JB NEWSRede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal
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Informativo Nr. 1.239
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Loja Templários da Nova Era nr. 91
Reuniões: quintas-feiras às 20h00 –
(em recesso – Retorno dia 06.03.14)
Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Florianópolis (SC), quarta-feira, 23 de janeiro de 2014
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet - Colaboradores
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br
Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião
deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
23 de janeiro de 2014.
É o 23º. dia do Calendário Gregoriano. Faltam 342 para acabar o ano e 140 para início da Copa do Mundo.
Dia do Evangélico (no Acre)
Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos.
Índice:
Bloco 1 - Almanaque
Bloco 2 - Opinião: Mario Gentil Costa – Saudade de Orlando Borges Schroeder
Bloco 3 – IrAnatoli Oliynik – A Liberdade
Bloco 4 – Ir Valdemar Sansão -
Bloco 5 - IrPedro Juk – Perguntas & Respostas ( do Ir Rodolfo Boranga de Campos –
A Fala do Orador )
Bloco 6 – Destaques JB - (Hoje excepcionalmente com versos do Ir. Adilson Zotovici)
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Você sabe mesmo sobre A HISTÓRIA DA MAÇONARIA PARANAENSE?
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Este livro precisava ser escrito, sob pena dos fatos acontecidos serem perdidos para sempre. O que
sabemos da História do Paraná e da atuação dos maçons paranaenses no século XIX? É um livro para continuar
a ser referência no futuro.
O autor descreve a trajetória da antiga 5ª, depois 10ª Comarca da
Província de São Paulo, depois Paraná/Província, e logo em seguida,
Paraná/Estado até final do ano 1900. Em todos estes momentos históricos,
existiu a presença marcante de maçons paranaenses e brasileiros que o leitor
desconhece, e fatos que foram resgatados com o máximo de cuidado por
serem sempre baseados em fontes primárias.
O autor coloca o Paraná no contexto histórico da Maçonaria Brasileira
num século de grandes transformações. Fala do desmembramento da antiga
Comarca de São Paulo e a criação do Paraná Província. Enumera todas as
Lojas fundadas em terras paranaenses naquele século. Aborda a Guerra do
Paraguai; a luta contra a escravatura; Movimento Republicano; Proclamação
da República; os problemas havidos no Estado após a Proclamação da
Republica; Revolução Federalista e da Armada (1893/95) e suas
conseqüências no Paraná; o movimento literário simbolista e a participação
dos intelectuais maçons; anticlericalismo cujo maior líder foi Dario Persiano
Vellozo; a luta burocrática internacional do maçom Barão do Rio Branco em
uma disputa de terras com Argentina na famosa “Questão de Palmas” quando
aquele país reivindicava para si cerca de 30 quilômetros quadrados de
território brasileiro, dado como ganho de causa ao Brasil com a intermediação do Presidente Grover Cleveland
dos EUA. além de outros fatos abordados no livro, acontecidos naquele século, sempre descrevendo a
participação ativa de maçons.
O preço de cada exemplar é R$50,00 mais as despesas de embalagem e correio R$10,00 num total de
R$60,00 que deverão ser depositados em conta a ser fornecida por e-mail, pelo autor.
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 1368 – Zhū Yuánzhāng ascende ao trono da China como Imperador Hongwu, dando início à Dinastia Ming, que governaria a
China por quase três séculos.
 1556 – Um sismo atinge as províncias chinesas de Shaanxi, Shanxi e Henan, causando a morte de 830 mil pessoas. Este foi o
sismo que mais causou vítimas fatais em toda a história.
 1579 – Guerra dos Oitenta Anos: Guilherme une os estados protestantes dos Países Baixos, Zeeland, Utrecht, Gueldria e a
província de Groningen na União de Utrecht. Mais tarde, esta união desencadeará a separação destes territórios da Espanha.
 1637 – Chegada de Maurício de Nassau ao Recife.
 1769 – Decreto que cria, em Pombal, uma fábrica de chapéus finos de propriedade régia.
 1808 – Desembarque de Dom João VI e a Família Real Portuguesa na Bahia.
 1827 – Fundação do Condado de Shelby.
 1857 – Incorporação da cidade de Vancouver.
 1918 – Beatificação de Nuno Álvares Pereira pelo Papa Bento XV.
 1960 – O batiscafo Trieste atinge a profundidade recorde de 10 916 m, no Challenger Deep da Fossa das Marianas.
 1986 – Editada resolução que exige Estudo de Impacto Ambiental nos projetos de atividades utilizadoras de recursos
ambientais consideradas de significativo potencial de degradação ou poluição.
 1993 – Marc Andreessen anunciou em um grupo de discussão da Usenet que estava disponibilizando para download o
navegador X Mosaic, precursor do Netscape Navigator.
 1997
o Entra em vigor a cobrança da CPMF nas movimentações bancárias no Brasil.
o O ator Guilherme de Pádua é condenado a dezenove anos de prisão pelo assassinato da atriz Daniela Perez.
 2003 – Último sinal recebido pela sonda Pioneer 10 antes de mergulhar no espaço exterior.
 2011 – Eleições presidenciais em Portugal, tendo sido reeleito Aníbal Cavaco Silva para um segundo mandato.
Feriados e eventos cíclicos
 Dia do Evangélico (Acre).
Culturais e de Média/Mídia
 1958 – O jurista Afonso Arinos de Melo Franco é eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Desportivos
 1944 – O Avaí Futebol Clube derrota o América de Joinville por 14x3 na final do Campeonato Catarinense.
 1984 – Hulk Hogan derrota The Iron Sheik no World Wrestling Entertainment Championship em Madison
Square Garden.
 2001 – Fundação do Clube Esportivo Passense de Futebol e Cultura.
Vexilológicos
 1831 – Adotada a Bandeira da Bélgica.
Eventos Históricos - Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
feriados e eventos cíclicos
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1751 Inaugurada a igreja na localidade de São Miguel, sob a proteção de São Miguel
Arcanjo.
1890 Morre, na capital catarinense, o abolicionista Manoel Joaquim Silveira Bittencourt.
1961 Inaugurado o município de Três Barras, criado pela Lei nº 632, de 23 de dezembro
de 1960.
1992 Era nomeado Chefe da Casa Civil do Governo Fernando Collor de Mello, o
catarinense Jorge Konder Bornhausen.
1570 A Rainha Elizabeth I dá o título de Royal Excange à sede do comércio
erigida por Sir Thomas Gresham. Segundo William Preston, nesta
ocasião, Sir Thomas apresentou-se publicamente como Grão-Mestre
1712 Nasce Frederico, rei da Prússia, mais tarde cognominado, o Grande.
1712 Nasce John Hancock () o primeiro signatário da Declaração da
Independência dos Estados Unidos.
1798 Ephraim Kirby, patriota americano, eleito o primeiro Grande Sumo
Sacerdote Geral do Grande Capítulo Geral de Maçons do Real Arco.
1871 Fundação da Grande Comanderia de Cavaleiros Templários – Rito York
– de Maryland
1918 Fundada a Grande Loja Nacional de Colômbia, Barranquilla.
Históricos de santa catarina:
fatos maçônicos do dia - Fonte: O Livro dos Dias (Ir. João Guilherme) e acervo pessoal
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Mario Gentil Costa. O autor é médico em Florianópolis.
Contato: magenco@terra.com.br
http://magenco.blog.uol.com.br
Amigos, após e releitura do texto que segue - e por considerá-lo um dos instantes mais felizes
das minhas escrevinhaturas - não resisti à tentação de dividi-lo com vocês... - Mario MaGenCo
SAUDADE DE ORLANDO BORGES SCHROEDER - 1998
A tarefa que me imponho hoje é ingrata e penosa. Cumpro-a sob o mais veemente
protesto interior, porque devo falar à memória de uma das figuras humanas que mais estimei -
Orlando Borges Schroeder.
É extensa a fileira de adjetivos com que poderia qualificá-lo, mas, dentre eles, quatro se
destacam: sábio, sereno, sensível e tolerante, dons exclusivos dos homens superiores.
Orlando Schroeder não era um homem corriqueiro. Era, ao contrário, complexo e invulgar.
Sua sensibilidade para as coisas do espírito era tamanha que transbordava em lágrimas incontidas e
fugazes e lhe embargava a voz à simples menção ou lembrança de algo que fosse de fato
superlativo. Ele fez da convivência com o mundo o alimento de uma vida dedicada ao
engrandecimento do ser e viveu com a mente voltada para o bem, preocupado e, ao mesmo tempo,
esperançoso de que o progresso, em seu sentido mais lato, trouxesse consigo o aperfeiçoamento da
humanidade como um todo.
Sabedor dos limites da medicina, praticou-a no anonimato dos ambulatórios, à sua maneira,
sem o aparato dos pódios que lhe trariam fama e prestígio. Refratário a discussões e
desentendimentos, preferia, antes de tudo, a transigência e o consenso. Sua ambição basilar era
aliviar a dor do semelhante e, se nem sempre o conseguia com remédios, era capaz de fazê-lo com
palavras de conforto e mensagens de resignação, as mesmas com que, em uso próprio, enfrentou a
crueldade do mal que lhe minou a saúde.
Tivemos, eu e ele, preciosas conversas em que a tônica era a exaltação do espírito, pois, ao
longo de assídua convivência nos corredores hospitalares, bem cedo descobrimos as
surpreendentes afinidades que nos avizinhavam, e, em vista disso, quase nunca descíamos ao nível
do basal.
Lembro-me hoje de ocasiões em que suas palavras me comoveram. Uma delas quando,
desfeita uma rodinha heterogênea da qual fazíamos parte, ficamos, de repente, sós na sala dos
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médicos, e, no silêncio que se seguiu, ele confidenciou:
“Mário, quero que saiba que, quando me aproximo de um grupo em que você está presente,
faço-o apenas porque você está ali. Do contrário, na maioria das vezes, passaria ao largo”.
Este é um cumprimento que não se faz de graça e que me tocou o fundo do ser. De outra
feita, numa manhã em que nos entregávamos prazerosamente a cogitações de ordem filosófica e
transcendental, ficou tão surpreso com algo que eu lhe disse, que, não se contendo, exclamou:
"Mário, como você conseguiu chegar aonde chegou...?”
Percebendo, logo em seguida, que tal indagação espontânea e genuína poderia ter sentido
ambíguo e notando em meu olhar uma eventual perplexidade, tratou de emendar, como se
adivinhasse: “Não me entenda mal! As minhas origens também são humildes. O importante é
sabermos que honramos a expectativa dos nossos ancestrais.”
Orlando Borges Schroeder era, a despeito de sua aparente timidez, um ser gregário, carente
de diálogo e interação com os amigos, que eram poucos e que escolhia a dedo com um seletivo e
involuntário grau de exigência. Não tenho dúvida em afirmar que foi, das figuras com quem dividi
meu espaço, uma das que mais me enriqueceu. Aprendi muito com ele porque seus anseios
primordiais eram semelhantes aos meus.
Sua ascendência luso-germânica o levava, por vezes, a enaltecer a cultura européia. Por
isso, citava Camões e Goethe com raro senso de oportunidade, cultuando sua obra com fervor
quase religioso. Entretanto, sem fronteiras geográficas, rendia entusiásticas homenagens a toda e
qualquer manifestação que engrandecesse as coisas do pensamento. Não foram poucas as vezes
em que, referindo-se a brasileiros ilustres, na medicina ou fora dela, deixou patente seu grande
sentimento de brasilidade. Era, no seu todo, um sonhador com impulsos às vezes quixotescos,
mesmo sabendo dos precários resultados dos seus esforços. Não era um homem religioso, ao
menos no sentido estrito da palavra, mas deixava transparecer uma profunda religiosidade diante
dos mistérios da verdade e de questões abstratas como a eternidade e o infinito. E, a uma pergunta
direta cuja resposta pudesse comprometê-lo, respondia sempre, com seu gesto de mão
característico: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que ousa sonhar nossa vã filosofia...”
Avesso medular ao manuseio de máquinas de qualquer tipo, nunca se interessou por
aprender a dirigir um automóvel. Nem sei se algum dia foi capaz de equilibrar-se sobre uma
bicicleta. E não tinha peias de confessar, com um sorriso de franca indiferença, sua absoluta
inaptidão manual. Sua caligrafia era quase amorfa, tanto que ele mesmo, por vezes, tinha
dificuldade de interpretá-la. Ainda assim, nunca adotou a datilografia como alternativa, entregando a
transcrição de seus textos a terceiros. Em contrapartida, era um esteta que se comovia diante do
inimitável claro-escuro da Ronda Noturna de Rembrandt, ao som vibrante da Cavalgada das
Valquírias, de Wagner, ou aos acordes majestosos da Quinta Sinfonia de Beethoven.
Schroeder nutria verdadeiro fascínio pela universidade e pelo livro como instituições que
centralizam e difundem o saber e, em nome desse deslumbramento, entesourou uma vasta e
eclética biblioteca e fez repetidas viagens de ânimo cultural à Universidade de Harward, em Boston,
com cujo corpo docente trocava, em busca de subsídios para seus estudos, a mais estimulante
correspondência.
Como autor, nunca negou sua relativa indiferença pela literatura de ficção, para a qual,
modestamente, se dizia desprovido de imaginação, mas leu muitos clássicos e admirou o gênio de
Shakespeare. Em contrapartida, escreveu diversos livros, todos eles fruto de laboriosas pesquisas.
Em “Por uma Cidade Mais Humana”, abordou a urbe, tema de sua devoção, porque, - palavras suas
-, “simbolizava o ponto de partida da civilização e da cultura.” Estudou, em duas memoráveis
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monografias, o vinho e o chá, suas bebidas prediletas, ambas degustadas com a elegância e a
disciplina de um apreciador comedido e sóbrio. Seu último livro, - “A Face Humana na Medicina, na
Ciência e na Arte” - recentemente lançado, mereceu de minha parte uma extensa apreciação que,
felizmente, foi escrita e entregue a tempo. Penso ter sido um dos poucos que o fez e tenho
esperanças de lhe ter proporcionado alguns momentos de alegria.
E, há poucos dias, talvez prevendo a aproximação do fim, convidou-me à sua casa. Para lá
me dirigi numa dessas chuvosas manhãs de domingo e, entre goles de vinho do Porto, sorvidos em
cristal centenário, presenteou-me com um dos seus livros de estimação e de cabeceira, - “So Human
an Animal”, de René Dubos, Professor da Universidade Rockefeller (Edição Americana de 1968) -,
que li com grande prazer e guardo com o carinho e o respeito que merece, pois lá está, em letras
toscas e incertas, sua dedicatória: “Ao Mário, com os sinceros agradecimentos do Schroeder.
23/8/98.”
Esse foi, em linhas sumárias e insuficientes, meu amigo, meu mestre e, por que não dizer(?),
em muitos aspectos, meu confidente. Dediquei-lhe uma sincera amizade e tive por ele uma profunda
admiração. Orlando Borges Schroeder deixa, em meu restrito círculo de relações humanas, uma
lacuna que jamais será preenchida. Sua partida, embora esperada, cria a meu redor um imenso e
desolado vazio.
Mario Gentil Costa - MaGenCo (2014)
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A LIBERDADE
O Ir Anatoli Oliynik é do Or. de Curtiba-PR -
Administrador, Consultor de Empresas
membro da Academia de Cultura de Curitiba.
e membro da Academia Paranaense de Letras - Maçônicas.
Contato: anatoli.oliynik@terra.com.br
Liberdade é um termo que usamos todos os dias, pensando conhecer o seu significado; mas a um
exame mais cuidadoso vemos que é difícil dar-lhe uma definição precisa e unívoca, tão variados e
diversos são os casos em que nós o usamos. Todavia, existe um núcleo fundamentalmente igual
que ocorre constantemente: é a ausência de constrangimento.
Em maçonaria, segundo Castellani:
"Liberdade - Substantivo feminino (do latim: libertas, atis), designa a faculdade de fazer ou deixar
de fazer uma coisa por vontade própria, sem se submeter a imposições alheias; o gozo dos direitos
de homem livre; a licença, a permissão."
Definição:
Geralmente, nós entendemos liberdade como a ausência de constrangimento. A coação pode
depender de diversas causas e, por isso, podem ser distinguidos vários tipos de liberdade, dos quais
os principais são:
a. Liberdade física: é a isenção de constrangimento físico;
b. Liberdade moral: é a isenção da pressão de forças relativas à ordem moral, como prêmios,
punições, leis, ameaças.
c. Liberdade psicológica: é a isenção de impulsos de outras faculdades humanas sobre a
vontade para fazê-la agir de uma determinada forma.
d. Liberdade política: é a isenção de determinismos políticos.
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e. Liberdade social: é a ausência de determinismos sociais.
Embora Liberdade seja um dos lemas da trilogia maçônica - "Liberdade, Igualdade e Fraternidade",
cujo conceito na Instituição é muito amplo e abrangente, neste artigo, trataremos mais
especificamente da liberdade psicológica. Portanto, vamos a sua definição:
Liberdade psicológica define-se como capacidade que o homem possui de fazer ou não uma
determinada coisa, de cumprir ou não determinada ação, quando já subsistem todas as condições
requeridas para agir. É o controle soberano sobre a situação, de forma que a vontade tenha em suas
mãos o poder de fazer pender a agulha da balança de um ou do outro lado. É a senhoria absoluta, o
domínio completo de si mesmo, das próprias ações, de tudo o que nos diz respeito. Nessa
possibilidade radical de decidir por si mesmo é que consiste a essência da liberdade psicológica.
Historia do problema
O estudo do problema da liberdade efetuado pela filosofia grega, não forneceu contribuição
significativa. As principais razões pelas quais o pensamento grego não conseguiu realizar uma
investigação satisfatória do problema da liberdade são três:
a. porque considera todas as coisas sujeitas ao destino, uma vontade absoluta, superior aos
homens e aos deuses, que determina consciente ou inconscientemente a ação; por isso,
definitivamente os homens estão isentos de qualquer responsabilidade das ações.
b. porque conforme o pensamento grego, o homem faz parte da natureza e é sujeito às leis
gerais que a governam, pelo que ele não pode comportar-se diversamente.
c. porque o homem é escravo da férrea engrenagem da história, que é concebida pelo
pensamento grego como um movimento cíclico, no qual tudo se repete regularmente em um
certo período de tempo.
O problema da liberdade adquiriu uma nova dimensão e atraiu enorme interesse no pensamento
contemporâneo.
Mas, nos dois milênios da reflexão filosófica cristã, o problema não foi encarado sempre do mesmo
modo e nem recebeu uma única solução.
Durante o período patrístico e medieval o problema foi visto da perspectiva teocêntrica; a liberdade
é, sobretudo, uma relação entre o homem e Deus e a esse propósito Santo Agostinho coloca a
seguinte pergunta: "por que Deus criou o homem livre, sabendo que ele abusaria desse dom?" São
Tomás de Aquino, também nos coloca a seguinte questão: "Como é possível, pois, que o homem
seja livre se Deus é a causa principal e última de cada coisa?".
No período moderno, a perspectiva teocêntrica cede lugar à antropocêntrica: o homem toma
consciência da sua autonomia e, por isso, a liberdade não constitui mais um problema para as
relações com Deus, mas somente para as relações com as outras faculdades (sobretudo com as
paixões) e com os outros indivíduos, com a sociedade, o Estado. Daí os estudos de Descartes,
Spinoza, Hume, Freud e de muitos outros autores que estudaram as paixões, e mais recentemente
de Karl Marx, Augusto Comte, Stuart Mill, Groce, Russel, Marcuse, sobre as relações entre o
indivíduo e sociedade.
No período contemporâneo, o fenômeno da socialização e das suas conseqüências leva a
considerar a liberdade, sobretudo, do ponto de vista social. O problema hoje é: de que forma se
pode ser ainda livre na sociedade atual, na qual sistemas políticos, os instrumentos de comunicação,
os produtos da tecnologia tornaram-se todos, meios potentes da opressão? Hoje, a liberdade não é
mais comprometida por forças extramundanas ou infra-humanas, mas por forças sociais, criadas
pelo próprio homem, e que agora viram-se contra ele. O problema é encontrar a forma de conciliar o
progresso com a liberdade.
Soluções principais
Indicaremos aqui, de forma extremamente esquemática, as soluções mais significativas que foram
oferecidas através dos séculos para o problema da liberdade.
Há, antes de tudo, a solução determinista, que nega que o homem seja livre.
O determinismo é justificado de diversas formas, alegando razões intrínsecas à natureza do homem
ou mesmo razões extrínsecas. Por conseguinte, dão-se duas formas de determinismo: extrínseco e
intrínseco. Mas desses dois determinismos apresentam-se diversas subespécies.
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Determinismo extrínseco
 mitológico: nega que o homem seja livre por razões mitológicas: são o fado, os astros, os
demônios, etc., que impedem o homem de ser dono de suas próprias ações. É o
determinismo da filosofia grega e também de alguns autores medievais;
 teológico: nega que o homem seja livre por razões teológicas: a onipotência de Deus não
deixa espaço nenhum ao exercício da liberdade humana. É a posição da teologia muçulmana
e protestante.
Determinismo intrínseco
 fisiológico: definido por Lambroso e por muitos cientistas modernos, que vêem nos
movimentos da vontade simples, reações a determinadas combinações químicas entre as
células dos tecidos humanos;
 sociológico: todo o agir humano é determinado pela pressão exercida pela sociedade e pelas
estruturas sobre os indivíduos;
 psicológico: a ação da vontade é inteiramente determinada pelo intelecto e pelos seus
conhecimentos; segundo Freud, a ação da vontade é telecomandada pelos instintos;
 metafísico: formulado por Spinoza e Schopenhauer, os quais vêem na vontade humana nada
mais do que um momento e um modo da vontade Suprema e da substância divina;
 político: é a submissão da vontade dos cidadãos à do soberano ou da classe governante: foi
teorizado por Maquiavel e por Hobbes.
Do lado oposto, encontramos a solução indeterminista, que afirma que o homem é livre. Porém,
desta solução também se dão várias interpretações, das quais as principais são as seguintes:
Ponto de vista gnosiológico
 versão postulatória: afirma que o homem é livre, mas ao mesmo tempo sustenta que não é
possível elaborar uma demonstração teorética dessa verdade (Kant).
 versão assertória: diz que o homem é livre e que essa é uma verdade pela qual se podem
aduzir muitas provas decisivas (Aristóteles, Orígenes, Agostinho, Anselmo, Tomás, Locke).
Ponto de vista ontológico
 primeira: a liberdade é uma qualidade essencial do homem, mas não constitui a sua própria
essência (Aristóteles, Agostinho, Escoto, Tomás e Kant);
 segunda: a liberdade constitui a própria essência da natureza humana (Descartes e Sartre).
O ponto de vista ontológico, diz respeito a correlação entre a liberdade e a natureza profunda do ser
humano.
Existência da liberdade
De todas as soluções enumeradas acima, a mais fidedigna nos pareceu a que se pode demonstrar
que o homem é livre e que a liberdade, mesmo não se identificando com a natureza humana, faz
parte da sua essência.
Para provar a existência da liberdade, podem aduzir-se muitíssimas argumentações. Alguns autores
fazem apelo ao testemunho da consciência, outros à constituição intelectiva do ser humano pelo
qual goza ele de alguma superioridade sobre as coisas, outros, enfim, a conseqüências absurdas e
desastrosas que o conhecimento da liberdade traz consigo.
Entre os textos mais eloqüentes a favor da liberdade, embora muito distanciados no tempo,
citaremos quatro: Clemente de Alexandria, São Tomás de Aquino, Emanuel Kant e Jean-Paul Sartre.
Clemente de Alexandria (150-215)
Clemente afirma insistentemente que o homem é livre. Algumas vezes a essa afirmação, dá uma
justificativa teológica, apelando para a autoridade da Escritura. "Nos sabemos pela Escritura, diz
Clemente, que o homem recebeu de Deus a capacidade de escolher e de rejeitar alguma coisa".
Porém, com muito mais freqüência, oferece-nos argumentos racionais. Em particular, ele insiste
sobre o argumento ex absurdis: das conseqüências que resultariam caso se negasse a liberdade.
"Elogios, repreensões, recompensas, punições não seriam inteiramente justas se a alma não tivesse
a faculdade de querer ou de não querer e cumprisse o mal involuntariamente... Suposto que os
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pecados têm início na nossa escolha e no nosso desejo e que às vezes reina no nosso espírito uma
opinião errada, devido à ignorância e à indiferença e nós não fazemos nada para eliminá-la, Deus
tem razão de nos condenar pela nossa iniqüidade, mesmo se não a quisemos aberta e diretamente.
Não se tem culpa se não se pega a febre voluntariamente; mas, se ela é pega voluntariamente, se é
merecedor de censura. Evidentemente, não escolhemos o mal enquanto mal, mas seduzidos pelo
prazer que o acompanha, cremos boa uma coisa e a escolhemos. Todavia, está em nosso poder
nos libertarmos da ignorância, da escolha do objeto ruim mas encantador, e, sobretudo, não dar
nosso consenso a imagens falazes", conclui Clemente.
São Tomás de Aquino (1225-1274)
São Tomás afrontou o problema da liberdade em muitas obras preocupando-se em demonstrar,
antes de tudo, a sua existência e depois, também, em esclarecer a sua verdadeira natureza,
determinando com precisão as suas correlações com o intelecto e com as outras faculdades da
alma. Também ele, como Clemente, dá muita importância ao argumento das conseqüências
absurdas. Contra aqueles que sustentam que a vontade humana se move por ação das
necessidades, São Tomás escreve: "Essa opinião deve ser contada entre aquelas alheias
(extraneas) à filosofia, porque não é somente contraditória à fé, mas subverte também todos os
princípios da filosofia moral. De fato, se nós partirmos para a ação, necessariamente, se suprime a
deliberação, a exortação, o comando, o louvor e a reprovação, que são coisas pelas quais existe a
filosofia moral... Tais opiniões, que destroem os princípios de alguma parte da filosofia, dizem-se
posições extravagantes (positiones extraneae), como a afirmação de que nada se move, a qual
demole os alicercer da ciência natural". Contra os que afirmam que as ações humanas são
determinadas pelos outros, São Tomás faz a seguinte declaração, muito aguda: "A nenhum ser é
dada em vão uma faculdade. Logo, o homem tem a faculdade de julgar e de refletir sobre tudo
quanto pode operar, seja no uso das coisas exteriores, como no favorecer ou rejeitar as paixões
internas; e isso seria inútil se o nosso querer fosse originado pelos astros e não pela nossa
faculdade. Não é, portanto, possível que os astros sejam causa da nossa eleição voluntária". Mas a
razão mais profunda com que São Tomás justifica a presença da liberdade na determinação das
ações humanas é outra e tem como base a possibilidade que o homem tem de avaliar os limites e as
carências das coisas que se oferecem à sua atenção e, conseqüentemente, de repeli-las. Eis o seu
fino raciocínio: "A eleição humana não é necessária. E isso porque nunca é necessário o que pode
não ser. Ora, pode-se demonstrar que é coisa indiferente eleger ou não partindo das faculdades de
querer, ou de cumprir, esta ou aquela coisa. E disso temos a confirmação na mesma estrutura da
razão humana. De fato, a vontade pode tender para as coisas que a razão aprende sob aspecto de
bem. Ora, a razão pode considerar como bem não somente o querer e o agir, mas também o não
querer e o não agir. Além disso, em todos os bens particulares a razão pode observar o aspecto
bom de uma coisa, ou as suas carências de bem, que se apresentam como um mal; e, com base
nisso, pode considerar cada um de tais bens como digno de eleição ou de fuga. Somente o bem
perfeito, ou seja, a felicidade, não pode ser considerado pela razão como um mal ou um defeito. E é
por isso que o homem, por necessidade, quer a beatitude e não pode querer a infelicidade e a
miséria. Mas a eleição não tem por objetivo o fim, mas os meios; não diz respeito ao bem perfeito,
ou seja a beatitude, mas aos outros bens pariculares. Por isso, o homem não cumpre uma eleição
necessária, mas livre" (Summa Theologiae, I-II).
Emanuel Kant (1724-1804)
Kant sustenta que a razão na sua função teórica nada possa dizer de definitivo sobre o problema da
liberdade, porque ele diz respeito à realidade como é em si mesma, enquanto o objeto próprio da
razão teorética são os fenômenos. Kant afirma também que na sua função prática, ou seja, como
fonte da moralidade, a razão não pode absolutamente prescindir da liberdade, porque "sem
liberdade... não é possível uma lei moral, tampouco uma imputação segundo essa lei". De fato, "os
dois conceitos (moral e liberdade) são interligados tão inseparavelmente, que a liberdade prática se
poderia também definir mediante a independência da vontade de toda outra coisa, menos da lei
moral". Mas, então, se pode provar a existência da liberdade? Não, podemos somente postulá-la. "A
liberdade de uma coisa eficiente, especialmente no mundo sensível, não pode ser de modo algum
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conhecida quanto à sua possibilidade (e, por isso, muito menos quanto à sua existência): somos
bem afortunados se podemos ser suficientemente seguros apenas de que não há nenhuma
demonstração da sua impossibilidade, e se mediante a lei moral que postula essa possibilidade,
somos constrangidos a admiti-la precisamente por isso, também justificados para assim o fazer".
Jean-Paul Sartre (1905-1980)
Entre os autores do nosso tempo, o que afirmou com mais vigor a existência da liberdade foi Sartre.
Segundo o célebre existencialista francês, "o homem está condenado a ser livre... A escolha é
possível em algum sentido, mas o que não é absolutamente possível é não escolher. Eu posso
sempre escolher, mas devo saber que se não escolho, ainda assim eu escolho".
O que mais distingue os homens dos outros seres é a consciência. Tem-se assim a impressão de
que para Sartre a consciência é o constitutivo último essencial do homem. Pode ser verdade, mas
Sartre não o diz; ele prefere afirmar que a essência do homem é a liberdade. Para sermos mais
precisos, Sartre diz que aquilo que constitui (produz) a essência do homem é a liberdade, não vice-
versa. Com isso ele se opõe à concepção tradicional, que via na liberdade uma das propriedades da
essência humana e que tinha uma prioridade ontológica sobre elas. Sartre é de opinião que esta
concepção não explica como os indivíduos, usando a sua liberdade, formam personalidades tão
profundamente diferentes; uns se tornam santos, outros assassinos; uns avaros, outros pródigos;
uns doutos, outros analfabetos. A personalidade, com todas as características da existência
(essência) individual, é produzida pela liberdade, na qual é necessário, portanto, fazer consistir o
constitutivo fundamental do ser humano.
Como constitutivo último, a liberdade não tem limites. "Eu estou condenado a ser livre. Isso significa
que não se pode encontrar para a minha liberdade nenhum limite que não seja ela mesma; ou, se se
preferir, que não temos a liberdade de deixarmos de ser livres".
A liberdade não está vinculada a nenhuma lei moral; a sua única norma é ela mesma. Para a
liberdade "todas as atividades são equivalentes... No fundo é a mesma coisa embriagar-se na
solidão ou conduzir os povos. Se alguma dessas atividades é superior a uma outra, não o é por
causa do seu escopo real; e neste caso o quietismo do ébrio solitário é superior à vã agitação do
condutor de povos".
Natureza da liberdade
Para compreender a natureza da liberdade, é necessário antes de tudo estabelecer de que maneira
se desenvolve o ato livre. Por exemplo, quando escolho ler um livro antes da fazer qualquer outra
coisa, como chego a essa determinação?
São Tomás e muitos outros autores distinguem no ato livre três momentos principais:
 deliberação: é a fase da exploração, da procura, da indagação a respeito do objeto por
adquirir ou da ação por cumprir;
 juízo: é a fase de avaliação;
 eleição: é a fase da decisão.
Geralmente entre as três fases a distinção é muito clara, mas, de qualquer modo, as três fases são
muito vizinhas, quase que juntas.
O ato livre exige, antes de tudo, que se conheça o que se quer fazer e, portanto, implica num exame
cuidadoso da ação que se quer cumprir ou do objeto que se quer alcançar. É o que fazemos
normalmente. Se, por exemplo, nos vem à mente adquirir um microcomputador, informamo-nos do
que se trata, se é bom, quanto custa, etc. Adquiridas suficientes informações, avaliamos os prós e
contras: se vale a pena ou não, adquirir aquele microcomputador. Mas também a avaliação positiva
não comporta ipso facto o cumprimento da ação ou da escolha do objeto, porque se pode tratar
ainda de uma avaliação abstrata, que não me diz respeito neste determinado momento. Para que
após o juízo se siga a escolha, é necessário que o juízo seja um juízo prático. Deve valer a pena
naquele momento. Se o juízo assume essas características, então emite o ato de escolha.
O ato livre, que conclui na escolha, é um ato complexo, resultado de um diálogo entre o intelecto e a
vontade. De fato, na escolha "concorrem um elemento de ordem cognitiva e um elemento de ordem
apetitiva: da parte da potência cognitiva requer-se o conselho, com o qual se julga qual a escolha
preferida; por outro lado, da parte da potência apetitiva, solicita-se que seja aceito mediante o desejo
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da mesma forma com é julgado mediante o conselho". Por essa razão Aristóteles deixa suspensa a
questão de se a escolha pertence mais à faculdade cognitiva ou à apetitiva. Diz que a colha é "ou
uma intelecção apetitiva ou um apetite intelectivo". Também São Tomás pensa que o ato livre
pertença substancialmente à vontade, mesmo dependendo essencialmente também do intelecto. Eis
o seu raciocínio a esse respeito: "O termo escolha implica elementos que cabem à razão ou ao
intelecto, e elementos que cabem à vontade... ora, se dois elementos concorrem para formar uma
coisa, um deles é o elemento formal com relação ao outro. E, na verdade, São Gregório de Nissa
afirma que a eleição „por si mesma não é o apetite e também não é o único conselho, mas a sua
combinação. Como dizemos que o animal é composto de alma e corpo, não de corpo ou de alma
separadamente‟. Ora, é preciso considerar que um ato da alma que pertence substancialmente a
uma dada potência ou a um dado hábito, recebe a forma e a espécie de uma potência e de um
hábito superior na proporção em que o inferior é subordinado ao superior; se um, por exemplo,
cumpre um ato de força por Deus, materialmente o seu ato é um ato de força, formalmente de
caridade. Ora, é evidente que a razão é, de algum modo, superior à vontade e que ordena os seus
atos, ou seja, enquanto a vontade tende ao próprio objeto segundo a ordem de razão, pelo fato de
que a faculdade de conhecer apresenta à apetitiva o próprio objeto. Assim, então, o ato com o qual a
vontade tende para alguma coisa que lhe é proposta como bem, sendo ordenado pela razão para
um fim, materialmente é ato de vontade, formalmente da razão. Efetivamente, a substância do ato se
comporta como matéria relativamente à ordem imposta pela potência superior. Por esse motivo, a
escolha, substancialmente, não é um ato da razão, mas da vontade; de fato, a escolha consiste em
um movimento da alma em direção ao bem escolhido. Logo, é claro que ela é um ato de potência
apetitiva" (Summa Theologiae, I/II).
Limites da liberdade
Um dos aspectos mais originais de Jean-Paul Sartre é a tese do poder infinito, ilimitado da liberdade.
Essa tese singular encontra apoio muito fraco entre os filósofos. São, no entanto, muito numerosos
os que sustentam que a vontade humana não é nunca livre, mas sempre determinada. Essa tese é,
também, refutada por uma ampla série de argumentos difíceis de serem contestados.
O homem é livre, mas não totalmente livre como quer Sartre. Que a liberdade humana seja limitada
resulta dos seguintes argumentos:
 A liberdade não se identifica com o ser do homem, mas constitui uma propriedade
fundamental dele, junto com outras propriedade também fundamentais como o viver, o
pensar, o trabalhar. Por isso também a liberdade é sujeita aos mesmos limites aos quais são
sujeitos o viver, o pensar e o trabalhar, porque é por eles condicionada.
 O homem não é livre de ser corpóreo, sociável, sexuado, etc. Não é livre de usar a linguagem
a seu bel-prazer, do contrário a linguagem não alcança mais o seu objetivo, que é o da
comunicação com os outros. Para alcançar este resultado, deve-se usar a linguagem
conforme os significados que lhe foram impostos e seguindo as regras estabelecidas.
 O homem não é livre de inclinar-se em direção ao bem: seria o suicídio da vontade e do seu
ser, porque, como o intelecto tende naturalmente para a verdade, a vontade tende
naturalmente para o bem. A tendência da vontade para o bem é necessária, mas natural e
não forçada. A liberdade exerce-se no interior do horizonte da tendência natural em direção
ao bem.
 O homem não pode subtrair-se a uma certa dependência do mundo, da sociedade e da
história. O peso do mundo, da sociedade e da história sobre os indivíduos é tão óbvio e tão
grave que alguns filósofos e sociólogos estão hoje mais propensos a denunciar o estado de
profunda escravidão que se encontra a humanidade presente, em vez de exaltar a sua
liberdade, como faz Sartre. Na Antigüidade e na Idade Média o maior obstáculo à liberdade
humana era representado pelos "determinismos cósmicos", hoje, ao contrário, é constituído
pelos "Determinismos sociais".
 A liberdade humana, enfim, é condicionada pelas paixões. Esse último condicionamento foi
sempre tomado em consideração pelos filósofos.
Podemos encontrar tratados sobre paixões em todos os períodos da história da filosofia, tanto no
grego e no medieval como nos modernos e contemporâneos. Este fato basta sozinho para
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testemunhar o quanto é importante uma indagação sobre as paixões, a fim de estabelecer em que
medida elas podem condicionar no homem o exercício da liberdade.
Conclusões
Dissemos na introdução do nosso artigo que, liberdade é um termo que usamos a todo instante, mas
não conhecemos o seu significado com a devida profundidade. Isto pode ser constatado ao longo da
exposição que fizemos sobre o tema.
Constatamos, ainda, a complexidade do termo e sua evolução em diferentes épocas. A cada nova
concepção filosófica o entendimento foi se modificando, resultando na compreensão de que a
concepção de Liberdade nos tempos atuais difere, substancialmente, da concepção que os nossos
irmãos maçons, do século XVIII, tiveram em sua época.
Sabiamente os nossos rituais e os preâmbulos das Constituições maçônicas, estabelecem que a
Maçonaria é, ou pelo menos deveria ser, uma Instituição progressista e evolucionista, cabendo,
portanto, aos maçons o dever de pesquisar e estudar todos os assuntos e questões a ela
pertinentes, para não ficarem defasados no tempo e no espaço e, especialmente, nos conceitos.
Bibliografia
CASTELLANI, José. Dicionário etimológico maçônico. Londrina: A Trolha, 1991. v. 3.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
GABRIEL L. Uomo e mondo in decisione. Turim: Marieti, 1972.
KANT, I. La critica della ragion pratica. Laterza: Bari, 1924.
MONDIN, Batista. Curso de filosofia. São Paulo: Edições Paulinas, 1981. 3 v.
MONDIN, Batista. O homem, quem é ele?. São Paulo: Edições Paulinas, 1980.
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Ir Valdemar Sansão
S. Paulo
"A verdade é que na grande maioria das vezes você sabe o que é certo fazer.
A parte difícil é fazer. (General Norman Schwarzkopf, Exército Americano).
Hoje, não se concebe um Irmão assumir o cargo de Mestre da Loja desconhecendo pontos
fundamentais de uma Maçonaria renovada, da Maçonaria contemporânea.
O Venerável é a primeira Luz, o Guia Espiritual e o Presidente da Loja Simbólica. Ele deve ter
estudado a ciência maçônica e desempenhado os postos e dignidades inferiores. É necessário que
possua um conhecimento profundo do homem e da sociedade, além de um caráter firme, mas
razoável. Suas atribuições e deveres acham-se definidos e detalhados com precisão, de acordo com
o Rito e a Constituição da Potência de sua jurisdição.
Para ser o Venerável de uma Oficina Maçônica, e por conseguinte tornar-se o guia dos Irmãos de
sua Loja, o candidato deve possuir, entre outros os seguintes predicados:
1 – Sentir-se Maçom, de preferência a qualquer outra formação doutrinária;
2 – Não ser indiscreto, injusto ou indiferente (não deixe para amanhã o que pode fazer hoje);
3 – Não estar despido de entusiasmo de espírito (Não peça auxilio de outrem em tudo o que puder
fazer sozinho);
4 – Não ser indisciplinado, intolerante, inconformado e irascível (seja afável; cauteloso e comedido;
embora fervoroso, o seu espírito será aberto e agirá sempre com correção);
5 – Não ser invejoso, apaixonado, rancoroso e intrigante;
6 – Ser estudioso e não superficial (deverá estudar os Rituais, o seu desenvolvimento, a parte
objetiva e filosófica);
7 – Não alardear e abusar de sua inteligência;
8 – Não se comprazer em procurar os defeitos alheios, nem em colocá-los em evidência;
9 – Não pedir, suplicar ou de qualquer forma desejar posições;
10 – Não deixar transparecer nunca a sua ira, seu desapontamento e sua desaprovação (Se quiser
ter bons relacionamentos, deve fixar a mente nas boas qualidades de seus Irmãos. Jamais reclamar
de nenhum deles);
Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o Venerável Mestre, mas todo
aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.
Há sem dúvida um Sinal infalível: o verdadeiro candidato para o posto de guia de seus Irmãos é o
Maçom que não pede o cargo; não o cobiça e que, aspirando essa exaltação como um ideal, não
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se julga merecedor dela. Sentir-se sem mérito para um posto de preeminência é apreciar a
dignidade do cargo e começar a ser merecedor do mesmo.
Na condição de dirigente e guia espiritual deve manter na Loja a harmonia desejada, sendo o Mestre
dos Mestres, pronto a aconselhar e servir, mantendo a União e a Paz, não só com os membros do
Quadro, mas com as Lojas co-irmãs e a Administração da Potência.
O Venerável Mestre deve representar entre os Irmãos da Loja, a Sabedoria que concebe, e seu
papel é de jamais perder de vista a meta traçada (planejamento semanal, mensal e anual) e evitar
extravios na procura da Verdade.
Procurará fazer abstração de suas preferências pessoais tendo em conta os sentimentos dos Irmãos
da Loja, falando sempre e agindo em seu nome. Desta forma, será ajudado na sua difícil e
espinhosa missão, pois sem a simpatia e o apoio da Oficina, ser-lhe-á impossível desempenhar e
cumprir as funções que lhe foram confiadas.
Terá o cuidado para que um Irmão carecendo de amparo, jamais se afaste, desiludido, da porta da
Loja. E, sobretudo, será para seus Irmãos um modelo de prudência, veracidade, cortesia e amor.
Quando alguns recursos estão ficando escassos, encontram-se novos recursos para as mesmas
necessidades. Peça e receberá!
A escolha para Venerável é relevante que caia em Irmão esclarecido, conhecedor da Arte Real e
que tenha franquia entre os Irmãos, pessoa estimada que seja ao mesmo tempo, propenso a ser um
líder.
O Irmão percebe quando o Venerável Mestre o aprecia o que ele fez e vice-versa. O apreço faz com
que todos queiram ser melhores a cada dia mais.
O Venerável Mestre aprende a manter a tranqüilidade. Aprende a retirar sua concentração do
que não quer para a sua Loja e da carga emocional que essas coisas (negativas) envolvem. Fixa a
sua atenção apenas no que deseja vivenciar.
O ideal seria que, especificamente para o cargo de Venerável Mestre, não houvesse disputa entre
os Irmãos, e sim um consenso, uma unanimidade harmônica, dando assim ao primeiro mandatário,
reforço de uma base de sustentação que lhe possibilita exercer o cargo em toda sua plenitude e
liderança.
Um Mestre Maçom pode ser considerado apto a ser o Venerável Mestre, se demonstrar liderança,
humildade, simplicidade, simpatia, calma, tranqüilidade, tolerância e serenidade. Excelente será se
aliadas às virtudes citadas, seja ótimo administrador. Pesa no conceito dos Obreiros da Loja que o
escolhido entenda de ritualística e liturgia e que na esfera administrativa tenha razoáveis
conhecimentos. Em sua preparação para as funções deve procurar conhecer as Constituições de
Anderson, e a legislação de sua Obediência – Constituição, Regulamento Geral, Código Penal e
Eleitoral, e, o Regimento Interno (Estatuto) de sua própria Loja. Deverá estudar os Rituais, o seu
desenvolvimento, a parte objetiva e filosófica.
Um candidato ao cargo de Venerável Mestre, bem preparado para seu desempenho, terá, sem
dúvida, um mandato eficiente, tranqüilo e sobretudo inquestionável. Saberá exercer plenamente
suas funções com altivez, e gozará do prestígio e da acolhida de todos.
A presença de um Venerável e dois Vigilantes é tão essencial que, no dia da congregação, é
considerada como uma Carta Constitutiva. O "triunvirato" formado pelo Venerável Mestre e os dois
Vigilantes assume o aspecto oficial e firma-se atuando como "Carta Constitutiva", ou seja, a
permissão de constituir a Loja. Essa permissão obviamente emana do Grão-mestre que, após a
eleição dos membros da Loja, "consagra" a Diretoria eleita, aprovando-a.
O Grão-mestre é o "Primeiro Malhete", portanto, onde for, terá a autoridade de empunhá-lo,
mormente dentro de um Templo por ocasião da abertura dos trabalhos.
Há Lojas que destinam a poltrona, da direita do Trono para uso exclusivo do Grã-mestre, o que está
errado, porque a poltrona a ele destinada é a do centro, a denominada "Cadeira de Salomão".
O Grão-mestre ocupará, sempre, o lugar principal; à sua direita ficará o Venerável Mestre da Loja.
Se o Grão-mestre achar por bem determinar que o Venerável Mestre presida a sessão, devolver-lhe-
á o malhete, mas permanecerá na Cadeira Central.
A presença do Grão-mestre em qualquer reunião constitui um grande privilégio para os maçons, pois
o comando supremo sempre dá segurança, garantindo a ordem e o bom sucesso de qualquer
empreendimento.
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No Trono há três poltronas, a do centro destinada ao Venerável e as laterais aos Vigilantes; a trilogia
é um corpo único; os Vigilantes "se deslocam", um para o Sul e o outro para o Norte, mas
"permanecem" no Trono do Oriente. Sob o aspecto físico, as vagas passam a ser ocupadas, uma
pelo ex-Venerável (ou Delegado) e a outra por uma Dignidade presente.
O Venerável só se legitima como tal, a partir de sua instalação, consoante o ritual adequado de
passagem do malhete. A transmissão do malhete por mero escrutínio eleitoral não confere a
qualidade de Venerável ou de Grão-mestre ou de qualquer outra função.
Sabemos que a figura de um Venerável não se confunde com a de um presidente, chefe
coordenador ou mentor de qualquer entidade. Nem tampouco os Vigilantes se equiparam a Vice-
presidentes.
A obrigatoriedade de a direção de uma Loja ser ministrada por um Venerável Mestre e dois
Vigilantes obedece ao princípio espiritual da Organização, pois nada poderá ser executado por uma
só pessoa, com exclusão do Grão-mestre.
Se os Veneráveis Mestres tivessem as mesmas prerrogativas de um Grão-mestre, este teria
diminuído a sua autoridade. Assim, mesmo, o Grão-mestre, por "necessidade" espiritual, de certo
modo, abre mão de sua prerrogativa e "nomeia", "sponte sua" (de sua própria iniciativa), os dois
Grandes Vigilantes, para constituir o seu Grupo Administrativo nos moldes hierárquicos de uma
simples Loja. É por esse motivo que a Organização presidida pelo Grão-mestre denomina-se
Grande Loja.
Para os Maçons, Deus é o Grande Arquiteto do Universo (porque construiu o Universo e tudo o que
ele contém), nome sempre presente nos documentos e nos trabalhos maçônicos.
O Maçom tem fé em Deus, em Sua bondade, em Sua justiça e em Sua sabedoria; sabe que nada
ocorre sem Sua permissão e se submete, em todas as coisas, à Sua vontade. Nos extremos lances
de sua vida é Nele em quem deposita confiança.
O Universo criado pelo Grande Arquiteto (Deus) é Energia. Se você perguntar para um físico
quântico o que compõe o Universo, ele lhe dirá que é Energia. Peça-lhe para descrever o que é
Energia e ele lhe dirá que: é algo que jamais pode ser criado ou destruído, sempre foi e sempre
será, é tudo que existe e tudo que já existiu.
Então peça a um Maçom para descrever Deus e ele lhe fará a mesma descrição de Energia: é
Alguém que jamais pode ser criado ou destruído, sempre foi e sempre será, é tudo que existe e
tudo que já existiu a Quem rendemos sincero culto, como Ente Supremo e Grande Arquiteto dos
Mundos.
Aquele que foi escolhido para GUIA DE SEUS IRMÃOS, diga a si mesmo :"Meu Deus, Vós me
enviastes um novo encargo, dai-me a força de cumpri-lo segundo a Vossa santa vontade".
Que assim seja!
Façamos o possível para que a Humanidade seja um todo harmonioso e feliz.
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O presente bloco,
a cargo do Ir. Pedro Juk,
é apresentado às terças, quintas,
sábados e domingos.
A fala do orador
O Respeitável Irmão Rodolfo Boranga de Campos, Orador da Loja União e Liberdade, 2.720, REAA, GOSP-
BOB, Oriente de Itapeva, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:
rodolfoboranga@hotmail.com
Fiz contato com você há algumas semanas, por meio da Secretaria Geral de Orientação
Ritualística do GOB. Nossa Loja tinha uma dúvida sobre o uso do e no 3º grau. Surgiu-me nova
dúvida e espero contar com seu apoio para saná-la: Na p. 77 do ritual do REAA (ed. 2009), consta que
o Orador fará suas conclusões como guarda da lei, oportunidade em que analisará rapidamente os
trabalhos realizados, saudará os visitantes e dará a sessão como justa e perfeita. Minha dúvida é a
seguinte: criei o hábito de não pedir a palavra na "Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em
Particular", de modo que faço uso da mesma somente no momento de manifestação final do Orador
(conclusões). Dessa forma, não falo duas vezes o que, creio, agiliza os trabalhos. Assim, aproveito o
momento das conclusões para também me manifestar como se estivesse falando como um obreiro do
quadro durante o momento da "Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular". Posso
agir dessa forma ou cometo um erro de procedimento ritualístico?
CONSIDERAÇÕES
As considerações finais do Orador são apenas como o ofício do Guarda da Lei conforme o Venerável
diz: “(...) suas conclusões, como Guarda da Lei. Assim essa Dignidade deve proceder.
O Orador se quiser se pronunciar sobre outros assuntos, mesmo no cargo o faz de modo pessoal e
deve assim proceder pedindo a palavra ao Venerável na oportunidade apropriada.
A questão aqui não é a de “agilizar os trabalhos”, contudo cumprir o ritual.
T.F.A.
PEDRO JUK –
jukirm@hotmail.com –
Morretes/PR
Out/2012
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Lojas Aniversariantes do GOSC
Data Nome Oriente
26.01.1983 Humânitas Joinville
11.02.1980 Toneza Cascaes Orleans
13.02.2011 Entalhadores de Maçaranduba Massaranduba
17.02.2000 Samuel Fonseca Florianópolis
21.02.1983 Lédio Martins São José
21.02.2006 Pedra Áurea do Vale Taió
22.02.1953 Justiça e Trabalho Blumenau
Lojas Aniversariantes do GOB/SC
Data Nome Oriente
25.01.95 Gideões da Paz - 2831 Itapema
06.02.06 Ordem e Progresso - 3797 Navegantes
11.02.98 Energia e Luz -3130 Tubarão
29.02.04 Luz das Águas - 3563 Corupá
Lojas Aniversariantes da GLSC
Data Nome Oriente
15/02 Pedreiros da Liberdade Florianópolis
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CALENDÁRIO DE ordens do dia – EVENTOS – CONVITES
Data Hora Loja Endereço Evento – Ordem do Dia
27.01.14 20h30
Loja União e Fraternidade do
Mercosul nr. 70
Templo da Loja
Fraternidade
Catarinense – SC-401
Florianópolis
Palestra do Ir Luciano Pinheiro –
Tema: “Maçonaria e Religião”
28.01.14 20h00
Loja Alvorada da Sabedoria –
GOB/SC
Templo Albergue
Noturno –
Florianópolis
Palestra do Ir Edison Barsanti
(Grande Secretário de Cultura do
GOB-Brasília – Tema: “Os
Segredos da Maçonaria Operativa”
10.02.14 20h30
Loja União e Fraternidade do
Mercosul nr. 70
Templo da Loja
fraternidade
Catarinense – SC 401
Florianópolis
Palestra do Ir Gilberto Goulart
Tema: “A Independência dos
Estados Unidos da América e a
Revolução Francesa”
21.02.14 20h00 GLSC – GOB/SC – GOSC
Templo da GLSC
Campeche
Florianópolis
Abertura do Ano Maçônico pelas
três Potências de Santa Catarina
24.02.14 20h30
Loja União e Fraternidade do
Mercosul nr. 70
Templo da Loja
Fraternidade
Catarinense – SC 401
Florianópolis
Palestra do Ir. Eleutério Nicolau da
Conceição. Tema: “Som, Luz e
Percepção”
05.03.14 20h00 2ª Inspetoria Litúrgica - SC
Loja Padre Roma II, nr.
34 – Barreiros – São
José
Posse dos Presidentes dos Graus
Filosóficos
09.03.14 16h00 Loja Solidariedade Içarense, nr. 73 Içara – SC Sessão Magna de Iniciação
14.03.14
09h00 Grande Loja Maçônica do Pará Belém
Comemoração dos 185 anos do
Supremo Conselho do Grau 33 do
REAA da Maçonaria para a
República Federativa do Brasil
20.03.14 20h00 Loja Arte Real Santamarense nr. 83
Santo Amaro da
Imperatriz – SC
Sagração do Templo
28.03.14 20h00 Loja Sol do Oriente nr. 107 (GLSC) Balneário Rincão – SC
Sessão Magna de Instalação da
Loja
30.03.14 11h00 VI Chuletão Templário
Centro de Eventos da
ACM – SC-401 –
Florianópolis
VI Chuletão Templário – Evento
Filantrópico da Loja Templários da
Nova Era nr. 91
26.07.14 CMSB – 2014 Belo Horizonte http://www.cmsb2014.com.br
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1) A Administração para 2014
V.'. M.'. - Ir.'. Emílio César Espíndola;
1o. Vig.'. - Ir.'. Gilberto Goulart;
2o. Vig.'. - Ir.'. Nilo Bairros de Brum.
Sec.'./M.'. C.'. (Ad Hoc) - Ir.'. Mohamad Ghaleb Birani;
Rádio Sintonia 33 & JB News. 24 horas com você.
Música, Cultura e Informação o ano inteiro.
Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal.
jbf@floripa.com.br – jbnews@floripa.com.br – jb-news@floripa.com.br
jbnews33@floripa.com.br – jbnews-33@floripa.com.br –
jbnews33@gmail.com - jb news33@yahoo.com.br – info@jbnews33.com.br
ARLSE.·. Fraternidade do Mercosul Nº 70 (GOSC)
GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA - GOSC/COMAB
Loja Especial “União e Fraternidade do Mercosul” nº 70
RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO - FUNDADA EM 31/01/1998
Data das Sessões e as palestras/eventos programados:
* 27.01.2014 - Palestra com o Ir.'. Luciano Pinheiro, com o tema "Maçonaria e
Religião";
* 10.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Gilberto Goulart, com o tema "A Independência dos
Estados Unidos da América e a Revolução Francesa";
* 24.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Eleutério Nicolau da Conceição, com o tema “
Som, Luz e Percepção”
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O Venerável Mestre, da ARLS Alvorada da Sabedoria nr. 4285, de Florianópolis convida
os Irmãos para a Palestra do Ir.’. Edison Barsanti, Grande Secretário Geral Adjunto de
Educação e Cultura do GOB, Brasília e membro da Academia Campinense Maçônica de Letras,
com o tema:
“Os Segredos da Maçonaria Operativa”,
com o título alternativo
“Vesica Piscis. Catedrais: Maçons Operativos”.
A sessão terá início às 20h do dia 28 de janeiro de 2014, terça feira, Sessão Inaugural do ano
maçônico da Loja, no Templo Maçônico do Albergue Noturno, situado à Avenida Hercílio Luz,
506, ao lado do Instituto Estadual de Educação. Programação:
20:00 h: encontro no átrio do Templo;
20:15 h: início da sessão.
Traje: maçônico, completo.
Após a sessão, será oferecido um ágape.
Ir. Marcos de Oliveira
Venerável Mestre
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- Quem disse que templo maçônico não tem janela?
- Foto de um templo dentro do palácio maçônico de Dublin – Irlanda.
Ir Homero Luiggi Pedrollo – Loja Acácia Joinvilense 1937
GOB/Joinville-SC
JB News – Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 25/27
1 – El Choclo
http://www.youtube.com/watch?v=NYM0DIzPiWY
2 – Sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=XshrbXh3yR8
3 – Provavelmente o maior show de aeromodelos do mundo, com aviões de todos os tipos
http://www.youtube.com/watch_popup?v=zYPag3LuKlA
4 – Assista a "Duo Paradise Le plus grand Cabaret du Monde"
https://www.youtube.com/watch?v=jJxxHvWwQBw&feature=youtube_gdata_player
5 - Vale a pena ver este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=prO85LDlvEA&feature=youtube_gdata_player
JB News – Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 26/27
DESCOBERTA !
Praia de Copacabana fotografada em 1930 pela Revista Life
Descobriu-te um garimpeiro
Por tua boa conduta
Foste levado ao canteiro
E assim, instado à labuta !
Aposta em ti, cada obreiro !
De seres sincero e capaz
Um igual livre-pedreiro
Que a boa obra te apraz !
Entrega-te por inteiro
Ao desbaste costumeiro
E a diferença então, verás !
Duma rica pedra bruta
Após incansável luta
Lapidada pedra serás !
JB News – Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 27/27
Adilson Zotovici
ARLS Chequer Nassif-169

Jb news informativo nr. 1239

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    JB NEWSRede Catarinensede Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33 – www.jbnews33.com.br Informativo Nr. 1.239 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 Reuniões: quintas-feiras às 20h00 – (em recesso – Retorno dia 06.03.14) Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Florianópolis (SC), quarta-feira, 23 de janeiro de 2014 Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet - Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 23 de janeiro de 2014. É o 23º. dia do Calendário Gregoriano. Faltam 342 para acabar o ano e 140 para início da Copa do Mundo. Dia do Evangélico (no Acre) Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos. Índice: Bloco 1 - Almanaque Bloco 2 - Opinião: Mario Gentil Costa – Saudade de Orlando Borges Schroeder Bloco 3 – IrAnatoli Oliynik – A Liberdade Bloco 4 – Ir Valdemar Sansão - Bloco 5 - IrPedro Juk – Perguntas & Respostas ( do Ir Rodolfo Boranga de Campos – A Fala do Orador ) Bloco 6 – Destaques JB - (Hoje excepcionalmente com versos do Ir. Adilson Zotovici)
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 2/27 Você sabe mesmo sobre A HISTÓRIA DA MAÇONARIA PARANAENSE? reserve o seu exemplar - Contato: hercule_spolad@sercomtel.com.br Este livro precisava ser escrito, sob pena dos fatos acontecidos serem perdidos para sempre. O que sabemos da História do Paraná e da atuação dos maçons paranaenses no século XIX? É um livro para continuar a ser referência no futuro. O autor descreve a trajetória da antiga 5ª, depois 10ª Comarca da Província de São Paulo, depois Paraná/Província, e logo em seguida, Paraná/Estado até final do ano 1900. Em todos estes momentos históricos, existiu a presença marcante de maçons paranaenses e brasileiros que o leitor desconhece, e fatos que foram resgatados com o máximo de cuidado por serem sempre baseados em fontes primárias. O autor coloca o Paraná no contexto histórico da Maçonaria Brasileira num século de grandes transformações. Fala do desmembramento da antiga Comarca de São Paulo e a criação do Paraná Província. Enumera todas as Lojas fundadas em terras paranaenses naquele século. Aborda a Guerra do Paraguai; a luta contra a escravatura; Movimento Republicano; Proclamação da República; os problemas havidos no Estado após a Proclamação da Republica; Revolução Federalista e da Armada (1893/95) e suas conseqüências no Paraná; o movimento literário simbolista e a participação dos intelectuais maçons; anticlericalismo cujo maior líder foi Dario Persiano Vellozo; a luta burocrática internacional do maçom Barão do Rio Branco em uma disputa de terras com Argentina na famosa “Questão de Palmas” quando aquele país reivindicava para si cerca de 30 quilômetros quadrados de território brasileiro, dado como ganho de causa ao Brasil com a intermediação do Presidente Grover Cleveland dos EUA. além de outros fatos abordados no livro, acontecidos naquele século, sempre descrevendo a participação ativa de maçons. O preço de cada exemplar é R$50,00 mais as despesas de embalagem e correio R$10,00 num total de R$60,00 que deverão ser depositados em conta a ser fornecida por e-mail, pelo autor. SUGESTÃO: As Lojas poderão adquirir o livro para a sua Biblioteca Livros indicados Em Florianópolis hospede-se nesta temporada no hotel da Família Maçônica. Praia de Canasvieiras - Reservas : (48) 3266-0010 – 32660271 Irmão tem desconto especial
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 3/27  1368 – Zhū Yuánzhāng ascende ao trono da China como Imperador Hongwu, dando início à Dinastia Ming, que governaria a China por quase três séculos.  1556 – Um sismo atinge as províncias chinesas de Shaanxi, Shanxi e Henan, causando a morte de 830 mil pessoas. Este foi o sismo que mais causou vítimas fatais em toda a história.  1579 – Guerra dos Oitenta Anos: Guilherme une os estados protestantes dos Países Baixos, Zeeland, Utrecht, Gueldria e a província de Groningen na União de Utrecht. Mais tarde, esta união desencadeará a separação destes territórios da Espanha.  1637 – Chegada de Maurício de Nassau ao Recife.  1769 – Decreto que cria, em Pombal, uma fábrica de chapéus finos de propriedade régia.  1808 – Desembarque de Dom João VI e a Família Real Portuguesa na Bahia.  1827 – Fundação do Condado de Shelby.  1857 – Incorporação da cidade de Vancouver.  1918 – Beatificação de Nuno Álvares Pereira pelo Papa Bento XV.  1960 – O batiscafo Trieste atinge a profundidade recorde de 10 916 m, no Challenger Deep da Fossa das Marianas.  1986 – Editada resolução que exige Estudo de Impacto Ambiental nos projetos de atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas de significativo potencial de degradação ou poluição.  1993 – Marc Andreessen anunciou em um grupo de discussão da Usenet que estava disponibilizando para download o navegador X Mosaic, precursor do Netscape Navigator.  1997 o Entra em vigor a cobrança da CPMF nas movimentações bancárias no Brasil. o O ator Guilherme de Pádua é condenado a dezenove anos de prisão pelo assassinato da atriz Daniela Perez.  2003 – Último sinal recebido pela sonda Pioneer 10 antes de mergulhar no espaço exterior.  2011 – Eleições presidenciais em Portugal, tendo sido reeleito Aníbal Cavaco Silva para um segundo mandato. Feriados e eventos cíclicos  Dia do Evangélico (Acre). Culturais e de Média/Mídia  1958 – O jurista Afonso Arinos de Melo Franco é eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Desportivos  1944 – O Avaí Futebol Clube derrota o América de Joinville por 14x3 na final do Campeonato Catarinense.  1984 – Hulk Hogan derrota The Iron Sheik no World Wrestling Entertainment Championship em Madison Square Garden.  2001 – Fundação do Clube Esportivo Passense de Futebol e Cultura. Vexilológicos  1831 – Adotada a Bandeira da Bélgica. Eventos Históricos - Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas feriados e eventos cíclicos
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 4/27 1751 Inaugurada a igreja na localidade de São Miguel, sob a proteção de São Miguel Arcanjo. 1890 Morre, na capital catarinense, o abolicionista Manoel Joaquim Silveira Bittencourt. 1961 Inaugurado o município de Três Barras, criado pela Lei nº 632, de 23 de dezembro de 1960. 1992 Era nomeado Chefe da Casa Civil do Governo Fernando Collor de Mello, o catarinense Jorge Konder Bornhausen. 1570 A Rainha Elizabeth I dá o título de Royal Excange à sede do comércio erigida por Sir Thomas Gresham. Segundo William Preston, nesta ocasião, Sir Thomas apresentou-se publicamente como Grão-Mestre 1712 Nasce Frederico, rei da Prússia, mais tarde cognominado, o Grande. 1712 Nasce John Hancock () o primeiro signatário da Declaração da Independência dos Estados Unidos. 1798 Ephraim Kirby, patriota americano, eleito o primeiro Grande Sumo Sacerdote Geral do Grande Capítulo Geral de Maçons do Real Arco. 1871 Fundação da Grande Comanderia de Cavaleiros Templários – Rito York – de Maryland 1918 Fundada a Grande Loja Nacional de Colômbia, Barranquilla. Históricos de santa catarina: fatos maçônicos do dia - Fonte: O Livro dos Dias (Ir. João Guilherme) e acervo pessoal
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 5/27 Mario Gentil Costa. O autor é médico em Florianópolis. Contato: magenco@terra.com.br http://magenco.blog.uol.com.br Amigos, após e releitura do texto que segue - e por considerá-lo um dos instantes mais felizes das minhas escrevinhaturas - não resisti à tentação de dividi-lo com vocês... - Mario MaGenCo SAUDADE DE ORLANDO BORGES SCHROEDER - 1998 A tarefa que me imponho hoje é ingrata e penosa. Cumpro-a sob o mais veemente protesto interior, porque devo falar à memória de uma das figuras humanas que mais estimei - Orlando Borges Schroeder. É extensa a fileira de adjetivos com que poderia qualificá-lo, mas, dentre eles, quatro se destacam: sábio, sereno, sensível e tolerante, dons exclusivos dos homens superiores. Orlando Schroeder não era um homem corriqueiro. Era, ao contrário, complexo e invulgar. Sua sensibilidade para as coisas do espírito era tamanha que transbordava em lágrimas incontidas e fugazes e lhe embargava a voz à simples menção ou lembrança de algo que fosse de fato superlativo. Ele fez da convivência com o mundo o alimento de uma vida dedicada ao engrandecimento do ser e viveu com a mente voltada para o bem, preocupado e, ao mesmo tempo, esperançoso de que o progresso, em seu sentido mais lato, trouxesse consigo o aperfeiçoamento da humanidade como um todo. Sabedor dos limites da medicina, praticou-a no anonimato dos ambulatórios, à sua maneira, sem o aparato dos pódios que lhe trariam fama e prestígio. Refratário a discussões e desentendimentos, preferia, antes de tudo, a transigência e o consenso. Sua ambição basilar era aliviar a dor do semelhante e, se nem sempre o conseguia com remédios, era capaz de fazê-lo com palavras de conforto e mensagens de resignação, as mesmas com que, em uso próprio, enfrentou a crueldade do mal que lhe minou a saúde. Tivemos, eu e ele, preciosas conversas em que a tônica era a exaltação do espírito, pois, ao longo de assídua convivência nos corredores hospitalares, bem cedo descobrimos as surpreendentes afinidades que nos avizinhavam, e, em vista disso, quase nunca descíamos ao nível do basal. Lembro-me hoje de ocasiões em que suas palavras me comoveram. Uma delas quando, desfeita uma rodinha heterogênea da qual fazíamos parte, ficamos, de repente, sós na sala dos
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 6/27 médicos, e, no silêncio que se seguiu, ele confidenciou: “Mário, quero que saiba que, quando me aproximo de um grupo em que você está presente, faço-o apenas porque você está ali. Do contrário, na maioria das vezes, passaria ao largo”. Este é um cumprimento que não se faz de graça e que me tocou o fundo do ser. De outra feita, numa manhã em que nos entregávamos prazerosamente a cogitações de ordem filosófica e transcendental, ficou tão surpreso com algo que eu lhe disse, que, não se contendo, exclamou: "Mário, como você conseguiu chegar aonde chegou...?” Percebendo, logo em seguida, que tal indagação espontânea e genuína poderia ter sentido ambíguo e notando em meu olhar uma eventual perplexidade, tratou de emendar, como se adivinhasse: “Não me entenda mal! As minhas origens também são humildes. O importante é sabermos que honramos a expectativa dos nossos ancestrais.” Orlando Borges Schroeder era, a despeito de sua aparente timidez, um ser gregário, carente de diálogo e interação com os amigos, que eram poucos e que escolhia a dedo com um seletivo e involuntário grau de exigência. Não tenho dúvida em afirmar que foi, das figuras com quem dividi meu espaço, uma das que mais me enriqueceu. Aprendi muito com ele porque seus anseios primordiais eram semelhantes aos meus. Sua ascendência luso-germânica o levava, por vezes, a enaltecer a cultura européia. Por isso, citava Camões e Goethe com raro senso de oportunidade, cultuando sua obra com fervor quase religioso. Entretanto, sem fronteiras geográficas, rendia entusiásticas homenagens a toda e qualquer manifestação que engrandecesse as coisas do pensamento. Não foram poucas as vezes em que, referindo-se a brasileiros ilustres, na medicina ou fora dela, deixou patente seu grande sentimento de brasilidade. Era, no seu todo, um sonhador com impulsos às vezes quixotescos, mesmo sabendo dos precários resultados dos seus esforços. Não era um homem religioso, ao menos no sentido estrito da palavra, mas deixava transparecer uma profunda religiosidade diante dos mistérios da verdade e de questões abstratas como a eternidade e o infinito. E, a uma pergunta direta cuja resposta pudesse comprometê-lo, respondia sempre, com seu gesto de mão característico: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que ousa sonhar nossa vã filosofia...” Avesso medular ao manuseio de máquinas de qualquer tipo, nunca se interessou por aprender a dirigir um automóvel. Nem sei se algum dia foi capaz de equilibrar-se sobre uma bicicleta. E não tinha peias de confessar, com um sorriso de franca indiferença, sua absoluta inaptidão manual. Sua caligrafia era quase amorfa, tanto que ele mesmo, por vezes, tinha dificuldade de interpretá-la. Ainda assim, nunca adotou a datilografia como alternativa, entregando a transcrição de seus textos a terceiros. Em contrapartida, era um esteta que se comovia diante do inimitável claro-escuro da Ronda Noturna de Rembrandt, ao som vibrante da Cavalgada das Valquírias, de Wagner, ou aos acordes majestosos da Quinta Sinfonia de Beethoven. Schroeder nutria verdadeiro fascínio pela universidade e pelo livro como instituições que centralizam e difundem o saber e, em nome desse deslumbramento, entesourou uma vasta e eclética biblioteca e fez repetidas viagens de ânimo cultural à Universidade de Harward, em Boston, com cujo corpo docente trocava, em busca de subsídios para seus estudos, a mais estimulante correspondência. Como autor, nunca negou sua relativa indiferença pela literatura de ficção, para a qual, modestamente, se dizia desprovido de imaginação, mas leu muitos clássicos e admirou o gênio de Shakespeare. Em contrapartida, escreveu diversos livros, todos eles fruto de laboriosas pesquisas. Em “Por uma Cidade Mais Humana”, abordou a urbe, tema de sua devoção, porque, - palavras suas -, “simbolizava o ponto de partida da civilização e da cultura.” Estudou, em duas memoráveis
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 7/27 monografias, o vinho e o chá, suas bebidas prediletas, ambas degustadas com a elegância e a disciplina de um apreciador comedido e sóbrio. Seu último livro, - “A Face Humana na Medicina, na Ciência e na Arte” - recentemente lançado, mereceu de minha parte uma extensa apreciação que, felizmente, foi escrita e entregue a tempo. Penso ter sido um dos poucos que o fez e tenho esperanças de lhe ter proporcionado alguns momentos de alegria. E, há poucos dias, talvez prevendo a aproximação do fim, convidou-me à sua casa. Para lá me dirigi numa dessas chuvosas manhãs de domingo e, entre goles de vinho do Porto, sorvidos em cristal centenário, presenteou-me com um dos seus livros de estimação e de cabeceira, - “So Human an Animal”, de René Dubos, Professor da Universidade Rockefeller (Edição Americana de 1968) -, que li com grande prazer e guardo com o carinho e o respeito que merece, pois lá está, em letras toscas e incertas, sua dedicatória: “Ao Mário, com os sinceros agradecimentos do Schroeder. 23/8/98.” Esse foi, em linhas sumárias e insuficientes, meu amigo, meu mestre e, por que não dizer(?), em muitos aspectos, meu confidente. Dediquei-lhe uma sincera amizade e tive por ele uma profunda admiração. Orlando Borges Schroeder deixa, em meu restrito círculo de relações humanas, uma lacuna que jamais será preenchida. Sua partida, embora esperada, cria a meu redor um imenso e desolado vazio. Mario Gentil Costa - MaGenCo (2014)
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 8/27 A LIBERDADE O Ir Anatoli Oliynik é do Or. de Curtiba-PR - Administrador, Consultor de Empresas membro da Academia de Cultura de Curitiba. e membro da Academia Paranaense de Letras - Maçônicas. Contato: anatoli.oliynik@terra.com.br Liberdade é um termo que usamos todos os dias, pensando conhecer o seu significado; mas a um exame mais cuidadoso vemos que é difícil dar-lhe uma definição precisa e unívoca, tão variados e diversos são os casos em que nós o usamos. Todavia, existe um núcleo fundamentalmente igual que ocorre constantemente: é a ausência de constrangimento. Em maçonaria, segundo Castellani: "Liberdade - Substantivo feminino (do latim: libertas, atis), designa a faculdade de fazer ou deixar de fazer uma coisa por vontade própria, sem se submeter a imposições alheias; o gozo dos direitos de homem livre; a licença, a permissão." Definição: Geralmente, nós entendemos liberdade como a ausência de constrangimento. A coação pode depender de diversas causas e, por isso, podem ser distinguidos vários tipos de liberdade, dos quais os principais são: a. Liberdade física: é a isenção de constrangimento físico; b. Liberdade moral: é a isenção da pressão de forças relativas à ordem moral, como prêmios, punições, leis, ameaças. c. Liberdade psicológica: é a isenção de impulsos de outras faculdades humanas sobre a vontade para fazê-la agir de uma determinada forma. d. Liberdade política: é a isenção de determinismos políticos.
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 9/27 e. Liberdade social: é a ausência de determinismos sociais. Embora Liberdade seja um dos lemas da trilogia maçônica - "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", cujo conceito na Instituição é muito amplo e abrangente, neste artigo, trataremos mais especificamente da liberdade psicológica. Portanto, vamos a sua definição: Liberdade psicológica define-se como capacidade que o homem possui de fazer ou não uma determinada coisa, de cumprir ou não determinada ação, quando já subsistem todas as condições requeridas para agir. É o controle soberano sobre a situação, de forma que a vontade tenha em suas mãos o poder de fazer pender a agulha da balança de um ou do outro lado. É a senhoria absoluta, o domínio completo de si mesmo, das próprias ações, de tudo o que nos diz respeito. Nessa possibilidade radical de decidir por si mesmo é que consiste a essência da liberdade psicológica. Historia do problema O estudo do problema da liberdade efetuado pela filosofia grega, não forneceu contribuição significativa. As principais razões pelas quais o pensamento grego não conseguiu realizar uma investigação satisfatória do problema da liberdade são três: a. porque considera todas as coisas sujeitas ao destino, uma vontade absoluta, superior aos homens e aos deuses, que determina consciente ou inconscientemente a ação; por isso, definitivamente os homens estão isentos de qualquer responsabilidade das ações. b. porque conforme o pensamento grego, o homem faz parte da natureza e é sujeito às leis gerais que a governam, pelo que ele não pode comportar-se diversamente. c. porque o homem é escravo da férrea engrenagem da história, que é concebida pelo pensamento grego como um movimento cíclico, no qual tudo se repete regularmente em um certo período de tempo. O problema da liberdade adquiriu uma nova dimensão e atraiu enorme interesse no pensamento contemporâneo. Mas, nos dois milênios da reflexão filosófica cristã, o problema não foi encarado sempre do mesmo modo e nem recebeu uma única solução. Durante o período patrístico e medieval o problema foi visto da perspectiva teocêntrica; a liberdade é, sobretudo, uma relação entre o homem e Deus e a esse propósito Santo Agostinho coloca a seguinte pergunta: "por que Deus criou o homem livre, sabendo que ele abusaria desse dom?" São Tomás de Aquino, também nos coloca a seguinte questão: "Como é possível, pois, que o homem seja livre se Deus é a causa principal e última de cada coisa?". No período moderno, a perspectiva teocêntrica cede lugar à antropocêntrica: o homem toma consciência da sua autonomia e, por isso, a liberdade não constitui mais um problema para as relações com Deus, mas somente para as relações com as outras faculdades (sobretudo com as paixões) e com os outros indivíduos, com a sociedade, o Estado. Daí os estudos de Descartes, Spinoza, Hume, Freud e de muitos outros autores que estudaram as paixões, e mais recentemente de Karl Marx, Augusto Comte, Stuart Mill, Groce, Russel, Marcuse, sobre as relações entre o indivíduo e sociedade. No período contemporâneo, o fenômeno da socialização e das suas conseqüências leva a considerar a liberdade, sobretudo, do ponto de vista social. O problema hoje é: de que forma se pode ser ainda livre na sociedade atual, na qual sistemas políticos, os instrumentos de comunicação, os produtos da tecnologia tornaram-se todos, meios potentes da opressão? Hoje, a liberdade não é mais comprometida por forças extramundanas ou infra-humanas, mas por forças sociais, criadas pelo próprio homem, e que agora viram-se contra ele. O problema é encontrar a forma de conciliar o progresso com a liberdade. Soluções principais Indicaremos aqui, de forma extremamente esquemática, as soluções mais significativas que foram oferecidas através dos séculos para o problema da liberdade. Há, antes de tudo, a solução determinista, que nega que o homem seja livre. O determinismo é justificado de diversas formas, alegando razões intrínsecas à natureza do homem ou mesmo razões extrínsecas. Por conseguinte, dão-se duas formas de determinismo: extrínseco e intrínseco. Mas desses dois determinismos apresentam-se diversas subespécies.
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 10/27 Determinismo extrínseco  mitológico: nega que o homem seja livre por razões mitológicas: são o fado, os astros, os demônios, etc., que impedem o homem de ser dono de suas próprias ações. É o determinismo da filosofia grega e também de alguns autores medievais;  teológico: nega que o homem seja livre por razões teológicas: a onipotência de Deus não deixa espaço nenhum ao exercício da liberdade humana. É a posição da teologia muçulmana e protestante. Determinismo intrínseco  fisiológico: definido por Lambroso e por muitos cientistas modernos, que vêem nos movimentos da vontade simples, reações a determinadas combinações químicas entre as células dos tecidos humanos;  sociológico: todo o agir humano é determinado pela pressão exercida pela sociedade e pelas estruturas sobre os indivíduos;  psicológico: a ação da vontade é inteiramente determinada pelo intelecto e pelos seus conhecimentos; segundo Freud, a ação da vontade é telecomandada pelos instintos;  metafísico: formulado por Spinoza e Schopenhauer, os quais vêem na vontade humana nada mais do que um momento e um modo da vontade Suprema e da substância divina;  político: é a submissão da vontade dos cidadãos à do soberano ou da classe governante: foi teorizado por Maquiavel e por Hobbes. Do lado oposto, encontramos a solução indeterminista, que afirma que o homem é livre. Porém, desta solução também se dão várias interpretações, das quais as principais são as seguintes: Ponto de vista gnosiológico  versão postulatória: afirma que o homem é livre, mas ao mesmo tempo sustenta que não é possível elaborar uma demonstração teorética dessa verdade (Kant).  versão assertória: diz que o homem é livre e que essa é uma verdade pela qual se podem aduzir muitas provas decisivas (Aristóteles, Orígenes, Agostinho, Anselmo, Tomás, Locke). Ponto de vista ontológico  primeira: a liberdade é uma qualidade essencial do homem, mas não constitui a sua própria essência (Aristóteles, Agostinho, Escoto, Tomás e Kant);  segunda: a liberdade constitui a própria essência da natureza humana (Descartes e Sartre). O ponto de vista ontológico, diz respeito a correlação entre a liberdade e a natureza profunda do ser humano. Existência da liberdade De todas as soluções enumeradas acima, a mais fidedigna nos pareceu a que se pode demonstrar que o homem é livre e que a liberdade, mesmo não se identificando com a natureza humana, faz parte da sua essência. Para provar a existência da liberdade, podem aduzir-se muitíssimas argumentações. Alguns autores fazem apelo ao testemunho da consciência, outros à constituição intelectiva do ser humano pelo qual goza ele de alguma superioridade sobre as coisas, outros, enfim, a conseqüências absurdas e desastrosas que o conhecimento da liberdade traz consigo. Entre os textos mais eloqüentes a favor da liberdade, embora muito distanciados no tempo, citaremos quatro: Clemente de Alexandria, São Tomás de Aquino, Emanuel Kant e Jean-Paul Sartre. Clemente de Alexandria (150-215) Clemente afirma insistentemente que o homem é livre. Algumas vezes a essa afirmação, dá uma justificativa teológica, apelando para a autoridade da Escritura. "Nos sabemos pela Escritura, diz Clemente, que o homem recebeu de Deus a capacidade de escolher e de rejeitar alguma coisa". Porém, com muito mais freqüência, oferece-nos argumentos racionais. Em particular, ele insiste sobre o argumento ex absurdis: das conseqüências que resultariam caso se negasse a liberdade. "Elogios, repreensões, recompensas, punições não seriam inteiramente justas se a alma não tivesse a faculdade de querer ou de não querer e cumprisse o mal involuntariamente... Suposto que os
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 11/27 pecados têm início na nossa escolha e no nosso desejo e que às vezes reina no nosso espírito uma opinião errada, devido à ignorância e à indiferença e nós não fazemos nada para eliminá-la, Deus tem razão de nos condenar pela nossa iniqüidade, mesmo se não a quisemos aberta e diretamente. Não se tem culpa se não se pega a febre voluntariamente; mas, se ela é pega voluntariamente, se é merecedor de censura. Evidentemente, não escolhemos o mal enquanto mal, mas seduzidos pelo prazer que o acompanha, cremos boa uma coisa e a escolhemos. Todavia, está em nosso poder nos libertarmos da ignorância, da escolha do objeto ruim mas encantador, e, sobretudo, não dar nosso consenso a imagens falazes", conclui Clemente. São Tomás de Aquino (1225-1274) São Tomás afrontou o problema da liberdade em muitas obras preocupando-se em demonstrar, antes de tudo, a sua existência e depois, também, em esclarecer a sua verdadeira natureza, determinando com precisão as suas correlações com o intelecto e com as outras faculdades da alma. Também ele, como Clemente, dá muita importância ao argumento das conseqüências absurdas. Contra aqueles que sustentam que a vontade humana se move por ação das necessidades, São Tomás escreve: "Essa opinião deve ser contada entre aquelas alheias (extraneas) à filosofia, porque não é somente contraditória à fé, mas subverte também todos os princípios da filosofia moral. De fato, se nós partirmos para a ação, necessariamente, se suprime a deliberação, a exortação, o comando, o louvor e a reprovação, que são coisas pelas quais existe a filosofia moral... Tais opiniões, que destroem os princípios de alguma parte da filosofia, dizem-se posições extravagantes (positiones extraneae), como a afirmação de que nada se move, a qual demole os alicercer da ciência natural". Contra os que afirmam que as ações humanas são determinadas pelos outros, São Tomás faz a seguinte declaração, muito aguda: "A nenhum ser é dada em vão uma faculdade. Logo, o homem tem a faculdade de julgar e de refletir sobre tudo quanto pode operar, seja no uso das coisas exteriores, como no favorecer ou rejeitar as paixões internas; e isso seria inútil se o nosso querer fosse originado pelos astros e não pela nossa faculdade. Não é, portanto, possível que os astros sejam causa da nossa eleição voluntária". Mas a razão mais profunda com que São Tomás justifica a presença da liberdade na determinação das ações humanas é outra e tem como base a possibilidade que o homem tem de avaliar os limites e as carências das coisas que se oferecem à sua atenção e, conseqüentemente, de repeli-las. Eis o seu fino raciocínio: "A eleição humana não é necessária. E isso porque nunca é necessário o que pode não ser. Ora, pode-se demonstrar que é coisa indiferente eleger ou não partindo das faculdades de querer, ou de cumprir, esta ou aquela coisa. E disso temos a confirmação na mesma estrutura da razão humana. De fato, a vontade pode tender para as coisas que a razão aprende sob aspecto de bem. Ora, a razão pode considerar como bem não somente o querer e o agir, mas também o não querer e o não agir. Além disso, em todos os bens particulares a razão pode observar o aspecto bom de uma coisa, ou as suas carências de bem, que se apresentam como um mal; e, com base nisso, pode considerar cada um de tais bens como digno de eleição ou de fuga. Somente o bem perfeito, ou seja, a felicidade, não pode ser considerado pela razão como um mal ou um defeito. E é por isso que o homem, por necessidade, quer a beatitude e não pode querer a infelicidade e a miséria. Mas a eleição não tem por objetivo o fim, mas os meios; não diz respeito ao bem perfeito, ou seja a beatitude, mas aos outros bens pariculares. Por isso, o homem não cumpre uma eleição necessária, mas livre" (Summa Theologiae, I-II). Emanuel Kant (1724-1804) Kant sustenta que a razão na sua função teórica nada possa dizer de definitivo sobre o problema da liberdade, porque ele diz respeito à realidade como é em si mesma, enquanto o objeto próprio da razão teorética são os fenômenos. Kant afirma também que na sua função prática, ou seja, como fonte da moralidade, a razão não pode absolutamente prescindir da liberdade, porque "sem liberdade... não é possível uma lei moral, tampouco uma imputação segundo essa lei". De fato, "os dois conceitos (moral e liberdade) são interligados tão inseparavelmente, que a liberdade prática se poderia também definir mediante a independência da vontade de toda outra coisa, menos da lei moral". Mas, então, se pode provar a existência da liberdade? Não, podemos somente postulá-la. "A liberdade de uma coisa eficiente, especialmente no mundo sensível, não pode ser de modo algum
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 12/27 conhecida quanto à sua possibilidade (e, por isso, muito menos quanto à sua existência): somos bem afortunados se podemos ser suficientemente seguros apenas de que não há nenhuma demonstração da sua impossibilidade, e se mediante a lei moral que postula essa possibilidade, somos constrangidos a admiti-la precisamente por isso, também justificados para assim o fazer". Jean-Paul Sartre (1905-1980) Entre os autores do nosso tempo, o que afirmou com mais vigor a existência da liberdade foi Sartre. Segundo o célebre existencialista francês, "o homem está condenado a ser livre... A escolha é possível em algum sentido, mas o que não é absolutamente possível é não escolher. Eu posso sempre escolher, mas devo saber que se não escolho, ainda assim eu escolho". O que mais distingue os homens dos outros seres é a consciência. Tem-se assim a impressão de que para Sartre a consciência é o constitutivo último essencial do homem. Pode ser verdade, mas Sartre não o diz; ele prefere afirmar que a essência do homem é a liberdade. Para sermos mais precisos, Sartre diz que aquilo que constitui (produz) a essência do homem é a liberdade, não vice- versa. Com isso ele se opõe à concepção tradicional, que via na liberdade uma das propriedades da essência humana e que tinha uma prioridade ontológica sobre elas. Sartre é de opinião que esta concepção não explica como os indivíduos, usando a sua liberdade, formam personalidades tão profundamente diferentes; uns se tornam santos, outros assassinos; uns avaros, outros pródigos; uns doutos, outros analfabetos. A personalidade, com todas as características da existência (essência) individual, é produzida pela liberdade, na qual é necessário, portanto, fazer consistir o constitutivo fundamental do ser humano. Como constitutivo último, a liberdade não tem limites. "Eu estou condenado a ser livre. Isso significa que não se pode encontrar para a minha liberdade nenhum limite que não seja ela mesma; ou, se se preferir, que não temos a liberdade de deixarmos de ser livres". A liberdade não está vinculada a nenhuma lei moral; a sua única norma é ela mesma. Para a liberdade "todas as atividades são equivalentes... No fundo é a mesma coisa embriagar-se na solidão ou conduzir os povos. Se alguma dessas atividades é superior a uma outra, não o é por causa do seu escopo real; e neste caso o quietismo do ébrio solitário é superior à vã agitação do condutor de povos". Natureza da liberdade Para compreender a natureza da liberdade, é necessário antes de tudo estabelecer de que maneira se desenvolve o ato livre. Por exemplo, quando escolho ler um livro antes da fazer qualquer outra coisa, como chego a essa determinação? São Tomás e muitos outros autores distinguem no ato livre três momentos principais:  deliberação: é a fase da exploração, da procura, da indagação a respeito do objeto por adquirir ou da ação por cumprir;  juízo: é a fase de avaliação;  eleição: é a fase da decisão. Geralmente entre as três fases a distinção é muito clara, mas, de qualquer modo, as três fases são muito vizinhas, quase que juntas. O ato livre exige, antes de tudo, que se conheça o que se quer fazer e, portanto, implica num exame cuidadoso da ação que se quer cumprir ou do objeto que se quer alcançar. É o que fazemos normalmente. Se, por exemplo, nos vem à mente adquirir um microcomputador, informamo-nos do que se trata, se é bom, quanto custa, etc. Adquiridas suficientes informações, avaliamos os prós e contras: se vale a pena ou não, adquirir aquele microcomputador. Mas também a avaliação positiva não comporta ipso facto o cumprimento da ação ou da escolha do objeto, porque se pode tratar ainda de uma avaliação abstrata, que não me diz respeito neste determinado momento. Para que após o juízo se siga a escolha, é necessário que o juízo seja um juízo prático. Deve valer a pena naquele momento. Se o juízo assume essas características, então emite o ato de escolha. O ato livre, que conclui na escolha, é um ato complexo, resultado de um diálogo entre o intelecto e a vontade. De fato, na escolha "concorrem um elemento de ordem cognitiva e um elemento de ordem apetitiva: da parte da potência cognitiva requer-se o conselho, com o qual se julga qual a escolha preferida; por outro lado, da parte da potência apetitiva, solicita-se que seja aceito mediante o desejo
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 13/27 da mesma forma com é julgado mediante o conselho". Por essa razão Aristóteles deixa suspensa a questão de se a escolha pertence mais à faculdade cognitiva ou à apetitiva. Diz que a colha é "ou uma intelecção apetitiva ou um apetite intelectivo". Também São Tomás pensa que o ato livre pertença substancialmente à vontade, mesmo dependendo essencialmente também do intelecto. Eis o seu raciocínio a esse respeito: "O termo escolha implica elementos que cabem à razão ou ao intelecto, e elementos que cabem à vontade... ora, se dois elementos concorrem para formar uma coisa, um deles é o elemento formal com relação ao outro. E, na verdade, São Gregório de Nissa afirma que a eleição „por si mesma não é o apetite e também não é o único conselho, mas a sua combinação. Como dizemos que o animal é composto de alma e corpo, não de corpo ou de alma separadamente‟. Ora, é preciso considerar que um ato da alma que pertence substancialmente a uma dada potência ou a um dado hábito, recebe a forma e a espécie de uma potência e de um hábito superior na proporção em que o inferior é subordinado ao superior; se um, por exemplo, cumpre um ato de força por Deus, materialmente o seu ato é um ato de força, formalmente de caridade. Ora, é evidente que a razão é, de algum modo, superior à vontade e que ordena os seus atos, ou seja, enquanto a vontade tende ao próprio objeto segundo a ordem de razão, pelo fato de que a faculdade de conhecer apresenta à apetitiva o próprio objeto. Assim, então, o ato com o qual a vontade tende para alguma coisa que lhe é proposta como bem, sendo ordenado pela razão para um fim, materialmente é ato de vontade, formalmente da razão. Efetivamente, a substância do ato se comporta como matéria relativamente à ordem imposta pela potência superior. Por esse motivo, a escolha, substancialmente, não é um ato da razão, mas da vontade; de fato, a escolha consiste em um movimento da alma em direção ao bem escolhido. Logo, é claro que ela é um ato de potência apetitiva" (Summa Theologiae, I/II). Limites da liberdade Um dos aspectos mais originais de Jean-Paul Sartre é a tese do poder infinito, ilimitado da liberdade. Essa tese singular encontra apoio muito fraco entre os filósofos. São, no entanto, muito numerosos os que sustentam que a vontade humana não é nunca livre, mas sempre determinada. Essa tese é, também, refutada por uma ampla série de argumentos difíceis de serem contestados. O homem é livre, mas não totalmente livre como quer Sartre. Que a liberdade humana seja limitada resulta dos seguintes argumentos:  A liberdade não se identifica com o ser do homem, mas constitui uma propriedade fundamental dele, junto com outras propriedade também fundamentais como o viver, o pensar, o trabalhar. Por isso também a liberdade é sujeita aos mesmos limites aos quais são sujeitos o viver, o pensar e o trabalhar, porque é por eles condicionada.  O homem não é livre de ser corpóreo, sociável, sexuado, etc. Não é livre de usar a linguagem a seu bel-prazer, do contrário a linguagem não alcança mais o seu objetivo, que é o da comunicação com os outros. Para alcançar este resultado, deve-se usar a linguagem conforme os significados que lhe foram impostos e seguindo as regras estabelecidas.  O homem não é livre de inclinar-se em direção ao bem: seria o suicídio da vontade e do seu ser, porque, como o intelecto tende naturalmente para a verdade, a vontade tende naturalmente para o bem. A tendência da vontade para o bem é necessária, mas natural e não forçada. A liberdade exerce-se no interior do horizonte da tendência natural em direção ao bem.  O homem não pode subtrair-se a uma certa dependência do mundo, da sociedade e da história. O peso do mundo, da sociedade e da história sobre os indivíduos é tão óbvio e tão grave que alguns filósofos e sociólogos estão hoje mais propensos a denunciar o estado de profunda escravidão que se encontra a humanidade presente, em vez de exaltar a sua liberdade, como faz Sartre. Na Antigüidade e na Idade Média o maior obstáculo à liberdade humana era representado pelos "determinismos cósmicos", hoje, ao contrário, é constituído pelos "Determinismos sociais".  A liberdade humana, enfim, é condicionada pelas paixões. Esse último condicionamento foi sempre tomado em consideração pelos filósofos. Podemos encontrar tratados sobre paixões em todos os períodos da história da filosofia, tanto no grego e no medieval como nos modernos e contemporâneos. Este fato basta sozinho para
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 14/27 testemunhar o quanto é importante uma indagação sobre as paixões, a fim de estabelecer em que medida elas podem condicionar no homem o exercício da liberdade. Conclusões Dissemos na introdução do nosso artigo que, liberdade é um termo que usamos a todo instante, mas não conhecemos o seu significado com a devida profundidade. Isto pode ser constatado ao longo da exposição que fizemos sobre o tema. Constatamos, ainda, a complexidade do termo e sua evolução em diferentes épocas. A cada nova concepção filosófica o entendimento foi se modificando, resultando na compreensão de que a concepção de Liberdade nos tempos atuais difere, substancialmente, da concepção que os nossos irmãos maçons, do século XVIII, tiveram em sua época. Sabiamente os nossos rituais e os preâmbulos das Constituições maçônicas, estabelecem que a Maçonaria é, ou pelo menos deveria ser, uma Instituição progressista e evolucionista, cabendo, portanto, aos maçons o dever de pesquisar e estudar todos os assuntos e questões a ela pertinentes, para não ficarem defasados no tempo e no espaço e, especialmente, nos conceitos. Bibliografia CASTELLANI, José. Dicionário etimológico maçônico. Londrina: A Trolha, 1991. v. 3. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. GABRIEL L. Uomo e mondo in decisione. Turim: Marieti, 1972. KANT, I. La critica della ragion pratica. Laterza: Bari, 1924. MONDIN, Batista. Curso de filosofia. São Paulo: Edições Paulinas, 1981. 3 v. MONDIN, Batista. O homem, quem é ele?. São Paulo: Edições Paulinas, 1980.
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 15/27 Ir Valdemar Sansão S. Paulo "A verdade é que na grande maioria das vezes você sabe o que é certo fazer. A parte difícil é fazer. (General Norman Schwarzkopf, Exército Americano). Hoje, não se concebe um Irmão assumir o cargo de Mestre da Loja desconhecendo pontos fundamentais de uma Maçonaria renovada, da Maçonaria contemporânea. O Venerável é a primeira Luz, o Guia Espiritual e o Presidente da Loja Simbólica. Ele deve ter estudado a ciência maçônica e desempenhado os postos e dignidades inferiores. É necessário que possua um conhecimento profundo do homem e da sociedade, além de um caráter firme, mas razoável. Suas atribuições e deveres acham-se definidos e detalhados com precisão, de acordo com o Rito e a Constituição da Potência de sua jurisdição. Para ser o Venerável de uma Oficina Maçônica, e por conseguinte tornar-se o guia dos Irmãos de sua Loja, o candidato deve possuir, entre outros os seguintes predicados: 1 – Sentir-se Maçom, de preferência a qualquer outra formação doutrinária; 2 – Não ser indiscreto, injusto ou indiferente (não deixe para amanhã o que pode fazer hoje); 3 – Não estar despido de entusiasmo de espírito (Não peça auxilio de outrem em tudo o que puder fazer sozinho); 4 – Não ser indisciplinado, intolerante, inconformado e irascível (seja afável; cauteloso e comedido; embora fervoroso, o seu espírito será aberto e agirá sempre com correção); 5 – Não ser invejoso, apaixonado, rancoroso e intrigante; 6 – Ser estudioso e não superficial (deverá estudar os Rituais, o seu desenvolvimento, a parte objetiva e filosófica); 7 – Não alardear e abusar de sua inteligência; 8 – Não se comprazer em procurar os defeitos alheios, nem em colocá-los em evidência; 9 – Não pedir, suplicar ou de qualquer forma desejar posições; 10 – Não deixar transparecer nunca a sua ira, seu desapontamento e sua desaprovação (Se quiser ter bons relacionamentos, deve fixar a mente nas boas qualidades de seus Irmãos. Jamais reclamar de nenhum deles); Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o Venerável Mestre, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras. Há sem dúvida um Sinal infalível: o verdadeiro candidato para o posto de guia de seus Irmãos é o Maçom que não pede o cargo; não o cobiça e que, aspirando essa exaltação como um ideal, não
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 16/27 se julga merecedor dela. Sentir-se sem mérito para um posto de preeminência é apreciar a dignidade do cargo e começar a ser merecedor do mesmo. Na condição de dirigente e guia espiritual deve manter na Loja a harmonia desejada, sendo o Mestre dos Mestres, pronto a aconselhar e servir, mantendo a União e a Paz, não só com os membros do Quadro, mas com as Lojas co-irmãs e a Administração da Potência. O Venerável Mestre deve representar entre os Irmãos da Loja, a Sabedoria que concebe, e seu papel é de jamais perder de vista a meta traçada (planejamento semanal, mensal e anual) e evitar extravios na procura da Verdade. Procurará fazer abstração de suas preferências pessoais tendo em conta os sentimentos dos Irmãos da Loja, falando sempre e agindo em seu nome. Desta forma, será ajudado na sua difícil e espinhosa missão, pois sem a simpatia e o apoio da Oficina, ser-lhe-á impossível desempenhar e cumprir as funções que lhe foram confiadas. Terá o cuidado para que um Irmão carecendo de amparo, jamais se afaste, desiludido, da porta da Loja. E, sobretudo, será para seus Irmãos um modelo de prudência, veracidade, cortesia e amor. Quando alguns recursos estão ficando escassos, encontram-se novos recursos para as mesmas necessidades. Peça e receberá! A escolha para Venerável é relevante que caia em Irmão esclarecido, conhecedor da Arte Real e que tenha franquia entre os Irmãos, pessoa estimada que seja ao mesmo tempo, propenso a ser um líder. O Irmão percebe quando o Venerável Mestre o aprecia o que ele fez e vice-versa. O apreço faz com que todos queiram ser melhores a cada dia mais. O Venerável Mestre aprende a manter a tranqüilidade. Aprende a retirar sua concentração do que não quer para a sua Loja e da carga emocional que essas coisas (negativas) envolvem. Fixa a sua atenção apenas no que deseja vivenciar. O ideal seria que, especificamente para o cargo de Venerável Mestre, não houvesse disputa entre os Irmãos, e sim um consenso, uma unanimidade harmônica, dando assim ao primeiro mandatário, reforço de uma base de sustentação que lhe possibilita exercer o cargo em toda sua plenitude e liderança. Um Mestre Maçom pode ser considerado apto a ser o Venerável Mestre, se demonstrar liderança, humildade, simplicidade, simpatia, calma, tranqüilidade, tolerância e serenidade. Excelente será se aliadas às virtudes citadas, seja ótimo administrador. Pesa no conceito dos Obreiros da Loja que o escolhido entenda de ritualística e liturgia e que na esfera administrativa tenha razoáveis conhecimentos. Em sua preparação para as funções deve procurar conhecer as Constituições de Anderson, e a legislação de sua Obediência – Constituição, Regulamento Geral, Código Penal e Eleitoral, e, o Regimento Interno (Estatuto) de sua própria Loja. Deverá estudar os Rituais, o seu desenvolvimento, a parte objetiva e filosófica. Um candidato ao cargo de Venerável Mestre, bem preparado para seu desempenho, terá, sem dúvida, um mandato eficiente, tranqüilo e sobretudo inquestionável. Saberá exercer plenamente suas funções com altivez, e gozará do prestígio e da acolhida de todos. A presença de um Venerável e dois Vigilantes é tão essencial que, no dia da congregação, é considerada como uma Carta Constitutiva. O "triunvirato" formado pelo Venerável Mestre e os dois Vigilantes assume o aspecto oficial e firma-se atuando como "Carta Constitutiva", ou seja, a permissão de constituir a Loja. Essa permissão obviamente emana do Grão-mestre que, após a eleição dos membros da Loja, "consagra" a Diretoria eleita, aprovando-a. O Grão-mestre é o "Primeiro Malhete", portanto, onde for, terá a autoridade de empunhá-lo, mormente dentro de um Templo por ocasião da abertura dos trabalhos. Há Lojas que destinam a poltrona, da direita do Trono para uso exclusivo do Grã-mestre, o que está errado, porque a poltrona a ele destinada é a do centro, a denominada "Cadeira de Salomão". O Grão-mestre ocupará, sempre, o lugar principal; à sua direita ficará o Venerável Mestre da Loja. Se o Grão-mestre achar por bem determinar que o Venerável Mestre presida a sessão, devolver-lhe- á o malhete, mas permanecerá na Cadeira Central. A presença do Grão-mestre em qualquer reunião constitui um grande privilégio para os maçons, pois o comando supremo sempre dá segurança, garantindo a ordem e o bom sucesso de qualquer empreendimento.
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 17/27 No Trono há três poltronas, a do centro destinada ao Venerável e as laterais aos Vigilantes; a trilogia é um corpo único; os Vigilantes "se deslocam", um para o Sul e o outro para o Norte, mas "permanecem" no Trono do Oriente. Sob o aspecto físico, as vagas passam a ser ocupadas, uma pelo ex-Venerável (ou Delegado) e a outra por uma Dignidade presente. O Venerável só se legitima como tal, a partir de sua instalação, consoante o ritual adequado de passagem do malhete. A transmissão do malhete por mero escrutínio eleitoral não confere a qualidade de Venerável ou de Grão-mestre ou de qualquer outra função. Sabemos que a figura de um Venerável não se confunde com a de um presidente, chefe coordenador ou mentor de qualquer entidade. Nem tampouco os Vigilantes se equiparam a Vice- presidentes. A obrigatoriedade de a direção de uma Loja ser ministrada por um Venerável Mestre e dois Vigilantes obedece ao princípio espiritual da Organização, pois nada poderá ser executado por uma só pessoa, com exclusão do Grão-mestre. Se os Veneráveis Mestres tivessem as mesmas prerrogativas de um Grão-mestre, este teria diminuído a sua autoridade. Assim, mesmo, o Grão-mestre, por "necessidade" espiritual, de certo modo, abre mão de sua prerrogativa e "nomeia", "sponte sua" (de sua própria iniciativa), os dois Grandes Vigilantes, para constituir o seu Grupo Administrativo nos moldes hierárquicos de uma simples Loja. É por esse motivo que a Organização presidida pelo Grão-mestre denomina-se Grande Loja. Para os Maçons, Deus é o Grande Arquiteto do Universo (porque construiu o Universo e tudo o que ele contém), nome sempre presente nos documentos e nos trabalhos maçônicos. O Maçom tem fé em Deus, em Sua bondade, em Sua justiça e em Sua sabedoria; sabe que nada ocorre sem Sua permissão e se submete, em todas as coisas, à Sua vontade. Nos extremos lances de sua vida é Nele em quem deposita confiança. O Universo criado pelo Grande Arquiteto (Deus) é Energia. Se você perguntar para um físico quântico o que compõe o Universo, ele lhe dirá que é Energia. Peça-lhe para descrever o que é Energia e ele lhe dirá que: é algo que jamais pode ser criado ou destruído, sempre foi e sempre será, é tudo que existe e tudo que já existiu. Então peça a um Maçom para descrever Deus e ele lhe fará a mesma descrição de Energia: é Alguém que jamais pode ser criado ou destruído, sempre foi e sempre será, é tudo que existe e tudo que já existiu a Quem rendemos sincero culto, como Ente Supremo e Grande Arquiteto dos Mundos. Aquele que foi escolhido para GUIA DE SEUS IRMÃOS, diga a si mesmo :"Meu Deus, Vós me enviastes um novo encargo, dai-me a força de cumpri-lo segundo a Vossa santa vontade". Que assim seja! Façamos o possível para que a Humanidade seja um todo harmonioso e feliz.
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 18/27 O presente bloco, a cargo do Ir. Pedro Juk, é apresentado às terças, quintas, sábados e domingos. A fala do orador O Respeitável Irmão Rodolfo Boranga de Campos, Orador da Loja União e Liberdade, 2.720, REAA, GOSP- BOB, Oriente de Itapeva, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte: rodolfoboranga@hotmail.com Fiz contato com você há algumas semanas, por meio da Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB. Nossa Loja tinha uma dúvida sobre o uso do e no 3º grau. Surgiu-me nova dúvida e espero contar com seu apoio para saná-la: Na p. 77 do ritual do REAA (ed. 2009), consta que o Orador fará suas conclusões como guarda da lei, oportunidade em que analisará rapidamente os trabalhos realizados, saudará os visitantes e dará a sessão como justa e perfeita. Minha dúvida é a seguinte: criei o hábito de não pedir a palavra na "Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular", de modo que faço uso da mesma somente no momento de manifestação final do Orador (conclusões). Dessa forma, não falo duas vezes o que, creio, agiliza os trabalhos. Assim, aproveito o momento das conclusões para também me manifestar como se estivesse falando como um obreiro do quadro durante o momento da "Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular". Posso agir dessa forma ou cometo um erro de procedimento ritualístico? CONSIDERAÇÕES As considerações finais do Orador são apenas como o ofício do Guarda da Lei conforme o Venerável diz: “(...) suas conclusões, como Guarda da Lei. Assim essa Dignidade deve proceder. O Orador se quiser se pronunciar sobre outros assuntos, mesmo no cargo o faz de modo pessoal e deve assim proceder pedindo a palavra ao Venerável na oportunidade apropriada. A questão aqui não é a de “agilizar os trabalhos”, contudo cumprir o ritual. T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com – Morretes/PR Out/2012
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 19/27 Lojas Aniversariantes do GOSC Data Nome Oriente 26.01.1983 Humânitas Joinville 11.02.1980 Toneza Cascaes Orleans 13.02.2011 Entalhadores de Maçaranduba Massaranduba 17.02.2000 Samuel Fonseca Florianópolis 21.02.1983 Lédio Martins São José 21.02.2006 Pedra Áurea do Vale Taió 22.02.1953 Justiça e Trabalho Blumenau Lojas Aniversariantes do GOB/SC Data Nome Oriente 25.01.95 Gideões da Paz - 2831 Itapema 06.02.06 Ordem e Progresso - 3797 Navegantes 11.02.98 Energia e Luz -3130 Tubarão 29.02.04 Luz das Águas - 3563 Corupá Lojas Aniversariantes da GLSC Data Nome Oriente 15/02 Pedreiros da Liberdade Florianópolis
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 20/27 CALENDÁRIO DE ordens do dia – EVENTOS – CONVITES Data Hora Loja Endereço Evento – Ordem do Dia 27.01.14 20h30 Loja União e Fraternidade do Mercosul nr. 70 Templo da Loja Fraternidade Catarinense – SC-401 Florianópolis Palestra do Ir Luciano Pinheiro – Tema: “Maçonaria e Religião” 28.01.14 20h00 Loja Alvorada da Sabedoria – GOB/SC Templo Albergue Noturno – Florianópolis Palestra do Ir Edison Barsanti (Grande Secretário de Cultura do GOB-Brasília – Tema: “Os Segredos da Maçonaria Operativa” 10.02.14 20h30 Loja União e Fraternidade do Mercosul nr. 70 Templo da Loja fraternidade Catarinense – SC 401 Florianópolis Palestra do Ir Gilberto Goulart Tema: “A Independência dos Estados Unidos da América e a Revolução Francesa” 21.02.14 20h00 GLSC – GOB/SC – GOSC Templo da GLSC Campeche Florianópolis Abertura do Ano Maçônico pelas três Potências de Santa Catarina 24.02.14 20h30 Loja União e Fraternidade do Mercosul nr. 70 Templo da Loja Fraternidade Catarinense – SC 401 Florianópolis Palestra do Ir. Eleutério Nicolau da Conceição. Tema: “Som, Luz e Percepção” 05.03.14 20h00 2ª Inspetoria Litúrgica - SC Loja Padre Roma II, nr. 34 – Barreiros – São José Posse dos Presidentes dos Graus Filosóficos 09.03.14 16h00 Loja Solidariedade Içarense, nr. 73 Içara – SC Sessão Magna de Iniciação 14.03.14 09h00 Grande Loja Maçônica do Pará Belém Comemoração dos 185 anos do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA da Maçonaria para a República Federativa do Brasil 20.03.14 20h00 Loja Arte Real Santamarense nr. 83 Santo Amaro da Imperatriz – SC Sagração do Templo 28.03.14 20h00 Loja Sol do Oriente nr. 107 (GLSC) Balneário Rincão – SC Sessão Magna de Instalação da Loja 30.03.14 11h00 VI Chuletão Templário Centro de Eventos da ACM – SC-401 – Florianópolis VI Chuletão Templário – Evento Filantrópico da Loja Templários da Nova Era nr. 91 26.07.14 CMSB – 2014 Belo Horizonte http://www.cmsb2014.com.br
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 21/27 1) A Administração para 2014 V.'. M.'. - Ir.'. Emílio César Espíndola; 1o. Vig.'. - Ir.'. Gilberto Goulart; 2o. Vig.'. - Ir.'. Nilo Bairros de Brum. Sec.'./M.'. C.'. (Ad Hoc) - Ir.'. Mohamad Ghaleb Birani; Rádio Sintonia 33 & JB News. 24 horas com você. Música, Cultura e Informação o ano inteiro. Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal. jbf@floripa.com.br – jbnews@floripa.com.br – jb-news@floripa.com.br jbnews33@floripa.com.br – jbnews-33@floripa.com.br – jbnews33@gmail.com - jb news33@yahoo.com.br – info@jbnews33.com.br ARLSE.·. Fraternidade do Mercosul Nº 70 (GOSC) GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA - GOSC/COMAB Loja Especial “União e Fraternidade do Mercosul” nº 70 RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO - FUNDADA EM 31/01/1998 Data das Sessões e as palestras/eventos programados: * 27.01.2014 - Palestra com o Ir.'. Luciano Pinheiro, com o tema "Maçonaria e Religião"; * 10.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Gilberto Goulart, com o tema "A Independência dos Estados Unidos da América e a Revolução Francesa"; * 24.02.2014 - Palestra com o Ir.'. Eleutério Nicolau da Conceição, com o tema “ Som, Luz e Percepção”
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 22/27 O Venerável Mestre, da ARLS Alvorada da Sabedoria nr. 4285, de Florianópolis convida os Irmãos para a Palestra do Ir.’. Edison Barsanti, Grande Secretário Geral Adjunto de Educação e Cultura do GOB, Brasília e membro da Academia Campinense Maçônica de Letras, com o tema: “Os Segredos da Maçonaria Operativa”, com o título alternativo “Vesica Piscis. Catedrais: Maçons Operativos”. A sessão terá início às 20h do dia 28 de janeiro de 2014, terça feira, Sessão Inaugural do ano maçônico da Loja, no Templo Maçônico do Albergue Noturno, situado à Avenida Hercílio Luz, 506, ao lado do Instituto Estadual de Educação. Programação: 20:00 h: encontro no átrio do Templo; 20:15 h: início da sessão. Traje: maçônico, completo. Após a sessão, será oferecido um ágape. Ir. Marcos de Oliveira Venerável Mestre
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 23/27
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 24/27 - Quem disse que templo maçônico não tem janela? - Foto de um templo dentro do palácio maçônico de Dublin – Irlanda. Ir Homero Luiggi Pedrollo – Loja Acácia Joinvilense 1937 GOB/Joinville-SC
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 25/27 1 – El Choclo http://www.youtube.com/watch?v=NYM0DIzPiWY 2 – Sensacional. http://www.youtube.com/watch?v=XshrbXh3yR8 3 – Provavelmente o maior show de aeromodelos do mundo, com aviões de todos os tipos http://www.youtube.com/watch_popup?v=zYPag3LuKlA 4 – Assista a "Duo Paradise Le plus grand Cabaret du Monde" https://www.youtube.com/watch?v=jJxxHvWwQBw&feature=youtube_gdata_player 5 - Vale a pena ver este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=prO85LDlvEA&feature=youtube_gdata_player
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 26/27 DESCOBERTA ! Praia de Copacabana fotografada em 1930 pela Revista Life Descobriu-te um garimpeiro Por tua boa conduta Foste levado ao canteiro E assim, instado à labuta ! Aposta em ti, cada obreiro ! De seres sincero e capaz Um igual livre-pedreiro Que a boa obra te apraz ! Entrega-te por inteiro Ao desbaste costumeiro E a diferença então, verás ! Duma rica pedra bruta Após incansável luta Lapidada pedra serás !
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    JB News –Informativo nr. 1.239 Florianópolis (SC), quinta-feira 23 de janeiro de 2014. Pág. 27/27 Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169