ANAMNESE OCUPACIONAL
Principal instrumento de investigação das relações saúde-trabalho-doença
Bernardino Ramazzini(1633/1714)
Todo médico deveria perguntar a seu paciente:
Qual a sua profissão?
Como faz?
Com que instrumentos?
Quanto faz?
Onde?
Em que condições?
Há quanto tempo?
Como se sente e o que pensa de seu trabalho?
Conhece outros trabalhadores com problemas semelhantes aos seus ?
Em algumas situações particulares pode ser útil a realização da anamnese
ocupacional de um grupo de trabalhadores que desenvolvem uma mesma
atividade (grupo operário homogêneo).
Ramazzini(1633-1714), segundo o livro “Doenças do Trabalho”
(De Morbis Artificum Diatriba).
Sapateiros…alfaiates…trabalhadores sentados, homens e
mulheres, por causa de sua atividade sedentária e da flexão do
corpo enquanto estão na oficina, todos os dias, debruçados
sobre o trabalho, tornam-se encurvados, corcundas, Inclinam a
cabeça sobre o peito. Mais que gibosos, de perfil, parecem
macacos.
Doenças dos secretários de príncipe
Passam por grande tortura mental não só pela grande
quantidade de cartas que escrevem, como porque não
adivinham as intenções do príncipe. (Falta de autonomia no
trabalho. Trabalho vazio)
HISTÓRICO
•  No Brasil, as LER/DORT foram primeiramente
descritas como tenossinovite ocupacional.
Foram apresentados, no XII Congresso
Nacional de Prevenção de Acidentes do
Trabalho - 1973, casos de tenossinovite
ocupacional em lavadeiras, limpadoras e
engomadeiras, recomendando-se que fossem
observadas pausas de trabalho daqueles que
operavam intensamente com as mãos. 
HISTÓRICO
• No campo social, sobretudo na década de 80,
os sindicatos dos trabalhadores em
processamento de dados travaram uma luta
pelo enquadramento da tenossinovite como
doença do trabalho.
Partes mais afetadas no Corpo Humano
pela LER/DORT
Parte
afetada
%
antebraço 15.1
mão 12.3
cervical 11.8
ombro 8.9
braço 7.7
quirodáctilo 4.9
cotovelo 3.5
dorsal/lomb 3.1
Outros 1,6
Distribuição segundo o local
das queixas
Mão 12.3
Braço 7.7
cervical 11.8
Antebraço 15.1
Musculo-tendinoso
Funcional
Osteo-articular
Compressão
Cervicalgias Artroses
Tendinites
Síndrome do desfiladeiro torácico
Artrose
Síndrome do Túnel do carpo
Síndrome de Guyon
Músculos
Ligamentos
Tendões
Tendinites
Discos, articulações
Nervo ciático
Meniscos
Higromas
Principais localizações das Lesões por Esforços Repetitivos
Adaptado de Meyer & Dyevre
Ada A. Assunção - UFMG
Tenossinovites
Epicondilite
Dados Epidemiológicos
% Distribuição por ramo de atividade
• Bancário 35.5%
• Metalúrgico 33.7%
• Serv.Púb/privados 13.7%
• Comércio 3.1%
• Confecção/vestuário 2.1%
• Gráfico 1.5%
• Comunicações 1.0%
• Outros 9.5%
Algumas funções mais atingidas
• Digitadores
• Operadores de caixa
• Açougueiro
• Padeiros
• Recepcionistas/Telefonistas
• Copeiras
• Remarcadores de mercadorias
• Ascensoristas
Organização
do trabalho
Concepção dos
equipamentos
Concepção das
ferramentas
Ambiente
físico
Organização
da produção
DETERMINANTES
Sensibilidade
individual
Fatores
psicossociais
insatisfação
percepção negativa
do trabalho
Fatores biomecânicos
Esforços, gestos
repetitividade
FATORES DE RISCO
 TENOSSINOVITE: inflamação do tecido que reveste os
tendões.
• TENDINITE = inflamação tendões.
• EPICONDILITE: inflamação cotovelo
 BURSITE: inflamação de bolsas entre os ossos e tendões das
articulações do ombro
• MIOSITE: inflamação do músculo.
TIPOS de LER/DORT mais frequentes:
TIPOS de LER/DORT mais frequentes:
SÍND. DO TÚNEL DO CARPO: compressão do nervo
mediano na altura punho
SÍND DO CANAL DE GUYON: compressão da borda
ulnar do punho
SÍND. DO DESFILADEIRO TORÁCICO: compressão do
plexo braquial (nervos e vasos)
SÍND. CERVICOBRAQUIAL: compressão de nervos na
coluna cervical
SÍND. DO OMBRO DOLOROSO: compressão de nervos
e vasos na região do ombro
LER/DORT
Estágio 1: Sensação de peso, dormência e
desconforto em áreas específicas. Pontadas
ocasionais durante as atividades mais intensas (no
trabalho ou fora dele) podem ocorrer. As sensações
passam após descanso de horas ou poucos dias.
Estágio 2: Existe dor com alguma persistência.
É mais intensa durante picos de atividade. Pode
haver perda de sensibilidade, sensação de
formigamento, edema e calor ou frio na área
afetada. Mesmo com descanso a dor pode
permanecer ou reaparecer subitamente sem que
qualquer atividade tenha sido realizada. Momentos
de estresse psicológico ou emocional podem
provocar dor ou sensibilidade nos locais afetados.
LER/DORT
• Estágio 3: Perda de força eventual ou freqüente. Dor
persistente mesmo com repouso prolongado. Crises de
dor aguda podem surgir mesmo durante repouso. Perda
de sensibilidade frequente e eventual perda de
capacidade de realizar alguns movimentos sem muita
dor. Irritabilidade gera ainda mais dor.
Estágio 4: Dor aguda e constante, às vezes
insuportável. A dor migra para outras partes do corpo.
Perda de força e do controle de alguns movimentos.
Perda grande ou total da capacidade de trabalhar e
efetuar atividades domésticas.
Extensão
Abdução
Torção dorsal
No escritório
Monitor muito baixo e
próximo
Punho extendido e
sem apoio
Flexão
acentuada
Tensão
dos
ombros
Extensão do
pescoço
1 - Nervo mediano
2 - Ligamento anular do
carpo
1 - Nervo mediano
2 - Tendõesdosmúsculos
flexores
3 - Artérias
4 - Ligamento anular do carpo
SÍNDROMEDO TÚNELDO CARPO
Síndrome do túnel do
carpo
• Ocorre devido a compressão do nervo mediano do
carpo, pelo espessamento do ligamento anular do carpo.
• Ocorre aumento do atrito entre tendões e ligamentos
resultando em tenossinovite e tendinite.
• Diagnostico: manobra de Phalen consiste em flexão
máxima do punho durante l minuto. se ocorrerem
parestesias e dor é positivo.
Síndromedo Desfiladeiro Torácico
1 - Tendões
2 - Clavícula
3 - Artéria
4 - Veia
4
3
2
1
SÍNDROME DO DESFILADEIRO
TORÁCICO
• Ocorre devido a compressão do plexo braquial em
sua passagem pelo desfiladeiro torácico, que é
formado pela clavícula, primeira costela, músculo
escaleno anterior e médio e fascia dessa região,
originando um estreito canal que pode se tornar mais
estreito quando há alterações anatômicas primarias
ou decorrentes de traumatismos, vícios de postura ou
fatores ocupacionais como carregar carga pesada nos
ombros ou trabalhar com a cabeça elevada.
• Sintomatologia: parestesias e dor irradiada para os
membros superiores, fraqueza, alterações
neurovegetativas (temperatura, cor e sudorese).
• A síndrome cervicobraquial está
relacionada a atividades que envolvem
contratura estática ou imobilização por
tempo prolongado de segmentos
corporais, como cabeça, pescoço ou
ombros; tensão crônica, esforços
excessivos, elevação e abdução de
braços acima da altura dos ombros
empregando força, vibrações de corpo
inteiro.
SÍNDROME CERVICOBRAQUIAL
SÍNDROME DO CANAL DE GUYON
• A síndrome do canal de Guyon esta
relacionada a compressão da borda ulnar
do punho. O ato de carimbar leva ao
problema.
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO, SÍNDROME
DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU
IMPINGEMENT
O manguito rotador é o grupo de músculos
(subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e
redondo menor) que cobre a cabeça do úmero.Ele pode
sofrer lesões em grandes traumas, porém o que mais
tem sido descrito é a associação com movimentos
repetitivos de braço, elevação e abdução de braços
acima da altura dos ombros, principalmente se
associados ao uso de força por tempo prolongado e
elevação de cotovelo.
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO, SÍNDROME
DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU
IMPINGEMENT
SUPRAESPINHOSO
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO, SÍNDROME
DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU
IMPINGEMENT
INFRAESPINHOSO
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO, SÍNDROME
DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU
IMPINGEMENT
REDONDO MENOR
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO, SÍNDROME
DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU
IMPINGEMENT
• SUBESCAPULAR
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO, SÍNDROME
DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU
IMPINGEMENT
O quadro clínico caracteriza-se por dor intermitente no
ombro, que piora com esforços físicos e à noite. A dor
pode se irradiar para a face lateral do braço e associar-
se com a diminuição das forças de rotação externa e
abdução. O paciente queixa-se de crepitação,
dificuldade ou impossibilidade para elevar ou manter o
braço elevado.
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO, SÍNDROME
DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU
IMPINGEMENT
TENOSSINOVITES
A - deDeQuervain
1 - Ligamento anular do
carpo
2 - Bainhas
3 - Tendão do músculo
adutor do polegar
4 - Tendão do músculo
extensor do polegar
5 - Tendão dos
músculosextensores
dosdedos
TENOSSINOVITE DO ESTILÓIDE RADIAL
(DE QUERVAIN)
• Resulta da constrição da bainha comum dos tendões do
abdutor longo e do extensor curto do polegar.
Exemplo: Uso prolongado de tesouras, apertar botão
com polegar.
Diagnostico: usa-se a manobra de Finkelstein, prende-se a
face dorsal da mão do paciente, leva-se o polegar de
encontro a base do dedo mínimo e executa o movimento
de flexão do punho.
Finkelstein’s Test
Dedo em gatilho
• Dedo em gatilho: consiste na dificuldade de extensão do
dedo após sua flexão máxima, decorre da contrição da
polia dos flexores que resulta em dificuldade para a
passagem dos tendões devido ao aumento do atrito
entre a polia e os tendões.
• Sintomatologia: reação inflamatória localizada,
posteriormente atinge o tecido sinovial peritendinoso e
os tecidos próprios dos flexores.
• Exemplo : Grande compressão de objetos cilindricos,
uso de alicates.
DEDO EMGATILHO
1 - Bainha
2 - Tendão do flexor do dedo
3 - Protuberância
HISTÓRICO
• No campo social, sobretudo na década de 80,
os sindicatos dos trabalhadores em
processamento de dados travaram uma luta
pelo enquadramento da tenossinovite como
doença do trabalho.
Epicondilite
• Inflamações agudas ou crônicas que acometem a
inserção de tendões (entese) em epicôndilo medial
(cotovelo do jogador de golfe) ou epicôndilo lateral
(cotovelo de tenista).
• São desencadeadas por movimentos repetitivos de
punho e dedos, com flexão brusca ou freqüente, esforço
estático e preensão prolongada de objetos,
principalmente com punho estabilizado em flexão e
pronação, como, por exemplo, na preensão de chaves
de fenda, condução de veículos, cujos volantes exigem
esforço, e no transporte ou deslocamento de bolsas ou
sacos pesados, em que haja pronação repetida.
COTOVELO E OMBRO SOB TENSÃO
EPICONDILITE MEDIAL
NOTIFICAÇÃO LER/DORT
• Se há suspeita de LER/DORT, emite-se a
Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT.
• A CAT deve ser emitida mesmo nos casos em que não
acarrete incapacidade laborativa (para fins de registro) e
não necessariamente para o afastamento do trabalho.
Segundo o artigo 336 do Decreto nº 3.048/99, “para fins
estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá
comunicar o acidente de que tratam os artigos 19, 20,
21 e 23 da Lei nº 8.213, de 1991”. Dentre esses
acidentes, se encontram incluídas as doenças do
trabalho nas quais se enquadram as LER/DORT. 
Procedimentos administrativos e periciais em
LER/DORT
• O preenchimento do Atestado Médico da
CAT ou relatório médico equivalente deve
ser feito pelo médico do trabalho da
empresa, médico assistente (Serviço de
Saúde Público ou Privado) ou médico
responsável pelo PCMSO, com descrição
da atividade e posto de trabalho para
fundamentar o nexo causal.
Procedimentos administrativos e periciais em
LER/DORT
• Caso haja recomendação de afastamento do trabalho
por um período superior a quinze dias, a área de
Benefícios do INSS encaminhará o segurado à Perícia
Médica, para realização de exame pericial, a partir do
16º dia de afastamento.
• O médico perito deve procurar estabelecer o Nexo
Causal levando em conta os relatórios médicos portados
pelo segurado. Se necessário, deve pedir exames
complementares, solicitar a colaboração do colega que
assiste ao segurado. Não poderá, em hipótese alguma,
delegar ao segurado verbalmente, a responsabilidade
de realização de qualquer exame ou avaliação
especializada
Procedimentos administrativos e periciais em
LER/DORT
• Os casos de agravamento ou recidiva de
sintomatologias incapacitantes deverão ser objeto de
emissão de nova CAT em reabertura.
• O encaminhamento da CAT pela empresa deve ser feito
até o 1º dia útil após a incapacitação.
• O acidente será caracterizado tecnicamente pela Perícia
Médica do INSS , que fará o reconhecimento técnico do
nexo causal entre:
• I – o acidente e a lesão;
• II – a doença e o trabalho;
• III – a causa mortis e o acidente.
Conclusão Médico Pericial
Situações Possíveis:
I - Não se constatou incapacidade laborativa em
nenhum momento: Indeferimento do auxílio-doença
acidentário requerido, independentemente do nexo
causal;
• II - Existe incapacidade laborativa, porém o nexo causal
não foi caracterizado, logo concede-se o auxílio-doença
previdenciário (E-31);
• III - Existe incapacidade laborativa com nexo causal
caracterizado, tratando-se de caso de deferimento do
auxílio doença acidentário como requerido (E-91);
Conclusão Médico Pericial
• IV - vale ressaltar que com alguma freqüência é dado ao
Perito avaliar segurado desempregado e, neste caso, é
necessário considerar que podem ocorrer as seguintes
situações:
• O segurado pode ter tido início do quadro antes da
demissão, tendo ocultado sua situação, por medo de
discriminação e demissão;
• O segurado pode ter agravamento dos sintomas,
independentemente de estar submetido aos fatores de
risco para a ocorrência de LER/DORT, pois pode ter dor
crônica.
Conclusão Médico Pericial
• Assim, o fato de o segurado se encontrar desempregado
não descarta em hipótese alguma que apresente
incapacidade para o trabalho por existência de
LER/DORT.
• Constatada a remissão dos sinais e sintomas clínicos
que fundamentaram a existência da incapacidade
laborativa, a conclusão pericial será pela cessação do
auxílio-doença, o que poderá ocorrer já no exame inicial,
sem ou com seqüelas permanentes que impliquem
redução da capacidade para o trabalho que
habitualmente exercia.
Conclusão Médico Pericial
• Em todos os casos de cessação do auxílio-doença
acidentário, será necessária a emissão da Comunicação
do Resultado de Exame Médico (CREM) ou da
Comunicação de Resultado de Requerimento (CRER),
que deverá ser entregue ao segurado pelo Médico
Perito. Como preceito da ética médica, deve prestar
informações ao segurado, especialmente quando
solicitado.
Conclusão Médico Pericial
• Auxílio-acidente
• O auxílio-acidente será concedido, como indenização,
ao segurado empregado, exceto o doméstico, ao
trabalhador avulso e ao segurado especial quando, após
a consolidação das lesões decorrentes de acidente de
qualquer natureza, resultar sequela definitiva, que
implique em redução da capacidade para o trabalho que
habitualmente exerciam (artigo regulamentado pelo
Decreto nº 4.729, de 9 de junho de 2003)
Conclusão Médico Pericial
• Aposentadoria acidentária
•  Será concedida somente para os casos irrecuperáveis e
com incapacidade total e permanente para todas as
profissões (omniprofissional) e insuscetível de
reabilitação profissional, geralmente representados por
casos gravíssimos e irreversíveis, com repercussão
anatômica e funcional importante que se apresenta com
atrofias musculares ou neuropatia periférica e com
importante diminuição da força muscular ou perda do
controle de movimentos no segmento afetado, o que
caracteriza, sem dúvida, impotência funcional severa.
Conclusão Médico Pericial
• . Programa de Reabilitação Profissional
• Os segurados que apresentem quadro clínico
estabilizado e necessitem de mudança de atividade ou
função serão encaminhados ao Programa de
Reabilitação Profissional.
• As Unidades Técnicas de Reabilitação Profissional
deverão abordar cada caso, analisando cuidadosamente
os aspectos físicos e psicossociais do reabilitando, e as
condições reais apresentadas pela empresa, para
receber de volta o seu funcionário e efetivamente
contribuir para a sua reabilitação profissional, sem
discriminação.
CONDIÇÕESADEQUADAS
6 - Regulagem do encosto
7 - Regulagem dealturado
assento
8 - Cadeirade5 pés
9 - Braço regulável
10 - Curvaturado assento
11 - Distânciaassento/mesa
12 - Descanso pés
13 - Alturamesa
14 - Lumináriasejanelas.
1 - Regulagem dacadeira
2 - Regulagem do teclado
3 - Suporteparadocumentos
4 - Apoio paraospunhos
5 - Encosto reclinável
LER/DORT
INCAPACIDADE( OMS – 1980)
Restrição ou perda de habilidade para realizar uma atividade.
Uma pessoa que anda em cadeira de rodas, não tem
movimentos voluntários sob controle, não consegue manter
postura, é incapaz ?
Depende...Qual é a qualificação profissional? Onde trabalha?
O que se exige dela? Como chega ao trabalho?
STEPHEN HAWKING
STEPHEN HAWKING
• Nascido em 1942, doutor em Cosmologia, é um dos mais
produtivos e renomados físicos do mundo, ocupa a cadeira
que foi de Isaac Newton, como professor de matamática da
Universidade de Cambridge.
O que permite que ele continue trabalhando ?
Suporte profissional e pessoal
Qualificação profissional
Transporte adaptado
Horário, atividade, rítmo flexíveis
Seu trabalho exige pensar,refletir, produzir conhecimento
QUESTÕES DE CONCURSOS - LER/DORT
As lesões por esforços repetitivos (LER) e os distúrbios osteomusculares
relacionados ao trabalho (DORT) referem-se, de maneira abrangente, a distúrbios ou
doenças do sistema musculoesquelético associados ao trabalho. A respeito de
LER/DORT, julgue o(s) item(ns) que se segue(m).
• São exemplos de manifestações clínicas associadas a LER/DORT: dor espontânea
ou associada à movimentação passiva, ativa ou contrarresistência; sensação de
fraqueza; cansaço; diminuição, perda ou aumento de sensibilidade; e dificuldade
para o uso dos membros, especialmente as mãos.
• Certa.
• Errada.
•
• Fadiga física, trabalho em turnos, situações de conflito e de estresse, exigências de
produtividade, controle excessivo e relações de trabalho despóticas são fatores
relacionados com a organização do trabalho que têm sido considerados
responsáveis pela crescente ocorrência de problemas e queixas gastrintestinais
entre os trabalhadores, como quadros de dor epigástrica, regurgitação e aerofagia,
diarreia e úlcera péptica.
•
QUESTÕES DE CONCURSOS - LER/DORT
• Uma bancária de 27 anos de idade queixa-se de dor e aumento da tensão
na musculatura de regiões cervical e dorsal. Durante o exame físico,
apresenta pontos dolorosos e bandas
• musculares na porção superior do músculo trapézio, que, quando
estimulados ou pressionados, reproduzem o padrão da dor referida.
• Com base nessa situação hipotética, julgue os itens seguintes.
• As características dos pontos dolorosos apresentados pela paciente em
questão sugerem que sejam pontos-gatilho.
• Quando presentes na área de referência da dor, esses pontos gatilho são
considerados ativos. Entretanto, quando se encontram apenas em áreas
assintomáticas, são classificados
• como latentes.
•
•

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  • 2.
    ANAMNESE OCUPACIONAL Principal instrumentode investigação das relações saúde-trabalho-doença Bernardino Ramazzini(1633/1714) Todo médico deveria perguntar a seu paciente: Qual a sua profissão? Como faz? Com que instrumentos? Quanto faz? Onde? Em que condições? Há quanto tempo? Como se sente e o que pensa de seu trabalho? Conhece outros trabalhadores com problemas semelhantes aos seus ? Em algumas situações particulares pode ser útil a realização da anamnese ocupacional de um grupo de trabalhadores que desenvolvem uma mesma atividade (grupo operário homogêneo).
  • 3.
    Ramazzini(1633-1714), segundo olivro “Doenças do Trabalho” (De Morbis Artificum Diatriba). Sapateiros…alfaiates…trabalhadores sentados, homens e mulheres, por causa de sua atividade sedentária e da flexão do corpo enquanto estão na oficina, todos os dias, debruçados sobre o trabalho, tornam-se encurvados, corcundas, Inclinam a cabeça sobre o peito. Mais que gibosos, de perfil, parecem macacos. Doenças dos secretários de príncipe Passam por grande tortura mental não só pela grande quantidade de cartas que escrevem, como porque não adivinham as intenções do príncipe. (Falta de autonomia no trabalho. Trabalho vazio)
  • 4.
    HISTÓRICO •  No Brasil,as LER/DORT foram primeiramente descritas como tenossinovite ocupacional. Foram apresentados, no XII Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho - 1973, casos de tenossinovite ocupacional em lavadeiras, limpadoras e engomadeiras, recomendando-se que fossem observadas pausas de trabalho daqueles que operavam intensamente com as mãos. 
  • 5.
    HISTÓRICO • No camposocial, sobretudo na década de 80, os sindicatos dos trabalhadores em processamento de dados travaram uma luta pelo enquadramento da tenossinovite como doença do trabalho.
  • 6.
    Partes mais afetadasno Corpo Humano pela LER/DORT Parte afetada % antebraço 15.1 mão 12.3 cervical 11.8 ombro 8.9 braço 7.7 quirodáctilo 4.9 cotovelo 3.5 dorsal/lomb 3.1 Outros 1,6 Distribuição segundo o local das queixas Mão 12.3 Braço 7.7 cervical 11.8 Antebraço 15.1
  • 7.
    Musculo-tendinoso Funcional Osteo-articular Compressão Cervicalgias Artroses Tendinites Síndrome dodesfiladeiro torácico Artrose Síndrome do Túnel do carpo Síndrome de Guyon Músculos Ligamentos Tendões Tendinites Discos, articulações Nervo ciático Meniscos Higromas Principais localizações das Lesões por Esforços Repetitivos Adaptado de Meyer & Dyevre Ada A. Assunção - UFMG Tenossinovites Epicondilite
  • 8.
    Dados Epidemiológicos % Distribuiçãopor ramo de atividade • Bancário 35.5% • Metalúrgico 33.7% • Serv.Púb/privados 13.7% • Comércio 3.1% • Confecção/vestuário 2.1% • Gráfico 1.5% • Comunicações 1.0% • Outros 9.5%
  • 9.
    Algumas funções maisatingidas • Digitadores • Operadores de caixa • Açougueiro • Padeiros • Recepcionistas/Telefonistas • Copeiras • Remarcadores de mercadorias • Ascensoristas
  • 10.
    Organização do trabalho Concepção dos equipamentos Concepçãodas ferramentas Ambiente físico Organização da produção DETERMINANTES Sensibilidade individual Fatores psicossociais insatisfação percepção negativa do trabalho Fatores biomecânicos Esforços, gestos repetitividade FATORES DE RISCO
  • 11.
     TENOSSINOVITE: inflamaçãodo tecido que reveste os tendões. • TENDINITE = inflamação tendões. • EPICONDILITE: inflamação cotovelo  BURSITE: inflamação de bolsas entre os ossos e tendões das articulações do ombro • MIOSITE: inflamação do músculo. TIPOS de LER/DORT mais frequentes:
  • 12.
    TIPOS de LER/DORTmais frequentes: SÍND. DO TÚNEL DO CARPO: compressão do nervo mediano na altura punho SÍND DO CANAL DE GUYON: compressão da borda ulnar do punho SÍND. DO DESFILADEIRO TORÁCICO: compressão do plexo braquial (nervos e vasos) SÍND. CERVICOBRAQUIAL: compressão de nervos na coluna cervical SÍND. DO OMBRO DOLOROSO: compressão de nervos e vasos na região do ombro
  • 13.
    LER/DORT Estágio 1: Sensaçãode peso, dormência e desconforto em áreas específicas. Pontadas ocasionais durante as atividades mais intensas (no trabalho ou fora dele) podem ocorrer. As sensações passam após descanso de horas ou poucos dias. Estágio 2: Existe dor com alguma persistência. É mais intensa durante picos de atividade. Pode haver perda de sensibilidade, sensação de formigamento, edema e calor ou frio na área afetada. Mesmo com descanso a dor pode permanecer ou reaparecer subitamente sem que qualquer atividade tenha sido realizada. Momentos de estresse psicológico ou emocional podem provocar dor ou sensibilidade nos locais afetados.
  • 14.
    LER/DORT • Estágio 3:Perda de força eventual ou freqüente. Dor persistente mesmo com repouso prolongado. Crises de dor aguda podem surgir mesmo durante repouso. Perda de sensibilidade frequente e eventual perda de capacidade de realizar alguns movimentos sem muita dor. Irritabilidade gera ainda mais dor. Estágio 4: Dor aguda e constante, às vezes insuportável. A dor migra para outras partes do corpo. Perda de força e do controle de alguns movimentos. Perda grande ou total da capacidade de trabalhar e efetuar atividades domésticas.
  • 15.
  • 16.
    Monitor muito baixoe próximo Punho extendido e sem apoio Flexão acentuada Tensão dos ombros Extensão do pescoço
  • 17.
    1 - Nervomediano 2 - Ligamento anular do carpo 1 - Nervo mediano 2 - Tendõesdosmúsculos flexores 3 - Artérias 4 - Ligamento anular do carpo SÍNDROMEDO TÚNELDO CARPO
  • 18.
    Síndrome do túneldo carpo • Ocorre devido a compressão do nervo mediano do carpo, pelo espessamento do ligamento anular do carpo. • Ocorre aumento do atrito entre tendões e ligamentos resultando em tenossinovite e tendinite. • Diagnostico: manobra de Phalen consiste em flexão máxima do punho durante l minuto. se ocorrerem parestesias e dor é positivo.
  • 19.
    Síndromedo Desfiladeiro Torácico 1- Tendões 2 - Clavícula 3 - Artéria 4 - Veia 4 3 2 1
  • 20.
    SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO •Ocorre devido a compressão do plexo braquial em sua passagem pelo desfiladeiro torácico, que é formado pela clavícula, primeira costela, músculo escaleno anterior e médio e fascia dessa região, originando um estreito canal que pode se tornar mais estreito quando há alterações anatômicas primarias ou decorrentes de traumatismos, vícios de postura ou fatores ocupacionais como carregar carga pesada nos ombros ou trabalhar com a cabeça elevada. • Sintomatologia: parestesias e dor irradiada para os membros superiores, fraqueza, alterações neurovegetativas (temperatura, cor e sudorese).
  • 21.
    • A síndromecervicobraquial está relacionada a atividades que envolvem contratura estática ou imobilização por tempo prolongado de segmentos corporais, como cabeça, pescoço ou ombros; tensão crônica, esforços excessivos, elevação e abdução de braços acima da altura dos ombros empregando força, vibrações de corpo inteiro. SÍNDROME CERVICOBRAQUIAL
  • 22.
    SÍNDROME DO CANALDE GUYON • A síndrome do canal de Guyon esta relacionada a compressão da borda ulnar do punho. O ato de carimbar leva ao problema.
  • 23.
    SÍNDROME DO MANGUITOROTATÓRIO, SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT O manguito rotador é o grupo de músculos (subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor) que cobre a cabeça do úmero.Ele pode sofrer lesões em grandes traumas, porém o que mais tem sido descrito é a associação com movimentos repetitivos de braço, elevação e abdução de braços acima da altura dos ombros, principalmente se associados ao uso de força por tempo prolongado e elevação de cotovelo.
  • 24.
    SÍNDROME DO MANGUITOROTATÓRIO, SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT SUPRAESPINHOSO
  • 25.
    SÍNDROME DO MANGUITOROTATÓRIO, SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT INFRAESPINHOSO
  • 26.
    SÍNDROME DO MANGUITOROTATÓRIO, SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT REDONDO MENOR
  • 27.
    SÍNDROME DO MANGUITOROTATÓRIO, SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT • SUBESCAPULAR
  • 28.
    SÍNDROME DO MANGUITOROTATÓRIO, SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT O quadro clínico caracteriza-se por dor intermitente no ombro, que piora com esforços físicos e à noite. A dor pode se irradiar para a face lateral do braço e associar- se com a diminuição das forças de rotação externa e abdução. O paciente queixa-se de crepitação, dificuldade ou impossibilidade para elevar ou manter o braço elevado.
  • 29.
    SÍNDROME DO MANGUITOROTATÓRIO, SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO, SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT
  • 30.
    TENOSSINOVITES A - deDeQuervain 1- Ligamento anular do carpo 2 - Bainhas 3 - Tendão do músculo adutor do polegar 4 - Tendão do músculo extensor do polegar 5 - Tendão dos músculosextensores dosdedos
  • 31.
    TENOSSINOVITE DO ESTILÓIDERADIAL (DE QUERVAIN) • Resulta da constrição da bainha comum dos tendões do abdutor longo e do extensor curto do polegar. Exemplo: Uso prolongado de tesouras, apertar botão com polegar. Diagnostico: usa-se a manobra de Finkelstein, prende-se a face dorsal da mão do paciente, leva-se o polegar de encontro a base do dedo mínimo e executa o movimento de flexão do punho.
  • 32.
  • 33.
    Dedo em gatilho •Dedo em gatilho: consiste na dificuldade de extensão do dedo após sua flexão máxima, decorre da contrição da polia dos flexores que resulta em dificuldade para a passagem dos tendões devido ao aumento do atrito entre a polia e os tendões. • Sintomatologia: reação inflamatória localizada, posteriormente atinge o tecido sinovial peritendinoso e os tecidos próprios dos flexores. • Exemplo : Grande compressão de objetos cilindricos, uso de alicates.
  • 34.
    DEDO EMGATILHO 1 -Bainha 2 - Tendão do flexor do dedo 3 - Protuberância
  • 35.
    HISTÓRICO • No camposocial, sobretudo na década de 80, os sindicatos dos trabalhadores em processamento de dados travaram uma luta pelo enquadramento da tenossinovite como doença do trabalho.
  • 36.
    Epicondilite • Inflamações agudasou crônicas que acometem a inserção de tendões (entese) em epicôndilo medial (cotovelo do jogador de golfe) ou epicôndilo lateral (cotovelo de tenista). • São desencadeadas por movimentos repetitivos de punho e dedos, com flexão brusca ou freqüente, esforço estático e preensão prolongada de objetos, principalmente com punho estabilizado em flexão e pronação, como, por exemplo, na preensão de chaves de fenda, condução de veículos, cujos volantes exigem esforço, e no transporte ou deslocamento de bolsas ou sacos pesados, em que haja pronação repetida.
  • 37.
    COTOVELO E OMBROSOB TENSÃO
  • 39.
  • 40.
    NOTIFICAÇÃO LER/DORT • Sehá suspeita de LER/DORT, emite-se a Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT. • A CAT deve ser emitida mesmo nos casos em que não acarrete incapacidade laborativa (para fins de registro) e não necessariamente para o afastamento do trabalho. Segundo o artigo 336 do Decreto nº 3.048/99, “para fins estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá comunicar o acidente de que tratam os artigos 19, 20, 21 e 23 da Lei nº 8.213, de 1991”. Dentre esses acidentes, se encontram incluídas as doenças do trabalho nas quais se enquadram as LER/DORT. 
  • 41.
    Procedimentos administrativos epericiais em LER/DORT • O preenchimento do Atestado Médico da CAT ou relatório médico equivalente deve ser feito pelo médico do trabalho da empresa, médico assistente (Serviço de Saúde Público ou Privado) ou médico responsável pelo PCMSO, com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal.
  • 42.
    Procedimentos administrativos epericiais em LER/DORT • Caso haja recomendação de afastamento do trabalho por um período superior a quinze dias, a área de Benefícios do INSS encaminhará o segurado à Perícia Médica, para realização de exame pericial, a partir do 16º dia de afastamento. • O médico perito deve procurar estabelecer o Nexo Causal levando em conta os relatórios médicos portados pelo segurado. Se necessário, deve pedir exames complementares, solicitar a colaboração do colega que assiste ao segurado. Não poderá, em hipótese alguma, delegar ao segurado verbalmente, a responsabilidade de realização de qualquer exame ou avaliação especializada
  • 43.
    Procedimentos administrativos epericiais em LER/DORT • Os casos de agravamento ou recidiva de sintomatologias incapacitantes deverão ser objeto de emissão de nova CAT em reabertura. • O encaminhamento da CAT pela empresa deve ser feito até o 1º dia útil após a incapacitação. • O acidente será caracterizado tecnicamente pela Perícia Médica do INSS , que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: • I – o acidente e a lesão; • II – a doença e o trabalho; • III – a causa mortis e o acidente.
  • 44.
    Conclusão Médico Pericial SituaçõesPossíveis: I - Não se constatou incapacidade laborativa em nenhum momento: Indeferimento do auxílio-doença acidentário requerido, independentemente do nexo causal; • II - Existe incapacidade laborativa, porém o nexo causal não foi caracterizado, logo concede-se o auxílio-doença previdenciário (E-31); • III - Existe incapacidade laborativa com nexo causal caracterizado, tratando-se de caso de deferimento do auxílio doença acidentário como requerido (E-91);
  • 45.
    Conclusão Médico Pericial •IV - vale ressaltar que com alguma freqüência é dado ao Perito avaliar segurado desempregado e, neste caso, é necessário considerar que podem ocorrer as seguintes situações: • O segurado pode ter tido início do quadro antes da demissão, tendo ocultado sua situação, por medo de discriminação e demissão; • O segurado pode ter agravamento dos sintomas, independentemente de estar submetido aos fatores de risco para a ocorrência de LER/DORT, pois pode ter dor crônica.
  • 46.
    Conclusão Médico Pericial •Assim, o fato de o segurado se encontrar desempregado não descarta em hipótese alguma que apresente incapacidade para o trabalho por existência de LER/DORT. • Constatada a remissão dos sinais e sintomas clínicos que fundamentaram a existência da incapacidade laborativa, a conclusão pericial será pela cessação do auxílio-doença, o que poderá ocorrer já no exame inicial, sem ou com seqüelas permanentes que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.
  • 47.
    Conclusão Médico Pericial •Em todos os casos de cessação do auxílio-doença acidentário, será necessária a emissão da Comunicação do Resultado de Exame Médico (CREM) ou da Comunicação de Resultado de Requerimento (CRER), que deverá ser entregue ao segurado pelo Médico Perito. Como preceito da ética médica, deve prestar informações ao segurado, especialmente quando solicitado.
  • 48.
    Conclusão Médico Pericial •Auxílio-acidente • O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado empregado, exceto o doméstico, ao trabalhador avulso e ao segurado especial quando, após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultar sequela definitiva, que implique em redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exerciam (artigo regulamentado pelo Decreto nº 4.729, de 9 de junho de 2003)
  • 49.
    Conclusão Médico Pericial •Aposentadoria acidentária •  Será concedida somente para os casos irrecuperáveis e com incapacidade total e permanente para todas as profissões (omniprofissional) e insuscetível de reabilitação profissional, geralmente representados por casos gravíssimos e irreversíveis, com repercussão anatômica e funcional importante que se apresenta com atrofias musculares ou neuropatia periférica e com importante diminuição da força muscular ou perda do controle de movimentos no segmento afetado, o que caracteriza, sem dúvida, impotência funcional severa.
  • 50.
    Conclusão Médico Pericial •. Programa de Reabilitação Profissional • Os segurados que apresentem quadro clínico estabilizado e necessitem de mudança de atividade ou função serão encaminhados ao Programa de Reabilitação Profissional. • As Unidades Técnicas de Reabilitação Profissional deverão abordar cada caso, analisando cuidadosamente os aspectos físicos e psicossociais do reabilitando, e as condições reais apresentadas pela empresa, para receber de volta o seu funcionário e efetivamente contribuir para a sua reabilitação profissional, sem discriminação.
  • 51.
    CONDIÇÕESADEQUADAS 6 - Regulagemdo encosto 7 - Regulagem dealturado assento 8 - Cadeirade5 pés 9 - Braço regulável 10 - Curvaturado assento 11 - Distânciaassento/mesa 12 - Descanso pés 13 - Alturamesa 14 - Lumináriasejanelas. 1 - Regulagem dacadeira 2 - Regulagem do teclado 3 - Suporteparadocumentos 4 - Apoio paraospunhos 5 - Encosto reclinável
  • 52.
    LER/DORT INCAPACIDADE( OMS –1980) Restrição ou perda de habilidade para realizar uma atividade. Uma pessoa que anda em cadeira de rodas, não tem movimentos voluntários sob controle, não consegue manter postura, é incapaz ? Depende...Qual é a qualificação profissional? Onde trabalha? O que se exige dela? Como chega ao trabalho?
  • 53.
  • 54.
    STEPHEN HAWKING • Nascidoem 1942, doutor em Cosmologia, é um dos mais produtivos e renomados físicos do mundo, ocupa a cadeira que foi de Isaac Newton, como professor de matamática da Universidade de Cambridge. O que permite que ele continue trabalhando ? Suporte profissional e pessoal Qualificação profissional Transporte adaptado Horário, atividade, rítmo flexíveis Seu trabalho exige pensar,refletir, produzir conhecimento
  • 55.
    QUESTÕES DE CONCURSOS- LER/DORT As lesões por esforços repetitivos (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) referem-se, de maneira abrangente, a distúrbios ou doenças do sistema musculoesquelético associados ao trabalho. A respeito de LER/DORT, julgue o(s) item(ns) que se segue(m). • São exemplos de manifestações clínicas associadas a LER/DORT: dor espontânea ou associada à movimentação passiva, ativa ou contrarresistência; sensação de fraqueza; cansaço; diminuição, perda ou aumento de sensibilidade; e dificuldade para o uso dos membros, especialmente as mãos. • Certa. • Errada. • • Fadiga física, trabalho em turnos, situações de conflito e de estresse, exigências de produtividade, controle excessivo e relações de trabalho despóticas são fatores relacionados com a organização do trabalho que têm sido considerados responsáveis pela crescente ocorrência de problemas e queixas gastrintestinais entre os trabalhadores, como quadros de dor epigástrica, regurgitação e aerofagia, diarreia e úlcera péptica. •
  • 56.
    QUESTÕES DE CONCURSOS- LER/DORT • Uma bancária de 27 anos de idade queixa-se de dor e aumento da tensão na musculatura de regiões cervical e dorsal. Durante o exame físico, apresenta pontos dolorosos e bandas • musculares na porção superior do músculo trapézio, que, quando estimulados ou pressionados, reproduzem o padrão da dor referida. • Com base nessa situação hipotética, julgue os itens seguintes. • As características dos pontos dolorosos apresentados pela paciente em questão sugerem que sejam pontos-gatilho. • Quando presentes na área de referência da dor, esses pontos gatilho são considerados ativos. Entretanto, quando se encontram apenas em áreas assintomáticas, são classificados • como latentes. • •