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FACULDADE CASA BRANCA - FACAB
ISAIAS LOURENÇO DA SILVA
PEDAGOGIA
FUNDAMENTOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
ELAINE DOURADOR
REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A
EDUCAÇÃO INFANTIL (RESUMO I, II e III)
CASA BRANCA
2015
2
FACULDADE CASA BRANCA – FACAB
NOME DO ALUNO
FUNDAMENTOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
CASA BRANCA
2015
Trabalho apresentado como requisito de
avaliação na Disciplina de Fundamentos de
Educação Infantil do Curso de Licenciatura em
Pedagogia, da Faculdade Casa Branca - FACAB,
sob a orientação do Prof Elaine Dourador.
3
DEDICATÓRIA
A minha esposa por me ensinar o verdadeiro significado do Amor.
4
AGRADECIMENTOS
Primeiramente а Deus qυе me permiti força para seguir em frente, mesmo diante de
todas as dificuldades encontradas a cada passo dessa caminhada e também a todas
as pessoas que me circundam, dando sentido aos meus estudos e busca da
verdade. Dedico também aos meus queridos alunos para os quais busco
aprimoramento e respostas aos questionamentos da vida.
5
EPÍGRAFE
“Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém.”
Paulo Freire
6
SUMÁRIO
VOLUME I....................................................................................................................07
VOLUME II...................................................................................................................11
VOLUME III..................................................................................................................12
REFERÊNCIAS...........................................................................................................13
7
Volume I
A expanção da Educação especial no Brasil se deu por conta das madanças na
estrutura familiar e na tomada de consciência da sociedade de que é muito
importante as primeiras experiências da criança submetidas a um processo de
aprendizagem.
Este documento constitui-se em um conjunto de referências e orientações
pedagógicas que visam a contribuir com a implantação ou implementação de
práticas educativas de qualidade que possam promover e ampliar as condições
necessárias para o exercício da cidadania das crianças brasileiras.
Sua função é contribuir com as políticas e programas de educação infantil,
socializando informações, discussões e pesquisas, subsidiando o trabalho educativo
de técnicos, professores e demais profissionais da educação infantil e apoiando os
sistemas de ensino estaduais e municipais.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE CRECHES E PRÉ-ESCOLAS
Grande parte dessas instituições nasceram com o objetivo de atender
exclusivamente às crianças de baixa renda. Por conta disto o trabalho institucional
foi pautado por uma visão que estigmatizava a população de baixa renda.e o
atendimento era visto como favor, a concepção educacional sempre marcada pelo
assistencialismo.
A criança
A concepção de criança não é homogênea, pois está cercada de diversas
concepções que dependem desde o local e classe social a qual pertence a criança.
As crianças são protegidas pelo estado, pela familia e pela sociedade em geral de
forma a propiciar o seu desenvolvimento de forma segura. A
A criança está inserida em um contexto social e são caracterizadas como seres que
sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio. Compreender, conhecer e
reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem
no mundo é o grande desafio da educação infantil e de seus profissionais.
Educar
As instituições hoje tem as funções de educar e cuidar sem hierarquização dos
profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que
trabalham com as maiores. Educar significa, portanto, propiciar situações de
cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que
possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação
interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação,
respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos
da realidade social e cultural.
8
Cuidar
Deve ser compreendido como parte integrante da educação, ou seja, cuidar de
uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de
conhecimentos e a cooperação de profissionais de diferentes áreas.
Brincar
A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo
que é o “não-brincar”. No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos e os
espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. A brincadeira
favorece a auto-estima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas
aquisições de forma criativa. É preciso que o professor tenha consciência que na
brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais
diversas esferas do conhecimento, em uma atividade espontânea e imaginativa.
Aprender em situações orientadas
Permite que as crianças trabalhem com diversos conhecimentos, mas a intervenção
do professor é necessária para que as crianças possam ampliar suas capacidades
de apropriação dos conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens.
Interação
A interação social é uma das estratégias mais importantes do professor para a
promoção de aprendizagens pelas crianças, para tanto, o professor deve refletir e
discutir com seus pares sobre os critérios utilizados na organização dos
agrupamentos e das situações de interação, mesmo entre bebês, visando, sempre
que possível, a auxiliar as trocas entre as crianças e, ao mesmo tempo, garantir-lhes
o espaço da individualidade. As crianças se desenvolvem em situações de interação
social, nas quais conflitos e negociação de sentimentos, idéias e soluções são
elementos indispensáveis.
Diversidade e Individualidade
O professor deve planejar e oferecer uma gama variada de experiências que
responda às demandas do grupo e às individualidades de cada criança. propiciar
uma educação baseada em condições de aprendizagem que respeitem suas
necessidades e ritmos visando a ampliar e a enriquecer as capacidades de cada
criança.
Aprendizagem significativa e Conhecimentos prévios
Os assuntos trabalhados com as crianças devem guardar relações específicas com
os níveis de desenvolvimento das crianças em cada grupo e faixa etária e, também,
respeitar e propiciar a amplitude das mais diversas experiências em relação aos
eixos de trabalho propostos. Com relação às crianças maiores, podem-se também
9
criar situações intencionais nas quais elas sejam capazes de explicitar seus
conhecimentos por meio das diversas linguagens a que têm acesso.
Educar crianças com necessidades especiais
Deve=se promover o convívio das crianças com a diversidade, pois essa é uma
marca da vida social brasileira.
O professor de educação infantil
muitos dos profissionais que trabalham neste segmento não têm formação
adequada, recebem remuneração baixa e trabalham sob condições bastante
precárias. Há necessidade de uma formação mais abrangente e unificadora para
profissionais tanto de creches como de pré-escolas e de uma restruturação dos
quadros de carreira que leve em consideração os conhecimentos já acumulados no
exercício profissional, como possibilite a atualização profissional. Isto significa que
as diferentes redes de ensino deverão colocar-se a tarefa de investir de maneira
sistemática na capacitação e atualização permanente e em serviço de seus
professores (sejam das creches ou pré-escolas), aproveitando as experiências
acumuladas daqueles que já vêm trabalhando com crianças há mais tempo e com
qualidade. O trabalho direto com crianças pequenas exige que o professor tenha
uma competência polivalente.
A alteração foi feita na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) por
meio da Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, publicada no Diário Oficial da União
desta sexta-feira (5). Essa regulamentação oficializa a mudança feita na
Constituição por meio da Emenda Constitucional nº59 em 2009.
Art. 6º
"É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação
básica a partir dos 4 anos de idade"
Segundo a lei "a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como
finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 anos, em seus aspectos
físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da
comunidade".
Ficou estabelecido que a educação infantil será organizada de acordo com as
seguintes regras:
10
 Avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das
crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental;
 carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200
dias de trabalho educacional;
 atendimento à criança de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de
7 horas para a jornada integral;
 controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a
frequência mínima de 60% do total de horas;
 expedição de documentação que permita atestar os processos de
desenvolvimento e aprendizagem da criança.
 A pré-escola é a etapa anterior ao ensino fundamental e compreende a faixa
etária dos 4 aos 5 anos de idade. Antes da mudança na Constituição, o
ensino fundamental era a única fase escolar obrigatória no Brasil. Depois da
emenda, o ensino passa a ser obrigatório dos 4 aos 17 anos, incluindo a pré-
escola, o ensino fundamental e o médio. É dever dos pais matricular seus
filhos a partir dos 4 anos e obrigação das redes de ensino garantir a vaga
para todos as crianças a partir da mesma idade.
 Os dados mais recentes do IBGE indicam que 1.154.572 crianças de 4 e 5
anos ainda estavam fora da escola em 2010. Apesar do enorme contingente
ainda excluído, a matrícula na pré-escola avançou significativamente na
última década. Em 2000, apenas 51,4% tinham acesso a educação nesta
faixa etária, patamar que saltou para 80,1% em 2010.
11
VOLUME II
CONCEPÇÃO
A construção da identidade e da autonomia diz respeito ao conhecimento,
desenvolvimento e uso dos recursos pessoais para fazer frente às diferentes
situações da vida. A fonte original da identidade está naquele círculo de pessoas
com quem a criança interage no início da vida e de outros universos sociais com
suas diversidade étnica e cultural. O ingresso na instituição de educação infantil
pode alargar o universo inicial das crianças, nesta instituição estarão aprendendo
sobre a diferença e a diversidade que constituem o ser humano e a sociedade. A
autonimia é mais do que um objetivo a ser alcançado com as crianças é um princípio
das ações educativas.
Do ponto de vista do juízo moral, nessa faixa etária, a criança encontra-se numa
fase denominada de heteronomia, em que dá legitimidade a regras e valores porque
provêm de fora, em geral de um adulto a quem ela atribui força e prestígio. Mas na
maturidade da criança lhe permite compreender que as regras são passíveis de
discussão e reformulação. A passagem da heteronomia para a autonomia supõe
recursos internos (afetivos ecognitivos) e externos (sociais e culturais).
A autonomia, definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si
próprio, levando em conta regras, valores, sua perspectiva pessoal, bem como a
perspectiva do outro, é, nessa faixa etária, mais do que um objetivo a ser alcançado
com as crianças, um princípio das ações educativas. Conceber uma educação em
direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade
própria, capazes e competentes para construir conhecimentos, e, dentro de suas
possibilidades, interferir no meio em que vivem.
Entre o bebê e as pessoas que cuidam, interagem e brincam com ele se estabelece
uma forte relação afetiva (a qual envolve sentimentos complexos e contraditórios
como amor, carinho, encantamento, frustração, raiva, culpa etc.). Essas pessoas
não apenas cuidam da criança, mas também medeiam seus contatos com o mundo,
atuando com ela, organizando e interpretando para ela esse mundo. É nessas
interações, em que ela é significada/ interpretada como menino/menina, como
chorão ou tranqüilo, como inteligente ou não, que se constroem suas características.
As pessoas com quem construíram vínculos afetivos estáveis são seus mediadores
principais, sinalizando e criando condições para que as crianças
adotem condutas, valores, atitudes e hábitos necessários à inserção naquele grupo
ou cultura específica.
12
VOLUME III
contém seis documentos referentes aos eixos de trabalho orientados para a
construção das diferentes linguagens pelas crianças e para as relações que
estabelecem com os objetos de conhecimento: Movimento, Música, Artes Visuais,
Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática.
A organização do Referencial possui caráter instrumental e didático, devendo os
professores ter consciência, em sua prática educativa, que a construção de
conhecimentos se processa de maneira integrada e global e que há inter-relações
entre os diferentes eixos sugeridos a serem trabalhados com as crianças. Nessa
perspectiva, o Referencial é um guia de orientação que deverá servir de base para
discussões entre profissionais de um mesmo sistema de ensino ou no interior da
instituição, na elaboração de projetos educativos singulares e diversos.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, volume 3 –
Conhecimento de Mundo, apresenta os objetivos e conteúdos de música no contexto
escolar, além de orientações didáticas que auxiliam a prática dos professores, para
o desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos. De acordo com o Referencial
Curricular Nacional para Educação Infantil (1998) Assim, apresentam-se os
objetivos para crianças de zero a três anos: “ouvir, perceber e discriminar eventos
sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais; brincar com a música,
imitar, inventar e reproduzir criações musicais” (BRASIL, 1998, p. 55). Como
objetivos para crianças de quatro a seis anos, o RCNEI (ibidem) nos averba:
“explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os
outros e ampliar seu conhecimento do mundo; perceber e expressar sensações,
sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e
interpretações musicais.”
13
REFERÊNCIAS
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação
Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
Documento Introdutório. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 1. 13
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação
Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
Formação Pessoal e Social. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 2.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação
Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
Conhecimento de Mundo. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 3.

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Trabalho elaine dourador

  • 1. 1 FACULDADE CASA BRANCA - FACAB ISAIAS LOURENÇO DA SILVA PEDAGOGIA FUNDAMENTOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL ELAINE DOURADOR REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL (RESUMO I, II e III) CASA BRANCA 2015
  • 2. 2 FACULDADE CASA BRANCA – FACAB NOME DO ALUNO FUNDAMENTOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL CASA BRANCA 2015 Trabalho apresentado como requisito de avaliação na Disciplina de Fundamentos de Educação Infantil do Curso de Licenciatura em Pedagogia, da Faculdade Casa Branca - FACAB, sob a orientação do Prof Elaine Dourador.
  • 3. 3 DEDICATÓRIA A minha esposa por me ensinar o verdadeiro significado do Amor.
  • 4. 4 AGRADECIMENTOS Primeiramente а Deus qυе me permiti força para seguir em frente, mesmo diante de todas as dificuldades encontradas a cada passo dessa caminhada e também a todas as pessoas que me circundam, dando sentido aos meus estudos e busca da verdade. Dedico também aos meus queridos alunos para os quais busco aprimoramento e respostas aos questionamentos da vida.
  • 5. 5 EPÍGRAFE “Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém.” Paulo Freire
  • 6. 6 SUMÁRIO VOLUME I....................................................................................................................07 VOLUME II...................................................................................................................11 VOLUME III..................................................................................................................12 REFERÊNCIAS...........................................................................................................13
  • 7. 7 Volume I A expanção da Educação especial no Brasil se deu por conta das madanças na estrutura familiar e na tomada de consciência da sociedade de que é muito importante as primeiras experiências da criança submetidas a um processo de aprendizagem. Este documento constitui-se em um conjunto de referências e orientações pedagógicas que visam a contribuir com a implantação ou implementação de práticas educativas de qualidade que possam promover e ampliar as condições necessárias para o exercício da cidadania das crianças brasileiras. Sua função é contribuir com as políticas e programas de educação infantil, socializando informações, discussões e pesquisas, subsidiando o trabalho educativo de técnicos, professores e demais profissionais da educação infantil e apoiando os sistemas de ensino estaduais e municipais. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE CRECHES E PRÉ-ESCOLAS Grande parte dessas instituições nasceram com o objetivo de atender exclusivamente às crianças de baixa renda. Por conta disto o trabalho institucional foi pautado por uma visão que estigmatizava a população de baixa renda.e o atendimento era visto como favor, a concepção educacional sempre marcada pelo assistencialismo. A criança A concepção de criança não é homogênea, pois está cercada de diversas concepções que dependem desde o local e classe social a qual pertence a criança. As crianças são protegidas pelo estado, pela familia e pela sociedade em geral de forma a propiciar o seu desenvolvimento de forma segura. A A criança está inserida em um contexto social e são caracterizadas como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio. Compreender, conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é o grande desafio da educação infantil e de seus profissionais. Educar As instituições hoje tem as funções de educar e cuidar sem hierarquização dos profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham com as maiores. Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.
  • 8. 8 Cuidar Deve ser compreendido como parte integrante da educação, ou seja, cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimentos e a cooperação de profissionais de diferentes áreas. Brincar A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o “não-brincar”. No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. A brincadeira favorece a auto-estima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. É preciso que o professor tenha consciência que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas esferas do conhecimento, em uma atividade espontânea e imaginativa. Aprender em situações orientadas Permite que as crianças trabalhem com diversos conhecimentos, mas a intervenção do professor é necessária para que as crianças possam ampliar suas capacidades de apropriação dos conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens. Interação A interação social é uma das estratégias mais importantes do professor para a promoção de aprendizagens pelas crianças, para tanto, o professor deve refletir e discutir com seus pares sobre os critérios utilizados na organização dos agrupamentos e das situações de interação, mesmo entre bebês, visando, sempre que possível, a auxiliar as trocas entre as crianças e, ao mesmo tempo, garantir-lhes o espaço da individualidade. As crianças se desenvolvem em situações de interação social, nas quais conflitos e negociação de sentimentos, idéias e soluções são elementos indispensáveis. Diversidade e Individualidade O professor deve planejar e oferecer uma gama variada de experiências que responda às demandas do grupo e às individualidades de cada criança. propiciar uma educação baseada em condições de aprendizagem que respeitem suas necessidades e ritmos visando a ampliar e a enriquecer as capacidades de cada criança. Aprendizagem significativa e Conhecimentos prévios Os assuntos trabalhados com as crianças devem guardar relações específicas com os níveis de desenvolvimento das crianças em cada grupo e faixa etária e, também, respeitar e propiciar a amplitude das mais diversas experiências em relação aos eixos de trabalho propostos. Com relação às crianças maiores, podem-se também
  • 9. 9 criar situações intencionais nas quais elas sejam capazes de explicitar seus conhecimentos por meio das diversas linguagens a que têm acesso. Educar crianças com necessidades especiais Deve=se promover o convívio das crianças com a diversidade, pois essa é uma marca da vida social brasileira. O professor de educação infantil muitos dos profissionais que trabalham neste segmento não têm formação adequada, recebem remuneração baixa e trabalham sob condições bastante precárias. Há necessidade de uma formação mais abrangente e unificadora para profissionais tanto de creches como de pré-escolas e de uma restruturação dos quadros de carreira que leve em consideração os conhecimentos já acumulados no exercício profissional, como possibilite a atualização profissional. Isto significa que as diferentes redes de ensino deverão colocar-se a tarefa de investir de maneira sistemática na capacitação e atualização permanente e em serviço de seus professores (sejam das creches ou pré-escolas), aproveitando as experiências acumuladas daqueles que já vêm trabalhando com crianças há mais tempo e com qualidade. O trabalho direto com crianças pequenas exige que o professor tenha uma competência polivalente. A alteração foi feita na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) por meio da Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (5). Essa regulamentação oficializa a mudança feita na Constituição por meio da Emenda Constitucional nº59 em 2009. Art. 6º "É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade" Segundo a lei "a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade". Ficou estabelecido que a educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras:
  • 10. 10  Avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental;  carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional;  atendimento à criança de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral;  controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas;  expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança.  A pré-escola é a etapa anterior ao ensino fundamental e compreende a faixa etária dos 4 aos 5 anos de idade. Antes da mudança na Constituição, o ensino fundamental era a única fase escolar obrigatória no Brasil. Depois da emenda, o ensino passa a ser obrigatório dos 4 aos 17 anos, incluindo a pré- escola, o ensino fundamental e o médio. É dever dos pais matricular seus filhos a partir dos 4 anos e obrigação das redes de ensino garantir a vaga para todos as crianças a partir da mesma idade.  Os dados mais recentes do IBGE indicam que 1.154.572 crianças de 4 e 5 anos ainda estavam fora da escola em 2010. Apesar do enorme contingente ainda excluído, a matrícula na pré-escola avançou significativamente na última década. Em 2000, apenas 51,4% tinham acesso a educação nesta faixa etária, patamar que saltou para 80,1% em 2010.
  • 11. 11 VOLUME II CONCEPÇÃO A construção da identidade e da autonomia diz respeito ao conhecimento, desenvolvimento e uso dos recursos pessoais para fazer frente às diferentes situações da vida. A fonte original da identidade está naquele círculo de pessoas com quem a criança interage no início da vida e de outros universos sociais com suas diversidade étnica e cultural. O ingresso na instituição de educação infantil pode alargar o universo inicial das crianças, nesta instituição estarão aprendendo sobre a diferença e a diversidade que constituem o ser humano e a sociedade. A autonimia é mais do que um objetivo a ser alcançado com as crianças é um princípio das ações educativas. Do ponto de vista do juízo moral, nessa faixa etária, a criança encontra-se numa fase denominada de heteronomia, em que dá legitimidade a regras e valores porque provêm de fora, em geral de um adulto a quem ela atribui força e prestígio. Mas na maturidade da criança lhe permite compreender que as regras são passíveis de discussão e reformulação. A passagem da heteronomia para a autonomia supõe recursos internos (afetivos ecognitivos) e externos (sociais e culturais). A autonomia, definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, sua perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro, é, nessa faixa etária, mais do que um objetivo a ser alcançado com as crianças, um princípio das ações educativas. Conceber uma educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria, capazes e competentes para construir conhecimentos, e, dentro de suas possibilidades, interferir no meio em que vivem. Entre o bebê e as pessoas que cuidam, interagem e brincam com ele se estabelece uma forte relação afetiva (a qual envolve sentimentos complexos e contraditórios como amor, carinho, encantamento, frustração, raiva, culpa etc.). Essas pessoas não apenas cuidam da criança, mas também medeiam seus contatos com o mundo, atuando com ela, organizando e interpretando para ela esse mundo. É nessas interações, em que ela é significada/ interpretada como menino/menina, como chorão ou tranqüilo, como inteligente ou não, que se constroem suas características. As pessoas com quem construíram vínculos afetivos estáveis são seus mediadores principais, sinalizando e criando condições para que as crianças adotem condutas, valores, atitudes e hábitos necessários à inserção naquele grupo ou cultura específica.
  • 12. 12 VOLUME III contém seis documentos referentes aos eixos de trabalho orientados para a construção das diferentes linguagens pelas crianças e para as relações que estabelecem com os objetos de conhecimento: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. A organização do Referencial possui caráter instrumental e didático, devendo os professores ter consciência, em sua prática educativa, que a construção de conhecimentos se processa de maneira integrada e global e que há inter-relações entre os diferentes eixos sugeridos a serem trabalhados com as crianças. Nessa perspectiva, o Referencial é um guia de orientação que deverá servir de base para discussões entre profissionais de um mesmo sistema de ensino ou no interior da instituição, na elaboração de projetos educativos singulares e diversos. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, volume 3 – Conhecimento de Mundo, apresenta os objetivos e conteúdos de música no contexto escolar, além de orientações didáticas que auxiliam a prática dos professores, para o desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998) Assim, apresentam-se os objetivos para crianças de zero a três anos: “ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais; brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais” (BRASIL, 1998, p. 55). Como objetivos para crianças de quatro a seis anos, o RCNEI (ibidem) nos averba: “explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo; perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.”
  • 13. 13 REFERÊNCIAS ______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Documento Introdutório. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 1. 13 ______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Formação Pessoal e Social. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 2. ______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Conhecimento de Mundo. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 3.