GLOBALIZAÇÃO E DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO ( HELENA HIRATA)
Hirata: Quem é ela? Trajetória  Socióloga,  Brasileira nascida no Japão em 1946 e radicada na França desde 1971, é diretora de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), em Paris, co-diretora de estudos de gênero e relacionamentos sociais e professora da Universidade Paris VIII Livros recentes  Uma Nova Divisão do Trabalho  (2002) e  As Novas Fronteiras da Desigualdade - Homens e Mulheres no Mercado de Trabalho  (2003)
O texto aborda três questões importantes: As consequências da globalização sobre a divisão sexual do trabalho; As novas características do emprego feminino na crise; O debate francês sobre as alternativas institucionais e jurídicas a esta crise do emprego e do desenvolvimento do trabalho flexível e precário.
Para Fançois Chesnais  (diretor de um dos maiores grupos europeus) A globalização é “ a liberdade para o seu grupo de se implantar onde ele quiser, o tempo que ele quiser, para produzir o que ele quiser, comprando e vendendo onde ele quiser, e tendo que suportar o menor número de obrigações possíveis em matéria de direito do trabalho e de convenções sociais ”.
O processo da globalização se firma através de três questões: Da política neoliberal e suas conseqüências (privatização, sub-contratação, externalização da produção); Do desenvolvimento acelerado das tecnologias de informação e comunicação e a expansão das redes, tornando possível a circulação imediata das informações e dados de toda ordem e a financeirização da economia; E o desempenho dos organismos internacionais, regulando outros Estados-nação e nem sempre estando em harmonia com a regulação destes.
Precarização do trabalho, a partir de1990 No caso dos homens, o emprego regrediu ou se estagnou. No caso das mulheres, houve um aumento do emprego e do trabalho remunerado ao nível mundial. Isso se dá pelo fato de que as mulheres são menos protegidas pela legislação do trabalho  e organizações sociais .
Tendências da evolução do trabalho feminino: Trabalhadoras ditas de “baixa qualificação”, com baixos salários e sem reconhecimento nem valorização social + mulheres em “profissões executivas e intelectuais” (10% do trabalho feminino)  [1] ; Desenvolvimento do setor de serviços + novas profissões polarizadas em termos de gênero, classe e etnia (serviços pessoais, saúde e educação), que passou de 24% em 1982 para 34% em 1998 na França [1]  “ Uma das questões controversas é o fato de que um dos grupos usa o serviço do outro para ascender na escala profissional e ter uma carreira”. Hirata .
Conforme Hirata (2001 ) “ Se o forte desenvolvimento de tecnologias domésticas tendeu a facilitar essas tarefas, a divisão sexual do trabalho doméstico e a atribuição deste último às mulheres, em realidade, continuou intacta”.
Para fazer frente à flexibilidade do capital, Supiot destaca como fundamental: Estratégias de resistência :  Defesa dos sindicatos e juristas para que haja um status salarial estável e em prol de um contrato por tempo indeterminado; Estratégias de adaptação:  “Procuram preservar o status salarial estável, mas tentam assegurar o mínimo de proteção social para fazer face à flexibilidade”; Estratégias de adaptação ativa :  Fixação de novas regras e de um espace de negociação dessas regras, perante um novo modelo de relações de trabalho (flexibilizado).
Debate sobre o emprego desejável/conveniente: Para a organização Internacional do trabalho (OIT) -> contra as formas degradadas e precárias do trabalho; Análises sobre o futuro do trabalho -> “fim da organização dominante do trabalho sob a forma do emprego assalariado” Alternativas sobre o tipo de trabalho: movimentos sociais -> lutam por emprego de qualidade, pleno emprego, emprego de valor.
Dentre os movimentos sociais: Marcha Mundial das Mulheres e outros movimentos anti-globalização -> alternativas para a crise, a precariedade e a flexibilidade crescente do trabalho. Collectif National dês Droits des Femmes (CNDF) – Coletivo Nacional dos Direitos das mulheres – na França -> Contra o emprego em tempo parcial, trabalho precário e violência contra as mulheres.
 
Bibliografia consultada HIRATA, Helena – globalização e divisão sexual do trabalho In. Cadernos pagu (17/18) 2001/2: pp.139-156 http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT635911-1666,00.html
Grupo de pesquisa trabalho e maternidade no cotidiano de professoras do ensino superior Professora Virginia Coelho Alunas pesquisadoras: Lillyana  Camila Alvarenga Christiane Débora Bahia Lillyanna Rebecca Oliveira Junho, 2011

Globalização e divisão sexual do trabalho slides[1].ppt-

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    GLOBALIZAÇÃO E DIVISÃOSEXUAL DO TRABALHO ( HELENA HIRATA)
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    Hirata: Quem éela? Trajetória Socióloga, Brasileira nascida no Japão em 1946 e radicada na França desde 1971, é diretora de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), em Paris, co-diretora de estudos de gênero e relacionamentos sociais e professora da Universidade Paris VIII Livros recentes Uma Nova Divisão do Trabalho (2002) e As Novas Fronteiras da Desigualdade - Homens e Mulheres no Mercado de Trabalho (2003)
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    O texto abordatrês questões importantes: As consequências da globalização sobre a divisão sexual do trabalho; As novas características do emprego feminino na crise; O debate francês sobre as alternativas institucionais e jurídicas a esta crise do emprego e do desenvolvimento do trabalho flexível e precário.
  • 4.
    Para Fançois Chesnais (diretor de um dos maiores grupos europeus) A globalização é “ a liberdade para o seu grupo de se implantar onde ele quiser, o tempo que ele quiser, para produzir o que ele quiser, comprando e vendendo onde ele quiser, e tendo que suportar o menor número de obrigações possíveis em matéria de direito do trabalho e de convenções sociais ”.
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    O processo daglobalização se firma através de três questões: Da política neoliberal e suas conseqüências (privatização, sub-contratação, externalização da produção); Do desenvolvimento acelerado das tecnologias de informação e comunicação e a expansão das redes, tornando possível a circulação imediata das informações e dados de toda ordem e a financeirização da economia; E o desempenho dos organismos internacionais, regulando outros Estados-nação e nem sempre estando em harmonia com a regulação destes.
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    Precarização do trabalho,a partir de1990 No caso dos homens, o emprego regrediu ou se estagnou. No caso das mulheres, houve um aumento do emprego e do trabalho remunerado ao nível mundial. Isso se dá pelo fato de que as mulheres são menos protegidas pela legislação do trabalho e organizações sociais .
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    Tendências da evoluçãodo trabalho feminino: Trabalhadoras ditas de “baixa qualificação”, com baixos salários e sem reconhecimento nem valorização social + mulheres em “profissões executivas e intelectuais” (10% do trabalho feminino) [1] ; Desenvolvimento do setor de serviços + novas profissões polarizadas em termos de gênero, classe e etnia (serviços pessoais, saúde e educação), que passou de 24% em 1982 para 34% em 1998 na França [1] “ Uma das questões controversas é o fato de que um dos grupos usa o serviço do outro para ascender na escala profissional e ter uma carreira”. Hirata .
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    Conforme Hirata (2001) “ Se o forte desenvolvimento de tecnologias domésticas tendeu a facilitar essas tarefas, a divisão sexual do trabalho doméstico e a atribuição deste último às mulheres, em realidade, continuou intacta”.
  • 9.
    Para fazer frenteà flexibilidade do capital, Supiot destaca como fundamental: Estratégias de resistência : Defesa dos sindicatos e juristas para que haja um status salarial estável e em prol de um contrato por tempo indeterminado; Estratégias de adaptação: “Procuram preservar o status salarial estável, mas tentam assegurar o mínimo de proteção social para fazer face à flexibilidade”; Estratégias de adaptação ativa : Fixação de novas regras e de um espace de negociação dessas regras, perante um novo modelo de relações de trabalho (flexibilizado).
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    Debate sobre oemprego desejável/conveniente: Para a organização Internacional do trabalho (OIT) -> contra as formas degradadas e precárias do trabalho; Análises sobre o futuro do trabalho -> “fim da organização dominante do trabalho sob a forma do emprego assalariado” Alternativas sobre o tipo de trabalho: movimentos sociais -> lutam por emprego de qualidade, pleno emprego, emprego de valor.
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    Dentre os movimentossociais: Marcha Mundial das Mulheres e outros movimentos anti-globalização -> alternativas para a crise, a precariedade e a flexibilidade crescente do trabalho. Collectif National dês Droits des Femmes (CNDF) – Coletivo Nacional dos Direitos das mulheres – na França -> Contra o emprego em tempo parcial, trabalho precário e violência contra as mulheres.
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    Bibliografia consultada HIRATA,Helena – globalização e divisão sexual do trabalho In. Cadernos pagu (17/18) 2001/2: pp.139-156 http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT635911-1666,00.html
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    Grupo de pesquisatrabalho e maternidade no cotidiano de professoras do ensino superior Professora Virginia Coelho Alunas pesquisadoras: Lillyana Camila Alvarenga Christiane Débora Bahia Lillyanna Rebecca Oliveira Junho, 2011