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INFORMAÇÃO
AGENDA
PESQUISA
LOGIN/REGISTO
EMISSÃO
Gonçalo Amorim
Diretor executivo Building Global Innovators
«O processo empreendedor e as aceleradoras»
Publicado em : 2013-06-17
As palavras «Empreendedorismo» e «Empreendedor» nunca estiveram tão na voga como agora. E
desengane-se aquele que julgar que a moda é apenas portuguesa. É um fenómeno global.
Então se o Empreendedorismo e o empreendedor são fenómenos globais, podemos deduzir que
existe concorrência a nível global. Como poderá um jovem empreendedor ou um empreendedor
«pela primeira vez» garantir sucesso a partir de um pequeno país como Portugal?
Pensar global, mas agir pequeno, ajuda. Com isto quero dizer tangibilidade de acção. Para passar
da mera Ideia à fase de execução propriamente dita de um projecto empresarial, pode decorrer 1
mês, 1 ano ou 10 anos. As ideias evoluem e co-existem, ajustam-se, maturam num sistema mais
ou menos organizado, onde há massa critica para aprendizagem organizacional, feedback, apoio,
mentores, desenvolvimento de negócio, organizacional e por fim capital. Existem vários hubs
internacionais onde este processo é «facilitado» ou pode ser feito de forma mais ou menos rápida.
O maior erro de um first time empreendedor, sem track record é julgar que o capital deve vir
antes da acção. E hoje, mais do que nunca, possivelmente por ignorância ou falta de experiência
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21-06-2013http://programas.canalsuperior.pt/startup/opiniao/6/
parece estar a ser cultivada uma ideia associada à palavra empreendedor onde o capital antecede o
projecto, isto é, primeiro levanta-se capital e depois executa-se, ideia que considero
profundamente enviesada. Desengane-se o promotor ou o empreendedor que julga que irá ser este
«o processo» no caminho do sucesso.
A evolução do empreendedor é um processo, que inclui algumas componentes sistematizadas e
outras que não o são. Existem muitas variáveis exógenas, isto é que o empreendedor não controla,
mas que são comandadas pelo «mercado». Mercados por si. não existem, dizem-nos os
académicos. Mas sim grupos de pessoas com perfis semelhantes, necessidades comuns,
comummente designados por «personas». Um dos primeiros passos do Empreendedor «ágil», é a
identificação destes personas, isto é das necessidades não satisfeitas e «dor» por tratar. Quanto
mais fina for a sua caracterização, dos segmentos existentes e da concorrência, mais fácil será
persuadir pessoas chave a aderirem ao projecto. Sim, porque um dos passos no processo, que não
é «one man show», é o empreendedor líder, ou promotor ter a capacidade de vender a sua visão, as
suas ideias. Por outras palavras, é fundamental para o empreendedor ter capacidade de persuadir,
recrutar talento e o apoio de pessoas mais experientes, com mais cabelos brancos para o ajudarem
no processo.
Mas desengane-se o promotor que julga que depois de passar pelo processo, irá ter sucesso
garantido. Não há garantias de sucesso, mesmo que se dêem todos os passos certos, se tenha
identificado correctamente o problema a resolver, desenvolvido uma solução única e que se tenha
a equipa certa. Este processo é certamente fundamental na captação de capital inteligente, o
chamado «smart money». Algo que recomendo a todos os promotores e que é tanto mais
importante quanto menos track record este promotor tiver. Mas como se procura e consegue este
smart money, tão importante para facilitar na execução da passagem de uma proposta de valor, de
um produto para um negócio?
É precisamente aqui que se mede o sucesso das aceleradoras. Neste momento existem mais de
1.600 iniciativas em todo o mundo para ajudar os empreendedores no processo. Como escolher a
certa, a mais adequada a um determinado empreendedor e projecto empresarial? Simples.
Comparando os resultados obtidos. Em termos de empresas aceleradas em que áreas, investimento
angariado, de quem, efeito de rede (networking, montagem da equipa, contatos e massa crítica),
ajuda na validação técnica, de mercado, e claro, saídas (exits).
outros autores:
Ensaio para altos voos
por Sara Balonas
O empreendedorismo está definitivamente na moda em Portugal
por Catarina Roseira
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O processo empreendedor e as aceleradoras.

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    PROGRAMAS INFORMAÇÃO AGENDA PESQUISA LOGIN/REGISTO EMISSÃO Gonçalo Amorim Diretor executivoBuilding Global Innovators «O processo empreendedor e as aceleradoras» Publicado em : 2013-06-17 As palavras «Empreendedorismo» e «Empreendedor» nunca estiveram tão na voga como agora. E desengane-se aquele que julgar que a moda é apenas portuguesa. É um fenómeno global. Então se o Empreendedorismo e o empreendedor são fenómenos globais, podemos deduzir que existe concorrência a nível global. Como poderá um jovem empreendedor ou um empreendedor «pela primeira vez» garantir sucesso a partir de um pequeno país como Portugal? Pensar global, mas agir pequeno, ajuda. Com isto quero dizer tangibilidade de acção. Para passar da mera Ideia à fase de execução propriamente dita de um projecto empresarial, pode decorrer 1 mês, 1 ano ou 10 anos. As ideias evoluem e co-existem, ajustam-se, maturam num sistema mais ou menos organizado, onde há massa critica para aprendizagem organizacional, feedback, apoio, mentores, desenvolvimento de negócio, organizacional e por fim capital. Existem vários hubs internacionais onde este processo é «facilitado» ou pode ser feito de forma mais ou menos rápida. O maior erro de um first time empreendedor, sem track record é julgar que o capital deve vir antes da acção. E hoje, mais do que nunca, possivelmente por ignorância ou falta de experiência Página 1 de 4Canal Superior 21-06-2013http://programas.canalsuperior.pt/startup/opiniao/6/
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    parece estar aser cultivada uma ideia associada à palavra empreendedor onde o capital antecede o projecto, isto é, primeiro levanta-se capital e depois executa-se, ideia que considero profundamente enviesada. Desengane-se o promotor ou o empreendedor que julga que irá ser este «o processo» no caminho do sucesso. A evolução do empreendedor é um processo, que inclui algumas componentes sistematizadas e outras que não o são. Existem muitas variáveis exógenas, isto é que o empreendedor não controla, mas que são comandadas pelo «mercado». Mercados por si. não existem, dizem-nos os académicos. Mas sim grupos de pessoas com perfis semelhantes, necessidades comuns, comummente designados por «personas». Um dos primeiros passos do Empreendedor «ágil», é a identificação destes personas, isto é das necessidades não satisfeitas e «dor» por tratar. Quanto mais fina for a sua caracterização, dos segmentos existentes e da concorrência, mais fácil será persuadir pessoas chave a aderirem ao projecto. Sim, porque um dos passos no processo, que não é «one man show», é o empreendedor líder, ou promotor ter a capacidade de vender a sua visão, as suas ideias. Por outras palavras, é fundamental para o empreendedor ter capacidade de persuadir, recrutar talento e o apoio de pessoas mais experientes, com mais cabelos brancos para o ajudarem no processo. Mas desengane-se o promotor que julga que depois de passar pelo processo, irá ter sucesso garantido. Não há garantias de sucesso, mesmo que se dêem todos os passos certos, se tenha identificado correctamente o problema a resolver, desenvolvido uma solução única e que se tenha a equipa certa. Este processo é certamente fundamental na captação de capital inteligente, o chamado «smart money». Algo que recomendo a todos os promotores e que é tanto mais importante quanto menos track record este promotor tiver. Mas como se procura e consegue este smart money, tão importante para facilitar na execução da passagem de uma proposta de valor, de um produto para um negócio? É precisamente aqui que se mede o sucesso das aceleradoras. Neste momento existem mais de 1.600 iniciativas em todo o mundo para ajudar os empreendedores no processo. Como escolher a certa, a mais adequada a um determinado empreendedor e projecto empresarial? Simples. Comparando os resultados obtidos. Em termos de empresas aceleradas em que áreas, investimento angariado, de quem, efeito de rede (networking, montagem da equipa, contatos e massa crítica), ajuda na validação técnica, de mercado, e claro, saídas (exits). outros autores: Ensaio para altos voos por Sara Balonas O empreendedorismo está definitivamente na moda em Portugal por Catarina Roseira Página 2 de 4Canal Superior 21-06-2013http://programas.canalsuperior.pt/startup/opiniao/6/