JB NEWSRede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal
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Informativo Nr. 1.230
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Loja Templários da Nova Era nr. 91
Reuniões: quintas-feiras às 20h00 –
(Em recesso. Retorno: 06.03.14)
Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Florianópolis (SC) terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Índice:
Bloco 1 -Almanaque
Bloco 2 -Opinião: Mario Gentil Costa – Longevidade e Imortalidade
Bloco 3 –IrJosé Maurício Guimarães – Entendendo a Anti-Maçonaria
Bloco 4 –IrJuarez de Oliveira Castro – “Ano Novo “
Bloco 5 –IrJosé Ronaldo Viega Alves – “O Templo de Salomão” ...
Bloco 6 - IrPedro Juk – Perguntas & Respostas (do Ir Teodoro Robens de Freitas Silveira - Dúvida na
Abertura)
Bloco 7 - Destaques JB
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet - Colaboradores
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br
Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião
deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
14 de janeiro de 2014.
É o 14º. dia do Calendário Gregoriano. Faltam 351 para acabar o ano e 149 para início da Copa do Mundo.
Dia do Treinador de Futebol e Dia dos Enfermos
Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos.
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 1506 – A escultura clássica Laoconte e seus filhos (Grupo de Laocoonte) é redescoberta em Roma por Felice de
Fredi e vendida de imediato ao papa Júlio II.
 1659 – Batalha das Linhas de Elvas
 1724 – O rei Filipe V de Espanha abdica do trono em favor de seu filho mais velho
 1784 – Os Estados Unidos ratificam um tratado de paz com a Inglaterra encerrando a Revolução norte-americana.
 1809 – Firmada a aliança entre Inglaterra e Espanha para lutar contra Napoleão, cujas tropas haviam invadido a
Espanha.
 1852 – Promulgada nova Constituição na França, que outorgou poder a Charles Louis Napoleón Bonaparte.
 1876 – O telefone é patenteado por Alexander Graham Bell, apesar de ter sido inventado por Antonio Meucci.
 1907 – Centenas de pessoas morrem quando um terremoto atinge Kingston, a capital da Jamaica.
 1914 – Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que
reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro.
 1914 – A erupção do vulcão Strato, na ilha de Sakura, no Japão, provoca a morte de sete mil pessoas e destrói 13
mil casas.
 1923 – Direito previdenciário: editada a Lei Elói Chaves, que é considerada o ponto de partida da Previdência
Social Brasileira
 1943 – O presidente norte-americano Roosevelt e o primeiro-ministro inglês Churchill iniciam uma conferência
de guerra em Casablanca.
 1944 – Segunda Guerra Mundial: Início da ofensiva soviética contra tropas alemãs em Leninegrado e Novgorod.
 1952 – Iniciam-se os Jogos Olímpicos de Inverno em Oslo
 1953 – O marechal Josip Broz Tito é eleito primeiro presidente da República da Iugoslávia.
 1965 – Os primeiros-ministros da República da Irlanda e da Irlanda do Norte se reúnem pela primeira vez em 43
anos.
 1969 – Início da missão espacial Soyuz 4
 1973 – Elvis Presley realiza um show que foi o primeiro a ser transmitido via satélite para mais de 40 países e
visto por mais de 1 bilhão de pessoas. O show foi realizado em Honolulu, no Hawaii.
 1974 – O general Ernesto Geisel é escolhido presidente da República por eleição indireta. Ele assumiria no dia 15
de março, enfrentando dificuldades econômicas e políticas que anunciavam o fim do milagre econômico e
ameaçavam o regime militar. Em 1974, a inflação chegaria a 34,5%.
 1980 – Inicia-se o segundo mandato de Indira Gandhi como Primeira-Ministra da Índia.
 1982 – Adotada a bandeira do estado do Amazonas – Brasil
 1994 – Os presidentes da Rússia, Boris Iéltsin, e dos EUA, Bill Clinton, firmam em Moscou, com o presidente da
Ucrânia, Leonid Kravchuk, um acordo para eliminar todos os mísseis nucleares estratégicos ex-soviéticos.
 1996 – O empresário Álvaro Arzu, um político de direita, assume poder como o novo presidente da Guatemala.
 2000 – Cirurgiões do hospital Edouard-Herriot fazem, pela primeira vez, um duplo transplante de antebraços em
um paciente que os havia perdido há quatro anos.
 2000 – Um tribunal da ONU sentencia cinco croatas a 25 anos de prisão pelo massacre de 103 muçulmanos num
vilarejo na Bósnia e Herzegovina em 1993.
 2000 – Criação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) – Órgão do governo brasileiro.
 2001 – O socialista Jorge Sampaio é reeleito Presidente da República de Portugal.
 2005 – A sonda Cassini-Huygens aterra em Titã.
Culturais ou de média/mídia
 1900 – Estréia a ópera Tosca, de Puccini.
 1954 – A musa do cinema Marilyn Monroe casa-se com o jogador de beisebol Joe DiMaggio. A união dura
apenas nove meses, pois ele era violento e ciumento.
 1964 – Jacqueline Kennedy faz sua primeira aparição pública na TV desde o assassinato de seu marido John,
presidente dos Estados Unidos, em novembro do ano anterior.
 1965 – Adonias Filho é eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
 1966 – Lançado o disco Cant help thinking about me, o primeiro de David Bowie.
 1973 – Primeiro show de música via satélite: Elvis Presley no Havaí (Aloha from Hawaii).
 1990 – O programa de televisão Os Simpsons estréia no canal Fox nos Estados Unidos.
 1995 – Último show da Legião Urbana, em Santos.
 1998 – O canal de televisão NBC concorda em pagar ao estúdio Warner Brothers a quantia de US$ 13 milhões
por episódio da série ER
1 - almanaque
Eventos Históricos - Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
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Brasil
 Dia do Treinador de Futebol
 Dia dos Enfermos – Evento local
 Aniversário do município de Miguelópolis – SP
Santo – (Católico)
 Dia de Santa Ida – Santo da igreja católica
Sérvia
 Ano Novo – para os sérvios ortodoxos Feriado nacional local
Portugal
 Feriado municipal em Elvas – Município e cidade de Portugal
1583 Aporta, na ilha de Santa Catarina, o navegante espanhol Diego Flores Valdez, proveniente do Pacífico.
1788 Nasce, em Santo Antônio de Lisboa, José da Silva Mafra. Político fez parte da Junta que dirigiu a província
de Santa Catarina após a Independência e foi seu representante no Senado Federal, de 1844 até a sua morte a 3
de julho de 1871.
1830 Assume a presidência da província de Santa Catarina Miguel de Souza Melo e Alvim.
1923 Instalado, nesta data, o município de Bom Retiro, criado pela Lei nº 1.4408, de 4 de outubro de 1922.
1955 Fundado o Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco do México.
1992 Renasce a Maçonaria da Rússia: a Loja Harmonia nº 1 é consagrada em São Petersburgo, pela Grande
Loja Nacional Francesa.
1997 As Lojas Luiz de Camões e York notificam judicialmente a GLMERJ a saída da potência.
feriados e eventos cíclicos
Históricos de santa catarina:
fatos maçônicos do dia - Fonte: O Livro dos Dias (Ir. João Guilherme) e acervo pessoal
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LONGEVIDADE E IMORTALIDADE
Mario Gentil Costa - Florianópolis.
Contato: magenco@terra.com.br
http://magenco.blog.uol.com.br
LONGEVIDADE E IMORTALIDADE
A longevidade é meta prioritária de todos os humanos. Ninguém quer morrer cedo, e, embora
o paradoxo, ninguém quer ser velho ou aceita sem protestos os sinais do envelhecimento. A
aparência jovem – ou seus simulacros – comanda as preocupações e determina ou justifica qualquer
sacrifício. Daí tanto campo para as técnicas cirúrgicas de rejuvenescimento, tais como os liftings, os
botoxes, as lipoaspirações, os silicones, as plastias em geral. Mesmo que isso envolva riscos e já
tenha resultado em óbitos, vale tudo na luta inglória contra os inexoráveis estragos do tempo.
São raros os testemunhos de gente famosa que se recusa a essas práticas, como o de um
certo famoso, que, diante da cautelosa sugestão de uma fã ou de uma repórter, teria declarado ser
contra tais artifícios por considerar cada uma de suas rugas – que de fato não são poucas – uma
medalha adquirida em sua guerra pela sobrevivência. Admirável!
A ânsia pela vida longa cresce diante da constatação de que algumas espécies, tanto na
fauna quanto na flora, são capazes de viver séculos. Afinal, por que só a gente – que se tem na
orgulhosa conta religiosa de ser a obra favorita da “criação” – tem de pagar o preço de uma morte
comparativamente precoce, se até um estúpido molusco pode viver 400 anos, como foi divulgado
recentemente. Para se ter idéia do quanto essa concha, chamada Quahog, já viveu, basta lembrar
que é contemporânea de Shakespeare.
Isso, por acaso, é justo? Pode até não ser, mas parece ter explicação científica. Segundo as
conclusões do pesquisador Leonard Hayflick, o envelhecimento decorre do desgaste no
metabolismo celular. Um ser vivo permanece saudável enquanto suas células conservam a
capacidade de se reproduzir à perfeição. E esse fac-símile decai com a seqüência da repetição.
Seria, em analogia exagerada e grosseira, como se sucessivas cópias-carbono servissem de matriz
para o similar subsequente; as imperfeições serão crescentes e inevitáveis. De resto, o número de
vezes que uma célula pode replicar-se é programado por seus genes.
Além desse fator genético, a duração de cada ser depende da intensidade com que ele
consome suas reservas de energia, ou seja, quanto mais intenso esse metabolismo, mais curta será
sua vida. Um exemplo ilustrativo é o beija-flor, que, para sustentar-se parado no ar, bate as asas
noventa vezes por segundo e, para isso, consome uma média de 6.000 calorias diárias. Pois bem. O
preço que ele paga pelo privilégio dessa façanha de beleza plástica incomparável é viver a média de
dois anos, ao passo que um canário, que se contenta em cantar, vive vinte, e um papagaio, que se
dedica a repetir gracinhas e palavrões, pode chegar aos oitenta. Já a baleia, que tem energia
calórica de sobra, chega facilmente aos 100 anos. Mas a regalia maior – ou mais injusta – coube a
uma tartaruga chamada “Harriet”, levada por Charles Darwin das Ilhas Galápagos para a Inglaterra,
e que faleceu no ano passado aos 175 anos.
2– OPINIÃO –
“Longevidade e Imortalidade” - Mario Gentil Costa
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Tudo isso aponta para um aparente erro estratégico que os humanos cometem ao priorizar o
rendimento máximo nos esportes competitivos. Ficará a cargo do futuro, provar que as atuais
gerações de gloriosos medalhistas olímpicos, maratonistas e similares viverão menos. Tudo faz crer
que a atividade física, praticada moderadamente e sem objetivos de bater sempre os recordes
anteriores – como se o ser humano não conhecesse limites – é o segredo da longevidade sadia.
As reações químicas intracelulares, através das quais o organismo humano sintetiza energias,
também produzem os chamados radicais-livres que levam à oxidação celular e, em conseqüência,
ao envelhecimento do corpo.
Existe um outro aspecto pouco cogitado, por remeter a indagações de ordem mais filosófica
que biológica, como se, por detrás de tudo, prevalecesse um determinismo ontológico de ordem
cósmica: “No estágio atual da evolução, o ser vivo, cumprindo inconscientemente as leis imutáveis
do Ciclo de Krebs – nascer, crescer, reproduzir-se e morrer – preserva-se saudável até o período em
que se reproduz e assegura a permanência de sua espécie. Depois, disso, por mais que lute e
resista, ele, como indivíduo, entra num lento processo de falência orgânica até o momento de ceder
espaço ao seu sucessor. Assim é a vida, por mais que as religiões e seus arautos nos acenem com
perspectivas de sobrevivência eterna. Esta é minha honesta maneira de ver. E vale para todos,
inclusive para os vegetais.
Por fim, foi encontrada no Brasil uma árvore, o Jequitibá-Rosa, que já completou 3000 anos.
Quando Cristo pisou o planeta, ela já contava 1000. Mas como não existe imortalidade, ela também
morrerá...
Mario Gentil Costa – MaGenCo (2014
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Entendendo a Anti-Maçonaria
Texto do ir.‟. José Maurício Guimarães.
Belo Horizonte - GLMMG
As antimaçonarias são movimentos formados por fundamentalistas religiosos, políticos
radicais e ex-maçons voltados para a crítica à Maçonaria. Sendo a Ordem Maçônica
estruturada numa filosofia libertária, não condenamos a priori essas críticas.
Entendemos que todo homem e toda associação (desde que se mantenham nos limites
da lei) têm o direito ao livre pensamento. Todavia, analisando os fatos que deram
origem à crítica sistemática, o estudioso acaba encontrando aspectos curiosos e
relevantes dessa intolerância. Daí, prefiro colocar o termo antimaçonaria em itálico – e
possíveis aspas! – uma vez que não existe bom-senso nem contraditório no radicalismo
e na intolerância.
O primeiro ensaio para a criação de uma antimaçonaria foi perpetrado pelo escritor e
jornalista francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès, mais conhecido pelo nickname Léo Taxil.
Esse Taxil tornou-se conhecido na Europa entre 1870 e início do século XX por ter enganado as hierarquias
eclesiásticas com falsas publicações (ditas “confissões”) sobre os maçons. A principal dessas “confissões”
consistia no relato das desventuras de uma suposta Diana Vaughan perante uma imaginária “seita maçônica”.
O livro de Taxil causou grande repercussão entre o clero católico e, apesar das sábias considerações e
advertências do bispo de Charleston, denunciando as falcatruas e invencionices de Taxil, o Papa Leão XIII
recebeu o falsário em audiência e acabou acreditando nele… Só mais tarde descobriu-se que Marie Joseph
Gabriel Antoine Jogand Pagès – aliás Léo Taxil, aliás Paul de Régis, aliás Adolphe Ricoux, aliás Samuel Paul,
aliás Rosen, aliás Dr. Bataille… – era o esperto e oportunista, diretor do jornaleco “La Marotte” proibido na
França por violar a moral e, por causa disso, Léo Taxil fora sentenciado a oito anos de prisão. Era o mesmo
Adolphe Ricoux que publicava livros anti-católicos pintando a hierarquia eclesiástica como hedonista e sádica.
Esse homenzinho de nome grande e de vários nomes confessara muito mais em 1885: com carinha de anjo,
dizia-se convertido ao catolicismo para ser solenemente recebido no seio da Igreja. Era o mesmo nanico
moral Gabriel Antoine Jogand que, neste mesmo ano!, ludibriara uma Loja Maçônica a aceitá-lo como
Aprendiz – grau do qual ele nunca progrediu – e onde tentou utilizar a boa-fé dos irmãos Maçons para
conseguir dinheiro e promover uma imprensa anticlerical. Um homem de mil caras esse Taxil. No ano
seguinte Taxil achou por bem tornar-se o autor oficial da antimaçonaria promovendo a venda indiscriminada
de novos livros e jornais sobre o assunto. Tomava dinheiro de uns para escrever e publicar contra outros.
Taxil foi o mestre da cizânia. Aproveitou as alucinações de Eliphas Lévi (aliás abade Alphonse Louis
Constant) e endereçou novas “acusações” contra a Ordem que inadvertidamente o iniciara. Despejou entre os
franceses o café requentado da época dos Templários: os maçons seriam satanistas e adoradores de um
ídolo com cabeça de bode chamado Baphomet. Essa reinvenção do absurdo ficou conhecida como “Jogo de
Taxil” ressuscitando a malfadada figura do bode como ícone (maldito) da Maçonaria. Entre 1886 e 1887,
doente e com medo da morte, constantemente assombrado pelo diabo que ele mesmo criara – trêmulo diante
da perspectiva do Juízo Onipotente – Taxil acabou por confessar suas fraudes. O nanico estava cansado de
ludibriar as pessoas. Mas era tarde demais, o mal estava feito: a calúnia é semelhante à história daquele
homem que subiu no alto de uma torre e espalhou um saco de penas sobre a cidade – impossível recolher
todas… impossível recompor…
No século XX as bases das antimaçonarias assentaram-se em três elementos: as fantasias de Léo Taxil, o
fanatismo religioso e os movimentos políticos totalitaristas: o salazarismo, o fascismo, o nazismo e o
stalinismo. Quanto ao comunismo, o Quarto Congresso da III Internacional (novembro de 1922) estabeleceu
“a incompatibilidade entre a Maçonaria e o Socialismo” tido como evidente na maioria dos partidos da anterior
II Internacional. A Maçonaria foi considerada como “organização do radicalismo burguês destinada a semear
ilusões e a prestar seu apoio ao capital organizado em forma de Estado”. Em 1914 o Partido Socialista
Italiano expulsou os maçons de suas fileiras e o Quarto Congresso recomendou ao Comitê Central do Partido
Comunista francês a tarefa de liquidar, antes de 1º de janeiro de 1923, todos os vínculos do partido com
3 – ENTENDENDO A ANTI-MAÇONARIA–
Irmão José Maurício Guimarães
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alguns de seus membros e de seus grupos com a Maçonaria. Todo aquele que antes de 1º de janeiro de
1923 não declarasse abertamente e a público, através da imprensa do partido, sua ruptura total com a
Maçonaria ficaria automaticamente excluído do Partido e sem direito a reafiliar-se no futuro. Felizmente esse
tipo de oposição foi revisto na segunda metade do século XX: a Maçonaria tem hoje mais de 300 Lojas em
Cuba (Gran Logia de Cuba fundada antes da revolução – em 1859 – e mantida por Fidel Castro). Além disso,
desde 1995 a Grande Loja da Rússia prossegue em seus trabalhos com Lojas sediadas em Moscou, St.
Petersburg, Voronezh, Vladivostok, Yaroslavl, Kaliningrad, Novosibirski, Beliy Ritzar, Voronezh, Stavropal,
etc… (fonte: List Of Lodges, Pantagraphprinting).
Em 1945 o nazismo impedira o funcionamento das Lojas Maçônicas na Alemanha. Nos países ocupados as
Lojas foram queimadas e todos seus arquivos confiscados e queimados. O prejuízo para a história da Ordem
foi incalculável. Os líderes da Maçonaria alemã foram sumariamente assassinados sob o pretexto de que a
maçonaria mantinha ligações “ilícitas” com o judaísmo internacional. Outros foram mandados para campos de
concentração, juntamente com suas famílias. Nossos irmãos eram obrigados ostentar nas vestes a estrela de
seis pontas que é, ao mesmo tempo, judaica e maçônica (Estrela de Davi).
Enquanto isso, nas fileiras da resistência permaneceram maçons ingleses, americanos, franceses,
dinamarqueses, tchecos e poloneses. Este é um fato que a atual antimaçonaria parece desconhecer… Sir
Winston Churchill, líder e principal vitorioso da 2ª Grande Guerra, era maçom – iniciado em 24 de maio de
1901 na “Studholme Lodge nº 1591” e conduzido ao Grau de Mestre, em 25 de março de 1902, na “Rosemary
Lodge nº 2851” de Londres.
Para entendermos as antimaçonarias é necessário ressaltarmos que a Ordem apresenta duas correntes
principais: a Regular e a Paralela. Maçonaria regular é a de origem judaico-cristã (católico-protestante)
surgida como “Operativa” por volta de 1356 e tornada “Especulativa” em 1717(*). Essa Maçonaria sempre
conviveu com a Igreja Católica ou com os Anglicanos e/ou Protestantes quando o Vaticano lhes fez oposição.
A outra, chamada “maçonaria paralela”, é a que supostamente possui elementos “contraditórios” com as
teses da Maçonaria regular, por exemplo: a aceitação em seu meio de místicos exacerbados, pagãos e outras
correntes esotéricas e similares. Essa dicotomia não afeta os laços de fraternidade dentro da Ordem como
um todo. Mas, os inimigos da Maçonaria se aproveitam da convivência pacífica entre essas correntes e
“colocam todas as laranjas no mesmo saco”.
Quanto ao fanatismo religioso, torna-se mais difícil analisá-lo nos dias de hoje. Muitos de seus “baluartes”
estão na internet ocultos em matérias e sites anônimos. Do outro lado, a falta de estudo e pesquisa em vários
segmentos da Ordem Maçônica propicia a esses adversários a formação de redes descontínuas e
propositadamente confusas onde se misturam fatos e preconceitos. Apesar de assentarmos os trabalhos das
Lojas sobre cânones da literatura sagrada (em nossa caso a Bíblia), o fanatismo religioso usa esses mesmos
textos para condenar e desacreditar as instituições iniciáticas e o trabalho que realizamos em benefício da
sociedade. Apegam-se num ou noutro deslize, numa ou noutra falha humana para condenar uma ideologia
inteira que vem sobrevivendo dignamente durante séculos, com enormes sacrifícios e mesmo com a vida de
seus membros. Isto sem falar no auxílio que dispensamos às demais instituições (religiosas e iniciáticas) e na
defesa que lhes prestamos sempre que sintam ameaçadas.
- A Maçonaria é uma organização de homens sujeitos aos mesmos erros e imperfeições que acometem
nossos detratores. Com uma diferença: não pretendermos ser infalíveis nem ocultamos nossos atos sob a
capa da religiosidade.
________________________________
(*) – Maçonaria operativa é o ofício de pedreiro (mason em inglês ou maçon em francês = pedreiro); por outro
lado, Especulativa é a Maçonaria que averigua minuciosamente os fatos das Ciências Sociais em busca da
verdade; que observa, indaga, pesquisa, cogita e reflete no seu campo de AÇÃO que é o homem e a
sociedade. A Maçonaria Especulariva data do século XVIII, portanto, não é apropriado o uso do termo
operativo para designar um Maçom dos dias atuais (a não ser que ele exerça a profissão de alvanel =
pedreiro).
JB News – Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 8/19
*Por Juarez de Oliveira Castro
Gosto de ouvir uma música, mas uma música que nos enleva e faz viajar pelo mundo afora. Essa música é
suave e inspiradora. Para os curiosos, trata-se da música interpretada por Nana Mouskouri intitulada:
"Recordações".
Essa música inspirou-me para indagar o que significa o Ano Novo. Porque fazemos tanta festa? É pergunta
que nos chega e que, às vezes, não temos uma resposta concreta imediata.
Uma das respostas que veio de repente, e que, talvez, tenha um sentido é que começamos o Ano Novo com
festas para começar a labuta anual com alegria, entre amigos e pessoas que queremos bem. Como ninguém
poderá viver isoladamente, começar o ano com pessoas, nos estimula a viver sempre para o outro. Com eles
podemos transmitir as ideias, pensamentos, sofrimentos, alegrias e tudo aquilo que faz parte de nosso dia a
dia. E o maior desejo que manifestamos é brindar o entrar do ano novo com abraço e desejo de que todos
tenham um feliz ano novo. E isso é feito no mundo inteiro.
E faz bem ao ser humano essa entrada inaugural no primeiro do dia do ano novo. Com brindes e abraços.
Com fogos de artifícios para anunciar que ele chegou. Para avisar que teremos 365 dias para viver, para
construir, para conviver.
E nessa entrada inaugural não poderá faltar o abraço, que sempre faz bem.
E, realmente abraços são energias que nos envolvem, e, certamente serão energias boas de pessoas amigas
e que simplesmente desejam o bem de cada um.
O brinde é a concretização do abraço através do sorriso de cada um, como a dizer que o ano será bem
melhor, porque, como disse alguém, "nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os
mesmos erros dos anos velhos".
É nesse momento que vai surgir uma variedade de promessas. As promessas são sempre para melhorar.
Não repetir os erros do passado. Consertar tudo aquilo que não deu certo no ano velho que se foi. Parece
que, na real, nós plantamos as sementes no ano velho e, veremos florir essas sementes no ano novo. Agora,
o essencial é como iremos conduzir a floração da semente durante o ano novo.
Com as experiências que adquirimos no correr da vida, principalmente do ano velho que passou, é que
teremos o nosso livro, cujas páginas em branco, a partir do ano novo, vamos escrever a nossa história.
4 – ANO NOVO
IrJuarez de Oliveira Castro
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Finalizo, fazendo minhas, as palavras de Carlos Drummond de Andrade:
"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera
desde sempre".
Academia Maçônica de Letras do Brasil.
Arcádia Belo Horizonte
www.academiamaconicadeletrasdobrasil.blogspot.com
*Juarez de Oliveira Castro
Obreiro efetivo da ARLS Alferes Tiradentes Nº 20
Florianópolis – Estado de Santa Catarina – Brasil.
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(O primeiro artigo relacionado está publicado no JB News nr. 1.225
editado semana passada. O segundo belo artigo é o presente):
O TEMPLO DE SALOMÃO: EXISTEM PERSPECTIVAS ARQUEOLÓGICAS PARA A
COMPROVAÇÃO DA SUA EXISTÊNCIA NO PASSADO, OU TUDO AINDA É FICÇÃO?
José Ronaldo Viega Alves
ronaldoviega@hotmail.com
Loja Saldanha marinho, “A Fraterna”
Oriente de S. do Livramento – RS.
“A relação entre a arqueologia e a Bíblia frequentemente é mal-entendida. O erro mais perigoso
– embora inocentemente cometido pelo povo cristão – é supor que a tarefa da arqueologia é
“provar a Bíblia...” Esta asseveração simplesmente não está aberta à investigação
arqueológica. Pode ser que demonstremos a probabilidade da ocorrência de certos eventos
descritos na Bíblia de maneira tal que tornemos a asseveração possível. Mas a aceitação da
asseveração em si é questão de fé, visto que não pode ser provada – nem, no que diz respeito
ao assunto, contestada – pela arqueologia.”
(Shalom Paul e Bill Dever em “Editor‟s Introduction, Biblical Archaelogy)
INTRODUÇÃO
Que outro propósito qualquer haveria, após ter efetuado as várias leituras e pesquisas que
redundaram neste trabalho, não sendo o de levar informações e esclarecimentos aos nossos Irmãos?
Algumas questões nos afligem, alguns temas nos inquietam, e então buscamos respostas. Somos eternos
buscadores. A Internet facilitou a vida de muita gente, mas para quem não sabe separar o joio do trigo é
preciso estar atento para não vender o peixe errado. Sobre o assunto que me propus a desenvolver aqui,
transcrevo parte da citação clássica Jules Boucher: “Para o Maçom, o Templo de Salomão não deve ser
considerado nem em sua realidade histórica, nem em sua acepção religiosa judaica, mas apenas em sua
acepção esotérica, tão profunda e tão bela.” E, aí eu pergunto: Quantos dentre nós, são os que o entendem
dessa forma? Quantos de nós pudemos aprender assim? Tenho ouvido muito discurso em Loja que não
segue essa linha, e onde o dito é que o nosso Templo é uma cópia perfeita do Templo de Salomão, sem
direito à discussões e ponto final.
Há uma diversidade de opiniões por aí, algumas sensatas, outras nem tanto. Mas, para
corroborar o que mal esbocei acima, mas, que atesta essa diversidade de opiniões, colho de duas outras
opiniões sobre o assunto, vinda de dois estudiosos maçônicos.
O Irmão Raimundo Rodrigues disse em seu livro “Templo de Salomão”: “É público e notório
que os maçons Operativos estavam diretamente ligados à igreja católica, o que é perfeitamente demonstrado
através do Poema Régio, o mais antigo documento da maçonaria Operativa. Talvez, por isso, o primeiro
Templo Maçônico tinha como modelo a Igreja e o Parlamento Britânico. Não nos parece correta a informação
de que existe muita coisa em nosso Templo copiada do Templo de Salomão.”
O Irmão José Castellani, em seu livro “Manias e Crendices em Nome da Maçonaria”, disse: “Do
Templo de Jerusalém, na realidade, a Loja tem as colunas vestibulares, Boaz e Jachin (Jakin); o restante é
mobiliário, que foi sendo introduzido aos pouco e que não é comum a todos os Ritos e não pode ser
considerado como parte integrante da construção. Foi só a partir do final do s[éculo XVII, quando o hebraísmo
foi associado aos trabalhos maçônicos, que surgiu a idéia de que a Loja teria por base o primeiro templo de
Jerusalém, o de “Salomão”. A arqueologia, na realidade, ainda não “descobriu” esse templo; sua única
descrição é a bíblica. E só forçando a imaginação é que se pode ver, nele, um arquétipo da Loja Maçônica.”
Vejamos se é possível então fazer estas duas coisas durante o desenvolvimento do trabalho:
não ser radical, a ponto de não aceitar outras possíveis verdades, e iniciar paralelamente a construção de um
templo arquitetonicamente sustentável e convincente, ou seja, que não o destino dos castelos de areia.
O TEMPLO DE SALOMÃO E A BÍBLIA
É preciso entender, em primeiro lugar, que tudo o que possuímos sobre o Templo de Salomão
e a sua construção é mesmo, o que está na Bíblia, sendo que, este integra as narrativas da mesma. Fora
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Ir José Ronaldo Viega Alves
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dela não existem evidências arqueológicas suficientes, ou não foram encontradas provas contundentes, que
permitam afirmar com tranqüilidade que ele de fato existiu.
Do ponto de vista arqueológico, são alguns poucos e pequenos objetos que afloraram nos
últimos tempos, sendo que alguns deles, até tem tido colocadas em dúvida suas autenticidades pelos
estudiosos, quando de exames mais apurados em laboratório.
Para o pesquisador, não é muito fácil proceder à leitura da Bíblia. Nas palavras do frei Jacir de
Freitas: “Ela tem dados históricos que se tornam dados de fé, e dados de fé que se tornam dados históricos.
E distinguir uma coisa da outra é complicado.” Se a Bíblia é pródiga em simbolismos, e isso em determinada
medida dificulta o trabalho dos historiadores, imaginem aos mesmos remontando a história do Templo de
Salomão, onde essa é a única e grande fonte de pesquisa, já que, a partir daí, poderão surgir várias outras
implicações, particularmente as de cunho religioso. Há que se considerar os diferentes contextos, as
influências, as traduções e as interpretações. Em parte de um artigo que li referente à descrição do que seria
a Bíblia, constou assim: “Há narrativas sobre pessoas oprimidas e marginalizadas, que se rebelaram contra
os poderosos e defenderam a sua fé. E não faltam histórias de reis, façanhas de guerreiros, descrições de
batalhas, detalhes sobre templos opulentos, cultos, pecados e perdões.” E é sobre um desses templos
opulentos que a Bíblia descreve em inúmeras passagens suas, que iremos falar agora.
Na relação do Templo de Salomão com a simbologia provinda da Bíblia, o pesquisador
maçônico Manly P. Hall assim se pronunciou sobre essa essência: “... não é histórica, nem arqueológica, mas
uma linguagem simbólica divina perpetuando sob certos símbolos concretos, os sagrados mistérios dos
antigos. Apenas aqueles que vêem nela um estudo cósmico, um trabalho de vida, uma inspiração divina de
pensar melhor, sentir melhor e viver melhor com a intenção espiritual de iluminação como fim, e com a vida
diária do verdadeiro maçom como meio, conseguiram um vislumbre dos verdadeiros mistérios dos ritos
ancestrais.”
Até aqui, já deu para entender que o tema para ser trabalhado sob a ótica proposta, vai estar
sempre invadindo uma ou outra dessas duas fronteiras: ciência e religião.
OS TEMPLOS JUDAICOS
Iniciando propriamente o presente trabalho transcrevo um trecho do livro “A Maçonaria e as
Tradições Bíblicas” do Irmão Joaquim Roberto Pinto Cortez, onde ele resume a história dos três templos dos
judeus para que assim, nos situemos no tempo (Veremos no decorrer do presente trabalho que os judeus
mais tradicionais, não aceitam e nem adotam a existência dos três templos, embora tudo indique que a
expressão “Terceiro Templo” tenha partido de Flavio Josefo, um historiador judeu, a serviço de Roma, e que
não foi contemporâneo de muitos dos fatos que relatou. Ou traduzindo em miúdos: ainda que muitos
estudiosos adotem a expressão Terceiro Templo, e isso até pode ser feito se considerado do ponto de vista
histórico e arquitetônico, religiosamente e para os judeus ainda era o Segundo Templo, pois, a oferta dos
sacrifícios (jamais foi interrompida durante a transição de um para o outro).
Prosseguindo então, o trecho a que me referi e constante no livro do Irmão Cortez é o seguinte:
“Segundo as tradições bíblicas, foram três construções realizadas no Monte Moriá, em Jerusalém, e que
teriam correspondido ao “Templo de Salomão”. O verdadeiro Templo que Salomão teria construído,
aparentemente fora iniciado cerca de 980 a.C. e sua inauguração aconteceria 20 anos depois. Esse primeiro
Templo foi destruído pelo Rei Nabucodonosor, da Babilônia, no ano de 586 a.C.. Nabucodonosor teria
arrasado totalmente o Templo, nada mais restando dele. É dessa data o início do chamado “Cativeiro da
Babilônia”.
Posteriormente, Ciro apodera-se da Babilônia, autoriza a que os judeus sejam repatriados da
Babilônia para Jerusalém, dando término ao cativeiro, e dá permissão para iniciaram, lá por volta de 520 a.C.,
a construção de um segundo templo. Templo de Zorobabel, já que Jerusalém nessa época estava sob a
liderança do Governador Zorobabel, e foi apoiado pelo funcionário Esdras e os profetas Zacarias e Ageu
(Livro de Esdras, Cap. I, Vers. 1 ao 4). O Templo de Zorobabel foi erguido no mesmo lugar onde existira
anteriormente o Templo de Salomão, e seguiu as mesmas linhas arquitetônicas, só que não era mais
possuidor em seu interior da Arca da Aliança e nem do Urim e do Tumim (oráculo usado pelo sumo
Sacerdote). No entanto, quanto a sua magnitude há controvérsias, pois, em (Ageu 2:2 3) consta que “os
idosos que tinham visto a casa anterior” de Jeová choraram, eis que, a construção que estava agora bem
diante deles era “como nada aos seus olhos” em comparação com o templo anterior. Esse templo também foi
destruído, mais adiante, pelas legiões romanas.
No século I a.C., Herodes o Grande ordena que se faça uma remodelação do Templo, para
com isso, agradar a César. Os judeus não viram isso com bons olhos e consideraram o fato como uma
profanação do templo sagrado. Herodes mudou a configuração original do Templo, mandando construir uma
torre num dos vértices da muralha, e de onde uma guarnição romana tinha acesso direto ao interior do pátio
do Templo. Para alguns historiadores isso ficou caracterizado não como destruição, mas, algo como uma
demolição para dar lugar a outro templo. Também, certos autores enxergaram o Templo, após essa
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intervenção, como um Terceiro Templo, o que nem sempre consta nos livros sobre a história do Judaísmo, já
que o Terceiro Templo para os judeus, não aconteceu ainda. Diante das muitas construções e destruições
sucedidas ao longo da história, é possível entendermos com relativa facilidade das dificuldades que é
encontrar o verdadeiro sítio aonde foi erguido o famoso „Templo de Salomão‟.”
Importante esclarecer de vez, que alguns pesquisadores chegaram a atribuir ao que hoje se
conhece como “Muro das Lamentações”, uma origem salomônica, o que não é verdadeiro, tendo ficado
comprovado posteriormente através de datações realizadas que o mesmo é contemporâneo ao Templo
mandado construir por Herodes, ou seja, bem mais recente do que alguns chegaram a pensar.
Com relação aos achado arqueológicos referentes ao Segundo Templo, foi encontrada uma
pedra (2.43X1 m) com a inscrição hebraica “lugar de toque de trombeta”, na região sul do monte do Templo,
que foi escavada por Benjamin Mazar, tudo leva a acreditar que tenha sido parte do mesmo. Ainda, alguns
dos vasos sagrados do Templo são hoje mostrados no Arco de Tito em Roma (perto do Coliseu), conforme
relato do Irmão Antonio Rocha Fadista, em trabalho seu publicado na revista “A Trolha”.
Com relação ao que alguns denominam de Terceiro Templo ou Templo de Herodes, existe um
bloco de pedra, que foi encontrado, onde consta uma inscrição em língua grega que funciona como uma
advertência aos gentios para se conterem de entrar na área que é reservada ao Templo. E a prova maior, que
já foi citada antes, que é a parede conhecida como “Muro das Lamentações”.
A LOCALIZAÇÃO DO TEMPLO DE SALOMÃO
Sobre a localização do Primeiro Templo, fundamentada nas descrições bíblicas, transcrevo da
revista judaica “Morashá”, o seguinte trecho: “A localização exata do Sagrado dos Sagrados foi revelada
apenas para Yaacov, o terceiro e último patriarca dos Povo Judeu. Avraham e Itzhak sabiam apenas que o
Sagrado dos Sagrados se localizava em algum ponto, no Monte do Templo. A Torá conta que Yaacov,
seguindo viagem para encontrar uma esposa, aprou em Jerusalém, e aí adormeceu sobre uma rocha.
Enquanto dormia, sonhou com uma escada , cujo topo atingia os céus, ( aqui estão falando da Escada de
Jacó, que também possui seu simbolismo todo especial na Maçonaria. Grifo meu.) e por onde anjos
ascendiam e descendiam. Isto indicava que o lugar onde se encontrava era o foco da elevação espiritual – o
portal para os Céus através do qual uma pessoa pode subir a níveis espirituais mais elevados. Yaacov, ao
acordar, percebendo que este era o ponto mais sagrado do mundo, colocou uma pedra como monumento e
verteu óleo sobre a mesma. Mais tarde, tanto o Rei David quanto Ezras e Neemias reencontraram o local
exato para que lá pudesse ser iniciada a construção dos dois Grandes Templos.”
Vejamos agora de outro ângulo, e num trecho retirado do livro “O Templo de Salomão nos
Mistérios da Maçonaria”, de autoria do Irmão Mario Name:
“A área escolhida para a construção do Templo foi a região do Monte Moriá em Jerusalém, designado pelo
próprio Rei Davi, na região conhecida como o Campo de Omã _ o jebuseu _ e onde Davi havia levantado
um altar. Parece ser ponto pacífico dentre os exegetas e estudiosos do assunto que o local era dentro de
uma área que é atualmente considerada local sagrado dos muçulmanos chamada HARAM esh-SHERIF e
que fica do lado oriental da Cidade Antiga de Jerusalém. É uma esplanada de 490 por 321 metros, no centro
da qual acha-se construída a Qubbat esh-sakrah, também conhecida como “Cúpula da Rocha”. Segundo
Nicolas Demetre Hadijinicolaou (Boletim do GOB – n° 10/20 de 01-06-84) o nome Mesquita de Omar que se
aplica comumente é falso, porque não se trata de uma mesquita e nem de uma construção de Omar.
A construção sobre a “rocha” _ que é sagrada para os muçulmanos _ está no exato local onde
estava localizado o Altar dos Holocaustos do Templo de Salomão e onde anteriormente Abraão oferecera seu
filho Isaac em holocausto e onde Davi havia erigido um altar.
As escavações patrocinadas pelo Fundo de Exploração da Palestina _ fundação de
pesquisas arqueológicas _ não encontraram qualquer vestígio das estruturas do Templo de Salomão
acima do nível do chão. É possível que o trabalho de nivelamento da rocha e da edificação dos
grandes muros de retenção do Átrio do ultimo templo (de Herodes) tenha obstruído todas as
construções anteriores.” (grifo meu)
A ARQUEOLOGIA E O TEMPLO DE SALOMÃO
Comprovadamente, em Jerusalém, existem muitos vestígios do período do Segundo Templo
(século 6 a.C.), mas, no que se refere ao Primeiro Templo, Templo de Jerusalém ou Templo de Salomão há
muito debate no campo acadêmico,no campo político, e os achados arqueológicos não tem acontecido com
tanta freqüência.
Para uma corrente de estudiosos, a Bíblia é a fonte mais confiável dos acontecimentos
históricos e, portanto, aquela que vai permitir com que se chegue aos achados arqueológicos referentes ao
Primeiro Templo.
No entanto, algo está mudando nessa maneira de pensar. Por muito tempo os arqueólogos
clássicos buscaram evidências concretas do que estava narrado nos livros sagrados para que os objetos
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porventura encontrados atestassem sua veracidade. Com uma pá em uma das mãos e a Bíblia na outra,
eram os textos sagrados que determinavam onde se deveria trabalhar. E agora o resultado das escavações
arqueológicas é confrontado com os textos bíblicos para que se ache uma confirmação da evidência
descoberta. O que já é uma revolução.
Por outro lado, e independente das descrições que estão registradas na Bíblia, alguns
cientistas tentam explicar a ausência até o momento de vestígios arqueológicos, em virtude da destruição
realizada por Nabucodonosor que não deixou pedra sobre pedra, e também, pela própria insuficiência das
escavações já que o local apropriado para realizá-las , hoje em dia, está ocupado pela sagrada mesquita de
Omar, ou o Domo da Rocha, onde Abraão quase teve o seu filho sacrificado como sinal de obediência ao seu
Deus. Esse mesmo lugar, o Islamismo o tem como sagrado também, pois, foi onde Maomé ascendeu ao Céu.
É possível sim, mediante comparações com achados arqueológicos que remontam a essa
mesma época e referentes a outras construções do mesmo período ter uma noção da arquitetura em vigor, e
a que foi usada para o Templo, técnicas utilizadas, tipos de ferramentas em uso, ornamentações da época,
pois, outros templos já foram encontrados e muitos dos que se encontravam na Mesopotâmia, Egito e alguns
dos fenícios são agora conhecidos. As descrições detalhadas pertencentes ao Velho Testamento, em
conjunto com o que se tem encontrado de ruínas de outros templos do mesmo período, tem propiciado uma
visão aproximada do que o Templo de Salomão realmente era. Além do mais, os planos gravados e as
medições acabaram inspirando cópias do templo judaico e outras estruturas pelo mundo inteiro.
Na verdade, quando efetuando as pesquisas referentes a este trabalho deparei-me com uma
constatação: a maioria dos livros disponíveis de Maçonaria, dificilmente fornecem dados sobre descobertas
arqueológicas, sendo que se o Templo de Salomão vem sendo objeto de tantas pesquisas... Com raras
exceções, fala-se em arqueologia bíblica, sendo que, a mesma até sofreu de certo descrédito a partir dos
anos 80. Vejamos o que diz Israel Finkelstein da Universidade de Tel-Aviv sobre o assunto: “O objetivo não é
comprovar à força que a Bíblia está certa, nem acabar com a veracidade dos relatos contidos ali. É diferenciar
o literário do factual”.
Desde o ano de 2006, um grupo de arqueólogos israelenses vem driblando as restrições para
escavar o Monte do Templo. Eles aproveitam o descarte de terra que é feito por ocasião da construção de
uma mesquita, e tem conseguido encontrarem alguns artefato hebreus dos séculos 7 a.C. e 8 a.C., e que se
considerando as dificuldades para a ciência avançar em terreno das religiões, é um verdadeiro progresso.
Também, portões de cidades muradas encontradas em Gezer, Meggido e Tel Hazor, apontam
para uma constatação: a de que havia um padrão arquitetônico na formação de posições militares. Isso vale
também para o templo que foi encontrado nos anos 1980 em „Ain Dara, na Síria, pois, ele tem um desenho
semelhante à descrição bíblica que é feita do Primeiro Templo de Jerusalém. Na opinião dos arqueólogos,
independente de ter sido ou não por Salomão, é bem possível, admitem, que esse primeiro templo tenha de
fato existido.
Do Livro “Arqueologia Bíblica” de Randall Price, em seu capítulo “O Templo” consta o seguinte:
“Conflitos políticos externos levaram os inimigos de Israel a repetidamente saquear seus tesouros e forçar os
reis dos judeus a diminuir e deformar suas estruturas com o propósito de pagar tributos. E por duas vezes, os
poderes estrangeiros destruíram o templo completamente. (...) Enquanto que a arqueologia é apolítica –
como é a maioria dos arqueólogos em suas metas arqueológicas -, a arqueologia de Jerusalém , sobretudo
próxima ao antigo monte do Templo, tem sido continuamente atacada pelos modernos inimigos de Israel
como propaganda política sionista. E, como no passado, as disputas religiosas internas continuam a perturbar
o local sagrado.” E mais adiante: “Como resultado, quase toda informação arqueológica quês está disponível
acerca d monte do Templo vem de explorações e escavações feitas no século passado. Naquele época, a
área estava sob o governo turco e os arqueólogos às vezes conseguiam permissão para explorar, Mas
pequenas quantidade de novas informações obtidas em recentes anos de escavações que aconteceram à
beira do antigo Templo. Estas novas descobertas permitiram-nos formular novas deduções arqueológicas
importantes concernentes a antigas questões sobre o próprio Templo.”
SÍNTESE DE ACHADOS ARQUEOLÓGICOS IPORTANTE E QUE ESTÃO RELACIONADOS AO TEMPLO
DE SALOMÃO
_Na década de 30, foi encontrado em Tel Tainar, na Síria, pela Universidade de Instituto Oriental de Chicago,
o melhor exemplo arqueológico de um templo salomônico, ou seja, um templo tripartido de salão comprido do
século VII. Este templo que tinha orientação leste-oeste igual ao de Salomão também tinha sido construído
próximo do Palácio Real, como o de Salomão.
_ Em 1940, o arqueólogo americano Nelson Glueck anunciou que havia descoberto as minas edomitas
controladas pelo Rei Salomão.
_Em 1972, no norte da Palestina, foram encontradas as ruínas do Palácio de Ahab, rei do norte de Israel no
período de 875 – 853 a.C., não muito distante do reinado de Salomão. Confirmadas e escavadas essas
ruínas, suscitaram a seguinte pergunta: Porque são encontrados vestígios arqueológicos dessa envergadura
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num reino vizinho e praticamente contemporâneo do reinado de Salomão e não se encontram as ruínas do
seu Templo?
_ Em 2006, inúmeros artefatos foram recuperados da área do Monte de Templo, a partir do solo que havia
sido removido pela Fundação Religiosa Islâmica, incluindo-se entre os objetos pesos de pedra e prata.
_ Em 2007, artefatos considerados como possivelmente a primeira evidência física da atividade humana no
Monte do Templo e datando do 8° ao 6° século foram encontrados. Destacam-se ossos de animais, tigela de
cerâmica, o aro de um frasco de armazenamentos, etc.
_Em setembro de 2013, a Universidade de Jerusalém anunciou a descoberta por arqueólogos israelenses, na
cidade velha de Jerusalém, de 36 peças de ouro, um medalhão e várias jóias datadas do séc. VII, todos
considerados objetos da época do Templo de Salomão.
_Um dos achados mais conhecidos e divulgados, datado do século XVIII, tem sua relação com o Templo por
uma inscrição que contém. Trata-se de um aponta de cetro em marfim na forma de romã do báculo de um
sacerdote que serviu ao Templo, e a inscrição contida na cabeça do cetro diz: “Pertencente à ca[sa de J...].
Um objeto santo dos sacerdotes (ou „santo aos sacerdotes‟)”.
_Da “Enciclopédia de Bíblia, Filosofia e Teologia” de Champlin, no verbete “Templo de Salomão” e do que é
exposto sobre Arqueologia cito: “Outras descobertas autenticaram vários itens de construção como a capital
proto-aeólia nos pilares, que era um projeto usado extensivamente no Templo de Salomão. Exemplo desse
tipo foram desenterrados em Megido, Samaria e Siquém. As decorações de lírios gravados e palmas, além
dos querubins, também foram encontradas em outras estruturas. As duas colunas na extremidade da varanda
foram ilustradas por escavações feitas em Tell Tainat. Pilares, para guardar a entrada dos templos, eram um
item comum nas antigas construções de templo.”
CONCLUSÃO:
O costume de se quebrar um copo após a cerimônia de casamento judaica serve para lembrar
que a felicidade de um judeu ainda não está completa, não enquanto o Sagrado Templo não volte a existir.
Isso só o tempo vai dizer.
A lenda persiste, mas, ao longo deste trabalho pudemos ver que, por mais que busquemos
registros e informações bibliográficas que atestem verdadeiramente a existência do Templo de Salomão,
nada foi obtido até o presente no que envolva provas cabais.
Quanto mais nos aprofundamos, mais perguntas surgem. No entanto, resta o consolo de que
há muito ainda para ser feito em termos de pesquisas arqueológicas. As areias do deserto e o tempo
transcorrido fazem com que muitos tesouros ainda permaneçam escondidos. E uma descoberta, uma
evidência só comprovadamente daquele período que surja a qualquer instante, pode mudar tudo o que se
tem até agora e que é muito pouco.
O Templo de Salomão ainda irá incendiar a imaginação de muitos. Sir Isaac Newton estudou e
escreveu sobre o Templo. Matemático, ficou intrigado com a geometria do Templo. Aqui, não entramos em
aspectos geométricos, não fizemos descrições arquiteturais, não adentramos em questões que envolvem as
religiões. Todos os assuntos são pertinentes, todos comporiam, até mesmo mais de um livro.
O professor e arqueólogo Amihai Mazar deu a seguinte explicação, onde revela os esforços
dos arqueólogos e historiadores para apresentarem o melhor modelo teórico do Templo enquanto não surjam
perspectivas melhores, sejam no campo diplomático, sejam no campo dos achados arqueológicos de maior
contundência:
“Muito desejamos explorar o Templo de Salomão. Infelizmente, sabemos que nada restou dele, mas a
descrição do Templo salomônico registrado nas Escrituras é tão exata que até podemos esboçar a planta e
compará-la com plantas de outros templos que foram encontrados na Síria e cana em sítios arameus da
Idade do ferro e do Bronze. [Além disso,] este Templo de Salomão foi baseado numa longa tradição [de
Templos] que começou aproximadamente 1.000 anos antes e continuou por 200 ou 300 anos depois. Assim
podemos inserir a tradição bíblica relativa ao Templo de Salomão numa tradição de muito mais tempo [dos
antigos templos do Oriente Próximo], que pode ser ilustrado arqueologicamente.”
De nossa parte, pertencemos a essa Ordem Iniciática, a Maçonaria, que tem como um dos
seus símbolos máximos, o Templo de Salomão. E tudo que dissermos será pequeno diante da dimensão
atingida pelo fascínio que esse símbolo exerce sobre nós todos, os Maçons.
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BIBLIOGRAFIA:
Internet:
“O Templo de Salomão” – desenvolvido por CaioCVR – disponível em: pedreiroslivres.com.br
“O Templo de Zorobabel” – disponível em: iadrn.blogspot.com > 2012/05 > o-templo-de-zorobabel
“Os Segredos do Templo de Salomão, Primórdios da maçonaria Lendária” – Irmão Igor Guedes de Carvalho – disponível
em: revistauniversomaconico.com.br > tempo-de-estudos
Revistas:
“Aventuras na História” – Edição 27, de Novembro de 2005 e Edição 125, de Dezembro de 2013.
“Morashá” de Junho de 2010
A “Trolha” n° 277
Jornais:
“Correio do Povo” - Porto alegre, RS, edição de 15.09.2013
Livros:
CASTELLANI, José. “Manias e Crendices em Nome da Maçonaria” - Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 2002
CORTEZ, Joaquim Roberto P. “A MAÇONARIA e as Tradições Bíblicas” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 2011
GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite – Vade-Mécum Maçônico” - Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. 2008
NAME, Mario. “O Templo de Salomão nos Mistérios da Maçonaria” – A Gazeta Maçônica – 1988
PRICE, Randall. “Arqueologia Bíblica” – CPAD – 2006
RODRIGUES, Raimundo. “Templo de Salomão” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 2005
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Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk,
às terças, quintas, sábados e domingos.
Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes - PR
Dúvida na abertura
O Respeitável Irmão Teodoro Robens de Freitas Silveira, Primeiro Vigilante da Loja Apóstolos da Galileia,
2.412, GOB-MG, REAA, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:
teodorofreitas19@gmail.com
Na abertura ritualística dos trabalhos; "- 1º Vigilante - Verificar se todos os presentes nas
Colunas são Maçons. – Venerável - Fazei essa verificação - 1º Vigilante. Em pé e à Ordem em ambas
as Colunas". Todos se levantam à Ordem e o 1º Vigilante faz a verificação de seu lugar.
Neste momento os Vigilantes estarão também "EM PÉ E À ORDEM”?
Em visita a outras lojas noto que os procedimentos são variados. Na nossa os Vigilantes ficam de pé e
a Ordem. Instrua-nos.
CONSIDERAÇÕES: - No Grau de Aprendiz Maçom no momento da verificação todos no Ocidente ficam
à Ordem (corpo ereto, pés em esquadria compondo o Sin Gut). Se todos ficam, incluem-se também
os Vigilantes que inclusive deixam os seus respectivos malhetes sobre a mesa para compor o Sinal.
Um Sinal maçônico é composto unicamente com a mão, ou mãos conforme o caso
T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Morretes/PR - Out/2013
6 – PERGUNTAS & RESPOSTAS (Dúvida na Abertura)
Ir Pedro Juk
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7 – DESTAQUES JB
Resenha Geral
GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA - GOSC/COMAB Loja Especial “União e Fraternidade do
Mercosul” nº 70 RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO - FUNDADA EM 31/01/1998
Começou a temporada de 2014 na Loja Especial “União e Fraternidade do
Mercosul” nr. 70, que atua nos meses de janeiro e fevereiro em Florianópolis,
durante o recesso maçônico, com o objetivo de atender principalmente irmãos
de outros orientes que aqui acorrem na época da temporada de verão.
Nesta primeira Sessão o Ir.'. Nilo Bairros de Brum, discorreu sobre "Os
Precursores do Mercosul" com riqueza histórica e de detalhes, para as
dezenas de irmãos que compareceram a tão interessante narrativa.
A Sessão ocorreu no Templo da ARLS.'. Fraternidade Catarinense, na SC-401
cujos trabalhos foram presididos pelo Irmão Emílio César Espíndola, V.M. O
Irmão Alaor Tissot, GM do GOSC agradeceu sobre a expressiva presença dos
irmãos e autoridades, falou sobre a importância da Loja Mercosul durante a sua
atuação no recesso maçônico, discorreu sobre a Maçonaria unida de Santa
Catarina através de seus respectivos Grão-Mestres, enaltecendo ainda os
trabalhos da primeira Sessão.
A próxima Sessão será no dia 27 do corrente com palestra do Ir.'. Luciano
Pinheiro, que falará sobre a "Maçonaria e Religião";
Acompanhe o link fotográfico a seguir:
https://picasaweb.google.com/103634428674850958508/LojaEspecialFraternidadeDoMercosulN
r70SessaoDe130114ComPalestraDoIrNiloBairros?authkey=Gv1sRgCL2bxKzZutTrcg#
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1 – Scorpions - Wind Of Change
http://www.youtube.com/watch?v=n4RjJKxsamQ
2 – Bon Jovi – Always
http://www.youtube.com/watch?v=9BMwcO6_hyA
3 – Melhor maneira de separar a gema da clara
http://www.braian.com.br/a-melhor-maneira-de-separar-a-gema-da-clara-do-ovo/
4 – Aerosmith - I Don't Wanna Miss a Thing
http://www.youtube.com/watch?v=Vo_0UXRY_rY
5 - O Gordo e o Magro Bola de Neve Dublado
http://www.youtube.com/watch?v=T9ySxqlp-wQ
Rádio Sintonia 33 & JB News. 24 horas com você.
Música, Cultura e Informação o ano inteiro.
Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal.
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Jb news informativo nr. 1230

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    JB NEWSRede Catarinensede Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33.com.br – jbnews@floripa.com.br Informativo Nr. 1.230 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 Reuniões: quintas-feiras às 20h00 – (Em recesso. Retorno: 06.03.14) Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Florianópolis (SC) terça-feira, 14 de janeiro de 2014 Índice: Bloco 1 -Almanaque Bloco 2 -Opinião: Mario Gentil Costa – Longevidade e Imortalidade Bloco 3 –IrJosé Maurício Guimarães – Entendendo a Anti-Maçonaria Bloco 4 –IrJuarez de Oliveira Castro – “Ano Novo “ Bloco 5 –IrJosé Ronaldo Viega Alves – “O Templo de Salomão” ... Bloco 6 - IrPedro Juk – Perguntas & Respostas (do Ir Teodoro Robens de Freitas Silveira - Dúvida na Abertura) Bloco 7 - Destaques JB Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet - Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 14 de janeiro de 2014. É o 14º. dia do Calendário Gregoriano. Faltam 351 para acabar o ano e 149 para início da Copa do Mundo. Dia do Treinador de Futebol e Dia dos Enfermos Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos.
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 2/19  1506 – A escultura clássica Laoconte e seus filhos (Grupo de Laocoonte) é redescoberta em Roma por Felice de Fredi e vendida de imediato ao papa Júlio II.  1659 – Batalha das Linhas de Elvas  1724 – O rei Filipe V de Espanha abdica do trono em favor de seu filho mais velho  1784 – Os Estados Unidos ratificam um tratado de paz com a Inglaterra encerrando a Revolução norte-americana.  1809 – Firmada a aliança entre Inglaterra e Espanha para lutar contra Napoleão, cujas tropas haviam invadido a Espanha.  1852 – Promulgada nova Constituição na França, que outorgou poder a Charles Louis Napoleón Bonaparte.  1876 – O telefone é patenteado por Alexander Graham Bell, apesar de ter sido inventado por Antonio Meucci.  1907 – Centenas de pessoas morrem quando um terremoto atinge Kingston, a capital da Jamaica.  1914 – Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro.  1914 – A erupção do vulcão Strato, na ilha de Sakura, no Japão, provoca a morte de sete mil pessoas e destrói 13 mil casas.  1923 – Direito previdenciário: editada a Lei Elói Chaves, que é considerada o ponto de partida da Previdência Social Brasileira  1943 – O presidente norte-americano Roosevelt e o primeiro-ministro inglês Churchill iniciam uma conferência de guerra em Casablanca.  1944 – Segunda Guerra Mundial: Início da ofensiva soviética contra tropas alemãs em Leninegrado e Novgorod.  1952 – Iniciam-se os Jogos Olímpicos de Inverno em Oslo  1953 – O marechal Josip Broz Tito é eleito primeiro presidente da República da Iugoslávia.  1965 – Os primeiros-ministros da República da Irlanda e da Irlanda do Norte se reúnem pela primeira vez em 43 anos.  1969 – Início da missão espacial Soyuz 4  1973 – Elvis Presley realiza um show que foi o primeiro a ser transmitido via satélite para mais de 40 países e visto por mais de 1 bilhão de pessoas. O show foi realizado em Honolulu, no Hawaii.  1974 – O general Ernesto Geisel é escolhido presidente da República por eleição indireta. Ele assumiria no dia 15 de março, enfrentando dificuldades econômicas e políticas que anunciavam o fim do milagre econômico e ameaçavam o regime militar. Em 1974, a inflação chegaria a 34,5%.  1980 – Inicia-se o segundo mandato de Indira Gandhi como Primeira-Ministra da Índia.  1982 – Adotada a bandeira do estado do Amazonas – Brasil  1994 – Os presidentes da Rússia, Boris Iéltsin, e dos EUA, Bill Clinton, firmam em Moscou, com o presidente da Ucrânia, Leonid Kravchuk, um acordo para eliminar todos os mísseis nucleares estratégicos ex-soviéticos.  1996 – O empresário Álvaro Arzu, um político de direita, assume poder como o novo presidente da Guatemala.  2000 – Cirurgiões do hospital Edouard-Herriot fazem, pela primeira vez, um duplo transplante de antebraços em um paciente que os havia perdido há quatro anos.  2000 – Um tribunal da ONU sentencia cinco croatas a 25 anos de prisão pelo massacre de 103 muçulmanos num vilarejo na Bósnia e Herzegovina em 1993.  2000 – Criação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) – Órgão do governo brasileiro.  2001 – O socialista Jorge Sampaio é reeleito Presidente da República de Portugal.  2005 – A sonda Cassini-Huygens aterra em Titã. Culturais ou de média/mídia  1900 – Estréia a ópera Tosca, de Puccini.  1954 – A musa do cinema Marilyn Monroe casa-se com o jogador de beisebol Joe DiMaggio. A união dura apenas nove meses, pois ele era violento e ciumento.  1964 – Jacqueline Kennedy faz sua primeira aparição pública na TV desde o assassinato de seu marido John, presidente dos Estados Unidos, em novembro do ano anterior.  1965 – Adonias Filho é eleito membro da Academia Brasileira de Letras.  1966 – Lançado o disco Cant help thinking about me, o primeiro de David Bowie.  1973 – Primeiro show de música via satélite: Elvis Presley no Havaí (Aloha from Hawaii).  1990 – O programa de televisão Os Simpsons estréia no canal Fox nos Estados Unidos.  1995 – Último show da Legião Urbana, em Santos.  1998 – O canal de televisão NBC concorda em pagar ao estúdio Warner Brothers a quantia de US$ 13 milhões por episódio da série ER 1 - almanaque Eventos Históricos - Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 3/19 Brasil  Dia do Treinador de Futebol  Dia dos Enfermos – Evento local  Aniversário do município de Miguelópolis – SP Santo – (Católico)  Dia de Santa Ida – Santo da igreja católica Sérvia  Ano Novo – para os sérvios ortodoxos Feriado nacional local Portugal  Feriado municipal em Elvas – Município e cidade de Portugal 1583 Aporta, na ilha de Santa Catarina, o navegante espanhol Diego Flores Valdez, proveniente do Pacífico. 1788 Nasce, em Santo Antônio de Lisboa, José da Silva Mafra. Político fez parte da Junta que dirigiu a província de Santa Catarina após a Independência e foi seu representante no Senado Federal, de 1844 até a sua morte a 3 de julho de 1871. 1830 Assume a presidência da província de Santa Catarina Miguel de Souza Melo e Alvim. 1923 Instalado, nesta data, o município de Bom Retiro, criado pela Lei nº 1.4408, de 4 de outubro de 1922. 1955 Fundado o Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco do México. 1992 Renasce a Maçonaria da Rússia: a Loja Harmonia nº 1 é consagrada em São Petersburgo, pela Grande Loja Nacional Francesa. 1997 As Lojas Luiz de Camões e York notificam judicialmente a GLMERJ a saída da potência. feriados e eventos cíclicos Históricos de santa catarina: fatos maçônicos do dia - Fonte: O Livro dos Dias (Ir. João Guilherme) e acervo pessoal
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 4/19 LONGEVIDADE E IMORTALIDADE Mario Gentil Costa - Florianópolis. Contato: magenco@terra.com.br http://magenco.blog.uol.com.br LONGEVIDADE E IMORTALIDADE A longevidade é meta prioritária de todos os humanos. Ninguém quer morrer cedo, e, embora o paradoxo, ninguém quer ser velho ou aceita sem protestos os sinais do envelhecimento. A aparência jovem – ou seus simulacros – comanda as preocupações e determina ou justifica qualquer sacrifício. Daí tanto campo para as técnicas cirúrgicas de rejuvenescimento, tais como os liftings, os botoxes, as lipoaspirações, os silicones, as plastias em geral. Mesmo que isso envolva riscos e já tenha resultado em óbitos, vale tudo na luta inglória contra os inexoráveis estragos do tempo. São raros os testemunhos de gente famosa que se recusa a essas práticas, como o de um certo famoso, que, diante da cautelosa sugestão de uma fã ou de uma repórter, teria declarado ser contra tais artifícios por considerar cada uma de suas rugas – que de fato não são poucas – uma medalha adquirida em sua guerra pela sobrevivência. Admirável! A ânsia pela vida longa cresce diante da constatação de que algumas espécies, tanto na fauna quanto na flora, são capazes de viver séculos. Afinal, por que só a gente – que se tem na orgulhosa conta religiosa de ser a obra favorita da “criação” – tem de pagar o preço de uma morte comparativamente precoce, se até um estúpido molusco pode viver 400 anos, como foi divulgado recentemente. Para se ter idéia do quanto essa concha, chamada Quahog, já viveu, basta lembrar que é contemporânea de Shakespeare. Isso, por acaso, é justo? Pode até não ser, mas parece ter explicação científica. Segundo as conclusões do pesquisador Leonard Hayflick, o envelhecimento decorre do desgaste no metabolismo celular. Um ser vivo permanece saudável enquanto suas células conservam a capacidade de se reproduzir à perfeição. E esse fac-símile decai com a seqüência da repetição. Seria, em analogia exagerada e grosseira, como se sucessivas cópias-carbono servissem de matriz para o similar subsequente; as imperfeições serão crescentes e inevitáveis. De resto, o número de vezes que uma célula pode replicar-se é programado por seus genes. Além desse fator genético, a duração de cada ser depende da intensidade com que ele consome suas reservas de energia, ou seja, quanto mais intenso esse metabolismo, mais curta será sua vida. Um exemplo ilustrativo é o beija-flor, que, para sustentar-se parado no ar, bate as asas noventa vezes por segundo e, para isso, consome uma média de 6.000 calorias diárias. Pois bem. O preço que ele paga pelo privilégio dessa façanha de beleza plástica incomparável é viver a média de dois anos, ao passo que um canário, que se contenta em cantar, vive vinte, e um papagaio, que se dedica a repetir gracinhas e palavrões, pode chegar aos oitenta. Já a baleia, que tem energia calórica de sobra, chega facilmente aos 100 anos. Mas a regalia maior – ou mais injusta – coube a uma tartaruga chamada “Harriet”, levada por Charles Darwin das Ilhas Galápagos para a Inglaterra, e que faleceu no ano passado aos 175 anos. 2– OPINIÃO – “Longevidade e Imortalidade” - Mario Gentil Costa
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 5/19 Tudo isso aponta para um aparente erro estratégico que os humanos cometem ao priorizar o rendimento máximo nos esportes competitivos. Ficará a cargo do futuro, provar que as atuais gerações de gloriosos medalhistas olímpicos, maratonistas e similares viverão menos. Tudo faz crer que a atividade física, praticada moderadamente e sem objetivos de bater sempre os recordes anteriores – como se o ser humano não conhecesse limites – é o segredo da longevidade sadia. As reações químicas intracelulares, através das quais o organismo humano sintetiza energias, também produzem os chamados radicais-livres que levam à oxidação celular e, em conseqüência, ao envelhecimento do corpo. Existe um outro aspecto pouco cogitado, por remeter a indagações de ordem mais filosófica que biológica, como se, por detrás de tudo, prevalecesse um determinismo ontológico de ordem cósmica: “No estágio atual da evolução, o ser vivo, cumprindo inconscientemente as leis imutáveis do Ciclo de Krebs – nascer, crescer, reproduzir-se e morrer – preserva-se saudável até o período em que se reproduz e assegura a permanência de sua espécie. Depois, disso, por mais que lute e resista, ele, como indivíduo, entra num lento processo de falência orgânica até o momento de ceder espaço ao seu sucessor. Assim é a vida, por mais que as religiões e seus arautos nos acenem com perspectivas de sobrevivência eterna. Esta é minha honesta maneira de ver. E vale para todos, inclusive para os vegetais. Por fim, foi encontrada no Brasil uma árvore, o Jequitibá-Rosa, que já completou 3000 anos. Quando Cristo pisou o planeta, ela já contava 1000. Mas como não existe imortalidade, ela também morrerá... Mario Gentil Costa – MaGenCo (2014
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 6/19 Entendendo a Anti-Maçonaria Texto do ir.‟. José Maurício Guimarães. Belo Horizonte - GLMMG As antimaçonarias são movimentos formados por fundamentalistas religiosos, políticos radicais e ex-maçons voltados para a crítica à Maçonaria. Sendo a Ordem Maçônica estruturada numa filosofia libertária, não condenamos a priori essas críticas. Entendemos que todo homem e toda associação (desde que se mantenham nos limites da lei) têm o direito ao livre pensamento. Todavia, analisando os fatos que deram origem à crítica sistemática, o estudioso acaba encontrando aspectos curiosos e relevantes dessa intolerância. Daí, prefiro colocar o termo antimaçonaria em itálico – e possíveis aspas! – uma vez que não existe bom-senso nem contraditório no radicalismo e na intolerância. O primeiro ensaio para a criação de uma antimaçonaria foi perpetrado pelo escritor e jornalista francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès, mais conhecido pelo nickname Léo Taxil. Esse Taxil tornou-se conhecido na Europa entre 1870 e início do século XX por ter enganado as hierarquias eclesiásticas com falsas publicações (ditas “confissões”) sobre os maçons. A principal dessas “confissões” consistia no relato das desventuras de uma suposta Diana Vaughan perante uma imaginária “seita maçônica”. O livro de Taxil causou grande repercussão entre o clero católico e, apesar das sábias considerações e advertências do bispo de Charleston, denunciando as falcatruas e invencionices de Taxil, o Papa Leão XIII recebeu o falsário em audiência e acabou acreditando nele… Só mais tarde descobriu-se que Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès – aliás Léo Taxil, aliás Paul de Régis, aliás Adolphe Ricoux, aliás Samuel Paul, aliás Rosen, aliás Dr. Bataille… – era o esperto e oportunista, diretor do jornaleco “La Marotte” proibido na França por violar a moral e, por causa disso, Léo Taxil fora sentenciado a oito anos de prisão. Era o mesmo Adolphe Ricoux que publicava livros anti-católicos pintando a hierarquia eclesiástica como hedonista e sádica. Esse homenzinho de nome grande e de vários nomes confessara muito mais em 1885: com carinha de anjo, dizia-se convertido ao catolicismo para ser solenemente recebido no seio da Igreja. Era o mesmo nanico moral Gabriel Antoine Jogand que, neste mesmo ano!, ludibriara uma Loja Maçônica a aceitá-lo como Aprendiz – grau do qual ele nunca progrediu – e onde tentou utilizar a boa-fé dos irmãos Maçons para conseguir dinheiro e promover uma imprensa anticlerical. Um homem de mil caras esse Taxil. No ano seguinte Taxil achou por bem tornar-se o autor oficial da antimaçonaria promovendo a venda indiscriminada de novos livros e jornais sobre o assunto. Tomava dinheiro de uns para escrever e publicar contra outros. Taxil foi o mestre da cizânia. Aproveitou as alucinações de Eliphas Lévi (aliás abade Alphonse Louis Constant) e endereçou novas “acusações” contra a Ordem que inadvertidamente o iniciara. Despejou entre os franceses o café requentado da época dos Templários: os maçons seriam satanistas e adoradores de um ídolo com cabeça de bode chamado Baphomet. Essa reinvenção do absurdo ficou conhecida como “Jogo de Taxil” ressuscitando a malfadada figura do bode como ícone (maldito) da Maçonaria. Entre 1886 e 1887, doente e com medo da morte, constantemente assombrado pelo diabo que ele mesmo criara – trêmulo diante da perspectiva do Juízo Onipotente – Taxil acabou por confessar suas fraudes. O nanico estava cansado de ludibriar as pessoas. Mas era tarde demais, o mal estava feito: a calúnia é semelhante à história daquele homem que subiu no alto de uma torre e espalhou um saco de penas sobre a cidade – impossível recolher todas… impossível recompor… No século XX as bases das antimaçonarias assentaram-se em três elementos: as fantasias de Léo Taxil, o fanatismo religioso e os movimentos políticos totalitaristas: o salazarismo, o fascismo, o nazismo e o stalinismo. Quanto ao comunismo, o Quarto Congresso da III Internacional (novembro de 1922) estabeleceu “a incompatibilidade entre a Maçonaria e o Socialismo” tido como evidente na maioria dos partidos da anterior II Internacional. A Maçonaria foi considerada como “organização do radicalismo burguês destinada a semear ilusões e a prestar seu apoio ao capital organizado em forma de Estado”. Em 1914 o Partido Socialista Italiano expulsou os maçons de suas fileiras e o Quarto Congresso recomendou ao Comitê Central do Partido Comunista francês a tarefa de liquidar, antes de 1º de janeiro de 1923, todos os vínculos do partido com 3 – ENTENDENDO A ANTI-MAÇONARIA– Irmão José Maurício Guimarães
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 7/19 alguns de seus membros e de seus grupos com a Maçonaria. Todo aquele que antes de 1º de janeiro de 1923 não declarasse abertamente e a público, através da imprensa do partido, sua ruptura total com a Maçonaria ficaria automaticamente excluído do Partido e sem direito a reafiliar-se no futuro. Felizmente esse tipo de oposição foi revisto na segunda metade do século XX: a Maçonaria tem hoje mais de 300 Lojas em Cuba (Gran Logia de Cuba fundada antes da revolução – em 1859 – e mantida por Fidel Castro). Além disso, desde 1995 a Grande Loja da Rússia prossegue em seus trabalhos com Lojas sediadas em Moscou, St. Petersburg, Voronezh, Vladivostok, Yaroslavl, Kaliningrad, Novosibirski, Beliy Ritzar, Voronezh, Stavropal, etc… (fonte: List Of Lodges, Pantagraphprinting). Em 1945 o nazismo impedira o funcionamento das Lojas Maçônicas na Alemanha. Nos países ocupados as Lojas foram queimadas e todos seus arquivos confiscados e queimados. O prejuízo para a história da Ordem foi incalculável. Os líderes da Maçonaria alemã foram sumariamente assassinados sob o pretexto de que a maçonaria mantinha ligações “ilícitas” com o judaísmo internacional. Outros foram mandados para campos de concentração, juntamente com suas famílias. Nossos irmãos eram obrigados ostentar nas vestes a estrela de seis pontas que é, ao mesmo tempo, judaica e maçônica (Estrela de Davi). Enquanto isso, nas fileiras da resistência permaneceram maçons ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos e poloneses. Este é um fato que a atual antimaçonaria parece desconhecer… Sir Winston Churchill, líder e principal vitorioso da 2ª Grande Guerra, era maçom – iniciado em 24 de maio de 1901 na “Studholme Lodge nº 1591” e conduzido ao Grau de Mestre, em 25 de março de 1902, na “Rosemary Lodge nº 2851” de Londres. Para entendermos as antimaçonarias é necessário ressaltarmos que a Ordem apresenta duas correntes principais: a Regular e a Paralela. Maçonaria regular é a de origem judaico-cristã (católico-protestante) surgida como “Operativa” por volta de 1356 e tornada “Especulativa” em 1717(*). Essa Maçonaria sempre conviveu com a Igreja Católica ou com os Anglicanos e/ou Protestantes quando o Vaticano lhes fez oposição. A outra, chamada “maçonaria paralela”, é a que supostamente possui elementos “contraditórios” com as teses da Maçonaria regular, por exemplo: a aceitação em seu meio de místicos exacerbados, pagãos e outras correntes esotéricas e similares. Essa dicotomia não afeta os laços de fraternidade dentro da Ordem como um todo. Mas, os inimigos da Maçonaria se aproveitam da convivência pacífica entre essas correntes e “colocam todas as laranjas no mesmo saco”. Quanto ao fanatismo religioso, torna-se mais difícil analisá-lo nos dias de hoje. Muitos de seus “baluartes” estão na internet ocultos em matérias e sites anônimos. Do outro lado, a falta de estudo e pesquisa em vários segmentos da Ordem Maçônica propicia a esses adversários a formação de redes descontínuas e propositadamente confusas onde se misturam fatos e preconceitos. Apesar de assentarmos os trabalhos das Lojas sobre cânones da literatura sagrada (em nossa caso a Bíblia), o fanatismo religioso usa esses mesmos textos para condenar e desacreditar as instituições iniciáticas e o trabalho que realizamos em benefício da sociedade. Apegam-se num ou noutro deslize, numa ou noutra falha humana para condenar uma ideologia inteira que vem sobrevivendo dignamente durante séculos, com enormes sacrifícios e mesmo com a vida de seus membros. Isto sem falar no auxílio que dispensamos às demais instituições (religiosas e iniciáticas) e na defesa que lhes prestamos sempre que sintam ameaçadas. - A Maçonaria é uma organização de homens sujeitos aos mesmos erros e imperfeições que acometem nossos detratores. Com uma diferença: não pretendermos ser infalíveis nem ocultamos nossos atos sob a capa da religiosidade. ________________________________ (*) – Maçonaria operativa é o ofício de pedreiro (mason em inglês ou maçon em francês = pedreiro); por outro lado, Especulativa é a Maçonaria que averigua minuciosamente os fatos das Ciências Sociais em busca da verdade; que observa, indaga, pesquisa, cogita e reflete no seu campo de AÇÃO que é o homem e a sociedade. A Maçonaria Especulariva data do século XVIII, portanto, não é apropriado o uso do termo operativo para designar um Maçom dos dias atuais (a não ser que ele exerça a profissão de alvanel = pedreiro).
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 8/19 *Por Juarez de Oliveira Castro Gosto de ouvir uma música, mas uma música que nos enleva e faz viajar pelo mundo afora. Essa música é suave e inspiradora. Para os curiosos, trata-se da música interpretada por Nana Mouskouri intitulada: "Recordações". Essa música inspirou-me para indagar o que significa o Ano Novo. Porque fazemos tanta festa? É pergunta que nos chega e que, às vezes, não temos uma resposta concreta imediata. Uma das respostas que veio de repente, e que, talvez, tenha um sentido é que começamos o Ano Novo com festas para começar a labuta anual com alegria, entre amigos e pessoas que queremos bem. Como ninguém poderá viver isoladamente, começar o ano com pessoas, nos estimula a viver sempre para o outro. Com eles podemos transmitir as ideias, pensamentos, sofrimentos, alegrias e tudo aquilo que faz parte de nosso dia a dia. E o maior desejo que manifestamos é brindar o entrar do ano novo com abraço e desejo de que todos tenham um feliz ano novo. E isso é feito no mundo inteiro. E faz bem ao ser humano essa entrada inaugural no primeiro do dia do ano novo. Com brindes e abraços. Com fogos de artifícios para anunciar que ele chegou. Para avisar que teremos 365 dias para viver, para construir, para conviver. E nessa entrada inaugural não poderá faltar o abraço, que sempre faz bem. E, realmente abraços são energias que nos envolvem, e, certamente serão energias boas de pessoas amigas e que simplesmente desejam o bem de cada um. O brinde é a concretização do abraço através do sorriso de cada um, como a dizer que o ano será bem melhor, porque, como disse alguém, "nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos". É nesse momento que vai surgir uma variedade de promessas. As promessas são sempre para melhorar. Não repetir os erros do passado. Consertar tudo aquilo que não deu certo no ano velho que se foi. Parece que, na real, nós plantamos as sementes no ano velho e, veremos florir essas sementes no ano novo. Agora, o essencial é como iremos conduzir a floração da semente durante o ano novo. Com as experiências que adquirimos no correr da vida, principalmente do ano velho que passou, é que teremos o nosso livro, cujas páginas em branco, a partir do ano novo, vamos escrever a nossa história. 4 – ANO NOVO IrJuarez de Oliveira Castro
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 9/19 Finalizo, fazendo minhas, as palavras de Carlos Drummond de Andrade: "Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre". Academia Maçônica de Letras do Brasil. Arcádia Belo Horizonte www.academiamaconicadeletrasdobrasil.blogspot.com *Juarez de Oliveira Castro Obreiro efetivo da ARLS Alferes Tiradentes Nº 20 Florianópolis – Estado de Santa Catarina – Brasil.
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 10/19 (O primeiro artigo relacionado está publicado no JB News nr. 1.225 editado semana passada. O segundo belo artigo é o presente): O TEMPLO DE SALOMÃO: EXISTEM PERSPECTIVAS ARQUEOLÓGICAS PARA A COMPROVAÇÃO DA SUA EXISTÊNCIA NO PASSADO, OU TUDO AINDA É FICÇÃO? José Ronaldo Viega Alves ronaldoviega@hotmail.com Loja Saldanha marinho, “A Fraterna” Oriente de S. do Livramento – RS. “A relação entre a arqueologia e a Bíblia frequentemente é mal-entendida. O erro mais perigoso – embora inocentemente cometido pelo povo cristão – é supor que a tarefa da arqueologia é “provar a Bíblia...” Esta asseveração simplesmente não está aberta à investigação arqueológica. Pode ser que demonstremos a probabilidade da ocorrência de certos eventos descritos na Bíblia de maneira tal que tornemos a asseveração possível. Mas a aceitação da asseveração em si é questão de fé, visto que não pode ser provada – nem, no que diz respeito ao assunto, contestada – pela arqueologia.” (Shalom Paul e Bill Dever em “Editor‟s Introduction, Biblical Archaelogy) INTRODUÇÃO Que outro propósito qualquer haveria, após ter efetuado as várias leituras e pesquisas que redundaram neste trabalho, não sendo o de levar informações e esclarecimentos aos nossos Irmãos? Algumas questões nos afligem, alguns temas nos inquietam, e então buscamos respostas. Somos eternos buscadores. A Internet facilitou a vida de muita gente, mas para quem não sabe separar o joio do trigo é preciso estar atento para não vender o peixe errado. Sobre o assunto que me propus a desenvolver aqui, transcrevo parte da citação clássica Jules Boucher: “Para o Maçom, o Templo de Salomão não deve ser considerado nem em sua realidade histórica, nem em sua acepção religiosa judaica, mas apenas em sua acepção esotérica, tão profunda e tão bela.” E, aí eu pergunto: Quantos dentre nós, são os que o entendem dessa forma? Quantos de nós pudemos aprender assim? Tenho ouvido muito discurso em Loja que não segue essa linha, e onde o dito é que o nosso Templo é uma cópia perfeita do Templo de Salomão, sem direito à discussões e ponto final. Há uma diversidade de opiniões por aí, algumas sensatas, outras nem tanto. Mas, para corroborar o que mal esbocei acima, mas, que atesta essa diversidade de opiniões, colho de duas outras opiniões sobre o assunto, vinda de dois estudiosos maçônicos. O Irmão Raimundo Rodrigues disse em seu livro “Templo de Salomão”: “É público e notório que os maçons Operativos estavam diretamente ligados à igreja católica, o que é perfeitamente demonstrado através do Poema Régio, o mais antigo documento da maçonaria Operativa. Talvez, por isso, o primeiro Templo Maçônico tinha como modelo a Igreja e o Parlamento Britânico. Não nos parece correta a informação de que existe muita coisa em nosso Templo copiada do Templo de Salomão.” O Irmão José Castellani, em seu livro “Manias e Crendices em Nome da Maçonaria”, disse: “Do Templo de Jerusalém, na realidade, a Loja tem as colunas vestibulares, Boaz e Jachin (Jakin); o restante é mobiliário, que foi sendo introduzido aos pouco e que não é comum a todos os Ritos e não pode ser considerado como parte integrante da construção. Foi só a partir do final do s[éculo XVII, quando o hebraísmo foi associado aos trabalhos maçônicos, que surgiu a idéia de que a Loja teria por base o primeiro templo de Jerusalém, o de “Salomão”. A arqueologia, na realidade, ainda não “descobriu” esse templo; sua única descrição é a bíblica. E só forçando a imaginação é que se pode ver, nele, um arquétipo da Loja Maçônica.” Vejamos se é possível então fazer estas duas coisas durante o desenvolvimento do trabalho: não ser radical, a ponto de não aceitar outras possíveis verdades, e iniciar paralelamente a construção de um templo arquitetonicamente sustentável e convincente, ou seja, que não o destino dos castelos de areia. O TEMPLO DE SALOMÃO E A BÍBLIA É preciso entender, em primeiro lugar, que tudo o que possuímos sobre o Templo de Salomão e a sua construção é mesmo, o que está na Bíblia, sendo que, este integra as narrativas da mesma. Fora 5 – O TEMPLO DE SALOMÃO. Ir José Ronaldo Viega Alves
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 11/19 dela não existem evidências arqueológicas suficientes, ou não foram encontradas provas contundentes, que permitam afirmar com tranqüilidade que ele de fato existiu. Do ponto de vista arqueológico, são alguns poucos e pequenos objetos que afloraram nos últimos tempos, sendo que alguns deles, até tem tido colocadas em dúvida suas autenticidades pelos estudiosos, quando de exames mais apurados em laboratório. Para o pesquisador, não é muito fácil proceder à leitura da Bíblia. Nas palavras do frei Jacir de Freitas: “Ela tem dados históricos que se tornam dados de fé, e dados de fé que se tornam dados históricos. E distinguir uma coisa da outra é complicado.” Se a Bíblia é pródiga em simbolismos, e isso em determinada medida dificulta o trabalho dos historiadores, imaginem aos mesmos remontando a história do Templo de Salomão, onde essa é a única e grande fonte de pesquisa, já que, a partir daí, poderão surgir várias outras implicações, particularmente as de cunho religioso. Há que se considerar os diferentes contextos, as influências, as traduções e as interpretações. Em parte de um artigo que li referente à descrição do que seria a Bíblia, constou assim: “Há narrativas sobre pessoas oprimidas e marginalizadas, que se rebelaram contra os poderosos e defenderam a sua fé. E não faltam histórias de reis, façanhas de guerreiros, descrições de batalhas, detalhes sobre templos opulentos, cultos, pecados e perdões.” E é sobre um desses templos opulentos que a Bíblia descreve em inúmeras passagens suas, que iremos falar agora. Na relação do Templo de Salomão com a simbologia provinda da Bíblia, o pesquisador maçônico Manly P. Hall assim se pronunciou sobre essa essência: “... não é histórica, nem arqueológica, mas uma linguagem simbólica divina perpetuando sob certos símbolos concretos, os sagrados mistérios dos antigos. Apenas aqueles que vêem nela um estudo cósmico, um trabalho de vida, uma inspiração divina de pensar melhor, sentir melhor e viver melhor com a intenção espiritual de iluminação como fim, e com a vida diária do verdadeiro maçom como meio, conseguiram um vislumbre dos verdadeiros mistérios dos ritos ancestrais.” Até aqui, já deu para entender que o tema para ser trabalhado sob a ótica proposta, vai estar sempre invadindo uma ou outra dessas duas fronteiras: ciência e religião. OS TEMPLOS JUDAICOS Iniciando propriamente o presente trabalho transcrevo um trecho do livro “A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” do Irmão Joaquim Roberto Pinto Cortez, onde ele resume a história dos três templos dos judeus para que assim, nos situemos no tempo (Veremos no decorrer do presente trabalho que os judeus mais tradicionais, não aceitam e nem adotam a existência dos três templos, embora tudo indique que a expressão “Terceiro Templo” tenha partido de Flavio Josefo, um historiador judeu, a serviço de Roma, e que não foi contemporâneo de muitos dos fatos que relatou. Ou traduzindo em miúdos: ainda que muitos estudiosos adotem a expressão Terceiro Templo, e isso até pode ser feito se considerado do ponto de vista histórico e arquitetônico, religiosamente e para os judeus ainda era o Segundo Templo, pois, a oferta dos sacrifícios (jamais foi interrompida durante a transição de um para o outro). Prosseguindo então, o trecho a que me referi e constante no livro do Irmão Cortez é o seguinte: “Segundo as tradições bíblicas, foram três construções realizadas no Monte Moriá, em Jerusalém, e que teriam correspondido ao “Templo de Salomão”. O verdadeiro Templo que Salomão teria construído, aparentemente fora iniciado cerca de 980 a.C. e sua inauguração aconteceria 20 anos depois. Esse primeiro Templo foi destruído pelo Rei Nabucodonosor, da Babilônia, no ano de 586 a.C.. Nabucodonosor teria arrasado totalmente o Templo, nada mais restando dele. É dessa data o início do chamado “Cativeiro da Babilônia”. Posteriormente, Ciro apodera-se da Babilônia, autoriza a que os judeus sejam repatriados da Babilônia para Jerusalém, dando término ao cativeiro, e dá permissão para iniciaram, lá por volta de 520 a.C., a construção de um segundo templo. Templo de Zorobabel, já que Jerusalém nessa época estava sob a liderança do Governador Zorobabel, e foi apoiado pelo funcionário Esdras e os profetas Zacarias e Ageu (Livro de Esdras, Cap. I, Vers. 1 ao 4). O Templo de Zorobabel foi erguido no mesmo lugar onde existira anteriormente o Templo de Salomão, e seguiu as mesmas linhas arquitetônicas, só que não era mais possuidor em seu interior da Arca da Aliança e nem do Urim e do Tumim (oráculo usado pelo sumo Sacerdote). No entanto, quanto a sua magnitude há controvérsias, pois, em (Ageu 2:2 3) consta que “os idosos que tinham visto a casa anterior” de Jeová choraram, eis que, a construção que estava agora bem diante deles era “como nada aos seus olhos” em comparação com o templo anterior. Esse templo também foi destruído, mais adiante, pelas legiões romanas. No século I a.C., Herodes o Grande ordena que se faça uma remodelação do Templo, para com isso, agradar a César. Os judeus não viram isso com bons olhos e consideraram o fato como uma profanação do templo sagrado. Herodes mudou a configuração original do Templo, mandando construir uma torre num dos vértices da muralha, e de onde uma guarnição romana tinha acesso direto ao interior do pátio do Templo. Para alguns historiadores isso ficou caracterizado não como destruição, mas, algo como uma demolição para dar lugar a outro templo. Também, certos autores enxergaram o Templo, após essa
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 12/19 intervenção, como um Terceiro Templo, o que nem sempre consta nos livros sobre a história do Judaísmo, já que o Terceiro Templo para os judeus, não aconteceu ainda. Diante das muitas construções e destruições sucedidas ao longo da história, é possível entendermos com relativa facilidade das dificuldades que é encontrar o verdadeiro sítio aonde foi erguido o famoso „Templo de Salomão‟.” Importante esclarecer de vez, que alguns pesquisadores chegaram a atribuir ao que hoje se conhece como “Muro das Lamentações”, uma origem salomônica, o que não é verdadeiro, tendo ficado comprovado posteriormente através de datações realizadas que o mesmo é contemporâneo ao Templo mandado construir por Herodes, ou seja, bem mais recente do que alguns chegaram a pensar. Com relação aos achado arqueológicos referentes ao Segundo Templo, foi encontrada uma pedra (2.43X1 m) com a inscrição hebraica “lugar de toque de trombeta”, na região sul do monte do Templo, que foi escavada por Benjamin Mazar, tudo leva a acreditar que tenha sido parte do mesmo. Ainda, alguns dos vasos sagrados do Templo são hoje mostrados no Arco de Tito em Roma (perto do Coliseu), conforme relato do Irmão Antonio Rocha Fadista, em trabalho seu publicado na revista “A Trolha”. Com relação ao que alguns denominam de Terceiro Templo ou Templo de Herodes, existe um bloco de pedra, que foi encontrado, onde consta uma inscrição em língua grega que funciona como uma advertência aos gentios para se conterem de entrar na área que é reservada ao Templo. E a prova maior, que já foi citada antes, que é a parede conhecida como “Muro das Lamentações”. A LOCALIZAÇÃO DO TEMPLO DE SALOMÃO Sobre a localização do Primeiro Templo, fundamentada nas descrições bíblicas, transcrevo da revista judaica “Morashá”, o seguinte trecho: “A localização exata do Sagrado dos Sagrados foi revelada apenas para Yaacov, o terceiro e último patriarca dos Povo Judeu. Avraham e Itzhak sabiam apenas que o Sagrado dos Sagrados se localizava em algum ponto, no Monte do Templo. A Torá conta que Yaacov, seguindo viagem para encontrar uma esposa, aprou em Jerusalém, e aí adormeceu sobre uma rocha. Enquanto dormia, sonhou com uma escada , cujo topo atingia os céus, ( aqui estão falando da Escada de Jacó, que também possui seu simbolismo todo especial na Maçonaria. Grifo meu.) e por onde anjos ascendiam e descendiam. Isto indicava que o lugar onde se encontrava era o foco da elevação espiritual – o portal para os Céus através do qual uma pessoa pode subir a níveis espirituais mais elevados. Yaacov, ao acordar, percebendo que este era o ponto mais sagrado do mundo, colocou uma pedra como monumento e verteu óleo sobre a mesma. Mais tarde, tanto o Rei David quanto Ezras e Neemias reencontraram o local exato para que lá pudesse ser iniciada a construção dos dois Grandes Templos.” Vejamos agora de outro ângulo, e num trecho retirado do livro “O Templo de Salomão nos Mistérios da Maçonaria”, de autoria do Irmão Mario Name: “A área escolhida para a construção do Templo foi a região do Monte Moriá em Jerusalém, designado pelo próprio Rei Davi, na região conhecida como o Campo de Omã _ o jebuseu _ e onde Davi havia levantado um altar. Parece ser ponto pacífico dentre os exegetas e estudiosos do assunto que o local era dentro de uma área que é atualmente considerada local sagrado dos muçulmanos chamada HARAM esh-SHERIF e que fica do lado oriental da Cidade Antiga de Jerusalém. É uma esplanada de 490 por 321 metros, no centro da qual acha-se construída a Qubbat esh-sakrah, também conhecida como “Cúpula da Rocha”. Segundo Nicolas Demetre Hadijinicolaou (Boletim do GOB – n° 10/20 de 01-06-84) o nome Mesquita de Omar que se aplica comumente é falso, porque não se trata de uma mesquita e nem de uma construção de Omar. A construção sobre a “rocha” _ que é sagrada para os muçulmanos _ está no exato local onde estava localizado o Altar dos Holocaustos do Templo de Salomão e onde anteriormente Abraão oferecera seu filho Isaac em holocausto e onde Davi havia erigido um altar. As escavações patrocinadas pelo Fundo de Exploração da Palestina _ fundação de pesquisas arqueológicas _ não encontraram qualquer vestígio das estruturas do Templo de Salomão acima do nível do chão. É possível que o trabalho de nivelamento da rocha e da edificação dos grandes muros de retenção do Átrio do ultimo templo (de Herodes) tenha obstruído todas as construções anteriores.” (grifo meu) A ARQUEOLOGIA E O TEMPLO DE SALOMÃO Comprovadamente, em Jerusalém, existem muitos vestígios do período do Segundo Templo (século 6 a.C.), mas, no que se refere ao Primeiro Templo, Templo de Jerusalém ou Templo de Salomão há muito debate no campo acadêmico,no campo político, e os achados arqueológicos não tem acontecido com tanta freqüência. Para uma corrente de estudiosos, a Bíblia é a fonte mais confiável dos acontecimentos históricos e, portanto, aquela que vai permitir com que se chegue aos achados arqueológicos referentes ao Primeiro Templo. No entanto, algo está mudando nessa maneira de pensar. Por muito tempo os arqueólogos clássicos buscaram evidências concretas do que estava narrado nos livros sagrados para que os objetos
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 13/19 porventura encontrados atestassem sua veracidade. Com uma pá em uma das mãos e a Bíblia na outra, eram os textos sagrados que determinavam onde se deveria trabalhar. E agora o resultado das escavações arqueológicas é confrontado com os textos bíblicos para que se ache uma confirmação da evidência descoberta. O que já é uma revolução. Por outro lado, e independente das descrições que estão registradas na Bíblia, alguns cientistas tentam explicar a ausência até o momento de vestígios arqueológicos, em virtude da destruição realizada por Nabucodonosor que não deixou pedra sobre pedra, e também, pela própria insuficiência das escavações já que o local apropriado para realizá-las , hoje em dia, está ocupado pela sagrada mesquita de Omar, ou o Domo da Rocha, onde Abraão quase teve o seu filho sacrificado como sinal de obediência ao seu Deus. Esse mesmo lugar, o Islamismo o tem como sagrado também, pois, foi onde Maomé ascendeu ao Céu. É possível sim, mediante comparações com achados arqueológicos que remontam a essa mesma época e referentes a outras construções do mesmo período ter uma noção da arquitetura em vigor, e a que foi usada para o Templo, técnicas utilizadas, tipos de ferramentas em uso, ornamentações da época, pois, outros templos já foram encontrados e muitos dos que se encontravam na Mesopotâmia, Egito e alguns dos fenícios são agora conhecidos. As descrições detalhadas pertencentes ao Velho Testamento, em conjunto com o que se tem encontrado de ruínas de outros templos do mesmo período, tem propiciado uma visão aproximada do que o Templo de Salomão realmente era. Além do mais, os planos gravados e as medições acabaram inspirando cópias do templo judaico e outras estruturas pelo mundo inteiro. Na verdade, quando efetuando as pesquisas referentes a este trabalho deparei-me com uma constatação: a maioria dos livros disponíveis de Maçonaria, dificilmente fornecem dados sobre descobertas arqueológicas, sendo que se o Templo de Salomão vem sendo objeto de tantas pesquisas... Com raras exceções, fala-se em arqueologia bíblica, sendo que, a mesma até sofreu de certo descrédito a partir dos anos 80. Vejamos o que diz Israel Finkelstein da Universidade de Tel-Aviv sobre o assunto: “O objetivo não é comprovar à força que a Bíblia está certa, nem acabar com a veracidade dos relatos contidos ali. É diferenciar o literário do factual”. Desde o ano de 2006, um grupo de arqueólogos israelenses vem driblando as restrições para escavar o Monte do Templo. Eles aproveitam o descarte de terra que é feito por ocasião da construção de uma mesquita, e tem conseguido encontrarem alguns artefato hebreus dos séculos 7 a.C. e 8 a.C., e que se considerando as dificuldades para a ciência avançar em terreno das religiões, é um verdadeiro progresso. Também, portões de cidades muradas encontradas em Gezer, Meggido e Tel Hazor, apontam para uma constatação: a de que havia um padrão arquitetônico na formação de posições militares. Isso vale também para o templo que foi encontrado nos anos 1980 em „Ain Dara, na Síria, pois, ele tem um desenho semelhante à descrição bíblica que é feita do Primeiro Templo de Jerusalém. Na opinião dos arqueólogos, independente de ter sido ou não por Salomão, é bem possível, admitem, que esse primeiro templo tenha de fato existido. Do Livro “Arqueologia Bíblica” de Randall Price, em seu capítulo “O Templo” consta o seguinte: “Conflitos políticos externos levaram os inimigos de Israel a repetidamente saquear seus tesouros e forçar os reis dos judeus a diminuir e deformar suas estruturas com o propósito de pagar tributos. E por duas vezes, os poderes estrangeiros destruíram o templo completamente. (...) Enquanto que a arqueologia é apolítica – como é a maioria dos arqueólogos em suas metas arqueológicas -, a arqueologia de Jerusalém , sobretudo próxima ao antigo monte do Templo, tem sido continuamente atacada pelos modernos inimigos de Israel como propaganda política sionista. E, como no passado, as disputas religiosas internas continuam a perturbar o local sagrado.” E mais adiante: “Como resultado, quase toda informação arqueológica quês está disponível acerca d monte do Templo vem de explorações e escavações feitas no século passado. Naquele época, a área estava sob o governo turco e os arqueólogos às vezes conseguiam permissão para explorar, Mas pequenas quantidade de novas informações obtidas em recentes anos de escavações que aconteceram à beira do antigo Templo. Estas novas descobertas permitiram-nos formular novas deduções arqueológicas importantes concernentes a antigas questões sobre o próprio Templo.” SÍNTESE DE ACHADOS ARQUEOLÓGICOS IPORTANTE E QUE ESTÃO RELACIONADOS AO TEMPLO DE SALOMÃO _Na década de 30, foi encontrado em Tel Tainar, na Síria, pela Universidade de Instituto Oriental de Chicago, o melhor exemplo arqueológico de um templo salomônico, ou seja, um templo tripartido de salão comprido do século VII. Este templo que tinha orientação leste-oeste igual ao de Salomão também tinha sido construído próximo do Palácio Real, como o de Salomão. _ Em 1940, o arqueólogo americano Nelson Glueck anunciou que havia descoberto as minas edomitas controladas pelo Rei Salomão. _Em 1972, no norte da Palestina, foram encontradas as ruínas do Palácio de Ahab, rei do norte de Israel no período de 875 – 853 a.C., não muito distante do reinado de Salomão. Confirmadas e escavadas essas ruínas, suscitaram a seguinte pergunta: Porque são encontrados vestígios arqueológicos dessa envergadura
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 14/19 num reino vizinho e praticamente contemporâneo do reinado de Salomão e não se encontram as ruínas do seu Templo? _ Em 2006, inúmeros artefatos foram recuperados da área do Monte de Templo, a partir do solo que havia sido removido pela Fundação Religiosa Islâmica, incluindo-se entre os objetos pesos de pedra e prata. _ Em 2007, artefatos considerados como possivelmente a primeira evidência física da atividade humana no Monte do Templo e datando do 8° ao 6° século foram encontrados. Destacam-se ossos de animais, tigela de cerâmica, o aro de um frasco de armazenamentos, etc. _Em setembro de 2013, a Universidade de Jerusalém anunciou a descoberta por arqueólogos israelenses, na cidade velha de Jerusalém, de 36 peças de ouro, um medalhão e várias jóias datadas do séc. VII, todos considerados objetos da época do Templo de Salomão. _Um dos achados mais conhecidos e divulgados, datado do século XVIII, tem sua relação com o Templo por uma inscrição que contém. Trata-se de um aponta de cetro em marfim na forma de romã do báculo de um sacerdote que serviu ao Templo, e a inscrição contida na cabeça do cetro diz: “Pertencente à ca[sa de J...]. Um objeto santo dos sacerdotes (ou „santo aos sacerdotes‟)”. _Da “Enciclopédia de Bíblia, Filosofia e Teologia” de Champlin, no verbete “Templo de Salomão” e do que é exposto sobre Arqueologia cito: “Outras descobertas autenticaram vários itens de construção como a capital proto-aeólia nos pilares, que era um projeto usado extensivamente no Templo de Salomão. Exemplo desse tipo foram desenterrados em Megido, Samaria e Siquém. As decorações de lírios gravados e palmas, além dos querubins, também foram encontradas em outras estruturas. As duas colunas na extremidade da varanda foram ilustradas por escavações feitas em Tell Tainat. Pilares, para guardar a entrada dos templos, eram um item comum nas antigas construções de templo.” CONCLUSÃO: O costume de se quebrar um copo após a cerimônia de casamento judaica serve para lembrar que a felicidade de um judeu ainda não está completa, não enquanto o Sagrado Templo não volte a existir. Isso só o tempo vai dizer. A lenda persiste, mas, ao longo deste trabalho pudemos ver que, por mais que busquemos registros e informações bibliográficas que atestem verdadeiramente a existência do Templo de Salomão, nada foi obtido até o presente no que envolva provas cabais. Quanto mais nos aprofundamos, mais perguntas surgem. No entanto, resta o consolo de que há muito ainda para ser feito em termos de pesquisas arqueológicas. As areias do deserto e o tempo transcorrido fazem com que muitos tesouros ainda permaneçam escondidos. E uma descoberta, uma evidência só comprovadamente daquele período que surja a qualquer instante, pode mudar tudo o que se tem até agora e que é muito pouco. O Templo de Salomão ainda irá incendiar a imaginação de muitos. Sir Isaac Newton estudou e escreveu sobre o Templo. Matemático, ficou intrigado com a geometria do Templo. Aqui, não entramos em aspectos geométricos, não fizemos descrições arquiteturais, não adentramos em questões que envolvem as religiões. Todos os assuntos são pertinentes, todos comporiam, até mesmo mais de um livro. O professor e arqueólogo Amihai Mazar deu a seguinte explicação, onde revela os esforços dos arqueólogos e historiadores para apresentarem o melhor modelo teórico do Templo enquanto não surjam perspectivas melhores, sejam no campo diplomático, sejam no campo dos achados arqueológicos de maior contundência: “Muito desejamos explorar o Templo de Salomão. Infelizmente, sabemos que nada restou dele, mas a descrição do Templo salomônico registrado nas Escrituras é tão exata que até podemos esboçar a planta e compará-la com plantas de outros templos que foram encontrados na Síria e cana em sítios arameus da Idade do ferro e do Bronze. [Além disso,] este Templo de Salomão foi baseado numa longa tradição [de Templos] que começou aproximadamente 1.000 anos antes e continuou por 200 ou 300 anos depois. Assim podemos inserir a tradição bíblica relativa ao Templo de Salomão numa tradição de muito mais tempo [dos antigos templos do Oriente Próximo], que pode ser ilustrado arqueologicamente.” De nossa parte, pertencemos a essa Ordem Iniciática, a Maçonaria, que tem como um dos seus símbolos máximos, o Templo de Salomão. E tudo que dissermos será pequeno diante da dimensão atingida pelo fascínio que esse símbolo exerce sobre nós todos, os Maçons.
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 15/19 BIBLIOGRAFIA: Internet: “O Templo de Salomão” – desenvolvido por CaioCVR – disponível em: pedreiroslivres.com.br “O Templo de Zorobabel” – disponível em: iadrn.blogspot.com > 2012/05 > o-templo-de-zorobabel “Os Segredos do Templo de Salomão, Primórdios da maçonaria Lendária” – Irmão Igor Guedes de Carvalho – disponível em: revistauniversomaconico.com.br > tempo-de-estudos Revistas: “Aventuras na História” – Edição 27, de Novembro de 2005 e Edição 125, de Dezembro de 2013. “Morashá” de Junho de 2010 A “Trolha” n° 277 Jornais: “Correio do Povo” - Porto alegre, RS, edição de 15.09.2013 Livros: CASTELLANI, José. “Manias e Crendices em Nome da Maçonaria” - Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 2002 CORTEZ, Joaquim Roberto P. “A MAÇONARIA e as Tradições Bíblicas” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 2011 GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite – Vade-Mécum Maçônico” - Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. 2008 NAME, Mario. “O Templo de Salomão nos Mistérios da Maçonaria” – A Gazeta Maçônica – 1988 PRICE, Randall. “Arqueologia Bíblica” – CPAD – 2006 RODRIGUES, Raimundo. “Templo de Salomão” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 2005
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 16/19 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às terças, quintas, sábados e domingos. Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes - PR Dúvida na abertura O Respeitável Irmão Teodoro Robens de Freitas Silveira, Primeiro Vigilante da Loja Apóstolos da Galileia, 2.412, GOB-MG, REAA, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte: teodorofreitas19@gmail.com Na abertura ritualística dos trabalhos; "- 1º Vigilante - Verificar se todos os presentes nas Colunas são Maçons. – Venerável - Fazei essa verificação - 1º Vigilante. Em pé e à Ordem em ambas as Colunas". Todos se levantam à Ordem e o 1º Vigilante faz a verificação de seu lugar. Neste momento os Vigilantes estarão também "EM PÉ E À ORDEM”? Em visita a outras lojas noto que os procedimentos são variados. Na nossa os Vigilantes ficam de pé e a Ordem. Instrua-nos. CONSIDERAÇÕES: - No Grau de Aprendiz Maçom no momento da verificação todos no Ocidente ficam à Ordem (corpo ereto, pés em esquadria compondo o Sin Gut). Se todos ficam, incluem-se também os Vigilantes que inclusive deixam os seus respectivos malhetes sobre a mesa para compor o Sinal. Um Sinal maçônico é composto unicamente com a mão, ou mãos conforme o caso T.F.A. PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com Morretes/PR - Out/2013 6 – PERGUNTAS & RESPOSTAS (Dúvida na Abertura) Ir Pedro Juk
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 17/19 7 – DESTAQUES JB Resenha Geral GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA - GOSC/COMAB Loja Especial “União e Fraternidade do Mercosul” nº 70 RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO - FUNDADA EM 31/01/1998 Começou a temporada de 2014 na Loja Especial “União e Fraternidade do Mercosul” nr. 70, que atua nos meses de janeiro e fevereiro em Florianópolis, durante o recesso maçônico, com o objetivo de atender principalmente irmãos de outros orientes que aqui acorrem na época da temporada de verão. Nesta primeira Sessão o Ir.'. Nilo Bairros de Brum, discorreu sobre "Os Precursores do Mercosul" com riqueza histórica e de detalhes, para as dezenas de irmãos que compareceram a tão interessante narrativa. A Sessão ocorreu no Templo da ARLS.'. Fraternidade Catarinense, na SC-401 cujos trabalhos foram presididos pelo Irmão Emílio César Espíndola, V.M. O Irmão Alaor Tissot, GM do GOSC agradeceu sobre a expressiva presença dos irmãos e autoridades, falou sobre a importância da Loja Mercosul durante a sua atuação no recesso maçônico, discorreu sobre a Maçonaria unida de Santa Catarina através de seus respectivos Grão-Mestres, enaltecendo ainda os trabalhos da primeira Sessão. A próxima Sessão será no dia 27 do corrente com palestra do Ir.'. Luciano Pinheiro, que falará sobre a "Maçonaria e Religião"; Acompanhe o link fotográfico a seguir: https://picasaweb.google.com/103634428674850958508/LojaEspecialFraternidadeDoMercosulN r70SessaoDe130114ComPalestraDoIrNiloBairros?authkey=Gv1sRgCL2bxKzZutTrcg#
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    JB News –Informativo nr. 1.230 Florianópolis (SC), terça-feira, 14 de janeiro de 2014. Pág. 18/19 1 – Scorpions - Wind Of Change http://www.youtube.com/watch?v=n4RjJKxsamQ 2 – Bon Jovi – Always http://www.youtube.com/watch?v=9BMwcO6_hyA 3 – Melhor maneira de separar a gema da clara http://www.braian.com.br/a-melhor-maneira-de-separar-a-gema-da-clara-do-ovo/ 4 – Aerosmith - I Don't Wanna Miss a Thing http://www.youtube.com/watch?v=Vo_0UXRY_rY 5 - O Gordo e o Magro Bola de Neve Dublado http://www.youtube.com/watch?v=T9ySxqlp-wQ Rádio Sintonia 33 & JB News. 24 horas com você. Música, Cultura e Informação o ano inteiro. Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal. jbf@floripa.com.br – jbnews@floripa.com.br – jb-news@floripa.com.br jbnews33@floripa.com.br – jbnews-33@floripa.com.br – jbnews33@gmail.com - jb news33@yahoo.com.br – info@jbnews33.com.br
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