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Começar com um objetivo em mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde você está agora e depois dar o passo na direção correta... Há uma criação mental ou inicial e a criação física. E isso vale para tudo, para ter noção do que estamos fazendo. Começar com um objetivo em mente se baseia no princípio de que todas as coisas são criadas duas vezes: Uma no plano mental e a outra no plano físico. Podemos  viver correndo, sermos até muito eficientes, mas só seremos verdadeiramente eficazes quando tivermos um objetivo em mente. Stephen R. Covey
* Ball * Bhabha * McLaren * Dussel * Canclini * Lopes e Macedo * Hall
Desigualdades
Veiculação de uma prática de significados dentro da escola.
Historicamente... A s primeiras discussões sobre o currículo são dos anos vinte do século passado nos Estados Unidos. Neste momento o currículo é tomado como um processo de “racionalização de resultados educacionais, cuidadosa e rigorosamente especificados e medidos”. Currículo inspirado no modelo da fábrica; Teoricamente se espelha na “administração científica” do Teylorismo que se inicia ; E specialização precisa de objetivos, procedimentos e métodos para obtenção de resultados que possam ser precisamente mensurados. Bobbit  O que é o currículo? ANOS XX
Eficiência  Produtividade  Organização e desenvolvimento Semelhança com a empresa Educação vista como modelagem Mais adiante... EM  SURGEM  AS  TEORIAS  CRÍTICAS Q uestionam status quo visto como responsável pelas injustiças  sociais C onstitui uma análise que permite conhecer não como se faz o currículo, mas como compreender o que o currículo faz.
Sociedade capitalista  Dominação de classe Controle da propriedade, dos recursos materiais sobre aqueles que  possuem apenas sua força de trabalho. PONTO DE PARTIDA
Afeta tudo aquilo que ocorre em outras esferas, como educação e cultura. Existe portanto uma relação estrutural entre economia e cultura. Berntein e Bourdieu- defendem a existência de um vínculo entre reprodução cultural e reprodução social. Há  uma  conexão entre a forma como a economia está organizada e a forma como o currículo  está organizado.  O posição a perspectiva tradicional do currículo; Vê o currículo estreitamente relacionado às estruturas econômicas e sociais mais amplas, contrariando o modelo apresentado por Tyler CAPITAL MUNDIAL S ociedade  C apitalista CURRÍCULO NO CENTRO DA TEORIAS EDUCACIONAIS CRÍTICAS
N eutro; I nocente; D esinteressado de conhecimento Porque esses conhecimentos e não outros? Porque esse conhecimento é considerado importante e não outros? Para Apple, o currículo não é: O que é relevante para Apple não é a validade epistemológica do conhecimento corporificado no Currículo Não é relevante saber  qual conhecimento  é  verdadeiro, mas qual conhecimento é considerado  verdadeiro   e o  por quê  disso
O utros questionamentos importantes: Trata-se do conhecimento de quem? Quais interesses guiaram a seleção desse conhecimento particular? Quais as relações de  poder envolvidas no processo de seleção que resultou  esse currículo particular? concebe o currículo como política cultural, sustentando que o mesmo não  transmite apenas fatos e conhecimentos objetivos, mas também constrói significados, valores sociais e culturais. Vê o currículo por meio dos conceitos de emancipação e libertação.  Henry Giroux
 
FOUCAUT DERRIDA Ênfase na incerteza  e na indeterminação do conhecimento Quebra dos binarismos Masculino / feminino Heterossexual/ homossexual Branco/negro Científico/ não científico Ou seja... D estaca o processo pelo qual  algo é considerado verdade, como se tornou verdade Teorias pós- críticas Teoria do multiculturalismo; Teoria de gênero; Teoria Étnica racial Teoria Queer Perspectiva pós moderna Teoria pós-estruturalista Teoria Pós- Colonialista
 
E  agora... Pensado um pouco mais... O que é efetivamente currículo? Quais as relações existentes entre  a teoria e a política curricular? Como a escola e os saberes veiculados nela se estruturam? Qual o papel do professor? PORTANTO, UTILIZAMOS ALGUNS NICHOS: Diferenças Desigualdades Identidades Linguagem Representações
Nasruddin se tornou o Primeiro Ministro  do Rei. Certo dia, ao vagar pelo palácio, pela primeira vez em sua vida, viu um falcão real. Acontece que nosso Nasruddin não tinha visto nunca um pombo assim...Tomando, pois, depressa, uma tesoura, cortou as garras e aparou as asas e o próprio bico adnunco do falcão. E disse- agora sim você é um pombo, um pássaro decente, pois seu dono não estava cuidando de você. (Mello apud Vasconcelos, 1993,p.16)
Bhabha (1998,p.117)
 
Stuart Hall O  sujeito pós-moderno não tem uma identidade fixa, essencial ou permanente, a identidade é agora uma “celebração móvel”: formada e transformada continuamente  em relação as formas pelos quais somos interpelados ou representados nos sistemas culturais; é definida historicamente e não biologicamente; identidade plenamente identificada, completa e coerente é uma fantasia- são forjados permanente.
As diversas formas em que os membros de cada grupo se apropriam dos repertórios heterogêneos de bens e mensagens disponíveis nos circuitos transnacionais geram novos modos de segmentação: dentro de uma sociedade nacional, por exemplo, as diferentes formas pelas quais em vários países há mistura de línguas, hábitos, conhecimentos, entre outros. Estudar processos culturais é pois importante para conhecer formas de situar-se em meio à heterogeneidade e entender como se produzem as hibridações.
Identidades pós-modernas – são transterritoriais e multilinguísticas estruturam-se mais pela lógica dos mercados e operam mediante a produção industrial de cultura, sua comunicação tecnológica e pelo consumo de bens, em vez de comunicações que antes cobriam espaços personalizados. Identidades modernas – territoriais, monolinguísticas, nação. HALL e BHABHA colocam em relevo a ambivalência das identidades binárias até então pensadas como homogêneas e orgânicas (DUSSEL, 2002). Estruturalismo aponta a necessidade de superação das concepções binárias de identidade e de diferença do estruturalismo. Ambivalência permite uma forma de subversão.
No âmbito do currículo vivido é que  efetivamente se manifesta, ou não, a concretização do concebido. O currículo praticado envolve relações entre poder, cultura e escolarização, representando, o jogo de interações/relações presentes no cotidiano escolar.  Pois pense bem...
ORGANIZAÇÃO Constrói o sujeito Currículo Conhecimento Identidade  Poder Privilegiar conhecimento = operação de poder Destacar, entre múltiplas possibilidades, uma identidade ou subjetividade = operação de poder
NEGAÇÃO DO PODER NEUTRALIDADE
ILUSTRANDO... Pensemos um pouco...
Teorias tradicionais são teorias de aceitação ajuste e adaptação. Teorias críticas são teorias de desconfiança, questionamentos e transformação radical. Para as teorias críticas, o importante não é desenvolver conceitos que nos permitam compreender  o que o currículo faz. Segundo Apple, a seleção que constitui o currículo é o resultado de um processo que reflete os interesses  particulares das classes e grupos dominantes Portanto,  ao definir caminhos, definimos  o currículo.
C omo se dá uma luta em torno dos valores, símbolos, significados e propósitos sociais, o campo social não é feito só de domínio e subordinação, mas também de resistência e oposição.
 
Relações de poder= possibilitam a diferença Gera o diferente  G rupos subordinados
Expressão do privilégio da cultura  c ultura dos grupos cultural, social e economicamente dominantes . Como o currículo produz e reproduz as diferenças?
I DENTIDADE  ÉTNICA RAÇA  E  ETNIA RELAÇÕES DE  PODER COLONIZADOR  AFRICANOS Homem branco
MULTICULTURALISMO folclore A bordagem  P olítica
Espaço de reprodução Espaço de resistência Espaço de oposição Currículo vinculado aos movimentos sociais Incorporação das diferentes dimensões das relações de poder Constituição do campo contestado do currículo Práticas sociais em movimento
O nde queremos chegar com a Educação e com os saberes que operamos na Escola?
c onsiderações P artindo da idéia que o educador é sujeito de sua prática, pensamos a escola como um espaço  de constituição de mesclas, de resistência de tomada de decisão. O currículo como:
 
 
 
Fica decretado que, a partir deste instante,  haverá girassóis em todas as janelas,  que os girassóis terão direito  a abrir-se dentro da sombra;  e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,  abertas para o verde onde cresce a esperança Thiago de Mello
R eferência : SILVA,T.T. da.  Documentos de Identidade: uma introdução as Teorias do Currículo Produção de Slides [email_address] Edneide Maria de Lima

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CurríCulo DiferençAs E Identidades

  • 1.  
  • 2.  
  • 3.  
  • 4. Começar com um objetivo em mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde você está agora e depois dar o passo na direção correta... Há uma criação mental ou inicial e a criação física. E isso vale para tudo, para ter noção do que estamos fazendo. Começar com um objetivo em mente se baseia no princípio de que todas as coisas são criadas duas vezes: Uma no plano mental e a outra no plano físico. Podemos viver correndo, sermos até muito eficientes, mas só seremos verdadeiramente eficazes quando tivermos um objetivo em mente. Stephen R. Covey
  • 5. * Ball * Bhabha * McLaren * Dussel * Canclini * Lopes e Macedo * Hall
  • 7. Veiculação de uma prática de significados dentro da escola.
  • 8. Historicamente... A s primeiras discussões sobre o currículo são dos anos vinte do século passado nos Estados Unidos. Neste momento o currículo é tomado como um processo de “racionalização de resultados educacionais, cuidadosa e rigorosamente especificados e medidos”. Currículo inspirado no modelo da fábrica; Teoricamente se espelha na “administração científica” do Teylorismo que se inicia ; E specialização precisa de objetivos, procedimentos e métodos para obtenção de resultados que possam ser precisamente mensurados. Bobbit O que é o currículo? ANOS XX
  • 9. Eficiência Produtividade Organização e desenvolvimento Semelhança com a empresa Educação vista como modelagem Mais adiante... EM SURGEM AS TEORIAS CRÍTICAS Q uestionam status quo visto como responsável pelas injustiças sociais C onstitui uma análise que permite conhecer não como se faz o currículo, mas como compreender o que o currículo faz.
  • 10. Sociedade capitalista Dominação de classe Controle da propriedade, dos recursos materiais sobre aqueles que possuem apenas sua força de trabalho. PONTO DE PARTIDA
  • 11. Afeta tudo aquilo que ocorre em outras esferas, como educação e cultura. Existe portanto uma relação estrutural entre economia e cultura. Berntein e Bourdieu- defendem a existência de um vínculo entre reprodução cultural e reprodução social. Há uma conexão entre a forma como a economia está organizada e a forma como o currículo está organizado. O posição a perspectiva tradicional do currículo; Vê o currículo estreitamente relacionado às estruturas econômicas e sociais mais amplas, contrariando o modelo apresentado por Tyler CAPITAL MUNDIAL S ociedade C apitalista CURRÍCULO NO CENTRO DA TEORIAS EDUCACIONAIS CRÍTICAS
  • 12. N eutro; I nocente; D esinteressado de conhecimento Porque esses conhecimentos e não outros? Porque esse conhecimento é considerado importante e não outros? Para Apple, o currículo não é: O que é relevante para Apple não é a validade epistemológica do conhecimento corporificado no Currículo Não é relevante saber qual conhecimento é verdadeiro, mas qual conhecimento é considerado verdadeiro e o por quê disso
  • 13. O utros questionamentos importantes: Trata-se do conhecimento de quem? Quais interesses guiaram a seleção desse conhecimento particular? Quais as relações de poder envolvidas no processo de seleção que resultou esse currículo particular? concebe o currículo como política cultural, sustentando que o mesmo não transmite apenas fatos e conhecimentos objetivos, mas também constrói significados, valores sociais e culturais. Vê o currículo por meio dos conceitos de emancipação e libertação. Henry Giroux
  • 14.  
  • 15. FOUCAUT DERRIDA Ênfase na incerteza e na indeterminação do conhecimento Quebra dos binarismos Masculino / feminino Heterossexual/ homossexual Branco/negro Científico/ não científico Ou seja... D estaca o processo pelo qual algo é considerado verdade, como se tornou verdade Teorias pós- críticas Teoria do multiculturalismo; Teoria de gênero; Teoria Étnica racial Teoria Queer Perspectiva pós moderna Teoria pós-estruturalista Teoria Pós- Colonialista
  • 16.  
  • 17. E agora... Pensado um pouco mais... O que é efetivamente currículo? Quais as relações existentes entre a teoria e a política curricular? Como a escola e os saberes veiculados nela se estruturam? Qual o papel do professor? PORTANTO, UTILIZAMOS ALGUNS NICHOS: Diferenças Desigualdades Identidades Linguagem Representações
  • 18. Nasruddin se tornou o Primeiro Ministro do Rei. Certo dia, ao vagar pelo palácio, pela primeira vez em sua vida, viu um falcão real. Acontece que nosso Nasruddin não tinha visto nunca um pombo assim...Tomando, pois, depressa, uma tesoura, cortou as garras e aparou as asas e o próprio bico adnunco do falcão. E disse- agora sim você é um pombo, um pássaro decente, pois seu dono não estava cuidando de você. (Mello apud Vasconcelos, 1993,p.16)
  • 20.  
  • 21. Stuart Hall O sujeito pós-moderno não tem uma identidade fixa, essencial ou permanente, a identidade é agora uma “celebração móvel”: formada e transformada continuamente em relação as formas pelos quais somos interpelados ou representados nos sistemas culturais; é definida historicamente e não biologicamente; identidade plenamente identificada, completa e coerente é uma fantasia- são forjados permanente.
  • 22. As diversas formas em que os membros de cada grupo se apropriam dos repertórios heterogêneos de bens e mensagens disponíveis nos circuitos transnacionais geram novos modos de segmentação: dentro de uma sociedade nacional, por exemplo, as diferentes formas pelas quais em vários países há mistura de línguas, hábitos, conhecimentos, entre outros. Estudar processos culturais é pois importante para conhecer formas de situar-se em meio à heterogeneidade e entender como se produzem as hibridações.
  • 23. Identidades pós-modernas – são transterritoriais e multilinguísticas estruturam-se mais pela lógica dos mercados e operam mediante a produção industrial de cultura, sua comunicação tecnológica e pelo consumo de bens, em vez de comunicações que antes cobriam espaços personalizados. Identidades modernas – territoriais, monolinguísticas, nação. HALL e BHABHA colocam em relevo a ambivalência das identidades binárias até então pensadas como homogêneas e orgânicas (DUSSEL, 2002). Estruturalismo aponta a necessidade de superação das concepções binárias de identidade e de diferença do estruturalismo. Ambivalência permite uma forma de subversão.
  • 24. No âmbito do currículo vivido é que efetivamente se manifesta, ou não, a concretização do concebido. O currículo praticado envolve relações entre poder, cultura e escolarização, representando, o jogo de interações/relações presentes no cotidiano escolar. Pois pense bem...
  • 25. ORGANIZAÇÃO Constrói o sujeito Currículo Conhecimento Identidade Poder Privilegiar conhecimento = operação de poder Destacar, entre múltiplas possibilidades, uma identidade ou subjetividade = operação de poder
  • 26. NEGAÇÃO DO PODER NEUTRALIDADE
  • 28. Teorias tradicionais são teorias de aceitação ajuste e adaptação. Teorias críticas são teorias de desconfiança, questionamentos e transformação radical. Para as teorias críticas, o importante não é desenvolver conceitos que nos permitam compreender o que o currículo faz. Segundo Apple, a seleção que constitui o currículo é o resultado de um processo que reflete os interesses particulares das classes e grupos dominantes Portanto, ao definir caminhos, definimos o currículo.
  • 29. C omo se dá uma luta em torno dos valores, símbolos, significados e propósitos sociais, o campo social não é feito só de domínio e subordinação, mas também de resistência e oposição.
  • 30.  
  • 31. Relações de poder= possibilitam a diferença Gera o diferente G rupos subordinados
  • 32. Expressão do privilégio da cultura c ultura dos grupos cultural, social e economicamente dominantes . Como o currículo produz e reproduz as diferenças?
  • 33. I DENTIDADE ÉTNICA RAÇA E ETNIA RELAÇÕES DE PODER COLONIZADOR AFRICANOS Homem branco
  • 34. MULTICULTURALISMO folclore A bordagem P olítica
  • 35. Espaço de reprodução Espaço de resistência Espaço de oposição Currículo vinculado aos movimentos sociais Incorporação das diferentes dimensões das relações de poder Constituição do campo contestado do currículo Práticas sociais em movimento
  • 36. O nde queremos chegar com a Educação e com os saberes que operamos na Escola?
  • 37. c onsiderações P artindo da idéia que o educador é sujeito de sua prática, pensamos a escola como um espaço de constituição de mesclas, de resistência de tomada de decisão. O currículo como:
  • 38.  
  • 39.  
  • 40.  
  • 41. Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança Thiago de Mello
  • 42. R eferência : SILVA,T.T. da. Documentos de Identidade: uma introdução as Teorias do Currículo Produção de Slides [email_address] Edneide Maria de Lima