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Neurofisiologia

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Neurofisiologia

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Neurofisiologia

  1. 1. NEUROFISIOLOGIA Carlos Frederico A. Rodrigues. PMI III
  2. 2. TÓPICOS • ELETRONEUROMIOGRAFIA. • ELETROENCEFALOGRAMA. • POLISSONOGRAFIA. • AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA. • VÍDEO ELETROENCEFALOGRAMA.
  3. 3. ELETRONEUROMIOGRAFIA • Eletroneuromiografia (ENMG) é um procedimento que avalia a função do sistema nervoso periférico e muscular através do registro das respostas elétricas geradas por estes sistemas, às quais são detectadas graficamente por um equipamento denominado eletroneuromiógrafo.
  4. 4. ELETRONEUROMIOGRAFIA • A lesão destes sistemas determinam doenças neuromusculares que representam um grupo extenso de afecções que comprometem a unidade motora. • A unidade motora estende-se do corpo celular do neurônio motor inferior, raiz nervosa, nervo periférico, a junção neuromuscular até o tecido muscular esquelético. • ENMG é de fundamental importância para auxílio diagnóstico, terapêutico e para fins de prognóstico em doenças neuromusculares.
  5. 5. ELETRONEUROMIOGRAFIA • O exame é realizado em duas fases: • Estudo dos nervos periféricos: aplica-se estímulo elétrico registrando a resposta do nervo estudado (potencial de ação) que é analisado pelo neurofisiologista clínico, comparando-se com o lado oposto, bem como os valores padronizados de referência.
  6. 6. ELETRONEUROMIOGRAFIA • Estudo dos músculos: utilizando-se eletrodos de agulhas pequenas, os quais são inseridos nos músculos para registro de atividade elétrica muscular em repouso e durante a contração.
  7. 7. ELETRONEUROMIOGRAFIA • Objetivo • Analisar a velocidade de condução elétrica e o estado das unidades motoras, ou seja, detectar lesões do sistema nervoso periférico e muscular localizando a lesão dentro da unidade motora, assim como quantificar tal lesão, o que permite ao médico fazer o diagnóstico e prognóstico do paciente, ao elucidar o tipo de patologia (axonal, desmielinizande ou mista) e o tempo de evolução da mesma (aguda ou crônica).
  8. 8. ELETRONEUROMIOGRAFIA • Indicações clínicas • Mononeuropatias (traumáticas), neuropatias compressivas (síndrome túnel do carpo), polineuropatias axonais (por diabetes, alcoólicas, vasculites), polineuropatias desmielinizantes (síndrome Guillain-Barré), paralisias faciais; doenças do motoneurônio (poliomielite, atrofia muscular espinhal, esclerose lateral amiotrófica); lesões de gânglios das raízes dorsais (herpes zoster, ataxia de Friedreich, neuropatia sensitiva hereditária); lesões de raízes nervosas/hérnias discais/tumores; doenças de plexos nervosos (tumorais, traumas, plexopatia diabética); doença da junção neuromuscular (miastenia gravis); doenças musculares (distrofias, síndromes miotônicas, miopatias congênitas, metabólicas ou adquiridas)
  9. 9. ELETROENCEFALOGRAMA • O eletrencefalograma é um exame para verificar a atividade funcional elétrica do cérebro.
  10. 10. ELETROENCEFALOGRAMA • O eletrencefalograma, embora útil em outras condições clínicas, tem sua maior indicação para os pacientes com diagnóstico estabelecido ou suspeito de epilepsia. Nesse sentido, vem sendo usado desde a década de 1940, ganhando grande popularidade no Brasil a partir de década de 1950.
  11. 11. ELETROENCEFALOGRAMA • É importante salientar que uma parcela dos pacientes epilépticos pode apresentar traçado eletrencefalográfico normal no primeiro registro. No entanto, quando vários exames são feitos, em período fora de crises epilépticas (registro intercrítico), ou é feita a monitorização eletrencefalográfica de 24 h (Holter Cerebral) a maioria desses pacientes exibe anormalidades em seus exames.
  12. 12. ELETROENCEFALOGRAMA • O encontro dessas anormalidades é de fundamental importância. A análise de seu padrão eletrográfico auxilia na classificação do tipo crise epiléptica e conseqüentemente do tipo de epilepsia, proporcionando, em alguns casos, direcionar a terapêutica e obter dados prognósticos.
  13. 13. POLISSONOGRAFIA • Polissonografia é um registro complexo da atividade elétrica cerebral, da respiração e de sinais indicativos de relaxamento muscular, movimentos oculares, oxigenação sanguínea, batimento cardíaco e outros. • Cerca de 30% dos adultos roncam e, embora para a maior parte deles isto não signifique um problema grave, estima-se que em 5% dos casos o ronco está associado a apnéia do sono
  14. 14. POLISSONOGRAFIA • A polissonografia é indicada para diagnóstico de diversos distúrbios do sono, além das apnéias e roncos. Assim, é útil para o diagnóstico da insônia, sonambulismo, terror noturno, ranger de dentes (bruxismo), fibromialgia e outros.
  15. 15. POLISSONOGRAFIA • Como é realizado? • O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo e que permitem o registro de diversas funções durante o sono. Os sensores (ou eletrodos) são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando o sono.
  16. 16. POLISSONOGRAFIA • O estagiamento da polissonografia segue a proposta de RECHTSCHAFFEN and KALES, de 1968. • O sono e´ divido em Sono com Movimentos Oculares Rápidos (Sono REM) e Sono sem Movimentos Oculares Rápidos (Sono NREM), que por sua vez é ainda sub-dividido em sono fases 1, 2, 3, e 4, conforme o sono se torna mais profundo.
  17. 17. POLISSONOGRAFIA • Cada uma destas fases apresenta características próprias, e o seu conhecimento é fundamental para a adequada interpretação da polissonografia. • Quando se avaliam eventos relacionados ao sono, a interpretação correta da polissonografia se torna ainda mais importante, pois esta avaliação baseia-se no tempo que o paciente efetivamente dorme, e não em todo o tempo que é registrado. • Além disso, alguns eventos registrados podem ser normais em algumas fases do sono e anormais em outras.
  18. 18. NEUROPSICOLOGIA • A avaliação neuropsicológica é um procedimento que tem por objetivo investigar as funções cognitivas (conhecimentos complexos) e práxicas (atividade motora fina) dos pacientes, buscando elucidar os distúrbios de atenção, memória e sensopercepção, além de alterações cognitivas específicas como gnosias, abstração, capacidade de raciocínio, cálculo e planejamento, bem como seus diagnósticos diferenciais.
  19. 19. NEUROPSICOLOGIA • Esta complexa avaliação é realizada por psicólogos e neurologistas treinados na avaliação das “funções nervosas superiores” e utiliza de testes neurológicos e psicológicos específicos, padronizados e validados, sendo realizados em etapas sucessivas, baseados em dados comparativos, segundo o esperado para cada faixa etária, nível socioeconômico e escolaridade.
  20. 20. NEUROPSICOLOGIA • A avaliação neuropsicológica na Doença de Alzheimer (DA) é o principal instrumento para diagnosticar o tipo e a intensidade dos distúrbios de atenção, memória e desempenho intelectual, permitindo acompanhar, em exames sucessivos, a progressão mais rápida ou lenta da DA, oferecendo nas fases iniciais a possibilidade de diferenciar os sintomas da DA da depressão. • Em TDAH, a avaliação neuropsicológica permite, além do diagnóstico, a diferenciação de um distúrbio de atenção secundário apenas a ansiedade, nervosismo e preocupações, além de estimar a intensidade do problema e permitir, em exames sucessivos, o resultado do tratamento.
  21. 21. VÍDEO EEG. • O exame de vídeo eletroencefalograma (vídeo EEG) é realizado da mesma forma que o eletroencefalograma tradicional, com o acréscimo de um registro simultâneo em vídeo. Os resultados da atividade cerebral e as imagens são analisados por um médico especialista em área de eletrofisiologia.
  22. 22. VÍDEO EEG. • O vídeo EEG auxilia o médico a definir se as manifestações apresentadas pelo paciente são de natureza epiléptica ou não. • O tempo de registro prolongado é extremamente útil para documentar características clínicas das crises convulsivas/epilépticas, localizar o início e a propagação das descargas e classificar corretamente diferentes tipos de crises epilépticas, possibilitando o diagnóstico e a programação terapêutica clínica ou cirúrgica, assim como o seu prognóstico. • O tempo de realização do exame depende da indicação do médico, sendo, em média, de 24 horas. O registro eletroencefalográfico com menor tempo de avaliação também pode ser utilizado (até 12 horas), tendo como objetivo primordial minimizar o desconforto da monitorização prolongada.
  23. 23. VÍDEO EEG. • A população pediátrica se beneficia com o registro videoeletrencefalográfico, tendo em vista a peculiaridade das crises epilépticas na infância, a incapacidade destes pacientes em descrever fenômenos subjetivos e a dificuldade de caracterizar a natureza de um evento, mesmo quando este é assistido por um profissional.
  24. 24. VÍDEO EEG. • - diagnóstico diferencial entre eventos epilépticos e não epilépticos (síncopes, arritmias cardíacas, distúrbios do sono e distúrbios psiquiátricos, entre outros); • - classificação de síndromes e crises epilépticas (por exemplo: parcial, generalizada; tônica, atônica, mioclônica, espasmos, tônica-clônica); • - determinação da zona epileptogênica na investigação pré- cirúrgica para epilepsia, • - determinação da freqüência das crises; • - avaliações dos casos de epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso; • - resposta às intervenções terapêuticas.

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