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O MUNDO DIANTE DE UMA CRISE ECONÔMICA INSOLÚVEL
Fernando Alcoforado*
É sabido por todos os estudiosos da economia mundial que a superação da crise que
eclodiu nos Estados Unidos em 2008 dependeria da recuperação das economias dos
Estados Unidos e da União Europeia e da expansão da economia chinesa. Segundo Paul
Krugman, economista norte-americano vencedor do Prêmio Nobel de Economia de
2008, “no quinto aniversário da queda do Lehman Brothers, a recessão, que já era ruim
por si só, se transformou em algo muito mais assustador. De repente, nós estávamos
diante de uma possibilidade real de catástrofe econômica. E a catástrofe veio” (Ver o
artigo de Paul Krugman Há cinco anos EUA vivem desperdício trágico disponível no
website <http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/paul-
krugman/2013/09/07/ha-cinco-anos-eua-vivem-desperdicio-tragico.htm>).
O estímulo econômico do governo Obama, por mais inadequado que fosse, segundo
Krugman, conteve o declínio econômico dos Estados Unidos em 2009. Apesar disto, “a
política econômica americana desde o Lehman Brothers foi um fracasso espantoso,
aterrador”. Um fato indiscutível é o de que cinco anos após a quebra do Lehman
Brothers, a recuperação dos Estados Unidos ainda é incerta. No artigo de Denise
Chrispim Marin do jornal O Estado de S. Paulo, A recuperação dos EUA ainda é
incerta, disponível no website <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cinco-
anos-apos-a-quebra-do-lehman-recuperacao-dos-eua-ainda-e-incerta-,1072442,0.htm>,
há a afirmativa de que, “passados cinco anos da maior crise financeira desde a grande
depressão dos anos 30, o ritmo lento e titubeante da recuperação reflete a dificuldade
ainda presente de superação do colapso causado pela falência do Lehman Brothers”.
Neste artigo, pode-se constatar que os Estados Unidos não saíram da crise, segundo
Otaviano Canuto, conselheiro da Presidência do Banco Mundial estando distante do seu
PIB potencial. A injeção de recursos públicos para salvar bancos chegou a US$ 700
bilhões, dos quais US$ 24,9 bilhões foram canalizados para as três maiores montadoras
do país. A taxa básica de juros foi reduzida para a faixa entre 0% a 0,25% em dezembro
de 2008 e é mantida até hoje. Como percentual do PIB, a taxa de investimento havia
despencado de 20,5%, em 2006, para 14,7%, em 2009. Em 2013, devem alcançar
16,8%, conforme o Banco Mundial. O endividamento das famílias americanas no
segundo trimestre de 2013 totalizou US$ 11,15 trilhão.
No plano econômico mundial, o ano de 2011 foi marcado pela crise econômica na
União Europeia. O endividamento público elevado, principalmente de países como a
Grécia, Portugal, Espanha, Itália e Irlanda e a falta de coordenação política, econômica
e monetária da União Europeia para resolver questões de endividamento público das
nações do bloco foram as principais causas da crise. Da crise da União Europeia
resultou a fuga de capitais, a escassez de crédito, o aumento do desemprego, o
descontentamento popular contra as medidas de redução de gastos adotadas pelos países
como forma de conter a crise, queda no crescimento do PIB dos países da União
Europeia em função do desaquecimento da economia dos países do bloco e
contaminação da crise para países, fora do bloco, que mantém relações comerciais com
a União Europeia.
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Para enfrentar a crise, as ações da União Europeia consistiram na implementação de um
pacote econômico anticrise lançado em 27/10/2011, na maior participação do FMI
(Fundo Monetário Internacional) e do Banco Central Europeu na ajuda financeira aos
países com mais dificuldades econômicas e na definição de um Pacto Fiscal para
garantir o equilíbrio das contas públicas das nações da União Europeia e criar sistemas
de punição aos países que desrespeitarem o pacto. O ano de 2013 não começou bem
para a União Europeia. O PIB do bloco econômico apresentou retração de 0,2% no
primeiro trimestre do ano. Já no segundo trimestre de 2013 a economia do bloco
apresentou uma leve recuperação.
No artigo O modelo econômico chinês está prestes a bater na Grande Muralha,
disponível no website <http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/paul-
krugman/2013/07/20/modelo-economico-chines-esta-prestes-a-bater-na-grande-
muralha.htm>, Paul Krugman afirma que “os sinais agora são inconfundíveis: a China
está em apuros. Nós não estamos falando de algum pequeno revés no caminho, mas de
algo mais fundamental. Toda a forma como o país faz negócios, o sistema econômico
que promoveu três décadas de crescimento incrível chegou ao limite. Seria possível
dizer que o modelo chinês está prestes a colidir com sua Grande Muralha, e a única
pergunta agora é quão feia será a batida”.
Para Krugman, o que salta imediatamente aos olhos é que, “quando a China é
comparada com quase todas as outras economias, salvo seu rápido crescimento, é o
desequilíbrio entre consumo e investimento. Todas as economias bem-sucedidas
dedicam parte de sua renda para investimento em vez de consumo, visando expandir sua
futura capacidade de consumir. A China, entretanto, parece investir apenas para
expandir sua futura capacidade de investir ainda mais. Os Estados Unidos,
reconhecidamente em seu ponto alto, dedicam 70% de seu produto interno bruto para o
consumo; na China, o número é apenas metade disso, enquanto quase metade do PIB é
investido”.
Esta situação se manteve na China graças aos baixos salários praticados. Agora os
salários estão subindo, Finalmente, os chineses comuns estão começando a partilhar os
frutos do crescimento. Mas também significa que a economia chinesa se vê
repentinamente diante da necessidade, segundo Krugman, de um "reequilíbrio" drástico.
O investimento agora apresenta retornos acentuadamente menores e cairá drasticamente
e o consumo deve aumentar drasticamente para ocupar seu lugar. A questão é se isso
pode acontecer rápido o suficiente para evitar uma desaceleração econômica nefasta
como já está acontecendo.
Krugman constata que o excesso de camponeses está se esgotando na China. Esta
situação contribuiu para a existência de baixo custo da mão de obra chinesa e assegurar
a competitividade dos produtos da China no mercado mundial. Enquanto a economia
chinesa desacelera, as economias ocidentais estão com os devedores privados
sobrecarregados que os leva a conter os gastos de consumo ao mesmo tempo, e, ao fazê-
lo, provocam uma desaceleração econômica geral. Em outras palavras, a crise
econômica se apresenta como insolúvel nos marcos do sistema capitalista em vigor.
Cabe relembrar que a crise econômica mundial que se instalou em 1929 só terminou
com a eclosão da 2ª Guerra Mundial. Na atualidade, a humanidade terá que enfrentar
uma nova conflagração mundial para salvar o sistema capitalista mundial da bancarrota?
A possível agressão dos Estados Unidos em relação à Síria pode ter o propósito de se
3
transformar, de início, em uma guerra regional para, mais tarde, evoluir para uma
Guerra Mundial e, desta forma, contribuir para evitar a depressão que se anuncia para o
futuro.
*Fernando Alcoforado, 73, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional
pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico,
planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos
livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem
Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000),
Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de
Barcelona, http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento
(Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos
Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the
Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller
Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe
Planetária (P&A Gráfica e Editora, Salvador, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e
combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011) e
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O mundo diante de uma crise econômica insolúvel

  • 1. 1 O MUNDO DIANTE DE UMA CRISE ECONÔMICA INSOLÚVEL Fernando Alcoforado* É sabido por todos os estudiosos da economia mundial que a superação da crise que eclodiu nos Estados Unidos em 2008 dependeria da recuperação das economias dos Estados Unidos e da União Europeia e da expansão da economia chinesa. Segundo Paul Krugman, economista norte-americano vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, “no quinto aniversário da queda do Lehman Brothers, a recessão, que já era ruim por si só, se transformou em algo muito mais assustador. De repente, nós estávamos diante de uma possibilidade real de catástrofe econômica. E a catástrofe veio” (Ver o artigo de Paul Krugman Há cinco anos EUA vivem desperdício trágico disponível no website <http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/paul- krugman/2013/09/07/ha-cinco-anos-eua-vivem-desperdicio-tragico.htm>). O estímulo econômico do governo Obama, por mais inadequado que fosse, segundo Krugman, conteve o declínio econômico dos Estados Unidos em 2009. Apesar disto, “a política econômica americana desde o Lehman Brothers foi um fracasso espantoso, aterrador”. Um fato indiscutível é o de que cinco anos após a quebra do Lehman Brothers, a recuperação dos Estados Unidos ainda é incerta. No artigo de Denise Chrispim Marin do jornal O Estado de S. Paulo, A recuperação dos EUA ainda é incerta, disponível no website <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cinco- anos-apos-a-quebra-do-lehman-recuperacao-dos-eua-ainda-e-incerta-,1072442,0.htm>, há a afirmativa de que, “passados cinco anos da maior crise financeira desde a grande depressão dos anos 30, o ritmo lento e titubeante da recuperação reflete a dificuldade ainda presente de superação do colapso causado pela falência do Lehman Brothers”. Neste artigo, pode-se constatar que os Estados Unidos não saíram da crise, segundo Otaviano Canuto, conselheiro da Presidência do Banco Mundial estando distante do seu PIB potencial. A injeção de recursos públicos para salvar bancos chegou a US$ 700 bilhões, dos quais US$ 24,9 bilhões foram canalizados para as três maiores montadoras do país. A taxa básica de juros foi reduzida para a faixa entre 0% a 0,25% em dezembro de 2008 e é mantida até hoje. Como percentual do PIB, a taxa de investimento havia despencado de 20,5%, em 2006, para 14,7%, em 2009. Em 2013, devem alcançar 16,8%, conforme o Banco Mundial. O endividamento das famílias americanas no segundo trimestre de 2013 totalizou US$ 11,15 trilhão. No plano econômico mundial, o ano de 2011 foi marcado pela crise econômica na União Europeia. O endividamento público elevado, principalmente de países como a Grécia, Portugal, Espanha, Itália e Irlanda e a falta de coordenação política, econômica e monetária da União Europeia para resolver questões de endividamento público das nações do bloco foram as principais causas da crise. Da crise da União Europeia resultou a fuga de capitais, a escassez de crédito, o aumento do desemprego, o descontentamento popular contra as medidas de redução de gastos adotadas pelos países como forma de conter a crise, queda no crescimento do PIB dos países da União Europeia em função do desaquecimento da economia dos países do bloco e contaminação da crise para países, fora do bloco, que mantém relações comerciais com a União Europeia.
  • 2. 2 Para enfrentar a crise, as ações da União Europeia consistiram na implementação de um pacote econômico anticrise lançado em 27/10/2011, na maior participação do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Central Europeu na ajuda financeira aos países com mais dificuldades econômicas e na definição de um Pacto Fiscal para garantir o equilíbrio das contas públicas das nações da União Europeia e criar sistemas de punição aos países que desrespeitarem o pacto. O ano de 2013 não começou bem para a União Europeia. O PIB do bloco econômico apresentou retração de 0,2% no primeiro trimestre do ano. Já no segundo trimestre de 2013 a economia do bloco apresentou uma leve recuperação. No artigo O modelo econômico chinês está prestes a bater na Grande Muralha, disponível no website <http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/paul- krugman/2013/07/20/modelo-economico-chines-esta-prestes-a-bater-na-grande- muralha.htm>, Paul Krugman afirma que “os sinais agora são inconfundíveis: a China está em apuros. Nós não estamos falando de algum pequeno revés no caminho, mas de algo mais fundamental. Toda a forma como o país faz negócios, o sistema econômico que promoveu três décadas de crescimento incrível chegou ao limite. Seria possível dizer que o modelo chinês está prestes a colidir com sua Grande Muralha, e a única pergunta agora é quão feia será a batida”. Para Krugman, o que salta imediatamente aos olhos é que, “quando a China é comparada com quase todas as outras economias, salvo seu rápido crescimento, é o desequilíbrio entre consumo e investimento. Todas as economias bem-sucedidas dedicam parte de sua renda para investimento em vez de consumo, visando expandir sua futura capacidade de consumir. A China, entretanto, parece investir apenas para expandir sua futura capacidade de investir ainda mais. Os Estados Unidos, reconhecidamente em seu ponto alto, dedicam 70% de seu produto interno bruto para o consumo; na China, o número é apenas metade disso, enquanto quase metade do PIB é investido”. Esta situação se manteve na China graças aos baixos salários praticados. Agora os salários estão subindo, Finalmente, os chineses comuns estão começando a partilhar os frutos do crescimento. Mas também significa que a economia chinesa se vê repentinamente diante da necessidade, segundo Krugman, de um "reequilíbrio" drástico. O investimento agora apresenta retornos acentuadamente menores e cairá drasticamente e o consumo deve aumentar drasticamente para ocupar seu lugar. A questão é se isso pode acontecer rápido o suficiente para evitar uma desaceleração econômica nefasta como já está acontecendo. Krugman constata que o excesso de camponeses está se esgotando na China. Esta situação contribuiu para a existência de baixo custo da mão de obra chinesa e assegurar a competitividade dos produtos da China no mercado mundial. Enquanto a economia chinesa desacelera, as economias ocidentais estão com os devedores privados sobrecarregados que os leva a conter os gastos de consumo ao mesmo tempo, e, ao fazê- lo, provocam uma desaceleração econômica geral. Em outras palavras, a crise econômica se apresenta como insolúvel nos marcos do sistema capitalista em vigor. Cabe relembrar que a crise econômica mundial que se instalou em 1929 só terminou com a eclosão da 2ª Guerra Mundial. Na atualidade, a humanidade terá que enfrentar uma nova conflagração mundial para salvar o sistema capitalista mundial da bancarrota? A possível agressão dos Estados Unidos em relação à Síria pode ter o propósito de se
  • 3. 3 transformar, de início, em uma guerra regional para, mais tarde, evoluir para uma Guerra Mundial e, desta forma, contribuir para evitar a depressão que se anuncia para o futuro. *Fernando Alcoforado, 73, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona, http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (P&A Gráfica e Editora, Salvador, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011) e Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), entre outros.