Niterói
08/09 a 15/09/18
www.dizjornal.com
Zona Sul, Oceânica e Centro de Niterói
2ª Semana
Nº 208
de Setembro
Ano 11
de 2018
RaquelCerino*Foto:JulioCesarCerino
Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores
Circulação Semanal 16 Mil Exemplares Impressos
Diz: A Verdade Escrita
Diretor Responsável: Edgard Fonseca
Página 03
Político nas
Universidades
e nas Escolas
Aparelhamento
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Informes
Expediente
Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ.
Diretor/Editor: Edgard Fonseca
Registro Profíssional MT 29931/RJ
Distribuição, circulação e logística:
Ernesto Guadelupe
Diagramação: Eri Alencar
Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares
Redação do Diz
R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói,
RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634
CEP 24.020-270
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Os artigos assinados são de integral e absoluta
responsabilidade dos autores.
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DG
Lançamento de Candidatura
N
o auditório da antiga Bolsa de Valores, no Centro do Rio de Janeiro, comparece-
ram mais 1500 pessoas, na grande maioria advogados, representantes de diver-
sas entidades, além de presidentes das subseções, das comissões, autoridades e
apoiadores para prestigiar o lançamento da candidatura de Luciano Bandeira à presidência
da OAB- Rio de Janeiro.
De Niterói, foram muitos advogados, numa caravana liderada por Claudio Vianna, pré
candidato a OAB-Niterói, que dentre as grandes comitivas que prestigiaram o encontro,
a niteroiense foi a maior. A presença maciça agradou muito a Luciano Bandeira, aliado de
Claudio Vianna desde primeira hora, que na oportunidade manifestou o integral e irrestrito
apoio à pré candidatura de Claudio Vianna à presidência da subseção de Niterói.
Em seu discurso Luciano Bandeira agradeceu as presenças e ratificou sua luta pela defesa
das prerrogativas, e pelas garantias constitucionais que são fundamentais para o avanço
do processo civilizatório da sociedade. Afirmou no final da sua fala que "o problema com
qualquer advogado é problema meu!"
Inauguração de Comitê Icaraí
O
vereador Bruno Lessa (PSDB), candidato a uma cadeira na Assembléia Legis-
lativa (deputado Estadual), inaugurou o seu Comitê Eleitoral de Icaraí, na Rua
Coronel Moreira César, 42. Demonstrou a força da sua campanha, pois foi muito
prestigiado pelos apoiadores, amigos e membros do seu partido. Ficou lotado. Na foto, a
presença do vereador Casota, um dos grandes entusiastas da campanha de Bruno Lessa.
Helga Mansur, Claudio Vianna, Luciano Bandeira, Fábio Lucas e Hélio Consídera
Discurdo de Bruno Lessa
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Documento
O Aparelhamento Político nas Universidades e Escolas
É evidente que qualquer projeto de Nação, de possibilidade de crescimento,
com todas as questões humanitárias, passa visceralmente por um “projeto de
educação contínua” e de qualidade crescente. A educação é a mola, o molde
e a solução. Entretanto, quando se tem projetos de poder caminhando para-
lelamente, este mote da educação pode ser usado como forma de cooptação,
de lavagem cerebral, para esta ou aquela ideologia. Os poderosos, seja lá de
que lado for, estão atentos a esta questão e disputam espaço nessa área, princi-
palmente quando existe um vácuo de propósitos claros e muitos interesses em
jogo, incluindo os mais venais e inescrupulosos.
E
sta história de ideal brasileiro pode
ser visto de visto de vários ângulos,
e dependendo da carga de interes-
ses, vai forçar situações, de custo
muito alto. Reverter mentalidades constru-
ídas lentamente, também leva tempo para
desconstruir.
O mais grave são os projetos “educacio-
nais” que objetivam a dominação através
do pensamento único. Este é um tema mui-
to intenso para simplificá-lo numa matéria
jornalística. Mas, podemos sugerir que o
leitor leia Hebert Marcuse, Martin Heide-
gger, Antonio Gramsci, apenas para citar
os mais indicados para a compreensão dos
projetos de poder da esquerda radical.
Objetivamente queremos enfocar um com-
portamento usual no Brasil, que não é re-
cente, e nas universidades sempre foram
recorrentes; até pela tendência da maioria,
ainda que humanista, de ver a realidade
através das lentes mais à esquerda. Este é
um processo natural, e diríamos até mesmo
necessário. Entretanto, esquerda nenhu-
ma é perigosa se permite o debate e não
perpetra a imposição, principalmente a do
pensamento único, quando o radical obs-
trui qualquer possibilidade alternativa. O
grande perigo reside na radicalização, no
pensamento totalitário, seja de esquerda,
direita ou qualquer alternativa. A liberdade
de pensamento é o cerne da questão.
O que podemos dizer é que, inteligente-
mente, percebendo a impossibilidade de
tomar o poder pela força, criou-se no Bra-
sil uma disfarçada e progressiva construção
de intelectos cooptados, e direcionados
para um único pensamento, ainda que na-
turalmente existam variantes, mas, estarão
sempre dentro do espectro da esquerda
dominante.
O mais curioso, é que a motivação reativa
é a dominação do capital, das diferenças de
castas sociais, e da “obstrução e acesso aos
bens de consumo”. Nenhum dos coopta-
dos questionam a dominação contrária, e
romanticamente (são imbuídos a achar he-
róico e mais igualitário) acreditam nessa
possibilidade de igualdade social. Igualdade
que é nivelada por baixo. Nas castas dos
dirigentes a igualdade luxuosa só é acessível
para os “graduados”. Os demais, perten-
centes à massa sem massa encefálica, cabe-
rão o trabalho e a manutenção do sistema.
Baseados nessa perspectiva, o PT e seus
aliados, iniciaram a caminhada ao poder via
educação. Sempre existiram focos comu-
nistas dentro do ensino médio, que foram
intensificados e regiamente financiados. O
início de deu através da UNE, pois era pro-
pício e fácil.
Ninguém se engane. Não se faz revolução
de esquerda sem muito dinheiro e muita
cooptação sedutora e corrupta. Entretan-
to, dentro deste pensamento lavado, esta
“moral burguesa” que norteia a nossas leis,
devem ser esquecidas e combatidas. Daí,
apropriar-se indevidamente do dinheiro pú-
blico, é apenas uma expropriação, justa e
digna: “tudo pela causa”, ainda que fora da
lei e sem escrúpulos ou condescendências.
Baseados nesses princípios os governos
petistas, especialmente no período Lula,
para obtenção dos seus intentos, e escu-
dados numa ação irrecusável e necessária
ao país, criou 18 universidades (contrário
do que fez o governo Fernando Henrique),
segundo eles resultando em 360 faculda-
des. Até aí, correto, embora o Brasil pre-
cise muito mais de ensino básico e médio,
do que superior. Mas, aceitemos com um
benefício, que facilitou a muitos o acesso
ao ensino superior. A
grande questão, é que
este benefício, transfor-
mou-se numa espécie
de armadilha. O estu-
dante, especialmente
pobre, foi doutrinado e
“programado a pensar
com manda a cartilha
deles. Os estudantes
tornaram-se, ainda que
sem saber, soldados
úteis, com a alcunha
de obreiros e olheiros.
Um verdadeiro exercito
de jovens que passaram
a acreditar e venerar
líderes corruptos, ines-
crupulosos, e se investigados devidamente,
sanguinários. Enfim, tudo pela causa e con-
tra o capital!
O aparelhamento inicial se fez através do
corpo docente. Os professores foram de-
vidamente alocados e treinados para tarefa
de doutrinação, como uma espécie de sei-
ta. O perigoso “Pensamento Único”, quase
venceu. Como disse o ex ministro Antonio
Palocci, em sua delação: só deu errado por-
que alguns perderam a noção do que faziam
e despertou a reação de contrários. Que até
as urnas eletrônicas eram usadas com fins
eleitorais programados. Sabia-se quem iria
vencer desde o início, até que chegassem à
dominação total.
No Governo Dilma se intensificou o apa-
relhamento nas escolas fundamentais, com
cartilhas de indução a novos princípios e
práticas sexuais, ideologia de gênero e de
implantação da desordem social. O propó-
sito é desmontar a memória social e seus
princípios, anular os núcleos familiares,
tornando-os distróficos e manipuláveis. A
escola é o campo ideal. Caminha-se desde
a base até os professores, diretores até nos
dirigentes, incluindo os reitores. O projeto
é audacioso e inteligente, embora cruel e
sem limites.
A partir dessa perspectiva a sociedade alvo
será paulatinamente dominada, com pro-
jetos aparentemente bem intencionados,
como foi o “Estatuto do Desarmamento”.
Os princípios são convincentes e parecem
nobres, entretanto o objetivo foi desarmar
a população e torná-la vulnerável. Basta
observar o crescimento da criminalidade.
Pode parecer absurdo, mas o crime organi-
zado é parte do projeto de poder e funcio-
na como força auxiliar, embora muitos deles
(criminosos) nem saibam disso. A questão é
transformar a sociedade em reféns e depen-
dentes. Assim, num determinado momento
eles se mostrarão como heróis e benfeito-
res, mas no controle total.
Como disse o Palocci: “não deu tempo para
aparelhar tudo”. Pois as escolas e as uni-
versidades são a porta de entrada, embora
o aparelhamento tenha sido feito em todas
as instâncias; incluindo a Justiça e o Supre-
mo Tribunal Federal, onde existem minis-
tros claramente petistas e outros suspeitos.
Felizmente, não são todos e existe reação
interna. Se assim não fosse estaríamos per-
didos definitivamente, com destino próximo
de uma Venezuela.
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Cultura
Paulo Roberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com
DIZ pra mim... (que eu conto)
Estante
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Literatura- Cinema- Artes Plásticas e Música
Entre a Imitação e a Transgressão Caminha a Arte
C
ada época possui seu estilo, que se
manifesta nas produções culturais e
artísticas, acompanhando a trajetó-
ria do processo histórico. Desde Aristóte-
les em sua “Arte Poética,” até as criações
atuais, vários conceitos e funções da arte
são discutidos e reelaborados. A definição
do “Belo” artístico também sofre modifica-
ções, seguindo o paradigma centrado em
dois eixos primordiais e simbólicos: o de
origem apolínea (do deus Apolo), gerador
do equilíbrio, da harmonia, da transparên-
cia, da suavidade das formas e da idealizada
beleza clássica e o de matriz dionisíaca (do
deus Dionísio), propulsor do desequilíbrio,
da desordem, das sombras, da opulência
dos traços e do desvio dos tradicionais mo-
delos canônicos de perfeição e de pureza.
Do embate conceitual, com variantes ao
longo do tempo, entre os adeptos dos deu-
ses, em seu percurso epifânico ou apoca-
líptico, provém a dificuldade de se definir
a arte, sob um ponto de vista hegemônico.
Sacra ou profana, útil ou mágica e lúdica,
a arte ora imita a vida, ora transgride as
fronteiras do real. Inserem-se no contexto
dionisíaco os artistas transgressores que
violam as normas vigentes, provocam uma
ruptura com a tradição e do caos aparente
criam uma nova filosofia estética.
Destacamos, no período pré-romântico,
a contestação do despotismo clássico e a
celebração da força criadora do vate, que
o romantismo acentua com características
específicas, chegando a pregar o hibridismo
dos gêneros literários, decantando assim
a essência dos mesmos. Victor Hugo, no
“Prefácio de Cromwell”, sacode os baluar-
tes estéticos e ataca o convencionalismo do
padrão de “Beleza” cultivado pelos clássi-
cos, imitado pelos prosélitos da Antiguida-
de, declarando que na natureza, o belo e o
feio coexistem lado a lado. E é preciso acei-
tar a aliança dos contrários na obra de arte,
pois da união do grotesco e do sublime nas-
ce a complexidade do artista moderno, que
se opõe à uniformidade
imitativa dos antigos.
A obra do Aleijadinho é
um exemplo da criativida-
de transgressora da arte
escultórica do barroco
brasileiro.
E os movimentos de van-
guarda revolucionaram
cada vez mais o processo
de criação artística e co-
locaram em pauta a emer-
gência de uma concepção
lúdica da arte, a carnava-
lização dos estilos, a pa-
ródia, a dessacralização
da forma, a antropofagia
oswaldiana e a nova ver-
são do herói – Macuna-
íma, proposta por Mário
de Andrade. Assim, da mimese à metamor-
fose, a arte passeia nos templos da História.
Márcia Pessanha
Mestra em Letras (Literatura Infantil) e
Doutora em Literatura Comparada. Escrito-
ra e Acadêmica. É presidente da Academia
Niteroiense de Letras
- A Academia Niteroiense de Letras/ANL
(Rua Visconde do Uruguai, nº 456 - Cen-
tro), dando continuidade ao seu Ciclo de
Palestras, apresenta, no mês de setembro,
sempre 4ªs feiras, às 17 horas, os seguintes
eventos: - Dia 12: "Origem de algumas ex-
pressões idiomáticas", com Wanderlino T.L.
Neto; Dia 19: "Biologia e Literatura", com
Luiz Otávio Queiroz; Dia 26: "Por uma his-
tória da mulher", com Regina Silveira. Vale
conferir!
- O cordelista João
Batista Melo vem
realizando Oficinas
de Cordel, com di-
reito a certificado
para os interessa-
dos. O repentista
pode ser encon-
trado, sempre aos
domingos, com sua barraca, no Campo de
São Bento, em Icaraí.
- Belíssima home-
nagem prestada pe-
los intelectuais de
Niterói ao imortal
Angelo Longo (da
nossa Academia Ni-
teroiense de Letras/
ANL), quando da
inauguração do seu
busto, em praça pública, no município de
Rio Bonito/RJ.
- O poeta Carlos
Siqueira lança,
nos “Escritores
ao ar Livro”, dia
16 de setembro,
domingo, a partir
das 10 horas, seu
livro ‘Pensando e
repensando’. Im-
perdível!
- O Centro Literário e Artístico da Região
Oceânica de Niterói/CLARON (Rua Macá-
rio Picanço, nº 558 - Itaipu), fundado em
2013, é coordenado por Mariney Klecz e
apresenta, em sua programação, aulas de
Português, Alfabetização para adultos, Re-
dação, Inglês e Esperanto. Maiores infor-
mações: 2609-9059 ou http://claronnite-
roi.blogspot.com)
- É com imensa tristeza que comunico o
falecimento do trovador José Pais de Moura
Simões no último fim de semana de agosto.
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Edgard Fonsecaedgardfonseca22@hotmail.com
Entrou Água
O
Tribunal de Justiça de-
clarou que Antony Ga-
rotinho está inelegível
devido à condenação por ato
doloso de improbidade adminis-
trativa com lesão ao patrimônio
público e enriquecimento ilícito
de terceiro. De acordo com a Lei
da Ficha Limpa não pode con-
correr a nenhuma eleição nos
próximos oito anos. Em julho o
TJ-RJ condenou o ex-governador
por desvios de R$ 234,4 mi-
lhões da saúde no Rio em 2005
e 2006, quando Garotinho era
secretário Estadual de Governo. Ainda tem um agravante, pois no dia 04 passado, o Tri-
bunal Regional Federal da 2ª Região aumentou para quatro anos e meio de reclusão, em
regime semiaberto, a pena de Anthony Garotinho por formação de quadrilha. Já se pode
pedir a sua prisão, que embora seja em Regime Semiaberto, para ingressar no sistema tem
que ser preso, ainda que por pouco tempo. Tem cadeia esperando por ele, embora seja
permitido continuar fazendo campanha enquanto o Superior Tribunal não julga o recurso.
Garotinho é reativo e igual a Lula. Quer ganhar no grito, esperneia, se diz perseguido e
injustiçado. Mas, não vai ter solução. Não dá para reverter estas condenações em 2ª ins-
tância em tempo hábil; e acho muito improvável que numa instância superior consiga um
resultado contrário a estas sentenças.
A grande questão nisso tudo é que Garotinho, com ou sem condenação, tem um eleitora-
do. Tem votos, e não são poucos. Com isso, ele se torna o “fiel da balança” na eleição do
Rio de Janeiro. Romário e Eduardo Paes, até o momento, estão mais ou menos empatados.
Dependendo com quem Garotinho fizer acordo para apoiar, vai desequilibrar a balança.
Segundo apurei com correligionários do Garotinho, a tendência é ir para o lado do Romá-
rio, apesar de todas as farpas trocadas entre eles nesta campanha.
Mas, por enquanto, está em aberto e tudo pode acontecer.
C
omo possuem muito dinheiro (roubado do patrimônio público) o PT mantém uma
equipe de caríssimos advogados fazendo manobras para conseguir o impossível
jurídico na defesa do presidiário e criminoso Lula. Na equipe tem até ex-presidente
do STF, que queiram ou não, o prestígio pessoal muda muita coisa. É um custo inacredi-
tável. Milhões e milhões! Mas, quando se joga com dinheiro dos outros não se tem pena.
Afinal, não deu trabalho para ganhar. A audácia e as manobras não têm limites. Fazem de
tudo, desafiando a constituição e as leis. Se for possível usam o que poderíamos chamar
de “sofismas jurídicos”, dando “nó em pingo d’água”. É uma afronta a todos nós. Além da
roubalheira impune, estão usando dinheiro público do famigerado “fundo eleitoral” para
iludir a todos, colocando uma pessoa comprovadamente criminosa, condenado em duas
instâncias, com recursos negados por Tribunais Superiores, preso (apesar das mordomias)
e ditando da cadeia o que deve ser feito. Vai para o programa eleitoral na TV e no rádio,
para desafiar a lei, chamar juízes de carrascos, por terem simplesmente cumprido as leis.
Lula na sua prepotência, típica dos psicopatas, tenta mudar o texto das leis e a sua aplica-
ção. Isso, sem falar da frouxidão da Justiça permitindo que o condenado, José Dirceu, com
mais de 34 anos de pena, estar solto e conspirando à vontade.
Apesar de a Justiça ter proibido que Lula faça campanha como candidato a presidente da
República, ele continua, desafiando a todos, impunemente.
Como o Brasil é esta esculhambação, aparece um idiota , para esfaquear o candidato Jair
Bolsonaro. Este ato poderá levar as eleições para outro rumo. Apesar dos prejuízos de
campanha poderá vitimizá-lo de tal maneira que, crie um apelo tão forte que poderá levá-
-lo a vencer no primeiro turno. Esta é a eleição que temos...
A Farsa Eleitoral
U
m lamentável acidente ocorreu na Travessa Dom
Bosco, na altura do número 43, em Icaraí, Zona
Sul de Niterói, nesta quarta feira, dia 05. Uma mãe
trazendo seu filho de cinco anos da escola em uma bicicle-
ta, ao manobrar para entrar no seu prédio, desequilibrou-se
e tombou. A criança rolou para a rua e foi atropelada por
um ônibus da empresa Garcia, da linha 570 (Santa Rosa x
Glória). Uma roda passou por cima da cabeça que provo-
cou a morte instantânea de Pedro Coelho Chaves Abreu.
Fatalidade? Certamente. Mas, ficam algumas questões a
serem repensadas: Qual a velocidade ideal e segura para transitar numa via de pequeno
porte? Não haverá outra opção viária para evitar o trânsito deste tipo de veículo (de pouca
agilidade de manobra) numa rua como esta? Qual o nível de segurança que possui os nos-
sos ciclistas? Se tivéssemos uma ciclovia de verdade, com um guarda-corpo protetor, este
acidente não poderia ser evitado?
Choro junto e me solidarizo com esta família nesta perda irreparável. Estimo que tenham
algum tipo de fé e amparo para tal e tamanho sofrimento.
Perda Irreparável
Uma Nova Parceria
O
vereador Paulo Eduardo Gomes, candidato a deputado Federal pelo PSOL, acaba
de receber o apoio do professor Gabriel Claveria, do PSOL de Maricá. A partir
de agora a campanha de Paulo Eduardo vai ter um braço avançado em Maricá.
Decidida a Chapa
A
Academia Niteroiense de Letras fará no início de de-
zembro a eleição para o novo exercício. Pensando numa
transição confortável e sem atropelos, uma maioria de
acadêmicos decidiu entre todos, o lançamento de uma chapa
desde já. Regimentalmente, serão abertas as inscrições para
outras chapas que quiserem concorrer. Esta é a prática, entre-
tanto, devido ao número de acadêmicos envolvidos na escolha
dessa chapa atual, acho muito difícil que surja outra para con-
correr. Ficou assim:
Presidente: Leda Mendes Jorge, vice-presidente: Edgard Fonse-
ca, 1º Tesoureiro: Alberto Araújo, 2º Tesoureiro: Phabrício Petraglia, 1º Secretário: Uiára
Alves Schiefer, 2º Secretário: Juber Baesso, Patrimônio e Acervo: Jordão Pablo de Pão.
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Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com
Fernando de Farias Mello
Fernando Mello, Advogado
www.fariasmelloberanger.com.br
e-mail: fmelloadv@gmail.com
A Morte Anunciada
A
morte anunciada do Museu de
História Nacional não foi apenas
a destruição do importantíssimo
acervo e do prédio. Vai muito mais além.
Foi a morte da história, dos sonhos dos
universitários de museologia e arqueo-
logia e dos nossos sonhos, que desde
criança foram alimentados naquelas visi-
tas escolares.
A nossa história e a do mundo recebe-
ram um duro golpe.
Que me desculpem os nacionalistas de
plantão, mas neste momento estou com
vergonha de ser brasileiro. Muita vergo-
nha e tristeza.
Governos e instituições não conseguem
administrar nem um prédio. Viramos as
costas para a cultura e para a história.
Um povo sem cultura e agora sem os
registros mais importantes de sua histó-
ria, consumidos nas chamas alimentadas
pela corrupção, descaso e abandono.
Se governos pouco ligam para a saúde
da população, imagine a importância que
vai dar para a cultura, a história e o pas-
sado.
A morte do Museu Nacional causou tris-
teza internacional e revelou, mais uma
vez o que todo mundo já sabe, que o
Brasil manda o pouco dinheiro que re-
serva para a cultura para o ralo da cor-
rupção e incompetência.
Falta de vergonha na cara e de uma ver-
dadeira responsabilização.
Um ministro da cultura em outros paí-
ses iria pedir demissão por vergonha. Ou
vociferar contra o próprio governo que
o sustenta. Nada disso aconteceu (até o
momento em que escrevo esse artigo).
Aliás, convenha-
mos, falta vergonha
na cara de muitos.
A própria UFRJ,
que finge adminis-
trar o Museu tem
demonstrado que
sua capacidade
gestora é terrível.
Gestores da UFRJ
deveriam perguntar
aos seus próprios
competentes pro-
fessores como de-
veria agir para me-
lhorar as condições
da Universidade.
Um exemplo de
descaso, desrespei-
to e falta de gestão
é o caso do Cane-
cão, que a UFRJ fez
de tudo num longo
processo judicial
para retomar o pré-
dio e conseguiu.
Resultado: o Ca-
necão, importante
palco do cenário
musical e cultural
do Rio de Janeiro foi totalmente abando-
nado e será a próxima vítima.
Muitos artistas se perguntam: por que a
UFRJ lutou tanto? Para abandonar a cul-
tura e arte ao léu?
O Canecão é um dos pontos do compor-
tamento da gestão pública irresponsável
e que, agora, está representado no infeliz
e de incomensurável prejuízo que foi o
incêndio do Museu Nacional.
No campo federal, claro que cultura é
encarada como shows, nunca com a exis-
tência de museus.
O Museu Nacional funcionava com ver-
ba de R$ 600 mil/ano. Mas vejam que a
classe artística sempre teve o seu ganha-
-pão garantido junto ao governo federal
como indicam os investimentos de R$
516 mil para o DVD do MC Guimê ou
R$ 4.100 milhões para a turnê de Luan
Santana. Mas não tinha verba para um im-
portante museu no cenário internacional.
Agora, vêm todos chorar na frente das
câmeras lamentando a partida do Museu
Nacional para as cinzas, incrementar a
#lutopelomuseunacional e etc.
E ficamos todos achando muito justo e
adequado.
Todo mundo gosta de dizer que o Brasil
é o primeiro lugar nisso ou naquilo. Mas
acho que o Brasil está no primeiro lugar
da falta de vergonha, pois é reconheci-
do como um país “não sério” por todo
o mundo.
Nenhum estrangeiro conseguiu entender
como um presidiário ainda teve a sua can-
didatura discutida num tribunal superior.
Ninguém que é sério conseguiu entender.
Ah! Teve um que perguntou se a pena
que estava cumprindo iria terminar antes
das eleições. Coitado...
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Conexões erialencar.arte@gmail.com
E! Games
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Game XP
A
contecerá nos próximos dias, o
maior evento de jogos da América
Latina. A Game XP no parque Olím-
pico da Barra- RJ. Esse renomado evento
do mercado dos games promete mergulhar
fundo na inovação, trazendo a Inova Arena,
um espaço exclusivo para aplicações da tec-
nologia no lazer e no cotidiano.
A Realidade Aumentada, Realidade Virtual,
Internet das Coisas e Inteligência Artificial
são temas bastante explorados em 20 atra-
ções. Uma delas inclusive esteve no Rock in
Rio do ano passado e fez muito sucesso: a
‘NBA Fan Zone’. O público poderá ver bem
de perto o Troféu Larry O’Brien (taça entre-
gue aos campeões da temporada) e parti-
cipar de brincadeiras e desafios na quadra
interativa com piso de LED.
Segundo a organização a arena denominada
Inova foi desenvolvida pensando diretamen-
te no entretenimento do gamer, aliado a
tecnologia como forma de maximizar essa
experiência. Tal conceito é tão importante
para os organizadores que uma importan-
te atração confirmada é o jogo Arkave VR
- The Last Squad; game100% desenvol-
vido no Brasil, que ocupará área de 400
m² e utiliza o conceito de realidade virtual
imersiva de corpo inteiro. Ou seja, o jo-
gador literalmente veste o game. É o que
há de mais moderno na realidade virtual
aplicada aos games multiplayer.
Vale ainda dizer que a Game XP também
terá parque temático e a maior tela do
mundo para jogos.
Local: Parque Olímpico do Rio de Janeiro
- Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 -
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ingressos
e estacionamento à venda no site da feira.
Desordem Organizada
Quem passa pela Avenida Amaral Peixoto
constata que não há fiscalização de Posturas.
É realmente uma desordem. Pessoas distribuindo
papeis de propaganda (agora piorou com os candi-
datos a deputado), placas espalhadas pela calçada
e as pilastras dos prédios pichadas e sujas. Ainda
é um desafio a mais para fiscalização: vendem ou
compram jóias, (sabe-se lá a procedência e desti-
no); mulheres se vendem abertamente, e quando
anoitece aparecem os travestis. Passou das 18:30h,
começam a chegar os “moradores de rua”, com
seus colchões, cobertores e alguns trazem até ca-
chorros. A partir das 19:30h a coisa piora muito.
Tem gente cheirando cola, fumando maconha, be-
bendo cachaça, e os desentendimentos entre eles
passam ser freqüentes.
Em seguida aparecem os “bons samaritanos” distribuindo sopas e comida. É tanta gente
para aceitar a sopa revigorante que até dá confusão. A barra fica pesada depois das 20h.
Aí aparece de tudo. Menos fiscais, guardas municipais e até mesmo a Polícia Militar.
Sinal dos Infernos
Já passou da hora do departamento de Trânsito de Niterói, construir uma solução viária
para o cruzamento da Rua Marechal Deodoro com a Avenida Marques do Paraná. É
torturante para quem precisa ou inadvertidamente cai naquele sinal de trânsito, em frente
ao Supermercado Guanabara. Neste ponto é a entrada do supermercado, que com seu
“poder de convencimento” conseguiu que a saída da loja seja feita direto na Rua São
João, livre deste congestionamento diário. Piora ainda no final do dia, mas mesmo durante
o expediente é um verdadeiro gargalo. A questão está no tempo do sinal. Ele prioriza a
Marques do Paraná, na intenção de escoar quem vem da Zona Norte e da Ponte. Fica
em média, 4 minutos aberto para a Marques, um minuto para Marechal. Com isso quem
consegue fugir em um minuto, se dá bem, mas, é impossível, pois daqui que escoe alguns
carros, já tornou a fechar. O engarrafamento na Marechal Deodoro vai para na Praia, na
Avenida Rio Branco. Tinha que construir, um viaduto que escoasse para Zona Norte, na
São Lourenço, e uma pista para direita, escoando para Marques de Paraná. Temos que
acabar com este sinal dos Infernos!
Mas, cadê disposição administrativa e política para fazer esta obra?
Niterói
08/09 a15/09/18
www.dizjornal.com
Mário Sousa tomará posse na
Academia Fluminense de Le-
tras, no dia 13 de setembro, às 17h,
em solenidade na Biblioteca Parque
de Niterói, Praça da República, no
Centro de Niterói (RJ). Será sauda-
do pelo acadêmico José Haddad,
vice-presidente da Academia.
Mario é jornalista, professor de Co-
municação Social e de Teatro, escri-
tor, além de diretor teatral e artista
plástico. Publicou contos, poesias,
crônicas. É autor: “Um pouco de
mim, muito do outros”, livro de
memórias do ex-governador Togo
de Barros; “Zé Gamela, 80 anos”;
“Menina, corpo de mel” (poesias);
e “Pedaço do Arco Íris”. É também
presidente do Sindicato dos Jorna-
listas do estado do Rio de Janeiro.
Renda Fina
8
Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Internet
Laio Brenner - dizjornal@hotmail.com
Aniversariantes da Edição
Roberto Melo Leite Leda Mendes Jorge José Haddad Claudia Barcellos Achylles Peret Ilma Guerra
Carro Autônomo um Sonho Possível?
A
o que parece o desejo ter um automóvel
autônomo, ou seja, sem motorista e con-
trolado previamente por um computador,
parece cada dia mais distante de ser realizado com
sucesso. Bem, é verdade que já existem carros di-
tos “autônomos”, entretanto o que tinha tudo para
ser a solução não demonstrou a eficácia esperada
em contra partida aos milhões investidos no desen-
volvimento desta tecnologia.
Após o recente acidente com um veiculo autôno-
mo da Uber, foi a vez de um carro autônomo da
Apple se envolver em acidente nos EUA. Segundo
informações, um automóvel Lexus da empresa foi
atingido por um Nissan Leaf na cidade da Califór-
nia. A colisão foi em baixa velocidade, e não houve
feridos.
O anúncio do DMV demonstrava que a Apple
estava testando um veículo autônomo, fato que a
empresa até agora não havia revelado. Segundo
o site americano Sputnik, o Lexus autônomo da
Apple viajava a menos de 2 km/h, quando foi acer-
tado por um Nissan Leaf a cerca de 24 km/h. O
relatório enviado ao departamento de trânsito da
Califórnia disse que não houve feridos no acidente.
Embora o caso tenha ganhado repercussão da mí-
dia, nenhum representante da Apple se posicionou
para comentar sobre o assunto. Ao que parece,
nem tão cedo teremos o tão esperado carro au-
tomático.
Quase me parece a tão falada historia do carro vo-
ador, imaginado pelo cinema desde os anos 80, e
que nunca sairá do papel...
Posse na AFL Encontro de Apoio
Ocasal Vicente e Ghislaine Cantini recebeu o vereador Bruno Lessa num encontro do-
méstico, onde puderam apresentar parentes e amigos. Este tipo de encontro é uma
forma de apoiar um candidato, permitindo que ele se mostre aos parentes e amigos dos
anfitriões e possa conquistar seus votos e novos apoios. Bruno Lessa é candidato a depu-
tado Estadual e pessoas como a Ghislaine, que é comunicadora da rádio Catedral, cantora
católica-gospel, com um círculo de relações extensas, dinamiza a campanha eleitoral.

Diz Jornal Edição - 208

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    Niterói 08/09 a 15/09/18 www.dizjornal.com ZonaSul, Oceânica e Centro de Niterói 2ª Semana Nº 208 de Setembro Ano 11 de 2018 RaquelCerino*Foto:JulioCesarCerino Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores Circulação Semanal 16 Mil Exemplares Impressos Diz: A Verdade Escrita Diretor Responsável: Edgard Fonseca Página 03 Político nas Universidades e nas Escolas Aparelhamento
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    Niterói 08/09 a15/09/18 www.dizjornal.com 2 Informes Expediente Edgard FonsecaComunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor: Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação: Eri Alencar Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares Redação do Diz R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634 CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com www.dizjornal.com Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 30 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - Encartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Teresópolis - Petrópolis - Maricá - Macaé eguada@ar.microlink.com.br guada@ar.microlink.com.br 21-98111-0289 96474-3808| 96467-3995 97407-9707 DG Lançamento de Candidatura N o auditório da antiga Bolsa de Valores, no Centro do Rio de Janeiro, comparece- ram mais 1500 pessoas, na grande maioria advogados, representantes de diver- sas entidades, além de presidentes das subseções, das comissões, autoridades e apoiadores para prestigiar o lançamento da candidatura de Luciano Bandeira à presidência da OAB- Rio de Janeiro. De Niterói, foram muitos advogados, numa caravana liderada por Claudio Vianna, pré candidato a OAB-Niterói, que dentre as grandes comitivas que prestigiaram o encontro, a niteroiense foi a maior. A presença maciça agradou muito a Luciano Bandeira, aliado de Claudio Vianna desde primeira hora, que na oportunidade manifestou o integral e irrestrito apoio à pré candidatura de Claudio Vianna à presidência da subseção de Niterói. Em seu discurso Luciano Bandeira agradeceu as presenças e ratificou sua luta pela defesa das prerrogativas, e pelas garantias constitucionais que são fundamentais para o avanço do processo civilizatório da sociedade. Afirmou no final da sua fala que "o problema com qualquer advogado é problema meu!" Inauguração de Comitê Icaraí O vereador Bruno Lessa (PSDB), candidato a uma cadeira na Assembléia Legis- lativa (deputado Estadual), inaugurou o seu Comitê Eleitoral de Icaraí, na Rua Coronel Moreira César, 42. Demonstrou a força da sua campanha, pois foi muito prestigiado pelos apoiadores, amigos e membros do seu partido. Ficou lotado. Na foto, a presença do vereador Casota, um dos grandes entusiastas da campanha de Bruno Lessa. Helga Mansur, Claudio Vianna, Luciano Bandeira, Fábio Lucas e Hélio Consídera Discurdo de Bruno Lessa
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    Niterói 08/09 a 15/09/18 www.dizjornal.com 3 Documento OAparelhamento Político nas Universidades e Escolas É evidente que qualquer projeto de Nação, de possibilidade de crescimento, com todas as questões humanitárias, passa visceralmente por um “projeto de educação contínua” e de qualidade crescente. A educação é a mola, o molde e a solução. Entretanto, quando se tem projetos de poder caminhando para- lelamente, este mote da educação pode ser usado como forma de cooptação, de lavagem cerebral, para esta ou aquela ideologia. Os poderosos, seja lá de que lado for, estão atentos a esta questão e disputam espaço nessa área, princi- palmente quando existe um vácuo de propósitos claros e muitos interesses em jogo, incluindo os mais venais e inescrupulosos. E sta história de ideal brasileiro pode ser visto de visto de vários ângulos, e dependendo da carga de interes- ses, vai forçar situações, de custo muito alto. Reverter mentalidades constru- ídas lentamente, também leva tempo para desconstruir. O mais grave são os projetos “educacio- nais” que objetivam a dominação através do pensamento único. Este é um tema mui- to intenso para simplificá-lo numa matéria jornalística. Mas, podemos sugerir que o leitor leia Hebert Marcuse, Martin Heide- gger, Antonio Gramsci, apenas para citar os mais indicados para a compreensão dos projetos de poder da esquerda radical. Objetivamente queremos enfocar um com- portamento usual no Brasil, que não é re- cente, e nas universidades sempre foram recorrentes; até pela tendência da maioria, ainda que humanista, de ver a realidade através das lentes mais à esquerda. Este é um processo natural, e diríamos até mesmo necessário. Entretanto, esquerda nenhu- ma é perigosa se permite o debate e não perpetra a imposição, principalmente a do pensamento único, quando o radical obs- trui qualquer possibilidade alternativa. O grande perigo reside na radicalização, no pensamento totalitário, seja de esquerda, direita ou qualquer alternativa. A liberdade de pensamento é o cerne da questão. O que podemos dizer é que, inteligente- mente, percebendo a impossibilidade de tomar o poder pela força, criou-se no Bra- sil uma disfarçada e progressiva construção de intelectos cooptados, e direcionados para um único pensamento, ainda que na- turalmente existam variantes, mas, estarão sempre dentro do espectro da esquerda dominante. O mais curioso, é que a motivação reativa é a dominação do capital, das diferenças de castas sociais, e da “obstrução e acesso aos bens de consumo”. Nenhum dos coopta- dos questionam a dominação contrária, e romanticamente (são imbuídos a achar he- róico e mais igualitário) acreditam nessa possibilidade de igualdade social. Igualdade que é nivelada por baixo. Nas castas dos dirigentes a igualdade luxuosa só é acessível para os “graduados”. Os demais, perten- centes à massa sem massa encefálica, cabe- rão o trabalho e a manutenção do sistema. Baseados nessa perspectiva, o PT e seus aliados, iniciaram a caminhada ao poder via educação. Sempre existiram focos comu- nistas dentro do ensino médio, que foram intensificados e regiamente financiados. O início de deu através da UNE, pois era pro- pício e fácil. Ninguém se engane. Não se faz revolução de esquerda sem muito dinheiro e muita cooptação sedutora e corrupta. Entretan- to, dentro deste pensamento lavado, esta “moral burguesa” que norteia a nossas leis, devem ser esquecidas e combatidas. Daí, apropriar-se indevidamente do dinheiro pú- blico, é apenas uma expropriação, justa e digna: “tudo pela causa”, ainda que fora da lei e sem escrúpulos ou condescendências. Baseados nesses princípios os governos petistas, especialmente no período Lula, para obtenção dos seus intentos, e escu- dados numa ação irrecusável e necessária ao país, criou 18 universidades (contrário do que fez o governo Fernando Henrique), segundo eles resultando em 360 faculda- des. Até aí, correto, embora o Brasil pre- cise muito mais de ensino básico e médio, do que superior. Mas, aceitemos com um benefício, que facilitou a muitos o acesso ao ensino superior. A grande questão, é que este benefício, transfor- mou-se numa espécie de armadilha. O estu- dante, especialmente pobre, foi doutrinado e “programado a pensar com manda a cartilha deles. Os estudantes tornaram-se, ainda que sem saber, soldados úteis, com a alcunha de obreiros e olheiros. Um verdadeiro exercito de jovens que passaram a acreditar e venerar líderes corruptos, ines- crupulosos, e se investigados devidamente, sanguinários. Enfim, tudo pela causa e con- tra o capital! O aparelhamento inicial se fez através do corpo docente. Os professores foram de- vidamente alocados e treinados para tarefa de doutrinação, como uma espécie de sei- ta. O perigoso “Pensamento Único”, quase venceu. Como disse o ex ministro Antonio Palocci, em sua delação: só deu errado por- que alguns perderam a noção do que faziam e despertou a reação de contrários. Que até as urnas eletrônicas eram usadas com fins eleitorais programados. Sabia-se quem iria vencer desde o início, até que chegassem à dominação total. No Governo Dilma se intensificou o apa- relhamento nas escolas fundamentais, com cartilhas de indução a novos princípios e práticas sexuais, ideologia de gênero e de implantação da desordem social. O propó- sito é desmontar a memória social e seus princípios, anular os núcleos familiares, tornando-os distróficos e manipuláveis. A escola é o campo ideal. Caminha-se desde a base até os professores, diretores até nos dirigentes, incluindo os reitores. O projeto é audacioso e inteligente, embora cruel e sem limites. A partir dessa perspectiva a sociedade alvo será paulatinamente dominada, com pro- jetos aparentemente bem intencionados, como foi o “Estatuto do Desarmamento”. Os princípios são convincentes e parecem nobres, entretanto o objetivo foi desarmar a população e torná-la vulnerável. Basta observar o crescimento da criminalidade. Pode parecer absurdo, mas o crime organi- zado é parte do projeto de poder e funcio- na como força auxiliar, embora muitos deles (criminosos) nem saibam disso. A questão é transformar a sociedade em reféns e depen- dentes. Assim, num determinado momento eles se mostrarão como heróis e benfeito- res, mas no controle total. Como disse o Palocci: “não deu tempo para aparelhar tudo”. Pois as escolas e as uni- versidades são a porta de entrada, embora o aparelhamento tenha sido feito em todas as instâncias; incluindo a Justiça e o Supre- mo Tribunal Federal, onde existem minis- tros claramente petistas e outros suspeitos. Felizmente, não são todos e existe reação interna. Se assim não fosse estaríamos per- didos definitivamente, com destino próximo de uma Venezuela.
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    Niterói 08/09 a15/09/18 www.dizjornal.com 4 Cultura Paulo RobertoCecchetti cecchettipaulo@gmail.com DIZ pra mim... (que eu conto) Estante Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Literatura- Cinema- Artes Plásticas e Música Entre a Imitação e a Transgressão Caminha a Arte C ada época possui seu estilo, que se manifesta nas produções culturais e artísticas, acompanhando a trajetó- ria do processo histórico. Desde Aristóte- les em sua “Arte Poética,” até as criações atuais, vários conceitos e funções da arte são discutidos e reelaborados. A definição do “Belo” artístico também sofre modifica- ções, seguindo o paradigma centrado em dois eixos primordiais e simbólicos: o de origem apolínea (do deus Apolo), gerador do equilíbrio, da harmonia, da transparên- cia, da suavidade das formas e da idealizada beleza clássica e o de matriz dionisíaca (do deus Dionísio), propulsor do desequilíbrio, da desordem, das sombras, da opulência dos traços e do desvio dos tradicionais mo- delos canônicos de perfeição e de pureza. Do embate conceitual, com variantes ao longo do tempo, entre os adeptos dos deu- ses, em seu percurso epifânico ou apoca- líptico, provém a dificuldade de se definir a arte, sob um ponto de vista hegemônico. Sacra ou profana, útil ou mágica e lúdica, a arte ora imita a vida, ora transgride as fronteiras do real. Inserem-se no contexto dionisíaco os artistas transgressores que violam as normas vigentes, provocam uma ruptura com a tradição e do caos aparente criam uma nova filosofia estética. Destacamos, no período pré-romântico, a contestação do despotismo clássico e a celebração da força criadora do vate, que o romantismo acentua com características específicas, chegando a pregar o hibridismo dos gêneros literários, decantando assim a essência dos mesmos. Victor Hugo, no “Prefácio de Cromwell”, sacode os baluar- tes estéticos e ataca o convencionalismo do padrão de “Beleza” cultivado pelos clássi- cos, imitado pelos prosélitos da Antiguida- de, declarando que na natureza, o belo e o feio coexistem lado a lado. E é preciso acei- tar a aliança dos contrários na obra de arte, pois da união do grotesco e do sublime nas- ce a complexidade do artista moderno, que se opõe à uniformidade imitativa dos antigos. A obra do Aleijadinho é um exemplo da criativida- de transgressora da arte escultórica do barroco brasileiro. E os movimentos de van- guarda revolucionaram cada vez mais o processo de criação artística e co- locaram em pauta a emer- gência de uma concepção lúdica da arte, a carnava- lização dos estilos, a pa- ródia, a dessacralização da forma, a antropofagia oswaldiana e a nova ver- são do herói – Macuna- íma, proposta por Mário de Andrade. Assim, da mimese à metamor- fose, a arte passeia nos templos da História. Márcia Pessanha Mestra em Letras (Literatura Infantil) e Doutora em Literatura Comparada. Escrito- ra e Acadêmica. É presidente da Academia Niteroiense de Letras - A Academia Niteroiense de Letras/ANL (Rua Visconde do Uruguai, nº 456 - Cen- tro), dando continuidade ao seu Ciclo de Palestras, apresenta, no mês de setembro, sempre 4ªs feiras, às 17 horas, os seguintes eventos: - Dia 12: "Origem de algumas ex- pressões idiomáticas", com Wanderlino T.L. Neto; Dia 19: "Biologia e Literatura", com Luiz Otávio Queiroz; Dia 26: "Por uma his- tória da mulher", com Regina Silveira. Vale conferir! - O cordelista João Batista Melo vem realizando Oficinas de Cordel, com di- reito a certificado para os interessa- dos. O repentista pode ser encon- trado, sempre aos domingos, com sua barraca, no Campo de São Bento, em Icaraí. - Belíssima home- nagem prestada pe- los intelectuais de Niterói ao imortal Angelo Longo (da nossa Academia Ni- teroiense de Letras/ ANL), quando da inauguração do seu busto, em praça pública, no município de Rio Bonito/RJ. - O poeta Carlos Siqueira lança, nos “Escritores ao ar Livro”, dia 16 de setembro, domingo, a partir das 10 horas, seu livro ‘Pensando e repensando’. Im- perdível! - O Centro Literário e Artístico da Região Oceânica de Niterói/CLARON (Rua Macá- rio Picanço, nº 558 - Itaipu), fundado em 2013, é coordenado por Mariney Klecz e apresenta, em sua programação, aulas de Português, Alfabetização para adultos, Re- dação, Inglês e Esperanto. Maiores infor- mações: 2609-9059 ou http://claronnite- roi.blogspot.com) - É com imensa tristeza que comunico o falecimento do trovador José Pais de Moura Simões no último fim de semana de agosto.
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    Niterói 08/09 a 15/09/18 www.dizjornal.com 5 EdgardFonsecaedgardfonseca22@hotmail.com Entrou Água O Tribunal de Justiça de- clarou que Antony Ga- rotinho está inelegível devido à condenação por ato doloso de improbidade adminis- trativa com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito de terceiro. De acordo com a Lei da Ficha Limpa não pode con- correr a nenhuma eleição nos próximos oito anos. Em julho o TJ-RJ condenou o ex-governador por desvios de R$ 234,4 mi- lhões da saúde no Rio em 2005 e 2006, quando Garotinho era secretário Estadual de Governo. Ainda tem um agravante, pois no dia 04 passado, o Tri- bunal Regional Federal da 2ª Região aumentou para quatro anos e meio de reclusão, em regime semiaberto, a pena de Anthony Garotinho por formação de quadrilha. Já se pode pedir a sua prisão, que embora seja em Regime Semiaberto, para ingressar no sistema tem que ser preso, ainda que por pouco tempo. Tem cadeia esperando por ele, embora seja permitido continuar fazendo campanha enquanto o Superior Tribunal não julga o recurso. Garotinho é reativo e igual a Lula. Quer ganhar no grito, esperneia, se diz perseguido e injustiçado. Mas, não vai ter solução. Não dá para reverter estas condenações em 2ª ins- tância em tempo hábil; e acho muito improvável que numa instância superior consiga um resultado contrário a estas sentenças. A grande questão nisso tudo é que Garotinho, com ou sem condenação, tem um eleitora- do. Tem votos, e não são poucos. Com isso, ele se torna o “fiel da balança” na eleição do Rio de Janeiro. Romário e Eduardo Paes, até o momento, estão mais ou menos empatados. Dependendo com quem Garotinho fizer acordo para apoiar, vai desequilibrar a balança. Segundo apurei com correligionários do Garotinho, a tendência é ir para o lado do Romá- rio, apesar de todas as farpas trocadas entre eles nesta campanha. Mas, por enquanto, está em aberto e tudo pode acontecer. C omo possuem muito dinheiro (roubado do patrimônio público) o PT mantém uma equipe de caríssimos advogados fazendo manobras para conseguir o impossível jurídico na defesa do presidiário e criminoso Lula. Na equipe tem até ex-presidente do STF, que queiram ou não, o prestígio pessoal muda muita coisa. É um custo inacredi- tável. Milhões e milhões! Mas, quando se joga com dinheiro dos outros não se tem pena. Afinal, não deu trabalho para ganhar. A audácia e as manobras não têm limites. Fazem de tudo, desafiando a constituição e as leis. Se for possível usam o que poderíamos chamar de “sofismas jurídicos”, dando “nó em pingo d’água”. É uma afronta a todos nós. Além da roubalheira impune, estão usando dinheiro público do famigerado “fundo eleitoral” para iludir a todos, colocando uma pessoa comprovadamente criminosa, condenado em duas instâncias, com recursos negados por Tribunais Superiores, preso (apesar das mordomias) e ditando da cadeia o que deve ser feito. Vai para o programa eleitoral na TV e no rádio, para desafiar a lei, chamar juízes de carrascos, por terem simplesmente cumprido as leis. Lula na sua prepotência, típica dos psicopatas, tenta mudar o texto das leis e a sua aplica- ção. Isso, sem falar da frouxidão da Justiça permitindo que o condenado, José Dirceu, com mais de 34 anos de pena, estar solto e conspirando à vontade. Apesar de a Justiça ter proibido que Lula faça campanha como candidato a presidente da República, ele continua, desafiando a todos, impunemente. Como o Brasil é esta esculhambação, aparece um idiota , para esfaquear o candidato Jair Bolsonaro. Este ato poderá levar as eleições para outro rumo. Apesar dos prejuízos de campanha poderá vitimizá-lo de tal maneira que, crie um apelo tão forte que poderá levá- -lo a vencer no primeiro turno. Esta é a eleição que temos... A Farsa Eleitoral U m lamentável acidente ocorreu na Travessa Dom Bosco, na altura do número 43, em Icaraí, Zona Sul de Niterói, nesta quarta feira, dia 05. Uma mãe trazendo seu filho de cinco anos da escola em uma bicicle- ta, ao manobrar para entrar no seu prédio, desequilibrou-se e tombou. A criança rolou para a rua e foi atropelada por um ônibus da empresa Garcia, da linha 570 (Santa Rosa x Glória). Uma roda passou por cima da cabeça que provo- cou a morte instantânea de Pedro Coelho Chaves Abreu. Fatalidade? Certamente. Mas, ficam algumas questões a serem repensadas: Qual a velocidade ideal e segura para transitar numa via de pequeno porte? Não haverá outra opção viária para evitar o trânsito deste tipo de veículo (de pouca agilidade de manobra) numa rua como esta? Qual o nível de segurança que possui os nos- sos ciclistas? Se tivéssemos uma ciclovia de verdade, com um guarda-corpo protetor, este acidente não poderia ser evitado? Choro junto e me solidarizo com esta família nesta perda irreparável. Estimo que tenham algum tipo de fé e amparo para tal e tamanho sofrimento. Perda Irreparável Uma Nova Parceria O vereador Paulo Eduardo Gomes, candidato a deputado Federal pelo PSOL, acaba de receber o apoio do professor Gabriel Claveria, do PSOL de Maricá. A partir de agora a campanha de Paulo Eduardo vai ter um braço avançado em Maricá. Decidida a Chapa A Academia Niteroiense de Letras fará no início de de- zembro a eleição para o novo exercício. Pensando numa transição confortável e sem atropelos, uma maioria de acadêmicos decidiu entre todos, o lançamento de uma chapa desde já. Regimentalmente, serão abertas as inscrições para outras chapas que quiserem concorrer. Esta é a prática, entre- tanto, devido ao número de acadêmicos envolvidos na escolha dessa chapa atual, acho muito difícil que surja outra para con- correr. Ficou assim: Presidente: Leda Mendes Jorge, vice-presidente: Edgard Fonse- ca, 1º Tesoureiro: Alberto Araújo, 2º Tesoureiro: Phabrício Petraglia, 1º Secretário: Uiára Alves Schiefer, 2º Secretário: Juber Baesso, Patrimônio e Acervo: Jordão Pablo de Pão.
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    Niterói 08/09 a15/09/18 www.dizjornal.com 6 Fernando Mello- fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com A Morte Anunciada A morte anunciada do Museu de História Nacional não foi apenas a destruição do importantíssimo acervo e do prédio. Vai muito mais além. Foi a morte da história, dos sonhos dos universitários de museologia e arqueo- logia e dos nossos sonhos, que desde criança foram alimentados naquelas visi- tas escolares. A nossa história e a do mundo recebe- ram um duro golpe. Que me desculpem os nacionalistas de plantão, mas neste momento estou com vergonha de ser brasileiro. Muita vergo- nha e tristeza. Governos e instituições não conseguem administrar nem um prédio. Viramos as costas para a cultura e para a história. Um povo sem cultura e agora sem os registros mais importantes de sua histó- ria, consumidos nas chamas alimentadas pela corrupção, descaso e abandono. Se governos pouco ligam para a saúde da população, imagine a importância que vai dar para a cultura, a história e o pas- sado. A morte do Museu Nacional causou tris- teza internacional e revelou, mais uma vez o que todo mundo já sabe, que o Brasil manda o pouco dinheiro que re- serva para a cultura para o ralo da cor- rupção e incompetência. Falta de vergonha na cara e de uma ver- dadeira responsabilização. Um ministro da cultura em outros paí- ses iria pedir demissão por vergonha. Ou vociferar contra o próprio governo que o sustenta. Nada disso aconteceu (até o momento em que escrevo esse artigo). Aliás, convenha- mos, falta vergonha na cara de muitos. A própria UFRJ, que finge adminis- trar o Museu tem demonstrado que sua capacidade gestora é terrível. Gestores da UFRJ deveriam perguntar aos seus próprios competentes pro- fessores como de- veria agir para me- lhorar as condições da Universidade. Um exemplo de descaso, desrespei- to e falta de gestão é o caso do Cane- cão, que a UFRJ fez de tudo num longo processo judicial para retomar o pré- dio e conseguiu. Resultado: o Ca- necão, importante palco do cenário musical e cultural do Rio de Janeiro foi totalmente abando- nado e será a próxima vítima. Muitos artistas se perguntam: por que a UFRJ lutou tanto? Para abandonar a cul- tura e arte ao léu? O Canecão é um dos pontos do compor- tamento da gestão pública irresponsável e que, agora, está representado no infeliz e de incomensurável prejuízo que foi o incêndio do Museu Nacional. No campo federal, claro que cultura é encarada como shows, nunca com a exis- tência de museus. O Museu Nacional funcionava com ver- ba de R$ 600 mil/ano. Mas vejam que a classe artística sempre teve o seu ganha- -pão garantido junto ao governo federal como indicam os investimentos de R$ 516 mil para o DVD do MC Guimê ou R$ 4.100 milhões para a turnê de Luan Santana. Mas não tinha verba para um im- portante museu no cenário internacional. Agora, vêm todos chorar na frente das câmeras lamentando a partida do Museu Nacional para as cinzas, incrementar a #lutopelomuseunacional e etc. E ficamos todos achando muito justo e adequado. Todo mundo gosta de dizer que o Brasil é o primeiro lugar nisso ou naquilo. Mas acho que o Brasil está no primeiro lugar da falta de vergonha, pois é reconheci- do como um país “não sério” por todo o mundo. Nenhum estrangeiro conseguiu entender como um presidiário ainda teve a sua can- didatura discutida num tribunal superior. Ninguém que é sério conseguiu entender. Ah! Teve um que perguntou se a pena que estava cumprindo iria terminar antes das eleições. Coitado...
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    Niterói 08/09 a 15/09/18 www.dizjornal.com 7 Conexõeserialencar.arte@gmail.com E! Games dizjornal@hotmail.com Game XP A contecerá nos próximos dias, o maior evento de jogos da América Latina. A Game XP no parque Olím- pico da Barra- RJ. Esse renomado evento do mercado dos games promete mergulhar fundo na inovação, trazendo a Inova Arena, um espaço exclusivo para aplicações da tec- nologia no lazer e no cotidiano. A Realidade Aumentada, Realidade Virtual, Internet das Coisas e Inteligência Artificial são temas bastante explorados em 20 atra- ções. Uma delas inclusive esteve no Rock in Rio do ano passado e fez muito sucesso: a ‘NBA Fan Zone’. O público poderá ver bem de perto o Troféu Larry O’Brien (taça entre- gue aos campeões da temporada) e parti- cipar de brincadeiras e desafios na quadra interativa com piso de LED. Segundo a organização a arena denominada Inova foi desenvolvida pensando diretamen- te no entretenimento do gamer, aliado a tecnologia como forma de maximizar essa experiência. Tal conceito é tão importante para os organizadores que uma importan- te atração confirmada é o jogo Arkave VR - The Last Squad; game100% desenvol- vido no Brasil, que ocupará área de 400 m² e utiliza o conceito de realidade virtual imersiva de corpo inteiro. Ou seja, o jo- gador literalmente veste o game. É o que há de mais moderno na realidade virtual aplicada aos games multiplayer. Vale ainda dizer que a Game XP também terá parque temático e a maior tela do mundo para jogos. Local: Parque Olímpico do Rio de Janeiro - Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ingressos e estacionamento à venda no site da feira. Desordem Organizada Quem passa pela Avenida Amaral Peixoto constata que não há fiscalização de Posturas. É realmente uma desordem. Pessoas distribuindo papeis de propaganda (agora piorou com os candi- datos a deputado), placas espalhadas pela calçada e as pilastras dos prédios pichadas e sujas. Ainda é um desafio a mais para fiscalização: vendem ou compram jóias, (sabe-se lá a procedência e desti- no); mulheres se vendem abertamente, e quando anoitece aparecem os travestis. Passou das 18:30h, começam a chegar os “moradores de rua”, com seus colchões, cobertores e alguns trazem até ca- chorros. A partir das 19:30h a coisa piora muito. Tem gente cheirando cola, fumando maconha, be- bendo cachaça, e os desentendimentos entre eles passam ser freqüentes. Em seguida aparecem os “bons samaritanos” distribuindo sopas e comida. É tanta gente para aceitar a sopa revigorante que até dá confusão. A barra fica pesada depois das 20h. Aí aparece de tudo. Menos fiscais, guardas municipais e até mesmo a Polícia Militar. Sinal dos Infernos Já passou da hora do departamento de Trânsito de Niterói, construir uma solução viária para o cruzamento da Rua Marechal Deodoro com a Avenida Marques do Paraná. É torturante para quem precisa ou inadvertidamente cai naquele sinal de trânsito, em frente ao Supermercado Guanabara. Neste ponto é a entrada do supermercado, que com seu “poder de convencimento” conseguiu que a saída da loja seja feita direto na Rua São João, livre deste congestionamento diário. Piora ainda no final do dia, mas mesmo durante o expediente é um verdadeiro gargalo. A questão está no tempo do sinal. Ele prioriza a Marques do Paraná, na intenção de escoar quem vem da Zona Norte e da Ponte. Fica em média, 4 minutos aberto para a Marques, um minuto para Marechal. Com isso quem consegue fugir em um minuto, se dá bem, mas, é impossível, pois daqui que escoe alguns carros, já tornou a fechar. O engarrafamento na Marechal Deodoro vai para na Praia, na Avenida Rio Branco. Tinha que construir, um viaduto que escoasse para Zona Norte, na São Lourenço, e uma pista para direita, escoando para Marques de Paraná. Temos que acabar com este sinal dos Infernos! Mas, cadê disposição administrativa e política para fazer esta obra?
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    Niterói 08/09 a15/09/18 www.dizjornal.com Mário Sousatomará posse na Academia Fluminense de Le- tras, no dia 13 de setembro, às 17h, em solenidade na Biblioteca Parque de Niterói, Praça da República, no Centro de Niterói (RJ). Será sauda- do pelo acadêmico José Haddad, vice-presidente da Academia. Mario é jornalista, professor de Co- municação Social e de Teatro, escri- tor, além de diretor teatral e artista plástico. Publicou contos, poesias, crônicas. É autor: “Um pouco de mim, muito do outros”, livro de memórias do ex-governador Togo de Barros; “Zé Gamela, 80 anos”; “Menina, corpo de mel” (poesias); e “Pedaço do Arco Íris”. É também presidente do Sindicato dos Jorna- listas do estado do Rio de Janeiro. Renda Fina 8 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Internet Laio Brenner - dizjornal@hotmail.com Aniversariantes da Edição Roberto Melo Leite Leda Mendes Jorge José Haddad Claudia Barcellos Achylles Peret Ilma Guerra Carro Autônomo um Sonho Possível? A o que parece o desejo ter um automóvel autônomo, ou seja, sem motorista e con- trolado previamente por um computador, parece cada dia mais distante de ser realizado com sucesso. Bem, é verdade que já existem carros di- tos “autônomos”, entretanto o que tinha tudo para ser a solução não demonstrou a eficácia esperada em contra partida aos milhões investidos no desen- volvimento desta tecnologia. Após o recente acidente com um veiculo autôno- mo da Uber, foi a vez de um carro autônomo da Apple se envolver em acidente nos EUA. Segundo informações, um automóvel Lexus da empresa foi atingido por um Nissan Leaf na cidade da Califór- nia. A colisão foi em baixa velocidade, e não houve feridos. O anúncio do DMV demonstrava que a Apple estava testando um veículo autônomo, fato que a empresa até agora não havia revelado. Segundo o site americano Sputnik, o Lexus autônomo da Apple viajava a menos de 2 km/h, quando foi acer- tado por um Nissan Leaf a cerca de 24 km/h. O relatório enviado ao departamento de trânsito da Califórnia disse que não houve feridos no acidente. Embora o caso tenha ganhado repercussão da mí- dia, nenhum representante da Apple se posicionou para comentar sobre o assunto. Ao que parece, nem tão cedo teremos o tão esperado carro au- tomático. Quase me parece a tão falada historia do carro vo- ador, imaginado pelo cinema desde os anos 80, e que nunca sairá do papel... Posse na AFL Encontro de Apoio Ocasal Vicente e Ghislaine Cantini recebeu o vereador Bruno Lessa num encontro do- méstico, onde puderam apresentar parentes e amigos. Este tipo de encontro é uma forma de apoiar um candidato, permitindo que ele se mostre aos parentes e amigos dos anfitriões e possa conquistar seus votos e novos apoios. Bruno Lessa é candidato a depu- tado Estadual e pessoas como a Ghislaine, que é comunicadora da rádio Catedral, cantora católica-gospel, com um círculo de relações extensas, dinamiza a campanha eleitoral.