Lógica
2ºteste de Filosofia 2016/2017
Ana Rita António
26/11/2016
Lógica Formal
26/11/2016
Distinção entre os dois tipos de argumentos
Argumentos Dedutivos
• A validade depende da sua forma
• A conclusão segue necessariamente
as premissas
• Se as premissas são válidas a
conclusão também é verdadeira
Argumentos Indutivos
• Não têm forma lógica
• A conclusão não segue
necessariamente as premissas
• A conclusão é provável e não
necessariamente verdadeira
26/11/2016
• Argumento dedutivo: argumento que apresenta razões conclusivas a favor da
conclusão
• Exemplo:
Os alunos do 11ºE são estudiosos.
A Marta é aluna do 11ºE
Logo, a Marta é estudiosa
26/11/2016
• Argumento indutivo: argumento que apresenta razões não conclusivas a favor
da conclusão
• Exemplo:
O João tem dores de cabeça e tomou Brufen porque o Brufen tira as dores de
cabeça.
26/11/2016
Argumentos
Dedutivos Indutivos
Apresentam razões conclusivas Apresentam razões prováveis
26/11/2016
• Falácia: argumento mau que tem defeitos pouco visíveis para quem ainda não
argumenta cuidadosamente
• Argumento válido: argumento cuja conclusão se segue das premissas
• Argumento sólido: argumento válido com premissas verdadeiras
• Argumento cogente: argumento sólido com premissas relevantes e mais
plausíveis do que a conclusão e que considera toda a informação importante
acerca da conclusão
26/11/2016
• A validade de um argumento consiste numa certa relação entre as suas
premissas e a sua conclusão
• A estrutura de um argumento é habitualmente designada por forma lógica
• Um argumento tem força indutiva quando a conclusão é provavelmente
verdadeira se as suas premissas forem verdadeiras
26/11/2016
Validade e verdade
Proposição individual
Verdade
Proposição que ocorre num argumento
Validade
26/11/2016
Lógica
Formal Informal
Estuda a forma dos argumentos Estuda o conteúdo dos argumentos
26/11/2016
Lógica Silogística
26/11/2016
• Uma proposição categórica afirma ou nega uma relação, total ou parcial, entre
classes de objetos, sendo formada por um quantificador associado a um sujeito
que se liga a um predicado
Forma Padrão
Quantificador Sujeito Cópula Predicado
26/11/2016
Proposições Categóricas
Tipo Quantidade Qualidade Distribuição Forma-padrão
A Universal Afirmativa Sujeito (S) Todos os S são P
E Universal Negativa Ambos (S e P) Nenhum S é P
I Particular Afirmativa Nenhum Alguns S são P
O Particular Negativa Predicado (P) Alguns S não
P
26/11/2016
Distribuição dos termos
• Proposição afirmativa: estabelece que uma classe está incluída parcial ou
totalmente noutra
• Proposição negativa: estabelece que uma classe não está incluída parcial ou
totalmente noutra
• Um termo está distribuído numa proposição categórica quando se refere a
todos os membros da classe que designa
26/11/2016
Distribuição
Sujeito Predicado
Todos os S são P Nenhum S é P
Nenhum S é P Alguns S não são P
26/11/2016
Quadrado Lógico
26/11/2016
A E
I O
• A: Universal Afirmativa
• E: Universal Negativa
• I: Particular Afirmativa
• O: Particular Negativa
• A: Todos
• E: Nenhum
• I: Alguns são
• O: Alguns não são
Silogismo categórico
• Os silogismos são argumentos que têm duas premissas e uma conclusão
• Um silogismo categórico é uma interferência inteiramente construída a partir de
proposições categóricas
26/11/2016
• O silogismo categórico contem três termos, cada um deles ocorre duas vezes:
• O termo sujeito da conclusão é chamado termo menor (S);
• O termo predicado da conclusão é o termo maior (P);
• O termo que ocorre apenas nas premissas é o termo médio (M).
26/11/2016
• Exemplo:
Todos os quadrúpedes são corredores ágeis.
Todos os gatos são quadrúpedes.
Logo, todos os gatos são corredores ágeis.
• Termo Médio
• Termo Maior
• Termo Menor
26/11/2016
26/11/2016
Premissa
Maior
Termo
Maior
Termo
Médio
Premissa
Menor
Termo
Menor
Termo
Médio
26/11/2016
Conclusão
Termo Menor
(Sujeito)
Termo Maior
(Predicado)
26/11/2016
• A figura de um silogismo depende da posição relativa do termo médio nas
premissas
26/11/2016
1ª Figura:
M P
S M
S P
2ª Figura:
P M
S M
S P
3ª Figura:
M P
M S
S P
4ª Figura:
P M
M S
S P
Regras dos Silogismos
• O silogismo tem três termos e só três termos: maior (p), menor (s), médio (m).
• O termo médio (m) não pode entrar na conclusão.
• O termo médio deve ser tomado pelo menos uma vez em toda a sua extensão (ser
universal).
• Nenhum termo pode ter maior extensão na conclusão do que nas premissas.
• A conclusão segue-se sempre a parte mais fraca (particular/ negativo).
• De duas premissas negativas nada se pode concluir.
• De duas premissas particulares nada se pode concluir.
• De duas premissas afirmativas não se pode ter uma conclusão negativa.
26/11/2016
Formas válidas de silogismos categóricos
1ª Figura
• AAA
• AII
• EAE
• EIO
• AAI
• EAO
2ª Figura
• AEE
• AOO
• EAE
• EIO
• EAO
• AEO
26/11/2016
Formas válidas de silogismos categóricos
3ª Figura
• AII
• EIO
• IAI
• OAO
• AAI
• EAO
4ª Figura
• AEE
• EIO
• IAI
• AAI
• EAO
• AEO
26/11/2016
Falácias Silogísticas
• Uma falácia silogística é um silogismo inválido por não respeitar alguma das
regras de validade silogística
• Falácia do termo não distribuído;
• Falácia da ilícita maior;
• Falácia da ilícita menor.
26/11/2016
Lógica Informal
26/11/2016
26/11/2016
Argumentos
não dedutivos
Argumentos
indutivos
Argumentos
por analogia
Argumentos
de autoridade
Argumentos Indutivos
• É uma tentativa de sustentar uma conclusão muito provável
• Podem ser generalizações, sustentando conclusões gerais, afirmando conclusões
particulares
26/11/2016
Argumentos por Analogia
• Raciocinam a partir de semelhanças relevantes entre duas ou mais coisas
• Têm diferentes graus de força
• A sua conclusão é provável
26/11/2016
Argumentos de Autoridade
• Consistem no recurso a peritos e especialistas de uma determinada área de modo
a sustentar uma conclusão
26/11/2016
Falácias Informais
• Petição de princípio
• Falso dilema
• Apelo à ignorância
• Ataque à pessoa
• Derrapagem (Bola de Neve)
• Boneco de palha
26/11/2016
Falso Dilema
• Um falso dilema é quando nos é apresentadas duas alternativas, quando existem
mais
Exemplo:
Ou és feliz ou é infeliz.
26/11/2016
Apelo à ignorância
• Conclui-se que uma proposição é verdadeira por não se ter provado que é falsa,
ou conclui-se que uma proposição é falsa por não se ter provado que era
verdadeira
Exemplo:
Nunca se provou que Stonehenge fosse usado para realizar rituais.
Logo, Stonehenge não era usado para realizar rituais.
26/11/2016
Ataque à pessoa
• Ataca-se a pessoa e não o argumento que por ela foi dado
Exemplo:
Hitler gostava de beber café.
Logo, não se deve beber café
26/11/2016
Derrapagem (Bola de Neve)
• Ocorre quando invocamos sem justificação uma cadeia causal despropositada
para defender algo
Exemplo:
Não se deve jogar, pois se começar a jogar vai ficar viciado.
26/11/2016
Boneco de Palha
• Consiste em caricaturar a posição do adversário, caracterizando-se por distorcer
essa posição, fragilizando-a
26/11/2016

Lógica (Filosofia 11ºano)

  • 1.
    Lógica 2ºteste de Filosofia2016/2017 Ana Rita António 26/11/2016
  • 2.
  • 3.
    Distinção entre osdois tipos de argumentos Argumentos Dedutivos • A validade depende da sua forma • A conclusão segue necessariamente as premissas • Se as premissas são válidas a conclusão também é verdadeira Argumentos Indutivos • Não têm forma lógica • A conclusão não segue necessariamente as premissas • A conclusão é provável e não necessariamente verdadeira 26/11/2016
  • 4.
    • Argumento dedutivo:argumento que apresenta razões conclusivas a favor da conclusão • Exemplo: Os alunos do 11ºE são estudiosos. A Marta é aluna do 11ºE Logo, a Marta é estudiosa 26/11/2016
  • 5.
    • Argumento indutivo:argumento que apresenta razões não conclusivas a favor da conclusão • Exemplo: O João tem dores de cabeça e tomou Brufen porque o Brufen tira as dores de cabeça. 26/11/2016
  • 6.
    Argumentos Dedutivos Indutivos Apresentam razõesconclusivas Apresentam razões prováveis 26/11/2016
  • 7.
    • Falácia: argumentomau que tem defeitos pouco visíveis para quem ainda não argumenta cuidadosamente • Argumento válido: argumento cuja conclusão se segue das premissas • Argumento sólido: argumento válido com premissas verdadeiras • Argumento cogente: argumento sólido com premissas relevantes e mais plausíveis do que a conclusão e que considera toda a informação importante acerca da conclusão 26/11/2016
  • 8.
    • A validadede um argumento consiste numa certa relação entre as suas premissas e a sua conclusão • A estrutura de um argumento é habitualmente designada por forma lógica • Um argumento tem força indutiva quando a conclusão é provavelmente verdadeira se as suas premissas forem verdadeiras 26/11/2016
  • 9.
    Validade e verdade Proposiçãoindividual Verdade Proposição que ocorre num argumento Validade 26/11/2016
  • 10.
    Lógica Formal Informal Estuda aforma dos argumentos Estuda o conteúdo dos argumentos 26/11/2016
  • 11.
  • 12.
    • Uma proposiçãocategórica afirma ou nega uma relação, total ou parcial, entre classes de objetos, sendo formada por um quantificador associado a um sujeito que se liga a um predicado Forma Padrão Quantificador Sujeito Cópula Predicado 26/11/2016
  • 13.
    Proposições Categóricas Tipo QuantidadeQualidade Distribuição Forma-padrão A Universal Afirmativa Sujeito (S) Todos os S são P E Universal Negativa Ambos (S e P) Nenhum S é P I Particular Afirmativa Nenhum Alguns S são P O Particular Negativa Predicado (P) Alguns S não P 26/11/2016
  • 14.
    Distribuição dos termos •Proposição afirmativa: estabelece que uma classe está incluída parcial ou totalmente noutra • Proposição negativa: estabelece que uma classe não está incluída parcial ou totalmente noutra • Um termo está distribuído numa proposição categórica quando se refere a todos os membros da classe que designa 26/11/2016
  • 15.
    Distribuição Sujeito Predicado Todos osS são P Nenhum S é P Nenhum S é P Alguns S não são P 26/11/2016
  • 16.
    Quadrado Lógico 26/11/2016 A E IO • A: Universal Afirmativa • E: Universal Negativa • I: Particular Afirmativa • O: Particular Negativa • A: Todos • E: Nenhum • I: Alguns são • O: Alguns não são
  • 17.
    Silogismo categórico • Ossilogismos são argumentos que têm duas premissas e uma conclusão • Um silogismo categórico é uma interferência inteiramente construída a partir de proposições categóricas 26/11/2016
  • 18.
    • O silogismocategórico contem três termos, cada um deles ocorre duas vezes: • O termo sujeito da conclusão é chamado termo menor (S); • O termo predicado da conclusão é o termo maior (P); • O termo que ocorre apenas nas premissas é o termo médio (M). 26/11/2016
  • 19.
    • Exemplo: Todos osquadrúpedes são corredores ágeis. Todos os gatos são quadrúpedes. Logo, todos os gatos são corredores ágeis. • Termo Médio • Termo Maior • Termo Menor 26/11/2016
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
    • A figurade um silogismo depende da posição relativa do termo médio nas premissas 26/11/2016 1ª Figura: M P S M S P 2ª Figura: P M S M S P 3ª Figura: M P M S S P 4ª Figura: P M M S S P
  • 24.
    Regras dos Silogismos •O silogismo tem três termos e só três termos: maior (p), menor (s), médio (m). • O termo médio (m) não pode entrar na conclusão. • O termo médio deve ser tomado pelo menos uma vez em toda a sua extensão (ser universal). • Nenhum termo pode ter maior extensão na conclusão do que nas premissas. • A conclusão segue-se sempre a parte mais fraca (particular/ negativo). • De duas premissas negativas nada se pode concluir. • De duas premissas particulares nada se pode concluir. • De duas premissas afirmativas não se pode ter uma conclusão negativa. 26/11/2016
  • 25.
    Formas válidas desilogismos categóricos 1ª Figura • AAA • AII • EAE • EIO • AAI • EAO 2ª Figura • AEE • AOO • EAE • EIO • EAO • AEO 26/11/2016
  • 26.
    Formas válidas desilogismos categóricos 3ª Figura • AII • EIO • IAI • OAO • AAI • EAO 4ª Figura • AEE • EIO • IAI • AAI • EAO • AEO 26/11/2016
  • 27.
    Falácias Silogísticas • Umafalácia silogística é um silogismo inválido por não respeitar alguma das regras de validade silogística • Falácia do termo não distribuído; • Falácia da ilícita maior; • Falácia da ilícita menor. 26/11/2016
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    Argumentos Indutivos • Éuma tentativa de sustentar uma conclusão muito provável • Podem ser generalizações, sustentando conclusões gerais, afirmando conclusões particulares 26/11/2016
  • 31.
    Argumentos por Analogia •Raciocinam a partir de semelhanças relevantes entre duas ou mais coisas • Têm diferentes graus de força • A sua conclusão é provável 26/11/2016
  • 32.
    Argumentos de Autoridade •Consistem no recurso a peritos e especialistas de uma determinada área de modo a sustentar uma conclusão 26/11/2016
  • 33.
    Falácias Informais • Petiçãode princípio • Falso dilema • Apelo à ignorância • Ataque à pessoa • Derrapagem (Bola de Neve) • Boneco de palha 26/11/2016
  • 34.
    Falso Dilema • Umfalso dilema é quando nos é apresentadas duas alternativas, quando existem mais Exemplo: Ou és feliz ou é infeliz. 26/11/2016
  • 35.
    Apelo à ignorância •Conclui-se que uma proposição é verdadeira por não se ter provado que é falsa, ou conclui-se que uma proposição é falsa por não se ter provado que era verdadeira Exemplo: Nunca se provou que Stonehenge fosse usado para realizar rituais. Logo, Stonehenge não era usado para realizar rituais. 26/11/2016
  • 36.
    Ataque à pessoa •Ataca-se a pessoa e não o argumento que por ela foi dado Exemplo: Hitler gostava de beber café. Logo, não se deve beber café 26/11/2016
  • 37.
    Derrapagem (Bola deNeve) • Ocorre quando invocamos sem justificação uma cadeia causal despropositada para defender algo Exemplo: Não se deve jogar, pois se começar a jogar vai ficar viciado. 26/11/2016
  • 38.
    Boneco de Palha •Consiste em caricaturar a posição do adversário, caracterizando-se por distorcer essa posição, fragilizando-a 26/11/2016