FUNDAÇÃO INTEGRADA MUNICIPAL DE ENSINO SUPERIOR 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS 
UNIDADE BÁSICA DE CIÊNCIAS EXATAS 
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL 
HIDRODINÂMICA 
ESCOAMENTO EM DUTOS 
Docente: Alexandre Paiva 
Discente: Taís dos Santos Costa Modesto 
Mineiros (GO) 
2014
Hidrodinâmica e Escoamento em dutos 
A mecânica dos fluidos é a parte da física que estuda o efeito de forças em fluidos. Os fluidos em equilíbrio 
estático são estudados pela hidrostática e os fluidos sujeitos a forças externas diferentes de zero são 
estudados pela hidrodinâmica. 
Hidrodinâmica (ou dinâmica de fluidos) é uma subdisciplina de mecânica dos fluidos que lida com a ciência 
de fluxo de fluido — a ciência natural de fluidos (líquidos e gases) em movimento. Tem várias especialidades 
em si, incluindo a aerodinâmica (o estudo do ar e outros gases em movimento) e Hidráulica (o estudo dos 
líquidos em movimento). Dinâmica de fluidos tem uma vasta gama de aplicações, incluindo o cálculo das 
forças e momentos nas aeronaves, a determinação da taxa de fluxo de massa de petróleo através de 
gasodutos, a previsão de condições meteorológicas, a compreensão nebulosas no espaço interestelar e, 
modelagem de detonação de armas de fissão. Alguns de seus princípios são ainda utilizados em engenharia 
de tráfego, onde o tráfego é tratado como um fluido contínuo. 
Dinâmica de fluidos oferece uma estrutura sistemática subjacente a estas disciplinas práticas, que abrange 
as leis empíricas e semi-empíricos, a partir de medição de vazão e utilizados para resolver problemas 
práticos. A solução para um problema de dinâmica de fluidos normalmente consiste em calcular várias 
propriedades do fluido, tais como velocidade, pressão, densidade e temperatura, como as funções do tempo 
e espaço. 
Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando submetida a uma tensão de 
cisalhamento, não importando quão pequena possa ser essa tensão. Um subconjunto das fases da matéria, 
os fluidos incluem os líquidos, os gases, os plasmas e, de certa maneira, os sólidos plásticos. 
Os escoamentos podem ser classificados quanto à compressibilidade e quanto ao grau de mistura 
macroscópica. 
Um escoamento em que a densidade do fluido varia significativamente é um escoamento compressível. Se 
a densidade não variar significativamente então o escoamento é incompressível. 
O grau de mistura de um fluido em escoamento depende do regime de escoamento, que pode ser laminar, 
turbulento ou de transição. 
No regime laminar, as linhas de fluxo são paralelas ao escoamento, fazendo com que o fluido escoe sem 
que ocorra mistura. Em um duto circular, o escoamento é laminar até um valor de Reynolds de 
aproximadamente 2100. 
Na transição entre os regimes laminar e turbulento, percebe-se que as linhas de fluxo se tornam onduladas, 
o que indica que começa a haver mistura entre uma camada e outra. Para um duto circular, esse regime 
ocorre para um valor de Re entre 2100 e 2300. 
Para valores de Re acima de 2300, têm-se regime turbulento. Nesta fase, percebe-se uma mistura entre as 
camadas de fluxo.
A viscosidade é a propriedade dos fluidos correspondente ao transporte microscópico de quantidade de 
movimento por difusão molecular. Ou seja, quanto maior a viscosidade, menor será a velocidade em que o 
fluido se movimenta. 
Perda de carga é a energia perdida pela unidade de peso do fluido quando este escoa. Termo muito utilizado 
em engenharia e mecânica dos fluidos. 
A perda de carga em um tubo ou canal é a perda de energia dinâmica do fluido devido à fricção das partículas 
do fluido entre si e contra as paredes da tubulação que os contenha. 
Podem ser contínuas, ao longo dos condutos regulares, ou acidental ou localizada, devido a circunstâncias 
particulares, como um estreitamento, uma alteração de direção, a presença de uma válvula, etc. 
O cálculo da perda de carga em tubulações é fundamental para o estudo de uma instalação hidráulica, seja 
ela de bombeamento, seja ela por gravidade. 
Devemos ter em mente, que a perda de carga, ou seja, a dissipação de energia por unidade de peso acarreta 
uma diminuição da pressão estática do escoamento, sendo que esta diminuição pode ser observada pela 
representação da Linha de Energia (L.E) do escoamento, que é o lugar geométrico que representa a carga 
total de cada seção do escoamento. 
Quando um líquido escoa de um ponto para outro no interior de um tubo, ocorrerá sempre uma perda de 
energia, denominada perda de pressão (Sistemas de ventilação ou exaustão) ou perda de carga (Sistemas 
de bombeamento de líquidos). Esta perda de energia é devida estacionária aderida à parede interna do tubo. 
A camada do fluido entra em contato com a parede do tubo ele acaba ganhando a mesma velocidade da 
parede da tubulação, ou seja, nula, e passa a influir as partículas vizinhas por meio da viscosidade e da 
turbulência, dissipando energia.
BIBLIOGRAFIA 
http://eduloureiro.com.br/index_arquivos/mfaula9.pdf 
Acessado em 27/10/2014 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAepdYAD/trabalho-mecanica-dos-fluidos-perda-cargas-dutos 
Acessado em 27/10/2014 
https://www.ufpe.br/ldpflu/capitulo8.pdf 
Acessado em 26/10/2014

Escoamento em dutos

  • 1.
    FUNDAÇÃO INTEGRADA MUNICIPALDE ENSINO SUPERIOR CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS UNIDADE BÁSICA DE CIÊNCIAS EXATAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL HIDRODINÂMICA ESCOAMENTO EM DUTOS Docente: Alexandre Paiva Discente: Taís dos Santos Costa Modesto Mineiros (GO) 2014
  • 2.
    Hidrodinâmica e Escoamentoem dutos A mecânica dos fluidos é a parte da física que estuda o efeito de forças em fluidos. Os fluidos em equilíbrio estático são estudados pela hidrostática e os fluidos sujeitos a forças externas diferentes de zero são estudados pela hidrodinâmica. Hidrodinâmica (ou dinâmica de fluidos) é uma subdisciplina de mecânica dos fluidos que lida com a ciência de fluxo de fluido — a ciência natural de fluidos (líquidos e gases) em movimento. Tem várias especialidades em si, incluindo a aerodinâmica (o estudo do ar e outros gases em movimento) e Hidráulica (o estudo dos líquidos em movimento). Dinâmica de fluidos tem uma vasta gama de aplicações, incluindo o cálculo das forças e momentos nas aeronaves, a determinação da taxa de fluxo de massa de petróleo através de gasodutos, a previsão de condições meteorológicas, a compreensão nebulosas no espaço interestelar e, modelagem de detonação de armas de fissão. Alguns de seus princípios são ainda utilizados em engenharia de tráfego, onde o tráfego é tratado como um fluido contínuo. Dinâmica de fluidos oferece uma estrutura sistemática subjacente a estas disciplinas práticas, que abrange as leis empíricas e semi-empíricos, a partir de medição de vazão e utilizados para resolver problemas práticos. A solução para um problema de dinâmica de fluidos normalmente consiste em calcular várias propriedades do fluido, tais como velocidade, pressão, densidade e temperatura, como as funções do tempo e espaço. Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando submetida a uma tensão de cisalhamento, não importando quão pequena possa ser essa tensão. Um subconjunto das fases da matéria, os fluidos incluem os líquidos, os gases, os plasmas e, de certa maneira, os sólidos plásticos. Os escoamentos podem ser classificados quanto à compressibilidade e quanto ao grau de mistura macroscópica. Um escoamento em que a densidade do fluido varia significativamente é um escoamento compressível. Se a densidade não variar significativamente então o escoamento é incompressível. O grau de mistura de um fluido em escoamento depende do regime de escoamento, que pode ser laminar, turbulento ou de transição. No regime laminar, as linhas de fluxo são paralelas ao escoamento, fazendo com que o fluido escoe sem que ocorra mistura. Em um duto circular, o escoamento é laminar até um valor de Reynolds de aproximadamente 2100. Na transição entre os regimes laminar e turbulento, percebe-se que as linhas de fluxo se tornam onduladas, o que indica que começa a haver mistura entre uma camada e outra. Para um duto circular, esse regime ocorre para um valor de Re entre 2100 e 2300. Para valores de Re acima de 2300, têm-se regime turbulento. Nesta fase, percebe-se uma mistura entre as camadas de fluxo.
  • 3.
    A viscosidade éa propriedade dos fluidos correspondente ao transporte microscópico de quantidade de movimento por difusão molecular. Ou seja, quanto maior a viscosidade, menor será a velocidade em que o fluido se movimenta. Perda de carga é a energia perdida pela unidade de peso do fluido quando este escoa. Termo muito utilizado em engenharia e mecânica dos fluidos. A perda de carga em um tubo ou canal é a perda de energia dinâmica do fluido devido à fricção das partículas do fluido entre si e contra as paredes da tubulação que os contenha. Podem ser contínuas, ao longo dos condutos regulares, ou acidental ou localizada, devido a circunstâncias particulares, como um estreitamento, uma alteração de direção, a presença de uma válvula, etc. O cálculo da perda de carga em tubulações é fundamental para o estudo de uma instalação hidráulica, seja ela de bombeamento, seja ela por gravidade. Devemos ter em mente, que a perda de carga, ou seja, a dissipação de energia por unidade de peso acarreta uma diminuição da pressão estática do escoamento, sendo que esta diminuição pode ser observada pela representação da Linha de Energia (L.E) do escoamento, que é o lugar geométrico que representa a carga total de cada seção do escoamento. Quando um líquido escoa de um ponto para outro no interior de um tubo, ocorrerá sempre uma perda de energia, denominada perda de pressão (Sistemas de ventilação ou exaustão) ou perda de carga (Sistemas de bombeamento de líquidos). Esta perda de energia é devida estacionária aderida à parede interna do tubo. A camada do fluido entra em contato com a parede do tubo ele acaba ganhando a mesma velocidade da parede da tubulação, ou seja, nula, e passa a influir as partículas vizinhas por meio da viscosidade e da turbulência, dissipando energia.
  • 12.
    BIBLIOGRAFIA http://eduloureiro.com.br/index_arquivos/mfaula9.pdf Acessadoem 27/10/2014 http://www.ebah.com.br/content/ABAAAepdYAD/trabalho-mecanica-dos-fluidos-perda-cargas-dutos Acessado em 27/10/2014 https://www.ufpe.br/ldpflu/capitulo8.pdf Acessado em 26/10/2014