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UNI-ANHANGUERA - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE GOIÁS
CURSO DE PEDAGOGIA
O ATO DE BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO ENSINO E APRENDIZAGEM DA
CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
PRISCILA JANUÁRIO SILVA
GOIÂNIA
Junho/2017
1
PRISCILA JANUÁRIO SILVA
OATO DE BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO ENSINO E APRENDIZAGEM DA
CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Trabalho de conclusão de curso apresentado ao
Curso de Pedagogia do Centro Universitário de
Goiás, Uni-ANHANGUERA, sob orientação da
Professora Ms. Vanessa Pavan, como requisito
parcial para obtenção do título de Licenciatura em
Pedagogia.
Goiânia
Junho/2017
2
TERMO DE APROVAÇÃO
PRISCILA JANUÁRIO SILVA
O ATO DE BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO ENSINO E APRENDIZAGEM DA
CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à banca examinadora como requisito parcial
para obtenção do título de Licenciatura em Pedagogia do Centro Universitário de Goiás –
Uni-ANHANGUERA, defendido e aprovado em _____de _____de______ pela banca
constituída por:
_______________________________________________
Prof.ª Vanessa Pavan
(Orientadora)
_______________________________________________
Prof. Lucas Morais
(Membro)
________________________________________________
Prof.ª Eliane Moura
(Membro)
3
Dedico esta pesquisa a minha família que
sempre me apoiou e torceu pelo meu sucesso.
A todos os envolvidos numa proposta concreta
do brincar e à equipe Ethos por oportunizar a
convivência com o brincar de forma singular.
4
AGRADECIMENTOS
Primeiramente quero agradecer a Deus, digno de toda
honra e glória. Graças a Ele ingressei e concluí o curso de
Pedagogia no Centro Universitário de Goiás Uni
Anhanguera. Agradeço a minha família, em especial, aos
meus pais Eurípedes Januário e Izabel de Souza que
estiveram presente em todos os momentos me apoiando,
encorajando e orando por mim. Aos meus irmãos Willian,
Eliel e Gesiel. Ao meu amor Dennis Sabino Teixeira por
me incentivar, pela paciência nesse momento tão delicado
de TCC e pelo carinho de sempre. Aos professores que
com muita dedicação, carinho, apoio, amizade e esforço
me transmitiram seus conhecimentos e suas experiências
de vida.
Em especial, a professora Mestre Vanessa Pavan que
esteve comigo desde o início dessa caminhada me
inspirando e me orientando na formação do presente
estudo.
Muito obrigada!
É o mínimo que posso dizer a todos que, mesmo
indiretamente, contribuíram para a conclusão do curso de
Pedagogia e concluir mais uma etapa de minha vida.
A todos, meu muito obrigada!
5
A primeira meta da educação é criar homens
que sejam capazes de fazer coisas novas;
homens que sejam criadores, inventores,
descobridores.
Jean Piaget
6
RESUMO
O atual estudo tem como objetivo analisar de que forma o ato de brincar influencia no
processo ensino-aprendizagem da criança na educação infantil, observando de que maneira as
crianças da Educação Infantil são favorecidas por meio do brincar. O sistema de
aprendizagem está integrado ao ser humano e a imaginação faz com queesse sistema se
amplifique por meio de novas experiências. Possui-se, então, no brincar, um meio de
intensificar e modificar a apropriação do conhecimento de uma forma divertida e encantadora.
O questionamento do lúdico no processo ensino-aprendizagem da criança na Educação
Infantil e o experimento da mediação realizada foi o tema de estudo de caso deste trabalho,
embasado nos princípios de autores como Kishimoto, Ferreira, Morais, Negrine, Santos entre
outros. Mediante ao questionário aplicado e ao estudo de caso, a conclusão da investigação
indicam um aceitamento propício do ensino lúdico na Educação Infantil. Devido à
concordância de ideias que foram apresentadas, o brincar é algo característico do ser humano
e, por meio de tal conduta, a criança, além de se divertir, progride como sujeito em diferentes
e relevantes aspectos
PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento. Brincadeiras.Lúdico. Conhecimento.
Infância.Prática Pedagógica. Qualificação Docente.
7
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 08
2 REFERENCIAL TEÓRICO 09
2.1 Histórico da educação infantil no Brasil 09
2.2 O conceito do brincar 11
2.3 A relevância do lúdico no desenvolvimento infantil 15
2.4 Brincar no desenvolvimento infantil: algumas abordagens 16
2.4.1 Psicogenética de Jean Piaget 16
2.4.2 O brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantilsobre o olhar de Vygotsky 17
2.4.3 A importância do brincar segundo Wallon 19
2.5 Educação infantil como espaço para o lúdico 20
2.5.1 A escola e o lúdico: Brincar na escola como atividade didática? 20
2.5.2O ensino lúdico: O papel do professor 23
3 MATERIAL E MÉTODOS 25
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 27
5 CONCLUSÃO 29
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 30
ANEXOS 32
8
1 INTRODUÇÃO
A escolha desse tema surgiu mediante a experiência em sala de aula com crianças de
1 a 03 anos de idade.Percebi, nesse período de contato diário com esses pequenos alunos, a
importância do brincar no processo ensino aprendizagem na Educação Infantil. Segundo os
autores pesquisados, este é um período fundamental para criança no que se refere ao
progresso e aprendizagem de maneira expressiva.
É meritório que será avaliado minunciosamente de forma precisa a inserção das
brincadeiras no contexto ensino-aprendizagem em sala de aula, o valor do brincar no
desenvolvimento lógico, emocional, intelectual e social da criança e a influência na qualidade
do brincar das crianças, por meio das diferentes formas de mediação.
Aprender através de brincadeira pode trazer inúmeros benefícios a uma criança. A
criatividade, a melhoria da capacidade cognitiva, a potencialização da capacidade
psicomotora e também a possibilidade de auto - conhecimento através do grupo.
Entendendo a educação como um ato constante de busca, a ação conjunta do brincar
e aprender é a associação entre o aprendizado e o bem estar da criança. Sneyders (1996, p.36)
afirma que "Educar é ir em direção à alegria". O lúdico é uma das formas mais eficientes para
envolver as crianças nas atividades escolares porque a brincadeira é inerente à própria criança.
Por meio de estudos teóricos e práticos na educação infantil, pretendo demonstrar
que o ato de brincar pode tornar o ensino-aprendizagem mais eficiente. O lúdico na educação
infantil deve dar ao professor a oportunidade de compreender os significados e a importância
das brincadeiras para a educação. Instigar o educador a inserir o lúdico na sua forma de
educar, fazendo com que este tenha consciência das vantagens de se educar brincando.
Os seguintes estudiosos da educação infantilsãoreferências: Negrine (1994), Neyders
(1996), Vygotsky (1984), Santos (1999), Marcellino (1990),Piaget (1975), Wallon, que tratam
da importância do lúdico no desenvolvimento dos pequenos e na educação. Esta pesquisa tem
como objetivo auxiliar os professores que consideram a infância e o brincar como a fase mais
importante do desenvolvimento humano.
9
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Histórico da educação infantil no Brasil
A educação infantil inicialmente no Brasil aconteceu devido à necessidade de
organização assessorial das famílias. Com o advento da revolução industrial ocorrida
inicialmente no continente europeu na segunda década de 1800, as mulheres ocuparam o
mercado de trabalho, desorganizando séculos de estrutura familiar: pais indo trabalhar para o
sustento e mães cuidando de filhos e afazeres domésticos.
Em relação às crianças filhas de famílias que pais e mães trabalhavam, as creches se
apresentavam como resultado possível dessa nova organização social. No Brasil, aparecem
devido ao progresso da urbanização e da ordenação do capitalismo, provocando um alvoroço
entre os empregados pela requisição de um espaço para deixarem seus filhos, porque os
pequenos que passavam horas longe das suas mamães precisavam de cuidados. As creches
que eram criadas com intuito assistencialista e não educacional satisfaziam essa necessidade
da classe trabalhadora, assegurando-se assim o zelar, a performance essencial dessas
organizações.
Com o processo de implantação da industrialização no país, a introdução da mão-de-
obra feminina no mercado de trabalho e também a vinda dos imigrantes europeus para o Novo
Mundo, os movimentos operários ganharam força. Começaram a se organizar nos centros
urbanos mais industrializados e reivindicavam melhores condições de trabalho; dentre estas, a
criação de instituições de educação e cuidados para seus filhos. Segundo Oliveira (1992, p.
18):
Os donos das fábricas, por seu lado, procurando diminuir a força dos movimentos
operários, foram concedendo certos benefícios sociais e propondo novas formas de
disciplinar seus trabalhadores. Eles buscavam o controle do comportamento dos
operários, dentro e fora da fábrica. Para tanto, vão sendo criadas vilas operárias,
clubes esportivos e também creches e escolas maternais para os filhos dos operários.
O fato dos filhos das operárias estarem sendo atendidos em creches, escolas
maternais e jardins de infância, montadas pelas fábricas, passou a ser reconhecido
por alguns empresários como vantajoso, pois mais satisfeitas, as mães operárias
produziam melhor.
No Brasil, final dos anos setenta, pouco se fez em termos de legislação que
garantisse a oferta desse nível de ensino. Na década de 80 ocorreu-se uma ascensão em
correlação à educação infantil. Investigações e estudos foram efetuados com o intuito de
argumentar a atividade creche/pré-escola. Foi concluído que a educação da criança pequena é
10
extremamente relevante e todas crianças devem ter acesso a ela, independentemente da sua
classe social.
Historicamente falando, foi preciso quase um século para que a criança tivesse
garantido seu direito à educação na legislação e isso ocorreu através da Carta Constitucional
de 1988. Assim, a creche/pré-escola é definida pela constituição como direito de família e
dever do Estado em oferecer esse ofício. Artigo 208, o inciso IV: “[...] O dever do Estado para
com a educação será efetivado mediante a garantia de oferta de creches e pré-escolas às
crianças de zero a seis anos de idade” (BRASIL, 1988).
A grande importância dessa lei é que as creches, anteriormente direcionadas
praticamente à área de assistência social, passaram a ser de responsabilidade da educação.
Tomou-se por orientação o princípio de que essas instituições não apenas cuidem das
crianças, mas devem, prioritariamente, desenvolver um trabalho educacional.
Dois anos depois, em 1990, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) validou
os direitos constitucionais em correlação à Educação Infantil. Em meados de 1994 o MEC
divulgou o registro Política Nacional de Educação Infantil que determinou propósitos como a
expansão de vagas e regime de aperfeiçoamento de peculiaridade no atendimento às crianças,
entre elas a premência de qualificação dos profissionais que decorreu no comprovativo por
uma organização de formação do profissional da educação Infantil. Segundo Ferreira (2000,
p. 184), essa Lei é mais do que um simples instrumento jurídico, porque:
Inseriu as crianças e adolescentes no mundo dos direitos humanos. O ECA
estabeleceu um sistema de elaboração e fiscalização de políticas públicas voltadas
para a infância, tentando com isso impedir desmandos, desvios de verbas e violações
dos direitos das crianças. Serviu ainda como base para a construção de uma nova
forma de olhar a criança: uma criança com direito de ser criança. Direito ao afeto,
direito de brincar, direito de querer, direito de não querer, direito de conhecer,
direito de sonhar. Isso quer dizer que são atores do próprio desenvolvimento.
Em 1996, com a publicação da Emenda Constitucional que cria a LDB (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação), o artigo 62 foi iniciador ao determinar a relevância e a
indispensabilidade de formação para o profissional da Educação Infantil. De acordo com a
Lei, a formação do educador desse segmento deve ser em nível superior, reconhecendo-se,
como formação mínima, exposta em nível médio, na categoria normal. Afirma-se também o
dever constitucional dos Municípios na oferta de Educação Infantil, contando com o auxílio
técnico e financeiro da União e dos Estados.
A Educação Infantil tornou a ser a primeira etapa da Educação Básica agregando-se
aos ensinos Fundamental e Médio. Somente então a Educação infantil ganhou uma proporção
11
mais imensa dentro do sistema educacional e a criança foi visualizada como alguém apto de
criar e estabelecer relações, adquirindo aprendizado constante.
O MEC em 1998, com o intuito de oferecer medidas para a manutenção e a criação
de novas organizações de Educação infantil, propagou o documento Subsídios para
credenciamento e o andamento das instituições de Educação Infantil. No mesmo ano, tendo
em vista a estruturação de currículos de Educação infantil, a qual a responsabilidade foi
transmitida pela LDB a cada organização e seus educadores, o ministério editou o Referencial
Curricular Nacional para a educação Infantil como componente dos Parâmetros Curriculares
Nacionais.
Em 1999, um ano depois, o CNE (Conselho Nacional de Educação) divulgou as
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Esses documentos são os
principais recursos para a elaboração e avaliação das propostas pedagógicas das instituições
de Educação Infantil do país. A Educação Infantil passa a ser vista como a união do educar e
cuidar. Cuidar no sentido que O PRIMORDIAL básico da criança seja atendido e o educar,
porque deve-se oferecer à criança possibilidades de aprendizados e descobertas. É preciso ter
consciência de que podemos preparar as nossas crianças desde muito cedo para a prática da
cidadania.
2.2 O conceito do brincar
Na suposição piagetiana, a brincadeira não recebe uma conceituação singular.
Compreendida como ação assimiladora integradora, a brincadeira surge como modo de
exteriorização do comportamento, favorecida de aspectos espontâneo e prazeroso onde a
criança concebe e desenvolve o conhecimento.
O brincar caracteriza um estágio no progresso da inteligência, marcado pelo
comando da apropriação sobre a acomodação, dispondo como função a consolidação da
experiência passada.
Segundo Moura (1991), a relevância do brincar, do jogo, está nas probabilidades de
aproximar a criança do pensamento científico, instigando-a a experimentar circunstâncias de
solução de obstáculos que a aproxime das mesmas situações vividas pelo homem em seu
cotidiano.
Com base em Antunes (2000), as brincadeiras estabelecem um excepcional
mecanismo de motivação, uma vez transformam o conhecimento a ser equiparado em um
12
processo de ludicidade e salubre competitividade. Considera que a utilização de jogos no
processo ensino aprendizagem, contribui veemente pois:
... desta forma, antes de iniciarmos a criança na aprendizagem de operações
aritméticas, por exemplo, é interessante levá-la a exercitar, através de brincadeiras
lúdicas, seu senso de raciocínio e sua capacidade de abstração; da mesma maneira
como é interessante jogarmos com a criança práticas visuais e verbais, antes de
iniciá-la nas regras da Comunicação e Expressão ou nos fundamentos da Arte.
Alunos que brincam com jogos que operacionalizam suas reflexões espaciais e
temporais aprendem mais facilmente Geografia e História, enquanto que jogos
voltados para o aprimoramento da capacidade de concentração da criança facilitam
em diversos aspectos em sua futura missão estudantil.(ANTUNES, 2000, p. 15)
A criança nasce sem saber brincar, é necessário que ela aprenda por meio de
interações com adultos e outras crianças e também por meio do contato com brinquedos e
objetos. Enfim, existem diferentes formas de brincar.
A autonomia que o brincar possibilita é de extrema importância para o progresso da
criança, essa autonomia a leva a juntar e harmonizar o mundo real e o mundo da imaginação.
Imaginando, a criança consegue dominar suas próprias ações e emoções.
O brincar estabelece noções e sentimento de bem estar, isenta das tristezas, e lança
para fora os sentimentos ruins fazendo com que a criança entenda os sentimentos negativos
que fazem parte do cotidiano infantil. Brincando, a criança compreende a forma de lidar com
o mundo, propiciando sua autonomia e identidade pessoal, vivencia sentimentos bons como o
amor e ruins com a insegurança e o medo, sentimentos esses que fazem parte do dia a dia e da
vida da criança.
O brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve habilidades
de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas da criança, é
essencial para um bom desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo.
(MALUF, 2003, p. 9).
Precisamos reconhecer e valorizar a inserção das brincadeiras nas escolas, pois o
brincar é a atividade diária principal para as crianças. Quando a criança adquire o
conhecimento brincando, o universo do saber fica diretamente conectado ao universo do
prazer, facilitando assim uma assimilação do conhecimento.
A criança é um ser despretensioso, espontâneo, e é assim que essa brincadeira deve
ser aplicada dentro dessa naturalidade, pois, a criança brinca por regozijo e porque anseia
brincar. Compete ao educador ter inteligência pedagógica e perspicácia para utilizar da
melhor forma esse momento promovendo espaços, concedendo materiais, realizando assim, a
mediação do conhecimento.
13
Se menosprezar o que a criança tem de mais puro que é a forma espontânea de
brincar e o seu movimento natural, e prestigiar o conhecimento formalizado, a brincadeira
deixará de ser abordada do ponto de vista pedagógico como razão de estímulo para o
progresso da criança.
Criança que brinca, consequentemente, aprende mais. Do mesmo modo que o
professor que se dispõe a utilizar de métodos facilitadores da aprendizagem também aprende.
É brincando que a criança dá sentindo ao seu mundo, como ela o entende e o compreende. O
brincar pode vir a ser o reflexo da vida real de uma criança.
É difícil alguém dizer que criança não precisa brincar, porém são raros os adultos que
dão a seriedade que esse momento precisa. Vale a pena lembrar que a oportunidade
de brincar livremente por si só já traz efeitos positivos para o desenvolvimento das
crianças. (MALUF, 2003, p. 13)
Os objetos e brinquedos nas brincadeiras tem valores distintos, exemplo: uma tampa
de uma panela para nós adultos servirá apenas para tampar a panela e já para a criança passa a
ser a direção de um carro, porque ao brincar, as crianças imaginam situações perigosas as
quais elas não podem fazer e por meio da imaginação elas se permitem até mesmo dirigir um
carro como o papai ou até mesmo ir ao trabalho como a mamãe tornando assim o seu brincar
significativo.
De acordo com Kishimoto (2008), o brinquedo pode ser entendido como objeto base
da brincadeira e faz com que as crianças representem de forma simbólica inúmeras situações,
inclusive objetos diversos que, por meio da capacidade imaginativa, os transformarão em
imediato em algo do seu querer.
A brincadeira faz com que a criança substitua um objeto pelo outro, com base nessa
recíproca, ocorre a troca de uma prática real por outra prática; a imaginativa. (OLIVEIRA,
2000. p.54).
As crianças arremedam circunstâncias que os adultos vivem no dia a dia.
O brinquedo tem o papel de estimular a brincadeira e envolver a criança a participar
das atividades, definidas como sendo um momento espontâneo entre as crianças,
eles realizam as brincadeiras a seu modo, de preferência quando são sem regras ou
delimitações. Mas é muito importante que a criança tenha esse contato com as
brincadeiras, pois resultará no seu desenvolvimento amplo e diversificado. Com
certeza podemos dizer que a função do brinquedo é a brincadeira. (BROUGÈRE,
1997, p.13).
Em algumas crianças o brinquedo é capaz de ocasionar alegrias e influências. No
entanto, em outras, podem causar medo ou apenas ser só mais um brinquedo ao qual elas não
14
manifestem nenhum interesse, chegando ao ponto até mesmo de em muitas das vezes nem
querer manuseá-los.
No brinquedo, o pensamento está separado dos objetos, e a ação surge das ideias e não, das
coisas: um pedaço de madeira torna-se um boneco e um cabo de vassoura torna-se um cavalo.
A ação regida por regras começa a ser determinada pelas ideias e não pelos objetos.
(VYGOTSKY, 2008, p. 115).
Por essa razão, Vygotsky (2008) fala que o brinquedo proporciona uma etapa de
transformação, nesse sentido, sempre que um objeto torna-se um motivo para esse assimilação
entre o real e o imaginário.
Segundo Vygotsky (2008 p.121), um certo objeto tem uma significância no
brinquedo e outra significância fora dele. No universo da criança, a coerência dos desejos e o
impulso de satisfazê-los é dominante e não a lógica verdadeira.
No brinquedo, a criança opera com significados desligados dos objetos e ações aos
quais estão habitualmente vinculados; entretanto, uma contradição muito
interessante surge, uma vez que, no brinquedo, ela inclui, também, ações reais e
objetos reais. (VYGOTSKY, 2008, p. 116).
A criança evolui-se especialmente por meio da atividade com brinquedos,
ocasionando o progresso infantil.
Toda fase da educação infantil é significativa para a inserção das brincadeiras. Pela
desigualdade de condições de idealizar o brincar, alguns tendem a evidenciá-lo como
específico dos modos imitadores da criança, concedendo uma maior ênfase apenas a fase
posterior aos dois anos de idade. A etapa anterior é visualizada como introdutória para o
surgimento do lúdico.
Entretanto, temos entendimento de que a preferência pelo brincar desde o começo da
educação infantil é o que assegura a condição de cidadão da criança e práticas pedagógicas de
maior valor.
Para a criança, o brincar é uma prática primordial do cotidiano, é significativo porque
da a ela a autonomia de tomar providências, manifestar afetos e valores, conhecer e a si
próprio aos outros e ao mundo, de refazer práticas aprazíveis, de dividir, expressar sua
particularidade e identidade por meio de diversas linguagens, de usar o corpo, os sentidos, a
mobilidade, de resolver impasses e também de criá-los. É no plano da imaginação que a
brincadeira se destaca pela concentração de significados. Por fim, sua relevância se associa
com a cultura da infância que posiciona a brincadeira como instrumento para a criança se
exteriorizar, instruir-se e progredir.
15
A baixa qualidade da Educação Infantil pode se referir a objeção que uns e outros
instituem entre o brincar livre e o dirigido. É necessário desfazer esse olhar destorcido para
refletir na criança toda, que, em sua parcialidade desfruta da liberdade que tem para preferir
um brinquedo para brincar e o intermédio de adultos ou de outras crianças conhecer novas
brincadeiras.
Para obter brinquedos é essencial optar por aqueles que tenham o selo do INMETR
(Instituto Nacional de Metrologia), que já foram experimentados em sua propriedade com
parâmetros adequados para as crianças.
A escolha criteriosa de brinquedos abrange inúmeros aspectos: ser indelével,
chamativo, pertinente a diversos usos; certificar a segurança e amplificar possibilidades para o
brincar; responder a dissemelhança racial, não levar a prejulgamento de gênero; não induzir a
violência, introduzir diversidade de materiais e tipos. Brinquedos científicos industrializados,
brinquedos produzidos pelas crianças, educadores e pais, e também brinquedos artesanais.
2.3A relevância do lúdico no desenvolvimento infantil
As atividades lúdicas colaboram no progresso da criança, contribuem na formação de
homem-autônomo, na atuação pública, em seu progresso pessoal e consequentemente no
progresso de uma auto estima adequada.Quando a criança brinca, ela adquire autonomia e
responsabilidades futuras que passam a fazer parte do seu momento como criança por meio
das brincadeiras, realizando assim seus desejos de ser quem ela quiser no seu mundo de
fantasias.As brincadeiras e jogos fazem as crianças crescerem pois, na grande maioria das
vezes, proporciona à criança a oportunidade de procurar soluções e alternativas para
desenvolverem de forma prazerosa o que lhe é proposto.
Pesquisas educacionais e psicológicas mostram que o brincar é essencial para a
estruturação do pensamento e para a conquista do conhecimento feita pela criança, porque
além de colaborar para que ela aprenda, também a ajuda na expressão e em como lhe dar com
suas próprias emoções.
O lúdico é tão relevante para o desenvolvimento infantil que requer atenção por parte
de todos os professores. Pelo fato da criança ser única, com vivências, anseios e dificuldades
diferentes, nem sempre um método de ensino atingirá a todos com a mesma precisão. Para
assegurar o sucesso do modo ensino-aprendizagem, o educador deve utilizar dos mais
diferentes mecanismos de ensino, entre eles se destacam as atividades lúdicas. Essas
16
atividades devem incitar a criatividade, o interesse, a eficiência de observação,
experimentação, a inovar e a correlacionar matérias e conceitos.
O educador deve fixar-se apenas a dar sugestões e incitar sem determinações. Isso
para que a criança cresça aprendendo e não somente por imitar alguém. O local para a
realização das atividades lúdicas deve ser um ambiente agradável em que se transmite para
cada criança total confiança.
De acordo com REDIN (2000), o lúdico é a intermediação para o desenvolvimento e
a estruturação para todas as competências humanas. De todos os fundamentos do brincar, esse
é o mais relevante: o que a criança cria e com quem estabelece a relevância ou não do brincar.
A ludicidade vai desde a prática livre e espontânea até como uma atividade dirigida
onde há objetivo em atingir uma certa finalidade e regras estabelecidas.
O lúdico estabelece menção indispensável para toda reflexão e desempenho
pedagógico.
2.4 Brincar no Desenvolvimento Infantil: Algumas Abordagens
2.4.1 Psicogenética de Jean Piaget
Psicogenética é a disciplina que se dedica ao estudo do desenvolvimento das funções
da mente, sempre que existam elementos que permitem suspeitar que esta evolução servirá
para explicar ou oferecer informação complementar relativamente aos mecanismos dessas
atuações no seu estado acabado. Nesse sentido, a psicogenética contempla os procedimentos e
os avanços da psicologia infantil como meio para encontrar respostas que resolvam os
problemas psicológicos gerais.
A teoria psicogenética surgiu por impulso do psicólogo experimental, filósofo e
biólogo suíço Jean Piaget. Ao contrário de Sigmund Freud, Piaget defende que a afetividade é
um subproduto do cognitivo. Para a teoria piagetiana, o desenvolvimento intelectual atravessa
quatro etapas: o período sensório motor (que começa no momento de nascer e que se prolonga
por dois anos); o período pré-operacional (dos 2 aos 6 anos); o período operacional concreto
(entre os 6 e os 12 anos) e, por fim, o período operacional formal (dos 12 aos 16 anos).O
estudo psicogênese dos conhecimentos feitos por Piaget apontou etapas diferentes que
parecem identificar uma construção continua de novidades no desenvolvimento. No qual a
criança desenvolve capacidades necessárias para o estágio seguinte, provocando mudanças
17
significativas no desenvolvimento.Em meio a sua extensa obra Piaget utilizou-se de jogos
para averiguar diferentes indagações. Piaget (1974), exibe claramente em suas práticas que os
jogos não são apenas uma diversão para esbanjar a energia das crianças, mas, é também um
meio que enriquece e colabora para o progresso intelectual da criança. De acordo com
Kishimoto (1996), a hipótese piagetiana desempenha a brincadeira como comportamento
livre, espontâneo que a criança manifesta por sua escolha e pelo prazer que lhe dá.
Considerando Piaget (1974), a criança progride de forma absoluta nas questões
afetivas, cognitivas, morais, sociais, linguísticas e físico-motores. Esse procedimento acontece
a partir do momento em que a criança passa a entender o mundo e passa a agir sobre ele.
Nessa relação sujeito objeto, a criança vai compreendendo certas informações de acordo com
o seu progresso.
Segundo Piaget (apud GOULART, 2005, p.44):
Os jogos de construção, inicialmente impregnados de simbolismo, tendem com o
passar do tempo a constituir verdadeiras adaptações (construções mecânicas, por
exemplo) ou demonstram soluções para problemas e apresentam-se como criações
inteligentes. Esses jogos permitem com que a criança mesmo por meio do brincar
consiga solucionar situações difíceis.
2.4.2 O brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantil sobre o olhar de Vygotsky
Vygotsky desenvolveu uma teoria onde investigou a compreensão da origem e do
progresso dos estágios psicológicos no decorrer da trajetória humana sempre tendo em conta a
especificidade de cada um, ao que é definido dentro do meio cultural que está inserido. Para
ele, a formação do homem ocorrepor meio do social e para que ele se desenvolva é
indispensável a presença do outro.
No decorrer de suas obras Vygotsky aborda questões da infância, evidenciando
subsídios a respeito do papel que o brinquedo exerce fazendo menção da sua capacidade de
construir aperformance psíquico da criança.
Vygotsky afirma que o brinquedo auxiliará a distender uma diferença entre a acepção
e a execução.
Com o seu crescer, a criança estipula a associação entre o seu brincar e a idealização
que se tem dele, deixando de ser subordinada dos incentivos físicos, ou seja, do meio tangível
em que vive.
18
O brincar está devidamente relacionado à aprendizagem. É brincando que se aprende
e na brincadeira consiste o alicerce daquilo que posteriormente outorgará à criança uma
aprendizagem melhor idealizada. Dessa forma, o lúdico torna a seruma proposição
educacional para confrontar os obstáculos no processo ensino-aprendizagem.
A evolução humana, o conhecimento e as ligações entre evolução e conhecimento
são conteúdos principais nos trabalhos de Vygotsky.
Ele também criou estudos relevantes sobre um comando da atividade infantil que tem
afinidades distintas com o progresso: o brinquedo.
De acordo com Vygotsky (1998), para compreendermos o progresso da criança é
necessário levar em consideração a indispensabilidade da mesma e os ganhos que são
eficientes para deixá-las em pleno exercício.
O seu prosseguimento está inerente a uma modificação nos estímulos e proveitos
como por exemplo: aquele objeto que é interessante para um bebê não tem nenhum
significado para uma criança um maior.
A criança se entretém certas conveniências em alguns brinquedos, mas essas
necessidades vão avançando no decorre do progresso. Dessa forma, como a
indispensabilidade da criança vai sofrendo alterações, é indispensável conhecê-las para
entender a individualidade do brinquedo como uma forma de exercício.
Vygotsky (1998) firmou que o brinquedo manifesta-se dessas primordialidade não
praticáveis rapidamente. Eles são estruturados quando as crianças começam a testar vertentes
não prováveis: para solucionar as aflições causadas pela não efetuação de seu querer, a
criança cinge-se em um universo de imaginações e ilusões onde seus desejos podem ser
concretizados no momento em que desejar. Esse universo é o brincar.
Entra em acontecimento a criatividade, a qual é um método psicológico novo para a
criança. Para Vygotsky (1998), a imaginativa surge primordialmente da realização. Dessa forma,
podemos opor a antiga frase que declara que o brincar da criança é a criatividade em ação.
O contexto ilusório de qualquer brincar imbuído de regras de comportamentos.
Assim, é provável concluir que não há brinquedos sem normas, mesmos que as regras não
sejam cumpridas ao “pé da letra”.O brincar faz parte das regras da sociedade, por exemplo,
quando a criança em sua imaginação se coloca como mãe de uma boneca. Nesse brincar ela
irá executar as normas da conduta maternal.
O personagem que a criança retrata e o elo dela com o objeto sempre procederão das
regras. As crianças mais novinhas ainda estão impossibilitadas de envolver-se em uma
circunstância fictícia.
19
Isso acontece devido ao comportamento dessa criança ser definido de forma
aceitável, pelas situações em que as atividades acontecem: ela ainda se limita ao que o meio
repentino lhe propicia.
As crianças são advertidas pelos objetos ao que elas devem fazer, por exemplo: uma
porta requer que a abram ou a fechem, isto é, eles têm uma força peculiar que provoca a
atitude de uma criança bem muito pequena e acaba estimulando sua conduta.
Já em crianças maiores essa potência motivadora do instrumento não desempenha
tanta influência, não as conservando quanto aos impulsos exteriores, mas sim dando grande
relevância aos seus pontos intelectivos e de inventividade interior. De acordo com
Vygotsky(1998 p.26), é por meio do brinquedo que a criança atua numa área intelectiva, em
vez de uma área visual exteriorizada, de acordo com os estímulos e vertentes internas, não
pelos incentivos externos.
No brincar, a criança é capaz de desassociar pensamento (definição de uma palavra),
de objetos, e a prática aparece das ideias, e não dos recursos. Exemplo disso: uma peça de
madeira transforma-se em um boneco. Isso retrata um grande avanço na reflexão e maturidade
da criança. Segundo Oliveira (1995, p. 57):
Aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades,
atitudes, valores, etc. a partir de seu contato com a realidade, o meio ambiente, as
outras pessoas. É um processo que se diferencia dos fatores inatos (a capacidade de
digestão, por exemplo, que já nasce com o indivíduo) e dos processos de maturação
do organismo, independentes da informação do ambiente (a maturação sexual, por
exemplo). Em Vygotsky, justamente por sua ênfase nos processos sócio-históricos, a
ideia de aprendizado inclui a interdependência dos indivíduos envolvidos no
processo. (...) o conceito em Vygotsky tem um significado mais abrangente, sempre
envolvendo interação social.
2.4.3 A importância do brincar segundo Wallon
A concepção Walloniana afirma que toda prática da criança é lúdica. A psicogenética
walloniana concede atribuições para o raciocínio sobre as práticas pedagógicas. Ele conceitua
que não é capaz de distinguir uma figura singular do indivíduo e constatar o progresso nos
diferentes âmbitos práticos nos quais se partilham a prática infantil (motor, cognitivo e
afetivo). Visto que, o estudo do progresso humano precisa imaginar o indivíduo como
geneticamente social e preparar as crianças para o convívio com o meio.
Desse modo, é possível afirmar que a infância é um período verdadeiro e diferente
dos demais, por essa razão tem que ser visto conforme suas particularidades.
20
É nessa etapa que a criança exterioriza suas sensações, sua imaginação de forma
mais natural sendo isso realizável quando as práticas lúdicas se tornam influentes e
dominantes.
Entendemos que é por meio do brincar que a criança passa a instituir elo com o meio,
socializam e estruturam sua própria similaridade desenvolvendo sua independência.
As convicções de Wallon foram fundamentadas em quatro princípios primordiais que
se interligam o tempo todo. São esses princípios a afetividade, a inteligência, a identidade e o
movimento. A afetividade sobressai no progresso de um ser humano. É através da afetividade
que a criança expressa suas vivências e suas vontades. De modo geral, a afetividade é a
ocorrência que expressa um mundo significativo e acessível, mas que não é muito incitado
devido a ação dos parâmetros tradicionais de Educação.
O movimento necessita sobretudo da sistematização dos lugares para a produção de
práticas que proporcionem o progresso motor com finalidade educativa. Portanto, quem
representa de forma eficaz a qualidade do movimento e gestos é a Motricidade.
A inteligência precisa fundamentalmente de como cada sujeito interatua com o
ambiente e entende os seus símbolos, associando os conhecimentos de maneira que lhe
consinta uma atuação real na prática envolvente.
A identidade e a independência possuem uma ligação clara com o progresso
cognitivo, motor e afetivo; precisando assim da impulsão de acontecimentos que ocasionem
vivências na percepção de favorecer ao sujeito a conquista de preceitos morais, éticos e
culturais da sociedade na qual está inserido, de forma a fazer-se interativo e a colaborar para o
progresso do mesmo.
Segundo Kramer (2007, p.15):
Crianças são sujeitos sociais e históricos, marcadas, portanto, pelascontradições das
sociedades em que estão inseridas. A criança não se resume aser alguém que não é,
mas que se tornará (adulto, no dia em que deixar de sercriança). Reconhecemos o
que é específico da infância: seu poder de imaginação,a fantasia, a criação, a
brincadeira entendida como experiência de cultura.Crianças são cidadãs, pessoas
detentoras de direitos, que produzem cultura e sãonela produzidas. Esse modo de ver
as crianças favorece entendê-las e tambémver o mundo a partir do seu ponto de
vista. A infância, mais que estágio, écategoria da história: existe uma história
humana porque o homem tem infância.
2.5 Educação infantil como espaço para o lúdico
2.5.1 A escola e o lúdico: Brincar na escola como atividade didática?
21
A ludicidade na escola já é uma prática no Brasil. Essas escolas que trabalham com o
lúdico em suas atividades didáticas e tem servido como referência para efetivação de outras
escolas que surgirão ao decorrer do tempo. No entanto, é considerável evidenciar que há
contratempos significativos para a realização de uma educação lúdica de qualidade, em razão
do déficit do próprio conjunto educacional e do preparo inapropriado dos educadores.
Segundo Almeida (2000, p. 69):
A escola lúdica já é uma realidade, estando totalmente integrada ao nosso
contexto. Suas finalidades educacionais não se diferenciam daquelas das escolas
mais modernas no que se refere à formação de alunos críticos, criativos,
conscientes, transformadores, ou à formação acadêmica quanto ao domínio do
conhecimento historicamente acumulado; diferenciam-se quanto à formação do
papel do estudante: alunos aptos a buscar por si mesmos os conhecimentos e a
construí-los prazerosamente, capazes de vivenciar atitudes de vida coletiva,
solidária e de participação democrática. Gostar da escola, gostar de estudar, gostar
de buscar o conhecimento são fontes essenciais da proposta da escolalúdica.
Há diversos métodos e atividades lúdicas objetivando o conhecimento. As
dinâmicas vão diferenciando conforme as fases e idade das crianças. Essas fases de
desenvolvimento são: sensório-motor(1a2anos);simbólica(2a4anos); intuitiva (4 a 7 anos);
operatório-concreta (8 a 12 anos); operação-abstrata (11, 12 anos até a adolescência).
As práticas classificadas como lúdicas, formada pelos brinquedos, jogos e
dinâmicas variadas são ocorrências que fazem parte do dia a dia das pessoas e,
consequentemente, na sociedade desde o princípio da humanidade. Segundo Santos(2010, p.
11), todo ser humano sabe o que é brincar, como se brinca e porque se brinca. No entanto,
constantemente, o lúdico e as práticas lúdicas são abreviadas apenas à realização do brincar
infantil e correlacionados de modo direto às crianças, recorrência quem sabe de um
prejulgamento culturalmente prescrito ao brincar.
Todavia, o lúdico pode ser detectado no cotidiano das pessoas, nas mais variadas
idades e acontecimentos, tendo potencial de colaborar para o progresso e conhecimento do
indivíduo.
Diante do notório, nesse estudo aborda-se o ensino em sala de aula com a estrutura
lúdica distinta como ludoeducação, um caminho que procura nas práticas lúdicas uma
maneira de projetar atividades escolares que ocasionem os alunos para a aquisição do saber,
ou seja, o uso do lúdico no âmbito escolar (SANTOS, 2010).
Um dos educadores que aperfeiçoaram as atividades pedagógicas de seu tempo
(1896-1966) foi Celestin Freinet. Para ele, o ensino necessitaria ultrapassar a sala de aula e a
22
inclusão da criança a vida coletiva teria que ser considerada. Condutas manuseáveis,
desenhos livres, jogos de associação prática-exultação é a praxe central da didática popular.
Froebel (1782-1852), que conceituava as diversões como principal recurso para o
conhecimento, foi o precursor na inserção da brincadeira do dia a dia na educação infantil.
Produziu jogos e canções para ensinar implementando a execução de efeitos,
sensações e brinquedos didáticos evidenciando a utilidade da performance manual e
adotando uma concepção educacional que integrava práticas de participação e o jogo.
A escola vem se transformando, obtendo-se, na atualidade, em um quadro de
contemporaneidade; vem hostilizando para ganhar todas as incitações recentes que
manifestam-se a cada período.
Nos dias atuais, certifica-se que a organização educacional não vem sabendo
assegurar a pertinência de aspectos, não propiciando o sujeito para a área de trabalho e
também da vida.
Um dos desafios da escola é asseverar um protótipo de excelência para todos e
também considerar a dissemelhança social, cultural e biológica de cada sujeito.
Assim, Gadotti (1992, p. 82) ressalta que:
A escola não deve apenas transmitir conhecimentos, mas também se preocupar com
a formação global dos alunos, numa visão em que o conhecer e o intervir no real se
encontrem. Mas, para isso, é preciso saber trabalhar com as diferenças: é preciso
reconhecê-las, não camufla-las, aceitando que, para conhecer a mim mesmo, preciso
conhecer o outro.
De acordo com o evidenciado, é necessário ressaltar que, hoje em dia, a escola possui
como algumas de suas tarefas, arquitetar habilidades, obter novas ideias e tecnologias, obter
estratégias mais dinâmicas transformando os parâmetros menos rigorosos e automáticos, e a
educação mais versátil, alcançando assim, a geração de indivíduos mais analíticos,
conceituados e pensantes.
As transformações que vêm acontecendo nas escolas contribuem para que no futuro a
educação mude integralmente. Umas das alternativas possíveis pode ser o uso das práticas
lúdicas, visto que essas atividades lúdicas têm a probabilidade de auxiliar na pretensão de
transformações.
Em algumas circunstâncias, para a criança, a hora do parque é um dos momentos
mais almejados por elas, em razão do entretenimento, a distração, diversão com seus colegas e
ao âmbito mais suave e aprazível. Qual a razão de a escola rejeitar a existência do lúdico e do
brincar em diversos instantes? O espaço educacional deve ser impreterivelmente
desagradável? (SANTOS, 2010)
23
A escola durante muito tempo foi vista como algo monótono, tedioso e substancial.
Quando os professores disponibilizavam de brinquedos eram criticados pelos responsáveis
dos alunos ou em muita das vezes pelos seus próprios colegas de trabalho. No entanto, com a
descoberta de que o brincar apresenta intencionalidade pedagógica, constatou-se um método
que transformou o ensino em algo que os alunos são envolvidos e despertam interesse. Essa
prática ajuda a escola a exercer sua missão de ensinar e educar.
É relevante ressaltar que uma escola com estímulos lúdicos não é aquela que executa
todas as tarefas com jogos, mas sim aquela cujo a identidade lúdica esteja exposta na maneira
de ser do docente, na sistematização do espaço e do ponto de vista que se tem do indivíduo.
(SANTOS, 2010).
2.5.2O ensino lúdico: O papel do professor
O brincar é um instrumento significativo e com bastante relevância no
desenvolvimento das crianças. É por meio do brincar que a criança expande os seus
conhecimentos e sua clareza de mundo. O brincar é a estrutura da infância e o exercício do
brincar possibilita na realização do saber principalmente na Educação Infantil.
O lúdico para a educação Infantil é indispensável, Santos (2007) afirma que o
“brincar convém ao ser humano independentemente da idade do indivíduo e não pode ser
entendido somente como entretenimento”. Lamentavelmente, muitos docentes até então não
compreenderam a verdadeira relevância do brincar, o quanto essa ludicidade favorece no
progresso cultural social e pessoal. Para que o ensinar do educador venha contribuir de forma
positiva na sociedade, é necessário que o educador entenda peculiarmente a criança, o
homem e a educação.
Uma das maneiras de reconsiderar a formação docente é inserir namatrizcurricular de
graduação a formação lúdica. Esse ensino ocasionará ao futuro educador a perceber-se como
pessoa, conhecer de seus limites e capacidades, para quando o mesmo atuar em sala de aula,
terá o conhecimento da importância do brincar para a vida de seu aluno. Quanto mais o
docente vivenciar o brincar, melhor será o seu saber e a oportunidade de vir a ser um
profissional capacitado, diligenciando com a criança de maneira aprazível e encantadora,
propiciando a construção do saber. Esse ensino lúdico, fará com que o docente vivencie e
preserve o regozijo, do prazer do brincar, transpassando essa vivência para o meio
Educacional.
24
O direito de brincar é assegurado pelo Estatuto da criança e do adolescente, por
tanto, os docentes e futuros docentes precisam enaltecer as práticas lúdicas. É necessário que
o educador possua a percepção de que no brincar “as crianças reinventam o que conhecem a
respeito das mais variadas áreas do saber, em uma prática natural e ilusória” (RCNEI, p. 29).
As disciplinas de caráter lúdico deveriam fazer parte da formação de professores da
Educação Infantil, pois a graduação do docente originar-se-á em seu exercício em sala de
aula.
Essas metodologias auxiliarão os educadores e lhes darão todo suporte e confiança
para lhe darem com crianças, dessa forma, “o brincar servirá de base na formação do docente,
como finalidade de colaborar no seu raciocínio e desempenho, procurando falar a mesma
linguagem tanto na prática quanto na teoria, dessa forma, reedificando a práxis.” (SANTOS,
2007, p.41)
A mediação voluntária fundamentada na investigação dos entretenimentos das
crianças, concedendo-lhes aparato apropriado, assim como um local organizado para o
brincar, concede a progressão das atribuições imaginativas, dinâmicas associativas infantis.
Compete ao educador sistematizar condições para que as recreações aconteçam de forma
variadas para proporcionar as crianças a oportunidade de decidirem com quem ou com o que
brincar, e dessa forma, realizarem de maneira própria e autônoma suas sensações, saberes,
afetos e normas sociais.
25
3 MATERIAL E MÉTODOS
Essa pesquisa tem como escolha teórico-metodológica um estudo de caso que, de
acordo com Triviños (2008), é um método de pesquisa cujo objetivo almeja uma análise
aprofundada, buscando conhecer a realidade do objeto ou, como se apresenta nesta pesquisa, a
do sujeito em estudo e suas vivências e experiências dentro do tema abordado.
Visa especificamente coletar dados por meio de entrevistas e questionários sobre
uma turma de crianças com idade de 1 ano e 6 meses à 5 anos de idade de uma turma em
processo de desenvolvimento.
A turma nessa pesquisa faz parte de um agrupamento de 3 anos (Maternal II) da
Educação Infantil de uma escola privada do município de Goiânia – GO. O estudo tem como
objetivo analisar de que forma o ato de brincar influencia no processo ensino-aprendizagem
da criança na educação infantil e verificar as dificuldades, desafios e conquistas encontrados
pelos alunos, escola e demais profissionais envolvidos.
Foi realizada também uma pesquisa bibliográfica que, de acordo com Lakatos
MARCONI(2003), é um processo que perpassa a localização do objeto a ser estudado, o
tempo dedicado à construção do trabalho e vai além, constituindo se através das discussões,
ideias e propostas, tendo como respaldo informações pré-existentes acerca do assunto em
pauta, considerando que o objeto em estudo é o universo da pesquisa.
O sujeito é a realidade a respeito da qual se deseja saber alguma coisa. É o universo
de referência. Pode ser constituída de objetos, fatos, fenômenos ou pessoas a cujo
respeito faz-se o estudo com dois objetivos principais: ou de melhor apreendê-los ou
com a intenção de agir sobre eles (LAKATOS, 2003, p. 45).
O sujeito dentro do estudo de caso é, por sua vez, o centro das discussões, o estopim
que desencadeia um conjunto de reflexões críticas, sem a pretensão de resultados óbvios, no
intuito de se permitir compreender, na sua totalidade, o fenômeno social em estudo, abrindo a
possibilidade de um novo pensar.
Como menciona Yin (2005, p.33), isso se justifica pelo fato de o estudo de caso
conter aspectos investigativos:
A investigação de estudo de caso enfrenta uma situação única em que haverá muito
mais variáveis de interesse do que pontos de dados, e, como resultado, baseia-se em
várias fontes de evidências, como os dados precisando convergir em um formato
triângulo, e, como outro resultado, beneficia-se do desenvolvimento prévio de
preposições teóricas para conduzir a coleta e análise de dados.
26
Essa abrangência tem referência às fontes e evidências que guiam todo decorrer do
trabalho e determinaram seus resultados; a ideia conclusiva parte desse caminho misterioso
que se almejou percorrer. A fim de sanar indagações e/ou alimentar anseios, (YIN, 2005 p.
21) defende que o “[...] o estudo de caso contribui, de forma inigualável, para a compreensão
que temos dos fenômenos individuais, organizacionais, sociais e políticos”, constituindo-se
como essencial para entender e perceber contextos sociais e individuais que afetam casos
isolados, grupos de pessoas e por sua vez toda a sociedade.
27
4RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para conhecer a realidade do brincar das crianças na escola, foi feito um estudo de caso de
uma turma de crianças com idade de 3 anos. Estascrianças frequentam uma escola regular privada
na cidade de Goiânia – GO, no agrupamento de 3 anos (Maternal II). As características do
estudo de caso apresentadas foram retiradas de questionários e entrevista aplicados à
professoras da Educação Infantil, também de acesso a relatórios de avaliação dos alunos que
tive acesso por meio da escola. Em geral, as crianças em estudo de caso aqui mencionadas
vivem com seus pais e vem desenvolvendo de maneira normal dentro dos padrões de
desenvolvimento típicos da idade em suas casas. De maneira sintética, Yin define o estudo de
caso como ...
(...) uma pesquisa empírica que investiga um fenômeno contemporâneo em
seu contexto natural, em situações em que as fronteiras entre o contexto e o
fenômeno não são claramente evidentes, utilizando múltiplas fontes de
evidência. (1984, p.23).
Nesse trajeto como pesquisadora, surpresas interessantes e sentimentos novos brotam
os sentidos... Como é lindo observar nessas crianças a forma como elas aprendem se
divertindo! O brincar na educação infantil não é apenas uma simples diversão, o brincar é
aprendizado! De forma lúdica e encantada, as crianças expressam simbolicamente os seus
medos, suas fantasias, desejos, sentimentos, e o conhecimento que vãoadquirindo por meio
das experiências vividas. “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte
do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e
da alegria” (Freire 1996, p.29)
O espaço escolar contribui para essas experiências seja de forma mediadora ou não, o
professor as vezes só observa e se encanta com tamanha criatividade e disposição. E que
disposição! Quando há ludicidade as crianças se divertem e aprendem desde a roda de
músicas ao parque repleto de brinquedos! E não para por aí não! A piscina de areia roxinha,
ela é transformadora ajuda qualquer adaptação, faz castelos maravilhosos, bolos de uva e até
mesmo sopinha de neném!
Por meio do Projeto Vinicius de Morais e a arca de Noé, projeto esse lúdico e
encantador muito bem elaborado pelas professoras da turma estudada, O pato pateta muito
amigo do Vinícius de Morais adora nos enviar surpresas! E uma delas foi o instrumento
28
tocado pela mamãe de Vinicius e pelo papai de Vinicius. A mamãe Lydia tocava piano e o
papai Clodoaldo tocava Violino. Segundo Barbosa (1999) o projeto de trabalhos pode se
caracterizar como um instrumento capaz de romper o ciclo inibitório da aprendizagem e de criar
situações que possibilitem a formação de um ciclo de progresso, neste mesmo processo. Para essa
mesma autora:
(...) a integração dos termos Projeto de Trabalho completam uma expressão
que significa para a psicopedagogia, a montagem de um planejamento, pelo
aprendiz, como objetivo de realizar uma ação que o aproxime da
aprendizagem, que permita com que viva um processo e possa avaliá-lo tanto
em relação ao que foi planejado, quanto no que diz respeito a eficiência do
mesmo no auxilia da superação de suas dificuldades (Barbosa, 1999, p 18).
Depois dessa grande surpresa que tal fazermos uma banda com os nossos instrumentos
de brinquedos e sair tocando animando e alegrando nossa escola? Conhecemos tantos
instrumentos diferentes, nossa coleção foi marcada pelo Piano do Pedro, o chocalho do José
Augusto, guitarras com cores vibrantes que a Antonella e a Laurinha levaram, e o pandeiro da
Antônia? Que samba legal ele tocou! Compartilhamos, tocamos, aprendemos as cores, nome
de cada instrumento. Que divertido e que sucesso foi a nossa coleção de instrumentos!
O adulto em sua grande maioria tem uma visão equivocada da aprendizagem na
educação infantil. Eles deixam os seus filhos na escola assegurados de que suas crianças vão
apenas brincar. E o significado de brincar para essas famílias não estão relacionados a
aprendizagem. Mas é aí que se enganam! O ingresso à vida escolar não deve retirar do palco a
importante atuação dos pais nessa parceria de ensino-aprendizagem. Comenta Gadotti (2007,
p.13):
Quando os pais, mães, ou outros responsáveis, acompanham a vida escolar de seus
filhos, aumentam as chances da criança aprender. Os pais precisam também continuar
aprendendo. Se qualidade de ensino é aluno aprendendo, é preciso que ele saiba disso:
é preciso “combinar” com ele, envolvê-lo como protagonista de qualquer mudança
educacional.
Nós professores da educação infantil trabalhamos muito na elaboração de projetos e
planejamentos com o objetivo de criar condições para o processo de aprendizagem e
desenvolvimento das crianças, a fim de que estes não só adquiram um conjunto de
conhecimentos pré-estabelecidos socialmente, mas também que tenham condições de
desenvolver reflexões éticas, críticas e respeitosas acerca de situações diversas, educando para
29
a cidadania na constante busca do respeito, socialização, valorização e espírito democrático e
cooperativo, possibilitando ao aluno aplicar seus conhecimentos aprendidos de forma
prazerosa e significativa!
Para definir a brincadeira infantil é importante ressaltar a relevância do brincar para o
progresso integral do ser humano nos aspectos social, cultural, físico, emocional, efetivo e
cognitivo. Para tanto, é indispensável a conscientização dos pais, educadores e da sociedade
em geral sobre a ludicidade que deve estar sendo experimentada na infância, ou seja, de que o
brincar estabelece uma aprendizagem prazerosa, não sendo somente lazer, mas sim, um ato de
aprendizagem.
“(...) uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista
apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a
aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para
uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os
processos de socialização, comunicação, expressão e construção de
conhecimento.” Santos (2002, p. 12)
5 CONCLUSÃO
Esta pesquisa de campo e bibliográfica não tem por intuito eliminar os problemas
relativos ao ato de brincar e o progresso da criança na Educação Infantil, pois fazer menção a
isso representa um equívoco, frente à realidade da maioria das escolas e da população que
carece de profissionais qualificados e engajados a trabalhar com o lúdico e até mesmo a
carência de recursos básicos.
30
A proposta do brincar que foi abordada na pesquisa apresentou foco nos aspectos
favoráveis que se apresentaram por meio dos resultados de entrevistas, questionários e
observações, buscando propostas adequadas acessíveis de intervenção por parte da escola.
Toda essa realidade voltada para o brincar como meio de aprendizagem e
desenvolvimento infantil quebrou paradigmas no lidar com a turma, elaborando didáticas
criativas para o seu desenvolvimento, refletindo em ganhos significativos para a turma, como
o reconhecimento da escrita do próprio nome e também dos amigos, o ato de brincar com os
amigos, interagir, socializar, resolver conflitos, se alimentar bem na hora do lanche por meio
da brincadeira de fazer sua própria comidinha.
Olúdico pode ser utilizado como uma estratégia de ensino e aprendizagem, trazendo
ao educando uma eficiente forma de ação educativa. Associando o brincar às práticas
pedagógicas, conseguimos trazer a criança além de melhores opções de desenvolvimento
criativo, um novo espaço cultural.
É importante saber que o brincar no espaço formal da escola, ao que estamos nos
referindo, não é um simples espaço cheio de brinquedos para que a vontade a criança se
divirta. Nossa ideia é a associação do lúdico ao ensino-aprendizagem como direcionamento a
formação de conhecimento. Percebemos que a formação da personalidade infantil na
construção de conhecimento realizada através do lúdico na escola leva a criança a perceber-se
como ser criativo e capaz.
A essas ideias associamos o brincar como prática pedagógica, sendo um recurso que
pode contribuir não só para o desenvolvimento infantil, mas também para o cultural. Brincar
não é só ter um momento reservado para deixar a criança à vontade em um espaço livre com
brinquedos e sim um momento que podemos ensinar e aprender muito com elas. A atividade
lúdica traz à criança uma preparação de vida. A vida da criança gira em torno do brincar, é
certamente por isso que pedagogos têm utilizado a brincadeira na educação, por ser uma peça
importante na formação da personalidade, tornando-se uma forma de construção de
conhecimento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
31
BAQUERO, Ricardo. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Trad. Ernani F. da Fonseca
Rosa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília:
MEC/SEF, 1998, volume: 1 e 2.
CARVALHO, A.M.C. et al. (org.). Brincadeira e cultura:viajando pelo Brasil que
brinca.São Paulo: Casa do Psicólogo, 1992.
CRAIDY, Carmem Maria (org.); KAERCHER, Gladis E. (org.). Educação infantil:pra que
te quero?. Porto Alegre: Artmed, 2001.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio Escolar Século XXI: o
minidicionário da língua portuguesa. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2003.
KISHIMOTO, Tizuco Morchida. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. São Paulo:
Cortez, 2002.
MALUF, Angela Cristina Munhoz. Brincar na Escola. Disponível em:
<http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=270>. Acesso em: 31
mai.2009.
MOLUSCO, Lula. A importância de brincar na escola. Disponível em:
<http://www.jornallivre.com.br/195025/a-importancia-de-brincar-na-escola.html>. acesso em:
25 abr. 2009.
MORAIS, Ana Maria Galeazzi. A importância do brincar no desenvolvimento infantil.
Disponível em: <http://www.tribunaimpressa.com.br/Conteudo/A-importancia-do-brincar-no-
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NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Conteúdo: Simbolismo e
jogo. Porto Alegre: Prodil, 1994.v. 1.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento um processo sócio-
histórico. 4. ed. São Paulo: Scipione, 1997.
OLIVEIRA, Vera Barros de (org). O brincar e a criança do nascimento aos seis anos.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
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Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. O lúdico na formação do educador. 5 ed. Petrópolis:
Vozes, 2002..
32
VALLE, Ribeiro do. O brincar. Disponível em:
<http://www.ribeirodovalle.com.br/brincar.htm>. Acesso em: 10 mai.2009.
VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. 6. ed. São Paulo, SP: Martins Fontes
Editora LTDA, 1998.
________; LURIA, A.R.; LEONTIEV, A.N. Linguagem, desenvolvimento e
aprendizagem. São Paulo: Ícone: Editora da Universidade de São Paulo, 1998.
ZANLUCHI, Fernando Barroco. O brincar e o criar: as relações entre atividade lúdica,
desenvolvimento da criatividade e Educação. Londrina: O autor, 2005.
33
ANEXOS
QUESTIONÁRIO ACERCA DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DA
CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL POR MEIO DO BRINCAR, DIRECIONADO
A EDUCADORES.
Eu, Priscila Januário, vinculada ao Centro Universitário de Goiás Uni-ANHANGUERA,
como acadêmica do curso de Licenciatura em Pedagogia sob a orientação da Profª. Mestre
Vanessa Pavan, estou realizando uma pesquisa de campo sobre a relevância do brincar no
processo ensino-aprendizagem da criança na Educação Infantil: Um estudo de caso de uma
turma de 2 a 3 anos, tendo como objetivo verificar como ocorre, de fato, esse progresso na
vida da criança por meio do brincar.
Por questões de pesquisa, os dados aqui coletados serão divulgados única e exclusivamente
para fins acadêmicos e científicos, sendo resguardados o direito de sigilo à identidade pessoal.
1) Para você, é relevante trabalhar o lúdico na Educação Infantil?
2) Na escola em que você trabalha é possível perceber o desenvolvimento de atividades
lúdicas no contexto da Educação infantil?
3) O lúdico foi um tema abordado e desenvolvido em algum momento de sua formação?
4) Você trabalha o lúdico no cotidianoescolar?
5) Você encontra algum tipo de dificuldade para trabalhar ludicamente com as crianças?
34
6) Você considera que o lúdico no cotidiano escolar da educação infantil facilita o
desenvolvimento e a aprendizagem do aluno?
Obrigada por sua atenção e colaboração!
GRÁFICO RESULTADO DA PESQUISA
Relevância do Lúdico 2º Tanto faz 3º Não se importa com o lúdico
35
36
37
38
FIGURA 13: PARQUE; BRINCANDO E SOCIALIZANDO
FONTE: ARQUIVO PESSOAL

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O ATO DE BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO ENSINO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • 1. 0 UNI-ANHANGUERA - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE GOIÁS CURSO DE PEDAGOGIA O ATO DE BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO ENSINO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL PRISCILA JANUÁRIO SILVA GOIÂNIA Junho/2017
  • 2. 1 PRISCILA JANUÁRIO SILVA OATO DE BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO ENSINO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso de Pedagogia do Centro Universitário de Goiás, Uni-ANHANGUERA, sob orientação da Professora Ms. Vanessa Pavan, como requisito parcial para obtenção do título de Licenciatura em Pedagogia. Goiânia Junho/2017
  • 3. 2 TERMO DE APROVAÇÃO PRISCILA JANUÁRIO SILVA O ATO DE BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO ENSINO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à banca examinadora como requisito parcial para obtenção do título de Licenciatura em Pedagogia do Centro Universitário de Goiás – Uni-ANHANGUERA, defendido e aprovado em _____de _____de______ pela banca constituída por: _______________________________________________ Prof.ª Vanessa Pavan (Orientadora) _______________________________________________ Prof. Lucas Morais (Membro) ________________________________________________ Prof.ª Eliane Moura (Membro)
  • 4. 3 Dedico esta pesquisa a minha família que sempre me apoiou e torceu pelo meu sucesso. A todos os envolvidos numa proposta concreta do brincar e à equipe Ethos por oportunizar a convivência com o brincar de forma singular.
  • 5. 4 AGRADECIMENTOS Primeiramente quero agradecer a Deus, digno de toda honra e glória. Graças a Ele ingressei e concluí o curso de Pedagogia no Centro Universitário de Goiás Uni Anhanguera. Agradeço a minha família, em especial, aos meus pais Eurípedes Januário e Izabel de Souza que estiveram presente em todos os momentos me apoiando, encorajando e orando por mim. Aos meus irmãos Willian, Eliel e Gesiel. Ao meu amor Dennis Sabino Teixeira por me incentivar, pela paciência nesse momento tão delicado de TCC e pelo carinho de sempre. Aos professores que com muita dedicação, carinho, apoio, amizade e esforço me transmitiram seus conhecimentos e suas experiências de vida. Em especial, a professora Mestre Vanessa Pavan que esteve comigo desde o início dessa caminhada me inspirando e me orientando na formação do presente estudo. Muito obrigada! É o mínimo que posso dizer a todos que, mesmo indiretamente, contribuíram para a conclusão do curso de Pedagogia e concluir mais uma etapa de minha vida. A todos, meu muito obrigada!
  • 6. 5 A primeira meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas; homens que sejam criadores, inventores, descobridores. Jean Piaget
  • 7. 6 RESUMO O atual estudo tem como objetivo analisar de que forma o ato de brincar influencia no processo ensino-aprendizagem da criança na educação infantil, observando de que maneira as crianças da Educação Infantil são favorecidas por meio do brincar. O sistema de aprendizagem está integrado ao ser humano e a imaginação faz com queesse sistema se amplifique por meio de novas experiências. Possui-se, então, no brincar, um meio de intensificar e modificar a apropriação do conhecimento de uma forma divertida e encantadora. O questionamento do lúdico no processo ensino-aprendizagem da criança na Educação Infantil e o experimento da mediação realizada foi o tema de estudo de caso deste trabalho, embasado nos princípios de autores como Kishimoto, Ferreira, Morais, Negrine, Santos entre outros. Mediante ao questionário aplicado e ao estudo de caso, a conclusão da investigação indicam um aceitamento propício do ensino lúdico na Educação Infantil. Devido à concordância de ideias que foram apresentadas, o brincar é algo característico do ser humano e, por meio de tal conduta, a criança, além de se divertir, progride como sujeito em diferentes e relevantes aspectos PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento. Brincadeiras.Lúdico. Conhecimento. Infância.Prática Pedagógica. Qualificação Docente.
  • 8. 7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 08 2 REFERENCIAL TEÓRICO 09 2.1 Histórico da educação infantil no Brasil 09 2.2 O conceito do brincar 11 2.3 A relevância do lúdico no desenvolvimento infantil 15 2.4 Brincar no desenvolvimento infantil: algumas abordagens 16 2.4.1 Psicogenética de Jean Piaget 16 2.4.2 O brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantilsobre o olhar de Vygotsky 17 2.4.3 A importância do brincar segundo Wallon 19 2.5 Educação infantil como espaço para o lúdico 20 2.5.1 A escola e o lúdico: Brincar na escola como atividade didática? 20 2.5.2O ensino lúdico: O papel do professor 23 3 MATERIAL E MÉTODOS 25 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 27 5 CONCLUSÃO 29 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 30 ANEXOS 32
  • 9. 8 1 INTRODUÇÃO A escolha desse tema surgiu mediante a experiência em sala de aula com crianças de 1 a 03 anos de idade.Percebi, nesse período de contato diário com esses pequenos alunos, a importância do brincar no processo ensino aprendizagem na Educação Infantil. Segundo os autores pesquisados, este é um período fundamental para criança no que se refere ao progresso e aprendizagem de maneira expressiva. É meritório que será avaliado minunciosamente de forma precisa a inserção das brincadeiras no contexto ensino-aprendizagem em sala de aula, o valor do brincar no desenvolvimento lógico, emocional, intelectual e social da criança e a influência na qualidade do brincar das crianças, por meio das diferentes formas de mediação. Aprender através de brincadeira pode trazer inúmeros benefícios a uma criança. A criatividade, a melhoria da capacidade cognitiva, a potencialização da capacidade psicomotora e também a possibilidade de auto - conhecimento através do grupo. Entendendo a educação como um ato constante de busca, a ação conjunta do brincar e aprender é a associação entre o aprendizado e o bem estar da criança. Sneyders (1996, p.36) afirma que "Educar é ir em direção à alegria". O lúdico é uma das formas mais eficientes para envolver as crianças nas atividades escolares porque a brincadeira é inerente à própria criança. Por meio de estudos teóricos e práticos na educação infantil, pretendo demonstrar que o ato de brincar pode tornar o ensino-aprendizagem mais eficiente. O lúdico na educação infantil deve dar ao professor a oportunidade de compreender os significados e a importância das brincadeiras para a educação. Instigar o educador a inserir o lúdico na sua forma de educar, fazendo com que este tenha consciência das vantagens de se educar brincando. Os seguintes estudiosos da educação infantilsãoreferências: Negrine (1994), Neyders (1996), Vygotsky (1984), Santos (1999), Marcellino (1990),Piaget (1975), Wallon, que tratam da importância do lúdico no desenvolvimento dos pequenos e na educação. Esta pesquisa tem como objetivo auxiliar os professores que consideram a infância e o brincar como a fase mais importante do desenvolvimento humano.
  • 10. 9 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Histórico da educação infantil no Brasil A educação infantil inicialmente no Brasil aconteceu devido à necessidade de organização assessorial das famílias. Com o advento da revolução industrial ocorrida inicialmente no continente europeu na segunda década de 1800, as mulheres ocuparam o mercado de trabalho, desorganizando séculos de estrutura familiar: pais indo trabalhar para o sustento e mães cuidando de filhos e afazeres domésticos. Em relação às crianças filhas de famílias que pais e mães trabalhavam, as creches se apresentavam como resultado possível dessa nova organização social. No Brasil, aparecem devido ao progresso da urbanização e da ordenação do capitalismo, provocando um alvoroço entre os empregados pela requisição de um espaço para deixarem seus filhos, porque os pequenos que passavam horas longe das suas mamães precisavam de cuidados. As creches que eram criadas com intuito assistencialista e não educacional satisfaziam essa necessidade da classe trabalhadora, assegurando-se assim o zelar, a performance essencial dessas organizações. Com o processo de implantação da industrialização no país, a introdução da mão-de- obra feminina no mercado de trabalho e também a vinda dos imigrantes europeus para o Novo Mundo, os movimentos operários ganharam força. Começaram a se organizar nos centros urbanos mais industrializados e reivindicavam melhores condições de trabalho; dentre estas, a criação de instituições de educação e cuidados para seus filhos. Segundo Oliveira (1992, p. 18): Os donos das fábricas, por seu lado, procurando diminuir a força dos movimentos operários, foram concedendo certos benefícios sociais e propondo novas formas de disciplinar seus trabalhadores. Eles buscavam o controle do comportamento dos operários, dentro e fora da fábrica. Para tanto, vão sendo criadas vilas operárias, clubes esportivos e também creches e escolas maternais para os filhos dos operários. O fato dos filhos das operárias estarem sendo atendidos em creches, escolas maternais e jardins de infância, montadas pelas fábricas, passou a ser reconhecido por alguns empresários como vantajoso, pois mais satisfeitas, as mães operárias produziam melhor. No Brasil, final dos anos setenta, pouco se fez em termos de legislação que garantisse a oferta desse nível de ensino. Na década de 80 ocorreu-se uma ascensão em correlação à educação infantil. Investigações e estudos foram efetuados com o intuito de argumentar a atividade creche/pré-escola. Foi concluído que a educação da criança pequena é
  • 11. 10 extremamente relevante e todas crianças devem ter acesso a ela, independentemente da sua classe social. Historicamente falando, foi preciso quase um século para que a criança tivesse garantido seu direito à educação na legislação e isso ocorreu através da Carta Constitucional de 1988. Assim, a creche/pré-escola é definida pela constituição como direito de família e dever do Estado em oferecer esse ofício. Artigo 208, o inciso IV: “[...] O dever do Estado para com a educação será efetivado mediante a garantia de oferta de creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade” (BRASIL, 1988). A grande importância dessa lei é que as creches, anteriormente direcionadas praticamente à área de assistência social, passaram a ser de responsabilidade da educação. Tomou-se por orientação o princípio de que essas instituições não apenas cuidem das crianças, mas devem, prioritariamente, desenvolver um trabalho educacional. Dois anos depois, em 1990, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) validou os direitos constitucionais em correlação à Educação Infantil. Em meados de 1994 o MEC divulgou o registro Política Nacional de Educação Infantil que determinou propósitos como a expansão de vagas e regime de aperfeiçoamento de peculiaridade no atendimento às crianças, entre elas a premência de qualificação dos profissionais que decorreu no comprovativo por uma organização de formação do profissional da educação Infantil. Segundo Ferreira (2000, p. 184), essa Lei é mais do que um simples instrumento jurídico, porque: Inseriu as crianças e adolescentes no mundo dos direitos humanos. O ECA estabeleceu um sistema de elaboração e fiscalização de políticas públicas voltadas para a infância, tentando com isso impedir desmandos, desvios de verbas e violações dos direitos das crianças. Serviu ainda como base para a construção de uma nova forma de olhar a criança: uma criança com direito de ser criança. Direito ao afeto, direito de brincar, direito de querer, direito de não querer, direito de conhecer, direito de sonhar. Isso quer dizer que são atores do próprio desenvolvimento. Em 1996, com a publicação da Emenda Constitucional que cria a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), o artigo 62 foi iniciador ao determinar a relevância e a indispensabilidade de formação para o profissional da Educação Infantil. De acordo com a Lei, a formação do educador desse segmento deve ser em nível superior, reconhecendo-se, como formação mínima, exposta em nível médio, na categoria normal. Afirma-se também o dever constitucional dos Municípios na oferta de Educação Infantil, contando com o auxílio técnico e financeiro da União e dos Estados. A Educação Infantil tornou a ser a primeira etapa da Educação Básica agregando-se aos ensinos Fundamental e Médio. Somente então a Educação infantil ganhou uma proporção
  • 12. 11 mais imensa dentro do sistema educacional e a criança foi visualizada como alguém apto de criar e estabelecer relações, adquirindo aprendizado constante. O MEC em 1998, com o intuito de oferecer medidas para a manutenção e a criação de novas organizações de Educação infantil, propagou o documento Subsídios para credenciamento e o andamento das instituições de Educação Infantil. No mesmo ano, tendo em vista a estruturação de currículos de Educação infantil, a qual a responsabilidade foi transmitida pela LDB a cada organização e seus educadores, o ministério editou o Referencial Curricular Nacional para a educação Infantil como componente dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Em 1999, um ano depois, o CNE (Conselho Nacional de Educação) divulgou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Esses documentos são os principais recursos para a elaboração e avaliação das propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil do país. A Educação Infantil passa a ser vista como a união do educar e cuidar. Cuidar no sentido que O PRIMORDIAL básico da criança seja atendido e o educar, porque deve-se oferecer à criança possibilidades de aprendizados e descobertas. É preciso ter consciência de que podemos preparar as nossas crianças desde muito cedo para a prática da cidadania. 2.2 O conceito do brincar Na suposição piagetiana, a brincadeira não recebe uma conceituação singular. Compreendida como ação assimiladora integradora, a brincadeira surge como modo de exteriorização do comportamento, favorecida de aspectos espontâneo e prazeroso onde a criança concebe e desenvolve o conhecimento. O brincar caracteriza um estágio no progresso da inteligência, marcado pelo comando da apropriação sobre a acomodação, dispondo como função a consolidação da experiência passada. Segundo Moura (1991), a relevância do brincar, do jogo, está nas probabilidades de aproximar a criança do pensamento científico, instigando-a a experimentar circunstâncias de solução de obstáculos que a aproxime das mesmas situações vividas pelo homem em seu cotidiano. Com base em Antunes (2000), as brincadeiras estabelecem um excepcional mecanismo de motivação, uma vez transformam o conhecimento a ser equiparado em um
  • 13. 12 processo de ludicidade e salubre competitividade. Considera que a utilização de jogos no processo ensino aprendizagem, contribui veemente pois: ... desta forma, antes de iniciarmos a criança na aprendizagem de operações aritméticas, por exemplo, é interessante levá-la a exercitar, através de brincadeiras lúdicas, seu senso de raciocínio e sua capacidade de abstração; da mesma maneira como é interessante jogarmos com a criança práticas visuais e verbais, antes de iniciá-la nas regras da Comunicação e Expressão ou nos fundamentos da Arte. Alunos que brincam com jogos que operacionalizam suas reflexões espaciais e temporais aprendem mais facilmente Geografia e História, enquanto que jogos voltados para o aprimoramento da capacidade de concentração da criança facilitam em diversos aspectos em sua futura missão estudantil.(ANTUNES, 2000, p. 15) A criança nasce sem saber brincar, é necessário que ela aprenda por meio de interações com adultos e outras crianças e também por meio do contato com brinquedos e objetos. Enfim, existem diferentes formas de brincar. A autonomia que o brincar possibilita é de extrema importância para o progresso da criança, essa autonomia a leva a juntar e harmonizar o mundo real e o mundo da imaginação. Imaginando, a criança consegue dominar suas próprias ações e emoções. O brincar estabelece noções e sentimento de bem estar, isenta das tristezas, e lança para fora os sentimentos ruins fazendo com que a criança entenda os sentimentos negativos que fazem parte do cotidiano infantil. Brincando, a criança compreende a forma de lidar com o mundo, propiciando sua autonomia e identidade pessoal, vivencia sentimentos bons como o amor e ruins com a insegurança e o medo, sentimentos esses que fazem parte do dia a dia e da vida da criança. O brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve habilidades de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo. (MALUF, 2003, p. 9). Precisamos reconhecer e valorizar a inserção das brincadeiras nas escolas, pois o brincar é a atividade diária principal para as crianças. Quando a criança adquire o conhecimento brincando, o universo do saber fica diretamente conectado ao universo do prazer, facilitando assim uma assimilação do conhecimento. A criança é um ser despretensioso, espontâneo, e é assim que essa brincadeira deve ser aplicada dentro dessa naturalidade, pois, a criança brinca por regozijo e porque anseia brincar. Compete ao educador ter inteligência pedagógica e perspicácia para utilizar da melhor forma esse momento promovendo espaços, concedendo materiais, realizando assim, a mediação do conhecimento.
  • 14. 13 Se menosprezar o que a criança tem de mais puro que é a forma espontânea de brincar e o seu movimento natural, e prestigiar o conhecimento formalizado, a brincadeira deixará de ser abordada do ponto de vista pedagógico como razão de estímulo para o progresso da criança. Criança que brinca, consequentemente, aprende mais. Do mesmo modo que o professor que se dispõe a utilizar de métodos facilitadores da aprendizagem também aprende. É brincando que a criança dá sentindo ao seu mundo, como ela o entende e o compreende. O brincar pode vir a ser o reflexo da vida real de uma criança. É difícil alguém dizer que criança não precisa brincar, porém são raros os adultos que dão a seriedade que esse momento precisa. Vale a pena lembrar que a oportunidade de brincar livremente por si só já traz efeitos positivos para o desenvolvimento das crianças. (MALUF, 2003, p. 13) Os objetos e brinquedos nas brincadeiras tem valores distintos, exemplo: uma tampa de uma panela para nós adultos servirá apenas para tampar a panela e já para a criança passa a ser a direção de um carro, porque ao brincar, as crianças imaginam situações perigosas as quais elas não podem fazer e por meio da imaginação elas se permitem até mesmo dirigir um carro como o papai ou até mesmo ir ao trabalho como a mamãe tornando assim o seu brincar significativo. De acordo com Kishimoto (2008), o brinquedo pode ser entendido como objeto base da brincadeira e faz com que as crianças representem de forma simbólica inúmeras situações, inclusive objetos diversos que, por meio da capacidade imaginativa, os transformarão em imediato em algo do seu querer. A brincadeira faz com que a criança substitua um objeto pelo outro, com base nessa recíproca, ocorre a troca de uma prática real por outra prática; a imaginativa. (OLIVEIRA, 2000. p.54). As crianças arremedam circunstâncias que os adultos vivem no dia a dia. O brinquedo tem o papel de estimular a brincadeira e envolver a criança a participar das atividades, definidas como sendo um momento espontâneo entre as crianças, eles realizam as brincadeiras a seu modo, de preferência quando são sem regras ou delimitações. Mas é muito importante que a criança tenha esse contato com as brincadeiras, pois resultará no seu desenvolvimento amplo e diversificado. Com certeza podemos dizer que a função do brinquedo é a brincadeira. (BROUGÈRE, 1997, p.13). Em algumas crianças o brinquedo é capaz de ocasionar alegrias e influências. No entanto, em outras, podem causar medo ou apenas ser só mais um brinquedo ao qual elas não
  • 15. 14 manifestem nenhum interesse, chegando ao ponto até mesmo de em muitas das vezes nem querer manuseá-los. No brinquedo, o pensamento está separado dos objetos, e a ação surge das ideias e não, das coisas: um pedaço de madeira torna-se um boneco e um cabo de vassoura torna-se um cavalo. A ação regida por regras começa a ser determinada pelas ideias e não pelos objetos. (VYGOTSKY, 2008, p. 115). Por essa razão, Vygotsky (2008) fala que o brinquedo proporciona uma etapa de transformação, nesse sentido, sempre que um objeto torna-se um motivo para esse assimilação entre o real e o imaginário. Segundo Vygotsky (2008 p.121), um certo objeto tem uma significância no brinquedo e outra significância fora dele. No universo da criança, a coerência dos desejos e o impulso de satisfazê-los é dominante e não a lógica verdadeira. No brinquedo, a criança opera com significados desligados dos objetos e ações aos quais estão habitualmente vinculados; entretanto, uma contradição muito interessante surge, uma vez que, no brinquedo, ela inclui, também, ações reais e objetos reais. (VYGOTSKY, 2008, p. 116). A criança evolui-se especialmente por meio da atividade com brinquedos, ocasionando o progresso infantil. Toda fase da educação infantil é significativa para a inserção das brincadeiras. Pela desigualdade de condições de idealizar o brincar, alguns tendem a evidenciá-lo como específico dos modos imitadores da criança, concedendo uma maior ênfase apenas a fase posterior aos dois anos de idade. A etapa anterior é visualizada como introdutória para o surgimento do lúdico. Entretanto, temos entendimento de que a preferência pelo brincar desde o começo da educação infantil é o que assegura a condição de cidadão da criança e práticas pedagógicas de maior valor. Para a criança, o brincar é uma prática primordial do cotidiano, é significativo porque da a ela a autonomia de tomar providências, manifestar afetos e valores, conhecer e a si próprio aos outros e ao mundo, de refazer práticas aprazíveis, de dividir, expressar sua particularidade e identidade por meio de diversas linguagens, de usar o corpo, os sentidos, a mobilidade, de resolver impasses e também de criá-los. É no plano da imaginação que a brincadeira se destaca pela concentração de significados. Por fim, sua relevância se associa com a cultura da infância que posiciona a brincadeira como instrumento para a criança se exteriorizar, instruir-se e progredir.
  • 16. 15 A baixa qualidade da Educação Infantil pode se referir a objeção que uns e outros instituem entre o brincar livre e o dirigido. É necessário desfazer esse olhar destorcido para refletir na criança toda, que, em sua parcialidade desfruta da liberdade que tem para preferir um brinquedo para brincar e o intermédio de adultos ou de outras crianças conhecer novas brincadeiras. Para obter brinquedos é essencial optar por aqueles que tenham o selo do INMETR (Instituto Nacional de Metrologia), que já foram experimentados em sua propriedade com parâmetros adequados para as crianças. A escolha criteriosa de brinquedos abrange inúmeros aspectos: ser indelével, chamativo, pertinente a diversos usos; certificar a segurança e amplificar possibilidades para o brincar; responder a dissemelhança racial, não levar a prejulgamento de gênero; não induzir a violência, introduzir diversidade de materiais e tipos. Brinquedos científicos industrializados, brinquedos produzidos pelas crianças, educadores e pais, e também brinquedos artesanais. 2.3A relevância do lúdico no desenvolvimento infantil As atividades lúdicas colaboram no progresso da criança, contribuem na formação de homem-autônomo, na atuação pública, em seu progresso pessoal e consequentemente no progresso de uma auto estima adequada.Quando a criança brinca, ela adquire autonomia e responsabilidades futuras que passam a fazer parte do seu momento como criança por meio das brincadeiras, realizando assim seus desejos de ser quem ela quiser no seu mundo de fantasias.As brincadeiras e jogos fazem as crianças crescerem pois, na grande maioria das vezes, proporciona à criança a oportunidade de procurar soluções e alternativas para desenvolverem de forma prazerosa o que lhe é proposto. Pesquisas educacionais e psicológicas mostram que o brincar é essencial para a estruturação do pensamento e para a conquista do conhecimento feita pela criança, porque além de colaborar para que ela aprenda, também a ajuda na expressão e em como lhe dar com suas próprias emoções. O lúdico é tão relevante para o desenvolvimento infantil que requer atenção por parte de todos os professores. Pelo fato da criança ser única, com vivências, anseios e dificuldades diferentes, nem sempre um método de ensino atingirá a todos com a mesma precisão. Para assegurar o sucesso do modo ensino-aprendizagem, o educador deve utilizar dos mais diferentes mecanismos de ensino, entre eles se destacam as atividades lúdicas. Essas
  • 17. 16 atividades devem incitar a criatividade, o interesse, a eficiência de observação, experimentação, a inovar e a correlacionar matérias e conceitos. O educador deve fixar-se apenas a dar sugestões e incitar sem determinações. Isso para que a criança cresça aprendendo e não somente por imitar alguém. O local para a realização das atividades lúdicas deve ser um ambiente agradável em que se transmite para cada criança total confiança. De acordo com REDIN (2000), o lúdico é a intermediação para o desenvolvimento e a estruturação para todas as competências humanas. De todos os fundamentos do brincar, esse é o mais relevante: o que a criança cria e com quem estabelece a relevância ou não do brincar. A ludicidade vai desde a prática livre e espontânea até como uma atividade dirigida onde há objetivo em atingir uma certa finalidade e regras estabelecidas. O lúdico estabelece menção indispensável para toda reflexão e desempenho pedagógico. 2.4 Brincar no Desenvolvimento Infantil: Algumas Abordagens 2.4.1 Psicogenética de Jean Piaget Psicogenética é a disciplina que se dedica ao estudo do desenvolvimento das funções da mente, sempre que existam elementos que permitem suspeitar que esta evolução servirá para explicar ou oferecer informação complementar relativamente aos mecanismos dessas atuações no seu estado acabado. Nesse sentido, a psicogenética contempla os procedimentos e os avanços da psicologia infantil como meio para encontrar respostas que resolvam os problemas psicológicos gerais. A teoria psicogenética surgiu por impulso do psicólogo experimental, filósofo e biólogo suíço Jean Piaget. Ao contrário de Sigmund Freud, Piaget defende que a afetividade é um subproduto do cognitivo. Para a teoria piagetiana, o desenvolvimento intelectual atravessa quatro etapas: o período sensório motor (que começa no momento de nascer e que se prolonga por dois anos); o período pré-operacional (dos 2 aos 6 anos); o período operacional concreto (entre os 6 e os 12 anos) e, por fim, o período operacional formal (dos 12 aos 16 anos).O estudo psicogênese dos conhecimentos feitos por Piaget apontou etapas diferentes que parecem identificar uma construção continua de novidades no desenvolvimento. No qual a criança desenvolve capacidades necessárias para o estágio seguinte, provocando mudanças
  • 18. 17 significativas no desenvolvimento.Em meio a sua extensa obra Piaget utilizou-se de jogos para averiguar diferentes indagações. Piaget (1974), exibe claramente em suas práticas que os jogos não são apenas uma diversão para esbanjar a energia das crianças, mas, é também um meio que enriquece e colabora para o progresso intelectual da criança. De acordo com Kishimoto (1996), a hipótese piagetiana desempenha a brincadeira como comportamento livre, espontâneo que a criança manifesta por sua escolha e pelo prazer que lhe dá. Considerando Piaget (1974), a criança progride de forma absoluta nas questões afetivas, cognitivas, morais, sociais, linguísticas e físico-motores. Esse procedimento acontece a partir do momento em que a criança passa a entender o mundo e passa a agir sobre ele. Nessa relação sujeito objeto, a criança vai compreendendo certas informações de acordo com o seu progresso. Segundo Piaget (apud GOULART, 2005, p.44): Os jogos de construção, inicialmente impregnados de simbolismo, tendem com o passar do tempo a constituir verdadeiras adaptações (construções mecânicas, por exemplo) ou demonstram soluções para problemas e apresentam-se como criações inteligentes. Esses jogos permitem com que a criança mesmo por meio do brincar consiga solucionar situações difíceis. 2.4.2 O brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantil sobre o olhar de Vygotsky Vygotsky desenvolveu uma teoria onde investigou a compreensão da origem e do progresso dos estágios psicológicos no decorrer da trajetória humana sempre tendo em conta a especificidade de cada um, ao que é definido dentro do meio cultural que está inserido. Para ele, a formação do homem ocorrepor meio do social e para que ele se desenvolva é indispensável a presença do outro. No decorrer de suas obras Vygotsky aborda questões da infância, evidenciando subsídios a respeito do papel que o brinquedo exerce fazendo menção da sua capacidade de construir aperformance psíquico da criança. Vygotsky afirma que o brinquedo auxiliará a distender uma diferença entre a acepção e a execução. Com o seu crescer, a criança estipula a associação entre o seu brincar e a idealização que se tem dele, deixando de ser subordinada dos incentivos físicos, ou seja, do meio tangível em que vive.
  • 19. 18 O brincar está devidamente relacionado à aprendizagem. É brincando que se aprende e na brincadeira consiste o alicerce daquilo que posteriormente outorgará à criança uma aprendizagem melhor idealizada. Dessa forma, o lúdico torna a seruma proposição educacional para confrontar os obstáculos no processo ensino-aprendizagem. A evolução humana, o conhecimento e as ligações entre evolução e conhecimento são conteúdos principais nos trabalhos de Vygotsky. Ele também criou estudos relevantes sobre um comando da atividade infantil que tem afinidades distintas com o progresso: o brinquedo. De acordo com Vygotsky (1998), para compreendermos o progresso da criança é necessário levar em consideração a indispensabilidade da mesma e os ganhos que são eficientes para deixá-las em pleno exercício. O seu prosseguimento está inerente a uma modificação nos estímulos e proveitos como por exemplo: aquele objeto que é interessante para um bebê não tem nenhum significado para uma criança um maior. A criança se entretém certas conveniências em alguns brinquedos, mas essas necessidades vão avançando no decorre do progresso. Dessa forma, como a indispensabilidade da criança vai sofrendo alterações, é indispensável conhecê-las para entender a individualidade do brinquedo como uma forma de exercício. Vygotsky (1998) firmou que o brinquedo manifesta-se dessas primordialidade não praticáveis rapidamente. Eles são estruturados quando as crianças começam a testar vertentes não prováveis: para solucionar as aflições causadas pela não efetuação de seu querer, a criança cinge-se em um universo de imaginações e ilusões onde seus desejos podem ser concretizados no momento em que desejar. Esse universo é o brincar. Entra em acontecimento a criatividade, a qual é um método psicológico novo para a criança. Para Vygotsky (1998), a imaginativa surge primordialmente da realização. Dessa forma, podemos opor a antiga frase que declara que o brincar da criança é a criatividade em ação. O contexto ilusório de qualquer brincar imbuído de regras de comportamentos. Assim, é provável concluir que não há brinquedos sem normas, mesmos que as regras não sejam cumpridas ao “pé da letra”.O brincar faz parte das regras da sociedade, por exemplo, quando a criança em sua imaginação se coloca como mãe de uma boneca. Nesse brincar ela irá executar as normas da conduta maternal. O personagem que a criança retrata e o elo dela com o objeto sempre procederão das regras. As crianças mais novinhas ainda estão impossibilitadas de envolver-se em uma circunstância fictícia.
  • 20. 19 Isso acontece devido ao comportamento dessa criança ser definido de forma aceitável, pelas situações em que as atividades acontecem: ela ainda se limita ao que o meio repentino lhe propicia. As crianças são advertidas pelos objetos ao que elas devem fazer, por exemplo: uma porta requer que a abram ou a fechem, isto é, eles têm uma força peculiar que provoca a atitude de uma criança bem muito pequena e acaba estimulando sua conduta. Já em crianças maiores essa potência motivadora do instrumento não desempenha tanta influência, não as conservando quanto aos impulsos exteriores, mas sim dando grande relevância aos seus pontos intelectivos e de inventividade interior. De acordo com Vygotsky(1998 p.26), é por meio do brinquedo que a criança atua numa área intelectiva, em vez de uma área visual exteriorizada, de acordo com os estímulos e vertentes internas, não pelos incentivos externos. No brincar, a criança é capaz de desassociar pensamento (definição de uma palavra), de objetos, e a prática aparece das ideias, e não dos recursos. Exemplo disso: uma peça de madeira transforma-se em um boneco. Isso retrata um grande avanço na reflexão e maturidade da criança. Segundo Oliveira (1995, p. 57): Aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes, valores, etc. a partir de seu contato com a realidade, o meio ambiente, as outras pessoas. É um processo que se diferencia dos fatores inatos (a capacidade de digestão, por exemplo, que já nasce com o indivíduo) e dos processos de maturação do organismo, independentes da informação do ambiente (a maturação sexual, por exemplo). Em Vygotsky, justamente por sua ênfase nos processos sócio-históricos, a ideia de aprendizado inclui a interdependência dos indivíduos envolvidos no processo. (...) o conceito em Vygotsky tem um significado mais abrangente, sempre envolvendo interação social. 2.4.3 A importância do brincar segundo Wallon A concepção Walloniana afirma que toda prática da criança é lúdica. A psicogenética walloniana concede atribuições para o raciocínio sobre as práticas pedagógicas. Ele conceitua que não é capaz de distinguir uma figura singular do indivíduo e constatar o progresso nos diferentes âmbitos práticos nos quais se partilham a prática infantil (motor, cognitivo e afetivo). Visto que, o estudo do progresso humano precisa imaginar o indivíduo como geneticamente social e preparar as crianças para o convívio com o meio. Desse modo, é possível afirmar que a infância é um período verdadeiro e diferente dos demais, por essa razão tem que ser visto conforme suas particularidades.
  • 21. 20 É nessa etapa que a criança exterioriza suas sensações, sua imaginação de forma mais natural sendo isso realizável quando as práticas lúdicas se tornam influentes e dominantes. Entendemos que é por meio do brincar que a criança passa a instituir elo com o meio, socializam e estruturam sua própria similaridade desenvolvendo sua independência. As convicções de Wallon foram fundamentadas em quatro princípios primordiais que se interligam o tempo todo. São esses princípios a afetividade, a inteligência, a identidade e o movimento. A afetividade sobressai no progresso de um ser humano. É através da afetividade que a criança expressa suas vivências e suas vontades. De modo geral, a afetividade é a ocorrência que expressa um mundo significativo e acessível, mas que não é muito incitado devido a ação dos parâmetros tradicionais de Educação. O movimento necessita sobretudo da sistematização dos lugares para a produção de práticas que proporcionem o progresso motor com finalidade educativa. Portanto, quem representa de forma eficaz a qualidade do movimento e gestos é a Motricidade. A inteligência precisa fundamentalmente de como cada sujeito interatua com o ambiente e entende os seus símbolos, associando os conhecimentos de maneira que lhe consinta uma atuação real na prática envolvente. A identidade e a independência possuem uma ligação clara com o progresso cognitivo, motor e afetivo; precisando assim da impulsão de acontecimentos que ocasionem vivências na percepção de favorecer ao sujeito a conquista de preceitos morais, éticos e culturais da sociedade na qual está inserido, de forma a fazer-se interativo e a colaborar para o progresso do mesmo. Segundo Kramer (2007, p.15): Crianças são sujeitos sociais e históricos, marcadas, portanto, pelascontradições das sociedades em que estão inseridas. A criança não se resume aser alguém que não é, mas que se tornará (adulto, no dia em que deixar de sercriança). Reconhecemos o que é específico da infância: seu poder de imaginação,a fantasia, a criação, a brincadeira entendida como experiência de cultura.Crianças são cidadãs, pessoas detentoras de direitos, que produzem cultura e sãonela produzidas. Esse modo de ver as crianças favorece entendê-las e tambémver o mundo a partir do seu ponto de vista. A infância, mais que estágio, écategoria da história: existe uma história humana porque o homem tem infância. 2.5 Educação infantil como espaço para o lúdico 2.5.1 A escola e o lúdico: Brincar na escola como atividade didática?
  • 22. 21 A ludicidade na escola já é uma prática no Brasil. Essas escolas que trabalham com o lúdico em suas atividades didáticas e tem servido como referência para efetivação de outras escolas que surgirão ao decorrer do tempo. No entanto, é considerável evidenciar que há contratempos significativos para a realização de uma educação lúdica de qualidade, em razão do déficit do próprio conjunto educacional e do preparo inapropriado dos educadores. Segundo Almeida (2000, p. 69): A escola lúdica já é uma realidade, estando totalmente integrada ao nosso contexto. Suas finalidades educacionais não se diferenciam daquelas das escolas mais modernas no que se refere à formação de alunos críticos, criativos, conscientes, transformadores, ou à formação acadêmica quanto ao domínio do conhecimento historicamente acumulado; diferenciam-se quanto à formação do papel do estudante: alunos aptos a buscar por si mesmos os conhecimentos e a construí-los prazerosamente, capazes de vivenciar atitudes de vida coletiva, solidária e de participação democrática. Gostar da escola, gostar de estudar, gostar de buscar o conhecimento são fontes essenciais da proposta da escolalúdica. Há diversos métodos e atividades lúdicas objetivando o conhecimento. As dinâmicas vão diferenciando conforme as fases e idade das crianças. Essas fases de desenvolvimento são: sensório-motor(1a2anos);simbólica(2a4anos); intuitiva (4 a 7 anos); operatório-concreta (8 a 12 anos); operação-abstrata (11, 12 anos até a adolescência). As práticas classificadas como lúdicas, formada pelos brinquedos, jogos e dinâmicas variadas são ocorrências que fazem parte do dia a dia das pessoas e, consequentemente, na sociedade desde o princípio da humanidade. Segundo Santos(2010, p. 11), todo ser humano sabe o que é brincar, como se brinca e porque se brinca. No entanto, constantemente, o lúdico e as práticas lúdicas são abreviadas apenas à realização do brincar infantil e correlacionados de modo direto às crianças, recorrência quem sabe de um prejulgamento culturalmente prescrito ao brincar. Todavia, o lúdico pode ser detectado no cotidiano das pessoas, nas mais variadas idades e acontecimentos, tendo potencial de colaborar para o progresso e conhecimento do indivíduo. Diante do notório, nesse estudo aborda-se o ensino em sala de aula com a estrutura lúdica distinta como ludoeducação, um caminho que procura nas práticas lúdicas uma maneira de projetar atividades escolares que ocasionem os alunos para a aquisição do saber, ou seja, o uso do lúdico no âmbito escolar (SANTOS, 2010). Um dos educadores que aperfeiçoaram as atividades pedagógicas de seu tempo (1896-1966) foi Celestin Freinet. Para ele, o ensino necessitaria ultrapassar a sala de aula e a
  • 23. 22 inclusão da criança a vida coletiva teria que ser considerada. Condutas manuseáveis, desenhos livres, jogos de associação prática-exultação é a praxe central da didática popular. Froebel (1782-1852), que conceituava as diversões como principal recurso para o conhecimento, foi o precursor na inserção da brincadeira do dia a dia na educação infantil. Produziu jogos e canções para ensinar implementando a execução de efeitos, sensações e brinquedos didáticos evidenciando a utilidade da performance manual e adotando uma concepção educacional que integrava práticas de participação e o jogo. A escola vem se transformando, obtendo-se, na atualidade, em um quadro de contemporaneidade; vem hostilizando para ganhar todas as incitações recentes que manifestam-se a cada período. Nos dias atuais, certifica-se que a organização educacional não vem sabendo assegurar a pertinência de aspectos, não propiciando o sujeito para a área de trabalho e também da vida. Um dos desafios da escola é asseverar um protótipo de excelência para todos e também considerar a dissemelhança social, cultural e biológica de cada sujeito. Assim, Gadotti (1992, p. 82) ressalta que: A escola não deve apenas transmitir conhecimentos, mas também se preocupar com a formação global dos alunos, numa visão em que o conhecer e o intervir no real se encontrem. Mas, para isso, é preciso saber trabalhar com as diferenças: é preciso reconhecê-las, não camufla-las, aceitando que, para conhecer a mim mesmo, preciso conhecer o outro. De acordo com o evidenciado, é necessário ressaltar que, hoje em dia, a escola possui como algumas de suas tarefas, arquitetar habilidades, obter novas ideias e tecnologias, obter estratégias mais dinâmicas transformando os parâmetros menos rigorosos e automáticos, e a educação mais versátil, alcançando assim, a geração de indivíduos mais analíticos, conceituados e pensantes. As transformações que vêm acontecendo nas escolas contribuem para que no futuro a educação mude integralmente. Umas das alternativas possíveis pode ser o uso das práticas lúdicas, visto que essas atividades lúdicas têm a probabilidade de auxiliar na pretensão de transformações. Em algumas circunstâncias, para a criança, a hora do parque é um dos momentos mais almejados por elas, em razão do entretenimento, a distração, diversão com seus colegas e ao âmbito mais suave e aprazível. Qual a razão de a escola rejeitar a existência do lúdico e do brincar em diversos instantes? O espaço educacional deve ser impreterivelmente desagradável? (SANTOS, 2010)
  • 24. 23 A escola durante muito tempo foi vista como algo monótono, tedioso e substancial. Quando os professores disponibilizavam de brinquedos eram criticados pelos responsáveis dos alunos ou em muita das vezes pelos seus próprios colegas de trabalho. No entanto, com a descoberta de que o brincar apresenta intencionalidade pedagógica, constatou-se um método que transformou o ensino em algo que os alunos são envolvidos e despertam interesse. Essa prática ajuda a escola a exercer sua missão de ensinar e educar. É relevante ressaltar que uma escola com estímulos lúdicos não é aquela que executa todas as tarefas com jogos, mas sim aquela cujo a identidade lúdica esteja exposta na maneira de ser do docente, na sistematização do espaço e do ponto de vista que se tem do indivíduo. (SANTOS, 2010). 2.5.2O ensino lúdico: O papel do professor O brincar é um instrumento significativo e com bastante relevância no desenvolvimento das crianças. É por meio do brincar que a criança expande os seus conhecimentos e sua clareza de mundo. O brincar é a estrutura da infância e o exercício do brincar possibilita na realização do saber principalmente na Educação Infantil. O lúdico para a educação Infantil é indispensável, Santos (2007) afirma que o “brincar convém ao ser humano independentemente da idade do indivíduo e não pode ser entendido somente como entretenimento”. Lamentavelmente, muitos docentes até então não compreenderam a verdadeira relevância do brincar, o quanto essa ludicidade favorece no progresso cultural social e pessoal. Para que o ensinar do educador venha contribuir de forma positiva na sociedade, é necessário que o educador entenda peculiarmente a criança, o homem e a educação. Uma das maneiras de reconsiderar a formação docente é inserir namatrizcurricular de graduação a formação lúdica. Esse ensino ocasionará ao futuro educador a perceber-se como pessoa, conhecer de seus limites e capacidades, para quando o mesmo atuar em sala de aula, terá o conhecimento da importância do brincar para a vida de seu aluno. Quanto mais o docente vivenciar o brincar, melhor será o seu saber e a oportunidade de vir a ser um profissional capacitado, diligenciando com a criança de maneira aprazível e encantadora, propiciando a construção do saber. Esse ensino lúdico, fará com que o docente vivencie e preserve o regozijo, do prazer do brincar, transpassando essa vivência para o meio Educacional.
  • 25. 24 O direito de brincar é assegurado pelo Estatuto da criança e do adolescente, por tanto, os docentes e futuros docentes precisam enaltecer as práticas lúdicas. É necessário que o educador possua a percepção de que no brincar “as crianças reinventam o que conhecem a respeito das mais variadas áreas do saber, em uma prática natural e ilusória” (RCNEI, p. 29). As disciplinas de caráter lúdico deveriam fazer parte da formação de professores da Educação Infantil, pois a graduação do docente originar-se-á em seu exercício em sala de aula. Essas metodologias auxiliarão os educadores e lhes darão todo suporte e confiança para lhe darem com crianças, dessa forma, “o brincar servirá de base na formação do docente, como finalidade de colaborar no seu raciocínio e desempenho, procurando falar a mesma linguagem tanto na prática quanto na teoria, dessa forma, reedificando a práxis.” (SANTOS, 2007, p.41) A mediação voluntária fundamentada na investigação dos entretenimentos das crianças, concedendo-lhes aparato apropriado, assim como um local organizado para o brincar, concede a progressão das atribuições imaginativas, dinâmicas associativas infantis. Compete ao educador sistematizar condições para que as recreações aconteçam de forma variadas para proporcionar as crianças a oportunidade de decidirem com quem ou com o que brincar, e dessa forma, realizarem de maneira própria e autônoma suas sensações, saberes, afetos e normas sociais.
  • 26. 25 3 MATERIAL E MÉTODOS Essa pesquisa tem como escolha teórico-metodológica um estudo de caso que, de acordo com Triviños (2008), é um método de pesquisa cujo objetivo almeja uma análise aprofundada, buscando conhecer a realidade do objeto ou, como se apresenta nesta pesquisa, a do sujeito em estudo e suas vivências e experiências dentro do tema abordado. Visa especificamente coletar dados por meio de entrevistas e questionários sobre uma turma de crianças com idade de 1 ano e 6 meses à 5 anos de idade de uma turma em processo de desenvolvimento. A turma nessa pesquisa faz parte de um agrupamento de 3 anos (Maternal II) da Educação Infantil de uma escola privada do município de Goiânia – GO. O estudo tem como objetivo analisar de que forma o ato de brincar influencia no processo ensino-aprendizagem da criança na educação infantil e verificar as dificuldades, desafios e conquistas encontrados pelos alunos, escola e demais profissionais envolvidos. Foi realizada também uma pesquisa bibliográfica que, de acordo com Lakatos MARCONI(2003), é um processo que perpassa a localização do objeto a ser estudado, o tempo dedicado à construção do trabalho e vai além, constituindo se através das discussões, ideias e propostas, tendo como respaldo informações pré-existentes acerca do assunto em pauta, considerando que o objeto em estudo é o universo da pesquisa. O sujeito é a realidade a respeito da qual se deseja saber alguma coisa. É o universo de referência. Pode ser constituída de objetos, fatos, fenômenos ou pessoas a cujo respeito faz-se o estudo com dois objetivos principais: ou de melhor apreendê-los ou com a intenção de agir sobre eles (LAKATOS, 2003, p. 45). O sujeito dentro do estudo de caso é, por sua vez, o centro das discussões, o estopim que desencadeia um conjunto de reflexões críticas, sem a pretensão de resultados óbvios, no intuito de se permitir compreender, na sua totalidade, o fenômeno social em estudo, abrindo a possibilidade de um novo pensar. Como menciona Yin (2005, p.33), isso se justifica pelo fato de o estudo de caso conter aspectos investigativos: A investigação de estudo de caso enfrenta uma situação única em que haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados, e, como resultado, baseia-se em várias fontes de evidências, como os dados precisando convergir em um formato triângulo, e, como outro resultado, beneficia-se do desenvolvimento prévio de preposições teóricas para conduzir a coleta e análise de dados.
  • 27. 26 Essa abrangência tem referência às fontes e evidências que guiam todo decorrer do trabalho e determinaram seus resultados; a ideia conclusiva parte desse caminho misterioso que se almejou percorrer. A fim de sanar indagações e/ou alimentar anseios, (YIN, 2005 p. 21) defende que o “[...] o estudo de caso contribui, de forma inigualável, para a compreensão que temos dos fenômenos individuais, organizacionais, sociais e políticos”, constituindo-se como essencial para entender e perceber contextos sociais e individuais que afetam casos isolados, grupos de pessoas e por sua vez toda a sociedade.
  • 28. 27 4RESULTADOS E DISCUSSÕES Para conhecer a realidade do brincar das crianças na escola, foi feito um estudo de caso de uma turma de crianças com idade de 3 anos. Estascrianças frequentam uma escola regular privada na cidade de Goiânia – GO, no agrupamento de 3 anos (Maternal II). As características do estudo de caso apresentadas foram retiradas de questionários e entrevista aplicados à professoras da Educação Infantil, também de acesso a relatórios de avaliação dos alunos que tive acesso por meio da escola. Em geral, as crianças em estudo de caso aqui mencionadas vivem com seus pais e vem desenvolvendo de maneira normal dentro dos padrões de desenvolvimento típicos da idade em suas casas. De maneira sintética, Yin define o estudo de caso como ... (...) uma pesquisa empírica que investiga um fenômeno contemporâneo em seu contexto natural, em situações em que as fronteiras entre o contexto e o fenômeno não são claramente evidentes, utilizando múltiplas fontes de evidência. (1984, p.23). Nesse trajeto como pesquisadora, surpresas interessantes e sentimentos novos brotam os sentidos... Como é lindo observar nessas crianças a forma como elas aprendem se divertindo! O brincar na educação infantil não é apenas uma simples diversão, o brincar é aprendizado! De forma lúdica e encantada, as crianças expressam simbolicamente os seus medos, suas fantasias, desejos, sentimentos, e o conhecimento que vãoadquirindo por meio das experiências vividas. “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria” (Freire 1996, p.29) O espaço escolar contribui para essas experiências seja de forma mediadora ou não, o professor as vezes só observa e se encanta com tamanha criatividade e disposição. E que disposição! Quando há ludicidade as crianças se divertem e aprendem desde a roda de músicas ao parque repleto de brinquedos! E não para por aí não! A piscina de areia roxinha, ela é transformadora ajuda qualquer adaptação, faz castelos maravilhosos, bolos de uva e até mesmo sopinha de neném! Por meio do Projeto Vinicius de Morais e a arca de Noé, projeto esse lúdico e encantador muito bem elaborado pelas professoras da turma estudada, O pato pateta muito amigo do Vinícius de Morais adora nos enviar surpresas! E uma delas foi o instrumento
  • 29. 28 tocado pela mamãe de Vinicius e pelo papai de Vinicius. A mamãe Lydia tocava piano e o papai Clodoaldo tocava Violino. Segundo Barbosa (1999) o projeto de trabalhos pode se caracterizar como um instrumento capaz de romper o ciclo inibitório da aprendizagem e de criar situações que possibilitem a formação de um ciclo de progresso, neste mesmo processo. Para essa mesma autora: (...) a integração dos termos Projeto de Trabalho completam uma expressão que significa para a psicopedagogia, a montagem de um planejamento, pelo aprendiz, como objetivo de realizar uma ação que o aproxime da aprendizagem, que permita com que viva um processo e possa avaliá-lo tanto em relação ao que foi planejado, quanto no que diz respeito a eficiência do mesmo no auxilia da superação de suas dificuldades (Barbosa, 1999, p 18). Depois dessa grande surpresa que tal fazermos uma banda com os nossos instrumentos de brinquedos e sair tocando animando e alegrando nossa escola? Conhecemos tantos instrumentos diferentes, nossa coleção foi marcada pelo Piano do Pedro, o chocalho do José Augusto, guitarras com cores vibrantes que a Antonella e a Laurinha levaram, e o pandeiro da Antônia? Que samba legal ele tocou! Compartilhamos, tocamos, aprendemos as cores, nome de cada instrumento. Que divertido e que sucesso foi a nossa coleção de instrumentos! O adulto em sua grande maioria tem uma visão equivocada da aprendizagem na educação infantil. Eles deixam os seus filhos na escola assegurados de que suas crianças vão apenas brincar. E o significado de brincar para essas famílias não estão relacionados a aprendizagem. Mas é aí que se enganam! O ingresso à vida escolar não deve retirar do palco a importante atuação dos pais nessa parceria de ensino-aprendizagem. Comenta Gadotti (2007, p.13): Quando os pais, mães, ou outros responsáveis, acompanham a vida escolar de seus filhos, aumentam as chances da criança aprender. Os pais precisam também continuar aprendendo. Se qualidade de ensino é aluno aprendendo, é preciso que ele saiba disso: é preciso “combinar” com ele, envolvê-lo como protagonista de qualquer mudança educacional. Nós professores da educação infantil trabalhamos muito na elaboração de projetos e planejamentos com o objetivo de criar condições para o processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, a fim de que estes não só adquiram um conjunto de conhecimentos pré-estabelecidos socialmente, mas também que tenham condições de desenvolver reflexões éticas, críticas e respeitosas acerca de situações diversas, educando para
  • 30. 29 a cidadania na constante busca do respeito, socialização, valorização e espírito democrático e cooperativo, possibilitando ao aluno aplicar seus conhecimentos aprendidos de forma prazerosa e significativa! Para definir a brincadeira infantil é importante ressaltar a relevância do brincar para o progresso integral do ser humano nos aspectos social, cultural, físico, emocional, efetivo e cognitivo. Para tanto, é indispensável a conscientização dos pais, educadores e da sociedade em geral sobre a ludicidade que deve estar sendo experimentada na infância, ou seja, de que o brincar estabelece uma aprendizagem prazerosa, não sendo somente lazer, mas sim, um ato de aprendizagem. “(...) uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento.” Santos (2002, p. 12) 5 CONCLUSÃO Esta pesquisa de campo e bibliográfica não tem por intuito eliminar os problemas relativos ao ato de brincar e o progresso da criança na Educação Infantil, pois fazer menção a isso representa um equívoco, frente à realidade da maioria das escolas e da população que carece de profissionais qualificados e engajados a trabalhar com o lúdico e até mesmo a carência de recursos básicos.
  • 31. 30 A proposta do brincar que foi abordada na pesquisa apresentou foco nos aspectos favoráveis que se apresentaram por meio dos resultados de entrevistas, questionários e observações, buscando propostas adequadas acessíveis de intervenção por parte da escola. Toda essa realidade voltada para o brincar como meio de aprendizagem e desenvolvimento infantil quebrou paradigmas no lidar com a turma, elaborando didáticas criativas para o seu desenvolvimento, refletindo em ganhos significativos para a turma, como o reconhecimento da escrita do próprio nome e também dos amigos, o ato de brincar com os amigos, interagir, socializar, resolver conflitos, se alimentar bem na hora do lanche por meio da brincadeira de fazer sua própria comidinha. Olúdico pode ser utilizado como uma estratégia de ensino e aprendizagem, trazendo ao educando uma eficiente forma de ação educativa. Associando o brincar às práticas pedagógicas, conseguimos trazer a criança além de melhores opções de desenvolvimento criativo, um novo espaço cultural. É importante saber que o brincar no espaço formal da escola, ao que estamos nos referindo, não é um simples espaço cheio de brinquedos para que a vontade a criança se divirta. Nossa ideia é a associação do lúdico ao ensino-aprendizagem como direcionamento a formação de conhecimento. Percebemos que a formação da personalidade infantil na construção de conhecimento realizada através do lúdico na escola leva a criança a perceber-se como ser criativo e capaz. A essas ideias associamos o brincar como prática pedagógica, sendo um recurso que pode contribuir não só para o desenvolvimento infantil, mas também para o cultural. Brincar não é só ter um momento reservado para deixar a criança à vontade em um espaço livre com brinquedos e sim um momento que podemos ensinar e aprender muito com elas. A atividade lúdica traz à criança uma preparação de vida. A vida da criança gira em torno do brincar, é certamente por isso que pedagogos têm utilizado a brincadeira na educação, por ser uma peça importante na formação da personalidade, tornando-se uma forma de construção de conhecimento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • 32. 31 BAQUERO, Ricardo. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Trad. Ernani F. da Fonseca Rosa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, volume: 1 e 2. CARVALHO, A.M.C. et al. (org.). Brincadeira e cultura:viajando pelo Brasil que brinca.São Paulo: Casa do Psicólogo, 1992. CRAIDY, Carmem Maria (org.); KAERCHER, Gladis E. (org.). Educação infantil:pra que te quero?. Porto Alegre: Artmed, 2001. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio Escolar Século XXI: o minidicionário da língua portuguesa. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2003. KISHIMOTO, Tizuco Morchida. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. São Paulo: Cortez, 2002. MALUF, Angela Cristina Munhoz. Brincar na Escola. Disponível em: <http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=270>. Acesso em: 31 mai.2009. MOLUSCO, Lula. A importância de brincar na escola. Disponível em: <http://www.jornallivre.com.br/195025/a-importancia-de-brincar-na-escola.html>. acesso em: 25 abr. 2009. MORAIS, Ana Maria Galeazzi. A importância do brincar no desenvolvimento infantil. Disponível em: <http://www.tribunaimpressa.com.br/Conteudo/A-importancia-do-brincar-no- desenvolvimento-infantil,771,778>. Acesso em: 26 mai.2009. NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Conteúdo: Simbolismo e jogo. Porto Alegre: Prodil, 1994.v. 1. OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento um processo sócio- histórico. 4. ed. São Paulo: Scipione, 1997. OLIVEIRA, Vera Barros de (org). O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. SANTOS, Santa Marli Pires dos. O lúdico na formação do educador. 5 ed. Petrópolis: Vozes, 2002..
  • 33. 32 VALLE, Ribeiro do. O brincar. Disponível em: <http://www.ribeirodovalle.com.br/brincar.htm>. Acesso em: 10 mai.2009. VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. 6. ed. São Paulo, SP: Martins Fontes Editora LTDA, 1998. ________; LURIA, A.R.; LEONTIEV, A.N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone: Editora da Universidade de São Paulo, 1998. ZANLUCHI, Fernando Barroco. O brincar e o criar: as relações entre atividade lúdica, desenvolvimento da criatividade e Educação. Londrina: O autor, 2005.
  • 34. 33 ANEXOS QUESTIONÁRIO ACERCA DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL POR MEIO DO BRINCAR, DIRECIONADO A EDUCADORES. Eu, Priscila Januário, vinculada ao Centro Universitário de Goiás Uni-ANHANGUERA, como acadêmica do curso de Licenciatura em Pedagogia sob a orientação da Profª. Mestre Vanessa Pavan, estou realizando uma pesquisa de campo sobre a relevância do brincar no processo ensino-aprendizagem da criança na Educação Infantil: Um estudo de caso de uma turma de 2 a 3 anos, tendo como objetivo verificar como ocorre, de fato, esse progresso na vida da criança por meio do brincar. Por questões de pesquisa, os dados aqui coletados serão divulgados única e exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, sendo resguardados o direito de sigilo à identidade pessoal. 1) Para você, é relevante trabalhar o lúdico na Educação Infantil? 2) Na escola em que você trabalha é possível perceber o desenvolvimento de atividades lúdicas no contexto da Educação infantil? 3) O lúdico foi um tema abordado e desenvolvido em algum momento de sua formação? 4) Você trabalha o lúdico no cotidianoescolar? 5) Você encontra algum tipo de dificuldade para trabalhar ludicamente com as crianças?
  • 35. 34 6) Você considera que o lúdico no cotidiano escolar da educação infantil facilita o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno? Obrigada por sua atenção e colaboração! GRÁFICO RESULTADO DA PESQUISA Relevância do Lúdico 2º Tanto faz 3º Não se importa com o lúdico
  • 36. 35
  • 37. 36
  • 38. 37
  • 39. 38 FIGURA 13: PARQUE; BRINCANDO E SOCIALIZANDO FONTE: ARQUIVO PESSOAL