O Processo de
Industrialização
no Brasil
O PROCESSO DE
INDUSTRIALIZAÇÃO
DO BRASIL

ALVARO VITA, SOCIOLOGIA DA
SOCIEDADE BRASILEIRA, CAP.8.
1. A “VOCAÇÃO AGRÁRIA” BRASILEIRA

“O Brasil é um país
essencialmente agrícola”

Queixas dos
cafeicultores
paulistas

A idéia exprimia os interesses e o
domínio das oligarquias rurais.

Criticas à nascente
industria, considerada uma
atividade artificial, que
dependia da importação de
maquinas e matéria prima

Criticas pela
transferência dos
trabalhadores,
especialmente
imigrantes, da
agriculturas para as
fabricas
Apesar das críticas não houve
uma oposição inconciliável entre
as antigas oligarquias rurais e a
nova burguesia industrial

Questão Básica

Para responder a
questão

As relações foram mais
complexas

Como foi possível a
uma sociedade cuja
base econômica era a
agro exportação se
transformar em uma
sociedade de
características urbanoindustriais?
Entender a origem
da industrialização
no Brasil
2. A INDUSTRIALIZAÇÃO : A FORMAÇÃO DA SOCIEDADE DE
CLASSES
A industrialização é um
processo

Não é uma simples
mudança
econômica:
criação de
industria
Industrialização

É a constituição da
ordem social capitalista
com o surgimento de
duas classes

a burguesia
industrial
classe
operaria

Resultado de uma combinação de
transformações econômicas,
sociais, políticas e culturais
irreversíveis.

Formação de uma sociedade de classes
3. A CAFEICULTURA E A ORIGEM DA INDUSTRIA

A origem do processo de industrialização no Brasil guarda forte relação
com o desenvolvimento da economia cafeeira em São Paulo, a partir da
década de 1880.

Industrialização
brasileira

Desenvolvimento
social

Desenvolvimento
politico

Classes
sociais

Conflitos e Luta
de classes
1. A substituição do
trabalho escravo pelo
trabalho livre

Mercado de
trabalho

Valorização
do trabalho

Mercado
consumidor

assalariados

Capital para
investimento

liberação

Substituição
de
importações

Produção
nacional

Pré-requisitos
para a
expansão

2. A formação de
um mercado
interno

industrial

3.A formação de
uma consciência
burguesa

Fazendeirosempresarios

Uso
capitalista
da
acumulação
de riqueza
Concentração
em São Paulo
4. A SUBORDINAÇÃO DA INDUSTRIA À ECONOMIA CAFEEIRA

1. O fato de ter se originado
da agro exportação do café

Limitações da
industria
brasileira

2. O crescimento das
produção de bens não
duráveis não foi
acompanhada pelo de bens
de capital
3. Investimento
secundário dos
fazendeiros
4. Antes de 1930: sem
definição de uma
politica industrial

Dependência do
capital cafeeiro

Bens não
duraveis:
tecidos e
produtos
alimenticios
Bens de capital:
maquinas
Preocupavam-se
mais com o café

Medidas isoladas
do Estado
5. INDÚSTRIA E DEPENDÊNCIA EXTERNA
Dependência Externa
Limitação
determinante

Capital
estrangeiro

Momento histórico

Comercio
exportador

Fim do século
XIX e começo
do século XX

Capitalismo
Monopolista

Empresas britanicas
compravam produtos
brasileiros e revendiam
no mercado externo

Comercio
Importador

Controle da venda de
produtos
estrangeiros
6. CAPITALISMO MONOPOLISTA
Trustes
Carteis
Concentração
de Capital
Mudanças no
Capitalismo
no século XX

Industria
Eliminação da
concorrência

Serviços

Holdings

Capitalismo
Financeiro

Formas de
Organização
do Trabalho

Atividade
econômica

Taylorismo

Industria
Bancos
Taylorismo

um engenheiro americano chamado
Taylor desenvolveu a "organização
científica do trabalho".
Seu objetivo era elevar ao máximo a
produtividade das fábricas.
Os seus métodos provocaram
mudanças significativas nos
processos industriais.
Frederick Taylor
1865-1915
Taylorismo

as tarefas dos operários deveriam ser simplificadas ao
máximo, de modo que o seu grau de dificuldade fosse o
mínimo possível.
O fluxo de produção deveria ser dividido e subdividido até
que cada trabalhador só realizasse uma ínfima parte do
processo como um todo
os operários não deveriam perder tempo pensando sobre o
que faziam.
Planejar, controlar e introduzir melhorias nos processos
era responsabilidade de uma equipe de engenheiros.
Fordismo

O método de Taylor foi, posteriormente,
levado às últimas conseqüências por
Henry Ford.
Ford criou as linhas de montagem na
sua fábrica de automóveis.
As mudanças introduzidas ´por Ford
visavam a produção em serie de um
produto( o Ford modelo T) para o
consumo de massa.
Henry Ford
1863-1047

Foi implantada a jornada de 8 horas de
trabalho por 5 dólares ao dia
Fordismo

Significava renda e tempo de lazer
suficientes para o trabalhador suprir
todas as suas necessidades básicas e
a até adquirir um dos automóveis
produzidos na empresa.
A maquino fatura desenvolveu-se e
a produção passou a organizar-se
em linha de montagem.

Iniciou-se a era do
consumismo: produção
em massa para um
consumo em massa

O
aperfeiçoamento
continuo
dos
sistemas produtivos deu origem a uma
divisão do trabalho detalhada que
resultou na diminuição de horas de
trabalho.
Fordismo-Taylorismo

aumento de produtividade com o uso mais adequado
possível de
horas trabalhadas, através do controle
das atividades dos trabalhadores
divisão e parcelamento das tarefas

mecanização de parte das atividades com a introdução
da linha de montagem
um sistema de recompensas e punições conforme o
comportamento deles no interior da fabrica
Análise critica do Fordismo-Taylorismo

Vantagens
era extremamente mais fácil treinar operários em tarefas
muito simples do que em tarefas complexas.
Um trabalhador especializado numa pequena
operação podia adquirir habilidade suficiente para
faze-la muito rapidamente
a própria idéia de que a atividade produtiva deve ser
objeto de estudo metódico e racional
Análise critica do Fordismo-Taylorismo

Vantagens
Dois elementos
externos à
fabrica
contribuíram
muito para o
sucesso das
medidas
propostas por
Taylor e Ford:

1. o atrelamento do movimento sindical aos
interesses capitalistas. Apesar dos conflitos,
os sindicatos foram se burocratizando e se
transformaram em imensas estruturas
administrativas, fazendo concessões aos
capitalistas e ao Estado;

2. a presença significativa do Estado
criando mecanismos financeiros e legais
para que o consumismo se tornasse uma
pratica cotidiana, bem como cooptando
os sindicatos para que controlassem
politicamente a força de trabalho.
Análise critica do Fordismo-Taylorismo

Desvantagens
Aos operários cabia somente usar as mãos, nunca os
cérebros.

esse método tratava o
trabalhador como se fosse
máquina. Na verdade ele tinha
até menos status que as
próprias máquinas já que tinha
que adaptar o seu ritmo de
trabalho ao dos equipamentos.
Análise critica do Fordismo-Taylorismo

Desvantagens

o trabalhador não se identifica com o produto do
seu esforço.
Um homem que simplesmente fixava páralamas não via o automóvel pronto como
obra sua..

Alheamento

Ele não era nem ao menos capaz de
entender o funcionamento do carro. A única
coisa que ele sabia era fixar pára-lamas
Como resultado o operário não sentia
orgulho nem entusiasmo pelo seu trabalho..
Pessoas que não se orgulham do que fazem,
que não vêem importância na sua atividade,
dificilmente produzem com qualidade
Análise critica do Fordismo-Taylorismo

Desvantagens

Um enorme potencial estava sendo
desperdiçado ao se impedir que os
operários opinassem sobre o
modo como o trabalho era feito.
Mesmo pessoas com pouca
cultura escolar tem bom senso
suficiente para enxergar
problemas simples - que muitas
vezes passam desapercebidos aos
olhos dos engenheiros - e propor
soluções para eles.
Análise critica do Fordismo-Taylorismo

Não se trata, portanto, de uma técnica “neutra” de organizar o
trabalho de forma metódica, como o taylorismo é encarado
nos cursos de Administração de Empresas.

Na verdade, estamos diante de uma forma encontrada
pela burguesia para ampliar seu domínio sobre a
classe trabalhadora, apropriando-se de seu saber e de
seu tempo.
A idéia taylorista de um rendimento maximo no menor espaço
de tempo possível e a separação entre o mando(ou o
planejamento) e a execução instalou-se nos mais diferentes
setores da vida social, como por exemplo, na organização do
trabalho nos escritórios e no sistema de ensino.
A racionalização da vida social no capitalismo
monopolista

Max
Weber

Racionalização do processo
de expansão de formas
metódicas, racionais e de
conduta

Eficácia dos meios
em detrimento dos
fins

A importância dos
quadros
administrativos
Gaiola de Ferro
Burocracia
CAPITALISMO MONOPOLISTA E INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA

Inglaterra :artesanato
A expansão da industria no
Brasil não seguiu as etapas da
industrialização inglesa

A industrialização
brasileirta

manufatura
grande industria

Coexistência da manufatura
com a grande industria
Capital cafeeiro

origem

Precoce tendência
à monopolização

Capital
financeiro
internacional

Insumos
industriais
Bens duraveis de
consumo
Bens de capital
CAPITALISMO MONOPOLISTA E INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA

A peculiaridade da industrialização brasileira consiste, então, na
expansão e no predomínio de uma grande industria que não surgiu
da produção doméstica ou manufatureira local, mas que
transportou para o país tecnologia e formas de organização do
trabalho próprias do capitalismo monopolista

Esse processo de industrialização tem importantes
repercussões no desenvolvimento político e social da
sociedade brasileira
TRANSF0RMAÇÃO

Nos períodos mais recentes,
o capitalismo vem passando
por nova transformação
Década de 70: nova fase no
processo produtivo
capitalista : pós-fordismo ou
processo da acumulação
flexível
Crise do petróleo (1973) :
recessão, busca de novas
formas
de
elevar
a
produtividade do trabalho
e expansão dos lucros
Toyotismo
nova fase de expropriação da
mão-de-obra, a chamada
acumulação flexível - a partir do
modelo de produção criado pelos
japoneses, toyotismo degradação das condições de
trabalho, dos direitos trabalhistas e,
conseqüentemente, dos
trabalhadores.
Os princípios ideológicos e
organizacionais do toyotismo passaram
a sustentar as práticas empresariais
como modelo de administração e
produção
O pós- fordismo

flexibilização dos processos de trabalho,
incluindo a automação
Características

flexibilização e mobilidade dos
mercados de trabalho

flexibilização dos produtos e também
dos padrões de consumo
Flexibilizaçao do processo de trabalho

A
U

eliminação do controle manual por parte do
trabalhador, o trabalhador só intervem para
fazer o controle e a supervisão

T
O
M
A

as atividades mecânicas são desenvolvidas
por maquinas automatizadas,
programadas para agir sem intervenção
de um operador

Ç
Ã
O

o engenheiro que entende de programação
eletrônica e de analise de sistemas passa a
ter uma importância estratégica
Flexibilizaçao do processo de trabalho

A
U
T
O
M
A
Ç
Ã
O

A robótica tecnologia é um componente
novo nas industrias de bem de
consumo duráveis e altera
profundamente as relações de trabalho
Robôs não fazem greve, trabalham
incansavelmente, não exigem
maiores salários e melhores
condições de trabalho e de vida
Novas formas de produção:
o
licenciamento
de
marcas
que
articulam varias empresas pequenas e
medias em torno do marketing e do
apoio financeiro de um grande grupo.
Flexibilização dos mercados de trabalho.

Tendência de se usar diferentes formas de trabalho: trabalho
domestico e familiar, trabalho autônomo, trabalho
temporário, por hora ou curto prazo
subcontratação
Alta rotatividade da mão de obra,
Terceirização

baixo nível de sindicalização, enfraquecimento dos
sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas.
Flexibilização dos produtos e do consumo.

A vida útil dos produtos vai
diminuindo,
tornando-se
descartáveis,
a
propaganda nos estimula a
trocá-los por novos
O pós- fordismo
Alta rotatividade da mão de obra
baixo nível de sindicalização
enfraquecimento dos sindicatos na
defesa dos direitos trabalhistas,

Conseqüências

instabilidade para os trabalhadores,
desemprego crescente
tendência a elevar o numero de
trabalhadores através da diminuição das
horas de trabalho semanais: trabalhar
menos horas para que todos possam ter
emprego e renda.
Modelos de Produção - Da Segunda revolução industrial à
revolução Técnico-científica

TAYLORISMO-

FORDISMO-

PÓS-FORDISMO-

Separação do trabalho
por tarefas e níveis
hierárquicos.- Racionali
zação da
produção.- Controle do
tempo.- Estabeleciment
o de níveis mínimos de
produtividade.

Produção e consumo
em massa.- Extrema
especialização do
trabalho.- Rígida
padronização da
produção.- Linha de
montagem.

Estratégias de
produção e consumo
em escala
planetária.- Valorização
da pesquisa
científica.- Desenvolvi
mento de novas
tecnologias.- Flexibiliza
ção dos contratos de
trabalho.

O processo de_industrializacao_do_brasil

  • 1.
  • 2.
    O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO DOBRASIL ALVARO VITA, SOCIOLOGIA DA SOCIEDADE BRASILEIRA, CAP.8.
  • 3.
    1. A “VOCAÇÃOAGRÁRIA” BRASILEIRA “O Brasil é um país essencialmente agrícola” Queixas dos cafeicultores paulistas A idéia exprimia os interesses e o domínio das oligarquias rurais. Criticas à nascente industria, considerada uma atividade artificial, que dependia da importação de maquinas e matéria prima Criticas pela transferência dos trabalhadores, especialmente imigrantes, da agriculturas para as fabricas
  • 4.
    Apesar das críticasnão houve uma oposição inconciliável entre as antigas oligarquias rurais e a nova burguesia industrial Questão Básica Para responder a questão As relações foram mais complexas Como foi possível a uma sociedade cuja base econômica era a agro exportação se transformar em uma sociedade de características urbanoindustriais? Entender a origem da industrialização no Brasil
  • 5.
    2. A INDUSTRIALIZAÇÃO: A FORMAÇÃO DA SOCIEDADE DE CLASSES A industrialização é um processo Não é uma simples mudança econômica: criação de industria Industrialização É a constituição da ordem social capitalista com o surgimento de duas classes a burguesia industrial classe operaria Resultado de uma combinação de transformações econômicas, sociais, políticas e culturais irreversíveis. Formação de uma sociedade de classes
  • 6.
    3. A CAFEICULTURAE A ORIGEM DA INDUSTRIA A origem do processo de industrialização no Brasil guarda forte relação com o desenvolvimento da economia cafeeira em São Paulo, a partir da década de 1880. Industrialização brasileira Desenvolvimento social Desenvolvimento politico Classes sociais Conflitos e Luta de classes
  • 7.
    1. A substituiçãodo trabalho escravo pelo trabalho livre Mercado de trabalho Valorização do trabalho Mercado consumidor assalariados Capital para investimento liberação Substituição de importações Produção nacional Pré-requisitos para a expansão 2. A formação de um mercado interno industrial 3.A formação de uma consciência burguesa Fazendeirosempresarios Uso capitalista da acumulação de riqueza Concentração em São Paulo
  • 8.
    4. A SUBORDINAÇÃODA INDUSTRIA À ECONOMIA CAFEEIRA 1. O fato de ter se originado da agro exportação do café Limitações da industria brasileira 2. O crescimento das produção de bens não duráveis não foi acompanhada pelo de bens de capital 3. Investimento secundário dos fazendeiros 4. Antes de 1930: sem definição de uma politica industrial Dependência do capital cafeeiro Bens não duraveis: tecidos e produtos alimenticios Bens de capital: maquinas Preocupavam-se mais com o café Medidas isoladas do Estado
  • 9.
    5. INDÚSTRIA EDEPENDÊNCIA EXTERNA Dependência Externa Limitação determinante Capital estrangeiro Momento histórico Comercio exportador Fim do século XIX e começo do século XX Capitalismo Monopolista Empresas britanicas compravam produtos brasileiros e revendiam no mercado externo Comercio Importador Controle da venda de produtos estrangeiros
  • 10.
    6. CAPITALISMO MONOPOLISTA Trustes Carteis Concentração deCapital Mudanças no Capitalismo no século XX Industria Eliminação da concorrência Serviços Holdings Capitalismo Financeiro Formas de Organização do Trabalho Atividade econômica Taylorismo Industria Bancos
  • 11.
    Taylorismo um engenheiro americanochamado Taylor desenvolveu a "organização científica do trabalho". Seu objetivo era elevar ao máximo a produtividade das fábricas. Os seus métodos provocaram mudanças significativas nos processos industriais. Frederick Taylor 1865-1915
  • 12.
    Taylorismo as tarefas dosoperários deveriam ser simplificadas ao máximo, de modo que o seu grau de dificuldade fosse o mínimo possível. O fluxo de produção deveria ser dividido e subdividido até que cada trabalhador só realizasse uma ínfima parte do processo como um todo os operários não deveriam perder tempo pensando sobre o que faziam. Planejar, controlar e introduzir melhorias nos processos era responsabilidade de uma equipe de engenheiros.
  • 13.
    Fordismo O método deTaylor foi, posteriormente, levado às últimas conseqüências por Henry Ford. Ford criou as linhas de montagem na sua fábrica de automóveis. As mudanças introduzidas ´por Ford visavam a produção em serie de um produto( o Ford modelo T) para o consumo de massa. Henry Ford 1863-1047 Foi implantada a jornada de 8 horas de trabalho por 5 dólares ao dia
  • 14.
    Fordismo Significava renda etempo de lazer suficientes para o trabalhador suprir todas as suas necessidades básicas e a até adquirir um dos automóveis produzidos na empresa. A maquino fatura desenvolveu-se e a produção passou a organizar-se em linha de montagem. Iniciou-se a era do consumismo: produção em massa para um consumo em massa O aperfeiçoamento continuo dos sistemas produtivos deu origem a uma divisão do trabalho detalhada que resultou na diminuição de horas de trabalho.
  • 15.
    Fordismo-Taylorismo aumento de produtividadecom o uso mais adequado possível de horas trabalhadas, através do controle das atividades dos trabalhadores divisão e parcelamento das tarefas mecanização de parte das atividades com a introdução da linha de montagem um sistema de recompensas e punições conforme o comportamento deles no interior da fabrica
  • 16.
    Análise critica doFordismo-Taylorismo Vantagens era extremamente mais fácil treinar operários em tarefas muito simples do que em tarefas complexas. Um trabalhador especializado numa pequena operação podia adquirir habilidade suficiente para faze-la muito rapidamente a própria idéia de que a atividade produtiva deve ser objeto de estudo metódico e racional
  • 17.
    Análise critica doFordismo-Taylorismo Vantagens Dois elementos externos à fabrica contribuíram muito para o sucesso das medidas propostas por Taylor e Ford: 1. o atrelamento do movimento sindical aos interesses capitalistas. Apesar dos conflitos, os sindicatos foram se burocratizando e se transformaram em imensas estruturas administrativas, fazendo concessões aos capitalistas e ao Estado; 2. a presença significativa do Estado criando mecanismos financeiros e legais para que o consumismo se tornasse uma pratica cotidiana, bem como cooptando os sindicatos para que controlassem politicamente a força de trabalho.
  • 18.
    Análise critica doFordismo-Taylorismo Desvantagens Aos operários cabia somente usar as mãos, nunca os cérebros. esse método tratava o trabalhador como se fosse máquina. Na verdade ele tinha até menos status que as próprias máquinas já que tinha que adaptar o seu ritmo de trabalho ao dos equipamentos.
  • 19.
    Análise critica doFordismo-Taylorismo Desvantagens o trabalhador não se identifica com o produto do seu esforço. Um homem que simplesmente fixava páralamas não via o automóvel pronto como obra sua.. Alheamento Ele não era nem ao menos capaz de entender o funcionamento do carro. A única coisa que ele sabia era fixar pára-lamas Como resultado o operário não sentia orgulho nem entusiasmo pelo seu trabalho.. Pessoas que não se orgulham do que fazem, que não vêem importância na sua atividade, dificilmente produzem com qualidade
  • 20.
    Análise critica doFordismo-Taylorismo Desvantagens Um enorme potencial estava sendo desperdiçado ao se impedir que os operários opinassem sobre o modo como o trabalho era feito. Mesmo pessoas com pouca cultura escolar tem bom senso suficiente para enxergar problemas simples - que muitas vezes passam desapercebidos aos olhos dos engenheiros - e propor soluções para eles.
  • 21.
    Análise critica doFordismo-Taylorismo Não se trata, portanto, de uma técnica “neutra” de organizar o trabalho de forma metódica, como o taylorismo é encarado nos cursos de Administração de Empresas. Na verdade, estamos diante de uma forma encontrada pela burguesia para ampliar seu domínio sobre a classe trabalhadora, apropriando-se de seu saber e de seu tempo. A idéia taylorista de um rendimento maximo no menor espaço de tempo possível e a separação entre o mando(ou o planejamento) e a execução instalou-se nos mais diferentes setores da vida social, como por exemplo, na organização do trabalho nos escritórios e no sistema de ensino.
  • 22.
    A racionalização davida social no capitalismo monopolista Max Weber Racionalização do processo de expansão de formas metódicas, racionais e de conduta Eficácia dos meios em detrimento dos fins A importância dos quadros administrativos Gaiola de Ferro Burocracia
  • 23.
    CAPITALISMO MONOPOLISTA EINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA Inglaterra :artesanato A expansão da industria no Brasil não seguiu as etapas da industrialização inglesa A industrialização brasileirta manufatura grande industria Coexistência da manufatura com a grande industria Capital cafeeiro origem Precoce tendência à monopolização Capital financeiro internacional Insumos industriais Bens duraveis de consumo Bens de capital
  • 24.
    CAPITALISMO MONOPOLISTA EINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA A peculiaridade da industrialização brasileira consiste, então, na expansão e no predomínio de uma grande industria que não surgiu da produção doméstica ou manufatureira local, mas que transportou para o país tecnologia e formas de organização do trabalho próprias do capitalismo monopolista Esse processo de industrialização tem importantes repercussões no desenvolvimento político e social da sociedade brasileira
  • 25.
    TRANSF0RMAÇÃO Nos períodos maisrecentes, o capitalismo vem passando por nova transformação Década de 70: nova fase no processo produtivo capitalista : pós-fordismo ou processo da acumulação flexível Crise do petróleo (1973) : recessão, busca de novas formas de elevar a produtividade do trabalho e expansão dos lucros
  • 26.
    Toyotismo nova fase deexpropriação da mão-de-obra, a chamada acumulação flexível - a partir do modelo de produção criado pelos japoneses, toyotismo degradação das condições de trabalho, dos direitos trabalhistas e, conseqüentemente, dos trabalhadores. Os princípios ideológicos e organizacionais do toyotismo passaram a sustentar as práticas empresariais como modelo de administração e produção
  • 27.
    O pós- fordismo flexibilizaçãodos processos de trabalho, incluindo a automação Características flexibilização e mobilidade dos mercados de trabalho flexibilização dos produtos e também dos padrões de consumo
  • 28.
    Flexibilizaçao do processode trabalho A U eliminação do controle manual por parte do trabalhador, o trabalhador só intervem para fazer o controle e a supervisão T O M A as atividades mecânicas são desenvolvidas por maquinas automatizadas, programadas para agir sem intervenção de um operador Ç Ã O o engenheiro que entende de programação eletrônica e de analise de sistemas passa a ter uma importância estratégica
  • 29.
    Flexibilizaçao do processode trabalho A U T O M A Ç Ã O A robótica tecnologia é um componente novo nas industrias de bem de consumo duráveis e altera profundamente as relações de trabalho Robôs não fazem greve, trabalham incansavelmente, não exigem maiores salários e melhores condições de trabalho e de vida Novas formas de produção: o licenciamento de marcas que articulam varias empresas pequenas e medias em torno do marketing e do apoio financeiro de um grande grupo.
  • 30.
    Flexibilização dos mercadosde trabalho. Tendência de se usar diferentes formas de trabalho: trabalho domestico e familiar, trabalho autônomo, trabalho temporário, por hora ou curto prazo subcontratação Alta rotatividade da mão de obra, Terceirização baixo nível de sindicalização, enfraquecimento dos sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas.
  • 31.
    Flexibilização dos produtose do consumo. A vida útil dos produtos vai diminuindo, tornando-se descartáveis, a propaganda nos estimula a trocá-los por novos
  • 32.
    O pós- fordismo Altarotatividade da mão de obra baixo nível de sindicalização enfraquecimento dos sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas, Conseqüências instabilidade para os trabalhadores, desemprego crescente tendência a elevar o numero de trabalhadores através da diminuição das horas de trabalho semanais: trabalhar menos horas para que todos possam ter emprego e renda.
  • 33.
    Modelos de Produção- Da Segunda revolução industrial à revolução Técnico-científica TAYLORISMO- FORDISMO- PÓS-FORDISMO- Separação do trabalho por tarefas e níveis hierárquicos.- Racionali zação da produção.- Controle do tempo.- Estabeleciment o de níveis mínimos de produtividade. Produção e consumo em massa.- Extrema especialização do trabalho.- Rígida padronização da produção.- Linha de montagem. Estratégias de produção e consumo em escala planetária.- Valorização da pesquisa científica.- Desenvolvi mento de novas tecnologias.- Flexibiliza ção dos contratos de trabalho.