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  @CarlosXimenes_
UM ROTEIRO PARA NOS AUXILIAR

Um diagnóstico
Pressupostos do evangelismo
O que não é o Evangelho?
O que é o Evangelho?
Por que devemos evangelizar?
Como devemos evangelizar?
Quem deve evangelizar?
Evangelho e Cultura
Redescobrir o
 antigo, autêntico e
 bíblico Evangelho, e
fazer nossa pregação
   e nossa prática
   ajustarem-se ao
mesmo, talvez seja a
nossa mais premente
 necessidade atual.
• Sem o percebermos, durante os últimos cem anos
  temos trocado o evangelho por um substituto
  que, embora lhe seja semelhante quanto a
  determinados pormenores, trata-se de um
  produto inteiramente diferente.

• O novo evangelho fracassa notavelmente em
  produzir reverência profunda, arrependimento
  profundo, humildade profunda, espírito de
  adoração e preocupação pela situação da Igreja.

• Por quê? Cumpre-nos sugerir que a razão jaz em
  seu próprio caráter e conteúdo.
• Não leva os homens a terem pensamentos
  centrados em Deus, temendo-O em seus
  corações, mesmo porque, primariamente, não
  é isso que o novo evangelho procura fazer.

• Uma das maneiras de declararmos a
  diferença entre o novo e o antigo evangelho é
  afirmar que o novo preocupa-se por demais
  em "ajudar" o homem — criando nele paz,
  consolo,     felicidade,   sucesso,    saúde,
  prosperidade e satisfação — e pouco demais
  em glorificar a Deus.
• O antigo era sempre e essencialmente uma
  proclamação da soberania divina em
  misericórdia e juízo, uma convocação para os
  homens prostrarem-se e adorarem ao todo-
  poderoso Senhor de quem os homens
  dependem quanto à tudo.

• Seu centro de referência era Deus, sem a
  mínima ambigüidade. Porém, no novo
  evangelho o centro de referência é o homem.
• Enquanto que o alvo principal do antigo era
  ensinar os homens a adorarem a Deus, a
  preocupação do novo parece limitar-se a fazer
  os homens sentirem-se melhor.

• O assunto abordado pelo antigo evangelho era
  Deus e os Seus caminhos com os homens; e o
  assunto abordado pelo novo é o homem e a
  ajuda que Deus lhe dá.

• Nisso há uma grande diferença. A perspectiva
  e a ênfase inteiras da pregação do evangelho
  se alteraram.
• Dessa mudança de interesses originou-se a mudança
  de conteúdo, pois o novo evangelho na realidade
  reformulou a mensagem bíblica no suposto interesse
  da prestação de "ajuda" ao homem.

• Assim, não são mais pregadas verdades bíblicas tais
  como
   – a incapacidade natural do homem em crer,
   – a eleição divina e gratuita como a causa final da salvação, e
   – a morte de Cristo especificamente pelas Suas ovelhas.

• Essas doutrinas, segundo o novo evangelho, não
  "ajudam" o homem; mas antes, contribuem para levar
  os pecadores ao desespero, sugerindo-lhes que eles
  não podem salvar-se a si mesmos.
• O resultado dessas omissões é que apenas
  uma parcela do evangelho bíblico está sendo
  pregada como se fosse a totalidade do
  mesmo; e, uma meia-verdade que se mascara
  como se fosse a verdade inteira torna-se uma
  mentira completa.

• A Bíblia é contra nós, quando pregamos dessa
  maneira; e o fato que tal pregação tornou-se a
  prática quase padronizada entre nós serve
  apenas para demonstrar quão urgente se
  tornou que revisássemos TODA A QUESTÃO.
• Lloyd-Jones coloca a questão nestes termos: “A maior tirania
  que temos que enfrentar nesta vida é a perspectiva
  mundana. Ela se insinua em nosso pensamento em toda
  parte, e nós a recebemos imediatamente após nascermos.
  (...) O mundo tende a controlar o nosso pensamento, a nossa
  perspectiva e a nossa mentalidade”.

• Sem que percebamos, temos, em nome da liberdade de
  pensamento, uma mente estruturalmente cativa. (Hermisten
  Maia)

• Nós não podemos sentir como cristãos e viver como cristãos
  se não pensamos como cristãos. (Michael Horton)

• Em muitos pontos cruciais, perdemos nossos alicerces
  espirituais e doutrinários. Procuramos substituir o genuíno
  poder espiritual por métodos de homens. (Tomas Ascol)
PRESSUPOSTOS DO EVANGELISMO
  A Inspiração e Inerrância das Escrituras
  A Universalidade do Pecado
  A Soberana Graça de Deus
  A Responsabilidade Humana
  A Suficiência e Eficácia da Obra Sacrificial de Cristo
  O Ministério Eficaz do Espírito Santo
  A Doutrina da Eleição
  A Glória a Deus
        Se consideramos ou desprezamos essas doutrinas - como isso
                      influencia nosso evangelismo?

Fonte: Hermisten Maia em Teologia da Evangelização: Uma Palavra aos Evangelistas
O que não é o Evangelho

A Impossibilidade de Imposição.

A Subjetividade do Testemunho Pessoal

Ação Social

A Academia da Apologética

A Variedade de Resultados
A Impossibilidade de Imposição.
• Igualar evangelismo com imposição implica que o Cristianismo é apenas
  subjetivamente verdadeiro – verdadeiro e obrigatório para mim, mas não
  para os outros. O Cristianismo não é a opinião subjetiva do homem. É a
  verdade de Deus, a despeito das nossas opiniões subjetivas.

• Igualar evangelismo com imposição implica que os cristãos são capazes de
  converter eles mesmos as pessoas, o que é inteiramente falso. De fato, de
  todas as religiões no mundo, o Cristianismo é a menos receptiva a tal
  imposição, por causa da sua teologia da conversão.

• A humanidade está tão arraigada no pecado que, a menos que o Espírito de
  Deus faça a obra da conversão, nenhum de nós jamais se arrependerá e
  crerá.

• Portanto, o Cristianismo é realmente único entre as religiões do mundo pela
  impossibilidade de impor sua estrutura de crenças sobre outros.

• Somente Deus convence as pessoas a se arrepender e crer.
A Subjetividade do Testemunho Pessoal
• Muitos compartilham seu testemunho de uma forma que
  meramente diz aos outros os benefícios que adviram com sua
  conversão. Isso não é evangelismo, e levará a uma típica resposta:
  “bom para você!”.

• Os testemunhos pessoais devem comunicar a reivindicação do
  evangelho (arrependimento e fé) sobre as vidas dos ouvintes se o
  evangelismo há de acontecer através deles.

• Talvez sem que o tenhamos percebido, o Evangelho deixou de ser a
  Palavra do Senhor para ser a minha palavra, a minha compreensão,
  a minha opinião, a minha experiência, a minha perspectiva, a minha
  tese, etc.

• Cristo tornou-se (quando muito) uma ilustração do meu
  testemunho. A mudança que ocorreu nas nossas vidas é que
  pode ilustrar a mensagem do Evangelho.
Ação Social
• Algumas pessoas confundem ação social ou
  envolvimento político com evangelismo. Mas os
  problemas horizontais que enfrentamos na sociedade
  são frequentemente apenas sintomas de uma ruptura
  em nosso relacionamento vertical com Deus.

• Evangelismo que se restringe a satisfazer necessidades
  sentidas, salvando o restaurante público ou sendo
  politicamente ativo, não é evangelismo de forma
  alguma, pois falha em comunicar claramente o
  evangelho e a necessidade de se arrepender e crer em
  Jesus Cristo.
A Academia da Apologética
• Frequentemente as pessoas assumem que
  defender a fé respondendo as perguntas e
  objeções dos céticos é evangelismo. A
  apologética pode certamente, e frequentemente,
  levar ao evangelismo.

• Mas a menos que Jesus seja apresentado como a
  única provisão de Deus para o pecado do homem
  e o arrependimento e a fé sejam apresentados
  como o único caminho de obter o perdão diante
  de Deus, o exercício permanece meramente
  acadêmico e cognitivo.
A Variedade de Resultados
• Talvez a maioria das pessoas confunda evangelismo
  com os resultados desejados ou esperados do
  evangelismo. Mas evangelismo não é simplesmente
  ver pessoas convertidas.

• O verdadeiro evangelismo pode ocorrer milhares de
  vezes sem uma única conversão. Confundir
  evangelismo    com       seus     resultados levará
  eventualmente à frustração e desilusão.

• Paulo estava fazendo evangelismo em Atos 13:44-
  47, embora os judeus tenham rejeitado a palavra de
  Deus e julgados a si mesmos indignos da vida eterna.
“Nada é mais solicitamente
 intentado por satanás do
   que impregnar nossas
mentes, ou com dúvidas, ou
   com menosprezo pelo
        Evangelho.”
      João Calvino
O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar
    o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado.

O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na
     manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um
  pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia.

O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando
              Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”.
                    (John Stott – A Cruz de Cristo)
O evangelho é uma mensagem:
•   que é pregada (Mateus 4:23; 9:35; 11:5; 24:14; Marcos 16:15; I Coríntios 15:1)
•   sobre o reino de Deus (Mateus 4:23; Marcos 1:14) .
•   sobre Jesus Cristo (Marcos 1:1; Romanos 15:19) .
•   que deve ser crida pelos homens (Marcos 1:15) .
•   que deve ser obedecida pelos homens (Romanos 10:16; II Thes. 1:8) .
•   da graça de Deus (Atos 20:24) .
•   da paz de Deus (Romanos 10:15) .
•   do poder de Deus (Romanos 1:16)
•   da qual os cristãos nunca devem se envergonhar (Romanos 1:16) .
•   através da qual somos nascidos de novo (I Coríntios 4:15) .
•   que pode ser ocultada do homem (II Coríntios 4:3) .
•   que pode ser pervertida pelo homem (Gálatas 1:6-9) .
•   de salvação (Efésios 1:13) .
•   que pode ser defendida pelo homem (Filipenses 1:17) .
•   de verdade e esperança (Colossenses 1:5,23) .
                                      (John A. Kohler, III)
• Este é o evangelho que foi originalmente
  pregado pelo Senhor Deus (Gênesis 3:15)
   e mais tarde proclamado pelos profetas
   do Antigo Testamento (Atos 10:43), por
   João Batista (João 1:29; Atos 19:4), pelo
  próprio Senhor Jesus Cristo (Marcos 1:15;
     João 3:16,18; Lucas 24:45-47), pelos
     apóstolos do Novo Testamento (Atos
    2:38; 3:19; 13:38-39; Romanos 1:16), e
    pelos verdadeiros pregadores e igrejas
          cristãs no decorrer das eras.
             (John A. Kohler, III)
O que é o Evangelho

        DEUS

      HOMEM

   JESUS CRISTO

ARREPENDIMENTO

          FÉ
O que é o Evangelho

        • Quem Ele é, qual o Seu caráter, quais os Seus padrões e o que
          Ele requer de nós que somos Suas criaturas.

        • Enquanto estas verdades não forem compreendidas o restante
DEUS      da mensagem do Evangelho não parecerá convincente nem
          relevante.



        • O Evangelho nos fala de como foi que não alcançamos o
          padrão divino; como nos tornamos culpados, corruptos e
          impotentes no pecado e como estamos sob a ira de Deus
          agora.

HOMEM   • O verdadeiro cristianismo é realista quanto ao lado obscuro de
          nosso mundo, nossa vida, nossa natureza, nosso coração.
O que é o Evangelho
             • O Filho de Deus encarnado + O Cordeiro de Deus + O Senhor ressurreto + O Salvador
               perfeito.
             • A morte de Cristo na cruz: sacrifício substitutivo, redenção (resgate, preço pago
               para que o homem fosse liberto do poder e consequências do pecado),
 JESUS         reconciliação, justificação legal, vitória militar (triunfo) e propiciação (a morte de
               Cristo anula, cobre, remove o pecado – perdão é concedido).
 CRISTO      • Nada disso é meramente potencial, uma possibilidade. Cada figura se refere a algo
               que cumpre realmente a sua finalidade ou propósito.


             • Consciência de um relacionamento errado com Deus (necessidade de restauração da
               comunhão com Deus).
ARREPENDI-   • Consciência da culpa, impureza, rebelião, alienação e estranhamento Dele.
  MENTO      • Convicção de pecadoS (particulares e específicos) – nossos feitos.
             • Convicção de pecaminosidade (corrupção e perversidade total aos olhos de Deus) –
               nossa natureza.


             • É lançar-se, descansar e confiar plenamente e somente nas promessas de
               misericórdia que Cristo fez aos pecadores e no Cristo que fez essas
   FÉ          promessas.
             • A fé que salva exige exclusividade (plenamente e somente ).
             • A fé que salva desconfia, despreza e denuncia. Hem??? Lutero responde!
Eis o que entendo sobre as boas-novas:
    O Deus único e verdadeiro, que é santo, nos fez a Sua
  imagem para que o conheçamos. No entanto, nos pecamos
                   e nos separamos dEle.

Em Seu grande amor, Deus se tornou homem em Jesus, viveu
  de modo perfeito e morreu na cruz, cumprindo ele mesmo
   a lei e tomando sobre si mesmo a punição pelos pecados
     de todos aqueles que se converteriam e creriam nele.

 Ele ressuscitou dos mortos, mostrando que Deus aceitou o
      sacrifício de Cristo e que a ira de Deus contra nós foi
                              satisfeita.

Ele agora nos chama a arrepender-nos de nossos pecados e
      crer somente em Cristo, a fim de obtermos perdão.
                      (Mark Dever)
Por que devemos evangelizar?


               Obediência   Amor aos
                a Deus      perdidos

                                        Pelo “simples”
      Amor a                            fato de termos
       Deus                            sido alcançados
                                       pelo Evangelho.




                       Anunciar               Por sabermos
Glorificar                                   como é terrível
 a Deus                   o                  passar o tempo
                                             e a eternidade
                      Evangelho                  sem Ele
Deveríamos evangelizar por obediência a Deus

• Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois
  sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não
  pregar o evangelho! (1Co. 9:16). Paulo era motivado pela
  compulsão do Espírito.

• Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a
  autoridade me foi dada no céu e na terra.
  Ide, portanto,       fazei discípulos de todas as
  nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
  Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que
  vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias
  até à consumação do século (Mt. 28:18-20).

• Somos ordenados a fazer evangelismo fazendo discípulos. A
  ordem em si, portanto, tem o intuito de produzir
  obediência.
Deveríamos evangelizar por amor aos perdidos
• Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e
  compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não
  têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Marcos
  6:34).
   – O amor e a compaixão de Jesus pelos perdidos motivaram-no a
     ensinar, não apenas satisfazer necessidades sentidas operando um
     milagre.
   – O ensino de Jesus é motivado por amor e compaixão, não um
     desejo de ganhar um argumento ou parecer inteligente.

• Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque
  estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
  E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é
  grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao
  Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara
  (Mt. 9:36).
   – O amor e a compaixão de Jesus pelas pessoas motivaram-no a orar
     por mais trabalhadores para a seara.
Deveríamos evangelizar por amor a Deus
• Se me amais, guardareis os meus mandamentos (João 14:15).

• Amar a Deus é o único motivo suficiente para o evangelismo.
  Somente um profundo amor a Deus nos manterá em Seu
  caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos
  humanos falham (John Cheesman, The Grace of God in the
  Gospel [Edinburgh: Banner of Truth, 1972], 122).

• O amor a Deus resultará num desejo de obedecer aos seus
  mandamentos e promover sua glória reunindo mais
  adoradores e fazendo mais discípulos.
   – Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para
     que, naquilo que falam contra vós outros como de
     malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus
     no dia da visitação (1Pedro 2:12).
O Evangelho e o Humor - Jim Elliff
• O evangelho e encenações de humor são parceiros
  muito estranhos

• O humor é um instrumento ineficaz para trazer
  convicção de pecado (anestesia a mente!)

• Tal meio pode amortecer a capacidade e o apetite
  em entender a palavra escrita, lida e pregada.

• O humor torna a verdade reduzida e simplista –
  até mesmo sufocada

• É uma maneira vazia e vã de falar sobre Deus
• Diversão é uma palavra que é usada hoje na igreja
  de forma desenfreada! É um adjetivo, é um
  substantivo, é um verbo, porque nós exercemos o
  ministério buscando ajustar-nos a essa
  mentalidade. (John Piper)

• Estou profundamente preocupado com isso. Eu
  quero defender a seriedade a respeito de Deus,
  em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele
  pareça "divertido", transformando-O em mais
  uma peça de entretenimento. (John Piper)

• Não somos desafiados a abandonar nosso pecado
  quando os nossos sentimentos são afagados e
  nossas preferências são estimuladas. (Mark Dever)
Devemos precaver-nos para que, cedendo ao
    desejo de adequar Cristo às nossas próprias
invenções, não o mudemos tanto, que ele se torne
 dessemelhante de si próprio. Não nos é permitido
 inventar tudo ao sabor de nossos gostos pessoais,
    senão que pertence exclusivamente a Deus
     instruir-nos segundo o modelo que te foi
                mostrado (Ex 25.40).




     João Calvino, Exposição de hebreus, p. 209.
Como devemos evangelizar?

• Precisamos pôr em revista todos os
         nossos planos e práticas
          evangelísticas - nossas
  missões, nossas campanhas; nossos
  sermões, discursos e testemunhos;
       nossas reuniões, grandes ou
  pequenas e nossa apresentação do
   evangelho no tratamento pessoal;
     os folhetos que distribuímos, os
   livros que emprestamos, as cartas
    que escrevemos - e nos fazer as
   seguintes perguntas a respeito de
         cada uma dessas coisas:
• Será que esta maneira de apresentar a Cristo foi
  prevista para deixar claro às pessoas que o evangelho é
  a palavra de Deus?

• Será que ela foi prevista para desviar a atenção do
  homem e de todas as coisas meramente humanas e
  fazê-la voltar-se para Deus e a sua verdade?

• Ou será que sua tendência é de desviar a atenção do
  Autor e autoridade da mensagem, para a pessoa e
  desempenho do mensageiro?

• Ela faz o evangelho soar como uma idéia humana, um
  brinquedo do pregador, ou uma revelação divina,
  diante da qual o próprio mensageiro humano fica
  amedrontado?
• Será que esta maneira de apresentar a Cristo cheira
  mais a esperteza e perícia humana?

• Será que a tendência é mais para a exaltação do
  homem?

• Ou ela antes incorpora a simplicidade honesta e sincera
  do mensageiro, cuja única e exclusiva preocupação é a
  de entregar sua mensagem, sem o mínimo interesse
  em chamar a atenção sobre si mesmo, e que deseja até
  onde ele puder apagar a si mesmo e ocultar-se, por
  assim dizer, atrás da sua mensagem, pois seu maior
  temor é que os homens o admirem e aplaudam,
  quando deveriam estar se curvando e humilhando a si
  mesmos diante do poderoso Senhor, a quem ele
  representa?
• Será que ela é planejada para mexer com a
  mente ou, antes, para pô-la para dormir? Seria
  esta forma de apresentar a Cristo uma
  tentativa de mover os homens pela força das
  emoções ou da verdade?

• Certamente não há nada de errado com as
  emoções; seria muito estranho uma pessoa
  deixar de se emocionar ao se converter. O que
  está errado é o tipo de apelo que se faz às
  emoções e o brincar com as emoções, que
  atormenta os sentimentos das pessoas ao
  invés de instruir as suas mentes.
• Insisto: é preciso que nos perguntemos, esta forma de
  apresentar a Cristo é planejada para convencer as
  pessoas da doutrina do evangelho, e não só de partes
  dela mas toda ela - a verdade sobre o nosso Criador e
  suas reivindicações, e sobre nós mesmos como
  pecadores totalmente culpados, perdidos e sem
  esperança, carentes de um novo nascimento, e sobre o
  Filho de Deus que se tornou homem, morreu pelos
  pecados e vive para perdoar os pecadores e levá-los a
  Deus?

• Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, trate de
  meias verdades, faça as pessoas terem uma noção
  incompleta destas coisas, e passe depressa à exigência
  de fé e arrependimento, sem deixar claro do que é que
  elas deveriam se arrepender e no que devem crer?
• Insisto: temos que nos perguntar, esta forma de
  apresentar a Cristo é planejada para convencer as
  pessoas da aplicação do evangelho, não só de alguma
  parte dele, mas de todo ele - a convocação para que
  nos vejamos e conheçamos a nós mesmos - como Deus
  nos vê e conhece, isto é, como criaturas
  pecaminosas, e para encararmos a largura e
  profundidade     da    necessidade   a    que    um
  relacionamento errado com Deus nos levou
  e, finalmente, para encararmos também o custo e as
  conseqüências da conversão e aceitação de Cristo
  como Salvador e Senhor?

• Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, fazendo
  vistas grossas para algumas dessas coisas, dando uma
  impressão inadequada e distorcida do que o evangelho
  de fato exige de nós?
• Isso não deixará, por exemplo, as pessoas
  inconscientes de que elas têm a obrigação de dar
  uma resposta imediata a Cristo? Ou as deixará
  supor que tudo o que têm a fazer é confiar em
  Cristo como um carregador de pecados, sem se
  dar conta de que eles também têm que negar a si
  mesmos e entronizá-lo como o seu Senhor?

• Ou os deixará imaginando que tudo o que elas
  têm a fazer é consagrar-se a Cristo como o seu
  Mestre, deixando de se dar conta de que eles
  também têm que recebê-lo como o seu
  Salvador?
• É preciso lembrar aqui que, do ponto de vista
  espiritual, é até mais perigoso para uma
  pessoa cuja consciência foi despertada, dar
  uma resposta erroneamente concebida ao
  evangelho, de partir para uma prática religiosa
  deficiente, do que não dar resposta alguma.

• Se você transformar um publicano em fariseu,
  você o estará colocando em condições piores
  e não melhores.
• Insisto ainda uma vez: temos que nos perguntar, esta
  forma de apresentar a Cristo é concebida para
  transmitir a verdade do evangelho de uma maneira
  adequadamente séria?

• É concebida para fazer as pessoas sentirem que elas
  estão, de fato, diante de uma questão de vida ou de
  morte?

• É planejada para fazê-los ver e sentir a grandiosidade
  de Deus, as enormes dimensões do seu pecado e
  carência e a grandeza da graça de Cristo?


• É concebida para torná-los conscientes da tremenda
  majestade e santidade de Deus?
• Isto os ajudará a compreenderem que é uma
  coisa terrível cair nas Suas mãos?

• Ou esta maneira de apresentar a Cristo é tão
  leve, circunstancial, confortável e divertida, que
  torna difícil aos ouvintes perceberem que o
  evangelho é uma questão de tremenda
  importância, e não um estimulante para os
  desajustes da vida?

• É um insulto grosseiro contra Deus e um
  verdadeiro deserviço aos homens, banalizar e
  trivializar o evangelho no momento da sua
  apresentação.
• Não é que tenhamos que assumir um ar de formalidade
  artificial ao falarmos das coisas espirituais; não há nada mais
  absolutamente fútil do que tentar simular seriedade e nada
  melhor para tornar os nossos ouvintes em hipócritas.

• O que é preciso é o seguinte: que nós, que devemos falar por
  Cristo, devemos orar constantemente para que Deus ponha e
  mantenha nos nossos corações uma consciência clara da sua
  grandeza e glória, da alegria da comunhão com ele, e de como
  é terrível passar o tempo e a eternidade sem ele; para que
  Deus nos capacite a falar de maneira honesta, direta, e
  precisa acerca destes assuntos.

• Assim sendo, seremos realmente espontâneos na
  apresentação do evangelho - ao mesmo tempo que
  verdadeiramente sérios.
• É fazendo perguntas deste tipo que devemos
  testar e, onde for necessário, reformar os nossos
  métodos teológicos (evangelísticos).


• Qual é o melhor método em cada caso
  particular, nós teremos que descobrir por nós
  mesmos. (Oração + Palavra + Orientação +
  dependência do Espírito Santo)

• É à luz deste princípio que todos os debates
  sobre métodos evangelísticos necessitam ser
  decididos.
• O princípio básico é que o melhor método de
  evangelização é aquele que serve de forma mais
  integral ao evangelho.

• É o que fornece o testemunho mais evidente da origem
  divina da mensagem, e do caráter de vida ou morte
  dos temas que ele levanta.

• É aquele que possibilita a mais completa e perfeita
  explanação das boas novas de Cristo e da sua cruz, e a
  aplicação mais exata e crítica das mesmas.

• É a que mais eficazmente engaja as mentes daqueles a
  quem se dirige o testemunho, as conscientizando de
  maneira mais viva de que o evangelho é a palavra de
  Deus, endereçada pessoalmente a eles em seus
  contextos particulares.
Quem deve evangelizar?
• A ordem de Cristo de ir e fazer discípulos em todas
  as nações foi dada a todos os seus discípulos, não
  apenas aos doze primeiros (Mt. 28:18-20).

• Veja Atos 8:1-4; 11:19-21. Quem foi espalhado e
  quem permaneceu em Jerusalém? Quem pregava?
  (todos, exceto os apóstolos … os que foram
  dispersos)

• Veja 1Pedro 1:1-2; 3:15. A quem Pedro está
  escrevendo? O que ele lhes manda fazer? (aos
  forasteiros da dispersão …. Estejam prontos para
  responder a razão da vossa esperança)
• Veja Romanos 1:14-15. Essa é simplesmente uma
  passagem descritiva sobre os desejos de Paulo como
  um apóstolo? (sou devedor ... estou pronto a anunciar)
  Eles se aplicam a nós hoje?

• De acordo com Atos 6:5, Filipe era um diácono, que
  não era uma posição de supervisão e liderança
  espiritual, mas de serviço em questões físicas e
  financeiras da igreja. Todavia, em Atos 8:5-6, 25-
  40, vemos Filipe engajado num evangelismo
  transcultural.

• O evangelismo na igreja primitiva não foi deixado aos
  apóstolos ou “super-cristãos”. TODO MUNDO FAZIA
  EVANGELISMO, E HAVIA UMA ÂNSIA EM SEUS
Evangelho e Cultura –
         Rev Albert Mohler

• O texto da Escritura deve ser nossa atenção principal e não
  a cultura. (Com o texto versus contexto)
• Nunca cantamos e tocamos tanto e nunca fomos tão
  analfabetos em relação às Escrituras. (Augustus Lopes)
• Temos interesse na cultura porque é onde encontramos os
  pecadores – o nosso interesse não é fundamentalmente a
  cultura em si. Ela é passageira.
      ________________________________________
• Não existe cultura neutra, isenta, pura e inocente. (...) Toda
  cultura, por mais civilizada que seja, traz valores
  pecaminosos, crenças equivocadas, práticas iníquas que se
  refletem na arte, música, literatura, cinema, religiões,
  costumes e tudo mais que a compõe.
• De que maneira apresentar o Evangelho em
  diferentes culturas? Pessoalmente, acredito que
  há princípios universais que transcendem as
  culturas. Eles são verdadeiros em qualquer lugar
  e em qualquer época.

• O grande desafio que Jesus e os apóstolos
  deixaram para os cristãos foi exatamente este, de
  estar no mundo, ser enviado ao mundo, mas não
  ser dele (Jo 17:14-18). Implica em não se
  conformar com o presente século, mas renovar-
  se diariamente (Rm 12:1-3).
                 Quando a cultura se torna o Evangelho.
                              Rev Augustus Nicodemus
Facetas da nossa cultura
•   Auto-realização
•   Auto-suficiência
•   Autodefinição
•   Autointeresse
•   Autotranscendência
•   Auto-acréscimo   A cultura diz: O problema do homem é
                     externo. As soluções estão dentro dele.
•   Auto-segurança Deus diz: O vosso problema é interno. A
                                 solução provém das Minhas mãos.
... Uma
única
condição
Mesmo os santos
   precisam sentir-se
ameaçados por um total
   colapso das forças
   humanas, a fim de
 aprenderem, de suas
 próprias franquezas, a
   depender inteira e
 unicamente de Deus.

João Calvino, Exposição de 2
       Coríntios, p. 22.
• Eis um chamado à
  REFLEXÃO bíblica
  sobre evangelismo.

• Só então, passemos à
  AÇÃO de evangelizar
  biblicamente.


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Evangelismo conteúdo, método e motivação.

  • 1. • Conteúdo • Motivações • Métodos @CarlosXimenes_
  • 2. UM ROTEIRO PARA NOS AUXILIAR Um diagnóstico Pressupostos do evangelismo O que não é o Evangelho? O que é o Evangelho? Por que devemos evangelizar? Como devemos evangelizar? Quem deve evangelizar? Evangelho e Cultura
  • 3. Redescobrir o antigo, autêntico e bíblico Evangelho, e fazer nossa pregação e nossa prática ajustarem-se ao mesmo, talvez seja a nossa mais premente necessidade atual.
  • 4. • Sem o percebermos, durante os últimos cem anos temos trocado o evangelho por um substituto que, embora lhe seja semelhante quanto a determinados pormenores, trata-se de um produto inteiramente diferente. • O novo evangelho fracassa notavelmente em produzir reverência profunda, arrependimento profundo, humildade profunda, espírito de adoração e preocupação pela situação da Igreja. • Por quê? Cumpre-nos sugerir que a razão jaz em seu próprio caráter e conteúdo.
  • 5. • Não leva os homens a terem pensamentos centrados em Deus, temendo-O em seus corações, mesmo porque, primariamente, não é isso que o novo evangelho procura fazer. • Uma das maneiras de declararmos a diferença entre o novo e o antigo evangelho é afirmar que o novo preocupa-se por demais em "ajudar" o homem — criando nele paz, consolo, felicidade, sucesso, saúde, prosperidade e satisfação — e pouco demais em glorificar a Deus.
  • 6. • O antigo era sempre e essencialmente uma proclamação da soberania divina em misericórdia e juízo, uma convocação para os homens prostrarem-se e adorarem ao todo- poderoso Senhor de quem os homens dependem quanto à tudo. • Seu centro de referência era Deus, sem a mínima ambigüidade. Porém, no novo evangelho o centro de referência é o homem.
  • 7. • Enquanto que o alvo principal do antigo era ensinar os homens a adorarem a Deus, a preocupação do novo parece limitar-se a fazer os homens sentirem-se melhor. • O assunto abordado pelo antigo evangelho era Deus e os Seus caminhos com os homens; e o assunto abordado pelo novo é o homem e a ajuda que Deus lhe dá. • Nisso há uma grande diferença. A perspectiva e a ênfase inteiras da pregação do evangelho se alteraram.
  • 8. • Dessa mudança de interesses originou-se a mudança de conteúdo, pois o novo evangelho na realidade reformulou a mensagem bíblica no suposto interesse da prestação de "ajuda" ao homem. • Assim, não são mais pregadas verdades bíblicas tais como – a incapacidade natural do homem em crer, – a eleição divina e gratuita como a causa final da salvação, e – a morte de Cristo especificamente pelas Suas ovelhas. • Essas doutrinas, segundo o novo evangelho, não "ajudam" o homem; mas antes, contribuem para levar os pecadores ao desespero, sugerindo-lhes que eles não podem salvar-se a si mesmos.
  • 9. • O resultado dessas omissões é que apenas uma parcela do evangelho bíblico está sendo pregada como se fosse a totalidade do mesmo; e, uma meia-verdade que se mascara como se fosse a verdade inteira torna-se uma mentira completa. • A Bíblia é contra nós, quando pregamos dessa maneira; e o fato que tal pregação tornou-se a prática quase padronizada entre nós serve apenas para demonstrar quão urgente se tornou que revisássemos TODA A QUESTÃO.
  • 10. • Lloyd-Jones coloca a questão nestes termos: “A maior tirania que temos que enfrentar nesta vida é a perspectiva mundana. Ela se insinua em nosso pensamento em toda parte, e nós a recebemos imediatamente após nascermos. (...) O mundo tende a controlar o nosso pensamento, a nossa perspectiva e a nossa mentalidade”. • Sem que percebamos, temos, em nome da liberdade de pensamento, uma mente estruturalmente cativa. (Hermisten Maia) • Nós não podemos sentir como cristãos e viver como cristãos se não pensamos como cristãos. (Michael Horton) • Em muitos pontos cruciais, perdemos nossos alicerces espirituais e doutrinários. Procuramos substituir o genuíno poder espiritual por métodos de homens. (Tomas Ascol)
  • 11. PRESSUPOSTOS DO EVANGELISMO A Inspiração e Inerrância das Escrituras A Universalidade do Pecado A Soberana Graça de Deus A Responsabilidade Humana A Suficiência e Eficácia da Obra Sacrificial de Cristo O Ministério Eficaz do Espírito Santo A Doutrina da Eleição A Glória a Deus Se consideramos ou desprezamos essas doutrinas - como isso influencia nosso evangelismo? Fonte: Hermisten Maia em Teologia da Evangelização: Uma Palavra aos Evangelistas
  • 12. O que não é o Evangelho A Impossibilidade de Imposição. A Subjetividade do Testemunho Pessoal Ação Social A Academia da Apologética A Variedade de Resultados
  • 13. A Impossibilidade de Imposição. • Igualar evangelismo com imposição implica que o Cristianismo é apenas subjetivamente verdadeiro – verdadeiro e obrigatório para mim, mas não para os outros. O Cristianismo não é a opinião subjetiva do homem. É a verdade de Deus, a despeito das nossas opiniões subjetivas. • Igualar evangelismo com imposição implica que os cristãos são capazes de converter eles mesmos as pessoas, o que é inteiramente falso. De fato, de todas as religiões no mundo, o Cristianismo é a menos receptiva a tal imposição, por causa da sua teologia da conversão. • A humanidade está tão arraigada no pecado que, a menos que o Espírito de Deus faça a obra da conversão, nenhum de nós jamais se arrependerá e crerá. • Portanto, o Cristianismo é realmente único entre as religiões do mundo pela impossibilidade de impor sua estrutura de crenças sobre outros. • Somente Deus convence as pessoas a se arrepender e crer.
  • 14. A Subjetividade do Testemunho Pessoal • Muitos compartilham seu testemunho de uma forma que meramente diz aos outros os benefícios que adviram com sua conversão. Isso não é evangelismo, e levará a uma típica resposta: “bom para você!”. • Os testemunhos pessoais devem comunicar a reivindicação do evangelho (arrependimento e fé) sobre as vidas dos ouvintes se o evangelismo há de acontecer através deles. • Talvez sem que o tenhamos percebido, o Evangelho deixou de ser a Palavra do Senhor para ser a minha palavra, a minha compreensão, a minha opinião, a minha experiência, a minha perspectiva, a minha tese, etc. • Cristo tornou-se (quando muito) uma ilustração do meu testemunho. A mudança que ocorreu nas nossas vidas é que pode ilustrar a mensagem do Evangelho.
  • 15. Ação Social • Algumas pessoas confundem ação social ou envolvimento político com evangelismo. Mas os problemas horizontais que enfrentamos na sociedade são frequentemente apenas sintomas de uma ruptura em nosso relacionamento vertical com Deus. • Evangelismo que se restringe a satisfazer necessidades sentidas, salvando o restaurante público ou sendo politicamente ativo, não é evangelismo de forma alguma, pois falha em comunicar claramente o evangelho e a necessidade de se arrepender e crer em Jesus Cristo.
  • 16. A Academia da Apologética • Frequentemente as pessoas assumem que defender a fé respondendo as perguntas e objeções dos céticos é evangelismo. A apologética pode certamente, e frequentemente, levar ao evangelismo. • Mas a menos que Jesus seja apresentado como a única provisão de Deus para o pecado do homem e o arrependimento e a fé sejam apresentados como o único caminho de obter o perdão diante de Deus, o exercício permanece meramente acadêmico e cognitivo.
  • 17. A Variedade de Resultados • Talvez a maioria das pessoas confunda evangelismo com os resultados desejados ou esperados do evangelismo. Mas evangelismo não é simplesmente ver pessoas convertidas. • O verdadeiro evangelismo pode ocorrer milhares de vezes sem uma única conversão. Confundir evangelismo com seus resultados levará eventualmente à frustração e desilusão. • Paulo estava fazendo evangelismo em Atos 13:44- 47, embora os judeus tenham rejeitado a palavra de Deus e julgados a si mesmos indignos da vida eterna.
  • 18. “Nada é mais solicitamente intentado por satanás do que impregnar nossas mentes, ou com dúvidas, ou com menosprezo pelo Evangelho.” João Calvino
  • 19. O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado. O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. (John Stott – A Cruz de Cristo)
  • 20. O evangelho é uma mensagem: • que é pregada (Mateus 4:23; 9:35; 11:5; 24:14; Marcos 16:15; I Coríntios 15:1) • sobre o reino de Deus (Mateus 4:23; Marcos 1:14) . • sobre Jesus Cristo (Marcos 1:1; Romanos 15:19) . • que deve ser crida pelos homens (Marcos 1:15) . • que deve ser obedecida pelos homens (Romanos 10:16; II Thes. 1:8) . • da graça de Deus (Atos 20:24) . • da paz de Deus (Romanos 10:15) . • do poder de Deus (Romanos 1:16) • da qual os cristãos nunca devem se envergonhar (Romanos 1:16) . • através da qual somos nascidos de novo (I Coríntios 4:15) . • que pode ser ocultada do homem (II Coríntios 4:3) . • que pode ser pervertida pelo homem (Gálatas 1:6-9) . • de salvação (Efésios 1:13) . • que pode ser defendida pelo homem (Filipenses 1:17) . • de verdade e esperança (Colossenses 1:5,23) . (John A. Kohler, III)
  • 21. • Este é o evangelho que foi originalmente pregado pelo Senhor Deus (Gênesis 3:15) e mais tarde proclamado pelos profetas do Antigo Testamento (Atos 10:43), por João Batista (João 1:29; Atos 19:4), pelo próprio Senhor Jesus Cristo (Marcos 1:15; João 3:16,18; Lucas 24:45-47), pelos apóstolos do Novo Testamento (Atos 2:38; 3:19; 13:38-39; Romanos 1:16), e pelos verdadeiros pregadores e igrejas cristãs no decorrer das eras. (John A. Kohler, III)
  • 22. O que é o Evangelho DEUS HOMEM JESUS CRISTO ARREPENDIMENTO FÉ
  • 23. O que é o Evangelho • Quem Ele é, qual o Seu caráter, quais os Seus padrões e o que Ele requer de nós que somos Suas criaturas. • Enquanto estas verdades não forem compreendidas o restante DEUS da mensagem do Evangelho não parecerá convincente nem relevante. • O Evangelho nos fala de como foi que não alcançamos o padrão divino; como nos tornamos culpados, corruptos e impotentes no pecado e como estamos sob a ira de Deus agora. HOMEM • O verdadeiro cristianismo é realista quanto ao lado obscuro de nosso mundo, nossa vida, nossa natureza, nosso coração.
  • 24. O que é o Evangelho • O Filho de Deus encarnado + O Cordeiro de Deus + O Senhor ressurreto + O Salvador perfeito. • A morte de Cristo na cruz: sacrifício substitutivo, redenção (resgate, preço pago para que o homem fosse liberto do poder e consequências do pecado), JESUS reconciliação, justificação legal, vitória militar (triunfo) e propiciação (a morte de Cristo anula, cobre, remove o pecado – perdão é concedido). CRISTO • Nada disso é meramente potencial, uma possibilidade. Cada figura se refere a algo que cumpre realmente a sua finalidade ou propósito. • Consciência de um relacionamento errado com Deus (necessidade de restauração da comunhão com Deus). ARREPENDI- • Consciência da culpa, impureza, rebelião, alienação e estranhamento Dele. MENTO • Convicção de pecadoS (particulares e específicos) – nossos feitos. • Convicção de pecaminosidade (corrupção e perversidade total aos olhos de Deus) – nossa natureza. • É lançar-se, descansar e confiar plenamente e somente nas promessas de misericórdia que Cristo fez aos pecadores e no Cristo que fez essas FÉ promessas. • A fé que salva exige exclusividade (plenamente e somente ). • A fé que salva desconfia, despreza e denuncia. Hem??? Lutero responde!
  • 25. Eis o que entendo sobre as boas-novas: O Deus único e verdadeiro, que é santo, nos fez a Sua imagem para que o conheçamos. No entanto, nos pecamos e nos separamos dEle. Em Seu grande amor, Deus se tornou homem em Jesus, viveu de modo perfeito e morreu na cruz, cumprindo ele mesmo a lei e tomando sobre si mesmo a punição pelos pecados de todos aqueles que se converteriam e creriam nele. Ele ressuscitou dos mortos, mostrando que Deus aceitou o sacrifício de Cristo e que a ira de Deus contra nós foi satisfeita. Ele agora nos chama a arrepender-nos de nossos pecados e crer somente em Cristo, a fim de obtermos perdão. (Mark Dever)
  • 26. Por que devemos evangelizar? Obediência Amor aos a Deus perdidos Pelo “simples” Amor a fato de termos Deus sido alcançados pelo Evangelho. Anunciar Por sabermos Glorificar como é terrível a Deus o passar o tempo e a eternidade Evangelho sem Ele
  • 27. Deveríamos evangelizar por obediência a Deus • Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! (1Co. 9:16). Paulo era motivado pela compulsão do Espírito. • Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt. 28:18-20). • Somos ordenados a fazer evangelismo fazendo discípulos. A ordem em si, portanto, tem o intuito de produzir obediência.
  • 28. Deveríamos evangelizar por amor aos perdidos • Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Marcos 6:34). – O amor e a compaixão de Jesus pelos perdidos motivaram-no a ensinar, não apenas satisfazer necessidades sentidas operando um milagre. – O ensino de Jesus é motivado por amor e compaixão, não um desejo de ganhar um argumento ou parecer inteligente. • Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara (Mt. 9:36). – O amor e a compaixão de Jesus pelas pessoas motivaram-no a orar por mais trabalhadores para a seara.
  • 29. Deveríamos evangelizar por amor a Deus • Se me amais, guardareis os meus mandamentos (João 14:15). • Amar a Deus é o único motivo suficiente para o evangelismo. Somente um profundo amor a Deus nos manterá em Seu caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos humanos falham (John Cheesman, The Grace of God in the Gospel [Edinburgh: Banner of Truth, 1972], 122). • O amor a Deus resultará num desejo de obedecer aos seus mandamentos e promover sua glória reunindo mais adoradores e fazendo mais discípulos. – Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação (1Pedro 2:12).
  • 30. O Evangelho e o Humor - Jim Elliff • O evangelho e encenações de humor são parceiros muito estranhos • O humor é um instrumento ineficaz para trazer convicção de pecado (anestesia a mente!) • Tal meio pode amortecer a capacidade e o apetite em entender a palavra escrita, lida e pregada. • O humor torna a verdade reduzida e simplista – até mesmo sufocada • É uma maneira vazia e vã de falar sobre Deus
  • 31. • Diversão é uma palavra que é usada hoje na igreja de forma desenfreada! É um adjetivo, é um substantivo, é um verbo, porque nós exercemos o ministério buscando ajustar-nos a essa mentalidade. (John Piper) • Estou profundamente preocupado com isso. Eu quero defender a seriedade a respeito de Deus, em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele pareça "divertido", transformando-O em mais uma peça de entretenimento. (John Piper) • Não somos desafiados a abandonar nosso pecado quando os nossos sentimentos são afagados e nossas preferências são estimuladas. (Mark Dever)
  • 32. Devemos precaver-nos para que, cedendo ao desejo de adequar Cristo às nossas próprias invenções, não o mudemos tanto, que ele se torne dessemelhante de si próprio. Não nos é permitido inventar tudo ao sabor de nossos gostos pessoais, senão que pertence exclusivamente a Deus instruir-nos segundo o modelo que te foi mostrado (Ex 25.40). João Calvino, Exposição de hebreus, p. 209.
  • 33. Como devemos evangelizar? • Precisamos pôr em revista todos os nossos planos e práticas evangelísticas - nossas missões, nossas campanhas; nossos sermões, discursos e testemunhos; nossas reuniões, grandes ou pequenas e nossa apresentação do evangelho no tratamento pessoal; os folhetos que distribuímos, os livros que emprestamos, as cartas que escrevemos - e nos fazer as seguintes perguntas a respeito de cada uma dessas coisas:
  • 34. • Será que esta maneira de apresentar a Cristo foi prevista para deixar claro às pessoas que o evangelho é a palavra de Deus? • Será que ela foi prevista para desviar a atenção do homem e de todas as coisas meramente humanas e fazê-la voltar-se para Deus e a sua verdade? • Ou será que sua tendência é de desviar a atenção do Autor e autoridade da mensagem, para a pessoa e desempenho do mensageiro? • Ela faz o evangelho soar como uma idéia humana, um brinquedo do pregador, ou uma revelação divina, diante da qual o próprio mensageiro humano fica amedrontado?
  • 35. • Será que esta maneira de apresentar a Cristo cheira mais a esperteza e perícia humana? • Será que a tendência é mais para a exaltação do homem? • Ou ela antes incorpora a simplicidade honesta e sincera do mensageiro, cuja única e exclusiva preocupação é a de entregar sua mensagem, sem o mínimo interesse em chamar a atenção sobre si mesmo, e que deseja até onde ele puder apagar a si mesmo e ocultar-se, por assim dizer, atrás da sua mensagem, pois seu maior temor é que os homens o admirem e aplaudam, quando deveriam estar se curvando e humilhando a si mesmos diante do poderoso Senhor, a quem ele representa?
  • 36. • Será que ela é planejada para mexer com a mente ou, antes, para pô-la para dormir? Seria esta forma de apresentar a Cristo uma tentativa de mover os homens pela força das emoções ou da verdade? • Certamente não há nada de errado com as emoções; seria muito estranho uma pessoa deixar de se emocionar ao se converter. O que está errado é o tipo de apelo que se faz às emoções e o brincar com as emoções, que atormenta os sentimentos das pessoas ao invés de instruir as suas mentes.
  • 37. • Insisto: é preciso que nos perguntemos, esta forma de apresentar a Cristo é planejada para convencer as pessoas da doutrina do evangelho, e não só de partes dela mas toda ela - a verdade sobre o nosso Criador e suas reivindicações, e sobre nós mesmos como pecadores totalmente culpados, perdidos e sem esperança, carentes de um novo nascimento, e sobre o Filho de Deus que se tornou homem, morreu pelos pecados e vive para perdoar os pecadores e levá-los a Deus? • Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, trate de meias verdades, faça as pessoas terem uma noção incompleta destas coisas, e passe depressa à exigência de fé e arrependimento, sem deixar claro do que é que elas deveriam se arrepender e no que devem crer?
  • 38. • Insisto: temos que nos perguntar, esta forma de apresentar a Cristo é planejada para convencer as pessoas da aplicação do evangelho, não só de alguma parte dele, mas de todo ele - a convocação para que nos vejamos e conheçamos a nós mesmos - como Deus nos vê e conhece, isto é, como criaturas pecaminosas, e para encararmos a largura e profundidade da necessidade a que um relacionamento errado com Deus nos levou e, finalmente, para encararmos também o custo e as conseqüências da conversão e aceitação de Cristo como Salvador e Senhor? • Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, fazendo vistas grossas para algumas dessas coisas, dando uma impressão inadequada e distorcida do que o evangelho de fato exige de nós?
  • 39. • Isso não deixará, por exemplo, as pessoas inconscientes de que elas têm a obrigação de dar uma resposta imediata a Cristo? Ou as deixará supor que tudo o que têm a fazer é confiar em Cristo como um carregador de pecados, sem se dar conta de que eles também têm que negar a si mesmos e entronizá-lo como o seu Senhor? • Ou os deixará imaginando que tudo o que elas têm a fazer é consagrar-se a Cristo como o seu Mestre, deixando de se dar conta de que eles também têm que recebê-lo como o seu Salvador?
  • 40. • É preciso lembrar aqui que, do ponto de vista espiritual, é até mais perigoso para uma pessoa cuja consciência foi despertada, dar uma resposta erroneamente concebida ao evangelho, de partir para uma prática religiosa deficiente, do que não dar resposta alguma. • Se você transformar um publicano em fariseu, você o estará colocando em condições piores e não melhores.
  • 41. • Insisto ainda uma vez: temos que nos perguntar, esta forma de apresentar a Cristo é concebida para transmitir a verdade do evangelho de uma maneira adequadamente séria? • É concebida para fazer as pessoas sentirem que elas estão, de fato, diante de uma questão de vida ou de morte? • É planejada para fazê-los ver e sentir a grandiosidade de Deus, as enormes dimensões do seu pecado e carência e a grandeza da graça de Cristo? • É concebida para torná-los conscientes da tremenda majestade e santidade de Deus?
  • 42. • Isto os ajudará a compreenderem que é uma coisa terrível cair nas Suas mãos? • Ou esta maneira de apresentar a Cristo é tão leve, circunstancial, confortável e divertida, que torna difícil aos ouvintes perceberem que o evangelho é uma questão de tremenda importância, e não um estimulante para os desajustes da vida? • É um insulto grosseiro contra Deus e um verdadeiro deserviço aos homens, banalizar e trivializar o evangelho no momento da sua apresentação.
  • 43. • Não é que tenhamos que assumir um ar de formalidade artificial ao falarmos das coisas espirituais; não há nada mais absolutamente fútil do que tentar simular seriedade e nada melhor para tornar os nossos ouvintes em hipócritas. • O que é preciso é o seguinte: que nós, que devemos falar por Cristo, devemos orar constantemente para que Deus ponha e mantenha nos nossos corações uma consciência clara da sua grandeza e glória, da alegria da comunhão com ele, e de como é terrível passar o tempo e a eternidade sem ele; para que Deus nos capacite a falar de maneira honesta, direta, e precisa acerca destes assuntos. • Assim sendo, seremos realmente espontâneos na apresentação do evangelho - ao mesmo tempo que verdadeiramente sérios.
  • 44. • É fazendo perguntas deste tipo que devemos testar e, onde for necessário, reformar os nossos métodos teológicos (evangelísticos). • Qual é o melhor método em cada caso particular, nós teremos que descobrir por nós mesmos. (Oração + Palavra + Orientação + dependência do Espírito Santo) • É à luz deste princípio que todos os debates sobre métodos evangelísticos necessitam ser decididos.
  • 45. • O princípio básico é que o melhor método de evangelização é aquele que serve de forma mais integral ao evangelho. • É o que fornece o testemunho mais evidente da origem divina da mensagem, e do caráter de vida ou morte dos temas que ele levanta. • É aquele que possibilita a mais completa e perfeita explanação das boas novas de Cristo e da sua cruz, e a aplicação mais exata e crítica das mesmas. • É a que mais eficazmente engaja as mentes daqueles a quem se dirige o testemunho, as conscientizando de maneira mais viva de que o evangelho é a palavra de Deus, endereçada pessoalmente a eles em seus contextos particulares.
  • 46. Quem deve evangelizar? • A ordem de Cristo de ir e fazer discípulos em todas as nações foi dada a todos os seus discípulos, não apenas aos doze primeiros (Mt. 28:18-20). • Veja Atos 8:1-4; 11:19-21. Quem foi espalhado e quem permaneceu em Jerusalém? Quem pregava? (todos, exceto os apóstolos … os que foram dispersos) • Veja 1Pedro 1:1-2; 3:15. A quem Pedro está escrevendo? O que ele lhes manda fazer? (aos forasteiros da dispersão …. Estejam prontos para responder a razão da vossa esperança)
  • 47. • Veja Romanos 1:14-15. Essa é simplesmente uma passagem descritiva sobre os desejos de Paulo como um apóstolo? (sou devedor ... estou pronto a anunciar) Eles se aplicam a nós hoje? • De acordo com Atos 6:5, Filipe era um diácono, que não era uma posição de supervisão e liderança espiritual, mas de serviço em questões físicas e financeiras da igreja. Todavia, em Atos 8:5-6, 25- 40, vemos Filipe engajado num evangelismo transcultural. • O evangelismo na igreja primitiva não foi deixado aos apóstolos ou “super-cristãos”. TODO MUNDO FAZIA EVANGELISMO, E HAVIA UMA ÂNSIA EM SEUS
  • 48. Evangelho e Cultura – Rev Albert Mohler • O texto da Escritura deve ser nossa atenção principal e não a cultura. (Com o texto versus contexto) • Nunca cantamos e tocamos tanto e nunca fomos tão analfabetos em relação às Escrituras. (Augustus Lopes) • Temos interesse na cultura porque é onde encontramos os pecadores – o nosso interesse não é fundamentalmente a cultura em si. Ela é passageira. ________________________________________ • Não existe cultura neutra, isenta, pura e inocente. (...) Toda cultura, por mais civilizada que seja, traz valores pecaminosos, crenças equivocadas, práticas iníquas que se refletem na arte, música, literatura, cinema, religiões, costumes e tudo mais que a compõe.
  • 49. • De que maneira apresentar o Evangelho em diferentes culturas? Pessoalmente, acredito que há princípios universais que transcendem as culturas. Eles são verdadeiros em qualquer lugar e em qualquer época. • O grande desafio que Jesus e os apóstolos deixaram para os cristãos foi exatamente este, de estar no mundo, ser enviado ao mundo, mas não ser dele (Jo 17:14-18). Implica em não se conformar com o presente século, mas renovar- se diariamente (Rm 12:1-3). Quando a cultura se torna o Evangelho. Rev Augustus Nicodemus
  • 50. Facetas da nossa cultura • Auto-realização • Auto-suficiência • Autodefinição • Autointeresse • Autotranscendência • Auto-acréscimo A cultura diz: O problema do homem é externo. As soluções estão dentro dele. • Auto-segurança Deus diz: O vosso problema é interno. A solução provém das Minhas mãos.
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  • 59. Mesmo os santos precisam sentir-se ameaçados por um total colapso das forças humanas, a fim de aprenderem, de suas próprias franquezas, a depender inteira e unicamente de Deus. João Calvino, Exposição de 2 Coríntios, p. 22.
  • 60. • Eis um chamado à REFLEXÃO bíblica sobre evangelismo. • Só então, passemos à AÇÃO de evangelizar biblicamente. A Deus Toda a Glória!