Introdução

• As artes portuguesas da primeira metade do
  século XX, reflectindo as dificuldades estruturais
  do país, registaram grande desfasamento em
  relação á Europa;
• Em 1912, um grupo de jovens artistas realizou o I
  Salão dos Humoristas;
• Em 1915, realiza-se a I Exposição dos
  Humoristas e dos Modernistas, e a
  publicação da revista Orpheu, fundada por
  Fernando Pessoa (1888-1935), aos quais se
  juntaram Almada Negreiros e Santa-Rita, e
  outros.
• A partir de 1933, o Estado Novo passou a
  controlar a produção intelectual sob o
  tríptico ideológico de “Deus, Pátria e
  Família”, criando uma arte nacionalista, que
  teve o seu palco na Exposição do Mundo
  Português, em 1940.
• Nos anos 50 a evolução cultural do mundo
  ocidental estimulou a intelectualidade portuguesa
  cuja vanguarda continuo, nos anos 60, a viver á
  margem do regime.
• Em Portugal, só se pode falar de Modernismo a
  partir de 1915 para as artes plásticas e de 1925-
  30 para a arquitectura, mas vivendo sempre
  paredes-meias com a arte nacionalista.
• Em Portugal, só se pode falar de Modernismo a
  partir de 1915 para as artes plásticas e de 1925-
  30 para a arquitectura, mas vivendo sempre
  paredes-meias com a arte nacionalista.
Pintura

Devido à permanência do Naturalismo nesta época,
as expressões modernistas manifestaram-se de
diversas formas:

• Através do modelo, o sentir simbolista e
  expressionista de António Carneiro;
• Com a chamada Primeira Geração Modernista
António Carneiro

• Pintor e poeta de
  “Solilóquios” (1936)
• temática religiosa e mística
• Gostava de utilizar
  sanguínea como material
  de pintura e era mais hábil
  a pintar paisagens e
  marinhas, sendo algumas
  monocromáticas                 Auto-retrato de António Carneiro
Algumas das suas obras…




   Nocturno de Antonio Carneiro
   (1910)
Contemplação de Antonio Carneiro
(1911)
Primeira Geração Modernista

A esta geração pertenceram varios modernistas:

•   Eduardo Viana (1881-1967)
•   Amadeu de Souza-Cardoso (1887-1918)
•   Santa-Rita (1889-1918)
•   Almada Negreiros (1893-1970)
•   José Pacheko (1885-1934)
•   Cristiano Cruz (1892-1951)
• Devido a polémica levantada
  por estas modernistas, surgiu
  uma agitação nos meios
  artísticos portugueses, o que
  deu origem a uma primeira
  renovação da pintura.
• Do Naturalismo ao
  Expressionismo, deu-se um
  maior valor à tendência para
  simplificar a linha, valorizar
  mais as cores claras e
  contrastantes em desfavor da
  perspectiva, aproximando o A Ascensão do Quadro Verde, Amadeo
  fundo da figura                de Souza Cardoso (1917)
Eduardo Viana
• Pintor naturalista, mas no
  inicio da sua carreira
  enveredou pelo
  protocubismo cezanniano
  em termos de forma
• Em 1915, conheceu o
  Orfismo e os Delaunay, o
  que deu origem as suas
  obras inspiradas na plástica   Eduardo Viana

  órfica
Algumas das suas obras…




      Nu de Eduardo Viana
      (1926)
A Revolta das Bonecas de Eduardo Viana
(1916)
Amadeo de Sousa-Cardoso
• Caracterizou-se
  devido à sua
  facilidade em
  experimentar várias
  correntes como o
  Naturalismo, o
  Expressionismo e o
  Cubo-Futurismo
                        Amadeo de Sousa-Cardoso
• Participou em exposições em Paris, em Berlim e em
  Nova Iorque e teve contacto com grandes
  personalidades do mundo artistico como Picasso,
  Braque e o casal Delaunay
• Teve maior destaque pelas suas máscaras, pelas
  naturezas-mortas, pelas paisagens e pelas violas
• Foi também um inovador pelo uso de matérias (pasta
  de óleo, areias)



Procissão do Corpus Christi
de Amadeo Sousa-Cardoso
Guilherme Santa-Rita
• Conhecido como Santa-Rita Pintor
• Pintor futurista que procurava a
  originalidade
• Foi considerado “um tipo fantástico e
  insuportavelmente vaidoso” reflexo da
  sua complexa personalidade
• Andou entre o desafio conceptual e a
  pintura futurista italiana
• Foi um agitador de ideias, um inovador
  no campo estético e organizador da
  revista Portugal Futurista, em 1917
Algumas das suas obras…




  A cabeça de Guilherme Santa-Rita
  (1912)
Almada Negreiros
• Teve um importante papel junto do publico
• Possui de uma personalidade excêntrica e
  original
• Para além de pintor foi também cenógrafo,
  bailarino, caricaturista, pintor e
  dinamizador, nomeadamente nas revistas
  Orpheu e Portugal Futurista- Poeta do
  Orpheu e Tudo
• Em 1919, não estando satisfeito com o
  ambiente cultural português, partiu para
  Paris, tendo assim a sua pintura regressado
  à ordem, dento do cubismo
Algumas das suas obras…




  A Maternidade de Almada Negreiros (1935)
Retrato de Fernando Pessoa de Almada Negreiros
(1964)
Segundo Modernismo
• Seguiu-se um Segundo Modernismo que ganhou
  estatuto como arte tutelada pelo Estado. As
  temáticas eram nacionalistas e ruralistas, as
  formas de representação eram meramente
  figurativa e as cores eram claras e calmas.




Pintura de Vieira da Silva
• A partir de 1940 os artistas começaram a emigrar e
  outros adquiriram o estatuto de “artista
  apolítico”, que lhes permitiu sobreviver e outros
  lutaram, para conhecer e acompanhar as novidades
  artísticas internacionais, num espírito de oposição á
  ditadura, estimulados pelo desejo de uma
  participação democrática na vida política e cultural
  portuguesa que abrangeu também na cultura e no
  cinema.
• Pelas diferentes linguagens plásticas e pelo espírito
  crítico nem sempre foram compreendidos pelo
  público.
EXPRESSIONISMO
•Passou da expressão da dor quotidiana
ao visionarismo.
•Passou da sátira contra a burguesia à
ternura e ao lirismo.
•Usando cores vivas e elementos
decorativos populares.
•A técnica académica é ainda utilizada.
Mário Eloy
• Passou por Paris e Berlim, onde expos ao lado de
  Braque, Picasso, Chagal, Kokoschka, entre outros
• Pintava com lápis, penas, tinta e óleo
• Nos seus trabalhos realçava a luz, a expressividade
  das cores e tons frios, como por exemplo azul ou
  verde
• As suas obras apresentavam um cuidado com o
  rigor construtivo no arranjo das formas e das figuras
• Foi o pintor mais importante do Expressionismo
  figurativo em Portugal
Algumas das suas obras…




  Auto-retrato de Mário Eloy (1936)
Bailarico de Mário Eloy (1936)
Neorrealismo
•Corrente artística de meados do século XX
•ideológico marcadamente de esquerda
•teve ramificações em várias formas de arte
•atingiu o seu expoente máximo no Cinema
neorrealista
•Em Portugal o neorrealismo marcou as
propostas de pintura de pendor social dos anos
30 e
•carácter social e de denúncia
Surrealismo
•foi um movimento artístico e literário
•inserido no contexto das vanguardas que
viriam a definir o modernismo
•Reúne artistas anteriormente ligados ao
Dadaismo
•dimensão internacional
•dos principais manifestos do movimento é o
Manifesto Surrealista de 1924
António Pedro
•Nasceu a 9 de Dezembro de
1909, na cidade da Praia, em
Cabo Verde.
•Frequentou a Faculdade de
Direito e de Letras de Lisboa
•Fundador e director do
jornal A Bandeira (Lisboa)
•Fundou a primeira galeria de
arte moderna em Lisboa
Algumas das suas obras…




      Intervenção romântica
Rapto na paisagem povoada
Mário Cesariny
•Natural de Lisboa
•Na Escola António Arroio conheceu
alguns dos seus futuros companheiros
surrealistas
•Forma o Grupo Surrealista Português
•Muitas obras incluem palavras
recortadas, conjugações de textos e
imagens, e outras formas experimentais
•Pinturas, colagens, ‘soprografias’, e
cadavres-exquis fazem parte da sua obra
plástica.
Algumas das suas obras…




        Jindra Neowi
Mandrágora
Escultura
• Na escultura permaneceu a sensibilidade
  oitocentista;
• Foi submetida às exigências da encomenda
  pública e às concessões ideológicas
  dominantes;
• Imposição de princípios básicos, como uma
  leitura visual fácil, uma certa estilização
  abstracta e monumentalidade.
• A aproximação ao modernismo fez-se a
  partir dos finais de 50 com o surrealismo, o
  Neorrealismo e o Abstraccionismo.
Francisco Franco

• Desenvolveu um forte
  sentido de
  monumentalidade e de
  volumetria, e seguiu o
  gosto nacional até aos
  anos 60 que o tornou
  escultor do regime.
Algumas das suas obras…




 Estátua Equestre de D. João IV, Vila Viçosa, 1938
Diogo de Macedo


• autor de esculturas de
  feição clássica e, mais
  tarde, historiador e
  crítico de arte.
Canto da Maya


• foi original devido á
  expressividade e
  sensibilidade com
  marcas da estética
  da arte Déco.
Leopoldo de Almeida

• cuja passagens por Itália
  influenciou algumas das suas
  figuras classizicizantes, mas a
  suas obras histórica e
  nacionalista foi o Padrão dos
  Descobrimentos.
Algumas das suas obras…




       D.Dinis, 1943
Salvador Barata-Feyo


• foi escultor mais
  perto do realismo
  simbólico, algo
  expressionista e
  rodinesco.
Algumas das suas obras…




      Garret, Lisboa,1945
Jorge Vieira
• Integrado no
  Abstraccionismo
  geométrico
• Recebeu
  influencias de
  Moore, Butler,
  Tatline, do
  Simbolismo e do
  Surrealismo
Algumas das suas obras…




   Maqueta para o Monumento ao Prisioneiro
   Politico Desconhecido de Jorge Vieira (1953)
Homem Sol, expo 98
Marcelino Vespeira

• Foi pintor e escultor surrealista
Algumas das suas obras…




   O Menino Imperativo de Marcelino
           Vespeira (1951)
ARQUITECTURA
•1905-1960 várias tendências artísticas paralelas,
sequenciais e complementares
•Uma delas foi a formulação da Casa Portuguesa publicada
em 1933 por Raul Lino
•Recuperação dos valores tradicionais
• O ambiente e terreno onde se encontravam atendiam às
exigências funcionais e a princípios usados livremente
•A cobertura possuía uma sanca com uma moldura
ornamental
•O alpendre enfatizava os valores formais da arquitectura
•Os vãos eram guarnecidos de cantaria
•Eram pintados ou de branco, ou com cores sendo também
utilizados os azulejos
•Outra das tendências foi a que seguiu os
esquemas académicos e ecléticos
•Centrava-se nas grandes cidades, Porto e Lisboa
•Eram construídos prédios e novos bairros para a
média burguesia
•A edificação era confiada a engenheiros ou a
mestres-de-obras
•Não tinha preocupações estéticas
•Eram usados materiais de qualidade, como o
ferro
•Os prédios tinham 6 andares e as fachadas eram
monótonas
Modernismo
•durante o Estado Novo
•preocupações em conjugar formas do
modernismo europeu com o nacionalismo
salazarista
•dificuldades económicas e financeiras, não
propiciaram os empreendimentos
arquitectónicos, normalmente dispendiosos
•o pouco que se construiu permaneceu
fechado à inovação e revela a persistência
dos esquemas arquitectónicos clássicos.
ARQUITECTURA NACIONAL
•Foi lançada pelo Estado Novo
•Baseada no ideário artístico e político que
António Ferro defendia
•Esta arquitectura utilizou as tecnologias da
arquitectura modernista
•Impunha um estilo único
•As suas formas eram monumentais,
simétricas, austeras e estáticas
•As fachadas eram decoradas com linhas Art
Déco, com baixos relevos no plano central da
fachada
Cassiano Branco
• Um dos maiores inventivos representantes
  da arquitectura na época
• Mudou a imagem de Lisboa,
  especialmente nas fachadas dos prédios,
  nos convidativos cafés e na modernidade
  dos cinemas Restauradores e Éden.
• Branco fez inúmeros projectos, alguns
  nunca materializados como por
  exemplo a urbanização para a Costa da
  Caparica, a ponte sobre o Tejo, entre
  outros
Algumas das suas obras…




  Projecto da Urbanização para a Costa da Caparica
Cristino da Silva
• Autor do projecto
  modernista do
  Capitólio, da Praça do
  Areeiro e do
  prolongamento da
  Avenida da Liberdade
• Tornou-se o “mentor
  estético da
  arquitectura oficial
  dos anos 40”.
Algumas das suas obras…




Praça do Areeiro de Cristino da Silva
Pardal Monteiro
• Arquitecturo-engenheiro que
  as suas obras harmonizou
  técnica e estética
• Destacava-se e era conhecido
  como “o precursor do
  Modernismo em Portugal”
• Foi autor do projecto da, em
  Lisboa
Algumas das suas obras…




 Projecto da Igreja de Nossa Senhora de Fátima
Carlos Ramos

• Autor do Pavilhão do
  Rádio no instituto de
  Oncologia em Lisboa
• Foi um teórico e
  representante da
  arquitectura
  modernista nacional.
Algumas das suas obras…




   Pavilhão do Rádio no instituto de Oncologia
                   em Lisboa
Jorge Segurado
• Criou o monumental Casa da Moeda




              Maqueta da Casa da
                   Moeda
CASO PRÁTICO
HCA   grupo D

HCA grupo D

  • 2.
    Introdução • As artesportuguesas da primeira metade do século XX, reflectindo as dificuldades estruturais do país, registaram grande desfasamento em relação á Europa; • Em 1912, um grupo de jovens artistas realizou o I Salão dos Humoristas;
  • 3.
    • Em 1915,realiza-se a I Exposição dos Humoristas e dos Modernistas, e a publicação da revista Orpheu, fundada por Fernando Pessoa (1888-1935), aos quais se juntaram Almada Negreiros e Santa-Rita, e outros. • A partir de 1933, o Estado Novo passou a controlar a produção intelectual sob o tríptico ideológico de “Deus, Pátria e Família”, criando uma arte nacionalista, que teve o seu palco na Exposição do Mundo Português, em 1940.
  • 4.
    • Nos anos50 a evolução cultural do mundo ocidental estimulou a intelectualidade portuguesa cuja vanguarda continuo, nos anos 60, a viver á margem do regime. • Em Portugal, só se pode falar de Modernismo a partir de 1915 para as artes plásticas e de 1925- 30 para a arquitectura, mas vivendo sempre paredes-meias com a arte nacionalista.
  • 5.
    • Em Portugal,só se pode falar de Modernismo a partir de 1915 para as artes plásticas e de 1925- 30 para a arquitectura, mas vivendo sempre paredes-meias com a arte nacionalista.
  • 6.
    Pintura Devido à permanênciado Naturalismo nesta época, as expressões modernistas manifestaram-se de diversas formas: • Através do modelo, o sentir simbolista e expressionista de António Carneiro; • Com a chamada Primeira Geração Modernista
  • 7.
    António Carneiro • Pintore poeta de “Solilóquios” (1936) • temática religiosa e mística • Gostava de utilizar sanguínea como material de pintura e era mais hábil a pintar paisagens e marinhas, sendo algumas monocromáticas Auto-retrato de António Carneiro
  • 8.
    Algumas das suasobras… Nocturno de Antonio Carneiro (1910)
  • 9.
  • 10.
    Primeira Geração Modernista Aesta geração pertenceram varios modernistas: • Eduardo Viana (1881-1967) • Amadeu de Souza-Cardoso (1887-1918) • Santa-Rita (1889-1918) • Almada Negreiros (1893-1970) • José Pacheko (1885-1934) • Cristiano Cruz (1892-1951)
  • 11.
    • Devido apolémica levantada por estas modernistas, surgiu uma agitação nos meios artísticos portugueses, o que deu origem a uma primeira renovação da pintura. • Do Naturalismo ao Expressionismo, deu-se um maior valor à tendência para simplificar a linha, valorizar mais as cores claras e contrastantes em desfavor da perspectiva, aproximando o A Ascensão do Quadro Verde, Amadeo fundo da figura de Souza Cardoso (1917)
  • 12.
    Eduardo Viana • Pintornaturalista, mas no inicio da sua carreira enveredou pelo protocubismo cezanniano em termos de forma • Em 1915, conheceu o Orfismo e os Delaunay, o que deu origem as suas obras inspiradas na plástica Eduardo Viana órfica
  • 13.
    Algumas das suasobras… Nu de Eduardo Viana (1926)
  • 14.
    A Revolta dasBonecas de Eduardo Viana (1916)
  • 15.
    Amadeo de Sousa-Cardoso •Caracterizou-se devido à sua facilidade em experimentar várias correntes como o Naturalismo, o Expressionismo e o Cubo-Futurismo Amadeo de Sousa-Cardoso
  • 16.
    • Participou emexposições em Paris, em Berlim e em Nova Iorque e teve contacto com grandes personalidades do mundo artistico como Picasso, Braque e o casal Delaunay • Teve maior destaque pelas suas máscaras, pelas naturezas-mortas, pelas paisagens e pelas violas • Foi também um inovador pelo uso de matérias (pasta de óleo, areias) Procissão do Corpus Christi de Amadeo Sousa-Cardoso
  • 17.
    Guilherme Santa-Rita • Conhecidocomo Santa-Rita Pintor • Pintor futurista que procurava a originalidade • Foi considerado “um tipo fantástico e insuportavelmente vaidoso” reflexo da sua complexa personalidade • Andou entre o desafio conceptual e a pintura futurista italiana • Foi um agitador de ideias, um inovador no campo estético e organizador da revista Portugal Futurista, em 1917
  • 18.
    Algumas das suasobras… A cabeça de Guilherme Santa-Rita (1912)
  • 19.
    Almada Negreiros • Teveum importante papel junto do publico • Possui de uma personalidade excêntrica e original • Para além de pintor foi também cenógrafo, bailarino, caricaturista, pintor e dinamizador, nomeadamente nas revistas Orpheu e Portugal Futurista- Poeta do Orpheu e Tudo • Em 1919, não estando satisfeito com o ambiente cultural português, partiu para Paris, tendo assim a sua pintura regressado à ordem, dento do cubismo
  • 20.
    Algumas das suasobras… A Maternidade de Almada Negreiros (1935)
  • 21.
    Retrato de FernandoPessoa de Almada Negreiros (1964)
  • 22.
    Segundo Modernismo • Seguiu-seum Segundo Modernismo que ganhou estatuto como arte tutelada pelo Estado. As temáticas eram nacionalistas e ruralistas, as formas de representação eram meramente figurativa e as cores eram claras e calmas. Pintura de Vieira da Silva
  • 23.
    • A partirde 1940 os artistas começaram a emigrar e outros adquiriram o estatuto de “artista apolítico”, que lhes permitiu sobreviver e outros lutaram, para conhecer e acompanhar as novidades artísticas internacionais, num espírito de oposição á ditadura, estimulados pelo desejo de uma participação democrática na vida política e cultural portuguesa que abrangeu também na cultura e no cinema. • Pelas diferentes linguagens plásticas e pelo espírito crítico nem sempre foram compreendidos pelo público.
  • 24.
    EXPRESSIONISMO •Passou da expressãoda dor quotidiana ao visionarismo. •Passou da sátira contra a burguesia à ternura e ao lirismo. •Usando cores vivas e elementos decorativos populares. •A técnica académica é ainda utilizada.
  • 25.
    Mário Eloy • Passoupor Paris e Berlim, onde expos ao lado de Braque, Picasso, Chagal, Kokoschka, entre outros • Pintava com lápis, penas, tinta e óleo • Nos seus trabalhos realçava a luz, a expressividade das cores e tons frios, como por exemplo azul ou verde • As suas obras apresentavam um cuidado com o rigor construtivo no arranjo das formas e das figuras • Foi o pintor mais importante do Expressionismo figurativo em Portugal
  • 26.
    Algumas das suasobras… Auto-retrato de Mário Eloy (1936)
  • 27.
  • 28.
    Neorrealismo •Corrente artística demeados do século XX •ideológico marcadamente de esquerda •teve ramificações em várias formas de arte •atingiu o seu expoente máximo no Cinema neorrealista •Em Portugal o neorrealismo marcou as propostas de pintura de pendor social dos anos 30 e •carácter social e de denúncia
  • 29.
    Surrealismo •foi um movimentoartístico e literário •inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo •Reúne artistas anteriormente ligados ao Dadaismo •dimensão internacional •dos principais manifestos do movimento é o Manifesto Surrealista de 1924
  • 30.
    António Pedro •Nasceu a9 de Dezembro de 1909, na cidade da Praia, em Cabo Verde. •Frequentou a Faculdade de Direito e de Letras de Lisboa •Fundador e director do jornal A Bandeira (Lisboa) •Fundou a primeira galeria de arte moderna em Lisboa
  • 31.
    Algumas das suasobras… Intervenção romântica
  • 32.
  • 33.
    Mário Cesariny •Natural deLisboa •Na Escola António Arroio conheceu alguns dos seus futuros companheiros surrealistas •Forma o Grupo Surrealista Português •Muitas obras incluem palavras recortadas, conjugações de textos e imagens, e outras formas experimentais •Pinturas, colagens, ‘soprografias’, e cadavres-exquis fazem parte da sua obra plástica.
  • 34.
    Algumas das suasobras… Jindra Neowi
  • 35.
  • 36.
    Escultura • Na esculturapermaneceu a sensibilidade oitocentista; • Foi submetida às exigências da encomenda pública e às concessões ideológicas dominantes; • Imposição de princípios básicos, como uma leitura visual fácil, uma certa estilização abstracta e monumentalidade. • A aproximação ao modernismo fez-se a partir dos finais de 50 com o surrealismo, o Neorrealismo e o Abstraccionismo.
  • 37.
    Francisco Franco • Desenvolveuum forte sentido de monumentalidade e de volumetria, e seguiu o gosto nacional até aos anos 60 que o tornou escultor do regime.
  • 38.
    Algumas das suasobras… Estátua Equestre de D. João IV, Vila Viçosa, 1938
  • 39.
    Diogo de Macedo •autor de esculturas de feição clássica e, mais tarde, historiador e crítico de arte.
  • 40.
    Canto da Maya •foi original devido á expressividade e sensibilidade com marcas da estética da arte Déco.
  • 41.
    Leopoldo de Almeida •cuja passagens por Itália influenciou algumas das suas figuras classizicizantes, mas a suas obras histórica e nacionalista foi o Padrão dos Descobrimentos.
  • 42.
    Algumas das suasobras… D.Dinis, 1943
  • 43.
    Salvador Barata-Feyo • foiescultor mais perto do realismo simbólico, algo expressionista e rodinesco.
  • 44.
    Algumas das suasobras… Garret, Lisboa,1945
  • 45.
    Jorge Vieira • Integradono Abstraccionismo geométrico • Recebeu influencias de Moore, Butler, Tatline, do Simbolismo e do Surrealismo
  • 46.
    Algumas das suasobras… Maqueta para o Monumento ao Prisioneiro Politico Desconhecido de Jorge Vieira (1953)
  • 47.
  • 48.
    Marcelino Vespeira • Foipintor e escultor surrealista
  • 49.
    Algumas das suasobras… O Menino Imperativo de Marcelino Vespeira (1951)
  • 50.
    ARQUITECTURA •1905-1960 várias tendênciasartísticas paralelas, sequenciais e complementares •Uma delas foi a formulação da Casa Portuguesa publicada em 1933 por Raul Lino •Recuperação dos valores tradicionais • O ambiente e terreno onde se encontravam atendiam às exigências funcionais e a princípios usados livremente •A cobertura possuía uma sanca com uma moldura ornamental •O alpendre enfatizava os valores formais da arquitectura •Os vãos eram guarnecidos de cantaria •Eram pintados ou de branco, ou com cores sendo também utilizados os azulejos
  • 51.
    •Outra das tendênciasfoi a que seguiu os esquemas académicos e ecléticos •Centrava-se nas grandes cidades, Porto e Lisboa •Eram construídos prédios e novos bairros para a média burguesia •A edificação era confiada a engenheiros ou a mestres-de-obras •Não tinha preocupações estéticas •Eram usados materiais de qualidade, como o ferro •Os prédios tinham 6 andares e as fachadas eram monótonas
  • 52.
    Modernismo •durante o EstadoNovo •preocupações em conjugar formas do modernismo europeu com o nacionalismo salazarista •dificuldades económicas e financeiras, não propiciaram os empreendimentos arquitectónicos, normalmente dispendiosos •o pouco que se construiu permaneceu fechado à inovação e revela a persistência dos esquemas arquitectónicos clássicos.
  • 53.
    ARQUITECTURA NACIONAL •Foi lançadapelo Estado Novo •Baseada no ideário artístico e político que António Ferro defendia •Esta arquitectura utilizou as tecnologias da arquitectura modernista •Impunha um estilo único •As suas formas eram monumentais, simétricas, austeras e estáticas •As fachadas eram decoradas com linhas Art Déco, com baixos relevos no plano central da fachada
  • 54.
    Cassiano Branco • Umdos maiores inventivos representantes da arquitectura na época • Mudou a imagem de Lisboa, especialmente nas fachadas dos prédios, nos convidativos cafés e na modernidade dos cinemas Restauradores e Éden. • Branco fez inúmeros projectos, alguns nunca materializados como por exemplo a urbanização para a Costa da Caparica, a ponte sobre o Tejo, entre outros
  • 55.
    Algumas das suasobras… Projecto da Urbanização para a Costa da Caparica
  • 56.
    Cristino da Silva •Autor do projecto modernista do Capitólio, da Praça do Areeiro e do prolongamento da Avenida da Liberdade • Tornou-se o “mentor estético da arquitectura oficial dos anos 40”.
  • 57.
    Algumas das suasobras… Praça do Areeiro de Cristino da Silva
  • 58.
    Pardal Monteiro • Arquitecturo-engenheiroque as suas obras harmonizou técnica e estética • Destacava-se e era conhecido como “o precursor do Modernismo em Portugal” • Foi autor do projecto da, em Lisboa
  • 59.
    Algumas das suasobras… Projecto da Igreja de Nossa Senhora de Fátima
  • 60.
    Carlos Ramos • Autordo Pavilhão do Rádio no instituto de Oncologia em Lisboa • Foi um teórico e representante da arquitectura modernista nacional.
  • 61.
    Algumas das suasobras… Pavilhão do Rádio no instituto de Oncologia em Lisboa
  • 62.
    Jorge Segurado • Criouo monumental Casa da Moeda Maqueta da Casa da Moeda
  • 63.