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        PROTEÇÃO DE SOLOS EM ÁREAS DE RECARGA DE NASCENTES


Resumo: Este trabalho teve por objetivo caracterizar as formas de uso e ocupação
da microbacia do Arroio Mirim, localizada na bacia hidrográfica do Rio Iguaçu,
buscando elaborar um diagnóstico do uso dos solos e distribuição da vegetação ao
longo da bacia, utilizando-se de sistemas de informações geográficas, com a
utilização de imagens de satélite do software Google Earth procurando estabelecer
um prognóstico da situação ambiental atual. Na área diagnosticou-se a vegetação,
culturas e construções, buscando elaborar um mapa de ocupação e uso do solo bem
como de áreas de preservação permanente. Foram também levantados dados como
a declividade média, área da microbacia, vazão do manancial, tipo de solo, latitude,
longitude e elevação máxima e mínima. Com base na fotointerpretação, verificou-se
que a distribuição da ocupação da área esta distribuída da seguinte forma: 28,82%
ocupada com lavouras temporárias, 32,96% ocupada por pastagens, 24,63% com
florestas   nativas,   8,61%    de   áreas    de   preservação     permanente,     com
aproximadamente 2,37% de áreas a serem repostas.
Palavras chave: microbacia hidrográfica, zonas de recarga, ocupação e uso do
solo.


Abstract: This study aimed to characterize the forms of use and occupation of the
microbasin Arroio Mirim, located in the basin of Rio Iguaçu, seeking establish a
diagnosis of land use and distribution of vegetation along the basin, using systems of
geographic information, with the use of satellite imagery of Google Earth software
seeking to establish a prognosis of the current environmental situation. In the area
revealed itself to vegetation, crops and buildings, searching prepare a map of
occupation and use of land as well as areas of permanent preservation. Data were
also raised as the average slope, area of micro-, flow of wealth soil type, latitude and
longitude and elevation maximum and minimum. Based on photointerpretation, it was
found that the distribution of the occupation of the area allocated as follows: 28.82%
occupied with temporary crops, pastures occupied by 32.96%, 24.63% with native
forests, 8.61% for permanent preservation areas, with approximately 2.37% of areas
to be restored.
Key words: hydrographic microbasin, areas of recharge, occupation and use of land.
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INTRODUÇÃO
      A conservação da água e do solo é de fundamental importância para a gestão
dos recursos hídricos. As ações conservacionistas de água e solo compreendem um
conjunto de medidas que possibilitam aumentar a quantidade de água disponível
nas bacias, por meio da recarga adequada dos aqüíferos, e a melhoria de sua
qualidade, ao reduzir os processos erosivos e o volume de efluentes lançados nos
corpos de água (SANTOS; ROMANO, 2005).
      A situação de poluição hídrica tem-se agravado, considerando-se o uso
inadequado do solo, erosão, desmatamento, e uso inadequado de insumos
agrícolas. Estes fatores, associados à distribuição anual de chuvas e às
características climáticas levam a danos ambientais dos recursos hídricos, dentre os
quais se destacam o aumento do transporte de sedimento e a contaminação
orgânica e química das águas (MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE, 2008).
      Segundo Souza e Fernandes (2000), a paisagem pode ser dividida em:
        (a) zonas de recarga – são constituídas pelos topos de morros e chapadas,
possuem solos profundos e permeáveis, são fundamentais para o abastecimento do
lençol freático. Devem ser mantidas sob vegetação nativa, pois a sua função de
recarga pode ser prejudicada pela impermeabilização do solo decorrente da
compactação ou contaminação do lençol freático por agrotóxicos carreados pelas
águas que infiltram no solo;
        (b) zonas de erosão – estão localizadas logo abaixo das zonas de recarga,
onde se distribuem as vertentes em declives e comprimento de rampas favoráveis
ao processo erosivo, podendo ser acelerado pelo uso impróprio. Nessas áreas, o
escoamento superficial tende a predominar sobre o processo de infiltração. São
responsáveis pelo carreamento de sedimentos que podem vir a causar
assoreamento dos cursos d`agua;
       (c) zonas de sedimentação – conhecidas também como bacias fluviais, são o
segmento mais baixo da bacia hidrográfica. Possuem considerável aptidão
agropecuária. É nesta região que deve permanecer a vegetação ciliar de
fundamental importância para a contenção de sedimentos, erosão das margens
entre outros.
      A mata ciliar, também designada como floresta ripária, mata de galeria,
floresta beiradeira, floresta ripícola e ribeirinha é uma vegetação que ocorre ao longo
dos cursos d’agua (MARTINS, 2001). Ela é de suma importância para a manutenção
3



da qualidade da água dos rios, controle do regime hídrico, redução da erosão das
margens de rios, lagos e reservatórios, manutenção da ictiofauna e melhoria dos
aspectos da paisagem (PASSOS, 1998).
      Apenas a recomposição da mata ciliar não é suficiente para recuperar a
capacidade de produção de água de uma bacia hidrográfica. É de fundamental
importância, para a recarga do lençol freático, a proteção das zonas de recarga
acima das nascentes, por meio do uso da terra de acordo com sua capacidade e
existência de matas de topos de morro, como afirmam Botelho e Davide (2002).
      O instrumento legal mais importante para disciplinar o uso e ocupação do solo
é o Código Florestal, instituído pela Lei Federal nº. 4.771, de 15 de setembro de
1965, que, nos artigos 2º e 3º, trata das áreas de preservação permanente (APPs).
      A reserva legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse
rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos
recursos, a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos, a conservação
da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e da flora nativas. Ela varia de
acordo com o bioma e o tamanho da propriedade e para as propriedades rurais
situada na região sul do país, está estipulada em 20% da área da propriedade
(IBAMA, 2008).
      Com a evolução das ciências, o mapeamento de áreas via satélite é de
fundamental importância para o processo de obtenção de informações de objetos
físicos e do meio ambiente também. Dentre as tecnologias, a fotogrametria
atualmente constitui uma ferramenta de extrema importância para a confecção de
mapas e cartas, com a necessária confiabilidade e precisão das informações
levantadas (FAGUNDES; TAVARES, 1991).
      Wolf (1995) destaca que a fotointerpretação possibilita analisar objetos ou
situações em fotografias aéreas e determinar o seu significado fundamentando-se
também em dados conhecidos que permitam extrair feições ou inferir deduções
sobre o objeto de estudo.
      A fotointerpretação pode ser utilizada para múltiplas finalidades; para auxiliar
o delineamento da rede de drenagem original, verificar alterações no leito dos rios e
qualitativas na vegetação, usos de propriedades, atualização de bases cartográficas
e para observar transformações morfológicas e espaciais no caso de barragens,
(MELLO; LOCH, 2003).
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      Documentos cartográficos em formato digital, que apresentem uma
estruturação de dados geoambientais para um sistema de informações geográficas
podem fazer parte de banco de dados geoambientais, servindo assim de base para
monitoramento ecológico em bacias hidrográficas, tal como afirmam Karnaukhova &
Loch (2000).
      Visando avaliar a preservação ambiental, bem como o uso e ocupação do
solo, este trabalho foi desenvolvido em uma microbacia hidrográfica, situada no
interior do Município de Cascavel, PR.


MATERIAIS E MÉTODOS
      No desenvolvimento do trabalho foram obtidos dados como a declividade
média da bacia através de um aparelho de GPS (Sistema de Posicionamento
Global) geodésico modelo SR-20 utilizando bandas L1, para tanto, foram marcados
dois pontos, um na parte mais alta da bacia logo acima da nascente e outro na parte
mais baixa onde deságua o córrego. Os dados foram descarregados no programa
GIS DATAPRO. A base utilizada para a correção dos dados fica na COPEL da Rua
Carlos Gomes, no Município de Cascavel – PR.
       O método de correção utilizado foi o de códigos suavizados, resultando em
uma precisão de 0,40 metros, este arquivo corrigido foi exportado para o software
AUTOCAD 2005, onde foi calculado o desnível entre os dois pontos, sendo ele a
diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo, este valor foi calculado por regra de
três, ate obter-se a porcentagem de declividade.
      A mensuração da área da bacia foi feita através de imagens de satélite em
duas dimensões do software Google Earth 2008, os dados foram computados no
software AUTO CAD 2005, as imagens foram rasterizadas, utilizando-se poli-linhas
por cima da imagem e em seguida foram calculadas as respectivas áreas e
elaborado o mapa de uso e ocupação do solo.
      Foi feita uma estimativa da vazão do curso d´água obtendo-se a profundidade
em três pontos, largura do córrego, velocidade do curso, em seguida foi calculada a
área e a velocidade, através da fórmula universal Q=SxV (Q=vazão em m³/s; S=área
e V=velocidade), obteve-se a vazão. Também foi feita uma análise de sólidos
sedimentáveis da água em um laboratório credenciado.
      Foram levantadas também algumas características físicas da bacia como a
densidade de drenagem, calculada pela fórmula Dd=L/A (Dd=densidade de
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drenagem; L=comprimento dos canais em Km; A=área estudada em Km²). O fator
de forma calculado pela fórmula F=A/L² (F=fator de forma; A=área da bacia;
L=comprimento do eixo da bacia), a qual é proposta por Horton (1932) que afirma
também que a forma é uma das características físicas mais difíceis de ser expressas
em termos quantitativos e que este índice de forma pode dar alguma indicação
sobre tendências a inundações.


RESULTADOS E DISCUSSÔES
       A microbacia hidrográfica avaliada foi a do manancial Arroio Mirim,
pertencente à bacia hidrográfica do Rio Iguaçu. Situada a Latitude 25°05`53`` Sul e
53°23`09`` de Longitude Oeste. Apresenta altitudes entre 530 e 700 metros,
somando uma área total de 2.671.078,000 m², (267,107 hectares) e possui uma
declividade média de 5,84%.
       Esta situada em uma região de clima subtropical úmido mesotérmico, com um
regime pluviométrico anual entorno de 2000 mm/ano. A média das temperaturas dos
meses mais quentes é superior a 22°C e a dos meses mais frios é inferior a 18°C, a
umidade relativa do ar gira em torno de 75%, segundo dados do Simepar (2008).
       Verificou-se que o solo predominante é um LATOSSOLO VERMELHO
Distroférico, a vegetação caracteriza-se por ser um remanescente do Bioma Mata
Atlântica.


                           TIPOLOGIA           % da      Área em
                                               área      Hectares
                   Agricultura temporária      28,82%    76,98 há-¹
                   Pastagens                   32,96%    88,06 há-¹
                   Florestas nativas           24,63%    65,81 há-¹
                   APP´S existentes            8,61%     23,01 há-¹
                   APP´S a repor               2,37%     6,34 há-¹
       Tabela 1: Tipos de vegetação e suas respectivas áreas.


       Desta forma, nota-se a importância da caracterização do uso e ocupação do
solo na microbacia e a determinação dos impactos potenciais que este uso pode
causar. As melhores condições de cobertura vegetal são apontadas para as matas
de galeria que em conjunto perfazem 8,61% da área, reduzindo processos erosivos
e assoreamento e indicando que a preservação destas áreas esta sendo executada.
6



Isto vem confirmar que vem sendo cumprido o Código Florestal, que no seu artigo
2°, determina a preservação das matas situadas ao longo dos cursos d’água e ao
redor das nascentes.




      Figura 1: Mapa de ocupação e uso do solo da microbacia hidrográfica do
Arroio Mirim.
7




      A presença de mata nativa nos topos de morro da microbacia reflete a
importância da conservação desta, tendo em vista que são áreas que desempenham
papel importante no processo de recarga. Na microbacia do Arroio Mirim, foi
constatado afloramentos de rocha e solos rasos. De acordo com Souza e
Fernandes (2000), devem ser mantidas sob vegetação nativa, pois a sua função de
recarga pode ser prejudicada pela impermeabilização do solo.
      As áreas de pastagens apresentam manejo adequado, com espécies de
gramíneas adequadas, que impedem a erosão do solo e favorecem a infiltração,
salvo apenas uma área abaixo da cabeceira, que apresenta processo erosivo
significante, caracterizando a formação de voçorocas, resultado de uma cobertura
vegetal menos adequada, identificada como espécie de gramínea formadora de
touceiras, que favorece o escoamento superficial ao formar canais que possibilitam o
processo de erosão.




Figura 2: Área de pastagem com início de processo erosivo.


      Uma preocupação maior refere-se às culturas anuais produzidas, que podem
representar risco de contaminação devido ao transporte de resíduos químicos
provenientes da adubação e da aplicação de defensivos. Embora todas as áreas
ocupadas com explorações agrícolas apresentem sistema de plantio direto, e com
boa quantidade de palha sobre a superfície, que contribui significativamente para a
infiltração de água no perfil do solo, ajudando a abastecer os lençóis subterrâneos e
favorecer os processos de recarga, não deixa de ser um problema em potencial.
8



      A análise de sólidos sedimentáveis da água apresentou uma concentração de
0,001mg/L de sólidos em suspensão que se sedimentam, descaracterizando
evidências de erosão que prejudiquem o córrego. De acordo com a resolução n° 20
do CONAMA, este valor está dentro dos padrões para emissão de sólidos
sedimentáveis (Artigo 21), e também consta como padrão de classificação das
águas naturais, portanto, esta dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
      O córrego possui uma vazão de 665,28Litros/hora em épocas de chuvas
menos intensas. Apesar de apresentar 66,2% da área total com superfície propicia
para a infiltração, contudo, devido aos afloramentos rochosos nas áreas de recarga,
que constituem em centros de dispersão de água, definindo um comportamento
hidrológico diferenciado nas encostas, que impedem uma adequada recarga, pois a
água escoa sobre a superfície impermeável da rocha.
        Segundo Coelho Netto (1992), estes afloramentos funcionam como
superfícies impermeáveis e como barreira aos fluxos nas encostas, provocando uma
concentração ao redor dos mesmos e promovendo um desvio das águas e da
distribuição da umidade.
      Somados aos solos pouco profundos, ocorre um rápido escoamento da água,
drenando-a rapidamente, com escorrimento subterrâneo direto para o leito do
córrego, diminuindo a retenção e o acúmulo de água nos lençóis subterrâneos, o
que garantiria a manutenção de uma maior vazão do córrego. Com isso se conclui
que a baixa vazão do córrego é resultado de uma zona de recarga deficiente devido
aos afloramentos de rocha menos permeáveis na superfície das encostas.
      A densidade de drenagem foi um fator a ser analisado, pois reflete a
influência da geologia, topografia, do solo e da vegetação da microbacia, e está
relacionado com o tempo gasto para a saída do escoamento superficial da bacia.
      Esta apresentou uma baixa densidade de drenagem (1,47 Km/Km-²), segundo
a classificação de Strhaler (1957), onde até 5,0 Km/Km-² é dado como valor baixo de
densidade de drenagem. Valores baixos de densidade de drenagem estão
geralmente associados a regiões de rochas permeáveis e de regime pluviométrico
caracterizado por chuvas de baixa intensidade, afirma ainda (STRHALER, 1957).
      O fator de forma pode atuar sobre os processos hidrológicos da microbacia,
ou sobre o comportamento hidrológico. Foi verificado um fator de forma de 0,55,
indicativo de que o escoamento direto não se concentra tão rapidamente quanto em
uma bacia de maior valor de F. Bacias mais longas e estreitas como a estudada
9



aqui, são mais dificilmente atingidas integralmente por chuvas intensas. A forma da
bacia, bem como a forma do sistema de drenagem, pode ser influenciada por
algumas outras características da bacia, principalmente pela geologia, (HORTON,
1932).


CONCLUSÃO
         A microbacia possui aproximadamente 66% de área recoberta por vegetação
permanente
         As áreas de recarga apresentam afloramentos de rocha e solos rasos,
impedindo uma adequada recarga e resulta em uma rápida drenagem da água,
fazendo-a escoar rapidamente para fora da microbacia, o que dificulta a manutenção
de uma boa vazão do córrego.
         Desta forma se faz necessário à conservação das zonas de recarga da
microbacia, preservando as matas de topos de morro, para melhorar a infiltração e
garantir uma adequada recarga bem como fazer o uso correto dos solos,
respeitando as suas classes de capacidade de uso.
10



                        REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BOTELHO, S. A.; DAVIDE, A. C. Métodos silviculturais para recuperação de
nascentes e recomposição de matas ciliares. In: SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE
RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS: Água e Biodiversidade, 2002, Belo
Horizonte. Anais, 2002. p. 123- 145.


BRASIL. Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo Código
Florestal. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4771.htm >.
Acesso em 08/04/08.


COELHO NETTO, A.L. 1992. A Geomorfologia Frente aos Problemas
Ambientais. In: WORKSHOP DE GEOCIÊNCIAS, 1, gráfica do IGEO, Anais,
Anuário do Instituo de Geociências, 15: 157-162.

RESOLUÇÃO CONAMA Nº. 20, de 18 de junho de 1986. Disponível em: <
http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res2086.html>. Acesso em 06/05/08.


FAGUNDES, M.P.; TAVARES, P.E. de M. Fotogrametria. In: XV Congresso
Brasileiro de Cartografia. São Paulo. 1991


HORTON, R.E., 1932. Drainage Basin Characteristics. Trans. American
Geophysical Union, 13: 350-361.

KARNAUKHOVA, E.; LOCH, C. O Método de Avaliação da Intensidade de
Transformação Antrópica e as Possibilidades da sua Aplicação na Gestão
Ambiental. In: COBRAC 2000, 3o. Congresso Brasileiro de CTM. UFSC,
Florianópolis, 15-19 de outubro de 2000.


MARTINS, S. V.; DIAS, H. C. T. Importância das florestas para a quantidade e
qualidade da água. Ação Ambiental, Viçosa, v. 4, n. 20, p. 14-16, out./nov. 2001.


MELLO, E.T.O.; LOCH, C. Comprovação da existência anterior de cursos d´água
através de fotointerpretação de séries históricas. In: Anais do XX Congresso de
Cartografia. Belo Horizonte, 2003.
11




MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, DOS RECURSOS HÍDRICOS E DA AMAZÔNIA
LEGAL. Recursos Hídricos no Brasil. Secretaria de Recursos Hídricos - Abril de
1998.                      Disponível                      em                      <
http://www.takingitglobal.org/images/resources/tool/docs/1263.pdf>.      Acesso   em
15/04/2008.


PASSOS, M. J. Estrutura de vegetação arbórea e regeneração natural em
remanescentes de mata ciliar no Rio Mogi/Guaçu, SP. 1998. 68 p. Dissertação
(Mestrado em Ciências Florestais) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz,
Piracicaba, SP.


SANTOS, D. G. e ROMANO, P. A. Conservação da água e do solo, e gestão
integrada dos recursos hídricos. Revista Política Agrícola - Ministério da
Agricultura Ano XIV - Nº 2- -Abr /mai/jun. 2005 pág 51.


SOUZA, E. R.; FERNANDES, M. R. Sub-bacias hidrográficas: unidades básicas
para o planejamento e a gestão sustentáveis das atividades rurais. Informe
Agropecuário, Belo Horizonte, v. 21, n. 207, p. 15-20, nov./dez. 2000.


STHRALER, A.N., 1957. Quantitative analysis of watershed geomorphology.
Trans. American Geophysical Union, 38: 913-920.

WOLF, P. R. Elements of Photogrammetry. New York. Mc Graw-Hill, 1995.

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Proteção de solos em área de recarga de nascentes

  • 1. 1 PROTEÇÃO DE SOLOS EM ÁREAS DE RECARGA DE NASCENTES Resumo: Este trabalho teve por objetivo caracterizar as formas de uso e ocupação da microbacia do Arroio Mirim, localizada na bacia hidrográfica do Rio Iguaçu, buscando elaborar um diagnóstico do uso dos solos e distribuição da vegetação ao longo da bacia, utilizando-se de sistemas de informações geográficas, com a utilização de imagens de satélite do software Google Earth procurando estabelecer um prognóstico da situação ambiental atual. Na área diagnosticou-se a vegetação, culturas e construções, buscando elaborar um mapa de ocupação e uso do solo bem como de áreas de preservação permanente. Foram também levantados dados como a declividade média, área da microbacia, vazão do manancial, tipo de solo, latitude, longitude e elevação máxima e mínima. Com base na fotointerpretação, verificou-se que a distribuição da ocupação da área esta distribuída da seguinte forma: 28,82% ocupada com lavouras temporárias, 32,96% ocupada por pastagens, 24,63% com florestas nativas, 8,61% de áreas de preservação permanente, com aproximadamente 2,37% de áreas a serem repostas. Palavras chave: microbacia hidrográfica, zonas de recarga, ocupação e uso do solo. Abstract: This study aimed to characterize the forms of use and occupation of the microbasin Arroio Mirim, located in the basin of Rio Iguaçu, seeking establish a diagnosis of land use and distribution of vegetation along the basin, using systems of geographic information, with the use of satellite imagery of Google Earth software seeking to establish a prognosis of the current environmental situation. In the area revealed itself to vegetation, crops and buildings, searching prepare a map of occupation and use of land as well as areas of permanent preservation. Data were also raised as the average slope, area of micro-, flow of wealth soil type, latitude and longitude and elevation maximum and minimum. Based on photointerpretation, it was found that the distribution of the occupation of the area allocated as follows: 28.82% occupied with temporary crops, pastures occupied by 32.96%, 24.63% with native forests, 8.61% for permanent preservation areas, with approximately 2.37% of areas to be restored. Key words: hydrographic microbasin, areas of recharge, occupation and use of land.
  • 2. 2 INTRODUÇÃO A conservação da água e do solo é de fundamental importância para a gestão dos recursos hídricos. As ações conservacionistas de água e solo compreendem um conjunto de medidas que possibilitam aumentar a quantidade de água disponível nas bacias, por meio da recarga adequada dos aqüíferos, e a melhoria de sua qualidade, ao reduzir os processos erosivos e o volume de efluentes lançados nos corpos de água (SANTOS; ROMANO, 2005). A situação de poluição hídrica tem-se agravado, considerando-se o uso inadequado do solo, erosão, desmatamento, e uso inadequado de insumos agrícolas. Estes fatores, associados à distribuição anual de chuvas e às características climáticas levam a danos ambientais dos recursos hídricos, dentre os quais se destacam o aumento do transporte de sedimento e a contaminação orgânica e química das águas (MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE, 2008). Segundo Souza e Fernandes (2000), a paisagem pode ser dividida em: (a) zonas de recarga – são constituídas pelos topos de morros e chapadas, possuem solos profundos e permeáveis, são fundamentais para o abastecimento do lençol freático. Devem ser mantidas sob vegetação nativa, pois a sua função de recarga pode ser prejudicada pela impermeabilização do solo decorrente da compactação ou contaminação do lençol freático por agrotóxicos carreados pelas águas que infiltram no solo; (b) zonas de erosão – estão localizadas logo abaixo das zonas de recarga, onde se distribuem as vertentes em declives e comprimento de rampas favoráveis ao processo erosivo, podendo ser acelerado pelo uso impróprio. Nessas áreas, o escoamento superficial tende a predominar sobre o processo de infiltração. São responsáveis pelo carreamento de sedimentos que podem vir a causar assoreamento dos cursos d`agua; (c) zonas de sedimentação – conhecidas também como bacias fluviais, são o segmento mais baixo da bacia hidrográfica. Possuem considerável aptidão agropecuária. É nesta região que deve permanecer a vegetação ciliar de fundamental importância para a contenção de sedimentos, erosão das margens entre outros. A mata ciliar, também designada como floresta ripária, mata de galeria, floresta beiradeira, floresta ripícola e ribeirinha é uma vegetação que ocorre ao longo dos cursos d’agua (MARTINS, 2001). Ela é de suma importância para a manutenção
  • 3. 3 da qualidade da água dos rios, controle do regime hídrico, redução da erosão das margens de rios, lagos e reservatórios, manutenção da ictiofauna e melhoria dos aspectos da paisagem (PASSOS, 1998). Apenas a recomposição da mata ciliar não é suficiente para recuperar a capacidade de produção de água de uma bacia hidrográfica. É de fundamental importância, para a recarga do lençol freático, a proteção das zonas de recarga acima das nascentes, por meio do uso da terra de acordo com sua capacidade e existência de matas de topos de morro, como afirmam Botelho e Davide (2002). O instrumento legal mais importante para disciplinar o uso e ocupação do solo é o Código Florestal, instituído pela Lei Federal nº. 4.771, de 15 de setembro de 1965, que, nos artigos 2º e 3º, trata das áreas de preservação permanente (APPs). A reserva legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos, a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos, a conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e da flora nativas. Ela varia de acordo com o bioma e o tamanho da propriedade e para as propriedades rurais situada na região sul do país, está estipulada em 20% da área da propriedade (IBAMA, 2008). Com a evolução das ciências, o mapeamento de áreas via satélite é de fundamental importância para o processo de obtenção de informações de objetos físicos e do meio ambiente também. Dentre as tecnologias, a fotogrametria atualmente constitui uma ferramenta de extrema importância para a confecção de mapas e cartas, com a necessária confiabilidade e precisão das informações levantadas (FAGUNDES; TAVARES, 1991). Wolf (1995) destaca que a fotointerpretação possibilita analisar objetos ou situações em fotografias aéreas e determinar o seu significado fundamentando-se também em dados conhecidos que permitam extrair feições ou inferir deduções sobre o objeto de estudo. A fotointerpretação pode ser utilizada para múltiplas finalidades; para auxiliar o delineamento da rede de drenagem original, verificar alterações no leito dos rios e qualitativas na vegetação, usos de propriedades, atualização de bases cartográficas e para observar transformações morfológicas e espaciais no caso de barragens, (MELLO; LOCH, 2003).
  • 4. 4 Documentos cartográficos em formato digital, que apresentem uma estruturação de dados geoambientais para um sistema de informações geográficas podem fazer parte de banco de dados geoambientais, servindo assim de base para monitoramento ecológico em bacias hidrográficas, tal como afirmam Karnaukhova & Loch (2000). Visando avaliar a preservação ambiental, bem como o uso e ocupação do solo, este trabalho foi desenvolvido em uma microbacia hidrográfica, situada no interior do Município de Cascavel, PR. MATERIAIS E MÉTODOS No desenvolvimento do trabalho foram obtidos dados como a declividade média da bacia através de um aparelho de GPS (Sistema de Posicionamento Global) geodésico modelo SR-20 utilizando bandas L1, para tanto, foram marcados dois pontos, um na parte mais alta da bacia logo acima da nascente e outro na parte mais baixa onde deságua o córrego. Os dados foram descarregados no programa GIS DATAPRO. A base utilizada para a correção dos dados fica na COPEL da Rua Carlos Gomes, no Município de Cascavel – PR. O método de correção utilizado foi o de códigos suavizados, resultando em uma precisão de 0,40 metros, este arquivo corrigido foi exportado para o software AUTOCAD 2005, onde foi calculado o desnível entre os dois pontos, sendo ele a diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo, este valor foi calculado por regra de três, ate obter-se a porcentagem de declividade. A mensuração da área da bacia foi feita através de imagens de satélite em duas dimensões do software Google Earth 2008, os dados foram computados no software AUTO CAD 2005, as imagens foram rasterizadas, utilizando-se poli-linhas por cima da imagem e em seguida foram calculadas as respectivas áreas e elaborado o mapa de uso e ocupação do solo. Foi feita uma estimativa da vazão do curso d´água obtendo-se a profundidade em três pontos, largura do córrego, velocidade do curso, em seguida foi calculada a área e a velocidade, através da fórmula universal Q=SxV (Q=vazão em m³/s; S=área e V=velocidade), obteve-se a vazão. Também foi feita uma análise de sólidos sedimentáveis da água em um laboratório credenciado. Foram levantadas também algumas características físicas da bacia como a densidade de drenagem, calculada pela fórmula Dd=L/A (Dd=densidade de
  • 5. 5 drenagem; L=comprimento dos canais em Km; A=área estudada em Km²). O fator de forma calculado pela fórmula F=A/L² (F=fator de forma; A=área da bacia; L=comprimento do eixo da bacia), a qual é proposta por Horton (1932) que afirma também que a forma é uma das características físicas mais difíceis de ser expressas em termos quantitativos e que este índice de forma pode dar alguma indicação sobre tendências a inundações. RESULTADOS E DISCUSSÔES A microbacia hidrográfica avaliada foi a do manancial Arroio Mirim, pertencente à bacia hidrográfica do Rio Iguaçu. Situada a Latitude 25°05`53`` Sul e 53°23`09`` de Longitude Oeste. Apresenta altitudes entre 530 e 700 metros, somando uma área total de 2.671.078,000 m², (267,107 hectares) e possui uma declividade média de 5,84%. Esta situada em uma região de clima subtropical úmido mesotérmico, com um regime pluviométrico anual entorno de 2000 mm/ano. A média das temperaturas dos meses mais quentes é superior a 22°C e a dos meses mais frios é inferior a 18°C, a umidade relativa do ar gira em torno de 75%, segundo dados do Simepar (2008). Verificou-se que o solo predominante é um LATOSSOLO VERMELHO Distroférico, a vegetação caracteriza-se por ser um remanescente do Bioma Mata Atlântica. TIPOLOGIA % da Área em área Hectares Agricultura temporária 28,82% 76,98 há-¹ Pastagens 32,96% 88,06 há-¹ Florestas nativas 24,63% 65,81 há-¹ APP´S existentes 8,61% 23,01 há-¹ APP´S a repor 2,37% 6,34 há-¹ Tabela 1: Tipos de vegetação e suas respectivas áreas. Desta forma, nota-se a importância da caracterização do uso e ocupação do solo na microbacia e a determinação dos impactos potenciais que este uso pode causar. As melhores condições de cobertura vegetal são apontadas para as matas de galeria que em conjunto perfazem 8,61% da área, reduzindo processos erosivos e assoreamento e indicando que a preservação destas áreas esta sendo executada.
  • 6. 6 Isto vem confirmar que vem sendo cumprido o Código Florestal, que no seu artigo 2°, determina a preservação das matas situadas ao longo dos cursos d’água e ao redor das nascentes. Figura 1: Mapa de ocupação e uso do solo da microbacia hidrográfica do Arroio Mirim.
  • 7. 7 A presença de mata nativa nos topos de morro da microbacia reflete a importância da conservação desta, tendo em vista que são áreas que desempenham papel importante no processo de recarga. Na microbacia do Arroio Mirim, foi constatado afloramentos de rocha e solos rasos. De acordo com Souza e Fernandes (2000), devem ser mantidas sob vegetação nativa, pois a sua função de recarga pode ser prejudicada pela impermeabilização do solo. As áreas de pastagens apresentam manejo adequado, com espécies de gramíneas adequadas, que impedem a erosão do solo e favorecem a infiltração, salvo apenas uma área abaixo da cabeceira, que apresenta processo erosivo significante, caracterizando a formação de voçorocas, resultado de uma cobertura vegetal menos adequada, identificada como espécie de gramínea formadora de touceiras, que favorece o escoamento superficial ao formar canais que possibilitam o processo de erosão. Figura 2: Área de pastagem com início de processo erosivo. Uma preocupação maior refere-se às culturas anuais produzidas, que podem representar risco de contaminação devido ao transporte de resíduos químicos provenientes da adubação e da aplicação de defensivos. Embora todas as áreas ocupadas com explorações agrícolas apresentem sistema de plantio direto, e com boa quantidade de palha sobre a superfície, que contribui significativamente para a infiltração de água no perfil do solo, ajudando a abastecer os lençóis subterrâneos e favorecer os processos de recarga, não deixa de ser um problema em potencial.
  • 8. 8 A análise de sólidos sedimentáveis da água apresentou uma concentração de 0,001mg/L de sólidos em suspensão que se sedimentam, descaracterizando evidências de erosão que prejudiquem o córrego. De acordo com a resolução n° 20 do CONAMA, este valor está dentro dos padrões para emissão de sólidos sedimentáveis (Artigo 21), e também consta como padrão de classificação das águas naturais, portanto, esta dentro dos limites estabelecidos pela legislação. O córrego possui uma vazão de 665,28Litros/hora em épocas de chuvas menos intensas. Apesar de apresentar 66,2% da área total com superfície propicia para a infiltração, contudo, devido aos afloramentos rochosos nas áreas de recarga, que constituem em centros de dispersão de água, definindo um comportamento hidrológico diferenciado nas encostas, que impedem uma adequada recarga, pois a água escoa sobre a superfície impermeável da rocha. Segundo Coelho Netto (1992), estes afloramentos funcionam como superfícies impermeáveis e como barreira aos fluxos nas encostas, provocando uma concentração ao redor dos mesmos e promovendo um desvio das águas e da distribuição da umidade. Somados aos solos pouco profundos, ocorre um rápido escoamento da água, drenando-a rapidamente, com escorrimento subterrâneo direto para o leito do córrego, diminuindo a retenção e o acúmulo de água nos lençóis subterrâneos, o que garantiria a manutenção de uma maior vazão do córrego. Com isso se conclui que a baixa vazão do córrego é resultado de uma zona de recarga deficiente devido aos afloramentos de rocha menos permeáveis na superfície das encostas. A densidade de drenagem foi um fator a ser analisado, pois reflete a influência da geologia, topografia, do solo e da vegetação da microbacia, e está relacionado com o tempo gasto para a saída do escoamento superficial da bacia. Esta apresentou uma baixa densidade de drenagem (1,47 Km/Km-²), segundo a classificação de Strhaler (1957), onde até 5,0 Km/Km-² é dado como valor baixo de densidade de drenagem. Valores baixos de densidade de drenagem estão geralmente associados a regiões de rochas permeáveis e de regime pluviométrico caracterizado por chuvas de baixa intensidade, afirma ainda (STRHALER, 1957). O fator de forma pode atuar sobre os processos hidrológicos da microbacia, ou sobre o comportamento hidrológico. Foi verificado um fator de forma de 0,55, indicativo de que o escoamento direto não se concentra tão rapidamente quanto em uma bacia de maior valor de F. Bacias mais longas e estreitas como a estudada
  • 9. 9 aqui, são mais dificilmente atingidas integralmente por chuvas intensas. A forma da bacia, bem como a forma do sistema de drenagem, pode ser influenciada por algumas outras características da bacia, principalmente pela geologia, (HORTON, 1932). CONCLUSÃO A microbacia possui aproximadamente 66% de área recoberta por vegetação permanente As áreas de recarga apresentam afloramentos de rocha e solos rasos, impedindo uma adequada recarga e resulta em uma rápida drenagem da água, fazendo-a escoar rapidamente para fora da microbacia, o que dificulta a manutenção de uma boa vazão do córrego. Desta forma se faz necessário à conservação das zonas de recarga da microbacia, preservando as matas de topos de morro, para melhorar a infiltração e garantir uma adequada recarga bem como fazer o uso correto dos solos, respeitando as suas classes de capacidade de uso.
  • 10. 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOTELHO, S. A.; DAVIDE, A. C. Métodos silviculturais para recuperação de nascentes e recomposição de matas ciliares. In: SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS: Água e Biodiversidade, 2002, Belo Horizonte. Anais, 2002. p. 123- 145. BRASIL. Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo Código Florestal. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4771.htm >. Acesso em 08/04/08. COELHO NETTO, A.L. 1992. A Geomorfologia Frente aos Problemas Ambientais. In: WORKSHOP DE GEOCIÊNCIAS, 1, gráfica do IGEO, Anais, Anuário do Instituo de Geociências, 15: 157-162. RESOLUÇÃO CONAMA Nº. 20, de 18 de junho de 1986. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res2086.html>. Acesso em 06/05/08. FAGUNDES, M.P.; TAVARES, P.E. de M. Fotogrametria. In: XV Congresso Brasileiro de Cartografia. São Paulo. 1991 HORTON, R.E., 1932. Drainage Basin Characteristics. Trans. American Geophysical Union, 13: 350-361. KARNAUKHOVA, E.; LOCH, C. O Método de Avaliação da Intensidade de Transformação Antrópica e as Possibilidades da sua Aplicação na Gestão Ambiental. In: COBRAC 2000, 3o. Congresso Brasileiro de CTM. UFSC, Florianópolis, 15-19 de outubro de 2000. MARTINS, S. V.; DIAS, H. C. T. Importância das florestas para a quantidade e qualidade da água. Ação Ambiental, Viçosa, v. 4, n. 20, p. 14-16, out./nov. 2001. MELLO, E.T.O.; LOCH, C. Comprovação da existência anterior de cursos d´água através de fotointerpretação de séries históricas. In: Anais do XX Congresso de Cartografia. Belo Horizonte, 2003.
  • 11. 11 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, DOS RECURSOS HÍDRICOS E DA AMAZÔNIA LEGAL. Recursos Hídricos no Brasil. Secretaria de Recursos Hídricos - Abril de 1998. Disponível em < http://www.takingitglobal.org/images/resources/tool/docs/1263.pdf>. Acesso em 15/04/2008. PASSOS, M. J. Estrutura de vegetação arbórea e regeneração natural em remanescentes de mata ciliar no Rio Mogi/Guaçu, SP. 1998. 68 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba, SP. SANTOS, D. G. e ROMANO, P. A. Conservação da água e do solo, e gestão integrada dos recursos hídricos. Revista Política Agrícola - Ministério da Agricultura Ano XIV - Nº 2- -Abr /mai/jun. 2005 pág 51. SOUZA, E. R.; FERNANDES, M. R. Sub-bacias hidrográficas: unidades básicas para o planejamento e a gestão sustentáveis das atividades rurais. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 21, n. 207, p. 15-20, nov./dez. 2000. STHRALER, A.N., 1957. Quantitative analysis of watershed geomorphology. Trans. American Geophysical Union, 38: 913-920. WOLF, P. R. Elements of Photogrammetry. New York. Mc Graw-Hill, 1995.