Aparecida: lançar as
redes
Evangelização e Devoção Mariana
Afonso Murad
maenossa.blogspot.com
X Congresso
Mariológico
Lançar as redes..
• Evangelho de
Lucas
• Novo millennio
ineunte
• Documento de
Aparecida
Jesus disse a Simão: Avance para
águas mais profundas, e lancem as
lancem as redes para a pesca.
Simão respondeu: Mestre,
tentamos a noite inteira, e não
pescamos nada. Mas, em atenção à
atenção à tua palavra, vou lançar
lançar as redes. Assim fizeram, e
e apanharam tamanha quantidade
de peixes, que as redes se
arrebentavam. Então deram sinal
aos companheiros da outra barca,
Quando um novo percurso se
abre para a Igreja, ressoam no
nosso coração as palavras de
Jesus, que convida a fazer-se ao
largo para a pesca: Duc in altum
(Lc 5,4). Pedro e os primeiros
companheiros confiaram na
palavra de Cristo e lançaram as
redes.
Hoje, convida-nos a lembrar
com gratidão o passado, a viver
com paixão o presente, abrir-se
com confiança ao futuro (NMI
Sigamos em frente, com
esperança! Diante da
Igreja abre-se o novo
milênio como um vasto
oceano onde aventurar-
se com a ajuda de Cristo
(conclusão NMI)
Jesus continua convocando,
convidando, oferecendo
incessantemente vida digna e
plena para todos. Nós somos
agora, na América Latina e no
Caribe, seus discípulos e
discípulas, chamados a navegar
mar adentro para uma pesca
abundante.
Trata-se de sair de nossa
consciência isolada e de nos
lançarmos, com ousadia e
confiança, à missão (DAp 263).
Nossa Mãe querida, desde
Aparecida, convida seu filhos a
lançar as redes ao mundo, para
tirar do anonimato aqueles que
estão submersos no
esquecimento e aproximá-los
da luz da fé. Ela integra nossos
povos ao redor de Jesus Cristo
(DAp 265).
Basta de
pescar
no aquário!
Repetir as mesmas coisas,
para o mesmo público, que
envelhece lentamente. E este
público envelhecido (em
vários sentidos), gosta da
repetição, da rotina e da
segurança.
Convocação
do Papa Francisco
Na Evangelii
Gaudium
Que todas as comunidades,
com os meios necessários,
avancem na conversão
pastoral e missionária, que
que não pode deixar as coisas
como estão (EG 25)
Mais do que o temor de falhar,
que nos mova o medo de nos
encerrarmos nas estruturas que
nos dão uma falsa proteção, nas
normas que nos transformam
em juízes implacáveis, nos
hábitos em que nos sentimos
tranquilos, enquanto lá fora há
uma multidão faminta, e Jesus
repete-nos sem cessar: Dai-lhes
vós mesmos de comer (Mc 6, 37) (EG49)
(EG49)
Sonho com uma opção
missionária capaz de
transformar tudo, para que
os costumes, os estilos, os
horários, a linguagem e toda
a estrutura eclesial se tornem
um canal destinado mais à
evangelização do mundo
atual do que a auto-
Quando se assume um objetivo
pastoral e um estilo
missionário, que chegue
realmente a todos, o anúncio
concentra-se no essencial, no
que é mais belo, mais
importante, mais atraente e, ao
mesmo tempo, mais necessário.
A proposta acaba simplificada,
sem com isso perder
profundidade e verdade, e
Quem lança as
redes?
• Cada batizado torna-se
discípulo missionário,
aprendiz e sujeito ativo da
evangelização.
• Ação coordenada e um
modelo de Igreja Povo de
Deus, comunitária e
participativa (ver EG 119-122)
Onde e como
lançar as redes?
Evangelizar
na cidade (EG 71-75)
Precisamos identificar a
cidade a partir de um olhar de
fé que descubra Deus que
habita nas suas casas, ruas,
praças.
Deus acompanha a busca
sincera de indivíduos e
grupos, para encontrar
sentido para sua vida, ainda
que o façam tateando, de
maneira imprecisa e incerta (EG
A presença de Deus
não precisa ser criada,
e sim descoberta,
desvendada (EG 71)
Há vários estilos de vida.
A compreensão acerca do
tempo, do território e das
relações difere das
populações rurais. (EG 72)
•Ambivalência da cidade:
oferece infinitas
possibilidades, mas dificulta
o pleno desenvolvimento da
vida de muitos.
•Inclui e segrega.
•Pode ser espaço de encontro
e solidariedade, ou de
retraimento e desconfiança
•A Igreja deve ajudar os
habitantes da cidade a
assumirem sua cidadania, a
atuarem, de forma pessoal e
comunitária, para a criação de
espaços humanizadores.
•Uma evangelização que
ilumine os novos modos de se
relacionar com Deus, com os
outros e com o ambiente, e
que suscite os valores
fundamentais (EG 74)
Contemplar esta
situação e
empreender um
diálogo, como Jesus e
a samaritana, junto
do poço (EG 73)
A singularidade do
onde (evangelizar na
na cidade) leva à
revisão profunda do
como (linguagem,
recursos,
interlocutores da
evangelização).
•A cidade: imensa pluralidade
cultural e religiosa.
•Programa e estilo uniformes e
rígidos de evangelização não
são adequados para esta
realidade (EG 75).
•Lançar as redes: assumir a
fundo a realidade humana e
inserir-se no coração dos
desafios como fermento de
testemunho.
Valor da
piedade
popular (EG 122-126)
• Íntima relação entre cultura
e religiosidade. Ambas são
dinâmicas: criadas e
transformadas por um povo.
•Expressa a atividade
missionária espontânea do
Povo de Deus, animada pelo
Espírito.
•Conteúdo mais simbólico do
que racional.
•Acentua mais a entrega a
Deus do que a formulação da
doutrina.
•Tem dimensão comunitária e
missionária.
Penso na fé firme das mães
ao pé da cama do filho
doente, que se agarram a
um terço ainda que não
saibam os artigos do Credo;
ou na carga imensa de
esperança contida numa
vela que se acende, numa
casa humilde, para pedir
ajuda a Maria, ou nos
Encorajá-la e fortalecê-la para
aprofundar o processo de
inculturação, nunca acabada.
As expressões da piedade
popular têm muito a nos
ensinar. São um lugar
teológico imprescindível na
nova evangelização (EG 126).
Postura pastoral diante da Piedade Popular
Evitar os equívocos
do Devocionismo
*Devocionismo: multiplicação
ilimitada de práticas
devocionais, que se afastam
do bom senso e da
centralidade de Cristo.
Favorecem uma piedade
individualista e o sucesso dos
seus promotores.
Certo cristianismo feito de
devoções – próprio duma
vivência individual e
sentimental da fé – não
corresponde a uma autêntica
piedade popular (EG 70).
Porque?
•Realça mais as formas
exteriores de algumas
tradições ou supostas
revelações privadas, do que o
impulso da piedade cristã.
•Promove estas expressões sem
se preocupar com a inclusão
social dos pobres e a formação
dos fiéis.
•Em alguns casos, age para
Devoção e cultura midiática
Algumas pistas
para a evangelizar
com a piedade
popular mariana
Criar representações atualizadas
e usá-las como material
Revisar os roteiros
devocionais e as orações, de
forma a aproximar a “Mãe do
Céu” com “Maria de Nazaré”
Criar e difundir músicas
marianas com linguagem
atualizada e centradas em
Jesus.
•Imaculada Maria de Deus,
Coração pobre acolhendo Jesus.
Imaculada Maria do povo, Mãe
dos aflitos que estão junto à
cruz
•Um coração que era sim para a
Um coração que era sim para o
irmão. Um coração que era sim
Deus, Reino de Deus renovando
chão!
•Faça-se ó Pai, vossa plena
Que os nossos passos se tornem
memória do amor fiel que Maria
Rejeitar as devoções
anacrônicas e
exageradas
Divulgar material devocional
de cunho bíblico e
sensibilidade litúrgica.
maenossa.blogspot.co
m

Lançar as redes e a devoção mariana

  • 1.
    Aparecida: lançar as redes Evangelizaçãoe Devoção Mariana Afonso Murad maenossa.blogspot.com X Congresso Mariológico
  • 2.
    Lançar as redes.. •Evangelho de Lucas • Novo millennio ineunte • Documento de Aparecida
  • 3.
    Jesus disse aSimão: Avance para águas mais profundas, e lancem as lancem as redes para a pesca. Simão respondeu: Mestre, tentamos a noite inteira, e não pescamos nada. Mas, em atenção à atenção à tua palavra, vou lançar lançar as redes. Assim fizeram, e e apanharam tamanha quantidade de peixes, que as redes se arrebentavam. Então deram sinal aos companheiros da outra barca,
  • 4.
    Quando um novopercurso se abre para a Igreja, ressoam no nosso coração as palavras de Jesus, que convida a fazer-se ao largo para a pesca: Duc in altum (Lc 5,4). Pedro e os primeiros companheiros confiaram na palavra de Cristo e lançaram as redes. Hoje, convida-nos a lembrar com gratidão o passado, a viver com paixão o presente, abrir-se com confiança ao futuro (NMI
  • 5.
    Sigamos em frente,com esperança! Diante da Igreja abre-se o novo milênio como um vasto oceano onde aventurar- se com a ajuda de Cristo (conclusão NMI)
  • 6.
    Jesus continua convocando, convidando,oferecendo incessantemente vida digna e plena para todos. Nós somos agora, na América Latina e no Caribe, seus discípulos e discípulas, chamados a navegar mar adentro para uma pesca abundante. Trata-se de sair de nossa consciência isolada e de nos lançarmos, com ousadia e confiança, à missão (DAp 263).
  • 7.
    Nossa Mãe querida,desde Aparecida, convida seu filhos a lançar as redes ao mundo, para tirar do anonimato aqueles que estão submersos no esquecimento e aproximá-los da luz da fé. Ela integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo (DAp 265).
  • 8.
    Basta de pescar no aquário! Repetiras mesmas coisas, para o mesmo público, que envelhece lentamente. E este público envelhecido (em vários sentidos), gosta da repetição, da rotina e da segurança.
  • 9.
  • 10.
    Que todas ascomunidades, com os meios necessários, avancem na conversão pastoral e missionária, que que não pode deixar as coisas como estão (EG 25)
  • 11.
    Mais do queo temor de falhar, que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta, e Jesus repete-nos sem cessar: Dai-lhes vós mesmos de comer (Mc 6, 37) (EG49) (EG49)
  • 12.
    Sonho com umaopção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal destinado mais à evangelização do mundo atual do que a auto-
  • 13.
    Quando se assumeum objetivo pastoral e um estilo missionário, que chegue realmente a todos, o anúncio concentra-se no essencial, no que é mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário. A proposta acaba simplificada, sem com isso perder profundidade e verdade, e
  • 14.
    Quem lança as redes? •Cada batizado torna-se discípulo missionário, aprendiz e sujeito ativo da evangelização. • Ação coordenada e um modelo de Igreja Povo de Deus, comunitária e participativa (ver EG 119-122)
  • 15.
    Onde e como lançaras redes? Evangelizar na cidade (EG 71-75)
  • 16.
    Precisamos identificar a cidadea partir de um olhar de fé que descubra Deus que habita nas suas casas, ruas, praças. Deus acompanha a busca sincera de indivíduos e grupos, para encontrar sentido para sua vida, ainda que o façam tateando, de maneira imprecisa e incerta (EG
  • 17.
    A presença deDeus não precisa ser criada, e sim descoberta, desvendada (EG 71)
  • 18.
    Há vários estilosde vida. A compreensão acerca do tempo, do território e das relações difere das populações rurais. (EG 72)
  • 19.
    •Ambivalência da cidade: ofereceinfinitas possibilidades, mas dificulta o pleno desenvolvimento da vida de muitos. •Inclui e segrega. •Pode ser espaço de encontro e solidariedade, ou de retraimento e desconfiança
  • 20.
    •A Igreja deveajudar os habitantes da cidade a assumirem sua cidadania, a atuarem, de forma pessoal e comunitária, para a criação de espaços humanizadores. •Uma evangelização que ilumine os novos modos de se relacionar com Deus, com os outros e com o ambiente, e que suscite os valores fundamentais (EG 74)
  • 21.
    Contemplar esta situação e empreenderum diálogo, como Jesus e a samaritana, junto do poço (EG 73)
  • 22.
    A singularidade do onde(evangelizar na na cidade) leva à revisão profunda do como (linguagem, recursos, interlocutores da evangelização).
  • 23.
    •A cidade: imensapluralidade cultural e religiosa. •Programa e estilo uniformes e rígidos de evangelização não são adequados para esta realidade (EG 75). •Lançar as redes: assumir a fundo a realidade humana e inserir-se no coração dos desafios como fermento de testemunho.
  • 24.
  • 25.
    • Íntima relaçãoentre cultura e religiosidade. Ambas são dinâmicas: criadas e transformadas por um povo. •Expressa a atividade missionária espontânea do Povo de Deus, animada pelo Espírito.
  • 26.
    •Conteúdo mais simbólicodo que racional. •Acentua mais a entrega a Deus do que a formulação da doutrina. •Tem dimensão comunitária e missionária.
  • 27.
    Penso na féfirme das mães ao pé da cama do filho doente, que se agarram a um terço ainda que não saibam os artigos do Credo; ou na carga imensa de esperança contida numa vela que se acende, numa casa humilde, para pedir ajuda a Maria, ou nos
  • 28.
    Encorajá-la e fortalecê-lapara aprofundar o processo de inculturação, nunca acabada. As expressões da piedade popular têm muito a nos ensinar. São um lugar teológico imprescindível na nova evangelização (EG 126). Postura pastoral diante da Piedade Popular
  • 29.
  • 30.
    *Devocionismo: multiplicação ilimitada depráticas devocionais, que se afastam do bom senso e da centralidade de Cristo. Favorecem uma piedade individualista e o sucesso dos seus promotores.
  • 31.
    Certo cristianismo feitode devoções – próprio duma vivência individual e sentimental da fé – não corresponde a uma autêntica piedade popular (EG 70). Porque?
  • 32.
    •Realça mais asformas exteriores de algumas tradições ou supostas revelações privadas, do que o impulso da piedade cristã. •Promove estas expressões sem se preocupar com a inclusão social dos pobres e a formação dos fiéis. •Em alguns casos, age para
  • 33.
  • 40.
    Algumas pistas para aevangelizar com a piedade popular mariana
  • 41.
  • 42.
    Revisar os roteiros devocionaise as orações, de forma a aproximar a “Mãe do Céu” com “Maria de Nazaré”
  • 43.
    Criar e difundirmúsicas marianas com linguagem atualizada e centradas em Jesus.
  • 44.
    •Imaculada Maria deDeus, Coração pobre acolhendo Jesus. Imaculada Maria do povo, Mãe dos aflitos que estão junto à cruz •Um coração que era sim para a Um coração que era sim para o irmão. Um coração que era sim Deus, Reino de Deus renovando chão! •Faça-se ó Pai, vossa plena Que os nossos passos se tornem memória do amor fiel que Maria
  • 45.
  • 46.
    Divulgar material devocional decunho bíblico e sensibilidade litúrgica.
  • 47.