SlideShare uma empresa Scribd logo
CLASSICISMO (QUINHENTISMO)
O Classicismo ou Quinhentismo (século XVI) surgiu como escola literária
durante o Renascimento (séc. XV a XVI, na Itália, estendendo-se depois
aos demais países da Europa.). Um período de grandes transformações
culturais, políticas e econômicas.
Relembrando o Renascimento...
O Renascimento surge entre os séculos XIV e XVII na civilização europeia, com a
intenção de reviver a literatura clássica greco-romana.
Durante o período renascentista várias mudanças ocorreram. A princípio, a denominação
deste movimento cultural propõe uma ressurreição do passado clássico, fonte de
inspiração e modelo seguido.
Logo, o homem é valorizado, bem como a natureza, pois é concreta e visível. O
humanismo e antropocentrismo se despontam em oposição ao teocentrismo, ao divino, ao
sobrenatural.
O ser humano começa a se vangloriar por sua razão, por sua capacidade de raciocínio,
por seu cientificismo.
Logo, todas as formas de arte refletem esse ideário: a literatura, a filosofia, a escultura e a
pintura.
Nessa última destacam-se: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael e Botticelli.
A nova realidade econômica, com a decadência do feudalismo e ascensão do capitalismo,
por si só, exigiu uma reformulação na arte. Afinal, os burgueses começavam a frequentar
universidades e as grandes navegações aceleravam ainda mais o processo cultural através
do comércio.
Enquanto isso, os autores humanistas italianos se despontavam: Dante Alighieri,
Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio.
Contudo, os autores tipicamente renascentistas são portugueses: Sá de Miranda, Antônio
Ferreira e Luís de Camões.
Vários foram os fatores que levaram a tais transformações, dentre eles a crise
religiosa (era a época da Reforma Protestante, liderada por Lutero), as
grandes navegações (onde o homem foi além dos limites da sua terra) e a
invenção da Imprensa que contribuiu muito para a divulgação das obras de
vários autores gregos e latinos (cultura clássica) proporcionando mais
conhecimento para todos.
Foi na arte renascentista que o antropocentrismo atingiu a sua plenitude,
agora, era o homem que passava a ser evidenciado, e não mais Deus.
A arte renascentista se inspirava no mundo greco-romano (Antiguidade
Clássica) já que estes também eram antropocêntricos.
Características do Classicismo
Racionalismo: a razão predomina sobre o sentimento, ou seja, a
expressão dos sentimentos era controlada pela razão.
Universalismo: os assuntos pessoais ficaram de lado e as verdades
universais (de preocupação universal) passaram a ser privilegiadas,
abrangendo a reflexão moral, a filosofia, a política, além do
lirismo amoroso.
Perfeição formal ou estática: métrica (medida nova: versos
decassílabos), rima, correção gramatical, tudo isso passa a ser
motivo de atenção e preocupação.
Ideias de beleza;
Retomada da mitologia pagã greco-latina
Principais Autores e Obras
- Luís Vaz de Camões- Um dos maiores nomes da Literatura Universal, e
certamente, o maior nome da Literatura Portuguesa. Escreveu poesias (líricas
e épicas) e peças teatrais, porém sua obra mais conhecida e consagrada é a
epopeia “Os Lusíadas” considerada uma obra-prima.
Essa obra é dividida em 10 partes (cantos) com 8816 versos distribuídos em
1120 estrofes e narra a viagem de Vasco da Gama às Índias enfatizando
alguns momentos importantes da história de Portugal.
O Classicismo terminou em 1580, com a passagem de Portugal ao domínio
espanhol e também com a morte de Camões.
Camões lírico - Escreveu poemas líricos, marcados pela dualidade: ora são
poemas da velha métrica (redondilhas menores e maiores), ora são poemas da
nova métrica, com versos decassílabos.
Os temas da poesia lírica Camoniana eram o amor encarado pela ótica
neoplatoniana e pela visão carnal, terrena, erótica e o desconcerto do mundo,
que falava das injustiças, da ambição, dos constantes sofrimentos terrenos,
etc.
O tema do amor na poesia lírica:
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor? (Camões)
O desconcerto do mundo na poesia camoniana:
Ao desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
CAMÕES ÉPICO - OS LUSÍADAS
Publicado em 1572, Os Lusíadas é considerado o maior poema épico da
língua portuguesa, não pelos 8816 versos decassílabos distribuídos em 1102
estrofes de 8 versos cada, mas pelo seu valor poético e histórico.
Herói- o herói de Os lusíadas não é Vasco da Gama, como se poderia pensar numa
leitura superficial do poema, mas sim todo o povo português (do qual Vasco da Gama é
digno representante). O próprio poeta afirma que vai cantar “as armas e os barões
assinalados” que navegaram “por mares nunca dantes navegados”. Ou seja, todo o povo
lusitano navegador que enfrenta a morte pelos mares desconhecidos (lembre-se de que
corriam várias lendas sobre o Mar Tenebroso).
Estrutura- os dez cantos que formam o poema aparecem divididos em cinco partes,
comuns a todas as epopeias clássicas:
- Proposição: é a apresentação do poema, com destaque para o tema e o herói.
-Invocação: o poeta pede inspiração as Tágides, ninfas do rio Tejo, para que lhe deem um
“engenho ardente” e “um som alto e sublimado, um estilo grandíloquo”. A invocação
inicial é feita nas estrofes 4 e 5 do Canto I.
-Dedicatória: o poema é dedicado a D. Sebastião, rei de Portugal à época da publicação
do poema. A Dedicatória se estende da estrofe 6 à 18 do Canto I.
-Narração: é a longa parte narrativa na qual o poeta desenvolve o tema contando os
episódios da viagem de Vasco da Gama e a história de Portugal. Estende-se da estrofe 19
do Canto I até a estrofe 144 do Canto 10, totalizando 1072 estrofes.
Epílogo: é o final do poema, abrangendo as estrofes 145 a 156 do Canto X. O Epílogo
inicia-se com uma das mais belas e angustiadas estrofes de todo o poema, na qual o poeta
mostra-se triste, abatido, desiludido com a Pátria, que não merece mais ser cantada:
Estrofe 145
“No’mais, Musa, no’mais, que a lira tem
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho,
Não no dá a Pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza.”
Relembrando o Renascimento...
O Renascimento surge entre os séculos XIV e XVII na civilização europeia, com a
intenção de reviver a literatura clássica greco-romana.
Durante o período renascentista várias mudanças ocorreram. A princípio, a denominação
deste movimento cultural propõe uma ressurreição do passado clássico, fonte de
inspiração e modelo seguido.
Logo, o homem é valorizado, bem como a natureza, pois é concreta e visível. O
humanismo e antropocentrismo se despontam em oposição ao teocentrismo, ao divino, ao
sobrenatural.
O ser humano começa a se vangloriar por sua razão, por sua capacidade de raciocínio,
por seu cientificismo.
Logo, todas as formas de arte refletem esse ideário: a literatura, a filosofia, a escultura e a
pintura.
Nessa última destacam-se: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael e Botticelli.
A nova realidade econômica, com a decadência do feudalismo e ascensão do capitalismo,
por si só, exigiu uma reformulação na arte. Afinal, os burgueses começavam a frequentar
universidades e as grandes navegações aceleravam ainda mais o processo cultural
através do comércio.
Enquanto isso, os autores humanistas italianos se despontavam: Dante Alighieri,
Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio.
Contudo, os autores tipicamente renascentistas são portugueses: Sá de Miranda, Antônio
Ferreira e Luís de Camões.
A literatura tenta recuperar a Antiguidade Clássica através da retomada de seus modelos
artísticos. Assim, a busca pela perfeição estética e a pureza das formas, trazem de volta
os sonetos, a ode, a elegia, a écloga e a epopeia, inspirados em Homero, Platão e
Virgílio.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Arcadismo no Brasil
Arcadismo no BrasilArcadismo no Brasil
Arcadismo no Brasil
Rayane Anchieta
 
Realismo Machado de Assis
Realismo   Machado de AssisRealismo   Machado de Assis
Realismo Machado de Assis
Daniele dos Santos Souza Onodera
 
Trovadorismo I
Trovadorismo ITrovadorismo I
Trovadorismo I
Cláudia Heloísa
 
Português- Artigo e Numeral
Português- Artigo e NumeralPortuguês- Artigo e Numeral
Português- Artigo e Numeral
Jaicinha
 
Introdução - Dissertação Argumentativa
Introdução - Dissertação ArgumentativaIntrodução - Dissertação Argumentativa
Introdução - Dissertação Argumentativa
Cynthia Funchal
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
Ana Paula Brisolar
 
O Universo do Haicai
O Universo do HaicaiO Universo do Haicai
O Universo do Haicai
Jessica Nuvens
 
Estilo de época
Estilo de épocaEstilo de época
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
Andrieli Muhl
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
guesta61019
 
Pré-modernismo
Pré-modernismoPré-modernismo
Pré-modernismo
Walace Cestari
 
ROMANTISMO
ROMANTISMOROMANTISMO
ROMANTISMO
Marcimária Xavier
 
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo CompletoRomantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Faell Vasconcelos
 
00 - Introdução a Literatura.pdf
00 - Introdução a Literatura.pdf00 - Introdução a Literatura.pdf
00 - Introdução a Literatura.pdf
geroboaosouza
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem Figuras de linguagem
Figuras de linguagem
Denise
 
Os tipos de discurso
Os tipos de discursoOs tipos de discurso
Os tipos de discurso
Carolina Loçasso Pereira
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
Ana Claudia André
 
Modernismo
Modernismo Modernismo
Modernismo
Cláudia Heloísa
 
Modalizadores
ModalizadoresModalizadores
Modalizadores
Fernanda Câmara
 
O romance romântico
O romance românticoO romance romântico
O romance romântico
ma.no.el.ne.ves
 

Mais procurados (20)

Arcadismo no Brasil
Arcadismo no BrasilArcadismo no Brasil
Arcadismo no Brasil
 
Realismo Machado de Assis
Realismo   Machado de AssisRealismo   Machado de Assis
Realismo Machado de Assis
 
Trovadorismo I
Trovadorismo ITrovadorismo I
Trovadorismo I
 
Português- Artigo e Numeral
Português- Artigo e NumeralPortuguês- Artigo e Numeral
Português- Artigo e Numeral
 
Introdução - Dissertação Argumentativa
Introdução - Dissertação ArgumentativaIntrodução - Dissertação Argumentativa
Introdução - Dissertação Argumentativa
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
O Universo do Haicai
O Universo do HaicaiO Universo do Haicai
O Universo do Haicai
 
Estilo de época
Estilo de épocaEstilo de época
Estilo de época
 
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Pré-modernismo
Pré-modernismoPré-modernismo
Pré-modernismo
 
ROMANTISMO
ROMANTISMOROMANTISMO
ROMANTISMO
 
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo CompletoRomantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
 
00 - Introdução a Literatura.pdf
00 - Introdução a Literatura.pdf00 - Introdução a Literatura.pdf
00 - Introdução a Literatura.pdf
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem Figuras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Os tipos de discurso
Os tipos de discursoOs tipos de discurso
Os tipos de discurso
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
 
Modernismo
Modernismo Modernismo
Modernismo
 
Modalizadores
ModalizadoresModalizadores
Modalizadores
 
O romance romântico
O romance românticoO romance romântico
O romance romântico
 

Destaque

LITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdf
LITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdfLITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdf
LITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdf
Luiz Avelar
 
Planificação anual v143b
Planificação anual v143bPlanificação anual v143b
Planificação anual v143b
Leonor Alves
 
Lingua portuguesa-mod02-vol01
Lingua portuguesa-mod02-vol01Lingua portuguesa-mod02-vol01
Lingua portuguesa-mod02-vol01
Silvano Paraiso Novellino
 
Portfólio portugues
Portfólio portuguesPortfólio portugues
Portfólio portugues
juliaayea
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
Lucas pk'
 
Ficha De Leitura Lingua Portuguesa
Ficha De Leitura   Lingua PortuguesaFicha De Leitura   Lingua Portuguesa
Ficha De Leitura Lingua Portuguesa
Rui Oliveira
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
Edina Costa
 
Humanismo aula 1
Humanismo aula 1Humanismo aula 1
Humanismo aula 1
MatheusLeandro2012
 
Humanismo -slides
Humanismo  -slidesHumanismo  -slides
Humanismo -slides
Aparecida Mallagoli
 
Slides Humanismo
Slides   HumanismoSlides   Humanismo
Slides Humanismo
ISJ
 

Destaque (10)

LITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdf
LITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdfLITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdf
LITERATURA, apostila-253pag pré vestibular gratuita material para estudar em pdf
 
Planificação anual v143b
Planificação anual v143bPlanificação anual v143b
Planificação anual v143b
 
Lingua portuguesa-mod02-vol01
Lingua portuguesa-mod02-vol01Lingua portuguesa-mod02-vol01
Lingua portuguesa-mod02-vol01
 
Portfólio portugues
Portfólio portuguesPortfólio portugues
Portfólio portugues
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
 
Ficha De Leitura Lingua Portuguesa
Ficha De Leitura   Lingua PortuguesaFicha De Leitura   Lingua Portuguesa
Ficha De Leitura Lingua Portuguesa
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
 
Humanismo aula 1
Humanismo aula 1Humanismo aula 1
Humanismo aula 1
 
Humanismo -slides
Humanismo  -slidesHumanismo  -slides
Humanismo -slides
 
Slides Humanismo
Slides   HumanismoSlides   Humanismo
Slides Humanismo
 

Semelhante a Aula classicismo

literatura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURA
literatura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURAliteratura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURA
literatura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURA
mariasantos1451
 
Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013
Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013
Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013
Doutora em Linguística Aplicada pela PUC-SP
 
Revisão literatura
Revisão   literaturaRevisão   literatura
Revisão literatura
Kátia Silva da Costa
 
Seminário de língua portuguesa.rtf
Seminário de língua portuguesa.rtfSeminário de língua portuguesa.rtf
Seminário de língua portuguesa.rtf
anigoncalves
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
António Cunha
 
Cap06 classicismo
Cap06 classicismoCap06 classicismo
Cap06 classicismo
whybells
 
Escolas literárias .pdf
Escolas literárias   .pdfEscolas literárias   .pdf
Escolas literárias .pdf
CindiaAianaFariaLima1
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
José Ferreira
 
Linha de tempo
Linha de tempo Linha de tempo
Linha de tempo 1
Linha de tempo 1Linha de tempo 1
Movimentos Literários
Movimentos LiteráriosMovimentos Literários
Movimentos Literários
Gabriel Andrade
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
Claudia Ribeiro
 
Lit humanismo-renasc-classicismo português - profª katty
Lit  humanismo-renasc-classicismo português - profª kattyLit  humanismo-renasc-classicismo português - profª katty
Lit humanismo-renasc-classicismo português - profª katty
Katty Rasga
 
1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt
1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt
1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt
MarlenePastor2
 
História da literatura perspectiva universal
História da literatura perspectiva universalHistória da literatura perspectiva universal
História da literatura perspectiva universal
heleira02
 
2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária
Básicas ou Secundárias
 
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.pptESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
CsarMarin3
 
Revisão literária
Revisão literária Revisão literária
Revisão literária
MichellyMadalena1
 
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.pptrevisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
MaiteFerreira4
 
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSAROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
RegileneCutrim1
 

Semelhante a Aula classicismo (20)

literatura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURA
literatura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURAliteratura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURA
literatura-classicismo: AULA SOBRE LITERATURA
 
Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013
Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013
Movimento Literário Classicismo em Portugal 1º ano D 2013
 
Revisão literatura
Revisão   literaturaRevisão   literatura
Revisão literatura
 
Seminário de língua portuguesa.rtf
Seminário de língua portuguesa.rtfSeminário de língua portuguesa.rtf
Seminário de língua portuguesa.rtf
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
Cap06 classicismo
Cap06 classicismoCap06 classicismo
Cap06 classicismo
 
Escolas literárias .pdf
Escolas literárias   .pdfEscolas literárias   .pdf
Escolas literárias .pdf
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
Linha de tempo
Linha de tempo Linha de tempo
Linha de tempo
 
Linha de tempo 1
Linha de tempo 1Linha de tempo 1
Linha de tempo 1
 
Movimentos Literários
Movimentos LiteráriosMovimentos Literários
Movimentos Literários
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Lit humanismo-renasc-classicismo português - profª katty
Lit  humanismo-renasc-classicismo português - profª kattyLit  humanismo-renasc-classicismo português - profª katty
Lit humanismo-renasc-classicismo português - profª katty
 
1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt
1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt
1º ANO - ENSINO MÉDIO classicismo-ppt.ppt
 
História da literatura perspectiva universal
História da literatura perspectiva universalHistória da literatura perspectiva universal
História da literatura perspectiva universal
 
2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária
 
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.pptESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
 
Revisão literária
Revisão literária Revisão literária
Revisão literária
 
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.pptrevisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
 
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSAROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
 

Último

Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
Falcão Brasil
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Falcão Brasil
 
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdfEscola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Falcão Brasil
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
portaladministradores
 
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Falcão Brasil
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Falcão Brasil
 
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.pptAnálise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Falcão Brasil
 
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdfSistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Falcão Brasil
 
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdfO Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
Falcão Brasil
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
MariaJooSilva58
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 
Plano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdf
Plano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdfPlano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdf
Plano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdf
Falcão Brasil
 
Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...
Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...
Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...
Falcão Brasil
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
ArapiracaNoticiasFat
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
Ceiça Martins Vital
 

Último (20)

Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
 
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdfEscola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
 
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
 
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.pptAnálise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdfSistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
 
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdfO Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 
Plano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdf
Plano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdfPlano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdf
Plano Diretor da Tecnologia da Informação PDTIC 2020 a 2023.pdf
 
Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...
Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...
Plano Estratégico Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de ...
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
 

Aula classicismo

  • 1. CLASSICISMO (QUINHENTISMO) O Classicismo ou Quinhentismo (século XVI) surgiu como escola literária durante o Renascimento (séc. XV a XVI, na Itália, estendendo-se depois aos demais países da Europa.). Um período de grandes transformações culturais, políticas e econômicas. Relembrando o Renascimento... O Renascimento surge entre os séculos XIV e XVII na civilização europeia, com a intenção de reviver a literatura clássica greco-romana. Durante o período renascentista várias mudanças ocorreram. A princípio, a denominação deste movimento cultural propõe uma ressurreição do passado clássico, fonte de inspiração e modelo seguido. Logo, o homem é valorizado, bem como a natureza, pois é concreta e visível. O humanismo e antropocentrismo se despontam em oposição ao teocentrismo, ao divino, ao sobrenatural. O ser humano começa a se vangloriar por sua razão, por sua capacidade de raciocínio, por seu cientificismo. Logo, todas as formas de arte refletem esse ideário: a literatura, a filosofia, a escultura e a pintura. Nessa última destacam-se: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael e Botticelli. A nova realidade econômica, com a decadência do feudalismo e ascensão do capitalismo, por si só, exigiu uma reformulação na arte. Afinal, os burgueses começavam a frequentar universidades e as grandes navegações aceleravam ainda mais o processo cultural através do comércio. Enquanto isso, os autores humanistas italianos se despontavam: Dante Alighieri, Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio. Contudo, os autores tipicamente renascentistas são portugueses: Sá de Miranda, Antônio Ferreira e Luís de Camões. Vários foram os fatores que levaram a tais transformações, dentre eles a crise religiosa (era a época da Reforma Protestante, liderada por Lutero), as grandes navegações (onde o homem foi além dos limites da sua terra) e a invenção da Imprensa que contribuiu muito para a divulgação das obras de vários autores gregos e latinos (cultura clássica) proporcionando mais conhecimento para todos. Foi na arte renascentista que o antropocentrismo atingiu a sua plenitude, agora, era o homem que passava a ser evidenciado, e não mais Deus. A arte renascentista se inspirava no mundo greco-romano (Antiguidade Clássica) já que estes também eram antropocêntricos. Características do Classicismo Racionalismo: a razão predomina sobre o sentimento, ou seja, a expressão dos sentimentos era controlada pela razão. Universalismo: os assuntos pessoais ficaram de lado e as verdades universais (de preocupação universal) passaram a ser privilegiadas, abrangendo a reflexão moral, a filosofia, a política, além do lirismo amoroso. Perfeição formal ou estática: métrica (medida nova: versos decassílabos), rima, correção gramatical, tudo isso passa a ser motivo de atenção e preocupação. Ideias de beleza; Retomada da mitologia pagã greco-latina Principais Autores e Obras - Luís Vaz de Camões- Um dos maiores nomes da Literatura Universal, e certamente, o maior nome da Literatura Portuguesa. Escreveu poesias (líricas e épicas) e peças teatrais, porém sua obra mais conhecida e consagrada é a epopeia “Os Lusíadas” considerada uma obra-prima. Essa obra é dividida em 10 partes (cantos) com 8816 versos distribuídos em 1120 estrofes e narra a viagem de Vasco da Gama às Índias enfatizando alguns momentos importantes da história de Portugal. O Classicismo terminou em 1580, com a passagem de Portugal ao domínio espanhol e também com a morte de Camões. Camões lírico - Escreveu poemas líricos, marcados pela dualidade: ora são poemas da velha métrica (redondilhas menores e maiores), ora são poemas da nova métrica, com versos decassílabos. Os temas da poesia lírica Camoniana eram o amor encarado pela ótica neoplatoniana e pela visão carnal, terrena, erótica e o desconcerto do mundo, que falava das injustiças, da ambição, dos constantes sofrimentos terrenos, etc. O tema do amor na poesia lírica: Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? (Camões) O desconcerto do mundo na poesia camoniana: Ao desconcerto do Mundo Os bons vi sempre passar No Mundo graves tormentos; E pera mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos. Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado. Assim que, só pera mim, Anda o Mundo concertado. CAMÕES ÉPICO - OS LUSÍADAS Publicado em 1572, Os Lusíadas é considerado o maior poema épico da língua portuguesa, não pelos 8816 versos decassílabos distribuídos em 1102 estrofes de 8 versos cada, mas pelo seu valor poético e histórico. Herói- o herói de Os lusíadas não é Vasco da Gama, como se poderia pensar numa leitura superficial do poema, mas sim todo o povo português (do qual Vasco da Gama é digno representante). O próprio poeta afirma que vai cantar “as armas e os barões assinalados” que navegaram “por mares nunca dantes navegados”. Ou seja, todo o povo lusitano navegador que enfrenta a morte pelos mares desconhecidos (lembre-se de que corriam várias lendas sobre o Mar Tenebroso). Estrutura- os dez cantos que formam o poema aparecem divididos em cinco partes, comuns a todas as epopeias clássicas: - Proposição: é a apresentação do poema, com destaque para o tema e o herói. -Invocação: o poeta pede inspiração as Tágides, ninfas do rio Tejo, para que lhe deem um “engenho ardente” e “um som alto e sublimado, um estilo grandíloquo”. A invocação inicial é feita nas estrofes 4 e 5 do Canto I. -Dedicatória: o poema é dedicado a D. Sebastião, rei de Portugal à época da publicação do poema. A Dedicatória se estende da estrofe 6 à 18 do Canto I. -Narração: é a longa parte narrativa na qual o poeta desenvolve o tema contando os episódios da viagem de Vasco da Gama e a história de Portugal. Estende-se da estrofe 19 do Canto I até a estrofe 144 do Canto 10, totalizando 1072 estrofes. Epílogo: é o final do poema, abrangendo as estrofes 145 a 156 do Canto X. O Epílogo inicia-se com uma das mais belas e angustiadas estrofes de todo o poema, na qual o poeta mostra-se triste, abatido, desiludido com a Pátria, que não merece mais ser cantada: Estrofe 145 “No’mais, Musa, no’mais, que a lira tem Destemperada e a voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida. O favor com que mais se acende o engenho, Não no dá a Pátria, não, que está metida No gosto da cobiça e na rudeza Duma austera, apagada e vil tristeza.” Relembrando o Renascimento... O Renascimento surge entre os séculos XIV e XVII na civilização europeia, com a intenção de reviver a literatura clássica greco-romana. Durante o período renascentista várias mudanças ocorreram. A princípio, a denominação deste movimento cultural propõe uma ressurreição do passado clássico, fonte de inspiração e modelo seguido. Logo, o homem é valorizado, bem como a natureza, pois é concreta e visível. O humanismo e antropocentrismo se despontam em oposição ao teocentrismo, ao divino, ao sobrenatural. O ser humano começa a se vangloriar por sua razão, por sua capacidade de raciocínio, por seu cientificismo. Logo, todas as formas de arte refletem esse ideário: a literatura, a filosofia, a escultura e a pintura. Nessa última destacam-se: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael e Botticelli. A nova realidade econômica, com a decadência do feudalismo e ascensão do capitalismo, por si só, exigiu uma reformulação na arte. Afinal, os burgueses começavam a frequentar universidades e as grandes navegações aceleravam ainda mais o processo cultural através do comércio. Enquanto isso, os autores humanistas italianos se despontavam: Dante Alighieri, Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio. Contudo, os autores tipicamente renascentistas são portugueses: Sá de Miranda, Antônio Ferreira e Luís de Camões. A literatura tenta recuperar a Antiguidade Clássica através da retomada de seus modelos artísticos. Assim, a busca pela perfeição estética e a pureza das formas, trazem de volta os sonetos, a ode, a elegia, a écloga e a epopeia, inspirados em Homero, Platão e Virgílio.