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•   Incentivar os estudos que
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    questões étnico-raciais
• A lei 10639/03 é muito clara e sem
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  História e cultura africana, principalmente os
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    particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-
    Brasileira.
•   § 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o
    estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a
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•   § 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão
    ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
    Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
•   § 3o (VETADO)"
•   "Art. 79-A. (VETADO)"
•   "Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia
    Nacional da Consciência Negra’."
•         Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
•         Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da
    República.
•   LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
    Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
CONTRIBUIÇÃO
DO NEGRO NAS
   ÁREAS...
Fonte: IBGE, Censo 2010
Atente-se ao fato de que a amostragem é de toda a população
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MILTON ALMEIDA DOS SANTOS

(advogado) Milton Almeida dos Santos (*3
de maio de 1926
 em Brotas de Macaúbas — †24 de junho
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foi advogado e um dos pensadores
expoentes da geografia.
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•  Um dos aspectos valiosos da lei é que ela
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   existem
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• Assim a lei, ao determinar a inclusão de
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• Os livros didáticos
  mostravam a imagem do
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  sempre foi na perspectiva
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• No Brasil
• No Brasil, também houve pelourinhos
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• Atualmente, os únicos que existem são
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• Raça humana é normalmente uma classificação
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  social ganham sentidos, valores e significados
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  pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial,
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  identificar um grupo cultural ou étnico-
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  padrão biológico, e nesses casos pode-se utilizar
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  cultura.
• O termo "raça" ainda é aceito normalmente para
  designar as variedades de animais domésticos e
  animais de criação como o gado.
“Como podemos fazer com que nossos
    alunos entendam que a Cultura Africana é
    o embrião da nossa própria história e é a
    identidade do povo brasileiro”...
    Depoimento de um professor X.

É necessário que tenhamos preparo, elaboração
de materiais didáticos urgentemente e adquirir
conhecimento adequado através de cursos e
especializações, para que a Lei se tornar viva.

Também é preciso que as Secretarias, o MEC
(Ministério da Educação), os Programas
Educacionais, a SEPPIR (Secretaria Especial de
Políticas de Promoção de Igualdade Racial) e as
Instituições de Ensino Superior nos prepare para
implementação dessas atividades, pois não
podemos discuti-la só em seminários, palestras ou
em datas como: o 13 de maio e o 20 de novembro,
a mesma para poder obter êxito, tem que esta
presente e permanente no cotidiano educacional,
para que desta forma não seja folclorizada.
• Ao se tratar de educação não
  existe receita pronta.
• Mas isto não significa que não
  existem caminhos que possam
  ser seguidos, de maneira que
  venha a contribuir para atuar
  em situações, em especial
  “Relações Raciais”
  independente da faixa etária.
• O educador deve se conscientizar que
  o aluno é formado através das
  experiências que são vivenciadas por
  toda sua vida.
• O desenvolvimento do aluno tem uma
  forte ligação com o ambiente em que
  vive, sua relação cultural e
  principalmente a maneira como a
  família se relaciona com ele.
•   Recomenda-se também a mudança da rotina diária,
    colocando os alunos para trabalharem em forma de
    grupo, dupla, individual, ambientes e atividades
    diferenciadas como laboratórios, teatros, quadra, jogos
    didáticos, dança, música, etc., variando conforme a
    necessidade, tornando a aula diferente e prazerosa. Vale
    ressaltar que a criatividade do professor é um dos pontos
    chaves para lidar com esse tipo de situação.

    Boa Sorte!
•   Por Elen Campos Caiado
    Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
    Equipe Brasil Escola
Dessa forma nós professores não
podemos considerar nossa disciplina como
única. O processo ensino-aprendizagem
não pode nem deve ser fragmentado como
se cada disciplina fosse uma caixinha
isolada , o processo é um todo e
precisamos cada vez mais abrir nossa
mente para esse fato, pois assim teremos
alunos motivados em sala de aula.
Marcelo Beneti
• Temos a obrigação enquanto
  professores de levantar discussões
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  precisamos ter seguimento e não
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  individuais executadas por uma
  minoria de professores,
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  aplicação da Lei,
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  ocorra de forma
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  desafios que se interpõem a
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  com que se tem pensado a questão negra no
  Brasil em favor de um posicionamento que
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  do país;
• Vale salientar, que combater o
  racismo, trabalhar pelo fim da
  desigualdade social e racial,
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  professor,
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  Professor e Sociedade).
• É Necessário mais, muito mais
  de todos nós, senão a marca
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  discriminação irá perpetuar,
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  forma engessada que foi
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    que o espírito na formação da socialidade e da sociabilidade.
    Peço desculpas pela deriva autobiográfica.
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Lei 10639 .SALA DO PROFESSOR

  • 1.
  • 2. Incentivar os estudos que contemplam, no campo educacional, as discussões sobre questões étnico-raciais
  • 3. • A lei 10639/03 é muito clara e sem ambiguidades. • Todos os professores deverão ensinar História e cultura africana, principalmente os professores de Educação Artística, História e Língua Portuguesa. • A palavra principalmente não tira a responsabilidade dos demais educadores.
  • 4. • O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: • Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B: • "Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro- Brasileira. • § 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. • § 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. • § 3o (VETADO)" • "Art. 79-A. (VETADO)" • "Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’." • Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. • Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da República. • LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
  • 6.
  • 7.
  • 8. Fonte: IBGE, Censo 2010 Atente-se ao fato de que a amostragem é de toda a população pesquisada.
  • 9. MILTON ALMEIDA DOS SANTOS (advogado) Milton Almeida dos Santos (*3 de maio de 1926 em Brotas de Macaúbas — †24 de junho de 2001 em São Paulo) foi advogado e um dos pensadores expoentes da geografia.
  • 10. • Ele fez parte de uma reunião de negros que trabalhavam em condições precárias designado de escravidão. Que fugiram dos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina e se estabeleceram na Serra da Barriga, onde atualmente é o município de União dos Palmares (AL). • Ali, devido às condições de difícil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade, chamada Quilombo dos Palmares, que chegou a reunir mais de 30 mil pessoas, de acordo com estimativas.
  • 11.
  • 12. • Um dos aspectos valiosos da lei é que ela escancara, impõe, para quem negou-se até agora a ver que os afro-brasileiros existem • foram e são sujeitos na construção da sociedade brasileira, têm história, têm cultura, têm memória, têm valores que precisam ganhar amplitude e status de conhecimento também dentro da escola, no fazer cotidiano da sala de aula. • Assim a lei, ao determinar a inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nos currículos da Educação Básica, busca valorizar devidamente a história e cultura do povo negro, na perspectiva de não só elevar a auto- estima e compreensão de sua etnia mas de todas as etnias, na perspectiva da afirmação de uma sociedade multicultural e pluriétnica . (MIRANDA, 2004, p. 3).
  • 13.
  • 14. • Os livros didáticos mostravam a imagem do negro como subalterno e inferior ao povo branco, • a história estudada sempre foi na perspectiva do colonizador, os negros sempre apareciam de forma estereotipada, sendo inferiores, • porém dotados de grande força física, para assim exercerem suas funções de escravo.
  • 15. • No Brasil • No Brasil, também houve pelourinhos na época colonial, • servindo como símbolos do poder público • e lugar de castigo para criminosos e escravos rebeldes. • Atualmente, os únicos que existem são os de Paranaguá, no Paraná; Alcântara, no Maranhão; Mariana, em Minas Gerais, reconstruído em 1970; Óbidos, no Pará, localizado na praça central da cidade e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, que está localizado no centro histórico da cidade, onde atualmente é o mercado de peixe.
  • 16. • PERGUNTA: • PROFESSORES, É POSSÍVEL TRABALHAR O FILME TIROS EM RUANDA SEM CAUSARMOS TRAUMA EM NOSSOS ALUNOS? • COMO?
  • 17. EU SEI QUE A ESCRAVIDÃO FOI FATO REAL DA NOSSA HISTÓRIA, PORÉM EU QUERO APRENDER TAMBÉM SOBRE MINHA ORIGEM ÉTNICA. A HISTÓRIA DOS POVOS AFRICANOS, EUROPEUS, INDÍGENAS
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25. • Essa iniciativa com certeza foi um ponto de partida para conscientizar a Sociedade e renovar a qualidade do ensino brasileiro, não deixando dúvidas sobre a importância de estudar o Continente Africano.
  • 26.
  • 27. • Raça humana é normalmente uma classificação de ordem social, onde a cor da pele e origem social ganham sentidos, valores e significados distintos. • As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e, em algumas culturas, genética. • Algumas vezes utiliza-se o termo raça para identificar um grupo cultural ou étnico- lingüístico, sem quaisquer relações com um padrão biológico, e nesses casos pode-se utilizar termos como população, etnia, ou mesmo cultura. • O termo "raça" ainda é aceito normalmente para designar as variedades de animais domésticos e animais de criação como o gado.
  • 28. “Como podemos fazer com que nossos alunos entendam que a Cultura Africana é o embrião da nossa própria história e é a identidade do povo brasileiro”... Depoimento de um professor X. É necessário que tenhamos preparo, elaboração de materiais didáticos urgentemente e adquirir conhecimento adequado através de cursos e especializações, para que a Lei se tornar viva. Também é preciso que as Secretarias, o MEC (Ministério da Educação), os Programas Educacionais, a SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial) e as Instituições de Ensino Superior nos prepare para implementação dessas atividades, pois não podemos discuti-la só em seminários, palestras ou em datas como: o 13 de maio e o 20 de novembro, a mesma para poder obter êxito, tem que esta presente e permanente no cotidiano educacional, para que desta forma não seja folclorizada.
  • 29.
  • 30. • Ao se tratar de educação não existe receita pronta. • Mas isto não significa que não existem caminhos que possam ser seguidos, de maneira que venha a contribuir para atuar em situações, em especial “Relações Raciais” independente da faixa etária.
  • 31. • O educador deve se conscientizar que o aluno é formado através das experiências que são vivenciadas por toda sua vida. • O desenvolvimento do aluno tem uma forte ligação com o ambiente em que vive, sua relação cultural e principalmente a maneira como a família se relaciona com ele.
  • 32.
  • 33. Recomenda-se também a mudança da rotina diária, colocando os alunos para trabalharem em forma de grupo, dupla, individual, ambientes e atividades diferenciadas como laboratórios, teatros, quadra, jogos didáticos, dança, música, etc., variando conforme a necessidade, tornando a aula diferente e prazerosa. Vale ressaltar que a criatividade do professor é um dos pontos chaves para lidar com esse tipo de situação. Boa Sorte! • Por Elen Campos Caiado Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia Equipe Brasil Escola
  • 34. Dessa forma nós professores não podemos considerar nossa disciplina como única. O processo ensino-aprendizagem não pode nem deve ser fragmentado como se cada disciplina fosse uma caixinha isolada , o processo é um todo e precisamos cada vez mais abrir nossa mente para esse fato, pois assim teremos alunos motivados em sala de aula. Marcelo Beneti
  • 35. • Temos a obrigação enquanto professores de levantar discussões sobre racismo e preconceito no Brasil, • Para torná-la mais ampla e eficaz, precisamos ter seguimento e não depender de algumas ações individuais executadas por uma minoria de professores,
  • 36. • na prática a aplicação da Lei, tem sido feita de forma lenta e isolada • precisamos que ocorra de forma que envolva todas as escolas
  • 37.
  • 38.
  • 39. • No entanto, são muitos os desafios que se interpõem a uma efetiva prática docente no sentido de tornar a Lei exequível.
  • 40. • Reconhece-se, todavia, a disposição da Lei em impor um deslocamento da visão simplista com que se tem pensado a questão negra no Brasil em favor de um posicionamento que reconheça o papel do negro na constituição do país;
  • 41. • Vale salientar, que combater o racismo, trabalhar pelo fim da desigualdade social e racial, • empreender e reeducar não são tarefas exclusivas do professor, • esse trabalho tem que ser em conjunto (Família, Escola- Professor e Sociedade). • É Necessário mais, muito mais de todos nós, senão a marca do preconceito e da discriminação irá perpetuar, temos que desconstruir essa forma engessada que foi passada aos nossos alunos durante séculos.
  • 42.
  • 43.
  • 44. Na esfera pública, o corpo acaba por ter um peso maior do que o espírito na formação da socialidade e da sociabilidade. Peço desculpas pela deriva autobiográfica. • Mas quantas vezes tive, sobretudo neste ano de comemorações, de vigorosamente recusar a participação em atos públicos e programas de mídia ao sentir que o objetivo do produtor de eventos era a utilização do meu corpo como negro – imagem fácil – e não as minhas aquisições intelectuais, após uma vida longa e produtiva. (SANTOS, 2002, p. 160).