Informativo do Sistema Público da Agricultura - Ano II - Edição n° 25 - Brasília, 02 de maio de 2013.
Secretaria de Agricultura
e Desenvolvimento Rural
Faltam poucos dias para
a sexta edição da Agro-
brasília, realizada de 14 a 18
de maio, no Parque de Exposi-
ções Ivaldo Cenci (PAD-DF). No
evento, a Emater-DF coordena
o Espaço de Valorização da
Agricultura Familiar (Evaf), que
possui várias novidades nos
seus 48 mil metros quadrados.
São 13 rotas que vão levar
tecnologias de baixo custo e
orientação técnica especializa-
da a milhares de pequenos agri-
cultores, trabalhadores rurais e
técnicos do Distrito Federal e
Entorno. O foco é o agricultor
familiar, público-alvo da empre-
sa e maior beneficiário das po-
líticas agrícolas do Governo do
Distrito Federal.
No espaço, os visitantes
poderão observar unidades
demonstrativas adaptadas à
pequena propriedade rural e re-
ceber orientações sobre diver-
sos temas como plantio de hor-
taliças, fruticultura, piscicultura,
pecuária, crédito rural, agroin-
dústria, comercialização, boas
práticas agrícolas, floricultura e
agroecologia.
Além dos diversos sistemas
de produção, o espaço tem a
preocupação de abordar toda a
cadeia produtiva - do plantio à
comercialização - e apresentar
máquinas, equipamentos, políti-
Espaço espera receber mais de seis mil agricultores familiares
cas públicas e linhas de crédito
que atendem às necessidades
dos visitantes. A culinária e o
artesanato rural também têm
espaço reservado para mostrar
que há de melhor no Distrito Fe-
deral.
Alguns destaques
A primeira rota temática do
Evaf é a de Hortaliças, que ocu-
pa cerca de 2 mil m². Neste es-
paço estarão presentes as três
tecnologias mais utilizadas no
DF: plantio em estufa, no telado
e em campo.
Nessa área, empresas apre-
sentarão seus mais novos culti-
vares para que os agricultores
avaliem e comparem os produ-
tos para definir o que utilizarão
no próximo plantio.
As hortaliças não convencio-
nais também receberão aten-
ção especial dentro da Rota das
Hortaliças. O projeto de resgate
de culturas como a capuchinha,
o ora-pro-nobis, a mostarda, o
tomatilho, o peixinho e a vina-
greira é feito em parceria com a
Embrapa Hortaliças.
Na área da floricultura, ha-
verá um viveiro de 700 m², uma
estufa e área de plantio em
campo, mostrando como a ati-
vidade é viável e rentável.
Para a pecuária leiteira, o
Evaf destaca um dos alimen-
tos mais baratos que podem
ser ofertados ao gado: as forra-
gens. O produtor também pode-
rá obter informações sobre a or-
denha e silagem para o período
da seca.
A piscicultura é uma das ro-
tas mais recentes do Evaf. Será
apresentado um reservatório
utilizado para irrigação, aliado à
criação de peixes. O setor tem
recebido fomento do governo
devido à sua viabilidade e ren-
dimento.
O Instituto Agronômico do
Paraná (Iapar) também terá
um espaço de 1500 m² no Evaf
para apresentar tecnologias,
maquinas e equipamentos vol-
tados à agricultura familiar.
Casa Rural
A Secretaria de Agricultura
estará presente com a Casa
Rural. Lá, os produtores rece-
berão informações sobre o Fun-
do de Desenvolvimento Rural,
legalização de terras rurais, de
agroindústria artesanal, entre
diversos outros serviços e polí-
ticas públicas para o setor.
Agrobrasília traz novidades para a agricultura familiar
Serviço:
AGROBRASÍLIA 2013
Entrada franca
Data: 14 a 18 de maio
Horário: das 9h às 18h
Local: Parque Ivaldo Cenci, PAD-
DF.
BR-251, Km 5, Brasília-DF, sen-
tido Brasília-Unaí (MG).
Emater discute produção orgânica animal
Para alinhar as políticas
públicas, ensino, pesquisa e
extensão voltadas para a pro-
dução orgânica animal, a Ema-
ter-DF organizou na manhã de
terça-feira (30) uma reunião
com produtores rurais que tra-
balham com o setor produtivo
animal. Na oportunidade o ex-
tensionista rural da Emater-
-DF, Luiz Carlos Britto Ferreira,
apresentou um diagnóstico da
produção animal certificada lo-
cal e nacional.
Na abertura o presidente
Conselheiros de Desenvolvimento Rural
querem mais recursos para infraestrutura
Durante a segunda reu-
nião de 2013 do Conse-
lho de Desenvolvimento Rural
Sustentável do Distrito Federal,
realizada no dia 27, conselhei-
ros solicitaram que metade dos
recursos do Fundo de Desen-
volvimento Rural (FDR) sejam
direcionados para projetos de
infraestrutura. Com nova legis-
lação, o FDR permite financiar
a construção de empreendi-
mentos coletivos para a área
rural sem necessidade de re-
embolso. Por isso, a nova op-
ção de crédito é chamada de
FDR Social.
Para esclarecer sobre como
utilizar os recursos do FDR,
servidores da Secretaria de
Agricultura apresentaram as
novas regras. A atual legislação
determina que as prioridades
de investimento coletivo sejam
indicadas pelos Conselhos Re-
gionais de Desenvolvimento
Rural. O plano inicial do conse-
lho gestor do Fundo era dispo-
nibilizar 40% dos recursos para
a modalidade social. Os mem-
bros do CDRS solicitaram que
o patamar fosse elevado para
50%.
Além do FDR, foram expli-
cadas as novas regras para o
Fundo de Aval, outra oportu-
nidade de tomada de crédito
para investimentos, com con-
dições atraentes. Mais uma
importante ação mostrada aos
membros do CDRS-DF foi a
Política Nacional de Habitação
Rural (PNHR). Foram explica-
das as regras, condições e o
auxílio que o Sistema Público
da Agricultura dará aos agricul-
tores familiares para participa-
rem.
Também foram anunciadas
a realização da II Conferência
Distrital de Desenvolvimento
Rural Sustentável, em junho,
e a II Conferencia Nacional de
Desenvolvimento Rural Sus-
tentável, em setembro. Os con-
selheiros deliberaram, ainda,
que deverá ser marcada reu-
nião extraordinária para discu-
tir o novo regimento interno do
CDRS-DF.
Para mais informações:
www.agricultura.df.gov.br/
acoes/fundo-de-desenvolvi-
mento-rural
Membros do CDRS-DF reivindicam que 50% da verba do Fundo de Desenvolvimento Rural sejam investidos no setor
da Emater-DF, Marcelo Piccin,
destacou a importância de dis-
cutir o assunto no atual momen-
to de governo. “Hoje o incentivo
à produção de alimentos orgâ-
nicos é eixo estratégico dentro
da política do governo Agnelo.
Isso é fundamental para viabi-
lizarmos a transição dos pro-
dutores convencionais para a
agroecologia”.
O produtor Joe Valle, que
também é deputado distrital,
fez um apanhado da realidade
vivida na sua empresa (Ma-
lunga) ao longo de mais de 25
anos de produção. Ele ressal-
tou que o mercado convencio-
nal vem ocupando espaço dos
alimentos orgânicos de origem,
com outros tipos de selos (pro-
dução integrada, bem-estar
animal etc).
Com as ponderações feitas
pelos produtores, a Emater-DF
vai organizar os temas levanta-
dos para integrar as ações e
viabilizar o setor produtivo.
Regularização fica mais próxima
Mais um passo em direção
à regularização das ter-
ras rurais foi dado pelo GDF na
quinta-feira (25): a Emater-DF
e a Secretaria de Agricultura e
Desenvolvimento Rural (Sea-
gri) entregaram 52 Planos de
Utilização a agricultores do nú-
cleo rural São José (região ad-
ministrativa de Planaltina). Com
os documentos, que detalham
a ocupação das terras em cada
chácara, os moradores terão,
em breve, a garantia do direito
de uso do solo com mais segu-
rança.
Os planos foram elabora-
dos pela Fundação Rural, num
convênio com a Emater-DF. Ao
todo, serão 300 documentos
desenvolvidos gratuitamente
para agricultores familiares de
todo o DF. Os Planos de Utili-
zação fazem um levantamento
dos aspectos ambientais das
propriedades, apontando como
as terras estão sendo usadas e
de que forma podem ser melhor
aproveitadas sem prejuízos ao
meio ambiente.
Para o agricultor Francisco
Barbosa de Oliveira, o plano
de utilização vai lhe trazer mais
segurança e autonomia. “Com
esse documento vai ficar bem
mais fácil pegar crédito rural
no banco e me associar em
alguma organização para ven-
der meus produtos para o PAA
(Programa de Aquisição de Ali-
mentos), por exemplo”, aponta
o produtor de frutas e hortaliças
orgânicas.
O secretário de Agricultura,
Lúcio Valadão, lembra que a
Seagri e a Emater-DF assumi-
ram o compromisso de fazer os
planos sem custo para agricul-
tores familiares. “Essa é uma
fase importante do processo
de regularização: a partir do
momento que reconhecemos a
ocupação regular dos terrenos,
a posse não pode mais ser con-
testada, o que facilita a vida dos
produtores”, explica.
O presidente da Emater-DF,
Marcelo Piccin, reforça a impor-
tância do documento. “O plano
de utilização é como se fosse a
carteira de identidade da terra:
ele aumenta a autoestima do
agricultor, garante mais cidada-
nia e estabilidade no campo”,
observa.
Após a entrega dos Pla-
nos de Utilização, os agricul-
tores aguardam a avaliação
da Seagri; estando tudo ok,
o documento é enviado para
a Terracap, que vai preparar
os contratos de direito de uso
das terras. O processo é ne-
cessário porque a maioria das
ocupações de terrenos rurais
no Distrito Federal é em áreas
públicas. A entrega dos docu-
mentos foi feita por técnicos
da Gerência de Agroecologia e
Meio Ambiente da Emater-DF e
do escritório local da empresa
no núcleo rural Rio Preto, que
atende a região.
GDF começa a entregar Planos de Utilização a agricultores familiares
Aprendendo a comer bem
Cerca de 50 alunos da Es-
cola Classe Café Sem Troco
(região rural do Paranoá) as-
sistiram, na terça-feira (30) à
palestra sobre alimentação se-
gura, promovida pela Emater-
-DF. A atividade faz parte do
calendário de eventos do es-
critório da empresa no PAD-DF
e deverá acontecer em outras
escolas rurais da região nas
próximas semanas.
Segundo a nutricionista Da-
nielle Amaral, é importante
educar os estudantes desde
cedo sobre as vantagens da
alimentação saudável — prin-
cipalmente na área rural, onde
os alimentos industrializados
já estão nas vendas e merca-
dinhos. “Nosso desafio é fazer
com que as crianças voltem a
ter interesse nas frutas e ver-
duras, que são tão acessíveis
para elas”, explica Danielle.
Além das palestras, a Ema-
ter-DF vai desenvolver, em bre-
ve, dois projetos de inclusão
social na região do PAD-DF. O
primeiro pretende ensinar as
crianças a contar histórias, e
será desenvolvido com a pro-
fessora e escritora Clara Rosa.
O outro vai promover a troca de
experiências entre estudantes
das zonas rural e urbana por
meio do basquete, numa par-
ceria com o Clube Unidade de
Vizinhança da Asa Sul.
Emater-DF promove palestra sobre alimentação para estudantes do Café Sem Troco
Produtores terão recursos para habitação
Osonho de uma moradia
melhor na área rural
está prestes a se tornar rea-
lidade para diversas famílias
de pequenos agricultores do
Distrito Federal. O Programa
Nacional de Habitação Rural
(PNHR) começa a ser levado
para quem mais precisa.
O projeto, subsidiado com
recursos do Orçamento Geral
da União, por meio da Caixa
Econômica Federal, está sen-
do possível graças à iniciati-
va da Empresa de Assistência
Técnica e Extensão Rural e da
Secretaria de Agricultura e De-
senvolvimento Rural (Seagri),
que começam a divulgar o pro-
grama junto às organizações
de produtores, como associa-
ções e cooperativas, e aos
conselhos de desenvolvimento
rural.
Cerca de 10 famílias que fa-
zem parte da Associação dos
Produtores da Fazenda Larga
(Aprofal) estão com suas casas
quase concluídas. Outras 30 já
estão com a documentação em
andamento.
Segundo o responsável pelo
programa na Emater-DF, Mar-
celo Silva, a ideia é que mais
agricultores, que façam parte
de entidades organizadas, se
beneficiem do programa. “Ago-
ra estamos finalizando um pla-
no de ação para que o PNHR
seja divulgado e chegue a mais
famílias”, disse.
Programa Nacional
O PNHR é uma das modali-
dades do programa federal Mi-
nha Casa, Minha Vida. Podem
participar os produtores rurais
familiares com renda bruta anu-
al familiar de até R$ 15 mil, que
se enquadrem como agriculto-
res em uma das seguintes ativi-
dades: pescadores artesanais,
extrativistas, silvícolas, mari-
cultores, piscicultores, traba-
lhadores rurais, assentados do
Instituto Nacional de Reforma
Agrária (Incra), comunidades
quilombolas ou povos indíge-
nas. Para ser um beneficiário,
o produtor rural precisa morar
na propriedade, não possuir
imóvel em área urbana e estar
com a casa onde mora em mau
estado de conservação (de sua
propriedade ou não).
O valor do subsídio para
construção é de R$ 28.500,00,
sendo 35% para custear a
mão-de-obra. No final, 96% do
valor total do projeto é subsi-
diado pelo PNHR e cada famí-
lia devolve à União apenas 4%
do valor subsidiado pago em 4
anos (uma parcela por ano de
R$ 285,00).
Para a conclusão de obra,
reforma ou ampliação, o recur-
so oferecido é de R$ 17.200,00.
O valor é gerenciado por
uma comissão, eleita por meio
de assembleia da associação
ou cooperativa de produtores.
Outra comissão também é elei-
ta para o acompanhamento das
obras. O valor é repassado em
etapas, conforme andamento
das obras e vistoria da Caixa
Econômica.
Também são parceiros do
programa os Ministérios da Fa-
zenda e das Cidades.
Informativo produzido pelas assessorias de comunicação social:
Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) - 3051-6347
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) - 3340-3002
Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) - 3363-1024
Nos próximos dias 08 e
09 de maio será realizado o
Seminário Nacional de Agro-
ecologia e Produção Orgânica,
no auditório Petrônio Portella,
no Senado Federal.
O evento visa a mobilização
de parlamentares, estudiosos e
autoridades envolvidos com o
tema e da sociedade civil como
um todo, para debater sobre a
prática da agroecologia para o
desenvolvimento da sustenta-
bilidade.
A iniciativa é da Frente Par-
lamentar Mista da Agroecologia
e Produção Orgânica e a Ação
da Cidadania, associação su-
prapartidária que reúne depu-
tados e senadores para a pro-
moção de políticas públicas e
o aprimoramento da legislação
nacional para o fortalecimento
da agroecologia e produção
orgânica.
A Emater-DF estará pre-
sente, divulgando suas ações
relativas ao tema.
Os interessados em par-
ticipar devem informar: nome
completo, RG (n° de iden-
tidade) e órgão expedidor, mu-
nicípio e fones para contato,
pelo e-mail: atendimento@di-
ocesechapeco.org.br ou pelo
telefone 3215-1306.
Seminário discute agroecologia e produção orgânica

Informe rural 02/05/2013

  • 1.
    Informativo do SistemaPúblico da Agricultura - Ano II - Edição n° 25 - Brasília, 02 de maio de 2013. Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural Faltam poucos dias para a sexta edição da Agro- brasília, realizada de 14 a 18 de maio, no Parque de Exposi- ções Ivaldo Cenci (PAD-DF). No evento, a Emater-DF coordena o Espaço de Valorização da Agricultura Familiar (Evaf), que possui várias novidades nos seus 48 mil metros quadrados. São 13 rotas que vão levar tecnologias de baixo custo e orientação técnica especializa- da a milhares de pequenos agri- cultores, trabalhadores rurais e técnicos do Distrito Federal e Entorno. O foco é o agricultor familiar, público-alvo da empre- sa e maior beneficiário das po- líticas agrícolas do Governo do Distrito Federal. No espaço, os visitantes poderão observar unidades demonstrativas adaptadas à pequena propriedade rural e re- ceber orientações sobre diver- sos temas como plantio de hor- taliças, fruticultura, piscicultura, pecuária, crédito rural, agroin- dústria, comercialização, boas práticas agrícolas, floricultura e agroecologia. Além dos diversos sistemas de produção, o espaço tem a preocupação de abordar toda a cadeia produtiva - do plantio à comercialização - e apresentar máquinas, equipamentos, políti- Espaço espera receber mais de seis mil agricultores familiares cas públicas e linhas de crédito que atendem às necessidades dos visitantes. A culinária e o artesanato rural também têm espaço reservado para mostrar que há de melhor no Distrito Fe- deral. Alguns destaques A primeira rota temática do Evaf é a de Hortaliças, que ocu- pa cerca de 2 mil m². Neste es- paço estarão presentes as três tecnologias mais utilizadas no DF: plantio em estufa, no telado e em campo. Nessa área, empresas apre- sentarão seus mais novos culti- vares para que os agricultores avaliem e comparem os produ- tos para definir o que utilizarão no próximo plantio. As hortaliças não convencio- nais também receberão aten- ção especial dentro da Rota das Hortaliças. O projeto de resgate de culturas como a capuchinha, o ora-pro-nobis, a mostarda, o tomatilho, o peixinho e a vina- greira é feito em parceria com a Embrapa Hortaliças. Na área da floricultura, ha- verá um viveiro de 700 m², uma estufa e área de plantio em campo, mostrando como a ati- vidade é viável e rentável. Para a pecuária leiteira, o Evaf destaca um dos alimen- tos mais baratos que podem ser ofertados ao gado: as forra- gens. O produtor também pode- rá obter informações sobre a or- denha e silagem para o período da seca. A piscicultura é uma das ro- tas mais recentes do Evaf. Será apresentado um reservatório utilizado para irrigação, aliado à criação de peixes. O setor tem recebido fomento do governo devido à sua viabilidade e ren- dimento. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) também terá um espaço de 1500 m² no Evaf para apresentar tecnologias, maquinas e equipamentos vol- tados à agricultura familiar. Casa Rural A Secretaria de Agricultura estará presente com a Casa Rural. Lá, os produtores rece- berão informações sobre o Fun- do de Desenvolvimento Rural, legalização de terras rurais, de agroindústria artesanal, entre diversos outros serviços e polí- ticas públicas para o setor. Agrobrasília traz novidades para a agricultura familiar Serviço: AGROBRASÍLIA 2013 Entrada franca Data: 14 a 18 de maio Horário: das 9h às 18h Local: Parque Ivaldo Cenci, PAD- DF. BR-251, Km 5, Brasília-DF, sen- tido Brasília-Unaí (MG).
  • 2.
    Emater discute produçãoorgânica animal Para alinhar as políticas públicas, ensino, pesquisa e extensão voltadas para a pro- dução orgânica animal, a Ema- ter-DF organizou na manhã de terça-feira (30) uma reunião com produtores rurais que tra- balham com o setor produtivo animal. Na oportunidade o ex- tensionista rural da Emater- -DF, Luiz Carlos Britto Ferreira, apresentou um diagnóstico da produção animal certificada lo- cal e nacional. Na abertura o presidente Conselheiros de Desenvolvimento Rural querem mais recursos para infraestrutura Durante a segunda reu- nião de 2013 do Conse- lho de Desenvolvimento Rural Sustentável do Distrito Federal, realizada no dia 27, conselhei- ros solicitaram que metade dos recursos do Fundo de Desen- volvimento Rural (FDR) sejam direcionados para projetos de infraestrutura. Com nova legis- lação, o FDR permite financiar a construção de empreendi- mentos coletivos para a área rural sem necessidade de re- embolso. Por isso, a nova op- ção de crédito é chamada de FDR Social. Para esclarecer sobre como utilizar os recursos do FDR, servidores da Secretaria de Agricultura apresentaram as novas regras. A atual legislação determina que as prioridades de investimento coletivo sejam indicadas pelos Conselhos Re- gionais de Desenvolvimento Rural. O plano inicial do conse- lho gestor do Fundo era dispo- nibilizar 40% dos recursos para a modalidade social. Os mem- bros do CDRS solicitaram que o patamar fosse elevado para 50%. Além do FDR, foram expli- cadas as novas regras para o Fundo de Aval, outra oportu- nidade de tomada de crédito para investimentos, com con- dições atraentes. Mais uma importante ação mostrada aos membros do CDRS-DF foi a Política Nacional de Habitação Rural (PNHR). Foram explica- das as regras, condições e o auxílio que o Sistema Público da Agricultura dará aos agricul- tores familiares para participa- rem. Também foram anunciadas a realização da II Conferência Distrital de Desenvolvimento Rural Sustentável, em junho, e a II Conferencia Nacional de Desenvolvimento Rural Sus- tentável, em setembro. Os con- selheiros deliberaram, ainda, que deverá ser marcada reu- nião extraordinária para discu- tir o novo regimento interno do CDRS-DF. Para mais informações: www.agricultura.df.gov.br/ acoes/fundo-de-desenvolvi- mento-rural Membros do CDRS-DF reivindicam que 50% da verba do Fundo de Desenvolvimento Rural sejam investidos no setor da Emater-DF, Marcelo Piccin, destacou a importância de dis- cutir o assunto no atual momen- to de governo. “Hoje o incentivo à produção de alimentos orgâ- nicos é eixo estratégico dentro da política do governo Agnelo. Isso é fundamental para viabi- lizarmos a transição dos pro- dutores convencionais para a agroecologia”. O produtor Joe Valle, que também é deputado distrital, fez um apanhado da realidade vivida na sua empresa (Ma- lunga) ao longo de mais de 25 anos de produção. Ele ressal- tou que o mercado convencio- nal vem ocupando espaço dos alimentos orgânicos de origem, com outros tipos de selos (pro- dução integrada, bem-estar animal etc). Com as ponderações feitas pelos produtores, a Emater-DF vai organizar os temas levanta- dos para integrar as ações e viabilizar o setor produtivo.
  • 3.
    Regularização fica maispróxima Mais um passo em direção à regularização das ter- ras rurais foi dado pelo GDF na quinta-feira (25): a Emater-DF e a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sea- gri) entregaram 52 Planos de Utilização a agricultores do nú- cleo rural São José (região ad- ministrativa de Planaltina). Com os documentos, que detalham a ocupação das terras em cada chácara, os moradores terão, em breve, a garantia do direito de uso do solo com mais segu- rança. Os planos foram elabora- dos pela Fundação Rural, num convênio com a Emater-DF. Ao todo, serão 300 documentos desenvolvidos gratuitamente para agricultores familiares de todo o DF. Os Planos de Utili- zação fazem um levantamento dos aspectos ambientais das propriedades, apontando como as terras estão sendo usadas e de que forma podem ser melhor aproveitadas sem prejuízos ao meio ambiente. Para o agricultor Francisco Barbosa de Oliveira, o plano de utilização vai lhe trazer mais segurança e autonomia. “Com esse documento vai ficar bem mais fácil pegar crédito rural no banco e me associar em alguma organização para ven- der meus produtos para o PAA (Programa de Aquisição de Ali- mentos), por exemplo”, aponta o produtor de frutas e hortaliças orgânicas. O secretário de Agricultura, Lúcio Valadão, lembra que a Seagri e a Emater-DF assumi- ram o compromisso de fazer os planos sem custo para agricul- tores familiares. “Essa é uma fase importante do processo de regularização: a partir do momento que reconhecemos a ocupação regular dos terrenos, a posse não pode mais ser con- testada, o que facilita a vida dos produtores”, explica. O presidente da Emater-DF, Marcelo Piccin, reforça a impor- tância do documento. “O plano de utilização é como se fosse a carteira de identidade da terra: ele aumenta a autoestima do agricultor, garante mais cidada- nia e estabilidade no campo”, observa. Após a entrega dos Pla- nos de Utilização, os agricul- tores aguardam a avaliação da Seagri; estando tudo ok, o documento é enviado para a Terracap, que vai preparar os contratos de direito de uso das terras. O processo é ne- cessário porque a maioria das ocupações de terrenos rurais no Distrito Federal é em áreas públicas. A entrega dos docu- mentos foi feita por técnicos da Gerência de Agroecologia e Meio Ambiente da Emater-DF e do escritório local da empresa no núcleo rural Rio Preto, que atende a região. GDF começa a entregar Planos de Utilização a agricultores familiares Aprendendo a comer bem Cerca de 50 alunos da Es- cola Classe Café Sem Troco (região rural do Paranoá) as- sistiram, na terça-feira (30) à palestra sobre alimentação se- gura, promovida pela Emater- -DF. A atividade faz parte do calendário de eventos do es- critório da empresa no PAD-DF e deverá acontecer em outras escolas rurais da região nas próximas semanas. Segundo a nutricionista Da- nielle Amaral, é importante educar os estudantes desde cedo sobre as vantagens da alimentação saudável — prin- cipalmente na área rural, onde os alimentos industrializados já estão nas vendas e merca- dinhos. “Nosso desafio é fazer com que as crianças voltem a ter interesse nas frutas e ver- duras, que são tão acessíveis para elas”, explica Danielle. Além das palestras, a Ema- ter-DF vai desenvolver, em bre- ve, dois projetos de inclusão social na região do PAD-DF. O primeiro pretende ensinar as crianças a contar histórias, e será desenvolvido com a pro- fessora e escritora Clara Rosa. O outro vai promover a troca de experiências entre estudantes das zonas rural e urbana por meio do basquete, numa par- ceria com o Clube Unidade de Vizinhança da Asa Sul. Emater-DF promove palestra sobre alimentação para estudantes do Café Sem Troco
  • 4.
    Produtores terão recursospara habitação Osonho de uma moradia melhor na área rural está prestes a se tornar rea- lidade para diversas famílias de pequenos agricultores do Distrito Federal. O Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) começa a ser levado para quem mais precisa. O projeto, subsidiado com recursos do Orçamento Geral da União, por meio da Caixa Econômica Federal, está sen- do possível graças à iniciati- va da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural e da Secretaria de Agricultura e De- senvolvimento Rural (Seagri), que começam a divulgar o pro- grama junto às organizações de produtores, como associa- ções e cooperativas, e aos conselhos de desenvolvimento rural. Cerca de 10 famílias que fa- zem parte da Associação dos Produtores da Fazenda Larga (Aprofal) estão com suas casas quase concluídas. Outras 30 já estão com a documentação em andamento. Segundo o responsável pelo programa na Emater-DF, Mar- celo Silva, a ideia é que mais agricultores, que façam parte de entidades organizadas, se beneficiem do programa. “Ago- ra estamos finalizando um pla- no de ação para que o PNHR seja divulgado e chegue a mais famílias”, disse. Programa Nacional O PNHR é uma das modali- dades do programa federal Mi- nha Casa, Minha Vida. Podem participar os produtores rurais familiares com renda bruta anu- al familiar de até R$ 15 mil, que se enquadrem como agriculto- res em uma das seguintes ativi- dades: pescadores artesanais, extrativistas, silvícolas, mari- cultores, piscicultores, traba- lhadores rurais, assentados do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra), comunidades quilombolas ou povos indíge- nas. Para ser um beneficiário, o produtor rural precisa morar na propriedade, não possuir imóvel em área urbana e estar com a casa onde mora em mau estado de conservação (de sua propriedade ou não). O valor do subsídio para construção é de R$ 28.500,00, sendo 35% para custear a mão-de-obra. No final, 96% do valor total do projeto é subsi- diado pelo PNHR e cada famí- lia devolve à União apenas 4% do valor subsidiado pago em 4 anos (uma parcela por ano de R$ 285,00). Para a conclusão de obra, reforma ou ampliação, o recur- so oferecido é de R$ 17.200,00. O valor é gerenciado por uma comissão, eleita por meio de assembleia da associação ou cooperativa de produtores. Outra comissão também é elei- ta para o acompanhamento das obras. O valor é repassado em etapas, conforme andamento das obras e vistoria da Caixa Econômica. Também são parceiros do programa os Ministérios da Fa- zenda e das Cidades. Informativo produzido pelas assessorias de comunicação social: Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) - 3051-6347 Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) - 3340-3002 Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) - 3363-1024 Nos próximos dias 08 e 09 de maio será realizado o Seminário Nacional de Agro- ecologia e Produção Orgânica, no auditório Petrônio Portella, no Senado Federal. O evento visa a mobilização de parlamentares, estudiosos e autoridades envolvidos com o tema e da sociedade civil como um todo, para debater sobre a prática da agroecologia para o desenvolvimento da sustenta- bilidade. A iniciativa é da Frente Par- lamentar Mista da Agroecologia e Produção Orgânica e a Ação da Cidadania, associação su- prapartidária que reúne depu- tados e senadores para a pro- moção de políticas públicas e o aprimoramento da legislação nacional para o fortalecimento da agroecologia e produção orgânica. A Emater-DF estará pre- sente, divulgando suas ações relativas ao tema. Os interessados em par- ticipar devem informar: nome completo, RG (n° de iden- tidade) e órgão expedidor, mu- nicípio e fones para contato, pelo e-mail: atendimento@di- ocesechapeco.org.br ou pelo telefone 3215-1306. Seminário discute agroecologia e produção orgânica