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HUMANISMOHUMANISMO
O homem na busca de si.
Profª Míriam Zelmikaitis
HUMANISMOHUMANISMO
Crise no Sistema FeudalCrise no Sistema Feudal
• Peste Negra:Peste Negra: 1/3 da população foi eliminada
• Guerra dos Cem Anos:Guerra dos Cem Anos: Inglaterra e França (1346-1450)
• Igreja:Igreja: Crises: 2 papas (um em Roma e outro em
Avignon)
• Novo tipo de riquezaNovo tipo de riqueza: a terra deixa de ser a medida de
riqueza; expansão do comércio.
Adoração dos magos, de Giotto
Entrada em Jerusalém, de Giotto
O efeitos de um bom governo, de Ambrogio Lorenzetti
O efeitos de um mau governo, de Ambrogio Lorenzetti
Alegoria do mau governo, de Ambrogio Lorenzetti
HUMANISMOHUMANISMO
Marcos HistóricosMarcos Históricos
em Portugalem Portugal
1418 1527
Fernão Lopes
É nomeado guarda-mor
da Torro do Tombo
Sá de Miranda
Volta da Itália,
trazendo novas formas
literárias
HUMANISMOHUMANISMO
HUMANISMOHUMANISMO
HUMANISMOHUMANISMO
•O que é?O que é?
Período de transição da
Idade Média para o
Renascimento
•Principal CaracterísticaPrincipal Característica
Antropocentrismo
•Outras designaçõesOutras designações
Pré-renascimento,
quatrocentismo
HUMANISMOHUMANISMO
Fatos HistóricoFatos Histórico
• 1305/78 - Transferência do papado de
Roma para Avignon.
• 1321 – Morte de Dante Alighieri;
• 1337 – Morte do artista italiano Giotto;
• 1337-1453 – Guerra dos 100 anos;
• 1347-1350 – Peste Negra;
• 1350 – Boccaccio escreve Decamerão,
livro de contos, ponto alto da prosa
europeia;
• 1431 – Joana D’Arc foi queimada;
• 1450 – Gutenberg inventa a imprensa.
• 1305/78 - Transferência do papado de
Roma para Avignon.
• 1321 – Morte de Dante Alighieri;
• 1337 – Morte do artista italiano Giotto;
• 1337-1453 – Guerra dos 100 anos;
• 1347-1350 – Peste Negra;
• 1350 – Boccaccio escreve Decamerão,
livro de contos, ponto alto da prosa
europeia;
• 1431 – Joana D’Arc foi queimada;
• 1450 – Gutenberg inventa a imprensa.
• Mudanças na cultura e nas sociedades
Europeias.
• Novo interesse pelos textos da
Antiguidade Clássica.
• O Humanismo influenciou tanto a arte
como a mentalidade, maneira de ver o
Mundo.
• Introduziu uma dinâmica
completamente diferente ao ser
Humano.
• Grande passo para a evolução da
mente.
• Mudanças na cultura e nas sociedades
Europeias.
• Novo interesse pelos textos da
Antiguidade Clássica.
• O Humanismo influenciou tanto a arte
como a mentalidade, maneira de ver o
Mundo.
• Introduziu uma dinâmica
completamente diferente ao ser
Humano.
• Grande passo para a evolução da
mente.
HUMANISMOHUMANISMO
Ideias HumanistasIdeias Humanistas
ANTROPOCENTRISMO TEOLOGISMO
• Homem continua a ser criação de
Deus;
• Tem livre arbítrio, poder sobre o seu
destino;
• Homem tem valor como indivíduo;
• Submissão sensorial ao racional.
• De uma postura religiosa e mística
passa gradativamentegradativamente a uma posição
racionalista.
• Homem continua a ser criação de
Deus;
• Tem livre arbítrio, poder sobre o seu
destino;
• Homem tem valor como indivíduo;
• Submissão sensorial ao racional.
• De uma postura religiosa e mística
passa gradativamentegradativamente a uma posição
racionalista.
HUMANISMOHUMANISMO
Ideias HumanistasIdeias Humanistas
A Divina Comédia - Dante AlighieriA Divina Comédia - Dante Alighieri
(1265 – 1321)(1265 – 1321)
• Poema épico escrito entre 1307 e 1321;
• Narra a viagem de Dante aos três destinos reservados à alma
humana segundo o imaginário católico: inferno, purgatório e
paraíso;
• Em sua jornada pelo inferno e pelo purgatório, Dante é guiado por
Virgílio (70 a.C. – 19 a.C.), poeta romano, autor da Eneida, poema
épico que narra a formação da nação italiana. É considerado um
dos maiores poetas latinos;
• No paraíso – onde Virgílio não podia entrar, já que não havia sido
batizado – Dante é recebido por sua amada Beatriz;
• Segundo alguns estudiosos, Beatriz representa, na obra, a fé,
enquanto Virgílio representa a razão;
• São justamente a fé e a razão os dois polos em que se debate,
filosoficamente, o homem do humanismo.
• Poema épico escrito entre 1307 e 1321;
• Narra a viagem de Dante aos três destinos reservados à alma
humana segundo o imaginário católico: inferno, purgatório e
paraíso;
• Em sua jornada pelo inferno e pelo purgatório, Dante é guiado por
Virgílio (70 a.C. – 19 a.C.), poeta romano, autor da Eneida, poema
épico que narra a formação da nação italiana. É considerado um
dos maiores poetas latinos;
• No paraíso – onde Virgílio não podia entrar, já que não havia sido
batizado – Dante é recebido por sua amada Beatriz;
• Segundo alguns estudiosos, Beatriz representa, na obra, a fé,
enquanto Virgílio representa a razão;
• São justamente a fé e a razão os dois polos em que se debate,
filosoficamente, o homem do humanismo.
HUMANISMOHUMANISMO
TransiçãoTransição de Mudança da Visão de Mundode Mudança da Visão de Mundo
TEOCENTRISMO MEDIEVALTEOCENTRISMO MEDIEVAL ANTROPOCENTRISMOANTROPOCENTRISMO
RENASCENTISTARENASCENTISTA
Deus é o centro e a medida de
todas as coisas
O homem é a medida de todas
as coisas
Geocentrismo Heliocentrismo
Conhecimento restrito à Igreja Produção e difusão do
conhecimento
Valorização dos santos e
mártires
Caráter clássico
Consciência da transitoriedade
da vida
Volta aos padrões culturais
greco-romanas
Busca da salvação da alma Celebração do prazer de viver:
Carpe Diem
HUMANISMOHUMANISMO
Manifestações culturais em PortugalManifestações culturais em Portugal
POESIA PROSA TEATRO
Poesia Palaciana Crônica Histórica Autos e Farsas
ERA MEDIEVALERA MEDIEVAL
1ª época - SÉC.XII a XIV
TROVADORISMO – 1198- 1418
2ª época - SÉC.XV a XVI
HUMANISMO – 1418-1527
Poesia Lírica cantiga de amigo
cantigas de amor
Satírica cantiga de escárnio
cantiga de maldizer
Poesia música e dança = cantiga
Poesia Palaciana
O Cancioneiro Geral, de
Garcia Rezende
Poesia Lida ou Declamada
Prosa Novelas de Cavalaria
Hagiografias
Nobiliários
Crônicas de Fernão Lopes
Teatro Mistérios e Milagres /
Moralidades
Peças simples de cunho religioso
e satírico.
Gil Vicente
HUMANISMO - Prosa -HUMANISMO - Prosa - Crônica HistóricaCrônica Histórica
FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES
(1378? – 1459)
• Conhecido como o “Pai da historiografia
portuguesa”, foi nomeado guarda-mor
da Torre do Tombo em 1418, lugar onde
se achavam os principais documentos de
Portugal.
• Incubido de escrever relatos sobre os
acontecimentos de diversos períodos
históricos (crônicas), foi o pioneiro a
consultar várias versões do mesmo fato.
• Não se limitava a tecer elogios a reis, fez
descrições detalhadas não só da corte,
mas também das aldeias, festas
populares, e o papel do povo nas
guerras e rebeliões.
• Conhecido como o “Pai da historiografia
portuguesa”, foi nomeado guarda-mor
da Torre do Tombo em 1418, lugar onde
se achavam os principais documentos de
Portugal.
• Incubido de escrever relatos sobre os
acontecimentos de diversos períodos
históricos (crônicas), foi o pioneiro a
consultar várias versões do mesmo fato.
• Não se limitava a tecer elogios a reis, fez
descrições detalhadas não só da corte,
mas também das aldeias, festas
populares, e o papel do povo nas
guerras e rebeliões.
HUMANISMO -HUMANISMO - Crônica HistóricaCrônica Histórica
FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES
• É reconhecido como historiador de
inegável méritos e verdadeiro
narrador-artista, preocupado não
apenas com a verdade do conteúdo de
suas narrativas, mas também com a
beleza da forma.
• É reconhecido também pela sua
capacidade de observar e analisar
personagens históricas.
• Ordena os fatos cronologicamente,
buscando uma hierarquia explicativa
dos acontecimentos;
• Analisou com objetividade e justiça os
documentos históricos: foi cauteloso
em determinar a verdade histórica.
• É reconhecido como historiador de
inegável méritos e verdadeiro
narrador-artista, preocupado não
apenas com a verdade do conteúdo de
suas narrativas, mas também com a
beleza da forma.
• É reconhecido também pela sua
capacidade de observar e analisar
personagens históricas.
• Ordena os fatos cronologicamente,
buscando uma hierarquia explicativa
dos acontecimentos;
• Analisou com objetividade e justiça os
documentos históricos: foi cauteloso
em determinar a verdade histórica.
HUMANISMO -HUMANISMO - Crônica HistóricaCrônica Histórica
FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES
• Assumia uma posição de
distanciamento e isenção, visando
controlar o subjetivismo dos discursos
e assim chegar à” verdade nua”;
• Com estilo de expressão oral, foi um
legítimo representante do saber
popular, embora já no seu tempo
começava a surgir um novo saber:
erudito-acadêmico, clássico.
• Atribuiu ao povo um papel
importante, sendo até então essa
importância atribuída à nobreza
• Assumia uma posição de
distanciamento e isenção, visando
controlar o subjetivismo dos discursos
e assim chegar à” verdade nua”;
• Com estilo de expressão oral, foi um
legítimo representante do saber
popular, embora já no seu tempo
começava a surgir um novo saber:
erudito-acadêmico, clássico.
• Atribuiu ao povo um papel
importante, sendo até então essa
importância atribuída à nobreza
HUMANISMO -HUMANISMO - Crônica HistóricaCrônica Histórica
FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES
HUMANISMO - ProsaHUMANISMO - Prosa
Crônica de El-Rei D. PedroCrônica de El-Rei D. Pedro
(fragmento)
HUMANISMOHUMANISMO
PoesiaPoesia
PalacianaPalaciana
HUMANISMOHUMANISMO
Poesia PalacianaPoesia Palaciana
• Predominava com o intuito de
entreter a nobreza ;
• Composições coletivas feitas para
serem apresentadas no Paço real;
• O Amor - tema recorrente, mas
menos idealizado: tratado de
forma mais sensual, sendo mais
intensa a idealização da mulher;
• Redondilhas: caráter popular
• Superiores à poesia trovadoresca;
• Predominava com o intuito de
entreter a nobreza ;
• Composições coletivas feitas para
serem apresentadas no Paço real;
• O Amor - tema recorrente, mas
menos idealizado: tratado de
forma mais sensual, sendo mais
intensa a idealização da mulher;
• Redondilhas: caráter popular
• Superiores à poesia trovadoresca;
HUMANISMOHUMANISMO
Poesia PalacianaPoesia Palaciana
• Diferente das cantigas do
Trovadorismo, as poesias
palacianas foram desligadas da
música = passou a serem feitas
para leitura/declamação;
• Limitação de tema, conteúdo e
visao de mundo - autores fidalgos,
realidade apenas palaciana:
festas, montarias, trajes,
banalidades, comportamentos
palacianos.
• Ocorre também a sátira.
• Diferente das cantigas do
Trovadorismo, as poesias
palacianas foram desligadas da
música = passou a serem feitas
para leitura/declamação;
• Limitação de tema, conteúdo e
visao de mundo - autores fidalgos,
realidade apenas palaciana:
festas, montarias, trajes,
banalidades, comportamentos
palacianos.
• Ocorre também a sátira.
HUMANISMOHUMANISMO
Cancioneiro GeralCancioneiro Geral
• Garcia Resende, poeta
frequentador da corte Portuguesa,
compilou o Cancioneiro Geral, a
fonte mais importante da poesia
portuguesa produzida no séc.XV.
• Publicado em 1516;
• Resende diz o Cancioneiro tinha a
pretensão de estimular e apurar o
gosto literário, para quem sabe,
mais tarde surgisse um poeta
maior. Esse poeta surgiu: Luis Vaz
de Camões!
• Garcia Resende, poeta
frequentador da corte Portuguesa,
compilou o Cancioneiro Geral, a
fonte mais importante da poesia
portuguesa produzida no séc.XV.
• Publicado em 1516;
• Resende diz o Cancioneiro tinha a
pretensão de estimular e apurar o
gosto literário, para quem sabe,
mais tarde surgisse um poeta
maior. Esse poeta surgiu: Luis Vaz
de Camões!
HUMANISMOHUMANISMO
TeatroTeatro
HUMANISMOHUMANISMO
TeatroTeatro
• Inicialmente, na idade média, o
teatro estava fortemente
vinculado às cerimônias religiosas
católicas e as peças eram
realizadas no interior das igrejas.
• Representavam mistérios e
milagres e as moralidades;
• Com o tempo começou a tratar de
temas não religiosos ou profanos -
latim, pro (antes) fanum (templo)
= fora do templo.
• Inicialmente, na idade média, o
teatro estava fortemente
vinculado às cerimônias religiosas
católicas e as peças eram
realizadas no interior das igrejas.
• Representavam mistérios e
milagres e as moralidades;
• Com o tempo começou a tratar de
temas não religiosos ou profanos -
latim, pro (antes) fanum (templo)
= fora do templo.
• Formou-se a “classe teatral” – grupos ambulantes.
• Não havia local especiamente construído para os espetaculos teatrais. Só
no séc. XV começaram a surgir edíficios que hoje chamamos de teatro.
• Formou-se a “classe teatral” – grupos ambulantes.
• Não havia local especiamente construído para os espetaculos teatrais. Só
no séc. XV começaram a surgir edíficios que hoje chamamos de teatro.
• Peças representadas no Paço Real;
• Crítica aos comportamentos
condenáveis e enaltecimento das
virtudes;
• Alvo é o comportamento humano e
não as instituições;
• Uso de alegorias (personagens
representam
comportamento/instituição);
• Autos pastoris, autos de
moralidades e farsas;
• Uso das redondilhas
• Peças representadas no Paço Real;
• Crítica aos comportamentos
condenáveis e enaltecimento das
virtudes;
• Alvo é o comportamento humano e
não as instituições;
• Uso de alegorias (personagens
representam
comportamento/instituição);
• Autos pastoris, autos de
moralidades e farsas;
• Uso das redondilhas
HUMANISMOHUMANISMO
TeatroTeatro
HUMANISMOHUMANISMO
TeatroTeatro
• O teatro foi a manifestação
literária onde se evidenciaram
mais fortemente as características
Humanistas;
• Destacou-se por ser popular para
todas as pessoas;
• Gil Vicente foi o nome que mais se
destacou; antes dele o teatro
praticamente não era conhecido
em Portugal;
• O teatro foi a manifestação
literária onde se evidenciaram
mais fortemente as características
Humanistas;
• Destacou-se por ser popular para
todas as pessoas;
• Gil Vicente foi o nome que mais se
destacou; antes dele o teatro
praticamente não era conhecido
em Portugal;
HUMANISMOHUMANISMO
Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente
• Por falta de documentos sua vida
é um mistério, provavelmente
nasceu em 1465.
• No nascimento do filho de
D.Manuel e D. Maria de Castela
(1502) diante da corte declamou
um monólogo que tinha escrito =
entusiasmou a corte;
• Assim começou sua carreira de 30
anos.
• Última peça em 1536.
• Por falta de documentos sua vida
é um mistério, provavelmente
nasceu em 1465.
• No nascimento do filho de
D.Manuel e D. Maria de Castela
(1502) diante da corte declamou
um monólogo que tinha escrito =
entusiasmou a corte;
• Assim começou sua carreira de 30
anos.
• Última peça em 1536.
HUMANISMOHUMANISMO
Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente
• Visão extremamente crítica da
sociedade: critica a corrupção e vê na
religião católica o único caminho da
salvação.
• Vive numa época de crise dos valores
medievais.
• As ideias do Renascimento já
começam chegar a Portugal;
• Deslocado nesse novo ambiente,
preocupação com a edificação moral
do homem.
• Visão extremamente crítica da
sociedade: critica a corrupção e vê na
religião católica o único caminho da
salvação.
• Vive numa época de crise dos valores
medievais.
• As ideias do Renascimento já
começam chegar a Portugal;
• Deslocado nesse novo ambiente,
preocupação com a edificação moral
do homem.
HUMANISMOHUMANISMO
Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente
CARACTERÍSTICAS
•LINGUAGEM COLOQUIAL (adaptada à
classe social de cada personagem) –
português arcaico;
•TEMÁTICA:
- Moralidade religiosa (AUTOS)
- Sátira dos costumes (FARSAS)
Apresenta um teor de crítica social,
que funciona como agente
moralizante, e um fundo religioso
(cristão, mas não dogmático) bem
característico do humanismo.
CARACTERÍSTICAS
•LINGUAGEM COLOQUIAL (adaptada à
classe social de cada personagem) –
português arcaico;
•TEMÁTICA:
- Moralidade religiosa (AUTOS)
- Sátira dos costumes (FARSAS)
Apresenta um teor de crítica social,
que funciona como agente
moralizante, e um fundo religioso
(cristão, mas não dogmático) bem
característico do humanismo.
HUMANISMOHUMANISMO
Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente
CARACTERÍSTICAS
•PERSONAGENS: Típicas ou Alegóricas
- são tipos comuns dentro das
instituições que faziam parte da
sociedade portuguesa da época;
•FORMA: Texto em versos
(redondilhos) - Escritos em verso, com
esquema de rimas (geralmente
redondilhas menores – 5 sílabas, ou
maiores – 7 sílabas poéticas) = MESMO
PADRÃO DAS CANTIGAS.
CARACTERÍSTICAS
•PERSONAGENS: Típicas ou Alegóricas
- são tipos comuns dentro das
instituições que faziam parte da
sociedade portuguesa da época;
•FORMA: Texto em versos
(redondilhos) - Escritos em verso, com
esquema de rimas (geralmente
redondilhas menores – 5 sílabas, ou
maiores – 7 sílabas poéticas) = MESMO
PADRÃO DAS CANTIGAS.
HUMANISMOHUMANISMO
Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente
CARACTERÍSTICAS
•ESTRUTURA:
Peças de ação fragmentária
descontínua, sem seguir as unidades
de teatro clásssio (ação, tempo e
espaço)
•TEATRO CRÍTICO MORALIZANTE:
Critica e denuncia os vícios e erros de
todas as camadas sociais de sua
época, defendendo as regras e
comportamentos maniquístas da
religiosidade medieval.
CARACTERÍSTICAS
•ESTRUTURA:
Peças de ação fragmentária
descontínua, sem seguir as unidades
de teatro clásssio (ação, tempo e
espaço)
•TEATRO CRÍTICO MORALIZANTE:
Critica e denuncia os vícios e erros de
todas as camadas sociais de sua
época, defendendo as regras e
comportamentos maniquístas da
religiosidade medieval.
HUMANISMOHUMANISMO
Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente
Assim:
•Censura a hipocrisia dos religiosos,
•Denuncia os exploradores do povo
(juízes, sapateiros...)
•Aponta imoralidades das alcoviteiras;
•Satiriza os velhos sensuais
•Ridiculariza os supersticiosos e
charlatões.
Assim:
•Censura a hipocrisia dos religiosos,
•Denuncia os exploradores do povo
(juízes, sapateiros...)
•Aponta imoralidades das alcoviteiras;
•Satiriza os velhos sensuais
•Ridiculariza os supersticiosos e
charlatões.
Gil Vicente na corte de D. Manuel
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca doAuto da Barca do
InfernoInfernoCARACTERÍSTICAS
•Peça mais importante de Gil Vicente,
pertencente à trilogia das Barcas (da
Glória, do Purgatório e do Inferno).
•Demonstra o maniqueísmo cristão,
dividindo o mundo entre o Bem e o
Mal, com consequentes Céu e Inferno.
•É um auto de moralidade.
•Alegoria simples e simbólica.
CARACTERÍSTICAS
•Peça mais importante de Gil Vicente,
pertencente à trilogia das Barcas (da
Glória, do Purgatório e do Inferno).
•Demonstra o maniqueísmo cristão,
dividindo o mundo entre o Bem e o
Mal, com consequentes Céu e Inferno.
•É um auto de moralidade.
•Alegoria simples e simbólica.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca doAuto da Barca do
InfernoInfernoCARACTERÍSTICAS
•A história é simples: os personagens
que chegam vão sendo conduzidos
pelos barqueiros (diabo e anjo) para
as respectivas barcas, que levam,
respectivamente, ao Inferno e ao Céu.
•As falas são marcadas por muita
ironia, principalmente pelo diabo, que
é o personagem que mais se destaca
no auto.
•É uma peça de religiosidade alegórica
CARACTERÍSTICAS
•A história é simples: os personagens
que chegam vão sendo conduzidos
pelos barqueiros (diabo e anjo) para
as respectivas barcas, que levam,
respectivamente, ao Inferno e ao Céu.
•As falas são marcadas por muita
ironia, principalmente pelo diabo, que
é o personagem que mais se destaca
no auto.
•É uma peça de religiosidade alegórica
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca doAuto da Barca do
InfernoInfernoCARACTERÍSTICAS
•Crítica social marcada pela sátira
impiedosa;
•O Barqueiro condutor das almas
remonta à mitologia grega: Caronte –
leva as almas ao mundo subterrâneo.
•Introduzido a Barca do Paraíso =
oposição céu/inferno.
CARACTERÍSTICAS
•Crítica social marcada pela sátira
impiedosa;
•O Barqueiro condutor das almas
remonta à mitologia grega: Caronte –
leva as almas ao mundo subterrâneo.
•Introduzido a Barca do Paraíso =
oposição céu/inferno.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Diabo:
tem um ajudante, é liberal, recebe
todos com humor e simpatia (ainda
que falsa), argumenta muito, ouve,
pondera o que as pessoas têm a
dizer antes de condená-las. É um
ótimo anfitrião.
Diabo:
tem um ajudante, é liberal, recebe
todos com humor e simpatia (ainda
que falsa), argumenta muito, ouve,
pondera o que as pessoas têm a
dizer antes de condená-las. É um
ótimo anfitrião.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Anjo:
argumenta pouco, é calado, frio,
discreto e autoritário.
Anjo:
argumenta pouco, é calado, frio,
discreto e autoritário.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Os Condenados:
O fidalgo arrogante – aristocratas
•Um empregado traz a cadeira, para o conforto do patrão.
•Caracterizado pela presunção, pela tirania, pelo abuso de poder.
•Reconhece o erro e aceita a condenação.
Os Condenados:
O fidalgo arrogante – aristocratas
•Um empregado traz a cadeira, para o conforto do patrão.
•Caracterizado pela presunção, pela tirania, pelo abuso de poder.
•Reconhece o erro e aceita a condenação.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Os Condenados
Onzeneiro - empresta dinheiro a juros;
•(agiota) = traz bolsa vazia (não conseguiu levar nada),
•Caracterizado pela usura (ganância).
Os Condenados
Onzeneiro - empresta dinheiro a juros;
•(agiota) = traz bolsa vazia (não conseguiu levar nada),
•Caracterizado pela usura (ganância).
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Os Condenados
Sapateiro- comerciantes que roubam;
•traz as fôrmas (com as quais roubava os clientes).
•Caracteriza-se pelo apego aos bens materiais.
•Ia à Igreja e, por isso, pretende salvar-se
Os Condenados
Sapateiro- comerciantes que roubam;
•traz as fôrmas (com as quais roubava os clientes).
•Caracteriza-se pelo apego aos bens materiais.
•Ia à Igreja e, por isso, pretende salvar-se
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Os Condenados
Frade, com a amante -parte do clero corrupta;
•traz a namorada (Florença), o escudo, a espada e
o capacete (símbolos da vida de prazeres).
•Não seria condenado se não fosse padre (crítica à
vocação desencontrada).
•Expressa a dicotomia entre os prazeres e a
penitência.
•Argumenta, para tentar salvar-se, que é padre e
que ninguém o avisou de que não podia ter
namorada.
•Demonstra o rigor moral do autor.
Os Condenados
Frade, com a amante -parte do clero corrupta;
•traz a namorada (Florença), o escudo, a espada e
o capacete (símbolos da vida de prazeres).
•Não seria condenado se não fosse padre (crítica à
vocação desencontrada).
•Expressa a dicotomia entre os prazeres e a
penitência.
•Argumenta, para tentar salvar-se, que é padre e
que ninguém o avisou de que não podia ter
namorada.
•Demonstra o rigor moral do autor.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca doAuto da Barca do
InfernoInfernoOs Condenados
Judeu - acusado de ter matado Jesus
•traz, nas costas, um bode (símbolo do
judaísmo) que não larga, apesar do anjo
colocar, como condição para o
embarque, que o bode fique.
•Não podendo embarcar para o céu,
tenta embarcar na barca do inferno,
mas o Diabo não permite.
•É um tipo social.
Os Condenados
Judeu - acusado de ter matado Jesus
•traz, nas costas, um bode (símbolo do
judaísmo) que não larga, apesar do anjo
colocar, como condição para o
embarque, que o bode fique.
•Não podendo embarcar para o céu,
tenta embarcar na barca do inferno,
mas o Diabo não permite.
•É um tipo social.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca doAuto da Barca do
InfernoInfernoOs Condenados
Alcoviteira - mulher que prostituia moças;
•Traz 600 virgos (virgindades defloradas), o
Diabo a deseja, pela sua repugnância,
chama-a de Senhora (como nas Cantigas).
•É acusada de feitiçaria e tenta salvar-se
dizendo que ajudou a Igreja.
Os Condenados
Alcoviteira - mulher que prostituia moças;
•Traz 600 virgos (virgindades defloradas), o
Diabo a deseja, pela sua repugnância,
chama-a de Senhora (como nas Cantigas).
•É acusada de feitiçaria e tenta salvar-se
dizendo que ajudou a Igreja.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Os Condenados
•Corregedor e Procurador - Corrupção da Justiça;
Corregedor (juiz) = traz autos, fala em latim, representa a corrupção.
Procurador (advogado) = traz livros, participa dos “esquemas” do
corregedor.
Os Condenados
•Corregedor e Procurador - Corrupção da Justiça;
Corregedor (juiz) = traz autos, fala em latim, representa a corrupção.
Procurador (advogado) = traz livros, participa dos “esquemas” do
corregedor.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca doAuto da Barca do
InfernoInfernoOs Condenados
Enforcado - se julgava salvo pela forma de
sua morte
•traz, ainda no pescoço, a corda com que
foi enforcado.
•Ladrão tolo, que rouba sem vantagens,
iludido pelo tesoureiro da casa da moeda.
Os Condenados
Enforcado - se julgava salvo pela forma de
sua morte
•traz, ainda no pescoço, a corda com que
foi enforcado.
•Ladrão tolo, que rouba sem vantagens,
iludido pelo tesoureiro da casa da moeda.
HUMANISMOHUMANISMO
Auto da Barca doAuto da Barca do
InfernoInfernoOs Salvos
Os 4 Cavaleiros – lutaram em defesa da fé
cristã
•cantam hinos, não trazem armas.
•São mártires cristãos. Ignoram o Diabo e
são acolhidos pelo Anjo.
Os Salvos
Os 4 Cavaleiros – lutaram em defesa da fé
cristã
•cantam hinos, não trazem armas.
•São mártires cristãos. Ignoram o Diabo e
são acolhidos pelo Anjo.
HUMANISMOHUMANISMO
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Os Salvos
O Parvo (bobo) – camponês idiota e
explorado, salvo por sua falta de
malícia;
•Veste a roupa típica de sua classe.
•Caracteriza-se pela inocência.
•Seu erro não foi consciente.
•Fica perto do anjo, como observador,
e passa a ajudá-lo nos julgamentos
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Literatura - Humanismo e o Teatro de Gil vicente

  • 1. HUMANISMOHUMANISMO O homem na busca de si. Profª Míriam Zelmikaitis
  • 2. HUMANISMOHUMANISMO Crise no Sistema FeudalCrise no Sistema Feudal • Peste Negra:Peste Negra: 1/3 da população foi eliminada • Guerra dos Cem Anos:Guerra dos Cem Anos: Inglaterra e França (1346-1450) • Igreja:Igreja: Crises: 2 papas (um em Roma e outro em Avignon) • Novo tipo de riquezaNovo tipo de riqueza: a terra deixa de ser a medida de riqueza; expansão do comércio.
  • 5. O efeitos de um bom governo, de Ambrogio Lorenzetti
  • 6. O efeitos de um mau governo, de Ambrogio Lorenzetti
  • 7. Alegoria do mau governo, de Ambrogio Lorenzetti
  • 8. HUMANISMOHUMANISMO Marcos HistóricosMarcos Históricos em Portugalem Portugal 1418 1527 Fernão Lopes É nomeado guarda-mor da Torro do Tombo Sá de Miranda Volta da Itália, trazendo novas formas literárias
  • 11. HUMANISMOHUMANISMO •O que é?O que é? Período de transição da Idade Média para o Renascimento •Principal CaracterísticaPrincipal Característica Antropocentrismo •Outras designaçõesOutras designações Pré-renascimento, quatrocentismo
  • 12. HUMANISMOHUMANISMO Fatos HistóricoFatos Histórico • 1305/78 - Transferência do papado de Roma para Avignon. • 1321 – Morte de Dante Alighieri; • 1337 – Morte do artista italiano Giotto; • 1337-1453 – Guerra dos 100 anos; • 1347-1350 – Peste Negra; • 1350 – Boccaccio escreve Decamerão, livro de contos, ponto alto da prosa europeia; • 1431 – Joana D’Arc foi queimada; • 1450 – Gutenberg inventa a imprensa. • 1305/78 - Transferência do papado de Roma para Avignon. • 1321 – Morte de Dante Alighieri; • 1337 – Morte do artista italiano Giotto; • 1337-1453 – Guerra dos 100 anos; • 1347-1350 – Peste Negra; • 1350 – Boccaccio escreve Decamerão, livro de contos, ponto alto da prosa europeia; • 1431 – Joana D’Arc foi queimada; • 1450 – Gutenberg inventa a imprensa.
  • 13. • Mudanças na cultura e nas sociedades Europeias. • Novo interesse pelos textos da Antiguidade Clássica. • O Humanismo influenciou tanto a arte como a mentalidade, maneira de ver o Mundo. • Introduziu uma dinâmica completamente diferente ao ser Humano. • Grande passo para a evolução da mente. • Mudanças na cultura e nas sociedades Europeias. • Novo interesse pelos textos da Antiguidade Clássica. • O Humanismo influenciou tanto a arte como a mentalidade, maneira de ver o Mundo. • Introduziu uma dinâmica completamente diferente ao ser Humano. • Grande passo para a evolução da mente. HUMANISMOHUMANISMO Ideias HumanistasIdeias Humanistas
  • 14. ANTROPOCENTRISMO TEOLOGISMO • Homem continua a ser criação de Deus; • Tem livre arbítrio, poder sobre o seu destino; • Homem tem valor como indivíduo; • Submissão sensorial ao racional. • De uma postura religiosa e mística passa gradativamentegradativamente a uma posição racionalista. • Homem continua a ser criação de Deus; • Tem livre arbítrio, poder sobre o seu destino; • Homem tem valor como indivíduo; • Submissão sensorial ao racional. • De uma postura religiosa e mística passa gradativamentegradativamente a uma posição racionalista. HUMANISMOHUMANISMO Ideias HumanistasIdeias Humanistas
  • 15.
  • 16. A Divina Comédia - Dante AlighieriA Divina Comédia - Dante Alighieri (1265 – 1321)(1265 – 1321) • Poema épico escrito entre 1307 e 1321; • Narra a viagem de Dante aos três destinos reservados à alma humana segundo o imaginário católico: inferno, purgatório e paraíso; • Em sua jornada pelo inferno e pelo purgatório, Dante é guiado por Virgílio (70 a.C. – 19 a.C.), poeta romano, autor da Eneida, poema épico que narra a formação da nação italiana. É considerado um dos maiores poetas latinos; • No paraíso – onde Virgílio não podia entrar, já que não havia sido batizado – Dante é recebido por sua amada Beatriz; • Segundo alguns estudiosos, Beatriz representa, na obra, a fé, enquanto Virgílio representa a razão; • São justamente a fé e a razão os dois polos em que se debate, filosoficamente, o homem do humanismo. • Poema épico escrito entre 1307 e 1321; • Narra a viagem de Dante aos três destinos reservados à alma humana segundo o imaginário católico: inferno, purgatório e paraíso; • Em sua jornada pelo inferno e pelo purgatório, Dante é guiado por Virgílio (70 a.C. – 19 a.C.), poeta romano, autor da Eneida, poema épico que narra a formação da nação italiana. É considerado um dos maiores poetas latinos; • No paraíso – onde Virgílio não podia entrar, já que não havia sido batizado – Dante é recebido por sua amada Beatriz; • Segundo alguns estudiosos, Beatriz representa, na obra, a fé, enquanto Virgílio representa a razão; • São justamente a fé e a razão os dois polos em que se debate, filosoficamente, o homem do humanismo.
  • 17.
  • 18. HUMANISMOHUMANISMO TransiçãoTransição de Mudança da Visão de Mundode Mudança da Visão de Mundo TEOCENTRISMO MEDIEVALTEOCENTRISMO MEDIEVAL ANTROPOCENTRISMOANTROPOCENTRISMO RENASCENTISTARENASCENTISTA Deus é o centro e a medida de todas as coisas O homem é a medida de todas as coisas Geocentrismo Heliocentrismo Conhecimento restrito à Igreja Produção e difusão do conhecimento Valorização dos santos e mártires Caráter clássico Consciência da transitoriedade da vida Volta aos padrões culturais greco-romanas Busca da salvação da alma Celebração do prazer de viver: Carpe Diem
  • 19. HUMANISMOHUMANISMO Manifestações culturais em PortugalManifestações culturais em Portugal POESIA PROSA TEATRO Poesia Palaciana Crônica Histórica Autos e Farsas
  • 20. ERA MEDIEVALERA MEDIEVAL 1ª época - SÉC.XII a XIV TROVADORISMO – 1198- 1418 2ª época - SÉC.XV a XVI HUMANISMO – 1418-1527 Poesia Lírica cantiga de amigo cantigas de amor Satírica cantiga de escárnio cantiga de maldizer Poesia música e dança = cantiga Poesia Palaciana O Cancioneiro Geral, de Garcia Rezende Poesia Lida ou Declamada Prosa Novelas de Cavalaria Hagiografias Nobiliários Crônicas de Fernão Lopes Teatro Mistérios e Milagres / Moralidades Peças simples de cunho religioso e satírico. Gil Vicente
  • 21. HUMANISMO - Prosa -HUMANISMO - Prosa - Crônica HistóricaCrônica Histórica FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES (1378? – 1459)
  • 22. • Conhecido como o “Pai da historiografia portuguesa”, foi nomeado guarda-mor da Torre do Tombo em 1418, lugar onde se achavam os principais documentos de Portugal. • Incubido de escrever relatos sobre os acontecimentos de diversos períodos históricos (crônicas), foi o pioneiro a consultar várias versões do mesmo fato. • Não se limitava a tecer elogios a reis, fez descrições detalhadas não só da corte, mas também das aldeias, festas populares, e o papel do povo nas guerras e rebeliões. • Conhecido como o “Pai da historiografia portuguesa”, foi nomeado guarda-mor da Torre do Tombo em 1418, lugar onde se achavam os principais documentos de Portugal. • Incubido de escrever relatos sobre os acontecimentos de diversos períodos históricos (crônicas), foi o pioneiro a consultar várias versões do mesmo fato. • Não se limitava a tecer elogios a reis, fez descrições detalhadas não só da corte, mas também das aldeias, festas populares, e o papel do povo nas guerras e rebeliões. HUMANISMO -HUMANISMO - Crônica HistóricaCrônica Histórica FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES
  • 23. • É reconhecido como historiador de inegável méritos e verdadeiro narrador-artista, preocupado não apenas com a verdade do conteúdo de suas narrativas, mas também com a beleza da forma. • É reconhecido também pela sua capacidade de observar e analisar personagens históricas. • Ordena os fatos cronologicamente, buscando uma hierarquia explicativa dos acontecimentos; • Analisou com objetividade e justiça os documentos históricos: foi cauteloso em determinar a verdade histórica. • É reconhecido como historiador de inegável méritos e verdadeiro narrador-artista, preocupado não apenas com a verdade do conteúdo de suas narrativas, mas também com a beleza da forma. • É reconhecido também pela sua capacidade de observar e analisar personagens históricas. • Ordena os fatos cronologicamente, buscando uma hierarquia explicativa dos acontecimentos; • Analisou com objetividade e justiça os documentos históricos: foi cauteloso em determinar a verdade histórica. HUMANISMO -HUMANISMO - Crônica HistóricaCrônica Histórica FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES
  • 24. • Assumia uma posição de distanciamento e isenção, visando controlar o subjetivismo dos discursos e assim chegar à” verdade nua”; • Com estilo de expressão oral, foi um legítimo representante do saber popular, embora já no seu tempo começava a surgir um novo saber: erudito-acadêmico, clássico. • Atribuiu ao povo um papel importante, sendo até então essa importância atribuída à nobreza • Assumia uma posição de distanciamento e isenção, visando controlar o subjetivismo dos discursos e assim chegar à” verdade nua”; • Com estilo de expressão oral, foi um legítimo representante do saber popular, embora já no seu tempo começava a surgir um novo saber: erudito-acadêmico, clássico. • Atribuiu ao povo um papel importante, sendo até então essa importância atribuída à nobreza HUMANISMO -HUMANISMO - Crônica HistóricaCrônica Histórica FERNÃO LOPESFERNÃO LOPES
  • 25. HUMANISMO - ProsaHUMANISMO - Prosa Crônica de El-Rei D. PedroCrônica de El-Rei D. Pedro (fragmento)
  • 27. HUMANISMOHUMANISMO Poesia PalacianaPoesia Palaciana • Predominava com o intuito de entreter a nobreza ; • Composições coletivas feitas para serem apresentadas no Paço real; • O Amor - tema recorrente, mas menos idealizado: tratado de forma mais sensual, sendo mais intensa a idealização da mulher; • Redondilhas: caráter popular • Superiores à poesia trovadoresca; • Predominava com o intuito de entreter a nobreza ; • Composições coletivas feitas para serem apresentadas no Paço real; • O Amor - tema recorrente, mas menos idealizado: tratado de forma mais sensual, sendo mais intensa a idealização da mulher; • Redondilhas: caráter popular • Superiores à poesia trovadoresca;
  • 28. HUMANISMOHUMANISMO Poesia PalacianaPoesia Palaciana • Diferente das cantigas do Trovadorismo, as poesias palacianas foram desligadas da música = passou a serem feitas para leitura/declamação; • Limitação de tema, conteúdo e visao de mundo - autores fidalgos, realidade apenas palaciana: festas, montarias, trajes, banalidades, comportamentos palacianos. • Ocorre também a sátira. • Diferente das cantigas do Trovadorismo, as poesias palacianas foram desligadas da música = passou a serem feitas para leitura/declamação; • Limitação de tema, conteúdo e visao de mundo - autores fidalgos, realidade apenas palaciana: festas, montarias, trajes, banalidades, comportamentos palacianos. • Ocorre também a sátira.
  • 29.
  • 30. HUMANISMOHUMANISMO Cancioneiro GeralCancioneiro Geral • Garcia Resende, poeta frequentador da corte Portuguesa, compilou o Cancioneiro Geral, a fonte mais importante da poesia portuguesa produzida no séc.XV. • Publicado em 1516; • Resende diz o Cancioneiro tinha a pretensão de estimular e apurar o gosto literário, para quem sabe, mais tarde surgisse um poeta maior. Esse poeta surgiu: Luis Vaz de Camões! • Garcia Resende, poeta frequentador da corte Portuguesa, compilou o Cancioneiro Geral, a fonte mais importante da poesia portuguesa produzida no séc.XV. • Publicado em 1516; • Resende diz o Cancioneiro tinha a pretensão de estimular e apurar o gosto literário, para quem sabe, mais tarde surgisse um poeta maior. Esse poeta surgiu: Luis Vaz de Camões!
  • 32. HUMANISMOHUMANISMO TeatroTeatro • Inicialmente, na idade média, o teatro estava fortemente vinculado às cerimônias religiosas católicas e as peças eram realizadas no interior das igrejas. • Representavam mistérios e milagres e as moralidades; • Com o tempo começou a tratar de temas não religiosos ou profanos - latim, pro (antes) fanum (templo) = fora do templo. • Inicialmente, na idade média, o teatro estava fortemente vinculado às cerimônias religiosas católicas e as peças eram realizadas no interior das igrejas. • Representavam mistérios e milagres e as moralidades; • Com o tempo começou a tratar de temas não religiosos ou profanos - latim, pro (antes) fanum (templo) = fora do templo.
  • 33. • Formou-se a “classe teatral” – grupos ambulantes. • Não havia local especiamente construído para os espetaculos teatrais. Só no séc. XV começaram a surgir edíficios que hoje chamamos de teatro. • Formou-se a “classe teatral” – grupos ambulantes. • Não havia local especiamente construído para os espetaculos teatrais. Só no séc. XV começaram a surgir edíficios que hoje chamamos de teatro.
  • 34. • Peças representadas no Paço Real; • Crítica aos comportamentos condenáveis e enaltecimento das virtudes; • Alvo é o comportamento humano e não as instituições; • Uso de alegorias (personagens representam comportamento/instituição); • Autos pastoris, autos de moralidades e farsas; • Uso das redondilhas • Peças representadas no Paço Real; • Crítica aos comportamentos condenáveis e enaltecimento das virtudes; • Alvo é o comportamento humano e não as instituições; • Uso de alegorias (personagens representam comportamento/instituição); • Autos pastoris, autos de moralidades e farsas; • Uso das redondilhas HUMANISMOHUMANISMO TeatroTeatro
  • 35. HUMANISMOHUMANISMO TeatroTeatro • O teatro foi a manifestação literária onde se evidenciaram mais fortemente as características Humanistas; • Destacou-se por ser popular para todas as pessoas; • Gil Vicente foi o nome que mais se destacou; antes dele o teatro praticamente não era conhecido em Portugal; • O teatro foi a manifestação literária onde se evidenciaram mais fortemente as características Humanistas; • Destacou-se por ser popular para todas as pessoas; • Gil Vicente foi o nome que mais se destacou; antes dele o teatro praticamente não era conhecido em Portugal;
  • 36. HUMANISMOHUMANISMO Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente • Por falta de documentos sua vida é um mistério, provavelmente nasceu em 1465. • No nascimento do filho de D.Manuel e D. Maria de Castela (1502) diante da corte declamou um monólogo que tinha escrito = entusiasmou a corte; • Assim começou sua carreira de 30 anos. • Última peça em 1536. • Por falta de documentos sua vida é um mistério, provavelmente nasceu em 1465. • No nascimento do filho de D.Manuel e D. Maria de Castela (1502) diante da corte declamou um monólogo que tinha escrito = entusiasmou a corte; • Assim começou sua carreira de 30 anos. • Última peça em 1536.
  • 37. HUMANISMOHUMANISMO Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente • Visão extremamente crítica da sociedade: critica a corrupção e vê na religião católica o único caminho da salvação. • Vive numa época de crise dos valores medievais. • As ideias do Renascimento já começam chegar a Portugal; • Deslocado nesse novo ambiente, preocupação com a edificação moral do homem. • Visão extremamente crítica da sociedade: critica a corrupção e vê na religião católica o único caminho da salvação. • Vive numa época de crise dos valores medievais. • As ideias do Renascimento já começam chegar a Portugal; • Deslocado nesse novo ambiente, preocupação com a edificação moral do homem.
  • 38. HUMANISMOHUMANISMO Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente CARACTERÍSTICAS •LINGUAGEM COLOQUIAL (adaptada à classe social de cada personagem) – português arcaico; •TEMÁTICA: - Moralidade religiosa (AUTOS) - Sátira dos costumes (FARSAS) Apresenta um teor de crítica social, que funciona como agente moralizante, e um fundo religioso (cristão, mas não dogmático) bem característico do humanismo. CARACTERÍSTICAS •LINGUAGEM COLOQUIAL (adaptada à classe social de cada personagem) – português arcaico; •TEMÁTICA: - Moralidade religiosa (AUTOS) - Sátira dos costumes (FARSAS) Apresenta um teor de crítica social, que funciona como agente moralizante, e um fundo religioso (cristão, mas não dogmático) bem característico do humanismo.
  • 39. HUMANISMOHUMANISMO Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente CARACTERÍSTICAS •PERSONAGENS: Típicas ou Alegóricas - são tipos comuns dentro das instituições que faziam parte da sociedade portuguesa da época; •FORMA: Texto em versos (redondilhos) - Escritos em verso, com esquema de rimas (geralmente redondilhas menores – 5 sílabas, ou maiores – 7 sílabas poéticas) = MESMO PADRÃO DAS CANTIGAS. CARACTERÍSTICAS •PERSONAGENS: Típicas ou Alegóricas - são tipos comuns dentro das instituições que faziam parte da sociedade portuguesa da época; •FORMA: Texto em versos (redondilhos) - Escritos em verso, com esquema de rimas (geralmente redondilhas menores – 5 sílabas, ou maiores – 7 sílabas poéticas) = MESMO PADRÃO DAS CANTIGAS.
  • 40. HUMANISMOHUMANISMO Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente CARACTERÍSTICAS •ESTRUTURA: Peças de ação fragmentária descontínua, sem seguir as unidades de teatro clásssio (ação, tempo e espaço) •TEATRO CRÍTICO MORALIZANTE: Critica e denuncia os vícios e erros de todas as camadas sociais de sua época, defendendo as regras e comportamentos maniquístas da religiosidade medieval. CARACTERÍSTICAS •ESTRUTURA: Peças de ação fragmentária descontínua, sem seguir as unidades de teatro clásssio (ação, tempo e espaço) •TEATRO CRÍTICO MORALIZANTE: Critica e denuncia os vícios e erros de todas as camadas sociais de sua época, defendendo as regras e comportamentos maniquístas da religiosidade medieval.
  • 41. HUMANISMOHUMANISMO Teatro – Gil VicenteTeatro – Gil Vicente Assim: •Censura a hipocrisia dos religiosos, •Denuncia os exploradores do povo (juízes, sapateiros...) •Aponta imoralidades das alcoviteiras; •Satiriza os velhos sensuais •Ridiculariza os supersticiosos e charlatões. Assim: •Censura a hipocrisia dos religiosos, •Denuncia os exploradores do povo (juízes, sapateiros...) •Aponta imoralidades das alcoviteiras; •Satiriza os velhos sensuais •Ridiculariza os supersticiosos e charlatões.
  • 42. Gil Vicente na corte de D. Manuel
  • 43. Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
  • 44. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInfernoCARACTERÍSTICAS •Peça mais importante de Gil Vicente, pertencente à trilogia das Barcas (da Glória, do Purgatório e do Inferno). •Demonstra o maniqueísmo cristão, dividindo o mundo entre o Bem e o Mal, com consequentes Céu e Inferno. •É um auto de moralidade. •Alegoria simples e simbólica. CARACTERÍSTICAS •Peça mais importante de Gil Vicente, pertencente à trilogia das Barcas (da Glória, do Purgatório e do Inferno). •Demonstra o maniqueísmo cristão, dividindo o mundo entre o Bem e o Mal, com consequentes Céu e Inferno. •É um auto de moralidade. •Alegoria simples e simbólica.
  • 45. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInfernoCARACTERÍSTICAS •A história é simples: os personagens que chegam vão sendo conduzidos pelos barqueiros (diabo e anjo) para as respectivas barcas, que levam, respectivamente, ao Inferno e ao Céu. •As falas são marcadas por muita ironia, principalmente pelo diabo, que é o personagem que mais se destaca no auto. •É uma peça de religiosidade alegórica CARACTERÍSTICAS •A história é simples: os personagens que chegam vão sendo conduzidos pelos barqueiros (diabo e anjo) para as respectivas barcas, que levam, respectivamente, ao Inferno e ao Céu. •As falas são marcadas por muita ironia, principalmente pelo diabo, que é o personagem que mais se destaca no auto. •É uma peça de religiosidade alegórica
  • 46. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInfernoCARACTERÍSTICAS •Crítica social marcada pela sátira impiedosa; •O Barqueiro condutor das almas remonta à mitologia grega: Caronte – leva as almas ao mundo subterrâneo. •Introduzido a Barca do Paraíso = oposição céu/inferno. CARACTERÍSTICAS •Crítica social marcada pela sátira impiedosa; •O Barqueiro condutor das almas remonta à mitologia grega: Caronte – leva as almas ao mundo subterrâneo. •Introduzido a Barca do Paraíso = oposição céu/inferno.
  • 47. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno Diabo: tem um ajudante, é liberal, recebe todos com humor e simpatia (ainda que falsa), argumenta muito, ouve, pondera o que as pessoas têm a dizer antes de condená-las. É um ótimo anfitrião. Diabo: tem um ajudante, é liberal, recebe todos com humor e simpatia (ainda que falsa), argumenta muito, ouve, pondera o que as pessoas têm a dizer antes de condená-las. É um ótimo anfitrião.
  • 48. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno Anjo: argumenta pouco, é calado, frio, discreto e autoritário. Anjo: argumenta pouco, é calado, frio, discreto e autoritário.
  • 49. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno Os Condenados: O fidalgo arrogante – aristocratas •Um empregado traz a cadeira, para o conforto do patrão. •Caracterizado pela presunção, pela tirania, pelo abuso de poder. •Reconhece o erro e aceita a condenação. Os Condenados: O fidalgo arrogante – aristocratas •Um empregado traz a cadeira, para o conforto do patrão. •Caracterizado pela presunção, pela tirania, pelo abuso de poder. •Reconhece o erro e aceita a condenação.
  • 50. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno Os Condenados Onzeneiro - empresta dinheiro a juros; •(agiota) = traz bolsa vazia (não conseguiu levar nada), •Caracterizado pela usura (ganância). Os Condenados Onzeneiro - empresta dinheiro a juros; •(agiota) = traz bolsa vazia (não conseguiu levar nada), •Caracterizado pela usura (ganância).
  • 51. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno Os Condenados Sapateiro- comerciantes que roubam; •traz as fôrmas (com as quais roubava os clientes). •Caracteriza-se pelo apego aos bens materiais. •Ia à Igreja e, por isso, pretende salvar-se Os Condenados Sapateiro- comerciantes que roubam; •traz as fôrmas (com as quais roubava os clientes). •Caracteriza-se pelo apego aos bens materiais. •Ia à Igreja e, por isso, pretende salvar-se
  • 52. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno Os Condenados Frade, com a amante -parte do clero corrupta; •traz a namorada (Florença), o escudo, a espada e o capacete (símbolos da vida de prazeres). •Não seria condenado se não fosse padre (crítica à vocação desencontrada). •Expressa a dicotomia entre os prazeres e a penitência. •Argumenta, para tentar salvar-se, que é padre e que ninguém o avisou de que não podia ter namorada. •Demonstra o rigor moral do autor. Os Condenados Frade, com a amante -parte do clero corrupta; •traz a namorada (Florença), o escudo, a espada e o capacete (símbolos da vida de prazeres). •Não seria condenado se não fosse padre (crítica à vocação desencontrada). •Expressa a dicotomia entre os prazeres e a penitência. •Argumenta, para tentar salvar-se, que é padre e que ninguém o avisou de que não podia ter namorada. •Demonstra o rigor moral do autor.
  • 53. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInfernoOs Condenados Judeu - acusado de ter matado Jesus •traz, nas costas, um bode (símbolo do judaísmo) que não larga, apesar do anjo colocar, como condição para o embarque, que o bode fique. •Não podendo embarcar para o céu, tenta embarcar na barca do inferno, mas o Diabo não permite. •É um tipo social. Os Condenados Judeu - acusado de ter matado Jesus •traz, nas costas, um bode (símbolo do judaísmo) que não larga, apesar do anjo colocar, como condição para o embarque, que o bode fique. •Não podendo embarcar para o céu, tenta embarcar na barca do inferno, mas o Diabo não permite. •É um tipo social.
  • 54. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInfernoOs Condenados Alcoviteira - mulher que prostituia moças; •Traz 600 virgos (virgindades defloradas), o Diabo a deseja, pela sua repugnância, chama-a de Senhora (como nas Cantigas). •É acusada de feitiçaria e tenta salvar-se dizendo que ajudou a Igreja. Os Condenados Alcoviteira - mulher que prostituia moças; •Traz 600 virgos (virgindades defloradas), o Diabo a deseja, pela sua repugnância, chama-a de Senhora (como nas Cantigas). •É acusada de feitiçaria e tenta salvar-se dizendo que ajudou a Igreja.
  • 55. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno Os Condenados •Corregedor e Procurador - Corrupção da Justiça; Corregedor (juiz) = traz autos, fala em latim, representa a corrupção. Procurador (advogado) = traz livros, participa dos “esquemas” do corregedor. Os Condenados •Corregedor e Procurador - Corrupção da Justiça; Corregedor (juiz) = traz autos, fala em latim, representa a corrupção. Procurador (advogado) = traz livros, participa dos “esquemas” do corregedor.
  • 56. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInfernoOs Condenados Enforcado - se julgava salvo pela forma de sua morte •traz, ainda no pescoço, a corda com que foi enforcado. •Ladrão tolo, que rouba sem vantagens, iludido pelo tesoureiro da casa da moeda. Os Condenados Enforcado - se julgava salvo pela forma de sua morte •traz, ainda no pescoço, a corda com que foi enforcado. •Ladrão tolo, que rouba sem vantagens, iludido pelo tesoureiro da casa da moeda.
  • 57. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInfernoOs Salvos Os 4 Cavaleiros – lutaram em defesa da fé cristã •cantam hinos, não trazem armas. •São mártires cristãos. Ignoram o Diabo e são acolhidos pelo Anjo. Os Salvos Os 4 Cavaleiros – lutaram em defesa da fé cristã •cantam hinos, não trazem armas. •São mártires cristãos. Ignoram o Diabo e são acolhidos pelo Anjo.
  • 58. HUMANISMOHUMANISMO Auto da Barca doAuto da Barca do InfernoInferno Os Salvos O Parvo (bobo) – camponês idiota e explorado, salvo por sua falta de malícia; •Veste a roupa típica de sua classe. •Caracteriza-se pela inocência. •Seu erro não foi consciente. •Fica perto do anjo, como observador, e passa a ajudá-lo nos julgamentos Os Salvos O Parvo (bobo) – camponês idiota e explorado, salvo por sua falta de malícia; •Veste a roupa típica de sua classe. •Caracteriza-se pela inocência. •Seu erro não foi consciente. •Fica perto do anjo, como observador, e passa a ajudá-lo nos julgamentos
  • 59. ERA MEDIEVALERA MEDIEVAL Leitura e atividades do Livro textoLeitura e atividades do Livro texto Capítulo 8 – páginas 86 – 99Capítulo 8 – páginas 86 – 99