Informativo do Sistema Público da Agricultura - Ano II - Edição n° 22 - Brasília, 10 de abril de 2013.
Secretaria de Agricultura
e Desenvolvimento Rural
Emater completa 35 anos
No dia 7 de abril, a Empresa
de Assistência Técnica e
Extensão Rural (Emater-DF) com-
pletou 35 anos. A data é conside-
rada um marco e será celebrada
nesta sexta-feira (12), a partir das
13h30, com homenagens de pro-
dutores, de parceiros do setor
agrícola e do governador Agnelo
Queiroz. Nesses 35 anos de atu-
ação, a produção agropecuária do
DF ganhou destaque internacional
e promete manter-se como um dos
mais produtivos do Brasil.
São mais de cinco mil agriculto-
res familiares atendidos e que fa-
zem parte da história da agricultura
do Distrito Federal, repleta de vitó-
rias construídas pela persistência
do produtor e do apoio constante
da extensão rural, que leva as po-
líticas públicas e tecnologias ade-
quadas às condições locais e às
necessidades da agricultura fami-
liar.
Todo o trabalho em prol do de-
senvolvimento rural é feito por
mais de 300 servidores, lotados
na sede e nas 19 gerências locais
situadas nos núcleos rurais do DF
e no Centro de Treinamento (Cen-
trer), em Planaltina-DF.
Além da transmissão de tecno-
logias e conhecimento a Emater-
-DF atua levando a o trabalhador
rural dignidade e desenvolvimento
social. Isso porque executa diver-
sas políticas públicas e proporcio-
nam acesso a benefícios sociais
que garantem melhor qualidade de
vida às famílias rurais.
O trabalho é articulado com
os objetivos da Secretaria de
Agricultura e executado com o
apoio de diversos parceiros, como
a Ceasa-DF.
Programação
A programação começa às
13h30 com homenagem aos em-
pregados que aderiram ao último
Programa de Demissão Voluntária
(PDV) e às equipes de extensionis-
tas e administrativos do ano, que
foram escolhidos por meio de vota-
ção interna.
Outro momento importante será
o anúncio dos vencedores do con-
curso do melhor Queijo Candango,
uma trabalho inovador feito pela
Emater-DF junto aos laticínios lo-
cais. Na ocasião, os presentes po-
derão conhecer as características
de fabricação e degustar o queijo.
Às 15h30, o governador Agnelo
Queiroz participa da solenidade de
entrega de sete tratores e imple-
mentos agrícolas às associações
que foram comtempladas por meio
do edital lançado pela Emater.
Seagri-DF debate estratégias de combate
à mosca branca
A secretaria de Agricultura
e Desenvolvimento Rural do
Distrito Federal realizou, no
dia 4, uma reunião no auditó-
rio da Emater-DF para debater
formas de combater a mosca
branca, que tem causado sé-
rios prejuízos às lavouras de
feijão, milho, soja, algodão e
tomate, entre outras, nas re-
giões Centro-Oeste, Nordeste
e Sudeste. Para debater o as-
sunto estavam presentes os
secretários de Agricultura do
Distrito Federal, Lúcio Vala-
dão; de Goiás, Antônio Lima;
o chefe do Departamento de
Pesquisa e Desenvolvimento
da Embrapa, Celso Moretti; o
diretor geral do Instituto Minei-
ro de Agropecuária, Altino Neto,
que representou o secretário de
Agricultura, Elmiro Nascimento;
o representante da Federação
de Agricultura e Pecuária do
Distrito Federal, Roberto Melo;
o representante do Ministério
da Agricultura, Welisson Ama-
ral, entre outras autoridades,
pesquisadores e produtores.
Durante o debate foram dis-
cutidas as consequências so-
cioeconômicas que as doenças
transmitidas pela mosca bran-
ca causam para grandes, mé-
dios e pequenos agricultores.
A facilidade de reprodução e a
capacidade de se alojar em vá-
rias espécies vegetais para se
reproduzir, além da resistência
aos defensivos agrícolas, têm
sido um desafio para o enfren-
tamento da praga nas lavouras
do Brasil. Foram bordadas as
possibilidade de se adotar prá-
ticas de combate específicas
para cada cultivo – como o va-
zio sanitário para o feijão – que
consiste em deixar o solo sem
plantas vivas da cultura hospe-
deira em determinado período
do ano. A abertura de negocia-
ções para conseguir dos órgãos
reguladores permissão, mesmo
que temporária, para produzir
mistura de defensivos e poten-
cializar a efetividade da elimi-
nação da praga e a produção
de variedades de plantas, por
meio de pesquisa, resistentes
à mosca branca e às doenças
transmitidas por ela também fo-
ram discutidas.
Mobilização
A articulação promovida pela
Seagri-DF juntamente com os
produtores do DF e Entorno foi
crucial para iniciar uma ampla
mobilização, que envolve o go-
verno federal, as autoridades
de Minas Gerai e Goiás, além
dos produtores das três uni-
dades da federação. “Há uma
ação articulada de governo, en-
tre as unidades da federação, o
governo federal e o setor pro-
dutivo”, ressaltou o secretário
Lúcio Valadão. O envolvimento
dos agricultores durante os pro-
cessos de discussão, elabora-
ção e aprovação de propostas,
além da definição das ações,
será fundamental para que as
medidas de combate à mosca
branca sejam amplamente pra-
ticadas.
A rápida ação, promovida
pelo estreito diálogo entre o
poder público e os produtores
evitará mais perdas nas lavou-
ras, que, em alguns casos são
superiores a 50%. “Quero agra-
decer o rápido atendimento que
recebemos da Secretaria de
Agricultura do DF e dos demais
estados, além da Embrapa, que
realiza muitos esforços para
nos ajudar”, disse Hélio Dalbe-
lo, produtor de feijão que regis-
trou sensíveis perdas devido
à mosca branca. “A quebra de
safra, apresar de aumentar o
preço dos produtos, traz prejuí-
zos para todo mundo, inclusive
o produtor. Com o preço maior,
Em reunião, executores de contratos e convênios trataram sobre gargalos e propostas de soluções
o consumidor compra menos e
vai perdendo o hábito de comer
o feijão, por exemplo, além de
fazer com que entrem muitos
aventureiros no setor, o que
também é ruim. Temos que ter
mais oferta e tecnificação da
produção”, avaliou Hélio.
Doenças
A principal doença transmiti-
da pela mosca branca é o mo-
saico. Causado por um vírus,
a doença reduz gravemente a
produtividade e o desenvolvi-
mento das plantas, causando
grandes prejuízos nas lavou-
ras. As hortaliças, produzidas
principalmente por agricultores
familiares, também são afeta-
das pela praga, que, ao se ali-
mentar, expele toxinas nocivas
às plantas, que também com-
prometem o desenvolvimento
da produção. Além disso, as
substâncias tornam o aspecto
dos alimentos menos atraente,
pois eles ficam escurecidos, o
que causa rejeição do consu-
midor e a diminuição das ven-
das.
Mosca branca
A mosca branca ocorre em
todo o mundo e é caracterizada
por se adaptar facilmente a vá-
rios climas. Para se reproduzir,
o inseto utiliza-se de mais de
600 tipos de plantas hospedei-
ras. A mosca branca deposita
ovos no hospedeiro e se ali-
menta dele, adaptando a pró-
pria morfologia às característi-
cas da planta atacada. O inseto
se espalhou pelo mundo por
meio da comercialização e do
transporte de plantas ornamen-
tais realizada entre os países
da Europa, Ásia e Américas.
Devido à facilidade de ade-
quação a regiões de clima tro-
pical, subtropical e temperado,
se transformou também no
principal transmissor de mais
de uma centena de viroses,
além do mosaico, descritas em
diferentes partes do planeta.
“Estamos bastante preocupa-
dos com essa praga. Ela tem
causado muitos danos. Acre-
dito que esse problema ocorre
devido a um desiquilíbrio exis-
tente no campo. Temos que
implementar o manejo integra-
do de pragas nas culturas que
compõem o ambiente e utilizar
menos produtos químicos, pois
eles não estão controlando
a mosca branca. Temos que
construir alternativas de mane-
jar o ambiente”, alertou a pes-
quisadora da Embrapa, Eliane
Quintela. “Temos que fazer uma
reflexão sobre a nossa matriz
produtiva, pra que produtores,
juntamente com pesquisado-
res e extensionistas, possam
construir uma saída para esse
cenário”, disse Marcelo Piccin,
presidente da Emater-DF.
Encaminhamentos
Para definir estratégias, será
marcado novo encontro, onde
serão traçadas as linhas de
ações para o combate à mosca
branca. Foram propostos, ain-
da, a criação de grupo de tra-
balho para tratar a questão, a
elaboração de documento para
ser encaminhado ao Ministério
da Agricultura e a criação de
normas específicas para o ma-
nejo da praga. Também será re-
alizado fórum, em 15 de maio,
durante a feira agropecuária
Agrobrasília sobre o assunto.
“É preciso buscar coesão nas
propostas para que todos os
seguimentos envolvidos sejam
favoráveis”, afirmou Antônio
Lima.
Consea-DF faz visita técnica a participantes do PAA
Na última quinta-feira (04),
aconteceu na Embrapa Sede a
reunião Conselho Nacional de
Segurança Alimentar e Nutri-
cional (Consea), com o intuito
de acompanhar as políticas pú-
blicas governamentais imple-
mentadas no Distrito Federal.
Durante a reunião foram
apresentadas as ações de-
senvolvidas ao longo de 2011
e 2012, as principais linhas de
ação do Sistema Público de
Agricultura — composto por
Ceasa-DF, Emater-DF e Secre-
taria de Agricultura do Distrito
Federal (Seagri-DF) — e os re-
sultados obtidos. Em função do
êxito do PAA no DF as metas
também foram pautadas, bem
como a ampliação dos progra-
mas de governo voltados para
amenizar o problema da extre-
ma pobreza.
O conselho — formado por
representantes do governo e
da sociedade civil — visitou,
um dia antes da reunião (na
quarta-feira, dia 4), proprieda-
des no assentamento Betinho,
na região rural de Brazlândia.
O objetivo era conhecer como
funcionam as políticas de com-
pras institucionais e como os
programas estão contribuindo
para a melhoria de vida dos
agricultores. Os conselheiros
visitaram também o Banco de
Alimentos da Ceasa-DF, na
terça-feira (3). “A participação
ativa do Consea no Programa
de Aquisição de Alimentos é
importantíssima. O Conselho
deve, além de fiscalizar o Pro-
grama, apontar melhorias e
ajustes. O que houve de mais
rico nessa visita foi a troca de
experiências”, avaliou o sub-
secretário de Desenvolvimento
Rural, José Nilton Lacerda.
GDF constrói mais PECs na área rural
O GDF, por meio da Secreta-
ria de Agricultura e Desenvolvi-
mento Rural (Seagri) e da Com-
panhia Urbanizadora da Nova
Capital do Brasil (Novacap),
está construindo mais Pontos
de Encontros Comunitários
(PECs) nas áreas rurais do Dis-
trito Federal. Nesta nova etapa
serão construídos nos núcle-
os rurais de Tabatinga e Buriti
Vermelho. “É muito importante
a ação do governo nas comu-
nidades rurais. Muitas pessoas
daqui não têm como ir à cida-
de para frequentar uma aca-
demia”, avaliou Tarcísio Müller,
produtor rural de Tabatinga.
As academias a céu aberto
já foram construídas nos núcle-
os rurais Jardim, Cariru, Capão
Seco, Lamarão e Taquara. A
ação faz parte dos objetivos do
governo Agnelo de levar mais
qualidade de vida à toda a po-
pulação do Distrito Federal.
Produtoras recebem representantes do Consea no Assentamento Betinho
Brasília terá Queijo Candango
Para unir os laticínios, va-
lorizar a produção e a
tradição local, a Empresa de
Assistência Técnica e Exten-
são Rural (Emater-DF) propõe,
junto aos produtores, a fabrica-
ção do Queijo Candango.
A formulação, elaborada
pelo laticinista da empresa,
José Roberto de Oliveira, foi
repassada à cinco laticínios in-
teressados na fabricação. Tra-
ta-se de um queijo meia cura,
que tem o objetivo de ser um
produto diferenciado dos que
estão no mercado, com quali-
dade, reputação e valor agre-
gado.
O primeiro passo desse pro-
cesso foi a realização, na útli-
ma semana, do concurso que
elegeu o melhor Queijo Can-
dango. O júri foi composto por
10 provadores de diferentes
origens e formações variadas,
combinando especialistas, téc-
nicos e consumidores, que
analisaram – de forma cega –
todos os queijos apresentados,
avaliando-os, de forma objetiva
e independente, por meio de
parâmetros como textura, aro-
ma, odor, sabor e aspecto ao
corte e revestimento exterior.
O resultado será divulgado
na solenidade comemorativa
dos 35 anos da Emater-DF, a
ser realizada no dia 12 de abril.
Segundo o laticinista José Ro-
berto, o método de fabricação
do laticínio vencedor servirá
de referência para os demais
participantes. “Continuaremos
acompanhando a produção do
Queijo Candango em todos os
laticínios até chegarmos a um
patamar de qualidade elevado
e padronizado”, explicou.
Ana Laura Costa, proprietá-
ria do Laticínio Mariana, acre-
dita que o Distrito Federal me-
rece ter um queijo diferenciado.
“É importante lançar no merca-
do um queijo meia cura e ainda
mais com uma homenagem à
Brasília. Atualmente não temos
na nossa linha de produção um
queijo com essas característi-
cas”, disse.
O presidente da Emater-
-DF, Marcelo Piccin, agrade-
ceu a participação dos jurados
e mencionou a importância do
trabalho da empresa no cam-
po. “A Emater tem um papel
fundamental no desenvolvi-
mento rural e na garantia do
abastecimento local com pro-
dutos de qualidade. Essa ação
é um exemplo de valorização
da nossa cultura alimentar e
do queijo produzido na nossa
região. O governador Agnelo
tem dado prioridade para o de-
senvolvimento das políticas pú-
blicas voltadas à agricultura do
DF”, falou.
Registro - Com a fabricação
do queijo, os empreendedo-
res – por meio de associação
– poderão solicitar o registro
da receita e da forma de fabri-
cação no Instituto Nacional de
Propriedade Industrial (INPI).
Assim, o queijo estará protegi-
do de falsificações, bem como
servirá de garantia para o con-
sumidor, indicando que se trata
de um produto diferenciado.
Emater desenvolve junto aos laticínios do DF um queijo meia cura, diferenciado e que caracteriza as tradições locais
Informativo produzido pelas assessorias de comunicação social:
Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) - 3051-6347
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) - 3340-3002
Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) - 3363-1024
Fernando Kubota e José
Capilé são agricultores
familiares da região rural de
Brazlândia. Ambos têm acesso
às políticas públicas de fomen-
to à agricultura no Brasil, e vi-
ram sua produção crescer nos
últimos anos graças ao crédito
rural e à assistência técnica de
qualidade prestada pela Ema-
ter-DF. Esses exemplos de su-
cesso despertaram o interesse
do vice-presidente do Conselho
de Ministros de Cuba, Marino
Murillo, que está no Brasil para
fortalecer a agenda bilateral e
regional. Na manhã desta ter-
ça-feira (9), o vice-presidente
cubano visitou as duas proprie-
dades, onde pôde conhecer a
experiência brasileira que vem
proporcionando aumento da
renda no campo e mais segu-
rança alimentar.
A visita começou na cháca-
ra do produtor Fernando Kubo-
ta, cujo forte é a plantação de
goiabas. Kubota foi o primeiro
agricultor brasileiro a ser bene-
ficiado com o programa Pronaf
Mais Alimentos, do governo
federal. Em 2008, ele adquiriu
um trator e, posteriormente,
um caminhão; além disso, im-
plantou estufas. Com os equi-
pamentos, pôde aumentar a
produção.
Em seguida, a delegação
conheceu o agricultor José Ca-
pilé, produtor de morangos no
assentamento Betinho, tam-
bém beneficiário do mesmo
programa. Capilé possui um
trator e um caminhão adquiri-
dos com recursos do Mais Ali-
mentos, além de outros maqui-
nários que possibilitaram um
salto na produção.
O vice-presidente cubano
se mostrou bastante interessa-
do nos programas de crédito e
do dia-a-dia dos agricultores.
Conversando diretamente com
eles, Marino Murillo questionou
detalhes sobre lavoura, mer-
cado, equipamentos, insumos,
colheita e rotina da família e dos
trabalhadores rurais. A comitiva
era composta ainda pelos vice-
-ministros da Agricultura, Julio
Pérez, da Economia, Joaquín
Valverde, além de assessores
de áreas afins.
De acordo com informa-
ções do Palácio do Itamaraty,
o comércio entre Brasil e Cuba
cresceu mais de 600% entre
2003 e 2012. No ano passado,
a corrente de comércio bilateral
alcançou o recorde histórico de
US$ 661,6 milhões. A coopera-
ção entre os dois países inclui
financiamentos para a realiza-
ção de projetos nos setores de
alimentos, agricultura e infraes-
trutura.
Vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba conhece experiências de sucesso
Agricultura do DF é modelo de desenvolvimento

Informe rural - 10/04/2013

  • 1.
    Informativo do SistemaPúblico da Agricultura - Ano II - Edição n° 22 - Brasília, 10 de abril de 2013. Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural Emater completa 35 anos No dia 7 de abril, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) com- pletou 35 anos. A data é conside- rada um marco e será celebrada nesta sexta-feira (12), a partir das 13h30, com homenagens de pro- dutores, de parceiros do setor agrícola e do governador Agnelo Queiroz. Nesses 35 anos de atu- ação, a produção agropecuária do DF ganhou destaque internacional e promete manter-se como um dos mais produtivos do Brasil. São mais de cinco mil agriculto- res familiares atendidos e que fa- zem parte da história da agricultura do Distrito Federal, repleta de vitó- rias construídas pela persistência do produtor e do apoio constante da extensão rural, que leva as po- líticas públicas e tecnologias ade- quadas às condições locais e às necessidades da agricultura fami- liar. Todo o trabalho em prol do de- senvolvimento rural é feito por mais de 300 servidores, lotados na sede e nas 19 gerências locais situadas nos núcleos rurais do DF e no Centro de Treinamento (Cen- trer), em Planaltina-DF. Além da transmissão de tecno- logias e conhecimento a Emater- -DF atua levando a o trabalhador rural dignidade e desenvolvimento social. Isso porque executa diver- sas políticas públicas e proporcio- nam acesso a benefícios sociais que garantem melhor qualidade de vida às famílias rurais. O trabalho é articulado com os objetivos da Secretaria de Agricultura e executado com o apoio de diversos parceiros, como a Ceasa-DF. Programação A programação começa às 13h30 com homenagem aos em- pregados que aderiram ao último Programa de Demissão Voluntária (PDV) e às equipes de extensionis- tas e administrativos do ano, que foram escolhidos por meio de vota- ção interna. Outro momento importante será o anúncio dos vencedores do con- curso do melhor Queijo Candango, uma trabalho inovador feito pela Emater-DF junto aos laticínios lo- cais. Na ocasião, os presentes po- derão conhecer as características de fabricação e degustar o queijo. Às 15h30, o governador Agnelo Queiroz participa da solenidade de entrega de sete tratores e imple- mentos agrícolas às associações que foram comtempladas por meio do edital lançado pela Emater.
  • 2.
    Seagri-DF debate estratégiasde combate à mosca branca A secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal realizou, no dia 4, uma reunião no auditó- rio da Emater-DF para debater formas de combater a mosca branca, que tem causado sé- rios prejuízos às lavouras de feijão, milho, soja, algodão e tomate, entre outras, nas re- giões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Para debater o as- sunto estavam presentes os secretários de Agricultura do Distrito Federal, Lúcio Vala- dão; de Goiás, Antônio Lima; o chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti; o diretor geral do Instituto Minei- ro de Agropecuária, Altino Neto, que representou o secretário de Agricultura, Elmiro Nascimento; o representante da Federação de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal, Roberto Melo; o representante do Ministério da Agricultura, Welisson Ama- ral, entre outras autoridades, pesquisadores e produtores. Durante o debate foram dis- cutidas as consequências so- cioeconômicas que as doenças transmitidas pela mosca bran- ca causam para grandes, mé- dios e pequenos agricultores. A facilidade de reprodução e a capacidade de se alojar em vá- rias espécies vegetais para se reproduzir, além da resistência aos defensivos agrícolas, têm sido um desafio para o enfren- tamento da praga nas lavouras do Brasil. Foram bordadas as possibilidade de se adotar prá- ticas de combate específicas para cada cultivo – como o va- zio sanitário para o feijão – que consiste em deixar o solo sem plantas vivas da cultura hospe- deira em determinado período do ano. A abertura de negocia- ções para conseguir dos órgãos reguladores permissão, mesmo que temporária, para produzir mistura de defensivos e poten- cializar a efetividade da elimi- nação da praga e a produção de variedades de plantas, por meio de pesquisa, resistentes à mosca branca e às doenças transmitidas por ela também fo- ram discutidas. Mobilização A articulação promovida pela Seagri-DF juntamente com os produtores do DF e Entorno foi crucial para iniciar uma ampla mobilização, que envolve o go- verno federal, as autoridades de Minas Gerai e Goiás, além dos produtores das três uni- dades da federação. “Há uma ação articulada de governo, en- tre as unidades da federação, o governo federal e o setor pro- dutivo”, ressaltou o secretário Lúcio Valadão. O envolvimento dos agricultores durante os pro- cessos de discussão, elabora- ção e aprovação de propostas, além da definição das ações, será fundamental para que as medidas de combate à mosca branca sejam amplamente pra- ticadas. A rápida ação, promovida pelo estreito diálogo entre o poder público e os produtores evitará mais perdas nas lavou- ras, que, em alguns casos são superiores a 50%. “Quero agra- decer o rápido atendimento que recebemos da Secretaria de Agricultura do DF e dos demais estados, além da Embrapa, que realiza muitos esforços para nos ajudar”, disse Hélio Dalbe- lo, produtor de feijão que regis- trou sensíveis perdas devido à mosca branca. “A quebra de safra, apresar de aumentar o preço dos produtos, traz prejuí- zos para todo mundo, inclusive o produtor. Com o preço maior, Em reunião, executores de contratos e convênios trataram sobre gargalos e propostas de soluções o consumidor compra menos e vai perdendo o hábito de comer o feijão, por exemplo, além de fazer com que entrem muitos aventureiros no setor, o que também é ruim. Temos que ter mais oferta e tecnificação da produção”, avaliou Hélio. Doenças A principal doença transmiti- da pela mosca branca é o mo- saico. Causado por um vírus, a doença reduz gravemente a produtividade e o desenvolvi- mento das plantas, causando grandes prejuízos nas lavou- ras. As hortaliças, produzidas principalmente por agricultores familiares, também são afeta- das pela praga, que, ao se ali- mentar, expele toxinas nocivas às plantas, que também com- prometem o desenvolvimento da produção. Além disso, as substâncias tornam o aspecto dos alimentos menos atraente, pois eles ficam escurecidos, o que causa rejeição do consu- midor e a diminuição das ven- das. Mosca branca A mosca branca ocorre em todo o mundo e é caracterizada por se adaptar facilmente a vá- rios climas. Para se reproduzir, o inseto utiliza-se de mais de 600 tipos de plantas hospedei- ras. A mosca branca deposita ovos no hospedeiro e se ali- menta dele, adaptando a pró- pria morfologia às característi- cas da planta atacada. O inseto se espalhou pelo mundo por meio da comercialização e do transporte de plantas ornamen- tais realizada entre os países da Europa, Ásia e Américas. Devido à facilidade de ade- quação a regiões de clima tro- pical, subtropical e temperado, se transformou também no principal transmissor de mais de uma centena de viroses, além do mosaico, descritas em diferentes partes do planeta. “Estamos bastante preocupa- dos com essa praga. Ela tem causado muitos danos. Acre- dito que esse problema ocorre devido a um desiquilíbrio exis- tente no campo. Temos que implementar o manejo integra- do de pragas nas culturas que compõem o ambiente e utilizar menos produtos químicos, pois eles não estão controlando a mosca branca. Temos que construir alternativas de mane- jar o ambiente”, alertou a pes- quisadora da Embrapa, Eliane Quintela. “Temos que fazer uma reflexão sobre a nossa matriz produtiva, pra que produtores, juntamente com pesquisado- res e extensionistas, possam construir uma saída para esse cenário”, disse Marcelo Piccin, presidente da Emater-DF. Encaminhamentos Para definir estratégias, será marcado novo encontro, onde serão traçadas as linhas de ações para o combate à mosca branca. Foram propostos, ain- da, a criação de grupo de tra- balho para tratar a questão, a elaboração de documento para ser encaminhado ao Ministério da Agricultura e a criação de normas específicas para o ma- nejo da praga. Também será re- alizado fórum, em 15 de maio, durante a feira agropecuária Agrobrasília sobre o assunto. “É preciso buscar coesão nas propostas para que todos os seguimentos envolvidos sejam favoráveis”, afirmou Antônio Lima.
  • 3.
    Consea-DF faz visitatécnica a participantes do PAA Na última quinta-feira (04), aconteceu na Embrapa Sede a reunião Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutri- cional (Consea), com o intuito de acompanhar as políticas pú- blicas governamentais imple- mentadas no Distrito Federal. Durante a reunião foram apresentadas as ações de- senvolvidas ao longo de 2011 e 2012, as principais linhas de ação do Sistema Público de Agricultura — composto por Ceasa-DF, Emater-DF e Secre- taria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) — e os re- sultados obtidos. Em função do êxito do PAA no DF as metas também foram pautadas, bem como a ampliação dos progra- mas de governo voltados para amenizar o problema da extre- ma pobreza. O conselho — formado por representantes do governo e da sociedade civil — visitou, um dia antes da reunião (na quarta-feira, dia 4), proprieda- des no assentamento Betinho, na região rural de Brazlândia. O objetivo era conhecer como funcionam as políticas de com- pras institucionais e como os programas estão contribuindo para a melhoria de vida dos agricultores. Os conselheiros visitaram também o Banco de Alimentos da Ceasa-DF, na terça-feira (3). “A participação ativa do Consea no Programa de Aquisição de Alimentos é importantíssima. O Conselho deve, além de fiscalizar o Pro- grama, apontar melhorias e ajustes. O que houve de mais rico nessa visita foi a troca de experiências”, avaliou o sub- secretário de Desenvolvimento Rural, José Nilton Lacerda. GDF constrói mais PECs na área rural O GDF, por meio da Secreta- ria de Agricultura e Desenvolvi- mento Rural (Seagri) e da Com- panhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), está construindo mais Pontos de Encontros Comunitários (PECs) nas áreas rurais do Dis- trito Federal. Nesta nova etapa serão construídos nos núcle- os rurais de Tabatinga e Buriti Vermelho. “É muito importante a ação do governo nas comu- nidades rurais. Muitas pessoas daqui não têm como ir à cida- de para frequentar uma aca- demia”, avaliou Tarcísio Müller, produtor rural de Tabatinga. As academias a céu aberto já foram construídas nos núcle- os rurais Jardim, Cariru, Capão Seco, Lamarão e Taquara. A ação faz parte dos objetivos do governo Agnelo de levar mais qualidade de vida à toda a po- pulação do Distrito Federal. Produtoras recebem representantes do Consea no Assentamento Betinho Brasília terá Queijo Candango Para unir os laticínios, va- lorizar a produção e a tradição local, a Empresa de Assistência Técnica e Exten- são Rural (Emater-DF) propõe, junto aos produtores, a fabrica- ção do Queijo Candango. A formulação, elaborada pelo laticinista da empresa, José Roberto de Oliveira, foi repassada à cinco laticínios in- teressados na fabricação. Tra- ta-se de um queijo meia cura, que tem o objetivo de ser um produto diferenciado dos que estão no mercado, com quali- dade, reputação e valor agre- gado. O primeiro passo desse pro- cesso foi a realização, na útli- ma semana, do concurso que elegeu o melhor Queijo Can- dango. O júri foi composto por 10 provadores de diferentes origens e formações variadas, combinando especialistas, téc- nicos e consumidores, que analisaram – de forma cega – todos os queijos apresentados, avaliando-os, de forma objetiva e independente, por meio de parâmetros como textura, aro- ma, odor, sabor e aspecto ao corte e revestimento exterior. O resultado será divulgado na solenidade comemorativa dos 35 anos da Emater-DF, a ser realizada no dia 12 de abril. Segundo o laticinista José Ro- berto, o método de fabricação do laticínio vencedor servirá de referência para os demais participantes. “Continuaremos acompanhando a produção do Queijo Candango em todos os laticínios até chegarmos a um patamar de qualidade elevado e padronizado”, explicou. Ana Laura Costa, proprietá- ria do Laticínio Mariana, acre- dita que o Distrito Federal me- rece ter um queijo diferenciado. “É importante lançar no merca- do um queijo meia cura e ainda mais com uma homenagem à Brasília. Atualmente não temos na nossa linha de produção um queijo com essas característi- cas”, disse. O presidente da Emater- -DF, Marcelo Piccin, agrade- ceu a participação dos jurados e mencionou a importância do trabalho da empresa no cam- po. “A Emater tem um papel fundamental no desenvolvi- mento rural e na garantia do abastecimento local com pro- dutos de qualidade. Essa ação é um exemplo de valorização da nossa cultura alimentar e do queijo produzido na nossa região. O governador Agnelo tem dado prioridade para o de- senvolvimento das políticas pú- blicas voltadas à agricultura do DF”, falou. Registro - Com a fabricação do queijo, os empreendedo- res – por meio de associação – poderão solicitar o registro da receita e da forma de fabri- cação no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Assim, o queijo estará protegi- do de falsificações, bem como servirá de garantia para o con- sumidor, indicando que se trata de um produto diferenciado. Emater desenvolve junto aos laticínios do DF um queijo meia cura, diferenciado e que caracteriza as tradições locais
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    Informativo produzido pelasassessorias de comunicação social: Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) - 3051-6347 Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) - 3340-3002 Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) - 3363-1024 Fernando Kubota e José Capilé são agricultores familiares da região rural de Brazlândia. Ambos têm acesso às políticas públicas de fomen- to à agricultura no Brasil, e vi- ram sua produção crescer nos últimos anos graças ao crédito rural e à assistência técnica de qualidade prestada pela Ema- ter-DF. Esses exemplos de su- cesso despertaram o interesse do vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba, Marino Murillo, que está no Brasil para fortalecer a agenda bilateral e regional. Na manhã desta ter- ça-feira (9), o vice-presidente cubano visitou as duas proprie- dades, onde pôde conhecer a experiência brasileira que vem proporcionando aumento da renda no campo e mais segu- rança alimentar. A visita começou na cháca- ra do produtor Fernando Kubo- ta, cujo forte é a plantação de goiabas. Kubota foi o primeiro agricultor brasileiro a ser bene- ficiado com o programa Pronaf Mais Alimentos, do governo federal. Em 2008, ele adquiriu um trator e, posteriormente, um caminhão; além disso, im- plantou estufas. Com os equi- pamentos, pôde aumentar a produção. Em seguida, a delegação conheceu o agricultor José Ca- pilé, produtor de morangos no assentamento Betinho, tam- bém beneficiário do mesmo programa. Capilé possui um trator e um caminhão adquiri- dos com recursos do Mais Ali- mentos, além de outros maqui- nários que possibilitaram um salto na produção. O vice-presidente cubano se mostrou bastante interessa- do nos programas de crédito e do dia-a-dia dos agricultores. Conversando diretamente com eles, Marino Murillo questionou detalhes sobre lavoura, mer- cado, equipamentos, insumos, colheita e rotina da família e dos trabalhadores rurais. A comitiva era composta ainda pelos vice- -ministros da Agricultura, Julio Pérez, da Economia, Joaquín Valverde, além de assessores de áreas afins. De acordo com informa- ções do Palácio do Itamaraty, o comércio entre Brasil e Cuba cresceu mais de 600% entre 2003 e 2012. No ano passado, a corrente de comércio bilateral alcançou o recorde histórico de US$ 661,6 milhões. A coopera- ção entre os dois países inclui financiamentos para a realiza- ção de projetos nos setores de alimentos, agricultura e infraes- trutura. Vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba conhece experiências de sucesso Agricultura do DF é modelo de desenvolvimento