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65 - Julho / Agosto 2017 | ANO 11
LEI AMPLIA ABRANGÊNCIA DA
TERCEIRIZAÇÃO PARA AS EMPRESAS
Página 09
SEMINÁRIO GESTÃO DAS ÁGUAS:
UMA ABORDAGEM ESTRATÉGICA
Página 08
PPL 30 anos
Lideranças na
FIERGS/ CIERGS05 Cargos e Salários10 Reforma
Trabalhista13 16
INSTITUCIONAL COMITÊ JURÍDICO VITRINE
02
PONTO DE VISTA
O nosso dia a dia normalmente
consiste em resolvermos problemas
iminentes. Deixamos pouco espaço
para pensar nas ações necessárias
para o crescimento em médio e longo
prazo. Como consequência, somos
empurrados para uma posição defen-
siva, tirando o foco daquilo que nos
permite desenvolver nossos negócios
num prazo mais longo. Porém, para
liderar uma empresa não podemos ser
somente reativos. Precisamos também
desenvolver e ampliar a visão para ga-
rantir o sucesso e o desenvolvimento
sustentável dos negócios.
Aproveito este espaço para alertar
os leitores sobre a importância de
algumas mudanças tecnológicas, que
estão ocorrendo na indústria e que,
eventualmente, não vêm recebendo
a devida atenção. Em especial, aquilo
que o marketing resolveu denominar
‘Indústria 4.0’. No meu entender, é um
novo patamar de utilização da tecno-
logia digital nos sistemas de produção,
como sistemas que disponibilizam
dados de forma instantânea, sendo
processados por programas que apren-
dem de maneira autônoma, progra-
mando máquinas que se comunicam
entre si.
Como podemos aproveitar esta ino-
vação? Primeiramente temos que
reconhecer que o conhecimento de
ponta, necessário para acompanhar
esta nova tendência, está disponível
e muito próximo de nós. No Vale do
Sinos temos os Institutos SENAI de Ino-
vação (ISI) e as Universidades focando
em tecnologia de ponta. Nestas insti-
tuições há especialistas que conhecem
profundamente estas novas tecnolo-
gias e as atualizam constantemente,
além de existirem equipamentos e
softwares às vezes únicos no Brasil.
Em tese, isto possibilita reduzir nosso
custo de pesquisa e desenvolvimento.
Também permite que pequenas e mé-
dias empresas possam evoluir, a ponto
de suprir deficiências específicas na
cadeia de fornecimento das empresas
maiores, talvez até formando parcerias
importantes, criando novos conceitos
estratégicos, que precisam ser desen-
volvidos em conjunto.
Reconheço que ainda temos dificul-
dade em aproximar a indústria e as
instituições de pesquisa, mas insisto
em perceber isto como uma grande
oportunidade oferecida pela disponi-
bilidade de tecnologia de ponta em
nossa região. Percebo certa dificul-
dade de a indústria entender como
as instituições podem ajudar; qual o
custo e como pode ser financiado. Por
outro lado, as instituições muitas vezes
têm dificuldade em fazer a promoção
comercial de seus serviços. Na prática,
vislumbrar oportunidades depende de
uma postura visionária. Às vezes, pa-
rece que cada um espera que o outro
tome a iniciativa, por não saber exata-
mente como dar o primeiro passo.
Nas diversas visitas ao ISI SIM (Ins-
tituto SENAI de Inovação Soluções
Integradas em Metalmecânica de São
Leopoldo) e também aos Institutos
Tecnológicos da UNISINOS percebi
que é uma questão de iniciativa. O pri-
meiro passo deve ser de aproximação,
para entendermos o que existe por
aí e para que possamos trocar ideias
sobre possíveis experiências, a fim de
aprendermos com os cases de sucesso.
Portanto, precisamos ampliar nossa vi-
são e conhecer o que existe; conversar
com as pessoas e pensarmos juntos
como usar os recursos para gerar um
resultado produtivo e sustentável.
O SINDIMETAL RS tem tomado várias
iniciativas neste sentido, em especial
junto aos Institutos SENAI de Inovação.
Certamente é um caminho de tentati-
vas, de erros e acertos, mas se compar-
tilharmos as experiências existentes,
na região, temos muito a ganhar.
Desafio todos a pensar em como criar
este ambiente visionário para o nosso
segmento. O SINDIMETAL RS talvez
possa ser um facilitador. Acredito que
as novas tecnologias serão funda-
mentais para a competitividade da
indústria no futuro e, certamente com
relação ao assunto, a nossa região é
privilegiada!
Vantagem Competitiva
no Vale do Sinos
VolkerLübke
Vice-PresidentedoSINDIMETALRS
Acredito que as novas tecnologias
serão fundamentais para a competitividade
da indústria no futuro...
“ “
EDITORIAL
OSINDIMETALRStemsidopresenteeatuante
emváriasfrentes,sempreemproldasempresas
dos segmentos que representa. Seguindo este
objetivo, uma representatividade importante
foi renovada junto à FIERGS/ CIERGS, como
registramos na matéria, na página 05, referente
à posse da nova diretoria. Empresários da re-
gião marcaram presença no evento e seguem
firmes, em diferentes segmentos, trabalhando
pelo coletivo.
Os bons resultados têm se alastrado e com
frequência entidades e empresários realizam
visitastécnicasaoSINDIMETALRS.Veja,napági-
na 04, a vinda da comitiva da FIRJAN, do Rio de
Janeiro, com um grupo de lideranças dispostos
a conhecer as ações e iniciativas realizadas.
Na página 09, a cobertura do Seminário Tercei-
rização esclarece sobre as recentes alterações
legislativas. Já o evento Cargos e Salários,
promovido pelo Comitê Gestão de Pessoas foi
estendido para os demais comitês e grupos da
entidade,resultandonumaexperiênciapositiva
edesucesso.Conheçamaissobreoassuntoem
pauta, na página 10.
Inovando, a Assessoria Técnica Ambiental está
disponibilizando mais um serviço às associadas
efiliadas.Trata-sedacapturadeimagensaéreas
com o uso de drones. Veja na página 11. Man-
tendo a tradição, a Assessoria JurídicaTributária
orientou gestores sobre mudanças na Legisla-
ção e demais temas. Acompanhe o assunto na
página 12. Na sequência, a ReformaTrabalhista
é abordada com propriedade. Conheça as prin-
cipais alterações, na página 13.
AcolunaMercado,napágina15,tempartilhado
com os leitores casesde sucesso, comprovando
que o segmento está empenhado em trabalhar
com determinação pelo desenvolvimento. Pa-
rabéns às associadas Stihl, HT Micron e Gerdau
pelas conquistas, bem como à direção e equipe
da PPL, que nestes 30 anos de existência segue
se reinventando.
Como disse, com propriedade, o vice-presiden-
te da entidade, Volker Lübke, na coluna Ponto
de Vista, na página 02, “se compartilharmos as
experiências existentes, na região, temos muito
a ganhar”.
Boa leitura e bons negócios!
Até a próxima edição!
PRESIDENTE
Raul Heller
VICE-PRESIDENTES
ArnoTomasini
Leonardo Pedroso Filho
Roberto Dauber
Sergio de Bortoli Galera
Vitor Fabiano Ledur
Volker Lübke
SECRETÁRIO
Roberto Petroll
TESOUREIRO
UdoWondracek
DIRETORES
Ademir Luiz Costella
Celso Luiz Rodrigues
Christine Lange
Daniel Carlos Pereira
Darlan Geremia
Emílio Neuri Haag
Marcelo Fleck
Marcelo Mariani
Paulo Roberto Jacobsen
Ronei Feltes
Silvino Geremia
Thiago Piovesan
Tiago Alliatti Beleza
Valdir Luiz Huning
CONSELHOFISCAL-TITULARES
Luiz Antônio Gonçalves
Marcelino Leopoldo Barth
Roberto Alexandre Schroer
SINDIMETAL RS - www.sindimetalrs.org.br
Não é aplicativo, não precisa baixar, é só acessar!
Agenda, Convenções Coletivas, Cadastro,
Notícias, entre outros assuntos.
SINDIMETAL RS - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São LeopoldoE
X
P
E
D
I
E
N
T
E
CONSELHOFISCAL-SUPLENTES
Pedro Paulo Lamberty
Ricardo Kiszewski
Rubén Antônio Duarte
DELEGADOSREPRESENTANTESJUNTOÀFIERGS
TITULARES
Raul Heller
Sergio de Bortoli Galera
SUPLENTES
Volker Lübke
ArnoTomasini
DELEGADOSREPRESENTANTES
EstânciaVelha/ Dois Irmãos/ Ivoti
Marcelino Leopoldo Barth
Esteio / Sapucaia do Sul
Ademir Luiz Costella
Morro Reuter
Ronei Feltes
São Sebastião do Caí/ Montenegro
Vitor Fabiano Ledur
Sapiranga
Emilio Neuri Haag
Vale Real
Roberto Petroll
COMITÊSEGRUPOS
Comitê EmpresarialValemetalsinos
Pedro Paulo Lamberty
Comitê Gestão de Pessoas
Patricia Misturini
Comitê Lean
Juliano Ilha
Grupo Desenvolvimento de Lideranças 2
Gilberto Luiz Cislaghi Junior
editorial
Entidade em movimento
DIRETORIA | GESTÃO 2016-2018
03
DiretorExecutivo:ValmirPizzutti
Redação:JornalistaNeusaMedeiros(Mtb5062)
RelacionamentoInstitucional:AndreaMaganha
Informativobimestral
Tiragem:1.800exemplares
Circulação:gratuitaedirigida
EdiçãoeProdução:Edição3ComunicaçãoEmpresarialLtda.
Gráfica:ImpressosPortãoLtda.
Fotos:divulgação
relacionamento@sindimetalrs.org.br
www.sindimetalrs.org.br
Frasesdorodapé:
www.mundodasmensagens.com/frases-educacao/
Trabalhosassinadossãoderesponsabilidadedeseusautores.
“Oprincipalobjetivodaeducaçãoécriarpessoascapazesdefazercoisasnovas”.
O papel deste informativo é proveniente de
árvoresdereflorestamento.
AME•PRESERVE•RECICLE
Rua José Bonifácio, nº 204 - 5º andar - Centro das Indústrias - São Leopoldo/RS - Fone (51) 3590.7700
04
INSTITUCIONAL
Adiretoria do SINDIMETAL RS recebeu
em sua sede, no dia 05 de julho, comitiva
de empresários e executivos, que integram
a Federação das Indústrias do Rio de Janei-
ro (FIRJAN), através do Grupo Metal Mecâ-
nico (GMM), composto por nove sindicatos
do respectivo Estado.
A iniciativa já ocorreu em abril e, na oca-
sião, o grupo, formado por 17 pessoas, rea-
lizou visita técnica ao sindicato e empresas
da região, com o objetivo de conhecer as
boas práticas de aplicação do Lean. Neste
segundo momento, 20 gestores estiveram
presentes, reforçando o interesse pelo
tema.
No dia 05, a comitiva visitou, pela manhã,
a Infasul, empresa com Lean aplicado. Na
sequência, os integrantes participaram
de reunião na sede do sindicato, para
apresentação institucional, seguida de
almoço, sendo recebidos pelo presidente
Raul Heller, o vice-presidente Volker Lübke
e equipe executiva. À tarde, a comitiva vi-
sitou o Instituto SENAI Calçado e Logística,
em Novo Hamburgo, parceiro na execução
do programa SPE – Sistema de Produção
Enxuta, do sindicato, focado em Lean.
Já no dia 07 de julho, a visita técnica foi
realizada na Stihl, onde a recepção ficou
a cargo do vice-presidente de Operações,
Arno Tomasini, igualmente vice-presiden-
te do SINDIMETAL RS.
Um trabalho diferenciado está sendo realizado em conjunto pelo
SEBRAE e SINDIMETAL RS. Trata-se do Atendimento Especializado.
Nesta proposta, um técnico do SEBRAE realiza o atendimento nas
empresas, por meio de um diagnóstico de gestão, com o objetivo de
conhecer e compreender a realidade e necessidades do respectivo
negócio. Com base no diagnóstico realizado apresentará in loco, as
oportunidades de melhoria, formalizado em um plano de ação espe-
cífico para potencializar a gestão das empresas.
A Fase 1, piloto, que incluiu São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio e
Portão, já foi concluída. Agora terá início a Fase 2, igualmente desti-
nada aos empresários de micro e pequenas empresas, optantes do
Simples Nacional (com faturamento anual de até R$ 3 milhões e 600
milreais),queincluiosdemaismunicípiosdabasedeabrangênciado
sindicato. As áreas de atendimento são voltadas à Gestão Financeira,
Gestão de Processos, Gestão de Pessoas e Gestão de Marketing de
Vendas.
O atendimento é gratuito e tem a duração de 1h. Mais informações
poderão ser obtidas através do fone (51) 3590-7706.
O projeto Atração de Mão de Obra Jovem para a Indústria, de-
senvolvido pelo SINDIMETAL RS junto à Escola Técnica Frederico
Guilherme Schmidt, em São Leopoldo, segue oportunizando a
interação entre indústria e escola técnica (e vice-versa). No mês
de junho, dias 21 e 22, foram realizadas palestras na escola por
representantes das empresas Gedore e Gerdau, respectivamen-
te. Entre os assuntos abordados com os alunos, o destaque foi
Carreira e preparação para o mercado de trabalho, tema a cargo
de Caroine Queiroz, da Ferramentas Gedore, a convite do comitê
Gestão de Pessoas.
Já o link da escola técnica com o mercado abordou a Manutenção
preditiva com foco na indústria 4.0, que ficou a cargo de Luciano
Kroin e Guilherme Ávila Nascimento, ex-aluno do Frederico, am-
bos da Gerdau, através do grupo Manutenção.
Participaram desta comitiva: Adriana
Silva Luiz, presidente, e Jairo Rodrigues da
Silva Junior, 1º vice-presidente do Sindicato
das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas,
Automotivas, de Informática e de Material
Eletro-Eletrônico do Médio Paraíba e Sul
Fluminense (METALSUL); Ana Cristina Bastos
Ferreira e Erica Cristina de Fatima Teixeira
Machado de Melo, diretoras do Sindicato das
Indústrias Mecânicas e de Material Elétrico
do Município do RJ (SIMME); Orlando Soares
Marques, presidente, e Dalva Iracema Serra
Pereira, executiva do Sindicato das Indústrias
Metalúrgicas,MecânicasedeMaterialElétrico
nos municípios de Duque de Caxias São João
do Meriti e Nilópolis (SIMMEC); Lucenil Fer-
reira de Carvalho e Bernhard Falke Carneiro
Döring, presidente e diretor do Sindicato das
IndústriasMetalúrgicas,MecânicasedeMate-
rial Elétrico no Estado do RJ (SIMMMERJ), res-
Federação das Indústrias do Rio de Janeiro
realiza visita técnica no SINDIMETAL RS
Atendimento Especializado
Atração de Mão de Obra
Diretoria do SINDIMETAL RS recepciona integrantes da FIRJAN
pectivamente;LuizEduardoBoynarddeFaria,
presidente, e Juarez Pessanha Peixoto, diretor
do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicas e de Material Elétrico de Campos
(SINDMEC); Carlos Henrique Ferrari Martins,
diretor, e Viviane Silva Martins, executiva do
Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Me-
cânicas e Material Elétrico de Nova Friburgo
(SINDMETAL); Rogério Martins de Andrade,
presidente do Sindicato das Indústrias Meta-
lúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no
Noroeste do Estado do RJ (SINDMETAL – NO-
ROESTE)eRobertoFranciscoBraz,associadoe
Waltraud Keuper Rodrigues Pereira, presiden-
te do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicase deMaterial Elétrico dePetrópolis
(SINDMMEP); além de executivos da FIRJAN:
Ana Paula da Fonte Moura, Patrícia Galvão
Vidal Corrêa, Julia Verlich Postaue Novaes,
Myriam Marques e Riveli Brigido.
A Federação e o Centro das Indústrias
do Rio Grande do Sul (FIERGS/ CIERGS)
estão sob nova direção, desde o dia 18 de
julho. O empresário Gilberto Porcello Petry
assumiu, oficialmente, a presidência da en-
tidade para a gestão 2017/ 2020, suceden-
do Heitor José Müller após duas gestões
consecutivas. Nesse período, ele também
passa a administrar o Serviço Social da
Indústria (SESI-RS), o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI-RS) e o
Instituto Euvaldo Lodi do Rio Grande do
Sul (IEL-RS).
A cerimônia, para 2 mil convidados, ocorreu
noTeatro do SESI, em Porto Alegre, e contou
com a presença do governador do Estado,
José Ivo Sartori, e o vice-presidente da Con-
federação Nacional da Indústria (CNI), Glau-
co José Côrte.
No evento, Petry comprometeu-se a ser um
porta-voz dedicado e esforçado do setor.
Em seu discurso de posse, ele também des-
tacou que a Federação e o Centro são enti-
dades que não se filiam ou se aliam a qual-
quer partido político. “Nosso alinhamento
é com o setor industrial, com o desenvolvi-
mento do Rio Grande do Sul e do Brasil, e
com a ética e a decência nos negócios, espe-
cialmente para aqueles que dizem respeito
à administração pública”, afirmou, salientan-
do que as dificuldades das empresas não
são virtuais, mas problemas concretos que
precisam ser resolvidos.
Heitor José Müller presidiu reunião con-
junta dos conselhos regionais do SESI e do
SENAI,nomêsdejulho,nasededaFederação
das Indústrias. O encontro teve a apresenta-
çãodaretrospectivadasduasinstituiçõesnas
duasgestõesdeMüller.“Saiofelizportercon-
seguido mexer com a educação do Sistema”,
disse Müller.“Mostramos que é possível fazer
coisas diferentes e conseguimos. Saio com o
dever cumprido e grato”, destacou.
Ao final do encontro, o presidente Heitor
Müller (ao centro) recebeu uma placa em ho-
menagem a sua gestão, à frente do Sistema
FIERGS, dos dois conselhos regionais, entre-
gue pelos integrantes mais antigos, Ademar
de Gasperi (SENAI) e Raul Heller (SESI) (da es-
querda para a direita).
Heitor José Müller desejou sucesso ao novo
presidente e um novo momento para o País.
“Se houvesse o encontro do Estado Brasilei-
ro com a Nação Brasileira, o nosso País, sem
qualquer dúvida, seria imbatível. Espero
que, durante a próxima gestão da FIERGS,
o Brasil possa começar uma nova história”,
disse.
Empresários de todos os setores do Vale do
Sinos, Caí e Encosta da Serra estão presentes
nas diretorias empossadas, firmando uma
forte representatividade da região junto à
Federação e o Centro das Indústrias do Rio
Grande do Sul (FIERGS/ CIERGS). São eles:
05
Foto:DuduLeal
Foto:DuduLeal
“Avivêncianaescolaétãoimportantequantoumaboaeducaçãofamiliar”.
Empresário Gilberto Porcello Petry à frente da FIERGS/ CIERGS
REGIÃO REPRESENTADA NA DIRETORIA DA FIERGS/ CIERGS
Müller é homenageado pelos conselhos do SESI e SENAI
INSTITUCIONAL
Diretoria FIERGS - Vice-presidente Ce-
zar Luiz Müller. Diretores: Aristides Inácio
Vogt, Carlos Eckhard, Darcio Klaus, Gilberto
Brocco, Hernane Kaminski Cauduro, Julio
Cezar Steffen, Marlos Davi Schmidt, Ricardo
JoséWirth, Sergio de Bortoli Galera. Conse-
lho fiscal: Sérgio Bolzan Panerai (suplente).
Diretoria CIERGS -Vice-presidentes: José
Agnelo Seger, Marcos Odorico Oderich. Di-
retores: Celso Theisen, Cláudio Guenther,
Eduardo Renato Kunst, Marcus Coester,
Raul Heller, Ricardo Menna Barreto Felizzo-
la, Volker Lübke.
O SINDIMETAL RS apoiou o evento Trein@ BNDES do
Conselho da Pequena e Média Indústria (COPEMI/ FIER-
GS), no dia 7 de julho, das 9h às 13h, com a cedência do
auditório da entidade, para sua realização.
CapacitaçãosobreCredenciamentoFinameeCartãoBNDESfoiotema
em pauta, ministrado pela equipe do BNDES. O mesmo também con-
tou com a parceria do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC/RS), Posto
de Informações FIERGS/ BNDES e GerênciaTécnica - GETEC – FIERGS.
Evento Trein@ BNDES
06
INSTITUCIONAL
Brasil Mais Produtivo é um programa do governo federal coorde-
nadopeloMinistériodoDesenvolvimento,IndústriaeComércioExte-
rior(MDIC),cujoobjetivoéaumentaraprodutividadedaspequenase
médias indústrias participantes.
O programa conta com a parceria do Serviço Nacional de Apren-
dizagem Industrial (SENAI), da Agência Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) e da Agência Brasileira de
Desenvolvimento Industrial (ABDI). Além disso, o apoio do Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e do Ban-
co Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A Consultoria para Eficiência Energética é uma das ações deste
programa e visa eliminar desperdícios energéticos existentes nas
indústrias, por meio de ferramentas que podem potencializar os re-
sultadoseaumentaraprodutividade.Tambémvisaalcançaro melhor
uso das fontes de energia por meio de análises e soluções para os
elementos de consumo energéticos de uma empresa, como moto-
res, iluminação, refrigeração, etc. As soluções implementadas têm o
objetivo de reduzir o consumo energético por unidade produzida, ou
seja, possibilita às empresas fazer mais com menos, ou produzir mais
com menos energia, reduzindo, desta forma, os custos de produção e
aumentando a produtividade industrial.
Para cumprimento do objetivo deste serviço de consultoria, o escopo
do projeto foi dividido em etapas de trabalho conforme a seguinte
programação: Caracterização do consumo energético; Apresentação
visual dos dados do fluxo de energia com identificação de recursos
de maior consumo energético; Identificação de oportunidades de
melhoria; Descrição das intervenções realizadas a partir da lista de
priorização da empresa; Descrição dos resultados; e Análise dos in-
dicadores de redução do consumo de energia e projeção do retorno
dos investimentos.
EMPRESAS ASSOCIADAS - O programa piloto, de consultoria em
eficiência energética foi aplicado em duas fases, sendo a primeira ini-
ciada em outubro de 2016 e finalizada em abril de 2017. Já a segunda
fase teve início em maio e finalizou em julho deste ano.
Há uma proposta sendo discutida com os órgãos parceiros,
mencionados anteriormente, para expansão do programa no
País. Há expectativa de que no Rio Grande do Sul sejam con-
templadas 40 empresas, destas, inclusas as do setor metalme-
cânico.
As empresas participantes da primeira fase na região metropoli-
tana foram Infasul, de São Leopoldo; e Metalsinos, de Araricá. Na
segunda fase, Celsus, de Novo Hamburgo; e Imac, de Sapucaia
do Sul, todas associadas ao SINDIMETAL RS.
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS - O programa prevê indicadores
de desempenho, sendo que o objetivo principal é a otimização
do consumo energético e a redução do custo com energia por
meio de ações sem investimentos e/ ou com recursos de OPEX.
A meta do programa é reduzir em 10% o consumo energético
e as despesas com energia para as cargas alvos identificadas no
diagnóstico energético, além de um retorno financeiro menor
que 12 meses para o custo do programa.
Em todas as empresas participantes, as metas foram superadas,
tanto à redução de consumo e custo com energia - que superou
os 10% -, como ao retorno do investimento, que ficou abaixo dos
12 meses, conforme pretendido. Em alguns casos, ações como
adequação de tarifa de energia, desligamento de subestações
de energia, manutenção em vazamentos de ar comprimido e
reaproveitamento de energia térmica nos processos de fabrica-
ção possibilitaram a obtenção dos resultados apresentados.
O Instituto SENAI de Tecnologia em Petróleo, Gás e Energia,
executor das consultorias nas empresas mencionadas, coloca-se
à disposição ao atendimento dos serviços apresentados, possibi-
litando melhorias nas instalações industriais.
Contatos podem ser feitos via e-mail marcos.cruz@senairs.org.br
ou telefone: (51) 3904-2660.
O Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (SENAI RS) disponibiliza um
Cadastro de Candidatos a Aprendizes para
Empresas Industriais, implantado no ano
passado, pelo qual as empresas têm acesso
para a seleção e indicação de cotistas. A ini-
ciativa visa fortalecer, desde então, o rela-
cionamento com a comunidade industrial
e a qualificação do aprendiz para facilitar a
sua inserção no mundo do trabalho.
Este cadastro de candidatos é gratuito
e pode ser conferido através dos editais
lançados pelas escolas, anualmente, no
primeiro e segundo semestres. É destinado
aos interessados em matricular-se nos cur-
PROJETO PILOTO SENAI
Brasil Mais Eficiente (Eficiência Energética)
sos de Aprendizagem Industrial, que têm
duração de 2 anos. Para o ingresso direta-
mente na indústria, após a conclusão do
curso, o ideal é que esses jovens cotistas,
aprendizes, tenham mais de 16 anos.
Mais informações através das escolas do
SENAI na região ou site www.senairs.org.br.
Cadastro de Aprendizes
GRUPO
07“Estamostodosmatriculadosnaescoladavida,ondeomestreéotempo”.
Vitória da persistência
REUNIÃO E VISITA NA
CRK E GREFORTEC
CAPACITAÇÕES SOBRE
NEGOCIAÇÃO
BIOMIMÉTICA:
TENDÊNCIA NOS NEGÓCIOS
Sempre que pensamos na atual situação
econômica do País ficamos perplexos. Com
todaestacrisepolítica,éticaemoralficacada
vez mais evidente, no meio empresarial, os
fatores, que ainda mantém muitas empresas
abertas: a persistência e a resiliência das lide-
ranças.Emtemposdeescassezdedemandas
e baixa de pedidos é necessário algo a mais
para manter a máquina funcionando, e tem
sido este um dos papéis das lideranças. É
necessário estar sempre atento aos sinais do
meio em que estamos. Além disso, é preciso
ter ‘olhar clínico’ para encontrar entre várias
pessoas e colaboradores aquelas que estão
verdadeiramente engajadas no mesmo
propósito, com a mesma ânsia e coragem
para lutar e que, principalmente, possuem
características de persistência e resiliência.
Devemos buscar formas de superar os con-
textos negativos que permeiam nossa atua-
lidade e que, num primeiro momento, não
possuímos mecanismos de ação sobre os
mesmos. Precisamos focar todos os esforços
naqueles aspectos que devem ser corrigidos
e melhorados, garantindo assim que não
utilizaremos o pretexto da crise, seja ela do
tipo que for para barrar nosso crescimento e
evolução.
A pior herança que qualquer crise pode
deixar é a estagnação, pois passado o tempo
percebe-se que a mesma serviu, na verdade,
para justificar um período de comodismo,
onde todos os maus resultados foram atri-
buídos ao fator crise, consumindo recursos
irrecuperáveis. A visão oposta, o maior lega-
do de uma crise é a utilização deste período
como um grande desafio, onde a evolução
deve ser acelerada e todos os recursos
utilizados de maneira mais otimizada, colo-
candoaempresaemposiçãoprivilegiada,no
período de retomada. Sabemos que é cada
vez mais evidente a necessidade de trocas
de experiências, onde boas práticas devem
ser compartilhadas entre as corporações,
fazendo com que os resultados positivos
sejam multiplicados. Certa vez, num dos
treinamentos realizados no SINDIMETAL RS
uma frase foi dita e ecoa até hoje nas nossas
mentes: “quando detemos o conhecimento
temos a obrigação de multiplicá-lo”.
Com isso podemos dizer que, além da per-
sistência e da coragem é necessário buscar
apoio, no sentido de ajuda, de troca de ex-
periências, aplicando e multiplicando aquilo
que é absorvido. Fortalecer dentro de nós e
daqueles que nos rodeiam a necessidade de
mudança de hábitos, de atitudes e de pensa-
mentos. Não basta ser do bem, é necessário
fazer o bem.
CarlosCésardoReise GilbertoLuizCislaghiJunior
GrupoDesenvolvimentodeLideranças–DL2
Seguindo a iniciativa de propiciar
maior integração e ampliar o conheci-
mento entre as empresas, que compõem
o grupo Desenvolvimento de Lideranças
2 (DL 2), as reuniões dos meses de julho
e agosto não ocorreram na entidade.
No mês de julho, o DL 2 e o DL 3 partici-
param de capacitações sobre Negociação,
ministradas pelo professor Ivan Garrido,
com pós-doutorado e mestrado em Ad-
ministração, atuante nas universidades e
consultor de grandes empresas. Capacitar
os participantes para a compreensão e
identificação (percepção) dos aspectos
comportamentais e táticos, que influen-
ciam o processo de negociação foi o
objetivo principal dos cursos, no entanto
os enfoques para cada grupo foram dife-
rentes, sendo um básico e outro avançado.
Agenialidade da natureza, com soluções
inovadoras e sustentáveis para a sua reali-
dade, tem sido observada e analisada por
especialistas. Os resultados têm inspirado
novas tecnologias, que podem ser aplicadas
nas empresas, nos produtos, em processos
e sistemas, tornando-os mais sustentáveis
e regenerativos. Este conceito nos remete a
Biomimética “uma das cinco tendências de
tecnologia, que podem conduzir a empresa
paraosucesso”,segundoaForbesMagazine.
O tema Biomimética foi abordado com
muita propriedade pela engenheira de
Produção Mecânica, Giane Brocco, no dia
14 de agosto, às 17h30min, na sede do
SINDIMETAL RS, numa promoção do DL 2,
extensiva aos demais comitês e grupos. Es-
pecialista em Biomimética,
mestre em Engenharia de
Produção e Sistemas, Giane
Brocco é fundadora do Biomi-
micry Brasil, além de atuar como
diretora executiva da Mercobor.
A beleza, a força, a inteligência e o poder
da natureza movem os seus projetos de-
senvolvidos na área da Biomimética. Entre
eles estão um novo processo sustentável
de injeção a frio, com luz UV; Indicadores
Ambientais Industriais, baseados nas
Sequoias e um labirinto sensorial, com
base nos ‘super sentidos’ dos animais. “Um
mundo sustentável já existe”, comenta Gia-
ne, “nós temos que acessar essa sabedoria;
o conhecimento; as receitas químicas; as
estratégias dos organismos, e até mesmo
os seus propósitos, utilizando com sucesso
a natureza, permitindo que a vida e os ne-
gócios prosperem”.
Quando formos pedir um conselho, Giane
reforça que devemos lembrar que a natu-
reza pensou nisso primeiro. Novas soluções
exigem novas formas de pensamento.
“Temos que ser percussores em tecnologia,
quebrar paradigmas. O mundo está multi-
disciplinar e linear, é necessário adequar a
forma de pensar”, justifica. A Biomimética
chegou como a tendência número um nos
negócios em 2017. “Precisamos entender
qual o propósito da nossa empresa e nos
reconectarmos com a natureza, olharmos
com mais detalhamento, pois o planeta é
um imenso laboratório”, salienta a especia-
lista, que na ocasião apresentou, também,
vários cases de sucesso sobre o assunto.
No DL 3, de nível básico, que ocorreu nos
dias 12 e 19 de julho, foram trabalhados os
conceitos e práticas mais iniciais da nego-
ciação, principalmente ligados a aspectos
mais comportamentais, sendo dada maior
ênfase à ação do negociador em termos de
comunicação, relacionamento e personali-
dade, evidenciando efetivamente as causas
e consequências do papel do negociador
sobre os seus resultados de curto e longo
prazo.Já no curso aplicado no DL 2, de nível
avançado, que ocorreu nos dias 10 e 17 de
julho, além dos aspectos comportamentais
acima citados, foram inseridas técnicas de
negociação com o objetivo de associar os
comportamentos aos elementos mais estra-
tégicos e técnicos do processo.
No dia 03 de julho, a mesma teve lugar
na CRK e, no dia 07 de agosto, na Grefor-
tec. Nas duas ocasiões, as participantes
do grupo das duas empresas, Bianca
Kiszewski de Medeiros e Andrea Peres
Gremes Pereira, respectivamente, rece-
beram os demais integrantes do DL, para
apresentação institucional e visita às
fábricas.
Giane Brocco apresenta ideia inovadora
08
SEMINÁRIO GESTÃO DAS ÁGUAS
DISSEMINA BOAS PRÁTICAS E CONSUMO CONSCIENTE
A água é um bem precioso, cada vez mais
escasso. Com base neste pensamento o SINDI-
METAL RS organizou o Seminário Gestão das
Águas, no dia 18 de agosto, no horário das 8h
às 11h30min. “O evento foi uma oportunidade
para que as empresas possam aprimorar o uso
eagestãodesterecursonatural”,alertaatécnica
Ambiental, Ana Cristina Curia, da BEE Assessoria
e Consultoria, assessoria técnica ambiental
da entidade. “Indústrias exercem um caráter
fundamental para a disseminação de práticas,
que contribuam para a sustentabilidade do uso
da água”. Conforme Ana, “o estabelecimento
de programas de gestão hídrica oportuniza a
promoção de tais práticas, uma vez que pro-
porciona um cenário ambientalmente correto,
economicamente viável e socialmente justo”.
BOAS EXPERIÊNCIAS - A programação teve
início com a palestra sobre Gestão e Oportu-
nidadedeÁguasIndustriais,acargodeCarlos
Moraes, professor universitário e decano da
Escola Politécnica Unisinos. “Cada vez mais os
recursos naturais estão comprometidos, pois o
aumento do consumo tem sido representativo”,
alerta. “A população continua descartando os
seus resíduos em lugares impróprios, como na
beira dos rios”, lamenta Carlos.“A gente precisa
cumprir com estas responsabilidades, com
soluções dentro e entre as nossas fronteiras”.
A importância do conceito de ‘produção mais
limpa’, deve ser uma mudança cultural. “Se
pensarmos em água, existem exemplos que já
utilizam o‘ciclo fechado’, como na Alemanha.
AÇÃO
Na sequência, a arquiteta Viviane Nabinger, Se-
cretáriaExecutivadoComitêdeGerenciamento
da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comi-
tesinos), especialista em Planejamento Urbano
e Habitacional e diretora da Ingabor Borrachas,
falou sobre Água de Todos para Todos.“O Rio
Grande do Sul tem a maior oferta de água para
as nossas atividades, mas temos conflitos por
questões de quantidade e qualidade”, informa.
Conforme destacou Viviane,“a água é um bem
público, de domínio do Estado, com valor eco-
nômicoefundamentalparaodesenvolvimento
da vida, em todas as suas formas”.
Com relação à Bacia Hidrográfica do Rio dos
Sinos a mesma possui uma área de 4 mil Km²,
abrangendo 32 municípios e uma população
de 1,3 milhão (18,6% da população do RS). Os
eventosextremossãoumarealidadenestecon-
texto, como escassez e abundância (enchentes)
de água e falta de turbidez e balneabilidade.
“Parte se deve aos esgotos domésticos sem
tratamento, pois apenas 5% são tratados, e aos
lançamentos dos esgotos industriais, hoje, com
abatimento de cargas, incluindo também o
descuido de espaços, áreas estratégicas, como
lixo, erosão, entre outros”, enfatiza.
A atuação do Comitesinos completou 29
anos, em 2017, tendo sido criado através do
Decreto Estadual Nº 32.774, de 17 de março
de 1988. Conforme Viviane, as atribuições são
mediar, articular, propor e deliberar, aplicando
conhecimento científico (órgãos públicos,
universidades e entidades extensionistas); legi-
timidade social (comitê de bacia) e concretude
de procedimentos (MP/RS).
O biólogo Joel Garcia Dias, diretor de
Planejamento e Proteção Ambiental,
da secretaria municipal de Meio
Ambiente de São Leopoldo
(SEMMAM SL), abordou sobre
o Sistema Municipal de
Recursos Hídricos. “Não há
previsão de aumento dos
recursos hídricos, podendo
haver inclusive um declínio
se considerarmos a neces-
sidade de transposição de
águas da bacia do Caí para
manter a vazão do rio”,
enfatiza. Segundo Joel, “o
Rio dos Sinos não é consi-
derado o mais poluído do
Rio Grande do Sul. O Rio Gravataí o suplanta,
pois houve uma piora da situação. Na realidade,
a divulgação do trabalho Conjuntura dos Re-
cursos Hídricos no Brasil, em 2009, cita ambos
os rios como em estado mais crítico neste
Estado e entre os piores do Brasil”. Joel também
abordou questões pertinentes aos arroios João
Corrêa, Kruse, Sem Nome, Peão, Gauchinho, da
Manteiga e Cerquinha, alertando que entre as
principais ameaças estão ocupações irregulares
nas suas margens, com lançamento de efluen-
tes domésticos e industriais.
CASES - Na continuidade, foram apresentados
oscasesdaStihl–GestãodasÁguas,comGus-
tavo Gladzik; e Taurus – Gestão Hídrica, sob a
responsabilidade de Taís Viacava Valle Santos,
sendo Ana Curia a mediadora do debate.
Gustavo Gladzik, engenheiro Sanitarista e
Ambiental, responsável pelas áreas de Meio
Ambiente, Central de Resíduos, Estação de Tra-
tamento de Efluentes e Águas, da Stihl, relatou
que a empresa busca a redução do consumo
total da água, apoiando iniciativas de funcioná-
rios, bem como a independência do abasteci-
mento externo, através do reuso de efluentes;
utilização da água de forma consciente e de
poços artesianos, assim como do tratamento
de água industrial. Um exemplo mencionado
foi o controle da qualidade de água de lavagem
e reciclo interno no setor de cromagem. Entre
os projetos para 2018 estão o aumento da ca-
pacidadede armazenamento da águadachuva
e mais economia de água potável.
TaísViacavaValleSantos,engenheiraQuímica
e supervisora de Meio Ambiente, da Taurus,
apresentou a nova estrutura organizacional da
empresa e registrou que a área ambiental res-
ponde diretamente à direção. Com o objetivo
de reduzir os impactos no meio ambiente e
atender aos requisitos legais, a Taurus investiu
cerca de 10 milhões em Projetos Ambientais ao
longo de 2016 como a Central de Resíduos e Al-
moxarifado de Produtos Químicos e Estação de
Tratamento de Efluentes e Água.“Na realidade,
estamosatentosaestasdemandasoanointeiro.
O próprio vestiário da empresa reutiliza a água;
foram sanados vazamentos e/ ou substituídas
tubulações”. A Taurus está comprometida em
preservar a sua área ambiental e dissemina esta
prática e cuidado junto os seus funcionários,
valorizando as iniciativas que contribuam para
o consumo consciente.
Curia, Nabinger, Dias, Gladzik, Moraes e Santos (da esquerda para direita)
09“Avidadeveserumaconstanteeducação”.
AÇÃO
SEMINÁRIO TERCEIRIZAÇÃO
esclarece associados e filiados
Os advogados Gisele de Morais Garcez e
Júnior Eduardo Arnecke, do escritório Gar-
cez Advogados Associados, foram os pales-
trantes do SeminárioTerceirização, no dia 26
dejulho,nohoráriodas14hàs15h30min,na
sede do SINDIMETAL RS. Na ocasião, ambos
abordaram de forma compartilhada o tema
Terceirização frente às recentes alterações
legislativas oriundas das Leis 13.429/ 2017 e
13.467/ 2017.
Segundo Gisele Garcez, a terceirização é um
modelo de relacionamento mundialmente
adotado, mas que gerava uma grande
insegurança jurídica no cotidiano empre-
sarial brasileiro. Com a publicação destas
novas leis, a sua adoção passa a ser lícita, em
todas as atividades da empresa, causando
uma grande transformação nos conceitos e
critérios até então adotados pelas mesmas,
possibilitando também a ampla contratação
de prestadores de serviços.
Enfatiza, entretanto, que embora as empre-
sasestejamautorizadasaadotarestemodelo
de relacionamento, uma série de requisitos
devem ser observados. “É aconselhável que
se mantenham especificados, no contrato
de prestação de serviços, os motivos que
justificam a respectiva contratação”.Também
mencionou a importância de serem atendi-
dos alguns requisitos fundamentais, como
informações sobre o CNPJ, registro na Junta
Comercial e o capital social da empresa, que
deverá ser compatível com o número de
empregados. Conforme o advogado Júnior
Arnecke, na atual legislação é destacada
a necessidade de serem implementadas
medidas de controle e registros em relação
aos serviços prestados, sobretudo porque a
nova lei reconhece que a contratante é res-
ponsável pelo cumprimento das obrigações
com os trabalhadores envolvidos. “Posso
terceirizargrandepartedasatividades,desde
que sejam especificas e determinadas, mas
se não houver a observância dos critérios
legais previstos na lei, as consequências
e possíveis prejuízos podem ser grandes”,
afirma. Ressalta em sua explanação, que “as
empresas devem eleger bons parceiros para
evitar futuros problemas”. Outra novidade é
relativa ao fato de que o empregado que for
demitido não poderá prestar serviços para a
respectiva empresa na qualidade de presta-
dora, antes de 18 meses, contados a partir da
sua demissão, ficando a exceção para o caso
dos aposentados.
Na prática, salienta Júnior, devem constar
no contrato os serviços determinados e
específicos, prazo e preço, além de garantir
condições de saúde e segurança do traba-
lho. “Cabe verificar sempre a idoneidade da
empresa a ser contratada, a regularidade na
prestação de serviços e a capacidade técnica
efinanceiraparaqueamesma possa cumprir
com o contrato e com as demais obrigações
havidas”, finaliza Júnior.
A promoção do seminário foi do SINDI-
METAL RS, em parceria com o SINBORSUL,
SINDARTCOURO e SINDIVEST, direcionada
aos empresários e gestores das empresas
associadas e filiadas dos respectivos sindi-
catos.
Público atento às informações divulgadas
Gisele Garcez e Júnior Arnecke
terça-feira
26/09
Save the Date
11º MEETING
Gestão de Pessoas
10
COMITÊ
OSINDIMETAL RS promoveu, através do
Comitê Gestão de Pessoas, o Seminário
Cargos e Salários, no dia 25 de julho, no
horário das 8h30min às 11h, em sua sede.
A atividade, estendida para os demais co-
mitês e grupos da entidade, foi conduzida
com muita propriedade pela coordenadora
do Comitê, Patrícia Misturini, gestora de
RH, da empresa Gedore.
Ao abordar o tema, Patrícia reforçou a
importância da estrutura dos cargos estar
devidamente organizada na empresa, para
que possam ser definidos os respectivos
salários. “De todos os processos que en-
volvem o setor de Recursos Humanos (RH)
nas empresas este é o mais importante, por
esta razão deve ser estruturado a partir do
equilíbrio interno (hierarquia de cargos) e
do equilíbrio externo (mercado)”, salienta.
Segundo a palestrante, um bom plano de
cargos e salários, deve estabelecer uma
política salarial justa e competitiva, com
base nos fatores internos correlacionados
a valores de mercado, elaborando normas
que assegurem um tratamento equitativo.
“Determinar estruturas salariais capazes
de reter seus profissionais e de atrair co-
laboradores para atividades específicas,
lembrando-se de definir regras claras e
iguais para todos, é primordial”, assegura
Patrícia. A definição do perfil do cargo
deve levar em consideração também para
onde a empresa está sendo direcionada.
“As responsabilidades básicas de cada car-
go na organização precisam ser definidas
claramente, com os respectivos valores,
para que seja estabelecido um equilíbrio
interno, sem distorções salariais e de acor-
do com as referências de mercado”, afirma.
FASES DE IMPLANTAÇÃO – Para a
palestrante, harmonizar os interesses
econômico-financeiros da organização,
com os interesses de crescimento de vida
de seus colaboradores é uma equação que
precisa ser realizada. Outro aspecto a ser
considerado é a racionalização da estru-
tura organizacional, que deve possibilitar
a redução/ simplificação, bem como servir
de base para a evolução quantitativa dos
profissionais.
A primeira fase é de organização e plane-
jamento, onde o legítimo envolvimento e
interesse do corpo executivo com relação
ao projeto são definitivos para o sucesso
do trabalho.
Seminário sobre Cargos e Salários apresenta
aspectos relevantes para as empresas
AGENDA
SINDIMETAL rs
SETEMBRO
11a15– Curso CIPA
18/09a30/10–GrupodeEstudos–Práticas
de Atração e Retenção de Pessoas
26–11º Meeting Gestão de Pessoas
27– Curso Mundo doTrabalho – Etiqueta
Profissional
OUTUBRO
03 a 06 – Exposição Mercopar – Caxias do
Sul/ RS
05– Missão Empresarial Mercopar – Ca-
xias do Sul/ RS
16a20–Curso Cipa
18 – Curso Mundo do Trabalho – Signi-
ficado do Trabalho: Visão sistêmica e
Motivação
Acompanheeparticipe,mêsamês,dasoportunidadesdenegócioequalificação,queestãoincluídasnaagendadaentidade.
Maisinformaçõespoderãoserobtidasatravésdostelefones(51)3590-7707e3590-7708.
** Programação sujeita à alteração I Consulte a agenda no site www.sindimetalrs.org.br
NOVEMBRO
08–6º Fórum Lean
12a14–EEBA–EncontroEconômicoBrasil
X Alemanha
20a24–Curso Cipa
29 - Workshop Tributário e Econômico –
Cenários 2018.
A fase dois diz respeito à divulgação. É
importante dar conhecimento a todos
os níveis da organização acerca dos
objetivos e da metodologia a serem
empregados, bem como o de buscar uma
postura participativa e o comprometi-
mento de todos. É fundamental estabe-
lecer um canal de comunicação único e
transparente, minimizando expectativas
geralmente criadas por falta ou omissão
de informações.
Na fase três, referente ao levantamento
das atribuições, são identificadas todas as
funções; seguindo, a descrição do cargo,
na fase quatro; a avaliação e classificação
dos cargos, na cinco; e pesquisa salarial,
na fase seis. Na sequência – fase sete - é
realizada a determinação da estrutura
salarial, “onde a empresa deverá fazer o
‘casamento’ entre a avaliação de cargos
e os resultados da pesquisa salarial; é o
momento onde se calcula os valores das
faixas salariais para cada cargo ou grupo
dentro da empresa, bem como quando
a organização irá determinar o ‘grau de
agressividade’, definido pelo salário mé-
dio de mercado”, destaca Patrícia.
Já na fase oito, acontece o exercício de
enquadramento de cargos e salários,
onde o que vale não é o nome do cargo,
mas o que o funcionário realmente faz. E,
na última implantação, a fase nove, que
diz respeito à política de cargos e salários,
onde é concluída a criação e implantação
do programa de cargos e salários, bem
como os mecanismos de manutenção
dos mesmos, lembrando que todos os
cargos têm limitadores.
Segundo Patrícia, as carreiras estão cada
vez mais horizontais. “Precisamos traba-
lhar com projetos, que envolvam mais
pessoas, para darmos conta de tantos
desafios”.
Patrícia esclarece comitês e grupos
As indústrias metalúrgicas, inclusive por
realizarem atividades com considerável im-
pacto ambiental, necessitam observar todos
os procedimentos legais para a instalação e
manutenção das suas operações.
Alguns desses requisitos legais são observados
quando do procedimento de licenciamento
ambiental: cuida-se do cumprimento de uma
série de exigências através de atos administra-
tivos junto à Fundação Estadual de Proteção
Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM)
ou ao órgão ambiental municipal e, uma vez
efetivamente obedecidos, tem-se o resultado
satisfatório com a emissão de uma licença am-
biental com as condições, restrições e medidas
de controle ambiental necessárias.
Esse procedimento objetiva esclarecer e deter-
minar a instalação, regularização e a operação
das empresas e suas respectivas atividades
(inclusive porque cada empresa do segmento
metalmecânico apresenta suas características,
utiliza recursos ambientais e descarta resíduos
de maneira distinta).
Existem no ordenamento legal os seguintes
tipos de licenças ambientais expedidas em
favor das empresas, quais sejam: a licença
prévia (LP), que consiste no documento
expedido em fase preliminar do planejamento
do empreendimento e/ou atividade, em que
resta aprovada a localização da empresa, a
concepção do projeto e ficam estabelecidos
os requisitos básicos e condicionantes para
próxima fase; a licença de instalação (LI),
que determina a autorização de instalação
da atividade de acordo com as especificações
constantes nos planos, programas e projetos
aprovados pelo Órgão Público, incluindo as
medidas de controle ambiental; a licença de
operação (LO), quando resta autorizada a
operação da atividade empresarial após ser
11
TÉCNICOJURÍDICOEAMBIENTAL/SERVIÇO
verificado o cumprimento do constante nas
licenças anteriores, com as medidas de controle
e condicionantes determinadas para operação.
Apenas a título de conhecimento, refira-se
à existência da licença única, que somente
tem cabimento para aquelas atividades com
portemínimoegraudepoluiçãobaixoemédio,
sendo dispensadas as demais licenças, mas que
incabíveisàsindústriasdosetormetalmecânico.
Para cada processo administrativo de licencia-
mento ambiental há distintos trâmites e podem
haver desfechos diferentes, conforme cada tipo
de empreendimento e/ ou atividade empresa-
rial e a fase que se encontra.
A Resolução CONAMA 237/ 97 definiu as
competências da União, Estados e Municípios e
determinouqueolicenciamentodeversersem-
pre feito em um único nível de competência. O
IBAMA atua, principalmente, no licenciamento
de grandes projetos que envolvam impactos
em mais de um estado, no mar territorial; na
plataforma continental; na zona econômica
exclusiva; em terras indígenas; em unidades de
conservaçãodedomíniodaUnião;asatividades
envolvendo material radioativo; os empreen-
dimentos militares ou aqueles cujos impactos
diretos ultrapassem os limites do País.
O órgão ambiental estadual é responsável em
licenciar empreendimentos localizados em área
física que ultrapasse os limites do município
e aqueles que não envolvam impactos locais.
Sendoosúltimosdecompetênciadoórgãomu-
nicipal,noRS,segundoAnexoIeIIdaResolução
CONSEMA 288/14.
Contudo, os procedimentos para solicitação das
modalidades de licenciamento são uniformes e
iniciamdamesmaforma:aempresainteressada
ingressa com formulário administrativo junto à
A assessoria Técnica Ambiental, do SIN-
DIMETAL RS, sob a responsabilidade da Bee
Assessoria & Consultoria, está disponibilizando
mais um serviço às associadas e filiadas.Trata-se
da captura de imagens aéreas com o uso de
drones, oferecendo duas alternativas para as
empresas interessadas.
ALTERNATIVA 1 - Fotos e Filmagens diversas
(cerca de 1 hora de voo).
ALTERNATIVA 2 (COMPLETA) - Fotos e filma-
gensdiversas(imagensemaltaresolução);Orto-
mosaico Georreferenciado (precisão entre 1cm/
px e 4cm/px; excelente para medidas de áreas e
distâncias; base de dados para apresentação de
resultados técnicos, aceita por todos os órgãos
ambientais; subsidia estimativas de volumes);
FEPAM ou à Prefeitura Municipal, requerendo o
tipo de licenciamento, demonstrando o seu en-
quadramento empresarial (através de contrato
social e ficha de situação cadastral da Receita
Federal). Tanto a FEPAM, como os Município
fornecem formulários próprios adequados para
cada requerimento e efetuam cobrança de ta-
xas administrativas de licenciamento ambiental
queserevertememfavordeFundosEstadualou
Municipal em prol do meio ambiente, devendo
ser precedida uma pesquisa antes de a empresa
apresentar qualquer pedido nesse sentido.
Uma vez protocolizada a pretensão da em-
presa por expedição de licença, nos termos
daResoluçãoCONAMA237/1997elegislação
municipal aplicável, o Poder Público e o par-
ticular interessado deverão, conjuntamente,
promover um estudo ambiental do pedido,
inclusive com a elaboração de planos de ma-
nejo e recuperação de área degrada, assim
como análise de risco ambiental. Concluído o
estudoeatendidastodasasexigênciasexpostas
à empresa, o Poder Público expedirá o licencia-
mento ambiental, de modo que aquela poderá
desenvolver suas atividades empresariais com
regularidade.
De outra parte, caso a empresa não atenda aos
requisitos ou realize suas atividades sem o devido
licenciamento, poderá sofrer sanções que partem
desdeumapenademultaatésançõesadministra-
tivasecivisderessarcimentodedanoseinterdição
de atividades, bem como criminais (por desobe-
diênciaecrimeambiental).
• Engenheira Química da Bee Assessoria e Consultoria Ltda.,
AssessoriaTécnicaAmbientaldaentidade.
•Advogadointegrantedaequipedeprofissionaisdoescritório
Garcez Advogados Associados – Assessoria Jurídica do SINDI-
METALRS,naáreaTrabalhista,AmbientaledeRepresentação
Comercial.
“Ohomemnãoénadaalémdaquiloqueaeducaçãofazdele”.
Ana Cristina Curia
CREA 104376-D
Eduardo Gaelzer
OAB/RS 58.660
BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O LICENCIAMENTO AMBIENTAL:
necessidade de se manter regular com o Poder Público
NOVO SERVIÇO OFERECE IMAGENS COM DRONES
Mapa Topográfico em Escala Colorimétrica (os
mapas podem ser gerados em escala colorimé-
trica ou curvas de nível); Modelo Digital do Ter-
reno; Laudo Final e Responsabilidade Técnica;
todos os arquivos digitais.
Conheçatodasasdemaisopçõesdeserviços:
• Avaliação do Processo industrial – Enquadra-
mento ao Licenciamento Ambiental;
• Implantação do Gerenciamento de Resíduos
Sólidos (operacionalização e monitoramento
de todas as etapas do Plano de Gerenciamento
de Resíduos Sólidos), inclusive Implantação da
Coleta Seletiva;
• Elaboração do Plano de Gerenciamento de
Resíduos Sólidos (PGRS);
• Realização de Auditoria Ambiental (interna e
compulsória da FEPAM) e Conformidade Legal;
• Avaliação Geológica e Biológica para Emissão
de Pareceres e Laudos;
• Implantação/Manutenção do Sistema de
Gestão Ambiental e Integração de Sistemas de
Gestão;
• Gestão dos Aspectos e Impactos Ambientais;
• Treinamento de Identificação e Avaliação dos
Aspectos e Impactos Ambientais; Formação e
Reciclagem de Auditores Internos; Interpreta-
ção dos requisitos da ISO 14001;
• Qualificação de Prestadores de Serviços Am-
bientais;
• Preparação e Resposta às Emergências;
• Implantação de Programa de Produção mais
Limpa;
• Definição de Tratamento de Efluentes e Emis-
sões Atmosféricas - procedimentos e melhorias
no sistema;
• Sensibilizações em Sustentabilidade e educa-
ção ambiental.
A Bee é responsável pela consultoria técnica
para assuntos relacionados às áreas de meio
ambiente e sustentabilidade. Compreende
inicialmente, consultas sem ônus, para as
empresas associadas e filiadas. Assuntos
aprofundados são avaliados individualmente e
cobrados diretamente da empresa. Associadas
têm 20% de desconto. O atendimento ocorre
às segundas-feiras, das 10h às 12h, na sede do
sindicato, mediante agendamento através do
número: (51) 3590 7702.
JURÍDICO TRIBUTÁRIO
12
EXCLUSÃO DO ICMS DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA
PALESTRA TRIBUTÁRIA ORIENTA GESTORES
No mês de julho de 2017, o SINDIMETAL
RS,atravésdeseusadvogados,ingressoucom
três ações judiciais em nome dos seus asso-
ciados e filiados, visando discutir questões tri-
butárias relevantes, as quais estão pendentes
de julgamento nosTribunais Superiores.
A primeira ação movida, autorizada pela
Diretoria do Sindicato na reunião do dia 08
de junho de 2017, diz respeito à exclusão do
ICMS da base de cálculo da Contribuição
sobre a Receita Bruta - CPRB. Referida ação
tem fundamento idêntico àquela julgada
pelo STF, no dia 15 de março de 2017, em que
a Corte decidiu pela inconstitucionalidade
da inclusão do ICMS na base de cálculo das
contribuições para o PIS/ COFINS.
Com a instituição da Contribuição Patronal
sobre a Receita Bruta – CPRB, as empresas
submetidas à sistemática de desoneração
da folha de salários passaram a recolher, em
substituição, contribuição patronal tendo
como base de cálculo a receita bruta. Ocorre
que o Supremo Tribunal Federal, no tocante
às contribuições para o PIS e COFINS, definiu
queoICMSnãopoderiacomporabasedecál-
culo respectiva, ao argumento de que o valor
arrecadado(atítulodeICMS)nãoseincorpora
ao patrimônio do contribuinte e, justamente
por isso, não pode integrar a base de cálculo
dessas contribuições. Se o ICMS destacado
nas notas fiscais (ICMS sobre vendas) não
compõe a receita, para fins de incidência do
PIS/ COFINS, não pode igualmente compor
a base para fins de cálculo da Contribuição
Patronal sobre a Receita Bruta – CPRB. Se a
Mudanças na
Legislação, Extinção
da Desoneração da
Folha de Pagamen-
to e Parcelamentos
junto à Receita
Federal e Procuradoria (PERT) foram os
temas em destaque na Palestra Tributária,
ocorrida no SINDIMETAL RS, dia 02 de
agosto. Os advogados Marciano Buffon
e Marina Furlan, da equipe Buffon & Fur-
lan Advogados Associados - Assessoria
Jurídica Tributária da entidade estiveram
abordando os assuntos em pauta.
O governo federal, com a edição da Me-
dida Provisória nº 774/ 2017, alterou, a
partir de 1º de julho de 2017, a forma de
se calcular a contribuição previdenciária
incidente sobre a receita bruta, como
previsto na Lei nº 12.546/ 2011.
decisão final for favorável, os Associados
e Filiados da Entidade, que recolheram
a maior a CPRB, por incluírem o ICMS na
base de cálculo, poderão compensar os
valores indevidamente recolhidos com
outrostributosfederais,comaatualização
monetária (SELIC), nos termos que vier a
ser decidido pelo Judiciário.
Além dessa ação judicial, a Diretoria aprovou,
na reunião do dia 22-06-2017, a discussão
sobre a redução do benefício do REINTE-
GRA. Com a edição da Medida Provisória nº
540/2011, convertida na Lei nº 12.546/2011,
foi instituído o Regime Especial de Reintegra-
ção de Valores Tributários para as Empresas
Exportadoras – REINTEGRA, o qual tem por
objetivo recuperar custos tributários federais
residuais existentes nas suas cadeias de
produção, mormente em relação ao PIS e à
COFINS, mediante a aplicação de percentual
a ser fixado por ato do Poder Executivo, entre
0 e 3% sobre a receita decorrente de exporta-
ção de bens produzidos pela pessoa jurídica.
Contudo, sobreveio o Decreto nº 8.415, de
27 de fevereiro de 2015, que estabeleceu a
redução dos percentuais de REINTEGRA, sem
observaroprazode90diasentreapublicação
da norma e os seus efeitos. Assim, pretende-
-sediscutirodireitoàapuraçãodasdiferenças
entre 1% a 3% no período de março, abril e
maio de 2015 e de 0,10% a 1% nos períodos
de dezembro de 2015 e janeiro de 2016.Tam-
bém nesse caso será possível compensar os
valoresquevieremaserapurados,emfacede
sentença judicial transitada em julgado.
Porfim,nareuniãododia27dejulhode2017,
a Diretoria do SINDIMETAL RS confirmou o
ajuizamento da discussão sobre a extinção
da Contribuição sobre a Receita Bruta para
diversos setores, inclusive o metalmecânico,
realizada pela Medida Provisória nº 774/2017,
com efeitos a partir de 1º de julho de 2017.
Tal discussão fundamenta-se na quebra do
princípio da segurança jurídica, uma vez as
empresas tiveram que optar pela sistemática
no mês de janeiro de 2017, sendo que a
própria legislação determinava que referida
escolha seria definitiva ao longo de 2017.
Tendo em vista que até o momento o Con-
gresso Nacional não definiu se irá converter
em lei ou não referida Medida Provisória,
bem como que a extinção da desoneração
irá obrigar as empresas a realizarem o reco-
lhimento da Contribuição sobre a folha de
salários, no percentual de 20%, no dia 20 de
agosto (relativamente ao mês-competência
Julho/2017), a discussão judicial pretende o
reconhecimento de que as empresas possam
pagar sobre a receita bruta até o final do
exercício de 2017, uma vez que isso traria
prejuízos substanciais, principalmente para
aqueles que têm uma grande quantidade de
funcionários e cuja receita seja preponderan-
temente da exportação.
Advogado da equipe Buffon & Furlan Advogados Asso-
ciados I Assessoria Jurídica do SINDIMETAL RS, na área
Tributária.
Marciano Buffon
OAB/RS 34.668
A aplicação da Lei nº 12.546/ 2011, conhe-
cida como a lei desoneração da folha de
pagamento, continuará sendo opcional,
porém, a partir de 1º de julho de 2017, só
estarão abrangidas pela norma algumas
empresas. “Assim, a partir da entrada em
vigor do referido normativo, pode-se afir-
mar que o regime da desoneração estará
praticamente extinto, pois a maioria dos
setores não mais poderá adotar a sistemá-
tica da contribuição sobre a receita bruta,
instituída pelo artigo 7º, da Lei nº 12.546/
2011”, afirma Buffon. A conversão em
lei da referida Medida Provisória estava
prevista para agosto, contudo até a data
da realização dessa palestra não havia
ocorrido.
Segundo a advogada Marina, as infor-
mações compartilhadas com os gestores
presentes na ocasião não foram conclu-
sivas, em virtude
da imprevisão da
situação política,
que acaba se refle-
tindo nas questões
econômicas do País.
Com relação à conversão em Lei da Medi-
da Provisória nº 783/ 2017, no tocante ao
parcelamento dos débitos junto à secre-
taria da Receita Federal e Procuradoria da
Fazenda Nacional, “a sugestão é aguardar,
pois poderá sofrer alterações”, alerta.
“Deixem tudo organizado e somente for-
malizem quando os critérios forem mais
claros e definitivos”.
Na ocasião, também foram comentadas
as ações judiciais, que os advogados
ingressaram recentemente, em nome dos
associados e filiados da entidade.
JURÍDICO TRABALHISTA
REFORMA TRABALHISTA
As relações de trabalho no Brasil são fundamen-
tadas por um conjunto de normas constitucionais,
convenções internacionais, leis em sentido amplo e
conformações destas pela jurisprudência. A Conso-
lidação das Leis do Trabalho, aprovada em maio de
1943, deu corpo unitário a leis então esparsas e está
em vigência por mais de setenta anos. Pouco comen-
tado o fato de que ao longo dessas sete décadas,
mais de 500¹ alterações ou reformas foram feitas
à CLT: Constituições (1946, 1967 e 1988), Emendas
Constitucionais, Decretos Lei, Decretos, Leis Comple-
mentares e Medidas Provisórias. Logo, reformar a CLT
não é novidade – e não deveria deixar de ser. Pois, é
mais uma medida da necessária e constante atualiza-
ção e concatenação da realidade social e prática do
trabalho ao texto legal – ou ao contrário!?
Todas estas reformas da CLT ao longo de tanto tempo
em vigência buscaram sua modernização e adequa-
ção às relações sociais, econômicas e de mercado de
trabalho que absurdamente se transformaram até a
década de 80. Após os anos 90 então, a intensidade
das transformações tem se mostrado exponencial-
mente significante (imensa e consubstancial a veloci-
dade, a quantidade e o conteúdo das mudanças) ao
que constatado até aquele momento.
Neste turbilhão permanente de modernizações e
mudanças de eras e paradigmas, por pura lógica de
aperfeiçoamento, a CLT, se pode afirmar, não estava
mais a par da realidade do mundo e, principalmente,
das relações de trabalho. Não que agora esteja to-
talmente concatenada com a realidade econômica
e social do trabalho, mas trata-se inegavelmente de
avanço. Necessário referir que a reforma não retira
sequer um direito do trabalhador. O pressagiado em
contrário não é verdadeiro e é reflexo advindo de
um polo que, não poderia ser diferente no jogo, está
argumentando e fazendo sua parte prevista.
A reforma trabalhista é um passo, alguma coisa (das
muitas) a ser feita a endireitar um rumo que a nação
vem perdendo a partir anos 2000. A Lei nº 13.467,
de 13 de junho de 2017 (com vigência a partir
de 11/11/2017) altera (adiciona, muda ou revoga)
diversos dispositivos da CLT e das Leis de Trabalho
Temporário, do FGTS e da organização da Seguridade
Social e do Plano de Custeio dela. Contudo, mesmo
que programada a vigência para novembro de 2017,
não é possível afirmar que isto efetivamente irá
ocorrer tal qual está previsto na Lei nº 13.467: existem
freios e contrapesos (Medidas Provisórias, Leis, ações
sobre constitucionalidade das alterações, etc) de
diversasordensquepodemalterarostermosdestalei
até novembro!
Da CLT, são mais de uma centena de alterações, de
forma que faremos menção àquelas mais impactan-
tes e pertinentes ao empregador. De pronto e sem
dúvidas em nosso sentir, o corpo principal da reforma
é o peso conferido às convenções e acordos coletivos
de trabalho, que dará legitimidade aos envolvidos na
relação em estabelecer os parâmetros legais adequa-
dos àquelas categorias em específico – pontos nos
quais a lei generalista não alcança. É a valorização
da vontade das partes e não a estática do Estado,
traduzindo-se em redução da insegurança jurídica e
da litigiosidade exagerada.
Há alterações e novidades de substância na reforma,
oque impõeumencorpadotemadecasaaosempre-
gadores, seus colaboradores da gestão de pessoas e
jurídicos trabalhistas no sentido de avaliar o que deve
ser mantido, alterado ou criado nas suas relações de
trabalho. Por isso, é momento de extrema cautela,
discussão e entendimento apurado entre todos
para determinar quais caminhos a trilhar nesta
gestão.
13
Fernando Garcez
OAB/RS 69.356
Sem prejuízo das alterações não citadas aqui, porque
em grande número, transcrevemos as principais mu-
danças com a reforma²:
- Negociação coletiva – aumentaram os assuntos passíveis de
negociação entre empregador e empregados, permitindo que
acordosouconvençõesseequiparemàleiemtemascomo:jornadade
trabalho,contacorrentedehoras,compensaçõesdehorário,intervalo
intrajornada, salário, planos de cargos e salários, remuneração por
produtividade e participação nos lucros. A Justiça do Trabalho ao
analisar convenções e acordos coletivos deverá permanecer adstrita
às questões formais, respeitando a autonomia da vontade coletiva e,
ainda,SúmulaseOrientaçõesJurisprudenciaisnãopoderãocriarnovos
direitos.
-Rescisãocontratualpormútuoconsentimento–Poderáhaver
arescisãodecontratodetrabalhoquandohá“comumacordo”entrea
empresa e o empregado. Neste caso, o trabalhador receberá metade
do valor do aviso prévio e saque de até 80% do valor do FGTS e a
integralidade das demais verbas trabalhistas, mas não terá direito de
acessaroSeguroDesemprego.ALeidispensaahomologaçãoobriga-
tóriadarescisãocontratualemsindicatosounoMinistériodoTrabalho,
obrigando-se o empregador a anotar a CTPS, informar os órgãos
competentes e pagar o montante da rescisão em até 10 dias do fim
darelaçãocontratual.
-Contacorrentedehoras - Poderáserpactuadoporacordoindivi-
dualescrito,desdequeacompensaçãoocorranoperíodomáximode
6meses.
- Regime 12 x 36 - Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36
horas de descanso, mediante acordo individual escrito, convenção
coletivaouacordocoletivodetrabalho,emqualqueratividadepoderá
serestabelecidoestetipodejornadadetrabalho,semprerespeitando
olimitede44horassemanais(ou48horas,comashorasextras)e220
horas mensais. Não será exigida licença-prévia para prorrogação de
horáriosematividadesinsalubresnajornada12x36.
-Intervalopararepousooualimentaçãoetempoàdisposição
do empregador – Deixam de ser consideradas como integrantes
da jornada atividades como descanso, estudo, alimentação, higiene
pessoaletrocadouniforme(desdequenãohajaobrigaçãodeatroca
douniformeserefetuadanaempresa).Ointervalointrajornadapoderá
serreduzido(parasairmaiscedo),bemcomosuanãoconcessãogerará
direitoaindenizaçãoequivalenteaoperíodosuprimido.
- Horas in itinere - O tempo que o trabalhador passa em trânsito
entreresidênciaetrabalho,naidaevoltadajornada(caminhandoou
porqualquermeiodetransporte,inclusiveofornecidopelaempresa),
não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à
disposiçãodoempregado(comrestrições).
-Reduçãodosvaloresparadepósitorecursal–reduçãode50%
nosvalorespararecorrerparamicroepequenasempresas,bemcomo
isenção para entidades filantrópicas e as empresas em recuperação
judicial.
- Quitaçãoanualdasobrigações-Écriadaapossibilidadedeum
termo anual de quitação das obrigações trabalhistas, a ser assinado
pelo trabalhador na presença de um representante do sindicato, que
declaraorecebimentodasparcelaselencadasnotermodescritivo.
-Terceirizaçãoecontratotemporário-Éoportunizadaacontrata-
ção de prestação de serviços terceirizados para o desenvolvimento da
atividadefimdasempresas,vedadaacontrataçãodepessoasjurídicas
compostas por ex-empregados das contratantes por, no mínimo, 18
(dezoito)meses.Édiminuídopara120diasoprazodocontratotempo-
rário,prorrogáveispelodobrodoperíodoinicial,qualquerqueeleseja.
-Trabalho a tempo parcial - Poderá ser de até 30 horas semanais,
sem hora extra ou de até 26 horas semanais, com acréscimo de até 6
horasextras.
-Regimedeteletrabalho(homeoffice)-Trabalhoserárealizado
fora da empresa, com a utilização de tecnologias de informação e
de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como
trabalho externo. O comparecimento do empregado à empresa para
realização de específicas atividades não descaracteriza o regime de
teletrabalho. O contrato de trabalho especificará as atividades que
serão realizadas pelo empregado, bem como a responsabilidade pela
aquisição,manutençãooufornecimentodosequipamentostecnológi-
coseinfraestruturanecessáriaàprestaçãodotrabalhoremoto.Poderá
seralteradooregimedeteletrabalhoparapresencialpordeterminação
doempregador,garantidooprazodetransiçãomínimode15dias,com
registroemaditivocontratual.
- Benefícios que não integram a remuneração-Nãomaisinte-
grarãoverbassalariaisaajudadecusto,oauxílioalimentação(vedado
pagamentoemdinheirodeste),diáriasdeviagem,prêmioseabonos,
nãoincidindoencargos.
-Trabalhadorautônomo–Acontrataçãodoautônomo,cumpridas
por este todas as formalidades legais, com ou sem exclusividade, de
formacontínuaounão,afastaaqualidadedeempregadoprevistana
CLT.
-Equiparaçãosalarial-Comanovaredação,aprevisãoda“mesma
localidade” passa a exigir o mesmo estabelecimento empresarial,
afastando, por conseguinte, a caracterização da equiparação salarial
deempregadospertencentesaempresasdistintas,maspertencentes
ao mesmo grupo econômico, ou mesmo empregados que prestam
serviços em locais de trabalho diferentes, ainda que para mesmo
empregador. Empregado e paradigma não poderão ter diferença
superiora4anosdetempodeserviçoeotempode2anosnamesma
função. Além disso, se exclui a possibilidade de reconhecimento do
“paradigmaremoto”,quandoopedidodeequiparaçãosedácomum
colegaquetevereconhecida,porviajudicial,aequiparaçãocomoutro
colega.
- Férias – Desde que haja concordância do empregado, poderão ser
parceladas em até 3 vezes, desde que um dos períodos seja superior
a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 dias
corridos,cadaum,semlimitaçãoparamenoresde18anosoumaiores
de50anosdeidade.
-Empregadonãoregistrado/Multa–Asmultasadministrativas
serão reajustadas anualmente pela Taxa Referencial (TR), divulgada
peloBancoCentraldoBrasil,oupeloíndicequevierasubstituí-lo.
-Exigênciadeuniformeesuahigienização-Cabeaoemprega-
dordefiniropadrãodevestimentanomeioambientelaboral,sendo
lícita a inclusão no uniforme de logomarcas da própria empresa ou
deempresasparceirasedeoutrositensdeidentificaçãorelacionados
à atividade desempenhada. A higienização do uniforme é de
responsabilidade do trabalhador, salvo nas hipóteses em que forem
necessáriosprocedimentosouprodutosdiferentesdosutilizadospara
higienizaçãodasvestimentasdeusocomum.
Estas, dentre várias outras, seriam as principais altera-
ções a mencionar neste momento. Todo e qualquer
movimento patronal na gestão das relações de
trabalho, portanto, deve ser amplamente planejado,
pensado e discutido com todos os envolvidos nos
próximos tempos.
Salientamos, por oportuno, que muito embora o
texto tenha sido aprovado sem vetos pelo Poder Exe-
cutivo, há uma proposta de Medida Provisória para
alterar alguns dispositivos (trabalho da gestante em
atividade insalubre, jornada de 12x36, dano moral,
trabalho autônomo e intermitente, representação
dostrabalhadoresnaempresaeparticipaçãodossin-
dicatos) que foram objeto de divergência no Senado
Federal.
Advogado integrante da equipe de profissionais do escritório Garcez Advo-
gados Associados | Assessoria Jurídica do SINDIMETAL RS, nas áreasTraba-
lhista,AmbientaledeRepresentaçãoComercial.
¹ Lista de alterações da CLT disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5452-1-maio-1943-
415500-norma-pe.html
² Conforme ComunicadoTécnico nº 106, de 14 de julho de 2017, da FIERGS.
“Aeducaçãoexigeosmaiorescuidados,porqueinfluisobretodaavida”.
Esta primeira unidade do SENAI foi inaugurada em 02 de abril de
1977 com o nome de Agência SENAI de Treinamento da Encosta
Inferior do Nordeste. Tendo em vista as características da economia
da região, predominantemente voltada para os setores calçadista e
metalúrgico, a Unidade tem priorizado atender à demanda por qua-
lificação de mão de obra destes segmentos, bem como outras neces-
sidades das comunidades da sua área de jurisdição, que compreende
os municípios de Sapiranga (sede), Araricá, Nova Hartz e Santa Maria
do Herval. O Centro de Formação Profissional (CFP) SENAI Waldemar
Strassburger dentre as Unidades do SENAI é considerada de porte mi-
cro,jáqueefetuaemmédia3milmatrículasporanoerealizaemtorno
400 mil horas/ aula/ ano. As metas referentes a esses dois índices são
estipuladasnoPlanodeAçãodaUnidadeeacompanhadasatravésdo
demonstrativo gerencial recebido mensalmente.
Fonte: CFP SENAIWaldemar Strassburger
14
RAIO X
SENAI WALDEMAR STRASSBURGER, EM SAPIRANGA
EDUCA PARA O MUNDO DO TRABALHO
Grupo Manutenção
visita a Braskem
HISTÓRICO
COM A PALAVRA, o Gerente de Operações Hugo Gerhardt
1–Oqueaescolaoferece?
O CFP SENAIWaldemar Strassburger oferece cursos de educação pro-
fissional na modalidade de aprendizagem industrial, que atende jo-
venscomidadeentreos14eos24anos,nasáreasdoCouroeCalçado,
Gestão e Metalmecânica.
Nas modalidades de Iniciação Profissional, Aperfeiçoamento Profis-
sional e Qualificação Profissional são oferecidos cursos abertos para
a comunidade nas áreas de Alimentos e Bebidas, Automação, Auto-
motiva, Couro e Calçado, Eletroeletrônica, Gestão, Metalmecânica, Re-
frigeração e Tecnologia da Informação os quais podem ser realizados
nas instalações da escola, unidades móveis ou in company. O propósi-
to destes cursos é o de desenvolver e requalificar os profissionais que
atuam nas indústrias e fazer com que estes atendam aos desafios que
o mercado de trabalho exige.
Representantes das empresas Gedore, In-
pel e Stihl, que integram o grupo Manuten-
ção,doSINDIMETALRS,estiveramrealizando
umavisitatécnica,dia21dejulho,nohorário
das 8h15min às 12h, na Braskem, emTriunfo.
A atividade teve como foco principal os
seguintes assuntos: Estrutura da Manu-
tenção (forma de atuação, existência de
equipe específica), Fornecedores internos
e externos, Indicadores de Manutenção,
Manutenção Preditiva (mapeamento), Ma-
peamento de equipamentos críticos, Gestão
de Manutenção (como é feita), Engenheiros
de Confiabilidade (rotina), TPM, Segurança
no trabalho nas atividades de Manutenção,
incluindo uma visita à fábrica.
Criada em 2002, pela integração de seis
empresas da Organização Odebrecht e
do Grupo Mariani, a Braskem é, hoje, a
2–Qualaabsorçãonomercado?
Nos cursos na modalidade de aprendizagem industrial, realizados
dentro das indústrias na área calçadista, a contratação dos egressos
chega a 95%. Nas demais áreas, o índice é de aproximadamente 80%.
3 – Que projetos estão em andamento?
A escola prepara seus técnicos e docentes para atuarem na meto-
dologia de educação por competência, desenvolvendo situações de
aprendizagem contextualizadas com as situações reais do mundo do
trabalho. Dentre elas, o desenvolvimento de projetos interdisciplina-
res envolvendo os alunos de diferentes áreas e também projetos in-
tegradores, abrangendo situações reais em indústrias parceiras, com
o intuito de preparar profissionais com visão globalizada e foco nos
resultados.
Sede da escola
maior produtora de resinas
termoplásticas nas Américas
e a maior produtora de
polipropileno nos Estados
Unidos. Possui um dos port-
fólios mais completos do
mercado, ao incluir também
o polietileno verde, produzido
a partir da cana-de-açúcar, de origem 100%
renovável.
A Braskem está inserida no setor químico e
petroquímico, e tem participação relevante
em inúmeras cadeias produtivas, sendo
essencial para o desenvolvimento econô-
mico. É a única petroquímica integrada
de primeira e segunda geração de resinas
termoplásticas no Brasil. Isso se traduz em
vantagens competitivas, como escala de
produção e eficiência operacional.
A Stihl, líder no mercado brasileiro de
ferramentas motorizadas portáteis, foi
duplamente agraciada com o Prêmio
Exportação RS 2017, ocorrido no dia 13 de
julho, no Teatro do Bourbon Country, em
Porto Alegre. A empresa ganhou na cate-
goria Diversificação de Mercados, mérito
destinado às companhias que se destaca-
ram pelo número de países-alvo para os
quais exportam seus produtos; e o Troféu
Diamante, um reconhecimento voltado
para organizações que configuram entre
as vencedoras por pelo menos 10 edições.
O presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guen-
ther, destacou a relevância de uma política
estável para as exportações. “A grande
dificuldade que encontramos para expor-
tarmos no Brasil é a nossa política instável”,
afirmou. Segundo ele, com a exportação,
a Stihl vem conseguindo manter sua esta-
bilidade financeira e superar a deficiência
do mercado doméstico. “Encerramos 2016
Uma nova linha de encapsulamento e teste de semicondu-
tores foi lançada, no mês de junho, pela HT Micron. A novidade
permite fabricar produtos com a tecnologia Multi Chip Packging,
que possibilita o encapsulamento de múltiplos chips em um só
componente.
Utilizando wafers extremamente finos, os chips são colados com
alta precisão. Os filamentos de ouro possuem diâmetros micro-
métricos e formam o contato elétrico dos circuitos integrados,
que são combinados em estruturas empilhadas. Com isso, um
mesmo componente pode ter até sete camadas de circuitos, o
que permite a combinação de diferentes funções em um mesmo
encapsulamento.
Os primeiros materiais produzidos nesta linha foram eMCPs, que
incluem chips de memória volátil (LPDRAM) e não volátil (Nand
Flash) combinadas com um controlador. O projeto resultou de
contrato de subvenção junto à Financiadora de Estudos e Projetos
(Finep). Este projeto ainda contou com a parceria da empresa com
a Unisinos, para a implantação de unidade do Instituto Tecnológi-
co de Semicondutores (ittChip), na sua unidade fabril, laboratório
destinado à realização de teste e análise de componentes Nand
Flash de alta performance.
AGerdau está investindo em inovação digital para aumentar
a competitividade, garantir redução de custos e ganhos de efi-
ciência. Com o projeto @UsinaDigital, após análise das operações
das usinas, foram identificadas oportunidades de introdução de
soluções tecnológicas para otimização dos processos produtivos.
Na usina de Sapucaia do Sul, com a implementação do projeto,
os colaboradores podem realizar suas tarefas no ambiente de
produção com mobilidade, maior produtividade, menos papel e
informações em tempo real, com a utilização de smartphones com
aplicativos customizados.
Além disso, o processo de inventário de produtos e insumos que
eram realizados com contagens manuais, registro com papel e
caneta, e posterior lançamento no sistema, foram automatizados,
gerando uma economia de mais de mil horas de trabalho por ano.
Outras frentes abordaram controle online dos custos de produção,
automação em rotinas de lançamentos de produção, sistemas de
alarmes para desvios de processo com envio de SMS para a cadeia
de ajuda e treinamentos presenciais passaram para formato vídeo,
com provas on line.
15
MERCADO
Fonte: Stihl
Fonte e foto: GerdauFonte e foto: HT Micron
sem desempregar ninguém e começamos
2017 com um mercado doméstico instável,
mas conseguimos superar esse déficit. A
exportação é muito importante e preci-
samos de políticos que criem projetos a
longo prazo para que as indústrias possam
exportar cada vez mais. Ser agraciado com
esse reconhecimento é uma honra para
todos nós”, concluiu.
Para ampliar as vendas no mercado ex-
terno, a Stihl conta com a competência,
flexibilidade e criatividade de sua equipe
no Brasil, somada à experiência e tecnolo-
gia inovadora da matriz, que fica na cidade
de Waiblingen, na Alemanha. Os produtos
com maior crescimento em volume nas
exportações de 2016 foram: motosserras
(17%), principalmente para Cingapura, Ín-
dia e África do Sul; e pulverizadores (13%),
com destaque para os Estados Unidos,
México e Colômbia. Os principais países
responsáveis pelo faturamento das expor-
“Énoproblemadaeducaçãoqueassentaograndesegredodoaperfeiçoamentodahumanidade”.
Reconhecimento em dose dupla
no 45º Prêmio Exportação RS
Lançamento
de nova tecnologia
Inovação digital
na produção de aço
tações da Stihl Brasil foram os Estados Uni-
dos (31,6%), a Alemanha (12,9%) e a China
(7,8%), todos com unidades produtivas do
Grupo Stihl. Apoiada em pilares sólidos de
gestão estruturados pela matriz alemã, a
subsidiária da marca no Brasil exportou,
em 2016, para mais de 70 países e destinou
50% da produção da fábrica para esta
finalidade. A receita total de exportações
alcançou mais de R$ 614 milhões.
Considerado o principal reconhecimen-
to na área de comércio exterior no Rio
Grande do Sul, o Prêmio Exportação RS é
promovido pela Associação dos Dirigentes
de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS).
Em sua 45º edição, o reconhecimento valo-
riza empresas que obtiveram os melhores
resultados mercadológicos e desenvolve-
ram estratégias inovadoras para expor e
comercializar seus produtos no mercado
internacional.
CEO da HT Micron, Chris Ryu
Uma empresa que nasceu e chegou aos 30
anos de existência valorizando o trabalho e a
família. Esta é a essência que norteia a trajetória
daPPLIndústriadeReboquesLtda.Fundadaem
1º de julho de 1987 teve um início marcante, na
garagem do caminhão do Paulo Appolinário da
Silva, em Esteio, onde muitas vezes, por falta de
espaço, acabava manobrando a carreta sobre o
jardim da residência, cuidado amorosamente
pela esposa Lori.
Com sede em Sapucaia do Sul, a PPL comemora
três décadas de estrada como uma das princi-
pais fabricantes de implementos rodoviários do
mercado nacional, com ênfase no transporte
boiadeiro. “Desenvolvemos, produzimos e dis-
tribuímos uma completa linha de implementos
rodoviários, não somente para o transporte
de gado, mas também para cavalos, ovelhas,
toras, grãos e containers”, salienta o sócio Paulo
Ricardo da Silva, responsável pela Produção e
Vendas. “Oferecemos soluções técnicas, manu-
tenção, corte e dobra de chapas de aço, monta-
gens industriais e pinturas, atendendo a melhor
logística com produtos de grande durabilidade
e segurança”, destaca Régis Adriano Scharlau
da Silva, atuando em Projetos e Suprimentos.
Inicialmente voltada para o transporte de gado,
a empresa inovou ao entrar no mercado com
os primeiros conjuntos de carroceria e rebo-
que, conhecidos por Romeu e Julieta. Mesmo
desaconselhado por alguns empresários, foi na
oficina do irmão, em São Leopoldo, que cons-
truiu, durante quatro anos, sozinho, esta versão
inovadora. “Passei a ganhar o frete em do-
bro, economizando tempo e revolucionando
o transporte bovino, através do caminhão
com reboque, a Julieta boiadeira”, relembra
emocionado o fundador deste empreendimen-
to.
Em 1985, o visionário Appolinário desenvolveu
um sistema de engate retrátil, para facilitar
a passagem da Julieta sem necessidade de
A vontade de vencer e oferecer mais conforto
para a família era grande. Appolinário lança en-
tão, em 1988, um novo sistema de pintura anti-
corrosiva para a estrutura metálica de seus rebo-
ques e carrocerias visando maior durabilidade e
resistência dos equipamentos. A qualidade do
tratamento anticorrosivo permitiu lançar, em
1996, a carroceria e reboque PPL Metálica. Este
novo sucesso se uniu ao Engate Retrátil de três
estágios, que acompanha todos os Romeu e Ju-
lieta fabricados até os dias atuais.
A competência e a criatividade foram funda-
mentais para o desenvolvimento de equipa-
mentos especiais com sistemas hidráulicos,
pneumáticos, mecânicos e conjugados entre
si, em um processo de mecanização florestal. O
tempo foi trazendo novos desafios e, em 1989,
uma grande conquista marcou definitivamente
a trajetória da PPL. A aquisição da atual sede
numa área de 15mil m², onde foram construídos
4mil m² destinados à produção.“No início, mes-
mo sem luz e telefone, sabíamos que estávamos
no caminho certo”, relembra o fundador. “Hoje,
passados tantos desafios, estamos mais unidos”.
“Nossos clientes, em sua maioria, são de frigo-
ríficos do Estado” salienta o filho Paulo Ricardo,
cofundador da empresa e que conhece todo o
:: Inovando sempre ::
serviço de produção e o fluxo do processo, de-
senvolvendo também na área de corte e dobra,
mas sempre focado no agronegócio. Hoje a PPL
conta com equipamentos de primeira linha,
mantendo inclusive produtos de série homolo-
gados junto ao Denatran, estando capacitada
para desenvolver novos equipamentos e pro-
jetos especiais em parceria com seus clientes,
visando sempre a melhor relação entre o custo
e o benefício.
A empresa atua na área de montagens indus-
triais e pinturas, atendendo as necessidades
específicas dos clientes, através de produtos
desenvolvidos em parceria. Além disso, presta
serviços de manutenção de reboques, semi-
-reboques, carrocerias e conteiners. Somado a
este trabalho, em 2010, a família criou a Estação
Coletora de Fluídos veiculares (ECOFLUV), uma
unidade móvel que faz a descontaminação das
sucatas de veículos.
Para enfrentar os novos desafios, o fundador
conta não somente com seus dois filhos e só-
cios, mas também com a parceria da filha Su-
siane Scharlau da Silva, além dos netos Rafael e
Priscila. Uma corrente do bem, que tem levado
este trabalho adiante, com planos de ampliação
e, quem sabe até de uma nova empresa, para
dar vazão ao talento empreendedor da família.
O empreendimento idealizado por Appoliná-
rio, que atuou anos com frete boiadeiro, segue
inspirando os filhos e diretores, assim como os
netos, através dos bons exemplos.“Mesmo com
80 anos de vida, ele trabalha diariamente na
empresa”, enfatizam.
Desejamos sucesso na continuidade deste sonho,
que começou com o fundador Appolinário, mas
já contagiou as futuras gerações da família.
VITRINE • ESPAÇO SINDIMETAL Nº 65
www.ppl.ind.br
desengatar a composição. Eram dias seguidos
viajando pelas estradas transportando gado.
“Para não perder o vocabulário, escutava
rádio e para amenizar a saudade da família,
apreciava a paisagem. Ela ajuda a enfrentar
tudo no Rio Grande do Sul”, relata.
ROMEU E JULIETA - BOIADEIRO 25M
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  • 1. 65 - Julho / Agosto 2017 | ANO 11 LEI AMPLIA ABRANGÊNCIA DA TERCEIRIZAÇÃO PARA AS EMPRESAS Página 09 SEMINÁRIO GESTÃO DAS ÁGUAS: UMA ABORDAGEM ESTRATÉGICA Página 08 PPL 30 anos Lideranças na FIERGS/ CIERGS05 Cargos e Salários10 Reforma Trabalhista13 16 INSTITUCIONAL COMITÊ JURÍDICO VITRINE
  • 2. 02 PONTO DE VISTA O nosso dia a dia normalmente consiste em resolvermos problemas iminentes. Deixamos pouco espaço para pensar nas ações necessárias para o crescimento em médio e longo prazo. Como consequência, somos empurrados para uma posição defen- siva, tirando o foco daquilo que nos permite desenvolver nossos negócios num prazo mais longo. Porém, para liderar uma empresa não podemos ser somente reativos. Precisamos também desenvolver e ampliar a visão para ga- rantir o sucesso e o desenvolvimento sustentável dos negócios. Aproveito este espaço para alertar os leitores sobre a importância de algumas mudanças tecnológicas, que estão ocorrendo na indústria e que, eventualmente, não vêm recebendo a devida atenção. Em especial, aquilo que o marketing resolveu denominar ‘Indústria 4.0’. No meu entender, é um novo patamar de utilização da tecno- logia digital nos sistemas de produção, como sistemas que disponibilizam dados de forma instantânea, sendo processados por programas que apren- dem de maneira autônoma, progra- mando máquinas que se comunicam entre si. Como podemos aproveitar esta ino- vação? Primeiramente temos que reconhecer que o conhecimento de ponta, necessário para acompanhar esta nova tendência, está disponível e muito próximo de nós. No Vale do Sinos temos os Institutos SENAI de Ino- vação (ISI) e as Universidades focando em tecnologia de ponta. Nestas insti- tuições há especialistas que conhecem profundamente estas novas tecnolo- gias e as atualizam constantemente, além de existirem equipamentos e softwares às vezes únicos no Brasil. Em tese, isto possibilita reduzir nosso custo de pesquisa e desenvolvimento. Também permite que pequenas e mé- dias empresas possam evoluir, a ponto de suprir deficiências específicas na cadeia de fornecimento das empresas maiores, talvez até formando parcerias importantes, criando novos conceitos estratégicos, que precisam ser desen- volvidos em conjunto. Reconheço que ainda temos dificul- dade em aproximar a indústria e as instituições de pesquisa, mas insisto em perceber isto como uma grande oportunidade oferecida pela disponi- bilidade de tecnologia de ponta em nossa região. Percebo certa dificul- dade de a indústria entender como as instituições podem ajudar; qual o custo e como pode ser financiado. Por outro lado, as instituições muitas vezes têm dificuldade em fazer a promoção comercial de seus serviços. Na prática, vislumbrar oportunidades depende de uma postura visionária. Às vezes, pa- rece que cada um espera que o outro tome a iniciativa, por não saber exata- mente como dar o primeiro passo. Nas diversas visitas ao ISI SIM (Ins- tituto SENAI de Inovação Soluções Integradas em Metalmecânica de São Leopoldo) e também aos Institutos Tecnológicos da UNISINOS percebi que é uma questão de iniciativa. O pri- meiro passo deve ser de aproximação, para entendermos o que existe por aí e para que possamos trocar ideias sobre possíveis experiências, a fim de aprendermos com os cases de sucesso. Portanto, precisamos ampliar nossa vi- são e conhecer o que existe; conversar com as pessoas e pensarmos juntos como usar os recursos para gerar um resultado produtivo e sustentável. O SINDIMETAL RS tem tomado várias iniciativas neste sentido, em especial junto aos Institutos SENAI de Inovação. Certamente é um caminho de tentati- vas, de erros e acertos, mas se compar- tilharmos as experiências existentes, na região, temos muito a ganhar. Desafio todos a pensar em como criar este ambiente visionário para o nosso segmento. O SINDIMETAL RS talvez possa ser um facilitador. Acredito que as novas tecnologias serão funda- mentais para a competitividade da indústria no futuro e, certamente com relação ao assunto, a nossa região é privilegiada! Vantagem Competitiva no Vale do Sinos VolkerLübke Vice-PresidentedoSINDIMETALRS Acredito que as novas tecnologias serão fundamentais para a competitividade da indústria no futuro... “ “
  • 3. EDITORIAL OSINDIMETALRStemsidopresenteeatuante emváriasfrentes,sempreemproldasempresas dos segmentos que representa. Seguindo este objetivo, uma representatividade importante foi renovada junto à FIERGS/ CIERGS, como registramos na matéria, na página 05, referente à posse da nova diretoria. Empresários da re- gião marcaram presença no evento e seguem firmes, em diferentes segmentos, trabalhando pelo coletivo. Os bons resultados têm se alastrado e com frequência entidades e empresários realizam visitastécnicasaoSINDIMETALRS.Veja,napági- na 04, a vinda da comitiva da FIRJAN, do Rio de Janeiro, com um grupo de lideranças dispostos a conhecer as ações e iniciativas realizadas. Na página 09, a cobertura do Seminário Tercei- rização esclarece sobre as recentes alterações legislativas. Já o evento Cargos e Salários, promovido pelo Comitê Gestão de Pessoas foi estendido para os demais comitês e grupos da entidade,resultandonumaexperiênciapositiva edesucesso.Conheçamaissobreoassuntoem pauta, na página 10. Inovando, a Assessoria Técnica Ambiental está disponibilizando mais um serviço às associadas efiliadas.Trata-sedacapturadeimagensaéreas com o uso de drones. Veja na página 11. Man- tendo a tradição, a Assessoria JurídicaTributária orientou gestores sobre mudanças na Legisla- ção e demais temas. Acompanhe o assunto na página 12. Na sequência, a ReformaTrabalhista é abordada com propriedade. Conheça as prin- cipais alterações, na página 13. AcolunaMercado,napágina15,tempartilhado com os leitores casesde sucesso, comprovando que o segmento está empenhado em trabalhar com determinação pelo desenvolvimento. Pa- rabéns às associadas Stihl, HT Micron e Gerdau pelas conquistas, bem como à direção e equipe da PPL, que nestes 30 anos de existência segue se reinventando. Como disse, com propriedade, o vice-presiden- te da entidade, Volker Lübke, na coluna Ponto de Vista, na página 02, “se compartilharmos as experiências existentes, na região, temos muito a ganhar”. Boa leitura e bons negócios! Até a próxima edição! PRESIDENTE Raul Heller VICE-PRESIDENTES ArnoTomasini Leonardo Pedroso Filho Roberto Dauber Sergio de Bortoli Galera Vitor Fabiano Ledur Volker Lübke SECRETÁRIO Roberto Petroll TESOUREIRO UdoWondracek DIRETORES Ademir Luiz Costella Celso Luiz Rodrigues Christine Lange Daniel Carlos Pereira Darlan Geremia Emílio Neuri Haag Marcelo Fleck Marcelo Mariani Paulo Roberto Jacobsen Ronei Feltes Silvino Geremia Thiago Piovesan Tiago Alliatti Beleza Valdir Luiz Huning CONSELHOFISCAL-TITULARES Luiz Antônio Gonçalves Marcelino Leopoldo Barth Roberto Alexandre Schroer SINDIMETAL RS - www.sindimetalrs.org.br Não é aplicativo, não precisa baixar, é só acessar! Agenda, Convenções Coletivas, Cadastro, Notícias, entre outros assuntos. SINDIMETAL RS - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São LeopoldoE X P E D I E N T E CONSELHOFISCAL-SUPLENTES Pedro Paulo Lamberty Ricardo Kiszewski Rubén Antônio Duarte DELEGADOSREPRESENTANTESJUNTOÀFIERGS TITULARES Raul Heller Sergio de Bortoli Galera SUPLENTES Volker Lübke ArnoTomasini DELEGADOSREPRESENTANTES EstânciaVelha/ Dois Irmãos/ Ivoti Marcelino Leopoldo Barth Esteio / Sapucaia do Sul Ademir Luiz Costella Morro Reuter Ronei Feltes São Sebastião do Caí/ Montenegro Vitor Fabiano Ledur Sapiranga Emilio Neuri Haag Vale Real Roberto Petroll COMITÊSEGRUPOS Comitê EmpresarialValemetalsinos Pedro Paulo Lamberty Comitê Gestão de Pessoas Patricia Misturini Comitê Lean Juliano Ilha Grupo Desenvolvimento de Lideranças 2 Gilberto Luiz Cislaghi Junior editorial Entidade em movimento DIRETORIA | GESTÃO 2016-2018 03 DiretorExecutivo:ValmirPizzutti Redação:JornalistaNeusaMedeiros(Mtb5062) RelacionamentoInstitucional:AndreaMaganha Informativobimestral Tiragem:1.800exemplares Circulação:gratuitaedirigida EdiçãoeProdução:Edição3ComunicaçãoEmpresarialLtda. Gráfica:ImpressosPortãoLtda. Fotos:divulgação relacionamento@sindimetalrs.org.br www.sindimetalrs.org.br Frasesdorodapé: www.mundodasmensagens.com/frases-educacao/ Trabalhosassinadossãoderesponsabilidadedeseusautores. “Oprincipalobjetivodaeducaçãoécriarpessoascapazesdefazercoisasnovas”. O papel deste informativo é proveniente de árvoresdereflorestamento. AME•PRESERVE•RECICLE Rua José Bonifácio, nº 204 - 5º andar - Centro das Indústrias - São Leopoldo/RS - Fone (51) 3590.7700
  • 4. 04 INSTITUCIONAL Adiretoria do SINDIMETAL RS recebeu em sua sede, no dia 05 de julho, comitiva de empresários e executivos, que integram a Federação das Indústrias do Rio de Janei- ro (FIRJAN), através do Grupo Metal Mecâ- nico (GMM), composto por nove sindicatos do respectivo Estado. A iniciativa já ocorreu em abril e, na oca- sião, o grupo, formado por 17 pessoas, rea- lizou visita técnica ao sindicato e empresas da região, com o objetivo de conhecer as boas práticas de aplicação do Lean. Neste segundo momento, 20 gestores estiveram presentes, reforçando o interesse pelo tema. No dia 05, a comitiva visitou, pela manhã, a Infasul, empresa com Lean aplicado. Na sequência, os integrantes participaram de reunião na sede do sindicato, para apresentação institucional, seguida de almoço, sendo recebidos pelo presidente Raul Heller, o vice-presidente Volker Lübke e equipe executiva. À tarde, a comitiva vi- sitou o Instituto SENAI Calçado e Logística, em Novo Hamburgo, parceiro na execução do programa SPE – Sistema de Produção Enxuta, do sindicato, focado em Lean. Já no dia 07 de julho, a visita técnica foi realizada na Stihl, onde a recepção ficou a cargo do vice-presidente de Operações, Arno Tomasini, igualmente vice-presiden- te do SINDIMETAL RS. Um trabalho diferenciado está sendo realizado em conjunto pelo SEBRAE e SINDIMETAL RS. Trata-se do Atendimento Especializado. Nesta proposta, um técnico do SEBRAE realiza o atendimento nas empresas, por meio de um diagnóstico de gestão, com o objetivo de conhecer e compreender a realidade e necessidades do respectivo negócio. Com base no diagnóstico realizado apresentará in loco, as oportunidades de melhoria, formalizado em um plano de ação espe- cífico para potencializar a gestão das empresas. A Fase 1, piloto, que incluiu São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio e Portão, já foi concluída. Agora terá início a Fase 2, igualmente desti- nada aos empresários de micro e pequenas empresas, optantes do Simples Nacional (com faturamento anual de até R$ 3 milhões e 600 milreais),queincluiosdemaismunicípiosdabasedeabrangênciado sindicato. As áreas de atendimento são voltadas à Gestão Financeira, Gestão de Processos, Gestão de Pessoas e Gestão de Marketing de Vendas. O atendimento é gratuito e tem a duração de 1h. Mais informações poderão ser obtidas através do fone (51) 3590-7706. O projeto Atração de Mão de Obra Jovem para a Indústria, de- senvolvido pelo SINDIMETAL RS junto à Escola Técnica Frederico Guilherme Schmidt, em São Leopoldo, segue oportunizando a interação entre indústria e escola técnica (e vice-versa). No mês de junho, dias 21 e 22, foram realizadas palestras na escola por representantes das empresas Gedore e Gerdau, respectivamen- te. Entre os assuntos abordados com os alunos, o destaque foi Carreira e preparação para o mercado de trabalho, tema a cargo de Caroine Queiroz, da Ferramentas Gedore, a convite do comitê Gestão de Pessoas. Já o link da escola técnica com o mercado abordou a Manutenção preditiva com foco na indústria 4.0, que ficou a cargo de Luciano Kroin e Guilherme Ávila Nascimento, ex-aluno do Frederico, am- bos da Gerdau, através do grupo Manutenção. Participaram desta comitiva: Adriana Silva Luiz, presidente, e Jairo Rodrigues da Silva Junior, 1º vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, Automotivas, de Informática e de Material Eletro-Eletrônico do Médio Paraíba e Sul Fluminense (METALSUL); Ana Cristina Bastos Ferreira e Erica Cristina de Fatima Teixeira Machado de Melo, diretoras do Sindicato das Indústrias Mecânicas e de Material Elétrico do Município do RJ (SIMME); Orlando Soares Marques, presidente, e Dalva Iracema Serra Pereira, executiva do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas,MecânicasedeMaterialElétrico nos municípios de Duque de Caxias São João do Meriti e Nilópolis (SIMMEC); Lucenil Fer- reira de Carvalho e Bernhard Falke Carneiro Döring, presidente e diretor do Sindicato das IndústriasMetalúrgicas,MecânicasedeMate- rial Elétrico no Estado do RJ (SIMMMERJ), res- Federação das Indústrias do Rio de Janeiro realiza visita técnica no SINDIMETAL RS Atendimento Especializado Atração de Mão de Obra Diretoria do SINDIMETAL RS recepciona integrantes da FIRJAN pectivamente;LuizEduardoBoynarddeFaria, presidente, e Juarez Pessanha Peixoto, diretor do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Campos (SINDMEC); Carlos Henrique Ferrari Martins, diretor, e Viviane Silva Martins, executiva do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Me- cânicas e Material Elétrico de Nova Friburgo (SINDMETAL); Rogério Martins de Andrade, presidente do Sindicato das Indústrias Meta- lúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Noroeste do Estado do RJ (SINDMETAL – NO- ROESTE)eRobertoFranciscoBraz,associadoe Waltraud Keuper Rodrigues Pereira, presiden- te do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicase deMaterial Elétrico dePetrópolis (SINDMMEP); além de executivos da FIRJAN: Ana Paula da Fonte Moura, Patrícia Galvão Vidal Corrêa, Julia Verlich Postaue Novaes, Myriam Marques e Riveli Brigido.
  • 5. A Federação e o Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS/ CIERGS) estão sob nova direção, desde o dia 18 de julho. O empresário Gilberto Porcello Petry assumiu, oficialmente, a presidência da en- tidade para a gestão 2017/ 2020, suceden- do Heitor José Müller após duas gestões consecutivas. Nesse período, ele também passa a administrar o Serviço Social da Indústria (SESI-RS), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-RS) e o Instituto Euvaldo Lodi do Rio Grande do Sul (IEL-RS). A cerimônia, para 2 mil convidados, ocorreu noTeatro do SESI, em Porto Alegre, e contou com a presença do governador do Estado, José Ivo Sartori, e o vice-presidente da Con- federação Nacional da Indústria (CNI), Glau- co José Côrte. No evento, Petry comprometeu-se a ser um porta-voz dedicado e esforçado do setor. Em seu discurso de posse, ele também des- tacou que a Federação e o Centro são enti- dades que não se filiam ou se aliam a qual- quer partido político. “Nosso alinhamento é com o setor industrial, com o desenvolvi- mento do Rio Grande do Sul e do Brasil, e com a ética e a decência nos negócios, espe- cialmente para aqueles que dizem respeito à administração pública”, afirmou, salientan- do que as dificuldades das empresas não são virtuais, mas problemas concretos que precisam ser resolvidos. Heitor José Müller presidiu reunião con- junta dos conselhos regionais do SESI e do SENAI,nomêsdejulho,nasededaFederação das Indústrias. O encontro teve a apresenta- çãodaretrospectivadasduasinstituiçõesnas duasgestõesdeMüller.“Saiofelizportercon- seguido mexer com a educação do Sistema”, disse Müller.“Mostramos que é possível fazer coisas diferentes e conseguimos. Saio com o dever cumprido e grato”, destacou. Ao final do encontro, o presidente Heitor Müller (ao centro) recebeu uma placa em ho- menagem a sua gestão, à frente do Sistema FIERGS, dos dois conselhos regionais, entre- gue pelos integrantes mais antigos, Ademar de Gasperi (SENAI) e Raul Heller (SESI) (da es- querda para a direita). Heitor José Müller desejou sucesso ao novo presidente e um novo momento para o País. “Se houvesse o encontro do Estado Brasilei- ro com a Nação Brasileira, o nosso País, sem qualquer dúvida, seria imbatível. Espero que, durante a próxima gestão da FIERGS, o Brasil possa começar uma nova história”, disse. Empresários de todos os setores do Vale do Sinos, Caí e Encosta da Serra estão presentes nas diretorias empossadas, firmando uma forte representatividade da região junto à Federação e o Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS/ CIERGS). São eles: 05 Foto:DuduLeal Foto:DuduLeal “Avivêncianaescolaétãoimportantequantoumaboaeducaçãofamiliar”. Empresário Gilberto Porcello Petry à frente da FIERGS/ CIERGS REGIÃO REPRESENTADA NA DIRETORIA DA FIERGS/ CIERGS Müller é homenageado pelos conselhos do SESI e SENAI INSTITUCIONAL Diretoria FIERGS - Vice-presidente Ce- zar Luiz Müller. Diretores: Aristides Inácio Vogt, Carlos Eckhard, Darcio Klaus, Gilberto Brocco, Hernane Kaminski Cauduro, Julio Cezar Steffen, Marlos Davi Schmidt, Ricardo JoséWirth, Sergio de Bortoli Galera. Conse- lho fiscal: Sérgio Bolzan Panerai (suplente). Diretoria CIERGS -Vice-presidentes: José Agnelo Seger, Marcos Odorico Oderich. Di- retores: Celso Theisen, Cláudio Guenther, Eduardo Renato Kunst, Marcus Coester, Raul Heller, Ricardo Menna Barreto Felizzo- la, Volker Lübke. O SINDIMETAL RS apoiou o evento Trein@ BNDES do Conselho da Pequena e Média Indústria (COPEMI/ FIER- GS), no dia 7 de julho, das 9h às 13h, com a cedência do auditório da entidade, para sua realização. CapacitaçãosobreCredenciamentoFinameeCartãoBNDESfoiotema em pauta, ministrado pela equipe do BNDES. O mesmo também con- tou com a parceria do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC/RS), Posto de Informações FIERGS/ BNDES e GerênciaTécnica - GETEC – FIERGS. Evento Trein@ BNDES
  • 6. 06 INSTITUCIONAL Brasil Mais Produtivo é um programa do governo federal coorde- nadopeloMinistériodoDesenvolvimento,IndústriaeComércioExte- rior(MDIC),cujoobjetivoéaumentaraprodutividadedaspequenase médias indústrias participantes. O programa conta com a parceria do Serviço Nacional de Apren- dizagem Industrial (SENAI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Além disso, o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e do Ban- co Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Consultoria para Eficiência Energética é uma das ações deste programa e visa eliminar desperdícios energéticos existentes nas indústrias, por meio de ferramentas que podem potencializar os re- sultadoseaumentaraprodutividade.Tambémvisaalcançaro melhor uso das fontes de energia por meio de análises e soluções para os elementos de consumo energéticos de uma empresa, como moto- res, iluminação, refrigeração, etc. As soluções implementadas têm o objetivo de reduzir o consumo energético por unidade produzida, ou seja, possibilita às empresas fazer mais com menos, ou produzir mais com menos energia, reduzindo, desta forma, os custos de produção e aumentando a produtividade industrial. Para cumprimento do objetivo deste serviço de consultoria, o escopo do projeto foi dividido em etapas de trabalho conforme a seguinte programação: Caracterização do consumo energético; Apresentação visual dos dados do fluxo de energia com identificação de recursos de maior consumo energético; Identificação de oportunidades de melhoria; Descrição das intervenções realizadas a partir da lista de priorização da empresa; Descrição dos resultados; e Análise dos in- dicadores de redução do consumo de energia e projeção do retorno dos investimentos. EMPRESAS ASSOCIADAS - O programa piloto, de consultoria em eficiência energética foi aplicado em duas fases, sendo a primeira ini- ciada em outubro de 2016 e finalizada em abril de 2017. Já a segunda fase teve início em maio e finalizou em julho deste ano. Há uma proposta sendo discutida com os órgãos parceiros, mencionados anteriormente, para expansão do programa no País. Há expectativa de que no Rio Grande do Sul sejam con- templadas 40 empresas, destas, inclusas as do setor metalme- cânico. As empresas participantes da primeira fase na região metropoli- tana foram Infasul, de São Leopoldo; e Metalsinos, de Araricá. Na segunda fase, Celsus, de Novo Hamburgo; e Imac, de Sapucaia do Sul, todas associadas ao SINDIMETAL RS. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS - O programa prevê indicadores de desempenho, sendo que o objetivo principal é a otimização do consumo energético e a redução do custo com energia por meio de ações sem investimentos e/ ou com recursos de OPEX. A meta do programa é reduzir em 10% o consumo energético e as despesas com energia para as cargas alvos identificadas no diagnóstico energético, além de um retorno financeiro menor que 12 meses para o custo do programa. Em todas as empresas participantes, as metas foram superadas, tanto à redução de consumo e custo com energia - que superou os 10% -, como ao retorno do investimento, que ficou abaixo dos 12 meses, conforme pretendido. Em alguns casos, ações como adequação de tarifa de energia, desligamento de subestações de energia, manutenção em vazamentos de ar comprimido e reaproveitamento de energia térmica nos processos de fabrica- ção possibilitaram a obtenção dos resultados apresentados. O Instituto SENAI de Tecnologia em Petróleo, Gás e Energia, executor das consultorias nas empresas mencionadas, coloca-se à disposição ao atendimento dos serviços apresentados, possibi- litando melhorias nas instalações industriais. Contatos podem ser feitos via e-mail marcos.cruz@senairs.org.br ou telefone: (51) 3904-2660. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI RS) disponibiliza um Cadastro de Candidatos a Aprendizes para Empresas Industriais, implantado no ano passado, pelo qual as empresas têm acesso para a seleção e indicação de cotistas. A ini- ciativa visa fortalecer, desde então, o rela- cionamento com a comunidade industrial e a qualificação do aprendiz para facilitar a sua inserção no mundo do trabalho. Este cadastro de candidatos é gratuito e pode ser conferido através dos editais lançados pelas escolas, anualmente, no primeiro e segundo semestres. É destinado aos interessados em matricular-se nos cur- PROJETO PILOTO SENAI Brasil Mais Eficiente (Eficiência Energética) sos de Aprendizagem Industrial, que têm duração de 2 anos. Para o ingresso direta- mente na indústria, após a conclusão do curso, o ideal é que esses jovens cotistas, aprendizes, tenham mais de 16 anos. Mais informações através das escolas do SENAI na região ou site www.senairs.org.br. Cadastro de Aprendizes
  • 7. GRUPO 07“Estamostodosmatriculadosnaescoladavida,ondeomestreéotempo”. Vitória da persistência REUNIÃO E VISITA NA CRK E GREFORTEC CAPACITAÇÕES SOBRE NEGOCIAÇÃO BIOMIMÉTICA: TENDÊNCIA NOS NEGÓCIOS Sempre que pensamos na atual situação econômica do País ficamos perplexos. Com todaestacrisepolítica,éticaemoralficacada vez mais evidente, no meio empresarial, os fatores, que ainda mantém muitas empresas abertas: a persistência e a resiliência das lide- ranças.Emtemposdeescassezdedemandas e baixa de pedidos é necessário algo a mais para manter a máquina funcionando, e tem sido este um dos papéis das lideranças. É necessário estar sempre atento aos sinais do meio em que estamos. Além disso, é preciso ter ‘olhar clínico’ para encontrar entre várias pessoas e colaboradores aquelas que estão verdadeiramente engajadas no mesmo propósito, com a mesma ânsia e coragem para lutar e que, principalmente, possuem características de persistência e resiliência. Devemos buscar formas de superar os con- textos negativos que permeiam nossa atua- lidade e que, num primeiro momento, não possuímos mecanismos de ação sobre os mesmos. Precisamos focar todos os esforços naqueles aspectos que devem ser corrigidos e melhorados, garantindo assim que não utilizaremos o pretexto da crise, seja ela do tipo que for para barrar nosso crescimento e evolução. A pior herança que qualquer crise pode deixar é a estagnação, pois passado o tempo percebe-se que a mesma serviu, na verdade, para justificar um período de comodismo, onde todos os maus resultados foram atri- buídos ao fator crise, consumindo recursos irrecuperáveis. A visão oposta, o maior lega- do de uma crise é a utilização deste período como um grande desafio, onde a evolução deve ser acelerada e todos os recursos utilizados de maneira mais otimizada, colo- candoaempresaemposiçãoprivilegiada,no período de retomada. Sabemos que é cada vez mais evidente a necessidade de trocas de experiências, onde boas práticas devem ser compartilhadas entre as corporações, fazendo com que os resultados positivos sejam multiplicados. Certa vez, num dos treinamentos realizados no SINDIMETAL RS uma frase foi dita e ecoa até hoje nas nossas mentes: “quando detemos o conhecimento temos a obrigação de multiplicá-lo”. Com isso podemos dizer que, além da per- sistência e da coragem é necessário buscar apoio, no sentido de ajuda, de troca de ex- periências, aplicando e multiplicando aquilo que é absorvido. Fortalecer dentro de nós e daqueles que nos rodeiam a necessidade de mudança de hábitos, de atitudes e de pensa- mentos. Não basta ser do bem, é necessário fazer o bem. CarlosCésardoReise GilbertoLuizCislaghiJunior GrupoDesenvolvimentodeLideranças–DL2 Seguindo a iniciativa de propiciar maior integração e ampliar o conheci- mento entre as empresas, que compõem o grupo Desenvolvimento de Lideranças 2 (DL 2), as reuniões dos meses de julho e agosto não ocorreram na entidade. No mês de julho, o DL 2 e o DL 3 partici- param de capacitações sobre Negociação, ministradas pelo professor Ivan Garrido, com pós-doutorado e mestrado em Ad- ministração, atuante nas universidades e consultor de grandes empresas. Capacitar os participantes para a compreensão e identificação (percepção) dos aspectos comportamentais e táticos, que influen- ciam o processo de negociação foi o objetivo principal dos cursos, no entanto os enfoques para cada grupo foram dife- rentes, sendo um básico e outro avançado. Agenialidade da natureza, com soluções inovadoras e sustentáveis para a sua reali- dade, tem sido observada e analisada por especialistas. Os resultados têm inspirado novas tecnologias, que podem ser aplicadas nas empresas, nos produtos, em processos e sistemas, tornando-os mais sustentáveis e regenerativos. Este conceito nos remete a Biomimética “uma das cinco tendências de tecnologia, que podem conduzir a empresa paraosucesso”,segundoaForbesMagazine. O tema Biomimética foi abordado com muita propriedade pela engenheira de Produção Mecânica, Giane Brocco, no dia 14 de agosto, às 17h30min, na sede do SINDIMETAL RS, numa promoção do DL 2, extensiva aos demais comitês e grupos. Es- pecialista em Biomimética, mestre em Engenharia de Produção e Sistemas, Giane Brocco é fundadora do Biomi- micry Brasil, além de atuar como diretora executiva da Mercobor. A beleza, a força, a inteligência e o poder da natureza movem os seus projetos de- senvolvidos na área da Biomimética. Entre eles estão um novo processo sustentável de injeção a frio, com luz UV; Indicadores Ambientais Industriais, baseados nas Sequoias e um labirinto sensorial, com base nos ‘super sentidos’ dos animais. “Um mundo sustentável já existe”, comenta Gia- ne, “nós temos que acessar essa sabedoria; o conhecimento; as receitas químicas; as estratégias dos organismos, e até mesmo os seus propósitos, utilizando com sucesso a natureza, permitindo que a vida e os ne- gócios prosperem”. Quando formos pedir um conselho, Giane reforça que devemos lembrar que a natu- reza pensou nisso primeiro. Novas soluções exigem novas formas de pensamento. “Temos que ser percussores em tecnologia, quebrar paradigmas. O mundo está multi- disciplinar e linear, é necessário adequar a forma de pensar”, justifica. A Biomimética chegou como a tendência número um nos negócios em 2017. “Precisamos entender qual o propósito da nossa empresa e nos reconectarmos com a natureza, olharmos com mais detalhamento, pois o planeta é um imenso laboratório”, salienta a especia- lista, que na ocasião apresentou, também, vários cases de sucesso sobre o assunto. No DL 3, de nível básico, que ocorreu nos dias 12 e 19 de julho, foram trabalhados os conceitos e práticas mais iniciais da nego- ciação, principalmente ligados a aspectos mais comportamentais, sendo dada maior ênfase à ação do negociador em termos de comunicação, relacionamento e personali- dade, evidenciando efetivamente as causas e consequências do papel do negociador sobre os seus resultados de curto e longo prazo.Já no curso aplicado no DL 2, de nível avançado, que ocorreu nos dias 10 e 17 de julho, além dos aspectos comportamentais acima citados, foram inseridas técnicas de negociação com o objetivo de associar os comportamentos aos elementos mais estra- tégicos e técnicos do processo. No dia 03 de julho, a mesma teve lugar na CRK e, no dia 07 de agosto, na Grefor- tec. Nas duas ocasiões, as participantes do grupo das duas empresas, Bianca Kiszewski de Medeiros e Andrea Peres Gremes Pereira, respectivamente, rece- beram os demais integrantes do DL, para apresentação institucional e visita às fábricas. Giane Brocco apresenta ideia inovadora
  • 8. 08 SEMINÁRIO GESTÃO DAS ÁGUAS DISSEMINA BOAS PRÁTICAS E CONSUMO CONSCIENTE A água é um bem precioso, cada vez mais escasso. Com base neste pensamento o SINDI- METAL RS organizou o Seminário Gestão das Águas, no dia 18 de agosto, no horário das 8h às 11h30min. “O evento foi uma oportunidade para que as empresas possam aprimorar o uso eagestãodesterecursonatural”,alertaatécnica Ambiental, Ana Cristina Curia, da BEE Assessoria e Consultoria, assessoria técnica ambiental da entidade. “Indústrias exercem um caráter fundamental para a disseminação de práticas, que contribuam para a sustentabilidade do uso da água”. Conforme Ana, “o estabelecimento de programas de gestão hídrica oportuniza a promoção de tais práticas, uma vez que pro- porciona um cenário ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justo”. BOAS EXPERIÊNCIAS - A programação teve início com a palestra sobre Gestão e Oportu- nidadedeÁguasIndustriais,acargodeCarlos Moraes, professor universitário e decano da Escola Politécnica Unisinos. “Cada vez mais os recursos naturais estão comprometidos, pois o aumento do consumo tem sido representativo”, alerta. “A população continua descartando os seus resíduos em lugares impróprios, como na beira dos rios”, lamenta Carlos.“A gente precisa cumprir com estas responsabilidades, com soluções dentro e entre as nossas fronteiras”. A importância do conceito de ‘produção mais limpa’, deve ser uma mudança cultural. “Se pensarmos em água, existem exemplos que já utilizam o‘ciclo fechado’, como na Alemanha. AÇÃO Na sequência, a arquiteta Viviane Nabinger, Se- cretáriaExecutivadoComitêdeGerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comi- tesinos), especialista em Planejamento Urbano e Habitacional e diretora da Ingabor Borrachas, falou sobre Água de Todos para Todos.“O Rio Grande do Sul tem a maior oferta de água para as nossas atividades, mas temos conflitos por questões de quantidade e qualidade”, informa. Conforme destacou Viviane,“a água é um bem público, de domínio do Estado, com valor eco- nômicoefundamentalparaodesenvolvimento da vida, em todas as suas formas”. Com relação à Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos a mesma possui uma área de 4 mil Km², abrangendo 32 municípios e uma população de 1,3 milhão (18,6% da população do RS). Os eventosextremossãoumarealidadenestecon- texto, como escassez e abundância (enchentes) de água e falta de turbidez e balneabilidade. “Parte se deve aos esgotos domésticos sem tratamento, pois apenas 5% são tratados, e aos lançamentos dos esgotos industriais, hoje, com abatimento de cargas, incluindo também o descuido de espaços, áreas estratégicas, como lixo, erosão, entre outros”, enfatiza. A atuação do Comitesinos completou 29 anos, em 2017, tendo sido criado através do Decreto Estadual Nº 32.774, de 17 de março de 1988. Conforme Viviane, as atribuições são mediar, articular, propor e deliberar, aplicando conhecimento científico (órgãos públicos, universidades e entidades extensionistas); legi- timidade social (comitê de bacia) e concretude de procedimentos (MP/RS). O biólogo Joel Garcia Dias, diretor de Planejamento e Proteção Ambiental, da secretaria municipal de Meio Ambiente de São Leopoldo (SEMMAM SL), abordou sobre o Sistema Municipal de Recursos Hídricos. “Não há previsão de aumento dos recursos hídricos, podendo haver inclusive um declínio se considerarmos a neces- sidade de transposição de águas da bacia do Caí para manter a vazão do rio”, enfatiza. Segundo Joel, “o Rio dos Sinos não é consi- derado o mais poluído do Rio Grande do Sul. O Rio Gravataí o suplanta, pois houve uma piora da situação. Na realidade, a divulgação do trabalho Conjuntura dos Re- cursos Hídricos no Brasil, em 2009, cita ambos os rios como em estado mais crítico neste Estado e entre os piores do Brasil”. Joel também abordou questões pertinentes aos arroios João Corrêa, Kruse, Sem Nome, Peão, Gauchinho, da Manteiga e Cerquinha, alertando que entre as principais ameaças estão ocupações irregulares nas suas margens, com lançamento de efluen- tes domésticos e industriais. CASES - Na continuidade, foram apresentados oscasesdaStihl–GestãodasÁguas,comGus- tavo Gladzik; e Taurus – Gestão Hídrica, sob a responsabilidade de Taís Viacava Valle Santos, sendo Ana Curia a mediadora do debate. Gustavo Gladzik, engenheiro Sanitarista e Ambiental, responsável pelas áreas de Meio Ambiente, Central de Resíduos, Estação de Tra- tamento de Efluentes e Águas, da Stihl, relatou que a empresa busca a redução do consumo total da água, apoiando iniciativas de funcioná- rios, bem como a independência do abasteci- mento externo, através do reuso de efluentes; utilização da água de forma consciente e de poços artesianos, assim como do tratamento de água industrial. Um exemplo mencionado foi o controle da qualidade de água de lavagem e reciclo interno no setor de cromagem. Entre os projetos para 2018 estão o aumento da ca- pacidadede armazenamento da águadachuva e mais economia de água potável. TaísViacavaValleSantos,engenheiraQuímica e supervisora de Meio Ambiente, da Taurus, apresentou a nova estrutura organizacional da empresa e registrou que a área ambiental res- ponde diretamente à direção. Com o objetivo de reduzir os impactos no meio ambiente e atender aos requisitos legais, a Taurus investiu cerca de 10 milhões em Projetos Ambientais ao longo de 2016 como a Central de Resíduos e Al- moxarifado de Produtos Químicos e Estação de Tratamento de Efluentes e Água.“Na realidade, estamosatentosaestasdemandasoanointeiro. O próprio vestiário da empresa reutiliza a água; foram sanados vazamentos e/ ou substituídas tubulações”. A Taurus está comprometida em preservar a sua área ambiental e dissemina esta prática e cuidado junto os seus funcionários, valorizando as iniciativas que contribuam para o consumo consciente. Curia, Nabinger, Dias, Gladzik, Moraes e Santos (da esquerda para direita)
  • 9. 09“Avidadeveserumaconstanteeducação”. AÇÃO SEMINÁRIO TERCEIRIZAÇÃO esclarece associados e filiados Os advogados Gisele de Morais Garcez e Júnior Eduardo Arnecke, do escritório Gar- cez Advogados Associados, foram os pales- trantes do SeminárioTerceirização, no dia 26 dejulho,nohoráriodas14hàs15h30min,na sede do SINDIMETAL RS. Na ocasião, ambos abordaram de forma compartilhada o tema Terceirização frente às recentes alterações legislativas oriundas das Leis 13.429/ 2017 e 13.467/ 2017. Segundo Gisele Garcez, a terceirização é um modelo de relacionamento mundialmente adotado, mas que gerava uma grande insegurança jurídica no cotidiano empre- sarial brasileiro. Com a publicação destas novas leis, a sua adoção passa a ser lícita, em todas as atividades da empresa, causando uma grande transformação nos conceitos e critérios até então adotados pelas mesmas, possibilitando também a ampla contratação de prestadores de serviços. Enfatiza, entretanto, que embora as empre- sasestejamautorizadasaadotarestemodelo de relacionamento, uma série de requisitos devem ser observados. “É aconselhável que se mantenham especificados, no contrato de prestação de serviços, os motivos que justificam a respectiva contratação”.Também mencionou a importância de serem atendi- dos alguns requisitos fundamentais, como informações sobre o CNPJ, registro na Junta Comercial e o capital social da empresa, que deverá ser compatível com o número de empregados. Conforme o advogado Júnior Arnecke, na atual legislação é destacada a necessidade de serem implementadas medidas de controle e registros em relação aos serviços prestados, sobretudo porque a nova lei reconhece que a contratante é res- ponsável pelo cumprimento das obrigações com os trabalhadores envolvidos. “Posso terceirizargrandepartedasatividades,desde que sejam especificas e determinadas, mas se não houver a observância dos critérios legais previstos na lei, as consequências e possíveis prejuízos podem ser grandes”, afirma. Ressalta em sua explanação, que “as empresas devem eleger bons parceiros para evitar futuros problemas”. Outra novidade é relativa ao fato de que o empregado que for demitido não poderá prestar serviços para a respectiva empresa na qualidade de presta- dora, antes de 18 meses, contados a partir da sua demissão, ficando a exceção para o caso dos aposentados. Na prática, salienta Júnior, devem constar no contrato os serviços determinados e específicos, prazo e preço, além de garantir condições de saúde e segurança do traba- lho. “Cabe verificar sempre a idoneidade da empresa a ser contratada, a regularidade na prestação de serviços e a capacidade técnica efinanceiraparaqueamesma possa cumprir com o contrato e com as demais obrigações havidas”, finaliza Júnior. A promoção do seminário foi do SINDI- METAL RS, em parceria com o SINBORSUL, SINDARTCOURO e SINDIVEST, direcionada aos empresários e gestores das empresas associadas e filiadas dos respectivos sindi- catos. Público atento às informações divulgadas Gisele Garcez e Júnior Arnecke terça-feira 26/09 Save the Date 11º MEETING Gestão de Pessoas
  • 10. 10 COMITÊ OSINDIMETAL RS promoveu, através do Comitê Gestão de Pessoas, o Seminário Cargos e Salários, no dia 25 de julho, no horário das 8h30min às 11h, em sua sede. A atividade, estendida para os demais co- mitês e grupos da entidade, foi conduzida com muita propriedade pela coordenadora do Comitê, Patrícia Misturini, gestora de RH, da empresa Gedore. Ao abordar o tema, Patrícia reforçou a importância da estrutura dos cargos estar devidamente organizada na empresa, para que possam ser definidos os respectivos salários. “De todos os processos que en- volvem o setor de Recursos Humanos (RH) nas empresas este é o mais importante, por esta razão deve ser estruturado a partir do equilíbrio interno (hierarquia de cargos) e do equilíbrio externo (mercado)”, salienta. Segundo a palestrante, um bom plano de cargos e salários, deve estabelecer uma política salarial justa e competitiva, com base nos fatores internos correlacionados a valores de mercado, elaborando normas que assegurem um tratamento equitativo. “Determinar estruturas salariais capazes de reter seus profissionais e de atrair co- laboradores para atividades específicas, lembrando-se de definir regras claras e iguais para todos, é primordial”, assegura Patrícia. A definição do perfil do cargo deve levar em consideração também para onde a empresa está sendo direcionada. “As responsabilidades básicas de cada car- go na organização precisam ser definidas claramente, com os respectivos valores, para que seja estabelecido um equilíbrio interno, sem distorções salariais e de acor- do com as referências de mercado”, afirma. FASES DE IMPLANTAÇÃO – Para a palestrante, harmonizar os interesses econômico-financeiros da organização, com os interesses de crescimento de vida de seus colaboradores é uma equação que precisa ser realizada. Outro aspecto a ser considerado é a racionalização da estru- tura organizacional, que deve possibilitar a redução/ simplificação, bem como servir de base para a evolução quantitativa dos profissionais. A primeira fase é de organização e plane- jamento, onde o legítimo envolvimento e interesse do corpo executivo com relação ao projeto são definitivos para o sucesso do trabalho. Seminário sobre Cargos e Salários apresenta aspectos relevantes para as empresas AGENDA SINDIMETAL rs SETEMBRO 11a15– Curso CIPA 18/09a30/10–GrupodeEstudos–Práticas de Atração e Retenção de Pessoas 26–11º Meeting Gestão de Pessoas 27– Curso Mundo doTrabalho – Etiqueta Profissional OUTUBRO 03 a 06 – Exposição Mercopar – Caxias do Sul/ RS 05– Missão Empresarial Mercopar – Ca- xias do Sul/ RS 16a20–Curso Cipa 18 – Curso Mundo do Trabalho – Signi- ficado do Trabalho: Visão sistêmica e Motivação Acompanheeparticipe,mêsamês,dasoportunidadesdenegócioequalificação,queestãoincluídasnaagendadaentidade. Maisinformaçõespoderãoserobtidasatravésdostelefones(51)3590-7707e3590-7708. ** Programação sujeita à alteração I Consulte a agenda no site www.sindimetalrs.org.br NOVEMBRO 08–6º Fórum Lean 12a14–EEBA–EncontroEconômicoBrasil X Alemanha 20a24–Curso Cipa 29 - Workshop Tributário e Econômico – Cenários 2018. A fase dois diz respeito à divulgação. É importante dar conhecimento a todos os níveis da organização acerca dos objetivos e da metodologia a serem empregados, bem como o de buscar uma postura participativa e o comprometi- mento de todos. É fundamental estabe- lecer um canal de comunicação único e transparente, minimizando expectativas geralmente criadas por falta ou omissão de informações. Na fase três, referente ao levantamento das atribuições, são identificadas todas as funções; seguindo, a descrição do cargo, na fase quatro; a avaliação e classificação dos cargos, na cinco; e pesquisa salarial, na fase seis. Na sequência – fase sete - é realizada a determinação da estrutura salarial, “onde a empresa deverá fazer o ‘casamento’ entre a avaliação de cargos e os resultados da pesquisa salarial; é o momento onde se calcula os valores das faixas salariais para cada cargo ou grupo dentro da empresa, bem como quando a organização irá determinar o ‘grau de agressividade’, definido pelo salário mé- dio de mercado”, destaca Patrícia. Já na fase oito, acontece o exercício de enquadramento de cargos e salários, onde o que vale não é o nome do cargo, mas o que o funcionário realmente faz. E, na última implantação, a fase nove, que diz respeito à política de cargos e salários, onde é concluída a criação e implantação do programa de cargos e salários, bem como os mecanismos de manutenção dos mesmos, lembrando que todos os cargos têm limitadores. Segundo Patrícia, as carreiras estão cada vez mais horizontais. “Precisamos traba- lhar com projetos, que envolvam mais pessoas, para darmos conta de tantos desafios”. Patrícia esclarece comitês e grupos
  • 11. As indústrias metalúrgicas, inclusive por realizarem atividades com considerável im- pacto ambiental, necessitam observar todos os procedimentos legais para a instalação e manutenção das suas operações. Alguns desses requisitos legais são observados quando do procedimento de licenciamento ambiental: cuida-se do cumprimento de uma série de exigências através de atos administra- tivos junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM) ou ao órgão ambiental municipal e, uma vez efetivamente obedecidos, tem-se o resultado satisfatório com a emissão de uma licença am- biental com as condições, restrições e medidas de controle ambiental necessárias. Esse procedimento objetiva esclarecer e deter- minar a instalação, regularização e a operação das empresas e suas respectivas atividades (inclusive porque cada empresa do segmento metalmecânico apresenta suas características, utiliza recursos ambientais e descarta resíduos de maneira distinta). Existem no ordenamento legal os seguintes tipos de licenças ambientais expedidas em favor das empresas, quais sejam: a licença prévia (LP), que consiste no documento expedido em fase preliminar do planejamento do empreendimento e/ou atividade, em que resta aprovada a localização da empresa, a concepção do projeto e ficam estabelecidos os requisitos básicos e condicionantes para próxima fase; a licença de instalação (LI), que determina a autorização de instalação da atividade de acordo com as especificações constantes nos planos, programas e projetos aprovados pelo Órgão Público, incluindo as medidas de controle ambiental; a licença de operação (LO), quando resta autorizada a operação da atividade empresarial após ser 11 TÉCNICOJURÍDICOEAMBIENTAL/SERVIÇO verificado o cumprimento do constante nas licenças anteriores, com as medidas de controle e condicionantes determinadas para operação. Apenas a título de conhecimento, refira-se à existência da licença única, que somente tem cabimento para aquelas atividades com portemínimoegraudepoluiçãobaixoemédio, sendo dispensadas as demais licenças, mas que incabíveisàsindústriasdosetormetalmecânico. Para cada processo administrativo de licencia- mento ambiental há distintos trâmites e podem haver desfechos diferentes, conforme cada tipo de empreendimento e/ ou atividade empresa- rial e a fase que se encontra. A Resolução CONAMA 237/ 97 definiu as competências da União, Estados e Municípios e determinouqueolicenciamentodeversersem- pre feito em um único nível de competência. O IBAMA atua, principalmente, no licenciamento de grandes projetos que envolvam impactos em mais de um estado, no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; em terras indígenas; em unidades de conservaçãodedomíniodaUnião;asatividades envolvendo material radioativo; os empreen- dimentos militares ou aqueles cujos impactos diretos ultrapassem os limites do País. O órgão ambiental estadual é responsável em licenciar empreendimentos localizados em área física que ultrapasse os limites do município e aqueles que não envolvam impactos locais. Sendoosúltimosdecompetênciadoórgãomu- nicipal,noRS,segundoAnexoIeIIdaResolução CONSEMA 288/14. Contudo, os procedimentos para solicitação das modalidades de licenciamento são uniformes e iniciamdamesmaforma:aempresainteressada ingressa com formulário administrativo junto à A assessoria Técnica Ambiental, do SIN- DIMETAL RS, sob a responsabilidade da Bee Assessoria & Consultoria, está disponibilizando mais um serviço às associadas e filiadas.Trata-se da captura de imagens aéreas com o uso de drones, oferecendo duas alternativas para as empresas interessadas. ALTERNATIVA 1 - Fotos e Filmagens diversas (cerca de 1 hora de voo). ALTERNATIVA 2 (COMPLETA) - Fotos e filma- gensdiversas(imagensemaltaresolução);Orto- mosaico Georreferenciado (precisão entre 1cm/ px e 4cm/px; excelente para medidas de áreas e distâncias; base de dados para apresentação de resultados técnicos, aceita por todos os órgãos ambientais; subsidia estimativas de volumes); FEPAM ou à Prefeitura Municipal, requerendo o tipo de licenciamento, demonstrando o seu en- quadramento empresarial (através de contrato social e ficha de situação cadastral da Receita Federal). Tanto a FEPAM, como os Município fornecem formulários próprios adequados para cada requerimento e efetuam cobrança de ta- xas administrativas de licenciamento ambiental queserevertememfavordeFundosEstadualou Municipal em prol do meio ambiente, devendo ser precedida uma pesquisa antes de a empresa apresentar qualquer pedido nesse sentido. Uma vez protocolizada a pretensão da em- presa por expedição de licença, nos termos daResoluçãoCONAMA237/1997elegislação municipal aplicável, o Poder Público e o par- ticular interessado deverão, conjuntamente, promover um estudo ambiental do pedido, inclusive com a elaboração de planos de ma- nejo e recuperação de área degrada, assim como análise de risco ambiental. Concluído o estudoeatendidastodasasexigênciasexpostas à empresa, o Poder Público expedirá o licencia- mento ambiental, de modo que aquela poderá desenvolver suas atividades empresariais com regularidade. De outra parte, caso a empresa não atenda aos requisitos ou realize suas atividades sem o devido licenciamento, poderá sofrer sanções que partem desdeumapenademultaatésançõesadministra- tivasecivisderessarcimentodedanoseinterdição de atividades, bem como criminais (por desobe- diênciaecrimeambiental). • Engenheira Química da Bee Assessoria e Consultoria Ltda., AssessoriaTécnicaAmbientaldaentidade. •Advogadointegrantedaequipedeprofissionaisdoescritório Garcez Advogados Associados – Assessoria Jurídica do SINDI- METALRS,naáreaTrabalhista,AmbientaledeRepresentação Comercial. “Ohomemnãoénadaalémdaquiloqueaeducaçãofazdele”. Ana Cristina Curia CREA 104376-D Eduardo Gaelzer OAB/RS 58.660 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O LICENCIAMENTO AMBIENTAL: necessidade de se manter regular com o Poder Público NOVO SERVIÇO OFERECE IMAGENS COM DRONES Mapa Topográfico em Escala Colorimétrica (os mapas podem ser gerados em escala colorimé- trica ou curvas de nível); Modelo Digital do Ter- reno; Laudo Final e Responsabilidade Técnica; todos os arquivos digitais. Conheçatodasasdemaisopçõesdeserviços: • Avaliação do Processo industrial – Enquadra- mento ao Licenciamento Ambiental; • Implantação do Gerenciamento de Resíduos Sólidos (operacionalização e monitoramento de todas as etapas do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos), inclusive Implantação da Coleta Seletiva; • Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS); • Realização de Auditoria Ambiental (interna e compulsória da FEPAM) e Conformidade Legal; • Avaliação Geológica e Biológica para Emissão de Pareceres e Laudos; • Implantação/Manutenção do Sistema de Gestão Ambiental e Integração de Sistemas de Gestão; • Gestão dos Aspectos e Impactos Ambientais; • Treinamento de Identificação e Avaliação dos Aspectos e Impactos Ambientais; Formação e Reciclagem de Auditores Internos; Interpreta- ção dos requisitos da ISO 14001; • Qualificação de Prestadores de Serviços Am- bientais; • Preparação e Resposta às Emergências; • Implantação de Programa de Produção mais Limpa; • Definição de Tratamento de Efluentes e Emis- sões Atmosféricas - procedimentos e melhorias no sistema; • Sensibilizações em Sustentabilidade e educa- ção ambiental. A Bee é responsável pela consultoria técnica para assuntos relacionados às áreas de meio ambiente e sustentabilidade. Compreende inicialmente, consultas sem ônus, para as empresas associadas e filiadas. Assuntos aprofundados são avaliados individualmente e cobrados diretamente da empresa. Associadas têm 20% de desconto. O atendimento ocorre às segundas-feiras, das 10h às 12h, na sede do sindicato, mediante agendamento através do número: (51) 3590 7702.
  • 12. JURÍDICO TRIBUTÁRIO 12 EXCLUSÃO DO ICMS DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA PALESTRA TRIBUTÁRIA ORIENTA GESTORES No mês de julho de 2017, o SINDIMETAL RS,atravésdeseusadvogados,ingressoucom três ações judiciais em nome dos seus asso- ciados e filiados, visando discutir questões tri- butárias relevantes, as quais estão pendentes de julgamento nosTribunais Superiores. A primeira ação movida, autorizada pela Diretoria do Sindicato na reunião do dia 08 de junho de 2017, diz respeito à exclusão do ICMS da base de cálculo da Contribuição sobre a Receita Bruta - CPRB. Referida ação tem fundamento idêntico àquela julgada pelo STF, no dia 15 de março de 2017, em que a Corte decidiu pela inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições para o PIS/ COFINS. Com a instituição da Contribuição Patronal sobre a Receita Bruta – CPRB, as empresas submetidas à sistemática de desoneração da folha de salários passaram a recolher, em substituição, contribuição patronal tendo como base de cálculo a receita bruta. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal, no tocante às contribuições para o PIS e COFINS, definiu queoICMSnãopoderiacomporabasedecál- culo respectiva, ao argumento de que o valor arrecadado(atítulodeICMS)nãoseincorpora ao patrimônio do contribuinte e, justamente por isso, não pode integrar a base de cálculo dessas contribuições. Se o ICMS destacado nas notas fiscais (ICMS sobre vendas) não compõe a receita, para fins de incidência do PIS/ COFINS, não pode igualmente compor a base para fins de cálculo da Contribuição Patronal sobre a Receita Bruta – CPRB. Se a Mudanças na Legislação, Extinção da Desoneração da Folha de Pagamen- to e Parcelamentos junto à Receita Federal e Procuradoria (PERT) foram os temas em destaque na Palestra Tributária, ocorrida no SINDIMETAL RS, dia 02 de agosto. Os advogados Marciano Buffon e Marina Furlan, da equipe Buffon & Fur- lan Advogados Associados - Assessoria Jurídica Tributária da entidade estiveram abordando os assuntos em pauta. O governo federal, com a edição da Me- dida Provisória nº 774/ 2017, alterou, a partir de 1º de julho de 2017, a forma de se calcular a contribuição previdenciária incidente sobre a receita bruta, como previsto na Lei nº 12.546/ 2011. decisão final for favorável, os Associados e Filiados da Entidade, que recolheram a maior a CPRB, por incluírem o ICMS na base de cálculo, poderão compensar os valores indevidamente recolhidos com outrostributosfederais,comaatualização monetária (SELIC), nos termos que vier a ser decidido pelo Judiciário. Além dessa ação judicial, a Diretoria aprovou, na reunião do dia 22-06-2017, a discussão sobre a redução do benefício do REINTE- GRA. Com a edição da Medida Provisória nº 540/2011, convertida na Lei nº 12.546/2011, foi instituído o Regime Especial de Reintegra- ção de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras – REINTEGRA, o qual tem por objetivo recuperar custos tributários federais residuais existentes nas suas cadeias de produção, mormente em relação ao PIS e à COFINS, mediante a aplicação de percentual a ser fixado por ato do Poder Executivo, entre 0 e 3% sobre a receita decorrente de exporta- ção de bens produzidos pela pessoa jurídica. Contudo, sobreveio o Decreto nº 8.415, de 27 de fevereiro de 2015, que estabeleceu a redução dos percentuais de REINTEGRA, sem observaroprazode90diasentreapublicação da norma e os seus efeitos. Assim, pretende- -sediscutirodireitoàapuraçãodasdiferenças entre 1% a 3% no período de março, abril e maio de 2015 e de 0,10% a 1% nos períodos de dezembro de 2015 e janeiro de 2016.Tam- bém nesse caso será possível compensar os valoresquevieremaserapurados,emfacede sentença judicial transitada em julgado. Porfim,nareuniãododia27dejulhode2017, a Diretoria do SINDIMETAL RS confirmou o ajuizamento da discussão sobre a extinção da Contribuição sobre a Receita Bruta para diversos setores, inclusive o metalmecânico, realizada pela Medida Provisória nº 774/2017, com efeitos a partir de 1º de julho de 2017. Tal discussão fundamenta-se na quebra do princípio da segurança jurídica, uma vez as empresas tiveram que optar pela sistemática no mês de janeiro de 2017, sendo que a própria legislação determinava que referida escolha seria definitiva ao longo de 2017. Tendo em vista que até o momento o Con- gresso Nacional não definiu se irá converter em lei ou não referida Medida Provisória, bem como que a extinção da desoneração irá obrigar as empresas a realizarem o reco- lhimento da Contribuição sobre a folha de salários, no percentual de 20%, no dia 20 de agosto (relativamente ao mês-competência Julho/2017), a discussão judicial pretende o reconhecimento de que as empresas possam pagar sobre a receita bruta até o final do exercício de 2017, uma vez que isso traria prejuízos substanciais, principalmente para aqueles que têm uma grande quantidade de funcionários e cuja receita seja preponderan- temente da exportação. Advogado da equipe Buffon & Furlan Advogados Asso- ciados I Assessoria Jurídica do SINDIMETAL RS, na área Tributária. Marciano Buffon OAB/RS 34.668 A aplicação da Lei nº 12.546/ 2011, conhe- cida como a lei desoneração da folha de pagamento, continuará sendo opcional, porém, a partir de 1º de julho de 2017, só estarão abrangidas pela norma algumas empresas. “Assim, a partir da entrada em vigor do referido normativo, pode-se afir- mar que o regime da desoneração estará praticamente extinto, pois a maioria dos setores não mais poderá adotar a sistemá- tica da contribuição sobre a receita bruta, instituída pelo artigo 7º, da Lei nº 12.546/ 2011”, afirma Buffon. A conversão em lei da referida Medida Provisória estava prevista para agosto, contudo até a data da realização dessa palestra não havia ocorrido. Segundo a advogada Marina, as infor- mações compartilhadas com os gestores presentes na ocasião não foram conclu- sivas, em virtude da imprevisão da situação política, que acaba se refle- tindo nas questões econômicas do País. Com relação à conversão em Lei da Medi- da Provisória nº 783/ 2017, no tocante ao parcelamento dos débitos junto à secre- taria da Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional, “a sugestão é aguardar, pois poderá sofrer alterações”, alerta. “Deixem tudo organizado e somente for- malizem quando os critérios forem mais claros e definitivos”. Na ocasião, também foram comentadas as ações judiciais, que os advogados ingressaram recentemente, em nome dos associados e filiados da entidade.
  • 13. JURÍDICO TRABALHISTA REFORMA TRABALHISTA As relações de trabalho no Brasil são fundamen- tadas por um conjunto de normas constitucionais, convenções internacionais, leis em sentido amplo e conformações destas pela jurisprudência. A Conso- lidação das Leis do Trabalho, aprovada em maio de 1943, deu corpo unitário a leis então esparsas e está em vigência por mais de setenta anos. Pouco comen- tado o fato de que ao longo dessas sete décadas, mais de 500¹ alterações ou reformas foram feitas à CLT: Constituições (1946, 1967 e 1988), Emendas Constitucionais, Decretos Lei, Decretos, Leis Comple- mentares e Medidas Provisórias. Logo, reformar a CLT não é novidade – e não deveria deixar de ser. Pois, é mais uma medida da necessária e constante atualiza- ção e concatenação da realidade social e prática do trabalho ao texto legal – ou ao contrário!? Todas estas reformas da CLT ao longo de tanto tempo em vigência buscaram sua modernização e adequa- ção às relações sociais, econômicas e de mercado de trabalho que absurdamente se transformaram até a década de 80. Após os anos 90 então, a intensidade das transformações tem se mostrado exponencial- mente significante (imensa e consubstancial a veloci- dade, a quantidade e o conteúdo das mudanças) ao que constatado até aquele momento. Neste turbilhão permanente de modernizações e mudanças de eras e paradigmas, por pura lógica de aperfeiçoamento, a CLT, se pode afirmar, não estava mais a par da realidade do mundo e, principalmente, das relações de trabalho. Não que agora esteja to- talmente concatenada com a realidade econômica e social do trabalho, mas trata-se inegavelmente de avanço. Necessário referir que a reforma não retira sequer um direito do trabalhador. O pressagiado em contrário não é verdadeiro e é reflexo advindo de um polo que, não poderia ser diferente no jogo, está argumentando e fazendo sua parte prevista. A reforma trabalhista é um passo, alguma coisa (das muitas) a ser feita a endireitar um rumo que a nação vem perdendo a partir anos 2000. A Lei nº 13.467, de 13 de junho de 2017 (com vigência a partir de 11/11/2017) altera (adiciona, muda ou revoga) diversos dispositivos da CLT e das Leis de Trabalho Temporário, do FGTS e da organização da Seguridade Social e do Plano de Custeio dela. Contudo, mesmo que programada a vigência para novembro de 2017, não é possível afirmar que isto efetivamente irá ocorrer tal qual está previsto na Lei nº 13.467: existem freios e contrapesos (Medidas Provisórias, Leis, ações sobre constitucionalidade das alterações, etc) de diversasordensquepodemalterarostermosdestalei até novembro! Da CLT, são mais de uma centena de alterações, de forma que faremos menção àquelas mais impactan- tes e pertinentes ao empregador. De pronto e sem dúvidas em nosso sentir, o corpo principal da reforma é o peso conferido às convenções e acordos coletivos de trabalho, que dará legitimidade aos envolvidos na relação em estabelecer os parâmetros legais adequa- dos àquelas categorias em específico – pontos nos quais a lei generalista não alcança. É a valorização da vontade das partes e não a estática do Estado, traduzindo-se em redução da insegurança jurídica e da litigiosidade exagerada. Há alterações e novidades de substância na reforma, oque impõeumencorpadotemadecasaaosempre- gadores, seus colaboradores da gestão de pessoas e jurídicos trabalhistas no sentido de avaliar o que deve ser mantido, alterado ou criado nas suas relações de trabalho. Por isso, é momento de extrema cautela, discussão e entendimento apurado entre todos para determinar quais caminhos a trilhar nesta gestão. 13 Fernando Garcez OAB/RS 69.356 Sem prejuízo das alterações não citadas aqui, porque em grande número, transcrevemos as principais mu- danças com a reforma²: - Negociação coletiva – aumentaram os assuntos passíveis de negociação entre empregador e empregados, permitindo que acordosouconvençõesseequiparemàleiemtemascomo:jornadade trabalho,contacorrentedehoras,compensaçõesdehorário,intervalo intrajornada, salário, planos de cargos e salários, remuneração por produtividade e participação nos lucros. A Justiça do Trabalho ao analisar convenções e acordos coletivos deverá permanecer adstrita às questões formais, respeitando a autonomia da vontade coletiva e, ainda,SúmulaseOrientaçõesJurisprudenciaisnãopoderãocriarnovos direitos. -Rescisãocontratualpormútuoconsentimento–Poderáhaver arescisãodecontratodetrabalhoquandohá“comumacordo”entrea empresa e o empregado. Neste caso, o trabalhador receberá metade do valor do aviso prévio e saque de até 80% do valor do FGTS e a integralidade das demais verbas trabalhistas, mas não terá direito de acessaroSeguroDesemprego.ALeidispensaahomologaçãoobriga- tóriadarescisãocontratualemsindicatosounoMinistériodoTrabalho, obrigando-se o empregador a anotar a CTPS, informar os órgãos competentes e pagar o montante da rescisão em até 10 dias do fim darelaçãocontratual. -Contacorrentedehoras - Poderáserpactuadoporacordoindivi- dualescrito,desdequeacompensaçãoocorranoperíodomáximode 6meses. - Regime 12 x 36 - Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, mediante acordo individual escrito, convenção coletivaouacordocoletivodetrabalho,emqualqueratividadepoderá serestabelecidoestetipodejornadadetrabalho,semprerespeitando olimitede44horassemanais(ou48horas,comashorasextras)e220 horas mensais. Não será exigida licença-prévia para prorrogação de horáriosematividadesinsalubresnajornada12x36. -Intervalopararepousooualimentaçãoetempoàdisposição do empregador – Deixam de ser consideradas como integrantes da jornada atividades como descanso, estudo, alimentação, higiene pessoaletrocadouniforme(desdequenãohajaobrigaçãodeatroca douniformeserefetuadanaempresa).Ointervalointrajornadapoderá serreduzido(parasairmaiscedo),bemcomosuanãoconcessãogerará direitoaindenizaçãoequivalenteaoperíodosuprimido. - Horas in itinere - O tempo que o trabalhador passa em trânsito entreresidênciaetrabalho,naidaevoltadajornada(caminhandoou porqualquermeiodetransporte,inclusiveofornecidopelaempresa), não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposiçãodoempregado(comrestrições). -Reduçãodosvaloresparadepósitorecursal–reduçãode50% nosvalorespararecorrerparamicroepequenasempresas,bemcomo isenção para entidades filantrópicas e as empresas em recuperação judicial. - Quitaçãoanualdasobrigações-Écriadaapossibilidadedeum termo anual de quitação das obrigações trabalhistas, a ser assinado pelo trabalhador na presença de um representante do sindicato, que declaraorecebimentodasparcelaselencadasnotermodescritivo. -Terceirizaçãoecontratotemporário-Éoportunizadaacontrata- ção de prestação de serviços terceirizados para o desenvolvimento da atividadefimdasempresas,vedadaacontrataçãodepessoasjurídicas compostas por ex-empregados das contratantes por, no mínimo, 18 (dezoito)meses.Édiminuídopara120diasoprazodocontratotempo- rário,prorrogáveispelodobrodoperíodoinicial,qualquerqueeleseja. -Trabalho a tempo parcial - Poderá ser de até 30 horas semanais, sem hora extra ou de até 26 horas semanais, com acréscimo de até 6 horasextras. -Regimedeteletrabalho(homeoffice)-Trabalhoserárealizado fora da empresa, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo. O comparecimento do empregado à empresa para realização de específicas atividades não descaracteriza o regime de teletrabalho. O contrato de trabalho especificará as atividades que serão realizadas pelo empregado, bem como a responsabilidade pela aquisição,manutençãooufornecimentodosequipamentostecnológi- coseinfraestruturanecessáriaàprestaçãodotrabalhoremoto.Poderá seralteradooregimedeteletrabalhoparapresencialpordeterminação doempregador,garantidooprazodetransiçãomínimode15dias,com registroemaditivocontratual. - Benefícios que não integram a remuneração-Nãomaisinte- grarãoverbassalariaisaajudadecusto,oauxílioalimentação(vedado pagamentoemdinheirodeste),diáriasdeviagem,prêmioseabonos, nãoincidindoencargos. -Trabalhadorautônomo–Acontrataçãodoautônomo,cumpridas por este todas as formalidades legais, com ou sem exclusividade, de formacontínuaounão,afastaaqualidadedeempregadoprevistana CLT. -Equiparaçãosalarial-Comanovaredação,aprevisãoda“mesma localidade” passa a exigir o mesmo estabelecimento empresarial, afastando, por conseguinte, a caracterização da equiparação salarial deempregadospertencentesaempresasdistintas,maspertencentes ao mesmo grupo econômico, ou mesmo empregados que prestam serviços em locais de trabalho diferentes, ainda que para mesmo empregador. Empregado e paradigma não poderão ter diferença superiora4anosdetempodeserviçoeotempode2anosnamesma função. Além disso, se exclui a possibilidade de reconhecimento do “paradigmaremoto”,quandoopedidodeequiparaçãosedácomum colegaquetevereconhecida,porviajudicial,aequiparaçãocomoutro colega. - Férias – Desde que haja concordância do empregado, poderão ser parceladas em até 3 vezes, desde que um dos períodos seja superior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 dias corridos,cadaum,semlimitaçãoparamenoresde18anosoumaiores de50anosdeidade. -Empregadonãoregistrado/Multa–Asmultasadministrativas serão reajustadas anualmente pela Taxa Referencial (TR), divulgada peloBancoCentraldoBrasil,oupeloíndicequevierasubstituí-lo. -Exigênciadeuniformeesuahigienização-Cabeaoemprega- dordefiniropadrãodevestimentanomeioambientelaboral,sendo lícita a inclusão no uniforme de logomarcas da própria empresa ou deempresasparceirasedeoutrositensdeidentificaçãorelacionados à atividade desempenhada. A higienização do uniforme é de responsabilidade do trabalhador, salvo nas hipóteses em que forem necessáriosprocedimentosouprodutosdiferentesdosutilizadospara higienizaçãodasvestimentasdeusocomum. Estas, dentre várias outras, seriam as principais altera- ções a mencionar neste momento. Todo e qualquer movimento patronal na gestão das relações de trabalho, portanto, deve ser amplamente planejado, pensado e discutido com todos os envolvidos nos próximos tempos. Salientamos, por oportuno, que muito embora o texto tenha sido aprovado sem vetos pelo Poder Exe- cutivo, há uma proposta de Medida Provisória para alterar alguns dispositivos (trabalho da gestante em atividade insalubre, jornada de 12x36, dano moral, trabalho autônomo e intermitente, representação dostrabalhadoresnaempresaeparticipaçãodossin- dicatos) que foram objeto de divergência no Senado Federal. Advogado integrante da equipe de profissionais do escritório Garcez Advo- gados Associados | Assessoria Jurídica do SINDIMETAL RS, nas áreasTraba- lhista,AmbientaledeRepresentaçãoComercial. ¹ Lista de alterações da CLT disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5452-1-maio-1943- 415500-norma-pe.html ² Conforme ComunicadoTécnico nº 106, de 14 de julho de 2017, da FIERGS. “Aeducaçãoexigeosmaiorescuidados,porqueinfluisobretodaavida”.
  • 14. Esta primeira unidade do SENAI foi inaugurada em 02 de abril de 1977 com o nome de Agência SENAI de Treinamento da Encosta Inferior do Nordeste. Tendo em vista as características da economia da região, predominantemente voltada para os setores calçadista e metalúrgico, a Unidade tem priorizado atender à demanda por qua- lificação de mão de obra destes segmentos, bem como outras neces- sidades das comunidades da sua área de jurisdição, que compreende os municípios de Sapiranga (sede), Araricá, Nova Hartz e Santa Maria do Herval. O Centro de Formação Profissional (CFP) SENAI Waldemar Strassburger dentre as Unidades do SENAI é considerada de porte mi- cro,jáqueefetuaemmédia3milmatrículasporanoerealizaemtorno 400 mil horas/ aula/ ano. As metas referentes a esses dois índices são estipuladasnoPlanodeAçãodaUnidadeeacompanhadasatravésdo demonstrativo gerencial recebido mensalmente. Fonte: CFP SENAIWaldemar Strassburger 14 RAIO X SENAI WALDEMAR STRASSBURGER, EM SAPIRANGA EDUCA PARA O MUNDO DO TRABALHO Grupo Manutenção visita a Braskem HISTÓRICO COM A PALAVRA, o Gerente de Operações Hugo Gerhardt 1–Oqueaescolaoferece? O CFP SENAIWaldemar Strassburger oferece cursos de educação pro- fissional na modalidade de aprendizagem industrial, que atende jo- venscomidadeentreos14eos24anos,nasáreasdoCouroeCalçado, Gestão e Metalmecânica. Nas modalidades de Iniciação Profissional, Aperfeiçoamento Profis- sional e Qualificação Profissional são oferecidos cursos abertos para a comunidade nas áreas de Alimentos e Bebidas, Automação, Auto- motiva, Couro e Calçado, Eletroeletrônica, Gestão, Metalmecânica, Re- frigeração e Tecnologia da Informação os quais podem ser realizados nas instalações da escola, unidades móveis ou in company. O propósi- to destes cursos é o de desenvolver e requalificar os profissionais que atuam nas indústrias e fazer com que estes atendam aos desafios que o mercado de trabalho exige. Representantes das empresas Gedore, In- pel e Stihl, que integram o grupo Manuten- ção,doSINDIMETALRS,estiveramrealizando umavisitatécnica,dia21dejulho,nohorário das 8h15min às 12h, na Braskem, emTriunfo. A atividade teve como foco principal os seguintes assuntos: Estrutura da Manu- tenção (forma de atuação, existência de equipe específica), Fornecedores internos e externos, Indicadores de Manutenção, Manutenção Preditiva (mapeamento), Ma- peamento de equipamentos críticos, Gestão de Manutenção (como é feita), Engenheiros de Confiabilidade (rotina), TPM, Segurança no trabalho nas atividades de Manutenção, incluindo uma visita à fábrica. Criada em 2002, pela integração de seis empresas da Organização Odebrecht e do Grupo Mariani, a Braskem é, hoje, a 2–Qualaabsorçãonomercado? Nos cursos na modalidade de aprendizagem industrial, realizados dentro das indústrias na área calçadista, a contratação dos egressos chega a 95%. Nas demais áreas, o índice é de aproximadamente 80%. 3 – Que projetos estão em andamento? A escola prepara seus técnicos e docentes para atuarem na meto- dologia de educação por competência, desenvolvendo situações de aprendizagem contextualizadas com as situações reais do mundo do trabalho. Dentre elas, o desenvolvimento de projetos interdisciplina- res envolvendo os alunos de diferentes áreas e também projetos in- tegradores, abrangendo situações reais em indústrias parceiras, com o intuito de preparar profissionais com visão globalizada e foco nos resultados. Sede da escola maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas e a maior produtora de polipropileno nos Estados Unidos. Possui um dos port- fólios mais completos do mercado, ao incluir também o polietileno verde, produzido a partir da cana-de-açúcar, de origem 100% renovável. A Braskem está inserida no setor químico e petroquímico, e tem participação relevante em inúmeras cadeias produtivas, sendo essencial para o desenvolvimento econô- mico. É a única petroquímica integrada de primeira e segunda geração de resinas termoplásticas no Brasil. Isso se traduz em vantagens competitivas, como escala de produção e eficiência operacional.
  • 15. A Stihl, líder no mercado brasileiro de ferramentas motorizadas portáteis, foi duplamente agraciada com o Prêmio Exportação RS 2017, ocorrido no dia 13 de julho, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. A empresa ganhou na cate- goria Diversificação de Mercados, mérito destinado às companhias que se destaca- ram pelo número de países-alvo para os quais exportam seus produtos; e o Troféu Diamante, um reconhecimento voltado para organizações que configuram entre as vencedoras por pelo menos 10 edições. O presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guen- ther, destacou a relevância de uma política estável para as exportações. “A grande dificuldade que encontramos para expor- tarmos no Brasil é a nossa política instável”, afirmou. Segundo ele, com a exportação, a Stihl vem conseguindo manter sua esta- bilidade financeira e superar a deficiência do mercado doméstico. “Encerramos 2016 Uma nova linha de encapsulamento e teste de semicondu- tores foi lançada, no mês de junho, pela HT Micron. A novidade permite fabricar produtos com a tecnologia Multi Chip Packging, que possibilita o encapsulamento de múltiplos chips em um só componente. Utilizando wafers extremamente finos, os chips são colados com alta precisão. Os filamentos de ouro possuem diâmetros micro- métricos e formam o contato elétrico dos circuitos integrados, que são combinados em estruturas empilhadas. Com isso, um mesmo componente pode ter até sete camadas de circuitos, o que permite a combinação de diferentes funções em um mesmo encapsulamento. Os primeiros materiais produzidos nesta linha foram eMCPs, que incluem chips de memória volátil (LPDRAM) e não volátil (Nand Flash) combinadas com um controlador. O projeto resultou de contrato de subvenção junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Este projeto ainda contou com a parceria da empresa com a Unisinos, para a implantação de unidade do Instituto Tecnológi- co de Semicondutores (ittChip), na sua unidade fabril, laboratório destinado à realização de teste e análise de componentes Nand Flash de alta performance. AGerdau está investindo em inovação digital para aumentar a competitividade, garantir redução de custos e ganhos de efi- ciência. Com o projeto @UsinaDigital, após análise das operações das usinas, foram identificadas oportunidades de introdução de soluções tecnológicas para otimização dos processos produtivos. Na usina de Sapucaia do Sul, com a implementação do projeto, os colaboradores podem realizar suas tarefas no ambiente de produção com mobilidade, maior produtividade, menos papel e informações em tempo real, com a utilização de smartphones com aplicativos customizados. Além disso, o processo de inventário de produtos e insumos que eram realizados com contagens manuais, registro com papel e caneta, e posterior lançamento no sistema, foram automatizados, gerando uma economia de mais de mil horas de trabalho por ano. Outras frentes abordaram controle online dos custos de produção, automação em rotinas de lançamentos de produção, sistemas de alarmes para desvios de processo com envio de SMS para a cadeia de ajuda e treinamentos presenciais passaram para formato vídeo, com provas on line. 15 MERCADO Fonte: Stihl Fonte e foto: GerdauFonte e foto: HT Micron sem desempregar ninguém e começamos 2017 com um mercado doméstico instável, mas conseguimos superar esse déficit. A exportação é muito importante e preci- samos de políticos que criem projetos a longo prazo para que as indústrias possam exportar cada vez mais. Ser agraciado com esse reconhecimento é uma honra para todos nós”, concluiu. Para ampliar as vendas no mercado ex- terno, a Stihl conta com a competência, flexibilidade e criatividade de sua equipe no Brasil, somada à experiência e tecnolo- gia inovadora da matriz, que fica na cidade de Waiblingen, na Alemanha. Os produtos com maior crescimento em volume nas exportações de 2016 foram: motosserras (17%), principalmente para Cingapura, Ín- dia e África do Sul; e pulverizadores (13%), com destaque para os Estados Unidos, México e Colômbia. Os principais países responsáveis pelo faturamento das expor- “Énoproblemadaeducaçãoqueassentaograndesegredodoaperfeiçoamentodahumanidade”. Reconhecimento em dose dupla no 45º Prêmio Exportação RS Lançamento de nova tecnologia Inovação digital na produção de aço tações da Stihl Brasil foram os Estados Uni- dos (31,6%), a Alemanha (12,9%) e a China (7,8%), todos com unidades produtivas do Grupo Stihl. Apoiada em pilares sólidos de gestão estruturados pela matriz alemã, a subsidiária da marca no Brasil exportou, em 2016, para mais de 70 países e destinou 50% da produção da fábrica para esta finalidade. A receita total de exportações alcançou mais de R$ 614 milhões. Considerado o principal reconhecimen- to na área de comércio exterior no Rio Grande do Sul, o Prêmio Exportação RS é promovido pela Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS). Em sua 45º edição, o reconhecimento valo- riza empresas que obtiveram os melhores resultados mercadológicos e desenvolve- ram estratégias inovadoras para expor e comercializar seus produtos no mercado internacional. CEO da HT Micron, Chris Ryu
  • 16. Uma empresa que nasceu e chegou aos 30 anos de existência valorizando o trabalho e a família. Esta é a essência que norteia a trajetória daPPLIndústriadeReboquesLtda.Fundadaem 1º de julho de 1987 teve um início marcante, na garagem do caminhão do Paulo Appolinário da Silva, em Esteio, onde muitas vezes, por falta de espaço, acabava manobrando a carreta sobre o jardim da residência, cuidado amorosamente pela esposa Lori. Com sede em Sapucaia do Sul, a PPL comemora três décadas de estrada como uma das princi- pais fabricantes de implementos rodoviários do mercado nacional, com ênfase no transporte boiadeiro. “Desenvolvemos, produzimos e dis- tribuímos uma completa linha de implementos rodoviários, não somente para o transporte de gado, mas também para cavalos, ovelhas, toras, grãos e containers”, salienta o sócio Paulo Ricardo da Silva, responsável pela Produção e Vendas. “Oferecemos soluções técnicas, manu- tenção, corte e dobra de chapas de aço, monta- gens industriais e pinturas, atendendo a melhor logística com produtos de grande durabilidade e segurança”, destaca Régis Adriano Scharlau da Silva, atuando em Projetos e Suprimentos. Inicialmente voltada para o transporte de gado, a empresa inovou ao entrar no mercado com os primeiros conjuntos de carroceria e rebo- que, conhecidos por Romeu e Julieta. Mesmo desaconselhado por alguns empresários, foi na oficina do irmão, em São Leopoldo, que cons- truiu, durante quatro anos, sozinho, esta versão inovadora. “Passei a ganhar o frete em do- bro, economizando tempo e revolucionando o transporte bovino, através do caminhão com reboque, a Julieta boiadeira”, relembra emocionado o fundador deste empreendimen- to. Em 1985, o visionário Appolinário desenvolveu um sistema de engate retrátil, para facilitar a passagem da Julieta sem necessidade de A vontade de vencer e oferecer mais conforto para a família era grande. Appolinário lança en- tão, em 1988, um novo sistema de pintura anti- corrosiva para a estrutura metálica de seus rebo- ques e carrocerias visando maior durabilidade e resistência dos equipamentos. A qualidade do tratamento anticorrosivo permitiu lançar, em 1996, a carroceria e reboque PPL Metálica. Este novo sucesso se uniu ao Engate Retrátil de três estágios, que acompanha todos os Romeu e Ju- lieta fabricados até os dias atuais. A competência e a criatividade foram funda- mentais para o desenvolvimento de equipa- mentos especiais com sistemas hidráulicos, pneumáticos, mecânicos e conjugados entre si, em um processo de mecanização florestal. O tempo foi trazendo novos desafios e, em 1989, uma grande conquista marcou definitivamente a trajetória da PPL. A aquisição da atual sede numa área de 15mil m², onde foram construídos 4mil m² destinados à produção.“No início, mes- mo sem luz e telefone, sabíamos que estávamos no caminho certo”, relembra o fundador. “Hoje, passados tantos desafios, estamos mais unidos”. “Nossos clientes, em sua maioria, são de frigo- ríficos do Estado” salienta o filho Paulo Ricardo, cofundador da empresa e que conhece todo o :: Inovando sempre :: serviço de produção e o fluxo do processo, de- senvolvendo também na área de corte e dobra, mas sempre focado no agronegócio. Hoje a PPL conta com equipamentos de primeira linha, mantendo inclusive produtos de série homolo- gados junto ao Denatran, estando capacitada para desenvolver novos equipamentos e pro- jetos especiais em parceria com seus clientes, visando sempre a melhor relação entre o custo e o benefício. A empresa atua na área de montagens indus- triais e pinturas, atendendo as necessidades específicas dos clientes, através de produtos desenvolvidos em parceria. Além disso, presta serviços de manutenção de reboques, semi- -reboques, carrocerias e conteiners. Somado a este trabalho, em 2010, a família criou a Estação Coletora de Fluídos veiculares (ECOFLUV), uma unidade móvel que faz a descontaminação das sucatas de veículos. Para enfrentar os novos desafios, o fundador conta não somente com seus dois filhos e só- cios, mas também com a parceria da filha Su- siane Scharlau da Silva, além dos netos Rafael e Priscila. Uma corrente do bem, que tem levado este trabalho adiante, com planos de ampliação e, quem sabe até de uma nova empresa, para dar vazão ao talento empreendedor da família. O empreendimento idealizado por Appoliná- rio, que atuou anos com frete boiadeiro, segue inspirando os filhos e diretores, assim como os netos, através dos bons exemplos.“Mesmo com 80 anos de vida, ele trabalha diariamente na empresa”, enfatizam. Desejamos sucesso na continuidade deste sonho, que começou com o fundador Appolinário, mas já contagiou as futuras gerações da família. VITRINE • ESPAÇO SINDIMETAL Nº 65 www.ppl.ind.br desengatar a composição. Eram dias seguidos viajando pelas estradas transportando gado. “Para não perder o vocabulário, escutava rádio e para amenizar a saudade da família, apreciava a paisagem. Ela ajuda a enfrentar tudo no Rio Grande do Sul”, relata. ROMEU E JULIETA - BOIADEIRO 25M CARROCERIA PARATORAS ECOFLUV PPL INDÚSTRIA DE REBOQUES 30 ANOS DEDICADOS AO MERCADO