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De Luís Vaz de Camões
Professora: Margarida Tomaz
 O que é um herói segundo a visão clássica: Indivíduo
excepcional, que se destaca do vulgo, pelo seu carácter e
formação superior e pela sua capacidade de acção, de
superação de obstáculos, de luta contra as adversidades,
em prol de um bem comum. Este é também o conceito de
herói presente em Os Lusíadas, que recebe o prémio na Ilha
do Amores, o prémio do reconhecimento pelas divindades,
a glorificação, prémio que se dá com a coroação dos heróis
com coroas de louro, pela via do amor e do acesso a
conhecimento privilegiado, ao contactarem com ninfas, ao
usufruírem dos prazeres comensais oferecidos por Vénus, e
ao acederem à visão da máquina do mundo e ao
conhecimento de profecias proferidas por Thétis a Vasco
da Gama.
 Este herói, indivíduo excepcional, busca a fama
através do “ouro puro”, enquanto metáfora do
Bem e da verdadeira fama que deve mover o
Homem e opõe-se a todo aquele que procura
conquistar a fama através de objetivos egoístas
e materialistas.
 Devemos então distinguir dois conceitos de
fama: a fama que se alcança pelo caminho da
virtude, e a fama vã que se conquista em nome
de valores materialistas, esta última criticada
pelo poeta e pelo Velho do Restelo.
 O herói medieval que se realiza no plano
terreno e que corresponde ao ideal
cavaleiresco: destaca-se na luta pela
expansão da fé, combate contra os infiéis e
a conquista de territórios aos mouros –
exemplo de Nuno Álvares Pereira
 O herói renascentista: aquele que valoriza
a ação e as artes, aquele que parte em
busca do conhecimento, na luta contra a
natureza adversa – Vasco da Gama
 A capacidade de enfrentar e de lutar
contra as adversidades, na luta pelo
desvendar do conhecimento – o esforço
 A virtude moral e a cultura pelas artes,
formação privilegiada pela genealogia
linhagista – a cultura, as artes
 A defesa de um modelo: a realização do
homem completa-se na conciliação entre
os planos da ação e o caminho da virtude, o
caminho da Fama em prol do Bem comum.
 A crítica de Camões incide naqueles que
correm atrás da fama vã, que se deixam
mover por valores materialistas e egoístas,
crítica que encontramos também no Velho
do Restelo.
Síntese dos assuntos narrados e
Estâncias onde podemos encontrar
a Voz crítica do Poeta
 Proposição
 Invocação
 Dedicatória
 Início da narração in media res
 Consílio dos deuses
 Chegada a Melinde – pedido do rei de Melinde
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gravíssimos perigos” que ameaçam o
homem, tanto no mar como em terra
(Canto I, est. 106)
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Europa
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formação da nacionalidade
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I, D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D.
Pedro I e D. Fernando
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 A Voz do Poeta: o poeta denuncia o
desprezo dos portugueses pelas Artes e
pelas Letras, uma vez que esta situação
prenuncia alguns sinais de decadência
nacional (est. 92-100)
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 Tempestade
A voz do Poeta: o valor das honras e da glória
alcançadas por mérito próprio (est. 95-99)
“Por meio destes hórridos perigos,
Destes trabalhos graves e temores,
Alcançam os que são de fama amigos
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 A Voz do Poeta: o poeta denuncia a
ausência de um sentimento patriótico,
aliado à luta pelo bem coletivo, sentindo-se
ele próprio vítima da ingratidão (est. 78-87)
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bandeiras, Paulo da Gama fala ao Catual de
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denúncia da decadência da Pátria, renovação dos
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O herói n’os lusíadas - tópicos para reflexão

  • 1. De Luís Vaz de Camões Professora: Margarida Tomaz
  • 2.  O que é um herói segundo a visão clássica: Indivíduo excepcional, que se destaca do vulgo, pelo seu carácter e formação superior e pela sua capacidade de acção, de superação de obstáculos, de luta contra as adversidades, em prol de um bem comum. Este é também o conceito de herói presente em Os Lusíadas, que recebe o prémio na Ilha do Amores, o prémio do reconhecimento pelas divindades, a glorificação, prémio que se dá com a coroação dos heróis com coroas de louro, pela via do amor e do acesso a conhecimento privilegiado, ao contactarem com ninfas, ao usufruírem dos prazeres comensais oferecidos por Vénus, e ao acederem à visão da máquina do mundo e ao conhecimento de profecias proferidas por Thétis a Vasco da Gama.
  • 3.  Este herói, indivíduo excepcional, busca a fama através do “ouro puro”, enquanto metáfora do Bem e da verdadeira fama que deve mover o Homem e opõe-se a todo aquele que procura conquistar a fama através de objetivos egoístas e materialistas.  Devemos então distinguir dois conceitos de fama: a fama que se alcança pelo caminho da virtude, e a fama vã que se conquista em nome de valores materialistas, esta última criticada pelo poeta e pelo Velho do Restelo.
  • 4.  O herói medieval que se realiza no plano terreno e que corresponde ao ideal cavaleiresco: destaca-se na luta pela expansão da fé, combate contra os infiéis e a conquista de territórios aos mouros – exemplo de Nuno Álvares Pereira  O herói renascentista: aquele que valoriza a ação e as artes, aquele que parte em busca do conhecimento, na luta contra a natureza adversa – Vasco da Gama
  • 5.  A capacidade de enfrentar e de lutar contra as adversidades, na luta pelo desvendar do conhecimento – o esforço  A virtude moral e a cultura pelas artes, formação privilegiada pela genealogia linhagista – a cultura, as artes
  • 6.  A defesa de um modelo: a realização do homem completa-se na conciliação entre os planos da ação e o caminho da virtude, o caminho da Fama em prol do Bem comum.  A crítica de Camões incide naqueles que correm atrás da fama vã, que se deixam mover por valores materialistas e egoístas, crítica que encontramos também no Velho do Restelo.
  • 7. Síntese dos assuntos narrados e Estâncias onde podemos encontrar a Voz crítica do Poeta
  • 8.  Proposição  Invocação  Dedicatória  Início da narração in media res  Consílio dos deuses  Chegada a Melinde – pedido do rei de Melinde  A Voz do Poeta: “grandes e gravíssimos perigos” que ameaçam o homem, tanto no mar como em terra (Canto I, est. 106)
  • 9.  Relato de Vasco da Gama: descrição da Europa  História de Luso a Viriato;  Referência ao conde D. Henrique e à formação da nacionalidade  1ª dinastia: D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando
  • 10.  Feitos da 2ª dinastia: D. João I, D. Duarte, D. Afonso V, D. João II e D. Manuel  Discurso de Nuno Álvares Pereira  Sonho profético de D. Manuel  Despedidas de Belém  Discurso do Velho do Restelo
  • 11.  Narração da viagem desde Lisboa a Melinde  Episódio do gigante Adamastor e conclusão da narração ao rei de Melinde  A Voz do Poeta: o poeta denuncia o desprezo dos portugueses pelas Artes e pelas Letras, uma vez que esta situação prenuncia alguns sinais de decadência nacional (est. 92-100)
  • 12.  Despedida de Melinde e viagem para a Índia  Tempestade A voz do Poeta: o valor das honras e da glória alcançadas por mérito próprio (est. 95-99) “Por meio destes hórridos perigos, Destes trabalhos graves e temores, Alcançam os que são de fama amigos As honras imortais e graus maiores” (est. 95)
  • 13.  Chegada à Índia:  Visita de Vasco da Gama ao Samorim  Visita do Catual às naus  A Voz do Poeta: o poeta denuncia a ausência de um sentimento patriótico, aliado à luta pelo bem coletivo, sentindo-se ele próprio vítima da ingratidão (est. 78-87)
  • 14.  Partindo do significado das figuras das bandeiras, Paulo da Gama fala ao Catual de outras figuras da História de Portugal: Luso, Viriato, Afonso Henriques…  A Voz do Poeta: o dinheiro, o poder do ouro e a ambição corrompem o povo, os reis e mesmo os sacerdotes (est. 96-99)
  • 15.  Viagem de regresso dos portugueses  A ilha dos Amores  A Voz do Poeta: Condenação da cobiça, da ambição e da tirania e conselhos aos que aspiram a alcançar a condição de herói, o que implica a conquista do espaço e a conquista do elemento feminino, representado na ilha de Vénus (est. 92-95)
  • 16.  A máquina do mundo – na ilha dos amores  Exortação a D. Sebastião e vaticínio de glórias futuras para os portugueses  A Voz do Poeta: lamentações do Poeta – denúncia da decadência da Pátria, renovação dos apelos já feitos ao rei na dedicatória, incentivando-o a tomar medidas que reponham o país na senda do êxito e da glória, apelando à valorização da experiência, um valor a preservar (est. 145-156)