LUTO

       Liliana Lobato
       Psicóloga Clínica
       Departamento de Psiquiatria
       e Saúde Mental
       C.H.C.B.
LUTO

Luto
Dores emocionais e/ou perturbações que
surgem quando alguém sofre uma perda ou
existe um acontecimento de perda iminente
(luto antecipado).
As respostas as estas situações são formas
de adaptação a que chamamos luto.



                                    Liliana Lobato
LUTO
           4 FASES DO LUTO

O que acontece psicologicamente quando se verifica
                   uma perda?

     O sujeito atravessa um processo de luto,
     composto por uma série de alterações
       emocionais específicas, ou FASES




                                          Liliana Lobato
LUTO

Negação/Incredulidade


Raiva


 Preocupação/Depressão

Aceitação/Resolução


                         Liliana Lobato
LUTO

   Choque/Incredulidade


  Choque. O sujeito recusa-se a acreditar
na perda




                                     Liliana Lobato
LUTO

   Raiva

    O sujeito culpabiliza os outros pela sua
perda. Podem verificar-se sentimentos de
cólera, dirigidos normalmente aos médicos, a
Deus ou outro alvo responsável. (Ex.: O Dr.
devia ter mandado fazer análises mais cedo)



                                    Liliana Lobato
LUTO
   Preocupação/Depressão

  O sujeito entristece.
   Trata-se de uma fase intermédia que envolve
preocupação com a pessoa e/ou coisa perdida.
    Surgem sintomas como: choro incontrolável,
humor deprimido, evitamento social e outros
sintomas somáticos semelhantes aos da Depressão.
   Pode surgir a voz e/ou imagem da pessoa/coisa
perdida, mas não de forma alucinatória, mas sim na
forma “como se …”.

                                           Liliana Lobato
LUTO
   Aceitação/Resolução

   Aceitação do acontecimento. O sujeito resigna-se
e começa a aceitar a perda com o passar do tempo.
    Os sintomas atenuam-se e a         vida    começa
progressivamente a chegar ao normal.
   Podem decorrer vários meses até esta fase
começar e alguns mais até que esteja completa.
   Nos aniversários é comum haver recorrência do
luto.

                                              Liliana Lobato
LUTO
LUTO PATOLÓGICO (3 formas)

1   Luto Ausente e Luto Diferido

2   Luto Prolongado

3   Luto Excessivo




                                   Liliana Lobato
LUTO
1   Luto Ausente e Luto Diferido


    Quando não há sinais externos de luto, apesar da
ocorrência de um acontecimento com dimensão que o
justifique. Estamos perante um Luto Ausente.

    Quando o luto começa algumas semanas mais
tarde, dizemos que se trata de um Luto Diferido.




                                            Liliana Lobato
LUTO

2 Luto Prolongado

    Quando os sintomas persistem 6 a 12 meses
mais tarde.

   É de considerar uma perturbação depressiva.




                                         Liliana Lobato
LUTO
3 Luto Excessivo
      Intensidade   excessivamente   grave    dos
sintomas de luto.
Pode reflectir-se sobretudo em pessoas com
personalidade mais vulnerável ou mais próximas do
falecido.




                                          Liliana Lobato
LUTO
 LUTO E DEPRESSÃO


  A Depressão ocorre num terço das pessoas
em luto e em 20% dos casos é grave.
   Nem sempre é fácil decidir quando se
atravessa o limiar entre o Luto e a
Depressão.



                                  Liliana Lobato
LUTO
COMPARAÇÃO DEPRESSÃO/LUTO

    Ideação suicida
    - Comum na Depressão (comandada pelo humor
deprimido).

    - Transitória no Luto (comandada pelo desejo de
estar junto do/a falecido/a).




                                            Liliana Lobato
LUTO
    Culpabilização pela situação
        - Culpabilidade dirigida ao próprio, na
Depressão.
     - Culpabilidade dirigida aos outros e ao destino,
no Luto.

    Lentificação psicomotora
    - Verifica-se na Depressão.
    - Não se verifica no Luto.


                                              Liliana Lobato
LUTO
    Sintomatologia psicótica
     - Pode ocorrer em casos graves e é congruente
com o humor.
     - Não ocorre no Luto, embora se possa imaginar
ouvir/ver o falecido.

   Evolução dos sintomas
   - Persistente na Depressão (mais de 2 meses).
   - Flutuante no Luto (remitem em 2 meses).


                                            Liliana Lobato
LUTO
          PERDA DE UM DOS PAIS


    Fase de protesto
      A criança sente grande desejo de estar com o
progenitor falecido.


    Fase de desespero
        A criança experimenta falta de esperança,
retraimento e apatia.


                                          Liliana Lobato
LUTO

    Fase de distanciamento
     A criança abandona o apego emocional com o
progenitor falecido.
     A criança transfere a falta do progenitor para
um ou mais adultos.




                                            Liliana Lobato
LUTO
          PERDA DE UM FILHO

   Pode ser mais intensa;

     Podem    surgir   sentimentos   de   culpa    e
impotência;

   Choque, negação, raiva;

   Manifestações de pesar para toda a vida;

     50% dos casamentos onde morre um filho
culminam em divórcio.
                                           Liliana Lobato
LUTO
              TRATAMENTO DO LUTO
   Aconselhamento/apoio úteis no Luto Normal.

   Nota: neste caso não se fala em Perturbação; o Luto
deve ser considerado como um processo normal, embora
doloroso.

    Quando surgem sintomas       de Luto Patológico ou de
Perturbação Depressiva, pode     ser necessário persuadir a
pessoa de que o seu sofrimento   exige um plano terapêutico:
   - Antidepressivos e Benzodiazepinas )para problemas de
sono);
  - Terapia cognitivo-comportamental.
                                                 Liliana Lobato

Luto

  • 1.
    LUTO Liliana Lobato Psicóloga Clínica Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental C.H.C.B.
  • 2.
    LUTO Luto Dores emocionais e/ouperturbações que surgem quando alguém sofre uma perda ou existe um acontecimento de perda iminente (luto antecipado). As respostas as estas situações são formas de adaptação a que chamamos luto. Liliana Lobato
  • 3.
    LUTO 4 FASES DO LUTO O que acontece psicologicamente quando se verifica uma perda? O sujeito atravessa um processo de luto, composto por uma série de alterações emocionais específicas, ou FASES Liliana Lobato
  • 4.
  • 5.
    LUTO Choque/Incredulidade Choque. O sujeito recusa-se a acreditar na perda Liliana Lobato
  • 6.
    LUTO Raiva O sujeito culpabiliza os outros pela sua perda. Podem verificar-se sentimentos de cólera, dirigidos normalmente aos médicos, a Deus ou outro alvo responsável. (Ex.: O Dr. devia ter mandado fazer análises mais cedo) Liliana Lobato
  • 7.
    LUTO Preocupação/Depressão O sujeito entristece. Trata-se de uma fase intermédia que envolve preocupação com a pessoa e/ou coisa perdida. Surgem sintomas como: choro incontrolável, humor deprimido, evitamento social e outros sintomas somáticos semelhantes aos da Depressão. Pode surgir a voz e/ou imagem da pessoa/coisa perdida, mas não de forma alucinatória, mas sim na forma “como se …”. Liliana Lobato
  • 8.
    LUTO Aceitação/Resolução Aceitação do acontecimento. O sujeito resigna-se e começa a aceitar a perda com o passar do tempo. Os sintomas atenuam-se e a vida começa progressivamente a chegar ao normal. Podem decorrer vários meses até esta fase começar e alguns mais até que esteja completa. Nos aniversários é comum haver recorrência do luto. Liliana Lobato
  • 9.
    LUTO LUTO PATOLÓGICO (3formas) 1 Luto Ausente e Luto Diferido 2 Luto Prolongado 3 Luto Excessivo Liliana Lobato
  • 10.
    LUTO 1 Luto Ausente e Luto Diferido Quando não há sinais externos de luto, apesar da ocorrência de um acontecimento com dimensão que o justifique. Estamos perante um Luto Ausente. Quando o luto começa algumas semanas mais tarde, dizemos que se trata de um Luto Diferido. Liliana Lobato
  • 11.
    LUTO 2 Luto Prolongado Quando os sintomas persistem 6 a 12 meses mais tarde. É de considerar uma perturbação depressiva. Liliana Lobato
  • 12.
    LUTO 3 Luto Excessivo Intensidade excessivamente grave dos sintomas de luto. Pode reflectir-se sobretudo em pessoas com personalidade mais vulnerável ou mais próximas do falecido. Liliana Lobato
  • 13.
    LUTO LUTO EDEPRESSÃO A Depressão ocorre num terço das pessoas em luto e em 20% dos casos é grave. Nem sempre é fácil decidir quando se atravessa o limiar entre o Luto e a Depressão. Liliana Lobato
  • 14.
    LUTO COMPARAÇÃO DEPRESSÃO/LUTO Ideação suicida - Comum na Depressão (comandada pelo humor deprimido). - Transitória no Luto (comandada pelo desejo de estar junto do/a falecido/a). Liliana Lobato
  • 15.
    LUTO Culpabilização pela situação - Culpabilidade dirigida ao próprio, na Depressão. - Culpabilidade dirigida aos outros e ao destino, no Luto. Lentificação psicomotora - Verifica-se na Depressão. - Não se verifica no Luto. Liliana Lobato
  • 16.
    LUTO Sintomatologia psicótica - Pode ocorrer em casos graves e é congruente com o humor. - Não ocorre no Luto, embora se possa imaginar ouvir/ver o falecido. Evolução dos sintomas - Persistente na Depressão (mais de 2 meses). - Flutuante no Luto (remitem em 2 meses). Liliana Lobato
  • 17.
    LUTO PERDA DE UM DOS PAIS Fase de protesto A criança sente grande desejo de estar com o progenitor falecido. Fase de desespero A criança experimenta falta de esperança, retraimento e apatia. Liliana Lobato
  • 18.
    LUTO Fase de distanciamento A criança abandona o apego emocional com o progenitor falecido. A criança transfere a falta do progenitor para um ou mais adultos. Liliana Lobato
  • 19.
    LUTO PERDA DE UM FILHO Pode ser mais intensa; Podem surgir sentimentos de culpa e impotência; Choque, negação, raiva; Manifestações de pesar para toda a vida; 50% dos casamentos onde morre um filho culminam em divórcio. Liliana Lobato
  • 20.
    LUTO TRATAMENTO DO LUTO Aconselhamento/apoio úteis no Luto Normal. Nota: neste caso não se fala em Perturbação; o Luto deve ser considerado como um processo normal, embora doloroso. Quando surgem sintomas de Luto Patológico ou de Perturbação Depressiva, pode ser necessário persuadir a pessoa de que o seu sofrimento exige um plano terapêutico: - Antidepressivos e Benzodiazepinas )para problemas de sono); - Terapia cognitivo-comportamental. Liliana Lobato