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                                         MÓDULO 1

                                       INTRODUÇÃO


1.1 – Considerações Iniciais

Entre as características mais desejáveis de um equipamento, certamente poderiam ser incluí-
das uma vida útil ilimitada e uma operação sem falhas. Contudo, isto dificilmente será atingi-
do um dia, pois limitações de ordem física e econômica impõem restrições à vida útil dos e-
quipamentos, o que indica a possibilidade de ocorrências de falhas nos sistemas.

A operação eficaz de sistemas produtivos de bens e serviços é uma exigência vital em muitos
domínios. Nos setores de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, falhas súbitas
causadas por fatores aleatórios devem ser entendidas e contrabalançadas para se evitarem
maiores danos econômicos e sociais. Nas indústrias, o elevado grau de automação e a com-
plexidade dos processos impõem a necessidade de se conhecer e controlar modos de falha que
possam comprometer a missão produtiva. Estas e outras exigências impulsionaram a criação e
o desenvolvimento da Teoria da Confiabilidade.

A Confiabilidade é o ramo da ciência que procura estabelecer modelos para o comportamento
de qualquer sistema de componentes que, quando avariados, podem impedi-lo de exercer as
funções para as quais foi concebido.

A avaliação de confiabilidade procura responder a questões como:

•   Quão confiável ou seguro será um sistema ao longo de sua vida operativa?
•   De que forma um sistema pode falhar?
•   Quais as conseqüências da falha?

As técnicas utilizadas são essencialmente relacionadas ao comportamento futuro dos sistemas
onde, dependendo da aplicação, os horizontes podem variar de horas a até algumas décadas.

Uma definição largamente aceita para Confiabilidade é a seguinte:

Confiabilidade é a probabilidade de um componente, equipamento ou sistema exercer sua
função sem falhas, num período de tempo previsto, sob condições operativas especificadas.

O desempenho de um sistema de potência é quantificado em função de indicadores como:

•   Risco de falha;
•   Número esperado de falhas em um determinado período;
•   Tempo médio entre falhas;
•   Duração média das falhas.

Para tanto, são usados, entre outros, os seguintes parâmetros:

•   Configuração do sistema;
•   Forma de funcionamento;

                                                               Prof. João Guilherme de Carvalho Costa
                                                    Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
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•   Modos de falha;
•   Condições operativas;
•   Condições ambientais, etc.

As ferramentas utilizadas no tratamento destes parâmetros são a Estatística Matemática e a
Teoria das Probabilidades, sobre a qual é apresentada uma revisão conceitual a seguir.


1.2 – Conceitos Básicos sobre Probabilidades


Experimento Aleatório

Em um experimento aleatório é possível identificar todos os resultados que podem ocorrer,
mas não se pode afirmar antecipadamente qual resultado particular ocorrerá. Exemplos:

•   ε1: Lançar uma moeda e observar a face que cai voltada para cima;
•   ε2: Contar o número de peças defeituosas produzidas em um lote de 100;
•   ε3: Observar o estado operativo de um transformador;
•   ε4: Anotar o tempo de vida de uma lâmpada até que esta se queime.

Quando o experimento é repetido poucas vezes, os resultados parecem ocorrer de forma aci-
dental. Porém ao se executar o experimento um grande número de vezes surgirá uma certa
“regularidade”. É esta regularidade que permite a elaboração de modelos para a análise de
experimentos aleatórios. No experimento ε1, por exemplo, a proporção de caras e coroas tende
a se estabilizar em torno de 50% para cada resultado.


Espaço Probabilístico

O espaço probabilístico ou espaço de possibilidades é o conjunto de todos os possíveis resul-
tados de um experimento aleatório. Dos exemplos anteriores:

•   S1: {cara, coroa};
•   S2: {0, 1, 2, ..., 100};
•   S3: {disponível, avariado (em reparo)};
•   S4: {t | t ≥ 0}.


Evento

Um evento ou acontecimento é, por definição, qualquer subconjunto de um espaço probabilís-
tico. São exemplos de eventos:

•   A face da moeda que cai voltada para cima é coroa: A1 = {coroa};
•   O no de peças defeituosas em 100 é menor que 20: A2 = {0, 1, ..., 19};
•   O transformador está avariado: A3 = {avariado};
•   A lâmpada dura mais que 100 horas: A4 = {t | t > 100}.


                                                               Prof. João Guilherme de Carvalho Costa
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Probabilidade

Probabilidade é uma função que faz corresponder a cada evento, um número real “p” entre 0 e
1 que representa a sua chance de ocorrência.

O domínio dessa função é o conjunto de todos os eventos, formado por todos os subconjuntos
do espaço probabilístico, incluindo o conjunto vazio φ e o próprio espaço S. Observe que:

•   0 ≤ P(A) ≤ 1;
•   P(φ) = 0 (evento ou acontecimento impossível);
•   P(S) = 1 (evento ou acontecimento certo).

Por exemplo, no caso do experimento aleatório ε1, o domínio da função é:

D = {φ, cara, coroa, {cara, coroa}}.


Interpretações de Probabilidade

As interpretações de probabilidade permitem calcular numericamente as probabilidades dos
eventos. Considere o exemplo do lançamento da moeda. Admitindo se tratar de uma moeda
honesta, em que as chances de se obter os resultados “cara” e “coroa” são iguais, tem-se:

•   P(φ) = 0;
•   P(cara) = 1/2;
•   P(coroa) = 1/2;
•   P(cara, coroa) = 1.

Neste exemplo foi aplicada a interpretação clássica, ou “a priori”, onde a probabilidade de
ocorrência de um elemento “A” do espaço probabilístico é dada por:

          NA
P(A ) =                                                                                            (1)
           N

onde NA é o no de resultados favoráveis ao evento A e N é o no total de resultados possíveis.

Essa expressão é válida apenas se os elementos do espaço de possibilidades forem equiprová-
veis, i.e. tiverem a mesma chance de ocorrência. Em caso contrário, deve-se aplicar a interpre-
tação de probabilidade como freqüência relativa ou “a posteriori”, onde a probabilidade de um
evento “A” é calculada por:

              nA
P(A) = Lim                                                                                         (2)
          n →∞ n

onde nA é o número de ocorrências do evento “A” em “n” realizações do experimento aleató-
rio correspondente. Na maioria dos casos, as probabilidades de sucesso e falha de equipamen-
tos só podem ser obtidas através da observação do comportamento dos componentes ao longo
de sua vida operativa. Considere o histórico de operação de um equipamento:


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                        Estado


                    Avaria

          Funcionamento


                                                                                     Tempo

Pode-se estimar a disponibilidade (probabilidade de funcionamento) e a indisponibilidade
(probabilidade de falha) de um componente em sua região de vida útil por:

                                tempo total de funcionamento
Disponibilidade =                                                                                   (3)
                    tempo total de funcionamento + tempo total de avaria

                                       tempo total de avaria
Indisponibilidade =                                                        .                         (4)
                      tempo total de funcionamento + tempo total de avaria


1.3 – Regras Básicas para o Cálculo de Probabilidades


Eventos Independentes

Dois eventos são independentes quando a ocorrência de um deles não afeta a probabilidade de
ocorrência do outro. Por exemplo, o resultado (cara ou coroa) obtido ao se lançar uma moeda
é independente do número de pintas obtido (1 a 6) ao se jogar um dado.


Eventos Mutuamente Exclusivos

Dois eventos são mutuamente exclusivos se não puderem ocorrer ao mesmo tempo. Por e-
xemplo, é impossível obter 1 e 6 pintas na face de cima no mesmo lançamento de um dado.


Eventos Complementares

Dois eventos são complementares quando a não-ocorrência de um deles implica na ocorrência
do outro. Observe o diagrama de Venn:


                                                            S
                                           B       A



Tem-se P(A ) + P(B) = 1 , ou ainda P(B) = 1 − P(A ) = P( A ) = “probabilidade de A não ocor-
rer”. Por exemplo, ao se jogar uma moeda, os eventos “cara” e “coroa” são complementares.

                                                                  Prof. João Guilherme de Carvalho Costa
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Eventos Condicionais

Eventos condicionais são aqueles cuja probabilidade de ocorrência varia com ocorrência de
outro evento (ou eventos). Considere o diagrama:


                                                      S
                                        B       A




Observe que a probabilidade do evento A muda se for sabido que o evento B ocorreu ou não.
O conhecimento de que o evento B ocorreu provoca uma redução no espaço probabilístico de
S para B. Assim,

             P(A ∩ B)
P(A | B) =            .                                                                       (5)
               P(B)

Esta é conhecida como “probabilidade condicional do evento A dado que o evento B ocor-
reu”. Analogamente,

             P(A ∩ B)
P(B | A) =            .                                                                       (6)
               P(A)


Exemplo

Sabe-se que o número de pintas da face de cima no lançamento de um dado é par. Qual a pro-
babilidade deste número ser 6?

Definem-se os eventos:

A = “o número de pintas é 6”;
B = “o número de pintas é par”.


                                    1           2 B
                                    3           4
                                    5           6         A


Assim,

             P(A ∩ B) 1 / 6 1
P(A | B) =           =     = .
               P(B)    3/ 6 3




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Ocorrência Simultânea de Eventos

A ocorrência simultânea é a ocorrência dos eventos A e B ao mesmo tempo:


                                                        S
                                        B          A



Há duas situações a considerar:

Eventos Dependentes

Das equações anteriores tem-se:

P(A ∩ B) = P(A | B) × P(B) = P(B | A) × P(A) .                                                   (7)

Eventos Independentes

Neste caso, a probabilidade de ocorrência de cada evento não é influenciada pela ocorrência
do outro. Assim,

P(A | B) = P(A) e P(B | A) = P(B) .                                                              (8)

Logo,

P(A ∩ B) = P(A) × P(B) .                                                                         (9)


Exemplo

a) Um engenheiro seleciona aleatoriamente dois componentes A e B. A probabilidade do
   componente A estar bom é 0,9 e a probabilidade do componente B estar bom é 0,95. Qual
   a probabilidade de ambos os componentes estarem bons?

   Considere os eventos:

   A = “o componente A está bom”;
   B = “o componente B está bom”.

   Como os componentes são independentes,

    P(A ∩ B) = P(A) × P(B) = 0,9 × 0,95 = 0,855.

b) Considere um lote de 10 parafusos, dos quais 3 são defeituosos. Se 2 parafusos forem es-
   colhidos ao acaso, qual a probabilidade dos 2 serem defeituosos?



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   Definindo os eventos:

   A = “o primeiro parafuso é defeituoso”;
   B = “o segundo parafuso é defeituoso”.

   Como o evento B depende do evento A,

                                    3 2 6
    P(A ∩ B) = P(A) × P(B | A) =     × =   .
                                   10 9 90


Ocorrência de Pelo Menos Um entre Dois Eventos

A ocorrência de pelo menos um entre dois eventos é a ocorrência de A ou B (ou ambos), o
que corresponde à área total sombreada no diagrama abaixo:


                                                         S
                                          B      A




P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A ∩ B) .                                                          (10)

Caso os eventos sejam mutuamente exclusivos,

P(A ∪ B) = P(A) + P(B)                                                                       (11)

o que pode ser verificado no diagrama:


                                                         S
                                      B              A




Exemplo

No exemplo anterior (a), qual a probabilidade de se ter pelo menos um dos componentes em
condições de funcionamento?

Considere os eventos A e B definidos a seguir:

A = “o componente A está bom”;
B = “o componente B está bom”.

Como os eventos A e B não são mutuamente exclusivos:


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P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A ∩ B) .

Além disso, como os eventos A e B são independentes (veja o item “a” do exemplo anterior):

P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A) × P(B) = 0,9 + 0,95 − 0,9 × 0,95 = 0,995.


No exemplo anterior (b), calcule a probabilidade de pelo menos um parafuso ser defeituoso.

Considere os seguintes eventos:

A = “o primeiro parafuso é defeituoso”;
B = “o segundo parafuso é defeituoso”.

Como os eventos A e B não são mutuamente exclusivos:

P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A ∩ B)

Como os eventos são dependentes:

P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A) × P(B | A)

               3  3 3 2 48
P(A ∪ B) =       + − × =    .
              10 10 10 9 90


Teorema da Probabilidade Total

Considere um evento A que depende de uma série de eventos (condições) Bi mutuamente ex-
clusivos entre si e que formam um espaço de possibilidades:

                                                              S
                                           B1   A       B2

                                           B4           B3


Note que:         A = (A ∩ B1 ) ∪ (A ∩ B 2 ) ∪ (A ∩ B3 ) ∪ (A ∩ B 4 ) .

Como as condições B1, B2, B3 e B4 são mutuamente exclusivas entre si, vem que:

P(A) = P(A ∩ B1 ) + P(A ∩ B 2 ) + P(A ∩ B3 ) + P(A ∩ B 4 ) .

Como o evento A depende de cada condição Bi:

P(A ∩ B1 ) = P(A | B1 ) × P(B1 ) ;              P( A ∩ B 2 ) = P( A | B 2 ) × P(B 2 ) ;
P( A ∩ B 3 ) = P( A | B 3 ) × P( B 3 ) ;        P( A ∩ B 4 ) = P( A | B 4 ) × P(B 4 ) .


                                                                   Prof. João Guilherme de Carvalho Costa
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Combinando,

P(A) = P(A | B1 ) × P(B1 ) + P(A | B 2 ) × P(B 2 ) + ... + P(A | B 4 ) × P(B 4 ) .

De uma forma genérica, pode-se escrever:

          n
P(A) =   ∑ P ( A | Bi ) × P ( B i ) .                                                                   (12)
         i =1

Na aplicação do teorema, as seguintes restrições devem ser observadas;

•   As condições Bi devem ser mutuamente exclusivas entre si;
•   A união de todos os eventos Bi deve formar um espaço de possibilidades, de modo que a
    soma de suas probabilidades deve ser igual a 1.


Exemplo

Um determinado item é produzido em duas fábricas. A Fábrica 1 é responsável por 70% da
produção e a Fábrica 2 produz os 30% restantes. Sabe-se que o percentual de itens defeituosos
é 10% na Fábrica 1 e 20% na Fábrica 2.

a) Qual a probabilidade de um consumidor comprar um item defeituoso?
b) Dado que um item não é defeituoso, qual a probabilidade dele ter sido feito na Fábrica 2?

Considere os eventos abaixo:

A: “o item é defeituoso”;
B1: “o item foi produzido na Fábrica 1”;
B2: “o item foi produzido na Fábrica 2”.

a) Como o evento A depende das condições B1 e B2 (que são mutuamente exclusivas), pode-
   se usar o Teorema da Probabilidade Total. Assim:

    P(A ) = P(A | B1 ) × P(B1 ) + P(A | B 2 ) × P(B 2 )
    P(A) = 0,1× 0,7 + 0,2 × 0,3
    P(A) = 0,13 .

    Assim, a probabilidade de um consumidor adquirir um item defeituoso vale 0,13.

b) Usando probabilidade condicional:

                     P(B2 ∩ A ) P( A | B2 ) × P(B2 ) 0,8 × 0,3
    P ( B2 | A ) =             =                    =            = 0,2759 .
                       P( A )          P( A )         (1 − 0,13)

    Assim, se um item selecionado ao acaso não for defeituoso, a probabilidade dele ter sido
    feito na fábrica 2 vale 0,2759. Logo, é mais provável que ele tenha sido feito na fábrica 1.


                                                                       Prof. João Guilherme de Carvalho Costa
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1.4 – Exercícios Propostos

1) A probabilidade de um homem estar vivo em um período de 10 anos é 0,8 e a probabili-
   dade de sua mulher estar viva no mesmo período é 0,9. Qual a probabilidade de:

     a)   Ambos estarem vivos nos próximos 10 anos;
     b)   Somente o homem estar vivo;
     c)   Somente a mulher estar viva;
     d)   Pelo menos um deles estar vivo.

2) Um operador comanda 3 máquinas. A probabilidade de uma máquina não exigir a atenção
   do operador em uma hora é 0,9 para a primeira, 0,8 para a segunda e 0,85 para a terceira.
   Calcule a probabilidade de que em uma hora qualquer:

     a) Nenhuma máquina exija a atenção do operador;
     b) Pelo menos uma maquina não exija a atenção do operador.

3) Quatro estudantes chegaram atrasados para a prova e deram a clássica desculpa do pneu
   furado. No exame substitutivo, o professor pergunta na prova qual pneu havia sido furado.
   Se, de fato, não houve pneu furado, os alunos responderão à questão na base do “palpite”.
   Calcule a probabilidade de que eles escolham o mesmo pneu.

4) Se forem extraídas sem reposição duas cartas de um baralho bem misturado, qual a proba-
   bilidade de que a primeira carta seja um 10 e a segunda carta seja de paus?

5) Uma caixa contém 3 bolas brancas e 2 bolas pretas. Se forem extraídas 2 bolas simultane-
   amente, qual a probabilidade de:

     a) Sair uma de cada cor.
     b) As duas serem da mesma cor.

6) Se as bolas do exercício anterior forem retiradas uma a uma sem reposição, qual a proba-
   bilidade de:

     a) As 3 brancas saírem sucessivamente.
     b) As 2 pretas saírem sucessivamente.

7) Um sistema automático de alarme contra incêndio utiliza 3 células sensíveis ao calor que
   agem independentemente uma da outra. Cada célula entra em funcionamento com proba-
   bilidade 0,8 quando a temperatura atinge 60 oC. Se pelo menos uma das células entrar em
   funcionamento, o alarme soa. Calcule a probabilidade do alarme soar quando a temperatu-
   ra atingir 60 oC. Qual o risco do alarme não soar nesta condição?

Respostas:

1)        a) 0,72; b) 0,08; c) 0,18; d) 0,98      5)      a) 0,6; b) 0,4
2)        a) 0,612; b) 0,997                      6)      a) 0,3; b) 0,4
3)        1/64                                    7)      0,008
4)        1/52


                                                             Prof. João Guilherme de Carvalho Costa
                                                  Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI

Modulo 1

  • 1.
    Módulo 1 –Página 1/10 MÓDULO 1 INTRODUÇÃO 1.1 – Considerações Iniciais Entre as características mais desejáveis de um equipamento, certamente poderiam ser incluí- das uma vida útil ilimitada e uma operação sem falhas. Contudo, isto dificilmente será atingi- do um dia, pois limitações de ordem física e econômica impõem restrições à vida útil dos e- quipamentos, o que indica a possibilidade de ocorrências de falhas nos sistemas. A operação eficaz de sistemas produtivos de bens e serviços é uma exigência vital em muitos domínios. Nos setores de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, falhas súbitas causadas por fatores aleatórios devem ser entendidas e contrabalançadas para se evitarem maiores danos econômicos e sociais. Nas indústrias, o elevado grau de automação e a com- plexidade dos processos impõem a necessidade de se conhecer e controlar modos de falha que possam comprometer a missão produtiva. Estas e outras exigências impulsionaram a criação e o desenvolvimento da Teoria da Confiabilidade. A Confiabilidade é o ramo da ciência que procura estabelecer modelos para o comportamento de qualquer sistema de componentes que, quando avariados, podem impedi-lo de exercer as funções para as quais foi concebido. A avaliação de confiabilidade procura responder a questões como: • Quão confiável ou seguro será um sistema ao longo de sua vida operativa? • De que forma um sistema pode falhar? • Quais as conseqüências da falha? As técnicas utilizadas são essencialmente relacionadas ao comportamento futuro dos sistemas onde, dependendo da aplicação, os horizontes podem variar de horas a até algumas décadas. Uma definição largamente aceita para Confiabilidade é a seguinte: Confiabilidade é a probabilidade de um componente, equipamento ou sistema exercer sua função sem falhas, num período de tempo previsto, sob condições operativas especificadas. O desempenho de um sistema de potência é quantificado em função de indicadores como: • Risco de falha; • Número esperado de falhas em um determinado período; • Tempo médio entre falhas; • Duração média das falhas. Para tanto, são usados, entre outros, os seguintes parâmetros: • Configuração do sistema; • Forma de funcionamento; Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 2.
    Módulo 1 –Página 2/10 • Modos de falha; • Condições operativas; • Condições ambientais, etc. As ferramentas utilizadas no tratamento destes parâmetros são a Estatística Matemática e a Teoria das Probabilidades, sobre a qual é apresentada uma revisão conceitual a seguir. 1.2 – Conceitos Básicos sobre Probabilidades Experimento Aleatório Em um experimento aleatório é possível identificar todos os resultados que podem ocorrer, mas não se pode afirmar antecipadamente qual resultado particular ocorrerá. Exemplos: • ε1: Lançar uma moeda e observar a face que cai voltada para cima; • ε2: Contar o número de peças defeituosas produzidas em um lote de 100; • ε3: Observar o estado operativo de um transformador; • ε4: Anotar o tempo de vida de uma lâmpada até que esta se queime. Quando o experimento é repetido poucas vezes, os resultados parecem ocorrer de forma aci- dental. Porém ao se executar o experimento um grande número de vezes surgirá uma certa “regularidade”. É esta regularidade que permite a elaboração de modelos para a análise de experimentos aleatórios. No experimento ε1, por exemplo, a proporção de caras e coroas tende a se estabilizar em torno de 50% para cada resultado. Espaço Probabilístico O espaço probabilístico ou espaço de possibilidades é o conjunto de todos os possíveis resul- tados de um experimento aleatório. Dos exemplos anteriores: • S1: {cara, coroa}; • S2: {0, 1, 2, ..., 100}; • S3: {disponível, avariado (em reparo)}; • S4: {t | t ≥ 0}. Evento Um evento ou acontecimento é, por definição, qualquer subconjunto de um espaço probabilís- tico. São exemplos de eventos: • A face da moeda que cai voltada para cima é coroa: A1 = {coroa}; • O no de peças defeituosas em 100 é menor que 20: A2 = {0, 1, ..., 19}; • O transformador está avariado: A3 = {avariado}; • A lâmpada dura mais que 100 horas: A4 = {t | t > 100}. Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 3.
    Módulo 1 –Página 3/10 Probabilidade Probabilidade é uma função que faz corresponder a cada evento, um número real “p” entre 0 e 1 que representa a sua chance de ocorrência. O domínio dessa função é o conjunto de todos os eventos, formado por todos os subconjuntos do espaço probabilístico, incluindo o conjunto vazio φ e o próprio espaço S. Observe que: • 0 ≤ P(A) ≤ 1; • P(φ) = 0 (evento ou acontecimento impossível); • P(S) = 1 (evento ou acontecimento certo). Por exemplo, no caso do experimento aleatório ε1, o domínio da função é: D = {φ, cara, coroa, {cara, coroa}}. Interpretações de Probabilidade As interpretações de probabilidade permitem calcular numericamente as probabilidades dos eventos. Considere o exemplo do lançamento da moeda. Admitindo se tratar de uma moeda honesta, em que as chances de se obter os resultados “cara” e “coroa” são iguais, tem-se: • P(φ) = 0; • P(cara) = 1/2; • P(coroa) = 1/2; • P(cara, coroa) = 1. Neste exemplo foi aplicada a interpretação clássica, ou “a priori”, onde a probabilidade de ocorrência de um elemento “A” do espaço probabilístico é dada por: NA P(A ) = (1) N onde NA é o no de resultados favoráveis ao evento A e N é o no total de resultados possíveis. Essa expressão é válida apenas se os elementos do espaço de possibilidades forem equiprová- veis, i.e. tiverem a mesma chance de ocorrência. Em caso contrário, deve-se aplicar a interpre- tação de probabilidade como freqüência relativa ou “a posteriori”, onde a probabilidade de um evento “A” é calculada por: nA P(A) = Lim (2) n →∞ n onde nA é o número de ocorrências do evento “A” em “n” realizações do experimento aleató- rio correspondente. Na maioria dos casos, as probabilidades de sucesso e falha de equipamen- tos só podem ser obtidas através da observação do comportamento dos componentes ao longo de sua vida operativa. Considere o histórico de operação de um equipamento: Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 4.
    Módulo 1 –Página 4/10 Estado Avaria Funcionamento Tempo Pode-se estimar a disponibilidade (probabilidade de funcionamento) e a indisponibilidade (probabilidade de falha) de um componente em sua região de vida útil por: tempo total de funcionamento Disponibilidade = (3) tempo total de funcionamento + tempo total de avaria tempo total de avaria Indisponibilidade = . (4) tempo total de funcionamento + tempo total de avaria 1.3 – Regras Básicas para o Cálculo de Probabilidades Eventos Independentes Dois eventos são independentes quando a ocorrência de um deles não afeta a probabilidade de ocorrência do outro. Por exemplo, o resultado (cara ou coroa) obtido ao se lançar uma moeda é independente do número de pintas obtido (1 a 6) ao se jogar um dado. Eventos Mutuamente Exclusivos Dois eventos são mutuamente exclusivos se não puderem ocorrer ao mesmo tempo. Por e- xemplo, é impossível obter 1 e 6 pintas na face de cima no mesmo lançamento de um dado. Eventos Complementares Dois eventos são complementares quando a não-ocorrência de um deles implica na ocorrência do outro. Observe o diagrama de Venn: S B A Tem-se P(A ) + P(B) = 1 , ou ainda P(B) = 1 − P(A ) = P( A ) = “probabilidade de A não ocor- rer”. Por exemplo, ao se jogar uma moeda, os eventos “cara” e “coroa” são complementares. Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 5.
    Módulo 1 –Página 5/10 Eventos Condicionais Eventos condicionais são aqueles cuja probabilidade de ocorrência varia com ocorrência de outro evento (ou eventos). Considere o diagrama: S B A Observe que a probabilidade do evento A muda se for sabido que o evento B ocorreu ou não. O conhecimento de que o evento B ocorreu provoca uma redução no espaço probabilístico de S para B. Assim, P(A ∩ B) P(A | B) = . (5) P(B) Esta é conhecida como “probabilidade condicional do evento A dado que o evento B ocor- reu”. Analogamente, P(A ∩ B) P(B | A) = . (6) P(A) Exemplo Sabe-se que o número de pintas da face de cima no lançamento de um dado é par. Qual a pro- babilidade deste número ser 6? Definem-se os eventos: A = “o número de pintas é 6”; B = “o número de pintas é par”. 1 2 B 3 4 5 6 A Assim, P(A ∩ B) 1 / 6 1 P(A | B) = = = . P(B) 3/ 6 3 Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 6.
    Módulo 1 –Página 6/10 Ocorrência Simultânea de Eventos A ocorrência simultânea é a ocorrência dos eventos A e B ao mesmo tempo: S B A Há duas situações a considerar: Eventos Dependentes Das equações anteriores tem-se: P(A ∩ B) = P(A | B) × P(B) = P(B | A) × P(A) . (7) Eventos Independentes Neste caso, a probabilidade de ocorrência de cada evento não é influenciada pela ocorrência do outro. Assim, P(A | B) = P(A) e P(B | A) = P(B) . (8) Logo, P(A ∩ B) = P(A) × P(B) . (9) Exemplo a) Um engenheiro seleciona aleatoriamente dois componentes A e B. A probabilidade do componente A estar bom é 0,9 e a probabilidade do componente B estar bom é 0,95. Qual a probabilidade de ambos os componentes estarem bons? Considere os eventos: A = “o componente A está bom”; B = “o componente B está bom”. Como os componentes são independentes, P(A ∩ B) = P(A) × P(B) = 0,9 × 0,95 = 0,855. b) Considere um lote de 10 parafusos, dos quais 3 são defeituosos. Se 2 parafusos forem es- colhidos ao acaso, qual a probabilidade dos 2 serem defeituosos? Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 7.
    Módulo 1 –Página 7/10 Definindo os eventos: A = “o primeiro parafuso é defeituoso”; B = “o segundo parafuso é defeituoso”. Como o evento B depende do evento A, 3 2 6 P(A ∩ B) = P(A) × P(B | A) = × = . 10 9 90 Ocorrência de Pelo Menos Um entre Dois Eventos A ocorrência de pelo menos um entre dois eventos é a ocorrência de A ou B (ou ambos), o que corresponde à área total sombreada no diagrama abaixo: S B A P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A ∩ B) . (10) Caso os eventos sejam mutuamente exclusivos, P(A ∪ B) = P(A) + P(B) (11) o que pode ser verificado no diagrama: S B A Exemplo No exemplo anterior (a), qual a probabilidade de se ter pelo menos um dos componentes em condições de funcionamento? Considere os eventos A e B definidos a seguir: A = “o componente A está bom”; B = “o componente B está bom”. Como os eventos A e B não são mutuamente exclusivos: Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 8.
    Módulo 1 –Página 8/10 P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A ∩ B) . Além disso, como os eventos A e B são independentes (veja o item “a” do exemplo anterior): P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A) × P(B) = 0,9 + 0,95 − 0,9 × 0,95 = 0,995. No exemplo anterior (b), calcule a probabilidade de pelo menos um parafuso ser defeituoso. Considere os seguintes eventos: A = “o primeiro parafuso é defeituoso”; B = “o segundo parafuso é defeituoso”. Como os eventos A e B não são mutuamente exclusivos: P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A ∩ B) Como os eventos são dependentes: P(A ∪ B) = P(A) + P(B) − P(A) × P(B | A) 3 3 3 2 48 P(A ∪ B) = + − × = . 10 10 10 9 90 Teorema da Probabilidade Total Considere um evento A que depende de uma série de eventos (condições) Bi mutuamente ex- clusivos entre si e que formam um espaço de possibilidades: S B1 A B2 B4 B3 Note que: A = (A ∩ B1 ) ∪ (A ∩ B 2 ) ∪ (A ∩ B3 ) ∪ (A ∩ B 4 ) . Como as condições B1, B2, B3 e B4 são mutuamente exclusivas entre si, vem que: P(A) = P(A ∩ B1 ) + P(A ∩ B 2 ) + P(A ∩ B3 ) + P(A ∩ B 4 ) . Como o evento A depende de cada condição Bi: P(A ∩ B1 ) = P(A | B1 ) × P(B1 ) ; P( A ∩ B 2 ) = P( A | B 2 ) × P(B 2 ) ; P( A ∩ B 3 ) = P( A | B 3 ) × P( B 3 ) ; P( A ∩ B 4 ) = P( A | B 4 ) × P(B 4 ) . Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 9.
    Módulo 1 –Página 9/10 Combinando, P(A) = P(A | B1 ) × P(B1 ) + P(A | B 2 ) × P(B 2 ) + ... + P(A | B 4 ) × P(B 4 ) . De uma forma genérica, pode-se escrever: n P(A) = ∑ P ( A | Bi ) × P ( B i ) . (12) i =1 Na aplicação do teorema, as seguintes restrições devem ser observadas; • As condições Bi devem ser mutuamente exclusivas entre si; • A união de todos os eventos Bi deve formar um espaço de possibilidades, de modo que a soma de suas probabilidades deve ser igual a 1. Exemplo Um determinado item é produzido em duas fábricas. A Fábrica 1 é responsável por 70% da produção e a Fábrica 2 produz os 30% restantes. Sabe-se que o percentual de itens defeituosos é 10% na Fábrica 1 e 20% na Fábrica 2. a) Qual a probabilidade de um consumidor comprar um item defeituoso? b) Dado que um item não é defeituoso, qual a probabilidade dele ter sido feito na Fábrica 2? Considere os eventos abaixo: A: “o item é defeituoso”; B1: “o item foi produzido na Fábrica 1”; B2: “o item foi produzido na Fábrica 2”. a) Como o evento A depende das condições B1 e B2 (que são mutuamente exclusivas), pode- se usar o Teorema da Probabilidade Total. Assim: P(A ) = P(A | B1 ) × P(B1 ) + P(A | B 2 ) × P(B 2 ) P(A) = 0,1× 0,7 + 0,2 × 0,3 P(A) = 0,13 . Assim, a probabilidade de um consumidor adquirir um item defeituoso vale 0,13. b) Usando probabilidade condicional: P(B2 ∩ A ) P( A | B2 ) × P(B2 ) 0,8 × 0,3 P ( B2 | A ) = = = = 0,2759 . P( A ) P( A ) (1 − 0,13) Assim, se um item selecionado ao acaso não for defeituoso, a probabilidade dele ter sido feito na fábrica 2 vale 0,2759. Logo, é mais provável que ele tenha sido feito na fábrica 1. Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI
  • 10.
    Módulo 1 –Página 10/10 1.4 – Exercícios Propostos 1) A probabilidade de um homem estar vivo em um período de 10 anos é 0,8 e a probabili- dade de sua mulher estar viva no mesmo período é 0,9. Qual a probabilidade de: a) Ambos estarem vivos nos próximos 10 anos; b) Somente o homem estar vivo; c) Somente a mulher estar viva; d) Pelo menos um deles estar vivo. 2) Um operador comanda 3 máquinas. A probabilidade de uma máquina não exigir a atenção do operador em uma hora é 0,9 para a primeira, 0,8 para a segunda e 0,85 para a terceira. Calcule a probabilidade de que em uma hora qualquer: a) Nenhuma máquina exija a atenção do operador; b) Pelo menos uma maquina não exija a atenção do operador. 3) Quatro estudantes chegaram atrasados para a prova e deram a clássica desculpa do pneu furado. No exame substitutivo, o professor pergunta na prova qual pneu havia sido furado. Se, de fato, não houve pneu furado, os alunos responderão à questão na base do “palpite”. Calcule a probabilidade de que eles escolham o mesmo pneu. 4) Se forem extraídas sem reposição duas cartas de um baralho bem misturado, qual a proba- bilidade de que a primeira carta seja um 10 e a segunda carta seja de paus? 5) Uma caixa contém 3 bolas brancas e 2 bolas pretas. Se forem extraídas 2 bolas simultane- amente, qual a probabilidade de: a) Sair uma de cada cor. b) As duas serem da mesma cor. 6) Se as bolas do exercício anterior forem retiradas uma a uma sem reposição, qual a proba- bilidade de: a) As 3 brancas saírem sucessivamente. b) As 2 pretas saírem sucessivamente. 7) Um sistema automático de alarme contra incêndio utiliza 3 células sensíveis ao calor que agem independentemente uma da outra. Cada célula entra em funcionamento com proba- bilidade 0,8 quando a temperatura atinge 60 oC. Se pelo menos uma das células entrar em funcionamento, o alarme soa. Calcule a probabilidade do alarme soar quando a temperatu- ra atingir 60 oC. Qual o risco do alarme não soar nesta condição? Respostas: 1) a) 0,72; b) 0,08; c) 0,18; d) 0,98 5) a) 0,6; b) 0,4 2) a) 0,612; b) 0,997 6) a) 0,3; b) 0,4 3) 1/64 7) 0,008 4) 1/52 Prof. João Guilherme de Carvalho Costa Instituto de Sistemas Elétricos e Energia – UNIFEI