Educação Permanente 
Disciplina 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES 
EM SAÚDE COLETIVA 
Elomar Barilli 
Katia Reis 
Gideon Borges 
Sob o olhar de Moacir Gadotti
Baseado no livro A EDUCAÇÃO CONTRA A 
EDUCAÇÃO de Moacir Gadotii. 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
O que é? Para que serve? 
Diferentes termos para um mesmo 
significado? 
Ou diferentes termos para diferentes 
significados? 
Princípio teórico 
noção 
estratégia 
projeto 
ação 
educacional 
político 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Qual(is) o(s) 0bjetivo(s) da educação permanente? 
Bertrand Schwartz ( L´éducacion demain, p. 56) 
[...]formar uma sociedade mais aberta e mais integrada, pluralista, igualitária... 
Visa formar Um homem desenvolvido física e intelectualmente, autônomo, 
criativo, inserido socialmente 
E Faure 
[...]formar o homem completo, real, acabado e uma sociedade moderna, educativa 
OCDE 
Visa formar o ser integral e isso implica desenvolvimento individual... 
Jocher 
... e a formação da personalidade... 
OCDE 
[...] certamente a educação permanente vai dar ao homem uma chance de viver... 
Ideias vagas..... projetos de futuro... Modismo... 
uma projeção otimista de educação ?????????? 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
As vantagens de um quadro conceitual 
impreciso, é que 
cada um pode modelá-lo 
segundo suas necessidades e interesses 
(Gadotti, p. 74) 
O que é Educação Permanente? 
Depende do objetivo, as tarefas, as 
funções etc., atribuídas à ela 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
de onde veio? 
Origem da noção de permanência 
a Educação Permanente não é uma ideia recente. Na China o filósofo Lao-Tsé, 
séculos antes de Cristo, dizia que “... todo estudo é interminável” (TAO TÖ KING, 
1967 p. 84 apud GADOTTI, 1982 p. 56). 
Então, a Educação Permanente é uma expressão recente de uma 
preocupação antiga 
Ainda cita o mito de Prometeu e na Republica ideal de Platão, quando diz que a 
educação “[...] é o primeiro dos mais belos privilégios”. 
Historicamente, a educação 
livre e contínua sempre foi 
privilégio de alguns... Então 
EEPP 
Extensão de 
privilégios 
Democratização do 
acesso ao saber 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES EEdduuccaaççããoo PPeerrmmaanneennttee 11 EM SAÚDE COLETIVA
de onde veio? 
• França – 1891: Constituição - Será criada e organizada uma instrução pública 
comum a todos os cidadãos, gratuita no que se refere ao ensino indispensável a todos os 
homens (FRANÇA, 1791 apud GADOTTI,1982, p. 58 
• Inglaterra – 1919: Relatório do Ministério da Reconstrução - A 
educação deve corresponder às necessidades sentidas pelas pessoas durante toda a 
vida. 
• França – 1938: Gaston Bachelard – educação contínua no decorrer da vida 
inteira, sob pena de negar a própria cultura científica, pois sem escola permanente não 
existe ciência. 
• França - 1946: Plano Langevin- Wallon da Reforma do Ensino: A nova 
organização do ensino deve permitir o contínuo aperfeiçoamento do cidadão e do 
trabalhador. 
• França – 1955: Pierre Arents - Liga Francesa: emprega o termo 
EDUCAÇÃO PERMANENTE pela 1ª vez 
• 1956 – EP foi oficializada em um projeto do Ministério da Educação...... A 
promoção do trabalho já não pode ser assegurada pela oficina ou pela fábrica. 
Cabe à Educação Permanente promovê-la. 
• 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Aprendizagem 
continuada 
Exigência 
das pressões 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
“Bum” de iniciativas em EP 
Até 1970, 5.564 títulos foram publicados em francês. 
Evolução de um campo de estudo em 
educação 
A Educação Permanente passou a ser o 
princípio da Política Educacional da 
UNESCO, divulgada pelo projeto 
“Cidade Educativa” 
Centro de pesquisa em EP 
Criação de EP em Montreal 
Cidade Educativa – 1970 : 
UNESCO 
UNESCO, Conselho da Europa e Organização da Cooperação e 
Desenvolvimento Econômico – após 1968 – substituir o sistema 
“tradicional” de ensino por um sistema de EP. 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Fases cronológicas da EP 
ddee 11996666 aa 11997711 - fase conceitual – como oferecer a cada cidadão uma 
educação a cada indivíduo, durante toda a vida, adaptada às necessidades 
econômicas, sociais e motivações pessoais? 
ddee 11997722 aa 11997788 -- fase operacional avaliação dos programas 
atualmente... 
3 definições para EP 
Como um processo contínuo do desenvolvimento individual, no qual o 
individuo progride de acordo com sua necessidade e condições. 
com um princípio de organização de um sistema global de formação, 
exerce uma ação renovadora Coloca um sistema escolar mais flexível 
e amplo. 
como uma estratégia de formação para o desenvolvimento cultural, 
seu objetivo é orientar uma política de recursos humanos visando o 
desenvolvimento cultural 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
educação permanente 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Como evento 
Evento – algo que traz significado.... Que vem.. Por isso ultrapassa 
o fato (p. 55). 
A Educação Permanente tem suas raízes no real, ou seja, na 
evolução real da educação 
PPrroocceessssoo 
eemm ccuurrssoo 
VViissããoo 
ddee ffuuttuurroo 
EEdduuccaaççããoo 
PPeerrmmaanneennttee 
Educação do amanhã 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
CCoommoo ddiissccuurrssoo 
Diversidade e imprecisão 
Expectativa 
de conceitos (p. 74) 
remédio para todos os 
males 
ambiguidade 
Mas o discurso da EP 
não caiu do céu Nos EUA, em 1970, mais 
de 60 milhões de pessoas 
recebendo educação fora 
da escola 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
CCoommoo ddiissccuurrssoo 
Consenso entre os autores 
Valor da educação como preparação do homem para o mundo, logo a 
educação deve ser global e permanente. 
11 
22 Importância da EP para a vida toda 
A necessidade de uma educação de caráter permanente para uma 
sociedade de mudança. 33 
A extensão de uma educação que mais do que uma qualificação para o 
trabalho, significa uma educação para toda a vida. Assim, ultrapassa os 
limites da educação de adultos (vai da pré-escola ao ensino superior e 
extra-escolar). 
44 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
CCoommoo ddiissccuurrssoo 
!! Os autores do relatório discordam quanto ao conceito, objetivos e função 
A tendência de globalização princípio de estruturação que funda a EP 
como sistema completo, corrente e integrado projeto de 
sociedade. 
55 
Educação Educação 
Permanente 
repensar 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Como projeto e ação 
Responder às exigências do presente 
permanente 
Forjar o futuro 
Tecnologia educacional 
Projeto de 
futuro 
Mobilização 
Realidade - rede de estabelecimentos 
educacionais completos, onde a 
tecnologia mediaria as relações de 
aprendizagem Sef-servicel 
Instituições 
Pesquisadores 
Poder público 
Instituições 
Pesquisadores 
Poder público 
Se a EP é projeto e é 
ação...... Quem deve 
pensá-lo? Como? 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
é um(a) 
Outros tipos de formação onde o aluno é 
colocado em situação de trabalho real para 
aprender o ofício ou uma profissão. 
noção 
princípio 
princípio organizador 
sistema 
modelo 
meio 
ideologia 
doutrina 
tema livre 
O que é Educação 
Permanente? 
Depende do objetivo, as 
tarefas, as funções etc., 
atribuídas à ela 
(Rasmussen p.2) 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
FFUUNNÇÇÕÕEESS D DAA E EDDUUCCAAÇÇÃÃOO P PEERRMMAANNEENNTTEE ( (TTaarrddyy, ,p p. .3 366)) 
Formação geral, promoção humana, promoção da mulher, acesso à cultura, 
cultura popular, vulgarização do saber, formação profissional, 
aperfeiçoamento profissional, promoção social, treinamento para mudança 
social, formação sindical, educação cívica e política e organização do lazer. 
No relatório da UNESCO, a educação permanente, embora preconizando o modelo 
escolar, não se apresenta como uma escolarização interminável (como afirma Ivan 
Illich), mas oferece uma alternativa à escolarização, alargando o seu conceito e o 
próprio conceito da educação (In: Godotti, p. 79). 
A Educação Permanente não coloca o monopólio institucional na sua tarefa 
(necessária) de educar os indivíduos. Pelo contrário... Estender o domínio da 
educação: lazer, vida em família, participação social, vida profissional e a outros 
aspectos da existência humana (Quatro Estudos, 215 In: Godotti, p. 79). Preconiza-se, 
portanto, um reforço considerável às instituições que atualmente se 
responsabilizam pela educação (p. 79). 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Realidade / 
polcítoicnoteexctoonômico social 
FFUUNNÇÇÕÕEESS D DAA E EDDUUCCAAÇÇÃÃOO P PEERRMMAANNEENNTTEE ( (TTaarrddyy, ,p p. .3 366)) 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
CONCLUSÕES DO AUTOR 
A partir dos documentos analisados, 
considerando a EP como evento, discurso, 
projeto e ação, por Moacir Gadotti concluiu 
que ...... 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
CCoonncclulussõõeess a a p paarrttirir d daass c caatteeggoorriaiass d dee a annáálilsisee 
O discurso veicula o projeto (projeção) educacional 
que não fica somente ao nível do discurso, mas 
se prolonga em uma ação concreta. 
Da mesma forma, essa ação intervém 
diretamente sobre o projeto. Ela o 
com-condiciona 
e dá peso. 
Assim fenômeno, discurso, projeto, e 
ação formam um todo homogêneo. 
A Ep pode ser considerada como um dis-curso 
sobre educação, como fenômeno 
ob-servável, 
como projeto educacional e como 
ação pedagógica orientada para uma finalida-de, 
mas todas estas categorias formam um só 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA 
fenômeno.
CCoonncclulussõõeess a a p paarrttirir d dee u ummaa l eleitituurraa h hisisttóórricicaa 
A EP é exigida por razões : existenciais, psicológicas, biológicas, econômicas, 
políticas, demográficas, ecológicas... É a resposta para suprir... 
Desenvolver novas 
competência 
Assumir novos postos de 
trabalho 
A sociedade precisa de 
funcionários com uma 
formação sólida para 
instauração da democracia 
moderna 
A EP se manifesta através de medidas, investimentos, leis, estruturas, instituições, 
estratégias, programas, métodos..... Toda ação visando transformar o atual sistema 
de ensino e adaptar os indivíduos à mudança provocada pela técnica, pela ciência e 
o modo industrial de produção (p.95). 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Educação 
permanente 
1 
2 
3 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
1 ideologia 
Visão Marx e de Engel 
Expressões 
das 
relações 
materiais 
Ideologia 
= 
dominaçã 
o 
Não considerar a EP 
como uma verdade 
absoluta 
Expressão ideal e a 
representação dos 
interesses econômicos 
Aquisição de 
novos métodos 
de trabalho 
entre conteúdo 
exige 
Interação 
e prática 
Reformulação 
do sistema de 
ensino 
Abertura dos 
limites 
institucionais 
Proliferação 
das instituições 
Adaptar o 
trabalhador para a 
sociedade 
tecnocrata 
Globalização 
da educação 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
A Educação Permanente como exigência do 
modo industrial de produção 
Novos valores 
Cultura de inovação técnica e científica 
Progresso 
1 ideologia 
A revolução industrial Necessidade de educativa permanente 
Mudanças trazidas pela evolução 
da economia capitalista 
Globalizar, planificar, rentabilizar 
e unificar a educação 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
mecanismo de dependência sócio-cultural 
Resgatar os traços fundamentais 
do ato de ensinar 
Ultrapassando a ideia 
de Marx, o homem não 
é só um produto 
A EP exige uma praxis efetiva: não basta 
criar diferentes formações para 
tratar problemas antigos (p.163) 
A dialética HOMEM-MUNDO-OUTRO 
é necessário um 
sistema de ensino que 
universalize o discurso 
capitalista 
Inovação tecnológica 
pedagogização 
Experimentação 
inflação pedagógica 
22 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
mecanismo de dependência sócio-cultural 
Resgatar os traços fundamentais 
do ato de ensinar 
Ultrapassando a ideia 
de Marx, o homem não 
é só o que produz 
A EP exige uma praxis efetiva: não basta 
criar diferentes formações para 
tratar problemas antigos (p.163) 
A dialética HOMEM-MUNDO-OUTRO 
é necessário um 
sistema de ensino que 
universalize o discurso 
capitalista 
Inovação tecnológica 
pedagogização 
experimentação 
22 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
3 despolitização de massa 
Nas sociedades modernas a noção de “poder” foi substituída por “competência” 
(autoridade do perito politicamente neutro) (p. 130) 
O homem competente (tecnológico), organiza racionalmente as sociedades através 
da ciência da planificação. 
A EP entra para subsidiar uma “democracia” baseada na funcionalidade e 
racionalidade 
Este modelo autoritário exclui a consciência política e a participação popular 
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Sociedade em mudança 
Proporcionar um excedente de 
formação profissional para torná-las 
mais rentáveis e melhor adaptadas às 
novas exigências econômicas e 
industriais 
Projeto de 
sociedade global 
fundada no capital 
– Produção do 
Saber tecnocrático 
(p.126) 
A EP pode ser considerada um 
projeto de educação, de uma 
ideologia (p.106) que ajuda a 
dissimular as desigualdades com 
vistas a integrar a educação ao 
sistema econômico 
Ideologia capitalista 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
A educação tem um papel político fundamental enquanto preparação para a 
democracia (p.157) 
Sociedade 
compartilhada 
Interação no 
conhecimen-to: 
participar 
com as coisas 
materiais e espirituais 
O homem jamais termina 
de tornar-se homem 
É o homem que 
se educa 
A Educação Permanente 
resgatando a existência 
do homem se tornará 
uma virtude. 
reorientar a educação 
para o ser e não para o ter 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
algumas questões 
O trabalho de Moacir Gadotti foi elaborado na década de 80. Mas o que as suas 
palavras ainda guardam de realidade neste novo século? 
A educação é neutra ou trabalha segundo um projeto de sociedade? 
As finalidades propostas pela concepção de educação permanente presente 
nos documentos estudados por Gadotti, perdura nos dias de hoje? 
Se a educação é importante para a formação do ser integral e, por isso, deve 
ser integral e permanente, por que o acesso não é tratado de forma universal? 
Se a expectativa é que a educação permanente atue como um sistema 
completo Suprindo as demandas de uma nova sociedade (futuro) e as 
carências da sociedade atual (insuficiências do aparelho educacional), este 
sistema seria ainda o escolar? (p.9) 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
Werthein, Jorge 
Fundamentos da nova educação/Jorge Werthein e Célio do Cunha. – 
Brasília : UNESCO, 2000. 
84p. – (Cadernos UNESCO. Série educação; 5). 
1. Educação I. Cunha, Célio da II. UNESCO III. Título IV. Série. 
[...] a educação pode colocar-se como fator de coesão, procurando ter em conta a 
diversidade dos indivíduos e dos grupos humanos, evitando por conseguinte, continuar a ser 
um fator de exclusão social. Afinal, para além da multiplicidade dos talentos individuais, a 
educação confronta-se com a riqueza das expressões culturais dos vários grupos que 
compõem a sociedade (p.21) 
Os pilares do conhecimento foram caracterizados pelo Relatório Delors da seguinte forma 
Aprender a Conhecer , Aprender a Fazer , Aprender a viver junto, Aprender a ser 
Novos termos para expressar a mesma ideologia? 
Evolução ou jogo de palavras? 
http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001297/129766por.pdf 
INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA

Educação Permanente

  • 1.
    Educação Permanente Disciplina INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES EM SAÚDE COLETIVA Elomar Barilli Katia Reis Gideon Borges Sob o olhar de Moacir Gadotti
  • 2.
    Baseado no livroA EDUCAÇÃO CONTRA A EDUCAÇÃO de Moacir Gadotii. INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 3.
    O que é?Para que serve? Diferentes termos para um mesmo significado? Ou diferentes termos para diferentes significados? Princípio teórico noção estratégia projeto ação educacional político INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 4.
    Qual(is) o(s) 0bjetivo(s)da educação permanente? Bertrand Schwartz ( L´éducacion demain, p. 56) [...]formar uma sociedade mais aberta e mais integrada, pluralista, igualitária... Visa formar Um homem desenvolvido física e intelectualmente, autônomo, criativo, inserido socialmente E Faure [...]formar o homem completo, real, acabado e uma sociedade moderna, educativa OCDE Visa formar o ser integral e isso implica desenvolvimento individual... Jocher ... e a formação da personalidade... OCDE [...] certamente a educação permanente vai dar ao homem uma chance de viver... Ideias vagas..... projetos de futuro... Modismo... uma projeção otimista de educação ?????????? INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 5.
    As vantagens deum quadro conceitual impreciso, é que cada um pode modelá-lo segundo suas necessidades e interesses (Gadotti, p. 74) O que é Educação Permanente? Depende do objetivo, as tarefas, as funções etc., atribuídas à ela INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 6.
    de onde veio? Origem da noção de permanência a Educação Permanente não é uma ideia recente. Na China o filósofo Lao-Tsé, séculos antes de Cristo, dizia que “... todo estudo é interminável” (TAO TÖ KING, 1967 p. 84 apud GADOTTI, 1982 p. 56). Então, a Educação Permanente é uma expressão recente de uma preocupação antiga Ainda cita o mito de Prometeu e na Republica ideal de Platão, quando diz que a educação “[...] é o primeiro dos mais belos privilégios”. Historicamente, a educação livre e contínua sempre foi privilégio de alguns... Então EEPP Extensão de privilégios Democratização do acesso ao saber INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES EEdduuccaaççããoo PPeerrmmaanneennttee 11 EM SAÚDE COLETIVA
  • 7.
    de onde veio? • França – 1891: Constituição - Será criada e organizada uma instrução pública comum a todos os cidadãos, gratuita no que se refere ao ensino indispensável a todos os homens (FRANÇA, 1791 apud GADOTTI,1982, p. 58 • Inglaterra – 1919: Relatório do Ministério da Reconstrução - A educação deve corresponder às necessidades sentidas pelas pessoas durante toda a vida. • França – 1938: Gaston Bachelard – educação contínua no decorrer da vida inteira, sob pena de negar a própria cultura científica, pois sem escola permanente não existe ciência. • França - 1946: Plano Langevin- Wallon da Reforma do Ensino: A nova organização do ensino deve permitir o contínuo aperfeiçoamento do cidadão e do trabalhador. • França – 1955: Pierre Arents - Liga Francesa: emprega o termo EDUCAÇÃO PERMANENTE pela 1ª vez • 1956 – EP foi oficializada em um projeto do Ministério da Educação...... A promoção do trabalho já não pode ser assegurada pela oficina ou pela fábrica. Cabe à Educação Permanente promovê-la. • INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 8.
    Aprendizagem continuada Exigência das pressões INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 9.
    “Bum” de iniciativasem EP Até 1970, 5.564 títulos foram publicados em francês. Evolução de um campo de estudo em educação A Educação Permanente passou a ser o princípio da Política Educacional da UNESCO, divulgada pelo projeto “Cidade Educativa” Centro de pesquisa em EP Criação de EP em Montreal Cidade Educativa – 1970 : UNESCO UNESCO, Conselho da Europa e Organização da Cooperação e Desenvolvimento Econômico – após 1968 – substituir o sistema “tradicional” de ensino por um sistema de EP. INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 10.
    Fases cronológicas daEP ddee 11996666 aa 11997711 - fase conceitual – como oferecer a cada cidadão uma educação a cada indivíduo, durante toda a vida, adaptada às necessidades econômicas, sociais e motivações pessoais? ddee 11997722 aa 11997788 -- fase operacional avaliação dos programas atualmente... 3 definições para EP Como um processo contínuo do desenvolvimento individual, no qual o individuo progride de acordo com sua necessidade e condições. com um princípio de organização de um sistema global de formação, exerce uma ação renovadora Coloca um sistema escolar mais flexível e amplo. como uma estratégia de formação para o desenvolvimento cultural, seu objetivo é orientar uma política de recursos humanos visando o desenvolvimento cultural INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 11.
    educação permanente INTRODUÇÃOÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 12.
    Como evento Evento– algo que traz significado.... Que vem.. Por isso ultrapassa o fato (p. 55). A Educação Permanente tem suas raízes no real, ou seja, na evolução real da educação PPrroocceessssoo eemm ccuurrssoo VViissããoo ddee ffuuttuurroo EEdduuccaaççããoo PPeerrmmaanneennttee Educação do amanhã INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 13.
    CCoommoo ddiissccuurrssoo Diversidadee imprecisão Expectativa de conceitos (p. 74) remédio para todos os males ambiguidade Mas o discurso da EP não caiu do céu Nos EUA, em 1970, mais de 60 milhões de pessoas recebendo educação fora da escola INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 14.
    CCoommoo ddiissccuurrssoo Consensoentre os autores Valor da educação como preparação do homem para o mundo, logo a educação deve ser global e permanente. 11 22 Importância da EP para a vida toda A necessidade de uma educação de caráter permanente para uma sociedade de mudança. 33 A extensão de uma educação que mais do que uma qualificação para o trabalho, significa uma educação para toda a vida. Assim, ultrapassa os limites da educação de adultos (vai da pré-escola ao ensino superior e extra-escolar). 44 INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 15.
    CCoommoo ddiissccuurrssoo !!Os autores do relatório discordam quanto ao conceito, objetivos e função A tendência de globalização princípio de estruturação que funda a EP como sistema completo, corrente e integrado projeto de sociedade. 55 Educação Educação Permanente repensar INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 16.
    Como projeto eação Responder às exigências do presente permanente Forjar o futuro Tecnologia educacional Projeto de futuro Mobilização Realidade - rede de estabelecimentos educacionais completos, onde a tecnologia mediaria as relações de aprendizagem Sef-servicel Instituições Pesquisadores Poder público Instituições Pesquisadores Poder público Se a EP é projeto e é ação...... Quem deve pensá-lo? Como? INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 17.
    é um(a) Outrostipos de formação onde o aluno é colocado em situação de trabalho real para aprender o ofício ou uma profissão. noção princípio princípio organizador sistema modelo meio ideologia doutrina tema livre O que é Educação Permanente? Depende do objetivo, as tarefas, as funções etc., atribuídas à ela (Rasmussen p.2) INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 18.
    FFUUNNÇÇÕÕEESS D DAAE EDDUUCCAAÇÇÃÃOO P PEERRMMAANNEENNTTEE ( (TTaarrddyy, ,p p. .3 366)) Formação geral, promoção humana, promoção da mulher, acesso à cultura, cultura popular, vulgarização do saber, formação profissional, aperfeiçoamento profissional, promoção social, treinamento para mudança social, formação sindical, educação cívica e política e organização do lazer. No relatório da UNESCO, a educação permanente, embora preconizando o modelo escolar, não se apresenta como uma escolarização interminável (como afirma Ivan Illich), mas oferece uma alternativa à escolarização, alargando o seu conceito e o próprio conceito da educação (In: Godotti, p. 79). A Educação Permanente não coloca o monopólio institucional na sua tarefa (necessária) de educar os indivíduos. Pelo contrário... Estender o domínio da educação: lazer, vida em família, participação social, vida profissional e a outros aspectos da existência humana (Quatro Estudos, 215 In: Godotti, p. 79). Preconiza-se, portanto, um reforço considerável às instituições que atualmente se responsabilizam pela educação (p. 79). INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 19.
    Realidade / polcítoicnoteexctoonômicosocial FFUUNNÇÇÕÕEESS D DAA E EDDUUCCAAÇÇÃÃOO P PEERRMMAANNEENNTTEE ( (TTaarrddyy, ,p p. .3 366)) INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 20.
    CONCLUSÕES DO AUTOR A partir dos documentos analisados, considerando a EP como evento, discurso, projeto e ação, por Moacir Gadotti concluiu que ...... INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 21.
    CCoonncclulussõõeess a ap paarrttirir d daass c caatteeggoorriaiass d dee a annáálilsisee O discurso veicula o projeto (projeção) educacional que não fica somente ao nível do discurso, mas se prolonga em uma ação concreta. Da mesma forma, essa ação intervém diretamente sobre o projeto. Ela o com-condiciona e dá peso. Assim fenômeno, discurso, projeto, e ação formam um todo homogêneo. A Ep pode ser considerada como um dis-curso sobre educação, como fenômeno ob-servável, como projeto educacional e como ação pedagógica orientada para uma finalida-de, mas todas estas categorias formam um só INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA fenômeno.
  • 22.
    CCoonncclulussõõeess a ap paarrttirir d dee u ummaa l eleitituurraa h hisisttóórricicaa A EP é exigida por razões : existenciais, psicológicas, biológicas, econômicas, políticas, demográficas, ecológicas... É a resposta para suprir... Desenvolver novas competência Assumir novos postos de trabalho A sociedade precisa de funcionários com uma formação sólida para instauração da democracia moderna A EP se manifesta através de medidas, investimentos, leis, estruturas, instituições, estratégias, programas, métodos..... Toda ação visando transformar o atual sistema de ensino e adaptar os indivíduos à mudança provocada pela técnica, pela ciência e o modo industrial de produção (p.95). INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 23.
    Educação permanente 1 2 3 INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
  • 24.
    1 ideologia VisãoMarx e de Engel Expressões das relações materiais Ideologia = dominaçã o Não considerar a EP como uma verdade absoluta Expressão ideal e a representação dos interesses econômicos Aquisição de novos métodos de trabalho entre conteúdo exige Interação e prática Reformulação do sistema de ensino Abertura dos limites institucionais Proliferação das instituições Adaptar o trabalhador para a sociedade tecnocrata Globalização da educação INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    A Educação Permanentecomo exigência do modo industrial de produção Novos valores Cultura de inovação técnica e científica Progresso 1 ideologia A revolução industrial Necessidade de educativa permanente Mudanças trazidas pela evolução da economia capitalista Globalizar, planificar, rentabilizar e unificar a educação INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    mecanismo de dependênciasócio-cultural Resgatar os traços fundamentais do ato de ensinar Ultrapassando a ideia de Marx, o homem não é só um produto A EP exige uma praxis efetiva: não basta criar diferentes formações para tratar problemas antigos (p.163) A dialética HOMEM-MUNDO-OUTRO é necessário um sistema de ensino que universalize o discurso capitalista Inovação tecnológica pedagogização Experimentação inflação pedagógica 22 INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    mecanismo de dependênciasócio-cultural Resgatar os traços fundamentais do ato de ensinar Ultrapassando a ideia de Marx, o homem não é só o que produz A EP exige uma praxis efetiva: não basta criar diferentes formações para tratar problemas antigos (p.163) A dialética HOMEM-MUNDO-OUTRO é necessário um sistema de ensino que universalize o discurso capitalista Inovação tecnológica pedagogização experimentação 22 INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    3 despolitização demassa Nas sociedades modernas a noção de “poder” foi substituída por “competência” (autoridade do perito politicamente neutro) (p. 130) O homem competente (tecnológico), organiza racionalmente as sociedades através da ciência da planificação. A EP entra para subsidiar uma “democracia” baseada na funcionalidade e racionalidade Este modelo autoritário exclui a consciência política e a participação popular INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    Sociedade em mudança Proporcionar um excedente de formação profissional para torná-las mais rentáveis e melhor adaptadas às novas exigências econômicas e industriais Projeto de sociedade global fundada no capital – Produção do Saber tecnocrático (p.126) A EP pode ser considerada um projeto de educação, de uma ideologia (p.106) que ajuda a dissimular as desigualdades com vistas a integrar a educação ao sistema econômico Ideologia capitalista INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    A educação temum papel político fundamental enquanto preparação para a democracia (p.157) Sociedade compartilhada Interação no conhecimen-to: participar com as coisas materiais e espirituais O homem jamais termina de tornar-se homem É o homem que se educa A Educação Permanente resgatando a existência do homem se tornará uma virtude. reorientar a educação para o ser e não para o ter INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    algumas questões Otrabalho de Moacir Gadotti foi elaborado na década de 80. Mas o que as suas palavras ainda guardam de realidade neste novo século? A educação é neutra ou trabalha segundo um projeto de sociedade? As finalidades propostas pela concepção de educação permanente presente nos documentos estudados por Gadotti, perdura nos dias de hoje? Se a educação é importante para a formação do ser integral e, por isso, deve ser integral e permanente, por que o acesso não é tratado de forma universal? Se a expectativa é que a educação permanente atue como um sistema completo Suprindo as demandas de uma nova sociedade (futuro) e as carências da sociedade atual (insuficiências do aparelho educacional), este sistema seria ainda o escolar? (p.9) INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA
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    Werthein, Jorge Fundamentosda nova educação/Jorge Werthein e Célio do Cunha. – Brasília : UNESCO, 2000. 84p. – (Cadernos UNESCO. Série educação; 5). 1. Educação I. Cunha, Célio da II. UNESCO III. Título IV. Série. [...] a educação pode colocar-se como fator de coesão, procurando ter em conta a diversidade dos indivíduos e dos grupos humanos, evitando por conseguinte, continuar a ser um fator de exclusão social. Afinal, para além da multiplicidade dos talentos individuais, a educação confronta-se com a riqueza das expressões culturais dos vários grupos que compõem a sociedade (p.21) Os pilares do conhecimento foram caracterizados pelo Relatório Delors da seguinte forma Aprender a Conhecer , Aprender a Fazer , Aprender a viver junto, Aprender a ser Novos termos para expressar a mesma ideologia? Evolução ou jogo de palavras? http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001297/129766por.pdf INTRODUÇÃO ÀS PRÁTICAS DOCENTES Educação Permanente 1 EM SAÚDE COLETIVA