Lean Manufacturing
Professor Cássio Aurélio Suski
Eixo Tecnológico
Produção Industrial
FOCO DE ATUAÇÃO: ESTRATÉGIA BASEADA NO TEMPO
Para fazer melhorias no processo, precisamos fazer com que as
peças sejam feitas mais rapidamente, isto é, precisamos reduzir o
tempo de ciclo das máquinas, certo?
NAV
AV
99%
1%
AV – Operações que agregam valor ao produto
NAV – Operações que não agregam valor ao produto
Tempo
Exemplo: Melhoria 10%
NAV
AV
Melhoria
Melhoria
Impacto
Global
10% - AV 0,1%
10% - NAV 9,9%
PRODUÇÃO ENXUTA
A Toyota inventou um novo Sistema de Produção … hoje, chamado de
Lean Manufacturing ou Produção Enxuta
O foco deste novo sistema é eliminar o DESPERDÍCIO (MUDA)
O QUE É DESPERDÍCIO?
São os elementos da produção ou dos processos
administrativos que não agregam valor ao produto ou
serviço;
• Desperdício só adiciona custo e tempo
• Coisas para lembrar sobre desperdício:
• Desperdício evidencia pontos de problema no sistema
• Desperdício é realmente um sintoma e não a causa raiz
do problema
• Necessitamos achar e eliminar as causas dos
desperdícios
AGREGAÇÃO DE VALOR DOS RECURSOS
Utilização de Máquina & Eficiência
Agrega Valor Não Agrega Valor
Utilização da Mão-de-Obran
Agrega Valor Não Agrega Valor
Fluxo de Materiais
Agrega Valor Não Agrega Valor
OS SETE DESPERDÍCIOS
Inventário
MOVE IT OVER
THERE UNTIL
WE NEED IT
Transporte
Espera
Movimentos
Defeitos
Processo
Desnecessário
Excesso de Produção
OS SETE DESPERDÍCIOS
Processamento Etapas desnecessárias no processo
Desnecessário
Movimentos Movimentos desnecessários
do operador
Excesso de Produção Produzir mais e mais cedo que o
necessário
Estoque Estoque em processo entre operações
Transporte Movendo peças
Defeitos Rejeito ou Retrabalho
Espera Operador esperando por
máquina ou peça
ESTOQUE
Super-
produção
Transporte
Desnecessário
Super-
processamento Refugo
Excesso de
Movimentos
ESTOQUE
Super-
produção
Transporte
Desnecessário
Super-
processamento Refugo
Excesso de
Movimentos
O Bom Uso do Estoque
Garante o fluxo estável do processo produtivo.
O Mau uso do Estoque
Encobre os problemas que
precisam ser resolvidos
EXCESSO DE PRODUÇÃO
Fazendo mais do que é solicitado pelo próximo processo
Fazendo antes do que é solicitado pelo próximo processo
Fazendo mais rápido do que é solicitado pelo próximo processo
OS CINCO PRINCÍPIOS
Especificar corretamente o valor;
Identificar a cadeia de valor (Mapeamento)
Eliminação dos passos que sejam desperdícios;
Criar fluxo onde for possível;
Puxar quando o fluxo acaba;
Gerenciar rumo a perfeição
James Womack & Daniel Jones. Mentalidade Enxuta.
AS FERRAMENTAS LEAN
São conhecidas e aplicadas há anos por diversas empresas:
• 5S
• TPM
• Troca-Rápida (SMED)
• Fluxo Contínuo (Células)
• Kanban
• Nivelamento (Heijunka)
• Dispositivos a prova de falhas (Poka-Yoke)
...
Entretanto pouquíssimas empresas se aproximam da Toyota em termos de
qualidade, produtividade e rentabilidade. Porque?
O QUE MUITAS EMPRESAS FAZEM
Escolher ferramentas de forma aleatória e aplicá-las em pontos isolados das
cadeias de valor.
 A aplicação das ferramentas deve
dar aos clientes
 O que eles querem
 Quando necessitam
 Sem desperdícios
O QUE OS VENDEDORES FAZEM
A estratégia de manufatura de uma companhia deve estar atrelada a sua
estratégia de negócio para que os ganhos da fábrica se traduzam em
ganhos para a empresa
Operação Lean
Estratégia
de Negócio
Objetivos da
manufatura
RESPONDENDO A PERGUNTA
Lean não é ...
Programa de melhoria;
Um leque de ferramentas e
técnicas;
Limitado para manufatura
repetitiva;
Conceito só para a fábrica.
Lean é ...
Um sistema integrado de
princípios, técnicas operacionais e
ferramentas que levam à
incessante busca pela perfeição na
criação de valor para o cliente
O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO (TPS)
Fluxo
contínuo
Takt Time
Sistema
Puxado
Parar e
notificar
problemas
Separação do
trabalho do
homem e da
máquina
Just-In-Time
Meta: Alta qualidade, Baixo custo,
Lead time curto
Jidoka
Produção Nivelada (Heijunka) – Trabalho Padrão
Processos Disponíveis e Capazes
Melhoria
Contínua
DEFININDO O LEAN MANUFACTURING
Uma filosofia operacional que requer menores lead-times para entregar produtos e
serviços com elevada qualidade e baixos custos através da melhoria do fluxo
produtivo com a eliminação dos desperdícios no fluxo de valor
Pedido Faturamento
“Tudo que estamos fazendo é tentando reduzir a
linha de tempo…”
Taiichi Ohno
Lead-time
OS CINCO PRINCÍPIOS DO LEAN THINKING
Especifique e aumente o valor dos produtos
Identifique a cadeia de valor para cada produto e remova os desperdícios
Faça o valor fluir pela cadeia
De modo que o cliente possa puxar a produção
Gerenciando rumo a perfeição
AS 4 REGRAS EM USO
“Decodificando o DNA da Toyota”,
publicado na Harvard Business Review de
Setembro-Outubro de 1999
e escrito por Kent Bowen / Steve Spears
A APLICAÇÃO DAS 4 REGRAS EM USO
Áreas de aplicação para as 4 Regras da Excelência
Atividades que
agregam valor
Interfaces entre
operações
Fluxo de
atividades
Criar e
desempenhar
Regra 1
Regra 2
Regra3
Melhorar
Regra 4
REGRA 1
Todo trabalho deve ser altamente especificado em relação ao conteúdo,
sequência, tempo e resultado desejado.
• O procedimento é pré-definido (em termos de conteúdo, seqüência, tempo e
resultado desejado),
• O operador está capacitado para realizar a tarefa e é capaz de diagnosticar se
o trabalho está de acordo com os procedimentos estabelecidos,
• O trabalho é testado imediatamente após a sua conclusão,
• O operador pede ajuda imediatamente quando um problema é detectado.
PERGUNTAS BÁSICAS
Perguntas básicas:
1) Como você faz esta atividade?
2) Como você sabe se está fazendo corretamente?
3) Como você sabe se o resultado não tem defeito?
4) O que você faz quando encontra um problema?
não
não
Situação ideal:
Feito conforme:
conteúdo, seqüência,
tempo pré-especificado?
sim
O resultado desejado
foi alcançado conforme
pré-especificado?
sim
OK.
Continue.
Disparar sinal e
resolver
problema.
REGRA 2
Toda relação cliente-fornecedor deve ser direta, inequívoca no envio
de solicitações e recebimento de respostas (tipo sim/não).
• A solicitação parte do cliente,
• A conexão entre o cliente e o fornecedor é direta, padronizada e os envolvidos estão
claramente definidos.
• A comunicação é binária e inequívoca (ex. Sim/ Não, Stop/Go, ...),
• A conexão é imediatamente confirmada,
• As quantidades requeridas e o tempo para resposta estão definidos,
• Os problemas detectados geram imediatamente “sinais” de pedido de ajuda.
PERGUNTA BÁSICA
Regra 2
Operador A Operador B
Ey
Ex
Quem provê o quê, em que quantidade, para quem, como, quando e onde?
?
?
?
?
OK
Adiantado
Atrasado
OK
Px
Py
Px
Py
Px Px Px
Px
Px
Não Fez
Fez
Fornecedor
Faça
Não Faça
Cliente
pede
REGRA 3
O caminho percorrido por cada produto ou serviço deve ser simples e direto.
• O fluxo é pré-estabelecido (para materiais, processo e informação),
• O fluxo é único,
• O fluxo do processo não contém loops,
• No fluxo não contém desmembramento de ramificações,
• Todos os elementos do fluxo (passos) são absolutamente necessários.
REGRA 3
Regra 3
Certo ou Errado?: Explicação:
As solicitações não partiram dos clientes.
O fluxo não é único e contém um loop
entre as estações #1 e #3
O fluxo não é único e contém várias
ramificações entre as estações #1 / #2 e #2 / #3
1 2
3
4
REGRA 4
Qualquer melhoria deve ser realizada pelos envolvidos na atividade
que está sendo melhorada, de acordo com uma metodologia
“científica” e com orientação de um especialista na metodologia.
• As melhorias são guiadas em relação ao estado ideal,
- Na demanda,
- Imediato,
- 1 a 1 (lotes de 1 peça por vez),
- Sem defeito,
- Sem desperdício (materiais, trabalho, energia e demais recursos),
- Seguro (físico, emocional e profissional).
• Os operadores utilizam uma metodologia padrão (e estruturada) para
solução de problemas, e tem o suporte de experts,
• As contramedidas são implementadas pelos envolvidos na atividade que
está sendo melhorada, somente após o teste das hipóteses,
• A efetividade da melhoria é testada.
REGRA 4
Regra 4
Pergunta básica:
1) A Contramedida proposta irá melhorar a situação atual, tornando-a mais
próxima ao estado Ideal?
Estado Ideal
Situação atual
Livre de Defeito,
Lotes de 1 unidade,
Fornecimento Imediato,
Na demanda do Cliente
Sem desperdícios,
Com segurança.
Alvo
Tempo
Performanc
e
REGRA 4
Regra 4
Pergunta básica:
1) A Contramedida proposta irá melhorar a situação atual, tornando-a mais
próxima ao estado Ideal?
Estado Ideal
Situação atual
Livre de Defeito,
Lotes de 1 unidade,
Fornecimento Imediato,
Na demanda do Cliente
Sem desperdícios,
Com segurança.
Alvo
Tempo
Performanc
e
REFERÊNCIAS
BARNES, R.M. Estudo de movimentos e de Tempos Projeto e Medida do Trabalho, 6ª Edição, Editora Blucher, 1999.
CHIAVENATO, I. Planejamento e Controle da Produção, 2ª Edição, Editora Manole, 2008.
COSTA, A. C. F.; JUNGLES, A. E. O Mapeamento do Fluxo de Valor Aplicado a uma Fábrica de Montagem de Canetas
Simulada. XXVI ENEGEP, Fortaleza, 2006.
FERREIRA, J. C. E. Layouts de Sistemas de Manufatura. UFSC, 2021.
HUTCHINS, D. Just in Time. São Paulo: Atlas, 1993.
JURAN, J. M; GRYNA, F.M. Controle de Qualidade - Handbook - volume VI - Makron Books, 1993.
LIKER, J. K. O Modelo Toyota: 14 Princípios de Gestão. 1 ed. São Paulo: Bookman, 2005.
LOURENÇO FILHO, R. C. B. Controle Estatístico de Qualidade- LTC, 1986.
LUBBEN, R. T. Just in Time – Uma Estratégia Avançada de Produção. São Paulo: MacGraw-Hill, 1989.
MASP - Metodologia de Análise e Solução de Problemas. Equipe Grifo. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1997.
OHNO, T. O Sistema Toyota de Produção: Além da Produção em Larga Escala. São Paulo: Editora Bookman, 1997.
SHINGO, S. Sistema Toyota de Produção: Do ponto de vista da engenharia de produção. Porto Alegre: Bookman, 1996.
SILVA, A.V; COIMBRA, R.R. Manual de Tempos e Métodos. São Paulo. Hemus, 1980.
SLACK, Nigel et al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1999.
TUBINO, D. F. Planejamento e Controle da Produção. 1 ed, São Paulo, Atlas, 2007.

Lean Manufacturing - Produção enxuta 2023

  • 1.
    Lean Manufacturing Professor CássioAurélio Suski Eixo Tecnológico Produção Industrial
  • 2.
    FOCO DE ATUAÇÃO:ESTRATÉGIA BASEADA NO TEMPO Para fazer melhorias no processo, precisamos fazer com que as peças sejam feitas mais rapidamente, isto é, precisamos reduzir o tempo de ciclo das máquinas, certo? NAV AV 99% 1% AV – Operações que agregam valor ao produto NAV – Operações que não agregam valor ao produto Tempo Exemplo: Melhoria 10% NAV AV Melhoria Melhoria Impacto Global 10% - AV 0,1% 10% - NAV 9,9%
  • 3.
    PRODUÇÃO ENXUTA A Toyotainventou um novo Sistema de Produção … hoje, chamado de Lean Manufacturing ou Produção Enxuta O foco deste novo sistema é eliminar o DESPERDÍCIO (MUDA)
  • 6.
    O QUE ÉDESPERDÍCIO? São os elementos da produção ou dos processos administrativos que não agregam valor ao produto ou serviço; • Desperdício só adiciona custo e tempo • Coisas para lembrar sobre desperdício: • Desperdício evidencia pontos de problema no sistema • Desperdício é realmente um sintoma e não a causa raiz do problema • Necessitamos achar e eliminar as causas dos desperdícios
  • 7.
    AGREGAÇÃO DE VALORDOS RECURSOS Utilização de Máquina & Eficiência Agrega Valor Não Agrega Valor Utilização da Mão-de-Obran Agrega Valor Não Agrega Valor Fluxo de Materiais Agrega Valor Não Agrega Valor
  • 8.
    OS SETE DESPERDÍCIOS Inventário MOVEIT OVER THERE UNTIL WE NEED IT Transporte Espera Movimentos Defeitos Processo Desnecessário Excesso de Produção
  • 9.
    OS SETE DESPERDÍCIOS ProcessamentoEtapas desnecessárias no processo Desnecessário Movimentos Movimentos desnecessários do operador Excesso de Produção Produzir mais e mais cedo que o necessário Estoque Estoque em processo entre operações Transporte Movendo peças Defeitos Rejeito ou Retrabalho Espera Operador esperando por máquina ou peça
  • 10.
  • 11.
    ESTOQUE Super- produção Transporte Desnecessário Super- processamento Refugo Excesso de Movimentos OBom Uso do Estoque Garante o fluxo estável do processo produtivo. O Mau uso do Estoque Encobre os problemas que precisam ser resolvidos
  • 12.
    EXCESSO DE PRODUÇÃO Fazendomais do que é solicitado pelo próximo processo Fazendo antes do que é solicitado pelo próximo processo Fazendo mais rápido do que é solicitado pelo próximo processo
  • 13.
    OS CINCO PRINCÍPIOS Especificarcorretamente o valor; Identificar a cadeia de valor (Mapeamento) Eliminação dos passos que sejam desperdícios; Criar fluxo onde for possível; Puxar quando o fluxo acaba; Gerenciar rumo a perfeição James Womack & Daniel Jones. Mentalidade Enxuta.
  • 14.
    AS FERRAMENTAS LEAN Sãoconhecidas e aplicadas há anos por diversas empresas: • 5S • TPM • Troca-Rápida (SMED) • Fluxo Contínuo (Células) • Kanban • Nivelamento (Heijunka) • Dispositivos a prova de falhas (Poka-Yoke) ... Entretanto pouquíssimas empresas se aproximam da Toyota em termos de qualidade, produtividade e rentabilidade. Porque?
  • 15.
    O QUE MUITASEMPRESAS FAZEM Escolher ferramentas de forma aleatória e aplicá-las em pontos isolados das cadeias de valor.  A aplicação das ferramentas deve dar aos clientes  O que eles querem  Quando necessitam  Sem desperdícios
  • 16.
    O QUE OSVENDEDORES FAZEM A estratégia de manufatura de uma companhia deve estar atrelada a sua estratégia de negócio para que os ganhos da fábrica se traduzam em ganhos para a empresa Operação Lean Estratégia de Negócio Objetivos da manufatura
  • 17.
    RESPONDENDO A PERGUNTA Leannão é ... Programa de melhoria; Um leque de ferramentas e técnicas; Limitado para manufatura repetitiva; Conceito só para a fábrica. Lean é ... Um sistema integrado de princípios, técnicas operacionais e ferramentas que levam à incessante busca pela perfeição na criação de valor para o cliente
  • 18.
    O SISTEMA TOYOTADE PRODUÇÃO (TPS) Fluxo contínuo Takt Time Sistema Puxado Parar e notificar problemas Separação do trabalho do homem e da máquina Just-In-Time Meta: Alta qualidade, Baixo custo, Lead time curto Jidoka Produção Nivelada (Heijunka) – Trabalho Padrão Processos Disponíveis e Capazes Melhoria Contínua
  • 19.
    DEFININDO O LEANMANUFACTURING Uma filosofia operacional que requer menores lead-times para entregar produtos e serviços com elevada qualidade e baixos custos através da melhoria do fluxo produtivo com a eliminação dos desperdícios no fluxo de valor Pedido Faturamento “Tudo que estamos fazendo é tentando reduzir a linha de tempo…” Taiichi Ohno Lead-time
  • 20.
    OS CINCO PRINCÍPIOSDO LEAN THINKING Especifique e aumente o valor dos produtos Identifique a cadeia de valor para cada produto e remova os desperdícios Faça o valor fluir pela cadeia De modo que o cliente possa puxar a produção Gerenciando rumo a perfeição
  • 21.
    AS 4 REGRASEM USO “Decodificando o DNA da Toyota”, publicado na Harvard Business Review de Setembro-Outubro de 1999 e escrito por Kent Bowen / Steve Spears
  • 22.
    A APLICAÇÃO DAS4 REGRAS EM USO Áreas de aplicação para as 4 Regras da Excelência Atividades que agregam valor Interfaces entre operações Fluxo de atividades Criar e desempenhar Regra 1 Regra 2 Regra3 Melhorar Regra 4
  • 23.
    REGRA 1 Todo trabalhodeve ser altamente especificado em relação ao conteúdo, sequência, tempo e resultado desejado. • O procedimento é pré-definido (em termos de conteúdo, seqüência, tempo e resultado desejado), • O operador está capacitado para realizar a tarefa e é capaz de diagnosticar se o trabalho está de acordo com os procedimentos estabelecidos, • O trabalho é testado imediatamente após a sua conclusão, • O operador pede ajuda imediatamente quando um problema é detectado.
  • 24.
    PERGUNTAS BÁSICAS Perguntas básicas: 1)Como você faz esta atividade? 2) Como você sabe se está fazendo corretamente? 3) Como você sabe se o resultado não tem defeito? 4) O que você faz quando encontra um problema? não não Situação ideal: Feito conforme: conteúdo, seqüência, tempo pré-especificado? sim O resultado desejado foi alcançado conforme pré-especificado? sim OK. Continue. Disparar sinal e resolver problema.
  • 25.
    REGRA 2 Toda relaçãocliente-fornecedor deve ser direta, inequívoca no envio de solicitações e recebimento de respostas (tipo sim/não). • A solicitação parte do cliente, • A conexão entre o cliente e o fornecedor é direta, padronizada e os envolvidos estão claramente definidos. • A comunicação é binária e inequívoca (ex. Sim/ Não, Stop/Go, ...), • A conexão é imediatamente confirmada, • As quantidades requeridas e o tempo para resposta estão definidos, • Os problemas detectados geram imediatamente “sinais” de pedido de ajuda.
  • 26.
    PERGUNTA BÁSICA Regra 2 OperadorA Operador B Ey Ex Quem provê o quê, em que quantidade, para quem, como, quando e onde? ? ? ? ? OK Adiantado Atrasado OK Px Py Px Py Px Px Px Px Px Não Fez Fez Fornecedor Faça Não Faça Cliente pede
  • 27.
    REGRA 3 O caminhopercorrido por cada produto ou serviço deve ser simples e direto. • O fluxo é pré-estabelecido (para materiais, processo e informação), • O fluxo é único, • O fluxo do processo não contém loops, • No fluxo não contém desmembramento de ramificações, • Todos os elementos do fluxo (passos) são absolutamente necessários.
  • 28.
    REGRA 3 Regra 3 Certoou Errado?: Explicação: As solicitações não partiram dos clientes. O fluxo não é único e contém um loop entre as estações #1 e #3 O fluxo não é único e contém várias ramificações entre as estações #1 / #2 e #2 / #3 1 2 3 4
  • 29.
    REGRA 4 Qualquer melhoriadeve ser realizada pelos envolvidos na atividade que está sendo melhorada, de acordo com uma metodologia “científica” e com orientação de um especialista na metodologia. • As melhorias são guiadas em relação ao estado ideal, - Na demanda, - Imediato, - 1 a 1 (lotes de 1 peça por vez), - Sem defeito, - Sem desperdício (materiais, trabalho, energia e demais recursos), - Seguro (físico, emocional e profissional). • Os operadores utilizam uma metodologia padrão (e estruturada) para solução de problemas, e tem o suporte de experts, • As contramedidas são implementadas pelos envolvidos na atividade que está sendo melhorada, somente após o teste das hipóteses, • A efetividade da melhoria é testada.
  • 30.
    REGRA 4 Regra 4 Perguntabásica: 1) A Contramedida proposta irá melhorar a situação atual, tornando-a mais próxima ao estado Ideal? Estado Ideal Situação atual Livre de Defeito, Lotes de 1 unidade, Fornecimento Imediato, Na demanda do Cliente Sem desperdícios, Com segurança. Alvo Tempo Performanc e
  • 31.
    REGRA 4 Regra 4 Perguntabásica: 1) A Contramedida proposta irá melhorar a situação atual, tornando-a mais próxima ao estado Ideal? Estado Ideal Situação atual Livre de Defeito, Lotes de 1 unidade, Fornecimento Imediato, Na demanda do Cliente Sem desperdícios, Com segurança. Alvo Tempo Performanc e
  • 32.
    REFERÊNCIAS BARNES, R.M. Estudode movimentos e de Tempos Projeto e Medida do Trabalho, 6ª Edição, Editora Blucher, 1999. CHIAVENATO, I. Planejamento e Controle da Produção, 2ª Edição, Editora Manole, 2008. COSTA, A. C. F.; JUNGLES, A. E. O Mapeamento do Fluxo de Valor Aplicado a uma Fábrica de Montagem de Canetas Simulada. XXVI ENEGEP, Fortaleza, 2006. FERREIRA, J. C. E. Layouts de Sistemas de Manufatura. UFSC, 2021. HUTCHINS, D. Just in Time. São Paulo: Atlas, 1993. JURAN, J. M; GRYNA, F.M. Controle de Qualidade - Handbook - volume VI - Makron Books, 1993. LIKER, J. K. O Modelo Toyota: 14 Princípios de Gestão. 1 ed. São Paulo: Bookman, 2005. LOURENÇO FILHO, R. C. B. Controle Estatístico de Qualidade- LTC, 1986. LUBBEN, R. T. Just in Time – Uma Estratégia Avançada de Produção. São Paulo: MacGraw-Hill, 1989. MASP - Metodologia de Análise e Solução de Problemas. Equipe Grifo. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1997. OHNO, T. O Sistema Toyota de Produção: Além da Produção em Larga Escala. São Paulo: Editora Bookman, 1997. SHINGO, S. Sistema Toyota de Produção: Do ponto de vista da engenharia de produção. Porto Alegre: Bookman, 1996. SILVA, A.V; COIMBRA, R.R. Manual de Tempos e Métodos. São Paulo. Hemus, 1980. SLACK, Nigel et al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1999. TUBINO, D. F. Planejamento e Controle da Produção. 1 ed, São Paulo, Atlas, 2007.