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Desenvolvimento sustentável ou barbárie

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Desenvolvimento sustentável ou barbárie

  1. 1. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL OU BARBÁRIEFernando Alcoforado*RESUMOEste artigo tem por objetivo demonstrar que o desenvolvimento sustentável é umaexigência para a própria sobrevivência da humanidade porque se defronta com duasgrandes ameaças. Uma delas, de natureza econômica, é representada pela crise geral dosistema capitalista mundial que tende a conduzir a economia mundial à depressão. Outraameaça, de natureza ambiental, é representada pelo esgotamento dos recursos naturaisdo planeta, o crescimento desordenado das cidades e a catastrófica mudança climáticaglobal. A responsabilidade socioambiental dos governos, das empresas e dos indivíduosé decisiva para que o desenvolvimento sustentável se imponha globalmente, bem comoa atuação de lideranças sustentáveis no sentido de evitar a barbárie que resultaria com amanutenção do modelo econômico atual..ABSTRACTThis article aims to demonstrate that sustainable development is a requirement for thesurvival of humanity because it faces two major threats. One of them, of an economicnature, is represented by the general crisis of the world capitalist system that tends todrive the world economy into depression. Another threat, environmental, is representedby the depletion of natural resources of the planet, the uncontrolled growth of cities andthe catastrophic global climate change. The environmental responsibility ofgovernments, businesses and individuals is crucial for sustainable development to existglobally, as well as the performance of sustainable leadership to avoid barbarism thatwould result in the maintenance of the current economic model.Palavras chaves: O desenvolvimento sustentável. Ameaças à sobrevivência dahumanidade. A ameaça da crise econômica mundial. A ameaça do esgotamento dosrecursos naturais. A ameaça do crescimento desordenado das cidades. A ameaça damudança climática global. A responsabilidade socioambiental dos governos, dasempresas e dos indivíduos. Liderança sustentável.Keywords: Sustainable development. Threats to the survival of humanity. The threat ofglobal economic crisis. The threat of depletion of natural resources. The threat ofunplanned growth of cities. The threat of global climate change. The environmentalresponsibility of governments, companies and individuals. Sustainable leadership.1. IntroduçãoO desenvolvimento sustentável é uma exigência para a própria sobrevivência dahumanidade porque na era em que vivemos, a humanidade se defronta com duasgrandes ameaças. Uma delas, de natureza econômica, é representada pela crise geral dosistema capitalista mundial que tende a conduzir a economia mundial à depressão com afalência dos governos, a quebradeira de empresas, o desemprego em massa e até mesmoa eclosão de guerras civis e uma nova conflagração mundial como já ocorreu no séculoXX com a 1ª e a 2ª Guerra Mundial. Outra ameaça, de natureza ambiental, érepresentada pelo esgotamento dos recursos naturais do planeta, o crescimento 1
  2. 2. desordenado das cidades e a catastrófica mudança climática global que tende a produzirgraves repercussões sobre as atividades econômicas e o agravamento dos problemassociais da humanidade.Para evitar o futuro catastrófico que se prenuncia para a humanidade resultante dasameaças econômica e ambiental, é imprescindível que haja o comprometimento dosgovernos, do setor produtivo público e privado e dos indivíduos com o modelo dedesenvolvimento sustentável. Isto significa dizer que a responsabilidade socioambientaldeve ser assumida por governos, empresas e indivíduos. Para ter sucesso, odesenvolvimento sustentável requer a existência de liderança sustentável que deve atuar,ao nível dos governos, das empresas e da Sociedade Civil, no sentido de evitar abarbárie que resultaria com a manutenção do modelo econômico atual.2. A ameaça da crise econômica mundialEric Hobsbawn afirma que outra vez, estamos diante de uma crise fundamental docapitalismo como ocorreu em 1873 e em 1929. A maioria dos economistas acreditavaque o livre mercado teria um crescimento econômico máximo, como tambémproporcionaria um bem-estar máximo para o conjunto da população e que sempreresolveria racionalmente os problemas que cria. Parece inacreditável, hoje, mas é fatoque a maioria dos economistas acreditou nisso durante mais de 30 anos (HOBSBAWN,Eric. En la tercera crisis. Entrevista a Eric J. Hobsbawn. Revista “El Viejo Topo”disponível no website <www.elviejotopo.com>, 2009.Com a eclosão da crise em 2008, os governos dos países capitalistas centrais tiveramque intervir como na década de 1930 do século XX, que na época não tiveram êxitoimediato, mas não sabem como salvar o sistema da débâcle econômica generalizada queestá em curso. Segundo Hobsbawn, para haver uma mudança no sentido de uma novaeconomia mundial, será preciso muito tempo. Macabramente, na década de 1930 doséculo XX, já havia um programa para a solução da crise: a preparação da guerra. Acrise econômica mundial que se instalou em 1929 só terminou com a eclosão da 2ªguerra Mundial. Na atualidade, a humanidade terá que enfrentar uma nova conflagraçãomundial para salvar o sistema capitalista mundial? Esta conflagração poderá começarno Oriente Médio com a intervenção militar das potências ocidentais na Síria ou no Irã?Nouriel Roubini afirma que o crescimento mundial está em risco após 2013. Uma“tempestade perfeita” de aflições orçamentárias nos Estados Unidos, abrandamentoeconômico na China, reestruturação da dívida europeia e estagnação no Japão podemcombinar-se para afetar a economia mundial a partir de 2013. Quanto à China, Roubiniconsidera que o país pode enfrentar uma “aterrissagem difícil”, dentro de dois anosporque o investimento chinês já representa quase 50 por cento do produto interno brutoe sessenta anos de dados mostram que panoramas de sobreinvestimento têm conduzidosempre a aterrissagens bruscas da economia, como sucedeu na ex-União Soviética nasdécadas de 1960 e 1970 e no leste asiático na década de 1990 (BLOG DOPEDLOWSKI. Mundo poderá viver em 2013 “tempestade global” pior que 2008,afirma Roubini postado no website <http://pedlowski.blogspot.com.br/2012/07/nouriel-roubini-o-unico-que-previu.html>). 2
  3. 3. A Figura 1 apresentada a seguir mostra que a economia mundial apresenta evidentedeclínio no PIB de 1980 a 2010, apesar da expansão registrada de 1995 a 2000. Àexceção da China, o PIB dos demais países apresenta declínio ou estagnaçãoeconômica. Figura 1- Evolução do PIB mundialFonte:FMIA crise atual é pior do que a de 1929-1933, porque é absolutamente global. O sistemafinanceiro internacional já não funciona mais. Um fato indiscutível é que o Consenso deWashington morreu e haverá depressão que durará muitos anos. Não há volta atrás parao mercado absoluto que regeu os últimos 40 anos, desde a década de 1970, segundoHobsbawn. A crise global que começou em 2008 é, para a economia de mercado,equivalente ao que foi a queda do Muro de Berlim em 1989. Além disso, esta depressãopode levar, segundo Hobsbawn, a um novo sistema mundial. Há que se redesenhar tudoem direção ao futuro.A economia mundial caminha celeremente para a depressão porque os Estados Unidos,União Europeia e China apresentam na atualidade desempenho econômico que põe em 3
  4. 4. xeque a recuperação da economia mundial. Além da crise profunda que atinge a UniãoEuropeia, os Estados Unidos não apresentam sinais de recuperação com a alta dodesemprego que lá está ocorrendo e a China mostra sinais evidentes de desaceleração.Paira no ar uma síndrome econômica desintegradora. Trata-se do atual endividamentoinsuportável dos Estados soberanos da Europa e dos Estados Unidos. O Brasil que ficouimune aos efeitos da crise mundial de 2008 apresenta no momento atual sinais dedeterioração econômica caracterizada pelo baixo crescimento do PIB e o retorno dainflação que pode significar a existência de um processo de estagnação econômica cominflação (estagflação).3. A ameaça do esgotamento dos recursos naturais do planetaUm fato indiscutível é o de que a humanidade já consome mais recursos naturais do queo planeta é capaz de repor. O ritmo atual de consumo é uma ameaça para a prosperidadefutura da humanidade. Nos últimos 45 anos, a demanda pelos recursos naturais doplaneta dobrou, devido à elevação do padrão de vida nos países ricos e emergentes e aoaumento da população mundial. Hoje a humanidade utiliza 50% da água doce doplaneta. Em 40 anos utilizará 80%. A distribuição geográfica da água doce é desigual.Atualmente 1/3 da população mundial vive em regiões onde ela é escassa. O uso daágua imprópria para o consumo é responsável por 60% dos doentes do planeta. Metadedos rios do mundo está contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial(VEJA.COM. Cai do Céu, mas pode faltar. Disponível no website<http://veja.abril.com.br/300108/p_086.shtml>).Apenas 12% das terras do planeta são cultiváveis. Nos últimos 30 anos dobrou o totalde terras cultiváveis atingidas por secas severas devido ao aquecimento global. NaChina a cada 2 anos uma área equivalente ao estado de Sergipe se transforma emdeserto. Das 200 espécies de peixe com maior interesse comercial, 120 são exploradasalém do nível sustentável. Neste ritmo, o volume de pescado disponível terá diminuídoem mais de 90% até 2050. Estima-se que 40% da área dos oceanos esteja gravementedegradada pela ação do homem. Nos últimos 50 anos o número de zonas mortas cresceude 10 vezes (ABREU LIMA, Roberta e VIEIRA, Vanessa. O WWF alerta para oesgotamento dos recursos naturais. Disponível no website<http://arquivoetc.blogspot.com.br/2008/11/o-wwf-alerta-para-o-esgotamento-dos.html>).Desde 1961, a quantidade de gases poluentes despejada pelo homem na atmosferacresceu 10 vezes. Essa descarga acelera o aquecimento do planeta provocando secas,inundações, extinção de espécies e a possibilidade de elevação do nível dos mares de até7 metros se ocorrer o degelo dos polos, da Groenlândia e das cordilheiras do Himalaia,dos Alpes e dos Andes da qual resultaria o desaparecimento de muitas ilhas e cidadeslitorâneas. A redução desde 1970 até hoje de espécimes terrestres é de 33%, espécimesmarinhos corresponde a 14%; e de espécimes de água doce é de 35%. A populaçãomundial cresce aproximadamente 80 milhões por ano agravando a demanda por água e 4
  5. 5. seus serviços (WWF BRASIL. Planeta Vivo 2008. Disponível no website<http://assets.wwf.org.br/downloads/sumario_imprensa_relatorio_planeta_vivo_2008_28_10_08.pdf>).Relatório da ONU sobre o uso da água confirma que, sem medidas contra o desperdícioe a favor do consumo sustentável, o acesso à água potável e ao saneamento serão aindamais reduzidos (SOS RIOS DO BRASIL. Bilhões sofrerão com falta de água esaneamento, diz relatório da ONU. Disponível no website<http://sosriosdobrasil.blogspot.com.br/2009/03/bilhoes-sofrerao-com-falta-de-agua-e.html>). Este Relatório da ONU estima que 5 bilhões de pessoas sofrerão com a faltade saneamento básico em 2030. No mundo existe 1,197 bilhão de pessoas sem acesso àágua potável e 2,742 bilhões sem saneamento básico (dados do Relatório deDesenvolvimento Humano de 2004) e, no Brasil, existe mais de 45 milhões dehabitantes sem acesso à água potável e mais de 90 milhões sem acesso à rede de esgoto(dados do IBGE em 2004). De acordo com a ONU, 41% da superfície atual do planetasão formadas por áreas secas, como o semiárido brasileiro, e 2 bilhões de pessoas vivemnessas áreas. Todas essas pessoas, de regiões secas ou úmidas, não têm acesso à águapara beber (TAGUCHI, Clarissa. Ver para crer: uma guerra pela água pode estarprestes a ser travada. Disponível no website<http://panoramaecologia.blogspot.com.br/2006/03/ver-para-crer-uma-guerra-pela-gua-pode.html>).A água está se convertendo em uma fonte geradora de guerras devido à competiçãointernacional pelos recursos hídricos. Muitos países constroem grandes represasdesviando a água dos sistemas naturais de drenagem dos rios em prejuízo de outros. Osprincipais conflitos pela água no mundo atual envolvem Israel, Jordânia e Palestina peloRio Jordão, Turquia e Síria pelo Rio Eufrates, China e Índia pelo Rio Brahmaputra,Botswana, Angola e Namíbia pelo Rio Okavango, Etiópia, Uganda, Sudão e Egito peloRio Nilo e Bangladesh e Índia pelo Rio Ganges. No continente americano, o conflitoentre Estados Unidos e México pela água do Rio Colorado se intensificou em anosrecentes (SHIVA, Vandana. As guerras pelos recursos naturais. Disponível no website<http://www.tierramerica.net/portugues/2006/0617/pgrandesplumas.shtml>).Se os países capitalistas periféricos copiarem os padrões dos países capitalistasdesenvolvidos, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes (WWF BRASIL. O que é desenvolvimentosustentável?. Disponível no website<http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/>). Quanto aos recursos minerais, o ferro, alumínio e possivelmente o titânio sãoabundantes na crosta terrestre cujas reservas podem ser consideradas ilimitadas. Noentanto, os demais minerais não renováveis formados por processos geológicos emmilhões de anos apresentam reservas que se reduzem continuamente sendo tão escassose preciosos quanto os combustíveis fósseis (MEADOWS, Donella et alli. Beyond thelimits. Vermont: Chelsea Green Publishing Company, 1992). 5
  6. 6. Nos últimos dois séculos a extração dos recursos minerais tornou-se mais intensa,retirando volumes cada vez maiores da natureza. A preocupação é que a maioria dessesrecursos não é renovável, ou seja, não são repostos pela natureza. Se o ritmo de extraçãocontinuar como está, a humanidade certamente verá alguns minérios extinguir-se. Combase em reservas existentes hoje, determinados recursos minerais já possuem umapossível data para se esgotar, dentre eles podemos citar o ouro, o estanho e o níquel. Asreservas de ouro devem findar-se por volta do ano de 2020. O estanho deve se esgotarpor volta do ano de 2020. A data prevista para o fim das reservas de níquel no planeta éem torno de 2050. Muitos cientistas afirmam que o petróleo se esgotará por volta de2070 (BRASIL ESCOLA. O esgotamento de alguns minérios. Disponível no website<http://www.brasilescola.com/geografia/o-esgotamento-alguns-minerios.htm>).A competição por recursos como o petróleo é, atualmente, a maior fonte potencial deconflitos mundiais. O crescimento da demanda por petróleo vai superar a oferta globalem 2020 ou 2025, apontando que o mundo vive "o crepúsculo do petróleo", isto é, ummomento de transição entre a abundância e a escassez. A disputa pelo petróleo queainda resta levará a um estado de guerra permanente, caracterizado pela presença degrandes potências em suas regiões produtoras. No passado, as grandes empresas dosetor descobriam mais petróleo por ano do que eram capazes de extrair, o que nãoacontece mais hoje em dia. Está havendo na atualidade mais extração de petróleo do quea capacidade de repor com novas descobertas (BRAFMAN, Luciana. Disputa porpetróleo leva a estado de guerra permanente. Disponível no web site<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1710200520.htm>).Tudo leva a crer que as guerras do Século XXI terão como fulcro a batalha por recursosnaturais que tendem a não suprir as necessidades humanas. Nosso modelo dedesenvolvimento está atingindo seus limites. Com a falta de recursos naturaisnecessários para sua sobrevivência e a ausência de um governo mundial que seja capazde mediar os conflitos, a humanidade tende a uma regressão à barbárie e aocomportamento cruel. Para evitar este cenário catastrófico, é preciso que todos osgovernos de todos os países do mundo celebrem um contrato social planetário quepossibilite o desenvolvimento econômico e social sustentável e o uso racional dosrecursos da natureza em benefício de toda a humanidade.4. A ameaça do crescimento desordenado das cidadesA maior parte das cidades em todo o mundo cresce de forma desordenada, caótica. Acidade tornou-se o principal habitat da humanidade. Pela primeira vez na história dahumanidade, mais da metade da população está vivendo em cidades. Esse número, 3,3bilhões de pessoas, deve ultrapassar a marca dos 5 bilhões em 2030. No começo doséculo XX a população urbana não ultrapassava 220 milhões de pessoas. O acesso aemprego, serviços, equipamentos públicos e a um maior bem-estar econômico e social éo seu maior atrativo para todos os que para ela se dirigem. Grande parte dos problemas 6
  7. 7. ambientais globais tem origem nas cidades o que faz com que dificilmente se possaatingir a sustentabilidade ao nível global sem torná-las sustentáveis (BEAUJEU-GARNIER. J. Geografia Urbana. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1980).É nas cidades que as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimentosustentável convergem mais intensamente, fazendo com que se torne necessário quesejam pensadas, geridas e planejadas de acordo com o modelo de desenvolvimentosustentável que tem por objetivo atender as necessidades atuais da população da Terrasem comprometer seus recursos naturais, legando-os às gerações futuras. Significa dizerque o modelo de desenvolvimento sustentável nas cidades deve ser adotado objetivandoa compatibilização dos fatores econômico e social com o meio ambiente. O quecaracteriza uma cidade sustentável? É o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamentoambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho eao lazer, para a atual e futuras gerações.Cidades sustentáveis são cidades que possuem uma política de desenvolvimentoeconômico e social compatibilizado com o meio ambiente natural e construído. Cidadessustentáveis têm como diretriz o ordenamento e controle do uso do solo, de forma aevitar a degradação dos recursos naturais. Uma cidade sustentável deve ter políticasclaras e abrangentes de saneamento, coleta e tratamento de lixo; gestão das águas, comcoleta, tratamento, economia e reuso; sistemas de transporte que privilegiem otransporte de massas com qualidade e segurança; ações que preservem e ampliem áreasverdes e uso de energias limpas e renováveis; enfim, administração pública transparentee compartilhada com a sociedade civil organizada.Na época atual em que os problemas do aquecimento global podem levar à catástrofeplanetária, toda cidade tem que ter um plano de adaptação às mudanças climáticas,principalmente aquelas sujeitas a eventos extremos. Cidades costeiras, por exemplo,devem ter planejamento contra a elevação previsível do nível dos oceanos, devem sepreocupar com deslizamentos em encostas, enchentes, etc. resultantes da inclemênciadas chuvas. Enfim, devem ter flexibilidade e adaptabilidade às novas exigênciasclimáticas. É preciso redesenhar o crescimento urbano das cidades de forma a integrá-locom o ambiente natural, recuperar suas praias e seus rios hoje bastante comprometidoscom o lançamento de esgotos, para que a cidade não receba uma resposta hostil doambiente natural.Os planos diretores de desenvolvimento urbano das cidades devem revitalizar seu centroantigo com a recuperação dos imóveis em estado de arruinamento e de seus logradourospara que se tornem espaços de convivência pacífica e confortável para seus habitantes,dotar todos os locais de boa infraestrutura urbana compatível com as necessidades desua população e promover a formação e manutenção de bairros autossuficientes paraevitar a expansão urbana desordenada de seu território. 7
  8. 8. Os planos diretores de desenvolvimento urbano devem dar prioridade ao adensamento edesenvolvimento urbano no interior dos espaços construídos e à recuperação dosambientes degradados. As áreas de risco indevidamente ocupadas pelas populações debaixa renda devem ser reurbanizadas ou, quando não for possível, promover a relocaçãode seus habitantes com a construção de novas unidades habitacionais. São todos grandesprojetos que exigem vultosos recursos que criam atividades geradoras de emprego,renda e bem-estar para a população.O planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribuição espacial de suapopulação e das atividades econômicas do Município e do território sob sua influênciadeve evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobreo meio ambiente. Em toda cidade deve ser adotado um planejamento estratégico delongo prazo com base no desenvolvimento sustentável.5. A ameaça da mudança climática globalA mudança climática global deverá acontecer em consequência do aquecimento globalque resulta do efeito estufa provocado pela retenção de calor na baixa atmosfera daTerra causada pela concentração de gases de diversos tipos. A Terra recebe radiaçãoemitida pelo Sol que é absorvida pela superfície terrestre aquecendo-a. Grande partedesta radiação é devolvida para o espaço e a outra parte é absorvida pela camada degases que envolve a atmosfera provocando o efeito estufa. É em função deste fenômenonatural, o efeito estufa, que temos uma temperatura média da Terra na faixa de 15ºC.Sem este fenômeno, a temperatura média do Planeta seria de -18ºC (ALCOFORADO,Fernando. Aquecimento global e catástrofe planetária. Santa Cruz do Rio Pardo: VienaGráfica e Editora, 2010).Os gases estufa (que impedem a dispersão do calor gerado pela superfície do Planeta,após este receber a radiação solar) de maior concentração na Terra são o dióxido decarbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O), compostos declorofluorcarbono (CFC) e o vapor de água (H2O). A maioria deles é proveniente daqueima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e derivados), florestas e agricultura.Os gases responsáveis pelo efeito estufa absorvem parte da radiação infravermelhaemitida pela superfície da Terra e irradiam por sua vez a energia absorvida de volta paraa superfície. Como resultado, a superfície da Terra recebe quase o dobro de energia daatmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30ºC mais quente doque estaria sem a presença dos gases de estufa.Para se manter em equilíbrio climático, o planeta Terra precisa receber a mesmaquantidade de energia que envia de volta para o espaço. Se ocorrer desequilíbrio poralgum motivo, o globo esquenta ou esfria até a temperatura atingir, mais uma vez, amedida exata para a troca correta de calor. O equilíbrio climático natural foi rompidopela Revolução Industrial. Desde o século XIX, as concentrações de dióxido de carbonono ar aumentaram 30%, as de metano dobraram e as de óxido nitroso subiram 15%. O 8
  9. 9. aquecimento global é produzido pela atividade humana (antropogênico) no planeta etambém por processos naturais, como a decomposição da matéria orgânica e aserupções vulcânicas, que produzem dez vezes mais gases que o homem. Por eras, osprocessos naturais garantiram sozinhos a manutenção do efeito estufa, sem o qual a vidanão seria possível na Terra. Os gases responsáveis pelo aquecimento global derivadosda atividade humana são produzidos pelos combustíveis fósseis usados nos carros, nasindústrias e nas termelétricas, pela produção agropecuária e pelas queimadas nasflorestas.Se nada for feito para reverter o aquecimento global, a temperatura média do planetaTerra deverá evoluir de 15º C para 19º C conforme está indicada na Figura 2, a seguir: Figura 2- Temperatura média global e projeçõesFonte:.Revista Veja On-line, Aquecimento Global.Tomando-se por base as conclusões de inúmeros estudos relacionados com oaquecimento global, se nada for feito para reverter suas tendências atuais, suasconsequências são as seguintes: 2 a 4,5 °C é a faixa de elevação que deve sofrer a temperatura média global até o final deste século de acordo com estimativas feitas pelo IPCC- Painel Intergovernamental de Mudança Climática da ONU. A calota polar irá desaparecer por completo dentro de 100 anos, de acordo com estudos publicados pela National Sachetimes de Nova Iorque em julho de 2005. Isso irá provocar o fim das correntes marítimas no Oceano Atlântico, o que fará que o clima fique mais frio gerando a grande contradição de que aquecendo também esfria. Até 2100, nível do mar pode aumentar de 1 a 7 metros se houver o degelo dos polos, das cordilheiras e da Groenlândia 9
  10. 10. 40% das árvores da Amazônia podem desaparecer antes do final do século, caso a temperatura suba de 2 a 3 graus. As florestas tropicais serão substituídas por savanas nas regiões onde houver redução dos lençóis freáticos. O clima ficará mais frio apenas no hemisfério norte. Quanto ao resto do mundo a temperatura média subirá e os padrões de secas e chuvas serão alterados em todo o planeta. De 9 a 58% das espécies em terra e no mar vão ser extintas nas próximas décadas, segundo diferentes hipóteses. Cerca de 20% a 30% de todas as espécies enfrentarão um "alto risco de extinção" caso a temperatura média global aumente mais 1,5 a 2,5 graus Celsius em relação aos níveis de 1990. Isto poderá acontecer até 2050. O efeito estufa contribuirá para diminuir a precipitação atmosférica em algumas áreas do planeta fazendo com que nelas ocorram temperaturas mais elevadas e maior evaporação Chuvas devem aumentar em cerca de 20% nas maiores latitudes Várias áreas do globo terrestre poderão ficar alagadas por causa da superabundância de precipitações, resultando em extensas inundações 2.000 quilômetros quadrados se transformarão em deserto devido à falta de chuvas O fluxo dos rios poderá diminuir em 50% ou mais podendo alguns deles secarem completamente Importantes lençóis freáticos poderão ficar seriamente reduzidos, fazendo com que os poços de irrigação sequem O excesso de gás carbônico na atmosfera está tornando os oceanos mais ácidos. Isso enfraquece os corais, viveiros do mar, e os plânctons, base da cadeia alimentar subaquática. Os recifes de corais provavelmente sofrerão fortes declínios Os mangues salgados e florestas pantaneiras poderão desaparecer com o aumento do nível dos mares. O Ártico, devido ao maior aquecimento relativo, as pequenas ilhas Estados no Pacífico com o aumento do nível dos mares, a zona ao sul do Saara da África devido à seca e os deltas de rios densamente povoados na Ásia por causa de cheias sofrerão bastante com a mudança climática6. O imperativo do desenvolvimento sustentávelAs duas ameaças, econômica e ambiental, tendem a produzir uma verdadeira crise dehumanidade que faz com que se torne um imperativo a construção em todo o planeta deuma nova sociedade diferente da atual que atue de forma interdependente e racionalcom objetivos comuns em cada país e em escala planetária sem a qual poderá sercolocado em xeque a sobrevivência dos seres humanos e da vida na Terra. Com omodelo atual de desenvolvimento não há como evitar a degradação do meio ambientedo planeta com o esgotamento de seus recursos naturais, o crescimento desordenado dascidades e a catastrófica mudança climática planetária. Para superar este problema, não 10
  11. 11. temos outra escolha senão a de adotar um novo modelo que concilie as exigências dodesenvolvimento com as do meio ambiente.É por tudo isto que se torna um imperativo a implantação de um novo modeloeconômico denominado de “desenvolvimento sustentável” que se baseia em formas eprocessos que, ao serem utilizados, não abalam a integridade do ambiente de quedependem. A nova sociedade a ser construída teria que ser sustentável do ponto de vistaeconômico, social e ambiental. O conceito de sustentabilidade transformou-se numelemento chave no movimento global, crucial para encontrar soluções viáveis pararesolver os maiores problemas do mundo, se apoiando na tese de que uma sociedadesustentável é aquela que satisfaz as necessidades da geração atual sem diminuir aspossibilidades das gerações futuras de satisfazer as delas.Como construir uma sociedade sustentável? Trata-se de uma tarefa que diz respeito aosgovernos, aos empresários e aos indivíduos de todos os países. Aos governos competemadotar políticas de desenvolvimento que compatibilize os fatores econômicos, sociais eambientais no território nacional e buscar a celebração de um contrato social planetáriocentrado no desenvolvimento sustentável em escala mundial. Aos empresárioscompetem adotar políticas corporativas de responsabilidade socioambiental nasatividades produtivas. Aos indivíduos competem atuar conscientemente na defesa domeio ambiente exigindo dos governos e das empresas a execução das políticas dedesenvolvimento sustentável e colaborar com os empresários nos locais de trabalho naexecução das políticas de responsabilidade socioambiental corporativa.Os governos, empresários e indivíduos devem atuar visando a consecução dos objetivosde desenvolvimento sustentável descritos a seguir:1. Reduzir as emissões globais de carbono com a promoção de mudanças na atual matriz energética mundial baseada fundamentalmente em combustíveis fósseis (carvão e petróleo), por outro estruturado com base nos recursos energéticos renováveis, na hidroeletricidade, na biomassa e nas fontes de energia solar e eólica para evitar ou minimizar o aquecimento global e, consequentemente, a ocorrência de mudanças catastróficas no clima da Terra.2. Aperfeiçoar a eficiência energética desenvolvendo ações que levem à obtenção de economias de energia na cidade e no campo, nas edificações, na agricultura, nas indústrias e nos meios de transporte em geral contribuindo, dessa forma, para a redução das emissões globais de carbono e, consequentemente, do efeito estufa.3. Fazer com que os veículos automotores e equipamentos de usos domésticos, agrícolas e industriais tenham maior rendimento, as edificações sejam projetadas objetivando o máximo de economia de iluminação, refrigeração e calefação, a agricultura e a indústria sejam modeladas no sentido de requererem o mínimo de recursos energéticos e matérias-primas, contemplando também a autoprodução de energia com o uso de resíduos de seus processos de produção com base na logística reversa e, finalmente, a utilização de novas alternativas de transporte desde a 11
  12. 12. bicicleta até aqueles de alta capacidade baseadas em ferrovias, dentre outras iniciativas.4. Combater a poluição da terra, do ar e da água, reduzindo os desperdícios com a reciclagem dos materiais atualmente utilizados e descartados. Nessa perspectiva, os materiais essenciais só devem ser utilizados nos processos produtivos e em outras aplicações apenas em último caso. Quando usados nas diversas aplicações, devem, em primeiro lugar, ser reutilizados inúmeras vezes; em segundo lugar, devem ser reciclados para formarem um novo produto; em terceiro lugar, devem ser queimados de modo a extrair toda a energia que contenham e, apenas em última instância, devem ser removidos para um aterro sanitário.5. Ajustar o crescimento da população aos recursos disponíveis no planeta, reduzindo suas taxas de natalidade, sobretudo nos países e regiões com elevadas taxas de crescimento populacional.6. Reduzir as desigualdades sociais, contemplando a adoção de medidas que contribuam para o atendimento das necessidades básicas da população mundial, tais como alimentos, vestuário, habitação, serviços de saúde, emprego e uma melhor qualidade de vida. Para que haja desenvolvimento sustentável, é preciso, portanto, que todos os seres humanos tenham atendidas suas necessidades básicas e lhes sejam proporcionadas oportunidades de concretizar suas aspirações a uma vida melhor.7. Fazer com que o crescimento econômico e a riqueza dele resultante sejam compartilhados por todos, os serviços de educação possibilitem ampliar os níveis de qualificação para o trabalho e a cultura da população, os serviços de saúde sejam eficazes no combate à mortalidade infantil e contribuam para o aumento da expectativa de vida da população, todos os homens e mulheres tenham uma habitação decente e que haja investimentos públicos e privados no nível necessário que contribuam para a redução do desemprego em massa em decorrência da crise geral do sistema capitalista mundial que se registra na atualidade e que tende a se agravar no futuro.Pode-se afirmar que a introdução do conceito de desenvolvimento sustentávelrepresenta um grande desafio para a humanidade, porquanto afetará múltiplos interessesde natureza econômica, além de implicar em profundas mudanças no estilo dedesenvolvimento da sociedade, a fim de que o crescimento econômico seja menosintensivo no consumo de matérias-primas e energia e mais equitativo na distribuiçãodos seus resultados para a população. É preciso, acima de tudo, que se realize umaverdadeira revolução cultural em todo o planeta, a fim de que o paradigma dodesenvolvimento atual seja substituído pelo paradigma do desenvolvimento sustentável.7. A responsabilidade socioambiental dos governos, das empresas e dos indivíduosPara evitar o futuro catastrófico que se prenuncia para a humanidade resultante da criseeconômica mundial que aponta para a depressão, do esgotamento dos recursos naturais 12
  13. 13. do planeta, do crescimento desordenado das cidades e da catastrófica mudançaclimática, é imprescindível que haja o comprometimento dos governos, do setorprodutivo público e privado e dos indivíduos com o modelo de desenvolvimentosustentável. Isto significa dizer que a responsabilidade socioambiental deve serassumida por governos, empresas e indivíduos.A Responsabilidade Socioambiental a ser assumida pelos governos e empresas deve seradotada com o objetivo de conciliar inclusão social e conservação do meio ambiente. AResponsabilidade Socioambiental corresponde a um compromisso dos governos e dasempresas em atender às demandas da sociedade. Diz respeito à necessidade de adotar,respectivamente, políticas públicas e corporativas que contribuam para revisar osmodos de produção e padrões de consumo vigentes de tal forma que o desenvolvimentoeconômico e social não seja alcançado a qualquer preço, mas ponderando-se osimpactos sociais e ambientais consequentes da atuação dos governos e das empresas.A Responsabilidade Socioambiental dos governos corresponde ao compromisso deatender às demandas da sociedade conciliando inclusão social e conservação do meioambiente. A Responsabilidade Socioambiental dos governos deve se traduzir na adoçãode políticas públicas que contribuam para conciliar os modos de produção e padrões deconsumo vigentes com o meio ambiente. Dentre as principais ações dos governospodem ser citados os projetos de reciclagem com a adoção da logística reversa, desaneamento básico (incluindo o tratamento do esgoto), de reflorestamento, de educaçãoambiental, de coleta, disposição final e tratamento do lixo e de infraestrutura econômicae social em geralProduzir e distribuir seus produtos sem gerar danos e riscos ao meio ambiente e à suaestratégia de mercado é uma das missões da Responsabilidade Socioambiental dasempresas, o que aumenta a conscientização de todos os envolvidos nas organizações esua responsabilidade perante a sociedade no uso comum do meio ambiente. Dentre asprincipais ações das empresas podem ser citados os projetos de reciclagem, saneamento(incluindo o tratamento do esgoto industrial), reflorestamento, educação ambiental ecoleta de lixo.A Responsabilidade Socioambiental e/ou sustentabilidade social corporativa é ocomprometimento voluntário das organizações públicas e privadas com odesenvolvimento da sociedade e a preservação do meio ambiente, consciente de queestará contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa. Isso não éassistencialismo, filantropia ou cumprimento das regras pré-estabelecidas, mas ummodelo de gestão de negócios onde sua atuação está relacionada às dimensões sociais,econômicas e ambientais.Assim, parte-se da premissa de que as organizações gerem receitas e se desenvolvam,mas que também contribuam para que a sociedade se desenvolva consciente de quetodos os recursos naturais são finitos e devem ser utilizados de maneira responsável.Esta missão impõe que as corporações devem administrar seus resultados, com foco nos 13
  14. 14. dados econômicos, sociais e ambientais com o compromisso de inserir as práticas desustentabilidade e responsabilidade social e ambiental nas suas atividades diárias.A Responsabilidade Socioambiental dos indivíduos se materializa na prática com suaefetiva participação nas organizações da Sociedade Civil visando estabelecer exigênciaspara que os governos em todos os seus níveis e as empresas públicas e privadaspossuam metas de desenvolvimento sustentável e fiscalizar seu cumprimento. Alémdisso, deve se empenhar em suas residências, em seu bairro, em suas cidades e em seupaís no sentido de que o desenvolvimento sustentável seja levado à prática.Para ter sucesso, o desenvolvimento sustentável requer a existência de liderançasustentável que é um tipo de liderança a ser empregada na gestão de diferentesorganizações como uma escola, uma empresa, uma cidade e até um país. Ela éfundamentada em medidas que visam estabelecer o uso dos recursos ambientais parasaciar as necessidades da geração atual sem comprometer a satisfação das necessidadesdas próximas gerações. Neste sentido, o líder sustentável deve atuar, ao nível dosgovernos, das empresas e da Sociedade Civil, no sentido de que o progresso econômicoe social se realize sem comprometer o meio ambiente.Em uma corporação, a liderança sustentável deve proporcionar resultados econômicoscom um maior aproveitamento dos recursos à disposição da empresa gerando maislucros com menor impacto ambiental. Já em um país, uma liderança sustentável deveser capaz de adaptar o emprego de recursos naturais como a água, as florestas e a terracultivável para uso em longo prazo. Ela também deve melhorar a distribuição de renda,a saúde e a educação das populações.8. Mensagem finalPelo exposto, estamos diante de um momento crítico na história da Terra e dahumanidade, numa época em que esta deve escolher o rumo a ser dado a seu futuro. Àmedida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, a humanidadeenfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas em relação a seufuturo. Devemos reconhecer que, no meio da magnífica diversidade de culturas e formasde vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destinocomum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada norespeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numacultura da paz para evitar a barbárie que resultaria com a manutenção do modeloeconômico atual. Para chegar a este propósito, é imperativo que todos nós, os povos daTerra, declaremos nossa responsabilidade, uns para com os outros, com a continuidadeda vida no planeta e com as futuras gerações.BIBLIOGRAFIA 14
  15. 15. ABREU LIMA, Roberta e VIEIRA, Vanessa. O WWF alerta para o esgotamento dosrecursos naturais. Disponível no website <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2008/11/o-wwf-alerta-para-o-esgotamento-dos.html>.ALCOFORADO, Fernando. Aquecimento global e catástrofe planetária. Santa Cruz doRio Pardo: Viena Gráfica e Editora, 2010.BEAUJEU-GARNIER. J. Geografia Urbana. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,1980.BLOG DO PEDLOWSKI. Mundo poderá viver em 2013 “tempestade global” pior que2008, afirma Roubini postado no website <http://pedlowski.blogspot.com.br/2012/07/nouriel-roubini-o-unico-que-previu.html>.BRAFMAN, Luciana. Disputa por petróleo leva a estado de guerra permanente.Disponível no web site <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1710200520.htm>.BRASIL ESCOLA. O esgotamento de alguns minérios. Disponível no website<http://www.brasilescola.com/geografia/o-esgotamento-alguns-minerios.htm>.HOBSBAWN, Eric. En la tercera crisis. Entrevista a Eric J. Hobsbawn. Revista “ElViejo Topo” disponível no website <www.elviejotopo.com>, 2009.MEADOWS, Donella et alli. Beyond the limits. Vermont: Chelsea Green PublishingCompany, 1992.SHIVA, Vandana. As guerras pelos recursos naturais. Disponível no websitehttp://www.tierramerica.net/portugues/2006/0617/pgrandesplumas.shtml.SOS RIOS DO BRASIL. Bilhões sofrerão com falta de água e saneamento, dizrelatório da ONU. Disponível no website<http://sosriosdobrasil.blogspot.com.br/2009/03/bilhoes-sofrerao-com-falta-de-agua-e.html>).TAGUCHI, Clarissa. Ver para crer: uma guerra pela água pode estar prestes a sertravada. Disponível no website <http://panoramaecologia.blogspot.com.br/2006/03/ver-para-crer-uma-guerra-pela-gua-pode.html>.VEJA.COM. Cai do Céu, mas pode faltar. Disponível no website<http://veja.abril.com.br/300108/p_086.shtml>.WWF BRASIL. Planeta Vivo 2008. Disponível no website<http://assets.wwf.org.br/downloads/sumario_imprensa_relatorio_planeta_vivo_2008_28_10_08.pdf>.WWF BRASIL. O que é desenvolvimento sustentável?. Disponível no website<http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/>.*Fernando Alcoforado, 73, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regionalpela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico,planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor doslivros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem 15
  16. 16. Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000),Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade deBarcelona, http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento(Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e ObjetivosEstratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of theEconomic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. MüllerAktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e CatástrofePlanetária (P&A Gráfica e Editora, Salvador, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil ecombate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011) eOs Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), entreoutros.STORIA 16

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