O Convívio Com a Morte No Exercício Profissional Prof. Erasmo Ruiz www.tanatologia.net [email_address]
Qualidade de Morte
Impressões Sobre o Morrer  Relação entre perda de autonomia e medicalização Rotulação como Moribundo Morte = Doença Morte = Fato Biológico Morte = Óbito
Cuidados na Morte ACEITAÇÃO   ( busca de conforto físico e psíquico; realização de necessidades existenciais; autonomização)  X NEGAÇÃO   (Tratamentos fúteis; obstinação terapêutica; distanásia)
A PRISÃO DO MORIBUNDO Anulação de todas as formas de liberdade e direitos de escolha Anulação de rituais de final de vida Manto de Silêncio: conspiração entre profissionais e rede social A morte como “ponto” e não como processo
Como Aprendemos a  Conviver com a Morte? A Metáfora do Namoro
O Que Fazer Diante da Morte? LUTA-COMBATE-DUELO ESTUDO-APRENDIZAGEM Morte Contemporânea
Lutamos contra a Morte? Ou aprendemos a viver com ela? Travar uma luta impossível de Vencer? A Morte como uma professora da Vida?
Relacionamento com a Morte? Negação? A Morte como algo que pertence a todos? Morte Contemporânea
Conviver com a Morte Implica em: Mudanças nas estratégias discursivas (questionar adjetivações apenas negativas) Resgate do nome das pessoas Resgate da biografia Mudança de termos e/ou expressões (“Pacote”, paciente “JEC”). Legitimação da dor e do sofrimento humanos (barreira contra a medicalização do natural). O choro é legítimo, o sofrimento é legítimo, não são “doenças”
Conviver com a Morte Implica em: Botar a “boca no Trombone” A Morte Provoca “Ruídos” entre as pessoas nos Serviços.  Que tal começar a discutir o que o ruído esconde ou provoca? Motivar falas, rodas de conversa, “quebrar o gelo”: TEMATIZAR!
Conviver com a Morte Implica em: Aceitar que lidar com o sofrimento e a dor pode adoecer! Ampliar coletivamente as necessidades dos pacientes também como necessidades existenciais da equipe. Tematizar neessidades de difícil expressão e acolhimento: Problemáticas existenciais e espirituais. Construir projetos psicossociais de intervenção na equipe (Vamos cuidar mais uns dos outros?)
Necrotérios Nos Hospitais
Conviver com a Morte Implica em: Viabilizar mudanças ambientais. Remodelar os Necrotérios (espiritualidade, dignidade, pré-velório) A Experiência das Salas de Luto
MUDAR O TRABALHO NO ENTORNO DA MORTE
A Sabedoria da Antiguidade Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte (Sêneca)
A Sabedoria Da Antiguidade É muito comum acontecer de justamente quem viveu muito ter vivido pouco. (Sêneca)
A Sabedoria da Antiguidade Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje. (Sêneca)
Acolher a Morte em Nossas Vidas “ Bem-vinda sejas, minha irmã Morte. Não sei por que todo mundo tem tanto medo de ti, amável irmã. És a irmã libertadora, cheia de piedade. Sem ti, que seria dos desesperados, dos desaparecidos no cárcere da tristeza? Livra-nos deste corpo de pecado, de tantos perigos de perdição. Fechas-nos as portas da vida e nos abres as portas da Vida.” (São Francisco de Assis)
Temos de Ser Super Heróis!?
 
É PRECISO ACRESCENTAR MAIS VIDA AOS DIAS, QUE DIAS A VIDA..."  CICELY SAUNDERS
FIM...ou quem sabe um novo começo!

Convívio congresso dor

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    O Convívio Coma Morte No Exercício Profissional Prof. Erasmo Ruiz www.tanatologia.net [email_address]
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    Impressões Sobre oMorrer Relação entre perda de autonomia e medicalização Rotulação como Moribundo Morte = Doença Morte = Fato Biológico Morte = Óbito
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    Cuidados na MorteACEITAÇÃO ( busca de conforto físico e psíquico; realização de necessidades existenciais; autonomização) X NEGAÇÃO (Tratamentos fúteis; obstinação terapêutica; distanásia)
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    A PRISÃO DOMORIBUNDO Anulação de todas as formas de liberdade e direitos de escolha Anulação de rituais de final de vida Manto de Silêncio: conspiração entre profissionais e rede social A morte como “ponto” e não como processo
  • 6.
    Como Aprendemos a Conviver com a Morte? A Metáfora do Namoro
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    O Que FazerDiante da Morte? LUTA-COMBATE-DUELO ESTUDO-APRENDIZAGEM Morte Contemporânea
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    Lutamos contra aMorte? Ou aprendemos a viver com ela? Travar uma luta impossível de Vencer? A Morte como uma professora da Vida?
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    Relacionamento com aMorte? Negação? A Morte como algo que pertence a todos? Morte Contemporânea
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    Conviver com aMorte Implica em: Mudanças nas estratégias discursivas (questionar adjetivações apenas negativas) Resgate do nome das pessoas Resgate da biografia Mudança de termos e/ou expressões (“Pacote”, paciente “JEC”). Legitimação da dor e do sofrimento humanos (barreira contra a medicalização do natural). O choro é legítimo, o sofrimento é legítimo, não são “doenças”
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    Conviver com aMorte Implica em: Botar a “boca no Trombone” A Morte Provoca “Ruídos” entre as pessoas nos Serviços. Que tal começar a discutir o que o ruído esconde ou provoca? Motivar falas, rodas de conversa, “quebrar o gelo”: TEMATIZAR!
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    Conviver com aMorte Implica em: Aceitar que lidar com o sofrimento e a dor pode adoecer! Ampliar coletivamente as necessidades dos pacientes também como necessidades existenciais da equipe. Tematizar neessidades de difícil expressão e acolhimento: Problemáticas existenciais e espirituais. Construir projetos psicossociais de intervenção na equipe (Vamos cuidar mais uns dos outros?)
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    Conviver com aMorte Implica em: Viabilizar mudanças ambientais. Remodelar os Necrotérios (espiritualidade, dignidade, pré-velório) A Experiência das Salas de Luto
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    MUDAR O TRABALHONO ENTORNO DA MORTE
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    A Sabedoria daAntiguidade Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte (Sêneca)
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    A Sabedoria DaAntiguidade É muito comum acontecer de justamente quem viveu muito ter vivido pouco. (Sêneca)
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    A Sabedoria daAntiguidade Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje. (Sêneca)
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    Acolher a Morteem Nossas Vidas “ Bem-vinda sejas, minha irmã Morte. Não sei por que todo mundo tem tanto medo de ti, amável irmã. És a irmã libertadora, cheia de piedade. Sem ti, que seria dos desesperados, dos desaparecidos no cárcere da tristeza? Livra-nos deste corpo de pecado, de tantos perigos de perdição. Fechas-nos as portas da vida e nos abres as portas da Vida.” (São Francisco de Assis)
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    Temos de SerSuper Heróis!?
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    É PRECISO ACRESCENTARMAIS VIDA AOS DIAS, QUE DIAS A VIDA..." CICELY SAUNDERS
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    FIM...ou quem sabeum novo começo!

Notas do Editor