JB NEWSRede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal
www.radiosintonia33 – jbnews@floripa.com.br
Informativo Nr. 1.198
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Loja Templários da Nova Era nr. 91
Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Florianópolis (SC) sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Índice:
Bloco 1 - Almanaque
Bloco 2 - Opinião: Mario Gentil Costa – “A Grande Viagem”
Bloco 3 - IrPaulo Roberto On Line – Razões Históricas da Intervenção das Colunas
Bloco 4 - IrWilliam Spangler – Réquiem Literário ao Irmão José Luiz Rocha
Bloco 5 - IrCharles Evaldo Boller – Sentidos Humanos e Espiritualidade
Bloco 6 - Destaques JB – Resenha Final
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet - Colaboradores
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br
Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião
deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
Hoje, 13 de dezembro de 2013, 347º dia do calendário gregoriano. Faltam 18 para acabar o ano.
Dia Cego e do Oculista; Dia do Marinheiro; Dia do Pedreiro e Dia Nacional do Forró
Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos.
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Livros Indicados
IR Walter Alves Noronha
Toda renda da venda do livro R$ 10,00 cada, será totalmente revertida para duas
obras sociais.
Walter Alves Noronha
Grão-Mestre Adjunto
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1 - almanaque
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 872 - É eleito o Papa João VIII.
 1545 - Início do Concílio de Trento.
 1294 - Papa Celestino V abdica do papado.
 1865 - Guerra do Paraguai: o Paraguai declara guerra ao Brasil.
 1939 - Batalha do Rio da Prata: o encouraçado-de-bolso alemão, Almirante Graf Spee, enfrenta 3 cruzadores
britânicos, no litoral do Uruguai.
 1962 - Tanzânia: o Tanganhica se torna independente da Inglaterra.
 1963 - Espírito Santo: fundada a Associação Atlética São Mateus.
 1968 - O governo brasileiro decreta o Ato Institucional nº 5 (AI-5), instrumento de abuso e perseguição aos civis.
 1974 - Malta torna-se uma república.
 1981 - O Clube de Regatas do Flamengo conquista o mundial de clubes, ao vencer o Liverpool Football Club da
Inglaterra por 3x0.
 1988
o Lei 7687/1988 efetiva a Polícia Militar do Distrito Federal do Brasil.
o Mauritânia ratifica a Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial.
o Promulgada no estado mexicano de Chiapas a Ley Orgánica del Poder Judicial.
 1992 - O clube brasileiro São Paulo Futebol Clube conquista o mundial de clubes, ao vencer o Fútbol Club
Barcelona da Espanha de virada, por 2x1.
 2001 - Lançamento da cédula do Brasil: 2 reais.
 2003 - Depois de vários meses sem paradeiro conhecido Saddam Hussein é localizado escondido das tropas
aliadas num abrigo subterrâneo.
 2007
o O jornalista e escritor Cícero Sandroni assume a presidência da Academia Brasileira de Letras.
o Os líderes Europeus assinam em Lisboa, o Tratado de Lisboa.
o O Senado Federal do Brasil rejeita a prorrogação da CPMF até 2011.
 Dia do engenheiro avaliador e perito de engenharia - Brasil.
 Dia da República em Malta (1974)
 Dia do Cego e do oculista
 Dia do Marinheiro
 Dia do Pedreiro
 Dia Nacional do Forró https://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11176.htm
 Dia de Santa Luzia
 Festa de Santa Luzia em Póvoa de Varzim
 Suécia - Dia da deusa solar Lucina, de características similares à Santa Lúcia do catolicismo
Brasil
 Feriado municipal em Bicas, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia
 Feriado municipal em Carangola, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia
 Feriado municipal em Ibipitanga, Bahia - Festa de Santa Luzia, a padroeira da cidade.
 Feriado municipal em Itamoji, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia
 Feriado municipal em Mossoró, Rio Grande do Norte - Festa de Santa Luzia
 Feriado municipal em Mesquita, Minas Gerais - Santa Luzia
 Feriado municipal em Passa-Quatro, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia
 Feriado municipal em Palma, Minas Gerais - Santa Luzia
Eventos Históricos
feriados e eventos cíclicos
Aprofunde seu conhecimento
clicando nas palavras sublinhadas
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 Feriado municipal em Santa Luzia, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia, a padroeira da cidade.
 Feriado municipal em Santa Luzia, Paraíba, Dia de Santa Luzia, a padroeira da cidade.
 Feriado municipal em São Romão, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia
 Festa de Santa Luzia na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Santa Luzia, na cidade de Itaúna,
centro-oeste de Minas Gerais.
 Festa de Santa Luzia na cidade de Luís Antonio, São Paulo
 Festa de Santa Luzia na cidade de Baturité, Ceará
 Festa de Santa Luzia na cidade de Maracanaú - Luzardo Viana, Ceará
Igreja Católica
Dia de Santa Luzia
1797 Nasce Heinrich Heine () poeta alemão iniciado em Paris, na Loja “Les Trinisophes”.
1867 Nasce Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior, jornalista gaúcho, fundador do Correio do Povo e
membro da Loja “Orientação”, de Porto Alegre.
1912 Nasce Luiz Gonzaga Nascimento, famoso compositor folclórico brasileiro, em Exu, Pernambuco. Em
1971, foi iniciado na Loja “Parapuan”, no Rio de Janeiro.
1952 Fundada a Loja “Campos Lobo” Nr. 1.310 (GOB/SC em Florianópolis
1982 Fundada a Loja “Padre Roma II” Nr. 34 (GLSC) em Florianópolis
1983 Fundada a Loja “Nova Aurora” Nr. 41 (GOSC) em Criciúma.
Rádio Sintonia 33 e JB News.
Música, Cultura e Informação 24 horas/dia, o ano inteiro.
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fatos maçônicos do dia
(Fontes: “O Livro dos Dias” do Ir João Guilherme - 17ª edição e arquivo pessoal)
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A Grande Viagem
Mario Gentil Costa - Florianópolis.
Contato: magenco@terra.com.br
http://magenco.blog.uol.com.br
Marcos Gentili retornava, pela primeira vez, à pequena cidade onde nascera. 60
anos haviam transcorrido desde que a deixara para estudar num centro maior. Na ocasião,
a decisão de partir em busca de horizontes mais promissores fora apoiada com entusiasmo
pelos pais, que, abonados, não viram inconveniente, muito menos obstáculos em acompanhar o filho único na
aventura. E lá se foi a família.
Tudo deu certo. Marcos, um rapaz inteligente e bem formado, seguiu carreira de sucesso e se
realizou. Com a morte dos pais e o patrimônio que herdou, viajou o mundo inteiro, acumulando um cabedal
de cultura diferenciado. Nunca se casou.
E aos 75 anos, sentia a ânsia contida e urgente de retornar ao cenário de sua infância e adolescência.
Não teve dúvidas. Saudável e animado, decidiu voltar. Nem que fosse por alguns dias, para rever os amigos
e namoradinhas que tivessem sobrevivido; para visitar o velho colégio onde estudara. Em suma, como dizia a
si mesmo, para saldar uma dívida de gratidão com a cidadezinha que fora seu berço.
Ao volante de seu Chrysler 300 M, vinha pela auto-estrada imaginando o que encontraria. Dava tratos
à memória na busca de caras e de nomes. De repente, recordou-se de um professor que era dono de imensa
cultura humanística. Suas aulas não eram meras aulas; eram conferências, lições de vida. O homem parecia
saber tudo. Tentou adivinhar-lhe a idade e concluiu que, na época, não teria mais de 35 anos. Estaria ainda
vivo? Fora ele que, com sua vasta sabedoria, lhe despertara o gosto pela leitura e pelo cultivo do pensamento
independente. Quantas vezes o lembrara em suas excursões pelos museus da Europa, pensando:
- O que diria o grande Achile Granato se estivesse aqui comigo? Certamente, discorreria sobre esta
escultura como um profundo conhecedor.
E, de repente, lhe ocorreu uma idéia inédita:
- Se estiver vivo, vou convidá-lo a acompanhar-me na próxima viagem. Será a maneira mais concreta
de lhe agradecer pelo importante papel que desempenhou na minha formação. Tomara que esteja ainda em
condições de aceitar o convite, pois deve andar pela casa dos 90.
Faltava pouco para avistar a seta que indicaria a estrada de acesso à cidadezinha. Gentili estava cada
vez mais ansioso. Avistou-a do alto de uma colina. Lá estava a pracinha da Igreja Matriz.
- Como era mesmo o nome do vigário?
Não conseguiu recordar. Só lembrou a confissão em que, aos 13 anos, fora ameaçado com o fogo do
inferno, se continuasse a pecar. Hoje, um ateu convicto, teve vontade de rir. Aliás, não reprimiu o desejo de
dar uma sonora gargalhada, sozinho no carro. E foi chegando. Estava cada vez mais perto. Entrou na praça e
estacionou. Olhou ao redor. Não conheceu ninguém nem foi reconhecido. O carro majestoso, esse sim,
chamava a atenção dos passantes. Aproximou-se um garoto e lhe perguntou:
- O senhor está procurando alguém? Eu conheço todo mundo por aqui. Posso lavar o carro? Está todo
empoeirado.
Marcos gostou do jeito do menino e resolveu prestigiá-lo:
- Eu vou precisar de um hotel. Você conhece algum?
- É pra já. Posso ir junto?
- Claro. Embarque e me ensine o caminho.
O garoto não perdeu tempo e, para a inveja dos concorrentes, que já haviam se aproximado, aboletou-
se na poltrona de couro cinza e foi dizendo:
- Pode tocar, chefe. É pertinho.
Marcos, dirigindo devagar, foi apreciando os pequenos sinais de progresso que a velha cidadezinha
havia experimentado. As ruas, embora estreitas, estavam asfaltadas. Um ou outro prédio de três a quatro
andares ocupava o lugar das antigas casas térreas. E, à falta de assunto, resolveu indagar:
- Qual é seu nome, amiguinho?
- É Genuíno, mas eu não gosto. Então, inventei um apelido. É Geninho. Agora, pode virar à direita.
Marcos obedeceu, e Geninho continuou:
2 - Opinião -
A Grande Viagem - Mario Gentil Costa
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- Como o senhor é gente fina, eu recomendo o melhor da cidade. É o Partenon Palace. Estamos
quase chegando.
- Você está estudando?
- Estava, mas tive de parar para ajudar em casa. Minha mãe é viúva e tenho 3 irmãos menores. Um é
paralítico.
Marcos imaginou o drama. E decidiu: „vou ajudar este menino‟. Mas o momento não recomendava
abordar a idéia, e ele foi adiante:
- Você disse que conhece todo mundo...
- Conheço mesmo. Pode perguntar.
- Eu nasci aqui. Estou procurando um velho professor da minha infância.
- Vai dizer que é o Sabe-Tudo?
Surgia uma esperança. O apelido calhava. E Marcos, cauteloso, comentou:
- No meu tempo, ele não tinha apelido...
- Um apelido desses só se ganha com o tempo... – filosofou Geninho.
Esse menino é esperto, concluiu Marcos, que emendou:
- O nome dele, por caso, é...
- É um nome esquisito: Aquiles Granato.
„Então o velho está vivo! Que bom! Valeu a pena ter vindo‟ – foi o pensamento do viajante, que
perguntou:
- Geninho, você sabe onde ele mora?
- Claro! Quem é que não sabe? Pode parar aqui. Chegamos.
O hotel era um prédio novo, de quatro andares. Feito o registro, nosso hóspede subiu para tomar um
banho e ligar para o mestre anunciando sua visita, enquanto Geninho dava ao Chrysler o tratamento
prometido. Em seguida, rumaram para a casa do mestre.
A expectativa de Gentili era indescritível, quando a porta da casa modesta foi aberta. Surgiu à frente
do visitante um venerando ancião de bastos cabelos brancos, que foi logo exclamando:
- Que bela surpresa! Vamos entrando. Estou um pouco surdo, mas quando ouvi seu nome ao telefone,
me lembrei de tudo. Faz quanto tempo?
- Sessenta anos, mestre!
- Só isso?
- Acha pouco?
- Pra mim, foi ontem. Mas a que devo a honra de sua visita?
- A uma série de razões, a principal das quais, uma compulsão inadiável de tentar retroceder no
tempo. Confesso que estava meio preocupado...
- Mais com o presente que com o passado... – deduziu o dono da casa – Decerto imaginou que eu
tivesse morrido, pois só tenho 98 anos. Apesar disso, ainda recordo as conversas que tivemos e o seu
interesse em aprender.
- Até disso o senhor se lembra? – perguntou Marcos, surpreso.
- Um professor não se esquece dos seus melhores alunos. E você foi um deles.
Uma alegria difícil de conter estampou-se na fisionomia do visitante que, entretanto, escondia uma
espécie de arrependimento nunca antes experimentado. Quanto tempo jogara fora! E não hesitou mais:
- Mestre, em homenagem a esse nosso passado comum, quero lhe fazer um convite...
- Convite? Que convite?
- Quero convidá-lo a uma viagem pelos museus da Europa.
O professor fechou os olhos, reprimiu a surpresa e a emoção que o dominavam e, depois de se
recompor, retrucou, com dignidade:
- Ora, meu caro, eu, por caso, tenho dinheiro pra isso?
- E quem falou em dinheiro? O senhor será meu convidado.
- Presumo que esteja falando sério... – retrucou o ancião com a voz embargada, emendando: - Estou
tão comovido que, pela primeira vez, não sei o que dizer...
- Então, mestre, não diga nada. Prepare sua trouxa. Eu estou no Hotel Partenon. Virei buscá-lo
amanhã cedo. Partiremos tão logo possível.
Duas lágrimas fugidias escorreram pela face do velho. E Gentili retornou ao hotel. Na manhã seguinte,
quando saía para buscá-lo, soube que havia morrido. Dormindo
Mario Gentil Costa – MaGenCo (2013)
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 7/18
Razões Históricas da Interversão das Colunas
Este Bloco é produzido às sextas-feiras
pelo Ir. Paulo Roberto VM
da ARLS Rei David nr. 58 (GLSC) - Florianópolis
Contato: prp.ephraim58@terra.com.br
Paulo Roberto
Procuraremos relatar, em poucas palavras, as razões que levaram a Grande Loja da Inglaterra a
proceder, durante o século XVIII, a várias modificações e inversões ritualísticas. Estas modificações tiveram
repercussão na Maçonaria francesa, que, na época, praticava o Rito da mesma forma que a Grande Loja
inglesa, de quem o tinha recebido, e da qual dependia, na ocasião em que ostentava o título de “Ordem dos
Franco-Maçons do Reino de França”.
No ano de 1730, um maçom deveras necessitado, de nome Samuel Prichard, destituído de escrúpulos e
observando a possibilidade de ganhar algum dinheiro, publicou uma obra intitulada “Masonry Dissected”, na
qual eram revelados os segredos dos graus e os sinais de reconhecimento dos maçons. E, a fim de impedir
que impostores profanos penetrassem nas Lojas, as autoridades da Grande Loja da Inglaterra determinaram
várias alterações nos sinais, toques e palavras, tomando várias outras providências que tinham por fim a
neutralização da Inconfidência de Prichard.
Entretanto, em 1752, quando surgiu à dissidência dos “Antigos”, encabeçada por Laurence Dermott, este fez
várias acusações à Grande Loja da Inglaterra, para justificar o seu movimento, e entre outras, a da
“transposição dos modos de reconhecimento no primeiro e no segundo grau”. Assim, a palavra sagrada do
Aprendiz passara a ser a do Companheiro e vice-versa.
Os partidários de Dermott, tal como, já foi acima especificado, denominavam-se “Antigos”, afirmando que
trabalhavam “conforme as antigas Constituições outorgadas por sua Real Alteza, o Príncipe Edwin, em York,
no ano de 926”. E com muita audácia, embora sem veracidade, Dermott afirmou que os “Antigos” eram
chamados Maçons de York “porque a primeira Grande Loja da Inglaterra tinha sido reunida em York, em 926,
pelo príncipe Edwin...”. Por isto chamaram os maçons da Grande Loja da Inglaterra, surgida em Londres em
1717, de “Modernos”, porque obedeciam às novas Constituições estabelecidas em 1723.
Com este mito surgiram as denominações de “Antigos” e “Modernos” para as duas facções da Maçonaria
inglesa. Em 1762, os partidários de Dermott opuseram o Rito “Antigo”, ou de “York”, ao Rito “Moderno”, ou de
“Londres”. Estas denominações passaram para a França, refletindo-se nos Ritos “Moderno” e “Escocês
Antigo e Aceito”.
O Rito praticado então na França era, por conseguinte, o mesmo Rito “Moderno” praticado pela Grande Loja
de Londres, por isto que sofreu na França as mesmas inversões impostas às Lojas inglesas.
Ao se processarem os entendimentos para a Unificação da Maçonaria inglesa, os maçons de York
impuseram, como condição sine qua non para a fusão, o Ritual praticado pelos “Antigos”, que, torna-se
necessário lembrar, gozava da preferência da grande maioria dos maçons ingleses. Desta forma, os rituais
dos três primeiros graus foram revisados e adaptados às formalidades e cerimônias dos “Antigos”.
3 - Paulo Roberto - " on line "
Razões Históricas da Intervenção das Colunas
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A cerimônia de “Instalação dos Veneráveis” passou a ser aquela praticada pelos “Antigos”, foram oficializados
os cargos de “Diáconos”, desconhecidos, até então, pelos “Modernos” ingleses e franceses, e suspensas
todas as modificações introduzidas cerca de oitenta anos antes. E enquanto a Grande Loja da Inglaterra, com
a intenção de acabar com a separação dos maçons ingleses, aceitava o Rito “Antigo de York”, o Grande
Oriente de França continuava praticando em suas sessões o Rito “Moderno” de Londres.
A Maçonaria norte-americana, mais religiosa e mais rígida, adotou com muita facilidade o Rito de “York”, que
acabou se espalhando pelo mundo inteiro, graças à influência política inglesa. Ao mesmo tempo, também
surgia na América do Norte o Rito de “Perfeição”, composto de vinte e cinco graus, vindo da França e que,
além dos três graus simbólicos apresentava uma escada de vinte e dois outros, denominados escoceses.
O Grande Oriente da França tinha repudiado os graus escoceses, após a reforma de 1772, praticando
exclusivamente os graus simbólicos, como o fazia a Grande Loja da Inglaterra, antes da Unificação. Por
conseguinte, ao ser fundado na América do Norte o Rito “Escocês Antigo e Aceito”, com a fusão dos vinte e
cinco graus do Rito de “Perfeição” e mais oito que com muita audácia foram atribuídos ao Rei Frederico II da
Prússia, o Ritual adotado por este Rito foi o dos “Antigos”.
Como se nota, não houve qualquer preocupação por parte dos fundadores do Rito “Escocês” de diferençá-lo
do Rito “Moderno” com “particularidades ritualísticas aparentes”. O novo Rito aceitava algumas cerimônias e
peculiaridades do Rito de “York”, do Rito “Antigo”, misturadas com as peculiaridades e cerimônias escocesas
provenientes da França, verdadeiro país de origem do Rito “Escocês Antigo e Aceito” em seu breve histórico.
Logo, de acordo, com as pesquisas realizadas, são estas as razões consideradas históricas, que fizeram com
que acontecesse, à interversão das Colunas no Rito “Moderno” e que por muitas e outras razões, o escritor
Edouard E. Plantagenet, por certo ignorava.
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Réquiem Literário ao Irmão José Luis Rocha
Ir William Spangler M.M.
ARLS União Diamantinense nº 205
Dezembro 2010
O Homem que sonhava estrelas.
“Todos os homens são iguais. Não é o nascimento,
mas sim a virtude, que os diferencia.”
François-Marie Arouet (Voltaire) escritor,
filósofo e Maçom francês.
José Luiz Rocha foi menino nas ruas de Diamantina. Desde jovem começou a trabalhar ajudando seu
pai. Tempos duros. As poucas diversões que podia ter eram simples como ir ao cinema, nadar nos regatos,
passear na Capistrana ou jogar peladas na quadra da Cavalhada. Escondia seu velho tênis Bamba em uma
caixa de sapatos debaixo da cama para que o pai não soubesse. Futebol era coisa de malandro. Mas ele
resistia e esgueirava quando podia para encontrar os amigos e driblar os sonhos numa velha bola puída que
teimava sempre em fazer gols. Era craque. Exibia lealdade aos adversários e os respeitava mesmo que a
vitoria fosse sempre sua. Na derrota os cumprimentava. De maneiras simples que revelava um rasgo de
timidez, Zé acompanhava os jogadores para tomar groselha e comer rolha de amendoim nas vendas como
comemoração da vitória. Adorava o futebol e ouvia pelo rádio o seu Vasco da Gama jogar no Maracanã.
Sofridas horas passadas que a voz do locutor Mario Vianna amenizava quando havia o gol salvador do time.
Era destino. Implacável como uma finta de Garrincha, a vida lhe proporcionou a arte e a destreza de um
gênio. Mas reservou-lhe a humildade de um monge. Agora Zé escondia debaixo da cama uma chuteira e o
uniforme do time do Tejuco.
4 - réquiem literário ao irmão josé luis rocha
Ir William Spangler
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 10/18
Nas tardes de Domingo eletrizava a torcida com seus dribles e gols que ficaram imortalizados pelas redes
da história. E continuava sempre o mesmo Zé. Centerfour dos melhores, ele jogou com a nata dos atletas de
sua época. Uma juventude inesquecível que embalava o rock-and-roll, assistia James Dean no Cine Trianon
e tomava Hi-Fi para ir aos bailes com topetes de brilhantina. Sentimental, gostava da musica “Feitio de
Oração” de Noel Rosa. Veio a Caixa Econômica Estadual e Zé tornou um dos seus melhores funcionários.
Honrou até o ultimo dia a dedicação, amizade e o empenho no trato com os clientes e com os seus colegas.
Mesmo Gerente, ele nunca modificou seu jeito alegre, companheiro e sereno de ser.
A vida lhe ensinou a sabedoria e a virtude lhe emprestou a compreensão. Era um homem livre e de bons
costumes. Um mestre que haveria mais de ensinar que aprender. Que haveria mais de iluminar que ser luz.
Um companheiro que esta bela Atalaia do Norte chamada Diamantina gravaria em sua coluna de serras como
uma imortal acácia amarela de saudade. Nada mais justo e perfeito que o homenagear com uma biblioteca.
Deixou Ana Lélia. Amores eternos jamais morrem. Sua herança maior os filhos Mateus e Tobias. Os livros
eram parte de sua vida. Lia-os como um sacerdócio. Amava-os como um Bibliotecário. Tinha por cabeceira o
livro “ O Apanhador no Campo de Centeio” de JD Salinger. Um dia, ele me disse que “Os homens sábios
deveriam sonhar como estrelas. Assim eles iluminariam o mundo com a sua sabedoria.”. Quem sabe, José
Luis Rocha, você seja agora uma estrela.
In Memorian José Luiz Rocha
Já nasceste como aprendiz no templo da vida,
Ornado Companheiro pela Estrela Flamejante,
Sagrastes Mestre de formosa Acácia tão florida,
Entre as colunas da Atalaia fraterna e Radiante.
Livre e de bons costumes foi seu magno capitel,
Uma pedra esculpida pelo mais profícuo cinzel,
Imortal é tua memória como o orar de uma prece,
Símbolo desta historia que te emoldura e te enobrece.
Repousas hoje no limbo sublime do Oriente Eterno,
Onde reluz no luminar da Abobada resplandecente,
Como uma estrela de humildade e fulgor fraterno,
Halos tão harmoniosos de sabedoria, força e beleza,
Ao lado sereno do GADU em sua infinita grandeza.
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Sentidos Humanos e Espiritualidade
Ir Charles Evaldo Boller
Curitiba
Abstrato: Desligamento dos cinco sentidos naturais e desenvolvimento da espiritualidade para efeito de
mudanças duradouras.
Os sentidos humanos existem para possibilitar os relacionamentos com outras pessoas e a realidade por eles
perceptível. As sensações de tato, paladar, audição, olfato e visão são utilizados de forma limitada na
orientação das criaturas reclusas ao planeta Terra.
O homem, devido sua capacidade racional mais desenvolvida, tem a capacidade de atingir a plenitude do
sentir. Para tal, há necessidade de desligar os cinco sentidos, possível ao retirar-se para um local sem ruído e
luz. É na escuridão e silêncio que os cinco sentidos humanos ficam sem alimento. Movimentos paralisam.
Ficam apenas os pensamentos; é a meditação. Com a meditação é possível esvaziar a mente. Tal ação
intencional e racional faz com que a percepção se volte para dentro de si. E é lá, neste mundo artificial criado
pela mente que se abrem os olhos. São outros olhos e outro despertar. Ver esta luz desperta para realidades
mais profundas. Percebe-se a espiritualidade, uma forma de energia que pode ser percebida e controlada.
O homem evolui, num maior ou menor grau, para os conhecimentos intelectual e espiritual: O conhecimento
intelectual é tudo o que é possível de ser medido, aferido, possuído ou disponibilizado mediante alguma
técnica. Normalmente são operações de identificação da criação que o sujeito faz do objeto, da consciência e
da linguagem; o conhecimento espiritual, em sentido lato, é a relação interna da consciência para consigo
mesmo. Basicamente o resultado do conhecimento que o sujeito tem de si mesmo. Em sentido íntimo é o
único conhecimento possível para as próprias verdades metafísicas. Algo como a visão que o espírito tem de
si mesmo. É a percepção de que existe sempre em um dado objeto inseparável de si mesmo que a
consciência tem de suas próprias vivências. O espírito é a constatação material de uma forma de energia que
está encarnada no sujeito.
Toda vez que a razão bloqueia o funcionamento dos sensores materiais, esvaziando a mente, a energia
denominada alma, espírito, sopro de vida ou alento, conforme traduzido das mais diversas linhas de
pensamento e culturas, penetra cada vez mais na matéria. Mistura-se. Forma unidade com ela. Com o
exercício de esvaziamento o sujeito adentra a estados cada vez mais aprofundados de consciência. A
manifestação física da substância sólida é outra forma de energia, só que hipoteticamente congelada devido
sua frequência ondulatória manifestar-se em frequência tal que a torna perceptível aos sensores naturais.
Bloquear os sensores naturais tem a função de afastar o sujeito da ilusão. A substância sólida é uma ilusão
percebida pelos sensores naturais. Em sendo energia, a pessoa encontra dentro de si um vasto espaço, um
universo em miniatura, semelhante ao grande universo que, de sua parte, também é energia. Tudo é energia
e está energeticamente interligado! Tudo está amarrado por linhas de força. Tudo é, em essência, formado de
espaço vazio. O nada!
"A realidade é constituída de átomos esféricos e de vazio; não existe nada além de átomos e espaços vazios.
O resto não passa de opinião". (Demócrito de Abdera), filósofo de nacionalidade grega.
A afirmação que tudo é energia já foi intuída e é parte dos usos e costumes das culturas do sul da Ásia, onde,
para indicar respeito e até veneração, as pessoas cumprimentam-se com as mãos postas em frente à testa,
como se curvassem diante de um Deus ou pessoa santa, pronunciando a palavra "namastê"; significando: "o
Deus que habita meu coração, saúda o Deus que habita teu coração". Traduzindo para a presente finalidade:
a força ativa que anima meu coração, saúda o alento que habita em teu coração. Estou em você como você
está em mim. Energeticamente somos um.
5 – sentidos humanos e espiritualidade
Ir Charles Evaldo Boller
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 12/18
Em Maçonaria os adeptos são levados a reconstruir o templo que foi destruído, numa referência lendária a
Zorobabel. O templo em verdade não é o histórico lugar misterioso e respeitável onde os judeus praticavam a
adoração ao seu Deus Jeová, mas refere-se a um templo feito de carne e ossos: o próprio adepto. Interpretar
literalmente a lenda histórica de Zorobabel de nada serve para alçar o homem a estados espirituais mais
elevados. A razão do não entendimento subliminar da lenda reside na forma de organização e exploração
definida pelo sistema humano de coisas, dada à alienação que consta da:
 Consciência, que passa a considerar-se coisa;
 Pessoa tornar-se estranha para si mesma;
 Obrigatoriedade do trabalho;
 Influência das tecnologias;
 Frivolidade de entregar-se aos prazeres do instinto;
 Fantasia;
 Regra ou lei imposta que, de alguma forma, afasta o sujeito da vida natural.
Submissos ao sistema criado pelo homem, os templos de carne ficam ao chão, ao nível do esquadro, na
materialidade.
A reconstrução do templo do maçom acontece a cada grau e está repleta de tensão e desespero. Implica em
perigos. O pior inimigo está em si quando este se sabota e embota a coragem de mudar e de ser diferente. A
busca da sabedoria para reconstruir implica em coragem para enfrentar a mudança. É precaver-se contra os
inimigos internos e externos. Os agentes inimigos sabotam a capacidade e o incentivo às mudanças como:
valor, firmeza e perseverança.
Há necessidade do uso da espada com maestria. O órgão mais parecido com uma espada de dois gumes é a
língua. Uma língua afiada corta em dois sentidos; é arma que serve tanto para o ataque quanto para a
defesa. Defende o conhecimento intelectual de fazer frente às mudanças e ataca o pensamento aviltante de
terceiros que visam escravizar as pessoas a dogmas; verdades impostas por decreto e longe da Iluminação.
Com a trolha o maçom constrói a espiritualidade. Como a espiritualidade é encarnada é internamente que a
ferramenta tem a capacidade de aplainar rugosidades, preencher os vazios da mente que é o próprio
processo da vida. Na medida em que a mente evolui pelo uso da espada e da trolha, cresce a consciência
espiritual.
No passado considerava-se a mente como o aspecto da alma imaterial, ou espírito, sopro de vida, alento.
Hoje, na visão da Teoria dos Sistemas Vivos, a mente deixou de ser coisa e passou a ser considerado um
processo; comparável ao software que roda num hardware. A mente, o intelecto, corresponde a um conjunto
de funções superiores da alma e da vontade. E o que é importante: é modificável! É esta capacidade que o
maçom usa para modificar-se a cada grau que sobe e que introduzem na mente novos conhecimentos.
Quando aumenta seu conhecimento intelectual, aplicado pelo uso da espada cresce também o seu
conhecimento espiritual na aplicação da trolha. Por isso, todo maçom, para perseverar nas mudanças que
resolveu em sua mente, tem a espada numa das mãos e a trolha noutra.
São muitas as considerações que permitem afirmar e aceitar a existência da energia interna que muda a
forma de ver o mundo e de relacionar-se com ele, de perceber que o mundo é como um imenso campo
energético. Pode-se especular que o templo de carne é parte de um todo que funciona em sincronia de
oscilações energéticas, algumas visíveis, mas em sua maioria invisíveis aos sentidos naturais. Daí a
necessidade de desenvolver novas capacidades de percepção pela anulação dos sentidos naturais. Onde o
esvaziar da mente promove a percepção daquilo que tem a capacidade de efetuar mudanças no mais íntimo
do ser: a espiritualidade.
O contato com energias desconhecidas e imperceptíveis aos sensores naturais leva à constituição de nova
identidade. Um novo homem a cada mudança, a cada grau. É um processo que não tem fim. Depois de
treinar a capacidade de reagir favoravelmente ao que cada grau que a Maçonaria pretende de seus adeptos,
estes, treinados e suscetíveis a caminhar sozinhos, iniciam novas ligações mentais. Mesmo depois de
alcançar o maior grau, o processo de multiplicação dos degraus da escada que ascende à espiritualidade
continua. A mente está treinada. A escada propicia infinitas associações no caminho da Iluminação, vista pela
primeira vez na cerimônia de iniciação do primeiro grau. Ritual e símbolo são sempre os mesmos, mas as
suas interpretações evoluem de tempos em tempos dependendo apenas de perseverança no seu exercício.
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 13/18
O objetivo central de todos os graus da Maçonaria é o exercício de fortalecimento da espiritualidade. Da
penetração da energia, do sopro da vida, cada vez mais fundo no campo energético que a pessoa é.
Fortalece a capacidade de mudança na busca de contato com a essência daquilo que cada homem é. A
espiritualidade pavimenta o caminho à religação com o divino ensinado pela religião que cada adepto segue.
Justifica o fato de o maçom referir-se à divindade que existe dentro de seus irmãos por algo assemelhado a
"namastê", o conceito Grande Arquiteto do Universo, o inominado, a energia com a qual cada criatura que
pensa deseja religar-se.
Bibliografia
1. ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, Dizionario di Filosofia, tradução: Alfredo Bosi, Ivone Castilho
Benedetti, ISBN 978-85-336-2356-9, quinta edição, Livraria Martins Fontes Editora Limitada, 1210 páginas, São
Paulo, 2007.
2. ALMEIDA, João Ferreira de, Bíblia Sagrada, ISBN 978-85-311-1134-1, Sociedade Bíblica do Brasil, 1268
páginas, Baruerí, 2009.
3. ANATALINO, João, Conhecendo a Arte Real, A Maçonaria e Suas Influências Históricas e Filosóficas, ISBN
978-85-370-0158-5, primeira edição, Madras Editora limitada., 320 páginas, São Paulo, 2007.
4. ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni, História da Filosofia, Antiguidade e Idade Média, Volume 1, ISBN 85-
349-0114-7, primeira edição, Paulus, 670 páginas, São Paulo, 1990.
5. BLASCHKE, Jorge, Somos Energia, o Segredo Quântico e o Despertar das Energia, tradução: Flávia Busato
Delgado, ISBN 978-85-370-0643-6, primeira edição, Madras Editora limitada., 172 páginas, São Paulo, 2009.
6. GUIMARÃES, João Francisco, Maçonaria, A Filosofia do Conhecimento, ISBN 85-7374-565-7, primeira edição,
Madras Editora limitada., 308 páginas, São Paulo, 2003.
7. HILL, Clive; BURNHAM, Douglas; BUCKINGHAN, Will, O Livro da Filosofia, tradução: Rosemarie
Ziegelmaier, ISBN 978-85-250-4986-5, primeira edição, Editora Globo, 352 páginas, São Paulo, 2011.
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 14/18
Lojas Aniversariantes do GOB/SC
Data Nome Oriente
12.12.96 FÊNIX DO SUL - 3041 Florianópolis
13.12.52 CAMPOS LOBO - 1310 Florianópolis
13.13.11 LUZ DO ORIENTE - 4173 Morro da Fumaça
16.12.96 A LUZ VEM DO ORIENTE - 3014 Castelo Branco
16.12.03 PHILANTROPIA E LIBERDADE - 3557 Brusque
17.12.96 LUZ DO OCIDENTE - 3015 Chapecó
17.12.96 PERSEVERANÇA - 3005 Florianópolis
20.12.77 XV DE NOVEMBRO - 1998 Caçador
28.12.96 LIVRE PENSAR - 3153 Piçarras
28.12.96 LUZ DE NAVEGANTES - 3033 (30/06/2010) Navegantes
Lojas Aniversariantes da GLSC
Data Nome Oriente
13/12 Padre Roma II São José
14/12 Montes de Sião Chapecó
29/12 Amizade ao Cruzeiro do Sul Joinville
6 - destaques jb
Resenha Geral
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 15/18
Lojas Aniversariantes do GOSC
Data Nome Oriente
13/12/1983 Nova Aurora Criciúma
18/12/1991 Obreiros da Paz Fraiburgo
20/12/2003 Luz Templária Curitibanos
22/12/1992 Ademar Nunes Florianópolis
21/12/1999 Silvio Ávila Içara
LOJAS SIMBÓLICAS – SANTA CATARINA
CALENDÁRIO DE ordens do dia – EVENTOS – CONVITES
Data Hora Loja Endereço Evento – Ordem do Dia
14.12.13 20h00 Grande Loja de Santa Catarina Campeche GLSC Coquetel de final de ano
18.12.13 18h30
ACADEMIA CATARINENSE
MAÇÕNICA DE LETRAS
Edifício APLUB – 12º
andar
ORDEM DO DIA – Edital
constante da edição do JB News
nr. 1.196 de 11.12.13
19.12.13 20h00
Loja Templários da Nova Era, 91 –
GLSC
Canasvieiras –
Florianópolis
Sessão Solsticial no Templo
20.12.13 20h00
Loja Templários da Nova Era, 91
GLSC
Condomínio Monte
Verde
Jantar Ritualístico Solsticial
28.01.14 20h00
Loja Alvorada da Sabedoria –
GOB/SC
Templo Albergue
Noturno –
Florianópolis
Palestra do Ir Edison Barsanti
(Grande Secretário de Cultura do
GOB-Brasília – Tema: “Os
Segredos da Maçonaria
Operativa”
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 16/18
Nelson Mandela: Ser ou não Ser:
"De acordo com Joseph Walkes em seu livro: "The History of the M.W. Prince Hall Grand Lodge of
North Carolina and Jurisdiction, 1864-2000", Págs. 268-272, Mandela foi feito um maçom "at sight"
pelo Grão-Mestre, William C. Parker Jr, em 28 de junho de 1990, enquanto o Mandela e sua esposa
Winnie estavam em turnê nos Estados Unidos. Imediatamente após, Mandela ser "feito", o GM
Parker nos termos da sua autoridade como Conservador da Maçonaria na Jurisdição da Carolina do
Norte, "fez" a esposa de Mandela, Winnie, um membro da Ordem da Estrela do Oriente. Além disso,
de acordo com Walkes no livro acima, houve um artigo no Masonic Journal no final de 1990,
anunciando a constituição da Loja Nelson Mandela e o Capítulo Nelson Mandela da Ordem da
Estrela do Oriente, em Soweto, África do Sul."
Então, com isso, ele sim é maçom, porem não foi iniciado como nós, ele foi feito maçom pelo Grão
Mestre da Época que tinha esta autoridade, e ele teve sim influencia em levar a maçonaria para a
África do Sul, e a fez, porem ele não é Grau 33, pois ele foi feito maçom e recebeu os Graus do
York, e não do REAA.
Já esta circulando também a foto em anexo dele vestido com a roupa do cavaleiro de malta, que
embora seja um grau maçônico, esta "honraria" ele recebeu da rainha da Inglaterra, então não é o
Malta da maçonaria, e sim um titulo de honraria britânico.
Espero ter respondido suas duvidas, e fique a vontade para compartilhar com quem quiser.
Abraços
.'. Gr.'. Secr.'. da Tecnologia da Informação Leandro Henrique Delamare Ferreira
TFA
Jorge Gouvea Mello Gr 33º VM
ARBLS Amor ao Trabalho do Rio 10 GOIRJ
Reuniões: As 19h30min - Segundas-feiras
Templo Nobre GOIRJ - Oriente de Olaria
Tel: 55 021 - 78145156
"Não ter compromisso com o amanhã, é esvaziar o significado do hoje"
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 17/18
Mensalão Templário
Do Ir Walter Celso Lima: Estou lendo "Templários" de Edward Burman, 9ª edição,Rio de Janeiro:
Nova Era, 2011. Deparei-me com o seguinte fato: (pag 109); Em 1188 criou-se na Inglaterra um
imposto para arrecadar dinheiro para uma nova cruzada. Este imposto, conhecido na época como
"dízimo de Saladino" (pois Saladino dominava Jerusalém) foi cobrado em cada paróquia pelos
cavaleiros templários ingleses. Um certo templário chamado Gilbert de Ogerston apropriou-se
indevidamente da maior parte do dinheiro arrecadado por ele, formando um "caixa 2". Foi
denunciado por paroquianos ao Grão Mestre Templário da Inglaterra, Geoffrey Fitz. Este fez uma
investigação comprovando o fato. O próprio Grão Mestre puniu Gilbert de Ogerston com "grilhões e
trabalhos forçados durante o dia", dormindo na prisão, durante 7 anos.
Vejam que entre templários já havia mensaleiros corruptos punidos com prisão em regime semi-
aberto. Isto há 825 anos. A história se repete.
Um GDE abç a todos. Mano Lima
1 –Como é que o cara faz isso ? Lá na Hofbräuhaus, em Munique !!!!
http://www.youtube.com/watch_popup?v=6a8Eimr-fm0
2 – Taj-Mahal Agra India
http://www.airpano.com/files/Taj-Mahal-India/2-2
3 – (Ir. Claudiomar Barcellos) Natal Luz em Gramado / Rio Grande do Sul / Brasil !!!!
Melhor assistir em tela cheia (com som):
Natal Luz em Gramado 2012 / 2013
http://www.youtube.com/watch?v=qUG0b-YjhiU
4 - Neve em Gramado, RS - 27/08/2013 (Ir Claudiomar Barcellos)
http://www.youtube.com/watch?v=EnkNCfTjlsA
5 - Filme Gospel O Outro Lado do Céu Dublado
http://www.youtube.com/watch?v=MPUNneKCRNo
JB News – Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 18/18

Jb news informativo nr. 1198

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    JB NEWSRede Catarinensede Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33 – jbnews@floripa.com.br Informativo Nr. 1.198 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Florianópolis (SC) sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 Índice: Bloco 1 - Almanaque Bloco 2 - Opinião: Mario Gentil Costa – “A Grande Viagem” Bloco 3 - IrPaulo Roberto On Line – Razões Históricas da Intervenção das Colunas Bloco 4 - IrWilliam Spangler – Réquiem Literário ao Irmão José Luiz Rocha Bloco 5 - IrCharles Evaldo Boller – Sentidos Humanos e Espiritualidade Bloco 6 - Destaques JB – Resenha Final Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet - Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Hoje, 13 de dezembro de 2013, 347º dia do calendário gregoriano. Faltam 18 para acabar o ano. Dia Cego e do Oculista; Dia do Marinheiro; Dia do Pedreiro e Dia Nacional do Forró Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos.
  • 2.
    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 2/18 Livros Indicados IR Walter Alves Noronha Toda renda da venda do livro R$ 10,00 cada, será totalmente revertida para duas obras sociais. Walter Alves Noronha Grão-Mestre Adjunto 27 9981-3884 eminenteglmees@waltercon.com.br 1 - almanaque
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 3/18  872 - É eleito o Papa João VIII.  1545 - Início do Concílio de Trento.  1294 - Papa Celestino V abdica do papado.  1865 - Guerra do Paraguai: o Paraguai declara guerra ao Brasil.  1939 - Batalha do Rio da Prata: o encouraçado-de-bolso alemão, Almirante Graf Spee, enfrenta 3 cruzadores britânicos, no litoral do Uruguai.  1962 - Tanzânia: o Tanganhica se torna independente da Inglaterra.  1963 - Espírito Santo: fundada a Associação Atlética São Mateus.  1968 - O governo brasileiro decreta o Ato Institucional nº 5 (AI-5), instrumento de abuso e perseguição aos civis.  1974 - Malta torna-se uma república.  1981 - O Clube de Regatas do Flamengo conquista o mundial de clubes, ao vencer o Liverpool Football Club da Inglaterra por 3x0.  1988 o Lei 7687/1988 efetiva a Polícia Militar do Distrito Federal do Brasil. o Mauritânia ratifica a Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial. o Promulgada no estado mexicano de Chiapas a Ley Orgánica del Poder Judicial.  1992 - O clube brasileiro São Paulo Futebol Clube conquista o mundial de clubes, ao vencer o Fútbol Club Barcelona da Espanha de virada, por 2x1.  2001 - Lançamento da cédula do Brasil: 2 reais.  2003 - Depois de vários meses sem paradeiro conhecido Saddam Hussein é localizado escondido das tropas aliadas num abrigo subterrâneo.  2007 o O jornalista e escritor Cícero Sandroni assume a presidência da Academia Brasileira de Letras. o Os líderes Europeus assinam em Lisboa, o Tratado de Lisboa. o O Senado Federal do Brasil rejeita a prorrogação da CPMF até 2011.  Dia do engenheiro avaliador e perito de engenharia - Brasil.  Dia da República em Malta (1974)  Dia do Cego e do oculista  Dia do Marinheiro  Dia do Pedreiro  Dia Nacional do Forró https://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11176.htm  Dia de Santa Luzia  Festa de Santa Luzia em Póvoa de Varzim  Suécia - Dia da deusa solar Lucina, de características similares à Santa Lúcia do catolicismo Brasil  Feriado municipal em Bicas, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia  Feriado municipal em Carangola, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia  Feriado municipal em Ibipitanga, Bahia - Festa de Santa Luzia, a padroeira da cidade.  Feriado municipal em Itamoji, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia  Feriado municipal em Mossoró, Rio Grande do Norte - Festa de Santa Luzia  Feriado municipal em Mesquita, Minas Gerais - Santa Luzia  Feriado municipal em Passa-Quatro, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia  Feriado municipal em Palma, Minas Gerais - Santa Luzia Eventos Históricos feriados e eventos cíclicos Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 4/18  Feriado municipal em Santa Luzia, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia, a padroeira da cidade.  Feriado municipal em Santa Luzia, Paraíba, Dia de Santa Luzia, a padroeira da cidade.  Feriado municipal em São Romão, Minas Gerais - Dia de Santa Luzia  Festa de Santa Luzia na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Santa Luzia, na cidade de Itaúna, centro-oeste de Minas Gerais.  Festa de Santa Luzia na cidade de Luís Antonio, São Paulo  Festa de Santa Luzia na cidade de Baturité, Ceará  Festa de Santa Luzia na cidade de Maracanaú - Luzardo Viana, Ceará Igreja Católica Dia de Santa Luzia 1797 Nasce Heinrich Heine () poeta alemão iniciado em Paris, na Loja “Les Trinisophes”. 1867 Nasce Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior, jornalista gaúcho, fundador do Correio do Povo e membro da Loja “Orientação”, de Porto Alegre. 1912 Nasce Luiz Gonzaga Nascimento, famoso compositor folclórico brasileiro, em Exu, Pernambuco. Em 1971, foi iniciado na Loja “Parapuan”, no Rio de Janeiro. 1952 Fundada a Loja “Campos Lobo” Nr. 1.310 (GOB/SC em Florianópolis 1982 Fundada a Loja “Padre Roma II” Nr. 34 (GLSC) em Florianópolis 1983 Fundada a Loja “Nova Aurora” Nr. 41 (GOSC) em Criciúma. Rádio Sintonia 33 e JB News. Música, Cultura e Informação 24 horas/dia, o ano inteiro. Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal. Acesse www.radiosintonia33.com.br fatos maçônicos do dia (Fontes: “O Livro dos Dias” do Ir João Guilherme - 17ª edição e arquivo pessoal)
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 5/18 A Grande Viagem Mario Gentil Costa - Florianópolis. Contato: magenco@terra.com.br http://magenco.blog.uol.com.br Marcos Gentili retornava, pela primeira vez, à pequena cidade onde nascera. 60 anos haviam transcorrido desde que a deixara para estudar num centro maior. Na ocasião, a decisão de partir em busca de horizontes mais promissores fora apoiada com entusiasmo pelos pais, que, abonados, não viram inconveniente, muito menos obstáculos em acompanhar o filho único na aventura. E lá se foi a família. Tudo deu certo. Marcos, um rapaz inteligente e bem formado, seguiu carreira de sucesso e se realizou. Com a morte dos pais e o patrimônio que herdou, viajou o mundo inteiro, acumulando um cabedal de cultura diferenciado. Nunca se casou. E aos 75 anos, sentia a ânsia contida e urgente de retornar ao cenário de sua infância e adolescência. Não teve dúvidas. Saudável e animado, decidiu voltar. Nem que fosse por alguns dias, para rever os amigos e namoradinhas que tivessem sobrevivido; para visitar o velho colégio onde estudara. Em suma, como dizia a si mesmo, para saldar uma dívida de gratidão com a cidadezinha que fora seu berço. Ao volante de seu Chrysler 300 M, vinha pela auto-estrada imaginando o que encontraria. Dava tratos à memória na busca de caras e de nomes. De repente, recordou-se de um professor que era dono de imensa cultura humanística. Suas aulas não eram meras aulas; eram conferências, lições de vida. O homem parecia saber tudo. Tentou adivinhar-lhe a idade e concluiu que, na época, não teria mais de 35 anos. Estaria ainda vivo? Fora ele que, com sua vasta sabedoria, lhe despertara o gosto pela leitura e pelo cultivo do pensamento independente. Quantas vezes o lembrara em suas excursões pelos museus da Europa, pensando: - O que diria o grande Achile Granato se estivesse aqui comigo? Certamente, discorreria sobre esta escultura como um profundo conhecedor. E, de repente, lhe ocorreu uma idéia inédita: - Se estiver vivo, vou convidá-lo a acompanhar-me na próxima viagem. Será a maneira mais concreta de lhe agradecer pelo importante papel que desempenhou na minha formação. Tomara que esteja ainda em condições de aceitar o convite, pois deve andar pela casa dos 90. Faltava pouco para avistar a seta que indicaria a estrada de acesso à cidadezinha. Gentili estava cada vez mais ansioso. Avistou-a do alto de uma colina. Lá estava a pracinha da Igreja Matriz. - Como era mesmo o nome do vigário? Não conseguiu recordar. Só lembrou a confissão em que, aos 13 anos, fora ameaçado com o fogo do inferno, se continuasse a pecar. Hoje, um ateu convicto, teve vontade de rir. Aliás, não reprimiu o desejo de dar uma sonora gargalhada, sozinho no carro. E foi chegando. Estava cada vez mais perto. Entrou na praça e estacionou. Olhou ao redor. Não conheceu ninguém nem foi reconhecido. O carro majestoso, esse sim, chamava a atenção dos passantes. Aproximou-se um garoto e lhe perguntou: - O senhor está procurando alguém? Eu conheço todo mundo por aqui. Posso lavar o carro? Está todo empoeirado. Marcos gostou do jeito do menino e resolveu prestigiá-lo: - Eu vou precisar de um hotel. Você conhece algum? - É pra já. Posso ir junto? - Claro. Embarque e me ensine o caminho. O garoto não perdeu tempo e, para a inveja dos concorrentes, que já haviam se aproximado, aboletou- se na poltrona de couro cinza e foi dizendo: - Pode tocar, chefe. É pertinho. Marcos, dirigindo devagar, foi apreciando os pequenos sinais de progresso que a velha cidadezinha havia experimentado. As ruas, embora estreitas, estavam asfaltadas. Um ou outro prédio de três a quatro andares ocupava o lugar das antigas casas térreas. E, à falta de assunto, resolveu indagar: - Qual é seu nome, amiguinho? - É Genuíno, mas eu não gosto. Então, inventei um apelido. É Geninho. Agora, pode virar à direita. Marcos obedeceu, e Geninho continuou: 2 - Opinião - A Grande Viagem - Mario Gentil Costa
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 6/18 - Como o senhor é gente fina, eu recomendo o melhor da cidade. É o Partenon Palace. Estamos quase chegando. - Você está estudando? - Estava, mas tive de parar para ajudar em casa. Minha mãe é viúva e tenho 3 irmãos menores. Um é paralítico. Marcos imaginou o drama. E decidiu: „vou ajudar este menino‟. Mas o momento não recomendava abordar a idéia, e ele foi adiante: - Você disse que conhece todo mundo... - Conheço mesmo. Pode perguntar. - Eu nasci aqui. Estou procurando um velho professor da minha infância. - Vai dizer que é o Sabe-Tudo? Surgia uma esperança. O apelido calhava. E Marcos, cauteloso, comentou: - No meu tempo, ele não tinha apelido... - Um apelido desses só se ganha com o tempo... – filosofou Geninho. Esse menino é esperto, concluiu Marcos, que emendou: - O nome dele, por caso, é... - É um nome esquisito: Aquiles Granato. „Então o velho está vivo! Que bom! Valeu a pena ter vindo‟ – foi o pensamento do viajante, que perguntou: - Geninho, você sabe onde ele mora? - Claro! Quem é que não sabe? Pode parar aqui. Chegamos. O hotel era um prédio novo, de quatro andares. Feito o registro, nosso hóspede subiu para tomar um banho e ligar para o mestre anunciando sua visita, enquanto Geninho dava ao Chrysler o tratamento prometido. Em seguida, rumaram para a casa do mestre. A expectativa de Gentili era indescritível, quando a porta da casa modesta foi aberta. Surgiu à frente do visitante um venerando ancião de bastos cabelos brancos, que foi logo exclamando: - Que bela surpresa! Vamos entrando. Estou um pouco surdo, mas quando ouvi seu nome ao telefone, me lembrei de tudo. Faz quanto tempo? - Sessenta anos, mestre! - Só isso? - Acha pouco? - Pra mim, foi ontem. Mas a que devo a honra de sua visita? - A uma série de razões, a principal das quais, uma compulsão inadiável de tentar retroceder no tempo. Confesso que estava meio preocupado... - Mais com o presente que com o passado... – deduziu o dono da casa – Decerto imaginou que eu tivesse morrido, pois só tenho 98 anos. Apesar disso, ainda recordo as conversas que tivemos e o seu interesse em aprender. - Até disso o senhor se lembra? – perguntou Marcos, surpreso. - Um professor não se esquece dos seus melhores alunos. E você foi um deles. Uma alegria difícil de conter estampou-se na fisionomia do visitante que, entretanto, escondia uma espécie de arrependimento nunca antes experimentado. Quanto tempo jogara fora! E não hesitou mais: - Mestre, em homenagem a esse nosso passado comum, quero lhe fazer um convite... - Convite? Que convite? - Quero convidá-lo a uma viagem pelos museus da Europa. O professor fechou os olhos, reprimiu a surpresa e a emoção que o dominavam e, depois de se recompor, retrucou, com dignidade: - Ora, meu caro, eu, por caso, tenho dinheiro pra isso? - E quem falou em dinheiro? O senhor será meu convidado. - Presumo que esteja falando sério... – retrucou o ancião com a voz embargada, emendando: - Estou tão comovido que, pela primeira vez, não sei o que dizer... - Então, mestre, não diga nada. Prepare sua trouxa. Eu estou no Hotel Partenon. Virei buscá-lo amanhã cedo. Partiremos tão logo possível. Duas lágrimas fugidias escorreram pela face do velho. E Gentili retornou ao hotel. Na manhã seguinte, quando saía para buscá-lo, soube que havia morrido. Dormindo Mario Gentil Costa – MaGenCo (2013)
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 7/18 Razões Históricas da Interversão das Colunas Este Bloco é produzido às sextas-feiras pelo Ir. Paulo Roberto VM da ARLS Rei David nr. 58 (GLSC) - Florianópolis Contato: prp.ephraim58@terra.com.br Paulo Roberto Procuraremos relatar, em poucas palavras, as razões que levaram a Grande Loja da Inglaterra a proceder, durante o século XVIII, a várias modificações e inversões ritualísticas. Estas modificações tiveram repercussão na Maçonaria francesa, que, na época, praticava o Rito da mesma forma que a Grande Loja inglesa, de quem o tinha recebido, e da qual dependia, na ocasião em que ostentava o título de “Ordem dos Franco-Maçons do Reino de França”. No ano de 1730, um maçom deveras necessitado, de nome Samuel Prichard, destituído de escrúpulos e observando a possibilidade de ganhar algum dinheiro, publicou uma obra intitulada “Masonry Dissected”, na qual eram revelados os segredos dos graus e os sinais de reconhecimento dos maçons. E, a fim de impedir que impostores profanos penetrassem nas Lojas, as autoridades da Grande Loja da Inglaterra determinaram várias alterações nos sinais, toques e palavras, tomando várias outras providências que tinham por fim a neutralização da Inconfidência de Prichard. Entretanto, em 1752, quando surgiu à dissidência dos “Antigos”, encabeçada por Laurence Dermott, este fez várias acusações à Grande Loja da Inglaterra, para justificar o seu movimento, e entre outras, a da “transposição dos modos de reconhecimento no primeiro e no segundo grau”. Assim, a palavra sagrada do Aprendiz passara a ser a do Companheiro e vice-versa. Os partidários de Dermott, tal como, já foi acima especificado, denominavam-se “Antigos”, afirmando que trabalhavam “conforme as antigas Constituições outorgadas por sua Real Alteza, o Príncipe Edwin, em York, no ano de 926”. E com muita audácia, embora sem veracidade, Dermott afirmou que os “Antigos” eram chamados Maçons de York “porque a primeira Grande Loja da Inglaterra tinha sido reunida em York, em 926, pelo príncipe Edwin...”. Por isto chamaram os maçons da Grande Loja da Inglaterra, surgida em Londres em 1717, de “Modernos”, porque obedeciam às novas Constituições estabelecidas em 1723. Com este mito surgiram as denominações de “Antigos” e “Modernos” para as duas facções da Maçonaria inglesa. Em 1762, os partidários de Dermott opuseram o Rito “Antigo”, ou de “York”, ao Rito “Moderno”, ou de “Londres”. Estas denominações passaram para a França, refletindo-se nos Ritos “Moderno” e “Escocês Antigo e Aceito”. O Rito praticado então na França era, por conseguinte, o mesmo Rito “Moderno” praticado pela Grande Loja de Londres, por isto que sofreu na França as mesmas inversões impostas às Lojas inglesas. Ao se processarem os entendimentos para a Unificação da Maçonaria inglesa, os maçons de York impuseram, como condição sine qua non para a fusão, o Ritual praticado pelos “Antigos”, que, torna-se necessário lembrar, gozava da preferência da grande maioria dos maçons ingleses. Desta forma, os rituais dos três primeiros graus foram revisados e adaptados às formalidades e cerimônias dos “Antigos”. 3 - Paulo Roberto - " on line " Razões Históricas da Intervenção das Colunas
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 8/18 A cerimônia de “Instalação dos Veneráveis” passou a ser aquela praticada pelos “Antigos”, foram oficializados os cargos de “Diáconos”, desconhecidos, até então, pelos “Modernos” ingleses e franceses, e suspensas todas as modificações introduzidas cerca de oitenta anos antes. E enquanto a Grande Loja da Inglaterra, com a intenção de acabar com a separação dos maçons ingleses, aceitava o Rito “Antigo de York”, o Grande Oriente de França continuava praticando em suas sessões o Rito “Moderno” de Londres. A Maçonaria norte-americana, mais religiosa e mais rígida, adotou com muita facilidade o Rito de “York”, que acabou se espalhando pelo mundo inteiro, graças à influência política inglesa. Ao mesmo tempo, também surgia na América do Norte o Rito de “Perfeição”, composto de vinte e cinco graus, vindo da França e que, além dos três graus simbólicos apresentava uma escada de vinte e dois outros, denominados escoceses. O Grande Oriente da França tinha repudiado os graus escoceses, após a reforma de 1772, praticando exclusivamente os graus simbólicos, como o fazia a Grande Loja da Inglaterra, antes da Unificação. Por conseguinte, ao ser fundado na América do Norte o Rito “Escocês Antigo e Aceito”, com a fusão dos vinte e cinco graus do Rito de “Perfeição” e mais oito que com muita audácia foram atribuídos ao Rei Frederico II da Prússia, o Ritual adotado por este Rito foi o dos “Antigos”. Como se nota, não houve qualquer preocupação por parte dos fundadores do Rito “Escocês” de diferençá-lo do Rito “Moderno” com “particularidades ritualísticas aparentes”. O novo Rito aceitava algumas cerimônias e peculiaridades do Rito de “York”, do Rito “Antigo”, misturadas com as peculiaridades e cerimônias escocesas provenientes da França, verdadeiro país de origem do Rito “Escocês Antigo e Aceito” em seu breve histórico. Logo, de acordo, com as pesquisas realizadas, são estas as razões consideradas históricas, que fizeram com que acontecesse, à interversão das Colunas no Rito “Moderno” e que por muitas e outras razões, o escritor Edouard E. Plantagenet, por certo ignorava.
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 9/18 Réquiem Literário ao Irmão José Luis Rocha Ir William Spangler M.M. ARLS União Diamantinense nº 205 Dezembro 2010 O Homem que sonhava estrelas. “Todos os homens são iguais. Não é o nascimento, mas sim a virtude, que os diferencia.” François-Marie Arouet (Voltaire) escritor, filósofo e Maçom francês. José Luiz Rocha foi menino nas ruas de Diamantina. Desde jovem começou a trabalhar ajudando seu pai. Tempos duros. As poucas diversões que podia ter eram simples como ir ao cinema, nadar nos regatos, passear na Capistrana ou jogar peladas na quadra da Cavalhada. Escondia seu velho tênis Bamba em uma caixa de sapatos debaixo da cama para que o pai não soubesse. Futebol era coisa de malandro. Mas ele resistia e esgueirava quando podia para encontrar os amigos e driblar os sonhos numa velha bola puída que teimava sempre em fazer gols. Era craque. Exibia lealdade aos adversários e os respeitava mesmo que a vitoria fosse sempre sua. Na derrota os cumprimentava. De maneiras simples que revelava um rasgo de timidez, Zé acompanhava os jogadores para tomar groselha e comer rolha de amendoim nas vendas como comemoração da vitória. Adorava o futebol e ouvia pelo rádio o seu Vasco da Gama jogar no Maracanã. Sofridas horas passadas que a voz do locutor Mario Vianna amenizava quando havia o gol salvador do time. Era destino. Implacável como uma finta de Garrincha, a vida lhe proporcionou a arte e a destreza de um gênio. Mas reservou-lhe a humildade de um monge. Agora Zé escondia debaixo da cama uma chuteira e o uniforme do time do Tejuco. 4 - réquiem literário ao irmão josé luis rocha Ir William Spangler
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 10/18 Nas tardes de Domingo eletrizava a torcida com seus dribles e gols que ficaram imortalizados pelas redes da história. E continuava sempre o mesmo Zé. Centerfour dos melhores, ele jogou com a nata dos atletas de sua época. Uma juventude inesquecível que embalava o rock-and-roll, assistia James Dean no Cine Trianon e tomava Hi-Fi para ir aos bailes com topetes de brilhantina. Sentimental, gostava da musica “Feitio de Oração” de Noel Rosa. Veio a Caixa Econômica Estadual e Zé tornou um dos seus melhores funcionários. Honrou até o ultimo dia a dedicação, amizade e o empenho no trato com os clientes e com os seus colegas. Mesmo Gerente, ele nunca modificou seu jeito alegre, companheiro e sereno de ser. A vida lhe ensinou a sabedoria e a virtude lhe emprestou a compreensão. Era um homem livre e de bons costumes. Um mestre que haveria mais de ensinar que aprender. Que haveria mais de iluminar que ser luz. Um companheiro que esta bela Atalaia do Norte chamada Diamantina gravaria em sua coluna de serras como uma imortal acácia amarela de saudade. Nada mais justo e perfeito que o homenagear com uma biblioteca. Deixou Ana Lélia. Amores eternos jamais morrem. Sua herança maior os filhos Mateus e Tobias. Os livros eram parte de sua vida. Lia-os como um sacerdócio. Amava-os como um Bibliotecário. Tinha por cabeceira o livro “ O Apanhador no Campo de Centeio” de JD Salinger. Um dia, ele me disse que “Os homens sábios deveriam sonhar como estrelas. Assim eles iluminariam o mundo com a sua sabedoria.”. Quem sabe, José Luis Rocha, você seja agora uma estrela. In Memorian José Luiz Rocha Já nasceste como aprendiz no templo da vida, Ornado Companheiro pela Estrela Flamejante, Sagrastes Mestre de formosa Acácia tão florida, Entre as colunas da Atalaia fraterna e Radiante. Livre e de bons costumes foi seu magno capitel, Uma pedra esculpida pelo mais profícuo cinzel, Imortal é tua memória como o orar de uma prece, Símbolo desta historia que te emoldura e te enobrece. Repousas hoje no limbo sublime do Oriente Eterno, Onde reluz no luminar da Abobada resplandecente, Como uma estrela de humildade e fulgor fraterno, Halos tão harmoniosos de sabedoria, força e beleza, Ao lado sereno do GADU em sua infinita grandeza.
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 11/18 Sentidos Humanos e Espiritualidade Ir Charles Evaldo Boller Curitiba Abstrato: Desligamento dos cinco sentidos naturais e desenvolvimento da espiritualidade para efeito de mudanças duradouras. Os sentidos humanos existem para possibilitar os relacionamentos com outras pessoas e a realidade por eles perceptível. As sensações de tato, paladar, audição, olfato e visão são utilizados de forma limitada na orientação das criaturas reclusas ao planeta Terra. O homem, devido sua capacidade racional mais desenvolvida, tem a capacidade de atingir a plenitude do sentir. Para tal, há necessidade de desligar os cinco sentidos, possível ao retirar-se para um local sem ruído e luz. É na escuridão e silêncio que os cinco sentidos humanos ficam sem alimento. Movimentos paralisam. Ficam apenas os pensamentos; é a meditação. Com a meditação é possível esvaziar a mente. Tal ação intencional e racional faz com que a percepção se volte para dentro de si. E é lá, neste mundo artificial criado pela mente que se abrem os olhos. São outros olhos e outro despertar. Ver esta luz desperta para realidades mais profundas. Percebe-se a espiritualidade, uma forma de energia que pode ser percebida e controlada. O homem evolui, num maior ou menor grau, para os conhecimentos intelectual e espiritual: O conhecimento intelectual é tudo o que é possível de ser medido, aferido, possuído ou disponibilizado mediante alguma técnica. Normalmente são operações de identificação da criação que o sujeito faz do objeto, da consciência e da linguagem; o conhecimento espiritual, em sentido lato, é a relação interna da consciência para consigo mesmo. Basicamente o resultado do conhecimento que o sujeito tem de si mesmo. Em sentido íntimo é o único conhecimento possível para as próprias verdades metafísicas. Algo como a visão que o espírito tem de si mesmo. É a percepção de que existe sempre em um dado objeto inseparável de si mesmo que a consciência tem de suas próprias vivências. O espírito é a constatação material de uma forma de energia que está encarnada no sujeito. Toda vez que a razão bloqueia o funcionamento dos sensores materiais, esvaziando a mente, a energia denominada alma, espírito, sopro de vida ou alento, conforme traduzido das mais diversas linhas de pensamento e culturas, penetra cada vez mais na matéria. Mistura-se. Forma unidade com ela. Com o exercício de esvaziamento o sujeito adentra a estados cada vez mais aprofundados de consciência. A manifestação física da substância sólida é outra forma de energia, só que hipoteticamente congelada devido sua frequência ondulatória manifestar-se em frequência tal que a torna perceptível aos sensores naturais. Bloquear os sensores naturais tem a função de afastar o sujeito da ilusão. A substância sólida é uma ilusão percebida pelos sensores naturais. Em sendo energia, a pessoa encontra dentro de si um vasto espaço, um universo em miniatura, semelhante ao grande universo que, de sua parte, também é energia. Tudo é energia e está energeticamente interligado! Tudo está amarrado por linhas de força. Tudo é, em essência, formado de espaço vazio. O nada! "A realidade é constituída de átomos esféricos e de vazio; não existe nada além de átomos e espaços vazios. O resto não passa de opinião". (Demócrito de Abdera), filósofo de nacionalidade grega. A afirmação que tudo é energia já foi intuída e é parte dos usos e costumes das culturas do sul da Ásia, onde, para indicar respeito e até veneração, as pessoas cumprimentam-se com as mãos postas em frente à testa, como se curvassem diante de um Deus ou pessoa santa, pronunciando a palavra "namastê"; significando: "o Deus que habita meu coração, saúda o Deus que habita teu coração". Traduzindo para a presente finalidade: a força ativa que anima meu coração, saúda o alento que habita em teu coração. Estou em você como você está em mim. Energeticamente somos um. 5 – sentidos humanos e espiritualidade Ir Charles Evaldo Boller
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 12/18 Em Maçonaria os adeptos são levados a reconstruir o templo que foi destruído, numa referência lendária a Zorobabel. O templo em verdade não é o histórico lugar misterioso e respeitável onde os judeus praticavam a adoração ao seu Deus Jeová, mas refere-se a um templo feito de carne e ossos: o próprio adepto. Interpretar literalmente a lenda histórica de Zorobabel de nada serve para alçar o homem a estados espirituais mais elevados. A razão do não entendimento subliminar da lenda reside na forma de organização e exploração definida pelo sistema humano de coisas, dada à alienação que consta da:  Consciência, que passa a considerar-se coisa;  Pessoa tornar-se estranha para si mesma;  Obrigatoriedade do trabalho;  Influência das tecnologias;  Frivolidade de entregar-se aos prazeres do instinto;  Fantasia;  Regra ou lei imposta que, de alguma forma, afasta o sujeito da vida natural. Submissos ao sistema criado pelo homem, os templos de carne ficam ao chão, ao nível do esquadro, na materialidade. A reconstrução do templo do maçom acontece a cada grau e está repleta de tensão e desespero. Implica em perigos. O pior inimigo está em si quando este se sabota e embota a coragem de mudar e de ser diferente. A busca da sabedoria para reconstruir implica em coragem para enfrentar a mudança. É precaver-se contra os inimigos internos e externos. Os agentes inimigos sabotam a capacidade e o incentivo às mudanças como: valor, firmeza e perseverança. Há necessidade do uso da espada com maestria. O órgão mais parecido com uma espada de dois gumes é a língua. Uma língua afiada corta em dois sentidos; é arma que serve tanto para o ataque quanto para a defesa. Defende o conhecimento intelectual de fazer frente às mudanças e ataca o pensamento aviltante de terceiros que visam escravizar as pessoas a dogmas; verdades impostas por decreto e longe da Iluminação. Com a trolha o maçom constrói a espiritualidade. Como a espiritualidade é encarnada é internamente que a ferramenta tem a capacidade de aplainar rugosidades, preencher os vazios da mente que é o próprio processo da vida. Na medida em que a mente evolui pelo uso da espada e da trolha, cresce a consciência espiritual. No passado considerava-se a mente como o aspecto da alma imaterial, ou espírito, sopro de vida, alento. Hoje, na visão da Teoria dos Sistemas Vivos, a mente deixou de ser coisa e passou a ser considerado um processo; comparável ao software que roda num hardware. A mente, o intelecto, corresponde a um conjunto de funções superiores da alma e da vontade. E o que é importante: é modificável! É esta capacidade que o maçom usa para modificar-se a cada grau que sobe e que introduzem na mente novos conhecimentos. Quando aumenta seu conhecimento intelectual, aplicado pelo uso da espada cresce também o seu conhecimento espiritual na aplicação da trolha. Por isso, todo maçom, para perseverar nas mudanças que resolveu em sua mente, tem a espada numa das mãos e a trolha noutra. São muitas as considerações que permitem afirmar e aceitar a existência da energia interna que muda a forma de ver o mundo e de relacionar-se com ele, de perceber que o mundo é como um imenso campo energético. Pode-se especular que o templo de carne é parte de um todo que funciona em sincronia de oscilações energéticas, algumas visíveis, mas em sua maioria invisíveis aos sentidos naturais. Daí a necessidade de desenvolver novas capacidades de percepção pela anulação dos sentidos naturais. Onde o esvaziar da mente promove a percepção daquilo que tem a capacidade de efetuar mudanças no mais íntimo do ser: a espiritualidade. O contato com energias desconhecidas e imperceptíveis aos sensores naturais leva à constituição de nova identidade. Um novo homem a cada mudança, a cada grau. É um processo que não tem fim. Depois de treinar a capacidade de reagir favoravelmente ao que cada grau que a Maçonaria pretende de seus adeptos, estes, treinados e suscetíveis a caminhar sozinhos, iniciam novas ligações mentais. Mesmo depois de alcançar o maior grau, o processo de multiplicação dos degraus da escada que ascende à espiritualidade continua. A mente está treinada. A escada propicia infinitas associações no caminho da Iluminação, vista pela primeira vez na cerimônia de iniciação do primeiro grau. Ritual e símbolo são sempre os mesmos, mas as suas interpretações evoluem de tempos em tempos dependendo apenas de perseverança no seu exercício.
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 13/18 O objetivo central de todos os graus da Maçonaria é o exercício de fortalecimento da espiritualidade. Da penetração da energia, do sopro da vida, cada vez mais fundo no campo energético que a pessoa é. Fortalece a capacidade de mudança na busca de contato com a essência daquilo que cada homem é. A espiritualidade pavimenta o caminho à religação com o divino ensinado pela religião que cada adepto segue. Justifica o fato de o maçom referir-se à divindade que existe dentro de seus irmãos por algo assemelhado a "namastê", o conceito Grande Arquiteto do Universo, o inominado, a energia com a qual cada criatura que pensa deseja religar-se. Bibliografia 1. ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, Dizionario di Filosofia, tradução: Alfredo Bosi, Ivone Castilho Benedetti, ISBN 978-85-336-2356-9, quinta edição, Livraria Martins Fontes Editora Limitada, 1210 páginas, São Paulo, 2007. 2. ALMEIDA, João Ferreira de, Bíblia Sagrada, ISBN 978-85-311-1134-1, Sociedade Bíblica do Brasil, 1268 páginas, Baruerí, 2009. 3. ANATALINO, João, Conhecendo a Arte Real, A Maçonaria e Suas Influências Históricas e Filosóficas, ISBN 978-85-370-0158-5, primeira edição, Madras Editora limitada., 320 páginas, São Paulo, 2007. 4. ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni, História da Filosofia, Antiguidade e Idade Média, Volume 1, ISBN 85- 349-0114-7, primeira edição, Paulus, 670 páginas, São Paulo, 1990. 5. BLASCHKE, Jorge, Somos Energia, o Segredo Quântico e o Despertar das Energia, tradução: Flávia Busato Delgado, ISBN 978-85-370-0643-6, primeira edição, Madras Editora limitada., 172 páginas, São Paulo, 2009. 6. GUIMARÃES, João Francisco, Maçonaria, A Filosofia do Conhecimento, ISBN 85-7374-565-7, primeira edição, Madras Editora limitada., 308 páginas, São Paulo, 2003. 7. HILL, Clive; BURNHAM, Douglas; BUCKINGHAN, Will, O Livro da Filosofia, tradução: Rosemarie Ziegelmaier, ISBN 978-85-250-4986-5, primeira edição, Editora Globo, 352 páginas, São Paulo, 2011.
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 14/18 Lojas Aniversariantes do GOB/SC Data Nome Oriente 12.12.96 FÊNIX DO SUL - 3041 Florianópolis 13.12.52 CAMPOS LOBO - 1310 Florianópolis 13.13.11 LUZ DO ORIENTE - 4173 Morro da Fumaça 16.12.96 A LUZ VEM DO ORIENTE - 3014 Castelo Branco 16.12.03 PHILANTROPIA E LIBERDADE - 3557 Brusque 17.12.96 LUZ DO OCIDENTE - 3015 Chapecó 17.12.96 PERSEVERANÇA - 3005 Florianópolis 20.12.77 XV DE NOVEMBRO - 1998 Caçador 28.12.96 LIVRE PENSAR - 3153 Piçarras 28.12.96 LUZ DE NAVEGANTES - 3033 (30/06/2010) Navegantes Lojas Aniversariantes da GLSC Data Nome Oriente 13/12 Padre Roma II São José 14/12 Montes de Sião Chapecó 29/12 Amizade ao Cruzeiro do Sul Joinville 6 - destaques jb Resenha Geral
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 15/18 Lojas Aniversariantes do GOSC Data Nome Oriente 13/12/1983 Nova Aurora Criciúma 18/12/1991 Obreiros da Paz Fraiburgo 20/12/2003 Luz Templária Curitibanos 22/12/1992 Ademar Nunes Florianópolis 21/12/1999 Silvio Ávila Içara LOJAS SIMBÓLICAS – SANTA CATARINA CALENDÁRIO DE ordens do dia – EVENTOS – CONVITES Data Hora Loja Endereço Evento – Ordem do Dia 14.12.13 20h00 Grande Loja de Santa Catarina Campeche GLSC Coquetel de final de ano 18.12.13 18h30 ACADEMIA CATARINENSE MAÇÕNICA DE LETRAS Edifício APLUB – 12º andar ORDEM DO DIA – Edital constante da edição do JB News nr. 1.196 de 11.12.13 19.12.13 20h00 Loja Templários da Nova Era, 91 – GLSC Canasvieiras – Florianópolis Sessão Solsticial no Templo 20.12.13 20h00 Loja Templários da Nova Era, 91 GLSC Condomínio Monte Verde Jantar Ritualístico Solsticial 28.01.14 20h00 Loja Alvorada da Sabedoria – GOB/SC Templo Albergue Noturno – Florianópolis Palestra do Ir Edison Barsanti (Grande Secretário de Cultura do GOB-Brasília – Tema: “Os Segredos da Maçonaria Operativa”
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 16/18 Nelson Mandela: Ser ou não Ser: "De acordo com Joseph Walkes em seu livro: "The History of the M.W. Prince Hall Grand Lodge of North Carolina and Jurisdiction, 1864-2000", Págs. 268-272, Mandela foi feito um maçom "at sight" pelo Grão-Mestre, William C. Parker Jr, em 28 de junho de 1990, enquanto o Mandela e sua esposa Winnie estavam em turnê nos Estados Unidos. Imediatamente após, Mandela ser "feito", o GM Parker nos termos da sua autoridade como Conservador da Maçonaria na Jurisdição da Carolina do Norte, "fez" a esposa de Mandela, Winnie, um membro da Ordem da Estrela do Oriente. Além disso, de acordo com Walkes no livro acima, houve um artigo no Masonic Journal no final de 1990, anunciando a constituição da Loja Nelson Mandela e o Capítulo Nelson Mandela da Ordem da Estrela do Oriente, em Soweto, África do Sul." Então, com isso, ele sim é maçom, porem não foi iniciado como nós, ele foi feito maçom pelo Grão Mestre da Época que tinha esta autoridade, e ele teve sim influencia em levar a maçonaria para a África do Sul, e a fez, porem ele não é Grau 33, pois ele foi feito maçom e recebeu os Graus do York, e não do REAA. Já esta circulando também a foto em anexo dele vestido com a roupa do cavaleiro de malta, que embora seja um grau maçônico, esta "honraria" ele recebeu da rainha da Inglaterra, então não é o Malta da maçonaria, e sim um titulo de honraria britânico. Espero ter respondido suas duvidas, e fique a vontade para compartilhar com quem quiser. Abraços .'. Gr.'. Secr.'. da Tecnologia da Informação Leandro Henrique Delamare Ferreira TFA Jorge Gouvea Mello Gr 33º VM ARBLS Amor ao Trabalho do Rio 10 GOIRJ Reuniões: As 19h30min - Segundas-feiras Templo Nobre GOIRJ - Oriente de Olaria Tel: 55 021 - 78145156 "Não ter compromisso com o amanhã, é esvaziar o significado do hoje"
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    JB News –Informativo nr. 1.198 – sexta-feira, 1 de dezembro de 2013. Pág. 17/18 Mensalão Templário Do Ir Walter Celso Lima: Estou lendo "Templários" de Edward Burman, 9ª edição,Rio de Janeiro: Nova Era, 2011. Deparei-me com o seguinte fato: (pag 109); Em 1188 criou-se na Inglaterra um imposto para arrecadar dinheiro para uma nova cruzada. Este imposto, conhecido na época como "dízimo de Saladino" (pois Saladino dominava Jerusalém) foi cobrado em cada paróquia pelos cavaleiros templários ingleses. Um certo templário chamado Gilbert de Ogerston apropriou-se indevidamente da maior parte do dinheiro arrecadado por ele, formando um "caixa 2". Foi denunciado por paroquianos ao Grão Mestre Templário da Inglaterra, Geoffrey Fitz. Este fez uma investigação comprovando o fato. O próprio Grão Mestre puniu Gilbert de Ogerston com "grilhões e trabalhos forçados durante o dia", dormindo na prisão, durante 7 anos. Vejam que entre templários já havia mensaleiros corruptos punidos com prisão em regime semi- aberto. Isto há 825 anos. A história se repete. Um GDE abç a todos. Mano Lima 1 –Como é que o cara faz isso ? Lá na Hofbräuhaus, em Munique !!!! http://www.youtube.com/watch_popup?v=6a8Eimr-fm0 2 – Taj-Mahal Agra India http://www.airpano.com/files/Taj-Mahal-India/2-2 3 – (Ir. Claudiomar Barcellos) Natal Luz em Gramado / Rio Grande do Sul / Brasil !!!! Melhor assistir em tela cheia (com som): Natal Luz em Gramado 2012 / 2013 http://www.youtube.com/watch?v=qUG0b-YjhiU 4 - Neve em Gramado, RS - 27/08/2013 (Ir Claudiomar Barcellos) http://www.youtube.com/watch?v=EnkNCfTjlsA 5 - Filme Gospel O Outro Lado do Céu Dublado http://www.youtube.com/watch?v=MPUNneKCRNo
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