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JB NEWSRede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal
www.radiosintonia33.com.br – jbnews@floripa.com.br
Informativo Nr. 1.228
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Loja Templários da Nova Era nr. 91
Reuniões: quintas-feiras às 20h00 –
(Em recesso. Retorno: 06.03.14)
Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Florianópolis (SC) domingo, 12 de janeiro de 2014
Índice:
Bloco 1 -Almanaque
Bloco 2 -Opinião: Ir Leonel Ricardo de Andrade - GM da GLMMG “O Brasil precisa de fato começar a
ser um país de todos.”
Bloco 3 –IrJoão Ivo Girardi – Monges e Guerreiros - VI e última Parte
Bloco 4 –IrAquilino R. Leal – Férias Maçônicas – Uma vagabundagem Tupiniquim...
Bloco 5 - Ir Eleutério Nicolau da Conceição: “A Operação Triângulo”
Bloco 6 - Ir Pedro Juk – Perguntas & Respostas – ( do Ir André Luiz Arantes Monteiro -
Procedimentos do Cobridor ) )
Bloco 7 - Destaques JB - (hoje com o Desafio nr.20 e versos do Poeta e Irmão Sinval Santos da Silveira)
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet - Colaboradores
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br
Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião
deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
12 de janeiro de 2014.
É o 12º. dia do Calendário Gregoriano. Faltam 353 para acabar o ano e 151 para início da Copa do Mundo.
Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 2/28
 1431 – Tem início, em Rouen, o processo contra Joana d'Arc, acusada de bruxaria.
 1616 – Fundada a cidade de Belém do Pará por Francisco Caldeira Castelo Branco.
 1759
o Processo dos Távora: é proferido o veredicto: os acusados da Casa dos Távora são considerados
culpados.
o Sebastião José de Carvalho e Melo, Secretário de Estado do rei D. José I, manda explulsar os Jesuítas de
Portugal.
 1807 – Parte da cidade de Leyden, nos Países Baixos, é destruída pela explosão de um navio mercante com carga
de pólvora.
 1816 – Toda família Bonaparte é afastada da França por lei do governo francês.
 1822 – Proclamação da Independência da Grécia no congresso de Epidauro.
 1836 – Fundação do Condado de Will.
 1861 – Criação da Caixa Econômica Federal.
 1862 – Fundação da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.
 1865 – Marquês de Caxias assume o comando supremo dos aliados na Guerra do Paraguai
 1865 – Ocupação da Guiana Francesa por tropas brasileiras
 1896 – O médico Henry Louis Smith fez o primeiro exame de raios X. Ele deu um tiro na mão de um cadáver e o
exame mostrou a bala alojada no corpo.
 1909 – Governo turco aceita a proposta austríaca de renunciar seus direitos sobre a Bósnia e Herzegovina por
trocas de compensações financeiras.
 1915 – O Congresso norte-americano rejeita a proposta de ceder o direito do voto às mulheres do país,
posteriormente uma emenda constitucional deu esse direito às mulheres.
 1923 – Lançada a revista Time, nos Estados Unidos, de grande difusão atualmente.
 1926 – Abraham Serfaty, político marroquino, é exilado por se opor ao regime de Hassan II.
 1942 – II Guerra Mundial – Japão declara guerra às ilhas orientais holandesas, após ser invadido em Celebes e
Bornéu.
 1946 – A ONU cria o Conselho de Segurança.
 1948 – O Supremo Tribunal americano declara a igualdade de educação para brancos e negros.
 1950 – A União Soviética reintroduz a pena de morte no país, para crimes de traição, espionagem e sabotagem.
 1952 – A Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, admite o primeiro estudante negro.
 1953 – Entra em vigor a nova Constituição da Iugoslávia. Tito é proclamado presidente da República.
 1960 – Primeira reunião dos países da EFTA, em Paris
 1966 – Estreou na rede americana ABC o seriado de TV Batman, que ficou famoso pelos recursos visuais
onomatopéicos (?Crash!?,?Zapft!?,?Pow!?), que ilustravam as lutas do heróis.
 1970 – Grandes inundações e enchentes atingem a Espanha pelo transbordamento dos rios Ebro, Tajo.
 1974 – Eclode uma rebelião militar na Etiópia.
 1984 – A equipe que trabalhava na restauração das Pirâmides de Gizé desistiu de usar métodos modernos, que
não funcionavam, e passou a usar os métodos empregados pelos egípcios há milênios.
 1988 – Nascem, em Michigan, Estados Unidos, os primeiros quíntuplos de proveta do mundo, através de parto
cesariana.
 1990 – A Romênia é a primeira nação da Europa Oriental a banir o Partido Comunista no país.
 1991 – O presidente americano George Bush é autorizado pelo Congresso dos Estados Unidos a atacar o Iraque
na Guerra do Golfo. A invasão do Kuwait fez com que o Conselho de Segurança da ONU impusesse um boicote
econômico ao Iraque. Em resposta, Saddam Hussein ordenou a prisão dos estrangeiros.
 1995 – O primeiro-ministro do Japão, Tomiichi Murayama, renuncia.
 1998 – 19 países europeus firmam em Paris, o protocolo do Conselho da Europa que proíbe a clonagem de seres
humanos, o primeiro texto jurídico internacional sobre esse assunto.
 1998 – Nasceu o computador HAL, de acordo com o roteiro de 2001: Uma Odisséia no Espaço.
 2005 – Lançamento da sonda espacial Deep Impact.
 2006
1 - almanaque
Eventos Históricos - Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 3/28
o Mehmet Ali Ağca, o homem que atirou contra o papa João Paulo II em 1981, foi libertado de uma prisão
turca.
o Elevação do Vale do Aço à categoria de região metropolitana.
 2010 – Terremoto de 7,3 graus na escala de Richter provoca uma grande destruição no Haiti, causando cerca de
120 000 mortes.
Dia de São João de Ravena e São Modesto – santos da Igreja Católica.
1840 Os “farrapos” que haviam abandonado Laguna com um contingente de 450 homens, sob o comando do coronel
Teixeira e do capitão-tenente José Garibaldi, são batidos na localidade de Forquilhas, no município de
Curitibanos, pelas forças legais do coronel Antonio Melo Albuquerque. Na ocasião a companheira Anita, foi
feita prisioneira, evadindo-se posteriormente.
1860 Morre, em São José, o padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro. Em 1839 foi eleito vice-presidente da
República Catarinense, instalada em Laguna, tendo assumido a presidência face ao impedimento do presidente
eleito.
1729 Nasce Edmund Burke, político e escritor britânico, notável pelo idealismo e veemência na defesa dos
oprimidos. Pertencia à Jerusalém Lodge nº 44.
1857 Fundada a Grande Comanderia de Cavaleiros Templários - Rito de York da Pennsylvania cujas origens
remontam a 1797
1865 União da Grande Loja Nacional com o Grande Oriente da Venezuela, ambos de 1838, formando o Grande
Oriente Nacional da Venezuela.
1884 Consagrada a Loja Quatuor Coronati nº 2076, de Londres, a primeira Loja de Pesquisas do mundo.
feriados e eventos cíclicos
Históricos de santa catarina:
fatos maçônicos do dia - Fonte: O Livro dos Dias (Ir. João Guilherme) e acervo pessoal
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Reflexão para 2014 –
O Brasil precisa de fato começar a ser um país de todos.
Irmão Leonel Ricardo de Andrade
GLMMG
Prezado Irmão,
O ano de 2014, por tudo que temos e iremos vivenciar no Brasil, carece de uma profunda reflexão acerca de
responsabilidades e papéis, tanto sob o ponto de vista individual como institucional.
A pátria de chuteiras irá realizar uma copa do mundo de futebol em 2014, cujos estádios e parte da
“infraestrutura” custarão algo em torno de 25,5 bilhões de reais (10,5 bilhões só com as arenas de futebol e
estruturas relacionadas à elas). Acreditar que são os patrocinadores que bancarão e exaltar que o que
importa é o legado da copa, os aeroportos por exemplo, é uma infantilidade sem tamanho. Segundo
informações, a FIFA vai sair com um lucro líquido e certo na ordem de 10 bilhões de reais - o que será
possível graças à isenção de impostos e diversas outras “concessões” e “exceções” feita pelo governo
brasileiro. Será que a seleção brasileira de futebol vai vencer a copa? Será que existem cartas marcadas? O
“povo”, que venera e ama o time nacional, aceitará um fracasso futebolístico, especialmente em ano eleitoral?
Qual seria o preço de uma “catástrofe” como essa? Será que teremos mais algum custo para sermos
“campeões”? Espero que não.
Eis que precisamos então refletir sobre muitas coisas, dentre as quais:
- as mais de 45 mil mortes anuais nas estradas e ruas brasileiras, isso para não falar nas pessoas que
morrem tardiamente e das milhares de outras que ficam permanentemente sequeladas;
- a violência urbana e, rural e geral, com dezenas de milhares de mortes todos os anos e de forma cada vez
mais aterradora e crescente;
- a inversão articulada de valores e de princípios de cidadania, de família, de respeito...
- as centenas de milhares de mortes nas filas dos hospitais públicos;
- a educação pública cada vez mais ineficente e precária em todos os níveis;
- as inundações que a cada ano alagam e devastam diversos cidades de nosso país, ceifando vidas e
afogando os sonhos de centenas de milhares de pessoas que assistem, sem a menor possibilidade de
reação, suas casas e empresas serem destruidas em questão de segundos para, depois, de forma
humilhante, viverem da piedade alheia como sobrevivem hoje milhares de capixabas e mineiro;
- entre tantos outras mazelas, desvios de conduta ética e moral, corrupção e impunidade sem limites.
Acerca de um sistema tributário perverso que retira do bolso de quem trabalha para financiar a
malandragem instituida, com o objetivo principal de manter corruptos no poder.
2– opinião – ( Reflexão para 2014 – O Brasil precisa de fato começar a ser um País de
todos - Artigo do Irmão Leonel Ricardo de Andrade
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 5/28
Janeiro esta aí e já vivenciamos o eterno recomeço da “derrama”: IPTU, IPVA, Imposto de Renda...
Que Deus nos acuda? Não, pois precisamos sim é de disposição para tomarmos atitudes!
Falando nisso, quem é que hoje em dia sai de casa pela manhã, seja para trabalhar, estudar ou fazer uma
atividade honesta qualquer, convicto de que vai retornar em perfeitas condições físicas e mentais ao final do
dia? Quem é que entra hoje em um caixa eletrônico de um banco sem o medo de ser assaltado, sequestrado
ou quem sabe explodido junto com ele?
Quem é que fica tranquilo quando um filho ou um neto sai no final de semana para “curtir a noite” com os
amigos?
Pois bem, ouço todos os dias que precisamos de mudanças e leio diuturnamente manifestos de indignação
de todos os lados. Onde está a saída para tudo isso, eis a questão?
Na Maçonaria? No Grão Mestrado?
A resposta é Não.
Quem seria então o agente de transformação social capaz de ajudar escrever uma história diferente da
que vem sendo escrita nos dias atuais?
Não é ninguém mais do que você que me lê: o cidadão, o trabalhador, o pai, o Educador.
Ou cada um começa a despertar-se como cidadão, tomando atitudes firmes ou seremos tão somente o país
do eterno recomeço, onde a politicagem e a ideologia partidária continuarão dando as cartas para que poucos
ditem as regras aos demais, ou seja para quem trabalha e produz. Portanto, mudar esse estado de coisas
está nas mãos e na consciência de cada cidadão, trabalhador, pai, esposo, filho, Maçom...
Urge que comecemos a pensar nisso, já no âmbito de cada unidade maçônica, ou seja, no Seio das Lojas:
- a que viemos?
- quem apresentamos e a quem iniciamos no Seio da Maçonaria?
Ser Maçom é estar disposto e decidido em servir e não simplesmente intencionado em receber.
- enfim, que demandas e solicitações pessoais encaminhamos diuturnamente à Loja e ao Venerável Mestre e
ou à Grande Loja e ao Grão-Mestre? Elas são necessárias e justas?
“Primeiro, diga a si mesmo o que você deveria ser; depois, faça o que tem que fazer”.
(Epicteto – 55 a 135 d.C.)
Busquemos respostas de uma forma concreta e saindo do discurso, pois de nada adianta a continuidade de
falas inflamadas, seja onde for, em defesa de interesses individuais ou de grupos reservados.
As respostas, Caro Irmão, somente serão encontradas na ousadia em fazermos aquilo que precisa ser feito.
É por isso que tentar é preciso.
Um Tríplice e Fraternal Abraço e um ano de 2014 com muita disposição para o trabalho,
Leonel Ricardo de Andrade
Grão-Mestre GLMMG
landrade33@netsite.com.br
Leonel@glmmg.org.br
(34) 9926-0891
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 6/28
O autor, Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br é da Loja
“Obreiros de Salomão” nr. 39 Blumenau). Esta é a sexta e
última parte de “Monges e Guerreiros” extraída de sua obra
intitulada “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite”.
MONGES E GUERREIROS (VI e Última Parte)
Monges e Guerreiros João Guilherme Ribeiro
Revista Astréa 23 Julho 2008/Fevereiro 2009
Rumo ao mar: Em 1419, o Rei D. João I nomeou seu terceiro filho, Henrique, governador do Algarve e, no
ano seguinte, mestre da Ordem de Cristo, o que obrigava-o, aos 26 anos, a uma vida de celibato - mas, por
outro lado, trazia-lhe rendimentos para financiar suas expedições. 78
Henrique estabeleceu-se na vila de
Lagos, perto do promontório de Sagres, e atraiu para lá cartógrafos, matemáticos, astrônomos (e astrólogos,
também), pilotos e marinheiros experimentados, construtores de embarcações. Sagres nunca foi uma escola,
no modelo das universidades de hoje, com currículos formais, mas reunia a nata dos sábios das ciências
aplicadas da época. Eles vinham e partiam, deixando suas contribuições. Eram portugueses, espanhóis,
judeus, árabes, italianos. Com esses homens como livres docentes, o Príncipe organizou a primeira escola de
navegação da Europa, tendo como tarefa estabelecer a navegação oceânica como uma ciência exata. 79
O
principal assessor de D. Henrique foi Jehuda Cresques, judeu catalão, filho e continuador da obra de
Abrahão Cresques, o brilhante cartógrafo [...] autor do célebre Atlas Catalão, feito em 1375-77. 80
Àquela
época, essa tolerância só seria mesmo possível em Portugal. Uma epopéia se seguiu, desde que Gil Eanes
navegara para o sul e, na segunda tentativa, fora além do Cabo Bojador e voltara triunfante da terra onde
quem ia nunca mais era visto. Essa epopéia culminaria com a descoberta do caminho marítimo para as
Índias, em 1497, por Vasco da Gama, e a descoberta do Brasil, em 1500, por Pedro Álvares Cabral. Gil
Eanes, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e muitos outros navegadores portugueses tinham outro elo em
comum com o seu Príncipe: eram Cavaleiros da Ordem de Cristo, legítima sucessora dos Templários, cujas
naus e caravelas ostentavam a cruz vermelha dos Templários, sobre a qual está a cruz branca da inocência.
Portugal é um país Templário. E o mesmo pode ser dito de seu filho mais ilustre, o Brasil, que também
ostentou no seu brasão imperial, como que para provar essa descendência, a mesma cruz.
Onde está a conexão: A essa altura, você estará perguntando o que aconteceu com aquela história do mito
Templário na Maçonaria. Onde é que está a tal conexão? O livro a que nos referimos, The Temple and the
Lodge (O Templo e a Loja), de Michael Baigent e Richard Leigh, costurou, de forma habilidosa, uma
alternativa para um início dos Templários na Escócia, depois que a Ordem foi dissolvida na França. Lá,
afirmam que os Templários ajudaram o Rei Robert Bruce a derrotar as tropas de Edward II, Rei da Inglaterra
na batalha de Bannockburn, em 24 de junho de 1314, dia de S. João, um dia especial para os Templários.
(81) Os autores Baigent e Leigh tiveram sua atenção despertada para a presença dos Templários na Escócia
por causa da quantidade de lápides com característica espada reta dos cavaleiros, idêntica às que haviam
3 - Verbete da Semana - váde-mecum maçônico ""Do Meio-Dia à Meia-Noite":
Monges e Guerreiros ( VI e última parte) – Ir João Ivo Girardi
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 7/28
encontrado na França, Espanha, Alemanha, Itália e Inglaterra. Esse foi o ponto de partida para uma
investigação que produziria um dos maiores best-sellers sobre as origens da Franco-Maçonaria, O Templo e
a Loja. Com sua franqueza habitual, eles declaram que historiadores - especialmente historiadores Maçônicos
- têm há muito tentado provar ou desaprovar, definitivamente, a sobrevivência dos Templários na Escócia,
depois que a Ordem foi oficialmente suprimida em outros lugares. Mas esses historiadores têm procurado na
documentação, mas não no solo. Não é surpresa que não tenham encontrado evidências conclusivas que sim
ou que não, porque a maior parte da documentação relevante foi perdida, destruída, suprimida, falsificada ou
deliberadamente desacreditada. Eles traçam a integração dos Templários com diversas famílias importantes
escocesas, através das quais se perpetuaria a tradição Templária, que alcançaria os tempos modernos
através dos Scots Guards, guarda pessoal dos Reis de França, talvez a mais genuína de todas as instituições
neo-Templárias. (82) Outro ponto que eles destacam é a Capela de Rosslyn, perto de Edinburgh, riquíssima
tanto em conotações com o ritual simbólico Maçônico quanto pelas ligações com a família Sinclair ou Saint
Clair, tão intimamente ligada à Franco-Maçonaria. Foi William Sinclair quem fez lançar suas fundações, em
1446. (83). Outro nome famoso entre Maçons, Kilwinning, (84) aparece ligado aos Sinclair - lá Henry Sinclair
foi bispo em 1541. E outro William St. Clair foi o primeiro Grão-Mestre da Grand Lodge of Scotland (Grande
Loja da Escócia), em 1736. Há ainda uma outra evidência. Em 1689, na batalha de Killiecrankie, morre John
Claverhouse, Visconde de Dundee, aparentado com os Stuarts. Ele ostentava, segundo testemunhas
insuspeitas, a Grande Cruz Templária. De acordo com o historiador inglês A. E. Waite, se uma Grande Cruz
do Templo foi comprovadamente encontrada no corpo do Visconde Dundee, é certo que a Ordem do Templo
havia sobrevivido ou teria sido revivida em 1689. (85)
Absolvição tardia, mas definitiva: Bárbara Frale, historiadora italiana especializada em história medieval,
descobriu em 2001 os documentos referentes do processo contra os Templários, que jaziam adormecidos,
arquivados incorretamente nos quilômetros de estantes dos Arquivos Secretos do Vaticano. Com a
descoberta do chamado Pergaminho de Chinon (o castelo onde se deu o julgamento), viu-se que o papa
Clemente V havia absolvido os Cavaleiros da acusação de heresia, embora não de violência e outros abusos
e atos pecaminosos, considerados delitos menores pela Igreja. Segundo a excelente reportagem de Flávio
Henrique Lino, em O Globo de 27 de outubro de 2007, no pergaminho os cardeais que interrogaram o grão-
mestre da ordem, Jacques de Molay, deixam claro que ele cuspiu ho chão e renegou Deus somente com
palavras e sem intenção. Para muitos historiadores, o ritual era apenas uma forma de o cavaleiro iniciado
provar sua fidelidade total à Ordem e se preparar para o caso de ser feito prisioneiro dos muçulmanos,
quando teria de renegar a religião cristã para preservar a vida”. Como vimos anteriormente, a valentia, a
habilidade e a ferocidade dos Templários os marcava especialmente para o extermínio se capturados. Com
efeito, a única saída era renegar a fé cristã. As atas do Processus contra templarios foram editadas em 800
cópias de uma versão de luxo. Assim, em 2007, o Vaticano absolve a Ordem dos Templários das
horríveis acusações que pesavam sobre ela. Mas, ainda citando a reportagem de Flávio Henrique Lino, o
que ficou registrado na memória da posteridade foram as centenas de execuções de Templários condenados
por heresia na fogueira, além da culpa implícita que o fechamento da Ordem deixava no ar. De alguma forma,
ao menos entre os Maçons, esta absolvição ocorrera muito antes de Ramsay. Talvez até porque, de alguma
forma, os detalhes fossem conhecidos pela tradição oral. Porque, certamente, a Fraternidade Maçônica, com
seus altos princípios, não teria aceito esta associação com os Templários se não desconsiderasse tais
acusações.
Os Templários nos Altos Graus: Os Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, em sua forma moderna,
são divididos em quatro séries, cada uma com um Corpo diferente como responsável. A terceira série, do 19º
ao 30º Grau, está sob a responsabilidade do Conselho de Kadosh, palavra hebraica que significa sagrado.
Pois o ritual de Kadosh introduz uma inovação considerável: ela coloca os Franco-Maçons como sucessores
dos Templários e confia ao Grande Eleito, colocado no cimo da pirâmide hierárquica, a missão de vingá-los e
de consumar sua obra interrompida. [...] Mas, assim o constatamos, a idéia já estava no ar em Paris, em
1737, e veremos a lenda Templária tomar corpo bem mais tarde na Alemanha e em Metz. (86) O livro O
Templo e a Loja restaura algo da perdida credibilidade de outra evidência. A Ordem da Estrita Observância,
criada por um nobre alemão, Karl Gottlieb von Hund, foi a grande disseminadora da idéia da origem
Templária da Franco-Maçonaria entre os Maçons. Hund afirmava ter sido iniciado em uma Loja Templária em
Paris, em 1742, e ter sido apresentado ao Jovem Pretendente Stuart, Charles Edward, supostamente o
Grão-Mestre secreto de toda a Franco-Maçonaria (!), a quem os membros dessa nova Maçonaria prestavam
inquestionável e inabalável obediência. Embora Hund tenha jurado a veracidade de suas palavras até o
último dos seus dias, a Estrita Observância acabou desacreditada. Baigent e Leigh encontraram
evidências dos partidários dos Stuarts com a Estrita Observância. Eles não têm dúvidas de que o Conde de
Eglinton, Alexander Montgomery, outra das famílias escocesas com ligações com os Templários, teria sido o
misterioso personagem que Hund confundira com o Príncipe. Este mesmo Montgomery foi um dos signatários
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 8/28
do atestado de óbito de Michael Andrew Ramsay... Assim, em termos simplistas, os Templários, ao
sobreviver na Escócia, teriam repassado suas tradições às grandes famílias escocesas, cujos filhos não
primogênitos, ao servir nos Guardas Escoceses, teriam levado à França, para onde iriam os Stuarts
destronados com sua Maçonaria Jacobita e cristã no exilio. Lá, Von Hund foi iniciado e teria incorporado boa
parte dessa tradição em sua Ordem da Estrita Observância, que daria origem aos Graus Kadosh, parte
importante do Rito Escocês Antigo e Aceito e dos Cavaleiros Templários do Rito de York. Como dissemos no
início, estamos vendo que aspectos novos sacudiram as velhas teorias, tornando-as atraentes para um
reexame. As comunicações estão mudando o mundo numa velocidade que cresce geometricamente. Mas o
estudo sério necessita amadurecimento. Por mais fascinantes que sejam, as idéias têm um período de
maturação. Se jamais será provada a contento essa conexão Templária, não é possível afirmar. Apenas
diríamos que, para uma idéia repetidamente desacreditada, hoje ela parece menos absurda, merecendo mais
o beneplácito da dúvida do que o desprezo preconceituoso.
Nada é definitivo, em História: Entretanto, do mesmo modo que a pesquisa farmacêutica, muitas tentativas
darão em nada. Um caminho que se mostrava promissor pode acabar num beco sem saída. Veremos os
sérios e os charlatães, os crédulos e os céticos, os extremados e os cautelosos, cada qual com seu motivo ou
interesse. Assim foi no passado e assim será no futuro, porque o homem continua sendo o mesmo, com as
mesmas ambições e as mesmas imperfeições, apesar de todo progresso tecnológico. Não sabemos ao certo
qual será a face da Ordem amanhã. Mas enquanto o homem for homem, lá estarão seus anseios e seus
ideais - e lá, certamente, estará a Franco-Maçonaria, apesar de todas as dificuldades. Porque não são
simples pedras que constroem seus Templos. São feitas de Ideais, esquadrejadas pela Paciência,
suavizadas pela Tolerância, colocadas com Retidão, firmadas pela Verdade e cimentadas pelo Amor
Fraterno. Enquanto o homem for homem, amará a Liberdade, seja qual for o preço a pagar. Porque a
compreensão do que seja a Liberdade e o preço que ela exige, essa é a maior dádiva da Franco-Maçonaria.
Notas & Referências:
(78) Os Grandes Exploradores de Todos os Tempos, Seleções do Reader‟s Digest, 1980
(79) Prince Henry, the Explorer Who Stayed Home, Alan Villiers, in National Geographic, vol118, nº 5, 1960
(80) A Viagem do Descobrimento, Eduardo Bueno, Objetiva, 1998
(81) A infantaria escocesa estava organizada em quadrados formados por homens armados de longas lanças
ou piques, apoiados no chão e voltados para fora, que a cavalaria inglesa não conseguira romper. Foi
precisamente com essa formação, chamada schilltrom, que os cidadãos de Flandres derrotaram o exército de
Filipe IV em Courtrai, na batalha das Esporas de Ouro, em 1302. Os escoceses tinham muitas ligações com
Flandres e a Champagne. E os Templários também.
(82) Michael Baigent e Richard Leigh, op. cit.
(83) Michael Baigent e Richard Leigh, op. cit.
(84) Kilwinning, sem dúvida um dos nomes mais destacados da Maçonaria da Escócia, nasceu como uma
abadia, fundada por Hugh de Morville, em 1140, na qual se diz ter havido uma loja operativa desde o século
XV. Esta loja aparece em segundo lugar nos Estatutos de Schaw, de 1599. Hoje, a Mother Kilwinning Lodge
aparece na relação da Grande Loja da Escócia com o número 0.
(85) A New Encyclopaedia of Freemasonry, Arthur Edward Waite, Wings Books, 1970
(86) Histoire des Rituels des Hauts Grades Maçonniques, Paul Naudon, Dervy, 1972
Bibliografia
Além das obras citadas especificamente, foram também consultadas:
- The Cambridge Biographical Encyclopedia, edited by David Crystal, Cambridge University Press, 2000.
- Collins Dictionary of Dates, Audrey Butler (editor), Harper Collins Publishers, 1996.
- Grã-Bretanha, da série Nações do Mundo, editado por Gillian Moore, Time Life Livros & Cidade Editora,
1986.
- Roma Imperial, da Biblioteca de História Universal Life, editado por Moses Hadas, Livraria José Olympio
Editora,1969.
- The Penguin Atlas of World History, Hermann Kinder e Werner Hilgemann, Penguin Books, 1979.
- Dicionário da Idade Média, organizado por R. H. Loyn, Jorge Zahar Editor, 1990.
- Islamic Calligraphy, Y. H. Safadi, Thames and Hudson, 1978.
- The Knights Templar, Charles Moeller, in The Catholic Encyclopedia, Online Edition, Kevin Knight, 1999.
- Idade da Fé, da Biblioteca de História Universal.
- Life, por Anne Fremantle, Livraria José Olympio Editora,1969.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 9/28
O famoso Pilar do Aprendiz da Capela de Rosslyn. Conta a lenda que o mestre da construção foi a Roma
para estudar como esculpir o pilar. Na volta, porém, encontrou o pilar esculpido por um aprendiz, cuja
inspiração veio em sonho. Enciumado, o mestre assassinou o aprendiz com um golpe de malho na cabeça.
O Barão Karl Gotthelf von Hund (1722-76), criador da Ordem da Estrita Observância, introduzida na
Alemanha, da qual os monarcas Stuart destronados seriam os Superiores Desconhecidos.
O Pergaminho de Chinon: a comissão apostólica “ad inquirendum”, reunida de 17 a 20 de agosto de 1308,
absolve os Templários e o próprio Jacques de Molay (Archivum Secretum Apostolicum Vaticanum, Archivum
Arcis, Armarium D 218). No detalhe, o selo do inquisidor.
“A História da nossa Instituição está reservado aos Iniciados que não param na superfície e sabem
aprofundar-se nos seus estudos. Estudai e persevaria com paciência, para que um dia possais ser um
Mestre, não apenas nas insígnias, mas uma Luz que afugente as trevas de nossos Templos.” (JIG),
Nota: Quero agradecer publicamente ao Irmão João Guilherme Ribeiro que muito gentilmente me autorizou
a publicar, agora no nosso JB News, esta epopeia dos Templários, trabalho digno de ser conhecido por todos
os maçons. E por último, ao Irmão Jerônimo Borges, este paladino da cultura maçônica. A Maçonaria é
muito mais brilhante com Irmãos de vossa estirpe.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 10/28
O Ir Aquilino R. Leal *
(aquilinoleal@ibest.com.br )
escreve aos domingos e quartas-feiras
neste espaço.
FÉRIAS MAÇÔNICAS:
UMA VAGABUNDAGEM TUPINIQUIM1
Material originalmente publicado na edição 380, 22/12/2012, do semanário FOLHA MAÇÔNICA –
ligeiramente modificado para os propósitos do JB NEWS.
Aquilino R. Leal
Fato: Segundo os entendidos, as férias maçônicas é uma invenção tupiniquim e relativamente recente e ano
pós anos vem sendo cada vez mais "esticada" para satisfação daqueles que creem que trabalho maçônico é
estafante mesmo acontecendo uma vez por semana e quando muito.
Pelo que sabemos, no Grande Oriente do Brasil temos o alentado período de 30 dias - 20 de dezembro a 20
de janeiro - e na Grande Loja, pelo menos a do Rio de
Janeiro, o período de 20 de dezembro a 6 de janeiro - para
que os "cansados" maçons repousem de seu pesado
trabalho simbólico de operário.
Isso, todavia, nem sempre aconteceu.
Consultando antigos livros de atas, pode-se constatar que as
Lojas não paravam seus trabalhos nem no Natal, ou na
passagem de ano. Tomemos, para exemplo, alguns casos:
× Na Loja Amizade, de São Paulo, dois padres (padres,
vejam bem!), Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade e
José Joaquim dos Quadros Leite, foram iniciados a 25
de dezembro de 1832; e no dia 30 de dezembro, foi
iniciado o padre José Joaquim Rodrigues. E o trmplo da Loja, à rua Tabatinguera, foi inaugurado num
dia 3 de janeiro (de 1873)
× Na Loja Piratininga, de São Paulo, a 23 de dezembro de 1912, era aprovada a proposta de que se
alugasse o novo prédio da Loja, à rua Líbero Badaró, à firma Luiz Osório e Cia., por quatro contos de
réis mensais, com contrato por cinco anos. A 8 de janeiro de 1890, era aprovado, em sessão
econômica, um voto de congratulações pela escolha do marechal Deodoro da Fonseca para o Grão-
Mestrado do Grande Oriente do Brasil.
× A Loja Fé e Perseverança, de Jaboticabal, promoveu a sua sessão de regularização a 5 de janeiro de
1890.
× A Loja Monte Líbano, de São Paulo, realizava uma sessão magna para iniciação de Júlio dos Santos
1
Material recebido por e-mail indicando ser o autor o Ir Castellani. Alterações/adaptações por Aquilino R, Leal.
4– aquilino r. leal
Férias Maçônicas: Uma Vagabundagem Tupiniquim
JB NEWS – Aquilino R.
Leal
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 11/28
Martins, português, agente comercial, a 31 de dezembro de 1914.
× A Loja União Paulista, de São Paulo, iniciava, a 7 de janeiro de 1924, o negociante italiano Francisco
Maurano. A mesma Loja, a 27 de dezembro de 1928, iniciava o comerciante italiano Carlos Castellani.
× A Loja Fraternidade, de Santos - que, em 1915, fez fusão com as Lojas Renascença II e Cinco de Abril,
formando a Fraternidade de Santos - em sessão de 31 de dezembro de 1955, resolvia que, na
procissão em louvor a São Benedito, a Loja se faria representar com a imagem de S. João, a ela
pertencente, a qual seria transportada e acompanhada pelos obreiros do quadro.
A partir do final do século passado, algumas Lojas começaram a fazer um pequeno hiato em seus trabalhos,
da véspera de Natal até ao dia de Reis, a 6 de janeiro. Posteriormente, porém, iria haver um aumento, em
uma Obediência - que iria se estender às demais e até ser esticado - de forma pitoresca: A 25 de janeiro de
1955 - último dia dos festejos do 4º. Centenário da cidade de São Paulo - era inaugurado o Edifício-Sede do
Grande Oriente de São Paulo, à rua São Joaquim, cuja construção fora iniciado em 1948. Para os padrões da
época, o prédio era opulento: 2.320 (dois mil trezentos e vinte) metros quadrados de construção; quatro
templos para trabalho de 24 Lojas e mais um templo nobre; um subsolo e mais três andares, servidos por
elevador Atlas; templos aerificados, através de um sistema de insuflação de ar fresco, produzido por
ventiladores centrífugos de baixa pressão e rotação com motores elétricos de 5 a 10 HP, para expulsar o ar
viciado e quente, que era aspirado para o exterior através de ventiladores bi helicoidais, com funcionamento
automático; abastecimento de água através de dois reservatórios de concreto, um no subsolo, com
capacidade para 10.000 litros e outro no último andar, com capacidade para 4.000 litros; dez instalações
sanitárias completas; oito Câmaras de Reflexão, com dispositivo para se ver, de fora, o que se passa dentro,
sem que, do interior, se perceba.
Evidentemente, um prédio tão grande e complexo é de difícil manutenção; e essa dificuldade é agravada pelo
grande número de pessoas que por ali circulam e que ajudam a deteriorar a construção. E foi isso que
aconteceu, em pouco tempo, pois, menos de três anos depois de sua inauguração, o edifício já necessitava
de reparos. Diante disso, o Grão-Mestre Benedito Pinheiro Machado Tolosa, professor de Obstetrícia da
Faculdade de Medicina de S. Paulo, emitia, a 9 de dezembro de 1957, o Ato No. 146, estendendo as férias
maçônicas - que, então, iam de 24 de dezembro a 6 de janeiro - até ao dia 18 de janeiro, diante da
necessidade de se proceder a reparos, limpeza geral e pintura parcial do Edifício-Sede. Nos dois anos
seguintes, pelo mesmo motivo, elas foram estendidas até ao dia 20.
E a coisa acabou, rapidamente, se tornando "tradicional", mesmo que os motivos tenham sido esquecidos e
mesmo que nem se pense em reparos e pinturas, chegando, mesmo, até às Constituições do Grande Oriente
do Brasil, as quais, antigamente, eram omissas, não fazendo qualquer alusão a férias. Acabou, além disso,
chegando a outras Obediências, que, até, talvez adorando a ideia, esticaram mais ainda as tais "férias",
dando, inclusive, um "extra" no mês de julho, como se os maçons fossem aluninhos de escolas infanto-
juvenis, com direito a férias de verão e férias de inverno. Os maus exemplos, geralmente, frutificam; ou seja:
passarinho que anda com morcego acaba dormindo de cabeça para baixo.
E, até hoje, não apareceu ninguém para extirpar essa prática, que é esdrúxula, porque o trabalho maçônico é
constante e ininterrupto, como o de outras entidades filosóficas, iniciáticas, assistenciais e de
aperfeiçoamento do Homem (seria, realmente, cômico, se a Igreja, por exemplo, entrasse em férias). Coisas
como essa é que desgastam a Maçonaria brasileira, reduzindo-a à condição de simples clube, ou sociedade
recreativa, o que contribui para corroer a sua credibilidade pública.
Como, notoriamente, o uso do cachimbo faz a boca torta, será difícil acabar com essa invenção, pois as
justificativas são muitas: Uns alegam que é preciso dar férias aos funcionários da Obediência e das Lojas,
esquecendo-se de que qualquer empresa, ou sociedade, dá férias aos seus funcionários, sem fechar as suas
portas. Outros, no exercício do mais profundo egocentrismo, justificam as tais férias (inclusive as de inverno),
com a necessidade de aproveitar as férias escolares e viajar com a família, esquecendo-
se - intencionalmente, é claro - de que, se os filhos têm três meses de férias escolares, qualquer trabalhador
tem, no máximo, 30 dias, a não ser que seja um nababo miliardário, ou um desocupado crônico. Além disso,
muitos maçons, já maduros e sem filhos em idade escolar, gostariam de frequentar os trabalhos maçônicos,
constantemente, mas são tolhidos pela ditadura egoísta dos que acham que, se eles não podem frequentar,
os outros também não podem.
É o caso de recorrer à velha expressão: "Vai trabalhar, vagabundo", pelo menos, na Maçonaria, já que a
indolência, hoje, é marca registrada nacional (basta ver os tais "feriados prolongados").
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Conclusão: Até parece que nos espelhamos nos exemplos dados em Brasília por muitos dos politiquetes!
“Para um cavalo cansado, até seu rabo é um peso.” (provérbio tcheco)
Material assinado pelo Ir Aquilino R. Leal, engenheiro eletricista, professor universitário, iniciado em 03
de setembro de 1976 no Templo Tiradentes (São Cristóvão – Rio de Janeiro - Brasil), elevado em 28 de abril
de 1978 e exaltado em 23 de março de 1979 ocupando o veneralato em 05 de julho de 1988.
É fundador de duas Lojas Maçônicas, entre elas a Loja Stanislas de Guaita 165 – Rio de Janeiro, ambas
trabalhando no REAA e às terças-feiras.
Desde 2008 é colaborador permanente do semanário FOLHA MAÇÔNICA (folhamaconica@gmail.com),
atualmente com a responsabilidade de três colunas semanais: A POLÊMICA NA FOLHA, EUREKA (TUREKA
E NÓSREKA) e ENQUETE INÚTIL. Gerencia o „PONTO CULTURAL DO FOLHA MAÇÔNICA‟
(http://sdrv.ms/QobWqH) onde estão postados mais de 16 mil títulos sobre a Ordem e afins para livremente
baixar.
Também colaborador permanente, desde março de 2013, com duas colunas mensais, do mensário espanhol
RETALES DE MASONERÍA.
Academia Maçônica de Letras do Brasil.
Arcádia Belo Horizonte
www.academiamaconicadeletrasdobrasil.blogspot.com
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A OPERAÇÃO TRIÂNGULO
Irmão Eleutério Nicolau da Conceição
Escritor, Historiador, Membro da Academia
Catarinense Maçônica de Letras, MI da Loja
Alferes Tiradentes nr. 20 - Florianópolis
As três obediências maçônicas atuantes no estado de Santa Catarina convivem em clima de
harmonia, havendo franca Intervisitação. Os três Grãos Mestres participam de cerimônias
conjuntamente, como no Início do Ano Maçônico, Dia do Maçom e Homenagem à Semana
da Pátria, entre outros eventos que transcorrem no calendário dessas obediências
regulares. Existe também uma loja especial jurisdicionada ao GOSC (Grande Oriente de
Santa Catarina), União e Fraternidade do Mercosul, que se reúne apenas no período de
janeiro a março de cada ano, sem quadro fixo de obreiros. Seu venerável Mestre pertence
aos quadros do GOSC, mas os demais cargos são exercidos por membros do
GOBSC(Grande Oriente do Brasil em Santa Catarina) e da GLSC (Grande Loja de Santa
Catarina), presentes à sessão, e os demais obreiros que compõem o quadro da loja são
também filiados das diversas lojas jurisdicionadas às obediências mencionadas ou vindos
de outros orientes, que se congregam para participar de palestras de cunho maçônico e
cultural.
Porém, é preciso que se diga, no passado, a situação era bastante diferente. Anteriormente
à década de 1980, a visitação às lojas de diferentes obediências não era praticada, sendo
mesmo desaconselhada, até proibida por alguns de seus dirigentes maiores.
Este estado de isolação começou a ser alterado pela atitude de duas lojas, consideradas
rebeldes por suas obediências (visto que não aceitavam as recomendações isolacionistas).
As administrações eleitas para o período 80/81 e 81/82, respectivamente nas Lojas Alferes
Tiradentes e Januário Corte, sendo a primeira filiada à Grande Loja de Santa Catarina e a
segunda ao Grande Oriente de Santa Catarina, encontram-se na origem dos procedimentos
que, em seu desenvolvimento futuro, vieram a ser conhecidos como “Operação Triângulo”.
No planejamento da Loja Alferes Tiradentes para aquele período, constava o relacionamento
amplo e sem restrições com outras lojas da capital.
Por outro lado, a Loja Januário Corte atravessava dificuldades, posto que havia deixado o
templo da Loja Regeneração Catarinense e estava em construção do seu próprio na Rua
Joe Colaço no bairro Córrego Grande.
Os Veneráveis empossados em ambas as Lojas eram jovens maçons, na Loja Alferes
Tiradentes o ir:. Walter Pacheco Júnior, na Loja Januário Corte o ir:. Waldemiro Silveira
5 – “a operação triÂngulo”
Ir Eleutério Nicolau da Conceição
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 14/28
Júnior. Ambos planejaram um esquema de intervisitação até então inédito na Maçonaria
Catarinense. Logo em seguida o esquema de intervisitações passou-se à fase de sessões
conjuntas. Depois, irmãos da Loja Regeneração Catarinense sob a liderança de seu
Venerável Mestre, irmão Aloysio Gonçalves de Oliveira oficial médico da Força Aérea,
integraram-se ao ideal de convivência fraterna entre maçons, independentemente de suas
origens obedienciais. Durante os períodos administrativos da Alferes Tiradentes
capitaneado pelos Irmãos Lonarte Sperling Veloso e Ênio Flores Júnior, já com diversas
outras lojas das duas demais obediências participando intensamente, o projeto foi se
expandindo, e teve o seu coroamento efetivo, quando numa Sessão Magna de Iniciação
brilhantemente conduzida pelo Irmão Ênio Flores Júnior, os Grãos Mestres das três
Obediências, José Abelardo Lunardelli, Rubens Victor da Silva e Samuel Fonseca,
estiveram presentes, sendo todos recebidos ritualisticamente de acordo com seus cargos e
funções. Nessa mesma sessão o número de presentes foi tão significativo que se precisaram
alocar cadeiras para reforçar colunas e oriente, no antigo templo da GLSC, nos altos do
edifício do BRDE.
No ano de 1985 realizou-se em Florianópolis a primeira eleição para o executivo municipal
após o término do período ditatorial, durante o qual o cargo de prefeito era ocupado por
indicação de Brasília. Entre os candidatos havia dois maçons, Francisco de Assis Filho,
obreiro da Loja Alferes Tiradentes, e Ênio Branco, da loja Ordem e Trabalho, do GOBSC.
Decidiu-se então promover reuniões conjuntas dos obreiros das três obediências para
oportunizar aos irmãos candidatos a apresentação de suas plataformas eleitorais aos seus
pares, com o nome de “OPERAÇÃO TRIÂNGULO”. Assim, em reuniões promovidas pelas
Lojas Alferes Tiradentes, Regeneração Catarinense e Fraternidade Catarinense, os dois
irmãos foram ouvidos e questionados. Todas as sessões contaram com a presença de
número significativo de irmãos, lotando as dependências dos templos onde foram
realizadas. As três sessões, tiveram lugar primeiro na Loja Regeneração Catarinense, a
segunda na Loja Fraternidade Catarinense e a terceira na Alferes Tiradentes. O Grão
Mestre de cada Obediência presidia a sessão que era realizada em loja de sua jurisdição.
Ocupam o trono da Loja Alferes Tiradentes: da esquerda para a direita: Manoel Gomes. Samuel Fonseca, José
Abelardo Lunardelli, Rubens Victor da Silva e José Wellington Machado Cavalcanti, Venerável Mestre da Alferes
Tiradentes à época.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 15/28
Na divulgação da Operação Triângulo a Loja Alferes Tiradentes lançou a CONCLAMAÇÃO
aos Maçons e na terceira e histórica sessão, realizada no 12o andar do edifício do BRDE,
cito à Avenida Hercílio Luz, foi assinada a PROCLAMAÇÃO AO POVO MAÇÔNICO, primeiro
documento assinado conjuntamente pelos Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli, da
Grande Loja de Santa Catarina (GLSC); Rubens Victor da Silva do Grande Oriente do
Brasil em Santa Catarina (à época chamado de GOESC: Grande Oriente do Estado de
Santa Catarina) e Samuel Fonseca, do Grande Oriente de Santa Catarina (GOSC). O texto
do pronunciamento registrava :
“A Maçonaria de Santa Catarina, representada pelo Grande Oriente do Estado de Santa
Catarina, Grande Oriente de Santa Catarina e Grande loja de Santa Catarina, Potências
Maçônicas irmãs pela TRADIÇÃO, pela CONSCIÊNCIA, pela IDENTIDADE DE OBJETIVOS, pela
UNIDADE DE PENSAMENTO, pela coesão de SENTIMENTO, pelo passado histórico e pelo
ANSEIO de todos os irmãos, se unem novamente para levar indistintamente aos irmãos uma
mensagem de respeito às nossas tradições e de fé no nosso futuro.
Proclamamos que de forma unida e coordenada poderemos desenvolver ações mais eficazes e
de resultados mais rápidos.
Que de forma unida e coordenada elevaremos a patamares ainda mais dignos e altaneiro o
nome da SUBLIME INSTITUIÇÃO, que adotamos como padrão de vida, regra de conduta e
código moral.
Que somente de forma unida e coordenada as Potências terão seu real valor e razão de
existência.
Que somente de forma unida e coordenada as Potências reviveremos o nosso glorioso e
histórico passado., para que o momento presente seja no futuro festejado pelos maçons do
século XXI, pelos filhos de nossos filhos, como de claridade, de sabedoria, de determinação, de
entusiasmo, e de idealismo.
Sabemos todos que o sentimento de FRATERNIDADE, de LIBERDADE e de IGUALDADE, bem
como a própria evolução da sociedade e a marcha dos acontecimentos dispensam
convencionalismos de quaisquer espécies, razão porque ficam todas as lojas e maçons de
Santa Catarina convocados para uma gigantesca cadeia de união, enfrentarmos com galhardia
a nobre missão que nos compete realizar.
Ao encerrarmos o primeiro ciclo de reuniões conjuntas externamos todos os votos que eles se
multipliquem, não somente pelo nosso desejo, mas também por ser o anseio e aspiração do
POVO MAÇÔNICO, par maior glória do G:. A: D:. U:.
Dado e traçado aos onze dias do mês de outubro do ano de hum mil novecentos e oitenta e
cinco da E:. V:. , em Sessão Magna especial da Loja Alferes Tiradentes, Florianópolis, estado
de Santa Catarina.”
Assinam os Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli, Rubens Victor da Silva e Samuel
Fonseca.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 16/28
Os Grãos Mestres Rubens Victor da Silva, José Abelardo Lunardelli e Samuel Fonseca
na Sala dos Passos Perdidos da Aug:. E Resp:. Loj:. Alferes Tiradentes.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 17/28
.
Fac-símile da histórica proclamação
Nenhum dos dois irmãos candidatos teve sucesso em seu pleito, (talvez devido à
fragmentação do voto maçônico entre os dois candidatos e à liberdade de consciência
defendida pela Instituição maçônica, que incita seus obreiros a votarem no candidato de
sua preferência), mas a Operação Triângulo firmou os laços de fraternidade entre as três
obediências maçônicas. Multiplicaram-se as sessões conjuntas, chegando os três Grãos
Mestres a se reunir regulamente, a partir daquela data, para tratar de assuntos de
interesse comum, em um movimento que teve repercussão nacional, apontado por todos
como exemplo de ideal de convivência maçônica. Nos anos seguintes o processo teve
continuidade, com os Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli (em segundo mandato),
Elmo Bittencourt, do GOESC e José Carlos Pacheco, do GOSC.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 18/28
Em sessão especial, a loja Alferes Tiradentes concedeu o título de Membro Honorário de
seus quadros aos Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli, Elmo Bittencourt e José
Carlos Pacheco.
Os Grãos Mestres Elmo Bittencourt e José Carlos Pacheco.
Outros veneráveis e outros irmãos também tiveram iniciativas ou mesmo deram
continuidade ao processo de intervisitação e realização de sessões conjuntas e até as
obediências começaram a trocar os seus Boletins, distribuídos em suas respectivas lojas.
Como seguimento especial do ideal de fraternidade despertado por este movimento, o Ir:.
Getúlio Corrêa (mais tarde Grão Mestre do GOSC), com os oficiais maçons da PMSC e de
Maçons das lojas sediadas em Florianópolis, organizaram posteriormente a maior Sessão
Maçônica já realizada no Estado de Santa Catarina, num Trabalho de Mesa levado a efeito
no Salão Nobre do Quartel Geral da Polícia Militar, que se chamou de A PRIMEIRA
ASSEMBLÉIA GERAL DA FRATERNIDADE. O sucesso especial alcançado por essa sessão
deveu-se à especial atuação dos irmãos Getúlio Correa, Hamilton Pacheco da Rosa e Ib
Silva, todos oficiais da Polícia Militar.
Também em decorrência dessa convivência fraterna, começou-se a realizar conjuntamente,
sessão especial em homenagem à Semana da Pátria, em data próxima ao 7 de setembro.
Essa festividade tem estado sob a responsabilidade de cada uma das obediências
maçônicas, rotativamente e tem sido realizada todos os anos, em sessão aberta ao público
contando sempre com a presença de obreiros filiados às três obediências, suas famílias e
convidados especiais..
Podemos computar também como fruto sazonado dessa vivência fraterna a Fundação
Hermon, braço social da maçonaria catarinense, mantida por lojas das três Potências, e
dirigida por irmãos a elas jurisdicionados. Essa fundação tem desenvolvido vários
programas no campo da assistência social, mantendo creches e centros para tratamento e
recuperação de dependentes químicos, entre outras atividades.
O tempo encarregou-se de demonstrar o acerto daquelas ousadas decisões iniciais. Hoje,
mesmo antigos detratores daqueles eventos, reconhecem seu valor e consequências
positivas, e buscam inserir-se entre os inspiradores daquele histórico movimento. A
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operação Triângulo não se extinguiu, pois a convivência fraterna entre as três obediências
catarinenses que até hoje se verifica (temos até, em várias cidades do estado, templos que
em diferentes dias são utilizados por lojas jurisdicionadas a diferentes obediências), é
decorrente daqueles eventos iniciais e pode ser entendida como sua continuidade.
Este texto foi redigido com objetivo de registrar aquele momento histórico, esclarecendo
seus objetivos e nomeando seus principais agentes, antes que o tempo promova seu
esquecimento, e na dubiedade das brumas do passado, confundam-se figuras e
acontecimentos e se venha a referenciar personagens e circunstâncias indevidas e
inexistentes.
O autor, iniciado em 1984, utilizou como referências, anotações e memórias dos irmãos
Lonarte Sperling Veloso e Walter Pacheco Jr., a quem agradece a contribuição.
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Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk,
às terças, quintas, sábados e domingos.
Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes - PR
Procedimentos do cobridor
O Respeitável Irmão André Luis Arantes Monteiro, Loja Cavaleiros do Santo Graal, 3.229, GOSP – GOB,
REAA, sem declinar o nome do Oriente (Cidade), Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:
macom@andrelam.com.br
Assumi, recentemente, o cargo de Mestre de Cerimônias.
Para melhor desempenhar a função, atendendo com o máximo rigor ao que está determinado nos
Rituais do REAA, gostaria de saber se há algum manual ou material específico para o Mestre de
Cerimônias, que esclareça alguns pontos que possam suscitar dúvidas ou exigir maiores
esclarecimentos.
Mais especificamente, as dúvidas que alguns Irmãos têm levantado em nossas Sessões, e que
gostaria que fossem esclarecidas, referem-se aos Irmãos Cobridores (mais especificamente ao
Cobridor Interno). No Ritual de Mestre Maçom, Edição 2009, página 14, está escrito: "Os Cobridores,
em qualquer Grau estarão armados de espada que usarão sempre que assim for exigido pelo exercício
do cargo”. Para atender este ponto, temos as seguintes dúvidas, que gostaríamos que fossem
esclarecidas:
1. Após a verificação se o templo está coberto, a batida do grau na porta do templo deve ser dada com
o cabo da espada ou com a mão? Entendemos que, se o Cobridor deve estar sempre armado, que a
batida deve ser dada com o cabo da espada.
2. Como o Irmão Cobridor deve estar sempre armado de espada, como o Irmão Cobridor fica à
Ordem? Da mesma maneira como todos os demais Irmãos, ou permanece de pé, com a espada em
alguma posição específica? Se for em alguma posição específica, que posição é esta?
3. Como deve o Irmão Cobridor posicionar a espada enquanto estiver sentado?
Meus Irmãos, por hora, estas são as dúvidas mais urgentes.
Se os Irmãos possuírem algum manual que complemente o conhecimento para o exercício do cargo
de Mestre de Cerimônias, agradeço profundamente se puderem disponibilizá-lo para este humilde
obreiro.
6- Perguntas e Respostas
Ir Pedro Juk (Procedimentos do Cobridor)
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 21/28
CONSIDERAÇÕES: -
1 – Como o Cobridor estará fazendo a verificação, simbolicamente ele estará preparado para a missão
o que significa com a espada empunhada pela mão direita. Assim ele dará a bateria do Grau com o
punho da espada.
2 – Se na ocasião de se estar à Ordem o Cobridor estiver empunhando a espada ele a manterá à
Ordem, isto é: parado, corpo ereto, pés em esquadria, espada segura pela mão direita junto ao lado
direito do corpo na altura da cintura, lâmina apontada para cima tendo o cotovelo, o braço e antebraço
afastados do corpo.
Se na ocasião o Oficial não estiver empunhando a espada e a mesma estiver presa ao dispositivo
previsto na faixa do Mestre (ver o Ritual de Mestre em vigência), ele ficará à Ordem normalmente,
compondo o Sinal com a mão, ou mãos se for o caso.
A regra de não se fazer sinal com o instrumento de trabalho significa que segurando o mesmo não se
faz com ele o Sinal.
3 – O Cobridor sentado não segura espada e nem a coloca sobre as coxas. Para tanto ele manterá a
espada presa na faixa como anteriormente indicada, ou pode ainda mantê-la presa ao dispositivo
preso atrás do encosto da cadeira. É recomendável que ele a mantenha presa na faixa. Se a Loja
possuir bainha para o Oficial, ele mantê-la-á embainhada.
Não existe nenhum manual específico para os cargos em Loja editados pelo GOB. Quaisquer outras
dúvidas eu me coloco à sua disposição para eventuais esclarecimentos.
T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Out/2013
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 22/28
1) A Administração para 2014
V.'. M.'. - Ir.'. Emílio César Espíndola;
1o. Vig.'. - Ir.'. Gilberto Goulart;
2o. Vig.'. - Ir.'. Nilo Bairros de Brum.
Sec.'./M.'. C.'. (Ad Hoc) - Ir.'. Mohamad Ghaleb Birani;
7 – destaques jb
Resenha Geral
ARLSE.·. Fraternidade do Mercosul Nº 70 (GOSC)
atividade dos meses de Janeiro e Fevereiro.
GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA - GOSC/COMAB
Loja Especial “União e Fraternidade do Mercosul” nº 70
RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO - FUNDADA EM 31/01/1998
Programação
Janeiro:
13.01.2014: Abertura dos Trabalhos de 2014 da ARLSE Mercosul com o Ser.'. Grão-
Mestre, Ir.'. Alaor Francisco Tissot e Palestra com o Ir.'. Nilo Bairros de Brum, com
o tema, "Os Precursores do Mercosul".
* 27.01.2014 - Palestra com o Ir.'. Luciano Pinheiro, com o tema "Maçonaria e
Religião";
Fevereiro
* 10.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Gilberto Goulart, com o tema "A Independência
dos Estados Unidos da América e a Revolução Francesa";
* 24.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Eleutério Nicolau da Conceição, com o tema
“Som, Luz e Percepção"
Local das Sessões:
Será o mesmo de sempre, ou seja, o Templo do ARLS.'. Fraternidade Catarinense, na
SC-401, em frente à ACM, conforme as datas acima referidas (13.01 - 27.01 - 10.02 -
24-02), às segundas-feiras, com início às 20:30 (vinte e trinta) horas.
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DESAFIO 19 - RESPOSTA
Aquilino R. Leal
No encontro de fim de ano, 2013, da Loja Stanislas de Guaita 165, Rio de Janeiro, o VM preparou uma
surpresa: ofertou a cada Ir presente um brinde como reconhecimento do labor de cada „bro‟ durante o ano.
Curiosos, soubemos, bem depois, que cada lembrancinha custou ao VM exatamente R$ 9,40. Quanto foi
o gasto mínimo do VM com tais brindes?
Verificamos que:
1) se contasse os presentes de dois em dois, sobrava um;
2) se contasse de três em três sobravam dois;
3) se contasse de quatro em quatro sobravam três
4) e se os contasse de cinco em cinco sobravam dois.
A RESPOSTA/SOLUÇÃO
Para saber o gasto do VM antes temos que descobrir quantos foram os presentes.
A última assertiva no diz que a quantidade q de lembranças é um múltiplo de cinco mais dois, tipo,
7 - 12 - 17 - 22 - 27 - 32 – 37 - 42 etc. Mas a afirmação 1 nos garante que q é um número (inteiro) ímpar,
portanto, eliminamos os pares da sequência anterior e concluímos que o valor procurado termina em 7 (7-17-
27-37-47-57-67-77-87-97-107...).
Segundo a asserção 3 dessa série acima somente nos interessam os múltiplos de 4 terminados em 4, já que
7 - 3 = 4 (4-24-44-64-84-104...); portanto, os valores possíveis 7-27-47-67-87-107 etc. atendem.
Pela assertiva 2, os múltiplos de 3 terminados em 5, pois 7 – 2 = 5, são: 15-45-75-105...; assim da última
série acima ficam os possíveis valores para q: 47-107...
Já que o VM fez um gasto mínimo com os brindes, somos levados a afirmar que foram adquiridos 47
brindes, portanto o gasto foi de R$ 441,80 (47 x 9,40).
RESPOSTAS/SOLUÇÕES RECEBIDAS DOS LEITORES
Ir.´. Jeronimo e Ir.´. Aquilino
Resposta ao desafio da edição 1221 de 05/01/2014 (correção nossa)
Verifica-se que contando-se os presentes de 3 em 3 ou de 5 em 5 sobram 2 portando o numero de
presentes é um numero multiplo de 3 e 5 mais 2.
O multiplo de 3 e 5 é 15 ao somamos 2 portanto o numero de presentes é 17 e considerando o
custo individual de R49,40 temos que o V.´. M.´. gastou R$ 159,80
Guilherme M. S. Leite - ARLS Pureza Luz e Verdade - Oriente de Ribeirão Preto – SP.
Raciocínio perfeito do „bro‟ Guilherme, apenas abruptamente interrompido já que não foram
consideradas as demais asserções do desafio. Aquilino R. Leal.
.....................................................................................
Caro Ir Aquilino,
Ainda que um tanto atrasado, por conta do meu recesso, espero que tenha tido um excelente
período de Festas e na oportunidade desejo-lhe um ótimo 2014!
Segue em anexo uma solução proposta para o Desafio 19.
TFA
Jorge Abrunhosa
Solução Proposta:
Custo unitário do brinde = R$ 9,40
Gasto mínimo do Ven M com brindes = G x R$ 9,40
Onde G = Numero mínimo de brindes.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 24/28
Temos o seguinte sistema de equações:
G = 2x + 1
G = 3y + 2
G = 4z + 3
G = 5w + 2
Onde x, y, z e w são necessariamente números inteiros positivos e também
w < z < y < x
Assim:
2 x + 1 = 3y + 2
x = (3y+1) / 2
3y+2 = 4z + 3
z = (3y - 1) / 4
e por fim
3y + 2 = 5 w + 2
y = 5w/3
Como w é inteiro e positivo e tem que ser necessariamente maior ou igual 3 ou múltiplo de 3 para
que y também seja inteiro e positivo, pode-se obter uma tabela de valores de forma iterativa, como
os computadores usam fazer nos seus cálculos por aproximações sucessivas. O famoso tentativa e
erro...
Tem-se então:
w z = (3y-1) / 4 y = 5w / 3 x = (3y +1) / 2
3 3,5 5 8
6 7,25 10 15,5
9 11 15 23
12 14,75 20 30,5
Assim, da tabela anterior, observa-se que a menor solução possível e que apresenta todos os
números inteiros positivos, portanto válida, é a assinalada em amarelo.
Substituindo os valores assinalados no sistema de equações original tem-se:
G = 2x + 1 = 47 brindes (mínimo)
Assim, o Ven M teve um gasto mínimo de 47 x R$ 9,40 = R$ 441,80
A solução estritamente algébrica apresentada pelo „bro‟ Abrunhosa atende os „puristas‟. Aquilino R.
Leal.
Considere-se uma moeda de 10 centavos, R$ 0,10. Estica-se um barbante em volta da moeda, ajustando-o
totalmente em volta da moedinha – vide Figura 1 - A.
Passo seguinte acrescemos ao comprimento desse barbante mais 2 m de barbante da mesma espécie.
Suponha-se agora que esse novo fio, com novo comprimento, seja ajustado em torno da moeda de modo a
formar uma nova circunferência ficando ela „equidistante‟ da moeda em certa distância que denotaremos por
x tal qual ilustra a imagem abaixo.
DESAFIO 20
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 25/28
Figura 1 - A Figura 1 – B
Considere-se o formato da Terra ser uma esfera perfeita. Estica-se (certamente com a ajuda do Super-
Homem!) um barbante ao longo da linha do Equador – o barbante deve ser ajustado formando uma
circunferência – Figura 2 - A.
Passo seguinte, acrescemos ao comprimento desse barbante mais 2 m de barbante da mesma espécie, tal
qual no caso anterior.
Suponha-se agora que esse novo fio, com novo comprimento, seja ajustado em torno da Terra de modo a
formar uma nova circunferência ficando ela equidistante da linha do Equador em certa distância que
denotaremos por y tal qual ilustra a Figura 2 - B.
Figura 2 - A Figura 2 - B
Sob tais condições podemos afirmar:
1) x > y
2) x < y
3) x = y
4) Nada se pode afirmar quanto aos valores de x e y sem conhecer os raios das circunferências envolvidas.
Não vale „chutar‟!
PERGUNTA QUE NÃO OFENDE: Quando, pela primeira vez, foram usados os ‘nossos três pontinhos’?
A resposta/solução juntamente com os enunciados, para reavivar a mente do leitor, será fornecida na edição
do próximo domingo; enquanto isso mande-nos tua resposta/solução que a publicaremos juntamente com a
resposta „oficial‟.
Este é mais um desafio enviado pelo Irmão Aquilino R. Leal que escreve todas as quartas-feiras e domingos
para o JB NEWS.
x
Aquilino R. Leal Aquilino R. Leal
y
Aquilino R. Leal Aquilino R. Leal
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 26/28
1 – Bom De Barro!!!Sensacional!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Assista o vídeo e tire suas
conclusões. http://www.youtube.com/embed/nq2jY1trxqg?rel=0
2 - Zygmunt Bauman, filósofo polonês, reflete sobre a individualização da sociedade contemporânea em
entrevista exclusiva concedida a Fernando Schüler e Mário Mazzilli na Inglaterra. Democracia, laços sociais,
comunidade, rede, pós-modernidade, dentre outros tópicos analisados por uma das grandes mentes da
contemporaneidade. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2011.
Clique aqui: -
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3 - Mono Lake California Usa
http://www.airpano.com/360Degree-VirtualTour.php?3D=Mono-Lake-California-USA
4 - O Gordo e o Magro (Dublado em Côres) A Ceia dos Veteranos
http://www.youtube.com/watch?v=b7v5Yys4XDM
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Música, Cultura e Informação o ano inteiro.
Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal.
www.radiosintonia33.com.br
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 27/28
O Ir Sinval Santos da Silveira,
escreve aos domingos neste espaço .
Ir Sinval Santos da Silveira*
Conto Poético
Rendição ao Amor
A tarde está se despedindo de mais um dia.
Estou só, frente à uma capela, nesta vila de
pescadores.
Os ponteiros do relógio se entendem, e apontam
para o Céu.
JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 28/28
São 18 horas.
Uma suave melodia, prende minha atenção.
" Ave Maria "... interpretada com voz de Verônica,
apodera-se da minh'alma, nocauteia os meus
sentimentos, expõe os meus ferimentos, que já
não conseguem reagir.
Quando penso que me curei, recaio enfraquecido,
dominado pelo cansaço, esmagado pelo abraço
que, de tão ausente, meu coração se rendeu.
Os fiéis estão chegando. Ficarão de joelhos,
ancorados em sua fé.
Alguns, agradecerão.
Outros, pedirão perdão.
Um sorriso de mulher, expressivo e delicado, me
faz entrar na Sagrada Casa.
Eu a observo, atentamente.
De joelhos, mãos postas com os dedos cruzados,
apoiando a cabeça, medita e reza,
fervorosamente.
No que pensa, não me atrevo julgar.
Eu a conheço. É mulher de pescador, já
desaparecido no mar.
Ninguém pode avaliar a sua dor.
Mas, com Deus, conversa.
Imagino, pedir autorização para um novo amor.
A graça lhe foi concedida...
Descruzou os dedos, enxugou as lágrimas, e
da cabeça retirou, não apenas, o lenço negro,
mas o medo de outro amor recomeçar.
Julinha foi embora, deste lugar.
O jovem padre, que ouviu sua confissão,
também...
Veja mais poemas do autor: Clicando no seu BLOG:
http://poesiasinval.blogspot.com/
* Sinval Santos da Silveira
Obreiro da ARLS.·. Alferes Tiradentes e Grande Orador da GLSC

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  • 1. JB NEWSRede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33.com.br – jbnews@floripa.com.br Informativo Nr. 1.228 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 Reuniões: quintas-feiras às 20h00 – (Em recesso. Retorno: 06.03.14) Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Florianópolis (SC) domingo, 12 de janeiro de 2014 Índice: Bloco 1 -Almanaque Bloco 2 -Opinião: Ir Leonel Ricardo de Andrade - GM da GLMMG “O Brasil precisa de fato começar a ser um país de todos.” Bloco 3 –IrJoão Ivo Girardi – Monges e Guerreiros - VI e última Parte Bloco 4 –IrAquilino R. Leal – Férias Maçônicas – Uma vagabundagem Tupiniquim... Bloco 5 - Ir Eleutério Nicolau da Conceição: “A Operação Triângulo” Bloco 6 - Ir Pedro Juk – Perguntas & Respostas – ( do Ir André Luiz Arantes Monteiro - Procedimentos do Cobridor ) ) Bloco 7 - Destaques JB - (hoje com o Desafio nr.20 e versos do Poeta e Irmão Sinval Santos da Silveira) Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet - Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 12 de janeiro de 2014. É o 12º. dia do Calendário Gregoriano. Faltam 353 para acabar o ano e 151 para início da Copa do Mundo. Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos.
  • 2. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 2/28  1431 – Tem início, em Rouen, o processo contra Joana d'Arc, acusada de bruxaria.  1616 – Fundada a cidade de Belém do Pará por Francisco Caldeira Castelo Branco.  1759 o Processo dos Távora: é proferido o veredicto: os acusados da Casa dos Távora são considerados culpados. o Sebastião José de Carvalho e Melo, Secretário de Estado do rei D. José I, manda explulsar os Jesuítas de Portugal.  1807 – Parte da cidade de Leyden, nos Países Baixos, é destruída pela explosão de um navio mercante com carga de pólvora.  1816 – Toda família Bonaparte é afastada da França por lei do governo francês.  1822 – Proclamação da Independência da Grécia no congresso de Epidauro.  1836 – Fundação do Condado de Will.  1861 – Criação da Caixa Econômica Federal.  1862 – Fundação da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.  1865 – Marquês de Caxias assume o comando supremo dos aliados na Guerra do Paraguai  1865 – Ocupação da Guiana Francesa por tropas brasileiras  1896 – O médico Henry Louis Smith fez o primeiro exame de raios X. Ele deu um tiro na mão de um cadáver e o exame mostrou a bala alojada no corpo.  1909 – Governo turco aceita a proposta austríaca de renunciar seus direitos sobre a Bósnia e Herzegovina por trocas de compensações financeiras.  1915 – O Congresso norte-americano rejeita a proposta de ceder o direito do voto às mulheres do país, posteriormente uma emenda constitucional deu esse direito às mulheres.  1923 – Lançada a revista Time, nos Estados Unidos, de grande difusão atualmente.  1926 – Abraham Serfaty, político marroquino, é exilado por se opor ao regime de Hassan II.  1942 – II Guerra Mundial – Japão declara guerra às ilhas orientais holandesas, após ser invadido em Celebes e Bornéu.  1946 – A ONU cria o Conselho de Segurança.  1948 – O Supremo Tribunal americano declara a igualdade de educação para brancos e negros.  1950 – A União Soviética reintroduz a pena de morte no país, para crimes de traição, espionagem e sabotagem.  1952 – A Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, admite o primeiro estudante negro.  1953 – Entra em vigor a nova Constituição da Iugoslávia. Tito é proclamado presidente da República.  1960 – Primeira reunião dos países da EFTA, em Paris  1966 – Estreou na rede americana ABC o seriado de TV Batman, que ficou famoso pelos recursos visuais onomatopéicos (?Crash!?,?Zapft!?,?Pow!?), que ilustravam as lutas do heróis.  1970 – Grandes inundações e enchentes atingem a Espanha pelo transbordamento dos rios Ebro, Tajo.  1974 – Eclode uma rebelião militar na Etiópia.  1984 – A equipe que trabalhava na restauração das Pirâmides de Gizé desistiu de usar métodos modernos, que não funcionavam, e passou a usar os métodos empregados pelos egípcios há milênios.  1988 – Nascem, em Michigan, Estados Unidos, os primeiros quíntuplos de proveta do mundo, através de parto cesariana.  1990 – A Romênia é a primeira nação da Europa Oriental a banir o Partido Comunista no país.  1991 – O presidente americano George Bush é autorizado pelo Congresso dos Estados Unidos a atacar o Iraque na Guerra do Golfo. A invasão do Kuwait fez com que o Conselho de Segurança da ONU impusesse um boicote econômico ao Iraque. Em resposta, Saddam Hussein ordenou a prisão dos estrangeiros.  1995 – O primeiro-ministro do Japão, Tomiichi Murayama, renuncia.  1998 – 19 países europeus firmam em Paris, o protocolo do Conselho da Europa que proíbe a clonagem de seres humanos, o primeiro texto jurídico internacional sobre esse assunto.  1998 – Nasceu o computador HAL, de acordo com o roteiro de 2001: Uma Odisséia no Espaço.  2005 – Lançamento da sonda espacial Deep Impact.  2006 1 - almanaque Eventos Históricos - Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  • 3. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 3/28 o Mehmet Ali Ağca, o homem que atirou contra o papa João Paulo II em 1981, foi libertado de uma prisão turca. o Elevação do Vale do Aço à categoria de região metropolitana.  2010 – Terremoto de 7,3 graus na escala de Richter provoca uma grande destruição no Haiti, causando cerca de 120 000 mortes. Dia de São João de Ravena e São Modesto – santos da Igreja Católica. 1840 Os “farrapos” que haviam abandonado Laguna com um contingente de 450 homens, sob o comando do coronel Teixeira e do capitão-tenente José Garibaldi, são batidos na localidade de Forquilhas, no município de Curitibanos, pelas forças legais do coronel Antonio Melo Albuquerque. Na ocasião a companheira Anita, foi feita prisioneira, evadindo-se posteriormente. 1860 Morre, em São José, o padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro. Em 1839 foi eleito vice-presidente da República Catarinense, instalada em Laguna, tendo assumido a presidência face ao impedimento do presidente eleito. 1729 Nasce Edmund Burke, político e escritor britânico, notável pelo idealismo e veemência na defesa dos oprimidos. Pertencia à Jerusalém Lodge nº 44. 1857 Fundada a Grande Comanderia de Cavaleiros Templários - Rito de York da Pennsylvania cujas origens remontam a 1797 1865 União da Grande Loja Nacional com o Grande Oriente da Venezuela, ambos de 1838, formando o Grande Oriente Nacional da Venezuela. 1884 Consagrada a Loja Quatuor Coronati nº 2076, de Londres, a primeira Loja de Pesquisas do mundo. feriados e eventos cíclicos Históricos de santa catarina: fatos maçônicos do dia - Fonte: O Livro dos Dias (Ir. João Guilherme) e acervo pessoal
  • 4. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 4/28 Reflexão para 2014 – O Brasil precisa de fato começar a ser um país de todos. Irmão Leonel Ricardo de Andrade GLMMG Prezado Irmão, O ano de 2014, por tudo que temos e iremos vivenciar no Brasil, carece de uma profunda reflexão acerca de responsabilidades e papéis, tanto sob o ponto de vista individual como institucional. A pátria de chuteiras irá realizar uma copa do mundo de futebol em 2014, cujos estádios e parte da “infraestrutura” custarão algo em torno de 25,5 bilhões de reais (10,5 bilhões só com as arenas de futebol e estruturas relacionadas à elas). Acreditar que são os patrocinadores que bancarão e exaltar que o que importa é o legado da copa, os aeroportos por exemplo, é uma infantilidade sem tamanho. Segundo informações, a FIFA vai sair com um lucro líquido e certo na ordem de 10 bilhões de reais - o que será possível graças à isenção de impostos e diversas outras “concessões” e “exceções” feita pelo governo brasileiro. Será que a seleção brasileira de futebol vai vencer a copa? Será que existem cartas marcadas? O “povo”, que venera e ama o time nacional, aceitará um fracasso futebolístico, especialmente em ano eleitoral? Qual seria o preço de uma “catástrofe” como essa? Será que teremos mais algum custo para sermos “campeões”? Espero que não. Eis que precisamos então refletir sobre muitas coisas, dentre as quais: - as mais de 45 mil mortes anuais nas estradas e ruas brasileiras, isso para não falar nas pessoas que morrem tardiamente e das milhares de outras que ficam permanentemente sequeladas; - a violência urbana e, rural e geral, com dezenas de milhares de mortes todos os anos e de forma cada vez mais aterradora e crescente; - a inversão articulada de valores e de princípios de cidadania, de família, de respeito... - as centenas de milhares de mortes nas filas dos hospitais públicos; - a educação pública cada vez mais ineficente e precária em todos os níveis; - as inundações que a cada ano alagam e devastam diversos cidades de nosso país, ceifando vidas e afogando os sonhos de centenas de milhares de pessoas que assistem, sem a menor possibilidade de reação, suas casas e empresas serem destruidas em questão de segundos para, depois, de forma humilhante, viverem da piedade alheia como sobrevivem hoje milhares de capixabas e mineiro; - entre tantos outras mazelas, desvios de conduta ética e moral, corrupção e impunidade sem limites. Acerca de um sistema tributário perverso que retira do bolso de quem trabalha para financiar a malandragem instituida, com o objetivo principal de manter corruptos no poder. 2– opinião – ( Reflexão para 2014 – O Brasil precisa de fato começar a ser um País de todos - Artigo do Irmão Leonel Ricardo de Andrade
  • 5. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 5/28 Janeiro esta aí e já vivenciamos o eterno recomeço da “derrama”: IPTU, IPVA, Imposto de Renda... Que Deus nos acuda? Não, pois precisamos sim é de disposição para tomarmos atitudes! Falando nisso, quem é que hoje em dia sai de casa pela manhã, seja para trabalhar, estudar ou fazer uma atividade honesta qualquer, convicto de que vai retornar em perfeitas condições físicas e mentais ao final do dia? Quem é que entra hoje em um caixa eletrônico de um banco sem o medo de ser assaltado, sequestrado ou quem sabe explodido junto com ele? Quem é que fica tranquilo quando um filho ou um neto sai no final de semana para “curtir a noite” com os amigos? Pois bem, ouço todos os dias que precisamos de mudanças e leio diuturnamente manifestos de indignação de todos os lados. Onde está a saída para tudo isso, eis a questão? Na Maçonaria? No Grão Mestrado? A resposta é Não. Quem seria então o agente de transformação social capaz de ajudar escrever uma história diferente da que vem sendo escrita nos dias atuais? Não é ninguém mais do que você que me lê: o cidadão, o trabalhador, o pai, o Educador. Ou cada um começa a despertar-se como cidadão, tomando atitudes firmes ou seremos tão somente o país do eterno recomeço, onde a politicagem e a ideologia partidária continuarão dando as cartas para que poucos ditem as regras aos demais, ou seja para quem trabalha e produz. Portanto, mudar esse estado de coisas está nas mãos e na consciência de cada cidadão, trabalhador, pai, esposo, filho, Maçom... Urge que comecemos a pensar nisso, já no âmbito de cada unidade maçônica, ou seja, no Seio das Lojas: - a que viemos? - quem apresentamos e a quem iniciamos no Seio da Maçonaria? Ser Maçom é estar disposto e decidido em servir e não simplesmente intencionado em receber. - enfim, que demandas e solicitações pessoais encaminhamos diuturnamente à Loja e ao Venerável Mestre e ou à Grande Loja e ao Grão-Mestre? Elas são necessárias e justas? “Primeiro, diga a si mesmo o que você deveria ser; depois, faça o que tem que fazer”. (Epicteto – 55 a 135 d.C.) Busquemos respostas de uma forma concreta e saindo do discurso, pois de nada adianta a continuidade de falas inflamadas, seja onde for, em defesa de interesses individuais ou de grupos reservados. As respostas, Caro Irmão, somente serão encontradas na ousadia em fazermos aquilo que precisa ser feito. É por isso que tentar é preciso. Um Tríplice e Fraternal Abraço e um ano de 2014 com muita disposição para o trabalho, Leonel Ricardo de Andrade Grão-Mestre GLMMG landrade33@netsite.com.br Leonel@glmmg.org.br (34) 9926-0891
  • 6. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 6/28 O autor, Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br é da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 Blumenau). Esta é a sexta e última parte de “Monges e Guerreiros” extraída de sua obra intitulada “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite”. MONGES E GUERREIROS (VI e Última Parte) Monges e Guerreiros João Guilherme Ribeiro Revista Astréa 23 Julho 2008/Fevereiro 2009 Rumo ao mar: Em 1419, o Rei D. João I nomeou seu terceiro filho, Henrique, governador do Algarve e, no ano seguinte, mestre da Ordem de Cristo, o que obrigava-o, aos 26 anos, a uma vida de celibato - mas, por outro lado, trazia-lhe rendimentos para financiar suas expedições. 78 Henrique estabeleceu-se na vila de Lagos, perto do promontório de Sagres, e atraiu para lá cartógrafos, matemáticos, astrônomos (e astrólogos, também), pilotos e marinheiros experimentados, construtores de embarcações. Sagres nunca foi uma escola, no modelo das universidades de hoje, com currículos formais, mas reunia a nata dos sábios das ciências aplicadas da época. Eles vinham e partiam, deixando suas contribuições. Eram portugueses, espanhóis, judeus, árabes, italianos. Com esses homens como livres docentes, o Príncipe organizou a primeira escola de navegação da Europa, tendo como tarefa estabelecer a navegação oceânica como uma ciência exata. 79 O principal assessor de D. Henrique foi Jehuda Cresques, judeu catalão, filho e continuador da obra de Abrahão Cresques, o brilhante cartógrafo [...] autor do célebre Atlas Catalão, feito em 1375-77. 80 Àquela época, essa tolerância só seria mesmo possível em Portugal. Uma epopéia se seguiu, desde que Gil Eanes navegara para o sul e, na segunda tentativa, fora além do Cabo Bojador e voltara triunfante da terra onde quem ia nunca mais era visto. Essa epopéia culminaria com a descoberta do caminho marítimo para as Índias, em 1497, por Vasco da Gama, e a descoberta do Brasil, em 1500, por Pedro Álvares Cabral. Gil Eanes, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e muitos outros navegadores portugueses tinham outro elo em comum com o seu Príncipe: eram Cavaleiros da Ordem de Cristo, legítima sucessora dos Templários, cujas naus e caravelas ostentavam a cruz vermelha dos Templários, sobre a qual está a cruz branca da inocência. Portugal é um país Templário. E o mesmo pode ser dito de seu filho mais ilustre, o Brasil, que também ostentou no seu brasão imperial, como que para provar essa descendência, a mesma cruz. Onde está a conexão: A essa altura, você estará perguntando o que aconteceu com aquela história do mito Templário na Maçonaria. Onde é que está a tal conexão? O livro a que nos referimos, The Temple and the Lodge (O Templo e a Loja), de Michael Baigent e Richard Leigh, costurou, de forma habilidosa, uma alternativa para um início dos Templários na Escócia, depois que a Ordem foi dissolvida na França. Lá, afirmam que os Templários ajudaram o Rei Robert Bruce a derrotar as tropas de Edward II, Rei da Inglaterra na batalha de Bannockburn, em 24 de junho de 1314, dia de S. João, um dia especial para os Templários. (81) Os autores Baigent e Leigh tiveram sua atenção despertada para a presença dos Templários na Escócia por causa da quantidade de lápides com característica espada reta dos cavaleiros, idêntica às que haviam 3 - Verbete da Semana - váde-mecum maçônico ""Do Meio-Dia à Meia-Noite": Monges e Guerreiros ( VI e última parte) – Ir João Ivo Girardi
  • 7. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 7/28 encontrado na França, Espanha, Alemanha, Itália e Inglaterra. Esse foi o ponto de partida para uma investigação que produziria um dos maiores best-sellers sobre as origens da Franco-Maçonaria, O Templo e a Loja. Com sua franqueza habitual, eles declaram que historiadores - especialmente historiadores Maçônicos - têm há muito tentado provar ou desaprovar, definitivamente, a sobrevivência dos Templários na Escócia, depois que a Ordem foi oficialmente suprimida em outros lugares. Mas esses historiadores têm procurado na documentação, mas não no solo. Não é surpresa que não tenham encontrado evidências conclusivas que sim ou que não, porque a maior parte da documentação relevante foi perdida, destruída, suprimida, falsificada ou deliberadamente desacreditada. Eles traçam a integração dos Templários com diversas famílias importantes escocesas, através das quais se perpetuaria a tradição Templária, que alcançaria os tempos modernos através dos Scots Guards, guarda pessoal dos Reis de França, talvez a mais genuína de todas as instituições neo-Templárias. (82) Outro ponto que eles destacam é a Capela de Rosslyn, perto de Edinburgh, riquíssima tanto em conotações com o ritual simbólico Maçônico quanto pelas ligações com a família Sinclair ou Saint Clair, tão intimamente ligada à Franco-Maçonaria. Foi William Sinclair quem fez lançar suas fundações, em 1446. (83). Outro nome famoso entre Maçons, Kilwinning, (84) aparece ligado aos Sinclair - lá Henry Sinclair foi bispo em 1541. E outro William St. Clair foi o primeiro Grão-Mestre da Grand Lodge of Scotland (Grande Loja da Escócia), em 1736. Há ainda uma outra evidência. Em 1689, na batalha de Killiecrankie, morre John Claverhouse, Visconde de Dundee, aparentado com os Stuarts. Ele ostentava, segundo testemunhas insuspeitas, a Grande Cruz Templária. De acordo com o historiador inglês A. E. Waite, se uma Grande Cruz do Templo foi comprovadamente encontrada no corpo do Visconde Dundee, é certo que a Ordem do Templo havia sobrevivido ou teria sido revivida em 1689. (85) Absolvição tardia, mas definitiva: Bárbara Frale, historiadora italiana especializada em história medieval, descobriu em 2001 os documentos referentes do processo contra os Templários, que jaziam adormecidos, arquivados incorretamente nos quilômetros de estantes dos Arquivos Secretos do Vaticano. Com a descoberta do chamado Pergaminho de Chinon (o castelo onde se deu o julgamento), viu-se que o papa Clemente V havia absolvido os Cavaleiros da acusação de heresia, embora não de violência e outros abusos e atos pecaminosos, considerados delitos menores pela Igreja. Segundo a excelente reportagem de Flávio Henrique Lino, em O Globo de 27 de outubro de 2007, no pergaminho os cardeais que interrogaram o grão- mestre da ordem, Jacques de Molay, deixam claro que ele cuspiu ho chão e renegou Deus somente com palavras e sem intenção. Para muitos historiadores, o ritual era apenas uma forma de o cavaleiro iniciado provar sua fidelidade total à Ordem e se preparar para o caso de ser feito prisioneiro dos muçulmanos, quando teria de renegar a religião cristã para preservar a vida”. Como vimos anteriormente, a valentia, a habilidade e a ferocidade dos Templários os marcava especialmente para o extermínio se capturados. Com efeito, a única saída era renegar a fé cristã. As atas do Processus contra templarios foram editadas em 800 cópias de uma versão de luxo. Assim, em 2007, o Vaticano absolve a Ordem dos Templários das horríveis acusações que pesavam sobre ela. Mas, ainda citando a reportagem de Flávio Henrique Lino, o que ficou registrado na memória da posteridade foram as centenas de execuções de Templários condenados por heresia na fogueira, além da culpa implícita que o fechamento da Ordem deixava no ar. De alguma forma, ao menos entre os Maçons, esta absolvição ocorrera muito antes de Ramsay. Talvez até porque, de alguma forma, os detalhes fossem conhecidos pela tradição oral. Porque, certamente, a Fraternidade Maçônica, com seus altos princípios, não teria aceito esta associação com os Templários se não desconsiderasse tais acusações. Os Templários nos Altos Graus: Os Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, em sua forma moderna, são divididos em quatro séries, cada uma com um Corpo diferente como responsável. A terceira série, do 19º ao 30º Grau, está sob a responsabilidade do Conselho de Kadosh, palavra hebraica que significa sagrado. Pois o ritual de Kadosh introduz uma inovação considerável: ela coloca os Franco-Maçons como sucessores dos Templários e confia ao Grande Eleito, colocado no cimo da pirâmide hierárquica, a missão de vingá-los e de consumar sua obra interrompida. [...] Mas, assim o constatamos, a idéia já estava no ar em Paris, em 1737, e veremos a lenda Templária tomar corpo bem mais tarde na Alemanha e em Metz. (86) O livro O Templo e a Loja restaura algo da perdida credibilidade de outra evidência. A Ordem da Estrita Observância, criada por um nobre alemão, Karl Gottlieb von Hund, foi a grande disseminadora da idéia da origem Templária da Franco-Maçonaria entre os Maçons. Hund afirmava ter sido iniciado em uma Loja Templária em Paris, em 1742, e ter sido apresentado ao Jovem Pretendente Stuart, Charles Edward, supostamente o Grão-Mestre secreto de toda a Franco-Maçonaria (!), a quem os membros dessa nova Maçonaria prestavam inquestionável e inabalável obediência. Embora Hund tenha jurado a veracidade de suas palavras até o último dos seus dias, a Estrita Observância acabou desacreditada. Baigent e Leigh encontraram evidências dos partidários dos Stuarts com a Estrita Observância. Eles não têm dúvidas de que o Conde de Eglinton, Alexander Montgomery, outra das famílias escocesas com ligações com os Templários, teria sido o misterioso personagem que Hund confundira com o Príncipe. Este mesmo Montgomery foi um dos signatários
  • 8. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 8/28 do atestado de óbito de Michael Andrew Ramsay... Assim, em termos simplistas, os Templários, ao sobreviver na Escócia, teriam repassado suas tradições às grandes famílias escocesas, cujos filhos não primogênitos, ao servir nos Guardas Escoceses, teriam levado à França, para onde iriam os Stuarts destronados com sua Maçonaria Jacobita e cristã no exilio. Lá, Von Hund foi iniciado e teria incorporado boa parte dessa tradição em sua Ordem da Estrita Observância, que daria origem aos Graus Kadosh, parte importante do Rito Escocês Antigo e Aceito e dos Cavaleiros Templários do Rito de York. Como dissemos no início, estamos vendo que aspectos novos sacudiram as velhas teorias, tornando-as atraentes para um reexame. As comunicações estão mudando o mundo numa velocidade que cresce geometricamente. Mas o estudo sério necessita amadurecimento. Por mais fascinantes que sejam, as idéias têm um período de maturação. Se jamais será provada a contento essa conexão Templária, não é possível afirmar. Apenas diríamos que, para uma idéia repetidamente desacreditada, hoje ela parece menos absurda, merecendo mais o beneplácito da dúvida do que o desprezo preconceituoso. Nada é definitivo, em História: Entretanto, do mesmo modo que a pesquisa farmacêutica, muitas tentativas darão em nada. Um caminho que se mostrava promissor pode acabar num beco sem saída. Veremos os sérios e os charlatães, os crédulos e os céticos, os extremados e os cautelosos, cada qual com seu motivo ou interesse. Assim foi no passado e assim será no futuro, porque o homem continua sendo o mesmo, com as mesmas ambições e as mesmas imperfeições, apesar de todo progresso tecnológico. Não sabemos ao certo qual será a face da Ordem amanhã. Mas enquanto o homem for homem, lá estarão seus anseios e seus ideais - e lá, certamente, estará a Franco-Maçonaria, apesar de todas as dificuldades. Porque não são simples pedras que constroem seus Templos. São feitas de Ideais, esquadrejadas pela Paciência, suavizadas pela Tolerância, colocadas com Retidão, firmadas pela Verdade e cimentadas pelo Amor Fraterno. Enquanto o homem for homem, amará a Liberdade, seja qual for o preço a pagar. Porque a compreensão do que seja a Liberdade e o preço que ela exige, essa é a maior dádiva da Franco-Maçonaria. Notas & Referências: (78) Os Grandes Exploradores de Todos os Tempos, Seleções do Reader‟s Digest, 1980 (79) Prince Henry, the Explorer Who Stayed Home, Alan Villiers, in National Geographic, vol118, nº 5, 1960 (80) A Viagem do Descobrimento, Eduardo Bueno, Objetiva, 1998 (81) A infantaria escocesa estava organizada em quadrados formados por homens armados de longas lanças ou piques, apoiados no chão e voltados para fora, que a cavalaria inglesa não conseguira romper. Foi precisamente com essa formação, chamada schilltrom, que os cidadãos de Flandres derrotaram o exército de Filipe IV em Courtrai, na batalha das Esporas de Ouro, em 1302. Os escoceses tinham muitas ligações com Flandres e a Champagne. E os Templários também. (82) Michael Baigent e Richard Leigh, op. cit. (83) Michael Baigent e Richard Leigh, op. cit. (84) Kilwinning, sem dúvida um dos nomes mais destacados da Maçonaria da Escócia, nasceu como uma abadia, fundada por Hugh de Morville, em 1140, na qual se diz ter havido uma loja operativa desde o século XV. Esta loja aparece em segundo lugar nos Estatutos de Schaw, de 1599. Hoje, a Mother Kilwinning Lodge aparece na relação da Grande Loja da Escócia com o número 0. (85) A New Encyclopaedia of Freemasonry, Arthur Edward Waite, Wings Books, 1970 (86) Histoire des Rituels des Hauts Grades Maçonniques, Paul Naudon, Dervy, 1972 Bibliografia Além das obras citadas especificamente, foram também consultadas: - The Cambridge Biographical Encyclopedia, edited by David Crystal, Cambridge University Press, 2000. - Collins Dictionary of Dates, Audrey Butler (editor), Harper Collins Publishers, 1996. - Grã-Bretanha, da série Nações do Mundo, editado por Gillian Moore, Time Life Livros & Cidade Editora, 1986. - Roma Imperial, da Biblioteca de História Universal Life, editado por Moses Hadas, Livraria José Olympio Editora,1969. - The Penguin Atlas of World History, Hermann Kinder e Werner Hilgemann, Penguin Books, 1979. - Dicionário da Idade Média, organizado por R. H. Loyn, Jorge Zahar Editor, 1990. - Islamic Calligraphy, Y. H. Safadi, Thames and Hudson, 1978. - The Knights Templar, Charles Moeller, in The Catholic Encyclopedia, Online Edition, Kevin Knight, 1999. - Idade da Fé, da Biblioteca de História Universal. - Life, por Anne Fremantle, Livraria José Olympio Editora,1969.
  • 9. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 9/28 O famoso Pilar do Aprendiz da Capela de Rosslyn. Conta a lenda que o mestre da construção foi a Roma para estudar como esculpir o pilar. Na volta, porém, encontrou o pilar esculpido por um aprendiz, cuja inspiração veio em sonho. Enciumado, o mestre assassinou o aprendiz com um golpe de malho na cabeça. O Barão Karl Gotthelf von Hund (1722-76), criador da Ordem da Estrita Observância, introduzida na Alemanha, da qual os monarcas Stuart destronados seriam os Superiores Desconhecidos. O Pergaminho de Chinon: a comissão apostólica “ad inquirendum”, reunida de 17 a 20 de agosto de 1308, absolve os Templários e o próprio Jacques de Molay (Archivum Secretum Apostolicum Vaticanum, Archivum Arcis, Armarium D 218). No detalhe, o selo do inquisidor. “A História da nossa Instituição está reservado aos Iniciados que não param na superfície e sabem aprofundar-se nos seus estudos. Estudai e persevaria com paciência, para que um dia possais ser um Mestre, não apenas nas insígnias, mas uma Luz que afugente as trevas de nossos Templos.” (JIG), Nota: Quero agradecer publicamente ao Irmão João Guilherme Ribeiro que muito gentilmente me autorizou a publicar, agora no nosso JB News, esta epopeia dos Templários, trabalho digno de ser conhecido por todos os maçons. E por último, ao Irmão Jerônimo Borges, este paladino da cultura maçônica. A Maçonaria é muito mais brilhante com Irmãos de vossa estirpe.
  • 10. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 10/28 O Ir Aquilino R. Leal * (aquilinoleal@ibest.com.br ) escreve aos domingos e quartas-feiras neste espaço. FÉRIAS MAÇÔNICAS: UMA VAGABUNDAGEM TUPINIQUIM1 Material originalmente publicado na edição 380, 22/12/2012, do semanário FOLHA MAÇÔNICA – ligeiramente modificado para os propósitos do JB NEWS. Aquilino R. Leal Fato: Segundo os entendidos, as férias maçônicas é uma invenção tupiniquim e relativamente recente e ano pós anos vem sendo cada vez mais "esticada" para satisfação daqueles que creem que trabalho maçônico é estafante mesmo acontecendo uma vez por semana e quando muito. Pelo que sabemos, no Grande Oriente do Brasil temos o alentado período de 30 dias - 20 de dezembro a 20 de janeiro - e na Grande Loja, pelo menos a do Rio de Janeiro, o período de 20 de dezembro a 6 de janeiro - para que os "cansados" maçons repousem de seu pesado trabalho simbólico de operário. Isso, todavia, nem sempre aconteceu. Consultando antigos livros de atas, pode-se constatar que as Lojas não paravam seus trabalhos nem no Natal, ou na passagem de ano. Tomemos, para exemplo, alguns casos: × Na Loja Amizade, de São Paulo, dois padres (padres, vejam bem!), Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade e José Joaquim dos Quadros Leite, foram iniciados a 25 de dezembro de 1832; e no dia 30 de dezembro, foi iniciado o padre José Joaquim Rodrigues. E o trmplo da Loja, à rua Tabatinguera, foi inaugurado num dia 3 de janeiro (de 1873) × Na Loja Piratininga, de São Paulo, a 23 de dezembro de 1912, era aprovada a proposta de que se alugasse o novo prédio da Loja, à rua Líbero Badaró, à firma Luiz Osório e Cia., por quatro contos de réis mensais, com contrato por cinco anos. A 8 de janeiro de 1890, era aprovado, em sessão econômica, um voto de congratulações pela escolha do marechal Deodoro da Fonseca para o Grão- Mestrado do Grande Oriente do Brasil. × A Loja Fé e Perseverança, de Jaboticabal, promoveu a sua sessão de regularização a 5 de janeiro de 1890. × A Loja Monte Líbano, de São Paulo, realizava uma sessão magna para iniciação de Júlio dos Santos 1 Material recebido por e-mail indicando ser o autor o Ir Castellani. Alterações/adaptações por Aquilino R, Leal. 4– aquilino r. leal Férias Maçônicas: Uma Vagabundagem Tupiniquim JB NEWS – Aquilino R. Leal
  • 11. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 11/28 Martins, português, agente comercial, a 31 de dezembro de 1914. × A Loja União Paulista, de São Paulo, iniciava, a 7 de janeiro de 1924, o negociante italiano Francisco Maurano. A mesma Loja, a 27 de dezembro de 1928, iniciava o comerciante italiano Carlos Castellani. × A Loja Fraternidade, de Santos - que, em 1915, fez fusão com as Lojas Renascença II e Cinco de Abril, formando a Fraternidade de Santos - em sessão de 31 de dezembro de 1955, resolvia que, na procissão em louvor a São Benedito, a Loja se faria representar com a imagem de S. João, a ela pertencente, a qual seria transportada e acompanhada pelos obreiros do quadro. A partir do final do século passado, algumas Lojas começaram a fazer um pequeno hiato em seus trabalhos, da véspera de Natal até ao dia de Reis, a 6 de janeiro. Posteriormente, porém, iria haver um aumento, em uma Obediência - que iria se estender às demais e até ser esticado - de forma pitoresca: A 25 de janeiro de 1955 - último dia dos festejos do 4º. Centenário da cidade de São Paulo - era inaugurado o Edifício-Sede do Grande Oriente de São Paulo, à rua São Joaquim, cuja construção fora iniciado em 1948. Para os padrões da época, o prédio era opulento: 2.320 (dois mil trezentos e vinte) metros quadrados de construção; quatro templos para trabalho de 24 Lojas e mais um templo nobre; um subsolo e mais três andares, servidos por elevador Atlas; templos aerificados, através de um sistema de insuflação de ar fresco, produzido por ventiladores centrífugos de baixa pressão e rotação com motores elétricos de 5 a 10 HP, para expulsar o ar viciado e quente, que era aspirado para o exterior através de ventiladores bi helicoidais, com funcionamento automático; abastecimento de água através de dois reservatórios de concreto, um no subsolo, com capacidade para 10.000 litros e outro no último andar, com capacidade para 4.000 litros; dez instalações sanitárias completas; oito Câmaras de Reflexão, com dispositivo para se ver, de fora, o que se passa dentro, sem que, do interior, se perceba. Evidentemente, um prédio tão grande e complexo é de difícil manutenção; e essa dificuldade é agravada pelo grande número de pessoas que por ali circulam e que ajudam a deteriorar a construção. E foi isso que aconteceu, em pouco tempo, pois, menos de três anos depois de sua inauguração, o edifício já necessitava de reparos. Diante disso, o Grão-Mestre Benedito Pinheiro Machado Tolosa, professor de Obstetrícia da Faculdade de Medicina de S. Paulo, emitia, a 9 de dezembro de 1957, o Ato No. 146, estendendo as férias maçônicas - que, então, iam de 24 de dezembro a 6 de janeiro - até ao dia 18 de janeiro, diante da necessidade de se proceder a reparos, limpeza geral e pintura parcial do Edifício-Sede. Nos dois anos seguintes, pelo mesmo motivo, elas foram estendidas até ao dia 20. E a coisa acabou, rapidamente, se tornando "tradicional", mesmo que os motivos tenham sido esquecidos e mesmo que nem se pense em reparos e pinturas, chegando, mesmo, até às Constituições do Grande Oriente do Brasil, as quais, antigamente, eram omissas, não fazendo qualquer alusão a férias. Acabou, além disso, chegando a outras Obediências, que, até, talvez adorando a ideia, esticaram mais ainda as tais "férias", dando, inclusive, um "extra" no mês de julho, como se os maçons fossem aluninhos de escolas infanto- juvenis, com direito a férias de verão e férias de inverno. Os maus exemplos, geralmente, frutificam; ou seja: passarinho que anda com morcego acaba dormindo de cabeça para baixo. E, até hoje, não apareceu ninguém para extirpar essa prática, que é esdrúxula, porque o trabalho maçônico é constante e ininterrupto, como o de outras entidades filosóficas, iniciáticas, assistenciais e de aperfeiçoamento do Homem (seria, realmente, cômico, se a Igreja, por exemplo, entrasse em férias). Coisas como essa é que desgastam a Maçonaria brasileira, reduzindo-a à condição de simples clube, ou sociedade recreativa, o que contribui para corroer a sua credibilidade pública. Como, notoriamente, o uso do cachimbo faz a boca torta, será difícil acabar com essa invenção, pois as justificativas são muitas: Uns alegam que é preciso dar férias aos funcionários da Obediência e das Lojas, esquecendo-se de que qualquer empresa, ou sociedade, dá férias aos seus funcionários, sem fechar as suas portas. Outros, no exercício do mais profundo egocentrismo, justificam as tais férias (inclusive as de inverno), com a necessidade de aproveitar as férias escolares e viajar com a família, esquecendo- se - intencionalmente, é claro - de que, se os filhos têm três meses de férias escolares, qualquer trabalhador tem, no máximo, 30 dias, a não ser que seja um nababo miliardário, ou um desocupado crônico. Além disso, muitos maçons, já maduros e sem filhos em idade escolar, gostariam de frequentar os trabalhos maçônicos, constantemente, mas são tolhidos pela ditadura egoísta dos que acham que, se eles não podem frequentar, os outros também não podem. É o caso de recorrer à velha expressão: "Vai trabalhar, vagabundo", pelo menos, na Maçonaria, já que a indolência, hoje, é marca registrada nacional (basta ver os tais "feriados prolongados").
  • 12. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 12/28 Conclusão: Até parece que nos espelhamos nos exemplos dados em Brasília por muitos dos politiquetes! “Para um cavalo cansado, até seu rabo é um peso.” (provérbio tcheco) Material assinado pelo Ir Aquilino R. Leal, engenheiro eletricista, professor universitário, iniciado em 03 de setembro de 1976 no Templo Tiradentes (São Cristóvão – Rio de Janeiro - Brasil), elevado em 28 de abril de 1978 e exaltado em 23 de março de 1979 ocupando o veneralato em 05 de julho de 1988. É fundador de duas Lojas Maçônicas, entre elas a Loja Stanislas de Guaita 165 – Rio de Janeiro, ambas trabalhando no REAA e às terças-feiras. Desde 2008 é colaborador permanente do semanário FOLHA MAÇÔNICA (folhamaconica@gmail.com), atualmente com a responsabilidade de três colunas semanais: A POLÊMICA NA FOLHA, EUREKA (TUREKA E NÓSREKA) e ENQUETE INÚTIL. Gerencia o „PONTO CULTURAL DO FOLHA MAÇÔNICA‟ (http://sdrv.ms/QobWqH) onde estão postados mais de 16 mil títulos sobre a Ordem e afins para livremente baixar. Também colaborador permanente, desde março de 2013, com duas colunas mensais, do mensário espanhol RETALES DE MASONERÍA. Academia Maçônica de Letras do Brasil. Arcádia Belo Horizonte www.academiamaconicadeletrasdobrasil.blogspot.com
  • 13. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 13/28 A OPERAÇÃO TRIÂNGULO Irmão Eleutério Nicolau da Conceição Escritor, Historiador, Membro da Academia Catarinense Maçônica de Letras, MI da Loja Alferes Tiradentes nr. 20 - Florianópolis As três obediências maçônicas atuantes no estado de Santa Catarina convivem em clima de harmonia, havendo franca Intervisitação. Os três Grãos Mestres participam de cerimônias conjuntamente, como no Início do Ano Maçônico, Dia do Maçom e Homenagem à Semana da Pátria, entre outros eventos que transcorrem no calendário dessas obediências regulares. Existe também uma loja especial jurisdicionada ao GOSC (Grande Oriente de Santa Catarina), União e Fraternidade do Mercosul, que se reúne apenas no período de janeiro a março de cada ano, sem quadro fixo de obreiros. Seu venerável Mestre pertence aos quadros do GOSC, mas os demais cargos são exercidos por membros do GOBSC(Grande Oriente do Brasil em Santa Catarina) e da GLSC (Grande Loja de Santa Catarina), presentes à sessão, e os demais obreiros que compõem o quadro da loja são também filiados das diversas lojas jurisdicionadas às obediências mencionadas ou vindos de outros orientes, que se congregam para participar de palestras de cunho maçônico e cultural. Porém, é preciso que se diga, no passado, a situação era bastante diferente. Anteriormente à década de 1980, a visitação às lojas de diferentes obediências não era praticada, sendo mesmo desaconselhada, até proibida por alguns de seus dirigentes maiores. Este estado de isolação começou a ser alterado pela atitude de duas lojas, consideradas rebeldes por suas obediências (visto que não aceitavam as recomendações isolacionistas). As administrações eleitas para o período 80/81 e 81/82, respectivamente nas Lojas Alferes Tiradentes e Januário Corte, sendo a primeira filiada à Grande Loja de Santa Catarina e a segunda ao Grande Oriente de Santa Catarina, encontram-se na origem dos procedimentos que, em seu desenvolvimento futuro, vieram a ser conhecidos como “Operação Triângulo”. No planejamento da Loja Alferes Tiradentes para aquele período, constava o relacionamento amplo e sem restrições com outras lojas da capital. Por outro lado, a Loja Januário Corte atravessava dificuldades, posto que havia deixado o templo da Loja Regeneração Catarinense e estava em construção do seu próprio na Rua Joe Colaço no bairro Córrego Grande. Os Veneráveis empossados em ambas as Lojas eram jovens maçons, na Loja Alferes Tiradentes o ir:. Walter Pacheco Júnior, na Loja Januário Corte o ir:. Waldemiro Silveira 5 – “a operação triÂngulo” Ir Eleutério Nicolau da Conceição
  • 14. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 14/28 Júnior. Ambos planejaram um esquema de intervisitação até então inédito na Maçonaria Catarinense. Logo em seguida o esquema de intervisitações passou-se à fase de sessões conjuntas. Depois, irmãos da Loja Regeneração Catarinense sob a liderança de seu Venerável Mestre, irmão Aloysio Gonçalves de Oliveira oficial médico da Força Aérea, integraram-se ao ideal de convivência fraterna entre maçons, independentemente de suas origens obedienciais. Durante os períodos administrativos da Alferes Tiradentes capitaneado pelos Irmãos Lonarte Sperling Veloso e Ênio Flores Júnior, já com diversas outras lojas das duas demais obediências participando intensamente, o projeto foi se expandindo, e teve o seu coroamento efetivo, quando numa Sessão Magna de Iniciação brilhantemente conduzida pelo Irmão Ênio Flores Júnior, os Grãos Mestres das três Obediências, José Abelardo Lunardelli, Rubens Victor da Silva e Samuel Fonseca, estiveram presentes, sendo todos recebidos ritualisticamente de acordo com seus cargos e funções. Nessa mesma sessão o número de presentes foi tão significativo que se precisaram alocar cadeiras para reforçar colunas e oriente, no antigo templo da GLSC, nos altos do edifício do BRDE. No ano de 1985 realizou-se em Florianópolis a primeira eleição para o executivo municipal após o término do período ditatorial, durante o qual o cargo de prefeito era ocupado por indicação de Brasília. Entre os candidatos havia dois maçons, Francisco de Assis Filho, obreiro da Loja Alferes Tiradentes, e Ênio Branco, da loja Ordem e Trabalho, do GOBSC. Decidiu-se então promover reuniões conjuntas dos obreiros das três obediências para oportunizar aos irmãos candidatos a apresentação de suas plataformas eleitorais aos seus pares, com o nome de “OPERAÇÃO TRIÂNGULO”. Assim, em reuniões promovidas pelas Lojas Alferes Tiradentes, Regeneração Catarinense e Fraternidade Catarinense, os dois irmãos foram ouvidos e questionados. Todas as sessões contaram com a presença de número significativo de irmãos, lotando as dependências dos templos onde foram realizadas. As três sessões, tiveram lugar primeiro na Loja Regeneração Catarinense, a segunda na Loja Fraternidade Catarinense e a terceira na Alferes Tiradentes. O Grão Mestre de cada Obediência presidia a sessão que era realizada em loja de sua jurisdição. Ocupam o trono da Loja Alferes Tiradentes: da esquerda para a direita: Manoel Gomes. Samuel Fonseca, José Abelardo Lunardelli, Rubens Victor da Silva e José Wellington Machado Cavalcanti, Venerável Mestre da Alferes Tiradentes à época.
  • 15. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 15/28 Na divulgação da Operação Triângulo a Loja Alferes Tiradentes lançou a CONCLAMAÇÃO aos Maçons e na terceira e histórica sessão, realizada no 12o andar do edifício do BRDE, cito à Avenida Hercílio Luz, foi assinada a PROCLAMAÇÃO AO POVO MAÇÔNICO, primeiro documento assinado conjuntamente pelos Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli, da Grande Loja de Santa Catarina (GLSC); Rubens Victor da Silva do Grande Oriente do Brasil em Santa Catarina (à época chamado de GOESC: Grande Oriente do Estado de Santa Catarina) e Samuel Fonseca, do Grande Oriente de Santa Catarina (GOSC). O texto do pronunciamento registrava : “A Maçonaria de Santa Catarina, representada pelo Grande Oriente do Estado de Santa Catarina, Grande Oriente de Santa Catarina e Grande loja de Santa Catarina, Potências Maçônicas irmãs pela TRADIÇÃO, pela CONSCIÊNCIA, pela IDENTIDADE DE OBJETIVOS, pela UNIDADE DE PENSAMENTO, pela coesão de SENTIMENTO, pelo passado histórico e pelo ANSEIO de todos os irmãos, se unem novamente para levar indistintamente aos irmãos uma mensagem de respeito às nossas tradições e de fé no nosso futuro. Proclamamos que de forma unida e coordenada poderemos desenvolver ações mais eficazes e de resultados mais rápidos. Que de forma unida e coordenada elevaremos a patamares ainda mais dignos e altaneiro o nome da SUBLIME INSTITUIÇÃO, que adotamos como padrão de vida, regra de conduta e código moral. Que somente de forma unida e coordenada as Potências terão seu real valor e razão de existência. Que somente de forma unida e coordenada as Potências reviveremos o nosso glorioso e histórico passado., para que o momento presente seja no futuro festejado pelos maçons do século XXI, pelos filhos de nossos filhos, como de claridade, de sabedoria, de determinação, de entusiasmo, e de idealismo. Sabemos todos que o sentimento de FRATERNIDADE, de LIBERDADE e de IGUALDADE, bem como a própria evolução da sociedade e a marcha dos acontecimentos dispensam convencionalismos de quaisquer espécies, razão porque ficam todas as lojas e maçons de Santa Catarina convocados para uma gigantesca cadeia de união, enfrentarmos com galhardia a nobre missão que nos compete realizar. Ao encerrarmos o primeiro ciclo de reuniões conjuntas externamos todos os votos que eles se multipliquem, não somente pelo nosso desejo, mas também por ser o anseio e aspiração do POVO MAÇÔNICO, par maior glória do G:. A: D:. U:. Dado e traçado aos onze dias do mês de outubro do ano de hum mil novecentos e oitenta e cinco da E:. V:. , em Sessão Magna especial da Loja Alferes Tiradentes, Florianópolis, estado de Santa Catarina.” Assinam os Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli, Rubens Victor da Silva e Samuel Fonseca.
  • 16. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 16/28 Os Grãos Mestres Rubens Victor da Silva, José Abelardo Lunardelli e Samuel Fonseca na Sala dos Passos Perdidos da Aug:. E Resp:. Loj:. Alferes Tiradentes.
  • 17. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 17/28 . Fac-símile da histórica proclamação Nenhum dos dois irmãos candidatos teve sucesso em seu pleito, (talvez devido à fragmentação do voto maçônico entre os dois candidatos e à liberdade de consciência defendida pela Instituição maçônica, que incita seus obreiros a votarem no candidato de sua preferência), mas a Operação Triângulo firmou os laços de fraternidade entre as três obediências maçônicas. Multiplicaram-se as sessões conjuntas, chegando os três Grãos Mestres a se reunir regulamente, a partir daquela data, para tratar de assuntos de interesse comum, em um movimento que teve repercussão nacional, apontado por todos como exemplo de ideal de convivência maçônica. Nos anos seguintes o processo teve continuidade, com os Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli (em segundo mandato), Elmo Bittencourt, do GOESC e José Carlos Pacheco, do GOSC.
  • 18. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 18/28 Em sessão especial, a loja Alferes Tiradentes concedeu o título de Membro Honorário de seus quadros aos Grãos Mestres José Abelardo Lunardelli, Elmo Bittencourt e José Carlos Pacheco. Os Grãos Mestres Elmo Bittencourt e José Carlos Pacheco. Outros veneráveis e outros irmãos também tiveram iniciativas ou mesmo deram continuidade ao processo de intervisitação e realização de sessões conjuntas e até as obediências começaram a trocar os seus Boletins, distribuídos em suas respectivas lojas. Como seguimento especial do ideal de fraternidade despertado por este movimento, o Ir:. Getúlio Corrêa (mais tarde Grão Mestre do GOSC), com os oficiais maçons da PMSC e de Maçons das lojas sediadas em Florianópolis, organizaram posteriormente a maior Sessão Maçônica já realizada no Estado de Santa Catarina, num Trabalho de Mesa levado a efeito no Salão Nobre do Quartel Geral da Polícia Militar, que se chamou de A PRIMEIRA ASSEMBLÉIA GERAL DA FRATERNIDADE. O sucesso especial alcançado por essa sessão deveu-se à especial atuação dos irmãos Getúlio Correa, Hamilton Pacheco da Rosa e Ib Silva, todos oficiais da Polícia Militar. Também em decorrência dessa convivência fraterna, começou-se a realizar conjuntamente, sessão especial em homenagem à Semana da Pátria, em data próxima ao 7 de setembro. Essa festividade tem estado sob a responsabilidade de cada uma das obediências maçônicas, rotativamente e tem sido realizada todos os anos, em sessão aberta ao público contando sempre com a presença de obreiros filiados às três obediências, suas famílias e convidados especiais.. Podemos computar também como fruto sazonado dessa vivência fraterna a Fundação Hermon, braço social da maçonaria catarinense, mantida por lojas das três Potências, e dirigida por irmãos a elas jurisdicionados. Essa fundação tem desenvolvido vários programas no campo da assistência social, mantendo creches e centros para tratamento e recuperação de dependentes químicos, entre outras atividades. O tempo encarregou-se de demonstrar o acerto daquelas ousadas decisões iniciais. Hoje, mesmo antigos detratores daqueles eventos, reconhecem seu valor e consequências positivas, e buscam inserir-se entre os inspiradores daquele histórico movimento. A
  • 19. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 19/28 operação Triângulo não se extinguiu, pois a convivência fraterna entre as três obediências catarinenses que até hoje se verifica (temos até, em várias cidades do estado, templos que em diferentes dias são utilizados por lojas jurisdicionadas a diferentes obediências), é decorrente daqueles eventos iniciais e pode ser entendida como sua continuidade. Este texto foi redigido com objetivo de registrar aquele momento histórico, esclarecendo seus objetivos e nomeando seus principais agentes, antes que o tempo promova seu esquecimento, e na dubiedade das brumas do passado, confundam-se figuras e acontecimentos e se venha a referenciar personagens e circunstâncias indevidas e inexistentes. O autor, iniciado em 1984, utilizou como referências, anotações e memórias dos irmãos Lonarte Sperling Veloso e Walter Pacheco Jr., a quem agradece a contribuição.
  • 20. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 20/28 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às terças, quintas, sábados e domingos. Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes - PR Procedimentos do cobridor O Respeitável Irmão André Luis Arantes Monteiro, Loja Cavaleiros do Santo Graal, 3.229, GOSP – GOB, REAA, sem declinar o nome do Oriente (Cidade), Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão: macom@andrelam.com.br Assumi, recentemente, o cargo de Mestre de Cerimônias. Para melhor desempenhar a função, atendendo com o máximo rigor ao que está determinado nos Rituais do REAA, gostaria de saber se há algum manual ou material específico para o Mestre de Cerimônias, que esclareça alguns pontos que possam suscitar dúvidas ou exigir maiores esclarecimentos. Mais especificamente, as dúvidas que alguns Irmãos têm levantado em nossas Sessões, e que gostaria que fossem esclarecidas, referem-se aos Irmãos Cobridores (mais especificamente ao Cobridor Interno). No Ritual de Mestre Maçom, Edição 2009, página 14, está escrito: "Os Cobridores, em qualquer Grau estarão armados de espada que usarão sempre que assim for exigido pelo exercício do cargo”. Para atender este ponto, temos as seguintes dúvidas, que gostaríamos que fossem esclarecidas: 1. Após a verificação se o templo está coberto, a batida do grau na porta do templo deve ser dada com o cabo da espada ou com a mão? Entendemos que, se o Cobridor deve estar sempre armado, que a batida deve ser dada com o cabo da espada. 2. Como o Irmão Cobridor deve estar sempre armado de espada, como o Irmão Cobridor fica à Ordem? Da mesma maneira como todos os demais Irmãos, ou permanece de pé, com a espada em alguma posição específica? Se for em alguma posição específica, que posição é esta? 3. Como deve o Irmão Cobridor posicionar a espada enquanto estiver sentado? Meus Irmãos, por hora, estas são as dúvidas mais urgentes. Se os Irmãos possuírem algum manual que complemente o conhecimento para o exercício do cargo de Mestre de Cerimônias, agradeço profundamente se puderem disponibilizá-lo para este humilde obreiro. 6- Perguntas e Respostas Ir Pedro Juk (Procedimentos do Cobridor)
  • 21. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 21/28 CONSIDERAÇÕES: - 1 – Como o Cobridor estará fazendo a verificação, simbolicamente ele estará preparado para a missão o que significa com a espada empunhada pela mão direita. Assim ele dará a bateria do Grau com o punho da espada. 2 – Se na ocasião de se estar à Ordem o Cobridor estiver empunhando a espada ele a manterá à Ordem, isto é: parado, corpo ereto, pés em esquadria, espada segura pela mão direita junto ao lado direito do corpo na altura da cintura, lâmina apontada para cima tendo o cotovelo, o braço e antebraço afastados do corpo. Se na ocasião o Oficial não estiver empunhando a espada e a mesma estiver presa ao dispositivo previsto na faixa do Mestre (ver o Ritual de Mestre em vigência), ele ficará à Ordem normalmente, compondo o Sinal com a mão, ou mãos se for o caso. A regra de não se fazer sinal com o instrumento de trabalho significa que segurando o mesmo não se faz com ele o Sinal. 3 – O Cobridor sentado não segura espada e nem a coloca sobre as coxas. Para tanto ele manterá a espada presa na faixa como anteriormente indicada, ou pode ainda mantê-la presa ao dispositivo preso atrás do encosto da cadeira. É recomendável que ele a mantenha presa na faixa. Se a Loja possuir bainha para o Oficial, ele mantê-la-á embainhada. Não existe nenhum manual específico para os cargos em Loja editados pelo GOB. Quaisquer outras dúvidas eu me coloco à sua disposição para eventuais esclarecimentos. T.F.A. PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com Out/2013
  • 22. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 22/28 1) A Administração para 2014 V.'. M.'. - Ir.'. Emílio César Espíndola; 1o. Vig.'. - Ir.'. Gilberto Goulart; 2o. Vig.'. - Ir.'. Nilo Bairros de Brum. Sec.'./M.'. C.'. (Ad Hoc) - Ir.'. Mohamad Ghaleb Birani; 7 – destaques jb Resenha Geral ARLSE.·. Fraternidade do Mercosul Nº 70 (GOSC) atividade dos meses de Janeiro e Fevereiro. GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA - GOSC/COMAB Loja Especial “União e Fraternidade do Mercosul” nº 70 RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO - FUNDADA EM 31/01/1998 Programação Janeiro: 13.01.2014: Abertura dos Trabalhos de 2014 da ARLSE Mercosul com o Ser.'. Grão- Mestre, Ir.'. Alaor Francisco Tissot e Palestra com o Ir.'. Nilo Bairros de Brum, com o tema, "Os Precursores do Mercosul". * 27.01.2014 - Palestra com o Ir.'. Luciano Pinheiro, com o tema "Maçonaria e Religião"; Fevereiro * 10.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Gilberto Goulart, com o tema "A Independência dos Estados Unidos da América e a Revolução Francesa"; * 24.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Eleutério Nicolau da Conceição, com o tema “Som, Luz e Percepção" Local das Sessões: Será o mesmo de sempre, ou seja, o Templo do ARLS.'. Fraternidade Catarinense, na SC-401, em frente à ACM, conforme as datas acima referidas (13.01 - 27.01 - 10.02 - 24-02), às segundas-feiras, com início às 20:30 (vinte e trinta) horas.
  • 23. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 23/28 DESAFIO 19 - RESPOSTA Aquilino R. Leal No encontro de fim de ano, 2013, da Loja Stanislas de Guaita 165, Rio de Janeiro, o VM preparou uma surpresa: ofertou a cada Ir presente um brinde como reconhecimento do labor de cada „bro‟ durante o ano. Curiosos, soubemos, bem depois, que cada lembrancinha custou ao VM exatamente R$ 9,40. Quanto foi o gasto mínimo do VM com tais brindes? Verificamos que: 1) se contasse os presentes de dois em dois, sobrava um; 2) se contasse de três em três sobravam dois; 3) se contasse de quatro em quatro sobravam três 4) e se os contasse de cinco em cinco sobravam dois. A RESPOSTA/SOLUÇÃO Para saber o gasto do VM antes temos que descobrir quantos foram os presentes. A última assertiva no diz que a quantidade q de lembranças é um múltiplo de cinco mais dois, tipo, 7 - 12 - 17 - 22 - 27 - 32 – 37 - 42 etc. Mas a afirmação 1 nos garante que q é um número (inteiro) ímpar, portanto, eliminamos os pares da sequência anterior e concluímos que o valor procurado termina em 7 (7-17- 27-37-47-57-67-77-87-97-107...). Segundo a asserção 3 dessa série acima somente nos interessam os múltiplos de 4 terminados em 4, já que 7 - 3 = 4 (4-24-44-64-84-104...); portanto, os valores possíveis 7-27-47-67-87-107 etc. atendem. Pela assertiva 2, os múltiplos de 3 terminados em 5, pois 7 – 2 = 5, são: 15-45-75-105...; assim da última série acima ficam os possíveis valores para q: 47-107... Já que o VM fez um gasto mínimo com os brindes, somos levados a afirmar que foram adquiridos 47 brindes, portanto o gasto foi de R$ 441,80 (47 x 9,40). RESPOSTAS/SOLUÇÕES RECEBIDAS DOS LEITORES Ir.´. Jeronimo e Ir.´. Aquilino Resposta ao desafio da edição 1221 de 05/01/2014 (correção nossa) Verifica-se que contando-se os presentes de 3 em 3 ou de 5 em 5 sobram 2 portando o numero de presentes é um numero multiplo de 3 e 5 mais 2. O multiplo de 3 e 5 é 15 ao somamos 2 portanto o numero de presentes é 17 e considerando o custo individual de R49,40 temos que o V.´. M.´. gastou R$ 159,80 Guilherme M. S. Leite - ARLS Pureza Luz e Verdade - Oriente de Ribeirão Preto – SP. Raciocínio perfeito do „bro‟ Guilherme, apenas abruptamente interrompido já que não foram consideradas as demais asserções do desafio. Aquilino R. Leal. ..................................................................................... Caro Ir Aquilino, Ainda que um tanto atrasado, por conta do meu recesso, espero que tenha tido um excelente período de Festas e na oportunidade desejo-lhe um ótimo 2014! Segue em anexo uma solução proposta para o Desafio 19. TFA Jorge Abrunhosa Solução Proposta: Custo unitário do brinde = R$ 9,40 Gasto mínimo do Ven M com brindes = G x R$ 9,40 Onde G = Numero mínimo de brindes.
  • 24. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 24/28 Temos o seguinte sistema de equações: G = 2x + 1 G = 3y + 2 G = 4z + 3 G = 5w + 2 Onde x, y, z e w são necessariamente números inteiros positivos e também w < z < y < x Assim: 2 x + 1 = 3y + 2 x = (3y+1) / 2 3y+2 = 4z + 3 z = (3y - 1) / 4 e por fim 3y + 2 = 5 w + 2 y = 5w/3 Como w é inteiro e positivo e tem que ser necessariamente maior ou igual 3 ou múltiplo de 3 para que y também seja inteiro e positivo, pode-se obter uma tabela de valores de forma iterativa, como os computadores usam fazer nos seus cálculos por aproximações sucessivas. O famoso tentativa e erro... Tem-se então: w z = (3y-1) / 4 y = 5w / 3 x = (3y +1) / 2 3 3,5 5 8 6 7,25 10 15,5 9 11 15 23 12 14,75 20 30,5 Assim, da tabela anterior, observa-se que a menor solução possível e que apresenta todos os números inteiros positivos, portanto válida, é a assinalada em amarelo. Substituindo os valores assinalados no sistema de equações original tem-se: G = 2x + 1 = 47 brindes (mínimo) Assim, o Ven M teve um gasto mínimo de 47 x R$ 9,40 = R$ 441,80 A solução estritamente algébrica apresentada pelo „bro‟ Abrunhosa atende os „puristas‟. Aquilino R. Leal. Considere-se uma moeda de 10 centavos, R$ 0,10. Estica-se um barbante em volta da moeda, ajustando-o totalmente em volta da moedinha – vide Figura 1 - A. Passo seguinte acrescemos ao comprimento desse barbante mais 2 m de barbante da mesma espécie. Suponha-se agora que esse novo fio, com novo comprimento, seja ajustado em torno da moeda de modo a formar uma nova circunferência ficando ela „equidistante‟ da moeda em certa distância que denotaremos por x tal qual ilustra a imagem abaixo. DESAFIO 20
  • 25. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 25/28 Figura 1 - A Figura 1 – B Considere-se o formato da Terra ser uma esfera perfeita. Estica-se (certamente com a ajuda do Super- Homem!) um barbante ao longo da linha do Equador – o barbante deve ser ajustado formando uma circunferência – Figura 2 - A. Passo seguinte, acrescemos ao comprimento desse barbante mais 2 m de barbante da mesma espécie, tal qual no caso anterior. Suponha-se agora que esse novo fio, com novo comprimento, seja ajustado em torno da Terra de modo a formar uma nova circunferência ficando ela equidistante da linha do Equador em certa distância que denotaremos por y tal qual ilustra a Figura 2 - B. Figura 2 - A Figura 2 - B Sob tais condições podemos afirmar: 1) x > y 2) x < y 3) x = y 4) Nada se pode afirmar quanto aos valores de x e y sem conhecer os raios das circunferências envolvidas. Não vale „chutar‟! PERGUNTA QUE NÃO OFENDE: Quando, pela primeira vez, foram usados os ‘nossos três pontinhos’? A resposta/solução juntamente com os enunciados, para reavivar a mente do leitor, será fornecida na edição do próximo domingo; enquanto isso mande-nos tua resposta/solução que a publicaremos juntamente com a resposta „oficial‟. Este é mais um desafio enviado pelo Irmão Aquilino R. Leal que escreve todas as quartas-feiras e domingos para o JB NEWS. x Aquilino R. Leal Aquilino R. Leal y Aquilino R. Leal Aquilino R. Leal
  • 26. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 26/28 1 – Bom De Barro!!!Sensacional!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Assista o vídeo e tire suas conclusões. http://www.youtube.com/embed/nq2jY1trxqg?rel=0 2 - Zygmunt Bauman, filósofo polonês, reflete sobre a individualização da sociedade contemporânea em entrevista exclusiva concedida a Fernando Schüler e Mário Mazzilli na Inglaterra. Democracia, laços sociais, comunidade, rede, pós-modernidade, dentre outros tópicos analisados por uma das grandes mentes da contemporaneidade. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2011. Clique aqui: - http://www.youtube.com/watch?v=POZcBNo-D4A 3 - Mono Lake California Usa http://www.airpano.com/360Degree-VirtualTour.php?3D=Mono-Lake-California-USA 4 - O Gordo e o Magro (Dublado em Côres) A Ceia dos Veteranos http://www.youtube.com/watch?v=b7v5Yys4XDM Rádio Sintonia 33 & JB News. 24 horas com você. Música, Cultura e Informação o ano inteiro. Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal. www.radiosintonia33.com.br
  • 27. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 27/28 O Ir Sinval Santos da Silveira, escreve aos domingos neste espaço . Ir Sinval Santos da Silveira* Conto Poético Rendição ao Amor A tarde está se despedindo de mais um dia. Estou só, frente à uma capela, nesta vila de pescadores. Os ponteiros do relógio se entendem, e apontam para o Céu.
  • 28. JB News – Informativo nr. 1.228 Florianópolis (SC), domingo, 12 de janeiro de 2014. Pág. 28/28 São 18 horas. Uma suave melodia, prende minha atenção. " Ave Maria "... interpretada com voz de Verônica, apodera-se da minh'alma, nocauteia os meus sentimentos, expõe os meus ferimentos, que já não conseguem reagir. Quando penso que me curei, recaio enfraquecido, dominado pelo cansaço, esmagado pelo abraço que, de tão ausente, meu coração se rendeu. Os fiéis estão chegando. Ficarão de joelhos, ancorados em sua fé. Alguns, agradecerão. Outros, pedirão perdão. Um sorriso de mulher, expressivo e delicado, me faz entrar na Sagrada Casa. Eu a observo, atentamente. De joelhos, mãos postas com os dedos cruzados, apoiando a cabeça, medita e reza, fervorosamente. No que pensa, não me atrevo julgar. Eu a conheço. É mulher de pescador, já desaparecido no mar. Ninguém pode avaliar a sua dor. Mas, com Deus, conversa. Imagino, pedir autorização para um novo amor. A graça lhe foi concedida... Descruzou os dedos, enxugou as lágrimas, e da cabeça retirou, não apenas, o lenço negro, mas o medo de outro amor recomeçar. Julinha foi embora, deste lugar. O jovem padre, que ouviu sua confissão, também... Veja mais poemas do autor: Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com/ * Sinval Santos da Silveira Obreiro da ARLS.·. Alferes Tiradentes e Grande Orador da GLSC