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SHEILA DE SOUZA
HISTÓRIADO
BRASILCOLONIAL
DESCOBRIMENTO, IMPACTOS,
CONFLITOS E CICLOS ECONÔMICOS
INTRODUÇÃO
HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL -
DESCOBRIMENTO, IMPACTOS, CONFLITOS E CICLOS ECONÔMICOS
COMO SE DEU O "DESCOBRIMENTO", IMPACTOS NOS POVOS QUE JÁ ESTAVAM NESSE
TERRITÓRIO, OS CONFLITOS ENTRE POVOS NATIVOS E OUTROS EXPLORADORES, E OS
CICLOS ECONÔMICOS DESSE PERÍODO.
ESTUDO QUE ABRANGE TODO O PERÍODO PRÉ COLONIAL E COLONIAL, DE 1500 ATÉ
1822.
DESCOBRIMENTO
O BRASIL JÁ ERA
HABITADO QUANDO OS
PORTUGUESES CHEGARAM
Assim como em diversas partes do globo,
o nosso continente já era habitado por
seres humanos que foram
desenvolvendo o próprio modo de vida
com suas peculiaridades, língua e
cultura.
DESCOBRIMENTO Aqui no Brasil, a altura do seu "descobrimento" pelos portugueses, eram os povos indígenas
que vivam desde a costa até o interior desse novo mundo, usufruindo de suas riquezas e
clima, em número expressivo e com certo grau de organização político-hierárquica.
PRIMEIRO
CONTATO
Tribos índigenas
Os índigenas foram subdivididos de acordo com seu tronco
linguístico pelos europeus:
tupi, jê, aruaque e caraíba
Quem estava na costa no momento da chegada dos
portugueses eram os tupis, que haviam acabado de expulsar
tripos não tupis para o interior, logo, os europeus formaram
uma aliança com esse grupo dominante, o que foi crucial para
dar início ao processo de colonização desse novo território.
21 À 23 DE ABRIL DE 1500
Os navegantes acreditaram se tratar de uma ilha,
e por isso a nomeram de Ilha de Vera Cruz, em
21 de abril de 1500.
A tripulação liderada pro Pedro Álvares cabral
desembarca na costa no dia 23 de abril com o
capitão Nicolau Coelho, onde é hoje a atual
Cidade de Porto Seguro.
O relato desse momento está presente na carta
de pero vaz de Caminha. (a seguir)
09 DE MARÇO DE 1500
Partida de Lisboa da expedição com 9 naus, 3
caravelas e 1 naveta. Tripulação com cerca de
1300 pessoas.
O objetivo era ir até a Índia, mas Cabral tinha
ainda a missão de explorar se havia terras no Sul
da América.
As embarcações seguiram a rota e pararam pra
abastecer nas Ilhas Canárias e no Arquipélago de
Cabo Verde.
CHEGADA DOS COLONIZADORES
PRIMEIRO
DOCUMENTO
DO
BRASIL
CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA
[...]Foram 21 dias de abril, neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!
Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito.[...]
[...] E o Capitão-mor mandou em terra, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito
ou vinte homens. Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas
vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e
Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.
Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito.
Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e
um sombreiro preto. Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, compridas, com
uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio; e outro deu-lhe um ramal
grande de continhas brancas.[...]
Pintura retratando o momento em que os índios são convidados a visitar uma das embarcações.
Fonte da imagem: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/primeiros-contatos-entre-portugueses-e-indigenas
3,5
MILHÕES
Cerca de 3,5 milhões de índios
habitavam o Brasil na época do
descobrimento, em 1500.
Já em 1650 o número havia baixado pra
cerca de 700 mil indígenas, resultado
majoritário de conflitos constantes e
doenças trazidas pelos europeus.
700
MIL
PROCESSO
DE
OCUPAÇÃO
PERÍODO PRÉ-COLONIAL
Foi a primeira fase da colonização do território brasileiro. Estendeu-se de 1500 até 1534,
quando foram criadas as capitanias hereditárias.
O grande destaque desse período se deu com a larga exploração do Pau-Brasil por meio de
três feitorias que serviram como local de armazenamento instaladas em Cabo Frio, Porto
Seguro e Igarassu.
A primeira grande exportação da madeira aconteceu em 1511, com cerca de 5 mil toras da
árvore sendo enviadas a Portugal em embarcações. Os índios permitiram a exploração do Pau-
Brasil em troca de ferramentas, utensílios, espelhos e outros agrados.
Toda essa dinâmica acontecia ao mesmo tempo que os franceses tentavam dominar parte
desse novo mundo e os portugueses de viam obrigados a retaliar e resistir.
ÍNDIOS COMO AGENTES DE SEU DESTINO
No século XVI, enquanto os franceses tinham os Tamoios como aliados, os portugueses
tinham os Tupiniquins. Já no século XVII os holandeses se aliaram aos Tapuias. Ou seja,
os próprios índios levaram em consideração seus conflitos internos entre tribos diversas e
objetivos particulares como o domínio sobre uma regiões específicas.
Na cultura indígena e memória popular desse povo, é comumente defendido de que foi
por interesse deles mesmo que houve essa abertura para os exploradores. "A gênese do
homem branco nas mitologias indígenas difere em geral da gênese de outros
estrangeiros."(Cunha, pg 24. 1992). Logo, podemos perceber que os índios foram agentes
de seu destino, ainda que tenham feito escolhas erradas e até ingênuas que os levaram a
sérios prejuízos.
1504
Chegada dos franceses a
fim de explorar o território
1534
Divisão do Brasil em
capitanias hereditárias.
CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
Sistema adotado pela coroa portuguesas para facilitar a
administração do território, o que consistia em delimitar por
faixas de terras que seriam comandadas individualmente.
O intuito era povoar toda a costa e interior de modo que
fossem evitadas novas invasões, especialmente vindas da
Holanda e França, já que o Tratado de Tordesilhas (1494)
envolvia apenas Espanha e Portugal.
Martin Afonso instala
o primeiro engenho.
1532
1500
Descobrimento
pelos portugueses
O Tratado de Tordesilhas foi um acordo em Portugal e Espanha, que consistia na divisão
de terras a serem exploradas na América do Sul, "descobertas e a descobrir", "o Brasil, que
nesse época não existia nos mapas, já estava incluído no pacote"( Moritz, 2018), dividindo
o mundo em dois reinos ibéricos.
A divisão foi delimitada a partir de um meridiano estabelecido a 370 léguas de Cabo
Verde. As terras a oeste da linha imaginária pertenceriam aos espanhóis e as terras a
leste pertenceriam aos portugueses.
O objetivo era pacificar a disputas desses reinos, que já investiam massivamente nas
grandes navegações,
O fim do tratado se deu com a formação da União Ibérica (1580-1640), quando os reinos
de Portugal e Espanha foram unificados.
O QUE FOI O TRATADO DE TORDESILHAS DE 1494
O pau-Brasil foi explorado no período pré-colonial. A árvore nativa foi encontrada em abundância no
território recém descoberto e os índios a utilizavam para fazer uma tintura e pintar os corpos com a cor
vermelha extraída da planta.
Como as árvores estavam localizadas em toda a região costeira a sua extração e embarcação era fácil,
sendo enviada para países da Europa como planta tingidora.
Foram organizadas três grandes expedições para explorar o pau-Brasil que ocorreram em 1502, 1503 e
1504. Após anos de exploração a árvore começou a entrar em processo de extinção e ser difícil de
encontrar. Passaram então a contar ainda mais com a ajuda dos índios em troca de presentes para os
nativos. Posteriormente passaram a escravizar e obrigar os índios a explorarem o pau-Brasil a todo e
qualquer custo.
A longo prazo a extinção da matéria prima levou os portugueses a buscarem outras formas de
enriquecimento.
1º CICLO ECONÔMICO: PAU BRASIL (1500-1530)
A princípio a mão de obra indígena era utilizada a partir do escambo (trocas), posteriormente passaram a
ser capturados para trabalhar à força na exploração do pau-Brasil.
Outra forma usual de obter escravos indígenas era comprando os prisioneiros de conflitos entre as tribos
nas guerras intertribais, denominada como “compra à corda”.
Para colonizar os índios, os portugueses utilizaram de três formas:
1- escravização pura, simples e direta
2- aculturação e destribalização por parte dos jesuítas
3- integração gradual do índio como trabalhador assalariado
Todos as opções foram utilizadas simultaneamente até o século XVII.
ESCRAVIZAÇÃO DOS ÍNDIOS 1534
A companhia de Jesus foi uma ordem religiosa fundada por Inácio de Loyola em 1534, durante a contrarreforma (confronto ao
protestantismo na Europa, que resultou em diversos conflitos religiosos), onde ele e um grupo de estudantes fizeram votos de
seguir à doutrina da igreja católica.
JESUÍTAS E A COMPANHIA DE JESUS
Os membros dessa companhia eram chamados de
jesuítas, dedicavam-se ao trabalho missionário e
educacional, e até como confessores dos reis daquela
época.
A reforma católica designou aos jesuítas a missão de
catequisar e recatequisar povos e nações inteiras.
Chegaram ao Brasil em 1549 e passaram a realizar esse
trabalho com os índios, africanos e imigrantes, iniciando
não apenas a doutrinação mas a educação do povo e com
isso criando diversos estabelecimentos educacionais.
No Brasil os jesuítas influenciaram diversos desenrolares
sociais, religiosos e culturais da nossa formação histórica.
Em 1530 os portugueses decidiram iniciar a colonização do território brasileiro.
Os portugueses, que já cultivavam a cana em outras colônias portugueses como Açores e Madeira,
decidiram iniciar o plantio no Brasil e trouxeram a primeira muda da planta.
Em 1532 Martin Afonso instala o primeiro engenho na Vila de São Vicente, atual Estado de São Paulo. A
produção açucareira gerou grandes lucros nas décadas seguintes.
Com o passar do tempo, o valor da colônia se concentrava cada vez mais na produção açucareira, então os
senhores de engenho acabaram por se valer da mão-de-obra- indígena, pois era mais barato capturar os
nativos que comprar e trazer escravos de outro continente.
Entre 1540 e 1570 foi o auge da escravidão indígena nos engenhos, especialmente em Pernambuco e Bahia.
Em 1550 tem início o tráfico negreiro para suprir a alta demanda dos engenhos.
CICLO DA CANA-DE-AÇÚCAR: 1530-1700
Até cerca de 1540, os índios foram parceiros comerciais dos
europeus, trocando o pau Brasil, papagaios, macacos e outras
riquezas exóticas por machados, foices e facas. ( Marchant,
1980). Ainda assim, muitos já eram escravizados para auxiliar na
exploração do pau-Brasil, sendo capturados e forçados a
trabalhar.
Quando a colônia deu início ao processo de instalação e fixação
do primeiro Governo-Geral do Brasil, em 1548, a relação de
simbiose pautada no escambo passou a ser ainda mais conflituosa.
A coroa ansiava por mão-de-obra para fazer prosperar a colônia e
também obter aliados indígenas para lutar contra as constantes
tentativas de colonização por parte de outros países.
PRIMEIRO GOVERNO-GERAL DO BRASIL - 1548
Tomé de Sousa,
primeiro governador geral do Brasil
1550
Inicia a criação de gado
no Brasil, com chegada de
espécies.
Em Salvador chega a
primeira leva de escravos
vindos da África.
ESCRAVIDÃO DE AFRICANOS NO BRASIL
Após a escravidão dos índios começar a gerar inúmeras baixas devido as mortes por doenças
como varíola, transmitida pelos próprios portugueses; rebeliões geradas pelos índios; fugas;
restrições criadas pelo jesuítas para escravizarem os nativos; entre outros fatores, teve início o
tráfico negreiro.
No século XV os portugueses começaram a ter contato com diferentes povos africanos, dentre
os bens comercializados estavam os trabalhadores.
Os escravos africanos eram provenientes de embates entre os próprios africanos ou vendidos
como presos que cometeram algum delito como roubo ou adultério, porém, nesse primeiro
momento, o custo para adquirir um escravo africano ainda era cerca de três vezes maior que um
indígena.
Apesar de ter tido início em 1550, foi somente em 1720 que a população de africanos
ultrapassou a de indígenas, já que "entre 1701 e 1720, desembarcaram nos portos brasileiros
cerca de 292 mil africanos escravizados, em sua maioria destinados às minas de ouro"
(MARQUESE, 2006), mas todo o processo de trazer africanos se deu já nas lavouras de cana-de-
açúcar, e só posteriormente teve aumento significativo devido ao ciclo do ouro.
O tráfico negreiro no Brasil durou cerca de 300 anos, estima-se que
quase 5 milhões de africanos tenham sido trazidos a força para
serem escravizados.
Os navios negreiros comportavam entre 300 e 500 africanos, a
maior parte nos porões, presos a grilhões para evitar fuga e
resistência. O espaço era tão apertado que não conseguiam ficar
de pé. A viagem durava semanas, partindo de Luanda para
Salvador (cerca de 40 dias) ou para o Rio de Janeiro (50 a 60 dias),
onde chegavam muito debilitados pela escassa alimentação (uma
vez ao dia), pouca água, e higiene precária. A doença que mais
acometia esses prisioneiros era o escorbuto, mas também a varíola,
o sarampo, a febre amarela e doenças gastro intestinais.
"Por conta da viagem, eles aportavam magros e debilitados, com
muitas feridas na pele: desde brotoejas até sarna. Com o objetivo
de valorizar a mercadoria, "maquiavam-se" os escravizados, antes
de expô-los em leilões. Eles eram limpos e banhados, passava-se
óleo na pele. Para evitar o aspecto depressivo os negociantes
davam aos cativos estimulantes como gengibre e tabaco." Moritz,
2018
1555
Os franceses fundam a França Antártica, no
Rio de Janeiro mas são expulsos em 1567.
A liberdade dos índios é garantida por carta régia mas a
coroa deixa brechas suficientes na lei para que a escravidão
deles não seja imediatamente extinguida.
Instituiu a Guerra Justa e a escravidão voluntária.
1570
FRANÇA ANTÁRTICA
Primeira tentativa dos franceses de implantarem uma colônia no Brasil, aconteceu no
Rio de Janeiro, na atual Bahia de Guanabara.
A França manteve-se constantemente em conflito com os portugueses pelo controle
do comércio do pau-Brasil.
Franceses se aliaram aos Tamoios contra os portugueses, mas os jesuítas conseguiram
negociar com os índios em troca da promessa de não serem mais explorados pelos
portugueses. Sem esse apoio os franceses não conseguiram resistir e foram expulsos
em 1567.
GUERRA JUSTA
Justificativas para atacar os
indígenas, entre elas recusa à
conversão pelos jesuítas,
hostilidade contra vassalos,
quebra de pactos, rituais
antropofágicos (comer inimigos
vencidos em batalha), entre
outros.
1580
Início do domínio espanhol,
também chamado União Ibérica.
UNIÃO IBÉRICA
Após a morte do rei de portugal sem deixar descendentes
houve uma crise sucessória (Crise da Dinastia de Avis) que
resultou a passagem do trono português para a coroa
espanhola.
Portugal permaneceu sob domínio espanhol e adquiriu
com isso os inimigos desse reino, que incluía a Holanda.
1612
Os franceses invadem o Maranhão e
fundam a França Equinocial.
FRANÇA EQUINOCIAL
Segunda tentativa de formar colônia no Brasil,
dessa vez um forte em São Luís do Maranhão.
Já haviam dominado quase todo o Leste do
Pará e boa parte do Amapá, quando em 1615
foram expulsos pelos portugueses, que
aproveitaram pra estender o cultivo da cana
até lá.
O rei de Portugal morreu sem deixar herdeiros diretos, o que ficou conhecido como a Crise da
Dinastia de Avis. Houve uma disputa e Filipe II, da Espanha, foi coroado rei de Portugal.
As coroas foram unificadas, esse processo ficou conhecido como a União Ibérica.
Como a Espanha estava em guerra com a Holanda desde 1568, as relações diplomáticas da Holanda
com Portugal ficaram comprometidas, mesmo embora os holandeses tenham sido parceiros
comerciais dos portugueses até então.
Holandeses foram excluídos do comércio de açúcar, em 1624 atacaram Salvador e mantiveram a
conquista por um ano até que foram expulsos. Em 1627 nova tentativa e expulsão.
CRISE DA DINASTIA DE AVIS, UNIÃO IBÉRICA E HOLANDA EXCLUÍDA
1624
Os holandeses invadem a
Bahia; os portugueses
estabelecem a resistência.
1625
Os holandeses são
expulsos da Bahia com o
apoio da esquadra
espanhola.
1630
Os holandeses atacam
Pernambuco e se
estabelecem.
1637
Mauricio de Nassau,
expulsa as tropas luso-
brasileiras.
1640
Procuradores da Capitania de
São Vicente expulsam os jesuítas
(Guerra de restauração).
Chega ao fim o domínio espanhol.
GUERRA DE RESTAURAÇÃO
Após o afastamento dos representantes espanhóis sobre Portugal devido a Guerra dos 30 anos
que a Espanha travava, Portugal, agora sob comando do rei D. João IV, iniciou o processo de
retomada do poder.
Teve início em 1640 e terminou em 1668 com o Tratado de Lisboa. A expulsão dos espanhóis se
deu por meio de mobilização popular.
1630-1637 dominaram o Nordeste. 1637 chegada de Mauricio de Nassau que estabeleceu a colônia
holandesa, incentivou e investiu na cultura local. 1643 a colônia holandesa veio a falência, Nassau volta
para a Holanda.
1645-1654 GUERRAS BASÍLICAS (mobilização contra os holandeses)
1648-1649 BATALHA DOS GUARARAPES (guerra entre Portugal e Espanha)
1652 Holanda e Inglaterra em guerra impactando as finanças e poder militar da Holanda.
1654 Esquadra portuguesa cerca Recife e retoma a região. É a expulsão definitiva dos holandeses.
A reconquista portuguesa também acontece simultaneamente na África em territórios que haviam sido
tomados em 1630.
HOLANDA NO BRASIL
1680
Fundação da colônia do
Sacramento.
Decretação de lei
proibindo a escravidão de
índios no Brasil, em 1º de
Abril.
COLÔNIA DO SACRAMENTO
Colônia fortificada à margem do Rio Prata,
atual Cidade de Colônia, Uruguai.
Portugueses deram início e os ingleses se
aliaram interessados em controlar o
mercado platino. O porto desempenhava
forte papel no escoamento da prata
peruana, vinda de Buenos Aires. Já entre
1726 e 1734 o porto de Sacramento se
tornou um forte mercado de couros.
ABOLIÇÃO DA
ESCRAVIDÃO
DE ÍNDIOS NO BRASIL
Em 1º de Abril de 1680 o Rei de Portugal
publicou uma lei que proibia o cativeiro de
índios no Brasil, no entanto era apenas uma
fachada, visto que só se aplicava a novos
índios, sendo que os cativos antes da
promulgação ainda permaneciam mantidos
como escravos.
1684 1705
Estoura a revolta do
Beckman, na província do
Maranhão.
Após a descoberta de minas de
ouro tem inicio a "corrida do ouro"
em direção à Capitania de Minas
Gerais. Começa o Ciclo do Ouro.
REVOLTA DO BECKMAN
Eclodiu a partir da insatisfação da
população de São Luís do Maranhão com
o monopólio exercido pela Companhia de
Comércio do Maranhão (ficou conhecido
como estanco) e ação dos jesuítas sobre
a escravização dos índios, já que desejam
catequiza-los e explorar o trabalho deles
em prol da igreja.
1690
Registros dos primeiros achados do ouro no
sertão das Minas. "O ouro estava derramado em
quantidade espantosa. Era um ouro miúdo como
pedrinhas faíscantes, grãos ou pó." (Moritz,
2018)
CORRIDA DO OURO
O ciclo do ouro mudou a ocupação do território, ocorrendo uma grande movimentação de
pessoas para a região das minas de ouro. As jazidas foram divididas em lavras (lotes para
exploração aurífera). O enriquecimento da região fez surgir uma elite letrada já que os
filhos dos exploradores puderam ser mandados para a Universidade de Coimbra.
A exploração do ouro passou a ser a atividade mais lucrativa da colônia.
A descoberta dessas minas de ouro fez com que diversos portugueses viessem para o Brasil
com o intuito de explorar e enriquecer.
o quinto (20%, ou seja, 1/5 da extração),
a derrama (quota de cerca de 1500kg de ouro anuais, ou penhora de bens dos senhores das lavras), e
a capitação (imposto pago pelo senhor da lavra por cada escravo trabalhando em seu lote).
Os portugueses enfrentaram uma forte concorrência pelo comércio da cana-de-açúcar contra os ingleses e os
holandeses que também cultivavam a matéria prima do açúcar no Caribe. Intensificaram a exploração do
território e encontraram jazidas de ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
Com o objetivo de garantir o controle sobre a extração do ouro, Portugal instituiu vários impostos e transferiu
a capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763).
A exploração gerou o maior momento do controle de Portugal sobre o Brasil, e aqueles que desviavam ouro
sem pagar as taxas devidas recebia duras penalidades.
Entre os mecanismos de administração destacaram-se:
O ciclo terminou com o esgotamentos das jazidas.
CICLO DO OURO (1690-1850)
1719 1720
Guerra dos Emboabas.
1707 1710
Guerra dos Mascates
(conflito entre senhores de
engenho de Olinda e
comerciantes portugueses
de Recife).
Revolta do Sal em Santos
(SP) devido ao monopólio
do sal por parte de poucos
comerciantes (em sua
maioria portugueses) por
um preço abusivo.
Coroa Portuguesa cria o
"quinto" (imposto sobre o
ouro encontrado no Brasil)
e as Casas de Fundição.
1720 - Revolta de Filipe dos
Santos, também conhecida como
Revolta de Vila Rica (contra a
cobrança do "quinto").
Os bandeirantes vindos de São
Paulo foram os primeiros a
descobrirem as minas de ouro
e pediram aos portugueses
exclusividade em sua
exploração. Os estrangeiros,
aqueles que chegaram depois,
também queriam explorar. O
termo "emboaba" significa
estrangeiro em tupi. Entre
1708 e 1709 paulistas e
emboabas se confrontaram. Os
emboabas ganharam e assim
exploradores passaram a vir
em massa de diversas partes
do Brasil.
COBRANÇA DO "QUINTO" SOBRE O OURO
O ouro destinado ao imposto era cobrado já nas casas de fundição, que
só foram oficialmente abertas em 1725, passagem obrigatória para
registrar os "certificados de recolhimento".
O quinto era tão odiado pelos brasileiros que passou a ser chamado de
"O quinto dos infernos".
Apesar da coroa portuguesa fiscalizar duramente a exploração, os
desvios aconteciam de diversas formas, inclusive com os jesuítas que
tinham passe livre pelas minas.
1730 1750
Descoberta das primeiras
minas de Diamantes na
região do Vale do
Jequitinhonha (Minas
Gerais). Inicia-se o período
de exploração de
diamantes no Brasil
Colonial.
Assinatura do Tratado de
Madri, entre Portugal e
Espanha, que cancelou o
Tratado de Tordesilhas e
definiu o território
brasileiro de acordo com a
ocupação estabelecida até
aquele ano.
1755
Fim definitivo da
escravidão indígena.
Ocorreu em dois
momentos:
1755, com uma lei válida
apenas para o Estado
Grão-Pará e Maranhão, e
1758, quando a lei foi
estendida para todo o país.
Após seu fracasso é extinto
o sistema de Capitanias
Hereditárias.
1759
Teve início por volta de 1730 com a descoberta de minas de diamantes no Arraial do Tejuco (atual Diamantina),
Comarca de Serro Frio e Vale do Jequitinhonha (MG).
O ciclo durou até o começo do século XIX, período em que as minas já estavam saturadas de exploração, ainda
assim, apesar de quase dois séculos de exploração, o ciclo de diamantes era secundário em relação ao ciclo do
ouro.
Com a crise na economia açucareira desde o século XVIII, Portugal investiu pesado na exploração das minas de
ouro, diamantes e esmeraldas. Além de Minas Gerais, haviam ainda minas em Mato Grosso, Bahia e Goiás, o que
fez surgir muitas Cidades em função do trabalho empregado e lucros obtidos com a exportação.
Em 1771 surgiu a Real Extração, novo sistema de exploração que era realizado diretamente pela Coroa
portuguesa, o que mantinha o total controle das áreas diamantíferas. Para aumentar o controle foi criado o
Distrito Diamantino e a Intendência dos Diamantes com o intuito de controlar, regularizar e cobrar impostos.
Utilizou, majoritariamente, mão de obra escrava. Os portugueses alugavam os trabalhadores africanos para os
donos das minas, o que gerou ainda mais retorno financeiro para a Coroa.
CICLO DO DIAMANTE (1730-FINAL DO SÉCULO XIX)
1765
1763
A capital do Brasil
é transferida de
Salvador para o
Rio de Janeiro
para garantir o
controle da
extração do ouro.
Coroa Portuguesa cria o
sistema da "derrama", para
cobrar os impostos
atrasados com uma taxa
anual de cerca de 1500kg
de ouro.
1771
Surge a "Junta da
Administração Geral
dos Diamantes", que
ficou conhecida como
"Real Extração"
REAL EXTRAÇÃO
A sede estava localizada em Tejuco
e era composta por um intendente,
um contador, um fiscal e um
escrivão. A atividade foi definida
de diferentes formas pela Coroa
no decorrer do tempo.
Mapa dos diamantes, 1768
"Em meio ao caos (da mineração), um produto que vinha sendo cultivado apenas para consumo interno
chamou a atenção de todos: o café. Em 1779, o país exportara para Lisboa 79 arrobas. Em 1796 o
volume já era de 8.495 arrobas, em 1806 a cifra de 82.245 arrobas." Costa, 2016
O cultivo para a larga produção de café teve início no Rio de Janeiro, mas o esgotamento das terras fez
com que migrassem até encontrar o interior de São Paulo, que nesse momento passou a crescer em
ritmo acelerado.
A organização se dava da mesma forma que a produção açucareira: latifúndios, monocultura e
exploração da mão de obra escrava.
O auge aconteceu no segundo Império (1840-1889), o Brasil chegou a exportar mais 50% do consumo
mundial, mas em 1888 ocorreu uma grande crise cafeeira no Brasil proveniente da abolição da
escravatura.
CICLO DO CAFÉ: 1779 - 1929
Inconfidência Mineira
(tentativa de tornar o
Brasil independente de
Portugal).
Tiradentes, líder da
Inconfidência Mineira, é
enforcado em praça pública.
1789 1792
TIRADENTES
Joaquim José da Silva Xavier (1746), nascido em Minas Gerais, era dentista
amador, o que lhe rendeu o apelido de "tiradentes". Trabalhou em diversas
funções ao longo da vida devido a pouca instrução.
O processo de investigação do movimento durou três anos e muitos dos
interrogados delataram Tiradentes. A sentença saiu e 10 envolvidos foram
condenados à forca, mas 9 foram absolvidos e apenas Tiradentes mantido.
Atribui-se dois pontos à sua execução:
1 - Tiradentes não pertencia à elite e por isso não tinha influências
2 - Ele teria falado abertamente sobre seu envolvimento nos
interrogatórios, sem receio do julgamento
Em 21 de abril de 1792 ele foi enforcado em praça publica e seu corpo
esquartejado para ser espalhado por diversas partes da estrada que ligava
o Rio de Janeiro a Minas Gerais.
Ou "Conjuração Mineira", foi uma revolta separatista devido a insatisfação do controle e altos impostos
cobrados pela exploração do ouro.
Em 1720 já havia ocorrido a Revolta de Vila Rica, assim como outras manifestações visando diminuir as
taxas, já a inconfidência mineira foi a primeira com o intuito de separar a capitania da Coroa portuguesa.
O Marquês de Pombal havia aumentando as cobranças com o objetivo de reconstruir Lisboa recém
afetada por um terremoto (1755). Isso foi minando ainda mais a relação dos portugueses com os
colonos, até que em 1780 começaram a organizar uma resistência. Além de obter a desvinculação da
coroa, a elite econômica conspirou ainda pelo ideal de separar Minas Gerais e transforma-la em uma
República.
Toda a trama foi descoberta em 1789, então o Visconde de Barbacena suspendeu a "derrama" e iniciou
uma investigação sobre a conspiração. Todo o drama se estendeu por três anos. Vários dos envolvidos
foram condenados à forca e absolvidos, exceto um: Tiradentes, já que o mesmo era o maior
propagandista do motim e a Coroa queria utiliza-lo como exemplo.
INCONFIDÊNCIA MINEIRA
Com a Revolução Industrial na Inglaterra (1760 - 1820) a necessidade de algodão para o setor têxtil
levou a larga exploração da matéria prima.
Essa fase ficou conhecida como "renascimento agrícola", já que a mineração começou a entrar em
decadência e foi o momento em que o país passou ainda a cultivar e comercializar produtos tropicais
simultaneamente com o algodão visando suprir o mercado externo como forma de obter outras fontes
de lucros.
A industrialização brasileira teve início justamente a partir do processo de exportação do algodão.
A produção acontecia em grandes fazendas cultivadoras (latifúndios), utilizando mão de obra escrava
africana, a produção era voltada em maior parte ao mercado externo, especialmente Inglaterra. O
Maranhão foi a principal região de produção, mas também Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Bahia,
Ceará e Pará.
CICLO DO ALGODÃO: (MEADOS DO SÉC XVIII - INÍCIO DO SÉCULO XIX)
1798
CONJURAÇÃO BAIANA
Também conhecida como "Revolta dos Alfaiates" (por seus principais líderes, João de Deus e Manuel Faustino dos Santos Lira, serem
alfaiates) ou "Conspiração dos Búzios", tinha como objetivo desvincular a Bahia de Portugal, atender diversas exigências da camada
pobre e abolir a escravatura.
Um dos principais fatores que levaram a revolta foi o fato de, após a capital do Brasil ser transferida para o Rio de Janeiro, a população de
Salvador ter sido abandonada a própria sorte.
Reflexos da Revolução francesa chegavam ao Brasil com força, e os maçons tiveram forte influência nessa disseminação, bem como na
participação da conjuração.
Após a distribuição de panfletos divulgando a conjuração, as autoridades agiram rapidamente e acabaram prendendo diversas pessoas
que foram condenadas a morte e esquartejadas. Os maçons envolvidos tiveram penas mais brandas.
Apesar do desfecho negativo, o movimento influenciou outras ações que levaram a conquista da independência em 1822.
1808
Fuga da corte portuguesa
para o Brasil.
Abertura dos Portos às
Nações Amigas.
1815 1817 1821
Brasil é elevado a Reino
Unido de Portugal e
Algarve.
D. João traz para o Brasil a
missão artística francesa.
Após a derrota de Napoleão para a
Inglaterra e a desocupação de Portugal
pelas tropas francesas, a corte
portuguesa retorna para Portugal.
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA - 1817
Já existiam inúmeras desigualdades sociais no Brasil, mas a vinda
da Corte portuguesa só agravou o problema e a aumentou ainda
mais a insatisfação local.
Houve aumento de impostos para alimentar os luxos da família
Real e para financiar campanhas militares, além de nomeação de
servidores portugueses para ocuparem posições importantes,
prejudicando as elites locais.
CORTE PORTUGUESA NO BRASIL
Portugal buscou manter um posicionamento neutro a respeito
dos conflitos entre França, na época governada por Napoleão
Bonaparte, e Inglaterra, mas acabou sofrendo retaliações por
desrespeitar ordens de Napoleão mantendo contato comercial
com a Inglaterra.
Em novembro de 1807, quando Portugal estava prestes a ser
invadida por Napoleão, a família Real embarcou com destino ao
Brasil, chegando em janeiro de 1808.
Nesse período França e Inglaterra eram países capitalistas
industriais, enquanto Portugal era mercantilista, mas estava
atrelado a Inglaterra política e economicamente devido ao
"Tratado de Methuen" (Panos e Vinhos, de 1703, onde
portugueses consumiriam produtos têxteis ingleses, e ingleses
os vinhos portugueses ).
França, governada por Napoleão Bonaparte (imagem), estava
em conflito com a Inglaterra. França tinha forte domínio por
terra e Inglaterra por mares. Assim, Napoleão bloqueou o
contato comercial com a Inglaterra de todos os territórios
dominados por ele, foi o "Bloqueio Continental", e quem
desrespeitasse seria invadido pelas tropas francesas. Como
Portugal dependia da Inglaterra acabou ignorando o bloqueio,
dessa forma Napoleão, que já havia ameaçado enviar suas
tropas a quem desrespeitasse, ordenou a invasão de Portugal.
CORTE PORTUGUESA NO BRASIL - NAPOLEÃO
Lord Strangford, um embaixador inglês,
sugeriu a transferência da Corte para o
Brasil a fim de assegurar a independência de
Portugal. Fizeram um acordo e foi garantida
uma escolta inglesa para os portugueses. Em
troca a Inglaterra ganhava a Ilha da Madeira
e liberdade de comércio com o Brasil.
A abertura dos portos brasileiros a nações
amigas deu fim ao Pacto Colonial, já que
extinguia a exclusividade de comércio
apenas com portugueses.
CORTE PORTUGUESA NO BRASIL - FIM DO PACTO COLONIAL
A INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789), a CONJURAÇÃO BAIANA (1798) e a REVOLUÇÃO
PERNAMBUCANA (1817), foram todos movimentos de cunho separatista, onde o objetivo era
desvincular-se da Coroa portuguesa. Os dois primeiros tinham como objetivo adotar uma república como
forma de governo, mas nenhum dos dois chegou a se concretizar. O terceiro conseguiu passar da fase de
conspiração e chegou, ainda que temporariamente, a assumir o poder de Pernambuco (BAUER, 2020).
A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA teve início em 6 de março de 1817 após o Brigadeiro português
Manoel Joaquim Barbosa de Castro ter sido morto por Barros Lima, capitão denunciado por participar da
conspiração, que resistiu a voz de prisão dada por Manoel Joaquim.
Os revoltosos conquistaram Pernambuco e instalaram um Governo Provisório que proclamou a República
da Capitania de Pernambuco, decretou a liberdade de imprensa e religião, instituiu os três poderes e
aumentou o soldo dos soldados, mas mantiveram a escravidão apesar dos ideais liberais.
Em 20 de maio de 1817 os revolucionários foram derrotados pelos portugueses.
REVOLTAS NATIVISTAS: MOVIMENTOS PRÉ-SEPARATISTAS
Em 1820 haviam insatisfações dos portugueses em Portugal que resultou na Revolução Liberal do Porto que
tinha ideais liberais, desejava a volta do rei, Portugal como sede do governo português e monopólio sobre o
comércio do Brasil.
O rei voltou em 1821 mas no Brasil a insatisfação foi geral, já que Portugal deixava clara a intenção de manter
os laços coloniais e dinâmica de exploração. Pedro de Alcântara ficou como regente do Brasil.
Posteriormente, em 1822, Portugal exigiu o retorno de D. Pedro, o que desagradou e fez surgir o Clube da
Resistência no Brasil: coletaram 8 mil assinaturas e entregaram ao príncipe regente exigindo sua permanência
no Brasil. Motivado pelo ato, D. Pedro disse a celebre frase: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da
Nação, diga ao povo que fico."
Em agosto de 1822, D. Pedro e seus ministros foram acusados de traição, já que gozavam de certos privilégios
e fizeram valer uma série de medidas em favor do Brasil. As exigências de Portugal eram absurdas e D. Pedro
viu a necessidade de romper de vez com Portugal. Em 7 de setembro proclamou a Independência do Brasil.
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - 1822
Todo o processo que resultou na Proclamação de Independência do Brasil não foi pacífico em
nenhum momento, bem menos após a recusa de D. Pedro em retornar a Portugal e desvincular-se
dos interesses que favoreciam o Brasil.
No próprio Brasil houveram movimentos "não adesistas" que deixava clara a insatisfação de muitos
nessa desvinculação e mantinham-se leais a Portugal.
Nas províncias do Pará, Bahia, Maranhão e Cisplatina (atual Uruguai), houve a criação de campanhas
militares para combater as revoltas dos que não aderiram à independência eclodindo na "Guerra de
Independência do Brasil".
Com a Proclamação da República do Brasil surge então o Brasil como nação independente, o
nascimento da nacionalidade "brasileira", e um endividamento de dois milhões de libras como
indenização aos portugueses.
GUERRA DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Sabemos então que quando os portugueses chegaram esse novo território que hoje é o
Brasil já era habitado por índios, e que esses deram abertura para uma relação pautada no
escambo. Posteriormente os portugueses se aproveitaram dessa ingenuidade chegando
inclusive a escravizar os índios e dizimá-los em conflitos diretos ou por doenças trazidas
pelos homens brancos. Até hoje existem conflitos entre os indígenas e aqueles que
desrespeitam seu direito à terra.
Os ciclos econômicos foram surgindo e se desenvolvendo de modo concomitante uns aos
outros, em dado momento ganhando ou perdendo força, nascendo ou extinguindo-se (como
foi o caso do ouro), oscilando, com maior ou menor grau de importância econômica.
O processo de Independência se deu devido a insatisfação com a forma de administração da
Coroa portuguesa e sua exploração massiva sobre a colônia, sempre beneficiando Portugal
e deixando o Brasil em segundo plano.
COLONIZAÇÃO E CICLOS ECONÔMICOS CONCOMITANTES
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
⁠EU SOU IMPERADOR,
MAS NÃO ME ENSOBERBEÇO COM
ISSO, POIS SEI QUE SOU UM HOMEM
COMO OS MAIS, SUJEITO A VÍCIOS E
A VIRTUDES COMO TODOS O SÃO.
Reconstituição do rosto de D. Pedro I.
Criador: MAURICIO DE PAIVA
D. Pedro I
BIBLIOGRAFIA
Moritz, Lilia M. Brasil: uma biografia. 2ª Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018
MARQUESE, Rafael de Bivar. Artigo Scielo: “ A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII
a XIX”. Disponível em: https://www.scielo.br/j/nec/a/xB5SjkdK7zXRvRjKRXRfKPh/
"A Fundação da Colônia do Sacramento" Disponível em: https://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/fund_sacramento.html.
Acesso em 25/03/2023
CAMARGO, Angélica Ricci. "Intendência dos Diamantes". Disponível em: http://mapa.an.gov.br/index.php/dicionario-periodo-
colonial/211-intendencia-dos-diamantes. Acesso em 29/03/2023.
BAUER, Caroline Silveira. "História do Brasil Colônia". Editora SAGAH. Porto Alegre, 2020.
COSTA, Marcos. "A história do Brasil pra quem tem pressa". Editora Valentina. Rio de Janeiro, 2016.
“As sociedades indígenas brasileiras no século XVI” Disponível em: https://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/historia-do-
brasil/america-portuguesa/8723-sociedades-ind%C3%ADgenas-brasileiras-no-s%C3%A9culo-
xvi#:~:text=Cerca%20de%203%2C5%20milh%C3%B5es,tribos%20que%20n%C3%A3o%20fossem%20tupis.Acessado em
07/03/2023
“Genocídio no Brasil: mais de 70% da população indígena foi morta” Disponível em:
https://observatorio3setor.org.br/noticias/genocidio-brasil-mais-de-70-da-populacao-indigena-foi-morta/. Acessado em
07/03/2023
CUNHA, M.C. da. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras/ Secretaria Municipal de Cultura/Fapesp, 1992.
A Escravidão Indígena. Disponível em:
https://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/esc_indigena.html#:~:text=O%20per%C3%ADodo%20de%201540%20at%C3%A9,
atacando%20as%20pr%C3%B3prias%20tribos%20aliadas. Acesso em 07/03/2023.
OBRIGADA!
SOUZA, Sheila de. "HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL: DESCOBRIMENTO, IMPACTOS,
CONFLITOS E CICLOS ECONÔMICOS." 2023

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HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL: descobrimento, impactos, conflitos e ciclos econômicos

  • 1. SHEILA DE SOUZA HISTÓRIADO BRASILCOLONIAL DESCOBRIMENTO, IMPACTOS, CONFLITOS E CICLOS ECONÔMICOS
  • 2. INTRODUÇÃO HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL - DESCOBRIMENTO, IMPACTOS, CONFLITOS E CICLOS ECONÔMICOS COMO SE DEU O "DESCOBRIMENTO", IMPACTOS NOS POVOS QUE JÁ ESTAVAM NESSE TERRITÓRIO, OS CONFLITOS ENTRE POVOS NATIVOS E OUTROS EXPLORADORES, E OS CICLOS ECONÔMICOS DESSE PERÍODO. ESTUDO QUE ABRANGE TODO O PERÍODO PRÉ COLONIAL E COLONIAL, DE 1500 ATÉ 1822.
  • 3. DESCOBRIMENTO O BRASIL JÁ ERA HABITADO QUANDO OS PORTUGUESES CHEGARAM Assim como em diversas partes do globo, o nosso continente já era habitado por seres humanos que foram desenvolvendo o próprio modo de vida com suas peculiaridades, língua e cultura.
  • 4. DESCOBRIMENTO Aqui no Brasil, a altura do seu "descobrimento" pelos portugueses, eram os povos indígenas que vivam desde a costa até o interior desse novo mundo, usufruindo de suas riquezas e clima, em número expressivo e com certo grau de organização político-hierárquica.
  • 5. PRIMEIRO CONTATO Tribos índigenas Os índigenas foram subdivididos de acordo com seu tronco linguístico pelos europeus: tupi, jê, aruaque e caraíba Quem estava na costa no momento da chegada dos portugueses eram os tupis, que haviam acabado de expulsar tripos não tupis para o interior, logo, os europeus formaram uma aliança com esse grupo dominante, o que foi crucial para dar início ao processo de colonização desse novo território.
  • 6. 21 À 23 DE ABRIL DE 1500 Os navegantes acreditaram se tratar de uma ilha, e por isso a nomeram de Ilha de Vera Cruz, em 21 de abril de 1500. A tripulação liderada pro Pedro Álvares cabral desembarca na costa no dia 23 de abril com o capitão Nicolau Coelho, onde é hoje a atual Cidade de Porto Seguro. O relato desse momento está presente na carta de pero vaz de Caminha. (a seguir) 09 DE MARÇO DE 1500 Partida de Lisboa da expedição com 9 naus, 3 caravelas e 1 naveta. Tripulação com cerca de 1300 pessoas. O objetivo era ir até a Índia, mas Cabral tinha ainda a missão de explorar se havia terras no Sul da América. As embarcações seguiram a rota e pararam pra abastecer nas Ilhas Canárias e no Arquipélago de Cabo Verde. CHEGADA DOS COLONIZADORES
  • 7. PRIMEIRO DOCUMENTO DO BRASIL CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA [...]Foram 21 dias de abril, neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito.[...] [...] E o Capitão-mor mandou em terra, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens. Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram. Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio; e outro deu-lhe um ramal grande de continhas brancas.[...]
  • 8. Pintura retratando o momento em que os índios são convidados a visitar uma das embarcações. Fonte da imagem: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/primeiros-contatos-entre-portugueses-e-indigenas
  • 9. 3,5 MILHÕES Cerca de 3,5 milhões de índios habitavam o Brasil na época do descobrimento, em 1500. Já em 1650 o número havia baixado pra cerca de 700 mil indígenas, resultado majoritário de conflitos constantes e doenças trazidas pelos europeus. 700 MIL
  • 10. PROCESSO DE OCUPAÇÃO PERÍODO PRÉ-COLONIAL Foi a primeira fase da colonização do território brasileiro. Estendeu-se de 1500 até 1534, quando foram criadas as capitanias hereditárias. O grande destaque desse período se deu com a larga exploração do Pau-Brasil por meio de três feitorias que serviram como local de armazenamento instaladas em Cabo Frio, Porto Seguro e Igarassu. A primeira grande exportação da madeira aconteceu em 1511, com cerca de 5 mil toras da árvore sendo enviadas a Portugal em embarcações. Os índios permitiram a exploração do Pau- Brasil em troca de ferramentas, utensílios, espelhos e outros agrados. Toda essa dinâmica acontecia ao mesmo tempo que os franceses tentavam dominar parte desse novo mundo e os portugueses de viam obrigados a retaliar e resistir.
  • 11. ÍNDIOS COMO AGENTES DE SEU DESTINO No século XVI, enquanto os franceses tinham os Tamoios como aliados, os portugueses tinham os Tupiniquins. Já no século XVII os holandeses se aliaram aos Tapuias. Ou seja, os próprios índios levaram em consideração seus conflitos internos entre tribos diversas e objetivos particulares como o domínio sobre uma regiões específicas. Na cultura indígena e memória popular desse povo, é comumente defendido de que foi por interesse deles mesmo que houve essa abertura para os exploradores. "A gênese do homem branco nas mitologias indígenas difere em geral da gênese de outros estrangeiros."(Cunha, pg 24. 1992). Logo, podemos perceber que os índios foram agentes de seu destino, ainda que tenham feito escolhas erradas e até ingênuas que os levaram a sérios prejuízos.
  • 12. 1504 Chegada dos franceses a fim de explorar o território 1534 Divisão do Brasil em capitanias hereditárias. CAPITANIAS HEREDITÁRIAS Sistema adotado pela coroa portuguesas para facilitar a administração do território, o que consistia em delimitar por faixas de terras que seriam comandadas individualmente. O intuito era povoar toda a costa e interior de modo que fossem evitadas novas invasões, especialmente vindas da Holanda e França, já que o Tratado de Tordesilhas (1494) envolvia apenas Espanha e Portugal. Martin Afonso instala o primeiro engenho. 1532 1500 Descobrimento pelos portugueses
  • 13. O Tratado de Tordesilhas foi um acordo em Portugal e Espanha, que consistia na divisão de terras a serem exploradas na América do Sul, "descobertas e a descobrir", "o Brasil, que nesse época não existia nos mapas, já estava incluído no pacote"( Moritz, 2018), dividindo o mundo em dois reinos ibéricos. A divisão foi delimitada a partir de um meridiano estabelecido a 370 léguas de Cabo Verde. As terras a oeste da linha imaginária pertenceriam aos espanhóis e as terras a leste pertenceriam aos portugueses. O objetivo era pacificar a disputas desses reinos, que já investiam massivamente nas grandes navegações, O fim do tratado se deu com a formação da União Ibérica (1580-1640), quando os reinos de Portugal e Espanha foram unificados. O QUE FOI O TRATADO DE TORDESILHAS DE 1494
  • 14. O pau-Brasil foi explorado no período pré-colonial. A árvore nativa foi encontrada em abundância no território recém descoberto e os índios a utilizavam para fazer uma tintura e pintar os corpos com a cor vermelha extraída da planta. Como as árvores estavam localizadas em toda a região costeira a sua extração e embarcação era fácil, sendo enviada para países da Europa como planta tingidora. Foram organizadas três grandes expedições para explorar o pau-Brasil que ocorreram em 1502, 1503 e 1504. Após anos de exploração a árvore começou a entrar em processo de extinção e ser difícil de encontrar. Passaram então a contar ainda mais com a ajuda dos índios em troca de presentes para os nativos. Posteriormente passaram a escravizar e obrigar os índios a explorarem o pau-Brasil a todo e qualquer custo. A longo prazo a extinção da matéria prima levou os portugueses a buscarem outras formas de enriquecimento. 1º CICLO ECONÔMICO: PAU BRASIL (1500-1530)
  • 15. A princípio a mão de obra indígena era utilizada a partir do escambo (trocas), posteriormente passaram a ser capturados para trabalhar à força na exploração do pau-Brasil. Outra forma usual de obter escravos indígenas era comprando os prisioneiros de conflitos entre as tribos nas guerras intertribais, denominada como “compra à corda”. Para colonizar os índios, os portugueses utilizaram de três formas: 1- escravização pura, simples e direta 2- aculturação e destribalização por parte dos jesuítas 3- integração gradual do índio como trabalhador assalariado Todos as opções foram utilizadas simultaneamente até o século XVII. ESCRAVIZAÇÃO DOS ÍNDIOS 1534
  • 16. A companhia de Jesus foi uma ordem religiosa fundada por Inácio de Loyola em 1534, durante a contrarreforma (confronto ao protestantismo na Europa, que resultou em diversos conflitos religiosos), onde ele e um grupo de estudantes fizeram votos de seguir à doutrina da igreja católica. JESUÍTAS E A COMPANHIA DE JESUS Os membros dessa companhia eram chamados de jesuítas, dedicavam-se ao trabalho missionário e educacional, e até como confessores dos reis daquela época. A reforma católica designou aos jesuítas a missão de catequisar e recatequisar povos e nações inteiras. Chegaram ao Brasil em 1549 e passaram a realizar esse trabalho com os índios, africanos e imigrantes, iniciando não apenas a doutrinação mas a educação do povo e com isso criando diversos estabelecimentos educacionais. No Brasil os jesuítas influenciaram diversos desenrolares sociais, religiosos e culturais da nossa formação histórica.
  • 17. Em 1530 os portugueses decidiram iniciar a colonização do território brasileiro. Os portugueses, que já cultivavam a cana em outras colônias portugueses como Açores e Madeira, decidiram iniciar o plantio no Brasil e trouxeram a primeira muda da planta. Em 1532 Martin Afonso instala o primeiro engenho na Vila de São Vicente, atual Estado de São Paulo. A produção açucareira gerou grandes lucros nas décadas seguintes. Com o passar do tempo, o valor da colônia se concentrava cada vez mais na produção açucareira, então os senhores de engenho acabaram por se valer da mão-de-obra- indígena, pois era mais barato capturar os nativos que comprar e trazer escravos de outro continente. Entre 1540 e 1570 foi o auge da escravidão indígena nos engenhos, especialmente em Pernambuco e Bahia. Em 1550 tem início o tráfico negreiro para suprir a alta demanda dos engenhos. CICLO DA CANA-DE-AÇÚCAR: 1530-1700
  • 18. Até cerca de 1540, os índios foram parceiros comerciais dos europeus, trocando o pau Brasil, papagaios, macacos e outras riquezas exóticas por machados, foices e facas. ( Marchant, 1980). Ainda assim, muitos já eram escravizados para auxiliar na exploração do pau-Brasil, sendo capturados e forçados a trabalhar. Quando a colônia deu início ao processo de instalação e fixação do primeiro Governo-Geral do Brasil, em 1548, a relação de simbiose pautada no escambo passou a ser ainda mais conflituosa. A coroa ansiava por mão-de-obra para fazer prosperar a colônia e também obter aliados indígenas para lutar contra as constantes tentativas de colonização por parte de outros países. PRIMEIRO GOVERNO-GERAL DO BRASIL - 1548 Tomé de Sousa, primeiro governador geral do Brasil
  • 19. 1550 Inicia a criação de gado no Brasil, com chegada de espécies. Em Salvador chega a primeira leva de escravos vindos da África. ESCRAVIDÃO DE AFRICANOS NO BRASIL Após a escravidão dos índios começar a gerar inúmeras baixas devido as mortes por doenças como varíola, transmitida pelos próprios portugueses; rebeliões geradas pelos índios; fugas; restrições criadas pelo jesuítas para escravizarem os nativos; entre outros fatores, teve início o tráfico negreiro. No século XV os portugueses começaram a ter contato com diferentes povos africanos, dentre os bens comercializados estavam os trabalhadores. Os escravos africanos eram provenientes de embates entre os próprios africanos ou vendidos como presos que cometeram algum delito como roubo ou adultério, porém, nesse primeiro momento, o custo para adquirir um escravo africano ainda era cerca de três vezes maior que um indígena. Apesar de ter tido início em 1550, foi somente em 1720 que a população de africanos ultrapassou a de indígenas, já que "entre 1701 e 1720, desembarcaram nos portos brasileiros cerca de 292 mil africanos escravizados, em sua maioria destinados às minas de ouro" (MARQUESE, 2006), mas todo o processo de trazer africanos se deu já nas lavouras de cana-de- açúcar, e só posteriormente teve aumento significativo devido ao ciclo do ouro.
  • 20. O tráfico negreiro no Brasil durou cerca de 300 anos, estima-se que quase 5 milhões de africanos tenham sido trazidos a força para serem escravizados. Os navios negreiros comportavam entre 300 e 500 africanos, a maior parte nos porões, presos a grilhões para evitar fuga e resistência. O espaço era tão apertado que não conseguiam ficar de pé. A viagem durava semanas, partindo de Luanda para Salvador (cerca de 40 dias) ou para o Rio de Janeiro (50 a 60 dias), onde chegavam muito debilitados pela escassa alimentação (uma vez ao dia), pouca água, e higiene precária. A doença que mais acometia esses prisioneiros era o escorbuto, mas também a varíola, o sarampo, a febre amarela e doenças gastro intestinais. "Por conta da viagem, eles aportavam magros e debilitados, com muitas feridas na pele: desde brotoejas até sarna. Com o objetivo de valorizar a mercadoria, "maquiavam-se" os escravizados, antes de expô-los em leilões. Eles eram limpos e banhados, passava-se óleo na pele. Para evitar o aspecto depressivo os negociantes davam aos cativos estimulantes como gengibre e tabaco." Moritz, 2018
  • 21. 1555 Os franceses fundam a França Antártica, no Rio de Janeiro mas são expulsos em 1567. A liberdade dos índios é garantida por carta régia mas a coroa deixa brechas suficientes na lei para que a escravidão deles não seja imediatamente extinguida. Instituiu a Guerra Justa e a escravidão voluntária. 1570 FRANÇA ANTÁRTICA Primeira tentativa dos franceses de implantarem uma colônia no Brasil, aconteceu no Rio de Janeiro, na atual Bahia de Guanabara. A França manteve-se constantemente em conflito com os portugueses pelo controle do comércio do pau-Brasil. Franceses se aliaram aos Tamoios contra os portugueses, mas os jesuítas conseguiram negociar com os índios em troca da promessa de não serem mais explorados pelos portugueses. Sem esse apoio os franceses não conseguiram resistir e foram expulsos em 1567. GUERRA JUSTA Justificativas para atacar os indígenas, entre elas recusa à conversão pelos jesuítas, hostilidade contra vassalos, quebra de pactos, rituais antropofágicos (comer inimigos vencidos em batalha), entre outros.
  • 22. 1580 Início do domínio espanhol, também chamado União Ibérica. UNIÃO IBÉRICA Após a morte do rei de portugal sem deixar descendentes houve uma crise sucessória (Crise da Dinastia de Avis) que resultou a passagem do trono português para a coroa espanhola. Portugal permaneceu sob domínio espanhol e adquiriu com isso os inimigos desse reino, que incluía a Holanda. 1612 Os franceses invadem o Maranhão e fundam a França Equinocial. FRANÇA EQUINOCIAL Segunda tentativa de formar colônia no Brasil, dessa vez um forte em São Luís do Maranhão. Já haviam dominado quase todo o Leste do Pará e boa parte do Amapá, quando em 1615 foram expulsos pelos portugueses, que aproveitaram pra estender o cultivo da cana até lá.
  • 23. O rei de Portugal morreu sem deixar herdeiros diretos, o que ficou conhecido como a Crise da Dinastia de Avis. Houve uma disputa e Filipe II, da Espanha, foi coroado rei de Portugal. As coroas foram unificadas, esse processo ficou conhecido como a União Ibérica. Como a Espanha estava em guerra com a Holanda desde 1568, as relações diplomáticas da Holanda com Portugal ficaram comprometidas, mesmo embora os holandeses tenham sido parceiros comerciais dos portugueses até então. Holandeses foram excluídos do comércio de açúcar, em 1624 atacaram Salvador e mantiveram a conquista por um ano até que foram expulsos. Em 1627 nova tentativa e expulsão. CRISE DA DINASTIA DE AVIS, UNIÃO IBÉRICA E HOLANDA EXCLUÍDA
  • 24. 1624 Os holandeses invadem a Bahia; os portugueses estabelecem a resistência. 1625 Os holandeses são expulsos da Bahia com o apoio da esquadra espanhola. 1630 Os holandeses atacam Pernambuco e se estabelecem. 1637 Mauricio de Nassau, expulsa as tropas luso- brasileiras. 1640 Procuradores da Capitania de São Vicente expulsam os jesuítas (Guerra de restauração). Chega ao fim o domínio espanhol. GUERRA DE RESTAURAÇÃO Após o afastamento dos representantes espanhóis sobre Portugal devido a Guerra dos 30 anos que a Espanha travava, Portugal, agora sob comando do rei D. João IV, iniciou o processo de retomada do poder. Teve início em 1640 e terminou em 1668 com o Tratado de Lisboa. A expulsão dos espanhóis se deu por meio de mobilização popular.
  • 25. 1630-1637 dominaram o Nordeste. 1637 chegada de Mauricio de Nassau que estabeleceu a colônia holandesa, incentivou e investiu na cultura local. 1643 a colônia holandesa veio a falência, Nassau volta para a Holanda. 1645-1654 GUERRAS BASÍLICAS (mobilização contra os holandeses) 1648-1649 BATALHA DOS GUARARAPES (guerra entre Portugal e Espanha) 1652 Holanda e Inglaterra em guerra impactando as finanças e poder militar da Holanda. 1654 Esquadra portuguesa cerca Recife e retoma a região. É a expulsão definitiva dos holandeses. A reconquista portuguesa também acontece simultaneamente na África em territórios que haviam sido tomados em 1630. HOLANDA NO BRASIL
  • 26. 1680 Fundação da colônia do Sacramento. Decretação de lei proibindo a escravidão de índios no Brasil, em 1º de Abril. COLÔNIA DO SACRAMENTO Colônia fortificada à margem do Rio Prata, atual Cidade de Colônia, Uruguai. Portugueses deram início e os ingleses se aliaram interessados em controlar o mercado platino. O porto desempenhava forte papel no escoamento da prata peruana, vinda de Buenos Aires. Já entre 1726 e 1734 o porto de Sacramento se tornou um forte mercado de couros. ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO DE ÍNDIOS NO BRASIL Em 1º de Abril de 1680 o Rei de Portugal publicou uma lei que proibia o cativeiro de índios no Brasil, no entanto era apenas uma fachada, visto que só se aplicava a novos índios, sendo que os cativos antes da promulgação ainda permaneciam mantidos como escravos.
  • 27. 1684 1705 Estoura a revolta do Beckman, na província do Maranhão. Após a descoberta de minas de ouro tem inicio a "corrida do ouro" em direção à Capitania de Minas Gerais. Começa o Ciclo do Ouro. REVOLTA DO BECKMAN Eclodiu a partir da insatisfação da população de São Luís do Maranhão com o monopólio exercido pela Companhia de Comércio do Maranhão (ficou conhecido como estanco) e ação dos jesuítas sobre a escravização dos índios, já que desejam catequiza-los e explorar o trabalho deles em prol da igreja. 1690 Registros dos primeiros achados do ouro no sertão das Minas. "O ouro estava derramado em quantidade espantosa. Era um ouro miúdo como pedrinhas faíscantes, grãos ou pó." (Moritz, 2018) CORRIDA DO OURO O ciclo do ouro mudou a ocupação do território, ocorrendo uma grande movimentação de pessoas para a região das minas de ouro. As jazidas foram divididas em lavras (lotes para exploração aurífera). O enriquecimento da região fez surgir uma elite letrada já que os filhos dos exploradores puderam ser mandados para a Universidade de Coimbra. A exploração do ouro passou a ser a atividade mais lucrativa da colônia. A descoberta dessas minas de ouro fez com que diversos portugueses viessem para o Brasil com o intuito de explorar e enriquecer.
  • 28. o quinto (20%, ou seja, 1/5 da extração), a derrama (quota de cerca de 1500kg de ouro anuais, ou penhora de bens dos senhores das lavras), e a capitação (imposto pago pelo senhor da lavra por cada escravo trabalhando em seu lote). Os portugueses enfrentaram uma forte concorrência pelo comércio da cana-de-açúcar contra os ingleses e os holandeses que também cultivavam a matéria prima do açúcar no Caribe. Intensificaram a exploração do território e encontraram jazidas de ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Com o objetivo de garantir o controle sobre a extração do ouro, Portugal instituiu vários impostos e transferiu a capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763). A exploração gerou o maior momento do controle de Portugal sobre o Brasil, e aqueles que desviavam ouro sem pagar as taxas devidas recebia duras penalidades. Entre os mecanismos de administração destacaram-se: O ciclo terminou com o esgotamentos das jazidas. CICLO DO OURO (1690-1850)
  • 29. 1719 1720 Guerra dos Emboabas. 1707 1710 Guerra dos Mascates (conflito entre senhores de engenho de Olinda e comerciantes portugueses de Recife). Revolta do Sal em Santos (SP) devido ao monopólio do sal por parte de poucos comerciantes (em sua maioria portugueses) por um preço abusivo. Coroa Portuguesa cria o "quinto" (imposto sobre o ouro encontrado no Brasil) e as Casas de Fundição. 1720 - Revolta de Filipe dos Santos, também conhecida como Revolta de Vila Rica (contra a cobrança do "quinto"). Os bandeirantes vindos de São Paulo foram os primeiros a descobrirem as minas de ouro e pediram aos portugueses exclusividade em sua exploração. Os estrangeiros, aqueles que chegaram depois, também queriam explorar. O termo "emboaba" significa estrangeiro em tupi. Entre 1708 e 1709 paulistas e emboabas se confrontaram. Os emboabas ganharam e assim exploradores passaram a vir em massa de diversas partes do Brasil. COBRANÇA DO "QUINTO" SOBRE O OURO O ouro destinado ao imposto era cobrado já nas casas de fundição, que só foram oficialmente abertas em 1725, passagem obrigatória para registrar os "certificados de recolhimento". O quinto era tão odiado pelos brasileiros que passou a ser chamado de "O quinto dos infernos". Apesar da coroa portuguesa fiscalizar duramente a exploração, os desvios aconteciam de diversas formas, inclusive com os jesuítas que tinham passe livre pelas minas.
  • 30. 1730 1750 Descoberta das primeiras minas de Diamantes na região do Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais). Inicia-se o período de exploração de diamantes no Brasil Colonial. Assinatura do Tratado de Madri, entre Portugal e Espanha, que cancelou o Tratado de Tordesilhas e definiu o território brasileiro de acordo com a ocupação estabelecida até aquele ano. 1755 Fim definitivo da escravidão indígena. Ocorreu em dois momentos: 1755, com uma lei válida apenas para o Estado Grão-Pará e Maranhão, e 1758, quando a lei foi estendida para todo o país. Após seu fracasso é extinto o sistema de Capitanias Hereditárias. 1759
  • 31. Teve início por volta de 1730 com a descoberta de minas de diamantes no Arraial do Tejuco (atual Diamantina), Comarca de Serro Frio e Vale do Jequitinhonha (MG). O ciclo durou até o começo do século XIX, período em que as minas já estavam saturadas de exploração, ainda assim, apesar de quase dois séculos de exploração, o ciclo de diamantes era secundário em relação ao ciclo do ouro. Com a crise na economia açucareira desde o século XVIII, Portugal investiu pesado na exploração das minas de ouro, diamantes e esmeraldas. Além de Minas Gerais, haviam ainda minas em Mato Grosso, Bahia e Goiás, o que fez surgir muitas Cidades em função do trabalho empregado e lucros obtidos com a exportação. Em 1771 surgiu a Real Extração, novo sistema de exploração que era realizado diretamente pela Coroa portuguesa, o que mantinha o total controle das áreas diamantíferas. Para aumentar o controle foi criado o Distrito Diamantino e a Intendência dos Diamantes com o intuito de controlar, regularizar e cobrar impostos. Utilizou, majoritariamente, mão de obra escrava. Os portugueses alugavam os trabalhadores africanos para os donos das minas, o que gerou ainda mais retorno financeiro para a Coroa. CICLO DO DIAMANTE (1730-FINAL DO SÉCULO XIX)
  • 32. 1765 1763 A capital do Brasil é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro para garantir o controle da extração do ouro. Coroa Portuguesa cria o sistema da "derrama", para cobrar os impostos atrasados com uma taxa anual de cerca de 1500kg de ouro. 1771 Surge a "Junta da Administração Geral dos Diamantes", que ficou conhecida como "Real Extração" REAL EXTRAÇÃO A sede estava localizada em Tejuco e era composta por um intendente, um contador, um fiscal e um escrivão. A atividade foi definida de diferentes formas pela Coroa no decorrer do tempo. Mapa dos diamantes, 1768
  • 33. "Em meio ao caos (da mineração), um produto que vinha sendo cultivado apenas para consumo interno chamou a atenção de todos: o café. Em 1779, o país exportara para Lisboa 79 arrobas. Em 1796 o volume já era de 8.495 arrobas, em 1806 a cifra de 82.245 arrobas." Costa, 2016 O cultivo para a larga produção de café teve início no Rio de Janeiro, mas o esgotamento das terras fez com que migrassem até encontrar o interior de São Paulo, que nesse momento passou a crescer em ritmo acelerado. A organização se dava da mesma forma que a produção açucareira: latifúndios, monocultura e exploração da mão de obra escrava. O auge aconteceu no segundo Império (1840-1889), o Brasil chegou a exportar mais 50% do consumo mundial, mas em 1888 ocorreu uma grande crise cafeeira no Brasil proveniente da abolição da escravatura. CICLO DO CAFÉ: 1779 - 1929
  • 34. Inconfidência Mineira (tentativa de tornar o Brasil independente de Portugal). Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, é enforcado em praça pública. 1789 1792 TIRADENTES Joaquim José da Silva Xavier (1746), nascido em Minas Gerais, era dentista amador, o que lhe rendeu o apelido de "tiradentes". Trabalhou em diversas funções ao longo da vida devido a pouca instrução. O processo de investigação do movimento durou três anos e muitos dos interrogados delataram Tiradentes. A sentença saiu e 10 envolvidos foram condenados à forca, mas 9 foram absolvidos e apenas Tiradentes mantido. Atribui-se dois pontos à sua execução: 1 - Tiradentes não pertencia à elite e por isso não tinha influências 2 - Ele teria falado abertamente sobre seu envolvimento nos interrogatórios, sem receio do julgamento Em 21 de abril de 1792 ele foi enforcado em praça publica e seu corpo esquartejado para ser espalhado por diversas partes da estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais.
  • 35. Ou "Conjuração Mineira", foi uma revolta separatista devido a insatisfação do controle e altos impostos cobrados pela exploração do ouro. Em 1720 já havia ocorrido a Revolta de Vila Rica, assim como outras manifestações visando diminuir as taxas, já a inconfidência mineira foi a primeira com o intuito de separar a capitania da Coroa portuguesa. O Marquês de Pombal havia aumentando as cobranças com o objetivo de reconstruir Lisboa recém afetada por um terremoto (1755). Isso foi minando ainda mais a relação dos portugueses com os colonos, até que em 1780 começaram a organizar uma resistência. Além de obter a desvinculação da coroa, a elite econômica conspirou ainda pelo ideal de separar Minas Gerais e transforma-la em uma República. Toda a trama foi descoberta em 1789, então o Visconde de Barbacena suspendeu a "derrama" e iniciou uma investigação sobre a conspiração. Todo o drama se estendeu por três anos. Vários dos envolvidos foram condenados à forca e absolvidos, exceto um: Tiradentes, já que o mesmo era o maior propagandista do motim e a Coroa queria utiliza-lo como exemplo. INCONFIDÊNCIA MINEIRA
  • 36. Com a Revolução Industrial na Inglaterra (1760 - 1820) a necessidade de algodão para o setor têxtil levou a larga exploração da matéria prima. Essa fase ficou conhecida como "renascimento agrícola", já que a mineração começou a entrar em decadência e foi o momento em que o país passou ainda a cultivar e comercializar produtos tropicais simultaneamente com o algodão visando suprir o mercado externo como forma de obter outras fontes de lucros. A industrialização brasileira teve início justamente a partir do processo de exportação do algodão. A produção acontecia em grandes fazendas cultivadoras (latifúndios), utilizando mão de obra escrava africana, a produção era voltada em maior parte ao mercado externo, especialmente Inglaterra. O Maranhão foi a principal região de produção, mas também Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Ceará e Pará. CICLO DO ALGODÃO: (MEADOS DO SÉC XVIII - INÍCIO DO SÉCULO XIX)
  • 37. 1798 CONJURAÇÃO BAIANA Também conhecida como "Revolta dos Alfaiates" (por seus principais líderes, João de Deus e Manuel Faustino dos Santos Lira, serem alfaiates) ou "Conspiração dos Búzios", tinha como objetivo desvincular a Bahia de Portugal, atender diversas exigências da camada pobre e abolir a escravatura. Um dos principais fatores que levaram a revolta foi o fato de, após a capital do Brasil ser transferida para o Rio de Janeiro, a população de Salvador ter sido abandonada a própria sorte. Reflexos da Revolução francesa chegavam ao Brasil com força, e os maçons tiveram forte influência nessa disseminação, bem como na participação da conjuração. Após a distribuição de panfletos divulgando a conjuração, as autoridades agiram rapidamente e acabaram prendendo diversas pessoas que foram condenadas a morte e esquartejadas. Os maçons envolvidos tiveram penas mais brandas. Apesar do desfecho negativo, o movimento influenciou outras ações que levaram a conquista da independência em 1822.
  • 38. 1808 Fuga da corte portuguesa para o Brasil. Abertura dos Portos às Nações Amigas. 1815 1817 1821 Brasil é elevado a Reino Unido de Portugal e Algarve. D. João traz para o Brasil a missão artística francesa. Após a derrota de Napoleão para a Inglaterra e a desocupação de Portugal pelas tropas francesas, a corte portuguesa retorna para Portugal. REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA - 1817 Já existiam inúmeras desigualdades sociais no Brasil, mas a vinda da Corte portuguesa só agravou o problema e a aumentou ainda mais a insatisfação local. Houve aumento de impostos para alimentar os luxos da família Real e para financiar campanhas militares, além de nomeação de servidores portugueses para ocuparem posições importantes, prejudicando as elites locais. CORTE PORTUGUESA NO BRASIL Portugal buscou manter um posicionamento neutro a respeito dos conflitos entre França, na época governada por Napoleão Bonaparte, e Inglaterra, mas acabou sofrendo retaliações por desrespeitar ordens de Napoleão mantendo contato comercial com a Inglaterra. Em novembro de 1807, quando Portugal estava prestes a ser invadida por Napoleão, a família Real embarcou com destino ao Brasil, chegando em janeiro de 1808.
  • 39. Nesse período França e Inglaterra eram países capitalistas industriais, enquanto Portugal era mercantilista, mas estava atrelado a Inglaterra política e economicamente devido ao "Tratado de Methuen" (Panos e Vinhos, de 1703, onde portugueses consumiriam produtos têxteis ingleses, e ingleses os vinhos portugueses ). França, governada por Napoleão Bonaparte (imagem), estava em conflito com a Inglaterra. França tinha forte domínio por terra e Inglaterra por mares. Assim, Napoleão bloqueou o contato comercial com a Inglaterra de todos os territórios dominados por ele, foi o "Bloqueio Continental", e quem desrespeitasse seria invadido pelas tropas francesas. Como Portugal dependia da Inglaterra acabou ignorando o bloqueio, dessa forma Napoleão, que já havia ameaçado enviar suas tropas a quem desrespeitasse, ordenou a invasão de Portugal. CORTE PORTUGUESA NO BRASIL - NAPOLEÃO
  • 40. Lord Strangford, um embaixador inglês, sugeriu a transferência da Corte para o Brasil a fim de assegurar a independência de Portugal. Fizeram um acordo e foi garantida uma escolta inglesa para os portugueses. Em troca a Inglaterra ganhava a Ilha da Madeira e liberdade de comércio com o Brasil. A abertura dos portos brasileiros a nações amigas deu fim ao Pacto Colonial, já que extinguia a exclusividade de comércio apenas com portugueses. CORTE PORTUGUESA NO BRASIL - FIM DO PACTO COLONIAL
  • 41. A INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789), a CONJURAÇÃO BAIANA (1798) e a REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817), foram todos movimentos de cunho separatista, onde o objetivo era desvincular-se da Coroa portuguesa. Os dois primeiros tinham como objetivo adotar uma república como forma de governo, mas nenhum dos dois chegou a se concretizar. O terceiro conseguiu passar da fase de conspiração e chegou, ainda que temporariamente, a assumir o poder de Pernambuco (BAUER, 2020). A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA teve início em 6 de março de 1817 após o Brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa de Castro ter sido morto por Barros Lima, capitão denunciado por participar da conspiração, que resistiu a voz de prisão dada por Manoel Joaquim. Os revoltosos conquistaram Pernambuco e instalaram um Governo Provisório que proclamou a República da Capitania de Pernambuco, decretou a liberdade de imprensa e religião, instituiu os três poderes e aumentou o soldo dos soldados, mas mantiveram a escravidão apesar dos ideais liberais. Em 20 de maio de 1817 os revolucionários foram derrotados pelos portugueses. REVOLTAS NATIVISTAS: MOVIMENTOS PRÉ-SEPARATISTAS
  • 42. Em 1820 haviam insatisfações dos portugueses em Portugal que resultou na Revolução Liberal do Porto que tinha ideais liberais, desejava a volta do rei, Portugal como sede do governo português e monopólio sobre o comércio do Brasil. O rei voltou em 1821 mas no Brasil a insatisfação foi geral, já que Portugal deixava clara a intenção de manter os laços coloniais e dinâmica de exploração. Pedro de Alcântara ficou como regente do Brasil. Posteriormente, em 1822, Portugal exigiu o retorno de D. Pedro, o que desagradou e fez surgir o Clube da Resistência no Brasil: coletaram 8 mil assinaturas e entregaram ao príncipe regente exigindo sua permanência no Brasil. Motivado pelo ato, D. Pedro disse a celebre frase: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, diga ao povo que fico." Em agosto de 1822, D. Pedro e seus ministros foram acusados de traição, já que gozavam de certos privilégios e fizeram valer uma série de medidas em favor do Brasil. As exigências de Portugal eram absurdas e D. Pedro viu a necessidade de romper de vez com Portugal. Em 7 de setembro proclamou a Independência do Brasil. INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - 1822
  • 43. Todo o processo que resultou na Proclamação de Independência do Brasil não foi pacífico em nenhum momento, bem menos após a recusa de D. Pedro em retornar a Portugal e desvincular-se dos interesses que favoreciam o Brasil. No próprio Brasil houveram movimentos "não adesistas" que deixava clara a insatisfação de muitos nessa desvinculação e mantinham-se leais a Portugal. Nas províncias do Pará, Bahia, Maranhão e Cisplatina (atual Uruguai), houve a criação de campanhas militares para combater as revoltas dos que não aderiram à independência eclodindo na "Guerra de Independência do Brasil". Com a Proclamação da República do Brasil surge então o Brasil como nação independente, o nascimento da nacionalidade "brasileira", e um endividamento de dois milhões de libras como indenização aos portugueses. GUERRA DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
  • 44. Sabemos então que quando os portugueses chegaram esse novo território que hoje é o Brasil já era habitado por índios, e que esses deram abertura para uma relação pautada no escambo. Posteriormente os portugueses se aproveitaram dessa ingenuidade chegando inclusive a escravizar os índios e dizimá-los em conflitos diretos ou por doenças trazidas pelos homens brancos. Até hoje existem conflitos entre os indígenas e aqueles que desrespeitam seu direito à terra. Os ciclos econômicos foram surgindo e se desenvolvendo de modo concomitante uns aos outros, em dado momento ganhando ou perdendo força, nascendo ou extinguindo-se (como foi o caso do ouro), oscilando, com maior ou menor grau de importância econômica. O processo de Independência se deu devido a insatisfação com a forma de administração da Coroa portuguesa e sua exploração massiva sobre a colônia, sempre beneficiando Portugal e deixando o Brasil em segundo plano. COLONIZAÇÃO E CICLOS ECONÔMICOS CONCOMITANTES CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • 45. ⁠EU SOU IMPERADOR, MAS NÃO ME ENSOBERBEÇO COM ISSO, POIS SEI QUE SOU UM HOMEM COMO OS MAIS, SUJEITO A VÍCIOS E A VIRTUDES COMO TODOS O SÃO. Reconstituição do rosto de D. Pedro I. Criador: MAURICIO DE PAIVA D. Pedro I
  • 46. BIBLIOGRAFIA Moritz, Lilia M. Brasil: uma biografia. 2ª Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018 MARQUESE, Rafael de Bivar. Artigo Scielo: “ A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX”. Disponível em: https://www.scielo.br/j/nec/a/xB5SjkdK7zXRvRjKRXRfKPh/ "A Fundação da Colônia do Sacramento" Disponível em: https://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/fund_sacramento.html. Acesso em 25/03/2023 CAMARGO, Angélica Ricci. "Intendência dos Diamantes". Disponível em: http://mapa.an.gov.br/index.php/dicionario-periodo- colonial/211-intendencia-dos-diamantes. Acesso em 29/03/2023. BAUER, Caroline Silveira. "História do Brasil Colônia". Editora SAGAH. Porto Alegre, 2020. COSTA, Marcos. "A história do Brasil pra quem tem pressa". Editora Valentina. Rio de Janeiro, 2016. “As sociedades indígenas brasileiras no século XVI” Disponível em: https://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/historia-do- brasil/america-portuguesa/8723-sociedades-ind%C3%ADgenas-brasileiras-no-s%C3%A9culo- xvi#:~:text=Cerca%20de%203%2C5%20milh%C3%B5es,tribos%20que%20n%C3%A3o%20fossem%20tupis.Acessado em 07/03/2023 “Genocídio no Brasil: mais de 70% da população indígena foi morta” Disponível em: https://observatorio3setor.org.br/noticias/genocidio-brasil-mais-de-70-da-populacao-indigena-foi-morta/. Acessado em 07/03/2023 CUNHA, M.C. da. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras/ Secretaria Municipal de Cultura/Fapesp, 1992. A Escravidão Indígena. Disponível em: https://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/esc_indigena.html#:~:text=O%20per%C3%ADodo%20de%201540%20at%C3%A9, atacando%20as%20pr%C3%B3prias%20tribos%20aliadas. Acesso em 07/03/2023.
  • 47. OBRIGADA! SOUZA, Sheila de. "HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL: DESCOBRIMENTO, IMPACTOS, CONFLITOS E CICLOS ECONÔMICOS." 2023