SlideShare uma empresa Scribd logo
6.1 Característicasqerais
ediversidadedosfungos
Os fungos mris conhecidossãoos bolorei.
os cogumeÌos,âs oreihas-de-paue rs leveduras
(femrentot. Nâsclassifìcaçõesmâisrntigaseles
ernm colocâdosno reìno VegetâI.junramente
conrasalgaseâsplotas.PosterioÌmeDte,âlguns
bnilogos decidirâìÌ nrcluìf os Iungos no reino
Protìsta.juntâÌncDtecom asalgase os prctozoá-
nos. A tendêncìaatual.porém,é cÌassificaros
fungosem uìÌ reinoà paÌte,cm viúude de suas
caractedslicasaltamemepecuÌìare!.(Fìg.6.1)
NúfiçÌ! h aorÍiiìcx
Os fuÌgos têm nutÌição h€íerotróficâ. de-
peDdendode matéda orgânìca,viva ou moÍâ,
cÌuelhessirvade aÌìmento
A mâionados fungosvive no soÌo.âtimen-
iando-sede câdávere!de ânimaise plânrâse de
outÌosmâteriâìsde origemoÌgânica.corÌo êster-
co, poÌ exeÍìplo.Eleslìbeiìm enzinasquedìge
remo substâtooÌgânicoeabsoNem.em seguida,
as substânclâspÌovenientesdtLdigestão.Assnn.
esseslinrgoscrüsaÌno apodÌecimenrodo$mate-
riais e por isso sãodenoÌnnìadossâprófagos (do
grego s,?ro.! podrc, e pnrgerì. comer).
FisuÌoó.1 DiYenidodedos
lunsq. (Al e (B)Bôloresde
diveks corcs(nesrôs,vërdes,
omorêlos, rosodos ek,)
.rq@m $bre Írú6 pôdres,
poo veho/ modero, courôê
ourrosmoierioisorsôiicos.{C)
e (D) ore hos-de-po! e
cog!meroscrescemsobre
trorcÕspodrêsë no solo.{E)
Soc.hdtamy.es .ètevìsÕe,o
termeniôdepodorioôu êvedo
dê cervèÌo,é um Í!nso
uiicelulor, oq!i Ylsrodô
microscópiôeletrônicode
Há tambéìì espéciesdc fungos pârasitas.
quevivenì à custade anin is c plântasvivos.e.
âindi. espéciesque viem eÌn âssocìaçÕesmu
tunlísticascomoulrosseresvìvos,comovereÌnos
6.2 Estrutura eorgânização
dosfungos
Alguììs fungos,.oììo âs levedurâs,pol
exemplo,sãounicelulares.A ìÌâìorìâ. no entan-
to. é multicelülar.coníituída poffiliììenlos mì-
croscópicose ramiticados.denoÌninâdo$hifàs.
O conìuntode hilàs forma o micólio.
HilÀcn cé1,.,
Un1Íungofilamentososeorignrâdeumes-
poÍo,quesealongtÌeÌquantoo núcleosemulti
.plicapormìtoses.AssnnsurgeaprimeiÌâhì1à,que
crcscceseramifica.dandooíigcmâonicélÌo.
A hifr ó umtubomìcro!,cópicoquepodcou
nãoapresentrrpâÌedeslftìnsversaisGeptot.de
limitandocélulas.Muikrsfungosrêmhifasnào
septadas.precnchidâspor uìnanìassâcitqrlas
nráticaquecontémcenLcnasde núcleos.deDo
ninadâshifâscenocíticâs(dogrcgorot s.co
mum.e/<ttos.cólLìlâ),pâraressaltarofatodeque
compartilhamunrcitopÌasÌnacomum.No caso
dâshifassepradas.elalpodemapresentarumou
doisnúcleosporcélula.(Fig.ó.2)
!
ris!roó.? O micéllodeumÍungôéumsistemodehlfasromlficodosserolmenleoriglnododeumúnicoesporo
Emolsumosespéciesosh fossõosêpiodos(desefholnÍeriÕÍ,ò esquêrdd)e,emoliros,oshlfassôôcenocil,cos
ldesênhoinferôr,òdirêiio).(AìBoorÍoiosraÍodoÕÕmmscópiôesiersscópico;podesenoldrsudconsìiluçõo
fildmeiioso,prlncipolmerieÌuntoòsbordÕs.(B)Bôìôríoiogrotudooo micros.óploópiico (CìCoslmelossôo
Íormodosporhiíosemgroudecompoctoçõomdiôrquenosmi<éio5.PodemsepëÌceber05hiÍoslunbò bose
91
HI|'AsEPÌADADCARóÌ CA
Aparedeqüilìnosadàhifis
A parededashifasé constituídapelopolis-
sacaÍídioquitina. Curiosâmente,essamesma
substânciatamb€mestápresenteno rcino Ani-
ÌrÌal, constituiÌrdo o esqu€letodos atuópodos
(crusú.€os,ins€tos,âÍâúãs etc.). Alguns tun-
gos,aÌémde quitina,tambémapíesentamc€lu-
losenapüededashifâs.(Fig. 6.3)
O crescimentodashifas ocoÍreapenâsnas
extÍemidades.Na3regiõesmaisantigâsdâshi-
fas,o conteúdocitoplasmáticopodeâtémesmo
desapalecer.E comosea Íìâssâcitoplasmáticâ
dofirngoconstÍuíss€uÍIa Íededegaleíasquiti-
nosas,abandonândoas rnaisantigase sempre
fluindo paÍa asextremidadesdasgaleÍias em
A rededehifasqu€consiituÌo micéliopode
cr€sc€Íind€finidamente,enquantohouvercon-
diçõesfavoúveis e numeftes disponíveis.Em
ceÍtosfungos, o micélio podeâtingir mâis d€
30m dediâmetrosobasupeÍfíciedo solo.
Coqrosdefrutificaçào
Muitâsespéci$ de tungosfoÍmam,emde-
t€rminadascondições,estruturasdemminadâs
coÌpoêdefrutificação, detâmanhoe foÍmava-
Ìiados.Cogumelose orelhas-de-pausãoexem-
plosdecoÍposd€ftutficaçAo.
Os corposde ftuiificação someÍrtesefor,
mam duânte a ocoÍrência de fenômenosse-
'xuais.Dois micéüosde sexosdiferentesseen-
contramesuashifass€organizamparafoÍmaro
colpo defrutificação.(Fig. 6.4)
6.3 A classificaçãodosfungos
A classifrcaçãodosfirngosnãotemconsen-
soentÍeosbiólogos.Algunscientistasaindacon-
sideraÍnosfungosurìa divisãodoreinoVegetal;
outros, um filo do Íeino Protistâ. AtuaÌmente
muitososclâssificamà paÍte,no reino Fungo,
classificaçãoqueadotâmosnestelivro.
Distinguimosdoisfilos norcinoFungo:Eu-
mycols (fungos verdadeiÍos) e Mixomycotâ
(fungosgelatinosos).O filo Eumycotaapres€nta
maiorvariedadede es!écies,apmximâdamenre
100 mil, distribuídas em quatro classes:
Phycomycetas(ficomicetos),Ascomyc.etes(as-
comic€tos),Bâsidiomyc€t€sOasidiomiceÍos)e
D€uÍ€romycêtês(deuteromicetos).O pÍincipat
critéÍio paÍa separâros fungos nessâsquâtro
class$ éo tipo deproc€ssosexualedeestrutum
repÍodutivaqueapresentâm.
Quitino
Celulose
tigurc ó.3 A quilinoe o cêlul6ê têm6huturcs quimicos3€mêlhonies-A diferençdá quêo quifinoco.líin o
elém6ic nihogên;o.Ess doispolk*corídios têmpropriedodê,po.e.ido': sôoBisj€niar, frêxiv€iss iftolúvêi3
92
ct-t Gl cHrctl
E
i
Clae Ph!coÌÌ!cdcs
OsficomicetossãoosfungosmaissimpÌes,
e â maroriadelesnãofoÌma corpodefrutifica
ção.O nomedâclâssesugeÌeessasimpÌicida
de,pois"ficomiceto" (dogregopáy*os, alga,e
rìy,k--.os,fungo) significa "fungo semelhanrea
umaaÌgâ".Muitosficornice.osâquáticosfoÍ-
mam esporosdotadosde flâgelos. os zoóspo-
ros, como 1âmbémocoÍe em ceÌtasalgas.
(Fis.6.5)
ClaseAscomlceles
Os sscomicetos(do grego astos, odre,
sâcode couÌo)1bÌmâÍnestruturasrepÍoduri
vas ernforma de saco,denominâdâsascos.
DentÍodessesâscosfoÍmâm seesporoschâ-
mâdosascósporos.Em certosascomìcetos,
osascosficamabÍigadoselnumcorpodefrü-
tificâção carnosodenominâdosscocarpo.
(Fìs.6.6)
figuro ó.4 Cosumelos
tocÌmd, ò esquerdo)e
orethosde,poulocimo,ò
dneiu) sõocorposde Íru-
tiffoçõo de ertos.tungo.
Em or9umosêspecleso
mìcêlioformo uno lorso
órêo circulore, êm debr
minqdomomento,$urgem
.enlenosde og0melosem
quoselodo o coôiôrnodo
círculo.rendosêuropêios
contomquedenhodêsses
circulosde cogumelosc
'o,ry
íngs - @orremt*ros
Figuroó.5 O bolornegrodopõolsêneroRÀizopuslé
umreprcsenronledosli.omicelos.
93
Clasetsx'li1,ìvcetes
OsbâsidiomicÊtos(dogregoôasiébase)for
mameshunnâsreprodutivasdenominâdasbâsídio6.
O noÍnederivâdofâtodeosbasídiosiercmêbase
tiguro ô.ó Ascomicelo5.(A)
Morchelloes.ulentd loíno un
@lPódêÍruÍticoçõoíorocolPo)
comeslívêlhuiroopreciodôpêlo$
conhecêdorês.(Blcoônio dê
Pai cikun rctatun, Ia qr oÍodo
oo microscópÌoesiersscópico.
e
"obtum
Íoi uiilizodopionei
romenleno produçôodo onri-
biólicopênicilino.{C) Folomi
Üogrcffooo microscópicoópiìco
de Penicilliumroquefottii, res-
ponsóvelpelo soborcqroc-
terísti.ôdoqueiiolìporcquefoú
mostmrdohilasespaioisÍomo-
doros dê esporos{estrururos
pÌesâaocorpodeftutificaçãoeâext€midâdeüÍe,
ondesealojamquaooespofos,denominâd$bâsi-
dió6poro6.A ìÌÌaioriadosbasidiomicetosformâcoÌ-
posdeftutficaçaochalnadosbâsidiffârpos,popü-
Ìârmenteconhecidoscomocogünelos.Cig. 6.7)
B
Figurcó.7 Acimo,ò esqoerdo,corposde ÍrutiÍicoçôomoourosoo
bosidiomicêtoAgori.us.ompesrris,o .hompisnon.No detolhè,
cÁompignonsemconseno.Acimo,ô direilq,corposdê Ítulificdçôo
do bosidiomiceioohomenievenenosoÁDo";,odus.dr6, .onhecido
populamentecomochopéq'desopo,celehrizodonoslivrosde
94
(llNel)eureronìvcr{cs
Osdeuteromicetos(dogego deute.os,infe-
nor, secundário)sãotamÉm châmàdos"fungos
imperfeitos".Comoo próprionolÌe sugerc,eles
consítuemumaclassemenosimpoÍante,criadâ
paraâbÍigârosfungosemquenindanãoseobser-
varâmfenômenossexuâisdereprodução.Muitos
fungosfommcÌassificâdosinicialmenrecorno
deuteÍomicetos.mâs.aoseÌ€mdescobeÍosnr.:ìis
delâÌhessobrcsuarcprodução,forêmre.lassifica-
doscoÌÌo ficomicetosou ascomicetos.DiveÌsos
Iungosdessegruposãopârasitase causâmdoen
çâsemplantaseâniÍnâis.(Fis.6.8)(Tab.6.1)
Fìguroó.8 O dêurìêrcmiceiôCondida dlbieôs, sue
cou5omicosesêntreosdedosdospés.
Eo Mixomycdo{fungosseoiinososou mixom;cõ Fungoscendili@s,sêmhrfos,quenoÍuse
'egerorivolemb@momebos.Nòopo$uêmq!'rino,oocônhorio
delodososoukos.Àpreentomreproduçõosexuodo,
hJrmondoespor€nqiosondedôÍe Òmeiose.
FiloEum/coto ClosePhycomycetes
(tunsosverdode,ros, {Ícomicêrosj
100mil,.spécies) 50 milesp*iêsl
ClosseEosidiomy@ies
Clq$e Deulêrcmycetes
Funs6 úkdulds a Íümentoss, sêm.orpo de
tungosu.i.eulqreso! Íilomentosos,comhifossep-
iodos.Rep.od!çõosexuodoporoscóspôrôs.
Divees esp*iês.oh <orpôde frutiÍcoçõo(osco
Fonsosfflohêntosos,comhiÍqssepiodÕs.
Reprod!çòoporboidiosporcs.Di€Bos esp<iês.on
coryodeÍrufifidçõo{bo5d@co'poou<4umetô).
Fungôstilomentosos,comhitosseptodos,dosquois
nòosêónh<em tormosserlo5dereprôduçòo
Tobeloó.1CldssiÍicôçõodosÍunsosodôlodon*le liwo.
Os rnixomicetospertencemaofilol,{ixomycota.Sãoseresgetatinosos,
âsvezesintensarnentecoloridos,quevivememmatasúmidase sombÍea-
das,sobÍeÍolhascâídase tÍoncosapodrecidos.Emcertasfasesda vida,
os mrxomiceloslernbramprotozoáriosamebódes;em outTas,íoÍmames
truÌurasreprodutivasmuitosem€lhantesàs dos Íungosverdaderos.
(Fis.O6.1-1)
95
NaÍasedecrêscimento,ouvegelativa,os
mixomicetossão muiiopaÍecidoscom proto-
zoáíos do grupodas amebase, comoestas,
se rêpÍoduzêmapenasassexuadamenle,poÍ
A maiorÌados mixomlcelostem esíutuíâ
cênocílica(multinucleada),comomuitosÍun'
gos.AdiÍeÍençae queosÍnixomicetosnãopos-
sueÍnparede,mâssimumamembranaÍlexÍvel,
quelhespeÍmiÌedêslizaícomoumaameba.
UmmxoínicelodeslizâsobÍeâ superlíciê
ondevive,englobandobactérias,fungos,ês-
poíosê ouÍas parlícuas orgâncas.As subs
lânciâsenglobadassáo digeÍidasno interioÍ
da rnassacÌloplasmálica.Sob esseaspecto
Figuíoaó-I-I Osmixôúlcelì5s,oufungosgeloiinolos, diferemdoslungoslilamentosos,que apresen_
qpresentomcorocleristicosintemediórìosenirefungos tam paredequitinosae não podem,assim, en
e omebos.No Íoto,plosmódìode um mixomicëtoê globar partículas,mas apenas absoÍver subs
seus.orposdefru fi.oçõo{òdireilol.
Emcertascondições,o corpodomixomicelosetornamaiscompâcloe
l.lcDíÍlucììo Íormaumaeslíuturaereta,comdilalaçãoovâ ouarredondadanaextrêmi_
dade,o espoíângio.Os núclêosaÍ presenlessofÍeÍnmeiose,oriqinando
esporoshaplóides,logolibedados.O espofogeÍminaâssimqueenconlra
condiçõeslâvoráveis,pÍoduzindoatéquatrogarnetasque,dependendoda
espécie,podêmserílageladosouamebóides.OsgamelasÍundem-sêdois
a doise pÍoduzeínzigotosdiplóides,e cadazigoiose desenvolveem um
novomixomiceto.(Fig.Q6.12)
s
(2^)
Novo plosmólio
12nì
FiguroQó.!-2 Os mixomiceìosoprelentomciclosdevidocomplexos,queìembromosdostungos.
96
6.4 Reproduçãonosfungos
RepÌoduçãoassexuada
fiagnrerÌaçio
A maneiÍamaissimplesde um fÌrngofila-
meÌÌtosose rcproduziÍ âssexuadamenteé por
frsgmentação: um micélio s€fragmentaorig!
nandonovosr|1icélios.
BrotaÌneíto
l-evedurascomo .tâcc}ìaromycescereúsâe
seÍeproduzempor brotamento ou g€muÌação.
Osbrotos(gêÍnulas)norrnalmenteseseparâmdo
genitormas.eventualmente,podempffmaneceÍ
grudados,fo(nandocadeìâsdecélulas.(Fig.6.9)
EÍpo.ÌLlacão
MuitosfungosseÌeproduzemassexuada-
nente por meiode€sporos,céìulasdotadasde
paredesresistentesque,âogerminar,produzem
hifas.
Em ceÍos frrngosâquáticos,osesporossão
dotadosde flagelos,umaadaptaçãoà dispeÍsão
em meio líquido. Por seÍemmóveise nadarem
ativamente.essesesporossãochamâdoszoóspo-
ros.(Fis.6.10)
b
&;-
Fisurdó.10O_tunsooquoti@AJbnyc* nocrcgynus
tôrmoespo@rtlogelodoe,or rc&pooi, queorigindm
ossexuodoÍìènlendos micêliôr
Reproduçãos€xuada
CicÌosexuaÌeÌìliconriceros
A repÍoduçãosexuâdaem um ficomiceto
ocoÍrequândomiélios desexosdifeÍentesseen-
contram.Em À/,zopüs,porexempÌo,âshifasde
sexosopostosformamhifasespeciâìizadas,cha-
Figuroó.9 Adno, ô *querdo lertâsid A qCl,s€qüênciqdobolomeni5
lougmúloçôol nolê!€durcdosênercSoccl'olffi/cs. Acimo,òdiejto,
eshuturoinlerno de umolevedu.obmondo umbd,o. A Íoi5 mostro
umolsedm m procêsode brotomenll)Íoi.srobdo oo micÍokópio
elêtnôni.ôdêwrcduru
97
+)
PÀ,
Íãu
Ìnadasgânetângios,quecresceÌÌuÌnemdireção
aooutrotaosetocar,osgametângiossefundem.
Um ou maisnúcleoshapktidesde um dos
sexossefundemaosdo outrosexo,originando
zìgoÌosdiplóides.A regiãoemqueosgâmetân-
giosse1ìndiÍamdiferencia-seemumâestrutuÌâ
esféricr,depâredeescurae espessa.ondeoszr
gotossofrerãomeiosee cadaumoÌiginaÌáqua
troesporoshâpÌóides.câdaespoÌo:aogerminar,
dâráorigemâ umnovomicéÌìo.(Fig.6.1l)
CicÌosexualenÌasconÌcetos
Tambémnosascomicetosâ reproduçãose-
xxadaocoÍe quandoháo encontrodehìlìs de
micéÌiosdesexosdiferentes.Nessecâsoâshifas
dosdoismicéliossefìndem.originandocéluÌas
Em âÌgumasdessascélulasos núcleosse
fÌrndem,produzindoumnúcleozigóticodiplói-
de.Estesofrcmeiosee originanúcleoshaplói
des,quesedifercnciaÌneÍnâscósporos.A hifa
onde tudo isso ocorreu setrânsfoÌrnâ em uma es-
!ruturâ dongada, em tbrmâ de saco,denominadâ
âsco. Quando maduro o asco serompei liberan'
do os âscósporos.Ao geminar. cadaascósporo
dá origema um novo micéÌìohâpÌóìde.
Alguns âscomicetosfonÌâm corposde Íiu-
tificàçãoondeselocâlizâmosascos.FoÌmârutì
corpo de frutificâçãoé importantepam fungos
que vivem em rmbientes relarivamentesecos,
como o solo ê troncospodrcs,pois o ascocâfpo
protegeos âscose fèciljlâ â disseminaçãodos
esporos.(Fig.6.12)
CicÌosexLraÌen bâldioììicero
Nosbâsidiomicetos.quândomicéliosde se'
xos diferentesse encontÌân1,suâshifâs se tun-
dem e lbrmam um Ìnicélio con célulasbinu"
cleâdasou dicarióticâs. Essashilàs se organi'
zam de maneira compacta. 1bÍmando um corpo
de frutificâçãodenomìnadobâsidiocârpo,o co-
gumelo.
dê micéliossexuolhëniè
l?ô)
MEIOSE
(n)
Micélio
{n)
Figuroó.I I Ciclosuol do Íi<oni.eto Rhizôpusnigncdns,o boìorn6só do põô-
98
Fisurôó.12 ciclos*uolde umoscomicetô.
No bâsìdiocâÌpoalgunashilàssediÍeren
ciamemestruturasespeciais,osbâsídios,onde
ocoffefusãodosnúcleos.resuÌtândocm umnú-
cleozigóticodiplóide.Estelogo sofremeiose
e origìnaquâtoesporoshaplóides,osbâsidiós-
poros,
OsbâsídjosselocalizamnapâÌteinferiordo
chapéudoscogumelos.Nâextrenidadelivredo
basídìolocalizam-seos quatÌobasidiósporos.
queÌogosèÌãolibertados.Ao câiremlocalade-
quado,nco em Ìnatériaorgânìca,uÌÌ basidiós-
poro germinâe originaum novo micélio.
(FÌg.6.13)
ó.5 Importânciaecológica
e econômicadosfungos
Osfungoscomodecompositores
Os funeossãoorgânismosextremamente
rmportântesparao equiÌíbriodanatureza.As es-
pécìessaprofágicas,juntament€comderemina-
dasbâcténas,desempeniìaÍno papeldedecom-
positores,destruindocadávereseÌcsrosdeplan-
tâse ânimais.lssopeÌmiteqxe â matéÌiaorgâÌri-
câ dos seresmoíos possa seÌ âproveìtada pelos
novosseresquenasccm.
Entretantoessamesmaalividadedecompo-
sitoradosfungospodeter um âspectoregativo,
destruindoroupas.objetosde couro,cercas,doÌ-
ìÌentes demadeira dâsestÌadâsdefer|o erc.,câu
sândo ao homem grândespÌej!ízos econômicos.
Fungoseâ produção dealimento
Cerca de duzentostipos de cogurneÌosão
usadosnâ âlimentaçãohumana.Algümir,!espé-
ciessâolâÌgâÍnentecultivadas,comoé o casodo
basidiomiceto AgarÌcüs campesfti; âscomicetos
como a Morchella escülenfa, depoìs d€ secos.
constilue.n finíssiÌna ìgüâria.
Prodüçãodepão
As Ìevedurâssãofungosmicroscópicosuri
lizadosdesdeâ Antigüidade na prepârâçãode
aÌÌmentos e bebidas fèrmentados. O leÌedo
99
Zìgoto3
{2")
&
(ô)
ZiSolo
{2"1
g
rìgurcó.13 lA)CiclosdudldêombosidÌomiceic.(Bl
Detlhe do Íormoçto do hosidio.No Íoic, or lomelos
deumbosidiocoço,ondeseÍormomosbosidios.
100
Saccharonyces ceÍevìsae,empregado na fàbri
cação de pão e de bebidas alcoólicas, fennenta
açúcarespàrâ obteÍ energia.ìiberandogís câÌ
bônicoe álcooletíÌÌco.Na produçãodo pão,é o
gáscJbônico queinteressâ;âsbolhâsmicroscó-
picasdêssegás,eÌiminadâspeìo levedonâ mâs
sa.contribüempaÍa toÍtuìr o pão leve c mâcio-
(Fig.6.l4)
ProduçiiodcbehiürÌroóÌicis
A produçãodos diterentestipos de bebida
alcoólicâ vâÌia de acoÌdocom o substratofer
mentado,como tipo de levedu€ utilizadâe coÌÌ
as difere.tes tecnicas de fâbncação. Por exem
s
:
Á
:
rìguroó.14 O prô.essode pqniÍicoçõodependêdo
ldldo Socc/rorcn),ces.êrwisde.r'o Íemeniaroçúcores
domo$o,oslwedoslibêromminúsculosbohosdesós
corbôiìco,qle fozemo põocrêscerêficormocio.
plo. a fermenÌaçãodâ cevâdâpìoduz cerveja.
enquantoa feÌmentâçãoda uva produz vinho.
Depois da fèÌmentrção.ceÍas bebidaspassam
poÌ processosde destiÌação,o que aumentasuâ
concentrâçãoem álcool. Ëxemplosde bebidas
destiÌadassãox âguârdeite,ou pinga, obúda a
paÍÍ de 1èrmenudo de cana de açúcar.o uísque,
obtìdode fermentàdosdecereaiscomoa cevada
e o centeio. e o sâquê.obtido a paÌÌir de fermen-
tadosde âÌÌoz. (Fis. 6.15)
Ploduçiodcqucij0j
Certos tungos são enpregados na produção
de queijos, sendoresponsáveispor seusaborca,
racteústico. Os fungos Pericillìwn rcquefoÍrii e
Penicilliun canembetti| por exemplo. sãoutili,
zados nâ fâbricâção de queìjos tipos roquelòrt e
camembei,respectivamente.(Fig. 6.16)
Fungoseprodução desubstâncias
deusofarmacêutico
Foi do ascomicetoPentíIiwn chÍysogenun
que se exraiü originalÌneo@a penicilina, um dos
Figurdó.I5 O ólcôolprcsênrèn6 bebidosolcoólicôs
resultodo oçâo dos levedurôs.{Al Tonquesde
Íermenioçõode cdÌdode conoporoo produçôode
qsuordente.lB) Tonquesde turmenroçõode cevodo
poro o lermentoçôodê cerveio.{C)Bolho5de oos
<orbonicolibercdo5duronteo Íemenr"çòode coldo
deconoemumousinode produçôodeólcool.
pnmeiros àìlibiíÍicos a serempÌegadocom sucs
sono combâteâ infecçõescausêdâspor baclénàs.
Certos fungos pÌoduzem toxinâs poderosas.
que vêm sendo objeto da pesquisafârmâcêuticd.
Muitos tungos produzem substânciâsdenomina-
dasciclopeptídios, câpdzesde ìnibjr â síntesede
RNA mensageiÌonascélulês animâis. Bâsta a in-
gcstão de uìÌ único coÌlo de fÍutificação (cogu
meÌo) do bâs;dìomiceto A r.aDitaphalloides, po(
exenpro, pâÌâ câüsaramorte cleuma pessoa.
um füngo muiroesrudadodo ponlo de vistâ
fâÌmâcêutico foi o asconìi.eto Claviceps putpD
101
=
=
ú
rea.popularmenteconhecidocomoergotina.Foi
delequeseextrâìuoriginalmenteo ácìdolìsérgj
co, ou LSD, substânciaaÌucinógenâque ficou
famosana décadade 1970.
A ergoÌina crescesobregrãosdeceÌeaÌ.prin
cipaÌmente centeio etrigo. CeÌeaisconlaminados
por ergotinacâusarâm.no passado.inÌoxicações
em mâssâ,conr ìnuiLâsnlorLes.DesdÈo sécuÌo
XVI âspfteiras já conheciiìÌ ümâpropÌiedâde
ixnnâcêülicada ergotina:seingeridaeìnpcque
nasquântidades.a.elerâas .ontraçõesutc.inrìs
durrntc o parto.(Fig. 6.17)
rìgurd ó.17 (Aì Anonifo
plìoiioides,cosumeovenêno
soqle prÕduztoxinostotok.
lB) Cldvicepspúryured, ó
esporõo-do-cenieo ou er
goliro,umoÍomicelodoquo
seextfoiupioneiramenleo
substônciÕqlucinó9ênoco
nheôidÒ.omôLSD(ócidô
Fisuroó.ìó A copdoyelúdododô
qleiiocomembêrr{A)eosvelosozul
evsdeodosdosqudiôsroquêbl(B)
esorsônzolo(D)sôoproduzidospôí
fungosdogêneroPenicilrom(Cì.
Relaçõesentrefungos
e outrosseresvivos
frflLì.:.1.r Lr
Os fìngos parasiiascrìusâmdoençasâo fio
]neÍn, âos animaìse às pìanlas.UÌn conhecido
fungo pâÍ.ìsitâé Cárdtdr .r/ôicâni.causàdorde
micosesbrândâs!Ìueâtiìrgemosdedosdospése
as mucosasvaginâìs.Alguns lirngos pÍoduzen
infecçõesgrâves..oú) a blâstomicosee o mi-
cctoma. com lcsõcsp(ÍiÌndas nâ pelee eln ór-
Uma doençade planlascatrsâdapor fungo
é af€rrugem. queatncaocâfccìroe outr$ plân
Lrs economicamenteimpoÍantes. provocândo
sédosdânosà Ìavoura.(Fie.6.18)
Fisurcó.t8 A feíugemdocaÍeeiro,q!ê<oosoesões
n* íolhos,é cousodopelofunsoHemi/e vosioifix,
..
102
Fungosmutualistas:
micorrizaseliquens
CeÌlosfììrgosseassociama raízesdepÌân
tis. formandoâsmicorrizâs (dogÍegomyÌelos.
ftngo.e úiza, Ìaiz).Tantoo fungoquântoa
pÌantâhospedeirasebeneficiâmcomessaasso-
ciâção.O fuìgo obtémdasrâízesaçúcares.ami-
noácidose outÌassubstânciasorgânicas.dâs
quaissenutre.PoÌouÌÌolâdo.o fungoaumentêa
cêpacidrdedea raizabsorverÍineraisescassos
no solo.genericamentedenoninâdosmicronu-
llientes,frndamentaisaocÌescnnentodaplanta.
Trâ1âse.poúanto.de umââssoc'Âçãodo rìpo
mutual'sÌno.(Fig.6.19)
í
I
=
li
Figu'o ó. 19 Mro" zo55óoo$ociocóe(er Íe Íungo.
e d zes de plonôs Õrsiosoe'mos t- olorros oe
pêqreìo porle ô, h 1go q' ê5.'rom o nicoí:zo.óo
gerolmenle ticomiceios, êiquonlo no5 órvore5 os
micôíizÕs sõo formodos por hosidiÕmiceios.Roízes
rcm hkdriz$ sede*No rem mehor do queoquelo:
semÌuigôs o$ooodo5.
Os liquens são formados peh associaçâo
mutuâlíticaenú€ fungosealgâs.Osfungosìnais
comunsncssasassocraçõessãoos âscoììiceto!.
e âs algâscomponentessão.gerâlnreDte.rlg.Ls
verdesunicelulares.AìgunsÌìquÈnsrcsult,ììÌ da
.ìssociâçãocntrefungose cìânobâcLédâs.A a!
sociaçãopemriteque os liquenshâbitemìocais
ondenem alg{! nenìfungospodcriânrviver se,
paüdâmente.(Fis. 6.20)
Os liquensse rcploduzcìÌ Nsexuadamente
por mctu de ffâgnìentosespeciris,quepossuem
hifâs do fungo e céÌulâsdâ âlgâeìÌ associaçâo.
Esses1rÍgmentos,chanìadossorédios.sedesla
came sãocaìregadospeÌovento,coúÍituindo as
unidâclcsde disseminaçãodosÌquens.
Figurcó.20 Liquênssôoo$ôcioçõe5enlrêo sÕsíou
cionóboctéridte tunsos,gerolmenteorcomÌcehrs.{A)
Folodelíqlencroslo$sobrecoscodeórvore.(B)Líquei
fruiico5o(o$imchomodoporoprêsenÍÕrestruiuro5que
embrÕmcorposde Íruriftcaçôo).{Cì Desenhodo
eíruturomkÍoscôpicode umlíquen.{D)Detohedo
@loçõôenlrec.é! 6 do ôlsoe doshifosdô tunso
que.onsrtuemuh rquen.
103
Diagnosedos fungos sêrss hetêíótroÍos,unicelularesoufllamentosos,A meioria{ormadepor
sistemasde hifâstubulârêsd€ Darêdesquilinosas,queconstiluemo micélio.
onde encontrarlungos? Osfungossãoíacilmenteenconlrâdosemlocaisúmidos,crescendo
sobresubstralosorgânicos,Seusrêprcsêntantesmaisconhêcidossãoos bolores,as levedu-
ras,oscogumelosê âs orêlhâs-de-pau.Algumasespéciessãoparasilâsde plantase animais.
SãosxemplosdeÍungostRhizopusnig cans,oholorpretodopão(licomicêlo),Saccharômyces
célevlseg, o lêvêdo de cerveja (ascomicêto),Agaicus campest s, o châmplgnoncoÍAesÏÍvel
(basìdiomlcsto),€ Cardidaa/b/b€rs(deulêromicêto),causâdorde micosesnohomsm,
classificaçãoO rêinoFungoapresenladoisÍilos:Eumycota(iungosverdadoiros)ê lvlixomyco-
ta (fungo6gelâtlnosos).O Íilo Eumycotaé dividido6m quatroclasses:Phycomycetês,As-
comycêtês,Basldlomycêlese Deuteromyc€tês.O critéÍo empregadoparaêssadivisãoé o lipo
dê procêssosêxualpresenle,NosDeuieromycêtêsnãoseconhecemprocessossexuais,
BeproduçãoAssexuadae sexuada.Espéciesunicêlularess€Íêproduz€massexuadameniepor
divisáobinária,Muitasespéci€slilemênlosasse reproduzêmassoxuâdamenleporÍragmenta-
ção,brolamentoe esporulâção.Comexceçãodosdeuteromicêtos,a rsproduçãosexuadaeslá
presenleemtodososgrupo6.Algunsâscomicetose basidiomicêlosformamcorposdefrutilica-
çãoduíanteo ciclosexuadode reprodução,
Textohoduzido€ odopbdo do liwô Micrcbial Bio/osnde t"s.".
Rosenbelge lrunR.cohon,SounderscollegePublìshins,FilodélÍio,
Éua,1947.
A Íabricaçãode vinhos
Os princípÌosbásicosenvolvidosnafabdcaçãodo vinhosãosimples.Primêiro,es-
magam-seaslrulas,devidâmêntêamadur€cidas.Antigamêntê,issoeraÍeilopisotêando-
seas uvascomos pésdescalços;hojê,usam-sêmáquinas.o sucofrescode uvas,cha-
madomosto,é ácido€ Íicoemaçúcares,constituindo'seêmummeioidealparaocrêsci
mêntodeleveduras.
O vinhotintoé obtidopelafermentaçáode uvasescurâs,comcasca.Já o vinho
brancoé obtidopelafeÍm6nlaçãode uvasescurasou clâíâs,semcasca.Paraâ fâbíica-
çáodovinhorosadopernite-sequehaiacertaquantidâdedepigmêntodacascadê uvâs
êscurasnomosto,
A maioriadosvìnhosêuropeusé produzidacoml€vedurasnalurais.A superÍíciedâs
uvâsconlémdilerentesliposde microorganisnos,inclusivea leveduradovinho,Saccfìa-
rcmycesellipsoideus.Jásêconhecemaisde umacenl€nadevariedadesdessalevedura,
e aquâlidadêdovinhoproduzido6mumâregiãodependê,emgrândeparte,dapopulação
localdêlêvêdurasselvagens,
O mostoé tratadocomdióxidodê enxofre,o qu€inibeo crescimentode bactériâs
contaminanles,quepod€riampÍejudicâraÍermentação.Partedosêgredodaproduçáodê
vinhosêstánacolocaçãod6umaquantidadededióxÌdodeênxoÍrêsuficiênloparadêsìruiÍ
asbaclérias,masquenãoalt€reo sabordo produtofinal.
104
'
I
I
A formentaÉo é teita sob temperatuÍacontÍoladà,èl'tto 22oCe 2goo, poí atguns
dias ou semanas.Durânteesss período,as levedurâsconvertemos açúcaresdo moslo
em álcoole giis câóônico.A fermentaÉoterminaquandoâ maioípartedo açúcaífoi
consumidâpelasleveduras;a quantÍdadede álcoolpresentenomeioé, então,daordem
de 12o/"a 14yo,o queinibea proliÍeraçãodâslêveduras.
O vinhojovêmé sepaíadodosedimento,transíeídoparatonéisde madeirâe mam-
do em temperaturasbaixas,para ênvêlhecêr.Duasalteraçõesimportantêsacontecem
cluranteo ênvelhecimento:o aromae o sabolacêntuam-aee o vinhosetomâtransoaren-
te. Lentasalteíâçõesquímicas,laiscomoâ oxidaçâodê aldeidosa ácidos,comsubse-
qüentefomaÉo deésteresvoláteis,pârecemserds gÍandeimportânciâno buquê(aro-
mâ)finaldovinho.
A produçáodê champanhae de outrosvinhosespumantesé obtidapelaadiçãode
umpoucodêâçúcâr6deumalinhagemêspecialdeloveduranovinho.Este,acondiciona-
doemgarraíasresislonlese vedadascomrolhasêspeciais.solreumásegundafementa-
ção,produzindomaisálcoolêgáscâÍbônico.Essegássêdissolvosobpressãonolíquido,
boóulhândos Íormandoespumâ,assimquea garraÍaé abêrla.
A ÍâbÍicação de cervêia8
AartedefabricarcervejatoidesenvolvidanoOrienteMédioháceícâde6 milanos.A
cervêjaéÍeitadesementesdêcercais,taiscomocevada,trigo,centeio,arrozemilho,nas
quaisa maiorpartedoscâôoidratos estáarmazenâdâsobâ íormade amido.As levedu-
rasrêsponsáveispelalêrmêntaçãoalcoólicanãosãocâpâzêsdodigêdroamido,demodo
queêslopolissacârÍdiopÍecisaserquebradoemaçúcêíesmenorês,antêsdaÍermenta-
ção.PoÍlanto,do pontode vistabioquímico,a fabricâçãodê cervejâtem duasêtâpas:
primeiíoo amidoé quêbradoenzimaticamentêemaçúcares,sobretucloa maltose,e êstâ,
emsêguida,é transformadâemálcoole giíscarbônicopelaâçãodasleveduras.
Assemenlesdoscêrêais,apósíicarna águâporumou doisdias,6ã0drenâdase
colocadasêmtempêratuEadequadaparaquetenhainícioa geminação.Durânteesse
processo,assemêntesproduzemênzimasquetÍansformamo amidoemaçúcares.o que
sêdenominamaliê,poroxemplo,é a semêntedecevadarecém-germinadâ,seca.
OmaltêémistuÍadocomáguaeÍervido,paraa oxtraçãodosaçúcares,aminoácidos,
mineraise essênciâsâromáticas.AoÍimdâíervuraadiciona-selúpulo,quêseconstiluide
ílorostemininassecasdaplanlaHumuluslupulus.Alémdgconfedràcerveiao sâboramar-
gocaracteríslico.o lúpuloinjbeo crêscimêntodebactóriascontaminantê4.
A misturade maltee lúpuloé imediâtâmgnteresííadaê adicionadaâ umagrande
quantidadede lev€duras,populârmentêchamada€deÍermênto.Aslevêdurasdsgradam
osaçúcaresdamistura,produzindoboíbulhase espuma.Apósalgunsdiâs,a reaçãoces-
sa e as levedurassedepositamnofundodotanquede fermentâção.O líquidosobrena-
danteé,enlão,estocadoemtonéisporváriâssgmanas,a baixalemperatura.antesdeser
êngarraÍado.Osedimontodeleveduraobiidoé utilizadonainoculaçàodeumnovo€xtGtto
demalte.
A escolhada leveduraé o íatormaisimpoítanteparadefiniro tipo ê â qualidadeda
c€rveja.Os Íâbíìcantosde cervêjavêmselecionandoe cuftivandolinhagengd€ leveduras
comdiferentespropri€dadesíementadoíâs.Demodogeral,aslêvedurasdecôÍvejasãodê
doisüpos:supedor(Saccharcmycesêêrcviaae)e inlertotlsacdÊtomyces êddsborgensis).
As levedurassupedoresapresêntamelevadosíndicesdeÍementâção,produzindogrande
quantidadedê álcoolo giís carbónico;são usâdasna fabricaçãode ceryêjâsde altoteor
alcoólico,comoâ mâioriadascervêjasinglesas.AsceNejasamericanas,êuropéiâse bratsi-
leiíâs,êmsuamaiodâ,usamlevedurasinÍeriores,queproduzommenosálcool.
i'
I
105
6A,",aoa""
flfiAI
CÀRdcrERÍsrIcAs. oRGÀNrzÀcÃoDDIVÈRSIDADDDos fuNcos
1. Qualé aformàdenutÍiçãodosfungosemgeml?
2. Expliqueresumidâmenteo quesãofungossaprófâgos.
3. Quâlé aorgânizaçãobásìcadosfungosfilanentosos?
4. O quesãohifâscenocíticasehifàsseptâdrs?
5. O queé o corpodefrutificaçãoformadopofcertosÍìngosÌDêumexemplo.
FI(I|A2
A clÀssrFrcaçÃo DosFtINGos
r. QuaìssaoosfìloseclassesincluídosnoreinoFunso?Quaìssãooscritériosutilizados
pamessàcÌassiflcaçãol
2. Caracterizeresumjdamentecadrumâdâsclassesdofilo Eunycoltì.
HCHA3
REPRoDUçÃoNos FUNGoS
Expliqueresumidamenteos seguintesprocessosde reproduçãoâssexuadaemtìngosì
a)frâgmentâçãoi b)brotamentoì c)esporuÌação.
Esquematize,da maneiramaìssiÌÌplificâdâ possíve1,oscicìosscxüis deum ficomice
to,de um nscomiceÌoe deum haidiomiLeto.
106
A. TESTES
Bloco 1. Característic.âs gerais e clâssificâção
dos fungos
r. (Cesgurio) Ausên.iâ de clorofila, reprodução
aomenosempaÍe por esporoseausêncÌadesis
temasvâscuÌeessãocüac1erísÚüìsi
a)dãsaÌgaseliqueN. d)do! fungos.
b)doslungoseliqüens.è)dsaÌgas.
2. (UFES)Desnânchando-seumaporçãode feF
tuenloFleischmann(fernenlode pão)em un
louco de águae levudo seDmâgotadestapre
püação,ènlreÌâminaelmínula, aonidoscópio,
a)um tipo defungouniceluld.
b) um tipo defungofìlìmenloso.
c) coÌônid debactériÀsesféricas.
d) un Ìíquidoesbrúquiçado,deapdêlcìa hoDo
gêneú.já queestefermenroé ump.oduroquí
micoquesedissolvenaágua.
e) !m tipodealgaüniceluld mutdte. incapu de
sinletizr pigmentos.
3. (UFMC)Sementesoleaginosar,comoo men
doim, sãofteqüentementecontâninadaspela
aflatoxi.a, umasubstância!óxicalroduzida por
ncroorganfnos que apresenramhifas, núcleo
orSarizadoenãopossuemclorofila.Eses mic.o-
organismosloden sercÌassìficadoscomo:
4. (U. TaubatéSP)Enrendesepor micéÌio:
a)um conjunrodehifasenâÍ&nhadas.
b) o corpodeftutificaçãodosfungos.
c)o nesno quebâsidióspo.o.
d)umproce$odeuniãosexualdashifas.
Bloco 2. Reprodução nos fungos
5. (UFBA) Encontram{e à vezes,em cenosam
bienres.pedaçosdepãorelobeÍos deboloÍ. Ex-
plica see$e falo porquèo bolorrepresenta:
a) Ìm olóniade beteriâsquesedsflvolveu apaÌ-
ú de
'm
ìínicabdcreriaqúecontanilouopão.
b) o levedousadono prepdo do pão.quesede-
senvoÌveuetomouumacolorâçãoescua.
c) un âgtupmentodeúic.oorganismosqueapa
recdm nopão,por geraçãoespontârea.
d) un conJuntode fulgos originadosde esporos
exìstenresnod eqle sedeknvolveramnopão.
e) orÊsultâdodo apodrecimenrodâfâÍinhâutilÌ
za.lâno fâbricodopao.
107
ó. (Puc/CampinasSP) 8.
9.
(UFPA) As Dicorizas sãoexempÌosde relâção
enireosseresvivosesãodenominadâ!:
(PUC-RS)os üquenssereproduzèmdsexuadã
mentepor propáguìosfomados de funSose aì-
gas,qüereceoemo nomede:
As figuÍasildice:
I. lrataÍ{e de um ascomiceto,pois honvefots
maçãodeascose as@sporos.
tr- tataHe de um balidiomiceto, pois houve
formaçãodebâsídiosebãsidiósporos.
I[. que é las lamela3do corpo de fÍutificação
queocore atbnnaçãodosesp@s.
Assinalea altemtiva cor€tâ:
â)Ëslãocoretasapenast eIL
b) EstãocoÍretâ!âpend tr etrL
c) EstAoconetâsâpenasI eIIL
d) To{ìasestãocoretas.
e)TodâsestãoincoÍeias.
Bloco 3. ImportâÍciâ êcológica e econômicâ
dos fungos
7. (Mâckenziè-sP)AÌstMs €spéciesdogên€roPe
ri.tli"d desmpeúam imponâniepapeÌdaob-
tençãodeúúbióticos elâmbémnafÀbricaçãode
queijos.Na dcâla de clâssificãçãodos wrcs. 6
Püiciriu.t éconsiderado:
B.QUESTÕESDISCURSIVAS
10. GÌnicmp-SP) Cite dois exempìosde fungose
discutasuâimportância,
rr. Guv€sr-SP)Os liqu€nssãofomâdos pelaasrc-
ciaçãodedoistiposdeorganisno.
a) Quaissãoeles?
b) Expljqueo tipo de interâçãoenrÍeeses dois
U. GrFRI)A produçãodevinhoénmdosex€mplog
mis útigos debiotelnologia.O livro do Gêne-
sisjá nosfalâdaembnasuez.leNoé.EÌnbomvá-
nos fatorcsdevaÌnserlevadosemcontana pro-
duçãodeum bomvinho
osaboretc.-. oprocessodepetrdeessenciâlm€n-
te .ladegrâdaçãodo sucod6 uvaspor l€vedurâr
aÍeÍóbias facultativas,presentesm cascadofru
to. Nã fementação,nomedÀdoaese pcesso,
o açúcd dauvaétlegradadoaál@oletíico (eta-
nol). Expüquelor ques€eviÌa.!a produçÂode
vinho.o contaiodo súo deuvacomo ar.
ì) tunso.
d) úfls.
1. Eru@re, defoma rcsumid4ârcâmct€rísticdí-
2. Dbcuta o pâpelecológicodesemte!ÌEdopelos
fungos(iuÍrâmen eom asbacréúd).
3. Ostungospâra;iâ8 causamdoençasaohoÌnem,
aosanimaise às plantas.Dê exemplosde$as
doènçd emhomersevegetâis.
108
I

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos
Leandro A. Machado de Moura
 
Núcleo celular
Núcleo celularNúcleo celular
Núcleo celular
César Milani
 
Atividade organizando os cromossomos humanos
Atividade   organizando os cromossomos humanosAtividade   organizando os cromossomos humanos
Atividade organizando os cromossomos humanos
netoalvirubro
 
Bactérias e Vírus
Bactérias e VírusBactérias e Vírus
Bactérias e Vírus
Isabel Lopes
 
Reino Animal
Reino AnimalReino Animal
Biologia- Virus
Biologia- VirusBiologia- Virus
Biologia- Virus
Slides de Tudo
 
Protozoário algas e fungos capitulo 3
Protozoário algas e fungos capitulo 3Protozoário algas e fungos capitulo 3
Protozoário algas e fungos capitulo 3
Professora Raquel
 
Aula relações ecológicas
Aula relações ecológicasAula relações ecológicas
Aula relações ecológicas
Gabriela de Lima
 
Virus e viroses
Virus e virosesVirus e viroses
Virus e viroses
Elizabete Costa
 
Fungos
FungosFungos
Protozooses
ProtozoosesProtozooses
Protozooses
emanuel
 
III.2 Platelmintos e Nematelmintos
III.2 Platelmintos e NematelmintosIII.2 Platelmintos e Nematelmintos
III.2 Platelmintos e Nematelmintos
Rebeca Vale
 
Verminoses
VerminosesVerminoses
Verminoses
emanuel
 
Organelas celulares
Organelas celularesOrganelas celulares
Organelas celulares
mainamgar
 
Doenças causadas por fungos
Doenças causadas por fungosDoenças causadas por fungos
Doenças causadas por fungos
Rafael Serafim
 
Cadeia e teia alimentar
Cadeia e teia alimentarCadeia e teia alimentar
Slides fungos
Slides  fungosSlides  fungos
Slides fungos
Jean Carlos Wittaczik
 
Bacterias e as doenças causadas por elas
Bacterias e as doenças causadas por elasBacterias e as doenças causadas por elas
Bacterias e as doenças causadas por elas
Evandro Batista
 
A Célula - Unidade básica da vida
A Célula - Unidade básica da vidaA Célula - Unidade básica da vida
A Célula - Unidade básica da vida
Catir
 
Doenças causadas por virus
Doenças  causadas por virusDoenças  causadas por virus
Doenças causadas por virus
Adrianne Mendonça
 

Mais procurados (20)

Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos
 
Núcleo celular
Núcleo celularNúcleo celular
Núcleo celular
 
Atividade organizando os cromossomos humanos
Atividade   organizando os cromossomos humanosAtividade   organizando os cromossomos humanos
Atividade organizando os cromossomos humanos
 
Bactérias e Vírus
Bactérias e VírusBactérias e Vírus
Bactérias e Vírus
 
Reino Animal
Reino AnimalReino Animal
Reino Animal
 
Biologia- Virus
Biologia- VirusBiologia- Virus
Biologia- Virus
 
Protozoário algas e fungos capitulo 3
Protozoário algas e fungos capitulo 3Protozoário algas e fungos capitulo 3
Protozoário algas e fungos capitulo 3
 
Aula relações ecológicas
Aula relações ecológicasAula relações ecológicas
Aula relações ecológicas
 
Virus e viroses
Virus e virosesVirus e viroses
Virus e viroses
 
Fungos
FungosFungos
Fungos
 
Protozooses
ProtozoosesProtozooses
Protozooses
 
III.2 Platelmintos e Nematelmintos
III.2 Platelmintos e NematelmintosIII.2 Platelmintos e Nematelmintos
III.2 Platelmintos e Nematelmintos
 
Verminoses
VerminosesVerminoses
Verminoses
 
Organelas celulares
Organelas celularesOrganelas celulares
Organelas celulares
 
Doenças causadas por fungos
Doenças causadas por fungosDoenças causadas por fungos
Doenças causadas por fungos
 
Cadeia e teia alimentar
Cadeia e teia alimentarCadeia e teia alimentar
Cadeia e teia alimentar
 
Slides fungos
Slides  fungosSlides  fungos
Slides fungos
 
Bacterias e as doenças causadas por elas
Bacterias e as doenças causadas por elasBacterias e as doenças causadas por elas
Bacterias e as doenças causadas por elas
 
A Célula - Unidade básica da vida
A Célula - Unidade básica da vidaA Célula - Unidade básica da vida
A Célula - Unidade básica da vida
 
Doenças causadas por virus
Doenças  causadas por virusDoenças  causadas por virus
Doenças causadas por virus
 

Destaque

Tri funori-overview
Tri funori-overviewTri funori-overview
Tri funori-overview
Tri-Funori
 
Fungos
FungosFungos
Furcation involvement
Furcation involvementFurcation involvement
Furcation involvement
neeti shinde
 
furcation involvement
furcation involvementfurcation involvement
furcation involvement
Jignesh Patel
 
Functionalism
FunctionalismFunctionalism
Functionalism
Dustin Kidd
 
Tipos de talos fungales y fungoides
Tipos de talos fungales y fungoidesTipos de talos fungales y fungoides
Tipos de talos fungales y fungoides
Mónica Aguilar Fernández
 
Fungos
FungosFungos
dickson-flooring-collection-EN
dickson-flooring-collection-ENdickson-flooring-collection-EN
dickson-flooring-collection-EN
Alicia Keehn
 
Life cycle of_funaria
Life cycle of_funariaLife cycle of_funaria
Life cycle of_funaria
Jayakara Bhandary
 
Management of gastric polyps
Management of gastric polyps Management of gastric polyps
Management of gastric polyps
Elmuhtady Said FRCP FEBGH
 
C13 nmr
C13 nmrC13 nmr
Functionalism & Society
Functionalism & SocietyFunctionalism & Society
Functionalism & Society
Beth Lee
 

Destaque (12)

Tri funori-overview
Tri funori-overviewTri funori-overview
Tri funori-overview
 
Fungos
FungosFungos
Fungos
 
Furcation involvement
Furcation involvementFurcation involvement
Furcation involvement
 
furcation involvement
furcation involvementfurcation involvement
furcation involvement
 
Functionalism
FunctionalismFunctionalism
Functionalism
 
Tipos de talos fungales y fungoides
Tipos de talos fungales y fungoidesTipos de talos fungales y fungoides
Tipos de talos fungales y fungoides
 
Fungos
FungosFungos
Fungos
 
dickson-flooring-collection-EN
dickson-flooring-collection-ENdickson-flooring-collection-EN
dickson-flooring-collection-EN
 
Life cycle of_funaria
Life cycle of_funariaLife cycle of_funaria
Life cycle of_funaria
 
Management of gastric polyps
Management of gastric polyps Management of gastric polyps
Management of gastric polyps
 
C13 nmr
C13 nmrC13 nmr
C13 nmr
 
Functionalism & Society
Functionalism & SocietyFunctionalism & Society
Functionalism & Society
 

Semelhante a Capitulo 04 - Fungos

Fungos
FungosFungos
Reinos dos fungos prof Ivanise Meyer
Reinos dos fungos prof Ivanise MeyerReinos dos fungos prof Ivanise Meyer
Reinos dos fungos prof Ivanise Meyer
Ivanise Meyer
 
Aula Micologia.pptx
Aula Micologia.pptxAula Micologia.pptx
Aula Micologia.pptx
lvaroCosta22
 
Reinos
ReinosReinos
Reinos
ReinosReinos
Reinos
ReinosReinos
Generalidades De MicologìA
Generalidades De MicologìAGeneralidades De MicologìA
Generalidades De MicologìA
Jose Luis Lopez Carrillo
 
Zoologia dos invertebrados
Zoologia dos invertebradosZoologia dos invertebrados
Zoologia dos invertebrados
paulogrillo
 
Os Fungos
Os FungosOs Fungos
Material 7ª semana
Material 7ª semanaMaterial 7ª semana
Material 7ª semana
Gislaine Egidio
 
Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#
Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#
Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#
Albano Novaes
 
Aula 7º ano - Os Fungos.pptx
Aula 7º ano - Os Fungos.pptxAula 7º ano - Os Fungos.pptx
Aula 7º ano - Os Fungos.pptx
RodrigoLucas51
 
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
Manuela Mendes
 
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
Anna Paula
 
www.aulasapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.aulasapoio.com  - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.aulasapoio.com  - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.aulasapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
Aulas Apoio
 
Vírus
VírusVírus
A.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.Grav
A.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.GravA.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.Grav
A.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.Grav
Albano Novaes
 
Prova 1BIM.docx
Prova 1BIM.docxProva 1BIM.docx
Prova 1BIM.docx
Profa Ana Paula Barros
 
Reino fungi
Reino fungiReino fungi
Aula reino fungi
Aula reino fungiAula reino fungi
Aula reino fungi
Plínio Gonçalves
 

Semelhante a Capitulo 04 - Fungos (20)

Fungos
FungosFungos
Fungos
 
Reinos dos fungos prof Ivanise Meyer
Reinos dos fungos prof Ivanise MeyerReinos dos fungos prof Ivanise Meyer
Reinos dos fungos prof Ivanise Meyer
 
Aula Micologia.pptx
Aula Micologia.pptxAula Micologia.pptx
Aula Micologia.pptx
 
Reinos
ReinosReinos
Reinos
 
Reinos
ReinosReinos
Reinos
 
Reinos
ReinosReinos
Reinos
 
Generalidades De MicologìA
Generalidades De MicologìAGeneralidades De MicologìA
Generalidades De MicologìA
 
Zoologia dos invertebrados
Zoologia dos invertebradosZoologia dos invertebrados
Zoologia dos invertebrados
 
Os Fungos
Os FungosOs Fungos
Os Fungos
 
Material 7ª semana
Material 7ª semanaMaterial 7ª semana
Material 7ª semana
 
Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#
Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#
Ppoint.Fungos.2009 C Nat.#
 
Aula 7º ano - Os Fungos.pptx
Aula 7º ano - Os Fungos.pptxAula 7º ano - Os Fungos.pptx
Aula 7º ano - Os Fungos.pptx
 
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
 
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
 
www.aulasapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.aulasapoio.com  - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.aulasapoio.com  - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.aulasapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
 
Vírus
VírusVírus
Vírus
 
A.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.Grav
A.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.GravA.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.Grav
A.P.Point.Protistas.ProtozoáRios2007.Grav
 
Prova 1BIM.docx
Prova 1BIM.docxProva 1BIM.docx
Prova 1BIM.docx
 
Reino fungi
Reino fungiReino fungi
Reino fungi
 
Aula reino fungi
Aula reino fungiAula reino fungi
Aula reino fungi
 

Mais de Alice MLK

Bio01 livro-propostos
Bio01 livro-propostosBio01 livro-propostos
Bio01 livro-propostos
Alice MLK
 
Biologia 1EM 2BIM
Biologia 1EM 2BIM Biologia 1EM 2BIM
Biologia 1EM 2BIM
Alice MLK
 
Fisica 1EM 2BIM
Fisica 1EM 2BIM Fisica 1EM 2BIM
Fisica 1EM 2BIM
Alice MLK
 
Quimica 1EM 1BIM
Quimica 1EM 1BIM Quimica 1EM 1BIM
Quimica 1EM 1BIM
Alice MLK
 
Portugues 1EM 1BIM
Portugues 1EM 1BIM Portugues 1EM 1BIM
Portugues 1EM 1BIM
Alice MLK
 
Matematica 1EM 1BIM
Matematica  1EM 1BIM Matematica  1EM 1BIM
Matematica 1EM 1BIM
Alice MLK
 
Historia 1EM 1BIM
Historia  1EM 1BIM Historia  1EM 1BIM
Historia 1EM 1BIM
Alice MLK
 
Geografia 1EM 1BIM
Geografia  1EM 1BIM Geografia  1EM 1BIM
Geografia 1EM 1BIM
Alice MLK
 
Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM
Alice MLK
 
Fisica 1EM 1BIM
Fisica 1EM 1BIM Fisica 1EM 1BIM
Fisica 1EM 1BIM
Alice MLK
 
Quimica 2° Bim
Quimica 2° BimQuimica 2° Bim
Quimica 2° Bim
Alice MLK
 
Química
QuímicaQuímica
Química
Alice MLK
 
Memorex Biologia 1.1
Memorex Biologia  1.1Memorex Biologia  1.1
Memorex Biologia 1.1
Alice MLK
 
Memorex Biologia 2.2
Memorex Biologia 2.2Memorex Biologia 2.2
Memorex Biologia 2.2
Alice MLK
 
Exercicios biologia parasitologia
Exercicios biologia parasitologiaExercicios biologia parasitologia
Exercicios biologia parasitologia
Alice MLK
 
Cap.29 anatomia das plantas angiospermas
Cap.29 anatomia das plantas angiospermasCap.29 anatomia das plantas angiospermas
Cap.29 anatomia das plantas angiospermas
Alice MLK
 
Cap.31 nutriç o das plantas
Cap.31 nutriç o das plantasCap.31 nutriç o das plantas
Cap.31 nutriç o das plantas
Alice MLK
 
Cap.30 sistemas de transporte-xilema e floema
Cap.30 sistemas de transporte-xilema e floemaCap.30 sistemas de transporte-xilema e floema
Cap.30 sistemas de transporte-xilema e floema
Alice MLK
 
Cap.28 morfologia externa das plantas angiospermas
Cap.28 morfologia externa das plantas angiospermasCap.28 morfologia externa das plantas angiospermas
Cap.28 morfologia externa das plantas angiospermas
Alice MLK
 
Cap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animais
Cap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animaisCap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animais
Cap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animais
Alice MLK
 

Mais de Alice MLK (20)

Bio01 livro-propostos
Bio01 livro-propostosBio01 livro-propostos
Bio01 livro-propostos
 
Biologia 1EM 2BIM
Biologia 1EM 2BIM Biologia 1EM 2BIM
Biologia 1EM 2BIM
 
Fisica 1EM 2BIM
Fisica 1EM 2BIM Fisica 1EM 2BIM
Fisica 1EM 2BIM
 
Quimica 1EM 1BIM
Quimica 1EM 1BIM Quimica 1EM 1BIM
Quimica 1EM 1BIM
 
Portugues 1EM 1BIM
Portugues 1EM 1BIM Portugues 1EM 1BIM
Portugues 1EM 1BIM
 
Matematica 1EM 1BIM
Matematica  1EM 1BIM Matematica  1EM 1BIM
Matematica 1EM 1BIM
 
Historia 1EM 1BIM
Historia  1EM 1BIM Historia  1EM 1BIM
Historia 1EM 1BIM
 
Geografia 1EM 1BIM
Geografia  1EM 1BIM Geografia  1EM 1BIM
Geografia 1EM 1BIM
 
Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM
 
Fisica 1EM 1BIM
Fisica 1EM 1BIM Fisica 1EM 1BIM
Fisica 1EM 1BIM
 
Quimica 2° Bim
Quimica 2° BimQuimica 2° Bim
Quimica 2° Bim
 
Química
QuímicaQuímica
Química
 
Memorex Biologia 1.1
Memorex Biologia  1.1Memorex Biologia  1.1
Memorex Biologia 1.1
 
Memorex Biologia 2.2
Memorex Biologia 2.2Memorex Biologia 2.2
Memorex Biologia 2.2
 
Exercicios biologia parasitologia
Exercicios biologia parasitologiaExercicios biologia parasitologia
Exercicios biologia parasitologia
 
Cap.29 anatomia das plantas angiospermas
Cap.29 anatomia das plantas angiospermasCap.29 anatomia das plantas angiospermas
Cap.29 anatomia das plantas angiospermas
 
Cap.31 nutriç o das plantas
Cap.31 nutriç o das plantasCap.31 nutriç o das plantas
Cap.31 nutriç o das plantas
 
Cap.30 sistemas de transporte-xilema e floema
Cap.30 sistemas de transporte-xilema e floemaCap.30 sistemas de transporte-xilema e floema
Cap.30 sistemas de transporte-xilema e floema
 
Cap.28 morfologia externa das plantas angiospermas
Cap.28 morfologia externa das plantas angiospermasCap.28 morfologia externa das plantas angiospermas
Cap.28 morfologia externa das plantas angiospermas
 
Cap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animais
Cap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animaisCap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animais
Cap.27 reproduç o e desenvolvimento dos animais
 

Último

said edward w - orientalismo. livro de história pdf
said edward w - orientalismo. livro de história pdfsaid edward w - orientalismo. livro de história pdf
said edward w - orientalismo. livro de história pdf
ThiagoRORISDASILVA1
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Mauricio Alexandre Silva
 
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
MatheusSousa716350
 
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdfConcurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
TathyLopes1
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...
JakiraCosta
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
beatrizsilva525654
 
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidadeAula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
AlessandraRibas7
 
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogiaAVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
KarollayneRodriguesV1
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
AdrianoMontagna1
 
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de GeografiaAula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
WELTONROBERTOFREITAS
 
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdfMAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
GracinhaSantos6
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
fran0410
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
CarlosJean21
 
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdfPrimeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Maurício Bratz
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junhoATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
Crisnaiara
 
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
Pr Davi Passos - Estudos Bíblicos
 
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Centro Jacques Delors
 

Último (20)

said edward w - orientalismo. livro de história pdf
said edward w - orientalismo. livro de história pdfsaid edward w - orientalismo. livro de história pdf
said edward w - orientalismo. livro de história pdf
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
 
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
 
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdfConcurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
 
formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
 
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidadeAula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
 
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogiaAVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
 
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de GeografiaAula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
 
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdfMAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
 
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdfPrimeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
 
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junhoATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
 
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
 
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
 

Capitulo 04 - Fungos

  • 1. 6.1 Característicasqerais ediversidadedosfungos Os fungos mris conhecidossãoos bolorei. os cogumeÌos,âs oreihas-de-paue rs leveduras (femrentot. Nâsclassifìcaçõesmâisrntigaseles ernm colocâdosno reìno VegetâI.junramente conrasalgaseâsplotas.PosterioÌmeDte,âlguns bnilogos decidirâìÌ nrcluìf os Iungos no reino Protìsta.juntâÌncDtecom asalgase os prctozoá- nos. A tendêncìaatual.porém,é cÌassificaros fungosem uìÌ reinoà paÌte,cm viúude de suas caractedslicasaltamemepecuÌìare!.(Fìg.6.1) NúfiçÌ! h aorÍiiìcx Os fuÌgos têm nutÌição h€íerotróficâ. de- peDdendode matéda orgânìca,viva ou moÍâ, cÌuelhessirvade aÌìmento A mâionados fungosvive no soÌo.âtimen- iando-sede câdávere!de ânimaise plânrâse de outÌosmâteriâìsde origemoÌgânica.corÌo êster- co, poÌ exeÍìplo.Eleslìbeiìm enzinasquedìge remo substâtooÌgânicoeabsoNem.em seguida, as substânclâspÌovenientesdtLdigestão.Assnn. esseslinrgoscrüsaÌno apodÌecimenrodo$mate- riais e por isso sãodenoÌnnìadossâprófagos (do grego s,?ro.! podrc, e pnrgerì. comer). FisuÌoó.1 DiYenidodedos lunsq. (Al e (B)Bôloresde diveks corcs(nesrôs,vërdes, omorêlos, rosodos ek,) .rq@m $bre Írú6 pôdres, poo veho/ modero, courôê ourrosmoierioisorsôiicos.{C) e (D) ore hos-de-po! e cog!meroscrescemsobre trorcÕspodrêsë no solo.{E) Soc.hdtamy.es .ètevìsÕe,o termeniôdepodorioôu êvedo dê cervèÌo,é um Í!nso uiicelulor, oq!i Ylsrodô microscópiôeletrônicode
  • 2. Há tambéìì espéciesdc fungos pârasitas. quevivenì à custade anin is c plântasvivos.e. âindi. espéciesque viem eÌn âssocìaçÕesmu tunlísticascomoulrosseresvìvos,comovereÌnos 6.2 Estrutura eorgânização dosfungos Alguììs fungos,.oììo âs levedurâs,pol exemplo,sãounicelulares.A ìÌâìorìâ. no entan- to. é multicelülar.coníituída poffiliììenlos mì- croscópicose ramiticados.denoÌninâdo$hifàs. O conìuntode hilàs forma o micólio. HilÀcn cé1,., Un1Íungofilamentososeorignrâdeumes- poÍo,quesealongtÌeÌquantoo núcleosemulti .plicapormìtoses.AssnnsurgeaprimeiÌâhì1à,que crcscceseramifica.dandooíigcmâonicélÌo. A hifr ó umtubomìcro!,cópicoquepodcou nãoapresentrrpâÌedeslftìnsversaisGeptot.de limitandocélulas.Muikrsfungosrêmhifasnào septadas.precnchidâspor uìnanìassâcitqrlas nráticaquecontémcenLcnasde núcleos.deDo ninadâshifâscenocíticâs(dogrcgorot s.co mum.e/<ttos.cólLìlâ),pâraressaltarofatodeque compartilhamunrcitopÌasÌnacomum.No caso dâshifassepradas.elalpodemapresentarumou doisnúcleosporcélula.(Fig.ó.2) ! ris!roó.? O micéllodeumÍungôéumsistemodehlfasromlficodosserolmenleoriglnododeumúnicoesporo Emolsumosespéciesosh fossõosêpiodos(desefholnÍeriÕÍ,ò esquêrdd)e,emoliros,oshlfassôôcenocil,cos ldesênhoinferôr,òdirêiio).(AìBoorÍoiosraÍodoÕÕmmscópiôesiersscópico;podesenoldrsudconsìiluçõo fildmeiioso,prlncipolmerieÌuntoòsbordÕs.(B)Bôìôríoiogrotudooo micros.óploópiico (CìCoslmelossôo Íormodosporhiíosemgroudecompoctoçõomdiôrquenosmi<éio5.PodemsepëÌceber05hiÍoslunbò bose 91 HI|'AsEPÌADADCARóÌ CA
  • 3. Aparedeqüilìnosadàhifis A parededashifasé constituídapelopolis- sacaÍídioquitina. Curiosâmente,essamesma substânciatamb€mestápresenteno rcino Ani- ÌrÌal, constituiÌrdo o esqu€letodos atuópodos (crusú.€os,ins€tos,âÍâúãs etc.). Alguns tun- gos,aÌémde quitina,tambémapíesentamc€lu- losenapüededashifâs.(Fig. 6.3) O crescimentodashifas ocoÍreapenâsnas extÍemidades.Na3regiõesmaisantigâsdâshi- fas,o conteúdocitoplasmáticopodeâtémesmo desapalecer.E comosea Íìâssâcitoplasmáticâ dofirngoconstÍuíss€uÍIa Íededegaleíasquiti- nosas,abandonândoas rnaisantigase sempre fluindo paÍa asextremidadesdasgaleÍias em A rededehifasqu€consiituÌo micéliopode cr€sc€Íind€finidamente,enquantohouvercon- diçõesfavoúveis e numeftes disponíveis.Em ceÍtosfungos, o micélio podeâtingir mâis d€ 30m dediâmetrosobasupeÍfíciedo solo. Coqrosdefrutificaçào Muitâsespéci$ de tungosfoÍmam,emde- t€rminadascondições,estruturasdemminadâs coÌpoêdefrutificação, detâmanhoe foÍmava- Ìiados.Cogumelose orelhas-de-pausãoexem- plosdecoÍposd€ftutficaçAo. Os corposde ftuiificação someÍrtesefor, mam duânte a ocoÍrência de fenômenosse- 'xuais.Dois micéüosde sexosdiferentesseen- contramesuashifass€organizamparafoÍmaro colpo defrutificação.(Fig. 6.4) 6.3 A classificaçãodosfungos A classifrcaçãodosfirngosnãotemconsen- soentÍeosbiólogos.Algunscientistasaindacon- sideraÍnosfungosurìa divisãodoreinoVegetal; outros, um filo do Íeino Protistâ. AtuaÌmente muitososclâssificamà paÍte,no reino Fungo, classificaçãoqueadotâmosnestelivro. Distinguimosdoisfilos norcinoFungo:Eu- mycols (fungos verdadeiÍos) e Mixomycotâ (fungosgelatinosos).O filo Eumycotaapres€nta maiorvariedadede es!écies,apmximâdamenre 100 mil, distribuídas em quatro classes: Phycomycetas(ficomicetos),Ascomyc.etes(as- comic€tos),Bâsidiomyc€t€sOasidiomiceÍos)e D€uÍ€romycêtês(deuteromicetos).O pÍincipat critéÍio paÍa separâros fungos nessâsquâtro class$ éo tipo deproc€ssosexualedeestrutum repÍodutivaqueapresentâm. Quitino Celulose tigurc ó.3 A quilinoe o cêlul6ê têm6huturcs quimicos3€mêlhonies-A diferençdá quêo quifinoco.líin o elém6ic nihogên;o.Ess doispolk*corídios têmpropriedodê,po.e.ido': sôoBisj€niar, frêxiv€iss iftolúvêi3 92 ct-t Gl cHrctl
  • 4. E i Clae Ph!coÌÌ!cdcs OsficomicetossãoosfungosmaissimpÌes, e â maroriadelesnãofoÌma corpodefrutifica ção.O nomedâclâssesugeÌeessasimpÌicida de,pois"ficomiceto" (dogregopáy*os, alga,e rìy,k--.os,fungo) significa "fungo semelhanrea umaaÌgâ".Muitosficornice.osâquáticosfoÍ- mam esporosdotadosde flâgelos. os zoóspo- ros, como 1âmbémocoÍe em ceÌtasalgas. (Fis.6.5) ClaseAscomlceles Os sscomicetos(do grego astos, odre, sâcode couÌo)1bÌmâÍnestruturasrepÍoduri vas ernforma de saco,denominâdâsascos. DentÍodessesâscosfoÍmâm seesporoschâ- mâdosascósporos.Em certosascomìcetos, osascosficamabÍigadoselnumcorpodefrü- tificâção carnosodenominâdosscocarpo. (Fìs.6.6) figuro ó.4 Cosumelos tocÌmd, ò esquerdo)e orethosde,poulocimo,ò dneiu) sõocorposde Íru- tiffoçõo de ertos.tungo. Em or9umosêspecleso mìcêlioformo uno lorso órêo circulore, êm debr minqdomomento,$urgem .enlenosde og0melosem quoselodo o coôiôrnodo círculo.rendosêuropêios contomquedenhodêsses circulosde cogumelosc 'o,ry íngs - @orremt*ros Figuroó.5 O bolornegrodopõolsêneroRÀizopuslé umreprcsenronledosli.omicelos. 93
  • 5. Clasetsx'li1,ìvcetes OsbâsidiomicÊtos(dogregoôasiébase)for mameshunnâsreprodutivasdenominâdasbâsídio6. O noÍnederivâdofâtodeosbasídiosiercmêbase tiguro ô.ó Ascomicelo5.(A) Morchelloes.ulentd loíno un @lPódêÍruÍticoçõoíorocolPo) comeslívêlhuiroopreciodôpêlo$ conhecêdorês.(Blcoônio dê Pai cikun rctatun, Ia qr oÍodo oo microscópÌoesiersscópico. e "obtum Íoi uiilizodopionei romenleno produçôodo onri- biólicopênicilino.{C) Folomi Üogrcffooo microscópicoópiìco de Penicilliumroquefottii, res- ponsóvelpelo soborcqroc- terísti.ôdoqueiiolìporcquefoú mostmrdohilasespaioisÍomo- doros dê esporos{estrururos pÌesâaocorpodeftutificaçãoeâext€midâdeüÍe, ondesealojamquaooespofos,denominâd$bâsi- dió6poro6.A ìÌÌaioriadosbasidiomicetosformâcoÌ- posdeftutficaçaochalnadosbâsidiffârpos,popü- Ìârmenteconhecidoscomocogünelos.Cig. 6.7) B Figurcó.7 Acimo,ò esqoerdo,corposde ÍrutiÍicoçôomoourosoo bosidiomicêtoAgori.us.ompesrris,o .hompisnon.No detolhè, cÁompignonsemconseno.Acimo,ô direilq,corposdê Ítulificdçôo do bosidiomiceioohomenievenenosoÁDo";,odus.dr6, .onhecido populamentecomochopéq'desopo,celehrizodonoslivrosde 94
  • 6. (llNel)eureronìvcr{cs Osdeuteromicetos(dogego deute.os,infe- nor, secundário)sãotamÉm châmàdos"fungos imperfeitos".Comoo próprionolÌe sugerc,eles consítuemumaclassemenosimpoÍante,criadâ paraâbÍigârosfungosemquenindanãoseobser- varâmfenômenossexuâisdereprodução.Muitos fungosfommcÌassificâdosinicialmenrecorno deuteÍomicetos.mâs.aoseÌ€mdescobeÍosnr.:ìis delâÌhessobrcsuarcprodução,forêmre.lassifica- doscoÌÌo ficomicetosou ascomicetos.DiveÌsos Iungosdessegruposãopârasitase causâmdoen çâsemplantaseâniÍnâis.(Fis.6.8)(Tab.6.1) Fìguroó.8 O dêurìêrcmiceiôCondida dlbieôs, sue cou5omicosesêntreosdedosdospés. Eo Mixomycdo{fungosseoiinososou mixom;cõ Fungoscendili@s,sêmhrfos,quenoÍuse 'egerorivolemb@momebos.Nòopo$uêmq!'rino,oocônhorio delodososoukos.Àpreentomreproduçõosexuodo, hJrmondoespor€nqiosondedôÍe Òmeiose. FiloEum/coto ClosePhycomycetes (tunsosverdode,ros, {Ícomicêrosj 100mil,.spécies) 50 milesp*iêsl ClosseEosidiomy@ies Clq$e Deulêrcmycetes Funs6 úkdulds a Íümentoss, sêm.orpo de tungosu.i.eulqreso! Íilomentosos,comhifossep- iodos.Rep.od!çõosexuodoporoscóspôrôs. Divees esp*iês.oh <orpôde frutiÍcoçõo(osco Fonsosfflohêntosos,comhiÍqssepiodÕs. Reprod!çòoporboidiosporcs.Di€Bos esp<iês.on coryodeÍrufifidçõo{bo5d@co'poou<4umetô). Fungôstilomentosos,comhitosseptodos,dosquois nòosêónh<em tormosserlo5dereprôduçòo Tobeloó.1CldssiÍicôçõodosÍunsosodôlodon*le liwo. Os rnixomicetospertencemaofilol,{ixomycota.Sãoseresgetatinosos, âsvezesintensarnentecoloridos,quevivememmatasúmidase sombÍea- das,sobÍeÍolhascâídase tÍoncosapodrecidos.Emcertasfasesda vida, os mrxomiceloslernbramprotozoáriosamebódes;em outTas,íoÍmames truÌurasreprodutivasmuitosem€lhantesàs dos Íungosverdaderos. (Fis.O6.1-1) 95
  • 7. NaÍasedecrêscimento,ouvegelativa,os mixomicetossão muiiopaÍecidoscom proto- zoáíos do grupodas amebase, comoestas, se rêpÍoduzêmapenasassexuadamenle,poÍ A maiorÌados mixomlcelostem esíutuíâ cênocílica(multinucleada),comomuitosÍun' gos.AdiÍeÍençae queosÍnixomicetosnãopos- sueÍnparede,mâssimumamembranaÍlexÍvel, quelhespeÍmiÌedêslizaícomoumaameba. UmmxoínicelodeslizâsobÍeâ superlíciê ondevive,englobandobactérias,fungos,ês- poíosê ouÍas parlícuas orgâncas.As subs lânciâsenglobadassáo digeÍidasno interioÍ da rnassacÌloplasmálica.Sob esseaspecto Figuíoaó-I-I Osmixôúlcelì5s,oufungosgeloiinolos, diferemdoslungoslilamentosos,que apresen_ qpresentomcorocleristicosintemediórìosenirefungos tam paredequitinosae não podem,assim, en e omebos.No Íoto,plosmódìode um mixomicëtoê globar partículas,mas apenas absoÍver subs seus.orposdefru fi.oçõo{òdireilol. Emcertascondições,o corpodomixomicelosetornamaiscompâcloe l.lcDíÍlucììo Íormaumaeslíuturaereta,comdilalaçãoovâ ouarredondadanaextrêmi_ dade,o espoíângio.Os núclêosaÍ presenlessofÍeÍnmeiose,oriqinando esporoshaplóides,logolibedados.O espofogeÍminaâssimqueenconlra condiçõeslâvoráveis,pÍoduzindoatéquatrogarnetasque,dependendoda espécie,podêmserílageladosouamebóides.OsgamelasÍundem-sêdois a doise pÍoduzeínzigotosdiplóides,e cadazigoiose desenvolveem um novomixomiceto.(Fig.Q6.12) s (2^) Novo plosmólio 12nì FiguroQó.!-2 Os mixomiceìosoprelentomciclosdevidocomplexos,queìembromosdostungos. 96
  • 8. 6.4 Reproduçãonosfungos RepÌoduçãoassexuada fiagnrerÌaçio A maneiÍamaissimplesde um fÌrngofila- meÌÌtosose rcproduziÍ âssexuadamenteé por frsgmentação: um micélio s€fragmentaorig! nandonovosr|1icélios. BrotaÌneíto l-evedurascomo .tâcc}ìaromycescereúsâe seÍeproduzempor brotamento ou g€muÌação. Osbrotos(gêÍnulas)norrnalmenteseseparâmdo genitormas.eventualmente,podempffmaneceÍ grudados,fo(nandocadeìâsdecélulas.(Fig.6.9) EÍpo.ÌLlacão MuitosfungosseÌeproduzemassexuada- nente por meiode€sporos,céìulasdotadasde paredesresistentesque,âogerminar,produzem hifas. Em ceÍos frrngosâquáticos,osesporossão dotadosde flagelos,umaadaptaçãoà dispeÍsão em meio líquido. Por seÍemmóveise nadarem ativamente.essesesporossãochamâdoszoóspo- ros.(Fis.6.10) b &;- Fisurdó.10O_tunsooquoti@AJbnyc* nocrcgynus tôrmoespo@rtlogelodoe,or rc&pooi, queorigindm ossexuodoÍìènlendos micêliôr Reproduçãos€xuada CicÌosexuaÌeÌìliconriceros A repÍoduçãosexuâdaem um ficomiceto ocoÍrequândomiélios desexosdifeÍentesseen- contram.Em À/,zopüs,porexempÌo,âshifasde sexosopostosformamhifasespeciâìizadas,cha- Figuroó.9 Adno, ô *querdo lertâsid A qCl,s€qüênciqdobolomeni5 lougmúloçôol nolê!€durcdosênercSoccl'olffi/cs. Acimo,òdiejto, eshuturoinlerno de umolevedu.obmondo umbd,o. A Íoi5 mostro umolsedm m procêsode brotomenll)Íoi.srobdo oo micÍokópio elêtnôni.ôdêwrcduru 97 +) PÀ, Íãu
  • 9. Ìnadasgânetângios,quecresceÌÌuÌnemdireção aooutrotaosetocar,osgametângiossefundem. Um ou maisnúcleoshapktidesde um dos sexossefundemaosdo outrosexo,originando zìgoÌosdiplóides.A regiãoemqueosgâmetân- giosse1ìndiÍamdiferencia-seemumâestrutuÌâ esféricr,depâredeescurae espessa.ondeoszr gotossofrerãomeiosee cadaumoÌiginaÌáqua troesporoshâpÌóides.câdaespoÌo:aogerminar, dâráorigemâ umnovomicéÌìo.(Fig.6.1l) CicÌosexualenÌasconÌcetos Tambémnosascomicetosâ reproduçãose- xxadaocoÍe quandoháo encontrodehìlìs de micéÌiosdesexosdiferentes.Nessecâsoâshifas dosdoismicéliossefìndem.originandocéluÌas Em âÌgumasdessascélulasos núcleosse fÌrndem,produzindoumnúcleozigóticodiplói- de.Estesofrcmeiosee originanúcleoshaplói des,quesedifercnciaÌneÍnâscósporos.A hifa onde tudo isso ocorreu setrânsfoÌrnâ em uma es- !ruturâ dongada, em tbrmâ de saco,denominadâ âsco. Quando maduro o asco serompei liberan' do os âscósporos.Ao geminar. cadaascósporo dá origema um novo micéÌìohâpÌóìde. Alguns âscomicetosfonÌâm corposde Íiu- tificàçãoondeselocâlizâmosascos.FoÌmârutì corpo de frutificâçãoé importantepam fungos que vivem em rmbientes relarivamentesecos, como o solo ê troncospodrcs,pois o ascocâfpo protegeos âscose fèciljlâ â disseminaçãodos esporos.(Fig.6.12) CicÌosexLraÌen bâldioììicero Nosbâsidiomicetos.quândomicéliosde se' xos diferentesse encontÌân1,suâshifâs se tun- dem e lbrmam um Ìnicélio con célulasbinu" cleâdasou dicarióticâs. Essashilàs se organi' zam de maneira compacta. 1bÍmando um corpo de frutificâçãodenomìnadobâsidiocârpo,o co- gumelo. dê micéliossexuolhëniè l?ô) MEIOSE (n) Micélio {n) Figuroó.I I Ciclosuol do Íi<oni.eto Rhizôpusnigncdns,o boìorn6só do põô- 98
  • 10. Fisurôó.12 ciclos*uolde umoscomicetô. No bâsìdiocâÌpoalgunashilàssediÍeren ciamemestruturasespeciais,osbâsídios,onde ocoffefusãodosnúcleos.resuÌtândocm umnú- cleozigóticodiplóide.Estelogo sofremeiose e origìnaquâtoesporoshaplóides,osbâsidiós- poros, OsbâsídjosselocalizamnapâÌteinferiordo chapéudoscogumelos.Nâextrenidadelivredo basídìolocalizam-seos quatÌobasidiósporos. queÌogosèÌãolibertados.Ao câiremlocalade- quado,nco em Ìnatériaorgânìca,uÌÌ basidiós- poro germinâe originaum novo micélio. (FÌg.6.13) ó.5 Importânciaecológica e econômicadosfungos Osfungoscomodecompositores Os funeossãoorgânismosextremamente rmportântesparao equiÌíbriodanatureza.As es- pécìessaprofágicas,juntament€comderemina- dasbâcténas,desempeniìaÍno papeldedecom- positores,destruindocadávereseÌcsrosdeplan- tâse ânimais.lssopeÌmiteqxe â matéÌiaorgâÌri- câ dos seresmoíos possa seÌ âproveìtada pelos novosseresquenasccm. Entretantoessamesmaalividadedecompo- sitoradosfungospodeter um âspectoregativo, destruindoroupas.objetosde couro,cercas,doÌ- ìÌentes demadeira dâsestÌadâsdefer|o erc.,câu sândo ao homem grândespÌej!ízos econômicos. Fungoseâ produção dealimento Cerca de duzentostipos de cogurneÌosão usadosnâ âlimentaçãohumana.Algümir,!espé- ciessâolâÌgâÍnentecultivadas,comoé o casodo basidiomiceto AgarÌcüs campesfti; âscomicetos como a Morchella escülenfa, depoìs d€ secos. constilue.n finíssiÌna ìgüâria. Prodüçãodepão As Ìevedurâssãofungosmicroscópicosuri lizadosdesdeâ Antigüidade na prepârâçãode aÌÌmentos e bebidas fèrmentados. O leÌedo 99
  • 11. Zìgoto3 {2") & (ô) ZiSolo {2"1 g rìgurcó.13 lA)CiclosdudldêombosidÌomiceic.(Bl Detlhe do Íormoçto do hosidio.No Íoic, or lomelos deumbosidiocoço,ondeseÍormomosbosidios. 100 Saccharonyces ceÍevìsae,empregado na fàbri cação de pão e de bebidas alcoólicas, fennenta açúcarespàrâ obteÍ energia.ìiberandogís câÌ bônicoe álcooletíÌÌco.Na produçãodo pão,é o gáscJbônico queinteressâ;âsbolhâsmicroscó- picasdêssegás,eÌiminadâspeìo levedonâ mâs sa.contribüempaÍa toÍtuìr o pão leve c mâcio- (Fig.6.l4) ProduçiiodcbehiürÌroóÌicis A produçãodos diterentestipos de bebida alcoólicâ vâÌia de acoÌdocom o substratofer mentado,como tipo de levedu€ utilizadâe coÌÌ as difere.tes tecnicas de fâbncação. Por exem
  • 12. s : Á : rìguroó.14 O prô.essode pqniÍicoçõodependêdo ldldo Socc/rorcn),ces.êrwisde.r'o Íemeniaroçúcores domo$o,oslwedoslibêromminúsculosbohosdesós corbôiìco,qle fozemo põocrêscerêficormocio. plo. a fermenÌaçãodâ cevâdâpìoduz cerveja. enquantoa feÌmentâçãoda uva produz vinho. Depois da fèÌmentrção.ceÍas bebidaspassam poÌ processosde destiÌação,o que aumentasuâ concentrâçãoem álcool. Ëxemplosde bebidas destiÌadassãox âguârdeite,ou pinga, obúda a paÍÍ de 1èrmenudo de cana de açúcar.o uísque, obtìdode fermentàdosdecereaiscomoa cevada e o centeio. e o sâquê.obtido a paÌÌir de fermen- tadosde âÌÌoz. (Fis. 6.15) Ploduçiodcqucij0j Certos tungos são enpregados na produção de queijos, sendoresponsáveispor seusaborca, racteústico. Os fungos Pericillìwn rcquefoÍrii e Penicilliun canembetti| por exemplo. sãoutili, zados nâ fâbricâção de queìjos tipos roquelòrt e camembei,respectivamente.(Fig. 6.16) Fungoseprodução desubstâncias deusofarmacêutico Foi do ascomicetoPentíIiwn chÍysogenun que se exraiü originalÌneo@a penicilina, um dos Figurdó.I5 O ólcôolprcsênrèn6 bebidosolcoólicôs resultodo oçâo dos levedurôs.{Al Tonquesde Íermenioçõode cdÌdode conoporoo produçôode qsuordente.lB) Tonquesde turmenroçõode cevodo poro o lermentoçôodê cerveio.{C)Bolho5de oos <orbonicolibercdo5duronteo Íemenr"çòode coldo deconoemumousinode produçôodeólcool. pnmeiros àìlibiíÍicos a serempÌegadocom sucs sono combâteâ infecçõescausêdâspor baclénàs. Certos fungos pÌoduzem toxinâs poderosas. que vêm sendo objeto da pesquisafârmâcêuticd. Muitos tungos produzem substânciâsdenomina- dasciclopeptídios, câpdzesde ìnibjr â síntesede RNA mensageiÌonascélulês animâis. Bâsta a in- gcstão de uìÌ único coÌlo de fÍutificação (cogu meÌo) do bâs;dìomiceto A r.aDitaphalloides, po( exenpro, pâÌâ câüsaramorte cleuma pessoa. um füngo muiroesrudadodo ponlo de vistâ fâÌmâcêutico foi o asconìi.eto Claviceps putpD 101
  • 13. = = ú rea.popularmenteconhecidocomoergotina.Foi delequeseextrâìuoriginalmenteo ácìdolìsérgj co, ou LSD, substânciaaÌucinógenâque ficou famosana décadade 1970. A ergoÌina crescesobregrãosdeceÌeaÌ.prin cipaÌmente centeio etrigo. CeÌeaisconlaminados por ergotinacâusarâm.no passado.inÌoxicações em mâssâ,conr ìnuiLâsnlorLes.DesdÈo sécuÌo XVI âspfteiras já conheciiìÌ ümâpropÌiedâde ixnnâcêülicada ergotina:seingeridaeìnpcque nasquântidades.a.elerâas .ontraçõesutc.inrìs durrntc o parto.(Fig. 6.17) rìgurd ó.17 (Aì Anonifo plìoiioides,cosumeovenêno soqle prÕduztoxinostotok. lB) Cldvicepspúryured, ó esporõo-do-cenieo ou er goliro,umoÍomicelodoquo seextfoiupioneiramenleo substônciÕqlucinó9ênoco nheôidÒ.omôLSD(ócidô Fisuroó.ìó A copdoyelúdododô qleiiocomembêrr{A)eosvelosozul evsdeodosdosqudiôsroquêbl(B) esorsônzolo(D)sôoproduzidospôí fungosdogêneroPenicilrom(Cì. Relaçõesentrefungos e outrosseresvivos frflLì.:.1.r Lr Os fìngos parasiiascrìusâmdoençasâo fio ]neÍn, âos animaìse às pìanlas.UÌn conhecido fungo pâÍ.ìsitâé Cárdtdr .r/ôicâni.causàdorde micosesbrândâs!Ìueâtiìrgemosdedosdospése as mucosasvaginâìs.Alguns lirngos pÍoduzen infecçõesgrâves..oú) a blâstomicosee o mi- cctoma. com lcsõcsp(ÍiÌndas nâ pelee eln ór- Uma doençade planlascatrsâdapor fungo é af€rrugem. queatncaocâfccìroe outr$ plân Lrs economicamenteimpoÍantes. provocândo sédosdânosà Ìavoura.(Fie.6.18) Fisurcó.t8 A feíugemdocaÍeeiro,q!ê<oosoesões n* íolhos,é cousodopelofunsoHemi/e vosioifix, .. 102
  • 14. Fungosmutualistas: micorrizaseliquens CeÌlosfììrgosseassociama raízesdepÌân tis. formandoâsmicorrizâs (dogÍegomyÌelos. ftngo.e úiza, Ìaiz).Tantoo fungoquântoa pÌantâhospedeirasebeneficiâmcomessaasso- ciâção.O fuìgo obtémdasrâízesaçúcares.ami- noácidose outÌassubstânciasorgânicas.dâs quaissenutre.PoÌouÌÌolâdo.o fungoaumentêa cêpacidrdedea raizabsorverÍineraisescassos no solo.genericamentedenoninâdosmicronu- llientes,frndamentaisaocÌescnnentodaplanta. Trâ1âse.poúanto.de umââssoc'Âçãodo rìpo mutual'sÌno.(Fig.6.19) í I = li Figu'o ó. 19 Mro" zo55óoo$ociocóe(er Íe Íungo. e d zes de plonôs Õrsiosoe'mos t- olorros oe pêqreìo porle ô, h 1go q' ê5.'rom o nicoí:zo.óo gerolmenle ticomiceios, êiquonlo no5 órvore5 os micôíizÕs sõo formodos por hosidiÕmiceios.Roízes rcm hkdriz$ sede*No rem mehor do queoquelo: semÌuigôs o$ooodo5. Os liquens são formados peh associaçâo mutuâlíticaenú€ fungosealgâs.Osfungosìnais comunsncssasassocraçõessãoos âscoììiceto!. e âs algâscomponentessão.gerâlnreDte.rlg.Ls verdesunicelulares.AìgunsÌìquÈnsrcsult,ììÌ da .ìssociâçãocntrefungose cìânobâcLédâs.A a! sociaçãopemriteque os liquenshâbitemìocais ondenem alg{! nenìfungospodcriânrviver se, paüdâmente.(Fis. 6.20) Os liquensse rcploduzcìÌ Nsexuadamente por mctu de ffâgnìentosespeciris,quepossuem hifâs do fungo e céÌulâsdâ âlgâeìÌ associaçâo. Esses1rÍgmentos,chanìadossorédios.sedesla came sãocaìregadospeÌovento,coúÍituindo as unidâclcsde disseminaçãodosÌquens. Figurcó.20 Liquênssôoo$ôcioçõe5enlrêo sÕsíou cionóboctéridte tunsos,gerolmenteorcomÌcehrs.{A) Folodelíqlencroslo$sobrecoscodeórvore.(B)Líquei fruiico5o(o$imchomodoporoprêsenÍÕrestruiuro5que embrÕmcorposde Íruriftcaçôo).{Cì Desenhodo eíruturomkÍoscôpicode umlíquen.{D)Detohedo @loçõôenlrec.é! 6 do ôlsoe doshifosdô tunso que.onsrtuemuh rquen. 103
  • 15. Diagnosedos fungos sêrss hetêíótroÍos,unicelularesoufllamentosos,A meioria{ormadepor sistemasde hifâstubulârêsd€ Darêdesquilinosas,queconstiluemo micélio. onde encontrarlungos? Osfungossãoíacilmenteenconlrâdosemlocaisúmidos,crescendo sobresubstralosorgânicos,Seusrêprcsêntantesmaisconhêcidossãoos bolores,as levedu- ras,oscogumelosê âs orêlhâs-de-pau.Algumasespéciessãoparasilâsde plantase animais. SãosxemplosdeÍungostRhizopusnig cans,oholorpretodopão(licomicêlo),Saccharômyces célevlseg, o lêvêdo de cerveja (ascomicêto),Agaicus campest s, o châmplgnoncoÍAesÏÍvel (basìdiomlcsto),€ Cardidaa/b/b€rs(deulêromicêto),causâdorde micosesnohomsm, classificaçãoO rêinoFungoapresenladoisÍilos:Eumycota(iungosverdadoiros)ê lvlixomyco- ta (fungo6gelâtlnosos).O Íilo Eumycotaé dividido6m quatroclasses:Phycomycetês,As- comycêtês,Basldlomycêlese Deuteromyc€tês.O critéÍo empregadoparaêssadivisãoé o lipo dê procêssosêxualpresenle,NosDeuieromycêtêsnãoseconhecemprocessossexuais, BeproduçãoAssexuadae sexuada.Espéciesunicêlularess€Íêproduz€massexuadameniepor divisáobinária,Muitasespéci€slilemênlosasse reproduzêmassoxuâdamenleporÍragmenta- ção,brolamentoe esporulâção.Comexceçãodosdeuteromicêtos,a rsproduçãosexuadaeslá presenleemtodososgrupo6.Algunsâscomicetose basidiomicêlosformamcorposdefrutilica- çãoduíanteo ciclosexuadode reprodução, Textohoduzido€ odopbdo do liwô Micrcbial Bio/osnde t"s.". Rosenbelge lrunR.cohon,SounderscollegePublìshins,FilodélÍio, Éua,1947. A Íabricaçãode vinhos Os princípÌosbásicosenvolvidosnafabdcaçãodo vinhosãosimples.Primêiro,es- magam-seaslrulas,devidâmêntêamadur€cidas.Antigamêntê,issoeraÍeilopisotêando- seas uvascomos pésdescalços;hojê,usam-sêmáquinas.o sucofrescode uvas,cha- madomosto,é ácido€ Íicoemaçúcares,constituindo'seêmummeioidealparaocrêsci mêntodeleveduras. O vinhotintoé obtidopelafermentaçáode uvasescurâs,comcasca.Já o vinho brancoé obtidopelafeÍm6nlaçãode uvasescurasou clâíâs,semcasca.Paraâ fâbíica- çáodovinhorosadopernite-sequehaiacertaquantidâdedepigmêntodacascadê uvâs êscurasnomosto, A maioriadosvìnhosêuropeusé produzidacoml€vedurasnalurais.A superÍíciedâs uvâsconlémdilerentesliposde microorganisnos,inclusivea leveduradovinho,Saccfìa- rcmycesellipsoideus.Jásêconhecemaisde umacenl€nadevariedadesdessalevedura, e aquâlidadêdovinhoproduzido6mumâregiãodependê,emgrândeparte,dapopulação localdêlêvêdurasselvagens, O mostoé tratadocomdióxidodê enxofre,o qu€inibeo crescimentode bactériâs contaminanles,quepod€riampÍejudicâraÍermentação.Partedosêgredodaproduçáodê vinhosêstánacolocaçãod6umaquantidadededióxÌdodeênxoÍrêsuficiênloparadêsìruiÍ asbaclérias,masquenãoalt€reo sabordo produtofinal. 104
  • 16. ' I I A formentaÉo é teita sob temperatuÍacontÍoladà,èl'tto 22oCe 2goo, poí atguns dias ou semanas.Durânteesss período,as levedurâsconvertemos açúcaresdo moslo em álcoole giis câóônico.A fermentaÉoterminaquandoâ maioípartedo açúcaífoi consumidâpelasleveduras;a quantÍdadede álcoolpresentenomeioé, então,daordem de 12o/"a 14yo,o queinibea proliÍeraçãodâslêveduras. O vinhojovêmé sepaíadodosedimento,transíeídoparatonéisde madeirâe mam- do em temperaturasbaixas,para ênvêlhecêr.Duasalteraçõesimportantêsacontecem cluranteo ênvelhecimento:o aromae o sabolacêntuam-aee o vinhosetomâtransoaren- te. Lentasalteíâçõesquímicas,laiscomoâ oxidaçâodê aldeidosa ácidos,comsubse- qüentefomaÉo deésteresvoláteis,pârecemserds gÍandeimportânciâno buquê(aro- mâ)finaldovinho. A produçáodê champanhae de outrosvinhosespumantesé obtidapelaadiçãode umpoucodêâçúcâr6deumalinhagemêspecialdeloveduranovinho.Este,acondiciona- doemgarraíasresislonlese vedadascomrolhasêspeciais.solreumásegundafementa- ção,produzindomaisálcoolêgáscâÍbônico.Essegássêdissolvosobpressãonolíquido, boóulhândos Íormandoespumâ,assimquea garraÍaé abêrla. A ÍâbÍicação de cervêia8 AartedefabricarcervejatoidesenvolvidanoOrienteMédioháceícâde6 milanos.A cervêjaéÍeitadesementesdêcercais,taiscomocevada,trigo,centeio,arrozemilho,nas quaisa maiorpartedoscâôoidratos estáarmazenâdâsobâ íormade amido.As levedu- rasrêsponsáveispelalêrmêntaçãoalcoólicanãosãocâpâzêsdodigêdroamido,demodo queêslopolissacârÍdiopÍecisaserquebradoemaçúcêíesmenorês,antêsdaÍermenta- ção.PoÍlanto,do pontode vistabioquímico,a fabricâçãodê cervejâtem duasêtâpas: primeiíoo amidoé quêbradoenzimaticamentêemaçúcares,sobretucloa maltose,e êstâ, emsêguida,é transformadâemálcoole giíscarbônicopelaâçãodasleveduras. Assemenlesdoscêrêais,apósíicarna águâporumou doisdias,6ã0drenâdase colocadasêmtempêratuEadequadaparaquetenhainícioa geminação.Durânteesse processo,assemêntesproduzemênzimasquetÍansformamo amidoemaçúcares.o que sêdenominamaliê,poroxemplo,é a semêntedecevadarecém-germinadâ,seca. OmaltêémistuÍadocomáguaeÍervido,paraa oxtraçãodosaçúcares,aminoácidos, mineraise essênciâsâromáticas.AoÍimdâíervuraadiciona-selúpulo,quêseconstiluide ílorostemininassecasdaplanlaHumuluslupulus.Alémdgconfedràcerveiao sâboramar- gocaracteríslico.o lúpuloinjbeo crêscimêntodebactóriascontaminantê4. A misturade maltee lúpuloé imediâtâmgnteresííadaê adicionadaâ umagrande quantidadede lev€duras,populârmentêchamada€deÍermênto.Aslevêdurasdsgradam osaçúcaresdamistura,produzindoboíbulhase espuma.Apósalgunsdiâs,a reaçãoces- sa e as levedurassedepositamnofundodotanquede fermentâção.O líquidosobrena- danteé,enlão,estocadoemtonéisporváriâssgmanas,a baixalemperatura.antesdeser êngarraÍado.Osedimontodeleveduraobiidoé utilizadonainoculaçàodeumnovo€xtGtto demalte. A escolhada leveduraé o íatormaisimpoítanteparadefiniro tipo ê â qualidadeda c€rveja.Os Íâbíìcantosde cervêjavêmselecionandoe cuftivandolinhagengd€ leveduras comdiferentespropri€dadesíementadoíâs.Demodogeral,aslêvedurasdecôÍvejasãodê doisüpos:supedor(Saccharcmycesêêrcviaae)e inlertotlsacdÊtomyces êddsborgensis). As levedurassupedoresapresêntamelevadosíndicesdeÍementâção,produzindogrande quantidadedê álcoolo giís carbónico;são usâdasna fabricaçãode ceryêjâsde altoteor alcoólico,comoâ mâioriadascervêjasinglesas.AsceNejasamericanas,êuropéiâse bratsi- leiíâs,êmsuamaiodâ,usamlevedurasinÍeriores,queproduzommenosálcool. i' I 105
  • 17. 6A,",aoa"" flfiAI CÀRdcrERÍsrIcAs. oRGÀNrzÀcÃoDDIVÈRSIDADDDos fuNcos 1. Qualé aformàdenutÍiçãodosfungosemgeml? 2. Expliqueresumidâmenteo quesãofungossaprófâgos. 3. Quâlé aorgânizaçãobásìcadosfungosfilanentosos? 4. O quesãohifâscenocíticasehifàsseptâdrs? 5. O queé o corpodefrutificaçãoformadopofcertosÍìngosÌDêumexemplo. FI(I|A2 A clÀssrFrcaçÃo DosFtINGos r. QuaìssaoosfìloseclassesincluídosnoreinoFunso?Quaìssãooscritériosutilizados pamessàcÌassiflcaçãol 2. Caracterizeresumjdamentecadrumâdâsclassesdofilo Eunycoltì. HCHA3 REPRoDUçÃoNos FUNGoS Expliqueresumidamenteos seguintesprocessosde reproduçãoâssexuadaemtìngosì a)frâgmentâçãoi b)brotamentoì c)esporuÌação. Esquematize,da maneiramaìssiÌÌplificâdâ possíve1,oscicìosscxüis deum ficomice to,de um nscomiceÌoe deum haidiomiLeto. 106
  • 18. A. TESTES Bloco 1. Característic.âs gerais e clâssificâção dos fungos r. (Cesgurio) Ausên.iâ de clorofila, reprodução aomenosempaÍe por esporoseausêncÌadesis temasvâscuÌeessãocüac1erísÚüìsi a)dãsaÌgaseliqueN. d)do! fungos. b)doslungoseliqüens.è)dsaÌgas. 2. (UFES)Desnânchando-seumaporçãode feF tuenloFleischmann(fernenlode pão)em un louco de águae levudo seDmâgotadestapre püação,ènlreÌâminaelmínula, aonidoscópio, a)um tipo defungouniceluld. b) um tipo defungofìlìmenloso. c) coÌônid debactériÀsesféricas. d) un Ìíquidoesbrúquiçado,deapdêlcìa hoDo gêneú.já queestefermenroé ump.oduroquí micoquesedissolvenaágua. e) !m tipodealgaüniceluld mutdte. incapu de sinletizr pigmentos. 3. (UFMC)Sementesoleaginosar,comoo men doim, sãofteqüentementecontâninadaspela aflatoxi.a, umasubstância!óxicalroduzida por ncroorganfnos que apresenramhifas, núcleo orSarizadoenãopossuemclorofila.Eses mic.o- organismosloden sercÌassìficadoscomo: 4. (U. TaubatéSP)Enrendesepor micéÌio: a)um conjunrodehifasenâÍ&nhadas. b) o corpodeftutificaçãodosfungos. c)o nesno quebâsidióspo.o. d)umproce$odeuniãosexualdashifas. Bloco 2. Reprodução nos fungos 5. (UFBA) Encontram{e à vezes,em cenosam bienres.pedaçosdepãorelobeÍos deboloÍ. Ex- plica see$e falo porquèo bolorrepresenta: a) Ìm olóniade beteriâsquesedsflvolveu apaÌ- ú de 'm ìínicabdcreriaqúecontanilouopão. b) o levedousadono prepdo do pão.quesede- senvoÌveuetomouumacolorâçãoescua. c) un âgtupmentodeúic.oorganismosqueapa recdm nopão,por geraçãoespontârea. d) un conJuntode fulgos originadosde esporos exìstenresnod eqle sedeknvolveramnopão. e) orÊsultâdodo apodrecimenrodâfâÍinhâutilÌ za.lâno fâbricodopao. 107
  • 19. ó. (Puc/CampinasSP) 8. 9. (UFPA) As Dicorizas sãoexempÌosde relâção enireosseresvivosesãodenominadâ!: (PUC-RS)os üquenssereproduzèmdsexuadã mentepor propáguìosfomados de funSose aì- gas,qüereceoemo nomede: As figuÍasildice: I. lrataÍ{e de um ascomiceto,pois honvefots maçãodeascose as@sporos. tr- tataHe de um balidiomiceto, pois houve formaçãodebâsídiosebãsidiósporos. I[. que é las lamela3do corpo de fÍutificação queocore atbnnaçãodosesp@s. Assinalea altemtiva cor€tâ: â)Ëslãocoretasapenast eIL b) EstãocoÍretâ!âpend tr etrL c) EstAoconetâsâpenasI eIIL d) To{ìasestãocoretas. e)TodâsestãoincoÍeias. Bloco 3. ImportâÍciâ êcológica e econômicâ dos fungos 7. (Mâckenziè-sP)AÌstMs €spéciesdogên€roPe ri.tli"d desmpeúam imponâniepapeÌdaob- tençãodeúúbióticos elâmbémnafÀbricaçãode queijos.Na dcâla de clâssificãçãodos wrcs. 6 Püiciriu.t éconsiderado: B.QUESTÕESDISCURSIVAS 10. GÌnicmp-SP) Cite dois exempìosde fungose discutasuâimportância, rr. Guv€sr-SP)Os liqu€nssãofomâdos pelaasrc- ciaçãodedoistiposdeorganisno. a) Quaissãoeles? b) Expljqueo tipo de interâçãoenrÍeeses dois U. GrFRI)A produçãodevinhoénmdosex€mplog mis útigos debiotelnologia.O livro do Gêne- sisjá nosfalâdaembnasuez.leNoé.EÌnbomvá- nos fatorcsdevaÌnserlevadosemcontana pro- duçãodeum bomvinho osaboretc.-. oprocessodepetrdeessenciâlm€n- te .ladegrâdaçãodo sucod6 uvaspor l€vedurâr aÍeÍóbias facultativas,presentesm cascadofru to. Nã fementação,nomedÀdoaese pcesso, o açúcd dauvaétlegradadoaál@oletíico (eta- nol). Expüquelor ques€eviÌa.!a produçÂode vinho.o contaiodo súo deuvacomo ar. ì) tunso. d) úfls. 1. Eru@re, defoma rcsumid4ârcâmct€rísticdí- 2. Dbcuta o pâpelecológicodesemte!ÌEdopelos fungos(iuÍrâmen eom asbacréúd). 3. Ostungospâra;iâ8 causamdoençasaohoÌnem, aosanimaise às plantas.Dê exemplosde$as doènçd emhomersevegetâis. 108 I