FILOSOFIA 11.º ano 
FFIILLOOSSOOFFIIAA 1111..º aannoo 
Luís Rodrigues 
Ad hominem falacioso ou 
ataque indevido à pessoa
Falácia do ataque 
indevido à pessoa (ad 
hominem falacioso) 
FILOSOFIA 11.º ano 
Ataca-se indevidamente a pessoa que 
defende certas ideias julgando-se 
erradamente que isso é atacar as suas 
ideias. 
Ex.: É impossível acreditar no que dizes. 
Como é que podes ter uma opinião 
inteligente sobre o aborto? Não és mulher, 
pelo que esta é uma decisão que nunca terás 
de tomar. 
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa 
A falácia do ataque à pessoa ou falácia ad hominem ocorre quando, 
em vez de atacar o ponto de vista que a pessoa defende, se ataca 
indevidamente a própria pessoa. Tenta-se desacreditar essa pessoa, 
salientando aspetos considerados desfavoráveis (a sua condição social, 
o seu comportamento, as suas atitudes, profissão, nacionalidade, etnia, 
ideias políticas e religiosas, deslizes do passado e motivações), mas não 
se faz o que devia ser feito: refutar o que ela defende. 
FILOSOFIA 11.º ano
FORMA LÓGICA DO ATAQUE FALACIOSO À PESSOA 
X afirma A. 
X não merece crédito. 
Logo, A é falso. 
FILOSOFIA 11.º ano 
Estratégias: 
1. Põem-se em causa de forma abusiva a credibilidade 
e a boa-fé de alguém. 
2. Sublinha-se a contradição entre as ideias e o seu 
comportamento. 
3. Lançam-se dúvidas sobre o que motiva alguém 
afirmar ou negar algo. 
4. Desacredita-se a família, o grupo social, étnico e 
religioso a que alguém pertence. 
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa 
Exemplos de ad hominem falacioso 
1. Os meus pais dizem que mentir é errado porque ninguém confia em e 
ninguém gosta de pessoas mentirosas. Mas, por várias vezes, já os 
apanhei a mentir: o meu pai à minha mãe e a minha mãe ao meu pai, o 
meu pai ao vizinho para não ter de falar com ele, a minha mãe à tia para 
não ter de lhe emprestar o carro e ambos aos empregados da sua 
empresa para recusarem aumentos de ordenados. Já percebi que 
mentir não é errado. Querem é que eu faça o que mandam. 
2. «Não devemos dar importância ao que Karl Marx escreveu sobre o 
capitalismo. Todos sabemos que falou muito de capital, mas viveu 
quase sempre à custa do seu amigo Engels para sustentar a família, e 
mesmo assim passaram muita fome.» 
FILOSOFIA 11.º ano
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa 
Exemplos de ad hominem falacioso 
1. Os meus pais dizem que mentir é errado porque ninguém confia em e 
ninguém gosta de pessoas mentirosas. Mas, por várias vezes, já os 
apanhei a mentir: o meu pai à minha mãe e a minha mãe ao meu pai, o 
meu pai ao vizinho para não ter de falar com ele, a minha mãe à tia para 
não ter de lhe emprestar o carro e ambos aos empregados da sua 
empresa para recusarem aumentos de ordenados. Já percebi que 
mentir não é errado. Querem é que eu faça o que mandam. 
2. «Não devemos dar importância ao que Karl Marx escreveu sobre o 
capitalismo. Todos sabemos que falou muito de capital, mas viveu 
quase sempre à custa do seu amigo Engels para sustentar a família, e 
mesmo assim passaram muita fome.» 
FILOSOFIA 11.º ano

Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa

  • 1.
    FILOSOFIA 11.º ano FFIILLOOSSOOFFIIAA 1111..º aannoo Luís Rodrigues Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
  • 2.
    Falácia do ataque indevido à pessoa (ad hominem falacioso) FILOSOFIA 11.º ano Ataca-se indevidamente a pessoa que defende certas ideias julgando-se erradamente que isso é atacar as suas ideias. Ex.: É impossível acreditar no que dizes. Como é que podes ter uma opinião inteligente sobre o aborto? Não és mulher, pelo que esta é uma decisão que nunca terás de tomar. Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
  • 3.
    Ad hominem falaciosoou ataque indevido à pessoa A falácia do ataque à pessoa ou falácia ad hominem ocorre quando, em vez de atacar o ponto de vista que a pessoa defende, se ataca indevidamente a própria pessoa. Tenta-se desacreditar essa pessoa, salientando aspetos considerados desfavoráveis (a sua condição social, o seu comportamento, as suas atitudes, profissão, nacionalidade, etnia, ideias políticas e religiosas, deslizes do passado e motivações), mas não se faz o que devia ser feito: refutar o que ela defende. FILOSOFIA 11.º ano
  • 4.
    FORMA LÓGICA DOATAQUE FALACIOSO À PESSOA X afirma A. X não merece crédito. Logo, A é falso. FILOSOFIA 11.º ano Estratégias: 1. Põem-se em causa de forma abusiva a credibilidade e a boa-fé de alguém. 2. Sublinha-se a contradição entre as ideias e o seu comportamento. 3. Lançam-se dúvidas sobre o que motiva alguém afirmar ou negar algo. 4. Desacredita-se a família, o grupo social, étnico e religioso a que alguém pertence. Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
  • 5.
    Ad hominem falaciosoou ataque indevido à pessoa Exemplos de ad hominem falacioso 1. Os meus pais dizem que mentir é errado porque ninguém confia em e ninguém gosta de pessoas mentirosas. Mas, por várias vezes, já os apanhei a mentir: o meu pai à minha mãe e a minha mãe ao meu pai, o meu pai ao vizinho para não ter de falar com ele, a minha mãe à tia para não ter de lhe emprestar o carro e ambos aos empregados da sua empresa para recusarem aumentos de ordenados. Já percebi que mentir não é errado. Querem é que eu faça o que mandam. 2. «Não devemos dar importância ao que Karl Marx escreveu sobre o capitalismo. Todos sabemos que falou muito de capital, mas viveu quase sempre à custa do seu amigo Engels para sustentar a família, e mesmo assim passaram muita fome.» FILOSOFIA 11.º ano
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    Ad hominem falaciosoou ataque indevido à pessoa Exemplos de ad hominem falacioso 1. Os meus pais dizem que mentir é errado porque ninguém confia em e ninguém gosta de pessoas mentirosas. Mas, por várias vezes, já os apanhei a mentir: o meu pai à minha mãe e a minha mãe ao meu pai, o meu pai ao vizinho para não ter de falar com ele, a minha mãe à tia para não ter de lhe emprestar o carro e ambos aos empregados da sua empresa para recusarem aumentos de ordenados. Já percebi que mentir não é errado. Querem é que eu faça o que mandam. 2. «Não devemos dar importância ao que Karl Marx escreveu sobre o capitalismo. Todos sabemos que falou muito de capital, mas viveu quase sempre à custa do seu amigo Engels para sustentar a família, e mesmo assim passaram muita fome.» FILOSOFIA 11.º ano