Vacinas contra HPV

   Atualização
    Fábio Russomano
       IFF/Fiocruz
      29 jun 2012
Fábio Russomano

Possíveis conflitos de
interesses:

Responsável por serviço público de
Patologia Cervical (IFF/Fiocruz)
Colaborador do INCA
Responsável por clínica privada de
colposcopia
Questões
   Qual a eficácia?
   Qual a segurança?
   Que outros benefícios teremos em mulheres vacinadas?
   Será necessário reforço?
   Qual a diferença dos dois produtos?
   Vale a pena vacinar meninos?
   Vale a pena vacinar quem já teve contato com HPV ou
    mulheres mais maduras?
   É possível vacinar junto com outras vacinas?
   É possível aplicar menos doses?
   Será possível continuar a rastrear com citologia?
   Quais as recomendações vigentes?
   Podemos esperar redução da incidência do câncer cervical?
   Qual a perspectiva de implantação no SUS?
Eficácia na redução
      Redução de incidência de NIC 2+ = 96%
      do risco de NIC evidência de infecção
      em mulheres sem 2+
                prévia e que tomaram as 3 doses




Lu, 2011. Efficacy and Safety of Prophylactic Vaccines against
Cervical HPV Infection and Diseases among Women: A
Systematic Review & Meta-Analysis.
Redução de incidência de NIC 2+ = 66%
         em mulheres que tinham evidência de
        infecção prévia e/ou não tomaram as 3
                        doses



Lu, 2011. Efficacy and Safety of Prophylactic Vaccines against
Cervical HPV Infection and Diseases among Women: A
Systematic Review & Meta-Analysis.
Lehtinen M, Paavonen J, Wheeler CM et al. 2012. Overall
efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3
or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study
analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet
Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
Lehtinen M, Paavonen J, Wheeler CM et al. 2012. Overall
efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3
or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study
analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet
Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
Wheeler, 2012. Cross-protective efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted
vaccine against cervical infection and precancer caused by non-vaccine
oncogenic HPV types: 4-year end-of-study analysis of the randomised,
double-blind PATRICIA trial. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):100-10.
Segurança




Lu, 2011. Efficacy and Safety of Prophylactic Vaccines against
Cervical HPV Infection and Diseases among Women: A
Systematic Review & Meta-Analysis.
Lehtinen M, Paavonen J, Wheeler CM et al. 2012.. Overall
efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3
or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study
analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet
Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
Lehtinen M, Paavonen J, Wheeler CM et al. 2012.. Overall
efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3
or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study
analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet
Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
100%




                                                             56%
                                                                   4%




Parkin, 2006. The global health burden of infection-associated
cancers in the year 2002
Eficácia:
Duração da Proteção
Duração do efeito protetor


                                                             Fase II
                                                         290 americanas




                Nov98-Jan04                          Seguimento extendido



Rowhani-Rahbar, 2009 - LONG-TERM EFFICACY OF A
PROPHYLACTIC HUMAN PAPILLOMAVIRUS TYPE 16 VACCINE.
15th IPV Abstract O-01.03.
Head to head
• A vacina de HPV 16/18
mostrou maior
imunogenicidade do que a
de 6/11/16/18 em
mulheres 18-45 anos e em
24 meses de seguimento
• Ambas mostraram-se
seguras de forma
semelhante
• Se há diferença de
eficácia clínica, somente
será possível observar em
estudos de mais longo
prazo.

   Einstein, 2011. Comparative immunogenicity
     and safety of human papillomavirus (HPV)-
   16/18 vaccine and HPV-6/11/16/18 vaccine:
    follow-up from months 12-24 in a Phase III
 randomized study of healthy women aged 18-
                                     45 years.
         Hum Vaccin. 2011 Dec;7(12):1343-58.
Head to head

• A vacinação com ambos
produtos oferece
proteção cruzada em
baixos níveis
• Mais estudos são
necessários para
demonstrar efeito
protetor contra lesões
causadas por tipos
oncogênicos não vacinais.



   Einstein, 2011. Comparative immunogenicity
     and safety of human papillomavirus (HPV)-
   16/18 vaccine and HPV-6/11/16/18 vaccine:
    follow-up from months 12-24 in a Phase III
 randomized study of healthy women aged 18-
                                     45 years.
         Hum Vaccin. 2011 Dec;7(12):1343-58.
Qual vacina prescrever?



        Prevenção de câncer?
 Prevenção de câncer e condilomatose?
               Custo?
Vale a pena vacinar meninos?




    Incidência de condilomas em homens                  Incidência de condilomas em mulheres
                 Vacinando mulheres apenas
                 Vacinando homens e mulheres



Elbasha EH, Dasbach EJ. 2010. Impact of vaccinating boys and men
against HPV in the United States. Vaccine. 2010 Oct 4;28(42):6858-67.
Vale a pena vacinar meninos?



    Incidência de câncer de cabeça e                        Incidência de câncer de cabeça e
           pescoço em homens                                      pescoço em mulheres

                 Vacinando mulheres apenas
                 Vacinando homens e mulheres




Elbasha EH, Dasbach EJ. 2010. Impact of vaccinating boys and men
against HPV in the United States. Vaccine. 2010 Oct 4;28(42):6858-67.
Eficácia em 24-45 anos




Castellsagué X, 2011. End-of-study safety, immunogenicity, and efficacy of
quadrivalent HPV (types 6, 11, 16, 18) recombinant vaccine in adult women
24-45 years of age. Br J Cancer. 2011 Jun 28;105(1):28-37.
Coadministração de vacinas




Pedersen, 2012. Randomized trial: immunogenicity and safety of
coadministered human papillomavirus-16/18 AS04-adjuvanted vaccine and
combined hepatitis A and B vaccine in girls. J Adolesc Health. 2012
Jan;50(1):38-46.
Kreimer, 2011. Proof-of-principle evaluation of the efficacy of fewer than
three doses of a bivalent HPV16/18 vaccine. J Natl Cancer Inst. 2011 Oct
5;103(19):1444-51.
Romanowski, 2011. Immunogenicity and safety of the HPV-16/18 AS04-
adjuvanted vaccine administered as a 2-dose schedule compared with the
licensed 3-dose schedule: results from a randomized study. Hum Vaccin.
2011 Dec;7(12):1374-86.
Perspectivas do rastreio citológico
    em populações vacinadas
      Cenário esperado:
       Menor prevalência de câncer e seus precursores
       Perspectiva de menor Valor Preditivo Positivo
            Questões quantitativas: menos lesões
            Questões qualitativas (afetam apenas a citologia)
                    Possível receio de perder casos dentre os duvidosos
                    Menor experiência de pequenos laboratórios




Franco EL, Cuzick J, 2008. Cervical cancer screening following
prophylactic human papillomavirus vaccination.
Bosch FX, 2008. HPV and cervical cancer: screening or vaccination?
Incorporando a vacinação
em programas de rastreio
 Manter/aperfeiçoar rastreio
   Considerar testagem de HPV e triagem apropriada a
    intervalos maiores (5 anos)
Faixa etária recomendada
9   10   11   12   13      26 anos
Vacinas contra HPV – Incidência de câncer de
 HPV Vaccines – A Global View of Public Sector Funding Decisions



          disponibilidade e custeio  colo do útero


                              Cayman Is.




Legend:

      Public Sector Funding

      No public funding




                                                         Last reviewed January 12, 2009

                                                                                          6
O sucesso da vacinação contra HPV é uma
  questão de cobertura
      Focar em melhorar a cobertura em meninas antes do
       início da atividade sexual
      Preocupação com vacinação em locais em que a
       incidência do câncer é mais alta devido à falta de
       acesso ao rastreio das lesões precursoras
      Buscar:
          Menor custo
          Menor dependência da cadeia de frio
          Dose única
      Ignorar questões sobre qual é o produto mais custo-
        efetivo, vacinação de meninos ou adultas
Schiffman M, Wacholder S., 2012. Success of HPV vaccination is now a
matter of coverage. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):10-2.
http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivo
      s/Livro_DARAO_utero.pdf.
 Dificuldades de adesão ao esquema vacinal apontam
    para efetividade menor do que aquela observada nos
    ensaios clínicos.
   A vacinação não exclui a necessidade do rastreio e
    causa impacto significativo no custo do sistema de
    saúde sem correspondente economia para as ações de
    rastreamento.
   A redução da prevalência de lesões intraepiteliais
    cervicais aponta para necessidade de utilização de
    testes mais sensíveis e específicos para o rastreio de
    populações vacinadas.
   As desigualdades existentes de acesso ao rastreio
    poderão ser perpetuadas no acesso as vacinas.
   Espera-se um impacto da vacinação na redução do
    câncer em 30-40 anos.
   O grupo concluiu que a incorporação da vacina contra
    HPV na realidade atual não é factível, pois levaria à
    inviabilidade do equilíbrio no financiamento do SUS.

          http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Livro_
                      DARAO_utero.pdf.
Uma cobertura de vacinação é considerada eficiente quando
         atinge 80% do público-alvo.


… poderá ter uma boa relação entre custo e eficácia.

                                            O maior obstáculo é o
   (Nos EUA) Em 2009, a cobertura           alto custo… o dinheiro é
   para as três doses … estava em 26%.      finito. E (o governo) é
   … é difícil vacinar adolescentes.        obrigado a fazer
                                            escolhas.
Preço anual da vacina contra Hepatite B. PAHO’s
Revolving Fund, 1995–2006 (PAHO Revolving Fund,
                 Fevereiro 2008).
Impacto orçamentário da incorporação da
   vacina contra HPV no Brasil




Novaes H, 2011. Câncer de colo de útero: a vacina para prevenção do HPV
e o desafio para a melhoria da qualidade do rastreamento no Brasil.
Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde, 2011, 17: 1-14.
O que deve ser considerado para a
   incorporação da vacina contra HPV no Brasil

   • Custo-efetividade
   • Qualidade do rastreamento
   • Cuidados com a prevenção de DST
   • Diferenças regionais
   • Restrições orçamentárias do PNI
   • Oferecer a tecnologia para uma efetividade
   máxima

Novaes H, 2011. Câncer de colo de útero: a vacina para prevenção do HPV
e o desafio para a melhoria da qualidade do rastreamento no Brasil.
Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde, 2011, 17: 1-14.
Grato pela atenção!
fabio@iff.fiocruz.br

Fábio russomano -_vacinas_contra_hpv_-_jun2012

  • 1.
    Vacinas contra HPV Atualização Fábio Russomano IFF/Fiocruz 29 jun 2012
  • 2.
    Fábio Russomano Possíveis conflitosde interesses: Responsável por serviço público de Patologia Cervical (IFF/Fiocruz) Colaborador do INCA Responsável por clínica privada de colposcopia
  • 3.
    Questões  Qual a eficácia?  Qual a segurança?  Que outros benefícios teremos em mulheres vacinadas?  Será necessário reforço?  Qual a diferença dos dois produtos?  Vale a pena vacinar meninos?  Vale a pena vacinar quem já teve contato com HPV ou mulheres mais maduras?  É possível vacinar junto com outras vacinas?  É possível aplicar menos doses?  Será possível continuar a rastrear com citologia?  Quais as recomendações vigentes?  Podemos esperar redução da incidência do câncer cervical?  Qual a perspectiva de implantação no SUS?
  • 4.
    Eficácia na redução Redução de incidência de NIC 2+ = 96% do risco de NIC evidência de infecção em mulheres sem 2+ prévia e que tomaram as 3 doses Lu, 2011. Efficacy and Safety of Prophylactic Vaccines against Cervical HPV Infection and Diseases among Women: A Systematic Review & Meta-Analysis.
  • 5.
    Redução de incidênciade NIC 2+ = 66% em mulheres que tinham evidência de infecção prévia e/ou não tomaram as 3 doses Lu, 2011. Efficacy and Safety of Prophylactic Vaccines against Cervical HPV Infection and Diseases among Women: A Systematic Review & Meta-Analysis.
  • 6.
    Lehtinen M, PaavonenJ, Wheeler CM et al. 2012. Overall efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3 or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
  • 7.
    Lehtinen M, PaavonenJ, Wheeler CM et al. 2012. Overall efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3 or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
  • 8.
    Wheeler, 2012. Cross-protectiveefficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against cervical infection and precancer caused by non-vaccine oncogenic HPV types: 4-year end-of-study analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):100-10.
  • 9.
    Segurança Lu, 2011. Efficacyand Safety of Prophylactic Vaccines against Cervical HPV Infection and Diseases among Women: A Systematic Review & Meta-Analysis.
  • 10.
    Lehtinen M, PaavonenJ, Wheeler CM et al. 2012.. Overall efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3 or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
  • 11.
    Lehtinen M, PaavonenJ, Wheeler CM et al. 2012.. Overall efficacy of HPV-16/18 AS04-adjuvanted vaccine against grade 3 or greater cervical intraepithelial neoplasia: 4-year end-of-study analysis of the randomised, double-blind PATRICIA trial. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):89-99..
  • 12.
    100% 56% 4% Parkin, 2006. The global health burden of infection-associated cancers in the year 2002
  • 13.
  • 14.
    Duração do efeitoprotetor Fase II 290 americanas Nov98-Jan04 Seguimento extendido Rowhani-Rahbar, 2009 - LONG-TERM EFFICACY OF A PROPHYLACTIC HUMAN PAPILLOMAVIRUS TYPE 16 VACCINE. 15th IPV Abstract O-01.03.
  • 15.
    Head to head •A vacina de HPV 16/18 mostrou maior imunogenicidade do que a de 6/11/16/18 em mulheres 18-45 anos e em 24 meses de seguimento • Ambas mostraram-se seguras de forma semelhante • Se há diferença de eficácia clínica, somente será possível observar em estudos de mais longo prazo. Einstein, 2011. Comparative immunogenicity and safety of human papillomavirus (HPV)- 16/18 vaccine and HPV-6/11/16/18 vaccine: follow-up from months 12-24 in a Phase III randomized study of healthy women aged 18- 45 years. Hum Vaccin. 2011 Dec;7(12):1343-58.
  • 16.
    Head to head •A vacinação com ambos produtos oferece proteção cruzada em baixos níveis • Mais estudos são necessários para demonstrar efeito protetor contra lesões causadas por tipos oncogênicos não vacinais. Einstein, 2011. Comparative immunogenicity and safety of human papillomavirus (HPV)- 16/18 vaccine and HPV-6/11/16/18 vaccine: follow-up from months 12-24 in a Phase III randomized study of healthy women aged 18- 45 years. Hum Vaccin. 2011 Dec;7(12):1343-58.
  • 17.
    Qual vacina prescrever? Prevenção de câncer? Prevenção de câncer e condilomatose? Custo?
  • 18.
    Vale a penavacinar meninos? Incidência de condilomas em homens Incidência de condilomas em mulheres Vacinando mulheres apenas Vacinando homens e mulheres Elbasha EH, Dasbach EJ. 2010. Impact of vaccinating boys and men against HPV in the United States. Vaccine. 2010 Oct 4;28(42):6858-67.
  • 19.
    Vale a penavacinar meninos? Incidência de câncer de cabeça e Incidência de câncer de cabeça e pescoço em homens pescoço em mulheres Vacinando mulheres apenas Vacinando homens e mulheres Elbasha EH, Dasbach EJ. 2010. Impact of vaccinating boys and men against HPV in the United States. Vaccine. 2010 Oct 4;28(42):6858-67.
  • 20.
    Eficácia em 24-45anos Castellsagué X, 2011. End-of-study safety, immunogenicity, and efficacy of quadrivalent HPV (types 6, 11, 16, 18) recombinant vaccine in adult women 24-45 years of age. Br J Cancer. 2011 Jun 28;105(1):28-37.
  • 21.
    Coadministração de vacinas Pedersen,2012. Randomized trial: immunogenicity and safety of coadministered human papillomavirus-16/18 AS04-adjuvanted vaccine and combined hepatitis A and B vaccine in girls. J Adolesc Health. 2012 Jan;50(1):38-46.
  • 22.
    Kreimer, 2011. Proof-of-principleevaluation of the efficacy of fewer than three doses of a bivalent HPV16/18 vaccine. J Natl Cancer Inst. 2011 Oct 5;103(19):1444-51.
  • 23.
    Romanowski, 2011. Immunogenicityand safety of the HPV-16/18 AS04- adjuvanted vaccine administered as a 2-dose schedule compared with the licensed 3-dose schedule: results from a randomized study. Hum Vaccin. 2011 Dec;7(12):1374-86.
  • 24.
    Perspectivas do rastreiocitológico em populações vacinadas Cenário esperado:  Menor prevalência de câncer e seus precursores  Perspectiva de menor Valor Preditivo Positivo  Questões quantitativas: menos lesões  Questões qualitativas (afetam apenas a citologia)  Possível receio de perder casos dentre os duvidosos  Menor experiência de pequenos laboratórios Franco EL, Cuzick J, 2008. Cervical cancer screening following prophylactic human papillomavirus vaccination. Bosch FX, 2008. HPV and cervical cancer: screening or vaccination?
  • 25.
    Incorporando a vacinação emprogramas de rastreio  Manter/aperfeiçoar rastreio  Considerar testagem de HPV e triagem apropriada a intervalos maiores (5 anos)
  • 26.
    Faixa etária recomendada 9 10 11 12 13 26 anos
  • 27.
    Vacinas contra HPV– Incidência de câncer de HPV Vaccines – A Global View of Public Sector Funding Decisions disponibilidade e custeio colo do útero Cayman Is. Legend: Public Sector Funding No public funding Last reviewed January 12, 2009 6
  • 28.
    O sucesso davacinação contra HPV é uma questão de cobertura  Focar em melhorar a cobertura em meninas antes do início da atividade sexual  Preocupação com vacinação em locais em que a incidência do câncer é mais alta devido à falta de acesso ao rastreio das lesões precursoras  Buscar:  Menor custo  Menor dependência da cadeia de frio  Dose única  Ignorar questões sobre qual é o produto mais custo- efetivo, vacinação de meninos ou adultas Schiffman M, Wacholder S., 2012. Success of HPV vaccination is now a matter of coverage. Lancet Oncol. 2012 Jan;13(1):10-2.
  • 29.
    http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivo s/Livro_DARAO_utero.pdf.
  • 30.
     Dificuldades deadesão ao esquema vacinal apontam para efetividade menor do que aquela observada nos ensaios clínicos.  A vacinação não exclui a necessidade do rastreio e causa impacto significativo no custo do sistema de saúde sem correspondente economia para as ações de rastreamento.  A redução da prevalência de lesões intraepiteliais cervicais aponta para necessidade de utilização de testes mais sensíveis e específicos para o rastreio de populações vacinadas.  As desigualdades existentes de acesso ao rastreio poderão ser perpetuadas no acesso as vacinas.  Espera-se um impacto da vacinação na redução do câncer em 30-40 anos.  O grupo concluiu que a incorporação da vacina contra HPV na realidade atual não é factível, pois levaria à inviabilidade do equilíbrio no financiamento do SUS. http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Livro_ DARAO_utero.pdf.
  • 31.
    Uma cobertura devacinação é considerada eficiente quando atinge 80% do público-alvo. … poderá ter uma boa relação entre custo e eficácia. O maior obstáculo é o (Nos EUA) Em 2009, a cobertura alto custo… o dinheiro é para as três doses … estava em 26%. finito. E (o governo) é … é difícil vacinar adolescentes. obrigado a fazer escolhas.
  • 32.
    Preço anual davacina contra Hepatite B. PAHO’s Revolving Fund, 1995–2006 (PAHO Revolving Fund, Fevereiro 2008).
  • 33.
    Impacto orçamentário daincorporação da vacina contra HPV no Brasil Novaes H, 2011. Câncer de colo de útero: a vacina para prevenção do HPV e o desafio para a melhoria da qualidade do rastreamento no Brasil. Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde, 2011, 17: 1-14.
  • 34.
    O que deveser considerado para a incorporação da vacina contra HPV no Brasil • Custo-efetividade • Qualidade do rastreamento • Cuidados com a prevenção de DST • Diferenças regionais • Restrições orçamentárias do PNI • Oferecer a tecnologia para uma efetividade máxima Novaes H, 2011. Câncer de colo de útero: a vacina para prevenção do HPV e o desafio para a melhoria da qualidade do rastreamento no Brasil. Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde, 2011, 17: 1-14.
  • 36.