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• Unime – Lauro de Freitas 
• Curso de Farmácia 
• 2º semestre 
• Docente: Vera Vinhas 
• Discentes: Lucia Tavares 
• Milene Conceição 
• Maiane Oliveira 
• Tatiane 
• Paula Mamede 
• Sandra Mercês
RELAÇÃO PARASITO 
HOSPEDEIRO 
COCCÍDEOS INT E S T INAI S
COCCÍDEOS INTESTINAIS 
• Cryptosporidium 
• Cyclospora cayetanensis 
• Isospora belli
CRYPTOSPORIDIUM 
Classificação Taxonômica 
• Filo: Apicomplexa 
• Classe: Conoidasida 
• Sub-classe: Coccidiasina 
• Ordem: Eucoccidiorida 
• Sub-ordem: Eimeriorina 
• Familia: Cryptosporidiidae 
• Gênero: Cryptosporidium
CRIPTOSPORIDÍASE 
• Conceito: 
É uma parasitose descrita recentemente na espécie 
humana-1976, foram identificados dois casos dessa 
protozoose. Até então, era uma enfermidade somente 
registrada em animais, especialmente aves e mamíferos, 
mas também presente em répteis e peixes. O gênero do 
parasita causador dessa doença foi criado em 1907 por 
Tyzzer. Sete das dezesseis espécies desse gênero infectam 
humanos, mas as principais são C.hominis e C.parvum.
CRIPTOSPORIDÍASE 
Morfologia 
• Possuem um complexo apical(visivel apenas em microscópio 
eletrônico). 
• Estruturas como roptrias, micronemas, grânulos elétrons-densos, 
microtúbulos sub-peculiares e anéis apicais(apicomplexa). 
• Oocistos variam de esférico a ovóide, medindo de 3 a 8,5um de 
diâmetro(espécie). 
• Apresentam(maioria) parede cística dupla e espessa, mas 20% 
deles tem parede fina que se rompe ainda dentro do 
hospedeiro. Internamente a eles, há quatro esporozoítos que são 
libertados-ou nas fezes, ou no tubo digestivo do hospedeiro-após 
a dissolução da sutura presente em sua parede. 
• Esquizonte aparece no intestino já sem complexo apical. É 
esférico, apresenta núcleo volumoso, nucléolo evidente e mede 
de 4 a 6um de diâmetro.
CRIPTOSPORIDÍASE 
O protozoário 
• Apresenta alta capacidade de veiculação hidrica. 
• Ocorre em pacientes imunocompetentes. 
• Considerada uma infecção oportunista devido à 
sua alta prevalência em indivíduos 
imunodeprimidos, como os portadores de HIV/AIDS. 
Nesses pacientes, a diarréia provocada pela 
doença é grave e recorrente.
CRIPTOSPORIDÍASE 
• Transmissão 
• Principalmente pela ingestão de oocistos, formas 
evolutivas infectantes, esporulados(via fecal-oral). 
• Principais fontes são animais ou humanos que estejam 
eliminando oocistos que podem ser veiculados pelos 
alimentos, água, ar, insetos, vestuário e também pelo 
contato íntimo entre pessoas. 
• Criação de gados e ovelhas tem sido relacionada à 
infecção humana, pois, durante um surto de febre 
aftosa(Reino Unido-2001), observou-se grande redução 
de casos devido ao grande número de bovinos 
sacrificados.
CRIPTOSPORIDÍASE 
Ciclo evolutivo 
• Monoxênico – sem especificidade de hospedeiro. 
1. Merogonia ou esquizogonia(assexuada). 
2. Gametogênese(sexuada-produção de gametas). 
3. Formação do zigoto(fertilização). 
4. Esporogonia(formação oocisto e liberação 
esporozoítos). 
• Infecção humana via fecal-oral, quando oocistos são 
ingeridos. No estômago há a dissolução de sua 
membrana e a liberação de quatro esporozoítos. 
• Capaz de excistar tanto fora do trato gastrointestinal 
como no respiratório, na conjuntiva do olho e no 
sistema reprodutor.
• Os esporozoítos possuem importante complexo apical 
para sua aderência às células epiteliais do intestino. 
• Este parasito se aloja nas células epteliais através de 
um vacúolo parasitório extracitoplasmático. Este é 
formado por uma expansão da membrana celular e 
dos microvilos, envolvendo-o completamente que 
fica coberto por várias membranas de ambos os 
organismos. 
• Esporozoíto estabelecido, se forma a diferenciação 
em trozoítos unicelulares, ocorrendo então a 
merogonia ou esquizogonia, processo de muitas 
divisões nucleares que produzirão merozoítos. 
• Neste processo, formam-se 8 merozoítos alongados 
(tipo I) que são liberados no intestino e infectam 
outras células. Esta segunda geração é capaz de 
formar quatro merozoítos cada(tipo II).
• Os merozoítos tipo II são capazes de repetir o 
ciclo assexuado ou produzir 
gametócitos(gametogonia). 
• A gametogonia produz um macrogametócito e 
cerca de 16 microgametócitos. A união destes 
formará o zigoto que progredirá para o oocisto. 
• Muitos oocistos possuem parede espessa e 
contém quatro esporozoítos e são liberados no 
meio ambiente através das fezes, onde podem 
sobreviver por meses. 
• Outros oocistos possuem parede delgada, que 
se rompe facilmente e acabam por liberar os 
esporozoítos dentro do hospedeiro, este 
processo chama-se auto-infecção.
CRIPTOSPORIDÍASE 
Patogenia 
• O protozoário altera as funções de absorção e 
secreção intestinal. A ocorrência de diarréia de dá pela 
infecção dos enterócitos, causando transtornos no 
eptélio intestinal, e, indiretamente também pelo 
acúmulo de células inflamatórias que produzem fator 
de necrose tumoral(TNF) e prostaciclinas. Substâncias 
essas, responsáveis por alterações bioquimicas, 
morfológicas e funcionais. 
• Este parasito também pode alterar o metabolismo 
hídrico e da lactose, causando a sua intolerância, assim 
como a desidratação. Há ainda, redução de absorção 
de glicose, sódio e vitamina A.
• A aspiração e a disseminação hematogênica têm 
sido propostas para explicar os sintomas das vias 
aéreas quando são isolados Cryptosporidium spp. nas 
vias aéreas. 
• Em imunocompetentes os sintomas são inperceptíveis. 
• Em imunocomprometidos o parasito se prolifera 
intensamente causando diarréia aquosa, cólicas, 
flatulência, dor epigástrica, náuseas e vômitos, 
anorexia e mal estar. 
• A defesa do hospedeiro é baseada nas respostas 
celulares e humorais. O mau funcionamento das 
células T, como ocorre na AIDS predispõe à 
consequências graves da doença. 
• Há indícios de que algumas citocinas apresentem 
papel importante, como o IFN-y(interferon gama), IL- 
4, IL-8 e IL-15.
CRIPTOSPORIDÍASE 
Sintomatologia 
• O parasito possui um periodo de incubação – 6 a 9 dias, 
portanto nessa fase não sinais e sintomas. 
• Principais sinais são: diarréia aquosa, fezes mucosas, 
desidratação, perda de peso, anorexia, dor abdominal, 
febre, náuseas e vômitos. Não é incomum acontecer 
também dores nas articulações, mialgias, vertigens a 
até Síndrome de Reiter(artrite reativa) em crianças. 
• Em imunodeprimidos podem ser encontrados fora do 
trato gastrointestinal, como figado, pâncreas e vesícula 
biliar, podendo acarretar cirrose, pancreatite, 
colangiopatia, colangite esclerosante e 
colangiocarcinoma. Quando no trato respiratório, 
podemos notar tosse, rouquidão, falta de ar e até 
pneumonia.
CRIPTOSPORIDÍASE 
• Diagnóstico 
1. Clínico 
• Trata-se de doença do TGI e dessa forma apresentar diarréia aquosa, 
dor abdominal epigástrica em cólica, perda de peso, anorexia, 
flatulência, náuseas, vômitos e mialgia. A diarréia e a dor abdominal são 
exacerbadas pela alimentação. 
• Manifestações extra intestinais são principalmente a coletase devido ao 
acometimento da árvore biliar e manifestações pulmonares como tosse 
crônica, febre e dispnéia pelo acometimento pulmonar. 
• Não há achados radiológicos caracteristicos. 
2. Laboratorial 
• Exame de fezes é a melhor opção com múltiplas amostras. 
• Fuccina carbólica, coloração de Ziehl-Neelsen e azul de metileno. 
• Técnica de Imunofluorescência indireta – anticorpos especificos. 
• Endoscopia digestivq com biópsia – utilizado apenas em casos onde o 
parasitológico de fezes não for esclarecedor.
CRIPTOSPORIDÍASE 
• Tratamento 
• Visa apenas minimizar a sintomatologia pois é dependente 
do sistema imunológico individual. 
• Imunocompetentes – Cura sozinho. 
• Imunodeficientes – Apresentam problemas graves no 
tratamento, em portadores de HIV, verificou-se grande 
diminuição da severidade em pacientes que utilizavam 
retrovirais. 
• Maioria das drogas não apresentam eficácia, devido à 
elevada resistência do parasito. 
• Redução dos sintomas quando utilizados: Paromicina, 
azitromicina e espiramicina. 
• Nitazoxanida – Possui eficácia diminuindo a duração e a 
severidade em imunocompetentes com eficiência mediana 
em imunodeficientes, porém a Paromicina mostrou-se 
eficiente nesses individuos.
CRIPTOSPORIDÍASE 
• Profilaxia 
• Saneamento básico – livrando a água utilizada 
para ingestão do contato com fezes, bloqueando 
assim a principal via de contágio. 
• Contato com fezes de animais – deve ser evitado. 
• Criação de vacinas – estudos estão sendo feitos, 
mas os testes em humanos não mostraram 
eficiência nem redução da sintomatologia, 
havendo a necessidade também do bloqueio das 
diversas espécies de parasitas.
CYSTOISOSPORA BELLI 
Classificação Taxonômica 
• Filo: Apicomplexa 
• Classe: Conoidasida 
• Sub-classe: Coccidiasina 
• Ordem: Eucoccidiorida 
• Sub-ordem: Eimeriorina 
• Familia: Cistoisospora 
• Gênero: Isospora belli
ISOSPORÍASE 
Conceito 
• Conhecida também como síndrome da má 
absorção. 
• São distúrbios que ocorrem porque os nutrientes 
provenientes do alimento no intestino delgado não 
são absorvidos adequadamente e não passam 
para a corrente sangüínea. Normalmente, os 
alimentos são digeridos e, em seguida, os nutrientes 
são absorvidos para o interior da corrente 
sangüínea, principalmente através do intestino 
delgado.
ISOSPORÍASE 
• Histórico 
• Descoberto por WOODCOCK em 1915. 
• Brasil, primeiro caso descrito ocorreu em 1925, São 
Paulo. 
• Bahia, ocorreram dois primeiros casos em 1950. 
• Ocorreram mais 8 casos (PE(1), PB(3), RJ(2), RS(3), 
entre 1957 e 1966. 
• São Paulo ocorreu um surto endêmico em 1969 
num orfanato, onde a mais alta incidência foi 
verificada até então no Brasil – 7,2%.
ISOSPORÍASE 
O protozoário 
• Muito comum em animais selvagens, domésticos, 
aves e rara na espécie humana, sobretudo em 
pacientes imunocompetentes e frequente em 
imunodeprimidos, determinando grave infecção 
intestinal entre estes.
ISOSPORÍASE 
Morfologia 
• Formas assexuadas : merócitos contendo merózitos 
alongados com um núcleo. 
• Formas sexuadas: gameta masculino(microgameta) e 
gameta feminino(macrogameta) 
• Junção das duas formas origina o zigoto e a formação 
de uma dupla membrana externa dá origem ao 
oocisto. 
• Oocisto maduro: alongados, medem cerca de 
31,6x13,7um, contém dois esporocistos e quatro 
esporozoitos alongados contendo um núcleo em cada 
esporocisto.
ISOSPORÍASE 
• Transmissão 
• Ingestão de oocistos esporulados via água e 
alimentos contaminados com matéria fecal 
humana e, ainda diretamente, pela via fecal-oral 
ou acidental em laboratório. 
• Admite-se ainda outra forma de contágio – ciclo 
endógeno intra-intestinal que poderia explicar a 
longa duração do parasitismo, à semelhança do 
ciclo interno ou auto-endo-infecção do 
Strongyloides stercorales, como ocorrido em 
paciente com duração de 26 anos.
ISOSPORÍASE 
Ciclo evolutivo: 
• Monoxênico – possui apenas um hospedeiro-homem. 
• Após ingestão oocistos esporulados , que passam pelo 
trato digestório, os esporocistos são liberados e pela 
ação dos sucos entéricos, sofrem ruptura e deixam livres 
os esporozoitos que penetram nas células epteliais das 
microvilosidades do ID e no íleo(provavelmente), 
transformando-se em trofozoítos que após sucessivas 
divisões passam a denominar-se esquizontes. 
Prosseguindo nesta evolução de esquizogonia, o 
citoplasma do esquizonte sofre uma condensação e 
transforma-se em vários elementos, denominados 
merozoítos.
• Com a destruição da célula parasitada, os 
merozoítos são libertados e invadem novas células 
repetindo-se a esquizogonia. 
• Após sucessivas e repetidas esquizogonias, alguns 
merozoìtos sofrem diferenciação morfológica, 
transformando-se em células sexuadas, chamadas 
gametócitos(micro e macrogametas). 
• O microgameta penetra no macrogametócito, 
fecundando-o e formando o zigoto ou ovo. 
• Este evolui e forma o oocisto - sua maturação 
depende da espécie parasitária. 
• Após caírem na luz intestinal, são eliminados com as 
fezes. 
• Após tornarem-se maduros, - oocistos com dois 
esporocistos e quatro esporozoítos(forma infectante)- 
, e serem ingeridos recomeça o ciclo esquizogônico 
ou assexuado.
ISOSPORÍASE 
• Patogenia 
• Até pouco tempo era pouco conhecida em 
decorrência de ausência de estudos, porém, após 
1963, pesquisas foram realizadas com biópsia 
jejunal, houve acentuado avanço no setor. 
• Detectadas novas formas parasitárias no interior do 
epitélio das microvilosidades, bem como as 
alterações das células epiteliais do ID. 
• Destruição do epitélio das microvilosidades, em 
virtude da penetração e multiplicação dos 
parasitos no seu interior.
ISOSPORÍASE 
Sintomatologia 
• Assintomática – Maioria dos casos. 
• Autolimitada – Pacientes com manifestações 
clínicas, é benigna, ocorrendo a melhora clinica 
em poucos dias, independente do tratamento, 
muito embora a eliminação dos oocistos continue 
por mais de 30 dias. 
• Geralmente: Febre de intensidade elevada, cólicas 
intestinais, diarréia alternada com constipação ou 
apenas surtos, náuseas, anorexia, mal estar geral, 
astenia, meteorismo, cefaléia, emagrecimento.
ISOSPORÍASE 
Diagnóstico 
1. Diferencial - Várias infecções diarréicas podem 
confundir-se clinicamente com a isosporíase, tornando 
assim o diagnóstico muito difícil ou mesmo impossível. 
2. Laboratorial - Para o devido esclarecimento da 
etiologia, utilizam-se exames laboratorais adequados – 
coproculturas e parasitológico de fezes. 
• Exame direto e fresco. 
• Faust e col.; Telemann modificado e Hoffman, Pons e 
Janer. 
• Zielhl-Neelsen modificado. 
• Biópsia jejunal.
ISOSPORÍASE 
Tratamento 
• Atualmente, com o aparecimento da AIDS, a 
terapêutica é feita conforme critério médico: 
1. Sulfadiazina, Pirimetamina, Sulfametoxazol. 
2. Sulfametoxazol, Sulfadoxina+Pirimetamina. 
3. Outros.
ISOSPORÍASE 
Profilaxia 
• É idêntica à de outras protozooses digestivas( 
giardíase, amebíase, balantidíase, etc). 
• Tratamento adequado da água de consumo. 
• Proteção dos alimentos a serem consumidos, 
sobretudo frutas e verduras das dejeções humanas 
e dos insetos como moscas e baratas. 
• Educação sanitária para as populações de baixa 
renda e manipuladores de alimentos.
CYCLOSPORA CAYETANENSIS 
Classificação taxonômica 
• Filo: Apicomplexa 
• Classe: Conoidasida 
• Sub-classe: Coccidiasina 
• Ordem: Eucoccidiorida 
• Sub-ordem: Eimeriorina 
• Familia: Eimeriidae 
• Gênero: Cyclospora 
• Família: C.cayetanensis
CICLOSPORÍASE 
Conceito 
• Parasito oportunista. 
• Intracelular de células intestinais, especialmente 
nas regiões do jejuno e íleo.
CICLOPORÍASE 
• O Protozoário
CICLOSPORIASE 
Morfologia 
• Os oocistos são esféricos, medem de 8 a 10μm e possuem a 
parede com aparência rugosa ou ondulada. Pela coloração 
da safranina aparecem corados do vermelho a um brilhante 
vermelho-alaranjado. 
• Os oocistos de C. cayetanensis são duas vezes maiores em 
tamanho do que os oocistos de Cryptosporidium spp. 
• Formas assexuadas: merontes do tipo I e II, contendo 
merozoítos alongados com um núcleo. 
• Formas sexuadas: Micro e macrogametas, zigoto e oocisto. 
• Membrana externa dupla, contendo dois esporocistos e dois 
esporozoitos em cada esporocisto.
CICLOSPORÍASE 
Transmissão 
• Ingestão de oocistos esporulados via água, verdura 
ou frutas contaminadas. 
• Hídrica é considerada a fonte mais comum em 
pesquisas realizadas em diversos paises. 
• Os oocistos não são esporulados quando 
excretados nas fezes, necessitando de uma a duas 
semanas em condições ideais de temperatura 
para se tornarem esporulados.
CICLOSPORÍASE 
Ciclo evolutivo 
1. Monoxênico. 
• Ingestão oral de oocistos esporulados, atravessam o 
tubo digestório até atingir a parte anterior do ID. 
• Na luz do intestino os esporozoítos são liberados dos 
esporocistos e penetram nas células epiteliais na altura 
do ID, preferencialmente no jejuno. 
• Estes de transformam em trofozoítos uninucleados que 
sofrem divisão nuclear e formam os merozoítos dentro 
do meronte. 
• Foram descritas duas gerações assexuadas: a primeira 
contendo de 8 a 12 merozoítos, e a segunda 4 
merozoítos.
• Os merozoítos são liberados à luz intestinal e penetram 
em novas células intestinais, sendo que a última 
geração se diferencia dentro da célula parasitada 
para formar os macro e microgametas. 
• Os microgametas maduros saem do microgametócito 
e vão ao encontro do macrogameta, onde ocorre a 
fecundação com a formação do zigoto. 
• Em seguida, ocorre a formação de uma membrana 
dupla ao redor do zigoto formando o oocisto com 
uma massa celular no seu interior. 
• Este oocisto é liberado na membrana intestinal, cai na 
luz do intestino e é eliminado para o meio exterior com 
as fezes. 
2. Meio Ambiente 
Oocistos imaturos se desenvolvem no ambiente na 
presença de O2, umidade e temp 25ºC a 28ºC, 
formando os esporocistos e esporozoítos (esporogonia), 
duração de 7 a 12 dias.
CICLOSPORÍASE 
Patogenia 
• A infecção por C. cayetanensis pode resultar em má-absorção 
de D-xilose, sugerindo que a infecção pode 
envolver o intestino grosso. Achados patológicos revelaram 
eritema duodenal, aderência ao muco, inflamação na 
lâmina própria, aumento do número de células plasmáticas e 
um aumento no número de linfócitos intraepitelial. Ocorre 
também atropia das vilosidades e hiperplasia das criptas. 
• A imunidade para esta infecção pode ser adquirida. 
• Em casos sintomáticos, pela presença de diferentes fases do 
parasito no interior do enterócito, há anormalidades 
histológicas tais como o encurtamento das vilosidades e 
alterações celulares em enterócitos, que adquiriu a forma 
colunar ou cubóide; sem hiperplasia das criptas e presença 
de infiltrado inflamatório de polimorfonucleares, linfócitos e 
células do plasma da lâmina própria. Muitas das alterações 
inflamatórias podem persistir mesmo após a cura.
CICLOSPORÍASE 
Sintomatologia 
• Indivíduos infectados podem não apresentar 
sintomas. 
• Imunodeficientes, idosos ou crianças, podem 
apresentar diarréia aquosa e prolongada, perda 
de peso, anorexia, mialgia e ocasionalmente 
vômito e/ou febre. 
• Geralmente ocorrem em 1 semana após a 
ingestão dos oocistos e podem persistir por meses.
CICLOSPORÍASE 
Diagnóstico 
• Parasitológico 
• Somente para identificar oocistos encontrados nas 
fezes: Método de Willis, sedimentação espontânea 
ou TF test. Método de coloração por Kymioum ou 
Ziel-Neelsen modificado, Safranina-azul de metileno
CICLOSPORÍASE 
Tratamento 
• Sulfametoxazole e trimetoprim. 
Profilaxia 
• Medidas preventivas: evitar água não tratada e 
não filtrada, lavar bem frutas e verduras.

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Relação parasito hospedeiro apresentação(1)

  • 1. • Unime – Lauro de Freitas • Curso de Farmácia • 2º semestre • Docente: Vera Vinhas • Discentes: Lucia Tavares • Milene Conceição • Maiane Oliveira • Tatiane • Paula Mamede • Sandra Mercês
  • 2. RELAÇÃO PARASITO HOSPEDEIRO COCCÍDEOS INT E S T INAI S
  • 3. COCCÍDEOS INTESTINAIS • Cryptosporidium • Cyclospora cayetanensis • Isospora belli
  • 4. CRYPTOSPORIDIUM Classificação Taxonômica • Filo: Apicomplexa • Classe: Conoidasida • Sub-classe: Coccidiasina • Ordem: Eucoccidiorida • Sub-ordem: Eimeriorina • Familia: Cryptosporidiidae • Gênero: Cryptosporidium
  • 5. CRIPTOSPORIDÍASE • Conceito: É uma parasitose descrita recentemente na espécie humana-1976, foram identificados dois casos dessa protozoose. Até então, era uma enfermidade somente registrada em animais, especialmente aves e mamíferos, mas também presente em répteis e peixes. O gênero do parasita causador dessa doença foi criado em 1907 por Tyzzer. Sete das dezesseis espécies desse gênero infectam humanos, mas as principais são C.hominis e C.parvum.
  • 6. CRIPTOSPORIDÍASE Morfologia • Possuem um complexo apical(visivel apenas em microscópio eletrônico). • Estruturas como roptrias, micronemas, grânulos elétrons-densos, microtúbulos sub-peculiares e anéis apicais(apicomplexa). • Oocistos variam de esférico a ovóide, medindo de 3 a 8,5um de diâmetro(espécie). • Apresentam(maioria) parede cística dupla e espessa, mas 20% deles tem parede fina que se rompe ainda dentro do hospedeiro. Internamente a eles, há quatro esporozoítos que são libertados-ou nas fezes, ou no tubo digestivo do hospedeiro-após a dissolução da sutura presente em sua parede. • Esquizonte aparece no intestino já sem complexo apical. É esférico, apresenta núcleo volumoso, nucléolo evidente e mede de 4 a 6um de diâmetro.
  • 7. CRIPTOSPORIDÍASE O protozoário • Apresenta alta capacidade de veiculação hidrica. • Ocorre em pacientes imunocompetentes. • Considerada uma infecção oportunista devido à sua alta prevalência em indivíduos imunodeprimidos, como os portadores de HIV/AIDS. Nesses pacientes, a diarréia provocada pela doença é grave e recorrente.
  • 8. CRIPTOSPORIDÍASE • Transmissão • Principalmente pela ingestão de oocistos, formas evolutivas infectantes, esporulados(via fecal-oral). • Principais fontes são animais ou humanos que estejam eliminando oocistos que podem ser veiculados pelos alimentos, água, ar, insetos, vestuário e também pelo contato íntimo entre pessoas. • Criação de gados e ovelhas tem sido relacionada à infecção humana, pois, durante um surto de febre aftosa(Reino Unido-2001), observou-se grande redução de casos devido ao grande número de bovinos sacrificados.
  • 9. CRIPTOSPORIDÍASE Ciclo evolutivo • Monoxênico – sem especificidade de hospedeiro. 1. Merogonia ou esquizogonia(assexuada). 2. Gametogênese(sexuada-produção de gametas). 3. Formação do zigoto(fertilização). 4. Esporogonia(formação oocisto e liberação esporozoítos). • Infecção humana via fecal-oral, quando oocistos são ingeridos. No estômago há a dissolução de sua membrana e a liberação de quatro esporozoítos. • Capaz de excistar tanto fora do trato gastrointestinal como no respiratório, na conjuntiva do olho e no sistema reprodutor.
  • 10. • Os esporozoítos possuem importante complexo apical para sua aderência às células epiteliais do intestino. • Este parasito se aloja nas células epteliais através de um vacúolo parasitório extracitoplasmático. Este é formado por uma expansão da membrana celular e dos microvilos, envolvendo-o completamente que fica coberto por várias membranas de ambos os organismos. • Esporozoíto estabelecido, se forma a diferenciação em trozoítos unicelulares, ocorrendo então a merogonia ou esquizogonia, processo de muitas divisões nucleares que produzirão merozoítos. • Neste processo, formam-se 8 merozoítos alongados (tipo I) que são liberados no intestino e infectam outras células. Esta segunda geração é capaz de formar quatro merozoítos cada(tipo II).
  • 11. • Os merozoítos tipo II são capazes de repetir o ciclo assexuado ou produzir gametócitos(gametogonia). • A gametogonia produz um macrogametócito e cerca de 16 microgametócitos. A união destes formará o zigoto que progredirá para o oocisto. • Muitos oocistos possuem parede espessa e contém quatro esporozoítos e são liberados no meio ambiente através das fezes, onde podem sobreviver por meses. • Outros oocistos possuem parede delgada, que se rompe facilmente e acabam por liberar os esporozoítos dentro do hospedeiro, este processo chama-se auto-infecção.
  • 12. CRIPTOSPORIDÍASE Patogenia • O protozoário altera as funções de absorção e secreção intestinal. A ocorrência de diarréia de dá pela infecção dos enterócitos, causando transtornos no eptélio intestinal, e, indiretamente também pelo acúmulo de células inflamatórias que produzem fator de necrose tumoral(TNF) e prostaciclinas. Substâncias essas, responsáveis por alterações bioquimicas, morfológicas e funcionais. • Este parasito também pode alterar o metabolismo hídrico e da lactose, causando a sua intolerância, assim como a desidratação. Há ainda, redução de absorção de glicose, sódio e vitamina A.
  • 13. • A aspiração e a disseminação hematogênica têm sido propostas para explicar os sintomas das vias aéreas quando são isolados Cryptosporidium spp. nas vias aéreas. • Em imunocompetentes os sintomas são inperceptíveis. • Em imunocomprometidos o parasito se prolifera intensamente causando diarréia aquosa, cólicas, flatulência, dor epigástrica, náuseas e vômitos, anorexia e mal estar. • A defesa do hospedeiro é baseada nas respostas celulares e humorais. O mau funcionamento das células T, como ocorre na AIDS predispõe à consequências graves da doença. • Há indícios de que algumas citocinas apresentem papel importante, como o IFN-y(interferon gama), IL- 4, IL-8 e IL-15.
  • 14. CRIPTOSPORIDÍASE Sintomatologia • O parasito possui um periodo de incubação – 6 a 9 dias, portanto nessa fase não sinais e sintomas. • Principais sinais são: diarréia aquosa, fezes mucosas, desidratação, perda de peso, anorexia, dor abdominal, febre, náuseas e vômitos. Não é incomum acontecer também dores nas articulações, mialgias, vertigens a até Síndrome de Reiter(artrite reativa) em crianças. • Em imunodeprimidos podem ser encontrados fora do trato gastrointestinal, como figado, pâncreas e vesícula biliar, podendo acarretar cirrose, pancreatite, colangiopatia, colangite esclerosante e colangiocarcinoma. Quando no trato respiratório, podemos notar tosse, rouquidão, falta de ar e até pneumonia.
  • 15. CRIPTOSPORIDÍASE • Diagnóstico 1. Clínico • Trata-se de doença do TGI e dessa forma apresentar diarréia aquosa, dor abdominal epigástrica em cólica, perda de peso, anorexia, flatulência, náuseas, vômitos e mialgia. A diarréia e a dor abdominal são exacerbadas pela alimentação. • Manifestações extra intestinais são principalmente a coletase devido ao acometimento da árvore biliar e manifestações pulmonares como tosse crônica, febre e dispnéia pelo acometimento pulmonar. • Não há achados radiológicos caracteristicos. 2. Laboratorial • Exame de fezes é a melhor opção com múltiplas amostras. • Fuccina carbólica, coloração de Ziehl-Neelsen e azul de metileno. • Técnica de Imunofluorescência indireta – anticorpos especificos. • Endoscopia digestivq com biópsia – utilizado apenas em casos onde o parasitológico de fezes não for esclarecedor.
  • 16. CRIPTOSPORIDÍASE • Tratamento • Visa apenas minimizar a sintomatologia pois é dependente do sistema imunológico individual. • Imunocompetentes – Cura sozinho. • Imunodeficientes – Apresentam problemas graves no tratamento, em portadores de HIV, verificou-se grande diminuição da severidade em pacientes que utilizavam retrovirais. • Maioria das drogas não apresentam eficácia, devido à elevada resistência do parasito. • Redução dos sintomas quando utilizados: Paromicina, azitromicina e espiramicina. • Nitazoxanida – Possui eficácia diminuindo a duração e a severidade em imunocompetentes com eficiência mediana em imunodeficientes, porém a Paromicina mostrou-se eficiente nesses individuos.
  • 17. CRIPTOSPORIDÍASE • Profilaxia • Saneamento básico – livrando a água utilizada para ingestão do contato com fezes, bloqueando assim a principal via de contágio. • Contato com fezes de animais – deve ser evitado. • Criação de vacinas – estudos estão sendo feitos, mas os testes em humanos não mostraram eficiência nem redução da sintomatologia, havendo a necessidade também do bloqueio das diversas espécies de parasitas.
  • 18. CYSTOISOSPORA BELLI Classificação Taxonômica • Filo: Apicomplexa • Classe: Conoidasida • Sub-classe: Coccidiasina • Ordem: Eucoccidiorida • Sub-ordem: Eimeriorina • Familia: Cistoisospora • Gênero: Isospora belli
  • 19. ISOSPORÍASE Conceito • Conhecida também como síndrome da má absorção. • São distúrbios que ocorrem porque os nutrientes provenientes do alimento no intestino delgado não são absorvidos adequadamente e não passam para a corrente sangüínea. Normalmente, os alimentos são digeridos e, em seguida, os nutrientes são absorvidos para o interior da corrente sangüínea, principalmente através do intestino delgado.
  • 20. ISOSPORÍASE • Histórico • Descoberto por WOODCOCK em 1915. • Brasil, primeiro caso descrito ocorreu em 1925, São Paulo. • Bahia, ocorreram dois primeiros casos em 1950. • Ocorreram mais 8 casos (PE(1), PB(3), RJ(2), RS(3), entre 1957 e 1966. • São Paulo ocorreu um surto endêmico em 1969 num orfanato, onde a mais alta incidência foi verificada até então no Brasil – 7,2%.
  • 21. ISOSPORÍASE O protozoário • Muito comum em animais selvagens, domésticos, aves e rara na espécie humana, sobretudo em pacientes imunocompetentes e frequente em imunodeprimidos, determinando grave infecção intestinal entre estes.
  • 22. ISOSPORÍASE Morfologia • Formas assexuadas : merócitos contendo merózitos alongados com um núcleo. • Formas sexuadas: gameta masculino(microgameta) e gameta feminino(macrogameta) • Junção das duas formas origina o zigoto e a formação de uma dupla membrana externa dá origem ao oocisto. • Oocisto maduro: alongados, medem cerca de 31,6x13,7um, contém dois esporocistos e quatro esporozoitos alongados contendo um núcleo em cada esporocisto.
  • 23. ISOSPORÍASE • Transmissão • Ingestão de oocistos esporulados via água e alimentos contaminados com matéria fecal humana e, ainda diretamente, pela via fecal-oral ou acidental em laboratório. • Admite-se ainda outra forma de contágio – ciclo endógeno intra-intestinal que poderia explicar a longa duração do parasitismo, à semelhança do ciclo interno ou auto-endo-infecção do Strongyloides stercorales, como ocorrido em paciente com duração de 26 anos.
  • 24. ISOSPORÍASE Ciclo evolutivo: • Monoxênico – possui apenas um hospedeiro-homem. • Após ingestão oocistos esporulados , que passam pelo trato digestório, os esporocistos são liberados e pela ação dos sucos entéricos, sofrem ruptura e deixam livres os esporozoitos que penetram nas células epteliais das microvilosidades do ID e no íleo(provavelmente), transformando-se em trofozoítos que após sucessivas divisões passam a denominar-se esquizontes. Prosseguindo nesta evolução de esquizogonia, o citoplasma do esquizonte sofre uma condensação e transforma-se em vários elementos, denominados merozoítos.
  • 25. • Com a destruição da célula parasitada, os merozoítos são libertados e invadem novas células repetindo-se a esquizogonia. • Após sucessivas e repetidas esquizogonias, alguns merozoìtos sofrem diferenciação morfológica, transformando-se em células sexuadas, chamadas gametócitos(micro e macrogametas). • O microgameta penetra no macrogametócito, fecundando-o e formando o zigoto ou ovo. • Este evolui e forma o oocisto - sua maturação depende da espécie parasitária. • Após caírem na luz intestinal, são eliminados com as fezes. • Após tornarem-se maduros, - oocistos com dois esporocistos e quatro esporozoítos(forma infectante)- , e serem ingeridos recomeça o ciclo esquizogônico ou assexuado.
  • 26. ISOSPORÍASE • Patogenia • Até pouco tempo era pouco conhecida em decorrência de ausência de estudos, porém, após 1963, pesquisas foram realizadas com biópsia jejunal, houve acentuado avanço no setor. • Detectadas novas formas parasitárias no interior do epitélio das microvilosidades, bem como as alterações das células epiteliais do ID. • Destruição do epitélio das microvilosidades, em virtude da penetração e multiplicação dos parasitos no seu interior.
  • 27. ISOSPORÍASE Sintomatologia • Assintomática – Maioria dos casos. • Autolimitada – Pacientes com manifestações clínicas, é benigna, ocorrendo a melhora clinica em poucos dias, independente do tratamento, muito embora a eliminação dos oocistos continue por mais de 30 dias. • Geralmente: Febre de intensidade elevada, cólicas intestinais, diarréia alternada com constipação ou apenas surtos, náuseas, anorexia, mal estar geral, astenia, meteorismo, cefaléia, emagrecimento.
  • 28. ISOSPORÍASE Diagnóstico 1. Diferencial - Várias infecções diarréicas podem confundir-se clinicamente com a isosporíase, tornando assim o diagnóstico muito difícil ou mesmo impossível. 2. Laboratorial - Para o devido esclarecimento da etiologia, utilizam-se exames laboratorais adequados – coproculturas e parasitológico de fezes. • Exame direto e fresco. • Faust e col.; Telemann modificado e Hoffman, Pons e Janer. • Zielhl-Neelsen modificado. • Biópsia jejunal.
  • 29. ISOSPORÍASE Tratamento • Atualmente, com o aparecimento da AIDS, a terapêutica é feita conforme critério médico: 1. Sulfadiazina, Pirimetamina, Sulfametoxazol. 2. Sulfametoxazol, Sulfadoxina+Pirimetamina. 3. Outros.
  • 30. ISOSPORÍASE Profilaxia • É idêntica à de outras protozooses digestivas( giardíase, amebíase, balantidíase, etc). • Tratamento adequado da água de consumo. • Proteção dos alimentos a serem consumidos, sobretudo frutas e verduras das dejeções humanas e dos insetos como moscas e baratas. • Educação sanitária para as populações de baixa renda e manipuladores de alimentos.
  • 31. CYCLOSPORA CAYETANENSIS Classificação taxonômica • Filo: Apicomplexa • Classe: Conoidasida • Sub-classe: Coccidiasina • Ordem: Eucoccidiorida • Sub-ordem: Eimeriorina • Familia: Eimeriidae • Gênero: Cyclospora • Família: C.cayetanensis
  • 32. CICLOSPORÍASE Conceito • Parasito oportunista. • Intracelular de células intestinais, especialmente nas regiões do jejuno e íleo.
  • 33. CICLOPORÍASE • O Protozoário
  • 34. CICLOSPORIASE Morfologia • Os oocistos são esféricos, medem de 8 a 10μm e possuem a parede com aparência rugosa ou ondulada. Pela coloração da safranina aparecem corados do vermelho a um brilhante vermelho-alaranjado. • Os oocistos de C. cayetanensis são duas vezes maiores em tamanho do que os oocistos de Cryptosporidium spp. • Formas assexuadas: merontes do tipo I e II, contendo merozoítos alongados com um núcleo. • Formas sexuadas: Micro e macrogametas, zigoto e oocisto. • Membrana externa dupla, contendo dois esporocistos e dois esporozoitos em cada esporocisto.
  • 35. CICLOSPORÍASE Transmissão • Ingestão de oocistos esporulados via água, verdura ou frutas contaminadas. • Hídrica é considerada a fonte mais comum em pesquisas realizadas em diversos paises. • Os oocistos não são esporulados quando excretados nas fezes, necessitando de uma a duas semanas em condições ideais de temperatura para se tornarem esporulados.
  • 36. CICLOSPORÍASE Ciclo evolutivo 1. Monoxênico. • Ingestão oral de oocistos esporulados, atravessam o tubo digestório até atingir a parte anterior do ID. • Na luz do intestino os esporozoítos são liberados dos esporocistos e penetram nas células epiteliais na altura do ID, preferencialmente no jejuno. • Estes de transformam em trofozoítos uninucleados que sofrem divisão nuclear e formam os merozoítos dentro do meronte. • Foram descritas duas gerações assexuadas: a primeira contendo de 8 a 12 merozoítos, e a segunda 4 merozoítos.
  • 37. • Os merozoítos são liberados à luz intestinal e penetram em novas células intestinais, sendo que a última geração se diferencia dentro da célula parasitada para formar os macro e microgametas. • Os microgametas maduros saem do microgametócito e vão ao encontro do macrogameta, onde ocorre a fecundação com a formação do zigoto. • Em seguida, ocorre a formação de uma membrana dupla ao redor do zigoto formando o oocisto com uma massa celular no seu interior. • Este oocisto é liberado na membrana intestinal, cai na luz do intestino e é eliminado para o meio exterior com as fezes. 2. Meio Ambiente Oocistos imaturos se desenvolvem no ambiente na presença de O2, umidade e temp 25ºC a 28ºC, formando os esporocistos e esporozoítos (esporogonia), duração de 7 a 12 dias.
  • 38. CICLOSPORÍASE Patogenia • A infecção por C. cayetanensis pode resultar em má-absorção de D-xilose, sugerindo que a infecção pode envolver o intestino grosso. Achados patológicos revelaram eritema duodenal, aderência ao muco, inflamação na lâmina própria, aumento do número de células plasmáticas e um aumento no número de linfócitos intraepitelial. Ocorre também atropia das vilosidades e hiperplasia das criptas. • A imunidade para esta infecção pode ser adquirida. • Em casos sintomáticos, pela presença de diferentes fases do parasito no interior do enterócito, há anormalidades histológicas tais como o encurtamento das vilosidades e alterações celulares em enterócitos, que adquiriu a forma colunar ou cubóide; sem hiperplasia das criptas e presença de infiltrado inflamatório de polimorfonucleares, linfócitos e células do plasma da lâmina própria. Muitas das alterações inflamatórias podem persistir mesmo após a cura.
  • 39. CICLOSPORÍASE Sintomatologia • Indivíduos infectados podem não apresentar sintomas. • Imunodeficientes, idosos ou crianças, podem apresentar diarréia aquosa e prolongada, perda de peso, anorexia, mialgia e ocasionalmente vômito e/ou febre. • Geralmente ocorrem em 1 semana após a ingestão dos oocistos e podem persistir por meses.
  • 40. CICLOSPORÍASE Diagnóstico • Parasitológico • Somente para identificar oocistos encontrados nas fezes: Método de Willis, sedimentação espontânea ou TF test. Método de coloração por Kymioum ou Ziel-Neelsen modificado, Safranina-azul de metileno
  • 41. CICLOSPORÍASE Tratamento • Sulfametoxazole e trimetoprim. Profilaxia • Medidas preventivas: evitar água não tratada e não filtrada, lavar bem frutas e verduras.