UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO 
FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA 
PROGRAMA DE PÓS – GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E 
AMBIENTAL 
AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA URBANIZAÇÃO SOBRE 
O ESCOAMENTO SUPERFICIAL NA BACIA DO CÓRREGO 
DO BARBADO, CUIABÁ-MT 
KARINA MARCONDES COLET 
CUIABÁ, MT 
MAIO, 2012
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO 
FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA 
PROGRAMA DE PÓS –GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E 
AMBIENTAL 
AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA URBANIZAÇÃO SOBRE 
O ESCOAMENTO SUPERFICIAL NA BACIA DO CÓRREGO 
DO BARBADO, CUIABÁ-MT 
KARINA MARCONDES COLET 
Dissertação apresentada ao Programa de 
Pós-Graduação em Engenharia de Edificações 
e Ambiental da Universidade Federal de Mato 
Grosso, como um requisito, à obtenção do 
título de Mestre em Engenharia de Edificações 
e Ambiental. 
ORIENTADOR: PROF. DR. ALEXANDRE KEPLER SOARES 
CUIABÁ, MT 
MAIO, 2012
DEDICATÓRIA 
Dedico este trabalho aos ‘anjos’ da minha 
vida, à minha mãe, meu pai (in memorian), 
minha irmã e ao meu marido.
AGRADECIMENTOS 
A Deus, por tornar tudo possível e magnífico na minha vida. 
Ao meu orientador, Prof. Dr. Alexandre Kepler Soares, pelo idealismo deste trabalho, 
ensinamentos transmitidos e confiança depositada. 
Ao meu marido Eduardo, minha mãe Mariza e irmã Kassia, pelo amor e incentivo 
constante a minha formação. 
A minha cunhada Daniela, pelo apoio e ajuda na revisão desse trabalho. 
Aos meus tios Regina Celi e José Carlos pelo carinho e constante apoio em todas as 
etapas da minha vida. 
A Marcele Ariane Garbin pela motivação, criticas e sugestões durante o 
desenvolvimento desse trabalho, além de sua valiosa amizade. 
A Arquiteta Ana de Cássia Moraes Bernardino Abdalla, pelo exemplo de dedicação a 
arquitetura e urbanismo de Cuiabá-MT, e o imensurável apoio e motivação para realização 
desse mestrado. 
A Olga da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA) e Roberto do Programa 
de Pós Graduação de Geografia (POSGEO), pela ajuda na utilização do software ARC-GIS. 
Ao Sr. Abílio Mateus da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) 
da Prefeitura Municipal de Cuiabá e aos professores Prudêncio, Ximenes e Eliana pela ajuda 
na obtenção de material para essa pesquisa. 
Ao Prof. Frederico Carlos Martins de Menezes Filho, pelo suporte fornecido neste 
trabalho e ensinamentos transmitidos durante a realização do meu estágio de docência. 
A todos os professores, colegas e funcionários do Programa de Pós Graduação em 
Edificações em Engenharia e Ambiental (PPGEEA), pela convivência harmoniosa e 
colaboração. 
Aos membros da minha banca examinadora Prof. Dr. José Eduardo Alamy Filho, Prof. 
Dr. José Afonso Botura Portocarrero, Prof. Dr. Paulo Modesto Filho e Prof. Dr. Gilson 
Alberto Rosa Lima pelas valiosas contribuições.
À Coordenadoria de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior – CAPES, pela 
concessão da bolsa. 
Enfim, todos que de alguma maneira contribuíram com esse trabalho.
RESUMO 
COLET, K.M. Avaliação do Impacto da Urbanização sobre o Escoamento Superficial na 
Bacia do Córrego do Barbado, Cuiabá-MT. Cuiabá – MT, 2012. 134 p. Dissertação 
(Mestrado em Engenharia de Edificações e Ambiental) - Universidade Federal de Mato 
Grosso. 
O planejamento urbano em muitas cidades brasileiras não aconteceu no mesmo ritmo que o 
seu crescimento, gerando assim uma ocupação desordenada do seu espaço físico e acarretando 
enormes prejuízos ambientais aos cursos de água. Dessa maneira, a realização de estudos 
sobre as alterações na dinâmica hidrológica no espaço urbano subsidia a elaboração de 
soluções para essa questão. Assim, esse trabalho tem como objetivo avaliar o impacto da 
urbanização sobre a dinâmica hidrológica da Bacia do Córrego do Barbado a partir da 
elaboração de Índices de Qualidade Ambiental (IQA) e estimativa do escoamento superficial, 
além do diagnóstico ambiental para verificação do estado atual de conservação da Área de 
Preservação Permanente do córrego. Os resultados mostraram que o Índice de Área Verde 
(IAV), Percentual de Áreas Verdes (PAV), Índice de Espaços Livres Públicos (IEL) e 
Percentual de Espaços Livres Públicos (PEL) da bacia são baixos quando comparados a de 
outras localidades, havendo a necessidade de ampliação dessas áreas. As simulações 
hidrológicas indicaram a necessidade de planejar soluções que atenuem o escoamento 
superficial, pois com o crescimento urbano e consequente aumento da impermeabilização do 
solo, o córrego e os sistemas de drenagem podem não suportar a demanda de escoamento. E o 
diagnóstico ambiental revelou que o córrego apresenta graves fatores de degradação. 
Palavras-chave: áreas verdes urbanas, drenagem urbana, índice de qualidade ambiental.
ABSTRACT 
COLET, K.M. Assessment of the Impact of Urbanization on Surface Runoff in the Basin 
Stream Barbado, Cuiabá-MT. Cuiabá – MT, 2012. 134 p. Master’s Dissertation (Master in 
Environmental Engineering and Buildings) - Federal University of Mato Grosso. 
The purpose of this study is highlight the changes in hydrological dynamics in the urban area 
due the rapid population growth. Thus, this study aims to evaluate the impact of urbanization 
on the hydrological dynamics catchments stream Barbados by means the elaboration of 
Environmental Quality Indices (EQI), estimation of runoff and the environmental diagnosis to 
check the current status of conservation of Permanent Preservation Areas stream (PPA). The 
results showed that the Green Area Index (GAI), Percentage of Green Areas (PGA), Index of 
Public Spaces (IPS) and Percentage of Public Spaces (PPE) of the catchments are low 
compared to other localities, indicating the need to expand green areas. The hydrological 
simulations indicate planning solutions that mitigate runoff, need mitigate runoff, as with 
urban growth, the drainage systems can not support the surfaces flow demand. The 
environmental diagnosis revealed that the stream has serious degradation factors. 
Keywords: urban green areas, urban drainage, environmental quality index.
LISTA DE FIGURAS 
Figura 2.1 Planta do Projeto ‘As novas avenidas de São Paulo’ 7 
Figura 2.2 Área de intervenção no Córrego Gumitá 14 
Figura 2.3 Estrutura do programa de intervenção no Córrego Gumitá 15 
Figura 2.4 Corte esquemático do projeto de intervenção no Córrego Gumitá 15 
Figura 2.5 A evolução urbana de Cuiabá – MT 18 
Figura 2.6 A evolução urbana da Bacia do Córrego Barbado - Cuiabá – MT 19 
Figura 2.7 Avenida das Torres e Córrego do Barbado 20 
Figura 2.8 Rede hidrográfica no Perímetro Urbano de Cuiabá – MT 21 
Figura 2.9 Esboço da Avenida Parque do Barbado 23 
Figura 2.10 Pista de Caminhada e bosque no Campus da UFMT 24 
Figura 2.11 Traçado da Av. Parque do Barbado – Campus UFMT 24 
Figura 3.1 Localização da Bacia do Barbado 29 
Figura 3.2 Córrego do Canjica e Barbado 30 
Figura 3.3 Área da Bacia do Córrego do Barbado 31 
Figura 3.4 Nascente do Córrego do Barbado 33 
Figura 3.5 Foz do Córrego Barbado no Rio Cuiabá 33 
Figura 3.6 Trecho canalizado Córrego do Barbado – Av. Fernando Corrêa da Costa 34 
Figura 3.7 Trecho não-canalizado – cruzamento da Av. Gonçalves Antunes de Barros 
com futura Av. Parque do Barbado 
35 
Figura 3.8 Mini-estádio do bairro Morada do Ouro 38 
Figura 4.1 Procedimentos matemáticos para simulação do Escoamento Superficial 44 
Figura 4.2 Hidrograma Unitário Sintético Triangular 49 
Figura 5.1 Mapa das Áreas Verdes da Bacia do Barbado 54 
Figura 5.2 Divisão de trechos da Bacia do Córrego do Barbado 57 
Figura 5.3 Localização das nascentes do Córrego do Barbado 59 
Figura 5.4 Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso 59 
Figura 5.5 Nascente Barbado – Parque Massairo Okamura 60 
Figura 5.6 Nascente do Barbado – Bairro Jardim das Américas 61 
Figura 5.7 Ponte sobre o Córrego do Barbado – Rua Principal - Bairro Bela Vista 62 
Figura 5.8 Empreendimento paralelo ao Córrego do Barbado – Av. Juliano Costa 
Marques 
62 
Figura 5.9 Canalização do trecho Av. Juliano Costa Marques- Bairro Jardim Aclimação 63 
Figura 5.10 Córrego do Barbado – Rua Quinze - Trecho entre Bairro Terra Nova e Bela 
Vista 
64
Figura 5.11 Trecho Paralelo a Av. Torres e Rua Mara Aguapé - Bairro Pedregal 66 
Figura 5.12 Trecho do Médio Curso - Bairro Pedregal 66 
Figura 5.13 Córrego do Barbado - Campus UFMT 67 
Figura 5.14 Estação de Tratamento de Esgoto – Campus UFMT 68 
Figura 5.15 Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves 68 
Figura 5.16 Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves 70 
Figura 5.17 Foz – Av. Tancredo de Almeida Neves – Bairro Praeirinho 71 
Figura 5.18 Conexão do baixo curso e foz –Bairro Praeirinho 71 
Figura 5.19 Levantamento áreas da Bacia do Córrego do Barbado para estimativa de CN 76 
Figura 5.20 HUS Triangular – SCS 79 
Figura 5.21 Hidrograma Unitário Sintético Curvilíneo – SCS para a bacia do Barbado 81 
Figura 5.22 Hidrogramas de projeto – Tr 5 anos 82 
Figura 5.23 Hidrogramas de projeto – Tr 10 anos 82 
Figura 5.24 Hidrogramas de projeto – Tr 20 anos 83 
Figura 5.25 Hidrogramas Tr de 5, 10 e 20 anos – solo seco e úmido 83
LISTA DE TABELAS 
Tabela 2.1 Histórico dos planos urbanísticos no Brasil 8 
Tabela 3.1 Características dos bairros da Bacia do Barbado 32 
Tabela 4.1 Fatores de degradação da Bacia do Barbado 43 
Tabela 5.1 Índices de Qualidade Ambiental (IQA) para a bacia do Barbado 56 
Tabela 5.2 Resultado do Diagnostico Ambiental 72 
Tabela 5.3 Áreas permeáveis e impermeáveis para cada cenário (m2) 75 
Tabela 5.4 Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) 77 
Tabela 5.5 Valores encontrados de CN para cada cenário 78 
Tabela 5.6 Valores de CN obtidos 78 
Tabela 5.7 Ordenadas do HUC 80 
Tabela 5.8 Comparação entre vazões dos hidrogramas simulados 84 
Tabela 5.9 Eficiência da APP no amortecimento das vazões 86
LISTA DE QUADROS 
Quadro 2.1 Localidades da Bacia do Barbado atendidas pelo Sistema de Coleta de Esgoto 
em Cuiabá 
22 
Quadro 3.1 Médias mensais das variáveis climatológicas observadas em Cuiabá nos anos 
de 1970 à 2007- dados do 9º Distrito de Meteorologia 
36 
Quadro 4.1 Índices de Qualidade Ambiental a serem calculados para a Bacia do Barbado 40 
Quadro 4.2 Princípios utilizados na foto-interpretação e exemplos aplicados 42 
Quadro 4.3 Grupos de solos e características do solo 45 
Quadro 4.4 Valores de CN para bacias urbanas e suburbanas 46 
Quadro 4.5 Condições de umidade antecedente do solo 47 
Quadro 4.6 Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) 47 
Quadro 5.1 Fatores de degradação nas Cabeceiras 58 
Quadro 5.2 Fatores de degradação Alto Curso 63 
Quadro 5.3 Fatores de degradação Médio Curso 65 
Quadro 5.4 Fatores de degradação Baixo Curso 69 
Quadro 5.5 Fatores de degradação Foz 70
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
Agecopa Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do 
Pantanal 
APP Áreas de Preservação Permanente 
AVP Áreas Verdes Públicas 
AVPA Áreas Verdes Particulares 
CN Coeficiente de Escoamento Superficial 
COHAB Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso 
CPA Centro Político Administrativo 
ETE Estação de Tratamento de Esgoto 
FONPLATA Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia da Prata 
HUC Hidrograma Unitário Curvilíneo 
IAV Índice de Área Verde 
IEL Índice de Espaços Livres 
IPDU Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano 
IQA Índices de Qualidade Ambiental 
LANDSAT Land Remote Sensing Satellite 
NRCS Natural Resources Conservation Service 
PAV Percentual Áreas Verdes 
PEL Percentual Espaços Livres 
RGB Red, Green e Blue 
SBAU Sociedade Brasileira de Arborização Urbana 
SCS Soil Conservation Service 
Secopa Secretaria Extraordinária da Copa 
SEMA Secretaria de Estado do Meio Ambiente 
SMDU Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano 
SPOT Sistem e Proboitoire de Observation de la Terre 
UFMT Universidade Federal de Mato Grosso 
ZIA Zonas de Interesse Ambiental
LISTA DE SIMBOLOS 
A área da bacia 
CNi coeficiente obtido para a área impermeável 
CNp número CN da área permeável da bacia em estudo 
CNw número CN composto da área urbana em estudo 
i intensidade de precipitação máxima média 
K parâmetro determinado pela estação pluviográfica 
L comprimento do curso de água principal 
m parâmetro determinado pela estação pluviográfica 
n parâmetro determinado pela estação pluviográfica 
P precipitação 
Pef chuva excedente 
Q vazão 
p q vazão de pico 
c t tempo de concentração 
p t tempo de retardamento da bacia 
Tr tempo de recorrência 
t parâmetro determinado pela estação pluviográfica 
ΔH diferença de altitudes
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 1 
1.1 JUSTIFICATIVA .......................................................................................................................... 3 
1.2 OBJETIVOS ................................................................................................................................. 4 
1.3 DELIMITAÇÕES DA PESQUISA .............................................................................................. 4 
1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO .................................................................................................. 5 
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................................ 6 
2.1 O PROCESSO BRASILEIRO DE URBANIZAÇÃO .................................................................. 6 
2.2 O IMPACTO DA URBANIZAÇÃO NOS RECURSOS HÍDRICOS .......................................... 8 
2.2.1 Recuperação e Intervenções em Cursos de Água ................................................................ 11 
2.2.1.1 Intervenção no Córrego Gumitá, Cuiabá – MT ................................................................ 13 
Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008)..................................... 14 
Figura 2.3 – Estrutura do programa de intervenção no Córrego Gumitá ...................................... 15 
2.2.2 Crescimento Urbano e o Processo de Degradação Ambiental das Bacias de Cuiabá – MT 16 
2.2.2.1 Esgotamento Sanitário ...................................................................................................... 22 
2.2.3 Avenida Parque do Barbado ................................................................................................. 23 
2.3 A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO ..................................... 25 
2.3.1 Índices de Qualidade Ambiental (IQA) ................................................................................ 27 
2.4 ESCOAMENTO SUPERFICIAL – HIDROGRAMA UNITÁRIO DO SCS ............................. 27 
3. ÁREA DE ESTUDO ......................................................................................................................... 29 
3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS ................................................................................................. 29 
3.2 CLIMA ........................................................................................................................................ 35 
3.3 GEOMORFOLOGIA, GEOLOGIA E SOLOS .......................................................................... 36 
3.4 VEGETAÇÃO ............................................................................................................................ 36 
3.5 O CÓRREGO DO BARBADO E O PARQUE ECOLÓGICO MASSAIRO OKAMURA ....... 37 
4. MÉTODO DE PESQUISA ............................................................................................................... 39 
4.1 ÍNDICES DE QUALIDADE AMBIENTAL (IQA) ................................................................... 39 
4.1.1. Levantamento das áreas verdes em espaços públicos e particulares, APP, e espaços livres 
públicos na Bacia do Córrego do Barbado .................................................................................... 40 
4.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ................................................................................................. 42 
4.3 SIMULAÇÕES HIDROLÓGICAS ............................................................................................ 44 
4.3.1 Determinação de Coeficiente de Escoamento Superficial (CN) .......................................... 45 
4.3.2 Hidrograma Unitário Triangular do SCS ............................................................................. 49
4.3.3 Cálculo da Chuva Efetiva ..................................................................................................... 51 
4.3.4 Tempo de Recorrência (Tr) .................................................................................................. 51 
5.RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................................................................... 53 
5.1 MAPEAMENTO E ÍNDICES .................................................................................................... 53 
5.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE APP DA BACIA DO BARBADO ................ 56 
5.2.1 Cabeceiras ............................................................................................................................ 57 
5.2.2 Alto Curso ............................................................................................................................ 61 
5.2.3 Médio Curso ......................................................................................................................... 64 
5.2.4 Baixo Curso .......................................................................................................................... 68 
5.2.5 Foz ........................................................................................................................................ 70 
5.2.6.1 Esgoto ................................................................................................................................ 72 
5.2.6.2 Erosão e Instabilidade das Encostas................................................................................. 73 
5.2.6.3 Vegetação .......................................................................................................................... 73 
5.2.6.4 Resíduos Sólidos e Presença de animais ........................................................................... 73 
5.3 SIMULAÇÕES HIDROLÓGICAS ............................................................................................ 74 
5.3.1 Escoamento Superficial – SCS ............................................................................................. 74 
5.3.2 Hidrograma Unitário Sintético Triangular - SCS ................................................................. 79 
5.3.3 Hidrogramas de Projeto e Chuva Efetiva ............................................................................ 81 
6- CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS.............................................. 88 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................. 91 
APÊNDICE A – Cálculo CN .............................................................................................................. 100 
APÊNDICE B – Cálculo CN Composto ............................................................................................. 103 
APÊNDICE C – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 5 anos .......................................................................... 105 
APÊNDICE D – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 10 anos ........................................................................ 108 
APÊNDICE E – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 20 anos ........................................................................ 111 
APÊNDICE E – Ordenadas Hidrograma – Tr 5 anos ......................................................................... 114 
APÊNDICE F – Ordenadas Hidrograma – Tr 10 anos ....................................................................... 121 
APÊNDICE G – Ordenadas Hidrograma – Tr 20 anos ....................................................................... 128
1 
1. INTRODUÇÃO 
O processo de urbanização brasileira ocorreu de maneira intensa e rápida, e teve 
as atividades humanas impulsionadas por fatores socioeconômicos responsáveis pela 
degradação dos serviços ecológicos. Em menos de uma geração, o Brasil, um país 
predominantemente agrário, tornou-se virtualmente urbanizado. Dessa maneira, as 
transformações quantitativas resultantes do crescimento urbano, resultaram em 
transformações qualitativas profundas, afetando assim a qualidade do espaço urbano 
devido a falta de infra-estrutura (DEÁK; SCHIFFER, 1999; TUCCI, 2007a). 
Para Baptista et al. (2005), a urbanização provoca alterações significativas no 
meio ambiente, influenciando diretamente nos processos hidrológicos, por meio da ação 
direta dos cursos de água nas bacias hidrográficas. 
A descaracterização da mata ciliar das Áreas de Preservação Permanente (APP) 
dessas bacias, decorrente do processo de urbanização com a instalação de obras 
irregulares em seu entorno, bem como da falta de fiscalização, afeta não só os recursos 
hídricos e sistemas de drenagem, mas também altera a paisagem, comprometendo a 
estabilidade geológica, a biodiversidade, a fauna, a flora e a proteção do solo. 
Além disso, a cobertura vegetal contribui na atenuação da erosão do solo, e 
também atua na intercepção das chuvas, captura do gás, manutenção da fauna e flora, 
conforto climático e melhoramento do aspecto visual no espaço urbano. 
A poluição das águas dos córregos urbanos também é outro fator impactante do 
processo de urbanização sobre eles, não só devido ao lançamento de esgoto, mas 
também pela disposição de resíduos em locais indevidos e a poluição difusa que são 
transportados a estes cursos em períodos chuvosos. 
A falta de manutenção dos cursos de água no espaço urbano acarreta a 
proliferação de doenças e exalação de odores, desvalorizando também o seu entorno. A 
gestão dessas áreas tem se tornado um grande desafio para os administradores públicos, 
pois à medida que as cidades crescem os impactos ambientais nas bacias aumentam, 
tornando a recuperação destas áreas bastante onerosa para os cofres públicos. 
No Brasil ainda é recente a elaboração de projetos para recuperação de cursos de 
água. Segundo Gorski (2010), cidades situadas em países desenvolvidos implementaram 
planos e projetos considerados modelos em relação ao tratamento de sistemas e
2 
corredores fluviais urbanos, buscando, assim, uma integração destes cursos de água no 
meio urbano. 
Em vista disso, a realização de estudos nessas bacias, com a avaliação do 
impacto de urbanização sobre a dinâmica hidrológica, fornece subsídios para a 
elaboração de propostas que visam à sua recuperação e preservação. 
A cidade de Cuiabá possui diversos cursos de água na sua área urbana, estando 
muitos deles em situações degradantes, como por exemplo, a bacia do Córrego do 
Barbado, escolhida para este estudo por se tratar de um importante afluente do Rio 
Cuiabá - responsável pelo abastecimento de água das cidades de Cuiabá e Várzea 
Grande, que apresenta trechos canalizados e descaracterizados ambientalmente, estando 
todo seu curso inserido no espaço urbano. 
A forma proposta para avaliar o impacto da urbanização sobre seu curso, foi a 
partir da elaboração de Índices de Qualidade Ambiental (IQA), para a avaliação da 
cobertura vegetal (áreas verdes) existente da bacia, bem como a realização de um 
diagnóstico ambiental da APP do córrego, e também a estimativa do escoamento 
superficial gerado na bacia pelas áreas impermeabilizadas e não impermeabilizadas, e 
pelo tipo de solo. 
A elaboração dos IQA possibilita a verificação do percentual dos Espaços Livres 
Públicos, podendo tais espaços ser utilizados para ampliação dos índices de áreas verdes 
e, consequentemente melhoramento do IQA. 
Por causa da diversidade dos fatores observados na visita de campo, houve a 
necessidade de sintetizá-los visando à facilitar sua análise. 
O mapeamento do uso e ocupação do solo e sua quantificação são utilizados na 
estimativa do escoamento superficial a partir de modelos matemáticos, com 
quantitativos de áreas permeáveis e impermeáveis levantados com base no uso e 
ocupação do solo da área da bacia.
3 
1.1 JUSTIFICATIVA 
A crescente urbanização traz inúmeras modificações no ambiente natural, 
gerando a necessidade de realização de políticas de planejamento, a fim de ordenar o 
crescimento e o investimento em obras de infraestrutura. 
Infelizmente, na prática, o que ocorre é o crescimento desordenado, havendo a 
necessidade da realização de obras, geralmente de elevado custo, para remediar os 
problemas apresentados. 
Assim também ocorre com o Córrego do Barbado, que se encontra totalmente 
inserido na área urbana de Cuiabá-MT, objeto de estudo deste trabalho. A bacia 
analisada é uma das maiores sub-bacias afluentes do rio Cuiabá, sendo este afluente do 
Rio Paraguai, que drena o Pantanal Mato-Grossense. 
O córrego percorre 21 bairros, estando 25 bairros na área de sua bacia, com 
diferentes padrões de renda, dimensão, infraestrutura e com alto nível de urbanização, 
possuindo apenas algumas porções pouco ocupadas. Algumas de suas nascentes se 
localizam-se na Reserva Ecológica Parque Massairo Okamura, que contribuiu para 
amortizar a ocupação urbana em torno deste trecho. Já o restante de seu curso apresenta 
trechos descaracterizados e mal conservados. 
A cidade vem apresentando contínuo crescimento, motivado pelo 
desenvolvimento econômico do Estado e também pela realização de obras de 
engenharia para a Copa de 2014, na qual Cuiabá será uma das sedes. Novas avenidas 
serão construídas e muitas obras de infraestrutura são necessárias para melhor 
organização do espaço urbano, dentre elas a Avenida Parque do Barbado, já prevista no 
Plano Diretor da cidade, que será paralela ao curso do Córrego do Barbado, próxima a 
montante da bacia. Essa obra motivará a ocupação em seu entorno e ampliará os efeitos 
dos impactos gerados pelo crescimento urbano. 
Nos períodos chuvosos, o Córrego do Barbado apresenta a ocorrência de 
alagamentos, que atingem suas áreas marginais. Porém, algumas obras de infra-estrutura 
na jusante do córrego contribuíram para reduzir enchentes no seu curso, como o 
rebaixamento do seu nível no baixo curso e a construção da usina hidrelétrica de Manso 
em 2000, fez com que as cheias do Rio Cuiabá fossem controladas.
4 
A última grande enchente registrada do rio Cuiabá, ocorrida em 1995, atingiu 
diretamente o Córrego do Barbado e mais 6 afluentes, além de afetar dezenove bairros e 
uma população de 8.500 pessoas (CUIABÁ, 2009). 
Desta maneira, analisar o impacto da urbanização sobre a bacia do córrego do 
Barbado, que drena uma área com elevado índice de urbanização, é extremamente 
relevante para estudar o ambiente urbano e gerar dados para subsidiar a elaboração de 
futuras medidas preventivas e corretivas para a preservação desse curso de água, que se 
encontra presente em uma grande extensão do espaço urbano de Cuiabá. 
1.2 OBJETIVOS 
O objetivo geral deste trabalho é o estudo sobre o impacto da urbanização na 
dinâmica hidrológica da bacia hidrográfica do Córrego do Barbado, que tem toda sua 
extensão localizada na área urbana da cidade de Cuiabá-MT, a partir da elaboração de 
Índices de Qualidade Ambiental (IQA), Diagnóstico Ambiental e Estimativa do 
Escoamento Superficial. Sendo estes elaborados com dados do diagnóstico foto-interpretativo 
e visitas de campo. 
Os objetivos específicos são: 
• Avaliação do percentual de cobertura vegetal existente na área da bacia; 
• Análise dos Índices de Qualidade Ambiental (IQA); 
• Avaliação da situação ambiental da Área de Preservação Permanente (APP) do 
Córrego do Barbado; 
• Avaliação do escoamento superficial gerado pelo uso e ocupação do solo na área 
da bacia do Córrego do Barbado. 
1.3 DELIMITAÇÕES DA PESQUISA 
Este trabalho se constitui de um estudo sobre a Bacia do Córrego do Barbado e o 
ambiente urbano no qual ele está inserido, a fim de verificar a degradação por ele 
sofrida com o processo de urbanização.
5 
Para alcançar os objetivos propostos neste trabalho, foi realizado um 
diagnóstico ambiental da APP, por intermédio de visitas de campo para identificar 
fatores de degradação, tais como erosão, residuos sólidos, solos, vegetação e esgoto. A 
quantificação da cobertura vegetal na área da bacia foi obtida por meio da análise de 
imagem de satélite por foto-interpretação. Após a análise são elaborados os IQA, bem 
como a verificação do seu estado de conservação. 
O escoamento superficial calculado foi comparado com outros 4 cenários, para 
isso, foi realizada a classificação de uso e ocupação do solo da bacia, para quantificação 
das áreas permeáveis e impermeáveis, a partir da fotointerpretação da mesma imagem 
de satélite utilizada para levantamento da cobertura vegetal. 
1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO 
A dissertação está organizada em seis capítulos, distribuídos da seguinte forma: 
introdução, revisão bibliográfica, área de estudo, metodologia da pesquisa, resultados e 
discussões e conclusões e sugestões para trabalhos futuros. 
Capítulo 1: contém a parte introdutória do trabalho, como também a justificativa, 
objetivos, delimitação da pesquisa e estrutura do trabalho. 
Capítulo 2: apresenta a revisão bibliográfica, que trata sobre o processo de 
urbanização brasileira, impacto da urbanização sobre os recursos hídricos e importância 
das áreas verdes no espaço urbano Brasil. 
Capítulo 3: contém a caracterização da área estudada. 
Capítulo 4: apresenta a metodologia empregada na pesquisa. 
Capítulo 5: contém os resultados encontrados na pesquisa. 
Capítulo 6: apresenta as conclusões e sugestões para trabalhos futuros.
6 
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
2.1 O PROCESSO BRASILEIRO DE URBANIZAÇÃO 
As cidades se transformam devido à ação de vários agentes, que são 
responsáveis pelas modificações no ambiente, assim como Corrêa (2011) afirma que a 
produção do espaço urbano e intraurbano é a consequência da ação de agentes sociais 
concretos, históricos, estratégias e práticas espaciais próprias, portadores de 
contradições e geradores de conflitos entre eles mesmos e com outros segmentos da 
sociedade. Assim, para analisar tal processo, faz-se necessário compreender esses 
fatores. 
O processo de urbanização brasileira teve início no ano de 1849, após a 
consolidação da nova nação–Estado, com a ocorrência dos movimentos separatistas / 
republicanos em diversas províncias do Brasil (DÉAK; SCHIFFER, 1999). 
Ao contrário do que ocorreu na maioria dos países desenvolvidos, onde as bases 
de infraestrutura para o desenvolvimento urbano foram financiadas previamente pela 
iniciativa privada, no Brasil, coube ao Estado a criação das condições gerais para o 
desenvolvimento urbano, já em meio ao processo descontrolado de urbanização 
(MENEZES, 1996). 
Segawa (2004) relata que no ano de 1910 um grupo de capitalistas propôs ao 
poder legislativo do Estado e à Câmara Municipal de São Paulo o Projeto ‘As Novas 
Avenidas de São Paulo’ (Figura 2.1), do Engenheiro Civil Alexandre de Albuquerque, 
que faria uma remodelação da cidade de São Paulo, inspirado no modelo parisiense de 
Haussmann. Nesse projeto, seria preservado o Triângulo Tradicional, em respeito ao 
passado e ao alto valor das propriedades do local, e tinha como propostas a criação de 
avenidas com a realização de grandes expropriações em nome da higienização e 
aspectos precários da cidade antiga. O referido projeto buscava ampliar o espaço urbano 
da cidade buscando novas referências urbanas.
7 
Figura 2.1 – Planta do Projeto ‘As novas avenidas de São Paulo’ 
Fonte: Segawa (2004) 
Na década de 1960 e início de 1970, os planos urbanísticos e a atividade de 
planejamento chegava no seu auge, estimulada por duas idéias: (i) no plano de idéias, a 
produção efervescente da reconstrução pós-guerra e (ii) no plano material, o 
reconhecimento governamental de que o processo de rápida urbanização em curso era 
uma das transformações fundamentais da sociedade brasileira e que requeria 
intervenção estatal no planejamento urbano (DEÁK; SCHIFFER, 1999). 
Na Tabela 2.1, é exposto o histórico dos planos urbanísticos no Brasil. Villaça 
(1999) define que ocorreram três períodos principais, sendo o primeiro período 
compreendido entre 1875 a 1930, que foi marcado pelos planos de embelezamento. Já o 
segundo período, que vai de 1930 a 1990, foi marcado pelo planejamento com padrões e 
parâmetros técnicos para solucionar os problemas urbanos, e o último período, 
compreendido entre 1990 e a década atual, é chamado de pós reforma urbana, sendo 
uma reação ao último período.
8 
Tabela 2.1 – Histórico dos planos urbanísticos no Brasil 
Período Planos 
1875-1930 Planos de melhoramento e embelezamento 
1930-1990 Ideologia do planejamento – técnica de base científica 
1990 - Década atual Reação à etapa anterior 
Fonte: Adaptado de VILLAÇA (1999) 
Quando o processo de urbanização parecia estar consolidado, surgem os 
questionamentos dos parâmetros tradicionais, com o afloramento dos movimentos 
sociais urbanos sobre contraste social formado no espaço urbano, gerando, assim, um 
processo de Reforma Urbana. O tratamento técnico do espaço urbano pela legislação 
urbanística estabelece padrões satisfatórios de qualidade para seu funcionamento. 
Porém, os conflitos são ignorados, bem como a realidade da desigualdade das condições 
de renda e sua influência sobre o funcionamento dos mercados imobiliários urbanos 
(ROLINK, 2000). 
Rolink (2000) ainda afirma que o modelo tradicional de planejamento 
urbanístico, com o estabelecimento de lotes mínimos, coeficientes, recuos, taxas e 
índices produziram territórios ilegais, sendo que as novas estratégias de regulação 
urbanística reconhece a existência de territórios cuja a produção ocorre de maneira 
tradicional. 
Assim, as formas de concepção e gestão do espaço urbano vêm sendo 
questionadas, dando maior abertura para a participação social e também para a questão 
ambiental. DEÁK; SCHIFFER, (1999) afirmam que a gestão dos recursos ambientais, 
serviços públicos e gestão do uso do espaço urbano deverão se adaptar ao estágio atual 
do desenvolvimento. 
2.2 O IMPACTO DA URBANIZAÇÃO NOS RECURSOS HÍDRICOS 
O Brasil, que possui uma extensa rede de bacias hidrográficas, e historicamente 
teve a ocupação das cidades localizadas às margens dos cursos d’água, modificando sua 
paisagem, tem como principal desafio aos seus gestores o fenômeno chamado 
‘crescimento urbano’.
9 
Segundo Silva (2010), no Brasil, percebem-se formas diversas de ocupações 
urbanas, que de acordo com cada momento histórico, político, econômico ou social e, 
conforme as inter-relações desses fatores, sempre influenciaram a ocupação territorial. 
Com a expansão da malha urbana e segmentação do espaço urbano por classes 
de renda, entraves sociais e culturais surgiram, alterando assim o ecossistema destas 
bacias. 
O elevado custo da terra no espaço urbano motiva o surgimento de 
assentamentos localizados em áreas de risco (e áreas de preservação permanente) e em 
localidades desprovidas de infra-estrutura básica (água e esgoto). 
A ineficácia das entidades fiscalizadoras, e a imatura conscientização ambiental 
da sociedade favorecem o surgimento de empreendimentos destoantes às diretrizes 
urbanísticas previstas por lei. O aumento da taxa de impermeabilização é bastante 
preocupante, pois sobrecarrega o sistema de drenagem, em especial nos períodos 
chuvosos, causando danos à saúde e prejuízos econômicos a cidade. 
Desta maneira, o impacto ambiental nas bacias é potencializado. A Resolução do 
Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) nº. 1, de 23 de janeiro de 1986 
define impacto ambiental como: 
(..) qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e 
biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria 
ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou 
indiretamente, afetam: (i) a saúde, a segurança e o bem-estar da 
população, (ii) as atividades sociais e econômicas, (iii) a biota, (iv) as 
condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e (v) a qualidade 
dos recursos ambientais. 
O impacto ambiental não é só o resultado de uma ação realizada sobre o 
ambiente, mas sim a relação de mudanças sociais e ecológicas (COELHO, 2011). 
Assim, para entender os impactos ambientais se faz necessário conhecer os processos 
que o geram: 
As mudanças sociais e ecológicas são marcadas por rupturas num 
contínuo, provocando uma desestruturação e uma reestruturação que 
deverá ser afetada por nova mudança. Somente através de pesquisa 
de acompanhamento sistemático voltada para a compreensão das 
estruturas e dos processos não planejados e de longa duração é que 
podem ser explicados os impactos. Coelho (2011, p. 24).
10 
Segundo Coelho, “Os problemas ambientais (ecológicos e sociais) não atingem 
igualmente todo o espaço urbano. Atingem muito mais os espaços físicos de ocupação 
das classes sociais menos favorecidas do que os das classes mais elevadas” (2011, p. 
27). 
A preocupação com os distúrbios ambientais sofreu significativa evolução a 
partir da década de 1960, com os movimentos e conferências mundiais sobre o meio 
ambiente, gerando, também, ações antrópicas sobre recursos hídricos (GORSKI, 2010). 
A criação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), realizada em 
1973, buscou atenuar as críticas e pressões feitas por entidades ambientalistas 
internacionais. Porém, foi atribuída a ela objetivos de difícil operacionalidade, estando 
subordinada a outros ministérios (MENEZES, 1996). 
Outro passo importante foi a constitucionalização e obrigatoriedade do Plano 
Diretor para cidades com mais de 20.000 habitantes em 1988, sendo realizadas 
audiências públicas em cada município, com a participação da sociedade na discussão 
de suas diretrizes. 
Ainda no aspecto legislativo, Moura (2004) alerta que, se for relegada a 
participação no processo decisório, o Estatuto da cidade, que tem função de 
democratizar o espaço urbano, será sucumbido diante da prática empresarial, que acaba 
provocando uma segmentação social e fragmentação do tecido urbano. Esta questão, 
também comentada por Rolink (2000) e por Villaça (1999), conclui que o destino do 
planejamento urbano, inclusive a credibilidade dos planos diretores estão ligados aos 
avanços da consciência de classe, e a organização do poder político das classes 
populares. 
Na constatação de Zampronio (2009), os problemas relacionados a influências 
políticas, tais como carência na educação pública, inexistência ou falha nas obras de 
saneamento ambiental, podem consumir grande parte do orçamento público, restando 
pouco para o gerenciamento de risco de cheias. Assim, o elevado índice de 
analfabetismo de nosso país dificulta a implantação de políticas de preparo e 
conscientização da população sobre seus direitos e deveres, para exercerem um papel 
mais atuante e fiscalizador na questão dos problemas urbanos e sociais. 
É observado que muitas obras de infraestrutura no Brasil são realizadas de forma 
corretiva, e não preventiva, elevando assim seus custos, e que em muitos casos se
11 
tornam inviáveis financeiramente. Não havendo, por esse motivo uma harmonia entre o 
planejamento urbano e o seu crescimento. 
Portanto, existe um descompromisso do mercado em intervir nas demandas 
sociais. As agências multilaterais acabam sendo as principais financiadoras de políticas 
públicas urbanas, oferecendo medidas compensatórias e corretivas para aliviar os 
problemas existentes, não havendo uma interação entre políticas e agências, nem o 
comprometimento cívico das autoridades (MOURA, 2004). Tal perfil de ações públicas 
corretivas deixa transparecer a incapacidade administrativa e a desorganização do 
Estado junto a uma sociedade desarticulada e desprovida de poder de negociação 
(MENEZES, 1996). 
2.2.1 Recuperação e Intervenções em Cursos de Água 
No Brasil, ainda é recente a elaboração de projetos para recuperação de curso 
d’água. Segundo Giorski (2010), cidades situadas em países desenvolvidos 
implementaram planos e projetos considerados modelos em relação ao tratamento de 
sistemas e corredores fluviais urbanos, buscando uma integração destes cursos d’água 
no meio urbano. 
Ainda segundo Giorski (2010), Francisco Saturnino Rodrigues de Brito (1864- 
1929) e Frederick Law Olmsted (1822-1903) foram importantes precursores da inclusão 
da dimensão paisagística em projetos de saneamento e drenagem. Brito, Engenheiro 
Sanitarista, que participou da implantação do urbanismo moderno no Brasil, tinha como 
preceito sanear, embelezar e prever a expansão da cidade em um único ponto. Olmsted, 
como mentor da arquitetura e planejamento da paisagem nos Estados Unidos, tendo 
como uma de suas principais projetos o Back Bay Fens, desenvolvido em 1880, reúne 
uma área de recreação associada ao sistema de proteção de enchentes e melhoria da 
qualidade das águas de Boston. 
Na Nova Zelândia, um estudo para bacia do lago Waiwhakareke Natural 
Heritage Park (WHNP) realizado por Dulgan (2011), apresenta a reversão de terras 
agrícolas para áreas de floresta, reduzindo assim a quantidade de contaminantes na 
água, causados pelo avanço das cidades a áreas rurais e florestais. Esse autor ainda
12 
destaca a influência das algas verdes na diminuição da quantidade de oxigênio da água, 
comprometendo o lazer, pesca e a estética. 
Esse fenômeno se chama eutrofização, que é que o crescimento de plantas 
aquáticas pelo excesso de fertilização em mananciais, afetando diretamente a qualidade 
da águas (BROOKE et al., 2008). 
O aumento da matéria orgânica é uma das consequências deste processo, bem 
como o crescimento das substâncias dissolvidas que geram odor e sabor na água. O 
acúmulo de matérias e vegetação causa o assoreamento, tornando o lago cada vez mais 
raso, podendo evoluir para o desaparecimento do lago. O oxigênio também sofre 
diminuição (próximo ao sedimento), podendo incidir na liberação de sulfeto de 
hidrogênio, amônia, ferro, manganês e outros contaminantes que provocam a 
mortalidade de peixes (anaerobiose). 
A questão de recuperação de cursos de água divide opiniões, visto que na 
maioria dos casos os cursos de água se apresentam totalmente degradados e poluídos, 
sendo transportadores de esgoto a céu aberto, e sua recuperação se torna, em muito 
casos, inviável financeiramente para o seu gestor, se tornando um espaço desvalorizado 
no espaço urbano e promotor da ocorrência de criminalidades. 
Na pesquisa Caracterização e delimitação cartográfica das áreas de 
preservação permanente (APP) e de zonas de interesse ambiental (ZIA) na área urbana 
de Cuiabá-MT, coordenada pelo professor Prudêncio Rodrigues de Castro Jr., do 
Departamento de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), concluiu-se 
que 80% dos cursos d’água, nascentes, canais efêmeros e brejos foram destruídos e a 
APP toda descaracterizada. Questionam, ainda, a necessidade de manter os córregos e 
suas APP’s sob proteção. 
A Profª. Dra. Cátia Nunes, do Departamento de Botânica do Instituto de 
Biociências da UFMT, em entrevista concedida ao Jornal A Gazeta, de 5 de junho de 
2009 (reportagem de Josana Sales), afirma que esses córregos são ilhas ecológicas e 
exercem função ecológica de manter a fauna e amenizar o clima árido e quente da 
cidade. 
Apesar desse grave diagnóstico das APP’s dos cursos d’água, o Córrego 
Gumitá, localizado na cidade de Cuiabá-MT, recebeu um projeto de intervenção, 
considerado no município pioneiro nessa esfera. Ele vem sendo implementado em
13 
etapas, devido a sua complexidade e fatores envolvidos (ocupações irregulares, 
descaracterização ambiental e poluição das águas), estando descrito no capítulo 
seguinte. 
2.2.1.1 Intervenção no Córrego Gumitá, Cuiabá – MT 
No município de Cuiabá – MT foi proposto, a partir da elaboração do Plano 
Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá pelo extinto Instituto de 
Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU), um novo tratamento urbanístico e 
ambiental para integração com o entorno da micro-bacia do Córrego Gumitá (Figura 
2.2). Ele vem sendo executado em conjunto com todas as secretarias do município, 
através de recursos oriundos de empréstimos contraídos junto ao Fundo Financeiro para 
o Desenvolvimento da Bacia da Prata (FONPLATA). 
A motivação para elaboração do plano se deu pela degradação sofrida na bacia 
devido à ocupação desordenada em seu entorno ocorrida a partir da implantação do 
Centro Político Administrativo (CPA) com a construção de núcleos habitacionais. O 
projeto propõe implantar um parque linear em toda sua extensão, com a reconstituição 
de sua mata ciliar, assim como reduzir a carga de poluentes e realizar o controle de 
erosão, e também, uma via que delimitará sua área e servirá de barreira para evitar 
novas invasões.
14 
Figura 2.2 – Área de intervenção no Córrego Gumitá 
Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008) 
Na Figura 2.3 é possível observar a estrutura do programa para realização do 
projeto, sendo o primeiro passo o reassentamento populacional devido a existência de 
ocupação irregular em torno da bacia. Para isso, foram construídas 810 casas no 
Residencial Canaã e 174 casas no bairro Altos da Serra. O segundo passo seria a 
recuperação das áreas degradadas, através da implantação do parque linear com a 
recuperação da estação de tratamento de esgoto. Por fim, o último passo seria o 
desenvolvimento da infraestrutura urbana, com a reestruturação viária, pavimentação de
vias, rede de distribuição de água e 
(Figura 2.4). 
Figura 2.3 – Estrutura do programa de intervenção no Córrego Gumitá 
Estrutura do 
Programa 
Reassentamento 
Populacional 
Recuperação de 
Áreas 
Degradadas 
Desenvolvimento 
da Infraestrutura 
urbana 
Fonte: Adaptado do Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008) 
Figura 2.4 – Corte esquemático do projeto de intervenção no Córrego Gumitá 
Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008) 
Além disso, foi prevista 
diagnóstico à elaboração do 
captação de esgotos, drenagem e energia elétrica 
a participação da sociedade em todas as etapas 
programa de intervenção. 
15 
– do
16 
Com isso, os principais benefícios a serem alcançados com a intervenção seriam: 
• Melhoria nos indicadores de saúde da população, 
• Proteção e recuperação do meio ambiente, 
• Acessibilidade aos bens públicos, 
• Legalização de imóveis e atividades econômicas, 
• Geração de emprego e renda, 
• Elevação do nível de organização comunitária, 
• Ampliação da cidadania, 
• Inclusão social, 
• Melhores condições de acesso para o transporte de pessoas e a otimização de 
itinerários, 
• Diminuição dos custos de operação e de manutenção de veículos e redução de 
poluentes provenientes de congestionamentos. 
O plano de intervenção referido é pioneiro na questão de recuperação de cursos 
d’água no município de Cuiabá, ele visa atenuar os impactos sofridos pela urbanização 
(em especial, a ocupação irregular de APP’s e o lançamento de esgotos). Ele vem sendo 
executado por etapas. 
2.2.2 Crescimento Urbano e o Processo de Degradação Ambiental das Bacias de Cuiabá – 
MT 
A urbanização causa diversas alterações no meio ambiente, em especial nos 
processos hidrológicos. Segundo Tucci (2007a), o meio formado pelo ambiente natural 
e pela população é um ser vivo e dinâmico que gera um conjunto de efeitos interligados, 
que, sem controle, pode provocar caos à cidade. Além disso, a urbanização aumenta 
com o crescimento econômico, quando o perfil da renda se altera e o emprego se 
concentra mais nos serviços e na indústria do que na agricultura. Com a urbanização, a 
taxa de natalidade tende a diminuir em razão de vários fatores sociais.
17 
Nas grandes cidades ocorreu um processo de desconcentração urbana da área 
central para a periferia, deixando o centro despovoado e degradado. Dificuldades de 
vias de transporte, aumento de tráfego e deterioração do transporte têm levado a 
mudanças de atitude nesse processo. Assim, é correto afirmar que o processo de 
ampliação da ocupação do espaço urbano também foi motivado pelo crescimento 
populacional, que, consequentemente favoreceu a impermeabilização do solo (com 
novas construções), acarretando maior vazão de escoamento em conjunto com a 
degradação ambiental de muitos cursos d’água. 
A cidade de Cuiabá apresenta um conflito entre o passado, representado por uma 
rica cultura e patrimônio local, e a necessidade de modernização futura (SILVA, 
2010).Tendo sua origem pela mineração em 1719 e sofreu grande crescimento urbano a 
partir da década de 1930, em função dos incentivos concedidos pelo governo federal, 
como o programa “Marcha para o Oeste”, e nos anos de 1960 e 1970, com a integração 
da Amazônia ao processo de expansão capitalista empreendido pelos governos militares 
(MARTINS, 2008). 
O espaço arquitetônico e urbanístico da cidade de Cuiabá sofreu um processo 
descontínuo de crescimento devido a variação da estabilidade econômica, gerando uma 
grande intervenção pública em sua evolução, podendo essas fases serem caracterizadas 
em três ciclos (FREIRE, 1997): 
• O Ciclo da Mineração: tendo início com a fundação de Cuiabá em 1719 até o 
ano de 1720, quando passa a sediar a capital da Província de Mato Grosso; 
• O Ciclo da Sedimentação Administrativa: que vai de 1820 a 1968, que ocorreu a 
demolição da Catedral do Bom Jesus, coincidindo com a abertura do portal 
mato-grossense da Amazônia para o avanço das fronteiras e mediando a 
expansão capitalista para as imensas áreas do Norte do Estado; 
• O Ciclo da Modernização: teve início em 1968, quando se iniciou efetivamente a 
diversificação das funções urbanas da cidade, sob o fluxo das frentes de 
expansão. A construção de Brasília estimulou o fortalecimento da rede urbana. 
Nas décadas de 1960 e 1990, e em consequência do alto índice de migração que 
exerceu pressão sobre a cidade, ocasionou o processo de espacialização urbano não 
acompanhado pelo planejamento urbano adequado.
18 
Em 1966, o Governo Estadual, pressionado com a forte imigração, criou a 
Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso (COHAB), responsável 
pela construção do Núcleo Cidade Verde, localizado nas proximidades do Rio Cuiabá, 
sendo o primeiro núcleo de habitação popular de iniciativa estadual, atraindo, também, 
o crescimento urbano para a porção oeste da cidade. 
A construção da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), juntamente 
com a expansão da infraestrutura para essa região, polarizou o crescimento em direção 
ao Coxipó da Ponte, integrando esse núcleo à malha urbana (FREIRE, 1997). 
Para solucionar os problemas gerados com a expansão dos serviços públicos, foi 
criado o CPA, logo depois foram construídos conjuntos habitacionais para atender a 
população de baixa renda, surgindo os bairros CPA I, II, III e IV, e de classe média 
Morada do Ouro. 
Após a ocupação do setor norte da cidade e a construção da Estação Rodoviária 
Engenheiro Cassio Veiga de Sá, sucederam processos de invasão com posterior 
formação de favelas (Bairros Santa Izabel, Barbado, Canjica, Praeiro, Pedregal, Planalto 
A e B e Jardim Bela Vista). 
Na Figura 2.5, é possível observar a evolução urbana de Cuiabá, tendo ela o seu 
início nas proximidades do Rio Cuiabá a partir do século XVIII. Na Figura 2.6 
apresenta o mapa da evolução urbana de Cuiabá ampliado na área da Bacia do Barbado. 
Figura 2.5- A evolução urbana de Cuiabá – MT 
Fonte: Perfil Socioeconômico de Cuiabá, Vol. IV (2009)
19 
Figura 2.6- A evolução urbana da Bacia do Córrego Barbado - Cuiabá – MT 
Fonte: Adaptado do Perfil Socioeconômico de Cuiabá, Vol. IV (2009) 
A construção da Avenida das Torres (Figura 2.7) iniciada no ano de 2007, 
interligando o bairro Pedra 90 à Avenida Gonçalves Antunes de Barros (Jurumirim), 
próximo ao Córrego do Barbado, acarretou mudanças significativas no espaço urbano 
da cidade, estimulando o surgimento de novos empreendimentos imobiliários.
20 
Figura 2.7 – Avenida das Torres e Córrego do Barbado 
Fonte: Acervo Particular (2011) 
A cidade de Cuiabá está inserida em uma região que contém grande diversidade 
de rios, ribeirões e córregos formadores da bacia do rio Cuiabá (Figura 2.8), sendo que 
muitos deles apresentam um acentuado processo de degradação, podendo até sofrer o 
processo de extinção e efemerização, fato este explicado por Castro Junior et al. (2008) 
da seguinte forma: 
Os volumes de águas lançadas de forma concentrada e 
incompatível com a capacidade de suporte dos terrenos, 
misturados às águas servidas e de esgoto, atingem 
desastradamente os cursos d’água naturais, gerando erosão, 
assoreamento, poluição e contaminação. Esses processos vêm 
causando a extinção de nascentes e a efemerização de córregos.
21 
Figura 2.8- Rede hidrográfica no Perímetro de Cuiabá - MT 
Fonte: Adaptado de SEMINFE/SMADES (2007) apud CUIABÁ (2009)
22 
2.2.2.1 Esgotamento Sanitário 
O projeto de esgotamento sanitário de Cuiabá foi construído com base no projeto 
de Saturnino de Brito de1952, tendo uma rede de 625 km e 53.573 ligações. Seu sistema 
de coleta é realizado por três sistemas: misto, com coleta de águas pluviais e esgoto em 
único sistema separador; sistema separador absoluto, que são dois sistemas de coleta 
sendo um para águas pluviais e outro para esgoto e pelo sistema condominial, que 
realiza a coleta nos lotes urbanos (LIMA e RONDON LIMA, 2009; CUIABÁ, 2009). 
Na localidade do Barbado existem quatro sistemas de tratamento de esgoto, que 
se encontram dispostos no Quadro 2.1, sendo: coleta de esgoto e tratamento recebida 
pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dom Aquino, que atende a maioria dos 
bairros localizados na bacia do Barbado; coleta e tratamento com sistema isolado 
atendido por Biodigestor e Lagoas de Estabilização, e apenas a coleta sem tratamento. 
Quadro 2.1 – Localidades da Bacia do Barbado atendidas pelo Sistema de Coleta de 
Esgoto em Cuiabá 
Sistema de Tratamento de Esgoto Bairro / Localidade 
Coleta com tratamento de esgoto – Integrado 
Convencional – ETE Dom Aquino 
Grande Terceiro 
Jardim Califórnia 
Jardim Leblon 
Terra Nova 
Morada do Ouro (setor leste) 
Jardim das Américas 
Jardim Tropical 
Jardim Petropólis 
Barbado 
Jardim Shangri-lá (parte) 
Alphaville 
Coleta com tratamento de esgoto – Isolado 
Convencional - Biodigestor 
Campus UFMT 
Coleta com tratamento de esgoto – Isolado 
Convencional - Lagoas de Estabilização 
Morada do Ouro I 
Morada do Ouro II 
Morada da Serra (CPA II, III e IV) 
Somente Coleta de Esgoto – Condominial 
isolado sem tratamento 
Carumbé 
Praeirinho 
Pedregal 
Canjica 
Bela Vista 
Praeiro 
Somente Coleta de Esgoto – Condominial 
isolado com tratamento desativado 
Morada da Serra (CPA I) 
Fonte: Perfil Sócio Econômico de Cuiabá – Volume IV (2009)
23 
2.2.3 Avenida Parque do Barbado 
O plano de obras de mobilidade urbana das obras para a copa de 2014 elaborado 
pela Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) [Extinta Agência Estadual de Execução 
dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa)] estabelece que a via Parque do 
Barbado terá o eixo viário estrutural projetado em pista dupla entre as avenidas Juliano 
Costa Marques e Fernando Côrrea com aproximadamente 6 km de extensão. 
A avenida tem este nome devido ao parque linear (APP do córrego do Barbado) 
que será delimitado por ela. Na Figura 2.9 é apresentado o esboço do parque entre 
avenida pelo extinto IPDU. 
Figura 2.9 – Esboço da Avenida Parque do Barbado 
Fonte: Poppi (2011) 
A obra da Av. Parque do Barbado envolverá muitas desapropriações de 
edificações em áreas nas áreas de APP. Esta tem o objetivo de desafogar o trânsito da 
Av. Miguel Sutil e se integrará como uma importante via na cidade. 
Até o presente momento foram realizadas duas audiências públicas sobre esta 
avenida, sendo que na primeira foi apresentado o estudo preliminar deste projeto, com 
ênfase no trecho que irá passar pelo campus da UFMT. Foram apresentadas duas 
opções: a primeira ocupará parte da pista de caminhada (bosque) – Figura 2.10, 
estruturando a avenida em paralelo ao curso do córrego; a segunda prevê a construção 
da avenida sobre o córrego numa faixa de aproximadamente 500 metros. A segunda 
opção foi a mais defendida pela comissão da Secopa pelo fato de não destruir a área de
24 
vegetação consolidada da pista de caminhada do campus da UFMT, gerando menos 
impacto. 
Figura 2.10 – Pista de Caminhada e bosque no Campus da UFMT 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
A Figura 2.11 mostra o traçado da avenida no trecho entre a Av. Arquimedes 
Pereira Lima e Fernando Côrrea da Costa, com ênfase ao campus da UFMT, que teria a 
posição da sua entrada principal alterada, sendo apresentada na primeira audiência 
pública realizada no dia 24 de maio de 2011. 
Figura 2.11 – Traçado da Av. Parque do Barbado – Campus UFMT 
Fonte: Acervo Particular (2011)
25 
A obra está divida em dois lotes, sendo o primeiro lote compreendendo uma 
extensão de 4 km entre as avenidas das Torres e Fernando Correa da Costa, estimada 
no valor de 23 milhões, já o segundo lote com 1.824 m entre as avenidas Juliano Costa 
Marques e Jurumirim está orçado em 10,8 milhões. 
A obra da Avenida Parque do Barbado ainda não foi iniciada, sendo realizado 
um levantamento psicossocial e econômico da região por uma equipe conveniada do 
Departamento de Geografia da UFMT, devido à necessidade de realização de 
desapropriações para implantação do projeto. 
Em conversa com o Arquiteto Ademar Poppi, arquiteto da extinta Agecopa, está 
prevista a construção de um coletor de esgoto na margem do córrego, com o objetivo 
de bloquear o lançamento de águas contaminadas no leito do Córrego do Barbado. 
2.3 A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO 
A importância das áreas verdes no espaço urbano sempre foi uma questão 
bastante estudada no planejamento urbano. A Revolução Industrial acarretou inúmeras 
discrepâncias no espaço urbano, causadas não só pelo êxodo rural, mas também pela 
falta de organização do ordenamento urbano e do meio ambiente, provocando uma 
situação de extrema insalubridade. 
A presença de novas situações nas áreas urbanas forçou um 
planejamento das funções a serem desenvolvidas pelos espaços livres 
nas cidades. A idéia de E. Howard e sua Cidade Jardim (1996) foram 
grande influência para o desenvolvimento de novos modelos para os 
espaços verdes e jardins. A partir das idéias de Howard e de outros 
autores da época, os espaços verdes passaram a ser considerados 
como parte do sistema da cidade. Um conjunto de elementos e funções 
entrelaçados, não mais visto separado do sistema único: Cidade. 
(Buccheri Filho, 2010, p.16). 
Logo, a ocupação urbana gera uma substituição das áreas verdes por superfícies 
impermeabilizadas que, além de afetar os recursos hídricos com o aumento do 
escoamento superficial, afeta, também, a temperatura das áreas urbanas com a formação 
de ilhas de calor. Por isso, é importante existir áreas verdes no espaço urbano. Segundo 
Callejas et al. (2009), a vegetação é um importante componente regulador da 
temperatura urbana, principalmente em locais de clima tropical e subtropical.
26 
Áreas arborizadas em grande extensão são responsáveis pela atenuação térmica 
de no mínimo 2 a 3ºC e máxima de 6 a 8ºC, se propagando em áreas circundantes em 
até 2 km da borda de um parque (HENKE-OLIVEIRA, 2001). 
A cobertura vegetal, em especial as matas ciliares, auxilia no controle da erosão 
do solo urbano, interceptando as chuvas (e protegendo o solo), reduzindo, assim, sua 
velocidade de escoamento. Ela ainda contribui na retenção de sedimentos, evitando o 
assoreamento dos cursos de água e realiza a captura do gás carbônico durante o dia e 
produção de oxigênio durante a noite. 
Segundo Tucci; Clarke (1997), as alterações na cobertura vegetal das bacias 
hidrológicas não influenciam apenas o seu comportamento hidrológico, mas também 
altera a precipitação e a umidade do solo. 
A vegetação é responsável por realizar o processo de evapotranspiração, que é o 
retorno de água para a atmosfera e influencia diretamente na quantidade de água 
precipitada, que posteriormente é transformada em vazão em uma bacia hidrográfica 
(COLLISCHONN; TASSI, 2010). 
Os espaços verdes também exercem função de satisfação psicológica e cultural 
na maioria dos cidadões. A Carta de Atenas de 1933 estabelece que os elementos sol, 
espaço e vegetação são indispensáveis aos seres vivos, de maneiras que as superfícies 
verdes não devem ter apenas a função de embelezamento da cidade, mas sim um papel 
útil, sendo um prolongamento da habitação. 
A importância dessas áreas também se dá no âmbito imobiliário, havendo uma 
maior valorização comercial de empreendimentos localizados próximos a parques e 
espaços de recreação, e que também possuem ampla área verde em bom estado de 
preservação. Como de maneira oposta, em áreas próximas a córregos com sua água e 
vegetação degradada, propicia a ocorrência de criminalidade e transmissão de doenças. 
Sendo assim, a preservação destas áreas é importante não só para a manutenção 
do ecossistema urbano, mas também para o conforto térmico e valorização do espaço 
urbano, sendo estas áreas verdes importantes indicadores de qualidade ambiental.
27 
2.3.1 Índices de Qualidade Ambiental (IQA) 
A emergência da problemática ambiental nos espaços urbanos traz a necessidade 
de avaliá-los para propor medidas que busquem a sustentabilidade. 
Assim, o uso de indicadores para avaliar a qualidade ambiental tem sido 
empregados devido a sua facilidade de adequação a realidade do ambiente estudado, 
analisando, em sua maioria, aspectos objetivos, quando desenvolvidos a partir de dados 
quantitativos. 
Tais índices procuram descrever um determinado aspecto da realidade com 
equações matemáticas, a partir de dados (áreas) quantificados. Sendo assim, o estudo 
deve se basear em indicadores capazes de produzir o retrato do ambiente estudado, de 
maneira a transmitir informações sobre fenômenos observáveis a partir de parâmetros. 
Ainda assim, esses indicadores não são precisos e definitivos, pois surgem como 
resposta as pressões do sistema socioeconômico e cultural sobre o meio ambiente 
(DIAS et al. 2011). 
A carência de dados sistematizados dificulta a realização deste tipo de trabalho, 
uma vez que os indicadores precisam retratar com clareza a realidade do objeto 
avaliado. 
Enfim, as informações e parâmetros a serem utilizados para a elaboração dos 
Índices de Qualidade Ambiental (IQA) devem ser organizados de acordo com as 
características do objeto a ser avaliado, sendo esta uma importante ferramenta para o 
planejamento ambiental. 
2.4 ESCOAMENTO SUPERFICIAL – HIDROGRAMA UNITÁRIO DO SCS 
Denomina-se escoamento superficial a água que escoa por uma determinada área 
devido a ocorrência de uma chuva torrencial sobre aquela área. 
No estudo dos processos hidrológicos, é possível, a partir da observação dos 
processos naturais, analisar a sazonalidade dos processos envolvidos no meio físico 
natural, assim como equacionar o escoamento superficial, que nada mais é que o
28 
escoamento de água sobre a superfície de uma bacia, até encontrar um ponto de 
captação. 
Esses processos hidrológicos estão associados à hidrologia urbana, que propende 
conhecer a controlar os efeitos da urbanização nos diversos componentes do ciclo 
hidrológico. Silveira (1998) afirma que “A visão exclusivamente mecanicista da 
circulação das águas e esgotos no espaço urbano não é mais admissível no mundo 
moderno que deseja um saneamento com maior respeito pelo meio ambiente” 
O hidrograma pertence ao campo da hidrologia urbana, sendo um gráfico que 
relaciona a vazão no tempo, que analisa o comportamento da bacia a partir de alguns 
valores de tempo (TUCCI, 2007b). 
O escoamento superficial direto é causado por uma chuva efetiva unitária (1 mm 
ou 1 cm), considerando-se uma precipitação efetiva unitária constante ao longo de sua 
duração, distribuindo-se uniformemente por toda a área de drenagem 
(COLLISCHONN; TASSI, 2010), sendo representando no hidrograma unitário. 
O método do Hidrograma Unitário SCS foi desenvolvido pelo Departamento de 
Conservação do Solo - Soil Conservation Service (SCS) – atualmente Natural 
Resources Conservation Service (NRCS), baseado em dados observados em diversas 
bacias que possuíam registros de vazão e de chuvas para ser utilizado em bacias com 
carência, sendo denominado sintético por reunir as características das bacias sintetizadas em 
equações (MENEZES FILHO; COSTA, 2007).
29 
3. ÁREA DE ESTUDO 
3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 
A bacia do Córrego do Barbado está localizada na latitude S 15º36’04”e 
longitude W 56º03’59”. Toda sua extensão encontra-se inserida na área urbana da 
cidade de Cuiabá-MT, na porção centro-leste da cidade (Figura 3.1). Esse córrego é uma 
das maiores sub-bacias afluentes do rio Cuiabá, constituindo-se, com outras sub-bacias, 
a grande bacia hidrográfica do Rio Cuiabá, responsável por abastecer treze municípios 
da baixada cuiabana, dentre ele, as cidades de Cuiabá e Várzea-Grande. O Rio Cuiabá é 
afluente do Rio Paraguai, que drena o Pantanal Mato-Grossense. 
Seu curso inicia-se no Centro Político Administrativo (CPA), onde o divisor de 
águas separa as nascentes dos Córregos Ribeirão da Ponte, Moinho, Quarta-Feira e 
Barbado. Esta área apresenta pontos degradados devido ao processo iniciado na década 
de 1970 com o garimpo e construção do CPA. 
Figura 3.1 – Localização da Bacia do Córrego do Barbado 
Fonte: Autora (2011)
30 
O córrego percorre 21 bairros, porém 25 bairros integram a área de sua bacia 
conforme ilustra a Figura 3.3, sendo eles de diferentes padrões de renda e extensões, de 
acordo com os dados do IBGE do ano de 2000 e 2007 do Perfil Socioeconômico de 
Cuiabá, Tabela 3.1. 
O córrego do Canjica, maior afluente do córrego do Barbado, é classificado por 
por Castro Junior et al. (2008) como um canal efêmero com esgoto. Sua nascente está 
situada no Bairro Bosque da Saúde (próximo à Av. CPA), Figura 3.2. Este conecta-se 
ao córrego do Barbado nas proximidades da Av. Gonçalves Antunes de Barros 
(Jurumirim). 
Figura 3.2 – Córrego do Canjica e Barbado 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2012)
31 
Figura 3.3- Área da Bacia do Córrego do Barbado 
Fonte: Adaptado de CUIABÁ (2011) 
Na Tabela 3.1, observa-se que os bairros que compõem a área da Bacia do 
Barbado têm densidades populacionais que variam entre 5,8 à 139,38 hab/ha e têm em 
sua maioria classe de renda media baixa.
32 
Tabela 3.1 – Caracteristicas dos bairros da Bacia do Córrego do Barbado 
Bairro 
Pop. 
(hab) 
Densidade 
Populacional 
(hab/ha) 
Faixa renda 
(S.M.) 
Classe Renda 
1 
CENTRO POLITICO ADMINISTRATIVO 
(CPA) 
4243 5,8 2,72 BAIXA 
2 MORADA DO OURO 5023 21,74 11,69 MÉDIO-ALTA 
3 JARDIM ACLIMAÇÃO 1777 24,75 25,84 ALTA 
4 TERRA NOVA 2781 107,42 11,87 MÉDIO-ALTA 
5 BELA VISTA 4042 139,38 2,81 BAIXA 
6 SÃO ROQUE 544 35,74 4,7 MÉDIO- BAIXA 
7 DOM BOSCO 1927 27,31 4,54 MÉDIO- BAIXA 
8 CANJICA 2301 67,68 4,92 MÉDIO- BAIXA 
9 CAMPO VERDE 1976 72,83 3,11 MÉDIO- BAIXA 
10 CARUMBÉ 2800 92,93 3,51 MÉDIO- BAIXA 
11 BOSQUE DA SAÚDE 4141 62,41 18,21 MÉDIO-ALTA 
12 JARDIM ITÁLIA 3946 15,18 13,24 MÉDIO-ALTA 
13 PEDREGAL 6572 107,02 3,27 MÉDIO- BAIXA 
14 JARDIM LEBLON 3975 55,25 3,5 MÉDIO- BAIXA 
15 JARDIM DAS AMÉRICAS 3714 33,55 31,96 ALTA 
16 BOA ESPERANÇA 5337 30 21,54 MÉDIO-ALTA 
17 PICO DO AMOR 1889 40,56 11,88 MÉDIO-ALTA 
18 CAMPO VELHO 2414 89,41 3,94 MÉDIO- BAIXA 
19 JARDIM TROPICAL 1539 46,57 18,73 MÉDIO-ALTA 
20 JARDIM PETRÓPOLIS 1467 28,21 20,29 MÉDIO-ALTA 
21 GRANDE TERCEIRO 4599 52,54 5,34 MÉDIO- BAIXA 
22 JARDIM CALIFORNIA 1590 21,77 23,18 ALTA 
23 JARDIM SHANGRI-LÁ 1413 22,8 30,67 ALTA 
24 PRAEIRO 1323 76,56 3,62 MÉDIO- BAIXA 
25 PRAEIRINHO 2121 51,56 2,72 BAIXA 
Fonte: Adaptado do Perfil Socioeconômico de Cuiabá Vol. IV, 2010 
Entre os anos de 1960 e 1990, a cidade de Cuiabá passou por grandes 
transformações decorrentes da expansão urbana, particularizando o Córrego do 
Barbado, a construção do Centro Político Administrativo (CPA) em 1970 na porção NE 
- região da nascente, e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1972, na 
porção SE – região central da bacia, fomentaram a ocupação urbana em seu entorno 
(BORDEST, 2003). 
Segundo Bordest (2003), o Barbado tem leitos estreitos e com uma profundidade 
média de 1 a 2 metros, seus afluentes em geral são curtos e poucos ramificados e 
atualmente sucumbidos chegam a desaparecer. Sua cabeceira possui cota de 225 m e sua 
foz cota de 140 m de altitude.
A sua ua extensão é de 9.400 m e sua área de drenagem possui aproximadamente 
14 km2, com sua nascente (Figura 3. 
até sua foz, no Rio Cuiabá (Figura 3. 
, 3.4), nas proximidades do Parque Massairo Okamura, 
a 3.5). 
Figura 3.4 – Nascente do Córrego do Barbado 
Fonte: Yano et al. (2010) 
Figura 3.5 – Foz oz do Córrego Barbado no Rio Cuiabá 
Adaptado do Google Earth (2011) 
Um importante fator que deve ser levado em consideração para a analise 
ambiental desta bacia, é a ocorrência de dois períodos sazonais na 
cidade de Cuiabá 
MT, , sendo um chuvoso entre os meses de novembro a março e outro seco nos meses 
33 
), Cuiabá-
34 
seguintes, logo suas formações vegetacionais naturais sofrem um processo de 
adaptação, fato este constatado por Castro Junior et al. (2008): 
Por isso, as espécies do Cerrado da Baixada Cuiabana são 
fortemente aptas à suportarem elevados graus de estresses hídricos, 
baixa capacidade edáfica dos solos, sendo de alta rusticidade e alta 
resiliência, em função das alterações da própria dinâmica superficial, 
do balanço morfogênese/ pedogênese, etc. 
Dessa maneira, no período chuvoso os excessos de água no solo e nos cursos de 
água podem indicar uma época de maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de 
processos erosivos bem como da lixiviação de produtos químicos. E também com o 
aumento do nível de água no canal e de sua velocidade vazante, a água fica mais turva 
devido ao transporte de sedimentos. 
O córrego possui um trecho do baixo curso canalizado (Figura 3.6) que se 
estende entre as avenidas Fernando Correa da Costa e Beira Rio, tendo suas margens 
limitadas pela Avenida Tancredo Neves. 
Figura 3.6 – Trecho canalizado Córrego do Barbado – Av. Fernando Corrêa da Costa 
Fonte: Acervo Particular (2011)
35 
No trecho a cabeceira da bacia, verificam-se pontos de degradação, com a 
disposição de resíduos a sua margem e a ocupação irregular do entorno ilustrado na 
Figura 3.7. 
Figura 3.7 – Trecho não canalizado – cruzamento da Av. Gonçalves Antunes de Barros com a 
futura Av. Parque do Barbado 
Fonte: Acervo Particular (2011) 
3.2 CLIMA 
O clima da cidade de Cuiabá-MT, bem como da bacia do Córrego do Barbado é 
essencialmente tropical continental, apresentando dois períodos distintos o chuvoso e 
seco. No Quadro 3.1 observa-se que os meses outubro a abril apresentam maiores 
índices de precipitação, configurando o período chuvoso, já os outros meses apresentam 
índices muito inferiores configurando o período de estiagem (seco). A média anual da 
temperatura máxima é de 32,8 ºC.
36 
Quadro 3.1- Médias mensais das variáveis climatológicas observadas em Cuiabá nos anos de 
1970a 2007- dados do 9º Distrito de Meteorologia 
Mês 
Temperatura do Ar (ºC) Umidade 
Média Precipitação (mm) 
Relativa 
(%) 
Compensada 
Média das 
Máximas 
Média das 
Mínimas 
Jan 27,3 27,1 24,0 81,2 209,1 
Fev 26,6 31,9 23,5 84,5 247,6 
Mar 27,1 32,9 23,7 80,5 180,6 
Abr 25,9 27,1 21,8 74,8 116,2 
Mai 23,7 25,7 19,5 76,5 29,9 
Jun 23,0 26,5 18,7 70,3 7,3 
Jul 22,7 26,3 16,9 66,5 18,9 
Ago 25,4 34,2 18,1 56,8 9,6 
Set 26,9 34,1 20,9 61,2 51,5 
Out 27,9 34,2 23,6 60,5 130,2 
Nov 27,4 33,4 23,6 74,0 188,4 
Dez 27,5 33,2 24,0 77,5 167,7 
Média 
Anual 
26,0 32,8 21,5 72,7 1.356,9 
Fonte: Adaptado do Perfil Socioeconômico de Cuiabá Vol. IV (2010) 
3.3 GEOMORFOLOGIA, GEOLOGIA E SOLOS 
O relevo da Bacia do Barbado foi modelado sobre rochas metamórficas Pré- 
Cambrianas e se encontra na unidade geomorfológica da Depressão Cuiabana, bem 
como apresenta topografia levemente inclinada, com baixos espigões. Apresenta, 
também, pequenos ‘cluses’ correspondentes às fraturas e diáclases que cortam as 
camadas rochosas (BORDEST, 2003). 
O solo característico desta bacia é o litólico, sendo um solo muito raso e não 
hidromórfico, com textura variável, sendo esta freqüentemente arenosa ou média, 
ocorrendo também a textura argilosa e raramente siltosa, sendo heterogênea quanto às 
propriedades químicas (IBGE, 2007; EMBRAPA, 2009). 
3.4 VEGETAÇÃO 
A vegetação característica da Bacia do Córrego do Barbado é a formação de 
savana arbórea do tipo campo cerrado, sendo considerada bastante resistente ao fogo
37 
(queimadas). Esta também é conhecida como campo cerrado, estando ordenada de 
maneira esparça, tendo sua estrutura esgalhada e tortuosa de altura que varia entre 2 a 5 
metros. Ela encontra-se dispersa sobre um tapete de gramíneas e ainda intercalada de 
plantas arbustivas baixas e outras lenhosas rasteiras (BORDEST 2003; SCHWENK, 
2005). 
3.5 O CÓRREGO DO BARBADO E O PARQUE ECOLÓGICO MASSAIRO 
OKAMURA 
A criação da Reserva Ecológica Massairo Okamura foi realizada após a 
elaboração do Código Municipal do Meio Ambiente de Cuiabá na década 90 e teve 
como objetivo conservar a mata ciliar que protege as cabeceiras do Barbado. Segundo 
Guarim e Vilanova (2008), a criação deste parque pode ser considerada como um dos 
indicativos da reorientação na política urbana de ocupação do solo com princípios do 
desenvolvimento sustentável. 
Inicialmente, sua área era de 180 ha, estabelecida na sua criação pelo Decreto lei 
nº. 2.681 de 6 de julho de 1989. Porém, devido à inoperância e omissão das instituições 
responsáveis pela sua manutenção, áreas juntamente com a política de doação de terras, 
esta reserva passou a ter 83 ha, estabelecido pela Lei Estadual nº. 7.313 de 1 de 
setembro de 2000. No entanto, tal área não poderia ser utilizada pela comunidade como 
espaço de lazer, e o governo federal a transformou de Reserva para Parque Estadual 
com 53,75 ha, através da Lei nº. 7.506 de 21 de setembro de 2001 (GUARIM e 
VILANOVA, 2008). 
A construção do Mini-estádio Municipal da Morada do Ouro em 1998 (Figura 
3.8) pela Prefeitura Municipal de Cuiabá dentro do perímetro da Reserva Ecológica, 
acarretou dano ambiental na nascente do Córrego do Barbado devido à grande 
movimentação de terra no local, que quase assoreou a nascente.
38 
Figura 3.8 – Mini-estádio do bairro Morada do Ouro 
Fonte: Adaptado Google Earth (2011) 
O desinteresse político e ambiental na área do parque, ao longo do 
crescimento urbano da cidade, colaborou para a degradação ambiental da área e 
nascentes do Córrego do Barbado.
39 
4. MÉTODO DE PESQUISA 
4.1 ÍNDICES DE QUALIDADE AMBIENTAL (IQA) 
As superfícies impermeáveis têm sido empregadas como indicadoras do grau de 
urbanização, processo este que impacta diretamente nos sistemas de drenagem, 
dinâmica das bacias hidrográficas e qualidade da água. Desse modo, elaboram-se 
Indicadores de Qualidade Ambiental (IQA), a partir da quantificação do verde urbano, 
sendo utilizados como instrumentos e parâmetros de avaliação da qualidade ambiental 
em áreas urbanas (BUCCHERI FILHO e NUCCI, 2006). 
Para a elaboração dos indicadores, foi realizada a análise de imagem de satélite, 
que é uma ferramenta muito utilizada para o reconhecimento e planejamento do espaço 
urbano, em variados segmentos, tais como vegetação, cursos de água, uso do solo, entre 
outros (HENKE-OLIVEIRA, 2001; SOUSA, 2008). 
Não existe uma norma para a elaboração dos IQA, esses são baseados em 
procedimentos metodológicos desenvolvidos em estudos realizados (SOUSA, 2008; 
BUCCHERI FILHO, 2010; DIAS, 2011). 
Para esta pesquisa, foi adotada a metodologia utilizada por Sousa (2008), com a 
quantificação de áreas verdes e permeáveis para o cálculo dos índices, a partir da 
interpretação de imagens, estando discriminados no Quadro 4.1. 
Os indicadores dependentes de demografia foram chamados de ‘Índices’ e os 
independentes de demografia de ‘Percentual’ (HENKE-OLIVEIRA, 2001). Os IQA 
calculados para a Bacia do Córrego do Barbado encontram-se descritos no Quadro 4.1. 
O Índice de Área Verde (IAV) é determinado com base nos parâmetros Áreas 
Verdes Públicas (AVP) e Áreas Verdes Particulares (não ocupadas) (AVPA), por isso 
são adotadas as nomenclaturas IAV¹ e IAV² respectivamente. 
O IAV¹ é obtido com o cálculo das áreas verdes apenas em espaços públicos, de 
acesso livre e uso comum, espelhos de água e lagos, como estabelecido por muitos 
autores para a elaboração dos IQA. E o IAV² utiliza áreas verdes, espelhos de água e 
lagos em espaços públicos e particulares, ou seja, esse é a somatória do IAV¹ com as 
áreas verdes particulares.
40 
O IAV² é um parâmetro hipotético para uma situação futura de transformação 
dos lotes particulares em áreas verdes por meio de desapropriação, visando avaliar a 
contribuição dessas áreas no valor dos IQA. 
Quadro 4.1 – Índices de Qualidade Ambiental que foram calculados para a Bacia do Córrego do 
Barbado 
Índices Descrição 
IAV¹ 
Índice Área Verde em função do tamanho da 
população 
Relação entre superfície total das 
áreas verdes públicas (m²) / 
população (hab) 
IAV² 
Índice Área Verde em função do tamanho da 
população 
Relação entre superfície total das 
áreas verdes públicas e particulares 
(m²) / população (hab) 
PAV Percentual de Áreas Verdes 
Relação entre superfície total de 
áreas verdes (m²) / Superfície total 
bacia (m²) 
IEL Índice de Espaços Livres Públicos 
Superfície total espaços livres 
públicos (m²) / População (hab) 
PEL Percentual de Espaços Livres Públicos 
Superfície total espaços livres 
públicos (m²) / Superfície total da 
bacia (m²) 
A análise quantitativa da vegetação urbana é realizada com base nos indicadores 
calculados para verificação da situação das áreas verdes e permeáveis da bacia, servindo 
de instrumento para trabalhos futuros que busquem a projeção de soluções tecnológicas 
para o melhoramento da qualidade urbana. 
4.1.1. Levantamento das áreas verdes em espaços públicos e particulares, APP, e 
espaços livres públicos na Bacia do Córrego do Barbado 
Para o levantamento das áreas verdes em espaços públicos, particulares, APP, e 
espaços livres públicos na Bacia do Barbado foi empregada a técnica de interpretação 
de imagem e fotografia aérea (fotointerpretação). As imagens utilizadas (SPOT e 
fotografia aérea ambas do ano de 2009) foram cedidas pela Secretaria de Estado do 
Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA).e prefeitura de Cuiabá respectivamente. As 
imagens foram projetadas e georreferenciada no programa ARCGIS versão 9.3. Para 
dar suporte a análise da imagem, foi realizado o reconhecimento da área de estudo 
através de visitas de campo, manipulação de mapas digitais no programa AutoCAD e 
também a utilização das imagens do programa Google Earth (versão cliente), que
41 
possuem alta resolução espacial (superior à resolução da imagem SPOT), para 
visualização e conferência de informações para interpretação das imagens. 
A delimitação da área da bacia para este estudo foi obtida com base no trabalho 
de Yano et al. (2010) e também utilizada como máscara de recorte da imagem, sendo 
essa obtida com os mosaicos montados. 
Os critérios para interpretação e classificação da imagem, com a quantificação 
das áreas permeáveis e impermeáveis da bacia, bem como as áreas verdes, espaços 
livres públicos e APP, foram: 
a) Áreas Permeáveis: sendo lotes particulares ou públicos, sem construção ou qualquer 
tipo de impermeabilização, com área superior a 50 m², sendo ela subdividida em: 
• Áreas Verdes Públicas: praças, jardins, cemitérios, parques, bosques públicos 
com cobertura vegetal predominante, incluindo áreas gramadas e copas de 
árvores, e que propicie bem-estar à comunidade. Sendo áreas que apresentem no 
máximo 30% de impermeabilização; 
• Áreas Verdes Particulares: lotes sem nenhuma construção e com área superior a 
aproximadamente 50 m², restritas ao uso do seu proprietário, sem nenhuma área 
construída, estando coberta por vegetação predominante, incluindo áreas 
gramadas e copas de árvores. Exemplo: lotes residenciais e comerciais. 
• APP: Faixa de vegetação existente ao longo do curso de água, estabelecida pela 
Lei nº. 4.771, de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal), que estabelece, em 
seu artigo 2º a distância de 30 metros de afastamento para cursos de água com 
até 10 m de largura, que é o caso do Córrego do Barbado; 
• Espaços Livres Públicos: são destinados a pedestres, podendo ser espaços 
públicos (praças, parques e outros) e também de uso coletivo, como escolas e 
universidades que abram suas portas para o lazer e recreação nos fins de semana 
(BUCCHERI FILHO, 2010). 
b) Áreas Impermeáveis: Foi considerado todo o restante da área de estudo, 
descontando-se a área total da bacia pela área total permeável.Os princípios utilizados 
para a classificação das áreas verdes e áreas públicas livres a partir da fotointerpretação 
(classificação das cores da imagem), segundo Henke-Oliveira (2001), são apresentados 
no Quadro 4.2.
42 
Quadro 4.2 - Princípios utilizados na foto-interpretação e exemplos aplicados 
Princípios de Foto-Interpretação Exemplos de Aplicação 
Cor/Tonalidade 
Vegetação cor verde; Piscinas e espelhos d’água cor azul; Asfalto 
cor cinza escuro. 
Forma Árvores possuem forma redonda (globosa); Muros forma linear. 
Tamanho Definição do tamanho dos objetos a partir de imagem em escala. 
Pátios com grande número de veículos representam áreas de 
Associação 
estacionamento ou manutenção de veículos. 
Textura 
Áreas gramadas e passagens diferem em textura daquelas 
ocupadas por vegetação arbórea e/ou arbustiva, com textura 
tipicamente rugosa. 
Padrão 
Padrões de distribuição homogênea das árvores devem estar 
associados com a presença de pomares comerciais ou arborização 
de rua. Vegetação de áreas verdes públicas e particulares tem 
padrão de distribuição agregada ou irregular. 
Profundidade / Altura 
O uso de estereoscópio permite perceber diferença na altura e 
profundidade dos elementos. 
Sombra 
Superfícies com calçadas não apresentam sombra própria ou 
projetada, diferindo de objetos tridimensionais, como árvores, 
muros e casas. 
Fonte: Henke-Oliveira (2001) 
Desse modo, o levantamento dos índices permite avaliar a qualidade ambiental 
da área bacia, através do parâmetro cobertura vegetal. Esses indicadores também 
servirão de subsídios para trabalhos futuros que envolvam o planejamento urbano da 
Bacia do Córrego do Barbado. 
4.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL 
O diagnóstico ambiental visa a interpretar a situação ambiental de uma 
determinada área para se buscar o conhecimento de seus componentes ambientais. 
Sendo esta uma importante ferramenta que oferece subsídios para o planejamento e 
gestão ambiental (GOMÉZ et al. , 2009; SOUSA, 2008) 
Logo, para a realização do diagnostico ambiental na Bacia do Córrego do 
Barbado foram observados os seguintes fatores de degradação: erosão, esgoto, 
instabilidade das encostas, resíduos sólidos, presença de animais e vegetação, expostos 
na Tabela 4.1.
43 
Tabela 4.1- Fatores de degradação Bacia do Barbado 
Fator de 
Degradação 
Baixo Médio Grave 
Esgoto 
Sem suspeita de 
aporte 
Com suspeita de 
aporte 
Comprovado 
Instabilidade das 
encostas 
Sem visualização, 
vegetação arbórea por 
toda área 
Verificando, pontos 
sem vegetação 
arbórea 
Toda a área sem 
vegetação arbórea 
Erosão Somente sulcos 
Ravinas e poucas 
voçorocas 
Grande número de 
voçorocas, até no 
maciço arbóreo 
Resíduos Sólidos Ausência Pequena quantidade Grande quantidade 
Presença de animais Ausência Pequena quantidade Grande quantidade 
Vegetação 
Vegetação 
característica em toda 
a faixa de APP 
Vegetação 
característica na 
maioria da faixa de 
APP 
Vegetação não - 
característica na 
maioria da faixa de 
APP 
Fonte: Adaptado de SOUSA (2008) 
O diagnóstico fotográfico é dividido por partes, a fim de permitir uma análise 
mais detalhada das transformações sofridas pela bacia, conforme metodologia utilizada 
por Bordest (2003): cabeceiras, alto curso, médio curso, baixo curso e foz.
44 
4.3 SIMULAÇÕES HIDROLÓGICAS 
No estudo dos processos hidrológicos é possível, a partir da observação dos 
processos naturais, analisar a sazonalidade dos processos envolvidos no meio físico 
natural, bem como equacionar o escoamento superficial, que nada mais é do que a água 
que escoa sobre a superfície de uma bacia até encontrar um ponto de captação. 
A bacia hidrográfica é uma área de captação natural da água da precipitação, 
compondo-se basicamente de um conjunto de superfícies vertentes e de uma rede de 
drenagem formada por cursos de água que se destinam até o seu exutório (SILVEIRA, 
2007). 
Os modelos matemáticos empregados para a simulação do escoamento 
superficial da Bacia do Córrego do Barbado é apresentando no fluxograma da Figura 
4.1. Tendo como ponto de partida a determinação do Coeficiente de Escoamento 
Superficial (CN) e os Hidrogramas Unitários Triangular e Curvilíneo – SCS e, 
posteriormente através do cálculo da Precipitação Efetiva e convulução de seus dados, 
determina-se o Hidrograma de Projeto considerando os Tempos de Retorno de 5, 10 e 
20 anos. 
Figura 4.1- Procedimentos matemáticos para simulação do Escoamento Superficial 
Fonte: Autora (2012)
45 
4.3.1 Determinação de Coeficiente de Escoamento Superficial (CN) 
A curva número (CN) é um coeficiente de escoamento superficial, sendo obtido 
a partir da combinação empírica de pelo menos três fatores: grupo de solo, cobertura e 
condições de umidade antecedente do solo (McCuen, 1998 apud Tomaz, 2002). 
Em relação ao grupo de solos, este foi classificado em quatro grupos pelo o SCS, 
Quadro 4.3. O teor de argila influencia na capacidade de infiltração do solo, sendo este 
fator predominante nos grupos de solos. 
Quadro 4.3 – Grupos de solos e características do solo 
Grupo 
de solos 
Características do solo 
A 
solos arenosos com baixo teor de argila total, inferior a 8%, não havendo rocha 
nem camadas argilosas e nem mesmo densificadas até a profundidade de 1,5m. 
O teor de húmus é muito baixo, não atingindo 1% (Porto, 1979 e 1995). 
Solos que produzem baixo escoamento superficial e alta infiltração. Solos 
arenoso profundos com pouco silte e argila (Tucci et al., 1993). 
B 
solos arenosos menos profundos que os do Grupo A e com menor teor de argila 
total, porém ainda inferior a 15%. No caso de terras roxas, esse limite pode 
subir a 20% graças à maior porosidade. Os dois teores de húmus podem subir, 
respectivamente, a 1,2 e 1,5%. Não pode haver pedras e nem camadas argilosas 
até 1,5m, mas é, quase sempre, presente camada mais densificada que a camada 
superficial (Porto, 1979 e 1995). 
Solos menos permeáveis do que o anterior, solos arenosos menos profundo do 
que o tipo A e com permeabilidade superior à média (Tucci et al., 1993). 
C 
solos barrentos com teor total de argila de 20% a 30%, mas sem camadas 
argilosas impermeáveis ou contendo pedras até profundidade de 1,2m. No caso 
de terras roxas, esses dois limites máximos podem ser de 40% e 1,5m. Nota-se 
a cerca de 60cm de profundidade, camada mais densificada que no Grupo B, 
mas ainda longe das condições de impermeabilidade (Porto, 1979 e 1995). 
Solos que geram escoamento superficial acima da média e com capacidade de 
infiltração abaixo da média, contendo percentagem considerável de argila e 
pouco profundo (Tucci et al., 1993). 
D 
solos argilosos (30% a 40% de argila total) e ainda com camada densificada a 
uns 50cm de profundidade. Ou solos arenosos como do grupo B, mas com 
camada argilosa quase impermeável ou horizonte de seixos rolados (Porto, 
1979 e 1995). 
Solos contendo argilas expansivas e pouco profundos com muito baixa 
capacidade de infiltração,gerando a maior proporção de escoamento superficial 
(Tucci et al., 1993). 
Fonte: Retirado de Tomaz (2002) 
Posterior a esta classificação do grupo de solo, foi realizada a estimativa do CN 
a partir da caracterização do uso e ocupação do solo da área da bacia, com base nas 
categorias estabelecidas no Quadro 4.4 para bacias urbanas e suburbanas.
46 
Quadro 4.4 - Valores de CN para bacias urbanas e suburbanas 
Utilização do solo 
Grupos de solo 
A B C D 
Zonas cultivadas: sem conservação do solo 72 81 88 91 
com conservação do solo 62 71 78 81 
Pastagens ou terrenos em más condições 68 79 86 89 
Baldios em boas condições 39 61 74 80 
Prado em boas condições 30 58 71 78 
Bosques ou zonas com cobertura ruim 45 66 77 83 
Florestas: cobertura boa 25 55 70 77 
Espaços abertos, relvados, parques, campos de golfe, cemitérios, boas 
condições 
Com relva em mais de 75% da área 39 61 74 80 
Com relva de 50% a 75% da área 49 69 79 84 
Zonas comerciais e de escritórios 89 92 94 95 
Zonas industriais 81 88 91 93 
Zonas residenciais 
Lotes de (m2) % média impermeável 
500 65 77 85 90 92 
1000 38 61 75 83 87 
1300 30 57 72 81 86 
2000 25 54 70 80 85 
4000 20 51 68 79 84 
Parques de estacionamentos, telhados, viadutos, etc. 98 98 98 98 
Arruamentos e estradas 
Asfaltadas e com drenagem de águas pluviais 98 98 98 98 
Paralelepípedos 76 85 89 91 
Terra 72 82 87 89 
Fonte: Tomaz (2002) 
Assim, o CN obtido na classificação de uso e ocupação do solo, fornecido pelo 
Quadro 4.4, deve ser corrigido de acordo com a umidade do solo, conforme estabelecido
47 
nos Quadros 4.5 e 4.6, sendo esse outro fator que influencia diretamente sua capacidade 
de infiltração. 
Quadro 4.5 - Condições de umidade antecedente do solo 
Condições do 
solo 
Situação do solo 
I Solo seco. 
II 
Condições médias do solo. É a condição normal das tabelas do 
número CN. 
III 
Solo úmido. Ocorreram precipitações nos últimos cinco dias. O solo está 
saturado. 
Fonte: Tomaz (2002) 
Quadro 4.6 - Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) 
Condição normal II 
do número CN 
CN adequado para a devida condição 
Condição I 
Condição III 
(solo seco) 
(solo úmido) 
100 10 100 
95 87 99 
90 78 98 
85 70 97 
80 63 94 
75 57 91 
70 51 87 
65 45 83 
60 40 79 
55 35 75 
50 31 70 
45 27 65 
40 23 60 
35 19 55 
30 15 50 
25 12 45 
20 9 39 
15 7 33 
10 4 26 
5 2 17 
0 0 0 
Fonte: Tomaz (2002) 
A cidade de Cuiabá apresenta duas estações no ano muito distintas, sendo os 
meses de novembro a março os que concentram a maior parte das chuvas acumuladas 
durante o ano todo, deixando o solo úmido. E os demais meses que não apresentam a
48 
mesma regularidade de chuvas, o solo se encontra praticamente seco. Desse modo 
optou-se por calcular o CN em duas categorias de solo, sendo ele seco (I) e úmido (III). 
O coeficiente CN é simulado em quatro cenários, para os dois tipos de solos 
considerados (seco e úmido) a fim de realizar uma comparação e verificação da eficácia 
das áreas verdes e permeáveis da bacia, sendo eles descritos a seguir: 
• Cenário 1: Situação atual do uso do solo. 
• Cenário 2: Situação futura, considerando apenas os lotes residenciais como área 
permeável. 
• Cenário 3: Situação futura, considerando apenas área da APP (área de 
preservação permanente) como permeável. 
• Cenário 4: Situação futura, considerando toda a área da bacia impermeável. 
Observa-se que o Cenário 4 é uma situação irreal, pois a legislação não permite a 
impermeabilização das APP. Ele servirá de parâmetro para avaliar a eficiência de 
amortecimento das áreas de APP, desse modo os Cenários 3 e 4 serão comparados entre 
si. 
Devido à existência de áreas permeáveis e impermeáveis, há a necessidade de se 
estimar um CN composto, considerando a fração de área impermeável, obtido pela 
equação 1: 
CNw = CNp.(1− f ) + f .CNi (1) 
Sendo CNw = número CN composto da área urbana em estudo, CNp = número 
CN da área permeável da bacia em estudo, f = relação entre a área impermeável e a área 
total da bacia, CNi = coeficiente obtido para a área impermeável. 
Além disso, faz-se necessário calcular o parâmetro que representa o potencial 
máximo de retenção do terreno (S) dado em mm após o início do escoamento 
superficial, obtido pela equação 2: 
254 
25400 
= − 
CN 
S 
(2)
49 
De posse destes dados, calcula-se o escoamento superficial pela equação 3: 
( − 
0,2. ) 
2 
P S 
P + 
S 
= 
Pef 0,8. 
(3) 
Sendo: Pef: Chuva excedente (mm), P: precipitação (mm) e S: potencial máximo 
de retenção após começar o runoff (mm). 
4.3.2 Hidrograma Unitário Triangular do SCS 
Nesse trabalho, foi utilizado o Método do Hidrograma Unitário proposto pelo 
Departamento dos Estados Unidos Soil Conservation Service (SCS) - atualmente 
Natural Resources Conservation Service (NRCS), pois é um procedimento bastante 
aceito para estimar vazões de projeto em bacias com áreas superiores a 3km² e 250 km² 
(TOMAZ, 2008), também sendo considerado um procedimento mais sofisticado do que 
o Método Racional. 
O método SCS foi desenvolvido a partir de um estudo com um grande número 
de bacias, sendo determinado pela vazão de pico p q , tempo de pico tp e tempo de base 
Tb , com formato triangular, conforme Figura 4.2. 
Figura 4.2 – Hidrograma Unitário Sintético Triangular
50 
Fonte: Adaptado de FENDRICH (2008) 
A vazão de pico p q do hidrograma unitário triangular é estimada pela equação 4, 
sendo A a área da bacia em km² e p t o tempo de retardamento da bacia medido em 
horas. 
p 
p t 
A 
q 
2,08. 
= 
(4) 
O tempo de pico p t é obtido pela equação 5, sendo r t a duração da precipitação 
em horas, e o c t o tempo de concentração. 
= + (5) 
c 
t r 
0,6 
t 
p t 
2 
A duração da precipitação r t é obtida pela equação 6. 
1 
≤ (6) 
r c t t 
5 
O tempo de concentração em minutos c t é definido por Fendrich (2008) como o 
tempo gasto pela gota a chuva para se deslocar do ponto mais afastado da bacia até seu 
exutório, sendo obtido pela equação 7 de Kirpich, de maneira que L é o comprimento do 
curso d’água principal em km; e ΔH a diferença de altitudes em metros entre os pontos 
extremos da montante e da jusante. 
3 0,385 
 
 
 
L 
57   
  
t= 
(7) 
c H
51 
O Hidrograma Unitário Curvilíneo (HUC) apresenta muitos aspectos 
semelhantes ao Triangular, porém, devido à sua forma suavizada, torna-se mais realista. 
Suas ordenadas são obtidas pela estimativa de vazão (Q) para cada tempo relacionado. 
4.3.3 Cálculo da Chuva Efetiva 
Para o cálculo da chuva efetiva foi utilizada a equação IDF (equação 8), que foi 
adaptada para a cidade de Cuiabá por Silveira (2006), exposta na equação 9. 
i  
K.T
(8) 
Sendo: i intensidade de precipitação máxima média (mm/h), t: tempo de duração da 
chuva (min), Tr: tempo de recorrência (anos) e K, t, m, n: parâmetros a determinar 
para a estação pluviográfica. 
i  
,.T,
,, (9) 
A chuva efetiva é calculada para os quatro cenários propostos no item 4.3.1., 
utilizando os CN obtidos com o mapeamento do uso e ocupação do solo na área da 
bacia. 
4.3.4 Tempo de Recorrência (Tr) 
Tendo em vista que o Tempo de Recorrência (Tr) se trata do risco hidrológico 
aceitável para uma comunidade, estando diretamente relacionado ao contexto 
socioeconômico, pois envolve custos e decisões políticas (representantes da sociedade). 
Quanto maior for o tempo de recorrência, maiores serão as estruturas hidráulicas, o que 
consequentemente exercerá maior impacto no meio ambiente, devido à realização de 
obras de engenharia, obtenção de espaço físico disponível para implantação destas 
estruturas entre outros aspectos.
52 
O Tr é definido como o período médio em que um determinado evento deve ser 
igualado pelo menos uma vez (Pinto et al. 1976 apud Fendrich, 2008). 
Para a realização deste trabalho foram adotados os Tr de 5, 10 e 20 anos para 
cálculo dos hidrogramas curvilíneos, por serem os mais utilizados em projetos, 
possibilitando uma melhor comparação da eficiência dos Tr em relação à vazão 
calculada.
53 
5.RESULTADOS E DISCUSSÕES 
5.1 MAPEAMENTO E ÍNDICES 
Os procedimentos descritos no capítulo 4 foram empregados no levantamento 
das áreas permeáveis e impermeáveis para o cálculo dos IQA, a partir da 
fotointerpretação da imagem de satélite adotada. Este levantamento encontra-se 
ilustrado na Figura 5.1, com a caracterização do uso e ocupação do solo. 
Observa-se a existência de duas grandes manchas de Áreas Verdes Públicas 
(AVP) na bacia, sendo elas: o Parque Massairo Okamura e o campus da UFMT. A 
ausência de Áreas Verdes de APP é observada no trecho situado próximo da foz, sendo 
esta, a parte canalizada no córrego. 
As Áreas Verdes Particulares (AVPA), que apesar de estarem sujeitas a 
ocupação, encontram-se bem distribuídas na área da bacia, o que possibilita uma visão 
atualizada da sua situação de impermeabilização. 
Os Espaços Públicos encontram-se distribuídos em dezoito pontos na área da 
bacia, em uma área total de 45.150,09 m², posteriormente poderão servir de espaços 
para possíveis intervenções e melhoramento dos índices ambientais. 
Ainda, com relação aos índices trabalhados é possível fazer as seguintes 
considerações: 
O IAV² de 17,92 m²/hab foi considerado um bom índice, pois é superior aos 
trabalhos comparados e ao sugerido pela SBAU de 15 m²/hab, porém se trata de uma 
situação hipotética podendo ser aplicada em estratégias futuras de planejamento urbano. 
O Percentual de Áreas Verdes (PAV) de 0,05 %, o Índice de Espaços Livres 
Públicos (IEL) de 0,36 m²/hab e Percentual de Espaços Livres Públicos (PEL) de 
0,003% foram inferiores aos trabalhos comparados nesse estudo.
54 
Figura 5.1 – Mapa das Áreas Verdes da Bacia do Barbado 
Fonte: Autora (2012).
55 
Estudos que investigam índices ideais para as cidades brasileiras ainda são 
deficientes, por isso, para melhor análise dos resultados obtidos, eles foram comparados 
com os trabalhos de: Sousa (2008) para a bacia do Córrego das Lajes em Uberaba - MG, 
Henke-Oliveira (2001) para o município de Luiz Antonio - SP e Bucherri e Nucci 
(2006) para o município de Curitiba – PR, que utilizaram metodologias semelhantes à 
deste trabalho. 
O IAV¹ é de 5,61 m²/hab o que pode ser considerado um bom índice, quando 
comparado ao de Uberaba-MG e Curitiba – PR, porém encontra-se inferior ao sugerido 
pela SBAU. 
O IAV² encontrado é de 17,92 m²/hab, obtido através do somatório das áreas das 
superfícies de Áreas Verdes da APP e Particulares divididos pela população da bacia, 
representa um excelente índice se comparado ao valor da cidade de Luiz Antonio – SP e 
ao sugerido pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), porém ele não é 
um índice real, pois as AVPA estão sujeitas à ocupação. 
Comparando os valores do IAV¹ e IAV² evidencia-se uma variação de mais de 
cinquenta por cento, ou seja, o dobro da área verde atual da bacia. Assim, constata-se 
que a área dos Espaços Livres Públicos é insuficiente para o melhoramento do IAV, 
sendo necessária a ocupação de outras áreas, como por exemplo as particulares. 
Apesar das AVPA não serem áreas de uso comum, a ampliação das áreas verdes 
nessas propriedades contribui para o melhoramento da qualidade ambiental urbana, bem 
como, o conforto térmico do entorno e a valorização imobiliária. 
O PAV dessa bacia é de 0,05%, e quando comparado a outros índices tomados 
por referência nesse trabalho, é considerado baixo. Na Tabela 5.1, se encontram 
dispostos na coluna ‘Cuiabá-MT’ os valores dos índices obtidos neste estudo e que são 
comparados com as de outros autores. 
O IEL de 0,36% e o PEL de 0,003% para esta bacia são números inferiores aos 
obtidos dos trabalhos comparados, demonstraram a deficiência de áreas públicas nesta 
bacia.
56 
Tabela 5.1 - Índices de Qualidade Ambiental (IQA) para a Bacia do Córrego do Barbado. 
Parâmetro Variáveis 
Trabalhos Comparados 
Cuiabá 
–MT 
(Colet, 
2012) 
Uberaba 
– MG 
(Sousa, 
2008) 
Curitiba 
– PR 
(Bucherri 
e Nucci, 
2006) 
Luiz 
Antonio 
– SP 
(Henke- 
Oliveira, 
2001) 
SBAU 
IAV¹ Índice Área 
Verde 
* Áreas Verdes 
públicas de uso 
coletivo e APP 
5,61 1,9 0,91 14,9 15 
IAV² Índice Área 
Verde (atual) 
* Áreas Verdes 
particulares de 
uso coletivo e 
APP 
17,92 1,9 0,91 14,9 - 
PAV 
Superfície 
total Áreas 
Verdes na 
bacia 
* Áreas Verdes 
públicas de uso 
coletivo e APP 
/ * Área da 
Bacia 
0,05 0,97 0,6 6,2 - 
IEL 
Superfície 
total Espaços 
Livres 
Públicos 
* Espaços 
livres públicos 
/ * População 
da Bacia 
0,36 2,9 2,23 - - 
PEL 
Percentual de 
Espaços 
Livres 
Públicos 
* Espaços 
livres públicos 
/ *Área da 
Bacia 
0,003 1,45 1,49 - - 
Fonte: Autora (2012) 
Ao comparar o percentual de cobertura vegetal de 40,3% da Bacia do Ribeirão 
do Lipa, que possui área de 64,4 km² - superior a Bacia do Córrego do Barbado e que se 
encontra na área urbana da cidade de Cuiabá-MT, estimada por Dias (2011), verifica-se 
o baixo índice que a Bacia do Barbado possui, havendo a necessidade de melhoramento 
do mesmo. 
5.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE APP DA BACIA DO BARBADO 
O diagnóstico ambiental foi realizado na Área da APP da Bacia do Córrego do 
Barbado, no período de Dezembro de 2011 a Janeiro de 2012, sendo observados os 
fatores de degração: erosão, esgoto, instabilidade das encostas, resíduos sólidos, 
presença de animais e vegetação, além de complementação a partir da revisão 
bibliográfica dos trabalhos de Bordest (2003) e Castro Junior et al. (2008) realizados na 
Bacia do Córrego do Barbado. A Figura 5.2 mostra a divisão dos trechos do Córrego do 
Barbado em Cabeceiras, Alto, Médio e Baixo curso e Foz.
57 
Figura 5.2 – Divisão de trechos da Bacia do Córrego do Barbado 
Fonte: Adaptado Google Earth (2012) 
5.2.1 Cabeceiras 
As cabeceiras do Córrego do Barbado situam-se no Centro Político 
Administrativo e parte do Bairro Morada do Ouro ilustradas na Figura 5.1, a 225 m de 
altitude, apresentando relevo acidentado sustentadas por filões de quartzo aurífero entre 
filitos alterados, o que justifica a presença de áreas degradadas pelo garimpo 
(BORDEST, 2003).
58 
Este trecho é o que apresenta melhor conservação da vegetação, com variedade 
da arbórea. A criação do Parque Massairo Okamura contribuiu para a preservação dessa 
região, sendo o cerrado a vegetação predominante, assim como já constatado por 
BORDEST (2003). 
No Quadro 5.1 são apresentados objetivamente os fatores de degradação 
observados nas visitas de campo. Nota-se que nenhum fator degradante de esgoto foi 
constatado para este trecho, bem como, para a vegetação. A presença de aves (pássaros) 
foi verificada visualmente e constatada pela audição. 
Quadro 5.1 – Fatores de degradação nas cabeceiras 
Fator de Degradação Sim Não 
Solos 
Presença de queimadas X 
Impermeabilizados X 
Esgoto 
Lançamento de esgoto in natura no 
córrego 
X 
Algas verdes na água X 
Odor na água X 
Presença de peixes X 
Instabilidade 
das encostas 
Presença de vegetação nas encostas X 
Obras de engenharia para contenção 
de encostas 
X 
Ocupações irregulares na faixa de 
APP 
X 
Erosão Sulcos e ravinas X 
Resíduos 
Sólidos 
Resíduos dentro do córrego X 
Resíduos nas margens do córrego X 
Presença de 
animais 
Aves de Rapina - Urubus X 
Animais domésticos X 
Animais peçonhentos X 
Aves X 
Vegetação 
Vegetação característica X 
Solo exposto X 
Derrubada de vegetação / 
X 
desmatamento 
As nascentes ‘N1’ e ‘N2’ da Figura 5.3, localizam-se no Centro Político 
Administrativo, região onde, apesar de se encontrarem as sedes dos órgãos do Governo 
Estadual, é possível observar o descumprimento da legislação ambiental. A construção 
do prédio da loja maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso, Figura 5.2, sobre 
a área de preservação permanente do Córrego do Barbado é um exemplo dessa situação.
59 
A execução desta obra é um exemplo da fragilidade do sistema de fiscalização sobre as 
áreas de APP no município de Cuiabá-MT, Figura 5.4. 
Figura 5.3 – Localização das nascentes do Córrego do Barbado 
Fonte: Adaptado Google Earth (2012) 
Figura 5.4 – Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
A ‘N3’ localiza-se no Parque Massairo Okamura, em uma área úmida, que 
segundo Castro Junior et al. (2008), constitui-se de um setor de surgência de águas 
diversas que desempenha enorme papel na perenização dos recursos hídricos. Na Figura
60 
5.5, observa-se parte do trecho localizado no Parque Massairo Okamura, onde o solo se 
encontra úmido sem água corrente. 
Figura 5.5 – Nascente do Barbado – Parque Massairo Okamura 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
Já a ‘N4’ está localizada no médio curso do córrego, especificadamente no 
bairro Jardim das Américas, sendo esta nascente identificada no trabalho de Castro 
Junior et al. (2008), Figura 5.6. Inclusive esta nascente não havia sido mencionada em 
nenhuma bibliografia pesquisada anteriormente sobre esta bacia.
61 
Figura 5.6 – Nascente do Córrego do Barbado – Bairro Jardim das Américas 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2012) 
5.2.2 Alto Curso 
O trecho do Alto Curso encontra-se entre as avenidas Historiador Rubens de 
Mendonça e João Gomes Monteiro Sobrinho, entre as cotas altimétricas de nível 200 m 
e 175 m (BORDEST, 2003). Ele passa pelos bairros: Morada do Ouro, Jardim 
Aclimação, Bela Vista, Terra Nova, Dom Bosco, Campo Verde, Canjica e Bosque da 
Saúde. 
No Quadro 5.2 são apresentandos os fatores de degradação observados nas 
visitas de campo para este trecho do córrego. Este sofrerá grande intervenção com a 
construção da Avenida Parque do Barbado, inclusa no pacote de obras para a copa de 
2014, comentada anteriormente. 
O fato de existirem ocupações irregulares nas margens do canal desencadeia a 
ocorrência de erosão e a instabilidade das encostas, fato observado em vários pontos 
deste trecho (Figura 5.7). Essas ocupações irregulares carcacterizam-se por imóveis de 
variados padrões. Cita-se não só o caso da construção residencial de alto padrão,
62 
limítrofe ao córrego, e que já teve a obra embargada por ocupar parte da área da APP, 
na Avenida Juliano Costa Marques, mas a de construções residenciais e comerciais 
(Figura 5.8). 
Figura 5.7 – Ponte sobre o Córrego do Barbado – Rua Principal - Bairro Bela Vista 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
Figura 5.8 – Empreendimento vizinho ao Córrego do Barbado – Av. Juliano Costa Marques 
Fonte: Acervo Particular (2011)
63 
As informações coletas nas visitas de campo foram sintetizadas no Quadro 5.2, 
observando um maior número de fatores degradantes que o trecho anterior. 
Quadro 5.2 – Fatores de degradação Alto Curso 
Fator de Degradação Sim Não 
Solos 
Presença de queimadas X 
Impermeabilizados X 
Esgoto 
Lançamento de esgoto in natura no 
córrego 
X 
Algas verdes na água X 
Odor na água X 
Presença de peixes X 
Instabilidade 
das encostas 
Presença de vegetação nas encostas X 
Obras de engenharia para contenção 
de encostas 
X 
Ocupações irregulares na faixa de 
APP 
X 
Erosão Sulcos e ravinas X 
Resíduos 
Sólidos 
Resíduos e entulho dentro do córrego X 
Resíduos nas margens do córrego X 
Presença de 
animais 
Aves de Rapina - Urubus X 
Animais domésticos X 
Animais peçonhentos X 
Aves X 
Vegetação 
Vegetação característica X 
Solo exposto X 
Derrubada de vegetação / 
X 
desmatamento 
O trecho do córrego que cruza a Avenida Juliano Costa Marques se encontra 
canalizado por manilhas de concreto, conforme mostra a Figura 5.9. 
Figura 5.9 – Canalização do trecho Av. Juliano Costa Marques- Bairro Jardim Aclimação 
Fonte: Acervo particular (2012)
64 
No trecho dos bairros: Terra Nova, Bela Vista e Dom Bosco, é observada uma 
significativa alteração na cor da água, assim como o forte odor, Figura 5.10. Observa-se 
também maior volume de água no córrego e uma seção mais larga e profunda do canal 
em relação ao trecho anterior. 
A vegetação se encontra empobrecida, devido a ausência de cobertura arbórea, a 
vegetação predominante é a Capoeira, ou seja, uma vegetação secundária, que surge 
após o desmatamento da vegetação primitiva. 
Figura 5.10 – Córrego do Barbado – Rua Quinze - Trecho entre Bairro Terra Nova e Bela Vista 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
5.2.3 Médio Curso 
Está localizado entre as avenidas João Gomes Monteiro Sobrinho e Fernando 
Corrêa da Costa (UFMT), envolvendo os bairros: Jardim Leblon, Pedregal, Jardim 
Itália, Renascer, Jardim das Américas e Campus UFMT.
65 
No Quadro 5.3 é apresentando os fatores de degradação observados nas visitas 
de campo para este trecho do córrego, que também sofrerá intervenção com a 
construção da Avenida Parque do Barbado. 
Quadro 5.3 - Fatores de degradação Médio Curso 
Fator de Degradação Sim Não 
Solos 
Presença de queimadas X 
Impermeabilizados X 
Esgoto 
Lançamento de esgoto in natura no 
córrego 
X 
Algas verdes na água X 
Odor na água X 
Presença de peixes X 
Instabilidade 
das encostas 
Presença de vegetação nas encostas X 
Obras de engenharia para contenção 
de encostas 
X 
Ocupações irregulares na faixa de 
APP 
X 
Erosão Sulcos e ravinas X 
Resíduos 
Sólidos 
Resíduos dentro do córrego X 
Resíduos nas margens do córrego X 
Presença de 
animais 
Urubus X 
Animais domésticos X 
Animais peçonhentos X 
Aves X 
Vegetação 
Vegetação característica X 
Solo exposto X 
Derrubada de vegetação / 
X 
desmatamento 
Na Figura 5.11, observa-se a coloração escura da água, bem como o 
desmatamento que acarreta na instabilidade das encostas (presença de sulcos e ravinas).
66 
Figura 5.11 – Trecho Paralelo a Av. Torres e Rua Mara Aguapé - Bairro Pedregal 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
Constata-se que este trecho apresenta grave nível de erosão, instabilidade das 
encostas, ausência de vegetação, além de disposição de resíduos sólidos e presença de 
animais, Figura 5.12. 
Figura 5.12 – Trecho do Médio Curso - Bairro Pedregal 
Fonte: Acervo Particular (2012)
67 
O trecho situado no campus da UFMT, apresenta uma vasta vegetação 
consolidada, configurando uma grande área verde na bacia. Grande parte de seu curso 
se encontra cercado e murado, porém sua vegetação se integra com o campus, com pode 
ser visto na Figura 5.13. 
Figura 5.13 – Córrego do Barbado - Campus UFMT 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
No bairro vizinho ao campus da UFMT e ao córrego, o Jardim das Américas, 
muitas ruas fecharam, com muro, o limite com o Córrego. O motivo da construção do 
muro, exposto em conversa com moradores do bairro, foi pelo fato de já terem 
encontrado animais como jacaré e capivaras nas ruas e para se protegerem contra 
criminosos que se escondem na vegetação. 
Outro aspecto interesse observado no campus da UFMT, é o tratamento do seu 
esgoto na Estação de Tratamento, Figura 5.14, bem como a devida manutenção dada na 
vegetação circundante ao córrego (trecho não murado- dentro do campus), contribuindo 
para a preservação da fauna e flora. Neste trecho (Figura 5.13) e no Parque Massairo 
Okamura foram observados a maior quantidade de pássaros.
68 
Figura 5.14– Estação de Tratamento de Esgoto – Campus UFMT 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
5.2.4 Baixo Curso 
Este trecho encontra-se, entre as avenidas Fernando Correa e Beira Rio. Seu 
leito é circundado pela Avenida Tancredo de Almeida Neves, Figura 5.15, e passa pelos 
bairros: Pico do Amor, Campo Velho, Jardim Tropical, Parte do Grande Terceiro, 
Jardim Califórnia, Jardim Petropólis e Jardim Shangri-lá na área da Bacia do Barbado. 
Figura 5.15 – Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves 
Fonte: Acervo Particular (2012)
69 
No Quadro 5.4 são expostos os fatores de degradação observados na visita de 
campo. 
Quadro 5.4 - Fatores de degradação no Baixo Curso 
Fator de Degradação Sim Não 
Solos 
Presença de queimadas X 
Impermeabilizados X 
Esgoto 
Lançamento de esgoto in natura no 
córrego 
X 
Algas verdes na água X 
Odor na água X 
Presença de peixes X 
Instabilidade 
das encostas 
Presença de vegetação nas encostas X 
Obras de engenharia para contenção 
X 
de encostas 
Ocupações irregulares na faixa de 
APP 
X 
Erosão Sulcos e ravinas X 
Resíduos 
Sólidos 
Resíduos dentro do córrego X 
Resíduos nas margens do córrego X 
Presença de 
animais 
Urubus X 
Animais domésticos X 
Animais peçonhentos X 
Aves X 
Vegetação 
Vegetação característica X 
Solo exposto X 
Derrubada de vegetação / 
X 
desmatamento 
O Baixo Curso encontra-se canalizado desde o ano de 1985. Esse trecho possui 
aspecto mórbido devido ao mau cheiro e a impermeabilização do canal. A sua 
canalização não se integra com a paisagem urbana, gerando a desvalorização imobiliária 
no seu entorno, Figura 5.16.
70 
Figura 5.16 – Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
5.2.5 Foz 
A Foz situa-se entre a Avenida Beira Rio e o Rio Cuiabá. Estando distribuída 
nos bairros Praeirinho, Praeiro, Grande Terceiro e Jardim Europa e Paulista na área da 
bacia . 
Quadro 5.5 - Fatores de degradação Foz 
Fator de Degradação Sim Não 
Solos 
Presença de queimadas X 
Impermeabilizados X 
Esgoto 
Lançamento de esgoto in natura no 
córrego 
X 
Algas verdes na água X 
Odor na água X 
Presença de peixes X 
Instabilidade 
das encostas 
Presença de vegetação nas encostas X 
Obras de engenharia para contenção 
X 
de encostas 
Ocupações irregulares na faixa de 
APP 
X 
Erosão Sulcos e ravinas X 
Resíduos 
Sólidos 
Resíduos dentro do córrego X 
Resíduos nas margens do córrego X 
Presença de 
animais 
Urubus X 
Animais domésticos X 
Animais peçonhentos X 
Aves X 
Vegetação 
Vegetação característica X 
Solo exposto X 
Derrubada de vegetação / 
X 
desmatamento
71 
O bairro Praeirinho é oriundo de invasão e limítrofe também ao Rio Cuiabá, 
possuindo edificações irregulares às margens do córrego que acentuam o processo de 
erosão e instabilidade das encostas, que já se encontra em estágio avançado, Figura 
5.17. Ligações clandestinas de esgoto conectadas no córrego e a presença de animais de 
pequeno porte como gatos, cachorros e galinhas foram observados neste bairro (região 
limítrofe ao córrego). 
Figura 5.17 – Foz – Av. Tancredo de Almeida Neves – Bairro Praeirinho 
Fonte: Acervo Particular (2012) 
Nesse trecho a vegetação encontra-se descaracterizada e a água apresenta 
coloração escura e forte odor. A Figura 5.18 mostra a parte terminal do conduto que 
corta a Avenida Beira Rio, conectando o trecho do baixo curso à foz. 
Figura 5.18 – Conexão do baixo curso e foz – Bairro Praeirinho 
Fonte: Acervo Particular (2012)
72 
5.2.6 Resultados do Diagnóstico Ambiental 
As ocupações irregulares nas áreas de APP, favorecem a degradação das 
encostas, gerando erosão e assoreamento do canal. 
A disposição de resíduos na APP (por serem áreas ‘abandonadas’) pode gerar a 
proliferação de doenças, como a dengue, e a ocorrência de criminalidades por não 
receberem a devida manutenção. 
Na Tabela 5.2, é exposto o resultado do diagnóstico ambiental realizado na 
Bacia do Córrego do Barbado. Observa-se que as cabeceiras encontram-se em menor 
grau de degradação, apesar de também sofrer com os impactos do crescimento urbano, 
sendo o trecho que apresentou fatores de degradação baixos para quatro dos cinco 
fatores avaliados. Os demais trechos encontram-se estados avançados de degradação. 
Tabela 5.2- Resultado Diagnóstico Ambiental 
Fator de Degradação Cabeceiras 
Alto 
Curso 
Médio 
Curso 
Baixo 
Curso 
Foz 
Esgoto Baixo Médio Grave Grave Grave 
Instabilidade das 
encostas 
Baixo Grave Grave Baixo Grave 
Erosão Baixo Médio Médio Baixo Grave 
Resíduos Sólidos Baixo Médio Grave Médio Grave 
Presença de animais Baixo Grave Grave Médio Baixo 
Vegetação Médio Médio Médio Grave Grave 
A Reserva Ecológica Massairo Okamura contribui na preservação das 
características naturais dessa área. Apesar de pequenos sulcos serem observados, 
verificou-se que estes são causados pelo escoamento superficial direto no período 
chuvoso. 
5.2.6.1 Esgoto 
Ao analisar o Perfil Socioeconômico de Cuiabá elaborado com dados do IBGE 
(2000), é verificado oficialmente que mais de 30% do esgoto dos bairros Dom Bosco e 
Campo Verde, que se encontram no alto curso, é lançado em cursos deágua, ou seja, no 
Córrego do Barbado. No Médio Curso, os bairros mais representativos nesta questão,
73 
são o Jardim Itália e Pedregal, que lançam menos de 3% do seu esgoto em cursos de 
água, porém é um valor muito inferior aos verificados dos bairros do Alto Curso. 
Na Foz, o bairro Praeirinho é o que apresenta maior lançamento de esgoto em 
cursos deágua, ou seja, no Barbado e Rio Cuiabá, sendo 21,76%, e por também receber 
o esgoto lançado em todo o curso do córrego foi classificado com fator de degradação 
grave. 
5.2.6.2 Erosão e Instabilidade das Encostas 
O processo erosivo e a instabilidade das encostas, foram mais acentuados nos 
trechos do Alto Curso, Médio Curso e Foz, devido ao desmatamento de sua vegetação e 
construções inadequadas no seu leito. Esse fator encontra-se controlado no Baixo Curso 
devido à impermeabilização de sua superfície. 
A maior parte das vias circundantes ao córrego estão pavimentadas, contribuindo 
para o controle da erosão na área da bacia. 
5.2.6.3 Vegetação 
Na checagem de campo observou-se ausência de mata ciliar na maior parte do 
curso do córrego. Apenas o trecho localizado no Parque Massairo Okamura apresenta 
grande quantidade de vegetação arbórea com bom estado de conservação. 
Nos períodos chuvosos, a vegetação não característica cresce rapidamente, 
favorecendo a disposição indevida de resíduos bem como a proliferação de doenças. 
5.2.6.4 Resíduos Sólidos e Presença de animais 
Em relação a disposição de resíduos sólidos, foi verificado em pontos do Alto, 
Médio, Baixo Curso e Foz, variadas quantidades. Os resíduos sólidos foram 
encontrados em uma quantidade representativa apenas no Médio Curso, com a presença 
de animais de pequeno porte (gatos).
74 
5.3 SIMULAÇÕES HIDROLÓGICAS 
5.3.1 Escoamento Superficial – SCS 
Além de estimar o escoamento superficial da bacia, para esse trabalho, opitou-se 
por comparar a situação atual e futura da bacia do Barbado, estimando o escoamento 
para quatro cenários pré-estabelecidos, considerando tempos de recorrência. Sendo 
estes: 
• Cenário 1: Situação atual do uso do solo. 
• Cenário 2: Situação futura, considerando apenas os lotes residenciais como área 
permeável. Este cenário possibilita comparar a influência das áreas permeáveis 
dos lotes residenciais que ainda são permeáveis, pois no levantamento destas 
áreas foram considerados apenas lotes residenciais sem nenhuma construção. 
• Cenário 3: Situação futura, considerando apenas área da APP (área de 
preservação permanente) como permeável. Este cenário pode ser considerado 
como máxima impermeabilização visto que a legislação não permite a 
impermeabilização das APP – realidade de muitas áreas urbanas. 
• Cenário 4: Situação futura, considerando toda a área da bacia impermeável. 
Podendo ser comparado os cenários anteriores com a situação de 
impermeabilização total da bacia (situação extrema), apesar de ser ilegal a 
impermeabilização das áreas da APP. Este cenário verifica a real influência no 
amortecimento das cheias pela APP (Cenário 3). 
Para a obtenção do CN, foi realizada a classificação de uso e ocupação do solo 
na área da bacia conforme categorias discriminadas no Quadro 4.4. Esta classificação 
foi realizada pela interpretação da imagem de satélite (SPOT do ano de 2009) no 
programa ARC-GIS, Figura 5.19. 
Após a classificação das suas áreas, realizou-se a quantificação e adequação 
delas para cada cenário proposto, estando descritas na Tabela 5.3.
75 
Tabela 5.3-Áreas permeáveis e impermeáveis para cada cenário (m2) 
Cenário 
Área da bacia 
(m²) 
Área Impermeável 
(m²) / (%) 
Área Permeável 
(m²) / (%) 
1 
13.935.932,11 
4.111.394,83 29,50% 9.824.537,28 70,50% 
2 6.184.287,66 44,38% 7.751.644,45 55,62% 
3 13.396.835,24 96,13% 539.096,87 3,87% 
4 13.935.932,11 100,00% 0,00 0,00%
76 
Figura 5.19 – Levantamento áreas da Bacia do Córrego do Barbado para estimativa de CN
77 
Por não haver uma classificação mais detalhada do solo, a literatura recomenda a 
adoção Grupo B (SOUSA, 2008). O Grupo de solo B é arenoso e menos profundo que 
os do Grupo A, com menor teor de argila total, porém ainda inferior a 15%. 
Posteriormente, as áreas permeáveis tiveram seus CN corrigidos para se 
enquadrarem na condição adequada de umidade, conforme Tabela 5.4. Após isto, foi 
obtido um único CN para cada área total permeável em cada cenário simulado. Para 
isso, foi retirada uma média ponderada através da somatória de cada categoria de uso do 
solo multiplicada por seu respectivo CN, sendo que estes valores obtidos encontram-se 
discriminados na Tabela 5.5. 
Tabela 5.4- Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) 
Condição normal II 
do número CN 
CN adequado para a devida condição 
Condição I 
Condição III 
(solo seco) 
(solo úmido) 
100 10 100 
95 87 99 
90 78 98 
85 70 97 
80 63 94 
75 57 91 
70 51 87 
65 45 83 
60 40 79 
55 35 75 
50 31 70 
45 27 65 
40 23 60 
35 19 55 
30 15 50 
25 12 45 
20 9 39 
15 7 33 
10 4 26 
5 2 17 
0 0 0 
Fonte: Tomaz (2002)
78 
Tabela 5.5- Valores encontrados de CN para cada cenário 
Cenário Área Permeável (m²) 
CN 
(final) 
solo seco 
1 9.824.537,28 63,17 
2 7.751.644,45 68,17 
3 539.096,87 63,17 
4 0,00 100 
solo úmido 
1 9.824.537,28 93,10 
2 7.751.644,45 96,08 
3 539.096,87 79,00 
4 0,00 0,00 
Devido à existência de áreas permeáveis e impermeáveis, houve necessidade de 
se estimar um CN composto, considerando a fração de área impermeável. Os valores 
obtidos para os CN compostos, a partir da equação 1, considerando o solo seco e úmido 
em cada cenário se encontram descritos na Tabela 5.6. 
Tabela - 5.6 – Valores de CN obtidos 
Cenário 
Tipo de Solo 
solo seco (I) solo úmido (III) 
1 74,04 95,13 
2 82,29 97,82 
3 97,68 99,19 
4 100 100 
De acordo com os resultados para cada cenário, observa-se a maior variação 
entre coeficientes ocorrendo no tipo de solo seco. Nota-se que o cenário 1 é a situação 
atual da bacia e, nas duas condições de umidade do solo, o Cenário 4 apresenta CN = 
100, devido à inexistência de área permeável. 
No Cenário 2, na condição de solo seco, nota-se uma variação considerável em 
relação ao Cenário 4, o que mostra que as áreas permeáveis do lotes residenciais 
exercem um importante papel no controle do escoamento superficial. Já com relação do 
Cenário 2 e 3, observou-se uma maior variação na condição de solo seco.
79 
Quanto ao Cenário 3, nas duas situações de umidade, observa-se uma variação 
muito pequena, em relação ao Cenário 4, esta variação indica a influencia da APP na 
redução deste escoamento. 
5.3.2 Hidrograma Unitário Sintético Triangular - SCS 
A vazão de pico foi estimada em 20,2 m³/s para o HUS triangular – SCS. Esta 
vazão foi obtida considerado o comprimento do talvegue L = 9,4 km, a diferença de 
cotas topográficas entre os pontos extremos de montante (244 m) e de jusante (140 m) 
do exutório da bacia hidrográfica igual a ΔH = 104 m. O tempo de concentração 
calculado foi de 126,9 minutos, o que permitiu a adoção da duração da precipitação em 
15 minutos. O tempo de pico do hidrograma unitário foi determinado em 86,10 minutos, 
com o tempo de escoamento de 144 minutos e base do hidrograma com 230 minutos, 
Figura 5.20. 
Figura 5.20 – HUS Triangular – SCS 
Fonte: Autora (2012) 
O HUS Triangular é convertido no curvilíneo utilizando os valores indicados na 
Tabela 5.7.
80 
Tabela 5.7 – Ordenadas HUC 
Relação 
dos 
Tempos 
(t/T) 
Tempo 
de Pico 
T (h) 
Tempo t Relação 
das 
Vazões 
(q/qp) 
Vazão 
de Pico 
qp 
(m3/s) 
Ordenadas do 
(h) (min) H.U.C. Q (m3/s) 
0,0 1,435 0,000 0,0 0,000 20,2 0,000 
0,1 0,144 8,6 0,030 0,606 
0,2 0,287 17,2 0,100 2,020 
0,3 0,431 25,8 0,190 3,838 
0,4 0,574 34,4 0,310 6,262 
0,5 0,718 43,1 0,470 9,494 
0,6 0,861 51,7 0,660 13,332 
0,7 1,005 60,3 0,820 16,564 
0,8 1,148 68,9 0,930 18,786 
0,9 1,292 77,5 0,990 19,998 
1,0 1,435 86,1 1,000 20,200 
1,1 1,579 94,7 0,990 19,998 
1,2 1,722 103,3 0,930 18,786 
1,3 1,866 111,9 0,860 17,372 
1,4 2,009 120,5 0,780 15,756 
1,5 2,153 129,2 0,680 13,736 
1,6 2,296 137,8 0,560 11,312 
1,7 2,440 146,4 0,460 9,292 
1,8 2,583 155,0 0,390 7,878 
1,9 2,727 163,6 0,330 6,666 
2,0 2,870 172,2 0,280 5,656 
2,2 3,157 189,4 0,207 4,181 
2,4 3,444 206,6 0,147 2,969 
2,6 3,731 223,9 0,107 2,161 
2,8 4,018 241,1 0,077 1,555 
3,0 4,305 258,3 0,055 1,111 
3,2 4,592 275,5 0,040 0,808 
3,4 4,879 292,7 0,029 0,586 
3,6 5,166 310,0 0,021 0,424 
3,8 5,453 327,2 0,015 0,303 
4,0 5,740 344,4 0,011 0,2222 
4,5 6,458 387,5 0,005 0,101 
5,0 7,175 430,5 0 0 
A plotagem dos pontos das ordenadas obtidas encontram-se organizados no 
Hidrograma Unitário Sintético Curvilíneo, Figura 5.21.
81 
Figura 5.21 – Hidrograma Unitário Sintético Curvilíneo – SCS para a Bacia do Córrego 
do Barbado 
21 
20 
19 
18 
17 
16 
15 
14 
13 
12 
11 
10 
9 
8 
7 
6 
5 
4 
3 
2 
1 
0 
0 15 30 45 60 75 90 105 120 135 150 165 180 195 210 225 240 255 270 285 300 315 330 345 360 375 390 405 420 435 
Vazão (m³/s) 
Tempo (min) 
5.3.3 Hidrogramas de Projeto e Chuva Efetiva 
A partir das ordenadas do hidrograma unitário sintético curvilíneo para obtenção 
das vazões de projeto, é calculado a chuva efetiva. Sendo este cálculo realizado para 
cada cenário, considerando também cada condição de solo (seco e úmido) e período de 
recorrência (5, 10 e 20 anos), obtendo-se os hidrogramas de projeto expostos nas 
Figuras 5.22, 5.23 e 5.24. Os memoriais dos cálculos da chuva efetiva e ordenadas do 
hidrogramas se encontram no Apêndice desse trabalho.
82 
Figura 5.22 – Hidrogramas de projeto – Tr 5 anos 
Figura 5.23 – Hidrogramas de projeto – Tr 10 anos
83 
Figura 5.24 – Hidrogramas de projeto – Tr 20 anos 
A Figura 5.25 apresenta os hidrogramas das Figuras 5.20, 5.21 e 5.22 ordenados 
no mesmo gráfico relacionando as vazões obtidas por cenários e tipos de solos. 
Figura 5.25 – Hidrogramas Tr de 5, 10 e 20 anos – solo seco e úmido 
Tr = 5 anos 
Tr = 10 anos 
Solo Seco 
Solo Úmido 
Solo Seco Solo Úmido
84 
Solo Seco Solo Úmido 
Tr = 20 anos 
Para facilitar a compreensão dos dados, foi realizada a comparação das vazões 
de cada cenário organizados na Tabela 5.8, em que a coluna ‘Diferença’ refere-se à 
variação entre os valores obtidos para solo seco e úmido. 
Tabela 5.8 – Comparação vazões de pico dos hidrogramas simulados 
Tr (anos) Cenário Solo Seco Solo Úmido Diferença 
Vazão (m³/s) Vazão (m³/s) % 
5 1 35,88 102,95 48,31% 
2 56,97 115,5 33,94% 
3 114,84 121,78 2,93% 
4 125,09 125,09 - 
10 1 43,69 114,95 44,92% 
2 66,73 127,62 31,33% 
3 126,96 133,88 2,65% 
4 137,17 137,17 - 
20 1 52,73 128,15 41,70% 
2 77,75 140,91 28,89% 
3 140,25 147,15 2,40% 
4 150,42 150,42 -
85 
Observando os hidrogramas e a Tabela 5.8 verificou-se que os maiores 
acréscimos de vazão acontecem nos cenários 3 e 4, devido à sua maior área 
impermeabilizada. 
Obtendo-se e comparando as médias de variação de vazões entre a situação atual 
(cenário 1) com a situação extrema (cenário 4), verifica-se que solo seco varia em média 
93,46 m³/s e no solo úmido esta variação é de 22,21 m³/s. 
A média de variação de vazão é maior no período seco, comprova, na realidade, 
a influência das condições de umidade antecedente do solo, isto mostra que as variações 
diminuem no período úmido, pois a infiltração fica reduzida nestes períodos. E também 
o forteimpacto da ocupação e impermeabilização da área da bacia (cenário 4). Apesar 
do período chuvoso representar mais riscos à sociedade, devido a subutilização do 
sistema de drenagem existente. 
Desta maneira, a maior variação de vazões ocorre no cenário 1 com Tr de 5 
anos, que varia em torno de 48,31% e a menor acontece no cenário 3, Tr de 20 anos. 
Nota-se também que as vazões para o cenário 4 de todos os Tr são iguais para solo seco 
e úmido, pois seu CN é o mesmo. Assim, o escoamento superficial será reduzido a 
medida que o Tr, for aumentado, devido ao dimensionamento das estruturas de 
drenagem.As vazões dos cenários com solo úmido são superiores às do solo seco, 
devido a deficiência do solo úmido em absorver o água escoada por se encontrar 
próximo da saturação. 
Para comparar matematicamente as vazões dos cenários 3 e 4 e verificar da 
eficiência da APP no amortecimento das vazões de pico, utilizou-se a equação 10, 
obtida de Sousa (2008). Sendo os sub-índices 3 e 4 referentes aos cenários; Ø uma 
variável genérica que representa a vazão de pico ou volume do escoamento superficial. 
E%  
 !  
  
(10) 
A Tabela 5.9 apresenta os resultados do cálculo para verificação da eficiência da 
APP na atenuação das vazões (relação entre o Cenário 3 e 4). Com base nesses dados 
verifica-se que a área de APP fornece uma eficiência de atenuação de no máximo 9%
86 
para solo seco e 3% para solo úmido, sendo considerada pequena, dessa maneira há 
necessidade de buscar outras soluções (e áreas) para atenuar o escoamento. 
Tabela 5.9 – Eficiência da APP no amortecimento das vazões 
Tempo de Recorrência 
(Tr) 
Atenuação da Vazão (%) 
solo seco solo úmido 
5 anos 8,93 2,72 
10 anos 8,04 2,46 
20 anos 7,25 2,22 
A adoção de técnicas de controle de escoamento, também conhecidas como 
compensatórias, é uma estratégia que contribui na diminuição do escoamento 
superficial, e pode ser empregada na Bacia do Córrego do Barbado. 
Essas técnicas podem ser obtidas através da combinação de tecnologias que 
facilitam a infiltração e o aumento do tempo de trânsito antes de chegar à bacia, sendo 
elas: bacias de detenção, valas de infiltração, trincheiras. As vantagens, de modo geral, 
da aplicação destas tecnologias são: recarga do aquífero, controle da qualidade da água, 
economia na construção das redes de drenagem, amortecimento nos picos de 
escoamento superficial e ganhos paisagísticos (COLET et al., 2011). 
O campus da UFMT é uma importante área na Bacia do Barbado, que possibilita 
a adoção de medidas para contribuir na atenuação do escoamento, não só pelo fato de 
possuir ampla área verde, mas por estar localizada próxima a jusante. Neste espaço, 
técnicas compensatórias podem ser empregadas para reduzir a vazão de pico no córrego 
estudado. 
O trabalho de Yano et al. 2010 estimou uma bacia de detenção no campus da 
UFMT, com o objetivo de atenuar a vazão de pico no Córrego do Barbado. O volume 
calculado foi de 317.000 m² para uma área de 50.000 m², sendo concluída a 
inviabilidade de execução do reservatório pela falta de espaço físico e consequente 
elevado custo de construção. 
A implantação de reservatórios de detenção em lotes residenciais 
(microdrenagem) oferece baixos custos de construção e ocupa uma área menor do que
87 
os reservatórios atuantes no nível de macrodrenagem. Ainda é possível, realizar o re-uso 
da água coletada para fins não potáveis e obter ganhos paisagísticos no lote. 
Na área central da cidade de Cuiabá-MT, é obrigatória a construção de cisternas 
para a captação e armazenamento de águas pluviais, medida aplicada com sucesso e que 
pode ser estendida em outras localidades da cidade, bem como na área da Bacia do 
Córrego do Barbado.
88 
6- CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS 
O objetivo geral principal desse trabalho foi verificar o impacto da urbanização 
sobre a dinâmica hidrológica da Bacia do Barbado, com base na elaboração de IQA, 
Diagnóstico Ambiental e Simulação do escoamento superficial gerado pela 
impermeabilização do solo urbano. 
Os IQA se apresentaram inferiores aos índices comparados nos trabalhos de 
Sousa (2008), Henke-Oliveira (2001), Bucherri e Nucci (2006), havendo a necessidade 
de ampliação da cobertura vegetal da Bacia do Barbado. 
O Diagnóstico Ambiental mostrou que a maior parte do Córrego do Barbado 
apresenta graves fatores de degradação, tendo apenas as cabeceiras em melhor estado de 
conservação pela existência do Parque Massairo Okamura. Os resultados desse 
levantamento foram apresentando por meio de visitas de campo, apresentadas por meio 
de fotografias e tabela com as informações sintetizadas. 
O nível de degradação foi obtido a partir da avaliação dos fatores: esgoto, 
instabilidade das encostas e erosão, resíduos sólidos, presença de animais e vegetação 
na APP do Córrego do Barbado, sendo esta análise uma importante ferramenta para a 
realização de planejamento ambiental. 
Nas simulações hidrológicas, estimou-se o escoamento superficial da área da 
bacia, a partir do levantando do uso e ocupação do solo, através de análise de imagem 
de satélite com quantificação das áreas permeáveis e impermeáveis da bacia. 
Com base nessas informações, foi elaborado o Hidrograma Unitário SCS da 
bacia para solos secos, levando em consideração o período de junho a setembro e 
úmidos, para o período chuvoso compreendido nos demais meses. 
Os hidrogramas apresentaram menor vazão de pico no Tr de 5 anos para o 
Cenário 1 que é a situação atual de impermeabilização da bacia. 
Comparando o Cenário 3, que simula a impermeabilização de toda a área da 
bacia com exceção da APP, com o Cenário 1 (situação atual) verifica-se o aumento de 
aproximadamente três vezes o valor da vazão entre eles. Esse resultado aponta a 
importância das áreas permeáveis de lotes particulares na área da bacia para atenuação 
do escoamento superficial.
89 
Assim, se faz necessária a ampliação de áreas permeáveis na Bacia do Barbado, 
pois na situação atual (Cenário 1) o córrego apresenta a ocorrência de alagamentos, nos 
trechos do Médio e Baixo Curso e Foz. No futuro (Cenários 2,3 e 4) este problema vai 
ser ampliado, devido a projeção de crescimento urbano, acarretandoprejuízos 
econômicos e sociais para a cidade de Cuiabá-MT. 
A Lei de uso e ocupação do solo urbano do município de Cuiabá-MT estabelece 
que lotes urbanos devem ter 25% de permeabilidade (exceto em Zonas Ambientais e 
Centrais), porém se for difundida a importância das áreas verdes em relação ao 
melhoramento dos aspectos climatológico, psicológico e valorização imobiliária, os 
resultados podem ser positivos e ampliados. 
Desta maneira, pode-se concluir que a ocupação urbana impacta na qualidade 
ambiental da Bacia do Barbado e da cidade de Cuiabá-MT, bem como na dinâmica 
hidrológica do Córrego do Barbado, que também reflete diretamente na qualidade 
ambiental da cidade de Cuiabá-MT. 
Verificou-se que as áreas permeáveis de lotes particulares exercem importante 
papel na atenuação do escoamento superficial. Este resultado pode servir de parâmetro 
para futuros projetos de ordenamento urbano, com a necessidade de projeção de mais 
áreas permeáveis. 
Esta ampliação pode ser obtida através de desapropriações, maior fiscalização do 
cumprimento dos coeficientes de permeabilidade estabelecidos por lei para as 
edificações e também ampliação dos coeficientes de permeabilidade para os lotes. 
Apesar de a última sugestão gerar a diminuição da área construída no lote e consequente 
impressão de prejuízo por parte do proprietário do imóvel / terreno, o aumento na 
qualidade ambiental e de vida da população, bem como melhor conforto climático da 
região poderá ser revertido na valorização imobiliária do mesmo. 
Ainda, a aplicação de técnicas compensatórias em nível de macro e micro 
drenagem atuam na redução do colapso dos sistemas de drenagem além de proporcionar 
o reuso da água, diminuindo o consumo de água potável para fins desnecessários – 
influenciando na diminuição do consumo de água tratada nas Estações de Tratamento de 
Água, sendo esta uma medida mais sustentável de utilizar os recursos naturais. 
Recomenda-se para trabalhos futuros, a analise do formato da bacia, a utilização 
de modelos hidrológicos e hidrodinâmicos para a estimativa do escoamento superficial
90 
na bacia, o monitoramento constante de níveis d’água no Córrego do Barbado por 
linígrafos e de medição de vazão durante períodos de chuvas intensas.
91 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
7.1 REFERÊNCIAS CITADAS 
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100 
APÊNDICE A – Cálculo CN 
1- Resumo Áreas Cenários 
Cenário Área da bacia Área Impermeável Área Permeável % 
1 13.935.932,11 4.111.394,83 29,50% 9.824.537,28 70,50% 
2 6.184.287,66 44,38% 7.751.644,45 55,62% 
3 13.396.835,24 96,13% 539.096,87 3,87% 
4 13.935.932,11 100,00% 0,00 0,00% 
2- Cálculo CN 
Cálculo CN Cenário 1 
Média Ponderada Solo Seco – Cenário 1 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN 
Corrigido 
Valor 
500 6.871.974,91 85 70 481.038.243,8 
1 
1000 418.299,09 75 57 23.843.048,00 
2000 461.370,46 70 51 23.529.893,21 
Com relva em mais de 75% da 
1.667.424,00 61 40 66.696.959,95 
área 
Terra 405.468,83 82 63 25.544.536,25 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 63,17 
Média Ponderada Solo Úmido 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN 
Corrigido 
Valor 
500 6.871.974,91 85 97 666.581.566,4 
2 
1000 418.299,09 75 91 38.065.216,98 
2000 461.370,46 70 87 40.139.229,59 
Com relva em mais de 75% da 
1.667.424,00 61 79 131.726.495,9 
área 
1 
Terra 405.468,83 82 94 38.114.069,96 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 93,10
101 
Cálculo CN Cenário 2 
Média Ponderada Solo Seco – Cenário 2 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN 
Corrigido 
Valor 
500 6.871.974,91 85 70 481.038.243,8 
1 
1000 418.299,09 75 57 23.843.048,00 
2000 461.370,46 70 51 23.529.893,21 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 68,17 
Média Ponderada Solo Úmido – Cenário 2 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN 
Corrigido 
Valor 
500 6.871.974,91 85 97 666.581.566,42 
1000 418.299,09 75 91 38.065.216,98 
2000 461.370,46 70 87 40.139.229,59 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 96,08 
Cálculo CN Cenário 3 
Média Ponderada Solo Seco – Cenário 3 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN 
Corrigido 
Valor 
APP 539.096,87 61 40 21.563.874,83 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 40,00 
Média Ponderada Solo Úmido – Cenário 3 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN 
Corrigido 
Valor 
APP 539.096,87 61 79 42.588.652,78 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 79,00
102 
Cálculo CN Cenário 4 
Média Ponderada Solo Seco – Cenário 4 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN Corrigido Valor 
0 0,00 0,00 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 0,00 
Média Ponderada Solo Úmido – Cenário 4 
Área Permeável Área CN 
normal 
CN Corrigido Valor 
0 0,00 0,00 
Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 0,00 
3- Resumo das Médias Ponderadas por cenário e tipo de solo 
Cenário Área Permeável CN (final) 
solo seco 1 9.824.537,28 63,17 
2 7.751.644,45 68,17 
3 539.096,87 40,00 
4 0,00 0,00 
solo úmido 1 9.824.537,28 93,10 
2 7.751.644,45 96,08 
3 539.096,87 79,00 
4 0,00 0,00
103 
APÊNDICE B – Cálculo CN Composto 
CN Composto – Cenário 1 
Solo Seco 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp = 63,17 
CN=74,04 Cni = 100,00 
D = 0,30 
Solo Úmido 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 93,10 
CN= Cni 100 
95,13 d 0,30 
CN Composto – Cenário 2 
Solo Seco 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 68,17 
CN= Cni 100 
82,29 d 0,44 
Solo Úmido 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 96,08 
CN= Cni 100 
97,82 d 0,44 
CN Composto – Cenário 3 
Solo Seco 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 40,00 
CN= Cni 100 
97,68 d 0,96 
Solo Úmido 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 79,00 
CN= Cni 100 
99,19 d 0,96 
CN Composto – Cenário 4
104 
Solo Seco 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 0,00 
CN= Cni 100 
100 d 1,00 
Solo Úmido 
CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 0,00 
CN= Cni 100 
100 d 1,00 
Resumo CN Composto por cenário 
Cenário 
Tipo de Solo 
solo seco I solo úmido III 
1 74,04 95,13 
2 82,29 97,82 
3 97,68 99,19 
4 100 100
105 
APÊNDICE C – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 5 anos 
Cenário 1, Solo Seco, CN = 74,04 – Tr 5 anos 
Duração 
(min) 
I (mm/h) 
I 
(mm/min) 
P 
(mm) 
ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S 
Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 89,06 0,00 0,00 0,00 
30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 89,06 0,00 0,00 0,00 
45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 89,06 0,00 0,00 0,00 
60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 89,06 7,62 7,62 0,76 
75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 89,06 13,38 5,75 0,58 
90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 89,06 15,78 2,40 0,24 
105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 89,06 17,61 1,83 0,18 
120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 89,06 19,28 1,67 0,17 
135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 89,06 20,83 1,55 0,15 
Cenário 1, Solo Úmido, CN = 95,13 - Tr 5 anos 
Duração 
(min) 
I (mm/h) 
I 
(mm/min) 
P 
(mm) 
ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S 
Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 13,00 0,08 0,08 0,01 
30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 13,00 2,16 2,08 0,21 
45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 13,00 7,13 4,97 0,50 
60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 13,00 35,25 28,13 2,81 
75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 13,00 46,47 11,22 1,12 
90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 13,00 50,68 4,21 0,42 
105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 13,00 53,76 3,08 0,31 
120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 13,00 56,50 2,74 0,27 
135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 13,00 58,97 2,47 0,25 
Cenário 2, Solo Seco, CN = 82,29 - Tr 5 anos 
Duração 
(min) 
I (mm/h) 
I 
(mm/min) 
P 
(mm) 
ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S 
Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 54,66 0,00 0,00 0,00 
30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 54,66 0,00 0,00 0,00 
45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 54,66 0,50 0,50 0,05 
60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 54,66 14,95 14,45 1,44 
75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 54,66 22,96 8,01 0,80 
90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 54,66 26,15 3,18 0,32 
105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 54,66 28,53 2,38 0,24 
120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 54,66 30,68 2,15 0,21 
135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 54,66 32,64 1,96 0,20
106 
Cenário 2, Solo Úmido, CN = 97,82- Tr 5 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h) 
I 
(mm/ 
min) 
P 
(mm) 
ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 5,66 0,78 0,78 0,08 
30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 5,66 4,65 3,87 0,39 
45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 5,66 11,16 6,52 0,65 
60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 5,66 41,78 30,61 3,06 
75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 5,66 53,37 11,59 1,16 
90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 5,66 57,69 4,32 0,43 
105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 5,66 60,84 3,15 0,32 
120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 5,66 63,64 2,80 0,28 
135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 5,66 66,16 2,52 0,25 
Cenário 3, Solo Seco, CN = 97,68- Tr 5 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 6,03 0,71 0,71 0,07 
30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 6,03 4,46 3,76 0,38 
45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 6,03 10,90 6,44 0,64 
60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 6,03 41,41 30,51 3,05 
75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 6,03 52,99 11,58 1,16 
90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 6,03 57,30 4,32 0,43 
105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 6,03 60,45 3,15 0,32 
120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 6,03 63,25 2,80 0,28 
135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 6,03 65,77 2,52 0,25 
Cenário 3, Solo Úmido, CN = 99,19 - Tr 5 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 2,07 1,98 1,98 0,20 
30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 2,07 7,00 5,02 0,50 
45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 2,07 14,18 7,18 0,72 
60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 2,07 45,56 31,38 3,14 
75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 2,07 57,24 11,69 1,17 
90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 2,07 61,59 4,35 0,43 
105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 2,07 64,76 3,17 0,32 
120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 2,07 67,57 2,81 0,28 
135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 2,07 70,11 2,53 0,25
107 
Cenário 4, Solo Seco ou Úmido, CN = 100 - Tr 5 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 0,00 3,66 3,66 0,37 
30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 0,00 9,09 5,43 0,54 
45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 0,00 16,43 7,34 0,73 
60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 0,00 47,96 31,53 3,15 
75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 0,00 59,66 11,70 1,17 
90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 0,00 64,01 4,35 0,44 
105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 0,00 67,19 3,17 0,32 
120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 0,00 70,00 2,81 0,28 
135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 0,00 72,54 2,54 0,25
108 
APÊNDICE D – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 10 anos 
Cenário 1, Solo Seco, CN = 74,04 – Tr 10 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 89,06 0,00 0,00 0,00 
30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 89,06 0,00 0,00 0,00 
45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 89,06 0,00 0,00 0,00 
60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 89,06 9,77 9,77 0,98 
75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 89,06 16,59 6,82 0,68 
90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 89,06 19,40 2,81 0,28 
105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 89,06 21,53 2,13 0,21 
120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 89,06 23,48 1,95 0,19 
135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 89,06 25,27 1,79 0,18 
Cenário 1, Solo Úmido, CN = 95,13 – Tr 10 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 13,00 0,14 0,14 0,01 
30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 13,00 2,66 2,52 0,25 
45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 13,00 8,36 5,70 0,57 
60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 13,00 39,67 31,31 3,13 
75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 13,00 52,05 12,38 1,24 
90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 13,00 56,69 4,64 0,46 
105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 13,00 60,08 3,39 0,34 
120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 13,00 63,10 3,02 0,30 
135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 13,00 65,82 2,72 0,27 
Cenário 2, Solo Seco, CN = 82,29 – Tr 10 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 54,66 0,00 0,00 0,00 
30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 54,66 0,00 0,00 0,00 
45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 54,66 0,81 0,81 0,08 
60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 54,66 18,02 17,20 1,72 
75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 54,66 27,20 9,19 0,92 
90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 54,66 30,83 3,63 0,36 
105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 54,66 33,53 2,70 0,27 
120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 54,66 35,96 2,43 0,24 
135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 54,66 38,19 2,22 0,22
109 
Cenário 2, Solo Úmido, CN = 97,82 – Tr 10 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 5,66 0,97 0,97 0,10 
30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 5,66 5,38 4,41 0,44 
45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 5,66 12,64 7,26 0,73 
60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 5,66 46,36 33,71 3,37 
75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 5,66 59,09 12,73 1,27 
90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 5,66 63,83 4,74 0,47 
105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 5,66 67,29 3,46 0,35 
120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 5,66 70,36 3,07 0,31 
135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 5,66 73,13 2,77 0,28 
Cenário 3, Solo Seco, CN = 97,68 – Tr 10 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 6,03 0,89 0,89 0,09 
30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 6,03 5,19 4,30 0,43 
45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 6,03 12,37 7,18 0,72 
60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 6,03 45,98 33,62 3,36 
75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 6,03 58,70 12,72 1,27 
90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 6,03 63,44 4,74 0,47 
105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 6,03 66,90 3,46 0,35 
120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 6,03 69,97 3,07 0,31 
135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 6,03 72,73 2,77 0,28 
Cenário 3, Solo Úmido, CN = 99,19 – Tr 10 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 2,07 2,28 2,28 0,23 
30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 2,07 7,85 5,56 0,56 
45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 2,07 15,74 7,90 0,79 
60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 2,07 50,18 34,44 3,44 
75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 2,07 63,00 12,82 1,28 
90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 2,07 67,77 4,77 0,48 
105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 2,07 71,24 3,48 0,35 
120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 2,07 74,33 3,08 0,31 
135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 2,07 77,11 2,78 0,28
110 
Cenário 4, Solo Seco ou Úmido, CN = 100 – Tr 10 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 0,00 4,01 4,01 0,40 
30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 0,00 9,97 5,95 0,60 
45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 0,00 18,01 8,05 0,80 
60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 0,00 52,59 34,58 3,46 
75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 0,00 65,42 12,83 1,28 
90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 0,00 70,19 4,77 0,48 
105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 0,00 73,68 3,48 0,35 
120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 0,00 76,76 3,09 0,31 
135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 0,00 79,54 2,78 0,28
111 
APÊNDICE E – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 20 anos 
Cenário 1, Solo Seco, CN = 74,04 – Tr 20 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P 
acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 89,06 0,00 0,00 0,00 
30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 89,06 0,00 0,00 0,00 
45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 89,06 0,04 0,04 0,00 
60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 89,06 12,32 12,28 1,23 
75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 89,06 20,34 8,02 0,80 
90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 89,06 23,61 3,28 0,33 
105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 89,06 26,09 2,47 0,25 
120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 89,06 28,34 2,25 0,22 
135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 89,06 30,40 2,07 0,21 
Cenário 1, Solo Úmido, CN = 95,13– Tr 20 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 13,00 0,22 0,22 0,02 
30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 13,00 3,25 3,03 0,30 
45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 13,00 9,76 6,51 0,65 
60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 13,00 44,55 34,79 3,48 
75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 13,00 58,19 13,65 1,36 
90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 13,00 63,30 5,11 0,51 
105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 13,00 67,04 3,74 0,37 
120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 13,00 70,36 3,32 0,33 
135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 13,00 73,35 2,99 0,30 
Cenário 2, Solo Seco, CN = 82,29– Tr 20 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 54,66 0,00 0,00 0,00 
30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 54,66 0,00 0,00 0,00 
45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 54,66 1,23 1,23 0,12 
60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 54,66 21,54 20,31 2,03 
75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 54,66 32,02 10,48 1,05 
90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 54,66 36,13 4,11 0,41 
105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 54,66 39,19 3,06 0,31 
120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 54,66 41,94 2,75 0,27 
135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 54,66 44,45 2,51 0,25
112 
Cenário 2, Solo Úmido, CN = 97,82 – Tr 20 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 5,66 1,20 1,20 0,12 
30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 5,66 6,21 5,01 0,50 
45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 5,66 14,28 8,07 0,81 
60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 5,66 51,39 37,11 3,71 
75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 5,66 65,37 13,98 1,40 
90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 5,66 70,57 5,21 0,52 
105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 5,66 74,37 3,80 0,38 
120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 5,66 77,74 3,37 0,34 
135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 5,66 80,78 3,04 0,30 
Cenário 3, Solo Seco, CN = 97,68 – Tr 20 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 6,03 1,11 1,11 0,11 
30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 6,03 6,00 4,89 0,49 
45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 6,03 14,00 8,00 0,80 
60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 6,03 51,01 37,02 3,70 
75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 6,03 64,98 13,96 1,40 
90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 6,03 70,18 5,20 0,52 
105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 6,03 73,98 3,80 0,38 
120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 6,03 77,34 3,37 0,34 
135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 6,03 80,38 3,04 0,30 
Cenário 3, Solo Úmido, CN = 99,19 – Tr 20 anos 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 2,07 2,62 2,62 0,26 
30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 2,07 8,78 6,16 0,62 
45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 2,07 17,47 8,69 0,87 
60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 2,07 55,25 37,79 3,78 
75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 2,07 69,31 14,06 1,41 
90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 2,07 74,54 5,23 0,52 
105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 2,07 78,35 3,81 0,38 
120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 2,07 81,74 3,38 0,34 
135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 2,07 84,78 3,05 0,30
113 
Cenário 4, Solo Seco ou Úmido, CN = 100 
Duração 
(min) 
I 
(mm/h 
) 
I 
(mm/ 
min) 
P (mm) ΔP 
(mm) 
ΔP' 
(mm) 
P acumulada 
(mm) 
S Pefetiva 
(mm) 
ΔPef 
(mm) 
ΔPef 
(cm) 
15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 0,00 4,40 4,40 0,44 
30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 0,00 10,93 6,53 0,65 
45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 0,00 19,75 8,83 0,88 
60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 0,00 57,67 37,91 3,79 
75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 0,00 71,74 14,07 1,41 
90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 0,00 76,97 5,23 0,52 
105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 0,00 80,79 3,82 0,38 
120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 0,00 84,17 3,38 0,34 
135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 0,00 87,22 3,05 0,30
114 
APÊNDICE E – Ordenadas Hidrograma – Tr 5 anos 
Solo Seco – Cenário 1 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,00 0,00 0,76 0,58 0,24 0,18 0,17 0,15 Hidrogram 
a de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,00 0,00 0,00 
30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 
45 10,20 0,00 0,00 1,22 0,00 1,22 
60 16,50 0,00 0,00 3,81 0,92 0,00 4,73 
75 19,60 0,00 0,00 7,78 2,88 0,38 0,00 11,04 
90 20,10 0,00 0,00 12,58 5,87 1,20 0,29 0,00 19,94 
105 18,50 0,00 0,00 14,94 9,49 2,45 0,91 0,27 0,00 28,07 
120 15,80 0,00 0,00 15,32 11,28 3,96 1,87 0,84 0,25 33,52 
135 12,00 0,00 0,00 14,10 11,57 4,71 3,02 1,71 0,77 35,88 
150 8,70 0,00 0,00 12,05 10,65 4,83 3,59 2,76 1,58 35,44 
165 6,50 0,00 0,00 9,15 9,09 4,45 3,68 3,28 2,55 32,19 
180 5,00 0,00 0,00 6,63 6,91 3,80 3,39 3,36 3,03 27,11 
195 3,80 0,00 0,00 4,96 5,01 2,88 2,89 3,09 3,11 21,94 
210 2,80 0,00 0,00 3,81 3,74 2,09 2,20 2,64 2,86 17,34 
225 2,10 0,00 0,00 2,90 2,88 1,56 1,59 2,01 2,44 13,38 
240 1,60 0,00 0,00 2,13 2,19 1,20 1,19 1,46 1,85 10,02 
255 1,10 0,00 0,00 1,60 1,61 0,91 0,91 1,09 1,34 7,47 
270 0,90 0,00 0,00 1,22 1,21 0,67 0,70 0,84 1,00 5,64 
285 0,70 0,00 0,00 0,84 0,92 0,50 0,51 0,64 0,77 4,18 
300 0,60 0,00 0,00 0,69 0,63 0,38 0,38 0,47 0,59 3,14 
315 0,40 0,00 0,00 0,53 0,52 0,26 0,29 0,35 0,43 2,39 
330 0,30 0,00 0,00 0,46 0,40 0,22 0,20 0,27 0,32 1,87 
345 0,20 0,00 0,00 0,30 0,35 0,17 0,16 0,18 0,25 1,41 
360 0,20 0,00 0,00 0,23 0,23 0,14 0,13 0,15 0,17 1,05 
375 0,18 0,00 0,00 0,15 0,17 0,10 0,11 0,12 0,14 0,79 
390 0,10 0,00 0,00 0,15 0,12 0,07 0,07 0,10 0,11 0,62 
405 0,05 0,00 0,00 0,14 0,12 0,05 0,05 0,07 0,09 0,51 
420 0,00 0,00 0,00 0,08 0,10 0,05 0,04 0,05 0,06 0,38 
435 0,00 0,04 0,06 0,04 0,04 0,03 0,05 0,26 
450 0,00 0,03 0,02 0,03 0,03 0,03 0,15 
465 0,00 0,01 0,02 0,03 0,03 0,09 
480 0,00 0,01 0,02 0,03 0,05 
495 0,00 0,01 0,02 0,02 
510 0,00 0,01 0,01 
525 0,00 0,00
115 
Solo Úmido – Cenário 1 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,01 0,21 0,50 2,81 1,12 0,42 0,31 0,27 0,25 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,01 0,00 0,01 
30 5,00 0,04 0,33 0,00 0,37 
45 10,20 0,08 1,04 0,79 0,00 1,92 
60 16,50 0,13 2,12 2,48 4,50 0,00 9,24 
75 19,60 0,16 3,43 5,07 14,06 1,79 0,00 24,51 
90 20,10 0,16 4,08 8,20 28,69 5,61 0,67 0,00 47,40 
105 18,50 0,15 4,18 9,73 46,41 11,44 2,11 0,49 0,00 74,51 
120 15,80 0,13 3,85 9,98 55,13 18,51 4,30 1,54 0,44 0,00 93,87 
135 12,00 0,10 3,29 9,19 56,53 21,99 6,95 3,14 1,37 0,40 102,95 
150 8,70 0,07 2,50 7,85 52,03 22,55 8,25 5,08 2,79 1,24 102,36 
165 6,50 0,05 1,81 5,96 44,44 20,75 8,46 6,04 4,52 2,52 94,56 
180 5,00 0,04 1,35 4,32 33,75 17,73 7,79 6,19 5,37 4,08 80,62 
195 3,80 0,03 1,04 3,23 24,47 13,46 6,65 5,70 5,50 4,84 64,93 
210 2,80 0,02 0,79 2,48 18,28 9,76 5,05 4,87 5,07 4,97 51,29 
225 2,10 0,02 0,58 1,89 14,06 7,29 3,66 3,70 4,33 4,57 40,10 
240 1,60 0,01 0,44 1,39 10,69 5,61 2,74 2,68 3,29 3,91 30,75 
255 1,10 0,01 0,33 1,04 7,88 4,26 2,11 2,00 2,38 2,97 22,98 
270 0,90 0,01 0,23 0,79 5,91 3,14 1,60 1,54 1,78 2,15 17,15 
285 0,70 0,01 0,19 0,55 4,50 2,36 1,18 1,17 1,37 1,61 12,92 
300 0,60 0,00 0,15 0,45 3,09 1,79 0,88 0,86 1,04 1,24 9,51 
315 0,40 0,00 0,12 0,35 2,53 1,23 0,67 0,65 0,77 0,94 7,27 
330 0,30 0,00 0,08 0,30 1,97 1,01 0,46 0,49 0,58 0,69 5,59 
345 0,20 0,00 0,06 0,20 1,69 0,79 0,38 0,34 0,44 0,52 4,41 
360 0,20 0,00 0,04 0,15 1,13 0,67 0,29 0,28 0,30 0,40 3,26 
375 0,18 0,00 0,04 0,10 0,84 0,45 0,25 0,22 0,25 0,27 2,42 
390 0,10 0,00 0,04 0,10 0,56 0,34 0,17 0,18 0,19 0,22 1,80 
405 0,05 0,00 0,02 0,09 0,56 0,22 0,13 0,12 0,16 0,17 1,48 
420 0,00 0,00 0,01 0,05 0,51 0,22 0,08 0,09 0,11 0,15 1,23 
435 0,00 0,02 0,28 0,20 0,08 0,06 0,08 0,10 0,83 
450 0,00 0,14 0,11 0,08 0,06 0,05 0,07 0,52 
465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,05 0,05 0,26 
480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 
495 0,00 0,02 0,03 0,04 0,09 
510 0,00 0,01 0,02 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
116 
Solo Seco – Cenário 2 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,00 0,00 0,05 1,44 0,80 0,32 0,24 0,21 0,20 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,00 0,00 0,00 
30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 
45 10,20 0,00 0,00 0,08 0,00 0,08 
60 16,50 0,00 0,00 0,25 2,31 0,00 2,56 
75 19,60 0,00 0,00 0,51 7,22 1,28 0,00 9,02 
90 20,10 0,00 0,00 0,83 14,74 4,01 0,51 0,00 20,08 
105 18,50 0,00 0,00 0,98 23,84 8,17 1,59 0,38 0,00 34,97 
120 15,80 0,00 0,00 1,01 28,32 13,22 3,25 1,19 0,34 0,00 47,33 
135 12,00 0,00 0,00 0,93 29,04 15,71 5,26 2,43 1,07 0,31 54,75 
150 8,70 0,00 0,00 0,79 26,73 16,11 6,24 3,93 2,19 0,98 56,97 
165 6,50 0,00 0,00 0,60 22,83 14,83 6,40 4,67 3,54 2,00 54,87 
180 5,00 0,00 0,00 0,44 17,34 12,66 5,89 4,79 4,21 3,24 48,56 
195 3,80 0,00 0,00 0,33 12,57 9,62 5,03 4,40 4,32 3,85 40,11 
210 2,80 0,00 0,00 0,25 9,39 6,97 3,82 3,76 3,97 3,95 32,12 
225 2,10 0,00 0,00 0,19 7,22 5,21 2,77 2,86 3,39 3,63 25,28 
240 1,60 0,00 0,00 0,14 5,49 4,01 2,07 2,07 2,58 3,10 19,46 
255 1,10 0,00 0,00 0,11 4,05 3,05 1,59 1,55 1,87 2,36 14,56 
270 0,90 0,00 0,00 0,08 3,03 2,24 1,21 1,19 1,40 1,71 10,86 
285 0,70 0,00 0,00 0,06 2,31 1,68 0,89 0,90 1,07 1,28 8,20 
300 0,60 0,00 0,00 0,05 1,59 1,28 0,67 0,67 0,82 0,98 6,05 
315 0,40 0,00 0,00 0,04 1,30 0,88 0,51 0,50 0,60 0,75 4,57 
330 0,30 0,00 0,00 0,03 1,01 0,72 0,35 0,38 0,45 0,55 3,49 
345 0,20 0,00 0,00 0,02 0,87 0,56 0,29 0,26 0,34 0,41 2,75 
360 0,20 0,00 0,00 0,02 0,58 0,48 0,22 0,21 0,24 0,31 2,06 
375 0,18 0,00 0,00 0,01 0,43 0,32 0,19 0,17 0,19 0,22 1,53 
390 0,10 0,00 0,00 0,01 0,29 0,24 0,13 0,14 0,15 0,18 1,14 
405 0,05 0,00 0,00 0,01 0,29 0,16 0,10 0,10 0,13 0,14 0,92 
420 0,00 0,00 0,00 0,01 0,26 0,16 0,06 0,07 0,09 0,12 0,76 
435 0,00 0,00 0,14 0,14 0,06 0,05 0,06 0,08 0,55 
450 0,00 0,07 0,08 0,06 0,05 0,04 0,06 0,36 
465 0,00 0,04 0,03 0,04 0,04 0,04 0,20 
480 0,00 0,02 0,02 0,04 0,04 0,12 
495 0,00 0,01 0,02 0,04 0,07 
510 0,00 0,01 0,02 0,03 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
117 
Solo Úmido – Cenário 2 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,08 0,39 0,65 3,06 1,16 0,43 0,32 0,28 0,25 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,12 0,00 0,12 
30 5,00 0,39 0,62 0,00 1,01 
45 10,20 0,80 1,93 1,04 0,00 3,77 
60 16,50 1,29 3,95 3,26 4,90 0,00 13,39 
75 19,60 1,53 6,38 6,65 15,31 1,85 0,00 31,72 
90 20,10 1,57 7,58 10,75 31,22 5,80 0,69 0,00 57,61 
105 18,50 1,44 7,78 12,77 50,51 11,82 2,16 0,50 0,00 86,99 
120 15,80 1,23 7,16 13,10 60,00 19,13 4,41 1,58 0,45 0,00 107,04 
135 12,00 0,94 6,11 12,05 61,53 22,72 7,13 3,22 1,40 0,40 115,50 
150 8,70 0,68 4,64 10,29 56,63 23,30 8,47 5,20 2,85 1,26 113,33 
165 6,50 0,51 3,37 7,82 48,37 21,44 8,68 6,18 4,62 2,57 103,56 
180 5,00 0,39 2,51 5,67 36,73 18,31 7,99 6,34 5,48 4,16 87,60 
195 3,80 0,30 1,93 4,24 26,63 13,91 6,83 5,83 5,62 4,94 70,23 
210 2,80 0,22 1,47 3,26 19,90 10,08 5,18 4,98 5,18 5,07 55,34 
225 2,10 0,16 1,08 2,48 15,31 7,53 3,76 3,78 4,42 4,67 43,19 
240 1,60 0,12 0,81 1,82 11,63 5,80 2,81 2,74 3,36 3,98 33,08 
255 1,10 0,09 0,62 1,37 8,57 4,40 2,16 2,05 2,43 3,03 24,72 
270 0,90 0,07 0,43 1,04 6,43 3,25 1,64 1,58 1,82 2,19 18,44 
285 0,70 0,05 0,35 0,72 4,90 2,43 1,21 1,20 1,40 1,64 13,90 
300 0,60 0,05 0,27 0,59 3,37 1,85 0,91 0,88 1,06 1,26 10,24 
315 0,40 0,03 0,23 0,46 2,76 1,28 0,69 0,66 0,78 0,96 7,84 
330 0,30 0,02 0,15 0,39 2,14 1,04 0,48 0,50 0,59 0,71 6,03 
345 0,20 0,02 0,12 0,26 1,84 0,81 0,39 0,35 0,45 0,53 4,75 
360 0,20 0,02 0,08 0,20 1,22 0,70 0,30 0,28 0,31 0,40 3,51 
375 0,18 0,01 0,08 0,13 0,92 0,46 0,26 0,22 0,25 0,28 2,61 
390 0,10 0,01 0,07 0,13 0,61 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 1,95 
405 0,05 0,00 0,04 0,12 0,61 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,60 
420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,55 0,23 0,09 0,09 0,11 0,15 1,31 
435 0,00 0,03 0,31 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,88 
450 0,00 0,15 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,54 
465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,26 
480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 
510 0,00 0,01 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
118 
Solo Seco – Cenário 3 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,07 0,38 0,64 3,05 1,16 0,43 0,32 0,28 0,25 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,11 0,00 0,11 
30 5,00 0,35 0,60 0,00 0,96 
45 10,20 0,72 1,88 1,03 0,00 3,63 
60 16,50 1,17 3,83 3,22 4,88 0,00 13,10 
75 19,60 1,39 6,20 6,57 15,25 1,85 0,00 31,26 
90 20,10 1,43 7,36 10,62 31,12 5,79 0,69 0,00 57,00 
105 18,50 1,31 7,55 12,62 50,34 11,81 2,16 0,50 0,00 86,28 
120 15,80 1,12 6,95 12,94 59,79 19,10 4,40 1,58 0,45 0,00 106,33 
135 12,00 0,85 5,93 11,91 61,32 22,69 7,12 3,21 1,40 0,40 114,84 
150 8,70 0,62 4,51 10,17 56,44 23,27 8,46 5,20 2,85 1,26 112,77 
165 6,50 0,46 3,27 7,72 48,20 21,42 8,68 6,18 4,61 2,57 103,11 
180 5,00 0,35 2,44 5,60 36,61 18,29 7,99 6,33 5,48 4,16 87,25 
195 3,80 0,27 1,88 4,18 26,54 13,89 6,82 5,83 5,62 4,94 69,97 
210 2,80 0,20 1,43 3,22 19,83 10,07 5,18 4,98 5,17 5,07 55,14 
225 2,10 0,15 1,05 2,45 15,25 7,53 3,76 3,78 4,42 4,66 43,04 
240 1,60 0,11 0,79 1,80 11,59 5,79 2,81 2,74 3,35 3,98 32,97 
255 1,10 0,08 0,60 1,35 8,54 4,40 2,16 2,05 2,43 3,02 24,63 
270 0,90 0,06 0,41 1,03 6,41 3,24 1,64 1,58 1,82 2,19 18,38 
285 0,70 0,05 0,34 0,71 4,88 2,43 1,21 1,20 1,40 1,64 13,85 
300 0,60 0,04 0,26 0,58 3,36 1,85 0,91 0,88 1,06 1,26 10,20 
315 0,40 0,03 0,23 0,45 2,75 1,27 0,69 0,66 0,78 0,96 7,82 
330 0,30 0,02 0,15 0,39 2,14 1,04 0,47 0,50 0,59 0,71 6,01 
345 0,20 0,01 0,11 0,26 1,83 0,81 0,39 0,35 0,45 0,53 4,74 
360 0,20 0,01 0,08 0,19 1,22 0,69 0,30 0,28 0,31 0,40 3,49 
375 0,18 0,01 0,08 0,13 0,92 0,46 0,26 0,22 0,25 0,28 2,60 
390 0,10 0,01 0,07 0,13 0,61 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 1,95 
405 0,05 0,00 0,04 0,12 0,61 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,60 
420 0,00 0,00 0,02 0,06 0,55 0,23 0,09 0,09 0,11 0,15 1,31 
435 0,00 0,03 0,31 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,88 
450 0,00 0,15 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,54 
465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,26 
480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 
510 0,00 0,01 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
119 
Solo Úmido – Cenário 3 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,20 0,50 0,72 3,14 1,17 0,43 0,32 0,28 0,25 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,32 0,00 0,32 
30 5,00 0,99 0,80 0,00 1,79 
45 10,20 2,02 2,51 1,15 0,00 5,68 
60 16,50 3,27 5,12 3,59 5,02 0,00 17,00 
75 19,60 3,88 8,28 7,32 15,69 1,87 0,00 37,04 
90 20,10 3,98 9,84 11,84 32,01 5,84 0,70 0,00 64,21 
105 18,50 3,66 10,09 14,07 51,78 11,92 2,17 0,51 0,00 94,20 
120 15,80 3,13 9,29 14,43 61,50 19,28 4,43 1,59 0,45 0,00 114,10 
135 12,00 2,38 7,93 13,28 63,07 22,90 7,17 3,23 1,41 0,41 121,78 
150 8,70 1,72 6,02 11,34 58,05 23,49 8,52 5,23 2,87 1,27 118,52 
165 6,50 1,29 4,37 8,61 49,58 21,62 8,74 6,22 4,64 2,58 107,64 
180 5,00 0,99 3,26 6,24 37,65 18,46 8,04 6,37 5,51 4,18 90,73 
195 3,80 0,75 2,51 4,67 27,30 14,02 6,87 5,87 5,65 4,97 72,61 
210 2,80 0,55 1,91 3,59 20,40 10,17 5,22 5,01 5,20 5,09 57,14 
225 2,10 0,42 1,41 2,73 15,69 7,60 3,78 3,81 4,44 4,69 44,55 
240 1,60 0,32 1,05 2,01 11,92 5,84 2,83 2,76 3,37 4,00 34,11 
255 1,10 0,22 0,80 1,51 8,79 4,44 2,17 2,06 2,45 3,04 25,48 
270 0,90 0,18 0,55 1,15 6,59 3,27 1,65 1,59 1,83 2,20 19,01 
285 0,70 0,14 0,45 0,79 5,02 2,45 1,22 1,21 1,41 1,65 14,33 
300 0,60 0,12 0,35 0,65 3,45 1,87 0,91 0,89 1,07 1,27 10,57 
315 0,40 0,08 0,30 0,50 2,82 1,29 0,70 0,67 0,79 0,96 8,10 
330 0,30 0,06 0,20 0,43 2,20 1,05 0,48 0,51 0,59 0,71 6,22 
345 0,20 0,04 0,15 0,29 1,88 0,82 0,39 0,35 0,45 0,53 4,90 
360 0,20 0,04 0,10 0,22 1,26 0,70 0,30 0,29 0,31 0,41 3,62 
375 0,18 0,04 0,10 0,14 0,94 0,47 0,26 0,22 0,25 0,28 2,70 
390 0,10 0,02 0,09 0,14 0,63 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 2,02 
405 0,05 0,01 0,05 0,13 0,63 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,65 
420 0,00 0,00 0,03 0,07 0,56 0,23 0,09 0,10 0,11 0,15 1,34 
435 0,00 0,04 0,31 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,90 
450 0,00 0,16 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,55 
465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,27 
480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 
510 0,00 0,01 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
120 
Solo Seco e Úmido – Cenário 4 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,37 0,54 0,73 3,15 1,17 0,44 0,32 0,28 0,25 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,59 0,00 0,59 
30 5,00 1,83 0,87 0,00 2,70 
45 10,20 3,73 2,71 1,17 0,00 7,62 
60 16,50 6,04 5,54 3,67 5,04 0,00 20,29 
75 19,60 7,17 8,96 7,49 15,77 1,87 0,00 41,25 
90 20,10 7,36 10,64 12,11 32,16 5,85 0,70 0,00 68,81 
105 18,50 6,77 10,91 14,39 52,02 11,94 2,18 0,51 0,00 98,71 
120 15,80 5,78 10,04 14,75 61,80 19,31 4,44 1,59 0,45 0,00 118,16 
135 12,00 4,39 8,58 13,58 63,38 22,94 7,18 3,24 1,41 0,41 125,09 
150 8,70 3,18 6,51 11,60 58,33 23,52 8,53 5,24 2,87 1,27 121,05 
165 6,50 2,38 4,72 8,81 49,82 21,65 8,75 6,22 4,64 2,59 109,58 
180 5,00 1,83 3,53 6,39 37,84 18,49 8,05 6,38 5,52 4,18 92,20 
195 3,80 1,39 2,71 4,77 27,43 14,04 6,88 5,87 5,66 4,97 73,73 
210 2,80 1,02 2,06 3,67 20,49 10,18 5,22 5,02 5,21 5,10 57,98 
225 2,10 0,77 1,52 2,79 15,77 7,61 3,79 3,81 4,45 4,69 45,18 
240 1,60 0,59 1,14 2,06 11,98 5,85 2,83 2,76 3,38 4,01 34,59 
255 1,10 0,40 0,87 1,54 8,83 4,45 2,18 2,06 2,45 3,04 25,82 
270 0,90 0,33 0,60 1,17 6,62 3,28 1,65 1,59 1,83 2,21 19,28 
285 0,70 0,26 0,49 0,81 5,04 2,46 1,22 1,21 1,41 1,65 14,54 
300 0,60 0,22 0,38 0,66 3,47 1,87 0,91 0,89 1,07 1,27 10,74 
315 0,40 0,15 0,33 0,51 2,84 1,29 0,70 0,67 0,79 0,96 8,23 
330 0,30 0,11 0,22 0,44 2,21 1,05 0,48 0,51 0,59 0,71 6,32 
345 0,20 0,07 0,16 0,29 1,89 0,82 0,39 0,35 0,45 0,53 4,96 
360 0,20 0,07 0,11 0,22 1,26 0,70 0,30 0,29 0,31 0,41 3,67 
375 0,18 0,07 0,11 0,15 0,95 0,47 0,26 0,22 0,25 0,28 2,75 
390 0,10 0,04 0,10 0,15 0,63 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 2,05 
405 0,05 0,02 0,05 0,13 0,63 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,67 
420 0,00 0,00 0,03 0,07 0,57 0,23 0,09 0,10 0,11 0,15 1,35 
435 0,00 0,04 0,32 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,90 
450 0,00 0,16 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,55 
465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,27 
480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 
510 0,00 0,01 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
121 
APÊNDICE F – Ordenadas Hidrograma – Tr 10 anos 
Solo Seco – Cenário 1 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,00 0,00 0,98 0,68 0,28 0,21 0,19 0,18 Hidrograma de 
projeto (m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,00 0,00 0,00 
30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 
45 10,20 0,00 0,00 1,56 0,00 1,56 
60 16,50 0,00 0,00 4,88 1,09 0,00 5,97 
75 19,60 0,00 0,00 9,96 3,41 0,45 0,00 13,82 
90 20,10 0,00 0,00 16,11 6,96 1,41 0,34 0,00 24,82 
105 18,50 0,00 0,00 19,14 11,25 2,87 1,07 0,31 0,00 34,64 
120 15,80 0,00 0,00 19,63 13,36 4,64 2,18 0,97 0,29 41,08 
135 12,00 0,00 0,00 18,07 13,71 5,52 3,52 1,98 0,90 43,69 
150 8,70 0,00 0,00 15,43 12,61 5,66 4,18 3,21 1,83 42,92 
165 6,50 0,00 0,00 11,72 10,77 5,21 4,29 3,81 2,96 38,76 
180 5,00 0,00 0,00 8,50 8,18 4,45 3,95 3,91 3,51 32,50 
195 3,80 0,00 0,00 6,35 5,93 3,38 3,37 3,60 3,60 26,23 
210 2,80 0,00 0,00 4,88 4,43 2,45 2,56 3,07 3,32 20,71 
225 2,10 0,00 0,00 3,71 3,41 1,83 1,86 2,33 2,83 15,97 
240 1,60 0,00 0,00 2,73 2,59 1,41 1,39 1,69 2,15 11,96 
255 1,10 0,00 0,00 2,05 1,91 1,07 1,07 1,26 1,56 8,92 
270 0,90 0,00 0,00 1,56 1,43 0,79 0,81 0,97 1,17 6,73 
285 0,70 0,00 0,00 1,07 1,09 0,59 0,60 0,74 0,90 4,99 
300 0,60 0,00 0,00 0,88 0,75 0,45 0,45 0,54 0,68 3,75 
315 0,40 0,00 0,00 0,68 0,61 0,31 0,34 0,41 0,50 2,86 
330 0,30 0,00 0,00 0,59 0,48 0,25 0,23 0,31 0,38 2,24 
345 0,20 0,00 0,00 0,39 0,41 0,20 0,19 0,21 0,29 1,69 
360 0,20 0,00 0,00 0,29 0,27 0,17 0,15 0,18 0,20 1,26 
375 0,18 0,00 0,00 0,20 0,20 0,11 0,13 0,14 0,16 0,94 
390 0,10 0,00 0,00 0,20 0,14 0,08 0,09 0,12 0,13 0,74 
405 0,05 0,00 0,00 0,18 0,14 0,06 0,06 0,08 0,11 0,62 
420 0,00 0,00 0,00 0,10 0,12 0,06 0,04 0,06 0,07 0,45 
435 0,00 0,05 0,07 0,05 0,04 0,04 0,05 0,30 
450 0,00 0,03 0,03 0,04 0,04 0,04 0,18 
465 0,00 0,01 0,02 0,04 0,04 0,11 
480 0,00 0,01 0,02 0,03 0,06 
495 0,00 0,01 0,02 0,03 
510 0,00 0,01 0,01 
525 0,00 0,00
122 
Solo Úmido – Cenário 1 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,01 0,25 0,57 3,13 1,24 0,46 0,34 0,30 0,27 Hidrogram 
a de 
projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,02 0,00 0,02 
30 5,00 0,07 0,40 0,00 0,47 
45 10,20 0,14 1,26 0,91 0,00 2,32 
60 16,50 0,23 2,58 2,85 5,01 0,00 10,66 
75 19,60 0,27 4,17 5,81 15,65 1,98 0,00 27,88 
90 20,10 0,28 4,95 9,40 31,94 6,19 0,74 0,00 53,49 
105 18,50 0,26 5,07 11,17 51,66 12,63 2,32 0,54 0,00 83,65 
120 15,80 0,22 4,67 11,45 61,37 20,42 4,73 1,70 0,48 0,00 105,04 
135 12,00 0,17 3,99 10,54 62,93 24,26 7,66 3,46 1,51 0,44 114,95 
150 8,70 0,12 3,03 9,00 57,92 24,88 9,10 5,60 3,08 1,36 114,09 
165 6,50 0,09 2,20 6,84 49,47 22,90 9,33 6,65 4,97 2,78 105,22 
180 5,00 0,07 1,64 4,96 37,57 19,56 8,59 6,82 5,91 4,49 89,60 
195 3,80 0,05 1,26 3,70 27,24 14,85 7,33 6,28 6,06 5,33 72,12 
210 2,80 0,04 0,96 2,85 20,35 10,77 5,57 5,36 5,58 5,47 56,95 
225 2,10 0,03 0,71 2,17 15,65 8,05 4,04 4,07 4,76 5,03 44,51 
240 1,60 0,02 0,53 1,60 11,90 6,19 3,02 2,95 3,62 4,30 34,12 
255 1,10 0,02 0,40 1,20 8,77 4,70 2,32 2,21 2,62 3,27 25,50 
270 0,90 0,01 0,28 0,91 6,57 3,47 1,76 1,70 1,96 2,37 19,03 
285 0,70 0,01 0,23 0,63 5,01 2,60 1,30 1,29 1,51 1,77 14,34 
300 0,60 0,01 0,18 0,51 3,44 1,98 0,97 0,95 1,15 1,36 10,55 
315 0,40 0,01 0,15 0,40 2,82 1,36 0,74 0,71 0,84 1,03 8,07 
330 0,30 0,00 0,10 0,34 2,19 1,11 0,51 0,54 0,63 0,76 6,20 
345 0,20 0,00 0,08 0,23 1,88 0,87 0,42 0,37 0,48 0,57 4,90 
360 0,20 0,00 0,05 0,17 1,25 0,74 0,32 0,31 0,33 0,44 3,62 
375 0,18 0,00 0,05 0,11 0,94 0,50 0,28 0,24 0,27 0,30 2,69 
390 0,10 0,00 0,05 0,11 0,63 0,37 0,19 0,20 0,21 0,24 2,00 
405 0,05 0,00 0,03 0,10 0,63 0,25 0,14 0,14 0,18 0,19 1,65 
420 0,00 0,00 0,01 0,06 0,56 0,25 0,09 0,10 0,12 0,16 1,36 
435 0,00 0,03 0,31 0,22 0,09 0,07 0,09 0,11 0,92 
450 0,00 0,16 0,12 0,08 0,07 0,06 0,08 0,57 
465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,05 0,28 
480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,17 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 
510 0,00 0,02 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
123 
Solo Seco – Cenário 2 
Chuva efetiva 
total (cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,00 0,00 0,08 1,72 0,92 0,36 0,27 0,24 0,22 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,00 0,00 0,00 
30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 
45 10,20 0,00 0,00 0,13 0,00 0,13 
60 16,50 0,00 0,00 0,41 2,75 0,00 3,16 
75 19,60 0,00 0,00 0,83 8,60 1,47 0,00 10,90 
90 20,10 0,00 0,00 1,34 17,55 4,59 0,58 0,00 24,06 
105 18,50 0,00 0,00 1,59 28,39 9,37 1,81 0,43 0,00 41,59 
120 15,80 0,00 0,00 1,63 33,72 15,16 3,70 1,35 0,39 0,00 55,95 
135 12,00 0,00 0,00 1,50 34,58 18,00 5,98 2,76 1,22 0,36 64,40 
150 8,70 0,00 0,00 1,28 31,83 18,46 7,11 4,46 2,48 1,11 66,73 
165 6,50 0,00 0,00 0,97 27,18 16,99 7,29 5,30 4,02 2,27 64,02 
180 5,00 0,00 0,00 0,71 20,64 14,51 6,71 5,43 4,77 3,67 56,44 
195 3,80 0,00 0,00 0,53 14,97 11,02 5,73 5,00 4,89 4,35 46,49 
210 2,80 0,00 0,00 0,41 11,18 7,99 4,35 4,27 4,50 4,47 37,17 
225 2,10 0,00 0,00 0,31 8,60 5,97 3,15 3,24 3,85 4,11 29,24 
240 1,60 0,00 0,00 0,23 6,54 4,59 2,36 2,35 2,92 3,51 22,50 
255 1,10 0,00 0,00 0,17 4,82 3,49 1,81 1,76 2,12 2,67 16,83 
270 0,90 0,00 0,00 0,13 3,61 2,57 1,38 1,35 1,58 1,93 12,56 
285 0,70 0,00 0,00 0,09 2,75 1,93 1,02 1,03 1,22 1,44 9,47 
300 0,60 0,00 0,00 0,07 1,89 1,47 0,76 0,76 0,93 1,11 6,99 
315 0,40 0,00 0,00 0,06 1,55 1,01 0,58 0,57 0,68 0,84 5,29 
330 0,30 0,00 0,00 0,05 1,20 0,83 0,40 0,43 0,51 0,62 4,04 
345 0,20 0,00 0,00 0,03 1,03 0,64 0,33 0,30 0,39 0,47 3,19 
360 0,20 0,00 0,00 0,02 0,69 0,55 0,25 0,24 0,27 0,36 2,38 
375 0,18 0,00 0,00 0,02 0,52 0,37 0,22 0,19 0,22 0,24 1,77 
390 0,10 0,00 0,00 0,02 0,34 0,28 0,15 0,16 0,17 0,20 1,31 
405 0,05 0,00 0,00 0,01 0,34 0,18 0,11 0,11 0,15 0,16 1,06 
420 0,00 0,00 0,00 0,01 0,31 0,18 0,07 0,08 0,10 0,13 0,89 
435 0,00 0,00 0,17 0,17 0,07 0,05 0,07 0,09 0,63 
450 0,00 0,09 0,09 0,07 0,05 0,05 0,07 0,41 
465 0,00 0,05 0,04 0,05 0,05 0,04 0,22 
480 0,00 0,02 0,03 0,04 0,04 0,13 
495 0,00 0,01 0,02 0,04 0,08 
510 0,00 0,01 0,02 0,03 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
124 
Solo Úmido – Cenário 2 
Chuva efetiva 
total (cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,10 0,44 0,73 3,37 1,27 0,47 0,35 0,31 0,28 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,16 0,00 0,16 
30 5,00 0,49 0,71 0,00 1,19 
45 10,20 0,99 2,21 1,16 0,00 4,36 
60 16,50 1,60 4,50 3,63 5,39 0,00 15,13 
75 19,60 1,90 7,28 7,40 16,86 2,04 0,00 35,48 
90 20,10 1,95 8,65 11,9 
8 
34,39 6,36 0,76 0,00 64,09 
105 18,50 1,80 8,87 14,2 
3 
55,63 12,98 2,37 0,55 0,00 96,43 
120 15,80 1,54 8,16 14,5 
9 
66,08 21,00 4,84 1,73 0,49 0,00 118,43 
135 12,00 1,17 6,97 13,4 
3 
67,77 24,95 7,83 3,53 1,54 0,44 127,62 
150 8,70 0,85 5,29 11,4 
7 
62,37 25,59 9,30 5,71 3,13 1,38 125,09 
165 6,50 0,63 3,84 8,71 53,27 23,55 9,53 6,79 5,07 2,82 114,21 
180 5,00 0,49 2,87 6,32 40,46 20,11 8,78 6,96 6,02 4,57 96,56 
195 3,80 0,37 2,21 4,72 29,33 15,28 7,49 6,40 6,17 5,43 77,40 
210 2,80 0,27 1,68 3,63 21,91 11,07 5,69 5,47 5,68 5,56 60,97 
225 2,10 0,20 1,24 2,76 16,86 8,27 4,13 4,15 4,85 5,12 47,58 
240 1,60 0,16 0,93 2,03 12,81 6,36 3,08 3,01 3,68 4,37 36,44 
255 1,10 0,11 0,71 1,52 9,44 4,84 2,37 2,25 2,67 3,32 27,23 
270 0,90 0,09 0,49 1,16 7,08 3,56 1,80 1,73 2,00 2,41 20,32 
285 0,70 0,07 0,40 0,80 5,39 2,67 1,33 1,32 1,54 1,80 15,31 
300 0,60 0,06 0,31 0,65 3,71 2,04 1,00 0,97 1,17 1,38 11,28 
315 0,40 0,04 0,26 0,51 3,03 1,40 0,76 0,73 0,86 1,05 8,64 
330 0,30 0,03 0,18 0,44 2,36 1,15 0,52 0,55 0,64 0,78 6,64 
345 0,20 0,02 0,13 0,29 2,02 0,89 0,43 0,38 0,49 0,58 5,24 
360 0,20 0,02 0,09 0,22 1,35 0,76 0,33 0,31 0,34 0,44 3,86 
375 0,18 0,02 0,09 0,15 1,01 0,51 0,28 0,24 0,28 0,30 2,88 
390 0,10 0,01 0,08 0,15 0,67 0,38 0,19 0,21 0,21 0,25 2,15 
405 0,05 0,00 0,04 0,13 0,67 0,25 0,14 0,14 0,18 0,19 1,77 
420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,61 0,25 0,09 0,10 0,12 0,17 1,44 
435 0,00 0,04 0,34 0,23 0,09 0,07 0,09 0,11 0,97 
450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,59 
465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 
480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 
510 0,00 0,02 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
125 
Solo Seco – Cenário 3 
Chuva efetiva 
total (cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,09 0,43 0,72 3,36 1,27 0,47 0,35 0,31 0,28 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,14 0,00 0,14 
30 5,00 0,45 0,69 0,00 1,13 
45 10,20 0,91 2,15 1,15 0,00 4,21 
60 16,50 1,47 4,38 3,59 5,38 0,00 14,82 
75 19,60 1,75 7,09 7,33 16,81 2,03 0,00 35,00 
90 20,10 1,79 8,42 11,8 
5 
34,29 6,36 0,76 0,00 63,46 
105 18,50 1,65 8,63 14,0 
8 
55,47 12,97 2,37 0,55 0,00 95,72 
120 15,80 1,41 7,95 14,4 
4 
65,89 20,98 4,83 1,73 0,49 0,00 117,71 
135 12,00 1,07 6,79 13,2 
9 
67,57 24,92 7,82 3,53 1,53 0,44 126,96 
150 8,70 0,78 5,15 11,3 
5 
62,19 25,56 9,29 5,71 3,13 1,38 124,54 
165 6,50 0,58 3,74 8,62 53,11 23,53 9,53 6,78 5,06 2,82 113,77 
180 5,00 0,45 2,79 6,25 40,34 20,09 8,77 6,95 6,01 4,56 96,22 
195 3,80 0,34 2,15 4,67 29,25 15,26 7,49 6,40 6,17 5,42 77,14 
210 2,80 0,25 1,63 3,59 21,85 11,06 5,69 5,47 5,68 5,56 60,78 
225 2,10 0,19 1,20 2,73 16,81 8,27 4,12 4,15 4,85 5,12 47,43 
240 1,60 0,14 0,90 2,01 12,77 6,36 3,08 3,01 3,68 4,37 36,33 
255 1,10 0,10 0,69 1,51 9,41 4,83 2,37 2,25 2,67 3,32 27,15 
270 0,90 0,08 0,47 1,15 7,06 3,56 1,80 1,73 1,99 2,41 20,25 
285 0,70 0,06 0,39 0,79 5,38 2,67 1,33 1,31 1,53 1,80 15,26 
300 0,60 0,05 0,30 0,65 3,70 2,03 1,00 0,97 1,17 1,38 11,25 
315 0,40 0,04 0,26 0,50 3,03 1,40 0,76 0,73 0,86 1,05 8,62 
330 0,30 0,03 0,17 0,43 2,35 1,14 0,52 0,55 0,64 0,77 6,62 
345 0,20 0,02 0,13 0,29 2,02 0,89 0,43 0,38 0,49 0,58 5,22 
360 0,20 0,02 0,09 0,22 1,34 0,76 0,33 0,31 0,34 0,44 3,85 
375 0,18 0,02 0,09 0,14 1,01 0,51 0,28 0,24 0,28 0,30 2,87 
390 0,10 0,01 0,08 0,14 0,67 0,38 0,19 0,21 0,21 0,25 2,14 
405 0,05 0,00 0,04 0,13 0,67 0,25 0,14 0,14 0,18 0,19 1,76 
420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,61 0,25 0,09 0,10 0,12 0,17 1,44 
435 0,00 0,04 0,34 0,23 0,09 0,07 0,09 0,11 0,97 
450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,59 
465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 
480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 
510 0,00 0,02 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
126 
Solo Úmido – Cenário 3 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,23 0,56 0,79 3,44 1,28 0,48 0,35 0,31 0,28 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,37 0,00 0,37 
30 5,00 1,14 0,89 0,00 2,03 
45 10,20 2,33 2,78 1,26 0,00 6,37 
60 16,50 3,77 5,68 3,95 5,51 0,00 18,90 
75 19,60 4,47 9,18 8,06 17,22 2,05 0,00 40,98 
90 20,10 4,59 10,9 
1 
13,03 35,12 6,41 0,76 0,00 70,82 
105 18,50 4,22 11,1 
8 
15,48 56,82 13,07 2,38 0,56 0,00 103,72 
120 15,80 3,61 10,2 
9 
15,87 67,49 21,15 4,86 1,74 0,49 0,00 125,51 
135 12,00 2,74 8,79 14,61 69,22 25,12 7,87 3,55 1,54 0,44 133,88 
150 8,70 1,99 6,68 12,48 63,71 25,76 9,35 5,74 3,15 1,39 130,23 
165 6,50 1,48 4,84 9,48 54,41 23,71 9,58 6,82 5,09 2,83 118,25 
180 5,00 1,14 3,62 6,87 41,32 20,25 8,82 6,99 6,04 4,59 99,65 
195 3,80 0,87 2,78 5,13 29,96 15,38 7,53 6,43 6,20 5,45 79,74 
210 2,80 0,64 2,11 3,95 22,38 11,15 5,72 5,50 5,71 5,59 62,75 
225 2,10 0,48 1,56 3,00 17,22 8,33 4,15 4,17 4,87 5,14 48,92 
240 1,60 0,37 1,17 2,21 13,09 6,41 3,10 3,03 3,70 4,39 37,46 
255 1,10 0,25 0,89 1,66 9,64 4,87 2,38 2,26 2,68 3,33 27,98 
270 0,90 0,21 0,61 1,26 7,23 3,59 1,81 1,74 2,00 2,42 20,87 
285 0,70 0,16 0,50 0,87 5,51 2,69 1,34 1,32 1,54 1,81 15,74 
300 0,60 0,14 0,39 0,71 3,79 2,05 1,00 0,97 1,17 1,39 11,61 
315 0,40 0,09 0,33 0,55 3,10 1,41 0,76 0,73 0,86 1,06 8,90 
330 0,30 0,07 0,22 0,47 2,41 1,15 0,52 0,56 0,65 0,78 6,84 
345 0,20 0,05 0,17 0,32 2,07 0,90 0,43 0,38 0,49 0,58 5,38 
360 0,20 0,05 0,11 0,24 1,38 0,77 0,33 0,31 0,34 0,44 3,97 
375 0,18 0,04 0,11 0,16 1,03 0,51 0,29 0,24 0,28 0,31 2,97 
390 0,10 0,02 0,10 0,16 0,69 0,38 0,19 0,21 0,22 0,25 2,22 
405 0,05 0,01 0,06 0,14 0,69 0,26 0,14 0,14 0,19 0,19 1,82 
420 0,00 0,00 0,03 0,08 0,62 0,26 0,10 0,10 0,12 0,17 1,47 
435 0,00 0,04 0,34 0,23 0,10 0,07 0,09 0,11 0,98 
450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,60 
465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 
480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 
510 0,00 0,02 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
127 
Solo Seco e Úmido – Cenário 4 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,40 0,60 0,80 3,46 1,28 0,48 0,35 0,31 0,28 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,64 0,00 0,64 
30 5,00 2,01 0,95 0,00 2,96 
45 10,20 4,09 2,98 1,29 0,00 8,36 
60 16,50 6,62 6,07 4,02 5,53 0,00 22,25 
75 19,60 7,87 9,82 8,21 17,29 2,05 0,00 45,24 
90 20,10 8,07 11,6 
7 
13,28 35,27 6,42 0,76 0,00 75,46 
105 18,50 7,42 11,9 
6 
15,78 57,05 13,09 2,39 0,56 0,00 108,25 
120 15,80 6,34 11,0 
1 
16,18 67,77 21,17 4,87 1,74 0,49 0,00 129,57 
135 12,00 4,82 9,41 14,89 69,50 25,15 7,87 3,55 1,54 0,44 137,17 
150 8,70 3,49 7,14 12,72 63,96 25,79 9,35 5,74 3,15 1,39 132,75 
165 6,50 2,61 5,18 9,66 54,63 23,74 9,59 6,82 5,09 2,84 120,16 
180 5,00 2,01 3,87 7,00 41,49 20,28 8,83 7,00 6,05 4,59 101,11 
195 3,80 1,52 2,98 5,23 30,08 15,40 7,54 6,44 6,20 5,45 80,85 
210 2,80 1,12 2,26 4,02 22,47 11,16 5,73 5,50 5,71 5,59 63,57 
225 2,10 0,84 1,67 3,06 17,29 8,34 4,15 4,18 4,88 5,14 49,55 
240 1,60 0,64 1,25 2,25 13,14 6,42 3,10 3,03 3,70 4,39 37,93 
255 1,10 0,44 0,95 1,69 9,68 4,88 2,39 2,26 2,69 3,34 28,31 
270 0,90 0,36 0,65 1,29 7,26 3,59 1,81 1,74 2,01 2,42 21,14 
285 0,70 0,28 0,54 0,89 5,53 2,69 1,34 1,32 1,54 1,81 15,94 
300 0,60 0,24 0,42 0,72 3,80 2,05 1,00 0,97 1,17 1,39 11,78 
315 0,40 0,16 0,36 0,56 3,11 1,41 0,76 0,73 0,86 1,06 9,02 
330 0,30 0,12 0,24 0,48 2,42 1,15 0,52 0,56 0,65 0,78 6,93 
345 0,20 0,08 0,18 0,32 2,07 0,90 0,43 0,38 0,49 0,58 5,44 
360 0,20 0,08 0,12 0,24 1,38 0,77 0,33 0,31 0,34 0,44 4,03 
375 0,18 0,07 0,12 0,16 1,04 0,51 0,29 0,24 0,28 0,31 3,02 
390 0,10 0,04 0,11 0,16 0,69 0,38 0,19 0,21 0,22 0,25 2,25 
405 0,05 0,02 0,06 0,14 0,69 0,26 0,14 0,14 0,19 0,19 1,83 
420 0,00 0,00 0,03 0,08 0,62 0,26 0,10 0,10 0,12 0,17 1,48 
435 0,00 0,04 0,35 0,23 0,10 0,07 0,09 0,11 0,99 
450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,60 
465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 
480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 
510 0,00 0,02 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
128 
APÊNDICE G – Ordenadas Hidrograma – Tr 20 anos 
Solo Seco– Cenário 1 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,00 0,00 1,23 0,80 0,33 0,25 0,22 0,21 Hidrograma de 
projeto (m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,00 0,00 0,00 
30 5,00 0,00 0,01 0,00 0,01 
45 10,20 0,00 0,02 1,96 0,00 1,99 
60 16,50 0,00 0,04 6,14 1,28 0,00 7,47 
75 19,60 0,00 0,07 12,53 4,01 0,52 0,00 17,13 
90 20,10 0,00 0,08 20,26 8,18 1,64 0,40 0,00 30,56 
105 18,50 0,00 0,08 24,07 13,23 3,34 1,24 0,36 0,00 42,32 
120 15,80 0,00 0,08 24,68 15,71 5,40 2,52 1,12 0,33 49,86 
135 12,00 0,00 0,07 22,72 16,11 6,42 4,08 2,29 1,03 52,73 
150 8,70 0,00 0,05 19,40 14,83 6,58 4,85 3,71 2,11 51,53 
165 6,50 0,00 0,04 14,74 12,67 6,06 4,97 4,41 3,41 46,29 
180 5,00 0,00 0,03 10,68 9,62 5,17 4,58 4,52 4,05 38,65 
195 3,80 0,00 0,02 7,98 6,97 3,93 3,91 4,16 4,16 31,13 
210 2,80 0,00 0,02 6,14 5,21 2,85 2,97 3,55 3,82 24,56 
225 2,10 0,00 0,01 4,67 4,01 2,13 2,15 2,70 3,27 18,93 
240 1,60 0,00 0,01 3,44 3,05 1,64 1,61 1,96 2,48 14,18 
255 1,10 0,00 0,01 2,58 2,24 1,24 1,24 1,46 1,80 10,57 
270 0,90 0,00 0,00 1,96 1,68 0,92 0,94 1,12 1,34 7,98 
285 0,70 0,00 0,00 1,35 1,28 0,69 0,69 0,85 1,03 5,91 
300 0,60 0,00 0,00 1,11 0,88 0,52 0,52 0,63 0,79 4,45 
315 0,40 0,00 0,00 0,86 0,72 0,36 0,40 0,47 0,58 3,39 
330 0,30 0,00 0,00 0,74 0,56 0,29 0,27 0,36 0,43 2,66 
345 0,20 0,00 0,00 0,49 0,48 0,23 0,22 0,25 0,33 2,00 
360 0,20 0,00 0,00 0,37 0,32 0,20 0,17 0,20 0,23 1,49 
375 0,18 0,00 0,00 0,25 0,24 0,13 0,15 0,16 0,19 1,11 
390 0,10 0,00 0,00 0,25 0,16 0,10 0,10 0,13 0,14 0,88 
405 0,05 0,00 0,00 0,22 0,16 0,07 0,07 0,09 0,12 0,74 
420 0,00 0,00 0,00 0,12 0,14 0,07 0,05 0,07 0,08 0,53 
435 0,00 0,06 0,08 0,06 0,05 0,04 0,06 0,36 
450 0,00 0,04 0,03 0,04 0,04 0,04 0,20 
465 0,00 0,02 0,02 0,04 0,04 0,12 
480 0,00 0,01 0,02 0,04 0,07 
495 0,00 0,01 0,02 0,03 
510 0,00 0,01 0,01 
525 0,00 0,00
129 
Solo Úmido – Cenário 1 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,02 0,30 0,65 3,48 1,36 0,51 0,37 0,33 0,30 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,04 0,00 0,04 
30 5,00 0,11 0,49 0,00 0,59 
45 10,20 0,22 1,52 1,04 0,00 2,78 
60 16,50 0,36 3,09 3,25 5,57 0,00 12,27 
75 19,60 0,43 5,00 6,64 17,40 2,18 0,00 31,65 
90 20,10 0,44 5,94 10,73 35,49 6,82 0,82 0,00 60,25 
105 18,50 0,40 6,09 12,75 57,41 13,92 2,56 0,60 0,00 93,73 
120 15,80 0,35 5,61 13,08 68,19 22,52 5,21 1,87 0,53 0,00 117,35 
135 12,00 0,26 4,79 12,04 69,93 26,75 8,43 3,81 1,66 0,48 128,15 
150 8,70 0,19 3,64 10,28 64,36 27,43 10,02 6,16 3,38 1,50 126,96 
165 6,50 0,14 2,64 7,81 54,97 25,25 10,27 7,32 5,47 3,05 116,93 
180 5,00 0,11 1,97 5,66 41,75 21,56 9,45 7,51 6,50 4,94 99,46 
195 3,80 0,08 1,52 4,23 30,27 16,38 8,07 6,91 6,67 5,87 79,99 
210 2,80 0,06 1,15 3,25 22,61 11,87 6,13 5,90 6,14 6,02 63,14 
225 2,10 0,05 0,85 2,47 17,40 8,87 4,45 4,48 5,24 5,54 49,34 
240 1,60 0,04 0,64 1,82 13,22 6,82 3,32 3,25 3,98 4,73 37,82 
255 1,10 0,02 0,49 1,37 9,74 5,19 2,56 2,43 2,89 3,59 28,27 
270 0,90 0,02 0,33 1,04 7,31 3,82 1,94 1,87 2,16 2,60 21,09 
285 0,70 0,02 0,27 0,72 5,57 2,87 1,43 1,42 1,66 1,95 15,89 
300 0,60 0,01 0,21 0,59 3,83 2,18 1,07 1,05 1,26 1,50 11,70 
315 0,40 0,01 0,18 0,46 3,13 1,50 0,82 0,78 0,93 1,14 8,95 
330 0,30 0,01 0,12 0,39 2,44 1,23 0,56 0,60 0,70 0,84 6,88 
345 0,20 0,00 0,09 0,26 2,09 0,96 0,46 0,41 0,53 0,63 5,43 
360 0,20 0,00 0,06 0,20 1,39 0,82 0,36 0,34 0,36 0,48 4,01 
375 0,18 0,00 0,06 0,13 1,04 0,55 0,31 0,26 0,30 0,33 2,98 
390 0,10 0,00 0,05 0,13 0,70 0,41 0,20 0,22 0,23 0,27 2,22 
405 0,05 0,00 0,03 0,12 0,70 0,27 0,15 0,15 0,20 0,21 1,83 
420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,63 0,27 0,10 0,11 0,13 0,18 1,51 
435 0,00 0,03 0,35 0,25 0,10 0,07 0,10 0,12 1,02 
450 0,00 0,17 0,14 0,09 0,07 0,07 0,09 0,63 
465 0,00 0,07 0,05 0,07 0,07 0,06 0,31 
480 0,00 0,03 0,04 0,06 0,06 0,18 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,11 
510 0,00 0,02 0,03 0,05 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
130 
Solo Seco – Cenário 2 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,00 0,00 0,12 2,03 1,05 0,41 0,31 0,27 0,25 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,00 0,00 0,00 
30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 
45 10,20 0,00 0,00 0,20 0,00 0,20 
60 16,50 0,00 0,00 0,61 3,25 0,00 3,86 
75 19,60 0,00 0,00 1,25 10,16 1,68 0,00 13,08 
90 20,10 0,00 0,00 2,02 20,72 5,24 0,66 0,00 28,64 
105 18,50 0,00 0,00 2,40 33,52 10,69 2,06 0,49 0,00 49,16 
120 15,80 0,00 0,00 2,46 39,82 17,29 4,19 1,53 0,44 0,00 65,74 
135 12,00 0,00 0,00 2,27 40,83 20,54 6,78 3,12 1,37 0,40 75,32 
150 8,70 0,00 0,00 1,94 37,58 21,07 8,06 5,05 2,80 1,25 77,75 
165 6,50 0,00 0,00 1,47 32,10 19,39 8,26 5,99 4,54 2,56 74,31 
180 5,00 0,00 0,00 1,07 24,38 16,56 7,61 6,15 5,39 4,13 65,28 
195 3,80 0,00 0,00 0,80 17,67 12,58 6,50 5,66 5,53 4,91 53,64 
210 2,80 0,00 0,00 0,61 13,20 9,12 4,93 4,83 5,09 5,04 42,82 
225 2,10 0,00 0,00 0,47 10,16 6,81 3,58 3,67 4,34 4,64 33,66 
240 1,60 0,00 0,00 0,34 7,72 5,24 2,67 2,66 3,30 3,96 25,89 
255 1,10 0,00 0,00 0,26 5,69 3,98 2,06 1,99 2,39 3,01 19,37 
270 0,90 0,00 0,00 0,20 4,27 2,93 1,56 1,53 1,79 2,18 14,46 
285 0,70 0,00 0,00 0,13 3,25 2,20 1,15 1,16 1,37 1,63 10,90 
300 0,60 0,00 0,00 0,11 2,23 1,68 0,86 0,86 1,04 1,25 8,04 
315 0,40 0,00 0,00 0,09 1,83 1,15 0,66 0,64 0,77 0,95 6,09 
330 0,30 0,00 0,00 0,07 1,42 0,94 0,45 0,49 0,58 0,70 4,66 
345 0,20 0,00 0,00 0,05 1,22 0,73 0,37 0,34 0,44 0,53 3,67 
360 0,20 0,00 0,00 0,04 0,81 0,63 0,29 0,28 0,30 0,40 2,74 
375 0,18 0,00 0,00 0,02 0,61 0,42 0,25 0,21 0,25 0,28 2,04 
390 0,10 0,00 0,00 0,02 0,41 0,31 0,16 0,18 0,19 0,23 1,51 
405 0,05 0,00 0,00 0,02 0,41 0,21 0,12 0,12 0,16 0,18 1,22 
420 0,00 0,00 0,00 0,01 0,37 0,21 0,08 0,09 0,11 0,15 1,02 
435 0,00 0,01 0,20 0,19 0,08 0,06 0,08 0,10 0,72 
450 0,00 0,10 0,10 0,07 0,06 0,05 0,08 0,47 
465 0,00 0,05 0,04 0,06 0,05 0,05 0,25 
480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 
510 0,00 0,01 0,03 0,04 
525 0,00 0,01 0,01 
540 0,00 0,00
131 
Solo Úmido – Cenário 2 
Chuva efetiva total 
(cm) 
Tempo 
(min) 
H.U.S. 
(m3/s) 
0,12 0,50 0,81 3,71 1,40 0,52 0,38 0,34 0,30 Hidrograma 
de projeto 
(m3/s) 
0 0,00 0,00 0,00 
15 1,60 0,19 0,00 0,19 
30 5,00 0,60 0,80 0,00 1,40 
45 10,20 1,22 2,51 1,29 0,00 5,02 
60 16,50 1,97 5,11 4,04 5,94 0,00 17,06 
75 19,60 2,34 8,27 8,23 18,55 2,24 0,00 39,64 
90 20,10 2,40 9,82 13,32 37,85 6,99 0,83 0,00 71,22 
105 18,50 2,21 10,0 
7 
15,82 61,23 14,26 2,60 0,61 0,00 106,81 
120 15,80 1,89 9,27 16,23 72,74 23,06 5,31 1,90 0,54 0,00 130,93 
135 12,00 1,44 7,92 14,93 74,59 27,39 8,59 3,88 1,68 0,49 140,91 
150 8,70 1,04 6,01 12,75 68,65 28,09 10,21 6,27 3,44 1,52 137,99 
165 6,50 0,78 4,36 9,69 58,63 25,86 10,47 7,45 5,56 3,10 125,89 
180 5,00 0,60 3,26 7,02 44,53 22,08 9,63 7,64 6,61 5,01 106,38 
195 3,80 0,45 2,51 5,25 32,29 16,77 8,23 7,03 6,77 5,95 85,25 
210 2,80 0,33 1,90 4,04 24,12 12,16 6,25 6,00 6,23 6,11 67,15 
225 2,10 0,25 1,40 3,07 18,55 9,08 4,53 4,56 5,32 5,62 52,39 
240 1,60 0,19 1,05 2,26 14,10 6,99 3,38 3,31 4,04 4,80 40,13 
255 1,10 0,13 0,80 1,70 10,39 5,31 2,60 2,47 2,93 3,64 29,98 
270 0,90 0,11 0,55 1,29 7,79 3,91 1,98 1,90 2,19 2,64 22,37 
285 0,70 0,08 0,45 0,89 5,94 2,94 1,46 1,44 1,68 1,97 16,86 
300 0,60 0,07 0,35 0,73 4,08 2,24 1,09 1,06 1,28 1,52 12,42 
315 0,40 0,05 0,30 0,57 3,34 1,54 0,83 0,80 0,94 1,15 9,52 
330 0,30 0,04 0,20 0,48 2,60 1,26 0,57 0,61 0,71 0,85 7,32 
345 0,20 0,02 0,15 0,32 2,23 0,98 0,47 0,42 0,54 0,64 5,77 
360 0,20 0,02 0,10 0,24 1,48 0,84 0,36 0,34 0,37 0,49 4,25 
375 0,18 0,02 0,10 0,16 1,11 0,56 0,31 0,27 0,30 0,33 3,17 
390 0,10 0,01 0,09 0,16 0,74 0,42 0,21 0,23 0,24 0,27 2,37 
405 0,05 0,01 0,05 0,15 0,74 0,28 0,16 0,15 0,20 0,21 1,95 
420 0,00 0,00 0,03 0,08 0,67 0,28 0,10 0,11 0,13 0,18 1,59 
435 0,00 0,04 0,37 0,25 0,10 0,08 0,10 0,12 1,07 
450 0,00 0,19 0,14 0,09 0,08 0,07 0,09 0,65 
465 0,00 0,07 0,05 0,07 0,07 0,06 0,32 
480 0,00 0,03 0,04 0,06 0,06 0,19 
495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,11 
510 0,00 0,02 0,03 0,05 
525 0,00 0,02 0,02 
540 0,00 0,00

Diagnostico

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DEMATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS – GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA URBANIZAÇÃO SOBRE O ESCOAMENTO SUPERFICIAL NA BACIA DO CÓRREGO DO BARBADO, CUIABÁ-MT KARINA MARCONDES COLET CUIABÁ, MT MAIO, 2012
  • 2.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DEMATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS –GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA URBANIZAÇÃO SOBRE O ESCOAMENTO SUPERFICIAL NA BACIA DO CÓRREGO DO BARBADO, CUIABÁ-MT KARINA MARCONDES COLET Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso, como um requisito, à obtenção do título de Mestre em Engenharia de Edificações e Ambiental. ORIENTADOR: PROF. DR. ALEXANDRE KEPLER SOARES CUIABÁ, MT MAIO, 2012
  • 5.
    DEDICATÓRIA Dedico estetrabalho aos ‘anjos’ da minha vida, à minha mãe, meu pai (in memorian), minha irmã e ao meu marido.
  • 6.
    AGRADECIMENTOS A Deus,por tornar tudo possível e magnífico na minha vida. Ao meu orientador, Prof. Dr. Alexandre Kepler Soares, pelo idealismo deste trabalho, ensinamentos transmitidos e confiança depositada. Ao meu marido Eduardo, minha mãe Mariza e irmã Kassia, pelo amor e incentivo constante a minha formação. A minha cunhada Daniela, pelo apoio e ajuda na revisão desse trabalho. Aos meus tios Regina Celi e José Carlos pelo carinho e constante apoio em todas as etapas da minha vida. A Marcele Ariane Garbin pela motivação, criticas e sugestões durante o desenvolvimento desse trabalho, além de sua valiosa amizade. A Arquiteta Ana de Cássia Moraes Bernardino Abdalla, pelo exemplo de dedicação a arquitetura e urbanismo de Cuiabá-MT, e o imensurável apoio e motivação para realização desse mestrado. A Olga da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA) e Roberto do Programa de Pós Graduação de Geografia (POSGEO), pela ajuda na utilização do software ARC-GIS. Ao Sr. Abílio Mateus da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) da Prefeitura Municipal de Cuiabá e aos professores Prudêncio, Ximenes e Eliana pela ajuda na obtenção de material para essa pesquisa. Ao Prof. Frederico Carlos Martins de Menezes Filho, pelo suporte fornecido neste trabalho e ensinamentos transmitidos durante a realização do meu estágio de docência. A todos os professores, colegas e funcionários do Programa de Pós Graduação em Edificações em Engenharia e Ambiental (PPGEEA), pela convivência harmoniosa e colaboração. Aos membros da minha banca examinadora Prof. Dr. José Eduardo Alamy Filho, Prof. Dr. José Afonso Botura Portocarrero, Prof. Dr. Paulo Modesto Filho e Prof. Dr. Gilson Alberto Rosa Lima pelas valiosas contribuições.
  • 7.
    À Coordenadoria deAperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior – CAPES, pela concessão da bolsa. Enfim, todos que de alguma maneira contribuíram com esse trabalho.
  • 8.
    RESUMO COLET, K.M.Avaliação do Impacto da Urbanização sobre o Escoamento Superficial na Bacia do Córrego do Barbado, Cuiabá-MT. Cuiabá – MT, 2012. 134 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Edificações e Ambiental) - Universidade Federal de Mato Grosso. O planejamento urbano em muitas cidades brasileiras não aconteceu no mesmo ritmo que o seu crescimento, gerando assim uma ocupação desordenada do seu espaço físico e acarretando enormes prejuízos ambientais aos cursos de água. Dessa maneira, a realização de estudos sobre as alterações na dinâmica hidrológica no espaço urbano subsidia a elaboração de soluções para essa questão. Assim, esse trabalho tem como objetivo avaliar o impacto da urbanização sobre a dinâmica hidrológica da Bacia do Córrego do Barbado a partir da elaboração de Índices de Qualidade Ambiental (IQA) e estimativa do escoamento superficial, além do diagnóstico ambiental para verificação do estado atual de conservação da Área de Preservação Permanente do córrego. Os resultados mostraram que o Índice de Área Verde (IAV), Percentual de Áreas Verdes (PAV), Índice de Espaços Livres Públicos (IEL) e Percentual de Espaços Livres Públicos (PEL) da bacia são baixos quando comparados a de outras localidades, havendo a necessidade de ampliação dessas áreas. As simulações hidrológicas indicaram a necessidade de planejar soluções que atenuem o escoamento superficial, pois com o crescimento urbano e consequente aumento da impermeabilização do solo, o córrego e os sistemas de drenagem podem não suportar a demanda de escoamento. E o diagnóstico ambiental revelou que o córrego apresenta graves fatores de degradação. Palavras-chave: áreas verdes urbanas, drenagem urbana, índice de qualidade ambiental.
  • 9.
    ABSTRACT COLET, K.M.Assessment of the Impact of Urbanization on Surface Runoff in the Basin Stream Barbado, Cuiabá-MT. Cuiabá – MT, 2012. 134 p. Master’s Dissertation (Master in Environmental Engineering and Buildings) - Federal University of Mato Grosso. The purpose of this study is highlight the changes in hydrological dynamics in the urban area due the rapid population growth. Thus, this study aims to evaluate the impact of urbanization on the hydrological dynamics catchments stream Barbados by means the elaboration of Environmental Quality Indices (EQI), estimation of runoff and the environmental diagnosis to check the current status of conservation of Permanent Preservation Areas stream (PPA). The results showed that the Green Area Index (GAI), Percentage of Green Areas (PGA), Index of Public Spaces (IPS) and Percentage of Public Spaces (PPE) of the catchments are low compared to other localities, indicating the need to expand green areas. The hydrological simulations indicate planning solutions that mitigate runoff, need mitigate runoff, as with urban growth, the drainage systems can not support the surfaces flow demand. The environmental diagnosis revealed that the stream has serious degradation factors. Keywords: urban green areas, urban drainage, environmental quality index.
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    LISTA DE FIGURAS Figura 2.1 Planta do Projeto ‘As novas avenidas de São Paulo’ 7 Figura 2.2 Área de intervenção no Córrego Gumitá 14 Figura 2.3 Estrutura do programa de intervenção no Córrego Gumitá 15 Figura 2.4 Corte esquemático do projeto de intervenção no Córrego Gumitá 15 Figura 2.5 A evolução urbana de Cuiabá – MT 18 Figura 2.6 A evolução urbana da Bacia do Córrego Barbado - Cuiabá – MT 19 Figura 2.7 Avenida das Torres e Córrego do Barbado 20 Figura 2.8 Rede hidrográfica no Perímetro Urbano de Cuiabá – MT 21 Figura 2.9 Esboço da Avenida Parque do Barbado 23 Figura 2.10 Pista de Caminhada e bosque no Campus da UFMT 24 Figura 2.11 Traçado da Av. Parque do Barbado – Campus UFMT 24 Figura 3.1 Localização da Bacia do Barbado 29 Figura 3.2 Córrego do Canjica e Barbado 30 Figura 3.3 Área da Bacia do Córrego do Barbado 31 Figura 3.4 Nascente do Córrego do Barbado 33 Figura 3.5 Foz do Córrego Barbado no Rio Cuiabá 33 Figura 3.6 Trecho canalizado Córrego do Barbado – Av. Fernando Corrêa da Costa 34 Figura 3.7 Trecho não-canalizado – cruzamento da Av. Gonçalves Antunes de Barros com futura Av. Parque do Barbado 35 Figura 3.8 Mini-estádio do bairro Morada do Ouro 38 Figura 4.1 Procedimentos matemáticos para simulação do Escoamento Superficial 44 Figura 4.2 Hidrograma Unitário Sintético Triangular 49 Figura 5.1 Mapa das Áreas Verdes da Bacia do Barbado 54 Figura 5.2 Divisão de trechos da Bacia do Córrego do Barbado 57 Figura 5.3 Localização das nascentes do Córrego do Barbado 59 Figura 5.4 Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso 59 Figura 5.5 Nascente Barbado – Parque Massairo Okamura 60 Figura 5.6 Nascente do Barbado – Bairro Jardim das Américas 61 Figura 5.7 Ponte sobre o Córrego do Barbado – Rua Principal - Bairro Bela Vista 62 Figura 5.8 Empreendimento paralelo ao Córrego do Barbado – Av. Juliano Costa Marques 62 Figura 5.9 Canalização do trecho Av. Juliano Costa Marques- Bairro Jardim Aclimação 63 Figura 5.10 Córrego do Barbado – Rua Quinze - Trecho entre Bairro Terra Nova e Bela Vista 64
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    Figura 5.11 TrechoParalelo a Av. Torres e Rua Mara Aguapé - Bairro Pedregal 66 Figura 5.12 Trecho do Médio Curso - Bairro Pedregal 66 Figura 5.13 Córrego do Barbado - Campus UFMT 67 Figura 5.14 Estação de Tratamento de Esgoto – Campus UFMT 68 Figura 5.15 Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves 68 Figura 5.16 Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves 70 Figura 5.17 Foz – Av. Tancredo de Almeida Neves – Bairro Praeirinho 71 Figura 5.18 Conexão do baixo curso e foz –Bairro Praeirinho 71 Figura 5.19 Levantamento áreas da Bacia do Córrego do Barbado para estimativa de CN 76 Figura 5.20 HUS Triangular – SCS 79 Figura 5.21 Hidrograma Unitário Sintético Curvilíneo – SCS para a bacia do Barbado 81 Figura 5.22 Hidrogramas de projeto – Tr 5 anos 82 Figura 5.23 Hidrogramas de projeto – Tr 10 anos 82 Figura 5.24 Hidrogramas de projeto – Tr 20 anos 83 Figura 5.25 Hidrogramas Tr de 5, 10 e 20 anos – solo seco e úmido 83
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    LISTA DE TABELAS Tabela 2.1 Histórico dos planos urbanísticos no Brasil 8 Tabela 3.1 Características dos bairros da Bacia do Barbado 32 Tabela 4.1 Fatores de degradação da Bacia do Barbado 43 Tabela 5.1 Índices de Qualidade Ambiental (IQA) para a bacia do Barbado 56 Tabela 5.2 Resultado do Diagnostico Ambiental 72 Tabela 5.3 Áreas permeáveis e impermeáveis para cada cenário (m2) 75 Tabela 5.4 Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) 77 Tabela 5.5 Valores encontrados de CN para cada cenário 78 Tabela 5.6 Valores de CN obtidos 78 Tabela 5.7 Ordenadas do HUC 80 Tabela 5.8 Comparação entre vazões dos hidrogramas simulados 84 Tabela 5.9 Eficiência da APP no amortecimento das vazões 86
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    LISTA DE QUADROS Quadro 2.1 Localidades da Bacia do Barbado atendidas pelo Sistema de Coleta de Esgoto em Cuiabá 22 Quadro 3.1 Médias mensais das variáveis climatológicas observadas em Cuiabá nos anos de 1970 à 2007- dados do 9º Distrito de Meteorologia 36 Quadro 4.1 Índices de Qualidade Ambiental a serem calculados para a Bacia do Barbado 40 Quadro 4.2 Princípios utilizados na foto-interpretação e exemplos aplicados 42 Quadro 4.3 Grupos de solos e características do solo 45 Quadro 4.4 Valores de CN para bacias urbanas e suburbanas 46 Quadro 4.5 Condições de umidade antecedente do solo 47 Quadro 4.6 Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) 47 Quadro 5.1 Fatores de degradação nas Cabeceiras 58 Quadro 5.2 Fatores de degradação Alto Curso 63 Quadro 5.3 Fatores de degradação Médio Curso 65 Quadro 5.4 Fatores de degradação Baixo Curso 69 Quadro 5.5 Fatores de degradação Foz 70
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    LISTA DE ABREVIATURASE SIGLAS Agecopa Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal APP Áreas de Preservação Permanente AVP Áreas Verdes Públicas AVPA Áreas Verdes Particulares CN Coeficiente de Escoamento Superficial COHAB Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso CPA Centro Político Administrativo ETE Estação de Tratamento de Esgoto FONPLATA Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia da Prata HUC Hidrograma Unitário Curvilíneo IAV Índice de Área Verde IEL Índice de Espaços Livres IPDU Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano IQA Índices de Qualidade Ambiental LANDSAT Land Remote Sensing Satellite NRCS Natural Resources Conservation Service PAV Percentual Áreas Verdes PEL Percentual Espaços Livres RGB Red, Green e Blue SBAU Sociedade Brasileira de Arborização Urbana SCS Soil Conservation Service Secopa Secretaria Extraordinária da Copa SEMA Secretaria de Estado do Meio Ambiente SMDU Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano SPOT Sistem e Proboitoire de Observation de la Terre UFMT Universidade Federal de Mato Grosso ZIA Zonas de Interesse Ambiental
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    LISTA DE SIMBOLOS A área da bacia CNi coeficiente obtido para a área impermeável CNp número CN da área permeável da bacia em estudo CNw número CN composto da área urbana em estudo i intensidade de precipitação máxima média K parâmetro determinado pela estação pluviográfica L comprimento do curso de água principal m parâmetro determinado pela estação pluviográfica n parâmetro determinado pela estação pluviográfica P precipitação Pef chuva excedente Q vazão p q vazão de pico c t tempo de concentração p t tempo de retardamento da bacia Tr tempo de recorrência t parâmetro determinado pela estação pluviográfica ΔH diferença de altitudes
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    SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................................. 1 1.1 JUSTIFICATIVA .......................................................................................................................... 3 1.2 OBJETIVOS ................................................................................................................................. 4 1.3 DELIMITAÇÕES DA PESQUISA .............................................................................................. 4 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO .................................................................................................. 5 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................................ 6 2.1 O PROCESSO BRASILEIRO DE URBANIZAÇÃO .................................................................. 6 2.2 O IMPACTO DA URBANIZAÇÃO NOS RECURSOS HÍDRICOS .......................................... 8 2.2.1 Recuperação e Intervenções em Cursos de Água ................................................................ 11 2.2.1.1 Intervenção no Córrego Gumitá, Cuiabá – MT ................................................................ 13 Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008)..................................... 14 Figura 2.3 – Estrutura do programa de intervenção no Córrego Gumitá ...................................... 15 2.2.2 Crescimento Urbano e o Processo de Degradação Ambiental das Bacias de Cuiabá – MT 16 2.2.2.1 Esgotamento Sanitário ...................................................................................................... 22 2.2.3 Avenida Parque do Barbado ................................................................................................. 23 2.3 A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO ..................................... 25 2.3.1 Índices de Qualidade Ambiental (IQA) ................................................................................ 27 2.4 ESCOAMENTO SUPERFICIAL – HIDROGRAMA UNITÁRIO DO SCS ............................. 27 3. ÁREA DE ESTUDO ......................................................................................................................... 29 3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS ................................................................................................. 29 3.2 CLIMA ........................................................................................................................................ 35 3.3 GEOMORFOLOGIA, GEOLOGIA E SOLOS .......................................................................... 36 3.4 VEGETAÇÃO ............................................................................................................................ 36 3.5 O CÓRREGO DO BARBADO E O PARQUE ECOLÓGICO MASSAIRO OKAMURA ....... 37 4. MÉTODO DE PESQUISA ............................................................................................................... 39 4.1 ÍNDICES DE QUALIDADE AMBIENTAL (IQA) ................................................................... 39 4.1.1. Levantamento das áreas verdes em espaços públicos e particulares, APP, e espaços livres públicos na Bacia do Córrego do Barbado .................................................................................... 40 4.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ................................................................................................. 42 4.3 SIMULAÇÕES HIDROLÓGICAS ............................................................................................ 44 4.3.1 Determinação de Coeficiente de Escoamento Superficial (CN) .......................................... 45 4.3.2 Hidrograma Unitário Triangular do SCS ............................................................................. 49
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    4.3.3 Cálculo daChuva Efetiva ..................................................................................................... 51 4.3.4 Tempo de Recorrência (Tr) .................................................................................................. 51 5.RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................................................................... 53 5.1 MAPEAMENTO E ÍNDICES .................................................................................................... 53 5.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE APP DA BACIA DO BARBADO ................ 56 5.2.1 Cabeceiras ............................................................................................................................ 57 5.2.2 Alto Curso ............................................................................................................................ 61 5.2.3 Médio Curso ......................................................................................................................... 64 5.2.4 Baixo Curso .......................................................................................................................... 68 5.2.5 Foz ........................................................................................................................................ 70 5.2.6.1 Esgoto ................................................................................................................................ 72 5.2.6.2 Erosão e Instabilidade das Encostas................................................................................. 73 5.2.6.3 Vegetação .......................................................................................................................... 73 5.2.6.4 Resíduos Sólidos e Presença de animais ........................................................................... 73 5.3 SIMULAÇÕES HIDROLÓGICAS ............................................................................................ 74 5.3.1 Escoamento Superficial – SCS ............................................................................................. 74 5.3.2 Hidrograma Unitário Sintético Triangular - SCS ................................................................. 79 5.3.3 Hidrogramas de Projeto e Chuva Efetiva ............................................................................ 81 6- CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS.............................................. 88 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................. 91 APÊNDICE A – Cálculo CN .............................................................................................................. 100 APÊNDICE B – Cálculo CN Composto ............................................................................................. 103 APÊNDICE C – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 5 anos .......................................................................... 105 APÊNDICE D – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 10 anos ........................................................................ 108 APÊNDICE E – Cálculo Chuva Efetiva – Tr 20 anos ........................................................................ 111 APÊNDICE E – Ordenadas Hidrograma – Tr 5 anos ......................................................................... 114 APÊNDICE F – Ordenadas Hidrograma – Tr 10 anos ....................................................................... 121 APÊNDICE G – Ordenadas Hidrograma – Tr 20 anos ....................................................................... 128
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    1 1. INTRODUÇÃO O processo de urbanização brasileira ocorreu de maneira intensa e rápida, e teve as atividades humanas impulsionadas por fatores socioeconômicos responsáveis pela degradação dos serviços ecológicos. Em menos de uma geração, o Brasil, um país predominantemente agrário, tornou-se virtualmente urbanizado. Dessa maneira, as transformações quantitativas resultantes do crescimento urbano, resultaram em transformações qualitativas profundas, afetando assim a qualidade do espaço urbano devido a falta de infra-estrutura (DEÁK; SCHIFFER, 1999; TUCCI, 2007a). Para Baptista et al. (2005), a urbanização provoca alterações significativas no meio ambiente, influenciando diretamente nos processos hidrológicos, por meio da ação direta dos cursos de água nas bacias hidrográficas. A descaracterização da mata ciliar das Áreas de Preservação Permanente (APP) dessas bacias, decorrente do processo de urbanização com a instalação de obras irregulares em seu entorno, bem como da falta de fiscalização, afeta não só os recursos hídricos e sistemas de drenagem, mas também altera a paisagem, comprometendo a estabilidade geológica, a biodiversidade, a fauna, a flora e a proteção do solo. Além disso, a cobertura vegetal contribui na atenuação da erosão do solo, e também atua na intercepção das chuvas, captura do gás, manutenção da fauna e flora, conforto climático e melhoramento do aspecto visual no espaço urbano. A poluição das águas dos córregos urbanos também é outro fator impactante do processo de urbanização sobre eles, não só devido ao lançamento de esgoto, mas também pela disposição de resíduos em locais indevidos e a poluição difusa que são transportados a estes cursos em períodos chuvosos. A falta de manutenção dos cursos de água no espaço urbano acarreta a proliferação de doenças e exalação de odores, desvalorizando também o seu entorno. A gestão dessas áreas tem se tornado um grande desafio para os administradores públicos, pois à medida que as cidades crescem os impactos ambientais nas bacias aumentam, tornando a recuperação destas áreas bastante onerosa para os cofres públicos. No Brasil ainda é recente a elaboração de projetos para recuperação de cursos de água. Segundo Gorski (2010), cidades situadas em países desenvolvidos implementaram planos e projetos considerados modelos em relação ao tratamento de sistemas e
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    2 corredores fluviaisurbanos, buscando, assim, uma integração destes cursos de água no meio urbano. Em vista disso, a realização de estudos nessas bacias, com a avaliação do impacto de urbanização sobre a dinâmica hidrológica, fornece subsídios para a elaboração de propostas que visam à sua recuperação e preservação. A cidade de Cuiabá possui diversos cursos de água na sua área urbana, estando muitos deles em situações degradantes, como por exemplo, a bacia do Córrego do Barbado, escolhida para este estudo por se tratar de um importante afluente do Rio Cuiabá - responsável pelo abastecimento de água das cidades de Cuiabá e Várzea Grande, que apresenta trechos canalizados e descaracterizados ambientalmente, estando todo seu curso inserido no espaço urbano. A forma proposta para avaliar o impacto da urbanização sobre seu curso, foi a partir da elaboração de Índices de Qualidade Ambiental (IQA), para a avaliação da cobertura vegetal (áreas verdes) existente da bacia, bem como a realização de um diagnóstico ambiental da APP do córrego, e também a estimativa do escoamento superficial gerado na bacia pelas áreas impermeabilizadas e não impermeabilizadas, e pelo tipo de solo. A elaboração dos IQA possibilita a verificação do percentual dos Espaços Livres Públicos, podendo tais espaços ser utilizados para ampliação dos índices de áreas verdes e, consequentemente melhoramento do IQA. Por causa da diversidade dos fatores observados na visita de campo, houve a necessidade de sintetizá-los visando à facilitar sua análise. O mapeamento do uso e ocupação do solo e sua quantificação são utilizados na estimativa do escoamento superficial a partir de modelos matemáticos, com quantitativos de áreas permeáveis e impermeáveis levantados com base no uso e ocupação do solo da área da bacia.
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    3 1.1 JUSTIFICATIVA A crescente urbanização traz inúmeras modificações no ambiente natural, gerando a necessidade de realização de políticas de planejamento, a fim de ordenar o crescimento e o investimento em obras de infraestrutura. Infelizmente, na prática, o que ocorre é o crescimento desordenado, havendo a necessidade da realização de obras, geralmente de elevado custo, para remediar os problemas apresentados. Assim também ocorre com o Córrego do Barbado, que se encontra totalmente inserido na área urbana de Cuiabá-MT, objeto de estudo deste trabalho. A bacia analisada é uma das maiores sub-bacias afluentes do rio Cuiabá, sendo este afluente do Rio Paraguai, que drena o Pantanal Mato-Grossense. O córrego percorre 21 bairros, estando 25 bairros na área de sua bacia, com diferentes padrões de renda, dimensão, infraestrutura e com alto nível de urbanização, possuindo apenas algumas porções pouco ocupadas. Algumas de suas nascentes se localizam-se na Reserva Ecológica Parque Massairo Okamura, que contribuiu para amortizar a ocupação urbana em torno deste trecho. Já o restante de seu curso apresenta trechos descaracterizados e mal conservados. A cidade vem apresentando contínuo crescimento, motivado pelo desenvolvimento econômico do Estado e também pela realização de obras de engenharia para a Copa de 2014, na qual Cuiabá será uma das sedes. Novas avenidas serão construídas e muitas obras de infraestrutura são necessárias para melhor organização do espaço urbano, dentre elas a Avenida Parque do Barbado, já prevista no Plano Diretor da cidade, que será paralela ao curso do Córrego do Barbado, próxima a montante da bacia. Essa obra motivará a ocupação em seu entorno e ampliará os efeitos dos impactos gerados pelo crescimento urbano. Nos períodos chuvosos, o Córrego do Barbado apresenta a ocorrência de alagamentos, que atingem suas áreas marginais. Porém, algumas obras de infra-estrutura na jusante do córrego contribuíram para reduzir enchentes no seu curso, como o rebaixamento do seu nível no baixo curso e a construção da usina hidrelétrica de Manso em 2000, fez com que as cheias do Rio Cuiabá fossem controladas.
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    4 A últimagrande enchente registrada do rio Cuiabá, ocorrida em 1995, atingiu diretamente o Córrego do Barbado e mais 6 afluentes, além de afetar dezenove bairros e uma população de 8.500 pessoas (CUIABÁ, 2009). Desta maneira, analisar o impacto da urbanização sobre a bacia do córrego do Barbado, que drena uma área com elevado índice de urbanização, é extremamente relevante para estudar o ambiente urbano e gerar dados para subsidiar a elaboração de futuras medidas preventivas e corretivas para a preservação desse curso de água, que se encontra presente em uma grande extensão do espaço urbano de Cuiabá. 1.2 OBJETIVOS O objetivo geral deste trabalho é o estudo sobre o impacto da urbanização na dinâmica hidrológica da bacia hidrográfica do Córrego do Barbado, que tem toda sua extensão localizada na área urbana da cidade de Cuiabá-MT, a partir da elaboração de Índices de Qualidade Ambiental (IQA), Diagnóstico Ambiental e Estimativa do Escoamento Superficial. Sendo estes elaborados com dados do diagnóstico foto-interpretativo e visitas de campo. Os objetivos específicos são: • Avaliação do percentual de cobertura vegetal existente na área da bacia; • Análise dos Índices de Qualidade Ambiental (IQA); • Avaliação da situação ambiental da Área de Preservação Permanente (APP) do Córrego do Barbado; • Avaliação do escoamento superficial gerado pelo uso e ocupação do solo na área da bacia do Córrego do Barbado. 1.3 DELIMITAÇÕES DA PESQUISA Este trabalho se constitui de um estudo sobre a Bacia do Córrego do Barbado e o ambiente urbano no qual ele está inserido, a fim de verificar a degradação por ele sofrida com o processo de urbanização.
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    5 Para alcançaros objetivos propostos neste trabalho, foi realizado um diagnóstico ambiental da APP, por intermédio de visitas de campo para identificar fatores de degradação, tais como erosão, residuos sólidos, solos, vegetação e esgoto. A quantificação da cobertura vegetal na área da bacia foi obtida por meio da análise de imagem de satélite por foto-interpretação. Após a análise são elaborados os IQA, bem como a verificação do seu estado de conservação. O escoamento superficial calculado foi comparado com outros 4 cenários, para isso, foi realizada a classificação de uso e ocupação do solo da bacia, para quantificação das áreas permeáveis e impermeáveis, a partir da fotointerpretação da mesma imagem de satélite utilizada para levantamento da cobertura vegetal. 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO A dissertação está organizada em seis capítulos, distribuídos da seguinte forma: introdução, revisão bibliográfica, área de estudo, metodologia da pesquisa, resultados e discussões e conclusões e sugestões para trabalhos futuros. Capítulo 1: contém a parte introdutória do trabalho, como também a justificativa, objetivos, delimitação da pesquisa e estrutura do trabalho. Capítulo 2: apresenta a revisão bibliográfica, que trata sobre o processo de urbanização brasileira, impacto da urbanização sobre os recursos hídricos e importância das áreas verdes no espaço urbano Brasil. Capítulo 3: contém a caracterização da área estudada. Capítulo 4: apresenta a metodologia empregada na pesquisa. Capítulo 5: contém os resultados encontrados na pesquisa. Capítulo 6: apresenta as conclusões e sugestões para trabalhos futuros.
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    6 2. REVISÃOBIBLIOGRÁFICA 2.1 O PROCESSO BRASILEIRO DE URBANIZAÇÃO As cidades se transformam devido à ação de vários agentes, que são responsáveis pelas modificações no ambiente, assim como Corrêa (2011) afirma que a produção do espaço urbano e intraurbano é a consequência da ação de agentes sociais concretos, históricos, estratégias e práticas espaciais próprias, portadores de contradições e geradores de conflitos entre eles mesmos e com outros segmentos da sociedade. Assim, para analisar tal processo, faz-se necessário compreender esses fatores. O processo de urbanização brasileira teve início no ano de 1849, após a consolidação da nova nação–Estado, com a ocorrência dos movimentos separatistas / republicanos em diversas províncias do Brasil (DÉAK; SCHIFFER, 1999). Ao contrário do que ocorreu na maioria dos países desenvolvidos, onde as bases de infraestrutura para o desenvolvimento urbano foram financiadas previamente pela iniciativa privada, no Brasil, coube ao Estado a criação das condições gerais para o desenvolvimento urbano, já em meio ao processo descontrolado de urbanização (MENEZES, 1996). Segawa (2004) relata que no ano de 1910 um grupo de capitalistas propôs ao poder legislativo do Estado e à Câmara Municipal de São Paulo o Projeto ‘As Novas Avenidas de São Paulo’ (Figura 2.1), do Engenheiro Civil Alexandre de Albuquerque, que faria uma remodelação da cidade de São Paulo, inspirado no modelo parisiense de Haussmann. Nesse projeto, seria preservado o Triângulo Tradicional, em respeito ao passado e ao alto valor das propriedades do local, e tinha como propostas a criação de avenidas com a realização de grandes expropriações em nome da higienização e aspectos precários da cidade antiga. O referido projeto buscava ampliar o espaço urbano da cidade buscando novas referências urbanas.
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    7 Figura 2.1– Planta do Projeto ‘As novas avenidas de São Paulo’ Fonte: Segawa (2004) Na década de 1960 e início de 1970, os planos urbanísticos e a atividade de planejamento chegava no seu auge, estimulada por duas idéias: (i) no plano de idéias, a produção efervescente da reconstrução pós-guerra e (ii) no plano material, o reconhecimento governamental de que o processo de rápida urbanização em curso era uma das transformações fundamentais da sociedade brasileira e que requeria intervenção estatal no planejamento urbano (DEÁK; SCHIFFER, 1999). Na Tabela 2.1, é exposto o histórico dos planos urbanísticos no Brasil. Villaça (1999) define que ocorreram três períodos principais, sendo o primeiro período compreendido entre 1875 a 1930, que foi marcado pelos planos de embelezamento. Já o segundo período, que vai de 1930 a 1990, foi marcado pelo planejamento com padrões e parâmetros técnicos para solucionar os problemas urbanos, e o último período, compreendido entre 1990 e a década atual, é chamado de pós reforma urbana, sendo uma reação ao último período.
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    8 Tabela 2.1– Histórico dos planos urbanísticos no Brasil Período Planos 1875-1930 Planos de melhoramento e embelezamento 1930-1990 Ideologia do planejamento – técnica de base científica 1990 - Década atual Reação à etapa anterior Fonte: Adaptado de VILLAÇA (1999) Quando o processo de urbanização parecia estar consolidado, surgem os questionamentos dos parâmetros tradicionais, com o afloramento dos movimentos sociais urbanos sobre contraste social formado no espaço urbano, gerando, assim, um processo de Reforma Urbana. O tratamento técnico do espaço urbano pela legislação urbanística estabelece padrões satisfatórios de qualidade para seu funcionamento. Porém, os conflitos são ignorados, bem como a realidade da desigualdade das condições de renda e sua influência sobre o funcionamento dos mercados imobiliários urbanos (ROLINK, 2000). Rolink (2000) ainda afirma que o modelo tradicional de planejamento urbanístico, com o estabelecimento de lotes mínimos, coeficientes, recuos, taxas e índices produziram territórios ilegais, sendo que as novas estratégias de regulação urbanística reconhece a existência de territórios cuja a produção ocorre de maneira tradicional. Assim, as formas de concepção e gestão do espaço urbano vêm sendo questionadas, dando maior abertura para a participação social e também para a questão ambiental. DEÁK; SCHIFFER, (1999) afirmam que a gestão dos recursos ambientais, serviços públicos e gestão do uso do espaço urbano deverão se adaptar ao estágio atual do desenvolvimento. 2.2 O IMPACTO DA URBANIZAÇÃO NOS RECURSOS HÍDRICOS O Brasil, que possui uma extensa rede de bacias hidrográficas, e historicamente teve a ocupação das cidades localizadas às margens dos cursos d’água, modificando sua paisagem, tem como principal desafio aos seus gestores o fenômeno chamado ‘crescimento urbano’.
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    9 Segundo Silva(2010), no Brasil, percebem-se formas diversas de ocupações urbanas, que de acordo com cada momento histórico, político, econômico ou social e, conforme as inter-relações desses fatores, sempre influenciaram a ocupação territorial. Com a expansão da malha urbana e segmentação do espaço urbano por classes de renda, entraves sociais e culturais surgiram, alterando assim o ecossistema destas bacias. O elevado custo da terra no espaço urbano motiva o surgimento de assentamentos localizados em áreas de risco (e áreas de preservação permanente) e em localidades desprovidas de infra-estrutura básica (água e esgoto). A ineficácia das entidades fiscalizadoras, e a imatura conscientização ambiental da sociedade favorecem o surgimento de empreendimentos destoantes às diretrizes urbanísticas previstas por lei. O aumento da taxa de impermeabilização é bastante preocupante, pois sobrecarrega o sistema de drenagem, em especial nos períodos chuvosos, causando danos à saúde e prejuízos econômicos a cidade. Desta maneira, o impacto ambiental nas bacias é potencializado. A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) nº. 1, de 23 de janeiro de 1986 define impacto ambiental como: (..) qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: (i) a saúde, a segurança e o bem-estar da população, (ii) as atividades sociais e econômicas, (iii) a biota, (iv) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e (v) a qualidade dos recursos ambientais. O impacto ambiental não é só o resultado de uma ação realizada sobre o ambiente, mas sim a relação de mudanças sociais e ecológicas (COELHO, 2011). Assim, para entender os impactos ambientais se faz necessário conhecer os processos que o geram: As mudanças sociais e ecológicas são marcadas por rupturas num contínuo, provocando uma desestruturação e uma reestruturação que deverá ser afetada por nova mudança. Somente através de pesquisa de acompanhamento sistemático voltada para a compreensão das estruturas e dos processos não planejados e de longa duração é que podem ser explicados os impactos. Coelho (2011, p. 24).
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    10 Segundo Coelho,“Os problemas ambientais (ecológicos e sociais) não atingem igualmente todo o espaço urbano. Atingem muito mais os espaços físicos de ocupação das classes sociais menos favorecidas do que os das classes mais elevadas” (2011, p. 27). A preocupação com os distúrbios ambientais sofreu significativa evolução a partir da década de 1960, com os movimentos e conferências mundiais sobre o meio ambiente, gerando, também, ações antrópicas sobre recursos hídricos (GORSKI, 2010). A criação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), realizada em 1973, buscou atenuar as críticas e pressões feitas por entidades ambientalistas internacionais. Porém, foi atribuída a ela objetivos de difícil operacionalidade, estando subordinada a outros ministérios (MENEZES, 1996). Outro passo importante foi a constitucionalização e obrigatoriedade do Plano Diretor para cidades com mais de 20.000 habitantes em 1988, sendo realizadas audiências públicas em cada município, com a participação da sociedade na discussão de suas diretrizes. Ainda no aspecto legislativo, Moura (2004) alerta que, se for relegada a participação no processo decisório, o Estatuto da cidade, que tem função de democratizar o espaço urbano, será sucumbido diante da prática empresarial, que acaba provocando uma segmentação social e fragmentação do tecido urbano. Esta questão, também comentada por Rolink (2000) e por Villaça (1999), conclui que o destino do planejamento urbano, inclusive a credibilidade dos planos diretores estão ligados aos avanços da consciência de classe, e a organização do poder político das classes populares. Na constatação de Zampronio (2009), os problemas relacionados a influências políticas, tais como carência na educação pública, inexistência ou falha nas obras de saneamento ambiental, podem consumir grande parte do orçamento público, restando pouco para o gerenciamento de risco de cheias. Assim, o elevado índice de analfabetismo de nosso país dificulta a implantação de políticas de preparo e conscientização da população sobre seus direitos e deveres, para exercerem um papel mais atuante e fiscalizador na questão dos problemas urbanos e sociais. É observado que muitas obras de infraestrutura no Brasil são realizadas de forma corretiva, e não preventiva, elevando assim seus custos, e que em muitos casos se
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    11 tornam inviáveisfinanceiramente. Não havendo, por esse motivo uma harmonia entre o planejamento urbano e o seu crescimento. Portanto, existe um descompromisso do mercado em intervir nas demandas sociais. As agências multilaterais acabam sendo as principais financiadoras de políticas públicas urbanas, oferecendo medidas compensatórias e corretivas para aliviar os problemas existentes, não havendo uma interação entre políticas e agências, nem o comprometimento cívico das autoridades (MOURA, 2004). Tal perfil de ações públicas corretivas deixa transparecer a incapacidade administrativa e a desorganização do Estado junto a uma sociedade desarticulada e desprovida de poder de negociação (MENEZES, 1996). 2.2.1 Recuperação e Intervenções em Cursos de Água No Brasil, ainda é recente a elaboração de projetos para recuperação de curso d’água. Segundo Giorski (2010), cidades situadas em países desenvolvidos implementaram planos e projetos considerados modelos em relação ao tratamento de sistemas e corredores fluviais urbanos, buscando uma integração destes cursos d’água no meio urbano. Ainda segundo Giorski (2010), Francisco Saturnino Rodrigues de Brito (1864- 1929) e Frederick Law Olmsted (1822-1903) foram importantes precursores da inclusão da dimensão paisagística em projetos de saneamento e drenagem. Brito, Engenheiro Sanitarista, que participou da implantação do urbanismo moderno no Brasil, tinha como preceito sanear, embelezar e prever a expansão da cidade em um único ponto. Olmsted, como mentor da arquitetura e planejamento da paisagem nos Estados Unidos, tendo como uma de suas principais projetos o Back Bay Fens, desenvolvido em 1880, reúne uma área de recreação associada ao sistema de proteção de enchentes e melhoria da qualidade das águas de Boston. Na Nova Zelândia, um estudo para bacia do lago Waiwhakareke Natural Heritage Park (WHNP) realizado por Dulgan (2011), apresenta a reversão de terras agrícolas para áreas de floresta, reduzindo assim a quantidade de contaminantes na água, causados pelo avanço das cidades a áreas rurais e florestais. Esse autor ainda
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    12 destaca ainfluência das algas verdes na diminuição da quantidade de oxigênio da água, comprometendo o lazer, pesca e a estética. Esse fenômeno se chama eutrofização, que é que o crescimento de plantas aquáticas pelo excesso de fertilização em mananciais, afetando diretamente a qualidade da águas (BROOKE et al., 2008). O aumento da matéria orgânica é uma das consequências deste processo, bem como o crescimento das substâncias dissolvidas que geram odor e sabor na água. O acúmulo de matérias e vegetação causa o assoreamento, tornando o lago cada vez mais raso, podendo evoluir para o desaparecimento do lago. O oxigênio também sofre diminuição (próximo ao sedimento), podendo incidir na liberação de sulfeto de hidrogênio, amônia, ferro, manganês e outros contaminantes que provocam a mortalidade de peixes (anaerobiose). A questão de recuperação de cursos de água divide opiniões, visto que na maioria dos casos os cursos de água se apresentam totalmente degradados e poluídos, sendo transportadores de esgoto a céu aberto, e sua recuperação se torna, em muito casos, inviável financeiramente para o seu gestor, se tornando um espaço desvalorizado no espaço urbano e promotor da ocorrência de criminalidades. Na pesquisa Caracterização e delimitação cartográfica das áreas de preservação permanente (APP) e de zonas de interesse ambiental (ZIA) na área urbana de Cuiabá-MT, coordenada pelo professor Prudêncio Rodrigues de Castro Jr., do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), concluiu-se que 80% dos cursos d’água, nascentes, canais efêmeros e brejos foram destruídos e a APP toda descaracterizada. Questionam, ainda, a necessidade de manter os córregos e suas APP’s sob proteção. A Profª. Dra. Cátia Nunes, do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UFMT, em entrevista concedida ao Jornal A Gazeta, de 5 de junho de 2009 (reportagem de Josana Sales), afirma que esses córregos são ilhas ecológicas e exercem função ecológica de manter a fauna e amenizar o clima árido e quente da cidade. Apesar desse grave diagnóstico das APP’s dos cursos d’água, o Córrego Gumitá, localizado na cidade de Cuiabá-MT, recebeu um projeto de intervenção, considerado no município pioneiro nessa esfera. Ele vem sendo implementado em
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    13 etapas, devidoa sua complexidade e fatores envolvidos (ocupações irregulares, descaracterização ambiental e poluição das águas), estando descrito no capítulo seguinte. 2.2.1.1 Intervenção no Córrego Gumitá, Cuiabá – MT No município de Cuiabá – MT foi proposto, a partir da elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá pelo extinto Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU), um novo tratamento urbanístico e ambiental para integração com o entorno da micro-bacia do Córrego Gumitá (Figura 2.2). Ele vem sendo executado em conjunto com todas as secretarias do município, através de recursos oriundos de empréstimos contraídos junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia da Prata (FONPLATA). A motivação para elaboração do plano se deu pela degradação sofrida na bacia devido à ocupação desordenada em seu entorno ocorrida a partir da implantação do Centro Político Administrativo (CPA) com a construção de núcleos habitacionais. O projeto propõe implantar um parque linear em toda sua extensão, com a reconstituição de sua mata ciliar, assim como reduzir a carga de poluentes e realizar o controle de erosão, e também, uma via que delimitará sua área e servirá de barreira para evitar novas invasões.
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    14 Figura 2.2– Área de intervenção no Córrego Gumitá Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008) Na Figura 2.3 é possível observar a estrutura do programa para realização do projeto, sendo o primeiro passo o reassentamento populacional devido a existência de ocupação irregular em torno da bacia. Para isso, foram construídas 810 casas no Residencial Canaã e 174 casas no bairro Altos da Serra. O segundo passo seria a recuperação das áreas degradadas, através da implantação do parque linear com a recuperação da estação de tratamento de esgoto. Por fim, o último passo seria o desenvolvimento da infraestrutura urbana, com a reestruturação viária, pavimentação de
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    vias, rede dedistribuição de água e (Figura 2.4). Figura 2.3 – Estrutura do programa de intervenção no Córrego Gumitá Estrutura do Programa Reassentamento Populacional Recuperação de Áreas Degradadas Desenvolvimento da Infraestrutura urbana Fonte: Adaptado do Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008) Figura 2.4 – Corte esquemático do projeto de intervenção no Córrego Gumitá Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá (2008) Além disso, foi prevista diagnóstico à elaboração do captação de esgotos, drenagem e energia elétrica a participação da sociedade em todas as etapas programa de intervenção. 15 – do
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    16 Com isso,os principais benefícios a serem alcançados com a intervenção seriam: • Melhoria nos indicadores de saúde da população, • Proteção e recuperação do meio ambiente, • Acessibilidade aos bens públicos, • Legalização de imóveis e atividades econômicas, • Geração de emprego e renda, • Elevação do nível de organização comunitária, • Ampliação da cidadania, • Inclusão social, • Melhores condições de acesso para o transporte de pessoas e a otimização de itinerários, • Diminuição dos custos de operação e de manutenção de veículos e redução de poluentes provenientes de congestionamentos. O plano de intervenção referido é pioneiro na questão de recuperação de cursos d’água no município de Cuiabá, ele visa atenuar os impactos sofridos pela urbanização (em especial, a ocupação irregular de APP’s e o lançamento de esgotos). Ele vem sendo executado por etapas. 2.2.2 Crescimento Urbano e o Processo de Degradação Ambiental das Bacias de Cuiabá – MT A urbanização causa diversas alterações no meio ambiente, em especial nos processos hidrológicos. Segundo Tucci (2007a), o meio formado pelo ambiente natural e pela população é um ser vivo e dinâmico que gera um conjunto de efeitos interligados, que, sem controle, pode provocar caos à cidade. Além disso, a urbanização aumenta com o crescimento econômico, quando o perfil da renda se altera e o emprego se concentra mais nos serviços e na indústria do que na agricultura. Com a urbanização, a taxa de natalidade tende a diminuir em razão de vários fatores sociais.
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    17 Nas grandescidades ocorreu um processo de desconcentração urbana da área central para a periferia, deixando o centro despovoado e degradado. Dificuldades de vias de transporte, aumento de tráfego e deterioração do transporte têm levado a mudanças de atitude nesse processo. Assim, é correto afirmar que o processo de ampliação da ocupação do espaço urbano também foi motivado pelo crescimento populacional, que, consequentemente favoreceu a impermeabilização do solo (com novas construções), acarretando maior vazão de escoamento em conjunto com a degradação ambiental de muitos cursos d’água. A cidade de Cuiabá apresenta um conflito entre o passado, representado por uma rica cultura e patrimônio local, e a necessidade de modernização futura (SILVA, 2010).Tendo sua origem pela mineração em 1719 e sofreu grande crescimento urbano a partir da década de 1930, em função dos incentivos concedidos pelo governo federal, como o programa “Marcha para o Oeste”, e nos anos de 1960 e 1970, com a integração da Amazônia ao processo de expansão capitalista empreendido pelos governos militares (MARTINS, 2008). O espaço arquitetônico e urbanístico da cidade de Cuiabá sofreu um processo descontínuo de crescimento devido a variação da estabilidade econômica, gerando uma grande intervenção pública em sua evolução, podendo essas fases serem caracterizadas em três ciclos (FREIRE, 1997): • O Ciclo da Mineração: tendo início com a fundação de Cuiabá em 1719 até o ano de 1720, quando passa a sediar a capital da Província de Mato Grosso; • O Ciclo da Sedimentação Administrativa: que vai de 1820 a 1968, que ocorreu a demolição da Catedral do Bom Jesus, coincidindo com a abertura do portal mato-grossense da Amazônia para o avanço das fronteiras e mediando a expansão capitalista para as imensas áreas do Norte do Estado; • O Ciclo da Modernização: teve início em 1968, quando se iniciou efetivamente a diversificação das funções urbanas da cidade, sob o fluxo das frentes de expansão. A construção de Brasília estimulou o fortalecimento da rede urbana. Nas décadas de 1960 e 1990, e em consequência do alto índice de migração que exerceu pressão sobre a cidade, ocasionou o processo de espacialização urbano não acompanhado pelo planejamento urbano adequado.
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    18 Em 1966,o Governo Estadual, pressionado com a forte imigração, criou a Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso (COHAB), responsável pela construção do Núcleo Cidade Verde, localizado nas proximidades do Rio Cuiabá, sendo o primeiro núcleo de habitação popular de iniciativa estadual, atraindo, também, o crescimento urbano para a porção oeste da cidade. A construção da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), juntamente com a expansão da infraestrutura para essa região, polarizou o crescimento em direção ao Coxipó da Ponte, integrando esse núcleo à malha urbana (FREIRE, 1997). Para solucionar os problemas gerados com a expansão dos serviços públicos, foi criado o CPA, logo depois foram construídos conjuntos habitacionais para atender a população de baixa renda, surgindo os bairros CPA I, II, III e IV, e de classe média Morada do Ouro. Após a ocupação do setor norte da cidade e a construção da Estação Rodoviária Engenheiro Cassio Veiga de Sá, sucederam processos de invasão com posterior formação de favelas (Bairros Santa Izabel, Barbado, Canjica, Praeiro, Pedregal, Planalto A e B e Jardim Bela Vista). Na Figura 2.5, é possível observar a evolução urbana de Cuiabá, tendo ela o seu início nas proximidades do Rio Cuiabá a partir do século XVIII. Na Figura 2.6 apresenta o mapa da evolução urbana de Cuiabá ampliado na área da Bacia do Barbado. Figura 2.5- A evolução urbana de Cuiabá – MT Fonte: Perfil Socioeconômico de Cuiabá, Vol. IV (2009)
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    19 Figura 2.6-A evolução urbana da Bacia do Córrego Barbado - Cuiabá – MT Fonte: Adaptado do Perfil Socioeconômico de Cuiabá, Vol. IV (2009) A construção da Avenida das Torres (Figura 2.7) iniciada no ano de 2007, interligando o bairro Pedra 90 à Avenida Gonçalves Antunes de Barros (Jurumirim), próximo ao Córrego do Barbado, acarretou mudanças significativas no espaço urbano da cidade, estimulando o surgimento de novos empreendimentos imobiliários.
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    20 Figura 2.7– Avenida das Torres e Córrego do Barbado Fonte: Acervo Particular (2011) A cidade de Cuiabá está inserida em uma região que contém grande diversidade de rios, ribeirões e córregos formadores da bacia do rio Cuiabá (Figura 2.8), sendo que muitos deles apresentam um acentuado processo de degradação, podendo até sofrer o processo de extinção e efemerização, fato este explicado por Castro Junior et al. (2008) da seguinte forma: Os volumes de águas lançadas de forma concentrada e incompatível com a capacidade de suporte dos terrenos, misturados às águas servidas e de esgoto, atingem desastradamente os cursos d’água naturais, gerando erosão, assoreamento, poluição e contaminação. Esses processos vêm causando a extinção de nascentes e a efemerização de córregos.
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    21 Figura 2.8-Rede hidrográfica no Perímetro de Cuiabá - MT Fonte: Adaptado de SEMINFE/SMADES (2007) apud CUIABÁ (2009)
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    22 2.2.2.1 EsgotamentoSanitário O projeto de esgotamento sanitário de Cuiabá foi construído com base no projeto de Saturnino de Brito de1952, tendo uma rede de 625 km e 53.573 ligações. Seu sistema de coleta é realizado por três sistemas: misto, com coleta de águas pluviais e esgoto em único sistema separador; sistema separador absoluto, que são dois sistemas de coleta sendo um para águas pluviais e outro para esgoto e pelo sistema condominial, que realiza a coleta nos lotes urbanos (LIMA e RONDON LIMA, 2009; CUIABÁ, 2009). Na localidade do Barbado existem quatro sistemas de tratamento de esgoto, que se encontram dispostos no Quadro 2.1, sendo: coleta de esgoto e tratamento recebida pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dom Aquino, que atende a maioria dos bairros localizados na bacia do Barbado; coleta e tratamento com sistema isolado atendido por Biodigestor e Lagoas de Estabilização, e apenas a coleta sem tratamento. Quadro 2.1 – Localidades da Bacia do Barbado atendidas pelo Sistema de Coleta de Esgoto em Cuiabá Sistema de Tratamento de Esgoto Bairro / Localidade Coleta com tratamento de esgoto – Integrado Convencional – ETE Dom Aquino Grande Terceiro Jardim Califórnia Jardim Leblon Terra Nova Morada do Ouro (setor leste) Jardim das Américas Jardim Tropical Jardim Petropólis Barbado Jardim Shangri-lá (parte) Alphaville Coleta com tratamento de esgoto – Isolado Convencional - Biodigestor Campus UFMT Coleta com tratamento de esgoto – Isolado Convencional - Lagoas de Estabilização Morada do Ouro I Morada do Ouro II Morada da Serra (CPA II, III e IV) Somente Coleta de Esgoto – Condominial isolado sem tratamento Carumbé Praeirinho Pedregal Canjica Bela Vista Praeiro Somente Coleta de Esgoto – Condominial isolado com tratamento desativado Morada da Serra (CPA I) Fonte: Perfil Sócio Econômico de Cuiabá – Volume IV (2009)
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    23 2.2.3 AvenidaParque do Barbado O plano de obras de mobilidade urbana das obras para a copa de 2014 elaborado pela Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) [Extinta Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa)] estabelece que a via Parque do Barbado terá o eixo viário estrutural projetado em pista dupla entre as avenidas Juliano Costa Marques e Fernando Côrrea com aproximadamente 6 km de extensão. A avenida tem este nome devido ao parque linear (APP do córrego do Barbado) que será delimitado por ela. Na Figura 2.9 é apresentado o esboço do parque entre avenida pelo extinto IPDU. Figura 2.9 – Esboço da Avenida Parque do Barbado Fonte: Poppi (2011) A obra da Av. Parque do Barbado envolverá muitas desapropriações de edificações em áreas nas áreas de APP. Esta tem o objetivo de desafogar o trânsito da Av. Miguel Sutil e se integrará como uma importante via na cidade. Até o presente momento foram realizadas duas audiências públicas sobre esta avenida, sendo que na primeira foi apresentado o estudo preliminar deste projeto, com ênfase no trecho que irá passar pelo campus da UFMT. Foram apresentadas duas opções: a primeira ocupará parte da pista de caminhada (bosque) – Figura 2.10, estruturando a avenida em paralelo ao curso do córrego; a segunda prevê a construção da avenida sobre o córrego numa faixa de aproximadamente 500 metros. A segunda opção foi a mais defendida pela comissão da Secopa pelo fato de não destruir a área de
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    24 vegetação consolidadada pista de caminhada do campus da UFMT, gerando menos impacto. Figura 2.10 – Pista de Caminhada e bosque no Campus da UFMT Fonte: Acervo Particular (2012) A Figura 2.11 mostra o traçado da avenida no trecho entre a Av. Arquimedes Pereira Lima e Fernando Côrrea da Costa, com ênfase ao campus da UFMT, que teria a posição da sua entrada principal alterada, sendo apresentada na primeira audiência pública realizada no dia 24 de maio de 2011. Figura 2.11 – Traçado da Av. Parque do Barbado – Campus UFMT Fonte: Acervo Particular (2011)
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    25 A obraestá divida em dois lotes, sendo o primeiro lote compreendendo uma extensão de 4 km entre as avenidas das Torres e Fernando Correa da Costa, estimada no valor de 23 milhões, já o segundo lote com 1.824 m entre as avenidas Juliano Costa Marques e Jurumirim está orçado em 10,8 milhões. A obra da Avenida Parque do Barbado ainda não foi iniciada, sendo realizado um levantamento psicossocial e econômico da região por uma equipe conveniada do Departamento de Geografia da UFMT, devido à necessidade de realização de desapropriações para implantação do projeto. Em conversa com o Arquiteto Ademar Poppi, arquiteto da extinta Agecopa, está prevista a construção de um coletor de esgoto na margem do córrego, com o objetivo de bloquear o lançamento de águas contaminadas no leito do Córrego do Barbado. 2.3 A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO A importância das áreas verdes no espaço urbano sempre foi uma questão bastante estudada no planejamento urbano. A Revolução Industrial acarretou inúmeras discrepâncias no espaço urbano, causadas não só pelo êxodo rural, mas também pela falta de organização do ordenamento urbano e do meio ambiente, provocando uma situação de extrema insalubridade. A presença de novas situações nas áreas urbanas forçou um planejamento das funções a serem desenvolvidas pelos espaços livres nas cidades. A idéia de E. Howard e sua Cidade Jardim (1996) foram grande influência para o desenvolvimento de novos modelos para os espaços verdes e jardins. A partir das idéias de Howard e de outros autores da época, os espaços verdes passaram a ser considerados como parte do sistema da cidade. Um conjunto de elementos e funções entrelaçados, não mais visto separado do sistema único: Cidade. (Buccheri Filho, 2010, p.16). Logo, a ocupação urbana gera uma substituição das áreas verdes por superfícies impermeabilizadas que, além de afetar os recursos hídricos com o aumento do escoamento superficial, afeta, também, a temperatura das áreas urbanas com a formação de ilhas de calor. Por isso, é importante existir áreas verdes no espaço urbano. Segundo Callejas et al. (2009), a vegetação é um importante componente regulador da temperatura urbana, principalmente em locais de clima tropical e subtropical.
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    26 Áreas arborizadasem grande extensão são responsáveis pela atenuação térmica de no mínimo 2 a 3ºC e máxima de 6 a 8ºC, se propagando em áreas circundantes em até 2 km da borda de um parque (HENKE-OLIVEIRA, 2001). A cobertura vegetal, em especial as matas ciliares, auxilia no controle da erosão do solo urbano, interceptando as chuvas (e protegendo o solo), reduzindo, assim, sua velocidade de escoamento. Ela ainda contribui na retenção de sedimentos, evitando o assoreamento dos cursos de água e realiza a captura do gás carbônico durante o dia e produção de oxigênio durante a noite. Segundo Tucci; Clarke (1997), as alterações na cobertura vegetal das bacias hidrológicas não influenciam apenas o seu comportamento hidrológico, mas também altera a precipitação e a umidade do solo. A vegetação é responsável por realizar o processo de evapotranspiração, que é o retorno de água para a atmosfera e influencia diretamente na quantidade de água precipitada, que posteriormente é transformada em vazão em uma bacia hidrográfica (COLLISCHONN; TASSI, 2010). Os espaços verdes também exercem função de satisfação psicológica e cultural na maioria dos cidadões. A Carta de Atenas de 1933 estabelece que os elementos sol, espaço e vegetação são indispensáveis aos seres vivos, de maneiras que as superfícies verdes não devem ter apenas a função de embelezamento da cidade, mas sim um papel útil, sendo um prolongamento da habitação. A importância dessas áreas também se dá no âmbito imobiliário, havendo uma maior valorização comercial de empreendimentos localizados próximos a parques e espaços de recreação, e que também possuem ampla área verde em bom estado de preservação. Como de maneira oposta, em áreas próximas a córregos com sua água e vegetação degradada, propicia a ocorrência de criminalidade e transmissão de doenças. Sendo assim, a preservação destas áreas é importante não só para a manutenção do ecossistema urbano, mas também para o conforto térmico e valorização do espaço urbano, sendo estas áreas verdes importantes indicadores de qualidade ambiental.
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    27 2.3.1 Índicesde Qualidade Ambiental (IQA) A emergência da problemática ambiental nos espaços urbanos traz a necessidade de avaliá-los para propor medidas que busquem a sustentabilidade. Assim, o uso de indicadores para avaliar a qualidade ambiental tem sido empregados devido a sua facilidade de adequação a realidade do ambiente estudado, analisando, em sua maioria, aspectos objetivos, quando desenvolvidos a partir de dados quantitativos. Tais índices procuram descrever um determinado aspecto da realidade com equações matemáticas, a partir de dados (áreas) quantificados. Sendo assim, o estudo deve se basear em indicadores capazes de produzir o retrato do ambiente estudado, de maneira a transmitir informações sobre fenômenos observáveis a partir de parâmetros. Ainda assim, esses indicadores não são precisos e definitivos, pois surgem como resposta as pressões do sistema socioeconômico e cultural sobre o meio ambiente (DIAS et al. 2011). A carência de dados sistematizados dificulta a realização deste tipo de trabalho, uma vez que os indicadores precisam retratar com clareza a realidade do objeto avaliado. Enfim, as informações e parâmetros a serem utilizados para a elaboração dos Índices de Qualidade Ambiental (IQA) devem ser organizados de acordo com as características do objeto a ser avaliado, sendo esta uma importante ferramenta para o planejamento ambiental. 2.4 ESCOAMENTO SUPERFICIAL – HIDROGRAMA UNITÁRIO DO SCS Denomina-se escoamento superficial a água que escoa por uma determinada área devido a ocorrência de uma chuva torrencial sobre aquela área. No estudo dos processos hidrológicos, é possível, a partir da observação dos processos naturais, analisar a sazonalidade dos processos envolvidos no meio físico natural, assim como equacionar o escoamento superficial, que nada mais é que o
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    28 escoamento deágua sobre a superfície de uma bacia, até encontrar um ponto de captação. Esses processos hidrológicos estão associados à hidrologia urbana, que propende conhecer a controlar os efeitos da urbanização nos diversos componentes do ciclo hidrológico. Silveira (1998) afirma que “A visão exclusivamente mecanicista da circulação das águas e esgotos no espaço urbano não é mais admissível no mundo moderno que deseja um saneamento com maior respeito pelo meio ambiente” O hidrograma pertence ao campo da hidrologia urbana, sendo um gráfico que relaciona a vazão no tempo, que analisa o comportamento da bacia a partir de alguns valores de tempo (TUCCI, 2007b). O escoamento superficial direto é causado por uma chuva efetiva unitária (1 mm ou 1 cm), considerando-se uma precipitação efetiva unitária constante ao longo de sua duração, distribuindo-se uniformemente por toda a área de drenagem (COLLISCHONN; TASSI, 2010), sendo representando no hidrograma unitário. O método do Hidrograma Unitário SCS foi desenvolvido pelo Departamento de Conservação do Solo - Soil Conservation Service (SCS) – atualmente Natural Resources Conservation Service (NRCS), baseado em dados observados em diversas bacias que possuíam registros de vazão e de chuvas para ser utilizado em bacias com carência, sendo denominado sintético por reunir as características das bacias sintetizadas em equações (MENEZES FILHO; COSTA, 2007).
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    29 3. ÁREADE ESTUDO 3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS A bacia do Córrego do Barbado está localizada na latitude S 15º36’04”e longitude W 56º03’59”. Toda sua extensão encontra-se inserida na área urbana da cidade de Cuiabá-MT, na porção centro-leste da cidade (Figura 3.1). Esse córrego é uma das maiores sub-bacias afluentes do rio Cuiabá, constituindo-se, com outras sub-bacias, a grande bacia hidrográfica do Rio Cuiabá, responsável por abastecer treze municípios da baixada cuiabana, dentre ele, as cidades de Cuiabá e Várzea-Grande. O Rio Cuiabá é afluente do Rio Paraguai, que drena o Pantanal Mato-Grossense. Seu curso inicia-se no Centro Político Administrativo (CPA), onde o divisor de águas separa as nascentes dos Córregos Ribeirão da Ponte, Moinho, Quarta-Feira e Barbado. Esta área apresenta pontos degradados devido ao processo iniciado na década de 1970 com o garimpo e construção do CPA. Figura 3.1 – Localização da Bacia do Córrego do Barbado Fonte: Autora (2011)
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    30 O córregopercorre 21 bairros, porém 25 bairros integram a área de sua bacia conforme ilustra a Figura 3.3, sendo eles de diferentes padrões de renda e extensões, de acordo com os dados do IBGE do ano de 2000 e 2007 do Perfil Socioeconômico de Cuiabá, Tabela 3.1. O córrego do Canjica, maior afluente do córrego do Barbado, é classificado por por Castro Junior et al. (2008) como um canal efêmero com esgoto. Sua nascente está situada no Bairro Bosque da Saúde (próximo à Av. CPA), Figura 3.2. Este conecta-se ao córrego do Barbado nas proximidades da Av. Gonçalves Antunes de Barros (Jurumirim). Figura 3.2 – Córrego do Canjica e Barbado Fonte: Adaptado do Google Earth (2012)
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    31 Figura 3.3-Área da Bacia do Córrego do Barbado Fonte: Adaptado de CUIABÁ (2011) Na Tabela 3.1, observa-se que os bairros que compõem a área da Bacia do Barbado têm densidades populacionais que variam entre 5,8 à 139,38 hab/ha e têm em sua maioria classe de renda media baixa.
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    32 Tabela 3.1– Caracteristicas dos bairros da Bacia do Córrego do Barbado Bairro Pop. (hab) Densidade Populacional (hab/ha) Faixa renda (S.M.) Classe Renda 1 CENTRO POLITICO ADMINISTRATIVO (CPA) 4243 5,8 2,72 BAIXA 2 MORADA DO OURO 5023 21,74 11,69 MÉDIO-ALTA 3 JARDIM ACLIMAÇÃO 1777 24,75 25,84 ALTA 4 TERRA NOVA 2781 107,42 11,87 MÉDIO-ALTA 5 BELA VISTA 4042 139,38 2,81 BAIXA 6 SÃO ROQUE 544 35,74 4,7 MÉDIO- BAIXA 7 DOM BOSCO 1927 27,31 4,54 MÉDIO- BAIXA 8 CANJICA 2301 67,68 4,92 MÉDIO- BAIXA 9 CAMPO VERDE 1976 72,83 3,11 MÉDIO- BAIXA 10 CARUMBÉ 2800 92,93 3,51 MÉDIO- BAIXA 11 BOSQUE DA SAÚDE 4141 62,41 18,21 MÉDIO-ALTA 12 JARDIM ITÁLIA 3946 15,18 13,24 MÉDIO-ALTA 13 PEDREGAL 6572 107,02 3,27 MÉDIO- BAIXA 14 JARDIM LEBLON 3975 55,25 3,5 MÉDIO- BAIXA 15 JARDIM DAS AMÉRICAS 3714 33,55 31,96 ALTA 16 BOA ESPERANÇA 5337 30 21,54 MÉDIO-ALTA 17 PICO DO AMOR 1889 40,56 11,88 MÉDIO-ALTA 18 CAMPO VELHO 2414 89,41 3,94 MÉDIO- BAIXA 19 JARDIM TROPICAL 1539 46,57 18,73 MÉDIO-ALTA 20 JARDIM PETRÓPOLIS 1467 28,21 20,29 MÉDIO-ALTA 21 GRANDE TERCEIRO 4599 52,54 5,34 MÉDIO- BAIXA 22 JARDIM CALIFORNIA 1590 21,77 23,18 ALTA 23 JARDIM SHANGRI-LÁ 1413 22,8 30,67 ALTA 24 PRAEIRO 1323 76,56 3,62 MÉDIO- BAIXA 25 PRAEIRINHO 2121 51,56 2,72 BAIXA Fonte: Adaptado do Perfil Socioeconômico de Cuiabá Vol. IV, 2010 Entre os anos de 1960 e 1990, a cidade de Cuiabá passou por grandes transformações decorrentes da expansão urbana, particularizando o Córrego do Barbado, a construção do Centro Político Administrativo (CPA) em 1970 na porção NE - região da nascente, e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1972, na porção SE – região central da bacia, fomentaram a ocupação urbana em seu entorno (BORDEST, 2003). Segundo Bordest (2003), o Barbado tem leitos estreitos e com uma profundidade média de 1 a 2 metros, seus afluentes em geral são curtos e poucos ramificados e atualmente sucumbidos chegam a desaparecer. Sua cabeceira possui cota de 225 m e sua foz cota de 140 m de altitude.
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    A sua uaextensão é de 9.400 m e sua área de drenagem possui aproximadamente 14 km2, com sua nascente (Figura 3. até sua foz, no Rio Cuiabá (Figura 3. , 3.4), nas proximidades do Parque Massairo Okamura, a 3.5). Figura 3.4 – Nascente do Córrego do Barbado Fonte: Yano et al. (2010) Figura 3.5 – Foz oz do Córrego Barbado no Rio Cuiabá Adaptado do Google Earth (2011) Um importante fator que deve ser levado em consideração para a analise ambiental desta bacia, é a ocorrência de dois períodos sazonais na cidade de Cuiabá MT, , sendo um chuvoso entre os meses de novembro a março e outro seco nos meses 33 ), Cuiabá-
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    34 seguintes, logosuas formações vegetacionais naturais sofrem um processo de adaptação, fato este constatado por Castro Junior et al. (2008): Por isso, as espécies do Cerrado da Baixada Cuiabana são fortemente aptas à suportarem elevados graus de estresses hídricos, baixa capacidade edáfica dos solos, sendo de alta rusticidade e alta resiliência, em função das alterações da própria dinâmica superficial, do balanço morfogênese/ pedogênese, etc. Dessa maneira, no período chuvoso os excessos de água no solo e nos cursos de água podem indicar uma época de maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de processos erosivos bem como da lixiviação de produtos químicos. E também com o aumento do nível de água no canal e de sua velocidade vazante, a água fica mais turva devido ao transporte de sedimentos. O córrego possui um trecho do baixo curso canalizado (Figura 3.6) que se estende entre as avenidas Fernando Correa da Costa e Beira Rio, tendo suas margens limitadas pela Avenida Tancredo Neves. Figura 3.6 – Trecho canalizado Córrego do Barbado – Av. Fernando Corrêa da Costa Fonte: Acervo Particular (2011)
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    35 No trechoa cabeceira da bacia, verificam-se pontos de degradação, com a disposição de resíduos a sua margem e a ocupação irregular do entorno ilustrado na Figura 3.7. Figura 3.7 – Trecho não canalizado – cruzamento da Av. Gonçalves Antunes de Barros com a futura Av. Parque do Barbado Fonte: Acervo Particular (2011) 3.2 CLIMA O clima da cidade de Cuiabá-MT, bem como da bacia do Córrego do Barbado é essencialmente tropical continental, apresentando dois períodos distintos o chuvoso e seco. No Quadro 3.1 observa-se que os meses outubro a abril apresentam maiores índices de precipitação, configurando o período chuvoso, já os outros meses apresentam índices muito inferiores configurando o período de estiagem (seco). A média anual da temperatura máxima é de 32,8 ºC.
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    36 Quadro 3.1-Médias mensais das variáveis climatológicas observadas em Cuiabá nos anos de 1970a 2007- dados do 9º Distrito de Meteorologia Mês Temperatura do Ar (ºC) Umidade Média Precipitação (mm) Relativa (%) Compensada Média das Máximas Média das Mínimas Jan 27,3 27,1 24,0 81,2 209,1 Fev 26,6 31,9 23,5 84,5 247,6 Mar 27,1 32,9 23,7 80,5 180,6 Abr 25,9 27,1 21,8 74,8 116,2 Mai 23,7 25,7 19,5 76,5 29,9 Jun 23,0 26,5 18,7 70,3 7,3 Jul 22,7 26,3 16,9 66,5 18,9 Ago 25,4 34,2 18,1 56,8 9,6 Set 26,9 34,1 20,9 61,2 51,5 Out 27,9 34,2 23,6 60,5 130,2 Nov 27,4 33,4 23,6 74,0 188,4 Dez 27,5 33,2 24,0 77,5 167,7 Média Anual 26,0 32,8 21,5 72,7 1.356,9 Fonte: Adaptado do Perfil Socioeconômico de Cuiabá Vol. IV (2010) 3.3 GEOMORFOLOGIA, GEOLOGIA E SOLOS O relevo da Bacia do Barbado foi modelado sobre rochas metamórficas Pré- Cambrianas e se encontra na unidade geomorfológica da Depressão Cuiabana, bem como apresenta topografia levemente inclinada, com baixos espigões. Apresenta, também, pequenos ‘cluses’ correspondentes às fraturas e diáclases que cortam as camadas rochosas (BORDEST, 2003). O solo característico desta bacia é o litólico, sendo um solo muito raso e não hidromórfico, com textura variável, sendo esta freqüentemente arenosa ou média, ocorrendo também a textura argilosa e raramente siltosa, sendo heterogênea quanto às propriedades químicas (IBGE, 2007; EMBRAPA, 2009). 3.4 VEGETAÇÃO A vegetação característica da Bacia do Córrego do Barbado é a formação de savana arbórea do tipo campo cerrado, sendo considerada bastante resistente ao fogo
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    37 (queimadas). Estatambém é conhecida como campo cerrado, estando ordenada de maneira esparça, tendo sua estrutura esgalhada e tortuosa de altura que varia entre 2 a 5 metros. Ela encontra-se dispersa sobre um tapete de gramíneas e ainda intercalada de plantas arbustivas baixas e outras lenhosas rasteiras (BORDEST 2003; SCHWENK, 2005). 3.5 O CÓRREGO DO BARBADO E O PARQUE ECOLÓGICO MASSAIRO OKAMURA A criação da Reserva Ecológica Massairo Okamura foi realizada após a elaboração do Código Municipal do Meio Ambiente de Cuiabá na década 90 e teve como objetivo conservar a mata ciliar que protege as cabeceiras do Barbado. Segundo Guarim e Vilanova (2008), a criação deste parque pode ser considerada como um dos indicativos da reorientação na política urbana de ocupação do solo com princípios do desenvolvimento sustentável. Inicialmente, sua área era de 180 ha, estabelecida na sua criação pelo Decreto lei nº. 2.681 de 6 de julho de 1989. Porém, devido à inoperância e omissão das instituições responsáveis pela sua manutenção, áreas juntamente com a política de doação de terras, esta reserva passou a ter 83 ha, estabelecido pela Lei Estadual nº. 7.313 de 1 de setembro de 2000. No entanto, tal área não poderia ser utilizada pela comunidade como espaço de lazer, e o governo federal a transformou de Reserva para Parque Estadual com 53,75 ha, através da Lei nº. 7.506 de 21 de setembro de 2001 (GUARIM e VILANOVA, 2008). A construção do Mini-estádio Municipal da Morada do Ouro em 1998 (Figura 3.8) pela Prefeitura Municipal de Cuiabá dentro do perímetro da Reserva Ecológica, acarretou dano ambiental na nascente do Córrego do Barbado devido à grande movimentação de terra no local, que quase assoreou a nascente.
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    38 Figura 3.8– Mini-estádio do bairro Morada do Ouro Fonte: Adaptado Google Earth (2011) O desinteresse político e ambiental na área do parque, ao longo do crescimento urbano da cidade, colaborou para a degradação ambiental da área e nascentes do Córrego do Barbado.
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    39 4. MÉTODODE PESQUISA 4.1 ÍNDICES DE QUALIDADE AMBIENTAL (IQA) As superfícies impermeáveis têm sido empregadas como indicadoras do grau de urbanização, processo este que impacta diretamente nos sistemas de drenagem, dinâmica das bacias hidrográficas e qualidade da água. Desse modo, elaboram-se Indicadores de Qualidade Ambiental (IQA), a partir da quantificação do verde urbano, sendo utilizados como instrumentos e parâmetros de avaliação da qualidade ambiental em áreas urbanas (BUCCHERI FILHO e NUCCI, 2006). Para a elaboração dos indicadores, foi realizada a análise de imagem de satélite, que é uma ferramenta muito utilizada para o reconhecimento e planejamento do espaço urbano, em variados segmentos, tais como vegetação, cursos de água, uso do solo, entre outros (HENKE-OLIVEIRA, 2001; SOUSA, 2008). Não existe uma norma para a elaboração dos IQA, esses são baseados em procedimentos metodológicos desenvolvidos em estudos realizados (SOUSA, 2008; BUCCHERI FILHO, 2010; DIAS, 2011). Para esta pesquisa, foi adotada a metodologia utilizada por Sousa (2008), com a quantificação de áreas verdes e permeáveis para o cálculo dos índices, a partir da interpretação de imagens, estando discriminados no Quadro 4.1. Os indicadores dependentes de demografia foram chamados de ‘Índices’ e os independentes de demografia de ‘Percentual’ (HENKE-OLIVEIRA, 2001). Os IQA calculados para a Bacia do Córrego do Barbado encontram-se descritos no Quadro 4.1. O Índice de Área Verde (IAV) é determinado com base nos parâmetros Áreas Verdes Públicas (AVP) e Áreas Verdes Particulares (não ocupadas) (AVPA), por isso são adotadas as nomenclaturas IAV¹ e IAV² respectivamente. O IAV¹ é obtido com o cálculo das áreas verdes apenas em espaços públicos, de acesso livre e uso comum, espelhos de água e lagos, como estabelecido por muitos autores para a elaboração dos IQA. E o IAV² utiliza áreas verdes, espelhos de água e lagos em espaços públicos e particulares, ou seja, esse é a somatória do IAV¹ com as áreas verdes particulares.
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    40 O IAV²é um parâmetro hipotético para uma situação futura de transformação dos lotes particulares em áreas verdes por meio de desapropriação, visando avaliar a contribuição dessas áreas no valor dos IQA. Quadro 4.1 – Índices de Qualidade Ambiental que foram calculados para a Bacia do Córrego do Barbado Índices Descrição IAV¹ Índice Área Verde em função do tamanho da população Relação entre superfície total das áreas verdes públicas (m²) / população (hab) IAV² Índice Área Verde em função do tamanho da população Relação entre superfície total das áreas verdes públicas e particulares (m²) / população (hab) PAV Percentual de Áreas Verdes Relação entre superfície total de áreas verdes (m²) / Superfície total bacia (m²) IEL Índice de Espaços Livres Públicos Superfície total espaços livres públicos (m²) / População (hab) PEL Percentual de Espaços Livres Públicos Superfície total espaços livres públicos (m²) / Superfície total da bacia (m²) A análise quantitativa da vegetação urbana é realizada com base nos indicadores calculados para verificação da situação das áreas verdes e permeáveis da bacia, servindo de instrumento para trabalhos futuros que busquem a projeção de soluções tecnológicas para o melhoramento da qualidade urbana. 4.1.1. Levantamento das áreas verdes em espaços públicos e particulares, APP, e espaços livres públicos na Bacia do Córrego do Barbado Para o levantamento das áreas verdes em espaços públicos, particulares, APP, e espaços livres públicos na Bacia do Barbado foi empregada a técnica de interpretação de imagem e fotografia aérea (fotointerpretação). As imagens utilizadas (SPOT e fotografia aérea ambas do ano de 2009) foram cedidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA).e prefeitura de Cuiabá respectivamente. As imagens foram projetadas e georreferenciada no programa ARCGIS versão 9.3. Para dar suporte a análise da imagem, foi realizado o reconhecimento da área de estudo através de visitas de campo, manipulação de mapas digitais no programa AutoCAD e também a utilização das imagens do programa Google Earth (versão cliente), que
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    41 possuem altaresolução espacial (superior à resolução da imagem SPOT), para visualização e conferência de informações para interpretação das imagens. A delimitação da área da bacia para este estudo foi obtida com base no trabalho de Yano et al. (2010) e também utilizada como máscara de recorte da imagem, sendo essa obtida com os mosaicos montados. Os critérios para interpretação e classificação da imagem, com a quantificação das áreas permeáveis e impermeáveis da bacia, bem como as áreas verdes, espaços livres públicos e APP, foram: a) Áreas Permeáveis: sendo lotes particulares ou públicos, sem construção ou qualquer tipo de impermeabilização, com área superior a 50 m², sendo ela subdividida em: • Áreas Verdes Públicas: praças, jardins, cemitérios, parques, bosques públicos com cobertura vegetal predominante, incluindo áreas gramadas e copas de árvores, e que propicie bem-estar à comunidade. Sendo áreas que apresentem no máximo 30% de impermeabilização; • Áreas Verdes Particulares: lotes sem nenhuma construção e com área superior a aproximadamente 50 m², restritas ao uso do seu proprietário, sem nenhuma área construída, estando coberta por vegetação predominante, incluindo áreas gramadas e copas de árvores. Exemplo: lotes residenciais e comerciais. • APP: Faixa de vegetação existente ao longo do curso de água, estabelecida pela Lei nº. 4.771, de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal), que estabelece, em seu artigo 2º a distância de 30 metros de afastamento para cursos de água com até 10 m de largura, que é o caso do Córrego do Barbado; • Espaços Livres Públicos: são destinados a pedestres, podendo ser espaços públicos (praças, parques e outros) e também de uso coletivo, como escolas e universidades que abram suas portas para o lazer e recreação nos fins de semana (BUCCHERI FILHO, 2010). b) Áreas Impermeáveis: Foi considerado todo o restante da área de estudo, descontando-se a área total da bacia pela área total permeável.Os princípios utilizados para a classificação das áreas verdes e áreas públicas livres a partir da fotointerpretação (classificação das cores da imagem), segundo Henke-Oliveira (2001), são apresentados no Quadro 4.2.
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    42 Quadro 4.2- Princípios utilizados na foto-interpretação e exemplos aplicados Princípios de Foto-Interpretação Exemplos de Aplicação Cor/Tonalidade Vegetação cor verde; Piscinas e espelhos d’água cor azul; Asfalto cor cinza escuro. Forma Árvores possuem forma redonda (globosa); Muros forma linear. Tamanho Definição do tamanho dos objetos a partir de imagem em escala. Pátios com grande número de veículos representam áreas de Associação estacionamento ou manutenção de veículos. Textura Áreas gramadas e passagens diferem em textura daquelas ocupadas por vegetação arbórea e/ou arbustiva, com textura tipicamente rugosa. Padrão Padrões de distribuição homogênea das árvores devem estar associados com a presença de pomares comerciais ou arborização de rua. Vegetação de áreas verdes públicas e particulares tem padrão de distribuição agregada ou irregular. Profundidade / Altura O uso de estereoscópio permite perceber diferença na altura e profundidade dos elementos. Sombra Superfícies com calçadas não apresentam sombra própria ou projetada, diferindo de objetos tridimensionais, como árvores, muros e casas. Fonte: Henke-Oliveira (2001) Desse modo, o levantamento dos índices permite avaliar a qualidade ambiental da área bacia, através do parâmetro cobertura vegetal. Esses indicadores também servirão de subsídios para trabalhos futuros que envolvam o planejamento urbano da Bacia do Córrego do Barbado. 4.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O diagnóstico ambiental visa a interpretar a situação ambiental de uma determinada área para se buscar o conhecimento de seus componentes ambientais. Sendo esta uma importante ferramenta que oferece subsídios para o planejamento e gestão ambiental (GOMÉZ et al. , 2009; SOUSA, 2008) Logo, para a realização do diagnostico ambiental na Bacia do Córrego do Barbado foram observados os seguintes fatores de degradação: erosão, esgoto, instabilidade das encostas, resíduos sólidos, presença de animais e vegetação, expostos na Tabela 4.1.
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    43 Tabela 4.1-Fatores de degradação Bacia do Barbado Fator de Degradação Baixo Médio Grave Esgoto Sem suspeita de aporte Com suspeita de aporte Comprovado Instabilidade das encostas Sem visualização, vegetação arbórea por toda área Verificando, pontos sem vegetação arbórea Toda a área sem vegetação arbórea Erosão Somente sulcos Ravinas e poucas voçorocas Grande número de voçorocas, até no maciço arbóreo Resíduos Sólidos Ausência Pequena quantidade Grande quantidade Presença de animais Ausência Pequena quantidade Grande quantidade Vegetação Vegetação característica em toda a faixa de APP Vegetação característica na maioria da faixa de APP Vegetação não - característica na maioria da faixa de APP Fonte: Adaptado de SOUSA (2008) O diagnóstico fotográfico é dividido por partes, a fim de permitir uma análise mais detalhada das transformações sofridas pela bacia, conforme metodologia utilizada por Bordest (2003): cabeceiras, alto curso, médio curso, baixo curso e foz.
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    44 4.3 SIMULAÇÕESHIDROLÓGICAS No estudo dos processos hidrológicos é possível, a partir da observação dos processos naturais, analisar a sazonalidade dos processos envolvidos no meio físico natural, bem como equacionar o escoamento superficial, que nada mais é do que a água que escoa sobre a superfície de uma bacia até encontrar um ponto de captação. A bacia hidrográfica é uma área de captação natural da água da precipitação, compondo-se basicamente de um conjunto de superfícies vertentes e de uma rede de drenagem formada por cursos de água que se destinam até o seu exutório (SILVEIRA, 2007). Os modelos matemáticos empregados para a simulação do escoamento superficial da Bacia do Córrego do Barbado é apresentando no fluxograma da Figura 4.1. Tendo como ponto de partida a determinação do Coeficiente de Escoamento Superficial (CN) e os Hidrogramas Unitários Triangular e Curvilíneo – SCS e, posteriormente através do cálculo da Precipitação Efetiva e convulução de seus dados, determina-se o Hidrograma de Projeto considerando os Tempos de Retorno de 5, 10 e 20 anos. Figura 4.1- Procedimentos matemáticos para simulação do Escoamento Superficial Fonte: Autora (2012)
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    45 4.3.1 Determinaçãode Coeficiente de Escoamento Superficial (CN) A curva número (CN) é um coeficiente de escoamento superficial, sendo obtido a partir da combinação empírica de pelo menos três fatores: grupo de solo, cobertura e condições de umidade antecedente do solo (McCuen, 1998 apud Tomaz, 2002). Em relação ao grupo de solos, este foi classificado em quatro grupos pelo o SCS, Quadro 4.3. O teor de argila influencia na capacidade de infiltração do solo, sendo este fator predominante nos grupos de solos. Quadro 4.3 – Grupos de solos e características do solo Grupo de solos Características do solo A solos arenosos com baixo teor de argila total, inferior a 8%, não havendo rocha nem camadas argilosas e nem mesmo densificadas até a profundidade de 1,5m. O teor de húmus é muito baixo, não atingindo 1% (Porto, 1979 e 1995). Solos que produzem baixo escoamento superficial e alta infiltração. Solos arenoso profundos com pouco silte e argila (Tucci et al., 1993). B solos arenosos menos profundos que os do Grupo A e com menor teor de argila total, porém ainda inferior a 15%. No caso de terras roxas, esse limite pode subir a 20% graças à maior porosidade. Os dois teores de húmus podem subir, respectivamente, a 1,2 e 1,5%. Não pode haver pedras e nem camadas argilosas até 1,5m, mas é, quase sempre, presente camada mais densificada que a camada superficial (Porto, 1979 e 1995). Solos menos permeáveis do que o anterior, solos arenosos menos profundo do que o tipo A e com permeabilidade superior à média (Tucci et al., 1993). C solos barrentos com teor total de argila de 20% a 30%, mas sem camadas argilosas impermeáveis ou contendo pedras até profundidade de 1,2m. No caso de terras roxas, esses dois limites máximos podem ser de 40% e 1,5m. Nota-se a cerca de 60cm de profundidade, camada mais densificada que no Grupo B, mas ainda longe das condições de impermeabilidade (Porto, 1979 e 1995). Solos que geram escoamento superficial acima da média e com capacidade de infiltração abaixo da média, contendo percentagem considerável de argila e pouco profundo (Tucci et al., 1993). D solos argilosos (30% a 40% de argila total) e ainda com camada densificada a uns 50cm de profundidade. Ou solos arenosos como do grupo B, mas com camada argilosa quase impermeável ou horizonte de seixos rolados (Porto, 1979 e 1995). Solos contendo argilas expansivas e pouco profundos com muito baixa capacidade de infiltração,gerando a maior proporção de escoamento superficial (Tucci et al., 1993). Fonte: Retirado de Tomaz (2002) Posterior a esta classificação do grupo de solo, foi realizada a estimativa do CN a partir da caracterização do uso e ocupação do solo da área da bacia, com base nas categorias estabelecidas no Quadro 4.4 para bacias urbanas e suburbanas.
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    46 Quadro 4.4- Valores de CN para bacias urbanas e suburbanas Utilização do solo Grupos de solo A B C D Zonas cultivadas: sem conservação do solo 72 81 88 91 com conservação do solo 62 71 78 81 Pastagens ou terrenos em más condições 68 79 86 89 Baldios em boas condições 39 61 74 80 Prado em boas condições 30 58 71 78 Bosques ou zonas com cobertura ruim 45 66 77 83 Florestas: cobertura boa 25 55 70 77 Espaços abertos, relvados, parques, campos de golfe, cemitérios, boas condições Com relva em mais de 75% da área 39 61 74 80 Com relva de 50% a 75% da área 49 69 79 84 Zonas comerciais e de escritórios 89 92 94 95 Zonas industriais 81 88 91 93 Zonas residenciais Lotes de (m2) % média impermeável 500 65 77 85 90 92 1000 38 61 75 83 87 1300 30 57 72 81 86 2000 25 54 70 80 85 4000 20 51 68 79 84 Parques de estacionamentos, telhados, viadutos, etc. 98 98 98 98 Arruamentos e estradas Asfaltadas e com drenagem de águas pluviais 98 98 98 98 Paralelepípedos 76 85 89 91 Terra 72 82 87 89 Fonte: Tomaz (2002) Assim, o CN obtido na classificação de uso e ocupação do solo, fornecido pelo Quadro 4.4, deve ser corrigido de acordo com a umidade do solo, conforme estabelecido
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    47 nos Quadros4.5 e 4.6, sendo esse outro fator que influencia diretamente sua capacidade de infiltração. Quadro 4.5 - Condições de umidade antecedente do solo Condições do solo Situação do solo I Solo seco. II Condições médias do solo. É a condição normal das tabelas do número CN. III Solo úmido. Ocorreram precipitações nos últimos cinco dias. O solo está saturado. Fonte: Tomaz (2002) Quadro 4.6 - Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) Condição normal II do número CN CN adequado para a devida condição Condição I Condição III (solo seco) (solo úmido) 100 10 100 95 87 99 90 78 98 85 70 97 80 63 94 75 57 91 70 51 87 65 45 83 60 40 79 55 35 75 50 31 70 45 27 65 40 23 60 35 19 55 30 15 50 25 12 45 20 9 39 15 7 33 10 4 26 5 2 17 0 0 0 Fonte: Tomaz (2002) A cidade de Cuiabá apresenta duas estações no ano muito distintas, sendo os meses de novembro a março os que concentram a maior parte das chuvas acumuladas durante o ano todo, deixando o solo úmido. E os demais meses que não apresentam a
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    48 mesma regularidadede chuvas, o solo se encontra praticamente seco. Desse modo optou-se por calcular o CN em duas categorias de solo, sendo ele seco (I) e úmido (III). O coeficiente CN é simulado em quatro cenários, para os dois tipos de solos considerados (seco e úmido) a fim de realizar uma comparação e verificação da eficácia das áreas verdes e permeáveis da bacia, sendo eles descritos a seguir: • Cenário 1: Situação atual do uso do solo. • Cenário 2: Situação futura, considerando apenas os lotes residenciais como área permeável. • Cenário 3: Situação futura, considerando apenas área da APP (área de preservação permanente) como permeável. • Cenário 4: Situação futura, considerando toda a área da bacia impermeável. Observa-se que o Cenário 4 é uma situação irreal, pois a legislação não permite a impermeabilização das APP. Ele servirá de parâmetro para avaliar a eficiência de amortecimento das áreas de APP, desse modo os Cenários 3 e 4 serão comparados entre si. Devido à existência de áreas permeáveis e impermeáveis, há a necessidade de se estimar um CN composto, considerando a fração de área impermeável, obtido pela equação 1: CNw = CNp.(1− f ) + f .CNi (1) Sendo CNw = número CN composto da área urbana em estudo, CNp = número CN da área permeável da bacia em estudo, f = relação entre a área impermeável e a área total da bacia, CNi = coeficiente obtido para a área impermeável. Além disso, faz-se necessário calcular o parâmetro que representa o potencial máximo de retenção do terreno (S) dado em mm após o início do escoamento superficial, obtido pela equação 2: 254 25400 = − CN S (2)
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    49 De possedestes dados, calcula-se o escoamento superficial pela equação 3: ( − 0,2. ) 2 P S P + S = Pef 0,8. (3) Sendo: Pef: Chuva excedente (mm), P: precipitação (mm) e S: potencial máximo de retenção após começar o runoff (mm). 4.3.2 Hidrograma Unitário Triangular do SCS Nesse trabalho, foi utilizado o Método do Hidrograma Unitário proposto pelo Departamento dos Estados Unidos Soil Conservation Service (SCS) - atualmente Natural Resources Conservation Service (NRCS), pois é um procedimento bastante aceito para estimar vazões de projeto em bacias com áreas superiores a 3km² e 250 km² (TOMAZ, 2008), também sendo considerado um procedimento mais sofisticado do que o Método Racional. O método SCS foi desenvolvido a partir de um estudo com um grande número de bacias, sendo determinado pela vazão de pico p q , tempo de pico tp e tempo de base Tb , com formato triangular, conforme Figura 4.2. Figura 4.2 – Hidrograma Unitário Sintético Triangular
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    50 Fonte: Adaptadode FENDRICH (2008) A vazão de pico p q do hidrograma unitário triangular é estimada pela equação 4, sendo A a área da bacia em km² e p t o tempo de retardamento da bacia medido em horas. p p t A q 2,08. = (4) O tempo de pico p t é obtido pela equação 5, sendo r t a duração da precipitação em horas, e o c t o tempo de concentração. = + (5) c t r 0,6 t p t 2 A duração da precipitação r t é obtida pela equação 6. 1 ≤ (6) r c t t 5 O tempo de concentração em minutos c t é definido por Fendrich (2008) como o tempo gasto pela gota a chuva para se deslocar do ponto mais afastado da bacia até seu exutório, sendo obtido pela equação 7 de Kirpich, de maneira que L é o comprimento do curso d’água principal em km; e ΔH a diferença de altitudes em metros entre os pontos extremos da montante e da jusante. 3 0,385   L 57     t= (7) c H
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    51 O HidrogramaUnitário Curvilíneo (HUC) apresenta muitos aspectos semelhantes ao Triangular, porém, devido à sua forma suavizada, torna-se mais realista. Suas ordenadas são obtidas pela estimativa de vazão (Q) para cada tempo relacionado. 4.3.3 Cálculo da Chuva Efetiva Para o cálculo da chuva efetiva foi utilizada a equação IDF (equação 8), que foi adaptada para a cidade de Cuiabá por Silveira (2006), exposta na equação 9. i K.T
  • 70.
    (8) Sendo: iintensidade de precipitação máxima média (mm/h), t: tempo de duração da chuva (min), Tr: tempo de recorrência (anos) e K, t, m, n: parâmetros a determinar para a estação pluviográfica. i ,.T,
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    ,, (9) Achuva efetiva é calculada para os quatro cenários propostos no item 4.3.1., utilizando os CN obtidos com o mapeamento do uso e ocupação do solo na área da bacia. 4.3.4 Tempo de Recorrência (Tr) Tendo em vista que o Tempo de Recorrência (Tr) se trata do risco hidrológico aceitável para uma comunidade, estando diretamente relacionado ao contexto socioeconômico, pois envolve custos e decisões políticas (representantes da sociedade). Quanto maior for o tempo de recorrência, maiores serão as estruturas hidráulicas, o que consequentemente exercerá maior impacto no meio ambiente, devido à realização de obras de engenharia, obtenção de espaço físico disponível para implantação destas estruturas entre outros aspectos.
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    52 O Tré definido como o período médio em que um determinado evento deve ser igualado pelo menos uma vez (Pinto et al. 1976 apud Fendrich, 2008). Para a realização deste trabalho foram adotados os Tr de 5, 10 e 20 anos para cálculo dos hidrogramas curvilíneos, por serem os mais utilizados em projetos, possibilitando uma melhor comparação da eficiência dos Tr em relação à vazão calculada.
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    53 5.RESULTADOS EDISCUSSÕES 5.1 MAPEAMENTO E ÍNDICES Os procedimentos descritos no capítulo 4 foram empregados no levantamento das áreas permeáveis e impermeáveis para o cálculo dos IQA, a partir da fotointerpretação da imagem de satélite adotada. Este levantamento encontra-se ilustrado na Figura 5.1, com a caracterização do uso e ocupação do solo. Observa-se a existência de duas grandes manchas de Áreas Verdes Públicas (AVP) na bacia, sendo elas: o Parque Massairo Okamura e o campus da UFMT. A ausência de Áreas Verdes de APP é observada no trecho situado próximo da foz, sendo esta, a parte canalizada no córrego. As Áreas Verdes Particulares (AVPA), que apesar de estarem sujeitas a ocupação, encontram-se bem distribuídas na área da bacia, o que possibilita uma visão atualizada da sua situação de impermeabilização. Os Espaços Públicos encontram-se distribuídos em dezoito pontos na área da bacia, em uma área total de 45.150,09 m², posteriormente poderão servir de espaços para possíveis intervenções e melhoramento dos índices ambientais. Ainda, com relação aos índices trabalhados é possível fazer as seguintes considerações: O IAV² de 17,92 m²/hab foi considerado um bom índice, pois é superior aos trabalhos comparados e ao sugerido pela SBAU de 15 m²/hab, porém se trata de uma situação hipotética podendo ser aplicada em estratégias futuras de planejamento urbano. O Percentual de Áreas Verdes (PAV) de 0,05 %, o Índice de Espaços Livres Públicos (IEL) de 0,36 m²/hab e Percentual de Espaços Livres Públicos (PEL) de 0,003% foram inferiores aos trabalhos comparados nesse estudo.
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    54 Figura 5.1– Mapa das Áreas Verdes da Bacia do Barbado Fonte: Autora (2012).
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    55 Estudos queinvestigam índices ideais para as cidades brasileiras ainda são deficientes, por isso, para melhor análise dos resultados obtidos, eles foram comparados com os trabalhos de: Sousa (2008) para a bacia do Córrego das Lajes em Uberaba - MG, Henke-Oliveira (2001) para o município de Luiz Antonio - SP e Bucherri e Nucci (2006) para o município de Curitiba – PR, que utilizaram metodologias semelhantes à deste trabalho. O IAV¹ é de 5,61 m²/hab o que pode ser considerado um bom índice, quando comparado ao de Uberaba-MG e Curitiba – PR, porém encontra-se inferior ao sugerido pela SBAU. O IAV² encontrado é de 17,92 m²/hab, obtido através do somatório das áreas das superfícies de Áreas Verdes da APP e Particulares divididos pela população da bacia, representa um excelente índice se comparado ao valor da cidade de Luiz Antonio – SP e ao sugerido pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), porém ele não é um índice real, pois as AVPA estão sujeitas à ocupação. Comparando os valores do IAV¹ e IAV² evidencia-se uma variação de mais de cinquenta por cento, ou seja, o dobro da área verde atual da bacia. Assim, constata-se que a área dos Espaços Livres Públicos é insuficiente para o melhoramento do IAV, sendo necessária a ocupação de outras áreas, como por exemplo as particulares. Apesar das AVPA não serem áreas de uso comum, a ampliação das áreas verdes nessas propriedades contribui para o melhoramento da qualidade ambiental urbana, bem como, o conforto térmico do entorno e a valorização imobiliária. O PAV dessa bacia é de 0,05%, e quando comparado a outros índices tomados por referência nesse trabalho, é considerado baixo. Na Tabela 5.1, se encontram dispostos na coluna ‘Cuiabá-MT’ os valores dos índices obtidos neste estudo e que são comparados com as de outros autores. O IEL de 0,36% e o PEL de 0,003% para esta bacia são números inferiores aos obtidos dos trabalhos comparados, demonstraram a deficiência de áreas públicas nesta bacia.
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    56 Tabela 5.1- Índices de Qualidade Ambiental (IQA) para a Bacia do Córrego do Barbado. Parâmetro Variáveis Trabalhos Comparados Cuiabá –MT (Colet, 2012) Uberaba – MG (Sousa, 2008) Curitiba – PR (Bucherri e Nucci, 2006) Luiz Antonio – SP (Henke- Oliveira, 2001) SBAU IAV¹ Índice Área Verde * Áreas Verdes públicas de uso coletivo e APP 5,61 1,9 0,91 14,9 15 IAV² Índice Área Verde (atual) * Áreas Verdes particulares de uso coletivo e APP 17,92 1,9 0,91 14,9 - PAV Superfície total Áreas Verdes na bacia * Áreas Verdes públicas de uso coletivo e APP / * Área da Bacia 0,05 0,97 0,6 6,2 - IEL Superfície total Espaços Livres Públicos * Espaços livres públicos / * População da Bacia 0,36 2,9 2,23 - - PEL Percentual de Espaços Livres Públicos * Espaços livres públicos / *Área da Bacia 0,003 1,45 1,49 - - Fonte: Autora (2012) Ao comparar o percentual de cobertura vegetal de 40,3% da Bacia do Ribeirão do Lipa, que possui área de 64,4 km² - superior a Bacia do Córrego do Barbado e que se encontra na área urbana da cidade de Cuiabá-MT, estimada por Dias (2011), verifica-se o baixo índice que a Bacia do Barbado possui, havendo a necessidade de melhoramento do mesmo. 5.2 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE APP DA BACIA DO BARBADO O diagnóstico ambiental foi realizado na Área da APP da Bacia do Córrego do Barbado, no período de Dezembro de 2011 a Janeiro de 2012, sendo observados os fatores de degração: erosão, esgoto, instabilidade das encostas, resíduos sólidos, presença de animais e vegetação, além de complementação a partir da revisão bibliográfica dos trabalhos de Bordest (2003) e Castro Junior et al. (2008) realizados na Bacia do Córrego do Barbado. A Figura 5.2 mostra a divisão dos trechos do Córrego do Barbado em Cabeceiras, Alto, Médio e Baixo curso e Foz.
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    57 Figura 5.2– Divisão de trechos da Bacia do Córrego do Barbado Fonte: Adaptado Google Earth (2012) 5.2.1 Cabeceiras As cabeceiras do Córrego do Barbado situam-se no Centro Político Administrativo e parte do Bairro Morada do Ouro ilustradas na Figura 5.1, a 225 m de altitude, apresentando relevo acidentado sustentadas por filões de quartzo aurífero entre filitos alterados, o que justifica a presença de áreas degradadas pelo garimpo (BORDEST, 2003).
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    58 Este trechoé o que apresenta melhor conservação da vegetação, com variedade da arbórea. A criação do Parque Massairo Okamura contribuiu para a preservação dessa região, sendo o cerrado a vegetação predominante, assim como já constatado por BORDEST (2003). No Quadro 5.1 são apresentados objetivamente os fatores de degradação observados nas visitas de campo. Nota-se que nenhum fator degradante de esgoto foi constatado para este trecho, bem como, para a vegetação. A presença de aves (pássaros) foi verificada visualmente e constatada pela audição. Quadro 5.1 – Fatores de degradação nas cabeceiras Fator de Degradação Sim Não Solos Presença de queimadas X Impermeabilizados X Esgoto Lançamento de esgoto in natura no córrego X Algas verdes na água X Odor na água X Presença de peixes X Instabilidade das encostas Presença de vegetação nas encostas X Obras de engenharia para contenção de encostas X Ocupações irregulares na faixa de APP X Erosão Sulcos e ravinas X Resíduos Sólidos Resíduos dentro do córrego X Resíduos nas margens do córrego X Presença de animais Aves de Rapina - Urubus X Animais domésticos X Animais peçonhentos X Aves X Vegetação Vegetação característica X Solo exposto X Derrubada de vegetação / X desmatamento As nascentes ‘N1’ e ‘N2’ da Figura 5.3, localizam-se no Centro Político Administrativo, região onde, apesar de se encontrarem as sedes dos órgãos do Governo Estadual, é possível observar o descumprimento da legislação ambiental. A construção do prédio da loja maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso, Figura 5.2, sobre a área de preservação permanente do Córrego do Barbado é um exemplo dessa situação.
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    59 A execuçãodesta obra é um exemplo da fragilidade do sistema de fiscalização sobre as áreas de APP no município de Cuiabá-MT, Figura 5.4. Figura 5.3 – Localização das nascentes do Córrego do Barbado Fonte: Adaptado Google Earth (2012) Figura 5.4 – Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso Fonte: Acervo Particular (2012) A ‘N3’ localiza-se no Parque Massairo Okamura, em uma área úmida, que segundo Castro Junior et al. (2008), constitui-se de um setor de surgência de águas diversas que desempenha enorme papel na perenização dos recursos hídricos. Na Figura
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    60 5.5, observa-separte do trecho localizado no Parque Massairo Okamura, onde o solo se encontra úmido sem água corrente. Figura 5.5 – Nascente do Barbado – Parque Massairo Okamura Fonte: Acervo Particular (2012) Já a ‘N4’ está localizada no médio curso do córrego, especificadamente no bairro Jardim das Américas, sendo esta nascente identificada no trabalho de Castro Junior et al. (2008), Figura 5.6. Inclusive esta nascente não havia sido mencionada em nenhuma bibliografia pesquisada anteriormente sobre esta bacia.
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    61 Figura 5.6– Nascente do Córrego do Barbado – Bairro Jardim das Américas Fonte: Adaptado do Google Earth (2012) 5.2.2 Alto Curso O trecho do Alto Curso encontra-se entre as avenidas Historiador Rubens de Mendonça e João Gomes Monteiro Sobrinho, entre as cotas altimétricas de nível 200 m e 175 m (BORDEST, 2003). Ele passa pelos bairros: Morada do Ouro, Jardim Aclimação, Bela Vista, Terra Nova, Dom Bosco, Campo Verde, Canjica e Bosque da Saúde. No Quadro 5.2 são apresentandos os fatores de degradação observados nas visitas de campo para este trecho do córrego. Este sofrerá grande intervenção com a construção da Avenida Parque do Barbado, inclusa no pacote de obras para a copa de 2014, comentada anteriormente. O fato de existirem ocupações irregulares nas margens do canal desencadeia a ocorrência de erosão e a instabilidade das encostas, fato observado em vários pontos deste trecho (Figura 5.7). Essas ocupações irregulares carcacterizam-se por imóveis de variados padrões. Cita-se não só o caso da construção residencial de alto padrão,
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    62 limítrofe aocórrego, e que já teve a obra embargada por ocupar parte da área da APP, na Avenida Juliano Costa Marques, mas a de construções residenciais e comerciais (Figura 5.8). Figura 5.7 – Ponte sobre o Córrego do Barbado – Rua Principal - Bairro Bela Vista Fonte: Acervo Particular (2012) Figura 5.8 – Empreendimento vizinho ao Córrego do Barbado – Av. Juliano Costa Marques Fonte: Acervo Particular (2011)
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    63 As informaçõescoletas nas visitas de campo foram sintetizadas no Quadro 5.2, observando um maior número de fatores degradantes que o trecho anterior. Quadro 5.2 – Fatores de degradação Alto Curso Fator de Degradação Sim Não Solos Presença de queimadas X Impermeabilizados X Esgoto Lançamento de esgoto in natura no córrego X Algas verdes na água X Odor na água X Presença de peixes X Instabilidade das encostas Presença de vegetação nas encostas X Obras de engenharia para contenção de encostas X Ocupações irregulares na faixa de APP X Erosão Sulcos e ravinas X Resíduos Sólidos Resíduos e entulho dentro do córrego X Resíduos nas margens do córrego X Presença de animais Aves de Rapina - Urubus X Animais domésticos X Animais peçonhentos X Aves X Vegetação Vegetação característica X Solo exposto X Derrubada de vegetação / X desmatamento O trecho do córrego que cruza a Avenida Juliano Costa Marques se encontra canalizado por manilhas de concreto, conforme mostra a Figura 5.9. Figura 5.9 – Canalização do trecho Av. Juliano Costa Marques- Bairro Jardim Aclimação Fonte: Acervo particular (2012)
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    64 No trechodos bairros: Terra Nova, Bela Vista e Dom Bosco, é observada uma significativa alteração na cor da água, assim como o forte odor, Figura 5.10. Observa-se também maior volume de água no córrego e uma seção mais larga e profunda do canal em relação ao trecho anterior. A vegetação se encontra empobrecida, devido a ausência de cobertura arbórea, a vegetação predominante é a Capoeira, ou seja, uma vegetação secundária, que surge após o desmatamento da vegetação primitiva. Figura 5.10 – Córrego do Barbado – Rua Quinze - Trecho entre Bairro Terra Nova e Bela Vista Fonte: Acervo Particular (2012) 5.2.3 Médio Curso Está localizado entre as avenidas João Gomes Monteiro Sobrinho e Fernando Corrêa da Costa (UFMT), envolvendo os bairros: Jardim Leblon, Pedregal, Jardim Itália, Renascer, Jardim das Américas e Campus UFMT.
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    65 No Quadro5.3 é apresentando os fatores de degradação observados nas visitas de campo para este trecho do córrego, que também sofrerá intervenção com a construção da Avenida Parque do Barbado. Quadro 5.3 - Fatores de degradação Médio Curso Fator de Degradação Sim Não Solos Presença de queimadas X Impermeabilizados X Esgoto Lançamento de esgoto in natura no córrego X Algas verdes na água X Odor na água X Presença de peixes X Instabilidade das encostas Presença de vegetação nas encostas X Obras de engenharia para contenção de encostas X Ocupações irregulares na faixa de APP X Erosão Sulcos e ravinas X Resíduos Sólidos Resíduos dentro do córrego X Resíduos nas margens do córrego X Presença de animais Urubus X Animais domésticos X Animais peçonhentos X Aves X Vegetação Vegetação característica X Solo exposto X Derrubada de vegetação / X desmatamento Na Figura 5.11, observa-se a coloração escura da água, bem como o desmatamento que acarreta na instabilidade das encostas (presença de sulcos e ravinas).
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    66 Figura 5.11– Trecho Paralelo a Av. Torres e Rua Mara Aguapé - Bairro Pedregal Fonte: Acervo Particular (2012) Constata-se que este trecho apresenta grave nível de erosão, instabilidade das encostas, ausência de vegetação, além de disposição de resíduos sólidos e presença de animais, Figura 5.12. Figura 5.12 – Trecho do Médio Curso - Bairro Pedregal Fonte: Acervo Particular (2012)
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    67 O trechosituado no campus da UFMT, apresenta uma vasta vegetação consolidada, configurando uma grande área verde na bacia. Grande parte de seu curso se encontra cercado e murado, porém sua vegetação se integra com o campus, com pode ser visto na Figura 5.13. Figura 5.13 – Córrego do Barbado - Campus UFMT Fonte: Acervo Particular (2012) No bairro vizinho ao campus da UFMT e ao córrego, o Jardim das Américas, muitas ruas fecharam, com muro, o limite com o Córrego. O motivo da construção do muro, exposto em conversa com moradores do bairro, foi pelo fato de já terem encontrado animais como jacaré e capivaras nas ruas e para se protegerem contra criminosos que se escondem na vegetação. Outro aspecto interesse observado no campus da UFMT, é o tratamento do seu esgoto na Estação de Tratamento, Figura 5.14, bem como a devida manutenção dada na vegetação circundante ao córrego (trecho não murado- dentro do campus), contribuindo para a preservação da fauna e flora. Neste trecho (Figura 5.13) e no Parque Massairo Okamura foram observados a maior quantidade de pássaros.
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    68 Figura 5.14–Estação de Tratamento de Esgoto – Campus UFMT Fonte: Acervo Particular (2012) 5.2.4 Baixo Curso Este trecho encontra-se, entre as avenidas Fernando Correa e Beira Rio. Seu leito é circundado pela Avenida Tancredo de Almeida Neves, Figura 5.15, e passa pelos bairros: Pico do Amor, Campo Velho, Jardim Tropical, Parte do Grande Terceiro, Jardim Califórnia, Jardim Petropólis e Jardim Shangri-lá na área da Bacia do Barbado. Figura 5.15 – Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves Fonte: Acervo Particular (2012)
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    69 No Quadro5.4 são expostos os fatores de degradação observados na visita de campo. Quadro 5.4 - Fatores de degradação no Baixo Curso Fator de Degradação Sim Não Solos Presença de queimadas X Impermeabilizados X Esgoto Lançamento de esgoto in natura no córrego X Algas verdes na água X Odor na água X Presença de peixes X Instabilidade das encostas Presença de vegetação nas encostas X Obras de engenharia para contenção X de encostas Ocupações irregulares na faixa de APP X Erosão Sulcos e ravinas X Resíduos Sólidos Resíduos dentro do córrego X Resíduos nas margens do córrego X Presença de animais Urubus X Animais domésticos X Animais peçonhentos X Aves X Vegetação Vegetação característica X Solo exposto X Derrubada de vegetação / X desmatamento O Baixo Curso encontra-se canalizado desde o ano de 1985. Esse trecho possui aspecto mórbido devido ao mau cheiro e a impermeabilização do canal. A sua canalização não se integra com a paisagem urbana, gerando a desvalorização imobiliária no seu entorno, Figura 5.16.
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    70 Figura 5.16– Trecho canalizado – Av. Tancredo de Almeida Neves Fonte: Acervo Particular (2012) 5.2.5 Foz A Foz situa-se entre a Avenida Beira Rio e o Rio Cuiabá. Estando distribuída nos bairros Praeirinho, Praeiro, Grande Terceiro e Jardim Europa e Paulista na área da bacia . Quadro 5.5 - Fatores de degradação Foz Fator de Degradação Sim Não Solos Presença de queimadas X Impermeabilizados X Esgoto Lançamento de esgoto in natura no córrego X Algas verdes na água X Odor na água X Presença de peixes X Instabilidade das encostas Presença de vegetação nas encostas X Obras de engenharia para contenção X de encostas Ocupações irregulares na faixa de APP X Erosão Sulcos e ravinas X Resíduos Sólidos Resíduos dentro do córrego X Resíduos nas margens do córrego X Presença de animais Urubus X Animais domésticos X Animais peçonhentos X Aves X Vegetação Vegetação característica X Solo exposto X Derrubada de vegetação / X desmatamento
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    71 O bairroPraeirinho é oriundo de invasão e limítrofe também ao Rio Cuiabá, possuindo edificações irregulares às margens do córrego que acentuam o processo de erosão e instabilidade das encostas, que já se encontra em estágio avançado, Figura 5.17. Ligações clandestinas de esgoto conectadas no córrego e a presença de animais de pequeno porte como gatos, cachorros e galinhas foram observados neste bairro (região limítrofe ao córrego). Figura 5.17 – Foz – Av. Tancredo de Almeida Neves – Bairro Praeirinho Fonte: Acervo Particular (2012) Nesse trecho a vegetação encontra-se descaracterizada e a água apresenta coloração escura e forte odor. A Figura 5.18 mostra a parte terminal do conduto que corta a Avenida Beira Rio, conectando o trecho do baixo curso à foz. Figura 5.18 – Conexão do baixo curso e foz – Bairro Praeirinho Fonte: Acervo Particular (2012)
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    72 5.2.6 Resultadosdo Diagnóstico Ambiental As ocupações irregulares nas áreas de APP, favorecem a degradação das encostas, gerando erosão e assoreamento do canal. A disposição de resíduos na APP (por serem áreas ‘abandonadas’) pode gerar a proliferação de doenças, como a dengue, e a ocorrência de criminalidades por não receberem a devida manutenção. Na Tabela 5.2, é exposto o resultado do diagnóstico ambiental realizado na Bacia do Córrego do Barbado. Observa-se que as cabeceiras encontram-se em menor grau de degradação, apesar de também sofrer com os impactos do crescimento urbano, sendo o trecho que apresentou fatores de degradação baixos para quatro dos cinco fatores avaliados. Os demais trechos encontram-se estados avançados de degradação. Tabela 5.2- Resultado Diagnóstico Ambiental Fator de Degradação Cabeceiras Alto Curso Médio Curso Baixo Curso Foz Esgoto Baixo Médio Grave Grave Grave Instabilidade das encostas Baixo Grave Grave Baixo Grave Erosão Baixo Médio Médio Baixo Grave Resíduos Sólidos Baixo Médio Grave Médio Grave Presença de animais Baixo Grave Grave Médio Baixo Vegetação Médio Médio Médio Grave Grave A Reserva Ecológica Massairo Okamura contribui na preservação das características naturais dessa área. Apesar de pequenos sulcos serem observados, verificou-se que estes são causados pelo escoamento superficial direto no período chuvoso. 5.2.6.1 Esgoto Ao analisar o Perfil Socioeconômico de Cuiabá elaborado com dados do IBGE (2000), é verificado oficialmente que mais de 30% do esgoto dos bairros Dom Bosco e Campo Verde, que se encontram no alto curso, é lançado em cursos deágua, ou seja, no Córrego do Barbado. No Médio Curso, os bairros mais representativos nesta questão,
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    73 são oJardim Itália e Pedregal, que lançam menos de 3% do seu esgoto em cursos de água, porém é um valor muito inferior aos verificados dos bairros do Alto Curso. Na Foz, o bairro Praeirinho é o que apresenta maior lançamento de esgoto em cursos deágua, ou seja, no Barbado e Rio Cuiabá, sendo 21,76%, e por também receber o esgoto lançado em todo o curso do córrego foi classificado com fator de degradação grave. 5.2.6.2 Erosão e Instabilidade das Encostas O processo erosivo e a instabilidade das encostas, foram mais acentuados nos trechos do Alto Curso, Médio Curso e Foz, devido ao desmatamento de sua vegetação e construções inadequadas no seu leito. Esse fator encontra-se controlado no Baixo Curso devido à impermeabilização de sua superfície. A maior parte das vias circundantes ao córrego estão pavimentadas, contribuindo para o controle da erosão na área da bacia. 5.2.6.3 Vegetação Na checagem de campo observou-se ausência de mata ciliar na maior parte do curso do córrego. Apenas o trecho localizado no Parque Massairo Okamura apresenta grande quantidade de vegetação arbórea com bom estado de conservação. Nos períodos chuvosos, a vegetação não característica cresce rapidamente, favorecendo a disposição indevida de resíduos bem como a proliferação de doenças. 5.2.6.4 Resíduos Sólidos e Presença de animais Em relação a disposição de resíduos sólidos, foi verificado em pontos do Alto, Médio, Baixo Curso e Foz, variadas quantidades. Os resíduos sólidos foram encontrados em uma quantidade representativa apenas no Médio Curso, com a presença de animais de pequeno porte (gatos).
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    74 5.3 SIMULAÇÕESHIDROLÓGICAS 5.3.1 Escoamento Superficial – SCS Além de estimar o escoamento superficial da bacia, para esse trabalho, opitou-se por comparar a situação atual e futura da bacia do Barbado, estimando o escoamento para quatro cenários pré-estabelecidos, considerando tempos de recorrência. Sendo estes: • Cenário 1: Situação atual do uso do solo. • Cenário 2: Situação futura, considerando apenas os lotes residenciais como área permeável. Este cenário possibilita comparar a influência das áreas permeáveis dos lotes residenciais que ainda são permeáveis, pois no levantamento destas áreas foram considerados apenas lotes residenciais sem nenhuma construção. • Cenário 3: Situação futura, considerando apenas área da APP (área de preservação permanente) como permeável. Este cenário pode ser considerado como máxima impermeabilização visto que a legislação não permite a impermeabilização das APP – realidade de muitas áreas urbanas. • Cenário 4: Situação futura, considerando toda a área da bacia impermeável. Podendo ser comparado os cenários anteriores com a situação de impermeabilização total da bacia (situação extrema), apesar de ser ilegal a impermeabilização das áreas da APP. Este cenário verifica a real influência no amortecimento das cheias pela APP (Cenário 3). Para a obtenção do CN, foi realizada a classificação de uso e ocupação do solo na área da bacia conforme categorias discriminadas no Quadro 4.4. Esta classificação foi realizada pela interpretação da imagem de satélite (SPOT do ano de 2009) no programa ARC-GIS, Figura 5.19. Após a classificação das suas áreas, realizou-se a quantificação e adequação delas para cada cenário proposto, estando descritas na Tabela 5.3.
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    75 Tabela 5.3-Áreaspermeáveis e impermeáveis para cada cenário (m2) Cenário Área da bacia (m²) Área Impermeável (m²) / (%) Área Permeável (m²) / (%) 1 13.935.932,11 4.111.394,83 29,50% 9.824.537,28 70,50% 2 6.184.287,66 44,38% 7.751.644,45 55,62% 3 13.396.835,24 96,13% 539.096,87 3,87% 4 13.935.932,11 100,00% 0,00 0,00%
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    76 Figura 5.19– Levantamento áreas da Bacia do Córrego do Barbado para estimativa de CN
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    77 Por nãohaver uma classificação mais detalhada do solo, a literatura recomenda a adoção Grupo B (SOUSA, 2008). O Grupo de solo B é arenoso e menos profundo que os do Grupo A, com menor teor de argila total, porém ainda inferior a 15%. Posteriormente, as áreas permeáveis tiveram seus CN corrigidos para se enquadrarem na condição adequada de umidade, conforme Tabela 5.4. Após isto, foi obtido um único CN para cada área total permeável em cada cenário simulado. Para isso, foi retirada uma média ponderada através da somatória de cada categoria de uso do solo multiplicada por seu respectivo CN, sendo que estes valores obtidos encontram-se discriminados na Tabela 5.5. Tabela 5.4- Ajustamento do CN da condição normal II para o solo seco (I) e úmido (III) Condição normal II do número CN CN adequado para a devida condição Condição I Condição III (solo seco) (solo úmido) 100 10 100 95 87 99 90 78 98 85 70 97 80 63 94 75 57 91 70 51 87 65 45 83 60 40 79 55 35 75 50 31 70 45 27 65 40 23 60 35 19 55 30 15 50 25 12 45 20 9 39 15 7 33 10 4 26 5 2 17 0 0 0 Fonte: Tomaz (2002)
  • 98.
    78 Tabela 5.5-Valores encontrados de CN para cada cenário Cenário Área Permeável (m²) CN (final) solo seco 1 9.824.537,28 63,17 2 7.751.644,45 68,17 3 539.096,87 63,17 4 0,00 100 solo úmido 1 9.824.537,28 93,10 2 7.751.644,45 96,08 3 539.096,87 79,00 4 0,00 0,00 Devido à existência de áreas permeáveis e impermeáveis, houve necessidade de se estimar um CN composto, considerando a fração de área impermeável. Os valores obtidos para os CN compostos, a partir da equação 1, considerando o solo seco e úmido em cada cenário se encontram descritos na Tabela 5.6. Tabela - 5.6 – Valores de CN obtidos Cenário Tipo de Solo solo seco (I) solo úmido (III) 1 74,04 95,13 2 82,29 97,82 3 97,68 99,19 4 100 100 De acordo com os resultados para cada cenário, observa-se a maior variação entre coeficientes ocorrendo no tipo de solo seco. Nota-se que o cenário 1 é a situação atual da bacia e, nas duas condições de umidade do solo, o Cenário 4 apresenta CN = 100, devido à inexistência de área permeável. No Cenário 2, na condição de solo seco, nota-se uma variação considerável em relação ao Cenário 4, o que mostra que as áreas permeáveis do lotes residenciais exercem um importante papel no controle do escoamento superficial. Já com relação do Cenário 2 e 3, observou-se uma maior variação na condição de solo seco.
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    79 Quanto aoCenário 3, nas duas situações de umidade, observa-se uma variação muito pequena, em relação ao Cenário 4, esta variação indica a influencia da APP na redução deste escoamento. 5.3.2 Hidrograma Unitário Sintético Triangular - SCS A vazão de pico foi estimada em 20,2 m³/s para o HUS triangular – SCS. Esta vazão foi obtida considerado o comprimento do talvegue L = 9,4 km, a diferença de cotas topográficas entre os pontos extremos de montante (244 m) e de jusante (140 m) do exutório da bacia hidrográfica igual a ΔH = 104 m. O tempo de concentração calculado foi de 126,9 minutos, o que permitiu a adoção da duração da precipitação em 15 minutos. O tempo de pico do hidrograma unitário foi determinado em 86,10 minutos, com o tempo de escoamento de 144 minutos e base do hidrograma com 230 minutos, Figura 5.20. Figura 5.20 – HUS Triangular – SCS Fonte: Autora (2012) O HUS Triangular é convertido no curvilíneo utilizando os valores indicados na Tabela 5.7.
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    80 Tabela 5.7– Ordenadas HUC Relação dos Tempos (t/T) Tempo de Pico T (h) Tempo t Relação das Vazões (q/qp) Vazão de Pico qp (m3/s) Ordenadas do (h) (min) H.U.C. Q (m3/s) 0,0 1,435 0,000 0,0 0,000 20,2 0,000 0,1 0,144 8,6 0,030 0,606 0,2 0,287 17,2 0,100 2,020 0,3 0,431 25,8 0,190 3,838 0,4 0,574 34,4 0,310 6,262 0,5 0,718 43,1 0,470 9,494 0,6 0,861 51,7 0,660 13,332 0,7 1,005 60,3 0,820 16,564 0,8 1,148 68,9 0,930 18,786 0,9 1,292 77,5 0,990 19,998 1,0 1,435 86,1 1,000 20,200 1,1 1,579 94,7 0,990 19,998 1,2 1,722 103,3 0,930 18,786 1,3 1,866 111,9 0,860 17,372 1,4 2,009 120,5 0,780 15,756 1,5 2,153 129,2 0,680 13,736 1,6 2,296 137,8 0,560 11,312 1,7 2,440 146,4 0,460 9,292 1,8 2,583 155,0 0,390 7,878 1,9 2,727 163,6 0,330 6,666 2,0 2,870 172,2 0,280 5,656 2,2 3,157 189,4 0,207 4,181 2,4 3,444 206,6 0,147 2,969 2,6 3,731 223,9 0,107 2,161 2,8 4,018 241,1 0,077 1,555 3,0 4,305 258,3 0,055 1,111 3,2 4,592 275,5 0,040 0,808 3,4 4,879 292,7 0,029 0,586 3,6 5,166 310,0 0,021 0,424 3,8 5,453 327,2 0,015 0,303 4,0 5,740 344,4 0,011 0,2222 4,5 6,458 387,5 0,005 0,101 5,0 7,175 430,5 0 0 A plotagem dos pontos das ordenadas obtidas encontram-se organizados no Hidrograma Unitário Sintético Curvilíneo, Figura 5.21.
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    81 Figura 5.21– Hidrograma Unitário Sintético Curvilíneo – SCS para a Bacia do Córrego do Barbado 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 15 30 45 60 75 90 105 120 135 150 165 180 195 210 225 240 255 270 285 300 315 330 345 360 375 390 405 420 435 Vazão (m³/s) Tempo (min) 5.3.3 Hidrogramas de Projeto e Chuva Efetiva A partir das ordenadas do hidrograma unitário sintético curvilíneo para obtenção das vazões de projeto, é calculado a chuva efetiva. Sendo este cálculo realizado para cada cenário, considerando também cada condição de solo (seco e úmido) e período de recorrência (5, 10 e 20 anos), obtendo-se os hidrogramas de projeto expostos nas Figuras 5.22, 5.23 e 5.24. Os memoriais dos cálculos da chuva efetiva e ordenadas do hidrogramas se encontram no Apêndice desse trabalho.
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    82 Figura 5.22– Hidrogramas de projeto – Tr 5 anos Figura 5.23 – Hidrogramas de projeto – Tr 10 anos
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    83 Figura 5.24– Hidrogramas de projeto – Tr 20 anos A Figura 5.25 apresenta os hidrogramas das Figuras 5.20, 5.21 e 5.22 ordenados no mesmo gráfico relacionando as vazões obtidas por cenários e tipos de solos. Figura 5.25 – Hidrogramas Tr de 5, 10 e 20 anos – solo seco e úmido Tr = 5 anos Tr = 10 anos Solo Seco Solo Úmido Solo Seco Solo Úmido
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    84 Solo SecoSolo Úmido Tr = 20 anos Para facilitar a compreensão dos dados, foi realizada a comparação das vazões de cada cenário organizados na Tabela 5.8, em que a coluna ‘Diferença’ refere-se à variação entre os valores obtidos para solo seco e úmido. Tabela 5.8 – Comparação vazões de pico dos hidrogramas simulados Tr (anos) Cenário Solo Seco Solo Úmido Diferença Vazão (m³/s) Vazão (m³/s) % 5 1 35,88 102,95 48,31% 2 56,97 115,5 33,94% 3 114,84 121,78 2,93% 4 125,09 125,09 - 10 1 43,69 114,95 44,92% 2 66,73 127,62 31,33% 3 126,96 133,88 2,65% 4 137,17 137,17 - 20 1 52,73 128,15 41,70% 2 77,75 140,91 28,89% 3 140,25 147,15 2,40% 4 150,42 150,42 -
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    85 Observando oshidrogramas e a Tabela 5.8 verificou-se que os maiores acréscimos de vazão acontecem nos cenários 3 e 4, devido à sua maior área impermeabilizada. Obtendo-se e comparando as médias de variação de vazões entre a situação atual (cenário 1) com a situação extrema (cenário 4), verifica-se que solo seco varia em média 93,46 m³/s e no solo úmido esta variação é de 22,21 m³/s. A média de variação de vazão é maior no período seco, comprova, na realidade, a influência das condições de umidade antecedente do solo, isto mostra que as variações diminuem no período úmido, pois a infiltração fica reduzida nestes períodos. E também o forteimpacto da ocupação e impermeabilização da área da bacia (cenário 4). Apesar do período chuvoso representar mais riscos à sociedade, devido a subutilização do sistema de drenagem existente. Desta maneira, a maior variação de vazões ocorre no cenário 1 com Tr de 5 anos, que varia em torno de 48,31% e a menor acontece no cenário 3, Tr de 20 anos. Nota-se também que as vazões para o cenário 4 de todos os Tr são iguais para solo seco e úmido, pois seu CN é o mesmo. Assim, o escoamento superficial será reduzido a medida que o Tr, for aumentado, devido ao dimensionamento das estruturas de drenagem.As vazões dos cenários com solo úmido são superiores às do solo seco, devido a deficiência do solo úmido em absorver o água escoada por se encontrar próximo da saturação. Para comparar matematicamente as vazões dos cenários 3 e 4 e verificar da eficiência da APP no amortecimento das vazões de pico, utilizou-se a equação 10, obtida de Sousa (2008). Sendo os sub-índices 3 e 4 referentes aos cenários; Ø uma variável genérica que representa a vazão de pico ou volume do escoamento superficial. E% ! (10) A Tabela 5.9 apresenta os resultados do cálculo para verificação da eficiência da APP na atenuação das vazões (relação entre o Cenário 3 e 4). Com base nesses dados verifica-se que a área de APP fornece uma eficiência de atenuação de no máximo 9%
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    86 para soloseco e 3% para solo úmido, sendo considerada pequena, dessa maneira há necessidade de buscar outras soluções (e áreas) para atenuar o escoamento. Tabela 5.9 – Eficiência da APP no amortecimento das vazões Tempo de Recorrência (Tr) Atenuação da Vazão (%) solo seco solo úmido 5 anos 8,93 2,72 10 anos 8,04 2,46 20 anos 7,25 2,22 A adoção de técnicas de controle de escoamento, também conhecidas como compensatórias, é uma estratégia que contribui na diminuição do escoamento superficial, e pode ser empregada na Bacia do Córrego do Barbado. Essas técnicas podem ser obtidas através da combinação de tecnologias que facilitam a infiltração e o aumento do tempo de trânsito antes de chegar à bacia, sendo elas: bacias de detenção, valas de infiltração, trincheiras. As vantagens, de modo geral, da aplicação destas tecnologias são: recarga do aquífero, controle da qualidade da água, economia na construção das redes de drenagem, amortecimento nos picos de escoamento superficial e ganhos paisagísticos (COLET et al., 2011). O campus da UFMT é uma importante área na Bacia do Barbado, que possibilita a adoção de medidas para contribuir na atenuação do escoamento, não só pelo fato de possuir ampla área verde, mas por estar localizada próxima a jusante. Neste espaço, técnicas compensatórias podem ser empregadas para reduzir a vazão de pico no córrego estudado. O trabalho de Yano et al. 2010 estimou uma bacia de detenção no campus da UFMT, com o objetivo de atenuar a vazão de pico no Córrego do Barbado. O volume calculado foi de 317.000 m² para uma área de 50.000 m², sendo concluída a inviabilidade de execução do reservatório pela falta de espaço físico e consequente elevado custo de construção. A implantação de reservatórios de detenção em lotes residenciais (microdrenagem) oferece baixos custos de construção e ocupa uma área menor do que
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    87 os reservatóriosatuantes no nível de macrodrenagem. Ainda é possível, realizar o re-uso da água coletada para fins não potáveis e obter ganhos paisagísticos no lote. Na área central da cidade de Cuiabá-MT, é obrigatória a construção de cisternas para a captação e armazenamento de águas pluviais, medida aplicada com sucesso e que pode ser estendida em outras localidades da cidade, bem como na área da Bacia do Córrego do Barbado.
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    88 6- CONCLUSÕESE SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS O objetivo geral principal desse trabalho foi verificar o impacto da urbanização sobre a dinâmica hidrológica da Bacia do Barbado, com base na elaboração de IQA, Diagnóstico Ambiental e Simulação do escoamento superficial gerado pela impermeabilização do solo urbano. Os IQA se apresentaram inferiores aos índices comparados nos trabalhos de Sousa (2008), Henke-Oliveira (2001), Bucherri e Nucci (2006), havendo a necessidade de ampliação da cobertura vegetal da Bacia do Barbado. O Diagnóstico Ambiental mostrou que a maior parte do Córrego do Barbado apresenta graves fatores de degradação, tendo apenas as cabeceiras em melhor estado de conservação pela existência do Parque Massairo Okamura. Os resultados desse levantamento foram apresentando por meio de visitas de campo, apresentadas por meio de fotografias e tabela com as informações sintetizadas. O nível de degradação foi obtido a partir da avaliação dos fatores: esgoto, instabilidade das encostas e erosão, resíduos sólidos, presença de animais e vegetação na APP do Córrego do Barbado, sendo esta análise uma importante ferramenta para a realização de planejamento ambiental. Nas simulações hidrológicas, estimou-se o escoamento superficial da área da bacia, a partir do levantando do uso e ocupação do solo, através de análise de imagem de satélite com quantificação das áreas permeáveis e impermeáveis da bacia. Com base nessas informações, foi elaborado o Hidrograma Unitário SCS da bacia para solos secos, levando em consideração o período de junho a setembro e úmidos, para o período chuvoso compreendido nos demais meses. Os hidrogramas apresentaram menor vazão de pico no Tr de 5 anos para o Cenário 1 que é a situação atual de impermeabilização da bacia. Comparando o Cenário 3, que simula a impermeabilização de toda a área da bacia com exceção da APP, com o Cenário 1 (situação atual) verifica-se o aumento de aproximadamente três vezes o valor da vazão entre eles. Esse resultado aponta a importância das áreas permeáveis de lotes particulares na área da bacia para atenuação do escoamento superficial.
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    89 Assim, sefaz necessária a ampliação de áreas permeáveis na Bacia do Barbado, pois na situação atual (Cenário 1) o córrego apresenta a ocorrência de alagamentos, nos trechos do Médio e Baixo Curso e Foz. No futuro (Cenários 2,3 e 4) este problema vai ser ampliado, devido a projeção de crescimento urbano, acarretandoprejuízos econômicos e sociais para a cidade de Cuiabá-MT. A Lei de uso e ocupação do solo urbano do município de Cuiabá-MT estabelece que lotes urbanos devem ter 25% de permeabilidade (exceto em Zonas Ambientais e Centrais), porém se for difundida a importância das áreas verdes em relação ao melhoramento dos aspectos climatológico, psicológico e valorização imobiliária, os resultados podem ser positivos e ampliados. Desta maneira, pode-se concluir que a ocupação urbana impacta na qualidade ambiental da Bacia do Barbado e da cidade de Cuiabá-MT, bem como na dinâmica hidrológica do Córrego do Barbado, que também reflete diretamente na qualidade ambiental da cidade de Cuiabá-MT. Verificou-se que as áreas permeáveis de lotes particulares exercem importante papel na atenuação do escoamento superficial. Este resultado pode servir de parâmetro para futuros projetos de ordenamento urbano, com a necessidade de projeção de mais áreas permeáveis. Esta ampliação pode ser obtida através de desapropriações, maior fiscalização do cumprimento dos coeficientes de permeabilidade estabelecidos por lei para as edificações e também ampliação dos coeficientes de permeabilidade para os lotes. Apesar de a última sugestão gerar a diminuição da área construída no lote e consequente impressão de prejuízo por parte do proprietário do imóvel / terreno, o aumento na qualidade ambiental e de vida da população, bem como melhor conforto climático da região poderá ser revertido na valorização imobiliária do mesmo. Ainda, a aplicação de técnicas compensatórias em nível de macro e micro drenagem atuam na redução do colapso dos sistemas de drenagem além de proporcionar o reuso da água, diminuindo o consumo de água potável para fins desnecessários – influenciando na diminuição do consumo de água tratada nas Estações de Tratamento de Água, sendo esta uma medida mais sustentável de utilizar os recursos naturais. Recomenda-se para trabalhos futuros, a analise do formato da bacia, a utilização de modelos hidrológicos e hidrodinâmicos para a estimativa do escoamento superficial
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    90 na bacia,o monitoramento constante de níveis d’água no Córrego do Barbado por linígrafos e de medição de vazão durante períodos de chuvas intensas.
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    91 7. REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS 7.1 REFERÊNCIAS CITADAS BAPTISTA, M.; NASCIMENTO, N.; BARRAUD, S. Técnicas Compensatórias em Drenagem Urbana. Porto-Alegre: ABRH, 2005. 266 p. BORDEST, S. M. L. A Bacia do Córrego do Barbado Cuiabá, Mato-Grosso. Cuiabá: Gráfica Print, 2003.116 p. BRASIL. Lei nº. 10.257 de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm Acesso: 3 abr. 2011. ______. Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm. Acesso: 10 mai. 2010. ______. Resolução CONAMA nº. 1, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Lex: Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=23. Acesso: 10 jun. 2010. ______. Lei nº. 4.771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo Código Florestal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4771.htm. Acesso: 10 mai. 2010. BROOKE, Daniel et. al. Algas e seus Impactos em Sistemas de Tratamento de Águas para Abastecimento: Estudo de Caso Sistema Guarapiranga. PHD5032 Microbiologia Aplicada a Operações e Processos de Engenharia Sanitária e Ambiental. 2008. BUCCHERI FILHO, A. O planejamento dos Espaços de Uso Público, Livres de Edificação e com Vegetação (EUPLEVS) no Município de Curitiba, PR: Planejamento Sistemático ou Planejamento Baseado em um Modelo Oportunista?. Tese (doutorado em geografia). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2010.
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    100 APÊNDICE A– Cálculo CN 1- Resumo Áreas Cenários Cenário Área da bacia Área Impermeável Área Permeável % 1 13.935.932,11 4.111.394,83 29,50% 9.824.537,28 70,50% 2 6.184.287,66 44,38% 7.751.644,45 55,62% 3 13.396.835,24 96,13% 539.096,87 3,87% 4 13.935.932,11 100,00% 0,00 0,00% 2- Cálculo CN Cálculo CN Cenário 1 Média Ponderada Solo Seco – Cenário 1 Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor 500 6.871.974,91 85 70 481.038.243,8 1 1000 418.299,09 75 57 23.843.048,00 2000 461.370,46 70 51 23.529.893,21 Com relva em mais de 75% da 1.667.424,00 61 40 66.696.959,95 área Terra 405.468,83 82 63 25.544.536,25 Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 63,17 Média Ponderada Solo Úmido Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor 500 6.871.974,91 85 97 666.581.566,4 2 1000 418.299,09 75 91 38.065.216,98 2000 461.370,46 70 87 40.139.229,59 Com relva em mais de 75% da 1.667.424,00 61 79 131.726.495,9 área 1 Terra 405.468,83 82 94 38.114.069,96 Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 93,10
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    101 Cálculo CNCenário 2 Média Ponderada Solo Seco – Cenário 2 Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor 500 6.871.974,91 85 70 481.038.243,8 1 1000 418.299,09 75 57 23.843.048,00 2000 461.370,46 70 51 23.529.893,21 Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 68,17 Média Ponderada Solo Úmido – Cenário 2 Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor 500 6.871.974,91 85 97 666.581.566,42 1000 418.299,09 75 91 38.065.216,98 2000 461.370,46 70 87 40.139.229,59 Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 96,08 Cálculo CN Cenário 3 Média Ponderada Solo Seco – Cenário 3 Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor APP 539.096,87 61 40 21.563.874,83 Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 40,00 Média Ponderada Solo Úmido – Cenário 3 Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor APP 539.096,87 61 79 42.588.652,78 Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 79,00
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    102 Cálculo CNCenário 4 Média Ponderada Solo Seco – Cenário 4 Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor 0 0,00 0,00 Média Ponderada Área Permeável - Solo Seco 0,00 Média Ponderada Solo Úmido – Cenário 4 Área Permeável Área CN normal CN Corrigido Valor 0 0,00 0,00 Média Ponderada Área Permeável - Solo Úmido 0,00 3- Resumo das Médias Ponderadas por cenário e tipo de solo Cenário Área Permeável CN (final) solo seco 1 9.824.537,28 63,17 2 7.751.644,45 68,17 3 539.096,87 40,00 4 0,00 0,00 solo úmido 1 9.824.537,28 93,10 2 7.751.644,45 96,08 3 539.096,87 79,00 4 0,00 0,00
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    103 APÊNDICE B– Cálculo CN Composto CN Composto – Cenário 1 Solo Seco CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp = 63,17 CN=74,04 Cni = 100,00 D = 0,30 Solo Úmido CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 93,10 CN= Cni 100 95,13 d 0,30 CN Composto – Cenário 2 Solo Seco CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 68,17 CN= Cni 100 82,29 d 0,44 Solo Úmido CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 96,08 CN= Cni 100 97,82 d 0,44 CN Composto – Cenário 3 Solo Seco CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 40,00 CN= Cni 100 97,68 d 0,96 Solo Úmido CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 79,00 CN= Cni 100 99,19 d 0,96 CN Composto – Cenário 4
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    104 Solo Seco CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 0,00 CN= Cni 100 100 d 1,00 Solo Úmido CN=CNp.(1-d)+CNI.d CNp 0,00 CN= Cni 100 100 d 1,00 Resumo CN Composto por cenário Cenário Tipo de Solo solo seco I solo úmido III 1 74,04 95,13 2 82,29 97,82 3 97,68 99,19 4 100 100
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    105 APÊNDICE C– Cálculo Chuva Efetiva – Tr 5 anos Cenário 1, Solo Seco, CN = 74,04 – Tr 5 anos Duração (min) I (mm/h) I (mm/min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 89,06 0,00 0,00 0,00 30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 89,06 0,00 0,00 0,00 45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 89,06 0,00 0,00 0,00 60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 89,06 7,62 7,62 0,76 75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 89,06 13,38 5,75 0,58 90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 89,06 15,78 2,40 0,24 105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 89,06 17,61 1,83 0,18 120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 89,06 19,28 1,67 0,17 135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 89,06 20,83 1,55 0,15 Cenário 1, Solo Úmido, CN = 95,13 - Tr 5 anos Duração (min) I (mm/h) I (mm/min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 13,00 0,08 0,08 0,01 30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 13,00 2,16 2,08 0,21 45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 13,00 7,13 4,97 0,50 60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 13,00 35,25 28,13 2,81 75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 13,00 46,47 11,22 1,12 90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 13,00 50,68 4,21 0,42 105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 13,00 53,76 3,08 0,31 120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 13,00 56,50 2,74 0,27 135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 13,00 58,97 2,47 0,25 Cenário 2, Solo Seco, CN = 82,29 - Tr 5 anos Duração (min) I (mm/h) I (mm/min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 54,66 0,00 0,00 0,00 30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 54,66 0,00 0,00 0,00 45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 54,66 0,50 0,50 0,05 60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 54,66 14,95 14,45 1,44 75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 54,66 22,96 8,01 0,80 90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 54,66 26,15 3,18 0,32 105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 54,66 28,53 2,38 0,24 120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 54,66 30,68 2,15 0,21 135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 54,66 32,64 1,96 0,20
  • 126.
    106 Cenário 2,Solo Úmido, CN = 97,82- Tr 5 anos Duração (min) I (mm/h) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 5,66 0,78 0,78 0,08 30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 5,66 4,65 3,87 0,39 45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 5,66 11,16 6,52 0,65 60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 5,66 41,78 30,61 3,06 75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 5,66 53,37 11,59 1,16 90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 5,66 57,69 4,32 0,43 105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 5,66 60,84 3,15 0,32 120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 5,66 63,64 2,80 0,28 135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 5,66 66,16 2,52 0,25 Cenário 3, Solo Seco, CN = 97,68- Tr 5 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 6,03 0,71 0,71 0,07 30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 6,03 4,46 3,76 0,38 45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 6,03 10,90 6,44 0,64 60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 6,03 41,41 30,51 3,05 75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 6,03 52,99 11,58 1,16 90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 6,03 57,30 4,32 0,43 105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 6,03 60,45 3,15 0,32 120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 6,03 63,25 2,80 0,28 135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 6,03 65,77 2,52 0,25 Cenário 3, Solo Úmido, CN = 99,19 - Tr 5 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 2,07 1,98 1,98 0,20 30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 2,07 7,00 5,02 0,50 45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 2,07 14,18 7,18 0,72 60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 2,07 45,56 31,38 3,14 75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 2,07 57,24 11,69 1,17 90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 2,07 61,59 4,35 0,43 105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 2,07 64,76 3,17 0,32 120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 2,07 67,57 2,81 0,28 135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 2,07 70,11 2,53 0,25
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    107 Cenário 4,Solo Seco ou Úmido, CN = 100 - Tr 5 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 126,12 2,10 31,53 31,53 3,66 3,66 0,00 3,66 3,66 0,37 30 86,47 1,44 43,23 11,70 5,43 9,09 0,00 9,09 5,43 0,54 45 67,43 1,12 50,57 7,34 7,34 16,43 0,00 16,43 7,34 0,73 60 56,00 0,93 56,00 5,43 31,53 47,96 0,00 47,96 31,53 3,15 75 48,28 0,80 60,35 4,35 11,70 59,66 0,00 59,66 11,70 1,17 90 42,68 0,71 64,01 3,66 4,35 64,01 0,00 64,01 4,35 0,44 105 38,39 0,64 67,19 3,17 3,17 67,19 0,00 67,19 3,17 0,32 120 35,00 0,58 70,00 2,81 2,81 70,00 0,00 70,00 2,81 0,28 135 32,24 0,54 72,54 2,54 2,54 72,54 0,00 72,54 2,54 0,25
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    108 APÊNDICE D– Cálculo Chuva Efetiva – Tr 10 anos Cenário 1, Solo Seco, CN = 74,04 – Tr 10 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 89,06 0,00 0,00 0,00 30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 89,06 0,00 0,00 0,00 45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 89,06 0,00 0,00 0,00 60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 89,06 9,77 9,77 0,98 75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 89,06 16,59 6,82 0,68 90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 89,06 19,40 2,81 0,28 105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 89,06 21,53 2,13 0,21 120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 89,06 23,48 1,95 0,19 135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 89,06 25,27 1,79 0,18 Cenário 1, Solo Úmido, CN = 95,13 – Tr 10 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 13,00 0,14 0,14 0,01 30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 13,00 2,66 2,52 0,25 45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 13,00 8,36 5,70 0,57 60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 13,00 39,67 31,31 3,13 75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 13,00 52,05 12,38 1,24 90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 13,00 56,69 4,64 0,46 105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 13,00 60,08 3,39 0,34 120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 13,00 63,10 3,02 0,30 135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 13,00 65,82 2,72 0,27 Cenário 2, Solo Seco, CN = 82,29 – Tr 10 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 54,66 0,00 0,00 0,00 30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 54,66 0,00 0,00 0,00 45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 54,66 0,81 0,81 0,08 60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 54,66 18,02 17,20 1,72 75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 54,66 27,20 9,19 0,92 90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 54,66 30,83 3,63 0,36 105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 54,66 33,53 2,70 0,27 120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 54,66 35,96 2,43 0,24 135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 54,66 38,19 2,22 0,22
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    109 Cenário 2,Solo Úmido, CN = 97,82 – Tr 10 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 5,66 0,97 0,97 0,10 30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 5,66 5,38 4,41 0,44 45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 5,66 12,64 7,26 0,73 60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 5,66 46,36 33,71 3,37 75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 5,66 59,09 12,73 1,27 90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 5,66 63,83 4,74 0,47 105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 5,66 67,29 3,46 0,35 120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 5,66 70,36 3,07 0,31 135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 5,66 73,13 2,77 0,28 Cenário 3, Solo Seco, CN = 97,68 – Tr 10 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 6,03 0,89 0,89 0,09 30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 6,03 5,19 4,30 0,43 45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 6,03 12,37 7,18 0,72 60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 6,03 45,98 33,62 3,36 75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 6,03 58,70 12,72 1,27 90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 6,03 63,44 4,74 0,47 105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 6,03 66,90 3,46 0,35 120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 6,03 69,97 3,07 0,31 135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 6,03 72,73 2,77 0,28 Cenário 3, Solo Úmido, CN = 99,19 – Tr 10 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 2,07 2,28 2,28 0,23 30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 2,07 7,85 5,56 0,56 45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 2,07 15,74 7,90 0,79 60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 2,07 50,18 34,44 3,44 75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 2,07 63,00 12,82 1,28 90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 2,07 67,77 4,77 0,48 105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 2,07 71,24 3,48 0,35 120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 2,07 74,33 3,08 0,31 135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 2,07 77,11 2,78 0,28
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    110 Cenário 4,Solo Seco ou Úmido, CN = 100 – Tr 10 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 138,30 2,31 34,58 34,58 4,01 4,01 0,00 4,01 4,01 0,40 30 94,82 1,58 47,41 12,83 5,95 9,97 0,00 9,97 5,95 0,60 45 73,94 1,23 55,46 8,05 8,05 18,01 0,00 18,01 8,05 0,80 60 61,41 1,02 61,41 5,95 34,58 52,59 0,00 52,59 34,58 3,46 75 52,95 0,88 66,18 4,77 12,83 65,42 0,00 65,42 12,83 1,28 90 46,80 0,78 70,19 4,01 4,77 70,19 0,00 70,19 4,77 0,48 105 42,10 0,70 73,68 3,48 3,48 73,68 0,00 73,68 3,48 0,35 120 38,38 0,64 76,76 3,09 3,09 76,76 0,00 76,76 3,09 0,31 135 35,35 0,59 79,54 2,78 2,78 79,54 0,00 79,54 2,78 0,28
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    111 APÊNDICE E– Cálculo Chuva Efetiva – Tr 20 anos Cenário 1, Solo Seco, CN = 74,04 – Tr 20 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 89,06 0,00 0,00 0,00 30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 89,06 0,00 0,00 0,00 45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 89,06 0,04 0,04 0,00 60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 89,06 12,32 12,28 1,23 75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 89,06 20,34 8,02 0,80 90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 89,06 23,61 3,28 0,33 105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 89,06 26,09 2,47 0,25 120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 89,06 28,34 2,25 0,22 135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 89,06 30,40 2,07 0,21 Cenário 1, Solo Úmido, CN = 95,13– Tr 20 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 13,00 0,22 0,22 0,02 30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 13,00 3,25 3,03 0,30 45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 13,00 9,76 6,51 0,65 60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 13,00 44,55 34,79 3,48 75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 13,00 58,19 13,65 1,36 90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 13,00 63,30 5,11 0,51 105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 13,00 67,04 3,74 0,37 120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 13,00 70,36 3,32 0,33 135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 13,00 73,35 2,99 0,30 Cenário 2, Solo Seco, CN = 82,29– Tr 20 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 54,66 0,00 0,00 0,00 30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 54,66 0,00 0,00 0,00 45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 54,66 1,23 1,23 0,12 60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 54,66 21,54 20,31 2,03 75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 54,66 32,02 10,48 1,05 90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 54,66 36,13 4,11 0,41 105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 54,66 39,19 3,06 0,31 120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 54,66 41,94 2,75 0,27 135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 54,66 44,45 2,51 0,25
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    112 Cenário 2,Solo Úmido, CN = 97,82 – Tr 20 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 5,66 1,20 1,20 0,12 30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 5,66 6,21 5,01 0,50 45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 5,66 14,28 8,07 0,81 60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 5,66 51,39 37,11 3,71 75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 5,66 65,37 13,98 1,40 90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 5,66 70,57 5,21 0,52 105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 5,66 74,37 3,80 0,38 120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 5,66 77,74 3,37 0,34 135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 5,66 80,78 3,04 0,30 Cenário 3, Solo Seco, CN = 97,68 – Tr 20 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 6,03 1,11 1,11 0,11 30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 6,03 6,00 4,89 0,49 45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 6,03 14,00 8,00 0,80 60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 6,03 51,01 37,02 3,70 75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 6,03 64,98 13,96 1,40 90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 6,03 70,18 5,20 0,52 105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 6,03 73,98 3,80 0,38 120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 6,03 77,34 3,37 0,34 135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 6,03 80,38 3,04 0,30 Cenário 3, Solo Úmido, CN = 99,19 – Tr 20 anos Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 2,07 2,62 2,62 0,26 30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 2,07 8,78 6,16 0,62 45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 2,07 17,47 8,69 0,87 60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 2,07 55,25 37,79 3,78 75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 2,07 69,31 14,06 1,41 90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 2,07 74,54 5,23 0,52 105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 2,07 78,35 3,81 0,38 120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 2,07 81,74 3,38 0,34 135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 2,07 84,78 3,05 0,30
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    113 Cenário 4,Solo Seco ou Úmido, CN = 100 Duração (min) I (mm/h ) I (mm/ min) P (mm) ΔP (mm) ΔP' (mm) P acumulada (mm) S Pefetiva (mm) ΔPef (mm) ΔPef (cm) 15 151,66 2,53 37,91 37,91 4,40 4,40 0,00 4,40 4,40 0,44 30 103,97 1,73 51,99 14,07 6,53 10,93 0,00 10,93 6,53 0,65 45 81,08 1,35 60,81 8,83 8,83 19,75 0,00 19,75 8,83 0,88 60 67,34 1,12 67,34 6,53 37,91 57,67 0,00 57,67 37,91 3,79 75 58,06 0,97 72,57 5,23 14,07 71,74 0,00 71,74 14,07 1,41 90 51,32 0,86 76,97 4,40 5,23 76,97 0,00 76,97 5,23 0,52 105 46,17 0,77 80,79 3,82 3,82 80,79 0,00 80,79 3,82 0,38 120 42,09 0,70 84,17 3,38 3,38 84,17 0,00 84,17 3,38 0,34 135 38,77 0,65 87,22 3,05 3,05 87,22 0,00 87,22 3,05 0,30
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    114 APÊNDICE E– Ordenadas Hidrograma – Tr 5 anos Solo Seco – Cenário 1 Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,00 0,00 0,76 0,58 0,24 0,18 0,17 0,15 Hidrogram a de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,00 0,00 0,00 30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 45 10,20 0,00 0,00 1,22 0,00 1,22 60 16,50 0,00 0,00 3,81 0,92 0,00 4,73 75 19,60 0,00 0,00 7,78 2,88 0,38 0,00 11,04 90 20,10 0,00 0,00 12,58 5,87 1,20 0,29 0,00 19,94 105 18,50 0,00 0,00 14,94 9,49 2,45 0,91 0,27 0,00 28,07 120 15,80 0,00 0,00 15,32 11,28 3,96 1,87 0,84 0,25 33,52 135 12,00 0,00 0,00 14,10 11,57 4,71 3,02 1,71 0,77 35,88 150 8,70 0,00 0,00 12,05 10,65 4,83 3,59 2,76 1,58 35,44 165 6,50 0,00 0,00 9,15 9,09 4,45 3,68 3,28 2,55 32,19 180 5,00 0,00 0,00 6,63 6,91 3,80 3,39 3,36 3,03 27,11 195 3,80 0,00 0,00 4,96 5,01 2,88 2,89 3,09 3,11 21,94 210 2,80 0,00 0,00 3,81 3,74 2,09 2,20 2,64 2,86 17,34 225 2,10 0,00 0,00 2,90 2,88 1,56 1,59 2,01 2,44 13,38 240 1,60 0,00 0,00 2,13 2,19 1,20 1,19 1,46 1,85 10,02 255 1,10 0,00 0,00 1,60 1,61 0,91 0,91 1,09 1,34 7,47 270 0,90 0,00 0,00 1,22 1,21 0,67 0,70 0,84 1,00 5,64 285 0,70 0,00 0,00 0,84 0,92 0,50 0,51 0,64 0,77 4,18 300 0,60 0,00 0,00 0,69 0,63 0,38 0,38 0,47 0,59 3,14 315 0,40 0,00 0,00 0,53 0,52 0,26 0,29 0,35 0,43 2,39 330 0,30 0,00 0,00 0,46 0,40 0,22 0,20 0,27 0,32 1,87 345 0,20 0,00 0,00 0,30 0,35 0,17 0,16 0,18 0,25 1,41 360 0,20 0,00 0,00 0,23 0,23 0,14 0,13 0,15 0,17 1,05 375 0,18 0,00 0,00 0,15 0,17 0,10 0,11 0,12 0,14 0,79 390 0,10 0,00 0,00 0,15 0,12 0,07 0,07 0,10 0,11 0,62 405 0,05 0,00 0,00 0,14 0,12 0,05 0,05 0,07 0,09 0,51 420 0,00 0,00 0,00 0,08 0,10 0,05 0,04 0,05 0,06 0,38 435 0,00 0,04 0,06 0,04 0,04 0,03 0,05 0,26 450 0,00 0,03 0,02 0,03 0,03 0,03 0,15 465 0,00 0,01 0,02 0,03 0,03 0,09 480 0,00 0,01 0,02 0,03 0,05 495 0,00 0,01 0,02 0,02 510 0,00 0,01 0,01 525 0,00 0,00
  • 135.
    115 Solo Úmido– Cenário 1 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,01 0,21 0,50 2,81 1,12 0,42 0,31 0,27 0,25 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,01 0,00 0,01 30 5,00 0,04 0,33 0,00 0,37 45 10,20 0,08 1,04 0,79 0,00 1,92 60 16,50 0,13 2,12 2,48 4,50 0,00 9,24 75 19,60 0,16 3,43 5,07 14,06 1,79 0,00 24,51 90 20,10 0,16 4,08 8,20 28,69 5,61 0,67 0,00 47,40 105 18,50 0,15 4,18 9,73 46,41 11,44 2,11 0,49 0,00 74,51 120 15,80 0,13 3,85 9,98 55,13 18,51 4,30 1,54 0,44 0,00 93,87 135 12,00 0,10 3,29 9,19 56,53 21,99 6,95 3,14 1,37 0,40 102,95 150 8,70 0,07 2,50 7,85 52,03 22,55 8,25 5,08 2,79 1,24 102,36 165 6,50 0,05 1,81 5,96 44,44 20,75 8,46 6,04 4,52 2,52 94,56 180 5,00 0,04 1,35 4,32 33,75 17,73 7,79 6,19 5,37 4,08 80,62 195 3,80 0,03 1,04 3,23 24,47 13,46 6,65 5,70 5,50 4,84 64,93 210 2,80 0,02 0,79 2,48 18,28 9,76 5,05 4,87 5,07 4,97 51,29 225 2,10 0,02 0,58 1,89 14,06 7,29 3,66 3,70 4,33 4,57 40,10 240 1,60 0,01 0,44 1,39 10,69 5,61 2,74 2,68 3,29 3,91 30,75 255 1,10 0,01 0,33 1,04 7,88 4,26 2,11 2,00 2,38 2,97 22,98 270 0,90 0,01 0,23 0,79 5,91 3,14 1,60 1,54 1,78 2,15 17,15 285 0,70 0,01 0,19 0,55 4,50 2,36 1,18 1,17 1,37 1,61 12,92 300 0,60 0,00 0,15 0,45 3,09 1,79 0,88 0,86 1,04 1,24 9,51 315 0,40 0,00 0,12 0,35 2,53 1,23 0,67 0,65 0,77 0,94 7,27 330 0,30 0,00 0,08 0,30 1,97 1,01 0,46 0,49 0,58 0,69 5,59 345 0,20 0,00 0,06 0,20 1,69 0,79 0,38 0,34 0,44 0,52 4,41 360 0,20 0,00 0,04 0,15 1,13 0,67 0,29 0,28 0,30 0,40 3,26 375 0,18 0,00 0,04 0,10 0,84 0,45 0,25 0,22 0,25 0,27 2,42 390 0,10 0,00 0,04 0,10 0,56 0,34 0,17 0,18 0,19 0,22 1,80 405 0,05 0,00 0,02 0,09 0,56 0,22 0,13 0,12 0,16 0,17 1,48 420 0,00 0,00 0,01 0,05 0,51 0,22 0,08 0,09 0,11 0,15 1,23 435 0,00 0,02 0,28 0,20 0,08 0,06 0,08 0,10 0,83 450 0,00 0,14 0,11 0,08 0,06 0,05 0,07 0,52 465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,05 0,05 0,26 480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 495 0,00 0,02 0,03 0,04 0,09 510 0,00 0,01 0,02 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
  • 136.
    116 Solo Seco– Cenário 2 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,00 0,00 0,05 1,44 0,80 0,32 0,24 0,21 0,20 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,00 0,00 0,00 30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 45 10,20 0,00 0,00 0,08 0,00 0,08 60 16,50 0,00 0,00 0,25 2,31 0,00 2,56 75 19,60 0,00 0,00 0,51 7,22 1,28 0,00 9,02 90 20,10 0,00 0,00 0,83 14,74 4,01 0,51 0,00 20,08 105 18,50 0,00 0,00 0,98 23,84 8,17 1,59 0,38 0,00 34,97 120 15,80 0,00 0,00 1,01 28,32 13,22 3,25 1,19 0,34 0,00 47,33 135 12,00 0,00 0,00 0,93 29,04 15,71 5,26 2,43 1,07 0,31 54,75 150 8,70 0,00 0,00 0,79 26,73 16,11 6,24 3,93 2,19 0,98 56,97 165 6,50 0,00 0,00 0,60 22,83 14,83 6,40 4,67 3,54 2,00 54,87 180 5,00 0,00 0,00 0,44 17,34 12,66 5,89 4,79 4,21 3,24 48,56 195 3,80 0,00 0,00 0,33 12,57 9,62 5,03 4,40 4,32 3,85 40,11 210 2,80 0,00 0,00 0,25 9,39 6,97 3,82 3,76 3,97 3,95 32,12 225 2,10 0,00 0,00 0,19 7,22 5,21 2,77 2,86 3,39 3,63 25,28 240 1,60 0,00 0,00 0,14 5,49 4,01 2,07 2,07 2,58 3,10 19,46 255 1,10 0,00 0,00 0,11 4,05 3,05 1,59 1,55 1,87 2,36 14,56 270 0,90 0,00 0,00 0,08 3,03 2,24 1,21 1,19 1,40 1,71 10,86 285 0,70 0,00 0,00 0,06 2,31 1,68 0,89 0,90 1,07 1,28 8,20 300 0,60 0,00 0,00 0,05 1,59 1,28 0,67 0,67 0,82 0,98 6,05 315 0,40 0,00 0,00 0,04 1,30 0,88 0,51 0,50 0,60 0,75 4,57 330 0,30 0,00 0,00 0,03 1,01 0,72 0,35 0,38 0,45 0,55 3,49 345 0,20 0,00 0,00 0,02 0,87 0,56 0,29 0,26 0,34 0,41 2,75 360 0,20 0,00 0,00 0,02 0,58 0,48 0,22 0,21 0,24 0,31 2,06 375 0,18 0,00 0,00 0,01 0,43 0,32 0,19 0,17 0,19 0,22 1,53 390 0,10 0,00 0,00 0,01 0,29 0,24 0,13 0,14 0,15 0,18 1,14 405 0,05 0,00 0,00 0,01 0,29 0,16 0,10 0,10 0,13 0,14 0,92 420 0,00 0,00 0,00 0,01 0,26 0,16 0,06 0,07 0,09 0,12 0,76 435 0,00 0,00 0,14 0,14 0,06 0,05 0,06 0,08 0,55 450 0,00 0,07 0,08 0,06 0,05 0,04 0,06 0,36 465 0,00 0,04 0,03 0,04 0,04 0,04 0,20 480 0,00 0,02 0,02 0,04 0,04 0,12 495 0,00 0,01 0,02 0,04 0,07 510 0,00 0,01 0,02 0,03 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
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    117 Solo Úmido– Cenário 2 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,08 0,39 0,65 3,06 1,16 0,43 0,32 0,28 0,25 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,12 0,00 0,12 30 5,00 0,39 0,62 0,00 1,01 45 10,20 0,80 1,93 1,04 0,00 3,77 60 16,50 1,29 3,95 3,26 4,90 0,00 13,39 75 19,60 1,53 6,38 6,65 15,31 1,85 0,00 31,72 90 20,10 1,57 7,58 10,75 31,22 5,80 0,69 0,00 57,61 105 18,50 1,44 7,78 12,77 50,51 11,82 2,16 0,50 0,00 86,99 120 15,80 1,23 7,16 13,10 60,00 19,13 4,41 1,58 0,45 0,00 107,04 135 12,00 0,94 6,11 12,05 61,53 22,72 7,13 3,22 1,40 0,40 115,50 150 8,70 0,68 4,64 10,29 56,63 23,30 8,47 5,20 2,85 1,26 113,33 165 6,50 0,51 3,37 7,82 48,37 21,44 8,68 6,18 4,62 2,57 103,56 180 5,00 0,39 2,51 5,67 36,73 18,31 7,99 6,34 5,48 4,16 87,60 195 3,80 0,30 1,93 4,24 26,63 13,91 6,83 5,83 5,62 4,94 70,23 210 2,80 0,22 1,47 3,26 19,90 10,08 5,18 4,98 5,18 5,07 55,34 225 2,10 0,16 1,08 2,48 15,31 7,53 3,76 3,78 4,42 4,67 43,19 240 1,60 0,12 0,81 1,82 11,63 5,80 2,81 2,74 3,36 3,98 33,08 255 1,10 0,09 0,62 1,37 8,57 4,40 2,16 2,05 2,43 3,03 24,72 270 0,90 0,07 0,43 1,04 6,43 3,25 1,64 1,58 1,82 2,19 18,44 285 0,70 0,05 0,35 0,72 4,90 2,43 1,21 1,20 1,40 1,64 13,90 300 0,60 0,05 0,27 0,59 3,37 1,85 0,91 0,88 1,06 1,26 10,24 315 0,40 0,03 0,23 0,46 2,76 1,28 0,69 0,66 0,78 0,96 7,84 330 0,30 0,02 0,15 0,39 2,14 1,04 0,48 0,50 0,59 0,71 6,03 345 0,20 0,02 0,12 0,26 1,84 0,81 0,39 0,35 0,45 0,53 4,75 360 0,20 0,02 0,08 0,20 1,22 0,70 0,30 0,28 0,31 0,40 3,51 375 0,18 0,01 0,08 0,13 0,92 0,46 0,26 0,22 0,25 0,28 2,61 390 0,10 0,01 0,07 0,13 0,61 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 1,95 405 0,05 0,00 0,04 0,12 0,61 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,60 420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,55 0,23 0,09 0,09 0,11 0,15 1,31 435 0,00 0,03 0,31 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,88 450 0,00 0,15 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,54 465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,26 480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 510 0,00 0,01 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
  • 138.
    118 Solo Seco– Cenário 3 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,07 0,38 0,64 3,05 1,16 0,43 0,32 0,28 0,25 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,11 0,00 0,11 30 5,00 0,35 0,60 0,00 0,96 45 10,20 0,72 1,88 1,03 0,00 3,63 60 16,50 1,17 3,83 3,22 4,88 0,00 13,10 75 19,60 1,39 6,20 6,57 15,25 1,85 0,00 31,26 90 20,10 1,43 7,36 10,62 31,12 5,79 0,69 0,00 57,00 105 18,50 1,31 7,55 12,62 50,34 11,81 2,16 0,50 0,00 86,28 120 15,80 1,12 6,95 12,94 59,79 19,10 4,40 1,58 0,45 0,00 106,33 135 12,00 0,85 5,93 11,91 61,32 22,69 7,12 3,21 1,40 0,40 114,84 150 8,70 0,62 4,51 10,17 56,44 23,27 8,46 5,20 2,85 1,26 112,77 165 6,50 0,46 3,27 7,72 48,20 21,42 8,68 6,18 4,61 2,57 103,11 180 5,00 0,35 2,44 5,60 36,61 18,29 7,99 6,33 5,48 4,16 87,25 195 3,80 0,27 1,88 4,18 26,54 13,89 6,82 5,83 5,62 4,94 69,97 210 2,80 0,20 1,43 3,22 19,83 10,07 5,18 4,98 5,17 5,07 55,14 225 2,10 0,15 1,05 2,45 15,25 7,53 3,76 3,78 4,42 4,66 43,04 240 1,60 0,11 0,79 1,80 11,59 5,79 2,81 2,74 3,35 3,98 32,97 255 1,10 0,08 0,60 1,35 8,54 4,40 2,16 2,05 2,43 3,02 24,63 270 0,90 0,06 0,41 1,03 6,41 3,24 1,64 1,58 1,82 2,19 18,38 285 0,70 0,05 0,34 0,71 4,88 2,43 1,21 1,20 1,40 1,64 13,85 300 0,60 0,04 0,26 0,58 3,36 1,85 0,91 0,88 1,06 1,26 10,20 315 0,40 0,03 0,23 0,45 2,75 1,27 0,69 0,66 0,78 0,96 7,82 330 0,30 0,02 0,15 0,39 2,14 1,04 0,47 0,50 0,59 0,71 6,01 345 0,20 0,01 0,11 0,26 1,83 0,81 0,39 0,35 0,45 0,53 4,74 360 0,20 0,01 0,08 0,19 1,22 0,69 0,30 0,28 0,31 0,40 3,49 375 0,18 0,01 0,08 0,13 0,92 0,46 0,26 0,22 0,25 0,28 2,60 390 0,10 0,01 0,07 0,13 0,61 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 1,95 405 0,05 0,00 0,04 0,12 0,61 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,60 420 0,00 0,00 0,02 0,06 0,55 0,23 0,09 0,09 0,11 0,15 1,31 435 0,00 0,03 0,31 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,88 450 0,00 0,15 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,54 465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,26 480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 510 0,00 0,01 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
  • 139.
    119 Solo Úmido– Cenário 3 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,20 0,50 0,72 3,14 1,17 0,43 0,32 0,28 0,25 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,32 0,00 0,32 30 5,00 0,99 0,80 0,00 1,79 45 10,20 2,02 2,51 1,15 0,00 5,68 60 16,50 3,27 5,12 3,59 5,02 0,00 17,00 75 19,60 3,88 8,28 7,32 15,69 1,87 0,00 37,04 90 20,10 3,98 9,84 11,84 32,01 5,84 0,70 0,00 64,21 105 18,50 3,66 10,09 14,07 51,78 11,92 2,17 0,51 0,00 94,20 120 15,80 3,13 9,29 14,43 61,50 19,28 4,43 1,59 0,45 0,00 114,10 135 12,00 2,38 7,93 13,28 63,07 22,90 7,17 3,23 1,41 0,41 121,78 150 8,70 1,72 6,02 11,34 58,05 23,49 8,52 5,23 2,87 1,27 118,52 165 6,50 1,29 4,37 8,61 49,58 21,62 8,74 6,22 4,64 2,58 107,64 180 5,00 0,99 3,26 6,24 37,65 18,46 8,04 6,37 5,51 4,18 90,73 195 3,80 0,75 2,51 4,67 27,30 14,02 6,87 5,87 5,65 4,97 72,61 210 2,80 0,55 1,91 3,59 20,40 10,17 5,22 5,01 5,20 5,09 57,14 225 2,10 0,42 1,41 2,73 15,69 7,60 3,78 3,81 4,44 4,69 44,55 240 1,60 0,32 1,05 2,01 11,92 5,84 2,83 2,76 3,37 4,00 34,11 255 1,10 0,22 0,80 1,51 8,79 4,44 2,17 2,06 2,45 3,04 25,48 270 0,90 0,18 0,55 1,15 6,59 3,27 1,65 1,59 1,83 2,20 19,01 285 0,70 0,14 0,45 0,79 5,02 2,45 1,22 1,21 1,41 1,65 14,33 300 0,60 0,12 0,35 0,65 3,45 1,87 0,91 0,89 1,07 1,27 10,57 315 0,40 0,08 0,30 0,50 2,82 1,29 0,70 0,67 0,79 0,96 8,10 330 0,30 0,06 0,20 0,43 2,20 1,05 0,48 0,51 0,59 0,71 6,22 345 0,20 0,04 0,15 0,29 1,88 0,82 0,39 0,35 0,45 0,53 4,90 360 0,20 0,04 0,10 0,22 1,26 0,70 0,30 0,29 0,31 0,41 3,62 375 0,18 0,04 0,10 0,14 0,94 0,47 0,26 0,22 0,25 0,28 2,70 390 0,10 0,02 0,09 0,14 0,63 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 2,02 405 0,05 0,01 0,05 0,13 0,63 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,65 420 0,00 0,00 0,03 0,07 0,56 0,23 0,09 0,10 0,11 0,15 1,34 435 0,00 0,04 0,31 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,90 450 0,00 0,16 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,55 465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,27 480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 510 0,00 0,01 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
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    120 Solo Secoe Úmido – Cenário 4 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,37 0,54 0,73 3,15 1,17 0,44 0,32 0,28 0,25 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,59 0,00 0,59 30 5,00 1,83 0,87 0,00 2,70 45 10,20 3,73 2,71 1,17 0,00 7,62 60 16,50 6,04 5,54 3,67 5,04 0,00 20,29 75 19,60 7,17 8,96 7,49 15,77 1,87 0,00 41,25 90 20,10 7,36 10,64 12,11 32,16 5,85 0,70 0,00 68,81 105 18,50 6,77 10,91 14,39 52,02 11,94 2,18 0,51 0,00 98,71 120 15,80 5,78 10,04 14,75 61,80 19,31 4,44 1,59 0,45 0,00 118,16 135 12,00 4,39 8,58 13,58 63,38 22,94 7,18 3,24 1,41 0,41 125,09 150 8,70 3,18 6,51 11,60 58,33 23,52 8,53 5,24 2,87 1,27 121,05 165 6,50 2,38 4,72 8,81 49,82 21,65 8,75 6,22 4,64 2,59 109,58 180 5,00 1,83 3,53 6,39 37,84 18,49 8,05 6,38 5,52 4,18 92,20 195 3,80 1,39 2,71 4,77 27,43 14,04 6,88 5,87 5,66 4,97 73,73 210 2,80 1,02 2,06 3,67 20,49 10,18 5,22 5,02 5,21 5,10 57,98 225 2,10 0,77 1,52 2,79 15,77 7,61 3,79 3,81 4,45 4,69 45,18 240 1,60 0,59 1,14 2,06 11,98 5,85 2,83 2,76 3,38 4,01 34,59 255 1,10 0,40 0,87 1,54 8,83 4,45 2,18 2,06 2,45 3,04 25,82 270 0,90 0,33 0,60 1,17 6,62 3,28 1,65 1,59 1,83 2,21 19,28 285 0,70 0,26 0,49 0,81 5,04 2,46 1,22 1,21 1,41 1,65 14,54 300 0,60 0,22 0,38 0,66 3,47 1,87 0,91 0,89 1,07 1,27 10,74 315 0,40 0,15 0,33 0,51 2,84 1,29 0,70 0,67 0,79 0,96 8,23 330 0,30 0,11 0,22 0,44 2,21 1,05 0,48 0,51 0,59 0,71 6,32 345 0,20 0,07 0,16 0,29 1,89 0,82 0,39 0,35 0,45 0,53 4,96 360 0,20 0,07 0,11 0,22 1,26 0,70 0,30 0,29 0,31 0,41 3,67 375 0,18 0,07 0,11 0,15 0,95 0,47 0,26 0,22 0,25 0,28 2,75 390 0,10 0,04 0,10 0,15 0,63 0,35 0,17 0,19 0,20 0,23 2,05 405 0,05 0,02 0,05 0,13 0,63 0,23 0,13 0,13 0,17 0,18 1,67 420 0,00 0,00 0,03 0,07 0,57 0,23 0,09 0,10 0,11 0,15 1,35 435 0,00 0,04 0,32 0,21 0,09 0,06 0,08 0,10 0,90 450 0,00 0,16 0,12 0,08 0,06 0,06 0,08 0,55 465 0,00 0,06 0,04 0,06 0,06 0,05 0,27 480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 510 0,00 0,01 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
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    121 APÊNDICE F– Ordenadas Hidrograma – Tr 10 anos Solo Seco – Cenário 1 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,00 0,00 0,98 0,68 0,28 0,21 0,19 0,18 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,00 0,00 0,00 30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 45 10,20 0,00 0,00 1,56 0,00 1,56 60 16,50 0,00 0,00 4,88 1,09 0,00 5,97 75 19,60 0,00 0,00 9,96 3,41 0,45 0,00 13,82 90 20,10 0,00 0,00 16,11 6,96 1,41 0,34 0,00 24,82 105 18,50 0,00 0,00 19,14 11,25 2,87 1,07 0,31 0,00 34,64 120 15,80 0,00 0,00 19,63 13,36 4,64 2,18 0,97 0,29 41,08 135 12,00 0,00 0,00 18,07 13,71 5,52 3,52 1,98 0,90 43,69 150 8,70 0,00 0,00 15,43 12,61 5,66 4,18 3,21 1,83 42,92 165 6,50 0,00 0,00 11,72 10,77 5,21 4,29 3,81 2,96 38,76 180 5,00 0,00 0,00 8,50 8,18 4,45 3,95 3,91 3,51 32,50 195 3,80 0,00 0,00 6,35 5,93 3,38 3,37 3,60 3,60 26,23 210 2,80 0,00 0,00 4,88 4,43 2,45 2,56 3,07 3,32 20,71 225 2,10 0,00 0,00 3,71 3,41 1,83 1,86 2,33 2,83 15,97 240 1,60 0,00 0,00 2,73 2,59 1,41 1,39 1,69 2,15 11,96 255 1,10 0,00 0,00 2,05 1,91 1,07 1,07 1,26 1,56 8,92 270 0,90 0,00 0,00 1,56 1,43 0,79 0,81 0,97 1,17 6,73 285 0,70 0,00 0,00 1,07 1,09 0,59 0,60 0,74 0,90 4,99 300 0,60 0,00 0,00 0,88 0,75 0,45 0,45 0,54 0,68 3,75 315 0,40 0,00 0,00 0,68 0,61 0,31 0,34 0,41 0,50 2,86 330 0,30 0,00 0,00 0,59 0,48 0,25 0,23 0,31 0,38 2,24 345 0,20 0,00 0,00 0,39 0,41 0,20 0,19 0,21 0,29 1,69 360 0,20 0,00 0,00 0,29 0,27 0,17 0,15 0,18 0,20 1,26 375 0,18 0,00 0,00 0,20 0,20 0,11 0,13 0,14 0,16 0,94 390 0,10 0,00 0,00 0,20 0,14 0,08 0,09 0,12 0,13 0,74 405 0,05 0,00 0,00 0,18 0,14 0,06 0,06 0,08 0,11 0,62 420 0,00 0,00 0,00 0,10 0,12 0,06 0,04 0,06 0,07 0,45 435 0,00 0,05 0,07 0,05 0,04 0,04 0,05 0,30 450 0,00 0,03 0,03 0,04 0,04 0,04 0,18 465 0,00 0,01 0,02 0,04 0,04 0,11 480 0,00 0,01 0,02 0,03 0,06 495 0,00 0,01 0,02 0,03 510 0,00 0,01 0,01 525 0,00 0,00
  • 142.
    122 Solo Úmido– Cenário 1 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,01 0,25 0,57 3,13 1,24 0,46 0,34 0,30 0,27 Hidrogram a de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,02 0,00 0,02 30 5,00 0,07 0,40 0,00 0,47 45 10,20 0,14 1,26 0,91 0,00 2,32 60 16,50 0,23 2,58 2,85 5,01 0,00 10,66 75 19,60 0,27 4,17 5,81 15,65 1,98 0,00 27,88 90 20,10 0,28 4,95 9,40 31,94 6,19 0,74 0,00 53,49 105 18,50 0,26 5,07 11,17 51,66 12,63 2,32 0,54 0,00 83,65 120 15,80 0,22 4,67 11,45 61,37 20,42 4,73 1,70 0,48 0,00 105,04 135 12,00 0,17 3,99 10,54 62,93 24,26 7,66 3,46 1,51 0,44 114,95 150 8,70 0,12 3,03 9,00 57,92 24,88 9,10 5,60 3,08 1,36 114,09 165 6,50 0,09 2,20 6,84 49,47 22,90 9,33 6,65 4,97 2,78 105,22 180 5,00 0,07 1,64 4,96 37,57 19,56 8,59 6,82 5,91 4,49 89,60 195 3,80 0,05 1,26 3,70 27,24 14,85 7,33 6,28 6,06 5,33 72,12 210 2,80 0,04 0,96 2,85 20,35 10,77 5,57 5,36 5,58 5,47 56,95 225 2,10 0,03 0,71 2,17 15,65 8,05 4,04 4,07 4,76 5,03 44,51 240 1,60 0,02 0,53 1,60 11,90 6,19 3,02 2,95 3,62 4,30 34,12 255 1,10 0,02 0,40 1,20 8,77 4,70 2,32 2,21 2,62 3,27 25,50 270 0,90 0,01 0,28 0,91 6,57 3,47 1,76 1,70 1,96 2,37 19,03 285 0,70 0,01 0,23 0,63 5,01 2,60 1,30 1,29 1,51 1,77 14,34 300 0,60 0,01 0,18 0,51 3,44 1,98 0,97 0,95 1,15 1,36 10,55 315 0,40 0,01 0,15 0,40 2,82 1,36 0,74 0,71 0,84 1,03 8,07 330 0,30 0,00 0,10 0,34 2,19 1,11 0,51 0,54 0,63 0,76 6,20 345 0,20 0,00 0,08 0,23 1,88 0,87 0,42 0,37 0,48 0,57 4,90 360 0,20 0,00 0,05 0,17 1,25 0,74 0,32 0,31 0,33 0,44 3,62 375 0,18 0,00 0,05 0,11 0,94 0,50 0,28 0,24 0,27 0,30 2,69 390 0,10 0,00 0,05 0,11 0,63 0,37 0,19 0,20 0,21 0,24 2,00 405 0,05 0,00 0,03 0,10 0,63 0,25 0,14 0,14 0,18 0,19 1,65 420 0,00 0,00 0,01 0,06 0,56 0,25 0,09 0,10 0,12 0,16 1,36 435 0,00 0,03 0,31 0,22 0,09 0,07 0,09 0,11 0,92 450 0,00 0,16 0,12 0,08 0,07 0,06 0,08 0,57 465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,05 0,28 480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,17 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 510 0,00 0,02 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
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    123 Solo Seco– Cenário 2 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,00 0,00 0,08 1,72 0,92 0,36 0,27 0,24 0,22 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,00 0,00 0,00 30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 45 10,20 0,00 0,00 0,13 0,00 0,13 60 16,50 0,00 0,00 0,41 2,75 0,00 3,16 75 19,60 0,00 0,00 0,83 8,60 1,47 0,00 10,90 90 20,10 0,00 0,00 1,34 17,55 4,59 0,58 0,00 24,06 105 18,50 0,00 0,00 1,59 28,39 9,37 1,81 0,43 0,00 41,59 120 15,80 0,00 0,00 1,63 33,72 15,16 3,70 1,35 0,39 0,00 55,95 135 12,00 0,00 0,00 1,50 34,58 18,00 5,98 2,76 1,22 0,36 64,40 150 8,70 0,00 0,00 1,28 31,83 18,46 7,11 4,46 2,48 1,11 66,73 165 6,50 0,00 0,00 0,97 27,18 16,99 7,29 5,30 4,02 2,27 64,02 180 5,00 0,00 0,00 0,71 20,64 14,51 6,71 5,43 4,77 3,67 56,44 195 3,80 0,00 0,00 0,53 14,97 11,02 5,73 5,00 4,89 4,35 46,49 210 2,80 0,00 0,00 0,41 11,18 7,99 4,35 4,27 4,50 4,47 37,17 225 2,10 0,00 0,00 0,31 8,60 5,97 3,15 3,24 3,85 4,11 29,24 240 1,60 0,00 0,00 0,23 6,54 4,59 2,36 2,35 2,92 3,51 22,50 255 1,10 0,00 0,00 0,17 4,82 3,49 1,81 1,76 2,12 2,67 16,83 270 0,90 0,00 0,00 0,13 3,61 2,57 1,38 1,35 1,58 1,93 12,56 285 0,70 0,00 0,00 0,09 2,75 1,93 1,02 1,03 1,22 1,44 9,47 300 0,60 0,00 0,00 0,07 1,89 1,47 0,76 0,76 0,93 1,11 6,99 315 0,40 0,00 0,00 0,06 1,55 1,01 0,58 0,57 0,68 0,84 5,29 330 0,30 0,00 0,00 0,05 1,20 0,83 0,40 0,43 0,51 0,62 4,04 345 0,20 0,00 0,00 0,03 1,03 0,64 0,33 0,30 0,39 0,47 3,19 360 0,20 0,00 0,00 0,02 0,69 0,55 0,25 0,24 0,27 0,36 2,38 375 0,18 0,00 0,00 0,02 0,52 0,37 0,22 0,19 0,22 0,24 1,77 390 0,10 0,00 0,00 0,02 0,34 0,28 0,15 0,16 0,17 0,20 1,31 405 0,05 0,00 0,00 0,01 0,34 0,18 0,11 0,11 0,15 0,16 1,06 420 0,00 0,00 0,00 0,01 0,31 0,18 0,07 0,08 0,10 0,13 0,89 435 0,00 0,00 0,17 0,17 0,07 0,05 0,07 0,09 0,63 450 0,00 0,09 0,09 0,07 0,05 0,05 0,07 0,41 465 0,00 0,05 0,04 0,05 0,05 0,04 0,22 480 0,00 0,02 0,03 0,04 0,04 0,13 495 0,00 0,01 0,02 0,04 0,08 510 0,00 0,01 0,02 0,03 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
  • 144.
    124 Solo Úmido– Cenário 2 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,10 0,44 0,73 3,37 1,27 0,47 0,35 0,31 0,28 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,16 0,00 0,16 30 5,00 0,49 0,71 0,00 1,19 45 10,20 0,99 2,21 1,16 0,00 4,36 60 16,50 1,60 4,50 3,63 5,39 0,00 15,13 75 19,60 1,90 7,28 7,40 16,86 2,04 0,00 35,48 90 20,10 1,95 8,65 11,9 8 34,39 6,36 0,76 0,00 64,09 105 18,50 1,80 8,87 14,2 3 55,63 12,98 2,37 0,55 0,00 96,43 120 15,80 1,54 8,16 14,5 9 66,08 21,00 4,84 1,73 0,49 0,00 118,43 135 12,00 1,17 6,97 13,4 3 67,77 24,95 7,83 3,53 1,54 0,44 127,62 150 8,70 0,85 5,29 11,4 7 62,37 25,59 9,30 5,71 3,13 1,38 125,09 165 6,50 0,63 3,84 8,71 53,27 23,55 9,53 6,79 5,07 2,82 114,21 180 5,00 0,49 2,87 6,32 40,46 20,11 8,78 6,96 6,02 4,57 96,56 195 3,80 0,37 2,21 4,72 29,33 15,28 7,49 6,40 6,17 5,43 77,40 210 2,80 0,27 1,68 3,63 21,91 11,07 5,69 5,47 5,68 5,56 60,97 225 2,10 0,20 1,24 2,76 16,86 8,27 4,13 4,15 4,85 5,12 47,58 240 1,60 0,16 0,93 2,03 12,81 6,36 3,08 3,01 3,68 4,37 36,44 255 1,10 0,11 0,71 1,52 9,44 4,84 2,37 2,25 2,67 3,32 27,23 270 0,90 0,09 0,49 1,16 7,08 3,56 1,80 1,73 2,00 2,41 20,32 285 0,70 0,07 0,40 0,80 5,39 2,67 1,33 1,32 1,54 1,80 15,31 300 0,60 0,06 0,31 0,65 3,71 2,04 1,00 0,97 1,17 1,38 11,28 315 0,40 0,04 0,26 0,51 3,03 1,40 0,76 0,73 0,86 1,05 8,64 330 0,30 0,03 0,18 0,44 2,36 1,15 0,52 0,55 0,64 0,78 6,64 345 0,20 0,02 0,13 0,29 2,02 0,89 0,43 0,38 0,49 0,58 5,24 360 0,20 0,02 0,09 0,22 1,35 0,76 0,33 0,31 0,34 0,44 3,86 375 0,18 0,02 0,09 0,15 1,01 0,51 0,28 0,24 0,28 0,30 2,88 390 0,10 0,01 0,08 0,15 0,67 0,38 0,19 0,21 0,21 0,25 2,15 405 0,05 0,00 0,04 0,13 0,67 0,25 0,14 0,14 0,18 0,19 1,77 420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,61 0,25 0,09 0,10 0,12 0,17 1,44 435 0,00 0,04 0,34 0,23 0,09 0,07 0,09 0,11 0,97 450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,59 465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 510 0,00 0,02 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
  • 145.
    125 Solo Seco– Cenário 3 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,09 0,43 0,72 3,36 1,27 0,47 0,35 0,31 0,28 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,14 0,00 0,14 30 5,00 0,45 0,69 0,00 1,13 45 10,20 0,91 2,15 1,15 0,00 4,21 60 16,50 1,47 4,38 3,59 5,38 0,00 14,82 75 19,60 1,75 7,09 7,33 16,81 2,03 0,00 35,00 90 20,10 1,79 8,42 11,8 5 34,29 6,36 0,76 0,00 63,46 105 18,50 1,65 8,63 14,0 8 55,47 12,97 2,37 0,55 0,00 95,72 120 15,80 1,41 7,95 14,4 4 65,89 20,98 4,83 1,73 0,49 0,00 117,71 135 12,00 1,07 6,79 13,2 9 67,57 24,92 7,82 3,53 1,53 0,44 126,96 150 8,70 0,78 5,15 11,3 5 62,19 25,56 9,29 5,71 3,13 1,38 124,54 165 6,50 0,58 3,74 8,62 53,11 23,53 9,53 6,78 5,06 2,82 113,77 180 5,00 0,45 2,79 6,25 40,34 20,09 8,77 6,95 6,01 4,56 96,22 195 3,80 0,34 2,15 4,67 29,25 15,26 7,49 6,40 6,17 5,42 77,14 210 2,80 0,25 1,63 3,59 21,85 11,06 5,69 5,47 5,68 5,56 60,78 225 2,10 0,19 1,20 2,73 16,81 8,27 4,12 4,15 4,85 5,12 47,43 240 1,60 0,14 0,90 2,01 12,77 6,36 3,08 3,01 3,68 4,37 36,33 255 1,10 0,10 0,69 1,51 9,41 4,83 2,37 2,25 2,67 3,32 27,15 270 0,90 0,08 0,47 1,15 7,06 3,56 1,80 1,73 1,99 2,41 20,25 285 0,70 0,06 0,39 0,79 5,38 2,67 1,33 1,31 1,53 1,80 15,26 300 0,60 0,05 0,30 0,65 3,70 2,03 1,00 0,97 1,17 1,38 11,25 315 0,40 0,04 0,26 0,50 3,03 1,40 0,76 0,73 0,86 1,05 8,62 330 0,30 0,03 0,17 0,43 2,35 1,14 0,52 0,55 0,64 0,77 6,62 345 0,20 0,02 0,13 0,29 2,02 0,89 0,43 0,38 0,49 0,58 5,22 360 0,20 0,02 0,09 0,22 1,34 0,76 0,33 0,31 0,34 0,44 3,85 375 0,18 0,02 0,09 0,14 1,01 0,51 0,28 0,24 0,28 0,30 2,87 390 0,10 0,01 0,08 0,14 0,67 0,38 0,19 0,21 0,21 0,25 2,14 405 0,05 0,00 0,04 0,13 0,67 0,25 0,14 0,14 0,18 0,19 1,76 420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,61 0,25 0,09 0,10 0,12 0,17 1,44 435 0,00 0,04 0,34 0,23 0,09 0,07 0,09 0,11 0,97 450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,59 465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 510 0,00 0,02 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
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    126 Solo Úmido– Cenário 3 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,23 0,56 0,79 3,44 1,28 0,48 0,35 0,31 0,28 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,37 0,00 0,37 30 5,00 1,14 0,89 0,00 2,03 45 10,20 2,33 2,78 1,26 0,00 6,37 60 16,50 3,77 5,68 3,95 5,51 0,00 18,90 75 19,60 4,47 9,18 8,06 17,22 2,05 0,00 40,98 90 20,10 4,59 10,9 1 13,03 35,12 6,41 0,76 0,00 70,82 105 18,50 4,22 11,1 8 15,48 56,82 13,07 2,38 0,56 0,00 103,72 120 15,80 3,61 10,2 9 15,87 67,49 21,15 4,86 1,74 0,49 0,00 125,51 135 12,00 2,74 8,79 14,61 69,22 25,12 7,87 3,55 1,54 0,44 133,88 150 8,70 1,99 6,68 12,48 63,71 25,76 9,35 5,74 3,15 1,39 130,23 165 6,50 1,48 4,84 9,48 54,41 23,71 9,58 6,82 5,09 2,83 118,25 180 5,00 1,14 3,62 6,87 41,32 20,25 8,82 6,99 6,04 4,59 99,65 195 3,80 0,87 2,78 5,13 29,96 15,38 7,53 6,43 6,20 5,45 79,74 210 2,80 0,64 2,11 3,95 22,38 11,15 5,72 5,50 5,71 5,59 62,75 225 2,10 0,48 1,56 3,00 17,22 8,33 4,15 4,17 4,87 5,14 48,92 240 1,60 0,37 1,17 2,21 13,09 6,41 3,10 3,03 3,70 4,39 37,46 255 1,10 0,25 0,89 1,66 9,64 4,87 2,38 2,26 2,68 3,33 27,98 270 0,90 0,21 0,61 1,26 7,23 3,59 1,81 1,74 2,00 2,42 20,87 285 0,70 0,16 0,50 0,87 5,51 2,69 1,34 1,32 1,54 1,81 15,74 300 0,60 0,14 0,39 0,71 3,79 2,05 1,00 0,97 1,17 1,39 11,61 315 0,40 0,09 0,33 0,55 3,10 1,41 0,76 0,73 0,86 1,06 8,90 330 0,30 0,07 0,22 0,47 2,41 1,15 0,52 0,56 0,65 0,78 6,84 345 0,20 0,05 0,17 0,32 2,07 0,90 0,43 0,38 0,49 0,58 5,38 360 0,20 0,05 0,11 0,24 1,38 0,77 0,33 0,31 0,34 0,44 3,97 375 0,18 0,04 0,11 0,16 1,03 0,51 0,29 0,24 0,28 0,31 2,97 390 0,10 0,02 0,10 0,16 0,69 0,38 0,19 0,21 0,22 0,25 2,22 405 0,05 0,01 0,06 0,14 0,69 0,26 0,14 0,14 0,19 0,19 1,82 420 0,00 0,00 0,03 0,08 0,62 0,26 0,10 0,10 0,12 0,17 1,47 435 0,00 0,04 0,34 0,23 0,10 0,07 0,09 0,11 0,98 450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,60 465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 510 0,00 0,02 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
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    127 Solo Secoe Úmido – Cenário 4 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,40 0,60 0,80 3,46 1,28 0,48 0,35 0,31 0,28 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,64 0,00 0,64 30 5,00 2,01 0,95 0,00 2,96 45 10,20 4,09 2,98 1,29 0,00 8,36 60 16,50 6,62 6,07 4,02 5,53 0,00 22,25 75 19,60 7,87 9,82 8,21 17,29 2,05 0,00 45,24 90 20,10 8,07 11,6 7 13,28 35,27 6,42 0,76 0,00 75,46 105 18,50 7,42 11,9 6 15,78 57,05 13,09 2,39 0,56 0,00 108,25 120 15,80 6,34 11,0 1 16,18 67,77 21,17 4,87 1,74 0,49 0,00 129,57 135 12,00 4,82 9,41 14,89 69,50 25,15 7,87 3,55 1,54 0,44 137,17 150 8,70 3,49 7,14 12,72 63,96 25,79 9,35 5,74 3,15 1,39 132,75 165 6,50 2,61 5,18 9,66 54,63 23,74 9,59 6,82 5,09 2,84 120,16 180 5,00 2,01 3,87 7,00 41,49 20,28 8,83 7,00 6,05 4,59 101,11 195 3,80 1,52 2,98 5,23 30,08 15,40 7,54 6,44 6,20 5,45 80,85 210 2,80 1,12 2,26 4,02 22,47 11,16 5,73 5,50 5,71 5,59 63,57 225 2,10 0,84 1,67 3,06 17,29 8,34 4,15 4,18 4,88 5,14 49,55 240 1,60 0,64 1,25 2,25 13,14 6,42 3,10 3,03 3,70 4,39 37,93 255 1,10 0,44 0,95 1,69 9,68 4,88 2,39 2,26 2,69 3,34 28,31 270 0,90 0,36 0,65 1,29 7,26 3,59 1,81 1,74 2,01 2,42 21,14 285 0,70 0,28 0,54 0,89 5,53 2,69 1,34 1,32 1,54 1,81 15,94 300 0,60 0,24 0,42 0,72 3,80 2,05 1,00 0,97 1,17 1,39 11,78 315 0,40 0,16 0,36 0,56 3,11 1,41 0,76 0,73 0,86 1,06 9,02 330 0,30 0,12 0,24 0,48 2,42 1,15 0,52 0,56 0,65 0,78 6,93 345 0,20 0,08 0,18 0,32 2,07 0,90 0,43 0,38 0,49 0,58 5,44 360 0,20 0,08 0,12 0,24 1,38 0,77 0,33 0,31 0,34 0,44 4,03 375 0,18 0,07 0,12 0,16 1,04 0,51 0,29 0,24 0,28 0,31 3,02 390 0,10 0,04 0,11 0,16 0,69 0,38 0,19 0,21 0,22 0,25 2,25 405 0,05 0,02 0,06 0,14 0,69 0,26 0,14 0,14 0,19 0,19 1,83 420 0,00 0,00 0,03 0,08 0,62 0,26 0,10 0,10 0,12 0,17 1,48 435 0,00 0,04 0,35 0,23 0,10 0,07 0,09 0,11 0,99 450 0,00 0,17 0,13 0,09 0,07 0,06 0,08 0,60 465 0,00 0,06 0,05 0,06 0,06 0,06 0,29 480 0,00 0,02 0,03 0,06 0,06 0,17 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,10 510 0,00 0,02 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
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    128 APÊNDICE G– Ordenadas Hidrograma – Tr 20 anos Solo Seco– Cenário 1 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,00 0,00 1,23 0,80 0,33 0,25 0,22 0,21 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,00 0,00 0,00 30 5,00 0,00 0,01 0,00 0,01 45 10,20 0,00 0,02 1,96 0,00 1,99 60 16,50 0,00 0,04 6,14 1,28 0,00 7,47 75 19,60 0,00 0,07 12,53 4,01 0,52 0,00 17,13 90 20,10 0,00 0,08 20,26 8,18 1,64 0,40 0,00 30,56 105 18,50 0,00 0,08 24,07 13,23 3,34 1,24 0,36 0,00 42,32 120 15,80 0,00 0,08 24,68 15,71 5,40 2,52 1,12 0,33 49,86 135 12,00 0,00 0,07 22,72 16,11 6,42 4,08 2,29 1,03 52,73 150 8,70 0,00 0,05 19,40 14,83 6,58 4,85 3,71 2,11 51,53 165 6,50 0,00 0,04 14,74 12,67 6,06 4,97 4,41 3,41 46,29 180 5,00 0,00 0,03 10,68 9,62 5,17 4,58 4,52 4,05 38,65 195 3,80 0,00 0,02 7,98 6,97 3,93 3,91 4,16 4,16 31,13 210 2,80 0,00 0,02 6,14 5,21 2,85 2,97 3,55 3,82 24,56 225 2,10 0,00 0,01 4,67 4,01 2,13 2,15 2,70 3,27 18,93 240 1,60 0,00 0,01 3,44 3,05 1,64 1,61 1,96 2,48 14,18 255 1,10 0,00 0,01 2,58 2,24 1,24 1,24 1,46 1,80 10,57 270 0,90 0,00 0,00 1,96 1,68 0,92 0,94 1,12 1,34 7,98 285 0,70 0,00 0,00 1,35 1,28 0,69 0,69 0,85 1,03 5,91 300 0,60 0,00 0,00 1,11 0,88 0,52 0,52 0,63 0,79 4,45 315 0,40 0,00 0,00 0,86 0,72 0,36 0,40 0,47 0,58 3,39 330 0,30 0,00 0,00 0,74 0,56 0,29 0,27 0,36 0,43 2,66 345 0,20 0,00 0,00 0,49 0,48 0,23 0,22 0,25 0,33 2,00 360 0,20 0,00 0,00 0,37 0,32 0,20 0,17 0,20 0,23 1,49 375 0,18 0,00 0,00 0,25 0,24 0,13 0,15 0,16 0,19 1,11 390 0,10 0,00 0,00 0,25 0,16 0,10 0,10 0,13 0,14 0,88 405 0,05 0,00 0,00 0,22 0,16 0,07 0,07 0,09 0,12 0,74 420 0,00 0,00 0,00 0,12 0,14 0,07 0,05 0,07 0,08 0,53 435 0,00 0,06 0,08 0,06 0,05 0,04 0,06 0,36 450 0,00 0,04 0,03 0,04 0,04 0,04 0,20 465 0,00 0,02 0,02 0,04 0,04 0,12 480 0,00 0,01 0,02 0,04 0,07 495 0,00 0,01 0,02 0,03 510 0,00 0,01 0,01 525 0,00 0,00
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    129 Solo Úmido– Cenário 1 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,02 0,30 0,65 3,48 1,36 0,51 0,37 0,33 0,30 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,04 0,00 0,04 30 5,00 0,11 0,49 0,00 0,59 45 10,20 0,22 1,52 1,04 0,00 2,78 60 16,50 0,36 3,09 3,25 5,57 0,00 12,27 75 19,60 0,43 5,00 6,64 17,40 2,18 0,00 31,65 90 20,10 0,44 5,94 10,73 35,49 6,82 0,82 0,00 60,25 105 18,50 0,40 6,09 12,75 57,41 13,92 2,56 0,60 0,00 93,73 120 15,80 0,35 5,61 13,08 68,19 22,52 5,21 1,87 0,53 0,00 117,35 135 12,00 0,26 4,79 12,04 69,93 26,75 8,43 3,81 1,66 0,48 128,15 150 8,70 0,19 3,64 10,28 64,36 27,43 10,02 6,16 3,38 1,50 126,96 165 6,50 0,14 2,64 7,81 54,97 25,25 10,27 7,32 5,47 3,05 116,93 180 5,00 0,11 1,97 5,66 41,75 21,56 9,45 7,51 6,50 4,94 99,46 195 3,80 0,08 1,52 4,23 30,27 16,38 8,07 6,91 6,67 5,87 79,99 210 2,80 0,06 1,15 3,25 22,61 11,87 6,13 5,90 6,14 6,02 63,14 225 2,10 0,05 0,85 2,47 17,40 8,87 4,45 4,48 5,24 5,54 49,34 240 1,60 0,04 0,64 1,82 13,22 6,82 3,32 3,25 3,98 4,73 37,82 255 1,10 0,02 0,49 1,37 9,74 5,19 2,56 2,43 2,89 3,59 28,27 270 0,90 0,02 0,33 1,04 7,31 3,82 1,94 1,87 2,16 2,60 21,09 285 0,70 0,02 0,27 0,72 5,57 2,87 1,43 1,42 1,66 1,95 15,89 300 0,60 0,01 0,21 0,59 3,83 2,18 1,07 1,05 1,26 1,50 11,70 315 0,40 0,01 0,18 0,46 3,13 1,50 0,82 0,78 0,93 1,14 8,95 330 0,30 0,01 0,12 0,39 2,44 1,23 0,56 0,60 0,70 0,84 6,88 345 0,20 0,00 0,09 0,26 2,09 0,96 0,46 0,41 0,53 0,63 5,43 360 0,20 0,00 0,06 0,20 1,39 0,82 0,36 0,34 0,36 0,48 4,01 375 0,18 0,00 0,06 0,13 1,04 0,55 0,31 0,26 0,30 0,33 2,98 390 0,10 0,00 0,05 0,13 0,70 0,41 0,20 0,22 0,23 0,27 2,22 405 0,05 0,00 0,03 0,12 0,70 0,27 0,15 0,15 0,20 0,21 1,83 420 0,00 0,00 0,02 0,07 0,63 0,27 0,10 0,11 0,13 0,18 1,51 435 0,00 0,03 0,35 0,25 0,10 0,07 0,10 0,12 1,02 450 0,00 0,17 0,14 0,09 0,07 0,07 0,09 0,63 465 0,00 0,07 0,05 0,07 0,07 0,06 0,31 480 0,00 0,03 0,04 0,06 0,06 0,18 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,11 510 0,00 0,02 0,03 0,05 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
  • 150.
    130 Solo Seco– Cenário 2 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,00 0,00 0,12 2,03 1,05 0,41 0,31 0,27 0,25 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,00 0,00 0,00 30 5,00 0,00 0,00 0,00 0,00 45 10,20 0,00 0,00 0,20 0,00 0,20 60 16,50 0,00 0,00 0,61 3,25 0,00 3,86 75 19,60 0,00 0,00 1,25 10,16 1,68 0,00 13,08 90 20,10 0,00 0,00 2,02 20,72 5,24 0,66 0,00 28,64 105 18,50 0,00 0,00 2,40 33,52 10,69 2,06 0,49 0,00 49,16 120 15,80 0,00 0,00 2,46 39,82 17,29 4,19 1,53 0,44 0,00 65,74 135 12,00 0,00 0,00 2,27 40,83 20,54 6,78 3,12 1,37 0,40 75,32 150 8,70 0,00 0,00 1,94 37,58 21,07 8,06 5,05 2,80 1,25 77,75 165 6,50 0,00 0,00 1,47 32,10 19,39 8,26 5,99 4,54 2,56 74,31 180 5,00 0,00 0,00 1,07 24,38 16,56 7,61 6,15 5,39 4,13 65,28 195 3,80 0,00 0,00 0,80 17,67 12,58 6,50 5,66 5,53 4,91 53,64 210 2,80 0,00 0,00 0,61 13,20 9,12 4,93 4,83 5,09 5,04 42,82 225 2,10 0,00 0,00 0,47 10,16 6,81 3,58 3,67 4,34 4,64 33,66 240 1,60 0,00 0,00 0,34 7,72 5,24 2,67 2,66 3,30 3,96 25,89 255 1,10 0,00 0,00 0,26 5,69 3,98 2,06 1,99 2,39 3,01 19,37 270 0,90 0,00 0,00 0,20 4,27 2,93 1,56 1,53 1,79 2,18 14,46 285 0,70 0,00 0,00 0,13 3,25 2,20 1,15 1,16 1,37 1,63 10,90 300 0,60 0,00 0,00 0,11 2,23 1,68 0,86 0,86 1,04 1,25 8,04 315 0,40 0,00 0,00 0,09 1,83 1,15 0,66 0,64 0,77 0,95 6,09 330 0,30 0,00 0,00 0,07 1,42 0,94 0,45 0,49 0,58 0,70 4,66 345 0,20 0,00 0,00 0,05 1,22 0,73 0,37 0,34 0,44 0,53 3,67 360 0,20 0,00 0,00 0,04 0,81 0,63 0,29 0,28 0,30 0,40 2,74 375 0,18 0,00 0,00 0,02 0,61 0,42 0,25 0,21 0,25 0,28 2,04 390 0,10 0,00 0,00 0,02 0,41 0,31 0,16 0,18 0,19 0,23 1,51 405 0,05 0,00 0,00 0,02 0,41 0,21 0,12 0,12 0,16 0,18 1,22 420 0,00 0,00 0,00 0,01 0,37 0,21 0,08 0,09 0,11 0,15 1,02 435 0,00 0,01 0,20 0,19 0,08 0,06 0,08 0,10 0,72 450 0,00 0,10 0,10 0,07 0,06 0,05 0,08 0,47 465 0,00 0,05 0,04 0,06 0,05 0,05 0,25 480 0,00 0,02 0,03 0,05 0,05 0,15 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,09 510 0,00 0,01 0,03 0,04 525 0,00 0,01 0,01 540 0,00 0,00
  • 151.
    131 Solo Úmido– Cenário 2 Chuva efetiva total (cm) Tempo (min) H.U.S. (m3/s) 0,12 0,50 0,81 3,71 1,40 0,52 0,38 0,34 0,30 Hidrograma de projeto (m3/s) 0 0,00 0,00 0,00 15 1,60 0,19 0,00 0,19 30 5,00 0,60 0,80 0,00 1,40 45 10,20 1,22 2,51 1,29 0,00 5,02 60 16,50 1,97 5,11 4,04 5,94 0,00 17,06 75 19,60 2,34 8,27 8,23 18,55 2,24 0,00 39,64 90 20,10 2,40 9,82 13,32 37,85 6,99 0,83 0,00 71,22 105 18,50 2,21 10,0 7 15,82 61,23 14,26 2,60 0,61 0,00 106,81 120 15,80 1,89 9,27 16,23 72,74 23,06 5,31 1,90 0,54 0,00 130,93 135 12,00 1,44 7,92 14,93 74,59 27,39 8,59 3,88 1,68 0,49 140,91 150 8,70 1,04 6,01 12,75 68,65 28,09 10,21 6,27 3,44 1,52 137,99 165 6,50 0,78 4,36 9,69 58,63 25,86 10,47 7,45 5,56 3,10 125,89 180 5,00 0,60 3,26 7,02 44,53 22,08 9,63 7,64 6,61 5,01 106,38 195 3,80 0,45 2,51 5,25 32,29 16,77 8,23 7,03 6,77 5,95 85,25 210 2,80 0,33 1,90 4,04 24,12 12,16 6,25 6,00 6,23 6,11 67,15 225 2,10 0,25 1,40 3,07 18,55 9,08 4,53 4,56 5,32 5,62 52,39 240 1,60 0,19 1,05 2,26 14,10 6,99 3,38 3,31 4,04 4,80 40,13 255 1,10 0,13 0,80 1,70 10,39 5,31 2,60 2,47 2,93 3,64 29,98 270 0,90 0,11 0,55 1,29 7,79 3,91 1,98 1,90 2,19 2,64 22,37 285 0,70 0,08 0,45 0,89 5,94 2,94 1,46 1,44 1,68 1,97 16,86 300 0,60 0,07 0,35 0,73 4,08 2,24 1,09 1,06 1,28 1,52 12,42 315 0,40 0,05 0,30 0,57 3,34 1,54 0,83 0,80 0,94 1,15 9,52 330 0,30 0,04 0,20 0,48 2,60 1,26 0,57 0,61 0,71 0,85 7,32 345 0,20 0,02 0,15 0,32 2,23 0,98 0,47 0,42 0,54 0,64 5,77 360 0,20 0,02 0,10 0,24 1,48 0,84 0,36 0,34 0,37 0,49 4,25 375 0,18 0,02 0,10 0,16 1,11 0,56 0,31 0,27 0,30 0,33 3,17 390 0,10 0,01 0,09 0,16 0,74 0,42 0,21 0,23 0,24 0,27 2,37 405 0,05 0,01 0,05 0,15 0,74 0,28 0,16 0,15 0,20 0,21 1,95 420 0,00 0,00 0,03 0,08 0,67 0,28 0,10 0,11 0,13 0,18 1,59 435 0,00 0,04 0,37 0,25 0,10 0,08 0,10 0,12 1,07 450 0,00 0,19 0,14 0,09 0,08 0,07 0,09 0,65 465 0,00 0,07 0,05 0,07 0,07 0,06 0,32 480 0,00 0,03 0,04 0,06 0,06 0,19 495 0,00 0,02 0,03 0,05 0,11 510 0,00 0,02 0,03 0,05 525 0,00 0,02 0,02 540 0,00 0,00