3. alteração intencional do rosto; esgar, careta; 4. máscara grotesca ou extremamente feia (HOUAISS).
  • 72. Nas pesquisas realizadas por Luiz Gonzaga Pinheiro, uma médium em desdobramento, relata o seguinte: “Estou vendo pequenos seres, como se fos- sem anões, cada um deles portando diferen- tes tipos de anomalias; umas engraçadas e outras estranhas. Os instrutores me explicam que todas as deformações a que assisto, fo- ram provocadas por inúmeras brincadeiras maldosas e leviandades que os mesmos são hábeis em ministrar a quem lhes sintonize. ==>
  • 73. Como vocês sabem, diz o instrutor, o perispí- rito é extremamente sensível aos comandos mentais. Esses irmãos, pela continuada imi- tação de pobres aleijados, de quem zom- bam; pelas caretas que fazem para assustar ou divertirem-se; pela tendência em se faze- rem notar pelo que apresentam de bizarro ou grotesco, e pela irresponsabilidade genera- lizada com que tratam a vida, terminaram por viciar a mente, e por via de consequência a fôrma perispiritual que lhes obedece a re- gência. ==>
  • 74. Essa forma atual que cada um apresenta, é a mesma que foi plasmada para prejudicar a seus irmãos e que agora, só através de longo curso de educação mental e cirurgias repara- doras conseguirão modificá-la.” (LUIZ G. PINHEI- RO, O perispírito e suas modelações, p. 190).
  • 75. André Luiz, acompanhando do instrutor Gúbio, adentra uma região sombria, em missão de sal- vamento aos espíritos sofredores. Vejamos co- mo os ovoides são descritos: “[…] reparei não longe de nós, como que liga- das às personalidades sob nosso exame, certas formas indecisas, obscuras. Semelhavam-se a pequenas esferas ovoides, cada uma das quais pouco maior que um crânio humano. Variavam profundamente nas particularidades. Algumas denunciavam movimentos próprios, ao jeito de grandes amebas, respirando naquele clima espi- ritual; outras, contudo, pareciam em repouso, aparentemente inertes, ligadas ao halo vital das personalidades em movimento.” (CHICO XAVIER, Libertação, p. 84).
  • 76. L. Palhano Jr., no Dicionário de Filosofia Espírita (p. 229), dá a seguinte definição: “OVOIDE: (semelhante ao ovo; forma de ovo) Formação atípica do perispírito causada por um forte monoideísmo de espíritos que se mantêm em ideias fixas, alienando-se dos mais simples cuidados de integridade pessoal. Há um defi- nhamento do corpo espiritual, com miniaturiza- ção. Esse fenômeno pode ocorrer também sob o domínio hipnótico de entidades experientes, não só por questões de ordem inferior, mas também para determinadas operações, como nos prepa- rativos reencarnatórios. Essas informações são encontradas nas obras mediúnicas ditadas pelo Espírito André Luís ao médium Chico Xavier.”
  • 77. No estado de emancipação da alma
  • 78. “401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo? 'Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua pre-sença, ele se lança pelo espaço e entra em rela-ção mais direta com os outros Espíritos.'”
  • 79. O Livro dos Médiuns, Cap. XXV, “Das evoca- ções”, item 284, “Evocação das pessoas vivas”, do qual transcrevemos estas questões: “38ª Pode evocar-se o Espírito de uma pessoa viva? 'Pode-se, visto que se pode evocar um Espírito encarnado. O Espírito de um vivo também pode, em seus momentos de liberdade, se apresentar sem ser evocado; isto depende da simpatia que tenha pelas pessoas com quem se comunica.' 39ª Em que estado se acha o corpo da pessoa cujo Espírito é evocado? 'Dorme, ou cochila; é quando o Espírito está li- vre.'”
  • 80. Evocação de Espírito de pessoa viva “[…] Do mesmo modo que alguns médiuns vi- dentes, os Espíritos reconhecem o Espírito de uma pessoa viva, por um rastro luminoso, que termina no corpo, fenômeno que absolu- tamente não se dá quando este está morto, porque, então, a separação é completa. […].” (KARDEC, O Livro dos Médiuns, cap. VI, item 118).
  • 81. Alguém sabe o que é uma EQM?
  • 82. EQM - Experiência de quase morte
  • 83. L 1: período no qual o aparelho EEG (eletroencefalograma) registra a atividade cerebral; entre os pontos 0 e 1, nada é registrado, pois o paciente está clinicamente morto, sem qualquer registro cerebral; L 2: Entre os pontos 0 e 1, ati- vidade da consciência, provada pelos relatos dos pacien- tes; inclusive, com ocorrências reais de fatos acontecidos neste período, em que, clinicamente, o paciente não tinha atividade cerebral, conforme consta de L 1. O intervalo en- tre os pontos 0 e 1, é o período em que se dá a EQM, no qual o EEG tem linha plana, sem qualquer registro.
  • 85. “O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual. É por seu inter- médio que o Espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados; é, em suma, por seu intermédio, que se ope- ram no homem fenômenos especiais, cuja causa fundamental não se encontra na maté- ria tangível e que, por essa razão, parecem sobrenaturais.” (KARDEC, A Gênese, cap. XIV, item 22, p. 329).
  • 86. “O perispírito, para nós outros Espíritos erran tes, é o agente por meio do qual nos comu- nicamos convosco, quer indiretamente, pelo vosso corpo ou pelo vosso perispírito, quer diretamente, pela vossa alma; donde, infini- tas modalidades de médiuns e de comunica- ções.” (LAMENNAIS, O Livro dos Médiuns, cap. IV, item 51, p. 74).
  • 87. “a) […] Em virtude de sua natureza etérea, o Espírito propriamente dito não pode atuar so bre a matéria grosseira, sem intermediário, sem o elemento que o liga à matéria. Este elemento, que constitui o que chamais peris- pírito, vos faculta a chave de todos os fenô- menos espíritas de ordem material. […]. (LM, 2a parte, cap. IV, item 74, resposta à pergun ta IX). b) O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações. O conhecimento de- le foi a chave da explicação de uma imensi- dade de fenômenos e permitiu que a ciência espírita desse largo passo, […]. (LM, 2a par- te, cap. VI, item 109).
  • 88. c) […] das propriedades do perispírito após a morte, aplica-se ao perispírito dos vivos. […]. (L.M. 2a parte, cap. VII, item 114). d) Sendo o perispírito dos encarnados de na- tureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, […]. (A Gênese, cap. XIV, item 18). e) […] O Espírito não age de outro modo; sua ação fluídica se transmite de perispírito a perispírito, e deste ao corpo material. […]. (Revista Espírita, ano VIII - set. 1865, vol. 9).” (RUBENS POLICASTRO MEIRA, A estrutura íntima do peris- pírito, www.panoramaespírita.com.br).
  • 91. Anatomia e Fisiologia do perispírito
  • 92. “[…] a anatomia do perispírito corresponde à anatomia do corpo somático. Mesmo porque, se aquele é matriz deste, este não pode ter configurações anatômicas diferente daquele.” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 47).
  • 93. “O corpo perispiritual é portador de todas as matrizes dos órgãos carnais, bem como par- ticipante nas funções que o corpo físico ela- bora. Estudar o corpo humano é estudar o perispírito e vice-versa, lógico que não des- vinculando tal estudo da atuação mental, co- mo fator de harmonização ou desagregação molecular dos mesmos.” (LUIZ G. PINHEIRO, O pe- rispírito e suas modelações, p. 130-131).
  • 94. “Perguntado a Emmanuel: '- Há órgãos no corpo espiritual?' – respondeu ele: 'Dentro das leis substanciais que regem a vi- da terrestre, extensiva às esferas espirituais mais próximas do planeta, já o corpo físico, executadas certas alterações impostas pela prova ou tarefa a realizar, é uma exterioriza- ção aproximada do corpo perispiritual, exte- riorização essa que se subordina aos impera- tivos da matéria mais grosseira, no mecanis- mo de heranças celulares, as quais, por sua vez, se enquadram nas indispensáveis prova- ções ou testemunhos de cada indivíduo.'” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 49-50).
  • 95. “O perispírito não é vibratoriamente unitário, porquanto a concentração da energia de que ele é formado não é uniforme em toda a sua tessitura (ou extensão). Pode-se dizer, então, que ele possui duas es- truturas, ou se subdivide em dois corpos: o perispírito propriamente dito (parte mais eté- rea, de menor concentração energética) e o duplo etérico (parte mais densa, que termina no corpo físico, confundindo-se com este).” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao Infinito, p. 48-49).
  • 96. “No corpo físico, o sistema nervoso central, bem como o autônomo, representam expres- sões do duplo etérico e se irradiam por todo o corpo. Ou, como ensina André Luiz: 'todo o campo nervoso da criatura constitui a repre- sentação das potências perispiríticas, vagaro- samente conquistadas pelo ser, através de milênios e milênios... O cérebro é o órgão sagrado da manifestação da mente.'” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 49).
  • 97. “Os nervos, assim como o córtex motor e os lobos cerebrais, constituem elementos de li- gação entre o perispírito e o corpo carnal, não se podendo afirmar onde termina o cor- po espiritual e começa o aparelho físico. Sabe-se, no entanto, que os plexos nervosos do corpo somático possuem, como corres- pondentes na organização perispirítica, os centros vitais, ou centros de força.” (JOSÉ NÁU- FEL, Do ABC ao infinito, p. 50).
  • 100. “É através desses centros de força, ou cha- kras, que se estabelece a ligação com o pla- no espiritual. Conforme a atuação das entidades espiritu- ais se faça neste ou naquele chakra, ocor- rerá determinado mecanismo de mediuni- dade. Por exemplo, se o Espírito “toma” o centro laríngeo – que atua sobre o plexo faríngeo – gera uma manifestação psicofônica. Se faz a ligação eletromagnética pelo chakra umeral, atuando indiretamente no plexo braquial – que inerva o braço, a mão e os dedos – a comunicação far-se-á por psicografia mecâ- nica.” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 52).
  • 102. Referências Bibliográficas: DELANNE, G. A evolução anímica. Rio de Janeiro: FEB, 1989. ]DENIS, L. Depois da morte. Rio de Janeiro: FEB, 1987a. DENIS, L. Depois da morte. Rio de Janeiro: CELD, 2011. DENIS, L. No invisível. Rio de Janeiro: FEB, 1987b. DOMINGOS, M.; DIAS, P. C; LOUÇÃO, P. Relatos verídicos. Experiências de quase-morte. Lisboa, Portugal: Ésquilo, 2011. IDE-JF, FEB. Curso Básico de Espiritismo. Juiz de Fora, 2009. KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007e. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos – Primeira Edição de 1857. São Paulo: IPECE, 2004. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2007a. KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007b. KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2001. KARDEC, A. Obras Póstumas. Rio de Janeiro: FEB, 2006a . KARDEC, A. Revista Espírita 1862. Araras, SP: IDE, 1993g. LEADBEATER, C. W. Os chakras. São Paulo: Pensamento, 1989. LEX, A. Do sistema nervoso à mediunidade. São Paulo: FEESP, 2009.
  • 103. MELO, J. O passe. Rio de Janeiro: FEB, 1992. NÁUFEL, J. Do ABC ao infinito. Rio de Janeiro: FEB, 1999. NETO SOBRINHO, P. S. Neurocirurgião muda de opinião após vivenciar uma EQM in. revista Espiritismo & Ciência Especial, nº 63, São Paulo: Mythos Editora, jul/2013, p. 50-62. PALHANO JR., L. Dicionário de Filosofia Espírita. Rio de Janeiro: CELD, 2004. PINHEIRO, L. G. O Perispírito e suas modelações. Capivari, SP: EME, 2009. XAVIER, F. C. Libertação. Rio de Janeiro: FEB, 1987. ZIMMERMANN, Z. Perispírito. Campinas, SP: CEAK, 2000. Na Internet: Rubens Policastro Meira – A estrutura íntima do perispírito, disponível em http://www.panoramaespirita.com.br/novo/artigos/97- perispirito/6817-a-estrutura-intima-do-perispirito.html
  • 104. Imagens: Capa: http://sphotos-b.xx.fbcdn.net/hphotos- prn1/s480x480/65184_490510031000253_325080371_n.jpg Germe no fruto: http://2.bp.blogspot.com/_z4QRVm1dehE/TEEQMK06AmI/AAAAAAAABEI/XofLAq XfRJc/s1600/FRUTA%3DESPIRITO.jpg Espírito, perispírito e corpo:http://www.samaritanos.com.br/wp- content/uploads/2014/03/corpo-espirito-perispirito-3.jpg Livro Perispírito: http://lelivros.site/wp-content/uploads/2015/08/Baixar- Livro-Perispirito-Zalmino-Zimmermann-em-PDF-ePub-e-Mobi-ou-ler-online- 370x541.jpg Evolução humana: http://3.bp.blogspot.com/- pzyCH6MHHN0/UF3fB5N9Y1I/AAAAAAAAABs/Lkm3imOYkfg/s1600/Slide12.JPG Cérebros maiores: Scientific Americam – Brasil, São Paulo: Duetto, nº 02, s/d, p. 84 e http://www.sciam.com.br/reportagens/img/1.quadro_cranios.jpg Aura: http://www.voice-inc.co.jp/files/genre4/aura_cleaning_water_img021.jpg MOB1: http://almaeespirito.zip.net/images/mob-2.JPG MOB2: http://4.bp.blogspot.com/-qsoiuPDykPY/T1k2rK- OatI/AAAAAAAAPNg/F5Px_l2K8_Q/s1600/modelo+organizador+biologico.jpg Propriedades perispírito: http://3.bp.blogspot.com/- 8XrM2kdfra0/Twg_6qP428I/AAAAAAAAAEg/BuUFJuwzDk8/s1600/PROPRIEDADE S+DO+PERISP%25C3%258DRITO.JPG Emancipação: http://www.viagemastral.com/site/wp-content/gallery/viagem- astral/FOTO10.jpg
  • 105. Evocação vivos: http://www.guianet.com.br/vegetarianismo/images/desdobramento.jpg e http://www.viagemastral.com/site/wp-content/gallery/viagem- astral/FOTO09.jpg Mão levantada: https://t.pimg.jp/011/706/664/1/11706664.jpg EQM: http://www.cangxinge.com/UpFile/2011-5/13/201151373539443.jpg Centros de forças: http://almaeespirito.zip.net/images/RODASouCHAKRAS.JPG Relação centro vitais e plexos: http://almaeespirito.zip.net/images/Plexos.jpg Perispírito e mediunidade: http://www.geae.inf.br/pt/boletins/Boletim_507_4.jpg e http://www.geae.inf.br/pt/boletins/Boletim_507_5.jpg Mediunidade e passe: http://1.bp.blogspot.com/- sbtb9m5qnxE/UW9rIaAjiLI/AAAAAAAACnU/aFngDQGpN6o/s1600/passe.png