Monografia Rosimeire Pedagogia 2009

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Pedagogia 2009

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Monografia Rosimeire Pedagogia 2009

  1. 1. 8 INTRODUÇÃO O presente trabalho procura, dentro de uma perspectiva desensibilização, responder uma necessidade que tem vindo a sentir-se campoda Educação especial. As necessidades sociais, a opinião pública, a carência de estruturas, arestrita produção legislativa e documental, vêm comprometendo maiseducação especial, apesar de verificarem já algumas realizações que requerema continuidade e aceitação desses seres humanos ditos “diferentes” comnecessidades especiais na sociedade, e no ensino regular. Na sociedade atual temos cada vez mais de aprofundar valores eatitudes compatíveis com os Direitos Humanos e promover reflexõesentusiásticas sobre o transcender potencial humano das pessoas “diferentes”,até porque em sentido lato, todos os seres humanos são portadores delimitações e dificuldades, não esquecendo que poderíamos ter nascido“diferentes” podemos ainda ser feitos “deficientes” ou tornarmo-nos“diferentes”. Muitas condições tem sido criadoras de dificuldades, preconceitos ebarreiras em nossa sociedade. Dentre alas destacam-se o fato do ser“diferente”. Essa pesquisa mostra a resistência de pais, educadores e asociedade frente ao “diferente”, o medo e o preconceito.3w Este trabalho está estruturado da seguinte forma: No primeiro capitulo faz-se um relato sobre o comportamento aprendido,desde as civilizações antigas (primitivas) até hoje. Qual a reação dos familiaresao saber da deficiência da criança e o papel da educação para combater opreconceito. Com embasamento de alguns autores como: Bueno (1993), Cruz(2003), Sassaki (1997), Correia (1999) e outros. No segundo capitulo fala-se da problemática da deficiência, justamentecom as leis da diversidade e as muitas faces da inclusão, onde, contamos ahistoria da educação inclusiva e a entrada dos “deficientes” na escola, serviramcomo referencias: Moreira (1997), Bueno (1993), Fonseca (1995), Kassar(1998), Sanfelise (1989). No terceiro capitulo é explanada a metodologia, dando ênfase apesquisa qualitativa para a realização desse trabalho. Os dados foramorganizados com base em questionários e observações. No quarto capitulo fizemos a análise e interpretação dos dadosconseguidos fundamentados com autores citados.
  2. 2. 9 Nas considerações finais, verificamos se de fato os objetivos propostosforam alcançados, contudo percebemos que esta pesquisa não encerra aproblemática aqui citada, salientamos que cada tópico aqui desenvolvido servede interesse pra deixar a certeza de que algo ainda pode ser feito para tornar ainclusão dos alunos com necessidades educacionais Especiais nas escolasregular de ensino uma prática efetiva.
  3. 3. 10 CAPITULO I APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA Educação especial atende a todas as crianças ou jovens que, quer pordeficiência física, sensorial ou mental, ou por problemas cognitivos e deaprendizagem não conseguem acompanhar o ensino regular e por isso temque ter uma “Educação Especial” sendo colocados em classes que atendam ascrianças com necessidades educacionais especiais. Segundo Bueno (1993) existe pais e educadores que pensam que ascrianças com deficiências físicas, sensorial, mental devem freqüentarinstituições especializadas, contudo tem sido comprovado que as crianças emcontexto escolar regular também desenvolvem capacidades para o seudesenvolvimento social. No entanto, não podemos esquecer que a freqüênciada escola regular ou da instituição vai depender do grau da deficiência, dado aescassez de meios físicos e de pessoal especializado na escola para lidar comcertas situações. Porém, é freqüente, mas errado pensar que os alunos comnecessidades educacionais especiais são apenas os que têm deficiênciassensoriais (visão, audição), motora ou mental. A necessidade Educacionalabrange todos os alunos que apresentam problemas educativos de caráterprolongado e graves dificuldades a nível escolar (CRUZ, 2003 p. 3). È preciso salientar que, socialmente a forma de tratar as pessoas comnecessidades educacionais especiais tem apresentado mudanças. É preciso enecessário aprender a conviver com o diferente respeitando e valorizando asdiferenças. E, para que haja alteração desse “olhar” é necessário que oseducadores trabalhem nas escolas, onde a informação deve ser constante,uma vez que existe uma grande desinformação ou informação equivocadasobre os direitos e potencialidades das pessoas ditas diferentes.
  4. 4. 11 Mesmo depois da promulgação da Declaração de Salamanca, 1994, queprevê “Igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola”,alguns diretores e professores acreditam que estudantes com necessidadesnão conseguem aprender e, em classe, devem apenas brincar e passar otempo. Há ainda, pais que não aceitam os filhos se relacionando com criançasdiferentes, Pois acham que isso baixa a qualidade de ensino. Outros acreditamque a diferença é doença e que os “diferentes” devem ser evitados. Além de enfrentar a pressão da família dos alunos, muitos doseducadores têm que aprender a lidar com o próprio preconceito. Isso deveriaser trabalhado desde a formação inicial. Se a inclusão é garantida por lei, comopodem os educadores não preparados receberem essas crianças? Adificuldade de aceitar aquilo que aparentemente foge do que é comum, é aorigem do preconceito. As pessoas temem o que não conhecem. Hoje, existem muitos brasileiros comprometidos com a conscientização eo combate ao preconceito. São pessoas que, por exemplo, lutam por escolascom rampas, que permitam o acesso aos alunos que usam cadeiras de rodas eestacionam ao lado das bicicletas dos colegas; e ainda na ponta dos dedos, ascrianças cegas exploram o mundo da escrita; na aula para todos, não existemsó lápis e caneta. Mais do que isso, eles trabalham por escolas quepossibilitem as crianças com necessidades educacionais especiais o sonho deir mais além na vida. Os professores também são aliados na inclusão, quandotem informação e respeitam o direito das crianças com qualquer deficiênciafísica, sensorial, motora ou intelectual. De acordo com Sassaki (1997), no Brasil, o movimento de integraçãoassumiu características especificas marcadas, essencialmente, pela ampliaçãodas classes especiais, onde as crianças com deficiências freqüentavam asescolas, porém, em classes separadas.
  5. 5. 12 Assim, a possibilidade de integração se restringia á capacidade de aspessoas com deficiência superar as barreiras físicas, arquitetônicas e asatitudes da sociedade. Neste caso, a normalização é transferida do meio àcriança, ou seja, para que as crianças com necessidades educacionaisespeciais (deficiências) pudessem conviver com os demais em meio “normal”,elas deveriam se “normalizar” o máximo possível. Correia (1999), pesquisador português, esclarece que a integração teveseu marco com a Public Law – Ato da educação para todas as criançasportadoras de Deficiências promulgadas nos Estados Unidos em 1975. A leiobrigava as instituições a melhorar o sistema educativo, criando estruturas quepudessem oferecer às crianças com deficiência uma educação em ambientemenos restritivo possível, isto é, uma educação em meio “normal”. Mas, quando falamos em inclusão, é importante lembrar que inclusão,não é apenas o simples acesso de crianças com deficiências em classesregulares, pois, muitas vezes, ainda que freqüentem classes “normais”, elaspodem se sentir excluídas. Inclusão é à inserção da pessoa com deficiência navida social e educativa. Todos os alunos devem ser incluídos nas escolasregulares, em todos os seus níveis, da educação infantil ao ensino superior.(MANTOAN, 1998; MRECH, 1999). Apesar da diferença entre indicadores pelos critérios usados por uma oupor outra instituição dá para imaginar que ainda são muitos os excluídos dassalas de aula regulares, 179% foi o crescimento do numero de escolasinclusivas, levantamento realizado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos ePesquisa Educacionais) no ano de 2007, Estes índices revelam avançosvisíveis, já eram muitas crianças matriculadas com necessidades educacionaisespeciais em escolas regulares nos pais.
  6. 6. 13 No entanto, o preconceito e a falta de conhecimento nas leis deixam umcontingente deles fora da rede regular de ensino. O pouco preparo doseducadores para atendê-los ou o pouco apoio dado a esses profissionaisfazem com que, em alguns casos o direito de estudar seja exercido pelametade; muitos ainda acham que a escola para quem necessita deatendimentos especiais é espaço só para recreação. Se fosse assim, o que lá fariam crianças com deficiência múltipla (como os surdos – cegos)? Nada? Errado. É pelo perfume, pelo calor dos raios do sol e pelo toque dos colegas e das plantas que elas conhecem o que o cercam e ocupam lugar de direito. Assim além de conviver com os colegas, elas também aprendem. (MANTOAN, 2002 p.85). Cada necessidade requer estratégias e materiais específicos ediversificados. Porem é preciso reconhecer que cada criança aprende de formae ritmo diferente. Respeitar a diversidade significa dar oportunidade para todosaprenderem os mesmos conteúdos, fazendo as adaptações necessárias. “Ainteligência é uma característica da espécie humana e está sempre apta a seatualizar”. (MANTOAN, 2002, p.86). Bem sabemos que a educação especial vem passando por váriasmudanças e essas mudanças se devem ao desempenho de profissionaisdedicados e comprometidos com a sociedade. As discussões a esse respeitovêm crescendo dia-a-dia e tem despertado a atenção da sociedade e doseducadores; já que como cidadãos as crianças com necessidadesEducacionais especiais merecem respeito. Mas, que para que isso aconteça sefaz necessário que a sociedade rompa com as barreiras do preconceito, dodesrespeito, dos equívocos e das injustiças. Vigotsky (1995) considera o meio como características que definem aconstituição humana. Segundo ele, organismo e meio exercem influênciasrecíprocas, portanto, o biológico e o social são indissociáveis. Nessa
  7. 7. 14perspectiva, pode-se dizer que é através das relações e interações sociais queo homem pode ser transformado à medida que transforma o meio em que vive. Cabe então a sociedade proporcionar às crianças com necessidadesespeciais o direito de aprender e reaprender novas atitudes e competições,através da educação e da reabilitação. Para que isso aconteça não bastaapenas dar atenção aos que precisam de cuidados especiais, mas sim,proporcionar-lhes a direito fundamental de aumentarem seu potencial ehabilidades. Não podemos esquecer que as crianças com necessidadesespeciais não estão em uma condição fixa que seja irreversível ou que lhestornem incapazes de aumentar seus potenciais de interação com a sociedade. A nossa consciência social deve estar voltada para a desconstrução decertos preconceitos, pois alguns pais acham que a presença de algo diferentepossa modificar o nosso olhar em relação ao outro e com isso favorecer opreconceito e a discriminação. Essa desconstrução “autoritária” deve beneficiaro respeito à dignidade e à valorização humana. As pessoas com necessidadesespeciais, ao longo dos anos, foram atendidas de maneiras diferentes, bemcomo, os conceitos de inteligência passaram por perspectivas diversas. Segundo Dorian (2002) “A discriminação surge da necessidade quetemos de qualificar as coisas e os indivíduos dentro do que é socialmenteconsiderado normal.” Esses pais não aceitavam a noticia de que seu filho (a)seja portador (a) de necessidades especiais. Isto demonstra que “a resistênciaas pessoas especiais (deficientes) é fruto da falta de informação. Portanto, não são apenas as escolas regulares que necessitam demudanças, a sociedade também pode e deve mudar (ajustar-se) aos novosdesafios da inclusão. O professor doutor Antonio S. Clemente Filho, um dosfundadores da APAE de São Paulo, defende a necessidade da participaçãoativa da comunidade para ampliação dos serviços prestada à população com
  8. 8. 15deficiência, pois segundo ele, no Brasil, uma imensa parcela dessas pessoascontinua sem acesso aos serviços técnicos especializados tanto na área dasaúde quanto da educação. Para ele, a paixão e o compromisso comunitáriopela causa da deficiência têm sido força mobilizadora do movimento em prol daInclusão Social. (RAIÇA, 2006) Argumenta Bueno (2004, p.19) que “a luta pela extensão e qualificaçãoda escola pública deve ser defendida por todos, pois beneficiará todas ascrianças que de alguma forma são tocadas pela exclusão.” A escola, portanto, é um local em que é necessário combater opreconceito e a exclusão. A criança portadora de necessidades educacionaisespeciais necessita de educadores que possam fortalecer sua confiança eessa confiança representa conquista progressiva e que se manifesta passo apasso. Alguns pais acham que “a escola inclusiva anda para trás, porque oensino piora com a presença de alunos com diferença.” (PALACIO, 2006. p.36). Mas, como vivemos num mundo em que todos querem competir paraterem sucesso, talvez andar para trás, no sentido de diminuir um pouco essecompasso frenético, seja positivo. Palacio, (2006) diz que normalmente,quando o sinal na hora da saída toca, todos correm em direção a porta da salade aula. Se há um colega em cadeira de rodas, porém, eles aprendem aesperar, à ajudá-lo e a acompanhá-lo. A inclusão ensina a tolerância para todos que estão diariamente naescola e na comunidade. Doriam, (1998), diz que a chegada de crianças comnecessidades educacionais especiais está provocando uma grande reflexão.Por isso, os especialistas afirmam que a inclusão é uma revolução silenciosa.Para que ela aconteça, no entanto, toda equipe deve pensar em conjunto.
  9. 9. 16 A idéia precisa estar incluída na proposta pedagógica e levar a todos aconhecer melhor o assunto. Quando não há informação, se torna angustiantepara o educador receber este aluno e lidar com ele. O trabalho em equipe levatodos os educadores e funcionários a desempenhar de maneira eficiente seupapel nessa área. Alguns pais de crianças portadores de necessidadeseducacionais especiais, dizem que seus filhos já sofreram desrespeito nasescolas ou na comunidade onde vivem. Por isso, os educadores e acomunidade precisam adotar posturas conscientes e coerentes com seu papelde formadores. “Quem pode dizer onde termina as possibilidades deaprendizagem de quem tem deficiência? Só com as portas da escola abertas eque podemos saber. Por isso ela é tão importante?” (DORIAN, 1998, p.38). Segundo Bueno, (1993), já algum tempo tem se ouvido falar deeducação Especial e de necessidades educativas especiais, mas, será que narealidade se sabe do que está a falar? Durante muito tempo viveu-se aexclusão escolar das crianças com necessidades educacionais especiais nanossa sociedade. Quando se tratava de deficiências sérias, as crianças eraminseridas em escolas especiais, como as instituições privadas do gênero,quando haviam apoio por parte da segurança social ou boas condiçõesfinanceiras da famílias. Com o passar dos anos e a latente necessidade deinstruir todas as crianças em ambiente escolar inclusivo, surge a Educaçãoespecial nas escolas regulares, baseada no tema “Escola para todos.”(BUENO, 1993, p.03). Nessa direção a inclusão desafia o educador, que precisa educar alunosfundamentalmente diferentes num mesmo espaço, qual seja a escola regular.Isso vem exigindo que o docente seja capaz de atuar em ambientes diversos ecom uma população cuja característica maior é a heterogeneidade. Apesar dos avanços percebidos em relação ao processo inclusivo, esteainda não representa um consenso, suscitando reações e posicionamentosdiversos e, por vezes, contraditórios, que evidenciam a dificuldade histórica, da
  10. 10. 17escola e dos professores em compreender e lidar com que é diferente,estranhos padrões estabelecidos como “normais” (o que não é comum). A complexibilidade gerada pela realidade inclusiva confronta o docentecom situações, cuja formação inicial não lhe deu condição de antever. Por issovigora o discurso, entre uma parcela de educadores, de que não são capazesde trabalhar com alunos com necessidades educacionais especiais, pois nãoforam preparados. Diante desse cenário, passamos a nos indagar como os educadores queatuam nas séries iniciais do Ensino Fundamental do município de Senhor doBonfim compreendem a inserção do aluno com necessidades especiais nasclasses comuns da escola regular? Neste sentido, o objetivo deste trabalho é identificar como oseducadores compreendem a inserção do aluno com necessidades especiaisnas classes comuns da escola regular.
  11. 11. 18 CAPITULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 - A história da educação inclusiva Há alguns anos raramente falava-se de inclusão. Somente depois depromulgada a lei nº 9394 – que estabelece as diretrizes e Bases da Educaçãonacional, é que esse assunto tomou destaque especial, definindo as formas eestruturas de educação Especial na rede regular de ensino. Depois é que asociedade descobriu que alunos com necessidades especiais também eramEducandos, e, por isso deveriam ser incluídas, na escola regular para seremeducados. Todavia, cabe destacar, que a idéia de inclusão não pode serapenas um capitulo da lei. Ela é muito mais do que isso, ela reflete um novoparadigma educacional que busca mudar as formas de pensar a educaçãobrasileira. Desde os tempos primórdios, que se têm como verdadeiro valor social oculto ao perfeito, à busca ao belo. Até o século XV, as crianças que nasciamcom alguma deficiência eram consideradas deformadas e jogadas nos esgotosda Antiga Roma; não tinham direito à vida. Esses indivíduos eram tidos como“castigos” (maldição), por isso eram banidos da sociedade. Na Idade Média aspessoas com deficiência não eram mais sacrificadas ou mortas, porém,continuavam banidas de qualquer convívio social. Por influencia da igreja, eramconsideradas produto do pecado e do demônio. Na Idade Moderna, foramcriadas instituições para cuidar e abrigar as pessoas com deficiências nasquais elas eram trancafiadas. Eram os asilos, conventos ou albergues.(MOREIRA, 1997, CASTRO, 1999)
  12. 12. 19 Segundo Bueno (1993) a história da educação especial considera oséculo XVI como a época em que se iniciou a educação das pessoas comnecessidades especiais, através de educação da criança surda. Somente apartir do século XIX, as pessoas com deficiência passam a, gradativamente,serem vistas como cidadãs, mas ainda sob uma visão caritativa eassistencialista. Nesta época de grandes descobertas no campo da medicina,biologia e saúde, passou-se a estudar mais sobre as pessoas com deficiênciade modo a procurar respostas para seus problemas, tais como: classificaçãodas doenças e quadros clínicos (demências, loucura, síndromes). Nesseperíodo, Louis Braille criou o método da leitura e escrita para pessoas cegas.Entre 1870 e 1880 veio a tona a psicanálise como os estudos de Freud nosentido de contribuir para a compreensão das doenças e dos distúrbiosmentais. (CAUZ E IACONO, 2006). Em 1897 Maria Montessori iniciou um trabalho baseado no ensino etreinamento dos músculos e dos sentidos que reverteu em conhecimento sobrea educação da criança com deficiências. Com o decorrer do tempo foramsurgindo escolas especiais e centros de reabilitação. No Brasil, o InstitutoBenjamim Constant, em 1854, foi criado pelo Imperador D. Pedro II, sendo aprimeira Instituição de Educação Especial da America Latina. Segundo Mendes(2001) “A Educação Especial no Brasil, que se tornou oficializada a partir dadécada de 70, tem desde seu início, um discurso intensamente marcado pelafilosofia da normalização e integração”. (CAUZ E IACONO, 2006) Em 1942 já havia no país, quarenta escolas públicas regulares queprestavam algum tipo de atendimento a alunos com deficiência mental equatorze que atendiam alunos com outras necessidades especiais. Pouco apouco, e graças à dedicação de instituições como a AACD (Associação deAssistência à Criança Defeituosa, hoje Associação de Assistência à CriançaDeficiente) e a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) que foicriada em 1954 a questão das necessidades especiais saiu do ângulo da
  13. 13. 20saúde e passou a ser também do âmbito educacional. Em 1986, e expressão“alunos excepcionais” foi substituída por “alunos portadores de necessidadesespeciais” e então a prática da inclusão social se intensificou. (CAUZ EIACONO, 2006). Mas, só agora durante o século XXI é que houve uma “aceitação” deque os seres humanos são essencialmente diferentes e que essas diferençasnão devem servir de desculpas para a sociedade estabelecer hierarquias entremelhores e piores, certos e errados. Um aluno com Necessidades Especiais écertamente diferente do outro e possui ritmo diferente de aprendizagem,circunstância, entretanto, que não o exclui de aprender. A meta essencial de educação inclusiva é conseguir que essas criançasditas diferentes consigam juntos com as outras uma socialização, de umaaprendizagem que deve ser desenvolvida para a prática, possibilitando umaconvivência saudável e sem preconceitos pela sociedade. E para que essameta se concretize, é preciso que os educadores acreditem na educaçãoinclusiva, não apenas como um “trabalho”, mas como um novo desafio que avida lhes proporciona. O direito de igualdades de oportunidades educacionais éo resultado de uma luta histórica dos “militantes” dos direitos humanos, lutaque implica a obrigatoriedade do Estado em garantir gratuitamente unidades deensino para todas as crianças, que sejam ou não deficientes. Fonseca (1995, p. 09) fala que o “Deficiente é uma pessoa com direitos.Existe, sente , pensa e cria. Tem uma limitação corporal ou mental, mas nempor isso deixa de ser uma pessoa com direitos e saberes tão válidos como osde uma pessoa dita normal.” O deficiente pode não ver, mas não temdificuldade em orientar-se ou em fazer música, não ouve, mas escrevepoesias. Não aprende matérias escolares, mas pode ser bom em umaatividade profissional. Não se pode privar uma criança com necessidadeseducacionais especiais de uma experiência real, pois toda experiência é válida
  14. 14. 21para ela. Cabe aos educadores a estimulação adequada para o seuajustamento na sociedade e na escola. (FONSECA, 1995, p.09) 2.2 - A entrada do “deficiente” na escola Uma das situações mais críticas da vida de uma criança comnecessidade educacional especial é a entrada na escola, isto é, o desligamentoentre o envolvimento familiar e o social. Daí a importância da criança entrar naescola o mais cedo possível. Outro período crítico é a adolescência. Nesta faseos valores sociais e as aspirações se chocam, pois o adolescente não estapreparado para enfrentar situação onde a sociedade o olha com preconceito edesprezo. Entre seus estudos sobre a personalidade Fonseca (1995) afirma que oproblema psicológico das crianças com necessidades educacionais especiaisque mais tem sido investigado envolve: alto conhecimento, ansiedade, fuga,crises de identificação. São traços que variam de criança para criançaconforme o meio social. A sensação de “inadequado”, “inútil”, “fraco” éinevitável; só deve ser minimizada por um envolvimento efetivo e sócioeducacional coerente e realista. As crenças que giram em volta de noção de normalidade têm de serdebatidas, pois geram confusão e adiam a resolução dos problemas. Temos,que reconhecer que o ”normal” em conduta social é o luxo biológico ou social.O conceito de “normal’ não pode reduzir-se a um sentido biológico, ele tem queincluir um conceito de realização no sentido social. “O normal” envolve valoreséticos que são inerentes a padrões culturais diversificados” (FONSECA, 1995,p.10).
  15. 15. 22 2.3 - As leis sobre a diversidade. A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais nasescolas regulares, ainda não é uma regularidade vivida em muitas escolas domunicípio de Senhor do Bonfim. A legislação que fundamenta a educaçãoinclusiva é bastante completa no Brasil, mas na maioria das vezes suarealização não é garantida. A constituição federal de 1998, em artigo 60,descreve a educação como direito social a todo brasileiro e no artigo 206 Igarante a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e oartigo 208 III garante o atendimento educacional especializado aos portadoresde necessidades educacionais especiais preferencialmente na rede regular deensino. A ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente, 1990), em seu artigo 5º,garante os direitos constitucionais fundamentais da criança e do adolescente,dentre os quais estão o de ser atendida em igualdade de direitos, semdiscriminação por demonstrar necessidades especiais. A LDB (Lei de Diretrizese bases da Educação, 9394/96) em seu capitulo V, que se refere à educaçãoespecial afirma, em seu artigo 58, que por educação especial por efeito dessalei, a modalidade escolar, oferecida preferencialmente na rede regular deensino, para educandos portadores de necessidades especiais no inciso I,afirma que haverá, quando necessário serviço de apoio especializado, naescola regular para atender as peculiaridades da clientela da educaçãoespecial. A legislação Brasileira garante o direito da criança com necessidadesespecial ser matriculada em uma escola regular, convivendo com outras
  16. 16. 23crianças para que haja uma socialização, prevê, alem disso, o atendimentoespecializado a crianças com Necessidades educacionais especiais. Esseatendimento deve ser oferecido preferencialmente, no ensino regular e tem onome de educação especial. A denominação é confundida com escolarizaçãoespecial. Esta ocorre quando a criança freqüenta apenas classe ou escola querecebe só quem tem deficiência. Várias leis e documentos internacionais estabelecem os direitos daspessoas com deficiências em nosso país. Eis um levantamento cronológico dosprincipais instrumentos: 1988 – Constituição da República Federativa do Brasil – prevê o plenodesenvolvimento dos cidadãos sem preconceito de origem, raça, sexo, idade equaisquer outras formas de discriminação. 1989 – lei nº 7.853/89 - define como crime recusar, suspender, adiarmatricula de estudantes com necessidades educacionais especiais. 1990 – ECA – Garante o direito à igualdade de condições para o acessoe permanência na escola, sendo o ensino fundamental obrigatório e gratuito. 1994 – Declaração de Salamanca – diz que devem receber atendimentoespecializado crianças excluídas da escola por motivos como trabalho infantil eabuso sexual. 2000 – Leis nº 10.048 e nº 10.098 garantem: - atendimento prioritário aspessoas com necessidades especiais nos locais públicos, e; - normas sobre a acessibilidade e define como barreiras obstáculos nasvias e no interior dos edifícios.
  17. 17. 24 2001 – Decreto nº 3.956 (Convenção de Guatemala) – deixa claro aimpossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência. Quem é acometido por necessidades educacionais especiais é capaz demuitas coisas, como ler, escrever, fazer contas, brincar e até ser independente.Se a criança for estimulada a descobrir seu potencial, as dificuldades deixamde persistir em tudo que ele faz. Essas crianças precisam de novos desafiospara aprender a viver cada vez com mais autonomia. E não há lugar melhorcomo a escola para isso. A educação especial tem sido vista comoqualitativamente diferente da educação. Podemos mesmo dizer que parecemexistir dois tipos de educação: educação e a educação especial. Essa distinçãoparece tão obvia que podemos percebê-la simplesmente observando algunsaspectos como: a existências de cursos específicos para a formação deprofessores, ou cursos de nível de pós-graduação que tratam especialmenteda questão educação especial. Geralmente, os trabalhos publicados, fazemreferencia a educação especial ou a educação de modo geral “ignorando-sepraticamente que a educação especial faz parte desta”. (KASSAR, 1998,p.15). Na intenção de propor uma questão, gostaríamos de comentar algunspontos de vista a respeito da aparente desligação entre o “especial” e ocomum. Primeiramente, vemos na existência do “especial” o resultado daespecificação e da especialização, característica do complexo desenvolvimentosocial e escolar. No caso da escola coma expansão da rede pública nosúltimos anos, procuram solucionar os desafios enfrentados pela inclusãodessas crianças na rede regular de ensino. Nessa perspectiva, precisamosbuscar novas propostas de diagnósticos e repensar a prática pedagógica comos alunos com necessidades educacionais especiais. Dessa forma o “especial” acaba sendo analisado como uma questão queencontra um fim em si mesmo, ou melhor: as questões “especiais” são
  18. 18. 25analisadas somente dentro do seu próprio contexto, como se estas se auto-explicarem. A adaptação do pensamento crítico, no discurso dos educadores daatualidade, faz com que se construam críticas ao reducionismo das análises,abordando o problema da educação especial de forma abrangente. Algunstrabalhos em educação especial, sem esquecer sua especificidade, têmbuscado seu lugar de discussão no contexto mais amplo da educaçãobrasileira, hoje temos um questionamento em torno do termo especial, poistodas as crianças são especiais independentes de terem deficiência ou não,como exemplo, temos Jannuzzi (1985), Ferreira (1993), Anache (1991), Bueno(1992) entre outros. A discussão mais recente sobre educação especial permite-nos ver queo processo de inclusão dos alunos com necessidades de educacionaisespeciais na rede pública serve como um meio de assegurar a estabilidadeespecial. Com a expansão da rede pública escolar “ocasionada pornecessidades de uns ou conquista de outras” (SANFELISE, 1989, p. 30),presenciamos o ingresso de parte da população que anteriormente não tinhaacesso a ela. Vários autores como Ribeiro (1979) ou Ramanelli (1989) mostram-nosque, a partir da década de 1930, com o desenvolvimento industrial no Brasil,vão ocorrer mudanças na caracterização da distribuição demográfica. De umapopulação rural, passamos ao crescimento dos grandes centros urbanos,tornando assim, mais evidente, o problema do analfabetismo, o que pressionao aumento quantitativo das escolas públicas. Com a ampliação e adiversificação surgiu o problema referente as dificuldades de aprendizagem porparte, (...) principalmente daqueles (alunos) pertencentes a uma classe socialmenos favorecidas. (ANACHE, 1991).
  19. 19. 26 Anache (1991) confirma que 76% das crianças freqüentadoras dasclasses especiais são de famílias de nível socioeconômico baixo. Diante dessequadro, podemos dizer que os problemas das desigualdades sociais acabamsendo “camufladas” pela separação do “especial” (FERREIRA, 1993, p. 44). 2.4 – O que é ser “especial” ou “diferente”? De acordo com Bueno (1989) especial significa peculiar, próprio,excelente, exclusivo. Crianças “especiais! São aquelas que possuem ritmospróprios e exclusivos. Segundo Ferreira (1993, p.69) a existência do “especial” dentro da escolaacaba por formalizar e fortalecer essas desigualdades, pois a “deficiência podeser um fenômeno que se cria na escola, mas a diferença que é social,antecede a escolarização e a segue.” Conforme Vygotsky (1997), a criança com deficiência percorre caminhosque surgem pela necessidade do enfrentamento de obstáculos. Estes sãodesvios elaborados a partir de estímulos do ambiente e surgem quando não épossível realizar algo pelo caminho direto. Por isso, o meio social tem papelfundamental no desenvolvimento da criança com Necessidade Especial, comodizia Vygotsky (1997) que o ser humano tem a tendência natural de buscar aperfeição, mas que esse percurso pode tornar-se uma busca por superioridade,como compensação por sentimentos de inferioridade. Ainda, afirma Vygotsky (1997) que, o universo da Educação Especial éde tal forma abrangente que, é por essa razão que o tema se apresentaextremamente complexo. Qualquer definição de educação especial ou de ser
  20. 20. 27uma criança especial terá sempre limitações impostas pelo ambiente cultural,social e histórico. Por essas razões, dizer o que é ou o que não é “especial” ou “diferente”não é fácil. É comum afirmar que ser “especial” ou “diferente” é todo aqueleque não se enquadra as normas sociais estabelecidas pela sociedade.(BIANCHETTI, LUCIDIO, 1992.) Segundo a LDB (Lei de Direito e Bases da Educação Nacional)percebemos que os alunos com Necessidade especial são alunos quepossuem exigência incomuns, diferentes de outros alunos. E em razões dessasparticularidades, eles precisam de recursos pedagógicos e metodológicospróprios. Essa mesma lei determina que todos os alunos com necessidadeespecial devem ter direito em atendimento educacional especializado e,preferencialmente, sua aprendizagem em classe regular. Segundo Francois Jacob” A liberdade foi inventada porque os humanosnão são idênticos. Se fôssemos todos gêmeos, esta noção de igualdade, querevela da moral e da política, não teria nenhum sentido. O que lhe dá seu valore importância é que os indivíduos são diferentes. E é a diferença que faz o salda vida e a riqueza da humanidade.” (Francois Jacob, 2003, p.35). 2.5 – Uma escola sem barreiras. Quando a educação começou a se uniformizar no Brasil, na primeirametade do século 20, crianças com deficiências ainda eram tratadas comocaso de saúde. Estavam fora da escola, que foram construídas para ascrianças ditas “normais” e não levavam em consideração as crianças comNecessidades Educacionais Especiais. Atualmente houve uma transformaçãono espaço físico das escolas, mas adequar apenas escolas, porem, não basta.As mudanças necessárias são maiores do que as instalações de rampas.
  21. 21. 28Elevadores e banheiros adaptados. Elas precisam chegar á sala de aula, ondemuitas atitudes são mais bem-vindas do que grandes reformas. O objetivo de tal reforma é garantir o acesso e a participação de todas ascrianças em todas as possibilidades de oportunidades oferecidas pela escola eimpedir a segregação e o isolamento. Essa escola tem que ser planejada parabeneficiar a todos os alunos, incluindo aqueles pertencentes a minoriaslingüísticas e éticos, aqueles com deficiência ou dificuldades de aprendizagem,aqueles que se ausentam constantemente das aulas e aqueles que estão sobo risco de exclusão. (MITTLER, 2003, p.25) O modelo da Educação Inclusiva, nomeadamente pela inclusão de alunoscom condições de deficiências na escola regular, origina novos desafios para aformação de professores. Já não se trata de formar professores. Para alunosque são educados num modelo segredo (separado), mas, sim professores quesão capazes de trabalhar com turmas heterogenias. Para isso é necessária umnovo olhar sobre os sabores, as competências e as atitudes que sãonecessárias para se trabalhar com classes inclusivas. “A importância da inovação e a valorização da diferença são partesessenciais da formação de professores.” (ALONSO, 2008 p.16). A formação deprofessores encontra-se, hoje, em profundas mudanças tanto do ponto de vistade conceitos e valores como de praticas. Espera-se que professor (a) sejacompletamente num largo aspecto de domínios que vão desde o conhecimentocientífico do que ensina e suas aplicações psicopedagógica, bem como ametodologia do ensino, animação de grupos atenção a diversidade etc.(ALONSO, 2008) Para Peter Mittler (2003) uma coisa é clara: as escolas e o sistemaeducacional não questionam de modo isolado. O que aconteceu nas escolas éum reflexo da sociedade em que elas funcionam. Os valores, as crenças e asprioridades da sociedade permearam a vida e o trabalho nas escolas e nãopassarão nos seus portões.
  22. 22. 29 Uma escola sem barreiras é aquela em que todos que trabalham possuema mesma gama de crenças e atitudes, não possuem preconceitos e quetrabalham com qualquer grupo de pessoas normais e diferentes, também sãoaqueles que administram o sistema educacional como um todo, incluindodiretores, administradores e todo o corpo docente. (MITTLER, 1999, p. 24) 2.6 – Educação especial rumo a inclusão De acordo com Mrech (1998 p.37), educação inclusiva é: O processo de inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais ou de distúrbios de aprendizagem da rede comum de ensino em todos os seus níveis, da pré-escola até ao quarto grau. Na escola inclusiva o processo educativo é entendido como um processo social. Ela se apresenta como a vanguarda do processo educacional. Para Mills(1999), o principio que rege a educação inclusiva é de que todosdevem aprender juntos, sempre que possível, levando-se em consideraçãosuas dificuldades e diferenças, em classes heterogêneas. A escola inclusivaeduca todos os alunos na rede regular de ensino, proporciona programaseducacionais apropriados às necessidades dos alunos e prevê apoio para queseu aluno tenha sucesso na integração. Então, falar de educação inclusiva é falar da inclusão na sociedade etambém falar do direito da cidadania de todas as crianças. Para que as escolasaceitem essas crianças com necessidades educacionais especiais em classesregulares, é preciso que os profissionais da educação acreditem que é possívele aceite que essa possibilidade seja real.
  23. 23. 30 É preciso também que os educadores vejam a inclusão desses alunos naescola regular, como um papel fundamental para se atingir a inclusão social.Supõe-se que é o sistema educacional como um todo que assume aresponsabilidade de educação e não uma parte dele, a Educação Especial(MOSQUERA, 2006). Porém, o papel da educação especial, a cada ano, assume maiorimportância dentro da perspectiva de atender às exigência da sociedade emdesenvolvimento em busca da democracia, que só será alcançada quandotodas as pessoas, sem discriminação, preconceito, tiverem acesso àinformação de sua plena cidadania. Segundo Fortunado (1997), “A modificaçãoda realidade socialmente construída pelos homens só pode se efetivar a partirde uma visão critica.” O processo da educação especial rumo a educação inclusiva podesignificar uma verdadeira revolução educacional e envolve o descortinar deuma escola eficiente, diferente, aberta, comunitária, solidaria e democráticaonde a diversidade leva-nos a ultrapassar o limite da integração e alcançar ainclusão. (MOSQUERA, 2006). 2.7 – A educação inclusiva como um direito de todos. A partir das propostas de educação para todos passou-se a discutir omodelo da inclusão que trás, no seu bojo, o desafio a universalização de umaescola de qualidade que não separe e expulse os alunos “com problemas”,uma escola que enfrente sem adiar os problemas do fracasso escolar e queatenda a diversidade de características de seus alunos. (CARVALHO, 1996p.108).
  24. 24. 31 Nesse ponto de vista, faz-se necessário que o processo de ensinoaprendizagem considerem e respeitem os interesses, as potencialidades e asexperiências acumuladas pelos alunos. (CARVALHO, 1996 p.108). Importante lembrar que não há aprendizagem sem o aprendiz, sujeitoshistóricos e ativos, mas que tem enfrentado inúmeros obstáculos, estranhos àsua vontade. Em substituição à palavra “necessidades especiais,” estão em debatealgumas propostas que nos falam em remover barreiras à aprendizagem(AINSCOM E BOSTH, 1998), de quaisquer alunos, sem colocar-lhes rótulos ousepará-los pedagogicamente. Acabar com as barreiras de aprendizagem é uma das preocupações degestores e educadores, dispensarem a classificação dos alunos segundo anatureza de suas dificuldades. O educador precisa conhecer o aluno, para queorganize melhor suas atividades de sala-de-aula; sua prática pedagógica nãodeve ser uma espécie de fôrma especifica a ser aplicada para os grupos quese apresentam, aparentemente, da mesma forma. A proposta pedagógica é de que o currículo seja o mesmo para todos,com toda flexibilidade necessária para promover o acesso indiscriminado àsexperiências de aprendizagem. Importante lembrar que essa proposta, emboraapresentada pelas que estão atuando na educação especial, não éexclusividade da mesma, devendo ser norteadora para todos os segmentoseducacionais escolares. O que se espera, na verdade é que, na elaboração do Projeto PolíticoPedagógico da Escola, “todos os educadores se reúnem e por meio derelações dialógicos e com atitudes dialéticos, possam ressignificar asdiferenças e rever os objetivos sociopolíticos, acadêmicos, lingüísticos e
  25. 25. 32culturais... Da nossa escola do próximo (e bem próximo) milênio.” (EDLÉR,1996, P.109). 2.8 – Não somos diferentes de ninguém. Um aluno nunca é igual ao outro. Perceber o potencial de cada um eatingir a classe inteira é desafio continuo e muitas vezes parece mais difícil doque encontrar a sala dos sonhos. A sociedade esta se tornando mais complexaa cada dia, a diversidade aumenta de forma acelerada e com isso,imperceptivelmente, muda também a forma de compreender o mundo e ospróprios semelhantes. É este novo paradigma que está nascendo, “viver aigualdade na diferença” eis o apelo dos lideres do movimento em conflito. Odiferente fica cada vez mais comum. (FERREIRA, 2003, p.41). A partir dessa nova visão sobre “igualdades e diferenças”, é importanterefletir sobre as concepções de educação inclusiva. Debater sobre diferenças,que se cumprimentam em vez de se excluírem é pensar a existência “de umoutro”. Um outro que se apresenta como uma realidade que se impõe,gradativamente, no dia a dia; um outro concreto, com identidade, com história,com uma constituição afetiva emocional própria. (FERREIRA, 2003, p.41). Nesse contexto, a educação tem um papel importante eimprescindível a desempenhar. Ela tanto pode ser serva do modelo que aiestá, realimentando – o a criticamente, como pode despertar uma reflexãocritica sobre tal modelo, buscando alternativas a partir de uma pratica socialconcreta viável. Essa pratica deveria buscar alguns valores, comosolidariedade, liberdade e “igualdade na diversidade”. E a escola, como umainstituição voltada para informação e a formação, poderia e deveria ser umespaço que se preocupasse em tornar os alunos mais humanos. Assimentendida, ela representa um lugar favorável a que todos que a procurampossam ser bem vindos para colaborar no trabalho realizado. Cada um deveria
  26. 26. 33fazer parte do seu contexto como um membro valorizado e, por sua vez, alunose profissionais deveria apoiar-se mutuamente, uns aos outros, comoaprendizes ativos, dinâmicos e recíprocos. Isto porque a educação processa-see acontece no contato entre seres humanos, de maneira que aspotencialidades, facilidades e dificuldades de cada um moldam a extensão e ograu de desenvolvimento psicossocial. Isto nos faz lembrar de Vitor da Fonseca (1995): O ser humano podemodificar-se por efeito da educação e, ao mudar a sua estrutura de informação,formação e transformação do envolvimento pode adquirir novaspotencialidades e novas capacidades. Portanto, seja no aspecto educacional,político ou social, é preciso acreditar nas possibilidades de todas as pessoassem distinção.
  27. 27. 34 CAPITULO III PROCESSO METODOLÓGICO A presente pesquisa é de caráter qualitativo, almejando umaaproximação do modo como a experiência de ser professor (a) na escolainclusiva foi “captada” pelos participantes da pesquisa, bem como suasmaneiras de sentir, pensar e re(agir) frente a essa realidade. A pesquisa qualitativa se preocupa em dar respostas a questõesparticulares, com um nível de realidade que não se pode quantificar. Elatrabalha com representatividade da intuição, da exploração e do subjetivismo.Portanto, a realidade é o próprio dinamismo da vida individual e coletiva comtoda a riqueza de significados dela transbordantes. (MINAYO, 1994) Com o intuito de suprir qualquer tipo de curiosidade ou resolver qualquerproblema do cotidiano os seres humanos, que são seres pensantes, buscamsempre respostas baseando-se no bom senso. O pesquisador torna o trabalhomuito mais instigante, mesmo que o objeto não seja tão interessante, pois oseu olhar sobre tal estudo se direciona para aquisição do conhecimento. Oinvestigador deve buscar a criatividade na maneira de pensar sistematizandocom um olhar científico. A ação detalhada e desenvolvida no decorrer desse trabalho depesquisa está estruturada na descrição do local da pesquisa, o lócus, definição
  28. 28. 35do objeto de estudo e instrumento utilizado para a obtenção de respostas paraos questionamentos explicados anteriormente. 3.1 – Local da Pesquisa A pesquisa foi realizada com os professores de duas escolas de rederegular de ensino fundamental do Município de Senhor do Bonfim – BA, estaspor sua vez, são instituições públicas municipais. Essa pesquisa foidesenvolvida por acreditarmos ser melhor forma de contemplar o olhar dosprofessores sobre o processo inclusivo na escola regular em que atuam,evidenciando maneiras distintas de se relacionar com o fenômenodeficiência/diferença no cotidiano escolar, bem como o vinculo queestabelecem com o seu trabalho, além de aprender a lidar com o preconceitoexistente em sala de aula, ensinando os seus alunos que “ser diferente”também é normal”. 3.2 – Sujeitos da Pesquisa Participaram da pesquisa, (06) professores da rede regular do ensinofundamental; por acreditarmos que esses sujeitos de pesquisa nos ajudará aentender os sentidos que esses professores atribuem a presença desseseducandos portadores de Necessidades Educacionais Especiais em sala deaula. Foi relevante questioná-las, pois assim pudemos obter respostas para asquestões lançadas resultados no aproveitamento positivo desse estudo. 3.3 – Instrumentos de Pesquisa
  29. 29. 36 Com o intuito de coletarmos dados que sejam relevantes para apesquisa, utilizamos como instrumento de coleta de dados o questionárioaberto e a observação. Por meio do questionário aberto o pesquisador busca, através dasrespostas dos sujeitos (pesquisados), obterem informações sobre umadeterminada realidade que está sendo focalizada. (MINAYO, 1994). O questionário possui 6 questões que foram direcionadas aos 06professores da rede pública Municipal das escolas da rede regular do ensinofundamental de Senhor do Bonfim (já mencionada). Abordamos questõesreferentes à educação inclusiva e o relacionamento dos professores frente aosalunos com Necessidades Educacionais Especiais. A observação aconteceu em vários momentos e em todos os espaçosmencionados anteriormente, com atenção especial para cada detalhe,principalmente nas ações do professor (a) que trabalha com crianças comNecessidades Educacionais Especiais da rede regular. Dessa formacompreendemos ser de grande significação para o desenvolvimento dapesquisa, uma visão real de situações do ensino – aprendizagem dos alunoscom Necessidade Especial, para que através desta visão estabeleçamsuplementos que possam nos direcionar nesta pesquisa. Optou-se pela observação tendo em vista que, segundo Oliveira (2003)observar é... “Buscar o principio, o desvendar e ter compreensão de tudo queacontece na história da educação inclusiva é compreender em profundidade oque ela contém”. Após a observação e os questionários, deu-seprosseguimento à análise das respostas dadas pelos professores da rederegular de ensino.
  30. 30. 37 CAPITULO IV ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS A análise dos dados de que trata este capitulo, considera tratamentodado à questão da “deficiência”, por ser mais visível o processo de exclusãodesses alunos na classe regular de ensino. Por questão de ética, utilizamoscódigos para a diferenciação das respostas, os resultados serão expostos àpartir de categorias de acordo com suas análises e interpretações por meio dasquais identificamos informações expressas nas falas dos sujeitos destapesquisa. Foram sujeitos dessa pesquisa 06 professores da rede regular deensino, no qual 2 incluem em salas regulares alunos com deficiência, 1 comproblema de linguagem e outro de aprendizagem. Os professores tinham na época da pesquisa, respectivamente entre 28,36, 40 e 45 anos, sendo todos do sexo feminino. Quanto a formaçãoprofissional, uma é formada em pedagogia, duas são formadas em letras, e asoutras com habilitação em magistério de 1º e 2º grau. 4.1 – A educação inclusiva na visão dos professores.
  31. 31. 38 Ao referir-se à educação inclusiva, analisou-se que dois professoresassociam ao entendimento educacional voltado para a diversidade, enquantooutros dois educadores responderam que é a inserção de alunos comnecessidades educacionais especiais na escola regular. Chega-se a conclusãopelas respostas dos professores que ainda há equívocos em relação aoentendimento do que venha a ser Educação Inclusiva, eles associam apenas àinserção de alunos com necessidades educacionais especiais no contextoescolar. Apenas um dos professores considera a inclusão um processo maisamplo. Professor A respondeu: “é trabalhar com alunos com algum tipo dedeficiência,” Professor D afirma: “é inserir esse alunos na sala de aula regular.” “Educação Inclusiva é a inserção das pessoas com necessidadeseducacionais especiais na vida social e educativa. Todos os alunos comnecessidades especiais devem ser matriculados nas escolas regulares, dededa educação infantil ao ensino superior.” (MANTOAN, 1998; MRECH, 1999).Percebemos que a questão da inclusão em nosso município requer dosprofessores um conhecimento mais profundo, uma vez que educação inclusivanão é apenas incluir alunos na sala regular. As atitudes de resistência sãorespostas de insegurança diante da exigência de mudanças, da necessidadede substituir o conhecimento pelo novo e desconhecido. Dessa forma para quehaja a inclusão é preciso mais que garantia de vagas impostas por lei, énecessário que a escola reflita sobre suas concepções, reestruture sua práticapedagógica. A inclusão, ainda, envolve basicamente “uma mudança de atitude faceao outro: (...) o outro é alguém que é essencial para a nossa constituição comopessoa e dessa alteridade é que subsistimos, e é dela que emana a Justiça, aa garantia da vida compartilhada.” (MANTOAN, 2004, p.55).
  32. 32. 39 4.2. Educação inclusiva: o desafio de vencer o preconceito. Para Mantoan (2003, p.8), “As escolas inclusivas são instituições abertasincondicionalmente a todos os alunos.” Elas atendem-se às diferenças semqualquer discriminação, trabalhando conjuntamente com todos. Ao analisarmosse existe algum tipo de preconceito nas escolas e o que é feito para combateresses preconceitos, notamos algumas oposições na fala de dois professores.Para o professor A, o preconceito existe, mas é vencido com a participação daescola: “é muito difícil a aceitação no grupo, com o passar do tempo é que os colegas começam a aceitar. A escola tenta através de palestras amenizarem o problema.” (professor A). Para o professor B ha alguns alunos que não tem qualquer tipo depreconceito, mas quando o preconceito existe, a escola não atua paracombatê-lo “Alguns aceitam normalmente, outros procuram ficar distantes. E aescola nada faz”. (professor B)De acordo com as respostas o preconceito existe em tudo que lhe é diferente,“ser diferente” para algumas vezes causa estranhamento. Citando HannahArendt (Apud, Ferreira, 2003, p.36): “As diferenças entre os homens fazem-sepresentes, mostrando e demonstrando que existem grupos humanos dotadosde especificidades. Uma vez analisados os preconceitos existentes para a efetivaçãoinclusiva, têm-se as principais medidas a serem adotadas para que os alunoscom necessidades educacionais especiais se tornem inclusivas: uma dasmedidas principais é a conscientização de educadores, pais e alunos de que oseducandos com Necessidades Educacionais Especiais não vão atrapalhar o
  33. 33. 40processo de ensino-aprendizagem, mas, sim, ajudar construindo sentimentosde solidariedade e respeito às diferenças. 4.3 Educação Inclusiva e as questões curriculares Quando perguntamos que tipo de adaptação curricular os professoresfizeram para os alunos com necessidades educacionais especiais. Foirespondido que: “Não se tem muitos recursos, porém tentamos facilitar atransmissão do conhecimento o melhor possível.” (PROFESSOR B). O professor D relatou: “nenhuma adaptação, pois os professores nãodisponibilizam de recursos para as necessidades.”. O professor E afirmou: “os currículos precisam já serem adaptados pelosorientadores pedagógicas. O professor F diz: “mudanças são difíceis.”. Com os questionamentos feitos acerca da adaptação curricular,silenciava-se a possibilidade de uma formação crítica dos professores emrelação aos recursos adotados pela escola, no qual diz respeito ao tratamentodado aos alunos com necessidades educacionais especiais. De acordo Orlandi(1995), o silenciamento significa “por um silêncio” caracterizando processos deprodução de sentidos que são silenciados: “O funcionamento do silêncio atestao movimento do discurso que se faz na contradição entre o “um e múltiplo”, omesmo e o diferente, entre a paráfrase e a polissemia” (p.17).
  34. 34. 41 Umas das justificativas para esse silenciamento, em direção a umadiscussão sobre adaptação curricular e a inclusão, pode ser o medo dasdiferenças e o receio do desconhecido. Algumas respostas sobre a adaptaçãocurricular, nos mostram uma insatisfação que se refere às dificuldades em setratar o assunto por resistência dos professores, por não acharem, que é degrande importância fazer adaptações necessárias para os alunos comnecessidades educacionais especiais. O silêncio dos professores em relação aadaptação curricular fica “claro” que existe o medo de enfrentar o “desafio” queé a inclusão. 4.4 – A formação para a educação inclusiva: as queixas dosprofessores O aspecto salientado nas respostas referentes aos desafios enfrentadospela inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais, referente aresistência dos professores em efetivarem a inclusão, lembra Carvalho (2004),“Os professores se consideram despreparados, porque a formação habilitou-sea trabalhar sob a hegemonia da normalidade.” Alem disso, “a resistência dosprofessores está na dificuldade de aceitar, a diversidade humana,” comosalienta Oliveira (2003). Convém ressaltar que, para Mantoan (2004), “odiscurso do despreparo profissional”, na verdade mascara o medo de enfrentaro novo, representado pela inclusão. Professor C: “Falta preparação, informação, metodologia, material.”. Professor D: “Reorganização escolar, formação continuada dosprofessores e a transformação da concepção do que é deficiência. É preciso ressaltar que os educadores municipais encontram váriosdesafios para trabalharem com alunos com Necessidades EducacionaisEspeciais, devido a falta de recursos metodológicos a falta de formação einformação sobre alunos com Necessidades Educacionais Especiais.
  35. 35. 42Segundo Coll, Marchesi e Palacios (1995, p.105) o olhar do professor é queguiará o desenvolvimento da criança incluída; acredita-se que a inclusão tem aver com a postura que o professor assume frente ao que lhe é estranho,desconhecido, no caso das crianças com Necessidades EducacionaisEspeciais, isso irá depender de como o educador percebe a diferença do outro.De acordo com as respostas de todos os educadores e a analise feita,sugerimos que a principal barreira à inclusão encontra-se na percepção dosprofessores de que as crianças especiais são diferentes e de que a tarefa deeducá-los requer um conhecimento e uma experiência especial, umtreinamento especial. Contudo, a atitude e a percepção do professorapresentam o maior, único e significativo obstáculo à inclusão.
  36. 36. 43 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao término deste trabalho pôde-se considerar e refletir quanto àspropostas educacionais que garantem “educação para todos” nesse processochamado inclusão, e se realmente acontecem nas escolas de ensino regular denosso município. Compreende-se que educação é essencial para odesenvolvimento de qualquer cidadão, e que incluir é fundamental para essesalunos com necessidades especiais para garantir o seu crescimento, mas nãoesquecendo que a inclusão só é possível quando há educadores envolvidos ecomprometidos com a educação, Sassaki (1997), diz que, “A construção de umnovo tipo de sociedade se dá através de transformações nos ambientes físicose na mentalidade de todas as pessoas assim como das pessoas “diferentes”. Com isso, a inclusão tornou-se alvo de discussões e inquietações deeducadores que procuram soluções às dificuldades e avaliam a contribuição dainclusão, pois deixar o aluno em sala regular e não atender o que realmente elenecessita, não é inclusão. As dificuldades existem e ficam bem claras quandoobservadas de forma crítica. Entre estas dificuldades estão: a falta de infra-estrutura das escolas, o despreparo e o desinteresse de alguns educadoresque não se sentem capazes frente a esse novo desafio, mas que também,muitas vezes não buscam meios para que isso aconteça.
  37. 37. 44 As pessoas com necessidades educacionais especiais possuem umalonga e árdua experiência de inclusão, traduzida em limitações na aceitaçãosocial, dificuldades no convívio e usufruto de seus direitos. É impossível apagaressa história de inclusão e lamentar que até pouco tempo nada se fazia. É bom acreditar que já existem educadores que anseiam por umaeducação efetivamente comprometida com a cidadania e com a formação dementalidade não excludente e que saiba conviver com a diversidade. Porquealem de uma escola inclusiva precisamos de um mundo inclusivo. Um mundono qual todos devem ter acesso às oportunidades de ser e estar na sociedadede forma participativa, onde a relação entre o acesso às oportunidades e ascaracterísticas individuais não seja marcada por interesses econômicos. Este estudo nos trouxe contribuições especiais para nossa formação,nos permitiu olhar a “diferença” de um modo “diferente”, compreendendo que oaluno com necessidades educacionais especiais também é pessoa cominteligência, capaz de aprender, entender e conviver com todos nós. A inclusão pode beneficiar não só o incluído, mas a todos, por issoacreditamos que este estudo não se encerra aqui, ele traz subsídios muitoimportantes para os educadores e toda a sociedade, pois nesse tema existemvertentes que podem ser pesquisadores, visto que, o processo da inclusão decrianças com Necessidades Educacionais Especiais é algo contínuo.
  38. 38. 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANACHE, A.A. Discurso e prática. “A educação de “Deficiente” visual emMato Grasso do Sul. Dissertação Mestrado, UFMS 1991AINSCOW, N.P.; GORDON, M. Caminhos para escola inclusiva, Lisboa,Instituto de inovação Educacional, 1997.ALONSO, D. Inclusão Revista Educação Especial, Brasília, V.4 2008.BUENO, J. G.S. A educação especial nas universidades brasileiras.Brasília, DF, MEC, 2002.______ Educação brasileira: Integração/Segregação do aluno diferente, SãoPaulo.BIANCHETTI, L. Um olhar sobre a diferença. Integração trabalho e cidadania,São Paulo, 1998.CARVALHO, R.E. Educação Inclusiva com os pingos nos is. Porto Alegre:Mediação, 2004.________ Atendimento Especializado, temas em Educação Especial,Editora. WVA 2. ed. 1996.________ Família, escola e comunidade: Alicerce da Educação Especial.Revista mensagem da APAE, nº 60, Brasília, DF. 1993. CARDOSO, M.S. Aspectos históricos da educação especial: Da exclusão ainclusão. Ed. 2º Porto Alegre. Ediquers. 2003.
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