Práticas de Qualidade
UFCD 0723 - Controlo Estatístico do Processo
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 Quando escolhemos e decidimos adquirir um dado produto é porque
desejamos que nos preste um determinado serviço.
1. – Conceitos da Qualidade
 E só o consideramos "bom" quando o seu desempenho satisfaz as nossas
expectativas, ou mesmo as excede.
A Qualidade do Produto
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – OS PRODUTOS
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1. – Conceitos da Qualidade
 Por exemplo, se comprarmos uma máquina de lavar roupa de uma marca que
garanta as seguintes condições:
 lavagem perfeita
consumo baixo
assistência competente e económica
pouco ruidosa
….
só a consideraremos "de qualidade" se todas essas condições se cumprirem na prática.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – OS PRODUTOS
A Qualidade do Produto
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1. – Conceitos da Qualidade
 Para o consumidor, a qualidade de um produto mede-se pela aptidão ao uso.
selecção do produto pela sua qualidade
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – OS PRODUTOS
A Qualidade do Produto
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1. – Conceitos da Qualidade
 De igual modo, um determinado serviço que necessitamos de utilizar terá de
corresponder às nossas expectativas para que fiquemos satisfeitos com o seu
desempenho.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – OS SERVIÇOS
A Qualidade do Serviço
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1. – Conceitos da Qualidade
 um atendimento agradável
mercadorias de proveniência fiável
garantia de higiene e conservação dos produtos alimentares
seriedade no tratamento de reclamações
preços aceitáveis
…
 Por exemplo, o estabelecimento que escolhemos para fazer as nossas compras
deverá ter
 Se cumprir estas condições, prestar-nos-á um serviço de qualidade avaliada
também pela aptidão ao uso.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – OS SERVIÇOS
A Qualidade do Serviço
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1. – Conceitos da Qualidade
 E o ambiente?
 Seja no nosso local de trabalho, seja na nossa zona residencial, desejamos que
a "qualidade" do ambiente seja a necessária para defender a nossa saúde e a
nossa segurança e permita que nos sintamos bem e seguros nas horas de
trabalho, de repouso ou de lazer.
Um ambiente poluído não é
"adequado ao uso"
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – O AMBIENTE
A Qualidade do Ambiente
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1. – Conceitos da Qualidade
 A Qualidade é:
 Fornecendo-lhes produtos, serviços e ambiente que não só cumpram as suas
exigências básicas, como ainda excedam as expectativas.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Manter os clientes satisfeitos ao longo do tempo é uma garantia de
competitividade e aumento de vendas.
 Assegurar a qualidade dos produtos que se fabricam e utilizam, dos serviços
que se prestam e que nos são prestados, do ambiente que nos rodeia, é
assegurar uma qualidade de vida digna.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
 Melhorar continuadamente a qualidade é desenvolver o país em que vivemos
e trabalhamos.
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1. – Conceitos da Qualidade
A qualidade e o
desenvolvimento de um país
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 E quem serão as entidades responsáveis por contribuir para que a qualidade
dos produtos, serviços e ambiente satisfaça as nossas necessidades e
expectativas?
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
O Utilizador e a Qualidade
 O utilizador:
 Avalia a qualidade através do grau de satisfação na utilização dos produtos
e serviços e do ambiente em que está integrado.
 Essa avaliação é fundamental para a definição da qualidade que terá de ser
produzida e garantida para que o utilizador não se considere lesado.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
O Produtor e a Qualidade
 O produtor:
 Produz a qualidade que o utilizador pretende, ou a que tem direito, pois só
assim garantirá a sua permanência no mercado.
 E só com mercado e com condições de trabalho adequadas, o produtor
estará em condições de produzir de forma a alcançar os lucros indispensáveis
à sobrevivência e ao desenvolvimento da sua empresa, protegendo-se a si
próprio e a todos os que nela trabalham.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Em conclusão, pode dizer-se que
é um interesse comum, tanto mais que todos são, nos seus locais de trabalho
e na sua vida privada, simultaneamente utilizadores e produtores de serviços,
produtos e ambiente.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Qualidade, interesse de todos
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
A Administração Pública e a Qualidade
 A Administração Pública
 Compete-lhe defender os direitos do utilizador e auxiliar os produtores
através de mecanismos oficiais, como o Sistema Nacional de Gestão da
Qualidade (SNGQ), em particular os seus subsistemas de normalização, de
metrologia e de qualificação.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Os subsistemas da Qualidade
 Normalização – Emite normas que definem características a cumprir e meios
de verificação para muitos produtos fundamentais,
orientando o produtor na definição da qualidade necessária e nos
meios de a garantir da forma mais económica.
Incluem-se nessa definição, quando adequado, condições
relacionadas com a segurança e a defesa do ambiente.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Os subsistemas da Qualidade
 Metrologia – Põe à disposição do produtor laboratórios acreditados que
calibram e certificam os equipamentos de medição e ensaio.
 Certificação – Atribui uma marca nacional de qualidade aos produtos/serviços
lançados no mercado, quando esses produtos/serviços e a
empresa que os produz/presta obedecem aos requisitos para a
certificação, definidos para o efeito pelas instituições nacionais
e internacionais competentes.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Os subsistemas da Qualidade
Ainda no âmbito da Administração Pública, são defesa do consumidor:
 A "Legislação" que transforma em leis algumas das condições de qualidade
normalizadas, tornando-as, assim, de cumprimento obrigatório.
Estão abrangidas as exigências de segurança e defesa do ambiente, em muitos
casos.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Os subsistemas da Qualidade
Ainda no âmbito da Administração Pública, são defesa do consumidor:
 O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor e outras instituições do
Estado que defendem o produtor lesado nos seus direitos relativos à qualidade
e que fiscalizam o cumprimento da legislação em vigor sobre a mesma matéria.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
A Qualidade - trabalho de grupo
A qualidade é, portanto, uma atribuição de todos
 UTILIZADORES
 PRODUTORES
 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 GESTORES
 QUADROS
 TÉCNICOS
 OPERADORES
e de todas as áreas de actividade, quer ligadas directamente ao sector
produtivo, quer aos serviços internos da empresa.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
e, na empresa produtora, de todos os níveis da cadeia hierárquica
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1. – Conceitos da Qualidade
A Qualidade - trabalho de grupo
As atribuições para a Qualidade e os seus Responsáveis
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
A Qualidade - trabalho de grupo
A qualidade consegue-se com
em que, colaborando no cumprimento dos mesmos objectivos de melhoria da
qualidade/redução de custos, cada elemento da empresa toma a seu cargo a
responsabilidade de executar à primeira e sempre sem defeitos o trabalho que
lhe compete.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
DEFINIÇÕES – A QUALIDADE
A Definição da Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
 No Glossário da Qualidade, publicado pela Direcção Geral da Qualidade
(DGQ)/ Instituto Português da Qualidade(IPQ), e com base na definição do
Glossário da Organização Europeia para a Qualidade (EOQ), define-se:
"Qualidade é a totalidade das características de um produto ou serviço
que determinam a sua aptidão para satisfazer uma dada necessidade".
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA
DURAÇÃO
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
 Cumprir, na prática, esta definição de forma a satisfazer utilizador e produtor
envolve:
 o estudo, a especificação e o cumprimento de uma série de parâmetros;
 condições de cuja conjugação resultará a qualidade optimizada, que é o
objectivo fundamental das empresas dinâmicas e competitivas.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA
DURAÇÃO
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
 A definição normalizada da Qualidade aplica-se a todos os tipos de produtos,
 quer sejam de consumo imediato, como grande parte dos que se incluem
na área alimentar,
 ou de longa duração, como os equipamentos fabris ou caseiros, os
automóveis, etc.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA
DURAÇÃO
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
 Definir a Qualidade que uns e outros devem apresentar ao utilizador para o
satisfazer, apesar das grandes diferenças das respectivas características, exige
percorrer o mesmo caminho, considerando todos os parâmetros que influenciam
a qualidade:
 O PROJECTO
 A CONFORMIDADE
 A UTILIZAÇÃO
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Inclui:
 Pesquisa do Mercado
 Concepção
 Especificação
A Qualidade do Projecto
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
 A Pesquisa do Mercado orienta-se para a detecção das preferências,
necessidades e direitos do utilizador.
A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
Na definição de um produto alimentar, por exemplo um tipo de bolachas,
deverá ter-se em conta:
 O objectivo de utilização:
 Alimento infantil
Complemento alimentar
Aperitivo
Sobremesa
…
A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 O paladar, considerando:
 as preferências actuais do mercado
a possibilidade de oferecer um produto novo, apetecível
…
 O período de validade
 mais comum
legal
…
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Os preços de concorrência
e outras características que os peritos na matéria possam considerar
importantes para a boa aceitação do produto em causa pelo mercado
consumidor.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Naturalmente que pesquisa idêntica deverá ser conduzida para a definição de
um produto de longa duração, por exemplo um fogão:
 O objectivo de utilização/mercado
 gás
 electricidade
 com bicos
 com forno
 com grelhador
…
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Os aspectos estéticos
 dimensões especiais ou normalizadas
cor e acabamentos mais comuns ou a propor como inovação
…
 O tempo de vida
A legislação
 segurança
 consumo
Os preços da concorrência
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 A Concepção basear-se-á nos resultados da pesquisa do mercado para
executar protótipos ou amostras que correspondam às exigências reveladas por
essas pesquisas.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Concepção
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Voltando aos exemplos atrás referidos, no caso das bolachas preocupar-se-á,
por exemplo, com:
 A composição base, tendo em atenção:
 o objectivo de utilização;
 o paladar;
 os produtos legalmente aprovados, quer sejam componentes de base,
quer aditivos;
…
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Concepção
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 A embalagem, tendo em atenção:
 a forma da bolacha
 o peso por pacote
 os materiais da embalagem legalmente aprovados
 o prazo de validade
 o aspecto estético
…
 procurando melhorias em relação aos resultados da pesquisa.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Concepção
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 No caso do fogão, executará o seu protótipo de forma a que os resultados
da sua utilização cumpram as indicações da pesquisa do mercado e da
legislação, procurando benefícios através, por exemplo, de:
 redução de consumos
 melhoramento da operacionalidade e da fiabilidade
 aumento da segurança
 embelezamento do exterior
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Concepção
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Definições – Qualidade
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Definição Normalizada da Qualidade - A Concepção
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1. – Conceitos da Qualidade
 As Especificações são a forma de definir, por escrito, as características
resultantes da concepção, expressando-as de maneira tão completa quanto
possível, para que possam ser entendidas e levadas à prática através do estudo e
implementação dos meios produtivos adequados e da preparação dos meios
humanos intervenientes nas fases seguintes do ciclo produtivo.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Especificação
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 A Qualidade de Projecto é o parâmetro mais importante para a garantia da
produção de produtos aptos ao uso e ao mais baixo custo possível.
Se a definição de um produto for inadequada às exigências do utilizador ou
conduzir a custos de produção que tornam impossível a competição em preço,
não haverá mercado estável para esse produto.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade do Projecto - A Especificação
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Sendo cumpridas, pelo produtor, as especificações do projecto, a qualidade de
conformidade depende de:
 Tecnologia
 Mão-de-Obra
 Supervisão
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade de Conformidade
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Integra máquinas, equipamentos, ferramentas, métodos de fabricação e de
verificação e materiais.
Todos estes meios tecnológicos são estudados e implementados, tendo como
objectivo cumprir as características especificadas, pelo projecto, relativamente
ao produto.
Se esses meios não forem adequados, não será possível vencer no mercado:
produzir parcialmente mal e escolher, rejeitando o que está errado, não garante
a qualidade e agrava os custos.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade de Conformidade – Tecnologia
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Por mais sofisticados que sejam os meios de produção e inspecção, por mais
confiança que se tenha nos processos automáticos modernos, podemos ter a
certeza de que a qualidade fracassará se as pessoas não estiverem
suficientemente preparadas para conhecer o comportamento desses processos,
identificar falhas e actuar para a sua correcção imediata.
Formar pessoal, motivá-lo para a qualidade, distribuí-lo de acordo com a sua
capacidade é importante para que a sua intervenção nas diversas fases do
processo produtivo seja sempre a melhor.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade de Conformidade – Mão-de-Obra
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Organizar todo o sistema de trabalho, quer nos aspectos relacionados
directamente com o ciclo produtivo, quer naqueles que lateralmente o
influenciam, é também importante para assegurar a melhor qualidade e o custo
mínimo.
Através da organização eliminam-se actividades desnecessárias, reduzem-se
circuitos melhorando a produtividade geral de uma empresa, obtêm-se
indicadores que permitem conhecer como se está a produzir e onde actuar para
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade de Conformidade – Supervisão
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 A Qualidade da Conformidade - considerada como o cumprimento das
especificações - só fica assegurada se os meios técnicos e os meios humanos
estiverem preparados para produzir "o melhor, à primeira".
Naturalmente que as condições para cumprir a Qualidade da Conformidade
são idênticas, quer se trate de produtos de consumo imediato, quer de longa
duração: têm de ser adequados os meios tecnológicos, preparados os meios
humanos, organizado o trabalho da empresa e geridos os resultados.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
A Qualidade de Conformidade – Supervisão
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Engloba:
 A distribuição
 O uso
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
Qualidade em Utilização ou Após Venda
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 A Distribuição inclui prazos de entrega, preços, instruções de utilização,
assistência e todas as condições que têm a ver com a manutenção da Qualidade
produzida, a garantia de que o produto chega ao utilizador sem ter sofrido
deterioração e que é correctamente usado.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
Qualidade em Utilização ou Após Venda – A distribuição
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Voltando ao exemplo das bolachas, a distribuição deve garantir:
 armazenagem adequada
 exposição ao público em condições que não prejudiquem o produto
 venda dentro dos prazos limite de utilização
 contratos com o fabricante para garantia de fornecimentos atempados
 atendimento correcto, face a reclamações
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
Qualidade em Utilização ou Após Venda – A Distribuição
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 No caso do fogão:
 prazo de entrega assegurado
 instruções de utilização e manutenção claras
 assistência pronta, competente e fiável
 …
 Num caso e noutro, devem ser estudadas, implementadas e asseguradas
medidas que se considerem importantes para cativar os clientes /utilizadores.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
Qualidade em Utilização ou Após Venda – A Distribuição
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 O Uso é medido pelos resultados da utilização normal do produto, através de:
 dados da assistência
 devoluções e reclamações
 perdas ou ganhos do mercado
 …
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
Qualidade em Utilização ou Após Venda – O Uso
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Os dados da qualidade em Uso são de extrema importância para o fabricante
do produto em causa, pois são informações que vão permitir melhorar a
produção ou alterar o projecto de forma a ir ao encontro dos desejos dos
clientes, eliminando o desagrado que se possa ter manifestado através de
qualquer dos meios referidos.
PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO
Qualidade em Utilização ou Após Venda – O Uso
A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Tal como as características da qualidade, o preço de venda do produto tem de
ser competitivo e, por outro lado, tem de cobrir os custos de produção e dar
lucro à empresa produtora para que esta sobreviva.
 Daí, ter-se citado atrás, por várias vezes, a necessidade de produzir a
Qualidade adequada ao mais baixo custo possível.
A QUALIDADE OPTIMIZADA
A Qualidade e o Custo
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 A qualidade adequada mede-se pelo seu valor comercial, ou seja, pelo que a
empresa recebe em resultado das suas vendas.
 O custo mede-se pelo que a empresa gasta para a obtenção de uma dada
qualidade.
A QUALIDADE OPTIMIZADA
A Qualidade e o Custo
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 O ponto ideal - qualidade optimizada - será aquele em que a diferença
for a maior possível, pois será aquele que trará mais lucro à empresa
satisfazendo simultaneamente o utilizador.
A QUALIDADE OPTIMIZADA
A Qualidade e o Custo
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Para atingir a qualidade optimizada não é suficiente que a empresa se
preocupe com a Qualidade de concepção, de projecto e de utilização, tanto nos
aspectos de aptidão ao uso do produto como dos custos referentes apenas ao
seu ciclo produtivo.
 É necessário também que se preocupe com os sectores de serviços da
empresa não directamente implicados nesse ciclo produtivo, mas indispensáveis
para que a empresa funcione.
A QUALIDADE OPTIMIZADA
A Qualidade e o Custo
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Para atingir a qualidade optimizada, a empresa tem de implementar um
sistema de organização para a Qualidade que, abrangendo todos os seus
sectores de actividade, permita continuadamente:
 medir
 A qualidade do seu desempenho
 Os custos dessa qualidade
 Quais as causas desses custos
A QUALIDADE OPTIMIZADA
A Qualidade e o Custo
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 definir
 Quais as melhorias a atingir
 Quais os meios para atingir essas melhorias
 Quais os meios para reduzir custos
 implementar
 As medidas necessárias para melhorar a qualidade e reduzir os custos
 avaliar
 Os resultados da implementação dessas medidas
A QUALIDADE OPTIMIZADA
A Qualidade e o Custo
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
motivar
 Todos os colaboradores, internos e
externos, da empresa para aderirem
ao "Movimento Qualidade“
 A qualidade optimizada consegue-se com a
Qualidade Total, considerada indispensável
para sobreviver nos mercados actuais e
competitivos.
A QUALIDADE OPTIMIZADA
A Qualidade e o Custo
Equilíbrio Qualidade - Custo
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 O esquema seguinte representa a evolução histórica das tarefas destinadas a
assegurar a qualidade dos produtos, desde os fins do século passado até aos
nossos dias.
 Embora fundamentalmente associada ao desenvolvimento industrial, essa
evolução demonstra também a extensão que, ao longo do mesmo período, tem
sido abrangida pela Qualidade, conduzindo à importância social e económica que
hoje se lhe dá.
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A Evolução da Qualidade
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
Operador
Encarregado
Fim do séc. XIX
Execução e inspecção do produto completo (artesanato).
Inspector
Início do séc. XX
Fabrico por grupos de trabalho; inspecção pelo encarregado.
Controlo da Qualidade
Fim da I Guerra
Operação selectiva por inspectores independentes (década de 20).
Técnicas de prevenção do defeito (aplicação da estatística).
Controlo Total da Qualidade
Fim da II Guerra
Funcionalidade no tempo – fiabilidade (início com II Guerra e
Guerra da Coreia).
Garantia da Qualidade
Aeronáutica Espacial
Publicação das primeiras normas de sistemas da qualidade.
Qualidade Total
Centrais Nucleares
Situação actual / envolvimento de sistemas da qualidade.
Concorrência qualidade/custos A evolução da Qualidade durante o séc. XX
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
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1. – Conceitos da Qualidade
 Embora o início do seu desenvolvimento e expansão não tenha muitos anos, a
importância da qualidade é tão antiga como a própria fabricação de produtos,
artesanal ou mecanizada.
 Já na produção primitiva o artesão se preocupava com a qualidade, aplicando
toda a sua arte e engenho na concepção do artigo que ia criar e nas ferramentas
simples que idealizava para o ajudar a tornar mais perfeito o seu trabalho.
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
O Artesanato
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
66
1. – Conceitos da Qualidade
 As provas da alta qualidade desses artigos chegaram aos nossos dias e ainda
hoje nos admiramos com a perfeição e a durabilidade de objectos e monumentos
que têm resistido quase intactos à passagem dos séculos.
 No entanto, o desenvolvimento do controlo da qualidade está directamente
ligado à evolução da indústria.
Durante muito tempo limitou-se a uma função de inspecção, sendo efectuada a
verificação da conformidade do produto com as suas especificações após a
conclusão do seu ciclo de fabrico.
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
O Artesanato
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
67
1. – Conceitos da Qualidade
 Assim, como operação selectiva, a Inspecção separava os produtos em dois
grupos:
 Aceites;
 Rejeitados.
 A inspecção, com este conceito, protege o utilizador contra a aquisição de
produtos defeituosos, mas não contribui para a fabricação regular de produtos
não defeituosos nem protege o produtor contra os custos elevados das rejeições,
da redução de produtividade, da própria inspecção.
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
O Artesanato
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
68
1. – Conceitos da Qualidade
 Foram as Guerras Mundiais que determinaram as fases de grande
desenvolvimento das actividades da qualidade na indústria, sobretudo com a
aplicação das técnicas estatísticas que tem o seu início por volta de 1920 e o seu
grande incremento na década que se seguiu à II Guerra Mundial.
 Os métodos estatísticos foram aplicados fundamentalmente nos fabricos em
série, assegurando o cumprimento das características que permitem a
intermutabilidade de componentes num produto e evitando a execução de
defeitos.
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
Os métodos estatísticos
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
69
1. – Conceitos da Qualidade
 Mais tarde, a Guerra da Coreia e a Aeronáutica Espacial vieram contribuir para
novo alargamento no conceito de Controlo da Qualidade - a segurança de
funcionamento do produto no tempo ou fiabilidade.
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A Fiabilidade
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
70
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
O controlo total da Qualidade
 O reconhecimento da importância do Controlo da Qualidade e o
desenvolvimento das técnicas destinadas a assegurar o projecto e execução de
produtos adequados ao uso conduziu ao controlo total da qualidade que pode
definir-se como:
“Um sistema amplo e complexo que abrange todo o ciclo de vida do produto”
conforme se esquematiza a seguir, desde o estudo do mercado, que dá origem à
sua definição, até ao pós-venda, que dá a conhecer o seu comportamento em A
evolução, contudo, não parou com o reconhecimento das vantagens do Controlo
Total da Qualidade.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
71
1. – Conceitos da Qualidade
O Ciclo de Vida do Produto
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
72
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A Garantia da Qualidade
 Prosseguindo o seu desenvolvimento e com origem nas dificuldades levantadas
pela garantia da segurança das Centrais Nucleares, evoluiu para a garantia da
qualidade com o estabelecimento de Normas de Sistemas da Qualidade que
regulamentam a forma de execução de todas as actividades que permitem
assegurar o rigoroso cumprimento dos requisitos de qualidade e segurança.
 Mas garantir a qualidade não é suficiente para garantir a empresa.
É preciso conseguir a qualidade adequada ao menor custo possível, é preciso
gerir a qualidade.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
73
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A Garantia da Qualidade
 Conforme já referimos anteriormente, reconhece-se actualmente que também
as funções da empresa não envolvidas directamente no ciclo de vida do produto -
tais como as actividades financeiras, administrativas, recursos humanos - têm
custos afectados pela "qualidade" do seu desempenho que devem ser calculados,
analisados e reduzidos tal como os dos sectores ligados à produção.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
74
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
Qualidade Total
 Garantir e gerir a qualidade de todos os sectores de actividade da empresa,
satisfazendo clientes internos e externos, envolvendo todos os colaboradores
conseguindo custos mínimos, são os objectivos da qualidade total, cuja
implementação é o desafio que se coloca hoje aos nossos empresários.
Mais qualidade com menos custos só se consegue quando cada um se torna
responsável por assegurar, sempre e o melhor possível, a execução do seu
trabalho.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
75
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
Qualidade Total
 Este conceito faz-nos regressar, de certo modo, ao conceito do fim do século
passado e dos séculos anteriores à industrialização, ou seja, ao conceito artesanal:
"A qualidade do produto é executada e comprovada pelo seu executante".
 A diferença está em que hoje, para o efeito, o executante tem à sua disposição
meios para definir, executar e comprovar essa qualidade que, nos séculos
anteriores, não existiam ou não eram tão acessíveis.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
76
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A evolução da Qualidade
 Esta evolução da qualidade do produto, conseguida por triagem, até à
Qualidade Total - passando pelas fases de prevenção dos defeitos, redução de
custos, garantia da qualidade nas Centrais Nucleares - veio reforçar a necessidade
de evoluir para a qualidade dos serviços e das organizações, pois também nestas
áreas são cada vez maiores as exigências dos consumidores e a competitividade
dos mercados.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
77
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A evolução da Qualidade
 A detecção de destruição ambiental, associada ao desenvolvimento da
indústria, veio chamar a atenção para a Qualidade do Ambiente, actualmente uma
das maiores preocupações dos países desenvolvidos.
 Daí a grande importância que hoje se dá aos estudos de melhoria de qualidade
de serviços e ambiente, adaptando a estes casos, sempre que possível, as
matérias já largamente desenvolvidas na garantia da qualidade dos produtos.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
78
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A evolução da Qualidade
As definições seguintes, baseadas no Glossário da Qualidade editado pela
Direcção Geral da Qualidade (DGQ)/Instituto Português da Qualidade (IPQ), visam
a consolidar o significado de termos utilizados neste manual e, em particular,
nesta unidade temática.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
79
1. – Conceitos da Qualidade
A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
A evolução da Qualidade
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
80
1. – Conceitos da Qualidade
A QUALIDADE TOTAL
"Gerida e difundida em toda a empresa, a qualidade total é um conjunto de
princípios, de métodos organizados em estratégia global, visando mobilizar
toda a empresa para obter uma maior satisfação do cliente ao menor custo."
(Fonte: Associação Francesa dos Círculos da Qualidade - AFCIC)
 A "não - qualidade" é como um vírus que se instala numa empresa, impedindo-
a de exercer correctamente todas as suas funções.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
81
1. – Conceitos da Qualidade
A QUALIDADE TOTAL
 Por ser particularmente resistente, tem-se verificado que as tentativas pontuais
de cura, procurando eliminar a não-qualidade nos produtos ou num limitado
número de actividades, não são suficientes para restituir à empresa a saúde
necessária à sua sobrevivência no tempo.
 O tratamento só resultará quando for global e esse tratamento é a qualidade
total acima definida.
 Consegui-la não é tarefa simples.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
82
1. – Conceitos da Qualidade
A QUALIDADE TOTAL
 Citam-se, a seguir, cinco princípios básicos cuja aplicação é necessária para o
sucesso:
 A VONTADE E O ENVOLVIMENTO DOS DIRIGENTES
 A ADESÃO PLENA DE TODO O PESSOAL
 A MELHORIA DA QUALIDADE PELA PREVENÇÃO DOS DEFEITOS
 A MEDIÇÃO DA QUALIDADE
 A EXCELÊNCIA
Princípios da Qualidade Total
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
83
1. – Conceitos da Qualidade
A QUALIDADE TOTAL
 Entender os princípios da qualidade total é muito importante para entender
como a empresa terá de evoluir para se manter competitiva e saudável.
 Mas não é suficiente.
 A Qualidade Total só será atingida se forem implementadas acções práticas que
permitam seguir esse princípio, que orientem toda a empresa - do operador ao
presidente - para o cumprimento dum objectivo comum: a melhoria continuada
da qualidade.
Princípios da Qualidade Total
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
84
1. – Conceitos da Qualidade
A QUALIDADE TOTAL
 Para desenvolver essas acções, é necessário captar o interesse e a vontade dos
indivíduos, e conseguir que todos
 queiram actuar
 saibam actuar
 tenham meios para actuar
 O Quadro seguinte particulariza a evolução das exigências do mercado nas
últimas décadas, a qual conduziu à necessidade das empresas de procurar na
qualidade total os meios de corresponder a essas exigências.
Princípios da Qualidade Total
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
85
1. – Conceitos da Qualidade
Evolução do mercado nas
últimas décadas
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
86
1. – Conceitos da Qualidade
RESUMO
 A qualidade define-se genericamente como a aptidão ao uso e é avaliada pelo
consumidor e executada pelo produtor.
 Dependendo o sucesso da empresa produtora da conquista dos mercados, a
qualidade que satisfaz o consumidor é um factor de importância fundamental
para a sobrevivência da empresa.
 A administração pública é um auxiliar importante do consumidor e do produtor
através dos seus meios de defesa do consumidor e dos seus sistemas de
normalização, metrologia e certificação.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
87
1. – Conceitos da Qualidade
RESUMO
 Para colocar no mercado um produto com a qualidade adequada, é necessário
garantir a Qualidade do Projecto, a Qualidade da Conformidade e a Qualidade de
Utilização.
 Para garantir o equilíbrio entre a Qualidade e o Custo, conduzindo à obtenção
do maior lucro possível, a empresa terá de implementar um sistema da qualidade
que, se abranger todas as suas actividades e linhas hierárquicas, permitirá gerir
em qualidade total.
1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
88
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Os Princípios para a Qualidade Total são:
 o envolvimento da direcção
 a adesão do pessoal
 a prevenção dos defeitos
 a medição da qualidade
 a excelência
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
89
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Às direcções das empresas não restam
hoje dúvidas da necessidade de
encaminhar os seus objectivos para a
qualidade total.
 Mas passar dessa certeza à prática não é
tarefa elementar sobretudo porque ela
exige uma grande mudança de cultura da
empresa.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
O Envolvimento da Direcção - A Mudança Cultural da Empresa
O envolvimento da Direcção
90
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 E essa mudança da cultura não se resolve apenas com a expressão desse
desejo ou com a alteração do sistema de organização da empresa exigida pelas
novas regras de gestão da qualidade.
 É preciso tempo e investimento para que todo o pessoal fique apto a participar
com consciência e vontade no movimento para a qualidade total.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
O Envolvimento da Direcção - A Mudança Cultural da Empresa
91
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
É preciso investir em acções de sensibilização e formação de todo o pessoal,
das chefias às bases, que não só actualizem e aumentem os seus conhecimentos
técnicos, como também lhes transmitam a noção da importância do trabalho
bem desempenhado, de cada um, nos resultados positivos da exploração da
empresa.
 Essas acções não são limitadas no tempo, não consistem apenas em transmitir
conhecimentos numa sala de formação, mas prolongam-se nas actividades
práticas que cada um exerce dentro da empresa, sempre no sentido de melhorar
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
O Envolvimento da Direcção - A Mudança Cultural da Empresa
92
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 À direcção compete participar na identificação e promover a implementação
dos meios e sistema de organização necessários para essa mudança cultural.
 Compete-lhe expressar por escrito os seus objectivos de qualidade, bem como
os procedimentos de funcionamento que vão permitir atingi-los se forem
cumpridos por todos os níveis hierárquicos e áreas de actividade que esses
procedimentos abrangem.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
O Envolvimento da Direcção - O envolvimento da Direcção
93
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Compete-lhe, ainda, gerir os resultados conseguidos com as mudanças
implementadas por meio de auditorias e através dos indicadores de qualidade
que a própria organização lhe fornece: analisar resultados, assegurar melhorias.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
O Envolvimento da Direcção - O envolvimento da Direcção
Porquê a Qualidade Total
94
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 O envolvimento da direcção no movimento para a qualidade total é ainda um
estímulo importante e imprescindível para que todos os colaboradores nele se
empenhem com o necessário entusiasmo.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Adesão de Todo o Pessoal
95
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
Agrupando as ferramentas atrás citadas:
 sensibilização e formação continuada, a todos os níveis;
 expressão e divulgação dos objectivos da qualidade da empresa;
 implementação dos procedimentos de funcionamento do Sistema da
Qualidade;
 disponibilização dos meios necessários para cumprimento dos objectivos e
procedimentos;
análise, tratamento e divulgação dos resultados do movimento qualidade;
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Adesão de Todo o Pessoal - Acções para a Qualidade Total
96
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 pode dizer-se que estão resumidos os principais factores que conduzirão ao
sucesso do movimento para a Qualidade Total, ao conseguir-se que todos
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Adesão de Todo o Pessoal - A adesão do pessoal
97
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Estas três condições correspondem à garantia
de que o espírito da qualidade foi de tal maneira
absorvido que, naturalmente, todos seguem os
procedimentos e os métodos estudados para o
bom desempenho das suas actividades,
procurando sempre melhorá-lo, e, ao mesmo
tempo transmitir e incutir esse espírito àqueles
que os rodeiam e que estejam duvidosos ou
menos preparados.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Adesão de Todo o Pessoal - A adesão do pessoal
98
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 “Mais vale prevenir que remediar” é um provérbio universal que tanto se pode
aplicar à prevenção da doença no homem como à prevenção dos defeitos e
disfunções que são a doença dos produtos e das empresas.
 Todos sabemos que a medicina, cada vez mais, desenvolve os meios de
prevenção das doenças, a fim de evitar que estas se instalem e, assim, conseguir
que o homem viva são e não submetido a tratamento permanente de um mal cuja
instalação não evitou ou, pelo menos, não adiou.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Prevenção dos Defeitos
99
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Da mesma maneira, as técnicas de prevenção dos defeitos devem ser
desenvolvidas e postas em prática nas empresas: quanto mais cedo, no ciclo
produtivo, se detectar um defeito ou causas que o possam produzir, mais
económica será a correcção e de melhor qualidade o produto acabado.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Prevenção dos Defeitos
O Custo dos Defeitos
100
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Algumas das técnicas de prevenção de defeitos
 Planos de experiência
 Análise modal de falhas, efeitos e criticidade
 Capacidade dos processos
 Controlo estatístico do processo
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Prevenção dos Defeitos
101
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Gerir a qualidade é uma das tarefas fundamentais da qualidade total, já que o
seu objectivo básico é produzir a qualidade adequada ao menor custo possível.
 Assim, é preciso encontrar indicadores que permitam conhecer a situação
actual em qualidade e custos e determinar onde actuar para melhorar no futuro
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Medição da Qualidade
102
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Conhecer, por exemplo:
 a qualidade actual
 a qualidade a atingir
 as possibilidades actuais de melhoria
 os meios necessários para melhoria
 os custos actuais de qualidade
 as causas desses custos
 os benefícios a obter com a melhoria
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
103
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 estendendo esta análise a todos os sectores da empresa directamente ligados à
produção:
 concepção
 especificação
 planificação
 aprovisionamento
 produção
 inspecção e ensaio
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
104
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 e também aos sectores de serviços :
 marketing
 administração
 serviços comerciais
 recursos humanos
 pós-venda
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
105
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 É preciso comparar os valores reais com os previstos, analisar os desvios,
encontrar as soluções correctivas, estabelecer novas previsões, medir os
resultados de novo.
 É preciso também estabelecer indicadores financeiros associados à estratégia
da qualidade da empresa (disponíveis para investimento, por exemplo) para poder
definir objectivos exequíveis, programar a aquisição de meios, planear as acções a
implementar, considerando com realismo as possibilidades da empresa.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
106
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Uma empresa que conseguir implementar a Qualidade Total – considerando
que, para isso, é necessário que cada um, empenhadamente e sempre, dê o
melhor de si mesmo - estará a caminho de se tornar a empresa ideal, cuja imagem
é representada pelos Sete Zeros da Perfeição.
 "0" stock
 "0" defeitos
 "0" papéis
 "0" avarias
 "0" atrasos
 "0" acidentes
 “0" conflitos
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
107
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 A Excelência é:
 Reduzir custos à empresa................................... "0" stock
 Fazer bem à primeira......................................... "0" defeitos
 Ter informação necessária e suficiente............ "0" papéis
 Evitar avarias e paragens.................................. "0" avarias
 Responder às necessidades dos clientes......... "0" atrasos
 Garantir a segurança no trabalho................... "0" acidentes
 Trabalhar em equipa.......................................... "0" conflitos
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
108
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 Estes sete zeros são uma imagem do conceito actual da QUALIDADE; é preciso
combater a convicção, mais ou menos generalizada, de que não é possível atingir
esses zeros, o erro é próprio do homem e não se pode evitar.
 Se não se lutasse com persistência e desde sempre contra os “impossíveis”,
como se teria conseguido para melhorar, em tantos aspectos, a nossa forma de
viver?
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
109
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
 E se se parar agora, como se evitarão os prejuízos consequentes do progresso,
como se continuará a progredir?
 Tal como os desportistas que lutam permanentemente para ultrapassar todos
os recordes, também as empresas têm de combater as dificuldades para atingir a
excelência.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
110
1. – Conceitos da Qualidade
Os Princípios
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
Os 7 Zeros da Perfeição simbolizando a Excelência
111
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 Para que cada um queira actuar, é importante:
 que esteja motivado,
 que não se sinta isolado na sua vontade de agir correctamente,
 que compreenda e que os outros compreendam a importância do seu
trabalho,
 que se sinta integrado na empresa no presente e para o futuro.
 Despertar no pessoal a vontade de querer actuar pode conseguir-se com:
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar
112
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 Consiste em esclarecer sobre as razões pelas quais a empresa:
 pretende mudar uma organização que sempre a manteve a funcionar;
 pretende executar melhor os seus produtos e reduzir os custos;
 pede aos trabalhadores que melhorem o seu desempenho quando os
defeitos surgem, e, ainda, explicar se haverá e quais serão os benefícios que a
mudança trará aos trabalhadores.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Sensibilização
113
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 É também importante que a direcção dê o exemplo, ela própria demonstrando
o seu envolvimento no programa da Qualidade Total, contactando mais
directamente os trabalhadores para conhecer as possibilidades que têm e as
dificuldades que sentem para melhorar o seu trabalho.
 As acções de esclarecimento poderão ser levadas a efeito pela direcção para
todos os trabalhadores ou pela direcção para as chefias.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Sensibilização
114
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 Por sua vez, as chefias esclarecerão o pessoal dos seus sectores.
 A forma escolhida dependerá da organização hierárquica da empresa e,
sobretudo, da sua dimensão.
 A transmissão aos trabalhadores através das chefias poderá ser uma forma de
demonstrar que a mudança é pedida a todos os colaboradores da empresa e não
se cinge, apenas, àqueles que executam directamente as operações de produção.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Sensibilização
115
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 Focou-se atrás a importância dos indicadores de qualidade para a gestão em
Qualidade Total.
 Esses indicadores, custos e outros, são obtidos a partir dos resultados das
tarefas executadas pelos trabalhadores da empresa.
 Pede-se a estes que registem dados referentes às operações que executam, que
cumpram procedimentos e métodos que permitem melhorar a qualidade e
reduzir os custos.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
116
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 Como manter o seu interesse e colaboração se não chegarem a saber quais são
os resultados obtidos da análise e tratamento dos dados do seu trabalho, qual o
nível de melhoria conseguido, qual a redução de custos?
 Comunicar, ou seja, receber, tratar e dar informação ao trabalhador, é
necessário para que este registe regularmente e com rigor os resultados do seu
trabalho e para que se interesse sempre por melhorá-lo.
 Mas a comunicação não é só descendente - dos chefes para o pessoal – é
também ascendente - do pessoal para os chefes
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
117
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 As sugestões de melhoria propostas pelos trabalhadores directos devem ser
ouvidas e implementadas quando válidas.
 A informação descendente é a mais fácil de prestar mas, para que seja útil, é
necessário discuti-la, justificar as alterações de melhoria propostas.
 Só assim será entendida e suscitará o interesse dos trabalhadores.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
118
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 A exposição de um mapa indicando os resultados do tratamento dos dados da
qualidade, sem nenhuma análise feita em colaboração pelas chefias e
trabalhadores envolvidos, acaba por ser inútil, deixando mesmo de ser olhado
pelos que deveriam estar interessados nos resultados expressos.
 A informação ascendente necessita de um maior contacto entre dirigentes e
trabalhadores que facilite essa informação e o seu aproveitamento por eliminar
barreiras hierárquicas, de parte a parte.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
119
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
As linhas de comunicação
120
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 Por vezes, tenta-se que essa informação seja colocada, pelo pessoal, numa caixa
de sugestões que serão oportunamente analisadas.
 É uma forma simples de pedir informação, mas, atenção, só resultará se não for
descurado o seu tratamento e a implementação das sugestões válidas.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
121
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
 Sensibilizar e comunicar são meios muito eficientes para empenhar o pessoal
no movimento para a qualidade - sempre melhor e mais económica.
 Resumindo, pode dizer-se que se obterá o empenhamento do pessoal se se for
capaz de:
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Empenhamento
122
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Empenhamento
123
1. – Conceitos da Qualidade
AS ACÇÕES
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Empenhamento
Acções para motivar o pessoal para aderir ao movimento “qualidade”
124
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 Não chega sensibilizar o pessoal esclarecendo as suas dúvidas ou definindo-lhe
Qualidade Total.
 É necessário dar-lhe formação para que saiba como actuar, como desenvolver o
seu trabalho e como melhorar os resultados das suas tarefas.
 A preparação dessa formação tem de ser muito cuidada para que resulte eficiente,
ou seja, para que, paralelamente ao aumento de conhecimentos dos participantes,
traga também à empresa a evolução pretendida.
 Embora abrangendo matérias de carácter geral, tem também de ser dirigida
especificamente para as actividades, processos e produtos específicos da empresa.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
O Conhecimento para Actuar
125
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 Os seus programas poderão ser constituídos por três capítulos básicos:
 Bases Científicas e Técnicas dos ramos de actividades abrangidos
 Qualidade em geral
 Ferramentas da Qualidade
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
As matérias da Formação
126
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 Relativamente às matérias específicas da qualidade, teríamos,
esquematicamente:
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
As matérias da Formação
Matérias Gerais da Qualidade
127
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
As matérias da Formação
Ferramentas da Qualidade
128
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 O maior ou menor desenvolvimento das matérias escolhidas e a abordagem
teórica ou prática são aspectos que devem ser considerados ao executar as acções
de formação, tendo em atenção as responsabilidades e tarefas dos diversos níveis
e sectores de actividade dos participantes abrangidos por essas acções.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
As matérias da Formação
129
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 Sensibilizar o pessoal para querer actuar, dar-lhe formação para saber como
actuar também não é suficiente para conseguir concretizar as acções necessárias à
Qualidade Total.
 É preciso criar os meios para actuar, não só meios materiais e técnicos como
também as estruturas organizacionais adequadas.
 Os meios materiais e técnicos não são normalmente esquecidos, mas a definição
muito clara da hierarquia e responsabilidades a todos os níveis fica, com bastante
frequência, por fazer.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Ter Meios para Actuar - Os Meios para Actuar
130
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 As responsabilidades de decisão devem estar bem determinadas, tal como as
regras de delegação de responsabilidades, que devem permitir que haja o maior
número possível de decisões tomadas ao mais baixo nível de hierarquias, dando às
pessoas meios para tomar essas decisões.
 A possibilidade de decidir é um factor que desenvolve o interesse do pessoal,
não só pela execução correcta do seu trabalho, como pela procura de soluções que
o possam melhorar.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Ter Meios para Actuar - A Definição de Responsabilidades
131
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 Desenvolver o trabalho em grupo também é um meio importante para a
Qualidade Total.
 Os elementos do grupo discutem entre si as suas dificuldades e sugerem formas
de as resolver, estimulando assim o espírito de iniciativa e criatividade tão
necessários para o progresso da empresa.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Ter Meios para Actuar - A Definição de Responsabilidades
132
1. – Conceitos da Qualidade
SABER ACTUAR
 Com o trabalho em grupo
habituam-se também a formar
equipa, procurando auxiliar-se uns
aos outros e eliminando, assim, a
tendência para encontrar desculpas
para as falhas pessoais com os erros
que os outros possam ter cometido.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Ter Meios para Actuar - O Trabalho de Grupo
Os meios para poder actuar
133
1. – Conceitos da Qualidade
RESUMO
 Para que a Qualidade Total tenha sucesso, é preciso que a Direcção se
empenhe pessoalmente nesse movimento, participando nas acções de
sensibilização, na implementação do sistema de organização adequado, na gestão
dos resultados conseguidos, na introdução de melhorias.
 A adesão do pessoal depende da formação continuada a todos os níveis, do
cumprimento dos procedimentos de funcionamento, da existência dos meios
adequados, da divulgação dos resultados do "movimento qualidade".
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
134
1. – Conceitos da Qualidade
RESUMO
 Produzir com a qualidade adequada e ao mais baixo custo assegura-se “fazendo
bem, à primeira e sempre”.
 Medir a qualidade, utilizando indicadores que permitem conhecer os defeitos,
as disfunções, os custos da qualidade, é fundamental para conhecer onde actuar
para melhorar a qualidade e reduzir os custos continuadamente.
 O objectivo da empresa deve ser a excelência, a qual pode simbolizar-se pelos 7
zeros da perfeição.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
135
1. – Conceitos da Qualidade
RESUMO
 A formação em matérias da qualidade que permitam entender bem o porquê de
exigências de organização e que permitam executar adequadamente operações de
inspecção e ensaio e aplicar técnicas estatísticas de prevenção e avaliação é muito
importante para garantir que cada um desempenhe correctamente as tarefas que
lhe estão atribuídas.
1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
Título
• Texto texto texto
136

Controlo Estatístico do Proceso - Noções.pptx

  • 1.
    Práticas de Qualidade UFCD0723 - Controlo Estatístico do Processo
  • 2.
  • 3.
    3  Quando escolhemose decidimos adquirir um dado produto é porque desejamos que nos preste um determinado serviço. 1. – Conceitos da Qualidade  E só o consideramos "bom" quando o seu desempenho satisfaz as nossas expectativas, ou mesmo as excede. A Qualidade do Produto 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – OS PRODUTOS
  • 4.
    4 1. – Conceitosda Qualidade  Por exemplo, se comprarmos uma máquina de lavar roupa de uma marca que garanta as seguintes condições:  lavagem perfeita consumo baixo assistência competente e económica pouco ruidosa …. só a consideraremos "de qualidade" se todas essas condições se cumprirem na prática. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – OS PRODUTOS A Qualidade do Produto
  • 5.
    5 1. – Conceitosda Qualidade  Para o consumidor, a qualidade de um produto mede-se pela aptidão ao uso. selecção do produto pela sua qualidade 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – OS PRODUTOS A Qualidade do Produto
  • 6.
    6 1. – Conceitosda Qualidade  De igual modo, um determinado serviço que necessitamos de utilizar terá de corresponder às nossas expectativas para que fiquemos satisfeitos com o seu desempenho. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – OS SERVIÇOS A Qualidade do Serviço
  • 7.
    7 1. – Conceitosda Qualidade  um atendimento agradável mercadorias de proveniência fiável garantia de higiene e conservação dos produtos alimentares seriedade no tratamento de reclamações preços aceitáveis …  Por exemplo, o estabelecimento que escolhemos para fazer as nossas compras deverá ter  Se cumprir estas condições, prestar-nos-á um serviço de qualidade avaliada também pela aptidão ao uso. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – OS SERVIÇOS A Qualidade do Serviço
  • 8.
    8 1. – Conceitosda Qualidade  E o ambiente?  Seja no nosso local de trabalho, seja na nossa zona residencial, desejamos que a "qualidade" do ambiente seja a necessária para defender a nossa saúde e a nossa segurança e permita que nos sintamos bem e seguros nas horas de trabalho, de repouso ou de lazer. Um ambiente poluído não é "adequado ao uso" 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – O AMBIENTE A Qualidade do Ambiente
  • 9.
    9 1. – Conceitosda Qualidade  A Qualidade é:  Fornecendo-lhes produtos, serviços e ambiente que não só cumpram as suas exigências básicas, como ainda excedam as expectativas. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 10.
    10 1. – Conceitosda Qualidade  Manter os clientes satisfeitos ao longo do tempo é uma garantia de competitividade e aumento de vendas.  Assegurar a qualidade dos produtos que se fabricam e utilizam, dos serviços que se prestam e que nos são prestados, do ambiente que nos rodeia, é assegurar uma qualidade de vida digna. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade  Melhorar continuadamente a qualidade é desenvolver o país em que vivemos e trabalhamos.
  • 11.
    11 1. – Conceitosda Qualidade A qualidade e o desenvolvimento de um país 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 12.
    12 1. – Conceitosda Qualidade  E quem serão as entidades responsáveis por contribuir para que a qualidade dos produtos, serviços e ambiente satisfaça as nossas necessidades e expectativas? 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 13.
    13 1. – Conceitosda Qualidade O Utilizador e a Qualidade  O utilizador:  Avalia a qualidade através do grau de satisfação na utilização dos produtos e serviços e do ambiente em que está integrado.  Essa avaliação é fundamental para a definição da qualidade que terá de ser produzida e garantida para que o utilizador não se considere lesado. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 14.
    14 1. – Conceitosda Qualidade O Produtor e a Qualidade  O produtor:  Produz a qualidade que o utilizador pretende, ou a que tem direito, pois só assim garantirá a sua permanência no mercado.  E só com mercado e com condições de trabalho adequadas, o produtor estará em condições de produzir de forma a alcançar os lucros indispensáveis à sobrevivência e ao desenvolvimento da sua empresa, protegendo-se a si próprio e a todos os que nela trabalham. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 15.
    15 1. – Conceitosda Qualidade  Em conclusão, pode dizer-se que é um interesse comum, tanto mais que todos são, nos seus locais de trabalho e na sua vida privada, simultaneamente utilizadores e produtores de serviços, produtos e ambiente. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 16.
    16 1. – Conceitosda Qualidade Qualidade, interesse de todos 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 17.
    17 1. – Conceitosda Qualidade A Administração Pública e a Qualidade  A Administração Pública  Compete-lhe defender os direitos do utilizador e auxiliar os produtores através de mecanismos oficiais, como o Sistema Nacional de Gestão da Qualidade (SNGQ), em particular os seus subsistemas de normalização, de metrologia e de qualificação. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 18.
    18 1. – Conceitosda Qualidade Os subsistemas da Qualidade  Normalização – Emite normas que definem características a cumprir e meios de verificação para muitos produtos fundamentais, orientando o produtor na definição da qualidade necessária e nos meios de a garantir da forma mais económica. Incluem-se nessa definição, quando adequado, condições relacionadas com a segurança e a defesa do ambiente. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 19.
    19 1. – Conceitosda Qualidade Os subsistemas da Qualidade  Metrologia – Põe à disposição do produtor laboratórios acreditados que calibram e certificam os equipamentos de medição e ensaio.  Certificação – Atribui uma marca nacional de qualidade aos produtos/serviços lançados no mercado, quando esses produtos/serviços e a empresa que os produz/presta obedecem aos requisitos para a certificação, definidos para o efeito pelas instituições nacionais e internacionais competentes. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 20.
    20 1. – Conceitosda Qualidade Os subsistemas da Qualidade Ainda no âmbito da Administração Pública, são defesa do consumidor:  A "Legislação" que transforma em leis algumas das condições de qualidade normalizadas, tornando-as, assim, de cumprimento obrigatório. Estão abrangidas as exigências de segurança e defesa do ambiente, em muitos casos. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 21.
    21 1. – Conceitosda Qualidade Os subsistemas da Qualidade Ainda no âmbito da Administração Pública, são defesa do consumidor:  O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor e outras instituições do Estado que defendem o produtor lesado nos seus direitos relativos à qualidade e que fiscalizam o cumprimento da legislação em vigor sobre a mesma matéria. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 22.
    22 1. – Conceitosda Qualidade A Qualidade - trabalho de grupo A qualidade é, portanto, uma atribuição de todos  UTILIZADORES  PRODUTORES  ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 23.
    23 1. – Conceitosda Qualidade  GESTORES  QUADROS  TÉCNICOS  OPERADORES e de todas as áreas de actividade, quer ligadas directamente ao sector produtivo, quer aos serviços internos da empresa. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade e, na empresa produtora, de todos os níveis da cadeia hierárquica
  • 24.
    24 1. – Conceitosda Qualidade A Qualidade - trabalho de grupo As atribuições para a Qualidade e os seus Responsáveis 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 25.
    25 1. – Conceitosda Qualidade A Qualidade - trabalho de grupo A qualidade consegue-se com em que, colaborando no cumprimento dos mesmos objectivos de melhoria da qualidade/redução de custos, cada elemento da empresa toma a seu cargo a responsabilidade de executar à primeira e sempre sem defeitos o trabalho que lhe compete. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade DEFINIÇÕES – A QUALIDADE A Definição da Qualidade
  • 26.
    26 1. – Conceitosda Qualidade A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada  No Glossário da Qualidade, publicado pela Direcção Geral da Qualidade (DGQ)/ Instituto Português da Qualidade(IPQ), e com base na definição do Glossário da Organização Europeia para a Qualidade (EOQ), define-se: "Qualidade é a totalidade das características de um produto ou serviço que determinam a sua aptidão para satisfazer uma dada necessidade". PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 27.
    27 1. – Conceitosda Qualidade A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada  Cumprir, na prática, esta definição de forma a satisfazer utilizador e produtor envolve:  o estudo, a especificação e o cumprimento de uma série de parâmetros;  condições de cuja conjugação resultará a qualidade optimizada, que é o objectivo fundamental das empresas dinâmicas e competitivas. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 28.
    28 1. – Conceitosda Qualidade A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada  A definição normalizada da Qualidade aplica-se a todos os tipos de produtos,  quer sejam de consumo imediato, como grande parte dos que se incluem na área alimentar,  ou de longa duração, como os equipamentos fabris ou caseiros, os automóveis, etc. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 29.
    29 1. – Conceitosda Qualidade A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada  Definir a Qualidade que uns e outros devem apresentar ao utilizador para o satisfazer, apesar das grandes diferenças das respectivas características, exige percorrer o mesmo caminho, considerando todos os parâmetros que influenciam a qualidade:  O PROJECTO  A CONFORMIDADE  A UTILIZAÇÃO PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 30.
    30 1. – Conceitosda Qualidade Inclui:  Pesquisa do Mercado  Concepção  Especificação A Qualidade do Projecto A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 31.
    31 1. – Conceitosda Qualidade PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO  A Pesquisa do Mercado orienta-se para a detecção das preferências, necessidades e direitos do utilizador. A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 32.
    32 1. – Conceitosda Qualidade PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO Na definição de um produto alimentar, por exemplo um tipo de bolachas, deverá ter-se em conta:  O objectivo de utilização:  Alimento infantil Complemento alimentar Aperitivo Sobremesa … A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 33.
    33 1. – Conceitosda Qualidade  O paladar, considerando:  as preferências actuais do mercado a possibilidade de oferecer um produto novo, apetecível …  O período de validade  mais comum legal … PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 34.
    34 1. – Conceitosda Qualidade Os preços de concorrência e outras características que os peritos na matéria possam considerar importantes para a boa aceitação do produto em causa pelo mercado consumidor. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 35.
    35 1. – Conceitosda Qualidade Naturalmente que pesquisa idêntica deverá ser conduzida para a definição de um produto de longa duração, por exemplo um fogão:  O objectivo de utilização/mercado  gás  electricidade  com bicos  com forno  com grelhador … PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 36.
    36 1. – Conceitosda Qualidade  Os aspectos estéticos  dimensões especiais ou normalizadas cor e acabamentos mais comuns ou a propor como inovação …  O tempo de vida A legislação  segurança  consumo Os preços da concorrência PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Pesquisa do Mercado A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 37.
    37 1. – Conceitosda Qualidade  A Concepção basear-se-á nos resultados da pesquisa do mercado para executar protótipos ou amostras que correspondam às exigências reveladas por essas pesquisas. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Concepção A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 38.
    38 1. – Conceitosda Qualidade Voltando aos exemplos atrás referidos, no caso das bolachas preocupar-se-á, por exemplo, com:  A composição base, tendo em atenção:  o objectivo de utilização;  o paladar;  os produtos legalmente aprovados, quer sejam componentes de base, quer aditivos; … PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Concepção A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 39.
    39 1. – Conceitosda Qualidade  A embalagem, tendo em atenção:  a forma da bolacha  o peso por pacote  os materiais da embalagem legalmente aprovados  o prazo de validade  o aspecto estético …  procurando melhorias em relação aos resultados da pesquisa. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Concepção A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 40.
    40 1. – Conceitosda Qualidade  No caso do fogão, executará o seu protótipo de forma a que os resultados da sua utilização cumpram as indicações da pesquisa do mercado e da legislação, procurando benefícios através, por exemplo, de:  redução de consumos  melhoramento da operacionalidade e da fiabilidade  aumento da segurança  embelezamento do exterior PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Concepção A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 41.
    41 1. – Conceitosda Qualidade Definições – Qualidade PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Definição Normalizada da Qualidade - A Concepção
  • 42.
    42 1. – Conceitosda Qualidade  As Especificações são a forma de definir, por escrito, as características resultantes da concepção, expressando-as de maneira tão completa quanto possível, para que possam ser entendidas e levadas à prática através do estudo e implementação dos meios produtivos adequados e da preparação dos meios humanos intervenientes nas fases seguintes do ciclo produtivo. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Especificação A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 43.
    43 1. – Conceitosda Qualidade  A Qualidade de Projecto é o parâmetro mais importante para a garantia da produção de produtos aptos ao uso e ao mais baixo custo possível. Se a definição de um produto for inadequada às exigências do utilizador ou conduzir a custos de produção que tornam impossível a competição em preço, não haverá mercado estável para esse produto. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade do Projecto - A Especificação A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 44.
    44 1. – Conceitosda Qualidade  Sendo cumpridas, pelo produtor, as especificações do projecto, a qualidade de conformidade depende de:  Tecnologia  Mão-de-Obra  Supervisão PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade de Conformidade A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 45.
    45 1. – Conceitosda Qualidade  Integra máquinas, equipamentos, ferramentas, métodos de fabricação e de verificação e materiais. Todos estes meios tecnológicos são estudados e implementados, tendo como objectivo cumprir as características especificadas, pelo projecto, relativamente ao produto. Se esses meios não forem adequados, não será possível vencer no mercado: produzir parcialmente mal e escolher, rejeitando o que está errado, não garante a qualidade e agrava os custos. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade de Conformidade – Tecnologia A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 46.
    46 1. – Conceitosda Qualidade  Por mais sofisticados que sejam os meios de produção e inspecção, por mais confiança que se tenha nos processos automáticos modernos, podemos ter a certeza de que a qualidade fracassará se as pessoas não estiverem suficientemente preparadas para conhecer o comportamento desses processos, identificar falhas e actuar para a sua correcção imediata. Formar pessoal, motivá-lo para a qualidade, distribuí-lo de acordo com a sua capacidade é importante para que a sua intervenção nas diversas fases do processo produtivo seja sempre a melhor. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade de Conformidade – Mão-de-Obra A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 47.
    47 1. – Conceitosda Qualidade  Organizar todo o sistema de trabalho, quer nos aspectos relacionados directamente com o ciclo produtivo, quer naqueles que lateralmente o influenciam, é também importante para assegurar a melhor qualidade e o custo mínimo. Através da organização eliminam-se actividades desnecessárias, reduzem-se circuitos melhorando a produtividade geral de uma empresa, obtêm-se indicadores que permitem conhecer como se está a produzir e onde actuar para PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade de Conformidade – Supervisão A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 48.
    48 1. – Conceitosda Qualidade  A Qualidade da Conformidade - considerada como o cumprimento das especificações - só fica assegurada se os meios técnicos e os meios humanos estiverem preparados para produzir "o melhor, à primeira". Naturalmente que as condições para cumprir a Qualidade da Conformidade são idênticas, quer se trate de produtos de consumo imediato, quer de longa duração: têm de ser adequados os meios tecnológicos, preparados os meios humanos, organizado o trabalho da empresa e geridos os resultados. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO A Qualidade de Conformidade – Supervisão A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 49.
    49 1. – Conceitosda Qualidade  Engloba:  A distribuição  O uso PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO Qualidade em Utilização ou Após Venda A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 50.
    50 1. – Conceitosda Qualidade  A Distribuição inclui prazos de entrega, preços, instruções de utilização, assistência e todas as condições que têm a ver com a manutenção da Qualidade produzida, a garantia de que o produto chega ao utilizador sem ter sofrido deterioração e que é correctamente usado. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO Qualidade em Utilização ou Após Venda – A distribuição A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 51.
    51 1. – Conceitosda Qualidade  Voltando ao exemplo das bolachas, a distribuição deve garantir:  armazenagem adequada  exposição ao público em condições que não prejudiquem o produto  venda dentro dos prazos limite de utilização  contratos com o fabricante para garantia de fornecimentos atempados  atendimento correcto, face a reclamações PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO Qualidade em Utilização ou Após Venda – A Distribuição A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 52.
    52 1. – Conceitosda Qualidade  No caso do fogão:  prazo de entrega assegurado  instruções de utilização e manutenção claras  assistência pronta, competente e fiável  …  Num caso e noutro, devem ser estudadas, implementadas e asseguradas medidas que se considerem importantes para cativar os clientes /utilizadores. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO Qualidade em Utilização ou Após Venda – A Distribuição A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 53.
    53 1. – Conceitosda Qualidade  O Uso é medido pelos resultados da utilização normal do produto, através de:  dados da assistência  devoluções e reclamações  perdas ou ganhos do mercado  … PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO Qualidade em Utilização ou Após Venda – O Uso A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 54.
    54 1. – Conceitosda Qualidade  Os dados da qualidade em Uso são de extrema importância para o fabricante do produto em causa, pois são informações que vão permitir melhorar a produção ou alterar o projecto de forma a ir ao encontro dos desejos dos clientes, eliminando o desagrado que se possa ter manifestado através de qualquer dos meios referidos. PRODUTOS DE CONSUMO IMEDIATO E PRODUTOS DE LONGA DURAÇÃO Qualidade em Utilização ou Após Venda – O Uso A Definição Normalizada da Qualidade - Definição Normalizada 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 55.
    55 1. – Conceitosda Qualidade 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 56.
    56 1. – Conceitosda Qualidade  Tal como as características da qualidade, o preço de venda do produto tem de ser competitivo e, por outro lado, tem de cobrir os custos de produção e dar lucro à empresa produtora para que esta sobreviva.  Daí, ter-se citado atrás, por várias vezes, a necessidade de produzir a Qualidade adequada ao mais baixo custo possível. A QUALIDADE OPTIMIZADA A Qualidade e o Custo 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 57.
    57 1. – Conceitosda Qualidade  A qualidade adequada mede-se pelo seu valor comercial, ou seja, pelo que a empresa recebe em resultado das suas vendas.  O custo mede-se pelo que a empresa gasta para a obtenção de uma dada qualidade. A QUALIDADE OPTIMIZADA A Qualidade e o Custo 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 58.
    58 1. – Conceitosda Qualidade  O ponto ideal - qualidade optimizada - será aquele em que a diferença for a maior possível, pois será aquele que trará mais lucro à empresa satisfazendo simultaneamente o utilizador. A QUALIDADE OPTIMIZADA A Qualidade e o Custo 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 59.
    59 1. – Conceitosda Qualidade  Para atingir a qualidade optimizada não é suficiente que a empresa se preocupe com a Qualidade de concepção, de projecto e de utilização, tanto nos aspectos de aptidão ao uso do produto como dos custos referentes apenas ao seu ciclo produtivo.  É necessário também que se preocupe com os sectores de serviços da empresa não directamente implicados nesse ciclo produtivo, mas indispensáveis para que a empresa funcione. A QUALIDADE OPTIMIZADA A Qualidade e o Custo 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 60.
    60 1. – Conceitosda Qualidade  Para atingir a qualidade optimizada, a empresa tem de implementar um sistema de organização para a Qualidade que, abrangendo todos os seus sectores de actividade, permita continuadamente:  medir  A qualidade do seu desempenho  Os custos dessa qualidade  Quais as causas desses custos A QUALIDADE OPTIMIZADA A Qualidade e o Custo 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 61.
    61 1. – Conceitosda Qualidade  definir  Quais as melhorias a atingir  Quais os meios para atingir essas melhorias  Quais os meios para reduzir custos  implementar  As medidas necessárias para melhorar a qualidade e reduzir os custos  avaliar  Os resultados da implementação dessas medidas A QUALIDADE OPTIMIZADA A Qualidade e o Custo 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 62.
    62 1. – Conceitosda Qualidade motivar  Todos os colaboradores, internos e externos, da empresa para aderirem ao "Movimento Qualidade“  A qualidade optimizada consegue-se com a Qualidade Total, considerada indispensável para sobreviver nos mercados actuais e competitivos. A QUALIDADE OPTIMIZADA A Qualidade e o Custo Equilíbrio Qualidade - Custo 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 63.
    63 1. – Conceitosda Qualidade  O esquema seguinte representa a evolução histórica das tarefas destinadas a assegurar a qualidade dos produtos, desde os fins do século passado até aos nossos dias.  Embora fundamentalmente associada ao desenvolvimento industrial, essa evolução demonstra também a extensão que, ao longo do mesmo período, tem sido abrangida pela Qualidade, conduzindo à importância social e económica que hoje se lhe dá. A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A Evolução da Qualidade 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 64.
    64 1. – Conceitosda Qualidade Operador Encarregado Fim do séc. XIX Execução e inspecção do produto completo (artesanato). Inspector Início do séc. XX Fabrico por grupos de trabalho; inspecção pelo encarregado. Controlo da Qualidade Fim da I Guerra Operação selectiva por inspectores independentes (década de 20). Técnicas de prevenção do defeito (aplicação da estatística). Controlo Total da Qualidade Fim da II Guerra Funcionalidade no tempo – fiabilidade (início com II Guerra e Guerra da Coreia). Garantia da Qualidade Aeronáutica Espacial Publicação das primeiras normas de sistemas da qualidade. Qualidade Total Centrais Nucleares Situação actual / envolvimento de sistemas da qualidade. Concorrência qualidade/custos A evolução da Qualidade durante o séc. XX 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 65.
    65 1. – Conceitosda Qualidade  Embora o início do seu desenvolvimento e expansão não tenha muitos anos, a importância da qualidade é tão antiga como a própria fabricação de produtos, artesanal ou mecanizada.  Já na produção primitiva o artesão se preocupava com a qualidade, aplicando toda a sua arte e engenho na concepção do artigo que ia criar e nas ferramentas simples que idealizava para o ajudar a tornar mais perfeito o seu trabalho. A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO O Artesanato 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 66.
    66 1. – Conceitosda Qualidade  As provas da alta qualidade desses artigos chegaram aos nossos dias e ainda hoje nos admiramos com a perfeição e a durabilidade de objectos e monumentos que têm resistido quase intactos à passagem dos séculos.  No entanto, o desenvolvimento do controlo da qualidade está directamente ligado à evolução da indústria. Durante muito tempo limitou-se a uma função de inspecção, sendo efectuada a verificação da conformidade do produto com as suas especificações após a conclusão do seu ciclo de fabrico. A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO O Artesanato 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 67.
    67 1. – Conceitosda Qualidade  Assim, como operação selectiva, a Inspecção separava os produtos em dois grupos:  Aceites;  Rejeitados.  A inspecção, com este conceito, protege o utilizador contra a aquisição de produtos defeituosos, mas não contribui para a fabricação regular de produtos não defeituosos nem protege o produtor contra os custos elevados das rejeições, da redução de produtividade, da própria inspecção. A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO O Artesanato 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 68.
    68 1. – Conceitosda Qualidade  Foram as Guerras Mundiais que determinaram as fases de grande desenvolvimento das actividades da qualidade na indústria, sobretudo com a aplicação das técnicas estatísticas que tem o seu início por volta de 1920 e o seu grande incremento na década que se seguiu à II Guerra Mundial.  Os métodos estatísticos foram aplicados fundamentalmente nos fabricos em série, assegurando o cumprimento das características que permitem a intermutabilidade de componentes num produto e evitando a execução de defeitos. A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO Os métodos estatísticos 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 69.
    69 1. – Conceitosda Qualidade  Mais tarde, a Guerra da Coreia e a Aeronáutica Espacial vieram contribuir para novo alargamento no conceito de Controlo da Qualidade - a segurança de funcionamento do produto no tempo ou fiabilidade. A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A Fiabilidade 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 70.
    70 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO O controlo total da Qualidade  O reconhecimento da importância do Controlo da Qualidade e o desenvolvimento das técnicas destinadas a assegurar o projecto e execução de produtos adequados ao uso conduziu ao controlo total da qualidade que pode definir-se como: “Um sistema amplo e complexo que abrange todo o ciclo de vida do produto” conforme se esquematiza a seguir, desde o estudo do mercado, que dá origem à sua definição, até ao pós-venda, que dá a conhecer o seu comportamento em A evolução, contudo, não parou com o reconhecimento das vantagens do Controlo Total da Qualidade. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 71.
    71 1. – Conceitosda Qualidade O Ciclo de Vida do Produto 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 72.
    72 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A Garantia da Qualidade  Prosseguindo o seu desenvolvimento e com origem nas dificuldades levantadas pela garantia da segurança das Centrais Nucleares, evoluiu para a garantia da qualidade com o estabelecimento de Normas de Sistemas da Qualidade que regulamentam a forma de execução de todas as actividades que permitem assegurar o rigoroso cumprimento dos requisitos de qualidade e segurança.  Mas garantir a qualidade não é suficiente para garantir a empresa. É preciso conseguir a qualidade adequada ao menor custo possível, é preciso gerir a qualidade. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 73.
    73 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A Garantia da Qualidade  Conforme já referimos anteriormente, reconhece-se actualmente que também as funções da empresa não envolvidas directamente no ciclo de vida do produto - tais como as actividades financeiras, administrativas, recursos humanos - têm custos afectados pela "qualidade" do seu desempenho que devem ser calculados, analisados e reduzidos tal como os dos sectores ligados à produção. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 74.
    74 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO Qualidade Total  Garantir e gerir a qualidade de todos os sectores de actividade da empresa, satisfazendo clientes internos e externos, envolvendo todos os colaboradores conseguindo custos mínimos, são os objectivos da qualidade total, cuja implementação é o desafio que se coloca hoje aos nossos empresários. Mais qualidade com menos custos só se consegue quando cada um se torna responsável por assegurar, sempre e o melhor possível, a execução do seu trabalho. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 75.
    75 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO Qualidade Total  Este conceito faz-nos regressar, de certo modo, ao conceito do fim do século passado e dos séculos anteriores à industrialização, ou seja, ao conceito artesanal: "A qualidade do produto é executada e comprovada pelo seu executante".  A diferença está em que hoje, para o efeito, o executante tem à sua disposição meios para definir, executar e comprovar essa qualidade que, nos séculos anteriores, não existiam ou não eram tão acessíveis. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 76.
    76 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A evolução da Qualidade  Esta evolução da qualidade do produto, conseguida por triagem, até à Qualidade Total - passando pelas fases de prevenção dos defeitos, redução de custos, garantia da qualidade nas Centrais Nucleares - veio reforçar a necessidade de evoluir para a qualidade dos serviços e das organizações, pois também nestas áreas são cada vez maiores as exigências dos consumidores e a competitividade dos mercados. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 77.
    77 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A evolução da Qualidade  A detecção de destruição ambiental, associada ao desenvolvimento da indústria, veio chamar a atenção para a Qualidade do Ambiente, actualmente uma das maiores preocupações dos países desenvolvidos.  Daí a grande importância que hoje se dá aos estudos de melhoria de qualidade de serviços e ambiente, adaptando a estes casos, sempre que possível, as matérias já largamente desenvolvidas na garantia da qualidade dos produtos. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 78.
    78 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A evolução da Qualidade As definições seguintes, baseadas no Glossário da Qualidade editado pela Direcção Geral da Qualidade (DGQ)/Instituto Português da Qualidade (IPQ), visam a consolidar o significado de termos utilizados neste manual e, em particular, nesta unidade temática. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 79.
    79 1. – Conceitosda Qualidade A EVOLUÇÃO DA QUALIDADE E O CICLO DE VIDA DO PRODUTO A evolução da Qualidade 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 80.
    80 1. – Conceitosda Qualidade A QUALIDADE TOTAL "Gerida e difundida em toda a empresa, a qualidade total é um conjunto de princípios, de métodos organizados em estratégia global, visando mobilizar toda a empresa para obter uma maior satisfação do cliente ao menor custo." (Fonte: Associação Francesa dos Círculos da Qualidade - AFCIC)  A "não - qualidade" é como um vírus que se instala numa empresa, impedindo- a de exercer correctamente todas as suas funções. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 81.
    81 1. – Conceitosda Qualidade A QUALIDADE TOTAL  Por ser particularmente resistente, tem-se verificado que as tentativas pontuais de cura, procurando eliminar a não-qualidade nos produtos ou num limitado número de actividades, não são suficientes para restituir à empresa a saúde necessária à sua sobrevivência no tempo.  O tratamento só resultará quando for global e esse tratamento é a qualidade total acima definida.  Consegui-la não é tarefa simples. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 82.
    82 1. – Conceitosda Qualidade A QUALIDADE TOTAL  Citam-se, a seguir, cinco princípios básicos cuja aplicação é necessária para o sucesso:  A VONTADE E O ENVOLVIMENTO DOS DIRIGENTES  A ADESÃO PLENA DE TODO O PESSOAL  A MELHORIA DA QUALIDADE PELA PREVENÇÃO DOS DEFEITOS  A MEDIÇÃO DA QUALIDADE  A EXCELÊNCIA Princípios da Qualidade Total 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 83.
    83 1. – Conceitosda Qualidade A QUALIDADE TOTAL  Entender os princípios da qualidade total é muito importante para entender como a empresa terá de evoluir para se manter competitiva e saudável.  Mas não é suficiente.  A Qualidade Total só será atingida se forem implementadas acções práticas que permitam seguir esse princípio, que orientem toda a empresa - do operador ao presidente - para o cumprimento dum objectivo comum: a melhoria continuada da qualidade. Princípios da Qualidade Total 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 84.
    84 1. – Conceitosda Qualidade A QUALIDADE TOTAL  Para desenvolver essas acções, é necessário captar o interesse e a vontade dos indivíduos, e conseguir que todos  queiram actuar  saibam actuar  tenham meios para actuar  O Quadro seguinte particulariza a evolução das exigências do mercado nas últimas décadas, a qual conduziu à necessidade das empresas de procurar na qualidade total os meios de corresponder a essas exigências. Princípios da Qualidade Total 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 85.
    85 1. – Conceitosda Qualidade Evolução do mercado nas últimas décadas 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 86.
    86 1. – Conceitosda Qualidade RESUMO  A qualidade define-se genericamente como a aptidão ao uso e é avaliada pelo consumidor e executada pelo produtor.  Dependendo o sucesso da empresa produtora da conquista dos mercados, a qualidade que satisfaz o consumidor é um factor de importância fundamental para a sobrevivência da empresa.  A administração pública é um auxiliar importante do consumidor e do produtor através dos seus meios de defesa do consumidor e dos seus sistemas de normalização, metrologia e certificação. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 87.
    87 1. – Conceitosda Qualidade RESUMO  Para colocar no mercado um produto com a qualidade adequada, é necessário garantir a Qualidade do Projecto, a Qualidade da Conformidade e a Qualidade de Utilização.  Para garantir o equilíbrio entre a Qualidade e o Custo, conduzindo à obtenção do maior lucro possível, a empresa terá de implementar um sistema da qualidade que, se abranger todas as suas actividades e linhas hierárquicas, permitirá gerir em qualidade total. 1.1. – Conceitos e Evolução de Qualidade
  • 88.
    88 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Os Princípios para a Qualidade Total são:  o envolvimento da direcção  a adesão do pessoal  a prevenção dos defeitos  a medição da qualidade  a excelência 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
  • 89.
    89 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Às direcções das empresas não restam hoje dúvidas da necessidade de encaminhar os seus objectivos para a qualidade total.  Mas passar dessa certeza à prática não é tarefa elementar sobretudo porque ela exige uma grande mudança de cultura da empresa. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total O Envolvimento da Direcção - A Mudança Cultural da Empresa O envolvimento da Direcção
  • 90.
    90 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  E essa mudança da cultura não se resolve apenas com a expressão desse desejo ou com a alteração do sistema de organização da empresa exigida pelas novas regras de gestão da qualidade.  É preciso tempo e investimento para que todo o pessoal fique apto a participar com consciência e vontade no movimento para a qualidade total. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total O Envolvimento da Direcção - A Mudança Cultural da Empresa
  • 91.
    91 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios É preciso investir em acções de sensibilização e formação de todo o pessoal, das chefias às bases, que não só actualizem e aumentem os seus conhecimentos técnicos, como também lhes transmitam a noção da importância do trabalho bem desempenhado, de cada um, nos resultados positivos da exploração da empresa.  Essas acções não são limitadas no tempo, não consistem apenas em transmitir conhecimentos numa sala de formação, mas prolongam-se nas actividades práticas que cada um exerce dentro da empresa, sempre no sentido de melhorar 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total O Envolvimento da Direcção - A Mudança Cultural da Empresa
  • 92.
    92 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  À direcção compete participar na identificação e promover a implementação dos meios e sistema de organização necessários para essa mudança cultural.  Compete-lhe expressar por escrito os seus objectivos de qualidade, bem como os procedimentos de funcionamento que vão permitir atingi-los se forem cumpridos por todos os níveis hierárquicos e áreas de actividade que esses procedimentos abrangem. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total O Envolvimento da Direcção - O envolvimento da Direcção
  • 93.
    93 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Compete-lhe, ainda, gerir os resultados conseguidos com as mudanças implementadas por meio de auditorias e através dos indicadores de qualidade que a própria organização lhe fornece: analisar resultados, assegurar melhorias. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total O Envolvimento da Direcção - O envolvimento da Direcção Porquê a Qualidade Total
  • 94.
    94 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  O envolvimento da direcção no movimento para a qualidade total é ainda um estímulo importante e imprescindível para que todos os colaboradores nele se empenhem com o necessário entusiasmo. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Adesão de Todo o Pessoal
  • 95.
    95 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios Agrupando as ferramentas atrás citadas:  sensibilização e formação continuada, a todos os níveis;  expressão e divulgação dos objectivos da qualidade da empresa;  implementação dos procedimentos de funcionamento do Sistema da Qualidade;  disponibilização dos meios necessários para cumprimento dos objectivos e procedimentos; análise, tratamento e divulgação dos resultados do movimento qualidade; 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Adesão de Todo o Pessoal - Acções para a Qualidade Total
  • 96.
    96 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  pode dizer-se que estão resumidos os principais factores que conduzirão ao sucesso do movimento para a Qualidade Total, ao conseguir-se que todos 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Adesão de Todo o Pessoal - A adesão do pessoal
  • 97.
    97 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Estas três condições correspondem à garantia de que o espírito da qualidade foi de tal maneira absorvido que, naturalmente, todos seguem os procedimentos e os métodos estudados para o bom desempenho das suas actividades, procurando sempre melhorá-lo, e, ao mesmo tempo transmitir e incutir esse espírito àqueles que os rodeiam e que estejam duvidosos ou menos preparados. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Adesão de Todo o Pessoal - A adesão do pessoal
  • 98.
    98 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  “Mais vale prevenir que remediar” é um provérbio universal que tanto se pode aplicar à prevenção da doença no homem como à prevenção dos defeitos e disfunções que são a doença dos produtos e das empresas.  Todos sabemos que a medicina, cada vez mais, desenvolve os meios de prevenção das doenças, a fim de evitar que estas se instalem e, assim, conseguir que o homem viva são e não submetido a tratamento permanente de um mal cuja instalação não evitou ou, pelo menos, não adiou. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Prevenção dos Defeitos
  • 99.
    99 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Da mesma maneira, as técnicas de prevenção dos defeitos devem ser desenvolvidas e postas em prática nas empresas: quanto mais cedo, no ciclo produtivo, se detectar um defeito ou causas que o possam produzir, mais económica será a correcção e de melhor qualidade o produto acabado. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Prevenção dos Defeitos O Custo dos Defeitos
  • 100.
    100 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Algumas das técnicas de prevenção de defeitos  Planos de experiência  Análise modal de falhas, efeitos e criticidade  Capacidade dos processos  Controlo estatístico do processo 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Prevenção dos Defeitos
  • 101.
    101 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Gerir a qualidade é uma das tarefas fundamentais da qualidade total, já que o seu objectivo básico é produzir a qualidade adequada ao menor custo possível.  Assim, é preciso encontrar indicadores que permitam conhecer a situação actual em qualidade e custos e determinar onde actuar para melhorar no futuro 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Medição da Qualidade
  • 102.
    102 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Conhecer, por exemplo:  a qualidade actual  a qualidade a atingir  as possibilidades actuais de melhoria  os meios necessários para melhoria  os custos actuais de qualidade  as causas desses custos  os benefícios a obter com a melhoria 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
  • 103.
    103 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  estendendo esta análise a todos os sectores da empresa directamente ligados à produção:  concepção  especificação  planificação  aprovisionamento  produção  inspecção e ensaio 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
  • 104.
    104 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  e também aos sectores de serviços :  marketing  administração  serviços comerciais  recursos humanos  pós-venda 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
  • 105.
    105 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  É preciso comparar os valores reais com os previstos, analisar os desvios, encontrar as soluções correctivas, estabelecer novas previsões, medir os resultados de novo.  É preciso também estabelecer indicadores financeiros associados à estratégia da qualidade da empresa (disponíveis para investimento, por exemplo) para poder definir objectivos exequíveis, programar a aquisição de meios, planear as acções a implementar, considerando com realismo as possibilidades da empresa. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A Medição da Qualidade - Os indicadores da Qualidade
  • 106.
    106 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Uma empresa que conseguir implementar a Qualidade Total – considerando que, para isso, é necessário que cada um, empenhadamente e sempre, dê o melhor de si mesmo - estará a caminho de se tornar a empresa ideal, cuja imagem é representada pelos Sete Zeros da Perfeição.  "0" stock  "0" defeitos  "0" papéis  "0" avarias  "0" atrasos  "0" acidentes  “0" conflitos 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
  • 107.
    107 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  A Excelência é:  Reduzir custos à empresa................................... "0" stock  Fazer bem à primeira......................................... "0" defeitos  Ter informação necessária e suficiente............ "0" papéis  Evitar avarias e paragens.................................. "0" avarias  Responder às necessidades dos clientes......... "0" atrasos  Garantir a segurança no trabalho................... "0" acidentes  Trabalhar em equipa.......................................... "0" conflitos 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
  • 108.
    108 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  Estes sete zeros são uma imagem do conceito actual da QUALIDADE; é preciso combater a convicção, mais ou menos generalizada, de que não é possível atingir esses zeros, o erro é próprio do homem e não se pode evitar.  Se não se lutasse com persistência e desde sempre contra os “impossíveis”, como se teria conseguido para melhorar, em tantos aspectos, a nossa forma de viver? 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
  • 109.
    109 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios  E se se parar agora, como se evitarão os prejuízos consequentes do progresso, como se continuará a progredir?  Tal como os desportistas que lutam permanentemente para ultrapassar todos os recordes, também as empresas têm de combater as dificuldades para atingir a excelência. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição
  • 110.
    110 1. – Conceitosda Qualidade Os Princípios 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total A EXCELÊNCIA: os 7 Zeros da Perfeição Os 7 Zeros da Perfeição simbolizando a Excelência
  • 111.
    111 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  Para que cada um queira actuar, é importante:  que esteja motivado,  que não se sinta isolado na sua vontade de agir correctamente,  que compreenda e que os outros compreendam a importância do seu trabalho,  que se sinta integrado na empresa no presente e para o futuro.  Despertar no pessoal a vontade de querer actuar pode conseguir-se com: 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar
  • 112.
    112 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  Consiste em esclarecer sobre as razões pelas quais a empresa:  pretende mudar uma organização que sempre a manteve a funcionar;  pretende executar melhor os seus produtos e reduzir os custos;  pede aos trabalhadores que melhorem o seu desempenho quando os defeitos surgem, e, ainda, explicar se haverá e quais serão os benefícios que a mudança trará aos trabalhadores. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Sensibilização
  • 113.
    113 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  É também importante que a direcção dê o exemplo, ela própria demonstrando o seu envolvimento no programa da Qualidade Total, contactando mais directamente os trabalhadores para conhecer as possibilidades que têm e as dificuldades que sentem para melhorar o seu trabalho.  As acções de esclarecimento poderão ser levadas a efeito pela direcção para todos os trabalhadores ou pela direcção para as chefias. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Sensibilização
  • 114.
    114 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  Por sua vez, as chefias esclarecerão o pessoal dos seus sectores.  A forma escolhida dependerá da organização hierárquica da empresa e, sobretudo, da sua dimensão.  A transmissão aos trabalhadores através das chefias poderá ser uma forma de demonstrar que a mudança é pedida a todos os colaboradores da empresa e não se cinge, apenas, àqueles que executam directamente as operações de produção. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Sensibilização
  • 115.
    115 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  Focou-se atrás a importância dos indicadores de qualidade para a gestão em Qualidade Total.  Esses indicadores, custos e outros, são obtidos a partir dos resultados das tarefas executadas pelos trabalhadores da empresa.  Pede-se a estes que registem dados referentes às operações que executam, que cumpram procedimentos e métodos que permitem melhorar a qualidade e reduzir os custos. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
  • 116.
    116 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  Como manter o seu interesse e colaboração se não chegarem a saber quais são os resultados obtidos da análise e tratamento dos dados do seu trabalho, qual o nível de melhoria conseguido, qual a redução de custos?  Comunicar, ou seja, receber, tratar e dar informação ao trabalhador, é necessário para que este registe regularmente e com rigor os resultados do seu trabalho e para que se interesse sempre por melhorá-lo.  Mas a comunicação não é só descendente - dos chefes para o pessoal – é também ascendente - do pessoal para os chefes 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
  • 117.
    117 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  As sugestões de melhoria propostas pelos trabalhadores directos devem ser ouvidas e implementadas quando válidas.  A informação descendente é a mais fácil de prestar mas, para que seja útil, é necessário discuti-la, justificar as alterações de melhoria propostas.  Só assim será entendida e suscitará o interesse dos trabalhadores. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
  • 118.
    118 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  A exposição de um mapa indicando os resultados do tratamento dos dados da qualidade, sem nenhuma análise feita em colaboração pelas chefias e trabalhadores envolvidos, acaba por ser inútil, deixando mesmo de ser olhado pelos que deveriam estar interessados nos resultados expressos.  A informação ascendente necessita de um maior contacto entre dirigentes e trabalhadores que facilite essa informação e o seu aproveitamento por eliminar barreiras hierárquicas, de parte a parte. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
  • 119.
    119 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação As linhas de comunicação
  • 120.
    120 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  Por vezes, tenta-se que essa informação seja colocada, pelo pessoal, numa caixa de sugestões que serão oportunamente analisadas.  É uma forma simples de pedir informação, mas, atenção, só resultará se não for descurado o seu tratamento e a implementação das sugestões válidas. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Comunicação
  • 121.
    121 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES  Sensibilizar e comunicar são meios muito eficientes para empenhar o pessoal no movimento para a qualidade - sempre melhor e mais económica.  Resumindo, pode dizer-se que se obterá o empenhamento do pessoal se se for capaz de: 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Empenhamento
  • 122.
    122 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Empenhamento
  • 123.
    123 1. – Conceitosda Qualidade AS ACÇÕES 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Querer Actuar - A Motivação para Actuar - Empenhamento Acções para motivar o pessoal para aderir ao movimento “qualidade”
  • 124.
    124 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  Não chega sensibilizar o pessoal esclarecendo as suas dúvidas ou definindo-lhe Qualidade Total.  É necessário dar-lhe formação para que saiba como actuar, como desenvolver o seu trabalho e como melhorar os resultados das suas tarefas.  A preparação dessa formação tem de ser muito cuidada para que resulte eficiente, ou seja, para que, paralelamente ao aumento de conhecimentos dos participantes, traga também à empresa a evolução pretendida.  Embora abrangendo matérias de carácter geral, tem também de ser dirigida especificamente para as actividades, processos e produtos específicos da empresa. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total O Conhecimento para Actuar
  • 125.
    125 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  Os seus programas poderão ser constituídos por três capítulos básicos:  Bases Científicas e Técnicas dos ramos de actividades abrangidos  Qualidade em geral  Ferramentas da Qualidade 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total As matérias da Formação
  • 126.
    126 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  Relativamente às matérias específicas da qualidade, teríamos, esquematicamente: 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total As matérias da Formação Matérias Gerais da Qualidade
  • 127.
    127 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total As matérias da Formação Ferramentas da Qualidade
  • 128.
    128 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  O maior ou menor desenvolvimento das matérias escolhidas e a abordagem teórica ou prática são aspectos que devem ser considerados ao executar as acções de formação, tendo em atenção as responsabilidades e tarefas dos diversos níveis e sectores de actividade dos participantes abrangidos por essas acções. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total As matérias da Formação
  • 129.
    129 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  Sensibilizar o pessoal para querer actuar, dar-lhe formação para saber como actuar também não é suficiente para conseguir concretizar as acções necessárias à Qualidade Total.  É preciso criar os meios para actuar, não só meios materiais e técnicos como também as estruturas organizacionais adequadas.  Os meios materiais e técnicos não são normalmente esquecidos, mas a definição muito clara da hierarquia e responsabilidades a todos os níveis fica, com bastante frequência, por fazer. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Ter Meios para Actuar - Os Meios para Actuar
  • 130.
    130 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  As responsabilidades de decisão devem estar bem determinadas, tal como as regras de delegação de responsabilidades, que devem permitir que haja o maior número possível de decisões tomadas ao mais baixo nível de hierarquias, dando às pessoas meios para tomar essas decisões.  A possibilidade de decidir é um factor que desenvolve o interesse do pessoal, não só pela execução correcta do seu trabalho, como pela procura de soluções que o possam melhorar. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Ter Meios para Actuar - A Definição de Responsabilidades
  • 131.
    131 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  Desenvolver o trabalho em grupo também é um meio importante para a Qualidade Total.  Os elementos do grupo discutem entre si as suas dificuldades e sugerem formas de as resolver, estimulando assim o espírito de iniciativa e criatividade tão necessários para o progresso da empresa. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Ter Meios para Actuar - A Definição de Responsabilidades
  • 132.
    132 1. – Conceitosda Qualidade SABER ACTUAR  Com o trabalho em grupo habituam-se também a formar equipa, procurando auxiliar-se uns aos outros e eliminando, assim, a tendência para encontrar desculpas para as falhas pessoais com os erros que os outros possam ter cometido. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total Ter Meios para Actuar - O Trabalho de Grupo Os meios para poder actuar
  • 133.
    133 1. – Conceitosda Qualidade RESUMO  Para que a Qualidade Total tenha sucesso, é preciso que a Direcção se empenhe pessoalmente nesse movimento, participando nas acções de sensibilização, na implementação do sistema de organização adequado, na gestão dos resultados conseguidos, na introdução de melhorias.  A adesão do pessoal depende da formação continuada a todos os níveis, do cumprimento dos procedimentos de funcionamento, da existência dos meios adequados, da divulgação dos resultados do "movimento qualidade". 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
  • 134.
    134 1. – Conceitosda Qualidade RESUMO  Produzir com a qualidade adequada e ao mais baixo custo assegura-se “fazendo bem, à primeira e sempre”.  Medir a qualidade, utilizando indicadores que permitem conhecer os defeitos, as disfunções, os custos da qualidade, é fundamental para conhecer onde actuar para melhorar a qualidade e reduzir os custos continuadamente.  O objectivo da empresa deve ser a excelência, a qual pode simbolizar-se pelos 7 zeros da perfeição. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
  • 135.
    135 1. – Conceitosda Qualidade RESUMO  A formação em matérias da qualidade que permitam entender bem o porquê de exigências de organização e que permitam executar adequadamente operações de inspecção e ensaio e aplicar técnicas estatísticas de prevenção e avaliação é muito importante para garantir que cada um desempenhe correctamente as tarefas que lhe estão atribuídas. 1.2. – Os Princípios e as Acções de Qualidade Total
  • 136.