FENOMENOS DE
TRANSPORTE
Patrício gomes leite
Aula 3
O que é escoamento?
• Mudança de forma do fluido sob a ação de um esforço
tangencial;
• Fluidez: capacidade de escoar, característica dos fluidos;
• Processo de movimentação das moléculas de um fluido,
umas em relação às outras e aos limites impostos
Escoamentos
• Os escoamentos são descritos por:
– Parâmetros físicos
– Pelo comportamento destes parâmetros ao longo do
espaço e do tempo;
Trajetória
• Linha traçada por uma dada partícula ao longo de seu
escoamento
X
y
z
Partícula no instante t1
Partícula no instante t2
Partícula no instante t3
Linha de Corrente
• Linha que tangencia os vetores velocidade de diversas
partículas, umas após as outras
• Duas linhas de corrente não podem se interceptar (o ponto
teria duas velocidades)
X
y
z
Partícula 1
no instante t
Partícula 2
no instante t
Partícula 3
no instante t
v1
v2
v3
Tubo de Corrente
• No interior de um fluido em
escoamento existem infinitas
linhas de corrente definidas por
suas partículas fluidas
• A superfície constituída pelas
linhas de corrente formada no
interior do fluido é denominada de
tubo de corrente ou veia líquida
Linha de Emissão
• Linha definida pela sucessão de
partículas que tenham passado
pelo mesmo ponto;
• A pluma que se desprende de
uma chaminé permite
visualizar de forma grosseira
uma linha de emissão;
Ponto de
Referência
•Escoamento Tridimensional:
– As grandezas que regem o escoamento variam nas três dimensões.
•Escoamento Bidimensional:
– As grandezas do escoamento variam em duas dimensões ou são
tridimensionais com alguma simetria.
•Escoamento Unidimensional:
–São aqueles que se verificam em função das linhas de corrente (uma
dimensão).
Classificação Geométrica do
Escoamento
• Permanente:
– Todas as propriedades e grandezas características do
escoamento são constantes no tempo;
• Não Permanente:
– Quando ao menos uma grandeza ou propriedade do fluido
muda no decorrer do escoamento;
Classificação do Escoamento quanto à
variação no tempo
• Rotacional:
• A maioria das partículas desloca-se animada de
velocidade angular em torno de seu centro de massa;
• Irrotacional:
• As partículas se movimentam sem exibir movimento
de rotação (na maioria das aplicações em engenharia
despreza-se a característica rotacional dos
escoamentos)
Classificação do Escoamento quanto ao
movimento de rotação
– Uniforme:
Todos os pontos de uma mesma trajetória possuem a
mesma velocidade.
– Variado:
Os pontos de uma mesma trajetória não possuem a
mesma velocidade.
Classificação do Escoamento quanto à
variação da trajetória
• Escoamento Laminar:
– As partículas descrevem trajetórias paralelas.
•Escoamento Turbulento:
– As trajetórias são errantes e cuja previsão é impossível;
•Escoamento de Transição:
– Representa a passagem do escoamento laminar para o
turbulento ou vice-versa.
Classificação do Escoamento quanto à
direção da trajetória
Experimento de Reynolds
• Consiste na injeção de um corante líquido na posição central
de um escoamento de água interno a um tubo circular de
vidro transparente
• O comportamento do filete do corante ao longo do
escoamento no tubo define três características distintas
Experimento de Reynolds
1. Regime Laminar:
– O corante não se mistura com o fluido, permanecendo na
forma de um filete no centro do tubo;
– O escoamento processa-se sem provocar mistura
transversal entre escoamento e o filete, observável de
forma macroscópica;
– Como “não há mistura”, o escoamento aparenta ocorrer
como se lâminas de fluido deslizassem umas sobre as
outras;
Experimento de Reynolds
2. Regime de transição:
– O filete apresenta alguma mistura com o fluido, deixando
de ser retilíneo sofrendo ondulações;
– Essa situação ocorre para uma pequena gama de
velocidades e liga o regime laminar a outra forma mais
caótica de escoamento;
– Foi considerado um estágio intermediário entre o regime
laminar e o turbulento;
Experimento de Reynolds
3. Regime turbulento:
– O filete apresenta uma mistura transversal intensa, com
dissipação rápida;
– São perceptíveis movimentos aleatórios no interior da
massa fluida que provocam o deslocamento de moléculas
entre as diferentes camadas do fluido (perceptíveis
macroscopicamente);
– Há mistura intensa e movimentação desordenada;
Experimento de Reynolds
• Número de Reynolds (Re)
– Para escoamentos em dutos cilíndricos circulares, Reynolds
determinou que há uma relação entre o diâmetro (D), a
velocidade média (V) e a viscosidade cinemática (v)
– O parâmetro estabelecido pela relação entre estas três
grandezas é o NÚMERO DE REYNOLDS (Re):
Re = VD
v
Experimento de Reynolds
• Número de Reynolds (Re)
– Re < 2000 - Laminar
– 2000 < Re < 2300 - de Transição
– Re > 2300 - Turbulento
• vazão representa a rapidez com a qual um volume escoa.
• As unidades de medida adotadas são geralmente o m³/s,m³/h,
l/h ou o l/s.
• A forma mais simples para se calcular a vazão volumétrica é
apresentada a seguir na equação
19
Vazão
• Qv representa a vazão volumétrica,
• V é o volume e
• t o intervalo de tempo para se encher o
reservatório.
20
Vazão
• Uma outra forma matemática de se determinar a vazão
volumétrica é através do produto entre a área da seção
transversal do conduto e a velocidade do escoamento neste
conduto como pode ser observado na figura a seguir.
21
Vazão
• Pela análise da figura, é possível observar que o volume do
cilindro tracejado é dado por:
• Substituindo essa equação na equação de vazão volumétrica,
pode-se escrever que:
22
Vazão
• A partir dos conceitos básicos de cinemática aplicados em
Física, sabe-se que a relação d/t é a velocidade do
escoamento, portanto, pode-se escrever a vazão volumétrica
da seguinte forma:
• Qv representa a vazão volumétrica, v é a velocidade do
escoamento e A é a área da seção transversal da tubulação.
23
Vazão
Relações Importantes:
1m³ = 1000litros
1h = 3600s
1min = 60s
Área da seção transversal circular:
24
Vazão
Princípio da Conservação da Massa
Equação da Continuidade
• A massa não pode ser criada nem destruída.
• A massa de água que entra em um conduto (forçado ou
livre) é a mesma que sai do conduto, se não houver
contribuição ou retirada do fluido, ao longo do
escoamento.
QA = QB mas: Q = A.v
– Logo:
• A1.v1 = A2.v2
• A1 < A2 v1 > v2
P
Q
A1
A2
v1 v2
Equação da energia para um
escoamento permanente de um fluido
incompressível
• Esta equação faz um balanço de energia, por unidade de peso,
entre dois pontos de um escoamento e numa mesma linha de
corrente.
• A energia total num determinado ponto do escoamento
corresponde a:
26
• Para encontrarmos, energia por unidade de peso, vamos dividir
por peso que é igual a m.g:
• Onde o termo I, é chamado de carga de pressão,o II de carga
cinética e o III de carga potencial .
27
Equação da energia para um
escoamento permanente de um fluido
incompressível
• Fazendo o balanço de energia entre dois pontos 1 e 2 de um
escoamento real , portanto com atrito , temos:
28
Equação da energia para um
escoamento permanente de um fluido
incompressível
• Onde ΔH12 indica a perda de energia por atrito, por unidade de
peso que é conhecida como perda de carga.
• Aquilo que é perdido por atrito não mais retorna ao sistema.
Observamos que, ao longo do escoamento, o fluido vai perdendo
energia o que implica que a energia total de um ponto
subsequente é sempre menor do que o anterior e para tornar a
energia total constante é necessário somarmos com a perda de
carga. 29
Equação da energia para um
escoamento permanente de um fluido
incompressível
• O diagrama a seguir representa a Equação da Energia.
• PCE: o plano de carga efetiva (P/Υ + v2/2g + z + ΔH12),
• LCE: a linha de carga efetiva (P/Υ + v2/2g + z ) e
• LPE: a linha piezométrica efetiva (P/Υ + z).
30
Equação da energia para um
escoamento permanente de um fluido
incompressível
31
• Considerando um escoamento ideal, ou seja sem perdas e
sem equipamentos trocando energia, chegamos à equação de
Bernoulli :
• Todos os termos da Equação da Energia e, por consequência, a
de Bernoulli, têm dimensão de comprimento (L).
32
Equação da energia para um
escoamento permanente de um fluido
incompressível
1. A figura a seguir mostra uma esquema de um reservatório de
grandes dimensões, com a superfície livre mantida em nível
constante, com um duto do qual sai um jato livre de água.
Considerando que não há atrito viscoso e sendo a massa
específica da água, ρ = 1000 Kg/m3, as alturas H = 5 m e h =
2 m e os diâmetros internos D = 4 cm e d = 2 cm ,
determine:
• a vazão do jato livre de água; e
• as pressões relativas nos pontos A e B.
33
34
• Os únicos pontos que conhecemos a pressão estão na superfície
livre do reservatório e na saída do tubo. Ambos estão sob a
pressão atmosférica e, como não sabemos a posição do local,
devemos trabalhar na escala efetiva já que em qualquer local a
pressão atmosférica é o referencial, portanto igual a zero.
• Não temos a velocidade do escoamento mas podemos considerar
a velocidade na superfície livre do reservatório nula. Na questão é
informado que o nível do reservatório é mantido constante mas
sempre que nos for dada a informação de um grande
reservatório, via de regra, podemos considerar a velocidade na
superfície livre aproximadamente igual a zero.
35
Vamos então indicar na figura os pontos 0
(superfície livre do tanque) e 1(saída de água).
E a equação pode ser simplificada como abaixo, já
que não temos bomba nem turbina conectada ao
escoamento:
36
Para a primeira pergunta:
Aplicando a equação da continuidade temos a
vazão,
37
Para a segunda pergunta:
Para calcularmos a pressão em A e B, temos que
aplicar a equação de Bernoulli entre os pontos 0 e A
e entre 0 e B, respectivamente .
Vamos inicialmente calcular vA, aplicando a equação
da continuidade e, em seguida substituir na
Equação de Bernoulli. Depois repete-se o
procedimento para calcular PB .
38
39
Vamos agora calcular PB
Aplicando Bernoulli de 0 a B:
40
41
Calcular o tempo que levará para encher um
tambor de 214 litros, sabendo-se que a
velocidade de escoamento do líquido é de
0,3m/s e o diâmetro do tubo conectado ao
tambor é igual a 30mm.
42
Calcular o diâmetro de uma tubulação, sabendo-se
que pela mesma, escoa água a uma velocidade de
6m/s. A tubulação está conectada a um tanque
com volume de12000 litros e leva 1 hora, 5 minutos
e 49 segundos para enchê-lo totalmente.
43
44
Qual a velocidade da água circulando através de um tubo de 32 mm diâmetro,
quando este reduz seu diâmetro para 25mm, considerando a velocidade da
água no segundo trecho de 4 m/s?
QA = QB
A1.v1 = A2.v2
45
Determine a pressão e velocidade média com a qual a água
escoa nos pontos 1, 2, 3 e 4 no diagrama mostrado a seguir.
Considere fluido perfeito (sem perda de carga). Determine
também a vazão em cada um dos pontos.
Considere o diâmetro igual a 100 mm em toda a tubulação.

Aula_03.pdf fenômenos de transporte04567

  • 1.
  • 2.
    O que éescoamento? • Mudança de forma do fluido sob a ação de um esforço tangencial; • Fluidez: capacidade de escoar, característica dos fluidos; • Processo de movimentação das moléculas de um fluido, umas em relação às outras e aos limites impostos
  • 3.
    Escoamentos • Os escoamentossão descritos por: – Parâmetros físicos – Pelo comportamento destes parâmetros ao longo do espaço e do tempo;
  • 4.
    Trajetória • Linha traçadapor uma dada partícula ao longo de seu escoamento X y z Partícula no instante t1 Partícula no instante t2 Partícula no instante t3
  • 5.
    Linha de Corrente •Linha que tangencia os vetores velocidade de diversas partículas, umas após as outras • Duas linhas de corrente não podem se interceptar (o ponto teria duas velocidades) X y z Partícula 1 no instante t Partícula 2 no instante t Partícula 3 no instante t v1 v2 v3
  • 6.
    Tubo de Corrente •No interior de um fluido em escoamento existem infinitas linhas de corrente definidas por suas partículas fluidas • A superfície constituída pelas linhas de corrente formada no interior do fluido é denominada de tubo de corrente ou veia líquida
  • 7.
    Linha de Emissão •Linha definida pela sucessão de partículas que tenham passado pelo mesmo ponto; • A pluma que se desprende de uma chaminé permite visualizar de forma grosseira uma linha de emissão; Ponto de Referência
  • 8.
    •Escoamento Tridimensional: – Asgrandezas que regem o escoamento variam nas três dimensões. •Escoamento Bidimensional: – As grandezas do escoamento variam em duas dimensões ou são tridimensionais com alguma simetria. •Escoamento Unidimensional: –São aqueles que se verificam em função das linhas de corrente (uma dimensão). Classificação Geométrica do Escoamento
  • 9.
    • Permanente: – Todasas propriedades e grandezas características do escoamento são constantes no tempo; • Não Permanente: – Quando ao menos uma grandeza ou propriedade do fluido muda no decorrer do escoamento; Classificação do Escoamento quanto à variação no tempo
  • 10.
    • Rotacional: • Amaioria das partículas desloca-se animada de velocidade angular em torno de seu centro de massa; • Irrotacional: • As partículas se movimentam sem exibir movimento de rotação (na maioria das aplicações em engenharia despreza-se a característica rotacional dos escoamentos) Classificação do Escoamento quanto ao movimento de rotação
  • 11.
    – Uniforme: Todos ospontos de uma mesma trajetória possuem a mesma velocidade. – Variado: Os pontos de uma mesma trajetória não possuem a mesma velocidade. Classificação do Escoamento quanto à variação da trajetória
  • 12.
    • Escoamento Laminar: –As partículas descrevem trajetórias paralelas. •Escoamento Turbulento: – As trajetórias são errantes e cuja previsão é impossível; •Escoamento de Transição: – Representa a passagem do escoamento laminar para o turbulento ou vice-versa. Classificação do Escoamento quanto à direção da trajetória
  • 13.
    Experimento de Reynolds •Consiste na injeção de um corante líquido na posição central de um escoamento de água interno a um tubo circular de vidro transparente • O comportamento do filete do corante ao longo do escoamento no tubo define três características distintas
  • 14.
    Experimento de Reynolds 1.Regime Laminar: – O corante não se mistura com o fluido, permanecendo na forma de um filete no centro do tubo; – O escoamento processa-se sem provocar mistura transversal entre escoamento e o filete, observável de forma macroscópica; – Como “não há mistura”, o escoamento aparenta ocorrer como se lâminas de fluido deslizassem umas sobre as outras;
  • 15.
    Experimento de Reynolds 2.Regime de transição: – O filete apresenta alguma mistura com o fluido, deixando de ser retilíneo sofrendo ondulações; – Essa situação ocorre para uma pequena gama de velocidades e liga o regime laminar a outra forma mais caótica de escoamento; – Foi considerado um estágio intermediário entre o regime laminar e o turbulento;
  • 16.
    Experimento de Reynolds 3.Regime turbulento: – O filete apresenta uma mistura transversal intensa, com dissipação rápida; – São perceptíveis movimentos aleatórios no interior da massa fluida que provocam o deslocamento de moléculas entre as diferentes camadas do fluido (perceptíveis macroscopicamente); – Há mistura intensa e movimentação desordenada;
  • 17.
    Experimento de Reynolds •Número de Reynolds (Re) – Para escoamentos em dutos cilíndricos circulares, Reynolds determinou que há uma relação entre o diâmetro (D), a velocidade média (V) e a viscosidade cinemática (v) – O parâmetro estabelecido pela relação entre estas três grandezas é o NÚMERO DE REYNOLDS (Re): Re = VD v
  • 18.
    Experimento de Reynolds •Número de Reynolds (Re) – Re < 2000 - Laminar – 2000 < Re < 2300 - de Transição – Re > 2300 - Turbulento
  • 19.
    • vazão representaa rapidez com a qual um volume escoa. • As unidades de medida adotadas são geralmente o m³/s,m³/h, l/h ou o l/s. • A forma mais simples para se calcular a vazão volumétrica é apresentada a seguir na equação 19 Vazão
  • 20.
    • Qv representaa vazão volumétrica, • V é o volume e • t o intervalo de tempo para se encher o reservatório. 20 Vazão
  • 21.
    • Uma outraforma matemática de se determinar a vazão volumétrica é através do produto entre a área da seção transversal do conduto e a velocidade do escoamento neste conduto como pode ser observado na figura a seguir. 21 Vazão
  • 22.
    • Pela análiseda figura, é possível observar que o volume do cilindro tracejado é dado por: • Substituindo essa equação na equação de vazão volumétrica, pode-se escrever que: 22 Vazão
  • 23.
    • A partirdos conceitos básicos de cinemática aplicados em Física, sabe-se que a relação d/t é a velocidade do escoamento, portanto, pode-se escrever a vazão volumétrica da seguinte forma: • Qv representa a vazão volumétrica, v é a velocidade do escoamento e A é a área da seção transversal da tubulação. 23 Vazão
  • 24.
    Relações Importantes: 1m³ =1000litros 1h = 3600s 1min = 60s Área da seção transversal circular: 24 Vazão
  • 25.
    Princípio da Conservaçãoda Massa Equação da Continuidade • A massa não pode ser criada nem destruída. • A massa de água que entra em um conduto (forçado ou livre) é a mesma que sai do conduto, se não houver contribuição ou retirada do fluido, ao longo do escoamento. QA = QB mas: Q = A.v – Logo: • A1.v1 = A2.v2 • A1 < A2 v1 > v2 P Q A1 A2 v1 v2
  • 26.
    Equação da energiapara um escoamento permanente de um fluido incompressível • Esta equação faz um balanço de energia, por unidade de peso, entre dois pontos de um escoamento e numa mesma linha de corrente. • A energia total num determinado ponto do escoamento corresponde a: 26
  • 27.
    • Para encontrarmos,energia por unidade de peso, vamos dividir por peso que é igual a m.g: • Onde o termo I, é chamado de carga de pressão,o II de carga cinética e o III de carga potencial . 27 Equação da energia para um escoamento permanente de um fluido incompressível
  • 28.
    • Fazendo obalanço de energia entre dois pontos 1 e 2 de um escoamento real , portanto com atrito , temos: 28 Equação da energia para um escoamento permanente de um fluido incompressível
  • 29.
    • Onde ΔH12indica a perda de energia por atrito, por unidade de peso que é conhecida como perda de carga. • Aquilo que é perdido por atrito não mais retorna ao sistema. Observamos que, ao longo do escoamento, o fluido vai perdendo energia o que implica que a energia total de um ponto subsequente é sempre menor do que o anterior e para tornar a energia total constante é necessário somarmos com a perda de carga. 29 Equação da energia para um escoamento permanente de um fluido incompressível
  • 30.
    • O diagramaa seguir representa a Equação da Energia. • PCE: o plano de carga efetiva (P/Υ + v2/2g + z + ΔH12), • LCE: a linha de carga efetiva (P/Υ + v2/2g + z ) e • LPE: a linha piezométrica efetiva (P/Υ + z). 30 Equação da energia para um escoamento permanente de um fluido incompressível
  • 31.
  • 32.
    • Considerando umescoamento ideal, ou seja sem perdas e sem equipamentos trocando energia, chegamos à equação de Bernoulli : • Todos os termos da Equação da Energia e, por consequência, a de Bernoulli, têm dimensão de comprimento (L). 32 Equação da energia para um escoamento permanente de um fluido incompressível
  • 33.
    1. A figuraa seguir mostra uma esquema de um reservatório de grandes dimensões, com a superfície livre mantida em nível constante, com um duto do qual sai um jato livre de água. Considerando que não há atrito viscoso e sendo a massa específica da água, ρ = 1000 Kg/m3, as alturas H = 5 m e h = 2 m e os diâmetros internos D = 4 cm e d = 2 cm , determine: • a vazão do jato livre de água; e • as pressões relativas nos pontos A e B. 33
  • 34.
  • 35.
    • Os únicospontos que conhecemos a pressão estão na superfície livre do reservatório e na saída do tubo. Ambos estão sob a pressão atmosférica e, como não sabemos a posição do local, devemos trabalhar na escala efetiva já que em qualquer local a pressão atmosférica é o referencial, portanto igual a zero. • Não temos a velocidade do escoamento mas podemos considerar a velocidade na superfície livre do reservatório nula. Na questão é informado que o nível do reservatório é mantido constante mas sempre que nos for dada a informação de um grande reservatório, via de regra, podemos considerar a velocidade na superfície livre aproximadamente igual a zero. 35
  • 36.
    Vamos então indicarna figura os pontos 0 (superfície livre do tanque) e 1(saída de água). E a equação pode ser simplificada como abaixo, já que não temos bomba nem turbina conectada ao escoamento: 36
  • 37.
    Para a primeirapergunta: Aplicando a equação da continuidade temos a vazão, 37
  • 38.
    Para a segundapergunta: Para calcularmos a pressão em A e B, temos que aplicar a equação de Bernoulli entre os pontos 0 e A e entre 0 e B, respectivamente . Vamos inicialmente calcular vA, aplicando a equação da continuidade e, em seguida substituir na Equação de Bernoulli. Depois repete-se o procedimento para calcular PB . 38
  • 39.
  • 40.
    Vamos agora calcularPB Aplicando Bernoulli de 0 a B: 40
  • 41.
    41 Calcular o tempoque levará para encher um tambor de 214 litros, sabendo-se que a velocidade de escoamento do líquido é de 0,3m/s e o diâmetro do tubo conectado ao tambor é igual a 30mm.
  • 42.
  • 43.
    Calcular o diâmetrode uma tubulação, sabendo-se que pela mesma, escoa água a uma velocidade de 6m/s. A tubulação está conectada a um tanque com volume de12000 litros e leva 1 hora, 5 minutos e 49 segundos para enchê-lo totalmente. 43
  • 44.
    44 Qual a velocidadeda água circulando através de um tubo de 32 mm diâmetro, quando este reduz seu diâmetro para 25mm, considerando a velocidade da água no segundo trecho de 4 m/s? QA = QB A1.v1 = A2.v2
  • 45.
    45 Determine a pressãoe velocidade média com a qual a água escoa nos pontos 1, 2, 3 e 4 no diagrama mostrado a seguir. Considere fluido perfeito (sem perda de carga). Determine também a vazão em cada um dos pontos. Considere o diâmetro igual a 100 mm em toda a tubulação.