SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 19
O que é eletroterapia
A eletroterapia é o uso de energia elétrica no tratamento de problemas de saúde. Na
medicina, o termo eletroterapia pode se aplicar a uma variedade de tratamentos,
incluindo o uso de corrente direta, como na cardioversão, e utilização de aparelhos
elétricos.
O termo eletroterapia também se aplica à aplicação de corrente elétrica para acelerar a
reabilitação de lesões. Adicionalmente, o termo eletroterapia também tem sido usado
para uma gama de aparelhos e tratamentos alternativos.
História da eletroterapia
Em 1855 Guillaume Duchenne, o pai da eletroterapia, anunciou que a eletricidade
alternada era superior à direta para o acionamento eletro-terapêutico de contrações
musculares. O que ele chamou de "efeito de aquecimento" da corrente direta irritava a
pele. Além disso, a corrente alternada produzia fortes contrações musculares
independente da condição do músculo, enquanto a corrente direta induzia contrações
fortes em músculos fortes, e fracas em músculos fracos.
Desde essa época, quase toda reabilitação envolvendo contração muscular tem sido feita
com ondas simétricas bifásicas. Porém, nos anos 40, o Departamento de Guerra dos
Estados Unidos, ao investigar a aplicação da eletroterapia, descobriu que a estimulação
elétrica não somente retardava e prevenia atrofia, como também restaurava a massa
muscular e força. Eles empregaram o que foi chamado exercício galvânico nas mãos de
pacientes que tiveram lesão nos nervos. Esses exercícios galvânicos utilizavam corrente
direta monofásica
Uso atual da eletroterapia
A eletroterapia inclui uma variedade de tipos de estimulações, protocolos e usos. Os
mais comuns são:
* Eletroestimulação neuromuscular para reabilitação.
* TENS para terapia contra dor.
* Corrente Russa.
* Microcorrentes.
* Corrente galvânica para iontoforese (introdução de químicos nos tecidos através de
campo elétrico).
Aplicações da eletroterapia
A eletroterapia é usada para relaxamento de espasmos musculares, prevenção e
retardamento de atrofia por falta de uso, elevação da circulação sanguínea local,
reabilitação e reeducação muscular, manutenção e elevação da amplitude de
movimentos, controle da dor, estimulação pós-cirúrgica imediata dos músculos para
evitar trombose venosa, recuperação de lesão e aplicação de medicamentos.
A Eletroterapia consiste no uso de correntes elétricas dentro da terapêutica. Embora
seu desenvolvimento tenha se aperfeiçoado mais apenas nas últimas décadas, já na
Antiguidade seu uso era empregado. Os registros mais antigos datam de 2.750 a.C.,
quando eram utilizados peixes elétricos para produzir choques nos doentes e assim obter
analgesia local.
Os aparelhos de eletroterapia utilizam uma intensidade de corrente muito baixa, são
miliamperes e microamperes.Os eletrodos são aplicados diretamente sobre a pele e o
organismo será o condutor. Na eletroterapia temos que considerar parâmetros como:
resistência, intensidade, voltagem potência e condutividade.
Resistência é a dificuldade com que os elétrons percorrem um condutor. A resistência é
medida em unidades chamadas Ohms e é representada pela letra R. Pode-se dizer que
quanto maior for a quantidade de elementos resistivos se opondo a corrente maior será a
resistência encontrada pela mesma ,visto que a resistência tem propriedade somatória. A
relação existente entre os parâmetros elétricos é definida pela Lei de Ohm que
simplificadamente nos diz que a corrente, num circuito elétrico, é diretamente
proporcional à voltagem que é aplicada e inversamente proporcional à resistência do
circuito. A Resistência gerada pela pele é chamada de impedância cutânea(Z) sendo o
maior obstáculo as correntes de baixa frequência. Essa impedância também sofre
variações por fatores como: temperatura, pilosidade, gordura, espessura da pele, suor,
umidade, tipo de eletrodo. Em relação à intensidade podemos utilizar o estabelecido
pela Lei de Ohm.
Os equipamentos atuais empregam diferentes tipos de correntes, onde o aparelho emite
a energia eletromagnética que é então conduzida através de cabos condutores até os
eletrodos que ficam aderidos à pele do paciente. Outras formas incluem a utilização de
agulhas ao invés de eletrodos, sendo este emprego mais reservado ao uso para terapia
estética ou para métodos diagnósticos.
Existe uma diversidade de correntes que podem ser utilizadas na eletroterapia, cada qual
com particularidades próprias quanto às indicações e contra-indicações. Mas todas elas
tem um objetivo comum: produzir algum efeito no tecido a ser tratado, que é obtido
através das reações físicas, biológicas e fisiológicas que o tecido desenvolve ao ser
submetido à terapia.
Uso Terapêutico da Corrente Elétrica
 Controle da dor aguda e crônica;
 Redução de edema;
 Redução de espasmo muscular;
 Minimização de atrofia por desuso;
 Facilitação da reeducação muscular;
 Fortalecimento muscular;
 Facilitação da cicatrização tecidual;
 Facilitação da consolidação de fraturas;
 Realização da substituição ortésica
Classificação das Correntes
As correntes utilizadas em eletroterapia podem ter efeitos eletro-químicos, motores ou
sensitivos. Podem variar ainda quanto à freqüência e as formas de onda. Para uma boa
compreensão sobre os efeitos da eletroterapia, é importante ter em mente alguns
aspectos básicos relativos à corrente elétrica, freqüência de onda, forma de onda.
Classificação quanto às freqüências
 Baixa Freqüência: 1 a 1.000 Hz, a mais utilizada na prática clínica a faixa de 1 a
200 Hz. Corrente: Galvânica, Farádica, Diadinâmicas, Tens e FES.
 Média Freqüência: 1.000 a 100.000 Hz, sendo utilizado na eletroterapia de 2.000
a 4.000 Hz. Interferencial e Corrente Russa.
 Alta Freqüência: Acima de 100 mil Hz. Ondas Curtas, Ultracurtas,
Decimétricas, Microondas, Ultrassom (Ultrassom Terapêutico).
Classificação quanto às formas de ondas
Formas de ondas:
 Retilínea: direta ou contínua, polarizada. Ex: Corrente Galvânica Efeitos:
aplicação dos medicamentos por ter polaridade definida; hiperemia e
vasodilatação.
 Quadrática: alternada, despolarizada. Ex: Tens, Ultra-excitante, Corrente
Russa, SMS. Efeitos: analgesia, contração, estimulação muscular de força.
 Exponencial: polar e apolar Ex: Corrente Farádica Efeitos: contração muscular
 Senoidal: alternada, bifásica, simétrica, apolar. Ex: Corrente Interferencial
 Semi-senóide: monofásica, polar ou apolar. Ex: Diadinâmicas de Bernard: DF,
MF, CP, LP, RS.
 Triangular: apolar ou polar (dependendo do aparelho), monofásica, alternada.
Ex: Corrente Farádica.
 Quadrática com Triangular: apolar, alternada, bifásica, assimétrica. Ex: só
existe no TENS.
 Ondas simétricas: quando a geometria dos semiciclos é invertida em relação ao
0V.
 Ondas assimétricas: quando a geometria dos semiciclos é diferente.
 Monofásica: quando a onda existe somente em um dos semiciclos, sendo
bloqueada no outro semiciclo. Neste caso a onda é necessariamente assimétrica.
 Bifásica: quando a onda existe nos dois semiciclos. Pode ser simétrica ou
assimétrica.
Eletrodos
Os Eletrodos constituem a interface que transmite a corrente elétrica através da pele do
paciente nas sessões de eletroterapia. Com isso há uma grande melhora no
desenvolvimento fisico do paciente. Os eletrodos são fixados à pele do paciente em
duplas, para que a corrente emitida pelo aparelho passe de um eletrodo para o outro.
Quando a corrente atinge um eletrodo, a energia é então transmitida pelo tecido e irá se
propagar através dele até atingir o outro eletrodo-par. Sendo assim a corrente elétrica
fica correndo pelos tecidos de um eletrodo ao outro. No caso das correntes polarizadas
haverá sempre um predomínio de direção que dependerá do posicionamento dos pólos
dos cabos condutores, onde a maior parte das cargas elétricas irão ser conduzidas em
um único sentido. Esse é o caso da Corrente Galvânica. Já nas correntes não polarizadas
não existem pólos definidos e a energia é transmitida tanto do eletrodo A para B, como
de B para A, sem qualquer acúmulo de cargas ou predomínio de sentido da corrente.
Estão incluídas aí as correntes Farádicas, Diadinâmicas, TENS e Interferencial.
Tipos de Eletrodos
 Borracha (Silicone Carbonado): necessita da utilização de um gel para facilitar a
passagem da corrente elétrica. A borracha dos eletrodos é feita com carbono que
aumenta a condutividade. Diferente dos chinelos de borracha.
 Adesivo ou Silicone: dispensa o uso de gel. É só colar. Tem um tempo de vida
útil que varia de 10 a 15 utilizações, sendo depois é descartado. Podem ser
molhados para aumentar a condutividade.
 Metálico revestido com esponja Esponja: molha, retira o excesso de água e
coloca no paciente. Aumenta a condutividade. Utiliza-se principalmente para a
corrente polar (Galvânica).
l - INTRODUÇÃO
A eletroterapia em suas diversas modalidades é largamente utilizada pelos
fisioterapeutas no tratamento de vários distúrbios.
Nos últimos anos houve grande evolução no conhecimento dos efeitos fisiológicos de
correntes da aplicação dos agentes eletrofísicos nos tecidos.
Dentre os diversos aparelhos utilizados na eletroterapia, abordaremos neste trabalho o
TENS, Ultra-som e o Ondas Curtas. O TENS atua através de mecanismos pelos quais
pode inibir a dor. O Ultra-som de seus efeitos térmicos e mecânicos age principalmente
no processo de cicatrização e reparo das lesões. Já o Ondas Curtas tem como um
importantes efeito o aquecimento do tecido ocasionando diversas alterações que atuam
acelerando o processo de cura.
Esperamos com este trabalho oferecer maiores esclarecimentos a respeito da
Eletroterapia e suas inúmeras aplicações e benefícios.
TENS
II.1 CONCEITO
Segundo o Dr. Rinaldo Guirro e colaboradores, "a estimulação elétrica nervosa
transcutânea é um valioso recurso físico para o alívio sintomático da dor, seja ela
proveniente de lesões agudas ou mesmo decorrentes de processos crônicos".
Segundo a Dra. Sullivan, "o termo transcutânea, descreve o modo de como a terapia é
aplicada. O termo elétrica refere-se ao procedimento da passagem de impulsos elétricos
de baixa voltagem controlada através da pele ao tecido subjacente para a sua ação como
estímulo. O termo nervo, recebe e emite sinais.
II.2 EQUIPAMENTO
Consiste de uma fonte de voltagem grande de pulsos, eletrodos e cabos
interconectantes.
II.3 FONTE DE ENERGIA
O tens é uma corrente desporalizada.
Os geradores da tens podem receber sua fonte de energia primária de uma fonte
convencional de corrente alternadas de 60 Hz. Sendo então modificada pelo gerador
para produção de uma das formas típicas de ondas do TENS.
II.4 ELETRODOS
• Posicionamento dos eletrodos
- O local selecionado deve permitir que a estimulação seja facilitada ao SNP e SNC;
- A área selecionada deve estar anatômica ou fisiologicamente relacionada á fonte da
dor;
- A pele deve estar limpa e fim de diminuir a resistência da pele;
- Os eletrodos devem estar bem fixados ao tecido tratado.
• Característica
Para a estimulação do tecido excitável com um único pulso de corrente, três critérios
devem ser preenchidos: o estímulo precisa ter uma ascensão abrupta, o pulso precisa ter
largura adequada, e a intensidade precisa ser limiar ou supra limiar.
No tecido nervoso, sabe-se que quanto maior o diâmetro da fibra mais baixo seu limiar
de resposta e mais breve sua cromaria. As diferentes nas características de estímulos-
resposta entre as populações de fibras maiores e fibras pequenas tornam possível a
geração de impulsos de certas formas, estes impulsos podem estimular
preferencialmente as grandes fibras A aferentes, que aluarão bloqueando a descarga dos
impulsos da dor pelas fibras A-deltas e C.
II.5 FORMAS DE ONDAS
• Pulsos Bifásicos
Ao considerar pulsos bifásicos, a largura de pulso é menos simples que nas formas de
ondas monofásicas. As formas de ondas retangulares bifásicas simétricas possuem 2
larguras de pulso componentes, embora tecnicamente a largura de pulso seja igual à
soma de ambas as fases de pulso, refere-se ao termo "largura de pulso" para descrever a
duração da fase de pulso acima ou abaixo da linha isoelétrica.
• Largura de Pulso
A largura do pulso da onda elétrica é um fator importante envolvido no acoplamento a
fibra A-beta. Estudos clínicos e testes de campo demonstraram que formas de ondas
com estreita largura de pulso na região dos 125 microssegundos propiciam máximo
acoplamento às fibras A-beta e acoplamento mínimo às fibras C e motoras. Além da
largura de pulso apropriada, a forma de onda do estimulador também deve ter um
componente negativo, para impedir a ionização da pele.
• Freqüência do Pulso
A freqüência do pulso é ajustada para o conforto máximo do paciente. Isto é
denominada modulação, ou como corrente do tipo oscilatória.
II.6 EFEITOS NEUROFISIOLÓGICOS DO TENS
Os estímulos provenientes do sistema aferente sensitivo, atingem a via trato espino
talâmico, principalmente núcleos periaquedutais que sob controle cortiçal e do sistema
límbico liberam então endomorfinas as quais produzem alívio da dor.
A função básica do TENS é a analgesia
A teoria das comportas é uma outra forma de explicar a neurofisiologia da TENS. Os
impulsos da TENS são transmitidos através de fibras de grosso calibre, do tipo A, que
são de rápida velocidade, já os estímulos da dor são transmitidos através de fibras de
calibre menor, do tipo C, que são lentas.
Desta forma os estímulos da TENS chegam primeiro ao corno posterior da medula, e
despolarizam a substância gelatinosa de Holando, impedindo que os estímulos da dor
passem para o tálamo. Sendo assim, as comportas ou portões da dor são fechados, daí o
nome: Teoria das Comportas ou Porta da dor.
II.7 -AJUSTE DAS MODULAÇÕES
Existem 6 modalidades diferentes:
• Convencional dor aguda
A estimulação convencional, de alta freqüência, pode ser definida como cadeia contínia,
ininterrupta, de impulsos de alta freqüência grados com curta duração e baixa
amplitude.
- Freqüência: 50 a 100 Hz (alta)
- Duração: 40 a 75 microssegundos
- Amplitude: subjetiva, devendo ser propiciada de modo a assegurar que a estimulação
permaneça apenas dentro dos limites as estimulação sensitiva, resultando uma sensação
forte, mas confortável.
No modo convencional a TENS recruta, preferencialmente, grandes fibras A-beta,
estabelecendo um sintoma de controle da dor por pequenas fibras. Através do
interneurônio no corno dorsal da medula, ao nível da "comporta" na substancia
gelatinosa.
• Convencional dor crônica
- Freqüência de pulso: baixa (100 a 130 Hz)
- Duração do pulso: 100 à 300 microssegundos (largo)
- Intensidade: desconfortável alta
- Início do alívio: 20 minutos
- Duração do alívio: 20 min à 02 horas.
• Breve Intenso
É muito similar ao modo convencional, em que o estímulo é formado por uma cadeia
ininterrupta de impulsos em freqüência muito elevadas, larguras moderadas e
intensidade moderada.
- freqüência: Alta (abaixo de 100 Hz).
- Duração: 200 microssegundos (Largo).
- Amplitude: Forte, ao nível de tolerância.
- Início do alívio: 10 a 15 minutos.
- Duração do alívio: Pequeno, apenas durante a estimulação.
Obs.: Faz analgesia pela teoria do mascaramento
• Acupuntura
A estimulação de baixa freqüência tem propiciado alívio à dor. O mecanismo de ação
que produz analgesia com estimulação de baixa freqüência tem sido descrito como
sendo mediado por opiáceos.
A liberação dos peptídeos opóides que poderia resultar em analgesia deve ser parcial ou
completamente revertida pelo naloxone.
- Freqüência: 1 à 4 Hz
- Duração: 200 microssegundos
- Amplitude: Contrações musculares de baixa freqüência, visíveis.
• Burst ou Trem de Pulso
- Freqüência: Trens de larga freqüência 970 a 100 Hz, modulados a uma freqüência de 2
Hz.
- Duração: 100 a 200 microssegundos
- Amplitude: Contrações rítmicas, toleráveis
- Início do alívio: 10 a 30 minutos
- Duração do alívio: 20 min à 06 horas
Obs.: Também faz analgesia na fase crônica.
• Modulado
- Freqüência de Pulso: 50 à 100 Hz
- Duração do Pulso: 40 à 75 microssegundos.
Pode modular cada pulso do trem de pulso. Intensidade: Variável de acordo com a
forma de modulação.
- Início do alívio: Depende da forma de modulação.
- Duração do alívio; Depende da forma de modulação.
II.8 MONITORES DA TENS
O TENS pode ser monitorado de acordo com a patologia do paciente.
Existem aparelhos de TENS com potências diferentes. Os portáteis geralmente têm
menor potência e não servem para serem utilizados em pós-operatórios. Mas em
compensação a maioria destes portáteis têm a modalidade Modulação, na qual podemos
adaptar em uma só corrente parâmetros combinados de modalidades.
• Controle de Largura do Pulso (T)
Ajusta a duração de cada pulso. Está graduado de 1 a 9 associado a duração crescente
com a elevação dos números.
Controla o tempo de duração de cada pulso, cuja gama vai de 32 a 350 microssegundos.
• Controle da Freqüência e Salva (R)
Controla a freqüência de repetição dos pulsos ajustados em T, deforma que o intervalo
entre um pulso e outro aumente com os números marcados. (1 a 9)
Obs.: Assim sendo a freqüência diminui com o crescimento dos números.
A posição S designa o modo intermitente ou salva. Este controle programa o tempo
entre um pulso e outro, ou seja, a freqüência de repetição dos pulsos. Seu alcance vai de
8 a 125 milissegundos, isto é, permite uma repetição de 6 pulos/segundos até 170
pulsos/segundos, correspondente a uma faixa de freqüência de 8 a 170 Hz. Nota-se
ainda que, com o controle R voltado totalmente no sentido anti-horário encontra-se a
marca S (salva).
Ao ser atingida esta posição opera-se uma chave interna ao se ouvir seu ruído
característico, e passa-se ao regime de salva, ou seja, um trem de pulso constituído de 7
pulsos, e T variável, porém com R fixo em 4,8 milissegundos. Esses trens se repetem
automaticamente, a uma freqüência de 2 Hz. Ao se girar o controle no sentido horário a
chave se desliga e passamos ao regime de pulsos excessivos.
II.9 CONTROLE DA AMPLITUDE
Cada um dos controles (l e II) determina a intensidade de estimulação ou dose de cada
canal. Também estão marcados de 1 a 9 e a intensidade aumenta com o crescimento dos
números. Cada um desses controles incorpora ainda uma chave liga-desliga.
Os controles de amplitude dos canais poderão ser ativados, gerando-os no sentido
horário. As amplitudes deverão ser tais que sejam sentidas pelo paciente. Se mesmo
com o controle de amplitude na posição máxima intensidade não houver potência
suficiente, aumentar progressivamente o controle de T.
- ULTRA-SOM
III.1 - DEFINIÇÃO
Movimento ondulatório na forma de onda mecânica. A onda do Ultra-som tem natureza
longitudinal, isto é, a direção da oscilação é a mesma que a da propagação. Tais tipos de
ondas requerem de um meio para sua propagação (não se propagam no vácuo) e causam
compressão e expansão do meio.
III.2 - BASES FÍSICAS
a) Tipos de ondas
Transversais - Ex.: corrente elétrica
Longitudinais - Ex.: onda sonora
b) Natureza do som
As ondas sonoras são ondas longitudinais da matéria, que consiste em um movimento
de vais e vem das moléculas, produzem assim uma energia vibratória que mobilizam
um milhão de moléculas à medida que se propagam entre os tecidos. O meio que recebe
as ondas deve possuir um determinado grau de elasticidade a fim que as partículas
resistam a deformidades e mantenham a movimentação das moléculas. À medida que se
movem as partículas promovem zonas de compreensão rarefação.
c) Freqüência
É o número de oscilações das moléculas que determina a freqüência da passagem do
som.
Que é expressa em MHz. O número de oscilações produzidas pelo CRISTAL de PzT,
localizado dentro do cabeçote do aparelho é que determina a freqüência do aparelho.
Existem aparelhos que oferecem 2 cabeçotes diferentes, um com uma freqüência de 1
MHz e outro com uma freqüência de 3 MHz.
d) Propriedade Acústica do Tecido
As ondas podem penetrar com mais facilidade em alguns meios em que outros, isto é,
modificado de acordo com a constituição tecidual (impedância acústica), pois cada
tecido possui densidade diferentes. Sendo assim, quando a onda sônica passa pêlos
tecidos ela poderá ser "refletida", "refraladas" ou "absorvida". - Reflexão: ocorre nos
limites entre os diferentes tecidos (interfaces). A quantidade de energia refletida
depende da impedância acústica específica de cada tecido. Quando a onda bate ela
retorna à partir da superfície onde foi projetada, depende também do ângulo de
incidência - Refração (Transmissão): é quando a onda do ultra-som pode continuar
propagando-se a um novo meio. Se incide em ângulo reto e continua na mesma direção.
- Absorção: Os tecidos por onde as ondas Ultra-som passam absorvem sua energia. As
ondas de elevada freqüência são absorvidas mais rapidamente que as de baixa
freqüência, ou seja, um cabeçote de 1 MHz é absorvido entre 5 á 10 cm de profundidade
e de cabeçote de 3 MHz é absorvida a mais ou menos 5 cm de profundidade.
e) Piezeletricidade
E quando aplicamos pressão mecânica sobre de determinados materiais e ele desenvolve
cargas elétricas em sua superfície. Tal efeito também ocorre no sentido inverso, ou seja,
quando aplicamos correntes elétricas alternadas sobre determinados materiais eles são
capatazes de vibrar e portando produzir ondas ultra-sônicas. São os cristais.
f) Principais Geradores
Cristais antigos: Quartzo
Cristais modernos: PZt cerâmico (tetànio de piomozirconato, chumbo, zircônio e
tetànio)
g) Freqüência do som
Audíveis: 20 à 20.000 Mz
Infrasom: abaixo de 20 Hz
Ultra som: acima de 20.000 Hz
III.3 - TIPOS DE ULTRA SOM
Quanto a freqüência
a) de 1 MHz: ultra som profundo - 5 à 10 cm de profundidade
b) de 3 MHz: Ultra som mais superficial - 1,5 á 3 cm de profundidade
Quanto ao tipo de onda
a) contínuo: não possui interrupções no fluxo longitudinal das ondas
b) intermitente ou pulsátil: seriam intercepções no fluxo contínuo de ondas ultra-
sònicas, onde as seriam intercaladas com pausas, de forma que o efeito térmico é
minimizado por um atrito menos constante (a vibração é interrompida por pausas),
sendo assim o efeito mecânico do Ultra som intermitente é superior.
III.4 - EFEITOS
• Efeito térmico
O atrito a atividade das células promove calor o calibre dos vasos o fluxo sanguíneo
nutrição tecidual a retirada de catabólitos favorece a regeneração tecidual
• Efeito Mecânico
Efeito Mecânico a permeabilidade da membrana acelera a absorção dos fluidos
Devido a ação mecânica entre os tecidos é que ocorre liberação de aderência, devido a
separação de aderências, devido a separação das fibras de colágenos, remodelagem das
camadas intracelulares, absorção do excesso de íons de Ca++. Mais presente no ultra-
som intermitente.
• Diminuição da dor
Devido ao efeito térmico, que aumenta a irrigação sanguínea local, leva ao aumento do
metabolismo e conseqüente retirada de catabólitos, levando a uma descompressão das
terminações nervosas de dor local.
III.4.1 - Técnica
a) Subaquática
b) Bolsa de água (indireta)
c) Gel (direta)
III.5 - CUIDADOS
a) Limpar a região
b) Usar gel ou medicamentos à base de gel (o ultra-som se propaga muito bem na água
ou ambiente aquoso e é bloqueado na presença de gordura (vaselina, óleos, pomadas,
bálsamos)).
c) Deslizar o cabeçote em movimentos circulares
d) Manter contato perfeito em ângulo de 90°
e) Ligar e desligar o aparelho, mantendo o cabeçote em contato com a área.
f) Na técnica indireta, passar gel na pele e na bolsa de água.
g) Não de haver bolhas de ar dentro da bolsa de água desgaseificada.
III.6 - PRECAUÇÕES
a) Queimaduras: devido ao efeito térmico encacerbado por altas intensidades, algumas
também delegam ao uso do cabeçote parado, por delimitar potenciais de pico em uma
pequena área.
b) Hiperdosificaçâo: por produzir diversas lesões e estas levam a fibrosos.
c) Cavitação: é um deslocamento dos tecidos. E ocorre em doses excessivas. Na verdade
ocorre um aumento da absorção ao nível das interfaces, produzindo um aumento do
efeito Piezelétrico, destruindo principalmente a mitocôndria, que liberará gases,
formando caversas gasosas.
d) Alteração no aparato: um acoplamento errado do cabeçote pode produzir reflexão
superficial, não atingindo a terapia os níveis ideais de profundidade.
III.7 - CONTRA-INDICAÇÃO
a) Ouvido
b) Olhos
c) Ovários e testículos
d) SNC
e) Zonas de crescimento ósseo
f) Útero grávido
g) Neoplasias
h) Processo infeccioso
i) Cicatrizes em pós-operatório imediato e mediato/somente após 10 dias
j) Tromboses, flebites
k) Área cardíaca
l) Áreas tratadas com radioterapia
III.9 - DOSIMETRIA E TEMPO DE APLICAÇÃO
Vai depender da natureza da lesão e do quadro do paciente: agudo ou crônico.
O tempo pode variar de 5 a 8 minutos de acordo com a área. Para dedos pode ser
aplicado em 3 minutos.
IV - ONDAS CURTAS
A diatermia é uma técnica que consiste em elevam a temperatura dos tecidos pela
passagem de uma corrente de alta freqüência e ondas curtas através de uma região do
corpo. O calor é produzido pela resistência dos tecidos à passagem da corrente elétrica.
Os aparelhos de diatermia por ondas curtas têm três componentes básicos: suprimento
de energia, circuito oscilador e o circuito de paciente.
As freqüências permitidas para operações de diatermia por ondas curtas são 13, 66, 27,
33, 40 e 98 MHz. Os comprimentos de onda correspondente as freqüências permitidas
são 22, 1, 7.5 metros.
A freqüência da oscilação de ondas curtas é estabelecida pela Convenção de Atlantic
City, em 1942, a fim de prevenir transtornos em outras atividades de transmissão.
IV.1 - DEFINIÇÃO
Diatermia
É a aplicação de energia elétrica de afta freqüência que se usa para produzir calor nos
tecidos corporais (aumentam a temperatura em até 40 a 45°)
Alta Freqüência
Uso terapêutico de oscilações eletromagnéticas com freqüência superior a 300.000 Hz e
possuem a características de não despolarizarem as fibras nervosas.
Ondas Curtas
É uma forma de eletroterapia de alta freqüência, sendo considerada as correntes com as
seguintes freqüências e comprimentos de onda:
• 27,12 MHz, com longitude de onda de 11 M (mais comum)
• 13,56 MHz com longitude de onda de 22 M
• 40,68 MHz com longitude de onda de 7,5 M
IV.2 - BASES FÍSICAS
Efeito Joule
Quando uma energia passa através de um condutor, parte da energia elétrica se converte
em calor. "A quantidade de calor produzida em um condutor é proporcional ao
quadrado da intensidade da corrente, e a resistência e ao tempo que dura a passagem da
corrente".
Produção de Calor:
As moléculas muito próximas (nos tecidos muito densos), aumentam a temperatura
mais facilmente, pois os movimentos rápidos das moléculas aumentam o atrito e
conseqüentemente produzem calor organicamente. Pode ser exemplificado pelo tecido
ósseo muscular.
Ausência de Fenômenos Eletrolíticos:
Devido à alta velocidade de condução das correntes de alta freqüência, não existe a
possibilidade de eletrólise.
Produção de Corrente de Ondas Curtas
A transformação de corrente alta doméstica de 120v e 60 Hz em 500V e 45 MHz é
conseguida através de uma fonte de energia que alimenta um oscilador de
radiofreqüência, que em seguida passa por um amplificador de potência que gera uma
potência necessária para os eletrodos, este amplificador é ligado a um depósito
ressonente de saída (sintonizador) que sintoniza o paciente à parte de um circuito, o que
permite transmitir o máximo de energia a ele.
Quanto mais curta é a longitude de onda, maior a freqüência e maior a penetração.
Campo Eletromagnético
Segundo estudo de Faraday e Maxwell descobre-se que todo campo elétrico gera um
campo magnético e vice-versa, e as ondas eletromagnéticas se propagam na velocidade
da luz (3X 108M/seg). v = (. F.
IV.3 - MÉTODOS DE TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA AO PACIENTE.
Qualquer aparelho que gera corrente elétrica gera também um campo elétrico e campo
magnético. A produção e a predominância destes campos depende de algumas
características, como tipo de eletrodos, colocação dos eletrodos. A aplicação de ondas
curtas.
Pode ser transferida através de campo de condensação ou eletrostático ou campo
indutivo ou eletromagnéticos.
IV.4 - EFEITOS FISIOLÓGICOS
Todas as correntes de alta freqüência penetram mais profundamente no corpo do que a
radiação infravermelha, por conseguir o paciente ser submetido a diatermia nunca deve
ter uma sensação de calor tão intensa quanto aquela produzida pela energia
infravermelha.
No caso do aquecimento mais moderado, nota-se aumento gradual na vascularização
que pode ajudar na resolução de um processo patológico valioso recurso físico para o
alívio sintomático da dor, seja ela proveniente de lesões agudas ou mesmo decorrentes
de processos por um período de tempo suficientemente longo para possibilitar que
ocorra a troca de calor.
A temperatura que será produzida nos tecidos de um organismo vivo será modificada
por fatores fisiológicos, como a distribuição da temperatura preexistentes e alterações
no fluxo.
Efeito Fisiológico sobre os Vasos Sanguíneos e Linfáticos
O principal efeito é a vasodilataçâo, que é decorrente de um efeito físico básico, a
dilatação dos corpos. Quando qualquer corpo sofre intervenção do calor; ocorre uma
vibração molecular, que promove um afastamento, levando o corpo a se expandir.
A vasodilataçâo inicialmente ocorre nas arteríolas e capilares, que em caso de
permanência atinge através, vasos linfáticos e veias.
A terapia por ondas curtas, aumenta a irrigação sanguínea da área e eliminação da linfa,
o que aumenta a capacidade de reabsorção do tecido. Estudos de Barth e Kern indicam
que um calor brando por tempo curto favorece a vasodilataçâo ; ao contrário, tempos
prolongados e intensidades elevadas promovem vasoconstrição.
Efeitos Fisiológicos sobre o Sangue
1 - Troca dos níveis de glicemia:
Após aplicação direta sobre as glândulas endócrinas, onde ocorreu hiperglicemia nos
primeiros 35', sendo seguida de hipoglicemia, que dura várias horas, não sendo clara a
correlação deste fenômeno com o aumento de metabolismo.
2 - Aumento do aporte de leucócitos nos tecidos adjacentes:
Decorre do aumento do fluxo sanguíneo local que aumenta a demanda de 02, nutrientes
e leucócitos, levando a um aumento da capacidade de fagocitose. Todo este mecanismo
traduz-se em aumento de metabolismo.
3 - Tempo de coagulação diminuída e diminuição da viscosidade do sangue:
A diminuição da viscosidade do sangue é decorrente de uma alteração física do calor. )
O calor quando incide sobre um corpo diminui a coesão intermolecular, fluidificando os
líquidos).
Efeitos Fisiológicos sobre o Metabolismo
O aumento do fluxo sanguíneo local proporciona o aumento de 02 e nutrientes das
regiões e acelera a retirada de catabólicos, favorecendo a exceção.
Efeitos Fisiológicos sobre o Sistema Nervoso
Ao nível do SNC as aplicações locais (na hipófise) podem influenciar a atividade das
glândulas com a elevação do fluxo sanguíneo e disseminação para outras áreas até
atingir o SNC, onde esta localizado o centro hipotalâmico responsável pelo controle de
temperatura corporal.
Já no sistema nervoso periférico, as fibras nervosas periféricas têm sua velocidade e
condução aumentada em conseqüência do calor.
Efeitos Fisiológicos do tecido Muscular
Relaxa a musculatura, facilita a transmissão nervosa e através da vasodilataçâo promove
a captação da toxina no trabalho muscular.
Destruição Tecidual
Este efeito só será ativado no caso de calor excessivo, que irá irritar o tecido,
promovendo uma coagulação por desnaturação da proteínas (queimadura).
Diminuição da Dor.
Inibição nas terminações nervosas sensitivas;
Relaxamento muscular em decorrência do aumento do fluxo
sanguíneo local, que favorece o aumento de metabolismo e drenagem de
catabólicos.
Diminuição da Pressão Arterial
Em situações normais, quando o calor incide sobre um corpo, primeiro ocorre
vasodilatação, seguida de diminuição da viscosidade do sangue.
Efeitos Gerais
1 - Cansaço e necessidade de dormir: ocorre em aplicações gerais e prorrogadas, em
decorrência do aumento de temperatura geral.
2 - Efeitos acumulados: a energia de ondas curtas poderá ser acumulada também por
pequenas doses; é o que ocorre facilmente com os terapeutas que manuseiam os
equipamentos de diatermia, que são os mesmos sintomas dos técnicos que trabalham
com ondas de radiodifusão, estes são: depressão, ansiedade, cansaço cefaléia, insônia.
IV.5 - DOSIMETRIA
a) Calor muito Débil - imediatamente abaixo do limiar de sensibilidade imperceptível.
b) Calor Débil - imediatamente perceptível
c) Calor Médio - Sensação dará de calor
d) Calor Forte - no limite de tolerância
IV.6- TEMPO DE APLICAÇÃO
De um modo geral, preconiza-se 20 a 25 minutos de aplicação.
V1.7 - INDICAÇÕES
* Afecções traumáticas do tecido mole;
* Cervicalgia;
* Dorsalgia;
* Lombalgia;
* Sacralgia;
* Epicondilite;
* mialgia;
* Tendinite,
* Fibrose;
* Sinovite;
* Tenoreaginite
* Capsulite;
* Periostite;
* Bursite;
* Miosite;
* Ostite;
* Tenossinovite
* Espasmo muscular;
* Miogelose;
* Ciatalgia;
* Lombociatalgia;
* Neuralgia;
* Cervicobraquialgia
* Neurite;
* Processos inflamatórios crônicos;
* Neuropatias, especialmente ciática;
* Artrite crônica;
* Contusões, etc.
V1.8 - CONTRA INDICAÇÕES
* Neoplasma
* Marcapasso
* Gravidez
* Tuberculose
* Febre
* Artrite e artrose
* Implantes metálicos
* Transtornos de sensibilidade (relativo)
* Transtornos circulatórios (flebites, arteriosclerose -relativo)
* Cardiopatas descompensados
* Fase aguda das patologia
* Período menstrual
* Tecidos expostos a radioterapia
* Hemorragia
* Região dos olhos (opacifica o cristalino - humos aquoso)
* Áreas com tecido adiposo muito espesso (maior que 3 cm de espessura)
* Hemofilia
* Fármacos anti-coagulantes.
ONDAS CURTAS PULSÁTIL
No ondas curtas contínuo a produção de calor ocorre pelo atrito provocado por uma
corrente de alta freqüência, sofrendo resistência ao tentar passar por alguns tecidos, com
este atrito e constante, a produção de calor é intensa.
No ondas curtas pulsátil esta vibração não é contínua e o calor que seria somado se
dispersa nos intervalos de pausa.
Efeitos Terapêuticos
Os efeitos alcançados pelo ondas curtas pulsátil são mais evidentes, produzindo
excelente resposta:
* Em acelerar a cicatrização de feridas
* Reabsorção rápida de hematomas e edemas
* Analgesia rápida
* Potente estimulador da circulação periférica.
CONCLUSÃO
O nosso corpo possui energia bioelétrica, e essa energia, aliada à energia dos
equipamentos, aumenta a probabilidade de reparação tecidual.
Como foi exposto, a Eletroterapia atua de diversas formas auxiliando no tratamento
fisioterapêutico. Conhecer seus meios, efeitos, indicações e contra-indicações é de vital
importância para os estudantes e profissionais fisioterapeutas.
Esperamos Ter oferecido um conteúdo que propicie aos leitores esse conhecimento.
Indicações:
Processos inflamatórios e álgicos(dor);
Lesões de nervos periféricos;
Alterações de sensibilidade;
Transtornos circulatórios;
Estimulação da irrigação sanguínea.
Contra Indicações:
Cefaléia(dor de cabeça) ou vertigens durante o tratamento;
Áreas Cardíacas;
Irritabilidade cutânea;
Os aparelhos por mim utilizados são todos relacionados à alguma patologia traumato-
ortopédica, podem ser utilizados no consultório, na casa do paciente ou até mesmo na
própria academia. São eles:
Tens :
Estimulação sensitiva transcutânea diferencial das fibras proprioceptivas do tato, a
grande velocidade de condução. Consiste basicamente de um circuito eletrônico, o qual
produz estímulos em frequências variáveis, podendo variar a intensidade destes
estímulos, bem como a sua
frequência. Estes pulsos podem ser obtidos através de dois ou quatro canais que serão
aplicados à superfície do paciente de acordo com métodos e cuidados especiais.
Suas principais vantagens são: método não invasivo, não tóxico, não causa dependência
física ou psicológica, não apresenta efeitos colaterais.
Possibilidades de uso terapêutico: lombalgias, ciatalgias, cervicalgias, dores articulares,
tendinite, contusões, miosites, etc.
Contra-indicações: não usar sobre as regiões carótidas, gravidez, AVC, epilipsia, em
queimaduras.
Laser :
A palavra Laser significa "Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação."
A polarização do Laser, permite uma dispersão mínima, ou seja, uma emissão paralela,
ao contrário do que acontece com a luz comum. Isto permite focalizar pontos de
diâmetro muito pequeno, com uma alta concentração de energia.
Efeitos Primários: Bioquímicos, bioelétrico e bioenergético.
Efeitos Secundários: Estímulo a microcirculação, estímulo trófico celular.
Efeitos Terapêuticos: Analgésico, anti-inflamatório, anti-edematoso, normalizador
circulatório, efeito estimulante do trofismo dos tecidos.
Indicações: Traumatismos musculares, tendinites, neurites, artrites, atrose, em
cicatrizes, em neuralgias, em hematomas, etc.
Contra-indicações: Irradiação direta sobre a retina, irradiação em focos bacterianos
agudos, durante a gravidez, pacientes com disfunções tireóideas, marca passos.
Ultra-som :
Como o próprio nome sugere, são ondas de som, são vibrações mecânicas num meio
elástico. É utilizado para o tratamento de problemas do sistema músculo-esqueletal. A
maioria dos tratamentos requer um tempo de aplicação por um tempo de 5 minutos e
repetição de 1 vez por dia até 3 vezes por semana.
Efeitos mecânicos: Pelas vibrações longitudinais, ocorre uma variação de pressão
positiva e negativa, elementos da célula são obrigados a se moverem, fazendo um efeito
de micromassagem, aumentando assim o metabolismo celular, o fluxo sanguíneo e o
suprimento de oxigênio.
Efeitos térmicos: Aumento da extensibilidade do colágeno, sendo assim indicado para
recuperação de patologias causadas pela contração dos tendões, ligamentos e juntas
capsulares. Onde há limitação dos movimentos, como na artrite reumatóide, o
tratamento é muito recomendado.
Indicações: Artroses, periartrites crônicas, mialgias, mielites, miosites, tendinites,
bursites, neuralgias, reumatismos, dores ciáticas, contusões, distensões, edemas,
torcicolos, cicatrizes, artrites, traumatismos, etc.
Contra-indicações: Cérebro, útero na gravidez, globo ocular, portadores de marcapasso,
órgãos reprodutores, tumores, infecções agudas.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9 Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9 Cleanto Santos Vieira
 
Corrente galvânica na estética trabalho 2
Corrente galvânica na estética trabalho 2Corrente galvânica na estética trabalho 2
Corrente galvânica na estética trabalho 2Eliana Tavares
 
Aula 10 termoterapia e crioterapia
Aula 10  termoterapia e crioterapiaAula 10  termoterapia e crioterapia
Aula 10 termoterapia e crioterapiaRodrigo Abreu
 
Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1
Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1
Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1Cleanto Santos Vieira
 
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.pptAula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.pptSuzyOliveira20
 
Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013IBRAMED
 
Aula introdução à disciplina de mecanoterapia
Aula introdução à disciplina de mecanoterapiaAula introdução à disciplina de mecanoterapia
Aula introdução à disciplina de mecanoterapiaJaqueline Mancini
 
Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)
Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)
Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)FUAD HAZIME
 
Eletroterapia resumão
Eletroterapia resumãoEletroterapia resumão
Eletroterapia resumãoMorgana Vieira
 
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7Cleanto Santos Vieira
 
Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...
Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...
Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...Cleanto Santos Vieira
 
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Cleanto Santos Vieira
 

Mais procurados (20)

Ultrassom
UltrassomUltrassom
Ultrassom
 
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9 Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
 
Corrente russa
Corrente russaCorrente russa
Corrente russa
 
Termoterapia
TermoterapiaTermoterapia
Termoterapia
 
Corrente galvânica na estética trabalho 2
Corrente galvânica na estética trabalho 2Corrente galvânica na estética trabalho 2
Corrente galvânica na estética trabalho 2
 
Eletroanalgesia - TENS
Eletroanalgesia - TENSEletroanalgesia - TENS
Eletroanalgesia - TENS
 
Fibroedemageloide
FibroedemageloideFibroedemageloide
Fibroedemageloide
 
Mine apostila eletro
Mine apostila eletroMine apostila eletro
Mine apostila eletro
 
Aula 10 termoterapia e crioterapia
Aula 10  termoterapia e crioterapiaAula 10  termoterapia e crioterapia
Aula 10 termoterapia e crioterapia
 
Bases da Eletroterapia
Bases da EletroterapiaBases da Eletroterapia
Bases da Eletroterapia
 
Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1
Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1
Eletroterapia - história e processo de resposta à lesão - Aula 1
 
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.pptAula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
 
Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013
 
Aula introdução à disciplina de mecanoterapia
Aula introdução à disciplina de mecanoterapiaAula introdução à disciplina de mecanoterapia
Aula introdução à disciplina de mecanoterapia
 
Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)
Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)
Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)
 
Eletroterapia resumão
Eletroterapia resumãoEletroterapia resumão
Eletroterapia resumão
 
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
 
Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...
Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...
Eletroterapia - FES - estimulação eletrica funcional - agentes elétricos - ca...
 
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
 
Microcorrente
MicrocorrenteMicrocorrente
Microcorrente
 

Semelhante a Eletroterapia efeitos eletrodos

Conceitos básicos em eletroterapia.pdf
Conceitos básicos em eletroterapia.pdfConceitos básicos em eletroterapia.pdf
Conceitos básicos em eletroterapia.pdfcleitonLuis6
 
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdfslide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdfRoosivelt Honorato
 
Corrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humanoCorrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humanoElisabete Garcia
 
Monografia ieee tle(versão final)
Monografia ieee tle(versão final)Monografia ieee tle(versão final)
Monografia ieee tle(versão final)TLEAVEIRO
 
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdfmarcelamenezes28
 
Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13
Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13 Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13
Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13 Cleanto Santos Vieira
 
Eletroacupuntura
EletroacupunturaEletroacupuntura
Eletroacupunturaonomekyo
 
Eletrotermofototerapia em Idosos.pdf
Eletrotermofototerapia em Idosos.pdfEletrotermofototerapia em Idosos.pdf
Eletrotermofototerapia em Idosos.pdfRAFAELVINICIUSDEOLIV
 
Diatermia por Ondas Curtas e Microondas
Diatermia por Ondas Curtas e MicroondasDiatermia por Ondas Curtas e Microondas
Diatermia por Ondas Curtas e MicroondasFUAD HAZIME
 
Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8
Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8 Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8
Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8 Cleanto Santos Vieira
 
Manual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical San
Manual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical SanManual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical San
Manual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical SanAmericanFisio
 
Aula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdfAula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdfNorteSul4
 

Semelhante a Eletroterapia efeitos eletrodos (20)

Conceitos básicos em eletroterapia.pdf
Conceitos básicos em eletroterapia.pdfConceitos básicos em eletroterapia.pdf
Conceitos básicos em eletroterapia.pdf
 
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdfslide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
 
Corrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humanoCorrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humano
 
Monografia ieee tle(versão final)
Monografia ieee tle(versão final)Monografia ieee tle(versão final)
Monografia ieee tle(versão final)
 
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
 
Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13
Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13 Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13
Eletroterapia capítulo 5 agentes elétricos microcorrentes - Aula 13
 
Aula de ultra som 2014.1
Aula de ultra som 2014.1Aula de ultra som 2014.1
Aula de ultra som 2014.1
 
Eletroacupuntura
EletroacupunturaEletroacupuntura
Eletroacupuntura
 
Eletrotermofototerapia em Idosos.pdf
Eletrotermofototerapia em Idosos.pdfEletrotermofototerapia em Idosos.pdf
Eletrotermofototerapia em Idosos.pdf
 
Riscos elétricos
Riscos elétricosRiscos elétricos
Riscos elétricos
 
apresentação.pptx
apresentação.pptxapresentação.pptx
apresentação.pptx
 
Diatermia por Ondas Curtas e Microondas
Diatermia por Ondas Curtas e MicroondasDiatermia por Ondas Curtas e Microondas
Diatermia por Ondas Curtas e Microondas
 
Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8
Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8 Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8
Eletroterapia - circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 8
 
Lesões elétricas.doc
Lesões elétricas.docLesões elétricas.doc
Lesões elétricas.doc
 
Manual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical San
Manual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical SanManual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical San
Manual Radiofrequencia Ethernia Clinic - Medical San
 
Aula 2 eletroeletrônica
Aula 2   eletroeletrônicaAula 2   eletroeletrônica
Aula 2 eletroeletrônica
 
Choque Eletrico
Choque EletricoChoque Eletrico
Choque Eletrico
 
Materiais
MateriaisMateriais
Materiais
 
Aula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdfAula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdf
 
ultrasom
ultrasomultrasom
ultrasom
 

Último

Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...LuizHenriquedeAlmeid6
 
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdfLindinhaSilva1
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilMariaHelena293800
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalcarlamgalves5
 
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHASMARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHASyan1305goncalves
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é precisoMary Alvarenga
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"Ilda Bicacro
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Mary Alvarenga
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitlerhabiwo1978
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxsfwsoficial
 
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacionalBENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacionalDouglasVasconcelosMa
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoVALMIRARIBEIRO1
 
Insegurança nunca mais tem afeta pessoas
Insegurança nunca mais tem afeta pessoasInsegurança nunca mais tem afeta pessoas
Insegurança nunca mais tem afeta pessoasdiegosouzalira10
 
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024azulassessoria9
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfcarloseduardogonalve36
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteLeonel Morgado
 
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfMarcianaClaudioClaud
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoIlda Bicacro
 
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdfApostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdflbgsouza
 

Último (20)

Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHASMARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é preciso
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
 
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacionalBENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
 
Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja
 
Insegurança nunca mais tem afeta pessoas
Insegurança nunca mais tem afeta pessoasInsegurança nunca mais tem afeta pessoas
Insegurança nunca mais tem afeta pessoas
 
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
 
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdfApostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
 

Eletroterapia efeitos eletrodos

  • 1. O que é eletroterapia A eletroterapia é o uso de energia elétrica no tratamento de problemas de saúde. Na medicina, o termo eletroterapia pode se aplicar a uma variedade de tratamentos, incluindo o uso de corrente direta, como na cardioversão, e utilização de aparelhos elétricos. O termo eletroterapia também se aplica à aplicação de corrente elétrica para acelerar a reabilitação de lesões. Adicionalmente, o termo eletroterapia também tem sido usado para uma gama de aparelhos e tratamentos alternativos. História da eletroterapia Em 1855 Guillaume Duchenne, o pai da eletroterapia, anunciou que a eletricidade alternada era superior à direta para o acionamento eletro-terapêutico de contrações musculares. O que ele chamou de "efeito de aquecimento" da corrente direta irritava a pele. Além disso, a corrente alternada produzia fortes contrações musculares independente da condição do músculo, enquanto a corrente direta induzia contrações fortes em músculos fortes, e fracas em músculos fracos. Desde essa época, quase toda reabilitação envolvendo contração muscular tem sido feita com ondas simétricas bifásicas. Porém, nos anos 40, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, ao investigar a aplicação da eletroterapia, descobriu que a estimulação elétrica não somente retardava e prevenia atrofia, como também restaurava a massa muscular e força. Eles empregaram o que foi chamado exercício galvânico nas mãos de pacientes que tiveram lesão nos nervos. Esses exercícios galvânicos utilizavam corrente direta monofásica Uso atual da eletroterapia A eletroterapia inclui uma variedade de tipos de estimulações, protocolos e usos. Os mais comuns são: * Eletroestimulação neuromuscular para reabilitação. * TENS para terapia contra dor. * Corrente Russa. * Microcorrentes. * Corrente galvânica para iontoforese (introdução de químicos nos tecidos através de campo elétrico). Aplicações da eletroterapia A eletroterapia é usada para relaxamento de espasmos musculares, prevenção e retardamento de atrofia por falta de uso, elevação da circulação sanguínea local, reabilitação e reeducação muscular, manutenção e elevação da amplitude de movimentos, controle da dor, estimulação pós-cirúrgica imediata dos músculos para evitar trombose venosa, recuperação de lesão e aplicação de medicamentos. A Eletroterapia consiste no uso de correntes elétricas dentro da terapêutica. Embora seu desenvolvimento tenha se aperfeiçoado mais apenas nas últimas décadas, já na Antiguidade seu uso era empregado. Os registros mais antigos datam de 2.750 a.C., quando eram utilizados peixes elétricos para produzir choques nos doentes e assim obter analgesia local.
  • 2. Os aparelhos de eletroterapia utilizam uma intensidade de corrente muito baixa, são miliamperes e microamperes.Os eletrodos são aplicados diretamente sobre a pele e o organismo será o condutor. Na eletroterapia temos que considerar parâmetros como: resistência, intensidade, voltagem potência e condutividade. Resistência é a dificuldade com que os elétrons percorrem um condutor. A resistência é medida em unidades chamadas Ohms e é representada pela letra R. Pode-se dizer que quanto maior for a quantidade de elementos resistivos se opondo a corrente maior será a resistência encontrada pela mesma ,visto que a resistência tem propriedade somatória. A relação existente entre os parâmetros elétricos é definida pela Lei de Ohm que simplificadamente nos diz que a corrente, num circuito elétrico, é diretamente proporcional à voltagem que é aplicada e inversamente proporcional à resistência do circuito. A Resistência gerada pela pele é chamada de impedância cutânea(Z) sendo o maior obstáculo as correntes de baixa frequência. Essa impedância também sofre variações por fatores como: temperatura, pilosidade, gordura, espessura da pele, suor, umidade, tipo de eletrodo. Em relação à intensidade podemos utilizar o estabelecido pela Lei de Ohm. Os equipamentos atuais empregam diferentes tipos de correntes, onde o aparelho emite a energia eletromagnética que é então conduzida através de cabos condutores até os eletrodos que ficam aderidos à pele do paciente. Outras formas incluem a utilização de agulhas ao invés de eletrodos, sendo este emprego mais reservado ao uso para terapia estética ou para métodos diagnósticos. Existe uma diversidade de correntes que podem ser utilizadas na eletroterapia, cada qual com particularidades próprias quanto às indicações e contra-indicações. Mas todas elas tem um objetivo comum: produzir algum efeito no tecido a ser tratado, que é obtido através das reações físicas, biológicas e fisiológicas que o tecido desenvolve ao ser submetido à terapia. Uso Terapêutico da Corrente Elétrica  Controle da dor aguda e crônica;  Redução de edema;  Redução de espasmo muscular;  Minimização de atrofia por desuso;  Facilitação da reeducação muscular;  Fortalecimento muscular;  Facilitação da cicatrização tecidual;  Facilitação da consolidação de fraturas;  Realização da substituição ortésica Classificação das Correntes As correntes utilizadas em eletroterapia podem ter efeitos eletro-químicos, motores ou sensitivos. Podem variar ainda quanto à freqüência e as formas de onda. Para uma boa compreensão sobre os efeitos da eletroterapia, é importante ter em mente alguns aspectos básicos relativos à corrente elétrica, freqüência de onda, forma de onda. Classificação quanto às freqüências
  • 3.  Baixa Freqüência: 1 a 1.000 Hz, a mais utilizada na prática clínica a faixa de 1 a 200 Hz. Corrente: Galvânica, Farádica, Diadinâmicas, Tens e FES.  Média Freqüência: 1.000 a 100.000 Hz, sendo utilizado na eletroterapia de 2.000 a 4.000 Hz. Interferencial e Corrente Russa.  Alta Freqüência: Acima de 100 mil Hz. Ondas Curtas, Ultracurtas, Decimétricas, Microondas, Ultrassom (Ultrassom Terapêutico). Classificação quanto às formas de ondas Formas de ondas:  Retilínea: direta ou contínua, polarizada. Ex: Corrente Galvânica Efeitos: aplicação dos medicamentos por ter polaridade definida; hiperemia e vasodilatação.  Quadrática: alternada, despolarizada. Ex: Tens, Ultra-excitante, Corrente Russa, SMS. Efeitos: analgesia, contração, estimulação muscular de força.  Exponencial: polar e apolar Ex: Corrente Farádica Efeitos: contração muscular  Senoidal: alternada, bifásica, simétrica, apolar. Ex: Corrente Interferencial  Semi-senóide: monofásica, polar ou apolar. Ex: Diadinâmicas de Bernard: DF, MF, CP, LP, RS.  Triangular: apolar ou polar (dependendo do aparelho), monofásica, alternada. Ex: Corrente Farádica.  Quadrática com Triangular: apolar, alternada, bifásica, assimétrica. Ex: só existe no TENS.  Ondas simétricas: quando a geometria dos semiciclos é invertida em relação ao 0V.  Ondas assimétricas: quando a geometria dos semiciclos é diferente.  Monofásica: quando a onda existe somente em um dos semiciclos, sendo bloqueada no outro semiciclo. Neste caso a onda é necessariamente assimétrica.  Bifásica: quando a onda existe nos dois semiciclos. Pode ser simétrica ou assimétrica. Eletrodos Os Eletrodos constituem a interface que transmite a corrente elétrica através da pele do paciente nas sessões de eletroterapia. Com isso há uma grande melhora no desenvolvimento fisico do paciente. Os eletrodos são fixados à pele do paciente em duplas, para que a corrente emitida pelo aparelho passe de um eletrodo para o outro. Quando a corrente atinge um eletrodo, a energia é então transmitida pelo tecido e irá se propagar através dele até atingir o outro eletrodo-par. Sendo assim a corrente elétrica fica correndo pelos tecidos de um eletrodo ao outro. No caso das correntes polarizadas haverá sempre um predomínio de direção que dependerá do posicionamento dos pólos dos cabos condutores, onde a maior parte das cargas elétricas irão ser conduzidas em um único sentido. Esse é o caso da Corrente Galvânica. Já nas correntes não polarizadas não existem pólos definidos e a energia é transmitida tanto do eletrodo A para B, como de B para A, sem qualquer acúmulo de cargas ou predomínio de sentido da corrente. Estão incluídas aí as correntes Farádicas, Diadinâmicas, TENS e Interferencial. Tipos de Eletrodos
  • 4.  Borracha (Silicone Carbonado): necessita da utilização de um gel para facilitar a passagem da corrente elétrica. A borracha dos eletrodos é feita com carbono que aumenta a condutividade. Diferente dos chinelos de borracha.  Adesivo ou Silicone: dispensa o uso de gel. É só colar. Tem um tempo de vida útil que varia de 10 a 15 utilizações, sendo depois é descartado. Podem ser molhados para aumentar a condutividade.  Metálico revestido com esponja Esponja: molha, retira o excesso de água e coloca no paciente. Aumenta a condutividade. Utiliza-se principalmente para a corrente polar (Galvânica). l - INTRODUÇÃO A eletroterapia em suas diversas modalidades é largamente utilizada pelos fisioterapeutas no tratamento de vários distúrbios. Nos últimos anos houve grande evolução no conhecimento dos efeitos fisiológicos de correntes da aplicação dos agentes eletrofísicos nos tecidos. Dentre os diversos aparelhos utilizados na eletroterapia, abordaremos neste trabalho o TENS, Ultra-som e o Ondas Curtas. O TENS atua através de mecanismos pelos quais pode inibir a dor. O Ultra-som de seus efeitos térmicos e mecânicos age principalmente no processo de cicatrização e reparo das lesões. Já o Ondas Curtas tem como um importantes efeito o aquecimento do tecido ocasionando diversas alterações que atuam acelerando o processo de cura. Esperamos com este trabalho oferecer maiores esclarecimentos a respeito da Eletroterapia e suas inúmeras aplicações e benefícios. TENS II.1 CONCEITO Segundo o Dr. Rinaldo Guirro e colaboradores, "a estimulação elétrica nervosa transcutânea é um valioso recurso físico para o alívio sintomático da dor, seja ela proveniente de lesões agudas ou mesmo decorrentes de processos crônicos". Segundo a Dra. Sullivan, "o termo transcutânea, descreve o modo de como a terapia é aplicada. O termo elétrica refere-se ao procedimento da passagem de impulsos elétricos de baixa voltagem controlada através da pele ao tecido subjacente para a sua ação como estímulo. O termo nervo, recebe e emite sinais. II.2 EQUIPAMENTO Consiste de uma fonte de voltagem grande de pulsos, eletrodos e cabos interconectantes. II.3 FONTE DE ENERGIA
  • 5. O tens é uma corrente desporalizada. Os geradores da tens podem receber sua fonte de energia primária de uma fonte convencional de corrente alternadas de 60 Hz. Sendo então modificada pelo gerador para produção de uma das formas típicas de ondas do TENS. II.4 ELETRODOS • Posicionamento dos eletrodos - O local selecionado deve permitir que a estimulação seja facilitada ao SNP e SNC; - A área selecionada deve estar anatômica ou fisiologicamente relacionada á fonte da dor; - A pele deve estar limpa e fim de diminuir a resistência da pele; - Os eletrodos devem estar bem fixados ao tecido tratado. • Característica Para a estimulação do tecido excitável com um único pulso de corrente, três critérios devem ser preenchidos: o estímulo precisa ter uma ascensão abrupta, o pulso precisa ter largura adequada, e a intensidade precisa ser limiar ou supra limiar. No tecido nervoso, sabe-se que quanto maior o diâmetro da fibra mais baixo seu limiar de resposta e mais breve sua cromaria. As diferentes nas características de estímulos- resposta entre as populações de fibras maiores e fibras pequenas tornam possível a geração de impulsos de certas formas, estes impulsos podem estimular preferencialmente as grandes fibras A aferentes, que aluarão bloqueando a descarga dos impulsos da dor pelas fibras A-deltas e C. II.5 FORMAS DE ONDAS • Pulsos Bifásicos Ao considerar pulsos bifásicos, a largura de pulso é menos simples que nas formas de ondas monofásicas. As formas de ondas retangulares bifásicas simétricas possuem 2 larguras de pulso componentes, embora tecnicamente a largura de pulso seja igual à soma de ambas as fases de pulso, refere-se ao termo "largura de pulso" para descrever a duração da fase de pulso acima ou abaixo da linha isoelétrica. • Largura de Pulso A largura do pulso da onda elétrica é um fator importante envolvido no acoplamento a fibra A-beta. Estudos clínicos e testes de campo demonstraram que formas de ondas com estreita largura de pulso na região dos 125 microssegundos propiciam máximo acoplamento às fibras A-beta e acoplamento mínimo às fibras C e motoras. Além da largura de pulso apropriada, a forma de onda do estimulador também deve ter um componente negativo, para impedir a ionização da pele. • Freqüência do Pulso
  • 6. A freqüência do pulso é ajustada para o conforto máximo do paciente. Isto é denominada modulação, ou como corrente do tipo oscilatória. II.6 EFEITOS NEUROFISIOLÓGICOS DO TENS Os estímulos provenientes do sistema aferente sensitivo, atingem a via trato espino talâmico, principalmente núcleos periaquedutais que sob controle cortiçal e do sistema límbico liberam então endomorfinas as quais produzem alívio da dor. A função básica do TENS é a analgesia A teoria das comportas é uma outra forma de explicar a neurofisiologia da TENS. Os impulsos da TENS são transmitidos através de fibras de grosso calibre, do tipo A, que são de rápida velocidade, já os estímulos da dor são transmitidos através de fibras de calibre menor, do tipo C, que são lentas. Desta forma os estímulos da TENS chegam primeiro ao corno posterior da medula, e despolarizam a substância gelatinosa de Holando, impedindo que os estímulos da dor passem para o tálamo. Sendo assim, as comportas ou portões da dor são fechados, daí o nome: Teoria das Comportas ou Porta da dor. II.7 -AJUSTE DAS MODULAÇÕES Existem 6 modalidades diferentes: • Convencional dor aguda A estimulação convencional, de alta freqüência, pode ser definida como cadeia contínia, ininterrupta, de impulsos de alta freqüência grados com curta duração e baixa amplitude. - Freqüência: 50 a 100 Hz (alta) - Duração: 40 a 75 microssegundos - Amplitude: subjetiva, devendo ser propiciada de modo a assegurar que a estimulação permaneça apenas dentro dos limites as estimulação sensitiva, resultando uma sensação forte, mas confortável. No modo convencional a TENS recruta, preferencialmente, grandes fibras A-beta, estabelecendo um sintoma de controle da dor por pequenas fibras. Através do interneurônio no corno dorsal da medula, ao nível da "comporta" na substancia gelatinosa. • Convencional dor crônica - Freqüência de pulso: baixa (100 a 130 Hz) - Duração do pulso: 100 à 300 microssegundos (largo) - Intensidade: desconfortável alta - Início do alívio: 20 minutos - Duração do alívio: 20 min à 02 horas.
  • 7. • Breve Intenso É muito similar ao modo convencional, em que o estímulo é formado por uma cadeia ininterrupta de impulsos em freqüência muito elevadas, larguras moderadas e intensidade moderada. - freqüência: Alta (abaixo de 100 Hz). - Duração: 200 microssegundos (Largo). - Amplitude: Forte, ao nível de tolerância. - Início do alívio: 10 a 15 minutos. - Duração do alívio: Pequeno, apenas durante a estimulação. Obs.: Faz analgesia pela teoria do mascaramento • Acupuntura A estimulação de baixa freqüência tem propiciado alívio à dor. O mecanismo de ação que produz analgesia com estimulação de baixa freqüência tem sido descrito como sendo mediado por opiáceos. A liberação dos peptídeos opóides que poderia resultar em analgesia deve ser parcial ou completamente revertida pelo naloxone. - Freqüência: 1 à 4 Hz - Duração: 200 microssegundos - Amplitude: Contrações musculares de baixa freqüência, visíveis. • Burst ou Trem de Pulso - Freqüência: Trens de larga freqüência 970 a 100 Hz, modulados a uma freqüência de 2 Hz. - Duração: 100 a 200 microssegundos - Amplitude: Contrações rítmicas, toleráveis - Início do alívio: 10 a 30 minutos - Duração do alívio: 20 min à 06 horas Obs.: Também faz analgesia na fase crônica. • Modulado - Freqüência de Pulso: 50 à 100 Hz - Duração do Pulso: 40 à 75 microssegundos. Pode modular cada pulso do trem de pulso. Intensidade: Variável de acordo com a forma de modulação. - Início do alívio: Depende da forma de modulação. - Duração do alívio; Depende da forma de modulação. II.8 MONITORES DA TENS
  • 8. O TENS pode ser monitorado de acordo com a patologia do paciente. Existem aparelhos de TENS com potências diferentes. Os portáteis geralmente têm menor potência e não servem para serem utilizados em pós-operatórios. Mas em compensação a maioria destes portáteis têm a modalidade Modulação, na qual podemos adaptar em uma só corrente parâmetros combinados de modalidades. • Controle de Largura do Pulso (T) Ajusta a duração de cada pulso. Está graduado de 1 a 9 associado a duração crescente com a elevação dos números. Controla o tempo de duração de cada pulso, cuja gama vai de 32 a 350 microssegundos. • Controle da Freqüência e Salva (R) Controla a freqüência de repetição dos pulsos ajustados em T, deforma que o intervalo entre um pulso e outro aumente com os números marcados. (1 a 9) Obs.: Assim sendo a freqüência diminui com o crescimento dos números. A posição S designa o modo intermitente ou salva. Este controle programa o tempo entre um pulso e outro, ou seja, a freqüência de repetição dos pulsos. Seu alcance vai de 8 a 125 milissegundos, isto é, permite uma repetição de 6 pulos/segundos até 170 pulsos/segundos, correspondente a uma faixa de freqüência de 8 a 170 Hz. Nota-se ainda que, com o controle R voltado totalmente no sentido anti-horário encontra-se a marca S (salva). Ao ser atingida esta posição opera-se uma chave interna ao se ouvir seu ruído característico, e passa-se ao regime de salva, ou seja, um trem de pulso constituído de 7 pulsos, e T variável, porém com R fixo em 4,8 milissegundos. Esses trens se repetem automaticamente, a uma freqüência de 2 Hz. Ao se girar o controle no sentido horário a chave se desliga e passamos ao regime de pulsos excessivos. II.9 CONTROLE DA AMPLITUDE Cada um dos controles (l e II) determina a intensidade de estimulação ou dose de cada canal. Também estão marcados de 1 a 9 e a intensidade aumenta com o crescimento dos números. Cada um desses controles incorpora ainda uma chave liga-desliga. Os controles de amplitude dos canais poderão ser ativados, gerando-os no sentido horário. As amplitudes deverão ser tais que sejam sentidas pelo paciente. Se mesmo com o controle de amplitude na posição máxima intensidade não houver potência suficiente, aumentar progressivamente o controle de T. - ULTRA-SOM III.1 - DEFINIÇÃO
  • 9. Movimento ondulatório na forma de onda mecânica. A onda do Ultra-som tem natureza longitudinal, isto é, a direção da oscilação é a mesma que a da propagação. Tais tipos de ondas requerem de um meio para sua propagação (não se propagam no vácuo) e causam compressão e expansão do meio. III.2 - BASES FÍSICAS a) Tipos de ondas Transversais - Ex.: corrente elétrica Longitudinais - Ex.: onda sonora b) Natureza do som As ondas sonoras são ondas longitudinais da matéria, que consiste em um movimento de vais e vem das moléculas, produzem assim uma energia vibratória que mobilizam um milhão de moléculas à medida que se propagam entre os tecidos. O meio que recebe as ondas deve possuir um determinado grau de elasticidade a fim que as partículas resistam a deformidades e mantenham a movimentação das moléculas. À medida que se movem as partículas promovem zonas de compreensão rarefação. c) Freqüência É o número de oscilações das moléculas que determina a freqüência da passagem do som. Que é expressa em MHz. O número de oscilações produzidas pelo CRISTAL de PzT, localizado dentro do cabeçote do aparelho é que determina a freqüência do aparelho. Existem aparelhos que oferecem 2 cabeçotes diferentes, um com uma freqüência de 1 MHz e outro com uma freqüência de 3 MHz. d) Propriedade Acústica do Tecido As ondas podem penetrar com mais facilidade em alguns meios em que outros, isto é, modificado de acordo com a constituição tecidual (impedância acústica), pois cada tecido possui densidade diferentes. Sendo assim, quando a onda sônica passa pêlos tecidos ela poderá ser "refletida", "refraladas" ou "absorvida". - Reflexão: ocorre nos limites entre os diferentes tecidos (interfaces). A quantidade de energia refletida depende da impedância acústica específica de cada tecido. Quando a onda bate ela retorna à partir da superfície onde foi projetada, depende também do ângulo de incidência - Refração (Transmissão): é quando a onda do ultra-som pode continuar propagando-se a um novo meio. Se incide em ângulo reto e continua na mesma direção. - Absorção: Os tecidos por onde as ondas Ultra-som passam absorvem sua energia. As ondas de elevada freqüência são absorvidas mais rapidamente que as de baixa freqüência, ou seja, um cabeçote de 1 MHz é absorvido entre 5 á 10 cm de profundidade e de cabeçote de 3 MHz é absorvida a mais ou menos 5 cm de profundidade. e) Piezeletricidade E quando aplicamos pressão mecânica sobre de determinados materiais e ele desenvolve cargas elétricas em sua superfície. Tal efeito também ocorre no sentido inverso, ou seja,
  • 10. quando aplicamos correntes elétricas alternadas sobre determinados materiais eles são capatazes de vibrar e portando produzir ondas ultra-sônicas. São os cristais. f) Principais Geradores Cristais antigos: Quartzo Cristais modernos: PZt cerâmico (tetànio de piomozirconato, chumbo, zircônio e tetànio) g) Freqüência do som Audíveis: 20 à 20.000 Mz Infrasom: abaixo de 20 Hz Ultra som: acima de 20.000 Hz III.3 - TIPOS DE ULTRA SOM Quanto a freqüência a) de 1 MHz: ultra som profundo - 5 à 10 cm de profundidade b) de 3 MHz: Ultra som mais superficial - 1,5 á 3 cm de profundidade Quanto ao tipo de onda a) contínuo: não possui interrupções no fluxo longitudinal das ondas b) intermitente ou pulsátil: seriam intercepções no fluxo contínuo de ondas ultra- sònicas, onde as seriam intercaladas com pausas, de forma que o efeito térmico é minimizado por um atrito menos constante (a vibração é interrompida por pausas), sendo assim o efeito mecânico do Ultra som intermitente é superior. III.4 - EFEITOS • Efeito térmico O atrito a atividade das células promove calor o calibre dos vasos o fluxo sanguíneo nutrição tecidual a retirada de catabólitos favorece a regeneração tecidual • Efeito Mecânico Efeito Mecânico a permeabilidade da membrana acelera a absorção dos fluidos Devido a ação mecânica entre os tecidos é que ocorre liberação de aderência, devido a separação de aderências, devido a separação das fibras de colágenos, remodelagem das camadas intracelulares, absorção do excesso de íons de Ca++. Mais presente no ultra- som intermitente. • Diminuição da dor Devido ao efeito térmico, que aumenta a irrigação sanguínea local, leva ao aumento do
  • 11. metabolismo e conseqüente retirada de catabólitos, levando a uma descompressão das terminações nervosas de dor local. III.4.1 - Técnica a) Subaquática b) Bolsa de água (indireta) c) Gel (direta) III.5 - CUIDADOS a) Limpar a região b) Usar gel ou medicamentos à base de gel (o ultra-som se propaga muito bem na água ou ambiente aquoso e é bloqueado na presença de gordura (vaselina, óleos, pomadas, bálsamos)). c) Deslizar o cabeçote em movimentos circulares d) Manter contato perfeito em ângulo de 90° e) Ligar e desligar o aparelho, mantendo o cabeçote em contato com a área. f) Na técnica indireta, passar gel na pele e na bolsa de água. g) Não de haver bolhas de ar dentro da bolsa de água desgaseificada. III.6 - PRECAUÇÕES a) Queimaduras: devido ao efeito térmico encacerbado por altas intensidades, algumas também delegam ao uso do cabeçote parado, por delimitar potenciais de pico em uma pequena área. b) Hiperdosificaçâo: por produzir diversas lesões e estas levam a fibrosos. c) Cavitação: é um deslocamento dos tecidos. E ocorre em doses excessivas. Na verdade ocorre um aumento da absorção ao nível das interfaces, produzindo um aumento do efeito Piezelétrico, destruindo principalmente a mitocôndria, que liberará gases, formando caversas gasosas. d) Alteração no aparato: um acoplamento errado do cabeçote pode produzir reflexão superficial, não atingindo a terapia os níveis ideais de profundidade. III.7 - CONTRA-INDICAÇÃO a) Ouvido b) Olhos c) Ovários e testículos d) SNC e) Zonas de crescimento ósseo f) Útero grávido g) Neoplasias h) Processo infeccioso i) Cicatrizes em pós-operatório imediato e mediato/somente após 10 dias j) Tromboses, flebites k) Área cardíaca l) Áreas tratadas com radioterapia
  • 12. III.9 - DOSIMETRIA E TEMPO DE APLICAÇÃO Vai depender da natureza da lesão e do quadro do paciente: agudo ou crônico. O tempo pode variar de 5 a 8 minutos de acordo com a área. Para dedos pode ser aplicado em 3 minutos. IV - ONDAS CURTAS A diatermia é uma técnica que consiste em elevam a temperatura dos tecidos pela passagem de uma corrente de alta freqüência e ondas curtas através de uma região do corpo. O calor é produzido pela resistência dos tecidos à passagem da corrente elétrica. Os aparelhos de diatermia por ondas curtas têm três componentes básicos: suprimento de energia, circuito oscilador e o circuito de paciente. As freqüências permitidas para operações de diatermia por ondas curtas são 13, 66, 27, 33, 40 e 98 MHz. Os comprimentos de onda correspondente as freqüências permitidas são 22, 1, 7.5 metros. A freqüência da oscilação de ondas curtas é estabelecida pela Convenção de Atlantic City, em 1942, a fim de prevenir transtornos em outras atividades de transmissão. IV.1 - DEFINIÇÃO Diatermia É a aplicação de energia elétrica de afta freqüência que se usa para produzir calor nos tecidos corporais (aumentam a temperatura em até 40 a 45°) Alta Freqüência Uso terapêutico de oscilações eletromagnéticas com freqüência superior a 300.000 Hz e possuem a características de não despolarizarem as fibras nervosas. Ondas Curtas É uma forma de eletroterapia de alta freqüência, sendo considerada as correntes com as seguintes freqüências e comprimentos de onda: • 27,12 MHz, com longitude de onda de 11 M (mais comum) • 13,56 MHz com longitude de onda de 22 M • 40,68 MHz com longitude de onda de 7,5 M IV.2 - BASES FÍSICAS
  • 13. Efeito Joule Quando uma energia passa através de um condutor, parte da energia elétrica se converte em calor. "A quantidade de calor produzida em um condutor é proporcional ao quadrado da intensidade da corrente, e a resistência e ao tempo que dura a passagem da corrente". Produção de Calor: As moléculas muito próximas (nos tecidos muito densos), aumentam a temperatura mais facilmente, pois os movimentos rápidos das moléculas aumentam o atrito e conseqüentemente produzem calor organicamente. Pode ser exemplificado pelo tecido ósseo muscular. Ausência de Fenômenos Eletrolíticos: Devido à alta velocidade de condução das correntes de alta freqüência, não existe a possibilidade de eletrólise. Produção de Corrente de Ondas Curtas A transformação de corrente alta doméstica de 120v e 60 Hz em 500V e 45 MHz é conseguida através de uma fonte de energia que alimenta um oscilador de radiofreqüência, que em seguida passa por um amplificador de potência que gera uma potência necessária para os eletrodos, este amplificador é ligado a um depósito ressonente de saída (sintonizador) que sintoniza o paciente à parte de um circuito, o que permite transmitir o máximo de energia a ele. Quanto mais curta é a longitude de onda, maior a freqüência e maior a penetração. Campo Eletromagnético Segundo estudo de Faraday e Maxwell descobre-se que todo campo elétrico gera um campo magnético e vice-versa, e as ondas eletromagnéticas se propagam na velocidade da luz (3X 108M/seg). v = (. F. IV.3 - MÉTODOS DE TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA AO PACIENTE. Qualquer aparelho que gera corrente elétrica gera também um campo elétrico e campo magnético. A produção e a predominância destes campos depende de algumas características, como tipo de eletrodos, colocação dos eletrodos. A aplicação de ondas curtas. Pode ser transferida através de campo de condensação ou eletrostático ou campo indutivo ou eletromagnéticos. IV.4 - EFEITOS FISIOLÓGICOS Todas as correntes de alta freqüência penetram mais profundamente no corpo do que a radiação infravermelha, por conseguir o paciente ser submetido a diatermia nunca deve ter uma sensação de calor tão intensa quanto aquela produzida pela energia
  • 14. infravermelha. No caso do aquecimento mais moderado, nota-se aumento gradual na vascularização que pode ajudar na resolução de um processo patológico valioso recurso físico para o alívio sintomático da dor, seja ela proveniente de lesões agudas ou mesmo decorrentes de processos por um período de tempo suficientemente longo para possibilitar que ocorra a troca de calor. A temperatura que será produzida nos tecidos de um organismo vivo será modificada por fatores fisiológicos, como a distribuição da temperatura preexistentes e alterações no fluxo. Efeito Fisiológico sobre os Vasos Sanguíneos e Linfáticos O principal efeito é a vasodilataçâo, que é decorrente de um efeito físico básico, a dilatação dos corpos. Quando qualquer corpo sofre intervenção do calor; ocorre uma vibração molecular, que promove um afastamento, levando o corpo a se expandir. A vasodilataçâo inicialmente ocorre nas arteríolas e capilares, que em caso de permanência atinge através, vasos linfáticos e veias. A terapia por ondas curtas, aumenta a irrigação sanguínea da área e eliminação da linfa, o que aumenta a capacidade de reabsorção do tecido. Estudos de Barth e Kern indicam que um calor brando por tempo curto favorece a vasodilataçâo ; ao contrário, tempos prolongados e intensidades elevadas promovem vasoconstrição. Efeitos Fisiológicos sobre o Sangue 1 - Troca dos níveis de glicemia: Após aplicação direta sobre as glândulas endócrinas, onde ocorreu hiperglicemia nos primeiros 35', sendo seguida de hipoglicemia, que dura várias horas, não sendo clara a correlação deste fenômeno com o aumento de metabolismo. 2 - Aumento do aporte de leucócitos nos tecidos adjacentes: Decorre do aumento do fluxo sanguíneo local que aumenta a demanda de 02, nutrientes e leucócitos, levando a um aumento da capacidade de fagocitose. Todo este mecanismo traduz-se em aumento de metabolismo. 3 - Tempo de coagulação diminuída e diminuição da viscosidade do sangue: A diminuição da viscosidade do sangue é decorrente de uma alteração física do calor. ) O calor quando incide sobre um corpo diminui a coesão intermolecular, fluidificando os líquidos). Efeitos Fisiológicos sobre o Metabolismo O aumento do fluxo sanguíneo local proporciona o aumento de 02 e nutrientes das
  • 15. regiões e acelera a retirada de catabólicos, favorecendo a exceção. Efeitos Fisiológicos sobre o Sistema Nervoso Ao nível do SNC as aplicações locais (na hipófise) podem influenciar a atividade das glândulas com a elevação do fluxo sanguíneo e disseminação para outras áreas até atingir o SNC, onde esta localizado o centro hipotalâmico responsável pelo controle de temperatura corporal. Já no sistema nervoso periférico, as fibras nervosas periféricas têm sua velocidade e condução aumentada em conseqüência do calor. Efeitos Fisiológicos do tecido Muscular Relaxa a musculatura, facilita a transmissão nervosa e através da vasodilataçâo promove a captação da toxina no trabalho muscular. Destruição Tecidual Este efeito só será ativado no caso de calor excessivo, que irá irritar o tecido, promovendo uma coagulação por desnaturação da proteínas (queimadura). Diminuição da Dor. Inibição nas terminações nervosas sensitivas; Relaxamento muscular em decorrência do aumento do fluxo sanguíneo local, que favorece o aumento de metabolismo e drenagem de catabólicos. Diminuição da Pressão Arterial Em situações normais, quando o calor incide sobre um corpo, primeiro ocorre vasodilatação, seguida de diminuição da viscosidade do sangue. Efeitos Gerais 1 - Cansaço e necessidade de dormir: ocorre em aplicações gerais e prorrogadas, em decorrência do aumento de temperatura geral. 2 - Efeitos acumulados: a energia de ondas curtas poderá ser acumulada também por pequenas doses; é o que ocorre facilmente com os terapeutas que manuseiam os equipamentos de diatermia, que são os mesmos sintomas dos técnicos que trabalham com ondas de radiodifusão, estes são: depressão, ansiedade, cansaço cefaléia, insônia. IV.5 - DOSIMETRIA a) Calor muito Débil - imediatamente abaixo do limiar de sensibilidade imperceptível. b) Calor Débil - imediatamente perceptível c) Calor Médio - Sensação dará de calor d) Calor Forte - no limite de tolerância
  • 16. IV.6- TEMPO DE APLICAÇÃO De um modo geral, preconiza-se 20 a 25 minutos de aplicação. V1.7 - INDICAÇÕES * Afecções traumáticas do tecido mole; * Cervicalgia; * Dorsalgia; * Lombalgia; * Sacralgia; * Epicondilite; * mialgia; * Tendinite, * Fibrose; * Sinovite; * Tenoreaginite * Capsulite; * Periostite; * Bursite; * Miosite; * Ostite; * Tenossinovite * Espasmo muscular; * Miogelose; * Ciatalgia; * Lombociatalgia; * Neuralgia; * Cervicobraquialgia * Neurite; * Processos inflamatórios crônicos; * Neuropatias, especialmente ciática; * Artrite crônica; * Contusões, etc. V1.8 - CONTRA INDICAÇÕES * Neoplasma * Marcapasso * Gravidez * Tuberculose * Febre * Artrite e artrose * Implantes metálicos * Transtornos de sensibilidade (relativo) * Transtornos circulatórios (flebites, arteriosclerose -relativo) * Cardiopatas descompensados
  • 17. * Fase aguda das patologia * Período menstrual * Tecidos expostos a radioterapia * Hemorragia * Região dos olhos (opacifica o cristalino - humos aquoso) * Áreas com tecido adiposo muito espesso (maior que 3 cm de espessura) * Hemofilia * Fármacos anti-coagulantes. ONDAS CURTAS PULSÁTIL No ondas curtas contínuo a produção de calor ocorre pelo atrito provocado por uma corrente de alta freqüência, sofrendo resistência ao tentar passar por alguns tecidos, com este atrito e constante, a produção de calor é intensa. No ondas curtas pulsátil esta vibração não é contínua e o calor que seria somado se dispersa nos intervalos de pausa. Efeitos Terapêuticos Os efeitos alcançados pelo ondas curtas pulsátil são mais evidentes, produzindo excelente resposta: * Em acelerar a cicatrização de feridas * Reabsorção rápida de hematomas e edemas * Analgesia rápida * Potente estimulador da circulação periférica. CONCLUSÃO O nosso corpo possui energia bioelétrica, e essa energia, aliada à energia dos equipamentos, aumenta a probabilidade de reparação tecidual. Como foi exposto, a Eletroterapia atua de diversas formas auxiliando no tratamento fisioterapêutico. Conhecer seus meios, efeitos, indicações e contra-indicações é de vital importância para os estudantes e profissionais fisioterapeutas. Esperamos Ter oferecido um conteúdo que propicie aos leitores esse conhecimento. Indicações: Processos inflamatórios e álgicos(dor);
  • 18. Lesões de nervos periféricos; Alterações de sensibilidade; Transtornos circulatórios; Estimulação da irrigação sanguínea. Contra Indicações: Cefaléia(dor de cabeça) ou vertigens durante o tratamento; Áreas Cardíacas; Irritabilidade cutânea; Os aparelhos por mim utilizados são todos relacionados à alguma patologia traumato- ortopédica, podem ser utilizados no consultório, na casa do paciente ou até mesmo na própria academia. São eles: Tens : Estimulação sensitiva transcutânea diferencial das fibras proprioceptivas do tato, a grande velocidade de condução. Consiste basicamente de um circuito eletrônico, o qual produz estímulos em frequências variáveis, podendo variar a intensidade destes estímulos, bem como a sua frequência. Estes pulsos podem ser obtidos através de dois ou quatro canais que serão aplicados à superfície do paciente de acordo com métodos e cuidados especiais. Suas principais vantagens são: método não invasivo, não tóxico, não causa dependência física ou psicológica, não apresenta efeitos colaterais. Possibilidades de uso terapêutico: lombalgias, ciatalgias, cervicalgias, dores articulares, tendinite, contusões, miosites, etc. Contra-indicações: não usar sobre as regiões carótidas, gravidez, AVC, epilipsia, em queimaduras. Laser :
  • 19. A palavra Laser significa "Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação." A polarização do Laser, permite uma dispersão mínima, ou seja, uma emissão paralela, ao contrário do que acontece com a luz comum. Isto permite focalizar pontos de diâmetro muito pequeno, com uma alta concentração de energia. Efeitos Primários: Bioquímicos, bioelétrico e bioenergético. Efeitos Secundários: Estímulo a microcirculação, estímulo trófico celular. Efeitos Terapêuticos: Analgésico, anti-inflamatório, anti-edematoso, normalizador circulatório, efeito estimulante do trofismo dos tecidos. Indicações: Traumatismos musculares, tendinites, neurites, artrites, atrose, em cicatrizes, em neuralgias, em hematomas, etc. Contra-indicações: Irradiação direta sobre a retina, irradiação em focos bacterianos agudos, durante a gravidez, pacientes com disfunções tireóideas, marca passos. Ultra-som : Como o próprio nome sugere, são ondas de som, são vibrações mecânicas num meio elástico. É utilizado para o tratamento de problemas do sistema músculo-esqueletal. A maioria dos tratamentos requer um tempo de aplicação por um tempo de 5 minutos e repetição de 1 vez por dia até 3 vezes por semana. Efeitos mecânicos: Pelas vibrações longitudinais, ocorre uma variação de pressão positiva e negativa, elementos da célula são obrigados a se moverem, fazendo um efeito de micromassagem, aumentando assim o metabolismo celular, o fluxo sanguíneo e o suprimento de oxigênio. Efeitos térmicos: Aumento da extensibilidade do colágeno, sendo assim indicado para recuperação de patologias causadas pela contração dos tendões, ligamentos e juntas capsulares. Onde há limitação dos movimentos, como na artrite reumatóide, o tratamento é muito recomendado. Indicações: Artroses, periartrites crônicas, mialgias, mielites, miosites, tendinites, bursites, neuralgias, reumatismos, dores ciáticas, contusões, distensões, edemas, torcicolos, cicatrizes, artrites, traumatismos, etc. Contra-indicações: Cérebro, útero na gravidez, globo ocular, portadores de marcapasso, órgãos reprodutores, tumores, infecções agudas.