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HUMANISMO
ou pré-renascimento
Século XV (1418 – 1527)
Escola literária
Humanismo (1434-1527)
Contexto Histórico:
 Fim da Idade Média
 Teocentrismo ⇨ Antropocentrismo
 Dualidade: Fé e Razão
 Feudalismo Absolutismo (Poder Real)⇨
 Mecenato
 Consolidação do Estado Nacional Português
 Transição da Id. Média para o Renascimento
Na literatura
 Produção escrita:
 Teatro – é a manifestação literária onde ficam mais claras as
características do período;
 Poesia Palaciana– a poesia deixa de ser acompanhada por música e
passa a ser declamada dentro do palácio;
 Historiografia – crônicas (Fernão Lopes), na época, eram os registros
da vida de personagens e acontecimentos históricos
AUTORES PORTUGUESES
 Sá de Miranda introduziu as formas de verso italianas;
 Gil Vicente o teatro com a cultura popular, relatando a mudança dos
tempos
 Luís de Camões escreveu os feitos dos portugueses no poema épico Os
Lusíadas.
Características ideológicas da
produção literária do Humanismo
 Abandono da subordinação absoluta à Igreja
Católica;
 Resgate dos valores clássicos greco-romanos;
 Procura na Ciência uma explicação para fenômenos
até então atribuídos a Deus;
 Afirmação da capacidade do indivíduo em controlar
seu próprio destino.
 ANTROPOCENTRISMO
GIL VICENTE
Principais obras:
 Auto da Barca do Inferno;
 Auto da Lusitânia;
 Auto da Índia;
 A farsa de Inês Pereira;
 O velho da horta.
Humanismo
 Humanismo: manifestações literárias
 Poesia palaciana – compilada em 1516, por Garcia de
Resende – está registrada no Cancioneiro Geral;
 Prosa historiográfica (Crônicas), de Fernão Lopes;
 Teatro medieval e popular de Gil Vicente.
Poesia palaciana
– compilada em 1516, por Garcia de Resende – está registrada no Cancioneiro
Geral;
 Vários autores: Garcia de Resende, João Ruiz de Castelo Branco, Nuno Pereira,
Fernão Pereira, Conde Vimioso, Aires Teles, Diogo Brandão, Gil Vicente, Sá de
Miranda.
 Separação entre poesia e música;
 Versos redondilhos (medida velha); 5 ou 7 sílabas métricas
 Presença de um mote (tema, motivo) a ser desenvolvido na glosa (Obs.: cada
estrofe da glosa corresponde a uma volta e deve retomar um ou mais versos
do mote);
 Gosto pelo Paradoxo e pela Antítese;
 Lirismo amoroso: amor cortês, súplica mortal, coita;
 A mulher é carnal, adquire graças físicas e sensoriais, contrariando a maioria
dos trovadores medievais.
 “Cousas de folgar e gentilezas”: composições frívolas, poesias de circunstâncias
e exercícios de virtuosismo poético;
 Poemas satíricos (às vezes pornográficos).
Gil Vicente
 Teatro: gênero dramático
 Expressa sua fé mas não esquece a razão:
 Em nome da religiosidade,faz a crítica moral dos costumes e a
sátira aos pecadores.
 Farsas: são peças cômicas de um só ato, com enredo curto e
poucas personagens, extraídas do cotidiano
 Autos: peças teatrais de assunto religioso ou profano; sério ou
cômico. Os autos tinham a finalidade de divertir, de moralizar ou
de difundir a fé cristã.
 Medievalismo e Classicismo; ambivalência
 Figuras cristãs e pagãs;
 Anjos, demônios e homens, mulheres reais;
 Linguagem culta da elite e linguagem dos camponeses e de
pessoas desbocadas das ruas;
 Crítica ao capitalismo comercial crescente
Gil Vicente
Personagens:
A) Tipos: são generalizações ou estereótipos, que
representam uma classe social ou uma categoria
profissional;elas não levam ao palco problemas pessoais,
mas questões comuns à coletividade.
B) Personagens Alegóricas: são personificações
de idéias ou intuições. No Auto da Lusitânia temos Todo-o-
mundo e Ninguém
As personagens não se sobressaem como indivíduos:
 São tipos que ilustram a sociedade da época com suas
aspirações, seus vícios e seus dramas;
 Quase sempre, são designados pela ocupação que
exercem ou por algum outro traço social;
 Reis, fidalgos, parvos, beberrões e alcoviteiras, judeus,
ciganos, mouros, comerciantes, artesãos;
A cada tipo de
personagem, uma
característica única:
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Renascimento (Séc.
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PERÍODO DA HISTÓRIA DA EUROPA
Lit  humanismo-renasc-classicismo português - profª katty
“ O Homem é a medida de todas as coisas”
Renascimento (Séc. XVI a XVIII)
 Renascimento, Renascença ou Renascentismo são termos
usados para identificar o período da História da Europa que
decorre de aproximadamente entre fins do século XIII e
meados do século XVII.
 Em oposição à cultura feudal, o Renascimento foi um
movimento cultural que expressou a mentalidade
burguesa.
 Em Portugal a influência do Renascimento estende-se de
meados do século XV a finais do século XVI.
“Os efeitos de um bom governo”, de Ambrogio Lorenzetti (1290-1348) =
nessa obra o pintor retrata o reflorescimento da vida urbana e do comércio,
provocando maior interação entre pessoas de diferentes segmentos sociais.
Descobrir o Mundo...Descobrir o Homem
O surgimento da burguesia
Muitos camponeses, atraídos pelas promessas de
prosperidade, transferiram-se para os burgos, onde
começaram a trabalhar como pequenos mercadores.
Surgia, assim, a burguesia, constituída por todos
aqueles que, sem nobreza de sangue, acumulavam
capital por meio de atividades mercantis.
O burguês passa a investir em cultura, algo que até
então só era feito pela Igreja e pelos grandes
soberanos.
contextualização
A descoberta de novos
mundos e o contacto
com outras civilizações
levaram a uma
miscigenação cultural
que se refletiria,
essencialmente, na
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O ideal de
universalidade:
Os renascentistas
acreditavam que
uma pessoa poderia
vir a aprender e
saber tudo o que se
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A busca por uma formação levou à redescoberta de textos e
autores da Antigüidade Clássica, considerada uma fonte de saber
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 Antropocentrismo:
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considerar-se não mais
como imagem de Deus,
mas como um ser ligado
à sua natureza material,
física e terrena.
 Um fator fundamental na
divulgação das ideias
humanistas foi a
descoberta da imprensa,
por Gutemberg
(Alemanha –1452), mas
que chegou a Portugal
somente em 1494.
Classicismo
séc XV (1527 a 1580)
Escola Literária
 Início em Portugal: 1527 quando Sá de Miranda regressa da
Itália com o dolce stil nuovo - e inicia a divulgação, em
Portugal, das modalidades poéticas clássicas. Esse conjunto
de procedimentos artísticos, em território luso, denominou-
se medida nova.
A medida nova,:
 utilização de versos decassílabos, que substituíram as
redondilhas (medida velha),
 adoção de várias formas fixas, assimiladas dos modelos
gregos, latinos e dos modelos italianos, mais recentes.
Contudo, apesar da aceitação das novas formas literárias introduzidas pelo
Classicismo, notadamente as poéticas, mais identificadas com a inclinação
portuguesa para o lirismo que a prosa romanesca, o espírito medieval não
foi completamente abandonado.
Por isso, o Quinhentismo luso constituiu uma época bifronte, pela
coexistência e, não raro, pela interinfluência das duas formas de cultura:
- a medieval, popular, tradicional, materializada na medida velha,
- a clássica, erudita, renascentista, que se expressava por meio da medida
nova.
Esse bifrontismo é lugar-comum entre os autores portugueses da época
renascentista, cujas aparentes contradições só podem ser explicadas quando
se tem em vista a ambivalência cultural da época.
No caso português, acresce não ter havido um Renascentismo típico, pois,
dada a prevalência do catolicismo e do poder eclesiástico, o racionalismo e a
ideologia burguesa não vingaram de modo tão expressivo, como ocorreu em
outros países.
Características
1. Equilíbrio e harmonia - de forma e fundo. Clareza, mentalidade aberta, intensidade vital,
ímpeto progressista, euforia, ânsia de glória e perenidade, apreço pelo humano, sentido do nu
artístico. Racionalismo, primado da razão que governa as emoções e os sentimentos.
Sobriedade, simetria, simplicidade.
2. Culto da Antigüidade Greco-Latina - Retomada das regras e modelos clássicos e da disciplina
gramatical, poética e retórica dos antigos. presença da mitologia, dos deuses pagãos usados
como figuras literárias e claras alegorias.
3. Universalismo - Apego aos valores transcendentais (o Belo, o Bem, a Verdade, a Perfeição).
Ajustado a sistemas racionais, simplificação por lucidez técnica, simetria.
4. Imitação - Autores gregos e latinos são tomados como modelos ideais de verdade, beleza e
perferição. A obediência às formas e gênereos da Antigüidade prevalece sobre o impulso
pessoal e sobre a busca da originalidade.
5. Ideal ético-estético - Seguindo os gregos, a idéia de Beleza estava sempre associada à de
Bem, como um ideal de perfeição simultaneamente estético e ético. O Belo é o Bem e vice-
versa.
6. Verossimilhança - Os clássicos entendiam que o belo é racional, o verdadeiro, e o verdadeiro
é o natural. Daí a valorização da natureza e sua imitação artística.
7. Fusionismo - A fusão do racionalismo e paganismo com a tradição judaico-cristã levou
CÁMÕES a harmonizar divindades da mitologia pagã com personagens bíblicas do Antigo e
Novo Testamento.
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  • 1. HUMANISMO ou pré-renascimento Século XV (1418 – 1527) Escola literária
  • 3. Contexto Histórico:  Fim da Idade Média  Teocentrismo ⇨ Antropocentrismo  Dualidade: Fé e Razão  Feudalismo Absolutismo (Poder Real)⇨  Mecenato  Consolidação do Estado Nacional Português  Transição da Id. Média para o Renascimento
  • 4. Na literatura  Produção escrita:  Teatro – é a manifestação literária onde ficam mais claras as características do período;  Poesia Palaciana– a poesia deixa de ser acompanhada por música e passa a ser declamada dentro do palácio;  Historiografia – crônicas (Fernão Lopes), na época, eram os registros da vida de personagens e acontecimentos históricos AUTORES PORTUGUESES  Sá de Miranda introduziu as formas de verso italianas;  Gil Vicente o teatro com a cultura popular, relatando a mudança dos tempos  Luís de Camões escreveu os feitos dos portugueses no poema épico Os Lusíadas.
  • 5. Características ideológicas da produção literária do Humanismo  Abandono da subordinação absoluta à Igreja Católica;  Resgate dos valores clássicos greco-romanos;  Procura na Ciência uma explicação para fenômenos até então atribuídos a Deus;  Afirmação da capacidade do indivíduo em controlar seu próprio destino.  ANTROPOCENTRISMO
  • 6. GIL VICENTE Principais obras:  Auto da Barca do Inferno;  Auto da Lusitânia;  Auto da Índia;  A farsa de Inês Pereira;  O velho da horta.
  • 7. Humanismo  Humanismo: manifestações literárias  Poesia palaciana – compilada em 1516, por Garcia de Resende – está registrada no Cancioneiro Geral;  Prosa historiográfica (Crônicas), de Fernão Lopes;  Teatro medieval e popular de Gil Vicente.
  • 8. Poesia palaciana – compilada em 1516, por Garcia de Resende – está registrada no Cancioneiro Geral;  Vários autores: Garcia de Resende, João Ruiz de Castelo Branco, Nuno Pereira, Fernão Pereira, Conde Vimioso, Aires Teles, Diogo Brandão, Gil Vicente, Sá de Miranda.  Separação entre poesia e música;  Versos redondilhos (medida velha); 5 ou 7 sílabas métricas  Presença de um mote (tema, motivo) a ser desenvolvido na glosa (Obs.: cada estrofe da glosa corresponde a uma volta e deve retomar um ou mais versos do mote);  Gosto pelo Paradoxo e pela Antítese;  Lirismo amoroso: amor cortês, súplica mortal, coita;  A mulher é carnal, adquire graças físicas e sensoriais, contrariando a maioria dos trovadores medievais.  “Cousas de folgar e gentilezas”: composições frívolas, poesias de circunstâncias e exercícios de virtuosismo poético;  Poemas satíricos (às vezes pornográficos).
  • 9. Gil Vicente  Teatro: gênero dramático  Expressa sua fé mas não esquece a razão:  Em nome da religiosidade,faz a crítica moral dos costumes e a sátira aos pecadores.  Farsas: são peças cômicas de um só ato, com enredo curto e poucas personagens, extraídas do cotidiano  Autos: peças teatrais de assunto religioso ou profano; sério ou cômico. Os autos tinham a finalidade de divertir, de moralizar ou de difundir a fé cristã.  Medievalismo e Classicismo; ambivalência  Figuras cristãs e pagãs;  Anjos, demônios e homens, mulheres reais;  Linguagem culta da elite e linguagem dos camponeses e de pessoas desbocadas das ruas;  Crítica ao capitalismo comercial crescente
  • 10. Gil Vicente Personagens: A) Tipos: são generalizações ou estereótipos, que representam uma classe social ou uma categoria profissional;elas não levam ao palco problemas pessoais, mas questões comuns à coletividade. B) Personagens Alegóricas: são personificações de idéias ou intuições. No Auto da Lusitânia temos Todo-o- mundo e Ninguém As personagens não se sobressaem como indivíduos:  São tipos que ilustram a sociedade da época com suas aspirações, seus vícios e seus dramas;  Quase sempre, são designados pela ocupação que exercem ou por algum outro traço social;  Reis, fidalgos, parvos, beberrões e alcoviteiras, judeus, ciganos, mouros, comerciantes, artesãos; A cada tipo de personagem, uma característica única: Fidalgo : orgulhoso Padre : sodomita Camponês : parvo Judeu : agiota
  • 12. Renascimento (Séc. XVI a XVIII) PERÍODO DA HISTÓRIA DA EUROPA
  • 14. “ O Homem é a medida de todas as coisas”
  • 15. Renascimento (Séc. XVI a XVIII)  Renascimento, Renascença ou Renascentismo são termos usados para identificar o período da História da Europa que decorre de aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII.  Em oposição à cultura feudal, o Renascimento foi um movimento cultural que expressou a mentalidade burguesa.  Em Portugal a influência do Renascimento estende-se de meados do século XV a finais do século XVI.
  • 16. “Os efeitos de um bom governo”, de Ambrogio Lorenzetti (1290-1348) = nessa obra o pintor retrata o reflorescimento da vida urbana e do comércio, provocando maior interação entre pessoas de diferentes segmentos sociais.
  • 18. O surgimento da burguesia Muitos camponeses, atraídos pelas promessas de prosperidade, transferiram-se para os burgos, onde começaram a trabalhar como pequenos mercadores. Surgia, assim, a burguesia, constituída por todos aqueles que, sem nobreza de sangue, acumulavam capital por meio de atividades mercantis. O burguês passa a investir em cultura, algo que até então só era feito pela Igreja e pelos grandes soberanos.
  • 19. contextualização A descoberta de novos mundos e o contacto com outras civilizações levaram a uma miscigenação cultural que se refletiria, essencialmente, na arte.
  • 20. O ideal de universalidade: Os renascentistas acreditavam que uma pessoa poderia vir a aprender e saber tudo o que se conhece.
  • 21. Volta aos valores da Antiguidade Clássica A busca por uma formação levou à redescoberta de textos e autores da Antigüidade Clássica, considerada uma fonte de saber a respeito do ser humano. As universidades criaram programas especiais denominados humanidades, nos quais os alunos liam textos greco-latinos para estudar poética, retórica, ética e política. Os professores desses cursos eram conhecidos como humanistas.
  • 25. A ARTE DE MICHELANGELO MOISÉS DAVI PIETÁ A CRIAÇÃO DE ADÃO
  • 26. DIFERENÇA ENTRE O PENSAMENTO MEDIEVAL E O RENASCENTISTA PENSAMENTO MEDIEVALPENSAMENTO MEDIEVAL PENSAMENTO RENASCENTISTAPENSAMENTO RENASCENTISTA TeocentrismoTeocentrismo AntropocentrismoAntropocentrismo Verdade = BíbliaVerdade = Bíblia Verdade = experimentação, observaçãoVerdade = experimentação, observação Vida material sem importânciaVida material sem importância Vida terrena e material também é importanteVida terrena e material também é importante ConformismoConformismo Crença no progressoCrença no progresso Natureza = fonte do pecadoNatureza = fonte do pecado Natureza = beleza, onde o homem se insereNatureza = beleza, onde o homem se insere AscetismoAscetismo HedonismoHedonismo DogmatismoDogmatismo Fé diferente da razãoFé diferente da razão
  • 27.  Antropocentrismo: O homem como centro do universo.  O homem passou a considerar-se não mais como imagem de Deus, mas como um ser ligado à sua natureza material, física e terrena.
  • 28.  Um fator fundamental na divulgação das ideias humanistas foi a descoberta da imprensa, por Gutemberg (Alemanha –1452), mas que chegou a Portugal somente em 1494.
  • 29. Classicismo séc XV (1527 a 1580) Escola Literária
  • 30.  Início em Portugal: 1527 quando Sá de Miranda regressa da Itália com o dolce stil nuovo - e inicia a divulgação, em Portugal, das modalidades poéticas clássicas. Esse conjunto de procedimentos artísticos, em território luso, denominou- se medida nova. A medida nova,:  utilização de versos decassílabos, que substituíram as redondilhas (medida velha),  adoção de várias formas fixas, assimiladas dos modelos gregos, latinos e dos modelos italianos, mais recentes.
  • 31. Contudo, apesar da aceitação das novas formas literárias introduzidas pelo Classicismo, notadamente as poéticas, mais identificadas com a inclinação portuguesa para o lirismo que a prosa romanesca, o espírito medieval não foi completamente abandonado. Por isso, o Quinhentismo luso constituiu uma época bifronte, pela coexistência e, não raro, pela interinfluência das duas formas de cultura: - a medieval, popular, tradicional, materializada na medida velha, - a clássica, erudita, renascentista, que se expressava por meio da medida nova. Esse bifrontismo é lugar-comum entre os autores portugueses da época renascentista, cujas aparentes contradições só podem ser explicadas quando se tem em vista a ambivalência cultural da época. No caso português, acresce não ter havido um Renascentismo típico, pois, dada a prevalência do catolicismo e do poder eclesiástico, o racionalismo e a ideologia burguesa não vingaram de modo tão expressivo, como ocorreu em outros países.
  • 32. Características 1. Equilíbrio e harmonia - de forma e fundo. Clareza, mentalidade aberta, intensidade vital, ímpeto progressista, euforia, ânsia de glória e perenidade, apreço pelo humano, sentido do nu artístico. Racionalismo, primado da razão que governa as emoções e os sentimentos. Sobriedade, simetria, simplicidade. 2. Culto da Antigüidade Greco-Latina - Retomada das regras e modelos clássicos e da disciplina gramatical, poética e retórica dos antigos. presença da mitologia, dos deuses pagãos usados como figuras literárias e claras alegorias. 3. Universalismo - Apego aos valores transcendentais (o Belo, o Bem, a Verdade, a Perfeição). Ajustado a sistemas racionais, simplificação por lucidez técnica, simetria. 4. Imitação - Autores gregos e latinos são tomados como modelos ideais de verdade, beleza e perferição. A obediência às formas e gênereos da Antigüidade prevalece sobre o impulso pessoal e sobre a busca da originalidade. 5. Ideal ético-estético - Seguindo os gregos, a idéia de Beleza estava sempre associada à de Bem, como um ideal de perfeição simultaneamente estético e ético. O Belo é o Bem e vice- versa. 6. Verossimilhança - Os clássicos entendiam que o belo é racional, o verdadeiro, e o verdadeiro é o natural. Daí a valorização da natureza e sua imitação artística. 7. Fusionismo - A fusão do racionalismo e paganismo com a tradição judaico-cristã levou CÁMÕES a harmonizar divindades da mitologia pagã com personagens bíblicas do Antigo e Novo Testamento.