PARASITOSES
Dra Maila Murad Balduino
Pediatra pela ISCMSP
Especialista pelo crm
CRONOGRAMA DA AULA
 DOENÇAS ABORDADAS:
 AMEBÍASE
 GIARDÍASE
 ANCILOSTOMÍASE
 ASCARIDÍASE
 ESTRONGILOIDOSE
 TOXOCARÍASE
 TENÍASE
 CISTICERCOSE
 ETIOLOGIA/DEFINIÇÃO
 EPIDEMIOLOGIA
 CICLO VITAL-PATOGÊNESE
 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 DIAGNÓSTICO
 TRATAMENTO
AMEBÍASE-DEFINIÇÃO
 A amebíase é uma infecção sintomática ou assintomática causada pela
Entamoeba histolytica, um protozoário pertencente ao filo Sarcomastigophora, à
classe Sarcodina, à ordem Amoebida e à família Entamoebidae.
 Em cerca de 90% dos casos, a E.histolytica vive como comensal na luz do
intestino do hospedeiro, o que resulta no quadro de infecção assintomática,
prevalente na maioria dos casos.
 Atualmente os pesquisadores distinguem duas espécies consideradas
morfologicamente idênticas, mas geneticamente distintas: a Entamoeba
histolytica, invasiva e patogênica e Entamoeba dispar, não-patogênica,
responsável principalmente pelas infecções assintomáticas.
 Além dessas, outras espécies de ameba podem colonizar o intestino grosso do
homem e nele viver em condições comensais, como a Entamoeba coli, Endolimax
nana, Entamoeba hartmanni e Dientamoeba fragiles.
 Somente em determinadas condições essas espécies podem ser consideradas
patogênicas. Para diferenciar as espécies de amebas encontradas no intestino
grosso do homem varias características são utilizadas, como: o tamanho e as
características morfológicas dos cistos e trofozoítos, o número de núcleos
presentes nos cistos maduros, e o numero e as formas das inclusões
citoplasmáticas.
INCIDÊNCIA
 Estimativa de 500 milhões de parasitados no
mundo-> 50 a 100 mil mortes devido suas
complicações;
 África é a região do mundo mais afetada;
 No México por exemplo a taxa de incidência de
amebíase intestinal de 1995 ate 2000 foi de 1000 a
5000 casos para cada 100000 habitantes ano.
 Aumento de incidência nos países asiáticos.
 Baixa incidência em países desenvolvidos com
saneamento básico, altos índices de idh.
 FONTE CDC
CICLO VITAL
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Assintomático
 Colite /disenteria amebiana
 Doença extra intestinal
DOENÇA EXTRAINTESTINAL
DIAGNÓSTICO
 Quadro clínico
 Exame microscópico de 3 amostras fezes frescas –
sensibilidade de 90%
 Reação em cadeia de polimerase- alta
sensibilidade e especificidade
 Hemaglutinação indireta- mais sensível porem
produz resultado + anos após infecção
estabelecida
TRATAMENTO
 Metronidazol ou tinidazol
 Metronidazol: 35 a 50 mg/kg/dia 8/8h por 7 a 10
dias.
 Tinidazol: 50 mg/kg/dia 1 x dia por 3 dias.
 Doença extraintestinal:
 Abscesso hepático: drenagem e cloroquina.
 Repetir exame de fezes a cada 2 semanas até
negativação.
AMEBAS DE VIDA LIVRE
 Naegleria fowleria:
 Meningoencefalite amebiana primária (cefaléia, febre , dor de
garganta e rinite).
 Meningoencefalite amebiana: anfotericina b 1,5 mg/kg/dia em
2 doses por 3 dias, depois 1 mg/kg/dia 6 dias.
3 dias após febre aumenta, rigidez de nuca –coma--morte
 Acanthamoeba spp : ameba de vida livre-lagos , piscinas,
esgotos.
 Úlcerações de córnea-usuários de lente de contato-
PROPRAMIDINA TÓPICA-POLIMIXINA B
 Meningoecefalite amebiana granulomatosa-imunodeprimidos.
 EVITAR CORTICOESTERÓIDES-EFEITO DELETÉRIO
ABSCESSO CEREBRAL
PREVENÇÃO
 Saneamento básico
 Cuidados com manuseio de alimentos
 Lavagem das mãos
GIARDÍASE-DEFINIÇÃO
 Giardia lamblia protozoário flagelado que infecta
duodeno e ig.
 Assintomática-diarréia aguda-malabsorção
INCIDÊNCIA
CICLO VITAL
DIAGNÓSTICO
 Frequentadores de creche, viajantes, com dor
abdominal, diarréia, flatulência, intolerância a
açúcares.
 Exame microscópico com 3 amostras frescas –s
90%
 EIA – alta sensibilidade e especificidade.
 Reação em cadeia de polimerase;
TRATAMENTO
 Tinidazol 50 mg/kg/dia 1 x dia
 Nitazoxanida: 4 a 12 anos: 200 mg 2 x dia por 3
dias
 Metronidazol: 15 a 30 mg/kg/dia 8/8h por 5 a 7 dias
PREVENÇÃO
 Lavagem das mãos
 Cloração da água
 Ver fervimento, ph e turbidez
 Água filtrada
 Saneamento básico
ASCARIDÍASE-DEFINIÇÃO
 Doença helmíntica causada pelo nematódeo –
Ascaris lumbricoides
 Verme adulto habitam luz do intestino delgado por
10 a 24 meses
INCIDÊNCIA
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 São decorrentes de doença pulmonar ou obstrução
do trato intestinal ou biliar
 Sd löffler-A síndrome de Loeffler representa uma
pneumonite eosinofílica transitória, por reação de
hipersensibilidade imediata, decorrente da
migração pulmonar das larvas de parasitas,
principalmente os helmintos.
DIAGNÓSTICO
 Exame microscópico de amostras fecais –alta
sensibilidade em razão do alto número de ovos
eliminados pelas fêmeas.
 Cerca de 200 mil ovos dia.
TRATAMENTO
 Albendazol -400 mg via oral dose única para todas
as idades
 Mebendazol 100mg 2 doses por 3 dias
 Piperazina –usado para provocar paralisia
neuromuscular no parasita –tratamento de
obstrução intestinal-usar após óleo mineral.
 Cirúrgico
PREVENÇÃO
 Tratamento universal em áreas de alta
endemicidade
 Higiene
 Saneamento básico
 Lavagem das mãos
 Cuidados com alimentos
ANCILOSTOMÍASE
DEFINIÇÃO
 Doença causada por ancilostomídeos, vermes
cilíndricos que infectam seres humanos.
 Necator americanus
 Ancylostoma duodenale
 A brasiliense- responsável pela larva migrans
cutânea.
INCIDÊNCIA
 Brasil predomina Necator
 Ancylostoma é encontrado em 20 a 30 % dos
infectados
 Afeta 576 milhões de pessoas no mundo inteiro-
fonte Nelson tratado de pediatria.
 Umidade, calor e sombra.
 Alta incidência na África , leste asiático e regiões
tropicais das américas.
CICLO VITAL
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Anemia
 Desnutrição
 Retardo de crescimento
 Dermatite no local de penetração da larva
 Obs A braziliensis– larva migrans cutânea-
migração lateral das larvas.
 Tosse
 Eosinofilia
 Palidez e cor amarelada
DIAGNÓSTICO
 Exame fecal direto- alta sensibilidade-fezes frescas
 Não consegue distinguir as espécies
TRATAMENTO
 Mebendazol 100 mg 2 x dia por 3 dias
 Albendazol 400 mg via oral dose única
PREVENÇÃO
 Utilização de calçados
 Cuidados nos locais de lazer de crianças
 Saneamento básico
 2001-world health assembly- uso de
desverminação periódica-eficácia diminui??
 Resistência aos antihelmínticos?
ENTEROBÍASE
 Enterobíase doença causada pelo Enterobius
vermicularis, nematódeo pequeno com 1 cm de
comprimento, habita ceco, apêndice, íleo e cólon.
 Infecção humana mediante ingestão de ovos
embrionados
INCIDÊNCIA
 Mais prevalentes em regiões de clima temperado
 Mais comum em crianças de 5 a 14 anos
CICLO VITAL
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Prurido anal
 Sono ruim
 Agitação
 Vulvovaginites
DIAGNÓSTICO
 História
 Exame microscópico com uso de fita adesiva
TRATAMENTO
 Mebendazol
 Albendazol dose única, repetidas semanas
 Mais eficaz pamoato de pirvínio-10 mg/kg –repetir
em 2 semanas.
PREVENÇÃO
 Tratamento de todos indivíduos da casa
 Lavagem das mãos
 Cortar unhas
ESTRONGILOIDÍASE
 Causada pelo nematódeo: Strongyloides stercoralis
 Infectados mediante o contato da pele com o solo
contaminado com larvas infecciosas
INCIDÊNCIA
 Regiões de clima quente, úmido
 Imunossuprimidos
 Precárias condições de saneamento
CICLO VITAL
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 1/3 assintomático
 Larva currens
 Sd de löfller
 Gastrointestinal
 Sd de hiperinfecção
DIAGNÓSTICO
 Exames de fezes várias amostras
 Teste do cordão entérico
TRATAMENTO
 Ivermectina 200 mg/kg/dia 1 x dia, por 1 a 2 dias.
 Tiabendazol 25 mg/kg/dia 2 x dia por 2 dias.
 Hiperinfecção: tratar bacteremia associada, e
ivermectina por 7 a 10 dias.
PREVENÇÃO
 Saneamento básico
 Uso de calçados
 Imunossuprimidos– tratamento profilático
TENÍASE
 A Teníase é uma parasitose causada pela forma adulta de
tênias.
 Em quase todos os casos de teníase o doente só tem um
único verme adulto. Apenas o homem á parasitado pelas
tênias.
 Helmintos da classe Cestódeas; família da Taeniidae; gênero
Taenia; espécie Taenia solium e Taenia saginata.
 Taenia saginata é a tênia do boi que apenas na forma adulta
parasita o intestino do homem.
 Taenia solium é a tênia do porco que na forma adulta
parasita o intestino do homem, e na forma larvrária
(ciscercos) se desenvolve em várias partes do corpo humano.
CARACTERES DA TÊNIA
 As tênias são grandes vermes achatados que medem de 2 a 3 metros
de comprimento, podendo porém alcançar até 8 a 9 metros; apresenta-
se em forma de fita achatada e segmentada em que se distinguem três
porções: a cabeça ou escólex, pescoço e o corpo; tem o corpo dividido
em anéis, as proglotes; a cabeça é denominada escoléx que tem a
forma de pêra; o escólex da Taenia saginata é dotado de quatro
ventosas, enquanto o escólex ou cabeça da Taenia solium é dotado de
uma dupla coroa de espinhos e de quatro ventosas que possibilitam sua
fixação à mucosa intestinal; a tênia possui meios fisiológicos de
autofecundação sem a necessidade de parceiros para fecundar seus
ovos, que são expelidos com as fezes.
 O corpo ou esóbilo é constituído por grande número de segmentos
chamados de anéis ou proglotes. Os anéis situados no primeiro metro
do animal são mais largos que altos, não apresentando órgãos genitais
maduros. Dessa porção em diante os anéis começam a ser tão largos
como altos e ao exame após coloração pode-se identificar os ovários,
testículos e outras formações genitais já maduros.
 Os vermes adultos têm grande longevidade, eles podem permanecer no
homem por vários anos.
INCIDÊNCIA
CICLO VITAL
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Teníase –raras –desconforto-prurido anal
 Cisticercose: convulsões 70% casos, psicose, avc.
 Neurocisticercose:
1)Parenquimatosa- convulsões
2)Intraventricular-hidrocefalia
3)Meníngea- irritação meníngea
4)Espinhal- mielite/meningite
5)Ocular-diminuição acuidade visual
DIAGNÓSTICO
 Exame de fezes: tentar diferenciar as tênias
 Exame visual das proglótidas grávidas
 Visualizar escólex
 Neurocisticercose: clínica +tc+rm
 Rx
 Imunoblot (alta sensibilidade e especificidade)
 Lcr com eosinofilia
TRATAMENTO
 teníase: praziquantel 10 mg/kg via oral dose única
 Niclosamida 50 mg/kg dose única
 Neurocisticercose: uso de anticonvulsivantes
 Terapia antiparasitária associada com
dexametasona- exceto se lesão já calcificada
 Albendazol-15 mg/kg/dia 2 x dia por 28 dias
 Hidrocefalia—dvp
 Doença ocular-cirurgia de enucleação
PREVENÇÃO
 Inspeção sanitária rigorosa das carnes de consumo à
população.
 Inspeção sanitária rigorosa dos locais de abatedouros de
animais por parte das Autoridades Sanitárias.
 Impedir que excrementos de suínos alcancem os
abastecimentos de água, através de engenharia sanitária.
 Educação sanitária à população, principalmente ensinando
que consumir carne crua ou mal-cozida pode significar a
infestação do indivíduo.
 Tratamento de rede esgoto.
 Construção de fossas sanitárias em locais que não tem rede
de esgoto.
 Evitar a criação de porcos soltos.
 Consumir carne bovina e suína bem como seus derivados,
bem cozidas.
 Ingerir água potável e filtrada.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
 TRATADO DE PEDIATRIA NELSON- 18@ EDIÇÃO
 SITE CDC WWW.CDC.GOV
 SITE MINISTÉRIO DA ´SAÚDE
 PARASITOLOGIA HUMANA,NEVES,2011,
12@EDIÇÃO

Parasitoses maila

  • 1.
    PARASITOSES Dra Maila MuradBalduino Pediatra pela ISCMSP Especialista pelo crm
  • 2.
    CRONOGRAMA DA AULA DOENÇAS ABORDADAS:  AMEBÍASE  GIARDÍASE  ANCILOSTOMÍASE  ASCARIDÍASE  ESTRONGILOIDOSE  TOXOCARÍASE  TENÍASE  CISTICERCOSE  ETIOLOGIA/DEFINIÇÃO  EPIDEMIOLOGIA  CICLO VITAL-PATOGÊNESE  MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  DIAGNÓSTICO  TRATAMENTO
  • 4.
    AMEBÍASE-DEFINIÇÃO  A amebíaseé uma infecção sintomática ou assintomática causada pela Entamoeba histolytica, um protozoário pertencente ao filo Sarcomastigophora, à classe Sarcodina, à ordem Amoebida e à família Entamoebidae.  Em cerca de 90% dos casos, a E.histolytica vive como comensal na luz do intestino do hospedeiro, o que resulta no quadro de infecção assintomática, prevalente na maioria dos casos.  Atualmente os pesquisadores distinguem duas espécies consideradas morfologicamente idênticas, mas geneticamente distintas: a Entamoeba histolytica, invasiva e patogênica e Entamoeba dispar, não-patogênica, responsável principalmente pelas infecções assintomáticas.  Além dessas, outras espécies de ameba podem colonizar o intestino grosso do homem e nele viver em condições comensais, como a Entamoeba coli, Endolimax nana, Entamoeba hartmanni e Dientamoeba fragiles.  Somente em determinadas condições essas espécies podem ser consideradas patogênicas. Para diferenciar as espécies de amebas encontradas no intestino grosso do homem varias características são utilizadas, como: o tamanho e as características morfológicas dos cistos e trofozoítos, o número de núcleos presentes nos cistos maduros, e o numero e as formas das inclusões citoplasmáticas.
  • 6.
    INCIDÊNCIA  Estimativa de500 milhões de parasitados no mundo-> 50 a 100 mil mortes devido suas complicações;  África é a região do mundo mais afetada;  No México por exemplo a taxa de incidência de amebíase intestinal de 1995 ate 2000 foi de 1000 a 5000 casos para cada 100000 habitantes ano.  Aumento de incidência nos países asiáticos.  Baixa incidência em países desenvolvidos com saneamento básico, altos índices de idh.  FONTE CDC
  • 10.
  • 15.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  Assintomático Colite /disenteria amebiana  Doença extra intestinal
  • 16.
  • 17.
    DIAGNÓSTICO  Quadro clínico Exame microscópico de 3 amostras fezes frescas – sensibilidade de 90%  Reação em cadeia de polimerase- alta sensibilidade e especificidade  Hemaglutinação indireta- mais sensível porem produz resultado + anos após infecção estabelecida
  • 18.
    TRATAMENTO  Metronidazol outinidazol  Metronidazol: 35 a 50 mg/kg/dia 8/8h por 7 a 10 dias.  Tinidazol: 50 mg/kg/dia 1 x dia por 3 dias.  Doença extraintestinal:  Abscesso hepático: drenagem e cloroquina.  Repetir exame de fezes a cada 2 semanas até negativação.
  • 19.
    AMEBAS DE VIDALIVRE  Naegleria fowleria:  Meningoencefalite amebiana primária (cefaléia, febre , dor de garganta e rinite).  Meningoencefalite amebiana: anfotericina b 1,5 mg/kg/dia em 2 doses por 3 dias, depois 1 mg/kg/dia 6 dias. 3 dias após febre aumenta, rigidez de nuca –coma--morte  Acanthamoeba spp : ameba de vida livre-lagos , piscinas, esgotos.  Úlcerações de córnea-usuários de lente de contato- PROPRAMIDINA TÓPICA-POLIMIXINA B  Meningoecefalite amebiana granulomatosa-imunodeprimidos.  EVITAR CORTICOESTERÓIDES-EFEITO DELETÉRIO
  • 20.
  • 23.
    PREVENÇÃO  Saneamento básico Cuidados com manuseio de alimentos  Lavagem das mãos
  • 24.
    GIARDÍASE-DEFINIÇÃO  Giardia lambliaprotozoário flagelado que infecta duodeno e ig.  Assintomática-diarréia aguda-malabsorção
  • 25.
  • 27.
  • 29.
    DIAGNÓSTICO  Frequentadores decreche, viajantes, com dor abdominal, diarréia, flatulência, intolerância a açúcares.  Exame microscópico com 3 amostras frescas –s 90%  EIA – alta sensibilidade e especificidade.  Reação em cadeia de polimerase;
  • 30.
    TRATAMENTO  Tinidazol 50mg/kg/dia 1 x dia  Nitazoxanida: 4 a 12 anos: 200 mg 2 x dia por 3 dias  Metronidazol: 15 a 30 mg/kg/dia 8/8h por 5 a 7 dias
  • 31.
    PREVENÇÃO  Lavagem dasmãos  Cloração da água  Ver fervimento, ph e turbidez  Água filtrada  Saneamento básico
  • 32.
    ASCARIDÍASE-DEFINIÇÃO  Doença helmínticacausada pelo nematódeo – Ascaris lumbricoides  Verme adulto habitam luz do intestino delgado por 10 a 24 meses
  • 33.
  • 37.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  Sãodecorrentes de doença pulmonar ou obstrução do trato intestinal ou biliar  Sd löffler-A síndrome de Loeffler representa uma pneumonite eosinofílica transitória, por reação de hipersensibilidade imediata, decorrente da migração pulmonar das larvas de parasitas, principalmente os helmintos.
  • 38.
    DIAGNÓSTICO  Exame microscópicode amostras fecais –alta sensibilidade em razão do alto número de ovos eliminados pelas fêmeas.  Cerca de 200 mil ovos dia.
  • 39.
    TRATAMENTO  Albendazol -400mg via oral dose única para todas as idades  Mebendazol 100mg 2 doses por 3 dias  Piperazina –usado para provocar paralisia neuromuscular no parasita –tratamento de obstrução intestinal-usar após óleo mineral.  Cirúrgico
  • 40.
    PREVENÇÃO  Tratamento universalem áreas de alta endemicidade  Higiene  Saneamento básico  Lavagem das mãos  Cuidados com alimentos
  • 41.
  • 42.
    DEFINIÇÃO  Doença causadapor ancilostomídeos, vermes cilíndricos que infectam seres humanos.  Necator americanus  Ancylostoma duodenale  A brasiliense- responsável pela larva migrans cutânea.
  • 45.
    INCIDÊNCIA  Brasil predominaNecator  Ancylostoma é encontrado em 20 a 30 % dos infectados  Afeta 576 milhões de pessoas no mundo inteiro- fonte Nelson tratado de pediatria.  Umidade, calor e sombra.  Alta incidência na África , leste asiático e regiões tropicais das américas.
  • 47.
  • 53.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  Anemia Desnutrição  Retardo de crescimento  Dermatite no local de penetração da larva  Obs A braziliensis– larva migrans cutânea- migração lateral das larvas.  Tosse  Eosinofilia  Palidez e cor amarelada
  • 54.
    DIAGNÓSTICO  Exame fecaldireto- alta sensibilidade-fezes frescas  Não consegue distinguir as espécies
  • 55.
    TRATAMENTO  Mebendazol 100mg 2 x dia por 3 dias  Albendazol 400 mg via oral dose única
  • 56.
    PREVENÇÃO  Utilização decalçados  Cuidados nos locais de lazer de crianças  Saneamento básico  2001-world health assembly- uso de desverminação periódica-eficácia diminui??  Resistência aos antihelmínticos?
  • 57.
    ENTEROBÍASE  Enterobíase doençacausada pelo Enterobius vermicularis, nematódeo pequeno com 1 cm de comprimento, habita ceco, apêndice, íleo e cólon.  Infecção humana mediante ingestão de ovos embrionados
  • 58.
    INCIDÊNCIA  Mais prevalentesem regiões de clima temperado  Mais comum em crianças de 5 a 14 anos
  • 59.
  • 62.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  Pruridoanal  Sono ruim  Agitação  Vulvovaginites
  • 63.
    DIAGNÓSTICO  História  Examemicroscópico com uso de fita adesiva
  • 64.
    TRATAMENTO  Mebendazol  Albendazoldose única, repetidas semanas  Mais eficaz pamoato de pirvínio-10 mg/kg –repetir em 2 semanas.
  • 65.
    PREVENÇÃO  Tratamento detodos indivíduos da casa  Lavagem das mãos  Cortar unhas
  • 66.
    ESTRONGILOIDÍASE  Causada pelonematódeo: Strongyloides stercoralis  Infectados mediante o contato da pele com o solo contaminado com larvas infecciosas
  • 67.
    INCIDÊNCIA  Regiões declima quente, úmido  Imunossuprimidos  Precárias condições de saneamento
  • 69.
  • 71.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  1/3assintomático  Larva currens  Sd de löfller  Gastrointestinal  Sd de hiperinfecção
  • 72.
    DIAGNÓSTICO  Exames defezes várias amostras  Teste do cordão entérico
  • 73.
    TRATAMENTO  Ivermectina 200mg/kg/dia 1 x dia, por 1 a 2 dias.  Tiabendazol 25 mg/kg/dia 2 x dia por 2 dias.  Hiperinfecção: tratar bacteremia associada, e ivermectina por 7 a 10 dias.
  • 74.
    PREVENÇÃO  Saneamento básico Uso de calçados  Imunossuprimidos– tratamento profilático
  • 75.
    TENÍASE  A Teníaseé uma parasitose causada pela forma adulta de tênias.  Em quase todos os casos de teníase o doente só tem um único verme adulto. Apenas o homem á parasitado pelas tênias.  Helmintos da classe Cestódeas; família da Taeniidae; gênero Taenia; espécie Taenia solium e Taenia saginata.  Taenia saginata é a tênia do boi que apenas na forma adulta parasita o intestino do homem.  Taenia solium é a tênia do porco que na forma adulta parasita o intestino do homem, e na forma larvrária (ciscercos) se desenvolve em várias partes do corpo humano.
  • 76.
    CARACTERES DA TÊNIA As tênias são grandes vermes achatados que medem de 2 a 3 metros de comprimento, podendo porém alcançar até 8 a 9 metros; apresenta- se em forma de fita achatada e segmentada em que se distinguem três porções: a cabeça ou escólex, pescoço e o corpo; tem o corpo dividido em anéis, as proglotes; a cabeça é denominada escoléx que tem a forma de pêra; o escólex da Taenia saginata é dotado de quatro ventosas, enquanto o escólex ou cabeça da Taenia solium é dotado de uma dupla coroa de espinhos e de quatro ventosas que possibilitam sua fixação à mucosa intestinal; a tênia possui meios fisiológicos de autofecundação sem a necessidade de parceiros para fecundar seus ovos, que são expelidos com as fezes.  O corpo ou esóbilo é constituído por grande número de segmentos chamados de anéis ou proglotes. Os anéis situados no primeiro metro do animal são mais largos que altos, não apresentando órgãos genitais maduros. Dessa porção em diante os anéis começam a ser tão largos como altos e ao exame após coloração pode-se identificar os ovários, testículos e outras formações genitais já maduros.  Os vermes adultos têm grande longevidade, eles podem permanecer no homem por vários anos.
  • 79.
  • 81.
  • 83.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  Teníase–raras –desconforto-prurido anal  Cisticercose: convulsões 70% casos, psicose, avc.  Neurocisticercose: 1)Parenquimatosa- convulsões 2)Intraventricular-hidrocefalia 3)Meníngea- irritação meníngea 4)Espinhal- mielite/meningite 5)Ocular-diminuição acuidade visual
  • 87.
    DIAGNÓSTICO  Exame defezes: tentar diferenciar as tênias  Exame visual das proglótidas grávidas  Visualizar escólex  Neurocisticercose: clínica +tc+rm  Rx  Imunoblot (alta sensibilidade e especificidade)  Lcr com eosinofilia
  • 88.
    TRATAMENTO  teníase: praziquantel10 mg/kg via oral dose única  Niclosamida 50 mg/kg dose única  Neurocisticercose: uso de anticonvulsivantes  Terapia antiparasitária associada com dexametasona- exceto se lesão já calcificada  Albendazol-15 mg/kg/dia 2 x dia por 28 dias  Hidrocefalia—dvp  Doença ocular-cirurgia de enucleação
  • 89.
    PREVENÇÃO  Inspeção sanitáriarigorosa das carnes de consumo à população.  Inspeção sanitária rigorosa dos locais de abatedouros de animais por parte das Autoridades Sanitárias.  Impedir que excrementos de suínos alcancem os abastecimentos de água, através de engenharia sanitária.  Educação sanitária à população, principalmente ensinando que consumir carne crua ou mal-cozida pode significar a infestação do indivíduo.  Tratamento de rede esgoto.  Construção de fossas sanitárias em locais que não tem rede de esgoto.  Evitar a criação de porcos soltos.  Consumir carne bovina e suína bem como seus derivados, bem cozidas.  Ingerir água potável e filtrada.
  • 90.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  TRATADODE PEDIATRIA NELSON- 18@ EDIÇÃO  SITE CDC WWW.CDC.GOV  SITE MINISTÉRIO DA ´SAÚDE  PARASITOLOGIA HUMANA,NEVES,2011, 12@EDIÇÃO

Notas do Editor

  • #11 AMEBAPOROS PROTEINAS FORMADORAS DE POROS , PRODUZ FOSFOLIPASES E HEMOLISINAS. LEVAM A APOPTOSE E INATIVAM NEUTROFILOS.
  • #16 COLITE: DOR EM COLICA, TENESMO, SANGUE NAS FEZES.FEBRE. ABSCESSO HEPATICO: FEBRE, DISTE ABDOMINAL, DOR EM HIPOCONDRIO DIREITO