FF-MULHERES
RESGATES AULAS: 1; 2; 3 E 4
23 de novembro de 2023
Aula 1 – 20/06
Enfrentar as desigualda-
des no mundo do trabalho:
uma tarefa central
Profas: Laís Abramo
Iêda Leal
■ Ementa: Apresentação do problema da desigualdade entre os
gêneros. Reconstruir o histórico de luta das mulheres,
relacionando a dimensão de gênero, raça e classe.
■ 2 Ideias Centrais:
■ 1. O mundo do trabalho no Brasil está marcado por
desigualdades estruturais, múltiplas e entrecruzadas
■ 2. É impossível avançar significativamente na conquista da
igualdade de gênero no mercado de trabalho (remunerado)
sem avançar simultaneamente na redução substantiva das
desigualdades no âmbito do trabalho doméstico e de cuidados
não remunerado
■ 1. A desigualdade social no Brasil é um fenômeno estrutural –
sustentada na:
 Cultura do privilégio: característica constitutiva da formação
histórica e social brasileira - O sexismo, o racismo e a
homofobia são elementos centrais da cultura do privilégio;
 Múltiplos eixos da desigualdade se entrecruzam e se
encadeiam ao longo do ciclo de vida;
 Trabalho: chave mestra da igualdade
 desigualdade social e da interseccionalidade: um diálogo
frutífero
2. A alta carga de trabalho doméstico
e de cuidados não remunerado
exercida pelas mulheres é uma forte
barreira à igualdade de gênero no
mercado de trabalho
# A pandemia, ao mesmo tempo
aprofundou essa situação e visibilizou
a importância essencial dos cuidados
# Reduzir significativamente as
desigualdades, nas suas múltiplas
dimensões, é uma tarefa urgente,
central e ineludível para retomar a
trilha de redução da pobreza e
garantir os direitos de toda a
população e as condições para um
desenvolvimento sustentável
& NÃO VOU MAIS LAVAR OS PRATOS
 Como transformar essa situação?
 cuidados como um bem público essencial e como um
direito;
 Reconhecer o valor econômico do trabalho doméstico e
de cuidados não remunerado
 Investir na economia do cuidado como um setor
dinamizador da economia e do emprego
 As políticas de cuidado devem ser um componente
central e transversal dos sistemas de proteção social –
papel do Estado
 renegociar e redefinir os papéis de gênero em todos
esses âmbitos
 Cuidar como responsabilidade e direito de homens e
mulheres
 Fortalecer o tema nas negociações coletivas
 Questionar o mito de que as mulheres são mais caras
que os homens
 Questionar não apenas a dicotomia homem provedor x
mulher cuidadora mas também a noção da mulher como
uma força de trabalho secundária
Aula 2 – 06/07
A perspectiva feminista
e as opressões de
gênero, raça/etnia,
geração e classe.
Profa. Nalu Faria.
■ Ementa: Apresentação dos conceitos de feminismo, relações
sociais de gênero, divisão social e sexual do trabalho,
patriarcado e misoginia. Evidenciar a construção social por
detrás desses conceitos
■ Síntese
■ sua fala foi organizada em duas partes. Na primeira,
perpassou os diversos conceitos da luta feminista. Na
segunda, buscou enfrentar dilemas e questões atuais na luta
das mulheres.
■ destacou que todos os conceitos, temas, são expressões da
luta e da reflexão da luta feminista, da luta das mulheres da
classe trabalhadora, embora recentemente, a academia
tenha dado contribuições importantes também neste terreno.
■ ponto de partida são os feminismos pré-modernos, com a
denúncia das desigualdades entre os gêneros nas
sociedades emergentes na Europa – século XIX - Primeira
onda da luta feminista – destaca a subordinação das
mulheres na sociedade capitalista. Segunda onda feminista, -
produz o conceito de patriarcado
■ O conceito de patriarcado nem sempre foi consensual no
campo do movimento feminista. No campo do feminismo
marxista, num primeiro momento o destaque se dava ao
conceito de divisão sexual do trabalho, como fundamento das
desigualdades entre gêneros. Consensuado na década de 80
Conceitos
# Todos estes conceitos foram
problematizados historicamente do
ponto de vista teórico e pela prática
das diversas mulheres pelo mundo,
em especial as mulheres negras e
indígenas, que foram alargando e
problematizando estes conceitos.
■ Misoginia – conceito importante das lutas feministas --
aversão, ódio construído historicamente pelas mais
diferentes sociedades ao longo dos séculos. – Usada
para reforçar a dominação masculina e controle da vida
das mulheres em todos os âmbitos e espaços da
sociedade. – Desqualificação, desumanização das
mulheres
■ divisão sexual do trabalho, forjado pelas feministas
marxistas – contraponto a teoria marxista, que teimava
em não reconhecer a divisão sexual do trabalho como
base material do patriarcado - trabalho no espaço
público - produtivo - o trabalho doméstico e de cuidados -
esfera privada da reprodução não eram reconhecidos -
fundamentais para a reprodução da força de trabalho -
necessários para o aumento da exploração de mais-valia.
■ A divisão sexual do trabalho - trabalhos produtivos
melhor remunerados, são destinados aos homens,
enquanto os mais precarizados às mulheres.
■ Conceito de gênero – ser homem e ser mulher -
construído socialmente e historicamente – destinando
papeis # entre homens e mulheres
Desafios da luta feminista:
# desconstruir estas imposições de gênero
na sociedade patriarcal. – Para Compreender
a sociedade brasileira é fundamental pensar
a imbricação entre gênero, classe e
colonialismo. Para isso, é fundamental
também compreender o processo de
escravidão e acumulação primitiva de capital
no Brasil, e sua relação com o patriarcado.
Aula 3 – 20/07
A participação das
mulheres nos sindicatos
e as estratégias frente
aos desafios
Profa. Marilane Teixeira
■ Objetivos
■ Apresentar de forma sistematizada o conteúdo de uma
pesquisa organizada pela FES envolvendo vários
países da ALC em Centrais Sindicais filiadas a CSA. No
Brasil a investigação concentrou-se na CUT e na UGT
em que se buscou:
■ 1) mapear a situação da participação das mulheres no
movimento sindical e o estado de incorporação da
perspectiva da justiça de gênero nas plataformas
sindicais;
■ 2) aportar uma interpretação aos obstáculos presentes
na realidade sindical para avançar na democratização,
bem como registrar as diversas estratégias das
mulheres na sua luta pela participação e
transformação das estruturas sindicais.
■ 3) Frente aos resultados da investigação a ideia é
refletir sobre os avanços e desafios para a
incorporação de uma agenda feminista na ação
sindical.
Questões
Orientadoras
Algumas
evidências:
■ 1) A importância do debate de cotas paridade para ampliação
da participação das mulheres nos espaços de poder;
■ 2) A incorporação de uma agenda feminista nas estratégias
das Centrais;
■ 3) A incorporação de jovens e mulheres negras nas direções
sindicais;
■ 4) O desafio de lidar com a jornada produtiva e reprodutiva e
seus impactos sobre a atuação das dirigentes sindicais.
■ Avanço das mulheres nestas últimas décadas:
■ Participação nos postos de direção
■ Na organização sindical
■ Ação sindical na luta por direitos
■ Esses avanços refletem:
■ Crescimento do feminismo e do movimento de mulheres – o
ascenso e a mobilização de vários outros movimentos tem um
impacto sobre as lutas sindicais, contribuindo para trazer para
dentro do movimento sindical uma nova agenda/novas demandas
■ Pressão sobre as instituições, partidos e governos (constituição
de leis de cota, punições para práticas discriminatórias)
Obstáculos
persistem
■ Persiste as desigualdades estruturais
■ Base material
■ Base cultural
■ No campo sindical a ausência de uma política sindical de
igualdade de gênero
■ Em 2012, de acordo com dados da CSI as mulheres
ocupavam menos de 15% dos postos de direção em seus
organizações e representavam 40% das filiações. A
campanha era para chegar em 2018 com mais 5%.
■ As responsabilidades familiares;
■ Discriminação e assédio dentro das organizações sindicais;
■ Estereótipos de gênero se reproduzem nos ambiente
sindical;
■ O movimento sindical reproduz a lógica de como o
mercado de trabalho está estruturado, considerando que
as mulheres estão nos setores mais precários e
desorganizados sindicalmente, exceto o setor público
■
A exclusão das
mulheres do
mundo sindical é
histórica
■ Desde a formação do capitalismo e a ascensão das
sociedades industriais que as mulheres são excluídas do
trabalho produtivo remunerado
■ As mulheres eram vistas como um obstáculo para os
homens porque aceitavam trabalhar por salários
menores, além de pressionarem a oferta de mão-de-obra
■ As mulheres travaram uma luta intensa pelo acesso ao
mercado de trabalho, salários iguais.
■ Os movimentos trabalhistas desqualificavam a atuação
das mulheres e suas reivindicações
■ A introdução de demandas feministas é relativamente
recente:
■ Em alguns países começou nos anos de 1960/70
■ Na América Latina foi no contexto da segunda onda do
feminismo
■ No Brasil ganha força com o novo sindicalismo em que
uma confluência de fatores contribui para o surgimento
de um movimento de mulheres por dentro da CUT e que
reflete as influências do feminismo e dos movimento de
mulheres nos bairros e nas comunidades.
Aula 4 – 03/08
O feminismo
negro e o racismo
estrutural.
Profa. Matilde
Ribeiro
■ Ementa: conceito de racismo, como o racismo se
estrutura no Brasil. Mulheres negras e as relações
de dominação.
■ Questões Orientadoras:
■ O racismo estrutural e seus impactos para a
formação social brasileira, em especial para as
mulheres negras. O papel do feminismo negro na
visibilidade das desigualdades e violências e na
construção de direitos.
■ Síntese
■ Constituição de espaços e políticas públicas
voltadas para as mulheres – somente a partir de
2003
■ Anos 90 – 1ª secretaria racial – Governo Brizola
com Abdias do Nascimento
■ contexto
■ Vulnerabilidade x mobilização das mulheres negras
■ Diversidade positiva ou negativa
Um pouco de
história
O que
precisamos?
■ Há 3 décadas as mulheres negras chutaram o balde no
processo político organizativo – movimento feminista
■ 1988 - 1º encontro nacional de mulheres negras em Valença-
RJ
■ O feminismo negro surge com a concepção de mundo –
mulheres como sujeitos
■ O movimento negro não aparece nas discussões sobre a
ditadura militar
■ As mulheres negras não se apartaram dos movimentos
feministas e racial
■ O antirracismo, o feminismo, a LGBTFOBIA tem seus
personagens, mas, mais importante é saber que para
superar é preciso se movimentar
■ “nós precisamos nos ouvir mais, ler, falar, visibilizar”
■ O que precisamos fazer para a igualdade racial?
 Valorização do SM; Minha Casa Minha Vida; Cotas; Leis, etc.
 Precisamos ainda, falar dos territórios – temos 6 mil
quilombos no Brasil – 52 no Ceará. - Na maioria dos
quilombos as mulheres são maioria.
 as mulheres têm lugar, seja nos territórios, categorias, etc.

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  • 1.
    FF-MULHERES RESGATES AULAS: 1;2; 3 E 4 23 de novembro de 2023
  • 2.
    Aula 1 –20/06 Enfrentar as desigualda- des no mundo do trabalho: uma tarefa central Profas: Laís Abramo Iêda Leal ■ Ementa: Apresentação do problema da desigualdade entre os gêneros. Reconstruir o histórico de luta das mulheres, relacionando a dimensão de gênero, raça e classe. ■ 2 Ideias Centrais: ■ 1. O mundo do trabalho no Brasil está marcado por desigualdades estruturais, múltiplas e entrecruzadas ■ 2. É impossível avançar significativamente na conquista da igualdade de gênero no mercado de trabalho (remunerado) sem avançar simultaneamente na redução substantiva das desigualdades no âmbito do trabalho doméstico e de cuidados não remunerado ■ 1. A desigualdade social no Brasil é um fenômeno estrutural – sustentada na:  Cultura do privilégio: característica constitutiva da formação histórica e social brasileira - O sexismo, o racismo e a homofobia são elementos centrais da cultura do privilégio;  Múltiplos eixos da desigualdade se entrecruzam e se encadeiam ao longo do ciclo de vida;  Trabalho: chave mestra da igualdade  desigualdade social e da interseccionalidade: um diálogo frutífero
  • 3.
    2. A altacarga de trabalho doméstico e de cuidados não remunerado exercida pelas mulheres é uma forte barreira à igualdade de gênero no mercado de trabalho # A pandemia, ao mesmo tempo aprofundou essa situação e visibilizou a importância essencial dos cuidados # Reduzir significativamente as desigualdades, nas suas múltiplas dimensões, é uma tarefa urgente, central e ineludível para retomar a trilha de redução da pobreza e garantir os direitos de toda a população e as condições para um desenvolvimento sustentável & NÃO VOU MAIS LAVAR OS PRATOS  Como transformar essa situação?  cuidados como um bem público essencial e como um direito;  Reconhecer o valor econômico do trabalho doméstico e de cuidados não remunerado  Investir na economia do cuidado como um setor dinamizador da economia e do emprego  As políticas de cuidado devem ser um componente central e transversal dos sistemas de proteção social – papel do Estado  renegociar e redefinir os papéis de gênero em todos esses âmbitos  Cuidar como responsabilidade e direito de homens e mulheres  Fortalecer o tema nas negociações coletivas  Questionar o mito de que as mulheres são mais caras que os homens  Questionar não apenas a dicotomia homem provedor x mulher cuidadora mas também a noção da mulher como uma força de trabalho secundária
  • 4.
    Aula 2 –06/07 A perspectiva feminista e as opressões de gênero, raça/etnia, geração e classe. Profa. Nalu Faria. ■ Ementa: Apresentação dos conceitos de feminismo, relações sociais de gênero, divisão social e sexual do trabalho, patriarcado e misoginia. Evidenciar a construção social por detrás desses conceitos ■ Síntese ■ sua fala foi organizada em duas partes. Na primeira, perpassou os diversos conceitos da luta feminista. Na segunda, buscou enfrentar dilemas e questões atuais na luta das mulheres. ■ destacou que todos os conceitos, temas, são expressões da luta e da reflexão da luta feminista, da luta das mulheres da classe trabalhadora, embora recentemente, a academia tenha dado contribuições importantes também neste terreno. ■ ponto de partida são os feminismos pré-modernos, com a denúncia das desigualdades entre os gêneros nas sociedades emergentes na Europa – século XIX - Primeira onda da luta feminista – destaca a subordinação das mulheres na sociedade capitalista. Segunda onda feminista, - produz o conceito de patriarcado ■ O conceito de patriarcado nem sempre foi consensual no campo do movimento feminista. No campo do feminismo marxista, num primeiro momento o destaque se dava ao conceito de divisão sexual do trabalho, como fundamento das desigualdades entre gêneros. Consensuado na década de 80
  • 5.
    Conceitos # Todos estesconceitos foram problematizados historicamente do ponto de vista teórico e pela prática das diversas mulheres pelo mundo, em especial as mulheres negras e indígenas, que foram alargando e problematizando estes conceitos. ■ Misoginia – conceito importante das lutas feministas -- aversão, ódio construído historicamente pelas mais diferentes sociedades ao longo dos séculos. – Usada para reforçar a dominação masculina e controle da vida das mulheres em todos os âmbitos e espaços da sociedade. – Desqualificação, desumanização das mulheres ■ divisão sexual do trabalho, forjado pelas feministas marxistas – contraponto a teoria marxista, que teimava em não reconhecer a divisão sexual do trabalho como base material do patriarcado - trabalho no espaço público - produtivo - o trabalho doméstico e de cuidados - esfera privada da reprodução não eram reconhecidos - fundamentais para a reprodução da força de trabalho - necessários para o aumento da exploração de mais-valia. ■ A divisão sexual do trabalho - trabalhos produtivos melhor remunerados, são destinados aos homens, enquanto os mais precarizados às mulheres. ■ Conceito de gênero – ser homem e ser mulher - construído socialmente e historicamente – destinando papeis # entre homens e mulheres Desafios da luta feminista: # desconstruir estas imposições de gênero na sociedade patriarcal. – Para Compreender a sociedade brasileira é fundamental pensar a imbricação entre gênero, classe e colonialismo. Para isso, é fundamental também compreender o processo de escravidão e acumulação primitiva de capital no Brasil, e sua relação com o patriarcado.
  • 6.
    Aula 3 –20/07 A participação das mulheres nos sindicatos e as estratégias frente aos desafios Profa. Marilane Teixeira ■ Objetivos ■ Apresentar de forma sistematizada o conteúdo de uma pesquisa organizada pela FES envolvendo vários países da ALC em Centrais Sindicais filiadas a CSA. No Brasil a investigação concentrou-se na CUT e na UGT em que se buscou: ■ 1) mapear a situação da participação das mulheres no movimento sindical e o estado de incorporação da perspectiva da justiça de gênero nas plataformas sindicais; ■ 2) aportar uma interpretação aos obstáculos presentes na realidade sindical para avançar na democratização, bem como registrar as diversas estratégias das mulheres na sua luta pela participação e transformação das estruturas sindicais. ■ 3) Frente aos resultados da investigação a ideia é refletir sobre os avanços e desafios para a incorporação de uma agenda feminista na ação sindical.
  • 7.
    Questões Orientadoras Algumas evidências: ■ 1) Aimportância do debate de cotas paridade para ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder; ■ 2) A incorporação de uma agenda feminista nas estratégias das Centrais; ■ 3) A incorporação de jovens e mulheres negras nas direções sindicais; ■ 4) O desafio de lidar com a jornada produtiva e reprodutiva e seus impactos sobre a atuação das dirigentes sindicais. ■ Avanço das mulheres nestas últimas décadas: ■ Participação nos postos de direção ■ Na organização sindical ■ Ação sindical na luta por direitos ■ Esses avanços refletem: ■ Crescimento do feminismo e do movimento de mulheres – o ascenso e a mobilização de vários outros movimentos tem um impacto sobre as lutas sindicais, contribuindo para trazer para dentro do movimento sindical uma nova agenda/novas demandas ■ Pressão sobre as instituições, partidos e governos (constituição de leis de cota, punições para práticas discriminatórias)
  • 8.
    Obstáculos persistem ■ Persiste asdesigualdades estruturais ■ Base material ■ Base cultural ■ No campo sindical a ausência de uma política sindical de igualdade de gênero ■ Em 2012, de acordo com dados da CSI as mulheres ocupavam menos de 15% dos postos de direção em seus organizações e representavam 40% das filiações. A campanha era para chegar em 2018 com mais 5%. ■ As responsabilidades familiares; ■ Discriminação e assédio dentro das organizações sindicais; ■ Estereótipos de gênero se reproduzem nos ambiente sindical; ■ O movimento sindical reproduz a lógica de como o mercado de trabalho está estruturado, considerando que as mulheres estão nos setores mais precários e desorganizados sindicalmente, exceto o setor público ■
  • 9.
    A exclusão das mulheresdo mundo sindical é histórica ■ Desde a formação do capitalismo e a ascensão das sociedades industriais que as mulheres são excluídas do trabalho produtivo remunerado ■ As mulheres eram vistas como um obstáculo para os homens porque aceitavam trabalhar por salários menores, além de pressionarem a oferta de mão-de-obra ■ As mulheres travaram uma luta intensa pelo acesso ao mercado de trabalho, salários iguais. ■ Os movimentos trabalhistas desqualificavam a atuação das mulheres e suas reivindicações ■ A introdução de demandas feministas é relativamente recente: ■ Em alguns países começou nos anos de 1960/70 ■ Na América Latina foi no contexto da segunda onda do feminismo ■ No Brasil ganha força com o novo sindicalismo em que uma confluência de fatores contribui para o surgimento de um movimento de mulheres por dentro da CUT e que reflete as influências do feminismo e dos movimento de mulheres nos bairros e nas comunidades.
  • 10.
    Aula 4 –03/08 O feminismo negro e o racismo estrutural. Profa. Matilde Ribeiro ■ Ementa: conceito de racismo, como o racismo se estrutura no Brasil. Mulheres negras e as relações de dominação. ■ Questões Orientadoras: ■ O racismo estrutural e seus impactos para a formação social brasileira, em especial para as mulheres negras. O papel do feminismo negro na visibilidade das desigualdades e violências e na construção de direitos. ■ Síntese ■ Constituição de espaços e políticas públicas voltadas para as mulheres – somente a partir de 2003 ■ Anos 90 – 1ª secretaria racial – Governo Brizola com Abdias do Nascimento ■ contexto ■ Vulnerabilidade x mobilização das mulheres negras ■ Diversidade positiva ou negativa
  • 11.
    Um pouco de história Oque precisamos? ■ Há 3 décadas as mulheres negras chutaram o balde no processo político organizativo – movimento feminista ■ 1988 - 1º encontro nacional de mulheres negras em Valença- RJ ■ O feminismo negro surge com a concepção de mundo – mulheres como sujeitos ■ O movimento negro não aparece nas discussões sobre a ditadura militar ■ As mulheres negras não se apartaram dos movimentos feministas e racial ■ O antirracismo, o feminismo, a LGBTFOBIA tem seus personagens, mas, mais importante é saber que para superar é preciso se movimentar ■ “nós precisamos nos ouvir mais, ler, falar, visibilizar” ■ O que precisamos fazer para a igualdade racial?  Valorização do SM; Minha Casa Minha Vida; Cotas; Leis, etc.  Precisamos ainda, falar dos territórios – temos 6 mil quilombos no Brasil – 52 no Ceará. - Na maioria dos quilombos as mulheres são maioria.  as mulheres têm lugar, seja nos territórios, categorias, etc.