Segurança Alimentar e Nutricional
no Agronegócio
ENVOLVIDOS
DISCENTE
ISABEL CRISTINA SANTOS DE SOUZA
DOCENTE
NADJANE DAMASCENO
O que é o agronegócio?
É a junção de inúmeras atividades que envolvem de forma direta ou indireta, toda a cadeia produtiva
agrícola ou pecuária.
Que agronegócio é esse que falamos?
É o setor da economia que envolve uma cadeia de atividades que inclui a própria produção agrícola, a
demanda por adubos e fertilizantes, o desenvolvimento de maquinários agrícolas, a industrialização de
produtos do campo e o desenvolvimento de tecnologias para dinamizar todas essas atividades.
O agronegócio brasileiro é um dos mais representativos do
mundo, sobretudo no que diz respeito à dinâmica de
exportações.
Dos setores do agronegócio, o agroalimentar se destaca, mundialmente, como um dos mais
estruturados.
O sistema agroalimentar, registrado nas últimas décadas do século XX e primeiras do século XXI,
aprofunda ainda mais o padrão de ocupação e controle do território historicamente construído pela
promoção e ação do Estado na difusão do modelo de concentração de terras gerando latifúndios
(REFORMA AGRÁRIA E MONOCULTURA).
Esse modelo de produção agrícola amplamente alardeado como solução para o problema da fome no
mundo tem se mostrado como percussor da insegurança alimentar, uma vez que contribui para a
extinção das pequenas produções agrícolas responsáveis pela diversa produção de alimentos
(AGRICULTURA FAMILIAR).
Latifúndio e agronegócio
O latifúndio carrega em si a imagem da exploração, do trabalho escravo, da extrema concentração da
terra, do coronelismo, do clientelismo, do atraso político e econômico, está associado com terra que
não produz, que pode ser utilizada para reforma agrária.
A agricultura capitalista ou agricultura patronal ou agricultura empresarial ou agronegócio, qualquer
que seja o eufemismo utilizado, não pode esconder o que está na sua raiz, na sua lógica: a
concentração e a exploração.
O agronegócio é um novo tipo de latifúndio e ainda mais amplo, agora não concentra e domina
apenas a terra, mas também a tecnologia de produção e as políticas de desenvolvimento.
Agronegócio e Agricultura Familiar
A agricultura camponesa/familiar é responsável por mais da metade da produção do campo com
exceção da soja, cana e laranja, não aparece como grande produtor e fica no prejuízo. Com essa
estratégia, o agronegócio é privilegiado com a maior fatia do crédito agrícola.
Ela não é adepta do produtivismo, ou seja produzir uma única cultura e com exclusividade para o
mercado e nem se utiliza predominantemente de insumos externos, seu potencial de produção de
alimentos está na diversidade, no uso múltiplo dos recursos naturais.
É intensamente explorada por meio da renda capitalizada da terra, ficando somente com uma
pequena parte da riqueza que produz, a maior parte é apropriada pelas empresas que atuam no
mercado.
No Brasil, a Via Campesina é composta pelo (MST) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra,
(MPA) Movimento dos Pequenos Agricultores, (MAB) Movimento dos Atingidos por Barragens e pelo
(MMC) Movimento de Mulheres Camponesas.
Impacto Mundial
A população mundial, hoje na casa dos 7 bilhões de habitantes, deve atingir valor próximo a 10 bilhões
em 2050. Seriam cerca de 3 bilhões de pessoas a mais para alimentar, em uma área de expansão agrícola
bastante limitada, além das responsabilidades ambientes, praticamente não há área de expansão
agrícola no mundo.
Portanto, o aumento da produção de alimento deverá vir do aumento de produtividade das fazendas,
onde 90% destas no mundo são familiares e são responsáveis por mais de 80% da produção de comida
do planeta. Em outras palavras, a segurança alimentar terá foco na produtividade do campo e também
das agriculturas familiares. Logo, essa oferta alimentar e de sustentabilidade passa pelas discussões
relacionadas ao crescimento populacional e renda
Vantagens do Agronegócio
 Ponto positivo na economia Brasileira;
 Grande aumento na produtividade de alimentos;
 Expansão da fronteira agrícola;
 Desenvolvimento tecnológico;
 Atendimento da demanda atual;
Desvantagens do Agronegócio
 Gasta mais de 70% da água do planeta;
 Gera a grande desigualdade do campo;
 Contaminação do solo, ar e água;
 Problemas a saúde humana de animais e plantas;
 Redução de mãos de obras;
 Desmatamento;
 Geração de resíduos;
 superexploração da força de trabalho;
 exploração intensiva da produção agrícola;
 Consequentemente desemprego e miséria.
Bases dos modelos de produção agrícola.
LATIFÚNDIO
MONOCULTURA
MECANIZAÇÃO
AGROTÓXICOS
Impactos sociais deste modelo de
produção
Desaparecimento de outras atividades agrícolas, como a produção se dá em larga escala, tem-se a
substituição de outros tipos de atividades agrícolas (principalmente a produção de alimentos) por soja,
algodão, trigo e eucalipto em algumas regiões;
Comprometimento da produção de alimentos no campo e, logicamente, a elevação dos preços;
Atividades altamente mecanizadas, desaparecimento de postos de trabalho e desemprego;
Dependência da população do município de uma só atividade;
Concentração fundiária ou seja, muita terra sob o controle de Poucos.
Agronegócio e Agrotóxicos
As altas taxas de produtividade repercutem na perda de biomassa dos biomas, com redução da
cobertura vegetal nativa e consequente desequilíbrio dos ciclos biogeoquímicos, condições climáticas
e perda da sociobiodiversidade (Soares e Porto, 2007).
O nível de agrotóxicos presente nos alimentos tem preocupado cada vez mais a sociedade e as
organizações que se posicionam contra o uso desses defensivos agrícolas
Por ano, em média, há 6 mil casos registrados de intoxicação humana por agrotóxicos.
O Brasil é tido com o maior consumidor desses venenos no planeta e a cada dia se torna mais
dependente deles. Dito isso, questionamos qual o impacto que esse modelo do agronegócio tem
sobre a saúde da população brasileira, sobretudo a saúde dos trabalhadores agrícolas?
Lista de alguns alimentos com maior potencial de risco devido
ao uso de agrotóxicos:
A soja é a principal cultura consumidora de agrotóxicos no Brasil.
Sementes Transgênicas
As sementes geneticamente modificadas, permitem lavouras com menores custos, uma maior
produtividade, e, sobretudo espécimes melhor adaptadas as condições dos solos.
O risco que a transgenia acarreta é a possibilidade da perda da identidade da matriz da
cultura;
possíveis riscos à saúde e ao meio ambiente;
Insegurança alimentar.
Conclusão
Ao discutirmos o fortalecimento do agronegócio no país, compreendemos sua construção
como um modelo de modernização conservadora, de fato constata-se que o modelo do
agronegócio se traduz numa clara ameaça a segurança e soberania alimentar do mundo
bem como um espaço reduzido para a agricultura familiar e a reforma agrária camponesa e
popular. Já em outra vertente não se pode negar que o agronegócio ocupa um lugar
importante na economia mundial, principalmente nos países subdesenvolvidos ou em
desenvolvimento, pois garante o sustento alimentar das pessoas e sua manutenção, e além
disso, contribui para o crescimento da exportação e do país que o executa.
REFERÊNCIAS
Ilena Felipe Barros. O agronegócio e a atuação da burguesia agrária: considerações da luta de classes no campo:
Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 131, p. 175-195, jan./abr. 2018
Isabelle Maria Mendes de Araújo e Ângelo Giuseppe Roncalli da Costa Oliveira. Agronegócio e agrotóxicos: impactos
à saúde dos trabalhadores agrícolas no nordeste Brasileiro: Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 15 n. 1, p. 117-129,
jan./abr. 2017
Silvia do Amaral Rigon e Islandia Bezerra. Segurança alimentar e nutricional, agricultura familiar e compras
institucionais: desafios e potencialidades: Departamento de Nutrição, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR,
Brasil 2014.

segurança alimentar e Nutricional

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    Segurança Alimentar eNutricional no Agronegócio
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    ENVOLVIDOS DISCENTE ISABEL CRISTINA SANTOSDE SOUZA DOCENTE NADJANE DAMASCENO
  • 3.
    O que éo agronegócio? É a junção de inúmeras atividades que envolvem de forma direta ou indireta, toda a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. Que agronegócio é esse que falamos? É o setor da economia que envolve uma cadeia de atividades que inclui a própria produção agrícola, a demanda por adubos e fertilizantes, o desenvolvimento de maquinários agrícolas, a industrialização de produtos do campo e o desenvolvimento de tecnologias para dinamizar todas essas atividades. O agronegócio brasileiro é um dos mais representativos do mundo, sobretudo no que diz respeito à dinâmica de exportações.
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    Dos setores doagronegócio, o agroalimentar se destaca, mundialmente, como um dos mais estruturados. O sistema agroalimentar, registrado nas últimas décadas do século XX e primeiras do século XXI, aprofunda ainda mais o padrão de ocupação e controle do território historicamente construído pela promoção e ação do Estado na difusão do modelo de concentração de terras gerando latifúndios (REFORMA AGRÁRIA E MONOCULTURA). Esse modelo de produção agrícola amplamente alardeado como solução para o problema da fome no mundo tem se mostrado como percussor da insegurança alimentar, uma vez que contribui para a extinção das pequenas produções agrícolas responsáveis pela diversa produção de alimentos (AGRICULTURA FAMILIAR).
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    Latifúndio e agronegócio Olatifúndio carrega em si a imagem da exploração, do trabalho escravo, da extrema concentração da terra, do coronelismo, do clientelismo, do atraso político e econômico, está associado com terra que não produz, que pode ser utilizada para reforma agrária. A agricultura capitalista ou agricultura patronal ou agricultura empresarial ou agronegócio, qualquer que seja o eufemismo utilizado, não pode esconder o que está na sua raiz, na sua lógica: a concentração e a exploração. O agronegócio é um novo tipo de latifúndio e ainda mais amplo, agora não concentra e domina apenas a terra, mas também a tecnologia de produção e as políticas de desenvolvimento.
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    Agronegócio e AgriculturaFamiliar A agricultura camponesa/familiar é responsável por mais da metade da produção do campo com exceção da soja, cana e laranja, não aparece como grande produtor e fica no prejuízo. Com essa estratégia, o agronegócio é privilegiado com a maior fatia do crédito agrícola. Ela não é adepta do produtivismo, ou seja produzir uma única cultura e com exclusividade para o mercado e nem se utiliza predominantemente de insumos externos, seu potencial de produção de alimentos está na diversidade, no uso múltiplo dos recursos naturais. É intensamente explorada por meio da renda capitalizada da terra, ficando somente com uma pequena parte da riqueza que produz, a maior parte é apropriada pelas empresas que atuam no mercado. No Brasil, a Via Campesina é composta pelo (MST) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, (MPA) Movimento dos Pequenos Agricultores, (MAB) Movimento dos Atingidos por Barragens e pelo (MMC) Movimento de Mulheres Camponesas.
  • 7.
    Impacto Mundial A populaçãomundial, hoje na casa dos 7 bilhões de habitantes, deve atingir valor próximo a 10 bilhões em 2050. Seriam cerca de 3 bilhões de pessoas a mais para alimentar, em uma área de expansão agrícola bastante limitada, além das responsabilidades ambientes, praticamente não há área de expansão agrícola no mundo. Portanto, o aumento da produção de alimento deverá vir do aumento de produtividade das fazendas, onde 90% destas no mundo são familiares e são responsáveis por mais de 80% da produção de comida do planeta. Em outras palavras, a segurança alimentar terá foco na produtividade do campo e também das agriculturas familiares. Logo, essa oferta alimentar e de sustentabilidade passa pelas discussões relacionadas ao crescimento populacional e renda
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    Vantagens do Agronegócio Ponto positivo na economia Brasileira;  Grande aumento na produtividade de alimentos;  Expansão da fronteira agrícola;  Desenvolvimento tecnológico;  Atendimento da demanda atual;
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    Desvantagens do Agronegócio Gasta mais de 70% da água do planeta;  Gera a grande desigualdade do campo;  Contaminação do solo, ar e água;  Problemas a saúde humana de animais e plantas;  Redução de mãos de obras;  Desmatamento;  Geração de resíduos;  superexploração da força de trabalho;  exploração intensiva da produção agrícola;  Consequentemente desemprego e miséria.
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    Bases dos modelosde produção agrícola. LATIFÚNDIO MONOCULTURA MECANIZAÇÃO AGROTÓXICOS
  • 11.
    Impactos sociais destemodelo de produção Desaparecimento de outras atividades agrícolas, como a produção se dá em larga escala, tem-se a substituição de outros tipos de atividades agrícolas (principalmente a produção de alimentos) por soja, algodão, trigo e eucalipto em algumas regiões; Comprometimento da produção de alimentos no campo e, logicamente, a elevação dos preços; Atividades altamente mecanizadas, desaparecimento de postos de trabalho e desemprego; Dependência da população do município de uma só atividade; Concentração fundiária ou seja, muita terra sob o controle de Poucos.
  • 12.
    Agronegócio e Agrotóxicos Asaltas taxas de produtividade repercutem na perda de biomassa dos biomas, com redução da cobertura vegetal nativa e consequente desequilíbrio dos ciclos biogeoquímicos, condições climáticas e perda da sociobiodiversidade (Soares e Porto, 2007). O nível de agrotóxicos presente nos alimentos tem preocupado cada vez mais a sociedade e as organizações que se posicionam contra o uso desses defensivos agrícolas Por ano, em média, há 6 mil casos registrados de intoxicação humana por agrotóxicos. O Brasil é tido com o maior consumidor desses venenos no planeta e a cada dia se torna mais dependente deles. Dito isso, questionamos qual o impacto que esse modelo do agronegócio tem sobre a saúde da população brasileira, sobretudo a saúde dos trabalhadores agrícolas?
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    Lista de algunsalimentos com maior potencial de risco devido ao uso de agrotóxicos: A soja é a principal cultura consumidora de agrotóxicos no Brasil.
  • 14.
    Sementes Transgênicas As sementesgeneticamente modificadas, permitem lavouras com menores custos, uma maior produtividade, e, sobretudo espécimes melhor adaptadas as condições dos solos. O risco que a transgenia acarreta é a possibilidade da perda da identidade da matriz da cultura; possíveis riscos à saúde e ao meio ambiente; Insegurança alimentar.
  • 15.
    Conclusão Ao discutirmos ofortalecimento do agronegócio no país, compreendemos sua construção como um modelo de modernização conservadora, de fato constata-se que o modelo do agronegócio se traduz numa clara ameaça a segurança e soberania alimentar do mundo bem como um espaço reduzido para a agricultura familiar e a reforma agrária camponesa e popular. Já em outra vertente não se pode negar que o agronegócio ocupa um lugar importante na economia mundial, principalmente nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, pois garante o sustento alimentar das pessoas e sua manutenção, e além disso, contribui para o crescimento da exportação e do país que o executa.
  • 16.
    REFERÊNCIAS Ilena Felipe Barros.O agronegócio e a atuação da burguesia agrária: considerações da luta de classes no campo: Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 131, p. 175-195, jan./abr. 2018 Isabelle Maria Mendes de Araújo e Ângelo Giuseppe Roncalli da Costa Oliveira. Agronegócio e agrotóxicos: impactos à saúde dos trabalhadores agrícolas no nordeste Brasileiro: Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 15 n. 1, p. 117-129, jan./abr. 2017 Silvia do Amaral Rigon e Islandia Bezerra. Segurança alimentar e nutricional, agricultura familiar e compras institucionais: desafios e potencialidades: Departamento de Nutrição, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR, Brasil 2014.