Formação Modular
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INSTITUTO DO EMPREGO
E FORMAÇÃO PROFISSIONAL
INSTITUTO DO EMPREGO
E FORMAÇÃO PROFISSIONAL
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Todos os direitos reservados
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sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP
Colecção
Título
Suporte Didáctico
Coordenação Técnico-Pedagógica
Apoio Técnico-Pedagógico
Coordenação do Projecto
Autor
Capa
Maquetagem e Fotocomposição
Revisão
Montagem
Impressão e Acabamento
Propriedade
Preço
1.ª Edição
Tiragem
Depósito Legal
ISBN
MODULFORM - Formação Modular
Organização do Trabalho
Guia do Formando
IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional
Departamento de Formação Profissional
Direcção de Serviços de Recursos Formativos
CENFIM-CentrodeFormaçãoProfissionaldaIndústriaMetalúrgica
e Metalomecânica
ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade
Direcção de Formação
Luís Barros
SAF - Sistemas Avançados de Formação, SA
ISQ / José Artur Almeida
OMNIBUS, LDA
UNIPRINT, LDA
UNIPRINT, LDA
Instituto do Emprego e Formação Profissional
Av. José Malhoa, 11 1 000 Lisboa
4 500 esc.
Portugal, Lisboa, Junho de 1997
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Recurso a diapositivos
ou transparências
Recurso a software
Recurso a videograma
Actividades / Avaliação
Destaque
Índice
Objectivos
Resumo
Bibliografia
Caso de estudo
ou exemplo
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balho IG . 1
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IG . 1
IG . 1
IG . 1
ÍNDICE GERAL
I - PRODUTIVIDADE
• O que é a Produtividade ? I.2
• A Produtividade na empresa I.3
• Factores de produtividade I.3
• O Conteúdo do trabalho I.6
• Medidas de produtividade I.10
• As Curvas de experiência I.12
• Resumo I.15
• Actividades / Avaliação I.16
II - ESTUDO DE MÉTODOS DE TRABALHO
• Introdução ao Estudo dos métodos II.3
• Método fundamental II.3
• Factores a considerar II.5
• Considerações económicas II.5
• Considerações técnicas II.5
• Reacções do pessoal interessado II.6
• A que Situações se pode aplicar o estudo dos métodos? II.6
• Registar e Analisar II.9
• O registo dos dados II.9
• Utilização de símbolos II.12
• O gráfico de análise de processo II.13
• Os gráficos de sequência II.21
• A análise dos dados II.27
• O método interrogativo II.28
• As questões fundamentais II.28
• As questões secundárias II.29
• Circulação e movimentação de materiais II.30
• O diagrama de circulação II.31
• O diagrama de - para II.37
• Inter-relações não baseadas no fluxo de materiais
- O diagrama de Interligações preferenciais II.40
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IG . 2
IG . 2
• Melhoramento da eficácia de movimentação II.49
• Layout II.50
• Implantação da obra num ponto fixo II.52
• Layout orientado para o processo II.53
• Layout orientado para o produto II.62
• Balanceamento de uma linha de montagem II.66
• As células de trabalho II.70
• A Tecnologia de Grupo II.72
• Deslocamento de trabalhadores no posto de trabalho II.76
• Diagrama de Cordões II.76
• Gráfico de Sequência-Executante II.77
• O Gráfico de Actividades Múltiplas II.78
• Métodos e movimentos no posto de trabalho II.79
• Princípios de economia de movimentos II.80
• Utilização do corpo humano II.80
• Disposição do posto de trabalho II.80
• Concepção da ferramenta e do material II.80
• O Gráfico dos Movimentos Simultâneos das Duas Mãos II.82
• Resumo II.85
• Actividades / Avaliação II.86
III - A MEDIDA DO TRABALHO
• Medida do Trabalho: conceitos essenciais III.3
• Medida do Trabalho por amostragem III.6
• Nível de confiança III.7
• Dimensão da amostra III.7
• Método estatístico III.11
• Método dos nomogramas III.14
• Campo de aplicação III.19
• Material necessário ao Estudo dos Tempos III.23
• Cronómetros e folhas de observação III.23
• Utilização de impressos III.24
• Folha de cronometragem III.25
• Folha de recolha de tempos III.26
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balho IG . 3
IG . 3
IG . 3
IG . 3
IG . 3
• Outros acessórios III.28
• Aparelho de fita Zeiter III.28
• Cronógrafo registador III.29
• A câmara de filmagem de velocidade constante III.29
• Escolher o trabalho a estudar III.30
• Diferentes fases do Estudo de Tempos III.31
• Decompor o trabalho em elementos III.32
• Dimensão da amostra III.34
• Cronometragem III.40
• Nível de actividade III.44
• Avaliação do factor de actividade III.46
• O Tempo Normal e Standard de uma actividade III.49
• Cálculo do Tempo Normal III.49
• Cálculo dos complementos III.51
• Complemento de repouso III.52
• Complementos fixos III.53
• Complementos variáveis III.53
• Complementos auxiliares III.54
• Complementos especiais III.54
• Tempo Standard III.54
• Normas para o trabalho com máquinas III.55
• Complemento de repouso III.52
• Normas de tempos pré-determinados III.63
• Resumo III.68
• Actividades / Avaliação III.69
IV - ERGONOMIA
• Conceitos gerais IV.2
• Tipos de trabalho IV.2
• A adaptação do Homem ao trabalho IV.3
• O rendimento humano IV.3
• O ritmo biológico diário IV.5
• A prática IV.6
• A idade IV.6
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• A fadiga IV.8
• Turnos e trabalho nocturno IV.10
• A adaptação do trabalho ao Homem IV.11
• A Antropometria IV.12
• A posição do corpo IV.13
• O trabalho sentado IV.14
• O trabalho em pé IV.16
• O ambiente de trabalho IV.17
• A iluminação IV.17
• Resumo IV.18
• Actividades / Avaliação IV.19
ANEXO - TRABALHOS PRÁTICOS A.1
BIBLIOGRAFIA B.1
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Produtividade
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M.O.01 Produtividade
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balho
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balho I . 1
I . 1
I . 1
I . 1
I . 1
OBJECTIVOS
No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:
• Definir produtividade;
• Identificar os diversos factores que poderão influenciar a produtividade de
uma empresa;
• Distinguir variação de produtividade e variação de produção;
• Identificar a importância dos diversos factores de produtividade no cálculo
da mesma;
• Identificar e distinguir os diferentes tipos de medidas de produtividade;
• Enunciar algumas formas de aumentar a produtividade;
• Caracterizar a importância da experiência na evolução da produtividade e a
utilizar correctamente as Curvas de Experiência.
TEMAS
• O que é a Produtividade ?
• A Produtividade na empresa
• O Conteúdo do Trabalho
• Factores de Produtividade
• Medidas de Produtividade
• As Curvas de Experiência
• Resumo
• Actividades / Avaliação
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Ut.01
M.O.01
Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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balho
balho
balho I . 2
I . 2
I . 2
I . 2
I . 2
A produtividade pode ser definida como sendo a relação existente entre o produto
obtido e a quantidade de recursos utilizados para o obter.
Esta definição pode ser aplicada, segundo os casos, a uma empresa de serviços,
a uma unidade industrial ou ao conjunto de toda a economia.
Portanto, no sentido que aqui é utilizado, a produtividade não é mais do que a
relação aritmética entre a quantidade do produto e a quantidade dos recursos
utilizados na sua produção. Estes recursos podem ser:
• Terra;
• Matérias;
• Instalações, máquinas e ferramentas;
• Actividade do homem.
Geralmente, estes quatro recursos são combinados em proporções variáveis.
Verificar que a produtividade da mão-de-obra, da terra, das matérias ou das
máquinas numa empresa, numa indústria ou num país aumentou, nada nos diz
quanto às razões desse aumento.
O aumento da produtividade da mão-de-obra, por exemplo, pode ser devido a
uma melhor organização do trabalho por parte da direcção ou à instalação de
maquinaria moderna.
Um aumento da produtividade das matérias pode ter origem numa maior perícia
dos operários ou numa melhor concepção dos produtos fabricados, etc.
Alguns exemplos ajudarão a precisar o significado do termo produtividade:
Produtividade da terra
Se a utilização de melhores sementes, de melhores métodos de cultura e de
maior quantidade de fertilizante permitir obter, de um hectare de terra, três
quintais de trigo em vez de dois, a produtividade da terra, do ponto de vista
agrícola, terá aumentado 50%. Poderá dizer-se que a produtividade da terra
utilizada para fins industriais aumentou se a produção de bens ou serviços,
realizada no terreno em questão, foi aumentada por qualquer meio.
Produtividade das matérias
Quando um alfaiate hábil consegue cortar onze fatos completos de uma peça
de tecido da qual um alfaiate menos experiente só consegue cortar dez, pode
dizer-se que o primeiro obteve da peça uma produtividade 10% superior.
O QUE É A PRODUTIVIDADE
Produtividade da terra
Produtividade das matérias
Produtividade
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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balho
balho
balho
balho I . 3
I . 3
I . 3
I . 3
I . 3
Produtividade das máquinas
Se uma máquina-ferramenta que produzia cem peças por dia consegue produzir
cento e vinte, graças ao uso de melhores ferramentas de corte, a sua
produtividade terá aumentado 20%.
Produtividade da mão-de-obra
Se um oleiro, adoptando um novo método de trabalho, eleva a sua produção
horária de trinta para quarenta pratos, a sua produtividade terá aumentado 33,3%.
Em todos estes exemplos, deliberadamente simples, o produto (ou a produção)
aumentou percentagem idêntica à da produtividade. Mas um aumento da
produção não implica, necessariamente, um aumento da produtividade.
Se o volume dos recursos utilizados aumenta proporcionalmente ao crescimento
da produção (nesse caso estaremos a produzir mais à custa de um maior
número de recursos utilizados), a produtividade permanece inalterável.
Se o volume dos recursos utilizados aumenta numa percentagem superior à da
produção, tal implicará, obrigatoriamente, uma descida da produtividade
(imagine-se o caso de um operário a efectuar horas extraordinárias: a sua
produtividade poderá baixar devido, por exemplo, à fadiga).
Numa palavra, elevar a produtividade significa produzir mais com um mesmo
consumo de recursos - terra, matérias, tempo de máquinas ou mão-de-obra
ou, inversamente, produzir uma mesma quantidade de bens utilizando menos
recursos de terra, de matérias, de tempos de máquinas ou de mão-de-obra, o
que liberta uma parte desses recursos para produção de outros bens.
A produtividade em cada empresa depende de múltiplos e diversos factores,
alguns dos quais escapam ao controlo do gestor da empresa, como, por
exemplo: o nível geral da procura, a política fiscal, a taxa de juro, a situação do
mercado das matérias-primas, as facilidades de aprovisionamento em máquinas
e material, a abundância ou a falta de mão-de-obra qualificada, etc.
Em contrapartida, existem certos factores de produtividade sobre os quais os
gestores da empresa podem actuar. É destes que falaremos a seguir.
Factores de Produtividade
Definimos a produtividade como a relação entre o produto obtido e os
recursos utilizados para o obter, quer se trate de uma empresa de serviços,
A PRODUTIVIDADE NA EMPRESA
Produtividade das máquinas
Produtividade da
mão-de-obra
Aumento de produtividade
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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balho
balho
balho
balho I . 4
I . 4
I . 4
I . 4
I . 4
de uma indústria ou do conjunto da economia. Temos, assim, que a produtividade
de uma dada categoria de recursos mede-se pela quantidade de bens e/ou
serviços que a mesma produz.
Quais são, então, os recursos de que uma empresa dispõe?
Terreno e construções
Um terreno bem situado, para a construção dos edifícios necessários à empresa,
e as próprias edificações.
Matérias
As matérias que serão transformadas em produtos destinados à venda, incluindo
os combustíveis, os produtos químicos utilizados no processo de fabricação e
as matérias de embalagem.
Máquinas
A fábrica, o material e todas as ferramentas necessárias à fabricação, às
movimentações e ao transporte das matérias; o sistema de aquecimento, de
ventilação e de produção de energia; o material e o mobiliário de escritório.
Mão-de-Obra
Os homens e as mulheres encarregados das operações de fabricação, de
organização e do controlo, dos trabalhos de escritório, dos estudos e das
pesquisas, das compras e das vendas.
A forma e as condições em que todos estes recursos são geridos e utilizados
irão determinar a produtividade da empresa.
É à Direcção da empresa que cabe zelar para que seja feito o melhor uso de
todos os recursos de produção, por forma a obter a maior produtividade possível.
A importância relativa de cada um dos factores anteriormente mencionados
varia segundo a natureza da empresa, o país onde se encontra, a disponibilidade
e custo dos diversos recursos e, naturalmente, a natureza do produto e do
processo de fabricação.
Existem indústrias onde o custo da matéria-prima representa 60% ou mais do
custo de produção do produto acabado, repartindo-se os restantes 40% entre o
custo de mão-de-obra e gastos gerais.
Verificando-se que numerosos países têm de importar as suas matérias-primas,
utilizando, frequentemente, divisas raras, veremos a importância que tem a
produtividade das matérias-primas, muitas das vezes mais do que a produtividade
da terra, da mão-de-obra ou mesmo das instalações ou máquinas.
A Importância relativa dos
diversos factores de
produtividade
Recursos disponíveis
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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balho I . 5
I . 5
I . 5
I . 5
I . 5
A economia de matérias-primas poderá conseguir-se na fase de criação ou
especificação do produto (concebendo-o de forma a utilizar a menor quantidade
possível de matérias-primas), ou na fase de fabricação, fazendo com que ele
seja correctamente executado e utilizando um processo de fabricação adequado
ao fim em vista.
Igualmente importante é a produtividade dos terrenos e construções. A utilização
destes deverá ser efectuada da forma mais racional possível, de modo a evitar
empates de capital desnecessários, seja na compra de material ou terrenos
não necessários ou inadequados, seja em futuras despesas de conservação,
impostos, etc.
Bens e Serviços
A Direcção
informa-se
organiza
dirige
coordena
controla
estimula
a fim de produzir
Terreno e
Construções
Matérias
Instalações
Máquinas
Equipamento
Actividade
Humana
RECURSOS
PRODUÇÃO
Fig. I.1 - O papel da Direcção na coordenação dos recursos de uma empresa
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 11
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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balho
balho
balho I . 6
I . 6
I . 6
I . 6
I . 6
O Conteúdo do Trabalho
É, por vezes, utilizada, como unidade de medida da produtividade, a produção
de bens ou serviços num dado número de horas-homem ou horas-máquina.
Uma hora-homem representa o trabalho de um homem durante uma hora,
enquanto que uma hora-máquina será o trabalho de uma máquina ou
equipamento durante uma hora.
Podemos considerar, como mostra a figura seguinte, que o tempo gasto por
um homem ou por uma máquina para a produção de um determinado bem ou
produto se decompõe da seguinte forma:
Hora-homem
A
C onteúdo
de
Tra balho
Fun dam ental
D o produ to
ou d a
op eração
C onteúdo
de
Tra balho
Suplem en tar
D evido a
de fe ito s de
concep çã o
ou d e
espe cificação
do p ro duto
C onteúdo
de
Tra balho
Suplem en tar
D evido à
utilização
de m aus
m é to dos de
fabricação
ou d e
execução
Te mp o
Im produtivo
D evido a
insuficiências
da d ire cção
Te mp o
Im produtivo
Im pu tá ve l
ao
tra balh ado r
B C D
C onteú do de T rab alho T otal Te m po Im produ tivo To ta l
D uração Total da O peração n as C on dições Existe ntes
Fig. I.2 - Decomposição da duração total de uma operação ou processo de fabricação
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
Note-se que a Unidade Temática II deste guia (Estudo dos Métodos de Trabalho)
se ocupa, fundamentalmente, do Conteúdo de Trabalho Total, através de uma
análise que tem por objectivo a redução do conteúdo de trabalho suplementar
resultante da utilização de maus métodos de fabricação ou de execução.
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 7
I . 7
I . 7
I . 7
I . 7
O Conteúdo de Trabalho Fundamental (do produto ou operação) é o chamado
“mínimo irredutível” de tempo necessário para fabricar um determinado produto.
É o tempo que levaria a executar uma dada tarefa se a concepção do produto
ou da operação fosse perfeita, se o processo de fabrico fosse perfeitamente
executado e não houvesse nenhuma perda de trabalho, qualquer que fosse a
razão, durante o período de trabalho.
Estas condições de fabricação “perfeitas” são, como é natural, teóricas, pois
na prática nunca se encontram, ainda que estejam, por vezes, muito perto de
ser realizadas, sobretudo em processos de fabricação contínuos.
Os tempos reais de fabricação, contudo, são muito superiores a este tempo
teórico, devido à existência de conteúdos de trabalho suplementar e a tempos
improdutivos, conforme se pode ver nas figuras seguintes:
Conteúdo de Trabalho
Fundamental
A
Conteúdo
de
Trabalho
Fundamental
Do produto
ou da
operação
Conteúdo
de
Trabalho
Suplementar
Devido a
defeitos de
concepção
ou de
especificação
do produto
Conteúdo
de
Trabalho
Suplementar
Devido à
utilização
de maus
métodos de
fabricação
ou de
execução
B
A. 1 - A má concepção do produto impede
a utilização de processos de produção mais
económicos
A. 3 - As normas de qualidade incorrectas
obrigam a trabalhos inúteis
A. 4 - A má concepção do produto obriga a
grandes desperdícios de matérias-primasB.
B. 1 - Utilização de máquinas inadequadas
B. 2 - Operações efectuadas em más
condições ou incorrectamente
B. 3 - Utilização de ferramentas
inadequadas
B. 4 - Deficientes métodos de trabalho do
operador
B. 5 - Deficientes métodos de trabalho do
operador
Fig. I.3 - Decomposição do conteúdo de trabalho suplementar
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos,Lda., 1984
A. 2 - A falta de normalização impede a
produção em grande série
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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balho
balho
balho I . 8
I . 8
I . 8
I . 8
I . 8
Fig. I.4 - Decomposição dos tempos improdutivos
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
Tempo
Improdutivo
devido a
insuficiências
da direcção
Tempo
Improdutivo
imputável
ao
trabalhador
C D
C. 1 - Falta de normalização, impedindo a produção em fluxo
contínuo
C. 2 - Má planificação do trabalho e das encomendas,
originando tempos de espera para homens e máquinas
C. 3 - Falta de matérias-primas devido à má planificação
C. 4 - Avarias
C. 5 - Instalações em mau estado
C. 6 - Más condições de trabalho
C. 7 - Acidentes
D. 1 - Absentismo, atrasos e indolência
D. 2 - Trabalho descuidado
D. 3 - Acidentes
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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a
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abalho
balho
balho
balho
balho I . 9
I . 9
I . 9
I . 9
I . 9
O conteúdo de trabalho suplementar poderá ser eliminado com a aplicação das
seguintes técnicas:
Quadro I.1 - Técnicas para eliminação do trabalho suplementar
Os tempos improdutivos (quer os dependentes da Direcção, quer os dependentes
do trabalhador), por sua vez, também poderão ser eliminados com a aplicação
de várias técnicas.
Em teoria, se todas as técnicas apresentadas fossem perfeitamente aplicadas,
ficaríamos com um tempo total reduzido ao conteúdo de trabalho fundamental.
Estaríamos em presença da Empresa Ideal.
No entanto, na prática, tal é impossível, pois existem sempre factores
imponderáveis, impossíveis de prever e, portanto, difíceis ou impossíveis de
controlar.
O que se pode e deve fazer é utilizar ao máximo as técnicas apresentadas,
controlando e planificando ao máximo aquilo que é possível controlar e planificar,
para que sejam reduzidos ao mínimo os ditos “imponderáveis” através de um
processo de melhorias contínuas.
Importante, também, é, sem dúvida, a criação de boas condições de trabalho,
evitando, desta forma, quebras na produtividade devidas à fadiga, à falta de
motivação, ao desconforto no trabalho, etc. (Unidade Temática 4-Ergonomia).
A existência, numa empresa, de indiferença e de má vontade (que se encontram
na origem, simultaneamente, de trabalho mal feito e de acidentes) é o resultado
de um estado de espírito dos trabalhadores. Este estado de espírito só pode
ser modificado por uma boa política de pessoal.
Técnicas Descrição
Aperfeiçoamento do produto e análise
do valor
Diminuem o conteúdo de trabalho suplementar
eliminando os defeitos de concepção e excesso de
materiais
Normalização
Permitem a utilização de processos de fabrico em fluxo
contínuo
Estudo do mercado, das necessidades
dos clientes e dos produtos
Permitem fixar normas correctas de qualidade
Preparação do trabalho e estudo dos
processos de fabricação
Permite a escolha das máquinas mais convenientes ao
fabrico assegurando a utilização dos processos de
fabricação mais correctos
Estudo dos métodos e formação da
mão-de-obra
Permite a escolha adequada das ferramentas, diminui o
conteúdo de trabalho devido a uma má implantação e a
deficientes métodos de trabalhos
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M.O.01
Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 10
I . 10
I . 10
I . 10
I . 10
É preciso não esquecer que o factor humano é essencial, estando na origem e
no destino de todos os tipos de produção de bens e serviços.
Conforme já foi referido, a produtividade, em sentido lato, pode ser definida da
seguinte forma:
Produtividade =
Output
Input
(I.1)
Obviamente, o que se pretende para qualquer situação é que a fracção acima
representada apresente o maior valor possível, o que indica que estamos a
produzir mais (output) do que aquilo que consumimos (input).
As unidades utilizadas na medida da produtividade para o output (aquilo que se
produz) poderão ser, por exemplo, escudos, bens produzidos ou número de
clientes servidos. Para o input, poderão utilizar-se escudos investidos, número
de horas-máquina ou horas-homem gastas.
Quando se pretendem comparar níveis de produtividade entre diversos países
ou indústrias, a unidade normalmente utilizada para o output é bens ou serviços
por hora de trabalho, sendo esta unidade preferível à utilização de, por exemplo,
escudos ou dólares, devido a problemas de ajustes de câmbio.
Exemplos de Medidas de Produtividade
• Medidas parciais
MEDIDAS DE PRODUTIVIDADE
Unidades de medida de
produtividade
(I.2)
Output
Horas de trabalho gastas
ou
Output
Capitalinvestido
ou
Output
Materiais gastos
ou
Output
Energia consumida
• Medidas com vários factores
Output
Horas de trabalho gastas Capital investido Energia consumida
+ +
(I.3)
ou
Output
Horas de trabalho gastas Capital investido Materiais gastos
+ +
(I.4)
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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anização do
anização do
anização do
anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 11
I . 11
I . 11
I . 11
I . 11
• Medidas totais
Medida parcial, multi-factor e
total de produtividade
Output
Input
ou
Bens e ou seviços produzidos
Totalidade de recursos gastos
/
Quadro I.2 - Exemplo numérico de medidas de produtividade
Fonte: David J. Sumanth e Kitty Tang, “A Review of Some Approaches to the Measurement
of Total Productivity in a Company/Organization”, Institute of Industrial Engineering
Conference Proceedings, Fall 1984, pág. 305. Copyright Institute of Industrial Engineers,
25 Technology Park/Atlanta, Norcross, Georgia 30092
As diferenças entre os 3 tipos de medidas da produtividade apresentadas no
quadro acima (total, multifactor e parcial) dependem do tipo de inputs
considerados e não daquilo que é produzido.
Se apenas é considerado um tipo de input, estamos na presença de uma
medida parcial da produtividade. Se considerarmos mais do que um input,
mas não todos, trata-se de uma medida multifactor de produtividade.
Por último, se todos os inputs são considerados, então estamos na presença
de uma medida total de produtividade.
(I.5)
Produto 1 Produto 2 Total da Empresa
Períodos 1 2 3 1 2 3 1 2 3
Output
1. Produtos acabados
2. Prod. semi-acabados
3. Dividendos
4. Juros de hipotecas
5. Salários
10 000
25 000
1 000
12 500
2 600
1 818
15 000
5 500
1 304
19 000
2 100
1 200
20 000
2 850
1 802
12 000
3 200
2 252
29 000
4 600
2 200
32 500
5 450
3 620
27 000
8 700
3 556
Output Total 13 500 16 918 21 804 22 300 24 652 17 452 35 800 41 570 39 256
Input
1. Humano
2. Material
3. Capital
4. Energia
5. Vários
3 000
153
10 000
540
15 000
2 400
195
10 909
805
3 869
2 100
170
12 712
863
1 737
2 480
231
20 000
351
2 480
2 790
172
21 818
395
4 435
3 100
215
23 729
407
7 415
5 480
384
30 000
891
3 980
5 190
367
32 727
1 200
8304
5 200
385
36 441
1 270
9 152
Input Total 15 193 18 178 17 582 25 542 29 610 34 866 40 735 47 788 52 448
Produtividade Total 0,89 0,93 1,24 0,87 0,83 0,50 0,88 0,87 0,75
Índice de Produtividade
(relativo ao 1º período)
1,00 1,04 1,39 1,00 0,95 0,57 1,00 0,99 0,85
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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T
T
T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 12
I . 12
I . 12
I . 12
I . 12
Na produção de uma determinada quantidade de artigos, o número de horas
necessárias à sua fabricação pode diminuir de uma forma bastante acentuada,
à medida que o número de artigos produzidos aumenta. Esta diminuição é,
com frequência, suficientemente significativa para ser tomada em consideração
no planeamento da produção e de datas de entrega.
Normalmente, espera-se que a primeira unidade demore mais tempo a produzir
que a segunda, dado o tempo gasto na elaboração do projecto e nos diversos
estudos necessários para o seu fabrico. Contudo, em algumas indústrias, como
a indústria aeronáutica, metalomecânicas e produção de equipamentos
informáticos, verificou-se que essa redução se mantinha ao longo de centenas,
ou mesmo milhares de artigos. Este fenómeno é conhecido como curva de
experiência.
Umacurvadeexperiênciaéoresultadodarepresentaçãográficadeumaequação
que expressa a taxa de melhoria da produtividade, à medida que são produzidas
mais unidades. O termo “experiência” sugere que a redução no tempo de
produção resulta de um aumento da habilidade e destreza dos trabalhadores.
Actualmente, contudo, o aumento destes factores pouca influência tem na
melhoria da produtividade. As sugestões dos trabalhadores relativas à melhoria
de métodos de trabalho, o desenvolvimento de novas ferramentas, as
matérias-primas utilizadas, uma nova concepção do produto, de modo a facilitar
a sua produção e o desenvolvimento de novos processos tecnológicos, têm
uma importância muito maior na redução dos tempos de produção.
Verifica-se que os tempos de produção podem ser reduzidos através da aplicação
de algumas (poucas) fases significativas ou através de um grande número de
pequenas fases que, em conjunto, se traduzem numa redução significativa.
Assim, a progressão verificada, ou o efeito de aprendizagem, não é, muitas
vezes, uma progressão suave, mas sim caracterizada por uma série de “saltos”
um tanto ou quanto irregulares.
Contudo, para uma determinada indústria ou tipo de produto em particular,
consegue-se determinar uma relação bastante coerente entre o número de
unidades produzidas e o tempo de produção por unidade.
Verifica-se, assim, que o tempo de produção por unidade é percentualmente
reduzido de cada vez que a quantidade produzida duplica. Por exemplo, se um
determinado tipo de indústria ou actividade tem um comportamento de acordo
com uma curva de experiência de 80 %, a segunda unidade produzida requer
apenas 80 % do tempo de produção necessário ao fabrico da primeira. A quarta
unidade necessitará de 80 % do tempo necessário ao fabrico da segunda. A
centésima unidade necessitará de 80 % do tempo necessário para a produção
da 50.ª, e assim sucessivamente.
A expressão matemática mais utilizada para descrever a curva de experiência
é:
Y Y n
n
R
= ( )
1 (I.6)
AS CURVAS DE EXPERIÊNCIA
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 13
I . 13
I . 13
I . 13
I . 13
em que:
Yn
= Tempo necessário à produção da n-ésima unidade
Y1
= Tempo necessário à produção da primeira unidade
n = Número da unidade para a qual o cálculo está a ser efectuado
R = Razão entre o logaritmo da percentagem de redução estimada
para uma duplicação da quantidade produzida e o logaritmo de 2
Os logaritmos utilizados poderão ser decimais (base 10) ou naturais (base e),
desde que seja utilizada a mesma base, tanto no numerador como no
denominador.
Um fabricante de equipamento informático verificou que se aplicava uma curva
de experiência de 85 % para uma determinada gama de produtos e espera que
a mesma curva se aplique a um novo modelo.
A primeira unidade fabricada teve um tempo de produção de 3 000 horas.
Pretende-se determinar o número de horas necessárias ao fabrico da 50.ª
unidade.
Para os dados apresentados verifica-se que:
R = = −
log ,
log
,
0 85
2
0 23446
Y50
= 3 000 x 50(-0,23446)
= 3 000 x 0,39963 = 1198,9 Horas
A 50.ª unidade deverá necessitar de, aproximadamente, 1 200 horas de
fabricação.
A equação descritiva das curvas de experiência é uma equação exponencial,
pelo que, representada numa escala aritmética, toma o seguinte aspecto:
Fig. I.5 - Representação das curvas de experiência utilizando uma escala aritmética
Quando se efectua a representação gráfica utilizando uma escala logarítmica,
Exemplo I.1
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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anização do T
T
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 14
I . 14
I . 14
I . 14
I . 14
surgirão quatro rectas:
Fig. I.6 - Representação das curvas de experiência utilizando uma escala logarítmica
A tabela anterior mostra o número de horas necessárias ao fabrico de um
número cumulativo de unidades, sendo cada quantidade dupla da anterior,
utilizando curvas de experiência de 80 % e 90 %.
As quatro curvas representadas nas figuras acima encontram-se entre as que
aparecem mais frequentemente.
Se uma determinada empresa possuir uma estimativa da sua curva de
experiência, poderá utilizar essa informação no planeamento de capacidades,
prazos e, até, de preços para a produção de grandes quantidades.
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Componente Científico-Tecnológica
Produtividade
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anização do T
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 15
I . 15
I . 15
I . 15
I . 15
RESUMO
O aumento da produtividade é o grande objectivo de todas as empresas, quer
elas sejam do ramo industrial, comercial ou se dediquem à prestação de serviços,
sendo, também, um objectivo global de toda e qualquer economia.
A forma de aumentar a produtividade tem a ver com numerosos factores, desde
os factores humanos, passando pelos equipamentos, instalações, matérias-
primas, métodos de trabalho, etc., pelo que é necessário um exame cuidadoso
de todos os recursos postos à disposição da empresa, por forma a garantir que
todos eles são convenientemente utilizados.
Só desta forma se conseguirá um aumento da produtividade global da empresa,
actuando conjuntamente nas diversas “frentes”, pois não chega melhorar
determinados pontos, se continuarem a existir falhas noutros locais.
Esta preocupação deverá ser uma preocupação de todos os sectores da
empresa (ou de uma Economia), e não apenas da Direcção, pois, normalmente,
em todos os locais é possível efectuar algumas mudanças, por muito pequenas
que sejam, mas que, quanto tomadas no seu conjunto, terão uma grande
importância no desempenho de toda a empresa.
Foi aindafocadaainfluênciadaexperiênciana evoluçãodaprodutividade, através
do estudo das curvas de experiência.
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Componente Prática
Produtividade
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anização do T
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a
abalho
balho
balho
balho
balho I . 16
I . 16
I . 16
I . 16
I . 16
1. Defina produtividade.
2. Caracterize os três tipos de medidas de produtividade: total, parcial e
multifactor.
3. A tabela seguinte contém alguns dados relativos aos meses de Setembro e
Outubro da empresa Dhe Preça & Bhen, S.A., utilizados para determinar a
produtividade.
a) Determine a alteração ocorrida no valor da produtividade, para os meses
de Setembro e Outubro, tendo como base o número de clientes atendidos.
b) Observando os balanços da empresa, verificou-se que as vendas foram
de 4000 contos em Setembro e de 5000 contos em Outubro. Determine o
valor da produtividade, tendo como base o valor das vendas efectuadas nos
meses de Setembro e Outubro, e compare os resultados obtidos com os da
alínea anterior. Comente.
NOTA: Este exercício deverá ser efectuado utilizando uma folha de cálculo.
4. Uma determinada empresa fabrica equipamento para instalação em
plataformas de exploração petrolífera.
Recentemente, assinou um contrato em que se comprometeu a entregar
as seguintes quantidades de um determinado equipamento:
ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO
o
r
b
m
e
t
e
S o
r
b
m
e
t
e
S o
r
b
m
e
t
e
S o
r
b
m
e
t
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S o
r
b
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o
T l
a
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t
o
T l
a
t
o
T l
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t
o
T 0
5
3
3 0
0
8
3
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Ut.01
M.O.01
Componente Prática
Produtividade
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IEFP · ISQ
ISQ
ISQ
ISQ
ISQ
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
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abalho
balho
balho
balho
balho I . 17
I . 17
I . 17
I . 17
I . 17
O primeiro equipamento produzido teve um tempo total de fabricação e
montagem de 755 horas.
No passado, verificou-se que este tipo de fabricação se comportava de acordo
com curvas de experiência que variavam entre os 95 % e os 70 %.
A curva de experiência esperada para este contrato é de 95 %. Poderão ser
alcançadas melhores percentagens através de um treino adicional e de um
maior investimento na automatização da fábrica.
Pretende-se determinar o número de trabalhadores necessários em cada
mês e respectivos custos, para fabricar as quantidades pretendidas,
utilizando curvas de experiência de 95, 90, 85, 80, 75 e 70 por cento, sabendo
que os trabalhadores trabalham 180 horas por mês e auferem um salário de
1 500$00/hora.
NOTA: O número acumulado de horas de trabalho ΣYn
para produzir n artigos
pode ser calculado, aproximadamente, utilizando a fórmula:
Y
Y n
1 R
n
R
=
+
+
∑ 1
(1 )
( )
QUANTIDADE
1 100
2 150
3 175
4 200
5 250
6 250
7 250
MÊS
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M.O.01
Ut.01 IEFP
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anização do T
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balho
balho
balho
balho
Estudos de Métodos de Trabalho
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Componente Científico-Tecnológica
Estudos de Métodos de Trabalho
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IEFP · ISQ
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
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a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 1
II . 1
II . 1
II . 1
II . 1
OBJECTIVOS
No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:
• Definir e caracterizar o Estudo dos Métodos;
• Distinguir as diferentes fases constituintes do Estudo dos Métodos;
• Enunciar algumas das considerações a ter em conta na realização de um
Estudo dos Métodos;
• Indicar os principais tipos de gráficos e diagramas utilizados para efectuar o
Estudo dos Métodos e os casos onde se aplicam;
• Distinguir os diferentes símbolos utilizados nos diagramas, indicando o seu
significado;
• Construir um Gráfico de Análise de Processo;
• Distinguir um Gráfico de Análise de Processo de um Gráfico de Sequência;
• Enunciar os diferentes componentes do método interrogativo, distinguindo
as questões fundamentais das questões secundárias;
• Distinguir os diferentes tipos de fluxos de materiais;
• Identificar um Diagrama de Circulação, indicando o seu modo de construção;
• Identificar e construir um Diagrama De-Para;
• Enunciar os diferentes factores a ter em consideração na elaboração de um
determinado layout;
• Identificar as principais características do sistema SLP;
• Identificar e caracterizar os diversos tipos de Layout: Ponto Fixo, Layout
Tipo Processo e Layout Tipo Produto;
• Efectuar um balanceamento simples de uma linha de montagem;
• Caracterizar o modo de funcionamento das células de trabalho;
• Enunciar a utilidade e o modo de construção de um Diagrama de Cordões e
de um Gráfico de Sequência-Executante;
• Enunciar alguns dos Princípios de Economia de Movimentos;
• Enunciar a utilidade e modo de construção de um Gráfico dos Movimentos
Simultâneos das Duas Mãos.
TEMAS
• Introdução ao Estudo dos Métodos
• Método fundamental
• Factores a considerar
• Considerações económicas
• Considerações técnicas
• Reacções do pessoal interessado
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Componente Científico-Tecnológica
Estudos de Métodos de Trabalho
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anização do
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anização do T
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 2
II . 2
II . 2
II . 2
II . 2
• A que situações se pode aplicar o Estudo dos Métodos ?
• Registar e analisar
• O registo dos dados
• Utilização de símbolos
• O Gráfico de Análise de Processo
• Os Gráficos de Sequência
• A análise dos dados
• O método interrogativo
• As questões fundamentais
• As questões secundárias
• Circulação e movimentação de materiais
• O Diagrama de Circulação
• O Diagrama De - Para
• Inter-relações não baseadas no fluxo de materiais - O Diagrama de
Interligações Preferenciais
• Melhoramento da eficácia de movimentação
• Layout
• Implantação da obra num ponto fixo
• Layout orientado para o processo
• Layout orientado para o produto
• Balanceamento de uma linha de montagem
• As células de trabalho
• A Tecnologia de Grupo
• Deslocamento de trabalhadores no posto de trabalho
• Diagrama de Cordões
• Gráfico de Sequência-Executante
• O Gráfico de Actividades Múltiplas
• Métodos e movimentos no posto de trabalho
• Princípios de economia de movimentos
• Utilização do corpo humano
• Disposição do posto de trabalho
• Concepção da ferramenta e do material
• O Gráfico dos Movimentos Simultâneos das Duas Mãos
• Resumo
• Actividades / Avaliação
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balho II . 3
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II . 3
O Estudo dos Métodos consiste em registar e examinar, de maneira crítica e
sistemática, os métodos existentes e previstos de execução de um trabalho, a
fim de aperfeiçoar e fazer aplicar os métodos de execução mais cómodos e
mais eficazes e de diminuir os custos.
O Estudo dos Métodos tem por objectivos:
• Melhorar os processos e métodos de fabricação;
• Melhorar a implantação das fábricas, oficinas e postos de trabalho, e a
concepção das instalações e do material;
• Economizar o esforço humano e diminuir toda a fadiga inútil;
• Melhorar a utilização do material, das máquinas e da mão-de-obra;
• Criar condições materiais de trabalho favoráveis.
As técnicas do Estudo dos Métodos são numerosas e variadas e permitem
atacar problemas de toda a espécie, desde os mais ínfimos movimentos de
trabalhadores que efectuam um trabalho repetitivo, até à implantação de fábricas
inteiras. Mas, em qualquer caso, o método fundamental é o mesmo e deve ser
escrupulosamente seguido.
Método fundamental
O estudo de qualquer problema deve fazer-se segundo uma ordem de análise
bem definida. Para a aplicação da técnica fundamental do Estudo dos Métodos,
consideram-se definidas as seguintes fases:
• ESCOLHER o trabalho a estudar.
• REGISTAR todos os factos relativos ao método actual, por observação
directa.
• EXAMINAR os factos com espírito crítico, numa ordem lógica e servindo-se
das técnicas mais apropriadas.
• ESTABELECER o método mais prático, mais económico e mais eficaz,
tendo em conta todos os elementos da situação.
• DEFINIR o novo método de modo a poder sempre reconhecê-lo.
• FAZER ADOPTAR este método como método normal.
• VIGIAR a aplicação do método adoptado por meio de controlos regulares e
sistemáticos.
Nenhuma destas fases deverá ser esquecida quando se efectuar a aplicação
do Estudo dos Métodos. O êxito do estudo dependerá da observação rigorosa
da ordem e do conteúdo destas diferentes fases.
Não se deverá, no entanto, pelo simples facto de aqui termos enunciado as
anteriores fases, deduzir a simplicidade do referido estudo, considerando-o
uma operação fácil e sem importância. Pelo contrário, o Estudo dos Métodos
poderá revelar-se extremamente complexo, dependendo do caso a estudar e
do rigor pretendido. Apresentamos de seguida uma representação gráfica desta
técnica.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS MÉTODOS
Estudo dos Métodos
Objectivos
Método fundamental
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Fig. II.1 - O Estudo dos Métodos
Fonte: Imperial Chemical Industries Ltd., Londres
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Factores a considerar
Quando se pretender avaliar a adequabilidade da aplicação do Estudo dos
Métodos a um determinado trabalho ou situação, deverão ter-se em linha de
conta, antes de mais nada, três ordens de considerações:
• Considerações económicas;
• Considerações técnicas;
• Reacções do pessoal interessado.
Vejamos cada uma delas um pouco mais em pormenor:
Considerações económicas
Foram, são e sempre serão de uma importância primordial. É evidente que não
valerá a pena efectuar ou prosseguir um longo estudo sobre um determinado
trabalho ou situação, se o mesmo tiver uma importância económica insignificante
no âmbito de todo um projecto.
Antes de se iniciar um estudo deste tipo, deverá, pois, equacionar-se o problema
de iniciar ou prosseguir o mesmo.
Existem alguns trabalhos cuja escolha se impõe com evidência desde o princípio,
situações que são desde logo merecedoras de um pouco mais de atenção.
São elas:
• Os gargalos de estrangulamento, que bloqueiam o seguimento das
operações de produção;
• As deslocações importantes de materiais entre os diversos pontos da
empresa, ou as operações que exijam uma mão-de-obra considerável ou
movimentações repetidas de materiais;
• As operações que comportam trabalhos repetidos, utilizando numerosa mão-
-de-obra e susceptíveis de durar muito tempo.
Considerações técnicas
Poderão existir algumas condicionantes técnicas que impeçam a adopção de
um outro método de trabalho, eventualmente mais produtivo. No entanto, estas
condicionantes impor-se-ão por si próprias, sendo de extrema importância ter
o apoio de todos os técnicos necessários, que poderão alertar para essas
situações antes de se proceder a modificações no método de trabalho.
Alguns exemplos destas situações serão:
• O carregamento de objectos de barro não cozidos em fornos poderá ser
alvo de uma mudança de método que conduziria, teoricamente, a um
aumento da produtividade, quer do material, quer da mão-de-obra. Poderão,
no entanto, existir razões técnicas que impeçam essa mudança. É
necessário pedir os conselhos de um técnico em cerâmica.
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• Uma máquina-ferramenta, que provoca um estrangulamento no circuito de
produção, trabalha a uma velocidade inferior à velocidade de eficácia máxima
das ferramentas de corte de que está equipada. Pode aumentar-se a sua
velocidade de funcionamento ou será a máquina incapaz de resistir a uma
velocidade de corte mais elevada? É ao especialista das máquinas que
compete resolver este problema técnico.
Reacções do pessoal interessado
São os elementos mais importantes a considerar, mas é necessário esperar
que as pessoas directamente afectadas pelos inquéritos e mudanças de métodos
reajam mais ou menos abertamente.
Um dos factores que poderá ajudar a reduzir as dificuldades encontradas neste
plano será um certo conhecimento prévio do estado de espírito do pessoal, por
forma a “apalpar” o terreno, avaliando quais serão as condições locais, maior
ou menor predisposição do pessoal em aceitar novos métodos de trabalho,
etc.
Convém ensinar os princípios gerais e os verdadeiros objectivos do estudo dos
métodos aos delegados sindicais, aos representantes dos trabalhadores e a
eles próprios.
Se, no entanto, o estudo de um trabalho parece ir causar agitação ou mau
estado de espírito entre os trabalhadores interessados, é necessário abandoná-
-lo temporariamente, qualquer que seja o interesse que ele apresenta do ponto
de vista económico.
Se outros trabalhos forem objecto de estudos bem sucedidos e todos tiverem a
possibilidade de ver as vantagens que daí advêm para os trabalhadores ligados
a esses trabalhos, os preconceitos cairão e tornar-se-á possível, ao fim de um
certo tempo, voltar à escolha inicialmente prevista.
A que situações se pode aplicar o Estudo dos Métodos ?
São inúmeros os casos aos quais podem ser aplicadas as técnicas constituintes
do Estudo dos Métodos. Em qualquer local de trabalho onde circulem materiais
ou onde sejam executados trabalhos manuais (incluindo os trabalhos correntes
de escritório), estas técnicas poderão ser utilizadas para melhorar os métodos
de trabalho, aumentando a produtividade.
Apresentam-se de seguida alguns casos que poderão ser alvo da aplicação do
Estudo dos Métodos, desde o funcionamento de toda uma fábrica, até ao estudo
dos movimentos de um só trabalhador, pretendendo-se ilustrar, assim, a
diversidade de situações que podem ser alvo de um estudo deste género.
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Quadro II.1 - Algumas situações em que é possível efectuar o Estudo dos Métodos
Para facilitar a escolha dos trabalhos a estudar, existe toda a vantagem em
utilizar uma lista auxiliar de memória normalizada, impedindo, assim, que se
esqueçam certos factores e permitindo comparar facilmente o interesse que
apresentam as diferentes operações do ponto de vista do Estudo dos Métodos.
Apresenta-se, de seguida, um exemplo de uma lista bastante completa e que
deverá, naturalmente, ser adaptada aos casos específicos onde for utilizada.
LISTA AUXILIAR DE MEMÓRIA:
1. Produto e operação
2. Estudo proposto por
3. Motivo
4. Limites ao estudo
5. Dados pormenorizados:
a) Quantidade produzida ou movimentada por semana.
b) Percentagem (aproximada) da quantidade total produzida ou
movimentada na oficina ou fábrica.
c) Quanto tempo durará o trabalho?
Género de problemas Exemplos
Processo completo de produção
Fabricação de um motor eléctrico,
desde a recepção das matérias-
primas à expedição. Transformação
de fios em tecido, desde a
preparação à inspecção. Recepção,
empacotamento, encaixotagem e
expedição de frutos.
Implantação da fábrica: movimento
das matérias
Deslocação de uma culatra de motor
diesel durante a fabricação.
Movimento dos grãos entre as
diversas operações de moagem
Implantação da fábrica: movimento
dos trabalhadores
Trabalhadores alimentando com
bobinas uma máquina de fiar.
Cozinheiros preparando as refeições
na cozinha de um restaurante.
Movimentação das matérias
Armazenagem e saída das matérias
do armazém. Carregamento de
produtos acabados em camiões.
Indicação do posto de trabalho
Trabalhos ligeiros de montagem em
bancada. Composições manuais.
Trabalho de equipa ou condução
de uma máquina-ferramenta
Cadeia de montagem. Conduçaõ de
um torno semiautomático.
Movimento de trabalhadores no
trabalho
Trabalhadores efectuando um trabalho
repetitivo de ciclo breve. Operações
exigindo uma grande destreza.
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d) Diminuirá ou aumentará a utilidade do trabalho?
e) Número de trabalhadores que tomam parte no trabalho:
I) directamente
II) indirectamente
f) Número pormenorizado por classe e nível de salário
g) Produção diária média por operário (por equipa)
h) Qual a produção diária em comparação com a produção de um período
curto (uma hora, por exemplo)?
i) Modo de remuneração (trabalho em equipa, trabalho à peça, prémios,
salário ao tempo, etc.)
j) Produção diária:
I) do melhor trabalhador
II) do pior trabalhador
k) Data de fixação das normas de produção
l) Tem o trabalho características particularmente desagradáveis ou
perigosas? Provoca o descontentamento dos trabalhadores? Dos
quadros?
6. Equipamento:
a) Custo aproximado das instalações e do material
b) Taxa de ocupação actual das máquinas 1
7. Implantação:
a) É suficiente o espaço destinado à execução do trabalho?
b) Existem disponibilidades de espaço suplementar?
c) Poderá ser reduzido o espaço ocupado?
8. Produto:
a) Há frequentes mudanças de modelo, originando modificações da
fabricação?
b) Pode modificar-se o produto para tornar a fabricação mais fácil?
c) Que mínimo de qualidade é necessário respeitar?
d) Quando e como é o produto controlado?
9. Que economia ou que aumento da produtividade poderá resultar de um
método melhorado?
a) Redução do “conteúdo de trabalho” do produto ou do processo de
fabricação
b) Melhor ocupação das máquinas
c) Melhor utilização da mão-de-obra
1
Taxa de ocupação de uma máquina: relação entre o tempo de funcionamento da máquina e
o tempo-máquina disponível.
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balho
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balho II . 9
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II . 9
II . 9
II . 9
A economia ou o aumento poderão ser avaliados em termos de dinheiro, horas-
-homem, horas-máquina ou em percentagem.
O ponto 4 (limites ao estudo) merece algumas considerações.
Com efeito, a aplicação do Estudo dos Métodos faz aparecer, muitas vezes,
um grande número de possibilidades de melhoramentos noutros domínios que
não os inicialmente previstos.
Existe, então, uma enorme tentação de ceder e ultrapassar o objectivo
inicialmente traçado. Tal não deverá acontecer, sob pena de nos “perdermos”
numa miríade de pequenos problemas. Se se julgar conveniente, poderão anotar-
-se as operações para as quais julgamos ter descoberto possibilidades de
melhoramento, por forma a que estas sejam objecto de um estudo especial e
particular.
Este género de lista auxiliar de memória evitará que os agentes de estudo do
trabalho se lancem impulsivamente no estudo de um pequeno trabalho de
bancada, exigindo uma análise pormenorizada dos movimentos do trabalhador
que permita apenas a economia de alguns escassos segundos por operação;
bem entendido, os trabalhos deste género merecem ser estudados se são
efectuados por um grande número de trabalhadores e se a economia total
realizada se traduz numa redução sensível dos custos de produção da fábrica.
É perder tempo dedicar-se a recuperar, aqui e ali, alguns segundos ou a eliminar
alguns centímetros de movimentos inúteis, quando uma má implantação geral
da fábrica ou a movimentação de objectos pesados fazem desperdiçar tempo e
esforços consideráveis.
Nunca se deve esquecer o conselho: “Não se deve utilizar uma colher quando
é necessária uma escavadora mecânica”.
Sob reserva das condições acima indicadas, é necessário estudar, em primeiro
lugar, a operação que tem, verdadeiramente, o efeito mais considerável na
produtividade do conjunto da empresa.
O registo dos dados
Uma vez definido o trabalho ao qual vai ser aplicado o Estudo dos Métodos,
iremos proceder ao registo de todos os dados com interesse relativamente ao
método actual, isto é, iremos registar todos os factos que irão servir de base à
análise crítica do trabalho, com vista à elaboração de um método aperfeiçoado
de efectuar esse mesmo trabalho. O registo deverá, então, ser breve, claro e
objectivo.
A forma mais usual de registar esses dados é, muito simplesmente, o de
tomar notas por escrito. No entanto, e dada a minúcia e exactidão que são
necessárias, o simples facto de tomar notas por escrito não é o método mais
adequado, principalmente quando o estudo recai sobre operações complexas,
tão frequentes na indústria moderna.
REGISTAR E ANALISAR
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balho II . 10
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II . 10
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Descrever exactamente as menores fases, mesmo para um trabalho muito
simples, executado, talvez, no espaço de alguns minutos, requer diversas
páginas de escrita muito densa, exigindo ao leitor um estudo atento e diversas
leituras, até que todos os pormenores tenham sido apreendidos.
Para vencer esta dificuldade, foram estabelecidas outras técnicas ou
“instrumentos” de registo, de tal forma que uma informação pormenorizada
pode ser registada com precisão e, ao mesmo tempo, de uma forma normalizada,
que permite aos agentes do Estudo dos Métodos compreendê-la imediatamente,
qualquer que seja o local ou o país onde operem.
De entre as diversas técnicas de registo, as mais utilizadas são os gráficos e
os diagramas. Existem diversos tipos de gráficos e diagramas, tendo cada um
deles um objectivo específico. Para já, é suficiente notar que os gráficos
existentes se subdividem em dois grupos:
• Os que são utilizados para registar a sequência de um processo, ou seja,
uma série de acontecimentos, na ordem pela qual eles se efectuam, sem
que esses acontecimentos sejam representados à escala (não é utilizada
uma escala de tempos).
• Os que registam os acontecimentos, igualmente considerando a sua
sequência, mas utilizando uma escala de tempos, de modo a que se possa
estudar, mais facilmente, a influência recíproca dos acontecimentos ligados
entre si.
Osdiagramasindicamummovimentodemaneiramaisclaradoqueépossívelnos
gráficos.Emgeral,nãodãotodasasinformaçõesregistadasnosgráficos,servindo,
portanto, para os completar e não para os substituir. São os seguintes os diversos
tipos de gráficos e diagramas normalmente utilizados para o Estudo dos Métodos:
GRÁFICOS
Indicando a sequência
de um processo
GRÁFICOS
Utilizando uma escala
de tempos
DIAGRAMAS
Indicando o movimento
Gráfico de análise do processo
Gráfico de sequência-executante
Gráfico de sequência-matéria
Gráfico de sequência-equipamento
Gráfico dos movimentos
simultâneos das duas mãos
Gráfico de actividades múltiplas
Simograma
Diagrama de circulação
Diagrama de cordões
Ciclógrafo
Cronociclógrafo
Gráfico de circulação*
Quadro II.2 - Gráficos e diagramas utilizados em Estudo dos Métodos
Podemos agora completar o quadro apresentado anteriormente (exemplos de
casos que poderão ser alvo de um Estudo de Métodos), indicando qual o tipo
de técnica mais aconselhada a cada um.
* Criou-se o hábito de chamar "gráfico de circulação" a um dos diagramas.
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II . 11
II . 11
II . 11
II . 11
Quadro II.3 - Gráficos e diagramas utilizados em Estudo dos métodos e técnicas
utilizáveis
Género de problema Exemplos Técnica aplicável
Processo completo de produçãoFabricação de um motor eléctrico, desde a
recepção das matérias-primas à expedição.
Transformação de fios em tecido, desde a
preparação à inspecção.
Recepção, empacotamento, encaixotagem
e expedição de frutos.
Gráfico de análise de processo
Gráfico de sequência
Diagrama de circulação
Implantação da fábrica:
movimento das matérias
Deslocação de uma culatra de motor diesel
durante a fabricação.
Movimento dos grãos entre as diversas
operações de moagem.
Gráfico de análise de processo
Gráfico de sequência-matéria
Diagrama de circulação
Gráfico de circulação
Modelos reduzidos
Implantação da fábrica:
movimentos dos trabalhadores
Trabalhadores alimentando com bobinas
uma máquina de fiar.
Cozinheiros preparando as refeições na
cozinha de um restaurante.
Gráfico de sequência-executante
Gráfico dos movimentos simultâneos
das duas mãos
Gráfico de actividades múltiplas
Simograma
Ciclógrafo
Cronociclógrafo
Movimentação das matérias Armazenagem e saída das matérias do
armazém.
Carregamento de produtos acabados em
camiões.
Gráfico de sequência-executante
Diagrama de circulação
Diagrama de cordões
Indicação do posto de trabalho Trabalhos ligeiros de montagem em bancada.
Composições manuais.
Gráfico de sequência-executante
Gráfico dos movimentos simultâneos
das duas mãos
Gráficos de actividades múltiplas
Simograma
Ciclógrafo
Cronociclógrafo
Trabalho de equipa ou
condução de uma
Cadeia de montagem.
Condução de um torno semiautomático.
Gráfico de actividades múltiplas
Gráfico de sequência-equipamento
Movimento de trabalhadores
no trabalho
Trabalhadores efectuando um trabalho
repetitivo de ciclo breve.
Operações exigindo uma grande destreza.
Filme
Análise de filme
Simograma
Memofilme
Análise dos micromovimentos
Máquina-ferramenta
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abalho
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balho
balho
balho II . 12
II . 12
II . 12
II . 12
II . 12
Utilização de símbolos
Para facilitar o registo dos factos respeitantes a um determinado trabalho ou
operação, convencionou-se utilizar cinco símbolos clássicos2
, que são
suficientes para representar todos os diferentes tipos de actividades que irão,
provavelmente, ser encontrados em todos os estabelecimentos industriais ou
escritórios. Estes símbolos constituem uma espécie de escrita estenográfica,
facilitando a compreensão de uma determinada sequência de operações e
evitando a escrita de uma grande quantidade de palavras.
Quadro II.4 Símbolos utilizados
2
Utilizam-se aqui os símbolos cujo uso foi recomendado pela American Society Mechanical
Engineers (ASME).
¡ Operação
Indica as fases de um processo, de um método ou de um circuito administrativo. Em geral, a peça,
a matéria ou o produto em causa é modificado ou alterado durante a operação.
Uma operaçãço faz sempre avançar a matéria, a peça ou serviço para o acabamento, quer por uma
modificação de forma (caso de uma peça maquinada) ou de composição química (durante um processo
químico), quer por uma adição ou subtracção de material (como numa operação de montagem). Uma operação
pode ser igualmente um trabalho de preparação para uma actividade que contribui para o acabamento do
produto.
Controlo Indica o controlo da qualidade e/ou a verificação da quantidade.
Um controlo não contribui directamente para acabar o produto. Tem apenas por objectivo verificar se uma dada
operação foi executada correctamente, do ponto de vista qualitativo ou quantitativo.
ð Transporte Designa a deslocação dos operadores, das matérias ou do material de um local para outro.
Existe transporte quando um objecto é mudado de lugar, salvo se esta deslocação faz parte de uma operação
ou é afectada por um trabalhador no seu posto de trabalho durante uma operação ou um controlo.
D
Armazenagem
Temporária
ou Espera
Designa um atraso ocorrido no decorrer de uma série de acontecimentos: poe exemplo, a espera
entre duas operações consecutivas ou quando um objecto é posto temporariamente de lado, sem
que esse facto seja registado, à espera que alguém o solicite.
Exemplos de armazenagens temporárias são: matérias em curso de fabricação empilhadas no chão entre
duas operações, caixotes à espera de serem abertos, peças soltas à espera de serem colocadas nos cacifos
de armazenagem, cartas à espera de serem assinadas, etc.
Ñ Armazenagem
Permanente
Designa uma armazenagem controlada na qual é requerida uma autorização para que o material
possa entrar e sair do armazém; ou ainda na qual um artigo é conservado para fins de referência.
Existe armazenagem permanente quando um objecto é conservado e protegido contra qualquer deslocação
não justificada. A diferença entre este tipo de armazenagem e a anterior é que neste caso é que neste caso é
geralmente necessário apresentar uma requisição ou uma outra justificação oficial para fazer sair um artigo do
armazém, enquanto que tal não é necessário quando a armazenagem é do tipo temporária.
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ganização do
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anização do T
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a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 13
II . 13
II . 13
II . 13
II . 13
Quando se quer indicar que várias actividades são executadas ao mesmo tempo
ou pela mesma pessoa no mesmo posto de trabalho, combinam-se os símbolos
destas diferentes actividades. Por exemplo, um círculo inscrito num quadrado
representa uma operação combinada com um controlo.
O Gráfico de Análise de Processo
O gráfico de análise de processo permite ter uma perspectiva de conjunto de
uma determinada actividade, antes de passarmos ao seu estudo minucioso.
Um gráfico de análise de processo é um gráfico de análise que dá uma visão de
conjunto, indicando somente como se sucedem as principais operações e os
principais controlos.
Com efeito, num gráfico de análise de processo não são mencionados nem o
local de execução da tarefa nem o próprio executante, sendo apenas utilizados
os símbolos de controlo e de operação. Complementarmente, ao lado de cada
símbolo é colocada uma pequena nota indicando a natureza de cada operação
ou inspecção, indicando-se igualmente (quando é conhecido) o tempo de
execução.
Para se compreender melhor a forma como é elaborado um gráfico deste tipo,
foi elaborado o exemplo que é apresentado a seguir, onde se acompanha a
montagem de um comutador rotativo 3
.
3
Segundo W. Rodgers: Methodes Engineering Chart and Glossary (school of Management
Studies Ltd., Nothingham, Reino Unido.
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 14
II . 14
II . 14
II . 14
II . 14
Gráfico de análise de processo: Montagem de um comutador rotativo
A figura seguinte representa um comutador rotativo de baixas rotações.
Caso de Estudo II.1
Fig. II.2 - Comutador rotativo de baixas rotações
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 91
Esta peça é composta pelos seguintes elementos:
1) Eixo
2) Corpo em plástico moldado
3) Cavilha de fixação
Para facilitar a leitura de um gráfico de análise de processo, começa-se,
normalmente, por uma linha vertical partindo do canto superior direito e que
mostra, de cima para baixo, as diversas operações e controlos sofridos pelo
órgão (ou componente) principal da peça montada (neste caso será o eixo).
Nessa linha irão “desembocar” as outras linhas descritivas do processo de
fabrico dos restantes elementos (corpo em plástico e cavilha de fixação). O
tempo de cada operação é indicado à esquerda em milésimos da hora. Sendo
assim, teremos:
Fabricação do eixo
A fabricação do eixo (a partir de uma barra de aço de 10 mm de diâmetro) dá
lugar às operações e controlos que se passam a mencionar na página seguinte.
1
2
3
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Componente Prática
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 15
II . 15
II . 15
II . 15
II . 15
Toda esta sequência de operações e controlos é representada no gráfico de
análise de processo pelo seguinte:
Fig. II.3 - Gráfico de análise de processo para a montagem do eixo
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
1
2
3
4
5
6
1
2
3
EIXO
(0,025)
(0,010)
(0,070)
(0,020)
(0,0015)
(0,008)
sem tempo
fixo
de 10 mm de diâm.
Varão de aço S.69,
sem tempo
fixo
sem tempo
fixo
Operação 1 Rectificar, tornear, cortar e seccionar em torno-revólver (0,025 h).
Operação 2 Rectificar a outra extremidade na mesma máquina (0,010h).
Depois desta operação a peça é enviada ao controlo para:
Controlo 1 Controlo das dimensões e do acabamento (sem tempo fixo).
Do controlo, a peça é enviada à oficina de fresagem.
Operação 3 Fresar quatro faces em fresa horizontal (0,070 h).
A peça é enviada à rebarbação.
Operação 4 Alisar arestas na rebarbadora (0,020 h).
A peça é novamente enviada ao controlo para:
Controlo 2 Controlo final de fabrico (sem tempo fixo).
A peça é depois enviada para a oficina de tratamento de superfícies
para:
Operação 5 Desengorduramento (0,0015 h).
Operação 6 Cadmiagem (0,008 h).
Da cadmiagem a peça volta ao controlo para:
Controlo 3 Controlo final (sem tempo fixo).
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 16
II . 16
II . 16
II . 16
II . 16
Em seguida, é montado o corpo de plástico moldado, sendo que, para o fabricar,
são necessárias as seguintes operações (esta peça já é fornecida com um furo
concêntrico no eixo longitudinal):
Todo este processo relativo ao fabrico do corpo plástico moldado é representado
no gráfico de análise de processo da seguinte forma:
Fig. II.4 - Gráfico de análise de processo para a montagem do corpo plástico moldado
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
A operação seguinte será a montagem desta peça no eixo:
sem tempo
fixo
(0,022)
(0,080)
Resina P. F.
CORPO PLÁSTICO MOLDADO
7
8
4
Operação 7 Rectificar os dois lados, furar e rectificar até ao diâmetro desejado em
torno-revólver (0,080 h).
Operação 8 Fazer o furo vertical (para a cavilha) e chanfrar em engenho de furar de
dois eixos (0,0022 h). A peça é enviada da oficina de furação ao controlo.
Controlo 4 Verificação final das dimensões e do acabamento (sem tempo fixo). Daí a
peça é enviada ao armazém de peças soltas acabadas aguardando
montagem.
Operação 9 Montar a peça moldada na extremidade mais estreita do veio e acabar a
perfuração do furo da cavilha que atravessa completamente a peça moldada
(0,020 h).
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 17
II . 17
II . 17
II . 17
II . 17
Com a montagem do corpo plástico no eixo, o gráfico toma o seguinte aspecto:
Fig. II.5 - Gráfico de análise de processo para a montagem do eixo e do corpo
de plástico moldado
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
Resta agora montar a cavilha de fixação (fabricada a partir de um varão de aço
de 5 mm de diâmetro), que foi preparada do seguinte modo:
1
2
3
4
5
6
1
2
3
EIXO
(0,025)
(0,010)
(0,070)
(0,020)
(0,0015)
(0,008)
sem tempo
fixo
de 10 mm de diâm.
Varão de aço S.69,
sem tempo
fixo
sem tempo
fixo
Resina P. F.
CORPO PLÁSTICO MOLDADO
sem tempo
fixo
(0,022)
(0,080) 7
8
4
9
Operação 10 Tornear um cilindro de 2 mm de diâmetro, chanfrar a extremidade
e seccionar em torno-revólver (0,025 h).
Operação 11 Rebarbar em mó abrasiva (0,005 h).
A peça é enviada ao controlo.
Controlo 5 Controlar as dimensões e o acabamento (sem tempo fixo).
Peça enviada à secção de tratamento de superfícies para:
Operação 12 Desengorduramento (0,0015 h).
Operação 13 Cadmiagem (0,006 h).
Peça enviada ao controlo para:
Controlo 6 Controlo final (sem tempo fixo).
Em seguida é enviada para o armazém das peças soltas
acabadas, donde é mais tarde retirada para:
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anização do
anização do
anização do
anização do T
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T
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 18
II . 18
II . 18
II . 18
II . 18
Todo este processo é representado graficamente da seguinte forma:
Fig. II.6 - Gráfico de análise de processo para a montagem da cavilha de fixação
Fonte “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
Seguem-se as operações finais, onde a cavilha é finalmente montada no eixo:
(0,025)
sem tempo
fixo
sem tempo
fixo
CAVILHA DE FIXAÇÃO
5,5 mm de diâmetro
Aço BSS32/4
(0,005)
(0,0015)
(0,006)
10
11
5
12
13
6
Operação 14 Montagem da cavilha na peça, onde é ligeiramente rebitada para fixação
(0,045 h).
Controlo 7 A peça acabada passa por um controlo final (sem tempo fixo).
É depois enviada ao armazém das peças acabadas.
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 19
II . 19
II . 19
II . 19
II . 19
O gráfico completo de análise de processo da montagem de um comutador
rotativo, é o seguinte:
1
2
3
4
5
6
1
2
3
EIXO
(0,025)
(0,010)
(0,070)
(0,020)
(0,0015)
(0,008)
sem tempo
fixo
de 10 mm de diâm.
Varão de aço S.69,
sem tempo
fixo
sem tempo
fixo
Resina P. F.
CORPO PLÁSTICO MOLDADO
sem tempo
fixo
(0,022)
(0,080) 7
8
4
CAVILHA DE FIXAÇÃO
5,5 mm de diâmetro
Aço BSS32/4
(0,020)
(0,045)
sem tempo
fixo
14
7
9
(0,025)
sem tempo
fixo
sem tempo
fixo
(0,005)
(0,0015)
(0,006)
11
5
12
13
6
10
Fig. II.7 - Gráfico de análise de processo para a montagem do comutador rotativo
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
Na prática, para cada símbolo, ao lado e à direita, deveria ter sido feita uma
descrição abreviada do que se faz durante a operação ou controlo.
Estas inscrições foram aqui omitidas para melhor se destacar a sequência
principal das operações ou controlos.
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 20
II . 20
II . 20
II . 20
II . 20
Na construção de um gráfico de análise de processo deverão ainda ter-se em
consideração os seguintes aspectos:
• Todas as peças soltas são dispostas em linhas verticais da direita para a
esquerda, consoante a ordem de montagem na peça principal. No exemplo
dado, o corpo de plástico moldado é a primeira peça a ser montada no eixo,
pelo que se encontra numa linha vertical mais próxima deste do que a cavilha
de fixação.
• Verifica-se que as operações e os controlos são numerados a partir de 1. A
numeração é contínua de uma peça para a seguinte, partindo sempre da
direita, até ao ponto em que a segunda peça é reunida à primeira. A sequência
dos números passa então à peça seguinte (indicada imediatamente à
esquerda) e continua até à montagem desta peça na primeira, prosseguindo
depois até nova montagem, e assim sucessivamente de peça em peça, e
da direita para a esquerda, pela ordem de montagem das peças na peça
principal.
• A montagem de uma peça na peça principal é indicada por uma linha
horizontal que parte da linha vertical da peça a montar e que termina no
ponto em que a montagem se efectua na linha principal. Naturalmente que
as peças a montar podem ser também compostas por vários elementos
reunidos antes da montagem na peça principal.
Para desenhar os gráficos de análise de processo são, ainda, normalmente,
utilizados alguns sinais convencionais:
6
3
7
Componente
secundária
Componente
principal
Montar agora
8
9
Repetir ainda 3 vezes
16
19
20
5
17
4
18
Indicação de uma
mudança de dimensão
ou de estado
Indicação das repetições
(atenção à numeração que
daí resulta)
Escolha entre
duas linhas
Fig. II.8 - Sinais convencionais utilizados no desenho de gráficos de análise de processo
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 203
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anização do T
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T
T
Tr
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r
r
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 21
II . 21
II . 21
II . 21
II . 21
Neste caso, a componente secundária junta-se à componente principal depois
do controlo 3 e é montada durante a operação 7.
A montagem compreende ainda duas operações, números 8 e 9, que se
efectuam cada uma quatro vezes no total, como indica a nota “repetir”. Convém
notar que a primeira operação após as repetições leva o número 16, e não 10.
Como já foi aqui dito anteriormente, o gráfico de análise de processo tem por
objectivodarumaperspectivadoconjuntodasoperações,comofimdeeliminaras
operações inúteis ou combinar as que podem ser efectuadas ao mesmo tempo.
Para tal, é geralmente necessário proceder a uma análise mais pormenorizada,
que o gráfico de análise de processo não permite.
Seguidamente será descrito o gráfico de sequência, sendo ilustrada a sua
utilização para o aperfeiçoamento dos métodos.
Os Gráficos de Sequência
O gráfico de sequência é executado de uma forma semelhante à utilizada para
efectuar os gráficos da análise de processo, mas desta vez são também utilizados
os símbolos de “transporte”, “espera” e “armazenagem”, além da “operação” e
“inspecção”. Desta forma, é possível efectuar uma análise mais profunda e
pormenorizada do processo a estudar.
Existem três tipos de gráficos de sequência, consoante o referencial que é
utilizado. Se registarmos num gráfico tudo aquilo que é efectuado por um
determinado trabalhador numa determinada tarefa, estamos perante um gráfico
de sequência-executante: o objecto do estudo é o trabalhador, é ele que é
observado e os movimentos, operações, esperas, etc., são referentes a ele.
Se, por outro lado se considerar a matéria-prima como referência do estudo,
registando as suas transformações e movimentações, então trata-se de um
gráfico de sequência-matéria.
Finalmente, podemos ainda registar a forma como o equipamento é utilizado
efectuando, nesse caso, um gráfico de sequência-equipamento.
Em resumo, poderá dizer-se que:
Um gráfico de sequência é um gráfico de análise que indica, pela sua ordem,
as fases do circuito efectuado por um produto ou um processo, sendo todas as
actividades em questão registadas com a ajuda de símbolos apropriados. Podem
considerar-se três tipos de gráficos de sequência:
• Gráfico de sequência-executante: gráfico de sequência que regista o que
faz o trabalhador.
• Gráfico de sequência-matéria: gráfico de sequência que regista como a
matéria é transformada ou movimentada.
• Gráfico de sequência-equipamento: gráfico de sequência que regista como
o equipamento é utilizado.
Gráfico de sequência-
-executante
Gráfico de sequência-
-equipamento
Gráfico de sequência-
-matéria
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anização do
anização do
anização do T
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T
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r
r
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 22
II . 22
II . 22
II . 22
II . 22
Qualquer que seja o tipo de gráfico utilizado, o processo de o executar e os
símbolos utilizados são sempre idênticos. De tal forma que o impresso utilizado
para efectuar qualquer um dos três tipos de gráfico é sempre o mesmo, possuindo
a inscrição “Executante / Matéria / Equipamento”, na qual devem riscar-se as
palavras que não interessam.
Dado o maior grau de complexidade e de pormenor que é utilizado na execução
deste gráfico, ele é normalmente utilizado para descrever operações menos
numerosas do que as descritas pelo gráfico de análise de processo. São
efectuados gráficos distintos para cada peça ou elemento importante num
processo de montagem, por forma a que as diferentes armazenagens,
movimentações, operações e controlos possam ser analisados isoladamente.
Desta forma, ao contrário do que acontece com o gráfico de análise de processo,
não existem linhas de ligação representando a junção de diversos componentes,
sendo os gráficos de sequência constituídos por apenas uma única linha vertical.
Exemplo II. 1
Fig. II.9 - Diferenças na construção de gráficos de análise de processo e de sequência
Gráfico de sequência-matéria:desmontagem, limpeza e desengorduramento de
um motor.
Para verificarmos a forma como é construído um gráfico de sequência-matéria,
vamos examinar o presente exemplo, onde foi estudado o circuito percorrido
por um motor de autocarro numa oficina. O motor foi desmontado, limpo e
desengordurado e, após observação directa, todas as actividades envolvidas
neste processo foram resumidas no que a seguir se apresenta.
Quadro II.5 - Exemplo de desmontagem, limpeza e desengorduramento de um motor
6
3
7
Componente
secundária
Componente
principal
4
5
2
Gráfico de sequência:
representado por uma única
linha vertical
Gráfico de análise de processo:
junção de diversos componentes
num componente principal
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anização do
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anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 23
II . 23
II . 23
II . 23
II . 23
Para facilitar o trabalho de construção destes gráficos, existem modelos pré-
-impressos, havendo toda a conveniência em os utilizar, pois assim não se
corre o risco de esquecer alguma informação importante.
Para os dados apresentados acima, teremos o seguinte gráfico de sequência-
-matéria, constante da página seguinte, construído a partir de um modelo pré-
-impresso:
Fig. II.10 - Gráfico de sequência-matéria: desmontagem, limpeza e desengorduramento
de um motor (método aplicado)
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
Distância
(em metros)
Nºde
Ordem
Símbolo Actividade
Tipo de
Actividade
1 Ñ Motor no armazém dos motores usados
1 ð Retirar motor com grua eléctrica Não produtiva
24,5 2 ð Transportar até à próxima grua "
3 ð Pousar no solo "
4 ð Retirar motor com segunda grua eléctrica "
30,5 5 ð Transportar para a oficina de desmontagem "
6 ð Pousar no solo "
1 ¡ Desmontar motor Produtiva
2 ¡ Limpar e separar peças principais "
1 o Controlar desgaste das peças e redigir relatório de
inspecção
Não produtiva
3,0 7 ð Colocar peças na caixa de desengordurar "
8 ð Carregar com grua manual "
1,5 9 ð Transportar até à máquina de desengordurar "
10 ð Descarregar na máquina de desengordurar "
3 ¡ Desengordurar peças Produtiva
11 ð Retirar da máquina de desengordurar com grua Não produtiva
6,0 12 ð Afastar da máquina de desengordurar "
13 ð Pousar no solo "
1 D Deixar arrefecer "
12,0 14 ð Transportar à bancada de limpeza "
4 ¡ Limpar completamente todas as peças Produtiva
9,0 15 ð Colocar todas as peças limpas numa caixa Não produtiva
2 D Esperar transporte "
16 ð Carregar todas as peças, excepto bloco de cilindro e
cabeça, num carro
"
76,0 17 ð Transportar ao serviço de inspecção de motores "
18 ð Descarregar e dispor as peças na mesa de controlo "
19 ð Carregar bloco de cilindro e cabeça num carro "
76,0 20 ð Transportar ao serviço de inspecção dos motores "
------------- 21 ð Pousar no solo "
238,5 3 D Armazenar temporariamente, aguardando controlo
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
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ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 24
II . 24
II . 24
II . 24
II . 24
e Científicos, Lda., 1984, pág. 98
Conforme se pode verificar, com o gráfico de sequência-matéria é possível ter
GRÁFICO DE SEQUENCIA EXECUTANTE / MATÉRIA / EQUIPAMENTO
RESUMO
GRÁFICO Nº1
DE 1
FOLHA Nº1 ACTIVIDADE ACTUAL PROPOSTA GANHO
OBJECTO:
Motor de autocarro usado Operação
Transporte
Espera D
Controlo
Armazenagem
∇
4
21
3
1
1
ACTIVIDADE:
Desmontagem, limpeza e lavagem de um motor antes da
inspecção
MÉTODO: ACTUAL / PROPOSTO
LOCALIZAÇÃO: Oficina de lavagem Distância (metros) 238,5
EXECUTANTE(S): FICHA
1234
571
Tempo (min-oper.) - - -
Custo -
-
-
GRÁFICO POR:
APROVADO POR: DATA:
TOTAL - - -
Descrição QDE. Distância
(metros)
Tempos
(Min)
Símbolos Observações
D ∇
Motor guardado no arm. de motores usados 1
Retirar motor Grua eléctrica
Transportar até grua próxima 24,0 Grua eléctrica
Pousar no solo
Retirar o motor Grua eléctrica
Transportar oficina desmontagem 30,0 Grua eléctrica
Pousar no solo
Desmontar motor
Limpar e separar peças principais
Controlar desgaste de peças;
redigir relatório de inspecção
Transportar peças p/ caixa desengordurar 30,0
Carregar p/ desengordurar
Transportar p/ máquina desengordurar 1,5 Grua manual
Descarregar na máquina desengordurar
Desengordurar peças
Tirar da máquina de desengordurar Grua manual
Afastar da máquina de desegordurar 6,0 Grua manual
Pousar no solo
Deixar arrefecer
Transportar à bancada de limpeza 12,0
Limpar completamente todas as peças
Colocar peças limpas numa caixa 9,0
Esperar transporte
Carregar todas as peças, excepto
bloco e cabeça, num carro
Transportar ao serviço de controlo motores 76,0 Carro
Descarregar e dispor peças
na mesa de inspecção
Carregar bloco e cabeça em carro
Transportar ao serviço de inspecção mot. 76,0 Carro
Pousar no solo
Armazenar temporaria/ aguard. inspecção
TOTAL 237,5 4 21 3 1 1
^
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IEFP
IEFP
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 25
II . 25
II . 25
II . 25
II . 25
uma visão geral de todas as actividades envolvidas num determinado processo,
permitindo compreender, de uma forma relativamente rápida, quais as relações
existentes entre as mesmas.
Um ponto importante a ter em consideração na elaboração destes gráficos diz
respeito à observação das diferentes actividades. Os pormenores indicados
deverão ser obtidos por observação directa, por forma a evitar eventuais
esquecimentos e/ou distorções da realidade.
Não devem ser estabelecidos gráficos de memória, a não ser, claro está, na
situação de elaboração de um novo método. Os elementos recolhidos deverão
ser registados de uma forma clara e precisa, evitando futuros erros de leitura e
garantindo, assim, a sua compreensão por várias pessoas.
No registo dos dados deverá ter-se também um certo bom senso em relação à
simplificação ou não do problema a estudar: se, por um lado, não se deve
tornar o registo demasiado pormenorizado (não esquecer que se pretende,
com este tipo de gráficos, dar uma visão de conjunto das diversas actividades
envolvidas), não se deve também cair no extremo oposto, simplificando de tal
forma o problema que corremos o risco de omitir observações, tornando o estudo
menos exacto.
Por forma a conservar o seu valor para uma consulta futura e para fornecer
informações tão completas quanto possível, deverá ter-se um especial cuidado
no preenchimento de todos os registos constantes no cabeçalho do gráfico
acima representado.
A ACE Construction Company
A ACE Construction Company possui um método de pagamento de facturas
que, por vezes, conduz a demoras exageradas.
Algumas das facturas oferecem um desconto se forem pagas num prazo de 10
dias.
O procedimento existente passa pela realização de cópias da factura e sua
numeração, por forma a que todo o “pacote” possa dar entrada num processo
automático de tratamento de informação. Só então as facturas são enviadas ao
responsável para aprovação.
Dado que a pessoa responsável pela aprovação das facturas se encontra
frequentemente fora da Empresa, nos locais de construção, o processo de
aprovação das facturas chega a demorar 3 e 4 dias.
A companhia pretende que o pagamento das facturas não seja efectuado sem
que o responsável pelo projecto confirme a recepção do material no local
adequado e que o mesmo se encontrava em condições aceitáveis de qualidade.
A ACE adoptou um método melhorado que permitiu reduzir o tempo que medeia
entre a recepção das facturas e o pagamento das mesmas.
No novo processo, é enviada uma cópia ao responsável pelo projecto antes de
se efectuar o processo de codificação e de verificação. O responsável pode
efectuar, imediatamente ou não, as verificações necessárias. Entretanto,
prossegue-se com o restante processo burocrático. Se, por qualquer motivo, o
responsável não autoriza o pagamento da factura (o que raramente acontece),
o pagamento é cancelado. Caso contrário, os descontos são aproveitados.
O método antigo e o método novo de recebimento e pagamento de facturas são
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anização do
anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 26
II . 26
II . 26
II . 26
II . 26
mostrados nos gráficos de sequência de processo da página seguinte.
O novo procedimento permitiu reduzir o tempo de processamento das facturas
de 9 - 10 dias (inicialmente) para 4 - 5 dias. Uma redução de poucos dias
resultou numa redução significativa de custos para a Empresa, observando-se
que o novo método não é mais dispendioso que o anterior.
ACE Construction Company - Processo Antigo
Fonte: Dilworth, James B., Production and Operations Management-Manufacturing
and Services, McGraw Hill International Editions, 1993
Descrição Distância
(metros)
Tempos
(min)
Símbolos
¡ ð D ¨ ∇
Recepção de factura e colocação
da data
•
Envio ao responsável 20 •
Secretária do responsável 1/2 •
Junção da ordem de compra •
Envio à contabilidade 25 •
Secretária do contabilista 1/2 •
Codificação •
Envio ao responsável 25 •
Secretária do responsável 1/2 •
Fazer cópias •
Envio do original ao gestor do
processo
110 •
Secretária do gestor 3 •
Inspecção e aprovação do gestor •
Envio ao responsável 90 •
Secretária do responsável 1/2 •
Número de vendedor e data
confirmadas 1 •
Informação gravada em fita magnética 1 •
Factura paga •
Envio ao responsável 30 •
Secretária do responsável 2 •
Arquivo de factura •
Total: 300 9 7 6 5 2 1
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anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 27
II . 27
II . 27
II . 27
II . 27
ACE Construction Company - Processo Novo
Grupos de actividades
Fonte: Dilworth, James B., Production and Operations Management-Manufacturing
and Services, McGraw Hill International Editions, 1993
Análise de dados
Depois de registados os dados relativos a um determinado processo, chegou a
altura de os analisar convenientemente, por forma a introduzir possíveis
melhorias no referido processo.
As cinco categorias de actividades registadas nos gráficos de sequência
(operação ο, transporte ⇒, espera ∆, controlo, e armazenagem ∇) podem ser
classificadas em dois grandes grupos:
• Actividades durante as quais acontece qualquer coisa à matéria ou objecto:
ele é trabalhado, transportado ou examinado;
• Actividades durante as quais não se toca no objecto: ele é armazenado ou
Descrição Distância
(metros)
Tempos
(min)
Símbolos
¡ ð D ¨ ∇
Recepção de factura e colocação
da data
•
Envio ao responsável 20 •
Secretária do responsável 1/2 •
Junção da ordem e efectivas cópias •
Envio de cópias ao getor de projecto 110 •
Secretária do gestor
1/2
•
Aprovação de pagamento •
Envio ao responsável
•
Secretária do responsável
1
•
Factura paga •
Envio do original para responsável 10 •
Verificação de vendedor e de data
2
•
Gravação em fita magnética •
Envio para responsável 30 •
Secretária do responsável
•
Arquivo da factura
•
3
Total: 170 7 5 5 4 1 1
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anização do
anização do
anização do T
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 28
II . 28
II . 28
II . 28
II . 28
permanece à espera.
O primeiro grupo poderá ainda subdividir-se em três sub-categorias:
• Actividades de preparação: o material ou o objecto é preparado ou colocado
em posição de ser trabalhado (representadas pelo símbolo de transporte
ou controlo);
• Operações positivas: nestas, a forma, a composição química ou o estado
físico do produto são modificados (representadas apenas pelo símbolo
operação);
• Actividades de evacuação: o objecto é retirado da máquina ou oficina
(representadas pelo símbolo de transporte ⇒ ou controlo ). Note-se que
as actividades de evacuação de uma operação podem ser as actividades de
preparação da operação seguinte.
O objectivo do estudo dos métodos é, obviamente, aumentar o mais possível
as operações ditas “positivas”, pois são estas as que mais contribuem para
avançar o produto desde a sua forma original de matéria-prima até à fase final
de produto acabado.
Estas operações são “produtivas” e todas as outras, embora necessárias,
poderão ser consideradas como “não produtivas”. Serão então estas (as não
produtivas)quedeverãoserpostasemdúvidaemprimeirolugar,poisrepresentam
uma imobilização de capital que poderia ser utilizado noutras áreas mais
lucrativas.
Da mesma forma que o registo dos dados é efectuado segundo determinadas
normas e utilizando técnicas previamente estabelecidas, a análise dos dados
também deverá obedecer a um exame crítico, obedecendo a alguns princípios
quetêmpor finalidade,porumlado,facilitarotrabalhoe, por outro, evitar possíveis
descuidos e esquecimentos.
Para tal, cada actividade deverá ser submetida a uma série sistemática e
progressiva de perguntas: é o chamado método interrogativo.
O método interrogativo
O método interrogativo é um meio de efectuar o exame crítico que consiste em
submeter cada actividade a uma série sistemática e progressiva de perguntas.
As questões fundamentais
A primeira parte do método interrogativo consiste na formulação das chamadas
questões fundamentais. Estas perguntas deverão ser formuladas segundo uma
ordem bem estabelecida, devendo ser interrogados sistematicamente, para
cada actividade, o objectivo, o local, o momento, a pessoa e os meios, procurando
dar uma justificação para essas perguntas.
Método interrogativo
Questões fundamentais do
método interrogativo
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anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 29
II . 29
II . 29
II . 29
II . 29
Assim, as perguntas fundamentais são:
Questões secundárias do
método interrogativo
As questões secundárias
Na segunda parte do método interrogativo são formuladas as questões
secundárias.
Enquanto que as questões fundamentais são feitas relativamente ao método
existente, tentando descobrir porque é que as coisas são feitas assim, as
questões secundárias têm por finalidade descobrir que outro modo (preferível
em relação ao existente) haverá de as efectuar.
As questões secundárias respeitam à segunda fase do método interrogativo,
durante a qual as respostas às questões fundamentais constituem o objecto
de uma nova interrogação a fim de determinar se eventuais soluções de mudança
quanto à escolha do local, do momento, da pessoa e/ou dos meios são utilizáveis
e preferíveis para aperfeiçoar o método de execução existente.
Assim temos:
O processo de perguntas e respostas desenrola-se de uma forma muito rápida
com um inquiridor experimentado. Seguindo todos os passos do método
interrogativo, temos a certeza de não esquecer nenhum ponto importante, e,
Finalidade
Objectivo Que se faz?
Porque é necessária a actividade?
Eliminar os elementos inúteis
ao trabalho
Local Onde se faz?
Porque se faz neste local?
Combinar se possível ou
Momento Quando se faz?
Porque é feito nesta altura?
Permutar as operações com o
fim de
Pessoa Quem o faz? Porque é que
é essa pessoa em particular?
obter melhores resultados
Meios Como se faz?
Porque se faz assim?
Simplificar a operação
Questões Fundamentais Questões Secundárias
Objectivo Que se faz?
Porque se faz?
Que outra coisa poderia fazer-se?
Que deveria fazer-se?
Local Onde se faz?
Porque se faz aí?
Em que outro local poderia ser feito?
Onde se deveria fazê-lo?
Momento Quando se faz?
Porque é feito nessa altura?
Em que outro momento se poderia fazê-lo?
Quando se deveria fazê-lo?
Pessoa Quem o faz?
Porque é que é essa pessoa?
Que outra pessoa poderia fazê-lo?
Quem deveria fazê-lo?
Meios Como se faz?
Porque se faz assim?
De que outra maneira poderia ser feito?
Como deveria ser feito?
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 30
II . 30
II . 30
II . 30
II . 30
ao responder à primeira questão (“Que se faz?” e “Porque é necessário?”),
evitar-se-ão perdas de tempo com pormenores se se chegar à conclusão de
que o conjunto da operação não é necessária ou que o seu objectivo essencial
poderá ser melhor atingido de outro modo.
A movimentação e a circulação de materiais numa empresa representam um
mal necessário em termos de custo, pelo que devem ser minimizadas. Com
efeito, a movimentação de materiais não aumenta a utilidade funcional de um
determinado produto, a qual só é conseguida através de transformações que o
fazem mudar em natureza e valor.
Poderemos agrupar os diferentes tipos de circulação de materiais em dois grupos:
os fluxos horizontais (quando os materiais se deslocam num mesmo piso) e os
fluxos verticais (quando existe uma deslocação através de vários pisos).
CIRCULAÇÃO E MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS
Fluxos verticais
a) b)
c) d)
e) f)
Fluxos horizontais
a)
b)
c)
d)
e)
Fig. II.11 - Tipos de circulação de materiais
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anização do T
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a
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 31
II . 31
II . 31
II . 31
II . 31
Quadro II.6 - Legenda da fig. II.11
O Diagrama de Circulação
Para determinar a circulação de um produto ou a sequência de um processo, é
normalmente utilizado o gráfico de sequência descrito anteriormente, que se
completa com um diagrama de circulação.
O diagrama de circulação consiste numa planta efectuada à escala da fábrica
ou da zona de trabalho a estudar, onde é representada, com exactidão, a
posição das diferentes máquinas e locais de trabalho.
A partir da observação no local, são registados os movimentos do produto ou
dos seus elementos, utilizando, eventualmente, os símbolos dos gráficos de
sequência para assinalar as diferentes operações efectuadas nos diversos postos
de trabalho.
Este diagrama pode ser utilizado para estudar as deslocações entre os diversos
andares, sendo frequentemente possível realçar um excesso de circulação de
materiais entre os postos de trabalho.
Diagrama de circulação
Fluxos horizontais Fluxos verticais
a) Fluxo direito ou em I a) Utilizado quando a entrada e saída de materiais se
localizam em andares diferentes.
b) Fluxo em L b) Normalmente utilizado quando a entrada e saída de
materiais se localiza no mesmo piso mas em locais
opostos.
c) Fluxo em U c) Mesma situação anterior mas, desta vez, com a
entrada e saída de materiais no mesmo lado do
edifício.
d) Fluxo circular ou em O d) Mecanismo de elevação dos produtos centralizada
no mesmo lado do edifício (ao contrário dos casos
anteriores).
e) Serpentina ou fluxo em S e) Utilização de correias e tapetes transportadores
para efectuar o transporte dos produtos entre os
diferentes andares.
f) Necessidade de deslocação por várias vezes ao
último piso.
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anização do T
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a
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 32
II . 32
II . 32
II . 32
II . 32
Utilização do diagrama de circulação e do correspondente gráfico de sequência4
.
O diagrama de circulação apresentado na página seguinte indica a implantação
do serviço de recepção de uma fábrica de aviões antes do estudo dos métodos.
A linha escura marca o trajecto seguido pelas peças desde o ponto de chegada
até aos cacifos de armazenagem. Note-se que, para uma melhor identificação
das operações efectuadas, os símbolos das diversas actividades estão indicados
no local adequado.
Registar
A operação consiste em descarregar, de um veículo de transporte, caixotes
com peças de avião empacotadas em caixas individuais, controlá-las,
inspeccioná-las e marcá-las antes de as armazenar. Os caixotes deslizam
sobre um plano inclinado apoiado na traseira do veículo e são empurrados num
transportador de rolos até ao local de abertura, onde são empilhados uns sobre
os outros, à espera de serem abertos. São, em seguida, postos no chão e
abertos. As folhas de entrega são retiradas e os caixotes são carregados um a
um num carro de mão e transportados para a bancada de recepção; são
colocados no solo perto dela. São abertos a seguir; cada peça é retirada da
caixa, anotada na folha de entrega e, depois, reposta na mesma caixa; as
caixas são, de novo, metidas no caixote, o qual é colocado no outro lado da
bancada de recepção esperando ser transportado para o banco de controlo.
Ali, o caixote é, de novo, posto no chão até que um inspector possa ocupar-se
dele. As peças são novamente desembrulhadas, controladas, calibradas e
colocadas, outra vez, nas caixas. Depois de uma breve espera, o caixote é
transportado até à bancada de marcação. Aí, as peças são desembrulhadas,
numeradas e, mais uma vez, colocadas nas caixas, depois no caixote, e este,
após um momento de espera, é transportado num carrinho para o armazém,
onde é colocado num armário até ser entregue nas oficinas de montagem. O
processo é registado no gráfico de sequência apresentado na folha seguinte.
Fig. II.12 - Diagrama de circulação: recepção, controlo e marcação de peças
4
Este exemplo foi retirado, com algumas modificações, do livro La Simplification du travail,
Manual de aplicação prática do método (adaptado do manual publicado pelo departamento
de educação da North American Aviation, Inc. Texas Division). (Editions Hommes et
Techniques, Paris, 2ª ed., 1950.)
Exemplo II. 2
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anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 33
II . 33
II . 33
II . 33
II . 33
(método aplicado)
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 115
Fig. II.13 - Gráfico de sequência: recepção, controlo e marcação de peças
Escritório
de Recepção
Camião
Bancada
Bancada
Bancada
Local de Desembalagem
Bancada de
Recepção
Bancada de
Inspecção
Prateleiras
Prateleiras
Prateleiras
Bancada de
Marcação
Armários
Armários
Armários
Plano inclinado
Lixo
1
2
3
4 5
1 1
6
2
7
1
3
8
9
4
2
5
10
6
2
7
11
1
Vedação
Parede
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anização do
anização do
anização do
anização do T
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 34
II . 34
II . 34
II . 34
II . 34
(método aplicado)
Fonte: Adaptado de “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros
Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 116
GRÁFICO DE SEQUÊNCIA EXECUTANTE / MATÉRIA / MATERIAL
RESUMO
GRÁFICO N.º 3 FOLHA N.º 1
DE 1
ACTIVIDADE ACTUAL PROPOSTA GANHO
OBJECTO: Operação
¡
2
Caixotes de peças de avião BX 487 (10 por
caixote embaladas em cx.)
Transporte
ð
11
ACTIVIDADE: Espera
D
7
Recepção, registo, inspecção, marcação e
armazenagem de peças
Controlo
o
2
MÉTODO: ACTUAL / PROPOSTO Armazenagem
Ñ
1
LOCALIZAÇÃO: Serviço de recepção Distância (metros) 56
EXECUTANTE(S): Ver coluna de observações Tempo (min-oper.) 1,96 - -
Custo
Mão-de-obra -
GRÁFICO POR: Materiais -
APROVADO POR: DATA: TOTAL - - -
Descrição QDE. Distância
(metros)
Tempos
(min)
Símbolos Observações
¡ ð D o Ñ
Retirar caixote do camião:
colocar no plano inclinado
1,2 · 2 serventes
Fazer deslizar no plano inclinado 6 · 2 serventes
Fazer deslizar até armazenar e
empilhar
6 10 · 2 serventes
Esperar abertura - 30 ·
Colocar caixote no solo - ·
Tirar tampa e retirar folha de
entrega
- 5 · 2 serventes
Carregar caixote no carro 1 ·
Transportar ao banco de recepção 9 5 · 2 serventes
Esperar descarga do carro - 10 ·
Colocar caixote no banco 1 2 · 2 serventes
Retirar caixas: abrir, verificar o
conteúdo; repor na caixa
-
Carregar caixote no carro - 15 · fiel de armazém
Esperar transporte 1 2 · 2 serventes
Transportar ao banco de inspecção - 5 ·
Esperar inspecção 16,5 10 · 1 servente
Retirar peças do caixote e das
caixas:
- 10 · caixote no carro
Controlar por desenho; repor na
caixa
1 20 · inspector
Esperar transporte - 5 ·
Transportar caixote no carro ao
banco
caixote no carro
de marcação 9 5 · 1 servente
Esperar marcação - 15 · caixote no carro
Retirar peças do caixote e das
caixas
- 15 · servente de armazém
numerar e repor nas caixas
Esperar transporte - 5 · caixote no carro
Caixote transportado ao centro de
distribuição
4,5 5 · 1 servente
Armazenar ·
TOTAL 56,2 174 2 11 7 2 1
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anização do T
T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 35
II . 35
II . 35
II . 35
II . 35
Examinar (de forma crítica)
A leitura do diagrama de circulação revela imediatamente que o circuito dos
caixotes até aos cacifos de armazenagem é demasiado longo e tortuoso, facto
que só o gráfico de sequência não teria indicado. Pelo contrário, o gráfico
permite registar e resumir as diversas actividades muito melhor do que o pode
fazer o diagrama.
Basta examinar conjuntamente as duas folhas e utilizar o método interrogativo
para notar que muitas perguntas ficam sem resposta satisfatória, por exemplo:
• Porque são os caixotes empilhados antes de serem abertos, visto que devem
ser postos no chão dez minutos mais tarde?
• Porque os caixotes demoram mais tempo a abrir do que a descarregar do
veículo.
• Que outra coisa poderia fazer-se?
• Os caixotes podiam abrir-se mais rapidamente.
• Porque estão afastados uns dos outros os pontos de recepção, de inspecção
e de marcação?
• Porque foram, um dia, colocados naqueles lugares.
• Em que outro lugar poderiam ser colocados?
• Podiam ser agrupados no mesmo local.
• Onde deveriam ser implantados?
• Deveriam ser todos agrupados no local de recepção actual.
• Porque têm os caixotes de dar uma volta ao edifício para chegar ao armazém?
Porque a porta do armazém e o ponto de chegada dos caixotes estão
situados em extremidades opostas do edifício.
Uma observação mais cuidada do diagrama de circulação e do gráfico de
sequência revelará outras questões igualmente pertinentes.
Este é um exemplo real do que acontece quando um conjunto de actividades é
empreendido sem ter sido convenientemente concebido e organizado. Milhares
de fábricas no mundo inteiro dão exemplos de desperdício de tempo e de esforço
tão grandes como os deste exemplo.
Estabelecer um método melhorado
As figuras das páginas seguintes representam graficamente a solução adoptada
pelos agentes do estudo do trabalho no exemplo considerado. As perguntas
acima formuladas figuram, evidentemente, entre as que foram colocadas, pois,
como se pode verificar, cada caixote descarregado do veículo deslizando sobre
um plano inclinado é, agora, imediatamente colocado sobre um carro.
O caixote é transportado directamente ao local de abertura, onde um operário
o abre, mantendo-o no carro, e retira a ficha de entrega. É, depois, transportado
para a bancada de recepção, onde, após uma breve espera, cada caixote é
aberto e as peças colocadas na mesa, contadas e apontadas na ficha de
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anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 36
II . 36
II . 36
II . 36
II . 36
entrega. As bancadas de controlo e de marcação estão, agora, situadas ao
lado da bancada de recepção de modo a que as peças possam passar de mão
em mão para as sucessivas operações de controlo, calibragem e numeração.
Após o que são colocadas, de novo, nas suas caixas e estas no respectivo
caixote, que continua colocado no carro.
É evidente que os agentes de estudo do trabalho foram levados a formular a
pergunta que já citámos: “Porque têm os caixotes de dar a volta ao edifício para
chegar ao armazém?” Não tendo obtido qualquer resposta satisfatória, decidiram
abrir uma nova porta de acesso ao armazém, colocando-a em frente das
bancadas a fim de diminuir ao máximo o trajecto dos caixotes.
O gráfico de sequência mostra que o número de “controlos” passou de 2 para 1,
odos“transportes”de11para6eodas“esperas”(ouarmazenagenstemporárias)
de 7 para 2. A distância percorrida é agora de 32,2 metros, em vez de 56,2.
Escritório
de Recepção
Camião
Bancada
Bancada
Balança
Local de Abertura Bancada de
Recepção
Prateleiras
Prateleiras
Prateleiras
Armários
Armários
Armários
Plano inclinado
Lixo
1
2
3
4
5
1
1 1
2
6
1
Vedação
Porta
proposta
Parede
2
Controlo
Proposto
Bancada de
marcação
Fig. II.14 - Diagrama de circulação: recepção, controlo e marcação de peças
(método melhorado)
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 118
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anização do
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anização do T
T
T
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r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 37
II . 37
II . 37
II . 37
II . 37
Fig. II.15 - Gráfico de sequência: recepção, controlo e marcação de peças
(método aperfeiçoado)
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 119
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Fazerdeslizarnoplanoinclinado 6 5 2serventes
Colocaremcarro 1 2serventes
Transportaraolocaldeabertura 6 5 1servente
Tirartam
pa - 5 1servente
Transportaraobancoderecepção 9 5 1servente
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T
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r
r
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 38
II . 38
II . 38
II . 38
II . 38
O diagrama de circulação é utilizado para representar as deslocações de um
só produto ou processo.
Se, porventura, se estudar um caso onde vários produtos são fabricados
simultaneamente ou vários processos se desenrolam ao mesmo tempo, recorre-
-se a um outro tipo de representação gráfica que permite determinar a localização
ideal das máquinas ou das operações. É o chamado diagrama de-para.
O Diagrama De-Para
A figura na página seguinte mostra um exemplo de construção de um diagrama
de-para.
Fig. II.16 - Diagrama de-para
Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard
Blücher Ltda., 1978
As operações ou centros de trabalho são listados na primeira linha ou na primeira
coluna, obedecendo à mesma sequência.
Cada rectângulo de intersecção mostra o movimento de uma operação para
outra. No exemplo acima apresentado, verificamos que as peças A, B e C vão
da operação Cortar para a operação Entalhar.
Na parte inferior do rectângulo é indicado o número total de movimentações
entre as duas operações ou postos de trabalho. Caso se estejam a analisar um
grande número de produtos ou processos, poder-se-á apenas indicar um traço
de cada vez que um produto vai de um posto de trabalho para outro (ver exemplo
da página seguinte).
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T
T
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 39
II . 39
II . 39
II . 39
II . 39
Fig. II.17 - Diagrama de-para
Fonte: Extracto de Richard Muther:”Plan layout”, em H. B. Maynard “Industrial Engineering
Handbook”, Nova Iorque e Londres, McGraw-Hill, 3.ª ed.,1971
Em seguida, para verificar se o diagrama está bem construído, somam-se os
valores das linhas e das colunas, obtendo-se assim, respectivamente, os totais
de saídas e entradas nos diversos postos de trabalho (ou operações), que
deverão, obviamente, ser iguais (o que sai dum posto de trabalho tem que ser
igual ao que lá entrou, visto que nada fica retido).
A fase seguinte consistirá, então, em determinar quais as operações que devem
ser adjacentes. Os postos de trabalho, em cujos rectângulos de intersecção
se encontrem os maiores valores, deverão ser os mais próximos fisicamente,
por forma a reduzir a distância percorrida pelos produtos (ou serviços).
No exemplo mencionado anteriormente, verificamos que a “Embalagem
individual” deverá estar próxima da “Embalagem e Expedição”.
Note-se que na preparação deste diagrama deverão estar representadas todas
as operações, mantendo a mesma sequência na horizontal e na vertical, mesmo
que se saiba à partida que não existirá nenhum fluxo a partir de uma dada
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ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 40
II . 40
II . 40
II . 40
II . 40
operação (ou posto de trabalho). Este procedimento evitará que se cometam
erros na construção de diagrama, bem como nos resultados obtidos.
Inter-relações não baseadas no fluxo de materiais
- O Diagrama de Interligações Preferenciais
Na maioria dos projectos em que se pretende determinar a localização dos
vários sectores ou departamentos da empresa, é comum utilizar-se como factor
base preferencial para o arranjo, o fluxo de materiais existente entre eles,
utilizando as técnicas anteriormente descritas.
Na realidade, este procedimento poderá não ser o melhor para a determinação
do arranjo físico. De facto, regra geral, a consideração isolada do fluxo não é a
melhor base para o planeamento das instalações.
Existem várias razões para que o fluxo de materiais (determinado,
predominantemente, pelo plano de produção) não seja considerado como a
única base para determinar a localização dos vários sectores:
• Os serviços de suporte devem ser integrados no fluxo de uma forma
organizada. Com efeito, verificamos que certas actividades de suporte devem
ficar próximas de certas áreas produtivas. A oficina de manutenção, o
escritório do encarregado geral, os sanitários e a central eléctrica, por
exemplo, têm uma certa prioridade para serem colocados próximos de cada
uma das áreas de produção. Todos eles são parte do layout e devem ser
considerados durante o seu planeamento, apesar de não fazerem parte do
fluxo de materiais.
• Existem algumas actividades em que o fluxo de materiais não tem
importância para o arranjo físico. Nalgumas indústrias de componentes
electrónicos e de joalharia, por exemplo, apenas são transportados, durante
todo o dia, alguns quilogramas, enquanto que noutras indústrias os materiais
fluem por tubos ou são transportados em carrinhos de carga que efectuam
o abastecimento para toda uma semana.
• Em empresas de prestação de serviços não existe um fluxo de material
definido e constante. Deverá existir uma regra geral que proporcione um
meio de estabelecer relações entre as diversas áreas independentemente
do fluxo de materiais, mesmo que os papéis, equipamentos ou, até, o pessoal
sejam considerados o “material” que flui.
• Deverá ter-se em consideração que existem outras razões importantes para
efectuar a configuração de um dado layout. A sequência de operações para
um determinado produto, por exemplo, poderá ser a seguinte: moldagem,
preparação, tratamento, submontagem, montagem e embalagem. Se
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 41
II . 41
II . 41
II . 41
II . 41
considerarmos apenas o fluxo de materiais, o sector de tratamento deveria
ser colocado entre a preparação e a submontagem. Mas imaginemos que o
tratamento é uma operação que necessita de atender a determinadas regras
de higiene e segurança. Sendo assim, o tratamento deveria ficar longe da
área de submontagem, que envolve operações mais delicadas e grande
concentração do pessoal. O efeito de factores como este - ou relativos à
distribuição de matérias-primas, ao custo do controlo de qualidade, à
contaminação do produto, etc. - devem ser comparadas à importância do
fluxo de materiais, devendo os ajustes ser efectuados conforme as
necessidades práticas.
Assim, em todos os casos, necessitamos de uma forma sistemática para
relacionar as várias actividades umas com as outras, integrando os serviços de
suporte com o fluxo de materiais.
Para atingir estes objectivos, o melhor método é a utilização do diagrama de
interligações preferenciais.
Este diagrama é constituído por uma matriz triangular onde iremos representar
o grau de proximidade e o tipo de inter-relações entre uma certa actividade e
cada uma das outras.
A construção do diagrama é bastante simples. Consideremos o exemplo da
figura II.15.
O diagrama de interligações preferenciais pode ser comparado a um diagrama
de-para que foi dobrado diagonalmente, de tal maneira que os quadros
"de-para" e "para-de" coincidem, somando-se os fluxos.
a)
Esta unidade mostra as
inter-relações das
actividades 1 e 4
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anização do
anização do
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 42
II . 42
II . 42
II . 42
II . 42
b)
A Absolutamente necessária
E Muito importante
I Importante
O Pouco importante
U Não importante
X Indesejável
Classif. Inter-Relação
1
2
3
4
5
Código Razão
A parte superior é destinada à
classificação das vogais
(importância da inter-relação).
A parte inferior mostra a "razão"
de proximidade (justificativa para
a classificação anterior).
c)
d)
Fig. II.18 - Os conceitos básicos para a construção do diagrama de interligações
preferenciais. Todas as actividades são numeradas, à esquerda, nas linhas 1, 2, 3, etc.
Quando a linha 1 intercepta a linha 3, o losango resultante mostra a interligação entre
1 e 3. Conforme se indica em (b), a classificação das vogais (c) e o número do código
da razão (d) são colocados em cima e em baixo, respectivamente,
no losango de intercepção
Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard
Blücher Ltda., 1978, pág. 34
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 43
II . 43
II . 43
II . 43
II . 43
Fig. II.19 - Exemplo de preenchimento de um diagrama de interligações preferenciais
Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard
Blücher Ltda., 1978, pág. 35
Através das figuras apresentadas, verificamos que cada losango é dividido em
duas partes. A parte superior é reservada à classificação das interligações,
segundo a escala de valores A, E, I, O, U e X. Na parte inferior do losango será
colocada a “razão” da classificação anterior.
As vogais utilizadas na classificação de proximidade foram escolhidas devido a
três motivos:
Este losango mostra a
inter-relação entre 1 e 3
Importância da
inter-relação
(acima)
Razão
(abaixo)
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 44
II . 44
II . 44
II . 44
II . 44
1. As letras têm um significado no original, em inglês:
A -Absolutely necessary (Absolutamente necessário)
E -Especially important (Especialmente importante)
I - Important (Importante)
O - Ordinary closeness (Pouco importante)
U -Unimportant (Não importante)
X- Indesirable (Indesejável)
2. Facilidade de memorização.
3. Foi evitada a utilização de números, pois estes são utilizados para codificar
as razões e identificar as actividades.
A classificação de um par de actividades segundo a proximidade terá mais
significado quando acompanhado da razão. As “razões” deverão ser numeradas
e enumeradas para facilitar o preenchimento do diagrama. Nele apenas se
inscreverá o código numérico. Note-se que uma determinada interligação poderá
ser justificada por mais de uma razão. No losango respectivo deverão constar
os números correspondentes a cada uma das razões.
Qualquer que seja o projecto, as razões básicas para a determinação do grau
de proximidade são (se bem que, na prática, possam surgir outras razões):
1. Fluxo de material
2. Necessidade de contacto pessoal
3. Utilização de equipamentos comuns
4. Utilização de informações semelhantes
5. Pessoal em comum
6. Supervisão ou controlo
7. Frequência de contactos
8. Urgência de serviço
9. Custo de distribuição de materiais
10. Utilização dos mesmos materiais
11. Grau de utilização de documentos para comunicação
12. Desejos específicos da administração ou conveniências pessoais
Código de cores
O registo das classificações poderá ser efectuado utilizando um código de
cores para a classificação, o que tornará o diagrama mais legível e menos
confuso. Cada losango do diagrama será colorido segundo a convenção
estabelecida.
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a
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balho
balho
balho
balho II . 45
II . 45
II . 45
II . 45
II . 45
As convenções de cores do sistema SLP são:
A -Vermelho
E -Amarelo
I - Verde
O - Azul
U -Em Branco
X- Castanho
Para facilitar a visualização, as cores são colocadas apenas na metade superior
decadalosango,jáquecadacorrepresentaumdeterminadograudeproximidade
e não as razões. De forma a não obscurecer as letras das classificações, a
parte superior do losango deverá ser colorida conforme mostra a figura II.19, ou
seja, apenas no contorno do triângulo superior.
Fig. II.20 - Método de colorir o diagrama de interligações preferenciais. Apenas a parte
superior do losango é colorida no seu contorno interno
Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard
Blücher Ltda., 1978, pág. 36
Aperfeiçoamento
Nos casos em que existe uma reduzida familiarização com o sistema de
classificação, existe a tendência para classificar com A um grande número de
inter-relações.
Paraprevenirestafalha,nãodeveremosclassificarcomAnenhumainter--relação,
a menos que se tenha a certeza de que é absolutamente necessário que as
duas actividades fiquem juntas. É interessante que cada uma das classes
abranja percentagens crescentes de inter-relações. Por exemplo:
A - 2% a 5%
E -3% a 10%
I - 5% a 16%
O -10% a 25%
Note que estas percentagens dependerão, como é óbvio, da natureza do projecto
em estudo.
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 46
II . 46
II . 46
II . 46
II . 46
Para maior precisão, poderemos acrescentar um sinal menos (-) a seguir a
cada letra (A-, E-, etc.), o que representa um “meio degrau” entre a classe
considerada e a imediatamente posterior. Para colocarmos esta nova classe
dentro da convenção de cores, usamos uma linha tracejada com a cor respectiva.
Um outro aperfeiçoamento, quando for necessário identificar ocorrências
extremamente indesejáveis, é a utilização da classe XX, para a qual reservamos
a cor preta.
Construção do diagrama
O modo de construção de um diagrama deste tipo varia. Entre outros aspectos,
deverá considerar-se o facto de incluir actividades produtivas juntamente com
actividades de serviços e/ou de suporte.
Poderão utilizar-se simultaneamente o diagrama de fluxo e o diagrama de
interligações preferenciais, ou combiná-los.
Se não existirem outras considerações além das relativas ao fluxo, o diagrama
de interligações preferenciais será de utilidade reduzida, já que a análise do
fluxo determina as interligações entre as actividades produtivas.
Na maioria dos casos, porém, é muito mais prático incorporar as actividades
produtivas e os serviços de suporte num mesmo diagrama de interligações
preferenciais.
Na prática, o procedimento geral obedecerá à seguinte sequência:
• Calcular as intensidades de fluxo das actividades produtivas.
• Classificar as intensidades de fluxo entre cada par de actividades segundo
a classificação A, E, I, O, U e X (ou XX).
• Construir o diagrama de interligações preferenciais.
Quando o fluxo de materiais não é muito significativo (como acontece em muitas
áreas de serviços e de escritórios), a análise do fluxo não é necessária e todas
as actividades são relacionadas entre si exclusivamente por meio de um
diagrama de interligações preferenciais.
O método a utilizar dependerá da importância relativa do fluxo de materiais
relativamente a outros factores (ver Fig. II.18).
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 47
II . 47
II . 47
II . 47
II . 47
Fig. II.21 - O tipo de trabalho é que determina o procedimento a seguir. O fluxo de
materiais e as inter-relações das actividades são os dois procedimentos básicos para
o estabelecimento da proximidade em várias áreas e actividades
Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard
Blücher Ltda., 1978, pág. 38
Se possível, as várias actividades deverão ser agrupadas segundo um critério
de semelhança, facilitando deste modo a análise por se limitar o número de
actividades a analisar. Na prática, o número de actividades ou grupos de
actividades deverão ser limitados a conjuntos de quarenta ou cinquenta.
Fluxo de materiais
Inter-relações que
não o fluxo
Variação do tipo de trabalho realizado
Importância
relativa
de cada
procedimento
Faixa A
Faixa B
Faixa C
Faixa D
Faixa A B C D
Faixa A Layout envolvendo produtos ou materiais pesados ou de difícil
movimentação (fabricação de aço, fabricação em massa, etc.)
Faixa B Layouts de oficina, que não tenham grande movimentação de material
(ferramentas, fabricação especial, etc.)
Faixa C Áreas de serviço, com fluxo significativo de papéis e materiais (laboratórios
de teste, operações de escritório com alto volume de papel)
Faixa D Áreas de escritório (laboratórios experimentais, salas de desenho, etc.)
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 48
II . 48
II . 48
II . 48
II . 48
Exemplo II.3
Note que o número de inter-relações é dado pela expressão
N x ( N -1)
2
onde N é o número de actividades incluídas no diagrama.
Depois de construído o diagrama de interligações preferenciais, é chegado o
momento de discutir as opiniões por forma a chegar a um acordo relativo ao
grau de proximidade específico para cada interligação. Este facto implicará,
frequentemente, a realização de diversas reuniões com diversos responsáveis,
por forma a que, entre todos, se possa chegar a uma solução de consenso.
Na elaboração deste diagrama deverão transformar-se os valores das
intensidades de fluxo (principalmente nos casos em que estes sejam
significativos) em classes A, E, I, O, U e X, estabelecendo-se, assim, a
classificação das proximidades nas mesmas bases, ou seja, é utilizada uma
única escala de medida de proximidade para todas as inter-relações.
A área industrial de uma empresa cerâmica possui 2 fornos, uma área de
esmaltagem e outra de vidragem (para peças esmaltadas e vidradas), e ainda
um armazém onde são acondicionados produtos tóxicos e inflamáveis
necessários às operações de esmaltagem e vidragem.
As dimensões dos diversos departamentos são representadas na grelha abaixo:
O espaço disponível para a localização destes cinco departamentos tem a
dimensão de 80 x 120.
COD. Departamento Dimensões
A Forno I 40 x 40
B Depósito de materiais tóxicos e inflamáveis 40 x 80
C Área de vidragem 40 x 40
D Forno II 40 x 40
E Área de esmaltagem 40 x 40
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a
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 49
II . 49
II . 49
II . 49
II . 49
Para este caso, o diagrama de interligações preferenciais poderá ser o seguinte:
Motivos:
1 - Perigo de explosão
2 - Facilidade de transporte e manuseamento de material
3 - Utilização do mesmo equipamento/material
De acordo com este diagrama e com as dimensões dos vários departamentos,
a disposição dos mesmos poderá ser a seguinte:
Melhoramento da eficácia de movimentação
Conforme já foi referido anteriormente, a movimentação de materiais, além de
dispendiosa, não acrescenta nada ao valor do produto.
Idealmente, não deveria haver movimentação, mas, infelizmente, tal não é
possível. O que se pode então fazer é reduzi-la ao mínimo possível, melhorar a
sua eficácia (por exemplo, aumentar o número ou as dimensões das unidades
a movimentar de cada vez, acelerar a movimentação, fazer circular as matérias
em linha recta sempre que possível, etc.) e escolher um equipamento de
movimentação adequado. Podem ser vistos, de seguida, alguns exemplos de
diferentes equipamentos muito utilizados para a movimentação de materiais.
A
B
C
D
E
A
B
C
D
E
x
a
i
a
a a
a
a
1
2
1
x
i
2
3
3
2
2
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 50
II . 50
II . 50
II . 50
II . 50
Fig. II.22 - Alguns aparelhos utilizados na movimentação de materiais
Este assunto será mais desenvolvido no módulo de Logística Industrial.
Layout
Dada a importância da movimentação de materiais, compreende-se a
necessidade de, no decorrer de um estudo dos métodos de fabricação, existir
uma fase na qual se efectua uma análise crítica da circulação dos homens e
das matérias através da fábrica ou zona de trabalho, de maneira a estudar a
melhor forma de dispor as diversas máquinas, equipamentos, postos de trabalho,
etc., ou seja, estudar a implantação ou layout.
"Entende-se por implantação ou layout, a disposição das máquinas e do material
de uma fábrica, existente ou em projecto, que irá permitir obter uma circulação
tão facilitada quanto possível das matérias, ao mais baixo custo e com um
mínimo de movimentação quando do tratamento do produto, desde a recepção
das matérias até à expedição do produto acabado."
5
Definição de R.W. Mallie e A.T. Goudreau em Plant Layout and Practice (Nova Iorque, John Wiley,
1966).
Para determinar qual o melhor Layout de uma determinada fábrica ou área de
trabalho, é necessário, em primeiro lugar, efectuar a recolha de uma série de
informações relacionadas com o produto (material ou serviço) e a quantidade
em que o mesmo é ou irá ser produzido. Estes dois elementos são, directa ou
indirectamente, responsáveis por todas as características, factores e condições
de planeamento.
Deles depende, por exemplo, o processo segundo o qual o produto ou material
será fabricado, isto é, as operações - e sequência em que são efectuadas - e
equipamento necessários.
Deverão igualmente ser identificados os serviços de suporte, sem os quais
homens e máquinas não seriam capazes de funcionar satisfatoriamente.
Nestes serviços incluem-se os serviços de manutenção, sanitários, refeitórios,
postos de primeiros socorros, escritórios, zonas de carga e descarga, armazéns,
etc. De notar que, todos reunidos, muitas vezes os serviços de suporte ocupam
mais espaço que os próprios departamentos produtivos, daí a atenção que lhes
deve ser dispensada.
Layout
Serviços de suporte
Transportador de rolos
Empilhadora
Guindaste
Grua
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anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 51
II . 51
II . 51
II . 51
II . 51
Outro elemento básico é o factor tempo. O dimensionamento do tempo envolve
questões como quando produzir ou quando é que o projecto será colocado em
funcionamento (época do Natal, época de Verão, por exemplo).
Os tempos de operação para as funções produtivas determina quantas
máquinas são necessárias, o que levará ao dimensionamento do espaço e da
mão-de-obra. Também aqui se incluem questões como o ritmo de produção e
as respostas dos serviços de suporte. Assim, e em resumo, antes de iniciar
uma acção de planeamento, deverão ser colhidas informações relacionadas
com:
• O Produto - Material - Serviço
• O que se vai produzir?
• Quantidade - Volume
• Quanto se vai fabricar?
• Processo
• Como se vai produzir?
• Serviço de Apoio
• Em que serviços se apoiará a produção?
• Tempo
• Quando se efectuará a produção?
O objectivo da determinação de um determinado layout é o de conseguir o
sistema de implantação mais económico que consiga, ao mesmo tempo e
dentro do possível, satisfazer as necessidades de:
• Volume e características do produto
• Processo e capacidade de fabricação
• Qualidade do posto de trabalho
• Constrangimentos relacionados com as dimensões e localização das
instalações.
Um bom layout deverá, assim, considerar a localização de determinados
processos(porexemplo,fundição,fresagemepintura),oequipamentonecessário
e respectivas áreas de trabalho, incluindo áreas administrativas e de
armazenagem.
Tempos de operação
Tempo
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g
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ganização do
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anização do
anização do T
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T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 52
II . 52
II . 52
II . 52
II . 52
Fig. II.23 - Quando se estabelece uma estratégia de implantação de um Layout, deverá ser
tomado em consideração um grande número de factores e de variáveis
Um bom layout facilita igualmente o fluxo de materiais e pessoas dentro e
entre as áreas de trabalho. Pretende-se, portanto, encontrar a implantação que
conduz à melhor eficiência de produção.
O estudo do layout poderá passar pela escolha da melhor localização das
máquinas (numa área de produção fabril), escritórios e secretárias (nas áreas
administrativas) ou áreas fornecedoras de serviços específicos (por exemplo,
armazéns ou até hospitais).
Paraalcançar estesobjectivosforamdesenvolvidasdiversasestratégias, diversos
tipos de layouts, consoante as condições, conforme veremos em seguida:
Implantação da obra num ponto fixo
Este tipo de disposição é utilizado quando as matérias a tratar permanecem
num ponto localizado, não circulando pela fábrica. É utilizado quando o produto
a fabricar é fisicamente difícil ou impossível de deslocar, como é o caso da
indústria naval, aeronáutica, construção de edifícios, estradas, etc.
Neste tipo de produção apenas são produzidas algumas unidades de cada vez
(ou apenas uma), sendo as máquinas e equipamentos necessários à produção
transportados para o respectivo local.
LAYOUT
Segurança
Comunicação
Célula de
Trabalho
Venda
Características
do material
Processo de
Produção
Fluxo de
material
Áreas de
serviços
Armazéns
Produto
final
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 53
II . 53
II . 53
II . 53
II . 53
Fig. II.24 - Tipo de implantação num ponto fixo
As técnicas para a determinação do melhor layout de ponto fixo não estão
ainda bem desenvolvidas.
No caso da construção civil, por exemplo, acontece algumas vezes que as
empresas subcontratadas ficam colocadas em diversas áreas à volta da
construção.
Normalmente são as maiores empresas ou os participantes com melhor poder
de negociação que ficam com os melhores locais para os seus empregados e
material. Este processo impede a determinação do melhor layout, sendo a
escolha muito mais política que analítica.
Este tipo de layout é ainda complicado por três factores:
• O espaço é normalmente limitado.
• Nas diferentes fases do processo de construção vão sendo necessários
diferentes tipos de materiais, pelo que terá que existir alguma dinâmica
no processo de planeamento.
• O volume de materiais necessários muda frequentemente. Por exemplo,
o consumo de chapas de aço para o casco de um navio muda à medida
que evolui a sua construção.
Dadas as dificuldades apresentadas por este tipo de implantação, uma estratégia
alternativa é completar o maior número possível de partes de um dado projecto
noutros locais. Esta solução é utilizada na indústria naval, por exemplo, onde
determinados elementos standard (que podem ser módulos similares de
diferentes navios), são montados ou fabricados numa linha de produção situada
nas proximidades.
Layout orientado para o processo
Este tipo de implantação (também designada por funcional ou por tipo de
operações) é normalmente utilizado quando existe uma grande variedade de
artigos a produzir, utilizando o mesmo tipo de equipamentos, e cada produto
só por si representa um volume de produção bastante fraco.
Neste caso, todo o equipamento ou operações similares são agrupadas numa
mesma área. Por exemplo, tornos num local, máquinas de estampagem noutro,
furadoras ainda noutro, etc.
Equipamento e
ferramentas
Trabalho em curso sobre
um produto imóvel
Trabalhadores
Máquina
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 54
II . 54
II . 54
II . 54
II . 54
O produto a ser trabalhado nesses equipamentos circula de uma área para a
outra, de acordo com a sequência de operações estabelecida e a localização
das máquinas necessárias.
Este tipo de layout é típico, por exemplo, dos hospitais, onde se encontram
áreas dedicadas a tipos particulares de cuidados médicos, como a maternidade
e a unidade de cuidados intensivos. Nas indústrias temos, por exemplo, o caso
da indústria do vestuário (operações de corte numa área, costura noutra,
acabamentos numa terceira, etc.).
Verifica-se assim que o layout orientado para o processo é aplicado numa
grande variedade de produtos e serviços. É de facto mais eficiente no caso do
fabrico de produtos com necessidades diferentes (cada produto ou cada pequeno
grupo de produtos tem uma diferente sequência de operações) ou no tratamento
de clientes também com necessidades diferentes.
A figura seguinte ilustra este processo para dois produtos A e B.
Fig. II.25 - Representação do percurso seguido por dois produtos A e B num layout
orientado para o processo
Uma grande vantagem do layout orientado para o processo é a sua flexibilidade
relativamente ao equipamento. A avaria de uma máquina, por exemplo, não
provoca, necessariamente, a paragem de todo o processo. O trabalho pode ser
transferido para outras máquinas no departamento.
Este tipo de layout é especialmente indicado para o fabrico por lotes e para a
produção de uma grande variedade de elementos de diferentes tamanhos e
formas.
As desvantagens deste sistema advém do uso geral dado ao equipamento. Os
fabricos demoram mais tempo e são economicamente mais dispendiosos devido
à maior dificuldade em planear a utilização das máquinas e à necessidade de
os materiais circularem pela fábrica utilizando circuitos por vezes
excessivamente longos. Acresce ainda o facto de ser necessária uma maior
qualificação dos trabalhadores (necessitando estes de maior treino e experiência)
e de existir um maior número de produtos em fase de fabrico (com o consequente
aumento do capital investido).
Produto A
Produto B
Armazenagem
Montagem Inspecção Expedição
Guilhotinas
Furadoras
Tornos
Pintura
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 55
II . 55
II . 55
II . 55
II . 55
Neste tipo de implantação, a táctica mais comum é a disposição dos
departamentos ou centros de trabalho nos locais mais económicos, o que
significa uma minimização dos custos de transporte dos materiais e,
consequentemente, a colocação dos departamentos com um grande número
de movimentações de materiais ou de pessoas, próximos uns dos outros.
O custo da movimentação de material, nestes casos, depende de:
• Número de deslocações (de pessoas ou material) a efectuar entre dois
departamentos
• Distância entre os dois departamentos.
Pretende-se, então, minimizar o custo relacionado com a distância percorrida
pelos materiais (ou pessoas) nas suas várias deslocações, ou seja, pretende-
se minimizar:
X C
ij ij
j
n
i
n
=
=
∑
∑ 1
1
onde:
n = Número total de departamentos ou postos de trabalho
i, j =Departamentos ou postos de trabalho individuais
Xij
= Número de deslocações do departamento i ao departamento j
Cij
= Custo da movimentação entre o departamento i e o departamento j.
Na utilização do factor Cij
está implícito que a dificuldade de movimentação e
os custos de carga e descarga entre os diferentes postos de trabalho ou
departamentos é igual para todos os diferentes materiais, o que nem sempre
acontece.
No entanto, para simplificar o processo, iremos considerar todos estes custos
iguais e reunidos no factor Cij
.
A melhor forma de perceber os diferentes passos a dar na determinação do
melhor layout orientado para o processo será o estudo de um exemplo.
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g
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anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 56
II . 56
II . 56
II . 56
II . 56
Layout orientado para o processo
A administração da companhia João & Morais, Lda. pretende posicionar os
seis departamentos da sua fábrica de tal forma que sejam minimizados os
custos de movimentação de materiais.
Para simplificar o problema, iremos assumir que cada departamento tem as
dimensões de 20 x 20m e que o edifício possui 60 x 40m.
O processo de determinação do layout envolve seis passos:
• Construção de uma matriz “de-para” mostrando o fluxo de materiais entre
os departamentos:
• Determinação do espaço necessário a cada departamento ou posto de
trabalho. A figura seguinte mostra o espaço disponível.
• Desenvolvimento de um diagrama esquemático inicial mostrando a sequência
de departamentos através dos quais se irá fazer a movimentação de
materiais. Os departamentos com um maior fluxo de materiais entre eles
deverão ser colocados próximos.
Caso de Estudo II.2
Departamento 1 Departamento 2 Departamento 3
Departamento 4 Departamento 5 Departamento 6
40 m
60 m
1 2 3 4 5 6
1
2
3
4
5
6
50 100 0 0 20
0
30
100
0
50 10
20 0
50
0
Departamentos
Nº de Cargas
Semanais
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g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 57
II . 57
II . 57
II . 57
II . 57
• Determinar o custo do layout assim conseguido, utilizando a fórmula
anteriormente mencionada:
Custo = X C
ij ij
j
n
i
n
=
=
∑
∑ 1
1
Para este problema assume-se que os transportes entre os departamentos
são efectuados utilizando sempre um empilhador (os custos de deslocação
são, portanto, sempre os mesmos para todos os materiais).
O custo de um transporte entre departamentos adjacentes está estimado em
100$00. Entre departamentos não adjacentes é de 200$00.
Assim, os custos de transporte entre os departamentos 1 e 2 é de 5 000$00
(100$00 x 50 transportes), 20.000$00 entre os depart. 1 e 3 (200$00 x 100),
4 000$00 entre os depart. 1 e 6 (200$00 x 20), e assim sucessivamente. O
custo total para o layout apresentado é:
• Através do método de tentativa e erro (ou com a utilização de um software
adequado) tenta-se melhorar este layout, procurando estabelecer um arranjo
razoável para os vários departamentos.
1 2 3
4 5 6
100
50
10
100
50 30
20 20
50
Deslocações
Custo
entre e
1
1
1
2
2
2
3
3
4
2
3
6
3
4
5
4
6
5
5 000$00
20 000$00
4 000$00
3 000$00
5 000$00
1 000$00
4 000$00
10 000$00
5 000$00
Total 57 000$00
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g
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anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 58
II . 58
II . 58
II . 58
II . 58
Observando o gráfico de fluxos interdepartamentais parece ser aconselhável
colocar os departamentos 1 e 3 próximos um do outro. Actualmente eles são
nãoadjacentes,eoaltovolumedemovimentaçõesentreambosprovocaelevados
custos. Uma possibilidade é a troca dos departamentos 1 e 2. Esta troca
produz o segundo gráfico de fluxos interdepartamentais mostrando que é possível
reduzir o custo para 48 000$00:
Custo = 5 000$00 + 10 000$00 + 2 000$00 + 6 000$00 + 5 000$00 + 1 000$00
+ 4 000$00 + 10 000$00 + 5 000$00 = 48 000$00
Esta é, obviamente, apenas uma das muitas hipóteses possíveis. Para um
problema com 6 departamentos existem 6! = 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 720
possibilidades.
Vamos supor que a companhia se encontrava satisfeita com esta solução.
O problema poderá ainda não estar resolvido. Muitas vezes é necessária a
aplicação de mais um passo.
• Preparação de um plano detalhado considerando o espaço disponível e o
necessário para cada departamento. É necessário localizar os
departamentos por forma a que os mesmos “se encaixem” no edifício, tendo
em consideração as áreas que não podem ser deslocadas (pontos de carga
e descarga, escadas, etc.). Muitas vezes é também nesta última etapa que
se determina a possibilidade de acomodação das instalações de acordo
com o sistema eléctrico, elevadores, considerações estéticas, etc.
No exemplo considerado a disposição adoptada será a seguinte:
2
o
t
n
e
m
a
t
r
a
p
e
D 1
o
t
n
e
m
a
t
r
a
p
e
D 3
o
t
n
e
m
a
t
r
a
p
e
D
4
o
t
n
e
m
a
t
r
a
p
e
D 5
o
t
n
e
m
a
t
r
a
p
e
D 6
o
t
n
e
m
a
t
r
a
p
e
D
1
2 3
4 5 6
100
50
10
100
50
30
20
20
50
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g
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 59
II . 59
II . 59
II . 59
II . 59
O Hospital de S. Teodoro é uma pequena unidade especialmente vocacionada
para a prestação de primeiros socorros, existente num aldeamento turístico
onde se praticam desportos de Inverno.
O seu novo administrador, Amadeu Teodoro, decidiu reorganizar o Hospital
utilizando um layout orientado para o processo, tal como tinha anteriormente
aprendido na escola. O layout actualmente existente neste Hospital, que inclui
a localização de oito salas e departamentos, é mostrado na figura seguinte:
A única restrição física existente é a necessidade de manter a entrada e a sala
de admissão na sua localização actual. Todas as outras, cada uma com 10
metros de lado, podem ser transferidas para outra localização, se a análise
determinar que tal será mais favorável.
O primeiro passo dado por Amadeu foi o registo dos dados existentes, por
forma a determinar o número de viagens efectuadas pelos pacientes entre os
diversos departamentos, num mês considerado de movimento médio. Os dados
recolhidos foram os seguintes:
Caso de Estudo II.3
Entrada e
Sala de
Admissão
Sala de
Observações 1
Sala de
Observações 2
Raio X
Laboratório
e ECG
Sala de
Operações
Sala de
Recuperação
Sala de
Pessoal
40 m
10 m
10 m
1 2 3 4 5 6 7 8
1 100 100 0 0 0 0 0 Entrada e sala de admissão
Sala de observações 1
Sala de observações 2
Raio X
Laboratório e ECG
Sala de operações
Sala de recuperação
Sala de pessoal
2 o 50 20 0 0 0
3 30 30 0 0 0
4 20 0 0 20
5 20 0 10
6 30 0
7 0
8
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anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 60
II . 60
II . 60
II . 60
II . 60
Os objectivos a atingir, segundo o Dr. Amadeu, consistem em dispor as salas
por forma a minimizar a distância total percorrida pelos pacientes em tratamento.
Minimização dos movimentos dos pacientes = ij
j
i
ij
X C
=
=
∑
∑ 1
8
1
8
onde:
X ij
= Nº de pacientes por mês que se movem do departamento i para o
departamento j
Cij
= Distância entre os departamentos i e j
Assume-se que, para os departamentos que se encontram juntos, como a
entrada e a sala de observação 1, a distância a percorrer é de 10 metros. Os
departamentos na diagonal são também considerados como adjacentes, sendo
igualmente de 10 metros a distância a percorrer. Os departamentos não
adjacentes, como, por exemplo, a entrada e a sala de observações 2, ou a
entrada e a sala de recuperação, encontram-se separados por 20 metros. A
entrada e a sala de raios X, por exemplo, encontram-se separadas por 30
metros.
Note-se que, para este exercício, consideraremos 10 metros como 10 unidades
de custo, 20 metros como 20 unidades de custo e 30 metros como 30 unidades
de custo.
Dadas estas informações, estabeleça o novo layout para o Hospital de S.
Teodoro, por forma a melhorar a eficiência em termos de fluxo de pacientes.
Resolução
O layout de deslocações actualmente existente é o seguinte:
1 2 3 4
5 6 7 8
100
100
20
20
20
20
30
30
30
10
50
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 61
II . 61
II . 61
II . 61
II . 61
Podemos agora calcular o total de movimentos efectuados pelos pacientes do
hospital:
Movimentos Totais = (100 x 10) + (100 x 20) + (50 x 20) + (20 x 10) +
= 1000 + 2000 + 1000 + 200 + 300 + 600 +
+ 600 + 200 + 200 + 300 + 300 =
= 6700 metros
1 para 2 1 para 3 2 para 4 2 para 5
+ (30 x 10) + (30 x 20) + (20 x 30) + (20 x 10) +
3 para 4 3 para 5 4 para 5 4 para 8
+ (20 x 10) + (10 x 30) + (30 x 10) =
5 para 6 5 para 8 6 para 7
Seria extremamente trabalhoso encontrar uma solução matemática óptima,
mas será relativamente simples encontrar um layout capaz de reduzir os actuais
6 700 metros percorridos. Duas mudanças possíveis e eficazes serão, por
exemplo, a troca das salas 3 e 5 e das salas 4 e 6. Esta alteração traduzir-se-
-ia no seguinte diagrama:
As distâncias percorridas passam a ser de:
Movimentos Totais = (100 x 10) + (100 x 10) + (50 x 10) + (20 x 10) +
= 1000 + 1000 + 500 + 200 + 300 + 600 +
+ 200 + 400 + 200 + 100 + 300 =
= 4800 metros
1 para 2 1 para 3 2 para 4 2 para 5
+ (30 x 10) + (30 x 20) + (20 x 10) + (20 x 20) +
3 para 4 3 para 5 4 para 5 4 para 8
+ (20 x 10) + (10 x 10) + (30 x 10) =
5 para 6 5 para 8 6 para 7
1 2 6
3 4 7 8
100 20
20
20
30
30
50
5
20
100
30 10
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anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 62
II . 62
II . 62
II . 62
II . 62
Torna-se evidente que este método não é suficiente para problemas maiores.
Quando estão envolvidos num problemas deste género, por exemplo, cerca de
20 departamentos, existe uma infinidade de configurações possíveis.
Para estudar estes casos foram desenvolvidos programas de computador
capazes de lidar com, até, 40 departamentos ou postos de trabalho.
O mais conhecido destes programas é designado por CRAFT (Computerized
Relative Allocation of Facilities Technique)1
, um programa que permite alcançar
soluções boas, mas nem sempre óptimas, utilizando uma técnica de pesquisa
que examina sistematicamente os rearranjos departamentais, por forma a reduzir
os custos com a movimentação de materiais.
Layout orientado para o produto
Este tipo de layout é também conhecido por fabricação em (grande) série.
Nele, todas as máquinas e equipamentos necessários à fabricação de um
determinado produto são instalados numa determinada zona segundo a ordem
do processo de fabricação.
Fig. II.26 Layout orientado para o produto
É normalmente utilizado em produção com pouca variedade e grande quantidade
de artigos, em processos repetitivos e contínuos.
Para que exista este tipo de sistema produtivo é necessário que:
• A quantidade a produzir seja adequada, por forma a rentabilizar a utilização
do equipamento.
• A procura do produto seja suficientemente estável para justificar o
investimento em equipamento especializado.
• O produto deverá ser estandardizado ou deverá ter atingido uma fase do seu
ciclo de vida que justifique o investimento em equipamento especializado.
• Os fornecimentos de matérias-primas e de componentes deverão ser
adequados e estandardizados, por forma a assegurar que possam ser
utilizados no equipamento de produção.
6
E. S. Buffa, G. S. Armor e T. E. Vollman, "Allocating Facilities with CRAFT", Harvard Business
Review, 42, 2, Março-Abril 1964, p. 136-159
Operadores
Matéria-Prima Máquinas
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anização do
anização do T
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r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 63
II . 63
II . 63
II . 63
II . 63
As linhas de fabricação e de montagem (por exemplo, a montagem de
automóveis e o engarrafamento de refrigerantes) são exemplos de utilização
deste tipo de layout.
Uma linha de fabricação constrói componentes, como pneus para automóveis
ou peças metálicas para frigoríficos, numa série de máquinas, enquanto que
uma linha de montagem monta todas essas peças em vários postos de trabalho.
Ambos os casos podem ser considerados processos repetitivos e, em ambos
os casos, a disposição das várias máquinas e postos de trabalho deverá ser
ponderada.
A figura seguinte mostra que até mesmo a fase final de montagem de grandes
produtos, como um Boeing 757, é efectuada segundo um layout do tipo produto.
a)
a)
b)
c)
d)
a)
As duas asas são
montadas na secção central
oca conhecida por "secção
44". Esta montagem é
efectuada através da
utilização de gruas que
posicionam as secções no
seu lugar utilizando cabos,
rampas e andaimes, nos
quais estão montados
macacos hidráulicos que
mantêm a fuselagem no
seu lugar.
b)
A próxima secção a ser
colocada no lugar é a parte
traseira da fuselagem, que se
estende desde a zona
imediatamente atrás das asa
até à zona traseira do avião.
A cauda e os estabilizadores
horizontais são adicionados
posteriormente.
c)
A parte frontal do avião é
então adicionada ao
conjunto, incluindo já a parte
do nariz, previamente
montada.
d)
Os trabalhadores medem
então todas as secções
do avião, para garantir
um encaixe perfeito. O
trem de aterragem é
instalado, ficando o avião
pronto para seguir até à
primeira posição da linha
de montagem final.
Fig. II.27 - Fase final de montagem de um Boing 757
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anização do
anização do T
T
T
T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 64
II . 64
II . 64
II . 64
II . 64
A linha de montagem final
O avião passa de uma posição para outra através da utilização de um tractor.
Fig. II.28 - Fonte: “The Washington Post”, edição de Domingo,
19 de Fevereiro de 1989
Depois de deixar a fábrica, o Boeing 757, transportando um revestimento verde
de protecção, é transportado para outro edifício onde será pintado, um processo
que demorará três dias.
O problema central deste tipo de implantação é o equilíbrio da linha, por forma
a que a quantidade que sai de cada posto de trabalho não provoque nem
“engarrafamentos” nem grandes tempos de espera no posto de trabalho seguinte.
Uma linha de montagem correctamente equilibrada tem a grande vantagem de
manter um elevado nível de ocupação dos trabalhadores e equipamentos.
Alguns contratos de trabalho possuem uma cláusula que refere que a carga de
um determinado posto de trabalho deverá ser aproximadamente igual à existente
nos restantes postos. O termo mais frequentemente utilizado para descrever
este processo é o balanceamento da linha de montagem. De facto, o objectivo
do layout orientado para o produto é o balanceamento, o equilíbrio de toda a
linha de montagem ou de fabrico.
A principal vantagem deste tipo de layout é o baixo custo variável por unidade,
normalmente associado com a produção de grandes quantidades de produto
standard. O custo de movimentação de materiais também é, normalmente,
reduzido, assim como a quantidade de artigos em produção, tornando a formação
dos trabalhadores e a supervisão da linha mais fácil.
Posição 5 Posição 2 Posição 1
Posição 4 Posição 3
As linhas hidráulicas,
cabos eléctricos e diversos
tipos de cabos são
esticados através de toda a
fuselagem do avião.
Diversos mecanismos
pneumáticos e condutas de
ar condicionado são
igualmente instaladas.
São efectuados diversos
melhoramentos e ajustes
nos itens colocados na
posição anterior. As
cablagens são fixadas aos
ailerons das asas, às
portas e ao trem de
aterragem.
São instalados os
"interiores": cozinhas,
lavatórios, sistemas de
vídeo e os "escorregas"
associados às portas de
saída para o exterior.
São concluídos os trabalhos no
interior, incluindo a instalação
dos assentos, e prateleiras para
arrumação de bagagens no
tecto. Os motores a jacto são
montados e parcialmente
ligados. Inicia-se a montagem
dos instrumentos do cockpit.
São concluídas
todas as ligações,
incluindo as dos
motores. O avião é
então submetido a
testes de vibrações.
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anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 65
II . 65
II . 65
II . 65
II . 65
Estas vantagens muitas vezes prevalecem sobre as desvantagens, que são,
nomeadamente:
• É necessário um grande volume de produção para compensar o grande
investimento necessário para configurar todo o processo.
• A paragem do trabalho num determinado ponto provoca a paragem de todo
o processo.
• Existe pouca flexibilidade, não permitindo o fabrico ou montagem de uma
grande variedade de artigos.
Dado que os problemas das linhas de fabricação e montagem são similares,
iremos agora concentrar a nossa atenção numa linha de montagem. Neste tipo
de linha o produto, normalmente, move-se através de dispositivos automáticos,
como uma correia de transporte, através de uma série de postos de trabalho,
até que fica concluído.
Fig. II.29 - Exemplo de uma linha de montagem
É desta forma que os automóveis são montados e que os aparelhos de televisão
e os hamburgers são produzidos. Normalmente é utilizado um maior índice de
automação e de equipamento especializado do que no layout orientado para o
processo.
Balanceamento de uma linha de montagem
Para obter uma determinada taxa de produção é necessário conhecer as
ferramentas, o equipamento e os métodos de trabalho utilizados.
Emseguida,otemporequeridoporcadatarefademontagem(como,porexemplo,
fazer um furo, apertar um parafuso, ou pintar uma peça) tem de ser determinado.
É necessário conhecer, igualmente, as relações de precedência entre as
diversas actividades, isto é, a sequência segundo a qual as várias tarefas deverão
ser executadas. Para compreender melhor todo o processo, observemos o
seguinte exemplo da página seguinte.
Correia transportadora
da linha de montagem
Componentes
Unidades produzidas
Postos de trabalho
1
2
3
4
5 6
7
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ganização do
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anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 66
II . 66
II . 66
II . 66
II . 66
Pretende-se construir um diagrama de precedências para a montagem de uma
fotocopiadora que necessita de um tempo total de montagem de 66 minutos. A
tabela seguinte mostra as tarefas, tempos de montagem e sequência de
operações para a referida fotocopiadora.
Considerando os tempos, sequência e precedências das operações
apresentadas na tabela anterior, resulta o seguinte diagrama de precedências:
Depois de construído o diagrama é necessário agrupar as tarefas em postos de
trabalho, por forma a determinar a taxa de produção adequada a cada posto de
trabalho (evitando o aparecimento de grandes tempos de espera entre os
mesmos).
Exemplo II . 5
A B
C
D
E
F G
H
I
10 11
4
5
3
12 11
7
3
a
f
e
r
a
T a
f
e
r
a
T a
f
e
r
a
T a
f
e
r
a
T a
f
e
r
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T
s
o
p
m
e
T s
o
p
m
e
T s
o
p
m
e
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T s
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p
m
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T
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u
n
i
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m
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T s
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e
r
a
T s
a
f
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r
a
T
s
e
t
n
e
d
e
c
e
r
p
A
B
C
D
E
F
G
H
I
0
1
1
1
5
4
2
1
3
7
1
1
3
-
A
B
B
A
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,
C
F
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,
G
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o
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p
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e
T 6
6
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
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T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 67
II . 67
II . 67
II . 67
II . 67
Este processo envolve três etapas:
• Dividir o tempo de produção disponível por dia (em minutos ou segundos)
pela procura (ou taxa de produção diária). Esta operação dá-nos o chamado
tempo de ciclo, isto é, o tempo durante o qual o produto poderá permanecer
em cada posto de trabalho.
Tempo de ciclo =
Tempo disponível de produção por dia
Procura ou taxa de produção diária
• Calcular o número teórico mínimo de postos de trabalho. Este número será
o tempo total de duração da tarefa dividido pelo tempo de ciclo. Os números
decimais serão arredondados para o inteiro imediatamente superior:
Número mínimo de estações de trabalho =
Tempo para a tarefa
Tempo de ciclo
i
i
n
=
∑
1
onde n é o número total de tarefas.
• Será agora efectuado o balanceamento, atribuindo-se um determinado
número conjunto de tarefas a um posto de trabalho. Um balanceamento
adequado será aquele que respeita a sequência de operações a efectuar,
mantendo o tempo de espera em cada posto de trabalho reduzido a um
mínimo.
O exemplo seguinte mostra um caso simples de balanceamento:
Com base no diagrama de precedências e nos tempos de actividade dados no
exemplo anterior, determinou-se que existem, na empresa, 480 minutos
produtivos diários. Além disto, o planeamento de produção determinou que é
necessária uma produção diária de 40 unidades. Assim,
Tempo de ciclo (em minutos ) =
480 minutos
40 unidades
12 minutos / unidade
=
ou seja 6 estações de trabalho.
A figura seguinte mostra uma possível solução que respeita a sequência das
diversas operações, agrupando-as em 6 postos de trabalho.
Exemplo II.6
Número mínimo de postos de trabalho =
Tempo total de todas as tarefas
Tempo de ciclo
= 5,6
=
66
12
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 68
II . 68
II . 68
II . 68
II . 68
Para obter este arranjo, as actividades apropriadas foram agrupadas nos postos
de trabalho por forma a ocuparem o maior tempo de ciclo possível. (12 minutos).
O primeiro posto de trabalho, por exemplo, é composto apenas pela operação
A e consome 10 minutos, possuindo um tempo de espera de 2 minutos.
O segundo posto de trabalho utiliza 11 minutos e o terceiro utiliza os 12 minutos
(tempo de ciclo) na totalidade. O quarto posto de trabalho agrupa 3 pequenas
tarefas que, no conjunto, necessitam exactamente dos 12 minutos. O quinto
possui 1 minuto de tempo de espera; o sexto (composto pelas tarefas G e I)
possui 2 minutos de tempo de espera por cada ciclo.
O tempo total de espera para esta solução é de 6 minutos por cada ciclo.
Pode-se calcular a eficiência de uma determinada linha balanceada, dividindo o
tempo total de todas as tarefas pelo produto do número de postos de trabalho
pelo tempo de ciclo:
Σ tempos das tarefas
Eficiência =
(Nº de postos de trabalho) x (Tempo de ciclo)
É possível comparar diferentes níveis de eficiência para diversos números de
postos de trabalho. Desta forma é possível determinar a sensitividade da linha
às mudanças na taxa de produção e às diversas atribuições de cada posto de
trabalho.
A B
C
D
E
F G
H
I
10 min
3 min
4 min
11 min
5 min
12 min
7 min
11 min
3 min
Estação 1
Estação 2
Estação 3
Estação 4
Estação 5
Estação 6
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g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 69
II . 69
II . 69
II . 69
II . 69
Para o exemplo anterior, a eficiência será:
( ) ( )
Eficiência ,
= = =
66 minutos
6 postos x 12 minutos
66
72
917%
Introduzindo um sétimo posto de trabalho, por qualquer motivo, verifica-se uma
redução da eficiência da linha para 78,6%:
( ) ( )
Eficiência ,
= =
66 minutos
7 postos x 12 minutos
78 6%
Os problemas de balanceamento em larga escala, na determinação de layouts
de processos complexos, são, muitas das vezes, resolvidos por computadores.
As células de trabalho
Dá-se o nome de célula de trabalho a um conjunto de diversos equipamentos
colocados próximos uns dos outros e cujo objectivo é a realização de uma
sequência de operações em diversos constituintes de um determinado produto
ou família de produtos similares.
O objectivo da célula de trabalho é agrupar máquinas, que normalmente estariam
dispersas por vários departamentos ou postos de trabalho (caso do layout
orientado para o processo), num pequeno grupo (célula de trabalho), por forma
a que as vantagens dos sistemas orientados para o produto sejam utilizadas
num ou em vários grupos de produtos com características semelhantes (lotes).
Na figura seguinte podemos observar um exemplo de fabricação de dois produtos
A e B utilizando, por um lado, o tipo de layout orientado para o processo e, por
outro, duas células de trabalho.
Exemplo II.7
Objectivo da célula de
trabalho
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g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 70
II . 70
II . 70
II . 70
II . 70
Fig. II.30 - Fabricação de 2 produtos (A e B) utilizando 2 tipos de layouts diferentes
Note-se que estamos a analisar apenas o layout de uma determinada área da
planta fabril, e não de todo o espaço fabril. O recurso à utilização de células de
trabalho traduz-se em vantagens que estão para além da simples redução das
distâncias percorridas pelos materiais ao longo de todo o processo produtivo.
Dados que as distâncias a percorrer são reduzidas (a movimentação de materiais
é, portanto, mais económica), não há necessidade de efectuar as
movimentações por lotes de artigos, por forma a dividir os custos de
movimentação por um elevado número de unidades.
As células de trabalho podem ser extremamente compactas, dado que não há
muita necessidade de reservar espaço à volta das máquinas para o
armazenamento temporário de material (produtos em vias de fabrico e matérias-
-primas), reduzindo o investimento em espaço fabril, ou libertando espaço para
outras utilizações.
Produto A
Produto B
Armazenagem
Montagem Inspecção Expedição
Guilhotinas
Furadoras
Tornos
Pintura
Armazenagem
Guilhotinas
Furadoras
Tornos
Montagem
Inspecção
Expedição
Produto A
Célula A
Pintura
Armazenagem
Guilhotinas
Furadoras
Montagem
Inspecção
Expedição
Inspecção
Produto B
Célula B
Células de trabalho
Layout orientado para o processo
Expedição
Inspecção
Pintura
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 71
II . 71
II . 71
II . 71
II . 71
O circuito de materiais e o próprio processo de planeamento de fabrico podem
ser simplificados com a utilização deste tipo de layout. O planeamento de
fabrico e o estabelecimento de circuitos é efectuado para as células de fabrico
mais apropriadas em vez de ser efectuado de acordo com as operações
individuais. O número de filas de espera a controlar é reduzido, diminuindo
também o número de artigos em vias de fabrico e a complexidade das decisões
a tomar.
Verifica-se que a utilização de células de trabalho em produções do tipo repetitivo
aumenta as vantagens da utilização dos métodos de fabrico do tipo “just-in-
-time”. Este tipo de layout é igualmente vantajoso para as empresas fabris que,
não produzindo um elevado número de produtos, fabricam um elevado número
de componentes que são utilizados em diversos produtos finais.
Embora a célula de trabalho tenha sido uma ideia originalmente apresentada
por R.E. Flanders em 1925 (R.E. Flanders, “Design Manufacture and Production
Control of a Standard Machine”, Transactions of Asme, 46, 1925.), foi apenas
com o aumento da utilização da Tecnologia de Grupo que a técnica realmente
se afirmou.
Com efeito, em empresas que possuam uma grande diversidade de produtos
finais é muitas vezes utilizada a Tecnologia de Grupo, por forma a identificar as
diversas famílias de artigos que podem ser fabricadas nas mesmas células de
trabalho.
A Tecnologia de Grupo
O mundo industrial moderno tem suscitado uma série de problemas e desafios
no que diz respeito ao fabrico de componentes discretos.
O aumento da procura de produtos com opções e características diferentes
originou a tendência para a produção em pequenos lotes, estimando-se que,
nos próximos anos, 75% da produção seja em lotes com menos de 50 peças.
No quadro seguinte encontram-se sintetizadas algumas das características
que eram exigidas às linhas de produção tradicionais, contrapondo-se a estas
as necessidades das linhas contemporâneas.
Tendências de produção
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 72
II . 72
II . 72
II . 72
II . 72
Quadro II.7 - Linhas de produção tradicionais e contemporâneas
Num ambiente fabril, a Tecnologia de Grupo identifica os produtos com
características semelhantes. Este processo requer, muitas vezes, o
desenvolvimento e manutenção de um sistema informático de classificação e
codificação dos vários elementos.
A Tecnologia de Grupo consiste na análise e comparação de diversos produtos,
identificando aqueles que possuem características similares e agrupando em
famílias aqueles que possuem etapas de fabricação e características comuns.
A Tecnologia de Grupo pode ser utilizada para desenvolver um processo híbrido
entre um layout do tipo processo e um layout do tipo produto.
A aplicação desta técnica envolve, basicamente, duas fases. A primeira consiste
na identificação das diversas famílias ou grupos de artigos. Os métodos de
fabrico de todos os artigos são cuidadosamente revistos por forma a encontrar
aqueles que possuem características semelhantes.
As formas e dimensões dos diversos artigos pertencentes à mesma família
deverão ser muito semelhantes, por forma a que possam ser utilizados
equipamentos da mesma capacidade no seu fabrico. Idealmente, os
constituintes de uma determinada família deverão também possuir a mesma
sequência de operações de fabrico. São, no entanto, admissíveis ligeiras
variações entre os diferentes produtos.
Linhas de produção tradicionais Linhas de produção contemporâneas
Prioridade dada ao balanceamento da linha. Prioridade dada à flexibilidade.
Estratégia: estabilidade - são necessárias
poucas alterações ao balanceamento da linha,
dado que a variedade de artigos a produzir é
pequena e as quantidades grandes.
Estratégia: flexibi lidade - é necessári o fazer o
balanceamento da linha muitas vezes, dada a grande
variedade de artigos a produzir.
Postos de trabalho fixos.
Postos de trabalho flexíveis. Os trabalhadores são
deslocados para os locais onde são mais necessários,
de acordo com o trabalho existente.
Existência de grandes quantidades de peças
em stock, para quando existem avarias no
equipamento.
É dada grande atenção à manutenção preventiva, por
forma a evitar o aparecimento de avarias.
É necessária uma análise sofisticada (com o
recurso a computadores) por forma a analizar
as diversas opções existentes.
É necessária a intervenção humana (experiência e
intuição) para se obter a flexibilidade necessária para
contornar os problemas.
Planeamento efectuado pelo departamento
responsável.
O supervisor tem um papel activo nos esforços de
planeamento, podendo efectuar alterações.
Produção efectuada a uma taxa fixa. Os
problemas de qualidade são resolvidos fora da
linha.
Abrandamento da taxa de produção quando existem
problemas de qualidade dos artigos.
Linhas de produção lineares ou em L. Linhas de produção paralelas ou em U.
Uti li zação de tapetes rolantes para o
transporte de materiais.
É preferível colocar os postos de trabalho próximos uns
dos outros e evitar a utilização de tapetes rolantes.
C o mp ra d e g ra nd e s e q ui p a me nto s e
preocupação de os manter ocupados.
Compra de pequenas máquinas; adição de outras se for
necessário. Recurso a sub-contratações
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balho II . 73
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II . 73
II . 73
II . 73
A segunda fase consiste na constituição das células de fabrico propriamente
ditas. Cada uma delas deverá conter o equipamento necessário ao fabrico de
uma determinada família de componentes. O resultado final é um grupo de
“pequenas fábricas” dentro da mesma fábrica. O processo de fabrico de cada
família é executado numa célula de trabalho, onde os diversos equipamentos
estão dispostos de acordo com o fluxo de fabrico dos diversos componentes
pertencentes à família.
Uma vez implementada, a Tecnologia de Grupo pode reduzir os tempos
necessários à planificação dos fabricos. Reduz os custos resultantes da
movimentação de materiais e dos artigos em vias de fabrico (Work In Process-
WIP), dado que a maioria dos produtos pertencentes à mesma família circula
através da mesma célula de trabalho ou de células de trabalho próximas umas
das outras. A coordenação dos trabalhos é muitas vezes facilitada, dado que
muitas das sequências de operações podem ser seguidas visualmente. Outra
vantagem na utilização destas técnicas é a diminuição dos tempos de set-up.
A utilização da Tecnologia de Grupo iniciou-se na União Soviética e na Europa
Ocidental nas décadas de 50 e 60. No início, a utilização deste tipo de técnicas
não foi imediatamente aceite nos Estados Unidos, mas o número de utilizações
tem vindo a aumentar rapidamente.
Um dos exemplos de uma empresa nos Estados Unidos é o da E. G. & G.
Sealol, uma empresa fabril situada em Warwick, Rhode Island. Esta empresa
começou por fabricar 900 peças (cerca de 30% de toda a sua carga de trabalho)
utilizando células de fabrico. Chegou rapidamente à conclusão de que o volume
de artigos em vias de fabrico (WIP) foi reduzido em 20-30%, que a necessidade
de espaço diminuiu em 15% e que a produção aumentou cerca de 50%. Uma
das células de trabalho entretanto constituídas processou 324 componentes
em 7 máquinas, em vez de utilizar 22 máquinas como acontecia inicialmente.
De entre as diversas vantagens da utilização de células de trabalho (resultantes
da aplicação de técnicas de Tecnologia de Grupo), poderemos realçar as
seguintes:
• Redução da quantidade de produtos em processamento, dado que a célula
de trabalho permite a circulação de um fluxo de trabalho devidamente
equilibrado de máquina para máquina (sem grandes esperas entre elas).
• É necessária uma área de trabalho menor, pois o espaço existente entre as
diferentes máquinas constituintes da célula é menor.
• Diminuição de stocks de matérias-primas e de produtos acabados, devido à
existência de uma menor quantidade de artigos em fabricação. Uma célula
combina diversos estágios de produção, sendo poucos os artigos que
circulam por toda a fábrica.
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balho
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II . 74
II . 74
• Redução nos custos devido à melhor circulação dos materiais. Existe uma
racionalização das movimentações dos materiais, estando os produtos
sujeitos a menos movimentações e a menores tempos de espera.
• Redução dos tempos reais de fabrico, através da diminuição dos tempos de
preparação (dado que os artigos a fabricar numa célula de trabalho possuem
bastantes características comuns, utilizarão também um grande número
de ferramentas comuns) e de uma maior eficiência na movimentação dos
materiais. Têm sido reportadas reduções de tempos de produção da ordem
dos 50% e das existências em processo de fabrico de 50%.
• Maior consciencialização, por parte dos trabalhadores, do seu papel em
toda a organização e na produção do artigo. Dado que os problemas de
qualidade são prontamente identificados com a célula de trabalho e com os
seus trabalhadores, estes aceitam uma maior responsabilização no trabalho
que executam.
• Aumento da taxa de utilização do equipamento e das várias máquinas,
devido a um melhor planeamento na utilização das mesmas e a um fluxo de
materiais mais rápido.
• Redução do investimento em máquinas e equipamento. Uma melhor
utilização conduz a uma redução no número de máquinas, equipamento e
ferramentas necessárias.
• Melhoria do planeamento da produção. Um sistema apropriado de
classificação e codificação pode conduzir a um sistema automatizado de
planeamento, que, por sua vez, contribui para a redução do tempo e do
custo do processo de planeamento. Com efeito, a identificação de uma
nova peça pelo seu código, como pertencente a uma certa família, permite
o conhecimento imediato do seu circuito de fabrico.
• Melhoria das relações humanas. Em cada célula existem relativamente
poucos trabalhadores, que formam uma pequena equipa de trabalho; esta
equipa produz unidades completas de um determinado artigo.
Foram já relatados alguns casos em que se verificou um aumento no investimento
de capital e uma redução na taxa de utilização das máquinas, contrariando
assim os itens 7 e 8.
No entanto, tal poderá ficar a dever-se à maior ou menor habilidade em mudar
a configuração das células e ao próprio pessoal. Um factor igualmente a ter em
conta para o maior ou menor sucesso deste tipo de operação é o custo inicial
do equipamento, específico para cada caso.
Para que a produção através de células de trabalho obtenha êxito, é necessário
que, entre outros factores, exista um elevado nível de treino e flexibilidade por
parte dos trabalhadores, assim como uma participação constante dos mesmos
em todo o processo, nomeadamente na disposição inicial das células de trabalho.
Os tipos de layouts apresentados são os mais comuns, normalmente utilizados
nos mais variados tipos de empresas. É preciso, no entanto, não esquecer que
na prática se encontram muitas vezes soluções mistas na mesma empresa,
ou até um outro tipo de implantação ligeiramente diferente das aqui referidas.
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balho
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balho II . 75
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II . 75
II . 75
II . 75
Existem diversos tipos de actividades que exigem a deslocação dos
trabalhadores, a intervalos regulares, de um ponto para outro da zona de trabalho,
carregados ou não.
Dado que essas deslocações podem ser motivo de fadiga e de diminuição de
produtividade, convém que as mesmas sejam convenientemente estudadas,
por forma a determinar se são ou não indispensáveis.
Diagrama de Cordões
Um dos meios utilizados para registar e estudar esta forma de actividade é o
diagrama de cordões, constituindo, simultaneamente, uma das técnicas mais
simples e mais úteis no processo do Estudo dos Métodos de trabalho.
Um diagrama de cordões consiste, basicamente, num modelo construído à
escala do local de trabalho, e no qual se seguem e medem as deslocações
dos trabalhadores, do material ou das matérias, utilizando um fio ou um cordão.
Fig. II.31 - Diagrama de cordões
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 130
Dada a utilização do fio para a medição das distâncias percorridas, é
indispensável que o modelo do local de trabalho esteja construído à escala,
para que os resultados obtidos não sejam errados.
Tal como para o diagrama de circulação, a construção de um diagrama de
cordões deverá passar por uma observação rigorosa e atenta das deslocações
no local de trabalho, registando-se todas as deslocações numa folha de registo
e análise de deslocações, que servirá de base para posteriormente se construir
o diagrama de cordões.
Em conjunto com o gráfico de sequência, o diagrama de cordões fornece uma
imagem tão clara quanto possível do processo estudado, devendo, para tal, o
observador assegurar-se de que regista todas as deslocações do trabalhador
ou material alvo do estudo.
DESLOCAMENTO DE TRABALHADORES NO POSTO DE TRABALHO
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abalho
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balho
balho
balho II . 76
II . 76
II . 76
II . 76
II . 76
Para a construção do diagrama de cordões começa-se, como já foi referido,
por desenhar, à escala, uma planta da zona de trabalho, representando todos
os pontos de passagem e todos os objectos susceptíveis de alterar o trajecto
do trabalhador.
Acabada a planta, colocam-se alfinetes em todos os pontos de paragem e de
mudança de direcção, devendo a cabeça dos mesmos ultrapassar a superfície
do papel em pelo menos 1 centímetro.
Liga-se então um cordão ao alfinete que marca o ponto de partida das
deslocações, passando-se então com ele por todos os locais percorridos pelo
trabalhador (ou pelo material), até que todas as deslocações tenham sido
representadas.
Obtém-se assim um quadro completo dos trajectos seguidos pelo trabalhador,
sendoositineráriosmaisfrequentesassinaladosporummaiornúmerodecordões.
Medindo todo o comprimento do cordão utilizado, é também possível determinar
a distância percorrida pelo trabalhador.
Resta apenas examinar o diagrama e, eventualmente, estabelecer a nova
implantação, reduzindo ao máximo as distâncias percorridas pelos trabalhadores
e pelo material.
Gráfico de Sequência-Executante
Um gráfico de sequência-executante é um gráfico de análise que regista o que
faz um trabalhador. Estes gráficos são normalmente utilizados para estudar as
tarefas pouco repetitivas e pouco normalizadas. É geralmente indispensável
juntar ao gráfico de sequência-executante um esboço com o trajecto seguido
pelo executante durante o desempenho da tarefa registada no gráfico.
O método de realização de um gráfico deste tipo é quase o mesmo que é
seguido para executar um gráfico de sequência-matéria, devendo ter-se em
atenção que os gráficos de sequência-executante registam o que o trabalhador
faz, enquanto que os de sequência-matéria registam o modo como as matérias
são movimentadas ou transformadas, ou a maneira como o material é usado.
Assim, os gráficos de sequência-executante devem ser redigidos na forma
activa, enquanto que os de sequência-matéria e sequência-material são redigidos
na forma passiva. Podemos observar melhor esta distinção, observando os
seguintes exemplos:
Executante Matéria
Fura a peça de fundição Peça de fundição furada
Transporta a peça à bancada Peça transportada à bancada
Fixa o parafuso (parafuso) fixado
Controla o acabamento Acabamento controlado
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balho
balho
balho
balho II . 77
II . 77
II . 77
II . 77
II . 77
O Gráfico de Actividades Múltiplas
O gráfico de actividades múltiplas é utilizado quando se pretende registar num
mesmo gráfico as actividades de diversos elementos (executante, máquina ou
material) com tarefas interdependentes. Com efeito, a utilização de uma mesma
escala de tempo faz realçar a escala de interdependência, podendo utilizar-se
este gráfico para, por exemplo, determinar o número de máquinas necessárias
à execução de um determinado trabalho.
A representação das actividades dos diversos executantes ou máquinas é
efectuada em colunas separadas, mas utilizando a mesma escala de tempos,
fazendo-se assim ressaltar, nitidamente, os períodos de inactividade (tempo
improdutivo) de cada um dos elementos durante a operação observada. O estudo
atento deste tipo de gráficos permite, por vezes, modificar a ordem destas
actividades a fim de reduzir os tempos improdutivos.
As actividades dos diferentes trabalhadores, ou dos trabalhadores e das
máquinas, são registadas no gráfico sob a forma de tempo de trabalho e de
tempos mortos. Estes tempos podem ser calculados com um relógio vulgar ou
com um cronómetro, conforme a duração dos períodos de trabalho e de
inactividade (minutos ou segundos). Note-se que não é necessário que a medida
dos tempos seja de uma extrema exactidão; deve, no entanto, ser suficiente
para que o gráfico seja verdadeiramente útil.
Um gráfico deste tipo é apresentado na figura seguinte. O exemplo utilizado é
o de um escritório onde é necessário efectuar um mailing. Existe um maço de
cartasidênticasquedevemserimpressasnumamáquinadeescrever electrónica.
Todas as cartas contém um texto idêntico (impresso na máquina electrónica),
enquanto que uma dactilógrafa utiliza uma máquina de escrever “normal” para
dactilografar os diferentes nomes e endereços. A mesma dactilógrafa controla
o funcionamento das duas máquinas.
ASSUNTO: Cartas escritas em máquina de escrever standard e electrónica DATA: 03/94
SITUAÇÃO ACTUAL PROPOSTA DPTO: FOLHA: DE 1
1
Dactilógrafa Máq. electrónica Máq. standard
Tempo Tempo Tempo
Introduzir
papel
Escrever morada e
cumprimentos
Introduzir
envelope
Colocar carta
em envelope e
selar
Escrever endereço
no envelope
.10
.20
.10
.20
.15
Carregamento
Escrever textos
Cartas escritas
automaticamente
Carregamento
Utilizada para
escrever endereço
Inactiva
Inactiva
Inactiva
Introduzir
papel
Escrever morada
e cumprimentos
Introduzir
envelope
Escrever endereço
no envelope
Colocar carta
emenvelope
e selar
Inactiva
Carregamento
Escrever textos
Cartas escritas
automaticamente
Fig. II.32 - Gráfico de Actividades Múltiplas
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balho
balho
balho
balho II . 78
II . 78
II . 78
II . 78
II . 78
O gráfico de actividades múltiplas tem aqui duas finalidades: em primeiro lugar,
descreve o método de trabalho actual, por forma a que o mesmo possa ser
avaliado.Emsegundo,forneceumabasedeanálise,porformaaqueaseventuais
melhorias possam ser comparadas com o sistema anterior, para determinação
de qual o melhor sistema.
Este tipo de gráficos é especialmente útil na avaliação periódica de determinados
postos de trabalho, por forma a que se possam estudar e implementar possíveis
melhorias.
O modo como o trabalhador emprega o seu esforço e a fadiga que daí resulta
exercem na sua produtividade uma influência primordial.
Assim, antes de analisar em pormenor o trabalho de um executante, convirá
verificar se esse trabalho é necessário e apropriado. Aplicando o método
interrogativo,anteriormentedescrito,deveremosconcentrar-nosnosseguintespontos:
• Objectivo
Para nos assegurarmos de que o trabalho é necessário.
• Local
Para nos assegurarmos de que o local onde o trabalho é efectuado é
efectivamente o local mais indicado.
• Momento
Será que a altura em que o trabalho é efectuado é a mais indicada?
• Pessoa
Será que o trabalho é executado pela pessoa mais indicada?
Quando a natureza do trabalho é essencialmente manual, deveremos concentrar
a nossa atenção na simplificação do método de trabalho, fazendo com que os
movimentos do trabalhador sejam tão poucos e fáceis quanto possível.
Existem, essencialmente, duas formas de determinar o melhor método de
desempenhar uma determinada tarefa manual. Uma é procurar, de entre todos
os trabalhadores, qual o que melhor desempenha essa tarefa. O método desse
indivíduo é então adoptado como standard e os outros trabalhadores são
treinados para desempenhar a tarefa da mesma forma.
A outra forma é observar o desempenho de um certo número de trabalhadores,
analisando em detalhe cada passo do seu trabalho, tentando recolher o melhor
de cada um. Obtemos, assim, um método composto que reúne os melhores
elementos de todo o grupo. Este procedimento era o usado por Frank Gilbreth,
o “pai do estudo dos movimentos humanos”, para determinar a melhor forma de
desempenhar as diversas tarefas.
MÉTODOS E MOVIMENTOS NO POSTO DE TRABALHO
Aplicação do método
interrogativo
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balho
balho
balho
balho II . 79
II . 79
II . 79
II . 79
II . 79
Através da análise dos micromovimentos, registados em filme, Frank Gilbreth e
a sua mulher Lillian, estudaram e definiram os elementos básicos constituintes
do trabalho, a que chamaram “therbligs” (o seu nome escrito de trás para a
frente, com o t e o h trocados). O seu estudo forneceu as regras básicas para
os princípios de economia de movimentos, que se apresentam de seguida.
Princípios de economia de movimentos
Utilização do corpo humano
Na medida do possível:
• As duas mãos devem começar e terminar os movimentos ao mesmo tempo.
• As duas mãos não devem permanecer inactivas ao mesmo tempo, excepto
nos períodos de repouso.
• Os movimentos dos braços devem ter lugar, simultaneamente, em direcções
simétricas e de sentido contrário.
• Os movimentos das mãos e do corpo devem ser sempre da classe mais
baixa possível compatível com a execução correcta do trabalho.
• A quantidade de movimento (massa x velocidade) deve ser utilizada em
proveito do trabalhador, mas deve ser reduzida ao mínimo sempre que é
preciso compensá-la ou absorvê-la por meio de um esforço muscular.
• Os movimentos circulares e contínuos são preferíveis aos movimentos em
linhas quebradas comportando mudanças bruscas e acentuadas.
• Os movimentos “balísticos” são mais rápidos, mais fáceis e mais precisos
que os movimentos “controlados”.
• O ritmo é indispensável à execução “automática” e “suave” de uma operação
repetitiva. O trabalho deve ser estudado de maneira a permitir um ritmo fácil
e natural, sempre que possível.
• O trabalho deve ser organizado de tal modo que os movimentos dos olhos
sejam limitados e não causem fadiga visual, e de maneira a evitar
acomodações frequentes.
Disposição do posto de trabalho
• Todas as ferramentas e materiais devem ter um lugar fixo e bem determinado,
a fim de facilitar aos trabalhadores a aquisição de um hábito.
• As posições das ferramentas e das matérias devem ser antecipadamente
fixadas, a fim de diminuir o tempo de procura.
• Devem utilizar-se cacifos e caixas de alimentação por gravidade para colocar
os materiais o mais próximo possível do ponto de utilização.
• As ferramentas, matérias e instrumentos de controlo devem ser colocados
na zona de trabalho máximo e o mais perto possível do trabalhador.
• As ferramentas e as matérias devem ser colocadas de maneira a permitir a
melhor sequência possível de movimentos.
• Convém utilizar sistemas de alimentação e de evacuação por gravidade,
sempre que possível, a fim de que o executante não tenha de se servir das
mãos para evacuar os trabalhos acabados.
Os micro-movimentos
("therbligs")
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anização do T
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 80
II . 80
II . 80
II . 80
II . 80
• O posto de trabalho deve ser iluminado e, para os executantes que trabalhem
sentados, as cadeiras devem ter uma altura e uma forma que permitam
uma boa posição de trabalho. A altura do posto de trabalho e a da cadeira
devem permitir trabalhar tão facilmente sentado como em pé.
• A cor do posto de trabalho deve contrastar com a do trabalho a efectuar, de
maneira a reduzir a fadiga visual.
Concepção da ferramenta e do material
• As mãos devem estar livres de todo o trabalho que consista em “segurar” e
que possa ser efectuado por um escantilhão, uma montagem, um suporte
ou um dispositivo comandado por pedal.
• Devem combinar-se duas ou várias ferramentas numa só, sempre que
possível.
• Sempre que cada dedo executa um movimento particular, como na
dactilografia, o esforço deve ser repartido segundo as possibilidades próprias
dos dedos.
• Os punhos das manivelas e das chaves de parafusos de grande formato,
por exemplo, devem ser concebidos de maneira a oferecer a máxima
superfície de contacto com a mão. Esta consideração é particularmente
importante sempre que o punho suporte um esforço considerável.
• As alavancas, cabrestantes e volantes devem estar situados de tal maneira
que o executante os possa manipular com um deslocamento mínimo do
corpo e com o melhor “rendimento” possível.
As figuras seguintes representam as zonas de trabalho normal e máxima de
um operário de estatura média. Sempre que possível, deve evitar-se a colocação
de objectos imediatamente à frente do executante, pois o movimento de
extensão em frente é um motivo de esforço para os músculos dorsais, sendo,
portanto, uma fonte de fadiga.
Fig. II.33a) - Zonas de trabalho normal e máxima
Fonte: "introdução ao Estudo do Trabalho", Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 162
Zona de trabalho máxima
Movimentos dos ombros
Zona de trabalho
máxima da mão
esquerda
Zona de trabalho
máxima da mão
direita
Zona de
trabalho normal trabalho normal
Zona de
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 81
II . 81
II . 81
II . 81
II . 81
Fig. II.33b) - Zonas de trabalho normal e máxima
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 162
Se repararmos na quarta regra da economia de movimentos na utilização do
corpo humano, veremos que existe uma referência à classe dos movimentos.
Esta classificação tem por base a parte do corpo que serve de eixo aos
movimentos.
Zona de trabalho normal
Movimento dos dedos, do punho
e do pulso
Aresta da bancada
Quanto mais baixa for a classe do movimento, mais esforço se economizará,
pois existirão menos movimentos simultâneos.
Se todos os objectos no posto de trabalho forem colocados à mão do executante,
o movimento exigido pela execução do trabalho pertencerá à classe mais baixa
possível.
O Gráfico dos Movimentos Simultâneos das Duas Mãos
O gráfico utilizado para estudar os movimentos de um trabalhador na sua
bancada de trabalho é o chamado gráfico dos movimentos simultâneos das
duas mãos.
Classe Eixo Órgãos em movimento
1 Junta do dedo Dedo
2 Pulso Mãos e dedo
3 Cotovelo Antebraço, mão e dedos
4 Ombro Braço, antebraço, mão e dedos
5 Tronco Dorso, braço antebraço, mão e dedos
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abalho
balho
balho
balho
balho II . 82
II . 82
II . 82
II . 82
II . 82
Este gráfico utiliza uma escala de tempos, e nele são representados os
movimentos e as pausas das duas mãos (e algumas vezes dos pés) do
executante, sendo um gráfico de análise muito especializado, utilizado
normalmente para analisar operações repetitivas, quando se quer registar um
ciclo completo de trabalho.
Os símbolos utilizados nestes gráficos são os mesmos que se utilizam nos
restantes, embora possuindo um significado um pouco diferente:
O simples facto de se proceder à construção do gráfico permite a aquisição de
um conhecimento profundo dos pormenores do trabalho.
Para a execução deste tipo de gráficos deverão utilizar-se documentos pré-
-impressos, existindo algumas precauções que devem ser tomadas em
consideração:
• Deverá efectuar-se uma observação prévia da operação antes de iniciar o
registo dos elementos.
• Deve ser analisada uma só mão de cada vez.
• Deverão registar-se apenas alguns símbolos de cada vez.
• Os movimentos não deverão ser registados na mesma linha, a não ser que
sejam simultâneos.
• Os movimentos efectuados sucessivamente devem ser registados em linhas
diferentes.
¡ Operação
Este símbolo é utilizado quando o executante
pega, posiciona, utiliza, larga, etc., uma
ferramenta, uma peça ou uma matéria.
ð Transporte
Utilizado para representar o movimento de ida
e volta da mão (ou do membro) em relação à
obra, a uma ferramenta ou à matéria.
D Espera
Indica o tempo durante o qual a mão ou o
membro está inactivo (os outros podem estar
prestes a trabalhar).
Ñ
Segurar
(armazenagem)
Utiliza-se quando a mão segura qualquer coisa.
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a
abalho
balho
balho
balho
balho II . 83
II . 83
II . 83
II . 83
II . 83
Fig. II.34 - Gráfico dos movimentos simultâneos das duas mãos
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 171)
GRÁFICO DOS MOVIMENTOS SIMULTÂNEOS DAS DUAS MÃOS
GRÁFICO N.º 1 FOLHA N.º 1
DE 1
IMPLANTAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO
DESENHO E PEÇA: Tubo de vidro de 3 mm de
diâmetro
Comprimento do tubo à partida: 1 m
OPERAÇÃO:
Cortar secções de 1,5 cm de comprimento
LOCAL: Oficina
EXECUTANTE:
GRÁFICO POR: DATA:
MÃO ESQUERDA ¡ ð D Ñ ¡ ð D Ñ MÃO DIREITA
Segurar tubo · · Pegar na lima
Para escantilhão · · Segurar lima
Colocar tubo no escantilhão · · Levar lima para o tubo
Empurrar a fundo · · Segurar lima
Segurar tubo · · Entalhar tubo com lima
Retirar ligeiramente tubo · · Segurar lima
Rodar tubo de 120° a 180° · · Segurar lima
Empurrar a fundo no
escantilhão
· · Dirigir lima para o tubo
Segurar tubo · · Entalhar tubo
Retirar tubo · · Pousar lima na mesa
Fazer passar o tubo na mão
direita
· · Deslocar para o tubo
Dobrar tubo para o quebar · · Dobrar tubo
Segurar tubo · · Largar bocado cortado
Mudar posição · · Deslocar para a lima
RESUMO
MÉTODO ANTIGO PROPOSTO
M.E. M.D. M.E. M.D.
Operações 8 5
Transportes 2 5
Esperas - -
Segurar 4 4
Controlos - -
Totais 14 14
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Componente Científico-Tecnológica
Estudos de Métodos de Trabalho
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balho II . 84
II . 84
II . 84
II . 84
II . 84
O Estudo dos Métodos de Trabalho é de fundamental importância para qualquer
actividade que pretenda obter o máximo rendimento de todos os recursos postos
à sua disposição.
Com efeito, a análise dos Métodos de Trabalho, utilizando as várias técnicas
desenvolvidas ao longo deste capítulo, permite evidenciar e pôr a descoberto
toda uma série de situações que, de outra forma, nunca seriam descobertas ou
notadas.
A melhoria dos Métodos de Trabalho, através da utilização de ferramentas
mais adequadas, da melhoria dos processos de fabrico, da redução das
distâncias percorridas pelos trabalhadores e pelo material, de um melhor
aproveitamento das instalações e das matérias-primas, etc., conduz, por um
lado, à melhoria geral das condições de trabalho e, por outro, a um aumento da
produtividade e da qualidade dos artigos ou serviços produzidos ou prestados,
sendo portanto do interesse de todos os sectores da Empresa.
Especial atenção deverá ser dada à circulação e movimentação de materiais.
Sendo um “mal necessário”, este aspecto é frequentemente a fonte de grandes
desperdícios, quer em termos económicos, quer em termos de tempo, não se
lhe dando a devida importância.
Consoante as características dos artigos a produzir, quantidades, modos de
fabricação, etc., assim deverá ser utilizado o layout mais adequado. Embora
este aspecto seja, de alguma forma, algo intuitivo, não haverá nenhum
inconveniente em “perder” um pouco de tempo, quer seja a estudar e tentar
melhorar uma situação já existente, quer seja durante a implantação de raiz de
uma nova Empresa.
Se os processos de produção, métodos de fabrico, modo de deslocação dos
trabalhadores e materiais e o modo de implantação da Empresa são bastante
importantes, não menos importante é o estudo e a disposição do posto de
trabalho individual. Grande parte dos desperdícios, quer sejam de ordem material,
quer sejam em termos de tempo, têm início no posto de trabalho individual. A
não-colocação das ferramentas adequadas e dos materiais a trabalhar ou já
trabalhados nos locais mais apropriados é inúmeras vezes fonte de desperdícios
e inclusive de acidentes, pelo que deverão ser igualmente objecto de um estudo
pormenorizado.
A implementação de todas estas medidas tem por finalidade, não só a melhoria
global do processo de fabricação e dos próprios artigos produzidos, como
também a criação de melhores condições de trabalho, pois estas,
necessariamente, conduzirão às outras.
RESUMO
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Componente Científico-Tecnológica
Estudos de Métodos de Trabalho
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balho
balho
balho II . 85
II . 85
II . 85
II . 85
II . 85
1. Uma determinada empresa pretende atingir uma taxa de produção de 160
unidades num dia de 8 horas de trabalho, utilizando uma linha de produção.
A tabela apresentada abaixo representa as 9 tarefas necessárias à produção
do item em causa, respectivas prioridades e tempos de cada uma (em
segundos):
ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO
A taxa de produção pretendida (160 unidades por um dia de 8 horas de
trabalho) é equivalente a 20 unidades por hora.
Pretende-se efectuar o balanceamento deste linha de produção.
2. Uma determinada linha de montagem possui as actividades que se encontram
descriminadas no quadro seguinte. O seu tempo de ciclo é de oito minutos.
Desenhe o gráfico de precedências das operações e determine o menor
número possível de postos de trabalho.
De seguida, efectue o balanceamento da linha, agrupando as diversas
operações nos diversos postos de trabalho.
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Encontram-se disponíveis diversos programas de computador capazes de lidar
com a distribuição de 100 ou mais actividades por diversos postos de trabalho,
dos quais se destaca o MICROFLOW-Produção Just In Time 1
.
1
MICROFLOW - Produção Just In Time, Rui Assis e Mário Figueira, IAPMEI, 1992.
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balho II . 86
II . 86
II . 86
II . 86
II . 86
3. Refira e caracterize os 4 diferentes tipos de layout apresentados neste
capítulo.
4. Refira as vantagens e desvantagens do layout orientado para o produto.
5. Refira as vantagens e desvantagens do layout orientado para o processo.
6. Refira as vantagens e desvantagens das células de trabalho.
Trabalho Prático N.º 1
Organização de Postos de Trabalho
Objectivo:
Proporcionar aos formandos prática de organização de postos de trabalho.
Procedimento:
Considere uma situação real onde se desenvolvam actividades produtivas, como,
por exemplo, as seguintes:
• Limpeza de edifícios
• Trabalho em cozinhas industriais
• Operador de fotocópias
• Actividades de construção civil
• Actividades produtivas numa unidade industrial, etc.
Para a situação seleccionada desenvolva os seguintes aspectos, tendo em
conta a proposta de um método alternativo para a organização do posto de
trabalho e do fluxo de produtos:
1. Caracterize a situação actual da actividade seleccionada recorrendo:
• à sua descrição
• gráficos de análise de processo e de sequência
• layout
2. Efectue uma análise quantitativa do método actual, referindo:
• tempos
• distâncias
• quantidades
3. Elaboração de uma proposta tecnicamente fundamentada para um método
alternativo de trabalho, aplicando os conceitos introduzidos neste módulo.
4. Apresente o novo método sob a forma gráfica (layouts e gráficos de análise
de processo e de sequência do método proposto).
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A Medida do Trabalho
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balho III . 1
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III . 1
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III . 1
OBJECTIVOS
No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:
• Explicar os objectivos e a necessidade de efectuar estudos compreendendo
a Medida do Trabalho;
• Determinar a dimensão da amostra para um estudo de Medida do Trabalho
por amostragem, uma vez dados o nível de confiança e a margem de erro;
• Identificar o material essencial necessário à realização de um Estudo dos
Tempos;
• Utilizar os diferentes tipos de cronómetros disponíveis para efectuar Medidas
do Trabalho;
• Decompor os diferentes elementos constituintes de um determinado trabalho;
• Saber qual a necessidade de aplicação de um factor de actividade e qual o
modo de utilização deste factor;
• Enunciar alguns dos complementos a incluir no tempo normal de uma
determinada operação;
• Decompor o tempo normal de uma determinada operação nos seus diversos
tempos constituintes;
• Enunciar algumas das diferenças a ter em consideração para o trabalho
com máquinas;
• Caracterizar as normas de tempos pré-determinados;
• Descrever o modo de utilização de um sistema de tempo pré-determinado:
o MTM.
TEMAS
• Medida do Trabalho: conceitos essenciais
• Medida do Trabalho por amostragem
• Nível de confiança
• Dimensão da amostra
• Método estatístico
• Método dos nomogramas
• Campo de aplicação
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balho III . 2
III . 2
III . 2
III . 2
III . 2
• Material necessário ao Estudo dos Tempos
• Cronómetros e folhas de observação
• Utilização de impressos
• Folhas de cronometragem
• Folhas de recolha de tempos
• Outros acessórios
• Aparelho de fita zeiter
• Cronógrafo registador
• Câmara de filmar de velocidade constante
• Escolher o trabalho a estudar
• Diferentes fases do Estudo de Tempos
• Decompor o trabalho em elementos
• Dimensão da amostra
• Cronometragem
• Nível de actividade
• Avaliação do factor de actividade
• O Tempo Normal e Standard de uma actividade
• Cálculo do Tempo Normal
• Cálculo dos complementos
• Complementos de repouso
• Complementos fixos
• Complementos variáveis
• Complementos auxiliares
• Complementos especiais
• Tempo Standard
• Normas para o trabalho com máquinas
• Complementos de repouso
• Normas de tempos pré-determinados
• Resumo
• Actividades / Avaliação
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Componente Científico-Tecnológica
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III . 3
O estudo do trabalho, na generalidade, envolve duas técnicas bem definidas,
complementares uma da outra: o Estudo dos Métodos (tratado na Unidade
Temática anterior) e a Medida do Trabalho, de que trata a presente Unidade
Temática.
Como definição, poderemos dizer que a Medida do Trabalho consiste na
aplicação de certas técnicas que visam determinar o tempo que exige a um
trabalhador especializado a execução de uma dada tarefa, a um nível de
rendimento bem definido.
Com efeito, a Medida do Trabalho envolve a aplicação de uma série de técnicas,
de entre as quais poderemos destacar as principais:
• A Medida do Trabalho por sondagem
• O Estudo dos Tempos por cronometragem.
• As normas de tempo pré-determinados
• Os dados de referência
Conforme já foi referido na Unidade Temática I (Produtividade), a duração total
de fabricação de um qualquer artigo é muito superior à duração do chamado
“conteúdo de trabalho fundamental” (constituído pelo tempo mínimo “irredutível”
para a fabricação do produto).
Este facto deve-se a vários factores, como seja, a ineficácia do processo de
fabricação, com a utilização de métodos que não são o mais “racionais”,
originando a existência de tempos improdutivos, que podem ser da
responsabilidade da direcção ou dos próprios trabalhadores.
O Estudo dos Métodos, graças a um exame sistemático e crítico dos métodos
utilizados e à elaboração e aplicação de métodos aperfeiçoados, é a principal
técnica utilizada para diminuir o conteúdo de trabalho, eliminando movimentos
e deslocações inúteis (quer dos materiais quer dos trabalhadores) e substituindo
métodos medíocres por outros mais aperfeiçoados e eficazes.
No entanto, isto não é suficiente para se atingir a produtividade máxima permitida
pelos recursos existentes (mão-de-obra, instalações, equipamentos,
matérias-primas, etc.).
Continuará ainda a desperdiçar-se muito tempo, no processo de fabricação,
quer seja devido a deficiências da direcção na organização e controlo do referido
processo, quer seja devido à própria inactividade dos trabalhadores.
A Medida do Trabalho tem por finalidade o estudo e a redução ou mesmo a
eliminação, tanto quanto possível, dos tempos improdutivos, aqueles em que,
por qualquer motivo, não é fornecido qualquer trabalho efectivo.
MEDIDA DO TRABALHO: CONCEITOS ESSENCIAIS
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III . 4
III . 4
III . 4
III . 4
A aplicação das diversas técnicas constituintes da Medida do Trabalho, permitem
colocar em evidência a natureza e importância dos tempos improdutivos,
existentes num determinado processo produtivo, separando-os dos tempos
realmente produtivos.
Estes tempos, normalmente, encontram-se totalmente confundidos, e uma das
surpresas existentes com a elaboração de um estudo desta natureza é o peso
que a soma de todos os tempos improdutivos tem no tempo total de fabricação.
A Medida do Trabalho poderá não só revelar a existência de tempos improdutivos,
como também permitir fixar e determinar os tempos normais para a execução
da tarefa. Desta forma, a infiltração de um tempo improdutivo num determinado
processo é facilmente notada, dado que o tempo normal de execução da tarefa
é excedido.
A aplicação destas técnicas facilmente colocam a descoberto as diversas
fraquezas, quer por parte da direcção, quer por parte dos trabalhadores, daí
resultando, muitas vezes, uma certa resistência à sua aplicação.
Gozam ainda de má fama (principalmente nos meios sindicais) devido a terem
sido utilizadas no passado como forma de fixação de normas de rendimento
extremamente exigentes, sendo utilizadas, quase exclusivamente, como forma
de redução dos tempos improdutivos imputáveis aos trabalhadores, enquanto
que ninguém se importava com os tempos improdutivos imputáveis à Direcção.
Não adianta estabelecer normas de rendimento para os trabalhadores e exigir
o seu cumprimento, se depois o trabalho pára por motivos imputáveis à Direcção
(falta de matéria-prima, avarias por falta de manutenção dos equipamentos,
etc.).
Este facto gera um certo desânimo, que resulta na diminuição geral da actividade.
Conforme foi definido o método fundamental para o Estudo dos Métodos, também
para a Medida do Trabalho existe um conjunto de fases pelas quais se deverá
passar, de maneira a que o estudo seja efectuado correctamente.
O Método Fundamental
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A Medida do Trabalho
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balho III . 5
III . 5
III . 5
III . 5
III . 5
São as seguintes as fases do método fundamental da Medida do Trabalho:
Quadro III.1 - As fases do Método Fundamental da Medida do Trabalho
Note-se que só é necessário passar por todas estas fases quando o tempo
calculado deva ser utilizado e publicado como norma. Quando se utiliza a Medida
do Trabalho apenas como um instrumento que sirva para o estudo dos tempos
improdutivos, ou para comparação da eficácia de diversos métodos, serão
normalmente utilizados apenas as primeiras quatro fases acima referenciadas.
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c
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Tr
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 6
III . 6
III . 6
III . 6
III . 6
A interligação entre estas fases e as técnicas a utilizar para a Medida do
Trabalho poderá representar-se esquematicamente da seguinte forma:
Fig. III.1 - As fases do método fundamental da Medida do Trabalho
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 203
Para que se possa ter uma ideia precisa e exacta dos tempos produtivos e dos
tempos mortos relativos à actividade de uma determinada máquina ou de um
trabalhador, é necessária uma observação permanente de toda essa actividade,
registando todas as pausas e respectivas razões.
Naturalmente que tal procedimento se torna impossível, a não ser que se
disponha de pessoal livre, capaz de desempenhar tal tarefa, o que raramente
ou nunca acontece.
No entanto, suponhamos que numa dada altura era possível registar, num
relance, a situação de todas as máquinas de uma oficina, verificando-se então
que 80% das máquinas se encontravam em funcionamento.
MEDIDA DO TRABALHO POR AMOSTRAGEM
Escolher, registar, examinar e
medir a quantidade de trabalho
necessário, utilizando:
medida do trabalho
por sondagem
estudo dos tempos
por cronometragem
normas de tempo
predeterminadas
e adicionar os complementos
para obter os tempos normal
das operações
para obter o tempo normal
das operações
para estabelecer
catálogos de tempos
elementares
Determinar o tempo Determinar o tempo
Defenir o tempo
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A Medida do Trabalho
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Tr
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 7
III . 7
III . 7
III . 7
III . 7
Se repetíssemos esta operação 20 ou mais vezes, em diferentes momentos do
dia, e se se verificasse que, em todas as vezes, continuavam a funcionar 80%
das máquinas, encontrando-se 20% paradas, poderíamos concluir, sem risco
de erro grave, que, em qualquer momento, 80% das máquinas se encontravam
em funcionamento. Com efeito, o erro que, eventualmente, estaríamos a cometer
seria tanto menor quanto maiores fossem o número de observações, obtendo-
se um maior grau de confiança nos resultados obtidos.
É isto que constitui a base da Medida do Trabalho por amostragem (ou
sondagem). Se a dimensão da amostra for suficiente e as observações forem
efectuadas realmente ao acaso, existem bastantes probabilidades de se obter
um resultado que reflicta a situação geral, com uma certa margem de erro.
Poder-se-á então definir a Medida do Trabalho por amostragem como sendo
um método que consiste em encontrar a frequência em percentagem de uma
determinada operação, por meio de uma amostragem estatística e de
observações feitas ao acaso.
As três principais aplicações da Medida do Trabalho por amostragem são:
• Determinação da percentagem de tempo de actividade, quer seja do
equipamento, ou dos trabalhadores. Existe, muitas vezes, interesse em
saber, por exemplo, durante quanto tempo está uma máquina parada ou
em funcionamento, em termos de percentagem do tempo total disponível.
• Medidas de desempenho, relacionando-se o tempo de trabalho com a
quantidade de artigos produzidos. Torna-se assim possível elaborar uma
tabela, para efectuar avaliações periódicas de desempenho.
• Obtenção de tempos standard, ou tempos-padrão para uma determinada
tarefa. Quando a Medida do Trabalho por amostragem é efectuada com
este objectivo, o observador deverá ter bastante experiência para que
possa determinar correctamente quais os complementos que deverá
adicionar aos tempos observados.
Pelo que já se disse, ressalta que, para efectuar um estudo desta natureza,
teremos que determinar, entre outros factores, qual o campo de aplicação do
estudo e qual o nível de confiança pretendido, que irá influenciar o tamanho da
amostra a estudar. São estes os pontos que trataremos de seguida.
Nível de confiança
O estudo estatístico por sondagem, baseia-se essencialmente na probabilidade
que pode ser definida como “as possibilidades que um acontecimento tem de
se produzir”, dado que, normalmente, a observação contínua é um método
dispendioso e pouco prático.
O exemplo normalmente mais utilizado é o do lançamento da moeda ao ar,
com a consequente obtenção do resultado “cara” ou “coroa”.
A Medida do Trabalho por
amostragem
Probabilidade
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A Medida do Trabalho
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r
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 8
III . 8
III . 8
III . 8
III . 8
A lei das probabilidades diz que existe igual número de possibilidades para
cada caso, ou seja, se efectuarmos 100 lançamentos de moeda ao ar é provável
que tenhamos 50 caras e 50 coroas. Note-se bem a utilização da palavra “é
provável”.
Com efeito, na prática, após 100 lançamentos os resultados obtidos poderiam
ser de 56-44, 48-52 ou 57-43. No entanto, está provado que esta lei tende a
tornar-se cada vez mais exacta quanto maiores forem o número de observações.
Por outras palavras, quanto mais lançamentos fizermos, mais hipóteses teremos
de obter tantas caras como coroas. Portanto, e como é natural, quanto maior
for a amostra mais representativa, ela será de todo o grupo ou população onde
se insere.
Podemos, inclusive, imaginar uma escala onde teremos, num extremo, a
exactidão perfeita, resultante de um processo de observação contínua, e, noutro
extremo, os resultados muito duvidosos, resultantes de algumas observações,
merecedores de pouca confiança acerca da sua representatividade em relação
à totalidade da população.
Imaginemos agora que efectuamos 100 lançamentos de cinco moedas de cada
vez, registando a respectiva distribuição de “caras” (p) e “coroas” (q). Os
resultados obtidos poderão representar-se, quer em forma de quadro, quer em
forma de gráfico:
Quadro III.2 - Resultado de 100 lançamentos de cinco moedas
Combinação
Coroa (q) Cara (p) Nº de Combinações
0
1
2
3
4
5
5
4
3
2
1
0
3
17
30
30
17
3
Total 100
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r
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 9
III . 9
III . 9
III . 9
III . 9
Fig. III.2 - Histograma da distribuição de “caras” ou “coroas”, resultantes
de 100 lançamentos de cinco moedas de cada vez
Se o número de lançamentos for consideravelmente aumentado, iremos obter
o gráfico seguinte:
Fig. III.3 - Curva de distribuição mostrando as probabilidades de combinações
quando se utilizam grandes amostras
s
0 1 2 3 4 5
Nº de
combinações
30
25
20
15
10
5
p 0 1 2 3 4 5
q 5 4 3 2 1 0
Combinação
40
30
20
10
0
Combinações de p e q
( por exemplo de p x 0, q x 100 a p x 100, q x 0
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 10
III . 10
III . 10
III . 10
III . 10
Se este gráfico for representado sob a forma de uma linha, obteremos a chamada
curva de distribuição normal (ou curva de distribuição de Gauss ou curva em
sino).
Fig. III.4 - Curva de distribuição normal
O que esta curva nos indica é que, na grande maioria dos casos, o número de
caras (p) tende a ser igual ao número de coroas (q=1-p) (esta situação é
representada pelo “pico” da curva). Porém, existem alguns casos em que, devido
ao acaso, o número de caras poderá ser substancialmente diferente do número
de coroas (p q) (situação representada pelas “franjas” da curva).
As curvas de distribuição normal podem apresentar formas diversas, umas
mais achatadas, outras mais arredondadas. No entanto, para a descrição de
todas elas são utilizados dois parâmetros:
x = Média ou medida da dispersão central
σ = Desvio padrão
Tratando-se, neste caso, de uma proporção, utilizar-se-á o símbolo sp
para
designar o desvio-padrão da proporção.
A superfície da área compreendida entre o eixo das abcissas e a curva de
distribuição normal pode ser calculada. Verifica-se que toda a área compreendida
entre a curva e os valores de abcissas x − σ e x + σ representa 68,27% da
área total.
Da mesma forma para valores de abcissas de x x
− +
2 2
σ σ
e , obteremos
valores de 95,45% e 99,73% (respectivamente) da área total.
68,27%
95,45%
99,73%
- 3 σ
σ
σ
σ
σ - 2 σ
σ
σ
σ
σ - σ
σ
σ
σ
σ x σ
σ
σ
σ
σ 2 σ
σ
σ
σ
σ 3 σ
σ
σ
σ
σ
Distribuição Normal
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anização do
anização do T
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 11
III . 11
III . 11
III . 11
III . 11
De forma matemática, podemos dizer que, se a amostra aleatória não apresenta
nenhuma deformação sistemática (isto é, as observações são efectivamente
feitas ao acaso), então 95,45% das observações situar-se-ão no intervalo
compreendido entre x ± 2σ e 99,73% situar-se-ão no intervalo x ± 3σ.
Para facilitar os cálculos é preferível não trabalhar com casas decimais. É mais
prático falar de um nível de confiança de 95% do que de 95,45%.
Para tal podemos refazer os cálculos, obtendo assim os seguintes valores:
Para além do nível de confiança, devemos ainda decidir quanto à margem de
erro admissível nas observações, de forma a que possamos dizer: “Estou certo
de que em 95% dos casos esta observação é correcta em ±5%, ou ±10%,
etc.”, segundo o grau de precisão escolhido.
Dimensão da amostra
Uma vez decidido qual o nível de confiança e margem de erro pretendidos,
estamos em condições de determinar a dimensão da amostra, isto é, qual o
número de observações que iremos efectuar.
A determinação da dimensão da amostra poderá efectuar-se recorrendo ao
método estatístico ou ao método dos monogramas.
Método Estatístico
O número de observações (n) é determinado utilizando a fórmula:
n
z pq
h
=
2
2 (III.1)
%
7
2
,
8
6
e
d
a
ç
n
a
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n
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2
,
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%
5
9
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6
9
,
1
= σ
%
5
4
,
5
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%
5
4
,
5
9
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(
2
= σ
%
9
9
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%
9
9
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t
n
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p
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r
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c
(
8
5
,
2
= σ
%
3
7
,
9
9
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n
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b
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p
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%
3
7
,
9
9
a
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t
n
e
d
n
o
p
s
e
r
r
o
c
(
3
= σ
%
9
,
9
9
e
d
a
ç
n
a
i
f
n
o
c
e
d
u
a
r
G
)
l
a
m
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v
r
u
c
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b
o
s
e
i
c
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r
e
p
u
s
e
d
%
9
,
9
9
a
e
t
n
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n
o
p
s
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r
o
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(
0
3
,
3
= σ
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T
T
T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 12
III . 12
III . 12
III . 12
III . 12
n Número de observações ou dimensão da amostra a determinar
z Desvio standard normal para o nível de confiança pretendido
Conforme apresentado na tabela anterior, os valores de z, para os diferentes
níveis de confiança, serão:
p Percentagem de ocorrências. Poderá ser, por exemplo a percentagem
de tempos mortos de um determinado equipamento.
q Percentagem complementar da anterior. Para o exemplo apresentado,
será a percentagem de tempos produtivos do referido equipamento
(q = 1 - p).
h Margem de erro absoluta (nível de precisão).
Observa-se então que, antes de utilizar a fórmula, e para além do valor do nível
de confiança e de precisão pretendidos, deverá ter-se também uma ideia do
valor de p (e, consequentemente, de q, dado que q = 1 - p).
A primeira fase consiste, portanto, em efectuar um certo número de observações
ao acaso, por forma a determinar estes valores.
Vamos supor que 100 observações efectuadas a título de estudo preliminar
sobre uma determinada máquina revelaram que esta se encontrava parada em
25% dos casos (p = 25) e em funcionamento no restante tempo (q = 75).
Temos assim os valores aproximados para p e q.
Pretende-se determinar a dimensão da amostra a analisar, supondo que o nível
de confiança para este estudo é de 95%, com uma margem de erro absoluta de
10% (o que significa que, em 95% dos casos, as nossas estimativas
representarão o valor correcto ± 10%).
Exemplo III.1
Nível de Confiança (sp) Valor de z
99,90%
99,73%
99,00%
95,45%
95,00%
68,27%
3,30
3,00
2,58
2,00
1,96
1,00
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anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 13
III . 13
III . 13
III . 13
III . 13
Resolução
Aplicando a fórmula n
z pq
h
=
2
2 temos para sp = 95 % (nível de confiança), e de
acordo com a tabela apresentada anteriormente, z = 1,96.
Os restantes valores serão:
p = 25
q = 75
h = 10 (margem de erro)
e o número de observações deverá ser de:
n
x x
= ≅
( , )
196 25 75
10
72
2
2
obsevações
Note-se que, se pretendêssemos um nível de confiança mais elevado, por
exemplo, de 99,73% (z = 3), já deveríamos efectuar:
n
x x
= ≅
( )
3 25 75
10
169
2
2
observações
Neste caso, poderíamos dizer que em 99,73% dos casos as nossas estimativas
representavam o valor real ± 10% (nível de precisão ou margem de erro absoluta).
Por outro lado, se pretendêssemos um nível de confiança de 99,73%, mas uma
margem de erro de apenas 5% (h = 5), o número de observações necessárias
seria:
n
x x
= ≅
( )
3 25 75
5
675
2
2
observações
Exemplo III.2
Por outras palavras, verifica-se que, para reduzir a margem de erro para metade,
teríamos que quadruplicar a dimensão da amostra.
O supervisor de um gabinete de dactilografia estima que as dactilógrafas estão
desocupadas durante 25% do tempo.
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Or
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Org
g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 14
III . 14
III . 14
III . 14
III . 14
Pretende-se efectuar uma amostra em cuja resultado se tenha 95,45% de
confiança, com um grau de precisão de 3%.
Resolução
Para determinar o tamanho da amostra (n = n.º de observações) teremos:
n
z pq
h
=
2
2
Para σp = 95,45% teremos um valor de z=2 (de acordo com a tabela apresentada
anteriormente). Para as restantes variáveis teremos:
p = 25
q = 75
h = 3
n
x x
= ≅
( )
2 25 75
3
833
2
2
observações
Se, por acaso, à medida que forem efectuadas as observações se verificar que
a percentagem de desocupação das dactilógrafas se afasta muito dos 25%,
deverá recalcular-se o número de observações a efectuar, utilizando novamente
a fórmula acima utilizada.
Método dos Nomogramas
Um método mais rápido e cómodo de determinar a dimensão da amostra consiste
em utilizar um nomograma como o da figura da página seguinte.
Determinando na coluna da esquerda o ponto referente à percentagem de
probabilidades (p) e na coluna do meio o ponto relativo à precisão absoluta
requerida e fazendo passar uma recta por estes 2 pontos, prolongando-a até à
coluna da direita, podemos imediatamente ler o número de observações a
efectuar, neste caso para um grau de confiança de 99,8% ou de 95%.
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anização do
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T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 15
III . 15
III . 15
III . 15
III . 15
Para o exemplo acima ilustrado, verificamos que para uma percentagem de
probabilidades de 25 / 75 e para uma margem de erro de 10%, deveremos ter
uma dimensão amostral de, sensivelmente, 170 observações, caso se pretenda
um nível de confiança de 99,8% e de, aproximadamente, 73 observações caso
se pretenda um grau de confiança de 95%.
Conforme se pode verificar, este é um meio muito rápido de determinar a
dimensão da amostra, desde que se possua o nomograma com o grau de
confiança pretendido.
Conforme foi referido por diversas vezes, todas as conclusões anteriores são
válidas desde que o número de observações necessárias seja efectuado
ao acaso.
Percentagem de
probabilidades
(p)
Erro
(precisão absoluta
requerida)
Número de
observações
(n)
25 75
10,0
73
Grau de
confiança
de 95%
Grau de
confiança
de 99,8%
170
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a
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abalho
balho
balho
balho
balho III . 16
III . 16
III . 16
III . 16
III . 16
Fig. III.5 - Nomograma para a determinação do número de observações
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 211
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anização do T
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Tr
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 17
III . 17
III . 17
III . 17
III . 17
Para garantir que as observações são efectuadas realmente ao acaso pode-se
utilizar uma tabela de números aleatórios como a que se apresenta de seguida.
37 65 64 61 71 8 21 10 29 76 36 44 53 14 40 67 35 10 15 40
64 32 77 65 65 86 75 18 45 67 32 72 36 14 85 8 71 29 30 34
83 23 68 6 97 53 10 84 19 61 36 45 66 28 61 3 24 35 88 20
75 71 14 96 58 98 31 7 0 11 7 40 42 12 86 44 84 89 95 14
75 46 95 29 72 46 19 98 66 26 77 39 35 46 43 30 98 25 11 77
19 85 68 68 9 59 90 86 48 31 74 27 9 20 56 42 24 38 20 72
87 74 63 27 34 18 92 2 14 11 49 2 60 46 14 87 15 94 15 33
61 93 68 42 16 6 81 32 39 44 93 46 34 18 65 55 8 55 3 67
59 50 96 14 78 61 51 68 6 72 44 69 80 39 67 69 44 95 19 14
48 25 74 78 52 84 92 7 55 31 69 92 73 51 10 94 57 12 80 76
54 34 80 60 81 15 74 20 13 27 12 38 71 7 54 89 46 27 33 79
44 10 18 2 65 18 18 25 78 87 46 54 72 67 84 13 96 59 68 87
51 21 18 51 3 36 26 43 91 39 97 10 85 71 19 36 65 52 15 97
98 18 98 4 56 10 6 34 12 84 53 47 30 19 94 77 46 89 71 84
87 27 34 70 34 36 82 35 90 13 98 12 62 76 46 76 48 34 31 57
70 54 18 71 46 73 97 78 41 95 23 76 81 23 16 86 1 99 68 69
13 62 93 23 63 6 90 20 29 66 93 73 92 65 60 83 2 7 1 66
26 12 57 71 88 78 74 69 10 81 43 40 24 8 12 66 69 26 92 99
60 97 69 58 83 63 16 36 16 51 0 75 26 2 46 34 87 72 56 45
11 6 31 99 62 4 72 91 70 54 62 84 35 70 98 3 68 12 75 7
97 78 13 18 71 17 75 18 51 92 21 4 76 18 93 90 88 7 83 38
1 79 27 12 65 96 6 37 38 22 57 14 78 34 84 50 28 69 58 72
9 58 72 17 66 17 6 47 89 90 68 39 28 5 84 22 58 64 19 72
48 52 75 85 31 3 66 66 48 41 94 21 37 95 63 82 31 67 99 61
28 60 17 38 46 29 41 31 58 17 85 39 78 60 24 95 9 44 31 30
69 4 81 40 74 65 76 48 52 57 98 47 58 80 23 60 28 65 65 7
15 79 82 2 15 57 47 59 64 30 96 56 89 92 84 6 64 1 45 45
48 32 31 38 92 34 3 10 44 31 41 75 76 54 3 23 35 23 69 32
44 31 36 25 67 68 43 33 59 47 9 65 68 47 57 46 89 13 93 69
83 86 13 48 74 23 79 19 41 99 45 48 55 85 77 87 64 4 22 27
1 33 48 70 37 93 44 8 83 69 12 37 63 18 5 26 36 24 69 71
67 62 10 58 11 69 76 47 54 78 99 39 4 55 2 11 95 62 19 5
16 2 37 30 76 75 85 28 34 39 52 54 84 60 37 28 75 60 50 2
48 93 75 70 74 60 57 44 3 54 74 86 37 97 57 82 67 54 35 24
72 39 13 63 11 54 53 92 32 2 91 68 77 27 50 57 11 59 20 13
72 20 23 87 97 96 91 60 87 7 43 73 51 98 94 31 60 30 94 2
44 6 5 83 28 26 17 13 23 15 74 60 1 62 46 44 69 99 23 11
3 27 28 57 57 63 85 51 9 99 40 1 6 67 49 56 84 76 40 61
52 11 22 53 48 93 58 38 36 50 88 50 45 50 99 44 65 9 18 28
41 42 60 30 95 83 60 22 28 85 50 81 67 51 54 61 66 83 5 90
Fig. III.6 - Tabela de números aleatórios
Vamos supor que as observações irão ser efectuadas durante as oito horas de
trabalho de uma equipa, por exemplo, desde as 7 horas da manhã até às 15
horas. Um dia de oito horas tem 480 minutos, que podem ser divididos em 48
períodos de 10 minutos cada um.
Garantia de aleatoriedade
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anização do
anização do
anização do T
T
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ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 18
III . 18
III . 18
III . 18
III . 18
Começa-se por escolher ao acaso um número da tabela, por exemplo, o 07
assinalado. De seguida, escolhe-se igualmente um qualquer número entre 1 e
10, por exemplo 02. Percorre-se então a coluna do número 7 de alto a baixo,
anotando um número em cada 2.
Obtém-se a seguinte lista:
7 86 32 7 25 34 78 69 91 37 66, etc.
Dado que só temos 48 períodos de 10 minutos, temos de eliminar todos os
números superiores a 48. Teremos que eliminar igualmente os números
repetidos. Prosseguindo a pesquisa, obteremos a seguinte lista (quando
chegamos ao fim da coluna podemos passar para a coluna seguinte):
7 32 25 34 37 10 48 47 44 19
Se dispusermos esta lista por ordem numérica obtemos os momentos durante
os quais as observações devem ser efectuadas, durante o período que vai desde
as 07h00 até às 15h00.
(*) Multiplicar cada número por 10 minutos a partir das 7 horas da manhã.
Assim, o número mais pequeno (7) representa o sétimo período de 10 minutos
a contar das 7 horas da manhã, e assim sucessivamente.
Note-se que este é apenas um exemplo de utilização de uma tabela de números
aleatórios. Existem outro tipo de tabelas deste tipo, bem como diferentes formas
de as utilizar.
Números tirados da tabela
(por ordem crescente)
Hora da Observação*
7
10
19
25
32
34
37
44
47
48
08:10h
08:40h
10:10h
11:10h
12:20h
12:40h
13:10h
14:20h
14:50h
15:00h
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anização do
anização do T
T
T
T
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 19
III . 19
III . 19
III . 19
III . 19
Campo de aplicação
Antes de efectuarmos um estudo desta natureza, importa fixarmos bem qual o
seu objectivo. Quando se procede às observações, importa que se tenha uma
ideia precisa da finalidade que se pretende atingir.
O objectivo mais simples consiste apenas no registo da actividade ou não
actividade de uma determinada máquina (parada ou em movimento).
Neste caso, poderá utilizar-se uma folha de registo simples para as observações,
como, por exemplo, a seguinte:
Máquina em Movimento Máquina Parada
OBSERVAÇÕES
Fig. III.7 - Exemplo de folha de registo simples para a Medida do Trabalho
Fonte: Baseado em “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros
Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 215)
Conforme se pode ver, o registo consiste simplesmente em traçar um risco em
frente da operação correspondente. Não se utiliza qualquer cronómetro.
Realça-se aqui, mais uma vez, a necessidade de definir precisamente os
objectivos a atingir. Por exemplo, se uma empilhadora se encontrar parada à
espera de receber ou descarregar mercadoria, mas possuir o motor a trabalhar,
deverá registar-se como estando parada ou em movimento?
Questões deste tipo deverão ser pensadas a priori, para que depois não existam
dúvidas no registo das actividades.
Além de registar, simplesmente, se a máquina se encontra parada ou em
movimento, podemos também estar interessados nas causas da paragem.
Data:
Nº de observações: 70
Observador Estudo nº
Total Percentagem
Máquina em movimento
IIII IIII IIII IIII IIII IIII IIII
IIII IIII IIII IIII III
58 82,86
Máquina parada IIII IIII II 12 17,14
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 20
III . 20
III . 20
III . 20
III . 20
Por exemplo:
Neste caso a folha de registo de tempos já teria que ter outro aspecto:
Máquina em Movimento Máquina Parada
OBSERVAÇÕES
Corte Fresagem Limagem
Máquina em Movimento Máquina Parada
OBSERVAÇÕES
À espera de reparação À espera de carga Nec. pessoais dos trab. Em repouso
Fig. III.8 - Exemplo de folha de registo para a Medida do Trabalho por sondagem,
mostrando a utilização da máquina e a distribuição dos tempos mortos
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 215)
Pode igualmente acontecer que se queira a percentagem de tempo dedicada a
cada operação, enquanto a máquina trabalha. Por exemplo:
Data:
Nº de observações: 70
Observador: Estudo nº
Total Percentagem
Máquina em movimento
IIII IIII IIII IIII IIII
IIII IIII IIII IIII
IIII IIII III
58 82.86
Máquina
parada
Reparação II 2 2.86
Carga IIII III 8 11.43
Nec. trab. I 1 1.43
Repouso 1 1.43
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anização do T
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 21
III . 21
III . 21
III . 21
III . 21
A folha de registo seria então:
Fig. III.9 - Exemplo de folha de registo para a Medida do Trabalho por sondagem,
mostrando a distribuição dos tempos de actividade e os tempos mortos.
Combinando as duas situações precedentes, teríamos:
À espera de reparação
À espera de carga
Nec. pessoais dos trab.
Em repouso
OBSERVAÇÕES
Máquina Parada
Máquina em Movimento
Corte
Fresagem
Limagem
A respectiva folha de registo seria uma combinação das anteriores:
Fig. III.10 - Exemplo de folha de registo para a Medida do Trabalho por sondagem, mostrando
a distribuição dos tempos de actividade e dos tempos mortos
Data: Observador Estudo nº
Máquina
em
movimento
Corte IIII IIII IIII 15 21,43
Fresagem IIII IIII IIII III 18 25,71
Limagem IIII IIII IIII IIII IIII 25 35,71
Máquina parada IIII IIII II 12 17,14
Data:
Nº de observações: 70
Observador Estudo nº
Total Percentagem
Máquina
em
movimento
Corte IIII IIII IIII 15 21,43
Fresagem IIII IIII IIII III 18 25,71
Limagem IIII IIII IIII IIII IIII 25 35,71
Máquina
parada
Reparação II 2 2,86
Carga IIII III 8 11,43
Nec. trab. I 1 1,43
Repouso I 1 1,43
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anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 22
III . 22
III . 22
III . 22
III . 22
Conforme facilmente se compreende, os objectivos de um estudo determinam
o modelo da folha de registo a utilizar para cada uma das situações.
Se, por exemplo, se pretender ter uma ideia do tempo passado por um operário
ou grupo de operários a executar determinados elementos de trabalho
constituintes de uma tarefa global, podemos utilizar a seguinte folha de registos:
Fig. III.11 - Folha de registo para a Medida do Trabalho por sondagem mostrando a
distribuição do tempo de um trabalho comportando dez elementos, efectuado por um
grupo de quatro trabalhadores
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 215
As 5 fases iniciais de um estudo de Medida do Trabalho
Fazendo um ponto da situação, verificamos que, até agora, já passámos por
cinco fases constituintes de um estudo de Medida do Trabalho por amostragem:
• Escolha do trabalho e determinação dos objectivos do estudo.
• Efectuar uma observação preliminar para obter os valores aproximados
de p e q.
• Determinação do número de observações necessárias (n) em função do
nível de confiança e de precisão escolhidas.
• Determinação do momento das observações, utilizando uma tabela de
números aleatórios.
• Concepção das folhas de registo do caso a estudar.
Resta agora a recolha dos elementos e posterior análise dos resultados, que
se encontra bastante facilitada graças ao uso da folha de registo. Pode-se
determinar a percentagem dos tempos produtivos em relação aos tempos de
espera, analisar as causas dos tempos mortos, etc.
A utilização da Medida do Trabalho por amostragem pode ser utilizada numa
série de situações muito diversas, desde as operações de fabricação, trabalhos
de escritório, a prestação de serviços, etc. É um método pouco dispendioso e
que fornece informações que podem ser utilizadas para comparar a eficácia de
dois serviços, permitindo assegurar uma distribuição de trabalho equitativa num
grupo e fornecendo, em geral, informações preciosas sobre a percentagem de
tempos improdutivos e respectivas causas.
Data:
Nº de observadores:
Observador Estudo nº
Elementos de trabalho
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Operário nº 1
Operário nº 2
Operário nº 3
Operário nº 4
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anização do
anização do T
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a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 23
III . 23
III . 23
III . 23
III . 23
Esta técnica poderá ser o ponto de partida para efectuar um Estudo dos
Métodos, ou o aperfeiçoamento do modo de movimentação dos materiais, por
exemplo, revelando diversos pontos críticos no modo de funcionamento e na
organização de uma dada Empresa.
Uma das técnicas utilizadas para a medição do trabalho é o Estudo dos Tempos.
Esta técnica permite registar os tempos e os factores de actividade para os
elementos de uma dada tarefa, executada em determinadas condições e, através
da análise dos dados recolhidos, obter o tempo necessário para executar essa
tarefa a um nível de rendimento bem definido.
Para proceder ao Estudo dos Tempos é necessário dispor de um mínimo de
material de base que, entre outros acessórios, inclui o cronómetro e as folhas
de observação.
Cronómetros e folhas de observação
Os cronómetros normalmente utilizados para o Estudo dos Tempos devem ter
as seguintes características:
• O mecanismo deve ter uma grande precisão em todas as posições e
temperaturas.
• O mecanismo deve estar protegido contra poeira, vapores, leves vibrações
e influências electromagnéticas.
• O mostrador deve ter uma divisão nítida em centésimos de minuto. O
diâmetro deve ter aproximadamente 55mm.
• Os ponteiros devem encobrir pelo menos metade de um traço e serem
fixados de maneira a que, com leituras inclinadas, haja pouca
possibilidade de erro.
• Os meios de comutação existentes devem estar instalados de forma
funcional e de fácil accionamento.
• Para uma leitura precisa, é desejável que o ponteiro dos minutos só
avance após a volta completa do ponteiro principal (= 1 minuto).
• O vidro não deve deformar opticamente os traços divisórios.
Entre os tipos de cronómetros analógicos simples mais usuais, incluem-se os
que só possuem um ponteiro e os que possuem um segundo ponteiro
Nos cronómetros simples, sem segundo ponteiro, a leitura pretendida é efectuada
com o relógio em movimento. Nos cronómetros simples com segundo ponteiro,
o ponto de medição pretendido é fixado accionando-se o cronómetro, o que
provoca a paragem do segundo ponteiro.
MATERIAL NECESSÁRIO AO ESTUDO DOS TEMPOS
Cronómetros
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Ut.03
M.O.01
Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
IEFP
IEFP
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ISQ
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Or
Or
Or
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g
g
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 24
III . 24
III . 24
III . 24
III . 24
Em seguida, regista-se o tempo marcado no mostrador e, com nova pressão, o
segundo ponteiro alcança o ponteiro principal e segue com ele. Devido a esta
separação de accionamento e leitura do cronómetro, a leitura é facilitada,
aumentando-se a precisão.
Existem ainda os cronómetros digitais que possibilitam a leitura imediata do
valor medido e que, na sua grande maioria, também possibilitam efectuar
medidas cumulativas.
O registo dos tempos lidos no cronómetro pode ser efectuado em folhas de
papel vulgar, mas é incómodo ter de preparar novas folhas sempre que se
procede a um novo estudo.
Utilização de impressos
Torna-se, portanto, mais prática a utilização de impressos de formato
normalizado, que permitem efectuar registos de uma forma ordenada, facilitando
uma consulta posterior e evitando que se omitam dados essenciais.
Existem essencialmente dois tipos de impressos para efectuar o registo do
Estudo dos Tempos: impressos que se utilizam no próprio local onde é efectuada
a recolha dos elementos, e impressos para serem preenchidos posteriormente,
para apurar as informações recolhidas no local.
De cada um destes tipos de impressos, existe uma infinidade de modelos
diferentes, cada um deles adaptado ao estudo e serviço a efectuar.
Apresentamos de seguida alguns exemplos que se revelaram satisfatórios para
estudos de carácter geral.
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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ISQ
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Or
Or
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g
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 25
III . 25
III . 25
III . 25
III . 25
Folha de Cronometragem
É, simultaneamente, a primeira folha de observações e a folha de introdução.
Nela são registadas todas as informações essenciais ao estudo, a decomposição
em elementos da operação estudada e os “cortes” utilizados.
Deverá ser efectuado um esboço no verso desta folha, se a implantação for
simples, ou, se for mais complicada, numa folha de papel quadriculado que se
anexa ao dossier.
Nota: FA=Factor de actividade. LC=Leitura do cronómetro. TS=Tempo subtraído. TB=Tempo base
FOLHA DE CRONOMETRAGEM
Serviço: Estudo n.º
Operação: E.M. N.º: Folha n.º de
Instalação/Máquina: N.º: Fim:
Início:
Ferram. e Calibres: Duração:
Executante:
N.º de ponto:
Produto / Peça: N.º: Estudado por:
Desenho n.º: Material: Data:
Qualidade: Controlado
Nota: Fazer esboço do posto de trabalho/regulação/peça no verso, ou em folha
separada, anexa ao estudo
Descrição dos
Elementos
FA LC TS TB Descrição dos
Elementos
FA LC TS TB
Fig. III.12 - Exemplo de folha de cronometragem
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 222
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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g
g
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 26
III . 26
III . 26
III . 26
III . 26
Folha de Recolha de Tempos
É utilizada para registar novos ciclos. É semelhante à anterior, só comportando
as colunas e dois espaços livres para registo do número do estudo e o da folha.
Normalmente são utilizados os dois lados da folha, não se repetindo o cabeçalho.
ESTUDO N.º FOLHA DE APURAMENTO DOS
TEMPOS
FOLHA N.º
DE
Descrição dos
Elementos
FA LC TS TB Descrição dos
Elementos
FA LC TS TB
Nota: O verso é semelhante mas não tem a linha superior do cabeçalho
Fig. III.13 - Folha de recolha dos tempos.
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 223
Fig. III.14 - Folha de cronometragem para ciclo curto
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 225
FOLHA DE CRONOMETRAGEM PARA CICLO CURTO
SERVIÇO SECÇÃO: ESTUDO N.º:
OPERAÇÃO: E.M.
N.º
FOLHA N.º: DE:
FIM:
INSTALAÇÃO/MÁQUINA Nº INÍCIO
DURAÇÃO:
FERRAMENTAS E CALIBRES: EXECUTANTE:
PRODUTO/PEÇA: Nº N.º PONTO:
DESENHO N.º: M ATERIAL: ESTUDADO POR:
DATA:
QUALIDADE: CONDIÇÕES DE
TRABALHO:
CONTROLADO:
NOTA: Estabelecer esboço do posto de trabalho no verso
E.I
.
DESCRIÇÃO DOS Tempo observado Total M édi
a
FA TB
N.º ELEM ENTOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 TO TO
NOTA: FA=Factor de actividade TO=Tem po observado TB=Tempo de base
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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IEFP
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ISQ
ISQ
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 27
III . 27
III . 27
III . 27
III . 27
Estes dois tipos de impressos são os normalmente utilizados. Contudo, para
registar operações repetitivas de curta duração (ciclos curtos), é preferível utilizar
impressos especialmente traçados com esse objectivo, como o exemplo que a
seguir se apresenta:
Para utilização posterior ao da recolha dos tempos, utilizam-se frequentemente
a folha de apuramento (para análise das leituras efectuadas e para obter tempos
representativos para cada elemento da operação), a folha de recapitulação (folha
de resumo de todas as informações obtidas durante o estudo) e a folha de
análise dos estudos (para determinação dos tempos dos diferentes elementos
da operação).
Fig. III.15 - Folha de apuramento
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 321
Estudo nº FOLHA DE APURAMENTO Folha nº de
Elemento A B C D E F G TM
(Tempo base) (Minutos reais)
Ciclo nº
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Totais
Número de
observações
Médias
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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anização do
anização do T
T
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T
Tr
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 28
III . 28
III . 28
III . 28
III . 28
Fig. III.16 - Folha de recapitulação
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 228
Outros acessórios
Existe uma grande variedade de outros aparelhos de medida de tempos, caso
se pretenda obter medidas muito precisas, embora, na maioria dos casos, o
cronómetro dê uma precisão suficiente, para o estudo pretendido.
A título de exemplo, poderemos mencionar os seguintes:
Aparelho de fita Zeiter
Este aparelho efectua a gravação de quatro pistas em fita magnética, permitindo
registar tempos com menos de 1 centésimo de minuto. Na primeira pista (faixa
da voz) é gravado o texto falado ao microfone, na segunda (faixa de marcação)
são gravados os impulsos de marcação (fixação de ponto de medição), a terceira
pista (faixa de tempo) é alimentada pelos impulsos de tempo e a quarta pista
(faixa de contagem) pode ser usada para a medição de outros dados como a
frequência do pulso, marcação dos pontos de uma máquina de costura e
semelhantes, etc., desde que se usem os necessários aparelhos adicionais.
FOLHA DE RECAPITULAÇÃO
SERVIÇO SECÇÃO: ESTUDO N.º:
OPERAÇÃO: E.M.
N.º
FOLHA N.º: DE:
DATA:
INSTALAÇÃO/MÁQUINA Nº INÍCIO:
FIM:
FERRAMENTAS E CALIBRES: DURAÇÃO
TEMPO
CONTROLO:
PRODUTO/PEÇA: Nº TEMPO NET:
TEMPO OBS:
DESENHO N.º: MATERIAL: TEMPO AUXILIAR:
TA EM %
QUALIDADE: CONDIÇÕES DE
TRABALHO:
ESTUDADO:
CONTROLADO:
EXECUTANTE: M/F: N.º DE PONTO:
Esboço e observações no verso da folha 1
EL.
N.º
DESCRIÇÃO DOS ELEMENTOS TB F OBS.
Nota: TB=Tempo de Base. F=Frequência de repetição por ciclos. Obs.=Número de observações
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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ganização do
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anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
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r
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ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 29
III . 29
III . 29
III . 29
III . 29
Fig. III.17 - Esquema de uma fita magnética gravada
Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991, pág. 98
Cronófago registador
Este aparelho regista marcas numa fita de papel que se desenrola a velocidade
constante, por pressão dos dedos sobre duas teclas. A sua única vantagem
sobre o cronómetro é que deixa o agente de estudo do trabalho livre para
observar a operação sem interrupção, em vez de ter de olhar e ler o cronómetro.
Permite também cronometrar elementos mais curtos, sendo a fita medida no
final de efectuado o registo.
A câmara de filmagem de velocidade constante
Nesta câmara, o filme é passado também a velocidade constante, podendo ser
também automaticamente registado o passar do tempo numa faixa inferior, por
forma a que se possa analisar posteriormente e com maior precisão a contagem
do tempo.
Poderão ainda ser necessários outros acessórios que permitam o registo de
diversos dados, que não o tempo.
Note-se que a determinação dos dados deve ser, sempre que possível,
determinada por medição e contagem e, raramente, por estimativa e avaliação.
De entre os outros acessórios normalmente utilizados, podemos salientar os
conta-rotações, contadores de peças, fitas métricas, pedómetros (para medição
do caminho percorrido e do número de passos de um determinado trabalhador),
balanças, dinamómetros (para medir forças de tracção e de pressão) e diversos
tipos de instrumentos para medição do clima (termómetros. medidores de
radiações e anemómetros), ruído (sonómetro) e luz (luxímetros).
Faixa de Voz
Faixa de Marcação
Faixa de Tempo
Faixa de Contagem
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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anização do
anização do T
T
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r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 30
III . 30
III . 30
III . 30
III . 30
Conforme foi anteriormente referido para o Estudo dos Métodos, também a
primeira fase do Estudo dos Tempos consiste na selecção do trabalho a estudar.
Normalmente os trabalhos a estudar não são escolhidos ao acaso, existindo
sempre uma razão que faz com que um determinado trabalho seja seleccionado.
As diversas razões possíveis poderão ser, por exemplo:
• Trabalho novo, nunca executado anteriormente
• O custo de um trabalho parece excessivo
• A Direcção da Empresa pretende conhecer os tempos normais de um
dado trabalho, antes de introduzir um sistema de remuneração baseado
no rendimento
• Uma mudança de matéria ou de método de trabalho exige a fixação de
uma nova norma de tempo.
• Existem queixas, por parte do pessoal, do pouco tempo atribuído a uma
operação
• Uma operação constitui um gargalo de estrangulamento, bloqueando as
operaçõesseguintese,eventualmente,retardaasoperaçõesprecedentes.
• Torna-se necessário examinar o modo de funcionamento de uma parte
da instalação, pois ela regista tempos mortos, aparentemente
exagerados.
• Um dado trabalho necessita de um Estudo dos Tempos,
complementarmente a um Estudo dos Métodos, ou então é necessário
comparar a eficácia de dois métodos propostos.
É importante referir aqui a ligação que deve existir entre o Estudo dos Métodos
e o Estudo dos Tempos.
Não se deve, por exemplo, efectuar um Estudo dos Tempos com o objectivo de
determinar a melhor maneira de efectuar o trabalho. Compreensivelmente, se
este estudo for efectuado, o próprio trabalhador ou a equipa poderão encontrar
uma melhor forma de executar um dado trabalho, pelo que as normas de
rendimento fixadas perderão a sua validade.
Enquanto não se tiver aperfeiçoado, definido e normalizado o melhor método
possível de trabalho, o tempo de execução do trabalho ou da tarefa a estudar
não se encontrará estabilizado, podendo variar.
Se as normas de tempo fixadas servirem de base para o cálculo de um prémio,
o montante atribuído ao executante pode tornar-se economicamente irrealista,
face ao trabalho produzido.
Poderão ocorrer as duas situações opostas: ou o trabalhador acha o tempo
fixado impossível de respeitar, ou, pelo contrário, estima poder realizar o trabalho
num tempo inferior ao estabelecido. Neste último caso, provavelmente limitava
a sua produção, para que não ultrapasse as normas pré-estabelecidas.
ESCOLHER O TRABALHO A ESTUDAR
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A Medida do Trabalho
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anização do
anização do T
T
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T
Tr
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ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 31
III . 31
III . 31
III . 31
III . 31
Na verdade, constitui um costume incluir nas convenções colectivas respeitantes
ao estudo do trabalho, uma cláusula que autoriza a realização de uma nova
cronometragem, quando o conteúdo de trabalho de uma tarefa for aumentado
ou diminuído.
No entanto, a realização de novas cronometragens levantará um certo
ressentimento nos trabalhadores, e, se houver frequente recurso a este método,
a credibilidade e confiança dos trabalhadores na direcção e nos agentes de
estudo rapidamente será abalada.
Nota-se, assim, a necessidade de começar por verificar se um determinado
método é bom, ou não pode ser melhorado.
Um problema delicado que poderá surgir nas fábricas que utilizam um sistema
de trabalho à peça diz respeito aos prémios pagos aos trabalhadores. Pode,
com efeito, verificar-se que o tempo previsto para algumas tarefas tenha sido
calculado tão largamente que os trabalhadores tenham ganho prémios elevados
impossíveis de manter ao mesmo nível depois de uma reavaliação correcta das
tarefas.
Qualquer tentativa de modificação dos métodos existentes, que se traduziria
automaticamente por uma revisão dos tempos estabelecidos, cria o risco de
encontrar uma enorme resistência, por parte dos trabalhadores.
Neste caso, vale mais começar o estudo para pequenas tarefas, para as quais
é evidente que um estudo de trabalho permitirá aumentar as remunerações da
mão-de-obra, mesmo que essas tarefas sejam menos importantes que as outras,
no que diz respeito ao conjunto da produção da Empresa.
Quando toda a Empresa tiver sido estudada e haja confiança na integridade
dos responsáveis pela execução do estudo, poder-se-á voltar às tarefas que
levantam problemas. Normalmente será necessário, inicialmente, um processo
de negociações, sobre estas tarefas, mas é possível chegar a um acordo se
todos compreenderem bem a finalidade da mudança.
Diferentes fases do Estudo de Tempos
Uma vez que foi decidido qual o trabalho que irá ser alvo de um Estudo de
Tempos, este é normalmente executado em oito fases, distribuídas da seguinte
forma:
• Realização de uma recolha e correspondente registo de todas as
informações disponíveis sobre a tarefa, o executante e as condições em
que ele trabalha e que, de qualquer forma, podem ter algum tipo de
influência na execução da tarefa.
• Efectuar, por escrito, uma descrição completa do método a decompor a
operação nos seus “elementos”.
• Examinar a decomposição em “elementos”, efectuada anteriormente,
por forma a verificar se estão a ser utilizados os métodos e movimentos
mais eficazes. Determinar a dimensão da amostra a medir.
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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IEFP · ISQ
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ISQ
ISQ
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g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 32
III . 32
III . 32
III . 32
III . 32
• Efectuar a medição e o registo do tempo gasto pelo executante em cada
um dos “elementos” da operação. Normalmente, é utilizado um
cronómetro para efectuar a medição do tempo.
• Avaliar a velocidade efectiva de trabalho do executante e compará-la
com a ideia que o observador tem da actividade correspondente à
actividade de referência. Esta avaliação requer uma certa prática e
experiência, por parte do observador
• Converter os tempos observados em “tempos de base”.
• Fixar os complementos a juntar ao tempo de base da operação.
• Determinar o “tempo normal” para a operação
Decompor o trabalho em elementos
Depois de se ter efectuado o registo de todas as informações consideradas
relevantes para posterior identificação da operação e do executante ter verificado
que o método utilizado é, efectivamente, bom, ou pelo menos o melhor possível,
é chegada a altura de se proceder à decomposição do trabalho a estudar em
“elementos”.
Entende-se por “elemento”cada parte distinta de um dado trabalho escolhido,
porque é possível efectuar a sua observação, medida e análise.
Ao conjunto, ou série de elementos, necessários à execução de uma
determinada tarefa para obtenção de uma unidade de produção, chama-se ciclo
de trabalho.
O ciclo de trabalho tem o seu início no primeiro elemento da operação ou da
actividade e termina quando se volta ao mesmo ponto, repetindo-se então a
operação ou actividade
Fig. III.18 - Representação esquemática de um ciclo de trabalho composto
por n elementos
Torna-se necessário efectuar a decomposição do trabalho em elementos para:
• Identificar e distinguir os diferentes tipos de elementos, de modo a aplicar
a cada um o tratamento apropriado (ver adiante).
Elemento de trabalho
...
1 2 3 n
elementos
Ciclo de Trabalho
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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g
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ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 33
III . 33
III . 33
III . 33
III . 33
• Conseguir distinguir o trabalho (ou tempo) produtivo do trabalho (ou tempo)
improdutivo.
• Permitir avaliar a actividade com um maior grau de precisão. O executante
pode não trabalhar sempre com o mesmo ritmo durante o conjunto do
ciclo e ter tendência a executar certos elementos mais depressa do que
os outros, o que poderia originar imprecisões se a avaliação fosse relativa
a um ciclo completo.
• Isolar os elementos que provoquem uma grande fadiga e fixar com mais
exactidão o complemento de fadiga.
• Facilitar o controlo do método de modo a facilitar a detecção, numa
outra altura, da omissão ou inserção de um novo elemento. No caso de
surgirem protestos contra a norma de tempo fixada para o trabalho, este
controlo pode revelar-se indispensável.
• Estabelecer uma especificação minuciosa da tarefa.
• Determinar tempos para os elementos que se encontram mais
frequentemente, tal como a manipulação dos comandos de uma máquina,
a fim de poder isolar estes tempos e utilizá-los na determinação de
dados de referência.
São normalmente consideradas oito categorias distintas de elementos:
repetitivos, ocasionais, constantes, variáveis, manuais, “máquina”,
preponderantes e estranhos, conforme se poderá verificar no quadro seguinte:
Quadro III.3a) - Tipos de elementos
Categorias de elementos
Tipos de Elementos Definição Exemplos
Repetitivo Elemento que se encontra em cada ciclo
de trabalho
Pegar numa peça antes de proceder
a uma montagem; colocar num torno
uma peça a trabalhar; por de lado
uma peça ou uma montagem
terminada
Ocasional Não se encontra em cada ciclo de trabalho,
mas pode intervir a intervalos regulares ou
irregulares. Um elemento ocasional
representa sempre um trabalho útil e faz
parte da tarefa estudada. Será incorporado
no calculo definitivodo tempo normal fixado
para a tarefa.
Ajustar a tensão ou regular uma
máquina; receber intruções do
supervisor.
Constante É aquele cujo tempo se mantém constante
cada vez que intervém no mesmo ciclo.
Calibrar um diâmetro; apertar e
bloquear uma porca; inserir uma
determinada ferramenta cortante no
mandril de uma máquina.
Variável É aquele cujo tempo de base varia em
função de certas características do produto,
do material ou do processo (dimensões,
peso, qualidade, etc.)
Serrar madeira à mão (o tempo de
execução varia de acordo com a
dureza e o diâmetro da madeira).
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
IEFP
IEFP
IEFP
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IEFP · ISQ
ISQ
ISQ
ISQ
ISQ
Or
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Or
Or
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g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 34
III . 34
III . 34
III . 34
III . 34
Quadro III.3b) - Tipos de elementos
Conforme se pode verificar, estas definições de elementos de trabalho não se
excluem mutuamente. Um elemento repetitivo pode também ser um elemento
constante ou variável, do mesmo modo que um elemento constante pode ser
igualmente repetitivo ou ocasional e um elemento ocasional pode ser constante
ouvariável.
Dimensão da amostra
O que foi anteriormente referido para o caso da Medida do Trabalho por
sondagem , nomeadamente, no que se refere ao nível de confiança e à utilização
de tabelas de números aleatórios, é igualmente válido para o presente caso.
Existe, no entanto, uma diferença: enquanto que na Medida do Trabalho por
sondagem o que está em causa são as proporções (valores de p e q), no
presente caso, o que procuramos é o valor do tempo médio representativo para
cada elemento. Uma vez fixado o nível de confiança e a margem de erro
pretendidos, pretende-se determinar a dimensão da amostra, ou seja, qual o
número de leituras que devem ser efectuadas para cada elemento.
Antes de proceder à determinação da dimensão da amostra, deverão ser
efectuadas um número n’ de leituras preliminares. Para essas leituras
preliminares será calculado o valor médio e o desvio padrão.
Dimensão da amostra
Tipos de Elementos Definição Exemplos
Manual Elemento realizado pelo trabalhador
"Máquina" Elemento realizado automáticamente por
uma máquina movida a motor ou processo
físico-químico.
Cozer mosaicos; prensar uma chapa
de carroçaria de um automóvel.
Preponderante É o elemento que dura mais tempo que
qualquer dos outros elementos igualmente
presentes.
Revelar um negativo fotográfico,
agitando de vez em quando o banho;
comandar o avanço de um torno
para dar determinado diâmetro a
uma peça, verificando esse diâmetro
com a ajuda de um calibre.
Estranho Elemento observado durante o estudo mas
que, ao ser analisado,não se revela parte
indispensável do trabalho.
Desengordurar uma peça que
deverá ainda continuar a ser
trabalhada à máquina; quebrar a
aresta de uma tábua, antes de
acabar de aplainar.
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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anização do
anização do
anização do
anização do T
T
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r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 35
III . 35
III . 35
III . 35
III . 35
O valor do desvio padrão para as observações efectuadas (s) é calculado
utilizando a fórmula:
s
x
x
n
n
=
−
′
′ −
∑
∑ 2
2
1
( )
(III.2)
em que:
s Desvio padrão das observações efectuadas
x Valores das leituras preliminares
n’ Número de leituras preliminares
Posteriormente, poderemos calcular a dimensão da amostra a utilizar, utilizando,
para tal, a seguinte fórmula:
n
zs
hx
=






2
(III.3)
em que:
n Número total de observações a efectuar para obter o nível de precisão
pretendido
z Desvio standard normal para o nível de confiança pretendido
s Desvio padrão das observações efectuadas
h Margem de erro absoluta
x Média dos valores observados nas leituras preliminares
A título de exemplo, podemos observar o seguinte caso:
Pretende-se determinar a dimensão da amostra, com um nível de confiança de
95,45% e uma margem de erro de ± 5%. Foram efectuadas cinco leituras
preliminares para um dado elemento, tendo-se obtido os valores da página
seguinte (em centésimos de minuto).
Exemplo III.3
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Componente Científico-Tecnológica
A Medida do Trabalho
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Or
Or
Or
Or
Org
g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 36
III . 36
III . 36
III . 36
III . 36
Cálculo do desvio padrão das observações efectuadas (s):
s
x
x
n
n
=
−
′
′ −
∑
∑ 2
2
1
( )
em que:
s Desvio padrão das observações efectuadas
2
x
∑ = 219
x
∑ = 33
n’ = 5 Número de leituras preliminares
donde:
( )
s
x
x
n
n
=
−
′
′ −
=
−
−
= =
∑
∑ 2
2
2
1
219
33
5
5 1
12
4
0 55
,
,
A dimensão da amostra a utilizar será:
n
zs
hx
=






2
em que:
n Número total de observações a efectuar para obter o nível de precisão
pretendido
z 2 (dado que o nível de confiança pretendido é de 95,45%)
s 0,55
Valores obtidos nas leituras preliminares
(emcentésimos de minuto) (x)
Valores de x2
7
6
7
7
6
49
36
49
49
36
x
x
=
=
∑ 33
6 6
,
x2
219
=
∑
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A Medida do Trabalho
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ISQ
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Or
Or
Or
Or
Org
g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 37
III . 37
III . 37
III . 37
III . 37
h 0,05
x 6,6 (média dos valores observados nas leituras preliminares)
n
zs
hx
x
x
leituras
=





 =





 = ≅
2 2
2 0 55
0 05 6 6
111 11
,
, ,
,
Verificamos assim que as cinco leituras previamente efectuadas não são
suficientes, devendo-se aumentar o tamanho da amostra.
Para um grau de confiança de 99,73% (z=3) e uma margem de erro de ± 10%,
ter-se-ia:
n
zs
hx
x
x
leituras
=





 =





 = ≅
2 2
3 0 55
010 6 6
6 25 6
,
, ,
,
Neste caso apenas seriam necessárias 6 leituras. Note-se que o previsível
aumento do número de leituras, relativamente ao caso anterior, provocado por
um aumento do grau de confiança (95,45% para 99,73%), é contrariado pelo
alargamento da margem de erro admissível (que passa de 5% para 10%),
diminuindo o número de leituras necessárias.
Dado que este é um método estatístico, a sua aplicação só é válida se as
variações observadas de uma leitura para outra forem exclusivamente devidas
ao acaso, não dependendo da vontade do executante.
Compondo-se um ciclo de trabalho completo de diversos elementos, a aplicação
deste método pode revelar-se algo fastidiosa, pois o número de leituras
necessárias para cada elemento pode variar, excepto se todos os elementos
tiverem, aproximadamente, a mesma duração média.
Muitas vezes, correndo o risco de perder algum rigor na análise efectuada,
calcula-se o número de ciclos de trabalho a observar, em vez de se determinar
especificamente o número de observações para cada elemento de trabalho
dentro de cada ciclo.
Para o cálculo do número de observações a efectuar (quer seja para os
elementos de trabalho individualmente, quer seja para o número de ciclos de
trabalho), são também frequentemente utilizados gráficos standard que nos
dão o tamanho da amostra em função de um coeficiente de variação, de acordo
com o nível de confiança pretendido.
O gráfico que a seguir se apresenta permite determinar o tamanho de uma
amostra, considerando um nível de confiança de 95% ou de 99% e uma margem
de erro de 5%.
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Or
Org
g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 38
III . 38
III . 38
III . 38
III . 38
Fig. III.19 - Gráfico para determinação do tamanho de uma amostra considerando
uma margem de erro de 5% e um nível de confiança de 99% ou de 95%
(consoante a recta utilizada)
A utilização do gráfico faz-se da seguinte forma:
• Calcular a média dos tempos obtidos nas leituras preliminares ( X )
• Calcular o desvio standard, s, baseado nas leituras efectuadas, de
acordo com a fórmula apresentada anteriormente:
s
x
x
n
n
=
−
′
′ −
∑
∑ 2
2
1
( )
• Calcular o coeficiente de variação que consiste no valor do desvio
standard (s) dividido pela média das leituras preliminares ( x )
Coeficiente de variação =
s
x
• Utilizar este valor no eixo das abcissas e encontrar a recta
correspondente ao nível de confiança pretendido, lendo o tamanho da
amostra a considerar no eixo das ordenadas.
1 2 4 6 8 10 20 40 60 80 100
1
2
4
6
8
10
20
40
60
80
100
200
400
600
800
1000
Nível de Confiança=99% Nível de Confiança=95%
Tamanho
da
Amostra
Coeficiente de Variação (percentagem)
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g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 39
III . 39
III . 39
III . 39
III . 39
Utilizando os dados utilizados anteriormente teremos:
Leituras preliminares (x)
7
6
7
7
6
x =
∑ 33
• O valor médio das leituras é:
x = =
33
5
6 6
,
• O desvio standard é:
( )
s
x
x
n
n
=
−
′
′ −
=
−
−
= =
∑
∑ 2
2
2
1
219
33
5
5 1
12
4
0 55
,
,
Coeficiente de variação =
s
x
= =
0 55
6 6
0 083 8 3
,
,
, ( , %)
• Do gráfico tiramos que (considerando um nível de confiança de 95%
e uma margem de erro de 5%) o número de leituras a efectuar deverá
ser, aproximadamente, de 10.
Uma amostra de 12 leituras resultou num tempo médio de 2,80 minutos com
um desvio standard de 0,56 minutos. Para um nível de confiança de 95% e uma
margem de erro de 5%, pretende-se saber se esta amostra de 12 leituras é
suficiente.
O valor do coeficiente de variação é de
s
x
= =
0 55
2 8
0 2 20
,
,
, ( %)
Exemplo III.4
Exemplo III.5
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Or
Org
g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 40
III . 40
III . 40
III . 40
III . 40
Utilizando o gráfico, verificamos que, para o grau de precisão pretendido, são
necessárias 60 leituras, pelo que as 12 efectuadas não são suficientes.
Cronometragem
Uma vez escolhidos e registados os elementos a cronometrar, assim como
determinada a dimensão da amostra, pode-se iniciar o processo de
cronometragem.
Entende-se por cronometragem a determinação de tempos previstos, através
da medição e avaliação de tempos reais.
Existem algumas exigências especiais que deverão ser tomadas em
consideração durante o processo de cronometragem, nomeadamente por parte
do observador que irá proceder ao estudo. Assim:
• O observador deve possuir condições profissionais para estruturar e
julgar o processo em observação. Deverá dominar a técnica de
cronometragem e de avaliação do grau de rendimento.
• O observador deverá colocar-se de forma a que o trabalhador sofra o
mínimo de influência possível e a que todo o processo possa ser bem
observado.
O indivíduo observado
deverá ter plena consciência
de que o está a ser
Fig. III.20 - A colocação do observador em relação ao trabalhador
• Para que a observação possa ser efectuada sem interrupções durante
o desenrolar da cronometragem, deverão evitar-se discussões com o
trabalhador observado e também com terceiros.
• Deverão ser considerados os eventuais regulamentos internos e
acordos colectivos, para informação do processo a superiores e a
outros sectores da empresa.
Trabalhador
Meio de produção
Observador
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Or
Org
g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 41
III . 41
III . 41
III . 41
III . 41
• Deverá informar-se o trabalhador no início da cronometragem, dado
que esta não é permitida sem o seu consentimento.
• O formulário de registo não deve ser rasurado, devendo o
preenchimento ser efectuado a tinta.
• Deverá ser garantida a manutenção das medidas de segurança.
Uma vez observados estes procedimentos deverá optar-se por um dos dois
métodos principais de recolha de tempos: a cronometragem cumulativa (ou
medição do tempo contínuo) ou a cronometragem repetitiva (com retorno a
zero ou do tempo unitário).
Fig. III.21 - Medição do Tempo Contínuo
Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991
Cronometragem cumulativa (ou medição do tempo contínuo)
Neste tipo de cronometragem os ponteiros do cronómetro nunca param durante
todo o processo. O cronómetro é posto em funcionamento no início do primeiro
elemento do primeiro ciclo a cronometrar, sendo registado o tempo lido no fim
da cada elemento.
No final do último elemento do último ciclo, o cronómetro é parado. Os diversos
tempos elementares ou unitários (correspondentes à duração de cada elemento)
são obtidos por subtracções sucessivas, conforme é mostrado no exemplo da
página seguinte.
Medição do Tempo
Medição do Tempo Unitário
Medição do Tempo Contínuo
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g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 42
III . 42
III . 42
III . 42
III . 42
Fig. III.22a) - Medição do Tempo Unitário
Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991
Cronometragem repetitiva (com retorno a zero ou do tempo unitário)
Neste tipo de cronometragem os ponteiros do cronómetro são reconduzidos ao
zero no final de cada elemento e voltam imediatamente a partir, o que permite
ler directamente o tempo de cada elemento. O mecanismo do cronómetro nunca
pára e o ponteiro parte imediatamente para medir o tempo do elemento seguinte.
Com este tipo de cronometragem teríamos, para o exemplo anterior:
Fig. III.22b) - Medição do Tempo Unitário
Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991)
Ponto
de
medição
Soltar
Soltar
Soltar
Soltar
Fases do
Processo
Fixar
Peça
Elaborar
Peça
Retirar e
depositar
peça
Fixar
Peça
F1 F2 F3 F4
ti 1
= 30 cmin
ti 2
= 30 cmin
ti 3
= 25 cmin
ti 4
= 35 cmin
Tempo
em cmin
unitário ti
0
30
30
25
35
0
0
0
Ponto
de
medição
Soltar
Soltar
Soltar
Soltar
Fixar
Peça
Elaborar
Peça
Retirar e
depositar
peça
Fixar
Peça
F1 F2 F3 F4
ti 1
= 30 cmin ti 2
= 30 cmin ti 3
= 25 cmin ti 4
= 35 cmin
Tempo contínuo
medido em cmin
Fases do
Processo
Tempo unitário
calculado
0 30 60 85 120
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Org
g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 43
III . 43
III . 43
III . 43
III . 43
Ambos os processos apresentam as suas vantagens e desvantagens:
Além do registo dos tempos dos elementos propriamente ditos, deverá ainda
registar-se a hora do dia em que se fez o estudo, o que pode ter importância se
mais tarde se quiser medir um novo tempo.
Com efeito, o tempo necessário para o desempenho de uma tarefa repetitiva
será talvez mais curto no início da manhã, quando o executante está “fresco”,
do que no fim do dia, quando a fadiga faz sentir os seus efeitos.
O ponto de medição, isto é, a altura em que deve ser registado o tempo, pode
ser visual (por observação) ou acústico (por audição), podendo a precisão
absoluta da medição ser influenciada pelo tempo de reacção do observador,
pelos erros de leitura do observador ou pelo atraso no accionamento do
instrumento de medição.
Medição Contínua
Vantagens Desvantagens
a) Medição do tempo contínuo.
b) Os erros de leitura são compensados na
próxima medição.
c) Não há influência na avaliação do rendimento
pelo conhecimento do tempo unitário.
d) Não se perde nenhum tempo unitário.
e) Pode-se usar cronómetro com ou sem segundo
ponteiro.
f) Qualquer relógio com ponteiro de segundos
serve, quando se efectuam longas medições
a) Os tempos unitários têm de
ser calculados.
b) Caso se utilize cronómetro
s e m s e g u n d o p o n t e i r o é
necessária uma maior atenção.
Medição Unitária
Vantagens Desvantagens
a) Não é necessário calcular os tempos unitários.
b) Evita erros de cálculo.
c) No registo do formulário são anotados valores
menores.
d) Uma variação dos tempos medidos resultantes
de irregularidades na sequência operacional
aparecem de imediato.
a ) P o s s íve l i nf luê nc i a na
d e te rm i na ç ã o d o g ra u d e
r e n d i m e n t o d e v i d o a o
conhecimento do tempo da fase
do processo.
b ) P o s s íve i s a tra s o s p e lo
accionamento mecanico dos
instrumentos de medição dos
tempos.
c ) É ne c e s s á ri a m e d i ç ã o
adicional do tempo total.
d) Maior custo dos instrumentos
de medição.
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g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 44
III . 44
III . 44
III . 44
III . 44
Chegámos, assim, ao fim do exame das fases preliminares dos Estudos dos
Tempos, desde a escolha do trabalho a analisar até ao registo dos tempos
elementares efectivos, passando pela recolha de todas as informações úteis,
pela decomposição do trabalho em elementos e pelo exame dos métodos
utilizados.
De seguida, iremos proceder ao estudo dos métodos utilizados para modificar
os tempos observados, de maneira a ter em conta as diferenças na actividade
de execução do trabalho.
O julgamento do nível de actividade e os “complementos” tratados mais adiante
são, de entre todos os aspectos da Medida do Trabalho, aqueles que se prestam
a uma maior controvérsia. Tal facto deve-se a que, na maior parte das vezes, as
empresas procedem a tais estudos tendo por finalidade a determinação dos
tempos normais para fixar as cargas de trabalho, que servem de base a um
sistema de prémios.
Assim, o método aplicado influi directamente no ganho dos trabalhadores e,
também, na produtividade e, consequentemente, nos lucros da empresa. Tais
assuntos, conforme se pode compreender, são bastante delicados e
melindrosos, devendo ser tema de negociações entre a direcção e o pessoal.
A determinação do nível de actividade consiste, basicamente, na avaliação da
cadência do trabalho de um determinado executante, por forma a compará-la
com um hipotético “valor médio”, que corresponde à cadência “normal” de
execução desse trabalho.
A avaliação dessa cadência será sempre um pouco subjectiva, devendo ser
efectuada por alguém experimentado, que já tenha alguma prática e
conhecimentos do trabalho a estudar. Só desta forma será possível alguém
avaliar o ritmo de trabalho de um trabalhador, por forma a determinar se esse
ritmo é “mais lento” ou “mais rápido” que o “normal”.
O problema põe-se precisamente na determinação daquilo a que se pode chamar
o “rendimento normal” ou, pelo menos, o “rendimento médio”.
Poderá dizer-se que o tempo normal para executar uma determinada tarefa é,
no fundo, o tempo normalmente necessário a um trabalhador qualificado médio
para executar essa tarefa à sua actividade habitual, desde que esteja
suficientemente motivado para se dedicar a essa tarefa.
Entende-se por trabalhador qualificado aquele que possui as qualidades físicas
necessárias, a inteligência e a instrução desejadas, tendo adquirido a habilidade
e os conhecimentos requeridos para executar o trabalho segundo normas
satisfatórias de segurança, de quantidade e de qualidade.
A habilidade técnica exige alguma aprendizagem, tendo a prática e a observação
demonstrado existirem algumas qualidades que permitem distinguir o trabalhador
experiente do trabalhador principiante.
Trabalhador qualificado
NÍVEL DE ACTIVIDADE
Nível de actividade
Tempo normal
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anização do
anização do
anização do T
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r
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ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 45
III . 45
III . 45
III . 45
III . 45
Nomeadamente, o trabalhador experiente adquire um ritmo de trabalho,
efectuando movimentos uniformes e regulares, reage mais rapidamente aos
sinais que se lhe apresentam e prevê as dificuldades, estando melhor preparado
para as ultrapassar. O seu trabalho é executado de uma forma descontraída,
sem dar a impressão de um esforço de atenção consciente.
O ideal seria, portanto, que se estudassem apenas trabalhadores qualificados,
uma vez que normas de tempo estabelecidas na base de actividades de
executantes inexperientes poderão revelar-se totalmente falsas.
Na prática, é extremamente difícil encontrar essa situação. Pode até mesmo
acontecerquenenhumdostrabalhadoresafectadosaumadeterminadaoperação
seja perfeitamente qualificado para a executar, se bem que, com o treino, a
situação possa melhorar após algum tempo.
Pode também acontecer que alguns dos trabalhadores sejam qualificados, mas
tão poucos que não podem ser considerados como representantes de todo o
grupo.
Em teoria, o ideal seria estudar-se o trabalhador qualificado médio, embora, na
prática, isso não seja tão simples como parece.
Com efeito, todos os trabalhadores são indivíduos e, como tal, todos são
diferentes uns dos outros. No entanto, para um grande número de pessoas de
um determinado país ou região, por exemplo, valores como a altura e o peso
têm tendência a seguir uma regra, podendo ser representadas graficamente
por uma curva de distribuição normal.
Para a Europa Ocidental, por exemplo, a altura média do homem é de,
aproximadamente, 1,72 m, existindo uma grande percentagem de homens que
medem entre 1,69 m e 1,75 m, e uma percentagem cada vez menor para as
alturas que se afastam destes números.
Para o ritmo de trabalho dos executantes sucede o mesmo, conforme se poderá
ver no diagrama seguinte, onde se representam os tempos obtidos por 500
trabalhadores executando a mesma operação, nas mesmas condições e
utilizando os mesmos métodos.
Fig. III.23 - Distribuição dos tempos de execução de uma tarefa
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 252
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g
g
g
ganização do
anização do
anização do
anização do
anização do T
T
T
T
Tr
r
r
r
ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 46
III . 46
III . 46
III . 46
III . 46
Dividindo os tempos por classes com intervalos de quatro segundos, verificamos
que os trabalhadores se distribuem por grupos da seguinte forma:
Quadro III.4 - Exemplos de distribuição dos tempos de trabalho
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 253
Verificamos então que o grupo mais importante, correspondente a 32,8% dos
trabalhadores, se situa entre os 46 e os 50 segundos.
Poderá dizer-se que, em média, este conjunto de 500 trabalhadores necessita
entre 46 e 50 segundos, ou seja 48, para executar a operação. Então, quer
dizer que 48 segundos é o tempo necessário ao trabalhador qualificado médio
para executar a sua tarefa, nas condições dadas.
Para uma outra empresa, este valor poderá já não ser válido, dependendo das
condições a que os trabalhadores estejam sujeitos.
Avaliação do factor de actividade
Já foi várias vezes referido que a Medida do Trabalho servia sobretudo para fixar
normas de tempos para as diversas tarefas executadas na empresa. Estas
normas poderão ser utilizadas para numerosos fins, nomeadamente, servindo
de base a sistemas de prémios e elaboração de programas de produção.
Para que estas normas tenham alguma utilidade, convém que a maior parte
dos trabalhadores as possam cumprir. Com efeito, de nada adiantará fixar normas
tão elevadas que só os melhores trabalhadores as possam atingir, dado que os
programas elaborados com base nessas normas não serão cumpridos. Pelo
contrário, verificar-se-á uma redução da eficiência da mão-de-obra, com a
aplicação de normas que até os trabalhadores mais lentos conseguem cumprir
sem esforço.
Classes de Tempos
(Segundos)
Número de Executantes
(em 500)
Percentagem do
número de
executantes
30-34
34-38
38-42
42-46
4
16
38
104
0,8
3,2
7,6
20,8
32,4
46-50 164 32,8 32,8
50-54
54-58
58-62
62-66
113
48
11
2
22,6
9,6
2,2
0,4
34,8
500 100,0
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A Medida do Trabalho
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balho
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balho III . 47
III . 47
III . 47
III . 47
III . 47
Como se consegue, então, determinar um tempo equitativo médio? Dado que
não existe a possibilidade de efectuar os estudos utilizando somente
trabalhadores qualificados, nem é possível verificar o tempo de 500 executantes
e representá-los por uma curva, por forma a obter um tempo médio seguro, o
único processo disponível é o chamado julgamento da actividade.
O julgamento da actividade é a avaliação do ritmo de trabalho de um executante,
relativamente à ideia que o observador tem da cadência correspondente à
actividade normal de execução. Esta actividade corresponde àquilo a que
normalmente se chama a actividade de referência e que corresponde ao valor
100 da escala de avaliação.
Segundo uma opinião geralmente aceite nos Estados Unidos e na Grã--Bretanha,
a actividade normal equivale à velocidade dos movimentos dos membros de um
homem de força física média, andando sem carga, em linha recta, sobre um
solo liso e à velocidade de 6,4 quilómetros por hora.
Este tipo de marcha alerta e viva é facilmente sustentável por um indivíduo que
possui as aptidões físicas requeridas e está habituado à marcha, desde que
faça as necessárias pausas para repousar. Convém notar que esta actividade
normal está prevista para a Europa e América do Norte, podendo não ser
aplicável noutras partes do mundo, com outro tipo de clima, por exemplo.
Em todo o caso oferece um ponto de referência que permite comparar as
cadências adoptadas nas diferentes partes do mundo e determinar se é
necessário efectuar um ajustamento.
A comparação entre a actividade de trabalho observada e a norma teórica só
poderá ser efectuada com uma grande prática.
Voltando ao exemplo da marcha, a maior parte dos indivíduos seriam capazes
de, se tal lhes fosse solicitado, julgar a velocidade de uma pessoa, classificando-
a em três categorias: lenta, média ou rápida. Com um pouco de prática poderiam
dizer que a velocidade é de aproximadamente 4, 6 ou 8 quilómetros por hora.
Mas, para chegar a tal precisão, o observador teria de se lembrar de uma
determinada velocidade, com a qual compararia as actividades observadas.
É exactamente o que faz um observador de tempos de execução de
determinadas tarefas, mas como as operações que observa são muito mais
complexas que uma simples marcha sem carga, a sua formação exige muito
mais tempo.
Nunca, seja a que pretexto for, deverá um principiante tentar fixar normas de
tempo sem anteriormente ter adquirido uma grande prática, sobretudo se as
normas servirem para o estabelecimento de um sistema de prémios.
Ao efectuar um julgamento de actividade, portanto, o observador compara a
velocidade do executante com a velocidade que ele pensa ser “normal”. A
velocidade a que nos referimos não diz só respeito à velocidade dos movimentos:
um executante pouco qualificado pode fazer uma série de movimentos
extremamente rápidos e, no entanto, inúteis, podendo facilmente enganar um
observador pouco experiente.
Actividade Normal
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balho
balho
balho
balho III . 48
III . 48
III . 48
III . 48
III . 48
Só a experiência e um bom conhecimento das operações observadas podem
ensinar a julgar essa velocidade efectiva.
As operações que exigem reflexão, por exemplo, são extremamente difíceis de
apreciar. É preciso ter uma grande experiência deste género de trabalho, antes
de poder fazer avaliações satisfatórias.
A fim de se poder comparar, efectivamente, a actividade do trabalho observado
com a norma pré-estabelecida, é indispensável dispor de uma escala numérica
que permita quantificar a operação. O julgamento da actividade será, portanto,
a utilização de um coeficiente ou factor, pelo qual se poderá multiplicar o tempo
observado para obter o tempo de base, ou seja, o tempo que seria necessário
ao trabalhador qualificado médio para efectuar o elemento de trabalho
considerado à actividade normal, desde que esteja suficientemente motivado
para se entregar à sua tarefa.
São utilizadas diversas escalas de avaliação, das quais a mais utilizada é a
escala 0-100 da British Standard Institution. No quadro seguinte, poderemos
observar exemplos de actividades de trabalho qualificadas de acordo com a
referida escala.
Quadro III.5 - Exemplos de diversas actividades de trabalho segundo a escala de
avaliação 0-100 para o julgamento de actividades (Baseado em “Introdução ao Estudo
do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 203)
A utilização de escalas
(1) Velocidade atingida por um homem de estatura e força física médias, livre de qualquer peso, andando em linha recta
sobre um solo liso, sem inclinação nem obstáculos. Ver Barnes: Etude des Moviments et des temps, op. cit., pág. 425, e Jean
Gerbier: Organisation, Méthodes et techniques fondamentales, Aide-mémoire Dunod (Paris, Bordas, 1975).
Escala 0-100 Descrição da actividade
Velocidade de
marcha comparável
(km/h) (1)
0
50
75
100
125
150
Actividade nula.
Muito lenta; movimentos inábeis e hesitantes; o
executante parece estar meio a dormir e não se
interessar pela sua tarefa.
Compassada, sem pressa, como a de um trabalhador
não remunerado á peça, sobe vigilância apropriada;
parece lenta, mas sem qualquer desperdício deliberado
de tempo durante a observação.
Gestos vivos e precisos de um trabalhador qualificado
médio remunerado à peça; as normas prescritas de
qualidade e precisão são atingidas sem hesitação.
Muito rápido; o executante demonstra uma segurança,
destraza e coordenação de movimentos muito superior
à de um trabalhador médio experiente.
Excepcionalmente rápida; a actividade exige um
esforço e concentração intensos e não poderá
provavelmente ser mantida durante muito tempo; feito
de "perito" que só alguns trabalhadores excepcionais
podem atingir.
3,2
4,8
6,4
8
9,6
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a
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balho
balho III . 49
III . 49
III . 49
III . 49
III . 49
A escala 0-100 apresenta grandes vantagens, que levaram à sua adopção no
Reino Unido. Nesta escala, o zero representa a actividade nula e o cem a
actividade de trabalho normal do executante qualificado e motivado, quer dizer,
a actividade de referência.
Se o observador entende que a actividade de execução da operação que observa
não atinge o nível que julga normal, escolherá um factor inferior a 100, por
exemplo 90, ou qualquer outro número que julgue justo. Se, pelo contrário,
pensa que a actividade do trabalhador ultrapassa o nível normal, tomará para
factor um número superior a 100, por exemplo 110, 115 ou 120.
No início, convirá que se utilizem factores de actividade terminados em zero
(90, 110, 80, 120) e, quando o observador já possuir uma maior sensibilidade,
poderá, então, utilizar outros valores. Recomenda-se, no entanto, que sejam
utilizados factores terminados em cinco ou em zero (85, 90, 115, 120), pois os
valores intermédios representam um grau de precisão que, dificilmente,
conseguirá ser atingido.
Iremos observar, de seguida, quais os factores a ter em consideração para o
cálculo dos tempos normal e standard de um dado trabalho ou operação, desde
o tempo observado até à atribuição dos respectivos complementos.
Cálculo do Tempo Normal
O tempo normal é calculado através da multiplicação do tempo observado pelo
factor de actividade atribuído pelo observador. Assim, e utilizando a escala
0-100, suponhamos que um dado elemento duma determinada tarefa teve um
tempo observado de 0,16 (minuto decimal). O observador considerou que a
tarefa tinha sido executada a um ritmo superior ao normal, pelo que decidiu
atribuir-lhe um factor de actividade de 125.
Não nos devemos esquecer que o factor de actividade representa o numerador
de uma fracção cujo denominador é a actividade de referência (neste caso
100). Teremos então:
Tempo Observado Factor de Actividade Tempo Normal
0,16 125 0,16 x (125/100) = 0,20
O TEMPO NORMAL E STANDARD DE UMA ACTIVIDADE
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a
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balho
balho
balho
balho III . 50
III . 50
III . 50
III . 50
III . 50
Graficamente, poderemos representar o processo da seguinte forma:
Fig. III.24 - Representação gráfica do modo de cálculo do tempo normal
(tarefa executada a um ritmo superior ao normal)
Para uma tarefa executada a um ritmo considerado inferior ao normal, o factor
de actividade atribuído será inferior a 100, por exemplo 80, pelo que o tempo
normal será inferior ao tempo observado:
Tempo Observado Factor de Actividade Tempo Normal
0,16 80 0,16 x (80/100) = 0,13
Fig. III.25 - Representação gráfica do modo de cálculo do tempo normal
(tarefa executada a um ritmo inferior ao normal)
Vemos assim que o tempo normal representa o tempo que seria preciso para
efectuar o elemento de trabalho (a partir do julgamento do observador), se o
executante trabalhar com uma actividade normal e não à velocidade mais rápida
ou mais lenta que foi efectivamente observada.
Se a avaliação efectuada pelo observador fosse sempre perfeitamente exacta,
o resultado da cronometragem do mesmo elemento em vários ciclos de trabalho
seria sempre constante. Por exemplo:
Tempo observado
(0.16)
Factor de
Actividade
Tempo Normal
Tempo Normal
Tempo observado
(0,16)
Factor de
Actividade
Tempo Normal
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r
r
ra
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 51
III . 51
III . 51
III . 51
III . 51
Na realidade, é muito raro que o produto do tempo observado pelo factor de
actividade seja absolutamente constante, quando se faz entrar em linha de
conta um grande número de leituras.
Este facto poderá ficar a dever-se, entre outros factores, a variações existentes
no próprio conteúdo de trabalho do elemento, a erros de leitura e registo dos
tempos observados, a inexactidões no próprio julgamento da actividade, etc.
Cálculo dos complementos
Um Estudo de Tempos deverá ser sempre precedido por um Estudo dos
Métodos, por forma a optimizar o mais possível o modo de execução de uma
determinada tarefa, reduzindo ao mínimo a energia dispendida pelo executante
para realizar a sua tarefa.
No entanto, a execução de um trabalho exige sempre um certo esforço, mesmo
que esteja a ser utilizado o método de execução mais prático, económico e
eficaz.
Assim, no tempo normal de execução da tarefa deverá estar contemplado um
complemento de tempo, para permitir ao executante repousar e compensar a
fadiga. Deverá também ser considerado um complemento para ter em conta as
necessidades pessoais do trabalhador, além de outros complementos
(complementos auxiliares, por exemplo), que, adicionados ao tempo normal,
irão constituir o chamado tempo standard.
É muito difícil fixar com precisão os complementos exigidos por uma dada
tarefa. Deve, portanto, fazer-se um esforço para avaliar objectivamente os
complementos que se podem aplicar regularmente aos diversos elementos de
trabalho ou a diversas operações.
Fundamentalmente, o facto de o cálculo dos complementos não poder ser
rigorosamente exacto, não deve servir de pretexto para fazer dos complementos
um “saco sem fundo” para todos os factores esquecidos durante o decorrer do
estudo. Note-se que o estabelecimento de normas de tempo não deve ser
viciado, por exemplo com a adição de alguns pontos de percentagem aqui e ali.
É extremamente difícil elaborar um sistema de complementos aceite por todos,
aplicável em todas as situações de trabalho e válido em todos os países do
mundo. Existem diversos factores relacionados com o executante (idade,
constituição física, aptidão para a aprendizagem, alimentação), com a própria
Complementos
o
l
c
i
C o
l
c
i
C o
l
c
i
C o
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2
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a
abalho
balho
balho
balho
balho III . 52
III . 52
III . 52
III . 52
III . 52
natureza do trabalho (ligeiro, médio, pesado, posição do executante, nível de
risco) e com o meio ambiente (temperatura, barulho, humidade, sujidade,
luminosidade), que dificultam a elaboração de um sistema internacional de
complementos aplicável a todas as situações de trabalho.
É por isso que a Organização Internacional de Trabalho (O. I. T.) não adoptou,
e não tem a intenção de adoptar, normas relativas à determinação de
complementos, apesar de existirem diversas pesquisas efectuadas por diferentes
organismos sobre este aspecto em particular, como é caso das pesquisas
efectuadas pelo Max Planck Institut für Arbeitsphysiologie e pelo REFA Verband
für Arbeitsstudien, na Alemanha, e, na Austrália, por G. C. Heyde.
Podemos ver, de seguida, o esquema básico de cálculo dos complementos.
Destes, apenas os complementos de repouso são o único complemento
importante do tempo normal. Os outros complementos (auxiliares,
suplementares ou especiais) só são aplicados em certas condições.
Fig. III.26 - Os complementos
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 283
Complementos de repouso
Estes complementos destinam-se a permitir ao trabalhador recompor-se da
fadiga. Os complementos de repouso são habitualmente acrescentados,
elemento por elemento, aos tempos de base. Assim, estabelece-se
separadamente o tempo de trabalho total atribuído a cada elemento, obtendo-
Complementos
para necessidades
pessoais
Complementos
para fadiga
base
Complementos
fixos
Complementos
variáveis
Complementos
de repouso
Tensão nervosa e
esforço físico intenso
Factores ambientais
Complementos
auxiliares
Complementos
suplementares
Complementos
especiais
Complementos
totais
Tempo
Standard
Tempo Normal
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a
abalho
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balho
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balho III . 53
III . 53
III . 53
III . 53
III . 53
-se, em seguida, o tempo normal da tarefa ou operação completa, somando os
tempos normais elementares.
Os complementos de repouso são de dois tipos distintos: os fixos e os variáveis,
podendo ainda os fixos, por sua vez, ser classificados para necessidades
pessoais ou de base para a fadiga.
Complementos fixos
Complemento para necessidades pessoais
Os complementos de repouso fixos para necessidades pessoais têm em conta
a necessidade de abandonar o posto de trabalho por necessidades pessoais,
como sejam, lavar-se, ir aos sanitários, beber água, etc.. Normalmente os
números aplicados para este complemento variam entre 5% e 7% do tempo de
base.
Complemento de base para a fadiga
Este complemento é constante, sendo aplicado para compensar a energia
consumida na execução do trabalho e para aliviar a monotonia. Representa,
habitualmente, 4% do tempo de base, sendo este número considerado suficiente
para um executante que trabalhe sentado, efectue trabalhos ligeiros em boas
condições de trabalho e faça um uso normal das suas mão, pernas e faculdades
sensoriais.
Complementos variáveis
Estes complementos são acrescentados aos fixos quando as condições do
executante forem nitidamente diferentes das anteriormente descritas, por
exemplo, quando existem más condições de trabalho impossíveis de melhorar,
esforço físico e tensão nervosa acrescidos, etc.
Diversos organismos de investigação já efectuaram estudos importantes,
tentando estabelecer um sistema mais racional para o cálculo de complementos
variáveis, tendo a maioria dos consultores em organização, de todos os países,
estabelecido as suas próprias tabelas.
Apresentamos, em anexo, um exemplo de cálculo de complementos de repouso
baseado num sistema de pontos. Segundo a experiência, este tipo de tabelas
funciona satisfatoriamente para trabalhos de intensidade normal ou moderada,
mas conduzem a complementos insuficientes se aplicados a trabalhos muito
duros.
É sempre preferível observar o local de trabalho durante um dia inteiro, anotando
os momentos efectivos de repouso, e comparando-os com o complemento
calculado. Desta forma, é possível ver, pelo menos, se os tempos indicados na
tabela são ou muito generosos ou muito apertados.
Conforme já foi referido os complementos são, habitualmente, calculados
elemento a elemento. Se, no entanto, se considera que nenhum elemento de
trabalho é mais fatigante que qualquer outro, o mais simples será somar primeiro
todos os tempos base elementares e, em seguida, aplicar uma percentagem
de complemento única que se adiciona a esse total.
Além dos complementos de repouso, por vezes, torna-se necessário introduzir
outros complementos, como sejam os complementos auxiliares e especiais.
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balho
balho III . 54
III . 54
III . 54
III . 54
III . 54
Complementos Auxiliares
Os complementos auxiliares são introduzidos para ter em conta um trabalho
ou uma espera que é justificada e previsível, mas que acontece muito rara ou
irregularmente. Este complemento não deverá ultrapassar os 5% do tempo
base e só deve ser aplicado se for totalmente impossível eliminar as circuns-
tâncias aleatórias das referidas actividades.
Complementos Especiais
Podem ser atribuídos complementos especiais para actividades que,
normalmente, não fazem parte do ciclo de trabalho, mas que são indispensáveis
à boa execução do trabalho. Poderão ser, por exemplo, complementos de
arranque ou de lançamento, de paragem, de limpeza, de ferramentas, etc.
O modo de cálculo destes complementos deverá ser efectuado por alguém que
possua bons conhecimentos e uma certa prática do trabalho em causa, pois é
impossível normalizar todos os complementos a atribuir a todos os tipos
diferentes de trabalho existentes.
Tempo Standard
O processo de cálculo do tempo standard inicia-se com o registo do tempo
observado, que será devidamente ajustado (podendo ficar igual, inferior ou
superior) com o respectivo factor de actividade.
Obtém-se, assim, o chamado tempo normal, ao qual iremos adicionar alguns
complementos, como sejam os complementos de repouso e auxiliares. Atinge-se
assim o tempo standard para o elemento considerado.
Graficamente, poderemos representar o processo da seguinte forma:
Fig. III.27 Composição do tempo standard para uma tarefa manual simples
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 290
Se a tarefa for executada a uma velocidade superior à normal:
inevitáveis
Atrasos
Tempo standard
Tempo normal
Tempo observado
Factor de
actividade
Comple-
mentos
Duração Total da Actividade
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III . 55
III . 55
III . 55
III . 55
Neste caso, tivemos em consideração que a tarefa foi executada a um ritmo
considerado superior ao normal, pelo que, com a aplicação do factor de
actividade, irá obter-se um tempo de base superior.
Muitas vezes, a atribuição de complementos para diversos fins é objecto de
negociação sindical, existindo diversos factores de tolerância (previamente
acordados na Empresa) a atribuir para compensar a fadiga, necessidades
pessoais, esperas inevitáveis, etc..
Nesta situação, o cálculo do tempo normal é efectuado da seguinte forma:
O estudo de um determinado trabalho originou um tempo de ciclo de 4,0 minutos.
O observador considerou existir um factor de actividade de 85 (o que significa
que o trabalhador desempenhou a sua tarefa a 85% do desempenho considerado
normal). É prática corrente na Empresa atribuir um factor de tolerância de 13%.
Pretende-se calcular o tempo standard da operação.
Resolução:
A Associação Protectora das Aves Canoras promove frequentemente seminários
de divulgação, efectuando para o efeito um mailing de milhares de cartas para
os seus associados.
Foi efectuado um Estudo de Tempos sobre o trabalho de preparação das cartas
para o mailing. Com base nos resultados que a seguir se apresentam, a APAC
pretende determinar o tempo standard para o referido trabalho. O factor de
tolerância, normalmente admitido na APAC, para compensar a fadiga, erros e
demoras inevitáveis, é de 15%.
Exemplo III.6
Exemplo III.6
Tempo s dard
Tempo observado xFactor de actividade
Factor de Tolerancia
TempoNormal
Factor de Tolerancia
tan
$ $
=
−
=
−
1 1
(III.4)
Tempo s dard
Tempo observado xFactor de actividade
Factor de Tolerancia
utos x
utos
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$
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,
,
,
, min
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−
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=
−
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1
4 0 0 85
1 013
3 4
0 87
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III . 56
III . 56
III . 56
Resolução
• Todos os tempos que se apresentem nitidamente deslocados em
relação aos restantes (como é o caso daqueles marcados com um
asterisco) não deverão ser considerados, dado que, provavelmente,
ocorreram devido à presença de algum factor estranho ao
elemento.
• Calcular o tempo médio de ciclo para cada um dos seus elementos.
• Calcularotemponormalparacadaelemento(tempoobservadox factor
de actividade).
Tempo normal para o elemento A = 9,5 x 1,2 = 11,40 minutos
Tempo normal para o elemento B = 2,2 x 1,05 = 2,31 minutos
Tempo normal para o elemento C = 1,5 x 1,10 = 1,65 minutos
• Note-se que o cálculo do tempo normal é efectuado individualmente
para cada elemento de trabalho, dado que os factores de actividade
variam de elemento para elemento.
• Adicionar os diversos tempos normais para cada elemento, por forma
a se obter o tempo normal total de todo o ciclo de trabalho.
Tempo normal total do ciclo = 11,4 + 2,31 + 1,65 = 15,36 minutos
• Calcular o tempo standard para todo o ciclo.
Tempo medio para o elemento A utos
Tempo medio para o elemento B utos
Tempo medio para o elemento C utos
& , min
& , min
& , min
=
+ + +
=
=
+ + + +
=
=
+ + +
=
8 10 9 11
4
9 5
2 3 2 1 3
5
2 2
2 1 2 1
4
15
Tempo s dard do ciclo
Tempo normal do ciclo
Factor de tolerancia
utos
tan
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,
, min
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−
=
−
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balho
balho
balho III . 57
III . 57
III . 57
III . 57
III . 57
Até agora, todos os procedimentos descritos se referiam ao chamado trabalho
livre ou sem restrições, dado que a produção do executante só está limitada
por factores que ele próprio pode controlar, não existindo máquinas que efectuem
automaticamente uma determinada operação.
No entanto, muitas das tarefas são constituídas simultaneamente por elemen-
tos manuais, inteiramente efectuados pelo trabalhador e elementos executa-
dos automaticamente por máquinas, enquanto o trabalhador permanece inacti-
vo ou se dedica a outra tarefa, Para fixar normas de tempo que convenham a
este género de operações, são necessários métodos de conversão do tempo
base um pouco diferentes.
O tempo de máquina máximo, ou seja, o tempo máximo possível de utilização
de uma máquina durante um determinado período, pode ser decomposto da
forma que o esquema seguinte pretende represent
Fig. III.28 - Composição esquemática do tempo de máquina. Segundo um esquema
do B. S. Glossary
Fonte: British Standard Institution: Glossary of Terms Used in Work Study (London, 1969)
NORMAS PARA O TRABALHO COM MÁQUINAS
Tempo de máquina máximo
Tempo não
utilizado
Dia ou semana de trabalho
Horas
suplementares
Tempo de máquina disponível
Tempo de funcionamento da
máquina
Tempo de
inactividade
da máquina
Tempo de
máquina
acessório
Tempo retirar a
máquina de
seviço
Funcionam a
rendimento
insuficiente
Tempo de
funcionamento
normal da máquina
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balho
balho
balho
balho III . 58
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III . 58
O método que melhor se presta ao estudo da utilização das máquinas é a
Medida do Trabalho por sondagem, já descrita nesta Unidade Temática. Quando
existe um número considerável de máquinas a estudar, a aplicação desta técnica
permite obter informações necessárias, exigindo muito menos esforço que o
Estudo dos Tempos.
Por vezes, os resultados obtidos são expressos sob a forma de taxas ou
coeficientes. Normalmente são utilizados três tipos de coeficientes:
Te m p o m á xim o d e m á q uina Te m p o m á xim o p o s síve l d e utiliza ç ã o d e um a m á q uina o u
d e um g rup o d e m á q uina s d ura nte um d e te rm ina d o
p e río d o d e te m p o , p o r e xe m p lo na s 1 6 8 ho ra s d e um a
s e m a na o u na s 2 4 ho ra s d e um d ia .
Te m p o d e m á q uina d is p o níve l Te m p o d ura nte o q ua l s e p o d e utiliza r um a m á q uina ,
c a lcula d o s e g und o o te m p o d e p re se nç a d o s e xe c uta nte s
(o d ia o u a s e m a na m a is a s ho ra s sup le m e nta re s ).
Te m p o d e ina ctivid a d e d a m á q uina Te m p o d ura nte o q ua l um a m á q uina s e e nco ntra
d is p o níve l p a ra a p ro d uçã o o u p a ra tra b a lho s a c e s s ó rio s ,
m a s d ura nte o q ua l nã o é utiliza d a p o rq ue nã o há
tra b a lho , m a té ria s o u p e s so a l. E s te te m p o co m p re e nd e
o s p e río d o s d e p a ra g e m d e vid o s a um a a va ria e m
a lg um a o utra m á q uina q ue te nha c o m c o ns e q uê ncia um
g a rg a lo d e e stra ng ula m e nto na fá b ric a .
Te m p o d e m á q uina a ce s só rio Te m p o d ura nte o q ua l um a m á q uina nã o p o d e s e r us a d a
na p ro d uç ã o e m virtud e d e um a m ud a nça d e tra b a lho , d e
um a a fina çã o , d e um a lim p e za , e tc.
Te m p o m o rto d a m á q uina Te m p o d ura nte o q ua l nã o se p o d e utiliza r um a m á q uina ,
s e ja na p ro d uçã o , se ja num tra b a lho a ce s só rio d e vid o a
um a a va ria , a e xig ê nc ia s d e co ns e rva ç ã o o u o utra s
c ircunstâ nc ia s a ná lo g a s .
Te m p o d e func io na m e nto d a
m á q uina
Te m p o d e func io na m e nto re a l d a m á q uina , o u s e ja , o
te m p o m á q uina d isp o níve l m e no s o te m p o d e re tira r a
m á q uina d e se rviço , o te m p o d e ina c tivid a d e d a m á q uina
o u o te m p o d e m á q uina .
Te m p o d e func io na m e nto no rm a l d a
m á q uina
Te m p o d e func io na m e nto ne c e ss á rio p a ra o b te r um a
d a d a p ro d uçã o q ua nd o a m á q uina tra b a lha e m co nd içõ e s
ó p tim a s.
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balho
balho
balho
balho III . 59
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III . 59
III . 59
As operações normalmente efectuadas por um homem e por uma máquina são
representadas graficamente em função de uma escala de tempos, como a
representada na figura seguinte:
Fig. III.29 - Representação gráfica das operações efectuadas simultaneamente
por um homem e por uma máquina
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984, pág. 298
Duração do ciclo: 1,36 min
Tempo máquina: 0,80 min
Tempo humano: 0,56 min Tempo homem-máquina:
0,56 min
Tempo de inactivi-
dade (ou residual):
0,24 min
0 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80 0,90 1,00 1,10 1,20 1,30 1,36
Escala dos tempos: minutos
Máquina a trabalhar
Executante a trabalhar
Executante inactivo
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balho
balho
balho III . 60
III . 60
III . 60
III . 60
III . 60
Note-se que o período durante o qual a máquina se encontra em funcionamento
é designado por “tempo máquina”. Quando existe trabalho simultâneo por parte
do homem e da máquina, trata-se de trabalho “homem--máquina”, enquanto
que o trabalho por parte apenas do homem, é “trabalho humano”.
Existe ainda um tempo de inactividade, ou residual, durante o qual o executante
tem de esperar que a máquina termine o seu trabalho, não estando ocupado
com um trabalho específico, nem assumindo um repouso autorizado.
O objectivo da melhoria de um método de trabalho deste tipo é a redução do
tempo de inactividade ou residual, por forma a que certos elementos de traba-
lho manual possam ser efectuados durante o tempo de funcionamento da má-
quina, conseguindo-se, assim, uma redução do ciclo de trabalho. Numa fase
posterior tentar-se-á reduzir o próprio tempo de funcionamento da máquina, de
modo a que esta seja o melhor aproveitada possível.
Complementos de repouso
Nesta situação, o cálculo do complemento para necessidades pessoais deverá
ser efectuado separadamente do complemento de fadiga. A razão desta distinção
é que o complemento para necessidades pessoais deverá ter em consideração,
não só os elementos manuais contidos no ciclo, mas também o tempo-máquina,
incluindo, portanto, a totalidade do ciclo. Em contrapartida, o complemento de
fadiga é calculado de acordo com o tempo de base de trabalho efectivamente
executado.
Depois de se terem calculado os complementos, é necessário verificar se o
executante os pode absorver no ciclo de trabalho (caso de ciclos de trabalho
longos, incluindo períodos de inactividade relativamente importantes), na
totalidade ou em parte, ou se é necessário adicioná-los à soma do tempo
humano e do tempo de máquina para calcular a verdadeira duração do ciclo.
O primeiro caso só é possível se os períodos de inactividade forem bastante
longos (cerca de 10 a 15 minutos) e ininterruptos, e se a máquina puder funcionar
sem vigilância durante esses períodos.
Contudo, normalmente, o complemento para necessidades pessoais é localizado
totalmente fora do ciclo de trabalho. Para o complemento de fadiga admite-se,
geralmente, que todo o período de actividade inferior ou igual a 0,5 minutos é
demasiado curto para poder ser utilizado como tempo de repouso e que qualquer
período ininterrupto de 1,5 minutos ou mais pode servir para recuperação da
fadiga.
Para tempos compreendidos entre 0,5 e 1,5 minutos, calcula-se, habitualmente,
o tempo que se considera verdadeiramente utilizável para o repouso, deduzindo
0,5 minutos ao tempo de inactividade real e multiplicando o resultado obtido
por 1,5.
Trabalho homem-máquina e
trabalho humano
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balho III . 61
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III . 61
Utilizando este método obtém-se os seguintes tempos efectivamente utilizáveis
para o repouso, a partir dos tempos de inactividade real:
A duração do ciclo e a repartição do trabalho homem-máquina no interior do
ciclo condicionam, portanto, a maneira de calcular o complemento de repouso.
Podemos distinguir quatro casos:
• O tempo concedido para necessidades pessoais e de complemento
de fadiga devem ser considerados fora do ciclo de trabalho.
CNP Complemento para necessidades pessoais
CF Complemento de fadiga
Fig. III.30
• O tempo concedido a título de complemento para necessidades
pessoais deve ser considerado fora do ciclo de trabalho, mas o
complemento de fadiga pode ser considerado integralmente no ciclo.
CNP Complemento para necessidades pessoais
CF Complemento de fadiga
Fig. III.31
Duração total do ciclo
CNP considerado fora, CF
considerado durante o ciclo de trabalho
CNP
CF
Duração total do ciclo
CNP e CF considerados fora
do ciclo de trabalho
CNP
CF
Tempos de inactividade real
(período ininterrupto)
(min)
Tempo efectivamente
utilizável para recuperar
(min)
0,50
1,00
1,25
1,50
nenhum
0,75
1,12
1,50
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balho III . 62
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III . 62
III . 62
III . 62
• O tempo concedido a título de complemento para necessidades
pessoais e uma parte do tempo previsto a título de complemento de
fadiga devem ser considerados fora do ciclo de trabalho, mas o resto
do complemento de fadiga pode ser considerado no ciclo.
CNP Complemento para necessidades pessoais
CF Complemento de fadiga
Fig. III.32
• O tempo concedido a título de complemento para necessidades
pessoais e de complemento de fadiga pode ser considerado
integralmente no ciclo de trabalho.
CNP Complemento para necessidades pessoais
CF Complemento de fadiga
Fig. III.33
As operações representadas nas figuras têm em comum as seguintes
características:
Duração total do ciclo
CNP e parte de CF considerados fora,
resto de CF considerado durante o ciclo
CNP
CF
Parte de
CF
Parte de
CF
Duração total do ciclo
CNP e CF considerados
durante o ciclo
CNP
CF
Trabalho humano
Trabalho
homem-máquina
Tempo máquina
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2
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balho
balho
balho
balho III . 63
III . 63
III . 63
III . 63
III . 63
No caso 3, verificamos que o tempo-máquina inclui um período de 1,0 minuto
durante o qual o executante se mantém inactivo. Aplicando o método de cálculo
descrito anteriormente, verificamos que uma parte dessa inactividade (0,75 min)
poderá ser usada para descanso do executante. O resto do tempo previsto
para o complemento de fadiga (0,75 min) deve ser utilizado fora do ciclo de
trabalho. No caso 4, partiu-se do princípio que um trabalhador vizinho podia
vigiar a máquina do seu colega, caso este último fosse obrigado a deixar o seu
posto de trabalho por um período que excedesse os dez minutos de tempo de
inactividade compreendido no elemento máquina.
Conforme se pode verificar, a duração total do ciclo difere em cada caso, de
modo que o número de unidades de produção esperadas num dia normal de
trabalho de oito horas varia de uma operação para outra.
As normas de tempos pré-determinados são sistemas que visam estabelecer
os tempos necessários à execução de diversas operações recorrendo, não à
observação e medição directas, mas sim a normas previamente estabelecidas
para diversos movimentos.
A utilização deste sistema implica uma formação especializada, pelo que estes
métodos não são destinados ao principiante, que não tem ainda um
conhecimento profundo e uma grande experiência prática deste tipo de estudos.
Assim, nesta Unidade Temática, iremos apenas abordar este assunto de uma
forma genérica, expondo apenas os conceitos essenciais.
Conforme referimos, estes sistemas utilizam dados tabelados para,
artificialmente, se obterem dados standard. Os tempos obtidos dizem respeito
a movimentos básicos e não a elementos específicos do ciclo de trabalho,
sendo de aplicação genérica a uma grande variedade de trabalhos manuais.
Normalmente, um estudo deste tipo é bastante demorado, visto que são
utilizados inúmeros movimentos básicos para descrever mesmo as operações
de curta duração. Por este motivo, estes sistemas têm vindo a ser cada vez
mais simplificados, por forma a facilitar o seu uso, aparecendo versões novas,
mais rápidas, recorrendo-se cada vez mais à utilização de computadores.
NORMAS DE TEMPOS PRÉ-DETERMINADOS
Caso Duração Total do Ciclo
(min)
Produção Diária Prevista
(unidades)
1
2
3
4
27,75
26,25
27,00
25,00
17,3 → 17
18,3 → 18
17,7 → 18 (c/ horas extra)
19,2 → 19
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balho
balho
balho III . 64
III . 64
III . 64
III . 64
III . 64
Os sistemas de tempos pré-determinados mais utilizados são o MTM (Methods
Time Measurement), o BMT (Basic Motion Time Study) e o CSD (Computerized
Standard Data). Todos eles são sistemas proprietários, tendo sido desenvolvidos
em laboratório. De entre todos eles, o mais divulgado é o MTM, pelo que será
a este sistema que iremos dedicar um pouco mais de atenção.
O sistema MTM é, na verdade, uma família de produtos disponibilizados pela
Associação MTM. Os produtos incluem o MTM-1, MTM-2 e o MTM-3. Cada um
deles disponibiliza diferentes graus de precisão. O MTM-1 é normalmente
recomendado para ciclos de trabalho que possuam até 1 minuto de duração. O
MTM-2 utiliza-se para ciclos de duração entre 1 e 4 minutos e o MTM-3 para
ciclos que durem mais do que 4 minutos. Está igualmente disponível o 4M, um
sistema computadorizado para criação e manutenção dos tempos standard
baseados na informação do MTM-1.
Todos os sistemas MTM são baseados em trabalho de laboratórios e muitos
deles são destinados a grupos específicos de actividade. Existe, por exemplo,
o MTM-HC para a indústria médica, o MTM-M para actividades microscópicas,
o MTM-V para trabalhos relacionados com máquinas comerciais, etc.
Existem Associações MTM distribuídas por 13 países diferentes, tendo o sistema
um jornal próprio e existindo programas de certificação para os utilizadores.
No quadro seguinte podemos observar um exemplo de uma tabela MTM.
Alcançar
Sistemas de tempos pré-
determinados
Distância
(em polegadas)
Tempo (TMU) Mão em movimento
A B C ou D E A B
3/4 ou menos
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12
14
16
18
20
22
24
26
28
30
2.0
2.5
4.0
5.3
6.1
6.5
7.0
7.4
7.9
8.3
8.7
9.6
10.5
11.4
12.3
13.1
14.0
14.9
15.8
16.7
17.5
2.0
2.5
4.0
5.3
6.4
7.8
8.6
9.3
10.1
10.8
11.5
12.9
14.4
15.8
17.2
18.6
20.1
21.5
22.9
24.4
25.8
2.0
3.6
5.9
7.3
8.4
9.4
10.1
10.8
11.5
12.2
12.9
14.2
15.6
17.0
18.4
19.8
21.2
22.5
23.9
25.3
26.7
2.0
2.4
3.8
5.3
6.8
7.4
8.0
8.7
9.3
9.9
10.5
11.8
13.0
14.2
15.5
16.7
18.0
19.2
20.4
21.7
22.9
1.6
2.3
3.5
4.5
4.9
5.3
5.7
6.1
6.5
6.9
7.3
8.1
8.9
9.7
10.5
11.3
12.1
12.9
13.7
14.5
15.3
1.6
2.3
2.7
3.6
4.3
5.0
5.7
6.5
7.2
7.9
8.6
10.1
11.5
12.9
14.4
15.8
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20.2
21.7
23.2
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III . 65
III . 65
III . 65
III . 65
Significado das várias situações A, B, C, D e E
Fonte: Adaptado de MTM Association for Standards and Research
Esta tabela descreve o movimento “Alcançar”, estipulando os diferentes tempos
standard para variadas condições. As categorias de movimentos consideradas
na versão básica do sistema MTM-1 são “Pegar”, “Mover”, “Posicionar” e “Largar”,
designando-se estes movimentos básicos por “therbligs”.
Note-se que os tempos são medidos em TMU’s (Time Measurement Units)
sendo 1 TMU=0,00001 hora=0,0006 minutos. Para determinar um tempo
standard MTM para uma dada operação, terão que se identificar todos os
movimentos constituintes dessa operação, encontrar o valor TMU apropriado
para cada uma, somar todos os valores e adicionar as tolerâncias.
Estes sistemas têm sido usados com sucesso há mais de 40 anos, podendo-se
enumerar algumas das suas vantagens:
• Permitem o desenvolvimento de tempos standard antes do trabalho
ser executado.
• Foram testados exaustivamente, quer em laboratório, quer em
situações reais.
• Os valores incluem taxas de desempenho, não sendo necessário o
seu cálculo pelo utilizador.
• São aceites por diversos sindicatos como sendo uma boa técnica de
determinação de tempos standard.
• Podem ser usados em paralelo com os Estudos de Tempos
observados, por forma a aumentar a precisão dos resultados.
A
Alcançar o objecto colocado num local fixo,ou na outra mão, ou onde a outra mão
está posicionada.
B
Alcançar o objecto situado num local que pode variar ligeiramente de ciclo para
ciclo.
C
Alcançar o objecto, encontrando-se este misturado com outros objectos, sendo
necessário procurá-lo e seleccioná-lo.
D Alcançar um objecto muito pequeno, sendo necessário agarrá-lo com pressão.
E
Alcançar o obejecto, encontrando-se este num local indeterminado, fora do alcance
do corpo.
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a
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balho
balho
balho
balho III . 66
III . 66
III . 66
III . 66
III . 66
A soldadura de uma placa transistorizada, num processo de montagem, possui,
segundo valores standard, um valor MTM de 70,0 TMU’s. Antes de efectuar
esta operação, um trabalhador necessita de alcançar uma peça pequena a
uma distância de cerca de 41 cm (17,0 TMU), agarrar a peça (9,1 TMU), mover
a peça até ao ponto de montagem (27,0 TMU) e posicioná-la (32,3 TMU).
Esta pequena tarefa, constituída por cinco elementos, demora um total de
17,0+9,1+27,0+32,3+70,0=155,4 TMU. Fazendo a conversão para minutos
vemos que a operação demora 155,4 TMU x 0,0006 minutos = 0,0932 minutos,
ou seja, aproximadamente 5,6 segundos.
O Estudo Computadorizado dos Tempos
Os Estudos de Tempos e dos movimentos dos trabalhadores industriais não
são nada de novo nos postos de trabalho americanos. Por volta de 1890, o
Engenheiro Industrial Frederick W. Taylor observou meticulosamente os
movimentos dos trabalhadores nas fundições e nas linhas de montagem.
Taylor aperfeiçoou um método de observação dos movimentos dos operários,
num processo que veio a ser conhecido mais tarde por Taylorismo, com alguns
pontos comuns à hoje intitulada “Gestão Científica”.
Mas a utilização de computadores e de software adequado, ultrapassaram de
longe os métodos utilizados por Taylor, possuindo capacidades ilimitadas na
gestão da produtividade dos trabalhadores, podendo-se chegar à precisão do
minuto.
O uso de computadores para análise de tempos espalhou-se rapidamente nos
últimos anos, sendo utilizado numa variedade surpreendente de diferentes tipos
de actividades. Eis alguns exemplos das aplicações mais correntes:
• Na At & T Communications, um sistema computadorizado gigante
mantém o registo do tempo médio por chamada de cada operador.
Normalmente, o tempo médio que cada operador gasta com uma
chamada telefónica é de 30 segundos. Se um operador demora
sistematicamente mais tempo do que os seus colegas, mesmo que
sejam uns poucos segundos, pode ser repreendido ou demitido, uma
prática a que se opõe vigorosamente a Associação de Operadores
Telefónicos Americanos.
• Os gestores da United Parcel Service, em Maryland e Virginia (uma
firma de entregas postais), depois de estudarem os percursos de
entrega, introduzem os dados dos relatórios individuais dos condutores
num computador, que considera o número de paragens efectuadas,
número de quilómetros percorridos e de embalagens entregues,
calculando quanto tempo deveria demorar o percurso. As tabelas
com estes dados são afixadas diariamente. A UPS não utiliza este
Exemplo III.8
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balho
balho
balho III . 67
III . 67
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III . 67
III . 67
sistema com fins disciplinares, disse um dos gestores, mas mesmo
assim esta prática encontra forte oposição junto dos Sindicatos.
• Nos armazéns da Giant Food, os leitores ópticos de códigos de barras
não só proporcionam uma forma rápida e eficiente de controlo dos
stocks existentes, como também fornecem informações acerca da
velocidade de trabalho do operador de caixa. Em cada posto de
trabalho são afixadas listagens de computador indicando o número
de clientes e o número de artigos e de dólares transaccionados pelos
operadores. Inicialmente, os nomes de cada operador de caixa eram
impressos, assim como as suas taxas de desempenho, mas os
protestos que tal prática provocou foram tão fortes que, actualmente,
os operadores são identificados apenas pelo seu número.
• Na Northwest Orient Airlines em Minneapolis, espera-se que os 55
operadores de computador que efectuam a introdução de dados
relativosàemissãoepagamentode bilhetes, ofaçam aumavelocidade
compreendida entre os 9 000 e os 16 000 caracteres por hora, tendo
o computador sido equipado com um sofisticado sistema de registo
da velocidade de digitação. Os trabalhadores mais rápidos podem ter
direito a uma hora flexível na marcação dos seus turnos de trabalho,
mas os mais lentos podem ver o seu vencimento reduzido. Todos os
trabalhadores têm que manter uma velocidade superior a 75% da
velocidade dos trabalhadores mais rápidos. Caso contrário poderão
ser despedidos.
Fonte: Excertos de um artigo publicado em The Washington Post, edição
de 2 de Setembro de 1984, Domingo, página A-18.
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balho
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balho III . 68
III . 68
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III . 68
III . 68
Ao longo desta Unidade Temática estudaram-se diversas técnicas de medição
do trabalho, desde os métodos de medição directa do trabalho efectuado pelo
executante, até às técnicas teóricas que permitem determinar a duração de
um determinado trabalho antes mesmo de ele ser executado.
Foram ainda abordadas, superficialmente, algumas questões estatísticas rela-
cionadas com a dimensão da amostra e sua relação com o nível de confiança
e a margem de erro.
A medição prática do trabalho só é possível com a utilização de algum equipa-
mento especial, nomeadamente os cronómetros, pelo que foram referidos al-
guns cronómetros de diferentes tipos e respectivos modos de utilização.
Identificaram-se as diferentes fases constituintes de um Estudo dos Tempos,
analisando o modo de efectuar a decomposição do trabalho nos seus diversos
elementos e o modo de calcular a dimensão da amostra a estudar, tendo em
conta a margem de erro e o nível de confiança pretendidos.
Efectuou-se a decomposição do tempo normal de duração de uma certa activi-
dade nos seus diversos tempos constituintes, realçando, nomeadamente, o
modo e objectivo de utilização do factor de actividade e dos diversos tipos de
complementos que podem ser considerados como parte integrante do referido
tempo normal.
Foram enunciadas algumas das diferenças a ter em consideração no estabele-
cimento de normas para o trabalho com máquinas, referindo-se finalmente,
alguns sistemas de normas de tempos pré-determinados, dos quais o mais
representativo é o sistema MTM, e que permitem, além de outras característi-
cas, o estabelecimento de tempos padrão sem ser necessário utilizar a medi-
ção directa dos tempos efectivos de duração das operações.
RESUMO
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Componente Prática
A Medida do Trabalho
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abalho
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balho
balho
balho III . 69
III . 69
III . 69
III . 69
III . 69
1 - Numa amostragem preliminar de uma determinada actividade obteve-se o
seguinte resultado:
• Operador a trabalhar 60
• Operador parado 40
• N.º total de observ. preliminares100
Qual a dimensão da amostra a utilizar para se ter um nível de confiança de
99,7% com uma margem de erro de ± 4%?
2 - Considere um estudo de amostragem onde um observador p o d e
realizar diariamente até 8 percursos de observação e, em cada percurso,
efectuar 6 observações.
A percentagem de ocorrência estimada para o elemento de actividade 01
é de 17%. Pretende-se um erro absoluto para o referidoelemento01de2%,
comumintervalodeconfiançade95%.
Para que o estudo esteja concluído em 15 dias, quantos observadores são
necessários considerar?
3 - Um determinado banco pretende determinar qual a percentagem de tempo
em que os seus funcionários se encontram a trabalhar e em repouso. Foi
utilizada uma amostragem, tendo-se verificado que os funcionários se
encontravam em repouso durante 30% do tempo. Quantas observações
deverão ser efectuadas para garantir um nível de confiança de 95,45% e
uma margem de erro de 5%?
4 - Você é o novo responsável pelo Estudo dos Tempos na empresa
Metalochapa, Lda. e encontra-se, neste momento, a efectuar um estudo
acerca de um trabalhador numa furadora. Para sua surpresa, uma das
primeiras coisas em que reparou foi que o referido trabalhador se encontra
frequentemente ocupado noutras tarefas, que não propriamente fazer furos.
O seu problema consiste em determinar quais as tarefas que deverão ser
incluídas no estudo e o modo como o deverão ser. Tendo em conta os
seguintes exemplos, indique como os consideraria:
a) Sensivelmente a cada 50 unidades produzidas, o operador da furadora
observa um pouco mais demoradamente a peça produzida, a qual,
aparentemente, se encontra com defeitos, atirando-a para o caixote
de desperdícios.
b) Aproximadamente 1 em cada 100 peças produzidas possui uma
aresta demasiado grande, não se conseguindo encaixá-la na mesa
da furadora. O operador pega na peça, bate na aresta algumas vezes,
até que a peça encaixe na mesa da furadora, prosseguindo de seguida
o seu trabalho.
ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO
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Componente Prática
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balho
balho
balho III . 70
III . 70
III . 70
III . 70
III . 70
c) De hora a hora, sensivelmente, o operador desliga a furadora para
substituir o broca, mesmo que se encontre a meio de um trabalho.
Podemos assumir que a broca se encontra gasta.
d) Entre cada trabalho e às vezes no meio de um trabalho, o operador
vai buscar mais peças para furar, desligando a furadora.
e) O operador encontra-se parado durante alguns minutos no início de
cada trabalho, aguardando que seja efectuada a inicialização da
furadora por outro trabalhador. Algum deste tempo é utilizado para ir
buscar mais material, mas normalmente quando regressa, ainda tem
que esperar que a tarefa de inicialização da furadora seja concluída.
f) O operador interrompe o seu trabalho para falar consigo.
g) O operador acende um cigarro.
h) O operador abre a sua lancheira (fora da hora normal de refeição), tira
uma maçã e, ocasionalmente, dá-lhe uma mordidela.
i) O operador deixa cair uma peça e você apanha-a e entrega-lha. Este
facto tem alguma importância no Estudo dos Tempos? Como?
5 - Foram efectuadas 20 observações para uma determinada actividade.
Calculou-se que o tempo médio da referida actividade foi de 5,83 minutos,
tendo-se apurado, para o desvio standard, o valor de 2,04 minutos. Para
um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 10%, pretende-se
saber se a referida amostra de 20 observações é suficiente.
6 - Foram efectuadas 30 observações a uma determinada actividade. O tempo
médio calculado para a referida actividade foi de 3,66 minutos com um
desvio padrão de 0,732 minutos. Serão as 30 observações suficientes
para se garantir um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de
5%?
7 - Uma determinada actividade foi observada durante diversos ciclos, tendo-
-se estimado a sua duração média em 1,84 minutos e o desvio padrão de
0,38 minutos. Quantas observações é necessário efectuar para que a
duração média da referida actividade possa ser estabelecida com um grau
de confiança de 95% e uma margem de erro de 10%?
8 - Um Estudo de Tempos efectuado para uma determinada actividade revelou
um tempo médio de ciclo de 3,2 minutos, com um desvio padrão de 1,28
minutos. Estes valores foram obtidos com base em 45 observações. Serão
estas observações suficientes para se garantir um nível de confiança de
99% e uma margem de erro de 5%? Caso contrário, quantas observações
serão necessárias?
9 - Qual a diferença entre “tempo observado” e “tempo normal”?
10 - Uma determinada actividade foi observada o tempo suficiente para permitir
uma boa familiarização com o mesmo.
A referida actividade foi dividida em cinco elementos, tendo sido observada
durante quatro ciclos.
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Componente Prática
A Medida do Trabalho
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balho
balho
balho III . 71
III . 71
III . 71
III . 71
III . 71
Os tempos que se obtiveram e os respectivos factores de actividade
encontram-se representados na tabela abaixo:
a) Algum(s) do(s tempo(s) apresentado(s) poderão ser considerados
como “estranhos” (observações ou registos errados), não devendo,
por isso, ser considerados na análise global?
b) Calcule o tempo normal para esta actividade, baseando-se nos dados
apresentados.
c) Com base nos dados apresentados, qual deverá ser a dimensão de
uma amostra a efectuar para o elemento 2, pretendendo-se um nível
de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%?
11 - Foram efectuadas diversas observações a uma determinada actividade,
tendo-se estimado a sua duração média em 6,28 minutos. O técnico
responsável pelas medições determinou um factor de actividade para o
trabalhador observado de 110%, durante a realização do estudo. Para a
actividade em questão considera-se apropriado um complemento de fadiga
de 13%.
a) Calcule o tempo normal para a referida actividade.
b) Calcule o tempo standard para a referida actividade.
12 - Um técnico de medição de tempos, após se ter familiarizado com uma
determinada actividade, resolveu dividi-la em quatro elementos. Os tempos
obtidos para cada elemento, nos primeiros quatro ciclos, são apresentados
na tabela abaixo, juntamente com o factor de actividade para cada elemento:
o
t
n
e
m
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n
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a) Com base nos tempos observados durante os quatro ciclos, calcule
o tempo normal para a actividade em estudo.
b) Quantas observações serão necessárias para determinar a duração
do elemento 1 da actividade em estudo, caso se pretenda um nível
de confiança de 95% com uma margem de erro de 10%?
13 - Um técnico de medição de tempos, após se ter familiarizado com uma
determinada actividade, resolveu dividi-la em quatro elementos. Os tempos
obtidos para cada elemento, nos primeiros cinco ciclos, são apresentados
na tabela abaixo, juntamente com o factor de actividade para cada elemento:
a) Com base nos tempos observados durante os cinco ciclos, calcule o
tempo normal para a actividade em estudo.
b) Com base nos dados disponíveis, qual deveria ser a dimensão da
amostra para estimar a duração do elemento 1, considerando um
nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%?
14 - Uma determinada actividade, constituída por 3 elementos, foi submetida a
um Estudo de Tempos. Os tempos registados encontram-se representados
no quadro abaixo.
Para a referida actividade, é normalmente aceite uma tolerância de 5% para
actividades pessoais e 15% como complemento de fadiga. Determine o tempo
standard para a referida actividade.
15 - Os dados representados na tabela seguinte representam o resultado de
um Estudo de Tempos efectuado sobre um processo metalomecânico.
Com base nestas observações, determine o tempo standard para o referido
processo, assumindo que os complementos de fadiga são de 25%.
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16 - Baseado num cuidadoso Estudo de Tempos numa determinada empresa,
obtiveram-se os valores apresentados na tabela na página seguinte:
a) Calcule o tempo normal para cada elemento de trabalho.
b) Se para este tipo de trabalho forem admitidas tolerâncias de 15%,
qual será o tempo standard?
c) Quantas observações será necessário efectuar para o primeiro
elemento, caso se pretenda um nível de confiança de 95% e uma
margem de erro de 5%?
17 - Cada circuito impresso na Ile Tronics, Inc. possui um semicondutor que é
colocado no circuito por pressão. Os movimentos elementares utilizados
pela Ile Tronics, Inc. e respectivos TMU são o seguintes:
Movimento de 9 cm para alcançar o semicondutor 10,5 TMU
Agarrar semicondutor 8,0 TMU
Mover o semicondutor até à placa de circuito impresso 9,5 TMU
Posicionar o semicondutor 20,1 TMU
Pressionar o semicondutor contra a placa 20,3 TMU
Mover a placa 15,8 TMU
Cada TMU (Time Measurement Unit) é aproximadamente igual a 0,0006
minutos. Determine o tempo normal para toda a actividade, em minutos e
segundos.
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Fotocopiar
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Distribuir relatórios
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18 - Cada circuito impresso produzido na In The Grado, Inc. possui um
semicondutor que é encaixado numas ranhuras previamente abertas.
Os movimentos elementares utilizados e respectivos TMU’s, considerando
odesempenhodaactividadeaumataxanormal,são:
Alcançar o semicondutor a 6 cm de distância 10,5 TMU
Agarrar o semicondutor 8,0 TMU
Mover o semicondutor para a placa de circuito impresso 9,5 TMU
Posicionar o semicondutor 20,1 TMU
Colocar o semicondutor nas ranhuras 20,3 TMU
Afastar a placa de circuito impresso 18,8 TMU
Determine o tempo normal para esta operação, em minutos e em segundos.
19 - Afiar um lápis é uma actividade que pode ser dividida em oito pequenos
movimentos elementares. Cada um destes elementos pode ter atribuído
um determinado número de TMU, como se mostra na página seguinte:
Operação TMU’s
Mover a mão 10 cm para alcançar o lápis 6 TMU
Agarrar o lápis 2 TMU
Mover o lápis 15 cm 10 TMU
Posicionar o lápis 20 TMU
Inserir o lápis no afia-lápis 4 TMU
Afiar o lápis 120 TMU
Retirar o lápis do afia-lápis 10 TMU
Mover o lápis 15 cm 10 TMU
Qual o tempo normal para afiar um lápis? Converta este tempo para minutos
e segundos.
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IV . 1
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IV . 1
OBJECTIVOS
No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:
• Enunciar o conceito de Ergonomia, indicando o seu objectivo e campos
de aplicação;
• Efectuar a distinção entre os diferentes tipos de trabalho;
• Enumerar os diversos factores que influenciam o rendimento humano,
especificando o modo como o fazem;
• Especificar e diferenciar os diferentes aspectos da adaptação do Homem
ao trabalho e do trabalho ao Homem;
• Enumerar algumas das preocupações ergonómicas a ter em conta na
implementação de um determinado posto de trabalho.
TEMAS
• Conceitos gerais
• Tipos de trabalho
• A adaptação do Homem ao trabalho
• O rendimento humano
• O ritmo biológico diário
• A prática
• A idade
• A fadiga
• Turnos e trabalho nocturno
• A adaptação do trabalho ao Homem
• A antropometria
• A posição do corpo
• O trabalho sentado
• O trabalho em pé
• O ambiente de trabalho
• A iluminação
• Resumo
• Actividades / Avaliação
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balho IV . 2
IV . 2
IV . 2
IV . 2
IV . 2
A Ergonomia é uma disciplina técnica que une a pesquisa científica com a
experiência prática, tendo por finalidade a obtenção de um trabalho “mais
humanizado”, isto é, procura reduzir ao máximo a fadiga que o trabalho ocasiona,
fornecendo métodos que permitem determinar os limites de suportabilidade do
trabalho humano.
A Ergonomia, utilizando conhecimentos de Anatomia, Psicologia, Fisiologia,
Sociologia e Tecnologia, tenta, assim, adaptar o mais possível o trabalho ao
Homem e vice-versa.
A adaptação do trabalho ao Homem é conseguida, essencialmente, através do
estudo de três factores:
• Análise e adaptação do ambiente de trabalho (temperatura, som, iluminação,
humidade, vibrações, etc.)
• Análise e adaptação dos postos de trabalho e meios de produção (espaço,
máquinas, etc.)
• Análise e adaptação da organização do trabalho (sequência de tarefas a
executar, tempo de trabalho, regulamentação de pausas, métodos de
trabalho, etc.)
Por outro lado, a adaptação do Homem ao trabalho tem a ver, essencialmente,
com a utilização e colocação do pessoal tendo em conta as aptidões pessoais
de cada indivíduo, a idade, sexo e constituição física, grau de instrução,
experiência anterior, etc.
Tipos de trabalho
Antes de prosseguirmos, e dada a diversidade de tarefas possíveis existentes,
poder-se-á efectuar um trabalho de sistematização dos diferentes tipos de
trabalho, que, necessariamente, terão requisitos e necessidades específicas.
Assim, poder-se-á distinguir entre trabalho energético e trabalho informativo.
Dado que nenhum deles existe sozinho, havendo sempre uma combinação
dos dois (embora com pesos diferentes), distinguiremos, então, o trabalho
preponderantemente energético e o trabalho preponderantemente informativo.
No primeiro, por sua vez, se forem exigidos principalmente os músculos, coração
e circulação, havendo a geração e utilização da força, diz-se que o trabalho é
muscular. Caso se utilizem também os órgãos sensoriais, fala-se de trabalho
senso-motor.
O segundo poderá ser reactivo, combinado ou criativo, consoante a intensidade
em que são exigidos os órgãos dos sentidos e a concentração mental. Esta
classificação, efectuada por Laurig em 1982, poderá ser sintetizada nos
seguintes quadros:
CONCEITOS GERAIS
Ergonomia
Trabalho Energético e
Trabalho Informativo
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ra
a
a
a
abalho
balho
balho
balho
balho IV . 3
IV . 3
IV . 3
IV . 3
IV . 3
Fig. IV.1 - Tipos de trabalho, segundo Laurig (1982)
O rendimento humano
É indiscutível que a realização do trabalho humano é indispensável para suster
a humanidade. Com efeito, a manutenção e o avanço da humanidade são
conseguidos graças à participação de cada indivíduo, que, com o seu trabalho,
é responsável por uma parcela desse mesmo avanço. A parcela com que cada
indivíduo contribui é, no entanto, bastante variável, dependendo, quer de factores
relacionados com o próprio indivíduo, por um lado (disposição psicológica,
factores físicos, ambientais, etc.), quer, por outro, de factores relacionados
com as exigências do grupo (sociedade) onde o indivíduo se insere.
Temos, assim, por um lado, as exigências que são feitas ao Homem (exigências
ao rendimento do trabalho), que não podem ser consideradas isoladamente de
todo o sistema total de trabalho (com todos os seus factores biológicos, sociais,
A ADAPTAÇÃO DO HOMEM AO TRABALHO
Tipos de trabalho
Trabalho Enérgico
(Geração e utilização da força)
Muscular Senso-Motor
Carracterização das
tarefas
Trata-se de esforço, frequentemente na
área mecânica, isto é, movimentação de
pesos através de força muscular
Movimentos das mãos e/ou braços,
e xe c uta d o s c o m d e te rm i na d a
exactidão, sendo os esforços pouco
significativos
Órgãos mais
solicitados
Mús c ulo s , te nd õ e s , c i rc ula ç ã o ,
respiração
Músculos, tendões, órgãos sensoriais
Exemplos
Transporte de cargas remoção de areia
com uma pá
Trabalhos de montagem, tecer malhas
Tipos de
trabalho
Trabalho Enérgico
(Geração e utilização da força)
Reactivo Combinador Criativo
Caracterização
das tarefas
R e c o l he r e p r o c e s s a r
informações; eventualmente
reagir a elas
R e c o l h e r e p r o c e s s a r
informações; convertê-las em
o u t r a s i n f o r m a ç õ e s d e
transmiti-las
Gerar informações
e eventualmente
transmiti-las
Órgãos mais
solicitados
Ó r g ã o s s e n s o r i a i s
(músculos)
Órgãos sensoriais (uso da
mente-raciocínio)
U s o d a m e n t e
(raciocínio)
Exemplos Controlar, supervisionar Telefonar, programar
Inventar, resolver
problemas
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho IV . 4
IV . 4
IV . 4
IV . 4
IV . 4
organizacionais e técnicos), e, por outro lado, aquilo que o Homem realmente
é capaz de oferecer (oferta de rendimento do trabalhador). A oferta de rendimento
do trabalhador, por sua vez, está condicionada por dois factores: a capacidade
e a disposição para o trabalho. Um indivíduo poderá possuir uma enorme
capacidade para trabalhar, mas não conseguirá produzir grande coisa se a sua
disposição para o trabalho for reduzida. Inversamente, poderão conseguir-se
resultados surpreendentes de um indivíduo altamente motivado, mesmo que a
sua capacidade para o trabalho seja relativamente diminuta.
Fig. IV.2 - Factores que influenciam o rendimento obtido.
Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
A capacidade e a disposição para o rendimento, por sua vez, poderão ainda ser
subdivididas, de acordo com diversos factores, como a seguir se exemplifica:
Capacidade para o rendimento Disposição para o rendimento
Qualidades e
capacidades
fundamentais
Conhecimentos e
capacidades
adquiridos
Disposição
fisiológica para o
rendimento
Disposição psicológica
(motivação )
Diferenças específicas
de constituição e de
sexo (estrutura básica
do ser humano )
Saúde
Treino
Idade
Formação
Experiência
Prática
Oscilações
diárias, semanais
e anuais
Tempo
Ambiente físico
Posição em relação ao
trabalho , em geral
Estado de ânimo
Ambiente de trabalho
Ambiente pessoal
Privacidade
Fig. IV.3 - A Oferta de Rendimento Homem
Fonte: Schulte, 1977
RENDIMENTO OBTIDO
Rendimento Exigido
Oferta de Rendimento
do Homem
Disposição para
o Rendimento
Capacidade para
o Rendimento
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho IV . 5
IV . 5
IV . 5
IV . 5
IV . 5
Em relação à disposição para o rendimento, há a considerar um componente
autónomo, que é independente da vontade e que regula as funções do corpo
humano durante o dia, alternando entre uma “fase de trabalho” e uma “fase de
repouso”. Através do estudo deste “ritmo biológico”, é possível ao Homem
adaptar-se a diversas situações, de modo a distribuir o trabalho de uma forma
tão racional quanto possível e a proteger-se da sobrecarga de trabalho.
O ritmo biológico diário
Se bem que possam existir (e existem) diferenças consideráveis de indivíduo
para indivíduo, poder-se-á dizer que o Homem funciona segundo uma lei de
base biológica, um ritmo diário, segundo o qual o organismo apresenta maior
ou menor disposição para o trabalho de acordo com a hora do dia. Este ritmo
diário oscila de acordo com as refeições, regime de pausas, turno, etc.
Poder-se-á representar o ritmo biológico nas 24 horas de acordo com o seguinte
gráfico, salvaguardando o aspecto de, conforme já foi dito, existirem diferenças
consideráveis de indivíduo para indivíduo. A curva apresentada representa, pois,
um comportamento médio.
Fig. IV.4 - Ritmo biológico diário nas 24 horas, segundo Graf (1960)
Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991
Esta curva mostra um ponto máximo na parte da manhã, por volta das nove
horas, sofrendo em seguida um decréscimo até atingir um mínimo após o meio-
dia. Pode-se constatar a existência do chamado “ponto morto”, por volta das
três da madrugada. Apesar disto, pode-se contar com que aproximadamente
cerca de 30 % dos homens sejam do tipo nocturno, que até nas horas mais
avançadas da noite podem estar em acção sem apresentar um cansaço
considerável. A frequente impressão de grande vigor, mesmo a altas horas da
madrugada, pode ficar a dever-se à reduzida poluição sonora. Inversamente,
existe o tipo de homem matinal, que atinge uma elevada disposição para trabalhar
por volta das 8 horas da manhã. Em compensação, contudo, verifica-se uma
inversão do comportamento do corpo, para o descanso, no final da tarde.
Verifica-se que é nas horas de disposição reduzida que acontecem um maior
número de falhas, erros e acidentes, pelo que não é de menosprezar a
consideração do ritmo biológico diário na organização do trabalho.
6 9 12 15 18 21 24 3 6
Hora
Alteração da
disposição
para o
trabalho
+
-
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balho
balho
balho
balho IV . 6
IV . 6
IV . 6
IV . 6
IV . 6
A prática
A prática deverá ser também um dos factores a ter em consideração para uma
correcta distribuição do trabalho, pois ela é, sem dúvida, um dos elementos
condicionantes da capacidade para o trabalho. Este facto não deverá constituir
nenhuma novidade visto que, normalmente, a escolha de um trabalhador para
um determinado posto de trabalho é condicionada pela sua experiência anterior
em actividades semelhantes.
Convirá aqui referir que a prática, além de constituir um processo consciente e
planeado (onde o indivíduo recebe, em primeiro lugar, uma orientação, praticando
depois até executar correctamente o trabalho em causa), é também uma
actividade inconsciente e involuntária, constituindo um fenómeno fundamental
observado na actividade humana. Aprender e praticar poderá ser comparado a
viver e crescer.
Estudos recentes demonstraram que a aquisição de um determinado grau de
prática no desempenho de uma determinada tarefa depende não só do número
de vezes que essa tarefa é repetida, mas também da inclusão de pausas no
processo. Com efeito, a inclusão de pausas durante o período de prática e a
duração de cada fase (limitada a uma determinada extensão) irá beneficiar a
aquisição de prática na realização de uma determinada tarefa. O tempo total
de prática deverá ser subdividido em fases de curta duração, pausas e mesmo
actividades de outra natureza a cada interrupção.
A idade
De entre as características do ser humano condicionantes da sua capacidade
de trabalho, e além de outros factores como o sexo e a saúde, conta-se a
idade. Se com o passar dos anos existem determinadas características que
se vão degradando, existem outras que, por seu lado, vão melhorando, pelo
que a idade de um trabalhador será também um factor a ter em consideração
na atribuição e organização do trabalho.
No quadro seguinte, representam-se algumas modificações que, a título de
exemplo, podem ser observadas no ser humano, com o aumento da idade.
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abalho
balho
balho
balho
balho IV . 7
IV . 7
IV . 7
IV . 7
IV . 7
Fig. IV.5 - Fenómenos e tendências de modificações qualitativas do Homem
em função da idade
Fonte: Laurig, 1982
Se considerarmos, por exemplo, o factor muscular, veremos que, com o
aumento da idade, existe a seguinte variação:
Fig. IV.6 - Força muscular dependendo da idade
A evolução da capacidade de admissão de oxigénio aos pulmões, habilidade
manual ou aprendizagem e memorização seguem um processo semelhante,
atingindo um valor máximo por volta do 25.º ano de vida. De notar que estes
valores são médios e podem apresentar uma considerável variação de acordo
com o indivíduo em causa.
Com a idade aumentam, por exemplo:
ì
A expressividade e capacidade de julgamento.
A capacidade de se relacionar e de executar trabalho
com pessoas.
Acerto para executar actividades de construção e
ordenação.
A habilidade para trabalhos energéticos e
informáticos.
A exactidão para execução de tarefas num grau baixo
de complexidade.
A confiança e a consciência da responsabilidade
O equilíbrio e a continuidade.
A experiência profissional e de trabalho.
A autonomia e capacidade para dispôr da
imaginação.
Com a idade reduzem-se, por exemplo:
î
A força muscular.
A sensibilidade dos órgãos sensoriais, tal como a
visão, a audição e o tacto.
A capacidade de aprender conceitos abstractos.
A capacidade da armazenar informações, por curto
prazo (memória).
A capacidade de abstracção.
A velocidade para captar e processar informações.
O poder de reacção perante, especialmente, tarefas
complexas.
0 10 20 30 40 50 60
20
40
60
80
100
Força em % de
força máxima
Idade em anos
Homem
Mulher
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r
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a
a
abalho
balho
balho
balho
balho IV . 8
IV . 8
IV . 8
IV . 8
IV . 8
Daqui se conclui que o avanço da idade não implica necessariamente um
afastamento do mundo do trabalho. Se, por um lado, existem determinadas
capacidades que vão diminuindo (essencialmente capacidades físicas), existem
outras que se vão desenvolvendo (essencialmente capacidades mentais),
devendo haver uma deslocação dos trabalhadores mais idosos para postos de
trabalho que exijam uma maior experiência, capacidade de julgar,
responsabilidade e confiabilidade.
A fadiga
A fadiga é uma consequência natural do desempenho de determinadas tarefas
e não pode ser considerada como algo nocivo e, só por si, prejudicial ao
organismo. Somente quando existe um continuado esgotamento energético ou
uma carga persistente, é que sobrevêm perturbações na área dos sintomas
fisiológicos e que em certas condições afectam o rendimento do trabalho e até
mesmo a saúde. No entanto, a fadiga no trabalho pode ser combatida através
da criação de pausas para descanso, que permitirão ao organismo o “carregar
de baterias” necessário para a continuação de um determinado rendimento.
A introdução de pausas para descanso ajudam a reduzir a fadiga provocada
pelo trabalho, podendo evitar a redução do rendimento e mesmo motivar um
bom rendimento posterior, através da sua acção psicológica.
Estudos efectuados sobre o valor do descanso durante uma pausa (Lehmann,
1962) demonstram que este é maior no início da pausa e vai depois diminuindo
à medida que a pausa se vai estendendo. Por outras palavras, descansa-se
mais no início da pausa e vai-se, comparativamente, “descansando menos” à
medida que a pausa se prolonga. Devido a este facto, conclui-se que é melhor
a introdução de diversas pausas de curta duração, do que uma só de longa
duração. Isto deverá, obviamente, ser efectuado sempre que o processo de
trabalho o permita, devendo a duração das pausas ser estabelecida de acordo
com os diferentes tipos de trabalho.
À medida que o grau de fadiga vai aumentando, podemos constatar o
aparecimento de determinadas perturbações, essencialmente de ordem
informativo-mental, que condicionam o correcto desempenho de uma
determinada tarefa.
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balho
balho
balho
balho IV . 9
IV . 9
IV . 9
IV . 9
IV . 9
Fig IV.7 - Consequências da fadiga
Fonte: Rohmert 1979
De notar que é extremamente difícil a medição do grau de fadiga, já que existe
uma grande quantidade de factores que influenciam o comportamento e, neste
caso especialmente, o rendimento humano, factores esses que dificilmente
podem ser separados.
Podemos, no entanto, registar a ocorrência da chamada fadiga equivalente,
que decorre da monotonia e da saturação. Se bem que os sintomas deste tipo
de fadiga sejam semelhantes aos anteriormente apresentados (especialmente
o aparecimento da sonolência e apatia mental), eles podem facilmente
desaparecer através da transição para uma actividade alternativa mais
interessante.
Este tipo de fadiga ocorre através da manutenção de uma actividade monótona,
muito pobre em situações alternativas, mantida durante um longo período de
tempo e caracterizada normalmente por:
• Raras ocasiões de alterações
• Estímulos de duração e ritmo constantes
• Ausência de possibilidades para a movimentação do corpo
• Restrição do espaço na área considerada
• Calor no ambiente de trabalho
Grau de fadiga
Fadiga equivalente
Perturbações da recepção Interpretação incompleta, distorcida ou falsa de sinais
negligenciando o juízo crítico, precipitação em hipóteses de
reconhecimento.
Perturbações do processo de
coordenação
Movimentos incorrectos, maior tempo para correcção de
movimentos, redução do número de movimentos dos olhos por
unidade de tempo, aumento do tempo para cada processo de
fixação.
Perturbações da atenção e da
concentração
Aumento do tempo de reacção, reacções tardias, queda da
Capacidade de vigilância executando actividades auto-
estimulantes, bloqueio da atenção.
Perturbações mentais Retardamento do raciocínio-afluência à consciência de
pensamentos estranhos, repetição de operações de raciocínio:
perturbações na formação de ideias e na reprodução de
conceitos memorizados.
Perturbações da Estrutura dos
Impulsos
Negligenciamento do interesse, comportamento tedioso e
aborrecido, indiferença diante dos próprios erros, mau humor
ao lidar com máquinas, instrumentos de Trabalho e colegas.
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balho
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balho IV . 10
IV . 10
IV . 10
IV . 10
IV . 10
Turnos e trabalho nocturno
Quer sejapor motivosdeordemsocial(hospitaisqueatéànoitetêm defuncionar),
de ordem tecnológica (determinados processos industriais que não podem parar)
ou de ordem económica (utilização de equipamentos ou instalações de custo
muito elevado), torna-se necessária a constituição de diversos turnos de trabalho
e a prestação de trabalho nocturno.
Devido ao ritmo biológico próprio do ser humano, poderão existir algumas
dificuldades na adaptação dos trabalhadores ao trabalho nocturno.
Com efeito, têm-se registado problemas de apetite, digestivos, circulatórios e
outras perturbações decorrentes da inversão do ritmo normal de vida. À noite
existe uma considerável redução da disposição fisiológica para o trabalho, que
precisa de ser compensada com uma grande vontade de trabalhar.
Mesmo que o trabalho nocturno se prolongue por um longo tempo, foi
comprovado que nunca chega a ocorrer uma inversão completa na curva de
rendimento das funções fisiológicas. Verifica-se igualmente que o sono durante
o dia é, tanto qualitativa como quantitativamente, inferior ao sono nocturno.
Quer isto dizer que o organismo humano nunca se habitua completamente à
troca da vida diurna pela vida nocturna. Assim, os trabalhadores seleccionados
para executar o trabalho nocturno deverão ser objecto de um exame médico
cuidadoso, por forma a garantir que não possuem, nomeadamente, problemas
circulatórios, perturbações psicológicas, problemas de funcionamento da tiróide,
diabetes, etc.
Estes exames deverão ser periodicamente repetidas, por forma a averiguar da
manutenção das boas condições físicas e psicológicas.
Os efeitos do trabalho nocturno sobre a Qualidade é qualquer coisa que não
pode ser ignorado. A título de exemplo, repare-se no registo dos erros de leitura
de uma companhia sueca de produção de gás, efectuados ao longo de 19
anos, e do qual foi deduzida a variação da disposição fisiológica para o trabalho
ao longo do dia.
Fig. IV.8 - Distribuição diária de 62.000 erros de leitura numa companhia sueca de
produção de gás, do ano de 1912 ao ano de 1931 (175.000 h). Cada ponto do gráfico
representa a quantidade de erros numa determinada hora do dia para uma base de 7.000
observações registadas. A troca de turnos ocorre às 6, 14 e 22 horas
Fonte: Bjerner, Holm e Swensson, 1948
Horas
Quant.
de
erros
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
6 10 14 18 22 2 6
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balho
balho
balho IV . 11
IV . 11
IV . 11
IV . 11
IV . 11
Além da adaptação do trabalho aos diferentes turnos, também podem ser
efectuados melhoramentos em diversas outras áreas, como sejam o caso da
preparação de refeições quentes e fornecimento de bebidas durante o turno da
noite, e, até mesmo, o auxílio da empresa para conseguir residência que propicie
um período para o sono diurno sem perturbações provocadas pelo barulho.
O Homem é um animal possuidor de capacidades excepcionais, mas também
de muitas limitações.
A estrutura do seu posto de trabalho deve ser adaptada à sua configuração e
às suas necessidades, pois só desta forma o Homem conseguirá tirar o melhor
partido das suas capacidades. Assim, a forma como o seu posto de trabalho
se encontra organizado e a forma como as suas ferramentas foram desenhadas
podem tornar o trabalho fácil ou impossível.
Actualmente é possível, através da simulação em computador e utilizando dados
antropométricos e biomecânicos, analisar os movimentos e esforços humanos.
Fig. IV.9 - Como funciona a simulação: O manequim computorizado mostra os vários
pontos de tensão existentes no ser humano, quando se transporta um determinado
peso e se utilizam determinadas posições
Fonte: “News in Perspective”, Datamation, 1 de Abril de 1985, p.61
A ADAPTAÇÃO DO TRABALHO AO HOMEM
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IV . 12
A Antropometria
A antropometria é o estudo da determinação e utilização dos dados referentes
às dimensões do corpo humano.
Para ajustar um determinado posto de trabalho ao ser humano, é necessário
ter conhecimento das mais importantes medidas das partes do corpo, bem
como das extensões que são permissíveis para os movimentos das mãos e
dos pés. Essas medidas são determinadas pelas dimensões dos ossos, força
dos músculos, resistência dos tecidos e pela forma e mecanismo das
articulações. É evidente que estes valores mudam de indivíduo para indivíduo e,
nalguns casos, poderão até ocorrer diferenças significativas. No entanto, os
valores diferentes da média também deverão ser tomados em conta, quando se
estudar a adaptação do seu posto de trabalho. Deverá sempre existir um esforço,
por forma a criar postos de trabalho e ferramentas adaptadas para atender a
90% dos empregados, o que, por exemplo, para o caso da Alemanha significa
considerar, para os homens, uma altura entre 1,60m e 1,89m e, para as mulheres,
de 1,52m a 1,76m.
A título de exemplo, apresentamos de seguida as dimensões do corpo dos
trabalhadores alemães, do grupo etário 26-40 anos.
A
B
C D
E
F
G
H
I
K
L
a
b
c
d
e
f
g
h
i
k
m
n
Antropometria
Fig. IV.10 - Dimensionamento do corpo de um grupo de trabalhadores alemães
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IV . 13
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IV . 13
Fig. IV.11 - Dimensões do corpo humano do grupo etário 26 - 40 anos
Fonte: DIN 33402, Parte 2, Junho de 1981
A posição do corpo
O facto de um determinado indivíduo trabalhar em pé ou sentado deverá ser
considerado tomando, por um lado, o ponto de vista do indivíduo e, por outro, o
ponto de vista da tarefa.
Nos casos em que são necessários grandes movimentos do corpo e dos braços,
ou existe a aplicação de grandes esforços, será mais conveniente que o Homem
trabalhe em pé. Nos casos em que as mãos são mantidas em repouso e são
necessárias observações atentas, será mais conveniente o trabalho sentado.
Do ponto de vista fisiológico, a posição em pé faz com que exista uma
acumulação de sangue nas pernas, perturbando a circulação e favorecendo o
aparecimento de varizes. No entanto, a permanência de longos períodos de
tempo sentado pode provocar o congestionamento da circulação com grandes
prejuízos para a digestão. Assim, a melhor opção será, sempre que possível,
alternar entre a posição sentado e em pé, ou então escolher a posição que
mais agrade ao trabalhador e que lhe seja mais confortável para o desempenho
da sua função.
Masculino Feminino
Dimensões para o corpo em pé
(em mm)
Valor
limite
infer.
Valor
médio
Valor
limite
super.
Valor
médio
Valor
limite
super.
Valor
limite
infer.
Dimensões para o corpo em pé
A - Alcance frontal 668 723 791 615 693 772
B - Espessura do tórax em pé 240 275 303 232 280 360
C - Alcance para cima, dois braços 1923 2061 2226 1755 1869 1992
D - Altura do corpo 1645 1745 1852 1522 1629 1737
E - Altura dos olhos 1511 1614 1720 1399 1500 1590
F - Altura dos ombros 1373 1463 1562 1238 1348 1444
G - Altura dos cotovelos acima da base 1026 1099 1180 955 1031 1098
H - Altura das pernas 754 815 884 -------- -------- --------
I - Altura da mão 732 774 832 660 740 811
K - Largura entre os ombros 370 400 429 326 356 387
L - Largura dos quadris, em pé 310 349 376 314 359 407
Dimensões para o corpo
a - Altura do corpo, sentado 866 921 972 809 864 919
b - Altura dos olhos, sentado 752 804 853 682 736 786
c - Altura dos ombros, sentado 572 619 660 537 589 631
d - Altura dos cotovelos acima do assento 192 230 280 196 236 279
e - Altura do joelho 498 539 573 461 502 542
f - Comprimento da perna com pé 401 451 484 347 394 436
g - Comprimento do cotovelo ao eixo de pegar 329 362 391 293 322 364
h - Profundidade do assento 456 502 566 425 484 532
i - Comprimento da nádega ao joelho 558 601 648 531 589 637
k - Comprimento da nádega ao pé 963 1034 1128 958 1049 1121
l - Altura da coxa 133 151 165 118 145 173
m - Largura entre os cotovelos 395 444 500 366 456 544
n - Largura do corpo sentado 326 363 388 341 386 451
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O trabalho sentado
No trabalho sentado deverá existir um especial cuidado com a musculatura da
nuca, dos ombros e das costas, que pode ser sobrecarregada devido a más
posições ou a medidas incorrectas dos postos de trabalho. Como exemplo,
apresentam-se a seguir diversas dimensões para o trabalho sentado. Note-se
que estes são valores médios e alguns deles estão relacionados, como é o
caso da “altura do trabalho”, “altura do assento” e “área de alcance do pegar”,
que não devem ser consideradas isoladamente, mas sim examinadas em
conjunto num determinado contexto.
Fig. IV.12 - Altura do trabalho em cm, na posição “sentado”
Fonte: Stier; medidas por Jürgens, 1975
Note-se que a altura do assento deverá ser regulável, por forma a permitir um
ajustamento à altura de trabalho, já que esta é, frequentemente, imutável.
A área sobre o tampo da mesa que o Homem pode atingir para pegar sem se
esforçar é limitada pelo comprimento dos braços. No entanto, nem todas as
zonas dessa área são igualmente fáceis de alcançar: existem zonas mais
favoráveis que outras, sendo tal limitação decorrente da acção conjunta das
articulações
Na figura abaixo podemos visualizar um corte da área de pegar projectada
sobre a superfície da mesa. A área branca central (quadrado 10x10) é a mais
favorável, pois nela podem ser visualizados 2 ou mais objectos sem que tal
implique uma mudança da posição dos olhos para outra área de visão.
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Fig. IV.13 - Corte da área de pegar na altura da superfície da mesa
Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991
Igualmente importante é a colocação de pedais. Para tal, deverá ser tomada
em consideração a área de acção das pernas, conforme mostrado na figura
IV.12. Os pedais accionados pelo calcanhar ficam melhor posicionados quando
colocados sob a perpendicular que passa pelo centro de trabalho das mãos. Já
os pedais accionados com o peito do pé ficam melhor se colocados 14 a 18 cm
mais à frente do que os anteriores.
Fig. IV.14 - Área de acção das pernas em mm
Fonte: Benz e outros - 1981; Adaptado de “Metodologia do Estudo do Trabalho”,
REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 1:
Fundamentos, 1991
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O trabalho em pé
Para o caso do trabalho em pé, existe uma maior variação se considerarmos o
trabalho para homens de grande estatura e mulheres de pequena estatura.
Esta amplitude pode atingir os 25 cm, pelo que o melhor seria regular o posto
de trabalho para os homens de maior estatura e colocar estrados ou patamares
para os trabalhadores de estatura mais reduzida. Dado que por vezes existem
dificuldades de ordem prática para a implementação destas medidas, é
recomendável que se usem como orientação para a altura do trabalho os valores
médios. Na figura seguinte, podemos observar alguns valores orientativos
(conforme norma DIN 33402, Parte 2.ª).
Fig. IV.15 - Altura do trabalho na posição em pé (homens) (conforme DIN 33402, Parte 2.ª)
Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991
Deverão, ainda, ser tomados em consideração os espaços para suficiente
liberdade de acção dos pés, devendo evitar-se o accionamento de pedais, pois
neste caso há uma solicitação excessiva da perna que sustenta o corpo em
pé.
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Fig. IV.16 - Na construção de uma boa linha de produção em série (tapetes rolantes, por
exemplo), devem ser previstos espaços para uma suficiente liberdade de acção dos pés
Fonte: segundo Schulte; Adaptado de “Metodologia do Estudo do Trabalho”,
REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 1:
Fundamentos, 1991
O Ambiente de Trabalho
O ambiente físico sobre o qual os trabalhadores se encontram influencia o seu
rendimento, segurança e a própria qualidade de vida no posto de trabalho. A
iluminação, ruído e vibrações, temperatura, humidade e qualidade do ar são
factores que podem e devem ser controlados pelos responsáveis da empresa.
A iluminação
Estima-se que 80 a 90% da percepção total é atribuída aos olhos, pelo que
este órgão é o mais importante órgão receptor, compreendendo-se assim a
importância de uma boa iluminação para um correcto desempenho das mais
variadas funções.
Dependendo do tipo de trabalho a executar, assim são requeridos diferentes
níveis de iluminação.
Além da intensidade luminosa propriamente dita, deverão ainda ser tomados
em consideração outros factores como o grau de reflexão, contraste dos diversos
objectos e da própria superfície de trabalho e arredores, o brilho e as sombras,
dimensões da peça a trabalhar e distância que a separa da vista, persistência
da imagem, etc.
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A presente Unidade Temática trata da Ergonomia (do grego ergon=trabalho e
nomos=ensino), a ciência que trata da optimização das interacções entre a
pessoa, o trabalho e o ambiente.
Foi efectuada uma breve classificação dos diferentes tipos de trabalho, tendo-
se enunciado, para cada um, quais as suas diversas características e requisitos,
e observado quais os diversos factores que condicionam o rendimento humano
no trabalho, de modo a que se possa compreender um pouco melhor quais os
factores a ter em consideração na eventual melhoria das condições de realização
de uma determinada tarefa e quais as características que poderão influenciar a
maior ou menor predisposição para trabalhar.
Ao efectuar a optimização das interacções entre o Homem, o trabalho e o
ambiente, a Ergonomia lida com uma série de factores relacionados, por um
lado, com a adaptação do posto de trabalho ao Homem e, por outro,
inversamente, da adaptação do Homem ao posto de trabalho.
Na primeira situação iremos encontrar questões relacionadas, nomeadamente,
com o ambiente de trabalho (temperatura, ruído, iluminação, etc.), a configuração
dos postos de trabalho e meios de produção, a organização do trabalho com a
elaboração de métodos de trabalho menos perigosos e/ou cansativos e o estudo
das máquinas e ferramentas, com a finalidade de conceber os equipamentos
que melhor se adaptam ao desempenho de uma determinada função com o
máximo de conforto para o trabalhador - as chamadas ferramentas ergonómicas.
No que diz respeito à adaptação do Homem ao posto de trabalho, os temas
prendem-se com a postura do trabalhador no seu posto de trabalho, utilização
e colocação adequadas do pessoal tendo em conta factores como a idade, o
sexo, a constituição física e experiência, determinação e avaliação da postura
do trabalhador, etc..
A consideração de todos estes diferentes factores na atribuição ou estudo de
um determinado posto de trabalho tem especial relevância, não só do ponto de
vista humano (um indivíduo produz mais e melhor se efectuar um trabalho no
qual se sente mais à vontade e se possuir as melhores condições ambientais
para o efectuar) mas também do ponto de vista económico (melhores condições
de trabalho significam, não só um aumento de produtividade, mas também
uma redução de doenças profissionais e diminuição dos custos que lhes estão
associados).
Apesar disto, note-se que o aumento da produtividade não é o principal objectivo
da Ergonomia mas sim um dos seus efeitos.
Com efeito, ele aparecerá como consequência da melhoria das condições gerais
de trabalho, da mesma forma que se observará uma redução dos acidentes de
trabalho e um aumento geral na moral dos trabalhadores.
RESUMO
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O bem-estar dos empregados, a sua disposição e desempenho são
frequentemente menosprezados em muitos ambientes de trabalho modernos.
A aplicação de princípios ergonómicos como um meio prático e relevante de
resolução de problemas existentes (e até de potenciais problemas), está a
receber uma atenção cada vez maior no sector industrial.
A implementação de medidas ergonómicas provoca uma melhoria na
qualidade dos produtos fabricados, aumenta a produtividade e reduz
consideravelmente o risco de ocorrência de acidentes de trabalho e de
doenças profissionais.
Esta tendência, que resultou num alto nível de interesse pela Ergonomia, está
a ser aplicada na Lockeed Fort Worth Company (LFWC).
A mudanças na composição das operações de produção e suporte, uma maior
variação nas características físicas dos trabalhadores e uma maior procura
criaram a necessidade de efectuar uma melhoria ergonómica na LFWC.
Foram tomadas medidas específicas para responder às recentes mudanças
que, gradualmente, têm ocorrido nos postos de trabalho e aos problemas
ergonómicos que essas alterações provocaram.
O esforço actualmente existente, concentrado sobretudo na linha de produção
dos F-16, será futuramente integrado nas linhas de produção de futuros aviões
militares, actualmente em desenvolvimento.
Assim, os princípios ergonómicos serão aplicados aos novos processos de
produção logo na fase de planeamento, melhorando-os antes que os mesmos
sejam postos em prática.
O Empenho da Direcção
O principal factor para o sucesso de qualquer iniciativa envolvendo toda a
Empresa é o empenho de toda a Direcção da Empresa.
Na LFWC, este empenho é personalizado por Edward Ewing, vice-presidente
do programa de Aviação. Ewing expressou o seu empenho, insistindo em que
“as operações terão a máxima segurança e consideração com a saúde, na
indústria aeroespacial, porque as pessoas são importantes.”
Depois de mencionar a constituição da equipa responsável pela implementação
dos princípios ergonómicos, constituída com o objectivo de reduzir erros, defeitos
ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO
Caso de Estudo: Ergonomia: Uma prioridade na Lockeed
Fort Worth Company
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e custos em todas as actividades diárias, Ewing enunciou uma longa lista de
princípios, envolvendo toda a Empresa: “Encorajo fortemente todas as chefias
a considerarem este objectivo como tendo a máxima prioridade” (...).
A equipa de trabalho encontra-se empenhada em melhorar a atitude e a
disposição dos trabalhadores e em reduzir os acidentes laborais com a aplicação
dos princípios ergonómicos adequados a cada área de trabalho.
A diminuição dos custos de indemnização e compensação será utilizada na
implementação de novas mudanças ergonómicas. As melhorias na qualidade,
produtividade e segurança serão igualmente sentidas.
A estratégia a utilizar é baseada na participação e responsabilização. A eficácia
do processo de melhorias ergonómicas depende da participação de todos os
indivíduos envolvidos. As três razões que encorajam a participação, originalmente
enunciadas por Imada, foram confirmadas pela experiência na LFWC:
• A ergonomia é intuitiva, baseada na experiência dos trabalhadores
• A implementação de melhorias; e
• A participação do utilizador final provoca o aparecimento de soluções
flexíveis para a resolução de problemas
A participação é vista, de acordo com as pesquisas conduzidas por Imada e
Bowman, essencialmente a três níveis:
• O nível da Direcção
• O nível das Chefias/Sindicatos
• O nível dos Supervisores/Trabalhadores
Contudo, para existir confiança e evitar potenciais relacionamentos conflituosos,
particularmente ao nível dos Supervisores / Trabalhadores, a equipa terá de
compreender que a sua função é proporcionar a assistência necessária, por
forma a implementar um ambiente de trabalho satisfatório, seguro e eficiente.
(...)
(...) A experiência passada tem provado a necessidade da participação e da
responsabilização na obtenção de resultados ocasionados pela implementação
de técnicas como a Ergonomia (...). Um objectivo relevante foi a importância
dada ao facto de a implementação da Ergonomia melhorar a qualidade e a
produtividade com a redução dos riscos de acidente.
Dado que a linha de montagem dos F-16 foi desenvolvida há já alguns anos, os
actuais princípios ergonómicos possibilitam um método para a melhorar. A
implementação destas melhorias é similar à transição para a modernização.
Consequentemente, as mudanças administrativas, como a rotação de tarefas,
podem proporcionar o ímpeto necessário ao contínuo desenvolvimento e análise
de mais mudanças, como a melhoria dos processos de produção e das
ferramentas (...).
(...) A equipa responsável pela Ergonomia efectuou uma série de sugestões,
desde a colocação dos terminais de computador no lado preferencialmente
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observado pelo operador, até à utilização de métodos antropométricos na
construção de assentos e determinação das dimensões dos terminais e teclados
dos computadores.
Na LFWC foi dado um especial ênfase à redução das chamadas “doenças
profissionais”. Tal como aconteceu com os casos da tinta contendo chumbo
(anos 70) e do amianto (anos 80), as doenças provocadas por produtos tóxicos
tiveram uma grande taxa de crescimento, espalhando-se rapidamente.
Os movimentos repetitivos são um dos principais alvos da Ergonomia. Estes
movimentos provocam incómodo e dores musculares e do esqueleto,
normalmente nas mãos, braços, pescoço e ombros, originando o aparecimento
de tendinites, bursites e dores nas costas.
A tendência histórica mostra que uma larga percentagem de dias de trabalho
perdidos na LFWC são atribuíveis a tensões e/ou a entorses. Através da
eliminação ou redução destes factores (existentes na LFWC) é possível diminuir
as perdas com os custos de compensação e indemnização aos trabalhadores
e custos médicos, minimizando os prejuízos associados à diminuição da
produtividade.
Como resultado do esforço, foram desenvolvidas tanto melhorias simples como
complexas, tendo por finalidade a melhoria global do ambiente de trabalho. As
primeiras alterações efectuadas foram, logicamente, aquelas que se afiguravam
óbvias, como a cobertura de partes contundentes e protuberantes de
determinadas máquinas.
Estas medidas simples foram complementadas por estudos mais intensivos
de ferramentas e modos de fabrico mais desenvolvidos (...).
Um dos primeiros exemplos de mudança resultou da observação de que
pequenas peças que requeriam a execução de diversos furos eram colocadas
no seu lugar por uma mão, enquanto a outra mão se mantinha ocupada em
segurar uma broca. Este processo provocava traumas cumulativos a ambas as
mãos.
Foi construída e implementada uma ferramenta simples que permitia ao operador
agarrar rapidamente numa peça de dimensões variadas, evitando a repetição
de movimentos das mãos e braços e melhorando a qualidade e a produtividade
(...).
Conclusão
Um ambiente de trabalho ergonómico melhora a produtividade, aumenta a
satisfação dos trabalhadores e previne os acidentes.
O esforço levado a efeito para implementação da Ergonomia na LFWC é o
exemplo de como a aplicação destes princípios pode gerar resultados positivos.
A LFWC determinou que a Ergonomia seria um alvo importante a alcançar,,
para melhorar a segurança da Companhia e aumentar a qualidade e a
produtividade.
O sucesso inicial pode ser atribuído ao modo organizado como o programa foi
implementado, combinado com o treino, participação e responsabilização dos
trabalhadores e o empenho de toda a Direcção.
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As fábricas automóveis não são propriamente o melhor ambiente para o homem.
Os trabalhadores são muitas vezes forçados a adaptarem-se ao equipamento,
em vez de acontecer o contrário. Isso significa a necessidade de efectuar
movimentos (extensões, flexões) que poderão conduzir a problemas de saúde
e a uma diminuição da produtividade. A solução para este problema pode não
ser necessariamente um replaneamento de toda a linha de montagem. Muitas
vezes basta um pequeno ajustamento de 4 ou 5 cm.
O levantamento ou rebaixamento sensível das superfícies de trabalho, permitindo
efectuar movimentos de uma forma mais conveniente, ou, simplesmente, a
indicação de uma caixa de acessórios, podem reduzir a fadiga dos trabalhadores.
Estes foram os objectivos de um projecto com a duração de 4 anos, envolvendo
2,5 milhões de dólares, da Ford Motor Co. e do Centro de Ergonomia da
Universidade do Michigan, que estuda o relacionamento físico entre o Homem
e a máquina. Ainda não existem estatísticas, mas verificou--se um aumento da
qualidade e da produtividade nas fábricas onde foram efectuadas as alterações
ergonómicas. Os trabalhadores, por sua vez, também demonstraram um maior
bem-estar no posto de trabalho, segundo fez notar William M. White,
coordenador da saúde e segurança para a United Auto Workers. O programa,
acrescenta, demonstrou ser uma situação em que todos têm a ganhar.
Fonte: in Business Week. 12 de Maio de 1986, p. 67
Caso de Estudo: A Ergonomia na Ford
Caso de Estudo: Os factores humanos na Central
de Three Mile Island
Durante vários anos, antes do acidente da central nuclear de Three Mile Island,
Randall Pack analisou os aspectos de Engenharia Humana relacionados com
as cores dos painéis de controlo dos reactores nucleares da central.
Grande parte da supervisão desta tarefa foi subcontratada à Lockeed Space
and Missiles Corp., que considerou existir muito pouca aplicação dos princípios
de Engenharia Humana aos referidos painéis de controlo. Para sublinhar este
factor, é citado como típico o comentário de um construtor: “Não tenho qualquer
vaidade em participar na construção desses painéis. O cliente tem de viver
com eles. Aqui ninguém se preocupa muito com isso. A NRC apenas está
interessada em saber se uma determinada função está ou não presente no
painel, seja à frente ou atrás”.
Na unidade 2 da central (onde ocorreu o acidente), o indicador de drenagem do
tanque do reactor, que poderia ter alertado para o facto de a válvula electrónica
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possuir uma fuga, encontrava-se colocado atrás do painel de controle, e a sua
importância não foi reconhecida.
A frase que mais se ouviu durante o processo de entrevistas efectuadas pelos
supervisores aos desenhadores dos painéis de controlo foi “a preferência do
cliente”, uma outra forma de dizer que os painéis foram executados exactamente
da forma como foram solicitados.
Lawrence Kanous da Detroit Edison proferiu comentários similares: “Existe
muito pouca percepção do facto de as fábricas serem sistemas homem-
máquina. É dada uma atenção insuficiente ao lado humano desses sistemas,
dado que a maioria dos construtores são orientados essencialmente para o
lado mecânico”.
Através da realização de um estudo a várias indústrias, foram separados os
problemas relacionados com os painéis de controlo que podiam ser resolvidos
sem alterações significativas dos próprios painéis, daqueles que requeriam a
reconstrução total de todo o painel.
Segundo esse estudo, poderão ser efectuadas as seguintes alterações sem
mudar fisicamente os painéis de controlo:
• Utilização de etiquetas com indicações claras e precisas das funções
existentes no painel e desenho de linhas de demarcação de várias áreas;
• Utilização de códigos coloridos e/ou uso de alavanca e botões de controlo
de diferentes formas;
• Utilizar diferentes cores para demarcação de condições limites nos
mostradores e substituição de escalas e mostradores pouco legíveis;
• Utilização adicional de painéis de registo se aqueles que estiverem em
uso se mostrarem demasiado preenchidos ou ilegíveis;
• Substituição das etiquetas de manutenção por painéis translúcidos ou
marcadores magnéticos, por forma a que não tapem os mostradores.
Alguns problemas, segundo o referido estudo, não podem ser solucionados
sem a reconstrução de todo o painel. Dado que, neste momento, não existem
planos para a modificação do modo de construção destes produtos, manter-
se-ão os seguintes problemas:
• Agrupamento pouco funcional de vários instrumentos e controlos;
• Duplicação de imagens invertidas nos painéis de controlo. Este processo
é, aparentemente, utilizado para reduzir os custos de corte de diferentes
tamanhos de cabo, mas viola o princípio básico da Engenharia Humana
de que não devem nunca existir dois mostradores no mesmo painel,
sendo um a imagem invertida do outro;
• Instrumentos inacessíveis. Por vezes um operador tem de subir a uma
cadeira para poder ler um mostrador;
• Controlos inacessíveis. Para efectuar algumas operações de emergência,
por vezes um operador tem de se deslocar para trás e para a frente, ao
longo do painel de controlo;
• Dimensões desnecessariamente grandes para alguns instrumentos, o
que só contribui para o aumento de tamanho de todo o painel de controlo;
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balho
balho IV . 24
IV . 24
IV . 24
IV . 24
IV . 24
• Existência de centenas de avisos e alarmes confusos durante um aci-
dente. As luzes de aviso apagaram-se quando se registou o acidente na
central, mas era impossível para os operadores dizer a que equipamento
pertencia cada luz. Este facto não pode ser remediado sem repensar e
reconstruir todo o painel.
A sequência exacta de acontecimentos em Three Mile Island poderá nunca
mais se repetir, dado que os operadores dos controlos de comando das condutas
de água sob pressão receberam agora treinos efectuados em simuladores para
essa precisa sequência.
Mas são possíveis outros cenários de acidente.
Fonte: Excertos de “Nuclear Power and the Public Risk”, Robert Sugarman, IEEE
Spectrum, Novembro de 1979, pág. 63 - 66
1. O que poderiam ter feito de diferente os desenhadores do painel de controlo
dacentraldeThreeMileIslandporformaamelhorarasinformaçõesfornecidas
aos operadores?
2. Em seu entender, qual o responsável pela concepção dos painéis de controlo
que equipam a Central?
3. Quais são os objectivos do estudo dos movimentos humanos?
4. De entre a seguinte lista de actividades, refira aquelas que são melhor
desempenhadasporumamáquinaeasqueosãoporumtrabalhadorhumano:
• Responder rápida e eficazmente a diversos sinais
• Reconhecer padrões de estímulos complexos e variáveis de situação
para situação
• Adaptar as decisões às diversas situações com várias condicionantes
• Apreender informação codificada com rapidez e precisão
• Desenvolver soluções inteiramente novas
• Detectar pequenos índices de luminosidade e de ruído
• Armazenar informação codificada de uma forma rápida e em grandes
quantidades
• Desempenhar com fiabilidade actividades repetitivas
• Seleccionar modos alternativos de operação em caso de falha
• Ajuizar uma situação
• Aplicar uma grande pressão de forma suave e precisa
• Armazenar informação momentaneamente e perdê-la de seguida
• Desenvolver conceitos e criação de novos métodos
GuiadoFormando
M.O.01
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Anexo - Trabalhos Práticos
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Componente Prática
Anexo - Trabalhos Práticos
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A . 1
A . 1
A . 1
A . 1
TRABALHO PRÁTICO N.º 1
Identificação de Tipos de Elementos
Objectivo
Procederàobservaçãodeumdeterminadociclodetrabalhoporformaaidentificar
diversos tipos de elementos (repetitivos, ocasionais, constantes, variáveis,
manuais, preponderantes, estranhos ou tipo “máquina”).
Procedimento
• Seleccionar um posto de trabalho onde se execute uma determinada
actividade, observando diversos ciclos de produção e identificando
os diversos elementos constituintes da referida actividade, procedendo
de seguida à sua classificação, de acordo com os tipos de elementos
anteriormente referidos.
TRABALHO PRÁTICO N.º 2
Avaliação do Ritmo (Determinação do Factor de Actividade)
Objectivo
Obter prática na avaliação do ritmo de um operador, por forma a poder atribuir
correctamente os factores de actividade.
Equipamento e Material Necessário
• Cronómetro e baralho de cartas
• Impressos para avaliação do ritmo
Procedimento
• Fazer com que alguém (esta pessoa será chamada de operador), adquira
prática de dar cartas, formando quatro pilhas iguais, num tempo de 0,5
minutos. Outra pessoa, designada cronometrista, registará o tempo do
operador para cada tentativa. Caso o operador leve um tempo maior ou
menor que os 0,5 minutos, o cronometrista relatará esse facto ao grupo,
determinando imediatamente a velocidade real, em percentagem, que
também é informada ao grupo (caso o operador demore 50 segundos-
0,8 minutos, o cronometrista relatará ao grupo o valor de 0,8/0,5=160%).
ACTIVIDADES/AVALIAÇÃO
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Componente Prática
Anexo - Trabalhos Práticos
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balho A . 2
A . 2
A . 2
A . 2
A . 2
Nestas tentativas preliminares não é efectuado nenhum registo de ritmo.
O operador trabalha sentado e dá as 52 cartas do baralho utilizando o
seguinte método: segura o baralho com a mão esquerda e a carta de
cima é posicionada com os dedos indicador e polegar da mão direita. A
mão direita agarra a carta posicionada, transporta-a e coloca-a na mesa.
O único requisito é o de que as cartas devem ter as faces viradas para
baixo, não se devendo misturar as quatro pilhas. Deve-se ter o cuidado
de verificar que o método não se altera com as várias velocidades. Após
pouca prática , o operador consegue dar as cartas exactamente em 0,5
minutos, ou seja, com um ritmo de 100%.
• Cada pessoa deve identificar a folha de dados que lhe é distribuída, não
devendo os membros do grupo utilizar cronómetro ou relógio.
• O operador distribui as cartas em 0,5 minutos, informando o grupo que
esta velocidade representa um ritmo de 100%, efectuando-se duas ou
três experiências a esta velocidade.
• O operador dá as cartas dez vezes, fazendo variar a velocidade ao acaso.
No final de cada tentativa, o cronometrista regista o tempo e mostra-o ao
operador, não fornecendo, contudo, esta informação ao grupo antes do
final das dez avaliações.
• Cada membro do grupo observa o operador a dar as cartas e avalia o
ritmo, usando 100%=0,5 minutos como normal. Cada tentativa é registada
em percentagem na primeira linha horizontal do impresso em anexo.
• O cronometrista deve dizer ao grupo quais as avaliações correctas do
ritmo, devendo cada pessoa registar estes valores nas segundas (tempo)
e terceiras (percentagem) linhas do mesmo impresso.
• Cada pessoa deve registar as suas avaliações no gráfico para avaliação
do ritmo e verificar quais as médias das diferenças entre a sua avaliação
do ritmo e o ritmo realmente verificado no impresso respectivo.
TRABALHO PRÁTICO N.º 3
Cronometragem
Objectivo:
Proporcionar aos formandos experiência do Método de Cronometragem.
Descrição da actividade (a simular em sala)
O trabalho a cronometrar consiste na preparação de conjuntos de dossiers de
folhas, devidamente empacotadas, efectuada por um operador. A sequência de
trabalho é a seguinte:
• O operador levanta-se do seu local de trabalho e dirige-se a uma
mesa para buscar um maço de dez folhas.
• Volta ao seu local de trabalho, agrupa duas folhas, dobra-as, fura-as
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Componente Prática
Anexo - Trabalhos Práticos
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balho A . 3
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A . 3
A . 3
A . 3
e agrafa-as.
• Levanta-se e, levando as folhas, desloca-se a uma mesa colocada
ao seu lado, pegando num dossier e colocando as folhas no respectivo
suporte (“argolas”). O dossier é depois colocado na respectiva caixa.
• Desloca-se novamente a uma terceira mesa onde pousa todo o
conjunto, voltando ao local inicial.
Esboço do Posto de Trabalho
Aconselha-se que a execução do trabalho a cronometrar seja efectuada em
duas (ou, preferencialmente, mais) fases de 10 ciclos cada, por forma a permi-
tir uma adaptação aos ciclos a cronometrar e ao manuseamento do cronóme-
tro, por parte do cronometrista.
Os elementos de trabalho a considerar e respectivos cortes (separação entre
os vários elementos), poderão, por exemplo, ser os seguintes:
Operador (local para
agrafar e furar)
Mesa com dossierse
respectivas capas
Colocação de
conjuntos terminados
Folhas
2
4
1
3
1 2 3 4 5 6
Elemento
Cortes
Pegar
folha
Reposição
do furador
Toque no
agrafador
Toque no
dossier
Início da
deslocação
Dossier
na mesa
Pegar
folha
Juntar
folhas
Deslocar
Agrafar/
furar
Encadernar/
empacotar
Transporte Regresso
GuiadoFormando
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Componente Prática
Anexo - Trabalhos Práticos
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A . 4
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Procedimento:
• Recolher e registar todas as informações disponíveis sobre o trabalho.
• Identificar o ciclo de trabalho.
• Decompor o ciclo de trabalho nos seus elementos:
• definir os elementos de trabalho
• definir os cortes nos elementos de trabalho
• identificar o primeiro e o último corte que definem um ciclo de
trabalho.
A recolha de dados será efectuada numa folha de cronometragem (fornecida
em anexo) utilizando cronometragem cumulativa.
• Através da utilização de um cronómetro, determinar a duração do
ciclo de trabalho, em cada observação.
• Determinar a duração de cada elemento de trabalho.
• Avaliar o desempenho do operador em cada ciclo (Factor de
Actividade).
Responda às seguintes questões:
• Para cada elemento de trabalho, determine o tempo observado e o
tempo normal.
• Determine o número de observações adicionais que deve fazer, de
modo a que, com 95% de confiança, possa afirmar que o tempo
estimado se encontra dentro do intervalo ±5% da média.
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An.02
M.O.01 Bibliografia
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balho
balho
balho B . 1
B . 1
B . 1
B . 1
B . 1
BIBLIOGRAFIA
Industrial Engineering, Volume 25, No. 7, July 1993
Introdução ao Estudo do Trabalho, Editora Portuguesa de Livros Técnicos
e Científicos, Lda., 1984
Metodologia do Estudo do Trabalho, REFA-Associação para Estudo do Trabalho
e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991.
CHASE, Aquilano, Production and Operations Management: A life cycle aproach,
Ed. Richard D. Irwin, 5th edition, 1989
DILWORTH, James B., Production and Operations Management:
Manufacturing and Services, McGRAW-HILL, 1993.
HEIZER, Jay, Barry Render, Production and Operations Management:
Strategies and Tactics, Ed. Allyn and Bacon, 1991
IIDA, Itiro, Aplicações da Engenharia de Produção, Livraria Pioneira Editora,
1972
MUTHER, Richard, Planejamento do Layout: Sistema SLP, Editora Edgard
Blücher Ltda., 1978
RUSSOMANO, Victor Henrique, Planejamento e Acompanhamento da
Produção, Livraria Pioneira Editora, 1976
SUMANTH, David J., Kitty Tang, A Review of Some Approaches to the
Measurement of Total Productivity in a Company/Organization, Institute of
Industrial Engineering Conference Proceedings, 1984
TEIXEIRA, J. J. Pamiés, Virgílio Cruz Machado, Tecnologia de Grupo,
GR RT-MI-16-88, Março 1988

Organização do trabalho.pdf

  • 1.
    Formação Modular M .O .0 4 INSTITUTO DOEMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL
  • 2.
    M.O.01 GuiadoFormando Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anizaçãodo anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Copyright, 1997 Todos os direitos reservados IEFP Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP Colecção Título Suporte Didáctico Coordenação Técnico-Pedagógica Apoio Técnico-Pedagógico Coordenação do Projecto Autor Capa Maquetagem e Fotocomposição Revisão Montagem Impressão e Acabamento Propriedade Preço 1.ª Edição Tiragem Depósito Legal ISBN MODULFORM - Formação Modular Organização do Trabalho Guia do Formando IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional Departamento de Formação Profissional Direcção de Serviços de Recursos Formativos CENFIM-CentrodeFormaçãoProfissionaldaIndústriaMetalúrgica e Metalomecânica ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade Direcção de Formação Luís Barros SAF - Sistemas Avançados de Formação, SA ISQ / José Artur Almeida OMNIBUS, LDA UNIPRINT, LDA UNIPRINT, LDA Instituto do Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, 11 1 000 Lisboa 4 500 esc. Portugal, Lisboa, Junho de 1997 1 000 Exemplares
  • 3.
    GuiadoFormando M.O.01 IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho Recurso a diapositivos ou transparências Recurso a software Recurso a videograma Actividades / Avaliação Destaque Índice Objectivos Resumo Bibliografia Caso de estudo ou exemplo
  • 4.
    GuiadoFormando M.O.01 Índice Geral IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP· ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IG . 1 IG . 1 IG . 1 IG . 1 IG . 1 ÍNDICE GERAL I - PRODUTIVIDADE • O que é a Produtividade ? I.2 • A Produtividade na empresa I.3 • Factores de produtividade I.3 • O Conteúdo do trabalho I.6 • Medidas de produtividade I.10 • As Curvas de experiência I.12 • Resumo I.15 • Actividades / Avaliação I.16 II - ESTUDO DE MÉTODOS DE TRABALHO • Introdução ao Estudo dos métodos II.3 • Método fundamental II.3 • Factores a considerar II.5 • Considerações económicas II.5 • Considerações técnicas II.5 • Reacções do pessoal interessado II.6 • A que Situações se pode aplicar o estudo dos métodos? II.6 • Registar e Analisar II.9 • O registo dos dados II.9 • Utilização de símbolos II.12 • O gráfico de análise de processo II.13 • Os gráficos de sequência II.21 • A análise dos dados II.27 • O método interrogativo II.28 • As questões fundamentais II.28 • As questões secundárias II.29 • Circulação e movimentação de materiais II.30 • O diagrama de circulação II.31 • O diagrama de - para II.37 • Inter-relações não baseadas no fluxo de materiais - O diagrama de Interligações preferenciais II.40
  • 5.
    GuiadoFormando M.O.01 Índice Geral IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP· ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IG . 2 IG . 2 IG . 2 IG . 2 IG . 2 • Melhoramento da eficácia de movimentação II.49 • Layout II.50 • Implantação da obra num ponto fixo II.52 • Layout orientado para o processo II.53 • Layout orientado para o produto II.62 • Balanceamento de uma linha de montagem II.66 • As células de trabalho II.70 • A Tecnologia de Grupo II.72 • Deslocamento de trabalhadores no posto de trabalho II.76 • Diagrama de Cordões II.76 • Gráfico de Sequência-Executante II.77 • O Gráfico de Actividades Múltiplas II.78 • Métodos e movimentos no posto de trabalho II.79 • Princípios de economia de movimentos II.80 • Utilização do corpo humano II.80 • Disposição do posto de trabalho II.80 • Concepção da ferramenta e do material II.80 • O Gráfico dos Movimentos Simultâneos das Duas Mãos II.82 • Resumo II.85 • Actividades / Avaliação II.86 III - A MEDIDA DO TRABALHO • Medida do Trabalho: conceitos essenciais III.3 • Medida do Trabalho por amostragem III.6 • Nível de confiança III.7 • Dimensão da amostra III.7 • Método estatístico III.11 • Método dos nomogramas III.14 • Campo de aplicação III.19 • Material necessário ao Estudo dos Tempos III.23 • Cronómetros e folhas de observação III.23 • Utilização de impressos III.24 • Folha de cronometragem III.25 • Folha de recolha de tempos III.26
  • 6.
    GuiadoFormando M.O.01 Índice Geral IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP· ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IG . 3 IG . 3 IG . 3 IG . 3 IG . 3 • Outros acessórios III.28 • Aparelho de fita Zeiter III.28 • Cronógrafo registador III.29 • A câmara de filmagem de velocidade constante III.29 • Escolher o trabalho a estudar III.30 • Diferentes fases do Estudo de Tempos III.31 • Decompor o trabalho em elementos III.32 • Dimensão da amostra III.34 • Cronometragem III.40 • Nível de actividade III.44 • Avaliação do factor de actividade III.46 • O Tempo Normal e Standard de uma actividade III.49 • Cálculo do Tempo Normal III.49 • Cálculo dos complementos III.51 • Complemento de repouso III.52 • Complementos fixos III.53 • Complementos variáveis III.53 • Complementos auxiliares III.54 • Complementos especiais III.54 • Tempo Standard III.54 • Normas para o trabalho com máquinas III.55 • Complemento de repouso III.52 • Normas de tempos pré-determinados III.63 • Resumo III.68 • Actividades / Avaliação III.69 IV - ERGONOMIA • Conceitos gerais IV.2 • Tipos de trabalho IV.2 • A adaptação do Homem ao trabalho IV.3 • O rendimento humano IV.3 • O ritmo biológico diário IV.5 • A prática IV.6 • A idade IV.6
  • 7.
    GuiadoFormando M.O.01 Índice Geral IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP· ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IG . 4 IG . 4 IG . 4 IG . 4 IG . 4 • A fadiga IV.8 • Turnos e trabalho nocturno IV.10 • A adaptação do trabalho ao Homem IV.11 • A Antropometria IV.12 • A posição do corpo IV.13 • O trabalho sentado IV.14 • O trabalho em pé IV.16 • O ambiente de trabalho IV.17 • A iluminação IV.17 • Resumo IV.18 • Actividades / Avaliação IV.19 ANEXO - TRABALHOS PRÁTICOS A.1 BIBLIOGRAFIA B.1
  • 8.
    GuiadoFormando M.O.01 Ut.01 IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho Produtividade
  • 9.
    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 1 I . 1 I . 1 I . 1 I . 1 OBJECTIVOS No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a: • Definir produtividade; • Identificar os diversos factores que poderão influenciar a produtividade de uma empresa; • Distinguir variação de produtividade e variação de produção; • Identificar a importância dos diversos factores de produtividade no cálculo da mesma; • Identificar e distinguir os diferentes tipos de medidas de produtividade; • Enunciar algumas formas de aumentar a produtividade; • Caracterizar a importância da experiência na evolução da produtividade e a utilizar correctamente as Curvas de Experiência. TEMAS • O que é a Produtividade ? • A Produtividade na empresa • O Conteúdo do Trabalho • Factores de Produtividade • Medidas de Produtividade • As Curvas de Experiência • Resumo • Actividades / Avaliação
  • 10.
    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 2 I . 2 I . 2 I . 2 I . 2 A produtividade pode ser definida como sendo a relação existente entre o produto obtido e a quantidade de recursos utilizados para o obter. Esta definição pode ser aplicada, segundo os casos, a uma empresa de serviços, a uma unidade industrial ou ao conjunto de toda a economia. Portanto, no sentido que aqui é utilizado, a produtividade não é mais do que a relação aritmética entre a quantidade do produto e a quantidade dos recursos utilizados na sua produção. Estes recursos podem ser: • Terra; • Matérias; • Instalações, máquinas e ferramentas; • Actividade do homem. Geralmente, estes quatro recursos são combinados em proporções variáveis. Verificar que a produtividade da mão-de-obra, da terra, das matérias ou das máquinas numa empresa, numa indústria ou num país aumentou, nada nos diz quanto às razões desse aumento. O aumento da produtividade da mão-de-obra, por exemplo, pode ser devido a uma melhor organização do trabalho por parte da direcção ou à instalação de maquinaria moderna. Um aumento da produtividade das matérias pode ter origem numa maior perícia dos operários ou numa melhor concepção dos produtos fabricados, etc. Alguns exemplos ajudarão a precisar o significado do termo produtividade: Produtividade da terra Se a utilização de melhores sementes, de melhores métodos de cultura e de maior quantidade de fertilizante permitir obter, de um hectare de terra, três quintais de trigo em vez de dois, a produtividade da terra, do ponto de vista agrícola, terá aumentado 50%. Poderá dizer-se que a produtividade da terra utilizada para fins industriais aumentou se a produção de bens ou serviços, realizada no terreno em questão, foi aumentada por qualquer meio. Produtividade das matérias Quando um alfaiate hábil consegue cortar onze fatos completos de uma peça de tecido da qual um alfaiate menos experiente só consegue cortar dez, pode dizer-se que o primeiro obteve da peça uma produtividade 10% superior. O QUE É A PRODUTIVIDADE Produtividade da terra Produtividade das matérias Produtividade
  • 11.
    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 3 I . 3 I . 3 I . 3 I . 3 Produtividade das máquinas Se uma máquina-ferramenta que produzia cem peças por dia consegue produzir cento e vinte, graças ao uso de melhores ferramentas de corte, a sua produtividade terá aumentado 20%. Produtividade da mão-de-obra Se um oleiro, adoptando um novo método de trabalho, eleva a sua produção horária de trinta para quarenta pratos, a sua produtividade terá aumentado 33,3%. Em todos estes exemplos, deliberadamente simples, o produto (ou a produção) aumentou percentagem idêntica à da produtividade. Mas um aumento da produção não implica, necessariamente, um aumento da produtividade. Se o volume dos recursos utilizados aumenta proporcionalmente ao crescimento da produção (nesse caso estaremos a produzir mais à custa de um maior número de recursos utilizados), a produtividade permanece inalterável. Se o volume dos recursos utilizados aumenta numa percentagem superior à da produção, tal implicará, obrigatoriamente, uma descida da produtividade (imagine-se o caso de um operário a efectuar horas extraordinárias: a sua produtividade poderá baixar devido, por exemplo, à fadiga). Numa palavra, elevar a produtividade significa produzir mais com um mesmo consumo de recursos - terra, matérias, tempo de máquinas ou mão-de-obra ou, inversamente, produzir uma mesma quantidade de bens utilizando menos recursos de terra, de matérias, de tempos de máquinas ou de mão-de-obra, o que liberta uma parte desses recursos para produção de outros bens. A produtividade em cada empresa depende de múltiplos e diversos factores, alguns dos quais escapam ao controlo do gestor da empresa, como, por exemplo: o nível geral da procura, a política fiscal, a taxa de juro, a situação do mercado das matérias-primas, as facilidades de aprovisionamento em máquinas e material, a abundância ou a falta de mão-de-obra qualificada, etc. Em contrapartida, existem certos factores de produtividade sobre os quais os gestores da empresa podem actuar. É destes que falaremos a seguir. Factores de Produtividade Definimos a produtividade como a relação entre o produto obtido e os recursos utilizados para o obter, quer se trate de uma empresa de serviços, A PRODUTIVIDADE NA EMPRESA Produtividade das máquinas Produtividade da mão-de-obra Aumento de produtividade
  • 12.
    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 4 I . 4 I . 4 I . 4 I . 4 de uma indústria ou do conjunto da economia. Temos, assim, que a produtividade de uma dada categoria de recursos mede-se pela quantidade de bens e/ou serviços que a mesma produz. Quais são, então, os recursos de que uma empresa dispõe? Terreno e construções Um terreno bem situado, para a construção dos edifícios necessários à empresa, e as próprias edificações. Matérias As matérias que serão transformadas em produtos destinados à venda, incluindo os combustíveis, os produtos químicos utilizados no processo de fabricação e as matérias de embalagem. Máquinas A fábrica, o material e todas as ferramentas necessárias à fabricação, às movimentações e ao transporte das matérias; o sistema de aquecimento, de ventilação e de produção de energia; o material e o mobiliário de escritório. Mão-de-Obra Os homens e as mulheres encarregados das operações de fabricação, de organização e do controlo, dos trabalhos de escritório, dos estudos e das pesquisas, das compras e das vendas. A forma e as condições em que todos estes recursos são geridos e utilizados irão determinar a produtividade da empresa. É à Direcção da empresa que cabe zelar para que seja feito o melhor uso de todos os recursos de produção, por forma a obter a maior produtividade possível. A importância relativa de cada um dos factores anteriormente mencionados varia segundo a natureza da empresa, o país onde se encontra, a disponibilidade e custo dos diversos recursos e, naturalmente, a natureza do produto e do processo de fabricação. Existem indústrias onde o custo da matéria-prima representa 60% ou mais do custo de produção do produto acabado, repartindo-se os restantes 40% entre o custo de mão-de-obra e gastos gerais. Verificando-se que numerosos países têm de importar as suas matérias-primas, utilizando, frequentemente, divisas raras, veremos a importância que tem a produtividade das matérias-primas, muitas das vezes mais do que a produtividade da terra, da mão-de-obra ou mesmo das instalações ou máquinas. A Importância relativa dos diversos factores de produtividade Recursos disponíveis
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 5 I . 5 I . 5 I . 5 I . 5 A economia de matérias-primas poderá conseguir-se na fase de criação ou especificação do produto (concebendo-o de forma a utilizar a menor quantidade possível de matérias-primas), ou na fase de fabricação, fazendo com que ele seja correctamente executado e utilizando um processo de fabricação adequado ao fim em vista. Igualmente importante é a produtividade dos terrenos e construções. A utilização destes deverá ser efectuada da forma mais racional possível, de modo a evitar empates de capital desnecessários, seja na compra de material ou terrenos não necessários ou inadequados, seja em futuras despesas de conservação, impostos, etc. Bens e Serviços A Direcção informa-se organiza dirige coordena controla estimula a fim de produzir Terreno e Construções Matérias Instalações Máquinas Equipamento Actividade Humana RECURSOS PRODUÇÃO Fig. I.1 - O papel da Direcção na coordenação dos recursos de uma empresa Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 11
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 6 I . 6 I . 6 I . 6 I . 6 O Conteúdo do Trabalho É, por vezes, utilizada, como unidade de medida da produtividade, a produção de bens ou serviços num dado número de horas-homem ou horas-máquina. Uma hora-homem representa o trabalho de um homem durante uma hora, enquanto que uma hora-máquina será o trabalho de uma máquina ou equipamento durante uma hora. Podemos considerar, como mostra a figura seguinte, que o tempo gasto por um homem ou por uma máquina para a produção de um determinado bem ou produto se decompõe da seguinte forma: Hora-homem A C onteúdo de Tra balho Fun dam ental D o produ to ou d a op eração C onteúdo de Tra balho Suplem en tar D evido a de fe ito s de concep çã o ou d e espe cificação do p ro duto C onteúdo de Tra balho Suplem en tar D evido à utilização de m aus m é to dos de fabricação ou d e execução Te mp o Im produtivo D evido a insuficiências da d ire cção Te mp o Im produtivo Im pu tá ve l ao tra balh ado r B C D C onteú do de T rab alho T otal Te m po Im produ tivo To ta l D uração Total da O peração n as C on dições Existe ntes Fig. I.2 - Decomposição da duração total de uma operação ou processo de fabricação Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 Note-se que a Unidade Temática II deste guia (Estudo dos Métodos de Trabalho) se ocupa, fundamentalmente, do Conteúdo de Trabalho Total, através de uma análise que tem por objectivo a redução do conteúdo de trabalho suplementar resultante da utilização de maus métodos de fabricação ou de execução.
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 7 I . 7 I . 7 I . 7 I . 7 O Conteúdo de Trabalho Fundamental (do produto ou operação) é o chamado “mínimo irredutível” de tempo necessário para fabricar um determinado produto. É o tempo que levaria a executar uma dada tarefa se a concepção do produto ou da operação fosse perfeita, se o processo de fabrico fosse perfeitamente executado e não houvesse nenhuma perda de trabalho, qualquer que fosse a razão, durante o período de trabalho. Estas condições de fabricação “perfeitas” são, como é natural, teóricas, pois na prática nunca se encontram, ainda que estejam, por vezes, muito perto de ser realizadas, sobretudo em processos de fabricação contínuos. Os tempos reais de fabricação, contudo, são muito superiores a este tempo teórico, devido à existência de conteúdos de trabalho suplementar e a tempos improdutivos, conforme se pode ver nas figuras seguintes: Conteúdo de Trabalho Fundamental A Conteúdo de Trabalho Fundamental Do produto ou da operação Conteúdo de Trabalho Suplementar Devido a defeitos de concepção ou de especificação do produto Conteúdo de Trabalho Suplementar Devido à utilização de maus métodos de fabricação ou de execução B A. 1 - A má concepção do produto impede a utilização de processos de produção mais económicos A. 3 - As normas de qualidade incorrectas obrigam a trabalhos inúteis A. 4 - A má concepção do produto obriga a grandes desperdícios de matérias-primasB. B. 1 - Utilização de máquinas inadequadas B. 2 - Operações efectuadas em más condições ou incorrectamente B. 3 - Utilização de ferramentas inadequadas B. 4 - Deficientes métodos de trabalho do operador B. 5 - Deficientes métodos de trabalho do operador Fig. I.3 - Decomposição do conteúdo de trabalho suplementar Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos,Lda., 1984 A. 2 - A falta de normalização impede a produção em grande série
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 8 I . 8 I . 8 I . 8 I . 8 Fig. I.4 - Decomposição dos tempos improdutivos Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 Tempo Improdutivo devido a insuficiências da direcção Tempo Improdutivo imputável ao trabalhador C D C. 1 - Falta de normalização, impedindo a produção em fluxo contínuo C. 2 - Má planificação do trabalho e das encomendas, originando tempos de espera para homens e máquinas C. 3 - Falta de matérias-primas devido à má planificação C. 4 - Avarias C. 5 - Instalações em mau estado C. 6 - Más condições de trabalho C. 7 - Acidentes D. 1 - Absentismo, atrasos e indolência D. 2 - Trabalho descuidado D. 3 - Acidentes
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 9 I . 9 I . 9 I . 9 I . 9 O conteúdo de trabalho suplementar poderá ser eliminado com a aplicação das seguintes técnicas: Quadro I.1 - Técnicas para eliminação do trabalho suplementar Os tempos improdutivos (quer os dependentes da Direcção, quer os dependentes do trabalhador), por sua vez, também poderão ser eliminados com a aplicação de várias técnicas. Em teoria, se todas as técnicas apresentadas fossem perfeitamente aplicadas, ficaríamos com um tempo total reduzido ao conteúdo de trabalho fundamental. Estaríamos em presença da Empresa Ideal. No entanto, na prática, tal é impossível, pois existem sempre factores imponderáveis, impossíveis de prever e, portanto, difíceis ou impossíveis de controlar. O que se pode e deve fazer é utilizar ao máximo as técnicas apresentadas, controlando e planificando ao máximo aquilo que é possível controlar e planificar, para que sejam reduzidos ao mínimo os ditos “imponderáveis” através de um processo de melhorias contínuas. Importante, também, é, sem dúvida, a criação de boas condições de trabalho, evitando, desta forma, quebras na produtividade devidas à fadiga, à falta de motivação, ao desconforto no trabalho, etc. (Unidade Temática 4-Ergonomia). A existência, numa empresa, de indiferença e de má vontade (que se encontram na origem, simultaneamente, de trabalho mal feito e de acidentes) é o resultado de um estado de espírito dos trabalhadores. Este estado de espírito só pode ser modificado por uma boa política de pessoal. Técnicas Descrição Aperfeiçoamento do produto e análise do valor Diminuem o conteúdo de trabalho suplementar eliminando os defeitos de concepção e excesso de materiais Normalização Permitem a utilização de processos de fabrico em fluxo contínuo Estudo do mercado, das necessidades dos clientes e dos produtos Permitem fixar normas correctas de qualidade Preparação do trabalho e estudo dos processos de fabricação Permite a escolha das máquinas mais convenientes ao fabrico assegurando a utilização dos processos de fabricação mais correctos Estudo dos métodos e formação da mão-de-obra Permite a escolha adequada das ferramentas, diminui o conteúdo de trabalho devido a uma má implantação e a deficientes métodos de trabalhos
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 10 I . 10 I . 10 I . 10 I . 10 É preciso não esquecer que o factor humano é essencial, estando na origem e no destino de todos os tipos de produção de bens e serviços. Conforme já foi referido, a produtividade, em sentido lato, pode ser definida da seguinte forma: Produtividade = Output Input (I.1) Obviamente, o que se pretende para qualquer situação é que a fracção acima representada apresente o maior valor possível, o que indica que estamos a produzir mais (output) do que aquilo que consumimos (input). As unidades utilizadas na medida da produtividade para o output (aquilo que se produz) poderão ser, por exemplo, escudos, bens produzidos ou número de clientes servidos. Para o input, poderão utilizar-se escudos investidos, número de horas-máquina ou horas-homem gastas. Quando se pretendem comparar níveis de produtividade entre diversos países ou indústrias, a unidade normalmente utilizada para o output é bens ou serviços por hora de trabalho, sendo esta unidade preferível à utilização de, por exemplo, escudos ou dólares, devido a problemas de ajustes de câmbio. Exemplos de Medidas de Produtividade • Medidas parciais MEDIDAS DE PRODUTIVIDADE Unidades de medida de produtividade (I.2) Output Horas de trabalho gastas ou Output Capitalinvestido ou Output Materiais gastos ou Output Energia consumida • Medidas com vários factores Output Horas de trabalho gastas Capital investido Energia consumida + + (I.3) ou Output Horas de trabalho gastas Capital investido Materiais gastos + + (I.4)
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 11 I . 11 I . 11 I . 11 I . 11 • Medidas totais Medida parcial, multi-factor e total de produtividade Output Input ou Bens e ou seviços produzidos Totalidade de recursos gastos / Quadro I.2 - Exemplo numérico de medidas de produtividade Fonte: David J. Sumanth e Kitty Tang, “A Review of Some Approaches to the Measurement of Total Productivity in a Company/Organization”, Institute of Industrial Engineering Conference Proceedings, Fall 1984, pág. 305. Copyright Institute of Industrial Engineers, 25 Technology Park/Atlanta, Norcross, Georgia 30092 As diferenças entre os 3 tipos de medidas da produtividade apresentadas no quadro acima (total, multifactor e parcial) dependem do tipo de inputs considerados e não daquilo que é produzido. Se apenas é considerado um tipo de input, estamos na presença de uma medida parcial da produtividade. Se considerarmos mais do que um input, mas não todos, trata-se de uma medida multifactor de produtividade. Por último, se todos os inputs são considerados, então estamos na presença de uma medida total de produtividade. (I.5) Produto 1 Produto 2 Total da Empresa Períodos 1 2 3 1 2 3 1 2 3 Output 1. Produtos acabados 2. Prod. semi-acabados 3. Dividendos 4. Juros de hipotecas 5. Salários 10 000 25 000 1 000 12 500 2 600 1 818 15 000 5 500 1 304 19 000 2 100 1 200 20 000 2 850 1 802 12 000 3 200 2 252 29 000 4 600 2 200 32 500 5 450 3 620 27 000 8 700 3 556 Output Total 13 500 16 918 21 804 22 300 24 652 17 452 35 800 41 570 39 256 Input 1. Humano 2. Material 3. Capital 4. Energia 5. Vários 3 000 153 10 000 540 15 000 2 400 195 10 909 805 3 869 2 100 170 12 712 863 1 737 2 480 231 20 000 351 2 480 2 790 172 21 818 395 4 435 3 100 215 23 729 407 7 415 5 480 384 30 000 891 3 980 5 190 367 32 727 1 200 8304 5 200 385 36 441 1 270 9 152 Input Total 15 193 18 178 17 582 25 542 29 610 34 866 40 735 47 788 52 448 Produtividade Total 0,89 0,93 1,24 0,87 0,83 0,50 0,88 0,87 0,75 Índice de Produtividade (relativo ao 1º período) 1,00 1,04 1,39 1,00 0,95 0,57 1,00 0,99 0,85
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 12 I . 12 I . 12 I . 12 I . 12 Na produção de uma determinada quantidade de artigos, o número de horas necessárias à sua fabricação pode diminuir de uma forma bastante acentuada, à medida que o número de artigos produzidos aumenta. Esta diminuição é, com frequência, suficientemente significativa para ser tomada em consideração no planeamento da produção e de datas de entrega. Normalmente, espera-se que a primeira unidade demore mais tempo a produzir que a segunda, dado o tempo gasto na elaboração do projecto e nos diversos estudos necessários para o seu fabrico. Contudo, em algumas indústrias, como a indústria aeronáutica, metalomecânicas e produção de equipamentos informáticos, verificou-se que essa redução se mantinha ao longo de centenas, ou mesmo milhares de artigos. Este fenómeno é conhecido como curva de experiência. Umacurvadeexperiênciaéoresultadodarepresentaçãográficadeumaequação que expressa a taxa de melhoria da produtividade, à medida que são produzidas mais unidades. O termo “experiência” sugere que a redução no tempo de produção resulta de um aumento da habilidade e destreza dos trabalhadores. Actualmente, contudo, o aumento destes factores pouca influência tem na melhoria da produtividade. As sugestões dos trabalhadores relativas à melhoria de métodos de trabalho, o desenvolvimento de novas ferramentas, as matérias-primas utilizadas, uma nova concepção do produto, de modo a facilitar a sua produção e o desenvolvimento de novos processos tecnológicos, têm uma importância muito maior na redução dos tempos de produção. Verifica-se que os tempos de produção podem ser reduzidos através da aplicação de algumas (poucas) fases significativas ou através de um grande número de pequenas fases que, em conjunto, se traduzem numa redução significativa. Assim, a progressão verificada, ou o efeito de aprendizagem, não é, muitas vezes, uma progressão suave, mas sim caracterizada por uma série de “saltos” um tanto ou quanto irregulares. Contudo, para uma determinada indústria ou tipo de produto em particular, consegue-se determinar uma relação bastante coerente entre o número de unidades produzidas e o tempo de produção por unidade. Verifica-se, assim, que o tempo de produção por unidade é percentualmente reduzido de cada vez que a quantidade produzida duplica. Por exemplo, se um determinado tipo de indústria ou actividade tem um comportamento de acordo com uma curva de experiência de 80 %, a segunda unidade produzida requer apenas 80 % do tempo de produção necessário ao fabrico da primeira. A quarta unidade necessitará de 80 % do tempo necessário ao fabrico da segunda. A centésima unidade necessitará de 80 % do tempo necessário para a produção da 50.ª, e assim sucessivamente. A expressão matemática mais utilizada para descrever a curva de experiência é: Y Y n n R = ( ) 1 (I.6) AS CURVAS DE EXPERIÊNCIA
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 13 I . 13 I . 13 I . 13 I . 13 em que: Yn = Tempo necessário à produção da n-ésima unidade Y1 = Tempo necessário à produção da primeira unidade n = Número da unidade para a qual o cálculo está a ser efectuado R = Razão entre o logaritmo da percentagem de redução estimada para uma duplicação da quantidade produzida e o logaritmo de 2 Os logaritmos utilizados poderão ser decimais (base 10) ou naturais (base e), desde que seja utilizada a mesma base, tanto no numerador como no denominador. Um fabricante de equipamento informático verificou que se aplicava uma curva de experiência de 85 % para uma determinada gama de produtos e espera que a mesma curva se aplique a um novo modelo. A primeira unidade fabricada teve um tempo de produção de 3 000 horas. Pretende-se determinar o número de horas necessárias ao fabrico da 50.ª unidade. Para os dados apresentados verifica-se que: R = = − log , log , 0 85 2 0 23446 Y50 = 3 000 x 50(-0,23446) = 3 000 x 0,39963 = 1198,9 Horas A 50.ª unidade deverá necessitar de, aproximadamente, 1 200 horas de fabricação. A equação descritiva das curvas de experiência é uma equação exponencial, pelo que, representada numa escala aritmética, toma o seguinte aspecto: Fig. I.5 - Representação das curvas de experiência utilizando uma escala aritmética Quando se efectua a representação gráfica utilizando uma escala logarítmica, Exemplo I.1
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 14 I . 14 I . 14 I . 14 I . 14 surgirão quatro rectas: Fig. I.6 - Representação das curvas de experiência utilizando uma escala logarítmica A tabela anterior mostra o número de horas necessárias ao fabrico de um número cumulativo de unidades, sendo cada quantidade dupla da anterior, utilizando curvas de experiência de 80 % e 90 %. As quatro curvas representadas nas figuras acima encontram-se entre as que aparecem mais frequentemente. Se uma determinada empresa possuir uma estimativa da sua curva de experiência, poderá utilizar essa informação no planeamento de capacidades, prazos e, até, de preços para a produção de grandes quantidades.
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 15 I . 15 I . 15 I . 15 I . 15 RESUMO O aumento da produtividade é o grande objectivo de todas as empresas, quer elas sejam do ramo industrial, comercial ou se dediquem à prestação de serviços, sendo, também, um objectivo global de toda e qualquer economia. A forma de aumentar a produtividade tem a ver com numerosos factores, desde os factores humanos, passando pelos equipamentos, instalações, matérias- primas, métodos de trabalho, etc., pelo que é necessário um exame cuidadoso de todos os recursos postos à disposição da empresa, por forma a garantir que todos eles são convenientemente utilizados. Só desta forma se conseguirá um aumento da produtividade global da empresa, actuando conjuntamente nas diversas “frentes”, pois não chega melhorar determinados pontos, se continuarem a existir falhas noutros locais. Esta preocupação deverá ser uma preocupação de todos os sectores da empresa (ou de uma Economia), e não apenas da Direcção, pois, normalmente, em todos os locais é possível efectuar algumas mudanças, por muito pequenas que sejam, mas que, quanto tomadas no seu conjunto, terão uma grande importância no desempenho de toda a empresa. Foi aindafocadaainfluênciadaexperiênciana evoluçãodaprodutividade, através do estudo das curvas de experiência.
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Prática Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 16 I . 16 I . 16 I . 16 I . 16 1. Defina produtividade. 2. Caracterize os três tipos de medidas de produtividade: total, parcial e multifactor. 3. A tabela seguinte contém alguns dados relativos aos meses de Setembro e Outubro da empresa Dhe Preça & Bhen, S.A., utilizados para determinar a produtividade. a) Determine a alteração ocorrida no valor da produtividade, para os meses de Setembro e Outubro, tendo como base o número de clientes atendidos. b) Observando os balanços da empresa, verificou-se que as vendas foram de 4000 contos em Setembro e de 5000 contos em Outubro. Determine o valor da produtividade, tendo como base o valor das vendas efectuadas nos meses de Setembro e Outubro, e compare os resultados obtidos com os da alínea anterior. Comente. NOTA: Este exercício deverá ser efectuado utilizando uma folha de cálculo. 4. Uma determinada empresa fabrica equipamento para instalação em plataformas de exploração petrolífera. Recentemente, assinou um contrato em que se comprometeu a entregar as seguintes quantidades de um determinado equipamento: ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO o r b m e t e S o r b m e t e S o r b m e t e S o r b m e t e S o r b m e t e S o r b u t u O o r b u t u O o r b u t u O o r b u t u O o r b u t u O s o d i d n e t a s e t n e i l c e d º N ) s o t n o c m e ( s o t s u C s e r e u g u l A a n i l o s a G e d a d i c i r t c e l E o ã ç n e t u n a M e d s a s e p s e D 0 5 0 0 0 1 0 0 6 0 5 9 0 0 8 0 7 0 0 1 1 0 0 9 0 0 0 1 0 0 8 l a t o T l a t o T l a t o T l a t o T l a t o T 0 5 3 3 0 0 8 3
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    GuiadoFormando Ut.01 M.O.01 Componente Prática Produtividade IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho I . 17 I . 17 I . 17 I . 17 I . 17 O primeiro equipamento produzido teve um tempo total de fabricação e montagem de 755 horas. No passado, verificou-se que este tipo de fabricação se comportava de acordo com curvas de experiência que variavam entre os 95 % e os 70 %. A curva de experiência esperada para este contrato é de 95 %. Poderão ser alcançadas melhores percentagens através de um treino adicional e de um maior investimento na automatização da fábrica. Pretende-se determinar o número de trabalhadores necessários em cada mês e respectivos custos, para fabricar as quantidades pretendidas, utilizando curvas de experiência de 95, 90, 85, 80, 75 e 70 por cento, sabendo que os trabalhadores trabalham 180 horas por mês e auferem um salário de 1 500$00/hora. NOTA: O número acumulado de horas de trabalho ΣYn para produzir n artigos pode ser calculado, aproximadamente, utilizando a fórmula: Y Y n 1 R n R = + + ∑ 1 (1 ) ( ) QUANTIDADE 1 100 2 150 3 175 4 200 5 250 6 250 7 250 MÊS
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    GuiadoFormando M.O.01 Ut.01 IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho Estudos de Métodos de Trabalho
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 1 II . 1 II . 1 II . 1 II . 1 OBJECTIVOS No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a: • Definir e caracterizar o Estudo dos Métodos; • Distinguir as diferentes fases constituintes do Estudo dos Métodos; • Enunciar algumas das considerações a ter em conta na realização de um Estudo dos Métodos; • Indicar os principais tipos de gráficos e diagramas utilizados para efectuar o Estudo dos Métodos e os casos onde se aplicam; • Distinguir os diferentes símbolos utilizados nos diagramas, indicando o seu significado; • Construir um Gráfico de Análise de Processo; • Distinguir um Gráfico de Análise de Processo de um Gráfico de Sequência; • Enunciar os diferentes componentes do método interrogativo, distinguindo as questões fundamentais das questões secundárias; • Distinguir os diferentes tipos de fluxos de materiais; • Identificar um Diagrama de Circulação, indicando o seu modo de construção; • Identificar e construir um Diagrama De-Para; • Enunciar os diferentes factores a ter em consideração na elaboração de um determinado layout; • Identificar as principais características do sistema SLP; • Identificar e caracterizar os diversos tipos de Layout: Ponto Fixo, Layout Tipo Processo e Layout Tipo Produto; • Efectuar um balanceamento simples de uma linha de montagem; • Caracterizar o modo de funcionamento das células de trabalho; • Enunciar a utilidade e o modo de construção de um Diagrama de Cordões e de um Gráfico de Sequência-Executante; • Enunciar alguns dos Princípios de Economia de Movimentos; • Enunciar a utilidade e modo de construção de um Gráfico dos Movimentos Simultâneos das Duas Mãos. TEMAS • Introdução ao Estudo dos Métodos • Método fundamental • Factores a considerar • Considerações económicas • Considerações técnicas • Reacções do pessoal interessado
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 2 II . 2 II . 2 II . 2 II . 2 • A que situações se pode aplicar o Estudo dos Métodos ? • Registar e analisar • O registo dos dados • Utilização de símbolos • O Gráfico de Análise de Processo • Os Gráficos de Sequência • A análise dos dados • O método interrogativo • As questões fundamentais • As questões secundárias • Circulação e movimentação de materiais • O Diagrama de Circulação • O Diagrama De - Para • Inter-relações não baseadas no fluxo de materiais - O Diagrama de Interligações Preferenciais • Melhoramento da eficácia de movimentação • Layout • Implantação da obra num ponto fixo • Layout orientado para o processo • Layout orientado para o produto • Balanceamento de uma linha de montagem • As células de trabalho • A Tecnologia de Grupo • Deslocamento de trabalhadores no posto de trabalho • Diagrama de Cordões • Gráfico de Sequência-Executante • O Gráfico de Actividades Múltiplas • Métodos e movimentos no posto de trabalho • Princípios de economia de movimentos • Utilização do corpo humano • Disposição do posto de trabalho • Concepção da ferramenta e do material • O Gráfico dos Movimentos Simultâneos das Duas Mãos • Resumo • Actividades / Avaliação
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 3 II . 3 II . 3 II . 3 II . 3 O Estudo dos Métodos consiste em registar e examinar, de maneira crítica e sistemática, os métodos existentes e previstos de execução de um trabalho, a fim de aperfeiçoar e fazer aplicar os métodos de execução mais cómodos e mais eficazes e de diminuir os custos. O Estudo dos Métodos tem por objectivos: • Melhorar os processos e métodos de fabricação; • Melhorar a implantação das fábricas, oficinas e postos de trabalho, e a concepção das instalações e do material; • Economizar o esforço humano e diminuir toda a fadiga inútil; • Melhorar a utilização do material, das máquinas e da mão-de-obra; • Criar condições materiais de trabalho favoráveis. As técnicas do Estudo dos Métodos são numerosas e variadas e permitem atacar problemas de toda a espécie, desde os mais ínfimos movimentos de trabalhadores que efectuam um trabalho repetitivo, até à implantação de fábricas inteiras. Mas, em qualquer caso, o método fundamental é o mesmo e deve ser escrupulosamente seguido. Método fundamental O estudo de qualquer problema deve fazer-se segundo uma ordem de análise bem definida. Para a aplicação da técnica fundamental do Estudo dos Métodos, consideram-se definidas as seguintes fases: • ESCOLHER o trabalho a estudar. • REGISTAR todos os factos relativos ao método actual, por observação directa. • EXAMINAR os factos com espírito crítico, numa ordem lógica e servindo-se das técnicas mais apropriadas. • ESTABELECER o método mais prático, mais económico e mais eficaz, tendo em conta todos os elementos da situação. • DEFINIR o novo método de modo a poder sempre reconhecê-lo. • FAZER ADOPTAR este método como método normal. • VIGIAR a aplicação do método adoptado por meio de controlos regulares e sistemáticos. Nenhuma destas fases deverá ser esquecida quando se efectuar a aplicação do Estudo dos Métodos. O êxito do estudo dependerá da observação rigorosa da ordem e do conteúdo destas diferentes fases. Não se deverá, no entanto, pelo simples facto de aqui termos enunciado as anteriores fases, deduzir a simplicidade do referido estudo, considerando-o uma operação fácil e sem importância. Pelo contrário, o Estudo dos Métodos poderá revelar-se extremamente complexo, dependendo do caso a estudar e do rigor pretendido. Apresentamos de seguida uma representação gráfica desta técnica. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS MÉTODOS Estudo dos Métodos Objectivos Método fundamental
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 5 II . 5 II . 5 II . 5 II . 5 Factores a considerar Quando se pretender avaliar a adequabilidade da aplicação do Estudo dos Métodos a um determinado trabalho ou situação, deverão ter-se em linha de conta, antes de mais nada, três ordens de considerações: • Considerações económicas; • Considerações técnicas; • Reacções do pessoal interessado. Vejamos cada uma delas um pouco mais em pormenor: Considerações económicas Foram, são e sempre serão de uma importância primordial. É evidente que não valerá a pena efectuar ou prosseguir um longo estudo sobre um determinado trabalho ou situação, se o mesmo tiver uma importância económica insignificante no âmbito de todo um projecto. Antes de se iniciar um estudo deste tipo, deverá, pois, equacionar-se o problema de iniciar ou prosseguir o mesmo. Existem alguns trabalhos cuja escolha se impõe com evidência desde o princípio, situações que são desde logo merecedoras de um pouco mais de atenção. São elas: • Os gargalos de estrangulamento, que bloqueiam o seguimento das operações de produção; • As deslocações importantes de materiais entre os diversos pontos da empresa, ou as operações que exijam uma mão-de-obra considerável ou movimentações repetidas de materiais; • As operações que comportam trabalhos repetidos, utilizando numerosa mão- -de-obra e susceptíveis de durar muito tempo. Considerações técnicas Poderão existir algumas condicionantes técnicas que impeçam a adopção de um outro método de trabalho, eventualmente mais produtivo. No entanto, estas condicionantes impor-se-ão por si próprias, sendo de extrema importância ter o apoio de todos os técnicos necessários, que poderão alertar para essas situações antes de se proceder a modificações no método de trabalho. Alguns exemplos destas situações serão: • O carregamento de objectos de barro não cozidos em fornos poderá ser alvo de uma mudança de método que conduziria, teoricamente, a um aumento da produtividade, quer do material, quer da mão-de-obra. Poderão, no entanto, existir razões técnicas que impeçam essa mudança. É necessário pedir os conselhos de um técnico em cerâmica.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 7 II . 7 II . 7 II . 7 II . 7 Quadro II.1 - Algumas situações em que é possível efectuar o Estudo dos Métodos Para facilitar a escolha dos trabalhos a estudar, existe toda a vantagem em utilizar uma lista auxiliar de memória normalizada, impedindo, assim, que se esqueçam certos factores e permitindo comparar facilmente o interesse que apresentam as diferentes operações do ponto de vista do Estudo dos Métodos. Apresenta-se, de seguida, um exemplo de uma lista bastante completa e que deverá, naturalmente, ser adaptada aos casos específicos onde for utilizada. LISTA AUXILIAR DE MEMÓRIA: 1. Produto e operação 2. Estudo proposto por 3. Motivo 4. Limites ao estudo 5. Dados pormenorizados: a) Quantidade produzida ou movimentada por semana. b) Percentagem (aproximada) da quantidade total produzida ou movimentada na oficina ou fábrica. c) Quanto tempo durará o trabalho? Género de problemas Exemplos Processo completo de produção Fabricação de um motor eléctrico, desde a recepção das matérias- primas à expedição. Transformação de fios em tecido, desde a preparação à inspecção. Recepção, empacotamento, encaixotagem e expedição de frutos. Implantação da fábrica: movimento das matérias Deslocação de uma culatra de motor diesel durante a fabricação. Movimento dos grãos entre as diversas operações de moagem Implantação da fábrica: movimento dos trabalhadores Trabalhadores alimentando com bobinas uma máquina de fiar. Cozinheiros preparando as refeições na cozinha de um restaurante. Movimentação das matérias Armazenagem e saída das matérias do armazém. Carregamento de produtos acabados em camiões. Indicação do posto de trabalho Trabalhos ligeiros de montagem em bancada. Composições manuais. Trabalho de equipa ou condução de uma máquina-ferramenta Cadeia de montagem. Conduçaõ de um torno semiautomático. Movimento de trabalhadores no trabalho Trabalhadores efectuando um trabalho repetitivo de ciclo breve. Operações exigindo uma grande destreza.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 8 II . 8 II . 8 II . 8 II . 8 d) Diminuirá ou aumentará a utilidade do trabalho? e) Número de trabalhadores que tomam parte no trabalho: I) directamente II) indirectamente f) Número pormenorizado por classe e nível de salário g) Produção diária média por operário (por equipa) h) Qual a produção diária em comparação com a produção de um período curto (uma hora, por exemplo)? i) Modo de remuneração (trabalho em equipa, trabalho à peça, prémios, salário ao tempo, etc.) j) Produção diária: I) do melhor trabalhador II) do pior trabalhador k) Data de fixação das normas de produção l) Tem o trabalho características particularmente desagradáveis ou perigosas? Provoca o descontentamento dos trabalhadores? Dos quadros? 6. Equipamento: a) Custo aproximado das instalações e do material b) Taxa de ocupação actual das máquinas 1 7. Implantação: a) É suficiente o espaço destinado à execução do trabalho? b) Existem disponibilidades de espaço suplementar? c) Poderá ser reduzido o espaço ocupado? 8. Produto: a) Há frequentes mudanças de modelo, originando modificações da fabricação? b) Pode modificar-se o produto para tornar a fabricação mais fácil? c) Que mínimo de qualidade é necessário respeitar? d) Quando e como é o produto controlado? 9. Que economia ou que aumento da produtividade poderá resultar de um método melhorado? a) Redução do “conteúdo de trabalho” do produto ou do processo de fabricação b) Melhor ocupação das máquinas c) Melhor utilização da mão-de-obra 1 Taxa de ocupação de uma máquina: relação entre o tempo de funcionamento da máquina e o tempo-máquina disponível.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 9 II . 9 II . 9 II . 9 II . 9 A economia ou o aumento poderão ser avaliados em termos de dinheiro, horas- -homem, horas-máquina ou em percentagem. O ponto 4 (limites ao estudo) merece algumas considerações. Com efeito, a aplicação do Estudo dos Métodos faz aparecer, muitas vezes, um grande número de possibilidades de melhoramentos noutros domínios que não os inicialmente previstos. Existe, então, uma enorme tentação de ceder e ultrapassar o objectivo inicialmente traçado. Tal não deverá acontecer, sob pena de nos “perdermos” numa miríade de pequenos problemas. Se se julgar conveniente, poderão anotar- -se as operações para as quais julgamos ter descoberto possibilidades de melhoramento, por forma a que estas sejam objecto de um estudo especial e particular. Este género de lista auxiliar de memória evitará que os agentes de estudo do trabalho se lancem impulsivamente no estudo de um pequeno trabalho de bancada, exigindo uma análise pormenorizada dos movimentos do trabalhador que permita apenas a economia de alguns escassos segundos por operação; bem entendido, os trabalhos deste género merecem ser estudados se são efectuados por um grande número de trabalhadores e se a economia total realizada se traduz numa redução sensível dos custos de produção da fábrica. É perder tempo dedicar-se a recuperar, aqui e ali, alguns segundos ou a eliminar alguns centímetros de movimentos inúteis, quando uma má implantação geral da fábrica ou a movimentação de objectos pesados fazem desperdiçar tempo e esforços consideráveis. Nunca se deve esquecer o conselho: “Não se deve utilizar uma colher quando é necessária uma escavadora mecânica”. Sob reserva das condições acima indicadas, é necessário estudar, em primeiro lugar, a operação que tem, verdadeiramente, o efeito mais considerável na produtividade do conjunto da empresa. O registo dos dados Uma vez definido o trabalho ao qual vai ser aplicado o Estudo dos Métodos, iremos proceder ao registo de todos os dados com interesse relativamente ao método actual, isto é, iremos registar todos os factos que irão servir de base à análise crítica do trabalho, com vista à elaboração de um método aperfeiçoado de efectuar esse mesmo trabalho. O registo deverá, então, ser breve, claro e objectivo. A forma mais usual de registar esses dados é, muito simplesmente, o de tomar notas por escrito. No entanto, e dada a minúcia e exactidão que são necessárias, o simples facto de tomar notas por escrito não é o método mais adequado, principalmente quando o estudo recai sobre operações complexas, tão frequentes na indústria moderna. REGISTAR E ANALISAR
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 10 II . 10 II . 10 II . 10 II . 10 Descrever exactamente as menores fases, mesmo para um trabalho muito simples, executado, talvez, no espaço de alguns minutos, requer diversas páginas de escrita muito densa, exigindo ao leitor um estudo atento e diversas leituras, até que todos os pormenores tenham sido apreendidos. Para vencer esta dificuldade, foram estabelecidas outras técnicas ou “instrumentos” de registo, de tal forma que uma informação pormenorizada pode ser registada com precisão e, ao mesmo tempo, de uma forma normalizada, que permite aos agentes do Estudo dos Métodos compreendê-la imediatamente, qualquer que seja o local ou o país onde operem. De entre as diversas técnicas de registo, as mais utilizadas são os gráficos e os diagramas. Existem diversos tipos de gráficos e diagramas, tendo cada um deles um objectivo específico. Para já, é suficiente notar que os gráficos existentes se subdividem em dois grupos: • Os que são utilizados para registar a sequência de um processo, ou seja, uma série de acontecimentos, na ordem pela qual eles se efectuam, sem que esses acontecimentos sejam representados à escala (não é utilizada uma escala de tempos). • Os que registam os acontecimentos, igualmente considerando a sua sequência, mas utilizando uma escala de tempos, de modo a que se possa estudar, mais facilmente, a influência recíproca dos acontecimentos ligados entre si. Osdiagramasindicamummovimentodemaneiramaisclaradoqueépossívelnos gráficos.Emgeral,nãodãotodasasinformaçõesregistadasnosgráficos,servindo, portanto, para os completar e não para os substituir. São os seguintes os diversos tipos de gráficos e diagramas normalmente utilizados para o Estudo dos Métodos: GRÁFICOS Indicando a sequência de um processo GRÁFICOS Utilizando uma escala de tempos DIAGRAMAS Indicando o movimento Gráfico de análise do processo Gráfico de sequência-executante Gráfico de sequência-matéria Gráfico de sequência-equipamento Gráfico dos movimentos simultâneos das duas mãos Gráfico de actividades múltiplas Simograma Diagrama de circulação Diagrama de cordões Ciclógrafo Cronociclógrafo Gráfico de circulação* Quadro II.2 - Gráficos e diagramas utilizados em Estudo dos Métodos Podemos agora completar o quadro apresentado anteriormente (exemplos de casos que poderão ser alvo de um Estudo de Métodos), indicando qual o tipo de técnica mais aconselhada a cada um. * Criou-se o hábito de chamar "gráfico de circulação" a um dos diagramas.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 12 II . 12 II . 12 II . 12 II . 12 Utilização de símbolos Para facilitar o registo dos factos respeitantes a um determinado trabalho ou operação, convencionou-se utilizar cinco símbolos clássicos2 , que são suficientes para representar todos os diferentes tipos de actividades que irão, provavelmente, ser encontrados em todos os estabelecimentos industriais ou escritórios. Estes símbolos constituem uma espécie de escrita estenográfica, facilitando a compreensão de uma determinada sequência de operações e evitando a escrita de uma grande quantidade de palavras. Quadro II.4 Símbolos utilizados 2 Utilizam-se aqui os símbolos cujo uso foi recomendado pela American Society Mechanical Engineers (ASME). ¡ Operação Indica as fases de um processo, de um método ou de um circuito administrativo. Em geral, a peça, a matéria ou o produto em causa é modificado ou alterado durante a operação. Uma operaçãço faz sempre avançar a matéria, a peça ou serviço para o acabamento, quer por uma modificação de forma (caso de uma peça maquinada) ou de composição química (durante um processo químico), quer por uma adição ou subtracção de material (como numa operação de montagem). Uma operação pode ser igualmente um trabalho de preparação para uma actividade que contribui para o acabamento do produto. Controlo Indica o controlo da qualidade e/ou a verificação da quantidade. Um controlo não contribui directamente para acabar o produto. Tem apenas por objectivo verificar se uma dada operação foi executada correctamente, do ponto de vista qualitativo ou quantitativo. ð Transporte Designa a deslocação dos operadores, das matérias ou do material de um local para outro. Existe transporte quando um objecto é mudado de lugar, salvo se esta deslocação faz parte de uma operação ou é afectada por um trabalhador no seu posto de trabalho durante uma operação ou um controlo. D Armazenagem Temporária ou Espera Designa um atraso ocorrido no decorrer de uma série de acontecimentos: poe exemplo, a espera entre duas operações consecutivas ou quando um objecto é posto temporariamente de lado, sem que esse facto seja registado, à espera que alguém o solicite. Exemplos de armazenagens temporárias são: matérias em curso de fabricação empilhadas no chão entre duas operações, caixotes à espera de serem abertos, peças soltas à espera de serem colocadas nos cacifos de armazenagem, cartas à espera de serem assinadas, etc. Ñ Armazenagem Permanente Designa uma armazenagem controlada na qual é requerida uma autorização para que o material possa entrar e sair do armazém; ou ainda na qual um artigo é conservado para fins de referência. Existe armazenagem permanente quando um objecto é conservado e protegido contra qualquer deslocação não justificada. A diferença entre este tipo de armazenagem e a anterior é que neste caso é que neste caso é geralmente necessário apresentar uma requisição ou uma outra justificação oficial para fazer sair um artigo do armazém, enquanto que tal não é necessário quando a armazenagem é do tipo temporária.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 13 II . 13 II . 13 II . 13 II . 13 Quando se quer indicar que várias actividades são executadas ao mesmo tempo ou pela mesma pessoa no mesmo posto de trabalho, combinam-se os símbolos destas diferentes actividades. Por exemplo, um círculo inscrito num quadrado representa uma operação combinada com um controlo. O Gráfico de Análise de Processo O gráfico de análise de processo permite ter uma perspectiva de conjunto de uma determinada actividade, antes de passarmos ao seu estudo minucioso. Um gráfico de análise de processo é um gráfico de análise que dá uma visão de conjunto, indicando somente como se sucedem as principais operações e os principais controlos. Com efeito, num gráfico de análise de processo não são mencionados nem o local de execução da tarefa nem o próprio executante, sendo apenas utilizados os símbolos de controlo e de operação. Complementarmente, ao lado de cada símbolo é colocada uma pequena nota indicando a natureza de cada operação ou inspecção, indicando-se igualmente (quando é conhecido) o tempo de execução. Para se compreender melhor a forma como é elaborado um gráfico deste tipo, foi elaborado o exemplo que é apresentado a seguir, onde se acompanha a montagem de um comutador rotativo 3 . 3 Segundo W. Rodgers: Methodes Engineering Chart and Glossary (school of Management Studies Ltd., Nothingham, Reino Unido.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 14 II . 14 II . 14 II . 14 II . 14 Gráfico de análise de processo: Montagem de um comutador rotativo A figura seguinte representa um comutador rotativo de baixas rotações. Caso de Estudo II.1 Fig. II.2 - Comutador rotativo de baixas rotações Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 91 Esta peça é composta pelos seguintes elementos: 1) Eixo 2) Corpo em plástico moldado 3) Cavilha de fixação Para facilitar a leitura de um gráfico de análise de processo, começa-se, normalmente, por uma linha vertical partindo do canto superior direito e que mostra, de cima para baixo, as diversas operações e controlos sofridos pelo órgão (ou componente) principal da peça montada (neste caso será o eixo). Nessa linha irão “desembocar” as outras linhas descritivas do processo de fabrico dos restantes elementos (corpo em plástico e cavilha de fixação). O tempo de cada operação é indicado à esquerda em milésimos da hora. Sendo assim, teremos: Fabricação do eixo A fabricação do eixo (a partir de uma barra de aço de 10 mm de diâmetro) dá lugar às operações e controlos que se passam a mencionar na página seguinte. 1 2 3
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 15 II . 15 II . 15 II . 15 II . 15 Toda esta sequência de operações e controlos é representada no gráfico de análise de processo pelo seguinte: Fig. II.3 - Gráfico de análise de processo para a montagem do eixo Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 1 2 3 4 5 6 1 2 3 EIXO (0,025) (0,010) (0,070) (0,020) (0,0015) (0,008) sem tempo fixo de 10 mm de diâm. Varão de aço S.69, sem tempo fixo sem tempo fixo Operação 1 Rectificar, tornear, cortar e seccionar em torno-revólver (0,025 h). Operação 2 Rectificar a outra extremidade na mesma máquina (0,010h). Depois desta operação a peça é enviada ao controlo para: Controlo 1 Controlo das dimensões e do acabamento (sem tempo fixo). Do controlo, a peça é enviada à oficina de fresagem. Operação 3 Fresar quatro faces em fresa horizontal (0,070 h). A peça é enviada à rebarbação. Operação 4 Alisar arestas na rebarbadora (0,020 h). A peça é novamente enviada ao controlo para: Controlo 2 Controlo final de fabrico (sem tempo fixo). A peça é depois enviada para a oficina de tratamento de superfícies para: Operação 5 Desengorduramento (0,0015 h). Operação 6 Cadmiagem (0,008 h). Da cadmiagem a peça volta ao controlo para: Controlo 3 Controlo final (sem tempo fixo).
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 16 II . 16 II . 16 II . 16 II . 16 Em seguida, é montado o corpo de plástico moldado, sendo que, para o fabricar, são necessárias as seguintes operações (esta peça já é fornecida com um furo concêntrico no eixo longitudinal): Todo este processo relativo ao fabrico do corpo plástico moldado é representado no gráfico de análise de processo da seguinte forma: Fig. II.4 - Gráfico de análise de processo para a montagem do corpo plástico moldado Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 A operação seguinte será a montagem desta peça no eixo: sem tempo fixo (0,022) (0,080) Resina P. F. CORPO PLÁSTICO MOLDADO 7 8 4 Operação 7 Rectificar os dois lados, furar e rectificar até ao diâmetro desejado em torno-revólver (0,080 h). Operação 8 Fazer o furo vertical (para a cavilha) e chanfrar em engenho de furar de dois eixos (0,0022 h). A peça é enviada da oficina de furação ao controlo. Controlo 4 Verificação final das dimensões e do acabamento (sem tempo fixo). Daí a peça é enviada ao armazém de peças soltas acabadas aguardando montagem. Operação 9 Montar a peça moldada na extremidade mais estreita do veio e acabar a perfuração do furo da cavilha que atravessa completamente a peça moldada (0,020 h).
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 17 II . 17 II . 17 II . 17 II . 17 Com a montagem do corpo plástico no eixo, o gráfico toma o seguinte aspecto: Fig. II.5 - Gráfico de análise de processo para a montagem do eixo e do corpo de plástico moldado Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 Resta agora montar a cavilha de fixação (fabricada a partir de um varão de aço de 5 mm de diâmetro), que foi preparada do seguinte modo: 1 2 3 4 5 6 1 2 3 EIXO (0,025) (0,010) (0,070) (0,020) (0,0015) (0,008) sem tempo fixo de 10 mm de diâm. Varão de aço S.69, sem tempo fixo sem tempo fixo Resina P. F. CORPO PLÁSTICO MOLDADO sem tempo fixo (0,022) (0,080) 7 8 4 9 Operação 10 Tornear um cilindro de 2 mm de diâmetro, chanfrar a extremidade e seccionar em torno-revólver (0,025 h). Operação 11 Rebarbar em mó abrasiva (0,005 h). A peça é enviada ao controlo. Controlo 5 Controlar as dimensões e o acabamento (sem tempo fixo). Peça enviada à secção de tratamento de superfícies para: Operação 12 Desengorduramento (0,0015 h). Operação 13 Cadmiagem (0,006 h). Peça enviada ao controlo para: Controlo 6 Controlo final (sem tempo fixo). Em seguida é enviada para o armazém das peças soltas acabadas, donde é mais tarde retirada para:
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 18 II . 18 II . 18 II . 18 II . 18 Todo este processo é representado graficamente da seguinte forma: Fig. II.6 - Gráfico de análise de processo para a montagem da cavilha de fixação Fonte “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 Seguem-se as operações finais, onde a cavilha é finalmente montada no eixo: (0,025) sem tempo fixo sem tempo fixo CAVILHA DE FIXAÇÃO 5,5 mm de diâmetro Aço BSS32/4 (0,005) (0,0015) (0,006) 10 11 5 12 13 6 Operação 14 Montagem da cavilha na peça, onde é ligeiramente rebitada para fixação (0,045 h). Controlo 7 A peça acabada passa por um controlo final (sem tempo fixo). É depois enviada ao armazém das peças acabadas.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 19 II . 19 II . 19 II . 19 II . 19 O gráfico completo de análise de processo da montagem de um comutador rotativo, é o seguinte: 1 2 3 4 5 6 1 2 3 EIXO (0,025) (0,010) (0,070) (0,020) (0,0015) (0,008) sem tempo fixo de 10 mm de diâm. Varão de aço S.69, sem tempo fixo sem tempo fixo Resina P. F. CORPO PLÁSTICO MOLDADO sem tempo fixo (0,022) (0,080) 7 8 4 CAVILHA DE FIXAÇÃO 5,5 mm de diâmetro Aço BSS32/4 (0,020) (0,045) sem tempo fixo 14 7 9 (0,025) sem tempo fixo sem tempo fixo (0,005) (0,0015) (0,006) 11 5 12 13 6 10 Fig. II.7 - Gráfico de análise de processo para a montagem do comutador rotativo Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 Na prática, para cada símbolo, ao lado e à direita, deveria ter sido feita uma descrição abreviada do que se faz durante a operação ou controlo. Estas inscrições foram aqui omitidas para melhor se destacar a sequência principal das operações ou controlos.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 20 II . 20 II . 20 II . 20 II . 20 Na construção de um gráfico de análise de processo deverão ainda ter-se em consideração os seguintes aspectos: • Todas as peças soltas são dispostas em linhas verticais da direita para a esquerda, consoante a ordem de montagem na peça principal. No exemplo dado, o corpo de plástico moldado é a primeira peça a ser montada no eixo, pelo que se encontra numa linha vertical mais próxima deste do que a cavilha de fixação. • Verifica-se que as operações e os controlos são numerados a partir de 1. A numeração é contínua de uma peça para a seguinte, partindo sempre da direita, até ao ponto em que a segunda peça é reunida à primeira. A sequência dos números passa então à peça seguinte (indicada imediatamente à esquerda) e continua até à montagem desta peça na primeira, prosseguindo depois até nova montagem, e assim sucessivamente de peça em peça, e da direita para a esquerda, pela ordem de montagem das peças na peça principal. • A montagem de uma peça na peça principal é indicada por uma linha horizontal que parte da linha vertical da peça a montar e que termina no ponto em que a montagem se efectua na linha principal. Naturalmente que as peças a montar podem ser também compostas por vários elementos reunidos antes da montagem na peça principal. Para desenhar os gráficos de análise de processo são, ainda, normalmente, utilizados alguns sinais convencionais: 6 3 7 Componente secundária Componente principal Montar agora 8 9 Repetir ainda 3 vezes 16 19 20 5 17 4 18 Indicação de uma mudança de dimensão ou de estado Indicação das repetições (atenção à numeração que daí resulta) Escolha entre duas linhas Fig. II.8 - Sinais convencionais utilizados no desenho de gráficos de análise de processo Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 203
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 21 II . 21 II . 21 II . 21 II . 21 Neste caso, a componente secundária junta-se à componente principal depois do controlo 3 e é montada durante a operação 7. A montagem compreende ainda duas operações, números 8 e 9, que se efectuam cada uma quatro vezes no total, como indica a nota “repetir”. Convém notar que a primeira operação após as repetições leva o número 16, e não 10. Como já foi aqui dito anteriormente, o gráfico de análise de processo tem por objectivodarumaperspectivadoconjuntodasoperações,comofimdeeliminaras operações inúteis ou combinar as que podem ser efectuadas ao mesmo tempo. Para tal, é geralmente necessário proceder a uma análise mais pormenorizada, que o gráfico de análise de processo não permite. Seguidamente será descrito o gráfico de sequência, sendo ilustrada a sua utilização para o aperfeiçoamento dos métodos. Os Gráficos de Sequência O gráfico de sequência é executado de uma forma semelhante à utilizada para efectuar os gráficos da análise de processo, mas desta vez são também utilizados os símbolos de “transporte”, “espera” e “armazenagem”, além da “operação” e “inspecção”. Desta forma, é possível efectuar uma análise mais profunda e pormenorizada do processo a estudar. Existem três tipos de gráficos de sequência, consoante o referencial que é utilizado. Se registarmos num gráfico tudo aquilo que é efectuado por um determinado trabalhador numa determinada tarefa, estamos perante um gráfico de sequência-executante: o objecto do estudo é o trabalhador, é ele que é observado e os movimentos, operações, esperas, etc., são referentes a ele. Se, por outro lado se considerar a matéria-prima como referência do estudo, registando as suas transformações e movimentações, então trata-se de um gráfico de sequência-matéria. Finalmente, podemos ainda registar a forma como o equipamento é utilizado efectuando, nesse caso, um gráfico de sequência-equipamento. Em resumo, poderá dizer-se que: Um gráfico de sequência é um gráfico de análise que indica, pela sua ordem, as fases do circuito efectuado por um produto ou um processo, sendo todas as actividades em questão registadas com a ajuda de símbolos apropriados. Podem considerar-se três tipos de gráficos de sequência: • Gráfico de sequência-executante: gráfico de sequência que regista o que faz o trabalhador. • Gráfico de sequência-matéria: gráfico de sequência que regista como a matéria é transformada ou movimentada. • Gráfico de sequência-equipamento: gráfico de sequência que regista como o equipamento é utilizado. Gráfico de sequência- -executante Gráfico de sequência- -equipamento Gráfico de sequência- -matéria
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 22 II . 22 II . 22 II . 22 II . 22 Qualquer que seja o tipo de gráfico utilizado, o processo de o executar e os símbolos utilizados são sempre idênticos. De tal forma que o impresso utilizado para efectuar qualquer um dos três tipos de gráfico é sempre o mesmo, possuindo a inscrição “Executante / Matéria / Equipamento”, na qual devem riscar-se as palavras que não interessam. Dado o maior grau de complexidade e de pormenor que é utilizado na execução deste gráfico, ele é normalmente utilizado para descrever operações menos numerosas do que as descritas pelo gráfico de análise de processo. São efectuados gráficos distintos para cada peça ou elemento importante num processo de montagem, por forma a que as diferentes armazenagens, movimentações, operações e controlos possam ser analisados isoladamente. Desta forma, ao contrário do que acontece com o gráfico de análise de processo, não existem linhas de ligação representando a junção de diversos componentes, sendo os gráficos de sequência constituídos por apenas uma única linha vertical. Exemplo II. 1 Fig. II.9 - Diferenças na construção de gráficos de análise de processo e de sequência Gráfico de sequência-matéria:desmontagem, limpeza e desengorduramento de um motor. Para verificarmos a forma como é construído um gráfico de sequência-matéria, vamos examinar o presente exemplo, onde foi estudado o circuito percorrido por um motor de autocarro numa oficina. O motor foi desmontado, limpo e desengordurado e, após observação directa, todas as actividades envolvidas neste processo foram resumidas no que a seguir se apresenta. Quadro II.5 - Exemplo de desmontagem, limpeza e desengorduramento de um motor 6 3 7 Componente secundária Componente principal 4 5 2 Gráfico de sequência: representado por uma única linha vertical Gráfico de análise de processo: junção de diversos componentes num componente principal
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 23 II . 23 II . 23 II . 23 II . 23 Para facilitar o trabalho de construção destes gráficos, existem modelos pré- -impressos, havendo toda a conveniência em os utilizar, pois assim não se corre o risco de esquecer alguma informação importante. Para os dados apresentados acima, teremos o seguinte gráfico de sequência- -matéria, constante da página seguinte, construído a partir de um modelo pré- -impresso: Fig. II.10 - Gráfico de sequência-matéria: desmontagem, limpeza e desengorduramento de um motor (método aplicado) Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos Distância (em metros) Nºde Ordem Símbolo Actividade Tipo de Actividade 1 Ñ Motor no armazém dos motores usados 1 ð Retirar motor com grua eléctrica Não produtiva 24,5 2 ð Transportar até à próxima grua " 3 ð Pousar no solo " 4 ð Retirar motor com segunda grua eléctrica " 30,5 5 ð Transportar para a oficina de desmontagem " 6 ð Pousar no solo " 1 ¡ Desmontar motor Produtiva 2 ¡ Limpar e separar peças principais " 1 o Controlar desgaste das peças e redigir relatório de inspecção Não produtiva 3,0 7 ð Colocar peças na caixa de desengordurar " 8 ð Carregar com grua manual " 1,5 9 ð Transportar até à máquina de desengordurar " 10 ð Descarregar na máquina de desengordurar " 3 ¡ Desengordurar peças Produtiva 11 ð Retirar da máquina de desengordurar com grua Não produtiva 6,0 12 ð Afastar da máquina de desengordurar " 13 ð Pousar no solo " 1 D Deixar arrefecer " 12,0 14 ð Transportar à bancada de limpeza " 4 ¡ Limpar completamente todas as peças Produtiva 9,0 15 ð Colocar todas as peças limpas numa caixa Não produtiva 2 D Esperar transporte " 16 ð Carregar todas as peças, excepto bloco de cilindro e cabeça, num carro " 76,0 17 ð Transportar ao serviço de inspecção de motores " 18 ð Descarregar e dispor as peças na mesa de controlo " 19 ð Carregar bloco de cilindro e cabeça num carro " 76,0 20 ð Transportar ao serviço de inspecção dos motores " ------------- 21 ð Pousar no solo " 238,5 3 D Armazenar temporariamente, aguardando controlo
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 24 II . 24 II . 24 II . 24 II . 24 e Científicos, Lda., 1984, pág. 98 Conforme se pode verificar, com o gráfico de sequência-matéria é possível ter GRÁFICO DE SEQUENCIA EXECUTANTE / MATÉRIA / EQUIPAMENTO RESUMO GRÁFICO Nº1 DE 1 FOLHA Nº1 ACTIVIDADE ACTUAL PROPOSTA GANHO OBJECTO: Motor de autocarro usado Operação Transporte Espera D Controlo Armazenagem ∇ 4 21 3 1 1 ACTIVIDADE: Desmontagem, limpeza e lavagem de um motor antes da inspecção MÉTODO: ACTUAL / PROPOSTO LOCALIZAÇÃO: Oficina de lavagem Distância (metros) 238,5 EXECUTANTE(S): FICHA 1234 571 Tempo (min-oper.) - - - Custo - - - GRÁFICO POR: APROVADO POR: DATA: TOTAL - - - Descrição QDE. Distância (metros) Tempos (Min) Símbolos Observações D ∇ Motor guardado no arm. de motores usados 1 Retirar motor Grua eléctrica Transportar até grua próxima 24,0 Grua eléctrica Pousar no solo Retirar o motor Grua eléctrica Transportar oficina desmontagem 30,0 Grua eléctrica Pousar no solo Desmontar motor Limpar e separar peças principais Controlar desgaste de peças; redigir relatório de inspecção Transportar peças p/ caixa desengordurar 30,0 Carregar p/ desengordurar Transportar p/ máquina desengordurar 1,5 Grua manual Descarregar na máquina desengordurar Desengordurar peças Tirar da máquina de desengordurar Grua manual Afastar da máquina de desegordurar 6,0 Grua manual Pousar no solo Deixar arrefecer Transportar à bancada de limpeza 12,0 Limpar completamente todas as peças Colocar peças limpas numa caixa 9,0 Esperar transporte Carregar todas as peças, excepto bloco e cabeça, num carro Transportar ao serviço de controlo motores 76,0 Carro Descarregar e dispor peças na mesa de inspecção Carregar bloco e cabeça em carro Transportar ao serviço de inspecção mot. 76,0 Carro Pousar no solo Armazenar temporaria/ aguard. inspecção TOTAL 237,5 4 21 3 1 1 ^
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 25 II . 25 II . 25 II . 25 II . 25 uma visão geral de todas as actividades envolvidas num determinado processo, permitindo compreender, de uma forma relativamente rápida, quais as relações existentes entre as mesmas. Um ponto importante a ter em consideração na elaboração destes gráficos diz respeito à observação das diferentes actividades. Os pormenores indicados deverão ser obtidos por observação directa, por forma a evitar eventuais esquecimentos e/ou distorções da realidade. Não devem ser estabelecidos gráficos de memória, a não ser, claro está, na situação de elaboração de um novo método. Os elementos recolhidos deverão ser registados de uma forma clara e precisa, evitando futuros erros de leitura e garantindo, assim, a sua compreensão por várias pessoas. No registo dos dados deverá ter-se também um certo bom senso em relação à simplificação ou não do problema a estudar: se, por um lado, não se deve tornar o registo demasiado pormenorizado (não esquecer que se pretende, com este tipo de gráficos, dar uma visão de conjunto das diversas actividades envolvidas), não se deve também cair no extremo oposto, simplificando de tal forma o problema que corremos o risco de omitir observações, tornando o estudo menos exacto. Por forma a conservar o seu valor para uma consulta futura e para fornecer informações tão completas quanto possível, deverá ter-se um especial cuidado no preenchimento de todos os registos constantes no cabeçalho do gráfico acima representado. A ACE Construction Company A ACE Construction Company possui um método de pagamento de facturas que, por vezes, conduz a demoras exageradas. Algumas das facturas oferecem um desconto se forem pagas num prazo de 10 dias. O procedimento existente passa pela realização de cópias da factura e sua numeração, por forma a que todo o “pacote” possa dar entrada num processo automático de tratamento de informação. Só então as facturas são enviadas ao responsável para aprovação. Dado que a pessoa responsável pela aprovação das facturas se encontra frequentemente fora da Empresa, nos locais de construção, o processo de aprovação das facturas chega a demorar 3 e 4 dias. A companhia pretende que o pagamento das facturas não seja efectuado sem que o responsável pelo projecto confirme a recepção do material no local adequado e que o mesmo se encontrava em condições aceitáveis de qualidade. A ACE adoptou um método melhorado que permitiu reduzir o tempo que medeia entre a recepção das facturas e o pagamento das mesmas. No novo processo, é enviada uma cópia ao responsável pelo projecto antes de se efectuar o processo de codificação e de verificação. O responsável pode efectuar, imediatamente ou não, as verificações necessárias. Entretanto, prossegue-se com o restante processo burocrático. Se, por qualquer motivo, o responsável não autoriza o pagamento da factura (o que raramente acontece), o pagamento é cancelado. Caso contrário, os descontos são aproveitados. O método antigo e o método novo de recebimento e pagamento de facturas são
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 26 II . 26 II . 26 II . 26 II . 26 mostrados nos gráficos de sequência de processo da página seguinte. O novo procedimento permitiu reduzir o tempo de processamento das facturas de 9 - 10 dias (inicialmente) para 4 - 5 dias. Uma redução de poucos dias resultou numa redução significativa de custos para a Empresa, observando-se que o novo método não é mais dispendioso que o anterior. ACE Construction Company - Processo Antigo Fonte: Dilworth, James B., Production and Operations Management-Manufacturing and Services, McGraw Hill International Editions, 1993 Descrição Distância (metros) Tempos (min) Símbolos ¡ ð D ¨ ∇ Recepção de factura e colocação da data • Envio ao responsável 20 • Secretária do responsável 1/2 • Junção da ordem de compra • Envio à contabilidade 25 • Secretária do contabilista 1/2 • Codificação • Envio ao responsável 25 • Secretária do responsável 1/2 • Fazer cópias • Envio do original ao gestor do processo 110 • Secretária do gestor 3 • Inspecção e aprovação do gestor • Envio ao responsável 90 • Secretária do responsável 1/2 • Número de vendedor e data confirmadas 1 • Informação gravada em fita magnética 1 • Factura paga • Envio ao responsável 30 • Secretária do responsável 2 • Arquivo de factura • Total: 300 9 7 6 5 2 1
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 27 II . 27 II . 27 II . 27 II . 27 ACE Construction Company - Processo Novo Grupos de actividades Fonte: Dilworth, James B., Production and Operations Management-Manufacturing and Services, McGraw Hill International Editions, 1993 Análise de dados Depois de registados os dados relativos a um determinado processo, chegou a altura de os analisar convenientemente, por forma a introduzir possíveis melhorias no referido processo. As cinco categorias de actividades registadas nos gráficos de sequência (operação ο, transporte ⇒, espera ∆, controlo, e armazenagem ∇) podem ser classificadas em dois grandes grupos: • Actividades durante as quais acontece qualquer coisa à matéria ou objecto: ele é trabalhado, transportado ou examinado; • Actividades durante as quais não se toca no objecto: ele é armazenado ou Descrição Distância (metros) Tempos (min) Símbolos ¡ ð D ¨ ∇ Recepção de factura e colocação da data • Envio ao responsável 20 • Secretária do responsável 1/2 • Junção da ordem e efectivas cópias • Envio de cópias ao getor de projecto 110 • Secretária do gestor 1/2 • Aprovação de pagamento • Envio ao responsável • Secretária do responsável 1 • Factura paga • Envio do original para responsável 10 • Verificação de vendedor e de data 2 • Gravação em fita magnética • Envio para responsável 30 • Secretária do responsável • Arquivo da factura • 3 Total: 170 7 5 5 4 1 1
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 28 II . 28 II . 28 II . 28 II . 28 permanece à espera. O primeiro grupo poderá ainda subdividir-se em três sub-categorias: • Actividades de preparação: o material ou o objecto é preparado ou colocado em posição de ser trabalhado (representadas pelo símbolo de transporte ou controlo); • Operações positivas: nestas, a forma, a composição química ou o estado físico do produto são modificados (representadas apenas pelo símbolo operação); • Actividades de evacuação: o objecto é retirado da máquina ou oficina (representadas pelo símbolo de transporte ⇒ ou controlo ). Note-se que as actividades de evacuação de uma operação podem ser as actividades de preparação da operação seguinte. O objectivo do estudo dos métodos é, obviamente, aumentar o mais possível as operações ditas “positivas”, pois são estas as que mais contribuem para avançar o produto desde a sua forma original de matéria-prima até à fase final de produto acabado. Estas operações são “produtivas” e todas as outras, embora necessárias, poderão ser consideradas como “não produtivas”. Serão então estas (as não produtivas)quedeverãoserpostasemdúvidaemprimeirolugar,poisrepresentam uma imobilização de capital que poderia ser utilizado noutras áreas mais lucrativas. Da mesma forma que o registo dos dados é efectuado segundo determinadas normas e utilizando técnicas previamente estabelecidas, a análise dos dados também deverá obedecer a um exame crítico, obedecendo a alguns princípios quetêmpor finalidade,porumlado,facilitarotrabalhoe, por outro, evitar possíveis descuidos e esquecimentos. Para tal, cada actividade deverá ser submetida a uma série sistemática e progressiva de perguntas: é o chamado método interrogativo. O método interrogativo O método interrogativo é um meio de efectuar o exame crítico que consiste em submeter cada actividade a uma série sistemática e progressiva de perguntas. As questões fundamentais A primeira parte do método interrogativo consiste na formulação das chamadas questões fundamentais. Estas perguntas deverão ser formuladas segundo uma ordem bem estabelecida, devendo ser interrogados sistematicamente, para cada actividade, o objectivo, o local, o momento, a pessoa e os meios, procurando dar uma justificação para essas perguntas. Método interrogativo Questões fundamentais do método interrogativo
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 29 II . 29 II . 29 II . 29 II . 29 Assim, as perguntas fundamentais são: Questões secundárias do método interrogativo As questões secundárias Na segunda parte do método interrogativo são formuladas as questões secundárias. Enquanto que as questões fundamentais são feitas relativamente ao método existente, tentando descobrir porque é que as coisas são feitas assim, as questões secundárias têm por finalidade descobrir que outro modo (preferível em relação ao existente) haverá de as efectuar. As questões secundárias respeitam à segunda fase do método interrogativo, durante a qual as respostas às questões fundamentais constituem o objecto de uma nova interrogação a fim de determinar se eventuais soluções de mudança quanto à escolha do local, do momento, da pessoa e/ou dos meios são utilizáveis e preferíveis para aperfeiçoar o método de execução existente. Assim temos: O processo de perguntas e respostas desenrola-se de uma forma muito rápida com um inquiridor experimentado. Seguindo todos os passos do método interrogativo, temos a certeza de não esquecer nenhum ponto importante, e, Finalidade Objectivo Que se faz? Porque é necessária a actividade? Eliminar os elementos inúteis ao trabalho Local Onde se faz? Porque se faz neste local? Combinar se possível ou Momento Quando se faz? Porque é feito nesta altura? Permutar as operações com o fim de Pessoa Quem o faz? Porque é que é essa pessoa em particular? obter melhores resultados Meios Como se faz? Porque se faz assim? Simplificar a operação Questões Fundamentais Questões Secundárias Objectivo Que se faz? Porque se faz? Que outra coisa poderia fazer-se? Que deveria fazer-se? Local Onde se faz? Porque se faz aí? Em que outro local poderia ser feito? Onde se deveria fazê-lo? Momento Quando se faz? Porque é feito nessa altura? Em que outro momento se poderia fazê-lo? Quando se deveria fazê-lo? Pessoa Quem o faz? Porque é que é essa pessoa? Que outra pessoa poderia fazê-lo? Quem deveria fazê-lo? Meios Como se faz? Porque se faz assim? De que outra maneira poderia ser feito? Como deveria ser feito?
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 30 II . 30 II . 30 II . 30 II . 30 ao responder à primeira questão (“Que se faz?” e “Porque é necessário?”), evitar-se-ão perdas de tempo com pormenores se se chegar à conclusão de que o conjunto da operação não é necessária ou que o seu objectivo essencial poderá ser melhor atingido de outro modo. A movimentação e a circulação de materiais numa empresa representam um mal necessário em termos de custo, pelo que devem ser minimizadas. Com efeito, a movimentação de materiais não aumenta a utilidade funcional de um determinado produto, a qual só é conseguida através de transformações que o fazem mudar em natureza e valor. Poderemos agrupar os diferentes tipos de circulação de materiais em dois grupos: os fluxos horizontais (quando os materiais se deslocam num mesmo piso) e os fluxos verticais (quando existe uma deslocação através de vários pisos). CIRCULAÇÃO E MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Fluxos verticais a) b) c) d) e) f) Fluxos horizontais a) b) c) d) e) Fig. II.11 - Tipos de circulação de materiais
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 31 II . 31 II . 31 II . 31 II . 31 Quadro II.6 - Legenda da fig. II.11 O Diagrama de Circulação Para determinar a circulação de um produto ou a sequência de um processo, é normalmente utilizado o gráfico de sequência descrito anteriormente, que se completa com um diagrama de circulação. O diagrama de circulação consiste numa planta efectuada à escala da fábrica ou da zona de trabalho a estudar, onde é representada, com exactidão, a posição das diferentes máquinas e locais de trabalho. A partir da observação no local, são registados os movimentos do produto ou dos seus elementos, utilizando, eventualmente, os símbolos dos gráficos de sequência para assinalar as diferentes operações efectuadas nos diversos postos de trabalho. Este diagrama pode ser utilizado para estudar as deslocações entre os diversos andares, sendo frequentemente possível realçar um excesso de circulação de materiais entre os postos de trabalho. Diagrama de circulação Fluxos horizontais Fluxos verticais a) Fluxo direito ou em I a) Utilizado quando a entrada e saída de materiais se localizam em andares diferentes. b) Fluxo em L b) Normalmente utilizado quando a entrada e saída de materiais se localiza no mesmo piso mas em locais opostos. c) Fluxo em U c) Mesma situação anterior mas, desta vez, com a entrada e saída de materiais no mesmo lado do edifício. d) Fluxo circular ou em O d) Mecanismo de elevação dos produtos centralizada no mesmo lado do edifício (ao contrário dos casos anteriores). e) Serpentina ou fluxo em S e) Utilização de correias e tapetes transportadores para efectuar o transporte dos produtos entre os diferentes andares. f) Necessidade de deslocação por várias vezes ao último piso.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 32 II . 32 II . 32 II . 32 II . 32 Utilização do diagrama de circulação e do correspondente gráfico de sequência4 . O diagrama de circulação apresentado na página seguinte indica a implantação do serviço de recepção de uma fábrica de aviões antes do estudo dos métodos. A linha escura marca o trajecto seguido pelas peças desde o ponto de chegada até aos cacifos de armazenagem. Note-se que, para uma melhor identificação das operações efectuadas, os símbolos das diversas actividades estão indicados no local adequado. Registar A operação consiste em descarregar, de um veículo de transporte, caixotes com peças de avião empacotadas em caixas individuais, controlá-las, inspeccioná-las e marcá-las antes de as armazenar. Os caixotes deslizam sobre um plano inclinado apoiado na traseira do veículo e são empurrados num transportador de rolos até ao local de abertura, onde são empilhados uns sobre os outros, à espera de serem abertos. São, em seguida, postos no chão e abertos. As folhas de entrega são retiradas e os caixotes são carregados um a um num carro de mão e transportados para a bancada de recepção; são colocados no solo perto dela. São abertos a seguir; cada peça é retirada da caixa, anotada na folha de entrega e, depois, reposta na mesma caixa; as caixas são, de novo, metidas no caixote, o qual é colocado no outro lado da bancada de recepção esperando ser transportado para o banco de controlo. Ali, o caixote é, de novo, posto no chão até que um inspector possa ocupar-se dele. As peças são novamente desembrulhadas, controladas, calibradas e colocadas, outra vez, nas caixas. Depois de uma breve espera, o caixote é transportado até à bancada de marcação. Aí, as peças são desembrulhadas, numeradas e, mais uma vez, colocadas nas caixas, depois no caixote, e este, após um momento de espera, é transportado num carrinho para o armazém, onde é colocado num armário até ser entregue nas oficinas de montagem. O processo é registado no gráfico de sequência apresentado na folha seguinte. Fig. II.12 - Diagrama de circulação: recepção, controlo e marcação de peças 4 Este exemplo foi retirado, com algumas modificações, do livro La Simplification du travail, Manual de aplicação prática do método (adaptado do manual publicado pelo departamento de educação da North American Aviation, Inc. Texas Division). (Editions Hommes et Techniques, Paris, 2ª ed., 1950.) Exemplo II. 2
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 33 II . 33 II . 33 II . 33 II . 33 (método aplicado) Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 115 Fig. II.13 - Gráfico de sequência: recepção, controlo e marcação de peças Escritório de Recepção Camião Bancada Bancada Bancada Local de Desembalagem Bancada de Recepção Bancada de Inspecção Prateleiras Prateleiras Prateleiras Bancada de Marcação Armários Armários Armários Plano inclinado Lixo 1 2 3 4 5 1 1 6 2 7 1 3 8 9 4 2 5 10 6 2 7 11 1 Vedação Parede
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 34 II . 34 II . 34 II . 34 II . 34 (método aplicado) Fonte: Adaptado de “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 116 GRÁFICO DE SEQUÊNCIA EXECUTANTE / MATÉRIA / MATERIAL RESUMO GRÁFICO N.º 3 FOLHA N.º 1 DE 1 ACTIVIDADE ACTUAL PROPOSTA GANHO OBJECTO: Operação ¡ 2 Caixotes de peças de avião BX 487 (10 por caixote embaladas em cx.) Transporte ð 11 ACTIVIDADE: Espera D 7 Recepção, registo, inspecção, marcação e armazenagem de peças Controlo o 2 MÉTODO: ACTUAL / PROPOSTO Armazenagem Ñ 1 LOCALIZAÇÃO: Serviço de recepção Distância (metros) 56 EXECUTANTE(S): Ver coluna de observações Tempo (min-oper.) 1,96 - - Custo Mão-de-obra - GRÁFICO POR: Materiais - APROVADO POR: DATA: TOTAL - - - Descrição QDE. Distância (metros) Tempos (min) Símbolos Observações ¡ ð D o Ñ Retirar caixote do camião: colocar no plano inclinado 1,2 · 2 serventes Fazer deslizar no plano inclinado 6 · 2 serventes Fazer deslizar até armazenar e empilhar 6 10 · 2 serventes Esperar abertura - 30 · Colocar caixote no solo - · Tirar tampa e retirar folha de entrega - 5 · 2 serventes Carregar caixote no carro 1 · Transportar ao banco de recepção 9 5 · 2 serventes Esperar descarga do carro - 10 · Colocar caixote no banco 1 2 · 2 serventes Retirar caixas: abrir, verificar o conteúdo; repor na caixa - Carregar caixote no carro - 15 · fiel de armazém Esperar transporte 1 2 · 2 serventes Transportar ao banco de inspecção - 5 · Esperar inspecção 16,5 10 · 1 servente Retirar peças do caixote e das caixas: - 10 · caixote no carro Controlar por desenho; repor na caixa 1 20 · inspector Esperar transporte - 5 · Transportar caixote no carro ao banco caixote no carro de marcação 9 5 · 1 servente Esperar marcação - 15 · caixote no carro Retirar peças do caixote e das caixas - 15 · servente de armazém numerar e repor nas caixas Esperar transporte - 5 · caixote no carro Caixote transportado ao centro de distribuição 4,5 5 · 1 servente Armazenar · TOTAL 56,2 174 2 11 7 2 1
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 35 II . 35 II . 35 II . 35 II . 35 Examinar (de forma crítica) A leitura do diagrama de circulação revela imediatamente que o circuito dos caixotes até aos cacifos de armazenagem é demasiado longo e tortuoso, facto que só o gráfico de sequência não teria indicado. Pelo contrário, o gráfico permite registar e resumir as diversas actividades muito melhor do que o pode fazer o diagrama. Basta examinar conjuntamente as duas folhas e utilizar o método interrogativo para notar que muitas perguntas ficam sem resposta satisfatória, por exemplo: • Porque são os caixotes empilhados antes de serem abertos, visto que devem ser postos no chão dez minutos mais tarde? • Porque os caixotes demoram mais tempo a abrir do que a descarregar do veículo. • Que outra coisa poderia fazer-se? • Os caixotes podiam abrir-se mais rapidamente. • Porque estão afastados uns dos outros os pontos de recepção, de inspecção e de marcação? • Porque foram, um dia, colocados naqueles lugares. • Em que outro lugar poderiam ser colocados? • Podiam ser agrupados no mesmo local. • Onde deveriam ser implantados? • Deveriam ser todos agrupados no local de recepção actual. • Porque têm os caixotes de dar uma volta ao edifício para chegar ao armazém? Porque a porta do armazém e o ponto de chegada dos caixotes estão situados em extremidades opostas do edifício. Uma observação mais cuidada do diagrama de circulação e do gráfico de sequência revelará outras questões igualmente pertinentes. Este é um exemplo real do que acontece quando um conjunto de actividades é empreendido sem ter sido convenientemente concebido e organizado. Milhares de fábricas no mundo inteiro dão exemplos de desperdício de tempo e de esforço tão grandes como os deste exemplo. Estabelecer um método melhorado As figuras das páginas seguintes representam graficamente a solução adoptada pelos agentes do estudo do trabalho no exemplo considerado. As perguntas acima formuladas figuram, evidentemente, entre as que foram colocadas, pois, como se pode verificar, cada caixote descarregado do veículo deslizando sobre um plano inclinado é, agora, imediatamente colocado sobre um carro. O caixote é transportado directamente ao local de abertura, onde um operário o abre, mantendo-o no carro, e retira a ficha de entrega. É, depois, transportado para a bancada de recepção, onde, após uma breve espera, cada caixote é aberto e as peças colocadas na mesa, contadas e apontadas na ficha de
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 36 II . 36 II . 36 II . 36 II . 36 entrega. As bancadas de controlo e de marcação estão, agora, situadas ao lado da bancada de recepção de modo a que as peças possam passar de mão em mão para as sucessivas operações de controlo, calibragem e numeração. Após o que são colocadas, de novo, nas suas caixas e estas no respectivo caixote, que continua colocado no carro. É evidente que os agentes de estudo do trabalho foram levados a formular a pergunta que já citámos: “Porque têm os caixotes de dar a volta ao edifício para chegar ao armazém?” Não tendo obtido qualquer resposta satisfatória, decidiram abrir uma nova porta de acesso ao armazém, colocando-a em frente das bancadas a fim de diminuir ao máximo o trajecto dos caixotes. O gráfico de sequência mostra que o número de “controlos” passou de 2 para 1, odos“transportes”de11para6eodas“esperas”(ouarmazenagenstemporárias) de 7 para 2. A distância percorrida é agora de 32,2 metros, em vez de 56,2. Escritório de Recepção Camião Bancada Bancada Balança Local de Abertura Bancada de Recepção Prateleiras Prateleiras Prateleiras Armários Armários Armários Plano inclinado Lixo 1 2 3 4 5 1 1 1 2 6 1 Vedação Porta proposta Parede 2 Controlo Proposto Bancada de marcação Fig. II.14 - Diagrama de circulação: recepção, controlo e marcação de peças (método melhorado) Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 118
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 37 II . 37 II . 37 II . 37 II . 37 Fig. II.15 - Gráfico de sequência: recepção, controlo e marcação de peças (método aperfeiçoado) Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 119 G R ÁFICODESEQ U ÊNCIA EXEC U TAN TE / M ATÉR IA / M ATER IAL R ESU M O G R ÁFICON.º4 FO LHAN .º1D E1 AC TIVID AD E AC TU AL PR O PO STA G AN H O O BJECTO : O peração 2 2 - CaixotesdepeçasdeaviãoBX487(10porcaixote em baladasemcx.) Transporte 11 6 5 AC TIVID ADE: Espera D 7 2 5 Recepção,registo,inspecção,m arcaçãoe arm azenagemdepeças C ontrolo o 2 1 1 M ÉTO DO :ACTUAL/PR O PO STO Arm azenagem Ñ 1 1 - LO CALIZAÇÃO :Serviçoderecepção D istância(m etros) 56 32 24 EXECUTANTE(S):Vercolunadeobservações Tem po(h-hom em ) 1,96 1,16 0,80 C usto M ão-de-obra - G R ÁFICOPO R : M ateriais - APRO VADOPO R: DATA: TO TAL - - - Descrição Q D E. Distância (m etros) Tem pos (m in) Sím bolos O bservações D o Ñ R etirarcaixotedocam ião;colocarplano inclinado 1,2 2serventes Fazerdeslizarnoplanoinclinado 6 5 2serventes Colocaremcarro 1 2serventes Transportaraolocaldeabertura 6 5 1servente Tirartam pa - 5 1servente Transportaraobancoderecepção 9 5 1servente Esperardescarga - 5 R etirarcaixasdocaixote abrirecolocarpeçasnabancada - 20 1inspector contarecontrolarpordesenho N um erarerepornocaixote serventedearm azém Esperarserventetransportador - 5 Transportarcaixoteaocentrodedistribuição 9 5 1servente Arm azenar - - TO TA L 32,2 55 2 6 2 1 1
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 38 II . 38 II . 38 II . 38 II . 38 O diagrama de circulação é utilizado para representar as deslocações de um só produto ou processo. Se, porventura, se estudar um caso onde vários produtos são fabricados simultaneamente ou vários processos se desenrolam ao mesmo tempo, recorre- -se a um outro tipo de representação gráfica que permite determinar a localização ideal das máquinas ou das operações. É o chamado diagrama de-para. O Diagrama De-Para A figura na página seguinte mostra um exemplo de construção de um diagrama de-para. Fig. II.16 - Diagrama de-para Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard Blücher Ltda., 1978 As operações ou centros de trabalho são listados na primeira linha ou na primeira coluna, obedecendo à mesma sequência. Cada rectângulo de intersecção mostra o movimento de uma operação para outra. No exemplo acima apresentado, verificamos que as peças A, B e C vão da operação Cortar para a operação Entalhar. Na parte inferior do rectângulo é indicado o número total de movimentações entre as duas operações ou postos de trabalho. Caso se estejam a analisar um grande número de produtos ou processos, poder-se-á apenas indicar um traço de cada vez que um produto vai de um posto de trabalho para outro (ver exemplo da página seguinte).
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 39 II . 39 II . 39 II . 39 II . 39 Fig. II.17 - Diagrama de-para Fonte: Extracto de Richard Muther:”Plan layout”, em H. B. Maynard “Industrial Engineering Handbook”, Nova Iorque e Londres, McGraw-Hill, 3.ª ed.,1971 Em seguida, para verificar se o diagrama está bem construído, somam-se os valores das linhas e das colunas, obtendo-se assim, respectivamente, os totais de saídas e entradas nos diversos postos de trabalho (ou operações), que deverão, obviamente, ser iguais (o que sai dum posto de trabalho tem que ser igual ao que lá entrou, visto que nada fica retido). A fase seguinte consistirá, então, em determinar quais as operações que devem ser adjacentes. Os postos de trabalho, em cujos rectângulos de intersecção se encontrem os maiores valores, deverão ser os mais próximos fisicamente, por forma a reduzir a distância percorrida pelos produtos (ou serviços). No exemplo mencionado anteriormente, verificamos que a “Embalagem individual” deverá estar próxima da “Embalagem e Expedição”. Note-se que na preparação deste diagrama deverão estar representadas todas as operações, mantendo a mesma sequência na horizontal e na vertical, mesmo que se saiba à partida que não existirá nenhum fluxo a partir de uma dada
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 42 II . 42 II . 42 II . 42 II . 42 b) A Absolutamente necessária E Muito importante I Importante O Pouco importante U Não importante X Indesejável Classif. Inter-Relação 1 2 3 4 5 Código Razão A parte superior é destinada à classificação das vogais (importância da inter-relação). A parte inferior mostra a "razão" de proximidade (justificativa para a classificação anterior). c) d) Fig. II.18 - Os conceitos básicos para a construção do diagrama de interligações preferenciais. Todas as actividades são numeradas, à esquerda, nas linhas 1, 2, 3, etc. Quando a linha 1 intercepta a linha 3, o losango resultante mostra a interligação entre 1 e 3. Conforme se indica em (b), a classificação das vogais (c) e o número do código da razão (d) são colocados em cima e em baixo, respectivamente, no losango de intercepção Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard Blücher Ltda., 1978, pág. 34
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 43 II . 43 II . 43 II . 43 II . 43 Fig. II.19 - Exemplo de preenchimento de um diagrama de interligações preferenciais Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard Blücher Ltda., 1978, pág. 35 Através das figuras apresentadas, verificamos que cada losango é dividido em duas partes. A parte superior é reservada à classificação das interligações, segundo a escala de valores A, E, I, O, U e X. Na parte inferior do losango será colocada a “razão” da classificação anterior. As vogais utilizadas na classificação de proximidade foram escolhidas devido a três motivos: Este losango mostra a inter-relação entre 1 e 3 Importância da inter-relação (acima) Razão (abaixo)
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 44 II . 44 II . 44 II . 44 II . 44 1. As letras têm um significado no original, em inglês: A -Absolutely necessary (Absolutamente necessário) E -Especially important (Especialmente importante) I - Important (Importante) O - Ordinary closeness (Pouco importante) U -Unimportant (Não importante) X- Indesirable (Indesejável) 2. Facilidade de memorização. 3. Foi evitada a utilização de números, pois estes são utilizados para codificar as razões e identificar as actividades. A classificação de um par de actividades segundo a proximidade terá mais significado quando acompanhado da razão. As “razões” deverão ser numeradas e enumeradas para facilitar o preenchimento do diagrama. Nele apenas se inscreverá o código numérico. Note-se que uma determinada interligação poderá ser justificada por mais de uma razão. No losango respectivo deverão constar os números correspondentes a cada uma das razões. Qualquer que seja o projecto, as razões básicas para a determinação do grau de proximidade são (se bem que, na prática, possam surgir outras razões): 1. Fluxo de material 2. Necessidade de contacto pessoal 3. Utilização de equipamentos comuns 4. Utilização de informações semelhantes 5. Pessoal em comum 6. Supervisão ou controlo 7. Frequência de contactos 8. Urgência de serviço 9. Custo de distribuição de materiais 10. Utilização dos mesmos materiais 11. Grau de utilização de documentos para comunicação 12. Desejos específicos da administração ou conveniências pessoais Código de cores O registo das classificações poderá ser efectuado utilizando um código de cores para a classificação, o que tornará o diagrama mais legível e menos confuso. Cada losango do diagrama será colorido segundo a convenção estabelecida.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 45 II . 45 II . 45 II . 45 II . 45 As convenções de cores do sistema SLP são: A -Vermelho E -Amarelo I - Verde O - Azul U -Em Branco X- Castanho Para facilitar a visualização, as cores são colocadas apenas na metade superior decadalosango,jáquecadacorrepresentaumdeterminadograudeproximidade e não as razões. De forma a não obscurecer as letras das classificações, a parte superior do losango deverá ser colorida conforme mostra a figura II.19, ou seja, apenas no contorno do triângulo superior. Fig. II.20 - Método de colorir o diagrama de interligações preferenciais. Apenas a parte superior do losango é colorida no seu contorno interno Fonte: “Planejamento do Layout: Sistema SLP”, Richard Muther, Editora Edgard Blücher Ltda., 1978, pág. 36 Aperfeiçoamento Nos casos em que existe uma reduzida familiarização com o sistema de classificação, existe a tendência para classificar com A um grande número de inter-relações. Paraprevenirestafalha,nãodeveremosclassificarcomAnenhumainter--relação, a menos que se tenha a certeza de que é absolutamente necessário que as duas actividades fiquem juntas. É interessante que cada uma das classes abranja percentagens crescentes de inter-relações. Por exemplo: A - 2% a 5% E -3% a 10% I - 5% a 16% O -10% a 25% Note que estas percentagens dependerão, como é óbvio, da natureza do projecto em estudo.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 46 II . 46 II . 46 II . 46 II . 46 Para maior precisão, poderemos acrescentar um sinal menos (-) a seguir a cada letra (A-, E-, etc.), o que representa um “meio degrau” entre a classe considerada e a imediatamente posterior. Para colocarmos esta nova classe dentro da convenção de cores, usamos uma linha tracejada com a cor respectiva. Um outro aperfeiçoamento, quando for necessário identificar ocorrências extremamente indesejáveis, é a utilização da classe XX, para a qual reservamos a cor preta. Construção do diagrama O modo de construção de um diagrama deste tipo varia. Entre outros aspectos, deverá considerar-se o facto de incluir actividades produtivas juntamente com actividades de serviços e/ou de suporte. Poderão utilizar-se simultaneamente o diagrama de fluxo e o diagrama de interligações preferenciais, ou combiná-los. Se não existirem outras considerações além das relativas ao fluxo, o diagrama de interligações preferenciais será de utilidade reduzida, já que a análise do fluxo determina as interligações entre as actividades produtivas. Na maioria dos casos, porém, é muito mais prático incorporar as actividades produtivas e os serviços de suporte num mesmo diagrama de interligações preferenciais. Na prática, o procedimento geral obedecerá à seguinte sequência: • Calcular as intensidades de fluxo das actividades produtivas. • Classificar as intensidades de fluxo entre cada par de actividades segundo a classificação A, E, I, O, U e X (ou XX). • Construir o diagrama de interligações preferenciais. Quando o fluxo de materiais não é muito significativo (como acontece em muitas áreas de serviços e de escritórios), a análise do fluxo não é necessária e todas as actividades são relacionadas entre si exclusivamente por meio de um diagrama de interligações preferenciais. O método a utilizar dependerá da importância relativa do fluxo de materiais relativamente a outros factores (ver Fig. II.18).
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 58 II . 58 II . 58 II . 58 II . 58 Observando o gráfico de fluxos interdepartamentais parece ser aconselhável colocar os departamentos 1 e 3 próximos um do outro. Actualmente eles são nãoadjacentes,eoaltovolumedemovimentaçõesentreambosprovocaelevados custos. Uma possibilidade é a troca dos departamentos 1 e 2. Esta troca produz o segundo gráfico de fluxos interdepartamentais mostrando que é possível reduzir o custo para 48 000$00: Custo = 5 000$00 + 10 000$00 + 2 000$00 + 6 000$00 + 5 000$00 + 1 000$00 + 4 000$00 + 10 000$00 + 5 000$00 = 48 000$00 Esta é, obviamente, apenas uma das muitas hipóteses possíveis. Para um problema com 6 departamentos existem 6! = 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 720 possibilidades. Vamos supor que a companhia se encontrava satisfeita com esta solução. O problema poderá ainda não estar resolvido. Muitas vezes é necessária a aplicação de mais um passo. • Preparação de um plano detalhado considerando o espaço disponível e o necessário para cada departamento. É necessário localizar os departamentos por forma a que os mesmos “se encaixem” no edifício, tendo em consideração as áreas que não podem ser deslocadas (pontos de carga e descarga, escadas, etc.). Muitas vezes é também nesta última etapa que se determina a possibilidade de acomodação das instalações de acordo com o sistema eléctrico, elevadores, considerações estéticas, etc. No exemplo considerado a disposição adoptada será a seguinte: 2 o t n e m a t r a p e D 1 o t n e m a t r a p e D 3 o t n e m a t r a p e D 4 o t n e m a t r a p e D 5 o t n e m a t r a p e D 6 o t n e m a t r a p e D 1 2 3 4 5 6 100 50 10 100 50 30 20 20 50
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 59 II . 59 II . 59 II . 59 II . 59 O Hospital de S. Teodoro é uma pequena unidade especialmente vocacionada para a prestação de primeiros socorros, existente num aldeamento turístico onde se praticam desportos de Inverno. O seu novo administrador, Amadeu Teodoro, decidiu reorganizar o Hospital utilizando um layout orientado para o processo, tal como tinha anteriormente aprendido na escola. O layout actualmente existente neste Hospital, que inclui a localização de oito salas e departamentos, é mostrado na figura seguinte: A única restrição física existente é a necessidade de manter a entrada e a sala de admissão na sua localização actual. Todas as outras, cada uma com 10 metros de lado, podem ser transferidas para outra localização, se a análise determinar que tal será mais favorável. O primeiro passo dado por Amadeu foi o registo dos dados existentes, por forma a determinar o número de viagens efectuadas pelos pacientes entre os diversos departamentos, num mês considerado de movimento médio. Os dados recolhidos foram os seguintes: Caso de Estudo II.3 Entrada e Sala de Admissão Sala de Observações 1 Sala de Observações 2 Raio X Laboratório e ECG Sala de Operações Sala de Recuperação Sala de Pessoal 40 m 10 m 10 m 1 2 3 4 5 6 7 8 1 100 100 0 0 0 0 0 Entrada e sala de admissão Sala de observações 1 Sala de observações 2 Raio X Laboratório e ECG Sala de operações Sala de recuperação Sala de pessoal 2 o 50 20 0 0 0 3 30 30 0 0 0 4 20 0 0 20 5 20 0 10 6 30 0 7 0 8
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 60 II . 60 II . 60 II . 60 II . 60 Os objectivos a atingir, segundo o Dr. Amadeu, consistem em dispor as salas por forma a minimizar a distância total percorrida pelos pacientes em tratamento. Minimização dos movimentos dos pacientes = ij j i ij X C = = ∑ ∑ 1 8 1 8 onde: X ij = Nº de pacientes por mês que se movem do departamento i para o departamento j Cij = Distância entre os departamentos i e j Assume-se que, para os departamentos que se encontram juntos, como a entrada e a sala de observação 1, a distância a percorrer é de 10 metros. Os departamentos na diagonal são também considerados como adjacentes, sendo igualmente de 10 metros a distância a percorrer. Os departamentos não adjacentes, como, por exemplo, a entrada e a sala de observações 2, ou a entrada e a sala de recuperação, encontram-se separados por 20 metros. A entrada e a sala de raios X, por exemplo, encontram-se separadas por 30 metros. Note-se que, para este exercício, consideraremos 10 metros como 10 unidades de custo, 20 metros como 20 unidades de custo e 30 metros como 30 unidades de custo. Dadas estas informações, estabeleça o novo layout para o Hospital de S. Teodoro, por forma a melhorar a eficiência em termos de fluxo de pacientes. Resolução O layout de deslocações actualmente existente é o seguinte: 1 2 3 4 5 6 7 8 100 100 20 20 20 20 30 30 30 10 50
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Prática Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 61 II . 61 II . 61 II . 61 II . 61 Podemos agora calcular o total de movimentos efectuados pelos pacientes do hospital: Movimentos Totais = (100 x 10) + (100 x 20) + (50 x 20) + (20 x 10) + = 1000 + 2000 + 1000 + 200 + 300 + 600 + + 600 + 200 + 200 + 300 + 300 = = 6700 metros 1 para 2 1 para 3 2 para 4 2 para 5 + (30 x 10) + (30 x 20) + (20 x 30) + (20 x 10) + 3 para 4 3 para 5 4 para 5 4 para 8 + (20 x 10) + (10 x 30) + (30 x 10) = 5 para 6 5 para 8 6 para 7 Seria extremamente trabalhoso encontrar uma solução matemática óptima, mas será relativamente simples encontrar um layout capaz de reduzir os actuais 6 700 metros percorridos. Duas mudanças possíveis e eficazes serão, por exemplo, a troca das salas 3 e 5 e das salas 4 e 6. Esta alteração traduzir-se- -ia no seguinte diagrama: As distâncias percorridas passam a ser de: Movimentos Totais = (100 x 10) + (100 x 10) + (50 x 10) + (20 x 10) + = 1000 + 1000 + 500 + 200 + 300 + 600 + + 200 + 400 + 200 + 100 + 300 = = 4800 metros 1 para 2 1 para 3 2 para 4 2 para 5 + (30 x 10) + (30 x 20) + (20 x 10) + (20 x 20) + 3 para 4 3 para 5 4 para 5 4 para 8 + (20 x 10) + (10 x 10) + (30 x 10) = 5 para 6 5 para 8 6 para 7 1 2 6 3 4 7 8 100 20 20 20 30 30 50 5 20 100 30 10
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 66 II . 66 II . 66 II . 66 II . 66 Pretende-se construir um diagrama de precedências para a montagem de uma fotocopiadora que necessita de um tempo total de montagem de 66 minutos. A tabela seguinte mostra as tarefas, tempos de montagem e sequência de operações para a referida fotocopiadora. Considerando os tempos, sequência e precedências das operações apresentadas na tabela anterior, resulta o seguinte diagrama de precedências: Depois de construído o diagrama é necessário agrupar as tarefas em postos de trabalho, por forma a determinar a taxa de produção adequada a cada posto de trabalho (evitando o aparecimento de grandes tempos de espera entre os mesmos). Exemplo II . 5 A B C D E F G H I 10 11 4 5 3 12 11 7 3 a f e r a T a f e r a T a f e r a T a f e r a T a f e r a T s o p m e T s o p m e T s o p m e T s o p m e T s o p m e T ) s o t u n i m m e ( s a f e r a T s a f e r a T s a f e r a T s a f e r a T s a f e r a T s e t n e d e c e r p A B C D E F G H I 0 1 1 1 5 4 2 1 3 7 1 1 3 - A B B A D , C F E H , G l a t o t o p m e T 6 6
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 71 II . 71 II . 71 II . 71 II . 71 O circuito de materiais e o próprio processo de planeamento de fabrico podem ser simplificados com a utilização deste tipo de layout. O planeamento de fabrico e o estabelecimento de circuitos é efectuado para as células de fabrico mais apropriadas em vez de ser efectuado de acordo com as operações individuais. O número de filas de espera a controlar é reduzido, diminuindo também o número de artigos em vias de fabrico e a complexidade das decisões a tomar. Verifica-se que a utilização de células de trabalho em produções do tipo repetitivo aumenta as vantagens da utilização dos métodos de fabrico do tipo “just-in- -time”. Este tipo de layout é igualmente vantajoso para as empresas fabris que, não produzindo um elevado número de produtos, fabricam um elevado número de componentes que são utilizados em diversos produtos finais. Embora a célula de trabalho tenha sido uma ideia originalmente apresentada por R.E. Flanders em 1925 (R.E. Flanders, “Design Manufacture and Production Control of a Standard Machine”, Transactions of Asme, 46, 1925.), foi apenas com o aumento da utilização da Tecnologia de Grupo que a técnica realmente se afirmou. Com efeito, em empresas que possuam uma grande diversidade de produtos finais é muitas vezes utilizada a Tecnologia de Grupo, por forma a identificar as diversas famílias de artigos que podem ser fabricadas nas mesmas células de trabalho. A Tecnologia de Grupo O mundo industrial moderno tem suscitado uma série de problemas e desafios no que diz respeito ao fabrico de componentes discretos. O aumento da procura de produtos com opções e características diferentes originou a tendência para a produção em pequenos lotes, estimando-se que, nos próximos anos, 75% da produção seja em lotes com menos de 50 peças. No quadro seguinte encontram-se sintetizadas algumas das características que eram exigidas às linhas de produção tradicionais, contrapondo-se a estas as necessidades das linhas contemporâneas. Tendências de produção
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 72 II . 72 II . 72 II . 72 II . 72 Quadro II.7 - Linhas de produção tradicionais e contemporâneas Num ambiente fabril, a Tecnologia de Grupo identifica os produtos com características semelhantes. Este processo requer, muitas vezes, o desenvolvimento e manutenção de um sistema informático de classificação e codificação dos vários elementos. A Tecnologia de Grupo consiste na análise e comparação de diversos produtos, identificando aqueles que possuem características similares e agrupando em famílias aqueles que possuem etapas de fabricação e características comuns. A Tecnologia de Grupo pode ser utilizada para desenvolver um processo híbrido entre um layout do tipo processo e um layout do tipo produto. A aplicação desta técnica envolve, basicamente, duas fases. A primeira consiste na identificação das diversas famílias ou grupos de artigos. Os métodos de fabrico de todos os artigos são cuidadosamente revistos por forma a encontrar aqueles que possuem características semelhantes. As formas e dimensões dos diversos artigos pertencentes à mesma família deverão ser muito semelhantes, por forma a que possam ser utilizados equipamentos da mesma capacidade no seu fabrico. Idealmente, os constituintes de uma determinada família deverão também possuir a mesma sequência de operações de fabrico. São, no entanto, admissíveis ligeiras variações entre os diferentes produtos. Linhas de produção tradicionais Linhas de produção contemporâneas Prioridade dada ao balanceamento da linha. Prioridade dada à flexibilidade. Estratégia: estabilidade - são necessárias poucas alterações ao balanceamento da linha, dado que a variedade de artigos a produzir é pequena e as quantidades grandes. Estratégia: flexibi lidade - é necessári o fazer o balanceamento da linha muitas vezes, dada a grande variedade de artigos a produzir. Postos de trabalho fixos. Postos de trabalho flexíveis. Os trabalhadores são deslocados para os locais onde são mais necessários, de acordo com o trabalho existente. Existência de grandes quantidades de peças em stock, para quando existem avarias no equipamento. É dada grande atenção à manutenção preventiva, por forma a evitar o aparecimento de avarias. É necessária uma análise sofisticada (com o recurso a computadores) por forma a analizar as diversas opções existentes. É necessária a intervenção humana (experiência e intuição) para se obter a flexibilidade necessária para contornar os problemas. Planeamento efectuado pelo departamento responsável. O supervisor tem um papel activo nos esforços de planeamento, podendo efectuar alterações. Produção efectuada a uma taxa fixa. Os problemas de qualidade são resolvidos fora da linha. Abrandamento da taxa de produção quando existem problemas de qualidade dos artigos. Linhas de produção lineares ou em L. Linhas de produção paralelas ou em U. Uti li zação de tapetes rolantes para o transporte de materiais. É preferível colocar os postos de trabalho próximos uns dos outros e evitar a utilização de tapetes rolantes. C o mp ra d e g ra nd e s e q ui p a me nto s e preocupação de os manter ocupados. Compra de pequenas máquinas; adição de outras se for necessário. Recurso a sub-contratações
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 73 II . 73 II . 73 II . 73 II . 73 A segunda fase consiste na constituição das células de fabrico propriamente ditas. Cada uma delas deverá conter o equipamento necessário ao fabrico de uma determinada família de componentes. O resultado final é um grupo de “pequenas fábricas” dentro da mesma fábrica. O processo de fabrico de cada família é executado numa célula de trabalho, onde os diversos equipamentos estão dispostos de acordo com o fluxo de fabrico dos diversos componentes pertencentes à família. Uma vez implementada, a Tecnologia de Grupo pode reduzir os tempos necessários à planificação dos fabricos. Reduz os custos resultantes da movimentação de materiais e dos artigos em vias de fabrico (Work In Process- WIP), dado que a maioria dos produtos pertencentes à mesma família circula através da mesma célula de trabalho ou de células de trabalho próximas umas das outras. A coordenação dos trabalhos é muitas vezes facilitada, dado que muitas das sequências de operações podem ser seguidas visualmente. Outra vantagem na utilização destas técnicas é a diminuição dos tempos de set-up. A utilização da Tecnologia de Grupo iniciou-se na União Soviética e na Europa Ocidental nas décadas de 50 e 60. No início, a utilização deste tipo de técnicas não foi imediatamente aceite nos Estados Unidos, mas o número de utilizações tem vindo a aumentar rapidamente. Um dos exemplos de uma empresa nos Estados Unidos é o da E. G. & G. Sealol, uma empresa fabril situada em Warwick, Rhode Island. Esta empresa começou por fabricar 900 peças (cerca de 30% de toda a sua carga de trabalho) utilizando células de fabrico. Chegou rapidamente à conclusão de que o volume de artigos em vias de fabrico (WIP) foi reduzido em 20-30%, que a necessidade de espaço diminuiu em 15% e que a produção aumentou cerca de 50%. Uma das células de trabalho entretanto constituídas processou 324 componentes em 7 máquinas, em vez de utilizar 22 máquinas como acontecia inicialmente. De entre as diversas vantagens da utilização de células de trabalho (resultantes da aplicação de técnicas de Tecnologia de Grupo), poderemos realçar as seguintes: • Redução da quantidade de produtos em processamento, dado que a célula de trabalho permite a circulação de um fluxo de trabalho devidamente equilibrado de máquina para máquina (sem grandes esperas entre elas). • É necessária uma área de trabalho menor, pois o espaço existente entre as diferentes máquinas constituintes da célula é menor. • Diminuição de stocks de matérias-primas e de produtos acabados, devido à existência de uma menor quantidade de artigos em fabricação. Uma célula combina diversos estágios de produção, sendo poucos os artigos que circulam por toda a fábrica.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 74 II . 74 II . 74 II . 74 II . 74 • Redução nos custos devido à melhor circulação dos materiais. Existe uma racionalização das movimentações dos materiais, estando os produtos sujeitos a menos movimentações e a menores tempos de espera. • Redução dos tempos reais de fabrico, através da diminuição dos tempos de preparação (dado que os artigos a fabricar numa célula de trabalho possuem bastantes características comuns, utilizarão também um grande número de ferramentas comuns) e de uma maior eficiência na movimentação dos materiais. Têm sido reportadas reduções de tempos de produção da ordem dos 50% e das existências em processo de fabrico de 50%. • Maior consciencialização, por parte dos trabalhadores, do seu papel em toda a organização e na produção do artigo. Dado que os problemas de qualidade são prontamente identificados com a célula de trabalho e com os seus trabalhadores, estes aceitam uma maior responsabilização no trabalho que executam. • Aumento da taxa de utilização do equipamento e das várias máquinas, devido a um melhor planeamento na utilização das mesmas e a um fluxo de materiais mais rápido. • Redução do investimento em máquinas e equipamento. Uma melhor utilização conduz a uma redução no número de máquinas, equipamento e ferramentas necessárias. • Melhoria do planeamento da produção. Um sistema apropriado de classificação e codificação pode conduzir a um sistema automatizado de planeamento, que, por sua vez, contribui para a redução do tempo e do custo do processo de planeamento. Com efeito, a identificação de uma nova peça pelo seu código, como pertencente a uma certa família, permite o conhecimento imediato do seu circuito de fabrico. • Melhoria das relações humanas. Em cada célula existem relativamente poucos trabalhadores, que formam uma pequena equipa de trabalho; esta equipa produz unidades completas de um determinado artigo. Foram já relatados alguns casos em que se verificou um aumento no investimento de capital e uma redução na taxa de utilização das máquinas, contrariando assim os itens 7 e 8. No entanto, tal poderá ficar a dever-se à maior ou menor habilidade em mudar a configuração das células e ao próprio pessoal. Um factor igualmente a ter em conta para o maior ou menor sucesso deste tipo de operação é o custo inicial do equipamento, específico para cada caso. Para que a produção através de células de trabalho obtenha êxito, é necessário que, entre outros factores, exista um elevado nível de treino e flexibilidade por parte dos trabalhadores, assim como uma participação constante dos mesmos em todo o processo, nomeadamente na disposição inicial das células de trabalho. Os tipos de layouts apresentados são os mais comuns, normalmente utilizados nos mais variados tipos de empresas. É preciso, no entanto, não esquecer que na prática se encontram muitas vezes soluções mistas na mesma empresa, ou até um outro tipo de implantação ligeiramente diferente das aqui referidas.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 75 II . 75 II . 75 II . 75 II . 75 Existem diversos tipos de actividades que exigem a deslocação dos trabalhadores, a intervalos regulares, de um ponto para outro da zona de trabalho, carregados ou não. Dado que essas deslocações podem ser motivo de fadiga e de diminuição de produtividade, convém que as mesmas sejam convenientemente estudadas, por forma a determinar se são ou não indispensáveis. Diagrama de Cordões Um dos meios utilizados para registar e estudar esta forma de actividade é o diagrama de cordões, constituindo, simultaneamente, uma das técnicas mais simples e mais úteis no processo do Estudo dos Métodos de trabalho. Um diagrama de cordões consiste, basicamente, num modelo construído à escala do local de trabalho, e no qual se seguem e medem as deslocações dos trabalhadores, do material ou das matérias, utilizando um fio ou um cordão. Fig. II.31 - Diagrama de cordões Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 130 Dada a utilização do fio para a medição das distâncias percorridas, é indispensável que o modelo do local de trabalho esteja construído à escala, para que os resultados obtidos não sejam errados. Tal como para o diagrama de circulação, a construção de um diagrama de cordões deverá passar por uma observação rigorosa e atenta das deslocações no local de trabalho, registando-se todas as deslocações numa folha de registo e análise de deslocações, que servirá de base para posteriormente se construir o diagrama de cordões. Em conjunto com o gráfico de sequência, o diagrama de cordões fornece uma imagem tão clara quanto possível do processo estudado, devendo, para tal, o observador assegurar-se de que regista todas as deslocações do trabalhador ou material alvo do estudo. DESLOCAMENTO DE TRABALHADORES NO POSTO DE TRABALHO
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 76 II . 76 II . 76 II . 76 II . 76 Para a construção do diagrama de cordões começa-se, como já foi referido, por desenhar, à escala, uma planta da zona de trabalho, representando todos os pontos de passagem e todos os objectos susceptíveis de alterar o trajecto do trabalhador. Acabada a planta, colocam-se alfinetes em todos os pontos de paragem e de mudança de direcção, devendo a cabeça dos mesmos ultrapassar a superfície do papel em pelo menos 1 centímetro. Liga-se então um cordão ao alfinete que marca o ponto de partida das deslocações, passando-se então com ele por todos os locais percorridos pelo trabalhador (ou pelo material), até que todas as deslocações tenham sido representadas. Obtém-se assim um quadro completo dos trajectos seguidos pelo trabalhador, sendoositineráriosmaisfrequentesassinaladosporummaiornúmerodecordões. Medindo todo o comprimento do cordão utilizado, é também possível determinar a distância percorrida pelo trabalhador. Resta apenas examinar o diagrama e, eventualmente, estabelecer a nova implantação, reduzindo ao máximo as distâncias percorridas pelos trabalhadores e pelo material. Gráfico de Sequência-Executante Um gráfico de sequência-executante é um gráfico de análise que regista o que faz um trabalhador. Estes gráficos são normalmente utilizados para estudar as tarefas pouco repetitivas e pouco normalizadas. É geralmente indispensável juntar ao gráfico de sequência-executante um esboço com o trajecto seguido pelo executante durante o desempenho da tarefa registada no gráfico. O método de realização de um gráfico deste tipo é quase o mesmo que é seguido para executar um gráfico de sequência-matéria, devendo ter-se em atenção que os gráficos de sequência-executante registam o que o trabalhador faz, enquanto que os de sequência-matéria registam o modo como as matérias são movimentadas ou transformadas, ou a maneira como o material é usado. Assim, os gráficos de sequência-executante devem ser redigidos na forma activa, enquanto que os de sequência-matéria e sequência-material são redigidos na forma passiva. Podemos observar melhor esta distinção, observando os seguintes exemplos: Executante Matéria Fura a peça de fundição Peça de fundição furada Transporta a peça à bancada Peça transportada à bancada Fixa o parafuso (parafuso) fixado Controla o acabamento Acabamento controlado
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 77 II . 77 II . 77 II . 77 II . 77 O Gráfico de Actividades Múltiplas O gráfico de actividades múltiplas é utilizado quando se pretende registar num mesmo gráfico as actividades de diversos elementos (executante, máquina ou material) com tarefas interdependentes. Com efeito, a utilização de uma mesma escala de tempo faz realçar a escala de interdependência, podendo utilizar-se este gráfico para, por exemplo, determinar o número de máquinas necessárias à execução de um determinado trabalho. A representação das actividades dos diversos executantes ou máquinas é efectuada em colunas separadas, mas utilizando a mesma escala de tempos, fazendo-se assim ressaltar, nitidamente, os períodos de inactividade (tempo improdutivo) de cada um dos elementos durante a operação observada. O estudo atento deste tipo de gráficos permite, por vezes, modificar a ordem destas actividades a fim de reduzir os tempos improdutivos. As actividades dos diferentes trabalhadores, ou dos trabalhadores e das máquinas, são registadas no gráfico sob a forma de tempo de trabalho e de tempos mortos. Estes tempos podem ser calculados com um relógio vulgar ou com um cronómetro, conforme a duração dos períodos de trabalho e de inactividade (minutos ou segundos). Note-se que não é necessário que a medida dos tempos seja de uma extrema exactidão; deve, no entanto, ser suficiente para que o gráfico seja verdadeiramente útil. Um gráfico deste tipo é apresentado na figura seguinte. O exemplo utilizado é o de um escritório onde é necessário efectuar um mailing. Existe um maço de cartasidênticasquedevemserimpressasnumamáquinadeescrever electrónica. Todas as cartas contém um texto idêntico (impresso na máquina electrónica), enquanto que uma dactilógrafa utiliza uma máquina de escrever “normal” para dactilografar os diferentes nomes e endereços. A mesma dactilógrafa controla o funcionamento das duas máquinas. ASSUNTO: Cartas escritas em máquina de escrever standard e electrónica DATA: 03/94 SITUAÇÃO ACTUAL PROPOSTA DPTO: FOLHA: DE 1 1 Dactilógrafa Máq. electrónica Máq. standard Tempo Tempo Tempo Introduzir papel Escrever morada e cumprimentos Introduzir envelope Colocar carta em envelope e selar Escrever endereço no envelope .10 .20 .10 .20 .15 Carregamento Escrever textos Cartas escritas automaticamente Carregamento Utilizada para escrever endereço Inactiva Inactiva Inactiva Introduzir papel Escrever morada e cumprimentos Introduzir envelope Escrever endereço no envelope Colocar carta emenvelope e selar Inactiva Carregamento Escrever textos Cartas escritas automaticamente Fig. II.32 - Gráfico de Actividades Múltiplas
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 78 II . 78 II . 78 II . 78 II . 78 O gráfico de actividades múltiplas tem aqui duas finalidades: em primeiro lugar, descreve o método de trabalho actual, por forma a que o mesmo possa ser avaliado.Emsegundo,forneceumabasedeanálise,porformaaqueaseventuais melhorias possam ser comparadas com o sistema anterior, para determinação de qual o melhor sistema. Este tipo de gráficos é especialmente útil na avaliação periódica de determinados postos de trabalho, por forma a que se possam estudar e implementar possíveis melhorias. O modo como o trabalhador emprega o seu esforço e a fadiga que daí resulta exercem na sua produtividade uma influência primordial. Assim, antes de analisar em pormenor o trabalho de um executante, convirá verificar se esse trabalho é necessário e apropriado. Aplicando o método interrogativo,anteriormentedescrito,deveremosconcentrar-nosnosseguintespontos: • Objectivo Para nos assegurarmos de que o trabalho é necessário. • Local Para nos assegurarmos de que o local onde o trabalho é efectuado é efectivamente o local mais indicado. • Momento Será que a altura em que o trabalho é efectuado é a mais indicada? • Pessoa Será que o trabalho é executado pela pessoa mais indicada? Quando a natureza do trabalho é essencialmente manual, deveremos concentrar a nossa atenção na simplificação do método de trabalho, fazendo com que os movimentos do trabalhador sejam tão poucos e fáceis quanto possível. Existem, essencialmente, duas formas de determinar o melhor método de desempenhar uma determinada tarefa manual. Uma é procurar, de entre todos os trabalhadores, qual o que melhor desempenha essa tarefa. O método desse indivíduo é então adoptado como standard e os outros trabalhadores são treinados para desempenhar a tarefa da mesma forma. A outra forma é observar o desempenho de um certo número de trabalhadores, analisando em detalhe cada passo do seu trabalho, tentando recolher o melhor de cada um. Obtemos, assim, um método composto que reúne os melhores elementos de todo o grupo. Este procedimento era o usado por Frank Gilbreth, o “pai do estudo dos movimentos humanos”, para determinar a melhor forma de desempenhar as diversas tarefas. MÉTODOS E MOVIMENTOS NO POSTO DE TRABALHO Aplicação do método interrogativo
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 79 II . 79 II . 79 II . 79 II . 79 Através da análise dos micromovimentos, registados em filme, Frank Gilbreth e a sua mulher Lillian, estudaram e definiram os elementos básicos constituintes do trabalho, a que chamaram “therbligs” (o seu nome escrito de trás para a frente, com o t e o h trocados). O seu estudo forneceu as regras básicas para os princípios de economia de movimentos, que se apresentam de seguida. Princípios de economia de movimentos Utilização do corpo humano Na medida do possível: • As duas mãos devem começar e terminar os movimentos ao mesmo tempo. • As duas mãos não devem permanecer inactivas ao mesmo tempo, excepto nos períodos de repouso. • Os movimentos dos braços devem ter lugar, simultaneamente, em direcções simétricas e de sentido contrário. • Os movimentos das mãos e do corpo devem ser sempre da classe mais baixa possível compatível com a execução correcta do trabalho. • A quantidade de movimento (massa x velocidade) deve ser utilizada em proveito do trabalhador, mas deve ser reduzida ao mínimo sempre que é preciso compensá-la ou absorvê-la por meio de um esforço muscular. • Os movimentos circulares e contínuos são preferíveis aos movimentos em linhas quebradas comportando mudanças bruscas e acentuadas. • Os movimentos “balísticos” são mais rápidos, mais fáceis e mais precisos que os movimentos “controlados”. • O ritmo é indispensável à execução “automática” e “suave” de uma operação repetitiva. O trabalho deve ser estudado de maneira a permitir um ritmo fácil e natural, sempre que possível. • O trabalho deve ser organizado de tal modo que os movimentos dos olhos sejam limitados e não causem fadiga visual, e de maneira a evitar acomodações frequentes. Disposição do posto de trabalho • Todas as ferramentas e materiais devem ter um lugar fixo e bem determinado, a fim de facilitar aos trabalhadores a aquisição de um hábito. • As posições das ferramentas e das matérias devem ser antecipadamente fixadas, a fim de diminuir o tempo de procura. • Devem utilizar-se cacifos e caixas de alimentação por gravidade para colocar os materiais o mais próximo possível do ponto de utilização. • As ferramentas, matérias e instrumentos de controlo devem ser colocados na zona de trabalho máximo e o mais perto possível do trabalhador. • As ferramentas e as matérias devem ser colocadas de maneira a permitir a melhor sequência possível de movimentos. • Convém utilizar sistemas de alimentação e de evacuação por gravidade, sempre que possível, a fim de que o executante não tenha de se servir das mãos para evacuar os trabalhos acabados. Os micro-movimentos ("therbligs")
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 80 II . 80 II . 80 II . 80 II . 80 • O posto de trabalho deve ser iluminado e, para os executantes que trabalhem sentados, as cadeiras devem ter uma altura e uma forma que permitam uma boa posição de trabalho. A altura do posto de trabalho e a da cadeira devem permitir trabalhar tão facilmente sentado como em pé. • A cor do posto de trabalho deve contrastar com a do trabalho a efectuar, de maneira a reduzir a fadiga visual. Concepção da ferramenta e do material • As mãos devem estar livres de todo o trabalho que consista em “segurar” e que possa ser efectuado por um escantilhão, uma montagem, um suporte ou um dispositivo comandado por pedal. • Devem combinar-se duas ou várias ferramentas numa só, sempre que possível. • Sempre que cada dedo executa um movimento particular, como na dactilografia, o esforço deve ser repartido segundo as possibilidades próprias dos dedos. • Os punhos das manivelas e das chaves de parafusos de grande formato, por exemplo, devem ser concebidos de maneira a oferecer a máxima superfície de contacto com a mão. Esta consideração é particularmente importante sempre que o punho suporte um esforço considerável. • As alavancas, cabrestantes e volantes devem estar situados de tal maneira que o executante os possa manipular com um deslocamento mínimo do corpo e com o melhor “rendimento” possível. As figuras seguintes representam as zonas de trabalho normal e máxima de um operário de estatura média. Sempre que possível, deve evitar-se a colocação de objectos imediatamente à frente do executante, pois o movimento de extensão em frente é um motivo de esforço para os músculos dorsais, sendo, portanto, uma fonte de fadiga. Fig. II.33a) - Zonas de trabalho normal e máxima Fonte: "introdução ao Estudo do Trabalho", Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 162 Zona de trabalho máxima Movimentos dos ombros Zona de trabalho máxima da mão esquerda Zona de trabalho máxima da mão direita Zona de trabalho normal trabalho normal Zona de
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 81 II . 81 II . 81 II . 81 II . 81 Fig. II.33b) - Zonas de trabalho normal e máxima Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 162 Se repararmos na quarta regra da economia de movimentos na utilização do corpo humano, veremos que existe uma referência à classe dos movimentos. Esta classificação tem por base a parte do corpo que serve de eixo aos movimentos. Zona de trabalho normal Movimento dos dedos, do punho e do pulso Aresta da bancada Quanto mais baixa for a classe do movimento, mais esforço se economizará, pois existirão menos movimentos simultâneos. Se todos os objectos no posto de trabalho forem colocados à mão do executante, o movimento exigido pela execução do trabalho pertencerá à classe mais baixa possível. O Gráfico dos Movimentos Simultâneos das Duas Mãos O gráfico utilizado para estudar os movimentos de um trabalhador na sua bancada de trabalho é o chamado gráfico dos movimentos simultâneos das duas mãos. Classe Eixo Órgãos em movimento 1 Junta do dedo Dedo 2 Pulso Mãos e dedo 3 Cotovelo Antebraço, mão e dedos 4 Ombro Braço, antebraço, mão e dedos 5 Tronco Dorso, braço antebraço, mão e dedos
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 82 II . 82 II . 82 II . 82 II . 82 Este gráfico utiliza uma escala de tempos, e nele são representados os movimentos e as pausas das duas mãos (e algumas vezes dos pés) do executante, sendo um gráfico de análise muito especializado, utilizado normalmente para analisar operações repetitivas, quando se quer registar um ciclo completo de trabalho. Os símbolos utilizados nestes gráficos são os mesmos que se utilizam nos restantes, embora possuindo um significado um pouco diferente: O simples facto de se proceder à construção do gráfico permite a aquisição de um conhecimento profundo dos pormenores do trabalho. Para a execução deste tipo de gráficos deverão utilizar-se documentos pré- -impressos, existindo algumas precauções que devem ser tomadas em consideração: • Deverá efectuar-se uma observação prévia da operação antes de iniciar o registo dos elementos. • Deve ser analisada uma só mão de cada vez. • Deverão registar-se apenas alguns símbolos de cada vez. • Os movimentos não deverão ser registados na mesma linha, a não ser que sejam simultâneos. • Os movimentos efectuados sucessivamente devem ser registados em linhas diferentes. ¡ Operação Este símbolo é utilizado quando o executante pega, posiciona, utiliza, larga, etc., uma ferramenta, uma peça ou uma matéria. ð Transporte Utilizado para representar o movimento de ida e volta da mão (ou do membro) em relação à obra, a uma ferramenta ou à matéria. D Espera Indica o tempo durante o qual a mão ou o membro está inactivo (os outros podem estar prestes a trabalhar). Ñ Segurar (armazenagem) Utiliza-se quando a mão segura qualquer coisa.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 83 II . 83 II . 83 II . 83 II . 83 Fig. II.34 - Gráfico dos movimentos simultâneos das duas mãos Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 171) GRÁFICO DOS MOVIMENTOS SIMULTÂNEOS DAS DUAS MÃOS GRÁFICO N.º 1 FOLHA N.º 1 DE 1 IMPLANTAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO DESENHO E PEÇA: Tubo de vidro de 3 mm de diâmetro Comprimento do tubo à partida: 1 m OPERAÇÃO: Cortar secções de 1,5 cm de comprimento LOCAL: Oficina EXECUTANTE: GRÁFICO POR: DATA: MÃO ESQUERDA ¡ ð D Ñ ¡ ð D Ñ MÃO DIREITA Segurar tubo · · Pegar na lima Para escantilhão · · Segurar lima Colocar tubo no escantilhão · · Levar lima para o tubo Empurrar a fundo · · Segurar lima Segurar tubo · · Entalhar tubo com lima Retirar ligeiramente tubo · · Segurar lima Rodar tubo de 120° a 180° · · Segurar lima Empurrar a fundo no escantilhão · · Dirigir lima para o tubo Segurar tubo · · Entalhar tubo Retirar tubo · · Pousar lima na mesa Fazer passar o tubo na mão direita · · Deslocar para o tubo Dobrar tubo para o quebar · · Dobrar tubo Segurar tubo · · Largar bocado cortado Mudar posição · · Deslocar para a lima RESUMO MÉTODO ANTIGO PROPOSTO M.E. M.D. M.E. M.D. Operações 8 5 Transportes 2 5 Esperas - - Segurar 4 4 Controlos - - Totais 14 14
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 84 II . 84 II . 84 II . 84 II . 84 O Estudo dos Métodos de Trabalho é de fundamental importância para qualquer actividade que pretenda obter o máximo rendimento de todos os recursos postos à sua disposição. Com efeito, a análise dos Métodos de Trabalho, utilizando as várias técnicas desenvolvidas ao longo deste capítulo, permite evidenciar e pôr a descoberto toda uma série de situações que, de outra forma, nunca seriam descobertas ou notadas. A melhoria dos Métodos de Trabalho, através da utilização de ferramentas mais adequadas, da melhoria dos processos de fabrico, da redução das distâncias percorridas pelos trabalhadores e pelo material, de um melhor aproveitamento das instalações e das matérias-primas, etc., conduz, por um lado, à melhoria geral das condições de trabalho e, por outro, a um aumento da produtividade e da qualidade dos artigos ou serviços produzidos ou prestados, sendo portanto do interesse de todos os sectores da Empresa. Especial atenção deverá ser dada à circulação e movimentação de materiais. Sendo um “mal necessário”, este aspecto é frequentemente a fonte de grandes desperdícios, quer em termos económicos, quer em termos de tempo, não se lhe dando a devida importância. Consoante as características dos artigos a produzir, quantidades, modos de fabricação, etc., assim deverá ser utilizado o layout mais adequado. Embora este aspecto seja, de alguma forma, algo intuitivo, não haverá nenhum inconveniente em “perder” um pouco de tempo, quer seja a estudar e tentar melhorar uma situação já existente, quer seja durante a implantação de raiz de uma nova Empresa. Se os processos de produção, métodos de fabrico, modo de deslocação dos trabalhadores e materiais e o modo de implantação da Empresa são bastante importantes, não menos importante é o estudo e a disposição do posto de trabalho individual. Grande parte dos desperdícios, quer sejam de ordem material, quer sejam em termos de tempo, têm início no posto de trabalho individual. A não-colocação das ferramentas adequadas e dos materiais a trabalhar ou já trabalhados nos locais mais apropriados é inúmeras vezes fonte de desperdícios e inclusive de acidentes, pelo que deverão ser igualmente objecto de um estudo pormenorizado. A implementação de todas estas medidas tem por finalidade, não só a melhoria global do processo de fabricação e dos próprios artigos produzidos, como também a criação de melhores condições de trabalho, pois estas, necessariamente, conduzirão às outras. RESUMO
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 85 II . 85 II . 85 II . 85 II . 85 1. Uma determinada empresa pretende atingir uma taxa de produção de 160 unidades num dia de 8 horas de trabalho, utilizando uma linha de produção. A tabela apresentada abaixo representa as 9 tarefas necessárias à produção do item em causa, respectivas prioridades e tempos de cada uma (em segundos): ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO A taxa de produção pretendida (160 unidades por um dia de 8 horas de trabalho) é equivalente a 20 unidades por hora. Pretende-se efectuar o balanceamento deste linha de produção. 2. Uma determinada linha de montagem possui as actividades que se encontram descriminadas no quadro seguinte. O seu tempo de ciclo é de oito minutos. Desenhe o gráfico de precedências das operações e determine o menor número possível de postos de trabalho. De seguida, efectue o balanceamento da linha, agrupando as diversas operações nos diversos postos de trabalho. a f e r a T a f e r a T a f e r a T a f e r a T a f e r a T e t n e d e c e r p a f e r a T e t n e d e c e r p a f e r a T e t n e d e c e r p a f e r a T e t n e d e c e r p a f e r a T e t n e d e c e r p a f e r a T ) s o d n u g e s m e ( o p m e T ) s o d n u g e s m e ( o p m e T ) s o d n u g e s m e ( o p m e T ) s o d n u g e s m e ( o p m e T ) s o d n u g e s m e ( o p m e T A B C D E F G H I - A - C D , B - F G , D H , E 0 6 0 8 0 3 0 4 0 4 0 5 0 0 1 0 7 0 3 a f e r a T a f e r a T a f e r a T a f e r a T a f e r a T ) s o d n u g e s m e ( s o p m e T ) s o d n u g e s m e ( s o p m e T ) s o d n u g e s m e ( s o p m e T ) s o d n u g e s m e ( s o p m e T ) s o d n u g e s m e ( s o p m e T s e t n e d e c e r p s a f e r a T s e t n e d e c e r p s a f e r a T s e t n e d e c e r p s a f e r a T s e t n e d e c e r p s a f e r a T s e t n e d e c e r p s a f e r a T A B C D E F G H l a t o t o p m e T 5 3 4 3 6 1 4 2 8 2 - A B B C C F , E , D G Encontram-se disponíveis diversos programas de computador capazes de lidar com a distribuição de 100 ou mais actividades por diversos postos de trabalho, dos quais se destaca o MICROFLOW-Produção Just In Time 1 . 1 MICROFLOW - Produção Just In Time, Rui Assis e Mário Figueira, IAPMEI, 1992.
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    GuiadoFormando Ut.02 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Estudos deMétodos de Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho II . 86 II . 86 II . 86 II . 86 II . 86 3. Refira e caracterize os 4 diferentes tipos de layout apresentados neste capítulo. 4. Refira as vantagens e desvantagens do layout orientado para o produto. 5. Refira as vantagens e desvantagens do layout orientado para o processo. 6. Refira as vantagens e desvantagens das células de trabalho. Trabalho Prático N.º 1 Organização de Postos de Trabalho Objectivo: Proporcionar aos formandos prática de organização de postos de trabalho. Procedimento: Considere uma situação real onde se desenvolvam actividades produtivas, como, por exemplo, as seguintes: • Limpeza de edifícios • Trabalho em cozinhas industriais • Operador de fotocópias • Actividades de construção civil • Actividades produtivas numa unidade industrial, etc. Para a situação seleccionada desenvolva os seguintes aspectos, tendo em conta a proposta de um método alternativo para a organização do posto de trabalho e do fluxo de produtos: 1. Caracterize a situação actual da actividade seleccionada recorrendo: • à sua descrição • gráficos de análise de processo e de sequência • layout 2. Efectue uma análise quantitativa do método actual, referindo: • tempos • distâncias • quantidades 3. Elaboração de uma proposta tecnicamente fundamentada para um método alternativo de trabalho, aplicando os conceitos introduzidos neste módulo. 4. Apresente o novo método sob a forma gráfica (layouts e gráficos de análise de processo e de sequência do método proposto).
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    GuiadoFormando M.O.01 Ut.01 IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho A Medida do Trabalho
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 1 III . 1 III . 1 III . 1 III . 1 OBJECTIVOS No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a: • Explicar os objectivos e a necessidade de efectuar estudos compreendendo a Medida do Trabalho; • Determinar a dimensão da amostra para um estudo de Medida do Trabalho por amostragem, uma vez dados o nível de confiança e a margem de erro; • Identificar o material essencial necessário à realização de um Estudo dos Tempos; • Utilizar os diferentes tipos de cronómetros disponíveis para efectuar Medidas do Trabalho; • Decompor os diferentes elementos constituintes de um determinado trabalho; • Saber qual a necessidade de aplicação de um factor de actividade e qual o modo de utilização deste factor; • Enunciar alguns dos complementos a incluir no tempo normal de uma determinada operação; • Decompor o tempo normal de uma determinada operação nos seus diversos tempos constituintes; • Enunciar algumas das diferenças a ter em consideração para o trabalho com máquinas; • Caracterizar as normas de tempos pré-determinados; • Descrever o modo de utilização de um sistema de tempo pré-determinado: o MTM. TEMAS • Medida do Trabalho: conceitos essenciais • Medida do Trabalho por amostragem • Nível de confiança • Dimensão da amostra • Método estatístico • Método dos nomogramas • Campo de aplicação
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 2 III . 2 III . 2 III . 2 III . 2 • Material necessário ao Estudo dos Tempos • Cronómetros e folhas de observação • Utilização de impressos • Folhas de cronometragem • Folhas de recolha de tempos • Outros acessórios • Aparelho de fita zeiter • Cronógrafo registador • Câmara de filmar de velocidade constante • Escolher o trabalho a estudar • Diferentes fases do Estudo de Tempos • Decompor o trabalho em elementos • Dimensão da amostra • Cronometragem • Nível de actividade • Avaliação do factor de actividade • O Tempo Normal e Standard de uma actividade • Cálculo do Tempo Normal • Cálculo dos complementos • Complementos de repouso • Complementos fixos • Complementos variáveis • Complementos auxiliares • Complementos especiais • Tempo Standard • Normas para o trabalho com máquinas • Complementos de repouso • Normas de tempos pré-determinados • Resumo • Actividades / Avaliação
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 3 III . 3 III . 3 III . 3 III . 3 O estudo do trabalho, na generalidade, envolve duas técnicas bem definidas, complementares uma da outra: o Estudo dos Métodos (tratado na Unidade Temática anterior) e a Medida do Trabalho, de que trata a presente Unidade Temática. Como definição, poderemos dizer que a Medida do Trabalho consiste na aplicação de certas técnicas que visam determinar o tempo que exige a um trabalhador especializado a execução de uma dada tarefa, a um nível de rendimento bem definido. Com efeito, a Medida do Trabalho envolve a aplicação de uma série de técnicas, de entre as quais poderemos destacar as principais: • A Medida do Trabalho por sondagem • O Estudo dos Tempos por cronometragem. • As normas de tempo pré-determinados • Os dados de referência Conforme já foi referido na Unidade Temática I (Produtividade), a duração total de fabricação de um qualquer artigo é muito superior à duração do chamado “conteúdo de trabalho fundamental” (constituído pelo tempo mínimo “irredutível” para a fabricação do produto). Este facto deve-se a vários factores, como seja, a ineficácia do processo de fabricação, com a utilização de métodos que não são o mais “racionais”, originando a existência de tempos improdutivos, que podem ser da responsabilidade da direcção ou dos próprios trabalhadores. O Estudo dos Métodos, graças a um exame sistemático e crítico dos métodos utilizados e à elaboração e aplicação de métodos aperfeiçoados, é a principal técnica utilizada para diminuir o conteúdo de trabalho, eliminando movimentos e deslocações inúteis (quer dos materiais quer dos trabalhadores) e substituindo métodos medíocres por outros mais aperfeiçoados e eficazes. No entanto, isto não é suficiente para se atingir a produtividade máxima permitida pelos recursos existentes (mão-de-obra, instalações, equipamentos, matérias-primas, etc.). Continuará ainda a desperdiçar-se muito tempo, no processo de fabricação, quer seja devido a deficiências da direcção na organização e controlo do referido processo, quer seja devido à própria inactividade dos trabalhadores. A Medida do Trabalho tem por finalidade o estudo e a redução ou mesmo a eliminação, tanto quanto possível, dos tempos improdutivos, aqueles em que, por qualquer motivo, não é fornecido qualquer trabalho efectivo. MEDIDA DO TRABALHO: CONCEITOS ESSENCIAIS Medida do Trabalho
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 4 III . 4 III . 4 III . 4 III . 4 A aplicação das diversas técnicas constituintes da Medida do Trabalho, permitem colocar em evidência a natureza e importância dos tempos improdutivos, existentes num determinado processo produtivo, separando-os dos tempos realmente produtivos. Estes tempos, normalmente, encontram-se totalmente confundidos, e uma das surpresas existentes com a elaboração de um estudo desta natureza é o peso que a soma de todos os tempos improdutivos tem no tempo total de fabricação. A Medida do Trabalho poderá não só revelar a existência de tempos improdutivos, como também permitir fixar e determinar os tempos normais para a execução da tarefa. Desta forma, a infiltração de um tempo improdutivo num determinado processo é facilmente notada, dado que o tempo normal de execução da tarefa é excedido. A aplicação destas técnicas facilmente colocam a descoberto as diversas fraquezas, quer por parte da direcção, quer por parte dos trabalhadores, daí resultando, muitas vezes, uma certa resistência à sua aplicação. Gozam ainda de má fama (principalmente nos meios sindicais) devido a terem sido utilizadas no passado como forma de fixação de normas de rendimento extremamente exigentes, sendo utilizadas, quase exclusivamente, como forma de redução dos tempos improdutivos imputáveis aos trabalhadores, enquanto que ninguém se importava com os tempos improdutivos imputáveis à Direcção. Não adianta estabelecer normas de rendimento para os trabalhadores e exigir o seu cumprimento, se depois o trabalho pára por motivos imputáveis à Direcção (falta de matéria-prima, avarias por falta de manutenção dos equipamentos, etc.). Este facto gera um certo desânimo, que resulta na diminuição geral da actividade. Conforme foi definido o método fundamental para o Estudo dos Métodos, também para a Medida do Trabalho existe um conjunto de fases pelas quais se deverá passar, de maneira a que o estudo seja efectuado correctamente. O Método Fundamental
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 5 III . 5 III . 5 III . 5 III . 5 São as seguintes as fases do método fundamental da Medida do Trabalho: Quadro III.1 - As fases do Método Fundamental da Medida do Trabalho Note-se que só é necessário passar por todas estas fases quando o tempo calculado deva ser utilizado e publicado como norma. Quando se utiliza a Medida do Trabalho apenas como um instrumento que sirva para o estudo dos tempos improdutivos, ou para comparação da eficácia de diversos métodos, serão normalmente utilizados apenas as primeiras quatro fases acima referenciadas. r e h l o c s E r e h l o c s E r e h l o c s E r e h l o c s E r e h l o c s E . r a d u t s e a o h l a b a r t o r a t s i g e R r a t s i g e R r a t s i g e R r a t s i g e R r a t s i g e R s o v i t a l e r s e t n e n i t r e p s o d a r e d i s n o c s o d a d s o s o d o t à e o d a u t c e f e é o h l a b a r t o e u q m e s e õ ç i d n o c s à . o d a u t c e f e é o m o c a m r o f r a n i m a x E r a n i m a x E r a n i m a x E r a n i m a x E r a n i m a x E a a m r o f r o p , a c i t í r c a m r o f e d s o d i h l o c e r s o d a d s o e d o d o t é m o d o ã ç a z i l i t u a t c e r r o c a d e s - r a r u g e s s a s o d a z i l i t u s o t n e m i v o m s o e u q , z a c i f e s i a m o h l a b a r t s o t n e m e l e s o e u q e d e s o d a i r p o r p a s i a m s o o ã s s o d m e u g n i t s i d e s s o v i t u d o r p m i u o s o h n a r t s e . s o v i t u d o r p r i d e M r i d e M r i d e M r i d e M r i d e M , o t n e m e l e a d a c a e t n e r e n i o h l a b a r t e d e d a d i t n a u q a s i a m o h l a b a r t o d a d i d e m e d a c i n c é t a o d n a z i l i t u a d a i r p o r p a r a n i m r e t e D r a n i m r e t e D r a n i m r e t e D r a n i m r e t e D r a n i m r e t e D e d o s a c o n , l a u q o , o ã ç a r e p o a a r a p l a m r o n o p m e t o á r e v e d , m e g a r t e m o n o r c r o p s o p m e t s o d o d u t s e m u s e d a d i s s e c e n , o s u o p e r e d s o t n e m e l p m o c r i u l c n i . . . c t e , s i a o s s e p r i n e f e D r i n e f e D r i n e f e D r i n e f e D r i n e f e D s o d o t é m s o e s e d a d i v i t c a e d s e i r é s s a o ã s i c e r p m o c , o d a n i m r e t e d i o f o p m e t o e u q a r a p o h l a b a r t e d s a t s e a l e v á c i l p a a m r o n o m o c o p m e t e t s e o d n a m o t . s o d o t é m s e t s e a e s e d a d i v i t c a
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 6 III . 6 III . 6 III . 6 III . 6 A interligação entre estas fases e as técnicas a utilizar para a Medida do Trabalho poderá representar-se esquematicamente da seguinte forma: Fig. III.1 - As fases do método fundamental da Medida do Trabalho Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 203 Para que se possa ter uma ideia precisa e exacta dos tempos produtivos e dos tempos mortos relativos à actividade de uma determinada máquina ou de um trabalhador, é necessária uma observação permanente de toda essa actividade, registando todas as pausas e respectivas razões. Naturalmente que tal procedimento se torna impossível, a não ser que se disponha de pessoal livre, capaz de desempenhar tal tarefa, o que raramente ou nunca acontece. No entanto, suponhamos que numa dada altura era possível registar, num relance, a situação de todas as máquinas de uma oficina, verificando-se então que 80% das máquinas se encontravam em funcionamento. MEDIDA DO TRABALHO POR AMOSTRAGEM Escolher, registar, examinar e medir a quantidade de trabalho necessário, utilizando: medida do trabalho por sondagem estudo dos tempos por cronometragem normas de tempo predeterminadas e adicionar os complementos para obter os tempos normal das operações para obter o tempo normal das operações para estabelecer catálogos de tempos elementares Determinar o tempo Determinar o tempo Defenir o tempo
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 7 III . 7 III . 7 III . 7 III . 7 Se repetíssemos esta operação 20 ou mais vezes, em diferentes momentos do dia, e se se verificasse que, em todas as vezes, continuavam a funcionar 80% das máquinas, encontrando-se 20% paradas, poderíamos concluir, sem risco de erro grave, que, em qualquer momento, 80% das máquinas se encontravam em funcionamento. Com efeito, o erro que, eventualmente, estaríamos a cometer seria tanto menor quanto maiores fossem o número de observações, obtendo- se um maior grau de confiança nos resultados obtidos. É isto que constitui a base da Medida do Trabalho por amostragem (ou sondagem). Se a dimensão da amostra for suficiente e as observações forem efectuadas realmente ao acaso, existem bastantes probabilidades de se obter um resultado que reflicta a situação geral, com uma certa margem de erro. Poder-se-á então definir a Medida do Trabalho por amostragem como sendo um método que consiste em encontrar a frequência em percentagem de uma determinada operação, por meio de uma amostragem estatística e de observações feitas ao acaso. As três principais aplicações da Medida do Trabalho por amostragem são: • Determinação da percentagem de tempo de actividade, quer seja do equipamento, ou dos trabalhadores. Existe, muitas vezes, interesse em saber, por exemplo, durante quanto tempo está uma máquina parada ou em funcionamento, em termos de percentagem do tempo total disponível. • Medidas de desempenho, relacionando-se o tempo de trabalho com a quantidade de artigos produzidos. Torna-se assim possível elaborar uma tabela, para efectuar avaliações periódicas de desempenho. • Obtenção de tempos standard, ou tempos-padrão para uma determinada tarefa. Quando a Medida do Trabalho por amostragem é efectuada com este objectivo, o observador deverá ter bastante experiência para que possa determinar correctamente quais os complementos que deverá adicionar aos tempos observados. Pelo que já se disse, ressalta que, para efectuar um estudo desta natureza, teremos que determinar, entre outros factores, qual o campo de aplicação do estudo e qual o nível de confiança pretendido, que irá influenciar o tamanho da amostra a estudar. São estes os pontos que trataremos de seguida. Nível de confiança O estudo estatístico por sondagem, baseia-se essencialmente na probabilidade que pode ser definida como “as possibilidades que um acontecimento tem de se produzir”, dado que, normalmente, a observação contínua é um método dispendioso e pouco prático. O exemplo normalmente mais utilizado é o do lançamento da moeda ao ar, com a consequente obtenção do resultado “cara” ou “coroa”. A Medida do Trabalho por amostragem Probabilidade
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 8 III . 8 III . 8 III . 8 III . 8 A lei das probabilidades diz que existe igual número de possibilidades para cada caso, ou seja, se efectuarmos 100 lançamentos de moeda ao ar é provável que tenhamos 50 caras e 50 coroas. Note-se bem a utilização da palavra “é provável”. Com efeito, na prática, após 100 lançamentos os resultados obtidos poderiam ser de 56-44, 48-52 ou 57-43. No entanto, está provado que esta lei tende a tornar-se cada vez mais exacta quanto maiores forem o número de observações. Por outras palavras, quanto mais lançamentos fizermos, mais hipóteses teremos de obter tantas caras como coroas. Portanto, e como é natural, quanto maior for a amostra mais representativa, ela será de todo o grupo ou população onde se insere. Podemos, inclusive, imaginar uma escala onde teremos, num extremo, a exactidão perfeita, resultante de um processo de observação contínua, e, noutro extremo, os resultados muito duvidosos, resultantes de algumas observações, merecedores de pouca confiança acerca da sua representatividade em relação à totalidade da população. Imaginemos agora que efectuamos 100 lançamentos de cinco moedas de cada vez, registando a respectiva distribuição de “caras” (p) e “coroas” (q). Os resultados obtidos poderão representar-se, quer em forma de quadro, quer em forma de gráfico: Quadro III.2 - Resultado de 100 lançamentos de cinco moedas Combinação Coroa (q) Cara (p) Nº de Combinações 0 1 2 3 4 5 5 4 3 2 1 0 3 17 30 30 17 3 Total 100
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 9 III . 9 III . 9 III . 9 III . 9 Fig. III.2 - Histograma da distribuição de “caras” ou “coroas”, resultantes de 100 lançamentos de cinco moedas de cada vez Se o número de lançamentos for consideravelmente aumentado, iremos obter o gráfico seguinte: Fig. III.3 - Curva de distribuição mostrando as probabilidades de combinações quando se utilizam grandes amostras s 0 1 2 3 4 5 Nº de combinações 30 25 20 15 10 5 p 0 1 2 3 4 5 q 5 4 3 2 1 0 Combinação 40 30 20 10 0 Combinações de p e q ( por exemplo de p x 0, q x 100 a p x 100, q x 0
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 10 III . 10 III . 10 III . 10 III . 10 Se este gráfico for representado sob a forma de uma linha, obteremos a chamada curva de distribuição normal (ou curva de distribuição de Gauss ou curva em sino). Fig. III.4 - Curva de distribuição normal O que esta curva nos indica é que, na grande maioria dos casos, o número de caras (p) tende a ser igual ao número de coroas (q=1-p) (esta situação é representada pelo “pico” da curva). Porém, existem alguns casos em que, devido ao acaso, o número de caras poderá ser substancialmente diferente do número de coroas (p q) (situação representada pelas “franjas” da curva). As curvas de distribuição normal podem apresentar formas diversas, umas mais achatadas, outras mais arredondadas. No entanto, para a descrição de todas elas são utilizados dois parâmetros: x = Média ou medida da dispersão central σ = Desvio padrão Tratando-se, neste caso, de uma proporção, utilizar-se-á o símbolo sp para designar o desvio-padrão da proporção. A superfície da área compreendida entre o eixo das abcissas e a curva de distribuição normal pode ser calculada. Verifica-se que toda a área compreendida entre a curva e os valores de abcissas x − σ e x + σ representa 68,27% da área total. Da mesma forma para valores de abcissas de x x − + 2 2 σ σ e , obteremos valores de 95,45% e 99,73% (respectivamente) da área total. 68,27% 95,45% 99,73% - 3 σ σ σ σ σ - 2 σ σ σ σ σ - σ σ σ σ σ x σ σ σ σ σ 2 σ σ σ σ σ 3 σ σ σ σ σ Distribuição Normal
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 11 III . 11 III . 11 III . 11 III . 11 De forma matemática, podemos dizer que, se a amostra aleatória não apresenta nenhuma deformação sistemática (isto é, as observações são efectivamente feitas ao acaso), então 95,45% das observações situar-se-ão no intervalo compreendido entre x ± 2σ e 99,73% situar-se-ão no intervalo x ± 3σ. Para facilitar os cálculos é preferível não trabalhar com casas decimais. É mais prático falar de um nível de confiança de 95% do que de 95,45%. Para tal podemos refazer os cálculos, obtendo assim os seguintes valores: Para além do nível de confiança, devemos ainda decidir quanto à margem de erro admissível nas observações, de forma a que possamos dizer: “Estou certo de que em 95% dos casos esta observação é correcta em ±5%, ou ±10%, etc.”, segundo o grau de precisão escolhido. Dimensão da amostra Uma vez decidido qual o nível de confiança e margem de erro pretendidos, estamos em condições de determinar a dimensão da amostra, isto é, qual o número de observações que iremos efectuar. A determinação da dimensão da amostra poderá efectuar-se recorrendo ao método estatístico ou ao método dos monogramas. Método Estatístico O número de observações (n) é determinado utilizando a fórmula: n z pq h = 2 2 (III.1) % 7 2 , 8 6 e d a ç n a i f n o c e d u a r G ) l a m r o n o ã ç i u b i r t s i d e d a v r u c a b o s e i c í f r e p u s e d % 7 2 , 8 6 a e t n e d n o p s e r r o c ( = σ % 5 9 e d a ç n a i f n o c e d u a r G ) l a m r o n o ã ç i u b i r t s i d e d a v r u c a b o s e i c í f r e p u s e d % 5 9 a e t n e d n o p s e r r o c ( 6 9 , 1 = σ % 5 4 , 5 9 e d a ç n a i f n o c e d u a r G ) l a m r o n o ã ç i u b i r t s i d e d a v r u c a b o s e i c í f r e p u s e d % 5 4 , 5 9 a e t n e d n o p s e r r o c ( 2 = σ % 9 9 e d a ç n a i f n o c e d u a r G ) l a m r o n o ã ç i u b i r t s i d e d a v r u c a b o s e i c í f r e p u s e d % 9 9 a e t n e d n o p s e r r o c ( 8 5 , 2 = σ % 3 7 , 9 9 e d a ç n a i f n o c e d u a r G ) l a m r o n o ã ç i u b i r t s i d e d a v r u c a b o s e i c í f r e p u s e d % 3 7 , 9 9 a e t n e d n o p s e r r o c ( 3 = σ % 9 , 9 9 e d a ç n a i f n o c e d u a r G ) l a m r o n o ã ç i u b i r t s i d e d a v r u c a b o s e i c í f r e p u s e d % 9 , 9 9 a e t n e d n o p s e r r o c ( 0 3 , 3 = σ
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 12 III . 12 III . 12 III . 12 III . 12 n Número de observações ou dimensão da amostra a determinar z Desvio standard normal para o nível de confiança pretendido Conforme apresentado na tabela anterior, os valores de z, para os diferentes níveis de confiança, serão: p Percentagem de ocorrências. Poderá ser, por exemplo a percentagem de tempos mortos de um determinado equipamento. q Percentagem complementar da anterior. Para o exemplo apresentado, será a percentagem de tempos produtivos do referido equipamento (q = 1 - p). h Margem de erro absoluta (nível de precisão). Observa-se então que, antes de utilizar a fórmula, e para além do valor do nível de confiança e de precisão pretendidos, deverá ter-se também uma ideia do valor de p (e, consequentemente, de q, dado que q = 1 - p). A primeira fase consiste, portanto, em efectuar um certo número de observações ao acaso, por forma a determinar estes valores. Vamos supor que 100 observações efectuadas a título de estudo preliminar sobre uma determinada máquina revelaram que esta se encontrava parada em 25% dos casos (p = 25) e em funcionamento no restante tempo (q = 75). Temos assim os valores aproximados para p e q. Pretende-se determinar a dimensão da amostra a analisar, supondo que o nível de confiança para este estudo é de 95%, com uma margem de erro absoluta de 10% (o que significa que, em 95% dos casos, as nossas estimativas representarão o valor correcto ± 10%). Exemplo III.1 Nível de Confiança (sp) Valor de z 99,90% 99,73% 99,00% 95,45% 95,00% 68,27% 3,30 3,00 2,58 2,00 1,96 1,00
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 13 III . 13 III . 13 III . 13 III . 13 Resolução Aplicando a fórmula n z pq h = 2 2 temos para sp = 95 % (nível de confiança), e de acordo com a tabela apresentada anteriormente, z = 1,96. Os restantes valores serão: p = 25 q = 75 h = 10 (margem de erro) e o número de observações deverá ser de: n x x = ≅ ( , ) 196 25 75 10 72 2 2 obsevações Note-se que, se pretendêssemos um nível de confiança mais elevado, por exemplo, de 99,73% (z = 3), já deveríamos efectuar: n x x = ≅ ( ) 3 25 75 10 169 2 2 observações Neste caso, poderíamos dizer que em 99,73% dos casos as nossas estimativas representavam o valor real ± 10% (nível de precisão ou margem de erro absoluta). Por outro lado, se pretendêssemos um nível de confiança de 99,73%, mas uma margem de erro de apenas 5% (h = 5), o número de observações necessárias seria: n x x = ≅ ( ) 3 25 75 5 675 2 2 observações Exemplo III.2 Por outras palavras, verifica-se que, para reduzir a margem de erro para metade, teríamos que quadruplicar a dimensão da amostra. O supervisor de um gabinete de dactilografia estima que as dactilógrafas estão desocupadas durante 25% do tempo.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 14 III . 14 III . 14 III . 14 III . 14 Pretende-se efectuar uma amostra em cuja resultado se tenha 95,45% de confiança, com um grau de precisão de 3%. Resolução Para determinar o tamanho da amostra (n = n.º de observações) teremos: n z pq h = 2 2 Para σp = 95,45% teremos um valor de z=2 (de acordo com a tabela apresentada anteriormente). Para as restantes variáveis teremos: p = 25 q = 75 h = 3 n x x = ≅ ( ) 2 25 75 3 833 2 2 observações Se, por acaso, à medida que forem efectuadas as observações se verificar que a percentagem de desocupação das dactilógrafas se afasta muito dos 25%, deverá recalcular-se o número de observações a efectuar, utilizando novamente a fórmula acima utilizada. Método dos Nomogramas Um método mais rápido e cómodo de determinar a dimensão da amostra consiste em utilizar um nomograma como o da figura da página seguinte. Determinando na coluna da esquerda o ponto referente à percentagem de probabilidades (p) e na coluna do meio o ponto relativo à precisão absoluta requerida e fazendo passar uma recta por estes 2 pontos, prolongando-a até à coluna da direita, podemos imediatamente ler o número de observações a efectuar, neste caso para um grau de confiança de 99,8% ou de 95%.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 15 III . 15 III . 15 III . 15 III . 15 Para o exemplo acima ilustrado, verificamos que para uma percentagem de probabilidades de 25 / 75 e para uma margem de erro de 10%, deveremos ter uma dimensão amostral de, sensivelmente, 170 observações, caso se pretenda um nível de confiança de 99,8% e de, aproximadamente, 73 observações caso se pretenda um grau de confiança de 95%. Conforme se pode verificar, este é um meio muito rápido de determinar a dimensão da amostra, desde que se possua o nomograma com o grau de confiança pretendido. Conforme foi referido por diversas vezes, todas as conclusões anteriores são válidas desde que o número de observações necessárias seja efectuado ao acaso. Percentagem de probabilidades (p) Erro (precisão absoluta requerida) Número de observações (n) 25 75 10,0 73 Grau de confiança de 95% Grau de confiança de 99,8% 170
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 21 III . 21 III . 21 III . 21 III . 21 A folha de registo seria então: Fig. III.9 - Exemplo de folha de registo para a Medida do Trabalho por sondagem, mostrando a distribuição dos tempos de actividade e os tempos mortos. Combinando as duas situações precedentes, teríamos: À espera de reparação À espera de carga Nec. pessoais dos trab. Em repouso OBSERVAÇÕES Máquina Parada Máquina em Movimento Corte Fresagem Limagem A respectiva folha de registo seria uma combinação das anteriores: Fig. III.10 - Exemplo de folha de registo para a Medida do Trabalho por sondagem, mostrando a distribuição dos tempos de actividade e dos tempos mortos Data: Observador Estudo nº Máquina em movimento Corte IIII IIII IIII 15 21,43 Fresagem IIII IIII IIII III 18 25,71 Limagem IIII IIII IIII IIII IIII 25 35,71 Máquina parada IIII IIII II 12 17,14 Data: Nº de observações: 70 Observador Estudo nº Total Percentagem Máquina em movimento Corte IIII IIII IIII 15 21,43 Fresagem IIII IIII IIII III 18 25,71 Limagem IIII IIII IIII IIII IIII 25 35,71 Máquina parada Reparação II 2 2,86 Carga IIII III 8 11,43 Nec. trab. I 1 1,43 Repouso I 1 1,43
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 22 III . 22 III . 22 III . 22 III . 22 Conforme facilmente se compreende, os objectivos de um estudo determinam o modelo da folha de registo a utilizar para cada uma das situações. Se, por exemplo, se pretender ter uma ideia do tempo passado por um operário ou grupo de operários a executar determinados elementos de trabalho constituintes de uma tarefa global, podemos utilizar a seguinte folha de registos: Fig. III.11 - Folha de registo para a Medida do Trabalho por sondagem mostrando a distribuição do tempo de um trabalho comportando dez elementos, efectuado por um grupo de quatro trabalhadores Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 215 As 5 fases iniciais de um estudo de Medida do Trabalho Fazendo um ponto da situação, verificamos que, até agora, já passámos por cinco fases constituintes de um estudo de Medida do Trabalho por amostragem: • Escolha do trabalho e determinação dos objectivos do estudo. • Efectuar uma observação preliminar para obter os valores aproximados de p e q. • Determinação do número de observações necessárias (n) em função do nível de confiança e de precisão escolhidas. • Determinação do momento das observações, utilizando uma tabela de números aleatórios. • Concepção das folhas de registo do caso a estudar. Resta agora a recolha dos elementos e posterior análise dos resultados, que se encontra bastante facilitada graças ao uso da folha de registo. Pode-se determinar a percentagem dos tempos produtivos em relação aos tempos de espera, analisar as causas dos tempos mortos, etc. A utilização da Medida do Trabalho por amostragem pode ser utilizada numa série de situações muito diversas, desde as operações de fabricação, trabalhos de escritório, a prestação de serviços, etc. É um método pouco dispendioso e que fornece informações que podem ser utilizadas para comparar a eficácia de dois serviços, permitindo assegurar uma distribuição de trabalho equitativa num grupo e fornecendo, em geral, informações preciosas sobre a percentagem de tempos improdutivos e respectivas causas. Data: Nº de observadores: Observador Estudo nº Elementos de trabalho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Operário nº 1 Operário nº 2 Operário nº 3 Operário nº 4
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 23 III . 23 III . 23 III . 23 III . 23 Esta técnica poderá ser o ponto de partida para efectuar um Estudo dos Métodos, ou o aperfeiçoamento do modo de movimentação dos materiais, por exemplo, revelando diversos pontos críticos no modo de funcionamento e na organização de uma dada Empresa. Uma das técnicas utilizadas para a medição do trabalho é o Estudo dos Tempos. Esta técnica permite registar os tempos e os factores de actividade para os elementos de uma dada tarefa, executada em determinadas condições e, através da análise dos dados recolhidos, obter o tempo necessário para executar essa tarefa a um nível de rendimento bem definido. Para proceder ao Estudo dos Tempos é necessário dispor de um mínimo de material de base que, entre outros acessórios, inclui o cronómetro e as folhas de observação. Cronómetros e folhas de observação Os cronómetros normalmente utilizados para o Estudo dos Tempos devem ter as seguintes características: • O mecanismo deve ter uma grande precisão em todas as posições e temperaturas. • O mecanismo deve estar protegido contra poeira, vapores, leves vibrações e influências electromagnéticas. • O mostrador deve ter uma divisão nítida em centésimos de minuto. O diâmetro deve ter aproximadamente 55mm. • Os ponteiros devem encobrir pelo menos metade de um traço e serem fixados de maneira a que, com leituras inclinadas, haja pouca possibilidade de erro. • Os meios de comutação existentes devem estar instalados de forma funcional e de fácil accionamento. • Para uma leitura precisa, é desejável que o ponteiro dos minutos só avance após a volta completa do ponteiro principal (= 1 minuto). • O vidro não deve deformar opticamente os traços divisórios. Entre os tipos de cronómetros analógicos simples mais usuais, incluem-se os que só possuem um ponteiro e os que possuem um segundo ponteiro Nos cronómetros simples, sem segundo ponteiro, a leitura pretendida é efectuada com o relógio em movimento. Nos cronómetros simples com segundo ponteiro, o ponto de medição pretendido é fixado accionando-se o cronómetro, o que provoca a paragem do segundo ponteiro. MATERIAL NECESSÁRIO AO ESTUDO DOS TEMPOS Cronómetros
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 24 III . 24 III . 24 III . 24 III . 24 Em seguida, regista-se o tempo marcado no mostrador e, com nova pressão, o segundo ponteiro alcança o ponteiro principal e segue com ele. Devido a esta separação de accionamento e leitura do cronómetro, a leitura é facilitada, aumentando-se a precisão. Existem ainda os cronómetros digitais que possibilitam a leitura imediata do valor medido e que, na sua grande maioria, também possibilitam efectuar medidas cumulativas. O registo dos tempos lidos no cronómetro pode ser efectuado em folhas de papel vulgar, mas é incómodo ter de preparar novas folhas sempre que se procede a um novo estudo. Utilização de impressos Torna-se, portanto, mais prática a utilização de impressos de formato normalizado, que permitem efectuar registos de uma forma ordenada, facilitando uma consulta posterior e evitando que se omitam dados essenciais. Existem essencialmente dois tipos de impressos para efectuar o registo do Estudo dos Tempos: impressos que se utilizam no próprio local onde é efectuada a recolha dos elementos, e impressos para serem preenchidos posteriormente, para apurar as informações recolhidas no local. De cada um destes tipos de impressos, existe uma infinidade de modelos diferentes, cada um deles adaptado ao estudo e serviço a efectuar. Apresentamos de seguida alguns exemplos que se revelaram satisfatórios para estudos de carácter geral.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 25 III . 25 III . 25 III . 25 III . 25 Folha de Cronometragem É, simultaneamente, a primeira folha de observações e a folha de introdução. Nela são registadas todas as informações essenciais ao estudo, a decomposição em elementos da operação estudada e os “cortes” utilizados. Deverá ser efectuado um esboço no verso desta folha, se a implantação for simples, ou, se for mais complicada, numa folha de papel quadriculado que se anexa ao dossier. Nota: FA=Factor de actividade. LC=Leitura do cronómetro. TS=Tempo subtraído. TB=Tempo base FOLHA DE CRONOMETRAGEM Serviço: Estudo n.º Operação: E.M. N.º: Folha n.º de Instalação/Máquina: N.º: Fim: Início: Ferram. e Calibres: Duração: Executante: N.º de ponto: Produto / Peça: N.º: Estudado por: Desenho n.º: Material: Data: Qualidade: Controlado Nota: Fazer esboço do posto de trabalho/regulação/peça no verso, ou em folha separada, anexa ao estudo Descrição dos Elementos FA LC TS TB Descrição dos Elementos FA LC TS TB Fig. III.12 - Exemplo de folha de cronometragem Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 222
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 26 III . 26 III . 26 III . 26 III . 26 Folha de Recolha de Tempos É utilizada para registar novos ciclos. É semelhante à anterior, só comportando as colunas e dois espaços livres para registo do número do estudo e o da folha. Normalmente são utilizados os dois lados da folha, não se repetindo o cabeçalho. ESTUDO N.º FOLHA DE APURAMENTO DOS TEMPOS FOLHA N.º DE Descrição dos Elementos FA LC TS TB Descrição dos Elementos FA LC TS TB Nota: O verso é semelhante mas não tem a linha superior do cabeçalho Fig. III.13 - Folha de recolha dos tempos. Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 223 Fig. III.14 - Folha de cronometragem para ciclo curto Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 225 FOLHA DE CRONOMETRAGEM PARA CICLO CURTO SERVIÇO SECÇÃO: ESTUDO N.º: OPERAÇÃO: E.M. N.º FOLHA N.º: DE: FIM: INSTALAÇÃO/MÁQUINA Nº INÍCIO DURAÇÃO: FERRAMENTAS E CALIBRES: EXECUTANTE: PRODUTO/PEÇA: Nº N.º PONTO: DESENHO N.º: M ATERIAL: ESTUDADO POR: DATA: QUALIDADE: CONDIÇÕES DE TRABALHO: CONTROLADO: NOTA: Estabelecer esboço do posto de trabalho no verso E.I . DESCRIÇÃO DOS Tempo observado Total M édi a FA TB N.º ELEM ENTOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 TO TO NOTA: FA=Factor de actividade TO=Tem po observado TB=Tempo de base
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 27 III . 27 III . 27 III . 27 III . 27 Estes dois tipos de impressos são os normalmente utilizados. Contudo, para registar operações repetitivas de curta duração (ciclos curtos), é preferível utilizar impressos especialmente traçados com esse objectivo, como o exemplo que a seguir se apresenta: Para utilização posterior ao da recolha dos tempos, utilizam-se frequentemente a folha de apuramento (para análise das leituras efectuadas e para obter tempos representativos para cada elemento da operação), a folha de recapitulação (folha de resumo de todas as informações obtidas durante o estudo) e a folha de análise dos estudos (para determinação dos tempos dos diferentes elementos da operação). Fig. III.15 - Folha de apuramento Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 321 Estudo nº FOLHA DE APURAMENTO Folha nº de Elemento A B C D E F G TM (Tempo base) (Minutos reais) Ciclo nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Totais Número de observações Médias
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 28 III . 28 III . 28 III . 28 III . 28 Fig. III.16 - Folha de recapitulação Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 228 Outros acessórios Existe uma grande variedade de outros aparelhos de medida de tempos, caso se pretenda obter medidas muito precisas, embora, na maioria dos casos, o cronómetro dê uma precisão suficiente, para o estudo pretendido. A título de exemplo, poderemos mencionar os seguintes: Aparelho de fita Zeiter Este aparelho efectua a gravação de quatro pistas em fita magnética, permitindo registar tempos com menos de 1 centésimo de minuto. Na primeira pista (faixa da voz) é gravado o texto falado ao microfone, na segunda (faixa de marcação) são gravados os impulsos de marcação (fixação de ponto de medição), a terceira pista (faixa de tempo) é alimentada pelos impulsos de tempo e a quarta pista (faixa de contagem) pode ser usada para a medição de outros dados como a frequência do pulso, marcação dos pontos de uma máquina de costura e semelhantes, etc., desde que se usem os necessários aparelhos adicionais. FOLHA DE RECAPITULAÇÃO SERVIÇO SECÇÃO: ESTUDO N.º: OPERAÇÃO: E.M. N.º FOLHA N.º: DE: DATA: INSTALAÇÃO/MÁQUINA Nº INÍCIO: FIM: FERRAMENTAS E CALIBRES: DURAÇÃO TEMPO CONTROLO: PRODUTO/PEÇA: Nº TEMPO NET: TEMPO OBS: DESENHO N.º: MATERIAL: TEMPO AUXILIAR: TA EM % QUALIDADE: CONDIÇÕES DE TRABALHO: ESTUDADO: CONTROLADO: EXECUTANTE: M/F: N.º DE PONTO: Esboço e observações no verso da folha 1 EL. N.º DESCRIÇÃO DOS ELEMENTOS TB F OBS. Nota: TB=Tempo de Base. F=Frequência de repetição por ciclos. Obs.=Número de observações
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 29 III . 29 III . 29 III . 29 III . 29 Fig. III.17 - Esquema de uma fita magnética gravada Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991, pág. 98 Cronófago registador Este aparelho regista marcas numa fita de papel que se desenrola a velocidade constante, por pressão dos dedos sobre duas teclas. A sua única vantagem sobre o cronómetro é que deixa o agente de estudo do trabalho livre para observar a operação sem interrupção, em vez de ter de olhar e ler o cronómetro. Permite também cronometrar elementos mais curtos, sendo a fita medida no final de efectuado o registo. A câmara de filmagem de velocidade constante Nesta câmara, o filme é passado também a velocidade constante, podendo ser também automaticamente registado o passar do tempo numa faixa inferior, por forma a que se possa analisar posteriormente e com maior precisão a contagem do tempo. Poderão ainda ser necessários outros acessórios que permitam o registo de diversos dados, que não o tempo. Note-se que a determinação dos dados deve ser, sempre que possível, determinada por medição e contagem e, raramente, por estimativa e avaliação. De entre os outros acessórios normalmente utilizados, podemos salientar os conta-rotações, contadores de peças, fitas métricas, pedómetros (para medição do caminho percorrido e do número de passos de um determinado trabalhador), balanças, dinamómetros (para medir forças de tracção e de pressão) e diversos tipos de instrumentos para medição do clima (termómetros. medidores de radiações e anemómetros), ruído (sonómetro) e luz (luxímetros). Faixa de Voz Faixa de Marcação Faixa de Tempo Faixa de Contagem
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 30 III . 30 III . 30 III . 30 III . 30 Conforme foi anteriormente referido para o Estudo dos Métodos, também a primeira fase do Estudo dos Tempos consiste na selecção do trabalho a estudar. Normalmente os trabalhos a estudar não são escolhidos ao acaso, existindo sempre uma razão que faz com que um determinado trabalho seja seleccionado. As diversas razões possíveis poderão ser, por exemplo: • Trabalho novo, nunca executado anteriormente • O custo de um trabalho parece excessivo • A Direcção da Empresa pretende conhecer os tempos normais de um dado trabalho, antes de introduzir um sistema de remuneração baseado no rendimento • Uma mudança de matéria ou de método de trabalho exige a fixação de uma nova norma de tempo. • Existem queixas, por parte do pessoal, do pouco tempo atribuído a uma operação • Uma operação constitui um gargalo de estrangulamento, bloqueando as operaçõesseguintese,eventualmente,retardaasoperaçõesprecedentes. • Torna-se necessário examinar o modo de funcionamento de uma parte da instalação, pois ela regista tempos mortos, aparentemente exagerados. • Um dado trabalho necessita de um Estudo dos Tempos, complementarmente a um Estudo dos Métodos, ou então é necessário comparar a eficácia de dois métodos propostos. É importante referir aqui a ligação que deve existir entre o Estudo dos Métodos e o Estudo dos Tempos. Não se deve, por exemplo, efectuar um Estudo dos Tempos com o objectivo de determinar a melhor maneira de efectuar o trabalho. Compreensivelmente, se este estudo for efectuado, o próprio trabalhador ou a equipa poderão encontrar uma melhor forma de executar um dado trabalho, pelo que as normas de rendimento fixadas perderão a sua validade. Enquanto não se tiver aperfeiçoado, definido e normalizado o melhor método possível de trabalho, o tempo de execução do trabalho ou da tarefa a estudar não se encontrará estabilizado, podendo variar. Se as normas de tempo fixadas servirem de base para o cálculo de um prémio, o montante atribuído ao executante pode tornar-se economicamente irrealista, face ao trabalho produzido. Poderão ocorrer as duas situações opostas: ou o trabalhador acha o tempo fixado impossível de respeitar, ou, pelo contrário, estima poder realizar o trabalho num tempo inferior ao estabelecido. Neste último caso, provavelmente limitava a sua produção, para que não ultrapasse as normas pré-estabelecidas. ESCOLHER O TRABALHO A ESTUDAR
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 31 III . 31 III . 31 III . 31 III . 31 Na verdade, constitui um costume incluir nas convenções colectivas respeitantes ao estudo do trabalho, uma cláusula que autoriza a realização de uma nova cronometragem, quando o conteúdo de trabalho de uma tarefa for aumentado ou diminuído. No entanto, a realização de novas cronometragens levantará um certo ressentimento nos trabalhadores, e, se houver frequente recurso a este método, a credibilidade e confiança dos trabalhadores na direcção e nos agentes de estudo rapidamente será abalada. Nota-se, assim, a necessidade de começar por verificar se um determinado método é bom, ou não pode ser melhorado. Um problema delicado que poderá surgir nas fábricas que utilizam um sistema de trabalho à peça diz respeito aos prémios pagos aos trabalhadores. Pode, com efeito, verificar-se que o tempo previsto para algumas tarefas tenha sido calculado tão largamente que os trabalhadores tenham ganho prémios elevados impossíveis de manter ao mesmo nível depois de uma reavaliação correcta das tarefas. Qualquer tentativa de modificação dos métodos existentes, que se traduziria automaticamente por uma revisão dos tempos estabelecidos, cria o risco de encontrar uma enorme resistência, por parte dos trabalhadores. Neste caso, vale mais começar o estudo para pequenas tarefas, para as quais é evidente que um estudo de trabalho permitirá aumentar as remunerações da mão-de-obra, mesmo que essas tarefas sejam menos importantes que as outras, no que diz respeito ao conjunto da produção da Empresa. Quando toda a Empresa tiver sido estudada e haja confiança na integridade dos responsáveis pela execução do estudo, poder-se-á voltar às tarefas que levantam problemas. Normalmente será necessário, inicialmente, um processo de negociações, sobre estas tarefas, mas é possível chegar a um acordo se todos compreenderem bem a finalidade da mudança. Diferentes fases do Estudo de Tempos Uma vez que foi decidido qual o trabalho que irá ser alvo de um Estudo de Tempos, este é normalmente executado em oito fases, distribuídas da seguinte forma: • Realização de uma recolha e correspondente registo de todas as informações disponíveis sobre a tarefa, o executante e as condições em que ele trabalha e que, de qualquer forma, podem ter algum tipo de influência na execução da tarefa. • Efectuar, por escrito, uma descrição completa do método a decompor a operação nos seus “elementos”. • Examinar a decomposição em “elementos”, efectuada anteriormente, por forma a verificar se estão a ser utilizados os métodos e movimentos mais eficazes. Determinar a dimensão da amostra a medir.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 32 III . 32 III . 32 III . 32 III . 32 • Efectuar a medição e o registo do tempo gasto pelo executante em cada um dos “elementos” da operação. Normalmente, é utilizado um cronómetro para efectuar a medição do tempo. • Avaliar a velocidade efectiva de trabalho do executante e compará-la com a ideia que o observador tem da actividade correspondente à actividade de referência. Esta avaliação requer uma certa prática e experiência, por parte do observador • Converter os tempos observados em “tempos de base”. • Fixar os complementos a juntar ao tempo de base da operação. • Determinar o “tempo normal” para a operação Decompor o trabalho em elementos Depois de se ter efectuado o registo de todas as informações consideradas relevantes para posterior identificação da operação e do executante ter verificado que o método utilizado é, efectivamente, bom, ou pelo menos o melhor possível, é chegada a altura de se proceder à decomposição do trabalho a estudar em “elementos”. Entende-se por “elemento”cada parte distinta de um dado trabalho escolhido, porque é possível efectuar a sua observação, medida e análise. Ao conjunto, ou série de elementos, necessários à execução de uma determinada tarefa para obtenção de uma unidade de produção, chama-se ciclo de trabalho. O ciclo de trabalho tem o seu início no primeiro elemento da operação ou da actividade e termina quando se volta ao mesmo ponto, repetindo-se então a operação ou actividade Fig. III.18 - Representação esquemática de um ciclo de trabalho composto por n elementos Torna-se necessário efectuar a decomposição do trabalho em elementos para: • Identificar e distinguir os diferentes tipos de elementos, de modo a aplicar a cada um o tratamento apropriado (ver adiante). Elemento de trabalho ... 1 2 3 n elementos Ciclo de Trabalho
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 33 III . 33 III . 33 III . 33 III . 33 • Conseguir distinguir o trabalho (ou tempo) produtivo do trabalho (ou tempo) improdutivo. • Permitir avaliar a actividade com um maior grau de precisão. O executante pode não trabalhar sempre com o mesmo ritmo durante o conjunto do ciclo e ter tendência a executar certos elementos mais depressa do que os outros, o que poderia originar imprecisões se a avaliação fosse relativa a um ciclo completo. • Isolar os elementos que provoquem uma grande fadiga e fixar com mais exactidão o complemento de fadiga. • Facilitar o controlo do método de modo a facilitar a detecção, numa outra altura, da omissão ou inserção de um novo elemento. No caso de surgirem protestos contra a norma de tempo fixada para o trabalho, este controlo pode revelar-se indispensável. • Estabelecer uma especificação minuciosa da tarefa. • Determinar tempos para os elementos que se encontram mais frequentemente, tal como a manipulação dos comandos de uma máquina, a fim de poder isolar estes tempos e utilizá-los na determinação de dados de referência. São normalmente consideradas oito categorias distintas de elementos: repetitivos, ocasionais, constantes, variáveis, manuais, “máquina”, preponderantes e estranhos, conforme se poderá verificar no quadro seguinte: Quadro III.3a) - Tipos de elementos Categorias de elementos Tipos de Elementos Definição Exemplos Repetitivo Elemento que se encontra em cada ciclo de trabalho Pegar numa peça antes de proceder a uma montagem; colocar num torno uma peça a trabalhar; por de lado uma peça ou uma montagem terminada Ocasional Não se encontra em cada ciclo de trabalho, mas pode intervir a intervalos regulares ou irregulares. Um elemento ocasional representa sempre um trabalho útil e faz parte da tarefa estudada. Será incorporado no calculo definitivodo tempo normal fixado para a tarefa. Ajustar a tensão ou regular uma máquina; receber intruções do supervisor. Constante É aquele cujo tempo se mantém constante cada vez que intervém no mesmo ciclo. Calibrar um diâmetro; apertar e bloquear uma porca; inserir uma determinada ferramenta cortante no mandril de uma máquina. Variável É aquele cujo tempo de base varia em função de certas características do produto, do material ou do processo (dimensões, peso, qualidade, etc.) Serrar madeira à mão (o tempo de execução varia de acordo com a dureza e o diâmetro da madeira).
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 34 III . 34 III . 34 III . 34 III . 34 Quadro III.3b) - Tipos de elementos Conforme se pode verificar, estas definições de elementos de trabalho não se excluem mutuamente. Um elemento repetitivo pode também ser um elemento constante ou variável, do mesmo modo que um elemento constante pode ser igualmente repetitivo ou ocasional e um elemento ocasional pode ser constante ouvariável. Dimensão da amostra O que foi anteriormente referido para o caso da Medida do Trabalho por sondagem , nomeadamente, no que se refere ao nível de confiança e à utilização de tabelas de números aleatórios, é igualmente válido para o presente caso. Existe, no entanto, uma diferença: enquanto que na Medida do Trabalho por sondagem o que está em causa são as proporções (valores de p e q), no presente caso, o que procuramos é o valor do tempo médio representativo para cada elemento. Uma vez fixado o nível de confiança e a margem de erro pretendidos, pretende-se determinar a dimensão da amostra, ou seja, qual o número de leituras que devem ser efectuadas para cada elemento. Antes de proceder à determinação da dimensão da amostra, deverão ser efectuadas um número n’ de leituras preliminares. Para essas leituras preliminares será calculado o valor médio e o desvio padrão. Dimensão da amostra Tipos de Elementos Definição Exemplos Manual Elemento realizado pelo trabalhador "Máquina" Elemento realizado automáticamente por uma máquina movida a motor ou processo físico-químico. Cozer mosaicos; prensar uma chapa de carroçaria de um automóvel. Preponderante É o elemento que dura mais tempo que qualquer dos outros elementos igualmente presentes. Revelar um negativo fotográfico, agitando de vez em quando o banho; comandar o avanço de um torno para dar determinado diâmetro a uma peça, verificando esse diâmetro com a ajuda de um calibre. Estranho Elemento observado durante o estudo mas que, ao ser analisado,não se revela parte indispensável do trabalho. Desengordurar uma peça que deverá ainda continuar a ser trabalhada à máquina; quebrar a aresta de uma tábua, antes de acabar de aplainar.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 35 III . 35 III . 35 III . 35 III . 35 O valor do desvio padrão para as observações efectuadas (s) é calculado utilizando a fórmula: s x x n n = − ′ ′ − ∑ ∑ 2 2 1 ( ) (III.2) em que: s Desvio padrão das observações efectuadas x Valores das leituras preliminares n’ Número de leituras preliminares Posteriormente, poderemos calcular a dimensão da amostra a utilizar, utilizando, para tal, a seguinte fórmula: n zs hx =       2 (III.3) em que: n Número total de observações a efectuar para obter o nível de precisão pretendido z Desvio standard normal para o nível de confiança pretendido s Desvio padrão das observações efectuadas h Margem de erro absoluta x Média dos valores observados nas leituras preliminares A título de exemplo, podemos observar o seguinte caso: Pretende-se determinar a dimensão da amostra, com um nível de confiança de 95,45% e uma margem de erro de ± 5%. Foram efectuadas cinco leituras preliminares para um dado elemento, tendo-se obtido os valores da página seguinte (em centésimos de minuto). Exemplo III.3
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 36 III . 36 III . 36 III . 36 III . 36 Cálculo do desvio padrão das observações efectuadas (s): s x x n n = − ′ ′ − ∑ ∑ 2 2 1 ( ) em que: s Desvio padrão das observações efectuadas 2 x ∑ = 219 x ∑ = 33 n’ = 5 Número de leituras preliminares donde: ( ) s x x n n = − ′ ′ − = − − = = ∑ ∑ 2 2 2 1 219 33 5 5 1 12 4 0 55 , , A dimensão da amostra a utilizar será: n zs hx =       2 em que: n Número total de observações a efectuar para obter o nível de precisão pretendido z 2 (dado que o nível de confiança pretendido é de 95,45%) s 0,55 Valores obtidos nas leituras preliminares (emcentésimos de minuto) (x) Valores de x2 7 6 7 7 6 49 36 49 49 36 x x = = ∑ 33 6 6 , x2 219 = ∑
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 37 III . 37 III . 37 III . 37 III . 37 h 0,05 x 6,6 (média dos valores observados nas leituras preliminares) n zs hx x x leituras =       =       = ≅ 2 2 2 0 55 0 05 6 6 111 11 , , , , Verificamos assim que as cinco leituras previamente efectuadas não são suficientes, devendo-se aumentar o tamanho da amostra. Para um grau de confiança de 99,73% (z=3) e uma margem de erro de ± 10%, ter-se-ia: n zs hx x x leituras =       =       = ≅ 2 2 3 0 55 010 6 6 6 25 6 , , , , Neste caso apenas seriam necessárias 6 leituras. Note-se que o previsível aumento do número de leituras, relativamente ao caso anterior, provocado por um aumento do grau de confiança (95,45% para 99,73%), é contrariado pelo alargamento da margem de erro admissível (que passa de 5% para 10%), diminuindo o número de leituras necessárias. Dado que este é um método estatístico, a sua aplicação só é válida se as variações observadas de uma leitura para outra forem exclusivamente devidas ao acaso, não dependendo da vontade do executante. Compondo-se um ciclo de trabalho completo de diversos elementos, a aplicação deste método pode revelar-se algo fastidiosa, pois o número de leituras necessárias para cada elemento pode variar, excepto se todos os elementos tiverem, aproximadamente, a mesma duração média. Muitas vezes, correndo o risco de perder algum rigor na análise efectuada, calcula-se o número de ciclos de trabalho a observar, em vez de se determinar especificamente o número de observações para cada elemento de trabalho dentro de cada ciclo. Para o cálculo do número de observações a efectuar (quer seja para os elementos de trabalho individualmente, quer seja para o número de ciclos de trabalho), são também frequentemente utilizados gráficos standard que nos dão o tamanho da amostra em função de um coeficiente de variação, de acordo com o nível de confiança pretendido. O gráfico que a seguir se apresenta permite determinar o tamanho de uma amostra, considerando um nível de confiança de 95% ou de 99% e uma margem de erro de 5%.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 38 III . 38 III . 38 III . 38 III . 38 Fig. III.19 - Gráfico para determinação do tamanho de uma amostra considerando uma margem de erro de 5% e um nível de confiança de 99% ou de 95% (consoante a recta utilizada) A utilização do gráfico faz-se da seguinte forma: • Calcular a média dos tempos obtidos nas leituras preliminares ( X ) • Calcular o desvio standard, s, baseado nas leituras efectuadas, de acordo com a fórmula apresentada anteriormente: s x x n n = − ′ ′ − ∑ ∑ 2 2 1 ( ) • Calcular o coeficiente de variação que consiste no valor do desvio standard (s) dividido pela média das leituras preliminares ( x ) Coeficiente de variação = s x • Utilizar este valor no eixo das abcissas e encontrar a recta correspondente ao nível de confiança pretendido, lendo o tamanho da amostra a considerar no eixo das ordenadas. 1 2 4 6 8 10 20 40 60 80 100 1 2 4 6 8 10 20 40 60 80 100 200 400 600 800 1000 Nível de Confiança=99% Nível de Confiança=95% Tamanho da Amostra Coeficiente de Variação (percentagem)
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 39 III . 39 III . 39 III . 39 III . 39 Utilizando os dados utilizados anteriormente teremos: Leituras preliminares (x) 7 6 7 7 6 x = ∑ 33 • O valor médio das leituras é: x = = 33 5 6 6 , • O desvio standard é: ( ) s x x n n = − ′ ′ − = − − = = ∑ ∑ 2 2 2 1 219 33 5 5 1 12 4 0 55 , , Coeficiente de variação = s x = = 0 55 6 6 0 083 8 3 , , , ( , %) • Do gráfico tiramos que (considerando um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%) o número de leituras a efectuar deverá ser, aproximadamente, de 10. Uma amostra de 12 leituras resultou num tempo médio de 2,80 minutos com um desvio standard de 0,56 minutos. Para um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%, pretende-se saber se esta amostra de 12 leituras é suficiente. O valor do coeficiente de variação é de s x = = 0 55 2 8 0 2 20 , , , ( %) Exemplo III.4 Exemplo III.5
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 40 III . 40 III . 40 III . 40 III . 40 Utilizando o gráfico, verificamos que, para o grau de precisão pretendido, são necessárias 60 leituras, pelo que as 12 efectuadas não são suficientes. Cronometragem Uma vez escolhidos e registados os elementos a cronometrar, assim como determinada a dimensão da amostra, pode-se iniciar o processo de cronometragem. Entende-se por cronometragem a determinação de tempos previstos, através da medição e avaliação de tempos reais. Existem algumas exigências especiais que deverão ser tomadas em consideração durante o processo de cronometragem, nomeadamente por parte do observador que irá proceder ao estudo. Assim: • O observador deve possuir condições profissionais para estruturar e julgar o processo em observação. Deverá dominar a técnica de cronometragem e de avaliação do grau de rendimento. • O observador deverá colocar-se de forma a que o trabalhador sofra o mínimo de influência possível e a que todo o processo possa ser bem observado. O indivíduo observado deverá ter plena consciência de que o está a ser Fig. III.20 - A colocação do observador em relação ao trabalhador • Para que a observação possa ser efectuada sem interrupções durante o desenrolar da cronometragem, deverão evitar-se discussões com o trabalhador observado e também com terceiros. • Deverão ser considerados os eventuais regulamentos internos e acordos colectivos, para informação do processo a superiores e a outros sectores da empresa. Trabalhador Meio de produção Observador
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 41 III . 41 III . 41 III . 41 III . 41 • Deverá informar-se o trabalhador no início da cronometragem, dado que esta não é permitida sem o seu consentimento. • O formulário de registo não deve ser rasurado, devendo o preenchimento ser efectuado a tinta. • Deverá ser garantida a manutenção das medidas de segurança. Uma vez observados estes procedimentos deverá optar-se por um dos dois métodos principais de recolha de tempos: a cronometragem cumulativa (ou medição do tempo contínuo) ou a cronometragem repetitiva (com retorno a zero ou do tempo unitário). Fig. III.21 - Medição do Tempo Contínuo Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991 Cronometragem cumulativa (ou medição do tempo contínuo) Neste tipo de cronometragem os ponteiros do cronómetro nunca param durante todo o processo. O cronómetro é posto em funcionamento no início do primeiro elemento do primeiro ciclo a cronometrar, sendo registado o tempo lido no fim da cada elemento. No final do último elemento do último ciclo, o cronómetro é parado. Os diversos tempos elementares ou unitários (correspondentes à duração de cada elemento) são obtidos por subtracções sucessivas, conforme é mostrado no exemplo da página seguinte. Medição do Tempo Medição do Tempo Unitário Medição do Tempo Contínuo
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 42 III . 42 III . 42 III . 42 III . 42 Fig. III.22a) - Medição do Tempo Unitário Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991 Cronometragem repetitiva (com retorno a zero ou do tempo unitário) Neste tipo de cronometragem os ponteiros do cronómetro são reconduzidos ao zero no final de cada elemento e voltam imediatamente a partir, o que permite ler directamente o tempo de cada elemento. O mecanismo do cronómetro nunca pára e o ponteiro parte imediatamente para medir o tempo do elemento seguinte. Com este tipo de cronometragem teríamos, para o exemplo anterior: Fig. III.22b) - Medição do Tempo Unitário Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991) Ponto de medição Soltar Soltar Soltar Soltar Fases do Processo Fixar Peça Elaborar Peça Retirar e depositar peça Fixar Peça F1 F2 F3 F4 ti 1 = 30 cmin ti 2 = 30 cmin ti 3 = 25 cmin ti 4 = 35 cmin Tempo em cmin unitário ti 0 30 30 25 35 0 0 0 Ponto de medição Soltar Soltar Soltar Soltar Fixar Peça Elaborar Peça Retirar e depositar peça Fixar Peça F1 F2 F3 F4 ti 1 = 30 cmin ti 2 = 30 cmin ti 3 = 25 cmin ti 4 = 35 cmin Tempo contínuo medido em cmin Fases do Processo Tempo unitário calculado 0 30 60 85 120
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 44 III . 44 III . 44 III . 44 III . 44 Chegámos, assim, ao fim do exame das fases preliminares dos Estudos dos Tempos, desde a escolha do trabalho a analisar até ao registo dos tempos elementares efectivos, passando pela recolha de todas as informações úteis, pela decomposição do trabalho em elementos e pelo exame dos métodos utilizados. De seguida, iremos proceder ao estudo dos métodos utilizados para modificar os tempos observados, de maneira a ter em conta as diferenças na actividade de execução do trabalho. O julgamento do nível de actividade e os “complementos” tratados mais adiante são, de entre todos os aspectos da Medida do Trabalho, aqueles que se prestam a uma maior controvérsia. Tal facto deve-se a que, na maior parte das vezes, as empresas procedem a tais estudos tendo por finalidade a determinação dos tempos normais para fixar as cargas de trabalho, que servem de base a um sistema de prémios. Assim, o método aplicado influi directamente no ganho dos trabalhadores e, também, na produtividade e, consequentemente, nos lucros da empresa. Tais assuntos, conforme se pode compreender, são bastante delicados e melindrosos, devendo ser tema de negociações entre a direcção e o pessoal. A determinação do nível de actividade consiste, basicamente, na avaliação da cadência do trabalho de um determinado executante, por forma a compará-la com um hipotético “valor médio”, que corresponde à cadência “normal” de execução desse trabalho. A avaliação dessa cadência será sempre um pouco subjectiva, devendo ser efectuada por alguém experimentado, que já tenha alguma prática e conhecimentos do trabalho a estudar. Só desta forma será possível alguém avaliar o ritmo de trabalho de um trabalhador, por forma a determinar se esse ritmo é “mais lento” ou “mais rápido” que o “normal”. O problema põe-se precisamente na determinação daquilo a que se pode chamar o “rendimento normal” ou, pelo menos, o “rendimento médio”. Poderá dizer-se que o tempo normal para executar uma determinada tarefa é, no fundo, o tempo normalmente necessário a um trabalhador qualificado médio para executar essa tarefa à sua actividade habitual, desde que esteja suficientemente motivado para se dedicar a essa tarefa. Entende-se por trabalhador qualificado aquele que possui as qualidades físicas necessárias, a inteligência e a instrução desejadas, tendo adquirido a habilidade e os conhecimentos requeridos para executar o trabalho segundo normas satisfatórias de segurança, de quantidade e de qualidade. A habilidade técnica exige alguma aprendizagem, tendo a prática e a observação demonstrado existirem algumas qualidades que permitem distinguir o trabalhador experiente do trabalhador principiante. Trabalhador qualificado NÍVEL DE ACTIVIDADE Nível de actividade Tempo normal
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 46 III . 46 III . 46 III . 46 III . 46 Dividindo os tempos por classes com intervalos de quatro segundos, verificamos que os trabalhadores se distribuem por grupos da seguinte forma: Quadro III.4 - Exemplos de distribuição dos tempos de trabalho Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 253 Verificamos então que o grupo mais importante, correspondente a 32,8% dos trabalhadores, se situa entre os 46 e os 50 segundos. Poderá dizer-se que, em média, este conjunto de 500 trabalhadores necessita entre 46 e 50 segundos, ou seja 48, para executar a operação. Então, quer dizer que 48 segundos é o tempo necessário ao trabalhador qualificado médio para executar a sua tarefa, nas condições dadas. Para uma outra empresa, este valor poderá já não ser válido, dependendo das condições a que os trabalhadores estejam sujeitos. Avaliação do factor de actividade Já foi várias vezes referido que a Medida do Trabalho servia sobretudo para fixar normas de tempos para as diversas tarefas executadas na empresa. Estas normas poderão ser utilizadas para numerosos fins, nomeadamente, servindo de base a sistemas de prémios e elaboração de programas de produção. Para que estas normas tenham alguma utilidade, convém que a maior parte dos trabalhadores as possam cumprir. Com efeito, de nada adiantará fixar normas tão elevadas que só os melhores trabalhadores as possam atingir, dado que os programas elaborados com base nessas normas não serão cumpridos. Pelo contrário, verificar-se-á uma redução da eficiência da mão-de-obra, com a aplicação de normas que até os trabalhadores mais lentos conseguem cumprir sem esforço. Classes de Tempos (Segundos) Número de Executantes (em 500) Percentagem do número de executantes 30-34 34-38 38-42 42-46 4 16 38 104 0,8 3,2 7,6 20,8 32,4 46-50 164 32,8 32,8 50-54 54-58 58-62 62-66 113 48 11 2 22,6 9,6 2,2 0,4 34,8 500 100,0
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 48 III . 48 III . 48 III . 48 III . 48 Só a experiência e um bom conhecimento das operações observadas podem ensinar a julgar essa velocidade efectiva. As operações que exigem reflexão, por exemplo, são extremamente difíceis de apreciar. É preciso ter uma grande experiência deste género de trabalho, antes de poder fazer avaliações satisfatórias. A fim de se poder comparar, efectivamente, a actividade do trabalho observado com a norma pré-estabelecida, é indispensável dispor de uma escala numérica que permita quantificar a operação. O julgamento da actividade será, portanto, a utilização de um coeficiente ou factor, pelo qual se poderá multiplicar o tempo observado para obter o tempo de base, ou seja, o tempo que seria necessário ao trabalhador qualificado médio para efectuar o elemento de trabalho considerado à actividade normal, desde que esteja suficientemente motivado para se entregar à sua tarefa. São utilizadas diversas escalas de avaliação, das quais a mais utilizada é a escala 0-100 da British Standard Institution. No quadro seguinte, poderemos observar exemplos de actividades de trabalho qualificadas de acordo com a referida escala. Quadro III.5 - Exemplos de diversas actividades de trabalho segundo a escala de avaliação 0-100 para o julgamento de actividades (Baseado em “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 203) A utilização de escalas (1) Velocidade atingida por um homem de estatura e força física médias, livre de qualquer peso, andando em linha recta sobre um solo liso, sem inclinação nem obstáculos. Ver Barnes: Etude des Moviments et des temps, op. cit., pág. 425, e Jean Gerbier: Organisation, Méthodes et techniques fondamentales, Aide-mémoire Dunod (Paris, Bordas, 1975). Escala 0-100 Descrição da actividade Velocidade de marcha comparável (km/h) (1) 0 50 75 100 125 150 Actividade nula. Muito lenta; movimentos inábeis e hesitantes; o executante parece estar meio a dormir e não se interessar pela sua tarefa. Compassada, sem pressa, como a de um trabalhador não remunerado á peça, sobe vigilância apropriada; parece lenta, mas sem qualquer desperdício deliberado de tempo durante a observação. Gestos vivos e precisos de um trabalhador qualificado médio remunerado à peça; as normas prescritas de qualidade e precisão são atingidas sem hesitação. Muito rápido; o executante demonstra uma segurança, destraza e coordenação de movimentos muito superior à de um trabalhador médio experiente. Excepcionalmente rápida; a actividade exige um esforço e concentração intensos e não poderá provavelmente ser mantida durante muito tempo; feito de "perito" que só alguns trabalhadores excepcionais podem atingir. 3,2 4,8 6,4 8 9,6
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 49 III . 49 III . 49 III . 49 III . 49 A escala 0-100 apresenta grandes vantagens, que levaram à sua adopção no Reino Unido. Nesta escala, o zero representa a actividade nula e o cem a actividade de trabalho normal do executante qualificado e motivado, quer dizer, a actividade de referência. Se o observador entende que a actividade de execução da operação que observa não atinge o nível que julga normal, escolherá um factor inferior a 100, por exemplo 90, ou qualquer outro número que julgue justo. Se, pelo contrário, pensa que a actividade do trabalhador ultrapassa o nível normal, tomará para factor um número superior a 100, por exemplo 110, 115 ou 120. No início, convirá que se utilizem factores de actividade terminados em zero (90, 110, 80, 120) e, quando o observador já possuir uma maior sensibilidade, poderá, então, utilizar outros valores. Recomenda-se, no entanto, que sejam utilizados factores terminados em cinco ou em zero (85, 90, 115, 120), pois os valores intermédios representam um grau de precisão que, dificilmente, conseguirá ser atingido. Iremos observar, de seguida, quais os factores a ter em consideração para o cálculo dos tempos normal e standard de um dado trabalho ou operação, desde o tempo observado até à atribuição dos respectivos complementos. Cálculo do Tempo Normal O tempo normal é calculado através da multiplicação do tempo observado pelo factor de actividade atribuído pelo observador. Assim, e utilizando a escala 0-100, suponhamos que um dado elemento duma determinada tarefa teve um tempo observado de 0,16 (minuto decimal). O observador considerou que a tarefa tinha sido executada a um ritmo superior ao normal, pelo que decidiu atribuir-lhe um factor de actividade de 125. Não nos devemos esquecer que o factor de actividade representa o numerador de uma fracção cujo denominador é a actividade de referência (neste caso 100). Teremos então: Tempo Observado Factor de Actividade Tempo Normal 0,16 125 0,16 x (125/100) = 0,20 O TEMPO NORMAL E STANDARD DE UMA ACTIVIDADE
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 50 III . 50 III . 50 III . 50 III . 50 Graficamente, poderemos representar o processo da seguinte forma: Fig. III.24 - Representação gráfica do modo de cálculo do tempo normal (tarefa executada a um ritmo superior ao normal) Para uma tarefa executada a um ritmo considerado inferior ao normal, o factor de actividade atribuído será inferior a 100, por exemplo 80, pelo que o tempo normal será inferior ao tempo observado: Tempo Observado Factor de Actividade Tempo Normal 0,16 80 0,16 x (80/100) = 0,13 Fig. III.25 - Representação gráfica do modo de cálculo do tempo normal (tarefa executada a um ritmo inferior ao normal) Vemos assim que o tempo normal representa o tempo que seria preciso para efectuar o elemento de trabalho (a partir do julgamento do observador), se o executante trabalhar com uma actividade normal e não à velocidade mais rápida ou mais lenta que foi efectivamente observada. Se a avaliação efectuada pelo observador fosse sempre perfeitamente exacta, o resultado da cronometragem do mesmo elemento em vários ciclos de trabalho seria sempre constante. Por exemplo: Tempo observado (0.16) Factor de Actividade Tempo Normal Tempo Normal Tempo observado (0,16) Factor de Actividade Tempo Normal
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 51 III . 51 III . 51 III . 51 III . 51 Na realidade, é muito raro que o produto do tempo observado pelo factor de actividade seja absolutamente constante, quando se faz entrar em linha de conta um grande número de leituras. Este facto poderá ficar a dever-se, entre outros factores, a variações existentes no próprio conteúdo de trabalho do elemento, a erros de leitura e registo dos tempos observados, a inexactidões no próprio julgamento da actividade, etc. Cálculo dos complementos Um Estudo de Tempos deverá ser sempre precedido por um Estudo dos Métodos, por forma a optimizar o mais possível o modo de execução de uma determinada tarefa, reduzindo ao mínimo a energia dispendida pelo executante para realizar a sua tarefa. No entanto, a execução de um trabalho exige sempre um certo esforço, mesmo que esteja a ser utilizado o método de execução mais prático, económico e eficaz. Assim, no tempo normal de execução da tarefa deverá estar contemplado um complemento de tempo, para permitir ao executante repousar e compensar a fadiga. Deverá também ser considerado um complemento para ter em conta as necessidades pessoais do trabalhador, além de outros complementos (complementos auxiliares, por exemplo), que, adicionados ao tempo normal, irão constituir o chamado tempo standard. É muito difícil fixar com precisão os complementos exigidos por uma dada tarefa. Deve, portanto, fazer-se um esforço para avaliar objectivamente os complementos que se podem aplicar regularmente aos diversos elementos de trabalho ou a diversas operações. Fundamentalmente, o facto de o cálculo dos complementos não poder ser rigorosamente exacto, não deve servir de pretexto para fazer dos complementos um “saco sem fundo” para todos os factores esquecidos durante o decorrer do estudo. Note-se que o estabelecimento de normas de tempo não deve ser viciado, por exemplo com a adição de alguns pontos de percentagem aqui e ali. É extremamente difícil elaborar um sistema de complementos aceite por todos, aplicável em todas as situações de trabalho e válido em todos os países do mundo. Existem diversos factores relacionados com o executante (idade, constituição física, aptidão para a aprendizagem, alimentação), com a própria Complementos o l c i C o l c i C o l c i C o l c i C o l c i C o d a v r e s b O o p m e T o d a v r e s b O o p m e T o d a v r e s b O o p m e T o d a v r e s b O o p m e T o d a v r e s b O o p m e T ) l a m i c e d o t u n i m ( e d r o t c a F e d r o t c a F e d r o t c a F e d r o t c a F e d r o t c a F e d a d i v i t c a e t n a t s n o C = l a m r o N o p m e T e t n a t s n o C = l a m r o N o p m e T e t n a t s n o C = l a m r o N o p m e T e t n a t s n o C = l a m r o N o p m e T e t n a t s n o C = l a m r o N o p m e T 1 2 3 0 2 , 0 6 1 , 0 5 2 , 0 x x x 0 0 1 5 2 1 0 8 0 0 0 0 2 , 0 0 2 , 0 0 2 , 0
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 52 III . 52 III . 52 III . 52 III . 52 natureza do trabalho (ligeiro, médio, pesado, posição do executante, nível de risco) e com o meio ambiente (temperatura, barulho, humidade, sujidade, luminosidade), que dificultam a elaboração de um sistema internacional de complementos aplicável a todas as situações de trabalho. É por isso que a Organização Internacional de Trabalho (O. I. T.) não adoptou, e não tem a intenção de adoptar, normas relativas à determinação de complementos, apesar de existirem diversas pesquisas efectuadas por diferentes organismos sobre este aspecto em particular, como é caso das pesquisas efectuadas pelo Max Planck Institut für Arbeitsphysiologie e pelo REFA Verband für Arbeitsstudien, na Alemanha, e, na Austrália, por G. C. Heyde. Podemos ver, de seguida, o esquema básico de cálculo dos complementos. Destes, apenas os complementos de repouso são o único complemento importante do tempo normal. Os outros complementos (auxiliares, suplementares ou especiais) só são aplicados em certas condições. Fig. III.26 - Os complementos Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 283 Complementos de repouso Estes complementos destinam-se a permitir ao trabalhador recompor-se da fadiga. Os complementos de repouso são habitualmente acrescentados, elemento por elemento, aos tempos de base. Assim, estabelece-se separadamente o tempo de trabalho total atribuído a cada elemento, obtendo- Complementos para necessidades pessoais Complementos para fadiga base Complementos fixos Complementos variáveis Complementos de repouso Tensão nervosa e esforço físico intenso Factores ambientais Complementos auxiliares Complementos suplementares Complementos especiais Complementos totais Tempo Standard Tempo Normal +
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 53 III . 53 III . 53 III . 53 III . 53 -se, em seguida, o tempo normal da tarefa ou operação completa, somando os tempos normais elementares. Os complementos de repouso são de dois tipos distintos: os fixos e os variáveis, podendo ainda os fixos, por sua vez, ser classificados para necessidades pessoais ou de base para a fadiga. Complementos fixos Complemento para necessidades pessoais Os complementos de repouso fixos para necessidades pessoais têm em conta a necessidade de abandonar o posto de trabalho por necessidades pessoais, como sejam, lavar-se, ir aos sanitários, beber água, etc.. Normalmente os números aplicados para este complemento variam entre 5% e 7% do tempo de base. Complemento de base para a fadiga Este complemento é constante, sendo aplicado para compensar a energia consumida na execução do trabalho e para aliviar a monotonia. Representa, habitualmente, 4% do tempo de base, sendo este número considerado suficiente para um executante que trabalhe sentado, efectue trabalhos ligeiros em boas condições de trabalho e faça um uso normal das suas mão, pernas e faculdades sensoriais. Complementos variáveis Estes complementos são acrescentados aos fixos quando as condições do executante forem nitidamente diferentes das anteriormente descritas, por exemplo, quando existem más condições de trabalho impossíveis de melhorar, esforço físico e tensão nervosa acrescidos, etc. Diversos organismos de investigação já efectuaram estudos importantes, tentando estabelecer um sistema mais racional para o cálculo de complementos variáveis, tendo a maioria dos consultores em organização, de todos os países, estabelecido as suas próprias tabelas. Apresentamos, em anexo, um exemplo de cálculo de complementos de repouso baseado num sistema de pontos. Segundo a experiência, este tipo de tabelas funciona satisfatoriamente para trabalhos de intensidade normal ou moderada, mas conduzem a complementos insuficientes se aplicados a trabalhos muito duros. É sempre preferível observar o local de trabalho durante um dia inteiro, anotando os momentos efectivos de repouso, e comparando-os com o complemento calculado. Desta forma, é possível ver, pelo menos, se os tempos indicados na tabela são ou muito generosos ou muito apertados. Conforme já foi referido os complementos são, habitualmente, calculados elemento a elemento. Se, no entanto, se considera que nenhum elemento de trabalho é mais fatigante que qualquer outro, o mais simples será somar primeiro todos os tempos base elementares e, em seguida, aplicar uma percentagem de complemento única que se adiciona a esse total. Além dos complementos de repouso, por vezes, torna-se necessário introduzir outros complementos, como sejam os complementos auxiliares e especiais.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 54 III . 54 III . 54 III . 54 III . 54 Complementos Auxiliares Os complementos auxiliares são introduzidos para ter em conta um trabalho ou uma espera que é justificada e previsível, mas que acontece muito rara ou irregularmente. Este complemento não deverá ultrapassar os 5% do tempo base e só deve ser aplicado se for totalmente impossível eliminar as circuns- tâncias aleatórias das referidas actividades. Complementos Especiais Podem ser atribuídos complementos especiais para actividades que, normalmente, não fazem parte do ciclo de trabalho, mas que são indispensáveis à boa execução do trabalho. Poderão ser, por exemplo, complementos de arranque ou de lançamento, de paragem, de limpeza, de ferramentas, etc. O modo de cálculo destes complementos deverá ser efectuado por alguém que possua bons conhecimentos e uma certa prática do trabalho em causa, pois é impossível normalizar todos os complementos a atribuir a todos os tipos diferentes de trabalho existentes. Tempo Standard O processo de cálculo do tempo standard inicia-se com o registo do tempo observado, que será devidamente ajustado (podendo ficar igual, inferior ou superior) com o respectivo factor de actividade. Obtém-se, assim, o chamado tempo normal, ao qual iremos adicionar alguns complementos, como sejam os complementos de repouso e auxiliares. Atinge-se assim o tempo standard para o elemento considerado. Graficamente, poderemos representar o processo da seguinte forma: Fig. III.27 Composição do tempo standard para uma tarefa manual simples Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 290 Se a tarefa for executada a uma velocidade superior à normal: inevitáveis Atrasos Tempo standard Tempo normal Tempo observado Factor de actividade Comple- mentos Duração Total da Actividade
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 55 III . 55 III . 55 III . 55 III . 55 Neste caso, tivemos em consideração que a tarefa foi executada a um ritmo considerado superior ao normal, pelo que, com a aplicação do factor de actividade, irá obter-se um tempo de base superior. Muitas vezes, a atribuição de complementos para diversos fins é objecto de negociação sindical, existindo diversos factores de tolerância (previamente acordados na Empresa) a atribuir para compensar a fadiga, necessidades pessoais, esperas inevitáveis, etc.. Nesta situação, o cálculo do tempo normal é efectuado da seguinte forma: O estudo de um determinado trabalho originou um tempo de ciclo de 4,0 minutos. O observador considerou existir um factor de actividade de 85 (o que significa que o trabalhador desempenhou a sua tarefa a 85% do desempenho considerado normal). É prática corrente na Empresa atribuir um factor de tolerância de 13%. Pretende-se calcular o tempo standard da operação. Resolução: A Associação Protectora das Aves Canoras promove frequentemente seminários de divulgação, efectuando para o efeito um mailing de milhares de cartas para os seus associados. Foi efectuado um Estudo de Tempos sobre o trabalho de preparação das cartas para o mailing. Com base nos resultados que a seguir se apresentam, a APAC pretende determinar o tempo standard para o referido trabalho. O factor de tolerância, normalmente admitido na APAC, para compensar a fadiga, erros e demoras inevitáveis, é de 15%. Exemplo III.6 Exemplo III.6 Tempo s dard Tempo observado xFactor de actividade Factor de Tolerancia TempoNormal Factor de Tolerancia tan $ $ = − = − 1 1 (III.4) Tempo s dard Tempo observado xFactor de actividade Factor de Tolerancia utos x utos tan $ , min , , , , , min = − = = − = = 1 4 0 0 85 1 013 3 4 0 87 3 9 s
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 56 III . 56 III . 56 III . 56 III . 56 Resolução • Todos os tempos que se apresentem nitidamente deslocados em relação aos restantes (como é o caso daqueles marcados com um asterisco) não deverão ser considerados, dado que, provavelmente, ocorreram devido à presença de algum factor estranho ao elemento. • Calcular o tempo médio de ciclo para cada um dos seus elementos. • Calcularotemponormalparacadaelemento(tempoobservadox factor de actividade). Tempo normal para o elemento A = 9,5 x 1,2 = 11,40 minutos Tempo normal para o elemento B = 2,2 x 1,05 = 2,31 minutos Tempo normal para o elemento C = 1,5 x 1,10 = 1,65 minutos • Note-se que o cálculo do tempo normal é efectuado individualmente para cada elemento de trabalho, dado que os factores de actividade variam de elemento para elemento. • Adicionar os diversos tempos normais para cada elemento, por forma a se obter o tempo normal total de todo o ciclo de trabalho. Tempo normal total do ciclo = 11,4 + 2,31 + 1,65 = 15,36 minutos • Calcular o tempo standard para todo o ciclo. Tempo medio para o elemento A utos Tempo medio para o elemento B utos Tempo medio para o elemento C utos & , min & , min & , min = + + + = = + + + + = = + + + = 8 10 9 11 4 9 5 2 3 2 1 3 5 2 2 2 1 2 1 4 15 Tempo s dard do ciclo Tempo normal do ciclo Factor de tolerancia utos tan $ , , , min = − = − = 1 15 36 1 015 18 07 s o d a v r e s b o s o l c i C s o d a v r e s b o s o l c i C s o d a v r e s b o s o l c i C s o d a v r e s b o s o l c i C s o d a v r e s b o s o l c i C e d r o t c a F e d r o t c a F e d r o t c a F e d r o t c a F e d r o t c a F e d a d i v i t c a 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 a t r a c a r e v e r c s E ) A ( e p o l e v n e o r e v e r c s E ) B ( s e p o l e v n e r a i v n e e r a l e s , a t r a c r i z u d o r t n I ) C ( 8 2 2 0 1 3 1 9 2 * 5 * 1 2 1 2 1 1 3 1 % 0 2 1 % 5 0 1 % 0 1 1
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 57 III . 57 III . 57 III . 57 III . 57 Até agora, todos os procedimentos descritos se referiam ao chamado trabalho livre ou sem restrições, dado que a produção do executante só está limitada por factores que ele próprio pode controlar, não existindo máquinas que efectuem automaticamente uma determinada operação. No entanto, muitas das tarefas são constituídas simultaneamente por elemen- tos manuais, inteiramente efectuados pelo trabalhador e elementos executa- dos automaticamente por máquinas, enquanto o trabalhador permanece inacti- vo ou se dedica a outra tarefa, Para fixar normas de tempo que convenham a este género de operações, são necessários métodos de conversão do tempo base um pouco diferentes. O tempo de máquina máximo, ou seja, o tempo máximo possível de utilização de uma máquina durante um determinado período, pode ser decomposto da forma que o esquema seguinte pretende represent Fig. III.28 - Composição esquemática do tempo de máquina. Segundo um esquema do B. S. Glossary Fonte: British Standard Institution: Glossary of Terms Used in Work Study (London, 1969) NORMAS PARA O TRABALHO COM MÁQUINAS Tempo de máquina máximo Tempo não utilizado Dia ou semana de trabalho Horas suplementares Tempo de máquina disponível Tempo de funcionamento da máquina Tempo de inactividade da máquina Tempo de máquina acessório Tempo retirar a máquina de seviço Funcionam a rendimento insuficiente Tempo de funcionamento normal da máquina
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 58 III . 58 III . 58 III . 58 III . 58 O método que melhor se presta ao estudo da utilização das máquinas é a Medida do Trabalho por sondagem, já descrita nesta Unidade Temática. Quando existe um número considerável de máquinas a estudar, a aplicação desta técnica permite obter informações necessárias, exigindo muito menos esforço que o Estudo dos Tempos. Por vezes, os resultados obtidos são expressos sob a forma de taxas ou coeficientes. Normalmente são utilizados três tipos de coeficientes: Te m p o m á xim o d e m á q uina Te m p o m á xim o p o s síve l d e utiliza ç ã o d e um a m á q uina o u d e um g rup o d e m á q uina s d ura nte um d e te rm ina d o p e río d o d e te m p o , p o r e xe m p lo na s 1 6 8 ho ra s d e um a s e m a na o u na s 2 4 ho ra s d e um d ia . Te m p o d e m á q uina d is p o níve l Te m p o d ura nte o q ua l s e p o d e utiliza r um a m á q uina , c a lcula d o s e g und o o te m p o d e p re se nç a d o s e xe c uta nte s (o d ia o u a s e m a na m a is a s ho ra s sup le m e nta re s ). Te m p o d e ina ctivid a d e d a m á q uina Te m p o d ura nte o q ua l um a m á q uina s e e nco ntra d is p o níve l p a ra a p ro d uçã o o u p a ra tra b a lho s a c e s s ó rio s , m a s d ura nte o q ua l nã o é utiliza d a p o rq ue nã o há tra b a lho , m a té ria s o u p e s so a l. E s te te m p o co m p re e nd e o s p e río d o s d e p a ra g e m d e vid o s a um a a va ria e m a lg um a o utra m á q uina q ue te nha c o m c o ns e q uê ncia um g a rg a lo d e e stra ng ula m e nto na fá b ric a . Te m p o d e m á q uina a ce s só rio Te m p o d ura nte o q ua l um a m á q uina nã o p o d e s e r us a d a na p ro d uç ã o e m virtud e d e um a m ud a nça d e tra b a lho , d e um a a fina çã o , d e um a lim p e za , e tc. Te m p o m o rto d a m á q uina Te m p o d ura nte o q ua l nã o se p o d e utiliza r um a m á q uina , s e ja na p ro d uçã o , se ja num tra b a lho a ce s só rio d e vid o a um a a va ria , a e xig ê nc ia s d e co ns e rva ç ã o o u o utra s c ircunstâ nc ia s a ná lo g a s . Te m p o d e func io na m e nto d a m á q uina Te m p o d e func io na m e nto re a l d a m á q uina , o u s e ja , o te m p o m á q uina d isp o níve l m e no s o te m p o d e re tira r a m á q uina d e se rviço , o te m p o d e ina c tivid a d e d a m á q uina o u o te m p o d e m á q uina . Te m p o d e func io na m e nto no rm a l d a m á q uina Te m p o d e func io na m e nto ne c e ss á rio p a ra o b te r um a d a d a p ro d uçã o q ua nd o a m á q uina tra b a lha e m co nd içõ e s ó p tim a s.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 59 III . 59 III . 59 III . 59 III . 59 As operações normalmente efectuadas por um homem e por uma máquina são representadas graficamente em função de uma escala de tempos, como a representada na figura seguinte: Fig. III.29 - Representação gráfica das operações efectuadas simultaneamente por um homem e por uma máquina Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984, pág. 298 Duração do ciclo: 1,36 min Tempo máquina: 0,80 min Tempo humano: 0,56 min Tempo homem-máquina: 0,56 min Tempo de inactivi- dade (ou residual): 0,24 min 0 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80 0,90 1,00 1,10 1,20 1,30 1,36 Escala dos tempos: minutos Máquina a trabalhar Executante a trabalhar Executante inactivo a n i u q á m a d o ã ç a p u c o e d a x a T a n i u q á m a d o t n e m a n o i c n u f e d o p m e T l e v í n o p s i d a n i u q á m e d o p m e T e d l a t o t o d o ã ç c a r f a a t n e s e r p e r e t n e i c i f e o c e t s E o ã n a n i u q á m a l a u q a e t n a r u d o h l a b a r t e d s a r o h . r a n o i c n u f e d u o s s e c a n i u q á m a d a i c n ê i c i f e e d a x a T a n i u q á m a d l a m r o n o t n e m a n o i c n u f e d o p m e T l a e r o t n e m a n o i c n u f e d o p m e T , % 0 0 1 e d a x a t a m u u o ( 0 , 1 e d e t n e i c i f e o c m U e t n e m l a m r o n é a c i t s í r e t c a r a c a t s e e u q z e v a m u a a i r a t n e s e r p e r , ) m e g a t n e c r e p m e a s s e r p x e a i r a n o i c n u f a n i u q á m a l a u q a n , l a e d i o ã ç a u t i s s a u s s a d r o h l e m o n e t n e m e t n e n a m r e p e d o p m e t u e s o o d o t e t n a r u d , s e d a d i l i b i s s o p . o t n e m a n o i c n u f a n i u q á m a d z a c i f e o ã ç a z i l i t u e d a x a T a n i u q á m a d l a m r o n o t n e m a n o i c n u f e d o p m e T l e v í n o p s i d a n i u q á m e d o p m e T a r a c i d n i a r a p r i v r e s e d o p e t n e i c i f e o c e t s E a i r e d o p e s e u q s o t s u c e d o ã ç u d e r a d e d u t i l p m a a m u m o c m e s s a n o i c n u f s a n i u q á m s a e s r e t b o o d o ã ç a r u d a a d o t e t n a r u d a m i t p ó a i c n ê i c i f e . o h l a b a r t
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 60 III . 60 III . 60 III . 60 III . 60 Note-se que o período durante o qual a máquina se encontra em funcionamento é designado por “tempo máquina”. Quando existe trabalho simultâneo por parte do homem e da máquina, trata-se de trabalho “homem--máquina”, enquanto que o trabalho por parte apenas do homem, é “trabalho humano”. Existe ainda um tempo de inactividade, ou residual, durante o qual o executante tem de esperar que a máquina termine o seu trabalho, não estando ocupado com um trabalho específico, nem assumindo um repouso autorizado. O objectivo da melhoria de um método de trabalho deste tipo é a redução do tempo de inactividade ou residual, por forma a que certos elementos de traba- lho manual possam ser efectuados durante o tempo de funcionamento da má- quina, conseguindo-se, assim, uma redução do ciclo de trabalho. Numa fase posterior tentar-se-á reduzir o próprio tempo de funcionamento da máquina, de modo a que esta seja o melhor aproveitada possível. Complementos de repouso Nesta situação, o cálculo do complemento para necessidades pessoais deverá ser efectuado separadamente do complemento de fadiga. A razão desta distinção é que o complemento para necessidades pessoais deverá ter em consideração, não só os elementos manuais contidos no ciclo, mas também o tempo-máquina, incluindo, portanto, a totalidade do ciclo. Em contrapartida, o complemento de fadiga é calculado de acordo com o tempo de base de trabalho efectivamente executado. Depois de se terem calculado os complementos, é necessário verificar se o executante os pode absorver no ciclo de trabalho (caso de ciclos de trabalho longos, incluindo períodos de inactividade relativamente importantes), na totalidade ou em parte, ou se é necessário adicioná-los à soma do tempo humano e do tempo de máquina para calcular a verdadeira duração do ciclo. O primeiro caso só é possível se os períodos de inactividade forem bastante longos (cerca de 10 a 15 minutos) e ininterruptos, e se a máquina puder funcionar sem vigilância durante esses períodos. Contudo, normalmente, o complemento para necessidades pessoais é localizado totalmente fora do ciclo de trabalho. Para o complemento de fadiga admite-se, geralmente, que todo o período de actividade inferior ou igual a 0,5 minutos é demasiado curto para poder ser utilizado como tempo de repouso e que qualquer período ininterrupto de 1,5 minutos ou mais pode servir para recuperação da fadiga. Para tempos compreendidos entre 0,5 e 1,5 minutos, calcula-se, habitualmente, o tempo que se considera verdadeiramente utilizável para o repouso, deduzindo 0,5 minutos ao tempo de inactividade real e multiplicando o resultado obtido por 1,5. Trabalho homem-máquina e trabalho humano
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 61 III . 61 III . 61 III . 61 III . 61 Utilizando este método obtém-se os seguintes tempos efectivamente utilizáveis para o repouso, a partir dos tempos de inactividade real: A duração do ciclo e a repartição do trabalho homem-máquina no interior do ciclo condicionam, portanto, a maneira de calcular o complemento de repouso. Podemos distinguir quatro casos: • O tempo concedido para necessidades pessoais e de complemento de fadiga devem ser considerados fora do ciclo de trabalho. CNP Complemento para necessidades pessoais CF Complemento de fadiga Fig. III.30 • O tempo concedido a título de complemento para necessidades pessoais deve ser considerado fora do ciclo de trabalho, mas o complemento de fadiga pode ser considerado integralmente no ciclo. CNP Complemento para necessidades pessoais CF Complemento de fadiga Fig. III.31 Duração total do ciclo CNP considerado fora, CF considerado durante o ciclo de trabalho CNP CF Duração total do ciclo CNP e CF considerados fora do ciclo de trabalho CNP CF Tempos de inactividade real (período ininterrupto) (min) Tempo efectivamente utilizável para recuperar (min) 0,50 1,00 1,25 1,50 nenhum 0,75 1,12 1,50
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 62 III . 62 III . 62 III . 62 III . 62 • O tempo concedido a título de complemento para necessidades pessoais e uma parte do tempo previsto a título de complemento de fadiga devem ser considerados fora do ciclo de trabalho, mas o resto do complemento de fadiga pode ser considerado no ciclo. CNP Complemento para necessidades pessoais CF Complemento de fadiga Fig. III.32 • O tempo concedido a título de complemento para necessidades pessoais e de complemento de fadiga pode ser considerado integralmente no ciclo de trabalho. CNP Complemento para necessidades pessoais CF Complemento de fadiga Fig. III.33 As operações representadas nas figuras têm em comum as seguintes características: Duração total do ciclo CNP e parte de CF considerados fora, resto de CF considerado durante o ciclo CNP CF Parte de CF Parte de CF Duração total do ciclo CNP e CF considerados durante o ciclo CNP CF Trabalho humano Trabalho homem-máquina Tempo máquina a n i u q á m o p m e T s o t u n i m 5 1 o n a m u h o h l a b a r T e s a b e d s o t u n i m 0 1 a n i u q á m - m e m o h o h l a b a r T e s a b e d s o t u n i m 5 o d l a t o t o d % 5 : s i a i c e p s e s e d a d i s s e c e n s a a r a p o t n e m e l p m o C . a n i u q á m o p m e t o s i a m o n a m u h o p m e t s o t u n i m 5 2 , 1 . s i a t o t e s a b e d s o t u n i m s o d % 0 1 : a g i d a f e d o t n e m e l p m o C s o t u n i m 0 5 , 1
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 63 III . 63 III . 63 III . 63 III . 63 No caso 3, verificamos que o tempo-máquina inclui um período de 1,0 minuto durante o qual o executante se mantém inactivo. Aplicando o método de cálculo descrito anteriormente, verificamos que uma parte dessa inactividade (0,75 min) poderá ser usada para descanso do executante. O resto do tempo previsto para o complemento de fadiga (0,75 min) deve ser utilizado fora do ciclo de trabalho. No caso 4, partiu-se do princípio que um trabalhador vizinho podia vigiar a máquina do seu colega, caso este último fosse obrigado a deixar o seu posto de trabalho por um período que excedesse os dez minutos de tempo de inactividade compreendido no elemento máquina. Conforme se pode verificar, a duração total do ciclo difere em cada caso, de modo que o número de unidades de produção esperadas num dia normal de trabalho de oito horas varia de uma operação para outra. As normas de tempos pré-determinados são sistemas que visam estabelecer os tempos necessários à execução de diversas operações recorrendo, não à observação e medição directas, mas sim a normas previamente estabelecidas para diversos movimentos. A utilização deste sistema implica uma formação especializada, pelo que estes métodos não são destinados ao principiante, que não tem ainda um conhecimento profundo e uma grande experiência prática deste tipo de estudos. Assim, nesta Unidade Temática, iremos apenas abordar este assunto de uma forma genérica, expondo apenas os conceitos essenciais. Conforme referimos, estes sistemas utilizam dados tabelados para, artificialmente, se obterem dados standard. Os tempos obtidos dizem respeito a movimentos básicos e não a elementos específicos do ciclo de trabalho, sendo de aplicação genérica a uma grande variedade de trabalhos manuais. Normalmente, um estudo deste tipo é bastante demorado, visto que são utilizados inúmeros movimentos básicos para descrever mesmo as operações de curta duração. Por este motivo, estes sistemas têm vindo a ser cada vez mais simplificados, por forma a facilitar o seu uso, aparecendo versões novas, mais rápidas, recorrendo-se cada vez mais à utilização de computadores. NORMAS DE TEMPOS PRÉ-DETERMINADOS Caso Duração Total do Ciclo (min) Produção Diária Prevista (unidades) 1 2 3 4 27,75 26,25 27,00 25,00 17,3 → 17 18,3 → 18 17,7 → 18 (c/ horas extra) 19,2 → 19
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 64 III . 64 III . 64 III . 64 III . 64 Os sistemas de tempos pré-determinados mais utilizados são o MTM (Methods Time Measurement), o BMT (Basic Motion Time Study) e o CSD (Computerized Standard Data). Todos eles são sistemas proprietários, tendo sido desenvolvidos em laboratório. De entre todos eles, o mais divulgado é o MTM, pelo que será a este sistema que iremos dedicar um pouco mais de atenção. O sistema MTM é, na verdade, uma família de produtos disponibilizados pela Associação MTM. Os produtos incluem o MTM-1, MTM-2 e o MTM-3. Cada um deles disponibiliza diferentes graus de precisão. O MTM-1 é normalmente recomendado para ciclos de trabalho que possuam até 1 minuto de duração. O MTM-2 utiliza-se para ciclos de duração entre 1 e 4 minutos e o MTM-3 para ciclos que durem mais do que 4 minutos. Está igualmente disponível o 4M, um sistema computadorizado para criação e manutenção dos tempos standard baseados na informação do MTM-1. Todos os sistemas MTM são baseados em trabalho de laboratórios e muitos deles são destinados a grupos específicos de actividade. Existe, por exemplo, o MTM-HC para a indústria médica, o MTM-M para actividades microscópicas, o MTM-V para trabalhos relacionados com máquinas comerciais, etc. Existem Associações MTM distribuídas por 13 países diferentes, tendo o sistema um jornal próprio e existindo programas de certificação para os utilizadores. No quadro seguinte podemos observar um exemplo de uma tabela MTM. Alcançar Sistemas de tempos pré- determinados Distância (em polegadas) Tempo (TMU) Mão em movimento A B C ou D E A B 3/4 ou menos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 2.0 2.5 4.0 5.3 6.1 6.5 7.0 7.4 7.9 8.3 8.7 9.6 10.5 11.4 12.3 13.1 14.0 14.9 15.8 16.7 17.5 2.0 2.5 4.0 5.3 6.4 7.8 8.6 9.3 10.1 10.8 11.5 12.9 14.4 15.8 17.2 18.6 20.1 21.5 22.9 24.4 25.8 2.0 3.6 5.9 7.3 8.4 9.4 10.1 10.8 11.5 12.2 12.9 14.2 15.6 17.0 18.4 19.8 21.2 22.5 23.9 25.3 26.7 2.0 2.4 3.8 5.3 6.8 7.4 8.0 8.7 9.3 9.9 10.5 11.8 13.0 14.2 15.5 16.7 18.0 19.2 20.4 21.7 22.9 1.6 2.3 3.5 4.5 4.9 5.3 5.7 6.1 6.5 6.9 7.3 8.1 8.9 9.7 10.5 11.3 12.1 12.9 13.7 14.5 15.3 1.6 2.3 2.7 3.6 4.3 5.0 5.7 6.5 7.2 7.9 8.6 10.1 11.5 12.9 14.4 15.8 17.3 18.8 20.2 21.7 23.2
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 65 III . 65 III . 65 III . 65 III . 65 Significado das várias situações A, B, C, D e E Fonte: Adaptado de MTM Association for Standards and Research Esta tabela descreve o movimento “Alcançar”, estipulando os diferentes tempos standard para variadas condições. As categorias de movimentos consideradas na versão básica do sistema MTM-1 são “Pegar”, “Mover”, “Posicionar” e “Largar”, designando-se estes movimentos básicos por “therbligs”. Note-se que os tempos são medidos em TMU’s (Time Measurement Units) sendo 1 TMU=0,00001 hora=0,0006 minutos. Para determinar um tempo standard MTM para uma dada operação, terão que se identificar todos os movimentos constituintes dessa operação, encontrar o valor TMU apropriado para cada uma, somar todos os valores e adicionar as tolerâncias. Estes sistemas têm sido usados com sucesso há mais de 40 anos, podendo-se enumerar algumas das suas vantagens: • Permitem o desenvolvimento de tempos standard antes do trabalho ser executado. • Foram testados exaustivamente, quer em laboratório, quer em situações reais. • Os valores incluem taxas de desempenho, não sendo necessário o seu cálculo pelo utilizador. • São aceites por diversos sindicatos como sendo uma boa técnica de determinação de tempos standard. • Podem ser usados em paralelo com os Estudos de Tempos observados, por forma a aumentar a precisão dos resultados. A Alcançar o objecto colocado num local fixo,ou na outra mão, ou onde a outra mão está posicionada. B Alcançar o objecto situado num local que pode variar ligeiramente de ciclo para ciclo. C Alcançar o objecto, encontrando-se este misturado com outros objectos, sendo necessário procurá-lo e seleccioná-lo. D Alcançar um objecto muito pequeno, sendo necessário agarrá-lo com pressão. E Alcançar o obejecto, encontrando-se este num local indeterminado, fora do alcance do corpo.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 66 III . 66 III . 66 III . 66 III . 66 A soldadura de uma placa transistorizada, num processo de montagem, possui, segundo valores standard, um valor MTM de 70,0 TMU’s. Antes de efectuar esta operação, um trabalhador necessita de alcançar uma peça pequena a uma distância de cerca de 41 cm (17,0 TMU), agarrar a peça (9,1 TMU), mover a peça até ao ponto de montagem (27,0 TMU) e posicioná-la (32,3 TMU). Esta pequena tarefa, constituída por cinco elementos, demora um total de 17,0+9,1+27,0+32,3+70,0=155,4 TMU. Fazendo a conversão para minutos vemos que a operação demora 155,4 TMU x 0,0006 minutos = 0,0932 minutos, ou seja, aproximadamente 5,6 segundos. O Estudo Computadorizado dos Tempos Os Estudos de Tempos e dos movimentos dos trabalhadores industriais não são nada de novo nos postos de trabalho americanos. Por volta de 1890, o Engenheiro Industrial Frederick W. Taylor observou meticulosamente os movimentos dos trabalhadores nas fundições e nas linhas de montagem. Taylor aperfeiçoou um método de observação dos movimentos dos operários, num processo que veio a ser conhecido mais tarde por Taylorismo, com alguns pontos comuns à hoje intitulada “Gestão Científica”. Mas a utilização de computadores e de software adequado, ultrapassaram de longe os métodos utilizados por Taylor, possuindo capacidades ilimitadas na gestão da produtividade dos trabalhadores, podendo-se chegar à precisão do minuto. O uso de computadores para análise de tempos espalhou-se rapidamente nos últimos anos, sendo utilizado numa variedade surpreendente de diferentes tipos de actividades. Eis alguns exemplos das aplicações mais correntes: • Na At & T Communications, um sistema computadorizado gigante mantém o registo do tempo médio por chamada de cada operador. Normalmente, o tempo médio que cada operador gasta com uma chamada telefónica é de 30 segundos. Se um operador demora sistematicamente mais tempo do que os seus colegas, mesmo que sejam uns poucos segundos, pode ser repreendido ou demitido, uma prática a que se opõe vigorosamente a Associação de Operadores Telefónicos Americanos. • Os gestores da United Parcel Service, em Maryland e Virginia (uma firma de entregas postais), depois de estudarem os percursos de entrega, introduzem os dados dos relatórios individuais dos condutores num computador, que considera o número de paragens efectuadas, número de quilómetros percorridos e de embalagens entregues, calculando quanto tempo deveria demorar o percurso. As tabelas com estes dados são afixadas diariamente. A UPS não utiliza este Exemplo III.8
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 67 III . 67 III . 67 III . 67 III . 67 sistema com fins disciplinares, disse um dos gestores, mas mesmo assim esta prática encontra forte oposição junto dos Sindicatos. • Nos armazéns da Giant Food, os leitores ópticos de códigos de barras não só proporcionam uma forma rápida e eficiente de controlo dos stocks existentes, como também fornecem informações acerca da velocidade de trabalho do operador de caixa. Em cada posto de trabalho são afixadas listagens de computador indicando o número de clientes e o número de artigos e de dólares transaccionados pelos operadores. Inicialmente, os nomes de cada operador de caixa eram impressos, assim como as suas taxas de desempenho, mas os protestos que tal prática provocou foram tão fortes que, actualmente, os operadores são identificados apenas pelo seu número. • Na Northwest Orient Airlines em Minneapolis, espera-se que os 55 operadores de computador que efectuam a introdução de dados relativosàemissãoepagamentode bilhetes, ofaçam aumavelocidade compreendida entre os 9 000 e os 16 000 caracteres por hora, tendo o computador sido equipado com um sofisticado sistema de registo da velocidade de digitação. Os trabalhadores mais rápidos podem ter direito a uma hora flexível na marcação dos seus turnos de trabalho, mas os mais lentos podem ver o seu vencimento reduzido. Todos os trabalhadores têm que manter uma velocidade superior a 75% da velocidade dos trabalhadores mais rápidos. Caso contrário poderão ser despedidos. Fonte: Excertos de um artigo publicado em The Washington Post, edição de 2 de Setembro de 1984, Domingo, página A-18.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 68 III . 68 III . 68 III . 68 III . 68 Ao longo desta Unidade Temática estudaram-se diversas técnicas de medição do trabalho, desde os métodos de medição directa do trabalho efectuado pelo executante, até às técnicas teóricas que permitem determinar a duração de um determinado trabalho antes mesmo de ele ser executado. Foram ainda abordadas, superficialmente, algumas questões estatísticas rela- cionadas com a dimensão da amostra e sua relação com o nível de confiança e a margem de erro. A medição prática do trabalho só é possível com a utilização de algum equipa- mento especial, nomeadamente os cronómetros, pelo que foram referidos al- guns cronómetros de diferentes tipos e respectivos modos de utilização. Identificaram-se as diferentes fases constituintes de um Estudo dos Tempos, analisando o modo de efectuar a decomposição do trabalho nos seus diversos elementos e o modo de calcular a dimensão da amostra a estudar, tendo em conta a margem de erro e o nível de confiança pretendidos. Efectuou-se a decomposição do tempo normal de duração de uma certa activi- dade nos seus diversos tempos constituintes, realçando, nomeadamente, o modo e objectivo de utilização do factor de actividade e dos diversos tipos de complementos que podem ser considerados como parte integrante do referido tempo normal. Foram enunciadas algumas das diferenças a ter em consideração no estabele- cimento de normas para o trabalho com máquinas, referindo-se finalmente, alguns sistemas de normas de tempos pré-determinados, dos quais o mais representativo é o sistema MTM, e que permitem, além de outras característi- cas, o estabelecimento de tempos padrão sem ser necessário utilizar a medi- ção directa dos tempos efectivos de duração das operações. RESUMO
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Prática A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 69 III . 69 III . 69 III . 69 III . 69 1 - Numa amostragem preliminar de uma determinada actividade obteve-se o seguinte resultado: • Operador a trabalhar 60 • Operador parado 40 • N.º total de observ. preliminares100 Qual a dimensão da amostra a utilizar para se ter um nível de confiança de 99,7% com uma margem de erro de ± 4%? 2 - Considere um estudo de amostragem onde um observador p o d e realizar diariamente até 8 percursos de observação e, em cada percurso, efectuar 6 observações. A percentagem de ocorrência estimada para o elemento de actividade 01 é de 17%. Pretende-se um erro absoluto para o referidoelemento01de2%, comumintervalodeconfiançade95%. Para que o estudo esteja concluído em 15 dias, quantos observadores são necessários considerar? 3 - Um determinado banco pretende determinar qual a percentagem de tempo em que os seus funcionários se encontram a trabalhar e em repouso. Foi utilizada uma amostragem, tendo-se verificado que os funcionários se encontravam em repouso durante 30% do tempo. Quantas observações deverão ser efectuadas para garantir um nível de confiança de 95,45% e uma margem de erro de 5%? 4 - Você é o novo responsável pelo Estudo dos Tempos na empresa Metalochapa, Lda. e encontra-se, neste momento, a efectuar um estudo acerca de um trabalhador numa furadora. Para sua surpresa, uma das primeiras coisas em que reparou foi que o referido trabalhador se encontra frequentemente ocupado noutras tarefas, que não propriamente fazer furos. O seu problema consiste em determinar quais as tarefas que deverão ser incluídas no estudo e o modo como o deverão ser. Tendo em conta os seguintes exemplos, indique como os consideraria: a) Sensivelmente a cada 50 unidades produzidas, o operador da furadora observa um pouco mais demoradamente a peça produzida, a qual, aparentemente, se encontra com defeitos, atirando-a para o caixote de desperdícios. b) Aproximadamente 1 em cada 100 peças produzidas possui uma aresta demasiado grande, não se conseguindo encaixá-la na mesa da furadora. O operador pega na peça, bate na aresta algumas vezes, até que a peça encaixe na mesa da furadora, prosseguindo de seguida o seu trabalho. ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Prática A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 70 III . 70 III . 70 III . 70 III . 70 c) De hora a hora, sensivelmente, o operador desliga a furadora para substituir o broca, mesmo que se encontre a meio de um trabalho. Podemos assumir que a broca se encontra gasta. d) Entre cada trabalho e às vezes no meio de um trabalho, o operador vai buscar mais peças para furar, desligando a furadora. e) O operador encontra-se parado durante alguns minutos no início de cada trabalho, aguardando que seja efectuada a inicialização da furadora por outro trabalhador. Algum deste tempo é utilizado para ir buscar mais material, mas normalmente quando regressa, ainda tem que esperar que a tarefa de inicialização da furadora seja concluída. f) O operador interrompe o seu trabalho para falar consigo. g) O operador acende um cigarro. h) O operador abre a sua lancheira (fora da hora normal de refeição), tira uma maçã e, ocasionalmente, dá-lhe uma mordidela. i) O operador deixa cair uma peça e você apanha-a e entrega-lha. Este facto tem alguma importância no Estudo dos Tempos? Como? 5 - Foram efectuadas 20 observações para uma determinada actividade. Calculou-se que o tempo médio da referida actividade foi de 5,83 minutos, tendo-se apurado, para o desvio standard, o valor de 2,04 minutos. Para um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 10%, pretende-se saber se a referida amostra de 20 observações é suficiente. 6 - Foram efectuadas 30 observações a uma determinada actividade. O tempo médio calculado para a referida actividade foi de 3,66 minutos com um desvio padrão de 0,732 minutos. Serão as 30 observações suficientes para se garantir um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%? 7 - Uma determinada actividade foi observada durante diversos ciclos, tendo- -se estimado a sua duração média em 1,84 minutos e o desvio padrão de 0,38 minutos. Quantas observações é necessário efectuar para que a duração média da referida actividade possa ser estabelecida com um grau de confiança de 95% e uma margem de erro de 10%? 8 - Um Estudo de Tempos efectuado para uma determinada actividade revelou um tempo médio de ciclo de 3,2 minutos, com um desvio padrão de 1,28 minutos. Estes valores foram obtidos com base em 45 observações. Serão estas observações suficientes para se garantir um nível de confiança de 99% e uma margem de erro de 5%? Caso contrário, quantas observações serão necessárias? 9 - Qual a diferença entre “tempo observado” e “tempo normal”? 10 - Uma determinada actividade foi observada o tempo suficiente para permitir uma boa familiarização com o mesmo. A referida actividade foi dividida em cinco elementos, tendo sido observada durante quatro ciclos.
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Prática A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 71 III . 71 III . 71 III . 71 III . 71 Os tempos que se obtiveram e os respectivos factores de actividade encontram-se representados na tabela abaixo: a) Algum(s) do(s tempo(s) apresentado(s) poderão ser considerados como “estranhos” (observações ou registos errados), não devendo, por isso, ser considerados na análise global? b) Calcule o tempo normal para esta actividade, baseando-se nos dados apresentados. c) Com base nos dados apresentados, qual deverá ser a dimensão de uma amostra a efectuar para o elemento 2, pretendendo-se um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%? 11 - Foram efectuadas diversas observações a uma determinada actividade, tendo-se estimado a sua duração média em 6,28 minutos. O técnico responsável pelas medições determinou um factor de actividade para o trabalhador observado de 110%, durante a realização do estudo. Para a actividade em questão considera-se apropriado um complemento de fadiga de 13%. a) Calcule o tempo normal para a referida actividade. b) Calcule o tempo standard para a referida actividade. 12 - Um técnico de medição de tempos, após se ter familiarizado com uma determinada actividade, resolveu dividi-la em quatro elementos. Os tempos obtidos para cada elemento, nos primeiros quatro ciclos, são apresentados na tabela abaixo, juntamente com o factor de actividade para cada elemento: o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F 1 2 3 4 5 6 4 2 , 1 2 7 9 , 0 4 1 9 , 0 1 2 1 , 2 3 5 2 , 1 8 2 3 , 1 5 9 8 , 0 5 7 8 , 1 8 9 1 , 2 5 7 1 , 1 8 9 2 , 1 8 9 7 , 0 4 6 9 , 1 6 4 1 , 2 3 1 4 , 1 6 0 3 , 1 9 1 9 , 0 2 7 9 , 1 1 2 4 , 2 8 1 2 , 2 0 9 0 0 1 0 0 1 0 1 1 0 0 1 o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F 1 2 3 4 8 3 , 1 9 2 , 0 1 6 , 0 7 7 , 0 8 5 , 1 5 3 , 0 8 5 , 0 2 8 , 0 1 7 , 1 0 3 , 0 3 5 , 0 4 7 , 0 9 4 , 1 8 3 , 0 7 5 , 0 8 8 , 0 0 0 1 0 2 1 5 0 1 0 9
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Prática A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 72 III . 72 III . 72 III . 72 III . 72 a) Com base nos tempos observados durante os quatro ciclos, calcule o tempo normal para a actividade em estudo. b) Quantas observações serão necessárias para determinar a duração do elemento 1 da actividade em estudo, caso se pretenda um nível de confiança de 95% com uma margem de erro de 10%? 13 - Um técnico de medição de tempos, após se ter familiarizado com uma determinada actividade, resolveu dividi-la em quatro elementos. Os tempos obtidos para cada elemento, nos primeiros cinco ciclos, são apresentados na tabela abaixo, juntamente com o factor de actividade para cada elemento: a) Com base nos tempos observados durante os cinco ciclos, calcule o tempo normal para a actividade em estudo. b) Com base nos dados disponíveis, qual deveria ser a dimensão da amostra para estimar a duração do elemento 1, considerando um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%? 14 - Uma determinada actividade, constituída por 3 elementos, foi submetida a um Estudo de Tempos. Os tempos registados encontram-se representados no quadro abaixo. Para a referida actividade, é normalmente aceite uma tolerância de 5% para actividades pessoais e 15% como complemento de fadiga. Determine o tempo standard para a referida actividade. 15 - Os dados representados na tabela seguinte representam o resultado de um Estudo de Tempos efectuado sobre um processo metalomecânico. Com base nestas observações, determine o tempo standard para o referido processo, assumindo que os complementos de fadiga são de 25%. o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 1 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 2 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 3 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 4 o l c i C 5 o l c i C 5 o l c i C 5 o l c i C 5 o l c i C 5 o l c i C e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F 1 2 3 4 1 5 , 1 6 4 , 2 9 7 , 1 5 2 , 1 3 6 , 1 4 3 , 2 2 0 , 3 1 1 , 1 8 4 , 1 3 3 , 2 4 8 , 1 0 4 , 1 5 5 , 1 6 3 , 2 8 7 , 1 5 1 , 1 2 7 , 1 0 3 , 2 7 7 , 1 9 2 , 1 0 1 1 5 9 0 9 5 1 1 o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 6 6 6 6 6 A B C 1 , 0 8 , 0 5 , 0 3 , 0 6 , 0 5 , 0 2 , 0 8 , 0 4 , 0 9 , 0 5 , 0 5 , 0 2 , 0 2 , 3 6 , 0 1 , 0 7 , 0 5 , 0 % 0 9 % 0 1 1 % 0 8
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Prática A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 73 III . 73 III . 73 III . 73 III . 73 16 - Baseado num cuidadoso Estudo de Tempos numa determinada empresa, obtiveram-se os valores apresentados na tabela na página seguinte: a) Calcule o tempo normal para cada elemento de trabalho. b) Se para este tipo de trabalho forem admitidas tolerâncias de 15%, qual será o tempo standard? c) Quantas observações será necessário efectuar para o primeiro elemento, caso se pretenda um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%? 17 - Cada circuito impresso na Ile Tronics, Inc. possui um semicondutor que é colocado no circuito por pressão. Os movimentos elementares utilizados pela Ile Tronics, Inc. e respectivos TMU são o seguintes: Movimento de 9 cm para alcançar o semicondutor 10,5 TMU Agarrar semicondutor 8,0 TMU Mover o semicondutor até à placa de circuito impresso 9,5 TMU Posicionar o semicondutor 20,1 TMU Pressionar o semicondutor contra a placa 20,3 TMU Mover a placa 15,8 TMU Cada TMU (Time Measurement Unit) é aproximadamente igual a 0,0006 minutos. Determine o tempo normal para toda a actividade, em minutos e segundos. o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E o t n e m e l E ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C ) s o t u n i m m e o p m e t ( s o l c i C e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F e d a d i v i t c a e d r o t c a F 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 6 6 6 6 6 7 7 7 7 7 1 2 3 4 8 , 1 9 , 6 0 , 3 1 , 0 1 7 , 1 3 , 7 0 , 9 1 , 1 1 6 6 , 1 8 , 6 5 , 9 3 , 2 1 1 9 , 1 1 , 7 8 , 3 9 , 9 5 8 , 1 3 , 5 1 9 , 2 0 , 2 1 7 7 , 1 0 , 7 1 , 3 9 , 1 1 6 , 1 4 , 6 2 , 3 0 , 2 1 % 0 9 % 0 0 1 % 5 1 1 % 0 9 Elemento Ciclos (tempo em minutos) Factor de actividade 1 2 3 4 5 Preparar relatórios Fotocopiar Acondicionar relatórios Distribuir relatórios 35 12 3 15 40 10 3 18 33 36 5 21 42 15 5 17 39 13 4 45 120% 110% 90% 85%
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    GuiadoFormando Ut.03 M.O.01 Componente Prática A Medidado Trabalho IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho III . 74 III . 74 III . 74 III . 74 III . 74 18 - Cada circuito impresso produzido na In The Grado, Inc. possui um semicondutor que é encaixado numas ranhuras previamente abertas. Os movimentos elementares utilizados e respectivos TMU’s, considerando odesempenhodaactividadeaumataxanormal,são: Alcançar o semicondutor a 6 cm de distância 10,5 TMU Agarrar o semicondutor 8,0 TMU Mover o semicondutor para a placa de circuito impresso 9,5 TMU Posicionar o semicondutor 20,1 TMU Colocar o semicondutor nas ranhuras 20,3 TMU Afastar a placa de circuito impresso 18,8 TMU Determine o tempo normal para esta operação, em minutos e em segundos. 19 - Afiar um lápis é uma actividade que pode ser dividida em oito pequenos movimentos elementares. Cada um destes elementos pode ter atribuído um determinado número de TMU, como se mostra na página seguinte: Operação TMU’s Mover a mão 10 cm para alcançar o lápis 6 TMU Agarrar o lápis 2 TMU Mover o lápis 15 cm 10 TMU Posicionar o lápis 20 TMU Inserir o lápis no afia-lápis 4 TMU Afiar o lápis 120 TMU Retirar o lápis do afia-lápis 10 TMU Mover o lápis 15 cm 10 TMU Qual o tempo normal para afiar um lápis? Converta este tempo para minutos e segundos.
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    GuiadoFormando M.O.01 Ut.01 IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho Ergonomia
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 1 IV . 1 IV . 1 IV . 1 IV . 1 OBJECTIVOS No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a: • Enunciar o conceito de Ergonomia, indicando o seu objectivo e campos de aplicação; • Efectuar a distinção entre os diferentes tipos de trabalho; • Enumerar os diversos factores que influenciam o rendimento humano, especificando o modo como o fazem; • Especificar e diferenciar os diferentes aspectos da adaptação do Homem ao trabalho e do trabalho ao Homem; • Enumerar algumas das preocupações ergonómicas a ter em conta na implementação de um determinado posto de trabalho. TEMAS • Conceitos gerais • Tipos de trabalho • A adaptação do Homem ao trabalho • O rendimento humano • O ritmo biológico diário • A prática • A idade • A fadiga • Turnos e trabalho nocturno • A adaptação do trabalho ao Homem • A antropometria • A posição do corpo • O trabalho sentado • O trabalho em pé • O ambiente de trabalho • A iluminação • Resumo • Actividades / Avaliação
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 2 IV . 2 IV . 2 IV . 2 IV . 2 A Ergonomia é uma disciplina técnica que une a pesquisa científica com a experiência prática, tendo por finalidade a obtenção de um trabalho “mais humanizado”, isto é, procura reduzir ao máximo a fadiga que o trabalho ocasiona, fornecendo métodos que permitem determinar os limites de suportabilidade do trabalho humano. A Ergonomia, utilizando conhecimentos de Anatomia, Psicologia, Fisiologia, Sociologia e Tecnologia, tenta, assim, adaptar o mais possível o trabalho ao Homem e vice-versa. A adaptação do trabalho ao Homem é conseguida, essencialmente, através do estudo de três factores: • Análise e adaptação do ambiente de trabalho (temperatura, som, iluminação, humidade, vibrações, etc.) • Análise e adaptação dos postos de trabalho e meios de produção (espaço, máquinas, etc.) • Análise e adaptação da organização do trabalho (sequência de tarefas a executar, tempo de trabalho, regulamentação de pausas, métodos de trabalho, etc.) Por outro lado, a adaptação do Homem ao trabalho tem a ver, essencialmente, com a utilização e colocação do pessoal tendo em conta as aptidões pessoais de cada indivíduo, a idade, sexo e constituição física, grau de instrução, experiência anterior, etc. Tipos de trabalho Antes de prosseguirmos, e dada a diversidade de tarefas possíveis existentes, poder-se-á efectuar um trabalho de sistematização dos diferentes tipos de trabalho, que, necessariamente, terão requisitos e necessidades específicas. Assim, poder-se-á distinguir entre trabalho energético e trabalho informativo. Dado que nenhum deles existe sozinho, havendo sempre uma combinação dos dois (embora com pesos diferentes), distinguiremos, então, o trabalho preponderantemente energético e o trabalho preponderantemente informativo. No primeiro, por sua vez, se forem exigidos principalmente os músculos, coração e circulação, havendo a geração e utilização da força, diz-se que o trabalho é muscular. Caso se utilizem também os órgãos sensoriais, fala-se de trabalho senso-motor. O segundo poderá ser reactivo, combinado ou criativo, consoante a intensidade em que são exigidos os órgãos dos sentidos e a concentração mental. Esta classificação, efectuada por Laurig em 1982, poderá ser sintetizada nos seguintes quadros: CONCEITOS GERAIS Ergonomia Trabalho Energético e Trabalho Informativo
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 3 IV . 3 IV . 3 IV . 3 IV . 3 Fig. IV.1 - Tipos de trabalho, segundo Laurig (1982) O rendimento humano É indiscutível que a realização do trabalho humano é indispensável para suster a humanidade. Com efeito, a manutenção e o avanço da humanidade são conseguidos graças à participação de cada indivíduo, que, com o seu trabalho, é responsável por uma parcela desse mesmo avanço. A parcela com que cada indivíduo contribui é, no entanto, bastante variável, dependendo, quer de factores relacionados com o próprio indivíduo, por um lado (disposição psicológica, factores físicos, ambientais, etc.), quer, por outro, de factores relacionados com as exigências do grupo (sociedade) onde o indivíduo se insere. Temos, assim, por um lado, as exigências que são feitas ao Homem (exigências ao rendimento do trabalho), que não podem ser consideradas isoladamente de todo o sistema total de trabalho (com todos os seus factores biológicos, sociais, A ADAPTAÇÃO DO HOMEM AO TRABALHO Tipos de trabalho Trabalho Enérgico (Geração e utilização da força) Muscular Senso-Motor Carracterização das tarefas Trata-se de esforço, frequentemente na área mecânica, isto é, movimentação de pesos através de força muscular Movimentos das mãos e/ou braços, e xe c uta d o s c o m d e te rm i na d a exactidão, sendo os esforços pouco significativos Órgãos mais solicitados Mús c ulo s , te nd õ e s , c i rc ula ç ã o , respiração Músculos, tendões, órgãos sensoriais Exemplos Transporte de cargas remoção de areia com uma pá Trabalhos de montagem, tecer malhas Tipos de trabalho Trabalho Enérgico (Geração e utilização da força) Reactivo Combinador Criativo Caracterização das tarefas R e c o l he r e p r o c e s s a r informações; eventualmente reagir a elas R e c o l h e r e p r o c e s s a r informações; convertê-las em o u t r a s i n f o r m a ç õ e s d e transmiti-las Gerar informações e eventualmente transmiti-las Órgãos mais solicitados Ó r g ã o s s e n s o r i a i s (músculos) Órgãos sensoriais (uso da mente-raciocínio) U s o d a m e n t e (raciocínio) Exemplos Controlar, supervisionar Telefonar, programar Inventar, resolver problemas
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 4 IV . 4 IV . 4 IV . 4 IV . 4 organizacionais e técnicos), e, por outro lado, aquilo que o Homem realmente é capaz de oferecer (oferta de rendimento do trabalhador). A oferta de rendimento do trabalhador, por sua vez, está condicionada por dois factores: a capacidade e a disposição para o trabalho. Um indivíduo poderá possuir uma enorme capacidade para trabalhar, mas não conseguirá produzir grande coisa se a sua disposição para o trabalho for reduzida. Inversamente, poderão conseguir-se resultados surpreendentes de um indivíduo altamente motivado, mesmo que a sua capacidade para o trabalho seja relativamente diminuta. Fig. IV.2 - Factores que influenciam o rendimento obtido. Fonte: “Introdução ao Estudo do Trabalho”, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 A capacidade e a disposição para o rendimento, por sua vez, poderão ainda ser subdivididas, de acordo com diversos factores, como a seguir se exemplifica: Capacidade para o rendimento Disposição para o rendimento Qualidades e capacidades fundamentais Conhecimentos e capacidades adquiridos Disposição fisiológica para o rendimento Disposição psicológica (motivação ) Diferenças específicas de constituição e de sexo (estrutura básica do ser humano ) Saúde Treino Idade Formação Experiência Prática Oscilações diárias, semanais e anuais Tempo Ambiente físico Posição em relação ao trabalho , em geral Estado de ânimo Ambiente de trabalho Ambiente pessoal Privacidade Fig. IV.3 - A Oferta de Rendimento Homem Fonte: Schulte, 1977 RENDIMENTO OBTIDO Rendimento Exigido Oferta de Rendimento do Homem Disposição para o Rendimento Capacidade para o Rendimento
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 5 IV . 5 IV . 5 IV . 5 IV . 5 Em relação à disposição para o rendimento, há a considerar um componente autónomo, que é independente da vontade e que regula as funções do corpo humano durante o dia, alternando entre uma “fase de trabalho” e uma “fase de repouso”. Através do estudo deste “ritmo biológico”, é possível ao Homem adaptar-se a diversas situações, de modo a distribuir o trabalho de uma forma tão racional quanto possível e a proteger-se da sobrecarga de trabalho. O ritmo biológico diário Se bem que possam existir (e existem) diferenças consideráveis de indivíduo para indivíduo, poder-se-á dizer que o Homem funciona segundo uma lei de base biológica, um ritmo diário, segundo o qual o organismo apresenta maior ou menor disposição para o trabalho de acordo com a hora do dia. Este ritmo diário oscila de acordo com as refeições, regime de pausas, turno, etc. Poder-se-á representar o ritmo biológico nas 24 horas de acordo com o seguinte gráfico, salvaguardando o aspecto de, conforme já foi dito, existirem diferenças consideráveis de indivíduo para indivíduo. A curva apresentada representa, pois, um comportamento médio. Fig. IV.4 - Ritmo biológico diário nas 24 horas, segundo Graf (1960) Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991 Esta curva mostra um ponto máximo na parte da manhã, por volta das nove horas, sofrendo em seguida um decréscimo até atingir um mínimo após o meio- dia. Pode-se constatar a existência do chamado “ponto morto”, por volta das três da madrugada. Apesar disto, pode-se contar com que aproximadamente cerca de 30 % dos homens sejam do tipo nocturno, que até nas horas mais avançadas da noite podem estar em acção sem apresentar um cansaço considerável. A frequente impressão de grande vigor, mesmo a altas horas da madrugada, pode ficar a dever-se à reduzida poluição sonora. Inversamente, existe o tipo de homem matinal, que atinge uma elevada disposição para trabalhar por volta das 8 horas da manhã. Em compensação, contudo, verifica-se uma inversão do comportamento do corpo, para o descanso, no final da tarde. Verifica-se que é nas horas de disposição reduzida que acontecem um maior número de falhas, erros e acidentes, pelo que não é de menosprezar a consideração do ritmo biológico diário na organização do trabalho. 6 9 12 15 18 21 24 3 6 Hora Alteração da disposição para o trabalho + -
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 6 IV . 6 IV . 6 IV . 6 IV . 6 A prática A prática deverá ser também um dos factores a ter em consideração para uma correcta distribuição do trabalho, pois ela é, sem dúvida, um dos elementos condicionantes da capacidade para o trabalho. Este facto não deverá constituir nenhuma novidade visto que, normalmente, a escolha de um trabalhador para um determinado posto de trabalho é condicionada pela sua experiência anterior em actividades semelhantes. Convirá aqui referir que a prática, além de constituir um processo consciente e planeado (onde o indivíduo recebe, em primeiro lugar, uma orientação, praticando depois até executar correctamente o trabalho em causa), é também uma actividade inconsciente e involuntária, constituindo um fenómeno fundamental observado na actividade humana. Aprender e praticar poderá ser comparado a viver e crescer. Estudos recentes demonstraram que a aquisição de um determinado grau de prática no desempenho de uma determinada tarefa depende não só do número de vezes que essa tarefa é repetida, mas também da inclusão de pausas no processo. Com efeito, a inclusão de pausas durante o período de prática e a duração de cada fase (limitada a uma determinada extensão) irá beneficiar a aquisição de prática na realização de uma determinada tarefa. O tempo total de prática deverá ser subdividido em fases de curta duração, pausas e mesmo actividades de outra natureza a cada interrupção. A idade De entre as características do ser humano condicionantes da sua capacidade de trabalho, e além de outros factores como o sexo e a saúde, conta-se a idade. Se com o passar dos anos existem determinadas características que se vão degradando, existem outras que, por seu lado, vão melhorando, pelo que a idade de um trabalhador será também um factor a ter em consideração na atribuição e organização do trabalho. No quadro seguinte, representam-se algumas modificações que, a título de exemplo, podem ser observadas no ser humano, com o aumento da idade.
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 7 IV . 7 IV . 7 IV . 7 IV . 7 Fig. IV.5 - Fenómenos e tendências de modificações qualitativas do Homem em função da idade Fonte: Laurig, 1982 Se considerarmos, por exemplo, o factor muscular, veremos que, com o aumento da idade, existe a seguinte variação: Fig. IV.6 - Força muscular dependendo da idade A evolução da capacidade de admissão de oxigénio aos pulmões, habilidade manual ou aprendizagem e memorização seguem um processo semelhante, atingindo um valor máximo por volta do 25.º ano de vida. De notar que estes valores são médios e podem apresentar uma considerável variação de acordo com o indivíduo em causa. Com a idade aumentam, por exemplo: ì A expressividade e capacidade de julgamento. A capacidade de se relacionar e de executar trabalho com pessoas. Acerto para executar actividades de construção e ordenação. A habilidade para trabalhos energéticos e informáticos. A exactidão para execução de tarefas num grau baixo de complexidade. A confiança e a consciência da responsabilidade O equilíbrio e a continuidade. A experiência profissional e de trabalho. A autonomia e capacidade para dispôr da imaginação. Com a idade reduzem-se, por exemplo: î A força muscular. A sensibilidade dos órgãos sensoriais, tal como a visão, a audição e o tacto. A capacidade de aprender conceitos abstractos. A capacidade da armazenar informações, por curto prazo (memória). A capacidade de abstracção. A velocidade para captar e processar informações. O poder de reacção perante, especialmente, tarefas complexas. 0 10 20 30 40 50 60 20 40 60 80 100 Força em % de força máxima Idade em anos Homem Mulher
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 8 IV . 8 IV . 8 IV . 8 IV . 8 Daqui se conclui que o avanço da idade não implica necessariamente um afastamento do mundo do trabalho. Se, por um lado, existem determinadas capacidades que vão diminuindo (essencialmente capacidades físicas), existem outras que se vão desenvolvendo (essencialmente capacidades mentais), devendo haver uma deslocação dos trabalhadores mais idosos para postos de trabalho que exijam uma maior experiência, capacidade de julgar, responsabilidade e confiabilidade. A fadiga A fadiga é uma consequência natural do desempenho de determinadas tarefas e não pode ser considerada como algo nocivo e, só por si, prejudicial ao organismo. Somente quando existe um continuado esgotamento energético ou uma carga persistente, é que sobrevêm perturbações na área dos sintomas fisiológicos e que em certas condições afectam o rendimento do trabalho e até mesmo a saúde. No entanto, a fadiga no trabalho pode ser combatida através da criação de pausas para descanso, que permitirão ao organismo o “carregar de baterias” necessário para a continuação de um determinado rendimento. A introdução de pausas para descanso ajudam a reduzir a fadiga provocada pelo trabalho, podendo evitar a redução do rendimento e mesmo motivar um bom rendimento posterior, através da sua acção psicológica. Estudos efectuados sobre o valor do descanso durante uma pausa (Lehmann, 1962) demonstram que este é maior no início da pausa e vai depois diminuindo à medida que a pausa se vai estendendo. Por outras palavras, descansa-se mais no início da pausa e vai-se, comparativamente, “descansando menos” à medida que a pausa se prolonga. Devido a este facto, conclui-se que é melhor a introdução de diversas pausas de curta duração, do que uma só de longa duração. Isto deverá, obviamente, ser efectuado sempre que o processo de trabalho o permita, devendo a duração das pausas ser estabelecida de acordo com os diferentes tipos de trabalho. À medida que o grau de fadiga vai aumentando, podemos constatar o aparecimento de determinadas perturbações, essencialmente de ordem informativo-mental, que condicionam o correcto desempenho de uma determinada tarefa.
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 9 IV . 9 IV . 9 IV . 9 IV . 9 Fig IV.7 - Consequências da fadiga Fonte: Rohmert 1979 De notar que é extremamente difícil a medição do grau de fadiga, já que existe uma grande quantidade de factores que influenciam o comportamento e, neste caso especialmente, o rendimento humano, factores esses que dificilmente podem ser separados. Podemos, no entanto, registar a ocorrência da chamada fadiga equivalente, que decorre da monotonia e da saturação. Se bem que os sintomas deste tipo de fadiga sejam semelhantes aos anteriormente apresentados (especialmente o aparecimento da sonolência e apatia mental), eles podem facilmente desaparecer através da transição para uma actividade alternativa mais interessante. Este tipo de fadiga ocorre através da manutenção de uma actividade monótona, muito pobre em situações alternativas, mantida durante um longo período de tempo e caracterizada normalmente por: • Raras ocasiões de alterações • Estímulos de duração e ritmo constantes • Ausência de possibilidades para a movimentação do corpo • Restrição do espaço na área considerada • Calor no ambiente de trabalho Grau de fadiga Fadiga equivalente Perturbações da recepção Interpretação incompleta, distorcida ou falsa de sinais negligenciando o juízo crítico, precipitação em hipóteses de reconhecimento. Perturbações do processo de coordenação Movimentos incorrectos, maior tempo para correcção de movimentos, redução do número de movimentos dos olhos por unidade de tempo, aumento do tempo para cada processo de fixação. Perturbações da atenção e da concentração Aumento do tempo de reacção, reacções tardias, queda da Capacidade de vigilância executando actividades auto- estimulantes, bloqueio da atenção. Perturbações mentais Retardamento do raciocínio-afluência à consciência de pensamentos estranhos, repetição de operações de raciocínio: perturbações na formação de ideias e na reprodução de conceitos memorizados. Perturbações da Estrutura dos Impulsos Negligenciamento do interesse, comportamento tedioso e aborrecido, indiferença diante dos próprios erros, mau humor ao lidar com máquinas, instrumentos de Trabalho e colegas.
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 10 IV . 10 IV . 10 IV . 10 IV . 10 Turnos e trabalho nocturno Quer sejapor motivosdeordemsocial(hospitaisqueatéànoitetêm defuncionar), de ordem tecnológica (determinados processos industriais que não podem parar) ou de ordem económica (utilização de equipamentos ou instalações de custo muito elevado), torna-se necessária a constituição de diversos turnos de trabalho e a prestação de trabalho nocturno. Devido ao ritmo biológico próprio do ser humano, poderão existir algumas dificuldades na adaptação dos trabalhadores ao trabalho nocturno. Com efeito, têm-se registado problemas de apetite, digestivos, circulatórios e outras perturbações decorrentes da inversão do ritmo normal de vida. À noite existe uma considerável redução da disposição fisiológica para o trabalho, que precisa de ser compensada com uma grande vontade de trabalhar. Mesmo que o trabalho nocturno se prolongue por um longo tempo, foi comprovado que nunca chega a ocorrer uma inversão completa na curva de rendimento das funções fisiológicas. Verifica-se igualmente que o sono durante o dia é, tanto qualitativa como quantitativamente, inferior ao sono nocturno. Quer isto dizer que o organismo humano nunca se habitua completamente à troca da vida diurna pela vida nocturna. Assim, os trabalhadores seleccionados para executar o trabalho nocturno deverão ser objecto de um exame médico cuidadoso, por forma a garantir que não possuem, nomeadamente, problemas circulatórios, perturbações psicológicas, problemas de funcionamento da tiróide, diabetes, etc. Estes exames deverão ser periodicamente repetidas, por forma a averiguar da manutenção das boas condições físicas e psicológicas. Os efeitos do trabalho nocturno sobre a Qualidade é qualquer coisa que não pode ser ignorado. A título de exemplo, repare-se no registo dos erros de leitura de uma companhia sueca de produção de gás, efectuados ao longo de 19 anos, e do qual foi deduzida a variação da disposição fisiológica para o trabalho ao longo do dia. Fig. IV.8 - Distribuição diária de 62.000 erros de leitura numa companhia sueca de produção de gás, do ano de 1912 ao ano de 1931 (175.000 h). Cada ponto do gráfico representa a quantidade de erros numa determinada hora do dia para uma base de 7.000 observações registadas. A troca de turnos ocorre às 6, 14 e 22 horas Fonte: Bjerner, Holm e Swensson, 1948 Horas Quant. de erros 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 6 10 14 18 22 2 6
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 11 IV . 11 IV . 11 IV . 11 IV . 11 Além da adaptação do trabalho aos diferentes turnos, também podem ser efectuados melhoramentos em diversas outras áreas, como sejam o caso da preparação de refeições quentes e fornecimento de bebidas durante o turno da noite, e, até mesmo, o auxílio da empresa para conseguir residência que propicie um período para o sono diurno sem perturbações provocadas pelo barulho. O Homem é um animal possuidor de capacidades excepcionais, mas também de muitas limitações. A estrutura do seu posto de trabalho deve ser adaptada à sua configuração e às suas necessidades, pois só desta forma o Homem conseguirá tirar o melhor partido das suas capacidades. Assim, a forma como o seu posto de trabalho se encontra organizado e a forma como as suas ferramentas foram desenhadas podem tornar o trabalho fácil ou impossível. Actualmente é possível, através da simulação em computador e utilizando dados antropométricos e biomecânicos, analisar os movimentos e esforços humanos. Fig. IV.9 - Como funciona a simulação: O manequim computorizado mostra os vários pontos de tensão existentes no ser humano, quando se transporta um determinado peso e se utilizam determinadas posições Fonte: “News in Perspective”, Datamation, 1 de Abril de 1985, p.61 A ADAPTAÇÃO DO TRABALHO AO HOMEM
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 12 IV . 12 IV . 12 IV . 12 IV . 12 A Antropometria A antropometria é o estudo da determinação e utilização dos dados referentes às dimensões do corpo humano. Para ajustar um determinado posto de trabalho ao ser humano, é necessário ter conhecimento das mais importantes medidas das partes do corpo, bem como das extensões que são permissíveis para os movimentos das mãos e dos pés. Essas medidas são determinadas pelas dimensões dos ossos, força dos músculos, resistência dos tecidos e pela forma e mecanismo das articulações. É evidente que estes valores mudam de indivíduo para indivíduo e, nalguns casos, poderão até ocorrer diferenças significativas. No entanto, os valores diferentes da média também deverão ser tomados em conta, quando se estudar a adaptação do seu posto de trabalho. Deverá sempre existir um esforço, por forma a criar postos de trabalho e ferramentas adaptadas para atender a 90% dos empregados, o que, por exemplo, para o caso da Alemanha significa considerar, para os homens, uma altura entre 1,60m e 1,89m e, para as mulheres, de 1,52m a 1,76m. A título de exemplo, apresentamos de seguida as dimensões do corpo dos trabalhadores alemães, do grupo etário 26-40 anos. A B C D E F G H I K L a b c d e f g h i k m n Antropometria Fig. IV.10 - Dimensionamento do corpo de um grupo de trabalhadores alemães
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 13 IV . 13 IV . 13 IV . 13 IV . 13 Fig. IV.11 - Dimensões do corpo humano do grupo etário 26 - 40 anos Fonte: DIN 33402, Parte 2, Junho de 1981 A posição do corpo O facto de um determinado indivíduo trabalhar em pé ou sentado deverá ser considerado tomando, por um lado, o ponto de vista do indivíduo e, por outro, o ponto de vista da tarefa. Nos casos em que são necessários grandes movimentos do corpo e dos braços, ou existe a aplicação de grandes esforços, será mais conveniente que o Homem trabalhe em pé. Nos casos em que as mãos são mantidas em repouso e são necessárias observações atentas, será mais conveniente o trabalho sentado. Do ponto de vista fisiológico, a posição em pé faz com que exista uma acumulação de sangue nas pernas, perturbando a circulação e favorecendo o aparecimento de varizes. No entanto, a permanência de longos períodos de tempo sentado pode provocar o congestionamento da circulação com grandes prejuízos para a digestão. Assim, a melhor opção será, sempre que possível, alternar entre a posição sentado e em pé, ou então escolher a posição que mais agrade ao trabalhador e que lhe seja mais confortável para o desempenho da sua função. Masculino Feminino Dimensões para o corpo em pé (em mm) Valor limite infer. Valor médio Valor limite super. Valor médio Valor limite super. Valor limite infer. Dimensões para o corpo em pé A - Alcance frontal 668 723 791 615 693 772 B - Espessura do tórax em pé 240 275 303 232 280 360 C - Alcance para cima, dois braços 1923 2061 2226 1755 1869 1992 D - Altura do corpo 1645 1745 1852 1522 1629 1737 E - Altura dos olhos 1511 1614 1720 1399 1500 1590 F - Altura dos ombros 1373 1463 1562 1238 1348 1444 G - Altura dos cotovelos acima da base 1026 1099 1180 955 1031 1098 H - Altura das pernas 754 815 884 -------- -------- -------- I - Altura da mão 732 774 832 660 740 811 K - Largura entre os ombros 370 400 429 326 356 387 L - Largura dos quadris, em pé 310 349 376 314 359 407 Dimensões para o corpo a - Altura do corpo, sentado 866 921 972 809 864 919 b - Altura dos olhos, sentado 752 804 853 682 736 786 c - Altura dos ombros, sentado 572 619 660 537 589 631 d - Altura dos cotovelos acima do assento 192 230 280 196 236 279 e - Altura do joelho 498 539 573 461 502 542 f - Comprimento da perna com pé 401 451 484 347 394 436 g - Comprimento do cotovelo ao eixo de pegar 329 362 391 293 322 364 h - Profundidade do assento 456 502 566 425 484 532 i - Comprimento da nádega ao joelho 558 601 648 531 589 637 k - Comprimento da nádega ao pé 963 1034 1128 958 1049 1121 l - Altura da coxa 133 151 165 118 145 173 m - Largura entre os cotovelos 395 444 500 366 456 544 n - Largura do corpo sentado 326 363 388 341 386 451
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 14 IV . 14 IV . 14 IV . 14 IV . 14 O trabalho sentado No trabalho sentado deverá existir um especial cuidado com a musculatura da nuca, dos ombros e das costas, que pode ser sobrecarregada devido a más posições ou a medidas incorrectas dos postos de trabalho. Como exemplo, apresentam-se a seguir diversas dimensões para o trabalho sentado. Note-se que estes são valores médios e alguns deles estão relacionados, como é o caso da “altura do trabalho”, “altura do assento” e “área de alcance do pegar”, que não devem ser consideradas isoladamente, mas sim examinadas em conjunto num determinado contexto. Fig. IV.12 - Altura do trabalho em cm, na posição “sentado” Fonte: Stier; medidas por Jürgens, 1975 Note-se que a altura do assento deverá ser regulável, por forma a permitir um ajustamento à altura de trabalho, já que esta é, frequentemente, imutável. A área sobre o tampo da mesa que o Homem pode atingir para pegar sem se esforçar é limitada pelo comprimento dos braços. No entanto, nem todas as zonas dessa área são igualmente fáceis de alcançar: existem zonas mais favoráveis que outras, sendo tal limitação decorrente da acção conjunta das articulações Na figura abaixo podemos visualizar um corte da área de pegar projectada sobre a superfície da mesa. A área branca central (quadrado 10x10) é a mais favorável, pois nela podem ser visualizados 2 ou mais objectos sem que tal implique uma mudança da posição dos olhos para outra área de visão.
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 15 IV . 15 IV . 15 IV . 15 IV . 15 Fig. IV.13 - Corte da área de pegar na altura da superfície da mesa Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991 Igualmente importante é a colocação de pedais. Para tal, deverá ser tomada em consideração a área de acção das pernas, conforme mostrado na figura IV.12. Os pedais accionados pelo calcanhar ficam melhor posicionados quando colocados sob a perpendicular que passa pelo centro de trabalho das mãos. Já os pedais accionados com o peito do pé ficam melhor se colocados 14 a 18 cm mais à frente do que os anteriores. Fig. IV.14 - Área de acção das pernas em mm Fonte: Benz e outros - 1981; Adaptado de “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 16 IV . 16 IV . 16 IV . 16 IV . 16 O trabalho em pé Para o caso do trabalho em pé, existe uma maior variação se considerarmos o trabalho para homens de grande estatura e mulheres de pequena estatura. Esta amplitude pode atingir os 25 cm, pelo que o melhor seria regular o posto de trabalho para os homens de maior estatura e colocar estrados ou patamares para os trabalhadores de estatura mais reduzida. Dado que por vezes existem dificuldades de ordem prática para a implementação destas medidas, é recomendável que se usem como orientação para a altura do trabalho os valores médios. Na figura seguinte, podemos observar alguns valores orientativos (conforme norma DIN 33402, Parte 2.ª). Fig. IV.15 - Altura do trabalho na posição em pé (homens) (conforme DIN 33402, Parte 2.ª) Fonte: “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991 Deverão, ainda, ser tomados em consideração os espaços para suficiente liberdade de acção dos pés, devendo evitar-se o accionamento de pedais, pois neste caso há uma solicitação excessiva da perna que sustenta o corpo em pé.
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 17 IV . 17 IV . 17 IV . 17 IV . 17 Fig. IV.16 - Na construção de uma boa linha de produção em série (tapetes rolantes, por exemplo), devem ser previstos espaços para uma suficiente liberdade de acção dos pés Fonte: segundo Schulte; Adaptado de “Metodologia do Estudo do Trabalho”, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 1: Fundamentos, 1991 O Ambiente de Trabalho O ambiente físico sobre o qual os trabalhadores se encontram influencia o seu rendimento, segurança e a própria qualidade de vida no posto de trabalho. A iluminação, ruído e vibrações, temperatura, humidade e qualidade do ar são factores que podem e devem ser controlados pelos responsáveis da empresa. A iluminação Estima-se que 80 a 90% da percepção total é atribuída aos olhos, pelo que este órgão é o mais importante órgão receptor, compreendendo-se assim a importância de uma boa iluminação para um correcto desempenho das mais variadas funções. Dependendo do tipo de trabalho a executar, assim são requeridos diferentes níveis de iluminação. Além da intensidade luminosa propriamente dita, deverão ainda ser tomados em consideração outros factores como o grau de reflexão, contraste dos diversos objectos e da própria superfície de trabalho e arredores, o brilho e as sombras, dimensões da peça a trabalhar e distância que a separa da vista, persistência da imagem, etc.
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Científico-Tecnológica Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 18 IV . 18 IV . 18 IV . 18 IV . 18 A presente Unidade Temática trata da Ergonomia (do grego ergon=trabalho e nomos=ensino), a ciência que trata da optimização das interacções entre a pessoa, o trabalho e o ambiente. Foi efectuada uma breve classificação dos diferentes tipos de trabalho, tendo- se enunciado, para cada um, quais as suas diversas características e requisitos, e observado quais os diversos factores que condicionam o rendimento humano no trabalho, de modo a que se possa compreender um pouco melhor quais os factores a ter em consideração na eventual melhoria das condições de realização de uma determinada tarefa e quais as características que poderão influenciar a maior ou menor predisposição para trabalhar. Ao efectuar a optimização das interacções entre o Homem, o trabalho e o ambiente, a Ergonomia lida com uma série de factores relacionados, por um lado, com a adaptação do posto de trabalho ao Homem e, por outro, inversamente, da adaptação do Homem ao posto de trabalho. Na primeira situação iremos encontrar questões relacionadas, nomeadamente, com o ambiente de trabalho (temperatura, ruído, iluminação, etc.), a configuração dos postos de trabalho e meios de produção, a organização do trabalho com a elaboração de métodos de trabalho menos perigosos e/ou cansativos e o estudo das máquinas e ferramentas, com a finalidade de conceber os equipamentos que melhor se adaptam ao desempenho de uma determinada função com o máximo de conforto para o trabalhador - as chamadas ferramentas ergonómicas. No que diz respeito à adaptação do Homem ao posto de trabalho, os temas prendem-se com a postura do trabalhador no seu posto de trabalho, utilização e colocação adequadas do pessoal tendo em conta factores como a idade, o sexo, a constituição física e experiência, determinação e avaliação da postura do trabalhador, etc.. A consideração de todos estes diferentes factores na atribuição ou estudo de um determinado posto de trabalho tem especial relevância, não só do ponto de vista humano (um indivíduo produz mais e melhor se efectuar um trabalho no qual se sente mais à vontade e se possuir as melhores condições ambientais para o efectuar) mas também do ponto de vista económico (melhores condições de trabalho significam, não só um aumento de produtividade, mas também uma redução de doenças profissionais e diminuição dos custos que lhes estão associados). Apesar disto, note-se que o aumento da produtividade não é o principal objectivo da Ergonomia mas sim um dos seus efeitos. Com efeito, ele aparecerá como consequência da melhoria das condições gerais de trabalho, da mesma forma que se observará uma redução dos acidentes de trabalho e um aumento geral na moral dos trabalhadores. RESUMO
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Prática Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 19 IV . 19 IV . 19 IV . 19 IV . 19 O bem-estar dos empregados, a sua disposição e desempenho são frequentemente menosprezados em muitos ambientes de trabalho modernos. A aplicação de princípios ergonómicos como um meio prático e relevante de resolução de problemas existentes (e até de potenciais problemas), está a receber uma atenção cada vez maior no sector industrial. A implementação de medidas ergonómicas provoca uma melhoria na qualidade dos produtos fabricados, aumenta a produtividade e reduz consideravelmente o risco de ocorrência de acidentes de trabalho e de doenças profissionais. Esta tendência, que resultou num alto nível de interesse pela Ergonomia, está a ser aplicada na Lockeed Fort Worth Company (LFWC). A mudanças na composição das operações de produção e suporte, uma maior variação nas características físicas dos trabalhadores e uma maior procura criaram a necessidade de efectuar uma melhoria ergonómica na LFWC. Foram tomadas medidas específicas para responder às recentes mudanças que, gradualmente, têm ocorrido nos postos de trabalho e aos problemas ergonómicos que essas alterações provocaram. O esforço actualmente existente, concentrado sobretudo na linha de produção dos F-16, será futuramente integrado nas linhas de produção de futuros aviões militares, actualmente em desenvolvimento. Assim, os princípios ergonómicos serão aplicados aos novos processos de produção logo na fase de planeamento, melhorando-os antes que os mesmos sejam postos em prática. O Empenho da Direcção O principal factor para o sucesso de qualquer iniciativa envolvendo toda a Empresa é o empenho de toda a Direcção da Empresa. Na LFWC, este empenho é personalizado por Edward Ewing, vice-presidente do programa de Aviação. Ewing expressou o seu empenho, insistindo em que “as operações terão a máxima segurança e consideração com a saúde, na indústria aeroespacial, porque as pessoas são importantes.” Depois de mencionar a constituição da equipa responsável pela implementação dos princípios ergonómicos, constituída com o objectivo de reduzir erros, defeitos ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO Caso de Estudo: Ergonomia: Uma prioridade na Lockeed Fort Worth Company
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Prática Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 20 IV . 20 IV . 20 IV . 20 IV . 20 e custos em todas as actividades diárias, Ewing enunciou uma longa lista de princípios, envolvendo toda a Empresa: “Encorajo fortemente todas as chefias a considerarem este objectivo como tendo a máxima prioridade” (...). A equipa de trabalho encontra-se empenhada em melhorar a atitude e a disposição dos trabalhadores e em reduzir os acidentes laborais com a aplicação dos princípios ergonómicos adequados a cada área de trabalho. A diminuição dos custos de indemnização e compensação será utilizada na implementação de novas mudanças ergonómicas. As melhorias na qualidade, produtividade e segurança serão igualmente sentidas. A estratégia a utilizar é baseada na participação e responsabilização. A eficácia do processo de melhorias ergonómicas depende da participação de todos os indivíduos envolvidos. As três razões que encorajam a participação, originalmente enunciadas por Imada, foram confirmadas pela experiência na LFWC: • A ergonomia é intuitiva, baseada na experiência dos trabalhadores • A implementação de melhorias; e • A participação do utilizador final provoca o aparecimento de soluções flexíveis para a resolução de problemas A participação é vista, de acordo com as pesquisas conduzidas por Imada e Bowman, essencialmente a três níveis: • O nível da Direcção • O nível das Chefias/Sindicatos • O nível dos Supervisores/Trabalhadores Contudo, para existir confiança e evitar potenciais relacionamentos conflituosos, particularmente ao nível dos Supervisores / Trabalhadores, a equipa terá de compreender que a sua função é proporcionar a assistência necessária, por forma a implementar um ambiente de trabalho satisfatório, seguro e eficiente. (...) (...) A experiência passada tem provado a necessidade da participação e da responsabilização na obtenção de resultados ocasionados pela implementação de técnicas como a Ergonomia (...). Um objectivo relevante foi a importância dada ao facto de a implementação da Ergonomia melhorar a qualidade e a produtividade com a redução dos riscos de acidente. Dado que a linha de montagem dos F-16 foi desenvolvida há já alguns anos, os actuais princípios ergonómicos possibilitam um método para a melhorar. A implementação destas melhorias é similar à transição para a modernização. Consequentemente, as mudanças administrativas, como a rotação de tarefas, podem proporcionar o ímpeto necessário ao contínuo desenvolvimento e análise de mais mudanças, como a melhoria dos processos de produção e das ferramentas (...). (...) A equipa responsável pela Ergonomia efectuou uma série de sugestões, desde a colocação dos terminais de computador no lado preferencialmente
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Prática Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 21 IV . 21 IV . 21 IV . 21 IV . 21 observado pelo operador, até à utilização de métodos antropométricos na construção de assentos e determinação das dimensões dos terminais e teclados dos computadores. Na LFWC foi dado um especial ênfase à redução das chamadas “doenças profissionais”. Tal como aconteceu com os casos da tinta contendo chumbo (anos 70) e do amianto (anos 80), as doenças provocadas por produtos tóxicos tiveram uma grande taxa de crescimento, espalhando-se rapidamente. Os movimentos repetitivos são um dos principais alvos da Ergonomia. Estes movimentos provocam incómodo e dores musculares e do esqueleto, normalmente nas mãos, braços, pescoço e ombros, originando o aparecimento de tendinites, bursites e dores nas costas. A tendência histórica mostra que uma larga percentagem de dias de trabalho perdidos na LFWC são atribuíveis a tensões e/ou a entorses. Através da eliminação ou redução destes factores (existentes na LFWC) é possível diminuir as perdas com os custos de compensação e indemnização aos trabalhadores e custos médicos, minimizando os prejuízos associados à diminuição da produtividade. Como resultado do esforço, foram desenvolvidas tanto melhorias simples como complexas, tendo por finalidade a melhoria global do ambiente de trabalho. As primeiras alterações efectuadas foram, logicamente, aquelas que se afiguravam óbvias, como a cobertura de partes contundentes e protuberantes de determinadas máquinas. Estas medidas simples foram complementadas por estudos mais intensivos de ferramentas e modos de fabrico mais desenvolvidos (...). Um dos primeiros exemplos de mudança resultou da observação de que pequenas peças que requeriam a execução de diversos furos eram colocadas no seu lugar por uma mão, enquanto a outra mão se mantinha ocupada em segurar uma broca. Este processo provocava traumas cumulativos a ambas as mãos. Foi construída e implementada uma ferramenta simples que permitia ao operador agarrar rapidamente numa peça de dimensões variadas, evitando a repetição de movimentos das mãos e braços e melhorando a qualidade e a produtividade (...). Conclusão Um ambiente de trabalho ergonómico melhora a produtividade, aumenta a satisfação dos trabalhadores e previne os acidentes. O esforço levado a efeito para implementação da Ergonomia na LFWC é o exemplo de como a aplicação destes princípios pode gerar resultados positivos. A LFWC determinou que a Ergonomia seria um alvo importante a alcançar,, para melhorar a segurança da Companhia e aumentar a qualidade e a produtividade. O sucesso inicial pode ser atribuído ao modo organizado como o programa foi implementado, combinado com o treino, participação e responsabilização dos trabalhadores e o empenho de toda a Direcção.
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Prática Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 22 IV . 22 IV . 22 IV . 22 IV . 22 As fábricas automóveis não são propriamente o melhor ambiente para o homem. Os trabalhadores são muitas vezes forçados a adaptarem-se ao equipamento, em vez de acontecer o contrário. Isso significa a necessidade de efectuar movimentos (extensões, flexões) que poderão conduzir a problemas de saúde e a uma diminuição da produtividade. A solução para este problema pode não ser necessariamente um replaneamento de toda a linha de montagem. Muitas vezes basta um pequeno ajustamento de 4 ou 5 cm. O levantamento ou rebaixamento sensível das superfícies de trabalho, permitindo efectuar movimentos de uma forma mais conveniente, ou, simplesmente, a indicação de uma caixa de acessórios, podem reduzir a fadiga dos trabalhadores. Estes foram os objectivos de um projecto com a duração de 4 anos, envolvendo 2,5 milhões de dólares, da Ford Motor Co. e do Centro de Ergonomia da Universidade do Michigan, que estuda o relacionamento físico entre o Homem e a máquina. Ainda não existem estatísticas, mas verificou--se um aumento da qualidade e da produtividade nas fábricas onde foram efectuadas as alterações ergonómicas. Os trabalhadores, por sua vez, também demonstraram um maior bem-estar no posto de trabalho, segundo fez notar William M. White, coordenador da saúde e segurança para a United Auto Workers. O programa, acrescenta, demonstrou ser uma situação em que todos têm a ganhar. Fonte: in Business Week. 12 de Maio de 1986, p. 67 Caso de Estudo: A Ergonomia na Ford Caso de Estudo: Os factores humanos na Central de Three Mile Island Durante vários anos, antes do acidente da central nuclear de Three Mile Island, Randall Pack analisou os aspectos de Engenharia Humana relacionados com as cores dos painéis de controlo dos reactores nucleares da central. Grande parte da supervisão desta tarefa foi subcontratada à Lockeed Space and Missiles Corp., que considerou existir muito pouca aplicação dos princípios de Engenharia Humana aos referidos painéis de controlo. Para sublinhar este factor, é citado como típico o comentário de um construtor: “Não tenho qualquer vaidade em participar na construção desses painéis. O cliente tem de viver com eles. Aqui ninguém se preocupa muito com isso. A NRC apenas está interessada em saber se uma determinada função está ou não presente no painel, seja à frente ou atrás”. Na unidade 2 da central (onde ocorreu o acidente), o indicador de drenagem do tanque do reactor, que poderia ter alertado para o facto de a válvula electrónica
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Prática Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 23 IV . 23 IV . 23 IV . 23 IV . 23 possuir uma fuga, encontrava-se colocado atrás do painel de controle, e a sua importância não foi reconhecida. A frase que mais se ouviu durante o processo de entrevistas efectuadas pelos supervisores aos desenhadores dos painéis de controlo foi “a preferência do cliente”, uma outra forma de dizer que os painéis foram executados exactamente da forma como foram solicitados. Lawrence Kanous da Detroit Edison proferiu comentários similares: “Existe muito pouca percepção do facto de as fábricas serem sistemas homem- máquina. É dada uma atenção insuficiente ao lado humano desses sistemas, dado que a maioria dos construtores são orientados essencialmente para o lado mecânico”. Através da realização de um estudo a várias indústrias, foram separados os problemas relacionados com os painéis de controlo que podiam ser resolvidos sem alterações significativas dos próprios painéis, daqueles que requeriam a reconstrução total de todo o painel. Segundo esse estudo, poderão ser efectuadas as seguintes alterações sem mudar fisicamente os painéis de controlo: • Utilização de etiquetas com indicações claras e precisas das funções existentes no painel e desenho de linhas de demarcação de várias áreas; • Utilização de códigos coloridos e/ou uso de alavanca e botões de controlo de diferentes formas; • Utilizar diferentes cores para demarcação de condições limites nos mostradores e substituição de escalas e mostradores pouco legíveis; • Utilização adicional de painéis de registo se aqueles que estiverem em uso se mostrarem demasiado preenchidos ou ilegíveis; • Substituição das etiquetas de manutenção por painéis translúcidos ou marcadores magnéticos, por forma a que não tapem os mostradores. Alguns problemas, segundo o referido estudo, não podem ser solucionados sem a reconstrução de todo o painel. Dado que, neste momento, não existem planos para a modificação do modo de construção destes produtos, manter- se-ão os seguintes problemas: • Agrupamento pouco funcional de vários instrumentos e controlos; • Duplicação de imagens invertidas nos painéis de controlo. Este processo é, aparentemente, utilizado para reduzir os custos de corte de diferentes tamanhos de cabo, mas viola o princípio básico da Engenharia Humana de que não devem nunca existir dois mostradores no mesmo painel, sendo um a imagem invertida do outro; • Instrumentos inacessíveis. Por vezes um operador tem de subir a uma cadeira para poder ler um mostrador; • Controlos inacessíveis. Para efectuar algumas operações de emergência, por vezes um operador tem de se deslocar para trás e para a frente, ao longo do painel de controlo; • Dimensões desnecessariamente grandes para alguns instrumentos, o que só contribui para o aumento de tamanho de todo o painel de controlo;
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    GuiadoFormando Ut.04 M.O.01 Componente Prática Ergonomia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho IV . 24 IV . 24 IV . 24 IV . 24 IV . 24 • Existência de centenas de avisos e alarmes confusos durante um aci- dente. As luzes de aviso apagaram-se quando se registou o acidente na central, mas era impossível para os operadores dizer a que equipamento pertencia cada luz. Este facto não pode ser remediado sem repensar e reconstruir todo o painel. A sequência exacta de acontecimentos em Three Mile Island poderá nunca mais se repetir, dado que os operadores dos controlos de comando das condutas de água sob pressão receberam agora treinos efectuados em simuladores para essa precisa sequência. Mas são possíveis outros cenários de acidente. Fonte: Excertos de “Nuclear Power and the Public Risk”, Robert Sugarman, IEEE Spectrum, Novembro de 1979, pág. 63 - 66 1. O que poderiam ter feito de diferente os desenhadores do painel de controlo dacentraldeThreeMileIslandporformaamelhorarasinformaçõesfornecidas aos operadores? 2. Em seu entender, qual o responsável pela concepção dos painéis de controlo que equipam a Central? 3. Quais são os objectivos do estudo dos movimentos humanos? 4. De entre a seguinte lista de actividades, refira aquelas que são melhor desempenhadasporumamáquinaeasqueosãoporumtrabalhadorhumano: • Responder rápida e eficazmente a diversos sinais • Reconhecer padrões de estímulos complexos e variáveis de situação para situação • Adaptar as decisões às diversas situações com várias condicionantes • Apreender informação codificada com rapidez e precisão • Desenvolver soluções inteiramente novas • Detectar pequenos índices de luminosidade e de ruído • Armazenar informação codificada de uma forma rápida e em grandes quantidades • Desempenhar com fiabilidade actividades repetitivas • Seleccionar modos alternativos de operação em caso de falha • Ajuizar uma situação • Aplicar uma grande pressão de forma suave e precisa • Armazenar informação momentaneamente e perdê-la de seguida • Desenvolver conceitos e criação de novos métodos
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    GuiadoFormando M.O.01 An.01 IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho Anexo - Trabalhos Práticos
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    GuiadoFormando An.01 M.O.01 Componente Prática Anexo -Trabalhos Práticos IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho A . 1 A . 1 A . 1 A . 1 A . 1 TRABALHO PRÁTICO N.º 1 Identificação de Tipos de Elementos Objectivo Procederàobservaçãodeumdeterminadociclodetrabalhoporformaaidentificar diversos tipos de elementos (repetitivos, ocasionais, constantes, variáveis, manuais, preponderantes, estranhos ou tipo “máquina”). Procedimento • Seleccionar um posto de trabalho onde se execute uma determinada actividade, observando diversos ciclos de produção e identificando os diversos elementos constituintes da referida actividade, procedendo de seguida à sua classificação, de acordo com os tipos de elementos anteriormente referidos. TRABALHO PRÁTICO N.º 2 Avaliação do Ritmo (Determinação do Factor de Actividade) Objectivo Obter prática na avaliação do ritmo de um operador, por forma a poder atribuir correctamente os factores de actividade. Equipamento e Material Necessário • Cronómetro e baralho de cartas • Impressos para avaliação do ritmo Procedimento • Fazer com que alguém (esta pessoa será chamada de operador), adquira prática de dar cartas, formando quatro pilhas iguais, num tempo de 0,5 minutos. Outra pessoa, designada cronometrista, registará o tempo do operador para cada tentativa. Caso o operador leve um tempo maior ou menor que os 0,5 minutos, o cronometrista relatará esse facto ao grupo, determinando imediatamente a velocidade real, em percentagem, que também é informada ao grupo (caso o operador demore 50 segundos- 0,8 minutos, o cronometrista relatará ao grupo o valor de 0,8/0,5=160%). ACTIVIDADES/AVALIAÇÃO
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    GuiadoFormando An.01 M.O.01 Componente Prática Anexo -Trabalhos Práticos IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho A . 2 A . 2 A . 2 A . 2 A . 2 Nestas tentativas preliminares não é efectuado nenhum registo de ritmo. O operador trabalha sentado e dá as 52 cartas do baralho utilizando o seguinte método: segura o baralho com a mão esquerda e a carta de cima é posicionada com os dedos indicador e polegar da mão direita. A mão direita agarra a carta posicionada, transporta-a e coloca-a na mesa. O único requisito é o de que as cartas devem ter as faces viradas para baixo, não se devendo misturar as quatro pilhas. Deve-se ter o cuidado de verificar que o método não se altera com as várias velocidades. Após pouca prática , o operador consegue dar as cartas exactamente em 0,5 minutos, ou seja, com um ritmo de 100%. • Cada pessoa deve identificar a folha de dados que lhe é distribuída, não devendo os membros do grupo utilizar cronómetro ou relógio. • O operador distribui as cartas em 0,5 minutos, informando o grupo que esta velocidade representa um ritmo de 100%, efectuando-se duas ou três experiências a esta velocidade. • O operador dá as cartas dez vezes, fazendo variar a velocidade ao acaso. No final de cada tentativa, o cronometrista regista o tempo e mostra-o ao operador, não fornecendo, contudo, esta informação ao grupo antes do final das dez avaliações. • Cada membro do grupo observa o operador a dar as cartas e avalia o ritmo, usando 100%=0,5 minutos como normal. Cada tentativa é registada em percentagem na primeira linha horizontal do impresso em anexo. • O cronometrista deve dizer ao grupo quais as avaliações correctas do ritmo, devendo cada pessoa registar estes valores nas segundas (tempo) e terceiras (percentagem) linhas do mesmo impresso. • Cada pessoa deve registar as suas avaliações no gráfico para avaliação do ritmo e verificar quais as médias das diferenças entre a sua avaliação do ritmo e o ritmo realmente verificado no impresso respectivo. TRABALHO PRÁTICO N.º 3 Cronometragem Objectivo: Proporcionar aos formandos experiência do Método de Cronometragem. Descrição da actividade (a simular em sala) O trabalho a cronometrar consiste na preparação de conjuntos de dossiers de folhas, devidamente empacotadas, efectuada por um operador. A sequência de trabalho é a seguinte: • O operador levanta-se do seu local de trabalho e dirige-se a uma mesa para buscar um maço de dez folhas. • Volta ao seu local de trabalho, agrupa duas folhas, dobra-as, fura-as
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    GuiadoFormando An.01 M.O.01 Componente Prática Anexo -Trabalhos Práticos IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho A . 3 A . 3 A . 3 A . 3 A . 3 e agrafa-as. • Levanta-se e, levando as folhas, desloca-se a uma mesa colocada ao seu lado, pegando num dossier e colocando as folhas no respectivo suporte (“argolas”). O dossier é depois colocado na respectiva caixa. • Desloca-se novamente a uma terceira mesa onde pousa todo o conjunto, voltando ao local inicial. Esboço do Posto de Trabalho Aconselha-se que a execução do trabalho a cronometrar seja efectuada em duas (ou, preferencialmente, mais) fases de 10 ciclos cada, por forma a permi- tir uma adaptação aos ciclos a cronometrar e ao manuseamento do cronóme- tro, por parte do cronometrista. Os elementos de trabalho a considerar e respectivos cortes (separação entre os vários elementos), poderão, por exemplo, ser os seguintes: Operador (local para agrafar e furar) Mesa com dossierse respectivas capas Colocação de conjuntos terminados Folhas 2 4 1 3 1 2 3 4 5 6 Elemento Cortes Pegar folha Reposição do furador Toque no agrafador Toque no dossier Início da deslocação Dossier na mesa Pegar folha Juntar folhas Deslocar Agrafar/ furar Encadernar/ empacotar Transporte Regresso
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    GuiadoFormando An.01 M.O.01 Componente Prática Anexo -Trabalhos Práticos IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP · ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho A . 4 A . 4 A . 4 A . 4 A . 4 Procedimento: • Recolher e registar todas as informações disponíveis sobre o trabalho. • Identificar o ciclo de trabalho. • Decompor o ciclo de trabalho nos seus elementos: • definir os elementos de trabalho • definir os cortes nos elementos de trabalho • identificar o primeiro e o último corte que definem um ciclo de trabalho. A recolha de dados será efectuada numa folha de cronometragem (fornecida em anexo) utilizando cronometragem cumulativa. • Através da utilização de um cronómetro, determinar a duração do ciclo de trabalho, em cada observação. • Determinar a duração de cada elemento de trabalho. • Avaliar o desempenho do operador em cada ciclo (Factor de Actividade). Responda às seguintes questões: • Para cada elemento de trabalho, determine o tempo observado e o tempo normal. • Determine o número de observações adicionais que deve fazer, de modo a que, com 95% de confiança, possa afirmar que o tempo estimado se encontra dentro do intervalo ±5% da média.
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    GuiadoFormando An.02 M.O.01 Bibliografia IEFP IEFP IEFP IEFP IEFP ·ISQ ISQ ISQ ISQ ISQ Or Or Or Or Org g g g ganização do anização do anização do anização do anização do T T T T Tr r r r ra a a a abalho balho balho balho balho B . 1 B . 1 B . 1 B . 1 B . 1 BIBLIOGRAFIA Industrial Engineering, Volume 25, No. 7, July 1993 Introdução ao Estudo do Trabalho, Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984 Metodologia do Estudo do Trabalho, REFA-Associação para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Livro 2: Determinação de dados, 1991. CHASE, Aquilano, Production and Operations Management: A life cycle aproach, Ed. Richard D. Irwin, 5th edition, 1989 DILWORTH, James B., Production and Operations Management: Manufacturing and Services, McGRAW-HILL, 1993. HEIZER, Jay, Barry Render, Production and Operations Management: Strategies and Tactics, Ed. Allyn and Bacon, 1991 IIDA, Itiro, Aplicações da Engenharia de Produção, Livraria Pioneira Editora, 1972 MUTHER, Richard, Planejamento do Layout: Sistema SLP, Editora Edgard Blücher Ltda., 1978 RUSSOMANO, Victor Henrique, Planejamento e Acompanhamento da Produção, Livraria Pioneira Editora, 1976 SUMANTH, David J., Kitty Tang, A Review of Some Approaches to the Measurement of Total Productivity in a Company/Organization, Institute of Industrial Engineering Conference Proceedings, 1984 TEIXEIRA, J. J. Pamiés, Virgílio Cruz Machado, Tecnologia de Grupo, GR RT-MI-16-88, Março 1988