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ETAPAS DA COLONIZAÇÃO
BRASILEIRA
A conquista do Novo
Mundo
• Portugal: Périplo
Africano

► Espanha: testou a

teoria da
esfericidade da
Terra
A 1ª controvérsia
diplomática
• 1493 – a Espanha tenta
emplacar a “Bula Inter
Coetera”
► 1494 – Espanha e Portugal

firmam o “Tratado de
Tordesilhas”

► As demais nações apelam para

o “Ut Possidetis”
Portugal
• A conquista de Ceuta foi o
marco inicial de sua
grande empreitada
► Já sabia da existência do

Brasil (fragilidade da
teoria da casualidade)

► O Brasil acabou sendo um

excelente entreposto no
caminho para as Índias

► Foi muito útil a herança

cultural deixada pelos
árabes (bússola, astrolábio...)

► A posição geográfica

favorável também ajudou
muito...

► Também é preciso

considerar a Escola de
Sagres...

► E a Revolução de Avis...
Lembrete:
• Toda essa história começou
por que os europeus
almejavam chegar às
índias...
► As cidades italianas de

Gênova e Veneza
monopolizavam o
mediterrâneo. Navegar era
preciso...
Modelos de colonização da América
• Modelo Português

• Modelo Espanhol

► Colônia de Exploração

► Colônia de Exploração

► Plantation (latifúndio agro-exportador)

► Plantation (latifúndio agro-

► Mão de obra escrava (mais

exportador)

► Mão de obra escrava (mais
índio do que negro)

negro do que índio)

► Sociedade menos

► Sociedade mais

hierarquizada (chapetones, criollos,

hierarquizada (livres e cativos)
► Administração mais

simples e centralizada

mestiços, negros e índios)

►

Administração mais complexa e
descentralizada
Da colonização a proclamação da república show
OS TUPI-GUARANI
• Os povos Tupi-guarani, agricultores pouco
sedentários e de muita rivalidade intertribal, que
dominavam a costa brasileira de São Paulo ao
Pará,foram os primeiros a entrar em contato com
os europeus.
• Os Tupi-guarani estavam mais bem organizados
que as outras nações.Eram extremamente
preconceituosos,tanto que chamavam os Jês de
Tapuia, ou seja,”selvagens”. Este menosprezo dos
Tupi-guarani pelos outros povos acabou depois
sendo assimilado pelos conquistadores.
MODO DE VIDA
• O tipo de sociedade em
que estavam organizados
esses
indígenas
é
chamado
pelos
antropólogos de sistema
tribal.
que
domina
na
• O
organização tribal é a
relação
de
parentesco,definida pela
cooperação
entre
membros
descendentes
de um ancestral comum.
• Nas aldeias não existia
uma autoridade formal,
responsável pelo controle
do grupo.O chefe de cada
aldeia não tinha o poder
de um rei.Ele trabalhava
como os outros do grupo, e
seu poder de liderança era
exercido
durante
as
reuniões, nos períodos de
guerra ou em situações de
calamidade. Era chamado
de cacique ou morubixaba.
• Outra figura importante
na organização das tribos
era o Pajé, também
conhecido por xamã,
mediador entre o plano
dos homens e o dos
espíritos.
• Os Tupi-guarani
acreditavam na vida futura
e na reencarnação dos
antepassados em uma
criança.
• Temiam os espíritos do
mal e as almas dos
mortos.
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Da colonização a proclamação da república show
ENCONTRO DE CULTURAS : ÍNDIOS - BRANCOS.
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Da colonização a proclamação da república show
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INFERNO E PARAÍSO
A leitura cristã feita do encontro dos
europeus com os habitantes da América
tinha forte conotação maniqueísta. De um
lado, estava o “bem” , simbolizado por
Deus e pela busca do paraíso; de outro, o
“mal” , representado pelo Diabo e o
inferno. Assim, a idéia da conquista de
novas terras vinha acompanhada pelo
desejo de levar a palavra de Deus para as
“criaturas demonizadas” do Novo Mundo,
por meio da catequese.
Da colonização a proclamação da república show
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Da colonização a proclamação da república show
REDUÇÕES

• Os jesuítas, liderados por Manuel da Nóbrega,
chegaram com o primeiro governador geral para
iniciar a conversão dos índios.
• Os índios recebiam a catequese, com prioridade na
conversão das crianças.
• Os índios eram agrupados em “reduções”, que eram
uma espécie de comunidade liderada pelos jesuítas.
Foram criadas para reformular o padrão cultural dos
índios e reforçar o processo de conversão.
• Fundação do povoado de São Paulo do Piratininga
em 1.554
Drogas do Sertão
Drogas do sertão

• Drogas do sertão é um
termo que se refere a
algumas especiarias
extraídas da Amazônia
como: ervas aromáticas,
plantas medicinais,
cacau, canela, baunilha,
castanha do Pará e
outras.
A proibição da escravização indígena
A Coroa Portuguesa considerava o índio como um súdito,
o que legalmente não permitia que o índio fosse
considerado escravo.
O apogeu do trabalho escravo dos nativos ocorrera entre
1540 a 1570, principalmente nos atuais estados de
Pernambuco e Bahia. A partir de 1570, a Coroa
Portuguesa pretendeu criar legislação para proibir a
escravização indígena, porém permitindo brechas legais
para a sua utilização.
SÉCULO XXI

• Podemos observar,
no mapa ao lado, a
drástica redução dos
habitantes da costa
leste, de maioria
Tupi. Ao longo do
processo de
colonização e
mesmos após a
independência esses
índios foram
dominados,
dizimados e aos
poucos foram
refugiando nas terras
interioranas para
evitar o contato.
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Capitanias Hereditárias
• Sistema adequado à política
colonizadora portuguesa:
“máximo de lucro e mínimo
de investimento”
► Donatários podiam
legislar e controlar
quase tudo (podiam
fundar vilas, conceder
sesmarias, receber a
REDIZIMA ou seja, 1/10
das rendas da Coroa e a
VINTENA, 5% do
arrecadado com a pesca
e o pau Brasil, cobrar
tributos sobre salinas,
moendas e engenhos
em suas terras
► Deveriam arcar com os custos...
►

Índios hostis, natureza furiosa...
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Povoamento litorâneo
• A ocupação do território brasileiro, por
muitos anos, ficou restrita ao litoral.
• Tal fato explica porque as densidades
demográficas e a degradação ambiental
nessa região são mais evidentes.
• Explica também o desenvolvimento das
primeiras vilas e cidades, bem como, a
presença de grandes aglomerações urbanas
próximas ao litoral.
Pecuária
Fator essencial na ocupação e povoamento do interior, a pecuária se
desenvolve no vale do rio São Francisco e na região sul da colônia. As
fazendas do vale do São Francisco são latifúndios assentados em
sesmarias e dedicados à produção de couro e criação de animais de
carga. Muitos proprietários arrendam as regiões mais distantes a
pequenos criadores. Não é uma atividade dirigida para a exportação e
combina o trabalho escravo com a mão-de-obra livre: mulatos, pretos
forros, índios, mestiços e brancos pobres. No sul, a criação de gado é
destinada à produção do charque para o abastecimento da região das
minas.
A remuneração, de uma maneira geral, baseava-se na participação
do crescimento do rebanho; uma cria a cada quatro nascidas, com o
acerto realizado a cada cinco anos.
Durante o período colonial, a empresa açucareira foi o grande
investimento dos portugueses nas terras brasileiras. Contudo,
as necessidades de consumo das populações nativas serviram
para o desenvolvimento de outras atividades econômicas
destinadas à subsistência. Tais empreendimentos econômicos
ficaram comumente conhecidos como atividades acessórias ou
secundárias e costumava abranger o plantio de pequenas e
médias culturas e produção de algodão, rapadura, aguardente,
tabaco e mandioca.
BRECHA CAMPONESA
Uma das mais novas modalidades pesquisadas nesse
campo trata, por exemplo, da criação da “brecha
camponesa”. Esse termo se refere ao costume que
alguns senhores de engenho tinham em liberar alguns
lotes de sua propriedade para que os escravos
pudessem realizar a produção de gêneros agrícolas
voltados para o próprio consumo e a venda no
mercado interno. Tal medida seria benéfica aos
escravos ao abrir oportunidade para a compra de
outros produtos e a relativa melhora de sua condição
de vida.
Por que estudar a África?
Além de identificar e reconhecer as
influências das culturas africanas
(sobretudo da chamada África
Atlântica) sobre a formação do
Brasil, é necessário olhar outros
povos, histórias e tradições , indo
além do habitual costume que
privilegia o estudo do mundo
eurocêntrico (que tem a cultura de
origem europeia como base ou
referência).
O “Berço” da humanidade

O continente é reconhecidamente associado ao surgimento do
homem, pois em terras africanas foram identificadas várias e
antigas espécies que fizeram parte da evolução humana.

Migrações
Desde os tempos mais remotos as populações africanas
passaram por processos migratórios ou pela formação de
grupos isolados pouco numerosos, favorecendo a formação de
vários grupos étnicos
e de uma grande
diversidade de
estruturas sociais, tribos, comunidades e variadas formas de
organização política – que, embora utilizemos termos ocidentais
como “impérios” ou “reinos”, funcionavam de formas próprias e
diferenciadas.
Da colonização a proclamação da república show
•Nos seus 30,2 milhões de Km², repartidos por 53
países
a África tem 1 bilhão de habitantes, cerca de 15% da
Humanidade, que aliás foi nela que teve a sua origem.
•Nos países africanos mais de 60% da população ainda
não completou 25 anos, o que perspectiva um grande
potencial de futuro para o menos desenvolvido dos
continentes.
•É preciso derrubar os principais obstáculos ao
renascimento de África, outrora, vista como um
reservatório de escravos para o engrandecimento das
Américas.
ÁFRICA

A descolonização da África, entre 1950 e 1970, dá origem a
sistemas políticos frágeis, que, em muitos países, acabam
degenerando em ditaduras ou em sangrentas guerras civis
envolvendo clãs e etnias rivais.
A instabilidade do continente é uma herança do caótico
processo de colonização.
Muitos dos conflitos africanos se arrastam há anos sem
perspectiva de se obter a paz, como as guerras civis que
devastam a Nigéria, o Sudão e a Somália .
As principais tensões na África contemporânea ocorrem
nos Grandes Lagos e na porção norte do continente.
Civilizações marcantes

 O Antigo Egito é certamente a mais
conhecida e grandiosa civilização africana,
tendo sido cenário de importantes
acontecimentos e tendo construído uma
formidável cultura.
 Durante mais de 2 mil anos os egípcios
dominaram extensas regiões e
promoveram obras fantásticas para
honrar seus vários deuses e para produzir
através do aproveitamento do Rio Nilo.
Civilizações marcantes

 Abaixo do região egípcia, onde hoje está o Sudão, tendo
civilizações que deixaram suas marcas:
 O Reino de Kush chegou a
ser conhecido como a
civilização dos “faraós
negros”, tendo como
capital a cidade de Meroé.
Os kushitas também
construíram pirâmides e
tiveram relações tensas
com os poderosos
egípcios. O reino só foi
Ruínas da cidade de Meroé
extinto no século IV da Era
Cristã.
África do Norte
África Ocidental
África Central
África Oriental
África do Sul

Oceano
Atlântico
A África Atlântica
É a região ocidental do
continente, banhada
pelo Oceano Atlântico
e que teve fortes influências sobre a formação colonial das
Américas, pois foi a
origem dos escravos
que partiram para o
Novo Mundo.

Oceano
Atlântico
A África Atlântica
Para os estudiosos da
História da África, a
região é formada pelos
seguintes países atuais:
Mauritânia, Senegal,
Gâmbia, Guiné Bissau,
Guiné, Serra Leoa,
Libéria, Costa do Marfim,
Gana, Togo, Benin,
Nigéria, Camarões, Guiné
Equatorial, São Tomé e
Príncipe, Gabão, Congo,
República Democrática
do Congo e Angola

Oceano
Atlântico
A África Atlântica
A região sediou um dos mais importantes reinos históricos da
África, o poderoso Império de Gana, que desenvolveu intensa
atividade mineradora e comercial que negociava vários produtos e
também impulsionou o tráfico de escravos.
Situado numa
movimentada rota entre as regiões atlânticas e subsaarianas, o
império manteve contatos com vários povos, o que facilitou os
negócios envolvendo escravos. Gana manteve sob seu controle
vários reinos na região e entrou em decadência após o domínio de
invasores islâmicos, no século XIII.
A África Atlântica
O reino de Mali estava nas proximidades da África Atlântica, mas
era bastante ligado à região. Mali adotou o islamismo e também
deveu seu desenvolvimento ao comércio, além de intensa vida
urbana, o que ocorria em grandes cidades como Tombuctu.

Ruínas de Jenné-jeno (Mali), reconhecida
como a mais antiga cidade da região subsaariana
Escravidão
A escravidão é uma característica marcante na vida da África
Atlântica, sendo o tráfico humano uma atividade que teve muita
importância na região. O escravismo era uma prática muito
comum na África e remonta aos tempos das civilizações mais
antigas do continente.

Arte egípcia retratando a escravidão
Escravidão

Cenas da escravidão interna na África
Atlântica
Escravidão

Cenas da escravidão interna na África
Atlântica
Escravidão

Mulheres e
crianças
escravas
Escravidão
Com a expansão marítima europeia a partir do século XV, os
contatos entre a Europa e a África tornaram-se intensos e com
eles a escravidão ganhou mais mercados, através do tráfico
atlântico, que passou a ter o Novo Mundo como destino.
Os portugueses estabeleceram privilegiadas condições de
negociação, estabelecendo grande volume de atividades e
possibilitando o aumento das influências externas sobre a África
Atlântica.
Tráfico atlântico:
 Fluxo externo para as Américas;
 Preferência por escravos homens, por crianças e
adolescentes.
Escravidão
As intensas intromissões externas contribuíram para
desestabilizar os reinos africanos, cada vez mais dependentes das
potências europeias.
O tráfico atlântico
acentuou também os
problemas internos na
África, pois aumentou as
tensões entre os povos e
sociedades numa luta
entre aqueles que
buscavam escravos e
aqueles que buscavam
resistir à submissão.

Cena de ataque a população de aldeia
Escravidão
 Cerca de 90% dos escravos transferidos para as Américas
partiram da África Atlântica;
 No caso do fornecimento de escravos para o Brasil, os
interesses pelos controle do comércio escravista gerou atritos
entre lideranças e grupos africanos, comerciantes portugueses
e também brasileiros;

“Castelo” de São Jorge da Mina, em
Gana – Grande porto escravista
português
Escravidão

Esquemas e representações de navios
negreiros que faziam as rotas entre a
África Atlântica e as Américas
Escravidão

Fluxo,
intensidade e
destinos dos
escravos
através das
rotas
atlânticas
entre a África
e as Américas
Escravidão
 O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou também
disseminando, através do êxodo escravo, vários elementos da
cultura nativa africana para as Américas, então Significativa
parte da base sócio-cultural das sociedades formadas nas
Américas recebereu influências diretas dos povos da África
Atlântica.
 As populações escravas passaram a constituir a população
americana, agindo no processo de produção colonial, mas a
devida integração à sociedade ainda não foi concluída mesmo
após o fim do trabalho escravo;
 A continuidade do tráfico escravo foi trágica para vários reinos,
aldeias e povoados africanos, que passaram a ser atacados
para obtenção de pessoas que seriam submetidas ao
escravismo no Mundo Atlântico.
A África pré-colonial
• A África possuiu uma
História anterior a sua
exploração colonial
iniciada nos séculos
XV e XVI;
• Era um local onde
existiam grandes e
importantes
civilizações;
REGIÕES AFRICANAS
O Darwinismo
• Mas inspirados pelo
Darwinismo os europeus
passaram a ver o continente
como um lugar de pessoas
inferiores;
• A África e seus moradores
não deveriam ser levados,
mesmo que a força, a um
estágio mais elevado de
“cultura”.
• A África foi habitado por comerciantes,
ferreiros, ourives, guerreiros, reis e rainhas;
• Algumas civilizações são conhecidas desde o
século IV, como a primeira dinastia de Gana;
• Dentre os primeiros povos da África podemos
destacar os bérberes e os bantos.
• Os bérberes eram nômades e viviam em
caravanas que cortavam o deserto do Saara.
Da colonização a proclamação da república show
• Os bantos habitavam o noroeste da África,
(atuais Estados da Nigéria, Mali, Mauritânia e
Camarões);
• Eram agricultores e faziam da pesca e da caça
atividades suplementares, dominavam a
metalurgia, fato que possibilitou conquistarem
povos vizinhos e assim formarem um grande
reino, que abrangia grande parte do noroeste do
continente, o reino do Congo.
• Durante os séculos V a XV, na África
ocidental, os impérios de Gana e de Mali, e
reinos da África central e oriental, como os
Luba e Lunda, se chocaram entre os séculos
XVI e XIX, sendo considerados semelhantes
aos Estados de modelo monárquico ou
imperial;
• Um dos motivos deste choque era o tráfico de
africanos para serem escravizados na América.
Áfricas
• O continente africano era habita por povos
distintos em “estágios evolutivos” distintos;
• Por isso não é correto pensar na África
como um continente habitado por pessoas
todas iguais;
• Cada tribo, ou civilização africana tinha sua
própria língua, costumes, leis e deuses.
Da colonização a proclamação da república show
A África no Brasil
• Os africanos no Brasil,
durante o período da
escravidão, eram tratados
como mercadoria;
• Eram explorados e sua
cultura tida como inferior;
• Mas mesmo assim
conseguiram manter um
pouco de seus costumes
vivos.
Religião
• Através da religiosidade os africanos
preservaram parte de sua cultura;
• Nesta religião, criada no Brasil, mistura-se o
cristianismo e as crenças africanas;
Relações

Nossa Senhora da
Conceição

Iemanjá
Outras influências
• O português falado no Brasil é prova viva da
contribuição africana;
• Na música o samba;
• Na culinária a feijoada e o arroz doce
• Nas festas a congada, o maracatu...
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Comércio de Escravos

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NAVIO

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TRÁFICO NEGREIRO
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92
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93
Escravidão

• O negro resistiu, fugindo, atacando seus
feitores, queimando senzalas,
dispersando o gado, suicidando-se,
abortando, disfarçando sua cultura
(sincretismo) etc.
►

Os quilombos reuniam negros fugidos,
índios e até foras-da-lei...

►

Quase sempre foram mercadoria barata
(mesmo portugueses pobres e até
escravos alforriados podiam possuir
uma peça).

►

O número de mulheres trazidas da
África era cinco vezes menor que o de
homens.
Isto é preconceito, você sabia?
• Colocar apelidos nas pessoas negras, como Pelé, Mussum,
tição, café, chocolate, buiu, branca de neve. Os apelidos
pejorativos são uma forma perversa de desumanizar e
desqualificar seres humanos.
• Elogiar negros dizendo que são de “alma branca”.
• Fazer piada de mau gosto, usando o termo “coisa de preto”
ou “serviço de preto”.
• Querer agradar a negros dizendo que é negro, “mas” é bonito,
ou que “apesar” do “cabelo ruim” é inteligente.
• Usar eufemismo como “moreninho”, “escurinho”,
“pessoas de cor”, evitando a palavra negro ao se referir a
pessoas negras.
• Negar a ascendência negra do mulato, dizendo que ele
não é “totalmente” negro, que é de raça apurada, ou usar
as expressões “limpar o sangue” e “melhorar a raça”, ao
se referir à miscigenação.
• Fazer comparação, usando a cor branca como símbolo de
que é limpo, bom, puro e, em contrapartida, usar a cor preta
representando o que é sujo, feio, ruim.
Fonte: Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro – Rosa Margarida de Carvalho Rocha, Nzinga.
Educação das Relações Étnico-Raciais

A palavra é ...
Etnocentrismo – Visão de mundo que considera o grupo a
que o indivíduo pertence o centro de tudo. Elegendo como
o mais correto e como padrão cultural a ser seguido por
todos, considera os outros, de alguma forma diferentes
como inferiores.
Identidade Étnica – Conjunto de caracteres próprios e
exclusivos de uma pessoa que a faz reconhecer-se
pertencente a um determinado povo, ao qual se liga por
traços comuns de semelhança física, cultural e histórica.
Afro-brasileiro – Adjetivo usado para referir-se à parcela
significativa da população brasileira com ascendência
parcial ou totalmente africana.
Produção na
Colônia
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• Grande influência do catolicismo
(outros cultos não podiam ser
feitos em público...).
►

Família patriarcal.

►

Forte influência dos padrões da
aristocracia européia.

►

Presença dos cristãos-novos
(judeus convertidos).

►

Possibilidade de alforria
(Quartações – Carta de
compromisso etc).

►

Rigidez no tempo do açúcar e
flexibilidade na mineração e na
pecuária.

Sociedade
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Um trapiche é uma máquina destinada a moer a cana
de açúcar que consiste numa estrutura fixa onde se
encontra um conjunto de ao menos dois cilindros, um
recipiente, e um braço destinado a fazer rodar os
cilindros. A máquina é movida a tração animal,
geralmente bois.
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Os Quilombos
• Do Banto: “Povoação”
• Núcleos habitacionais e comerciais,
além de local de resistência à
escravidão
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114
O Quilombo dos Palmares
• Criado no final de 1590 a partir de um
pequeno refúgio de escravos localizado na
Serra da Barriga, em Alagoas, Palmares se
fortificou, chegando a reunir quase 30 mil
pessoas. Transformou-se num estado
autônomo, resistiu aos ataques holandeses,
luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foi
totalmente destruído em 1716.

10/25/13

115
ZUMBI
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116
A União Ibérica
e
A Invasão Holandesa
União Ibérica (1580-1640)
Com a morte do rei de Portugal, D. Sebastião, em 1578, o trono português ficou vago.
Felipe II, rei da Espanha e neto de D. Manuel rei de Portugal, reivindicou o trono português
e conquistou à força;
Portugal era da Espanha ( União Ibérica )
Holanda X Espanha
Holanda pertencia a Espanha ( era uma região desenvolvida por causa do comércio );
A partir de 1572, começa a luta pela independência da Holanda e dos reinos adjacentes;
Em 1581, a Holanda torna-se independente
Como represália:
Espanha faz um embargo econômico que afeta a economia de Portugal, Holanda e Brasil;
Em 1621, é criada a Cia das Índias Ocidentais (pela Holanda) para enfrentar o embargo;

Os holandeses planejaram a invasão de Salvador em 1624.
Holandeses na Bahia
Em 1624, a Holanda invade Salvador e aprisiona o governador Diogo
de Mendonça Furtado
colonos organizam a resistência ( guerra de guerrilha)
Em 1625, a Espanha envia a Bahia uma esquadra com 50 navios e
12mil homens. Foi comandado pelo Fradique Toledo Osório.
Holandeses em Pernambuco
Em 1630, holandeses voltam a atacar o Brasil ( PE)= Olinda e Recife
A chegada dos holandeses levou parte da população para o interior,
criando focos de resistência em PE ( o maior foi o arraial do Bom
Jesus e seu chefe era Mathias de Albuquerque )
Tática militar era a guerra de guerrilhas
Em 1632, Domingos Jorge Calabar ajuda os holandeses a destruir o
Arraial, destruição 1635.
Resultado das conquistas holandesas até esse período (1630-1635)
Engenhos destruídos
Olinda incendiada e destruída
Fuga de negros ( cresce o Quilombo dos Palmares)
Plantações destruídas
Holandeses dominam o litoral nordestino.
Nassau chega ao Recife (1637-1644)

•Período de relativa "paz" por adotar algumas medidas, tais como:
* Aliança com Senhores de Engenho
* Reativa a produção açucareira
* Faz empréstimos aos Senhores de Engenho
* Garante o abastecimento de escravos
* Faz o saneamento e modernização do Recife
* Recife passou a se chamar Mauritzstad ou Maurícia
* criou o Jardim Botânico
* Fez pontes
* pratica a tolerância religiosa
* trouxe os pintores Albert Echout e Frans Post
•Trouxe cientistas como: Jorge Marcgrave ( naturalista ) e Wiliam Piso ( Médico)
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Restauração Portuguesa

 

Em 1640, Portugal com ajuda da Inglaterra e da Holanda tornouse independente da Espanha
Assume o trono português D. João IV, iniciando a dinastia de 
Bragança
Nassau retorna em 1644 a Holanda
Começa o processo de Insurreição Pernambucana
Terceira fase do domínio holandês em Pernambuco (1645-1654)
Os holandeses começam a cobrar os empréstimos feitos aos
Senhores de Engenho
Intolerância religiosa
Inicia um sentimento de revolta
No dia 03/08/1645, Batalha dos Montes das Tabocas
Líderes :
João Fernandes Vieira (branco)
Henrique Dias (negro)
Felipe Camarão (índio)
* representação das três raças do Brasil.
19/04/1648 e em 11/1649 - Batalha dos Guararapes
Tratado de paz com a Holanda foi firmado em 08/1661, em Haia

Pontos do acordo:
Holanda renuncia qualquer pretensão sobre o Brasil
Portugal paga uma indenização de 4 milhões de cruzados
Portugal cede o Ceilão ( Sri Lanka, na Ásia) e Molucas na Indonésia.
No dia 26/01/1654 , os holandeses são expulsos definitivamente de
Recife
1. O CICLO DO OURO
• Século XVIII.
• MG, MT, GO
• Movimento bandeirante
(séc XVII):
– Bandos armados que
percorriam o interior do
país em busca de
riquezas.
– Origem: São Vicente (São
Paulo).
– Tipos de bandeiras (expedições
exploradoras): apresamento (caça
ao índio), sertanismo de contrato
(destruição de quilombos ou
outros serviços no interior),
busca de metais preciosos.
– Importância histórica:
• alargamento informal das
fronteiras,
• ataque/destruição de missões
no sul, dando origem a
reserva de gado.
• descoberta de ouro (nos atuais
estados de MG, MT e GO)

• A administração aurífera:
– Intendência das Minas (1702) –
órgão criado por Portugal para
administrar a região das minas.
– Divisão em lotes (DATAS);
– Cobrança de impostos:
• Quinto (20%).
• Casas de Fundição (1720).
• Capitação (1735 – imposto sobre escravos)
• 100 arroubas anuais (1500kg/ano).
• Derrama (cobrança de impostos atrasados).

• Submissão de Portugal aos interesses ingleses:
Tratado de Methuen (1703) – acordo panos e
vinhos.
• Mudanças do Brasil a partir da descoberta de
ouro:
– Aumento populacional.
– Aumento do mercado interno.
– Integração econômica.
– Integração do sul (gado).
– Deslocamento do eixo econômico
(NE – SE).
– Mudança da capital (RJ – 1763).
– Interiorização.
– Urbanização (Vila Rica, Mariana,
Sabará, Diamantina...).
– Surgimento de classe média
urbana.
– Mobilidade social relativa.
– Aumento do escravismo.
• O distrito Diamantino:
– Maior controle de POR.
– Até 1740 cobrava-se o Quinto.
– A partir de 1740: concessão de contrato.
• Contratador.
– A partir de 1771: monopólio de POR.

• A arte na época do ouro:
– Estilo barroco.
– Obras de caráter religioso.
– Antônio Francisco Lisboa – O Aleijadinho
(maior representante).
Aleijadinho nasceu em Vila Rica no ano de 1730 (não há registros
oficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com um mestre-deobras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observando
o trabalho de seu pai que também era entalhador.
Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença
degenerativa nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença,
mas provavelmente pode ter sido hanseníase ou alguma doença
reumática. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos.
Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para
poder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do comum para
continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua
trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas
Gerais.
Da colonização a proclamação da república show
Da colonização a proclamação da república show
Da colonização a proclamação da república show
André João Antonil, Jesuíta italiano, percorreu o Brasil.
Em 1711, publicou em Lisboa a obra Cultura e Opulência do Brasil 
por suas Drogas e Minas.

E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó
e em moedas para os reinos estranhos, e a menor é a que fica em
Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões,
arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as
mulatas de mau viver e as negras muito mais do que as senhoras. Nem
há pessoa prudente que não confesse haver Deus permitido que se
descubra nas Minas tanto ouro para castigar com ele ao Brasil, como
está castigando, no mesmo tempo tão abundante de guerras, aos
Europeus com o ferro."
A POPULAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO 
XVII 
A POPULAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO 
XVIII
• As Reformas Pombalinas (1750 – 1777):
– Marquês do Pombal*: despotismo esclarecido em POR.
– Tentativa de modernizar POR, diminuindo influência
inglesa no país.
– Estratégia: aumentar a exploração sobre o Brasil.
– Aumento do controle administrativo.
– Criação de companhias de comércio (reforço do
monopólio).
– Criação da Derrama.
– Expulsão de Jesuítas de POR – destruição das missões
no RS.

* Sebastião José de Carvalho e Melo
1 - REVOLTAS NATIVISTAS:
•
 

Revolta de Beckman (1684)

Causas:
 As divergência entre fazendeiros e jesuítas quanto à escravização dos índios
 Oposição ao monopólio da Cia de Comércio do Maranhão
Desenrolar dos fatos:
 1621, foi criado o Estado do Maranhão ( Ceará, Piauí, Pará e Amazonas) capitanias reais estava
diretamente subordinado a metrópole.
 1641, os holandeses ocuparam a região do Maranhão (expulsaram invasores).
 A situação da região era de pobreza.
 A economia baseava-se na agricultura de subsistência, criação de gado, cultivo da cana , cacau e
fumo ( em escala modesta).
 Faltava dinheiro para comprar escravos negros Saída: índios (missões).
 1682, foi criada a Cia de Comércio do Maranhão.
Líderes :
•Manuel Beckman, Tomás Beckman e Jorge Sampaio
Aderiram ao movimento: latifundiários, comerciantes luso-brasileiros, mascates, padres
contrários aos privilégios da Cia de Jesus.
Interessante: A revolta não era separatista. (elitista)
Movimento iniciou em 24/02/1684
•Revoltosos destituíram as autoridades e constituíram uma junta.
Organizou-se uma comissão representativa do comércio, da lavoura e do clero.
•Maio de 1685, Portugal manda novo governador Gomes de Freire de Andrade e prende
os revoltosos.
•Manuel Beckman e Jorge Sampaio são executados.
Resultado: a maioria dos objetivos alcançados.
Guerra dos Emboabas (MG 1707 – 1709):

– Bandeirantes paulistas X
Emboabas
(forasteiros)*.
– Capão da Traição: grande massacre de paulistas.
– SP é separada de MG.
– Paulistas retiram-se em sua maioria e descobrem novas
jazidas de ouro em GO e MT.
• Guerra dos Mascates (PE – 1710):
– Olinda

Latifundiários

X

Recife

Comerciantes
portugueses

– Causa básica: Recife obtém autonomia e Olinda não
aceita.
– Recife confirma sua autonomia e torna-se a capital de
Pernambuco (1714).
• Revolta de Vila Rica ou de Filipe dos
Santos (MG – 1720):
– Contra o estabelecimento das Casas de Fundição.
– Líder: Filipe dos Santos.
– Resultado: Filipe dos Santos é enforcado e
esquartejado.
2 - REVOLTAS EMANCIPACIONISTAS:
• Século XVIII (final) e XIX (início).
• Objetivo: separação de Portugal
(independência).
• Nacionalistas.
• Influenciadas pelo iluminismo,
independência dos EUA e Revolução
Francesa.
• Inconfidência Mineira (1789):
– Causas: esgotamento do ouro, crise econômica,
exploração abusiva de POR (impostos, derrama,
proibição de produção de manufaturados na colônia –
Alvará de D. Maria I).
– Penetração de ideais iluministas.
– Líderes: elite mineira
(Cláudio Manuel da Costa, Tomás
Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto,
Joaquim José da Silva Xavier – o 
“Tiradentes”).
– Objetivos: proclamação da República,
fim do pacto colonial, estímulo ao
desenvolvimento de manufaturas,
criação de uma Universidade, bandeira
com a inscrição “Libertas quae sera 
tamen” (Liberdade ainda que 
tardia).
– Denunciada por Joaquim Silvério dos
Reis.
– Líderes presos e degredados para a
África.
– Tiradentes é enforcado e esquartejado
(exemplo).
Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798):
Motivos:
 
Transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro 
(1763)
Aumento das dificuldades econômicas (empobrecimento da 
maioria da população)
 
Influências:
 
 Idéias Iluministas  “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”
 Independência dos Estados Unidos
 Maçonaria
 
Objetivos: 
 
Criação de uma República 
 Independência 
Fim da escravidão
Impostos mais eqüitativos
Aumento de salários das tropas
Eleições públicas
Luta contra o clero, o rei e as autoridades.
 Circulação de panfletos “subversivos” em 12/08/1798

Líderes:
 
Luiz Gonzaga das Virgens (soldado), Lucas Dantas de Amorim 
Torres ( soldado)
João de Deus  (alfaiate),
Cipriano Barata ( Médico)  fundou o Jornal o Sentinela da 
Liberdade;
 Manuel Faustino dos Santos ( alfaiate);  
Hermógenes  Pantoja  ( militar); Agostinho Gomes ( padre) 
Loja maçônica: Cavaleiros da Luz ( padres, comerciantes e 
militares) 
Movimento foi considerado de Lesa-majestade = crime contra a 
coroa
 
Observação: o movimento não chegou a eclodir.
 
Cronistas da época chamavam de “associação de mulatos”
 
07/11/1799 foram condenados  a forca e ao esquartejamento
      João de Deus do Nascimento ; 
      Luiz Gonzaga das Virgens;
      Lucas Dantas de Oliveira;
      Manuel Faustino dos Santos ( o lira)
 
Execução deveria servir de exemplo para inibir atos como do Haiti.
 
COMPARAÇÃO ENTRE AS 
CONJURAÇÕES MINEIRA E BAIANA
Gêneros 

Literários 

Quinhentismo: Esse é o primeiro movimento literário no Brasil e não
apresenta um autor específico. Possui uma característica mais
informativa
e
documental.
Barroco: A literatura barroca teve início em 1601 com o poema
épico Prosopopeia, de Bento Teixeira. Os sermões do padre Antônio
Vieira também foram importantes nesse período. O poeta mais
importante desse estilo no Brasil foi Gregório de Matos, chamado
também de Boca do Inferno, que fazia poesias satíricas.
Arcadismo: O início do Arcadismo no Brasil foi em 1768 com a
publicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, cujo
pseudônimo era Glauceste Satúrnio. Esse movimento produz poesias
líricas e bucólicas com a valorização da vida no campo. Seu principal
autor é Tomás Antônio Gonzaga, que publicou Marília de Dirceu e
Cartas Chilenas.
Numa tarde quente da Bahia, uma Freira resolveu satirizar,
publicamente, Gregório de Matos(nasceu em 1636) , que tinha uma
fisionomia delgada e um nariz saliente, chamando-lhe de “Pica-Flor”
(passarinho, o mesmo que beija-flor). Gregório não deixou por menos e
lhe respondeu em versos:
“Se Pica-Flor me chamais,
Pica-Flor aceito ser,
Mas resta saber agora,
Se no nome que ma dais,
Meteis a flor, que guardais![...]
Se me dais este favor,
Sendo eu só o Pica,
E o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-Flor”
Provavelmente aí está a origem da palavra "pica" (Pênis).
O sermão do Padre Antônio Vieira, intitulado Pelo bom sucesso das
armas de Portugal contra as de Holanda,  trata-se  de  um  texto 
religioso redigido pelo sacerdote, com vistas à pregação que realizou 
no Brasil, no ano de 1640, na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, na 
Bahia.

(...) Em castigar, vencei-nos a nós, que somos criaturas fracas;
mas em perdoar, vencei-Vos a Vós mesmo, que sois todopoderoso e infinito. Só esta vitória é digna de Vós, porque só
vossa justiça pode pelejar com armas iguais contra vossa
misericórdia; e sendo infinito o vencido, infinita fica a glória do
vencedor. (...).(VIEIRA, 1959, p. 322-323).
1. O PERÍODO JOANINO (1808 – 1821)
• Período em que a família real portuguesa
instalou-se no Brasil.
• Causa: fuga das tropas napoleônicas.
– Não adesão ao Bloqueio Continental.

• 1808: Abertura dos Portos.
– Fim do Pacto Colonial.

D. João 
VI

Chegada da família real 
portuguesa.
• 1810: Tratados de comércio com a ING:
– Tratado de Aliança e Amizade – proibição da
Inquisição no Brasil e fim gradual do tráfico negreiro.
– Tratado de Comércio e Navegação – tarifas 
alfandegárias reduzidas para produtos ingleses;
porto livre (SC).

• Realizações de D. João:
– Permissão para a produção de manufaturas (revogação
do Alvará de D. Maria I – 1785) – frustrado pela
concorrência inglesa.
– Academia militar.
– Banco do Brasil.
– Imprensa Régia.
–
–
–
–

Biblioteca Real.
Escola de Medicina (BA e RJ).
Real Teatro de São João
Jardim Botânico (RJ).
•

•

•

Com a chegada de D. João VI e a corte portuguesa ao Brasil, este recebe forte influência
cultural européia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses
(1816) encarregado da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos
poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão
Artística Francesa.
Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à
moda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), ou seja, um estilo artístico
que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade .

Algumas características de construções neoclássicas:
· Colunas (de origem grega): Estrutura de sustentação das construções. Compõe-se de três
partes : base, fuste (parte maior) e capitel (parte superior com ornamentos).
· Arcos (de origem romana): Elemento de construção de formato curvo existente na parte
superior das portas e passagens que serve de sustentação.
· Frontões: Estrutura geralmente triangular existente acima de portas e colunas e abaixo do
telhado. Os frontões podem receber os mais variados tipos de decoração.
Os pintores deveriam seguir algumas regras na pintura tais como: inspirada nas esculturas
clássicas gregas e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do
equilíbrio da composição e da harmonia do colorido.
ARTISTAS DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA
•

Chefiada por Joaquim Lebreton, a missão artística francesa criou, no Rio
de Janeiro, a Escola Real das ciências, arte e ofícios.

•

Nicolas-Antonine Taunay: (1775-1830) pintor francês de grande destaque
na corte de Napoleão Bonaparte e considerado um dos mais importantes da
Missão Francesa. Durante os cinco anos que residiu no Brasil, retratou
várias paisagens do Rio de Janeiro.

•

Jean-Baptiste Debret: (1768-1848) foi chamado de "a alma da Missão
Francesa". Ele foi desenhista, aquarelista, pintor cenográfico, decorador,
professor de pintura e organizador da primeira exposição de arte no Brasil
(1829). Em 1818 trabalhou no projeto de ornamentação da cidade do Rio
de Janeiro para os festejos da aclamação de D.João VI como rei de
Portugal, Brasil e Algarve. Mas é em Viagem pitoresca ao Brasil, coleção
composta de três volumes com um total de 150 ilustrações, que ele retrata e
descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos são a nobreza e as
cenas do cotidiano brasileiro e suas obras nos dão uma excelente idéia da
sociedade brasileira do século XIX.
Características do neoclássico
Igreja de Santa Genoveva em Paris

Porta do Brandemburgo, em Berlim

A grande odalisca - Ingres
Forte influência da
arquitetura neoclássica
foi a descoberta
arqueológica das
cidades italianas de
Pompéia e Herculano
que, no ano de 79 a.C.,
foram cobertas pelas
lavas do vulcão
Vesúvio. Diante
daquelas construções,
num erro de
interpretação, os
historiadores de arte
acreditavam que os
edifícios gregos eram
recobertos com
mármore branco,
ocasionando a
construção de tantos
edifícios brancos.
Exemplo: Casa Branca
dos Estados Unidos.

Vênus
Anadioneme
_Ingres

A pintura desse
período foi
inspirada
principalmente na
escultura clássica
grega e na pintura
renascentista
italiana, sobretudo
em Rafael, mestre
inegável do
equilíbrio da
composição.
NICOLAS-ANTOINE TAUNAY
Largo da Carioca em 1816. Museu Nacional de Belas
Artes
Retrato da Marquesa de Belas, 1816.

Vista do Pão-de-Açúcar a Partir do Terraço de
Sir Henry Chamberlain
JEAN-BAPTISTE DEBRET
Em "Viagem Pitoresca ao Brasil",
coleção composta de três volumes
com um total de 150 ilustrações,
Debret retrata e descreve a
sociedade brasileira. Seus temas
preferidos são a nobreza e as
cenas do cotidiano brasileiro. Sua
obra dá uma excelente idéia da
sociedade brasileira do século 19,
como se vê na figura acima.
Debret: Negra vendendo caju

Detalhe de A Coroação de D. Pedro I, de J.B.
Debret
ARQUITETURA
Grandjean de Montigny – Introduziu o Neoclássico na arquitetura brasileira.
•
•
•
•
•

•

Grandjean de Montigny – Em 1816, desembarca no Rio de Janeiro.
Impedido de lecionar por falta de lugar adequado, Montigny entregou-se a vários
projetos oficiais e particulares.
Desde sua chegada ao Brasil até sua morte, em 1850, realizou numerosos projetos de
arquitetura e urbanismo, dos quais bem poucos se concretizaram.
Entre os projetos que se concretizaram, figuram a Escola Real de Ciências Artes e
Ofícios
Teatro da Paz, construção em estilo neoclássico que, no tempo do Império, foi a maior
casa de óperas e até hoje permanece entre os mais destacados teatros do país, por sua
tradição artística. Erguido na época áurea da borracha pelo arquiteto Grandjean de
Montigny, o teatro serviu de palco para grandes figuras do mundo das artes
Em sua fachada e nas laterais erguem-se colunas que lhe dão o equilíbrio de templo
grego. Nas colunatas coríntias, sobre a fachada principal, existem quatro bustos de
mármore representando a música, a poesia, a comédia e a tragédia. Suas escadarias,
adornadas por bustos em mármore de Carrara de Gonçalves Dias e José de Alencar,
ligam o salão de entrada ao pavilhão superior, onde imensa lâmina ladeia a entrada de
um amplo corredor, em arcadas, que comunica as frizas e as varandas.
GRANDJEAN DE MONTIGNY

Pórtico da Escola Real de Ciências, Artes e
Ofícios, na altura da antiga Travessa do
Sacramento, no Rio de Janeiro. Atual Escola de
Belas Artes, hoje unidade da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, O pórtico da antiga
Academia Imperial de Belas Artes, hoje no Jardim
Botânico

Entrada do teatro da Paz em
Belém do Pará

Projetado por Grandjean de Montigny, para ordenar a feira de pescado do 
Largo do Paço, este mercado funcionou de 1840 a 1933, quando a Bolsa de 
Valores o demoliu para construir sua sede.

Teatro da Paz, a fachada e detalhe das escadarias:
requinte de arquitetura, retrato do período áureo da
borracha. Projeto de Grandjean de Montigny
• Conseqüências sociais da instalação da
Corte no Brasil:
– Costumes importados da Europa no RJ.
– Alta do custo de vida.
– Crescimento populacional do RJ (urbanização).
– Criação de cargos públicos para ocupar nobres.
– Distribuição de títulos nobiliárquicos.
• Apoio de proprietários rurais locais.
– Aumento de impostos para financiar despesas da corte.
• 1815: Elevação do Brasil à categoria de REINO UNIDO 
A PORTUGAL E ALGARVES (legitimação da Corte no
Brasil – Congresso de Viena).
• Lembrar: 1816: Missão artística francesa no RJ (vinda de
vários artistas, entre eles o pintor Jean Baptiste Debret).
• Política externa:
– 1807 – invasão da Guiana Francesa
(devolvida em 1817).
– 1816 – anexação da Província 
Cisplatina (URU) – independente em
1828.

• A Revolução Liberal do Porto
(1820):
– POR – crise econômica e domínio
inglês.
– Liderança da burguesia portuguesa.
– Objetivos:
• Volta de D. João VI.
• Constituição.
• Recolonização do Brasil (volta
do monopólio português).
– 1821: D. João VI retorna a Portugal.
• D. Pedro assume como Regente.
2 - O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA
(1821 – 1822):
• Cortes portuguesas (parlamento) tentam
recolonizar o Brasil.
• Exigência da volta de D. Pedro para
Portugal.
• JAN/1822: “Dia do Fico”.
Elites coloniais brasileiras
aproximam-se de D. Pedro.
D. Pedro anuncia permanência
no Brasil.
• MAI/1822: Decreto do “Cumpra-se”.
• JUN/1822: D. Pedro convoca Assembléia
Constituinte.
• AGO/1822: tropas portuguesas no Brasil
consideradas inimigas.
• 7/9/1822: Após receber ultimato de POR,
D. Pedro proclama a independência.
• DEZ/1822: D. Pedro é coroado (DOM PEDRO I).
• Dependência econômica em relação a ING.
• Manutenção das estruturas sociais e econômicas:
–
–
–
–

Latifúndio.
Agroexportação.
Monocultura.
Escravismo.

• Sem participação popular no processo de
independência.
Aliança circunstancial de interesses de 
D. Pedro e das elites brasileiras para 
manter seus privilégios.
Primeiro reinado
1822 -1831
Guerra de Independência
• Províncias que não aceitaram a
proclamação:
• Bahia;
• Cisplatina;
• Grão-Pará.
• Maranhão
• Grenfell e Cochrane
Reconhecimento da
independência
• 1824: Estados Unidos (primeiro país devido à
Doutrina Monroe)
• 1825: Em Londres, os britânicos mediam o encontro
entre os diplomatas brasileiros e portugueses.
Portugal reconhece com a indenização brasileira de
2 milhões de libras esterlinas;
• Posteriormente são os ingleses que reconhecem a
independência do Brasil.
Constituinte de 1823
 Inicia os trabalhos a 17 de abril e é fechada por ato
autoritário do Imperador a 12 de novembro;
 O ante-projeto constitucional foi considerado muito
liberal pelo monarca;
 O projeto constituinte é conhecido com
“Constituição da Mandioca”
Constituição de 1824
 Outorgada em 25 de março;
 4 poderes: executivo, legislativo, judiciário e Moderador;
 Catolicismo apostólico romano: religião oficial do Império;
 Voto censitário;
 Regime do Padroado;
 Regime do Beneplácito;
4 Poderes
Voto censitário
• 100 mil-réis a 199 mil-réis: cidadão passivo, não votava
nem era votado;
• 200 mil-réis a 399 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de
paróquia (ou de 1º grau), votava mas não era votado;
• 400 mil-réis a 799 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de
província (ou de 2º grau), votava e era votado para
deputado;
• 800 mil-réis ou mais: cidadão ativo, eleitor de província (ou
de 2º grau), votava e era votado para senador.
Padroado (União Igreja-Estado)
 Somente os católicos poderiam assumir cargos
públicos;
 Somente os templos católicos poderiam ser
públicos;
 Porém, formalmente, havia liberdade religiosa;
 O monarca era o chefe da Igreja Católica brasileira
e não o Papa.
Beneplácito
 O imperador sagrava os bispos;

 O imperador poderia conceder títulos de nobreza;

 A Assembléia Nacional não tinha autoridade para
concessão de títulos (poderia, no máximo, sugerir) e o
monarca não necessitaria de sua autorização para
concedê-los.
Luta Política
“Partido Português”
• Apoiavam o absolutismo de
D. Pedro;
• Institucionalmente eram
fortes no Senado;
• Socialmente eram os
grandes comerciantes da
Corte

“Partido Brasileiro”
 Liberais: eram contra o
absolutismo de D. Pedro;
 Institucionalmente eram
fortes na Câmara dos
Deputados;
 Socialmente eram os
médios e pequenos
comerciantes da Corte e os
grandes fazendeiros;
Confederação do Equador
• A elite do nordeste não aceita o absolutismo
de D. Pedro I;
• Não aceita os altos impostos decretados
pelo monarca sem consentimento das
assembléias provinciais;
• O movimento foi continuação da revolução
pernambucana de 1817;
Confederação do Equador
Características principais:
• Republicanismo;
• Separatismo;
• Ideais liberais-iluministas;
• Líderes eram grandes senhores-de-engenho
com participação da classe-média intelectual
de Olinda e Recife (clérigos, jornalistas etc).
• Repressão violenta comandada por Grenfell.
Guerra da Cisplatina 1825-1828
• Brasil e Argentina disputam o território que
iniciou uma guerra pela autonomia;
• Guerra impopular que D. Pedro I insistiu
em lutar. O Brasil teve milhares de mortos,
principalmente da região de Santa Catarina
e Rio Grande do Sul;
• A região consegue sua independência e não
fica nem para o Brasil nem para a
Argentina: torna-se a República Oriental do
Uruguai.
Guerra da Cisplatina
Crise Econômica
 O Brasil possuía uma estrutura de “plantation”
 O açúcar e o algodão – produção em declínio;
 A crise dura de 1765 a 1850;
 Durante o Primeiro Reinado, o café começa a se
espalhar pela Província do Rio de Janeiro, mas de
maneira ainda incipiente.
Crise Política do I Reinado
• Fechamento da Constituinte;
• Outorga da Constituição de 1824;
• Envolvimento de D. Pedro I na sucessão portuguesa (guerra
civil contra o irmão D. Miguel que usurpara o trono);
• Repressão violenta ao movimento separatista e republicano
das províncias do nordeste (Confederação do Equador) 1824;
• Guerra da Cisplatina (1825-28).
Abdicação de D. Pedro I
• Manifestações populares contra o monarca após a
morte de Líbero Badaró (jornalista liberal de São
Paulo) por pessoas ligadas a D. Pedro;
• Noites das Garrafadas (março de 1831);
• Revolta de militares brasileiros;
• 07 de abril de 1831: abdicação de D. Pedro I em
favor de seu filho Pedro de Alcântara.
Início do Período Regencial
• Como não havia nenhum parente maior de
idade para assumir a regência em nome de D.
Pedro II, a constituição determinava que a
Assembléia Nacional indicasse três nomes que
comporiam a Regência Trina que governaria
até a maioridade do imperador criança.
BRASIL IMPÉRIO (1822 – 1889)
Período Regencial (1831 – 1840)
• Transição até a maioridade de D. Pedro II.
• Instabilidade política (agitações internas).
• Fases:
– Regência Trina Provisória (abr/jul 1831);
– Regência Trina Permanente (1831 – 1834);
– Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837);
– Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840).
• Tendências políticas do período:
– Restauradores ou Caramurus:
• Portugueses, descendentes de portugueses e burocratas
ligados ao antigo governo de D. Pedro I.
• Contrários a qualquer reforma política (conservadores).
• Absolutistas.
• Objetivo: volta de D. Pedro I.
– Liberais Moderados ou Chimangos:
• Proprietários rurais especialmente do Sudeste.
• Monarquistas e escravistas.
• Federalismo com forte controle do RJ (centralizadores).
• Principal força política que controlava o governo na época.
– Liberais Exaltados ou Farroupilhas ou Jurujubas:
• Proprietários rurais de regiões periféricas sem influência do
RJ, classe média urbana e setores do exército.
• Fim da monarquia e proclamação da República.
• Federalismo (grande autonomia provincial).
• Alguns pregavam ideais democráticos inspirados na
Revolução Francesa.
• Foco de revoltas.
DESENVOLVIMENTO DOS PARTIDOS
POLÍTICOS:
• Regência Trina Provisória (abr/jul 1831):
– Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, Nicolau Pereira de
Campos Vergueiro e José Carneiro de Campos.
– Suspensão provisória do Poder Moderador.
– Proibição de criar novos impostos.
– Proibição de dissolver a Câmara de Deputados.
– Eleição de uma Regência Permanente.
• Regência Trina Permanente (1831 – 1834):
– Brigadeiro Francisco Lima e Silva, João Bráulio Muniz (Norte) e
José da Costa Carvalho (sul).
– Criação da Guarda Nacional (ago/1831 – Padre Diogo Feijó).
• Redução do exército e da Marinha.
• Comando: “coronéis” (patente vendida ou eleita entre os
chamados “cidadãos ativos” – eleitores).
• Defesa de interesses pessoais dos grandes fazendeiros.
– Criação do Código de Processo Criminal (nov/1832):
• Autoridade judiciária e policial (nos municípios) aos “juízes de
paz”, eleito entre os grandes proprietários.
– Ato Adicional de 1834:
• Reforma constitucional.
• Objetivo: conciliação entre moderados e exaltados.
• Assembléias Legislativas Provinciais (Deputados Estaduais).
Capital nomeava os Presidentes de Província.
• RJ = Município Neutro.
• Substituição da Regência Trina por Regência Una.
• Suspensão do Poder Moderador e do Conselho de Estado até o
fim do Período Regencial.
• Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837):
– Várias revoltas pelo país (Cabanagem, Sabinada e Revolução
Farroupilha).
– Divisão nos Liberais Moderados (ver quadro do slide 4):
• Progressistas (posteriormente liberais): classe média urbana,
alguns proprietários rurais e alguns membros do clero.
Favoráveis a Feijó e ao Ato Adicional.
• Regressistas (posteriormente conservadores): maioria dos
grandes proprietários, grandes comerciantes e burocratas.
Centralizadores e contrários ao Ato Adicional.
– Feijó renuncia em 1837 (oposição crescente).
• Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840):
– Regressistas no poder.
– Retorno da centralização monárquica.
– Criação do Colégio Pedro II, Arquivo Público Nacional e Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro (“Ministério das Capacidades”
– Bernardo Pereira de Vasconcelos, ministro da Justiça).
– Lei Interpretativa do Ato Adicional (mai/1840): anulação prática
do Ato Adicional.
• Capital (RJ) com poderes para nomear funcionários públicos,
controlar órgãos da polícia e da justiça nos Estados.
– Fundação do “Clube da Maioridade” (1840):
• Grupo Progressista (ou Liberais).
• Antecipação da maioridade de D. Pedro II.
• Imperador = paz interna.
• “Golpe da Maioridade” – vitória do
grupo liberal.
• Fim do período regencial.
PRINCIPAIS REBELIÕES DO PERÍODO
REGENCIAL:
• Revolta dos Malês (BA 1835):
– Revolta de negros escravos islâmicos (alfabetizados que liam o
Alcorão). No mínimo 100 negros foram massacrados.
• Cabanagem (PA/AM 1835 – 1840):
– Ampla participação popular (índios, negros, mestiços, escravos ou
livres, porém, todos sem posses).
– Luta contra desigualdades.
– Sem programa político definido.
– Chegaram a tomar o poder mas foram traídos (Antônio Malcher,
Francisco Vinagre e Eduardo Angelim).
– Por ser a mais popular das revoltas, foi a mais severamente
reprimida (30 mil mortos ou 25% da população total da Província).
– As lideranças anônimas da Cabanagem: Domingos Onça, Mãe
da Chuva, João do Mato, Sapateiro, Remeiro, Gigante do
Fumo, Piroca Cana, Chico Viado, Pepira, Zefa de Cima, Zefa
de Baixo, Maria da Bunda, etc.
• A Sabinada (BA – 1837 – 1838):
– Francisco Sabino Barroso (líder).
– Dificuldades econômicas da Província (causa principal) e
recrutamento forçado para lutar contra os Farrapos no sul
(causa imediata).
– Obj: República Provisória até a maioridade de D. Pedro II.
– Adesão da classe média urbana.
– Líderes presos ou mortos e expulsos da Bahia.

Bandeira da República
Bahiense, proclamada
durante a rebelião.
• A Balaiada (MA 1838 – 1841):
– Manuel dos Anjos Ferreira (o “Balaio”), Raimundo Gomes (o
“Cara Preta”) e Negro Cosme Bento: principais líderes.
– Causas: pobreza generalizada: concorrência com algodão dos
EUA, privilégios de latifundiários e comerciantes portugueses.
– Vinganças pessoais (sem projeto político).
– Desunião entre participantes.
Manipulados e traídos pelos liberais locais (“bem-te-vis”).
Reprimidos por Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque de
Caxias).
• Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos
(RS 1835 – 1845):
– A mais elitista e longa de todas as revoltas.
– Principais lideranças (estancieiros): Bento Gonçalves (maior
líder), Davi Canabarro, Guiuseppe Garibaldi.
– Causas:
• Altos impostos sobre o charque gaúcho;
• Baixos impostos de importação sobre o charque platino (ARG e
URU);
• Nomeação do Presidente de Província (governador) pelo Rio de
Janeiro, contrário aos interesses gaúchos.
– Proclamação da República do Piratini, ou República RioGrandense (RS, a partir de 1835) e da República Juliana (SC,
de jul-nov de 1839).

Bandeira dos farrapos

Bandeira da República Juliana

Garibaldi
– Experiência de combate (guerras fronteiriças) e recursos
econômicos para manter a guerra (elite provincial).
– Não houve unanimidade: Porto Alegre apoiou o governo
central, bem como áreas de colonização germânica ou ligadas
ao comércio com a capital.

Brasão de Porto Alegre: o
termo “leal e valerosa”
refere-se ao apoio prestado
pela cidade ao governo
central (RJ).
– Acordo encerra conflito em 1845: “Paz de
Ponche Verde”
• Anistia dos envolvidos gaúchos;
• Incorporação dos farrapos no exército
nacional;
• Permissão para escolher o Presidente de
Província;
• Devolução de terras confiscadas na guerra;
• Proteção ao charque gaúcho da
concorrência externa;
Do Segundo
Reinado
a
Proclamação
da
República
POLÍTICA INTERNA
• 3 fases:
– Consolidação (1840 – 1850):
– Conciliação (1850 – 1870):
– Crise (1870 – 1889):

• 2 correntes políticas:
– Liberais: profissionais liberais urbanos, latifundiários ligados a
produção para o mercado interno (áreas mais novas).
– Conservadores: grandes comerciantes, latifundiários ligados ao
mercado externo, burocracia estatal.
– Sem divergências ideológicas, disputavam o poder mas
convergiam para a conciliação. Ambos representavam elites
econômicas.
• Parlamentarismo às avessas:
– Poder legislativo subordinado ao executivo.
– Imperador = peça central nas decisões.
Liberais e Conservadores manipulados por D. Pedro II,
cientes de que precisavam de sua proteção.

D. PEDRO II
• A Lei de Terras (1850):
– Terras sem registro = “devolutas” (pertencentes ao
Estado).
– Regularização mediante a compra de registro.
– Conseqüências:
• Pequenos proprietários perdem suas terras.
• Concentração de terras nas mãos de grandes
latifundiários.
• Imigrantes e escravos libertos sem acesso a terra.
• Mão-de-obra barata e numerosa para grandes
latifundiários.
• A Questão Christie (1863 – 1865):
– Rompimento de relações diplomáticas entre BRA e
ING.
– Causas:
• Roubo de carga de navio inglês naufragado no RS
(ING exige indenização);
• Prisão de marinheiros ingleses no RJ (ING exige
desculpas).
– W. D. Christie (embaixador inglês no Brasil) aprisiona
5 navios brasileiros no porto do RJ a título de
indenização.
– BRA paga indenização mas exige desculpas da ING por
invadir porto do RJ.
– Arbítrio internacional de Leopoldo I (BEL) favorável
ao BRA;
– BRA rompe relações diplomáticas com a ING.
– ING desculpa-se oficialmente em 1865.
• A Guerra do Paraguai (1865
– 1870):
– Maior conflito armado da América
Latina.
– Antecedentes:
• PAR: sem dívida externa, sem
analfabetismo, miséria ou
escravidão, com indústrias,
estradas de ferro, universidades,
telégrafo, exército desenvolvido,
governado ditatorialmente por
Solano López.
Solano López segundo
a imprensa brasileira
– Causas:
• PAR sem saída para o mar
(anexações no BRA e
ARG).
• “Mau exemplo” – oposição
inglesa ao projeto
paraguaio.
• Rompimento de relações
diplomáticas com o BRA
(represália a invasão do
URU e deposição de
Aguirre).
• Invasão paraguaia ao MT e
ARG (1865).
– TRÍPLICE ALIANÇA (BRA + ARG + URU)* X
PAR
– ING: retaguarda (empréstimos).
– Conseqüências:
• PAR: 600 mil mortos (99% dos homens), dívidas,
perdas territoriais.

POPULAÇÃO
(1864):

PAÍS

SOLDADOS
(1864):

10 milhões

BRASIL

18 mil

1,5 milhão

ARGENTINA

8 mil

300 mil

URUGUAI

1 mil

800 mil

PARAGUAI

64 mil
População no começo da guerra

800 mil

População morta durante a guerra POPULAÇÃO
606 mil (75,75%)
O MASSACRE DA

PARAGUAIA
População após a guerra

194 mil (24,25%)

Homens sobreviventes

14 mil (1,75%)

Mulheres sobreviventes

180 mil (22,5%)

Homens sobreviventes menores de 10 anos

9800 (1,225%)

Homens sobreviventes até 20 anos

2100 (0,2625%)

Homens sobreviventes maiores de 20 anos

2100 (0,2625%)
• BRA: endividamento, fortalecimento político do
exército, crise do escravismo e do Império.
• ING: afirmação de interesses econômicos na
região.
ECONOMIA:
• Café: principal produto.
–
–
–
–
–
–
–

Mercado externo (EUA/EUROPA).
Alto valor.
Solo (“terra roxa”) e clima favoráveis.
Região Sudeste.
Desenvolvimento dos transportes (estradas de ferro, portos).
Desenvolvimento de comunicações (telégrafo, telefone).
Desenvolvimento de atividades urbanas paralelas (comércio,
bancos, indústrias)
– Vale do Paraíba (RJ – SP): 1ª zona de cultivo. Início
no final do século XVIII. Latifúndio escravista
tradicional, sem inovações técnicas. Principal até
aproximadamente 1860-70.
– Oeste paulista: 2ª zona de cultivo. Início
aproximadamente a partir de 1850. Tecnologicamente
mais avançado. Introdução do trabalho de imigrantes
paralelamente ao escravismo. “Terra Roxa”.
Da colonização a proclamação da república show
• Açúcar: decadência
– Concorrência externa.
– Açúcar de beterraba (Europa).
– Queda no preço.

• Outros produtos:
– Algodão (MA): importante entre 1861 e 1865 (18%)
• Guerra de Secessão (EUA)
– Borracha (AM e PA): importante a partir de 1880
(8%)
• II Revolução Industrial – automóveis.
– Couros e peles (6 – 8%)
– Fumo (2 – 3%)
• A “Era Mauá” (1850 – 1870):
– Início da industrialização.
– Irineu Evangelista de Souza (Barão e
Visconde de Mauá).
– Causas:
• Tarifa Alves Branco (1844):
– Aumento de tarifas para importados.
– Aumento de arrecadação para o Estado.
– Estímulo involuntário para a indústria
nacional.
• Fim do tráfico negreiro (1850):
– Liberação de capitais.

Mauá: o primeiro
empresário
capitalista
brasileiro.
– Mercado interno.
– Bens de consumo não duráveis.
– Setor têxtil: principal.
– Surto industrial que não alterou o a estrutura econômica
nacional.
– Motivos do fracasso:
• Falta de apoio do governo.
• Sabotagens (oposição
de latifundiários).
• Concorrência inglesa.
SOCIEDADE:
• A Revolução Praieira (PE – 1848):
–
–
–
–

Causas: concentração fundiária e crise econômica.
Líderes: Pedro Ivo e Abreu Lima.
Jornal “Diário Novo” – Rua da Praia.
Manifesto ao Mundo: voto universal, liberdade de
imprensa, abolição da escravidão, proclamação da
República, nacionalização do comércio, direito ao
trabalho.
– Última grande revolta do período.
– Influência das revoluções liberais européias.
• A imigração:
–
–
–
–
–

Superação da crise do escravismo.
Mito do “embranquecimento”.
Necessidade de mão-de-obra (cafeicultura – sudeste).
Ocupação e defesa (região sul).
Crise econômica e social em países europeus.
– Os sistemas de imigração nos cafezais:
PARCERIA (fracasso)

COLONATO (sucesso)

Primeiro sistema introduzido (1847).

Oeste Paulista (por volta de 1870),
subvencionada pelo governo.

Trabalho familiar camponês.

Trabalho familiar camponês.

Colono dividia lucros e prejuízos.
Ficava com metade do produzido.

Camponês recebia 2 salários:
fixo anual e por produtividade.

Colonos se endividavam (passagens,
mantimentos, juros elevados...).

Governo paulista pagava as
passagens.

Eventualmente era permitida uma
pequena roça ao imigrante.

Era garantido um pedaço de roça
para subsistência ou comércio.
• A crise do
escravismo:
– Oposição inglesa (Bill
Aberdeen – 1845).
– Lei Eusébio de Queirós
(1850).
• Fim do tráfico de
escravos.
• Tráfico interprovincial
(NE – SE).
• Aumento do valor dos
escravos.
– Movimento abolicionista: intelectuais, camadas médias urbanas,
setores do exército.
– Prolongamento da escravidão por meio de leis inócuas:
• Lei do Ventre Livre (1871).
• Lei dos Sexagenários
ou Saraiva-Cotegipe (1885).
– Radicalização do movimento abolicionista – caifazes.
– Lei Áurea (1888):
• Fim da escravidão sem indenizações.
• Marginalização de negros.
• Crise política do império.
A CRISE GERAL DO IMPÉRIO (a partir
de 1870):
• A questão religiosa:
– Igreja atrelada ao Estado (Constituição de 1824).
• Padroado e Beneplácito.
– 1864 – Bula Syllabus (Papa Pio IX): maçons expulsos
dos quadros da Igreja.
– D. Pedro II proíbe tal determinação no Brasil.
Bispos de Olinda e Belém
descumprem imperador e
são presos.
Posteriormente anistiados.
Igreja deixa de prestar
apoio ao Imperador.
• Questão militar:
– Exército desprestigiado pelo governo: baixos soldos,
pouca aparelhagem e investimentos.
– Exército fortalecido nacionalmente após a Guerra do
Paraguai.
– Punições do governo a oficiais que manifestavam-se
politicamente.
• Sena Madureira, Cunha Matos.
– Penetração de idéias abolicionistas e republicanas
positivistas nos quadros do exército associam o Império
ao atraso institucional e tecnológico do país.
• Questão Republicana:
– 1870: Manifesto Republicano (RJ) – dissidência radical do
Partido Liberal.
– 1873: Fundação do PRP (Partido Republicano Paulista),
vinculado a importantes cafeicultores do Estado.
– Descompasso entre poderio econômico dos cafeicultores do
Oeste Paulista e sua pequena participação política.
– Abolicionismo em contradição com o escravismo defendido por
velhas elites aristocráticas cariocas.
– Idéia do Federalismo – maior autonomia estadual.
– Apoio de classes médias urbanas, também pouco representadas
pelo governo imperial.
• Questão
Abolicionista:
– Abolição da Escravidão
(1888) retira do governo
imperial sua última base
de sustentação:
aristocracia tradicional.

• Império é atacado
por todos os setores,
sendo associado ao
atraso e decadência.
• A Proclamação da República
(15/11/1889):
– 1888 – D. Pedro II tenta implementar
reformas políticas inspiradas no
republicanismo através de Visconde de
Ouro Preto:
• Autonomia provincial, liberdade de
culto e ensino, senado temporário,
facilidades de crédito...
– Reformas negadas pelo parlamento que é
dissolvido pelo imperador.
– Republicanos espalham boatos de
supostas prisões de líderes militares.
– Marechal Deodoro da Fonseca lidera
rebelião que depõe D. Pedro II.

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  • 2. A conquista do Novo Mundo • Portugal: Périplo Africano ► Espanha: testou a teoria da esfericidade da Terra
  • 3. A 1ª controvérsia diplomática • 1493 – a Espanha tenta emplacar a “Bula Inter Coetera” ► 1494 – Espanha e Portugal firmam o “Tratado de Tordesilhas” ► As demais nações apelam para o “Ut Possidetis”
  • 4. Portugal • A conquista de Ceuta foi o marco inicial de sua grande empreitada ► Já sabia da existência do Brasil (fragilidade da teoria da casualidade) ► O Brasil acabou sendo um excelente entreposto no caminho para as Índias ► Foi muito útil a herança cultural deixada pelos árabes (bússola, astrolábio...) ► A posição geográfica favorável também ajudou muito... ► Também é preciso considerar a Escola de Sagres... ► E a Revolução de Avis...
  • 5. Lembrete: • Toda essa história começou por que os europeus almejavam chegar às índias... ► As cidades italianas de Gênova e Veneza monopolizavam o mediterrâneo. Navegar era preciso...
  • 6. Modelos de colonização da América • Modelo Português • Modelo Espanhol ► Colônia de Exploração ► Colônia de Exploração ► Plantation (latifúndio agro-exportador) ► Plantation (latifúndio agro- ► Mão de obra escrava (mais exportador) ► Mão de obra escrava (mais índio do que negro) negro do que índio) ► Sociedade menos ► Sociedade mais hierarquizada (chapetones, criollos, hierarquizada (livres e cativos) ► Administração mais simples e centralizada mestiços, negros e índios) ► Administração mais complexa e descentralizada
  • 8. OS TUPI-GUARANI • Os povos Tupi-guarani, agricultores pouco sedentários e de muita rivalidade intertribal, que dominavam a costa brasileira de São Paulo ao Pará,foram os primeiros a entrar em contato com os europeus. • Os Tupi-guarani estavam mais bem organizados que as outras nações.Eram extremamente preconceituosos,tanto que chamavam os Jês de Tapuia, ou seja,”selvagens”. Este menosprezo dos Tupi-guarani pelos outros povos acabou depois sendo assimilado pelos conquistadores.
  • 9. MODO DE VIDA • O tipo de sociedade em que estavam organizados esses indígenas é chamado pelos antropólogos de sistema tribal. que domina na • O organização tribal é a relação de parentesco,definida pela cooperação entre membros descendentes de um ancestral comum.
  • 10. • Nas aldeias não existia uma autoridade formal, responsável pelo controle do grupo.O chefe de cada aldeia não tinha o poder de um rei.Ele trabalhava como os outros do grupo, e seu poder de liderança era exercido durante as reuniões, nos períodos de guerra ou em situações de calamidade. Era chamado de cacique ou morubixaba.
  • 11. • Outra figura importante na organização das tribos era o Pajé, também conhecido por xamã, mediador entre o plano dos homens e o dos espíritos. • Os Tupi-guarani acreditavam na vida futura e na reencarnação dos antepassados em uma criança. • Temiam os espíritos do mal e as almas dos mortos.
  • 14. ENCONTRO DE CULTURAS : ÍNDIOS - BRANCOS.
  • 18. INFERNO E PARAÍSO A leitura cristã feita do encontro dos europeus com os habitantes da América tinha forte conotação maniqueísta. De um lado, estava o “bem” , simbolizado por Deus e pela busca do paraíso; de outro, o “mal” , representado pelo Diabo e o inferno. Assim, a idéia da conquista de novas terras vinha acompanhada pelo desejo de levar a palavra de Deus para as “criaturas demonizadas” do Novo Mundo, por meio da catequese.
  • 22. REDUÇÕES • Os jesuítas, liderados por Manuel da Nóbrega, chegaram com o primeiro governador geral para iniciar a conversão dos índios. • Os índios recebiam a catequese, com prioridade na conversão das crianças. • Os índios eram agrupados em “reduções”, que eram uma espécie de comunidade liderada pelos jesuítas. Foram criadas para reformular o padrão cultural dos índios e reforçar o processo de conversão. • Fundação do povoado de São Paulo do Piratininga em 1.554
  • 23. Drogas do Sertão Drogas do sertão • Drogas do sertão é um termo que se refere a algumas especiarias extraídas da Amazônia como: ervas aromáticas, plantas medicinais, cacau, canela, baunilha, castanha do Pará e outras.
  • 24. A proibição da escravização indígena A Coroa Portuguesa considerava o índio como um súdito, o que legalmente não permitia que o índio fosse considerado escravo. O apogeu do trabalho escravo dos nativos ocorrera entre 1540 a 1570, principalmente nos atuais estados de Pernambuco e Bahia. A partir de 1570, a Coroa Portuguesa pretendeu criar legislação para proibir a escravização indígena, porém permitindo brechas legais para a sua utilização.
  • 25. SÉCULO XXI • Podemos observar, no mapa ao lado, a drástica redução dos habitantes da costa leste, de maioria Tupi. Ao longo do processo de colonização e mesmos após a independência esses índios foram dominados, dizimados e aos poucos foram refugiando nas terras interioranas para evitar o contato.
  • 37. Capitanias Hereditárias • Sistema adequado à política colonizadora portuguesa: “máximo de lucro e mínimo de investimento” ► Donatários podiam legislar e controlar quase tudo (podiam fundar vilas, conceder sesmarias, receber a REDIZIMA ou seja, 1/10 das rendas da Coroa e a VINTENA, 5% do arrecadado com a pesca e o pau Brasil, cobrar tributos sobre salinas, moendas e engenhos em suas terras ► Deveriam arcar com os custos... ► Índios hostis, natureza furiosa...
  • 45. Povoamento litorâneo • A ocupação do território brasileiro, por muitos anos, ficou restrita ao litoral. • Tal fato explica porque as densidades demográficas e a degradação ambiental nessa região são mais evidentes. • Explica também o desenvolvimento das primeiras vilas e cidades, bem como, a presença de grandes aglomerações urbanas próximas ao litoral.
  • 46. Pecuária Fator essencial na ocupação e povoamento do interior, a pecuária se desenvolve no vale do rio São Francisco e na região sul da colônia. As fazendas do vale do São Francisco são latifúndios assentados em sesmarias e dedicados à produção de couro e criação de animais de carga. Muitos proprietários arrendam as regiões mais distantes a pequenos criadores. Não é uma atividade dirigida para a exportação e combina o trabalho escravo com a mão-de-obra livre: mulatos, pretos forros, índios, mestiços e brancos pobres. No sul, a criação de gado é destinada à produção do charque para o abastecimento da região das minas. A remuneração, de uma maneira geral, baseava-se na participação do crescimento do rebanho; uma cria a cada quatro nascidas, com o acerto realizado a cada cinco anos.
  • 47. Durante o período colonial, a empresa açucareira foi o grande investimento dos portugueses nas terras brasileiras. Contudo, as necessidades de consumo das populações nativas serviram para o desenvolvimento de outras atividades econômicas destinadas à subsistência. Tais empreendimentos econômicos ficaram comumente conhecidos como atividades acessórias ou secundárias e costumava abranger o plantio de pequenas e médias culturas e produção de algodão, rapadura, aguardente, tabaco e mandioca.
  • 48. BRECHA CAMPONESA Uma das mais novas modalidades pesquisadas nesse campo trata, por exemplo, da criação da “brecha camponesa”. Esse termo se refere ao costume que alguns senhores de engenho tinham em liberar alguns lotes de sua propriedade para que os escravos pudessem realizar a produção de gêneros agrícolas voltados para o próprio consumo e a venda no mercado interno. Tal medida seria benéfica aos escravos ao abrir oportunidade para a compra de outros produtos e a relativa melhora de sua condição de vida.
  • 49. Por que estudar a África? Além de identificar e reconhecer as influências das culturas africanas (sobretudo da chamada África Atlântica) sobre a formação do Brasil, é necessário olhar outros povos, histórias e tradições , indo além do habitual costume que privilegia o estudo do mundo eurocêntrico (que tem a cultura de origem europeia como base ou referência).
  • 50. O “Berço” da humanidade O continente é reconhecidamente associado ao surgimento do homem, pois em terras africanas foram identificadas várias e antigas espécies que fizeram parte da evolução humana. Migrações Desde os tempos mais remotos as populações africanas passaram por processos migratórios ou pela formação de grupos isolados pouco numerosos, favorecendo a formação de vários grupos étnicos e de uma grande diversidade de estruturas sociais, tribos, comunidades e variadas formas de organização política – que, embora utilizemos termos ocidentais como “impérios” ou “reinos”, funcionavam de formas próprias e diferenciadas.
  • 52. •Nos seus 30,2 milhões de Km², repartidos por 53 países a África tem 1 bilhão de habitantes, cerca de 15% da Humanidade, que aliás foi nela que teve a sua origem. •Nos países africanos mais de 60% da população ainda não completou 25 anos, o que perspectiva um grande potencial de futuro para o menos desenvolvido dos continentes. •É preciso derrubar os principais obstáculos ao renascimento de África, outrora, vista como um reservatório de escravos para o engrandecimento das Américas.
  • 53. ÁFRICA A descolonização da África, entre 1950 e 1970, dá origem a sistemas políticos frágeis, que, em muitos países, acabam degenerando em ditaduras ou em sangrentas guerras civis envolvendo clãs e etnias rivais. A instabilidade do continente é uma herança do caótico processo de colonização. Muitos dos conflitos africanos se arrastam há anos sem perspectiva de se obter a paz, como as guerras civis que devastam a Nigéria, o Sudão e a Somália . As principais tensões na África contemporânea ocorrem nos Grandes Lagos e na porção norte do continente.
  • 54. Civilizações marcantes  O Antigo Egito é certamente a mais conhecida e grandiosa civilização africana, tendo sido cenário de importantes acontecimentos e tendo construído uma formidável cultura.  Durante mais de 2 mil anos os egípcios dominaram extensas regiões e promoveram obras fantásticas para honrar seus vários deuses e para produzir através do aproveitamento do Rio Nilo.
  • 55. Civilizações marcantes  Abaixo do região egípcia, onde hoje está o Sudão, tendo civilizações que deixaram suas marcas:  O Reino de Kush chegou a ser conhecido como a civilização dos “faraós negros”, tendo como capital a cidade de Meroé. Os kushitas também construíram pirâmides e tiveram relações tensas com os poderosos egípcios. O reino só foi Ruínas da cidade de Meroé extinto no século IV da Era Cristã.
  • 56. África do Norte África Ocidental África Central África Oriental África do Sul Oceano Atlântico
  • 57. A África Atlântica É a região ocidental do continente, banhada pelo Oceano Atlântico e que teve fortes influências sobre a formação colonial das Américas, pois foi a origem dos escravos que partiram para o Novo Mundo. Oceano Atlântico
  • 58. A África Atlântica Para os estudiosos da História da África, a região é formada pelos seguintes países atuais: Mauritânia, Senegal, Gâmbia, Guiné Bissau, Guiné, Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benin, Nigéria, Camarões, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Gabão, Congo, República Democrática do Congo e Angola Oceano Atlântico
  • 59. A África Atlântica A região sediou um dos mais importantes reinos históricos da África, o poderoso Império de Gana, que desenvolveu intensa atividade mineradora e comercial que negociava vários produtos e também impulsionou o tráfico de escravos. Situado numa movimentada rota entre as regiões atlânticas e subsaarianas, o império manteve contatos com vários povos, o que facilitou os negócios envolvendo escravos. Gana manteve sob seu controle vários reinos na região e entrou em decadência após o domínio de invasores islâmicos, no século XIII.
  • 60. A África Atlântica O reino de Mali estava nas proximidades da África Atlântica, mas era bastante ligado à região. Mali adotou o islamismo e também deveu seu desenvolvimento ao comércio, além de intensa vida urbana, o que ocorria em grandes cidades como Tombuctu. Ruínas de Jenné-jeno (Mali), reconhecida como a mais antiga cidade da região subsaariana
  • 61. Escravidão A escravidão é uma característica marcante na vida da África Atlântica, sendo o tráfico humano uma atividade que teve muita importância na região. O escravismo era uma prática muito comum na África e remonta aos tempos das civilizações mais antigas do continente. Arte egípcia retratando a escravidão
  • 62. Escravidão Cenas da escravidão interna na África Atlântica
  • 63. Escravidão Cenas da escravidão interna na África Atlântica
  • 65. Escravidão Com a expansão marítima europeia a partir do século XV, os contatos entre a Europa e a África tornaram-se intensos e com eles a escravidão ganhou mais mercados, através do tráfico atlântico, que passou a ter o Novo Mundo como destino. Os portugueses estabeleceram privilegiadas condições de negociação, estabelecendo grande volume de atividades e possibilitando o aumento das influências externas sobre a África Atlântica. Tráfico atlântico:  Fluxo externo para as Américas;  Preferência por escravos homens, por crianças e adolescentes.
  • 66. Escravidão As intensas intromissões externas contribuíram para desestabilizar os reinos africanos, cada vez mais dependentes das potências europeias. O tráfico atlântico acentuou também os problemas internos na África, pois aumentou as tensões entre os povos e sociedades numa luta entre aqueles que buscavam escravos e aqueles que buscavam resistir à submissão. Cena de ataque a população de aldeia
  • 67. Escravidão  Cerca de 90% dos escravos transferidos para as Américas partiram da África Atlântica;  No caso do fornecimento de escravos para o Brasil, os interesses pelos controle do comércio escravista gerou atritos entre lideranças e grupos africanos, comerciantes portugueses e também brasileiros; “Castelo” de São Jorge da Mina, em Gana – Grande porto escravista português
  • 68. Escravidão Esquemas e representações de navios negreiros que faziam as rotas entre a África Atlântica e as Américas
  • 69. Escravidão Fluxo, intensidade e destinos dos escravos através das rotas atlânticas entre a África e as Américas
  • 70. Escravidão  O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou também disseminando, através do êxodo escravo, vários elementos da cultura nativa africana para as Américas, então Significativa parte da base sócio-cultural das sociedades formadas nas Américas recebereu influências diretas dos povos da África Atlântica.  As populações escravas passaram a constituir a população americana, agindo no processo de produção colonial, mas a devida integração à sociedade ainda não foi concluída mesmo após o fim do trabalho escravo;  A continuidade do tráfico escravo foi trágica para vários reinos, aldeias e povoados africanos, que passaram a ser atacados para obtenção de pessoas que seriam submetidas ao escravismo no Mundo Atlântico.
  • 71. A África pré-colonial • A África possuiu uma História anterior a sua exploração colonial iniciada nos séculos XV e XVI; • Era um local onde existiam grandes e importantes civilizações;
  • 73. O Darwinismo • Mas inspirados pelo Darwinismo os europeus passaram a ver o continente como um lugar de pessoas inferiores; • A África e seus moradores não deveriam ser levados, mesmo que a força, a um estágio mais elevado de “cultura”.
  • 74. • A África foi habitado por comerciantes, ferreiros, ourives, guerreiros, reis e rainhas; • Algumas civilizações são conhecidas desde o século IV, como a primeira dinastia de Gana; • Dentre os primeiros povos da África podemos destacar os bérberes e os bantos. • Os bérberes eram nômades e viviam em caravanas que cortavam o deserto do Saara.
  • 76. • Os bantos habitavam o noroeste da África, (atuais Estados da Nigéria, Mali, Mauritânia e Camarões); • Eram agricultores e faziam da pesca e da caça atividades suplementares, dominavam a metalurgia, fato que possibilitou conquistarem povos vizinhos e assim formarem um grande reino, que abrangia grande parte do noroeste do continente, o reino do Congo.
  • 77. • Durante os séculos V a XV, na África ocidental, os impérios de Gana e de Mali, e reinos da África central e oriental, como os Luba e Lunda, se chocaram entre os séculos XVI e XIX, sendo considerados semelhantes aos Estados de modelo monárquico ou imperial; • Um dos motivos deste choque era o tráfico de africanos para serem escravizados na América.
  • 78. Áfricas • O continente africano era habita por povos distintos em “estágios evolutivos” distintos; • Por isso não é correto pensar na África como um continente habitado por pessoas todas iguais; • Cada tribo, ou civilização africana tinha sua própria língua, costumes, leis e deuses.
  • 80. A África no Brasil • Os africanos no Brasil, durante o período da escravidão, eram tratados como mercadoria; • Eram explorados e sua cultura tida como inferior; • Mas mesmo assim conseguiram manter um pouco de seus costumes vivos.
  • 81. Religião • Através da religiosidade os africanos preservaram parte de sua cultura; • Nesta religião, criada no Brasil, mistura-se o cristianismo e as crenças africanas;
  • 83. Outras influências • O português falado no Brasil é prova viva da contribuição africana; • Na música o samba; • Na culinária a feijoada e o arroz doce • Nas festas a congada, o maracatu...
  • 94. Escravidão • O negro resistiu, fugindo, atacando seus feitores, queimando senzalas, dispersando o gado, suicidando-se, abortando, disfarçando sua cultura (sincretismo) etc. ► Os quilombos reuniam negros fugidos, índios e até foras-da-lei... ► Quase sempre foram mercadoria barata (mesmo portugueses pobres e até escravos alforriados podiam possuir uma peça). ► O número de mulheres trazidas da África era cinco vezes menor que o de homens.
  • 95. Isto é preconceito, você sabia? • Colocar apelidos nas pessoas negras, como Pelé, Mussum, tição, café, chocolate, buiu, branca de neve. Os apelidos pejorativos são uma forma perversa de desumanizar e desqualificar seres humanos. • Elogiar negros dizendo que são de “alma branca”. • Fazer piada de mau gosto, usando o termo “coisa de preto” ou “serviço de preto”. • Querer agradar a negros dizendo que é negro, “mas” é bonito, ou que “apesar” do “cabelo ruim” é inteligente. • Usar eufemismo como “moreninho”, “escurinho”, “pessoas de cor”, evitando a palavra negro ao se referir a pessoas negras. • Negar a ascendência negra do mulato, dizendo que ele não é “totalmente” negro, que é de raça apurada, ou usar as expressões “limpar o sangue” e “melhorar a raça”, ao se referir à miscigenação. • Fazer comparação, usando a cor branca como símbolo de que é limpo, bom, puro e, em contrapartida, usar a cor preta representando o que é sujo, feio, ruim. Fonte: Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro – Rosa Margarida de Carvalho Rocha, Nzinga.
  • 96. Educação das Relações Étnico-Raciais A palavra é ... Etnocentrismo – Visão de mundo que considera o grupo a que o indivíduo pertence o centro de tudo. Elegendo como o mais correto e como padrão cultural a ser seguido por todos, considera os outros, de alguma forma diferentes como inferiores. Identidade Étnica – Conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma pessoa que a faz reconhecer-se pertencente a um determinado povo, ao qual se liga por traços comuns de semelhança física, cultural e histórica. Afro-brasileiro – Adjetivo usado para referir-se à parcela significativa da população brasileira com ascendência parcial ou totalmente africana.
  • 100. • Grande influência do catolicismo (outros cultos não podiam ser feitos em público...). ► Família patriarcal. ► Forte influência dos padrões da aristocracia européia. ► Presença dos cristãos-novos (judeus convertidos). ► Possibilidade de alforria (Quartações – Carta de compromisso etc). ► Rigidez no tempo do açúcar e flexibilidade na mineração e na pecuária. Sociedade
  • 106. Um trapiche é uma máquina destinada a moer a cana de açúcar que consiste numa estrutura fixa onde se encontra um conjunto de ao menos dois cilindros, um recipiente, e um braço destinado a fazer rodar os cilindros. A máquina é movida a tração animal, geralmente bois.
  • 114. Os Quilombos • Do Banto: “Povoação” • Núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão 10/25/13 114
  • 115. O Quilombo dos Palmares • Criado no final de 1590 a partir de um pequeno refúgio de escravos localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, Palmares se fortificou, chegando a reunir quase 30 mil pessoas. Transformou-se num estado autônomo, resistiu aos ataques holandeses, luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foi totalmente destruído em 1716. 10/25/13 115
  • 117. A União Ibérica e A Invasão Holandesa
  • 118. União Ibérica (1580-1640) Com a morte do rei de Portugal, D. Sebastião, em 1578, o trono português ficou vago. Felipe II, rei da Espanha e neto de D. Manuel rei de Portugal, reivindicou o trono português e conquistou à força; Portugal era da Espanha ( União Ibérica ) Holanda X Espanha Holanda pertencia a Espanha ( era uma região desenvolvida por causa do comércio ); A partir de 1572, começa a luta pela independência da Holanda e dos reinos adjacentes; Em 1581, a Holanda torna-se independente Como represália: Espanha faz um embargo econômico que afeta a economia de Portugal, Holanda e Brasil; Em 1621, é criada a Cia das Índias Ocidentais (pela Holanda) para enfrentar o embargo; Os holandeses planejaram a invasão de Salvador em 1624.
  • 119. Holandeses na Bahia Em 1624, a Holanda invade Salvador e aprisiona o governador Diogo de Mendonça Furtado colonos organizam a resistência ( guerra de guerrilha) Em 1625, a Espanha envia a Bahia uma esquadra com 50 navios e 12mil homens. Foi comandado pelo Fradique Toledo Osório.
  • 120. Holandeses em Pernambuco Em 1630, holandeses voltam a atacar o Brasil ( PE)= Olinda e Recife A chegada dos holandeses levou parte da população para o interior, criando focos de resistência em PE ( o maior foi o arraial do Bom Jesus e seu chefe era Mathias de Albuquerque ) Tática militar era a guerra de guerrilhas Em 1632, Domingos Jorge Calabar ajuda os holandeses a destruir o Arraial, destruição 1635.
  • 121. Resultado das conquistas holandesas até esse período (1630-1635) Engenhos destruídos Olinda incendiada e destruída Fuga de negros ( cresce o Quilombo dos Palmares) Plantações destruídas Holandeses dominam o litoral nordestino.
  • 122. Nassau chega ao Recife (1637-1644) •Período de relativa "paz" por adotar algumas medidas, tais como: * Aliança com Senhores de Engenho * Reativa a produção açucareira * Faz empréstimos aos Senhores de Engenho * Garante o abastecimento de escravos * Faz o saneamento e modernização do Recife * Recife passou a se chamar Mauritzstad ou Maurícia * criou o Jardim Botânico * Fez pontes * pratica a tolerância religiosa * trouxe os pintores Albert Echout e Frans Post •Trouxe cientistas como: Jorge Marcgrave ( naturalista ) e Wiliam Piso ( Médico)
  • 138. Terceira fase do domínio holandês em Pernambuco (1645-1654) Os holandeses começam a cobrar os empréstimos feitos aos Senhores de Engenho Intolerância religiosa Inicia um sentimento de revolta No dia 03/08/1645, Batalha dos Montes das Tabocas
  • 139. Líderes : João Fernandes Vieira (branco) Henrique Dias (negro) Felipe Camarão (índio) * representação das três raças do Brasil.
  • 140. 19/04/1648 e em 11/1649 - Batalha dos Guararapes
  • 141. Tratado de paz com a Holanda foi firmado em 08/1661, em Haia Pontos do acordo: Holanda renuncia qualquer pretensão sobre o Brasil Portugal paga uma indenização de 4 milhões de cruzados Portugal cede o Ceilão ( Sri Lanka, na Ásia) e Molucas na Indonésia. No dia 26/01/1654 , os holandeses são expulsos definitivamente de Recife
  • 142. 1. O CICLO DO OURO • Século XVIII. • MG, MT, GO • Movimento bandeirante (séc XVII): – Bandos armados que percorriam o interior do país em busca de riquezas. – Origem: São Vicente (São Paulo).
  • 143. – Tipos de bandeiras (expedições exploradoras): apresamento (caça ao índio), sertanismo de contrato (destruição de quilombos ou outros serviços no interior), busca de metais preciosos. – Importância histórica: • alargamento informal das fronteiras, • ataque/destruição de missões no sul, dando origem a reserva de gado.
  • 144. • descoberta de ouro (nos atuais estados de MG, MT e GO) • A administração aurífera: – Intendência das Minas (1702) – órgão criado por Portugal para administrar a região das minas. – Divisão em lotes (DATAS); – Cobrança de impostos: • Quinto (20%). • Casas de Fundição (1720).
  • 145. • Capitação (1735 – imposto sobre escravos) • 100 arroubas anuais (1500kg/ano). • Derrama (cobrança de impostos atrasados). • Submissão de Portugal aos interesses ingleses: Tratado de Methuen (1703) – acordo panos e vinhos. • Mudanças do Brasil a partir da descoberta de ouro: – Aumento populacional. – Aumento do mercado interno. – Integração econômica.
  • 146. – Integração do sul (gado). – Deslocamento do eixo econômico (NE – SE). – Mudança da capital (RJ – 1763). – Interiorização. – Urbanização (Vila Rica, Mariana, Sabará, Diamantina...). – Surgimento de classe média urbana. – Mobilidade social relativa.
  • 147. – Aumento do escravismo.
  • 148. • O distrito Diamantino: – Maior controle de POR. – Até 1740 cobrava-se o Quinto. – A partir de 1740: concessão de contrato. • Contratador. – A partir de 1771: monopólio de POR. • A arte na época do ouro: – Estilo barroco. – Obras de caráter religioso. – Antônio Francisco Lisboa – O Aleijadinho (maior representante).
  • 149. Aleijadinho nasceu em Vila Rica no ano de 1730 (não há registros oficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com um mestre-deobras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho de seu pai que também era entalhador. Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença, mas provavelmente pode ter sido hanseníase ou alguma doença reumática. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas Gerais.
  • 153. André João Antonil, Jesuíta italiano, percorreu o Brasil. Em 1711, publicou em Lisboa a obra Cultura e Opulência do Brasil  por suas Drogas e Minas. E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moedas para os reinos estranhos, e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras muito mais do que as senhoras. Nem há pessoa prudente que não confesse haver Deus permitido que se descubra nas Minas tanto ouro para castigar com ele ao Brasil, como está castigando, no mesmo tempo tão abundante de guerras, aos Europeus com o ferro."
  • 156. • As Reformas Pombalinas (1750 – 1777): – Marquês do Pombal*: despotismo esclarecido em POR. – Tentativa de modernizar POR, diminuindo influência inglesa no país. – Estratégia: aumentar a exploração sobre o Brasil. – Aumento do controle administrativo. – Criação de companhias de comércio (reforço do monopólio). – Criação da Derrama. – Expulsão de Jesuítas de POR – destruição das missões no RS. * Sebastião José de Carvalho e Melo
  • 157. 1 - REVOLTAS NATIVISTAS: •   Revolta de Beckman (1684) Causas:  As divergência entre fazendeiros e jesuítas quanto à escravização dos índios  Oposição ao monopólio da Cia de Comércio do Maranhão Desenrolar dos fatos:  1621, foi criado o Estado do Maranhão ( Ceará, Piauí, Pará e Amazonas) capitanias reais estava diretamente subordinado a metrópole.  1641, os holandeses ocuparam a região do Maranhão (expulsaram invasores).  A situação da região era de pobreza.  A economia baseava-se na agricultura de subsistência, criação de gado, cultivo da cana , cacau e fumo ( em escala modesta).  Faltava dinheiro para comprar escravos negros Saída: índios (missões).  1682, foi criada a Cia de Comércio do Maranhão.
  • 158. Líderes : •Manuel Beckman, Tomás Beckman e Jorge Sampaio Aderiram ao movimento: latifundiários, comerciantes luso-brasileiros, mascates, padres contrários aos privilégios da Cia de Jesus. Interessante: A revolta não era separatista. (elitista) Movimento iniciou em 24/02/1684 •Revoltosos destituíram as autoridades e constituíram uma junta. Organizou-se uma comissão representativa do comércio, da lavoura e do clero. •Maio de 1685, Portugal manda novo governador Gomes de Freire de Andrade e prende os revoltosos. •Manuel Beckman e Jorge Sampaio são executados. Resultado: a maioria dos objetivos alcançados.
  • 159. Guerra dos Emboabas (MG 1707 – 1709): – Bandeirantes paulistas X Emboabas (forasteiros)*. – Capão da Traição: grande massacre de paulistas. – SP é separada de MG. – Paulistas retiram-se em sua maioria e descobrem novas jazidas de ouro em GO e MT.
  • 160. • Guerra dos Mascates (PE – 1710): – Olinda Latifundiários X Recife Comerciantes portugueses – Causa básica: Recife obtém autonomia e Olinda não aceita. – Recife confirma sua autonomia e torna-se a capital de Pernambuco (1714).
  • 161. • Revolta de Vila Rica ou de Filipe dos Santos (MG – 1720): – Contra o estabelecimento das Casas de Fundição. – Líder: Filipe dos Santos. – Resultado: Filipe dos Santos é enforcado e esquartejado.
  • 162. 2 - REVOLTAS EMANCIPACIONISTAS: • Século XVIII (final) e XIX (início). • Objetivo: separação de Portugal (independência). • Nacionalistas. • Influenciadas pelo iluminismo, independência dos EUA e Revolução Francesa. • Inconfidência Mineira (1789): – Causas: esgotamento do ouro, crise econômica, exploração abusiva de POR (impostos, derrama, proibição de produção de manufaturados na colônia – Alvará de D. Maria I). – Penetração de ideais iluministas.
  • 163. – Líderes: elite mineira (Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Joaquim José da Silva Xavier – o  “Tiradentes”). – Objetivos: proclamação da República, fim do pacto colonial, estímulo ao desenvolvimento de manufaturas, criação de uma Universidade, bandeira com a inscrição “Libertas quae sera  tamen” (Liberdade ainda que  tardia).
  • 164. – Denunciada por Joaquim Silvério dos Reis. – Líderes presos e degredados para a África. – Tiradentes é enforcado e esquartejado (exemplo).
  • 169. Gêneros  Literários  Quinhentismo: Esse é o primeiro movimento literário no Brasil e não apresenta um autor específico. Possui uma característica mais informativa e documental. Barroco: A literatura barroca teve início em 1601 com o poema épico Prosopopeia, de Bento Teixeira. Os sermões do padre Antônio Vieira também foram importantes nesse período. O poeta mais importante desse estilo no Brasil foi Gregório de Matos, chamado também de Boca do Inferno, que fazia poesias satíricas. Arcadismo: O início do Arcadismo no Brasil foi em 1768 com a publicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, cujo pseudônimo era Glauceste Satúrnio. Esse movimento produz poesias líricas e bucólicas com a valorização da vida no campo. Seu principal autor é Tomás Antônio Gonzaga, que publicou Marília de Dirceu e Cartas Chilenas.
  • 170. Numa tarde quente da Bahia, uma Freira resolveu satirizar, publicamente, Gregório de Matos(nasceu em 1636) , que tinha uma fisionomia delgada e um nariz saliente, chamando-lhe de “Pica-Flor” (passarinho, o mesmo que beija-flor). Gregório não deixou por menos e lhe respondeu em versos: “Se Pica-Flor me chamais, Pica-Flor aceito ser, Mas resta saber agora, Se no nome que ma dais, Meteis a flor, que guardais![...] Se me dais este favor, Sendo eu só o Pica, E o mais vosso, claro fica, que fico então Pica-Flor” Provavelmente aí está a origem da palavra "pica" (Pênis).
  • 171. O sermão do Padre Antônio Vieira, intitulado Pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda,  trata-se  de  um  texto  religioso redigido pelo sacerdote, com vistas à pregação que realizou  no Brasil, no ano de 1640, na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, na  Bahia. (...) Em castigar, vencei-nos a nós, que somos criaturas fracas; mas em perdoar, vencei-Vos a Vós mesmo, que sois todopoderoso e infinito. Só esta vitória é digna de Vós, porque só vossa justiça pode pelejar com armas iguais contra vossa misericórdia; e sendo infinito o vencido, infinita fica a glória do vencedor. (...).(VIEIRA, 1959, p. 322-323).
  • 172. 1. O PERÍODO JOANINO (1808 – 1821) • Período em que a família real portuguesa instalou-se no Brasil. • Causa: fuga das tropas napoleônicas. – Não adesão ao Bloqueio Continental. • 1808: Abertura dos Portos. – Fim do Pacto Colonial. D. João  VI Chegada da família real  portuguesa.
  • 173. • 1810: Tratados de comércio com a ING: – Tratado de Aliança e Amizade – proibição da Inquisição no Brasil e fim gradual do tráfico negreiro. – Tratado de Comércio e Navegação – tarifas  alfandegárias reduzidas para produtos ingleses; porto livre (SC). • Realizações de D. João: – Permissão para a produção de manufaturas (revogação do Alvará de D. Maria I – 1785) – frustrado pela concorrência inglesa. – Academia militar. – Banco do Brasil. – Imprensa Régia.
  • 174. – – – – Biblioteca Real. Escola de Medicina (BA e RJ). Real Teatro de São João Jardim Botânico (RJ).
  • 175. • • • Com a chegada de D. João VI e a corte portuguesa ao Brasil, este recebe forte influência cultural européia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregado da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa. Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), ou seja, um estilo artístico que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade . Algumas características de construções neoclássicas: · Colunas (de origem grega): Estrutura de sustentação das construções. Compõe-se de três partes : base, fuste (parte maior) e capitel (parte superior com ornamentos). · Arcos (de origem romana): Elemento de construção de formato curvo existente na parte superior das portas e passagens que serve de sustentação. · Frontões: Estrutura geralmente triangular existente acima de portas e colunas e abaixo do telhado. Os frontões podem receber os mais variados tipos de decoração. Os pintores deveriam seguir algumas regras na pintura tais como: inspirada nas esculturas clássicas gregas e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição e da harmonia do colorido.
  • 176. ARTISTAS DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA • Chefiada por Joaquim Lebreton, a missão artística francesa criou, no Rio de Janeiro, a Escola Real das ciências, arte e ofícios. • Nicolas-Antonine Taunay: (1775-1830) pintor francês de grande destaque na corte de Napoleão Bonaparte e considerado um dos mais importantes da Missão Francesa. Durante os cinco anos que residiu no Brasil, retratou várias paisagens do Rio de Janeiro. • Jean-Baptiste Debret: (1768-1848) foi chamado de "a alma da Missão Francesa". Ele foi desenhista, aquarelista, pintor cenográfico, decorador, professor de pintura e organizador da primeira exposição de arte no Brasil (1829). Em 1818 trabalhou no projeto de ornamentação da cidade do Rio de Janeiro para os festejos da aclamação de D.João VI como rei de Portugal, Brasil e Algarve. Mas é em Viagem pitoresca ao Brasil, coleção composta de três volumes com um total de 150 ilustrações, que ele retrata e descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos são a nobreza e as cenas do cotidiano brasileiro e suas obras nos dão uma excelente idéia da sociedade brasileira do século XIX.
  • 177. Características do neoclássico Igreja de Santa Genoveva em Paris Porta do Brandemburgo, em Berlim A grande odalisca - Ingres Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que, no ano de 79 a.C., foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. Diante daquelas construções, num erro de interpretação, os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco, ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos. Vênus Anadioneme _Ingres A pintura desse período foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição.
  • 178. NICOLAS-ANTOINE TAUNAY Largo da Carioca em 1816. Museu Nacional de Belas Artes Retrato da Marquesa de Belas, 1816. Vista do Pão-de-Açúcar a Partir do Terraço de Sir Henry Chamberlain
  • 179. JEAN-BAPTISTE DEBRET Em "Viagem Pitoresca ao Brasil", coleção composta de três volumes com um total de 150 ilustrações, Debret retrata e descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos são a nobreza e as cenas do cotidiano brasileiro. Sua obra dá uma excelente idéia da sociedade brasileira do século 19, como se vê na figura acima. Debret: Negra vendendo caju Detalhe de A Coroação de D. Pedro I, de J.B. Debret
  • 180. ARQUITETURA Grandjean de Montigny – Introduziu o Neoclássico na arquitetura brasileira. • • • • • • Grandjean de Montigny – Em 1816, desembarca no Rio de Janeiro. Impedido de lecionar por falta de lugar adequado, Montigny entregou-se a vários projetos oficiais e particulares. Desde sua chegada ao Brasil até sua morte, em 1850, realizou numerosos projetos de arquitetura e urbanismo, dos quais bem poucos se concretizaram. Entre os projetos que se concretizaram, figuram a Escola Real de Ciências Artes e Ofícios Teatro da Paz, construção em estilo neoclássico que, no tempo do Império, foi a maior casa de óperas e até hoje permanece entre os mais destacados teatros do país, por sua tradição artística. Erguido na época áurea da borracha pelo arquiteto Grandjean de Montigny, o teatro serviu de palco para grandes figuras do mundo das artes Em sua fachada e nas laterais erguem-se colunas que lhe dão o equilíbrio de templo grego. Nas colunatas coríntias, sobre a fachada principal, existem quatro bustos de mármore representando a música, a poesia, a comédia e a tragédia. Suas escadarias, adornadas por bustos em mármore de Carrara de Gonçalves Dias e José de Alencar, ligam o salão de entrada ao pavilhão superior, onde imensa lâmina ladeia a entrada de um amplo corredor, em arcadas, que comunica as frizas e as varandas.
  • 181. GRANDJEAN DE MONTIGNY Pórtico da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, na altura da antiga Travessa do Sacramento, no Rio de Janeiro. Atual Escola de Belas Artes, hoje unidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro, O pórtico da antiga Academia Imperial de Belas Artes, hoje no Jardim Botânico Entrada do teatro da Paz em Belém do Pará Projetado por Grandjean de Montigny, para ordenar a feira de pescado do  Largo do Paço, este mercado funcionou de 1840 a 1933, quando a Bolsa de  Valores o demoliu para construir sua sede. Teatro da Paz, a fachada e detalhe das escadarias: requinte de arquitetura, retrato do período áureo da borracha. Projeto de Grandjean de Montigny
  • 182. • Conseqüências sociais da instalação da Corte no Brasil: – Costumes importados da Europa no RJ. – Alta do custo de vida. – Crescimento populacional do RJ (urbanização). – Criação de cargos públicos para ocupar nobres. – Distribuição de títulos nobiliárquicos. • Apoio de proprietários rurais locais. – Aumento de impostos para financiar despesas da corte.
  • 183. • 1815: Elevação do Brasil à categoria de REINO UNIDO  A PORTUGAL E ALGARVES (legitimação da Corte no Brasil – Congresso de Viena). • Lembrar: 1816: Missão artística francesa no RJ (vinda de vários artistas, entre eles o pintor Jean Baptiste Debret).
  • 184. • Política externa: – 1807 – invasão da Guiana Francesa (devolvida em 1817). – 1816 – anexação da Província  Cisplatina (URU) – independente em 1828. • A Revolução Liberal do Porto (1820): – POR – crise econômica e domínio inglês. – Liderança da burguesia portuguesa.
  • 185. – Objetivos: • Volta de D. João VI. • Constituição. • Recolonização do Brasil (volta do monopólio português). – 1821: D. João VI retorna a Portugal. • D. Pedro assume como Regente.
  • 186. 2 - O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA (1821 – 1822): • Cortes portuguesas (parlamento) tentam recolonizar o Brasil. • Exigência da volta de D. Pedro para Portugal. • JAN/1822: “Dia do Fico”. Elites coloniais brasileiras aproximam-se de D. Pedro. D. Pedro anuncia permanência no Brasil.
  • 187. • MAI/1822: Decreto do “Cumpra-se”. • JUN/1822: D. Pedro convoca Assembléia Constituinte. • AGO/1822: tropas portuguesas no Brasil consideradas inimigas. • 7/9/1822: Após receber ultimato de POR, D. Pedro proclama a independência.
  • 188. • DEZ/1822: D. Pedro é coroado (DOM PEDRO I). • Dependência econômica em relação a ING. • Manutenção das estruturas sociais e econômicas: – – – – Latifúndio. Agroexportação. Monocultura. Escravismo. • Sem participação popular no processo de independência. Aliança circunstancial de interesses de  D. Pedro e das elites brasileiras para  manter seus privilégios.
  • 190. Guerra de Independência • Províncias que não aceitaram a proclamação: • Bahia; • Cisplatina; • Grão-Pará. • Maranhão • Grenfell e Cochrane
  • 191. Reconhecimento da independência • 1824: Estados Unidos (primeiro país devido à Doutrina Monroe) • 1825: Em Londres, os britânicos mediam o encontro entre os diplomatas brasileiros e portugueses. Portugal reconhece com a indenização brasileira de 2 milhões de libras esterlinas; • Posteriormente são os ingleses que reconhecem a independência do Brasil.
  • 192. Constituinte de 1823  Inicia os trabalhos a 17 de abril e é fechada por ato autoritário do Imperador a 12 de novembro;  O ante-projeto constitucional foi considerado muito liberal pelo monarca;  O projeto constituinte é conhecido com “Constituição da Mandioca”
  • 193. Constituição de 1824  Outorgada em 25 de março;  4 poderes: executivo, legislativo, judiciário e Moderador;  Catolicismo apostólico romano: religião oficial do Império;  Voto censitário;  Regime do Padroado;  Regime do Beneplácito;
  • 195. Voto censitário • 100 mil-réis a 199 mil-réis: cidadão passivo, não votava nem era votado; • 200 mil-réis a 399 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de paróquia (ou de 1º grau), votava mas não era votado; • 400 mil-réis a 799 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de província (ou de 2º grau), votava e era votado para deputado; • 800 mil-réis ou mais: cidadão ativo, eleitor de província (ou de 2º grau), votava e era votado para senador.
  • 196. Padroado (União Igreja-Estado)  Somente os católicos poderiam assumir cargos públicos;  Somente os templos católicos poderiam ser públicos;  Porém, formalmente, havia liberdade religiosa;  O monarca era o chefe da Igreja Católica brasileira e não o Papa.
  • 197. Beneplácito  O imperador sagrava os bispos;  O imperador poderia conceder títulos de nobreza;  A Assembléia Nacional não tinha autoridade para concessão de títulos (poderia, no máximo, sugerir) e o monarca não necessitaria de sua autorização para concedê-los.
  • 198. Luta Política “Partido Português” • Apoiavam o absolutismo de D. Pedro; • Institucionalmente eram fortes no Senado; • Socialmente eram os grandes comerciantes da Corte “Partido Brasileiro”  Liberais: eram contra o absolutismo de D. Pedro;  Institucionalmente eram fortes na Câmara dos Deputados;  Socialmente eram os médios e pequenos comerciantes da Corte e os grandes fazendeiros;
  • 199. Confederação do Equador • A elite do nordeste não aceita o absolutismo de D. Pedro I; • Não aceita os altos impostos decretados pelo monarca sem consentimento das assembléias provinciais; • O movimento foi continuação da revolução pernambucana de 1817;
  • 200. Confederação do Equador Características principais: • Republicanismo; • Separatismo; • Ideais liberais-iluministas; • Líderes eram grandes senhores-de-engenho com participação da classe-média intelectual de Olinda e Recife (clérigos, jornalistas etc). • Repressão violenta comandada por Grenfell.
  • 201. Guerra da Cisplatina 1825-1828 • Brasil e Argentina disputam o território que iniciou uma guerra pela autonomia; • Guerra impopular que D. Pedro I insistiu em lutar. O Brasil teve milhares de mortos, principalmente da região de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; • A região consegue sua independência e não fica nem para o Brasil nem para a Argentina: torna-se a República Oriental do Uruguai.
  • 203. Crise Econômica  O Brasil possuía uma estrutura de “plantation”  O açúcar e o algodão – produção em declínio;  A crise dura de 1765 a 1850;  Durante o Primeiro Reinado, o café começa a se espalhar pela Província do Rio de Janeiro, mas de maneira ainda incipiente.
  • 204. Crise Política do I Reinado • Fechamento da Constituinte; • Outorga da Constituição de 1824; • Envolvimento de D. Pedro I na sucessão portuguesa (guerra civil contra o irmão D. Miguel que usurpara o trono); • Repressão violenta ao movimento separatista e republicano das províncias do nordeste (Confederação do Equador) 1824; • Guerra da Cisplatina (1825-28).
  • 205. Abdicação de D. Pedro I • Manifestações populares contra o monarca após a morte de Líbero Badaró (jornalista liberal de São Paulo) por pessoas ligadas a D. Pedro; • Noites das Garrafadas (março de 1831); • Revolta de militares brasileiros; • 07 de abril de 1831: abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho Pedro de Alcântara.
  • 206. Início do Período Regencial • Como não havia nenhum parente maior de idade para assumir a regência em nome de D. Pedro II, a constituição determinava que a Assembléia Nacional indicasse três nomes que comporiam a Regência Trina que governaria até a maioridade do imperador criança.
  • 207. BRASIL IMPÉRIO (1822 – 1889) Período Regencial (1831 – 1840) • Transição até a maioridade de D. Pedro II. • Instabilidade política (agitações internas). • Fases: – Regência Trina Provisória (abr/jul 1831); – Regência Trina Permanente (1831 – 1834); – Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837); – Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840).
  • 208. • Tendências políticas do período: – Restauradores ou Caramurus: • Portugueses, descendentes de portugueses e burocratas ligados ao antigo governo de D. Pedro I. • Contrários a qualquer reforma política (conservadores). • Absolutistas. • Objetivo: volta de D. Pedro I. – Liberais Moderados ou Chimangos: • Proprietários rurais especialmente do Sudeste. • Monarquistas e escravistas. • Federalismo com forte controle do RJ (centralizadores). • Principal força política que controlava o governo na época.
  • 209. – Liberais Exaltados ou Farroupilhas ou Jurujubas: • Proprietários rurais de regiões periféricas sem influência do RJ, classe média urbana e setores do exército. • Fim da monarquia e proclamação da República. • Federalismo (grande autonomia provincial). • Alguns pregavam ideais democráticos inspirados na Revolução Francesa. • Foco de revoltas.
  • 211. • Regência Trina Provisória (abr/jul 1831): – Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e José Carneiro de Campos. – Suspensão provisória do Poder Moderador. – Proibição de criar novos impostos. – Proibição de dissolver a Câmara de Deputados. – Eleição de uma Regência Permanente.
  • 212. • Regência Trina Permanente (1831 – 1834): – Brigadeiro Francisco Lima e Silva, João Bráulio Muniz (Norte) e José da Costa Carvalho (sul). – Criação da Guarda Nacional (ago/1831 – Padre Diogo Feijó). • Redução do exército e da Marinha. • Comando: “coronéis” (patente vendida ou eleita entre os chamados “cidadãos ativos” – eleitores). • Defesa de interesses pessoais dos grandes fazendeiros.
  • 213. – Criação do Código de Processo Criminal (nov/1832): • Autoridade judiciária e policial (nos municípios) aos “juízes de paz”, eleito entre os grandes proprietários. – Ato Adicional de 1834: • Reforma constitucional. • Objetivo: conciliação entre moderados e exaltados. • Assembléias Legislativas Provinciais (Deputados Estaduais). Capital nomeava os Presidentes de Província. • RJ = Município Neutro. • Substituição da Regência Trina por Regência Una. • Suspensão do Poder Moderador e do Conselho de Estado até o fim do Período Regencial.
  • 214. • Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837): – Várias revoltas pelo país (Cabanagem, Sabinada e Revolução Farroupilha). – Divisão nos Liberais Moderados (ver quadro do slide 4): • Progressistas (posteriormente liberais): classe média urbana, alguns proprietários rurais e alguns membros do clero. Favoráveis a Feijó e ao Ato Adicional. • Regressistas (posteriormente conservadores): maioria dos grandes proprietários, grandes comerciantes e burocratas. Centralizadores e contrários ao Ato Adicional. – Feijó renuncia em 1837 (oposição crescente).
  • 215. • Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840): – Regressistas no poder. – Retorno da centralização monárquica. – Criação do Colégio Pedro II, Arquivo Público Nacional e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (“Ministério das Capacidades” – Bernardo Pereira de Vasconcelos, ministro da Justiça). – Lei Interpretativa do Ato Adicional (mai/1840): anulação prática do Ato Adicional. • Capital (RJ) com poderes para nomear funcionários públicos, controlar órgãos da polícia e da justiça nos Estados.
  • 216. – Fundação do “Clube da Maioridade” (1840): • Grupo Progressista (ou Liberais). • Antecipação da maioridade de D. Pedro II. • Imperador = paz interna. • “Golpe da Maioridade” – vitória do grupo liberal. • Fim do período regencial.
  • 217. PRINCIPAIS REBELIÕES DO PERÍODO REGENCIAL:
  • 218. • Revolta dos Malês (BA 1835): – Revolta de negros escravos islâmicos (alfabetizados que liam o Alcorão). No mínimo 100 negros foram massacrados.
  • 219. • Cabanagem (PA/AM 1835 – 1840): – Ampla participação popular (índios, negros, mestiços, escravos ou livres, porém, todos sem posses). – Luta contra desigualdades. – Sem programa político definido. – Chegaram a tomar o poder mas foram traídos (Antônio Malcher, Francisco Vinagre e Eduardo Angelim). – Por ser a mais popular das revoltas, foi a mais severamente reprimida (30 mil mortos ou 25% da população total da Província).
  • 220. – As lideranças anônimas da Cabanagem: Domingos Onça, Mãe da Chuva, João do Mato, Sapateiro, Remeiro, Gigante do Fumo, Piroca Cana, Chico Viado, Pepira, Zefa de Cima, Zefa de Baixo, Maria da Bunda, etc.
  • 221. • A Sabinada (BA – 1837 – 1838): – Francisco Sabino Barroso (líder). – Dificuldades econômicas da Província (causa principal) e recrutamento forçado para lutar contra os Farrapos no sul (causa imediata). – Obj: República Provisória até a maioridade de D. Pedro II. – Adesão da classe média urbana. – Líderes presos ou mortos e expulsos da Bahia. Bandeira da República Bahiense, proclamada durante a rebelião.
  • 222. • A Balaiada (MA 1838 – 1841): – Manuel dos Anjos Ferreira (o “Balaio”), Raimundo Gomes (o “Cara Preta”) e Negro Cosme Bento: principais líderes. – Causas: pobreza generalizada: concorrência com algodão dos EUA, privilégios de latifundiários e comerciantes portugueses. – Vinganças pessoais (sem projeto político). – Desunião entre participantes. Manipulados e traídos pelos liberais locais (“bem-te-vis”). Reprimidos por Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque de Caxias).
  • 223. • Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos (RS 1835 – 1845): – A mais elitista e longa de todas as revoltas. – Principais lideranças (estancieiros): Bento Gonçalves (maior líder), Davi Canabarro, Guiuseppe Garibaldi. – Causas: • Altos impostos sobre o charque gaúcho; • Baixos impostos de importação sobre o charque platino (ARG e URU); • Nomeação do Presidente de Província (governador) pelo Rio de Janeiro, contrário aos interesses gaúchos.
  • 224. – Proclamação da República do Piratini, ou República RioGrandense (RS, a partir de 1835) e da República Juliana (SC, de jul-nov de 1839). Bandeira dos farrapos Bandeira da República Juliana Garibaldi
  • 225. – Experiência de combate (guerras fronteiriças) e recursos econômicos para manter a guerra (elite provincial). – Não houve unanimidade: Porto Alegre apoiou o governo central, bem como áreas de colonização germânica ou ligadas ao comércio com a capital. Brasão de Porto Alegre: o termo “leal e valerosa” refere-se ao apoio prestado pela cidade ao governo central (RJ).
  • 226. – Acordo encerra conflito em 1845: “Paz de Ponche Verde” • Anistia dos envolvidos gaúchos; • Incorporação dos farrapos no exército nacional; • Permissão para escolher o Presidente de Província; • Devolução de terras confiscadas na guerra; • Proteção ao charque gaúcho da concorrência externa;
  • 228. POLÍTICA INTERNA • 3 fases: – Consolidação (1840 – 1850): – Conciliação (1850 – 1870): – Crise (1870 – 1889): • 2 correntes políticas: – Liberais: profissionais liberais urbanos, latifundiários ligados a produção para o mercado interno (áreas mais novas). – Conservadores: grandes comerciantes, latifundiários ligados ao mercado externo, burocracia estatal. – Sem divergências ideológicas, disputavam o poder mas convergiam para a conciliação. Ambos representavam elites econômicas.
  • 229. • Parlamentarismo às avessas: – Poder legislativo subordinado ao executivo. – Imperador = peça central nas decisões. Liberais e Conservadores manipulados por D. Pedro II, cientes de que precisavam de sua proteção. D. PEDRO II
  • 230. • A Lei de Terras (1850): – Terras sem registro = “devolutas” (pertencentes ao Estado). – Regularização mediante a compra de registro. – Conseqüências: • Pequenos proprietários perdem suas terras. • Concentração de terras nas mãos de grandes latifundiários. • Imigrantes e escravos libertos sem acesso a terra. • Mão-de-obra barata e numerosa para grandes latifundiários.
  • 231. • A Questão Christie (1863 – 1865): – Rompimento de relações diplomáticas entre BRA e ING. – Causas: • Roubo de carga de navio inglês naufragado no RS (ING exige indenização); • Prisão de marinheiros ingleses no RJ (ING exige desculpas). – W. D. Christie (embaixador inglês no Brasil) aprisiona 5 navios brasileiros no porto do RJ a título de indenização. – BRA paga indenização mas exige desculpas da ING por invadir porto do RJ. – Arbítrio internacional de Leopoldo I (BEL) favorável ao BRA; – BRA rompe relações diplomáticas com a ING. – ING desculpa-se oficialmente em 1865.
  • 232. • A Guerra do Paraguai (1865 – 1870): – Maior conflito armado da América Latina. – Antecedentes: • PAR: sem dívida externa, sem analfabetismo, miséria ou escravidão, com indústrias, estradas de ferro, universidades, telégrafo, exército desenvolvido, governado ditatorialmente por Solano López. Solano López segundo a imprensa brasileira
  • 233. – Causas: • PAR sem saída para o mar (anexações no BRA e ARG). • “Mau exemplo” – oposição inglesa ao projeto paraguaio. • Rompimento de relações diplomáticas com o BRA (represália a invasão do URU e deposição de Aguirre). • Invasão paraguaia ao MT e ARG (1865).
  • 234. – TRÍPLICE ALIANÇA (BRA + ARG + URU)* X PAR – ING: retaguarda (empréstimos). – Conseqüências: • PAR: 600 mil mortos (99% dos homens), dívidas, perdas territoriais. POPULAÇÃO (1864): PAÍS SOLDADOS (1864): 10 milhões BRASIL 18 mil 1,5 milhão ARGENTINA 8 mil 300 mil URUGUAI 1 mil 800 mil PARAGUAI 64 mil
  • 235. População no começo da guerra 800 mil População morta durante a guerra POPULAÇÃO 606 mil (75,75%) O MASSACRE DA PARAGUAIA População após a guerra 194 mil (24,25%) Homens sobreviventes 14 mil (1,75%) Mulheres sobreviventes 180 mil (22,5%) Homens sobreviventes menores de 10 anos 9800 (1,225%) Homens sobreviventes até 20 anos 2100 (0,2625%) Homens sobreviventes maiores de 20 anos 2100 (0,2625%)
  • 236. • BRA: endividamento, fortalecimento político do exército, crise do escravismo e do Império. • ING: afirmação de interesses econômicos na região.
  • 237. ECONOMIA: • Café: principal produto. – – – – – – – Mercado externo (EUA/EUROPA). Alto valor. Solo (“terra roxa”) e clima favoráveis. Região Sudeste. Desenvolvimento dos transportes (estradas de ferro, portos). Desenvolvimento de comunicações (telégrafo, telefone). Desenvolvimento de atividades urbanas paralelas (comércio, bancos, indústrias)
  • 238. – Vale do Paraíba (RJ – SP): 1ª zona de cultivo. Início no final do século XVIII. Latifúndio escravista tradicional, sem inovações técnicas. Principal até aproximadamente 1860-70. – Oeste paulista: 2ª zona de cultivo. Início aproximadamente a partir de 1850. Tecnologicamente mais avançado. Introdução do trabalho de imigrantes paralelamente ao escravismo. “Terra Roxa”.
  • 240. • Açúcar: decadência – Concorrência externa. – Açúcar de beterraba (Europa). – Queda no preço. • Outros produtos: – Algodão (MA): importante entre 1861 e 1865 (18%) • Guerra de Secessão (EUA) – Borracha (AM e PA): importante a partir de 1880 (8%) • II Revolução Industrial – automóveis. – Couros e peles (6 – 8%) – Fumo (2 – 3%)
  • 241. • A “Era Mauá” (1850 – 1870): – Início da industrialização. – Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá). – Causas: • Tarifa Alves Branco (1844): – Aumento de tarifas para importados. – Aumento de arrecadação para o Estado. – Estímulo involuntário para a indústria nacional. • Fim do tráfico negreiro (1850): – Liberação de capitais. Mauá: o primeiro empresário capitalista brasileiro.
  • 242. – Mercado interno. – Bens de consumo não duráveis. – Setor têxtil: principal. – Surto industrial que não alterou o a estrutura econômica nacional. – Motivos do fracasso: • Falta de apoio do governo. • Sabotagens (oposição de latifundiários). • Concorrência inglesa.
  • 243. SOCIEDADE: • A Revolução Praieira (PE – 1848): – – – – Causas: concentração fundiária e crise econômica. Líderes: Pedro Ivo e Abreu Lima. Jornal “Diário Novo” – Rua da Praia. Manifesto ao Mundo: voto universal, liberdade de imprensa, abolição da escravidão, proclamação da República, nacionalização do comércio, direito ao trabalho. – Última grande revolta do período. – Influência das revoluções liberais européias.
  • 244. • A imigração: – – – – – Superação da crise do escravismo. Mito do “embranquecimento”. Necessidade de mão-de-obra (cafeicultura – sudeste). Ocupação e defesa (região sul). Crise econômica e social em países europeus.
  • 245. – Os sistemas de imigração nos cafezais: PARCERIA (fracasso) COLONATO (sucesso) Primeiro sistema introduzido (1847). Oeste Paulista (por volta de 1870), subvencionada pelo governo. Trabalho familiar camponês. Trabalho familiar camponês. Colono dividia lucros e prejuízos. Ficava com metade do produzido. Camponês recebia 2 salários: fixo anual e por produtividade. Colonos se endividavam (passagens, mantimentos, juros elevados...). Governo paulista pagava as passagens. Eventualmente era permitida uma pequena roça ao imigrante. Era garantido um pedaço de roça para subsistência ou comércio.
  • 246. • A crise do escravismo: – Oposição inglesa (Bill Aberdeen – 1845). – Lei Eusébio de Queirós (1850). • Fim do tráfico de escravos. • Tráfico interprovincial (NE – SE). • Aumento do valor dos escravos.
  • 247. – Movimento abolicionista: intelectuais, camadas médias urbanas, setores do exército. – Prolongamento da escravidão por meio de leis inócuas: • Lei do Ventre Livre (1871). • Lei dos Sexagenários ou Saraiva-Cotegipe (1885).
  • 248. – Radicalização do movimento abolicionista – caifazes. – Lei Áurea (1888): • Fim da escravidão sem indenizações. • Marginalização de negros. • Crise política do império.
  • 249. A CRISE GERAL DO IMPÉRIO (a partir de 1870): • A questão religiosa: – Igreja atrelada ao Estado (Constituição de 1824). • Padroado e Beneplácito. – 1864 – Bula Syllabus (Papa Pio IX): maçons expulsos dos quadros da Igreja. – D. Pedro II proíbe tal determinação no Brasil. Bispos de Olinda e Belém descumprem imperador e são presos. Posteriormente anistiados. Igreja deixa de prestar apoio ao Imperador.
  • 250. • Questão militar: – Exército desprestigiado pelo governo: baixos soldos, pouca aparelhagem e investimentos. – Exército fortalecido nacionalmente após a Guerra do Paraguai. – Punições do governo a oficiais que manifestavam-se politicamente. • Sena Madureira, Cunha Matos. – Penetração de idéias abolicionistas e republicanas positivistas nos quadros do exército associam o Império ao atraso institucional e tecnológico do país.
  • 251. • Questão Republicana: – 1870: Manifesto Republicano (RJ) – dissidência radical do Partido Liberal. – 1873: Fundação do PRP (Partido Republicano Paulista), vinculado a importantes cafeicultores do Estado. – Descompasso entre poderio econômico dos cafeicultores do Oeste Paulista e sua pequena participação política. – Abolicionismo em contradição com o escravismo defendido por velhas elites aristocráticas cariocas. – Idéia do Federalismo – maior autonomia estadual. – Apoio de classes médias urbanas, também pouco representadas pelo governo imperial.
  • 252. • Questão Abolicionista: – Abolição da Escravidão (1888) retira do governo imperial sua última base de sustentação: aristocracia tradicional. • Império é atacado por todos os setores, sendo associado ao atraso e decadência.
  • 253. • A Proclamação da República (15/11/1889): – 1888 – D. Pedro II tenta implementar reformas políticas inspiradas no republicanismo através de Visconde de Ouro Preto: • Autonomia provincial, liberdade de culto e ensino, senado temporário, facilidades de crédito... – Reformas negadas pelo parlamento que é dissolvido pelo imperador. – Republicanos espalham boatos de supostas prisões de líderes militares. – Marechal Deodoro da Fonseca lidera rebelião que depõe D. Pedro II.

Notas do Editor

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